SlideShare uma empresa Scribd logo
Os Iorubás:
• Os reinos Iorubás floresceram
  ao sul do rio Níger. Suas origens encontram-se
  numa antiga população indígena que tinha
  como centro a cidade de Ifé. Depois chegaram
  os conquistadores, guiados por Oduduwa, o
  legendário antepassado fundador.
• Os filhos de Oduduwa iniciaramas diversas
  dinastias Iorubás que se instalaram na região
  entre os anos 600 e
  900 da nossa Era, vindos provavelmente do
  Alto Nilo. Alguns especialistas afirmam
  que a cultura Iorubá tem parentesco com a
  egípcia, e outros, com a da Núbia.
• Ambas as opiniões consideram também a
  possibilidade de que, através da
  Abissínia (região onde fica a atual Etiópia), a
  cultura Iorubá tenha parentesco
  com a helenista. Alguns afirmam que
   Ifé, cidade santa dos Iorubá, seja Ufa, a
  cidade mencionada na bíblia onde
  os fenícios adquiriam ouro a pedido do rei
  Salomão.
• Até hoje, no entanto, nenhuma
  das hipóteses foi comprovada.
MUNDO COMEÇA EM IFÉ, A CIDADE
         SAGRADA
• Capital do primeiro reino, Ifé
  alcançou rapidamente um notável
  desenvolvimento religioso e político,
  desempenhando numerosas funções no seio
  dos diversos reinos Iorubás,
  especialmente no campo espiritual.
• Ifé atingiu o auge do resplendor entre os
  séculos XII e XIV. Seu apogeu foi no século XIII.
  A partir do século XIV, deixa de ser o centro
  político da potência Iorubá, mas continua a
  exercer o papel de cidade santa. O rei de Ifé é
  considerado o pai de todos os reis Iorubás.
• A cidade é ainda capital do reino originário e,
  segundo se acredita, constitui o centro da
  terra. Ali, a terra teria começado a
  se formar e ali teria descido a divindade pai –
  ou mãe – de todos os viventes
  para fundar e reinar sobre "sua" primeira
  cidade.
• De fato, um mito mesclando
  história e lenda afirma que Oduduwa, o
  ancestral divino de todos os Iorubá,
  desceu do céu e depositou sobre as águas um
  pouco de terra e uma galinha. Esta,
  ao ciscar, lançou terra em diversas direções. É
  assim que, ao redor de Ifé, o mundo começou
  a ser criado.
• Não é de se estranhar, portanto, que os
  Iorubá tenham como centro de sua
  religiosidade um Deus criador e que possuam
  um forte sentido da constante presença divina
  em sua vida
  cotidiana. O que não os impede, no entanto,
  de seguir uma religião politeísta,
  com sociedades secretas nas quais se
  celebravam festas com sacrifícios humanos.
• Isso explica também o motivo
  de, ainda hoje, os Iorubá serem muito
  religiosos, embora pluralistas no que diz
  respeito a que religião praticar. Há, por
  exemplo, famílias nas quais o pai é
  muçulmano, a mãe segue a religião tradicional
  e os filhos são católicos ou protestantes.
• Dentre os elementos presentes nesta obra-
  prima da oralidade iorubá estão os Oriki –
  evocações; os Orin – cantos; os Orin-Esa –
  cantigas em louvor aos ancestrais masculinas;
  os Orin-Efe – canções dirigidas às ancestrais
  femininas; as Aduras – orações; os Ibás –
  saudações. Nos poemas maiores, os Iremoje e
  os Ijala, estão preservados os elementos mais
  significativos da trajetória mitológica deste
  povo.
• O cosmo iorubá é arquitetado em uma estrutura
  quádrupla, daí os sacerdotes serem também
  enquadrados em categorias que correspondem a esta
  visão de mundo. Os babalaôs dirigem o culto a Ifá, na
  dimensão da interação humana; os babalorixás e
  ialorixás – pais e mães que presidem as iniciações no
  orixá – lideram a adoração a estas divindades; os
  babalossaim – símbolos da paternidade – são os
  responsáveis pelo culto a Ossaim, a esfera das folhas,
  representantes da Natureza; e os babalojés/ babaojés
  – que protagonizam os pais na veneração aos
  ancestrais da linhagem masculina – comandam a
  adoração aos mortos.
• Nas terras americanas os iorubás procuram
  reproduzir esta representação espacial
  geográfica e cosmológica. Cada esfera do
  recinto sagrado na América reflete a mesma
  teia sagrada que marca o universo iorubá no
  continente africano. O Ifá atua como o
  protetor do saber sagrado, um depósito
  palpitante das memórias desta civilização.
Iemanjá
EXU:
Linguagem, Localidade e
       População dos Iorubás:
• Os iorubás ou iorubas (em iorubá: Yorùbá),
  são um dos maiores grupo étno-linguístico ou
  grupo étnico na África Ocidental,composto
  por 30 milhões de pessoas em toda a região.
  Constituem o segundo maior grupo étnico na
  Nigéria, com aproximadamente 21% da sua
  população total.
• A maioria dos iorubás falam a língua iorubá
  (iorubá: èdèe Yorùbá ou èdè). Vivem em
  grande parte no sudoeste do país; também há
  comunidades de iorubás significativas no
  Benin, Togo, Serra Leoa, Cuba e Brasil.
• Os iorubás são o principal grupo étnico nos
  estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo,
  Osun, e Oyo. Um número considerável de
  iorubas vive na República do Benin, ainda
  podendo ser encontradas pequenas
  comunidades no campo, em Togo, Serra Leoa,
  Brasil e Cuba.
• Eles tinham saída para o mar e compartilham
  fronteiras com os Borgu (também chamados
  Bariba e Borgawa) no noroeste, os Nupe (que
  eles chamam muitas vezes, "Tapa") e os Ebira
  no norte, os Edo que também são conhecidos
  como Bini ou povo benin (não-relacionado
  com o povo da República do Benin), e os Ẹsan
  e Afemai para o sudeste.
• Embora a maioria dos iorubás vivam no oeste
  da Nigéria, há também importantes
  comunidades yorubás indígenas na República
  do Benin, Gana e Togo. A maioria dos iorubás
  é cristã, com os ramos locais das igrejas
  Anglicana, Católica, Pentecostal, Metodista, e
  nativas de que são adeptos.
• O islamismo inclui aproximadamente um
  quarto da população iorubá, com a tradicional
  religião iorubá respondendo pelo resto. Os
  iorubas têm uma história urbana que data de
  500 d.C.
Os iorubás
Os iorubás
Os iorubás
Os iorubás

Mais conteúdo relacionado

Destaque

Mali
MaliMali
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em África
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em ÁfricaHistória e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em África
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em África
Mario Filho
 
Reinos africanos
Reinos africanosReinos africanos
Reinos africanos
Larissa Averna
 
Povos berberes
Povos berberesPovos berberes
Povos berberes
Alziro Lopes
 
Reino de Mali
Reino de MaliReino de Mali
Reino de Mali
2dot4
 
Tuaregues
TuareguesTuaregues
Tuaregues
Ana Pereira
 
Reinos africanos
Reinos africanosReinos africanos
Reinos africanos
Edenilson Morais
 
A áfrica dos grandes reinos
A áfrica dos grandes reinosA áfrica dos grandes reinos
A áfrica dos grandes reinos
Íris Ferreira
 
A Itália do Renascimento
A Itália do RenascimentoA Itália do Renascimento
A Itália do Renascimento
Carlos Vieira
 
Civilizações da África Antiga
Civilizações da África AntigaCivilizações da África Antiga
Civilizações da África Antiga
Fábio Paiva
 
Slide reinos africanos
Slide reinos africanosSlide reinos africanos
Slide reinos africanos
Isabel Aguiar
 
Os reinos africanos
Os reinos africanosOs reinos africanos
Os reinos africanos
Ranniere Cunha
 
Actividades económicas
Actividades económicasActividades económicas
Actividades económicas
Mayjö .
 
Slide islamismo
Slide islamismoSlide islamismo
Slide islamismo
Isabel Aguiar
 
Renascimento
RenascimentoRenascimento
Renascimento
Josefa Libório
 
O Islamismo
O IslamismoO Islamismo
O Islamismo
Rosário
 

Destaque (16)

Mali
MaliMali
Mali
 
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em África
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em ÁfricaHistória e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em África
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em África
 
Reinos africanos
Reinos africanosReinos africanos
Reinos africanos
 
Povos berberes
Povos berberesPovos berberes
Povos berberes
 
Reino de Mali
Reino de MaliReino de Mali
Reino de Mali
 
Tuaregues
TuareguesTuaregues
Tuaregues
 
Reinos africanos
Reinos africanosReinos africanos
Reinos africanos
 
A áfrica dos grandes reinos
A áfrica dos grandes reinosA áfrica dos grandes reinos
A áfrica dos grandes reinos
 
A Itália do Renascimento
A Itália do RenascimentoA Itália do Renascimento
A Itália do Renascimento
 
Civilizações da África Antiga
Civilizações da África AntigaCivilizações da África Antiga
Civilizações da África Antiga
 
Slide reinos africanos
Slide reinos africanosSlide reinos africanos
Slide reinos africanos
 
Os reinos africanos
Os reinos africanosOs reinos africanos
Os reinos africanos
 
Actividades económicas
Actividades económicasActividades económicas
Actividades económicas
 
Slide islamismo
Slide islamismoSlide islamismo
Slide islamismo
 
Renascimento
RenascimentoRenascimento
Renascimento
 
O Islamismo
O IslamismoO Islamismo
O Islamismo
 

Semelhante a Os iorubás

Esin ibile.jpg
Esin ibile.jpgEsin ibile.jpg
Esin ibile.jpg
Iya Ifawunmi Ifawunmi
 
128316034 ifa-divination-poetry-abimbo3
128316034 ifa-divination-poetry-abimbo3128316034 ifa-divination-poetry-abimbo3
128316034 ifa-divination-poetry-abimbo3
Helton Pereira
 
Candomble nacoes
Candomble nacoesCandomble nacoes
Candomble nacoes
Itamar Silva
 
Obatala e a criacao do mundo ioruba
Obatala e a criacao do mundo iorubaObatala e a criacao do mundo ioruba
Obatala e a criacao do mundo ioruba
Luiz Marins
 
Ilê público2
Ilê público2Ilê público2
Ilê público2
Aline Chanan
 
Ilê público2
Ilê público2Ilê público2
Ilê público2
Aline Chanan
 
a africa como destino - reflexoes do movimento busca pela Africa.pdf
a africa como destino - reflexoes do movimento busca pela Africa.pdfa africa como destino - reflexoes do movimento busca pela Africa.pdf
a africa como destino - reflexoes do movimento busca pela Africa.pdf
JoelRibeiro73
 
Sabeismo+e+a+religiao+iorubana
Sabeismo+e+a+religiao+iorubanaSabeismo+e+a+religiao+iorubana
Sabeismo+e+a+religiao+iorubana
Mauricio Gonçalves
 
Apostila adimu ebo e ofo aos orixas
Apostila adimu ebo e ofo aos orixas Apostila adimu ebo e ofo aos orixas
Apostila adimu ebo e ofo aos orixas
Rafaela Renata Martins
 
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01
Victor Lopes
 
Religiões de matriz africana
Religiões de matriz africanaReligiões de matriz africana
Religiões de matriz africana
Portal do Vestibulando
 
A descendencia-do-orisa
A descendencia-do-orisaA descendencia-do-orisa
A descendencia-do-orisa
eliasoxala
 
A descendencia-do-orisa
A descendencia-do-orisaA descendencia-do-orisa
A descendencia-do-orisa
inajarasanderlopes
 
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades Diversas Cláudia
 
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades Diversas Cláudia
 
As religiões de matriz africana e a escola
As religiões de matriz africana e a escolaAs religiões de matriz africana e a escola
As religiões de matriz africana e a escola
Carmen Prisco
 
As origens de ifa na geomancia
As origens de ifa na geomanciaAs origens de ifa na geomancia
As origens de ifa na geomancia
Luiz L. Marins
 
Bangbose obitiko
Bangbose obitikoBangbose obitiko
Bangbose obitiko
Plinio Lodi
 
Candomblé
Candomblé Candomblé
Candomblé
fespiritacrista
 
Kamuka nago-kobi
Kamuka nago-kobiKamuka nago-kobi
Kamuka nago-kobi
Stella Maris Santillan
 

Semelhante a Os iorubás (20)

Esin ibile.jpg
Esin ibile.jpgEsin ibile.jpg
Esin ibile.jpg
 
128316034 ifa-divination-poetry-abimbo3
128316034 ifa-divination-poetry-abimbo3128316034 ifa-divination-poetry-abimbo3
128316034 ifa-divination-poetry-abimbo3
 
Candomble nacoes
Candomble nacoesCandomble nacoes
Candomble nacoes
 
Obatala e a criacao do mundo ioruba
Obatala e a criacao do mundo iorubaObatala e a criacao do mundo ioruba
Obatala e a criacao do mundo ioruba
 
Ilê público2
Ilê público2Ilê público2
Ilê público2
 
Ilê público2
Ilê público2Ilê público2
Ilê público2
 
a africa como destino - reflexoes do movimento busca pela Africa.pdf
a africa como destino - reflexoes do movimento busca pela Africa.pdfa africa como destino - reflexoes do movimento busca pela Africa.pdf
a africa como destino - reflexoes do movimento busca pela Africa.pdf
 
Sabeismo+e+a+religiao+iorubana
Sabeismo+e+a+religiao+iorubanaSabeismo+e+a+religiao+iorubana
Sabeismo+e+a+religiao+iorubana
 
Apostila adimu ebo e ofo aos orixas
Apostila adimu ebo e ofo aos orixas Apostila adimu ebo e ofo aos orixas
Apostila adimu ebo e ofo aos orixas
 
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01
 
Religiões de matriz africana
Religiões de matriz africanaReligiões de matriz africana
Religiões de matriz africana
 
A descendencia-do-orisa
A descendencia-do-orisaA descendencia-do-orisa
A descendencia-do-orisa
 
A descendencia-do-orisa
A descendencia-do-orisaA descendencia-do-orisa
A descendencia-do-orisa
 
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
 
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
 
As religiões de matriz africana e a escola
As religiões de matriz africana e a escolaAs religiões de matriz africana e a escola
As religiões de matriz africana e a escola
 
As origens de ifa na geomancia
As origens de ifa na geomanciaAs origens de ifa na geomancia
As origens de ifa na geomancia
 
Bangbose obitiko
Bangbose obitikoBangbose obitiko
Bangbose obitiko
 
Candomblé
Candomblé Candomblé
Candomblé
 
Kamuka nago-kobi
Kamuka nago-kobiKamuka nago-kobi
Kamuka nago-kobi
 

Mais de Nelia Salles Nantes

A ditadura militar no brasil 2017
A ditadura militar no brasil   2017A ditadura militar no brasil   2017
A ditadura militar no brasil 2017
Nelia Salles Nantes
 
O período regencial 2017
O período regencial   2017O período regencial   2017
O período regencial 2017
Nelia Salles Nantes
 
Brasil 1945 1964 -
Brasil 1945   1964 -Brasil 1945   1964 -
Brasil 1945 1964 -
Nelia Salles Nantes
 
O 1º reinado
O 1º reinadoO 1º reinado
O 1º reinado
Nelia Salles Nantes
 
A independência do brasil
A independência do brasilA independência do brasil
A independência do brasil
Nelia Salles Nantes
 
A vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasilA vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasil
Nelia Salles Nantes
 
2 guerra japão e estados unidos - 2017
2 guerra   japão e estados unidos - 20172 guerra   japão e estados unidos - 2017
2 guerra japão e estados unidos - 2017
Nelia Salles Nantes
 
2ª guerra em imagens do dia d ao fim da guerra na europa -2017
2ª guerra em imagens   do dia d ao fim da guerra na europa -20172ª guerra em imagens   do dia d ao fim da guerra na europa -2017
2ª guerra em imagens do dia d ao fim da guerra na europa -2017
Nelia Salles Nantes
 
2ª guerra 1942 a 1945 imagens
2ª guerra 1942 a 1945   imagens2ª guerra 1942 a 1945   imagens
2ª guerra 1942 a 1945 imagens
Nelia Salles Nantes
 
2ª guerra áfrica italia e alemanha
2ª guerra    áfrica italia e alemanha2ª guerra    áfrica italia e alemanha
2ª guerra áfrica italia e alemanha
Nelia Salles Nantes
 
A vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasilA vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasil
Nelia Salles Nantes
 
A 2ª guerra mundial 2017
A 2ª guerra mundial   2017A 2ª guerra mundial   2017
A 2ª guerra mundial 2017
Nelia Salles Nantes
 
A era napoleônica 2017
A era napoleônica   2017A era napoleônica   2017
A era napoleônica 2017
Nelia Salles Nantes
 
A era napoleônica 2017
A era napoleônica   2017A era napoleônica   2017
A era napoleônica 2017
Nelia Salles Nantes
 
A revolução francesa
A revolução francesaA revolução francesa
A revolução francesa
Nelia Salles Nantes
 
Os regimes totalitários na europa
Os regimes totalitários na europaOs regimes totalitários na europa
Os regimes totalitários na europa
Nelia Salles Nantes
 
A crise de 1929 e o new deal 2017
A crise de 1929 e o new deal   2017A crise de 1929 e o new deal   2017
A crise de 1929 e o new deal 2017
Nelia Salles Nantes
 
O despotismo esclarecido 2017
O despotismo esclarecido   2017O despotismo esclarecido   2017
O despotismo esclarecido 2017
Nelia Salles Nantes
 
O iluminismo 2017
O iluminismo   2017O iluminismo   2017
O iluminismo 2017
Nelia Salles Nantes
 
A república velha 2017
A república velha   2017A república velha   2017
A república velha 2017
Nelia Salles Nantes
 

Mais de Nelia Salles Nantes (20)

A ditadura militar no brasil 2017
A ditadura militar no brasil   2017A ditadura militar no brasil   2017
A ditadura militar no brasil 2017
 
O período regencial 2017
O período regencial   2017O período regencial   2017
O período regencial 2017
 
Brasil 1945 1964 -
Brasil 1945   1964 -Brasil 1945   1964 -
Brasil 1945 1964 -
 
O 1º reinado
O 1º reinadoO 1º reinado
O 1º reinado
 
A independência do brasil
A independência do brasilA independência do brasil
A independência do brasil
 
A vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasilA vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasil
 
2 guerra japão e estados unidos - 2017
2 guerra   japão e estados unidos - 20172 guerra   japão e estados unidos - 2017
2 guerra japão e estados unidos - 2017
 
2ª guerra em imagens do dia d ao fim da guerra na europa -2017
2ª guerra em imagens   do dia d ao fim da guerra na europa -20172ª guerra em imagens   do dia d ao fim da guerra na europa -2017
2ª guerra em imagens do dia d ao fim da guerra na europa -2017
 
2ª guerra 1942 a 1945 imagens
2ª guerra 1942 a 1945   imagens2ª guerra 1942 a 1945   imagens
2ª guerra 1942 a 1945 imagens
 
2ª guerra áfrica italia e alemanha
2ª guerra    áfrica italia e alemanha2ª guerra    áfrica italia e alemanha
2ª guerra áfrica italia e alemanha
 
A vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasilA vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasil
 
A 2ª guerra mundial 2017
A 2ª guerra mundial   2017A 2ª guerra mundial   2017
A 2ª guerra mundial 2017
 
A era napoleônica 2017
A era napoleônica   2017A era napoleônica   2017
A era napoleônica 2017
 
A era napoleônica 2017
A era napoleônica   2017A era napoleônica   2017
A era napoleônica 2017
 
A revolução francesa
A revolução francesaA revolução francesa
A revolução francesa
 
Os regimes totalitários na europa
Os regimes totalitários na europaOs regimes totalitários na europa
Os regimes totalitários na europa
 
A crise de 1929 e o new deal 2017
A crise de 1929 e o new deal   2017A crise de 1929 e o new deal   2017
A crise de 1929 e o new deal 2017
 
O despotismo esclarecido 2017
O despotismo esclarecido   2017O despotismo esclarecido   2017
O despotismo esclarecido 2017
 
O iluminismo 2017
O iluminismo   2017O iluminismo   2017
O iluminismo 2017
 
A república velha 2017
A república velha   2017A república velha   2017
A república velha 2017
 

Os iorubás

  • 2.
  • 3. • Os reinos Iorubás floresceram ao sul do rio Níger. Suas origens encontram-se numa antiga população indígena que tinha como centro a cidade de Ifé. Depois chegaram os conquistadores, guiados por Oduduwa, o legendário antepassado fundador.
  • 4.
  • 5. • Os filhos de Oduduwa iniciaramas diversas dinastias Iorubás que se instalaram na região entre os anos 600 e 900 da nossa Era, vindos provavelmente do Alto Nilo. Alguns especialistas afirmam que a cultura Iorubá tem parentesco com a egípcia, e outros, com a da Núbia.
  • 6. • Ambas as opiniões consideram também a possibilidade de que, através da Abissínia (região onde fica a atual Etiópia), a cultura Iorubá tenha parentesco com a helenista. Alguns afirmam que Ifé, cidade santa dos Iorubá, seja Ufa, a cidade mencionada na bíblia onde os fenícios adquiriam ouro a pedido do rei Salomão.
  • 7. • Até hoje, no entanto, nenhuma das hipóteses foi comprovada.
  • 8.
  • 9.
  • 10. MUNDO COMEÇA EM IFÉ, A CIDADE SAGRADA
  • 11. • Capital do primeiro reino, Ifé alcançou rapidamente um notável desenvolvimento religioso e político, desempenhando numerosas funções no seio dos diversos reinos Iorubás, especialmente no campo espiritual.
  • 12.
  • 13. • Ifé atingiu o auge do resplendor entre os séculos XII e XIV. Seu apogeu foi no século XIII. A partir do século XIV, deixa de ser o centro político da potência Iorubá, mas continua a exercer o papel de cidade santa. O rei de Ifé é considerado o pai de todos os reis Iorubás.
  • 14. • A cidade é ainda capital do reino originário e, segundo se acredita, constitui o centro da terra. Ali, a terra teria começado a se formar e ali teria descido a divindade pai – ou mãe – de todos os viventes para fundar e reinar sobre "sua" primeira cidade.
  • 15.
  • 16. • De fato, um mito mesclando história e lenda afirma que Oduduwa, o ancestral divino de todos os Iorubá, desceu do céu e depositou sobre as águas um pouco de terra e uma galinha. Esta, ao ciscar, lançou terra em diversas direções. É assim que, ao redor de Ifé, o mundo começou a ser criado.
  • 17. • Não é de se estranhar, portanto, que os Iorubá tenham como centro de sua religiosidade um Deus criador e que possuam um forte sentido da constante presença divina em sua vida cotidiana. O que não os impede, no entanto, de seguir uma religião politeísta, com sociedades secretas nas quais se celebravam festas com sacrifícios humanos.
  • 18.
  • 19. • Isso explica também o motivo de, ainda hoje, os Iorubá serem muito religiosos, embora pluralistas no que diz respeito a que religião praticar. Há, por exemplo, famílias nas quais o pai é muçulmano, a mãe segue a religião tradicional e os filhos são católicos ou protestantes.
  • 20.
  • 21. • Dentre os elementos presentes nesta obra- prima da oralidade iorubá estão os Oriki – evocações; os Orin – cantos; os Orin-Esa – cantigas em louvor aos ancestrais masculinas; os Orin-Efe – canções dirigidas às ancestrais femininas; as Aduras – orações; os Ibás – saudações. Nos poemas maiores, os Iremoje e os Ijala, estão preservados os elementos mais significativos da trajetória mitológica deste povo.
  • 22. • O cosmo iorubá é arquitetado em uma estrutura quádrupla, daí os sacerdotes serem também enquadrados em categorias que correspondem a esta visão de mundo. Os babalaôs dirigem o culto a Ifá, na dimensão da interação humana; os babalorixás e ialorixás – pais e mães que presidem as iniciações no orixá – lideram a adoração a estas divindades; os babalossaim – símbolos da paternidade – são os responsáveis pelo culto a Ossaim, a esfera das folhas, representantes da Natureza; e os babalojés/ babaojés – que protagonizam os pais na veneração aos ancestrais da linhagem masculina – comandam a adoração aos mortos.
  • 23.
  • 24.
  • 25. • Nas terras americanas os iorubás procuram reproduzir esta representação espacial geográfica e cosmológica. Cada esfera do recinto sagrado na América reflete a mesma teia sagrada que marca o universo iorubá no continente africano. O Ifá atua como o protetor do saber sagrado, um depósito palpitante das memórias desta civilização.
  • 27. EXU:
  • 28.
  • 29.
  • 30. Linguagem, Localidade e População dos Iorubás: • Os iorubás ou iorubas (em iorubá: Yorùbá), são um dos maiores grupo étno-linguístico ou grupo étnico na África Ocidental,composto por 30 milhões de pessoas em toda a região. Constituem o segundo maior grupo étnico na Nigéria, com aproximadamente 21% da sua população total.
  • 31.
  • 32. • A maioria dos iorubás falam a língua iorubá (iorubá: èdèe Yorùbá ou èdè). Vivem em grande parte no sudoeste do país; também há comunidades de iorubás significativas no Benin, Togo, Serra Leoa, Cuba e Brasil.
  • 33.
  • 34. • Os iorubás são o principal grupo étnico nos estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número considerável de iorubas vive na República do Benin, ainda podendo ser encontradas pequenas comunidades no campo, em Togo, Serra Leoa, Brasil e Cuba.
  • 35. • Eles tinham saída para o mar e compartilham fronteiras com os Borgu (também chamados Bariba e Borgawa) no noroeste, os Nupe (que eles chamam muitas vezes, "Tapa") e os Ebira no norte, os Edo que também são conhecidos como Bini ou povo benin (não-relacionado com o povo da República do Benin), e os Ẹsan e Afemai para o sudeste.
  • 36. • Embora a maioria dos iorubás vivam no oeste da Nigéria, há também importantes comunidades yorubás indígenas na República do Benin, Gana e Togo. A maioria dos iorubás é cristã, com os ramos locais das igrejas Anglicana, Católica, Pentecostal, Metodista, e nativas de que são adeptos.
  • 37. • O islamismo inclui aproximadamente um quarto da população iorubá, com a tradicional religião iorubá respondendo pelo resto. Os iorubas têm uma história urbana que data de 500 d.C.