Literatura Angolana
A literatura em Angola nasceu em 1975.
Construiu-se a partir da negação contra
o complexo sistema de contradições da
sociedade colonizada.
Traz muitas vezes, também realismo nas
suas imagens do preconceito, da dor
causada pelos castigos corporais, do
sofrimento pela morte dos entes queridos e
da exclusão social. Porém, essas imagens,
são revestidas pela beleza que
frequentemente nos passam as grandes
obras artísticas.
A palavra literária desempenhou em Angola um importante
papel na superação do estatuto de colônia.
Presente nas campanhas libertadoras foi responsável por ecoar
o grito de liberdade de uma nação por muito tempo silenciado,
mas nunca esquecido.
Literatura Angolana
Literatura Angolana
O angolano vive, por algum tempo, entre duas realidades, a
sociedade colonial europeia e a sociedade africana; os seus
escritos são, por isso, os resultados dessa tensão existente entre
os dois mundos.
Literatura Angolana
Assim, com essa conturbada
duplicidade, o escritor africano, à
medida que se vai
consciencializando, vai
recorrendo aos seus ancestrais, à
infância, em busca do eu, da sua
geração, de maneira harmoniosa,
na pátria mãe, Angola - África.
 Nome: Alda Ferreira Pires Barreto
de Lara Albuquerque
 Nascimento: Benguela - Angola, 9
de Junho de 1930
 Falecimento: Cambambe, 30 de
Janeiro de 1962
 Era casada com o escritor Orlando
Albuquerque
 Muito jovem foi para Lisboa onde
concluiu o 7º ano do Liceu.
 Frequentou as Faculdades de
Medicina de Lisboa e Coimbra,
licenciando-se por esta última.
Alda Lara
Não chores Mãe… Faz como eu, sorri!
Transforma as elegias de um momento
em cânticos de esperança e incitamento.
Tem fé nos dias que te prometi.
E podes crer, estou sempre ao pé de ti,
quando por noites de luar, o vento,
segreda aos coqueiros o seu lamento,
Compondo versos que eu nunca escrevi…
Estou junto a ti nos dias de braseiro,
no mar…na velha ponte…no Sombreiro,
em tudo quanto amei e quis p’ra mim…
Não chores, mãe!...A hora é de avancadas!...
Nós caminhamos certos, de mãos dadas,
e havemos de atingir um dia, o fim…
Análise
As temáticas presentes no poema são: esperança,
fraternidade e lugares de afeto.
Na primeira parte o sujeito poético pede á mãe para
sorrir e continuar com as esperanças na promessa do
sujeito poético.
Na segunda parte, o sujeito poético convence a mãe
de que nunca a irá abandonar e faz referência aos
lugares que ambas amaram: “no mar”, “na velha
ponte” e “no Sombreiro”.
Na terceira parte, o sujeito poético pede novamente à
mãe para não chorar e que um dia irão alcançar o que
desejam juntas. “Nós caminhamos certos, de mãos
dadas,/e havemos de atingir um dia, o fim…” (V.13 e 14)
Caracterização do “eu”: corajoso, esperançoso, fiel à
sua palavra, lutador, sorridente e otimista, “Faz como eu,
sorri!”, “Tem fé nos dias que te prometi”.
Caracterização do “tu”: desmotivado, triste e
pessimista. “Transforma as elegias de um momento/em
cânticos de esperança e incitamento”, “Não chores, Mãe!”
Relação “eu”/”tu”: relação de mãe e filha. A filha dá
esperanças e forças à mãe de que juntas irão alcançar o
que desejam.
Recursos Estilísticos:
 Exclamação, “Faz como eu, sorri!” O sujeito poético
transmite força á mãe numa tentativa de aliviar o
sofrimento.
 Metáfora, “quando por noites de luar, o
vento,/segreda aos coqueirais o seu
lamento,/compondo versos que eu nunca escrevi”.
Reforça a ideia de que o “eu” estará sempre presente.
Noites africanas langorosas,
esbatidas em luares…,
perdidas em mistérios…
Há cantos de tunguruluas pelos ares!...
Noites africanas endoidadas,
onde o barulhento frenesi das batucadas,
põe tremores nas folhas dos cajueiros…
Noites africanas tenebrosas…,
povoadas de fantasmas e de medos,
povoadas das histórias de feiticeiros
que as amas-secas pretas,
contavam aos meninos brancos…
E os meninos brancos cresceram.
e esqueceram
as histórias…
Por isso as noites são tristes…
endoidadas, tenebrosas langorosas,
mas tristes…como o rosto gretado,
e sulcado de rugas, das velhas pretas…,
como o olhar cansado dos colonos,
como a solidão das terras enormes
mas desabitadas…
É que os meninos brancos…
esqueceram as histórias,
com que as amas-secas pretas
os adormeciam,
nas longas noites africanas…
Os meninos brancos… esqueceram!...
Análise
• O tema deste poema é Terra-África.
• Poema dividido em duas partes, sendo a
primeira parte que vai da primeira estrofe até
a terceira, e a segunda a quarta estrofe até
sétima.
• A primeira parte descreve o aspecto positivo
das noites africanas, e a segunda a parte
negativa.
• O aspecto negativo- se África foi influenciada
pelo fato de as crianças brancas terem
esquecido as histórias que as amas-secas
contavam, que simbolizavam a beleza da terra,
das tradições e de toda a cultura africana, que
outrora davam vida ao mítico e a fantasia.
• A África temida e respeitada foi agora
abandonada pelas crianças que se tornaram
adultas, e embora a beleza da terra continue
intacta, o passar do tempo levou os mistérios
e todo o resto, deixando para trás uma onda
de tristeza e solidão.
• Caracterização de África: “noites langorosas”,
misteriosa, natural, intimidante e mítica.
• Recurso estilísticos:
• Exclamação, “Há cantos de tunguruluas
pelos ares!...”.
• Anáfora, no início de cada estrofe da
primeira parte, “Noites africanas langorosas”,
“Noites africanas endoidadas”, “Noites
africanas tenebrosas”. Esta anáfora descreve e
reforça os aspectos positivos de África.
• Comparação, “como o rosto gretado,/e
sulcado de rugas, das velhas pretas…,/como o
olhar cansado dos colonos,/como a solidão
das terras enormes/mas desabitadas…”. A
tristeza das noites de África está a ser
comparada ao envelhecimento do povo, ao
cansaço dos colonos e á solidão das terras.
• Estrutura externa: sete estrofes, com versos
irregulares, sem esquema rimático e métrica
livre.
Prelúdio - definição
O prelúdio é o início. Anuncia
o que está por vir. Tudo tem um
princípio, precisa de uma
introdução. Nenhuma obra nasce
sem ser anunciada. Uma música,
um filme, uma pintura, uma
poesia, ou até mesmo um
universo, nada disso foi criado
sem um prelúdio...
Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela.
Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guizos
nas suas mãos apertadas...
Prelúdio
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.
Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro...
Tem voz de noite, descendo
de mansinho, pela estrada.
Prelúdio
... Que é feito desses meninos
que gostava de embalar?
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar?
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar?...
Mãe-Negra não sabe nada.
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo,
Mãe-Negra...
Prelúdio
É que os meninos cresceram,
e esqueceram
as histórias
que costumavas contar...
Muitos partiram pra longe,
quem sabe se hão-de voltar!...
Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaços,
bem quieta bem calada…
É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo
de mansinho pela estrada...
Tema
Os temas deste texto poético é o amor à pátria e a Terra-África.
 “Pela estrada desce a noite/Mãe-Negra desce com ela.”
 “que é feito desses meninos/que ela ajudou a criar?”
Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela.
Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guizos
nas suas mãos apertadas...
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.
Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro...
Tem voz de noite, descendo
de mansinho, pela estrada.
Descrição da Mãe-Negra
Assunto
... Que é feito desses meninos
que gostava de embalar?
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar?
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar?...
Mãe-Negra não sabe nada.
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo
Mãe-Negra...
Questiona-se sobre o porquê de a
estarem a abandonar
Assunto
É que os meninos cresceram,
e esqueceram
as histórias
que costumavas contar...
Muitos partiram pra longe,
quem sabe se hão-de voltar!...
Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaços,
bem quieta bem calada…
É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo
de mansinho pela estrada...
Resposta às questões anteriormente
feitas. O que é feito daqueles que
partiram e a esperança que Mãe-
Negra tem do seu regresso.
Assunto
Mãe-Negra (“tu”)
 Triste, melancólica, cansada (“só
duas lágrimas grossas,/ em duas
faces cansadas”)
 “tem voz de vento”, “voz de
silêncio”, “voz de noite”;
 Tem esperança e saudade de
voltar a ver quem criou (”Só tu
ficaste esperando,/mãos cruzadas nos
regaços,/bem quieta, bem calada.”)
Recursos estilísticos
“Mãe-Negra desce com ela”
 Personificação – atribui uma característica humana ao “tu”, a Mãe-Negra, para
reforçar a ideia da terra África como um sitio com sentimentos reais
“Nem buganvílias vermelhas,/ nem vestidinhos de folhos,/ nem
brincadeiras de guizos “
 Anáfora – reforça a ideia de abandono em relação à Mãe-Negra
“Mãe-Negra tem voz de vento,/ voz de silêncio batendo/ nas folhas do
cajueiro.../ Tem voz de noite, descendo/ de mansinho, pela estrada.”
 Imagem personificada – conjunto de metáforas que atribuem características
humanas a Mãe-Negra e demonstram o estado de espírito desta por a terem
abandonado
Recursos estilísticos
“... Que é feito desses meninos/ que
gostava de embalar?/ Que é feito
desses meninos/ que ela ajudou a
criar?/ Quem ouve agora as histórias/
que costumava contar?... “
 Interrogações retóricas – o eu poético
questiona-se acerca do paradeiro daqueles
que Mãe-Negra criou e que partiram
“bem quieta, bem calada”
 Reiteração – estado de espírito de Mãe-
Negra ao ter sido abandonada por aqueles
que criara e a forma como ela encara a
saudade e esperança de um dia os voltar a
ver
Qual o significado
de prelúdio?
a) Conclusão
b) Epílogo
c) Introdução
Quais os temas
deste poema?
a) tempo ansioso e
inconformismo
b) Terra-África e amor à
pátria
c) fraternidade e
solidariedade
Quem é a Mãe-
Natureza?
a) Terra-África, Angola
b) Uma escrava
c) Mãe do sujeito poético
Qual o estado de
espírito do “tu”?
a) Tristeza e melancolia
b) Esperança e alegria
c) Nervosismo e
inconformismo
Bibliografia
• http://pt.shvoong.com/social-sciences/political-
science/1874922-passado-presente-na-literatura-angolana/
• http://www.revista.agulha.nom.br/1alara.html
• http://poemasafricanos.blogspot.com/2008/09/alda-lara.html
• http://opreludio.blogspot.com/
Trabalho realizado por:
Paula Leal Nº12 12ºH
&
Vanda Teixeira Nº17
12ºH

LITERATURA ANGOLANA.pptxxxxxxxxxxxxxxxxx

  • 3.
    Literatura Angolana A literaturaem Angola nasceu em 1975. Construiu-se a partir da negação contra o complexo sistema de contradições da sociedade colonizada. Traz muitas vezes, também realismo nas suas imagens do preconceito, da dor causada pelos castigos corporais, do sofrimento pela morte dos entes queridos e da exclusão social. Porém, essas imagens, são revestidas pela beleza que frequentemente nos passam as grandes obras artísticas.
  • 4.
    A palavra literáriadesempenhou em Angola um importante papel na superação do estatuto de colônia. Presente nas campanhas libertadoras foi responsável por ecoar o grito de liberdade de uma nação por muito tempo silenciado, mas nunca esquecido. Literatura Angolana
  • 5.
    Literatura Angolana O angolanovive, por algum tempo, entre duas realidades, a sociedade colonial europeia e a sociedade africana; os seus escritos são, por isso, os resultados dessa tensão existente entre os dois mundos.
  • 6.
    Literatura Angolana Assim, comessa conturbada duplicidade, o escritor africano, à medida que se vai consciencializando, vai recorrendo aos seus ancestrais, à infância, em busca do eu, da sua geração, de maneira harmoniosa, na pátria mãe, Angola - África.
  • 8.
     Nome: AldaFerreira Pires Barreto de Lara Albuquerque  Nascimento: Benguela - Angola, 9 de Junho de 1930  Falecimento: Cambambe, 30 de Janeiro de 1962  Era casada com o escritor Orlando Albuquerque  Muito jovem foi para Lisboa onde concluiu o 7º ano do Liceu.  Frequentou as Faculdades de Medicina de Lisboa e Coimbra, licenciando-se por esta última. Alda Lara
  • 9.
    Não chores Mãe…Faz como eu, sorri! Transforma as elegias de um momento em cânticos de esperança e incitamento. Tem fé nos dias que te prometi. E podes crer, estou sempre ao pé de ti, quando por noites de luar, o vento, segreda aos coqueiros o seu lamento, Compondo versos que eu nunca escrevi…
  • 10.
    Estou junto ati nos dias de braseiro, no mar…na velha ponte…no Sombreiro, em tudo quanto amei e quis p’ra mim… Não chores, mãe!...A hora é de avancadas!... Nós caminhamos certos, de mãos dadas, e havemos de atingir um dia, o fim…
  • 11.
    Análise As temáticas presentesno poema são: esperança, fraternidade e lugares de afeto. Na primeira parte o sujeito poético pede á mãe para sorrir e continuar com as esperanças na promessa do sujeito poético. Na segunda parte, o sujeito poético convence a mãe de que nunca a irá abandonar e faz referência aos lugares que ambas amaram: “no mar”, “na velha ponte” e “no Sombreiro”.
  • 12.
    Na terceira parte,o sujeito poético pede novamente à mãe para não chorar e que um dia irão alcançar o que desejam juntas. “Nós caminhamos certos, de mãos dadas,/e havemos de atingir um dia, o fim…” (V.13 e 14) Caracterização do “eu”: corajoso, esperançoso, fiel à sua palavra, lutador, sorridente e otimista, “Faz como eu, sorri!”, “Tem fé nos dias que te prometi”. Caracterização do “tu”: desmotivado, triste e pessimista. “Transforma as elegias de um momento/em cânticos de esperança e incitamento”, “Não chores, Mãe!”
  • 13.
    Relação “eu”/”tu”: relaçãode mãe e filha. A filha dá esperanças e forças à mãe de que juntas irão alcançar o que desejam. Recursos Estilísticos:  Exclamação, “Faz como eu, sorri!” O sujeito poético transmite força á mãe numa tentativa de aliviar o sofrimento.  Metáfora, “quando por noites de luar, o vento,/segreda aos coqueirais o seu lamento,/compondo versos que eu nunca escrevi”. Reforça a ideia de que o “eu” estará sempre presente.
  • 14.
    Noites africanas langorosas, esbatidasem luares…, perdidas em mistérios… Há cantos de tunguruluas pelos ares!... Noites africanas endoidadas, onde o barulhento frenesi das batucadas, põe tremores nas folhas dos cajueiros…
  • 15.
    Noites africanas tenebrosas…, povoadasde fantasmas e de medos, povoadas das histórias de feiticeiros que as amas-secas pretas, contavam aos meninos brancos… E os meninos brancos cresceram. e esqueceram as histórias…
  • 16.
    Por isso asnoites são tristes… endoidadas, tenebrosas langorosas, mas tristes…como o rosto gretado, e sulcado de rugas, das velhas pretas…, como o olhar cansado dos colonos, como a solidão das terras enormes mas desabitadas… É que os meninos brancos… esqueceram as histórias, com que as amas-secas pretas os adormeciam, nas longas noites africanas… Os meninos brancos… esqueceram!...
  • 17.
    Análise • O temadeste poema é Terra-África. • Poema dividido em duas partes, sendo a primeira parte que vai da primeira estrofe até a terceira, e a segunda a quarta estrofe até sétima. • A primeira parte descreve o aspecto positivo das noites africanas, e a segunda a parte negativa.
  • 18.
    • O aspectonegativo- se África foi influenciada pelo fato de as crianças brancas terem esquecido as histórias que as amas-secas contavam, que simbolizavam a beleza da terra, das tradições e de toda a cultura africana, que outrora davam vida ao mítico e a fantasia.
  • 19.
    • A Áfricatemida e respeitada foi agora abandonada pelas crianças que se tornaram adultas, e embora a beleza da terra continue intacta, o passar do tempo levou os mistérios e todo o resto, deixando para trás uma onda de tristeza e solidão.
  • 20.
    • Caracterização deÁfrica: “noites langorosas”, misteriosa, natural, intimidante e mítica. • Recurso estilísticos: • Exclamação, “Há cantos de tunguruluas pelos ares!...”. • Anáfora, no início de cada estrofe da primeira parte, “Noites africanas langorosas”, “Noites africanas endoidadas”, “Noites africanas tenebrosas”. Esta anáfora descreve e reforça os aspectos positivos de África.
  • 21.
    • Comparação, “comoo rosto gretado,/e sulcado de rugas, das velhas pretas…,/como o olhar cansado dos colonos,/como a solidão das terras enormes/mas desabitadas…”. A tristeza das noites de África está a ser comparada ao envelhecimento do povo, ao cansaço dos colonos e á solidão das terras.
  • 22.
    • Estrutura externa:sete estrofes, com versos irregulares, sem esquema rimático e métrica livre.
  • 24.
    Prelúdio - definição Oprelúdio é o início. Anuncia o que está por vir. Tudo tem um princípio, precisa de uma introdução. Nenhuma obra nasce sem ser anunciada. Uma música, um filme, uma pintura, uma poesia, ou até mesmo um universo, nada disso foi criado sem um prelúdio...
  • 25.
    Pela estrada descea noite Mãe-Negra, desce com ela. Nem buganvílias vermelhas, nem vestidinhos de folhos, nem brincadeiras de guizos nas suas mãos apertadas... Prelúdio Só duas lágrimas grossas, em duas faces cansadas. Mãe-Negra tem voz de vento, voz de silêncio batendo nas folhas do cajueiro... Tem voz de noite, descendo de mansinho, pela estrada.
  • 26.
    Prelúdio ... Que éfeito desses meninos que gostava de embalar? Que é feito desses meninos que ela ajudou a criar? Quem ouve agora as histórias que costumava contar?... Mãe-Negra não sabe nada. Mas ai de quem sabe tudo, como eu sei tudo, Mãe-Negra...
  • 27.
    Prelúdio É que osmeninos cresceram, e esqueceram as histórias que costumavas contar... Muitos partiram pra longe, quem sabe se hão-de voltar!... Só tu ficaste esperando, mãos cruzadas no regaços, bem quieta bem calada… É a tua a voz deste vento, desta saudade descendo de mansinho pela estrada...
  • 28.
    Tema Os temas destetexto poético é o amor à pátria e a Terra-África.  “Pela estrada desce a noite/Mãe-Negra desce com ela.”  “que é feito desses meninos/que ela ajudou a criar?”
  • 29.
    Pela estrada descea noite Mãe-Negra, desce com ela. Nem buganvílias vermelhas, nem vestidinhos de folhos, nem brincadeiras de guizos nas suas mãos apertadas... Só duas lágrimas grossas, em duas faces cansadas. Mãe-Negra tem voz de vento, voz de silêncio batendo nas folhas do cajueiro... Tem voz de noite, descendo de mansinho, pela estrada. Descrição da Mãe-Negra Assunto
  • 30.
    ... Que éfeito desses meninos que gostava de embalar? Que é feito desses meninos que ela ajudou a criar? Quem ouve agora as histórias que costumava contar?... Mãe-Negra não sabe nada. Mas ai de quem sabe tudo, como eu sei tudo Mãe-Negra... Questiona-se sobre o porquê de a estarem a abandonar Assunto
  • 31.
    É que osmeninos cresceram, e esqueceram as histórias que costumavas contar... Muitos partiram pra longe, quem sabe se hão-de voltar!... Só tu ficaste esperando, mãos cruzadas no regaços, bem quieta bem calada… É a tua a voz deste vento, desta saudade descendo de mansinho pela estrada... Resposta às questões anteriormente feitas. O que é feito daqueles que partiram e a esperança que Mãe- Negra tem do seu regresso. Assunto
  • 32.
    Mãe-Negra (“tu”)  Triste,melancólica, cansada (“só duas lágrimas grossas,/ em duas faces cansadas”)  “tem voz de vento”, “voz de silêncio”, “voz de noite”;  Tem esperança e saudade de voltar a ver quem criou (”Só tu ficaste esperando,/mãos cruzadas nos regaços,/bem quieta, bem calada.”)
  • 33.
    Recursos estilísticos “Mãe-Negra descecom ela”  Personificação – atribui uma característica humana ao “tu”, a Mãe-Negra, para reforçar a ideia da terra África como um sitio com sentimentos reais “Nem buganvílias vermelhas,/ nem vestidinhos de folhos,/ nem brincadeiras de guizos “  Anáfora – reforça a ideia de abandono em relação à Mãe-Negra “Mãe-Negra tem voz de vento,/ voz de silêncio batendo/ nas folhas do cajueiro.../ Tem voz de noite, descendo/ de mansinho, pela estrada.”  Imagem personificada – conjunto de metáforas que atribuem características humanas a Mãe-Negra e demonstram o estado de espírito desta por a terem abandonado
  • 34.
    Recursos estilísticos “... Queé feito desses meninos/ que gostava de embalar?/ Que é feito desses meninos/ que ela ajudou a criar?/ Quem ouve agora as histórias/ que costumava contar?... “  Interrogações retóricas – o eu poético questiona-se acerca do paradeiro daqueles que Mãe-Negra criou e que partiram “bem quieta, bem calada”  Reiteração – estado de espírito de Mãe- Negra ao ter sido abandonada por aqueles que criara e a forma como ela encara a saudade e esperança de um dia os voltar a ver
  • 37.
    Qual o significado deprelúdio? a) Conclusão b) Epílogo c) Introdução
  • 38.
    Quais os temas destepoema? a) tempo ansioso e inconformismo b) Terra-África e amor à pátria c) fraternidade e solidariedade
  • 39.
    Quem é aMãe- Natureza? a) Terra-África, Angola b) Uma escrava c) Mãe do sujeito poético
  • 40.
    Qual o estadode espírito do “tu”? a) Tristeza e melancolia b) Esperança e alegria c) Nervosismo e inconformismo
  • 41.
  • 42.
    Trabalho realizado por: PaulaLeal Nº12 12ºH & Vanda Teixeira Nº17 12ºH