SOS PSICOLOGIA
1- O PSICOLOGO NO SUS: SUAS PRÁTICAS E AS NECESSIDADES DE
QUEM A PROCURA.
1.1 A Inserção do psicólogo
No Sistema único de Saúde ( SUS ) atuam quase 15 mil psicólogos nos
mais diferentes serviços: Nas Unidades Básicas de Saúde, nos Centros de
Atenção Psicossocial ( CAPS ), em Centros de Convivência, Cooperativa e
Cultura, Ambulatório de Saúde Mental, em Hospitais-Dia, em Centros de
Reabilitação Física, em Centros de Referência à Saúde do Trabalhador, Centro
de Apoio e Orientação sobre DST/ AIDS, Equipes de Atenção à presidiários,
Hospitais Gerais e Hospitais Psiquiátricos.
Como também atuam nos serviços internos ao SUS: Centros de
formação e Educação do Trabalhador de Saúde, apoio técnico aos programas
da mulher, idoso, criança e adolescente saúde mental entre outros, serviços de
epidemiologia, de hemoterapia, de práticas alternativas em saúde e outros de
acordo com a organização da gestão local.
O atendimento psicológico no Brasil faz parte dos serviços públicos há
pelo menos 30 anos. Muita coisa mudou neste período, tanto na oferta como
na demanda.
O trabalho do psicólogo acompanhou o desenvolvimento da Saúde
Pública no país. Na década de 70, o psicólogo tinha papel secundário em
hospitais e na atenção ambulatorial.
Na década de 80, foi desencadeada a atenção integral à saúde,
resultado da pressão do movimento dos profissionais da saúde e da crise
financeira. Assim começaram a surgir as equipes mínimas de saúde mental nas
UBS, compostas por psicólogo, psiquiatra e assistente social.
Pós-constituição Brasileira, na década de 90, caracterizou-se pela
afirmação da saúde como direito de todo cidadão,traduzido na implantação do
SUS cujos princípios básicos são a universalização do acesso, a integralidade
da atenção e a equidade.
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SOS PSICOLOGIA
Este cenário trouxe alterações no perfil de trabalho exigido do psicólogo.
O psicólogo deixou de entender sua prática como individualizada, em clínicas
privadas e passou a adotar um modelo de saúde integrada e coletiva, não só
para seus clientes, mas como para a população.
A década de 90 também se caracterizou com um forte movimento social
contra o confinamento das pessoas: ”trancar não é tratar”,lema do movimento
antimanicomial brasileiro, ganha força internacional, apoio do congresso
brasileiro, luta dos profissionais da área, de usuários, familiares. Conseguiu-se
a aprovação da lei em 2001.
1.2 A oferta da atenção psicológica: as atividades desenvolvidas
Quando perguntadas sobre as atividades desenvolvidas as respostas
espontâneas dos psicólogos que atuam na saúde publica estão , na sua
maioria, afeitas a ações clínicas voltadas diretamente ao usuário.
Porém nota-se que a atividade dos psicólogos abrangeu para
diversificadas áreas como:
 Atendimento em grupo por patologia, nos programas...
 Atendimento individual, comunitário, domiciliar, terapia breve.
 Atendimento em grupo e oficina terapêutica
 Atenção a crises e oficinas de arte, atendimento às famílias.
 Acolhimento, apoio ao PSF, viabilização de atendimento extramuros.
 Atenção às famílias e interligação com assistência social e outras áreas
Esta situação expõe a própria evolução do SUS: transição da assistência,
saindo do foco no serviço e ofertas exclusivamente programadas para
aproximação com o usuário e com a família em comunidade.
1.3 As demandas reconhecidas
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São demandas com grande peso as situações de violência, abuso, maus
tratos e negligência, a proteção da família e as relações familiares, a inclusão
social.
1.4 Os modelos de atenção e o fazer dos psicólogos
Neste modelo de atenção, não somente a psicologia, mas outras profissões
podiam definir sua oferta e programá-la de acordo com seu saber técnico , que
exige do psicólogo saber compor uma equipe multiprofissional e
multidisciplinar,que trabalhe a inclusão do usuário,se inclua buscando
constituição de rede de cuidado intersetorial e permita a invasão de seu fazer
clinico pelas necessidades do sujeito.
1.5 A saúde coletiva
Saúde coletiva, o qual apresenta uma configuração própria, pois tem como
objetivo a relação dos indivíduos no território, sendo seu sujeito um individuo
inserido,em relação,nesta coletividade que habita este território . Seu processo
de trabalho é necessariamente multiprofissional.
1.5.1. Clínica ampliada: do sujeito em relação
A clínica ampliada leva em conta toda a interação, o conflito e o convívio, todo
o entorno do paciente, mobilizando para a busca de resultados no contexto
social em que ele vive.
1.5.2. Apoio matricial e equipe multiprofissional: troca de saberes
O apoio matricial se relaciona com a noção de matriz,é a oferta de
conhecimentos,saberes,propostas de ações,práticas conjuntas.
2 O PROCESSO DE SAÚDE – DOENÇA CMO FOCO DA PSICOLOGIA: AS
TRADIÇÕES TEÓRICAS.
O Processo saúde-doença tem sido o foco para estudo de varias
disciplinas como as ciências medicas e ciências humanas e sociais . A saúde
tornou-se um campo de disputa epistemológica. Em todas as abordagens o q
há em comum é que todas criticam o biomédico moderno. As doenças não tem
somente as causas anátomo-fisiologica existem outros fatores que também
influenciam muito as cousas das doenças.
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2.1 A Biomedicina
A biomedicina, é o estudo das doenças por meio das ciências biológicas,
produzindo descrições do processo saúde- doença restritas aos domínios
anatomopatológico e a microbiologia. A biomedicina tem o olhar totalmente
focado nos diagnósticos, falando da doença somente no aspecto biológico
celular, vendo a pessoa como uma maquina e esquecendo que a doença não
afeta somente o corpo afeta também a saúde mental do ser humano.
Por outro lado o paradigma microbiológico impõe uma nova ordem a
essa racionalidade. os corpos, os órgãos e tecidos são agora afetados por
agentes externos, patogênicos que, para além da alteração morfológica,
remetem a uma causa primeira que se encontra no meio ambiente. A doença
possui uma natureza estranha do próprio corpo, invisível aos olhos dos leigos e
da população em geral.
2.2 Psicossomática e Psicologia Médica
Groddeck, Alexander, Dunbar, cada um a seu modo, desenhou
tentativas de unir os saberes sobre os “corpos” àqueles relativos às “mentes”.
Mais recentemente, em fins da década de 1950, Balint (1975). No Reino Unido
e perestrello(1974). No Brasil, tentaram utilizar conceitos e técnicas oriundos
da psicanálise – inconsciente, transferência e contratransferência, em especial
– para estudar a relação entre médicos e pacientes. Dessas duas matrizes
nasce um campo ainda difuso. Ora denominado medicina psicossomática, ora
psicologia médica.
A partir da critica ao reducionismo biológico da medicina, a psicanálise, por
meio da psicossomática, instituiu uma nova racionalidade médica voltada as
causas psicológicas inconscientes como o agente etiológico das doenças
físicas.
O ensino da psicologia médica foi instituído na maioria das faculdades de
medicina do país, abordando questões sobre a dimensão psicológica da
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doença, as teorias sobre o desenvolvimento psicológico e o manejo da relação
médico-paciente. Com esse saber em mãos o psicólogo tem conseguido
conduzir uma demanda para sua atuação em hospitais e unidades de saúde,
utilizando como fundamento, de um lado, a psicossomática por meio da oferta
de uma medicina psicológica e, de outro, o campo das inter-relações,
disciplinando a relação terapêutica com dispositivo psicanalítico.
É importante citar a medicina médica, pois não possui como objetivo de
estudo o sujeito, mas as doenças.São perspectivas teóricas e clínicas que
procuram explicar e intervir nas relações entre mente e doença, ou seja, na
causalidade psicológica das alterações fisiológicas.
Nesse sentido, se, por um lado a percepção que a psicologia médica
procuram produzir na crítica ao modelo médico amplia a possibilidade do
campo de interação sobre o processo saúde-doença, reconhecendo, a
dimensão subjetiva do adoecer, por outro, reproduz o mesmo reducionismo ao
ignorar as dimensões sociais, políticas, institucionais e culturais presentes nas
micro relações entre equipe e usuários (Matta, 1996).
2.3 Psicologia social
A contribuição da psicologia social para o campo da saúde é bastante
variada. Encontramos estudos sobre doenças como o câncer e a AIDS, a
loucura e o tratamento psiquiátrico, sobre movimentos sociais que serviam de
base teórica e metodológica para diversos trabalhos na área da saúde,
enfatizando os aspectos sociais e culturais do processo saúde-doença.
O atributo social focalizado pela psicologia social na saúde, diz respeito
aos micro-processos e à micropolítica numa perspectiva psicossocial, mais do
que os determinantes macroestruturais econômicos e políticas publicas, entre
outros.
O reconhecimento da critica ao modelo biomédico vigente, a afinidade
com formas de gestão, voltadas a um sistema social mais democrático e
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participativo, e com a universalização dos direitos sociais, aproximaram a
psicologia social dos ideais da reforma sanitária e do SUS.
Apesar da diversidade de objetivos da psicologia social talvez seja essa
perspectiva que dialogue com o campo da saúde e com os princípios e
diretrizes do SUS. Nesse sentido é importante demarcar a perspectiva da
psicologia social a que estamos nos referindo, uma vez que advogamos uma
concepção que leva em consideração a relação das pessoas entre si e com o
mundo com as instituições e com a cultura. Não há ser humano que não seja
social, não há pessoas que não se relacionem com os valores, as norma se as
formas de poder que atravessam qualquer sociedade.
Adotamos, portanto, uma perspectiva constitucionista de psicologia
social, compreendendo a produção dos sujeitos como um processo dialógico e
histórico que se constrói no cotidiano e que é produto do posicionam, dentro
das pessoas frente aos grupos, às situações e demais relações sociais, onde a
saúde representa um desses contextos.
BIBLIOGRAFIA
SPINK, Mary Jane(ORG.). A psicologia em diálogo com o SUS : prática
profissional e produção acadêmica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2007.
239p.
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O psicólogo no sus

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    SOS PSICOLOGIA 1- OPSICOLOGO NO SUS: SUAS PRÁTICAS E AS NECESSIDADES DE QUEM A PROCURA. 1.1 A Inserção do psicólogo No Sistema único de Saúde ( SUS ) atuam quase 15 mil psicólogos nos mais diferentes serviços: Nas Unidades Básicas de Saúde, nos Centros de Atenção Psicossocial ( CAPS ), em Centros de Convivência, Cooperativa e Cultura, Ambulatório de Saúde Mental, em Hospitais-Dia, em Centros de Reabilitação Física, em Centros de Referência à Saúde do Trabalhador, Centro de Apoio e Orientação sobre DST/ AIDS, Equipes de Atenção à presidiários, Hospitais Gerais e Hospitais Psiquiátricos. Como também atuam nos serviços internos ao SUS: Centros de formação e Educação do Trabalhador de Saúde, apoio técnico aos programas da mulher, idoso, criança e adolescente saúde mental entre outros, serviços de epidemiologia, de hemoterapia, de práticas alternativas em saúde e outros de acordo com a organização da gestão local. O atendimento psicológico no Brasil faz parte dos serviços públicos há pelo menos 30 anos. Muita coisa mudou neste período, tanto na oferta como na demanda. O trabalho do psicólogo acompanhou o desenvolvimento da Saúde Pública no país. Na década de 70, o psicólogo tinha papel secundário em hospitais e na atenção ambulatorial. Na década de 80, foi desencadeada a atenção integral à saúde, resultado da pressão do movimento dos profissionais da saúde e da crise financeira. Assim começaram a surgir as equipes mínimas de saúde mental nas UBS, compostas por psicólogo, psiquiatra e assistente social. Pós-constituição Brasileira, na década de 90, caracterizou-se pela afirmação da saúde como direito de todo cidadão,traduzido na implantação do SUS cujos princípios básicos são a universalização do acesso, a integralidade da atenção e a equidade. 2
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    SOS PSICOLOGIA Este cenáriotrouxe alterações no perfil de trabalho exigido do psicólogo. O psicólogo deixou de entender sua prática como individualizada, em clínicas privadas e passou a adotar um modelo de saúde integrada e coletiva, não só para seus clientes, mas como para a população. A década de 90 também se caracterizou com um forte movimento social contra o confinamento das pessoas: ”trancar não é tratar”,lema do movimento antimanicomial brasileiro, ganha força internacional, apoio do congresso brasileiro, luta dos profissionais da área, de usuários, familiares. Conseguiu-se a aprovação da lei em 2001. 1.2 A oferta da atenção psicológica: as atividades desenvolvidas Quando perguntadas sobre as atividades desenvolvidas as respostas espontâneas dos psicólogos que atuam na saúde publica estão , na sua maioria, afeitas a ações clínicas voltadas diretamente ao usuário. Porém nota-se que a atividade dos psicólogos abrangeu para diversificadas áreas como:  Atendimento em grupo por patologia, nos programas...  Atendimento individual, comunitário, domiciliar, terapia breve.  Atendimento em grupo e oficina terapêutica  Atenção a crises e oficinas de arte, atendimento às famílias.  Acolhimento, apoio ao PSF, viabilização de atendimento extramuros.  Atenção às famílias e interligação com assistência social e outras áreas Esta situação expõe a própria evolução do SUS: transição da assistência, saindo do foco no serviço e ofertas exclusivamente programadas para aproximação com o usuário e com a família em comunidade. 1.3 As demandas reconhecidas 3
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    SOS PSICOLOGIA São demandascom grande peso as situações de violência, abuso, maus tratos e negligência, a proteção da família e as relações familiares, a inclusão social. 1.4 Os modelos de atenção e o fazer dos psicólogos Neste modelo de atenção, não somente a psicologia, mas outras profissões podiam definir sua oferta e programá-la de acordo com seu saber técnico , que exige do psicólogo saber compor uma equipe multiprofissional e multidisciplinar,que trabalhe a inclusão do usuário,se inclua buscando constituição de rede de cuidado intersetorial e permita a invasão de seu fazer clinico pelas necessidades do sujeito. 1.5 A saúde coletiva Saúde coletiva, o qual apresenta uma configuração própria, pois tem como objetivo a relação dos indivíduos no território, sendo seu sujeito um individuo inserido,em relação,nesta coletividade que habita este território . Seu processo de trabalho é necessariamente multiprofissional. 1.5.1. Clínica ampliada: do sujeito em relação A clínica ampliada leva em conta toda a interação, o conflito e o convívio, todo o entorno do paciente, mobilizando para a busca de resultados no contexto social em que ele vive. 1.5.2. Apoio matricial e equipe multiprofissional: troca de saberes O apoio matricial se relaciona com a noção de matriz,é a oferta de conhecimentos,saberes,propostas de ações,práticas conjuntas. 2 O PROCESSO DE SAÚDE – DOENÇA CMO FOCO DA PSICOLOGIA: AS TRADIÇÕES TEÓRICAS. O Processo saúde-doença tem sido o foco para estudo de varias disciplinas como as ciências medicas e ciências humanas e sociais . A saúde tornou-se um campo de disputa epistemológica. Em todas as abordagens o q há em comum é que todas criticam o biomédico moderno. As doenças não tem somente as causas anátomo-fisiologica existem outros fatores que também influenciam muito as cousas das doenças. 4
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    SOS PSICOLOGIA 2.1 ABiomedicina A biomedicina, é o estudo das doenças por meio das ciências biológicas, produzindo descrições do processo saúde- doença restritas aos domínios anatomopatológico e a microbiologia. A biomedicina tem o olhar totalmente focado nos diagnósticos, falando da doença somente no aspecto biológico celular, vendo a pessoa como uma maquina e esquecendo que a doença não afeta somente o corpo afeta também a saúde mental do ser humano. Por outro lado o paradigma microbiológico impõe uma nova ordem a essa racionalidade. os corpos, os órgãos e tecidos são agora afetados por agentes externos, patogênicos que, para além da alteração morfológica, remetem a uma causa primeira que se encontra no meio ambiente. A doença possui uma natureza estranha do próprio corpo, invisível aos olhos dos leigos e da população em geral. 2.2 Psicossomática e Psicologia Médica Groddeck, Alexander, Dunbar, cada um a seu modo, desenhou tentativas de unir os saberes sobre os “corpos” àqueles relativos às “mentes”. Mais recentemente, em fins da década de 1950, Balint (1975). No Reino Unido e perestrello(1974). No Brasil, tentaram utilizar conceitos e técnicas oriundos da psicanálise – inconsciente, transferência e contratransferência, em especial – para estudar a relação entre médicos e pacientes. Dessas duas matrizes nasce um campo ainda difuso. Ora denominado medicina psicossomática, ora psicologia médica. A partir da critica ao reducionismo biológico da medicina, a psicanálise, por meio da psicossomática, instituiu uma nova racionalidade médica voltada as causas psicológicas inconscientes como o agente etiológico das doenças físicas. O ensino da psicologia médica foi instituído na maioria das faculdades de medicina do país, abordando questões sobre a dimensão psicológica da 5
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    SOS PSICOLOGIA doença, asteorias sobre o desenvolvimento psicológico e o manejo da relação médico-paciente. Com esse saber em mãos o psicólogo tem conseguido conduzir uma demanda para sua atuação em hospitais e unidades de saúde, utilizando como fundamento, de um lado, a psicossomática por meio da oferta de uma medicina psicológica e, de outro, o campo das inter-relações, disciplinando a relação terapêutica com dispositivo psicanalítico. É importante citar a medicina médica, pois não possui como objetivo de estudo o sujeito, mas as doenças.São perspectivas teóricas e clínicas que procuram explicar e intervir nas relações entre mente e doença, ou seja, na causalidade psicológica das alterações fisiológicas. Nesse sentido, se, por um lado a percepção que a psicologia médica procuram produzir na crítica ao modelo médico amplia a possibilidade do campo de interação sobre o processo saúde-doença, reconhecendo, a dimensão subjetiva do adoecer, por outro, reproduz o mesmo reducionismo ao ignorar as dimensões sociais, políticas, institucionais e culturais presentes nas micro relações entre equipe e usuários (Matta, 1996). 2.3 Psicologia social A contribuição da psicologia social para o campo da saúde é bastante variada. Encontramos estudos sobre doenças como o câncer e a AIDS, a loucura e o tratamento psiquiátrico, sobre movimentos sociais que serviam de base teórica e metodológica para diversos trabalhos na área da saúde, enfatizando os aspectos sociais e culturais do processo saúde-doença. O atributo social focalizado pela psicologia social na saúde, diz respeito aos micro-processos e à micropolítica numa perspectiva psicossocial, mais do que os determinantes macroestruturais econômicos e políticas publicas, entre outros. O reconhecimento da critica ao modelo biomédico vigente, a afinidade com formas de gestão, voltadas a um sistema social mais democrático e 6
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    SOS PSICOLOGIA participativo, ecom a universalização dos direitos sociais, aproximaram a psicologia social dos ideais da reforma sanitária e do SUS. Apesar da diversidade de objetivos da psicologia social talvez seja essa perspectiva que dialogue com o campo da saúde e com os princípios e diretrizes do SUS. Nesse sentido é importante demarcar a perspectiva da psicologia social a que estamos nos referindo, uma vez que advogamos uma concepção que leva em consideração a relação das pessoas entre si e com o mundo com as instituições e com a cultura. Não há ser humano que não seja social, não há pessoas que não se relacionem com os valores, as norma se as formas de poder que atravessam qualquer sociedade. Adotamos, portanto, uma perspectiva constitucionista de psicologia social, compreendendo a produção dos sujeitos como um processo dialógico e histórico que se constrói no cotidiano e que é produto do posicionam, dentro das pessoas frente aos grupos, às situações e demais relações sociais, onde a saúde representa um desses contextos. BIBLIOGRAFIA SPINK, Mary Jane(ORG.). A psicologia em diálogo com o SUS : prática profissional e produção acadêmica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2007. 239p. 7