Apresentação
 Rejane Teixeira Mendes
 Engenheira Civil e de Segurança do Trabalho
 Empresas onde atuou:
 CBPO – Obra de Recomposição dos Molhes
 Odebrecht – elaboração de propostas para licitações públicas em
Porto Alegre
 Consórcio CBPO PEDRASUL CARIOCA IVAÍ – Obra de
Prolongamento dos Molhes
 Multitek Engenharia – Fabricação e montagem dos tanques 519 e
520, 528 e 529 do TERIG
 Galvão Engenharia – Manutenção dos tanques 501, 503 e 504 do
TERIG
 Adão Costa da Costa ME – elaboração de propostas, planejamento e
medições de serviços
Introdução
 O orçamento de uma obra é uma das etapas mais
importantes da obra, se não a mais importante.
 Um orçamento bem feito é determinante para que o
empreendimento tenha resultado positivo.
Conceitos básicos
 ORÇAMENTO
 COMPOSIÇÃO DE CUSTO UNITÁRIO DE SERVIÇO
 COMPONENTES
 INSUMOS
 MÃO-DE-OBRA DIRETA
 MÃO-DE-OBRA INDIRETA
 ENCARGOS SOCIAIS E TRABALHISTAS
 IMPOSTOS (PIS, COFINS, CSLL, IRPJ, ISSQN)
 BDI – BONIFICAÇÃO E DESPESAS INDIRETAS
 PROJETO
 ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
 CADERNO DE ENCARGOS
 MEMORIAL DESCRITIVO
 CRITÉRIO DE MEDIÇÃO
Tipos de orçamento
 Paramétrico – utiliza índices, para estudo de
viabilidade, baseia-se no CUB (R$ 964,89)
Atividade % mínima % máxima % média
Projetos e aprovações 5 8 6
Serviços preliminares 2 4 3
Fundações 5 9 7
Estruturas / alvenarias 15 30 23
Coberturas 5 8 6
Impermeabilização 2 4 3
Instalações elétricas e hidrossanitárias 15 25 20
Esquadrias 6 10 8
Acabamentos 20 30 22
Serviços complementares 2 5 2
TOTAL 77 133 100
Tipos de orçamento
 NBR 12721 - Avaliação de custos unitários e
preparo de orçamento de construção para
incorporação de edifícios em condomínio –
Procedimento
 Orçamento discriminado (detalhado) – utilizado
para construção civil
 Demonstrativo de Formação de Preço (DFP) –
sistema PETROBRAS
 Homem x Hora (HH) – utilizado para serviços de
manutenção em paradas industriais
Regime de contratação
 Preço unitário – não existe informações precisas de
quantidades de serviços (reformas), os preços são
fornecidos por unidade de serviço (m² de alvenaria, m²
de reboco, m de fundação superficial, etc.)
 Preço global – muito utilizado por órgãos públicos,
depende de projeto executivo completo, com
especificações e quantidades bem definidas
 OBS.: Sistema misto – contratação por preço global e
pagamento por preço unitário conforme alteração das
quantidades durante execução.
Classificação dos custos
 Custo direto – máquinas e mão de obra de produção,
mão de obra administrativa, veículos, materiais de
aplicação, ferramentas, transporte do pessoal,
alimentação, EPI, etc.
 Custo indireto: administração central, seguros,
impostos, lucro, etc
Etapas do orçamento
 Análise de documentos (edital, minuta de contrato, projeto
básico/detalhado, etc.)
 Visita técnica: relevo, estradas de acesso, distância do
centro comercial, água, energia, telefone, imóveis,
disponibilidade de mão de obra, fornecedores locais, etc.
 Levantamento de quantidades de materiais e serviços;
análise criteriosa do projeto
 Planejamento básico: sequencia executiva, tempos de
execução
 Definição dos recursos: categorias de mão de obra,
dimensionamento do canteiro, transportes, máquinas e
equipamentos mínimos, etc.
Etapas do orçamento
 Levantamento de preços de MO, materiais e prestadores
de serviço
 Cálculo de encargos sociais e trabalhistas
 Custo horário de utilização de equipamentos
 Produtividade de equipes
 Praticabilidade
 Montagem das composições dos serviços
 Definição dos impostos e do BDI
Cálculo de encargos sociais
 Os empregados são divididos em duas categorias;
 Mensalista: alguns já estão inclusos no salário, como repouso
semanal, folga em feriados, etc. Encargos estimados em 90%
 Horista: o pagamento é por salário/hora, sendo todos os
encargos sociais e trabalhistas acrescentados na quantidade
de horas trabalhadas no mês. Encargos estimados entre 120%
e 130%
Cálculo de encargos sociais
 Devem ser considerado os seguintes encargos trabalhistas:
 INSS
 SESI
 SENAI
 INCRA
 SEBRAE
 Salário educação
 Seguro contra acidentes do trabalho
 FGTS
 SINDUSCON
Cálculo de encargos sociais
 Devem ser considerados os seguintes encargos sociais:
 Repouso semanal remunerado
 Feriados
 Aviso prévio trabalhado
 Auxílio doença
 13° salário
 Aviso prévio indenizado
 Licença paternidade
 Faltas abonadas
 Depósito por recisão sem justa causa
 Adicional por aviso prévio
Cálculo de encargos sociais
 Para o horista pode-se acrescentar nos encargos sociais
os percentuais correspondentes a EPI, alimentação,
vale transporte, vale refeição ou outros benefícios
oferecidos pela empresa.
 Nesta condição o percentual de encargos sociais sobe
para 179% (fonte Sinduscon-RS)
 OBS.: no cálculo do salário deve ser considerado o
percentual de dissídio, dependendo do período
previsto para a obra
Cálculo do custo horário de
equipamentos
 Deve ser calculado quando é utilizado equipamentos
próprios.
 Custo horário (CP) = DJ + M + MAT + MO
 DJ: é a parcela referente à perda do valor do
equipamento mais os juros para remuneração do
capital investido
 M: custo de manutenção
 MAT: materiais necessários para operação do
equipamento
 MO: custo do operador e auxiliares
Cálculo de transporte
 Deve ser calculado para todos os equipamentos de
transporte próprio de materiais (caminhões carreta,
caminhões basculante, caminhões betoneira, etc.) e de
pessoal (ônibus e veículos utilitários e de passeio da
empresa).
 Custo de transporte por hora – o cálculo é o mesmo do
custo horário de equipamentos
 Custo por km rodado – utilizado para transporte de
pessoal e veículos leves (carros, kombis, utilitários)
Custo de transporte por km rodado
 É a soma de todas as parcelas envolvidas na operação e
manutenção do veículo
 CT/km=D+J+C+OC+OD+LIC+ST+LAV+PN+MAN+MOT
 D – depreciação
 J – juros de capital
 C – combustível
 OM – óleo do motor
 OD – óleo de câmbio e do diferencial
Custo de transporte por km rodado
 LIC – licenciamento e seguro obrigatório
 ST- seguro total
 LAV – lavagem e limpeza do vaículo
 PN – substituição de pneus
 MAN – manutenção do veículo
 MOT - motorista
Custo de transporte T/km ou
m³/km
 É obtido pela divisão do custo horário de transporte pela
produção horária
 y = (custo horário de produção) / (produção)
 A produção é em função da rodovia e da distância de
transporte, sendo:
 P = (60 x c x E) / [60 x (2X / V) + T]
 P – produção em m³/h ou t/h
 c - capacidade de carga do veículo em m³ ou t
 E – eficiência (0,83 da hora)
 V – velocidade média
 T – tempo de espera
 X – distância de transporte em km
Montagem do orçamento
 O orçamento para obras é montado serviço a serviço,
através de composições de custo, relacionando as
quantidades e os custos unitários de materiais, mão de
obra e equipamentos.
 Pode-se utilizar tabelas e índices usuais no mercado
(PINI, FRANARIN, etc), mas os índices de utilização e
produtividade devem ser sempre verificados com
dados históricos da empresa ou com o nível de
dificuldade da obra.
Montagem do orçamento
 Exemplo de composição:
 Alvenaria de tijolo maciço, argamassa de rejunte 1:4 –
espessura de parede 10cm - unidade m²
 Tijolo comum 84 unidades
 Cimento 0,2,5 kg
 Cal virgem em pó 4,18 kg
 Areia média 0,03 m³
 Pedreiro 1,6 h
 Servente 1,97 h
 Fonte: TCPO 2000 - PINI
Montagem do orçamento
 Após a montagem de composições para todos os
serviços, devem ser estimados os custos relativos à
mobilização e manutenção do canteiro de obras,
pessoal técnico e administrativo, encarregados e
supervisores, etc.
 A soma de todos estes valores resulta no Custo da
Obra, ainda sem aplicação do BDI
Cálculo do BDI
 O BDI é a parcela do custo da obra correspondente ao
lucro (Bonificação) e aos impostos e outros custos
indiretos (DI)
 Os custos indiretos podem variar grandemente
conforme o edital da obra, sendo alguns:
 Impostos e taxas sempre fazem parte do custo indireto
 Administração central e custo financeiro
 Seguros e garantias
 Contingências
Cálculo do BDI
 Impostos (tributos)
 Tributos sobre a receita – são calculados sobre o valor
total da nota fiscal de serviços
 ISS (municipal) – 4%
 COFINS (federal) – 3%
 PIS (federal) – 0,65%
 Tributos sobre o lucro
 IRPJ – alíquota depende do tipo da tributação da empresa
(lucro real, lucro presumido)
 CSLL - alíquota depende do tipo da tributação da empresa
(lucro real, lucro presumido)
Cálculo do BDI
 Tributos sobre o lucro
 IRPJ
 Para o lucro presumido as alíquotas podem ser:
 1,2% sobre a nota fiscal para execução de obras
 4,8% sobre a nota fiscal para serviços de engenharia consultiva
 Para o lucro real as alíquotas podem ser:
 15% para lucro anual de até R$ 240.000,00
 25% para lucro anual acima de R$ 240.000,00
 COFINS
 1,08% sobre a nota fiscal para execução de obras
 2,88% sobre a nota fiscal para serviços de engenharia
consultiva
Cálculo do BDI
 Administração central (AC)
 A alíquota é definida pela empresa em função dos custos
da sede (aluguéis, salários, representações, etc.) e pode
variar de 4 a 15%
 Custo financeiro (CF)
 É a taxa relativa à correção monetária e aos juros
bancários pagos para financiamento de capital (capital
de giro)
 Depende das taxas em uso no banco e do tempo que a
empresa necessitará de capital de giro
Cálculo do BDI
 Contingências ou margem de incerteza (MI)
 Visa elevar a estimativa dos custos do contratante (órgão
público), em função de possíveis erros ou incertezas na
definição dos serviços e especificação de quantidades
 A alíquota deve estar entre 5 a 10% do custo da obra
 Seguros (S) e garantias (G) – são definidos no edital de
licitação a exigência de seguro e garantia
 Para o seguro aplica-se as taxas do mercado
 Para a garantia deve-se prever um percentual do total da
obra que será liberado pelo contratante somente no final
da obra (aceitação e recebimento da obra pelo cliente)
Cálculo do BDI
 Margem bruta de contribuição (MBC)
 É o lucro da obra acrescido dos impostos sobre o lucro
 A definição do percentual do lucro depende de fatores
relacionados à importância da obra, capacidade de
pagamento do cliente e da necessidade de investimentos
especiais em tecnologias
 MBC = Lucro líquido + IRPJ + CSLL
 Os percentuais normais de lucro variam de 5% (para
obras acima de R$ 1.500.000,00) a 15% (para obras até
R$ 150.000,00)
Cálculo do BDI
 Fórmula do BDI
 BDI = [(1+AC+CF+S+G+MI)/(1-(TM+TE+TF+MBC) -1] x 100
 AC – Administração central
 CF – Custo financeiro
 S e G – Seguro e Garantia
 MI – Margem de incerteza
 TM – Tributos municipais
 TE – Tributos estaduais
 TF – Tributos federais
 MBC – Margem bruta de contribuição (lucro bruto)
Apresentação do preço final
 Exemplo de cálculo de BDI
 Alíquotas aplicadas para uma obra
 AC – 5%
 CF – 1,5%
 S e G – 2% e 5%
 MI – 5%
 TM – 4%
 TE – 0%
 TF – 5,93%
 MBC – 10% + 7,68% = 10,768%
 BDI = [(1,185)/(0,79302) -1] x 100 = 49,43%
Apresentação do preço final
 Para encontrar o preço final da obra deve-se
multiplicar o custo total pelo BDI.
 Exemplo:
 Utilizando o BDI de 49,43% sobre o custo de R$
120.000,00, o preço final fica em R$ 179.316,00
 A diferença de R$ 59.316,00 corresponde a todas as
despesas indiretas (administração central, seguros,
contingências, garantias, lucro e impostos municipais e
federais)
Orçamentação de obras   palestra

Orçamentação de obras palestra

  • 2.
    Apresentação  Rejane TeixeiraMendes  Engenheira Civil e de Segurança do Trabalho  Empresas onde atuou:  CBPO – Obra de Recomposição dos Molhes  Odebrecht – elaboração de propostas para licitações públicas em Porto Alegre  Consórcio CBPO PEDRASUL CARIOCA IVAÍ – Obra de Prolongamento dos Molhes  Multitek Engenharia – Fabricação e montagem dos tanques 519 e 520, 528 e 529 do TERIG  Galvão Engenharia – Manutenção dos tanques 501, 503 e 504 do TERIG  Adão Costa da Costa ME – elaboração de propostas, planejamento e medições de serviços
  • 3.
    Introdução  O orçamentode uma obra é uma das etapas mais importantes da obra, se não a mais importante.  Um orçamento bem feito é determinante para que o empreendimento tenha resultado positivo.
  • 4.
    Conceitos básicos  ORÇAMENTO COMPOSIÇÃO DE CUSTO UNITÁRIO DE SERVIÇO  COMPONENTES  INSUMOS  MÃO-DE-OBRA DIRETA  MÃO-DE-OBRA INDIRETA  ENCARGOS SOCIAIS E TRABALHISTAS  IMPOSTOS (PIS, COFINS, CSLL, IRPJ, ISSQN)  BDI – BONIFICAÇÃO E DESPESAS INDIRETAS  PROJETO  ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA  CADERNO DE ENCARGOS  MEMORIAL DESCRITIVO  CRITÉRIO DE MEDIÇÃO
  • 5.
    Tipos de orçamento Paramétrico – utiliza índices, para estudo de viabilidade, baseia-se no CUB (R$ 964,89) Atividade % mínima % máxima % média Projetos e aprovações 5 8 6 Serviços preliminares 2 4 3 Fundações 5 9 7 Estruturas / alvenarias 15 30 23 Coberturas 5 8 6 Impermeabilização 2 4 3 Instalações elétricas e hidrossanitárias 15 25 20 Esquadrias 6 10 8 Acabamentos 20 30 22 Serviços complementares 2 5 2 TOTAL 77 133 100
  • 6.
    Tipos de orçamento NBR 12721 - Avaliação de custos unitários e preparo de orçamento de construção para incorporação de edifícios em condomínio – Procedimento  Orçamento discriminado (detalhado) – utilizado para construção civil  Demonstrativo de Formação de Preço (DFP) – sistema PETROBRAS  Homem x Hora (HH) – utilizado para serviços de manutenção em paradas industriais
  • 7.
    Regime de contratação Preço unitário – não existe informações precisas de quantidades de serviços (reformas), os preços são fornecidos por unidade de serviço (m² de alvenaria, m² de reboco, m de fundação superficial, etc.)  Preço global – muito utilizado por órgãos públicos, depende de projeto executivo completo, com especificações e quantidades bem definidas  OBS.: Sistema misto – contratação por preço global e pagamento por preço unitário conforme alteração das quantidades durante execução.
  • 8.
    Classificação dos custos Custo direto – máquinas e mão de obra de produção, mão de obra administrativa, veículos, materiais de aplicação, ferramentas, transporte do pessoal, alimentação, EPI, etc.  Custo indireto: administração central, seguros, impostos, lucro, etc
  • 9.
    Etapas do orçamento Análise de documentos (edital, minuta de contrato, projeto básico/detalhado, etc.)  Visita técnica: relevo, estradas de acesso, distância do centro comercial, água, energia, telefone, imóveis, disponibilidade de mão de obra, fornecedores locais, etc.  Levantamento de quantidades de materiais e serviços; análise criteriosa do projeto  Planejamento básico: sequencia executiva, tempos de execução  Definição dos recursos: categorias de mão de obra, dimensionamento do canteiro, transportes, máquinas e equipamentos mínimos, etc.
  • 10.
    Etapas do orçamento Levantamento de preços de MO, materiais e prestadores de serviço  Cálculo de encargos sociais e trabalhistas  Custo horário de utilização de equipamentos  Produtividade de equipes  Praticabilidade  Montagem das composições dos serviços  Definição dos impostos e do BDI
  • 11.
    Cálculo de encargossociais  Os empregados são divididos em duas categorias;  Mensalista: alguns já estão inclusos no salário, como repouso semanal, folga em feriados, etc. Encargos estimados em 90%  Horista: o pagamento é por salário/hora, sendo todos os encargos sociais e trabalhistas acrescentados na quantidade de horas trabalhadas no mês. Encargos estimados entre 120% e 130%
  • 12.
    Cálculo de encargossociais  Devem ser considerado os seguintes encargos trabalhistas:  INSS  SESI  SENAI  INCRA  SEBRAE  Salário educação  Seguro contra acidentes do trabalho  FGTS  SINDUSCON
  • 13.
    Cálculo de encargossociais  Devem ser considerados os seguintes encargos sociais:  Repouso semanal remunerado  Feriados  Aviso prévio trabalhado  Auxílio doença  13° salário  Aviso prévio indenizado  Licença paternidade  Faltas abonadas  Depósito por recisão sem justa causa  Adicional por aviso prévio
  • 14.
    Cálculo de encargossociais  Para o horista pode-se acrescentar nos encargos sociais os percentuais correspondentes a EPI, alimentação, vale transporte, vale refeição ou outros benefícios oferecidos pela empresa.  Nesta condição o percentual de encargos sociais sobe para 179% (fonte Sinduscon-RS)  OBS.: no cálculo do salário deve ser considerado o percentual de dissídio, dependendo do período previsto para a obra
  • 15.
    Cálculo do custohorário de equipamentos  Deve ser calculado quando é utilizado equipamentos próprios.  Custo horário (CP) = DJ + M + MAT + MO  DJ: é a parcela referente à perda do valor do equipamento mais os juros para remuneração do capital investido  M: custo de manutenção  MAT: materiais necessários para operação do equipamento  MO: custo do operador e auxiliares
  • 16.
    Cálculo de transporte Deve ser calculado para todos os equipamentos de transporte próprio de materiais (caminhões carreta, caminhões basculante, caminhões betoneira, etc.) e de pessoal (ônibus e veículos utilitários e de passeio da empresa).  Custo de transporte por hora – o cálculo é o mesmo do custo horário de equipamentos  Custo por km rodado – utilizado para transporte de pessoal e veículos leves (carros, kombis, utilitários)
  • 17.
    Custo de transportepor km rodado  É a soma de todas as parcelas envolvidas na operação e manutenção do veículo  CT/km=D+J+C+OC+OD+LIC+ST+LAV+PN+MAN+MOT  D – depreciação  J – juros de capital  C – combustível  OM – óleo do motor  OD – óleo de câmbio e do diferencial
  • 18.
    Custo de transportepor km rodado  LIC – licenciamento e seguro obrigatório  ST- seguro total  LAV – lavagem e limpeza do vaículo  PN – substituição de pneus  MAN – manutenção do veículo  MOT - motorista
  • 19.
    Custo de transporteT/km ou m³/km  É obtido pela divisão do custo horário de transporte pela produção horária  y = (custo horário de produção) / (produção)  A produção é em função da rodovia e da distância de transporte, sendo:  P = (60 x c x E) / [60 x (2X / V) + T]  P – produção em m³/h ou t/h  c - capacidade de carga do veículo em m³ ou t  E – eficiência (0,83 da hora)  V – velocidade média  T – tempo de espera  X – distância de transporte em km
  • 20.
    Montagem do orçamento O orçamento para obras é montado serviço a serviço, através de composições de custo, relacionando as quantidades e os custos unitários de materiais, mão de obra e equipamentos.  Pode-se utilizar tabelas e índices usuais no mercado (PINI, FRANARIN, etc), mas os índices de utilização e produtividade devem ser sempre verificados com dados históricos da empresa ou com o nível de dificuldade da obra.
  • 21.
    Montagem do orçamento Exemplo de composição:  Alvenaria de tijolo maciço, argamassa de rejunte 1:4 – espessura de parede 10cm - unidade m²  Tijolo comum 84 unidades  Cimento 0,2,5 kg  Cal virgem em pó 4,18 kg  Areia média 0,03 m³  Pedreiro 1,6 h  Servente 1,97 h  Fonte: TCPO 2000 - PINI
  • 22.
    Montagem do orçamento Após a montagem de composições para todos os serviços, devem ser estimados os custos relativos à mobilização e manutenção do canteiro de obras, pessoal técnico e administrativo, encarregados e supervisores, etc.  A soma de todos estes valores resulta no Custo da Obra, ainda sem aplicação do BDI
  • 23.
    Cálculo do BDI O BDI é a parcela do custo da obra correspondente ao lucro (Bonificação) e aos impostos e outros custos indiretos (DI)  Os custos indiretos podem variar grandemente conforme o edital da obra, sendo alguns:  Impostos e taxas sempre fazem parte do custo indireto  Administração central e custo financeiro  Seguros e garantias  Contingências
  • 24.
    Cálculo do BDI Impostos (tributos)  Tributos sobre a receita – são calculados sobre o valor total da nota fiscal de serviços  ISS (municipal) – 4%  COFINS (federal) – 3%  PIS (federal) – 0,65%  Tributos sobre o lucro  IRPJ – alíquota depende do tipo da tributação da empresa (lucro real, lucro presumido)  CSLL - alíquota depende do tipo da tributação da empresa (lucro real, lucro presumido)
  • 25.
    Cálculo do BDI Tributos sobre o lucro  IRPJ  Para o lucro presumido as alíquotas podem ser:  1,2% sobre a nota fiscal para execução de obras  4,8% sobre a nota fiscal para serviços de engenharia consultiva  Para o lucro real as alíquotas podem ser:  15% para lucro anual de até R$ 240.000,00  25% para lucro anual acima de R$ 240.000,00  COFINS  1,08% sobre a nota fiscal para execução de obras  2,88% sobre a nota fiscal para serviços de engenharia consultiva
  • 26.
    Cálculo do BDI Administração central (AC)  A alíquota é definida pela empresa em função dos custos da sede (aluguéis, salários, representações, etc.) e pode variar de 4 a 15%  Custo financeiro (CF)  É a taxa relativa à correção monetária e aos juros bancários pagos para financiamento de capital (capital de giro)  Depende das taxas em uso no banco e do tempo que a empresa necessitará de capital de giro
  • 27.
    Cálculo do BDI Contingências ou margem de incerteza (MI)  Visa elevar a estimativa dos custos do contratante (órgão público), em função de possíveis erros ou incertezas na definição dos serviços e especificação de quantidades  A alíquota deve estar entre 5 a 10% do custo da obra  Seguros (S) e garantias (G) – são definidos no edital de licitação a exigência de seguro e garantia  Para o seguro aplica-se as taxas do mercado  Para a garantia deve-se prever um percentual do total da obra que será liberado pelo contratante somente no final da obra (aceitação e recebimento da obra pelo cliente)
  • 28.
    Cálculo do BDI Margem bruta de contribuição (MBC)  É o lucro da obra acrescido dos impostos sobre o lucro  A definição do percentual do lucro depende de fatores relacionados à importância da obra, capacidade de pagamento do cliente e da necessidade de investimentos especiais em tecnologias  MBC = Lucro líquido + IRPJ + CSLL  Os percentuais normais de lucro variam de 5% (para obras acima de R$ 1.500.000,00) a 15% (para obras até R$ 150.000,00)
  • 29.
    Cálculo do BDI Fórmula do BDI  BDI = [(1+AC+CF+S+G+MI)/(1-(TM+TE+TF+MBC) -1] x 100  AC – Administração central  CF – Custo financeiro  S e G – Seguro e Garantia  MI – Margem de incerteza  TM – Tributos municipais  TE – Tributos estaduais  TF – Tributos federais  MBC – Margem bruta de contribuição (lucro bruto)
  • 30.
    Apresentação do preçofinal  Exemplo de cálculo de BDI  Alíquotas aplicadas para uma obra  AC – 5%  CF – 1,5%  S e G – 2% e 5%  MI – 5%  TM – 4%  TE – 0%  TF – 5,93%  MBC – 10% + 7,68% = 10,768%  BDI = [(1,185)/(0,79302) -1] x 100 = 49,43%
  • 31.
    Apresentação do preçofinal  Para encontrar o preço final da obra deve-se multiplicar o custo total pelo BDI.  Exemplo:  Utilizando o BDI de 49,43% sobre o custo de R$ 120.000,00, o preço final fica em R$ 179.316,00  A diferença de R$ 59.316,00 corresponde a todas as despesas indiretas (administração central, seguros, contingências, garantias, lucro e impostos municipais e federais)