OPEN DESIGN
Abertura design
pratica projetual para
a transformacao social
.
Mestre: Edison Uriel Rodríguez Cabeza
Orientadora: Mônica Moura
O P E N D E S I G N : o p e n n e s s + d e s i g n =
p r o j e c t u a l p r a c t i c e f o r s o c i a l t r a n s f o r m a t i o n
+
.
=
~
Objetivos
Explorar e descrever o Open Design, especialmente no contexto
brasileiro;
indagar sobre o conceito de abertura (Openness) em diferentes
campos do conhecimento, visando maior e melhor entendimento da
abertura;
descrever a mixagem dos bits e os tomos, para depois adentrar no
design como disciplina projetual que unida à abertura oferece
possibilidades de transformação social;
finalmente, fazer uma descrição do movimento Open Design no
contexto brasileiro, seu ecossistema e descrever uma prática de open
design na Unesp Bauru com o grupo Sagui Lab.
Metodologia
A metodologia adotada é de abordagem
qualitativa com aplicação de revisão de
literatura, pesquisa documental e de
campo, estudo de caso e pesquisa
experimental.
..
A abertura
Florescimento dos computadores e a Internet
Movimento de software aberto e software livre.
Design + Open Source
Comparação
http://opensource.org/
http://www.opendesign.org/odd.html
OSI: OPEN SOURCE INITIATIVE OPEN DESIGN DEFINITION
Distribuição livre Distribuição livre
Código fonte Documentação de design
Trabalhos Derivados Trabalhos Derivados
Integridade do autor do código fonte Integridade da documentação de design
do designer
Não discriminação contra pessoas ou
grupos
Não discriminação contra pessoas ou
grupos
Não discriminação contra áreas de
atuação
Não discriminação contra áreas de
atuação
Distribuição da Licença Distribuição da Licença
Licença não específica a um produto Licença não específica a um produto
Licença não restrinja outros programas Licença não restrinja outros designs
Licença neutra em relação a tecnologia
Comparação
http://freedomdefined.org/Definition
http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html
DEFINIÇÃO DE SOFTWARE LIVRE FREE CULTURAL WORKS
A liberdade para executar o programa,
para qualquer propósito;
A liberdade de usar o trabalho e
aproveitar os benefícios do seu uso.
A liberdade de estudar o software; A liberdade de estudar o trabalho e de
aplicar o conhecimento dele adquirido.
A liberdade de redistribuir cópias do
programa de modo que você possa
ajudar ao seu próximo;
A liberdade de fazer cópias e distribuí-
las, em todo ou em parte, da informação
ou expressão.
A liberdade de modificar o programa e
distribuir estas modificações, de modo
que toda a comunidade se beneficie.
A liberdade de fazer mudanças e
melhoramentos, e de distribuir
trabalhos derivados.
Free um conceito incômodo
...Mas a liberdade incomoda
Fonte: silencebreakers.org
Modelo colaborativo
Desenvolvimento de código usando a Internet
Desenvolver e testar produtos ao mesmo tempo
Co-desenvolvimento
O usuário conhece suas necessidades
Liderança horizontal
Muitos propósitos convergentes.
Modelo criativo de revisão por pares
A abertura
O fechado
Chefes tribais, reis
Sem responsabilidade
pessoal
Atitude mágica e irracional
Sem crítica
O tabu
Opressão do individuo
Inicio da abertura
Discussão e crítica
Pensamento liberto de
obsessões mágicas
Racionalidade
Individuo
Democracia
Liberdade
A abertura na arte
Liberdade interpretativa
Indeterminação
Imprevisibilidade
Descontinuidade
O fruidor faz a obra com o autor
Parangolé P25 Capa 21 “Xoxoba”, 1968
Fonte: César Oiticica Filho
Apagamento do artista
como o autor da obra
Cocriação
Co-autor
Participador
Paradigma Científico
A abertura na ciência
A abertura na invação
Inovação fechada
Fonte: Chesbrough (2011, p. 36)
Inovação aberta
Fonte: Chesbrough (2011, p. 37)
A abertura na Psicologia
A abertura à experiência é a dimensão da
personalidade que mais influencia os
fenômenos sociais e interpessoais, que
podem influenciar a sociedade para uma
mudança cultural, política, padrões de
amizade, família e relações de casal, porque
“a abertura se manifesta na amplitude,
profundidade e permeabilidade da
consciência e na necessidade de repetição
para ampliar e examinar a experiência”.
(McCrae, 1996, p. 323)
estático
unidirecional
hierarquiainamovível
conservador
velho
intimidação
opressão
magia
imposição
incontrovertível
teocracia
violência
privatização
absoluto
tribo
reducionismo
Estado primigênio
segredo
unívoco
império
clausura
aristocracia
injustiça
reis
pressão
ineficiência
linearidade
tribal
tabus
Fechamento é:
definido
guerra
predeterminado
instintivo
submissão
preconceito
autoritário
centralismo
verticalismo
restrições
dogmático
clausura
liberdade
multiplicidade
complexidade
câmbios
evolução
entropia negativa
participação
colaboração
coletividade
comum
novedade
horizontalidade
igualdade
aceso
mudanças
globalidade
humanismo
democracia
inclusividade
pressão
responsabilidade
transformação
revolução
direitos
justiça
visibilidade
público
eficiência
transparência
agilidade
bem comum
Abertura é:
O mundo da Abertura
Para Thackara (2011, p. 44), os problemas
sistêmicos, como a mudança climática, e o
esgotamento de recursos não podem ser resolvidos
com as mesmas técnicas que os causaram.
Pesquisa aberta, design aberto e governo aberto são
condições prévias para o contínuo, colaborativo
modo de vida social de pesquisa e ação que são
necessários.
Internet como produção cultural
Nasce como um instrumento de comunicação
horizontal, global, livre e não controlável,
alcançar este objetivo só foi possível
mediante a capacidade de subverter o poder,
capacidade que só a cultura tem.
Castells (2002)
Cultura da
Internet
Cultura
cientifica
Movimentos
contra
culturais
utópicos
Cultura
empresarial
Cultura
Hacker
Cultura hacker
Associação inteletual aos movimentos sociais da década de 1960.
Emoção por resolver problemas.
Acrescentar habilidades e exercitar a mente.
Cooperação, ajuda mútua voluntária, compartilhamento e liberdade.
Se opõem ao autoritarismo, o segredo, o controle e ao uso da força.
Hacker Cracker=/
Commons-based peer production
Geralmente se refere a “um recurso compartilhado por um
grupo de pessoas”.(HESS; OSTROM, 2007, p. 4).
“Uma forma institucional específica de estruturar os direitos
de acesso, uso e controle e recursos” (BENKLER, 2006, p. 60. ).
Sistema de produção que depende da ação individual que é
autosselecionada e descentralizada e não imposta
hierárquicamente. (BENKLER, 2006, p. 62)
Conceito de Bits e átomos
Nasceu no Media Lab do MIT e depois no MIT centro de bits e átomos
Não existe uma separação entre a ciência
da computação e a ciência física, com isso,
é possível mediante programas processar
tanto os átomos como os bits, digitalizando
a fabricação da mesma forma que as
comunicações e a computação foram
anteriormente digitalizadas, assim,
aparelhos de fabricação podem ter a
capacidade de fazer tudo por meio da
montagem de átomos.
Gershenfeld (2005, p. 4)
Democratização da inovação
Produtos Open
Os dez anos passados do século XXI têm sido sobre a descoberta de novas formas
de criar, inventar e trabalhar juntos na Web, os próximos dez anos vão ser sobre
como aplicar essas lições no mundo real.
(ANDERSON, 2012, p. 17)
Criação, Co: usuário, participação
Fonte: Atkinson (2011, p. 29)
Novas formas de criar valor
De volta à industria de fabricação artesanal
O design
Projetar coisas é inerente aos
seres humanos
O fazer e o projetar não
estavam separados
Design é uma atividade
fundamental, com
ramificações capilares em
todas as atividades humanas
Definição da ICSID
Melhorar a sustentabilidade global e a proteção ambiental (ética global);
Dar benefícios e liberdade para toda a comunidade humana, individual e
coletivamente;
Usuários finais, produtores e protagonistas de mercado (ética social);
Apoiar a diversidade cultural, apesar da globalização do mundo (ética
cultural);
Proporcionar produtos, serviços e sistemas, formas essas que são
expressivas (semiologia) e coerentes (estética) com sua própria
complexidade. (ICSID, 2012)
Revolucões industriais
2ª Revolução Industrial1ª Revolução Industrial
O homem perdeu o
controle de sua
produção de artefatos e
a capacidade de alterar o
seu ambiente
Aicher (2001, p. 133),
em troca disso, segundo,
os humanos foram
degradados à condição
de meros consumidores.
Illich (1973, p. 17)
Desenvolvimento?
Fonte: http://vibles.blogspot.com.br/
O reto
3ª Revolução Industrial?
Projetar para o mundo real (Papanek, 1977)
O design como a práxis de um humanismo
projetual. Bonsiepe (2011)
Projetar o mundo. Aicher (2001)
Inverter a atual estrutura das ferramentas.
Illich (1973)
Construir uma sociedade mais aberta e
livre.
Novos “produtos”
A economia tende a diminuir sua dependência nos bens de
consumo e aumenta os sistemas de serviços
Depende principalmente da inovação social, de uma rede
colaborativa de pessoas e com novas relações entre o local e o
global.
Os novos “produtos” são entidades complexas, baseadas na
interação entre pessoas, produtos e lugares.
Já não é possível só conhecer o mundo, para ele chegou a hora de
projetar o mundo, por isso o design já não é há muito tempo um
conceito somente projetual
Velha visão do design
D= Designer
C= Cliente (Fabricante)
U= Usuário
Fonte:Stappers; Visser; Kistemaker(2011, p. 142)
A nova visão do design
D= Designer
C= Cliente (Fabricante)
U= Usuário Fonte:Stappers; Visser; Kistemaker (2011, p. 143)
A nova visão do design
Considera-se assim mesmo como
parte da comunidade
Experiente que participa de igual a
igual com os outros membros da
sociedade, trabalhando em casos
promissórios que sejam mais
eficientes e acessíveis
Utiliza suas destrezas como designer
para indicar novas direções de
inovação de produtos e serviços
Estabelecedor de relações, integrador,
consultor, gestor de mudança e
provocador de o seu contributo para a
evolução cultural e simbólica.
As comunidades
Comunidades criativas
Comunidades inovadoras
Comunidades Open P2P
Makers (fazedores)
Fazedores
Fazedores
http://blog.fazedores.com/
http://makezine.com/
As pessoas utilizam ferramentas digitais de escritório para criar
seus novos designs de produtos e protótipos ( DIY digital);
Uma norma cultural para compartilhar esses designs e colaborar
com outras pessoas em comunidades on-line;
O uso comum de arquivos digitais de design padronizados
permite a qualquer pessoa, se desejar, enviar seus designs aos
serviços de fabricação comercial para serem produzidos em
qualquer quantidade, com a mesma facilidade de fabricação se
decidir fazê-lo em sua mesa de trabalho.
Licenças
https://creativecommons.org/licenses/?lang=pt_BR
Contexto produtivo: fabbing
Fonte:Troxler (2011)
Hackerspaces
http://hackerspaces.org/
https://garoa.net.br/
Os hackerspaces são espaços de produção comunitária, definidos pelos próprios
membros como lugares físicos operados em comunidade, onde pessoas de
diversas áreas podem se reunir e trabalhar em seus projetos. (HACKERSPACES,
[S.d.])
ÔNIBUS HACKER
O Ônibus Hacker é um laboratório sobre quatro rodas no qual hackers de toda sorte
embarcam por um desejo comum: ocupar cidades brasileiras com ações políticas.
http://onibushacker.org/
Fonte: http://noticiasunila.blogspot.com.br
Fab Labs
“uma plataforma de prototipagem rápida de objetos físicos e está inserido em
uma rede mundial de quase duas centenas de laboratórios”. Para eles, os
FabLabs agrupam máquinas controladas por computador, componentes
eletrônicos, ferramentas de fabricação digital, ferramentas de programação e
sistemas de comunicação avançada. (EYCHENE E NEVES , 2013, p. 9)
http://fablabsp.org/
http://www.garagemfablab.com/
http://fablabfloripa.wordpress.com/
Makerspace
Um makerspace pode ser entendido como um “espaço de fazer”, ou seja, como
uma oficina ou ateliê ao estilo garagem de invenções, que conta com uma
estrutura completa de prototipagem, podendo acolher os projetos dos usuários
em manufaturas com diferentes materiais:
http:// www.pedroterralab.com/
http://www.cadepunesp.com.br/
http://www.corterecorte.com.br/
Sites para compartilhar
http://www.thingiverse.com/
https://www.shapeways.com/
https://www.opendesk.cc/
Sites para compartilhar no Brasil
http://blog.fazedores.com
http://corais.org/
http://materiabrasil.com/
http://www.diy.com.br/
http://impressao3dprinter.com.br/blog/
http://www.designoteca.com/
http://www.sketchchair.cc/
https://constrvct.com/designs/new
http://www.continuumfashion.com/Ddress/
http://www.continuumfashion.com/Ddress/
Exemplos de designability
Hardware aberto
http://openhardwarebrasil.org/blog/
http://metamaquina.com.br/
http://reprapbr-ge.blogspot.com.br/
http://www.reprap.com.br/
https://www.facebook.com/PandoraOpenCNC
Crowdfunding
O financiamento coletivo (crowdfunding) consiste na obtenção de capital para
iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de
financiamento, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa. Os sites de
crowdfunding permitem que usuários abram projetos, para que eles possam ser
financiados e ajudados por outros usuários que possuem interesse neles
http://catarse.me/pt
http://www.kickante.com.br/
http://www.impulso.org.br/pt
http://www.kolmea.me/
http://www.guigoo.com.br/
Moedas digitais
https://www.bitcoinbrasil.com.br/
https://www.mercadobitcoin.com.br/
Movimento livre-open no Brasil
Hackerspaces
FabLabs
Garoa Hacker Clube
Área 31
CG Hackspace
GaragemHacker
ZeroumHackerspace
Kernel 40° HackerClube
Hackerspace Natal
MateHackers
Tarrafa Hackerspace
Concas Hackerspace
Laboratório Hacker de Campinas
SJC HackerClube
Fundação Hackerspace
O Oeste Hacker Clube
V Hacker Clube
Garoa Hacker Clube
FAB LAB SP (FAU USP)
GARAGEM FAB LAB
FAB LAB FLORIPA
FAB LAB CURITIBA (Universidade Positivo)
FAB LAB LIMEIRA (UNICAMP)
FAB LAB SÃO LEOPOLDO (UNISINOS)
FAB LAB BELEM
FAB LAB CEARÁ
FAB LAB BRASILIA
CADEP- Centro avançado de
desenvolvimento de produtos da
UNESP
PEDRO TERRA LAB
CORTE RECORTE
MakerSpaces
Movimento livre-open no Brasil
crowdfunding
Individuos e coletivos
Fabricantes OSH
Sites de
Compartilhamento e
PromoçãoCATARSE
KICKANTE
IMPULSO
KOLMEA
GUIGOO
FAZEDORES
CORAIS
MATERIABRASIL
DIY BRASIL
OPEN HARDWARE BRASIL
METAMÁQUINA
REPRAP BRASIL
PANDORA OPEN CNC
KOLABORATIVA
CAIO ADORNO VASSÃO
AUGUSTO CITRANGULO
O que é o Sagui Lab?
O projeto Sagui Lab é um projeto
desenvolvido pelos alunos do curso de
graduação e pós-graduação em design da
UNESP, que tem como proposta a prática da
criação colaborativa, o uso de técnicas de
fabricação digital, a multidisciplinaridade, o
uso de espaço compartilhado e o
desenvolvimento de projetos inovadores em
multiplataforma digital.
O Sagui Lab começou a formar-se em outubro de
2013, a partir da confluência de interesses de várias
pessoas interessadas na tecnologia e espaços de
criação coletiva, que atuavam individualmente em
outros espaços, mas com a mesma temática.
(Hackerspace, Clube da Crocriação, laboratório de
Gambiarras e ferramentas de fabricação digital)
Atividades
Atividades
Atividades
Atividades
Móveis de sites
SketchChair
Móveis de sites
Cadeira Kuka do site Open Desk Denis Fuzii
Foto do site
Cadeira feita no CADEP
Atividades
Considerãções finais
Neste trabalho se fez uma dissertação de vários temas: a abertura, as tecnologias da
informação e da comunicação, o Open Design e a cultura Open Design no Brasil. A partir
desses temas demonstramos a importância do conceito de abertura e suas implicações no
design, indicando as novas formas de organização geradas pela cocriação e pela criação
de novos ambientes, cenários e atores envolvidos nesse processo, que apontam a
transdisciplinaridade promovendo ações mais democráticas para a coletividade, visando a
um mundo melhor, mais justo e igualitário.
Na análise da abertura, do ponto de vista de vários autores e campos do conhecimento, foi
encontrado um conceito emancipador, que se manifesta na luta contínua contra a opressão
e na liberação do indivíduo do totalitarismo exercido em qualquer âmbito. A abertura é uma
luta contínua que possibilita uma sociedade democrática, tolerante e justa. É por isso que
a abertura está se tornando uma prática organizacional ou modelo que oferece
possibilidades para a sobrevivência e a superação dos problemas atuais de maneira
colaborativa e democrática.
O design se converte em uma possibilidade de pensamento que oferece ferramentas para
buscar melhores soluções, por isso a importância do conceito de abertura agora unido ao
design, ou seja, a fusão de um pensamento projetual, transformador, criador e inovador,
com um conceito liberador, emancipador, transparente, justo e integrador. Desse ponto de
vista, o Open Design já não é apenas uma prática projetual, o Open Design é a recuperação
da capacidade do homem, ou melhor, das comunidades, para adaptar e transformar seu
ambiente natural que estava monopolizado por um modo de produção fechado,
individualista, egoísta e monopolizador. O Open Design é agora a emancipação para um
modo de produção comunitário, libertador, transparente, aberto, baseado no trabalho livre,
colaborativo e cooperativo.
Referências
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AICHER, O. Analógico y digital. Traducción: Yves Zimmermann. Barcelona: Gustavo Gili, 2001.
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BENKLER, Y. The wealth of networks: how social production transforms markets and freedom. New Haven: Yale University Press, 2006.
BERGSON, H. The two sources of morality and religion. Tradução: Ashley Audra; Cloudesley Brereton. London: MacMillan and co., 1935.
BERTANLANFFY, L. VON. Teoría general de los sistemas: Fundamentos, desarrollo, aplicaciones. Tradução: Juan Almela. 1a. ed. México D.F:
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BESSEN, J. E.; NUVOLARI, A. Knowledge Sharing Among Inventors: Some Historical Perspectives. Boston University. School of Law, Law and
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<http://www.bu.edu/law/faculty/scholarship/workingpapers/documents/BessenJ-NuvolariA101411fin.pdf>. Acesso em: 20 dez. 2013
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CHESBROUGH, H. W. The era of Open Innovation. A special collection of innovation and management insights from MIT Sloan Management
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CROSS, N. Engineering design methods: strategies for product design. Chichester, England; Hoboken, NJ: J. Wiley, 2008.
ECO, U. Obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. 8a. ed. ed. São Paulo: Perspectiva, 1991.
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GERSHENFELD, N. Fab: The Coming Revolution on Your Desktop--from Personal Computers to Personal Fabrication. New York: Basic Books,
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GORZ, A. O Imaterial: conhecimento, valor e capital. Tradução: Celso Azzan Junior. São Paulo: Annablume, 2005.
HESS, C.; OSTROM, E. (EDS.). Understanding Knowledge as a Commons: From Theory to Practice. Cambridge, MA: The MIT Press, 2007.
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ILLICH, I. Tools for Conviviality. [s.l: s.n.]. Disponível em: <http://www.mom.arq.ufmg.br/mom/arq_interface/3a_aula/illich_tools_for_conviviality.pdf>.
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PAPANEK, V. J. Diseñar para el mundo real: ecología humana y cambio social. Traducción: Luis Cortés. Madrid: H. Blume, 1977.
PETERS, M. A. On the Philosophy of Open Science. Review of Contemporary Philosophy, v. 9, p. 105–142, 2010.
POPPER, K. R. A sociedade aberta e seus inimigos. Tradução: Milton Amado. São Paulo: Belo Horizonte: EDUSP; Itatiaia, 1974. v. 1
ROSSI, D. C.; NEVES, H. Open Design: Uma experiência Aberta e Colaborativa para o ensino de Design. In: CARRARA, C. et al. (Eds.). Ensaios em
Design: ensino e produção de conhecimento. 1a. ed. Bauru, SP: Canal 6, 2011. p. 60–81.
THACKARA, J. Into the open. In: Open Design Now: Why Design Cannot Remain Exclusive. Amsterdam, The Netherlands: BIS Publishers, 2011.
p. 42–47.
Agradecimentos: a CAPES, o CADEP, o pessoal do CADEP, o Sagui Lab e a turma da aula de linguagens contemporâneas.
Muito Obrigado!
Contato: carranguero@gmail.com

OPEN DESIGN: Abertura + design = pratica projetual para a transformacão social

  • 1.
    OPEN DESIGN Abertura design praticaprojetual para a transformacao social . Mestre: Edison Uriel Rodríguez Cabeza Orientadora: Mônica Moura O P E N D E S I G N : o p e n n e s s + d e s i g n = p r o j e c t u a l p r a c t i c e f o r s o c i a l t r a n s f o r m a t i o n + . = ~
  • 3.
    Objetivos Explorar e descrevero Open Design, especialmente no contexto brasileiro; indagar sobre o conceito de abertura (Openness) em diferentes campos do conhecimento, visando maior e melhor entendimento da abertura; descrever a mixagem dos bits e os tomos, para depois adentrar no design como disciplina projetual que unida à abertura oferece possibilidades de transformação social; finalmente, fazer uma descrição do movimento Open Design no contexto brasileiro, seu ecossistema e descrever uma prática de open design na Unesp Bauru com o grupo Sagui Lab.
  • 4.
    Metodologia A metodologia adotadaé de abordagem qualitativa com aplicação de revisão de literatura, pesquisa documental e de campo, estudo de caso e pesquisa experimental.
  • 5.
  • 6.
    A abertura Florescimento doscomputadores e a Internet Movimento de software aberto e software livre. Design + Open Source
  • 7.
    Comparação http://opensource.org/ http://www.opendesign.org/odd.html OSI: OPEN SOURCEINITIATIVE OPEN DESIGN DEFINITION Distribuição livre Distribuição livre Código fonte Documentação de design Trabalhos Derivados Trabalhos Derivados Integridade do autor do código fonte Integridade da documentação de design do designer Não discriminação contra pessoas ou grupos Não discriminação contra pessoas ou grupos Não discriminação contra áreas de atuação Não discriminação contra áreas de atuação Distribuição da Licença Distribuição da Licença Licença não específica a um produto Licença não específica a um produto Licença não restrinja outros programas Licença não restrinja outros designs Licença neutra em relação a tecnologia
  • 8.
    Comparação http://freedomdefined.org/Definition http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html DEFINIÇÃO DE SOFTWARELIVRE FREE CULTURAL WORKS A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito; A liberdade de usar o trabalho e aproveitar os benefícios do seu uso. A liberdade de estudar o software; A liberdade de estudar o trabalho e de aplicar o conhecimento dele adquirido. A liberdade de redistribuir cópias do programa de modo que você possa ajudar ao seu próximo; A liberdade de fazer cópias e distribuí- las, em todo ou em parte, da informação ou expressão. A liberdade de modificar o programa e distribuir estas modificações, de modo que toda a comunidade se beneficie. A liberdade de fazer mudanças e melhoramentos, e de distribuir trabalhos derivados.
  • 9.
    Free um conceitoincômodo ...Mas a liberdade incomoda Fonte: silencebreakers.org
  • 10.
    Modelo colaborativo Desenvolvimento decódigo usando a Internet Desenvolver e testar produtos ao mesmo tempo Co-desenvolvimento O usuário conhece suas necessidades Liderança horizontal Muitos propósitos convergentes. Modelo criativo de revisão por pares
  • 11.
  • 12.
    O fechado Chefes tribais,reis Sem responsabilidade pessoal Atitude mágica e irracional Sem crítica O tabu Opressão do individuo
  • 13.
    Inicio da abertura Discussãoe crítica Pensamento liberto de obsessões mágicas Racionalidade Individuo Democracia Liberdade
  • 14.
    A abertura naarte Liberdade interpretativa Indeterminação Imprevisibilidade Descontinuidade O fruidor faz a obra com o autor Parangolé P25 Capa 21 “Xoxoba”, 1968 Fonte: César Oiticica Filho Apagamento do artista como o autor da obra Cocriação Co-autor Participador
  • 15.
  • 16.
    A abertura naciência
  • 17.
    A abertura nainvação Inovação fechada Fonte: Chesbrough (2011, p. 36) Inovação aberta Fonte: Chesbrough (2011, p. 37)
  • 18.
    A abertura naPsicologia A abertura à experiência é a dimensão da personalidade que mais influencia os fenômenos sociais e interpessoais, que podem influenciar a sociedade para uma mudança cultural, política, padrões de amizade, família e relações de casal, porque “a abertura se manifesta na amplitude, profundidade e permeabilidade da consciência e na necessidade de repetição para ampliar e examinar a experiência”. (McCrae, 1996, p. 323)
  • 19.
  • 20.
  • 21.
    O mundo daAbertura Para Thackara (2011, p. 44), os problemas sistêmicos, como a mudança climática, e o esgotamento de recursos não podem ser resolvidos com as mesmas técnicas que os causaram. Pesquisa aberta, design aberto e governo aberto são condições prévias para o contínuo, colaborativo modo de vida social de pesquisa e ação que são necessários.
  • 23.
    Internet como produçãocultural Nasce como um instrumento de comunicação horizontal, global, livre e não controlável, alcançar este objetivo só foi possível mediante a capacidade de subverter o poder, capacidade que só a cultura tem. Castells (2002) Cultura da Internet Cultura cientifica Movimentos contra culturais utópicos Cultura empresarial Cultura Hacker
  • 24.
    Cultura hacker Associação inteletualaos movimentos sociais da década de 1960. Emoção por resolver problemas. Acrescentar habilidades e exercitar a mente. Cooperação, ajuda mútua voluntária, compartilhamento e liberdade. Se opõem ao autoritarismo, o segredo, o controle e ao uso da força. Hacker Cracker=/
  • 25.
    Commons-based peer production Geralmentese refere a “um recurso compartilhado por um grupo de pessoas”.(HESS; OSTROM, 2007, p. 4). “Uma forma institucional específica de estruturar os direitos de acesso, uso e controle e recursos” (BENKLER, 2006, p. 60. ). Sistema de produção que depende da ação individual que é autosselecionada e descentralizada e não imposta hierárquicamente. (BENKLER, 2006, p. 62)
  • 26.
    Conceito de Bitse átomos Nasceu no Media Lab do MIT e depois no MIT centro de bits e átomos Não existe uma separação entre a ciência da computação e a ciência física, com isso, é possível mediante programas processar tanto os átomos como os bits, digitalizando a fabricação da mesma forma que as comunicações e a computação foram anteriormente digitalizadas, assim, aparelhos de fabricação podem ter a capacidade de fazer tudo por meio da montagem de átomos. Gershenfeld (2005, p. 4)
  • 27.
  • 28.
    Produtos Open Os dezanos passados do século XXI têm sido sobre a descoberta de novas formas de criar, inventar e trabalhar juntos na Web, os próximos dez anos vão ser sobre como aplicar essas lições no mundo real. (ANDERSON, 2012, p. 17)
  • 29.
    Criação, Co: usuário,participação Fonte: Atkinson (2011, p. 29) Novas formas de criar valor De volta à industria de fabricação artesanal
  • 31.
    O design Projetar coisasé inerente aos seres humanos O fazer e o projetar não estavam separados Design é uma atividade fundamental, com ramificações capilares em todas as atividades humanas
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    Definição da ICSID Melhorara sustentabilidade global e a proteção ambiental (ética global); Dar benefícios e liberdade para toda a comunidade humana, individual e coletivamente; Usuários finais, produtores e protagonistas de mercado (ética social); Apoiar a diversidade cultural, apesar da globalização do mundo (ética cultural); Proporcionar produtos, serviços e sistemas, formas essas que são expressivas (semiologia) e coerentes (estética) com sua própria complexidade. (ICSID, 2012)
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    Revolucões industriais 2ª RevoluçãoIndustrial1ª Revolução Industrial O homem perdeu o controle de sua produção de artefatos e a capacidade de alterar o seu ambiente Aicher (2001, p. 133), em troca disso, segundo, os humanos foram degradados à condição de meros consumidores. Illich (1973, p. 17)
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    O reto 3ª RevoluçãoIndustrial? Projetar para o mundo real (Papanek, 1977) O design como a práxis de um humanismo projetual. Bonsiepe (2011) Projetar o mundo. Aicher (2001) Inverter a atual estrutura das ferramentas. Illich (1973) Construir uma sociedade mais aberta e livre.
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    Novos “produtos” A economiatende a diminuir sua dependência nos bens de consumo e aumenta os sistemas de serviços Depende principalmente da inovação social, de uma rede colaborativa de pessoas e com novas relações entre o local e o global. Os novos “produtos” são entidades complexas, baseadas na interação entre pessoas, produtos e lugares. Já não é possível só conhecer o mundo, para ele chegou a hora de projetar o mundo, por isso o design já não é há muito tempo um conceito somente projetual
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    Velha visão dodesign D= Designer C= Cliente (Fabricante) U= Usuário Fonte:Stappers; Visser; Kistemaker(2011, p. 142)
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    A nova visãodo design D= Designer C= Cliente (Fabricante) U= Usuário Fonte:Stappers; Visser; Kistemaker (2011, p. 143)
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    A nova visãodo design Considera-se assim mesmo como parte da comunidade Experiente que participa de igual a igual com os outros membros da sociedade, trabalhando em casos promissórios que sejam mais eficientes e acessíveis Utiliza suas destrezas como designer para indicar novas direções de inovação de produtos e serviços Estabelecedor de relações, integrador, consultor, gestor de mudança e provocador de o seu contributo para a evolução cultural e simbólica.
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    As comunidades Comunidades criativas Comunidadesinovadoras Comunidades Open P2P Makers (fazedores)
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    Fazedores http://blog.fazedores.com/ http://makezine.com/ As pessoas utilizamferramentas digitais de escritório para criar seus novos designs de produtos e protótipos ( DIY digital); Uma norma cultural para compartilhar esses designs e colaborar com outras pessoas em comunidades on-line; O uso comum de arquivos digitais de design padronizados permite a qualquer pessoa, se desejar, enviar seus designs aos serviços de fabricação comercial para serem produzidos em qualquer quantidade, com a mesma facilidade de fabricação se decidir fazê-lo em sua mesa de trabalho.
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    Hackerspaces http://hackerspaces.org/ https://garoa.net.br/ Os hackerspaces sãoespaços de produção comunitária, definidos pelos próprios membros como lugares físicos operados em comunidade, onde pessoas de diversas áreas podem se reunir e trabalhar em seus projetos. (HACKERSPACES, [S.d.])
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    ÔNIBUS HACKER O ÔnibusHacker é um laboratório sobre quatro rodas no qual hackers de toda sorte embarcam por um desejo comum: ocupar cidades brasileiras com ações políticas. http://onibushacker.org/ Fonte: http://noticiasunila.blogspot.com.br
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    Fab Labs “uma plataformade prototipagem rápida de objetos físicos e está inserido em uma rede mundial de quase duas centenas de laboratórios”. Para eles, os FabLabs agrupam máquinas controladas por computador, componentes eletrônicos, ferramentas de fabricação digital, ferramentas de programação e sistemas de comunicação avançada. (EYCHENE E NEVES , 2013, p. 9) http://fablabsp.org/ http://www.garagemfablab.com/ http://fablabfloripa.wordpress.com/
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    Makerspace Um makerspace podeser entendido como um “espaço de fazer”, ou seja, como uma oficina ou ateliê ao estilo garagem de invenções, que conta com uma estrutura completa de prototipagem, podendo acolher os projetos dos usuários em manufaturas com diferentes materiais: http:// www.pedroterralab.com/ http://www.cadepunesp.com.br/ http://www.corterecorte.com.br/
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    Sites para compartilharno Brasil http://blog.fazedores.com http://corais.org/ http://materiabrasil.com/ http://www.diy.com.br/ http://impressao3dprinter.com.br/blog/ http://www.designoteca.com/
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    Crowdfunding O financiamento coletivo(crowdfunding) consiste na obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa. Os sites de crowdfunding permitem que usuários abram projetos, para que eles possam ser financiados e ajudados por outros usuários que possuem interesse neles http://catarse.me/pt http://www.kickante.com.br/ http://www.impulso.org.br/pt http://www.kolmea.me/ http://www.guigoo.com.br/
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    Movimento livre-open noBrasil Hackerspaces FabLabs Garoa Hacker Clube Área 31 CG Hackspace GaragemHacker ZeroumHackerspace Kernel 40° HackerClube Hackerspace Natal MateHackers Tarrafa Hackerspace Concas Hackerspace Laboratório Hacker de Campinas SJC HackerClube Fundação Hackerspace O Oeste Hacker Clube V Hacker Clube Garoa Hacker Clube FAB LAB SP (FAU USP) GARAGEM FAB LAB FAB LAB FLORIPA FAB LAB CURITIBA (Universidade Positivo) FAB LAB LIMEIRA (UNICAMP) FAB LAB SÃO LEOPOLDO (UNISINOS) FAB LAB BELEM FAB LAB CEARÁ FAB LAB BRASILIA CADEP- Centro avançado de desenvolvimento de produtos da UNESP PEDRO TERRA LAB CORTE RECORTE MakerSpaces
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    Movimento livre-open noBrasil crowdfunding Individuos e coletivos Fabricantes OSH Sites de Compartilhamento e PromoçãoCATARSE KICKANTE IMPULSO KOLMEA GUIGOO FAZEDORES CORAIS MATERIABRASIL DIY BRASIL OPEN HARDWARE BRASIL METAMÁQUINA REPRAP BRASIL PANDORA OPEN CNC KOLABORATIVA CAIO ADORNO VASSÃO AUGUSTO CITRANGULO
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    O que éo Sagui Lab? O projeto Sagui Lab é um projeto desenvolvido pelos alunos do curso de graduação e pós-graduação em design da UNESP, que tem como proposta a prática da criação colaborativa, o uso de técnicas de fabricação digital, a multidisciplinaridade, o uso de espaço compartilhado e o desenvolvimento de projetos inovadores em multiplataforma digital. O Sagui Lab começou a formar-se em outubro de 2013, a partir da confluência de interesses de várias pessoas interessadas na tecnologia e espaços de criação coletiva, que atuavam individualmente em outros espaços, mas com a mesma temática. (Hackerspace, Clube da Crocriação, laboratório de Gambiarras e ferramentas de fabricação digital)
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    Móveis de sites CadeiraKuka do site Open Desk Denis Fuzii Foto do site Cadeira feita no CADEP
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    Considerãções finais Neste trabalhose fez uma dissertação de vários temas: a abertura, as tecnologias da informação e da comunicação, o Open Design e a cultura Open Design no Brasil. A partir desses temas demonstramos a importância do conceito de abertura e suas implicações no design, indicando as novas formas de organização geradas pela cocriação e pela criação de novos ambientes, cenários e atores envolvidos nesse processo, que apontam a transdisciplinaridade promovendo ações mais democráticas para a coletividade, visando a um mundo melhor, mais justo e igualitário. Na análise da abertura, do ponto de vista de vários autores e campos do conhecimento, foi encontrado um conceito emancipador, que se manifesta na luta contínua contra a opressão e na liberação do indivíduo do totalitarismo exercido em qualquer âmbito. A abertura é uma luta contínua que possibilita uma sociedade democrática, tolerante e justa. É por isso que a abertura está se tornando uma prática organizacional ou modelo que oferece possibilidades para a sobrevivência e a superação dos problemas atuais de maneira colaborativa e democrática. O design se converte em uma possibilidade de pensamento que oferece ferramentas para buscar melhores soluções, por isso a importância do conceito de abertura agora unido ao design, ou seja, a fusão de um pensamento projetual, transformador, criador e inovador, com um conceito liberador, emancipador, transparente, justo e integrador. Desse ponto de vista, o Open Design já não é apenas uma prática projetual, o Open Design é a recuperação da capacidade do homem, ou melhor, das comunidades, para adaptar e transformar seu ambiente natural que estava monopolizado por um modo de produção fechado, individualista, egoísta e monopolizador. O Open Design é agora a emancipação para um modo de produção comunitário, libertador, transparente, aberto, baseado no trabalho livre, colaborativo e cooperativo.
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    Referências ABEL, VANBAS etal. Open design now: Why Design Cannot Remain Exclusive. Amsterdam: BIS publishers, 2011. AICHER, O. Analógico y digital. Traducción: Yves Zimmermann. Barcelona: Gustavo Gili, 2001. ANDERSON, C. Makers: the new industrial revolution. 1th. ed. New York: Crown Business, 2012. BARTHES, R. O rumor da língua. Tradução: Mário Laranjeira. [s.l.] Editora brasiliense, 1998. BENKLER, Y. The wealth of networks: how social production transforms markets and freedom. New Haven: Yale University Press, 2006. BERGSON, H. The two sources of morality and religion. Tradução: Ashley Audra; Cloudesley Brereton. London: MacMillan and co., 1935. BERTANLANFFY, L. VON. Teoría general de los sistemas: Fundamentos, desarrollo, aplicaciones. Tradução: Juan Almela. 1a. ed. México D.F: Fondo de Cultura Económica, 1976. BESSEN, J. E.; NUVOLARI, A. Knowledge Sharing Among Inventors: Some Historical Perspectives. Boston University. School of Law, Law and Economics Research Paper No. 11-51; LEM Working Paper 2011/21, 2011. Disponível em: <http://www.bu.edu/law/faculty/scholarship/workingpapers/documents/BessenJ-NuvolariA101411fin.pdf>. Acesso em: 20 dez. 2013 BONSIEPE, G. Design, cultura e sociedade. Tradução: Anamaría Bacci. São Paulo: Blucher, 2011. CHESBROUGH, H. W. The era of Open Innovation. A special collection of innovation and management insights from MIT Sloan Management Review: Top 10 Lessons on the new business of innovation, v. Winter 2011, p. 35–41, 2011. CROSS, N. Engineering design methods: strategies for product design. Chichester, England; Hoboken, NJ: J. Wiley, 2008. ECO, U. Obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. 8a. ed. ed. São Paulo: Perspectiva, 1991. FREE CULTURAL WORKS. Definition/Pt. Disponível em: <http://freedomdefined.org/Definition/Pt>. Acesso em: 29 nov. 2013. GERSHENFELD, N. Fab: The Coming Revolution on Your Desktop--from Personal Computers to Personal Fabrication. New York: Basic Books, 2005.
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    GORZ, A. OImaterial: conhecimento, valor e capital. Tradução: Celso Azzan Junior. São Paulo: Annablume, 2005. HESS, C.; OSTROM, E. (EDS.). Understanding Knowledge as a Commons: From Theory to Practice. Cambridge, MA: The MIT Press, 2007. HUMMELS, C. Teaching attitudes, skills, approaches, structure and tools. In: Open Design Now: Why Design Cannot Remain Exclusive. Amsterdam, The Netherlands: BIS publishers, 2011. p. 162-167. ILLICH, I. Tools for Conviviality. [s.l: s.n.]. Disponível em: <http://www.mom.arq.ufmg.br/mom/arq_interface/3a_aula/illich_tools_for_conviviality.pdf>. MCCRAE, R. R. Social consequences of experiential openness. Psychological bulletin, v. 120, n. 3, p. 323–337, 1996. MUL, J. DE. Redesigning design. In: Open Design Now: Why Design Cannot Remain Exclusive. Amsterdam, The Netherlands: BIS publishers, 2011. p. 34-39. ODF. Preamble to First Draft of the “Open Design Definition”. Disponível em: <http://www.opendesign.org/odd.html>. Acesso em: 12 fev. 2014. PAPANEK, V. J. Diseñar para el mundo real: ecología humana y cambio social. Traducción: Luis Cortés. Madrid: H. Blume, 1977. PETERS, M. A. On the Philosophy of Open Science. Review of Contemporary Philosophy, v. 9, p. 105–142, 2010. POPPER, K. R. A sociedade aberta e seus inimigos. Tradução: Milton Amado. São Paulo: Belo Horizonte: EDUSP; Itatiaia, 1974. v. 1 ROSSI, D. C.; NEVES, H. Open Design: Uma experiência Aberta e Colaborativa para o ensino de Design. In: CARRARA, C. et al. (Eds.). Ensaios em Design: ensino e produção de conhecimento. 1a. ed. Bauru, SP: Canal 6, 2011. p. 60–81. THACKARA, J. Into the open. In: Open Design Now: Why Design Cannot Remain Exclusive. Amsterdam, The Netherlands: BIS Publishers, 2011. p. 42–47. Agradecimentos: a CAPES, o CADEP, o pessoal do CADEP, o Sagui Lab e a turma da aula de linguagens contemporâneas.
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