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O Mensageiro do AlgarveO Algarve 
JULHO 2014JULHO 2014 
PUBLICAÇÃO TRIMESTRALTRIMESTRAL——ANOANO II N.6N.º6 
NESTA EDIÇÃO: 
Philip de Ferrary 
O maior filatelista do Mundo 
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A Carreira Lisboa Algarve a todo o Vapor 
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Atividades filatélicas no Algarve de Abril a Junho 
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Próximos eventos filatélicos 
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Outras notícias 
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EditorialEditorialEditorial 
O aparecimento dos primeiros selos, em 1840, deram origem, poucos anos depois, ao aparecimento dos primeiros colecionadores, dos primeiros comercian- tes e das primeiras revistas filatélicas, por volta dos anos 60 do século XIX. Estas proliferaram um pouco por todo o lado e foi raro o clube que não tivesse editado revistas. 
Atualmente, no contexto nacional e até mundial, torna-se proibitivo à maioria das Agremiações, dedicadas ao colecionismo, editarem revistas em papel, com uma edição de poucas centenas de exemplares, para envio aos seus sócios. 
Com o desenvolvimento das modernas tecnologias começaram a aparecer, um pouco por todo o lado, publicações de livros e revistas digitais tendo como ferra- menta principal um computador. 
Em boa hora surgiu "O Mensageiro do Algarve", no panorama filatélico nacional. É uma revista publicada on-line, sem subsídios de qualquer espécie, fruto de muita carolice e trabalho dos elementos das Agremiações Filatélicas desta pro- víncia que, numa união de esforços, resolveram lançar-se neste desafio. 
A edição trimestral permite dar-lhe uma panorâmica das atividades realizadas durante os últimos três meses e noticiar o programa para o trimestre seguinte incentivando os colecionadores no Algarve. 
Com o seu envio para largos milhares de endereços o Mensageiro contacta grande número de filatelistas e de instituições que, de outro modo, não teriam informação sobre a nossa atividade filatélica. Provavelmente será a revista filaté- lica portuguesa mais lida em todo o mundo. 
Não podemos deixar de destacar dois eventos relevantes levados a efeito, neste trimestre, no Algarve. Em Abril a Mostra Filatélica dedicada ao Mar, pelo Núcleo de Filatelia Juvenil de Armação de Pêra – “O Bichinho do Selo", que está integra- da na Escola E. B. 2/3 Dr. António Costa Contreiras de Armação de Pêra e, em Junho, o II Encontro Int. de Colecionismo de VRSA pela Sec. de Colecionismo da Assoc. Humanit. dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António. 
Entramos num novo trimestre e prepara-se a quinta Algarpex, um marco impor- tante da Filatelia do Algarve, no próximo mês de Setembro. Aproveitando o acon- tecimento assinalam-se, também, os 150 anos da criação da palavra "Filatelia" pelo francês Herpin, no ano de 1864, palavra que foi imediatamente adotada. Efeméride esquecida em Portugal a merecer ser referenciada. 
Com este sexto número de "O Mensageiro do Algarve" e o sétimo já em prepara- ção, esperamos continuar a não desiludir os nossos leitores dos quais aguarda- mos, com toda a satisfação, as suas opiniões e sugestões.
Philip Ferrary de la Renotière é considerado o maior filatelista de todos os tempos. De origem genovesa, nasceu em Paris, no Palácio de Matignon (atual residência do Primeiro Ministro Francês), em 11 de janeiro de 1850, filho dos duques da Galliera e neto do embaixador da Sardenha em França. 
A mãe de Ferrary, a Duquesa de Galiera, após a morte do marido o Barão de Ferrary, propôs a Philip a ocupação da parte direita do Palácio Matignon que ocupa até à sua partida para a Suiça, em 1914. A Duquesa desencantada com o ambiente que se vivia em Paris, saiu da cidade e deixou o Palácio ao Imperador Austro-hungaro, que fez dele a sua embaixada em França. Ferrary renunciou a todos os títulos e pediu para ser adotado pelo Conde de La Renotière, austríaco, passando a ter nacionali- dade austríaca. A partir daí, preferiu o nome, "Ferrary". Nos seus cartões de visita lê-se "Philip de Ferrary". Entre colecionadores e comerciantes, em geral, foi sempre referido como "Ferrary". 
Apesar de ter renunciado a todos os títulos, herdou, após a morte dos pais, uma enorme fortuna, tanto parte da mãe como do pai que era o acionista principal da Sociedade dos Caminhos de Ferro e fundador do Crédito Imo- biliário de França, fortuna de cerca de 120 milhões de francos franceses. 
Incentivado pela sua mãe, inicia-se no colecionamento de selos aos 18 anos. Como colecionador compulsivo, permite-se comprar todas as peças únicas e muito raras tanto em selos como em moedas, que iam aparecendo, pagando preços. 
Em 1874 contrata Pierre Mahé, importante distribuidor de selos de Paris e grande especialista filatélico, para organizar e manter a sua coleção, cargo este que ocupa até à sua morte, em 1913, coadjuvado por duas secretárias. 
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Philip de FerraryPhilip Ferrary 
O maior filatelista do MundoO Mundo 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
Philip de Ferrary 
Selo emitido pelo Liech- tensten em 1968 sobre Philip de Ferrary
Com o início da 1.ª Guerra Mundial e em virtude da simpatia que nutria pelos países da Europa Central e a sua antipatia pela França, fixa residência em Lausane e naturaliza-se suíço. 
Em 1915 pretende regressar a França para junto da coleção que deixara em Paris mas, na fronteira, foi-lhe impedida a entrada. 
Magoado pelo impedimento de regressar a França, faz um testamento em Lausane e decide doar a sua coleção ao Museu Postal de Berlim. Ferrary vem a falecer na Suíca, vítima de ataque cardíaco, a 20 de Maio de 1917. 
A coleção, que guardava em Paris, foi confiscada como reparação pelos danos de guerra, devido à sua nacionalidade suíça. Era contituída por mais de 375.000 selos e 80.000 inteiros postais, espalhados por centenas de albuns. O enorme conjunto foi leiloado entre 1921 e 1926, em 14 de vendas separadas, alcançando, as vendas, cerca de 1.600.000 dólares. 
Do seu acervo faziam parte os selos mais raros do mundo. Destacamos, entre mui- tas outros, o "one-cent magenta" da Guiana Inglesa, o único exemplar do "Treskilling Yellow" (três schilling amarelo em cor branca) da Suécia de 1857, o "Two Cent Hawaii Missionary of 1851" do Havai, o tête-beche horizontal dos "Barquitos"da Argentina. Hoje estão depositados em cofres como investimento seguro ou espalhados por inúmeras boas coleções onde ostentam, orgulhosamen- te, a designação "ex-Ferrary", aumentando consideravelmente a sua importância e valor. Quando vendidos em leilão atingem valores elevadíssimos. 
Na numismática reuniu, também, uma grande coleção de moedas raras. A coleção de moedas britânicas e das colonias foi vendida, em leilão realizado em Londres com 710 lotes e 15 placas, de 27 a 31 março 1922. Do resto da coleção, onde pre- dominavam as moedas francesas e as antigas e raras, as vendas foram realizadas em Paris. 
Philip Ferrary era tímido, muito excêntrico e nunca teve uma profissão. Considerado um dos homens mais ricos do seu tempo, viajava muito, falava várias línguas e a sua grande paixão era o colecionamento de selos. Vivia modestamente, sem luxos, vestia por vezes roupas já muito usadas. Não deixa descendentes diretos. No seu testamento, além de doar a sua coleção de selos ao Museu Postal de Berlim, deixa a sua grande fortuna a 50 pessoas e a onze municípios com doações ou legados. O após guerra e a localização de muitos dos seus bens em certos países impediu, em grande parte, a plena concretização da sua vontade. testamentária. 
António Borralho 
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
“Do seu acervo faziam parte (…) "one-cent magenta" da Guiana Inglesa, o único exemplar do "Treskilling Yellow" (três schilling amarelo em cor branca) da Suécia de 1857, o "Two Cent Hawaii Mis- sionary of 1851" do Havai, o tête- beche horizontal dos "Barquitos"da Argentina.
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“Em 1798, surgiriam as primeiras ligações terrestres regulares entre Lisboa e Coimbra, a Mala Posta” 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
A Carreira Lisboa AlgarveA Algarve 
a todo o vapora vapor 
No início de século XIX, as estradas em Portugal não só eram bastantes incipientes, como a maior parte das ligações entre as localidades eram servidas por caminhos que os próprios habitantes “construíram” pelo seu próprio caminhar através do pisar contínuo e repetitivo, alterando-o cons- tantemente conforme as condições do tempo o permitiam, excepção feita, claro está, entre as principais cidades. Estas estavam ligadas por estradas, leia-se caminhos, sem condições para circulação e à mercê de salteado- res, o que dificultava a deslocação de pessoas, correio e bens entre as localidades. D. Maria I haveria de nomear José Diogo de Mascarenhas Neto como Superintendente Geral das Calçadas e Estradas em 1791, mas as condições de circulação pouco melhoraram e as prioridades surgiram sobretudo no norte e centro do país. 
Em 1798, surgiriam as primei- ras ligações terrestres regula- res entre Lisboa e Coimbra, a Mala Posta, outras foram apa- recendo mas quase todas elas a norte do Rio Tejo, e excep- ção seria a ligação Aldeia Galega (actual Montijo) até Badajoz, seria esta a nossa única ligação à Europa através de diligência. 
Com a conclusão da ligação ferroviária entre Lisboa e Vila Nova de Gaia a 7 de Junho de 1864, assegurava-se uma ligação mais rápida entre as duas principais cidades do Reino, passando o transporte das malas de correio de norte para sul e vice-versa de correio a ser assegurado por caminho-de-ferro, uma vez que, já em 5 de Maio de 1860 seria aprovado por Carta de Lei o contrato entre o Governo e a Companhia Real dos Caminhos de Fer- ro, onde se assegurava o transporte gratuito de malas e respectivos con- dutores nos comboios de maior velocidade. 
O Serviço de Mala Posta
Deixo para o fim as ligações marítimas, embora desfasadas da cronologia das ante- riores, já que estas irão ser o objecto deste escrito. 
As ligações entre as cidades de Lisboa e do Porto surgiriam a 9 de Junho de 1821, data em que o vapor “Duque de Palmela” fez pela primeira vez esta viagem, levando quatro dias a percorrer a distância entre as duas cidades. As ligações a sul, só se iniciariam a 23 de Julho de 1854. 
As regiões a sul de Lisboa, o Alente- jo e o Algarve, muito mais despidas de população e economicamente mais débeis, eram muito pouco atractivas para as empresas de navegação, no entanto não obstou a que desde 1852 se iniciassem os contactos para a criação de uma empresa de explorasse a rota do sul. Projectos havia-os, apoios financeiros do governo para os viabilizar, também, só que demoraram a passar do papel à práti- ca. Por esta altura, na capital chegou mesmo a ser publicado numa revista, a Revista Popular, editada por Joaquim Henrique Fradesso da Silveira um prospecto que circu- lou em Lisboa, do qual transcrevemos apenas alguns trechos e que se intitulava “Empresa de navegação a vapor”: “Tomando em consideração as grandes vantagens que podem resultar do commercio à navegação, à agricultura e à industria fabril de Portugal pelo estabelecimento de uma empreza de navegação a vapor, que, tendo o seu principal assento nesta capital, e ramificações em quaisquer outras partes do rei- no, pozesse gradualmente n’um contacto mais intimo, primeiro de tudo os portos mais importantes do paiz, despertando-os do lethargo em que actualmente jazem, estendendo a empreza mais tarde as suas carreiras tambem até portos estrangeiros, offerecendo ao mesmo tempo ao publico mais commodidade, decendia e rapidez para as suas viagens, e o transporte de mercadorias, emcommendas e correspon- dencias – resolvendo os abaixo-assignados formar uma companhia de accionistas, combinando preliminarmente e com a reserva, que na primeira reunião de assignan- tes tudo aquilo que nos seguintes artigos diz respeito ao futuro regulamento interno da companhia, será submettido á discussão e final determinação da mesma reunião, nas seguintes condições primitivas: 
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II 
“As regiões a sul de Lisboa, o Alentejo e o Algarve, muito mais despidas de população e economicamen- te mais débeis, (…)” 
Rebocador a vapor “Veloz” de 1864, contemporâneo dos Barcos a Vapor da carreira do Algarve.
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“Foi uma outra empresa, a “Empreza de Navegação a Vapor” que, pela primeira vez operou nos portos do sul (…)” 
Art. 1º A tencionada empreza tem por fim estabelecer gradualmente carreiras de vapores que o bem do paiz exige, e que por isso serão deseja- das tanto pelo governo como pelo publico; a empreza se denominará Lusi- tânia, e as suas carreiras começarão com um vapor de rodas de pouco mais ou menos trezentas toneladas de arqueação e de uma força de oiten- ta cavallos, percorrendo este vapor em dias determinados e com toda a regularidade que for possivel, os principaes portos da costa desde Lisboa até Vila-Real de Santo António”.A este articulado, seguiam-se mais nove artigos que determinavam não só as condições de subscrição como tam- bém as condições da futura gerência dessa empresa.É ainda conhecido o orçamento para este investimento, que vinha apenso a este regulamento e assinado por Christiano Schuster e do qual nos ficamos somente pelos seus totais: 
Total da receita annual 15:685$000 
Total de despeza annual: 12.185$000 
Obtendo-se assim um Lucro Líquido de 3:500$00 (trinta e cinco contos de reis), o que corresponderia, ainda segundo Christiano Schuster, um resul- tado líquido de 10% do Capital da Companhia, não estando aqui incluídas a deterioração do vapor que se previa ser de 10% do seu valor e ainda de 5% referente aos encargos com o seguro. Cedo se começaram as fazer projectos, mas esta empresa nunca haveria de ser constituída. 
Foi uma outra empresa, a “Empreza de Navegação a Vapor” que, pela pri- meira vez operou nos portos do sul. A primeira viagem, como dissemos, só se realizaria a 23 de Julho de 1854, embora a viagem do vapor “D. Fernan- do”, o vapor que primeiro operou para o Algarve, estivesse prevista para o dia anterior. Este vapor tinha uma força de 120 cavalos e, logo na sua pri- meira viagem para o Algarve transportou as malas de correio, sendo a publicidade da saída destas malas de Lisboa sido publicada nos jornais desta cidade por ordem da Administração Geral do Correio de Lisboa. Também no regresso, foram várias as malas de correio, correspondente aos locais de escala deste vapor. 
A variedade de preços praticados distribuía-se por três classes, 1ª Câmara, 2ª Câmara e Convés, oscilando consoante a distância e a classe, havendo descontos, com desconto para menores e restrições de bagagem. 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
Não permaneceu por muito tempo a Empreza de Navegação a Vapor, nesta carreira, a “Companhia Lloyd Lusitano” viria a substituí-la nas viagens para o Algarve. Esta companhia, viria os seus estatutos aprovados em 30 de Novembro de 1854, que incluíam a lista de subscritores, pedidos de subsídio ao Governo, inquérito à situação financeira e por fim o Auto de Vistoria do vapor “D. Fernando”. O alvará de funciona- mento foi concedido a 20 de Dezembro do mesmo ano, para “fazer navegar um ou mais barcos movidos a vapor, do porto de Lisboa para os do Algarve ou de outros quaisquer, cuja navegação de futuro possa convir aos interesses dessa Companhia”. Para esta Companhia foram transferidos os activos e efectivos da anterior Compa- nhia e começaria a operar nesta rota em 24 de Julho de 1855 com um novo vapor, o “Algarve”, um vapor novo, construído em Glasgow, com uma tonelagem de 181 tone- ladas e 60 cavalos de potência, mas de muito má concepção, já que os defeitos eram tantos que não chegou a ser utilizado um ano inteiro. Em 12 de Abril do ano seguinte ao ano de estreia entrou no Tejo para não mais navegar. 
À semelhança da anterior empresa, também nesta os preços praticados distribuía-se agora por três classes, Câmara e Convés, oscilando consoante a distância e a clas- se, com e restrições no transporte de bagagens. 
Na primeira viagem fez escala em Setúbal, deixando, nas viagens seguintes, de utili- zar este importante porto à entrada do Rio Sado. 
Porque, a Companhia Lloyd Lusitano se viu privada do vapor “Algarve” e, como havia adquirido todos os activos da anterior Companhia, viu-se obrigado a recorrer nova- mente de um dos vapores que eram pertença dessa Companhia, o “D. Fernando” que em Maio de 1856, retornou novamente à carreira do sul, permanecendo aqui durante pouco mais de dois anos, mas com intermitência nestas viagens e parando durante o Inverno. Estas viagens nunca tiveram grande afluência, apenas algumas dezenas de pessoas a utilizavam regularmente, no entanto numa dessas viagens, em 18 de Abril de 1858, transportou cerca uma centena pessoas de pessoas, o máxi- mo alguma vez atingido por este vapor e por esta Companhia, que se dirigiram a Lis- boa para ali assistir ao casamento real entre El-Rei D. Pedro V e D. Estefânia. 
Uma avaria (quase irreversível) nas máquinas em 27 de Julho desse ano, haveria de o encostar (quase) em definitivo, tendo entrado no Tejo a reboque do Vapor de Guer- ra “D. Luiz”. Esta avaria no “D. Fernando” arrastou também consigo a própria Compa- nhia Lloyd Lusitano que cessou a sua actividade e entrou em liquidação.
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“Recuperou o vapor “Algarve”, rebaptizando-o agora de “Tejo (…)” 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
Com o fim desta companhia, surgiu no mercado uma outra, a “Companhia União Mercantil”, constituída em 1858, com estatutos aprovados em 10 de Maio desse ano, com o objectivo de estabelecer carreiras de barcos movi- dos a vapor entre Lisboa e os portos dos Açores de África Ocidental (publicados em Decreto Lei de 14 de Maio). Esta Companhia, não só que- ria explorar a carreira do Algarve, como se propunha ainda explorar duas outras carreiras, para as Ilhas Atlânticas e para África sendo somente estas últimas que constavam dos seus estatutos iniciais. Envolvida desde o início em negócios mais ou menos dúbios que viriam a ter consequên- cias anos mais tarde, adquiriu o património da anterior. Por decreto assi- nado a 1 de Setembro de 1858, foi autorizada a estabelecer carreiras regulares, por barcos movidos a vapor, entre Lisboa e os portos do Algar- ve, nos termos da auctorisação concedida ao Governo pela Carte de Lei do 1º de Março d’este anno. 
Os Directores desta Companhia, auctorisam o Illmo. Sr. Cândido Freitas e Abreu, gerente da mesma Companhia, para outorgar no Contrato com o Governo de Sua Magestade Fidelissima, para a navegação a vapor entre Lisboa e os portos do Algarve, nos termos da respectiva proposta. 
Nos termos do contrato, logo na Cláusula 1ª, constava “A Companhia União Mercantil obriga-se a estabelecer a navegação regular, por barcos movidos a vapor, entre Lisboa e os portos de Vila Nova de Portimão, Olhão, Tavira, Villa Real de Santo Antonio e Sines, sempre que o tempo o permitir”, para logo na Cláusula 4ª acrescentar “Obriga-se igualmente a conduzir gratuitamente as malas de correio e a correspondencia official do Governo, e a transportar os passageiros do Estado e o material de guerra por metade dos preços das tabellas das passagens e cargas”. Ainda nos termos deste contrato, o Governo comprometia-se a pagar um subsidio annual de 9:600$00 reis, em prestações mensaes, depois de realisadas as viagens, em vista de documento authentico. (Clausula 7ª), cessando este pagamento em caso de incumprimento. 
Recuperou o vapor “Algarve”, rebaptizando-o agora de “Tejo”, utilizando-o numa fase posterior na carreira do Algarve e, nesta carreira utilizou ainda os seguintes vapores: “Vesúvio”, que vinha sendo utilizado na carreira Lis- boa/Porto, fez sete viagens ao Algarve entre Janeiro e Março de 1859; seguiu-se-lhe o “Tejo” que foi utilizado de Abril a Junho do mesmo ano; o
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“Freia”, um navio que embora viesse para satisfazer as carreiras portuguesas, viajou sempre sob a bandeira e comando ingleses. 
O “Freia”, iniciou a sua actividade na carreira da Madeira, fez a sua estreia para o Algarve em 18 de Outubro de 1859, mantendo-se nesta carreira até início do ano seguinte; Seguiu-se o “D Luiz”, como quem diz, continuou tudo na mesma, uma vez que o “D. Luiz” não foi mais do que o rebaptizar do “Freia” com aquele nome, mas agora sob bandeira portuguesa. Reiniciou as viagens em 30 de Março de 1860 e foi com este navio que se trouxe a normalidade às carreiras para o Algarve com uma cadência de três viagens mensais com a lotação a variar entre as fracas lotações e as lotações a atingir a centena. 
Uma outra empresa que operou para o Algarve foi a empresa “Alonso Gomes & C.ª – Empresa de Navegação a Vapor para o Algarve e Guadiana”, com representação em Lisboa pela firma “Alberto B. Centeno & C.ª”, com quem mais tarde se associou e no Porto com a firma José de Sousa Faria, actuando estas firmas como agentes. Efectuou, duas vezes por mês, a viagem de Lis- boa para o Algarve, nos vapores da sua companhia que se denominavam “Gomes 1.º” a “Gomes VIII”, fazendo também a viagem fluvial do Guadiana, ligando os portos de Vila Real de Santo Antó- nio, Alcoutim, Pomarão e Mértola, fazendo transbordo de passageiros com a diligên- cia Beja/Mértola, condicionada esta viagem às condições das marés. 
Alonso Gomes, era natural de Mértola e filho de imigrantes espanhóis, onde se dedi- cou à exploração mineira no Distrito de Beja, iniciou a carreira fluvial do Guadiana, primeiramente para escoamento de minérios, fundando fundando para isso uma Empresa de Navegação, mas porque foi bem sucedido nesta tarefa, foi convidado pelo Governo para estabelecer uma carreira entre Lisboa e o Algarve, o que efectiva- mente veio a acontecer, mercê de um contrato assinado com o Governo de Sua Majestade, em 6 de Outubro de 1874. Para assegurar esta carreira viu-se na neces- sidade de adquirir navios de maior porte, passando então a assegurar, não só a car- reira marítima como também a fluvial.
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“Não temos conhecimento de qualquer marca postal marítima específica utilizada nestas carreiras (…)” 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
Durante o período que esta Companhia operou, Alonso Gomes adquiriu oito navios, os quais baptizou de “Gomes 1º” a “Gomes VIII”, sendo que o primeiro operou unicamente na carreira do Guadiana. 
No contrato assinado com Governo, assegurava o transporte de correio, desde Mértola para o Algarve e posteriormente para Lisboa 
Reservamos para outro número de “O Mensageiro do Algarve”, uma análise mais detalhada desta Carreira Fluvial. 
Temos conhecimento que outros barcos fizeram viagens para o Algarve, de forma esporádica e sem qualquer formalização contratual com o Governo. Há ainda a notícia de uma companhia de navegação denominada “Companhia Algarviana de Navegação a Vapor”, que terá operado por volta de 1854, de que se conhecem os livros de accionistas, de actas e de caixa, companhia esta que terá não só operado no Algarve, como também numa ou noutra viagem a Lisboa. Até à presente data não conseguimos apurar se nos seus activos constavam alguns barcos ou se operavam com barcos de outras companhias. 
Não será demais ainda referir, que todas estas viagens, até mesmo aquele vapor que viajava sob bandeira inglesa, transportaram correio e mercado- rias, facilitando grandemente a distribuição do correio de e para o Algarve. Não temos conhecimento de qualquer marca postal marítima específica utilizada nestas carreiras, sendo até mesmo muito improvável a sua exis- tência, uma vez que as malas eram trocadas nos portos de partida ou desti- no, sem que qualquer condutor nomeado dela Administração Geral do Cor- reio as acompanhar. Muita da correspondência trocada entre o Algarve e as outras partes do Reino, durante o período destas carreiras, possuidoras ou não das marcas então em uso foram transportadas por alguns destes vapo- res. 
Conhecemos, no entanto uma carta circulada de Lisboa para Lagos, com a marca manuscrita “Pelo Vapor D. Luiz”, datada de 20 de Agosto de 1861 (Carimbo circular com cercadura de data amovível, não catalogado em Frazão) e selada com selo de 25r (CE2), inutilizado pelo carimbo da 1ª Reforma Pos- ta nº 1 (Lisboa). Carimbo de chegada a Lagos (carimbo de LGS 4, catálogo Frazão). Foto retirada, com a devida vénia, do catálogo do Leilão de “Grosvenor philatelic auctions”, cuja legenda incluímos conforme ori-
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-ginal: Venda: 25r Portugal: Correio marítimo: Lisboa: Correio marítimo interno: 1861 (20 de agosto) carta para envio de Factura de Lisboa a Lagos'' Pelo vapor D. Luís'', franqueada 25r (1856-1858), boas margens, com carimbo tipo 2 Lisboa oval e oval emoldurado de ''LAGOS''. Vendido por £ 90.] 
Alguns dos barcos que fizeram a carreira Lisboa – Vila Real de Santo António 
Outras viagens ao Algarve fora das carreiras regulares: 
Era minha intenção, ilustrar o artigo com, pelo menos, um ou dois barcos que viajaram ao Algar- ve, mas tal informação, apesar de solicitada, não me foi fornecida, em tempo útil, pelas autorida- des competentes. 
Francisco Matoso Galveias 
Bibliografia Consultada: 
CARDOSO, Eurico Carlos Lage – História dos correios em Portugal em datas e ilustrada, Ed. Do Autor, Lisboa 1999. 
GALVEIAS, Francisco Matoso – Cabotagem do Sul – Os Barcos, os Passageiros e o Correio, Catálogo da ALGARPEX 2011 – 2ª Exposição Filatélica do Algarve, Vila Real de Santo António 12 a 17 de Dezembro de 2011. 
VIEIRA, Armando Mário O. – Subsídios para a História do Correio Marítimo Português, Ed. Do Núcleo Filatélico do Ateneu Comercial do Porto, Lisboa 1988. 
CATÁLOGO nº 89 da Grosvenor Philatelic Auctions 
INTERNET, Diversos Sites 
LEGISLAÇÃO do Ministério das Obras Públicas, Comércio e indústria, Setembro de 1858 
Visconde de Athouguia 
15/3/1860 (a Lagos) 
Torre de Belem 
26/4/1863 (a vários portos do Algarve) 
13/5/1863 (a Faro) 
D. Fernando 
23/7/1854 a Set/1854 
Algarve 
24/7/1855 a 12/4/1856 
D. Fernando 
17/5/1856 a 27/7/1858 
Vesúvio (anteriormente Quinta do Vesuvio) 
Janeiro/1859 a Março/1859 
Tejo (ex-Algarve) 
30/4/1859 a 23/7/1859 
Freia 
18/10/1859 a início de 1860 
D. Luiz (ex-Freia) 
Março de 1860 a 27/5/1864 
Gomes 1º a Gomes VIII 
A partir de 6 de Outubro de 1874
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Promovida pelo Núcleo de Filatelia Juvenil de Armação de Pêra – “O Bichi- nho do Selo, que está integrada na Escola E. B. 2/3 Dr. António Costa Contreiras de Armação de Pêra – Agrupamento Silves-Sul, realizou-se de 17 a 21 de Março, na Antiga Escola Primária, uma Mostra Filatélica dedica- da ao Mar. 
Estiveram patentes um lote de colecções dos elementos daquele Núcleo que deliciaram todos os que as puderam apreciar. A coordenadora do Núcleo, Manuela Lourenço, juntou à sua volta entre outras, a Alexandra Jara, a Ana Vieira, a Ariana Dias, a Luana Chicambi, a Margarida Carvalho e o Tomás Ferreira para apresentarem as suas colecções, bem como uma colecção colectiva do próprio Núcleo. Colecções simples, mas bem estru- turadas, adivinhando-se que em breve as veremos 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
Mostra Filatélica - Tema Mar 
Núcleo de Filatelia do Agrupamento Silves Sul “O Bichinho do Selo” 
Atividades filatélicas no Algarve de Abril a JunhoAbril Junho 
Sobrescrito comemorativo circulado com selo personalizado elaborado para o efeito
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
noutros locais, esperamos nós, quiçá mesmo, fora do Algarve. O grupo de jovens fila- telistas estavam em peso, como que para dizer aos visitantes, estamos aqui e quere- mos continuar. Também os coleguinhas de Estoi, os “Amiguinhos dos Selos”, se fize- ram representar nesta Mostra, onde o Diogo Fernandes, a Ana Varela, o Leandro Baião, a Letícia Brito e a Eva Anjos, apresentaram as suas colecções, tendo também sido apresentado uma colecção colectiva de todo o grupo. 
No local, funcionou um Posto de Correio, provida de um Carimbo Comemorativo, representando uma Caravela, onde a funcionária dos CTT, a D. Maria José quase não teve as mãos a medir, para satisfa- zer todos os pedidos. 
Como a Mostra Filatélica foi dedica- da ao Mar, a organização fez emitir um selo personalizado que nos mostra o mar de Armação de Pêra. 
Enquanto estivemos presentes, e foi um alargado espaço de tempo, a sala esteve sempre cheia, tendo, na altura a exposição sido visitada pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Armação de Pêra, o Sr. Ricardo Pinto, esperando para mais tarde a visita do Sr. Director do Agrupamento de Escolas Silves-Sul. 
Um aspecto do posto de correio 
Jovens do Núcleo de Filatelia do Agrupamento Silves-Sul “O Bichinho do Selo”
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O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
O Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF associou-se às comemorações dos 40 anos do “25 de Abril”. 
Para tal propôs ao Município de Faro a realização de uma mostra filatélica itinerante pelas escolas sede de Agrupamentos no Concelho de Faro. Des- de já agradece-se a Luís Brás, José Pintado e Francisco Paiva que disponi- bilizaram as suas coleções para estarem presentes nas seguintes escolas: 
 Escola Secundária Pinheiro e Rosa; 
 Escola Secundária João de Deus; 
 Escola EB 2/3 Poeta Emiliano da Costa; 
 Escola EB 2/3 Afonso III; 
 Escola EB 2/3 Montenegro. 
Destaque-se a boa aceitação que tivemos a esta proposta por parte do Município de Faro e dos Agrupamentos de Escolas. Refira-se ainda que juntamente com estas exposições está a decorrer uma campanha de anga- riação de mais associados para o Núcleo Filatélico Infanto/Juvenil "Os Ami- guinhos dos Selos", destaque-se também o apoio dos CTT Correios de Portugal que para além do apoio que dá quer ao Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF e ao Núcleo Infanto Juvenil "Os Amiguinhos dos Selos", decidiu colaborar nesta mostra filatélica itinerante disponibilizando folhas de selos para serem oferecidas aos alunos que visitaram as exposições quer indivi- dualmente quer em grupo na companhia dos seus professores. 
Não podíamos terminar esta notícia sem referir o apoio do Dr. Vilhena Mes- quita que lançou em primeira mão o repto para esta mostra filatélica itine- rante e que na reunião do NFF - ATAF que se realizou 03 de Julho, p.p. decidiu-se encetar contatos com o Município de Faro para programar um conjunto de mostras filatélicas, sobre temas pertinentes para serem apre- sentadas no próximo ano letivo em diferentes escolas do Município de Faro. 
Mostra Filatélica itinerante “25 de Abril” 
(por várias escolas do Concelho de Faro)
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
Na Loja CTT Cerro de Alagoa, em Albufeira, funcionou no dia 7 de Maio de 2104 um Carimbo Comemorativo dedicado à AIPSP – Amicale Internationale des Postiers des Stands Philateliques. 
Sem outra qualquer manifestação que não fosse a apresentação do carimbo, estive- mos no local e, logo ali, começámos a indagar o que seria esta Associação. 
Contactados os Serviços de Filatelia dos CTT, logo nos puseram em contacto com os promotores do evento e, ficámos a saber que se tratava de uma reunião anual da Associação dos Expositores Filatélicos Internacionais dos Correios. 
Mas o que é esta Associação. 
Durante a Exposição JUVALUX 1998, realizada no Luxemburgo, os encarregados dos Stands oficiais das Administrações Postais presentes, delinearam a constituição de uma Associação que reunisse no seu seio estes representantes de Administrações Postais, o que veio a concretizar-se no ano seguinte. 
Desde então, com uma cadência, mais ou menos anual, têm reunido alternadamente nos países aderentes, foi o que aconteceu desta vez e, em Portugal que, com o apoio dos CTT, conseguiu reunir 38 participantes na cidade de Albufeira. 
Sobrescrito particular circulado com carimbo comemorativo elaborado para o efeito 
Os participantes no encontro, durante uma visita ao Farol de Sagres 
Carimbo Comemorativo 
(AIPSP - Amicale Internacionale des Postiers des Stands Philateliques)
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“Esta exposição decorreu entre 12 e 30 de Maio de 2014, e na qual estiveram expostas trinta colecções, sendo 12 de Espanha e as restantes de Portugal.” 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
Huelva e as instalações do Campus de La Merced da Universidade de Huelva foram o local que o Cérculo Filatélico Y Numismático de Huelva escolheu para a Onugarve 2014 – 4ª Exposición de Filatelia y Coleccionis- mo Huelva-Algarve. 
Esta exposição que decorreu entre 12 e 30 de Maio de 2014, e na qual esti- veram expostas trinta colecções, sendo 12 de Espanha e as restantes de Portugal. 
No acto inaugural, o Sr. Reitor na Universidade, Francisco Ruiz, deu as boas vindas aos numerosos filatelistas dos dois países aos quais, agrade- ceu a presença ao mesmo tempo de teceu várias considerações sobre o coleccionismo e a filatelia em particular, terminando com uma palavra espe- cial para o Clube organizador. 
Por parte dos filatelistas algarvios, Francisco Galveias agradeceu o convite dos colegas espanhóis para ali se fazerem representar apresentando ao mesmo tempo um agradecimento ao anfitrião, por receber na sua casa esta Exposição Bilateral, lembrando que um convívio que já dura há quatro anos, salientando a qualidade do material exposto. 
Por último, falou o presidente do Círculo, Manuel Guadalupe Garcia, tam- bém agradeceu ao Reitor por o ter recebido naquela casa, lembrando o intercâmbio filatélico transfronteiriço e o bom relacionamento entre o clube que preside e os diversos clubes filatélicos do Algarve. 
Seguiu-se uma demorada visita à exposição, explicadas pelos próprios fila- telistas, tendo sido uma boa jornada filatélica. 
Na data de encerramento houve uma pequena cerimónia para a entrega de diplomas de participação e lembranças. 
ONUGARVE - 2014 
4ª Exposición de Filatélia y Coleccionismo Huelva - Algarve 
Sobrescrito comemorativo elaborado para o efeito com selo personalizado e marca dia 
Francisco Galveias discursando na inauguração da exposição.
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
Decorreu no passado dia 22 de Maio, pelas 21,30 horas, na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Lagoa, um local já habituado a “ver filatelia”, uma Tertúlia, que teve como tema “Filatelia: Passatempo, Cultura e Arte”, foi apresentada pela Dra. Maria Luísa Francisco e contou a presença do Dr. Feliciano Flor que desenvol- veu o tema, tendo sido presenciada por vasto público bastante atento e participativo. 
O Dr. Feliciano Flor é um filatelista que tem feito a sua aparição com as suas colec- ções em diversas exposições filatélicas, nomeadamente nas Algarpex – Exposições Filatélicas do Algarve, sendo ainda autor de vários textos em diversas revistas da especialidade e outros órgãos de informação. 
A Tertúlia foi uma parceria do Lions Clube de Lagoa e do Núcleo de Lagoa da Liga dos Combatentes. 
O NFF - ATAF para comemorar o Dia da Criança procedeu à distribuição de selos e postais na Escola EB 1 de Vale Carneiros e na Escola EB 1 de S. Luís. 
Com esta ação foram envolvidas mais de 600 crianças e ofertados mais de 3000 selos e postais (parte dos selos foram os que os CTT haviam ofertado para a exposi- ção itinerante do 25 de abril e os restantes foram cedidos pelos filatelistas do NFF. Quanto aos postais per- tenciam ao Núcleo da sua emissão alusiva a monu- mentos pertencentes à Direção Reg. de Cultura do Algarve. 
Tertúlia 
“Filatelia: Passatempo, Cultura e Arte” 
Dia da Criança 
(NFF distribui selos e postais pelas escolas)
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O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
Próximos Eventos FilatélicosPróximos Filatélicos 
No próximo dia 11 de agosto abrirá ao público mais uma mostra filatélica organizada pelo Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF. Esta mostra filatélica enquadra-se numa nova abordagem que o núcleo de filatelia definiu para a publicitação quer da filatelia quer do Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF. Pretende o NFF capitalizar o afluxo de turistas ao Algarve no mês de Agos- to para promover o Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF e a filatelia em geral, promovendo a realização de manifestações filatélicas em hotéis. 
Mostra Filatélica “Hotel Baia Grande” 
Selo Personalizado 
Emissão de selo personalizado 
“40 anos do G.D.C. Jograis António Aleixo” 
No próximo dia 15 de agosto no âmbito da come- moração do seu quadragésimo aniversário o Gru- po Desportivo e Cultural Jograis António emitirá um selo personalizado alusivo ao tema supra mencionado. Os colecionadores interessados em adquirir selos personalizados poderão entrar em contato com a tesoureira do Grupo Sr.ª Nélia Varela, email
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
No âmbito do projeto “DiVam - Valorizar os Monu- mentos” promovido pela Direção Regional de Cultu- ra do Algarve que visa envolver parceiros culturais tendo por base os 40 anos de Democracia o Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF, também se associou a este projeto e no próximo dia 21 de Setembro abrirá ao público uma mostra filatélica nas Ruinas de Mil- reu em Estoi denominada “40 anos da Democracia e as Jornadas do Património”, no qual apresentará um conjunto de coleções ligadas ao 25 de Abril e ao Património. 
Para assinalar esta exposição será emitido um selo personalizado sendo que os colecionado- res interessados poderão encomendar os seus selos no email: nucleofilateliafaro@gmail.com 
Mostra Filatélica Escola de Infantes e Cadetes 
Mostra Filatélica “40 Anos da Democracia e 
Jornadas Europeias do Património” 
Vai realizar-se de 30 de Agosto a 6 de Setembro de 2014, no Giná- sio do Quartel de Bombeiros de Vila Real de Santo António, uma Mostra filatélica dedicada à Escola de Infantes e Cadetes da asso- ciação Humanitária dos Bombeiros Voluntários desta cidade. 
Esta Mostra que contará com algumas colecções dedicadas à temá- tica de bombeiros, tendo já sido convidados alguns filatelistas a apresentar as suas colecções 
Esta Mostra estará patente diariamente das 10 às 12 horas e das 14 às 18 horas, funcionan- do o Posto de Correio no dia 1 de Setembro das 14H30 às 17H30 no local da exposição. 
O carimbo comemorativo é baseado no logótipo daquela “Escola” 
Cartaz do evento 
Carimbo comemorativo
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O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
Conforme informámos na última edição da nossa revista, vai realizar-se de 17 a 21 de Setembro a ALGARPEX 2014 - V Exposição Filatélica do Algarve, organizada pela AFAL - Associação Filatélica Alentejo-Algarve. 
Aproveitando Exposição assinalam-se, também, os 150 anos da criação da palavra "Filatelia", pelo francês Her- pin no ano de 1864, palavra que foi imediatamente ado- tada pelos colecionadores. Efeméride esquecida em Portugal a merecer ser assi- nalada. 
A Comissão Organizadora espera a maior recetividade por parte de todos os cole- cionadores mesmo que sejam iniciados, naturais ou residentes no Algarve, A Expo- sição não é competitiva e cada um pode mostrar o que tem. 
O pedido de regulamento e a inscrição poderá ser feito para: 
ALGARPEX 2014 -- Apartado 757 -- 8501-917 PORTIMÃO 
Tm.:933256835 / 926879540 - Email: algarpex2014@gmail.com 
Dia 17 
18,00 horas 
Inauguração oficial e entrega da bandeira das ALGARPEX Visita guiada ao certame 
Dias 18/19 
10.00 às 17,00 
Visitas programadas das Escolas 
15,00 às 19,00 e das 20,30 às 23,00 horas 
Abertura ao público 
Dia 20 
10,00 horas 
Inauguração Feira de Colecionismo e Trocas 21,30 horas 
Tertúlia sobre " O Colecionismo e o seu futuro" 
Dia 21 
10,00 horas 
Abertura do Posto de Correio com Carimbo Comemorativo Apresentação do material exposto, feito pelos expositores Feira de Colecionismo 
13,00 horas 
Almoço convívio (grátis para os expositores) 17,00 horas 
Encerramento da Exposição e da Feira de Colecionismo 
ALGARPEX 2014 
V Exposição Filatélica do Algarve 
Na ALGARPEX 2014 assinala-se os 150 anos da criação da palavra filatelia 
Carimbo comemorativo
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
No âmbito das comemorações dos 100 anos do nascimento da pintora silvense Maria Keil, pro- movidas pelo Município de Silves, está a decor- rer a exposição “Itinerários Artísticos” com obras da artista, na Igreja da Misericórdia. 
A 31 de Outubro haverá o encerramento deste certame e a inauguração, no Museu de Silves, de uma Mostra Filatélica inserida nas mesmas comemorações, estando previsto um posto de Correio com carimbo comemorativo. Dedicada aos temas da Pintura e da Mulher, é organizada pela AFAL, em parceria com o Município de Silves, Correios de Portugal e Funda- ção das Comunicações e estará patente ao público até finais de Novembro. 
Os nossos Correios lançaram, no dia 24 de março, a série "Vultos da História e da Cultura Nacionais" do Plano Filatélico de 2014, a qual inclui a artista silvense , entre as seis personalidades homenageadas nesta coleção. O selo com o valor facial de 0,50 €. teve uma tiragem de 120 000 exemplares. 
Mostra Filatélica “Implantação da República” 
Mostra Filatélica “Maria Keil” 
De acordo com o solicitado no plano exposicional enviado para a Federação Portu- guesa de Filatelia no ano transato o Núcleo de Filate- lia de Faro, no próximo dia 5 de outubro pelas 16:30, abrirá ao público na capela do Museu Municipal de Faro, alusiva à implantação da República. 
Selo Personalizado 
Carimbo comemorativo
Foi vendido, no passado dia 17 de Junho, num leilão realizado em Nova Iorque pela leiloeira Sotheby's, o selo de "one-cent magenta" da Guiana Britânica, o único exemplar conhecido, por 9,5 milhões de dólares, cerca de 7 milhões de euros. É o selo mais caro do mundo. 
Devido ao atraso do barco que transportava os selos de Inglaterra para a Colónia Inglesa e com a falta dos mesmos, foi ordenada em 1856, como solução de emergência, a emissão dos selos numa tipografia de um jornal local. Este selo, com as dimensões de 2,5 por 3,2 centímetros, não é mais que um pedacinho de papel muito fraco e de má qualidade, com fraca impressão, mal cortado e bastante feio. 
Foi descoberto por Vernon Vaughan, um escocês de 12 anos de idade, em 1873, num monte de cartas de um familiar. Vendeu-o por 6 shillings (cerca de 1,20 euros nos dias de hoje). 
A peça chega ao Reino Unido em 1878 e, pouco depois, em 1880, foi comprado nos EUA por 750 dolares, pelo famoso colecionador conde Philippe la Renotière de Ferrary, considerado ainda hoje o filatelista mais importante da história. 
A vasta coleção de Ferrary, confiscada pelo governo francês depois da 1.º Grande Guerra, foi leiloada entre 1921 e 1926 e o selo, que se integrava na fabulosa coleção, foi leiloado em 1922. O milionário americano, Arthur Hind, pagou por ele 35.000 dólares, um número recorde para a época. 
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“one-cent magenta” da Guiana Britânica vendido por cerca de 7 milhões de Euros. 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
O Selo mais caro do Mundo 
Outras NotíciasOutras Notícias 
Selo “one-cent magenta” Guiana Inglesa
Depois de ter passado por vários proprietários, em 1980 o magnata e químico John Du Pond compra, num leilão, o famoso selo por 935.000 dolares. Du Pont morre em 2010, na prisão, condenado por homicídio. Os herdeiros decidiram leiloar o "one-cent magenta", em Nova Iorque, no passado mês de junho, atingindo um preço verdadeiramente espetacular de 9,5 milhões de dólares . Foi adquirido por um colecionador que se mantem no anonimato. 
Publicamente, este selo foi apresentado, pela primeira vez, numa exposição, em 1987. Mudou de proprietário oito vezes. Quatro dessas mudanças foi em leilão, ultrapassando sempre todas as espetativas. 
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
Selo da Guiana emitido em 1967 reproduzindo o “one-cent magenta” 
Capa de 3.ª venda do leilão da coleção de Philip de Ferrary em 1922 onde estava inserido o “one- cent magenta” da Guiana Inglesa
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O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
No dia 01 de Abril abriu ao público na Loja de turismo dos Paços do conce- lho de Odivelas a exposição de Filatelia intitulada “O 25 de Abril na Filatelia Portuguesa”, esta exposição organizada com o apoio do Clube Filatélico de Portugal contou com uma coleção do colega Francisco Paiva alusiva à supra referida temática. Desde já saudamos o Dr. Paiva por mais esta nobre participação. 
Exposição 
“O 25 de Abril na Filatelia Portuguesa” 
O agrupamento filatélico sediado em Évora, a Confraria Timbrológica Regional “Armando Bóino de Azevedo, organizou uma Mostra Filatélica, em Santiago do Cacém, no dia 26 de Abril e foi dedicada aos 30 Anos do Agrupamento 722 do CNE desta localidade. O Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém foi o local escolhido para apresentar algumas das colecções portuguesas dedicadas ao tema escutismo, entre as quais uma do Algarve, pertencente a Alba- no Parra da Secção de Coleccionismo de Vila Real de Santo António. 
No local funcionou ainda um Posto de Correio, provido de um carimbo come- morativo, tendo igualmente sido editado um sugestivo sobrescrito e emitido um selo personalizado, comemorativos dos 30 anos do Agrupamento 711 do CNE de Santiago do Cacém. 
Aqui fica o registo. 
30 anos do Agrupamento do CNE de Santiago do Cacém 
Pormenor dos quadros de filatelia com coleção de F. Paiva e sobrescrito personalizado circulado com carimbo comemorativo da referida exposição 
Sobrescrito comemorativo circulado com selo personalizado elaborado para o efeito
10.º aniversário da Assoc. Humanit. de Dadores de Sangue da Beira Interior Sul 
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
Com a presença de uma colecção pertencente Francisco Matoso Galveias, um filatelista resi- dente no Algarve e uma outra da Secção de Coleccionismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António, decorreu em Alcains, de 21 a 27 de Maio de 2014, uma Mostra Filatélica dedicada ao 10º Aniversário da Associação Humanitária de Dadores de Sangue da Beira Interior Sul. 
Esta Mostra Filatélica, que recebeu quase meio milhar de visitantes, foi inaugurada pela Presi- dente da Junta de Freguesia de Alcains, Dra. Cristina Granada estando ainda presente outras autoridades ligadas à Dádiva de Sangue. A Comunicação Social, fez a cobertura de um acon- tecimento, incluindo uma Televisão Regional “Reconquista” que vai para o ar através da Inter- net e que “fabricou” uma peça televisiva que pode ser consultada atrás do seu meio de difu- são. 
Para esta Mostra Filatélica foi confeccionado um selo Personalizado, representando a bandei- ra dos “Dadores de Alcains” e um Carimbo Comemorativo representando o logótipo da Asso- ciação Humanitária de Dadores de Sangue da Beira Interior Sul. 
O Posto de Correio, que funcionou em 21 de Abril, na Junta de Freguesia de Alcains, local da exposição, foi bastante concorrido. 
Foram produzidos um sobrescrito e um Postal Máximo Triplo. 
A todos os visitantes foi oferecido um Postal Ilustrado selado e obliterado com o Carimbo Comemorativo. 
Durante toda a semana a exposição foi visitada pelos alunos das diversas escolas de Alcains. 
Sobrescrito comemorativo circulado com selo personalizado elaborado para o efeito
A tomada de posse dos Órgãos Sociais da Federação Portuguesa de Fila- telia, APD, ocorreu no passado de 3 de Maio na sua sede em Lisboa. A sessão foi presidida pelo Presidente do Congresso, Prof. António G. Borra- lho, que, começou por dar as boas vindas aos presentes, após o qual e, reeleito para o mesmo cargo, tomou e deu posse ao novo elenco, seguindo-se a assinatura da acta de posse. De seguida, tomou a palavra o Sr. Pre- sidente da Direcção, Dr. Vaz Pereira tecendo algumas considerações sobre o futuro próximo da filatelia em Portugal, principalmente nesta nova era após a nacionalização dos correios. 
Finda a cessão, a nova Direcção reuniu pela primeira vez. 
Do elenco, que aqui se reproduz, fazem parte alguns filatelistas do Algar- ve. 
MESA DO CONGRESSO: Presidente, António Borralho; 1º Secretário Eduardo Sousa; 2º Secretário, José Pereira; Suplentes, Sérgio Pedro e Francisco Ribeiro. 
DIRECÇÃO: Presidente: Pedro Vaz Pereira; 1º Vice-Presidente, João Vio- lante; 2º Vice-Presidente, Vitor Jacinto; Tesoureiro, João Soeiro; Secretá- rio, Marcial Passos; Vogais, Rui Alves e Raul Leitão; Suplentes, Nuno Cardoso e Fernando Calheiros. 
CONSELHO FISCAL: Presidente, António Cavaco; Relator, Júlio Maia; Vogal, João dos Santos; Suplentes, Carlos da Silva e Florival do Rio. 
CONSELHO JURISDICIONAL: Presidente, José Vieira; Vogais, Ricardo Cabral e Rui Januário; Suplentes, José Fernandes e Nelson Aniceto 
COMISSÃO DISCIPLINAR: Presidente, José Oliveira; Secretário, José Geada Sousa; Vogal, António Cristóvão; Suplentes, Francisco Galveias e António Lopes. 
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Para o quadriénio 2014/2018 temos os seguintes representantes de agremiações algarvias nos órgãos sociais de FPF: António Borralho, Francisco Galveias e Sérgio Pedro 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
Tomada de posse dos Órgãos Sociais da Federação Portuguesa e Filatelia
No dia 12 de Maio, a Associação Humanitá- ria dos Bombeiros de Beja fizeram 125 Anos. A efeméride foi comemorada no fim- de-semana seguinte com um vasto progra- ma que se prolongou pelos dois dias, 17 e 18 de Maio, com presença, neste último dia, do Secretário de Estado da Administra- ção Interna, Dr. João Almeida. No dia 17, pelas 19H30, destacamos a inauguração de uma exposição alusiva aos 125 anos, onde se puderam apreciar verdadeiras relíquias históricas da instituição. 
No dia 12, foi feito o lançamento de um selo personalizado, que reproduz uma via- tura GMC de combate a incêndio de 1929 e que entrou em serviço naquela Corpo- ração a 24 de Março de 1930, viatura que já tinha servido de base a Carimbo Comemorativo emitido em 12/5/1998, durante uma Mostra Filatélica alusiva aos 109 anos dos Bombeiros de Beja. 
A Direcção dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e a sua Secção de Coleccionismo, fizeram-se representar nestas cerimónias. 
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125 Anos dos Bombeiros Voluntários de Beja 
Exposições de Colecionismo no G.D.C. Jograis António Aleixo 
Sobrescrito registado com selo 
Não poderíamos deixar de noticiar aqui a opção que a Direção do Grupo Desporti- vo Jograis António Aleixo em sempre que não houver exposições filatélicas progra- madas ter em exposição na sua sala de convívio dois quadros de expositores para quinzenalmente expor material de colecionis- mo de colecionadores associados / amigos dos Jograis que por norma não expõem. 
Destaque-se esta iniciativa que incentiva os jovens do grupo ao colecionismo, promove o colecionismo junto dos Estoienses e estimula os coleccionadores a reformularem as suas coleções. 
Coleção de discos de Anabela Ramos
Teve lugar no Quartel dos Bombeiros, nos dias 7 e 8 de Junho, o II Encon- tro Internacional de Coleccionismo de Vila Real de Santo António, reunindo quase centena e meia de coleccionadores e acompanhantes que ocupa- ram os quase 1500 metros quadrados do vastíssimo Parque de Viaturas da Corporação. 
Ali puderam se apreciado em mais de meia centena de bancas os mais diversos objectos de colecção, como por exemplo lápis, bonecas “Barbie”, dispensadores de pastilhas, portas chaves, autocolantes, pins, moedas, pacotes de açúcar, selos, pedras, conchas, sobrescritos, veículos em miniatura, postais, livros, isqueiros, galhardetes, marcadores de livros. 
Entre os expositores destacamos dois de nacionalidade espanhola, não porque se destacassem pelo aspecto físico, mas pela amplitude das suas colecções: o Sr. Rafael Parra, detentor da maior colecção da Europa de lápis de carvão que nos presenteou com uma pequena amostra da sua colecção de mais de 12.000 lápis diferentes e o Sr. Angel Cornejo com a colecção de Porta-chaves, que é reconhecida como a segunda maior da Mundo, apresentando como prova destes feitos, falível é um facto, as pági- nas de jornais onde as intitularam como tal. 
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“mais de meia centena de bancas os mais diversos objectos de colecção, como por exemplo lápis, bonecas “Barbie”, dispensadores de pastilhas, portas chaves, autocolantes, pins, moedas, pacotes de açúcar, selos, pedras, conchas, sobrescritos, veículos em miniatura, postais, livros, isqueiros, galhardetes, marcadores de livros” 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
II Encontro Internacional de Colecionismo de Vila Real de Santo António 
Aspecto geral do II Encontro Int. Coleccionismo de V.R. Sto. António
Numa outra parte do Parque de Viaturas, estiveram expostas as seguintes colec- ções: Em filatelia: “Realizações exposicionais da Secção de Coleccionismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo Antó- nio”, “Cartografia – Bombeiros”, “Bombeiros Maximafilia”; Em fotografia: “Instrução de Ataque a Matérias Perigosas – 16/3/2002”, “Exercícios Simulacro de Matérias Perigosas – 24/3/2002”, “Treino de Resgate na Escola de Bombeiros do Quartel, Aplicação da Tirolesa – 3/6/2002”, “Instrução a Mergulhadores, V. R. Sto António – 8 e 9/6/2002”, “Simulacro na Costa da Caparica, B.V. de Cacilhas, Os Bombeiros e o Sistema de Autoridade Marítima – 25/5/2003 e 3/10/2003”; Perigli- cofilia (pacotes de açúcar) “Bombeiros, Prevenção, Cuidados de Socorro e Pro- tecção Civil”. 
Para este evento, foram lançados seis colecções pacotes de açúcar, num total de cinquenta unidades, ilustrativas de temáticas como as actividades desenvolvidas pelos bombeiros, os seus veículos, a cidade vila-realense nos anos 50 e 60 do passado século, ou a fauna da Ria Formosa. Foi ainda lançado um selo de correio personalizado, um sobrescrito e um postal com os quais se produziram excelentes peças filatélicas para perpetuar este acontecimento. 
Em simultâneo, realizou-se na Praça Marquês de Pombal, a sala de visitas da cidade, a II Feira Internacional de Floricultura e Artesanato de V. R. Sto. António. 
Estes eventos foram uma organização da Secção de Coleccionismo da Associa- ção Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António e foram inaugurados pela Sra. Vice-Presidente da Câmara Municipal, Dra. Conceição Cabrita e pelo Presidente dos Bombeiros, Sr, Nuno Pereira, contando ainda com a presença de outras entidades e que, à semelhança do transacto ano, se saldaram por um grande êxito, tendo sido visitados por vários milhares de pessoas. 
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
Alguns stands do II Encontro Int. Coleccionismo de V.R. Sto. António 
Sobrescrito particular circulado com selo personalizado elaborado para o efeito
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Publicações sobre filatelia e colecionismo 
Reuniões das agremiações filatélicas do Algarve 
Secção de Coleccionismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António: 2.ª quinta-feira de cada mês, no Quartel do Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António 
AFAL - Associação Filatélica Alentejo-Algarve - 1.ª Quartas-feiras de cada mês, às 21,30 horas na Sede da Associação 
Secção Filatélica do Lions Clube de Portimão - 3.º Sábado de cada mês ás16,00 horas na Sede do Lions Clube de Portimão 
Núcleo de Filatelia e Colecionismo da Escola EB 2/3 Dr. António da Costa Contreiras de Armação de Pera - Agrupamento Silves Sul -"O Bichinho do Selo": Reuniões semanais durante o período letivo: 
- Segunda-feira às 15,30 horas na Biblioteca da Escola 
- Sexta-feira às 18,00 horas na Sede do Agrupamento de Escuteiros 
Núcleo de Filatelia Infanto Juvenil “Os Amiguinhos dos Selos”: reú- nem-se no 2.º e 4.º sábado de cada mês das 14 horas às 16 horas no Gru- po Desportivo e Cultural António Aleixo 
Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF / Amigos da Filatelia: reúne todas as primeiras quinta-feira no Museu Municipal de Faro pelas 17 horas 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
http://www.afsc.org.br/boletins/boletim67/ boletim67.pdf 
http://www.philas.org.au/newcastle/ newsletter-2014-february.pdf
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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
Feiras, Mercadinhos e outros eventos ligados ao colecionismo 
Calendarização das feiras e mercados no qual poderão encontrar material filatélico e/ou de colecionismo. 
1.º Sábado (Tavira e Algoz); 
1.º Domingo (Estoi e Portimão); 
2.º Sábado (Vila Real de Santo António); 
2.º Domingo (Almancil, Faro [junto Teatro Municipal] e Ferragudo); 
3.º Sábado (Albufeira); 
3.º Domingo (S. Brás de Alportel e Portimão); 
4.º Sábado (Monte Gordo); 
4.º Domingo (Quelfes). 
O que dizem de nós 
O Diário do Alentejo, na sua edição de 20 de Junho de 2014, na coluna semanal de Filatelia, Geada Sousa escreve: 
“As conceituadas revistas filatélicas, «O Mensageiro Filatélico» e a «Cábula Filatéli- ca» já saíram este mês.” sendo que de seguida Geada de Sousa apresenta resumi- damente o conteúdo do boletim. A notícia poderá ser lida na sua totalidade em http:// issuu.com/diariodoalentejo/docs/da_1655/28 
Também o Blog da Secção Filatélica da Associação Académica de Coimbra também fez eco da saída do boletim n.º 5 do “O Mensageiro do Algarve”, dando os parabéns por mais esta publicação. (http://sfaac-filatelia.blogspot.pt/2014/06/o-mensageiro-do- algarve-n-5-online.html) 
Estações de correios abertas fora de horas 
Os CTT vão animar as suas noites de verão. É com este lema que os Correios de Portugal vão animar as noites daqueles que rumam ao sul para passar as suas férias, abrindo quatro Lojas dos CTT, duas no Barlavento e outras tantas no Sota- vento das 21 às 23 horas para dar a conhecer a experiência e actividades que têm para toda a família. 
Estão previstos ainda Workshops e surpresas para apresentar aos veraneantes e residentes que durante aquele período se deslocarem em Agosto às Lojas de Lagos (Portas de Portugal) no dia 5, de Portimão (Teixeira Gomes) no dia 6, Monte Gordo no dia 13 e Vila Real de Santo António no dia 14.
PÁGINA 32 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
Marcofilia comemorativa em Portugal no 2.º trimestre
PÁGINA 33 
PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
Inteiros postais emitidos pelos CTT no 2.º trimestre 
09/5/2014 - Centenário da Aviação Militar 
18/5/2014 - Grupo Desportivo Estoril Praia – 75 Anos 
21/5/2014 – Francisco Antó- nio Ciera, 1763-1814 
28/5/2014 
Jardim Zoológico – 130 Anos 
7/6/2014 – 650 Anos de Eleva- ção a Vila de Cascais 
7/6/2014 – XXVII Jogos Nacio- nais CTT – CDCR dos CTT 
10/6/2014 – 70 Anos do estádio de Jamor 
12/6/2014 – Casamentos de 
Santo António 14 
10/7/2014 – Ano Internacional da Agricultura Familiar 
7/7/2014 – 350 Anos Batalha de Castelo Rodrigo
Grandes Prémios da Arquitetura Portuguesa 
Emissão: 07/04/2014 
Selos: I20g 
Carimbos 1.º dia: Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 
40 Anos do 25 de Abril 
Emissão: 14/04/2014 
Selos: N20g / I20g 
Bloco: €3,00 
Carimbos 1.º dia 
Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 
500 Anos do Nascimento de Andreas Vesalius 
Emissão: 21/04/2014 
Selos: €0,40 / €0,60 / €0,70 / €0,80 / €1,00 
Carimbos 1.º dia 
Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 
500 Anos de Bartolomeu dos Mártires 
Emissão: 28/04/2014 
Selos: €0,70 
Bloco: €3,00 
Carimbos 1.º dia: 
Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 
Homenagem a Eusébio 
Emissão: 02/05/2014 
Selos: N20g / E20g 
Bloco: €3,00 
Carimbos 1.º dia 
Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 
8 Séculos de Língua Portuguesa 
Emissão: 05/05/2014 
Selos: €0,80 
Bloco: €2,50 
Carimbos 1.º dia 
Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 
PÁGINA 34 
No 2.º trimestre de 2014 foram colocadas em circulação 12 séries de selos. 
O MENSAGEIRO DO ALGARVE 
Selos colocados em circulação pelos CTT no 
2.º trimestre
PÁGINA 35 
PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 
Europa - Instrumentos Musicais Nacionais 
Emissão: 09/05/2014 
Selos: 3 x E20g (iguais ao selo do lado da esquerda de cada bloco) 
Bloco: 6 x E20g 
Carimbos 1.º dia: Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 
Celebração das Relações Diplomáticas Portugal / México 
Emissão: 06/06/2014 
Selos: €0,42 / €0,80 
Carimbos 1.º dia: Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 
500 anos da Diocese do Funchal 
Emissão: 12/06/2014 
Selos: 
€0,42 / €0,50 / €0,72 / €0,80 
Blocos: 
€1,00 / €1,70 
Carimbos 1.º dia: Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 
Campeonato do Mundo de Futebol (Brasil 2014) 
Emissão: 16/06/2014 
Selos: €0,42 / €0,80 
Bloco 
Carimbos 1.º dia 
Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 
Jardins de Portugal 
Emissão: 26/06/2014 
Selos: €0,42 / €0,80 
Carimbos 1.º dia: Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 
Patrimónios da Unesco (Univ. Coimbra / Fortificações de Elvas) 
Emissão: 30/06/2014 
Selos: €0,42 / €0,80 
Bloco: €1,70 
Carimbos 1.º dia 
Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada /Elvas
Entidades responsáveis pelo boletim 
Endereços das Agremiações: 
AFAL - Associação Filatélica Alentejo Algarve 
Avenida 25 de Abril, Bloco 2, r/c 
8500-610 Portimão 
Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF 
Beco do Arco 
8000 Faro 
Núcleo Infanto Juvenil “Os Amiguinhos dos Selos” 
G.D.C. Jograis António Aleixo 
Rua João de Deus, 31 - Estoi 
8005-475 FARO 
Núcleo Filatélico Juvenil de Armação de Pera 
Sítio da Torre, 
Armação de Pêra, 
8365-184 Silves 
Núcleo Juvenil de Filatelia e Colecionismo de Lagoa 
Biblioteca Municipal de Lagoa 
Largo dos dos Combates da Grande Guerra 
8400-338 LAGOA 
Secção Filatélica do Lions Clube de Portimão 
Auditório Municipal 
Rua Miguel Bombarda 
8500-299 Portimão 
Secção de Colecionismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António 
Rua Francisco Sá Carneiro S/N 
8900-307 Vila Real de Santo António 
Divulgando a filatelia e o coleccionismo do Algarve. 
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Revista online: 
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http://issuu.com/mensageiro_algarve/docs 
Colaboraram neste número: 
António Borralho 
Francisco Galveias 
Sérgio Pedro 
Paginação e Montagem: 
Sérgio Pedro 
Design: 
Susana Andrade 
Os artigos publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores. 
Email: 
omensageirodoalgarve@gmail.com

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O mensageiro do Algarve 6

  • 1. O Mensageiro do AlgarveO Algarve JULHO 2014JULHO 2014 PUBLICAÇÃO TRIMESTRALTRIMESTRAL——ANOANO II N.6N.º6 NESTA EDIÇÃO: Philip de Ferrary O maior filatelista do Mundo 2 A Carreira Lisboa Algarve a todo o Vapor 4 Atividades filatélicas no Algarve de Abril a Junho 12 Próximos eventos filatélicos 18 Outras notícias 22 EditorialEditorialEditorial O aparecimento dos primeiros selos, em 1840, deram origem, poucos anos depois, ao aparecimento dos primeiros colecionadores, dos primeiros comercian- tes e das primeiras revistas filatélicas, por volta dos anos 60 do século XIX. Estas proliferaram um pouco por todo o lado e foi raro o clube que não tivesse editado revistas. Atualmente, no contexto nacional e até mundial, torna-se proibitivo à maioria das Agremiações, dedicadas ao colecionismo, editarem revistas em papel, com uma edição de poucas centenas de exemplares, para envio aos seus sócios. Com o desenvolvimento das modernas tecnologias começaram a aparecer, um pouco por todo o lado, publicações de livros e revistas digitais tendo como ferra- menta principal um computador. Em boa hora surgiu "O Mensageiro do Algarve", no panorama filatélico nacional. É uma revista publicada on-line, sem subsídios de qualquer espécie, fruto de muita carolice e trabalho dos elementos das Agremiações Filatélicas desta pro- víncia que, numa união de esforços, resolveram lançar-se neste desafio. A edição trimestral permite dar-lhe uma panorâmica das atividades realizadas durante os últimos três meses e noticiar o programa para o trimestre seguinte incentivando os colecionadores no Algarve. Com o seu envio para largos milhares de endereços o Mensageiro contacta grande número de filatelistas e de instituições que, de outro modo, não teriam informação sobre a nossa atividade filatélica. Provavelmente será a revista filaté- lica portuguesa mais lida em todo o mundo. Não podemos deixar de destacar dois eventos relevantes levados a efeito, neste trimestre, no Algarve. Em Abril a Mostra Filatélica dedicada ao Mar, pelo Núcleo de Filatelia Juvenil de Armação de Pêra – “O Bichinho do Selo", que está integra- da na Escola E. B. 2/3 Dr. António Costa Contreiras de Armação de Pêra e, em Junho, o II Encontro Int. de Colecionismo de VRSA pela Sec. de Colecionismo da Assoc. Humanit. dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António. Entramos num novo trimestre e prepara-se a quinta Algarpex, um marco impor- tante da Filatelia do Algarve, no próximo mês de Setembro. Aproveitando o acon- tecimento assinalam-se, também, os 150 anos da criação da palavra "Filatelia" pelo francês Herpin, no ano de 1864, palavra que foi imediatamente adotada. Efeméride esquecida em Portugal a merecer ser referenciada. Com este sexto número de "O Mensageiro do Algarve" e o sétimo já em prepara- ção, esperamos continuar a não desiludir os nossos leitores dos quais aguarda- mos, com toda a satisfação, as suas opiniões e sugestões.
  • 2. Philip Ferrary de la Renotière é considerado o maior filatelista de todos os tempos. De origem genovesa, nasceu em Paris, no Palácio de Matignon (atual residência do Primeiro Ministro Francês), em 11 de janeiro de 1850, filho dos duques da Galliera e neto do embaixador da Sardenha em França. A mãe de Ferrary, a Duquesa de Galiera, após a morte do marido o Barão de Ferrary, propôs a Philip a ocupação da parte direita do Palácio Matignon que ocupa até à sua partida para a Suiça, em 1914. A Duquesa desencantada com o ambiente que se vivia em Paris, saiu da cidade e deixou o Palácio ao Imperador Austro-hungaro, que fez dele a sua embaixada em França. Ferrary renunciou a todos os títulos e pediu para ser adotado pelo Conde de La Renotière, austríaco, passando a ter nacionali- dade austríaca. A partir daí, preferiu o nome, "Ferrary". Nos seus cartões de visita lê-se "Philip de Ferrary". Entre colecionadores e comerciantes, em geral, foi sempre referido como "Ferrary". Apesar de ter renunciado a todos os títulos, herdou, após a morte dos pais, uma enorme fortuna, tanto parte da mãe como do pai que era o acionista principal da Sociedade dos Caminhos de Ferro e fundador do Crédito Imo- biliário de França, fortuna de cerca de 120 milhões de francos franceses. Incentivado pela sua mãe, inicia-se no colecionamento de selos aos 18 anos. Como colecionador compulsivo, permite-se comprar todas as peças únicas e muito raras tanto em selos como em moedas, que iam aparecendo, pagando preços. Em 1874 contrata Pierre Mahé, importante distribuidor de selos de Paris e grande especialista filatélico, para organizar e manter a sua coleção, cargo este que ocupa até à sua morte, em 1913, coadjuvado por duas secretárias. PÁGINA 2 Philip de FerraryPhilip Ferrary O maior filatelista do MundoO Mundo O MENSAGEIRO DO ALGARVE Philip de Ferrary Selo emitido pelo Liech- tensten em 1968 sobre Philip de Ferrary
  • 3. Com o início da 1.ª Guerra Mundial e em virtude da simpatia que nutria pelos países da Europa Central e a sua antipatia pela França, fixa residência em Lausane e naturaliza-se suíço. Em 1915 pretende regressar a França para junto da coleção que deixara em Paris mas, na fronteira, foi-lhe impedida a entrada. Magoado pelo impedimento de regressar a França, faz um testamento em Lausane e decide doar a sua coleção ao Museu Postal de Berlim. Ferrary vem a falecer na Suíca, vítima de ataque cardíaco, a 20 de Maio de 1917. A coleção, que guardava em Paris, foi confiscada como reparação pelos danos de guerra, devido à sua nacionalidade suíça. Era contituída por mais de 375.000 selos e 80.000 inteiros postais, espalhados por centenas de albuns. O enorme conjunto foi leiloado entre 1921 e 1926, em 14 de vendas separadas, alcançando, as vendas, cerca de 1.600.000 dólares. Do seu acervo faziam parte os selos mais raros do mundo. Destacamos, entre mui- tas outros, o "one-cent magenta" da Guiana Inglesa, o único exemplar do "Treskilling Yellow" (três schilling amarelo em cor branca) da Suécia de 1857, o "Two Cent Hawaii Missionary of 1851" do Havai, o tête-beche horizontal dos "Barquitos"da Argentina. Hoje estão depositados em cofres como investimento seguro ou espalhados por inúmeras boas coleções onde ostentam, orgulhosamen- te, a designação "ex-Ferrary", aumentando consideravelmente a sua importância e valor. Quando vendidos em leilão atingem valores elevadíssimos. Na numismática reuniu, também, uma grande coleção de moedas raras. A coleção de moedas britânicas e das colonias foi vendida, em leilão realizado em Londres com 710 lotes e 15 placas, de 27 a 31 março 1922. Do resto da coleção, onde pre- dominavam as moedas francesas e as antigas e raras, as vendas foram realizadas em Paris. Philip Ferrary era tímido, muito excêntrico e nunca teve uma profissão. Considerado um dos homens mais ricos do seu tempo, viajava muito, falava várias línguas e a sua grande paixão era o colecionamento de selos. Vivia modestamente, sem luxos, vestia por vezes roupas já muito usadas. Não deixa descendentes diretos. No seu testamento, além de doar a sua coleção de selos ao Museu Postal de Berlim, deixa a sua grande fortuna a 50 pessoas e a onze municípios com doações ou legados. O após guerra e a localização de muitos dos seus bens em certos países impediu, em grande parte, a plena concretização da sua vontade. testamentária. António Borralho PÁGINA 3 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 “Do seu acervo faziam parte (…) "one-cent magenta" da Guiana Inglesa, o único exemplar do "Treskilling Yellow" (três schilling amarelo em cor branca) da Suécia de 1857, o "Two Cent Hawaii Mis- sionary of 1851" do Havai, o tête- beche horizontal dos "Barquitos"da Argentina.
  • 4. PÁGINA 4 “Em 1798, surgiriam as primeiras ligações terrestres regulares entre Lisboa e Coimbra, a Mala Posta” O MENSAGEIRO DO ALGARVE A Carreira Lisboa AlgarveA Algarve a todo o vapora vapor No início de século XIX, as estradas em Portugal não só eram bastantes incipientes, como a maior parte das ligações entre as localidades eram servidas por caminhos que os próprios habitantes “construíram” pelo seu próprio caminhar através do pisar contínuo e repetitivo, alterando-o cons- tantemente conforme as condições do tempo o permitiam, excepção feita, claro está, entre as principais cidades. Estas estavam ligadas por estradas, leia-se caminhos, sem condições para circulação e à mercê de salteado- res, o que dificultava a deslocação de pessoas, correio e bens entre as localidades. D. Maria I haveria de nomear José Diogo de Mascarenhas Neto como Superintendente Geral das Calçadas e Estradas em 1791, mas as condições de circulação pouco melhoraram e as prioridades surgiram sobretudo no norte e centro do país. Em 1798, surgiriam as primei- ras ligações terrestres regula- res entre Lisboa e Coimbra, a Mala Posta, outras foram apa- recendo mas quase todas elas a norte do Rio Tejo, e excep- ção seria a ligação Aldeia Galega (actual Montijo) até Badajoz, seria esta a nossa única ligação à Europa através de diligência. Com a conclusão da ligação ferroviária entre Lisboa e Vila Nova de Gaia a 7 de Junho de 1864, assegurava-se uma ligação mais rápida entre as duas principais cidades do Reino, passando o transporte das malas de correio de norte para sul e vice-versa de correio a ser assegurado por caminho-de-ferro, uma vez que, já em 5 de Maio de 1860 seria aprovado por Carta de Lei o contrato entre o Governo e a Companhia Real dos Caminhos de Fer- ro, onde se assegurava o transporte gratuito de malas e respectivos con- dutores nos comboios de maior velocidade. O Serviço de Mala Posta
  • 5. Deixo para o fim as ligações marítimas, embora desfasadas da cronologia das ante- riores, já que estas irão ser o objecto deste escrito. As ligações entre as cidades de Lisboa e do Porto surgiriam a 9 de Junho de 1821, data em que o vapor “Duque de Palmela” fez pela primeira vez esta viagem, levando quatro dias a percorrer a distância entre as duas cidades. As ligações a sul, só se iniciariam a 23 de Julho de 1854. As regiões a sul de Lisboa, o Alente- jo e o Algarve, muito mais despidas de população e economicamente mais débeis, eram muito pouco atractivas para as empresas de navegação, no entanto não obstou a que desde 1852 se iniciassem os contactos para a criação de uma empresa de explorasse a rota do sul. Projectos havia-os, apoios financeiros do governo para os viabilizar, também, só que demoraram a passar do papel à práti- ca. Por esta altura, na capital chegou mesmo a ser publicado numa revista, a Revista Popular, editada por Joaquim Henrique Fradesso da Silveira um prospecto que circu- lou em Lisboa, do qual transcrevemos apenas alguns trechos e que se intitulava “Empresa de navegação a vapor”: “Tomando em consideração as grandes vantagens que podem resultar do commercio à navegação, à agricultura e à industria fabril de Portugal pelo estabelecimento de uma empreza de navegação a vapor, que, tendo o seu principal assento nesta capital, e ramificações em quaisquer outras partes do rei- no, pozesse gradualmente n’um contacto mais intimo, primeiro de tudo os portos mais importantes do paiz, despertando-os do lethargo em que actualmente jazem, estendendo a empreza mais tarde as suas carreiras tambem até portos estrangeiros, offerecendo ao mesmo tempo ao publico mais commodidade, decendia e rapidez para as suas viagens, e o transporte de mercadorias, emcommendas e correspon- dencias – resolvendo os abaixo-assignados formar uma companhia de accionistas, combinando preliminarmente e com a reserva, que na primeira reunião de assignan- tes tudo aquilo que nos seguintes artigos diz respeito ao futuro regulamento interno da companhia, será submettido á discussão e final determinação da mesma reunião, nas seguintes condições primitivas: PÁGINA 5 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II “As regiões a sul de Lisboa, o Alentejo e o Algarve, muito mais despidas de população e economicamen- te mais débeis, (…)” Rebocador a vapor “Veloz” de 1864, contemporâneo dos Barcos a Vapor da carreira do Algarve.
  • 6. PÁGINA 6 “Foi uma outra empresa, a “Empreza de Navegação a Vapor” que, pela primeira vez operou nos portos do sul (…)” Art. 1º A tencionada empreza tem por fim estabelecer gradualmente carreiras de vapores que o bem do paiz exige, e que por isso serão deseja- das tanto pelo governo como pelo publico; a empreza se denominará Lusi- tânia, e as suas carreiras começarão com um vapor de rodas de pouco mais ou menos trezentas toneladas de arqueação e de uma força de oiten- ta cavallos, percorrendo este vapor em dias determinados e com toda a regularidade que for possivel, os principaes portos da costa desde Lisboa até Vila-Real de Santo António”.A este articulado, seguiam-se mais nove artigos que determinavam não só as condições de subscrição como tam- bém as condições da futura gerência dessa empresa.É ainda conhecido o orçamento para este investimento, que vinha apenso a este regulamento e assinado por Christiano Schuster e do qual nos ficamos somente pelos seus totais: Total da receita annual 15:685$000 Total de despeza annual: 12.185$000 Obtendo-se assim um Lucro Líquido de 3:500$00 (trinta e cinco contos de reis), o que corresponderia, ainda segundo Christiano Schuster, um resul- tado líquido de 10% do Capital da Companhia, não estando aqui incluídas a deterioração do vapor que se previa ser de 10% do seu valor e ainda de 5% referente aos encargos com o seguro. Cedo se começaram as fazer projectos, mas esta empresa nunca haveria de ser constituída. Foi uma outra empresa, a “Empreza de Navegação a Vapor” que, pela pri- meira vez operou nos portos do sul. A primeira viagem, como dissemos, só se realizaria a 23 de Julho de 1854, embora a viagem do vapor “D. Fernan- do”, o vapor que primeiro operou para o Algarve, estivesse prevista para o dia anterior. Este vapor tinha uma força de 120 cavalos e, logo na sua pri- meira viagem para o Algarve transportou as malas de correio, sendo a publicidade da saída destas malas de Lisboa sido publicada nos jornais desta cidade por ordem da Administração Geral do Correio de Lisboa. Também no regresso, foram várias as malas de correio, correspondente aos locais de escala deste vapor. A variedade de preços praticados distribuía-se por três classes, 1ª Câmara, 2ª Câmara e Convés, oscilando consoante a distância e a classe, havendo descontos, com desconto para menores e restrições de bagagem. O MENSAGEIRO DO ALGARVE
  • 7. PÁGINA 7 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 Não permaneceu por muito tempo a Empreza de Navegação a Vapor, nesta carreira, a “Companhia Lloyd Lusitano” viria a substituí-la nas viagens para o Algarve. Esta companhia, viria os seus estatutos aprovados em 30 de Novembro de 1854, que incluíam a lista de subscritores, pedidos de subsídio ao Governo, inquérito à situação financeira e por fim o Auto de Vistoria do vapor “D. Fernando”. O alvará de funciona- mento foi concedido a 20 de Dezembro do mesmo ano, para “fazer navegar um ou mais barcos movidos a vapor, do porto de Lisboa para os do Algarve ou de outros quaisquer, cuja navegação de futuro possa convir aos interesses dessa Companhia”. Para esta Companhia foram transferidos os activos e efectivos da anterior Compa- nhia e começaria a operar nesta rota em 24 de Julho de 1855 com um novo vapor, o “Algarve”, um vapor novo, construído em Glasgow, com uma tonelagem de 181 tone- ladas e 60 cavalos de potência, mas de muito má concepção, já que os defeitos eram tantos que não chegou a ser utilizado um ano inteiro. Em 12 de Abril do ano seguinte ao ano de estreia entrou no Tejo para não mais navegar. À semelhança da anterior empresa, também nesta os preços praticados distribuía-se agora por três classes, Câmara e Convés, oscilando consoante a distância e a clas- se, com e restrições no transporte de bagagens. Na primeira viagem fez escala em Setúbal, deixando, nas viagens seguintes, de utili- zar este importante porto à entrada do Rio Sado. Porque, a Companhia Lloyd Lusitano se viu privada do vapor “Algarve” e, como havia adquirido todos os activos da anterior Companhia, viu-se obrigado a recorrer nova- mente de um dos vapores que eram pertença dessa Companhia, o “D. Fernando” que em Maio de 1856, retornou novamente à carreira do sul, permanecendo aqui durante pouco mais de dois anos, mas com intermitência nestas viagens e parando durante o Inverno. Estas viagens nunca tiveram grande afluência, apenas algumas dezenas de pessoas a utilizavam regularmente, no entanto numa dessas viagens, em 18 de Abril de 1858, transportou cerca uma centena pessoas de pessoas, o máxi- mo alguma vez atingido por este vapor e por esta Companhia, que se dirigiram a Lis- boa para ali assistir ao casamento real entre El-Rei D. Pedro V e D. Estefânia. Uma avaria (quase irreversível) nas máquinas em 27 de Julho desse ano, haveria de o encostar (quase) em definitivo, tendo entrado no Tejo a reboque do Vapor de Guer- ra “D. Luiz”. Esta avaria no “D. Fernando” arrastou também consigo a própria Compa- nhia Lloyd Lusitano que cessou a sua actividade e entrou em liquidação.
  • 8. PÁGINA 8 “Recuperou o vapor “Algarve”, rebaptizando-o agora de “Tejo (…)” O MENSAGEIRO DO ALGARVE Com o fim desta companhia, surgiu no mercado uma outra, a “Companhia União Mercantil”, constituída em 1858, com estatutos aprovados em 10 de Maio desse ano, com o objectivo de estabelecer carreiras de barcos movi- dos a vapor entre Lisboa e os portos dos Açores de África Ocidental (publicados em Decreto Lei de 14 de Maio). Esta Companhia, não só que- ria explorar a carreira do Algarve, como se propunha ainda explorar duas outras carreiras, para as Ilhas Atlânticas e para África sendo somente estas últimas que constavam dos seus estatutos iniciais. Envolvida desde o início em negócios mais ou menos dúbios que viriam a ter consequên- cias anos mais tarde, adquiriu o património da anterior. Por decreto assi- nado a 1 de Setembro de 1858, foi autorizada a estabelecer carreiras regulares, por barcos movidos a vapor, entre Lisboa e os portos do Algar- ve, nos termos da auctorisação concedida ao Governo pela Carte de Lei do 1º de Março d’este anno. Os Directores desta Companhia, auctorisam o Illmo. Sr. Cândido Freitas e Abreu, gerente da mesma Companhia, para outorgar no Contrato com o Governo de Sua Magestade Fidelissima, para a navegação a vapor entre Lisboa e os portos do Algarve, nos termos da respectiva proposta. Nos termos do contrato, logo na Cláusula 1ª, constava “A Companhia União Mercantil obriga-se a estabelecer a navegação regular, por barcos movidos a vapor, entre Lisboa e os portos de Vila Nova de Portimão, Olhão, Tavira, Villa Real de Santo Antonio e Sines, sempre que o tempo o permitir”, para logo na Cláusula 4ª acrescentar “Obriga-se igualmente a conduzir gratuitamente as malas de correio e a correspondencia official do Governo, e a transportar os passageiros do Estado e o material de guerra por metade dos preços das tabellas das passagens e cargas”. Ainda nos termos deste contrato, o Governo comprometia-se a pagar um subsidio annual de 9:600$00 reis, em prestações mensaes, depois de realisadas as viagens, em vista de documento authentico. (Clausula 7ª), cessando este pagamento em caso de incumprimento. Recuperou o vapor “Algarve”, rebaptizando-o agora de “Tejo”, utilizando-o numa fase posterior na carreira do Algarve e, nesta carreira utilizou ainda os seguintes vapores: “Vesúvio”, que vinha sendo utilizado na carreira Lis- boa/Porto, fez sete viagens ao Algarve entre Janeiro e Março de 1859; seguiu-se-lhe o “Tejo” que foi utilizado de Abril a Junho do mesmo ano; o
  • 9. PÁGINA 9 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 “Freia”, um navio que embora viesse para satisfazer as carreiras portuguesas, viajou sempre sob a bandeira e comando ingleses. O “Freia”, iniciou a sua actividade na carreira da Madeira, fez a sua estreia para o Algarve em 18 de Outubro de 1859, mantendo-se nesta carreira até início do ano seguinte; Seguiu-se o “D Luiz”, como quem diz, continuou tudo na mesma, uma vez que o “D. Luiz” não foi mais do que o rebaptizar do “Freia” com aquele nome, mas agora sob bandeira portuguesa. Reiniciou as viagens em 30 de Março de 1860 e foi com este navio que se trouxe a normalidade às carreiras para o Algarve com uma cadência de três viagens mensais com a lotação a variar entre as fracas lotações e as lotações a atingir a centena. Uma outra empresa que operou para o Algarve foi a empresa “Alonso Gomes & C.ª – Empresa de Navegação a Vapor para o Algarve e Guadiana”, com representação em Lisboa pela firma “Alberto B. Centeno & C.ª”, com quem mais tarde se associou e no Porto com a firma José de Sousa Faria, actuando estas firmas como agentes. Efectuou, duas vezes por mês, a viagem de Lis- boa para o Algarve, nos vapores da sua companhia que se denominavam “Gomes 1.º” a “Gomes VIII”, fazendo também a viagem fluvial do Guadiana, ligando os portos de Vila Real de Santo Antó- nio, Alcoutim, Pomarão e Mértola, fazendo transbordo de passageiros com a diligên- cia Beja/Mértola, condicionada esta viagem às condições das marés. Alonso Gomes, era natural de Mértola e filho de imigrantes espanhóis, onde se dedi- cou à exploração mineira no Distrito de Beja, iniciou a carreira fluvial do Guadiana, primeiramente para escoamento de minérios, fundando fundando para isso uma Empresa de Navegação, mas porque foi bem sucedido nesta tarefa, foi convidado pelo Governo para estabelecer uma carreira entre Lisboa e o Algarve, o que efectiva- mente veio a acontecer, mercê de um contrato assinado com o Governo de Sua Majestade, em 6 de Outubro de 1874. Para assegurar esta carreira viu-se na neces- sidade de adquirir navios de maior porte, passando então a assegurar, não só a car- reira marítima como também a fluvial.
  • 10. PÁGINA 10 “Não temos conhecimento de qualquer marca postal marítima específica utilizada nestas carreiras (…)” O MENSAGEIRO DO ALGARVE Durante o período que esta Companhia operou, Alonso Gomes adquiriu oito navios, os quais baptizou de “Gomes 1º” a “Gomes VIII”, sendo que o primeiro operou unicamente na carreira do Guadiana. No contrato assinado com Governo, assegurava o transporte de correio, desde Mértola para o Algarve e posteriormente para Lisboa Reservamos para outro número de “O Mensageiro do Algarve”, uma análise mais detalhada desta Carreira Fluvial. Temos conhecimento que outros barcos fizeram viagens para o Algarve, de forma esporádica e sem qualquer formalização contratual com o Governo. Há ainda a notícia de uma companhia de navegação denominada “Companhia Algarviana de Navegação a Vapor”, que terá operado por volta de 1854, de que se conhecem os livros de accionistas, de actas e de caixa, companhia esta que terá não só operado no Algarve, como também numa ou noutra viagem a Lisboa. Até à presente data não conseguimos apurar se nos seus activos constavam alguns barcos ou se operavam com barcos de outras companhias. Não será demais ainda referir, que todas estas viagens, até mesmo aquele vapor que viajava sob bandeira inglesa, transportaram correio e mercado- rias, facilitando grandemente a distribuição do correio de e para o Algarve. Não temos conhecimento de qualquer marca postal marítima específica utilizada nestas carreiras, sendo até mesmo muito improvável a sua exis- tência, uma vez que as malas eram trocadas nos portos de partida ou desti- no, sem que qualquer condutor nomeado dela Administração Geral do Cor- reio as acompanhar. Muita da correspondência trocada entre o Algarve e as outras partes do Reino, durante o período destas carreiras, possuidoras ou não das marcas então em uso foram transportadas por alguns destes vapo- res. Conhecemos, no entanto uma carta circulada de Lisboa para Lagos, com a marca manuscrita “Pelo Vapor D. Luiz”, datada de 20 de Agosto de 1861 (Carimbo circular com cercadura de data amovível, não catalogado em Frazão) e selada com selo de 25r (CE2), inutilizado pelo carimbo da 1ª Reforma Pos- ta nº 1 (Lisboa). Carimbo de chegada a Lagos (carimbo de LGS 4, catálogo Frazão). Foto retirada, com a devida vénia, do catálogo do Leilão de “Grosvenor philatelic auctions”, cuja legenda incluímos conforme ori-
  • 11. PÁGINA 11 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 -ginal: Venda: 25r Portugal: Correio marítimo: Lisboa: Correio marítimo interno: 1861 (20 de agosto) carta para envio de Factura de Lisboa a Lagos'' Pelo vapor D. Luís'', franqueada 25r (1856-1858), boas margens, com carimbo tipo 2 Lisboa oval e oval emoldurado de ''LAGOS''. Vendido por £ 90.] Alguns dos barcos que fizeram a carreira Lisboa – Vila Real de Santo António Outras viagens ao Algarve fora das carreiras regulares: Era minha intenção, ilustrar o artigo com, pelo menos, um ou dois barcos que viajaram ao Algar- ve, mas tal informação, apesar de solicitada, não me foi fornecida, em tempo útil, pelas autorida- des competentes. Francisco Matoso Galveias Bibliografia Consultada: CARDOSO, Eurico Carlos Lage – História dos correios em Portugal em datas e ilustrada, Ed. Do Autor, Lisboa 1999. GALVEIAS, Francisco Matoso – Cabotagem do Sul – Os Barcos, os Passageiros e o Correio, Catálogo da ALGARPEX 2011 – 2ª Exposição Filatélica do Algarve, Vila Real de Santo António 12 a 17 de Dezembro de 2011. VIEIRA, Armando Mário O. – Subsídios para a História do Correio Marítimo Português, Ed. Do Núcleo Filatélico do Ateneu Comercial do Porto, Lisboa 1988. CATÁLOGO nº 89 da Grosvenor Philatelic Auctions INTERNET, Diversos Sites LEGISLAÇÃO do Ministério das Obras Públicas, Comércio e indústria, Setembro de 1858 Visconde de Athouguia 15/3/1860 (a Lagos) Torre de Belem 26/4/1863 (a vários portos do Algarve) 13/5/1863 (a Faro) D. Fernando 23/7/1854 a Set/1854 Algarve 24/7/1855 a 12/4/1856 D. Fernando 17/5/1856 a 27/7/1858 Vesúvio (anteriormente Quinta do Vesuvio) Janeiro/1859 a Março/1859 Tejo (ex-Algarve) 30/4/1859 a 23/7/1859 Freia 18/10/1859 a início de 1860 D. Luiz (ex-Freia) Março de 1860 a 27/5/1864 Gomes 1º a Gomes VIII A partir de 6 de Outubro de 1874
  • 12. PÁGINA 12 Promovida pelo Núcleo de Filatelia Juvenil de Armação de Pêra – “O Bichi- nho do Selo, que está integrada na Escola E. B. 2/3 Dr. António Costa Contreiras de Armação de Pêra – Agrupamento Silves-Sul, realizou-se de 17 a 21 de Março, na Antiga Escola Primária, uma Mostra Filatélica dedica- da ao Mar. Estiveram patentes um lote de colecções dos elementos daquele Núcleo que deliciaram todos os que as puderam apreciar. A coordenadora do Núcleo, Manuela Lourenço, juntou à sua volta entre outras, a Alexandra Jara, a Ana Vieira, a Ariana Dias, a Luana Chicambi, a Margarida Carvalho e o Tomás Ferreira para apresentarem as suas colecções, bem como uma colecção colectiva do próprio Núcleo. Colecções simples, mas bem estru- turadas, adivinhando-se que em breve as veremos O MENSAGEIRO DO ALGARVE Mostra Filatélica - Tema Mar Núcleo de Filatelia do Agrupamento Silves Sul “O Bichinho do Selo” Atividades filatélicas no Algarve de Abril a JunhoAbril Junho Sobrescrito comemorativo circulado com selo personalizado elaborado para o efeito
  • 13. PÁGINA 13 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 noutros locais, esperamos nós, quiçá mesmo, fora do Algarve. O grupo de jovens fila- telistas estavam em peso, como que para dizer aos visitantes, estamos aqui e quere- mos continuar. Também os coleguinhas de Estoi, os “Amiguinhos dos Selos”, se fize- ram representar nesta Mostra, onde o Diogo Fernandes, a Ana Varela, o Leandro Baião, a Letícia Brito e a Eva Anjos, apresentaram as suas colecções, tendo também sido apresentado uma colecção colectiva de todo o grupo. No local, funcionou um Posto de Correio, provida de um Carimbo Comemorativo, representando uma Caravela, onde a funcionária dos CTT, a D. Maria José quase não teve as mãos a medir, para satisfa- zer todos os pedidos. Como a Mostra Filatélica foi dedica- da ao Mar, a organização fez emitir um selo personalizado que nos mostra o mar de Armação de Pêra. Enquanto estivemos presentes, e foi um alargado espaço de tempo, a sala esteve sempre cheia, tendo, na altura a exposição sido visitada pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Armação de Pêra, o Sr. Ricardo Pinto, esperando para mais tarde a visita do Sr. Director do Agrupamento de Escolas Silves-Sul. Um aspecto do posto de correio Jovens do Núcleo de Filatelia do Agrupamento Silves-Sul “O Bichinho do Selo”
  • 14. PÁGINA 14 O MENSAGEIRO DO ALGARVE O Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF associou-se às comemorações dos 40 anos do “25 de Abril”. Para tal propôs ao Município de Faro a realização de uma mostra filatélica itinerante pelas escolas sede de Agrupamentos no Concelho de Faro. Des- de já agradece-se a Luís Brás, José Pintado e Francisco Paiva que disponi- bilizaram as suas coleções para estarem presentes nas seguintes escolas:  Escola Secundária Pinheiro e Rosa;  Escola Secundária João de Deus;  Escola EB 2/3 Poeta Emiliano da Costa;  Escola EB 2/3 Afonso III;  Escola EB 2/3 Montenegro. Destaque-se a boa aceitação que tivemos a esta proposta por parte do Município de Faro e dos Agrupamentos de Escolas. Refira-se ainda que juntamente com estas exposições está a decorrer uma campanha de anga- riação de mais associados para o Núcleo Filatélico Infanto/Juvenil "Os Ami- guinhos dos Selos", destaque-se também o apoio dos CTT Correios de Portugal que para além do apoio que dá quer ao Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF e ao Núcleo Infanto Juvenil "Os Amiguinhos dos Selos", decidiu colaborar nesta mostra filatélica itinerante disponibilizando folhas de selos para serem oferecidas aos alunos que visitaram as exposições quer indivi- dualmente quer em grupo na companhia dos seus professores. Não podíamos terminar esta notícia sem referir o apoio do Dr. Vilhena Mes- quita que lançou em primeira mão o repto para esta mostra filatélica itine- rante e que na reunião do NFF - ATAF que se realizou 03 de Julho, p.p. decidiu-se encetar contatos com o Município de Faro para programar um conjunto de mostras filatélicas, sobre temas pertinentes para serem apre- sentadas no próximo ano letivo em diferentes escolas do Município de Faro. Mostra Filatélica itinerante “25 de Abril” (por várias escolas do Concelho de Faro)
  • 15. PÁGINA 15 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 Na Loja CTT Cerro de Alagoa, em Albufeira, funcionou no dia 7 de Maio de 2104 um Carimbo Comemorativo dedicado à AIPSP – Amicale Internationale des Postiers des Stands Philateliques. Sem outra qualquer manifestação que não fosse a apresentação do carimbo, estive- mos no local e, logo ali, começámos a indagar o que seria esta Associação. Contactados os Serviços de Filatelia dos CTT, logo nos puseram em contacto com os promotores do evento e, ficámos a saber que se tratava de uma reunião anual da Associação dos Expositores Filatélicos Internacionais dos Correios. Mas o que é esta Associação. Durante a Exposição JUVALUX 1998, realizada no Luxemburgo, os encarregados dos Stands oficiais das Administrações Postais presentes, delinearam a constituição de uma Associação que reunisse no seu seio estes representantes de Administrações Postais, o que veio a concretizar-se no ano seguinte. Desde então, com uma cadência, mais ou menos anual, têm reunido alternadamente nos países aderentes, foi o que aconteceu desta vez e, em Portugal que, com o apoio dos CTT, conseguiu reunir 38 participantes na cidade de Albufeira. Sobrescrito particular circulado com carimbo comemorativo elaborado para o efeito Os participantes no encontro, durante uma visita ao Farol de Sagres Carimbo Comemorativo (AIPSP - Amicale Internacionale des Postiers des Stands Philateliques)
  • 16. PÁGINA 16 “Esta exposição decorreu entre 12 e 30 de Maio de 2014, e na qual estiveram expostas trinta colecções, sendo 12 de Espanha e as restantes de Portugal.” O MENSAGEIRO DO ALGARVE Huelva e as instalações do Campus de La Merced da Universidade de Huelva foram o local que o Cérculo Filatélico Y Numismático de Huelva escolheu para a Onugarve 2014 – 4ª Exposición de Filatelia y Coleccionis- mo Huelva-Algarve. Esta exposição que decorreu entre 12 e 30 de Maio de 2014, e na qual esti- veram expostas trinta colecções, sendo 12 de Espanha e as restantes de Portugal. No acto inaugural, o Sr. Reitor na Universidade, Francisco Ruiz, deu as boas vindas aos numerosos filatelistas dos dois países aos quais, agrade- ceu a presença ao mesmo tempo de teceu várias considerações sobre o coleccionismo e a filatelia em particular, terminando com uma palavra espe- cial para o Clube organizador. Por parte dos filatelistas algarvios, Francisco Galveias agradeceu o convite dos colegas espanhóis para ali se fazerem representar apresentando ao mesmo tempo um agradecimento ao anfitrião, por receber na sua casa esta Exposição Bilateral, lembrando que um convívio que já dura há quatro anos, salientando a qualidade do material exposto. Por último, falou o presidente do Círculo, Manuel Guadalupe Garcia, tam- bém agradeceu ao Reitor por o ter recebido naquela casa, lembrando o intercâmbio filatélico transfronteiriço e o bom relacionamento entre o clube que preside e os diversos clubes filatélicos do Algarve. Seguiu-se uma demorada visita à exposição, explicadas pelos próprios fila- telistas, tendo sido uma boa jornada filatélica. Na data de encerramento houve uma pequena cerimónia para a entrega de diplomas de participação e lembranças. ONUGARVE - 2014 4ª Exposición de Filatélia y Coleccionismo Huelva - Algarve Sobrescrito comemorativo elaborado para o efeito com selo personalizado e marca dia Francisco Galveias discursando na inauguração da exposição.
  • 17. PÁGINA 17 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 Decorreu no passado dia 22 de Maio, pelas 21,30 horas, na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Lagoa, um local já habituado a “ver filatelia”, uma Tertúlia, que teve como tema “Filatelia: Passatempo, Cultura e Arte”, foi apresentada pela Dra. Maria Luísa Francisco e contou a presença do Dr. Feliciano Flor que desenvol- veu o tema, tendo sido presenciada por vasto público bastante atento e participativo. O Dr. Feliciano Flor é um filatelista que tem feito a sua aparição com as suas colec- ções em diversas exposições filatélicas, nomeadamente nas Algarpex – Exposições Filatélicas do Algarve, sendo ainda autor de vários textos em diversas revistas da especialidade e outros órgãos de informação. A Tertúlia foi uma parceria do Lions Clube de Lagoa e do Núcleo de Lagoa da Liga dos Combatentes. O NFF - ATAF para comemorar o Dia da Criança procedeu à distribuição de selos e postais na Escola EB 1 de Vale Carneiros e na Escola EB 1 de S. Luís. Com esta ação foram envolvidas mais de 600 crianças e ofertados mais de 3000 selos e postais (parte dos selos foram os que os CTT haviam ofertado para a exposi- ção itinerante do 25 de abril e os restantes foram cedidos pelos filatelistas do NFF. Quanto aos postais per- tenciam ao Núcleo da sua emissão alusiva a monu- mentos pertencentes à Direção Reg. de Cultura do Algarve. Tertúlia “Filatelia: Passatempo, Cultura e Arte” Dia da Criança (NFF distribui selos e postais pelas escolas)
  • 18. PÁGINA 18 O MENSAGEIRO DO ALGARVE Próximos Eventos FilatélicosPróximos Filatélicos No próximo dia 11 de agosto abrirá ao público mais uma mostra filatélica organizada pelo Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF. Esta mostra filatélica enquadra-se numa nova abordagem que o núcleo de filatelia definiu para a publicitação quer da filatelia quer do Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF. Pretende o NFF capitalizar o afluxo de turistas ao Algarve no mês de Agos- to para promover o Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF e a filatelia em geral, promovendo a realização de manifestações filatélicas em hotéis. Mostra Filatélica “Hotel Baia Grande” Selo Personalizado Emissão de selo personalizado “40 anos do G.D.C. Jograis António Aleixo” No próximo dia 15 de agosto no âmbito da come- moração do seu quadragésimo aniversário o Gru- po Desportivo e Cultural Jograis António emitirá um selo personalizado alusivo ao tema supra mencionado. Os colecionadores interessados em adquirir selos personalizados poderão entrar em contato com a tesoureira do Grupo Sr.ª Nélia Varela, email
  • 19. PÁGINA 19 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 No âmbito do projeto “DiVam - Valorizar os Monu- mentos” promovido pela Direção Regional de Cultu- ra do Algarve que visa envolver parceiros culturais tendo por base os 40 anos de Democracia o Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF, também se associou a este projeto e no próximo dia 21 de Setembro abrirá ao público uma mostra filatélica nas Ruinas de Mil- reu em Estoi denominada “40 anos da Democracia e as Jornadas do Património”, no qual apresentará um conjunto de coleções ligadas ao 25 de Abril e ao Património. Para assinalar esta exposição será emitido um selo personalizado sendo que os colecionado- res interessados poderão encomendar os seus selos no email: nucleofilateliafaro@gmail.com Mostra Filatélica Escola de Infantes e Cadetes Mostra Filatélica “40 Anos da Democracia e Jornadas Europeias do Património” Vai realizar-se de 30 de Agosto a 6 de Setembro de 2014, no Giná- sio do Quartel de Bombeiros de Vila Real de Santo António, uma Mostra filatélica dedicada à Escola de Infantes e Cadetes da asso- ciação Humanitária dos Bombeiros Voluntários desta cidade. Esta Mostra que contará com algumas colecções dedicadas à temá- tica de bombeiros, tendo já sido convidados alguns filatelistas a apresentar as suas colecções Esta Mostra estará patente diariamente das 10 às 12 horas e das 14 às 18 horas, funcionan- do o Posto de Correio no dia 1 de Setembro das 14H30 às 17H30 no local da exposição. O carimbo comemorativo é baseado no logótipo daquela “Escola” Cartaz do evento Carimbo comemorativo
  • 20. PÁGINA 20 O MENSAGEIRO DO ALGARVE Conforme informámos na última edição da nossa revista, vai realizar-se de 17 a 21 de Setembro a ALGARPEX 2014 - V Exposição Filatélica do Algarve, organizada pela AFAL - Associação Filatélica Alentejo-Algarve. Aproveitando Exposição assinalam-se, também, os 150 anos da criação da palavra "Filatelia", pelo francês Her- pin no ano de 1864, palavra que foi imediatamente ado- tada pelos colecionadores. Efeméride esquecida em Portugal a merecer ser assi- nalada. A Comissão Organizadora espera a maior recetividade por parte de todos os cole- cionadores mesmo que sejam iniciados, naturais ou residentes no Algarve, A Expo- sição não é competitiva e cada um pode mostrar o que tem. O pedido de regulamento e a inscrição poderá ser feito para: ALGARPEX 2014 -- Apartado 757 -- 8501-917 PORTIMÃO Tm.:933256835 / 926879540 - Email: algarpex2014@gmail.com Dia 17 18,00 horas Inauguração oficial e entrega da bandeira das ALGARPEX Visita guiada ao certame Dias 18/19 10.00 às 17,00 Visitas programadas das Escolas 15,00 às 19,00 e das 20,30 às 23,00 horas Abertura ao público Dia 20 10,00 horas Inauguração Feira de Colecionismo e Trocas 21,30 horas Tertúlia sobre " O Colecionismo e o seu futuro" Dia 21 10,00 horas Abertura do Posto de Correio com Carimbo Comemorativo Apresentação do material exposto, feito pelos expositores Feira de Colecionismo 13,00 horas Almoço convívio (grátis para os expositores) 17,00 horas Encerramento da Exposição e da Feira de Colecionismo ALGARPEX 2014 V Exposição Filatélica do Algarve Na ALGARPEX 2014 assinala-se os 150 anos da criação da palavra filatelia Carimbo comemorativo
  • 21. PÁGINA 21 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 No âmbito das comemorações dos 100 anos do nascimento da pintora silvense Maria Keil, pro- movidas pelo Município de Silves, está a decor- rer a exposição “Itinerários Artísticos” com obras da artista, na Igreja da Misericórdia. A 31 de Outubro haverá o encerramento deste certame e a inauguração, no Museu de Silves, de uma Mostra Filatélica inserida nas mesmas comemorações, estando previsto um posto de Correio com carimbo comemorativo. Dedicada aos temas da Pintura e da Mulher, é organizada pela AFAL, em parceria com o Município de Silves, Correios de Portugal e Funda- ção das Comunicações e estará patente ao público até finais de Novembro. Os nossos Correios lançaram, no dia 24 de março, a série "Vultos da História e da Cultura Nacionais" do Plano Filatélico de 2014, a qual inclui a artista silvense , entre as seis personalidades homenageadas nesta coleção. O selo com o valor facial de 0,50 €. teve uma tiragem de 120 000 exemplares. Mostra Filatélica “Implantação da República” Mostra Filatélica “Maria Keil” De acordo com o solicitado no plano exposicional enviado para a Federação Portu- guesa de Filatelia no ano transato o Núcleo de Filate- lia de Faro, no próximo dia 5 de outubro pelas 16:30, abrirá ao público na capela do Museu Municipal de Faro, alusiva à implantação da República. Selo Personalizado Carimbo comemorativo
  • 22. Foi vendido, no passado dia 17 de Junho, num leilão realizado em Nova Iorque pela leiloeira Sotheby's, o selo de "one-cent magenta" da Guiana Britânica, o único exemplar conhecido, por 9,5 milhões de dólares, cerca de 7 milhões de euros. É o selo mais caro do mundo. Devido ao atraso do barco que transportava os selos de Inglaterra para a Colónia Inglesa e com a falta dos mesmos, foi ordenada em 1856, como solução de emergência, a emissão dos selos numa tipografia de um jornal local. Este selo, com as dimensões de 2,5 por 3,2 centímetros, não é mais que um pedacinho de papel muito fraco e de má qualidade, com fraca impressão, mal cortado e bastante feio. Foi descoberto por Vernon Vaughan, um escocês de 12 anos de idade, em 1873, num monte de cartas de um familiar. Vendeu-o por 6 shillings (cerca de 1,20 euros nos dias de hoje). A peça chega ao Reino Unido em 1878 e, pouco depois, em 1880, foi comprado nos EUA por 750 dolares, pelo famoso colecionador conde Philippe la Renotière de Ferrary, considerado ainda hoje o filatelista mais importante da história. A vasta coleção de Ferrary, confiscada pelo governo francês depois da 1.º Grande Guerra, foi leiloada entre 1921 e 1926 e o selo, que se integrava na fabulosa coleção, foi leiloado em 1922. O milionário americano, Arthur Hind, pagou por ele 35.000 dólares, um número recorde para a época. PÁGINA 22 “one-cent magenta” da Guiana Britânica vendido por cerca de 7 milhões de Euros. O MENSAGEIRO DO ALGARVE O Selo mais caro do Mundo Outras NotíciasOutras Notícias Selo “one-cent magenta” Guiana Inglesa
  • 23. Depois de ter passado por vários proprietários, em 1980 o magnata e químico John Du Pond compra, num leilão, o famoso selo por 935.000 dolares. Du Pont morre em 2010, na prisão, condenado por homicídio. Os herdeiros decidiram leiloar o "one-cent magenta", em Nova Iorque, no passado mês de junho, atingindo um preço verdadeiramente espetacular de 9,5 milhões de dólares . Foi adquirido por um colecionador que se mantem no anonimato. Publicamente, este selo foi apresentado, pela primeira vez, numa exposição, em 1987. Mudou de proprietário oito vezes. Quatro dessas mudanças foi em leilão, ultrapassando sempre todas as espetativas. PÁGINA 23 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 Selo da Guiana emitido em 1967 reproduzindo o “one-cent magenta” Capa de 3.ª venda do leilão da coleção de Philip de Ferrary em 1922 onde estava inserido o “one- cent magenta” da Guiana Inglesa
  • 24. PÁGINA 24 O MENSAGEIRO DO ALGARVE No dia 01 de Abril abriu ao público na Loja de turismo dos Paços do conce- lho de Odivelas a exposição de Filatelia intitulada “O 25 de Abril na Filatelia Portuguesa”, esta exposição organizada com o apoio do Clube Filatélico de Portugal contou com uma coleção do colega Francisco Paiva alusiva à supra referida temática. Desde já saudamos o Dr. Paiva por mais esta nobre participação. Exposição “O 25 de Abril na Filatelia Portuguesa” O agrupamento filatélico sediado em Évora, a Confraria Timbrológica Regional “Armando Bóino de Azevedo, organizou uma Mostra Filatélica, em Santiago do Cacém, no dia 26 de Abril e foi dedicada aos 30 Anos do Agrupamento 722 do CNE desta localidade. O Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém foi o local escolhido para apresentar algumas das colecções portuguesas dedicadas ao tema escutismo, entre as quais uma do Algarve, pertencente a Alba- no Parra da Secção de Coleccionismo de Vila Real de Santo António. No local funcionou ainda um Posto de Correio, provido de um carimbo come- morativo, tendo igualmente sido editado um sugestivo sobrescrito e emitido um selo personalizado, comemorativos dos 30 anos do Agrupamento 711 do CNE de Santiago do Cacém. Aqui fica o registo. 30 anos do Agrupamento do CNE de Santiago do Cacém Pormenor dos quadros de filatelia com coleção de F. Paiva e sobrescrito personalizado circulado com carimbo comemorativo da referida exposição Sobrescrito comemorativo circulado com selo personalizado elaborado para o efeito
  • 25. 10.º aniversário da Assoc. Humanit. de Dadores de Sangue da Beira Interior Sul PÁGINA 25 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 Com a presença de uma colecção pertencente Francisco Matoso Galveias, um filatelista resi- dente no Algarve e uma outra da Secção de Coleccionismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António, decorreu em Alcains, de 21 a 27 de Maio de 2014, uma Mostra Filatélica dedicada ao 10º Aniversário da Associação Humanitária de Dadores de Sangue da Beira Interior Sul. Esta Mostra Filatélica, que recebeu quase meio milhar de visitantes, foi inaugurada pela Presi- dente da Junta de Freguesia de Alcains, Dra. Cristina Granada estando ainda presente outras autoridades ligadas à Dádiva de Sangue. A Comunicação Social, fez a cobertura de um acon- tecimento, incluindo uma Televisão Regional “Reconquista” que vai para o ar através da Inter- net e que “fabricou” uma peça televisiva que pode ser consultada atrás do seu meio de difu- são. Para esta Mostra Filatélica foi confeccionado um selo Personalizado, representando a bandei- ra dos “Dadores de Alcains” e um Carimbo Comemorativo representando o logótipo da Asso- ciação Humanitária de Dadores de Sangue da Beira Interior Sul. O Posto de Correio, que funcionou em 21 de Abril, na Junta de Freguesia de Alcains, local da exposição, foi bastante concorrido. Foram produzidos um sobrescrito e um Postal Máximo Triplo. A todos os visitantes foi oferecido um Postal Ilustrado selado e obliterado com o Carimbo Comemorativo. Durante toda a semana a exposição foi visitada pelos alunos das diversas escolas de Alcains. Sobrescrito comemorativo circulado com selo personalizado elaborado para o efeito
  • 26. A tomada de posse dos Órgãos Sociais da Federação Portuguesa de Fila- telia, APD, ocorreu no passado de 3 de Maio na sua sede em Lisboa. A sessão foi presidida pelo Presidente do Congresso, Prof. António G. Borra- lho, que, começou por dar as boas vindas aos presentes, após o qual e, reeleito para o mesmo cargo, tomou e deu posse ao novo elenco, seguindo-se a assinatura da acta de posse. De seguida, tomou a palavra o Sr. Pre- sidente da Direcção, Dr. Vaz Pereira tecendo algumas considerações sobre o futuro próximo da filatelia em Portugal, principalmente nesta nova era após a nacionalização dos correios. Finda a cessão, a nova Direcção reuniu pela primeira vez. Do elenco, que aqui se reproduz, fazem parte alguns filatelistas do Algar- ve. MESA DO CONGRESSO: Presidente, António Borralho; 1º Secretário Eduardo Sousa; 2º Secretário, José Pereira; Suplentes, Sérgio Pedro e Francisco Ribeiro. DIRECÇÃO: Presidente: Pedro Vaz Pereira; 1º Vice-Presidente, João Vio- lante; 2º Vice-Presidente, Vitor Jacinto; Tesoureiro, João Soeiro; Secretá- rio, Marcial Passos; Vogais, Rui Alves e Raul Leitão; Suplentes, Nuno Cardoso e Fernando Calheiros. CONSELHO FISCAL: Presidente, António Cavaco; Relator, Júlio Maia; Vogal, João dos Santos; Suplentes, Carlos da Silva e Florival do Rio. CONSELHO JURISDICIONAL: Presidente, José Vieira; Vogais, Ricardo Cabral e Rui Januário; Suplentes, José Fernandes e Nelson Aniceto COMISSÃO DISCIPLINAR: Presidente, José Oliveira; Secretário, José Geada Sousa; Vogal, António Cristóvão; Suplentes, Francisco Galveias e António Lopes. PÁGINA 26 Para o quadriénio 2014/2018 temos os seguintes representantes de agremiações algarvias nos órgãos sociais de FPF: António Borralho, Francisco Galveias e Sérgio Pedro O MENSAGEIRO DO ALGARVE Tomada de posse dos Órgãos Sociais da Federação Portuguesa e Filatelia
  • 27. No dia 12 de Maio, a Associação Humanitá- ria dos Bombeiros de Beja fizeram 125 Anos. A efeméride foi comemorada no fim- de-semana seguinte com um vasto progra- ma que se prolongou pelos dois dias, 17 e 18 de Maio, com presença, neste último dia, do Secretário de Estado da Administra- ção Interna, Dr. João Almeida. No dia 17, pelas 19H30, destacamos a inauguração de uma exposição alusiva aos 125 anos, onde se puderam apreciar verdadeiras relíquias históricas da instituição. No dia 12, foi feito o lançamento de um selo personalizado, que reproduz uma via- tura GMC de combate a incêndio de 1929 e que entrou em serviço naquela Corpo- ração a 24 de Março de 1930, viatura que já tinha servido de base a Carimbo Comemorativo emitido em 12/5/1998, durante uma Mostra Filatélica alusiva aos 109 anos dos Bombeiros de Beja. A Direcção dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e a sua Secção de Coleccionismo, fizeram-se representar nestas cerimónias. PÁGINA 27 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 125 Anos dos Bombeiros Voluntários de Beja Exposições de Colecionismo no G.D.C. Jograis António Aleixo Sobrescrito registado com selo Não poderíamos deixar de noticiar aqui a opção que a Direção do Grupo Desporti- vo Jograis António Aleixo em sempre que não houver exposições filatélicas progra- madas ter em exposição na sua sala de convívio dois quadros de expositores para quinzenalmente expor material de colecionis- mo de colecionadores associados / amigos dos Jograis que por norma não expõem. Destaque-se esta iniciativa que incentiva os jovens do grupo ao colecionismo, promove o colecionismo junto dos Estoienses e estimula os coleccionadores a reformularem as suas coleções. Coleção de discos de Anabela Ramos
  • 28. Teve lugar no Quartel dos Bombeiros, nos dias 7 e 8 de Junho, o II Encon- tro Internacional de Coleccionismo de Vila Real de Santo António, reunindo quase centena e meia de coleccionadores e acompanhantes que ocupa- ram os quase 1500 metros quadrados do vastíssimo Parque de Viaturas da Corporação. Ali puderam se apreciado em mais de meia centena de bancas os mais diversos objectos de colecção, como por exemplo lápis, bonecas “Barbie”, dispensadores de pastilhas, portas chaves, autocolantes, pins, moedas, pacotes de açúcar, selos, pedras, conchas, sobrescritos, veículos em miniatura, postais, livros, isqueiros, galhardetes, marcadores de livros. Entre os expositores destacamos dois de nacionalidade espanhola, não porque se destacassem pelo aspecto físico, mas pela amplitude das suas colecções: o Sr. Rafael Parra, detentor da maior colecção da Europa de lápis de carvão que nos presenteou com uma pequena amostra da sua colecção de mais de 12.000 lápis diferentes e o Sr. Angel Cornejo com a colecção de Porta-chaves, que é reconhecida como a segunda maior da Mundo, apresentando como prova destes feitos, falível é um facto, as pági- nas de jornais onde as intitularam como tal. PÁGINA 28 “mais de meia centena de bancas os mais diversos objectos de colecção, como por exemplo lápis, bonecas “Barbie”, dispensadores de pastilhas, portas chaves, autocolantes, pins, moedas, pacotes de açúcar, selos, pedras, conchas, sobrescritos, veículos em miniatura, postais, livros, isqueiros, galhardetes, marcadores de livros” O MENSAGEIRO DO ALGARVE II Encontro Internacional de Colecionismo de Vila Real de Santo António Aspecto geral do II Encontro Int. Coleccionismo de V.R. Sto. António
  • 29. Numa outra parte do Parque de Viaturas, estiveram expostas as seguintes colec- ções: Em filatelia: “Realizações exposicionais da Secção de Coleccionismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo Antó- nio”, “Cartografia – Bombeiros”, “Bombeiros Maximafilia”; Em fotografia: “Instrução de Ataque a Matérias Perigosas – 16/3/2002”, “Exercícios Simulacro de Matérias Perigosas – 24/3/2002”, “Treino de Resgate na Escola de Bombeiros do Quartel, Aplicação da Tirolesa – 3/6/2002”, “Instrução a Mergulhadores, V. R. Sto António – 8 e 9/6/2002”, “Simulacro na Costa da Caparica, B.V. de Cacilhas, Os Bombeiros e o Sistema de Autoridade Marítima – 25/5/2003 e 3/10/2003”; Perigli- cofilia (pacotes de açúcar) “Bombeiros, Prevenção, Cuidados de Socorro e Pro- tecção Civil”. Para este evento, foram lançados seis colecções pacotes de açúcar, num total de cinquenta unidades, ilustrativas de temáticas como as actividades desenvolvidas pelos bombeiros, os seus veículos, a cidade vila-realense nos anos 50 e 60 do passado século, ou a fauna da Ria Formosa. Foi ainda lançado um selo de correio personalizado, um sobrescrito e um postal com os quais se produziram excelentes peças filatélicas para perpetuar este acontecimento. Em simultâneo, realizou-se na Praça Marquês de Pombal, a sala de visitas da cidade, a II Feira Internacional de Floricultura e Artesanato de V. R. Sto. António. Estes eventos foram uma organização da Secção de Coleccionismo da Associa- ção Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António e foram inaugurados pela Sra. Vice-Presidente da Câmara Municipal, Dra. Conceição Cabrita e pelo Presidente dos Bombeiros, Sr, Nuno Pereira, contando ainda com a presença de outras entidades e que, à semelhança do transacto ano, se saldaram por um grande êxito, tendo sido visitados por vários milhares de pessoas. PÁGINA 29 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 Alguns stands do II Encontro Int. Coleccionismo de V.R. Sto. António Sobrescrito particular circulado com selo personalizado elaborado para o efeito
  • 30. PÁGINA 30 Publicações sobre filatelia e colecionismo Reuniões das agremiações filatélicas do Algarve Secção de Coleccionismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António: 2.ª quinta-feira de cada mês, no Quartel do Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António AFAL - Associação Filatélica Alentejo-Algarve - 1.ª Quartas-feiras de cada mês, às 21,30 horas na Sede da Associação Secção Filatélica do Lions Clube de Portimão - 3.º Sábado de cada mês ás16,00 horas na Sede do Lions Clube de Portimão Núcleo de Filatelia e Colecionismo da Escola EB 2/3 Dr. António da Costa Contreiras de Armação de Pera - Agrupamento Silves Sul -"O Bichinho do Selo": Reuniões semanais durante o período letivo: - Segunda-feira às 15,30 horas na Biblioteca da Escola - Sexta-feira às 18,00 horas na Sede do Agrupamento de Escuteiros Núcleo de Filatelia Infanto Juvenil “Os Amiguinhos dos Selos”: reú- nem-se no 2.º e 4.º sábado de cada mês das 14 horas às 16 horas no Gru- po Desportivo e Cultural António Aleixo Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF / Amigos da Filatelia: reúne todas as primeiras quinta-feira no Museu Municipal de Faro pelas 17 horas O MENSAGEIRO DO ALGARVE http://www.afsc.org.br/boletins/boletim67/ boletim67.pdf http://www.philas.org.au/newcastle/ newsletter-2014-february.pdf
  • 31. PÁGINA 31 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 Feiras, Mercadinhos e outros eventos ligados ao colecionismo Calendarização das feiras e mercados no qual poderão encontrar material filatélico e/ou de colecionismo. 1.º Sábado (Tavira e Algoz); 1.º Domingo (Estoi e Portimão); 2.º Sábado (Vila Real de Santo António); 2.º Domingo (Almancil, Faro [junto Teatro Municipal] e Ferragudo); 3.º Sábado (Albufeira); 3.º Domingo (S. Brás de Alportel e Portimão); 4.º Sábado (Monte Gordo); 4.º Domingo (Quelfes). O que dizem de nós O Diário do Alentejo, na sua edição de 20 de Junho de 2014, na coluna semanal de Filatelia, Geada Sousa escreve: “As conceituadas revistas filatélicas, «O Mensageiro Filatélico» e a «Cábula Filatéli- ca» já saíram este mês.” sendo que de seguida Geada de Sousa apresenta resumi- damente o conteúdo do boletim. A notícia poderá ser lida na sua totalidade em http:// issuu.com/diariodoalentejo/docs/da_1655/28 Também o Blog da Secção Filatélica da Associação Académica de Coimbra também fez eco da saída do boletim n.º 5 do “O Mensageiro do Algarve”, dando os parabéns por mais esta publicação. (http://sfaac-filatelia.blogspot.pt/2014/06/o-mensageiro-do- algarve-n-5-online.html) Estações de correios abertas fora de horas Os CTT vão animar as suas noites de verão. É com este lema que os Correios de Portugal vão animar as noites daqueles que rumam ao sul para passar as suas férias, abrindo quatro Lojas dos CTT, duas no Barlavento e outras tantas no Sota- vento das 21 às 23 horas para dar a conhecer a experiência e actividades que têm para toda a família. Estão previstos ainda Workshops e surpresas para apresentar aos veraneantes e residentes que durante aquele período se deslocarem em Agosto às Lojas de Lagos (Portas de Portugal) no dia 5, de Portimão (Teixeira Gomes) no dia 6, Monte Gordo no dia 13 e Vila Real de Santo António no dia 14.
  • 32. PÁGINA 32 O MENSAGEIRO DO ALGARVE Marcofilia comemorativa em Portugal no 2.º trimestre
  • 33. PÁGINA 33 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 Inteiros postais emitidos pelos CTT no 2.º trimestre 09/5/2014 - Centenário da Aviação Militar 18/5/2014 - Grupo Desportivo Estoril Praia – 75 Anos 21/5/2014 – Francisco Antó- nio Ciera, 1763-1814 28/5/2014 Jardim Zoológico – 130 Anos 7/6/2014 – 650 Anos de Eleva- ção a Vila de Cascais 7/6/2014 – XXVII Jogos Nacio- nais CTT – CDCR dos CTT 10/6/2014 – 70 Anos do estádio de Jamor 12/6/2014 – Casamentos de Santo António 14 10/7/2014 – Ano Internacional da Agricultura Familiar 7/7/2014 – 350 Anos Batalha de Castelo Rodrigo
  • 34. Grandes Prémios da Arquitetura Portuguesa Emissão: 07/04/2014 Selos: I20g Carimbos 1.º dia: Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 40 Anos do 25 de Abril Emissão: 14/04/2014 Selos: N20g / I20g Bloco: €3,00 Carimbos 1.º dia Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 500 Anos do Nascimento de Andreas Vesalius Emissão: 21/04/2014 Selos: €0,40 / €0,60 / €0,70 / €0,80 / €1,00 Carimbos 1.º dia Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 500 Anos de Bartolomeu dos Mártires Emissão: 28/04/2014 Selos: €0,70 Bloco: €3,00 Carimbos 1.º dia: Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada Homenagem a Eusébio Emissão: 02/05/2014 Selos: N20g / E20g Bloco: €3,00 Carimbos 1.º dia Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 8 Séculos de Língua Portuguesa Emissão: 05/05/2014 Selos: €0,80 Bloco: €2,50 Carimbos 1.º dia Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada PÁGINA 34 No 2.º trimestre de 2014 foram colocadas em circulação 12 séries de selos. O MENSAGEIRO DO ALGARVE Selos colocados em circulação pelos CTT no 2.º trimestre
  • 35. PÁGINA 35 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL—ANO II N.º6 Europa - Instrumentos Musicais Nacionais Emissão: 09/05/2014 Selos: 3 x E20g (iguais ao selo do lado da esquerda de cada bloco) Bloco: 6 x E20g Carimbos 1.º dia: Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada Celebração das Relações Diplomáticas Portugal / México Emissão: 06/06/2014 Selos: €0,42 / €0,80 Carimbos 1.º dia: Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada 500 anos da Diocese do Funchal Emissão: 12/06/2014 Selos: €0,42 / €0,50 / €0,72 / €0,80 Blocos: €1,00 / €1,70 Carimbos 1.º dia: Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada Campeonato do Mundo de Futebol (Brasil 2014) Emissão: 16/06/2014 Selos: €0,42 / €0,80 Bloco Carimbos 1.º dia Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada Jardins de Portugal Emissão: 26/06/2014 Selos: €0,42 / €0,80 Carimbos 1.º dia: Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada Patrimónios da Unesco (Univ. Coimbra / Fortificações de Elvas) Emissão: 30/06/2014 Selos: €0,42 / €0,80 Bloco: €1,70 Carimbos 1.º dia Lisboa/Porto/Funchal/P. Delgada /Elvas
  • 36. Entidades responsáveis pelo boletim Endereços das Agremiações: AFAL - Associação Filatélica Alentejo Algarve Avenida 25 de Abril, Bloco 2, r/c 8500-610 Portimão Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF Beco do Arco 8000 Faro Núcleo Infanto Juvenil “Os Amiguinhos dos Selos” G.D.C. Jograis António Aleixo Rua João de Deus, 31 - Estoi 8005-475 FARO Núcleo Filatélico Juvenil de Armação de Pera Sítio da Torre, Armação de Pêra, 8365-184 Silves Núcleo Juvenil de Filatelia e Colecionismo de Lagoa Biblioteca Municipal de Lagoa Largo dos dos Combates da Grande Guerra 8400-338 LAGOA Secção Filatélica do Lions Clube de Portimão Auditório Municipal Rua Miguel Bombarda 8500-299 Portimão Secção de Colecionismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António Rua Francisco Sá Carneiro S/N 8900-307 Vila Real de Santo António Divulgando a filatelia e o coleccionismo do Algarve. Participa nos nossos Blog’s, Páginas Web e/ou Página de Facebook Blog’s: http://omensageirodoalgarve.blogspot.pt/ http://osamigosdafilatelia.blogspot.pt/ http://nucleofilateliafaro.blogspot.pt/ Página Web http://selos.org/assoc.php Página de Facebook https://pt-pt.facebook.com/pages/Sec%C3%A7%C3% A3o-de-Coleccionismo-dos-BV-de-VRSA/334989464180 Revista online: http://www.slideshare.net/mensageiro2013 http://issuu.com/mensageiro_algarve/docs Colaboraram neste número: António Borralho Francisco Galveias Sérgio Pedro Paginação e Montagem: Sérgio Pedro Design: Susana Andrade Os artigos publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores. Email: omensageirodoalgarve@gmail.com