REBELIÕES DA SENZALA
QUILOMBOS INSURREIÇÕES GUERRILHAS
DISCENTES:
• AMANDA DE OLIVEIRA LISBOA;
• BRUNA EMANUELLE;
• ELIKEINA LORENA BORGES;
• FLÁVIA FONSECA DE JESUS;
• KRISTIN CARINA MOURA MELO;
• LUCIANA DE SOUSA OLIVEIRA
QUEM É O AUTOR?
• Clóvis Steiger de Assis Moura (Amarante, 1925 — São
Paulo, dezembro de 2003), mais conhecido como Clóvis
Moura, foi um sociólogo, jornalista, historiador e escritor
brasileiro. Nasceu na cidade de Amarante, no Piauí. No livro
Argila da Memória, Clóvis Moura fala da sua infância no
interior, do Rio Parnaíba e de mitos do folclore piauiense,
como a lenda do Cabeça de Cuia. É influenciado pelo
marxismo, tendo desenvolvido a Sociologia da Práxis Negra.
Clóvis Moura questionou a visão de Gilberto Freyre sobre a
passividade do negro no Brasil, destacando a resistência à
escravidão dos quilombos. Em suas pesquisas tratou da
rebelião dos escravos e da formação dos quilombos.
Apoiando-se na teoria de Marx, analisou a luta de classes no
sistema escravista.
• Militou pelo Partido Comunista Brasileiro e, em 1962, na
cisão do partido, migrou para o PCdoB. Destacou-se pela
militância pioneira no movimento negro brasileiro.
Colaborou com artigos para jornais da Bahia e de São Paulo.
OBRAS
 Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas (1959)
 Argila da Memória (1962)
 O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? (1977)
 A sociologia posta em questão (1978)
 Diário da Guerrilha do Araguaia (1979)
 Os Quilombos e a Rebelião Negra (1981)
 Brasil: as raízes do protesto negro (1981)
 Sociologia do Negro Brasileiro (1988)
 As injustiças de Clio: o negro na historiografia brasileira (1990)
 Dialética Radical do Brasil Negro (1994)
 Dicionário da escravidão negra no Brasil (2004)
RESUMO GERAL SOBRE A OBRA
• Rebeliões da Senzala: Quilombos, Insurreições e Guerrilhas, foi escrito em 1959 e trás uma reflexão alinhada ao método
marxista para a compreensão da questão racial no Brasil;
• A obra é composta dos seguintes capítulos:
1. Caracteristicas Gerais;
2. Escaravos nos Movimentos Políticos;
3. Quilombos e Guerrilhas;
4. Insurreições Baianas;
5. Durante o Domínio Holandês;
6. A República de Palmares;
7. Revoltas em São Paulo;
8. O Quilombo do Jabaquara;
9. O Escravo Negro e o Sertão;
10. Tática de Luta dos Escravos;
11. Conclusões.
1. CARACTERÍSTICAS GERAIS
No primeiro capítulo o autor relata e demonstra que foi a partir da
força de trabalho do africano escravizado que o Brasil foi construído:
• Chegada dos portugueses ao Brasil em 1500;
• Escravização da mão de obra indígena (1540-1580)
http://consciencia.blog.br/tag/escravidao-indigena https://www.coladaweb.com/historia/jesuitas
https://cleofas.com.br/a-evangelizacao-dos-indios-no-brasil
• Tráfico e introdução da escravização de africanos no Brasil ( século XVI):
http://fabiopestanaramos.blogspot.com/2011/06/o-trafico-negreiro-no-seculo-xvii-e.html
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45092235
• Ciclo econômico brasileiro e sua relação com a mão de obra
escravista:
I. Economia Açucareira
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobra
sil/economia-
acucareira.htm
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobra
sil/economia-acucareira.htm
• Economia da Mineração
http://thehistoryblogs.blogspot.com/20
16/09/condicoes-de-trabalho-escravo-
nas.html
https://blogdoenem.com
.br/mineracao-brasil-
colonial-historia-enem
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica
Aula.html?aula=36910
• Economia Cafeicultora
• Crise do sistema escravocrata do Brasil( século XIX):
I. Pressão Inglesa;
II. Extinção do tráfico negreiro em 1850;
III. Pressão interna social.
• Movimento Abolicionista no Brasil (século XIX)
I. Ala moderada com representação de Joaquim Nabuco
II. Ala radical com representação de Luís Gama;
• Leis Abolicionistas no Brasil:
I. Lei Eusébio de Queirós (1850);
II. Lei do Ventre Livre (1871);
III.Lei dos Sexagenários (1885);
IV. Lei Áurea (1889)
Documento Lei Áurea (1889)
• Abolição da escravidão no Brasil e suas consequências
2. ESCRAVOS NOS MOVIMENTOS
POLÍTICOS
• Os escravos eram a base da pirâmide social, constituíam a força
produtiva mais importante. E apesar de serem a maioria demográfica,
tinha contra si a alienação em que se encontravam. Alienação que no caso
particular do escravo, tem características especificas.
• CARACTERISTICAS DA ALIENAÇÃO ESCRAVA
1. Não era a classe que estava ligada aos meios de produção mais
avançados
2. Não apenas produzia mercadorias dentro de um sistema que dificultava
o desenvolvimento das forças produtivas, como também se constituía em
mercadoria.
3. Era força produtiva no seu sentido global e ao mesmo tempo um simples
meio de produção, no ponto de vista do senhor dos escravos.
4. Era considerado um instrumento de trabalho, de vez que o direito da
propriedade se estendia a própria pessoa do escravo
5. Viviam e estavam submetidos a diversos métodos de repressão social.
• REVOLTA DE FELIPE DOS SANTOS
“Portugueses com os seus negros, foram presos”
• INCONFIDÊNCIA
MINEIRA
1. Não está claro até que ponto os
inconfidentes esperam que os escravos
aderissem e participassem da revolta;
2. Ao mesmo tempo em que os
inconfidentes se reuniam para discutir
o movimento, os escravos estavam em
franca ebulição;
3. Alguns inconfidentes viam na escravaria
de Minas Gerais material humano e
social muito importante;
4. O sargento Luís Vaz de Toledo
propunha que os escravos
participassem ativamente do
movimento.
“Um negro com uma carta de alforria à
testa se deixava morrer”
“Sentença
De Tiradentes”
“Os líderes da
Inconfidência
juram sobre a
bandeira do
movimento”
• REVOLTA DOS ALFAIATES
Enforcamento, em novembro de 1799, dos
conjurados Lucas Dantas, Manuel faustino, João
de Deus e Luís Gonzaga,
1. Foi do ponto de vista do
conteúdo político o mais
profundo acontecimento que
antecedeu a independência;
2. A participação do escravo tinha
um grau de coerência que
advinha da coincidência de
interesses das camadas artesãs
que o estruturavam e da classe
escrava;
3. Os escravos deram a revolta
um conteúdo preciso já que a
Abolição se inseria como um
dos postulados fundamentais.
PROGRAMA DO MOVIMENTO
I. Independência da capitania;
II. Governo republicano;
III. Liberdade de comércio e
abertura de todos os portos;
IV. Cada soldado terá pagamento
de 200 réis por dia;
V. Libertação dos escravos.
REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817
1. A participação do escravo será muito
menos importante do que na
Inconfidência Baiana;
2. Embora a revolução fosse favorável ao
fim do trabalho escravo, logo após a
vitória do Governo provisório a ideia foi
abandonada;
3. As ideias liberais serviram, neste caso
particular, para defender uma formação
econômico-social que na Europa elas
ajudaram a danificar;
4. A participação dos escravos nessa
revolta era de uma parte imposta pelos
seus senhores que estavam envolvidos
na luta e de outra parte espontânea.
• ARGOINS
1. Os escravos mineiros, dirigidos por um negro de fartas posses chamado Argoins proclamaram a
Constituição lusa em toda a zone onde atuavam;
2. Iniciaram ataques continuados aos negros da região que não haviam aderido ao movimento
constitucionalista, matando-os sem compaixão;
3. A contradição e confusão do movimento facilitou sua dissolução ;
4. O escravo é uma constante nas lutas, por vislumbrar no desligamento da metrópole a
oportunidade de conseguir a extinção do estatuto da escravidão;
5. Mesmo depois da Independência o escravo vai participar de movimentos políticos que lhe
ofereciam a “ilusão de liberdade” que o 7 de setembro não lhe deu;
6. A contradição e confusão do movimento facilitou sua dissolução.
O escravo é uma constante nas lutas, por vislumbrar no desligamento da metrópole a oportunidade de
conseguir a extinção do estatuto da escravidão.
Mesmo depois da Independência o escravo vai participar de movimentos políticos que lhe ofereciam a
“ilusão de liberdade” que o 7 de setembro não lhe deu.
• INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NA BAHIA
 Após proclamada a independência política do
Brasil, era necessário consolidá-la e garanti-la
militarmente, uma vez que as tropas
portuguesas continuavam alojadas na Bahia e
não estavam dispostas a depor as suas armas.
 Nesse episódio os escravos tiveram novamente
papel ativo. Era a última vez que entravam na
composição de forças sociais que desejavam a
independência, e mais uma vez após
conseguirem o objetivo dos manifestantes,
foram marginalizados após a vitória.
• Durante as lutas armadas o escravo teve quatro formas de comportamento:
1) Se aproveitou da confusão e fugiu para as matas
2) Aderiu ao movimento libertador para conseguir a sua alforria
3) Lutou por simples obediência aos seus senhores
4) participou ao lado das forças portuguesas
• REVOLTA DE PEDROSO
 Após o fracasso da revolução pernambucana
de 1817 os escravos participaram de outro
levante em 1823;
 Nesse levante a participação do negro foi
decisiva e fundamental. Nele quase só
tomaram parte os ex-escravos;
 Seu líder era Pedro da Silva Pedroso,
comandante da força armada.
• REVOLTA DAS
FARROUPILHAS
 Era a favor do fim da escravidão;
 A participação do escravo tinha um
caráter lógico. Não havia a contradição
presente dos outros movimentos como
quando eles participavam das lutas por
ordem dos seus senhores;
 O escravo não pesava muito na
economia da região, pois a economia
pastoril não necessitava do escravo
africano;
 O escravo negro participou como aliado
livre;
 Depois de reconhecidamente
derrotados, não abdicaram das suas
posições antiescravistas.
3. QUILOMBOS E GUERRILHAS
• Quilombos • Guerrilhas
Unidade básica de resistência;
Estrutura organizada e estável.
Há uma causa politica definida;
Caráter irregular.
percorriam o interior dando caça aos escravos em troca de prêmios.
• Capitães do mato
Capitão do mato Capitães do mato do império
• QUILOMBO DOS
PALMARES
1. Um dos maiores quilombos
presente na era colonial, situado
na Serra da Barriga, capitania de
Pernambuco.
2. Configuração politica de
descentralização do poder entre
os grupos internos
3. Zumbi de Palmares foi o maior
líder.
4. "Dia da Consciência Negra" é
comemorado em 20 de novembro
em tributo a Zumbi e aos escravos
que lutaram contra a escravidão.
Quilombo dos Palmares
Zumbi
• Outras formas de resistência: nas cidades e em vilas;
• Solicitação de medidas repressoras pelos
senhores de engenho contra os ataques dos
escravos;
• O Governo Imperial enviava às fazendas tropas de
combate aos quilombos;
• MARANHÃO E AS REVOLTAS DOS ESCRAVOS
1. Companhia do Comercio do Grão-Pará e Maranhão: introduzida por
Marquês de Pombal, o intuito era enviar açúcar e algodão que era
produzido aqui, para a Metrópole.
• Revolta de Beckman (1684)
1. Líder Manuel Beckman;
2. Os comerciantes rurais contestavam os
preços que a Companhia comprava seus
produtos;
3. Queriam o fim do monopólio desta.
• Balaiada (1838 - 1841)
1. População insatisfeita diante dos desmandos
políticos dos grandes fazendeiros;
2. Líderes: Raimundo Gomes
Manoel dos Anjos Ferreira (balaios)
Negro Cosme;
3. Duque de Caxias comanda as tropas que
reprimem a revolta violentamente.
4. INSURREIÇÕES BAIANAS
• A Bahia no Tempo das Revoltas
1. Província com economia baseada na
exportação de produtos agrícolas.
2. Produção baseada no trabalho
escravo.
3. As relações escravistas
determinavam todo conjunto da
sociedade baiana da época.
 Primeiras Insurreições (1807-1813)
 Revolta em Cachoeira (1814)
 Revolta a Bordo (1823)
 Quilombo do Urubu (1826)
 Insurreição de 1830
 Insurreição Esquecida (1844)
5. DURANTE O DOMÍNIO
HOLANDÊS
• Cativos:
1. que fugiam para as matas (quilombo de Palmares)
2. que combatiam o invasor (Henrique Dias);
3. que ficaram ao lado dos holandeses.
• Invasão holandesa à Bahia e Pernambuco
1. Falsa promessa de alforria aos escravos pelos senhores de engenho
2. Senhores de engenho e holandeses tratavam os escravos da mesma
forma
6. A REPÚBLICA DE PALMARES
• A República Palmariana
7. REVOLTAS EM SÃO PAULO
"O escravo negro entra tardiamente como fator determinante do dinamismo
econômico de São Paulo. " (MOURA, 1959);
• Moura destaca que a maior parte dos escravos que vieram para
São Paulo foi constituído por ladinos e crioulos, com poucos
boçais;
• Ele ainda especifica que com a massiva chegada de escravos no
século XIX em São Paulo, alterou a estrutara demográfica presente
ali;
• A mão de obra escrava em São Paulo teve duas fases:
1. Antes do ciclo do café (Séculos XVII e XVIII):
a) Escravos nas Fazendas de Engenho;
b) Pecuária.
2. Fazendas de Cafeicultura:
Concentrados no que mais tarde ficaria conhecido como Vale do Café.
• As formas de resistência do negro ao sistema escravista também vai
ser influenciada pelo antes e depois do surto cafeeiro:
1. Séculos XVII e XVIII
a) Fugas isoladas e manifestações violentas;
b) Quilombos.
2. Durante o século XIX
a) Fugas em massa para os Quilombos ou não;
b) Apoio do movimento abolicionista;
c) Com o surto do Café e a forte demanda de mão de obra, que no caso do trabalho do negro
escravo agora estava ficando mais difícil, o trabalho livre assalariado suprime o sistema
escravista em São Paulo.
8. O QUILOMBO DA JABAQUARA
• Localizado na periferia de Santos, chegou a
reunir cerca de dez mil ex-escravos;
• Organizado conscientemente por um grupo
de pessoas favoráveis a libertação dos negros,
partiu de um grupo ideologicamente
preparado e que atuava na campanha
abolicionista com objetivos muito claros e
metas delimitadas.
• O seu líder, Quintino Lacerda foi indicado
pelos fundadores do quilombo;
• O Quilombo de Jabaquara teve a sua
formação subordinada as peculiaridades da
ideologia dos abolicionistas e não as lutas
espontâneas dos escravos;
• Não desejavam que os escravos
participassem do processo emancipador
como elementos ativos e explosivos.
Quintino Lacerda
9. O ESCRAVO NEGRO E O SERTÃO
• Negligencia da influência negra na
região do sertão;
• Interferência na Compreensão da
constituição sócio histórica do Brasil
;
• Novas investigações e estudos
aprofundados;
1° NOTA: A PRESENÇA DO NEGRO NA REGIÃO DO SÃO
FRANCISCO
Bacia do rio São Francisco
• BAHIA
1. Juazeiro;
2. Jacobina;
3. Paratinga;
• LENDA DO NEGRO D’ÁGUA
Existente ao longo de todo São Francisco;
Cabeça de cuia, pés chatos e corpo de atleta;
Prega peças nos pescadores e arrasta mulheres.
“Quem arranca mandioca
é nego nu
Quem tinguija a lagoa
é jaburu”.
Jacobina (BA)
Escultura do Negro d’Água – Juazeiro ( BA)
2° NOTA: CANUDOS
• Os Sertões – Euclides da Cunha
1. Descrição dos prisioneiros
“Via-se, então, pela primeira vez, em globo, a população
de Canudos; e, à parte as variantes impressas pelo sofrer
diversamente suportado, sobressaía um traço de
uniformidade rara nas linhas fisionômicas mais
características. Raro um branco ou um negro puro. Um ar
de família em todos, delatando, iniludível, a fusão perfeita
das três raças.
Predomina o pardo lídimo, misto de cafre, português
e tapuia – faces bronzeadas, cabelos corredios e duros ou
anelados, troncos deselegantes; e aqui e ali perfil
corretíssimo recordando o elemento superior da
mestiçagem”. (CUNHA, E. da. Os Sertões, p. 608.)
Prisioneiros de Canudos
2. Descrição dos líderes da revolta
Antônio Beato: “mulato espigado, magríssimo, delgado”;
Pedrão: “cafuz entroncado e bruto”;
Estêvão: “negro reforçado, disforme, corpo tatuado à bala e à
faca”
Canudos Canudos
Euclides da Cunha
3° NOTA: REPORTAGENS ANTIGAS
• Ivaldo Falconi : “Um Quilombo Esquecido” – Comunidade Negra de Caiana
“Não resta dúvida, pois, de que a comunidade rural dos negros de Caiana tem
mais de cem anos e de que muito antes da Abolição ela já existia. Tudo, por
isso, leva a crer que se trata de restos de um quilombo formado muito antes da
abolição, por escravos fugidos de engenhos de Campina Grande, Alagoa Nova,
Areia e Alagoa Grande”. (FALCONI, Ivaldo. “Um Quilombo esquecido”. In: Correio
das Artes,1949”)
• Dulcídio Moreira: “Talhado não é mais que uma longínqua favela” - O
Estado de S. Paulo
Em conjunto com Linduarte Noronha visitaram Serra do Talhado – Paraíba:
“Os chamados negros do Talhado não apresentam sensíveis diferenças de outros tantos
aglomerados do mesmo tipo que se encontram em Caiana, Alagoa Nova, na Quixaba, em
Sousa, em Pombal e noutros pontos mesmo de Santa Luzia. Esses núcleos se formaram,
provavelmente, com a fuga de antigos escravos à monocultura da cana, no brejo e à faina
da lavoura de algodão da zona sertaneja dos Cariris”. (“O Talhado não é mais é mais do
que uma longínqua favela”. In: O Estado de S. Paulo, 1° de setembro de 1957.)
“O Talhado não pode, assim, confinar-se a caracteres especialíssimos. Porque ele não é mais do
que uma grande e longínqua favela, no seu sentido mais positivo, na concepção mais original e
física. Uma grande favela rural, onde a morfologia, os costumes, os acidentes e o folclore negros
se entremostram com variantes, apenas, das favelas cariocas [...] “.
 ARUANDA
Documentário de Serra do Talhado (20 min, 1960)
Linduarte Noronha
4° NOTA: TRABALHOS HISTÓRICOS
• Capistrano de Abreu – Caminhos antigos e povoamento do Brasil
“nos sertões da Bahia, Pernambuco e Ceará, principalmente pelas
vizinhanças do rio São Francisco, abundam mulatos e pretos
forros. Esta gente perversa ociosa e inútil pela aversão que tem ao
trabalho da agricultura, é muito diferentemente empregada nas
fazendas de gado.”. (ABREU, Capistrano. Caminhos antigos e
povoamento do Brasil, p. 259)
Capistrano de Abreu
• Gilberto Freyre – O escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX
“O negro fugido, este, às vezes, conseguia ganhar os sertões, as matas, os quilombos.
Sobretudo os sertões que, por isto mesmo, parecem ter sido marcados com a presença
antes de negro altos e magros – os que, segundo os anúncios de jornais, mais fugiam –
do que dos pretos baixos e gordos: talvez os que melhor se acomodavam (...). Os negros
altos e magros – os ‘secos de corpo’ soa anúncios de escravos fugidos – teriam levado
consigo para os sertões e quilombos o ânimo de aventura”. (FREYRE, Gilberto. O escravo
nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX, p. 199)L
Gilberto Freyre
• Luís Viana Filho – O negro na Bahia
“O sertão não foi hostil ao negro. A sua organização
econômica rudimentar das caatingas e dos campos de
criação, foi um elemento de passagem, transitando pelas
estradas do interior como tropeiro ou carregador ou como
parte mínima de alguma bandeira”. (VIANA FILHO, L. O
negro na Bahia, p. 126)
Luís Viana Filho
5° NOTA: QUILOMBOS NO SERTÃO
• Luís Flores de Morais Rego – O vale do São Francisco
“A intromissão de elementos alienígenas na bacia média se efetuou de maneira obscura:
elementos brancos, egressos do convívio social e negros fugidos” ;
“A contribuição do negro na formação da raça teve, portanto, duas origens: a escravidão nas
lavras auríferas, confinada á parte alta e os vadios e rebeldes”. (MORAIS REGO, L. F. O Vale
do São Francisco, p. 168 et seq.)
Luís F. Morais Rego
• Francisco Borges de Barros – Bandeirantes e sertanistas
“os aborígenes da região central da Bahia, aliados aos negros
dos mocambos que a infestaram, traçaram, naquela época
remota, a direção a ser seguida pelos seus descendentes
derivados dos inúmeros cruzamentos das três raças que ali se
encontraram”. (BORGES DE BARROS, F. Bandeirantes e
sertanistas baianos, p. 177.)
F. Borges de Barros
• Quilombo dos Palmares
1. Forte resistência;
2. Conservação cultural;
3. Novos elementos culturais.
10. TÁTICA DE LUTA DOS ESCRAVOS
• A luta dos escravos no Brasil não foi um
simples espocar inconsequente
de uma malta descontrolada de desordeiros
que investia contra
tudo e todos a fim de satisfazer instintos
baixos ou intenções inconfessáveis.
“De fato: alguns dos povos africanos que vieram para o Brasil
— principalmente Bahia— eram grandes guerreiros na África e para
aqui trouxeram sua experiência militar, aplicando-a em função da libertação
dos seus irmãos de infortúnio. Isso talvez explique por que os
nagôs e aussás foram líderes incontestáveis das lutas dos escravos na
Capital baiana: eram povos já experimentados militarmente no Continente
Negro, principalmente os últimos. Até em Palmares, movimento
onde predominou o elemento banto, encontramos um mouro de capacidade
militar superior aos demais, construindo o sistema de defesa palmarino
e industriando os ex-escravos na arte da guerra.
Suas armas eram de duas espécies...
Nas diversas investidas contra o reduto dos ex-escravos
as armas de fogo dos negros imporão derrotas aos colonizadores que
desejavam esmagá-los.”
• Com o crescimento do número de escravos e o consequente surgimento
da agricultura, a técnica militar desses ex-escravos sofrerá uma
evolução, como veremos. A agricultura ali praticada e a consequente
formação de relações escravistas dentro da própria República palmarina,
a sedentariedade a que se viam obrigados, tudo isso os levou à formação
de um exército regular que garantisse a defesa do território da República
“Nas revoltas baianas os escravos da cidade combinarão com os negros
refugiados nas matas próximas a união das forças de dentro da cidade
com as de fora, para o ataque. Essa tática já era usada desde 1807,
quando aguardavam auxílio dos escravos dos engenhos próximos, fato
que se repete, em 1826, de maneira inversa — os quilombolas do Urubu
é que se revoltavam, esperando os da cidade. Os governantes sabiam
muito bem das tentativas desses escravos, cujo desejo era justamente
a junção de suas forças para um ataque comum, e tudo faziam para frustrá-la.
Aos quilombolas, certamente adestrados nas guerrilhas, juntar-se-ia
a tática dos negros maometanos, que já traziam da África uma longa
e bem assimilada experiência de lutas.”
“Quando o escravo Manuel Congo dirigiu a luta dos escravos aquilombados
no Estado do Rio, foi, com relativa facilidade, liquidado. Embora
ameaçando por vezes a Cidade de Vassouras, esses escravos plantam-se
definitivamente em um lugar, estabelecem um reino, proclamam
seus soberanos e... são derrotados.
Caxias encontra-os inteiramente descontrolados,
por faltar-lhes uma direção mais consequente.
A derrota desses escravos foi tarefa muito fácil. Assim em inúmeros lugares.
Os escravos tinham como aliado o movimento e como adversário o sedentarismo,
a luta de posição”.
11. CONCLUSÕES
• Evidenciar a resistência dos negros escravizados;
• Romper com o estereótipo do “negro” subordinado e passivo;
• Dinamismo da sociedade brasileira;
REFERÊNCIAS

Rebeliões da Senzala - Clovis Moura

  • 1.
    REBELIÕES DA SENZALA QUILOMBOSINSURREIÇÕES GUERRILHAS
  • 2.
    DISCENTES: • AMANDA DEOLIVEIRA LISBOA; • BRUNA EMANUELLE; • ELIKEINA LORENA BORGES; • FLÁVIA FONSECA DE JESUS; • KRISTIN CARINA MOURA MELO; • LUCIANA DE SOUSA OLIVEIRA
  • 3.
    QUEM É OAUTOR? • Clóvis Steiger de Assis Moura (Amarante, 1925 — São Paulo, dezembro de 2003), mais conhecido como Clóvis Moura, foi um sociólogo, jornalista, historiador e escritor brasileiro. Nasceu na cidade de Amarante, no Piauí. No livro Argila da Memória, Clóvis Moura fala da sua infância no interior, do Rio Parnaíba e de mitos do folclore piauiense, como a lenda do Cabeça de Cuia. É influenciado pelo marxismo, tendo desenvolvido a Sociologia da Práxis Negra. Clóvis Moura questionou a visão de Gilberto Freyre sobre a passividade do negro no Brasil, destacando a resistência à escravidão dos quilombos. Em suas pesquisas tratou da rebelião dos escravos e da formação dos quilombos. Apoiando-se na teoria de Marx, analisou a luta de classes no sistema escravista. • Militou pelo Partido Comunista Brasileiro e, em 1962, na cisão do partido, migrou para o PCdoB. Destacou-se pela militância pioneira no movimento negro brasileiro. Colaborou com artigos para jornais da Bahia e de São Paulo.
  • 4.
    OBRAS  Rebeliões dasenzala: quilombos, insurreições, guerrilhas (1959)  Argila da Memória (1962)  O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? (1977)  A sociologia posta em questão (1978)  Diário da Guerrilha do Araguaia (1979)  Os Quilombos e a Rebelião Negra (1981)  Brasil: as raízes do protesto negro (1981)  Sociologia do Negro Brasileiro (1988)  As injustiças de Clio: o negro na historiografia brasileira (1990)  Dialética Radical do Brasil Negro (1994)  Dicionário da escravidão negra no Brasil (2004)
  • 5.
    RESUMO GERAL SOBREA OBRA • Rebeliões da Senzala: Quilombos, Insurreições e Guerrilhas, foi escrito em 1959 e trás uma reflexão alinhada ao método marxista para a compreensão da questão racial no Brasil; • A obra é composta dos seguintes capítulos: 1. Caracteristicas Gerais; 2. Escaravos nos Movimentos Políticos; 3. Quilombos e Guerrilhas; 4. Insurreições Baianas; 5. Durante o Domínio Holandês; 6. A República de Palmares; 7. Revoltas em São Paulo; 8. O Quilombo do Jabaquara; 9. O Escravo Negro e o Sertão; 10. Tática de Luta dos Escravos; 11. Conclusões.
  • 6.
    1. CARACTERÍSTICAS GERAIS Noprimeiro capítulo o autor relata e demonstra que foi a partir da força de trabalho do africano escravizado que o Brasil foi construído: • Chegada dos portugueses ao Brasil em 1500;
  • 7.
    • Escravização damão de obra indígena (1540-1580) http://consciencia.blog.br/tag/escravidao-indigena https://www.coladaweb.com/historia/jesuitas https://cleofas.com.br/a-evangelizacao-dos-indios-no-brasil
  • 8.
    • Tráfico eintrodução da escravização de africanos no Brasil ( século XVI): http://fabiopestanaramos.blogspot.com/2011/06/o-trafico-negreiro-no-seculo-xvii-e.html https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45092235
  • 9.
    • Ciclo econômicobrasileiro e sua relação com a mão de obra escravista: I. Economia Açucareira https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobra sil/economia- acucareira.htm https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobra sil/economia-acucareira.htm
  • 10.
    • Economia daMineração http://thehistoryblogs.blogspot.com/20 16/09/condicoes-de-trabalho-escravo- nas.html https://blogdoenem.com .br/mineracao-brasil- colonial-historia-enem http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica Aula.html?aula=36910
  • 11.
  • 12.
    • Crise dosistema escravocrata do Brasil( século XIX): I. Pressão Inglesa; II. Extinção do tráfico negreiro em 1850; III. Pressão interna social.
  • 13.
    • Movimento Abolicionistano Brasil (século XIX) I. Ala moderada com representação de Joaquim Nabuco II. Ala radical com representação de Luís Gama;
  • 14.
    • Leis Abolicionistasno Brasil: I. Lei Eusébio de Queirós (1850); II. Lei do Ventre Livre (1871); III.Lei dos Sexagenários (1885); IV. Lei Áurea (1889) Documento Lei Áurea (1889)
  • 15.
    • Abolição daescravidão no Brasil e suas consequências
  • 16.
    2. ESCRAVOS NOSMOVIMENTOS POLÍTICOS • Os escravos eram a base da pirâmide social, constituíam a força produtiva mais importante. E apesar de serem a maioria demográfica, tinha contra si a alienação em que se encontravam. Alienação que no caso particular do escravo, tem características especificas.
  • 17.
    • CARACTERISTICAS DAALIENAÇÃO ESCRAVA 1. Não era a classe que estava ligada aos meios de produção mais avançados 2. Não apenas produzia mercadorias dentro de um sistema que dificultava o desenvolvimento das forças produtivas, como também se constituía em mercadoria. 3. Era força produtiva no seu sentido global e ao mesmo tempo um simples meio de produção, no ponto de vista do senhor dos escravos. 4. Era considerado um instrumento de trabalho, de vez que o direito da propriedade se estendia a própria pessoa do escravo 5. Viviam e estavam submetidos a diversos métodos de repressão social.
  • 18.
    • REVOLTA DEFELIPE DOS SANTOS “Portugueses com os seus negros, foram presos”
  • 19.
    • INCONFIDÊNCIA MINEIRA 1. Nãoestá claro até que ponto os inconfidentes esperam que os escravos aderissem e participassem da revolta; 2. Ao mesmo tempo em que os inconfidentes se reuniam para discutir o movimento, os escravos estavam em franca ebulição; 3. Alguns inconfidentes viam na escravaria de Minas Gerais material humano e social muito importante; 4. O sargento Luís Vaz de Toledo propunha que os escravos participassem ativamente do movimento. “Um negro com uma carta de alforria à testa se deixava morrer” “Sentença De Tiradentes” “Os líderes da Inconfidência juram sobre a bandeira do movimento”
  • 20.
    • REVOLTA DOSALFAIATES Enforcamento, em novembro de 1799, dos conjurados Lucas Dantas, Manuel faustino, João de Deus e Luís Gonzaga, 1. Foi do ponto de vista do conteúdo político o mais profundo acontecimento que antecedeu a independência; 2. A participação do escravo tinha um grau de coerência que advinha da coincidência de interesses das camadas artesãs que o estruturavam e da classe escrava; 3. Os escravos deram a revolta um conteúdo preciso já que a Abolição se inseria como um dos postulados fundamentais. PROGRAMA DO MOVIMENTO I. Independência da capitania; II. Governo republicano; III. Liberdade de comércio e abertura de todos os portos; IV. Cada soldado terá pagamento de 200 réis por dia; V. Libertação dos escravos.
  • 21.
    REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE1817 1. A participação do escravo será muito menos importante do que na Inconfidência Baiana; 2. Embora a revolução fosse favorável ao fim do trabalho escravo, logo após a vitória do Governo provisório a ideia foi abandonada; 3. As ideias liberais serviram, neste caso particular, para defender uma formação econômico-social que na Europa elas ajudaram a danificar; 4. A participação dos escravos nessa revolta era de uma parte imposta pelos seus senhores que estavam envolvidos na luta e de outra parte espontânea.
  • 22.
    • ARGOINS 1. Osescravos mineiros, dirigidos por um negro de fartas posses chamado Argoins proclamaram a Constituição lusa em toda a zone onde atuavam; 2. Iniciaram ataques continuados aos negros da região que não haviam aderido ao movimento constitucionalista, matando-os sem compaixão; 3. A contradição e confusão do movimento facilitou sua dissolução ; 4. O escravo é uma constante nas lutas, por vislumbrar no desligamento da metrópole a oportunidade de conseguir a extinção do estatuto da escravidão; 5. Mesmo depois da Independência o escravo vai participar de movimentos políticos que lhe ofereciam a “ilusão de liberdade” que o 7 de setembro não lhe deu; 6. A contradição e confusão do movimento facilitou sua dissolução. O escravo é uma constante nas lutas, por vislumbrar no desligamento da metrópole a oportunidade de conseguir a extinção do estatuto da escravidão. Mesmo depois da Independência o escravo vai participar de movimentos políticos que lhe ofereciam a “ilusão de liberdade” que o 7 de setembro não lhe deu.
  • 23.
    • INDEPENDÊNCIA DOBRASIL NA BAHIA  Após proclamada a independência política do Brasil, era necessário consolidá-la e garanti-la militarmente, uma vez que as tropas portuguesas continuavam alojadas na Bahia e não estavam dispostas a depor as suas armas.  Nesse episódio os escravos tiveram novamente papel ativo. Era a última vez que entravam na composição de forças sociais que desejavam a independência, e mais uma vez após conseguirem o objetivo dos manifestantes, foram marginalizados após a vitória.
  • 24.
    • Durante aslutas armadas o escravo teve quatro formas de comportamento: 1) Se aproveitou da confusão e fugiu para as matas 2) Aderiu ao movimento libertador para conseguir a sua alforria 3) Lutou por simples obediência aos seus senhores 4) participou ao lado das forças portuguesas
  • 25.
    • REVOLTA DEPEDROSO  Após o fracasso da revolução pernambucana de 1817 os escravos participaram de outro levante em 1823;  Nesse levante a participação do negro foi decisiva e fundamental. Nele quase só tomaram parte os ex-escravos;  Seu líder era Pedro da Silva Pedroso, comandante da força armada.
  • 26.
    • REVOLTA DAS FARROUPILHAS Era a favor do fim da escravidão;  A participação do escravo tinha um caráter lógico. Não havia a contradição presente dos outros movimentos como quando eles participavam das lutas por ordem dos seus senhores;  O escravo não pesava muito na economia da região, pois a economia pastoril não necessitava do escravo africano;  O escravo negro participou como aliado livre;  Depois de reconhecidamente derrotados, não abdicaram das suas posições antiescravistas.
  • 27.
    3. QUILOMBOS EGUERRILHAS • Quilombos • Guerrilhas Unidade básica de resistência; Estrutura organizada e estável. Há uma causa politica definida; Caráter irregular.
  • 28.
    percorriam o interiordando caça aos escravos em troca de prêmios. • Capitães do mato Capitão do mato Capitães do mato do império
  • 29.
    • QUILOMBO DOS PALMARES 1.Um dos maiores quilombos presente na era colonial, situado na Serra da Barriga, capitania de Pernambuco. 2. Configuração politica de descentralização do poder entre os grupos internos 3. Zumbi de Palmares foi o maior líder. 4. "Dia da Consciência Negra" é comemorado em 20 de novembro em tributo a Zumbi e aos escravos que lutaram contra a escravidão. Quilombo dos Palmares Zumbi
  • 30.
    • Outras formasde resistência: nas cidades e em vilas; • Solicitação de medidas repressoras pelos senhores de engenho contra os ataques dos escravos; • O Governo Imperial enviava às fazendas tropas de combate aos quilombos;
  • 31.
    • MARANHÃO EAS REVOLTAS DOS ESCRAVOS 1. Companhia do Comercio do Grão-Pará e Maranhão: introduzida por Marquês de Pombal, o intuito era enviar açúcar e algodão que era produzido aqui, para a Metrópole.
  • 32.
    • Revolta deBeckman (1684) 1. Líder Manuel Beckman; 2. Os comerciantes rurais contestavam os preços que a Companhia comprava seus produtos; 3. Queriam o fim do monopólio desta. • Balaiada (1838 - 1841) 1. População insatisfeita diante dos desmandos políticos dos grandes fazendeiros; 2. Líderes: Raimundo Gomes Manoel dos Anjos Ferreira (balaios) Negro Cosme; 3. Duque de Caxias comanda as tropas que reprimem a revolta violentamente.
  • 33.
    4. INSURREIÇÕES BAIANAS •A Bahia no Tempo das Revoltas 1. Província com economia baseada na exportação de produtos agrícolas. 2. Produção baseada no trabalho escravo. 3. As relações escravistas determinavam todo conjunto da sociedade baiana da época.
  • 34.
     Primeiras Insurreições(1807-1813)  Revolta em Cachoeira (1814)  Revolta a Bordo (1823)  Quilombo do Urubu (1826)  Insurreição de 1830  Insurreição Esquecida (1844)
  • 35.
    5. DURANTE ODOMÍNIO HOLANDÊS • Cativos: 1. que fugiam para as matas (quilombo de Palmares) 2. que combatiam o invasor (Henrique Dias); 3. que ficaram ao lado dos holandeses. • Invasão holandesa à Bahia e Pernambuco 1. Falsa promessa de alforria aos escravos pelos senhores de engenho 2. Senhores de engenho e holandeses tratavam os escravos da mesma forma
  • 36.
    6. A REPÚBLICADE PALMARES • A República Palmariana
  • 37.
    7. REVOLTAS EMSÃO PAULO "O escravo negro entra tardiamente como fator determinante do dinamismo econômico de São Paulo. " (MOURA, 1959); • Moura destaca que a maior parte dos escravos que vieram para São Paulo foi constituído por ladinos e crioulos, com poucos boçais; • Ele ainda especifica que com a massiva chegada de escravos no século XIX em São Paulo, alterou a estrutara demográfica presente ali;
  • 38.
    • A mãode obra escrava em São Paulo teve duas fases: 1. Antes do ciclo do café (Séculos XVII e XVIII): a) Escravos nas Fazendas de Engenho; b) Pecuária. 2. Fazendas de Cafeicultura: Concentrados no que mais tarde ficaria conhecido como Vale do Café.
  • 39.
    • As formasde resistência do negro ao sistema escravista também vai ser influenciada pelo antes e depois do surto cafeeiro: 1. Séculos XVII e XVIII a) Fugas isoladas e manifestações violentas; b) Quilombos. 2. Durante o século XIX a) Fugas em massa para os Quilombos ou não; b) Apoio do movimento abolicionista; c) Com o surto do Café e a forte demanda de mão de obra, que no caso do trabalho do negro escravo agora estava ficando mais difícil, o trabalho livre assalariado suprime o sistema escravista em São Paulo.
  • 40.
    8. O QUILOMBODA JABAQUARA • Localizado na periferia de Santos, chegou a reunir cerca de dez mil ex-escravos; • Organizado conscientemente por um grupo de pessoas favoráveis a libertação dos negros, partiu de um grupo ideologicamente preparado e que atuava na campanha abolicionista com objetivos muito claros e metas delimitadas.
  • 41.
    • O seulíder, Quintino Lacerda foi indicado pelos fundadores do quilombo; • O Quilombo de Jabaquara teve a sua formação subordinada as peculiaridades da ideologia dos abolicionistas e não as lutas espontâneas dos escravos; • Não desejavam que os escravos participassem do processo emancipador como elementos ativos e explosivos. Quintino Lacerda
  • 42.
    9. O ESCRAVONEGRO E O SERTÃO
  • 43.
    • Negligencia dainfluência negra na região do sertão; • Interferência na Compreensão da constituição sócio histórica do Brasil ; • Novas investigações e estudos aprofundados;
  • 44.
    1° NOTA: APRESENÇA DO NEGRO NA REGIÃO DO SÃO FRANCISCO Bacia do rio São Francisco
  • 45.
    • BAHIA 1. Juazeiro; 2.Jacobina; 3. Paratinga; • LENDA DO NEGRO D’ÁGUA Existente ao longo de todo São Francisco; Cabeça de cuia, pés chatos e corpo de atleta; Prega peças nos pescadores e arrasta mulheres. “Quem arranca mandioca é nego nu Quem tinguija a lagoa é jaburu”. Jacobina (BA) Escultura do Negro d’Água – Juazeiro ( BA)
  • 46.
    2° NOTA: CANUDOS •Os Sertões – Euclides da Cunha 1. Descrição dos prisioneiros “Via-se, então, pela primeira vez, em globo, a população de Canudos; e, à parte as variantes impressas pelo sofrer diversamente suportado, sobressaía um traço de uniformidade rara nas linhas fisionômicas mais características. Raro um branco ou um negro puro. Um ar de família em todos, delatando, iniludível, a fusão perfeita das três raças. Predomina o pardo lídimo, misto de cafre, português e tapuia – faces bronzeadas, cabelos corredios e duros ou anelados, troncos deselegantes; e aqui e ali perfil corretíssimo recordando o elemento superior da mestiçagem”. (CUNHA, E. da. Os Sertões, p. 608.) Prisioneiros de Canudos
  • 47.
    2. Descrição doslíderes da revolta Antônio Beato: “mulato espigado, magríssimo, delgado”; Pedrão: “cafuz entroncado e bruto”; Estêvão: “negro reforçado, disforme, corpo tatuado à bala e à faca” Canudos Canudos Euclides da Cunha
  • 48.
    3° NOTA: REPORTAGENSANTIGAS • Ivaldo Falconi : “Um Quilombo Esquecido” – Comunidade Negra de Caiana “Não resta dúvida, pois, de que a comunidade rural dos negros de Caiana tem mais de cem anos e de que muito antes da Abolição ela já existia. Tudo, por isso, leva a crer que se trata de restos de um quilombo formado muito antes da abolição, por escravos fugidos de engenhos de Campina Grande, Alagoa Nova, Areia e Alagoa Grande”. (FALCONI, Ivaldo. “Um Quilombo esquecido”. In: Correio das Artes,1949”)
  • 49.
    • Dulcídio Moreira:“Talhado não é mais que uma longínqua favela” - O Estado de S. Paulo Em conjunto com Linduarte Noronha visitaram Serra do Talhado – Paraíba: “Os chamados negros do Talhado não apresentam sensíveis diferenças de outros tantos aglomerados do mesmo tipo que se encontram em Caiana, Alagoa Nova, na Quixaba, em Sousa, em Pombal e noutros pontos mesmo de Santa Luzia. Esses núcleos se formaram, provavelmente, com a fuga de antigos escravos à monocultura da cana, no brejo e à faina da lavoura de algodão da zona sertaneja dos Cariris”. (“O Talhado não é mais é mais do que uma longínqua favela”. In: O Estado de S. Paulo, 1° de setembro de 1957.) “O Talhado não pode, assim, confinar-se a caracteres especialíssimos. Porque ele não é mais do que uma grande e longínqua favela, no seu sentido mais positivo, na concepção mais original e física. Uma grande favela rural, onde a morfologia, os costumes, os acidentes e o folclore negros se entremostram com variantes, apenas, das favelas cariocas [...] “.
  • 50.
     ARUANDA Documentário deSerra do Talhado (20 min, 1960) Linduarte Noronha
  • 51.
    4° NOTA: TRABALHOSHISTÓRICOS • Capistrano de Abreu – Caminhos antigos e povoamento do Brasil “nos sertões da Bahia, Pernambuco e Ceará, principalmente pelas vizinhanças do rio São Francisco, abundam mulatos e pretos forros. Esta gente perversa ociosa e inútil pela aversão que tem ao trabalho da agricultura, é muito diferentemente empregada nas fazendas de gado.”. (ABREU, Capistrano. Caminhos antigos e povoamento do Brasil, p. 259) Capistrano de Abreu
  • 52.
    • Gilberto Freyre– O escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX “O negro fugido, este, às vezes, conseguia ganhar os sertões, as matas, os quilombos. Sobretudo os sertões que, por isto mesmo, parecem ter sido marcados com a presença antes de negro altos e magros – os que, segundo os anúncios de jornais, mais fugiam – do que dos pretos baixos e gordos: talvez os que melhor se acomodavam (...). Os negros altos e magros – os ‘secos de corpo’ soa anúncios de escravos fugidos – teriam levado consigo para os sertões e quilombos o ânimo de aventura”. (FREYRE, Gilberto. O escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX, p. 199)L Gilberto Freyre
  • 53.
    • Luís VianaFilho – O negro na Bahia “O sertão não foi hostil ao negro. A sua organização econômica rudimentar das caatingas e dos campos de criação, foi um elemento de passagem, transitando pelas estradas do interior como tropeiro ou carregador ou como parte mínima de alguma bandeira”. (VIANA FILHO, L. O negro na Bahia, p. 126) Luís Viana Filho
  • 54.
    5° NOTA: QUILOMBOSNO SERTÃO • Luís Flores de Morais Rego – O vale do São Francisco “A intromissão de elementos alienígenas na bacia média se efetuou de maneira obscura: elementos brancos, egressos do convívio social e negros fugidos” ; “A contribuição do negro na formação da raça teve, portanto, duas origens: a escravidão nas lavras auríferas, confinada á parte alta e os vadios e rebeldes”. (MORAIS REGO, L. F. O Vale do São Francisco, p. 168 et seq.) Luís F. Morais Rego
  • 55.
    • Francisco Borgesde Barros – Bandeirantes e sertanistas “os aborígenes da região central da Bahia, aliados aos negros dos mocambos que a infestaram, traçaram, naquela época remota, a direção a ser seguida pelos seus descendentes derivados dos inúmeros cruzamentos das três raças que ali se encontraram”. (BORGES DE BARROS, F. Bandeirantes e sertanistas baianos, p. 177.) F. Borges de Barros
  • 56.
    • Quilombo dosPalmares 1. Forte resistência; 2. Conservação cultural; 3. Novos elementos culturais.
  • 57.
    10. TÁTICA DELUTA DOS ESCRAVOS • A luta dos escravos no Brasil não foi um simples espocar inconsequente de uma malta descontrolada de desordeiros que investia contra tudo e todos a fim de satisfazer instintos baixos ou intenções inconfessáveis.
  • 58.
    “De fato: algunsdos povos africanos que vieram para o Brasil — principalmente Bahia— eram grandes guerreiros na África e para aqui trouxeram sua experiência militar, aplicando-a em função da libertação dos seus irmãos de infortúnio. Isso talvez explique por que os nagôs e aussás foram líderes incontestáveis das lutas dos escravos na Capital baiana: eram povos já experimentados militarmente no Continente Negro, principalmente os últimos. Até em Palmares, movimento onde predominou o elemento banto, encontramos um mouro de capacidade militar superior aos demais, construindo o sistema de defesa palmarino e industriando os ex-escravos na arte da guerra. Suas armas eram de duas espécies... Nas diversas investidas contra o reduto dos ex-escravos as armas de fogo dos negros imporão derrotas aos colonizadores que desejavam esmagá-los.”
  • 59.
    • Com ocrescimento do número de escravos e o consequente surgimento da agricultura, a técnica militar desses ex-escravos sofrerá uma evolução, como veremos. A agricultura ali praticada e a consequente formação de relações escravistas dentro da própria República palmarina, a sedentariedade a que se viam obrigados, tudo isso os levou à formação de um exército regular que garantisse a defesa do território da República “Nas revoltas baianas os escravos da cidade combinarão com os negros refugiados nas matas próximas a união das forças de dentro da cidade com as de fora, para o ataque. Essa tática já era usada desde 1807, quando aguardavam auxílio dos escravos dos engenhos próximos, fato que se repete, em 1826, de maneira inversa — os quilombolas do Urubu é que se revoltavam, esperando os da cidade. Os governantes sabiam muito bem das tentativas desses escravos, cujo desejo era justamente a junção de suas forças para um ataque comum, e tudo faziam para frustrá-la. Aos quilombolas, certamente adestrados nas guerrilhas, juntar-se-ia a tática dos negros maometanos, que já traziam da África uma longa e bem assimilada experiência de lutas.”
  • 60.
    “Quando o escravoManuel Congo dirigiu a luta dos escravos aquilombados no Estado do Rio, foi, com relativa facilidade, liquidado. Embora ameaçando por vezes a Cidade de Vassouras, esses escravos plantam-se definitivamente em um lugar, estabelecem um reino, proclamam seus soberanos e... são derrotados. Caxias encontra-os inteiramente descontrolados, por faltar-lhes uma direção mais consequente. A derrota desses escravos foi tarefa muito fácil. Assim em inúmeros lugares. Os escravos tinham como aliado o movimento e como adversário o sedentarismo, a luta de posição”.
  • 61.
    11. CONCLUSÕES • Evidenciara resistência dos negros escravizados; • Romper com o estereótipo do “negro” subordinado e passivo; • Dinamismo da sociedade brasileira;
  • 62.