Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Faculdade de Educação
Disciplina: Didática/ Estágio Supervisionado
Prof. Marco Silva
Aluna: Marcia Bielinski Barreto
O PERFIL DO JOVEM DE HOJE
“Os estudos mais recentes sobre desenvolvimento
cognitivo destacam a adolescência como uma das
mais ricas fases da vida humana, repleta de
possibilidades de aprendizagem, de
experimentação, de inovação. Uma etapa da vida
que precisa ser vivida de forma plena, saudável,
estimulante, protegida pelos direitos assegurados
(...) no Brasil, no Estatuto da Criança e do
Adolescente” (Marie-Pierre Poirier)
No Brasil, segundo IBGE/PNAD (2009)
são 21.083.635 adolescentes, dos
quais:
• 10.367.477 (meninas) e 10.716.158
(meninos);
Vivem:
• 9% na Região Norte
• 31% na Região Nordeste
• 38% na Região Sudeste
• 7% na Região Centro-Oeste
• 14% na Região Sul
JOVENS E A PARTICIPAÇÃO
POLÍTICA
Ideal de Grupo: TODOS X CADA UM POR SI
O que pensa a galera?
"Eu já posso votar, tenho consciência e informação pra isso também. Apesar
de tudo, não tenho esperança de que alguma coisa vá mudar, pois os jovens
não têm muita movimentação para isso. Então, permaneço na dúvida se faço
meu título ou não. E se eu for votar, será nulo."Gabriel Porto, 16 anos
"Acho que o jovem tem que votar, porque além de estar opinando, está
pensando no seu futuro. Querendo ou não, nós somos o futuro e por isso
temos que saber o que é melhor pra gente.”
Nicole Mallmann, 16 anos
"Acho que o voto jovem só vale quando ele está votando consciente. Aí sim
acredito que ele está exercendo cidadania, pois votar por votar não vale a
pena e nem tem relevância.“
Gabriela Macedo, 16 anos
JOVENS PARTICIPATIVOS
MEIO NORMAL DE INFLUÊNCIA: A PUBLICAÇÃO X A EXIBIÇÃO
MEIO DE IDENTIFICAÇÃO: O HERÓI X A “STAR”
“No papel, está lindo, o direito do adolescente a se expressar.
Mas, na prática, acham que o adolescente não tem nada de útil,
que não tem nada de bom para oferecer. Na verdade, a gente tem
muito a contribuir. Apesar da pouca experiência e idade, nós
vivemos muito e de tudo um pouco, e tentamos encaixar as
vivências e experiências em qualquer situação.” Diego Gomes de
Moraes – 17 anos – Heliópolis (SP)
“Está crescendo bastante essa ideia de organização. Estão
querendo realmente mudar, dar voz aos jovens. É algo muito legal,
só está faltando mais divulgação”.
Sabrina Plácido dos Santos – 18 anos – Rio de Janeiro (RJ)
NEPAG (alunos do Colégio Pedo II – Bangu) – e a manifestação contra o aumento
abusivo do preço das tarifas de ônibus na cidade do Rio de Janeiro
http://www.youtube.com/watch?v=XKDv0FqZnEA
JOVENS E A PERSPECTIVA
PROFISSIONAL
REFERÊNCIA LEGÍTIMA: O IDEAL x O PERFORMÁTICO
“Vou começar a trabalhar agora para ajudar em casa. Acabei de terminar
o ensino médio, mas acho que terei de adiar o sonho de estudar Psicologia
numa universidade pública. Só a galera que estudou em escola particular,
que não teve greve, nem material faltando, consegue uma vaga na
universidade pública.”
Renata Fernandes Caldas – 17 anos – Fortaleza (CE)
“Vários de meus colegas trocaram o turno da manhã na escola pelo
noturno por causa dos empregos. Trabalham de segunda a segunda pra
ganhar uma merreca. Chegam acabados na escola. Aí querem ter um
trabalho melhor, mas como vão conseguir sem estudo? Como vão conseguir
passar de série?”.
Carlos Eduardo da Silva – 15 anos – Cabo de Santo Agostinho (PE)
“O maior receio que tenho no
Rio de Janeiro é o problema
da violência . Há falta de
policiamento nas ruas .”
Pedro Alves – 14 anos – Rio
de Janeiro (RJ)
“Quando há um conflito no
nosso bairro, a gente fica sem
acesso à informação, à
educação, à saúde, ao lazer e
à própria circulação dentro da
comunidade. Ficamos sem
acesso aos serviços públicos”.
Landerson Siqueira - 18 anos -
Rio de Janeiro (RJ)
JOVENS E VIOLÊNCIA
JOVENS E PRECONCEITO
Confusão com provas do Enem causa nova onda de ataques a nordestinos no
Twitter
Pouco depois do anúncio do Ministério da Educação (MEC) de que todas as provas dos
estudantes do Colégio Christus, de Fortaleza, seriam anuladas e um novo exame seria feito
por eles, comentários preconceituosos contra os nordestinos voltaram a surgir nas redes
sociais.
“A maior desigualdade que eu vejo é o
racismo. Às vezes, os currículos são iguais, a
mesma vivência, e uma pessoa de pele mais
clara pode acabar sendo selecionada para
um emprego (...) Ainda existe muito esse tipo
de preconceito. Acho que essa desigualdade
atrapalha muito os adolescentes negros”
Diego Gomes de Moraes – 17 anos – São
Paulo (SP)
“A gente sofre muito preconceito. Eu
moro na favela e sou desrespeitada o
tempo todo. Não pode ser assim, só
por morar em outro local, com menos
condições, somos destratados”.
Malena Portela de Oliveira – 16 anos
– Salvador (BA)
JOVENS E A PRESERVAÇÃO DO MEIO
AMBIENTE
MOTOR DE OBEDIÊNCIA: A LEI X A OPINIÃO
“Cada vez mais ouvimos falar em redes de TV, jornais, internet e em outros meios de
comunicação que o clima está cada vez mais quente, que os invernos já não são mais tão longos,
que os desastres naturais estão mais frequentes em todo o mundo. Por que será que tudo isso
está acontecendo? Isso se deve principalmente a uma simples razão: pela falta ou pela pouca
conscientização que temos sobre a importância de conservar a natureza para continuar
recebendo tudo que ela nos oferece de melhor, a começar pelo ar que respiramos.”
Isaque Guimarães – 17 anos – Nazaré Paulista (SP)
Juventude se preocupa mas não é ativa
O Dossiê Universo Jovem ( MTV Brasil) mostrou uma juventude pouco ativa em relação às causas
ambientais. Cerca de 6 a cada 10 jovens brasileiros não sabe o que significa a palavra
sustentabilidade, mas ainda assim, a maioria deles diz fazer mais pelo meio ambiente do que o
governo ou a população geral.
INTERESSES DIVERSOS
Redes de Percepção e conhecimento: imprensa X audiovisual
Classe Espiritual – sacrossanto: o conhecimento X informação
“O maior desafio da adolescência é ser adolescente. é
não pensar tanto no futuro (...) É aproveitar toda essa
alegria que temos, é falar, se divertir, sair, brincar, ter
responsabilidade também”.
Aline Czezacki – 16 anos – Ponta Grossa (PR)
Referências:
- O Direito de Ser Adolescente – Situação da Adolescência Brasileira 2011.
Brasília.:UNICEF,2011.Disponível em http//: www.unicef.org/brazil.
-O que vai pela cabeça dos Jovens. Revista Esquinas, nº 52, 2º semestre de 2012.
Disponível em http//www..casperlibero.edu/br/noticias.
- SILVA, Marco. Educar em nosso tempo: desafios da teoria social pós-moderna.In:
MAFRA, L.de A. e TURA, M.de L.R. (Orgs), MAZZA, D. et all. Rio de Janeiro:
Quartet, 2005, p.167-192.
-
-http://veja.abril.com.br/especiais/perspectivas/p_112a.html.27.12.2000
- http://jornalcidade.circuitodasaguas.com/historico
- http://www.ecodesenvolvimento.org/noticias/juventude-se-preocupa-mas-nao-e-
ativa/popup_impressao

O perfil do jovem de hoje slides

  • 1.
    Universidade do Estadodo Rio de Janeiro Faculdade de Educação Disciplina: Didática/ Estágio Supervisionado Prof. Marco Silva Aluna: Marcia Bielinski Barreto O PERFIL DO JOVEM DE HOJE
  • 2.
    “Os estudos maisrecentes sobre desenvolvimento cognitivo destacam a adolescência como uma das mais ricas fases da vida humana, repleta de possibilidades de aprendizagem, de experimentação, de inovação. Uma etapa da vida que precisa ser vivida de forma plena, saudável, estimulante, protegida pelos direitos assegurados (...) no Brasil, no Estatuto da Criança e do Adolescente” (Marie-Pierre Poirier)
  • 3.
    No Brasil, segundoIBGE/PNAD (2009) são 21.083.635 adolescentes, dos quais: • 10.367.477 (meninas) e 10.716.158 (meninos); Vivem: • 9% na Região Norte • 31% na Região Nordeste • 38% na Região Sudeste • 7% na Região Centro-Oeste • 14% na Região Sul
  • 4.
    JOVENS E APARTICIPAÇÃO POLÍTICA Ideal de Grupo: TODOS X CADA UM POR SI
  • 6.
    O que pensaa galera? "Eu já posso votar, tenho consciência e informação pra isso também. Apesar de tudo, não tenho esperança de que alguma coisa vá mudar, pois os jovens não têm muita movimentação para isso. Então, permaneço na dúvida se faço meu título ou não. E se eu for votar, será nulo."Gabriel Porto, 16 anos "Acho que o jovem tem que votar, porque além de estar opinando, está pensando no seu futuro. Querendo ou não, nós somos o futuro e por isso temos que saber o que é melhor pra gente.” Nicole Mallmann, 16 anos "Acho que o voto jovem só vale quando ele está votando consciente. Aí sim acredito que ele está exercendo cidadania, pois votar por votar não vale a pena e nem tem relevância.“ Gabriela Macedo, 16 anos
  • 7.
    JOVENS PARTICIPATIVOS MEIO NORMALDE INFLUÊNCIA: A PUBLICAÇÃO X A EXIBIÇÃO MEIO DE IDENTIFICAÇÃO: O HERÓI X A “STAR”
  • 8.
    “No papel, estálindo, o direito do adolescente a se expressar. Mas, na prática, acham que o adolescente não tem nada de útil, que não tem nada de bom para oferecer. Na verdade, a gente tem muito a contribuir. Apesar da pouca experiência e idade, nós vivemos muito e de tudo um pouco, e tentamos encaixar as vivências e experiências em qualquer situação.” Diego Gomes de Moraes – 17 anos – Heliópolis (SP) “Está crescendo bastante essa ideia de organização. Estão querendo realmente mudar, dar voz aos jovens. É algo muito legal, só está faltando mais divulgação”. Sabrina Plácido dos Santos – 18 anos – Rio de Janeiro (RJ) NEPAG (alunos do Colégio Pedo II – Bangu) – e a manifestação contra o aumento abusivo do preço das tarifas de ônibus na cidade do Rio de Janeiro http://www.youtube.com/watch?v=XKDv0FqZnEA
  • 9.
    JOVENS E APERSPECTIVA PROFISSIONAL REFERÊNCIA LEGÍTIMA: O IDEAL x O PERFORMÁTICO
  • 10.
    “Vou começar atrabalhar agora para ajudar em casa. Acabei de terminar o ensino médio, mas acho que terei de adiar o sonho de estudar Psicologia numa universidade pública. Só a galera que estudou em escola particular, que não teve greve, nem material faltando, consegue uma vaga na universidade pública.” Renata Fernandes Caldas – 17 anos – Fortaleza (CE) “Vários de meus colegas trocaram o turno da manhã na escola pelo noturno por causa dos empregos. Trabalham de segunda a segunda pra ganhar uma merreca. Chegam acabados na escola. Aí querem ter um trabalho melhor, mas como vão conseguir sem estudo? Como vão conseguir passar de série?”. Carlos Eduardo da Silva – 15 anos – Cabo de Santo Agostinho (PE)
  • 11.
    “O maior receioque tenho no Rio de Janeiro é o problema da violência . Há falta de policiamento nas ruas .” Pedro Alves – 14 anos – Rio de Janeiro (RJ) “Quando há um conflito no nosso bairro, a gente fica sem acesso à informação, à educação, à saúde, ao lazer e à própria circulação dentro da comunidade. Ficamos sem acesso aos serviços públicos”. Landerson Siqueira - 18 anos - Rio de Janeiro (RJ) JOVENS E VIOLÊNCIA
  • 12.
    JOVENS E PRECONCEITO Confusãocom provas do Enem causa nova onda de ataques a nordestinos no Twitter Pouco depois do anúncio do Ministério da Educação (MEC) de que todas as provas dos estudantes do Colégio Christus, de Fortaleza, seriam anuladas e um novo exame seria feito por eles, comentários preconceituosos contra os nordestinos voltaram a surgir nas redes sociais. “A maior desigualdade que eu vejo é o racismo. Às vezes, os currículos são iguais, a mesma vivência, e uma pessoa de pele mais clara pode acabar sendo selecionada para um emprego (...) Ainda existe muito esse tipo de preconceito. Acho que essa desigualdade atrapalha muito os adolescentes negros” Diego Gomes de Moraes – 17 anos – São Paulo (SP) “A gente sofre muito preconceito. Eu moro na favela e sou desrespeitada o tempo todo. Não pode ser assim, só por morar em outro local, com menos condições, somos destratados”. Malena Portela de Oliveira – 16 anos – Salvador (BA)
  • 13.
    JOVENS E APRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE MOTOR DE OBEDIÊNCIA: A LEI X A OPINIÃO
  • 14.
    “Cada vez maisouvimos falar em redes de TV, jornais, internet e em outros meios de comunicação que o clima está cada vez mais quente, que os invernos já não são mais tão longos, que os desastres naturais estão mais frequentes em todo o mundo. Por que será que tudo isso está acontecendo? Isso se deve principalmente a uma simples razão: pela falta ou pela pouca conscientização que temos sobre a importância de conservar a natureza para continuar recebendo tudo que ela nos oferece de melhor, a começar pelo ar que respiramos.” Isaque Guimarães – 17 anos – Nazaré Paulista (SP) Juventude se preocupa mas não é ativa O Dossiê Universo Jovem ( MTV Brasil) mostrou uma juventude pouco ativa em relação às causas ambientais. Cerca de 6 a cada 10 jovens brasileiros não sabe o que significa a palavra sustentabilidade, mas ainda assim, a maioria deles diz fazer mais pelo meio ambiente do que o governo ou a população geral.
  • 15.
    INTERESSES DIVERSOS Redes dePercepção e conhecimento: imprensa X audiovisual Classe Espiritual – sacrossanto: o conhecimento X informação
  • 17.
    “O maior desafioda adolescência é ser adolescente. é não pensar tanto no futuro (...) É aproveitar toda essa alegria que temos, é falar, se divertir, sair, brincar, ter responsabilidade também”. Aline Czezacki – 16 anos – Ponta Grossa (PR)
  • 18.
    Referências: - O Direitode Ser Adolescente – Situação da Adolescência Brasileira 2011. Brasília.:UNICEF,2011.Disponível em http//: www.unicef.org/brazil. -O que vai pela cabeça dos Jovens. Revista Esquinas, nº 52, 2º semestre de 2012. Disponível em http//www..casperlibero.edu/br/noticias. - SILVA, Marco. Educar em nosso tempo: desafios da teoria social pós-moderna.In: MAFRA, L.de A. e TURA, M.de L.R. (Orgs), MAZZA, D. et all. Rio de Janeiro: Quartet, 2005, p.167-192. - -http://veja.abril.com.br/especiais/perspectivas/p_112a.html.27.12.2000 - http://jornalcidade.circuitodasaguas.com/historico - http://www.ecodesenvolvimento.org/noticias/juventude-se-preocupa-mas-nao-e- ativa/popup_impressao