Mulheres Virtuosas Estudando a Bíblia – IIGD
                        SAMAMBAIA
                                     Um mulher sunamita


Uma “mulher rica” e seu marido idoso viviam na cidade de Suném, ao sul da Galiléia e a
sudeste do monte Carmelo. Durante suas viagens pelo interior, o profeta Eliseu hospedou-se
muitas vezes nesse lar repleto de bondade. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, esse
tipo d hospitalidade para com estranhos não era opcional (Gn 18:1-8; Dt 10.17; Mt 25.35;
Hb13.2).

Um dia, a mulher sunamita resolveu oferecer um lugar mais confortável para o profeta, um
cômodo anexo permanente ao qual se tinha acesso por uma escada externa. Esse tipo de
acomodação era extremamente valioso em tempos em que as hospedarias públicas eram
precárias, isso quando havia alguma disponível.

Eliseu desejava fazer algo em troca dessa bondosa hospitalidade, mesmo que a mulher não
tivesse pedido nada. Geazi, o servo observador, lembrou a Eliseu que a mulher não tinha filhos
e que a esterilidade era uma tragédia pessoal para um mulher israelita. Eliseu anunciou que,
no ano seguinte, ela teria um filho em seus braços. Ela deve ter ficado chocada, visto que ela e
o marido eram idosos (veja Lc 18.27). Anos mais tarde a criança ficou doente enquanto
trabalhava com o pai nos campos; o menino morreu no colo da mãe.

Em sua tristeza silenciosa, a mulher colocou o menino na cama de Eliseu e fechou a porta. Com
determinação e urgência, ela partiu em busca do profeta. Teria ela questionado a Deus por ter
lhe dado um filho só para tomá-lo em seguida? Seria sua decisão rápida de ir ao encontro de
Eliseu uma atitude de fé, sabendo que o Deus que havia usado seu profeta para prometer-lhe
um filho também poderia usá-lo para restaurar a vida dessa criança?

Encontrou Eliseu e caiu aos seus pés. Vendo sua angústia, Eliseu não demorou a descobrir que
algo havia acontecido ao menino. Ele pediu a Geazi que fosse até a casa dela e que colocasse o
bordão do profeta sobre o rosto da criança, mas a sunamita recusou-se a deixar Eliseu; juntos,
eles começaram a viagem de volta a Suném. Do lado de fora do quarto do profeta, a mulher
aguardou ansiosa – esperando, temendo, imaginando o que aconteceria. Enquanto isso, Eliseu
orou, e o menino voltou a vida.

Imagine a alegria da mulher ao ver seu filho, o filho da promessa, vivo outra vez. Apesar de
suas ações demonstrarem, claramente que ela sabia que um milagre era possível, o gozo
transbordante de abraçar novamente seu filho era indescritível.

A provisão bondosa da mulher para o profeta resultou na chegada de um precioso filho em sua
vida (veja Pv 11.25). Apesar de alguns considerarem a ausência de um nome como sinal de
falta de poder, na vida dessa mulher cujo nome não é citado encontra-se a recompensa de um
coração pronto a servir – o poder de Deus e a gratidão de seu profeta. Sua beleza interior
(coração de serva) levou à um ação exterior (hospitalidade); a virtude interior de Eliseu
(gratidão) transforma-se num gesto exterior (dádiva de um filho). A hospitalidade voluntária
da sunamita despertou a gratidão cheia de consideração da parte de Eliseu. Sua fé diligente e
sua determinação confiante em meio a tristeza resultaram na restauração da vida de seu filho.

MVEB: A mulher Sunamita

  • 1.
    Mulheres Virtuosas Estudandoa Bíblia – IIGD SAMAMBAIA Um mulher sunamita Uma “mulher rica” e seu marido idoso viviam na cidade de Suném, ao sul da Galiléia e a sudeste do monte Carmelo. Durante suas viagens pelo interior, o profeta Eliseu hospedou-se muitas vezes nesse lar repleto de bondade. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, esse tipo d hospitalidade para com estranhos não era opcional (Gn 18:1-8; Dt 10.17; Mt 25.35; Hb13.2). Um dia, a mulher sunamita resolveu oferecer um lugar mais confortável para o profeta, um cômodo anexo permanente ao qual se tinha acesso por uma escada externa. Esse tipo de acomodação era extremamente valioso em tempos em que as hospedarias públicas eram precárias, isso quando havia alguma disponível. Eliseu desejava fazer algo em troca dessa bondosa hospitalidade, mesmo que a mulher não tivesse pedido nada. Geazi, o servo observador, lembrou a Eliseu que a mulher não tinha filhos e que a esterilidade era uma tragédia pessoal para um mulher israelita. Eliseu anunciou que, no ano seguinte, ela teria um filho em seus braços. Ela deve ter ficado chocada, visto que ela e o marido eram idosos (veja Lc 18.27). Anos mais tarde a criança ficou doente enquanto trabalhava com o pai nos campos; o menino morreu no colo da mãe. Em sua tristeza silenciosa, a mulher colocou o menino na cama de Eliseu e fechou a porta. Com determinação e urgência, ela partiu em busca do profeta. Teria ela questionado a Deus por ter lhe dado um filho só para tomá-lo em seguida? Seria sua decisão rápida de ir ao encontro de Eliseu uma atitude de fé, sabendo que o Deus que havia usado seu profeta para prometer-lhe um filho também poderia usá-lo para restaurar a vida dessa criança? Encontrou Eliseu e caiu aos seus pés. Vendo sua angústia, Eliseu não demorou a descobrir que algo havia acontecido ao menino. Ele pediu a Geazi que fosse até a casa dela e que colocasse o bordão do profeta sobre o rosto da criança, mas a sunamita recusou-se a deixar Eliseu; juntos, eles começaram a viagem de volta a Suném. Do lado de fora do quarto do profeta, a mulher aguardou ansiosa – esperando, temendo, imaginando o que aconteceria. Enquanto isso, Eliseu orou, e o menino voltou a vida. Imagine a alegria da mulher ao ver seu filho, o filho da promessa, vivo outra vez. Apesar de suas ações demonstrarem, claramente que ela sabia que um milagre era possível, o gozo transbordante de abraçar novamente seu filho era indescritível. A provisão bondosa da mulher para o profeta resultou na chegada de um precioso filho em sua vida (veja Pv 11.25). Apesar de alguns considerarem a ausência de um nome como sinal de falta de poder, na vida dessa mulher cujo nome não é citado encontra-se a recompensa de um coração pronto a servir – o poder de Deus e a gratidão de seu profeta. Sua beleza interior (coração de serva) levou à um ação exterior (hospitalidade); a virtude interior de Eliseu (gratidão) transforma-se num gesto exterior (dádiva de um filho). A hospitalidade voluntária da sunamita despertou a gratidão cheia de consideração da parte de Eliseu. Sua fé diligente e sua determinação confiante em meio a tristeza resultaram na restauração da vida de seu filho.