Realizado por:
                                 Carlos Silva, n.º 2
                                 João Sousa, n.º 9
Câmara de Lobos, Abril de 2011
Comunidade dos Países de
   Língua Portuguesa
   A Comunidade dos Países de Língua
   Portuguesa (CPLP) é uma organização
  assinada entre países falantes da língua
 portuguesa, que apoia e defende a aliança
   e a amizade entre os seus membros. A
    sua sede fica em Lisboa e seu actual
  Secretário Executivo é Domingos Simões
  Pereira, da Guiné-Bissau. A data de 5 de
      Maio comemora o Dia da Língua
   Portuguesa e da Cultura, celebrado em
           todo o espaço lusófono.
Comunidade dos Países de
   Língua Portuguesa
Línguas de Moçambique
   As línguas de Moçambique são todas de
    origem bantu, com excepção do português,
    que é a língua oficial. Desde que o país se
    tornou independente, constata-se que se
    falam 43 línguas nacionais.
   No entanto a língua oficial é o Português que
    é utilizado politicamente, internacionalmente e
    pelos media.
Língua Macua
   A língua macua ou Emakua é uma
    família de línguas bantu faladas na
    região norte de Moçambique, do grupo
    étnico mais numeroso deste país. Fala-
    se na região centro-norte do país, nas
    províncias de Nampula, Niassa, Cabo
    Delgado e Zambézia.
Lingua Tsonga
   O tsonga ou xiTsonga, chiTsonga e
    shiTsonga é o nome de uma das
    línguas da África austral. É uma das
    onze línguas oficiais da África do Sul,
    falada principalmente na província do
    Limpopo, junto à fronteira com
    Moçambique, e a principal língua falada,
    na parte sul, de Moçambique.
ETNIAS de Moçambique
Línguas de Moçambique


“AFelicidade de abrir uma coca
 cola é universal em todas as
           línguas”
José Craveirinha "Grito
            negro"
   José Craveirinha "Grito negro” (Vídeo)

   José João Craveirinha nasceu, em
    Lourenço Marques, a 28 de Maio, de
    1922, e morreu em 2003. É
    considerado o maior poeta de
    Moçambique. Em 1991, tornou-se o
    primeiro autor africano galardoado
    com o Prémio Camões, o mais
    importante prémio literário da língua
    portuguesa.
Análise
Nesse poema Craveirinha defende a
  Negritude Africana, afirma a cor e o
  orgulho em ser africano.
Carvão, mina, alcatrão, refere-se à realidade
  e à história de todo o homem negro por
  oposição ao Branco, patrão, maldição.
Chegou a hora de dizer NÃO a um passado e
  de assumir a cor e a africanidade (a
  diferença) e de lutar pelo FUTURO, a
  libertação, a igualdade.
Noémia Sousa “Nossa irmã lua”
Não, não nos digam que a lua
       Não é nossa irmã,           com a sua morna carícia de
Uma irmãzinha meiga que nos                  veludo...
              cubra                      sua enorme mão,
a todos com a quentura terna e       luminosamente branca,
            gostosa                    consegue-nos tudo.
        do seu carinho...          E sob o seu feitiço potente,
    que entorne toda a sua                  serenamos.
           claridade              E pouco a pouco, momento a
    sobre as nossas tristes                 momento,
       cabeças vergadas               Sossegando vamos...
   e, como um feitiço forte e   Fechando nossos olhos pacientes
          misterioso,                       de esperar,
nos afugente as raivas fundas e     Já podemos vogar no mar
            dolorosas              Parado dos nossos sonhos
          de revoltados,                    cansados...
                                      E até podemos cantar!
Até podemos cantar o nosso
          lamento...
 De olhos para dentro, para          brandos de doçura
        dentro de nós,            para nós, seus irmãos...)
   Sentimo-nos novamente          só não compreendemos
          humanos,             como é que, sendo tão branca a
   Somos nós novamente,                 nossa irmã,
E não brutos e cegos animais          nos possa ser tão
        aguilhoados...              completamente crista,
     Sim. Nós cantamos          se nós somos tão negros, tão
        amorosamente                       negros,
  A lua amiga que é nossa       como a noite mais solitária e
             irmã.              mais desoladamente escura...
 – Embora nos repitam que
não, nós o sentimos fundo no      Se me quiseres conhecer
          coração...             Se me quiseres conhecer,
       (que bem vemos           Estuda com olhos de bem ver
  que no seu largo rosto de      Esse pedaço de pau preto
      leite há sorrisos
Que um desconhecido irmão maconde
 De mãos inspiradas Talhou e trabalhou em
          terras distantes lá do norte.
                 Ah! Essa sou eu:
órbitas vazias no desespero de possuir a vida
     boca rasgada em ferida de angustia,
          mãos enorme, espalmadas,
   erguendo-se em jeito de quem implora e
                       ameaça,
  corpo tatuado feridas visíveis e invisíveis
    pelos duros chicotes da escravatura...
              torturada e magnífica
                  altiva e mística,             Duma canção nativa noite
           áfrica da cabeça aos pés,                      dentro
                – Ah, essa sou eu!              E nada mais me perguntes,
         Se quiseres compreender-me                Se é que me queres
Vem debruçar-te sobre a minha alma de áfrica,          conhecer...
       Nos gemidos dos negros no cais           Que não sou mais que um
    Nos batuques frenéticos do muchopes              búzio de carne
        Na rebeldia dos machanganas               Onde a revolta de áfrica
      Na estranha melodia se evolando                   congelou
                                                   Seu grito inchado de
                                                       esperança.
Análise
Neste Poema “Nossa Irmã Lua”, refere-se à mãe
Terra, a África e a Moçambique. Se repararmos todo
o poema fala do amor maternal, daí a lua ser vista
como algo familiar, ou até um amigo. Por outro lado,
há transformação, espera de algo e aí podemos
visualizar as fases da Lua e as transformações que
origina na Terra e no Homem. Curiosamente, o
poema termina com a noite que significa morte/fim de
um         período       de       submissão        e
ressurreição/transformação da/na vida do homem
africano e/ou moçambicano (que se verifica com a
descolonização).
Noémia Sousa
Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares foi
      uma poetisa e jornalista moçambicana.
Noémia de Sousa estudou no Brasil e começou a
       publicar no jornal “O Brado Africano”.
   Entre 1951 e 1964 viveu em Lisboa, onde
        trabalhou como tradutora, mas, em
     consequência da sua posição política de
  oposição ao Estado Novo teve de exilar-se em
      Paris, onde trabalhou no consulado de
                      Marrocos.
Mia Couto – Terra
   Sonâmbula
Resumo da obra
Moçambique na década de 1990. Numa terra devastada pela
guerra, um menino sem memória ( Muidinga) é encontrado
por um velho errante (Tuahir), ambos marcados por conflitos
que não entendem, privados de passado e de esperança.
Unidos, fazem de um machimbombo incendiado a sua casa, e
de um diário, encontrado junto de um cadáver, a sua Razão
Existencial. Nas linhas do caderno, Muidinga acredita ter um
mapa que o levará de volta à sua mãe. Nessa busca, o insólito
par descobre-se, reinventa-se, enfrenta a insanidade e a
miséria que grassam em seu redor, e recusa deixar morrer a
esperança. Tal como a terra que percorrem sem destino, uma
terra que nunca dorme, nunca descansa, uma terra
sonâmbula, onde as personagens principais vomitam as suas
recordações que colidem com o que está escrito no diário e
onde o diário lhes traz odores de lembranças perdidas e/ou
desconhecidas.
Mia Couto
 Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em
1955. Foi director da Agência de Informação de
   Moçambique, da revista Tempo e do jornal
   Notícias de Maputo. A sua visão única da
   realidade moçambicana deu-lhe um lugar
   privilegiado junto da crítica e dos leitores,
    afirmando-o como um dos autores mais
 reputados da literatura de língua portuguesa.
   Foi já distinguido com os prémios Vergílio
      Ferreira, União Latina de Literaturas
 Românticas e Passo Fundo Zaffari & Bourbon
                   de Literatura.

Moçambique

  • 1.
    Realizado por: Carlos Silva, n.º 2 João Sousa, n.º 9 Câmara de Lobos, Abril de 2011
  • 2.
    Comunidade dos Paísesde Língua Portuguesa  A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma organização assinada entre países falantes da língua portuguesa, que apoia e defende a aliança e a amizade entre os seus membros. A sua sede fica em Lisboa e seu actual Secretário Executivo é Domingos Simões Pereira, da Guiné-Bissau. A data de 5 de Maio comemora o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura, celebrado em todo o espaço lusófono.
  • 3.
    Comunidade dos Paísesde Língua Portuguesa
  • 4.
    Línguas de Moçambique  As línguas de Moçambique são todas de origem bantu, com excepção do português, que é a língua oficial. Desde que o país se tornou independente, constata-se que se falam 43 línguas nacionais.  No entanto a língua oficial é o Português que é utilizado politicamente, internacionalmente e pelos media.
  • 5.
    Língua Macua  A língua macua ou Emakua é uma família de línguas bantu faladas na região norte de Moçambique, do grupo étnico mais numeroso deste país. Fala- se na região centro-norte do país, nas províncias de Nampula, Niassa, Cabo Delgado e Zambézia.
  • 6.
    Lingua Tsonga  O tsonga ou xiTsonga, chiTsonga e shiTsonga é o nome de uma das línguas da África austral. É uma das onze línguas oficiais da África do Sul, falada principalmente na província do Limpopo, junto à fronteira com Moçambique, e a principal língua falada, na parte sul, de Moçambique.
  • 7.
  • 8.
    Línguas de Moçambique “AFelicidadede abrir uma coca cola é universal em todas as línguas”
  • 9.
    José Craveirinha "Grito negro"  José Craveirinha "Grito negro” (Vídeo)  José João Craveirinha nasceu, em Lourenço Marques, a 28 de Maio, de 1922, e morreu em 2003. É considerado o maior poeta de Moçambique. Em 1991, tornou-se o primeiro autor africano galardoado com o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa.
  • 10.
    Análise Nesse poema Craveirinhadefende a Negritude Africana, afirma a cor e o orgulho em ser africano. Carvão, mina, alcatrão, refere-se à realidade e à história de todo o homem negro por oposição ao Branco, patrão, maldição. Chegou a hora de dizer NÃO a um passado e de assumir a cor e a africanidade (a diferença) e de lutar pelo FUTURO, a libertação, a igualdade.
  • 11.
    Noémia Sousa “Nossairmã lua” Não, não nos digam que a lua Não é nossa irmã, com a sua morna carícia de Uma irmãzinha meiga que nos veludo... cubra sua enorme mão, a todos com a quentura terna e luminosamente branca, gostosa consegue-nos tudo. do seu carinho... E sob o seu feitiço potente, que entorne toda a sua serenamos. claridade E pouco a pouco, momento a sobre as nossas tristes momento, cabeças vergadas Sossegando vamos... e, como um feitiço forte e Fechando nossos olhos pacientes misterioso, de esperar, nos afugente as raivas fundas e Já podemos vogar no mar dolorosas Parado dos nossos sonhos de revoltados, cansados... E até podemos cantar!
  • 12.
    Até podemos cantaro nosso lamento... De olhos para dentro, para brandos de doçura dentro de nós, para nós, seus irmãos...) Sentimo-nos novamente só não compreendemos humanos, como é que, sendo tão branca a Somos nós novamente, nossa irmã, E não brutos e cegos animais nos possa ser tão aguilhoados... completamente crista, Sim. Nós cantamos se nós somos tão negros, tão amorosamente negros, A lua amiga que é nossa como a noite mais solitária e irmã. mais desoladamente escura... – Embora nos repitam que não, nós o sentimos fundo no Se me quiseres conhecer coração... Se me quiseres conhecer, (que bem vemos Estuda com olhos de bem ver que no seu largo rosto de Esse pedaço de pau preto leite há sorrisos
  • 13.
    Que um desconhecidoirmão maconde De mãos inspiradas Talhou e trabalhou em terras distantes lá do norte. Ah! Essa sou eu: órbitas vazias no desespero de possuir a vida boca rasgada em ferida de angustia, mãos enorme, espalmadas, erguendo-se em jeito de quem implora e ameaça, corpo tatuado feridas visíveis e invisíveis pelos duros chicotes da escravatura... torturada e magnífica altiva e mística, Duma canção nativa noite áfrica da cabeça aos pés, dentro – Ah, essa sou eu! E nada mais me perguntes, Se quiseres compreender-me Se é que me queres Vem debruçar-te sobre a minha alma de áfrica, conhecer... Nos gemidos dos negros no cais Que não sou mais que um Nos batuques frenéticos do muchopes búzio de carne Na rebeldia dos machanganas Onde a revolta de áfrica Na estranha melodia se evolando congelou Seu grito inchado de esperança.
  • 14.
    Análise Neste Poema “NossaIrmã Lua”, refere-se à mãe Terra, a África e a Moçambique. Se repararmos todo o poema fala do amor maternal, daí a lua ser vista como algo familiar, ou até um amigo. Por outro lado, há transformação, espera de algo e aí podemos visualizar as fases da Lua e as transformações que origina na Terra e no Homem. Curiosamente, o poema termina com a noite que significa morte/fim de um período de submissão e ressurreição/transformação da/na vida do homem africano e/ou moçambicano (que se verifica com a descolonização).
  • 15.
    Noémia Sousa Carolina NoémiaAbranches de Sousa Soares foi uma poetisa e jornalista moçambicana. Noémia de Sousa estudou no Brasil e começou a publicar no jornal “O Brado Africano”. Entre 1951 e 1964 viveu em Lisboa, onde trabalhou como tradutora, mas, em consequência da sua posição política de oposição ao Estado Novo teve de exilar-se em Paris, onde trabalhou no consulado de Marrocos.
  • 16.
    Mia Couto –Terra Sonâmbula
  • 17.
    Resumo da obra Moçambiquena década de 1990. Numa terra devastada pela guerra, um menino sem memória ( Muidinga) é encontrado por um velho errante (Tuahir), ambos marcados por conflitos que não entendem, privados de passado e de esperança. Unidos, fazem de um machimbombo incendiado a sua casa, e de um diário, encontrado junto de um cadáver, a sua Razão Existencial. Nas linhas do caderno, Muidinga acredita ter um mapa que o levará de volta à sua mãe. Nessa busca, o insólito par descobre-se, reinventa-se, enfrenta a insanidade e a miséria que grassam em seu redor, e recusa deixar morrer a esperança. Tal como a terra que percorrem sem destino, uma terra que nunca dorme, nunca descansa, uma terra sonâmbula, onde as personagens principais vomitam as suas recordações que colidem com o que está escrito no diário e onde o diário lhes traz odores de lembranças perdidas e/ou desconhecidas.
  • 18.
    Mia Couto MiaCouto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi director da Agência de Informação de Moçambique, da revista Tempo e do jornal Notícias de Maputo. A sua visão única da realidade moçambicana deu-lhe um lugar privilegiado junto da crítica e dos leitores, afirmando-o como um dos autores mais reputados da literatura de língua portuguesa. Foi já distinguido com os prémios Vergílio Ferreira, União Latina de Literaturas Românticas e Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura.