PARA QUÊ ESTUDAR GEOMETRIA


Vê lá que a atrapalhação      E para haver harmonia
Disparate e confusão          É preciso GEOMETRIA,
Este mundo não seria          Usá-la a todo o momento.
Se um dia de repente,         Para a podermos estudar
Por loucura toda gente        Iremos utilizar
Esquecesse a GEOMETRIA        Olhos, mãos e pensamento.

O carpinteiro João            A GEOMETRIA é uma ciência
Não podia pôr no chão         Quer amor e paciência
Uma mesa que servisse.        Passa de avôs para netos.
E a janela coitada,           Suas principais funções:
Jamais era consertada         Estudar formas e dimensões
Se um vidro se partisse       De todos os objectos.

Queria a gente uma jaqueta    Mas no mundo à formas tantas
Não importa azul ou preta     Nos cristais e nas plantas
Mas nem curta nem comprida.   Nas pessoas, nos tostões!
Sem GEOMETRIA, apostas?       E nenhuma é perfeita
Vinha com mangas nas costas   Pois se a gente à lupa espreita
Nunca ficava à medida!        Vê que há sempre imperfeições!

O operário na construção      Formas simples e perfeitas
Do telhado ao rés-do-chão     Que em GEOMETRIA aproveitas
Que fazer já não sabia.       Só na ideia são vividas.
A porta já não fechava;       Não são coisas reais
A parede desabava;            Mas figuras ideais
A escada não existia.         Com que as coisas são parecidas.

Andaria tudo torto
E até mesmo no desporto           António José Crespo Moreira
Haveria muito azar.
No futebol, que cachola,
Não se conhecia a bola
Que se havia de chutar!

Poema geometria

  • 1.
    PARA QUÊ ESTUDARGEOMETRIA Vê lá que a atrapalhação E para haver harmonia Disparate e confusão É preciso GEOMETRIA, Este mundo não seria Usá-la a todo o momento. Se um dia de repente, Para a podermos estudar Por loucura toda gente Iremos utilizar Esquecesse a GEOMETRIA Olhos, mãos e pensamento. O carpinteiro João A GEOMETRIA é uma ciência Não podia pôr no chão Quer amor e paciência Uma mesa que servisse. Passa de avôs para netos. E a janela coitada, Suas principais funções: Jamais era consertada Estudar formas e dimensões Se um vidro se partisse De todos os objectos. Queria a gente uma jaqueta Mas no mundo à formas tantas Não importa azul ou preta Nos cristais e nas plantas Mas nem curta nem comprida. Nas pessoas, nos tostões! Sem GEOMETRIA, apostas? E nenhuma é perfeita Vinha com mangas nas costas Pois se a gente à lupa espreita Nunca ficava à medida! Vê que há sempre imperfeições! O operário na construção Formas simples e perfeitas Do telhado ao rés-do-chão Que em GEOMETRIA aproveitas Que fazer já não sabia. Só na ideia são vividas. A porta já não fechava; Não são coisas reais A parede desabava; Mas figuras ideais A escada não existia. Com que as coisas são parecidas. Andaria tudo torto E até mesmo no desporto António José Crespo Moreira Haveria muito azar. No futebol, que cachola, Não se conhecia a bola Que se havia de chutar!