1. PA-2008-2P
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Expressão Escrita
Vais escrever um texto de 25 linhas.
Conta uma aventura, real ou imaginária, em que tu e o teu animal de estimação sejam os
protagonistas, isto é, as personagens principais.
Ao fazeres, na folha de rascunho, o plano do teu texto, não te esqueças de que és o narrador e, ao
mesmo tempo, protagonista da história. Não deixes de...
a) indicar quando se deu o episódio que vais contar;
b) descrever, com algum pormenor, o local onde a aventura decorreu;
c) apresentar o teu animal de estimação como a outra personagem principal: como é, o que
habitualmente faz, que relação há entre ti e ele...;
d) contar o que aconteceu, o que cada um fez e com que intenção; como acabou a aventura;
e) organizar a descrição dos diferentes acontecimentos que constituem a «aventura», de maneira a
obter uma sequência narrativa bem construída, com princípio, meio e fim.
Antes de começares a escrever, toma atenção às seguintes instruções:
escreve o texto que te foi pedido;
faz um rascunho do teu texto, a lápis, na folha própria;
preenche um mínimo de 20 linhas;
dá um título ao texto;
revê com cuidado o que escreveste no rascunho e corrige o que achares que deve ser corrigido;
copia o texto para a folha da prova, em letra bem legível, a tinta azul ou preta;
se, por acaso, te enganares, risca e escreve de novo. Não uses corrector.
1.1
(título) ________________________________________
2. PA-2008-1P-9-10
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
O texto C é um excerto de um livro que narra vários episódios da vida de uma família que tinha
um cão chamado Kurika.
Lê o texto. Consulta as entradas do dicionário para compreenderes o
significado de palavras ou expressões que te sejam menos familiares.
TEXTO C
O cão sabia o sentido, o seu sentido. E nunca se perdia.
Ou por outra. Houve uma vez. Há sempre uma vez. Ainda hoje não é claro o que aconteceu.
Tínhamos ido à praia no fim do Inverno. Eu fui pescar, o resto da família foi dar uma volta pelas
redondezas. O cão ficou comigo, mas já se sabe que ele desprezava a pesca. Deve ter ido à casa que
alugamos no Verão e não encontrou ninguém. Procurou no local das barracas e não viu barracas nem
família.
A G.N.R. disse depois que quem o levou o tinha encontrado na estrada, de um lado para o outro, a
ladrar, desorientado. Talvez estivesse, mas não perdido. Deve ter sido para ele um cenário de
pesadelo: a casa fechada, a ausência das barracas no sítio onde normalmente elas estão. Como é que
queriam que o cão ficasse? Poder-se-á perguntar por que não voltou para junto de mim. Além de não
gostar de pesca é possível que, nesse dia, ele tivesse, por momentos, perdido o sentido. Ou a
tramontana1, chame-se-lhe o que se quiser. Admito que sim. Quem o levou sabia de cães, como veio
a confirmar-se. E das duas uma: ou ficou impressionado com a atarantação de um épagneul-breton
L.O.P.2 (via-se à vista desarmada a alta linhagem do cão) julgando que tinha sido abandonado ou,
partindo embora desse pressuposto3, meteu-o dentro do carro para ver o que a coisa dava. Pelo sim
pelo não avisou a G.N.R.
O certo é que o pânico se instalou em toda a família, a começar por mim, confesso, quando já
depois de a noite cair não se vislumbrava4 rasto do cão. Procurou-se por toda a parte, fomos a várias
casas onde em diferentes Verões tínhamos estado, corremos os restaurantes, perguntámos aos
amigos. Algumas pessoas tinham-no visto na praia. Outras perto da Cabana do Pescador, o
restaurante que fica junto à praia. Mas acharam normal. Pensaram: Fulanos estão cá.
A G.N.R. foi extraordinariamente diligente. Em pouco mais de uma hora já sabia onde estava o cão.
A rapidez foi facilitada pelo facto de quem levou o cão ter comunicado ao posto mais próximo que tinha
«encontrado perdido» um cão com aquelas características.
Dois dias depois o cão estava de volta. Veio amuado, não ligava a ninguém.
- O cão está zangado, não fala connosco, comentou um dos meus filhos.
Era verdade. Durante uns dias o cão não falou. Digo bem: não falou. A fala é muito complicada. Está
antes da palavra, como a poesia. E aquele cão falava. Falava com os seus vários modos de silêncio,
falava com os olhos, falava, até, com o rabo, falava com o andar, com as inclinações de cabeça, com o
levantar ou baixar as orelhas. Daquela vez calou-se por completo. Não falou com nenhum dos seus
sinais. Nem sequer com o seu silêncio.
Manuel Alegre, Cão Como Nós, Lisboa,
Publicações Dom Quixote, 2002 (adaptado)
1 perder a tramontana Perder o rumo ou o tino, DESNORTEAR-SE.
2 L.O.P. Sigla de Livro de Origens Português, onde se faz o registo genealógico para a identificação
dos animais de raça pura existentes em Portugal.
3 pressuposto n.m. Aquilo que se pressupõe, SUPOSIÇÃO.
4 vislumbrar (conjug. -ar, p.p. vislumbrado) v. Ver de forma pouco clara, a custo, ENTREVER,
LOBRIGAR
2.1
O relato dos acontecimentos deixa-nos perceber os sentimentos do dono e da família para com o cão.
Transcreve do texto a frase que melhor traduz o estado de espírito de todos os membros da família
quando o cão desapareceu.
2.2
Que comportamento adoptou o cão, nos dias seguintes ao episódio relatado, para
mostrar que estava «zangado»?
Transcreve do último parágrafo do texto quatro das frases que descrevem esse
comportamento.
1 ________________________________________________________________
2 ________________________________________________________________
3 ________________________________________________________________
4 ________________________________________________________________
3. PA-2008-1P-8
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
O texto C é um excerto de um livro que narra vários episódios da vida de uma família que tinha
um cão chamado Kurika.
Lê o texto. Consulta as entradas do dicionário para compreenderes o
significado de palavras ou expressões que te sejam menos familiares.
TEXTO C
O cão sabia o sentido, o seu sentido. E nunca se perdia.
Ou por outra. Houve uma vez. Há sempre uma vez. Ainda hoje não é claro o que aconteceu.
Tínhamos ido à praia no fim do Inverno. Eu fui pescar, o resto da família foi dar uma volta pelas
redondezas. O cão ficou comigo, mas já se sabe que ele desprezava a pesca. Deve ter ido à casa que
alugamos no Verão e não encontrou ninguém. Procurou no local das barracas e não viu barracas nem
família.
A G.N.R. disse depois que quem o levou o tinha encontrado na estrada, de um lado para o outro, a
ladrar, desorientado. Talvez estivesse, mas não perdido. Deve ter sido para ele um cenário de
pesadelo: a casa fechada, a ausência das barracas no sítio onde normalmente elas estão. Como é que
queriam que o cão ficasse? Poder-se-á perguntar por que não voltou para junto de mim. Além de não
gostar de pesca é possível que, nesse dia, ele tivesse, por momentos, perdido o sentido. Ou a
tramontana1, chame-se-lhe o que se quiser. Admito que sim. Quem o levou sabia de cães, como veio
a confirmar-se. E das duas uma: ou ficou impressionado com a atarantação de um épagneul-breton
L.O.P.2 (via-se à vista desarmada a alta linhagem do cão) julgando que tinha sido abandonado ou,
partindo embora desse pressuposto3, meteu-o dentro do carro para ver o que a coisa dava. Pelo sim
pelo não avisou a G.N.R.
O certo é que o pânico se instalou em toda a família, a começar por mim, confesso, quando já
depois de a noite cair não se vislumbrava4 rasto do cão. Procurou-se por toda a parte, fomos a várias
casas onde em diferentes Verões tínhamos estado, corremos os restaurantes, perguntámos aos
amigos. Algumas pessoas tinham-no visto na praia. Outras perto da Cabana do Pescador, o
restaurante que fica junto à praia. Mas acharam normal. Pensaram: Fulanos estão cá.
A G.N.R. foi extraordinariamente diligente. Em pouco mais de uma hora já sabia onde estava o cão.
A rapidez foi facilitada pelo facto de quem levou o cão ter comunicado ao posto mais próximo que tinha
«encontrado perdido» um cão com aquelas características.
Dois dias depois o cão estava de volta. Veio amuado, não ligava a ninguém.
- O cão está zangado, não fala connosco, comentou um dos meus filhos.
Era verdade. Durante uns dias o cão não falou. Digo bem: não falou. A fala é muito complicada. Está
antes da palavra, como a poesia. E aquele cão falava. Falava com os seus vários modos de silêncio,
falava com os olhos, falava, até, com o rabo, falava com o andar, com as inclinações de cabeça, com o
levantar ou baixar as orelhas. Daquela vez calou-se por completo. Não falou com nenhum dos seus
sinais. Nem sequer com o seu silêncio.
Manuel Alegre, Cão Como Nós, Lisboa,
Publicações Dom Quixote, 2002 (adaptado)
1 perder a tramontana Perder o rumo ou o tino, DESNORTEAR-SE.
2 L.O.P. Sigla de Livro de Origens Português, onde se faz o registo genealógico para a identificação
dos animais de raça pura existentes em Portugal.
3 pressuposto n.m. Aquilo que se pressupõe, SUPOSIÇÃO.
4 vislumbrar (conjug. -ar, p.p. vislumbrado) v. Ver de forma pouco clara, a custo, ENTREVER,
LOBRIGAR
3.1
A G.N.R. disse depois que quem levou o cão o tinha encontrado na estrada, a andar de um lado para o
outro, a ladrar, desorientado.
Assinala com X as duas razões apresentadas pelo narrador para explicar a desorientação do cão.
A casa de Verão fechada
O trânsito na estrada
As barracas desmontadas
O mar bravo
O restaurante vazio
4. PA-2008-1P-5
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
O texto B, retirado de uma página da internet, foi escrito por alguém que se
preocupa com o que acontece aos animais abandonados.
Lê o texto.
TEXTO B
No Cantinho dos Animais Abandonados
de Viseu entram, em média, cerca de trinta
cães por mês, dos quais muitos são dados
para adopção, ao ritmo de duzentos e
cinquenta por ano. Há actualmente no
Cantinho quase quinhentos cães e
sessenta gatos, todos meiguinhos,
calmíssimos e muito felizes.
As férias são o primeiro motivo para
abandono de animais, o que, nesta região,
poderia facilmente ser evitado, uma vez
que o Cantinho se dispõe a aceitar todos
os animais cujos donos queiram ir de
férias.
O segundo motivo é o facto de, quando
a dona de um cão ou de um gato fica
grávida, ela ser influenciada por avisos
pouco esclarecidos e sem fundamento, por
parte de terceiras pessoas, sobre a
possibilidade de o seu animal lhe transmitir
doenças que afectem o bebé. Na realidade,
basta ter os animais desparasitados
e vacinados para o evitar.
O terceiro motivo de abandono resulta
de alguns caçadores se utilizarem dos
cães na época da caça e, depois, os
abandonarem, para não terem de os levar
para os apartamentos onde vivem.
A vaidade é outro motivo de abandono.
Muitas pessoas, assim que podem
comprar um cão de raça, desfazem-se do
pobre rafeiro que as acompanhou até
então, para se poderem exibir junto de
amigos e de conhecidos, esquecendo,
porém, que o rafeiro é um cão muito
sensível e inteligente e que, por isso, sofre
muito ao ser abandonado.
http://www.alexandraguerra.com/cantinho/
(adaptado)
Três das quatro afirmações seguintes representam factos e só uma refere a opinião
de quem escreveu o texto.
Assinala com X a afirmação que refere uma opinião.
4.1 Os gatos, no Cantinho dos Animais Abandonados, estão em minoria.
4.2 O Cantinho tem capacidade para várias centenas de animais.
4.3 Os animais recolhidos no Cantinho parecem ser calmos e meigos.
4.4 O Cantinho deu, este ano, duzentos e cinquenta animais para adopção.
5. PA-2008-1P-4
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
O texto B, retirado de uma página da internet, foi escrito por alguém que se
preocupa com o que acontece aos animais abandonados.
Lê o texto.
TEXTO B
No Cantinho dos Animais Abandonados
de Viseu entram, em média, cerca de trinta
cães por mês, dos quais muitos são dados
para adopção, ao ritmo de duzentos e
cinquenta por ano. Há actualmente no
Cantinho quase quinhentos cães e
sessenta gatos, todos meiguinhos,
calmíssimos e muito felizes.
As férias são o primeiro motivo para
abandono de animais, o que, nesta região,
poderia facilmente ser evitado, uma vez
que o Cantinho se dispõe a aceitar todos
os animais cujos donos queiram ir de
férias.
O segundo motivo é o facto de, quando
a dona de um cão ou de um gato fica
grávida, ela ser influenciada por avisos
pouco esclarecidos e sem fundamento, por
parte de terceiras pessoas, sobre a
possibilidade de o seu animal lhe transmitir
doenças que afectem o bebé. Na realidade,
basta ter os animais desparasitados
e vacinados para o evitar.
O terceiro motivo de abandono resulta
de alguns caçadores se utilizarem dos
cães na época da caça e, depois, os
abandonarem, para não terem de os levar
para os apartamentos onde vivem.
A vaidade é outro motivo de abandono.
Muitas pessoas, assim que podem
comprar um cão de raça, desfazem-se do
pobre rafeiro que as acompanhou até
então, para se poderem exibir junto de
amigos e de conhecidos, esquecendo,
porém, que o rafeiro é um cão muito
sensível e inteligente e que, por isso, sofre
muito ao ser abandonado.
http://www.alexandraguerra.com/cantinho/
(adaptado)
5.1
De acordo com o que é dito no texto, classifica cada uma das afirmações
seguintes como verdadeira (V) ou falsa (F), escrevendo V ou F junto de cada
uma delas.
O Cantinho dos Animais Abandonados é uma associação situada em
Lisboa.
Há animais para adopção no Cantinho dos Animais Abandonados.
Os animais recolhidos nesta instituição estão calmos, mas infelizes.
As férias são um dos principais motivos para o abandono dos animais.
Se os donos de um animal têm de se ausentar podem deixá-lo no Cantinho.
Os cães vacinados e desparasitados são um perigo para a saúde dos bebés.
Após a época de caça, alguns cães são deixados ao abandono por
caçadores.
Os cães rafeiros reagem bem quando são abandonados.
6. PA-2008-1P-20
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
Lê as frases seguintes:
A. O nosso cão era um cão caprichoso.
B. Este cão era um cão muito especial.
C. Parecia diferente dos outros cães.
D. Ele foi um cão igual a nós.
6.1
Escolhe as palavras ou expressões que, nas frases A, B, C e D, correspondem
às funções sintácticas indicadas. Transcreve-as para o respectivo lugar do
quadro.
Segue o exemplo.
Sujeito Predicado
Frase exemplo Kurika
era um épagneul-breton puro.
Frase A Frase B Frase C Frase D
7. PA-2008-1P-2
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
O texto A é um anúncio publicado num jornal diário por um criador de cães.
Lê o texto.
TEXTO A
Vendo cachorro épagneul-breton puro, nascido a 07MAR07, branco e
castanho. Linha francesa. Excelente para caça ou companhia. Entregue com
vacinas e desparasitações actualizadas.
Contactar Canil Municipal de Évora.
7.1
Completa o quadro com os dados relativos ao cachorro fornecidos pelo texto
do anúncio.
Segue o exemplo.
Data do nascimento
(por extenso)
Raça Linhagem francesa Cores
do pêlo
Duas funções para que
está bem preparado
8. PA-2008-1P-19
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
8.1
Observa a frase: Kurika era altivo e fiel e desobediente e caprichoso e livre.
Reescreve essa frase, substituindo três vezes o «e» pelo sinal de pontuação
adequado.
9. PA-2008-1P-17-18
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
De acordo com o sentido do episódio do Kurika, escolhe o elemento adequado
para ligares, por coordenação, as frases simples da coluna A com as da coluna
B e construíres frases complexas.
Segue o exemplo.
9.1
porém ou portanto mas nem
A B
Eu fui pescar e o cão ficou comigo
O cão estava só atarantado
..........
tinha mesmo perdido o sentido?
O cão não estava na praia
..........
estava em qualquer dos restaurantes.
Dois dias depois, o cão estava de volta
..........
vinha amuado.
9.2
que se porque quando como
A B
O cão foi à casa de Verão
onde
não encontrou ninguém.
Ainda não tínhamos encontrado o cão
..........
a noite caiu.
O cão afastou-se de mim
..........
detestava a pesca.
O automobilista julgou
..........
o cão tinha sido abandonado.
10. PA-2008-1P-16
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
Lê os vários significados da palavra cenário, tal como aparecem num
dicionário.
Cenário n.m.
1. Conjunto de elementos com que o artista desenha a representação
figurada do lugar onde se passa a acção e que compõem uma cena teatral,
de filme ou de outro espaço de representação.
2. Local onde decorre ou pode decorrer um facto ou uma actividade.
3. O que se avista de um determinado ponto, PAISAGEM,
PANORAMA.
4. Conjunto de aspectos que caracterizam uma situação, CENA.
10.1
Nas frases abaixo, a palavra cenário é usada com significados diferentes.
Escolhe o mais adequado a cada frase e escreve o seu número no espaço
correspondente.
Segue o exemplo.
........ Deve ter sido para ele um cenário de pesadelo.
...1... Os cenários dos filmes de Harry Potter foram desenhados por uma
equipa de artistas, liderada por Stuart Craig.
........ Do alto da Serra da Estrela, avista-se um belíssimo cenário.
........ A Ilha de S. Miguel, nos Açores, foi cenário da telenovela «Ilha dos
Amores».
11. PA-2008-1P-15
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
11.1
Repara na frase:
Os cães rafeiros são mais sensíveis e inteligentes do que os cães de raça.
Reescreve a frase, transformando-a de modo a estabeleceres uma comparação
de igualdade.
12. PA-2008-1P-13
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
Em Português, o processo de derivação de palavras é predominantemente
realizado por sufixação.
Segue o exemplo e escreve, na coluna do meio, o sufixo utilizado para a
formação das palavras listadas na coluna da direita.
12.1
sufixo
cão -(z)inho cãozinho
linha linhagem
município municipal
criar criador
França francês
vacinar vacinação
nascer nascimento
13. PA-2008-1P-12
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
Vendo cachorro épagneul-breton puro, nascido a07MAR07,
branco e castanho. Linha francesa. Excelente para caça ou
companhia. Entregue com vacinas e desparasitações
actualizadas.
Contactar Canil Municipal de Évora.
No anúncio que leste, a palavra épagneul-breton aparece num tipo de letra
diferente, em itálico.
Assinala com X a opção que completa correctamente a frase.
A palavra aparece em itálico para
13.1 não ser confundida com o nome do cachorro.
13.2 chamar a atenção dos leitores do texto.
13.3 impressionar quem gosta de exibir cães de raça.
13.4 indicar que a palavra não é portuguesa.
14. PA-2008-1P-7
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
O texto C é um excerto de um livro que narra vários episódios da vida de
uma família que tinha um cão chamado Kurika.
Lê o texto. Consulta as entradas do dicionário para compreenderes o
significado de palavras ou expressões que te sejam menos familiares.
TEXTO C
O cão sabia o sentido, o seu sentido. E nunca se perdia.
Ou por outra. Houve uma vez. Há sempre uma vez. Ainda hoje não é claro
o que aconteceu.
Tínhamos ido à praia no fim do Inverno. Eu fui pescar, o resto da família
foi dar uma volta pelas redondezas. O cão ficou comigo, mas já se sabe que
ele desprezava a pesca. Deve ter ido à casa que alugamos no Verão e não
encontrou ninguém. Procurou no local das barracas e não viu barracas nem
família.
A G.N.R. disse depois que quem o levou o tinha encontrado na estrada, de
um lado para o outro, a ladrar, desorientado. Talvez estivesse, mas não
perdido. Deve ter sido para ele um cenário de pesadelo: a casa fechada, a
ausência das barracas no sítio onde normalmente elas estão. Como é que
queriam que o cão ficasse? Poder-se-á perguntar por que não voltou para junto
de mim. Além de não gostar de pesca é possível que, nesse dia, ele tivesse, por
momentos, perdido o sentido. Ou a tramontana1, chame-se-lhe o que se quiser.
Admito que sim. Quem o levou sabia de cães, como veio a confirmar-se. E das
duas uma: ou ficou impressionado com a atarantação de um épagneul-breton
L.O.P.2 (via-se à vista desarmada a alta linhagem do cão) julgando que tinha
sido abandonado ou, partindo embora desse pressuposto3, meteu-o dentro do
carro para ver o que a coisa dava. Pelo sim pelo não avisou a G.N.R.
O certo é que o pânico se instalou em toda a família, a começar por mim,
confesso, quando já depois de a noite cair não se vislumbrava4 rasto do cão.
Procurou-se por toda a parte, fomos a várias casas onde em diferentes Verões
tínhamos estado, corremos os restaurantes, perguntámos aos amigos. Algumas
pessoas tinham-no visto na praia. Outras perto da Cabana do Pescador, o
restaurante que fica junto à praia. Mas acharam normal. Pensaram: Fulanos
estão cá.
A G.N.R. foi extraordinariamente diligente. Em pouco mais de uma hora já
sabia onde estava o cão. A rapidez foi facilitada pelo facto de quem levou o
cão ter comunicado ao posto mais próximo que tinha «encontrado perdido»
um cão com aquelas características.
Dois dias depois o cão estava de volta. Veio amuado, não ligava a ninguém.
- O cão está zangado, não fala connosco, comentou um dos meus filhos.
Era verdade. Durante uns dias o cão não falou. Digo bem: não falou. A fala
é muito complicada. Está antes da palavra, como a poesia. E aquele cão
falava. Falava com os seus vários modos de silêncio, falava com os olhos,
falava, até, com o rabo, falava com o andar, com as inclinações de cabeça,
com o levantar ou baixar as orelhas. Daquela vez calou-se por completo. Não
falou com nenhum dos seus sinais. Nem sequer com o seu silêncio.
Manuel Alegre, Cão Como Nós, Lisboa,
Publicações Dom Quixote, 2002 (adaptado)
1 perder a tramontana Perder o rumo ou o tino, DESNORTEAR-SE.
2 L.O.P. Sigla de Livro de Origens Português, onde se faz o registo
genealógico para a identificação dos animais de raça pura existentes em
Portugal.
3 pressuposto n.m. Aquilo que se pressupõe, SUPOSIÇÃO.
4 vislumbrar (conjug. -ar, p.p. vislumbrado) v. Ver de forma pouco clara, a
custo, ENTREVER, LOBRIGAR
14.1
Numera as afirmações seguintes, de acordo com a ordem dos acontecimentos
narrados.
Segue o exemplo.
A família foi dar um passeio, enquanto o narrador pescava.
1
Kurika foi recolhido e levado num carro.
O cão voltou amuado, não ligava a ninguém.
Viram-no a ladrar, desorientado, na estrada.
Em pouco tempo a G.N.R. localizou o épagneul-breton.
O automobilista que o levou avisou a G.N.R.
Como Kurika não gostava nada de pesca, afastou-se do dono.
Dois dias depois, o cão foi devolvido à família do narrador.
15. PA-2007-1P-9
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
Lê o texto com muita atenção.
1
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
A CAIXINHA DE MÚSICA
Catarina não gostava da cara que tinha. Achava-se feia, com o seu nariz
arrebitado,
a boca grande e os olhos muito pequeninos.
Na escola, as crianças não queriam brincar com ela. Preferiam outras
companhias.
Corriam pelo pátio, muito alegres, fazendo jogos em que Catarina nunca
conseguia
entrar.
Quando a campainha tocava, no fim das aulas, pegava na pasta de cabedal
castanho, punha-a às costas e ia sem pressa para casa, colada às paredes, com
medo
das sombras, dos gracejos dos rapazes mais crescidos. Com medo de tudo que
pudesse tornar ainda mais triste a sua vida.
«Tens mesmo cara de bolacha.» - dissera-lhe, dias antes, uma rapariga da sua
turma.
Ficou muito magoada com aquelas palavras que lhe acertaram em cheio, como
uma
pedrada, em pleno coração.
E lá andava ela com os seus olhos pequeninos e tristes, com os pés para o
lado, a
ver se descobria alguém que conseguisse gostar dela, nem que fosse só um
bocadinho.
No caminho para casa encontrava todos os dias o homem do realejo1.
Era muito velho e estava sempre a sorrir. Trazia, poisado no ombro, um
grande
papagaio de muitas cores que passava o tempo todo a dormitar.
Quase ninguém reparava no velho que tocava cantigas muito antigas, à
esquina de
duas ruas sem sol. Era um homem solitário2.
Quando fez anos, Catarina levou-lhe uma fatia de bolo de aniversário, com
cerejas
cristalizadas e algumas velas em cima. O velho ficou muito comovido,
guardou o bolo
dentro de um saco branco e foi-se embora, para ela não ver a sua cara
enrugada cheia
de lágrimas.
Um dia, quando saiu da escola, foi procurar o seu amigo. Deixou que ele lhe
agarrasse na mão e ouviu-o dizer numa voz muito sumida:
«Vim hoje aqui com muito sacrifício só para te dizer adeus. Vou partir para
muito
longe, mas gostava de te deixar uma recordação minha». Meteu a mão no
bolso do
sobretudo e tirou uma pequena caixa de música.
«Esta caixinha é muito, muito velha. Nem se sabe ao certo a sua idade.
Sempre que
a abrires e tiveres um desejo ele há-de realizar-se imediatamente».
Catarina ficou muito contente a olhar para a caixa e quando quis agradecer ao
amigo
já não o encontrou.
Catarina levou para casa a caixinha de música e escondeu-a com muito
cuidado
para ninguém a descobrir. O desejo não demorou a surgir: queria deixar de ser
feia.
Pôs-se à frente do espelho, abriu a caixa e pensou no seu desejo com quanta
força
tinha. Da caixinha saía uma música muito bonita. Catarina olhou para o
espelho cheia
de receio de que o sonho não se tivesse tornado realidade. Mas não. Ninguém
iria
acreditar quando a visse com a sua nova cara, o ar alegre e bem disposto.
A sua vida modificou-se completamente. Passou a ter amigos. Já ninguém
falava da
sua cara, da sua maneira esquisita de andar.
Um dia perdeu a caixinha de música. Ao fim de uns dias, a magia começou a
desaparecer lentamente. A boca alargou, os olhos voltaram a ficar muito
pequenos.
Sentiu de novo uma grande tristeza e apeteceu-lhe fugir para muito longe ou
nunca
mais sair de casa.
Ao fim de algum tempo, acabou por se decidir: começou a sair à rua, a ir à
escola.
E, com grande surpresa sua, os companheiros de escola, os amigos falavam-
lhe
como se nada tivesse acontecido, como se a sua cara não tivesse voltado ao
que era
dantes.
A tristeza desapareceu e Catarina percebeu que o importante não é a cara que
as
pessoas têm mas a forma como são na vida, no mundo, como sabem ser
solidárias3
com os outros.
José Jorge Letria, Histórias quase Fantásticas,
Cacém, Edições Ró, 1981 (adaptado)
1 realejo - instrumento musical mecânico movido a manivela, como o que se
pode observar na figura ao lado.
2 solitário, -a, adj. 1 - que está sem companhia, só; 2 - que vive na solidão, que
se afasta da convivência com os outros.
3 solidário, -a, adj. 1 - que é capaz de estabelecer com alguém relações de
ajuda mútua, de entreajuda; 2 - que revela disponibilidade para apoiar,
defender ou consolar alguém em circunstâncias de necessidade.
Relê a passagem «Catarina olhou para o espelho cheia de receio de que o
sonho não se tivesse tornado realidade. Mas não.» (linhas 37-38)
Assinala com X a frase que exprime por completo o sentido que se pode
retirar do texto.
15.1
Mas não gostou do que viu.
15.2
Mas não, o seu sonho concretizou-se.
15.3
Mas não quis fiar-se em magias.
15.4
Mas não, tudo continuou como antes.
16. PA-2008-1P-14
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
Repara na frase:
Há actualmente no Cantinho quase quinhentos cães e sessenta gatos, todos
meiguinhos, calmíssimos e muito felizes.
16.1
A partir da frase, preenche cada espaço do quadro com uma palavra
pertencente à classe ou subclasse nele indicada.
CLASSES E SUBCLASSES DE PALAVRAS
Nome
próprio
Nome
comum
Pronome
indefinido
Numeral
cardinal
Adjectivo Verbo Advérbio
17. PA-2008-1P-3
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
O texto A é um anúncio publicado num jornal diário por um criador de cães.
Lê o texto.
TEXTO A
Vendo cachorro épagneul-breton puro, nascido a 07MAR07, branco e
castanho. Linha francesa. Excelente para caça ou companhia. Entregue com
vacinas e desparasitações actualizadas.
Contactar Canil Municipal de Évora.
17.1
Indica os dois cuidados de saúde que o criador afirma já ter prestado ao cão.
18. PA-2006-1P-2
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
Lê o texto com muita atenção.
1
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50
A VISITA À MADRINHA
Agora, agora mesmo quase à beirinha do sono da noite, dou comigo a colocar
uma
cassete especial no vídeo da minha vida e a preparar-me para assistir a certas
coisas
que me aconteceram por volta dos meus 5 anos de idade!
(...) Um dia, por alturas da Páscoa desse ano, a nossa mãe olhou para mim e
para
as minhas duas irmãs, mais novas do que eu e, apontando apenas para mim,
anunciou
em voz solene: «Amanhã vamos todos fazer uma visita à tua Madrinha!»
(...) A minha Madrinha era nossa tia-avó. Pequenina e delicada, não parecia
muito
preparada para viver neste mundo. Digo isto porque andava muito
devagarinho, como
se tivesse medo de pisar o chão e de ele se queixar. E passava por entre os
móveis e
as cadeiras, e de porta em porta, com muita cerimónia, assim como que a pedir
licença
para passar. E o seu cabelo era só caracolinhos muito brancos à roda da
cabeça. A
Madrinha morava no Porto, junto da Rua Sá da Bandeira, numa moradia
muito bonita.
Quando no dia seguinte lá chegámos, a mãe e o pai, e nós três muito bem
arranjadas,
de luvas e chapéu, com os ouvidos cheios de «Não façam isto, não façam
aquilo»...
«Portem-se bem»... «Não batam os pés»... «Não mexam em nada»..., já
sabíamos que
a Madrinha estava à nossa espera, pois esta visita anual era sempre anunciada
com a
devida antecedência. Tocámos à campainha, alguém veio abrir a porta e pegar
nos
nossos casacos e chapéus e luvas, que não vi onde penduraram. À nossa
frente, num
vasto chão imaculadamente branco, uma passadeira de veludo vermelho
parecia não
ter fim. Lá muito ao fundo, numa sala cheia de quadros e de esculturas, e de
muitos,
muitos livros, estavam a Madrinha e o Padrinho, de braços abertos. O
Padrinho, o
nosso tio-avô Alberto Villares, «era um sábio» - dizia sempre o meu pai, «e
que até era
um cientista ilustre, tinha um Observatório de Astronomia no telhado da casa,
onde
estudava os mistérios do céu, e que do Observatório de Paris estavam sempre
a pedir
a opinião dele»..., e por tudo isto, embora ele fosse sempre muito delicado e
muito
simpático para nós, eu tinha imenso medo de dizer os meus costumados
disparates ao
pé dele.
Ora, neste dia, ele quis saber se eu já sabia ler, e eu, sem querer, disse que sim,
mas a verdade é que ainda não sabia. Então, ele foi buscar um livrinho com
desenhos.
Em cada página havia um lindo e colorido desenho muito grande, que tinha
por baixo,
escrita, o que eu já percebia que era uma palavra. E foi assim: numa página vi
uma
grande maçã e... apontando com um dedo a palavra que estava debaixo, fingi
que, a
muito custo, lia a palavra MAÇÃ. Na página a seguir, vi um pato e fingi que
lia, a custo,
a palavra que estava por baixo: PATO.
Como a vida me estava a correr bem, fiquei mais calma. Até que apareceu
uma
página com um desenho que era mesmo mesmo uma grande mão. Sem hesitar
nem
um bocadinho, apontei para a palavra em baixo e, muito lampeira, quase
gritei: MÃO!
Foi uma risota. Os meus pais e os padrinhos riam com gosto, e eu sem
perceber
porquê! Até que a minha mãe, devagarinho e docemente, me disse: - «Não,
filha, o que
aqui está escrito não é MÃO. O que está escrito é LUVA». Fiquei tão
envergonhada que
nunca mais me esqueci daquele momento. A seguir, já nem o lanche me soube
a nada,
nem o bolo de chocolate, nem os docinhos, nem as torradinhas com manteiga,
nem os
rebuçados de tantas cores. E foi nesse momento que resolvi que tinha de
aprender a
ler de verdade. Mesmo que ninguém tivesse paciência para me ensinar, havia
de
aprender a ler sozinha! E assim foi. Sozinha e às escondidas, aprendi a ler à
minha
moda, pouco tempo depois, já nos campos de um Ribatejo com extremas para
o
Alentejo, em terras da minha mãe, onde passámos a viver. Só aos 9 anos fui
pela
primeira vez para um Colégio, em Lisboa. E nessa altura já eu era tu cá-tu lá
com todas
as historinhas que apanhava à mão e com toda a experiência boa que uma
Natureza
campestre e sábia tinha posto à minha disposição.
Maria Alberta Menéres, Contos da Cidade das Pontes, Porto, Editorial
Âmbar, 2001
Lê a seguinte frase (linhas 4 a 6).
«Um dia, por alturas da Páscoa desse ano, a nossa mãe (...) anunciou em voz
solene...»
Assinala com X a opção correcta, de acordo com o sentido do texto.
O tom solene da voz da mãe significava que ela
18.1
ia dizer uma coisa importante.
18.2
estava aborrecida com as filhas.
18.3
queria ser imediatamente obedecida.
18.4
estava cansada de repetir o mesmo.
19. PA-2006-1P-18
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
19.1
Preenche o quadro, indicando o tipo e a forma das frases.
Frase
Tipo Forma
Adorei ler este livro!
Ainda não o leste?
O livro é muito
engraçado.
Lê-o, por favor!
20. PA-2006-1P-17
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
20.1
Resolve o crucigrama com as formas verbais que te são pedidas, a partir dos
seguintes verbos retirados do texto.
1. V
2. E
3. R
4. B
5. O
6. S
1 - Verbo contar - Pretérito Imperfeito do Indicativo, 3.ª pessoa do plural.
2 - Verbo inventar - Pretérito Perfeito do Indicativo, 2.ª pessoa do singular.
3 - Verbo escrever - Futuro do Indicativo, 1.ª pessoa do singular.
4 - Verbo publicar - Pretérito Perfeito do Indicativo, 1.ª pessoa do singular.
5 - Verbo viver - Presente do Indicativo, 1.ª pessoa do plural.
6 - Verbo servir - Presente do Conjuntivo, 3.ª pessoa do singular.
21. PA-2006-1P-16
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
Lê o seguinte parágrafo.
A escritora conta aos seus leitores momentos da sua vida.
Estes momentos servem frequentemente de inspiração para as
histórias que a escritora escreve e publica. Ela conta aos seus leitores
factos que viveu na sua infância, reinventando esses factos.
21.1
Reescreve-o, substituindo por pronomes os grupos de palavras sublinhados, ou
eliminando-os, quando for possível, evitando repetições inúteis.
22. PA-2006-1P-15
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
No mesmo livro (De que São Feitos os Sonhos), Maria Alberta Menéres
continua a partilhar connosco recordações da sua infância.
Quando, naquele dia de Dezembro, percebi que estava com gripe, fiquei
toda contente! Ia poder ficar muito quietinha a sentir as horas a passar
muito devagar ao longo de todo o dia e ia poder olhar calmamente, da
janela do meu quarto, para o tecto e para as folhas verdes da velha árvore.
22.1
Classifica as palavras sublinhadas, indicadas na coluna da esquerda,
assinalando com X, na coluna correspondente, a classe gramatical a que
pertencem.
Nomes Adjectivos Verbos Determinantes Preposições Advérbios
de
Dezembro
percebi
gripe
a
as
devagar
ia
meu
verdes
velha
23. PA-2006-1P-14
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Conhecimento Explícito da Língua
Maria Alberta Menéres contactou cedo com o mundo da leitura e da escrita e
as histórias fizeram sempre parte da sua vida. É ela quem nos conta esse facto.
Lê o que está escrito no rectângulo, adaptado da obra De que São Feitos os
Sonhos.
quando era criança de vez em quando dizia para os meus pais amanhã faz
de conta que estou doente quero canja e que me contem histórias todo o
dia
23.1
Reescreve o que acabaste de ler, usando correctamente os recursos adequados
(parágrafo, pontuação, letra maiúscula/minúscula).
24. PA-2006-1P-12-13
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
Lê, agora, os textos A e B sobre a autora do texto «A Visita à Madrinha».
TEXTO A
Maria Alberta MENÉRES
Natural de Vila Nova de Gaia, onde nasceu a 25/8/1930, Maria Alberta
Rovisco
Garcia Menéres licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade
de Letras
de Lisboa. Poetisa, escritora e professora, foi ainda funcionária da RTP.
Estreou-se na
poesia com o livro Intervalo, publicado em 1952. Colaborou em várias
publicações de
que salientamos: «Jornal do Fundão», «Diário de Notícias», «Cadernos do
Meio-Dia»,
«Távola Redonda». Maria AIberta Menéres é uma das mais destacadas figuras
da
literatura infantil portuguesa, à qual tem dedicado muito do seu saber e
talento. A sua
obra é vasta neste domínio e atravessada por histórias originais, recolha
tradicional,
versão de obras clássicas, teatro infantil e poesia para crianças.
TEXTO B
Obras de Maria Alberta Menéres
Literatura Infantil: Conversas com Versos, 1968; Figuras Figuronas, 1969;
O Poeta
Faz-se aos Dez Anos, 1973; Lengalenga do Vento, 1976; Hoje Há Palhaços,
1976 (com
António Torrado); A Pedra Azul da Imaginação, 1977; Semana Sim, Semana
Sim, 1978;
A Água que Bebemos, 1981; O Ouriço Cacheiro Espreitou Três Vezes,
1981; Dez Dedos
Dez Segredos, 1985; O Retrato em Escadinha, 1985; Histórias de Tempo Vai
Tempo
Vem, 1988; À Beira do Lago dos Encantos, 1988; Ulisses, 1989 (adaptação);
No
Coração do Trevo, 1992; Uma Palmada na Testa, 1993; Pêra Perinha, 1993;
A Gaveta
das Histórias, 1995; Sigam a Borboleta, 1996; O Cão Pastor, 2001.
António Garcia Barreto, Dicionário de Literatura Infantil Portuguesa,
Porto, Campo das Letras Editores, 2002 (adaptado)
24.1
Preenche o quadro com dados sobre Maria Alberta Menéres, retirando a
informação necessária dos textos que acabaste de ler.
Nome completo ____________________________________
______________________________________
Naturalidade
____________________________________
Idade
____________________________________
Licenciatura
____________________________________
Duas publicações
em que colaborou
____________________________________
____________________________________
Duas actividades
profissionais que
desenvolveu
____________________________________
____________________________________
Obras publicadas
em 1993
______________________________________
______________________________________
24.2
Completa as seguintes frases com uma das alternativas:
nota autobiográfica / nota biográfica / nota bibliográfica
O texto A é uma __________________________________, porque relata, na
terceira pessoa,
alguns aspectos fundamentais da vida desta autora.
O texto B refere as obras destinadas a crianças que a autora publicou.
Dizemos, por isso, que
se trata de uma _________________________________.
25. PA-2006-1P-11
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
Lê e observa com atenção o seguinte Roteiro Turístico sobre a zona da cidade
do Porto, onde viviam os padrinhos da menina.
Caminhemos até à Praça D. João I. Esta praça, de forma quadrangular, foi
construída já nos nossos dias. Nela se destacam dois belos edifícios: o Palácio
Atlântico e o Teatro Rivoli.
Atravessando a Praça D. João I, temos em frente o Palácio Atlântico, que faz
esquina com a Rua Sá da Bandeira. Começando a subir esta rua, encontramos,
à direita, o famoso Mercado do Bolhão, o mais típico dos mercados
portuenses. Logo depois, se virarmos à direita para a Rua Fernandes Tomás,
chegamos à Rua de Santa Catarina, paralela à Rua Sá da Bandeira e uma das
artérias comerciais mais conhecidas da Cidade Invicta.
25.1
Baseando-te nas informações do texto e observando atentamente o mapa, faz a
sua legenda. Para responderes à questão, escreve Palácio Atlântico, Teatro
Rivoli, Mercado do Bolhão, Rua Fernandes Tomás e Rua de Santa Catarina, à
frente da letra (A, B, C, D e E) que corresponde à respectiva localização.
Legenda do mapa
A - __________________________________________________
B - __________________________________________________
C - __________________________________________________
D - __________________________________________________
26. PA-2006-1P-10
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
Lê o texto com muita atenção.
1
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
A VISITA À MADRINHA
Agora, agora mesmo quase à beirinha do sono da noite, dou comigo a colocar
uma
cassete especial no vídeo da minha vida e a preparar-me para assistir a certas
coisas
que me aconteceram por volta dos meus 5 anos de idade!
(...) Um dia, por alturas da Páscoa desse ano, a nossa mãe olhou para mim e
para
as minhas duas irmãs, mais novas do que eu e, apontando apenas para mim,
anunciou
em voz solene: «Amanhã vamos todos fazer uma visita à tua Madrinha!»
(...) A minha Madrinha era nossa tia-avó. Pequenina e delicada, não parecia
muito
preparada para viver neste mundo. Digo isto porque andava muito
devagarinho, como
se tivesse medo de pisar o chão e de ele se queixar. E passava por entre os
móveis e
as cadeiras, e de porta em porta, com muita cerimónia, assim como que a pedir
licença
para passar. E o seu cabelo era só caracolinhos muito brancos à roda da
cabeça. A
Madrinha morava no Porto, junto da Rua Sá da Bandeira, numa moradia
muito bonita.
Quando no dia seguinte lá chegámos, a mãe e o pai, e nós três muito bem
arranjadas,
de luvas e chapéu, com os ouvidos cheios de «Não façam isto, não façam
aquilo»...
«Portem-se bem»... «Não batam os pés»... «Não mexam em nada»..., já
sabíamos que
a Madrinha estava à nossa espera, pois esta visita anual era sempre anunciada
com a
devida antecedência. Tocámos à campainha, alguém veio abrir a porta e pegar
nos
nossos casacos e chapéus e luvas, que não vi onde penduraram. À nossa
frente, num
vasto chão imaculadamente branco, uma passadeira de veludo vermelho
parecia não
ter fim. Lá muito ao fundo, numa sala cheia de quadros e de esculturas, e de
muitos,
muitos livros, estavam a Madrinha e o Padrinho, de braços abertos. O
Padrinho, o
nosso tio-avô Alberto Villares, «era um sábio» - dizia sempre o meu pai, «e
que até era
um cientista ilustre, tinha um Observatório de Astronomia no telhado da casa,
onde
estudava os mistérios do céu, e que do Observatório de Paris estavam sempre
a pedir
a opinião dele»..., e por tudo isto, embora ele fosse sempre muito delicado e
muito
simpático para nós, eu tinha imenso medo de dizer os meus costumados
disparates ao
pé dele.
Ora, neste dia, ele quis saber se eu já sabia ler, e eu, sem querer, disse que sim,
mas a verdade é que ainda não sabia. Então, ele foi buscar um livrinho com
desenhos.
Em cada página havia um lindo e colorido desenho muito grande, que tinha
por baixo,
escrita, o que eu já percebia que era uma palavra. E foi assim: numa página vi
uma
grande maçã e... apontando com um dedo a palavra que estava debaixo, fingi
que, a
muito custo, lia a palavra MAÇÃ. Na página a seguir, vi um pato e fingi que
lia, a custo,
a palavra que estava por baixo: PATO.
Como a vida me estava a correr bem, fiquei mais calma. Até que apareceu
uma
página com um desenho que era mesmo mesmo uma grande mão. Sem hesitar
nem
um bocadinho, apontei para a palavra em baixo e, muito lampeira, quase
gritei: MÃO!
Foi uma risota. Os meus pais e os padrinhos riam com gosto, e eu sem
perceber
porquê! Até que a minha mãe, devagarinho e docemente, me disse: - «Não,
filha, o que
aqui está escrito não é MÃO. O que está escrito é LUVA». Fiquei tão
envergonhada que
nunca mais me esqueci daquele momento. A seguir, já nem o lanche me soube
a nada,
nem o bolo de chocolate, nem os docinhos, nem as torradinhas com manteiga,
nem os
rebuçados de tantas cores. E foi nesse momento que resolvi que tinha de
aprender a
ler de verdade. Mesmo que ninguém tivesse paciência para me ensinar, havia
de
aprender a ler sozinha! E assim foi. Sozinha e às escondidas, aprendi a ler à
minha
moda, pouco tempo depois, já nos campos de um Ribatejo com extremas para
o
Alentejo, em terras da minha mãe, onde passámos a viver. Só aos 9 anos fui
pela
primeira vez para um Colégio, em Lisboa. E nessa altura já eu era tu cá-tu lá
com todas
as historinhas que apanhava à mão e com toda a experiência boa que uma
Natureza
campestre e sábia tinha posto à minha disposição.
Maria Alberta Menéres, Contos da Cidade das Pontes, Porto, Editorial
Âmbar, 2001
Assinala com X a opção correcta, de acordo com o sentido do texto.
Depois do que lhe aconteceu, a menina tomou a decisão de
26.1
para a próxima fingir melhor.
26.2
nunca mais visitar os padrinhos.
26.3
aprender a ler nem que fosse sozinha.
26.4
pedir à mãe que a ensinasse a ler.
27. PA-2006-1P-1
Disciplina Língua Portuguesa (2º Ciclo)
Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE)
Capacidades Leitura
Lê o texto com muita atenção.
1
5
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15
20
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30
35
40
45
50
A VISITA À MADRINHA
Agora, agora mesmo quase à beirinha do sono da noite, dou comigo a colocar
uma
cassete especial no vídeo da minha vida e a preparar-me para assistir a certas
coisas
que me aconteceram por volta dos meus 5 anos de idade!
(...) Um dia, por alturas da Páscoa desse ano, a nossa mãe olhou para mim e
para
as minhas duas irmãs, mais novas do que eu e, apontando apenas para mim,
anunciou
em voz solene: «Amanhã vamos todos fazer uma visita à tua Madrinha!»
(...) A minha Madrinha era nossa tia-avó. Pequenina e delicada, não parecia
muito
preparada para viver neste mundo. Digo isto porque andava muito
devagarinho, como
se tivesse medo de pisar o chão e de ele se queixar. E passava por entre os
móveis e
as cadeiras, e de porta em porta, com muita cerimónia, assim como que a pedir
licença
para passar. E o seu cabelo era só caracolinhos muito brancos à roda da
cabeça. A
Madrinha morava no Porto, junto da Rua Sá da Bandeira, numa moradia
muito bonita.
Quando no dia seguinte lá chegámos, a mãe e o pai, e nós três muito bem
arranjadas,
de luvas e chapéu, com os ouvidos cheios de «Não façam isto, não façam
aquilo»...
«Portem-se bem»... «Não batam os pés»... «Não mexam em nada»..., já
sabíamos que
a Madrinha estava à nossa espera, pois esta visita anual era sempre anunciada
com a
devida antecedência. Tocámos à campainha, alguém veio abrir a porta e pegar
nos
nossos casacos e chapéus e luvas, que não vi onde penduraram. À nossa
frente, num
vasto chão imaculadamente branco, uma passadeira de veludo vermelho
parecia não
ter fim. Lá muito ao fundo, numa sala cheia de quadros e de esculturas, e de
muitos,
muitos livros, estavam a Madrinha e o Padrinho, de braços abertos. O
Padrinho, o
nosso tio-avô Alberto Villares, «era um sábio» - dizia sempre o meu pai, «e
que até era
um cientista ilustre, tinha um Observatório de Astronomia no telhado da casa,
onde
estudava os mistérios do céu, e que do Observatório de Paris estavam sempre
a pedir
a opinião dele»..., e por tudo isto, embora ele fosse sempre muito delicado e
muito
simpático para nós, eu tinha imenso medo de dizer os meus costumados
disparates ao
pé dele.
Ora, neste dia, ele quis saber se eu já sabia ler, e eu, sem querer, disse que sim,
mas a verdade é que ainda não sabia. Então, ele foi buscar um livrinho com
desenhos.
Em cada página havia um lindo e colorido desenho muito grande, que tinha
por baixo,
escrita, o que eu já percebia que era uma palavra. E foi assim: numa página vi
uma
grande maçã e... apontando com um dedo a palavra que estava debaixo, fingi
que, a
muito custo, lia a palavra MAÇÃ. Na página a seguir, vi um pato e fingi que
lia, a custo,
a palavra que estava por baixo: PATO.
Como a vida me estava a correr bem, fiquei mais calma. Até que apareceu
uma
página com um desenho que era mesmo mesmo uma grande mão. Sem hesitar
nem
um bocadinho, apontei para a palavra em baixo e, muito lampeira, quase
gritei: MÃO!
Foi uma risota. Os meus pais e os padrinhos riam com gosto, e eu sem
perceber
porquê! Até que a minha mãe, devagarinho e docemente, me disse: - «Não,
filha, o que
aqui está escrito não é MÃO. O que está escrito é LUVA». Fiquei tão
envergonhada que
nunca mais me esqueci daquele momento. A seguir, já nem o lanche me soube
a nada,
nem o bolo de chocolate, nem os docinhos, nem as torradinhas com manteiga,
nem os
rebuçados de tantas cores. E foi nesse momento que resolvi que tinha de
aprender a
ler de verdade. Mesmo que ninguém tivesse paciência para me ensinar, havia
de
aprender a ler sozinha! E assim foi. Sozinha e às escondidas, aprendi a ler à
minha
moda, pouco tempo depois, já nos campos de um Ribatejo com extremas para
o
Alentejo, em terras da minha mãe, onde passámos a viver. Só aos 9 anos fui
pela
primeira vez para um Colégio, em Lisboa. E nessa altura já eu era tu cá-tu lá
com todas
as historinhas que apanhava à mão e com toda a experiência boa que uma
Natureza
campestre e sábia tinha posto à minha disposição.
Maria Alberta Menéres, Contos da Cidade das Pontes, Porto, Editorial
Âmbar, 2001
Assinala com X a opção correcta, de acordo com o sentido do texto.
Com a frase «... dou comigo a colocar uma cassete especial no vídeo da
minha vida...» (linhas 1 e 2), a narradora pretende dizer-nos que
27.1
antes de dormir, foi ver, no vídeo, um filme sobre a sua vida.
27.2
antes de adormecer, recordou acontecimentos do seu passado.
27.3
antes de se deitar, viu uma cassete sobre o seu quinto aniversário.
27.4
quando adormeceu, sonhou com factos vividos aos cinco anos.

Portugues fichas

  • 1.
    1. PA-2008-2P Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Expressão Escrita Vais escrever um texto de 25 linhas. Conta uma aventura, real ou imaginária, em que tu e o teu animal de estimação sejam os protagonistas, isto é, as personagens principais. Ao fazeres, na folha de rascunho, o plano do teu texto, não te esqueças de que és o narrador e, ao mesmo tempo, protagonista da história. Não deixes de... a) indicar quando se deu o episódio que vais contar; b) descrever, com algum pormenor, o local onde a aventura decorreu; c) apresentar o teu animal de estimação como a outra personagem principal: como é, o que habitualmente faz, que relação há entre ti e ele...; d) contar o que aconteceu, o que cada um fez e com que intenção; como acabou a aventura; e) organizar a descrição dos diferentes acontecimentos que constituem a «aventura», de maneira a obter uma sequência narrativa bem construída, com princípio, meio e fim. Antes de começares a escrever, toma atenção às seguintes instruções: escreve o texto que te foi pedido; faz um rascunho do teu texto, a lápis, na folha própria; preenche um mínimo de 20 linhas; dá um título ao texto; revê com cuidado o que escreveste no rascunho e corrige o que achares que deve ser corrigido; copia o texto para a folha da prova, em letra bem legível, a tinta azul ou preta; se, por acaso, te enganares, risca e escreve de novo. Não uses corrector. 1.1 (título) ________________________________________
  • 2.
    2. PA-2008-1P-9-10 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura O texto C é um excerto de um livro que narra vários episódios da vida de uma família que tinha um cão chamado Kurika. Lê o texto. Consulta as entradas do dicionário para compreenderes o significado de palavras ou expressões que te sejam menos familiares. TEXTO C O cão sabia o sentido, o seu sentido. E nunca se perdia. Ou por outra. Houve uma vez. Há sempre uma vez. Ainda hoje não é claro o que aconteceu. Tínhamos ido à praia no fim do Inverno. Eu fui pescar, o resto da família foi dar uma volta pelas redondezas. O cão ficou comigo, mas já se sabe que ele desprezava a pesca. Deve ter ido à casa que alugamos no Verão e não encontrou ninguém. Procurou no local das barracas e não viu barracas nem família. A G.N.R. disse depois que quem o levou o tinha encontrado na estrada, de um lado para o outro, a ladrar, desorientado. Talvez estivesse, mas não perdido. Deve ter sido para ele um cenário de pesadelo: a casa fechada, a ausência das barracas no sítio onde normalmente elas estão. Como é que queriam que o cão ficasse? Poder-se-á perguntar por que não voltou para junto de mim. Além de não gostar de pesca é possível que, nesse dia, ele tivesse, por momentos, perdido o sentido. Ou a tramontana1, chame-se-lhe o que se quiser. Admito que sim. Quem o levou sabia de cães, como veio a confirmar-se. E das duas uma: ou ficou impressionado com a atarantação de um épagneul-breton L.O.P.2 (via-se à vista desarmada a alta linhagem do cão) julgando que tinha sido abandonado ou, partindo embora desse pressuposto3, meteu-o dentro do carro para ver o que a coisa dava. Pelo sim pelo não avisou a G.N.R. O certo é que o pânico se instalou em toda a família, a começar por mim, confesso, quando já depois de a noite cair não se vislumbrava4 rasto do cão. Procurou-se por toda a parte, fomos a várias casas onde em diferentes Verões tínhamos estado, corremos os restaurantes, perguntámos aos amigos. Algumas pessoas tinham-no visto na praia. Outras perto da Cabana do Pescador, o restaurante que fica junto à praia. Mas acharam normal. Pensaram: Fulanos estão cá. A G.N.R. foi extraordinariamente diligente. Em pouco mais de uma hora já sabia onde estava o cão.
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    A rapidez foifacilitada pelo facto de quem levou o cão ter comunicado ao posto mais próximo que tinha «encontrado perdido» um cão com aquelas características. Dois dias depois o cão estava de volta. Veio amuado, não ligava a ninguém. - O cão está zangado, não fala connosco, comentou um dos meus filhos. Era verdade. Durante uns dias o cão não falou. Digo bem: não falou. A fala é muito complicada. Está antes da palavra, como a poesia. E aquele cão falava. Falava com os seus vários modos de silêncio, falava com os olhos, falava, até, com o rabo, falava com o andar, com as inclinações de cabeça, com o levantar ou baixar as orelhas. Daquela vez calou-se por completo. Não falou com nenhum dos seus sinais. Nem sequer com o seu silêncio. Manuel Alegre, Cão Como Nós, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2002 (adaptado) 1 perder a tramontana Perder o rumo ou o tino, DESNORTEAR-SE. 2 L.O.P. Sigla de Livro de Origens Português, onde se faz o registo genealógico para a identificação dos animais de raça pura existentes em Portugal. 3 pressuposto n.m. Aquilo que se pressupõe, SUPOSIÇÃO. 4 vislumbrar (conjug. -ar, p.p. vislumbrado) v. Ver de forma pouco clara, a custo, ENTREVER, LOBRIGAR 2.1 O relato dos acontecimentos deixa-nos perceber os sentimentos do dono e da família para com o cão. Transcreve do texto a frase que melhor traduz o estado de espírito de todos os membros da família quando o cão desapareceu. 2.2 Que comportamento adoptou o cão, nos dias seguintes ao episódio relatado, para mostrar que estava «zangado»? Transcreve do último parágrafo do texto quatro das frases que descrevem esse comportamento. 1 ________________________________________________________________
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    3. PA-2008-1P-8 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura O texto C é um excerto de um livro que narra vários episódios da vida de uma família que tinha um cão chamado Kurika. Lê o texto. Consulta as entradas do dicionário para compreenderes o significado de palavras ou expressões que te sejam menos familiares. TEXTO C O cão sabia o sentido, o seu sentido. E nunca se perdia. Ou por outra. Houve uma vez. Há sempre uma vez. Ainda hoje não é claro o que aconteceu. Tínhamos ido à praia no fim do Inverno. Eu fui pescar, o resto da família foi dar uma volta pelas redondezas. O cão ficou comigo, mas já se sabe que ele desprezava a pesca. Deve ter ido à casa que alugamos no Verão e não encontrou ninguém. Procurou no local das barracas e não viu barracas nem família. A G.N.R. disse depois que quem o levou o tinha encontrado na estrada, de um lado para o outro, a ladrar, desorientado. Talvez estivesse, mas não perdido. Deve ter sido para ele um cenário de pesadelo: a casa fechada, a ausência das barracas no sítio onde normalmente elas estão. Como é que queriam que o cão ficasse? Poder-se-á perguntar por que não voltou para junto de mim. Além de não gostar de pesca é possível que, nesse dia, ele tivesse, por momentos, perdido o sentido. Ou a tramontana1, chame-se-lhe o que se quiser. Admito que sim. Quem o levou sabia de cães, como veio a confirmar-se. E das duas uma: ou ficou impressionado com a atarantação de um épagneul-breton L.O.P.2 (via-se à vista desarmada a alta linhagem do cão) julgando que tinha sido abandonado ou, partindo embora desse pressuposto3, meteu-o dentro do carro para ver o que a coisa dava. Pelo sim pelo não avisou a G.N.R. O certo é que o pânico se instalou em toda a família, a começar por mim, confesso, quando já depois de a noite cair não se vislumbrava4 rasto do cão. Procurou-se por toda a parte, fomos a várias casas onde em diferentes Verões tínhamos estado, corremos os restaurantes, perguntámos aos amigos. Algumas pessoas tinham-no visto na praia. Outras perto da Cabana do Pescador, o restaurante que fica junto à praia. Mas acharam normal. Pensaram: Fulanos estão cá. A G.N.R. foi extraordinariamente diligente. Em pouco mais de uma hora já sabia onde estava o cão. A rapidez foi facilitada pelo facto de quem levou o cão ter comunicado ao posto mais próximo que tinha «encontrado perdido» um cão com aquelas características.
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    Dois dias depoiso cão estava de volta. Veio amuado, não ligava a ninguém. - O cão está zangado, não fala connosco, comentou um dos meus filhos. Era verdade. Durante uns dias o cão não falou. Digo bem: não falou. A fala é muito complicada. Está antes da palavra, como a poesia. E aquele cão falava. Falava com os seus vários modos de silêncio, falava com os olhos, falava, até, com o rabo, falava com o andar, com as inclinações de cabeça, com o levantar ou baixar as orelhas. Daquela vez calou-se por completo. Não falou com nenhum dos seus sinais. Nem sequer com o seu silêncio. Manuel Alegre, Cão Como Nós, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2002 (adaptado) 1 perder a tramontana Perder o rumo ou o tino, DESNORTEAR-SE. 2 L.O.P. Sigla de Livro de Origens Português, onde se faz o registo genealógico para a identificação dos animais de raça pura existentes em Portugal. 3 pressuposto n.m. Aquilo que se pressupõe, SUPOSIÇÃO. 4 vislumbrar (conjug. -ar, p.p. vislumbrado) v. Ver de forma pouco clara, a custo, ENTREVER, LOBRIGAR 3.1 A G.N.R. disse depois que quem levou o cão o tinha encontrado na estrada, a andar de um lado para o outro, a ladrar, desorientado. Assinala com X as duas razões apresentadas pelo narrador para explicar a desorientação do cão. A casa de Verão fechada O trânsito na estrada As barracas desmontadas O mar bravo
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    4. PA-2008-1P-5 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura O texto B, retirado de uma página da internet, foi escrito por alguém que se preocupa com o que acontece aos animais abandonados. Lê o texto. TEXTO B No Cantinho dos Animais Abandonados de Viseu entram, em média, cerca de trinta cães por mês, dos quais muitos são dados para adopção, ao ritmo de duzentos e cinquenta por ano. Há actualmente no Cantinho quase quinhentos cães e sessenta gatos, todos meiguinhos, calmíssimos e muito felizes. As férias são o primeiro motivo para abandono de animais, o que, nesta região, poderia facilmente ser evitado, uma vez que o Cantinho se dispõe a aceitar todos os animais cujos donos queiram ir de férias. O segundo motivo é o facto de, quando a dona de um cão ou de um gato fica grávida, ela ser influenciada por avisos
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    pouco esclarecidos esem fundamento, por parte de terceiras pessoas, sobre a possibilidade de o seu animal lhe transmitir doenças que afectem o bebé. Na realidade, basta ter os animais desparasitados e vacinados para o evitar. O terceiro motivo de abandono resulta de alguns caçadores se utilizarem dos cães na época da caça e, depois, os abandonarem, para não terem de os levar para os apartamentos onde vivem. A vaidade é outro motivo de abandono. Muitas pessoas, assim que podem comprar um cão de raça, desfazem-se do pobre rafeiro que as acompanhou até então, para se poderem exibir junto de amigos e de conhecidos, esquecendo, porém, que o rafeiro é um cão muito sensível e inteligente e que, por isso, sofre muito ao ser abandonado. http://www.alexandraguerra.com/cantinho/ (adaptado)
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    Três das quatroafirmações seguintes representam factos e só uma refere a opinião de quem escreveu o texto. Assinala com X a afirmação que refere uma opinião. 4.1 Os gatos, no Cantinho dos Animais Abandonados, estão em minoria. 4.2 O Cantinho tem capacidade para várias centenas de animais. 4.3 Os animais recolhidos no Cantinho parecem ser calmos e meigos. 4.4 O Cantinho deu, este ano, duzentos e cinquenta animais para adopção.
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    5. PA-2008-1P-4 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura O texto B, retirado de uma página da internet, foi escrito por alguém que se preocupa com o que acontece aos animais abandonados. Lê o texto. TEXTO B No Cantinho dos Animais Abandonados de Viseu entram, em média, cerca de trinta cães por mês, dos quais muitos são dados para adopção, ao ritmo de duzentos e cinquenta por ano. Há actualmente no Cantinho quase quinhentos cães e sessenta gatos, todos meiguinhos, calmíssimos e muito felizes. As férias são o primeiro motivo para
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    abandono de animais,o que, nesta região, poderia facilmente ser evitado, uma vez que o Cantinho se dispõe a aceitar todos os animais cujos donos queiram ir de férias. O segundo motivo é o facto de, quando a dona de um cão ou de um gato fica grávida, ela ser influenciada por avisos pouco esclarecidos e sem fundamento, por parte de terceiras pessoas, sobre a possibilidade de o seu animal lhe transmitir doenças que afectem o bebé. Na realidade, basta ter os animais desparasitados e vacinados para o evitar. O terceiro motivo de abandono resulta de alguns caçadores se utilizarem dos
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    cães na épocada caça e, depois, os abandonarem, para não terem de os levar para os apartamentos onde vivem. A vaidade é outro motivo de abandono. Muitas pessoas, assim que podem comprar um cão de raça, desfazem-se do pobre rafeiro que as acompanhou até então, para se poderem exibir junto de amigos e de conhecidos, esquecendo, porém, que o rafeiro é um cão muito sensível e inteligente e que, por isso, sofre muito ao ser abandonado. http://www.alexandraguerra.com/cantinho/ (adaptado) 5.1 De acordo com o que é dito no texto, classifica cada uma das afirmações seguintes como verdadeira (V) ou falsa (F), escrevendo V ou F junto de cada
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    uma delas. O Cantinhodos Animais Abandonados é uma associação situada em Lisboa. Há animais para adopção no Cantinho dos Animais Abandonados. Os animais recolhidos nesta instituição estão calmos, mas infelizes. As férias são um dos principais motivos para o abandono dos animais. Se os donos de um animal têm de se ausentar podem deixá-lo no Cantinho. Os cães vacinados e desparasitados são um perigo para a saúde dos bebés. Após a época de caça, alguns cães são deixados ao abandono por caçadores. Os cães rafeiros reagem bem quando são abandonados.
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    6. PA-2008-1P-20 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua Lê as frases seguintes: A. O nosso cão era um cão caprichoso. B. Este cão era um cão muito especial. C. Parecia diferente dos outros cães. D. Ele foi um cão igual a nós. 6.1 Escolhe as palavras ou expressões que, nas frases A, B, C e D, correspondem às funções sintácticas indicadas. Transcreve-as para o respectivo lugar do quadro. Segue o exemplo. Sujeito Predicado Frase exemplo Kurika era um épagneul-breton puro. Frase A Frase B Frase C Frase D
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    7. PA-2008-1P-2 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura O texto A é um anúncio publicado num jornal diário por um criador de cães. Lê o texto. TEXTO A Vendo cachorro épagneul-breton puro, nascido a 07MAR07, branco e castanho. Linha francesa. Excelente para caça ou companhia. Entregue com vacinas e desparasitações actualizadas. Contactar Canil Municipal de Évora. 7.1 Completa o quadro com os dados relativos ao cachorro fornecidos pelo texto do anúncio. Segue o exemplo. Data do nascimento
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    (por extenso) Raça Linhagemfrancesa Cores do pêlo Duas funções para que está bem preparado
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    8. PA-2008-1P-19 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua 8.1 Observa a frase: Kurika era altivo e fiel e desobediente e caprichoso e livre. Reescreve essa frase, substituindo três vezes o «e» pelo sinal de pontuação adequado.
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    9. PA-2008-1P-17-18 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua De acordo com o sentido do episódio do Kurika, escolhe o elemento adequado para ligares, por coordenação, as frases simples da coluna A com as da coluna B e construíres frases complexas. Segue o exemplo. 9.1 porém ou portanto mas nem A B Eu fui pescar e o cão ficou comigo O cão estava só atarantado .......... tinha mesmo perdido o sentido? O cão não estava na praia .......... estava em qualquer dos restaurantes. Dois dias depois, o cão estava de volta .......... vinha amuado.
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    9.2 que se porquequando como A B O cão foi à casa de Verão onde não encontrou ninguém. Ainda não tínhamos encontrado o cão .......... a noite caiu. O cão afastou-se de mim .......... detestava a pesca. O automobilista julgou .......... o cão tinha sido abandonado.
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    10. PA-2008-1P-16 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua Lê os vários significados da palavra cenário, tal como aparecem num dicionário. Cenário n.m. 1. Conjunto de elementos com que o artista desenha a representação figurada do lugar onde se passa a acção e que compõem uma cena teatral, de filme ou de outro espaço de representação. 2. Local onde decorre ou pode decorrer um facto ou uma actividade. 3. O que se avista de um determinado ponto, PAISAGEM, PANORAMA. 4. Conjunto de aspectos que caracterizam uma situação, CENA. 10.1 Nas frases abaixo, a palavra cenário é usada com significados diferentes. Escolhe o mais adequado a cada frase e escreve o seu número no espaço correspondente. Segue o exemplo. ........ Deve ter sido para ele um cenário de pesadelo.
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    ...1... Os cenáriosdos filmes de Harry Potter foram desenhados por uma equipa de artistas, liderada por Stuart Craig. ........ Do alto da Serra da Estrela, avista-se um belíssimo cenário. ........ A Ilha de S. Miguel, nos Açores, foi cenário da telenovela «Ilha dos Amores».
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    11. PA-2008-1P-15 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua 11.1 Repara na frase: Os cães rafeiros são mais sensíveis e inteligentes do que os cães de raça. Reescreve a frase, transformando-a de modo a estabeleceres uma comparação de igualdade.
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    12. PA-2008-1P-13 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua Em Português, o processo de derivação de palavras é predominantemente realizado por sufixação. Segue o exemplo e escreve, na coluna do meio, o sufixo utilizado para a formação das palavras listadas na coluna da direita. 12.1 sufixo cão -(z)inho cãozinho linha linhagem município municipal criar criador França francês vacinar vacinação nascer nascimento
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    13. PA-2008-1P-12 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua Vendo cachorro épagneul-breton puro, nascido a07MAR07, branco e castanho. Linha francesa. Excelente para caça ou companhia. Entregue com vacinas e desparasitações actualizadas. Contactar Canil Municipal de Évora. No anúncio que leste, a palavra épagneul-breton aparece num tipo de letra diferente, em itálico. Assinala com X a opção que completa correctamente a frase. A palavra aparece em itálico para 13.1 não ser confundida com o nome do cachorro. 13.2 chamar a atenção dos leitores do texto. 13.3 impressionar quem gosta de exibir cães de raça. 13.4 indicar que a palavra não é portuguesa.
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    14. PA-2008-1P-7 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura O texto C é um excerto de um livro que narra vários episódios da vida de uma família que tinha um cão chamado Kurika. Lê o texto. Consulta as entradas do dicionário para compreenderes o significado de palavras ou expressões que te sejam menos familiares. TEXTO C O cão sabia o sentido, o seu sentido. E nunca se perdia. Ou por outra. Houve uma vez. Há sempre uma vez. Ainda hoje não é claro o que aconteceu. Tínhamos ido à praia no fim do Inverno. Eu fui pescar, o resto da família foi dar uma volta pelas redondezas. O cão ficou comigo, mas já se sabe que ele desprezava a pesca. Deve ter ido à casa que alugamos no Verão e não encontrou ninguém. Procurou no local das barracas e não viu barracas nem família. A G.N.R. disse depois que quem o levou o tinha encontrado na estrada, de um lado para o outro, a ladrar, desorientado. Talvez estivesse, mas não
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    perdido. Deve tersido para ele um cenário de pesadelo: a casa fechada, a ausência das barracas no sítio onde normalmente elas estão. Como é que queriam que o cão ficasse? Poder-se-á perguntar por que não voltou para junto de mim. Além de não gostar de pesca é possível que, nesse dia, ele tivesse, por momentos, perdido o sentido. Ou a tramontana1, chame-se-lhe o que se quiser. Admito que sim. Quem o levou sabia de cães, como veio a confirmar-se. E das duas uma: ou ficou impressionado com a atarantação de um épagneul-breton L.O.P.2 (via-se à vista desarmada a alta linhagem do cão) julgando que tinha sido abandonado ou, partindo embora desse pressuposto3, meteu-o dentro do carro para ver o que a coisa dava. Pelo sim pelo não avisou a G.N.R. O certo é que o pânico se instalou em toda a família, a começar por mim, confesso, quando já depois de a noite cair não se vislumbrava4 rasto do cão. Procurou-se por toda a parte, fomos a várias casas onde em diferentes Verões tínhamos estado, corremos os restaurantes, perguntámos aos amigos. Algumas pessoas tinham-no visto na praia. Outras perto da Cabana do Pescador, o restaurante que fica junto à praia. Mas acharam normal. Pensaram: Fulanos estão cá. A G.N.R. foi extraordinariamente diligente. Em pouco mais de uma hora já sabia onde estava o cão. A rapidez foi facilitada pelo facto de quem levou o cão ter comunicado ao posto mais próximo que tinha «encontrado perdido» um cão com aquelas características. Dois dias depois o cão estava de volta. Veio amuado, não ligava a ninguém. - O cão está zangado, não fala connosco, comentou um dos meus filhos. Era verdade. Durante uns dias o cão não falou. Digo bem: não falou. A fala é muito complicada. Está antes da palavra, como a poesia. E aquele cão falava. Falava com os seus vários modos de silêncio, falava com os olhos, falava, até, com o rabo, falava com o andar, com as inclinações de cabeça, com o levantar ou baixar as orelhas. Daquela vez calou-se por completo. Não falou com nenhum dos seus sinais. Nem sequer com o seu silêncio.
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    Manuel Alegre, CãoComo Nós, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2002 (adaptado) 1 perder a tramontana Perder o rumo ou o tino, DESNORTEAR-SE. 2 L.O.P. Sigla de Livro de Origens Português, onde se faz o registo genealógico para a identificação dos animais de raça pura existentes em Portugal. 3 pressuposto n.m. Aquilo que se pressupõe, SUPOSIÇÃO. 4 vislumbrar (conjug. -ar, p.p. vislumbrado) v. Ver de forma pouco clara, a custo, ENTREVER, LOBRIGAR 14.1 Numera as afirmações seguintes, de acordo com a ordem dos acontecimentos narrados. Segue o exemplo. A família foi dar um passeio, enquanto o narrador pescava. 1 Kurika foi recolhido e levado num carro.
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    O cão voltouamuado, não ligava a ninguém. Viram-no a ladrar, desorientado, na estrada. Em pouco tempo a G.N.R. localizou o épagneul-breton. O automobilista que o levou avisou a G.N.R. Como Kurika não gostava nada de pesca, afastou-se do dono. Dois dias depois, o cão foi devolvido à família do narrador.
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    15. PA-2007-1P-9 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura Lê o texto com muita atenção. 1 5
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    50 A CAIXINHA DEMÚSICA Catarina não gostava da cara que tinha. Achava-se feia, com o seu nariz arrebitado, a boca grande e os olhos muito pequeninos. Na escola, as crianças não queriam brincar com ela. Preferiam outras companhias. Corriam pelo pátio, muito alegres, fazendo jogos em que Catarina nunca conseguia
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    entrar. Quando a campainhatocava, no fim das aulas, pegava na pasta de cabedal castanho, punha-a às costas e ia sem pressa para casa, colada às paredes, com medo das sombras, dos gracejos dos rapazes mais crescidos. Com medo de tudo que pudesse tornar ainda mais triste a sua vida. «Tens mesmo cara de bolacha.» - dissera-lhe, dias antes, uma rapariga da sua turma. Ficou muito magoada com aquelas palavras que lhe acertaram em cheio, como uma pedrada, em pleno coração. E lá andava ela com os seus olhos pequeninos e tristes, com os pés para o lado, a ver se descobria alguém que conseguisse gostar dela, nem que fosse só um bocadinho. No caminho para casa encontrava todos os dias o homem do realejo1. Era muito velho e estava sempre a sorrir. Trazia, poisado no ombro, um grande papagaio de muitas cores que passava o tempo todo a dormitar. Quase ninguém reparava no velho que tocava cantigas muito antigas, à esquina de duas ruas sem sol. Era um homem solitário2.
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    Quando fez anos,Catarina levou-lhe uma fatia de bolo de aniversário, com cerejas cristalizadas e algumas velas em cima. O velho ficou muito comovido, guardou o bolo dentro de um saco branco e foi-se embora, para ela não ver a sua cara enrugada cheia de lágrimas. Um dia, quando saiu da escola, foi procurar o seu amigo. Deixou que ele lhe agarrasse na mão e ouviu-o dizer numa voz muito sumida: «Vim hoje aqui com muito sacrifício só para te dizer adeus. Vou partir para muito longe, mas gostava de te deixar uma recordação minha». Meteu a mão no bolso do sobretudo e tirou uma pequena caixa de música. «Esta caixinha é muito, muito velha. Nem se sabe ao certo a sua idade. Sempre que a abrires e tiveres um desejo ele há-de realizar-se imediatamente». Catarina ficou muito contente a olhar para a caixa e quando quis agradecer ao amigo já não o encontrou. Catarina levou para casa a caixinha de música e escondeu-a com muito cuidado para ninguém a descobrir. O desejo não demorou a surgir: queria deixar de ser feia.
  • 36.
    Pôs-se à frentedo espelho, abriu a caixa e pensou no seu desejo com quanta força tinha. Da caixinha saía uma música muito bonita. Catarina olhou para o espelho cheia de receio de que o sonho não se tivesse tornado realidade. Mas não. Ninguém iria acreditar quando a visse com a sua nova cara, o ar alegre e bem disposto. A sua vida modificou-se completamente. Passou a ter amigos. Já ninguém falava da sua cara, da sua maneira esquisita de andar. Um dia perdeu a caixinha de música. Ao fim de uns dias, a magia começou a desaparecer lentamente. A boca alargou, os olhos voltaram a ficar muito pequenos. Sentiu de novo uma grande tristeza e apeteceu-lhe fugir para muito longe ou nunca mais sair de casa. Ao fim de algum tempo, acabou por se decidir: começou a sair à rua, a ir à escola. E, com grande surpresa sua, os companheiros de escola, os amigos falavam- lhe como se nada tivesse acontecido, como se a sua cara não tivesse voltado ao que era dantes.
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    A tristeza desapareceue Catarina percebeu que o importante não é a cara que as pessoas têm mas a forma como são na vida, no mundo, como sabem ser solidárias3 com os outros. José Jorge Letria, Histórias quase Fantásticas, Cacém, Edições Ró, 1981 (adaptado) 1 realejo - instrumento musical mecânico movido a manivela, como o que se pode observar na figura ao lado. 2 solitário, -a, adj. 1 - que está sem companhia, só; 2 - que vive na solidão, que se afasta da convivência com os outros. 3 solidário, -a, adj. 1 - que é capaz de estabelecer com alguém relações de ajuda mútua, de entreajuda; 2 - que revela disponibilidade para apoiar, defender ou consolar alguém em circunstâncias de necessidade.
  • 38.
    Relê a passagem«Catarina olhou para o espelho cheia de receio de que o sonho não se tivesse tornado realidade. Mas não.» (linhas 37-38) Assinala com X a frase que exprime por completo o sentido que se pode retirar do texto. 15.1 Mas não gostou do que viu. 15.2 Mas não, o seu sonho concretizou-se. 15.3 Mas não quis fiar-se em magias.
  • 39.
    15.4 Mas não, tudocontinuou como antes.
  • 40.
    16. PA-2008-1P-14 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua Repara na frase: Há actualmente no Cantinho quase quinhentos cães e sessenta gatos, todos meiguinhos, calmíssimos e muito felizes. 16.1 A partir da frase, preenche cada espaço do quadro com uma palavra pertencente à classe ou subclasse nele indicada. CLASSES E SUBCLASSES DE PALAVRAS Nome próprio Nome comum Pronome indefinido Numeral cardinal
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  • 42.
    17. PA-2008-1P-3 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura O texto A é um anúncio publicado num jornal diário por um criador de cães. Lê o texto. TEXTO A Vendo cachorro épagneul-breton puro, nascido a 07MAR07, branco e castanho. Linha francesa. Excelente para caça ou companhia. Entregue com vacinas e desparasitações actualizadas. Contactar Canil Municipal de Évora. 17.1 Indica os dois cuidados de saúde que o criador afirma já ter prestado ao cão.
  • 43.
    18. PA-2006-1P-2 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura Lê o texto com muita atenção. 1 5 10
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    A VISITA ÀMADRINHA Agora, agora mesmo quase à beirinha do sono da noite, dou comigo a colocar uma cassete especial no vídeo da minha vida e a preparar-me para assistir a certas coisas que me aconteceram por volta dos meus 5 anos de idade! (...) Um dia, por alturas da Páscoa desse ano, a nossa mãe olhou para mim e para as minhas duas irmãs, mais novas do que eu e, apontando apenas para mim, anunciou em voz solene: «Amanhã vamos todos fazer uma visita à tua Madrinha!» (...) A minha Madrinha era nossa tia-avó. Pequenina e delicada, não parecia muito preparada para viver neste mundo. Digo isto porque andava muito devagarinho, como se tivesse medo de pisar o chão e de ele se queixar. E passava por entre os móveis e as cadeiras, e de porta em porta, com muita cerimónia, assim como que a pedir licença para passar. E o seu cabelo era só caracolinhos muito brancos à roda da cabeça. A Madrinha morava no Porto, junto da Rua Sá da Bandeira, numa moradia
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    muito bonita. Quando nodia seguinte lá chegámos, a mãe e o pai, e nós três muito bem arranjadas, de luvas e chapéu, com os ouvidos cheios de «Não façam isto, não façam aquilo»... «Portem-se bem»... «Não batam os pés»... «Não mexam em nada»..., já sabíamos que a Madrinha estava à nossa espera, pois esta visita anual era sempre anunciada com a devida antecedência. Tocámos à campainha, alguém veio abrir a porta e pegar nos nossos casacos e chapéus e luvas, que não vi onde penduraram. À nossa frente, num vasto chão imaculadamente branco, uma passadeira de veludo vermelho parecia não ter fim. Lá muito ao fundo, numa sala cheia de quadros e de esculturas, e de muitos, muitos livros, estavam a Madrinha e o Padrinho, de braços abertos. O Padrinho, o nosso tio-avô Alberto Villares, «era um sábio» - dizia sempre o meu pai, «e que até era um cientista ilustre, tinha um Observatório de Astronomia no telhado da casa, onde estudava os mistérios do céu, e que do Observatório de Paris estavam sempre a pedir
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    a opinião dele»...,e por tudo isto, embora ele fosse sempre muito delicado e muito simpático para nós, eu tinha imenso medo de dizer os meus costumados disparates ao pé dele. Ora, neste dia, ele quis saber se eu já sabia ler, e eu, sem querer, disse que sim, mas a verdade é que ainda não sabia. Então, ele foi buscar um livrinho com desenhos. Em cada página havia um lindo e colorido desenho muito grande, que tinha por baixo, escrita, o que eu já percebia que era uma palavra. E foi assim: numa página vi uma grande maçã e... apontando com um dedo a palavra que estava debaixo, fingi que, a muito custo, lia a palavra MAÇÃ. Na página a seguir, vi um pato e fingi que lia, a custo, a palavra que estava por baixo: PATO. Como a vida me estava a correr bem, fiquei mais calma. Até que apareceu uma página com um desenho que era mesmo mesmo uma grande mão. Sem hesitar nem um bocadinho, apontei para a palavra em baixo e, muito lampeira, quase gritei: MÃO! Foi uma risota. Os meus pais e os padrinhos riam com gosto, e eu sem perceber
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    porquê! Até quea minha mãe, devagarinho e docemente, me disse: - «Não, filha, o que aqui está escrito não é MÃO. O que está escrito é LUVA». Fiquei tão envergonhada que nunca mais me esqueci daquele momento. A seguir, já nem o lanche me soube a nada, nem o bolo de chocolate, nem os docinhos, nem as torradinhas com manteiga, nem os rebuçados de tantas cores. E foi nesse momento que resolvi que tinha de aprender a ler de verdade. Mesmo que ninguém tivesse paciência para me ensinar, havia de aprender a ler sozinha! E assim foi. Sozinha e às escondidas, aprendi a ler à minha moda, pouco tempo depois, já nos campos de um Ribatejo com extremas para o Alentejo, em terras da minha mãe, onde passámos a viver. Só aos 9 anos fui pela primeira vez para um Colégio, em Lisboa. E nessa altura já eu era tu cá-tu lá com todas as historinhas que apanhava à mão e com toda a experiência boa que uma Natureza campestre e sábia tinha posto à minha disposição.
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    Maria Alberta Menéres,Contos da Cidade das Pontes, Porto, Editorial Âmbar, 2001 Lê a seguinte frase (linhas 4 a 6). «Um dia, por alturas da Páscoa desse ano, a nossa mãe (...) anunciou em voz solene...» Assinala com X a opção correcta, de acordo com o sentido do texto. O tom solene da voz da mãe significava que ela 18.1 ia dizer uma coisa importante. 18.2 estava aborrecida com as filhas. 18.3 queria ser imediatamente obedecida. 18.4 estava cansada de repetir o mesmo.
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    19. PA-2006-1P-18 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua 19.1 Preenche o quadro, indicando o tipo e a forma das frases. Frase Tipo Forma Adorei ler este livro! Ainda não o leste? O livro é muito engraçado. Lê-o, por favor!
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    20. PA-2006-1P-17 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua 20.1 Resolve o crucigrama com as formas verbais que te são pedidas, a partir dos seguintes verbos retirados do texto. 1. V 2. E 3. R 4. B 5. O 6. S 1 - Verbo contar - Pretérito Imperfeito do Indicativo, 3.ª pessoa do plural. 2 - Verbo inventar - Pretérito Perfeito do Indicativo, 2.ª pessoa do singular. 3 - Verbo escrever - Futuro do Indicativo, 1.ª pessoa do singular. 4 - Verbo publicar - Pretérito Perfeito do Indicativo, 1.ª pessoa do singular. 5 - Verbo viver - Presente do Indicativo, 1.ª pessoa do plural. 6 - Verbo servir - Presente do Conjuntivo, 3.ª pessoa do singular.
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    21. PA-2006-1P-16 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua Lê o seguinte parágrafo. A escritora conta aos seus leitores momentos da sua vida. Estes momentos servem frequentemente de inspiração para as histórias que a escritora escreve e publica. Ela conta aos seus leitores factos que viveu na sua infância, reinventando esses factos. 21.1 Reescreve-o, substituindo por pronomes os grupos de palavras sublinhados, ou eliminando-os, quando for possível, evitando repetições inúteis.
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    22. PA-2006-1P-15 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua No mesmo livro (De que São Feitos os Sonhos), Maria Alberta Menéres continua a partilhar connosco recordações da sua infância. Quando, naquele dia de Dezembro, percebi que estava com gripe, fiquei toda contente! Ia poder ficar muito quietinha a sentir as horas a passar muito devagar ao longo de todo o dia e ia poder olhar calmamente, da janela do meu quarto, para o tecto e para as folhas verdes da velha árvore. 22.1 Classifica as palavras sublinhadas, indicadas na coluna da esquerda, assinalando com X, na coluna correspondente, a classe gramatical a que pertencem.
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    Nomes Adjectivos VerbosDeterminantes Preposições Advérbios de Dezembro percebi gripe a as devagar ia meu verdes velha
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    23. PA-2006-1P-14 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Conhecimento Explícito da Língua Maria Alberta Menéres contactou cedo com o mundo da leitura e da escrita e as histórias fizeram sempre parte da sua vida. É ela quem nos conta esse facto. Lê o que está escrito no rectângulo, adaptado da obra De que São Feitos os Sonhos. quando era criança de vez em quando dizia para os meus pais amanhã faz de conta que estou doente quero canja e que me contem histórias todo o dia 23.1 Reescreve o que acabaste de ler, usando correctamente os recursos adequados (parágrafo, pontuação, letra maiúscula/minúscula).
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    24. PA-2006-1P-12-13 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura Lê, agora, os textos A e B sobre a autora do texto «A Visita à Madrinha». TEXTO A Maria Alberta MENÉRES Natural de Vila Nova de Gaia, onde nasceu a 25/8/1930, Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras de Lisboa. Poetisa, escritora e professora, foi ainda funcionária da RTP. Estreou-se na poesia com o livro Intervalo, publicado em 1952. Colaborou em várias publicações de que salientamos: «Jornal do Fundão», «Diário de Notícias», «Cadernos do Meio-Dia», «Távola Redonda». Maria AIberta Menéres é uma das mais destacadas figuras da literatura infantil portuguesa, à qual tem dedicado muito do seu saber e talento. A sua
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    obra é vastaneste domínio e atravessada por histórias originais, recolha tradicional, versão de obras clássicas, teatro infantil e poesia para crianças. TEXTO B Obras de Maria Alberta Menéres Literatura Infantil: Conversas com Versos, 1968; Figuras Figuronas, 1969; O Poeta Faz-se aos Dez Anos, 1973; Lengalenga do Vento, 1976; Hoje Há Palhaços, 1976 (com António Torrado); A Pedra Azul da Imaginação, 1977; Semana Sim, Semana Sim, 1978; A Água que Bebemos, 1981; O Ouriço Cacheiro Espreitou Três Vezes, 1981; Dez Dedos Dez Segredos, 1985; O Retrato em Escadinha, 1985; Histórias de Tempo Vai Tempo Vem, 1988; À Beira do Lago dos Encantos, 1988; Ulisses, 1989 (adaptação); No Coração do Trevo, 1992; Uma Palmada na Testa, 1993; Pêra Perinha, 1993;
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    A Gaveta das Histórias,1995; Sigam a Borboleta, 1996; O Cão Pastor, 2001. António Garcia Barreto, Dicionário de Literatura Infantil Portuguesa, Porto, Campo das Letras Editores, 2002 (adaptado) 24.1 Preenche o quadro com dados sobre Maria Alberta Menéres, retirando a informação necessária dos textos que acabaste de ler. Nome completo ____________________________________ ______________________________________ Naturalidade ____________________________________ Idade ____________________________________ Licenciatura ____________________________________
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    Duas publicações em quecolaborou ____________________________________ ____________________________________ Duas actividades profissionais que desenvolveu ____________________________________ ____________________________________ Obras publicadas em 1993 ______________________________________
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    ______________________________________ 24.2 Completa as seguintesfrases com uma das alternativas: nota autobiográfica / nota biográfica / nota bibliográfica O texto A é uma __________________________________, porque relata, na terceira pessoa, alguns aspectos fundamentais da vida desta autora. O texto B refere as obras destinadas a crianças que a autora publicou. Dizemos, por isso, que se trata de uma _________________________________.
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    25. PA-2006-1P-11 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura Lê e observa com atenção o seguinte Roteiro Turístico sobre a zona da cidade do Porto, onde viviam os padrinhos da menina. Caminhemos até à Praça D. João I. Esta praça, de forma quadrangular, foi construída já nos nossos dias. Nela se destacam dois belos edifícios: o Palácio Atlântico e o Teatro Rivoli. Atravessando a Praça D. João I, temos em frente o Palácio Atlântico, que faz esquina com a Rua Sá da Bandeira. Começando a subir esta rua, encontramos, à direita, o famoso Mercado do Bolhão, o mais típico dos mercados portuenses. Logo depois, se virarmos à direita para a Rua Fernandes Tomás, chegamos à Rua de Santa Catarina, paralela à Rua Sá da Bandeira e uma das artérias comerciais mais conhecidas da Cidade Invicta.
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    25.1 Baseando-te nas informaçõesdo texto e observando atentamente o mapa, faz a sua legenda. Para responderes à questão, escreve Palácio Atlântico, Teatro Rivoli, Mercado do Bolhão, Rua Fernandes Tomás e Rua de Santa Catarina, à frente da letra (A, B, C, D e E) que corresponde à respectiva localização. Legenda do mapa A - __________________________________________________
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    B - __________________________________________________ C- __________________________________________________ D - __________________________________________________
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    26. PA-2006-1P-10 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura Lê o texto com muita atenção. 1 5 10
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    A VISITA ÀMADRINHA Agora, agora mesmo quase à beirinha do sono da noite, dou comigo a colocar uma cassete especial no vídeo da minha vida e a preparar-me para assistir a certas coisas que me aconteceram por volta dos meus 5 anos de idade! (...) Um dia, por alturas da Páscoa desse ano, a nossa mãe olhou para mim e para as minhas duas irmãs, mais novas do que eu e, apontando apenas para mim, anunciou em voz solene: «Amanhã vamos todos fazer uma visita à tua Madrinha!» (...) A minha Madrinha era nossa tia-avó. Pequenina e delicada, não parecia muito preparada para viver neste mundo. Digo isto porque andava muito devagarinho, como se tivesse medo de pisar o chão e de ele se queixar. E passava por entre os móveis e as cadeiras, e de porta em porta, com muita cerimónia, assim como que a pedir licença para passar. E o seu cabelo era só caracolinhos muito brancos à roda da cabeça. A Madrinha morava no Porto, junto da Rua Sá da Bandeira, numa moradia muito bonita.
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    Quando no diaseguinte lá chegámos, a mãe e o pai, e nós três muito bem arranjadas, de luvas e chapéu, com os ouvidos cheios de «Não façam isto, não façam aquilo»... «Portem-se bem»... «Não batam os pés»... «Não mexam em nada»..., já sabíamos que a Madrinha estava à nossa espera, pois esta visita anual era sempre anunciada com a devida antecedência. Tocámos à campainha, alguém veio abrir a porta e pegar nos nossos casacos e chapéus e luvas, que não vi onde penduraram. À nossa frente, num vasto chão imaculadamente branco, uma passadeira de veludo vermelho parecia não ter fim. Lá muito ao fundo, numa sala cheia de quadros e de esculturas, e de muitos, muitos livros, estavam a Madrinha e o Padrinho, de braços abertos. O Padrinho, o nosso tio-avô Alberto Villares, «era um sábio» - dizia sempre o meu pai, «e que até era um cientista ilustre, tinha um Observatório de Astronomia no telhado da casa, onde estudava os mistérios do céu, e que do Observatório de Paris estavam sempre a pedir a opinião dele»..., e por tudo isto, embora ele fosse sempre muito delicado e muito
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    simpático para nós,eu tinha imenso medo de dizer os meus costumados disparates ao pé dele. Ora, neste dia, ele quis saber se eu já sabia ler, e eu, sem querer, disse que sim, mas a verdade é que ainda não sabia. Então, ele foi buscar um livrinho com desenhos. Em cada página havia um lindo e colorido desenho muito grande, que tinha por baixo, escrita, o que eu já percebia que era uma palavra. E foi assim: numa página vi uma grande maçã e... apontando com um dedo a palavra que estava debaixo, fingi que, a muito custo, lia a palavra MAÇÃ. Na página a seguir, vi um pato e fingi que lia, a custo, a palavra que estava por baixo: PATO. Como a vida me estava a correr bem, fiquei mais calma. Até que apareceu uma página com um desenho que era mesmo mesmo uma grande mão. Sem hesitar nem um bocadinho, apontei para a palavra em baixo e, muito lampeira, quase gritei: MÃO! Foi uma risota. Os meus pais e os padrinhos riam com gosto, e eu sem perceber porquê! Até que a minha mãe, devagarinho e docemente, me disse: - «Não,
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    filha, o que aquiestá escrito não é MÃO. O que está escrito é LUVA». Fiquei tão envergonhada que nunca mais me esqueci daquele momento. A seguir, já nem o lanche me soube a nada, nem o bolo de chocolate, nem os docinhos, nem as torradinhas com manteiga, nem os rebuçados de tantas cores. E foi nesse momento que resolvi que tinha de aprender a ler de verdade. Mesmo que ninguém tivesse paciência para me ensinar, havia de aprender a ler sozinha! E assim foi. Sozinha e às escondidas, aprendi a ler à minha moda, pouco tempo depois, já nos campos de um Ribatejo com extremas para o Alentejo, em terras da minha mãe, onde passámos a viver. Só aos 9 anos fui pela primeira vez para um Colégio, em Lisboa. E nessa altura já eu era tu cá-tu lá com todas as historinhas que apanhava à mão e com toda a experiência boa que uma Natureza campestre e sábia tinha posto à minha disposição. Maria Alberta Menéres, Contos da Cidade das Pontes, Porto, Editorial Âmbar, 2001
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    Assinala com Xa opção correcta, de acordo com o sentido do texto. Depois do que lhe aconteceu, a menina tomou a decisão de 26.1 para a próxima fingir melhor. 26.2 nunca mais visitar os padrinhos. 26.3 aprender a ler nem que fosse sozinha. 26.4 pedir à mãe que a ensinasse a ler.
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    27. PA-2006-1P-1 Disciplina LínguaPortuguesa (2º Ciclo) Autor Provas de Aferição de Língua Portuguesa (GAVE) Capacidades Leitura Lê o texto com muita atenção. 1 5 10
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    A VISITA ÀMADRINHA Agora, agora mesmo quase à beirinha do sono da noite, dou comigo a colocar uma cassete especial no vídeo da minha vida e a preparar-me para assistir a certas coisas que me aconteceram por volta dos meus 5 anos de idade! (...) Um dia, por alturas da Páscoa desse ano, a nossa mãe olhou para mim e para as minhas duas irmãs, mais novas do que eu e, apontando apenas para mim, anunciou em voz solene: «Amanhã vamos todos fazer uma visita à tua Madrinha!» (...) A minha Madrinha era nossa tia-avó. Pequenina e delicada, não parecia muito preparada para viver neste mundo. Digo isto porque andava muito devagarinho, como se tivesse medo de pisar o chão e de ele se queixar. E passava por entre os móveis e as cadeiras, e de porta em porta, com muita cerimónia, assim como que a pedir licença para passar. E o seu cabelo era só caracolinhos muito brancos à roda da cabeça. A Madrinha morava no Porto, junto da Rua Sá da Bandeira, numa moradia muito bonita.
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    Quando no diaseguinte lá chegámos, a mãe e o pai, e nós três muito bem arranjadas, de luvas e chapéu, com os ouvidos cheios de «Não façam isto, não façam aquilo»... «Portem-se bem»... «Não batam os pés»... «Não mexam em nada»..., já sabíamos que a Madrinha estava à nossa espera, pois esta visita anual era sempre anunciada com a devida antecedência. Tocámos à campainha, alguém veio abrir a porta e pegar nos nossos casacos e chapéus e luvas, que não vi onde penduraram. À nossa frente, num vasto chão imaculadamente branco, uma passadeira de veludo vermelho parecia não ter fim. Lá muito ao fundo, numa sala cheia de quadros e de esculturas, e de muitos, muitos livros, estavam a Madrinha e o Padrinho, de braços abertos. O Padrinho, o nosso tio-avô Alberto Villares, «era um sábio» - dizia sempre o meu pai, «e que até era um cientista ilustre, tinha um Observatório de Astronomia no telhado da casa, onde estudava os mistérios do céu, e que do Observatório de Paris estavam sempre a pedir a opinião dele»..., e por tudo isto, embora ele fosse sempre muito delicado e muito
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    simpático para nós,eu tinha imenso medo de dizer os meus costumados disparates ao pé dele. Ora, neste dia, ele quis saber se eu já sabia ler, e eu, sem querer, disse que sim, mas a verdade é que ainda não sabia. Então, ele foi buscar um livrinho com desenhos. Em cada página havia um lindo e colorido desenho muito grande, que tinha por baixo, escrita, o que eu já percebia que era uma palavra. E foi assim: numa página vi uma grande maçã e... apontando com um dedo a palavra que estava debaixo, fingi que, a muito custo, lia a palavra MAÇÃ. Na página a seguir, vi um pato e fingi que lia, a custo, a palavra que estava por baixo: PATO. Como a vida me estava a correr bem, fiquei mais calma. Até que apareceu uma página com um desenho que era mesmo mesmo uma grande mão. Sem hesitar nem um bocadinho, apontei para a palavra em baixo e, muito lampeira, quase gritei: MÃO! Foi uma risota. Os meus pais e os padrinhos riam com gosto, e eu sem perceber porquê! Até que a minha mãe, devagarinho e docemente, me disse: - «Não,
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    filha, o que aquiestá escrito não é MÃO. O que está escrito é LUVA». Fiquei tão envergonhada que nunca mais me esqueci daquele momento. A seguir, já nem o lanche me soube a nada, nem o bolo de chocolate, nem os docinhos, nem as torradinhas com manteiga, nem os rebuçados de tantas cores. E foi nesse momento que resolvi que tinha de aprender a ler de verdade. Mesmo que ninguém tivesse paciência para me ensinar, havia de aprender a ler sozinha! E assim foi. Sozinha e às escondidas, aprendi a ler à minha moda, pouco tempo depois, já nos campos de um Ribatejo com extremas para o Alentejo, em terras da minha mãe, onde passámos a viver. Só aos 9 anos fui pela primeira vez para um Colégio, em Lisboa. E nessa altura já eu era tu cá-tu lá com todas as historinhas que apanhava à mão e com toda a experiência boa que uma Natureza campestre e sábia tinha posto à minha disposição. Maria Alberta Menéres, Contos da Cidade das Pontes, Porto, Editorial Âmbar, 2001
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    Assinala com Xa opção correcta, de acordo com o sentido do texto. Com a frase «... dou comigo a colocar uma cassete especial no vídeo da minha vida...» (linhas 1 e 2), a narradora pretende dizer-nos que 27.1 antes de dormir, foi ver, no vídeo, um filme sobre a sua vida. 27.2 antes de adormecer, recordou acontecimentos do seu passado. 27.3 antes de se deitar, viu uma cassete sobre o seu quinto aniversário. 27.4 quando adormeceu, sonhou com factos vividos aos cinco anos.