SlideShare uma empresa Scribd logo
NOITE NA TAVERNA
     Álvares de Azevedo
           1878
RESUMO DA OBRA

 Noite na Taverna é uma narrativa (novela ou
conto) construída em sete partes.

Mais do que pelos elementos romanescos e
satânicos que a condimentam (violentação,
corrupção, incesto, adultério, necrofilia, traição,
antropofagia, assassinatos por vingança ou amor).
PERSONAGENS

 Solfieri, A mulher, Bertram, Ângela, A mulher do
comandante, O comandante, Gennaro, Godofredo Walsh ,
Laura, Nauza, Claudius Hermann, A Duquesa Eleonora,
O Duque Maffio, Johann, Artur ou Arnold, Geórgia, O
Irmão.
NARRADOR

O livro inicialmente é narrado em terceira pessoa,
onde apresentam os personagens na taverna, depois
se torna em primeira pessoa com cada personagem
contando suas historias.
LUGAR
Uma Taverna. (Uma taberna (ou taverna) é, de
uma forma geral, um lugar de negócios ou um bar
onde pessoas vão para beber bebidas alcoólicas e
onde também pode ser servido algum tipo
de alimentação. A palavra deriva, pelo latim taberna,
do grego ταβέρνα, que significa "abrigo" ou
"oficina".)
TEMPO
O livro foi escrito tanto em tempo cronológico
como em tempo psicológico. O tempo que decorre
dentro da taverna é cronológico.

A partir do momento que os jovens começam a
contar suas histórias, eles mergulham nas
lembranças do passado e o tempo passa a ser
psicológico.
UMA NOITE DO SÉCULO

A primeira parte constitui uma espécie de
apresentação do ambiente da taverna, da roda de
bebedeira, de devassidão em que se encontram os
personagens, do clima notívago e vampiresco. O
tom declamatório anuncia a noitada e as história que
estão por vir.
SOLFIERI
Solfieri decide contar sua história, conforme
sugere Archibald, desejoso de histórias fantásticas,
cheias de sangue e paixão. Conta, então, que uma
noite, ao vagar por uma rua, em Roma, passa por
uma ponte, quando as luzes dos palácios se apagam.
Vê a sombra de uma mulher chorando, numa escura
e solitária janela, parecendo uma estátua pálida à lua.
BERTRAM

 Bertram conta que, também, uma mulher, uma donzela de Cadiz, Angela, o
levou à bebida e a duelar com seus três melhores amigos e a enterrá-los.
Quando decide casar com ela e consegue lhe dar o primeiro beijo, recebe carta
do pai, pedindo seu retorno à Dinamarca. Encontra o velho já moribundo,
chora, mas por saudades de Angela. Dois anos depois, vende toda fortuna,
coloca o dinheiro num banco de Hamburgo e volta para a Espanha. Encontra
a moça casada e mãe de um filho. A paixão persiste e os amantes passam a se
encontrar às escondidas, vivendo verdadeiras loucuras noturnas até que o
marido, enciumado, descobre tudo.
GENNARO
 Gennaro, aos 18 anos, é aprendiz de pintor e aluno de
Godofredo. Vive na casa do mestre como um filho, recebendo,
no corredor, antes de dormir, beijos de Laura. Um dia,
desperta e a encontra em sua cama, perdendo a cabeça diante
da estonteante beleza da virgem. A cena se repete ao longo de
3 meses, quando a menina lhe diz que deve pedi-la em
casamento, porque espera um filho. O moço nada responde,
ela desmaia e se afasta, tornando-se cada dia mais pálida.
CLAUDIUS HERMANN

Claudius Hermann, após preâmbulos em que
discursa com os amigos de orgia acerca de diversos
temas, expõe sua história, onde narra suas loucuras e
orgias e de como desperdiçou uma fortuna no turfe,
em Londres, onde vê uma bela amazonas, a duquesa
Eleonora, esposa do duque Maffio.
JOHANN
 Está em um bilhar em Paris, jogando com Artur que, numa
jogada definitiva para Johann, se encosta à mesa, por descuido
ou de propósito. A mesa estremece e Johann é levado à
derrota. O perdedor, enlouquecido de raiva, desafia o parceiro
para um duelo. Antes porém, Artur pede ao adversário que,
caso morra, entregue a carta, que está em seu bolso, e o anel
no seu dedo, para uma mulher que dirá, mais tarde quem é.
O ÚLTIMO BEIJO DE AMOR

 É noite alta na taverna, todos dormem. Entra uma mulher pálida,
vestida de negro, procurando alguém com uma lanterna na mão. Vê
Arnold, tenta beijá-lo, mas o deixa em paz, voltando-se para Johann,
tornando-se, subitamente, sombria. Traz, além da lanterna, um punhal,
que crava no pescoço deste último, enxugando as mãos ensangüentadas
no cabelo do ferido. Vai até Arnold e o desperta. Ele a reconhece; é a irmã
de Johann, agora transformada na prostituta Giorgia, a quem Arnold pede
que lhe chame de Artur, como outrora.
I N F O R M A Ç Õ E S S O B R E O AU T O R
 Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em 12 de setembro de 1831 na
cidade de São Paulo, estudante de Direito, Bacharelou-se em Letras no Colégio
Pedro II em fins de 1847.

 nas férias de 1851-2 adoeceu no Rio, onde as passava sempre e depois de
dolorosa operação para extrair um tumor na fossa ilíaca, morreu quando a
cursava o 5° ano, no dia 25 de abril de 1852.

 Tinha vinte anos e sete meses.

 É o principal representante no Brasil da influência byroniana ( ultra -
romântica ) dos ingleses e alemães como todo escritor da paulista capital teve
fim trágico bem a gosto burguês dos acadêmicos do Largo de São Francisco
do século XIX.
COMENTÁRIO DO
    ROMANTISMO NA OBRA

Romance Urbano: Tem como principal
característica retratar e criticar os costumes da
sociedade.

Retratando os costumes, as manias, e as
mediocridades da sociedade carioca da época.
ESTILO DE ESCREVER
 Álvares de Azevedo inscreve sua obra na tradição do romance gótico.
Pode-se avaliar como provenientes do romance gótico inglês, não apenas vários
dos temas de Azevedo, como incesto e assassinato entre familiares, como ainda
o gosto pelos incidentes sensacionais - raptos, fugas, aventuras em rápida
sucessão, etc.

 A imaginação romântica de Álvares de Azevedo marca de forma
exuberante os contos do livro, narrados num estilo repleto de adjetivos e
reticências, apresentando características como egocentrismo, dualidade, auto
ironia, pessimismo e humor negro, ou seja, como um legítimo representante do
ultrarromantismo.
OPINIÃO CRÍTICA
 A primeira impressão do livro é que seriam tediosos diálogos de bêbados,
onde tratariam de assuntos não muito interessantes. O que foi muito diferente,
pois se obteve uma fantástica dinâmica entre o ambiente real da taverna e o
psicológico narrado pelos jovens amigos, com historias envolventes de
suspenses e surpresas que prendem o leitor a um universo totalmente
diferente.

 Apesar de terem histórias que prendem o leitor num suspense, elas acabam
passando uma visão de narradores sendo pessoas perigosas, assassinos sem
nenhum escrúpulo, pois todas são trágicas, impregnadas de vícios, de crimes
hediondos que vão de assassinatos a incestos o que chama a atenção é que
nenhum foi preso ou pego para pagar por seus atos horríveis.
 Um ponto positivo e muito bonito da novela e a valorização
do amor onde se tem belas declarações e poemas de amor,
onde existe grande envolvimento dos personagens. Mas o lado
negativo mostra um amor acima de tudo, das regras, conceitos
sociais e religiosos, não importando as conseqüências que esse
amor trará, valorizando assim o momento do agora, do prazer.
Trazendo assim frustrações, decepções, crimes e amores
pervertidos. Com isso trazendo uma desvalorização da vida,
podendo assim matar e morrer, pois a vida não faria mais
sentido sem a mulher amada.
C A R AC T E R Í S T I C A D O RO M A N T I S M O


 Álvares de Azevedo inscreve sua obra na tradição do romance
gótico. Pode-se avaliar como provenientes do romance gótico inglês,
não apenas vários dos temas de Azevedo, como incesto e assassinato
entre familiares, como ainda o gosto pelos incidentes sensacionais -
raptos, fugas, aventuras em rápida sucessão, etc.

 apresentando características como egocentrismo, dualidade, auto
ironia, pessimismo e humor negro, ou seja, como um legítimo
representante do ultrarromantismo.
THE END

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Álvares de Azevedo
Álvares de AzevedoÁlvares de Azevedo
Álvares de Azevedo
Cláudia Heloísa
 
Romantismo prosa
Romantismo prosaRomantismo prosa
Iracema slide pronto
Iracema   slide prontoIracema   slide pronto
Iracema slide pronto
Emanuelle Frazão
 
2ª Geração do Romantismo
2ª Geração do Romantismo2ª Geração do Romantismo
2ª Geração do Romantismo
Gabriel Luck
 
Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto
Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo NetoMorte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto
Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto
Rafael Leite
 
Romantismo - Mapa Mental
Romantismo - Mapa MentalRomantismo - Mapa Mental
Romantismo - Mapa Mental
JooPedroGavaRibeiro
 
Dom Casmurro
Dom CasmurroDom Casmurro
Dom Casmurro
Matheus Beleboni
 
Análise de noite na taverna, de álvares de azevedo
Análise de noite na taverna, de álvares de azevedoAnálise de noite na taverna, de álvares de azevedo
Análise de noite na taverna, de álvares de azevedo
ma.no.el.ne.ves
 
Literatura contemporânea
Literatura contemporâneaLiteratura contemporânea
Literatura contemporânea
Beatriz Araujo
 
Segunda geração modernista
Segunda geração modernistaSegunda geração modernista
Segunda geração modernista
Andrieli Muhl
 
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo CompletoRomantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Faell Vasconcelos
 
Introdução à literatura
Introdução à literaturaIntrodução à literatura
Introdução à literatura
jaquemarcondes
 
José de Alencar
José de AlencarJosé de Alencar
José de Alencar
Cláudia Heloísa
 
Romantismo prosa
Romantismo prosaRomantismo prosa
Romantismo prosa
Rotivtheb
 
Livro: Noite na Taverna
Livro: Noite na TavernaLivro: Noite na Taverna
Livro: Noite na Taverna
Calebe Cecatto
 
1ª fase do modernismo
1ª fase do modernismo1ª fase do modernismo
1ª fase do modernismo
Luciene Gomes
 
Realismo
RealismoRealismo
Slide introdução à literatura
Slide introdução à literaturaSlide introdução à literatura
Slide introdução à literatura
fabrinnem
 
Dom Casmurro
Dom CasmurroDom Casmurro
Dom Casmurro
Cláudia Heloísa
 
O romantismo da segunda geração
O romantismo da segunda geraçãoO romantismo da segunda geração
O romantismo da segunda geração
Antonio Minharro
 

Mais procurados (20)

Álvares de Azevedo
Álvares de AzevedoÁlvares de Azevedo
Álvares de Azevedo
 
Romantismo prosa
Romantismo prosaRomantismo prosa
Romantismo prosa
 
Iracema slide pronto
Iracema   slide prontoIracema   slide pronto
Iracema slide pronto
 
2ª Geração do Romantismo
2ª Geração do Romantismo2ª Geração do Romantismo
2ª Geração do Romantismo
 
Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto
Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo NetoMorte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto
Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto
 
Romantismo - Mapa Mental
Romantismo - Mapa MentalRomantismo - Mapa Mental
Romantismo - Mapa Mental
 
Dom Casmurro
Dom CasmurroDom Casmurro
Dom Casmurro
 
Análise de noite na taverna, de álvares de azevedo
Análise de noite na taverna, de álvares de azevedoAnálise de noite na taverna, de álvares de azevedo
Análise de noite na taverna, de álvares de azevedo
 
Literatura contemporânea
Literatura contemporâneaLiteratura contemporânea
Literatura contemporânea
 
Segunda geração modernista
Segunda geração modernistaSegunda geração modernista
Segunda geração modernista
 
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo CompletoRomantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
 
Introdução à literatura
Introdução à literaturaIntrodução à literatura
Introdução à literatura
 
José de Alencar
José de AlencarJosé de Alencar
José de Alencar
 
Romantismo prosa
Romantismo prosaRomantismo prosa
Romantismo prosa
 
Livro: Noite na Taverna
Livro: Noite na TavernaLivro: Noite na Taverna
Livro: Noite na Taverna
 
1ª fase do modernismo
1ª fase do modernismo1ª fase do modernismo
1ª fase do modernismo
 
Realismo
RealismoRealismo
Realismo
 
Slide introdução à literatura
Slide introdução à literaturaSlide introdução à literatura
Slide introdução à literatura
 
Dom Casmurro
Dom CasmurroDom Casmurro
Dom Casmurro
 
O romantismo da segunda geração
O romantismo da segunda geraçãoO romantismo da segunda geração
O romantismo da segunda geração
 

Semelhante a Noite na taverna

Noite na taverna - análise
Noite na taverna - análiseNoite na taverna - análise
Noite na taverna - análise
jasonrplima
 
Língua portuguesa Ficha Literaria Noites na Taverna
Língua portuguesa Ficha Literaria Noites na TavernaLíngua portuguesa Ficha Literaria Noites na Taverna
Língua portuguesa Ficha Literaria Noites na Taverna
Wesley Germano Otávio
 
Noite na taverna - roteiro de leitura
Noite na taverna -  roteiro de leituraNoite na taverna -  roteiro de leitura
Noite na taverna - roteiro de leitura
Elaine Campideli Hoyos
 
Ultrarromantismo
UltrarromantismoUltrarromantismo
Ultrarromantismo
Pedro Klein Garcia
 
Prosagtica
ProsagticaProsagtica
Prosagtica
Paulinha Iacks
 
Prosa gótica
Prosa góticaProsa gótica
Prosa gótica
Paulinha Iacks
 
Slide: Prosa gótica, Literatura.
Slide: Prosa gótica, Literatura.Slide: Prosa gótica, Literatura.
Slide: Prosa gótica, Literatura.
agendab
 
SENHORA.ppt
SENHORA.pptSENHORA.ppt
SENHORA.ppt
RildeniceSantos
 
Enredos das principais obras da prosa romântica
Enredos das principais obras da prosa românticaEnredos das principais obras da prosa romântica
Enredos das principais obras da prosa romântica
Seduc/AM
 
Roamnce
RoamnceRoamnce
Roamnce
karineyasmim
 
José de alencar
José de alencarJosé de alencar
José de alencar
Isabella Silva
 
Trabalho de português
Trabalho de portuguêsTrabalho de português
Trabalho de português
TifanyAlves
 
Novas obras na tua be
Novas obras na tua beNovas obras na tua be
Novas obras na tua be
Maria Paredes
 
Romance Urbano
Romance UrbanoRomance Urbano
Romance Urbano
WesleyBruno_jua123
 
10 livros essenciais
10 livros essenciais10 livros essenciais
10 livros essenciais
Wallace Truyts
 
O verdadeiro modificado
O verdadeiro modificadoO verdadeiro modificado
O verdadeiro modificado
Raquel Alves
 
Edgar allan poe
Edgar allan poe Edgar allan poe
Edgar allan poe
Fred Djou
 
Senhora
SenhoraSenhora
Análise de macário, de álvares de azevedo
Análise de macário, de álvares de azevedoAnálise de macário, de álvares de azevedo
Análise de macário, de álvares de azevedo
ma.no.el.ne.ves
 
Obras do Plano Nacional de Leitura
Obras do Plano Nacional de LeituraObras do Plano Nacional de Leitura
Obras do Plano Nacional de Leitura
Paula Morgado
 

Semelhante a Noite na taverna (20)

Noite na taverna - análise
Noite na taverna - análiseNoite na taverna - análise
Noite na taverna - análise
 
Língua portuguesa Ficha Literaria Noites na Taverna
Língua portuguesa Ficha Literaria Noites na TavernaLíngua portuguesa Ficha Literaria Noites na Taverna
Língua portuguesa Ficha Literaria Noites na Taverna
 
Noite na taverna - roteiro de leitura
Noite na taverna -  roteiro de leituraNoite na taverna -  roteiro de leitura
Noite na taverna - roteiro de leitura
 
Ultrarromantismo
UltrarromantismoUltrarromantismo
Ultrarromantismo
 
Prosagtica
ProsagticaProsagtica
Prosagtica
 
Prosa gótica
Prosa góticaProsa gótica
Prosa gótica
 
Slide: Prosa gótica, Literatura.
Slide: Prosa gótica, Literatura.Slide: Prosa gótica, Literatura.
Slide: Prosa gótica, Literatura.
 
SENHORA.ppt
SENHORA.pptSENHORA.ppt
SENHORA.ppt
 
Enredos das principais obras da prosa romântica
Enredos das principais obras da prosa românticaEnredos das principais obras da prosa romântica
Enredos das principais obras da prosa romântica
 
Roamnce
RoamnceRoamnce
Roamnce
 
José de alencar
José de alencarJosé de alencar
José de alencar
 
Trabalho de português
Trabalho de portuguêsTrabalho de português
Trabalho de português
 
Novas obras na tua be
Novas obras na tua beNovas obras na tua be
Novas obras na tua be
 
Romance Urbano
Romance UrbanoRomance Urbano
Romance Urbano
 
10 livros essenciais
10 livros essenciais10 livros essenciais
10 livros essenciais
 
O verdadeiro modificado
O verdadeiro modificadoO verdadeiro modificado
O verdadeiro modificado
 
Edgar allan poe
Edgar allan poe Edgar allan poe
Edgar allan poe
 
Senhora
SenhoraSenhora
Senhora
 
Análise de macário, de álvares de azevedo
Análise de macário, de álvares de azevedoAnálise de macário, de álvares de azevedo
Análise de macário, de álvares de azevedo
 
Obras do Plano Nacional de Leitura
Obras do Plano Nacional de LeituraObras do Plano Nacional de Leitura
Obras do Plano Nacional de Leitura
 

Último

socialização faculdade uniasselvi 2024 matea
socialização faculdade uniasselvi 2024 mateasocialização faculdade uniasselvi 2024 matea
socialização faculdade uniasselvi 2024 matea
ILDISONRAFAELBARBOSA
 
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e ZCaça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
Mary Alvarenga
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
MateusTavares54
 
Funções e Progressões - Livro completo prisma
Funções e Progressões - Livro completo prismaFunções e Progressões - Livro completo prisma
Funções e Progressões - Livro completo prisma
djincognito
 
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slidesSócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
jbellas2
 
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdfEgito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
sthefanydesr
 
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.pptEstrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
livrosjovert
 
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdfCaderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
carlaslr1
 
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
LucianaCristina58
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
ValdineyRodriguesBez1
 
Slides Lição 10, Central Gospel, A Batalha Do Armagedom, 1Tr24.pptx
Slides Lição 10, Central Gospel, A Batalha Do Armagedom, 1Tr24.pptxSlides Lição 10, Central Gospel, A Batalha Do Armagedom, 1Tr24.pptx
Slides Lição 10, Central Gospel, A Batalha Do Armagedom, 1Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdflivro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
cmeioctaciliabetesch
 
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Centro Jacques Delors
 
Aula 1 do livro de Ciências do aluno - sons
Aula 1 do livro de Ciências do aluno - sonsAula 1 do livro de Ciências do aluno - sons
Aula 1 do livro de Ciências do aluno - sons
Érika Rufo
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
MarcosPaulo777883
 
Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
TomasSousa7
 
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
AdrianoMontagna1
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
mamaeieby
 
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptxRedação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
DECIOMAURINARAMOS
 

Último (20)

socialização faculdade uniasselvi 2024 matea
socialização faculdade uniasselvi 2024 mateasocialização faculdade uniasselvi 2024 matea
socialização faculdade uniasselvi 2024 matea
 
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e ZCaça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
 
Funções e Progressões - Livro completo prisma
Funções e Progressões - Livro completo prismaFunções e Progressões - Livro completo prisma
Funções e Progressões - Livro completo prisma
 
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slidesSócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
 
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdfEgito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
 
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
 
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.pptEstrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
 
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdfCaderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
 
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
 
Slides Lição 10, Central Gospel, A Batalha Do Armagedom, 1Tr24.pptx
Slides Lição 10, Central Gospel, A Batalha Do Armagedom, 1Tr24.pptxSlides Lição 10, Central Gospel, A Batalha Do Armagedom, 1Tr24.pptx
Slides Lição 10, Central Gospel, A Batalha Do Armagedom, 1Tr24.pptx
 
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdflivro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
 
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
 
Aula 1 do livro de Ciências do aluno - sons
Aula 1 do livro de Ciências do aluno - sonsAula 1 do livro de Ciências do aluno - sons
Aula 1 do livro de Ciências do aluno - sons
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
 
Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
 
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
 
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptxRedação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
 

Noite na taverna

  • 1. NOITE NA TAVERNA Álvares de Azevedo 1878
  • 2. RESUMO DA OBRA  Noite na Taverna é uma narrativa (novela ou conto) construída em sete partes. Mais do que pelos elementos romanescos e satânicos que a condimentam (violentação, corrupção, incesto, adultério, necrofilia, traição, antropofagia, assassinatos por vingança ou amor).
  • 3. PERSONAGENS  Solfieri, A mulher, Bertram, Ângela, A mulher do comandante, O comandante, Gennaro, Godofredo Walsh , Laura, Nauza, Claudius Hermann, A Duquesa Eleonora, O Duque Maffio, Johann, Artur ou Arnold, Geórgia, O Irmão.
  • 4. NARRADOR O livro inicialmente é narrado em terceira pessoa, onde apresentam os personagens na taverna, depois se torna em primeira pessoa com cada personagem contando suas historias.
  • 5. LUGAR Uma Taverna. (Uma taberna (ou taverna) é, de uma forma geral, um lugar de negócios ou um bar onde pessoas vão para beber bebidas alcoólicas e onde também pode ser servido algum tipo de alimentação. A palavra deriva, pelo latim taberna, do grego ταβέρνα, que significa "abrigo" ou "oficina".)
  • 6. TEMPO O livro foi escrito tanto em tempo cronológico como em tempo psicológico. O tempo que decorre dentro da taverna é cronológico. A partir do momento que os jovens começam a contar suas histórias, eles mergulham nas lembranças do passado e o tempo passa a ser psicológico.
  • 7. UMA NOITE DO SÉCULO A primeira parte constitui uma espécie de apresentação do ambiente da taverna, da roda de bebedeira, de devassidão em que se encontram os personagens, do clima notívago e vampiresco. O tom declamatório anuncia a noitada e as história que estão por vir.
  • 8. SOLFIERI Solfieri decide contar sua história, conforme sugere Archibald, desejoso de histórias fantásticas, cheias de sangue e paixão. Conta, então, que uma noite, ao vagar por uma rua, em Roma, passa por uma ponte, quando as luzes dos palácios se apagam. Vê a sombra de uma mulher chorando, numa escura e solitária janela, parecendo uma estátua pálida à lua.
  • 9. BERTRAM  Bertram conta que, também, uma mulher, uma donzela de Cadiz, Angela, o levou à bebida e a duelar com seus três melhores amigos e a enterrá-los. Quando decide casar com ela e consegue lhe dar o primeiro beijo, recebe carta do pai, pedindo seu retorno à Dinamarca. Encontra o velho já moribundo, chora, mas por saudades de Angela. Dois anos depois, vende toda fortuna, coloca o dinheiro num banco de Hamburgo e volta para a Espanha. Encontra a moça casada e mãe de um filho. A paixão persiste e os amantes passam a se encontrar às escondidas, vivendo verdadeiras loucuras noturnas até que o marido, enciumado, descobre tudo.
  • 10. GENNARO  Gennaro, aos 18 anos, é aprendiz de pintor e aluno de Godofredo. Vive na casa do mestre como um filho, recebendo, no corredor, antes de dormir, beijos de Laura. Um dia, desperta e a encontra em sua cama, perdendo a cabeça diante da estonteante beleza da virgem. A cena se repete ao longo de 3 meses, quando a menina lhe diz que deve pedi-la em casamento, porque espera um filho. O moço nada responde, ela desmaia e se afasta, tornando-se cada dia mais pálida.
  • 11. CLAUDIUS HERMANN Claudius Hermann, após preâmbulos em que discursa com os amigos de orgia acerca de diversos temas, expõe sua história, onde narra suas loucuras e orgias e de como desperdiçou uma fortuna no turfe, em Londres, onde vê uma bela amazonas, a duquesa Eleonora, esposa do duque Maffio.
  • 12. JOHANN  Está em um bilhar em Paris, jogando com Artur que, numa jogada definitiva para Johann, se encosta à mesa, por descuido ou de propósito. A mesa estremece e Johann é levado à derrota. O perdedor, enlouquecido de raiva, desafia o parceiro para um duelo. Antes porém, Artur pede ao adversário que, caso morra, entregue a carta, que está em seu bolso, e o anel no seu dedo, para uma mulher que dirá, mais tarde quem é.
  • 13. O ÚLTIMO BEIJO DE AMOR  É noite alta na taverna, todos dormem. Entra uma mulher pálida, vestida de negro, procurando alguém com uma lanterna na mão. Vê Arnold, tenta beijá-lo, mas o deixa em paz, voltando-se para Johann, tornando-se, subitamente, sombria. Traz, além da lanterna, um punhal, que crava no pescoço deste último, enxugando as mãos ensangüentadas no cabelo do ferido. Vai até Arnold e o desperta. Ele a reconhece; é a irmã de Johann, agora transformada na prostituta Giorgia, a quem Arnold pede que lhe chame de Artur, como outrora.
  • 14. I N F O R M A Ç Õ E S S O B R E O AU T O R  Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em 12 de setembro de 1831 na cidade de São Paulo, estudante de Direito, Bacharelou-se em Letras no Colégio Pedro II em fins de 1847.  nas férias de 1851-2 adoeceu no Rio, onde as passava sempre e depois de dolorosa operação para extrair um tumor na fossa ilíaca, morreu quando a cursava o 5° ano, no dia 25 de abril de 1852.  Tinha vinte anos e sete meses.  É o principal representante no Brasil da influência byroniana ( ultra - romântica ) dos ingleses e alemães como todo escritor da paulista capital teve fim trágico bem a gosto burguês dos acadêmicos do Largo de São Francisco do século XIX.
  • 15. COMENTÁRIO DO ROMANTISMO NA OBRA Romance Urbano: Tem como principal característica retratar e criticar os costumes da sociedade. Retratando os costumes, as manias, e as mediocridades da sociedade carioca da época.
  • 16. ESTILO DE ESCREVER  Álvares de Azevedo inscreve sua obra na tradição do romance gótico. Pode-se avaliar como provenientes do romance gótico inglês, não apenas vários dos temas de Azevedo, como incesto e assassinato entre familiares, como ainda o gosto pelos incidentes sensacionais - raptos, fugas, aventuras em rápida sucessão, etc.  A imaginação romântica de Álvares de Azevedo marca de forma exuberante os contos do livro, narrados num estilo repleto de adjetivos e reticências, apresentando características como egocentrismo, dualidade, auto ironia, pessimismo e humor negro, ou seja, como um legítimo representante do ultrarromantismo.
  • 17. OPINIÃO CRÍTICA  A primeira impressão do livro é que seriam tediosos diálogos de bêbados, onde tratariam de assuntos não muito interessantes. O que foi muito diferente, pois se obteve uma fantástica dinâmica entre o ambiente real da taverna e o psicológico narrado pelos jovens amigos, com historias envolventes de suspenses e surpresas que prendem o leitor a um universo totalmente diferente.  Apesar de terem histórias que prendem o leitor num suspense, elas acabam passando uma visão de narradores sendo pessoas perigosas, assassinos sem nenhum escrúpulo, pois todas são trágicas, impregnadas de vícios, de crimes hediondos que vão de assassinatos a incestos o que chama a atenção é que nenhum foi preso ou pego para pagar por seus atos horríveis.
  • 18.  Um ponto positivo e muito bonito da novela e a valorização do amor onde se tem belas declarações e poemas de amor, onde existe grande envolvimento dos personagens. Mas o lado negativo mostra um amor acima de tudo, das regras, conceitos sociais e religiosos, não importando as conseqüências que esse amor trará, valorizando assim o momento do agora, do prazer. Trazendo assim frustrações, decepções, crimes e amores pervertidos. Com isso trazendo uma desvalorização da vida, podendo assim matar e morrer, pois a vida não faria mais sentido sem a mulher amada.
  • 19. C A R AC T E R Í S T I C A D O RO M A N T I S M O  Álvares de Azevedo inscreve sua obra na tradição do romance gótico. Pode-se avaliar como provenientes do romance gótico inglês, não apenas vários dos temas de Azevedo, como incesto e assassinato entre familiares, como ainda o gosto pelos incidentes sensacionais - raptos, fugas, aventuras em rápida sucessão, etc.  apresentando características como egocentrismo, dualidade, auto ironia, pessimismo e humor negro, ou seja, como um legítimo representante do ultrarromantismo.