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Resumo-Síntese
Biologia
 DNA e Síntese proteica
Experiências:
 De Griffith:
o Apósa descobertade FriedrichMiescherem1869 da existência
doDNA,Griffithrealizouumasériede experiênciasem1928que
vieram a desenvolver a importância do DNA para a célula.
A partir das bactérias que causam a pneumonia (Strepococcus
Pneumoniae) que se podem dividir em duas estirpes, S (lisas,
capsuladas e virulentas) e R (rugosas, não capsuladas e não
patogénicas), Griffith procedeu da seguinte forma:
Lote:
1. O rato foi infetado com a estirpe virulenta e morreu;
2. O rato foi infetado com a estirpe não virulenta e não
morreu;
3. O rato foi infetadocoma estirpe virulentamortapelocalor
e sobreviveu;
4. O rato foi infetadocom a estirpe não virulentajuntamente
com a virulenta morta pelo calor e morreu. Surgiram
bactérias tipo S vivas no rato.
o Griffithtirouconclusõesacercadosucedidonolote4(osoutros
lotes foram considerados lotes de “controlo”). A experiência
sugeria que as bactérias do tipo S conseguiam transmitir a sua
virulência às do tipo R. No entanto não se soube explicar o
porquê.
Deste modoo cientistasugeriuaexistênciade um princípio transformante,que
permitiria que as S transmitissem informações às R, de modo a que as de tipo R
pudessem desenvolver cápsula. Este princípio fora, mais tarde, desenvolvido na
experiência de Avery.
 De Avery:
o Avery suspeitava de que o princípio transformante era o DNA.
Assim, cultivou5colóniasde bactériastipoRemmeiopropício.
Colónias:
A. Colónia de “controlo”;
B. Mistura de DNA das bactérias tipo S;
C. DNA das bactérias tipo S juntamente com DNAase;
D. DNA das bactérias tipo S juntamente com RNAase;
E. DNA das bactérias tipo S juntamente com Protease.
o Nas colónias B, D e E surgiram colónias de bactérias tipo S.
Assim, Averychegouàconclusãoque o princípio transformante
era, de facto, o DNA.
 De Hershey e Chase:
o Hershey e Chase utilizaram, em 1953, bacteriófagos (vírus que
infetambactérias) para provar, definitivamente,que o suporte
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físico da informação genética é o DNA. Os bacteriófagos são
seres exclusivamente constituídos por DNA (adenovírus) ou
RNA (retrovírus) e uma cápsula de natureza proteica. Teve-se
em consideração que:
 Os vírus não penetram nas cápsulas das bactérias;
 As proteínasda cápsulados vírus não têmfósforo,mas
enxofre;
 O DNA tem fósforo, não enxofre.
o Marcou-se dois lotes de bacteriófagos radioativos. No 1º lote
marcou-se o enxofre das proteínas e no segundo o fósforo do
DNA. O objetivo era tornar possível seguir os trajetos de cada
uma das substâncias.
o Concluiu-se então que o DNA viral toma o comando da célula
bacteriana,enquantoque as proteínasnão chegama penetrar
na cápsula.
 Ácidos Nucleicos
Composição química:
Nucleótido DNA Nucleótido RNA
Grupo fosfato Grupo fosfato
Pentose (desoxirribose) Pentose (Ribose)
Base azotada
 Purina – Adenina, Guanina
 Pirimidina – Timina, Citosina
Base azotada
 Purina – Adenina, Guanina
 Pirimidina – Uracilo, Citosina
Os nucleótidos formam ligações entre si, formando cadeias polinucleotídicas. Estas
ligaçõesestabelecem-se entre ogrupofosfatoe ocarbono3´dapentose donucleótidoseguinte.
A estas ligações damos o nome de ligações fosfodiéster.
Regra de Chargaff:
Onúmerode timinaspresentesnoDNAde umadasespécieseraaproximadamenteigual
ao númerode adeninase que onúmerode guaninaseraaproximadamente igual aonúmerode
citosinas. E, consequentemente, a quantidade total de purinas era aproximadamente igual ao
número total de pirimidinas.
A partirdestaregrae dadescobertadeRosalindFranklin(bombardeouamostrasdeDNA
cristalizado, tendo obtido padrões que permitiram concluir que a molécula deveria ter uma
estruturahelicoidal),JamesWatsone FrancisCrickapresentaramo Modelode Dupla Hélice do
DNA.
 Estrutura do DNA
Modelo da Dupla Hélice do DNA:
Os nucleótidos que formam uma cadeia polinucleotídica ligam-se entre si através de
ligações covalentes (do tipo fosfodiéster) que se estabelecem entre o grupo fosfato e os
carbonos 3’ e 5’ das pentoses. As cadeias designam-se por antiparalelas uma vez que a
extremidade 5’ de uma cadeia corresponde a extremidade 3’ da outra cadeia. Entre as bases
azotadas verifica-se uma ligação por pontes de hidrogénio.
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o Adenina emparelha com a timina (por duas pontes de hidrogénio);
o Guanina emparelha com a citosina (por três pontes de hidrogénio).
Por esta razão são bases complementares, o que justifica as proporções encontradas
por Chargaff.
 Estrutura do RNA
A molécula de RNA é formada por uma cadeia simples de nucleótidos e é muito mais
pequena que a molécula de DNA. Esta molécula (a molécula de RNA) é sintetizada a
partir do DNA e pode apresentar três formas:
o RNA mensageiro (mRNA);
o RNA de transferência (tRNA);
o RNA ribossómico (rRNA).
Replicação do DNA:
Foram propostos três modelos para a replicação do DNA:
o Hipótese semiconservativa(aqual foi apoiadaporWatson e Crick);
o Hipótese conservativa;
o Hipótese dispersiva.
Experiência de Meselson e Stahl:
Foi cultivado E.Coli num meiode cultura com 15
N durante váriasgeraçõesde bactérias,
transferindo posteriormente para um meio com azoto normal (14
N). Extraiu-se DNA neste
momento,20 minutosdepoise 40 minutosdepois.Atravésdadensidade doDNA recolhidofoi
possível chegase àconclusãode que oDNA se duplicade modosemiconservativo,sendoque se
conserva sempre uma cadeia e se gera uma nova.
 Síntese proteica
A molécula de DNA garante a preservação da informação genética, transmitindo-a
sempre acadanovacélula.A célulautilizaparte dessainformaçãoparagerarproteínas.Para
que a síntese proteica ocorra, são necessários dois processos: a transcrição e a tradução.
A transcrição é o processoque permite queainformaçãogenéticadoDNA sejacopiada
para uma molécula de mRNA.
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A tradução é oprocessode utilizaçãodainformaçãocontida,agora,namoléculadeRNA
para sintetizar proteínas.
O segmento de DNA que contem a informação necessária para sintetizar uma
determinada proteína é o gene.
 Código genético
Antigamente,osbiólogosmolecularesacreditavamque ocódigogenéticoresultavade
uma sequência de nucleótidos e que esta mesma sequência tinha correspondência com a
sequência de aminoácido. A questão era: “Quantos nucleótidos seriam necessários para
codificarumaminoácido?Comoé que,existindoquatronucleótidosdiferentes,erapossível
que estas codificassem cerca de vinte aminoácidos distintos?”.
o Se a cada nucleótidocorresponde-seumaminoácido,sóseriapossível codificar
quatro aminoácidos;
o Se a cada 2 nucleótidos corresponde-se um aminoácido, só seria possível
codificar dezasseis aminoácidos;
o Mas, admitindo que a cada 3 nucleótidos corresponde-se um aminoácido,
obtinham-se sessenta e quatro combinações possíveis, mais do que as
necessárias para os vinte aminoácidos que surgem habitualmente nas
proteínas.
Parecia,portanto,muitoprovável que ocódigogenéticoassentarianumasequênciade
três nucleótidosconsecutivos,osquaisformamum tripleto.Apósesta descoberta,realizaram-
se duas experiências que a vieram desenvolver.
Experiências:
 De Nirenberg:
o Nirenberg chegou à conclusão de que quando utilizava mRNA
poli-U apenas obtinha um tipo de aminoácido(Fenilalanina), e
a mesma coisa com poli-A (Lisina) e poli-C (Prolina).
 De Khorana:
o Khorana sintetizou moléculas com nucleótidos alternados
(ACACACA…), e como esta cadeia permitia duas combinações
(ACA e CAC) formaram-se dois tipos de aminoácidos (Treonina
e Histidina, respetivamente).
Estas experiências permitiram concluir que diferentes combinações de tripletos
codificam diferentes tipos de aminoácidos.
A cada tripleto do mRNA dá-se o nome de codão. Cada codão resulta, por
complementaridade, de um tripleto do DNA, o codogene.
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O código genético tem as seguintes características:
o Cadaaminoácidoé codificadoporumtripletodesignadocodão;
o O tripleto AUG tem uma dupla função – codifica o aminoácido
metionina e constitui o codão de iniciação para a síntese
proteica;
o Os tripletos UAA, UGA e UAG são codões de finalização,istoé,
terminam a síntese proteica;
o O código genéticoé redundante (outambémdegenerescência
do código genético), ou seja, existe mais de um codão para
codificar um aminoácido;
o O terceironucleótido de cadacodãoé o menosespecífico(p.e.
a Prolina pode ser codificada por qualquer um dos seguintes
codões: CCU, CCC, CCA e CCG);
o Um determinado codão não codifica dois aminoácidos
diferentes, ou seja, não é ambíguo;
o O código genético é universal (um determinadocodão tem o
mesmo significado para a maioria dos organismos).
 Mecanismos envolvidos na síntese proteica
 Transcrição:
o Para que a transcrição ocorra é necessário que a RNA polimerase
desenrole um segmento de DNA (chamado de gene). Assim, uma
das cadeiasde DNA serve de molde para o mRNA (que se constitui
atravésdos nucleótidosexistentesnonucleoplasma).A transcrição
termina quando a RNA polimerase encontra um codão de
finalização. Este processo é mediado pela RNA polimerase que
promove a criação do RNA no sentido 5´→3´.
 Processamento (somente nos seres eucariontes):
o Nos seres eucariontes o mRNA utilizado durante a transcrição é
designado por RNA pré-mensageiro, uma vez que ainda irá sofrer
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uma maturação. Esta ocorre quandodiversassecçõesdomRNA,os
intrões,são removidas.Destaforma,os exõesconstituemomRNA
maturado, ou seja, a informação para a síntese proteica dispõe-se
de forma fragmentada. No final deste processo,o mRNA migra do
núcleo para o citoplasma, onde ocorrerá o processo de tradução.
 Tradução:
o Para o processode tradução é necessáriaapresençadotRNA (RNA
de transferência) e do rRNA (RNA ribossómico).
o Cada molécula de TRNA apresenta:
 Uma regiãoque lhepermitefixarumaminoácidoespecífico,
designado do local aminoacil. Esta região localiza-se na
extremidade 3´ da molécula;
 Uma sequência de três nucleótidos, complementar do
codão, designado anticodão;
 Locais para a ligação ao ribossoma;
 Locaisparaa ligaçãoàsenzimasintervenientesnaformação
dos péptidos.
o O processo de tradução encerra três etapas: a iniciação, o
alongamento e a finalização:
 Iniciação:
 O processo inicia-se quando a subunidade menor
do ribossomase ligaao mRNA (naextremidade 5´),
deslizando até encontrar o codão de iniciação
(AUG). De seguida o tRNA, que transporta o
aminoácido metionina, liga-se por
complementaridade ao codão de iniciação. A
subunidade maior do ribossoma liga-se à menor.
 Alongamento:
 Um segundo tRNA transporta outro aminoácido
que se ligaaocodão.Oribossomaavançatrêsbases
(sentido5’para 3’), enquantoo processose repete
ao longo da molécula de mRNA. Os tRNA vão se
desprendendo.
 Finalização:
 O ribossoma encontra um codão de finalização
(UAA, UAG ou UGA), o último tRNA abandona o
ribossoma e as subunidades voltam a separar-se.
Finalmente, a proteína (ou péptido) é libertada.
o Este processo anabólico exige consumo de energia, no entanto a
cada molécula de mRNA podem ligar-se vários ribossomas,
formando um polirribossoma.
 Alterações do material genético:
As mutaçõesgenéticasresultamda substituição,do desaparecimentoou da adição de um
nucleótido à sequência que constitui o gene. Assim, constituem-se proteínas diferentes.
Quando estas proteínas têm um papel importante no organismo podem originar doenças.
(Anemia Falciforme, Albinismo, …).
São exemplos de agentes mutagénicos, os raios X, gama, cósmicos, UV e as partículas
emitidas por substâncias radioativas ou químicas como o gás mostarda e as nitrosaminas.
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 Mitose
Quandouma célulase divide é necessárioque amoléculade DNA se replique,sendoque a
célula-filha herda toda a informação genética da célula-mãe.
 Nos seres procariontes:
Pelo facto de os seres procariontes serem unicelulares, cada vez que ocorre a
divisãocelular,verifica-se aproduçãode doisnovosindivíduosquesãoidênticos
entre si e idênticos à célula-mãe.
 Nossereseucariontes:
O processo é bastante maiscomplexo,umavezque oDNA está armazenado
emvárias moléculas,sendoque estáassociadoaumaproteína, as histonas.
Cada porção de DNA associadaàs histonas (nucleossoma) constituium
filamentode cromatina.Estesfilamentosencontram-sedispersosnacélula,
excetonoprocessode divisão,emque se condensamem cromossomas.
Esta condensaçãoresultadaassociaçãoentre as histonase o DNA.Na fase de
condensaçãocada cromossomaé constituídopor dois cromatídeosunidospor
uma estruturaresistente,ocentrómero.Paraque a célulase divida,ocorre um
processodesignadoporfase mitóticaque é constituídoporum processode
mitose (duplicaçãode todososcromossomasdonúcleooriginal) e umde
citocinese (divisãodocitoplasma).Assimformam-se duascélulas-filhas
idênticasentre si e à célula-mãe.
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 Ciclo celular
O ciclocelularé constituídopela fase mitótica e pelainterfase.
 Interfase:
o PeríodoG1: (Pós-Mitótico).Sãoproduzidasmoléculasde RNA para
sintetizarproteínas,lípidose glícidos.Ocorre crescimentocelular.No
caso de a célulanãosofrermaisdivisõesentranafase G0 durante
longosperíodosde tempo.
o PeríodoS: (Síntese de DNA).CaracterizadopelareplicaçãodoDNA,por
replicação semiconservativa. Ao DNA replicado associam-se histonas,
formando-se cromossomas.
o PeríodoG2:(Pré-Mitótico).Síntese de maisproteínase estruturas
membranares.Ocorre crescimentocelular.
 Fase mitótica:
o Mitose:
 Profase:A etapamais longada mitose.Oscromossomas
enrolam-se tornando-secondensados,curtose grossos.Os
centrossomas(2centríolos) afastam-se parapólosopostos,
formandoumfusoacromático,o qual é formadapor fibrilasde
microtúbulosproteicos (proteína–Tubulina).Nofinal da
profase onúcleodesagrega-se.Nascélulasvegetaisasfibras
do fusoacromáticosão formadaspor centrosorganizadores
de microtúbulosexistentesnospólos.
 Metafase:Os cromossomasdispõem-senoplanoequatorial
da célula,formandaaplaca equatorial.Oscentrómeros
encontram-se nestaplaca,enquantoque osbraçosdos
cromossomasse voltampara foradeste plano.
 Anafase:O centrómerorompe-se,separandoosdois
cromatídeos.Oscromossomasiniciamaascensãopolarao
longodo fusoacromático.Nofinal daanafase,cada pólo
contémum conjuntode cromossomasexatamente igual.
 Telofase:Forma-se uminvólucronuclearemtornodos
cromossomas,que iniciamumprocessode descondensação.O
fusoacromáticodesorganiza-se.A mitose terminae a célula
possui doisnúcleos.
 Citocinese:
A citocinese inicia-se durante aanafase oua telofase.Nascélulasanimais
ocorre devidoaoestrangulamentodocitoplasma,devidoacontração de
um conjuntode filamentosproteicos (nestecasoà actina).Nascélulas
vegetaisaexistênciadaparede nãopermite oestrangulamento.Assim,
vesículasresultantesdocomplexode Golgi depositam-senaregião
equatorial,formandoumamembranacelularque divide acélulaemduas,
ambas com parede celularcompleta.
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 Células estaminais
Em organismosmulticelularesexistemgeralmente célulasdiferenciadas. Paraque apartir
de uma célulainicial se obtenhaumavariedadetãogrande de célulastêmque existirum
processode diferenciação.Apósa fecundação,apartir da célula-ovo(célulatotipotente)
forma-se umconjuntode célulasindiferenciadasque, posteriormente, se dividememcélulas
diferenciadasparaas maisvariadasfunções.Fatorescitoplasmáticosousinaisde células
vizinhasconduzemàdiferenciaçãocelular.Estesfatoresativamoubloqueiamdeterminados
genesque dãoà célulainformaçãoparase diferenciar.
As célulasestaminais,responsáveispelaconstruçãodocorpodas plantase dosanimais,
são:
o São célulasindiferenciadas(nãoespecializadas);
o São capazesde se dividireme diferenciarem(têmcapacidadede expansão);
o Têmcapacidade de autorrenovaçãoe divisãoassimétrica(criamumacélula-
filhadiferenciadae outraindiferenciada);
o São totipotentesaté àformação doblastocisto.A partirdesse momentosão
pluripotentes.
Nostecidosadultosvegetaisexiste umoutrotipode célulasindiferenciadas,os
meristemas,que sãocapazesde renovarzonaslesadase levarao crescimentode órgãos.
 Clonagem
Experiênciade Steward:
o Stewardverificouque,quandocolocavacélulasdiferenciadas,retiradasda
raiz da cenoura,nummeiode culturacom todosos nutrientesnecessários,
era possível produzirumaplantaadultacompleta.Stewardverificou,
ainda,que este novoindivíduoerageneticamente idênticoàplanta
parental.
A produçãode um ou maisindivíduosgeneticamenteidênticosaoprogenitordesigna-
se clonagem.
Experiênciade RobertBriggse ThomasKing:
o Estescientistasremoveramonúcleode umovode rã. Seguidamente,
transplantaram,paraesse ovoanucleado,umnúcleode umacélulade um
embriãode rã. Verificaramaindaque,se onúcleoproviesse de célulasde
embriõesmuitojovens,odesenvolvimentode umnovoembriãoera
possível.Mas,quandousavamnúcleosde célulascomumacerta
diferenciação,nomeadamente de célulasintestinais,sócercade 2% dessas
célulasdesenvolveriamumnovoembrião.Destemodo,verificaramque a
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capacidade de o núcleotransplantadosuportarumdesenvolvimento
normal estadiretamente relacionadacomaidade dodador.
Experiênciade IanWilmut:
o O processoque conduziuàformação da ovelhaDollyexigiuuma
reprogramaçãodo núcleode umacéluladiferenciada,tornando-a
totipotente.
Para clonar umorganismoé necessáriaa reprogramaçãodonúcleode uma célula
diferenciada,tornando-atotipotente.Assim,funde-seumacéluladiferenciadacomumóvulo
anucleado,que se tornaráum embrião.
 Diferenciação celular e cancro
Durante os processosde diferenciaçãocelulare divisãoocorremporvezeserrosque
conduzemà produçãode célulascancerosas.Uma dasmaispreocupantesalteraçõesque
ocorremna célulaé a perdadosmecanismosde regulaçãocelularnaexpressãodosgenes,
assimas célulaspodemtornar-se imortais,pordiminuiçãodaapoptose.Oresultadodesta
divisãoinfinitalevaàproduçãode tumores.Ascélulasde algunstumoresmalignospodem
formar metástases(resultadamigraçãode célulascancerosasapartir de um focoinicial e
consiste naformaçãode tumoresemnovoslocais).
De umaforma genérica, podemosidentificarasseguintesetapasnodesenvolvimentode
um cancro (neoplasia):
o Proliferaçãocelularnãocontrolada
o Perdade diferenciação(Displasia)
o Cancro insitu (localizado,nãoinvasivo)
o Cancro invasivo(resultantedaacumulaçãode váriasalteraçõesgenéticas
nas células).

Resumo biologia (0)

  • 1.
    1 Resumo-Síntese Biologia  DNA eSíntese proteica Experiências:  De Griffith: o Apósa descobertade FriedrichMiescherem1869 da existência doDNA,Griffithrealizouumasériede experiênciasem1928que vieram a desenvolver a importância do DNA para a célula. A partir das bactérias que causam a pneumonia (Strepococcus Pneumoniae) que se podem dividir em duas estirpes, S (lisas, capsuladas e virulentas) e R (rugosas, não capsuladas e não patogénicas), Griffith procedeu da seguinte forma: Lote: 1. O rato foi infetado com a estirpe virulenta e morreu; 2. O rato foi infetado com a estirpe não virulenta e não morreu; 3. O rato foi infetadocoma estirpe virulentamortapelocalor e sobreviveu; 4. O rato foi infetadocom a estirpe não virulentajuntamente com a virulenta morta pelo calor e morreu. Surgiram bactérias tipo S vivas no rato. o Griffithtirouconclusõesacercadosucedidonolote4(osoutros lotes foram considerados lotes de “controlo”). A experiência sugeria que as bactérias do tipo S conseguiam transmitir a sua virulência às do tipo R. No entanto não se soube explicar o porquê. Deste modoo cientistasugeriuaexistênciade um princípio transformante,que permitiria que as S transmitissem informações às R, de modo a que as de tipo R pudessem desenvolver cápsula. Este princípio fora, mais tarde, desenvolvido na experiência de Avery.  De Avery: o Avery suspeitava de que o princípio transformante era o DNA. Assim, cultivou5colóniasde bactériastipoRemmeiopropício. Colónias: A. Colónia de “controlo”; B. Mistura de DNA das bactérias tipo S; C. DNA das bactérias tipo S juntamente com DNAase; D. DNA das bactérias tipo S juntamente com RNAase; E. DNA das bactérias tipo S juntamente com Protease. o Nas colónias B, D e E surgiram colónias de bactérias tipo S. Assim, Averychegouàconclusãoque o princípio transformante era, de facto, o DNA.  De Hershey e Chase: o Hershey e Chase utilizaram, em 1953, bacteriófagos (vírus que infetambactérias) para provar, definitivamente,que o suporte
  • 2.
    2 físico da informaçãogenética é o DNA. Os bacteriófagos são seres exclusivamente constituídos por DNA (adenovírus) ou RNA (retrovírus) e uma cápsula de natureza proteica. Teve-se em consideração que:  Os vírus não penetram nas cápsulas das bactérias;  As proteínasda cápsulados vírus não têmfósforo,mas enxofre;  O DNA tem fósforo, não enxofre. o Marcou-se dois lotes de bacteriófagos radioativos. No 1º lote marcou-se o enxofre das proteínas e no segundo o fósforo do DNA. O objetivo era tornar possível seguir os trajetos de cada uma das substâncias. o Concluiu-se então que o DNA viral toma o comando da célula bacteriana,enquantoque as proteínasnão chegama penetrar na cápsula.  Ácidos Nucleicos Composição química: Nucleótido DNA Nucleótido RNA Grupo fosfato Grupo fosfato Pentose (desoxirribose) Pentose (Ribose) Base azotada  Purina – Adenina, Guanina  Pirimidina – Timina, Citosina Base azotada  Purina – Adenina, Guanina  Pirimidina – Uracilo, Citosina Os nucleótidos formam ligações entre si, formando cadeias polinucleotídicas. Estas ligaçõesestabelecem-se entre ogrupofosfatoe ocarbono3´dapentose donucleótidoseguinte. A estas ligações damos o nome de ligações fosfodiéster. Regra de Chargaff: Onúmerode timinaspresentesnoDNAde umadasespécieseraaproximadamenteigual ao númerode adeninase que onúmerode guaninaseraaproximadamente igual aonúmerode citosinas. E, consequentemente, a quantidade total de purinas era aproximadamente igual ao número total de pirimidinas. A partirdestaregrae dadescobertadeRosalindFranklin(bombardeouamostrasdeDNA cristalizado, tendo obtido padrões que permitiram concluir que a molécula deveria ter uma estruturahelicoidal),JamesWatsone FrancisCrickapresentaramo Modelode Dupla Hélice do DNA.  Estrutura do DNA Modelo da Dupla Hélice do DNA: Os nucleótidos que formam uma cadeia polinucleotídica ligam-se entre si através de ligações covalentes (do tipo fosfodiéster) que se estabelecem entre o grupo fosfato e os carbonos 3’ e 5’ das pentoses. As cadeias designam-se por antiparalelas uma vez que a extremidade 5’ de uma cadeia corresponde a extremidade 3’ da outra cadeia. Entre as bases azotadas verifica-se uma ligação por pontes de hidrogénio.
  • 3.
    3 o Adenina emparelhacom a timina (por duas pontes de hidrogénio); o Guanina emparelha com a citosina (por três pontes de hidrogénio). Por esta razão são bases complementares, o que justifica as proporções encontradas por Chargaff.  Estrutura do RNA A molécula de RNA é formada por uma cadeia simples de nucleótidos e é muito mais pequena que a molécula de DNA. Esta molécula (a molécula de RNA) é sintetizada a partir do DNA e pode apresentar três formas: o RNA mensageiro (mRNA); o RNA de transferência (tRNA); o RNA ribossómico (rRNA). Replicação do DNA: Foram propostos três modelos para a replicação do DNA: o Hipótese semiconservativa(aqual foi apoiadaporWatson e Crick); o Hipótese conservativa; o Hipótese dispersiva. Experiência de Meselson e Stahl: Foi cultivado E.Coli num meiode cultura com 15 N durante váriasgeraçõesde bactérias, transferindo posteriormente para um meio com azoto normal (14 N). Extraiu-se DNA neste momento,20 minutosdepoise 40 minutosdepois.Atravésdadensidade doDNA recolhidofoi possível chegase àconclusãode que oDNA se duplicade modosemiconservativo,sendoque se conserva sempre uma cadeia e se gera uma nova.  Síntese proteica A molécula de DNA garante a preservação da informação genética, transmitindo-a sempre acadanovacélula.A célulautilizaparte dessainformaçãoparagerarproteínas.Para que a síntese proteica ocorra, são necessários dois processos: a transcrição e a tradução. A transcrição é o processoque permite queainformaçãogenéticadoDNA sejacopiada para uma molécula de mRNA.
  • 4.
    4 A tradução éoprocessode utilizaçãodainformaçãocontida,agora,namoléculadeRNA para sintetizar proteínas. O segmento de DNA que contem a informação necessária para sintetizar uma determinada proteína é o gene.  Código genético Antigamente,osbiólogosmolecularesacreditavamque ocódigogenéticoresultavade uma sequência de nucleótidos e que esta mesma sequência tinha correspondência com a sequência de aminoácido. A questão era: “Quantos nucleótidos seriam necessários para codificarumaminoácido?Comoé que,existindoquatronucleótidosdiferentes,erapossível que estas codificassem cerca de vinte aminoácidos distintos?”. o Se a cada nucleótidocorresponde-seumaminoácido,sóseriapossível codificar quatro aminoácidos; o Se a cada 2 nucleótidos corresponde-se um aminoácido, só seria possível codificar dezasseis aminoácidos; o Mas, admitindo que a cada 3 nucleótidos corresponde-se um aminoácido, obtinham-se sessenta e quatro combinações possíveis, mais do que as necessárias para os vinte aminoácidos que surgem habitualmente nas proteínas. Parecia,portanto,muitoprovável que ocódigogenéticoassentarianumasequênciade três nucleótidosconsecutivos,osquaisformamum tripleto.Apósesta descoberta,realizaram- se duas experiências que a vieram desenvolver. Experiências:  De Nirenberg: o Nirenberg chegou à conclusão de que quando utilizava mRNA poli-U apenas obtinha um tipo de aminoácido(Fenilalanina), e a mesma coisa com poli-A (Lisina) e poli-C (Prolina).  De Khorana: o Khorana sintetizou moléculas com nucleótidos alternados (ACACACA…), e como esta cadeia permitia duas combinações (ACA e CAC) formaram-se dois tipos de aminoácidos (Treonina e Histidina, respetivamente). Estas experiências permitiram concluir que diferentes combinações de tripletos codificam diferentes tipos de aminoácidos. A cada tripleto do mRNA dá-se o nome de codão. Cada codão resulta, por complementaridade, de um tripleto do DNA, o codogene.
  • 5.
    5 O código genéticotem as seguintes características: o Cadaaminoácidoé codificadoporumtripletodesignadocodão; o O tripleto AUG tem uma dupla função – codifica o aminoácido metionina e constitui o codão de iniciação para a síntese proteica; o Os tripletos UAA, UGA e UAG são codões de finalização,istoé, terminam a síntese proteica; o O código genéticoé redundante (outambémdegenerescência do código genético), ou seja, existe mais de um codão para codificar um aminoácido; o O terceironucleótido de cadacodãoé o menosespecífico(p.e. a Prolina pode ser codificada por qualquer um dos seguintes codões: CCU, CCC, CCA e CCG); o Um determinado codão não codifica dois aminoácidos diferentes, ou seja, não é ambíguo; o O código genético é universal (um determinadocodão tem o mesmo significado para a maioria dos organismos).  Mecanismos envolvidos na síntese proteica  Transcrição: o Para que a transcrição ocorra é necessário que a RNA polimerase desenrole um segmento de DNA (chamado de gene). Assim, uma das cadeiasde DNA serve de molde para o mRNA (que se constitui atravésdos nucleótidosexistentesnonucleoplasma).A transcrição termina quando a RNA polimerase encontra um codão de finalização. Este processo é mediado pela RNA polimerase que promove a criação do RNA no sentido 5´→3´.  Processamento (somente nos seres eucariontes): o Nos seres eucariontes o mRNA utilizado durante a transcrição é designado por RNA pré-mensageiro, uma vez que ainda irá sofrer
  • 6.
    6 uma maturação. Estaocorre quandodiversassecçõesdomRNA,os intrões,são removidas.Destaforma,os exõesconstituemomRNA maturado, ou seja, a informação para a síntese proteica dispõe-se de forma fragmentada. No final deste processo,o mRNA migra do núcleo para o citoplasma, onde ocorrerá o processo de tradução.  Tradução: o Para o processode tradução é necessáriaapresençadotRNA (RNA de transferência) e do rRNA (RNA ribossómico). o Cada molécula de TRNA apresenta:  Uma regiãoque lhepermitefixarumaminoácidoespecífico, designado do local aminoacil. Esta região localiza-se na extremidade 3´ da molécula;  Uma sequência de três nucleótidos, complementar do codão, designado anticodão;  Locais para a ligação ao ribossoma;  Locaisparaa ligaçãoàsenzimasintervenientesnaformação dos péptidos. o O processo de tradução encerra três etapas: a iniciação, o alongamento e a finalização:  Iniciação:  O processo inicia-se quando a subunidade menor do ribossomase ligaao mRNA (naextremidade 5´), deslizando até encontrar o codão de iniciação (AUG). De seguida o tRNA, que transporta o aminoácido metionina, liga-se por complementaridade ao codão de iniciação. A subunidade maior do ribossoma liga-se à menor.  Alongamento:  Um segundo tRNA transporta outro aminoácido que se ligaaocodão.Oribossomaavançatrêsbases (sentido5’para 3’), enquantoo processose repete ao longo da molécula de mRNA. Os tRNA vão se desprendendo.  Finalização:  O ribossoma encontra um codão de finalização (UAA, UAG ou UGA), o último tRNA abandona o ribossoma e as subunidades voltam a separar-se. Finalmente, a proteína (ou péptido) é libertada. o Este processo anabólico exige consumo de energia, no entanto a cada molécula de mRNA podem ligar-se vários ribossomas, formando um polirribossoma.  Alterações do material genético: As mutaçõesgenéticasresultamda substituição,do desaparecimentoou da adição de um nucleótido à sequência que constitui o gene. Assim, constituem-se proteínas diferentes. Quando estas proteínas têm um papel importante no organismo podem originar doenças. (Anemia Falciforme, Albinismo, …). São exemplos de agentes mutagénicos, os raios X, gama, cósmicos, UV e as partículas emitidas por substâncias radioativas ou químicas como o gás mostarda e as nitrosaminas.
  • 7.
    7  Mitose Quandouma célulasedivide é necessárioque amoléculade DNA se replique,sendoque a célula-filha herda toda a informação genética da célula-mãe.  Nos seres procariontes: Pelo facto de os seres procariontes serem unicelulares, cada vez que ocorre a divisãocelular,verifica-se aproduçãode doisnovosindivíduosquesãoidênticos entre si e idênticos à célula-mãe.  Nossereseucariontes: O processo é bastante maiscomplexo,umavezque oDNA está armazenado emvárias moléculas,sendoque estáassociadoaumaproteína, as histonas. Cada porção de DNA associadaàs histonas (nucleossoma) constituium filamentode cromatina.Estesfilamentosencontram-sedispersosnacélula, excetonoprocessode divisão,emque se condensamem cromossomas. Esta condensaçãoresultadaassociaçãoentre as histonase o DNA.Na fase de condensaçãocada cromossomaé constituídopor dois cromatídeosunidospor uma estruturaresistente,ocentrómero.Paraque a célulase divida,ocorre um processodesignadoporfase mitóticaque é constituídoporum processode mitose (duplicaçãode todososcromossomasdonúcleooriginal) e umde citocinese (divisãodocitoplasma).Assimformam-se duascélulas-filhas idênticasentre si e à célula-mãe.
  • 8.
    8  Ciclo celular Ociclocelularé constituídopela fase mitótica e pelainterfase.  Interfase: o PeríodoG1: (Pós-Mitótico).Sãoproduzidasmoléculasde RNA para sintetizarproteínas,lípidose glícidos.Ocorre crescimentocelular.No caso de a célulanãosofrermaisdivisõesentranafase G0 durante longosperíodosde tempo. o PeríodoS: (Síntese de DNA).CaracterizadopelareplicaçãodoDNA,por replicação semiconservativa. Ao DNA replicado associam-se histonas, formando-se cromossomas. o PeríodoG2:(Pré-Mitótico).Síntese de maisproteínase estruturas membranares.Ocorre crescimentocelular.  Fase mitótica: o Mitose:  Profase:A etapamais longada mitose.Oscromossomas enrolam-se tornando-secondensados,curtose grossos.Os centrossomas(2centríolos) afastam-se parapólosopostos, formandoumfusoacromático,o qual é formadapor fibrilasde microtúbulosproteicos (proteína–Tubulina).Nofinal da profase onúcleodesagrega-se.Nascélulasvegetaisasfibras do fusoacromáticosão formadaspor centrosorganizadores de microtúbulosexistentesnospólos.  Metafase:Os cromossomasdispõem-senoplanoequatorial da célula,formandaaplaca equatorial.Oscentrómeros encontram-se nestaplaca,enquantoque osbraçosdos cromossomasse voltampara foradeste plano.  Anafase:O centrómerorompe-se,separandoosdois cromatídeos.Oscromossomasiniciamaascensãopolarao longodo fusoacromático.Nofinal daanafase,cada pólo contémum conjuntode cromossomasexatamente igual.  Telofase:Forma-se uminvólucronuclearemtornodos cromossomas,que iniciamumprocessode descondensação.O fusoacromáticodesorganiza-se.A mitose terminae a célula possui doisnúcleos.  Citocinese: A citocinese inicia-se durante aanafase oua telofase.Nascélulasanimais ocorre devidoaoestrangulamentodocitoplasma,devidoacontração de um conjuntode filamentosproteicos (nestecasoà actina).Nascélulas vegetaisaexistênciadaparede nãopermite oestrangulamento.Assim, vesículasresultantesdocomplexode Golgi depositam-senaregião equatorial,formandoumamembranacelularque divide acélulaemduas, ambas com parede celularcompleta.
  • 9.
    9  Células estaminais Emorganismosmulticelularesexistemgeralmente célulasdiferenciadas. Paraque apartir de uma célulainicial se obtenhaumavariedadetãogrande de célulastêmque existirum processode diferenciação.Apósa fecundação,apartir da célula-ovo(célulatotipotente) forma-se umconjuntode célulasindiferenciadasque, posteriormente, se dividememcélulas diferenciadasparaas maisvariadasfunções.Fatorescitoplasmáticosousinaisde células vizinhasconduzemàdiferenciaçãocelular.Estesfatoresativamoubloqueiamdeterminados genesque dãoà célulainformaçãoparase diferenciar. As célulasestaminais,responsáveispelaconstruçãodocorpodas plantase dosanimais, são: o São célulasindiferenciadas(nãoespecializadas); o São capazesde se dividireme diferenciarem(têmcapacidadede expansão); o Têmcapacidade de autorrenovaçãoe divisãoassimétrica(criamumacélula- filhadiferenciadae outraindiferenciada); o São totipotentesaté àformação doblastocisto.A partirdesse momentosão pluripotentes. Nostecidosadultosvegetaisexiste umoutrotipode célulasindiferenciadas,os meristemas,que sãocapazesde renovarzonaslesadase levarao crescimentode órgãos.  Clonagem Experiênciade Steward: o Stewardverificouque,quandocolocavacélulasdiferenciadas,retiradasda raiz da cenoura,nummeiode culturacom todosos nutrientesnecessários, era possível produzirumaplantaadultacompleta.Stewardverificou, ainda,que este novoindivíduoerageneticamente idênticoàplanta parental. A produçãode um ou maisindivíduosgeneticamenteidênticosaoprogenitordesigna- se clonagem. Experiênciade RobertBriggse ThomasKing: o Estescientistasremoveramonúcleode umovode rã. Seguidamente, transplantaram,paraesse ovoanucleado,umnúcleode umacélulade um embriãode rã. Verificaramaindaque,se onúcleoproviesse de célulasde embriõesmuitojovens,odesenvolvimentode umnovoembriãoera possível.Mas,quandousavamnúcleosde célulascomumacerta diferenciação,nomeadamente de célulasintestinais,sócercade 2% dessas célulasdesenvolveriamumnovoembrião.Destemodo,verificaramque a
  • 10.
    10 capacidade de onúcleotransplantadosuportarumdesenvolvimento normal estadiretamente relacionadacomaidade dodador. Experiênciade IanWilmut: o O processoque conduziuàformação da ovelhaDollyexigiuuma reprogramaçãodo núcleode umacéluladiferenciada,tornando-a totipotente. Para clonar umorganismoé necessáriaa reprogramaçãodonúcleode uma célula diferenciada,tornando-atotipotente.Assim,funde-seumacéluladiferenciadacomumóvulo anucleado,que se tornaráum embrião.  Diferenciação celular e cancro Durante os processosde diferenciaçãocelulare divisãoocorremporvezeserrosque conduzemà produçãode célulascancerosas.Uma dasmaispreocupantesalteraçõesque ocorremna célulaé a perdadosmecanismosde regulaçãocelularnaexpressãodosgenes, assimas célulaspodemtornar-se imortais,pordiminuiçãodaapoptose.Oresultadodesta divisãoinfinitalevaàproduçãode tumores.Ascélulasde algunstumoresmalignospodem formar metástases(resultadamigraçãode célulascancerosasapartir de um focoinicial e consiste naformaçãode tumoresemnovoslocais). De umaforma genérica, podemosidentificarasseguintesetapasnodesenvolvimentode um cancro (neoplasia): o Proliferaçãocelularnãocontrolada o Perdade diferenciação(Displasia) o Cancro insitu (localizado,nãoinvasivo) o Cancro invasivo(resultantedaacumulaçãode váriasalteraçõesgenéticas nas células).