Profissionalização em serviço
              2.º Ano – 2006/2007




                      PFAP
Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                 Informática




      Professora Acompanhante: Anabela Correia




                  Trabalho realizado por:
               Jorge Miguel Colaço Teixeira
          Escola Secundária Daniel Sampaio – Sobreda
ÍNDICE



Introdução ................................................................................................... 05


I – Enquadramento do PFAP
    1.1.      Educar e Educação............................................................................... 07
    1.2.      Ensinar versus Aprender ....................................................................... 10
    1.3.      Ser professor ....................................................................................... 12


II – Contexto Externo e Interno do PFAP
    2.1.    Caracterização do meio envolvente........................................................ 14
        2.1.1.      O Concelho de Almada............................................................... 14
        2.1.2.      A Freguesia da Sobreda ............................................................. 17
            2.1.2.1.       História da freguesia ....................................................... 17
            2.1.2.2.       Caracterização urbana..................................................... 19
            2.1.2.3.       Equipamentos colectivos ................................................. 19

    2.2.    A Escola Secundária Daniel Sampaio...................................................... 21
        2.2.1.     Constituição .............................................................................. 21
        2.2.2.     Patrono .................................................................................... 22
        2.2.3.     Localização, acessos e transportes .............................................. 23
        2.2.4.     Espaços físicos e localização dos serviços .................................... 24
        2.2.5.     Alunos...................................................................................... 25
        2.2.6.     Oferta educativa no ano lectivo 2006/2007.................................. 26
        2.2.7.     Pessoal Docente........................................................................ 27
        2.2.8.     Pessoal não Docente ................................................................. 27
        2.2.9.     Equipamentos pedagógicos ........................................................ 27
        2.2.10.    Actividades de enriquecimento curricular ..................................... 29
        2.2.11.    Relação da escola com o meio envolvente ................................... 30
        2.2.12.    Projecto educativo de escola (PEE) para o triénio 2005/2008 ........ 31

    2.3.      A turma 12.º F..................................................................................... 34


III – O Problema: Pertinência no processo ensino/aprendizagem
    3.1.      A educação actual ................................................................................ 43

    3.2.      O contributo das novas tecnologias na escola ......................................... 45

    3.3.      A importância da Internet no processo de ensino / aprendizagem ............ 47

    3.4.      Perfil da Escola Secundária Daniel Sampaio face às Tecnologias de
              Informação......................................................................................... 49
IV – Áreas e Estratégias de actuação
    4.1.      Direcção do Curso Tecnológico de Informática........................................ 52

    4.2.      Intervenção no âmbito do PEE e Plano Anual de Actividades.................... 57

    4.3.    A leccionação da ATI – Área Tecnológica Integrada ................................ 61
        4.3.1.      Considerações acerca da ATI...................................................... 61
        4.3.2.      Planificação das actividades lectivas ............................................ 66
        4.3.3.      Fundamentação do Projecto e das Actividades Propostas .............. 69
        4.3.4.      Planificação da Unidade – Servidores Web................................... 73
        4.3.5.      Planos das aulas........................................................................ 74


V – Avaliação ................................................................................................ 75


Conclusão ..................................................................................................... 77


Bibliografia................................................................................................... 78


Anexos.......................................................................................................... 79
    Anexo 1 – A turma 12.º F...................................................................................i
    Anexo 2 – Inquérito para caracterização da turma .............................................. iv
    Anexo 3 – Cronograma das principais actividades do PFAP ................................. vii
    Anexo 4 – Funcionamento da ATI: Documentação / Informações destinadas aos
                   Encarregados de educação e alunos ................................................. ix
    Anexo 5 – Conclusão e certificação do curso .................................................... xxi
    Anexo 6 – Critérios de Avaliação da PAT ......................................................... xxiii
    Anexo 7 – Regulamento e Guia da PAT............................................................xxv
    Anexo 8 – Planificação a Longo Prazo ..............................................................xlvi
    Anexo 9 – Planificação a Médio Prazo ............................................................... lix
    Anexo 10 – Planificação a Curto Prazo: Aula – tipo ............................................ lxi
    Anexo 11 – Critérios de avaliação da ATI .........................................................lxiv
    Anexo 12 – Outros........................................................................................ lxvii
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                                        INTRODUÇÃO



O presente documento é fruto, não só destes últimos dias de reflexão em torno do pro-
cesso de ensino-aprendizagem para a elaboração da proposta de Projecto de Formação e
Acção Pedagógica (PFAP), mas também de uma longa caminhada que me conferiu expe-
riência profissional na docência até ao presente ano lectivo, onde lecciono na Escola
Secundária Daniel Sampaio, no grupo 550 – Informática, como professor do quadro de
nomeação provisória.


Decorridos quatro anos de actividade lectiva, fui nomeado para realizar a profissionaliza-
ção em serviço na ESE de Setúbal no passado ano lectivo. Ao longo destes anos na
docência adoptei formas de planificação e concretização do currículo, as quais tiveram ori-
gem, essencialmente, na observação dos docentes nos vários anos em que assumi o papel
de aluno, como também no aconselhamento e formas de agir de colegas de profissão.


Também, durante todo esse período, deparei-me com inúmeros problemas e dificuldades,
para os quais sentia a necessidade de formação, que não tinha. Leccionei quase a totali-
dade de disciplinas existentes na área de informática, muitas das quais sem manuais e
materiais de apoio, tendo o professor que os construir. Foram várias as limitações técni-
cas, uma vez que as escolas não estavam apetrechadas convenientemente para a leccio-
nação de algumas disciplinas mais específicas, obrigando à reorganização de planificações
e metodologias de ensino para fugir ao erro mais comum nesta área: a exposição de con-
teúdos eminentemente práticos através do acetato ou de apresentações em PowerPoint.
Posso ainda incluir neste vasto rol o apoio técnico prestado ás escolas, projectos variados
de apoio ao ensino ou administrativo, a transformação de biblioteca escolar em centro de
recursos, etc…


Com força de vontade, o gosto pela carreira que escolhi e o dinamismo que me caracteri-
za, essas dificuldades foram superadas o que me enriqueceu profissionalmente, permitin-
do-me ganhar experiência e maturidade enquanto professor.



Jorge Teixeira                                                                                      5
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Aquando do momento da nomeação para a profissionalização em serviço, e apesar da
satisfação e euforia pelo significado que a mesma traria à minha carreira, várias dúvidas
me ocorreram. Será que procedi de forma correcta ao longo de todos estes anos? As for-
mas de planificar, leccionar e intervir em determinados aspectos da carreira docente
teriam sido os mais adequados?


Feita a necessária auto-avaliação ao primeiro ano de profissionalização em serviço concluo
que nem tudo decorreu da forma que esperava. Existiram momentos de frustração e um
sentimento de desarticulação de conteúdos á realidade da prática docente, devido talvez
ao grande número de colegas que partilhavam comigo o espaço físico e as aprendizagens,
mas que geravam também um grande e diversificado número de experiências, problemas
e vivências. No entanto, o balanço final foi positivo, sobretudo ao nível da forma de enca-
rar a escola, os alunos, a sociedade e eu próprio. Positiva foi também a forma de encarar
o processo de ensino-aprendizagem centrado numa perspectiva de autonomia do profes-
sor, inversamente ao seguimento rígido dos programas; contemplar a escola como um
espaço de aprendizagem e socialização, complementar da nossa vivência através da reco-
lha de experiências importantes para as nossas vidas; ao contrário de um centro de aqui-
sição de conhecimentos.


Deparo-me agora, no presente ano lectivo e no segundo ano de profissionalização em ser-
viço, com a realização de um projecto de formação e acção educativa, regulamentado pelo
Decreto-Lei n.º 287/88 de 19 de Agosto. Considero no entanto não tratar-se um projecto,
mas sim de uma posposta, ou de um guia, uma vez que não se trata de um projecto aca-
bado, pois muitas modificações irei certamente fazer ao projecto inicial. Pretendo, através
deste, realizar actividades, promover atitudes, aproximar os intervenientes da comunidade
escolar de forma a que me possa sentir um elemento útil e participativo. O desenvolvi-
mento do processo de ensino-aprendizagem no domínio da direcção de curso, a participa-
ção no projecto educativo da escola e no que respeita à disciplina que lecciono, são algu-
mas das tarefas que se me apresentam.




Jorge Teixeira                                                                                      6
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                          I – ENQUADRAMENTO DO PFAP



    1.1. Educar e Educação


                                Educar – Acto através do qual se desenvolve as faculdades
                                físicas, intelectuais e morais do Homem, tornando-o assim
                                apto a enfrentar um meio social determinado e a integrar-se
                                nele com a sua personalidade formada.
                                  In Dicionário Prático Ilustrado, Lello & Irmão Editores, 1977




O desenvolvimento do Homem faz-se a partir das interacções sociais. É nas nossas rela-
ções com o outro que nos desenvolvemos (objectos, meio ambiente, mas especialmente
outras pessoas: pais, irmãos, professores).


Isto traz importantes consequências para a escola. Se alguém é capaz de aprender sozi-
nho com a sua própria experiência, ela aprende mais e melhor com os outros. Na escola
isto quer dizer: com o professor e com os colegas.


O conhecimento sobre a aprendizagem – as suas condições, o seu papel no desenvolvi-
mento – ajuda o professor a ensinar melhor.


Saber sobre a vida escolar do aluno, conhecer as suas competências e as suas referências
sócio-culturais torna-se imprescindível para que o professor tenha sucesso na tarefa de
levar o aluno a aprender.


Assim, a educação tem por finalidade, não apenas a apreensão de determinados conteú-
dos, mas também o desenvolvimento integral do aluno. A educação deve ser perspectiva-
mente centrada no jovem, nas regras do seu desenvolvimento psicológico; equilíbrio entre
as necessidades do ensino individualizado e a sua formação no plano social. Deverá apon-
tar para uma responsabilização crescente do jovem, visando a sua autonomia e a sua

Jorge Teixeira                                                                                      7
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inserção na sociedade, aplicando práticas educativas aplicadas à vida. A educação é um
processo de aprendizagem e de formação contínua que permite o enriquecimento e o
desenvolvimento do indivíduo ao longo da sua vida, possibilitando-lhe ser o instrumento
do seu próprio desenvolvimento, construindo a sua personalidade á medida que a socie-
dade muda.


Para que estas premissas se adeqúem à realidade educativa é imperioso que, além do
seguimento dos programas propriamente ditos, se ofereça aos alunos uma maior gama de
actividades extra-curriculares ou áreas não disciplinares que desenvolvam as potencialida-
des, satisfaçam as necessidades e permitam testar o potencial de cada aluno.


Como tal, a escola não deve ser vista apenas como uma instituição que tem o encargo de
educar, segundo programas e planos sistemáticos, os indivíduos nas diferentes idades da
sua formação; mas sim como um “ecossistema social”, como um modelo sistemático e
interactivo, onde o professor deverá funcionar como mediador entre esta, o aluno e a
família enquanto pólo extremamente importante de apoio ao aluno, promovendo a sua
integração numa sociedade em mudança e proporcionando-lhe experiências propicias ao
desenvolvimento integral e harmonioso da sua personalidade enquanto cidadão.


Para se fazer uma eficaz análise à situação actual da educação em Portugal, é necessário
atender a três vectores: os pais, a sociedade e a escola.


Cada vez mais, os pais delegam quase integralmente na escola a educação dos filhos, limi-
tando a sua acção educativa a castigos por maus comportamentos. A forma como grande
parte dos pais portugueses educam os filhos, incentiva nestes a falta de auto-confiança, a
falta de iniciativa e de responsabilidade. Deve reconhecer-se que o problema actual da
educação das crianças e dos jovens é um problema de toda a sociedade e de cada adulto.
Temos todos uma responsabilidade com as gerações futuras. Compete-nos preparar os
jovens para a vida adulta, preparando-lhes um tipo de sociedade onde seja possível viver.


Durante muito tempo, a escola foi vista como única fonte de saber, capaz de assegurar
prestígio e posição social. Hoje, embora continue a ter um papel importante, ela já não
tem o "monopólio" do saber exclusivo, ou seja, actualmente há já muitas outras fontes de

Jorge Teixeira                                                                                      8
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informação igualmente credíveis. Nestas novas fontes de informação estão incluídas as
novas tecnologias que são excelentes meios para a construção do conhecimento.


Em suma, na educação engloba-se o ensinar e o aprender, em aspectos que marcam a
sociedade e a cultura. Aspectos que marcam o próprio ser e que permitem a passagem de
saberes, conhecimentos e culturas de geração em geração.




Jorge Teixeira                                                                                      9
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    1.2. Ensinar versus Aprender


                                                      "Diz e eu esquecerei.
                                                      Ensina-me e eu lembrar-me-ei.
                                                      Envolve-me e eu aprenderei."
                                                                                  Provérbio Chinês


Ensinar e aprender são duas coisas diferentes. Parece óbvio, mas não é. Na prática, está
muito enraizada a ideia de que ensinar e aprender são a mesma coisa. Que basta que
alguém ensine para que outro aprenda. O professor, diante do aluno que admite que não
sabe ou não entende, responde quase sem pensar: "Mas eu já ensinei isso!" E se o aluno
responde: "Mas eu não aprendi", o professor deve entender isso como um desfasamento
perfeitamente normal dentro de todo o processo de conhecimento que envolve uma rela-
ção ensino-aprendizagem.


A própria expressão ensino-aprendizagem, tão repetida e utilizada na pedagogia tem con-
tribuído, sem dúvida, para favorecer e alimentar a confusão, criando a imagem (fonética e
visual) de que os dois termos constituem uma unidade inseparável. Mas a realidade indi-
ca-nos que não existe essa unidade inseparável. Porque a verdade é que pode haver ensi-
no sem aprendizagem como também pode haver aprendizagem sem ensino. Um professor
pode ensinar diversos conteúdos e nenhum de seus alunos aprender o que ele ensinou.
Da mesma forma, um aluno pode aprender diversos conteúdos sem que ninguém os tenha
ensinado, pegando num livro e estudando por conta própria.


Ensinar e aprender são processos diferentes que envolvem sujeitos também diferentes:
um educador e um educando. Ensinar e aprender, por envolver processos e sujeitos dife-
rentes, supõe também métodos diferentes: os mecanismos e estratégias que o professor
utiliza para desenvolver determinado conteúdo são diferentes daqueles que o estudante
utiliza para aprender esse mesmo conteúdo.




Jorge Teixeira                                                                                     10
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A situação de ensinar sem que isso se traduza em aprendizagem efectiva é bastante
comum e, de facto, acontece todos os dias. Se todo o ensino se traduzisse automatica-
mente em aprendizagem todos os estudantes seriam génios. O problema é que os profes-
sores ensinam mas os alunos não aprendem. O problema é que existe uma grande brecha
e um grande desperdício entre a abundante informação que se ensina e a informação que
é efectivamente registada, processada e aprendida pelos estudantes.


Uma margem razoável de desperdício de informação é inevitável em todo o processo edu-
cativo. Falta de motivação, de interesse, de atenção, de concentração, de compreensão,
etc…, impedem que o conhecimento seja registado e fixado. Por outro lado, existem
mecanismos naturais de selecção: nem tudo interessa a todos, nem da mesma maneira,
motivo pelo qual cada um selecciona e ordena preferencialmente a informação que rece-
be.


Actualmente, o sistema educativo está finalmente fixado na aprendizagem, ou seja, no
ponto de vista do aluno. O objectivo final da educação é a aprendizagem e é a partir dela
que se avalia o aluno, o professor e o sistema. O que importa é que os alunos aprendam,
não que os professores ensinem. Nessa perspectiva, o bom professor não é o que ensina
muitas coisas, mas sim aquele que consegue que os seus alunos aprendam efectivamente
aquilo que ensina.




Jorge Teixeira                                                                                     11
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    1.3. Ser professor


                                “As aulas tornam-se por vezes mais excitantes, à medida que
                                o professor deixa de ser apenas professor.”
                                          In ROGERS, “Como professor, posso ser eu mesmo”


Como agente educativo, o professor deverá promover uma relação com base na empatia,
proporcionando o diálogo e a troca de experiências, apelando constantemente para uma
liberdade responsável.


O professor, como facilitador da aprendizagem, não deverá transmitir “conhecimentos fei-
tos” mas sim lançar pistas, encorajando os alunos à auto-descoberta, à capacidade criativa
e crítica, responsabilizando-os pela aprendizagem e organização do seu trabalho.


Neste contexto é extremamente importante ser ouvido mas, sobretudo, também saber
ouvir, estar receptivo às constantes solicitações dos alunos. O professor não se pode
assumir como “detentor do saber”, ao invés deve-se predispor a ensinar e aprender ensi-
nando.


Assim, uma constante na minha prática docente é estabelecer com os alunos uma relação
de entre-ajuda, na qual tento estar atento às suas dificuldades, essencialmente daqueles
que não tenham um acesso facilitado aos computadores, mostrando-me disponível dentro
e fora da sala de aulas relativamente às suas solicitações.


Os alunos, por sua vez, face às suas necessidades, sempre que possível, determinam o
seu ritmo de aprendizagem, optando algumas vezes pela realização de trabalhos de apli-
cação fora do horário lectivo, sendo, também estes, objecto de avaliação.


Procuro detectar necessidades, interesses, aptidões e vocações dos alunos de forma a
melhor compreendê-los, ajudá-los e avaliá-los. Promovo muitas vezes o ensino pela des-
coberta, explorando as questões formuladas pelos alunos no sentido de eles mesmos as


Jorge Teixeira                                                                                     12
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resolverem. Realizo ainda vários trabalhos de aplicação para que os alunos os trabalhas-
sem fora da sala de aulas, para que eles próprios os resolvam e identifiquem melhor as
suas dificuldades.


Em conjunto sustentamos uma relação de aproximação professor – aluno de forma a
estabelecer relações francas e abertas, advindo daí grandes benefícios para a integração
escolar de ambas as partes e para o processo de ensino – aprendizagem, reflectindo-se
também ao nível do desenvolvimento pessoal, garantindo o crescimento de atitudes de
respeito, compreensão, amizade e solidariedade.


Com base nisto fomento um ensino e uma aprendizagem descontraídos, contribuindo em
grande parte para a elevação da auto-estima dos alunos. Trato sistematicamente cada
aluno como uma individualidade, chamando-o pelo seu nome, respeitando a sua afectivi-
dade, os seus valores e as suas limitações.


Nunca me limito a uma posição estática na sala de aulas, movimentando-me adequada-
mente no seu espaço, utilizando um tom de voz audível e apropriado, e fazendo uso de
alguma linguagem não verbal, de forma a conferir vivacidade ao diálogo.




Jorge Teixeira                                                                                     13
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                 II – CONTEXTO EXTERNO E INTERNO DO PFAP



    2.1. Caracterização do meio envolvente


A escola Secundária Daniel Sampaio encontra-se localizada numa área suburbana do Con-
celho de Almada, abrangendo alunos residentes numa vasta área que vai da Fonte da
Telha à Trafaria, incluindo os principais aglomerados populacionais da freguesia.


Neste contexto, é importante conhecer o Concelho e a Freguesia, como meio envolvente
exterior à escola, com vista a ter uma melhor compreensão dos alunos e respectivas famí-
lias.




        2.1.1.      O Concelho de Almada


A designação de Almada é proveniente das palavras árabes Al-Madan, a Mina, pelo motivo
de que, aquando do domínio árabe da Península Ibérica, os árabes procediam à explora-
ção do jazigo de ouro da Adiça, no termo do Concelho. A zona de Almada foi igualmente
escolhida pelos árabes para a construção de uma fortaleza no promontório natural, sendo
esta destinada à defesa e vigilância da entrada no Rio Tejo, em frente de Lisboa, desen-
volvendo-se a povoação nos domínios da defesa militar, da agricultura e da pesca.


Situada no estuário do rio Tejo, do outro lado de Lisboa, tornou-se cidade pouco depois
do 25 de Abril de 1974, como outras das povoações da "Outra Banda". Constituiu primei-
ramente um "dormitório" para as pessoas que trabalhavam em Lisboa e a sua importância
devia-se, fundamentalmente, à actividade marítima; exemplos disso podem ser encontra-
dos nos grandes estaleiros da Lisnave ou na instituição de defesa da base naval do Alfeite.
Contudo, a principal atracção turística continua a ser a vasta série de praias da Costa da
Caparica: longos areais rodeados de dunas de areia e bosques de pinheiro, os quais se
tornaram extremamente populares nas épocas veraneantes.


Jorge Teixeira                                                                                     14
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Integrado no distrito de Setúbal, o pequeno mas densamente povoado concelho de Alma-
da, é um município com 69,98 km² de área e 159.550 habitantes (Censos de 2001), sub-
dividido em 11 freguesias (Almada, Cacilhas, Caparica, Charneca da Caparica, Costa de
Caparica, Cova da Piedade, Feijó, Laranjeiro, Pragal, Sobreda e Trafaria):




                                 Figura 1 – Mapa do Concelho de Almada.



O município é limitado a leste pelo município do Seixal e a sul por Sesimbra, e possui uma
longa costa a oeste para o Oceano Atlântico, e a norte e nordeste abre-se para o Estuário
do Tejo, frente aos municípios de Lisboa e Oeiras.


Um dos aspectos mais marcantes da população de Almada reside no seu rápido cresci-
mento ao longo das últimas 4 décadas: de 70.000 habitantes em 1960, para 107.000 em
1970, atingindo os 147.690 em 1981, 153.189 em 1991 e os actuais 159.550 em 2001,
com uma população flutuante a oscilar entre as 60.000 e as 70.000 pessoas.


Almada é uma cidade jovem e dinâmica: aproximadamente 40% dos habitantes têm
menos de 35 anos e apenas 7% da população local ultrapassa a fasquia dos 75 anos.
Jorge Teixeira                                                                                         15
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Embora a taxa de fertilidade tenha decrescido, o crescimento da massa populacional veri-
ficado assenta essencialmente nos fluxos migratórios internos, a rondar os 31% nas déca-
das de 1950/60. Estas taxas mantiveram-se elevadas, mesmo nas décadas de 70/80, com
um valor de 24% sobre o total. A existência destes elevados fluxos migratórios está direc-
tamente relacionada com o potencial e as oportunidades existentes na Área Metropolitana
de Lisboa.


O crescimento populacional de Almada está fortemente ligado ao desenvolvimento susten-
tado do concelho, às oportunidades sociais, económicas e profissionais existentes, ao
turismo, ao comércio e serviços e a uma qualidade de vida própria de uma cidade jovem,
moderna e atractiva.


A Tabela seguinte indica o número de residentes por freguesia apurados pelos Censos de
2001:


                              Freguesia                  População Residente
                      Almada                                            19367
                      Cacilhas                                           7030
                      Caparica                                          20005
                      Charneca Caparica                                 20155
                      Costa de Caparica                                 11712
                      Cova da Piedade                                   20787
                      Feijó                                             15575
                      Laranjeiro                                        20898
                      Pragal                                             7514
                      Sobreda                                           10594

                     Quadro 1 – População residente nas freguesias do Concelho de Almada



Como já foi referido, a maior parte da população fixou-se neste concelho da área metro-
politana de Lisboa (surto demográfico dos anos 40-70), para estar mais próxima do
emprego, ou para tentar obtê-lo.


É de salientar que, em matéria de emprego, Almada ainda está dependente de Lisboa. A
mobilidade da população residente para o trabalho é em grande parte, responsável pelos


Jorge Teixeira                                                                                           16
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fluxos de tráfego do Concelho. Os principais meios de transporte utilizados nas desloca-
ções pendulares para Lisboa são:
•   Transporte fluvial: A travessia de barco sempre foi um meio de transporte privile-
    giado para quem quer chegar à baixa de Lisboa, sendo Cacilhas o maior terminal flu-
    vial. A travessia do Tejo via Trafaria e Porto Brandão facilita as acessibilidades das fre-
    guesias mais ocidentais do concelho de Almada (Caparica, Trafaria e Costa de Capari-
    ca) a Belém.
•   Transporte ferroviário: A partir de 1999 o Concelho de Almada tem um troço ferro-
    viário que faz a ligação com Lisboa, o comboio da Fertagus que atravessa a ponte 25
    de Abril em direcção ao Areeiro. A partir de 2004 esta ligação foi estendida para sul
    em direcção a Setúbal. O Metro Sul do Tejo (MST) surge como uma grande oportuni-
    dade para organizar os transportes públicos. As principais interfaces serão junto dos
    terminais fluviais, das estações ferroviárias (Pragal e Corroios) e das estações do MST
    (Universidade Nova, Centro Sul e Laranjeiro). Aqui será fácil sair do metro ou comboio
    e apanhar um autocarro, táxi ou carro particular que esteja no parque de estaciona-
    mento das estações.
•   Transporte rodoviário: O concelho de Almada está ligado a Lisboa via ponte 25 de
    Abril por autocarros com destino às praças do Areeiro e de Espanha. Mais recentemen-
    te existe uma outra ligação à cidade universitária.




        2.1.2.      A Freguesia da Sobreda



             2.1.2.1.        História da freguesia


Povoação muito antiga a Sobreda é referida em documentos do século XII. Fernão Lopes,
o nosso cronista, fala da Suvereda, quando descreve o ataque surpresa a Almada, levado
a cabo por Nuno Alvares Pereira em 1384. Almada estava então ocupada pelos Castelha-
nos que também cercavam Lisboa. Suvereda é a forma mais antiga de Sobreda e significa
lugar de Sobreiros e é sinal de povoamento florestal que parece ter sido abundante nas
colinas a norte e sul do vale da Sobreda.


Jorge Teixeira                                                                                     17
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Embora o vale da Sobreda fosse uma zona fértil, as áreas circunvizinhas eram apenas
aptas para culturas florestais ou de sequeiro. Aliado a este facto estava um certo isola-
mento da povoação, que apenas em fins do Século XIX foi ligada a Corroios e à Caparica
por estrada. Até aí apenas azinhagas de má qualidade a ligavam às principais vias do con-
celho. Devido a esta situação, a sua população foi sempre escassa e em fins do século XIX
era apenas de 150 habitantes. Tal não impediu que na zona fértil do vale se estabeleces-
sem ricas quintas de fidalgos e morgados como os Zagalos, os Caiados e Azevedos e
outros, e até uma dependência dos frades Agostinhos descalços que em 1677 fundaram
junto ao Rossio da Sobreda (o antigo largo do rio) um convento, hoje desaparecido.


O crescimento da indústria no conselho de Almada e a proximidade de Lisboa levaram nos
anos 60 a um crescimento populacional do concelho de Almada, e consequentemente da
freguesia da Sobreda.


Em 4 de Outubro de 1985 a Assembleia da República aprova a passagem da Sobreda à
categoria de freguesia, alteração que tem como objectivo descentralizar para melhor servir
os interesses da população local. Em 14 de Outubro de 1985 é nomeada pela Assembleia
Municipal de Almada a Comissão Instaladora da freguesia da Sobreda que desenvolve as
acções necessárias para que em 2 de Novembro de 1986 seja eleita a 1ª Assembleia da
freguesia da Sobreda. Dado o seu franco desenvolvimento e progresso, é em 20 de Maio
de 1992 elevada à categoria de Vila.




                                 Figura 2 – Brasão da freguesia da Sobreda



A Sobreda de hoje reflecte uma certa harmonia entre a Sobreda Histórica, da qual faz par-
te o excelente solar dos Zagalos e seus jardins, dos séculos XVII / XVIII, os modernos edi-

Jorge Teixeira                                                                                          18
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fícios habitacionais do nosso século e as novas urbanizações, tornando a Sobreda numa
zona habitacional privilegiada no conselho de Almada, favorecida pela sua própria localiza-
ção e envolvimento das vias de comunicação.




             2.1.2.2.        Caracterização urbana


A freguesia tem uma área de 664 ha. e, a nível populacional, a Sobreda conta com cerca
de 14000 habitantes residentes, a que acresce a população flutuante de fim-de-semana e
veraneio, trabalhando na própria localidade (comércio, serviços e alguma agricultura) ou
deslocando-se diariamente para Lisboa.


O número actual de eleitores é cerca de 9200, além destes, são muitos os residentes ain-
da não recenseados, como indica o elevado número de pedidos de atestados de residen-
tes nesta situação


A Freguesia integra as localidades de: Sobreda, Vale Figueira a Alto do Índio, sendo a
Sobreda e Vale Figueira os dois principais núcleos urbanos com mais de 3 000 eleitores
cada, cujos aglomerados populacionais são contínuos




             2.1.2.3.        Equipamentos colectivos


    A. Instalações desportivas e culturais:
             •   Associação Reformados e Pensionistas Idosos do Alto do Índio;
             •   Campo de Jogos Polidesportivo descoberto no Alto do Índio, e outro em
                 Vale Figueira;
             •   Clube Recreativo e Instrução Sobredense;
             •   Clube Recreativo Verde Atlântico;
             •   Escola de Equitação Escola Profissional de Musica de Almada;
             •   Grupo Recreativo Casal de Santo António;
             •   Sociedade Cultural e Recreativa Vale Figueira;
             •   Sociedade Recreativa de Lazarim.
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    B. Equipamentos Sociais
             •   Centro de 3ª Idade Imaculada Conceição;
             •   Centro de Convívio no Alto do Índio;
             •   Centro de Saúde S. Filinto;
             •   Centro Paroquial de Vale Figueira;
             •   Comissão de Moradores Bairro S. João;
             •   Comissão de Moradores da Quinta do Guarda-Mor;
             •   Comissão de Moradores de Vale Figueira;
             •   Comissão de Moradores do Alto do Índio;
             •   Cruz Vermelha Portuguesa em Vale Figueira (Posto de saúde);
             •   Igreja Paroquial na Sobreda e outra em Vale Figueira;
             •   Jardim Secular na Sobreda;
             •   Posto Móvel CTT;
             •   Solar Santa Margarida (Casa de repouso).


    C. Escolas e instituições de ensino
             •   Escola Primaria n.º 1 da Sobreda;
             •   Escola Primaria n.º 2 da Sobreda / JI Alto do Índio;
             •   Escola Primaria n.º 1 de Vale Figueira;
             •   Jardim de Infância do Alto do Índio;
             •   Escola Básica Integrada de Elias Garcia;
             •   Escola Secundária Daniel Sampaio.


Na oferta educativa privada da freguesia podemos incluir:
             •   Alves & Irmã, Lda.;
             •   Externato A Colmeia;
             •   Externato O Palhacinho Vaidoso Unipessoal, Lda.;
             •   Externato Zazzo;
             •   Maria José G. Santos Lopes;
             •   O Sossego da Mamã – Estabelecimento de Ensino Particular Lda.;
             •   Rainha Santa – Estabelecimentos de Ensino Particular, Lda.


Jorge Teixeira                                                                                     20
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    2.2. A Escola Secundária Daniel Sampaio



        2.2.1.      Constituição


A Escola Secundária Daniel Sampaio, antes designada por Escola Secundária da Sobreda,
é recente, pois a sua construção é de 1987 tendo sido inaugurada em 7 de Dezembro. No
seu primeiro ano lectivo contou apenas com turmas do 7º e 8º anos. No ano seguinte,
abriu na data prevista pelo Ministério da Educação com cerca de 1100 alunos distribuídos
em turmas do 7º ano, 8º ano e 9º ano. No ano lectivo de 90/91 além de turmas do 3º
ciclo, iniciou também a leccionação de turmas do 10º ano. Nos anos seguintes, alargou o
ensino a todos os anos de escolaridade, desde o 7º ano ao 12º ano.


O projecto-tipo desta escola foi o adoptado para a construção de outras escolas de Ensino
Secundário em Portugal. Inicialmente integrava quatro pavilhões de “construção industria-
lizada” implantados no terreno, tendo ainda, um pavilhão onde funcionava a cozinha e o
refeitório. No ano lectivo de 95/96 foi construído mais um pavilhão equipado com labora-
tórios de Biologia e de Físico – Química e o pavilhão do refeitório foi desdobrado em refei-
tório e auditório. Possuía ainda um recinto desportivo descoberto e um espaço pavimenta-
do também para a prática gimno-desportiva, com balneários anexos, estando prevista a
construção de um pavilhão gimnodesportivo, cuja construção apenas terminou no passado
ano lectivo, encontrando-se em pleno funcionamento.


No início a escola foi projectada para uma população de 1200 alunos, mas este número
nunca foi alcançado, apesar dos primeiros anos quase se ter atingido a capacidade para a
qual este estabelecimento de ensino foi projectado.


De um corpo docente no ano lectivo de 87/88 constituído por 55 professores, na sua
maioria provisórios, passou-se para o ano lectivo de 2006/2007 a 102 professores, dos
quais cerca de 74% efectivos.



Jorge Teixeira                                                                                     21
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        2.2.2.      Patrono


Há uns anos a esta parte, a escola sentiu a necessidade de reforçar a sua imagem e iden-
tidade, pelo que a escolha de um patrono se assumia como essencial. Com a actual gestão
da escola, e com um projecto educativo para o triénio 2002/2005, foi dado seguimento ao
processo, visando encontrar uma personalidade que apadrinhasse esta instituição e que
projectasse o seu nome.


Nesse sentido, em Setembro de 2002, iniciou-se a auscultação da comunidade educativa,
professores, alunos, funcionários e associações de pais, para levantamento de nomes de
personalidades que, de alguma forma, tivessem valor reconhecido, nomeadamente no
âmbito da cultura, ciência ou educação. A escolha recaiu em Daniel Sampaio.


Assim, preenchidas as formalidades e demais requisitos previstos na lei, e após a concor-
dância da Câmara Municipal de Almada, a Escola Secundária da Sobreda com 3º Ciclo do
Ensino Básico de Sobreda, passou a denominar-se Escola Secundária com 3º Ciclo do
ensino básico Daniel Sampaio, Sobreda, Almada, por despacho do Senhor Secretário de
Estado da Administração Educativa de 27 de Julho de 2003.


Daniel José Branco de Sampaio, nasceu em Lisboa a 8 de Setembro de 1946. Formou-se
em Medicina pela Universidade de Lisboa, em 1970, tendo-se especializado em Psiquiatria.
Tem desenvolvido a sua carreira hospitalar no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde
foi chefe de serviço e coordenador da consulta externa de psiquiatria e onde fundou e
coordena o Núcleo de Doenças de Comportamento Alimentar – anorexia nervosa –, dedi-
cando-se ao atendimento de jovens em risco e suas famílias.


Tem colaborado em programas de rádio e televisão e é autor de vários livros (Inventem-
se Novos Pais, Voltei à Escola...). Assina actualmente uma crónica semanal na revista
"Xis", do Jornal "Público". É coordenador nacional do Programa de Educação para a Saú-
de, que integra a Educação Sexual nas escolas.




Jorge Teixeira                                                                                     22
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Daniel Sampaio tem apoiado a nossa Escola, nomeadamente, realizando encontros regula-
res com encarregados de educação, alunos e professores e acompanhando pessoalmente
alguns alunos.




        2.2.3.      Localização, acessos e transportes


A principal via de acesso à escola é a estrada camarária Lazarim – Vale Figueira que dá
ligação a outras vias que conduzem às localidades vizinhas, à sede de concelho e a Lisboa.
A Escola é servida por três carreiras de transportes regulares dos TST, dos quais se desta-
ca a carreira da Fertagus, com ligação ao Fórum Almada e à estação de comboios do Pra-
gal, e ainda por cinco carreiras de transportes escolares próprios, que diariamente trans-
portam os alunos das localidades vizinhas.


Ao longo dos anos de existência da escola, têm-se feito diligências no intuito de melhorar
a rede de transportes, contudo estes continuam a ser insuficientes e morosos, sendo os
alunos obrigados a apanhar mais que um transporte ou fazerem parte do percurso a pé.




Localização da
    escola




                                     Figura 3 – Localização da escola


Jorge Teixeira                                                                                          23
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        2.2.4.      Espaços físicos e localização dos serviços


Os espaços escolares são aprazíveis já que estão bem conservados, limpos e com um
agradável embelezamento, que se revela, não só nas partes ajardinadas, mas também na
decoração das colunas de suporte dos telheiros dos espaços cobertos. O jardim da Escola
fruto do clube do ambiente, além de embelezar a escola, destina-se a uma área de lazer
dos alunos.


A escola é constituída por sete pavilhões, onde estão instalados os equipamentos e os ser-
viços e onde se desenvolvem as actividades escolares, conforme o quadro que se segue:


    PAVILHÃO                                     ESPAÇOS E SERVIÇOS
                      R/ C: Recepção, PBX, Serviços Administrativos, ASE, Sala dos Pro-
                      fessores, lavabos;
           A          1° Andar: Centro de Recursos, Auditório/ Sala de Audiovisuais,
                      Gabinete de Gestão, Sala de Trabalho dos Departamentos e dos
                      Directores de Turma, Sala de Reuniões e Sala dos Clubes.
                      R/C: Salas de Aula, Biomuseu, Clube de Cerâmica;
           B          1° Andar: Salas de aula, Salas específicas de Educação Visual, Gabi-
                      nete de Educação para a Saúde, lavabos.
                      R/ C: Salas de Informática e dos Cursos CEF, lavabos;
           C          1° Andar: Salas de Informática, Salas de Aula, Gabinete Apoios edu-
                      cativos.
                      R/ C: Sala de Convívio e Bar dos Alunos, Sala Funcionários, Papela-
           D          ria, Sala de Estudo, Reprografia lavabos;
                      1° Andar: Salas de Aula
                      R/ C: Laboratórios de Física e Química, Clube das Ciências Experi-
           E          mentais, lavabos;
                      1° Andar: Laboratório de Biologia e Geologia, Sala de Audiovisuais,
                      Salas de Aula
           R          Cozinha, Refeitório, Grande Auditório, lavabos
                      Pavilhão Gimnodesportivo
                      Polidesportivo descoberto e Balneários

                                 Quadro 2 – Espaços e serviços da escola




Jorge Teixeira                                                                                         24
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                     ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano




        2.2.5.      Alunos


A escola é frequentada por 883 alunos, distribuídos por um total de 41 turmas e por vários
ciclos e cursos, conforme os quadros que se apresentam seguidamente.


A maioria dos alunos reside em edifícios construídos nas décadas de setenta e oitenta, em
habitações unifamiliares, prédios e bairros de habitação económica. As famílias pertencem,
em geral, a um estrato socioeconómico médio-baixo e a maioria exerce a sua actividade
profissional nos sectores secundário e terciário, na zona da Grande Lisboa. Em termos de
escolarização, a maior parte dos encarregados de educação possui o 1°, 2°. e 3° ciclos da
escolaridade básica.


                         ANO       N° TURMAS N° ALUNOS TOTAL
                          7°            8        199
                          8°            5        124    400
                          9°            3         77
                         10°            4        119
                         11°            7        144    328
                         12°            8        129
                                                        728

                                      Quadro 3 – População escolar




   ANO              CURSOS TECNOLÓGICOS                                N° ALUNOS           TOTAL
   11°      ADMINISTRAÇÃO                                                  17
   11°      INFORMÁTICA                                                    16
   12°      ADMINISTRAÇÃO                                                  10                 64
   12°      DESIGN DE EQUIPAMENTO                                          07
   12°      INFORMÁTICA                                                    14

                                     Quadro 4 – Cursos tecnológicos




          10° E      CURSO DE INFORMÁTICA DE GESTÃO                           21 ALUNOS

                                     Quadro 5 – Cursos profissionais


Jorge Teixeira                                                                                         25
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                      ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano




  ANO                        CURSOS                                           N° ALUNOS      TOTAL
   8°      EMPREGADO COMERCIAL                                                    18
   9°      TIPO III ACOMPANHANTES DE CRIANÇAS                                     17
  10°      FORMAÇÃO COMPLEMENTAR                                                  13            70
  11°      TIPO V ASSISTENTE DA ACÇÃO EDUCATIVA                                   10
  12°      TIPO V ASSISTENTE DA ACÇÃO EDUCATIVA                                   12

                           Quadro 6 – Cursos CEF – Cursos de educação e formação




        2.2.6.       Oferta educativa no ano lectivo 2006/2007


A escola oferece o 3° ciclo do Ensino Básico, com o currículo nacional e as disciplinas de
opção, pensadas em função dos interesses e necessidades de aprendizagem dos alunos.


A Escola oferece também vários Cursos do Ensino Secundário, em função dos interesses
dos alunos, dos recursos humanos e materiais da Escola e da distribuição da Rede Escolar
determinada pela DREL.


Concretizando um dos grandes objectivos do Projecto Educativo – "Promover a diversida-
de de oferta curricular numa lógica de inclusão"- a Escola tem vindo a alargar a oferta de
Cursos de Educação e Formação (CEF), como meio privilegiado de evitar o abandono
escolar, possibilitando aos alunos a obtenção de um certificado que os habilita para uma
entrada mais rápida no mundo do trabalho.


No sentido de ir também de encontro aos interesses dos alunos e à oferta do mercado do
trabalho, a escola abriu o Curso Profissional de Informática de Gestão.


                               3° CICLO DO ENSINO BÁSICO
                                               CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO
                 7°, 8°, 9° ANOS
                                                              Tipo 2 – Empregado Comercial
                 Currículo regular
                                                           Tipo 3 – Acompanhante de Crianças

                               Quadro 7 – Oferta educativa no ensino básico



Jorge Teixeira                                                                                          26
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                      ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano




                                    ENSINO SECUNDÁRIO
                                     10°, 11° 12° ANOS
    CURSOS CIENTÍFICO –                                                    CURSOS DE EDUCAÇÃO E
      HUMANÍSTICOS                  CURSOS PROFISSIONAIS                        FORMAÇÃO

   Ciências e Tecnologias          Técnico de Informática de               Formação Complementar
 Ciências Socioeconómicas                   Gestão                          Tipo 5 – Assistente de
Ciências Sociais e Humanas                                                     Acção Educativa

                             Quadro 8 – Oferta educativa no ensino secundário




        2.2.7.      Pessoal Docente


O corpo docente da escola é constituído por 102 professores, sendo do Quadro Definitivo
(PQND) 76; do Quadro de Zona Pedagógica de Nomeação Definitiva (PQZND) 15, do Qua-
dro de Zona Pedagógica de Nomeação Provisória (PQZNP) 3, de nomeação provisória
(PQNP) 2 e 6 Provisórios. Se considerarmos apenas os 76 professores do quadro, temos
um índice de estabilidade do corpo docente na ordem dos 75%. O rácio professor/aluno é
de 1 professor para, aproximadamente, 9 alunos.




        2.2.8.      Pessoal não Docente


A escola conta com 29 funcionários (em serviço), sendo 9 administrativos, 2 do ASE, e 18
auxiliares de acção educativa. O rácio real AAE /aluno é de l auxiliar para cerca de 49 alu-
nos.




        2.2.9.      Equipamentos pedagógicos


A escola dispõe dos seguintes equipamentos pedagógicos:
•   Centro de Recursos (Biblioteca, Videoteca e sala Nónio) – pode considerar-se que exis-
    te um assinalável espólio bibliográfico, com cerca de 7000 monografias, cassetes de


Jorge Teixeira                                                                                          27
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



    áudio e vídeo, CD-ROM, cd – Áudio e dvds, dossiers temáticos, mapas e cartas, diapo-
    sitivos, transparências, etc… Ao nível dos equipamentos informáticos, existem compu-
    tadores destinados à própria organização do centro, consulta do catálogo, jornal esco-
    lar. A sala Nónio, é o espaço do centro de recursos destinado ao trabalho livre dos
    alunos usando meios informáticos e consulta na Internet.
    O Centro de Recursos tem uma elevada frequência de utilização por alunos e professo-
    res. Apenas a utilização por parte dos funcionários não é significativa.
    Relativamente ao tipo de utilização, os professores recorrem ao centro de recursos
    para pesquisa documental e recolha de materiais didácticos. Entre os alunos, apesar
    do peso de utilização dos equipamentos informáticos, é também significativa a leitura
    lúdica e didáctica, e ainda o visionamento de filmes.
•   Laboratórios – as instalações laboratoriais são aprazíveis e o equipamento encontra-se
    bem acondicionado.
    As instalações e equipamentos encontram-se bem rendibilizados, constatando-se que o
    currículo é gerido de acordo com os recursos existentes, com as inovações possíveis
    previstas nos respectivos planeamentos e com a autonomia proposta aos alunos para
    a realização dos diferentes trabalhos.
•   Equipamentos Informáticos – a escola dispõe de um considerável número de equipa-
    mentos informáticos para fazer face, não só ao trabalho de sala de aula, mas também
    às actividades de pesquisa que os alunos podem realizar no centro de recursos. Princi-
    palmente ao nível dos cursos tecnológicos e dos profissionais, há uma grande utiliza-
    ção deste tipo de equipamento, não só como tecnologia de informação e comunicação,
    como também noutras aplicações, como sejam o tratamento de imagem e a monta-
    gem vídeo.
•   Equipamentos Desportivos – a escola dispõe de espaços próprios exteriores e desco-
    bertos para a prática das actividades desta área disciplinar, para além de um pavilhão
    gimnodesportivo recente.




Jorge Teixeira                                                                                     28
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano




        2.2.10. Actividades de enriquecimento curricular


Duas das áreas de intervenção do projecto educativo de escola, presentemente em vigor,
são a da cultura e desporto, com o objectivo de promover actividades culturais, desporti-
vas e artísticas que contribuam para a formação global dos alunos; e a da promoção da
imagem da escola a nível exterior, reforçando igualmente o sentimento de pertença dentro
da comunidade escolar.


Assim, a escola seleccionou e tem em desenvolvimento uma significativa oferta de activi-
dades de enriquecimento curricular, sob a forma de projectos e clubes. Em Julho de 2006,
encontravam-se em actividade os seguintes:
•   “Bem-vindo à nova porta de entrada da Escola Secundária Daniel Sampaio” – vocacio-
    nado para a remodelação do site da escola: http://www.esec-danielsampaio.pt/;
•   Clube Europeu;
•   Clube do Ambiente – que é um projecto que visa o aproveitamento e embelezamento
    dos espaços verdes da escola, com o objectivo de despertar os alunos envolvidos para
    os valores da preservação da natureza e, em simultâneo, enriquecer o seu leque de
    interesses e proporcionar-lhes uma ocupação de tempos livres;
•   Biomuseu – que funciona como clube, num espaço de aquariofilia e de educação
    ambiental;
•   Clube das Ciências Experimentais;
•   Jornal da Escola – trata-se de um projecto de enriquecimento curricular de cariz jorna-
    lístico. São editados 6 jornais por ano lectivo, com uma tiragem de 300 exemplares;
•   Laboratório da Matemática – que este ano ganha uma maior dimensão devido ao pla-
    no da matemática;
•   Clube da Rádio;
•   Clube da Guitarra;
•   Clube Escola d’Actores;
•   Clube de Fotografia;
•   Clube de Xadrez;
•   Oficina de Expressão Dramática;


Jorge Teixeira                                                                                     29
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano




Estes projectos e clubes estão adequados ao contexto da escola e aos interesses e desen-
volvimento dos alunos. O número de alunos envolvidos, tanto do ensino básico como do
ensino secundário, é significativo. Nas actividades, os alunos inscritos revelam bastante
assiduidade.


São ainda desenvolvidas acções muito diversificadas, das quais se podem salientar:
•   Semana das profissões – em que são envolvidos todos os departamentos da escola;
•   Dia da Escola e do Patrono;
•   Dia mundial da árvore;
•   Dia mundial do ambiente;




        2.2.11. Relação da escola com o meio envolvente


A Escola Secundária Daniel Sampaio é uma comunidade educativa aberta que coopera
com as autarquias, nomeadamente a Junta de Freguesia da Sobreda e a Câmara Municipal
de Almada, com outros estabelecimentos de ensino público e privado, com instituições de
carácter cultural e social e com pequenas empresas.


A Escola participa também em iniciativas de carácter cultural, artístico e desportivo pro-
movidas por instituições exteriores. Esta cooperação concretiza-se actualmente nas
seguintes acções:
•   Participação no Projecto "Aparece", em colaboração com o nosso patrono, Prof. Daniel
    Sampaio;
•   Colaboração com o Centro Paroquial de Vale Figueira em actividades lúdicas e de soli-
    dariedade;
•   Participação dos grupos de teatro da Escola na Mostra Anual de Teatro das Escolas de
    Almada;
•   Realização de espectáculos teatrais no CRIS (Clube de Instrução e Recreio Sobreden-
    se);
•   Actuação do Coro Cantabile em eventos culturais no exterior da escola;


Jorge Teixeira                                                                                     30
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



•   Protocolos de estágio, para os alunos dos Cursos CEF, com as seguintes instituições:
    "Jardim Infantil O Coala", Centro Paroquial de Vale Figueira, Colégio do Vale, Externato
    O Tim Tim, Jardim de Infância Um Dó Li Tá, Externato Guia da Criança, Externato
    Palhacinho Vaidoso, Unipessoal, Lda., Fraldinhas e Biberons Lda. – Creche e jardim de
    Infância, CLAPIS – Centro Lúdico de Actividades Pedagógicas e Sócio – Educativas
•   Protocolos de estágio, paro os alunos do Curso Tecnológico de Informática, com as
    seguintes empresas: INATEL - Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos
    Livres dos Trabalhadores, Alma Alentejana – Associação de Desenvolvimento Local,
    Arribatejo – Associação de Desenvolvimento Local, TERAzone, Faculdade de Ciências e
    Tecnologia – Universidade Nova de Lisboa, Ydreams – Sistemas de Informação, Lda.,
    DataFrame, Lda., GHD – Global Human Development, Associação de Comércio e Servi-
    ços do Distrito de Setúbal, Campo de Flores, entre outras.
•   Disponibilização do Pavilhão Gimnodesportivo para utilização por grupos desportivos
    das localidades vizinhas.




        2.2.12. Projecto educativo de escola (PEE) para o triénio
                    2005/2008


Com o objectivo primordial de se tornar numa escola de qualidade e referência, o projecto
educativo da Escola Secundária Daniel Sampaio constitui, na sua essência, um instrumen-
to organizador da acção educativa da escola e também um agente de transformação da
mesma.


Durante o triénio 2005/2008, e com o lema “melhor conhecimento, mais cidadania”, o PEE
assenta em duas vertentes:
•   Como organizador da acção educativa, em que pretende ser um elemento congrega-
    dor de todos os projectos educativos existentes na escola e unificador das várias estru-
    turas que intervêm na instrução e educação dos nossos alunos;
•   Como agente de transformação, em que pretende ser adjuvante na mudança e na ino-
    vação, nas áreas do ensino/aprendizagem, cidadania; cultura e desporto; imagem da
    escola e espaços e equipamentos.

Jorge Teixeira                                                                                     31
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                                             ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano




Através da leitura do diagrama e quadro seguintes é possível um melhor entendimento do
PEE, através da interacção das várias áreas que o compõem:




                                                     PROJECTO EDUCATIVO DE ESCOLA


                                    ENSINO-                                                          CULTURA E
                                                                        CIDADANIA
                                 APRENDIZAGEM                                                        DESPORTO
       Espaços e Equipamentos




                                • Melhorar os resultados
                                escolares dos alunos                                              • Promover actividades
                                                                   • Promover o desenvolvimento   culturais, desportivas e
                                • Promover a diversidade            pessoal e social dos alunos   artísticas que contribuam
                                de oferta educativa numa lógica                                   para a formação global
                                de inclusão                                                        dos alunos




                                                           PLANO ANUAL DE ACTIVIDADES
                                                   Processos de operacionalização e metas anuais



                                                                  IMAGEM DA ESCOLA


                                                             MELHOR CONHECIMENTO
                                                                 MAIS CIDADANIA



                                                           Figura 4 – Diagrama síntese do PEE




Jorge Teixeira                                                                                                                 32
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                             ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



                                                Estrutura do PEE
    Áreas            Objectivos                              Objectivos Específicos
                      Gerais
                 •   Melhorar os resul-         •   Diminuir os níveis de insucesso escolar (em disciplinas a definir);
                     tados escolares dos        •   Aumentar a percentagem de alunos que concluem o 12º ano no
                     alunos                         período máximo de quatro anos;
                                                •   Diminuir o número de abandonos escolares no ensino básico e
                                                    secundário;
  ENSINO –
APRENDIZAGEM                                    •   Aumentar o índice de entrada dos alunos no ensino superior
                 •   Promover a diversi-        •   Oferecer cursos diversificados que contribuam para o sucesso dos
                     dade         da   oferta       alunos com vista à sua integração na vida activa
                     educativa         numa
                     lógica de inclusão
                 •   Promover a saúde           •   Integrar, nas ACND, a abordagem da Educação para a Saúde (Edu-
                     física, psicológica e          cação Sexual e Educação Alimentar);
                     social                     •   Reforçar a abordagem de conteúdos de outras disciplinas que se
                                                    ligam a estas temáticas

  CIDADANIA      •   Promover o desen-          •   Proporcionar aos alunos um espaço e um tempo de debate e refle-
                     volvimento pessoal             xão sobre cidadania;
                     e social                   •   Esclarecer individualmente os alunos sobre dúvidas e problemas, a
                                                    nível da educação sexual, no âmbito do previsto no Programa de
                                                    Educação para a Saúde.
                 •   Promover activida-         •   Alargar os horizontes culturais dos alunos potencializando a interac-
                     des culturais, des-            tividade entre os vários intervenientes (departamentos, projectos e
                     portivas e artísticas          clubes, associações de alunos e pais), rentabilizando recursos mate-
  CULTURA E
  DESPORTO           que          contribuam        riais e articulando competências de transversalidade e de entre-
                     para     a    formação         ajuda;
                     global dos alunos          •   Criar Clubes que promovam actividades desportivas e a dança.
                 •   Projectar a imagem         •   Conceber produtos / serviços que permitam a projecção da imagem
                     da escola a nível              da escola e a promovam, a partir do seu interior, para o exterior.
                     exterior
  IMAGEM DA      •   Reforçar o sentido         •   Realizar actividades extra-curriculares que reforçam o sentimento de
    ESCOLA
                     de pertença dentro             pertença na comunidade escolar.
                     da         comunidade
                     escolar
                 •   Melhorar os espa-          •   Viabilizar esforços para o embelezamento e limpeza dos espaços
                     ços e equipamen-               exteriores;
                     tos da escola              •   Garantir condições de segurança continuadas na entrada da Escola;
                                                •   Criar condições que proporcionem um atendimento personalizado
  ESPAÇOS E                                         nos Serviços Administrativos;
EQUIPAMENTOS
                                                •   Optimizar a qualidade do Bar dos Alunos;
                                                •   Criar mais espaços de convívio para os alunos;
                                                •   Adquirir mais computadores, projectores, retroprojectores e vídeos
                                                    para as salas de aula.
                                       Quadro 9 – Áreas de intervenção do PEE

Jorge Teixeira                                                                                                            33
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano




    2.3. A turma 12.º F


A turma F do 12.º ano é composta por 14 alunos, pertence ao Curso Tecnológico de
Informática, sendo-lhes por mim ministrada a ATI – Área Tecnológica Integrada. A disci-
plina tem uma carga horária semanal de 7 blocos de 90 minutos, sendo leccionada às
quintas-feiras das 12h.30m. às 17h.45m., e às sextas-feiras da 10h.15m. às 17h.45m. Os
alunos têm sempre acesso aos meios informáticos na sala de aula.


Para se poderem estabelecer objectivos, organizar os conteúdos programáticos, definir e
implementar as estratégias de acção e avaliação, é necessário proceder-se à análise da
situação envolvente dos alunos da turma. Pretende-se assim, com a caracterização da
turma, um conhecimento mais profundo da mesma, de forma a adequar o processo de
ensino/aprendizagem às situações reais e concretas, tendo em conta os percursos escola-
res diferenciados e o acesso às novas tecnologias, entre outras.


Na globalidade, a turma revela bastantes dificuldades nas disciplinas técnicas e específi-
cas, denotando-se que os alunos não têm hábitos e métodos de estudo adequados ao
nível de ensino que frequentam.


A turma revela ainda algumas deficiências ao nível da responsabilidade que se traduzem
em dificuldades no cumprimento de prazos, na pontualidade e assiduidade.


Na leccionação da ATI, até ao momento, não se registou qualquer problema de absentis-
mo ou de indisciplina, tendo os alunos demonstrado interesse em executar as tarefas pro-
postas.


A caracterização da turma foi baseada num inquérito realizado aos alunos. Dessa caracte-
rização importa salientar os seguintes aspectos:




Jorge Teixeira                                                                                     34
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                       ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



    A. Constituição da turma e caracterização dos alunos:


Nacionalidade dos alunos:

                        14
                        12
                        10
                        8
                        6
                        4
                        2
                        0

                                                   Port.   Ang.




Distribuição por sexo:

                             10
                             8
                             6
                             4
                             2
                             0

                                                 Masc      Fem




Distribuição por idades:

                    8
                    7
                    6
                    5
                    4
                    3
                    2
                    1
                    0
                              17 anos    18 anos            19 anos       20 anos




Jorge Teixeira                                                                                           35
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                     ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



Distância Casa – Escola:

                        7
                        6
                        5
                        4
                        3
                        2
                        1
                        0
                               [0-1[ km.         [1-5[ km.         + 5 km.




Forma de deslocação:




                                29%
                                                   42%              Pé
                                                                    Autocarro
                                                                    Carro particular


                                     29%




Local das refeições:



                                      6% 3%

                                                                         Casa
                                                                         Escola
                               36%                    55%                Restaurante
                                                                         Familiares




Computador / Ligação à Internet em casa
    o   Todos os alunos possuem computador, sendo que apenas 1 não tem ligação à Internet.




Jorge Teixeira                                                                                         36
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                       ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



Ocupação dos tempos livres (3 actividades por aluno):



                                     2%                                       Computador
                               9%
                          2%                       27%                        Desporto
                                                                              Sair com os amigos
                         5%
                                                                              Teatro
                                                                              Música
                      16%                                                     TV / Vídeo
                                                      9%                      Ler
                                                     2%                       Tocar baixo
                                                    2%                        Cinema
                                    26%                                       Trabalhos escolares




Forma de estudar:

                    10
                     9
                     8
                     7
                     6
                     5
                     4
                     3
                     2
                     1
                     0
                                Só                 Com amigos             Não estuda




Local de estudo:


            12

            10

             8

             6

             4

             2

             0
                      Casa                Escola             Biblioteca             Não estuda




Jorge Teixeira                                                                                           37
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                                                            ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



Tempo diário de estudo:

                     7
                     6
                     5
                     4
                     3
                     2
                     1
                     0
                            0 min.      [1 - 29[ min. [30 - 60[ min. [1 - 2[ horas     + 2 horas




Problemas de saúde:

                 9
                 8
                 7
                 6
                 5
                 4
                 3
                 2
                 1
                 0
                         Nenhum             Visão       Alergias         Audição            Asma




Hora de deitar:

                 9
                 8
                 7
                 6
                 5
                 4
                 3
                 2
                 1
                 0
                          [22 - 23[ horas            [23 - 24[ horas                 + 24 horas




Jorge Teixeira                                                                                                38
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                                      ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



Significado de escola:



                                   11%                  17%
                                                                                  Preparação para uma profissão

                                                                                  Local de aprendizagem

                    33%                                                           Local de convívio e diversão

                                                               39%                NS / NR




Profissão para o futuro:


                           8
                           7
                           6
                           5
                           4
                           3
                           2
                           1
                           0
                                                          il
                                        o




                                                                                                    be
                                                                                         ta
                                                                          or
                                                        iv
                                        ic




                                                                                          s
                                                                        ad




                                                                                                  sa
                                                     C
                                      át




                                                                                       rti
                                                                       im
                                    rm




                                                  iro




                                                                                    po




                                                                                                ão
                                                                     An
                                                he
                                  fo




                                                                                  es




                                                                                               N
                                In




                                                                                 D
                                                 n
                                               ge
                          ro




                                             En
                           ei
                         nh
                      ge
                    En
                  o/
                ic
              cn
            Té




Pela análise aos gráficos acima, conclui-se sumariamente, que se trata de uma turma
homogénea em variadíssimos aspectos, com acesso facilitado e bastante acentuado às
novas tecnologias.




Jorge Teixeira                                                                                                          39
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



Também se deduz facilmente que os alunos residem bastante próximos da escola, onde
passam também grande parte do seu dia. Será portanto fácil a sua integração em activi-
dades extra-curriculares e a promoção de hábitos e metodologias de estudo na escola, de
forma a melhorar os seus resultados escolares.



    B. Caracterização escolar:


Frequência de Pré Primária:

                          12
                          10
                           8
                           6
                           4
                           2
                           0
                                               Sim                             Não




Instituição de ensino básico:

                           12

                           10

                               8

                               6

                               4

                               2

                               0
                                               Pública                     Privada




Retenções:

                          4

                          3

                          2

                          1

                          0
                                   1.º Ciclo         2.º Ciclo     3.º Ciclo     Secundário




Jorge Teixeira                                                                                                     40
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                       ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



Disciplinas preferidas:



                                 6%    6%                             Filosofia
                           6%
                                             9%                       Inglês
                      3%
                                                                      Português
                      6%
                                                                      Matemática
                                                   12%
                                                                      Educação Física
                                                                      ATI
                    18%                                               Bases de Programação
                                                 15%                  Tecnologias Informáticas
                                                                      Aplicações Informáticas
                                 19%                                  Francês




Disciplinas com maiores dificuldades:



                                 6%                                   Filosofia
                            3%              16%
                                                                      Inglês
                      10%                                             Português
                                                   10%                Matemática
                     6%                                               Educação Física
                   3%                                                 Fisica e Quimica
                    3%                                                Bases de Programação
                                                                      Tecnologias Informáticas
                                                 24%
                                                                      Aplicações Informáticas
                           19%
                                                                      Francês




Do seu percurso escolar salienta-se o reduzido número de retenções. Conclui-se também a
disponibilidade destes alunos para as disciplinas técnicas de informática, e as suas dificul-
dades nas disciplinas de carácter específico, sendo que os alunos se complementam: nas
áreas em que alguns sentem mais dificuldades, são as preferidas de outros.




Jorge Teixeira                                                                                           41
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                                               ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



    C. Caracterização familiar:


Faixa etária dos pais:

                        16
                        14
                        12
                        10
                          8
                          6
                          4
                          2
                          0
                                [30 - 40[ anos            40 - 50[ anos          + de 50 anos            NS / NR




Habilitações literárias dos pais:

                 7
                 6
                 5
                 4
                 3
                 2
                 1
                 0
                                                                          io




                                                                                                     r
                                                                                      io




                                                                                                                  be
                           lo




                                            lo




                                                           lo




                                                                                                   io
                                                                       ár



                                                                                    éd
                        ic




                                         ic




                                                        ic




                                                                                                er



                                                                                                               sa
                     C




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                                                                                              Su
                                                                   cu
                 1.




                                  2.




                                                 3.




                                                                                                           N
                                                                 Se




Situação profissional dos pais:

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                     14
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                                                     do




                                                                                          o




                                                                                                            be
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                                                                       eg




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Jorge Teixeira                                                                                                                   42
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
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                                    III – O PROBLEMA:
          PERTINÊNCIA NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM



    3.1. A educação actual



Tal como já havia sido referido, a escola já não deve ser encarada como um espaço fecha-
do e triste, mas sim como um lugar de prazer e de aprendizagem. Para tal, o contributo
do professor é fundamental. O papel deste não se deve resumir à transmissão de teorias
muitas vezes já em desuso mas em estar aberto à imprevisibilidade e às constantes muta-
ções socioculturais. O papel do professor não poderá limitar-se a uma comunicação unila-
teral entre este e os seus alunos. Este papel terá de ser activo e criativo, de forma a que a
educação decorra numa acção cooperativa e onde haja espaço para a criatividade de alu-
nos e professores.


Naturalmente que há sempre quem pense que o uso dos audiovisuais e dos media no acto
educativo poderá pôr em risco o papel do professor como detentor ou transmissor do
conhecimento. É óbvio que tal não acontece, mas também será óbvio que à crescente
importância dos media no processo de ensino-aprendizagem se impõe uma redefinição do
papel do professor e da estratégia que deve adoptar junto dos alunos. Na verdade, se
uma verdadeira integração dos meios audiovisuais no ensino é indispensável na escola, ela
deve ser o resultado de uma perfeita tomada de consciência do papel que estes meios
devem desempenhar no seio do processo pedagógico, sem ultrapassar nem reduzir o
papel do professor.


Assim sendo, os audiovisuais deverão contribuir para uma modificação do papel do profes-
sor, pois este já não é o único responsável pela transmissão da matéria aos alunos. O
educador deve ver o aluno já não como um auditor que deve transcrever e memorizar as
mensagens, mas sim como um aprendiz que, utilizando todos os meios disponíveis, contri-
bui para a sua própria aprendizagem.


Jorge Teixeira                                                                                     43
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
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O professor tem como papel principal criar e estimular o ambiente educativo. Neste novo
perfil de escola, o ensino tem de se processar ao nível da coordenação e acompanhamen-
to, das informações (conteúdos) devendo fornecer os contextos e o conhecimento base
que promova uma verdadeira autonomia. Neste sentido, deve, igualmente, haver uma
preocupação em colocar os alunos face a problemas que exijam experimentação. Contudo,
muitos professores desconhecedores desta realidade ignoram estas inovações, provavel-
mente por não as conhecerem e não as dominarem. Hesita-se em alterar as estruturas
existentes há muito tempo, simplesmente porque as inovações exigem uma formação,
uma preparação e uma organização suplementares.


Por outro lado, existe o problema financeiro, pois, nalguns casos, evita-se o uso de novos
métodos de ensino dado que o dinheiro já é pouco para fazer funcionar convenientemente
os sistemas existentes. Mas não dar importância aos audiovisuais pode originar conse-
quências graves, principalmente nos níveis etários mais baixos. Acima de tudo deve existir
um espírito critico por parte de todos os intervenientes no processo educativo.


O professor tem, assim, de integrar na sala de aula meios que facilitem a comunicação. Os
progressos no domínio da comunicação têm sido óptimos. Os novos meios de informação
permitem a troca de informação, independentemente da distância, com toda a precisão e
rapidez. O processo de ensino tem necessidade de uma ligação constante com o mundo
exterior. Neste domínio, a evolução tecnológica pôs à disposição do professor meios sufi-
cientes para trazer até ao aluno um mundo até há bem pouco tempo distante. A técnica
passou a ser aceite por muitos como a solução para os problemas existentes no ensino,
sendo importante de modo a conseguir-se um sistema educativo eficiente apoiado em ins-
trumentos que respondam às exigências da época. Contudo, os meios tecnológicos não
valem por si mesmos. A sua utilidade depende da metodologia com que são usados. Não
são apenas os meios que contam, mas sim a forma de apropriamento desses meios para
criar uma situação educativa. A integração destes meios facilita a comunicação, facultando
um precioso auxílio tanto ao nível do ensino como ao nível da aprendizagem.




Jorge Teixeira                                                                                     44
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    3.2. O contributo das novas tecnologias na escola


Nunca, como hoje, foi possível aprender com uma variedade tão alargada de meios nos
quais se encontram a informação. Os livros, as revistas, o vídeo, o cinema, a televisão, a
fotografia, a banda desenhada, os jornais, o software, os multimédia e as pessoas com as
quais convivemos no dia-a-dia, entre outros, constituem os suportes aos quais podemos
recorrer para termos acesso à informação


A educação tem, obrigatoriamente, de se adaptar às necessidades das sociedades onde
está inserida. Mas este processo nem sempre é fácil, pois essa "adaptação" tem pela fren-
te um grande desafio, que é o de se adaptar às mudanças sociais, culturais e económicas
que nascem aquando da massificação do uso das novas tecnologias.


Contudo, a educação, ultimamente, tem vindo a ser reformulada. Embora, na sua essên-
cia, mantendo o mesmo objectivo, que é o de educar, não podemos ficar indiferentes aos
novos métodos e técnicas introduzidos no ensino, decorrentes do aparecimento das novas
tecnologias.


Actualmente, o papel da escola é de extrema importância pois devido à elevada variedade
de oferta de informação verifica-se um afastamento dos educandos da informação chave,
ou seja, o papel da escola do século XXI é o de moderador. Indiscutivelmente, nesta nova
escola, as novas tecnologias desempenham um papel importantíssimo: - o de ferramentas
auxiliares do processo ensino/aprendizagem.


É fundamental, por isso, que a escola esteja familiarizada com estas ferramentas informá-
ticas e saiba utilizá-las na acção educativa normal. Assim, a escola tem de fornecer aos
alunos os meios adequados para que possam ter acesso à informação e, simultaneamen-
te, familiarizar-se com eles, possibilitando-lhes também oportunidades de interacção
social.




Jorge Teixeira                                                                                     45
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Assumindo este novo perfil, a escola não deve esquecer a componente pedagógica asso-
ciada aos novos meios de informação. Estas ferramentas possibilitam ao aluno a manipu-
lação e construção do conhecimento de uma forma diferente daquela que era utilizada por
métodos tradicionais onde, habitualmente, o conhecimento se transmite de forma oral.


São muito diversas as razões que têm levado os professores a integrar as novas tecnolo-
gias nas aulas. Uma delas é a forte motivação que ele exerce em grande parte dos alunos,
contrastando com o desinteresse quase geral pelas actividades escolares.


Há casos em que o docente compreende que não se trata de mudar as técnicas usadas,
mas sim de inovar verdadeiramente, favorecendo um ensino mais centrado no aluno e na
sua iniciativa. Deste modo, será possível a realização de projectos onde alunos e professor
estejam implicados. Assim sendo, as TI – Tecnologias de Informação podem ser um auxi-
liar precioso nessa inovação, ao favorecer nos alunos um trabalho autónomo ou de grupo
na resolução de problemas, no levantamento de hipóteses, na investigação, etc..


Por outro lado, a introdução das novas tecnologias no ensino também tem as suas des-
vantagens e limitações como o elevado custo de instalação e manutenção de uma rede de
computadores. O rápido aparecimento de novas tecnologias provoca uma constante troca
e mudança de equipamento. Há ainda o problema do analfabetismo informático e da des-
confiança nos computadores. O professor tem que saber introduzir convenientemente os
alunos nestes meios e ser capaz de os motivar e ajudar quando necessário.




Jorge Teixeira                                                                                     46
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      3.3. A importância da Internet no processo de ensino / aprendiza-
             gem


Se até há bem pouco tempo, o computador era algo que apenas servia para trabalhar,
hoje, pode ser considerado como um dos meios de comunicação mais completo e didácti-
co. Com o aparecimento da Internet, toda a mentalidade em relação a este objecto se
alterou radicalmente. Actualmente, através de um simples computador temos acesso a
algo que substitui a televisão, o telefone, a própria escrita, o vídeo, a aparelhagem.


Estamos na era dos self-media, aqueles que se destinam aos utilizadores individuais, que
actuam através de redes wireless e de redes interactivas. É também a era da convergência
ente o audiovisual, as telecomunicações e a informática, um complexo que conduzirá ao
reforço do processo comunicacional.


A Internet é a maior e mais poderosa rede do mundo e este poder encontra-se nas mãos
dos jovens. O acesso à Internet tem diversas vantagens e potencialidades que tanto pro-
fessores como alunos podem obter. O feedback aluno – professor é mais rápido e eficien-
te.


Por outro lado, esta inovação pode também ser importante na relação professor – encar-
regado de educação. Na minha opinião, este seria um bom meio para o docente enviar
para o encarregado de educação toda a informação escolar relativa ao aluno (como ava-
liações, faltas, etc…).


Um aspecto a ter em conta é que a Internet não vai substituir a escola, mas sim acrescen-
tar uma nova dimensão. O aumento de recursos de acesso à Internet dá ao estudante
meios de recolher informação de interesse para a aula. Em muitos casos, pode ser o estu-
dante a ensinar a turma, incluindo o professor em determinado tópico. Tradicionalmente é
o professor que detém a autoridade da informação, com este sistema de ensino essa
autoridade passa a ser desafiada. Os alunos passam a ter a capacidade de procurar infor-
mação na Internet sobre vários assuntos, de serem mais críticos e criativos.

Jorge Teixeira                                                                                     47
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A Internet responde também ao problema dos alunos mais tímidos. A comunicação via e-
mail, fóruns de discussão ou plataformas de e-learning torna-se mais confortável para
esses estudantes, sentem-se mais seguros para fazer perguntas e dar opiniões.


Pode-se, deste modo, concluir que a Internet é uma ferramenta poderosa e uma alternati-
va certa aos métodos de ensino tradicionais. No entanto, há que saber preparar os estu-
dantes, para ultrapassarem os seus medos e ensinar-lhes as técnicas necessárias para
aproveitarem todos os recursos oferecidos pela Internet. Também as instituições de ensi-
no têm que actualizar as suas regras tradicionais, pois estas vão sendo postas em causa.




Jorge Teixeira                                                                                     48
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
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    3.4. Perfil da Escola Secundária Daniel Sampaio face às Tecnolo-
             gias de Informação


No que se refere ao apetrechamento da escola, no que diz respeito a meios informáticos,
considero-a a um nível satisfatório. Senão vejamos:




    A. Instalações e equipamentos


A escola dispõe de cinco salas de informática, com um total de 54 computadores. Todas
se encontram dotadas de impressoras (jacto de tinta e laser), existindo também, em três
delas – C2, C7 e C11 – gravador de DVDs. Destas salas, apenas a sala C11 tem um pro-
jector de vídeo fixo.


Dessas cinco salas, duas encontram-se num “regime de exclusividade”: a C9 para a lec-
cionação das disciplinas técnicas do Curso Tecnológico de Administração, e a C11 (Sala
TIC), para a leccionação das disciplinas de TIC aos cursos CEF, 9.ºs e 10.ºs anos. Todas
as restantes salas de informática encontram-se ocupadas, primeiramente, pelas turmas do
Curso Tecnológico de Informática e Curso Profissional Técnico de Informática de Gestão,
sendo também ocupadas por outras disciplinas, em virtude da falta de salas de aula nor-
mal na escola, perante o elevado número de turmas.


Além destas salas, a escola dispõe ainda, no centro de recursos, além de vários postos de
trabalho, destinados a toda a comunidade educativa, dos seguintes materiais:
•   Numeroso e diversificado software educativo e temático;
•   Três computadores portáteis;
•   Três projectores de vídeo;
•   Um gravador de DVD’s externo;
•   Várias pen drives;
•   Câmara fotográfica digital;
•   Entre outros.

Jorge Teixeira                                                                                     49
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Estes equipamentos podem ser alvos de requisição para apoio às actividades lectivas, por
parte de professores e alunos.


A escola dispõe ainda de uma sala de trabalho para docentes equipada com cinco compu-
tadores e impressora/fotocopiadora a laser e vários laboratórios, também eles equipados
com material informático. Destes últimos, o laboratório de Matemática assume, a partir
deste ano lectivo, particular importância uma vez que o recente “Plano da Matemática” vai
implicar um conjunto de actividades e a obtenção de novos materiais informáticos, duran-
te a sua concretização e consequente articulação com o “Plano TIC”.


Em fase de implementação também se encontra o denominado “Projecto dos Portáteis”,
promovido pelo CRIE, que permitirá desenvolver na escola condições únicas de acesso às
TI, principalmente na sua utilização em actividades lectivas.


Toda a escola dispõe de ligação à Internet. No entanto, e apesar de no bloco A (bloco
“administrativo”) existir uma ligação ADSL e wireless, todos os restantes edifícios onde
funcionam actividades lectivas detêm apenas uma ligação RDIS, que remonta aos tempos
do “Projecto Nónio” e que, actualmente, não permite dar resposta às solicitações da esco-
la. Isto porque, no que se refere à ligação ADSL complementar á implementação das salas
TIC na escola, a mesma não foi estabelecida, uma vez que a escola não se encontrava
numa zona de cobertura. Essa ligação, até este momento, ainda não foi estabelecida, ape-
sar de a área já permitir a cobertura ADSL por parte de várias empresas de telecomunica-
ções.




    B. Utilização das TI


Contudo, e apesar de existirem condições físicas e materiais, a utilização das TI no pro-
cesso ensino/aprendizagem na escola, fica aquém do esperado. Os equipamentos existen-
tes são requisitados, na sua esmagadora maioria, para a exposição de apresentações elec-
trónicas, quer por parte dos docentes para apresentação de conteúdos; quer por alunos
para apresentação de trabalhos de grupo.

Jorge Teixeira                                                                                     50
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Exceptuando os grupos de Matemática e Informática, neste momento nenhum outro gru-
po disciplinar faz uso do seu domínio nos servidores web da escola para a publicação de
materiais e actividades que complementem e tornem mais aprazíveis as actividades lecti-
vas. Torna-se assim imperativo sensibilizar os docentes para a produção de materiais para
suporte web e os alunos para a sua utilização.


Além disso, a página web institucional – uma das principais vias de promoção da escola no
exterior – encontrava-se, no passado ano lectivo, a necessitar de uma remodelação do seu
layout (havia sido realizada por alunos, não se tendo optimizado a sua estruturação), de
forma a facilitar a navegação na mesma. Urge também, e de acordo com as novas neces-
sidades da escola, enquanto instituição, e das actuais tendência metodológicas de ensino
e aprendizagem, sensibilizar a comunidade educativa para a produção de materiais infor-
mativos e de promoção da escola.


Como complemento destas informações, relato ainda o funcionamento de toda a escola se
encontra informatizado, através da utilização de cartões magnéticos.


Concluo então que, face às tendências sociais actuais, a escola jamais se poderá permitir
ao afastamento face às novas tecnologias de informação. Ao invés, a escola deverá
implementar de uma forma harmoniosa as tecnologias e sistemas de informação em todo
o processo educativo. Para tal deverá forçosamente, englobar também todos os agentes
envolvidos: professores, alunos, encarregados de educação, pessoal não docente e demais
instituições directamente envolvidas nas actividades escolares.




Jorge Teixeira                                                                                     51
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                 IV – ÁREAS E ESTRATÉGIAS DE ACTUAÇÃO



Seguidamente descreverei todas as actividades que proponho realizar no âmbito do pre-
sente PFAP, nas suas diversas vertentes. Para complemento da descrição pormenorizada
que se segue, aconselho a consulta do cronograma que consta no anexo 3 a este PFAP.




    4.1. Direcção do Curso Tecnológico de Informática


O desempenho do papel de director de curso constitui uma das actividades pedagógicas
mais importantes que me proponho realizar ao longo deste ano lectivo. Não quero deixar
de referir a importância do desempenho deste cargo no estreitar de relações entre a esco-
la e a comunidade, através da presença dos encarregados de educação no estabelecimen-
to de ensino, contribuindo, em articulação com o director de turma para melhor conheci-
mento da situação escolar dos seus educandos e consequente auxílio no processo de deci-
são acerca da colocação dos alunos nas entidades de estágio.


O estreitar de relações entre a escola e o meio exterior patenteia-se também através da
celebração de protocolos de estágio, que além da colocação dos alunos em contexto de
trabalho, permite também o estabelecimento de mecanismos de entre-ajuda entre a esco-
la e as instituições locais/regionais, possibilitando uma melhor compreensão do meio
envolvente, principalmente, e porque se trata de um curso tecnológico, no que se refere
às tendências e necessidades do mercado de trabalho local/regional.


Diversas razões existem para promover o diálogo permanente com os encarregados de
educação, das quais se salientam as seguintes:
•   Trata-se de um curso alvo de reforma em 2004, logo é importante informar os alunos
    e os encarregados de educação acerca das novas áreas não disciplinares (Projecto
    Tecnológico e Estágio Curricular) e da PAT – Prova de Aptidão Tecnológica.
•   Funcionamento da ATI – Área Tecnológica Integrada (anexo 4);



Jorge Teixeira                                                                                     52
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•   Condições necessárias para a conclusão do curso e consequentes certificações (anexo
    5);
•   O estágio não é remunerado sob nenhum aspecto. Assim torna-se necessário reflectir
    e decidir sobre a localização geográfica do mesmo, de forma a possibilitar um menor
    custo, por parte do aluno, de despesas relativas a alimentação e deslocações;
•   Para efeitos de conclusão do estágio, deve ser considerada a assiduidade do aluno, a
    qual não pode ser inferior a 95% da carga horária global do estágio. Então é necessá-
    rio efectuar um sistemático controlo da assiduidade dos alunos, inviabilizando possíveis
    situações comprometedoras;


Assim, este diálogo constitui um objectivo extremamente importante a desenvolver ao
longo do ano, promovendo para o efeito o contacto assíduo com os encarregados de edu-
cação, bem como a realização de reuniões. Neste procurarei adquirir um melhor conheci-
mento dos alunos, bem como esclarecer os encarregados de educação sobre o aproveita-
mento, assiduidade e comportamento dos seus educandos no estágio curricular e, poste-
riormente, na realização da PAT.


Para orientar é preciso conhecer. E essa orientação será mais facilmente atingida se hou-
ver boa colaboração/comunicação entre os diversos intervenientes, nomeadamente, a
família, a escola e as instituições que acolhem os alunos.


Das funções de Director de Curso, salientam-se as seguintes:
•   Assegurar a articulação pedagógica entre as diferentes disciplinas e áreas não discipli-
    nares do curso;
•   Organizar e coordenar as actividades a desenvolver no âmbito da formação tecnológi-
    ca;
•   Participar em reuniões de conselho de turma, no âmbito das suas funções;
•   Articular com os órgãos de gestão da escola no que respeita aos procedimentos neces-
    sários à realização da prova de aptidão tecnológica, nomeadamente a calendarização
    das provas, e a constituição do júri de avaliação;
•   Propor para aprovação do conselho pedagógico os critérios de avaliação da PAT (ane-
    xo 6), depois de ouvidos os professores das disciplinas tecnológicas do curso;


Jorge Teixeira                                                                                     53
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•   Assegurar a articulação entre a escola e as entidades envolvidas no Estágio, identifi-
    cando-as, fazendo a respectiva selecção, preparando protocolos, procedendo à distri-
    buição dos formandos por cada entidade e coordenando o acompanhamento dos
    mesmos, em estreita relação com o professor da disciplina de Especificação;
•   Assegurar a articulação com os serviços com competência em matéria de apoio sócio-
    educativo;
•   Coordenar o acompanhamento e a avaliação do curso;
•   Recolher informações sobre todo o processo, a fim de as transmitir aos Encarregados
    de Educação;


Além das funções administrativas e pedagógicas que são da minha responsabilidade como
Director de Curso, pretendo realizar visitas de estudo, colóquios, acções e outras activida-
des, de forma a facilitar e estimular a participação activa dos diversos intervenientes no
processo ensino/aprendizagem.


Nas grelhas que se seguem, estas actividades aparecerão de forma mais pormenorizada.




Jorge Teixeira                                                                                     54
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
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                           PLANO DE TRABALHO DO DIRECTOR DE CURSO / ÁREAS DE INTERVENÇÃO


                 Objectivos                            Estratégias / Actividades                      Intervenientes                Calendarização

•   Facilitar a integração na nova área de       •   Apresentação do Director de Curso e
    estudos;                                         Alunos:
•   Detectar interesses e necessidades dos       •   Definição de regras de trabalho;
    alunos apoiando na sua concretização;        •   Cumprimento das tarefas Administrati-
•   Criar condições que permitam o desen-            vas;
    volvimento de Atitudes de Responsabi-        •   Distribuição de tarefas;
    lidade e Autonomia;                          •   Elaboração/Organização do dossier da                     DC                    Início do ano lectivo
•   Estimular os alunos ao desenvolvimen-            direcção de curso;
    to das potencialidades humanas,
    sociais e culturais;                         •   Convocatórias aos Encarregados de            DC / Alunos / Professores /         Ao longo do ano
•   Fomentar o desenvolvimento de atitu-             Educação;                                                EE
    des e valores que permitam o exercício       •   Visitas de estudo, Colóquios, Convívios;
    de uma cidadania plena e responsável.        •   Actividades no âmbito do Dia da Escola.


•   Contribuir para uma intervenção peda-        •   Levantamento, das propostas dos pro-
    gógica mais eficaz e coerente por parte          jectos (PT e PAT) dos alunos,                        DC/ Alunos                    1.º Período
    de todos os professores da turma;
                                                 •   Coordenação do trabalho pedagógico                DC / Professores               Ao longo do ano
•   Fomentar a cooperação e experimen-               dos professores das disciplinas técnicas
    tação pedagógica entre os professores            da turma, no sentido de uniformizar cri-
    das diversas disciplinas;                        térios e procedimentos,
                                                 •   Realização do regulamento, guia e pro-
                                                     posta de calendarização e critérios de
                                                     avaliação da PAT, para aprovação em
                                                     Conselho Pedagógico (Anexo 7);

•   Contribuir para a melhoria das rela-         •   Dinamização de iniciativas de carácter       DC / Alunos / Professores /
    ções:      Prof./Alunos,  Prof./Prof.,           interdisciplinar: Acções, Colóquios, Visi-   Comunidade escolar / Insti-
    Prof./EE, Escola/Meio;                           tas de estudo.                                        tuições




Jorge Teixeira                                                                                                                                         55
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
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                 Objectivos                            Estratégias / Actividades                   Intervenientes                Calendarização
•   Contribuir para elevar o nível de infor-     •   Recolher e fornecer informações sobre:         DC / EE / Alunos                 1.º Período
    mação/conhecimentos dos EE sobre:                       o Perspectivas futuras,
            o Currículos/Saídas Profis-                     o Cursos/saídas profissionais;
                sionais,
            o Objectivos/Conteúdos das
                disciplinas técnicas,
            o Regime de avaliação,
            o Apoios disponíveis na
                Escola;

•   Relativamente aos estágios e PAT, in-        •   Estabelecimento de contactos                        DC / EE                  2.º e 3.º Período
    formar os EE sobre:
             o Aproveitamento,
             o Assiduidade,
             o Comportamento,
             o Integração;
•   Facilitar a integração do aluno na vida      •   Estabelecimento de contactos;            DC / Aluno / Instituições / EE       Ao longo do ano
    activa;                                      •   Celebração de protocolos e planos de
                                                     estágio.




Jorge Teixeira                                                                                                                                      56
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
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    4.2. Intervenção no âmbito do PEE e Plano Anual de Actividades


No âmbito do Projecto Educativo de Escola, proponho-me realizar algumas actividades que
estejam de acordo, não só com o modo como me posiciono na escola enquanto membro
de uma comunidade educativa, mas também que reflictam a preocupação de contribuir de
alguma forma para tornar a escola um espaço mais dinâmico, enriquecedor, agradável e
estimulante.


Neste sentido, e de forma a dar consecução a alguns dos objectivos mencionados no PEE,
tentarei, através de um conjunto de actividades, dinamizar professores, alunos, encarre-
gados de educação e restante comunidade escolar.


Assim, as propostas de actividades integrantes deste PFAP interagem com os seguintes
eixos do PEE:
•   Ensino / Aprendizagem:
             o   Melhorar os resultados escolares dos alunos, aplicando e promovendo a
                 metodologia de trabalhos de projectos;
             o   Promover a diversidade da oferta educativa numa lógica de inclusão.
•   Projectar a imagem da escola no exterior:
             o   Actualização da Página da Escola como meio de informação e comunicação;
             o   Preparação e Comemoração do Dia da Escola.


Estas actividades estão planificadas nas grelhas seguintes e contam da proposta de activi-
dades do grupo de informática para o Plano Anual de Actividades da Escola.




Jorge Teixeira                                                                                     57
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
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        Actividades / Estratégias e acções de                         Objectivos                    Intervenientes                  Recursos
                    Intervenção
•       Desenvolvimento e actualização da página da Esco-
        la na Internet:

                    • A nível técnico:
         o   Configuração dos 2 web servers da escola;       •   Fomentar a utilização da
         o   Criação de domínios para alojamento FTP;            página como recurso tecno-
         o   Criação de contas de e-mail institucionais          lógico ao serviço da escola;
             para os diversos agentes educativos da esco-
             la (Directores de Turma; Coordenadores
             diversos; Órgãos de Gestão; Clubes e Projec-
             tos; Serviços Administrativos);
                                                                                                •   Alunos;                  •   Computadores com
    •    A nível funcional e pedagógico (divulgação                                             •   Professores;                 ligação à Internet;
                 de informações e materiais):                                                   •   Outros elementos da      •   Scanner;
         o Actualização permanente dos seus conteú-          •   Transformar a página num           comunidade educati-      •   Projector;
             dos;                                                meio de divulgar a escola;         va da Escola Secun-      •   Fotocópias;
         o Realização de sessões de trabalho que ensi-       •   Motivar toda a comunidade          dária Daniel Sampaio;    •   Software para cons-
             nem e promovam a criação de websites;               escolar para as novas tec-     •   Encarregados        de       trução de materiais
         o Realização de sessões de trabalho que pro-            nologias de informação;            Educação;                    baseados em web-
             movam a utilização das páginas de Internet      •   Fomentar novos métodos         •   Outras       entidades       pages;
             no processo ensino/aprendizagem;                    de ensino / aprendizagem;          externas à escola.       •   Software para o
         o Incentivar a produção de materiais lúdico-                                                                            alojamento        de
             didácticos (Tutoriais; Webquest’s; Matérias                                                                         páginas e materiais
             de outras áreas curriculares / extra-                                                                               via FTP.
             curriculares; clubes e projectos etc…);
         o Aproximação à plataforma Moodle;
         o Utilização da página como meio de aprendi-
             zagem nas salas de aula – proporcionada
             pelo “Projecto dos Portáteis”;
         o Incentivar os professores a divulgarem online     •   Diversificar as formas de
             os critérios de avaliação e as planificações;       contacto dos Encarregados
         o Incentivar os Directores de Turma à publica-          de Educação com a escola.
             ção do registo de faltas dos alunos online –
             acesso mediante password.




Jorge Teixeira                                                                                                                                        58
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
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     Actividades / Estratégias e acções de                          Objectivos                    Intervenientes                  Recursos
                 Intervenção
•   Levantamento de necessidades de formação a:            •   Determinar      necessidades   •   Alunos;                  •   Computadores com
           o Professores;                                      de formação na área das TI     •   Professores;                 ligação à Internet;
           o Funcionários;                                     para, em concordância com      •   Outros elementos da      •   Scanner;
           o Encarregados de educação (no sentido              o “Plano das TIC” encontrar        comunidade educati-      •   Projector;
              de serem os próprios alunos os “for-             soluções      plausíveis   e       va da Escola Secun-      •   Fotocópias;
              madores”).                                       fomentar o interesse pela          dária Daniel Sampaio;    •   Software diversifi-
                                                               sua utilização;                •   Encarregados      de         cado.
                                                           •   Preparar os alunos para a          Educação;
                                                               apresentação pública das
                                                               PATs / comunicação peran-
                                                               te uma plateia.
•   Organizar as actividades de Informática para os        •   Fortalecer as relações da      •   Alunos;                  •   Computadores com
    dias do Departamento / Dia da Escola:                      comunidade escolar (encar-     •   Professores;                 ligação à Internet;
      o Projecção de filmes sobre Novas Tecnologias;           regados de educação, alu-      •   Outros elementos da      •   Scanner;
      o Organização de palestras sobre Informática             nos, professores, outros           comunidade educati-      •   Projector;
           nos dias de hoje, com ex-alunos (hoje uni-          elementos da comunidade            va da Escola Secun-      •   Fotocópias;
           versitários) e convidados de Faculdades;            educativa da Escola Secun-         dária Daniel Sampaio;    •   Jornais;
      o Promover a participação dos encarregados               dária Daniel Sampaio) e        •   Encarregados        de   •   Revistas;
           de educação, quer para poderem ver os tra-          entidades     parceiras   da       Educação;                •   Software educativo
           balhos dos alunos, quer para transmitirem o         escola;                        •   Outras       entidades       / temático;
           seu testemunho profissional pessoal;            •   Valorizar o trabalho dos           externas à escola.       •   Auditório;
      o Promover visitas de estudo de outras esco-             alunos ao longo do ano lec-                                 •   Comunicação      aos
           las, proporcionando o intercâmbio de ideias e       tivo;                                                           Encarregados      de
           interesses;                                     •   Motivar os alunos para a                                        Educação e ás enti-
      o Exposição de trabalhos dos alunos elabora-             Informática/Novas Tecno-                                        dades convidadas.
           dos nas disciplinas do grupo de informática.        logias.
•   Visita de estudo ao centro de Formação Profissional    •   Conhecer as saídas e certi-    •   Alunos do 11º e do       •   Contactos com as
    de Tomar.                                                  ficações profissionais;            12º anos do Curso            entidades;
                                                           •   Identificar perfis / compe-        Tecnológico     de       •   Comunicação  aos
                                                               tências para o mercado de          Informática.                 Encarregados  de
                                                               trabalho;                                                       Educação;
                                                           •   Compreender a natureza                                      •   Transporte.
                                                               dos CETs – Cursos de
                                                               Especialização Tecnológica.




Jorge Teixeira                                                                                                                                      59
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                                                                   ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



     Actividades / Estratégias e acções de                         Objectivos                    Intervenientes                  Recursos
                 Intervenção
•   Visita de estudo a uma Universidade e a uma           •   Conhecer as etapas de pro-     •   Alunos do 12º ano do     •   Contactos com as
    empresa de produção de Software.                          dução de software;                 Curso Tecnológico de         entidades;
                                                          •   Conhecer as ofertas educa-         Informática.             •   Comunicação  aos
                                                              tivas na área de informática                                    Encarregados  de
                                                              pós 12º ano;                                                    Educação;
                                                          •   Conhecer o mercado de                                       •   Transporte.
                                                              trabalho na área de infor-
                                                              mática.
•   Visita de estudo à Escola Superior de Tecnologia de   •   Proporcionar aos alunos um     •   Alunos do 11º e do       •   Contactos com as
    Setúbal – Dia aberto à Comunidade.                        contacto com trabalhos             12º anos do Curso            entidades;
                                                              desenvolvidos no âmbito da         Tecnológico     de       •   Comunicação      aos
                                                              informática em geral, moti-        Informática.                 Encarregados      de
                                                              vando-os para a área em                                         Educação;
                                                              que estão inseridos.                                        •   Transporte.
•   Apresentação pública das PAT’s (Provas de Aptidão     •   Divulgar os trabalhos reali-   •   Alunos do 12º ano do     •   Computadores com
    Tecnológicas)                                             zados pelos alunos do 12º          Curso Tecnológico de         ligação à Internet;
                                                              ano do Curso Tecnológico           Informática;             •   Scanner;
                                                              de Informática;                •   Professores;             •   Projector;
                                                          •   Promover à área tecnológi-     •   Outros elementos da      •   Fotocópias;
                                                              ca / profissional como plano       comunidade educati-      •   Equipamentos mul-
                                                              de estudos;                        va da Escola Secun-          timédia;
                                                          •   Estreitar relações entre a         dária Daniel Sampaio;    •   Auditório;
                                                              escola e as diversas insti-    •   Entidades empresa-       •   Software diversifi-
                                                              tuições locais e regionais.        riais a operar na área       cado.
                                                                                                 da informática.




Jorge Teixeira                                                                                                                                     60
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano




    4.3. A leccionação da ATI – Área Tecnológica Integrada



        4.3.1.      Considerações acerca da ATI


A ATI do Curso Tecnológico de Informática é composta por:
•   Disciplina de Especificação – no caso Técnicas de Gestão de Bases de Dados;
•   Projecto Tecnológico;


A matriz curricular elaborada pelo Ministério de Educação e regulamentada pelo anexo à
Portaria n.º 550-A2004, de 21 de Maio, determina uma carga lectiva anual de 120 blocos
de 90 minutos à disciplina de especificação e 27 ao projecto tecnológico. Semanalmente,
são 7 blocos de 90 minutos (6 mais 1, respectivamente) a serem assegurados pelo mesmo
docente.


Tratam-se de disciplinas cuja leccionação se encontra distribuída de uma forma bastante
desigual pelos três períodos lectivos, em virtude da interrupção provocada pelo estágio
curricular que o ocupa os seus tempos lectivos. O Estágio tem uma carga de 160 blocos
de 90 minutos que correspondem a 240 horas de formação em contexto de trabalho. A
supervisão do Estágio cabe ao professor - orientador, docente que assegura a disciplina de
Especificação e o Projecto Tecnológico, em representação da escola, e ao monitor, ele-
mento que representa a entidade de acolhimento. São funções do professor - orientador
planear, acompanhar e avaliar o Estágio, em conjunto com o monitor e o aluno-formando.


A ATI tem portanto, uma carga total de 307 blocos de 90 minutos anuais.


Ao professor da ATI cabe também orientar e ajudar o aluno na realização da PAT – Prova
de Aptidão Tecnológica, e consequente preparação da sua apresentação no final do ano
lectivo. Neste domínio, cabe ao professor da ATI:
•   Informar os alunos sobre os critérios de avaliação;



                                                                                                   61
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



•   Orientar o aluno na escolha do produto a apresentar, na sua realização e na redacção
    do respectivo relatório;
•   Receber as propostas de projectos pessoais dos alunos, sob uma forma esquemática –
    proposta de projecto –, analisá-los e verificar a sua viabilidade em conjunto com o
    Conselho de Turma;
•   Comunicar ao aluno o parecer do Conselho de Turma sobre a proposta de projecto, e,
    se este for desfavorável informá-lo da necessidade da sua reformulação;
•   Solicitar ao aluno a apresentação de um Plano devidamente estruturado, da sua Pro-
    posta de Projecto, contendo este, obrigatoriamente, as várias etapas de planificação
    do mesmo;
•   Apoiar os alunos desde o início do Projecto na sua execução, conduzindo-o à supera-
    ção das dificuldades;
•   Solicitar a outros professores do curso o apoio a dar aos alunos quando o carácter
    específico do Projecto o exigir;
•   Decidir se o produto e o relatório estão em condições de serem presentes ao júri;
•   Orientar o aluno na preparação da apresentação a realizar na PAT;
•   Lançar, na respectiva pauta, a classificação da PAT.


Seguidamente, apresenta-se uma breve descrição de cada uma destas componentes.




    A. Técnicas de Gestão de Bases de Dados


As Técnicas de Gestão de Bases de Dados são uma das componentes de uma das especi-
ficações terminais do Curso Tecnológico de Informática, que surge neste contexto sob a
forma de uma pré-especialização, que poderá, e deverá, ter continuidade no mundo do
trabalho.


Hoje, a generalidade das funções a desempenhar por um técnico qualificado de nível 3,
está de forma directa ou indirecta associada às bases de dados, ou de uma forma mais
geral a bases de conhecimento, cuja estruturação obedece a princípios, regras e leis cujo
conhecimento determina em larga escala a performance com que se desempenham essas
funções.

                                                                                                   62
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano




Sendo então este curso um curso fortemente orientado para a vida activa, é natural que
as suas componentes terminais ao nível do ensino secundário possam estar orientadas
para o que possam ser as prováveis orientações de aplicabilidade nesse contexto de traba-
lho, que é, por definição aquele para onde presumivelmente o sujeito se dirigirá a partir
do fim do curso, tal como aliás se indica nos princípios orientadores desta formação.


Nos termos dos pressupostos orientadores enquadrados pelo Decretos – Lei 7/2001 e
74/2004, deve ainda esta disciplina articular-se com as aprendizagens desenvolvidas nas
disciplinas da componente de formação tecnológica, com o Projecto Tecnológico (PT) e
contribuir de forma coerente e adequada para a Prova de Aptidão Tecnológica (PAT).


Estão definidos assim, os pressupostos essenciais para que estes conteúdos façam parte
de uma componente de especificação terminal – a ATI.




    B. Projecto Tecnológico


O Projecto Tecnológico é uma área não-disciplinar, integrada na ATI do curso Tecnológico
de Informática, que tem como finalidades:
•   A integração de saberes e competências adquiridas ao longo do curso, em torno do
    desenvolvimento de metodologias de estudo, investigação e trabalho de grupo.
•   A aproximação ao mundo do trabalho, ao mundo empresarial, às instituições científicas
    e culturais, às instituições da administração pública, às instituições de solidariedade
    social ou aos órgãos de poder local e central.
•   Promover a orientação escolar e profissional dos alunos, relacionando os projectos
    desenvolvidos com os seus contextos sociais e, em particular, com os contextos de
    trabalho e as saídas profissionais;
•   Preparar a Prova de Aptidão Tecnológica.




                                                                                                   63
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



    C. Estágio Curricular


Entende-se por estágio o desenvolvimento supervisionado, em contexto real de trabalho,
de práticas profissionais inerentes ao Curso Tecnológico de Informática e à especificação
em Técnicas de Gestão de Bases de Dados. O estágio realiza-se numa entidade pública ou
privada, na qual se desenvolvam actividades profissionais relacionadas com a área de
formação em causa.


O estágio visa:
•   Desenvolver e consolidar, em contexto real de trabalho, os conhecimentos e compe-
    tências profissionais adquiridos durante a frequência do curso;
•   Proporcionar experiências de carácter sócio-profissional que facilitem a futura integra-
    ção dos jovens no mundo do trabalho;
•   Desenvolver aprendizagens no âmbito da Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho.


Neste sentido, são responsabilidades do aluno:
•   Colaborar na elaboração do protocolo e do plano de estágio;
•   Participar nas reuniões de acompanhamento e avaliação do estágio;
•   Cumprir, no que lhe compete, o plano de estágio;
•   Respeitar a organização do trabalho na entidade de estágio e utilizar com zelo os bens,
    equipamentos e instalações;
•   Não utilizar sem prévia autorização a informação a que tiver acesso durante o estágio;
•   Ser assíduo, pontual e estabelecer boas relações de trabalho;
•   Elaborar o relatório de estágio.




    D. PAT – Prova de Aptidão Tecnológica


A Prova de Aptidão Tecnológica consiste na defesa, perante um júri, de um produto, que
assume a forma de objecto ou produção escrita ou de outra natureza, e do respectivo
relatório de realização, os quais evidenciam as aprendizagens profissionais adquiridas pelo
aluno.


                                                                                                   64
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano



A mesma poderá assumir as seguintes formas:
•   Projecto Pessoal e profissional centrado em temas e problemas no qual o aluno invista
    saberes e competências adquiridas ao longo da sua formação e se desenvolva em arti-
    culação directa com o mundo de trabalho ou que constitua um forte contributo para a
    sua aproximação à vida activa.
•   Somatório de pequenos projectos desenvolvidos pelo aluno ao longo do curso, prefe-
    rencialmente da disciplina de especificação ou do projecto tecnológico, nomeadamen-
    te:
            o   Aproveitamento de trabalho a realizar em qualquer disciplina ao qual o alu-
                no dê um desenvolvimento pessoal desde que o seu conteúdo venha a con-
                tribuir para a sua futura integração profissional, nomeadamente pelo aper-
                feiçoamento de conhecimentos, competências e atitudes relativas ao
                desempenho da futura actividade profissional;
            o   Elaboração de artigos técnicos, afins ao respectivo curso, a publicar em
                revistas técnicas, boletins de associações empresariais, jornais locais, etc…;
            o   Trabalhos de carácter técnico que o aluno possa ter desenvolvido durante o
                seu período de estágio.
•   Outras formas que o aluno encontre e que o respectivo professor da Área Tecnológica
    Integrada, juntamente com os outros professores da área técnica e com o Coordena-
    dor de Curso, constatem que tem fundamento.


Várias finalidades se pretendem atingir com a Prova de Aptidão Tecnológica:
•   Integrar dois contextos de formação: espaço – escola e espaço – mundo do trabalho;
•   Contextualizar a formação dos alunos nas realidades locais permitindo um melhor
    conhecimentos destas e dos seus potenciais;
•   Aperfeiçoar competências, atitudes e conhecimentos facilitadores do acesso a um
    emprego e a uma carreira;
•   Promover o desenvolvimento de competências de empregabilidade, fomentado um
    envolvimento activo num projecto pessoal e profissional;
•   Obter a certificação da formação profissional adquirida.




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         4.3.2.     Planificação das actividades lectivas


Uma vez que a unidade de intervenção escolhida para fazer a planificação foi a intitulada
“Servidores Web”, relativa à disciplina de Técnicas de Gestão de Bases de Dados do 12º
ano do Curso Tecnológico de Informática, impõe-se uma análise pessoal às planificações
elaboradas (ver planificações a longo e a médio prazo, assim como um plano de aula-tipo,
que constam dos anexos 8 a 10).


Assim, e num contexto de especificação terminal, existem alguns componentes que se
consideram enquadradores de uma leitura mínima dos saberes necessários ao desempe-
nho desejado e que, estruturam o conhecimento exigido a uma qualificação nessa área, a
saber:
•   Análise de sistemas;
•   Modelos relacionais;
•   Programação e Linguagem de SGBD;
•   SGBD para a Web;
•   Aplicação.


Entendem-se estes componentes como sequenciais ou complementares de uma formação
já concebida e conseguida em anos anteriores.


Desde logo é extremamente importante que seja feita uma introdução séria à análise,
uma vez que não faz sentido trabalhar bases de dados (e não se trata de simples manipu-
lação) sem se ter uma noção de como gerar uma base, numa perspectiva de programação
do que se deseja lá colocar. Por outro lado, uma visão transdisciplinar da análise, permiti-
rá sempre ao aluno desenvolver em contexto de trabalho capacidades inerentes às ferra-
mentas de trabalho que vier a utilizar e que se revelarão necessariamente como mais
valias quer pessoais quer ao nível da empresa, qualquer que ela seja.


Dar continuidade ao pouco que se aprendeu sobre bases de dados até aqui, – sobretudo
por causa da sua complexidade funcional – nomeadamente na análise relacional que se


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deseja compreender através do conhecimento dos modelos e das soluções de implemen-
tação, é uma fase imediata, que deve proporcionar ao sujeito da aprendizagem, não ape-
nas uma visão de conjunto e também estruturada do que são Bases de Dados numa pers-
pectiva empresarial, mas sobretudo criar as competências necessárias para que cada um
seja capaz, em fase posterior, de aplicar esses conceitos de forma adequada, articulada e
eficaz.


Também nesse sentido, se procura uma nova lógica de concepção e aplicação das solu-
ções já estudadas a partir do 11º ano de escolaridade ao nível da programação, no que à
bases de dados diz respeito, nomeadamente ao ADO Data Control, que se desenvolveu no
Visual Basic e que se recupera este ano na disciplina de Bases de Programação com o
Visual C++, como referentes das linguagens orientadas a objectos e a eventos, que pos-
suem hoje em dia na sua sintaxe e na sua semântica, os componentes para a implemen-
tação de soluções relacionadas com as bases de dados.


Como sequência lógica, pretende-se um enquadramento de uma plataforma padrão, que
sirva os interesses de uma grande abrangência do mundo empresarial, e por isso apontou-
se para o SQL, sem que no entanto se “ancorasse” especificamente a uma dada ferramen-
ta essa aprendizagem.


Como componente terminal de novos conteúdos, faz-se uma abordagem centrada na
Web, numa perspectiva de desenvolvimento, na medida em que a evolução das “e-
ferramentas” e “e-funcionalidades”, nomeadamente na área do e-commerce assim o exi-
gem.


Abordam-se então genericamente linguagens de scripting para escrever aplicações (ser-
verscripts) para a Web, usando bases de dados, nomeadamente centrando a “leitura” da
aprendizagem nas aplicações de comércio electrónico, através da linguagem ASP NET e
ASP/VB, de acordo com a diversidade de oferta para o mercado de trabalho; inclui-se aqui
uma introdução à instalação e configuração básicas às plataformas de servidores web
Apache e Internet Information Server.




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A disciplina permite ainda configurar uma unidade de aplicação (Projecto Tecnológico),
onde os alunos poderão dar corpo ao aprendido, salientando-se que pode enquadrar a
PAT, uma vez que se trata de uma área de carácter quase universal.


Este conjunto de competências tem como objectivo fundamental, permitir que o aluno
habilitado com o Curso Tecnológico de Informática, e com esta especialização possa, em
termos de desenvolvimento da sua actividade profissional, desempenhar as funções de
Técnico de Gestão de Base de Dados.


Importa realçar que se trata de uma disciplina de cariz essencialmente prático, que deverá
proporcionar uma aproximação ao mundo do trabalho, podendo, com a realização do
estagio, criar-se situações de aprendizagem concomitante – em contexto de trabalho e
simultaneamente na escola – que proporcionem aos alunos um contacto suficientemente
profundo com o mundo empresarial, o que pode ser conseguido através de parcerias entre
a escola e entidades locais, nomeadamente empresas, instituições, serviços públicos etc…


Sugiro assim que todas as componentes indicadas, incluindo o estudo das técnicas de aná-
lise estruturada de sistemas e das ferramentas de apoio ao trabalho de modelação; o
aprofundamento de conceitos relacionados com uma linguagem estruturada de acesso a
dados; o estudo de conceitos, técnicas e ferramentas de análise orientada a objectos; a
inserção e manipulação de uma base de dados numa linguagem de programação sejam
leccionadas numa perspectiva de “aprender fazendo” em que o aluno não se torne num
simples destinatário meramente receptivo da informação que à posterior validará usando,
mas sim que interaja com o docente, com os colegas e com os materiais da aprendiza-
gem, de uma forma pró-activa, recriando sistematicamente e em ciclo, as tarefas que
serão o seu domínio de actividade no mercado de trabalho.




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        4.3.3.       Fundamentação do Projecto e das Actividades Propostas



Um dos objectivos principais do professor deve ser, assegurar nos seus alunos, o desen-
volvimento do raciocínio, da reflexão crítica, da curiosidade científica e o aprofundamento
dos elementos fundamentais de uma cultura humanista, artística, científica e técnica.


Assim sendo, o professor deve organizar o currículo com a preocupação de ir ao encontro
das expectativas, interesses e saberes dos alunos de forma que “(…) as aprendizagens
sejam o mais significativas possível e que permitam resolver os problemas de compreen-
são e de participação.” (Leite, Carlinda, 2001).


Deve reconhecer-se que os conteúdos só fazem sentido se explorados em contextos de
interacção e actividade que têm que ser criteriosamente concebidos. Uma parte significati-
va do futuro da aprendizagem não se encontra nos conteúdos. Muito desse futuro, talvez
a sua parcela mais crítica, encontra-se nos contextos. “Não se encontra, assim, na produ-
ção e distribuição de conteúdos, nem na transferência de aprendizagens ou de conheci-
mento para cabeças vazias, mas sim em tornar possível a construção das aprendizagens
pelos seus próprios destinatários, em ambientes culturalmente ricos em actividade –
ambientes que nunca existiram, que o recurso inteligente aos novos media tornou possí-
veis e nos quais se aplicam paradigmas completamente distintos dos do passado.” (Figuei-
redo, Dias, 2002).


Para que esses conhecimentos sejam o mais significativos possível, o projecto foi pensado
e concebido de forma a aproveitar situações reais e concretas, contextualizando assim o
estudo de um tema de crucial importância para uma sociedade cada vez mais informatiza-
da e dependente das novas tecnologias.


Ao utilizar uma metodologia de aprendizagem baseada em projecto, verifica-se que os alu-
nos à medida que o vão desenvolvendo vão também sentindo a necessidade de aprender




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novos conteúdos, ou seja, o aluno torna-se actor da sua própria formação – learning by
doing.


Desta forma, são ainda identificados benefícios optando-se por trabalhar em projecto, vis-
to que, “(…) trabalhar em projecto pressupõe ter interlocutores, trabalhar em grupo, ser
colegial, partilhar finalidades, admitir posições contrárias, negociar essas posições, agir
eticamente, assumir compromissos e responsabilidades.” (Cortesão, Leite e Pacheco, p.
37). “É na relação entre saber e experiência, na articulação entre aquisições escolares e
transferência para situações da vida real, que o trabalho de projecto se situa.” (Cortesão,
Leite e Pacheco, p. 36).


Outro aspecto que incita à implementação deste projecto, é o facto dos alunos da turma
revelarem alguma falta de autonomia, falta de sentido de responsabilidade, nomeadamen-
te no cumprimento de prazos e revelarem também, dificuldades em exprimir as suas
ideias, tanto oralmente como na forma escrita. Neste contexto, a ideia de projecto justifi-
cava-se, como forma de suprimir essas dificuldades recorrendo a diferentes processos de
comunicação dos resultados obtidos.


A unidade de intervenção escolhida – Servidores Web – instrui os alunos para instalar cor-
rectamente uma plataforma para servidores web, partindo depois para a sua configuração
técnica e prestação de serviços. Pata tal, os alunos deverão também conhecer os proce-
dimentos necessários à manutenção e gestão dum servidor web.


A disciplina de Técnicas de Gestão de Base de Dados, do 12º ano de escolaridade é uma
disciplina com uma forte componente prática. Depois de desenvolvidos e interiorizados
uma série de conceitos teóricos, há que aplicar na prática tudo o que se aprendeu, não só
este ano, mas também em anos anteriores e nas variadas disciplinas. Assim, e depois de
realizada uma análise ao programa da disciplina, verificava-se que a unidade em questão
era a única que ainda não detinha actividades práticas que envolvessem o “saber fazer”
por parte dos alunos.


Detendo a escola as condições técnicas ideias (dois servidores web) e, tendo em conta
que os alunos possuem aprendizagens para a criação e manutenção de websites (nas dis-

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ciplinas de TIC – 10.º ano – e Aplicações Informáticas A – 11.º ano), estão reunidas as
condições para que os alunos possam praticar e desenvolver um projecto nesta área.
Assim o projecto consiste na configuração de um dos servidores web da escola, afectando
os serviços (WWW/http, FTP e Mail/SMTP) aos cursos tecnológicos e profissionais em cur-
so na escola. Desta forma é possível criar vias de comunicação privilegiadas entre todos os
intervenientes no correcto funcionamento dos mesmos – alunos, professores, entidades e
instituições e encarregados de educação.


A interdisciplinaridade está também patente na sua concretização, uma vez que os alunos
precisam de aplicar conhecimentos aprendidos na disciplina de Bases de Programação, do
corrente ano curricular, nomeadamente na unidade de Linguagens de Programação de
Páginas Web.


Como a unidade supervisionada vai incidir sobre o desenvolvimento deste projecto, a defi-
nição de objectivos e organização de conteúdos e actividades vão ser especificados em
detalhe na planificação da unidade e no plano da aula-tipo, ou seja, nas duas próximas
secções do PFAP, e nos anexos 9 e 10).


Das restantes unidades, muitos projectos estão previstos, dado o carácter de especificação
da disciplina, e também do Projecto Tecnológico, que será leccionado em estreita articula-
ção com a mesma. Deste trabalho contínuo ao longo do ano lectivo resultará a PAT, para
a qual vale também a pena salientar o seu carácter interdisciplinar. Para a sua concretiza-
ção, os alunos deverão deter as aprendizagens técnicas necessárias, assim como conhe-
cimentos sólidos para a estruturação e realização de relatórios técnicos (adquiridos e tra-
balhados nas aulas de Português). Em alguns casos, será também necessário o apoio da
disciplina de Matemática para a optimização de raciocínios e conjugação de probabilida-
des.


As estratégias a implementar durante a realização deste trabalho, e de todos os trabalhos
ao logo do ano lectivo, consistem em:
•   Preparar os alunos para a sua inserção no mercado de trabalho;
•   Orientar e preparar os alunos para a realização e apresentação das PATs;


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•   Orientar os alunos, estimulando-os a aprender e a ultrapassarem as dificuldades com
    que se deparam, ficando assim cada vez mais envolvidos no trabalho;
•   Incentivar os alunos a trabalhar em grupo;
•   Discutir em grupo os trabalhos realizados;
•   Realizar visitas de estudo;
•   Participar nas actividades do dia do Departamento de Matemática/Informática (e pos-
    sível Dia da Escola).


Para além deste trabalho, à medida que vamos avançando nos conteúdos temáticos pre-
vistos para esta disciplina, os alunos vão sendo confrontados com diversas fichas de traba-
lho, por forma a poderem aplicar os novos conceitos aprendidos, seguindo a filosofia de
que “para aprender, o melhor é fazer”. Para isso, é vantajoso ter um projecto, um objecti-
vo, para se envolverem e interessarem pelo trabalho em si.




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        4.3.4.      Planificação da Unidade – Servidores Web


Para fazer o enquadramento desta unidade nos conteúdos temáticos da disciplina, consul-
tar a planificação a longo prazo em anexo (ver anexo 8) da qual resulta a planificação a
médio prazo – a planificação da unidade/projecto – que consta no anexo 9.


Importa referir que a planificação da unidade/projecto define as competências a desenvol-
ver nos alunos (no que se refere aos conhecimentos a adquirir, capacidades a obter e ati-
tudes a desenvolver).


Especifica também que conteúdos são abordados, assim como as estratégias adoptadas
para que os alunos desenvolvam o projecto proposto.


Apresenta ainda os recursos necessários para a implementação do projecto e aprendiza-
gem dos seus conteúdos, e, por fim, de que forma o aluno é avaliado nesta unidade, e
como se traduz essa na avaliação global da disciplina.




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        4.3.5.      Planos das aulas


A planificação aula a aula, que incide também sobre a unidade supervisionada (Anexo 10
do presente PFAP, onde consta a simulação de uma aula-tipo) foi pensada tendo em conta
os aspectos que seguidamente se descrevem.


Como na escola onde estou a leccionar, as aulas da disciplina em questão estão estrutura-
das em blocos de dois tempos lectivos de 45 minutos cada, a planificação foi elaborada
com base nesses mesmos blocos, permitindo maior proximidade com o que se passa na
prática.


Em todas as aulas, no início, é feita uma retrospectiva, permitindo fazer o ponto da situa-
ção, situando quer o professor, quer os alunos (e fundamentalmente estes últimos) no
contexto da aula. No final de cada aula será sempre estabelecida uma ponte para a sessão
seguinte, abrindo assim o “apetite” para o que se segue e incentivando nos alunos o espí-
rito empreendedor.


Durante as aulas vão ser utilizadas situações de aprendizagem adequadas, tendo em vista
o enquadramento das competências a adquirir pelo aluno através da realização do projec-
to. Será também feita a articulação de conteúdos da disciplina de Técnicas de Gestão de
Bases de Dados e de Bases de Programação, de forma a optimizar os resultados.


Na planificação aula a aula pretendo também especificar as tarefas e modos de organiza-
ção do trabalho (passando pelo ajustamento de tarefas), e definir as formas de comunica-
ção nos diversos momentos das aulas.




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                                      V – AVALIAÇÃO



A avaliação constitui um momento de pausa, de reflexão e de crítica, que deve estar pre-
sente em todas as unidades planificadas neste projecto educativo. Pressupõe que no
desenvolvimento das diversas actividades realizadas no domínio da direcção de curso, da
disciplina de Técnicas de Gestão de Bases de Dados da ATI – Área Tecnológica Integrada
ou do projecto educativo da escola, se prossigam ou se faça uma remodelação das mes-
mas. É um processo contínuo e constitui um instrumento aferidor entre a planificação das
actividades e a sua execução.


No domínio da disciplina de Técnicas de Gestão de Bases de Dados, proponho-me a fazer
uma avaliação sistemática e contínua, de modo a informar os intervenientes sobre o esta-
do de cumprimento dos objectivos do currículo, bem como a qualidade do processo ensi-
no/aprendizagem – avaliação formativa.


Este tipo de avaliação constitui, assim, um instrumento valioso para que os alunos atinjam
sucesso na aprendizagem, permitindo adoptar, atempadamente, medidas de correcção.


Para a compreensão global da avaliação da ATI, consultar o anexo 11 – Critérios de ava-
liação da ATI.


A opinião dos alunos sobre o trabalho desenvolvido, bem como a minha actuação no pro-
cesso ensino/aprendizagem, constituirá também um dado de grande importância. Subja-
cente a isto, estará, por um lado a preocupação de recolher e informar periodicamente os
alunos do seu progresso bem como, fazer uma avaliação da minha própria actuação,
melhorando-a, quer ao nível da prática pedagógica, quer na definição e reajustamento das
estratégias utilizadas.


Em relação ás actividades do domínio da direcção de curso, auscultarei as opiniões de
todos os intervenientes na correcta implementação do Curso Tecnológico de Informática,
principalmente no que se refere à ATI e à PAT, oralmente e de forma oficiosa, sempre que


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for necessário. O parecer acerca das actividades que neste âmbito desenvolverei, e o
modo como este cargo é desempenhado, será essencialmente recolhido nos diversos
momentos de contactos pessoais (reuniões com alunos, instituições e encarregados de
educação), celebração de protocolos e apresentações das PATs.


Relativamente às actividades a realizar no domínio do projecto educativo de escola/plano
anual de actividades, será feita uma apreciação pessoal, uma apreciação conjunta com o
grupo de informática, bem como a recolha de opiniões dos elementos participantes das
actividades.


Constituindo formas de apreciação diferentes, o que se afirma importante é transformar o
processo de avaliação num instrumento útil, de reflexão e crítica pessoal, de forma a pla-
nificar e remodelar continuamente as actividades propostas, contribuindo assim, para um
melhoramento da minha prática lectiva.




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                                        CONCLUSÃO



Este Projecto de Formação e Acção Pedagógica constitui uma proposta de trabalho para o
presente ano lectivo. No entanto, algumas das actividades contempladas neste PFAP deve-
rão ser continuadas nos próximos anos lectivos e alargadas a outras disciplinas e grupos
disciplinares, aproveitando os resultados desta nova actividade agora proposta.


Para conseguir levar este projecto a bom porto, procederei sempre que necessário, no
decorrer da minha actividade, aos reajustamentos apropriados de forma a melhorar a
minha actuação no processo de Ensino / Aprendizagem.


Para que a actividade no ensino seja eficaz, é necessário que haja alguma direcção sob a
forma de metas e experiências, o que origina que todo o trabalho decorra segundo um
encadeamento harmonioso de ideias, actividades e interacções, originando um comporta-
mento responsável como parte integrante da aprendizagem.


É portanto essencial formular objectivos, precisando de forma clara e correcta: o compor-
tamento esperado; as condições de realização e os critérios de êxito. Os objectivos têm
como principal função servir de instrumento de comunicação entre todos os interessados
no processo de Ensino/Aprendizagem, tornando este processo mais eficaz.


Assim sendo, espero que este PFAP, como guia para o presente ano lectivo, me ajude a
atingir os objectivos a que me propus, valorizando a minha formação e enriquecendo as
relações entre os intervenientes no processo de ensino.




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                                       BIBLIOGRAFIA



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•   Luiza Cortesão. Carlinda Leite. José Augusto Pacheco – Trabalhar por projectos em
    educação. Uma inovação interessante? – Porto Editora
•   Oliveira, F.; “Preparação e Desenvolvimento de Sessões de Formação”; Colecção
    Aprender, I.E.F.P.
•   Paixão, M. L. L.; “Educar para a Cidadania”; Lisboa Editora
•   Pinheiro, J. et al.; “Métodos Pedagógicos”; Colecção Aprender, I.E.F.P.
•   Ponte, J. et al.; “Projectos Educativos”; Ministério da Educação – Departamento do
    Ensino Secundário
•   Ricardo Vidal Silva. Anabela Silva – Educação aprendizagem e tecnologia. Um para-
    digma para professores do século XXI – APGC: Edições Silato – 2005
•   Decreto-Lei n.º 7/2001 (D.R. n.º 15, Série I-A de 2001-01-18)
•   Portaria n.º 550-A/2004 e anexos (D.R. n.º 119, Série I-B, Suplemento de 2004-05-21)
•   Guia do aluno da Escola Secundária Daniel Sampaio (Ano lectivo 2006/2007)
•   Projecto Educativo da Escola Secundária Daniel Sampaio (2005/2008)


Sites da Internet de referência:
•   Página da Escola Secundária da Sobreda – http://www.esec-danielsampaio.pt/
•   http://viajar.clix.pt/com/geo.php?c=186&mg=1&lg=pt
•   http://www.portugalweb.net/almada/almada/default.asp
•   http://www.portugalweb.net/almada/sobreda/DEFAULT.asp
•   http://pt.wikipedia.org/wiki/Almada
•   http://www.portaldealmada.com/
•   http://www.roteirodealmada.com/
•   http://www.ipv.pt/

                                                                                                    78
PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica
                                                 ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano




                                        ANEXOS




                                                                                                   79
ANEXO 1
A TURMA 12.º F




                 i
ii
iii
ANEXO 2
INQUÉRITO PARA CARACTERIZAÇÃO DA TURMA




                                         iv
v
vi
ANEXO 3
CRONOGRAMA DAS PRINCIPAIS ACTIVIDADES DO PFAP




                                                vii
viii
ANEXO 4
          FUNCIONAMENTO DA ATI
DOCUMENTAÇÃO / INFORMAÇÕES DESTINADAS AOS
   ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO E ALUNOS




                                            ix
x
xi
xii
xiii
xiv
xv
xvi
xvii
xviii
xix
xx
ANEXO 5
CONCLUSÃO E CERTIFICAÇÃO DO CURSO




                                    xxi
xxii
ANEXO 6
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA PAT




                                xxiii
xxiv
ANEXO 7
REGULAMENTO E GUIA DA PAT




                            xxv
xxvi
xxvii
xxviii
xxix
xxx
xxxi
xxxii
xxxiii
xxxiv
xxxv
xxxvi
xxxvii
xxxviii
xxxix
xl
xli
xlii
xliii
xliv
xlv
ANEXO 8
PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO




                             xlvi
xlvii
xlviii
xlix
l
li
lii
liii
liv
lv
lvi
lvii
lviii
ANEXO 9
PLANIFICAÇÃO A MÉDIO PRAZO




                             lix
lx
ANEXO 10
PLANIFICAÇÃO A CURTO PRAZO
       AULA – TIPO




                             lxi
lxii
lxiii
ANEXO 11
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA ATI




                                lxiv
lxv
lxvi
ANEXO 12
OUTROS




           lxvii

Pfap

  • 1.
    Profissionalização em serviço 2.º Ano – 2006/2007 PFAP Projecto de Formação e Acção Pedagógica Informática Professora Acompanhante: Anabela Correia Trabalho realizado por: Jorge Miguel Colaço Teixeira Escola Secundária Daniel Sampaio – Sobreda
  • 3.
    ÍNDICE Introdução ................................................................................................... 05 I– Enquadramento do PFAP 1.1. Educar e Educação............................................................................... 07 1.2. Ensinar versus Aprender ....................................................................... 10 1.3. Ser professor ....................................................................................... 12 II – Contexto Externo e Interno do PFAP 2.1. Caracterização do meio envolvente........................................................ 14 2.1.1. O Concelho de Almada............................................................... 14 2.1.2. A Freguesia da Sobreda ............................................................. 17 2.1.2.1. História da freguesia ....................................................... 17 2.1.2.2. Caracterização urbana..................................................... 19 2.1.2.3. Equipamentos colectivos ................................................. 19 2.2. A Escola Secundária Daniel Sampaio...................................................... 21 2.2.1. Constituição .............................................................................. 21 2.2.2. Patrono .................................................................................... 22 2.2.3. Localização, acessos e transportes .............................................. 23 2.2.4. Espaços físicos e localização dos serviços .................................... 24 2.2.5. Alunos...................................................................................... 25 2.2.6. Oferta educativa no ano lectivo 2006/2007.................................. 26 2.2.7. Pessoal Docente........................................................................ 27 2.2.8. Pessoal não Docente ................................................................. 27 2.2.9. Equipamentos pedagógicos ........................................................ 27 2.2.10. Actividades de enriquecimento curricular ..................................... 29 2.2.11. Relação da escola com o meio envolvente ................................... 30 2.2.12. Projecto educativo de escola (PEE) para o triénio 2005/2008 ........ 31 2.3. A turma 12.º F..................................................................................... 34 III – O Problema: Pertinência no processo ensino/aprendizagem 3.1. A educação actual ................................................................................ 43 3.2. O contributo das novas tecnologias na escola ......................................... 45 3.3. A importância da Internet no processo de ensino / aprendizagem ............ 47 3.4. Perfil da Escola Secundária Daniel Sampaio face às Tecnologias de Informação......................................................................................... 49
  • 4.
    IV – Árease Estratégias de actuação 4.1. Direcção do Curso Tecnológico de Informática........................................ 52 4.2. Intervenção no âmbito do PEE e Plano Anual de Actividades.................... 57 4.3. A leccionação da ATI – Área Tecnológica Integrada ................................ 61 4.3.1. Considerações acerca da ATI...................................................... 61 4.3.2. Planificação das actividades lectivas ............................................ 66 4.3.3. Fundamentação do Projecto e das Actividades Propostas .............. 69 4.3.4. Planificação da Unidade – Servidores Web................................... 73 4.3.5. Planos das aulas........................................................................ 74 V – Avaliação ................................................................................................ 75 Conclusão ..................................................................................................... 77 Bibliografia................................................................................................... 78 Anexos.......................................................................................................... 79 Anexo 1 – A turma 12.º F...................................................................................i Anexo 2 – Inquérito para caracterização da turma .............................................. iv Anexo 3 – Cronograma das principais actividades do PFAP ................................. vii Anexo 4 – Funcionamento da ATI: Documentação / Informações destinadas aos Encarregados de educação e alunos ................................................. ix Anexo 5 – Conclusão e certificação do curso .................................................... xxi Anexo 6 – Critérios de Avaliação da PAT ......................................................... xxiii Anexo 7 – Regulamento e Guia da PAT............................................................xxv Anexo 8 – Planificação a Longo Prazo ..............................................................xlvi Anexo 9 – Planificação a Médio Prazo ............................................................... lix Anexo 10 – Planificação a Curto Prazo: Aula – tipo ............................................ lxi Anexo 11 – Critérios de avaliação da ATI .........................................................lxiv Anexo 12 – Outros........................................................................................ lxvii
  • 5.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano INTRODUÇÃO O presente documento é fruto, não só destes últimos dias de reflexão em torno do pro- cesso de ensino-aprendizagem para a elaboração da proposta de Projecto de Formação e Acção Pedagógica (PFAP), mas também de uma longa caminhada que me conferiu expe- riência profissional na docência até ao presente ano lectivo, onde lecciono na Escola Secundária Daniel Sampaio, no grupo 550 – Informática, como professor do quadro de nomeação provisória. Decorridos quatro anos de actividade lectiva, fui nomeado para realizar a profissionaliza- ção em serviço na ESE de Setúbal no passado ano lectivo. Ao longo destes anos na docência adoptei formas de planificação e concretização do currículo, as quais tiveram ori- gem, essencialmente, na observação dos docentes nos vários anos em que assumi o papel de aluno, como também no aconselhamento e formas de agir de colegas de profissão. Também, durante todo esse período, deparei-me com inúmeros problemas e dificuldades, para os quais sentia a necessidade de formação, que não tinha. Leccionei quase a totali- dade de disciplinas existentes na área de informática, muitas das quais sem manuais e materiais de apoio, tendo o professor que os construir. Foram várias as limitações técni- cas, uma vez que as escolas não estavam apetrechadas convenientemente para a leccio- nação de algumas disciplinas mais específicas, obrigando à reorganização de planificações e metodologias de ensino para fugir ao erro mais comum nesta área: a exposição de con- teúdos eminentemente práticos através do acetato ou de apresentações em PowerPoint. Posso ainda incluir neste vasto rol o apoio técnico prestado ás escolas, projectos variados de apoio ao ensino ou administrativo, a transformação de biblioteca escolar em centro de recursos, etc… Com força de vontade, o gosto pela carreira que escolhi e o dinamismo que me caracteri- za, essas dificuldades foram superadas o que me enriqueceu profissionalmente, permitin- do-me ganhar experiência e maturidade enquanto professor. Jorge Teixeira 5
  • 6.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Aquando do momento da nomeação para a profissionalização em serviço, e apesar da satisfação e euforia pelo significado que a mesma traria à minha carreira, várias dúvidas me ocorreram. Será que procedi de forma correcta ao longo de todos estes anos? As for- mas de planificar, leccionar e intervir em determinados aspectos da carreira docente teriam sido os mais adequados? Feita a necessária auto-avaliação ao primeiro ano de profissionalização em serviço concluo que nem tudo decorreu da forma que esperava. Existiram momentos de frustração e um sentimento de desarticulação de conteúdos á realidade da prática docente, devido talvez ao grande número de colegas que partilhavam comigo o espaço físico e as aprendizagens, mas que geravam também um grande e diversificado número de experiências, problemas e vivências. No entanto, o balanço final foi positivo, sobretudo ao nível da forma de enca- rar a escola, os alunos, a sociedade e eu próprio. Positiva foi também a forma de encarar o processo de ensino-aprendizagem centrado numa perspectiva de autonomia do profes- sor, inversamente ao seguimento rígido dos programas; contemplar a escola como um espaço de aprendizagem e socialização, complementar da nossa vivência através da reco- lha de experiências importantes para as nossas vidas; ao contrário de um centro de aqui- sição de conhecimentos. Deparo-me agora, no presente ano lectivo e no segundo ano de profissionalização em ser- viço, com a realização de um projecto de formação e acção educativa, regulamentado pelo Decreto-Lei n.º 287/88 de 19 de Agosto. Considero no entanto não tratar-se um projecto, mas sim de uma posposta, ou de um guia, uma vez que não se trata de um projecto aca- bado, pois muitas modificações irei certamente fazer ao projecto inicial. Pretendo, através deste, realizar actividades, promover atitudes, aproximar os intervenientes da comunidade escolar de forma a que me possa sentir um elemento útil e participativo. O desenvolvi- mento do processo de ensino-aprendizagem no domínio da direcção de curso, a participa- ção no projecto educativo da escola e no que respeita à disciplina que lecciono, são algu- mas das tarefas que se me apresentam. Jorge Teixeira 6
  • 7.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano I – ENQUADRAMENTO DO PFAP 1.1. Educar e Educação Educar – Acto através do qual se desenvolve as faculdades físicas, intelectuais e morais do Homem, tornando-o assim apto a enfrentar um meio social determinado e a integrar-se nele com a sua personalidade formada. In Dicionário Prático Ilustrado, Lello & Irmão Editores, 1977 O desenvolvimento do Homem faz-se a partir das interacções sociais. É nas nossas rela- ções com o outro que nos desenvolvemos (objectos, meio ambiente, mas especialmente outras pessoas: pais, irmãos, professores). Isto traz importantes consequências para a escola. Se alguém é capaz de aprender sozi- nho com a sua própria experiência, ela aprende mais e melhor com os outros. Na escola isto quer dizer: com o professor e com os colegas. O conhecimento sobre a aprendizagem – as suas condições, o seu papel no desenvolvi- mento – ajuda o professor a ensinar melhor. Saber sobre a vida escolar do aluno, conhecer as suas competências e as suas referências sócio-culturais torna-se imprescindível para que o professor tenha sucesso na tarefa de levar o aluno a aprender. Assim, a educação tem por finalidade, não apenas a apreensão de determinados conteú- dos, mas também o desenvolvimento integral do aluno. A educação deve ser perspectiva- mente centrada no jovem, nas regras do seu desenvolvimento psicológico; equilíbrio entre as necessidades do ensino individualizado e a sua formação no plano social. Deverá apon- tar para uma responsabilização crescente do jovem, visando a sua autonomia e a sua Jorge Teixeira 7
  • 8.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano inserção na sociedade, aplicando práticas educativas aplicadas à vida. A educação é um processo de aprendizagem e de formação contínua que permite o enriquecimento e o desenvolvimento do indivíduo ao longo da sua vida, possibilitando-lhe ser o instrumento do seu próprio desenvolvimento, construindo a sua personalidade á medida que a socie- dade muda. Para que estas premissas se adeqúem à realidade educativa é imperioso que, além do seguimento dos programas propriamente ditos, se ofereça aos alunos uma maior gama de actividades extra-curriculares ou áreas não disciplinares que desenvolvam as potencialida- des, satisfaçam as necessidades e permitam testar o potencial de cada aluno. Como tal, a escola não deve ser vista apenas como uma instituição que tem o encargo de educar, segundo programas e planos sistemáticos, os indivíduos nas diferentes idades da sua formação; mas sim como um “ecossistema social”, como um modelo sistemático e interactivo, onde o professor deverá funcionar como mediador entre esta, o aluno e a família enquanto pólo extremamente importante de apoio ao aluno, promovendo a sua integração numa sociedade em mudança e proporcionando-lhe experiências propicias ao desenvolvimento integral e harmonioso da sua personalidade enquanto cidadão. Para se fazer uma eficaz análise à situação actual da educação em Portugal, é necessário atender a três vectores: os pais, a sociedade e a escola. Cada vez mais, os pais delegam quase integralmente na escola a educação dos filhos, limi- tando a sua acção educativa a castigos por maus comportamentos. A forma como grande parte dos pais portugueses educam os filhos, incentiva nestes a falta de auto-confiança, a falta de iniciativa e de responsabilidade. Deve reconhecer-se que o problema actual da educação das crianças e dos jovens é um problema de toda a sociedade e de cada adulto. Temos todos uma responsabilidade com as gerações futuras. Compete-nos preparar os jovens para a vida adulta, preparando-lhes um tipo de sociedade onde seja possível viver. Durante muito tempo, a escola foi vista como única fonte de saber, capaz de assegurar prestígio e posição social. Hoje, embora continue a ter um papel importante, ela já não tem o "monopólio" do saber exclusivo, ou seja, actualmente há já muitas outras fontes de Jorge Teixeira 8
  • 9.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano informação igualmente credíveis. Nestas novas fontes de informação estão incluídas as novas tecnologias que são excelentes meios para a construção do conhecimento. Em suma, na educação engloba-se o ensinar e o aprender, em aspectos que marcam a sociedade e a cultura. Aspectos que marcam o próprio ser e que permitem a passagem de saberes, conhecimentos e culturas de geração em geração. Jorge Teixeira 9
  • 10.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 1.2. Ensinar versus Aprender "Diz e eu esquecerei. Ensina-me e eu lembrar-me-ei. Envolve-me e eu aprenderei." Provérbio Chinês Ensinar e aprender são duas coisas diferentes. Parece óbvio, mas não é. Na prática, está muito enraizada a ideia de que ensinar e aprender são a mesma coisa. Que basta que alguém ensine para que outro aprenda. O professor, diante do aluno que admite que não sabe ou não entende, responde quase sem pensar: "Mas eu já ensinei isso!" E se o aluno responde: "Mas eu não aprendi", o professor deve entender isso como um desfasamento perfeitamente normal dentro de todo o processo de conhecimento que envolve uma rela- ção ensino-aprendizagem. A própria expressão ensino-aprendizagem, tão repetida e utilizada na pedagogia tem con- tribuído, sem dúvida, para favorecer e alimentar a confusão, criando a imagem (fonética e visual) de que os dois termos constituem uma unidade inseparável. Mas a realidade indi- ca-nos que não existe essa unidade inseparável. Porque a verdade é que pode haver ensi- no sem aprendizagem como também pode haver aprendizagem sem ensino. Um professor pode ensinar diversos conteúdos e nenhum de seus alunos aprender o que ele ensinou. Da mesma forma, um aluno pode aprender diversos conteúdos sem que ninguém os tenha ensinado, pegando num livro e estudando por conta própria. Ensinar e aprender são processos diferentes que envolvem sujeitos também diferentes: um educador e um educando. Ensinar e aprender, por envolver processos e sujeitos dife- rentes, supõe também métodos diferentes: os mecanismos e estratégias que o professor utiliza para desenvolver determinado conteúdo são diferentes daqueles que o estudante utiliza para aprender esse mesmo conteúdo. Jorge Teixeira 10
  • 11.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano A situação de ensinar sem que isso se traduza em aprendizagem efectiva é bastante comum e, de facto, acontece todos os dias. Se todo o ensino se traduzisse automatica- mente em aprendizagem todos os estudantes seriam génios. O problema é que os profes- sores ensinam mas os alunos não aprendem. O problema é que existe uma grande brecha e um grande desperdício entre a abundante informação que se ensina e a informação que é efectivamente registada, processada e aprendida pelos estudantes. Uma margem razoável de desperdício de informação é inevitável em todo o processo edu- cativo. Falta de motivação, de interesse, de atenção, de concentração, de compreensão, etc…, impedem que o conhecimento seja registado e fixado. Por outro lado, existem mecanismos naturais de selecção: nem tudo interessa a todos, nem da mesma maneira, motivo pelo qual cada um selecciona e ordena preferencialmente a informação que rece- be. Actualmente, o sistema educativo está finalmente fixado na aprendizagem, ou seja, no ponto de vista do aluno. O objectivo final da educação é a aprendizagem e é a partir dela que se avalia o aluno, o professor e o sistema. O que importa é que os alunos aprendam, não que os professores ensinem. Nessa perspectiva, o bom professor não é o que ensina muitas coisas, mas sim aquele que consegue que os seus alunos aprendam efectivamente aquilo que ensina. Jorge Teixeira 11
  • 12.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 1.3. Ser professor “As aulas tornam-se por vezes mais excitantes, à medida que o professor deixa de ser apenas professor.” In ROGERS, “Como professor, posso ser eu mesmo” Como agente educativo, o professor deverá promover uma relação com base na empatia, proporcionando o diálogo e a troca de experiências, apelando constantemente para uma liberdade responsável. O professor, como facilitador da aprendizagem, não deverá transmitir “conhecimentos fei- tos” mas sim lançar pistas, encorajando os alunos à auto-descoberta, à capacidade criativa e crítica, responsabilizando-os pela aprendizagem e organização do seu trabalho. Neste contexto é extremamente importante ser ouvido mas, sobretudo, também saber ouvir, estar receptivo às constantes solicitações dos alunos. O professor não se pode assumir como “detentor do saber”, ao invés deve-se predispor a ensinar e aprender ensi- nando. Assim, uma constante na minha prática docente é estabelecer com os alunos uma relação de entre-ajuda, na qual tento estar atento às suas dificuldades, essencialmente daqueles que não tenham um acesso facilitado aos computadores, mostrando-me disponível dentro e fora da sala de aulas relativamente às suas solicitações. Os alunos, por sua vez, face às suas necessidades, sempre que possível, determinam o seu ritmo de aprendizagem, optando algumas vezes pela realização de trabalhos de apli- cação fora do horário lectivo, sendo, também estes, objecto de avaliação. Procuro detectar necessidades, interesses, aptidões e vocações dos alunos de forma a melhor compreendê-los, ajudá-los e avaliá-los. Promovo muitas vezes o ensino pela des- coberta, explorando as questões formuladas pelos alunos no sentido de eles mesmos as Jorge Teixeira 12
  • 13.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano resolverem. Realizo ainda vários trabalhos de aplicação para que os alunos os trabalhas- sem fora da sala de aulas, para que eles próprios os resolvam e identifiquem melhor as suas dificuldades. Em conjunto sustentamos uma relação de aproximação professor – aluno de forma a estabelecer relações francas e abertas, advindo daí grandes benefícios para a integração escolar de ambas as partes e para o processo de ensino – aprendizagem, reflectindo-se também ao nível do desenvolvimento pessoal, garantindo o crescimento de atitudes de respeito, compreensão, amizade e solidariedade. Com base nisto fomento um ensino e uma aprendizagem descontraídos, contribuindo em grande parte para a elevação da auto-estima dos alunos. Trato sistematicamente cada aluno como uma individualidade, chamando-o pelo seu nome, respeitando a sua afectivi- dade, os seus valores e as suas limitações. Nunca me limito a uma posição estática na sala de aulas, movimentando-me adequada- mente no seu espaço, utilizando um tom de voz audível e apropriado, e fazendo uso de alguma linguagem não verbal, de forma a conferir vivacidade ao diálogo. Jorge Teixeira 13
  • 14.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano II – CONTEXTO EXTERNO E INTERNO DO PFAP 2.1. Caracterização do meio envolvente A escola Secundária Daniel Sampaio encontra-se localizada numa área suburbana do Con- celho de Almada, abrangendo alunos residentes numa vasta área que vai da Fonte da Telha à Trafaria, incluindo os principais aglomerados populacionais da freguesia. Neste contexto, é importante conhecer o Concelho e a Freguesia, como meio envolvente exterior à escola, com vista a ter uma melhor compreensão dos alunos e respectivas famí- lias. 2.1.1. O Concelho de Almada A designação de Almada é proveniente das palavras árabes Al-Madan, a Mina, pelo motivo de que, aquando do domínio árabe da Península Ibérica, os árabes procediam à explora- ção do jazigo de ouro da Adiça, no termo do Concelho. A zona de Almada foi igualmente escolhida pelos árabes para a construção de uma fortaleza no promontório natural, sendo esta destinada à defesa e vigilância da entrada no Rio Tejo, em frente de Lisboa, desen- volvendo-se a povoação nos domínios da defesa militar, da agricultura e da pesca. Situada no estuário do rio Tejo, do outro lado de Lisboa, tornou-se cidade pouco depois do 25 de Abril de 1974, como outras das povoações da "Outra Banda". Constituiu primei- ramente um "dormitório" para as pessoas que trabalhavam em Lisboa e a sua importância devia-se, fundamentalmente, à actividade marítima; exemplos disso podem ser encontra- dos nos grandes estaleiros da Lisnave ou na instituição de defesa da base naval do Alfeite. Contudo, a principal atracção turística continua a ser a vasta série de praias da Costa da Caparica: longos areais rodeados de dunas de areia e bosques de pinheiro, os quais se tornaram extremamente populares nas épocas veraneantes. Jorge Teixeira 14
  • 15.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Integrado no distrito de Setúbal, o pequeno mas densamente povoado concelho de Alma- da, é um município com 69,98 km² de área e 159.550 habitantes (Censos de 2001), sub- dividido em 11 freguesias (Almada, Cacilhas, Caparica, Charneca da Caparica, Costa de Caparica, Cova da Piedade, Feijó, Laranjeiro, Pragal, Sobreda e Trafaria): Figura 1 – Mapa do Concelho de Almada. O município é limitado a leste pelo município do Seixal e a sul por Sesimbra, e possui uma longa costa a oeste para o Oceano Atlântico, e a norte e nordeste abre-se para o Estuário do Tejo, frente aos municípios de Lisboa e Oeiras. Um dos aspectos mais marcantes da população de Almada reside no seu rápido cresci- mento ao longo das últimas 4 décadas: de 70.000 habitantes em 1960, para 107.000 em 1970, atingindo os 147.690 em 1981, 153.189 em 1991 e os actuais 159.550 em 2001, com uma população flutuante a oscilar entre as 60.000 e as 70.000 pessoas. Almada é uma cidade jovem e dinâmica: aproximadamente 40% dos habitantes têm menos de 35 anos e apenas 7% da população local ultrapassa a fasquia dos 75 anos. Jorge Teixeira 15
  • 16.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Embora a taxa de fertilidade tenha decrescido, o crescimento da massa populacional veri- ficado assenta essencialmente nos fluxos migratórios internos, a rondar os 31% nas déca- das de 1950/60. Estas taxas mantiveram-se elevadas, mesmo nas décadas de 70/80, com um valor de 24% sobre o total. A existência destes elevados fluxos migratórios está direc- tamente relacionada com o potencial e as oportunidades existentes na Área Metropolitana de Lisboa. O crescimento populacional de Almada está fortemente ligado ao desenvolvimento susten- tado do concelho, às oportunidades sociais, económicas e profissionais existentes, ao turismo, ao comércio e serviços e a uma qualidade de vida própria de uma cidade jovem, moderna e atractiva. A Tabela seguinte indica o número de residentes por freguesia apurados pelos Censos de 2001: Freguesia População Residente Almada 19367 Cacilhas 7030 Caparica 20005 Charneca Caparica 20155 Costa de Caparica 11712 Cova da Piedade 20787 Feijó 15575 Laranjeiro 20898 Pragal 7514 Sobreda 10594 Quadro 1 – População residente nas freguesias do Concelho de Almada Como já foi referido, a maior parte da população fixou-se neste concelho da área metro- politana de Lisboa (surto demográfico dos anos 40-70), para estar mais próxima do emprego, ou para tentar obtê-lo. É de salientar que, em matéria de emprego, Almada ainda está dependente de Lisboa. A mobilidade da população residente para o trabalho é em grande parte, responsável pelos Jorge Teixeira 16
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano fluxos de tráfego do Concelho. Os principais meios de transporte utilizados nas desloca- ções pendulares para Lisboa são: • Transporte fluvial: A travessia de barco sempre foi um meio de transporte privile- giado para quem quer chegar à baixa de Lisboa, sendo Cacilhas o maior terminal flu- vial. A travessia do Tejo via Trafaria e Porto Brandão facilita as acessibilidades das fre- guesias mais ocidentais do concelho de Almada (Caparica, Trafaria e Costa de Capari- ca) a Belém. • Transporte ferroviário: A partir de 1999 o Concelho de Almada tem um troço ferro- viário que faz a ligação com Lisboa, o comboio da Fertagus que atravessa a ponte 25 de Abril em direcção ao Areeiro. A partir de 2004 esta ligação foi estendida para sul em direcção a Setúbal. O Metro Sul do Tejo (MST) surge como uma grande oportuni- dade para organizar os transportes públicos. As principais interfaces serão junto dos terminais fluviais, das estações ferroviárias (Pragal e Corroios) e das estações do MST (Universidade Nova, Centro Sul e Laranjeiro). Aqui será fácil sair do metro ou comboio e apanhar um autocarro, táxi ou carro particular que esteja no parque de estaciona- mento das estações. • Transporte rodoviário: O concelho de Almada está ligado a Lisboa via ponte 25 de Abril por autocarros com destino às praças do Areeiro e de Espanha. Mais recentemen- te existe uma outra ligação à cidade universitária. 2.1.2. A Freguesia da Sobreda 2.1.2.1. História da freguesia Povoação muito antiga a Sobreda é referida em documentos do século XII. Fernão Lopes, o nosso cronista, fala da Suvereda, quando descreve o ataque surpresa a Almada, levado a cabo por Nuno Alvares Pereira em 1384. Almada estava então ocupada pelos Castelha- nos que também cercavam Lisboa. Suvereda é a forma mais antiga de Sobreda e significa lugar de Sobreiros e é sinal de povoamento florestal que parece ter sido abundante nas colinas a norte e sul do vale da Sobreda. Jorge Teixeira 17
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Embora o vale da Sobreda fosse uma zona fértil, as áreas circunvizinhas eram apenas aptas para culturas florestais ou de sequeiro. Aliado a este facto estava um certo isola- mento da povoação, que apenas em fins do Século XIX foi ligada a Corroios e à Caparica por estrada. Até aí apenas azinhagas de má qualidade a ligavam às principais vias do con- celho. Devido a esta situação, a sua população foi sempre escassa e em fins do século XIX era apenas de 150 habitantes. Tal não impediu que na zona fértil do vale se estabeleces- sem ricas quintas de fidalgos e morgados como os Zagalos, os Caiados e Azevedos e outros, e até uma dependência dos frades Agostinhos descalços que em 1677 fundaram junto ao Rossio da Sobreda (o antigo largo do rio) um convento, hoje desaparecido. O crescimento da indústria no conselho de Almada e a proximidade de Lisboa levaram nos anos 60 a um crescimento populacional do concelho de Almada, e consequentemente da freguesia da Sobreda. Em 4 de Outubro de 1985 a Assembleia da República aprova a passagem da Sobreda à categoria de freguesia, alteração que tem como objectivo descentralizar para melhor servir os interesses da população local. Em 14 de Outubro de 1985 é nomeada pela Assembleia Municipal de Almada a Comissão Instaladora da freguesia da Sobreda que desenvolve as acções necessárias para que em 2 de Novembro de 1986 seja eleita a 1ª Assembleia da freguesia da Sobreda. Dado o seu franco desenvolvimento e progresso, é em 20 de Maio de 1992 elevada à categoria de Vila. Figura 2 – Brasão da freguesia da Sobreda A Sobreda de hoje reflecte uma certa harmonia entre a Sobreda Histórica, da qual faz par- te o excelente solar dos Zagalos e seus jardins, dos séculos XVII / XVIII, os modernos edi- Jorge Teixeira 18
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano fícios habitacionais do nosso século e as novas urbanizações, tornando a Sobreda numa zona habitacional privilegiada no conselho de Almada, favorecida pela sua própria localiza- ção e envolvimento das vias de comunicação. 2.1.2.2. Caracterização urbana A freguesia tem uma área de 664 ha. e, a nível populacional, a Sobreda conta com cerca de 14000 habitantes residentes, a que acresce a população flutuante de fim-de-semana e veraneio, trabalhando na própria localidade (comércio, serviços e alguma agricultura) ou deslocando-se diariamente para Lisboa. O número actual de eleitores é cerca de 9200, além destes, são muitos os residentes ain- da não recenseados, como indica o elevado número de pedidos de atestados de residen- tes nesta situação A Freguesia integra as localidades de: Sobreda, Vale Figueira a Alto do Índio, sendo a Sobreda e Vale Figueira os dois principais núcleos urbanos com mais de 3 000 eleitores cada, cujos aglomerados populacionais são contínuos 2.1.2.3. Equipamentos colectivos A. Instalações desportivas e culturais: • Associação Reformados e Pensionistas Idosos do Alto do Índio; • Campo de Jogos Polidesportivo descoberto no Alto do Índio, e outro em Vale Figueira; • Clube Recreativo e Instrução Sobredense; • Clube Recreativo Verde Atlântico; • Escola de Equitação Escola Profissional de Musica de Almada; • Grupo Recreativo Casal de Santo António; • Sociedade Cultural e Recreativa Vale Figueira; • Sociedade Recreativa de Lazarim. Jorge Teixeira 19
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano B. Equipamentos Sociais • Centro de 3ª Idade Imaculada Conceição; • Centro de Convívio no Alto do Índio; • Centro de Saúde S. Filinto; • Centro Paroquial de Vale Figueira; • Comissão de Moradores Bairro S. João; • Comissão de Moradores da Quinta do Guarda-Mor; • Comissão de Moradores de Vale Figueira; • Comissão de Moradores do Alto do Índio; • Cruz Vermelha Portuguesa em Vale Figueira (Posto de saúde); • Igreja Paroquial na Sobreda e outra em Vale Figueira; • Jardim Secular na Sobreda; • Posto Móvel CTT; • Solar Santa Margarida (Casa de repouso). C. Escolas e instituições de ensino • Escola Primaria n.º 1 da Sobreda; • Escola Primaria n.º 2 da Sobreda / JI Alto do Índio; • Escola Primaria n.º 1 de Vale Figueira; • Jardim de Infância do Alto do Índio; • Escola Básica Integrada de Elias Garcia; • Escola Secundária Daniel Sampaio. Na oferta educativa privada da freguesia podemos incluir: • Alves & Irmã, Lda.; • Externato A Colmeia; • Externato O Palhacinho Vaidoso Unipessoal, Lda.; • Externato Zazzo; • Maria José G. Santos Lopes; • O Sossego da Mamã – Estabelecimento de Ensino Particular Lda.; • Rainha Santa – Estabelecimentos de Ensino Particular, Lda. Jorge Teixeira 20
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 2.2. A Escola Secundária Daniel Sampaio 2.2.1. Constituição A Escola Secundária Daniel Sampaio, antes designada por Escola Secundária da Sobreda, é recente, pois a sua construção é de 1987 tendo sido inaugurada em 7 de Dezembro. No seu primeiro ano lectivo contou apenas com turmas do 7º e 8º anos. No ano seguinte, abriu na data prevista pelo Ministério da Educação com cerca de 1100 alunos distribuídos em turmas do 7º ano, 8º ano e 9º ano. No ano lectivo de 90/91 além de turmas do 3º ciclo, iniciou também a leccionação de turmas do 10º ano. Nos anos seguintes, alargou o ensino a todos os anos de escolaridade, desde o 7º ano ao 12º ano. O projecto-tipo desta escola foi o adoptado para a construção de outras escolas de Ensino Secundário em Portugal. Inicialmente integrava quatro pavilhões de “construção industria- lizada” implantados no terreno, tendo ainda, um pavilhão onde funcionava a cozinha e o refeitório. No ano lectivo de 95/96 foi construído mais um pavilhão equipado com labora- tórios de Biologia e de Físico – Química e o pavilhão do refeitório foi desdobrado em refei- tório e auditório. Possuía ainda um recinto desportivo descoberto e um espaço pavimenta- do também para a prática gimno-desportiva, com balneários anexos, estando prevista a construção de um pavilhão gimnodesportivo, cuja construção apenas terminou no passado ano lectivo, encontrando-se em pleno funcionamento. No início a escola foi projectada para uma população de 1200 alunos, mas este número nunca foi alcançado, apesar dos primeiros anos quase se ter atingido a capacidade para a qual este estabelecimento de ensino foi projectado. De um corpo docente no ano lectivo de 87/88 constituído por 55 professores, na sua maioria provisórios, passou-se para o ano lectivo de 2006/2007 a 102 professores, dos quais cerca de 74% efectivos. Jorge Teixeira 21
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 2.2.2. Patrono Há uns anos a esta parte, a escola sentiu a necessidade de reforçar a sua imagem e iden- tidade, pelo que a escolha de um patrono se assumia como essencial. Com a actual gestão da escola, e com um projecto educativo para o triénio 2002/2005, foi dado seguimento ao processo, visando encontrar uma personalidade que apadrinhasse esta instituição e que projectasse o seu nome. Nesse sentido, em Setembro de 2002, iniciou-se a auscultação da comunidade educativa, professores, alunos, funcionários e associações de pais, para levantamento de nomes de personalidades que, de alguma forma, tivessem valor reconhecido, nomeadamente no âmbito da cultura, ciência ou educação. A escolha recaiu em Daniel Sampaio. Assim, preenchidas as formalidades e demais requisitos previstos na lei, e após a concor- dância da Câmara Municipal de Almada, a Escola Secundária da Sobreda com 3º Ciclo do Ensino Básico de Sobreda, passou a denominar-se Escola Secundária com 3º Ciclo do ensino básico Daniel Sampaio, Sobreda, Almada, por despacho do Senhor Secretário de Estado da Administração Educativa de 27 de Julho de 2003. Daniel José Branco de Sampaio, nasceu em Lisboa a 8 de Setembro de 1946. Formou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa, em 1970, tendo-se especializado em Psiquiatria. Tem desenvolvido a sua carreira hospitalar no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde foi chefe de serviço e coordenador da consulta externa de psiquiatria e onde fundou e coordena o Núcleo de Doenças de Comportamento Alimentar – anorexia nervosa –, dedi- cando-se ao atendimento de jovens em risco e suas famílias. Tem colaborado em programas de rádio e televisão e é autor de vários livros (Inventem- se Novos Pais, Voltei à Escola...). Assina actualmente uma crónica semanal na revista "Xis", do Jornal "Público". É coordenador nacional do Programa de Educação para a Saú- de, que integra a Educação Sexual nas escolas. Jorge Teixeira 22
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Daniel Sampaio tem apoiado a nossa Escola, nomeadamente, realizando encontros regula- res com encarregados de educação, alunos e professores e acompanhando pessoalmente alguns alunos. 2.2.3. Localização, acessos e transportes A principal via de acesso à escola é a estrada camarária Lazarim – Vale Figueira que dá ligação a outras vias que conduzem às localidades vizinhas, à sede de concelho e a Lisboa. A Escola é servida por três carreiras de transportes regulares dos TST, dos quais se desta- ca a carreira da Fertagus, com ligação ao Fórum Almada e à estação de comboios do Pra- gal, e ainda por cinco carreiras de transportes escolares próprios, que diariamente trans- portam os alunos das localidades vizinhas. Ao longo dos anos de existência da escola, têm-se feito diligências no intuito de melhorar a rede de transportes, contudo estes continuam a ser insuficientes e morosos, sendo os alunos obrigados a apanhar mais que um transporte ou fazerem parte do percurso a pé. Localização da escola Figura 3 – Localização da escola Jorge Teixeira 23
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 2.2.4. Espaços físicos e localização dos serviços Os espaços escolares são aprazíveis já que estão bem conservados, limpos e com um agradável embelezamento, que se revela, não só nas partes ajardinadas, mas também na decoração das colunas de suporte dos telheiros dos espaços cobertos. O jardim da Escola fruto do clube do ambiente, além de embelezar a escola, destina-se a uma área de lazer dos alunos. A escola é constituída por sete pavilhões, onde estão instalados os equipamentos e os ser- viços e onde se desenvolvem as actividades escolares, conforme o quadro que se segue: PAVILHÃO ESPAÇOS E SERVIÇOS R/ C: Recepção, PBX, Serviços Administrativos, ASE, Sala dos Pro- fessores, lavabos; A 1° Andar: Centro de Recursos, Auditório/ Sala de Audiovisuais, Gabinete de Gestão, Sala de Trabalho dos Departamentos e dos Directores de Turma, Sala de Reuniões e Sala dos Clubes. R/C: Salas de Aula, Biomuseu, Clube de Cerâmica; B 1° Andar: Salas de aula, Salas específicas de Educação Visual, Gabi- nete de Educação para a Saúde, lavabos. R/ C: Salas de Informática e dos Cursos CEF, lavabos; C 1° Andar: Salas de Informática, Salas de Aula, Gabinete Apoios edu- cativos. R/ C: Sala de Convívio e Bar dos Alunos, Sala Funcionários, Papela- D ria, Sala de Estudo, Reprografia lavabos; 1° Andar: Salas de Aula R/ C: Laboratórios de Física e Química, Clube das Ciências Experi- E mentais, lavabos; 1° Andar: Laboratório de Biologia e Geologia, Sala de Audiovisuais, Salas de Aula R Cozinha, Refeitório, Grande Auditório, lavabos Pavilhão Gimnodesportivo Polidesportivo descoberto e Balneários Quadro 2 – Espaços e serviços da escola Jorge Teixeira 24
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 2.2.5. Alunos A escola é frequentada por 883 alunos, distribuídos por um total de 41 turmas e por vários ciclos e cursos, conforme os quadros que se apresentam seguidamente. A maioria dos alunos reside em edifícios construídos nas décadas de setenta e oitenta, em habitações unifamiliares, prédios e bairros de habitação económica. As famílias pertencem, em geral, a um estrato socioeconómico médio-baixo e a maioria exerce a sua actividade profissional nos sectores secundário e terciário, na zona da Grande Lisboa. Em termos de escolarização, a maior parte dos encarregados de educação possui o 1°, 2°. e 3° ciclos da escolaridade básica. ANO N° TURMAS N° ALUNOS TOTAL 7° 8 199 8° 5 124 400 9° 3 77 10° 4 119 11° 7 144 328 12° 8 129 728 Quadro 3 – População escolar ANO CURSOS TECNOLÓGICOS N° ALUNOS TOTAL 11° ADMINISTRAÇÃO 17 11° INFORMÁTICA 16 12° ADMINISTRAÇÃO 10 64 12° DESIGN DE EQUIPAMENTO 07 12° INFORMÁTICA 14 Quadro 4 – Cursos tecnológicos 10° E CURSO DE INFORMÁTICA DE GESTÃO 21 ALUNOS Quadro 5 – Cursos profissionais Jorge Teixeira 25
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano ANO CURSOS N° ALUNOS TOTAL 8° EMPREGADO COMERCIAL 18 9° TIPO III ACOMPANHANTES DE CRIANÇAS 17 10° FORMAÇÃO COMPLEMENTAR 13 70 11° TIPO V ASSISTENTE DA ACÇÃO EDUCATIVA 10 12° TIPO V ASSISTENTE DA ACÇÃO EDUCATIVA 12 Quadro 6 – Cursos CEF – Cursos de educação e formação 2.2.6. Oferta educativa no ano lectivo 2006/2007 A escola oferece o 3° ciclo do Ensino Básico, com o currículo nacional e as disciplinas de opção, pensadas em função dos interesses e necessidades de aprendizagem dos alunos. A Escola oferece também vários Cursos do Ensino Secundário, em função dos interesses dos alunos, dos recursos humanos e materiais da Escola e da distribuição da Rede Escolar determinada pela DREL. Concretizando um dos grandes objectivos do Projecto Educativo – "Promover a diversida- de de oferta curricular numa lógica de inclusão"- a Escola tem vindo a alargar a oferta de Cursos de Educação e Formação (CEF), como meio privilegiado de evitar o abandono escolar, possibilitando aos alunos a obtenção de um certificado que os habilita para uma entrada mais rápida no mundo do trabalho. No sentido de ir também de encontro aos interesses dos alunos e à oferta do mercado do trabalho, a escola abriu o Curso Profissional de Informática de Gestão. 3° CICLO DO ENSINO BÁSICO CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO 7°, 8°, 9° ANOS Tipo 2 – Empregado Comercial Currículo regular Tipo 3 – Acompanhante de Crianças Quadro 7 – Oferta educativa no ensino básico Jorge Teixeira 26
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano ENSINO SECUNDÁRIO 10°, 11° 12° ANOS CURSOS CIENTÍFICO – CURSOS DE EDUCAÇÃO E HUMANÍSTICOS CURSOS PROFISSIONAIS FORMAÇÃO Ciências e Tecnologias Técnico de Informática de Formação Complementar Ciências Socioeconómicas Gestão Tipo 5 – Assistente de Ciências Sociais e Humanas Acção Educativa Quadro 8 – Oferta educativa no ensino secundário 2.2.7. Pessoal Docente O corpo docente da escola é constituído por 102 professores, sendo do Quadro Definitivo (PQND) 76; do Quadro de Zona Pedagógica de Nomeação Definitiva (PQZND) 15, do Qua- dro de Zona Pedagógica de Nomeação Provisória (PQZNP) 3, de nomeação provisória (PQNP) 2 e 6 Provisórios. Se considerarmos apenas os 76 professores do quadro, temos um índice de estabilidade do corpo docente na ordem dos 75%. O rácio professor/aluno é de 1 professor para, aproximadamente, 9 alunos. 2.2.8. Pessoal não Docente A escola conta com 29 funcionários (em serviço), sendo 9 administrativos, 2 do ASE, e 18 auxiliares de acção educativa. O rácio real AAE /aluno é de l auxiliar para cerca de 49 alu- nos. 2.2.9. Equipamentos pedagógicos A escola dispõe dos seguintes equipamentos pedagógicos: • Centro de Recursos (Biblioteca, Videoteca e sala Nónio) – pode considerar-se que exis- te um assinalável espólio bibliográfico, com cerca de 7000 monografias, cassetes de Jorge Teixeira 27
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano áudio e vídeo, CD-ROM, cd – Áudio e dvds, dossiers temáticos, mapas e cartas, diapo- sitivos, transparências, etc… Ao nível dos equipamentos informáticos, existem compu- tadores destinados à própria organização do centro, consulta do catálogo, jornal esco- lar. A sala Nónio, é o espaço do centro de recursos destinado ao trabalho livre dos alunos usando meios informáticos e consulta na Internet. O Centro de Recursos tem uma elevada frequência de utilização por alunos e professo- res. Apenas a utilização por parte dos funcionários não é significativa. Relativamente ao tipo de utilização, os professores recorrem ao centro de recursos para pesquisa documental e recolha de materiais didácticos. Entre os alunos, apesar do peso de utilização dos equipamentos informáticos, é também significativa a leitura lúdica e didáctica, e ainda o visionamento de filmes. • Laboratórios – as instalações laboratoriais são aprazíveis e o equipamento encontra-se bem acondicionado. As instalações e equipamentos encontram-se bem rendibilizados, constatando-se que o currículo é gerido de acordo com os recursos existentes, com as inovações possíveis previstas nos respectivos planeamentos e com a autonomia proposta aos alunos para a realização dos diferentes trabalhos. • Equipamentos Informáticos – a escola dispõe de um considerável número de equipa- mentos informáticos para fazer face, não só ao trabalho de sala de aula, mas também às actividades de pesquisa que os alunos podem realizar no centro de recursos. Princi- palmente ao nível dos cursos tecnológicos e dos profissionais, há uma grande utiliza- ção deste tipo de equipamento, não só como tecnologia de informação e comunicação, como também noutras aplicações, como sejam o tratamento de imagem e a monta- gem vídeo. • Equipamentos Desportivos – a escola dispõe de espaços próprios exteriores e desco- bertos para a prática das actividades desta área disciplinar, para além de um pavilhão gimnodesportivo recente. Jorge Teixeira 28
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 2.2.10. Actividades de enriquecimento curricular Duas das áreas de intervenção do projecto educativo de escola, presentemente em vigor, são a da cultura e desporto, com o objectivo de promover actividades culturais, desporti- vas e artísticas que contribuam para a formação global dos alunos; e a da promoção da imagem da escola a nível exterior, reforçando igualmente o sentimento de pertença dentro da comunidade escolar. Assim, a escola seleccionou e tem em desenvolvimento uma significativa oferta de activi- dades de enriquecimento curricular, sob a forma de projectos e clubes. Em Julho de 2006, encontravam-se em actividade os seguintes: • “Bem-vindo à nova porta de entrada da Escola Secundária Daniel Sampaio” – vocacio- nado para a remodelação do site da escola: http://www.esec-danielsampaio.pt/; • Clube Europeu; • Clube do Ambiente – que é um projecto que visa o aproveitamento e embelezamento dos espaços verdes da escola, com o objectivo de despertar os alunos envolvidos para os valores da preservação da natureza e, em simultâneo, enriquecer o seu leque de interesses e proporcionar-lhes uma ocupação de tempos livres; • Biomuseu – que funciona como clube, num espaço de aquariofilia e de educação ambiental; • Clube das Ciências Experimentais; • Jornal da Escola – trata-se de um projecto de enriquecimento curricular de cariz jorna- lístico. São editados 6 jornais por ano lectivo, com uma tiragem de 300 exemplares; • Laboratório da Matemática – que este ano ganha uma maior dimensão devido ao pla- no da matemática; • Clube da Rádio; • Clube da Guitarra; • Clube Escola d’Actores; • Clube de Fotografia; • Clube de Xadrez; • Oficina de Expressão Dramática; Jorge Teixeira 29
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Estes projectos e clubes estão adequados ao contexto da escola e aos interesses e desen- volvimento dos alunos. O número de alunos envolvidos, tanto do ensino básico como do ensino secundário, é significativo. Nas actividades, os alunos inscritos revelam bastante assiduidade. São ainda desenvolvidas acções muito diversificadas, das quais se podem salientar: • Semana das profissões – em que são envolvidos todos os departamentos da escola; • Dia da Escola e do Patrono; • Dia mundial da árvore; • Dia mundial do ambiente; 2.2.11. Relação da escola com o meio envolvente A Escola Secundária Daniel Sampaio é uma comunidade educativa aberta que coopera com as autarquias, nomeadamente a Junta de Freguesia da Sobreda e a Câmara Municipal de Almada, com outros estabelecimentos de ensino público e privado, com instituições de carácter cultural e social e com pequenas empresas. A Escola participa também em iniciativas de carácter cultural, artístico e desportivo pro- movidas por instituições exteriores. Esta cooperação concretiza-se actualmente nas seguintes acções: • Participação no Projecto "Aparece", em colaboração com o nosso patrono, Prof. Daniel Sampaio; • Colaboração com o Centro Paroquial de Vale Figueira em actividades lúdicas e de soli- dariedade; • Participação dos grupos de teatro da Escola na Mostra Anual de Teatro das Escolas de Almada; • Realização de espectáculos teatrais no CRIS (Clube de Instrução e Recreio Sobreden- se); • Actuação do Coro Cantabile em eventos culturais no exterior da escola; Jorge Teixeira 30
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano • Protocolos de estágio, para os alunos dos Cursos CEF, com as seguintes instituições: "Jardim Infantil O Coala", Centro Paroquial de Vale Figueira, Colégio do Vale, Externato O Tim Tim, Jardim de Infância Um Dó Li Tá, Externato Guia da Criança, Externato Palhacinho Vaidoso, Unipessoal, Lda., Fraldinhas e Biberons Lda. – Creche e jardim de Infância, CLAPIS – Centro Lúdico de Actividades Pedagógicas e Sócio – Educativas • Protocolos de estágio, paro os alunos do Curso Tecnológico de Informática, com as seguintes empresas: INATEL - Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores, Alma Alentejana – Associação de Desenvolvimento Local, Arribatejo – Associação de Desenvolvimento Local, TERAzone, Faculdade de Ciências e Tecnologia – Universidade Nova de Lisboa, Ydreams – Sistemas de Informação, Lda., DataFrame, Lda., GHD – Global Human Development, Associação de Comércio e Servi- ços do Distrito de Setúbal, Campo de Flores, entre outras. • Disponibilização do Pavilhão Gimnodesportivo para utilização por grupos desportivos das localidades vizinhas. 2.2.12. Projecto educativo de escola (PEE) para o triénio 2005/2008 Com o objectivo primordial de se tornar numa escola de qualidade e referência, o projecto educativo da Escola Secundária Daniel Sampaio constitui, na sua essência, um instrumen- to organizador da acção educativa da escola e também um agente de transformação da mesma. Durante o triénio 2005/2008, e com o lema “melhor conhecimento, mais cidadania”, o PEE assenta em duas vertentes: • Como organizador da acção educativa, em que pretende ser um elemento congrega- dor de todos os projectos educativos existentes na escola e unificador das várias estru- turas que intervêm na instrução e educação dos nossos alunos; • Como agente de transformação, em que pretende ser adjuvante na mudança e na ino- vação, nas áreas do ensino/aprendizagem, cidadania; cultura e desporto; imagem da escola e espaços e equipamentos. Jorge Teixeira 31
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Através da leitura do diagrama e quadro seguintes é possível um melhor entendimento do PEE, através da interacção das várias áreas que o compõem: PROJECTO EDUCATIVO DE ESCOLA ENSINO- CULTURA E CIDADANIA APRENDIZAGEM DESPORTO Espaços e Equipamentos • Melhorar os resultados escolares dos alunos • Promover actividades • Promover o desenvolvimento culturais, desportivas e • Promover a diversidade pessoal e social dos alunos artísticas que contribuam de oferta educativa numa lógica para a formação global de inclusão dos alunos PLANO ANUAL DE ACTIVIDADES Processos de operacionalização e metas anuais IMAGEM DA ESCOLA MELHOR CONHECIMENTO MAIS CIDADANIA Figura 4 – Diagrama síntese do PEE Jorge Teixeira 32
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Estrutura do PEE Áreas Objectivos Objectivos Específicos Gerais • Melhorar os resul- • Diminuir os níveis de insucesso escolar (em disciplinas a definir); tados escolares dos • Aumentar a percentagem de alunos que concluem o 12º ano no alunos período máximo de quatro anos; • Diminuir o número de abandonos escolares no ensino básico e secundário; ENSINO – APRENDIZAGEM • Aumentar o índice de entrada dos alunos no ensino superior • Promover a diversi- • Oferecer cursos diversificados que contribuam para o sucesso dos dade da oferta alunos com vista à sua integração na vida activa educativa numa lógica de inclusão • Promover a saúde • Integrar, nas ACND, a abordagem da Educação para a Saúde (Edu- física, psicológica e cação Sexual e Educação Alimentar); social • Reforçar a abordagem de conteúdos de outras disciplinas que se ligam a estas temáticas CIDADANIA • Promover o desen- • Proporcionar aos alunos um espaço e um tempo de debate e refle- volvimento pessoal xão sobre cidadania; e social • Esclarecer individualmente os alunos sobre dúvidas e problemas, a nível da educação sexual, no âmbito do previsto no Programa de Educação para a Saúde. • Promover activida- • Alargar os horizontes culturais dos alunos potencializando a interac- des culturais, des- tividade entre os vários intervenientes (departamentos, projectos e portivas e artísticas clubes, associações de alunos e pais), rentabilizando recursos mate- CULTURA E DESPORTO que contribuam riais e articulando competências de transversalidade e de entre- para a formação ajuda; global dos alunos • Criar Clubes que promovam actividades desportivas e a dança. • Projectar a imagem • Conceber produtos / serviços que permitam a projecção da imagem da escola a nível da escola e a promovam, a partir do seu interior, para o exterior. exterior IMAGEM DA • Reforçar o sentido • Realizar actividades extra-curriculares que reforçam o sentimento de ESCOLA de pertença dentro pertença na comunidade escolar. da comunidade escolar • Melhorar os espa- • Viabilizar esforços para o embelezamento e limpeza dos espaços ços e equipamen- exteriores; tos da escola • Garantir condições de segurança continuadas na entrada da Escola; • Criar condições que proporcionem um atendimento personalizado ESPAÇOS E nos Serviços Administrativos; EQUIPAMENTOS • Optimizar a qualidade do Bar dos Alunos; • Criar mais espaços de convívio para os alunos; • Adquirir mais computadores, projectores, retroprojectores e vídeos para as salas de aula. Quadro 9 – Áreas de intervenção do PEE Jorge Teixeira 33
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 2.3. A turma 12.º F A turma F do 12.º ano é composta por 14 alunos, pertence ao Curso Tecnológico de Informática, sendo-lhes por mim ministrada a ATI – Área Tecnológica Integrada. A disci- plina tem uma carga horária semanal de 7 blocos de 90 minutos, sendo leccionada às quintas-feiras das 12h.30m. às 17h.45m., e às sextas-feiras da 10h.15m. às 17h.45m. Os alunos têm sempre acesso aos meios informáticos na sala de aula. Para se poderem estabelecer objectivos, organizar os conteúdos programáticos, definir e implementar as estratégias de acção e avaliação, é necessário proceder-se à análise da situação envolvente dos alunos da turma. Pretende-se assim, com a caracterização da turma, um conhecimento mais profundo da mesma, de forma a adequar o processo de ensino/aprendizagem às situações reais e concretas, tendo em conta os percursos escola- res diferenciados e o acesso às novas tecnologias, entre outras. Na globalidade, a turma revela bastantes dificuldades nas disciplinas técnicas e específi- cas, denotando-se que os alunos não têm hábitos e métodos de estudo adequados ao nível de ensino que frequentam. A turma revela ainda algumas deficiências ao nível da responsabilidade que se traduzem em dificuldades no cumprimento de prazos, na pontualidade e assiduidade. Na leccionação da ATI, até ao momento, não se registou qualquer problema de absentis- mo ou de indisciplina, tendo os alunos demonstrado interesse em executar as tarefas pro- postas. A caracterização da turma foi baseada num inquérito realizado aos alunos. Dessa caracte- rização importa salientar os seguintes aspectos: Jorge Teixeira 34
  • 35.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano A. Constituição da turma e caracterização dos alunos: Nacionalidade dos alunos: 14 12 10 8 6 4 2 0 Port. Ang. Distribuição por sexo: 10 8 6 4 2 0 Masc Fem Distribuição por idades: 8 7 6 5 4 3 2 1 0 17 anos 18 anos 19 anos 20 anos Jorge Teixeira 35
  • 36.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Distância Casa – Escola: 7 6 5 4 3 2 1 0 [0-1[ km. [1-5[ km. + 5 km. Forma de deslocação: 29% 42% Pé Autocarro Carro particular 29% Local das refeições: 6% 3% Casa Escola 36% 55% Restaurante Familiares Computador / Ligação à Internet em casa o Todos os alunos possuem computador, sendo que apenas 1 não tem ligação à Internet. Jorge Teixeira 36
  • 37.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Ocupação dos tempos livres (3 actividades por aluno): 2% Computador 9% 2% 27% Desporto Sair com os amigos 5% Teatro Música 16% TV / Vídeo 9% Ler 2% Tocar baixo 2% Cinema 26% Trabalhos escolares Forma de estudar: 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 Só Com amigos Não estuda Local de estudo: 12 10 8 6 4 2 0 Casa Escola Biblioteca Não estuda Jorge Teixeira 37
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Tempo diário de estudo: 7 6 5 4 3 2 1 0 0 min. [1 - 29[ min. [30 - 60[ min. [1 - 2[ horas + 2 horas Problemas de saúde: 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 Nenhum Visão Alergias Audição Asma Hora de deitar: 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 [22 - 23[ horas [23 - 24[ horas + 24 horas Jorge Teixeira 38
  • 39.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Significado de escola: 11% 17% Preparação para uma profissão Local de aprendizagem 33% Local de convívio e diversão 39% NS / NR Profissão para o futuro: 8 7 6 5 4 3 2 1 0 il o be ta or iv ic s ad sa C át rti im rm iro po ão An he fo es N In D n ge ro En ei nh ge En o/ ic cn Té Pela análise aos gráficos acima, conclui-se sumariamente, que se trata de uma turma homogénea em variadíssimos aspectos, com acesso facilitado e bastante acentuado às novas tecnologias. Jorge Teixeira 39
  • 40.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Também se deduz facilmente que os alunos residem bastante próximos da escola, onde passam também grande parte do seu dia. Será portanto fácil a sua integração em activi- dades extra-curriculares e a promoção de hábitos e metodologias de estudo na escola, de forma a melhorar os seus resultados escolares. B. Caracterização escolar: Frequência de Pré Primária: 12 10 8 6 4 2 0 Sim Não Instituição de ensino básico: 12 10 8 6 4 2 0 Pública Privada Retenções: 4 3 2 1 0 1.º Ciclo 2.º Ciclo 3.º Ciclo Secundário Jorge Teixeira 40
  • 41.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Disciplinas preferidas: 6% 6% Filosofia 6% 9% Inglês 3% Português 6% Matemática 12% Educação Física ATI 18% Bases de Programação 15% Tecnologias Informáticas Aplicações Informáticas 19% Francês Disciplinas com maiores dificuldades: 6% Filosofia 3% 16% Inglês 10% Português 10% Matemática 6% Educação Física 3% Fisica e Quimica 3% Bases de Programação Tecnologias Informáticas 24% Aplicações Informáticas 19% Francês Do seu percurso escolar salienta-se o reduzido número de retenções. Conclui-se também a disponibilidade destes alunos para as disciplinas técnicas de informática, e as suas dificul- dades nas disciplinas de carácter específico, sendo que os alunos se complementam: nas áreas em que alguns sentem mais dificuldades, são as preferidas de outros. Jorge Teixeira 41
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano C. Caracterização familiar: Faixa etária dos pais: 16 14 12 10 8 6 4 2 0 [30 - 40[ anos 40 - 50[ anos + de 50 anos NS / NR Habilitações literárias dos pais: 7 6 5 4 3 2 1 0 io r io be lo lo lo io ár éd ic ic ic er sa C C C nd M p ão º º º Su cu 1. 2. 3. N Se Situação profissional dos pais: 16 14 12 10 8 6 4 2 0 o do o be o ad ad ti v ta sa ec eg m tra ão or Ef pr on ef N em C R es D Jorge Teixeira 42
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano III – O PROBLEMA: PERTINÊNCIA NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM 3.1. A educação actual Tal como já havia sido referido, a escola já não deve ser encarada como um espaço fecha- do e triste, mas sim como um lugar de prazer e de aprendizagem. Para tal, o contributo do professor é fundamental. O papel deste não se deve resumir à transmissão de teorias muitas vezes já em desuso mas em estar aberto à imprevisibilidade e às constantes muta- ções socioculturais. O papel do professor não poderá limitar-se a uma comunicação unila- teral entre este e os seus alunos. Este papel terá de ser activo e criativo, de forma a que a educação decorra numa acção cooperativa e onde haja espaço para a criatividade de alu- nos e professores. Naturalmente que há sempre quem pense que o uso dos audiovisuais e dos media no acto educativo poderá pôr em risco o papel do professor como detentor ou transmissor do conhecimento. É óbvio que tal não acontece, mas também será óbvio que à crescente importância dos media no processo de ensino-aprendizagem se impõe uma redefinição do papel do professor e da estratégia que deve adoptar junto dos alunos. Na verdade, se uma verdadeira integração dos meios audiovisuais no ensino é indispensável na escola, ela deve ser o resultado de uma perfeita tomada de consciência do papel que estes meios devem desempenhar no seio do processo pedagógico, sem ultrapassar nem reduzir o papel do professor. Assim sendo, os audiovisuais deverão contribuir para uma modificação do papel do profes- sor, pois este já não é o único responsável pela transmissão da matéria aos alunos. O educador deve ver o aluno já não como um auditor que deve transcrever e memorizar as mensagens, mas sim como um aprendiz que, utilizando todos os meios disponíveis, contri- bui para a sua própria aprendizagem. Jorge Teixeira 43
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano O professor tem como papel principal criar e estimular o ambiente educativo. Neste novo perfil de escola, o ensino tem de se processar ao nível da coordenação e acompanhamen- to, das informações (conteúdos) devendo fornecer os contextos e o conhecimento base que promova uma verdadeira autonomia. Neste sentido, deve, igualmente, haver uma preocupação em colocar os alunos face a problemas que exijam experimentação. Contudo, muitos professores desconhecedores desta realidade ignoram estas inovações, provavel- mente por não as conhecerem e não as dominarem. Hesita-se em alterar as estruturas existentes há muito tempo, simplesmente porque as inovações exigem uma formação, uma preparação e uma organização suplementares. Por outro lado, existe o problema financeiro, pois, nalguns casos, evita-se o uso de novos métodos de ensino dado que o dinheiro já é pouco para fazer funcionar convenientemente os sistemas existentes. Mas não dar importância aos audiovisuais pode originar conse- quências graves, principalmente nos níveis etários mais baixos. Acima de tudo deve existir um espírito critico por parte de todos os intervenientes no processo educativo. O professor tem, assim, de integrar na sala de aula meios que facilitem a comunicação. Os progressos no domínio da comunicação têm sido óptimos. Os novos meios de informação permitem a troca de informação, independentemente da distância, com toda a precisão e rapidez. O processo de ensino tem necessidade de uma ligação constante com o mundo exterior. Neste domínio, a evolução tecnológica pôs à disposição do professor meios sufi- cientes para trazer até ao aluno um mundo até há bem pouco tempo distante. A técnica passou a ser aceite por muitos como a solução para os problemas existentes no ensino, sendo importante de modo a conseguir-se um sistema educativo eficiente apoiado em ins- trumentos que respondam às exigências da época. Contudo, os meios tecnológicos não valem por si mesmos. A sua utilidade depende da metodologia com que são usados. Não são apenas os meios que contam, mas sim a forma de apropriamento desses meios para criar uma situação educativa. A integração destes meios facilita a comunicação, facultando um precioso auxílio tanto ao nível do ensino como ao nível da aprendizagem. Jorge Teixeira 44
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 3.2. O contributo das novas tecnologias na escola Nunca, como hoje, foi possível aprender com uma variedade tão alargada de meios nos quais se encontram a informação. Os livros, as revistas, o vídeo, o cinema, a televisão, a fotografia, a banda desenhada, os jornais, o software, os multimédia e as pessoas com as quais convivemos no dia-a-dia, entre outros, constituem os suportes aos quais podemos recorrer para termos acesso à informação A educação tem, obrigatoriamente, de se adaptar às necessidades das sociedades onde está inserida. Mas este processo nem sempre é fácil, pois essa "adaptação" tem pela fren- te um grande desafio, que é o de se adaptar às mudanças sociais, culturais e económicas que nascem aquando da massificação do uso das novas tecnologias. Contudo, a educação, ultimamente, tem vindo a ser reformulada. Embora, na sua essên- cia, mantendo o mesmo objectivo, que é o de educar, não podemos ficar indiferentes aos novos métodos e técnicas introduzidos no ensino, decorrentes do aparecimento das novas tecnologias. Actualmente, o papel da escola é de extrema importância pois devido à elevada variedade de oferta de informação verifica-se um afastamento dos educandos da informação chave, ou seja, o papel da escola do século XXI é o de moderador. Indiscutivelmente, nesta nova escola, as novas tecnologias desempenham um papel importantíssimo: - o de ferramentas auxiliares do processo ensino/aprendizagem. É fundamental, por isso, que a escola esteja familiarizada com estas ferramentas informá- ticas e saiba utilizá-las na acção educativa normal. Assim, a escola tem de fornecer aos alunos os meios adequados para que possam ter acesso à informação e, simultaneamen- te, familiarizar-se com eles, possibilitando-lhes também oportunidades de interacção social. Jorge Teixeira 45
  • 46.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Assumindo este novo perfil, a escola não deve esquecer a componente pedagógica asso- ciada aos novos meios de informação. Estas ferramentas possibilitam ao aluno a manipu- lação e construção do conhecimento de uma forma diferente daquela que era utilizada por métodos tradicionais onde, habitualmente, o conhecimento se transmite de forma oral. São muito diversas as razões que têm levado os professores a integrar as novas tecnolo- gias nas aulas. Uma delas é a forte motivação que ele exerce em grande parte dos alunos, contrastando com o desinteresse quase geral pelas actividades escolares. Há casos em que o docente compreende que não se trata de mudar as técnicas usadas, mas sim de inovar verdadeiramente, favorecendo um ensino mais centrado no aluno e na sua iniciativa. Deste modo, será possível a realização de projectos onde alunos e professor estejam implicados. Assim sendo, as TI – Tecnologias de Informação podem ser um auxi- liar precioso nessa inovação, ao favorecer nos alunos um trabalho autónomo ou de grupo na resolução de problemas, no levantamento de hipóteses, na investigação, etc.. Por outro lado, a introdução das novas tecnologias no ensino também tem as suas des- vantagens e limitações como o elevado custo de instalação e manutenção de uma rede de computadores. O rápido aparecimento de novas tecnologias provoca uma constante troca e mudança de equipamento. Há ainda o problema do analfabetismo informático e da des- confiança nos computadores. O professor tem que saber introduzir convenientemente os alunos nestes meios e ser capaz de os motivar e ajudar quando necessário. Jorge Teixeira 46
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 3.3. A importância da Internet no processo de ensino / aprendiza- gem Se até há bem pouco tempo, o computador era algo que apenas servia para trabalhar, hoje, pode ser considerado como um dos meios de comunicação mais completo e didácti- co. Com o aparecimento da Internet, toda a mentalidade em relação a este objecto se alterou radicalmente. Actualmente, através de um simples computador temos acesso a algo que substitui a televisão, o telefone, a própria escrita, o vídeo, a aparelhagem. Estamos na era dos self-media, aqueles que se destinam aos utilizadores individuais, que actuam através de redes wireless e de redes interactivas. É também a era da convergência ente o audiovisual, as telecomunicações e a informática, um complexo que conduzirá ao reforço do processo comunicacional. A Internet é a maior e mais poderosa rede do mundo e este poder encontra-se nas mãos dos jovens. O acesso à Internet tem diversas vantagens e potencialidades que tanto pro- fessores como alunos podem obter. O feedback aluno – professor é mais rápido e eficien- te. Por outro lado, esta inovação pode também ser importante na relação professor – encar- regado de educação. Na minha opinião, este seria um bom meio para o docente enviar para o encarregado de educação toda a informação escolar relativa ao aluno (como ava- liações, faltas, etc…). Um aspecto a ter em conta é que a Internet não vai substituir a escola, mas sim acrescen- tar uma nova dimensão. O aumento de recursos de acesso à Internet dá ao estudante meios de recolher informação de interesse para a aula. Em muitos casos, pode ser o estu- dante a ensinar a turma, incluindo o professor em determinado tópico. Tradicionalmente é o professor que detém a autoridade da informação, com este sistema de ensino essa autoridade passa a ser desafiada. Os alunos passam a ter a capacidade de procurar infor- mação na Internet sobre vários assuntos, de serem mais críticos e criativos. Jorge Teixeira 47
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano A Internet responde também ao problema dos alunos mais tímidos. A comunicação via e- mail, fóruns de discussão ou plataformas de e-learning torna-se mais confortável para esses estudantes, sentem-se mais seguros para fazer perguntas e dar opiniões. Pode-se, deste modo, concluir que a Internet é uma ferramenta poderosa e uma alternati- va certa aos métodos de ensino tradicionais. No entanto, há que saber preparar os estu- dantes, para ultrapassarem os seus medos e ensinar-lhes as técnicas necessárias para aproveitarem todos os recursos oferecidos pela Internet. Também as instituições de ensi- no têm que actualizar as suas regras tradicionais, pois estas vão sendo postas em causa. Jorge Teixeira 48
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 3.4. Perfil da Escola Secundária Daniel Sampaio face às Tecnolo- gias de Informação No que se refere ao apetrechamento da escola, no que diz respeito a meios informáticos, considero-a a um nível satisfatório. Senão vejamos: A. Instalações e equipamentos A escola dispõe de cinco salas de informática, com um total de 54 computadores. Todas se encontram dotadas de impressoras (jacto de tinta e laser), existindo também, em três delas – C2, C7 e C11 – gravador de DVDs. Destas salas, apenas a sala C11 tem um pro- jector de vídeo fixo. Dessas cinco salas, duas encontram-se num “regime de exclusividade”: a C9 para a lec- cionação das disciplinas técnicas do Curso Tecnológico de Administração, e a C11 (Sala TIC), para a leccionação das disciplinas de TIC aos cursos CEF, 9.ºs e 10.ºs anos. Todas as restantes salas de informática encontram-se ocupadas, primeiramente, pelas turmas do Curso Tecnológico de Informática e Curso Profissional Técnico de Informática de Gestão, sendo também ocupadas por outras disciplinas, em virtude da falta de salas de aula nor- mal na escola, perante o elevado número de turmas. Além destas salas, a escola dispõe ainda, no centro de recursos, além de vários postos de trabalho, destinados a toda a comunidade educativa, dos seguintes materiais: • Numeroso e diversificado software educativo e temático; • Três computadores portáteis; • Três projectores de vídeo; • Um gravador de DVD’s externo; • Várias pen drives; • Câmara fotográfica digital; • Entre outros. Jorge Teixeira 49
  • 50.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Estes equipamentos podem ser alvos de requisição para apoio às actividades lectivas, por parte de professores e alunos. A escola dispõe ainda de uma sala de trabalho para docentes equipada com cinco compu- tadores e impressora/fotocopiadora a laser e vários laboratórios, também eles equipados com material informático. Destes últimos, o laboratório de Matemática assume, a partir deste ano lectivo, particular importância uma vez que o recente “Plano da Matemática” vai implicar um conjunto de actividades e a obtenção de novos materiais informáticos, duran- te a sua concretização e consequente articulação com o “Plano TIC”. Em fase de implementação também se encontra o denominado “Projecto dos Portáteis”, promovido pelo CRIE, que permitirá desenvolver na escola condições únicas de acesso às TI, principalmente na sua utilização em actividades lectivas. Toda a escola dispõe de ligação à Internet. No entanto, e apesar de no bloco A (bloco “administrativo”) existir uma ligação ADSL e wireless, todos os restantes edifícios onde funcionam actividades lectivas detêm apenas uma ligação RDIS, que remonta aos tempos do “Projecto Nónio” e que, actualmente, não permite dar resposta às solicitações da esco- la. Isto porque, no que se refere à ligação ADSL complementar á implementação das salas TIC na escola, a mesma não foi estabelecida, uma vez que a escola não se encontrava numa zona de cobertura. Essa ligação, até este momento, ainda não foi estabelecida, ape- sar de a área já permitir a cobertura ADSL por parte de várias empresas de telecomunica- ções. B. Utilização das TI Contudo, e apesar de existirem condições físicas e materiais, a utilização das TI no pro- cesso ensino/aprendizagem na escola, fica aquém do esperado. Os equipamentos existen- tes são requisitados, na sua esmagadora maioria, para a exposição de apresentações elec- trónicas, quer por parte dos docentes para apresentação de conteúdos; quer por alunos para apresentação de trabalhos de grupo. Jorge Teixeira 50
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Exceptuando os grupos de Matemática e Informática, neste momento nenhum outro gru- po disciplinar faz uso do seu domínio nos servidores web da escola para a publicação de materiais e actividades que complementem e tornem mais aprazíveis as actividades lecti- vas. Torna-se assim imperativo sensibilizar os docentes para a produção de materiais para suporte web e os alunos para a sua utilização. Além disso, a página web institucional – uma das principais vias de promoção da escola no exterior – encontrava-se, no passado ano lectivo, a necessitar de uma remodelação do seu layout (havia sido realizada por alunos, não se tendo optimizado a sua estruturação), de forma a facilitar a navegação na mesma. Urge também, e de acordo com as novas neces- sidades da escola, enquanto instituição, e das actuais tendência metodológicas de ensino e aprendizagem, sensibilizar a comunidade educativa para a produção de materiais infor- mativos e de promoção da escola. Como complemento destas informações, relato ainda o funcionamento de toda a escola se encontra informatizado, através da utilização de cartões magnéticos. Concluo então que, face às tendências sociais actuais, a escola jamais se poderá permitir ao afastamento face às novas tecnologias de informação. Ao invés, a escola deverá implementar de uma forma harmoniosa as tecnologias e sistemas de informação em todo o processo educativo. Para tal deverá forçosamente, englobar também todos os agentes envolvidos: professores, alunos, encarregados de educação, pessoal não docente e demais instituições directamente envolvidas nas actividades escolares. Jorge Teixeira 51
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano IV – ÁREAS E ESTRATÉGIAS DE ACTUAÇÃO Seguidamente descreverei todas as actividades que proponho realizar no âmbito do pre- sente PFAP, nas suas diversas vertentes. Para complemento da descrição pormenorizada que se segue, aconselho a consulta do cronograma que consta no anexo 3 a este PFAP. 4.1. Direcção do Curso Tecnológico de Informática O desempenho do papel de director de curso constitui uma das actividades pedagógicas mais importantes que me proponho realizar ao longo deste ano lectivo. Não quero deixar de referir a importância do desempenho deste cargo no estreitar de relações entre a esco- la e a comunidade, através da presença dos encarregados de educação no estabelecimen- to de ensino, contribuindo, em articulação com o director de turma para melhor conheci- mento da situação escolar dos seus educandos e consequente auxílio no processo de deci- são acerca da colocação dos alunos nas entidades de estágio. O estreitar de relações entre a escola e o meio exterior patenteia-se também através da celebração de protocolos de estágio, que além da colocação dos alunos em contexto de trabalho, permite também o estabelecimento de mecanismos de entre-ajuda entre a esco- la e as instituições locais/regionais, possibilitando uma melhor compreensão do meio envolvente, principalmente, e porque se trata de um curso tecnológico, no que se refere às tendências e necessidades do mercado de trabalho local/regional. Diversas razões existem para promover o diálogo permanente com os encarregados de educação, das quais se salientam as seguintes: • Trata-se de um curso alvo de reforma em 2004, logo é importante informar os alunos e os encarregados de educação acerca das novas áreas não disciplinares (Projecto Tecnológico e Estágio Curricular) e da PAT – Prova de Aptidão Tecnológica. • Funcionamento da ATI – Área Tecnológica Integrada (anexo 4); Jorge Teixeira 52
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano • Condições necessárias para a conclusão do curso e consequentes certificações (anexo 5); • O estágio não é remunerado sob nenhum aspecto. Assim torna-se necessário reflectir e decidir sobre a localização geográfica do mesmo, de forma a possibilitar um menor custo, por parte do aluno, de despesas relativas a alimentação e deslocações; • Para efeitos de conclusão do estágio, deve ser considerada a assiduidade do aluno, a qual não pode ser inferior a 95% da carga horária global do estágio. Então é necessá- rio efectuar um sistemático controlo da assiduidade dos alunos, inviabilizando possíveis situações comprometedoras; Assim, este diálogo constitui um objectivo extremamente importante a desenvolver ao longo do ano, promovendo para o efeito o contacto assíduo com os encarregados de edu- cação, bem como a realização de reuniões. Neste procurarei adquirir um melhor conheci- mento dos alunos, bem como esclarecer os encarregados de educação sobre o aproveita- mento, assiduidade e comportamento dos seus educandos no estágio curricular e, poste- riormente, na realização da PAT. Para orientar é preciso conhecer. E essa orientação será mais facilmente atingida se hou- ver boa colaboração/comunicação entre os diversos intervenientes, nomeadamente, a família, a escola e as instituições que acolhem os alunos. Das funções de Director de Curso, salientam-se as seguintes: • Assegurar a articulação pedagógica entre as diferentes disciplinas e áreas não discipli- nares do curso; • Organizar e coordenar as actividades a desenvolver no âmbito da formação tecnológi- ca; • Participar em reuniões de conselho de turma, no âmbito das suas funções; • Articular com os órgãos de gestão da escola no que respeita aos procedimentos neces- sários à realização da prova de aptidão tecnológica, nomeadamente a calendarização das provas, e a constituição do júri de avaliação; • Propor para aprovação do conselho pedagógico os critérios de avaliação da PAT (ane- xo 6), depois de ouvidos os professores das disciplinas tecnológicas do curso; Jorge Teixeira 53
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano • Assegurar a articulação entre a escola e as entidades envolvidas no Estágio, identifi- cando-as, fazendo a respectiva selecção, preparando protocolos, procedendo à distri- buição dos formandos por cada entidade e coordenando o acompanhamento dos mesmos, em estreita relação com o professor da disciplina de Especificação; • Assegurar a articulação com os serviços com competência em matéria de apoio sócio- educativo; • Coordenar o acompanhamento e a avaliação do curso; • Recolher informações sobre todo o processo, a fim de as transmitir aos Encarregados de Educação; Além das funções administrativas e pedagógicas que são da minha responsabilidade como Director de Curso, pretendo realizar visitas de estudo, colóquios, acções e outras activida- des, de forma a facilitar e estimular a participação activa dos diversos intervenientes no processo ensino/aprendizagem. Nas grelhas que se seguem, estas actividades aparecerão de forma mais pormenorizada. Jorge Teixeira 54
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano PLANO DE TRABALHO DO DIRECTOR DE CURSO / ÁREAS DE INTERVENÇÃO Objectivos Estratégias / Actividades Intervenientes Calendarização • Facilitar a integração na nova área de • Apresentação do Director de Curso e estudos; Alunos: • Detectar interesses e necessidades dos • Definição de regras de trabalho; alunos apoiando na sua concretização; • Cumprimento das tarefas Administrati- • Criar condições que permitam o desen- vas; volvimento de Atitudes de Responsabi- • Distribuição de tarefas; lidade e Autonomia; • Elaboração/Organização do dossier da DC Início do ano lectivo • Estimular os alunos ao desenvolvimen- direcção de curso; to das potencialidades humanas, sociais e culturais; • Convocatórias aos Encarregados de DC / Alunos / Professores / Ao longo do ano • Fomentar o desenvolvimento de atitu- Educação; EE des e valores que permitam o exercício • Visitas de estudo, Colóquios, Convívios; de uma cidadania plena e responsável. • Actividades no âmbito do Dia da Escola. • Contribuir para uma intervenção peda- • Levantamento, das propostas dos pro- gógica mais eficaz e coerente por parte jectos (PT e PAT) dos alunos, DC/ Alunos 1.º Período de todos os professores da turma; • Coordenação do trabalho pedagógico DC / Professores Ao longo do ano • Fomentar a cooperação e experimen- dos professores das disciplinas técnicas tação pedagógica entre os professores da turma, no sentido de uniformizar cri- das diversas disciplinas; térios e procedimentos, • Realização do regulamento, guia e pro- posta de calendarização e critérios de avaliação da PAT, para aprovação em Conselho Pedagógico (Anexo 7); • Contribuir para a melhoria das rela- • Dinamização de iniciativas de carácter DC / Alunos / Professores / ções: Prof./Alunos, Prof./Prof., interdisciplinar: Acções, Colóquios, Visi- Comunidade escolar / Insti- Prof./EE, Escola/Meio; tas de estudo. tuições Jorge Teixeira 55
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Objectivos Estratégias / Actividades Intervenientes Calendarização • Contribuir para elevar o nível de infor- • Recolher e fornecer informações sobre: DC / EE / Alunos 1.º Período mação/conhecimentos dos EE sobre: o Perspectivas futuras, o Currículos/Saídas Profis- o Cursos/saídas profissionais; sionais, o Objectivos/Conteúdos das disciplinas técnicas, o Regime de avaliação, o Apoios disponíveis na Escola; • Relativamente aos estágios e PAT, in- • Estabelecimento de contactos DC / EE 2.º e 3.º Período formar os EE sobre: o Aproveitamento, o Assiduidade, o Comportamento, o Integração; • Facilitar a integração do aluno na vida • Estabelecimento de contactos; DC / Aluno / Instituições / EE Ao longo do ano activa; • Celebração de protocolos e planos de estágio. Jorge Teixeira 56
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 4.2. Intervenção no âmbito do PEE e Plano Anual de Actividades No âmbito do Projecto Educativo de Escola, proponho-me realizar algumas actividades que estejam de acordo, não só com o modo como me posiciono na escola enquanto membro de uma comunidade educativa, mas também que reflictam a preocupação de contribuir de alguma forma para tornar a escola um espaço mais dinâmico, enriquecedor, agradável e estimulante. Neste sentido, e de forma a dar consecução a alguns dos objectivos mencionados no PEE, tentarei, através de um conjunto de actividades, dinamizar professores, alunos, encarre- gados de educação e restante comunidade escolar. Assim, as propostas de actividades integrantes deste PFAP interagem com os seguintes eixos do PEE: • Ensino / Aprendizagem: o Melhorar os resultados escolares dos alunos, aplicando e promovendo a metodologia de trabalhos de projectos; o Promover a diversidade da oferta educativa numa lógica de inclusão. • Projectar a imagem da escola no exterior: o Actualização da Página da Escola como meio de informação e comunicação; o Preparação e Comemoração do Dia da Escola. Estas actividades estão planificadas nas grelhas seguintes e contam da proposta de activi- dades do grupo de informática para o Plano Anual de Actividades da Escola. Jorge Teixeira 57
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Actividades / Estratégias e acções de Objectivos Intervenientes Recursos Intervenção • Desenvolvimento e actualização da página da Esco- la na Internet: • A nível técnico: o Configuração dos 2 web servers da escola; • Fomentar a utilização da o Criação de domínios para alojamento FTP; página como recurso tecno- o Criação de contas de e-mail institucionais lógico ao serviço da escola; para os diversos agentes educativos da esco- la (Directores de Turma; Coordenadores diversos; Órgãos de Gestão; Clubes e Projec- tos; Serviços Administrativos); • Alunos; • Computadores com • A nível funcional e pedagógico (divulgação • Professores; ligação à Internet; de informações e materiais): • Outros elementos da • Scanner; o Actualização permanente dos seus conteú- • Transformar a página num comunidade educati- • Projector; dos; meio de divulgar a escola; va da Escola Secun- • Fotocópias; o Realização de sessões de trabalho que ensi- • Motivar toda a comunidade dária Daniel Sampaio; • Software para cons- nem e promovam a criação de websites; escolar para as novas tec- • Encarregados de trução de materiais o Realização de sessões de trabalho que pro- nologias de informação; Educação; baseados em web- movam a utilização das páginas de Internet • Fomentar novos métodos • Outras entidades pages; no processo ensino/aprendizagem; de ensino / aprendizagem; externas à escola. • Software para o o Incentivar a produção de materiais lúdico- alojamento de didácticos (Tutoriais; Webquest’s; Matérias páginas e materiais de outras áreas curriculares / extra- via FTP. curriculares; clubes e projectos etc…); o Aproximação à plataforma Moodle; o Utilização da página como meio de aprendi- zagem nas salas de aula – proporcionada pelo “Projecto dos Portáteis”; o Incentivar os professores a divulgarem online • Diversificar as formas de os critérios de avaliação e as planificações; contacto dos Encarregados o Incentivar os Directores de Turma à publica- de Educação com a escola. ção do registo de faltas dos alunos online – acesso mediante password. Jorge Teixeira 58
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Actividades / Estratégias e acções de Objectivos Intervenientes Recursos Intervenção • Levantamento de necessidades de formação a: • Determinar necessidades • Alunos; • Computadores com o Professores; de formação na área das TI • Professores; ligação à Internet; o Funcionários; para, em concordância com • Outros elementos da • Scanner; o Encarregados de educação (no sentido o “Plano das TIC” encontrar comunidade educati- • Projector; de serem os próprios alunos os “for- soluções plausíveis e va da Escola Secun- • Fotocópias; madores”). fomentar o interesse pela dária Daniel Sampaio; • Software diversifi- sua utilização; • Encarregados de cado. • Preparar os alunos para a Educação; apresentação pública das PATs / comunicação peran- te uma plateia. • Organizar as actividades de Informática para os • Fortalecer as relações da • Alunos; • Computadores com dias do Departamento / Dia da Escola: comunidade escolar (encar- • Professores; ligação à Internet; o Projecção de filmes sobre Novas Tecnologias; regados de educação, alu- • Outros elementos da • Scanner; o Organização de palestras sobre Informática nos, professores, outros comunidade educati- • Projector; nos dias de hoje, com ex-alunos (hoje uni- elementos da comunidade va da Escola Secun- • Fotocópias; versitários) e convidados de Faculdades; educativa da Escola Secun- dária Daniel Sampaio; • Jornais; o Promover a participação dos encarregados dária Daniel Sampaio) e • Encarregados de • Revistas; de educação, quer para poderem ver os tra- entidades parceiras da Educação; • Software educativo balhos dos alunos, quer para transmitirem o escola; • Outras entidades / temático; seu testemunho profissional pessoal; • Valorizar o trabalho dos externas à escola. • Auditório; o Promover visitas de estudo de outras esco- alunos ao longo do ano lec- • Comunicação aos las, proporcionando o intercâmbio de ideias e tivo; Encarregados de interesses; • Motivar os alunos para a Educação e ás enti- o Exposição de trabalhos dos alunos elabora- Informática/Novas Tecno- dades convidadas. dos nas disciplinas do grupo de informática. logias. • Visita de estudo ao centro de Formação Profissional • Conhecer as saídas e certi- • Alunos do 11º e do • Contactos com as de Tomar. ficações profissionais; 12º anos do Curso entidades; • Identificar perfis / compe- Tecnológico de • Comunicação aos tências para o mercado de Informática. Encarregados de trabalho; Educação; • Compreender a natureza • Transporte. dos CETs – Cursos de Especialização Tecnológica. Jorge Teixeira 59
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Actividades / Estratégias e acções de Objectivos Intervenientes Recursos Intervenção • Visita de estudo a uma Universidade e a uma • Conhecer as etapas de pro- • Alunos do 12º ano do • Contactos com as empresa de produção de Software. dução de software; Curso Tecnológico de entidades; • Conhecer as ofertas educa- Informática. • Comunicação aos tivas na área de informática Encarregados de pós 12º ano; Educação; • Conhecer o mercado de • Transporte. trabalho na área de infor- mática. • Visita de estudo à Escola Superior de Tecnologia de • Proporcionar aos alunos um • Alunos do 11º e do • Contactos com as Setúbal – Dia aberto à Comunidade. contacto com trabalhos 12º anos do Curso entidades; desenvolvidos no âmbito da Tecnológico de • Comunicação aos informática em geral, moti- Informática. Encarregados de vando-os para a área em Educação; que estão inseridos. • Transporte. • Apresentação pública das PAT’s (Provas de Aptidão • Divulgar os trabalhos reali- • Alunos do 12º ano do • Computadores com Tecnológicas) zados pelos alunos do 12º Curso Tecnológico de ligação à Internet; ano do Curso Tecnológico Informática; • Scanner; de Informática; • Professores; • Projector; • Promover à área tecnológi- • Outros elementos da • Fotocópias; ca / profissional como plano comunidade educati- • Equipamentos mul- de estudos; va da Escola Secun- timédia; • Estreitar relações entre a dária Daniel Sampaio; • Auditório; escola e as diversas insti- • Entidades empresa- • Software diversifi- tuições locais e regionais. riais a operar na área cado. da informática. Jorge Teixeira 60
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 4.3. A leccionação da ATI – Área Tecnológica Integrada 4.3.1. Considerações acerca da ATI A ATI do Curso Tecnológico de Informática é composta por: • Disciplina de Especificação – no caso Técnicas de Gestão de Bases de Dados; • Projecto Tecnológico; A matriz curricular elaborada pelo Ministério de Educação e regulamentada pelo anexo à Portaria n.º 550-A2004, de 21 de Maio, determina uma carga lectiva anual de 120 blocos de 90 minutos à disciplina de especificação e 27 ao projecto tecnológico. Semanalmente, são 7 blocos de 90 minutos (6 mais 1, respectivamente) a serem assegurados pelo mesmo docente. Tratam-se de disciplinas cuja leccionação se encontra distribuída de uma forma bastante desigual pelos três períodos lectivos, em virtude da interrupção provocada pelo estágio curricular que o ocupa os seus tempos lectivos. O Estágio tem uma carga de 160 blocos de 90 minutos que correspondem a 240 horas de formação em contexto de trabalho. A supervisão do Estágio cabe ao professor - orientador, docente que assegura a disciplina de Especificação e o Projecto Tecnológico, em representação da escola, e ao monitor, ele- mento que representa a entidade de acolhimento. São funções do professor - orientador planear, acompanhar e avaliar o Estágio, em conjunto com o monitor e o aluno-formando. A ATI tem portanto, uma carga total de 307 blocos de 90 minutos anuais. Ao professor da ATI cabe também orientar e ajudar o aluno na realização da PAT – Prova de Aptidão Tecnológica, e consequente preparação da sua apresentação no final do ano lectivo. Neste domínio, cabe ao professor da ATI: • Informar os alunos sobre os critérios de avaliação; 61
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano • Orientar o aluno na escolha do produto a apresentar, na sua realização e na redacção do respectivo relatório; • Receber as propostas de projectos pessoais dos alunos, sob uma forma esquemática – proposta de projecto –, analisá-los e verificar a sua viabilidade em conjunto com o Conselho de Turma; • Comunicar ao aluno o parecer do Conselho de Turma sobre a proposta de projecto, e, se este for desfavorável informá-lo da necessidade da sua reformulação; • Solicitar ao aluno a apresentação de um Plano devidamente estruturado, da sua Pro- posta de Projecto, contendo este, obrigatoriamente, as várias etapas de planificação do mesmo; • Apoiar os alunos desde o início do Projecto na sua execução, conduzindo-o à supera- ção das dificuldades; • Solicitar a outros professores do curso o apoio a dar aos alunos quando o carácter específico do Projecto o exigir; • Decidir se o produto e o relatório estão em condições de serem presentes ao júri; • Orientar o aluno na preparação da apresentação a realizar na PAT; • Lançar, na respectiva pauta, a classificação da PAT. Seguidamente, apresenta-se uma breve descrição de cada uma destas componentes. A. Técnicas de Gestão de Bases de Dados As Técnicas de Gestão de Bases de Dados são uma das componentes de uma das especi- ficações terminais do Curso Tecnológico de Informática, que surge neste contexto sob a forma de uma pré-especialização, que poderá, e deverá, ter continuidade no mundo do trabalho. Hoje, a generalidade das funções a desempenhar por um técnico qualificado de nível 3, está de forma directa ou indirecta associada às bases de dados, ou de uma forma mais geral a bases de conhecimento, cuja estruturação obedece a princípios, regras e leis cujo conhecimento determina em larga escala a performance com que se desempenham essas funções. 62
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano Sendo então este curso um curso fortemente orientado para a vida activa, é natural que as suas componentes terminais ao nível do ensino secundário possam estar orientadas para o que possam ser as prováveis orientações de aplicabilidade nesse contexto de traba- lho, que é, por definição aquele para onde presumivelmente o sujeito se dirigirá a partir do fim do curso, tal como aliás se indica nos princípios orientadores desta formação. Nos termos dos pressupostos orientadores enquadrados pelo Decretos – Lei 7/2001 e 74/2004, deve ainda esta disciplina articular-se com as aprendizagens desenvolvidas nas disciplinas da componente de formação tecnológica, com o Projecto Tecnológico (PT) e contribuir de forma coerente e adequada para a Prova de Aptidão Tecnológica (PAT). Estão definidos assim, os pressupostos essenciais para que estes conteúdos façam parte de uma componente de especificação terminal – a ATI. B. Projecto Tecnológico O Projecto Tecnológico é uma área não-disciplinar, integrada na ATI do curso Tecnológico de Informática, que tem como finalidades: • A integração de saberes e competências adquiridas ao longo do curso, em torno do desenvolvimento de metodologias de estudo, investigação e trabalho de grupo. • A aproximação ao mundo do trabalho, ao mundo empresarial, às instituições científicas e culturais, às instituições da administração pública, às instituições de solidariedade social ou aos órgãos de poder local e central. • Promover a orientação escolar e profissional dos alunos, relacionando os projectos desenvolvidos com os seus contextos sociais e, em particular, com os contextos de trabalho e as saídas profissionais; • Preparar a Prova de Aptidão Tecnológica. 63
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano C. Estágio Curricular Entende-se por estágio o desenvolvimento supervisionado, em contexto real de trabalho, de práticas profissionais inerentes ao Curso Tecnológico de Informática e à especificação em Técnicas de Gestão de Bases de Dados. O estágio realiza-se numa entidade pública ou privada, na qual se desenvolvam actividades profissionais relacionadas com a área de formação em causa. O estágio visa: • Desenvolver e consolidar, em contexto real de trabalho, os conhecimentos e compe- tências profissionais adquiridos durante a frequência do curso; • Proporcionar experiências de carácter sócio-profissional que facilitem a futura integra- ção dos jovens no mundo do trabalho; • Desenvolver aprendizagens no âmbito da Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho. Neste sentido, são responsabilidades do aluno: • Colaborar na elaboração do protocolo e do plano de estágio; • Participar nas reuniões de acompanhamento e avaliação do estágio; • Cumprir, no que lhe compete, o plano de estágio; • Respeitar a organização do trabalho na entidade de estágio e utilizar com zelo os bens, equipamentos e instalações; • Não utilizar sem prévia autorização a informação a que tiver acesso durante o estágio; • Ser assíduo, pontual e estabelecer boas relações de trabalho; • Elaborar o relatório de estágio. D. PAT – Prova de Aptidão Tecnológica A Prova de Aptidão Tecnológica consiste na defesa, perante um júri, de um produto, que assume a forma de objecto ou produção escrita ou de outra natureza, e do respectivo relatório de realização, os quais evidenciam as aprendizagens profissionais adquiridas pelo aluno. 64
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano A mesma poderá assumir as seguintes formas: • Projecto Pessoal e profissional centrado em temas e problemas no qual o aluno invista saberes e competências adquiridas ao longo da sua formação e se desenvolva em arti- culação directa com o mundo de trabalho ou que constitua um forte contributo para a sua aproximação à vida activa. • Somatório de pequenos projectos desenvolvidos pelo aluno ao longo do curso, prefe- rencialmente da disciplina de especificação ou do projecto tecnológico, nomeadamen- te: o Aproveitamento de trabalho a realizar em qualquer disciplina ao qual o alu- no dê um desenvolvimento pessoal desde que o seu conteúdo venha a con- tribuir para a sua futura integração profissional, nomeadamente pelo aper- feiçoamento de conhecimentos, competências e atitudes relativas ao desempenho da futura actividade profissional; o Elaboração de artigos técnicos, afins ao respectivo curso, a publicar em revistas técnicas, boletins de associações empresariais, jornais locais, etc…; o Trabalhos de carácter técnico que o aluno possa ter desenvolvido durante o seu período de estágio. • Outras formas que o aluno encontre e que o respectivo professor da Área Tecnológica Integrada, juntamente com os outros professores da área técnica e com o Coordena- dor de Curso, constatem que tem fundamento. Várias finalidades se pretendem atingir com a Prova de Aptidão Tecnológica: • Integrar dois contextos de formação: espaço – escola e espaço – mundo do trabalho; • Contextualizar a formação dos alunos nas realidades locais permitindo um melhor conhecimentos destas e dos seus potenciais; • Aperfeiçoar competências, atitudes e conhecimentos facilitadores do acesso a um emprego e a uma carreira; • Promover o desenvolvimento de competências de empregabilidade, fomentado um envolvimento activo num projecto pessoal e profissional; • Obter a certificação da formação profissional adquirida. 65
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 4.3.2. Planificação das actividades lectivas Uma vez que a unidade de intervenção escolhida para fazer a planificação foi a intitulada “Servidores Web”, relativa à disciplina de Técnicas de Gestão de Bases de Dados do 12º ano do Curso Tecnológico de Informática, impõe-se uma análise pessoal às planificações elaboradas (ver planificações a longo e a médio prazo, assim como um plano de aula-tipo, que constam dos anexos 8 a 10). Assim, e num contexto de especificação terminal, existem alguns componentes que se consideram enquadradores de uma leitura mínima dos saberes necessários ao desempe- nho desejado e que, estruturam o conhecimento exigido a uma qualificação nessa área, a saber: • Análise de sistemas; • Modelos relacionais; • Programação e Linguagem de SGBD; • SGBD para a Web; • Aplicação. Entendem-se estes componentes como sequenciais ou complementares de uma formação já concebida e conseguida em anos anteriores. Desde logo é extremamente importante que seja feita uma introdução séria à análise, uma vez que não faz sentido trabalhar bases de dados (e não se trata de simples manipu- lação) sem se ter uma noção de como gerar uma base, numa perspectiva de programação do que se deseja lá colocar. Por outro lado, uma visão transdisciplinar da análise, permiti- rá sempre ao aluno desenvolver em contexto de trabalho capacidades inerentes às ferra- mentas de trabalho que vier a utilizar e que se revelarão necessariamente como mais valias quer pessoais quer ao nível da empresa, qualquer que ela seja. Dar continuidade ao pouco que se aprendeu sobre bases de dados até aqui, – sobretudo por causa da sua complexidade funcional – nomeadamente na análise relacional que se 66
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano deseja compreender através do conhecimento dos modelos e das soluções de implemen- tação, é uma fase imediata, que deve proporcionar ao sujeito da aprendizagem, não ape- nas uma visão de conjunto e também estruturada do que são Bases de Dados numa pers- pectiva empresarial, mas sobretudo criar as competências necessárias para que cada um seja capaz, em fase posterior, de aplicar esses conceitos de forma adequada, articulada e eficaz. Também nesse sentido, se procura uma nova lógica de concepção e aplicação das solu- ções já estudadas a partir do 11º ano de escolaridade ao nível da programação, no que à bases de dados diz respeito, nomeadamente ao ADO Data Control, que se desenvolveu no Visual Basic e que se recupera este ano na disciplina de Bases de Programação com o Visual C++, como referentes das linguagens orientadas a objectos e a eventos, que pos- suem hoje em dia na sua sintaxe e na sua semântica, os componentes para a implemen- tação de soluções relacionadas com as bases de dados. Como sequência lógica, pretende-se um enquadramento de uma plataforma padrão, que sirva os interesses de uma grande abrangência do mundo empresarial, e por isso apontou- se para o SQL, sem que no entanto se “ancorasse” especificamente a uma dada ferramen- ta essa aprendizagem. Como componente terminal de novos conteúdos, faz-se uma abordagem centrada na Web, numa perspectiva de desenvolvimento, na medida em que a evolução das “e- ferramentas” e “e-funcionalidades”, nomeadamente na área do e-commerce assim o exi- gem. Abordam-se então genericamente linguagens de scripting para escrever aplicações (ser- verscripts) para a Web, usando bases de dados, nomeadamente centrando a “leitura” da aprendizagem nas aplicações de comércio electrónico, através da linguagem ASP NET e ASP/VB, de acordo com a diversidade de oferta para o mercado de trabalho; inclui-se aqui uma introdução à instalação e configuração básicas às plataformas de servidores web Apache e Internet Information Server. 67
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano A disciplina permite ainda configurar uma unidade de aplicação (Projecto Tecnológico), onde os alunos poderão dar corpo ao aprendido, salientando-se que pode enquadrar a PAT, uma vez que se trata de uma área de carácter quase universal. Este conjunto de competências tem como objectivo fundamental, permitir que o aluno habilitado com o Curso Tecnológico de Informática, e com esta especialização possa, em termos de desenvolvimento da sua actividade profissional, desempenhar as funções de Técnico de Gestão de Base de Dados. Importa realçar que se trata de uma disciplina de cariz essencialmente prático, que deverá proporcionar uma aproximação ao mundo do trabalho, podendo, com a realização do estagio, criar-se situações de aprendizagem concomitante – em contexto de trabalho e simultaneamente na escola – que proporcionem aos alunos um contacto suficientemente profundo com o mundo empresarial, o que pode ser conseguido através de parcerias entre a escola e entidades locais, nomeadamente empresas, instituições, serviços públicos etc… Sugiro assim que todas as componentes indicadas, incluindo o estudo das técnicas de aná- lise estruturada de sistemas e das ferramentas de apoio ao trabalho de modelação; o aprofundamento de conceitos relacionados com uma linguagem estruturada de acesso a dados; o estudo de conceitos, técnicas e ferramentas de análise orientada a objectos; a inserção e manipulação de uma base de dados numa linguagem de programação sejam leccionadas numa perspectiva de “aprender fazendo” em que o aluno não se torne num simples destinatário meramente receptivo da informação que à posterior validará usando, mas sim que interaja com o docente, com os colegas e com os materiais da aprendiza- gem, de uma forma pró-activa, recriando sistematicamente e em ciclo, as tarefas que serão o seu domínio de actividade no mercado de trabalho. 68
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 4.3.3. Fundamentação do Projecto e das Actividades Propostas Um dos objectivos principais do professor deve ser, assegurar nos seus alunos, o desen- volvimento do raciocínio, da reflexão crítica, da curiosidade científica e o aprofundamento dos elementos fundamentais de uma cultura humanista, artística, científica e técnica. Assim sendo, o professor deve organizar o currículo com a preocupação de ir ao encontro das expectativas, interesses e saberes dos alunos de forma que “(…) as aprendizagens sejam o mais significativas possível e que permitam resolver os problemas de compreen- são e de participação.” (Leite, Carlinda, 2001). Deve reconhecer-se que os conteúdos só fazem sentido se explorados em contextos de interacção e actividade que têm que ser criteriosamente concebidos. Uma parte significati- va do futuro da aprendizagem não se encontra nos conteúdos. Muito desse futuro, talvez a sua parcela mais crítica, encontra-se nos contextos. “Não se encontra, assim, na produ- ção e distribuição de conteúdos, nem na transferência de aprendizagens ou de conheci- mento para cabeças vazias, mas sim em tornar possível a construção das aprendizagens pelos seus próprios destinatários, em ambientes culturalmente ricos em actividade – ambientes que nunca existiram, que o recurso inteligente aos novos media tornou possí- veis e nos quais se aplicam paradigmas completamente distintos dos do passado.” (Figuei- redo, Dias, 2002). Para que esses conhecimentos sejam o mais significativos possível, o projecto foi pensado e concebido de forma a aproveitar situações reais e concretas, contextualizando assim o estudo de um tema de crucial importância para uma sociedade cada vez mais informatiza- da e dependente das novas tecnologias. Ao utilizar uma metodologia de aprendizagem baseada em projecto, verifica-se que os alu- nos à medida que o vão desenvolvendo vão também sentindo a necessidade de aprender 69
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano novos conteúdos, ou seja, o aluno torna-se actor da sua própria formação – learning by doing. Desta forma, são ainda identificados benefícios optando-se por trabalhar em projecto, vis- to que, “(…) trabalhar em projecto pressupõe ter interlocutores, trabalhar em grupo, ser colegial, partilhar finalidades, admitir posições contrárias, negociar essas posições, agir eticamente, assumir compromissos e responsabilidades.” (Cortesão, Leite e Pacheco, p. 37). “É na relação entre saber e experiência, na articulação entre aquisições escolares e transferência para situações da vida real, que o trabalho de projecto se situa.” (Cortesão, Leite e Pacheco, p. 36). Outro aspecto que incita à implementação deste projecto, é o facto dos alunos da turma revelarem alguma falta de autonomia, falta de sentido de responsabilidade, nomeadamen- te no cumprimento de prazos e revelarem também, dificuldades em exprimir as suas ideias, tanto oralmente como na forma escrita. Neste contexto, a ideia de projecto justifi- cava-se, como forma de suprimir essas dificuldades recorrendo a diferentes processos de comunicação dos resultados obtidos. A unidade de intervenção escolhida – Servidores Web – instrui os alunos para instalar cor- rectamente uma plataforma para servidores web, partindo depois para a sua configuração técnica e prestação de serviços. Pata tal, os alunos deverão também conhecer os proce- dimentos necessários à manutenção e gestão dum servidor web. A disciplina de Técnicas de Gestão de Base de Dados, do 12º ano de escolaridade é uma disciplina com uma forte componente prática. Depois de desenvolvidos e interiorizados uma série de conceitos teóricos, há que aplicar na prática tudo o que se aprendeu, não só este ano, mas também em anos anteriores e nas variadas disciplinas. Assim, e depois de realizada uma análise ao programa da disciplina, verificava-se que a unidade em questão era a única que ainda não detinha actividades práticas que envolvessem o “saber fazer” por parte dos alunos. Detendo a escola as condições técnicas ideias (dois servidores web) e, tendo em conta que os alunos possuem aprendizagens para a criação e manutenção de websites (nas dis- 70
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano ciplinas de TIC – 10.º ano – e Aplicações Informáticas A – 11.º ano), estão reunidas as condições para que os alunos possam praticar e desenvolver um projecto nesta área. Assim o projecto consiste na configuração de um dos servidores web da escola, afectando os serviços (WWW/http, FTP e Mail/SMTP) aos cursos tecnológicos e profissionais em cur- so na escola. Desta forma é possível criar vias de comunicação privilegiadas entre todos os intervenientes no correcto funcionamento dos mesmos – alunos, professores, entidades e instituições e encarregados de educação. A interdisciplinaridade está também patente na sua concretização, uma vez que os alunos precisam de aplicar conhecimentos aprendidos na disciplina de Bases de Programação, do corrente ano curricular, nomeadamente na unidade de Linguagens de Programação de Páginas Web. Como a unidade supervisionada vai incidir sobre o desenvolvimento deste projecto, a defi- nição de objectivos e organização de conteúdos e actividades vão ser especificados em detalhe na planificação da unidade e no plano da aula-tipo, ou seja, nas duas próximas secções do PFAP, e nos anexos 9 e 10). Das restantes unidades, muitos projectos estão previstos, dado o carácter de especificação da disciplina, e também do Projecto Tecnológico, que será leccionado em estreita articula- ção com a mesma. Deste trabalho contínuo ao longo do ano lectivo resultará a PAT, para a qual vale também a pena salientar o seu carácter interdisciplinar. Para a sua concretiza- ção, os alunos deverão deter as aprendizagens técnicas necessárias, assim como conhe- cimentos sólidos para a estruturação e realização de relatórios técnicos (adquiridos e tra- balhados nas aulas de Português). Em alguns casos, será também necessário o apoio da disciplina de Matemática para a optimização de raciocínios e conjugação de probabilida- des. As estratégias a implementar durante a realização deste trabalho, e de todos os trabalhos ao logo do ano lectivo, consistem em: • Preparar os alunos para a sua inserção no mercado de trabalho; • Orientar e preparar os alunos para a realização e apresentação das PATs; 71
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano • Orientar os alunos, estimulando-os a aprender e a ultrapassarem as dificuldades com que se deparam, ficando assim cada vez mais envolvidos no trabalho; • Incentivar os alunos a trabalhar em grupo; • Discutir em grupo os trabalhos realizados; • Realizar visitas de estudo; • Participar nas actividades do dia do Departamento de Matemática/Informática (e pos- sível Dia da Escola). Para além deste trabalho, à medida que vamos avançando nos conteúdos temáticos pre- vistos para esta disciplina, os alunos vão sendo confrontados com diversas fichas de traba- lho, por forma a poderem aplicar os novos conceitos aprendidos, seguindo a filosofia de que “para aprender, o melhor é fazer”. Para isso, é vantajoso ter um projecto, um objecti- vo, para se envolverem e interessarem pelo trabalho em si. 72
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 4.3.4. Planificação da Unidade – Servidores Web Para fazer o enquadramento desta unidade nos conteúdos temáticos da disciplina, consul- tar a planificação a longo prazo em anexo (ver anexo 8) da qual resulta a planificação a médio prazo – a planificação da unidade/projecto – que consta no anexo 9. Importa referir que a planificação da unidade/projecto define as competências a desenvol- ver nos alunos (no que se refere aos conhecimentos a adquirir, capacidades a obter e ati- tudes a desenvolver). Especifica também que conteúdos são abordados, assim como as estratégias adoptadas para que os alunos desenvolvam o projecto proposto. Apresenta ainda os recursos necessários para a implementação do projecto e aprendiza- gem dos seus conteúdos, e, por fim, de que forma o aluno é avaliado nesta unidade, e como se traduz essa na avaliação global da disciplina. 73
  • 74.
    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano 4.3.5. Planos das aulas A planificação aula a aula, que incide também sobre a unidade supervisionada (Anexo 10 do presente PFAP, onde consta a simulação de uma aula-tipo) foi pensada tendo em conta os aspectos que seguidamente se descrevem. Como na escola onde estou a leccionar, as aulas da disciplina em questão estão estrutura- das em blocos de dois tempos lectivos de 45 minutos cada, a planificação foi elaborada com base nesses mesmos blocos, permitindo maior proximidade com o que se passa na prática. Em todas as aulas, no início, é feita uma retrospectiva, permitindo fazer o ponto da situa- ção, situando quer o professor, quer os alunos (e fundamentalmente estes últimos) no contexto da aula. No final de cada aula será sempre estabelecida uma ponte para a sessão seguinte, abrindo assim o “apetite” para o que se segue e incentivando nos alunos o espí- rito empreendedor. Durante as aulas vão ser utilizadas situações de aprendizagem adequadas, tendo em vista o enquadramento das competências a adquirir pelo aluno através da realização do projec- to. Será também feita a articulação de conteúdos da disciplina de Técnicas de Gestão de Bases de Dados e de Bases de Programação, de forma a optimizar os resultados. Na planificação aula a aula pretendo também especificar as tarefas e modos de organiza- ção do trabalho (passando pelo ajustamento de tarefas), e definir as formas de comunica- ção nos diversos momentos das aulas. 74
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano V – AVALIAÇÃO A avaliação constitui um momento de pausa, de reflexão e de crítica, que deve estar pre- sente em todas as unidades planificadas neste projecto educativo. Pressupõe que no desenvolvimento das diversas actividades realizadas no domínio da direcção de curso, da disciplina de Técnicas de Gestão de Bases de Dados da ATI – Área Tecnológica Integrada ou do projecto educativo da escola, se prossigam ou se faça uma remodelação das mes- mas. É um processo contínuo e constitui um instrumento aferidor entre a planificação das actividades e a sua execução. No domínio da disciplina de Técnicas de Gestão de Bases de Dados, proponho-me a fazer uma avaliação sistemática e contínua, de modo a informar os intervenientes sobre o esta- do de cumprimento dos objectivos do currículo, bem como a qualidade do processo ensi- no/aprendizagem – avaliação formativa. Este tipo de avaliação constitui, assim, um instrumento valioso para que os alunos atinjam sucesso na aprendizagem, permitindo adoptar, atempadamente, medidas de correcção. Para a compreensão global da avaliação da ATI, consultar o anexo 11 – Critérios de ava- liação da ATI. A opinião dos alunos sobre o trabalho desenvolvido, bem como a minha actuação no pro- cesso ensino/aprendizagem, constituirá também um dado de grande importância. Subja- cente a isto, estará, por um lado a preocupação de recolher e informar periodicamente os alunos do seu progresso bem como, fazer uma avaliação da minha própria actuação, melhorando-a, quer ao nível da prática pedagógica, quer na definição e reajustamento das estratégias utilizadas. Em relação ás actividades do domínio da direcção de curso, auscultarei as opiniões de todos os intervenientes na correcta implementação do Curso Tecnológico de Informática, principalmente no que se refere à ATI e à PAT, oralmente e de forma oficiosa, sempre que 75
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano for necessário. O parecer acerca das actividades que neste âmbito desenvolverei, e o modo como este cargo é desempenhado, será essencialmente recolhido nos diversos momentos de contactos pessoais (reuniões com alunos, instituições e encarregados de educação), celebração de protocolos e apresentações das PATs. Relativamente às actividades a realizar no domínio do projecto educativo de escola/plano anual de actividades, será feita uma apreciação pessoal, uma apreciação conjunta com o grupo de informática, bem como a recolha de opiniões dos elementos participantes das actividades. Constituindo formas de apreciação diferentes, o que se afirma importante é transformar o processo de avaliação num instrumento útil, de reflexão e crítica pessoal, de forma a pla- nificar e remodelar continuamente as actividades propostas, contribuindo assim, para um melhoramento da minha prática lectiva. 76
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano CONCLUSÃO Este Projecto de Formação e Acção Pedagógica constitui uma proposta de trabalho para o presente ano lectivo. No entanto, algumas das actividades contempladas neste PFAP deve- rão ser continuadas nos próximos anos lectivos e alargadas a outras disciplinas e grupos disciplinares, aproveitando os resultados desta nova actividade agora proposta. Para conseguir levar este projecto a bom porto, procederei sempre que necessário, no decorrer da minha actividade, aos reajustamentos apropriados de forma a melhorar a minha actuação no processo de Ensino / Aprendizagem. Para que a actividade no ensino seja eficaz, é necessário que haja alguma direcção sob a forma de metas e experiências, o que origina que todo o trabalho decorra segundo um encadeamento harmonioso de ideias, actividades e interacções, originando um comporta- mento responsável como parte integrante da aprendizagem. É portanto essencial formular objectivos, precisando de forma clara e correcta: o compor- tamento esperado; as condições de realização e os critérios de êxito. Os objectivos têm como principal função servir de instrumento de comunicação entre todos os interessados no processo de Ensino/Aprendizagem, tornando este processo mais eficaz. Assim sendo, espero que este PFAP, como guia para o presente ano lectivo, me ajude a atingir os objectivos a que me propus, valorizando a minha formação e enriquecendo as relações entre os intervenientes no processo de ensino. 77
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano BIBLIOGRAFIA • Correia, J. A.; “Inovação Pedagógica e Formação de Professores”; Editora ASA, Lisboa • Figueiredo, Dias – O futuro da educação perante as novas tecnologias (http://www.dei.uc.pt/~adf/Forest95.htm) – 1995 • Leite, Carlinda – “Projectos curriculares de escola e turma – Conceber gerir e avaliar” ex. al. – Porto: Edições Asa – 2001 • Luiza Cortesão. Carlinda Leite. José Augusto Pacheco – Trabalhar por projectos em educação. Uma inovação interessante? – Porto Editora • Oliveira, F.; “Preparação e Desenvolvimento de Sessões de Formação”; Colecção Aprender, I.E.F.P. • Paixão, M. L. L.; “Educar para a Cidadania”; Lisboa Editora • Pinheiro, J. et al.; “Métodos Pedagógicos”; Colecção Aprender, I.E.F.P. • Ponte, J. et al.; “Projectos Educativos”; Ministério da Educação – Departamento do Ensino Secundário • Ricardo Vidal Silva. Anabela Silva – Educação aprendizagem e tecnologia. Um para- digma para professores do século XXI – APGC: Edições Silato – 2005 • Decreto-Lei n.º 7/2001 (D.R. n.º 15, Série I-A de 2001-01-18) • Portaria n.º 550-A/2004 e anexos (D.R. n.º 119, Série I-B, Suplemento de 2004-05-21) • Guia do aluno da Escola Secundária Daniel Sampaio (Ano lectivo 2006/2007) • Projecto Educativo da Escola Secundária Daniel Sampaio (2005/2008) Sites da Internet de referência: • Página da Escola Secundária da Sobreda – http://www.esec-danielsampaio.pt/ • http://viajar.clix.pt/com/geo.php?c=186&mg=1&lg=pt • http://www.portugalweb.net/almada/almada/default.asp • http://www.portugalweb.net/almada/sobreda/DEFAULT.asp • http://pt.wikipedia.org/wiki/Almada • http://www.portaldealmada.com/ • http://www.roteirodealmada.com/ • http://www.ipv.pt/ 78
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    PFAP – Projectode Formação e Acção Pedagógica ESE Setúbal – Profissionalização em Serviço – 2.º Ano ANEXOS 79
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    ANEXO 1 A TURMA12.º F i
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    ANEXO 2 INQUÉRITO PARACARACTERIZAÇÃO DA TURMA iv
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    ANEXO 3 CRONOGRAMA DASPRINCIPAIS ACTIVIDADES DO PFAP vii
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    ANEXO 4 FUNCIONAMENTO DA ATI DOCUMENTAÇÃO / INFORMAÇÕES DESTINADAS AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO E ALUNOS ix
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    ANEXO 5 CONCLUSÃO ECERTIFICAÇÃO DO CURSO xxi
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  • 102.
    ANEXO 6 CRITÉRIOS DEAVALIAÇÃO DA PAT xxiii
  • 103.
  • 104.
    ANEXO 7 REGULAMENTO EGUIA DA PAT xxv
  • 105.
  • 106.
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  • 125.
    ANEXO 8 PLANIFICAÇÃO ALONGO PRAZO xlvi
  • 126.
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  • 136.
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  • 138.
    ANEXO 9 PLANIFICAÇÃO AMÉDIO PRAZO lix
  • 139.
  • 140.
    ANEXO 10 PLANIFICAÇÃO ACURTO PRAZO AULA – TIPO lxi
  • 141.
  • 142.
  • 143.
    ANEXO 11 CRITÉRIOS DEAVALIAÇÃO DA ATI lxiv
  • 144.
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  • 146.