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Os apóstolos de jesus
Apóstolo é uma palavra que vem do grego e que significa enviado. Então,
Apóstolo é aquele que foi enviado especificamente para fazer uma tarefa. No
caso, um enviado de Jesus para distribuir a Sua Boa Nova. Discípulo, é uma
palavra que vem do latim e que significa aluno ou aprendiz. No cumprimento de
sua missão, Jesus contou com a colaboração dos apóstolos e de outros discípulos.
Para entender isso, é preciso conhecer a estrutura do grupo de seguidores que
Jesus tinha ao seu redor. Eles estavam divididos em três círculos. No mais
distante, ficavam os ouvintes. Eles estavam em todo o território judaico e não
seguiam Jesus, mas eram simpáticos às suas pregações. No segundo grupo
estavam os discípulos, cerca de 70 pessoas que seguiam o mestre, ouviam seus
discursos, anunciavam sua chegada nas cidades, faziam algumas pregações em
seu nome, mas não tinham compromisso com Jesus.
Foi desse grupo que ele escolheu doze homens a quem chamou de apóstolos. Eles
formavam o terceiro grupo e eram os mais fiéis. Faziam parte desse núcleo
central: Simão, mais tarde chamado Pedro; André, seu irmão; João Evangelista,
filho de Zebedeu, e Tiago, o Maior, seu irmão; Tiago, o Menor, filho de Alfeu,
também conhecido como Zebeu; Mateus, também chamado Levi; Filipe; Tomé,
também chamado Dídimo; Judas Iscariotes; Judas Tadeu, também chamado
Lebeu; Bartolomeu e Simão, o Zelote. Depois, Matias foi escolhido para
substituir Judas Iscariotes. “Jesus e os apóstolos tinham uma relação de profundo
respeito e amizade”. Nesse grupo, alguns tinham papéis definidos. Segundo a
Bíblia, cabia a Judas a administração do dinheiro recolhido durante as pregações.
Uma função que sugere a confiança de Jesus (mas que também pode nunca ter
existido, sendo acrescentada apenas para reforçar sua afeição ao dinheiro).
A verba arrecadada cobria o custo das viagens. “Jesus foi um líder itinerante”. Na
ausência do líder, seus seguidores trabalhavam individualmente na busca por
fiéis. “Jesus tinha muita clareza do que estava fazendo. Ele organizou células no
território judaico e compôs uma estrutura que deu sustentabilidade ao seu poder.
Isso explica por que o cristianismo sobreviveu mesmo depois de sua morte”.
Assim, é muito provável que cada um dos apóstolos tivesse um grupo próprio de
seguidores. Afinal, apesar de falarem em nome de Jesus, eram eles que entravam
em contato direto com as pessoas comuns. Davam conselhos, pregavam,
supostamente operavam milagres. E, obviamente, faziam isso a seu modo: quem
ouvia Pedro tinha uma visão diferente da dos seguidores de João ou Tomé sobre
os ensinamentos de Cristo.
Os apóstolos eram homens simples; pastores, pescadores, coletores de impostos e
outras funções comuns. Teriam esses homens uma importante missão:
acompanhar os passos do Messias e continuar a espalhar o Evangelho, e a
representá-lo depois de haver Ele voltado para a Espiritualidade. Mas o próprio
Jesus os advertiu de que a vida não seria nada fácil para todos eles. Os riscos não
seriam poucos. Então, disse Jesus a seus discípulos: “Se alguém quer vir após
mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. (Mateus, 16:24).
“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações,
por causa do meu nome”. (Mateus, 24:9)
SIMÃO
O mais velho dos discípulos. Era irmão de André, e originário de Betsaida.
Pescador no mar da Galiléia, mais precisamente na cidade de Cafarnaum.
Simão, filho de Jonas, teria conhecido Jesus no episódio conhecido como “pesca
milagrosa”, quando este lhe pediu para utilizar uma das suas barcas, de forma a
poder pregar a uma multidão que o queria ouvir. Simão, que estava a lavar as
redes, concedeu-lhe o lugar na barca, que foi afastada um pouco da margem. No
final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em
águas mais profundas. Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a
noite e nada conseguira, mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi
uma pescaria de tal monta que as redes iam arrebentando. Olhando Jesus para
ele, disse: “Tu és Simão, filho de Jonas. Tu será chamado de Cefas. que significa
pedra. Em grego, foi traduzido como Petros, até o original Pedro. Simão Pedro
tinha um caráter impetuoso, porém, era o mais apavorado.
Simão Pedro respondia sempre pelos discípulos. Foi testemunha da
Transfiguração de Jesus. No momento da prisão do Mestre, numa atitude
impetuosa, cortou a orelha de Malco, servo do sumo sacerdote. Junto com os
irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os
doze. Estava sempre um passo a frente dos demais. Disse que Jesus era o
“Cristo”, o filho de Deus vivo. Depois do retorno de Jesus para a Espiritualidade,
despontou como líder dos doze apóstolos, aparecendo em destaque em todas as
narrativas evangélicas. Exerceu autoridade na recém-nascida comunidade cristã.
Cornélio, um homem temente a Deus, foi o primeiro gentio a ouvir o Evangelho
por meio da pregação de Pedro. Foi Pedro também quem declarou que Deus
concederia a salvação também aos gentios através dos ensinos de Jesus.
Em João 21,18, o evangelista sugere que Pedro morreu na cruz. Clemente de
Roma, que morreu em 95 depois de Cristo, diz que a sua morte aconteceu no
tempo de Nero, por volta do ano 64. A tradição posterior diz que os romanos
crucificaram Pedro de cabeça para baixo, pois o apóstolo teria pedido de não ser
comparado com Cristo. Uma outra tradição diz que no período em que devia ser
crucificado, encontrou, às portas de Roma, Jesus que lhe perguntou: quo vadis?
(aonde vai?). Isto aconteceu enquanto Pedro estava fugindo de Roma para evitar
a morte; o encontro teria mudado a sua decisão e voltou para Roma.
ANDRÉ
Foi discípulo de João Batista. Era irmão de Simão Pedro e, como ele, pescador
em Cafarnaum.
O primeiro a ser tirado por Jesus das tranquilas e fecundas águas do lago
Tiberíades para receber o título de pescador de homens, foi justamente André,
seguido de João. André foi o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre.
As tradições indicam que ele teria ido a lugares distantes para pregar o
Evangelho. A tradição do martírio desse apóstolo está ligada à ‘cruz de santo
André’, em forma de x, presente na bandeira da Escócia. Portanto teria sido
crucificado numa cruz em forma de x.
JOÃO
O mais jovem dos apóstolos. Irmão de Thiago Maior. Ocupa um lugar de
primeiro plano no elenco dos apóstolos, provavelmente por se assemelhar a mãe,
Salomé, mulher enérgica, de fé sincera, que mais tarde se uniu aos discípulos de
Jesus.
Apesar de simples e não instruído, é evidente que o jovem conhecia o
ensinamento dos essênios, o que acentuou suas tendências apocalípticas.
Ouvindo a pregação do Batista, João se convenceu da aproximação do Reino de
Deus. Ele está entre os mais íntimos de Jesus. Está ao seu lado na hora da ceia. É
considerado "o discípulo amado". Era muito jovem na época da vida do Mestre, e
na crucificação foi designado por Jesus a tomar conta de Maria, demonstrando aí
o quanto este confiava em João. É o único entre os apóstolos, que assiste à sua
morte. Autor do quarto evangelho, de três cartas aos cristãos em geral e do Livro
do Apocalipse. O seu evangelho difere dos outros três, que são chamados
sinóticos ou semelhantes, sendo que a narrativa de João enfoca mais o aspecto
espiritual de Jesus. João viveu o resto de sua vida em Éfeso, juntamente com
Maria, onde teria escrito o Evangelho e as cartas.
Conta-se que morreu com cerca de 100 anos. Foi preso, em Éfeso, no tempo do
imperador Domiciano, em 89, e levado até Roma onde é condenado à morte. A
pena, porém, foi mudada em exílio, em Patmos. Passou alguns anos naquela ilha
e voltou para Éfeso, onde morreu.
TIAGO (O maior)
Pescador, irmão do também apóstolo João, o Evangelista, fazia parte do círculo
mais íntimo de Jesus. Após a morte deste, permaneceu em Jerusalém, junto a
Pedro. Foi martirizado em Jerusalém, por causa da perseguição de Horedes
Agripa, por volta do ano 40 depois de Cristo. Em Jerusalém teve um papel
importante na comunidade nascente. Na Espanha é conhecido como Santiago e
uma tradição diz que ele, depois da ressurreição, foi anunciar o Evangelho
naquele país.
TIAGO (O menor)
Filho de Alfeu, conhecido também como Zebeu, tornou-se um membro altamente
respeitado da recém-nascida comunidade cristã em Jerusalém. Foi um observador
das normas judaicas, defendendo que estas normas deveriam fazer parte do
Cristianismo. Com isso, tornou-se adversário de Paulo de Tarso nesta questão,
mas também foi conciliador e um pregador fervoroso do ensino de Jesus. É o
autor de uma das cartas católicas que tem o seu nome. Não sabemos quase nada
da sua morte, mas pode ter sido martirizado em 62 depois de Cristo.
MATEUS
Também chamado de Levi, filho de Alfeu. Era publicano, ou cobrador de
impostos, classe muito odiada na época de Jesus, por cobrarem impostos dos
judeus para serem entregues às autoridade romanas.
Escreveu o primeiro evangelho, onde dá mais ênfase ao aspecto humano e
genealógico de Jesus. Pregou no norte da África depois da morte do Mestre,
prosseguindo até a Etiópia, depois de percorrer a Judéia e a Pérsia. Teria morrido
em Etiópia e o seu túmulo se encontra em Salerno, na Itália.
FILIPE
Grande amigo de Bartolomeu, Morava em Betsaida, e sabia grego melhor do que
todos. Aparece rapidamente nos Evangelhos, não nos deixando muitas
informações sobre ele. Diz-se que evangelizou na Ituréia, reunindo-se a André,
no mar Negro. A respeito da sua morte sabemos pouco. Alguns dizem que morreu
em Hierapolis, também crucificado, mas outras tradições afirmam que por causas
naturais.
TOMÉ
Mais um pescador. Também chamado Dídimo, era o terceiro apóstolo em idade
depois de Pedro. Ficou famoso pelo fato de ter duvidado que Jesus tinha
ressuscitado, e disse que só vendo acreditaria. Então, Jesus apareceu para ele e
respondeu que muitos não iriam ver e acreditariam. Depois da crucificação,
segundo a tradição, sua obra de evangelização se à Pérsia e Índia. Foi morto
atravessado por uma lança na cidade de Coromandel.
JUDAS ISCARIOTES
Judas de Kerioth, localidade da Judéia. Dizem as tradições que este apóstolo era
designado para cuidar do dinheiro comum, por ser um dos poucos instruídos. Foi
enganado pelos sacerdotes que o induziram a mostrar onde estava Jesus a troco
de 30 moedas de prata, prometendo que só o prenderiam durante as festividades
da Páscoa Judaica.
JUDAS TADEU
Também chamado Lebeu Tadeu, é um dos doze citados nominalmente por
Mateus. É chamado por muitos "o irmão de Jesus". Foi quem, na última ceia,
perguntou a Jesus: "Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?"
(João 14:22-23). Nada se sabe da vida de Judas Tadeu depois da ascensão de
Jesus. Diz a tradição que pregou o Evangelho na Mesopotâmia, Edessa, Arábia,
Síria e também na Pérsia. Teria morrido mártir no ano 70, em Mesopotamia.
cravado de flechas.
BARTOLOMEU
Também chamado de Natanael no Evangelho de João. Natural de Caná de
Galiléia. Recebeu de Jesus uma palavra edificante: “Eis aqui um verdadeiro
israelita, em quem não há dolo” (Mateus 10.3; João 1.45-47). Bartolomeu viu os
prodígios operados pelo Mestre, ouviu a sua mensagem, assistiu a sua paixão e
glorificação. A tradição diz que foi um grande missionário e que teria chegado até
na Índia. Depois, se tornou arauto da Boa Nova, aceitando com o mesmo
entusiasmo as consequências de um testemunho comprometido. O apóstolo
Bartolomeu, que era da Galiléia foi para a Índia. Pregou para aquele povo a
verdade de Jesus, segundo o evangelho de Mateus. Quanto à sua morte, conta-se
que foi martirizado, tendo sido tirada a sua pele, provavelmente na Síria.
SIMÃO, o Zelote
Era chamado assim porque pertencia a uma seita chamada de "Os Zelotes, ou
zeladores", que lutava para a libertação de Israel dos Romanos. Seita ultra-
nacionalista e não religiosa. Simão permaneceu na Palestina pregando o
Evangelho. Dos seus atos como apóstolo nada se sabe. Está incluído na lista dos
doze, em Mateus 10.4. Morreu, como conta a tradição, junto com Judas Tadeu, na
Mesopotamia. É o apóstolo associado ao movimento dos revoltosos da Palestina
contra o império romano, os Zelotas.
O 13º APÓSTOLO - MATIAS
É um nome frequente entre os hebreus e quer dizer "dom de Deus". É o apóstolo
que recebeu como dom o ser agregado aos Doze, tomando o lugar vago deixado
pela deserção de Judas Iscariotes.
A sua eleição foi mediante sorteio, após a Ascensão de Jesus, pela proposta de
Simão Pedro. Matias esteve portanto constantemente próximo a Jesus desde o
início até o fim de sua vida pública. Nada se sabe de suas atividades apostólicas.
A tradição diz que ele morreu martirizado e decapitado em Colchis, perto do Mar
Negro.
A MISSÃO DOS DOZE PÓSTOLOS
Durante algum tempo, os discípulos se dedicam ao aprendizado junto ao Mestre.
Espíritos de alto progresso espiritual, fácil lhes foi assimilar as lições que Jesus
lhes ministrava diariamente, não só pelas palavras, como também pelo exemplo.
Aos apóstolos, que formavam uma unidade em seu redor, Jesus deu-lhes força e
autoridade sobre todos os demônios para expulsá-los de qualquer pessoa, e poder
para curar doenças.
Enviou-os a pregar a mensagem do Reino de Deus e a curar enfermos: a mesma
atividade de Jesus, só que eles agiriam em lugares muito longes. Em vista disso,
deu-lhes as seguintes orientações:
Para dar testemunho de desinteresse e de confiança na providência divina, não
levem nada de especial na viagem: nem bastão para apoio ou defesa pessoal, nem
sacola para qualquer bagagem, nem comida, nem dinheiro, nem duas túnicas para
a troca, bastando uma. Na casa onde forem hospedados, permaneçam sem mudar
para outra, até saírem, e terminada a missão naquele lugar. Na casa onde forem
hospedados, permaneçam sem mudar para outra, até saírem, e terminada a missão
naquele lugar.
Quanto aos que não receberem vocês, saiam daquela cidade como de uma terra
pagã: sacudam a poeira das sandálias em sinal de que vocês lhes deixam toda a
responsabilidade por terem recusado a mensagem do Evangelho. Os apóstolos
então partiram de viagem para a sua missão. Passaram de aldeia em aldeia
anunciando a Boa Nova do Evangelho e curando doentes por toda parte.
Fortificados pela fé que Jesus lhes acendera nos corações, estavam preparados
para continuar a obra evangélica, que Jesus lhes confiaria. São sábias e
comovedoras as regras, segundo as quais os discípulos pautariam sua conduta no
mundo. Há vinte séculos que os discípulos de boa vontade estudam este código
de renúncia; os que. não se afastaram dele, triunfaram.
Palmilhando os ásperos caminhos da terra, quando a taça de amarguras parecia
transbordar, lembravam-se das ternas exortações e dos conselhos do Mestre e
adquiriam novo alento para perseverarem até o fim. Jesus ordena a seus
discípulos que se dirijam antes aos que já estavam em condições de entender os
novos ensinamentos. Os israelitas eram, naturalmente, os indicados para primeiro
receberem o Evangelho, dado o longo preparo espiritual a que a lei de Moisés os
tinha submetido. Dirigindo-se a eles, os discípulos encontrariam um terreno
propício à semeadura. Ao passo que se procurassem em primeiro lugar os outros
povos, as dificuldades para a difusão do Evangelho seriam maiores, pois, ainda
não estavam à altura de suas lições. Com o tempo, todos os povos se preparariam
convenientemente e, então, surgiriam novos trabalhadores, que lhes levariam as
claridades do Evangelho.
Muita Paz!
Visite meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br
A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados de O Livro dos
Espíritos, de O Livro dos Médiuns, e de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

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Os apóstolos de jesus

  • 2. Apóstolo é uma palavra que vem do grego e que significa enviado. Então, Apóstolo é aquele que foi enviado especificamente para fazer uma tarefa. No caso, um enviado de Jesus para distribuir a Sua Boa Nova. Discípulo, é uma palavra que vem do latim e que significa aluno ou aprendiz. No cumprimento de sua missão, Jesus contou com a colaboração dos apóstolos e de outros discípulos. Para entender isso, é preciso conhecer a estrutura do grupo de seguidores que Jesus tinha ao seu redor. Eles estavam divididos em três círculos. No mais distante, ficavam os ouvintes. Eles estavam em todo o território judaico e não seguiam Jesus, mas eram simpáticos às suas pregações. No segundo grupo estavam os discípulos, cerca de 70 pessoas que seguiam o mestre, ouviam seus discursos, anunciavam sua chegada nas cidades, faziam algumas pregações em seu nome, mas não tinham compromisso com Jesus.
  • 3. Foi desse grupo que ele escolheu doze homens a quem chamou de apóstolos. Eles formavam o terceiro grupo e eram os mais fiéis. Faziam parte desse núcleo central: Simão, mais tarde chamado Pedro; André, seu irmão; João Evangelista, filho de Zebedeu, e Tiago, o Maior, seu irmão; Tiago, o Menor, filho de Alfeu, também conhecido como Zebeu; Mateus, também chamado Levi; Filipe; Tomé, também chamado Dídimo; Judas Iscariotes; Judas Tadeu, também chamado Lebeu; Bartolomeu e Simão, o Zelote. Depois, Matias foi escolhido para substituir Judas Iscariotes. “Jesus e os apóstolos tinham uma relação de profundo respeito e amizade”. Nesse grupo, alguns tinham papéis definidos. Segundo a Bíblia, cabia a Judas a administração do dinheiro recolhido durante as pregações. Uma função que sugere a confiança de Jesus (mas que também pode nunca ter existido, sendo acrescentada apenas para reforçar sua afeição ao dinheiro).
  • 4. A verba arrecadada cobria o custo das viagens. “Jesus foi um líder itinerante”. Na ausência do líder, seus seguidores trabalhavam individualmente na busca por fiéis. “Jesus tinha muita clareza do que estava fazendo. Ele organizou células no território judaico e compôs uma estrutura que deu sustentabilidade ao seu poder. Isso explica por que o cristianismo sobreviveu mesmo depois de sua morte”. Assim, é muito provável que cada um dos apóstolos tivesse um grupo próprio de seguidores. Afinal, apesar de falarem em nome de Jesus, eram eles que entravam em contato direto com as pessoas comuns. Davam conselhos, pregavam, supostamente operavam milagres. E, obviamente, faziam isso a seu modo: quem ouvia Pedro tinha uma visão diferente da dos seguidores de João ou Tomé sobre os ensinamentos de Cristo.
  • 5. Os apóstolos eram homens simples; pastores, pescadores, coletores de impostos e outras funções comuns. Teriam esses homens uma importante missão: acompanhar os passos do Messias e continuar a espalhar o Evangelho, e a representá-lo depois de haver Ele voltado para a Espiritualidade. Mas o próprio Jesus os advertiu de que a vida não seria nada fácil para todos eles. Os riscos não seriam poucos. Então, disse Jesus a seus discípulos: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. (Mateus, 16:24). “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome”. (Mateus, 24:9) SIMÃO O mais velho dos discípulos. Era irmão de André, e originário de Betsaida. Pescador no mar da Galiléia, mais precisamente na cidade de Cafarnaum.
  • 6. Simão, filho de Jonas, teria conhecido Jesus no episódio conhecido como “pesca milagrosa”, quando este lhe pediu para utilizar uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão que o queria ouvir. Simão, que estava a lavar as redes, concedeu-lhe o lugar na barca, que foi afastada um pouco da margem. No final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira, mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam arrebentando. Olhando Jesus para ele, disse: “Tu és Simão, filho de Jonas. Tu será chamado de Cefas. que significa pedra. Em grego, foi traduzido como Petros, até o original Pedro. Simão Pedro tinha um caráter impetuoso, porém, era o mais apavorado.
  • 7. Simão Pedro respondia sempre pelos discípulos. Foi testemunha da Transfiguração de Jesus. No momento da prisão do Mestre, numa atitude impetuosa, cortou a orelha de Malco, servo do sumo sacerdote. Junto com os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze. Estava sempre um passo a frente dos demais. Disse que Jesus era o “Cristo”, o filho de Deus vivo. Depois do retorno de Jesus para a Espiritualidade, despontou como líder dos doze apóstolos, aparecendo em destaque em todas as narrativas evangélicas. Exerceu autoridade na recém-nascida comunidade cristã. Cornélio, um homem temente a Deus, foi o primeiro gentio a ouvir o Evangelho por meio da pregação de Pedro. Foi Pedro também quem declarou que Deus concederia a salvação também aos gentios através dos ensinos de Jesus.
  • 8. Em João 21,18, o evangelista sugere que Pedro morreu na cruz. Clemente de Roma, que morreu em 95 depois de Cristo, diz que a sua morte aconteceu no tempo de Nero, por volta do ano 64. A tradição posterior diz que os romanos crucificaram Pedro de cabeça para baixo, pois o apóstolo teria pedido de não ser comparado com Cristo. Uma outra tradição diz que no período em que devia ser crucificado, encontrou, às portas de Roma, Jesus que lhe perguntou: quo vadis? (aonde vai?). Isto aconteceu enquanto Pedro estava fugindo de Roma para evitar a morte; o encontro teria mudado a sua decisão e voltou para Roma. ANDRÉ Foi discípulo de João Batista. Era irmão de Simão Pedro e, como ele, pescador em Cafarnaum.
  • 9. O primeiro a ser tirado por Jesus das tranquilas e fecundas águas do lago Tiberíades para receber o título de pescador de homens, foi justamente André, seguido de João. André foi o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre. As tradições indicam que ele teria ido a lugares distantes para pregar o Evangelho. A tradição do martírio desse apóstolo está ligada à ‘cruz de santo André’, em forma de x, presente na bandeira da Escócia. Portanto teria sido crucificado numa cruz em forma de x. JOÃO O mais jovem dos apóstolos. Irmão de Thiago Maior. Ocupa um lugar de primeiro plano no elenco dos apóstolos, provavelmente por se assemelhar a mãe, Salomé, mulher enérgica, de fé sincera, que mais tarde se uniu aos discípulos de Jesus.
  • 10. Apesar de simples e não instruído, é evidente que o jovem conhecia o ensinamento dos essênios, o que acentuou suas tendências apocalípticas. Ouvindo a pregação do Batista, João se convenceu da aproximação do Reino de Deus. Ele está entre os mais íntimos de Jesus. Está ao seu lado na hora da ceia. É considerado "o discípulo amado". Era muito jovem na época da vida do Mestre, e na crucificação foi designado por Jesus a tomar conta de Maria, demonstrando aí o quanto este confiava em João. É o único entre os apóstolos, que assiste à sua morte. Autor do quarto evangelho, de três cartas aos cristãos em geral e do Livro do Apocalipse. O seu evangelho difere dos outros três, que são chamados sinóticos ou semelhantes, sendo que a narrativa de João enfoca mais o aspecto espiritual de Jesus. João viveu o resto de sua vida em Éfeso, juntamente com Maria, onde teria escrito o Evangelho e as cartas.
  • 11. Conta-se que morreu com cerca de 100 anos. Foi preso, em Éfeso, no tempo do imperador Domiciano, em 89, e levado até Roma onde é condenado à morte. A pena, porém, foi mudada em exílio, em Patmos. Passou alguns anos naquela ilha e voltou para Éfeso, onde morreu. TIAGO (O maior) Pescador, irmão do também apóstolo João, o Evangelista, fazia parte do círculo mais íntimo de Jesus. Após a morte deste, permaneceu em Jerusalém, junto a Pedro. Foi martirizado em Jerusalém, por causa da perseguição de Horedes Agripa, por volta do ano 40 depois de Cristo. Em Jerusalém teve um papel importante na comunidade nascente. Na Espanha é conhecido como Santiago e uma tradição diz que ele, depois da ressurreição, foi anunciar o Evangelho naquele país.
  • 12. TIAGO (O menor) Filho de Alfeu, conhecido também como Zebeu, tornou-se um membro altamente respeitado da recém-nascida comunidade cristã em Jerusalém. Foi um observador das normas judaicas, defendendo que estas normas deveriam fazer parte do Cristianismo. Com isso, tornou-se adversário de Paulo de Tarso nesta questão, mas também foi conciliador e um pregador fervoroso do ensino de Jesus. É o autor de uma das cartas católicas que tem o seu nome. Não sabemos quase nada da sua morte, mas pode ter sido martirizado em 62 depois de Cristo. MATEUS Também chamado de Levi, filho de Alfeu. Era publicano, ou cobrador de impostos, classe muito odiada na época de Jesus, por cobrarem impostos dos judeus para serem entregues às autoridade romanas.
  • 13. Escreveu o primeiro evangelho, onde dá mais ênfase ao aspecto humano e genealógico de Jesus. Pregou no norte da África depois da morte do Mestre, prosseguindo até a Etiópia, depois de percorrer a Judéia e a Pérsia. Teria morrido em Etiópia e o seu túmulo se encontra em Salerno, na Itália. FILIPE Grande amigo de Bartolomeu, Morava em Betsaida, e sabia grego melhor do que todos. Aparece rapidamente nos Evangelhos, não nos deixando muitas informações sobre ele. Diz-se que evangelizou na Ituréia, reunindo-se a André, no mar Negro. A respeito da sua morte sabemos pouco. Alguns dizem que morreu em Hierapolis, também crucificado, mas outras tradições afirmam que por causas naturais.
  • 14. TOMÉ Mais um pescador. Também chamado Dídimo, era o terceiro apóstolo em idade depois de Pedro. Ficou famoso pelo fato de ter duvidado que Jesus tinha ressuscitado, e disse que só vendo acreditaria. Então, Jesus apareceu para ele e respondeu que muitos não iriam ver e acreditariam. Depois da crucificação, segundo a tradição, sua obra de evangelização se à Pérsia e Índia. Foi morto atravessado por uma lança na cidade de Coromandel. JUDAS ISCARIOTES Judas de Kerioth, localidade da Judéia. Dizem as tradições que este apóstolo era designado para cuidar do dinheiro comum, por ser um dos poucos instruídos. Foi enganado pelos sacerdotes que o induziram a mostrar onde estava Jesus a troco de 30 moedas de prata, prometendo que só o prenderiam durante as festividades da Páscoa Judaica.
  • 15. JUDAS TADEU Também chamado Lebeu Tadeu, é um dos doze citados nominalmente por Mateus. É chamado por muitos "o irmão de Jesus". Foi quem, na última ceia, perguntou a Jesus: "Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?" (João 14:22-23). Nada se sabe da vida de Judas Tadeu depois da ascensão de Jesus. Diz a tradição que pregou o Evangelho na Mesopotâmia, Edessa, Arábia, Síria e também na Pérsia. Teria morrido mártir no ano 70, em Mesopotamia. cravado de flechas.
  • 16. BARTOLOMEU Também chamado de Natanael no Evangelho de João. Natural de Caná de Galiléia. Recebeu de Jesus uma palavra edificante: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo” (Mateus 10.3; João 1.45-47). Bartolomeu viu os prodígios operados pelo Mestre, ouviu a sua mensagem, assistiu a sua paixão e glorificação. A tradição diz que foi um grande missionário e que teria chegado até na Índia. Depois, se tornou arauto da Boa Nova, aceitando com o mesmo entusiasmo as consequências de um testemunho comprometido. O apóstolo Bartolomeu, que era da Galiléia foi para a Índia. Pregou para aquele povo a verdade de Jesus, segundo o evangelho de Mateus. Quanto à sua morte, conta-se que foi martirizado, tendo sido tirada a sua pele, provavelmente na Síria.
  • 17. SIMÃO, o Zelote Era chamado assim porque pertencia a uma seita chamada de "Os Zelotes, ou zeladores", que lutava para a libertação de Israel dos Romanos. Seita ultra- nacionalista e não religiosa. Simão permaneceu na Palestina pregando o Evangelho. Dos seus atos como apóstolo nada se sabe. Está incluído na lista dos doze, em Mateus 10.4. Morreu, como conta a tradição, junto com Judas Tadeu, na Mesopotamia. É o apóstolo associado ao movimento dos revoltosos da Palestina contra o império romano, os Zelotas. O 13º APÓSTOLO - MATIAS É um nome frequente entre os hebreus e quer dizer "dom de Deus". É o apóstolo que recebeu como dom o ser agregado aos Doze, tomando o lugar vago deixado pela deserção de Judas Iscariotes.
  • 18. A sua eleição foi mediante sorteio, após a Ascensão de Jesus, pela proposta de Simão Pedro. Matias esteve portanto constantemente próximo a Jesus desde o início até o fim de sua vida pública. Nada se sabe de suas atividades apostólicas. A tradição diz que ele morreu martirizado e decapitado em Colchis, perto do Mar Negro. A MISSÃO DOS DOZE PÓSTOLOS Durante algum tempo, os discípulos se dedicam ao aprendizado junto ao Mestre. Espíritos de alto progresso espiritual, fácil lhes foi assimilar as lições que Jesus lhes ministrava diariamente, não só pelas palavras, como também pelo exemplo. Aos apóstolos, que formavam uma unidade em seu redor, Jesus deu-lhes força e autoridade sobre todos os demônios para expulsá-los de qualquer pessoa, e poder para curar doenças.
  • 19. Enviou-os a pregar a mensagem do Reino de Deus e a curar enfermos: a mesma atividade de Jesus, só que eles agiriam em lugares muito longes. Em vista disso, deu-lhes as seguintes orientações: Para dar testemunho de desinteresse e de confiança na providência divina, não levem nada de especial na viagem: nem bastão para apoio ou defesa pessoal, nem sacola para qualquer bagagem, nem comida, nem dinheiro, nem duas túnicas para a troca, bastando uma. Na casa onde forem hospedados, permaneçam sem mudar para outra, até saírem, e terminada a missão naquele lugar. Na casa onde forem hospedados, permaneçam sem mudar para outra, até saírem, e terminada a missão naquele lugar.
  • 20. Quanto aos que não receberem vocês, saiam daquela cidade como de uma terra pagã: sacudam a poeira das sandálias em sinal de que vocês lhes deixam toda a responsabilidade por terem recusado a mensagem do Evangelho. Os apóstolos então partiram de viagem para a sua missão. Passaram de aldeia em aldeia anunciando a Boa Nova do Evangelho e curando doentes por toda parte. Fortificados pela fé que Jesus lhes acendera nos corações, estavam preparados para continuar a obra evangélica, que Jesus lhes confiaria. São sábias e comovedoras as regras, segundo as quais os discípulos pautariam sua conduta no mundo. Há vinte séculos que os discípulos de boa vontade estudam este código de renúncia; os que. não se afastaram dele, triunfaram.
  • 21. Palmilhando os ásperos caminhos da terra, quando a taça de amarguras parecia transbordar, lembravam-se das ternas exortações e dos conselhos do Mestre e adquiriam novo alento para perseverarem até o fim. Jesus ordena a seus discípulos que se dirijam antes aos que já estavam em condições de entender os novos ensinamentos. Os israelitas eram, naturalmente, os indicados para primeiro receberem o Evangelho, dado o longo preparo espiritual a que a lei de Moisés os tinha submetido. Dirigindo-se a eles, os discípulos encontrariam um terreno propício à semeadura. Ao passo que se procurassem em primeiro lugar os outros povos, as dificuldades para a difusão do Evangelho seriam maiores, pois, ainda não estavam à altura de suas lições. Com o tempo, todos os povos se preparariam convenientemente e, então, surgiriam novos trabalhadores, que lhes levariam as claridades do Evangelho.
  • 22. Muita Paz! Visite meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados de O Livro dos Espíritos, de O Livro dos Médiuns, e de O Evangelho Segundo o Espiritismo.