UP – UNIVERSIDADE POSITIVO 
ELISAMA GRAFF CELLA 
FELIPE LOPES BACELLAR 
NATALIA FRENZEL 
CINÉTICA QUÍMICA 
Professor: Lígia Alves da Costa Cardoso 
CURITIBA – PR 
2013
Sumário 
Sumário..............................................................................................................................2 
1.Introdução.......................................................................................................................3 
3.Materiais.........................................................................................................................5 
4. Resultados e discussão...................................................................................................6 
4.1 Variação da temperatura..........................................................................................6 
4.2 Superfície de contato...............................................................................................6 
4.3 Variação da concentração............................................................................................7 
4.3.1 Adição de ácido acético........................................................................................7 
4.3.2 Adição de ácido clorídrico....................................................................................7 
4.4 Adição de catalisador...............................................................................................8 
5. Referências....................................................................................................................9
3 
1. Introdução 
O Conhecimento e o estudo da velocidade das reações, além de ser 
muito importante em termos industriais, também estão relacionados ao 
nosso dia-a-dia, por exemplo, quando guardamos alimentos na geladeira 
para retardar sua decomposição ou usamos panela de pressão para 
aumentar a velocidade de cozimento dos alimentos. As reações químicas 
ocorrem com velocidades diferentes e estas podem ser alteradas. 
Estas reações envolvem a quebra e a formação de ligações, as 
velocidades dependem da natureza dos reagentes, por isso, existem fatores 
que permitem a variação das velocidades como, por exemplo, o estado 
físico em que se encontram os reagentes, quando maior o grau de agitação 
das moléculas, maiores as chances de acontecerem choques moleculares 
que permitem a formação ou quebra das ligações, outro fator importante 
são as concentrações dos reagentes, quanto maiores às concentrações, 
mais rápidas se tornam as reações, na maioria dos casos. A temperatura e 
a pressão também são fatores que determinam a velocidade. Além desses 
facilitadores, outro mecanismo que facilita e diminui a velocidade das 
reações, é a utilização de catalisadores que são substâncias capazes de 
acelerar uma reação sem sofrerem alteração permanente, isto é, não são 
consumidas durante a reação. 
Em geral, a velocidade de uma reação química pode ser expressa como 
a razão da variação de concentração de um reagente, ou produto, com 
uma variação de tempo. Para determinar a velocidade de uma dada reação 
química, devemos medir quão rapidamente a concentração de um reagente 
ou produto varia, durante o curso da investigação.
4 
2. Objetivo 
Observar e entender o que acontece com a temperatura das substâncias 
quando em contato com fatores que a alteram.
5 
3. Materiais 
Relação de materiais utilizados na preparação das práticas: 
· Comprimido efervescente 
· 10 béquers de 250mL 
· Lâmina de corte 
· Termômetro de mercúrio 
· Bastão de vidro 
· Tela de amianto 
· Bico de bunsen 
· Água destilada 
· Vinagre 
· 2 colheres 
· Ácido clorídrico (HCl) 
· Magnésio (Mg(s)) 
· Peróxido de Hidrogênio (H2O2) a 10 e 30 vol. 
· 2 Tubos de ensaio 
· Solução Iodeto de potássio (KI) 
· Detergente 
· Proveta 100mL
6 
4. Resultados e discussão 
4.1 Variação da temperatura 
Para verificar a influencia da temperatura nas reações, foram preparadas 
4 amostras com 100mL de água com diferentes temperaturas iniciais, como 
descrito na tabela a baixo, e a eles foi adicionado ¼ de um comprimido 
efervescente, obtendo-se os seguintes resultados: 
Tabela de valores para o experimento 3.1 
Amostras Tempo 
Água à 17ºC 1:15 min 
Água à 10ºC 1:34 min 
Água à 40ºC 0:43 seg 
Água à +/- 100ºC 0:30 seg 
Podemos verificar que a velocidade da reação sofreu alterações 
bastante significativas com a variação da temperatura. Quanto maior a 
temperatura maior as condições para ocorrência de reações, como o 
descrito na teoria da colisão, uma vez que as chances de atrito entre as 
moléculas envolvidas aumentam significativamente quando a entropia 
aumenta. 
4.2 Superfície de contato 
Foram preparadas 2 amostras com aproximadamente 100mL de água a 
temperatura ambiente, em béqueres de 250mL foram adicionados ao 
mesmo tempo a mesma quantidade do comprimido efervescente as duas 
amostras, porém a primeira sem fragmentar o comprimido efervescente e a 
outra apenas com finas partículas. Seguem os resultados obtidos através 
do tempo de dissolução na tabela a baixo: 
Tabela de valores para o experimento 3.2 
Amostra Tempo
7 
Comprimido inteiro 1:25 min 
Comprimido fragmentado 1:20 min 
Ao observar os resultados foi verificado que quando um reagente está 
no estado sólido, a reação ocorre na sua superfície. Assim, quanto mais 
fragmentado for o reagente, maior a superfície de contato, maior será o 
número de choques, e maior será a velocidade da reação. O volume de CO2 
produzido nas duas reações será o mesmo, uma vez que foi utilizada a 
mesma massa de reagente. 
4.3 Variação da concentração 
4.3.1 Adição de ácido acético 
Preparar duas amostras em béquers de 250 mL, cada um contendo 
100 mL de água a temperatura ambiente. Adicionar respectivamente as 
amostras 15 e 5 mL de ácido acético, agite para homogeneizar e adicione 
½ comprimido efervescente a cada uma das amostras. Seguem os 
resultados obtidos através do tempo de dissolução na tabela abaixo: 
Tabela de valores para o experimento 3.3.1 
Amostra Tempo 
Adição de 15 mL de Ácido acético 1:54 min 
Adição de 5 mL de ácido acético 00:46 seg 
A partir dos resultados pôde ser verificado que a velocidade da 
reação também depende da concentração dos reagentes, pois ela está 
relacionada com o número de choques entre as moléculas. O número de 
choques e, conseqüentemente, a velocidade irão depender das 
concentrações. A adição do vinagre tem a finalidade de aumentar a 
freqüência de colisão das moléculas, facilitando assim a obtenção do 
produto final e a conseqüente solubilização do comprimido efervescente. 
4.3.2 Adição de ácido clorídrico
8 
Foram preparadas duas amostras com aproximadamente 10 mL de água 
destilada em tubos de ensaio e em seguida foi adicionado respectivamente 4 
e 12 gotas de HCl e adicionado simultaneamente duas amostras de mesma 
massa de magnésio sólido, os dados da observação de formação de gás 
seguem na tabela a baixo: 
Tabela de valores para o experimento 3.3.2 
Amostra Liberação de gás 
4 gotas de HCl < Concentração de gás 
12 gotas de HCl > Concentração de gás 
Durante a reação notou-se a formação de gás com uma coloração 
levemente amarelada, devido a formação do gás hidrogênio (H2) e 
produção do cloreto de magnésio MgCl no meio. A velocidade da reação 
no tubo contendo 12 gotas de HCl a reação foi mais lenta devido a maior 
concentração de ácido no sistema, o que aumenta a energia de ativação 
tornando a reação mais lenta. 
4.4 Adição de catalisador 
Em provetas de 100 mL adicionar respectivamente 15 mL de água 
oxigenada com concentração de 10 e 30 volumes. Adicionar 5 gotas de 
detergente na primeira proveta, contendo H2O2 a 10 volumes e analisar os 
resultados. Repetir a adição de 5 gotas de detergente a segunda proveta 
contendo H2O2 a 30 volumes e analisar os resultados. 
Foi verificado que no primeiro experimento com a concentração de 10 
Volumes, a reação liberou calor para o meio, demonstrando o caráter 
exotérmico, e a liberação de gás formado levou em torno de 2 minutos. Já 
no segundo experimento há excessiva liberação de calor demonstrando 
uma reação altamente exotérmica, com presença de maior quantidade de 
espuma o que indica maior concentração de gás, com menor tempo de 
reação total, em torno de 1:00 minutos até a liberação de todo o gás 
presente na mistura.
9 
5. Referências 
· < http://www.soq.com.br/conteudos/em/cineticaquimica/p2.php > 
acessado em 15/06/2013. 
· <http://www.portaleducarbrasil.com.br/Userfiles/P0001/File/Exerc 
%C3%ADcios%20sobre%20Cin%C3%A9tica%20Qu%C3%ADmica.pdf> 
acessado em 15/06/2013. 
· Usberco e Salvador, Química volume único, editora saraiva 2002.
9 
5. Referências 
· < http://www.soq.com.br/conteudos/em/cineticaquimica/p2.php > 
acessado em 15/06/2013. 
· <http://www.portaleducarbrasil.com.br/Userfiles/P0001/File/Exerc 
%C3%ADcios%20sobre%20Cin%C3%A9tica%20Qu%C3%ADmica.pdf> 
acessado em 15/06/2013. 
· Usberco e Salvador, Química volume único, editora saraiva 2002.

Cinética quimica de reações

  • 1.
    UP – UNIVERSIDADEPOSITIVO ELISAMA GRAFF CELLA FELIPE LOPES BACELLAR NATALIA FRENZEL CINÉTICA QUÍMICA Professor: Lígia Alves da Costa Cardoso CURITIBA – PR 2013
  • 2.
    Sumário Sumário..............................................................................................................................2 1.Introdução.......................................................................................................................3 3.Materiais.........................................................................................................................5 4. Resultados e discussão...................................................................................................6 4.1 Variação da temperatura..........................................................................................6 4.2 Superfície de contato...............................................................................................6 4.3 Variação da concentração............................................................................................7 4.3.1 Adição de ácido acético........................................................................................7 4.3.2 Adição de ácido clorídrico....................................................................................7 4.4 Adição de catalisador...............................................................................................8 5. Referências....................................................................................................................9
  • 3.
    3 1. Introdução O Conhecimento e o estudo da velocidade das reações, além de ser muito importante em termos industriais, também estão relacionados ao nosso dia-a-dia, por exemplo, quando guardamos alimentos na geladeira para retardar sua decomposição ou usamos panela de pressão para aumentar a velocidade de cozimento dos alimentos. As reações químicas ocorrem com velocidades diferentes e estas podem ser alteradas. Estas reações envolvem a quebra e a formação de ligações, as velocidades dependem da natureza dos reagentes, por isso, existem fatores que permitem a variação das velocidades como, por exemplo, o estado físico em que se encontram os reagentes, quando maior o grau de agitação das moléculas, maiores as chances de acontecerem choques moleculares que permitem a formação ou quebra das ligações, outro fator importante são as concentrações dos reagentes, quanto maiores às concentrações, mais rápidas se tornam as reações, na maioria dos casos. A temperatura e a pressão também são fatores que determinam a velocidade. Além desses facilitadores, outro mecanismo que facilita e diminui a velocidade das reações, é a utilização de catalisadores que são substâncias capazes de acelerar uma reação sem sofrerem alteração permanente, isto é, não são consumidas durante a reação. Em geral, a velocidade de uma reação química pode ser expressa como a razão da variação de concentração de um reagente, ou produto, com uma variação de tempo. Para determinar a velocidade de uma dada reação química, devemos medir quão rapidamente a concentração de um reagente ou produto varia, durante o curso da investigação.
  • 4.
    4 2. Objetivo Observar e entender o que acontece com a temperatura das substâncias quando em contato com fatores que a alteram.
  • 5.
    5 3. Materiais Relação de materiais utilizados na preparação das práticas: · Comprimido efervescente · 10 béquers de 250mL · Lâmina de corte · Termômetro de mercúrio · Bastão de vidro · Tela de amianto · Bico de bunsen · Água destilada · Vinagre · 2 colheres · Ácido clorídrico (HCl) · Magnésio (Mg(s)) · Peróxido de Hidrogênio (H2O2) a 10 e 30 vol. · 2 Tubos de ensaio · Solução Iodeto de potássio (KI) · Detergente · Proveta 100mL
  • 6.
    6 4. Resultadose discussão 4.1 Variação da temperatura Para verificar a influencia da temperatura nas reações, foram preparadas 4 amostras com 100mL de água com diferentes temperaturas iniciais, como descrito na tabela a baixo, e a eles foi adicionado ¼ de um comprimido efervescente, obtendo-se os seguintes resultados: Tabela de valores para o experimento 3.1 Amostras Tempo Água à 17ºC 1:15 min Água à 10ºC 1:34 min Água à 40ºC 0:43 seg Água à +/- 100ºC 0:30 seg Podemos verificar que a velocidade da reação sofreu alterações bastante significativas com a variação da temperatura. Quanto maior a temperatura maior as condições para ocorrência de reações, como o descrito na teoria da colisão, uma vez que as chances de atrito entre as moléculas envolvidas aumentam significativamente quando a entropia aumenta. 4.2 Superfície de contato Foram preparadas 2 amostras com aproximadamente 100mL de água a temperatura ambiente, em béqueres de 250mL foram adicionados ao mesmo tempo a mesma quantidade do comprimido efervescente as duas amostras, porém a primeira sem fragmentar o comprimido efervescente e a outra apenas com finas partículas. Seguem os resultados obtidos através do tempo de dissolução na tabela a baixo: Tabela de valores para o experimento 3.2 Amostra Tempo
  • 7.
    7 Comprimido inteiro1:25 min Comprimido fragmentado 1:20 min Ao observar os resultados foi verificado que quando um reagente está no estado sólido, a reação ocorre na sua superfície. Assim, quanto mais fragmentado for o reagente, maior a superfície de contato, maior será o número de choques, e maior será a velocidade da reação. O volume de CO2 produzido nas duas reações será o mesmo, uma vez que foi utilizada a mesma massa de reagente. 4.3 Variação da concentração 4.3.1 Adição de ácido acético Preparar duas amostras em béquers de 250 mL, cada um contendo 100 mL de água a temperatura ambiente. Adicionar respectivamente as amostras 15 e 5 mL de ácido acético, agite para homogeneizar e adicione ½ comprimido efervescente a cada uma das amostras. Seguem os resultados obtidos através do tempo de dissolução na tabela abaixo: Tabela de valores para o experimento 3.3.1 Amostra Tempo Adição de 15 mL de Ácido acético 1:54 min Adição de 5 mL de ácido acético 00:46 seg A partir dos resultados pôde ser verificado que a velocidade da reação também depende da concentração dos reagentes, pois ela está relacionada com o número de choques entre as moléculas. O número de choques e, conseqüentemente, a velocidade irão depender das concentrações. A adição do vinagre tem a finalidade de aumentar a freqüência de colisão das moléculas, facilitando assim a obtenção do produto final e a conseqüente solubilização do comprimido efervescente. 4.3.2 Adição de ácido clorídrico
  • 8.
    8 Foram preparadasduas amostras com aproximadamente 10 mL de água destilada em tubos de ensaio e em seguida foi adicionado respectivamente 4 e 12 gotas de HCl e adicionado simultaneamente duas amostras de mesma massa de magnésio sólido, os dados da observação de formação de gás seguem na tabela a baixo: Tabela de valores para o experimento 3.3.2 Amostra Liberação de gás 4 gotas de HCl < Concentração de gás 12 gotas de HCl > Concentração de gás Durante a reação notou-se a formação de gás com uma coloração levemente amarelada, devido a formação do gás hidrogênio (H2) e produção do cloreto de magnésio MgCl no meio. A velocidade da reação no tubo contendo 12 gotas de HCl a reação foi mais lenta devido a maior concentração de ácido no sistema, o que aumenta a energia de ativação tornando a reação mais lenta. 4.4 Adição de catalisador Em provetas de 100 mL adicionar respectivamente 15 mL de água oxigenada com concentração de 10 e 30 volumes. Adicionar 5 gotas de detergente na primeira proveta, contendo H2O2 a 10 volumes e analisar os resultados. Repetir a adição de 5 gotas de detergente a segunda proveta contendo H2O2 a 30 volumes e analisar os resultados. Foi verificado que no primeiro experimento com a concentração de 10 Volumes, a reação liberou calor para o meio, demonstrando o caráter exotérmico, e a liberação de gás formado levou em torno de 2 minutos. Já no segundo experimento há excessiva liberação de calor demonstrando uma reação altamente exotérmica, com presença de maior quantidade de espuma o que indica maior concentração de gás, com menor tempo de reação total, em torno de 1:00 minutos até a liberação de todo o gás presente na mistura.
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    9 5. Referências · < http://www.soq.com.br/conteudos/em/cineticaquimica/p2.php > acessado em 15/06/2013. · <http://www.portaleducarbrasil.com.br/Userfiles/P0001/File/Exerc %C3%ADcios%20sobre%20Cin%C3%A9tica%20Qu%C3%ADmica.pdf> acessado em 15/06/2013. · Usberco e Salvador, Química volume único, editora saraiva 2002.
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    9 5. Referências · < http://www.soq.com.br/conteudos/em/cineticaquimica/p2.php > acessado em 15/06/2013. · <http://www.portaleducarbrasil.com.br/Userfiles/P0001/File/Exerc %C3%ADcios%20sobre%20Cin%C3%A9tica%20Qu%C3%ADmica.pdf> acessado em 15/06/2013. · Usberco e Salvador, Química volume único, editora saraiva 2002.