Especificações e
orçamento de obras
Professora: Adriana Araújo Alves
Orçar bem uma obra é uma preocupação
bíblica
Lucas 14
28
Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta
primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a
acabar?
29
Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces,
e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a
escarnecer dele,
30
Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
Objetivo da orçamentação
 Determinar os custos prováveis de execução de
uma obra:
 Todo orçamento é uma estimativa;
 O custo real somente é obtido com a obra finalizada.
Custo real de uma obra
Só é possível descobrir após a obra concluída, pois depende
dos seguintes fatores:
 Insumos utilizados na obra;
 Consumo real dos materiais e equipamentos;
 Influência externas ocorridas durante a sua execução (chuvas,
feriados, obsolência de equipamentos);
Distâncias e tipos de transportes efetivamente utilizados;
Incidência de tributos relativos à obras;
Influência dos custos indiretos efetuados na obra.
Utilidades da orçamentação
 Levantamento dos Materiais (Curva ABC);
 Obtenção de índices para acompanhamento;
 Dimensionamento de equipes;
 Geração de cronogramas;
 Análise de viabilidade.
Quem é o orçamentista?
Profissional que orçará a obra;
 Para isso é necessário:
Leitura e interpretação de peças gráficas, especificações e conhecer a
forma de contrato (critérios de medição, prazos, jornada de trabalho...);
 Experiência de campo;
 Conhecer o local de execução da obra (vias de acesso, disponibilidade
de insumos...);
Conhecer o planejamento da obra.
O que é
necessário par
orçar uma
obra?
projetos
 Quantos mais detalhado e mais completo o projeto for um
projeto, menor a possibilidade de erro;
É necessário a interpretação de um profissional experiente
naquele tipo de obra.
Esqueleto de um orçamento
Etapas para orçar uma obra
 Identificação dos serviços necessários (EAP);
 Especificação de tais serviços;
 Quantificação desses serviços;
 Coleta de preços;
 Cálculos do custo desses serviços;
 Acréscimos dos custos indiretos, mais necessários;
 Acréscimo do BDI.
Orçamento e orçamentação
• Um conceito importante que precisamos sempre ter em mente é a definição
de orçamento e orçamentação.
• Podemos definir orçamentação, como sendo os processos e serviços que
geram o orçamento, que por sua vez, nada mais é que o resultado destes
processos. Assim, basicamente para que tenhamos um orçamento de
qualidade é preciso realizar um processo de orçamentação adequado, de
modo a garantir que todas as variáveis sejam consideradas, resultando em
um orçamento preciso e minimizar os erros.
• Para iniciar precisamos entender as diferenças de cada tipo de orçamento,
bem como em qual fase de projeto aplica-los e suas finalidades.
Orçamento paramétrico
• O orçamento paramétrico trata-se de uma estimativa de custo, que pode ter como indicadores, um histórico
de obras semelhantes. Embora não oferece grande precisão, a sua utilização é muito útil para um estudo
de viabilidade previa de um empreendimento ainda em sua fase de estudo econômico. Com base nesta
estimativa de custo, podemos ter tomadas de decisões a respeito das características da obra em função da
sua viabilidade econômica.
• Normalmente o orçamento paramétrico é obtido em detrimento da área construída (m²), e um valor
estimado para a execução de cada metro quadrado para uma obra de tais características. O valor por m²
pode ser estipulado pelo histórico de construções com características semelhantes na mesma região onde
a obra será edificada, o que permite uma maior aproximação do custo estimado com o custo real.
• Para obter estes valores você pode ainda consultar tabelas com referenciais de custo por metro quadrado
de área construída como o CUB (Custo Unitário Básico).
• O CUB (Custo Unitário Básico) é o principal indicador do setor da construção, é calculado e divulgado
mensalmente pelos sindicatos da indústria da construção civil de cada estado, sendo este um custo
orientativo para a indústria da construção, que variam de acordo com o tipo da obra, padrão de
acabamento e número de pavimentos.
Orçamento analítico
Diferente do orçamento paramétrico, o orçamento analítico não é atribuído
para a obra de forma global, mas sim, definindo e calculando cada serviço
que será necessário para executar a obra de forma individual, até atingir a
sua totalidade. Realizado já com o projeto executivo definido, é possível
contabilizar com precisão todos os insumos necessários para a execução
da obra, pois, no projeto estão especificados todos os detalhes da
construção tais como, as tecnologias utilizadas, materiais e equipamentos
necessários. Desta forma, podemos realizar um levantamento quantitativo
preciso dos serviços necessários para executar a obra. Este é, portanto,
um orçamento com maior precisão.
Orçamento analítico
Será através do projeto que o orçamentista irá levantar
todo o quantitativo de cada serviço necessário para
executar a obra, sendo esta uma etapa fundamental do
orçamento, onde é preciso tomar cuidado para que nada
passe despercebido aos olhos do profissional. Após definir
os serviços e suas quantidades, é preciso fazer a
associação de cada serviço a uma composição de custo
unitário.
Insumos
• Insumos - para que possamos entender o que são as
composições de preço unitário, é imprescindível que
tenhamos claro o conceito de insumos. Insumos são
todos os elementos essenciais para produzir um
determinado produto ou realizar um determinado serviço (
Mão de obra, Materiais, Equipamentos).
composição
• Composição - as composições como o próprio nome
sugere, são o agrupamentos destes insumos que somados
formam o custo de um serviço por uma determinada unidade
de medida. As composições contabilizam os insumos de
materiais equipamentos e mão de obra necessários para a
execução de um determinado serviço, por exemplo, a
quantidade de blocos a quantidade de hora homens, as
ferramentas e equipamentos que serão consumidos para
executar 1m² de alvenaria.
Conhecendo a quantidade executada de um dado
serviço, bem como o seu custo por unidade de
medida, é possível determinar o custo total de
execução deste serviço. Ao final deste processo
de levantamento quantitativo e associação com
uma base de custo, teremos o orçamento
analítico da obra.
Custos diretos
• São custos diretos aqueles que podem facilmente ser mensurados, controlados e
consequentemente passíveis de medição e pagamento, discriminados em planilhas de
custos diretos incluindo, portanto, os custos de administração local, canteiro de obras,
mobilização/desmobilização aos custos diretos da obra.
• Somando-se portanto, a aqueles gerados diretamente na transformação dos insumos em
um produto final, isto é, os custos oriundos dos materiais, equipamentos e mão de obra
utilizados para a execução de um determinado serviço e que estão direcionados
especificamente para aquela obra. Os custos diretos podem ser determinados pelo
orçamento analítico, através da associação de composições de custo unitário aos
quantitativos de cada serviço.
Custos diretos
• Para melhor entendimento, na prática, o custo direto são todos aqueles gerados no canteiro
de obras, por exemplo, para executar uma parede de vedação serão necessários:
• Quantidade "X" de blocos;
• Quantidade "Y" de argamassa de assentamento;
• Quantidade "Z" de mão de obra (pedreiro);
• Quantidade "K" de mão de obra (servente);
• Quantidade "W" de equipamentos.
Todos estes insumos são os custos diretos de um determinado serviço da obra.
Exemplo de uma composição de custo unitário de execução de uma parede de vedação. Na imagem, temos uma
composição para a execução de alvenaria de vedação e logo abaixo a descrição de todos os insumos necessários
para realizar este serviço, retirada do banco de dados do AltoQi Visus, referencial de custos SINAPI. Estes
representam os custos diretos para a execução de uma parede de alvenaria de vedação da obra.
Custos indiretos
• Devem ser considerados somente os custos aplicados ao orçamento da obra por
meio de critérios de rateio ou estimativas, onde a precisão da mensuração pode
conter algum grau de subjetividade e ser inferior à dos custos diretos, tais como: taxa
de rateio da administração central, riscos, seguros, garantias, despesas financeiras,
remuneração da empresa contratada e tributos incidentes sobre o faturamento.
• Em resumo, custos indiretos são todas as despesas da empresa que não são
responsáveis pela execução direta de um serviço, porém, precisam de alguma forma
ser consideradas no orçamento, visto que, indiretamente precisam ser atribuídas ao
custo da obra. Os custos indiretos podem ainda ser definidos como custos
administrativos da empresa e que podem ser rateados para mais de um
empreendimento não dependendo da quantidade de serviço produzido na obra.
São exemplos de custos indiretos:
• Taxa representativa das despesas de rateio da administração central;
• Taxa representativa de riscos;
• Taxa representativa de seguros;
• Taxa representativa de garantias;
• Taxa representativa das despesas financeiras;
• Taxa representativa da incidência de tributos.
Embora estes custos não façam parte direta da execução da obra em si, eles
existem, e precisam ser contabilizados de alguma forma. Negligenciar estes
custos, pode comprometer a viabilidade econômica de um empreendimento.
O BDI é um valor percentual aplicado sobre os custos direto
de um serviço, para contemplar os custos indiretos e o lucro,
incidentes em uma obra, de modo a estabelecer o seu preço de
venda. Apesar de parecer algo simples a aplicação de percentuais
muito elevados podem incorrer na perca de competitividade no
mercado, por outro lado, utilizar percentuais muito baixos podem
não suprir os custos indiretos comprometendo o lucro e a
viabilidade econômica do negócio.
Definição do BDI PARA OBRAS
PÚBLICAS
• Os valores percentuais de BDI, são muito particulares de cada empresa e
obra, por levarem em consideração os custos indiretos que podem variar
de situação para situação. Portanto, para balizar este valor, podemos
tomar como base as diretrizes dispostas no Acórdão 2622/2013 do TCU
(Tribunal de Contas da União) que estabelece um intervalo de
admissibilidade de valores a serem adotados nas variáveis para o cálculo
do BDI em obras públicas e consequentemente o valor final do BDI.
• O TCU define no item 9.1 do Acórdão 2622/2013 os valores admissíveis de
percentual de BDI para obras públicas, demostrados no quadro a seguir.
Sendo assim, os valores calculados devem estar
compreendidos dentro do intervalo admissível,
estabelecidos pelo 1º e 3º quartis, onde:
•O 1º quartil apresenta o valor mínimo;
•A coluna Médio apresenta o valor comumente utilizado;
•O 3º quartil apresenta o valor máximo.
FÓRMULA DO BDI
Onde:
AC = taxa representativa das despesas de rateio da administração central;
R = taxa representativa de riscos;
S = taxa representativa de seguros;
G = taxa representativa de garantias;
DF = taxa representativa das despesas financeiras;
L = taxa representativa do lucro/remuneração;
I = taxa representativa da incidência de tributos.
Os valores para cada variável acima, também podem ser consultados nas tabelas do item
9.2 do Acórdão 2622/2013 do Tribunal de Contas da União.
Conceitos

ESPECIFICAÇÕES E ORÇAMENTO - AULA 01.pptx

  • 1.
    Especificações e orçamento deobras Professora: Adriana Araújo Alves
  • 2.
    Orçar bem umaobra é uma preocupação bíblica Lucas 14 28 Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? 29 Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, 30 Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
  • 3.
    Objetivo da orçamentação Determinar os custos prováveis de execução de uma obra:  Todo orçamento é uma estimativa;  O custo real somente é obtido com a obra finalizada.
  • 4.
    Custo real deuma obra Só é possível descobrir após a obra concluída, pois depende dos seguintes fatores:  Insumos utilizados na obra;  Consumo real dos materiais e equipamentos;  Influência externas ocorridas durante a sua execução (chuvas, feriados, obsolência de equipamentos); Distâncias e tipos de transportes efetivamente utilizados; Incidência de tributos relativos à obras; Influência dos custos indiretos efetuados na obra.
  • 5.
    Utilidades da orçamentação Levantamento dos Materiais (Curva ABC);  Obtenção de índices para acompanhamento;  Dimensionamento de equipes;  Geração de cronogramas;  Análise de viabilidade.
  • 6.
    Quem é oorçamentista? Profissional que orçará a obra;  Para isso é necessário: Leitura e interpretação de peças gráficas, especificações e conhecer a forma de contrato (critérios de medição, prazos, jornada de trabalho...);  Experiência de campo;  Conhecer o local de execução da obra (vias de acesso, disponibilidade de insumos...); Conhecer o planejamento da obra.
  • 7.
    O que é necessáriopar orçar uma obra?
  • 9.
    projetos  Quantos maisdetalhado e mais completo o projeto for um projeto, menor a possibilidade de erro; É necessário a interpretação de um profissional experiente naquele tipo de obra.
  • 10.
    Esqueleto de umorçamento
  • 11.
    Etapas para orçaruma obra  Identificação dos serviços necessários (EAP);  Especificação de tais serviços;  Quantificação desses serviços;  Coleta de preços;  Cálculos do custo desses serviços;  Acréscimos dos custos indiretos, mais necessários;  Acréscimo do BDI.
  • 12.
    Orçamento e orçamentação •Um conceito importante que precisamos sempre ter em mente é a definição de orçamento e orçamentação. • Podemos definir orçamentação, como sendo os processos e serviços que geram o orçamento, que por sua vez, nada mais é que o resultado destes processos. Assim, basicamente para que tenhamos um orçamento de qualidade é preciso realizar um processo de orçamentação adequado, de modo a garantir que todas as variáveis sejam consideradas, resultando em um orçamento preciso e minimizar os erros. • Para iniciar precisamos entender as diferenças de cada tipo de orçamento, bem como em qual fase de projeto aplica-los e suas finalidades.
  • 13.
    Orçamento paramétrico • Oorçamento paramétrico trata-se de uma estimativa de custo, que pode ter como indicadores, um histórico de obras semelhantes. Embora não oferece grande precisão, a sua utilização é muito útil para um estudo de viabilidade previa de um empreendimento ainda em sua fase de estudo econômico. Com base nesta estimativa de custo, podemos ter tomadas de decisões a respeito das características da obra em função da sua viabilidade econômica. • Normalmente o orçamento paramétrico é obtido em detrimento da área construída (m²), e um valor estimado para a execução de cada metro quadrado para uma obra de tais características. O valor por m² pode ser estipulado pelo histórico de construções com características semelhantes na mesma região onde a obra será edificada, o que permite uma maior aproximação do custo estimado com o custo real. • Para obter estes valores você pode ainda consultar tabelas com referenciais de custo por metro quadrado de área construída como o CUB (Custo Unitário Básico). • O CUB (Custo Unitário Básico) é o principal indicador do setor da construção, é calculado e divulgado mensalmente pelos sindicatos da indústria da construção civil de cada estado, sendo este um custo orientativo para a indústria da construção, que variam de acordo com o tipo da obra, padrão de acabamento e número de pavimentos.
  • 14.
    Orçamento analítico Diferente doorçamento paramétrico, o orçamento analítico não é atribuído para a obra de forma global, mas sim, definindo e calculando cada serviço que será necessário para executar a obra de forma individual, até atingir a sua totalidade. Realizado já com o projeto executivo definido, é possível contabilizar com precisão todos os insumos necessários para a execução da obra, pois, no projeto estão especificados todos os detalhes da construção tais como, as tecnologias utilizadas, materiais e equipamentos necessários. Desta forma, podemos realizar um levantamento quantitativo preciso dos serviços necessários para executar a obra. Este é, portanto, um orçamento com maior precisão.
  • 15.
    Orçamento analítico Será atravésdo projeto que o orçamentista irá levantar todo o quantitativo de cada serviço necessário para executar a obra, sendo esta uma etapa fundamental do orçamento, onde é preciso tomar cuidado para que nada passe despercebido aos olhos do profissional. Após definir os serviços e suas quantidades, é preciso fazer a associação de cada serviço a uma composição de custo unitário.
  • 16.
    Insumos • Insumos -para que possamos entender o que são as composições de preço unitário, é imprescindível que tenhamos claro o conceito de insumos. Insumos são todos os elementos essenciais para produzir um determinado produto ou realizar um determinado serviço ( Mão de obra, Materiais, Equipamentos).
  • 17.
    composição • Composição -as composições como o próprio nome sugere, são o agrupamentos destes insumos que somados formam o custo de um serviço por uma determinada unidade de medida. As composições contabilizam os insumos de materiais equipamentos e mão de obra necessários para a execução de um determinado serviço, por exemplo, a quantidade de blocos a quantidade de hora homens, as ferramentas e equipamentos que serão consumidos para executar 1m² de alvenaria.
  • 18.
    Conhecendo a quantidadeexecutada de um dado serviço, bem como o seu custo por unidade de medida, é possível determinar o custo total de execução deste serviço. Ao final deste processo de levantamento quantitativo e associação com uma base de custo, teremos o orçamento analítico da obra.
  • 19.
    Custos diretos • Sãocustos diretos aqueles que podem facilmente ser mensurados, controlados e consequentemente passíveis de medição e pagamento, discriminados em planilhas de custos diretos incluindo, portanto, os custos de administração local, canteiro de obras, mobilização/desmobilização aos custos diretos da obra. • Somando-se portanto, a aqueles gerados diretamente na transformação dos insumos em um produto final, isto é, os custos oriundos dos materiais, equipamentos e mão de obra utilizados para a execução de um determinado serviço e que estão direcionados especificamente para aquela obra. Os custos diretos podem ser determinados pelo orçamento analítico, através da associação de composições de custo unitário aos quantitativos de cada serviço.
  • 20.
    Custos diretos • Paramelhor entendimento, na prática, o custo direto são todos aqueles gerados no canteiro de obras, por exemplo, para executar uma parede de vedação serão necessários: • Quantidade "X" de blocos; • Quantidade "Y" de argamassa de assentamento; • Quantidade "Z" de mão de obra (pedreiro); • Quantidade "K" de mão de obra (servente); • Quantidade "W" de equipamentos. Todos estes insumos são os custos diretos de um determinado serviço da obra.
  • 21.
    Exemplo de umacomposição de custo unitário de execução de uma parede de vedação. Na imagem, temos uma composição para a execução de alvenaria de vedação e logo abaixo a descrição de todos os insumos necessários para realizar este serviço, retirada do banco de dados do AltoQi Visus, referencial de custos SINAPI. Estes representam os custos diretos para a execução de uma parede de alvenaria de vedação da obra.
  • 22.
    Custos indiretos • Devemser considerados somente os custos aplicados ao orçamento da obra por meio de critérios de rateio ou estimativas, onde a precisão da mensuração pode conter algum grau de subjetividade e ser inferior à dos custos diretos, tais como: taxa de rateio da administração central, riscos, seguros, garantias, despesas financeiras, remuneração da empresa contratada e tributos incidentes sobre o faturamento. • Em resumo, custos indiretos são todas as despesas da empresa que não são responsáveis pela execução direta de um serviço, porém, precisam de alguma forma ser consideradas no orçamento, visto que, indiretamente precisam ser atribuídas ao custo da obra. Os custos indiretos podem ainda ser definidos como custos administrativos da empresa e que podem ser rateados para mais de um empreendimento não dependendo da quantidade de serviço produzido na obra.
  • 23.
    São exemplos decustos indiretos: • Taxa representativa das despesas de rateio da administração central; • Taxa representativa de riscos; • Taxa representativa de seguros; • Taxa representativa de garantias; • Taxa representativa das despesas financeiras; • Taxa representativa da incidência de tributos. Embora estes custos não façam parte direta da execução da obra em si, eles existem, e precisam ser contabilizados de alguma forma. Negligenciar estes custos, pode comprometer a viabilidade econômica de um empreendimento.
  • 24.
    O BDI éum valor percentual aplicado sobre os custos direto de um serviço, para contemplar os custos indiretos e o lucro, incidentes em uma obra, de modo a estabelecer o seu preço de venda. Apesar de parecer algo simples a aplicação de percentuais muito elevados podem incorrer na perca de competitividade no mercado, por outro lado, utilizar percentuais muito baixos podem não suprir os custos indiretos comprometendo o lucro e a viabilidade econômica do negócio.
  • 25.
    Definição do BDIPARA OBRAS PÚBLICAS • Os valores percentuais de BDI, são muito particulares de cada empresa e obra, por levarem em consideração os custos indiretos que podem variar de situação para situação. Portanto, para balizar este valor, podemos tomar como base as diretrizes dispostas no Acórdão 2622/2013 do TCU (Tribunal de Contas da União) que estabelece um intervalo de admissibilidade de valores a serem adotados nas variáveis para o cálculo do BDI em obras públicas e consequentemente o valor final do BDI. • O TCU define no item 9.1 do Acórdão 2622/2013 os valores admissíveis de percentual de BDI para obras públicas, demostrados no quadro a seguir.
  • 27.
    Sendo assim, osvalores calculados devem estar compreendidos dentro do intervalo admissível, estabelecidos pelo 1º e 3º quartis, onde: •O 1º quartil apresenta o valor mínimo; •A coluna Médio apresenta o valor comumente utilizado; •O 3º quartil apresenta o valor máximo.
  • 28.
    FÓRMULA DO BDI Onde: AC= taxa representativa das despesas de rateio da administração central; R = taxa representativa de riscos; S = taxa representativa de seguros; G = taxa representativa de garantias; DF = taxa representativa das despesas financeiras; L = taxa representativa do lucro/remuneração; I = taxa representativa da incidência de tributos. Os valores para cada variável acima, também podem ser consultados nas tabelas do item 9.2 do Acórdão 2622/2013 do Tribunal de Contas da União.
  • 29.