PUC Minas - Educação Ambiental Metodologias de Educação Ambiental Eugenio B. Leite – 2007
Metodologias em Educação Ambiental Planejamento, Processo e Produto ; Estudos de Percepção Ambiental ; Mobilização Social; Agenda 21; Interpretação Ambiental; Pedagogia de Projeto. Pegada Ecológica  Agroecologia   Ecopedagocia   Dinâmica de Grupos  Diagnóstico para Resolução de Problemas  Pesquisa ação
Planejamento, Processo e Produto Metodologia baseada em um modelo de avaliação contínua, criada por Susan Jacobson (1991), utilizada e modificada por Suzana Padua (1994, 1997).  Sua base é avaliar continuamente cada etapa, para que se possam obter indicadores de eficácia ou ineficácia das atividades e das estratégias adotadas.  Um dos pontos-chave é pensar em programas de educação ambiental com princípio, meio e fim e implantá-los passo a passo.  Pode ser útil, pois inclui  planejamento ,  processo  ou implantação e  produto  ou resultado, em que se pensa no todo, mas organiza-se por partes.
Planejamento: levantamento de tema,  problema ou questão; identificação dos potenciais locais;  clarificação dos objetivos;  identificação do público-alvo;  levantamento dos recursos disponíveis;  instrumentos de avaliação
Processo: Criação de atividades e estratégias; Levantamento do que já existe; Elaboração de um cronograma; Capacitação da Equipe
Produto: Avaliação do Processo; Avaliação dos resultados gerais; Análise de resultados inesperados; Busca de apoio Disseminação de resultados
Percepção Ambiental Instrumento de avaliação da realidade ambiental local ou regional; Cria momentos para a mobilização social e para a educação ambiental; Busca elucidar as relações de causa e efeito, com a finalidade de subsidiar a escolha de soluções para os projetos. Deve preceder as intervenções sócios ambientais.
Percepção Ambiental "percepção é tanto a resposta dos sentidos aos estímulos externos, como a atividade proposital, na qual certos fenômenos são claramente registrados, enquanto outros retrocedem para a sombra ou são bloqueados..."  (Tuan, 1974).
Topofilia  Através dos sentidos que o homem percebe o mundo e cultiva a topofilia, que “é  o elo afetivo entre a pessoa e o lugar ou ambiente físico ”, onde a memória cultural e a inteligência emocional se fundem na construção do conviver com o semi-árido (Tuan, 1980:106).
Topofobia conduz a um sentimento de rejeição pela paisagem, pelo espaço vivido;  "paisagem" é entendido aqui como  "reflexo de valores sociais e padrões culturais, como expressão da maneira de viver, como paisagem social e política"  .  Esta abordagem não desconsidera a relação entre o homem e o ambiente natural, mas engloba as  "relações do homem com o mundo e do homem com o homem"  .
MOBILIZAÇÃO SOCIAL Mobilizar é CONVOCAR VONTADES para atuar na busca de um PROPÓSITO COMUM, sob uma INTERPRETAÇÃO e um SENTIDO também COMPARTILHADOS. Propósito Passageiro    Evento/Campanha Propósito Continuo    Mobilização (Ato de comunicação/Interpretação e Sentidos)   A decisão depende essencialmente das pessoas se verem ou não como RESPONSÁVEIS e como CAPAZES de PROVOCAR e CONSTRUIR MUDANÇAS .
CONVIVÊNCIA SOCIAL  APRENDIZAGEM CONSTANTE Aprender a não agredir ao semelhante; Aprender a comunicar-se: base da auto-afirmação pessoal ou do grupo; Aprender a conviver em grupo: base da política e da economia; Aprender a cuidar de si: base da saúde e seguridade social; Aprender a cuidar do entorno: fundamento da sobrevivência; Aprender a valorizar o saber social: base da evolução social e cultural.
Fatores que: imobiliza Mobiliza Cobrança/indução Centralização/fragmentação Ver para crer Distorções na organização social  Exclusão  e Autoridade Dependência/ subserviência Padronização globalizada; Eliminação/ constrangimento Frustração/ desapontamento Ceticismo e Sonegação da informação Passado (espaço temporal) Responsabilidade; Adesão/rejeição  esse filme eu já vi”;  Fracasso Indefinição/medo; Postura pacata Acomodação; Isolamento “ um pé atrás” e Prepotência ·      Crença Circulação de informação Futuro (espaço temporal) Oportunidade Participação (traço cultural) Novos atores/novos autores Sucesso Segurança Aflição Indignação Solidariedade Audácia Humildade Criatividade
DIMENSÕES/ATORES: Para Estrutura um Projeto de Mobilização REEDITOR SOCIAL: Capacidade de READEQUAR mensagens, de acordo com circunstâncias e propósitos, com credibilidade e legitimidade. Reconhecimento Social REEDITOR    interpreta e amplia. MULTIPLICADOR    mais fiel ao conteúdo (reproduz); PRODUTOR SOCIAL: Cria condições econômicas e institucionais. Viabiliza o movimento. Legitimidade política e social EDITOR : Pessoa ou instituição profissional de algum tipo de Comunicação.
Agenda 21 Eugenio Batista Leite PUC Minas Educação Ambiental
Agenda 21 Local  O que é?   e/ou O que fazer? Qual o significado?  ou Para que fazer? O que queremos?  Definição de público alvo- Área de atuação Aonde fazer?
Agenda 21 Passo1: Mobilizar para Sensibilizar Governo e Sociedade; Passo 2 : Criar o Fórum da Agenda 21 Local; Passo 3: Elaborar o Diagnóstico Participativo Como fazer o Diagnóstico Sócio Ambiental Participativo? Passo 4 : Elaborar Plano Local de Desenvolvimento Sustentável; 5º Passo:  Implementar o Plano Local de Desenvolvimento Sustentável; 6º Passo: Monitorar e Avaliar o Plano Local de Desenvolvimento Sustentável.
Interpretação ambiental   Instrumento que pode contribuir para a melhoria da conservação dos recursos ambientais de uma Unidade de Conservação e/ou Ecossistemas urbanos: “ Uma atividade educativa, que se propõe revelar significados e inter-relações por meio do uso de objetos originais, do contato direto com o recurso e de meios ilustrativos, em vez de simplesmente comunicar informação literal” ( Freman Tilden, 1957 )
Princípios básicos– Tilden, 1957 Qualquer interpretação que não relaciona, de alguma forma, o que se está exibindo, ou descrevendo, Atividade desta forma será estéril; A informação, como tal, não é interpretação.  a interpretação utiliza revelações baseados em informação.  Toda interpretação, portanto, inclui informação.  não significa que só informação seja interpretação; é uma arte que combina muitas outras artes:  independentemente dos materiais apresentados serem científicos, históricos ou arquitetônicos. Como arte, é possível, de alguma forma, ser ensinada;
Príncipios básicos– Tilden, 1957 O propósito principal da interpretação é o não a instrução (o ensino): Provocação - estimular a curiosidade e o interesse do visitante; A interpretação dirigida às crianças não deve ser um desmembramento da apresentação para adultos, mas, sim, ter uma abordagem fundamentalmetne diferente.  Neste caso, o melhor é dispor de programas separados e específicos; A interpretação deve apresentar os fatos na sua totalidade, evitando a fragmentação. não devem ser tratados de uma forma isolada e sem suas respectivas inter-relações no contexto.
Pedagogia de Projetos  Latim projectus: ação de lançar para frente, de se estender, extensão..  Idéia, desejo, intenção de fazer ou realizar (algo), no futuro, plano... intenção - propósito, objetivo,o problema a resolver;  esquema - design;  metodologia - planos, procedimentos, estratégias, desenvolvimento.
Trabalhar com projetos: atender às demandas da sociedade; considerar as expectativas, potencialidades e necessidades dos participantes; criar espaço para que executores do projeto e comunidade tenham autonomia para desenvolver o processo de aprendizagem de forma cooperativa, com trocas recíprocas, solidariedade e liberdade responsável: Exercício da criatividade – ruptura com o paradigma do controle
Trabalhar com projetos deve tornar a comunidade capaz de: desenvolver as capacidades de trabalhar em equipe, tomar decisões, comunicar-se com desenvoltura, formular e resolver problemas relacionados com situações contextuais; desenvolver a habilidade de aprender a aprender; incorporar as novas tecnologias não apenas para expandir o acesso à informação atualizada, mas principalmente para promover uma nova cultura do aprendizado;
Ativação da aprendizagem Trabalhar consigo mesmo a percepção de seu próprio valor e promover a auto-estima e a alegria de conviver e cooperar; Desenvolver um clima de respeito e de auto-respeito, o que significa:  estimular a livre expressão de cada um sobre sua forma diferente de apreender o mundo; promover a definição compartilhada de parâmetros nas relações, e de regras para atendimento desses parâmetros, que considerem a beleza da convivência com as diferenças; despertar a tomada de consciência pela iniciativa de avaliar individualmente, e em grupos, seus próprios atos e os resultados desses atos;
Trabalhar por projeto:  Aprende-se participando, vivenciando sentimentos, tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados objetivos; Ensina-se não só pelas respostas dadas, mas principalmente pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação desencadeada.
Projetos em EA  Perspectiva Economicista - privilegia o livre mercado como mecanismo para internalizar as externalidades ambientais e para valorizar a natureza, recodificando a ordem da vida e da cultura em termos de um capital natural e humano. Perspectiva Tecnicista – destacam a desmaterialização da produção, a reciclagem dos dejetos e as tecnologias limpas. Perspectiva Ética – as mudanças nos valores e nos comportamentos dos indivíduos aparecem como princípio fundamental para alcançar a sustentabilidade.
Projetos em EA Temas adequados as instituições e legislação:  Trabalhados de forma interdisciplinar e ou intersetorial; Integrados ao ambiente local e regional; Ênfase na problemática mais próxima; Valorizando os recursos locais e de baixo custo; Incorporar as temáticas da cultura e da natureza local e regional .
Projetos em EA  Possibilitar leitura integrada da realidade; Valorizar o conhecimento do aprendiz, para formar sujeitos participativos; Aproximar o aprendiz do objeto de estudo com ações dinâmicas, saindo da sala-de-aula e/ou local de trabalho para as áreas/setores vizinhas; Vincular o conhecimento científico à realidade cotidiana; Formular instrumentos para atuar na realidade cotidiana do aprendiz, vinculando o local ao país e ao planeta.
Pegada ecológica  Eugenio b. leite
 
 
Indice de sustentabilidade Mathis Wackernagel e William Rees (1996) Pode ser calculado para um único individuo até para a população mundial: Terminologia: a)  Biocapacidade : Consiste na produção biológica de uma determinada área. b)  Capacidade de carga : É a população máxima de certa espécie que um habitat (o território) pode suportar, sem que sua produtividade seja irremediavelmente rachada.
Pegada Ecológica  Constitui uma forma de  medir o impacto humano na Terra . Este conceito, desenvolvido por Mathis Wackernagel e William Rees, autores do livro “Our Ecological Footprint - Reducing Human Impact on the Earth” (1996). contrasta o consumo dos recursos pelas atividades humanas com a capacidade de suporte da natureza e mostra se seus impactos no ambiente global são sustentáveis à longo prazo.  exprime a área produtiva equivalente de terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população;  Pode ser calculada para um indivíduo, uma comunidade, um país, ou mesmo para a população mundial;
Pegada Ecológica  avalia a extensão com que uma dada população se apropria do espaço biologicamente produtivo; Uma vez que as pessoas usam recursos de todas as partes do mundo, e afetam locais cada vez mais distantes com os seus resíduos, esse espaço é, geralmente, o somatório de uma série de pequenas áreas distribuídas por todo o planeta que, na sua totalidade, tem vindo a aumentar.  É um indicador simples da pressão exercida sobre o ambiente.  Representa a quantidade de hectares necessários para sustentar a vida de cada pessoa no mundo.  A média é 2,2 hectares, mas o espaço disponível para regeneração (“biocapacidade”) é de apenas 1,8 hectare. Ex.: Estados Unidos - 9,6; Reino Unido - 5,6; Japão - 4,4; Brasil - 2,1; Índia - 0,8. Os três primeiros são devedores; os últimos, credores - usam menos do que a média
O fundo Mundial para a Natureza (WWF) publicou em  2006 o relatório “Planeta Vivo”  www.footprintnetwork.org/overshoot , por volta de 1980, a pegada total humana atingiu o ponto limítrofe da capacidade ecológica do planeta, o que significava que, até esse período, um planeta era suficiente.  No entanto, em 1999, era necessário 1,2 planeta a fim de suportar as atividades antrópicas.  a pegada mundial, em 1999, era de 2,29 hectares globais por pessoa (sem considerar a porcentagem à proteção da diversidade),enquanto a biocapacidade global por pessoa era de 1,90 hectare, o que resultava num déficit de 20%. Em síntese:  a humanidade já retirada da terra 25% mais recursos do que a biosfera pode reciclar.
CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS ECOLÓGICOS TERRA DE PASTAGEM ( GRAZING LAND ) São as que se destinam à criação de gado de corte e de leite. Neste item, estão relacionados os produtos derivados do leite e da carne, além da lã.  No mundo, cerca de 3,4 bilhões de hectares são classificados como sendo de pastagem permanente, que divididos pela população mundial, temos aproximadamente 0.6 hectare per capita.  A pegada dessas áreas de pastagem, de acordo com o WWF (op. cit) foi de 0,41 para 0,73 bilhão de hectare global no período de 1960-2000, ou seja, uma pegada 80% maior.
CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS ECOLÓGICOS TERRA DE FLORESTA ( HARVESTING TIMBER ) São as áreas de florestas naturais ou plantadas para a produção de fibras, madeira e combustíveis. Asseguram outros tipos de funções, como a estabilidade do clima, previnemerosões, mantêm os ciclos hidrológicos e, se forem bem manejadas, protegem a biodiversidade.  Segundo o WWF a pegada ecológica dessas áreas aumentou mais de 50% num período de 30 anos (1960-2000), de 1,03 para 1,63 bilhão de hectare global. TERRA DE CULTIVO ( GROWING CROPS ) São as terras aráveis para o cultivo de alimento e ração de animais. De acordo com a FAO (1997) essas áreas ocupam cerca de 1,5 bilhão de hectare no mundo, e são as áreas mais férteis podendo cultivar a maior quantidade de biomassa vegetal.  Segundo o WWF (2002), a pegada ecológica de terras de cultivo aumentou de 2,89 em 1960 para 3,14 bilhões de hectares globais em 2000.
CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS ECOLÓGICOS ÁREAS BIOPRODUTIVA DE MAR ( CATCHING FISH ) São destinadas à pesca e, para isso, é preciso áreas produtivas de mar.  De acordo com o WWF  a pegada ecológica de áreas de mar em 2000 era de 0,82 bilhão de hectare global comparado com 0,31 em 1960, um aumento da pegada em mais de 150%. TERRAS DE ENERGIA ( CO2 ABSORPTION ) São áreas fictícias em que se calcula a pegada do CO2, estimando-se a área biologicamente produtiva necessária para seqüestrar as emissões de carbono suficiente para evitar um aumento deste na atmosfera.  Dados do WWF revelam que há 3,8 bilhões de hectares desse tipo no mundo.  A energia nuclear também está incluída nessa categoria. Para simplificar, calcula dados da energia termo fóssil. Segundo o WWF (op. cit) a pegada ecológica de hectares globais em 1960, e de 6,72 bilhões um aumento de mais de 150% em 30 anos.
Calcule a sua pegada ecológica  Preenchem o questionário que está no sitio  http://www.earthday.net/footprint/info.asp  ou  http://www.pegadaecologica.siteonline.com.br , para conhecer o seu impacto.  Este teste calcula a sua Pegada Ecológica fazendo uma estimativa da quantidade de recursos necessária para produzir os bens e serviços que consome e absorver os resíduos que produz
Agroecologia Eugenio B. Leite PUC Minas – Educação Ambiental – setembro 2007
AGROECOLOGIA – Ciência e Filosofia de vida Insustentabilidade e agroecologia: “ Há um interesse geral em reintegrar uma racionalidade ecológica à produção agrícola, e em fazer ajustes mais abrangentes na agricultura convencional, para torná-la ambiental, social e economicamente viável e compatível” (Altieri, 2000). “ O conhecimento local dos agricultores sobre o ambiente, plantas, solos e processos ecológicos possui uma grande importância nesse novo paradigma agroecológico” (Altieri 2000).
Relação histórica do ser humano e do planeta Uso do fogo e da pedra:  50.000  anos; Primeira revolução do homem: nascimento da agricultura: 10:000 anos; Técnicas mais avançadas na agricultura:  6.000 a 2.000 anos – civilizações antigas: china, egito, grecia, roma; astecas; incas e maias..; Conceito de agroecologia: 80 anos -   KLAGES, 1928.PAPADAKIS, 1938. AZZI, 1956.WILSIE,1962. TISCHLER, 1965.CHANG,1968. NETTING, 1974.VAN DYNE, 1969. LOUCKS, 1977.DALTON,1985. Revolução verde: 60 anos – uso de agroquimicos e maquinaria; Revolução bioteccnológica na agricultura: manipulação genética de organismos; Futuro: revolução agroecológica
Paradigma agroecológico:  Cosmo visão holística: o todo é mais que a soma das partes; Definição de Agroecologia: Ciência que estuda as relações dos sistemas silvoagropecuarios com o meio ambiente, incorporando aspectos sociais, econômicos e culturais.  Principais escolas: Agricultura biológica dinâmica ou Biodinâmica -  RUDOLF STEINER. 1920; Agricultura permanente ou permacultura  MASANOBU FUKUOKA. 1950; Agricultura orgânica - CHARLES HOWARD.1960
Princípios da Agroecologia   Conservação do meio ambiente; Uso de sementes locais e provinientes de entidades orgânicas certifificados; Autoregulação de prgas e enfermidades. Uso de biopesticidas, controle biológico e resistencia natural de plantas e animais; Incrementar os ciclos fechados de energia dentro de predios; Uso de fertilizantes e adubos orgânicos;
Benefícios da agroecologia   Resgate de banco de germoplasmas locais: Resistência, adaptabilidade, resgate de genes; Recursos naturais locais:Recuperação de biodiversidade; cooredores ecológicos; energia solcar, barro (adobe); Manejo de energia: economia e liberdade; Reciclagem de materia orgânica: para fabricação de compostos e humos (resíduos vegetais, pastos, resíduos de poda); Conservação, depuração e não contaminação de água solo e ar Manejo sustentavel dos recuros: Solo: recuperação de macro e microorganismos do solo; Água: economia de 60%
Porque Agroecologia? Pequenos produtores – Sua importância como mantenedores de ecossistemas e qualidade ambiental, além de fornecedores estratégicos de alimentos em nível regional, é praticamente ignorada nos âmbitos sociais e econômicos; grande parte dos agricultores  foi sujeita às alterações tecnológicas da Revolução Verde, por meio do modelo  industrial-produtivista  de apropriação da natureza, que tem acelerado a degradação ambiental e social do espaço rural tornando-o insustentável; Agricultura intensiva moderna envolve um grande fluxo de combustível e maquinaria elétrica para produzir todos os bens e serviços, assim como para o processamento e transporte de produtos (ODUM et al., 1987) .  No entanto, na última década, por exemplo, todos os países nos quais práticas de Revolução Verde foram adotadas em larga escala experimentaram declínios na taxa de crescimento anual do setor agrícola .
Mobilização Social e Agroecologia Construção de indicadores para avaliação da sustentabilidade de áreas agrícolas em pequenas comunidades; O objetivo é mobilizar comunidades para definir problemas prioritários e oportunidades, preparando planos específicos de intervenção nos locais escolhidos (Altieri, 2000).
Indicadores de sustentabilidade INDICADORES são instrumentos que permitem mensurar as modificações nas características de um sistema- e que permitem avaliar a sustentabilidade nos diferentes sistemas.  Características importantes para os indicadores : ser significativo para  avaliação do sistema ; ter  validade, objetividade e consistência ;  ter coerência e ser sensível à  mudança no tempo e no sistema ; ser centrado em  aspectos práticos ; permitir enfoque  integrado r - vários aspectos do sistema; ser de  fácil mensuração ; permitir ampla participação dos  atores envolvidos  em sua definição; permitir a relação com outros indicadores, facilitando a  interação  entre eles.
Bibliografia Altieri, Miguel A. Biotecnologia, mitos, riscos ambientais e alternativas. EDIÇÃO ESPECIAL, PREPARADA PELA ASCAR-EMATER/RS Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Junho de 2002. Jardín y Huerto Biológicos . Marie Luise Kreuter. Ediciones Mundi Prensa La Revolución de una Brizna de Paja . Masanobu Fukuoka. Ediciones CETAL Curso de Agricultura Biológico Dinámica . Rudolf Steiner. Editorial Rudolf Steiner El Huerto Familiar Urbano , CET Ediciones CETAL Huerto Jardín . Walter Rathgeb. Editorial Universitaria Ecología y Humanidad.  Francisco Saiz.Ediciones Universitarias de Valparaíso.
Ecopedagogia ou Pedagogia da Terra
Ecopedagogia ou Pedagogia da Terra Perspectiva educacional; Revisão currículos; Formação de professores; Inter e transdisciplinaridade. Trata de aproveitar a relação com o meio ambiente para o fundamento de um atuar significativo e responsável Visão muito abrangente – holística Coloca o conflito de que os currículos devem passar pelo M.A. e pela ecologia
Ecopedagogia  Enfoque educativo: Cognitivo (aprender com a natureza) Experencial (viver na natureza e aprender com ela) Afetivo Espiritual ou artístico (associando a criatividade humana à natureza)
Características (ou “chaves pedagógicas”) da ecopedagogia para a sustentatibilidade: formação do cidadão ambietnal -  Pedagogia para el Desarrollo Sostenible  (1994), Francisco Gutiérrez Promoção da vida para desenvolver o  sentido da existência ; Equilíbrio dinâmico para desenvolver a  sensibilidade social . Congruência harmônica que desenvolve a  ternura  e o  estranhamento “ assombro”, capacidade de deslumbramento: que significa sentir-nos como mais um ser -embora privilegiado- do planeta, convivendo com outros seres animados e inanimados
Características (ou “chaves pedagógicas”) da ecopedagogia para a sustentabilidade: formação do cidadão ambiental  IN:  Pedagogia para el Desarrollo Sostenible  (1994), Francisco Gutiérrez Ética integral, isto é, um conjunto de valores -consciência ecológica: que dá sentido ao equilíbrio dinâmico e à congruência harmônica e que desenvolve acapacidade de  auto-realização . Racionalidade intuitiva que desenvolve a capacidade de  atuar como um ser humano integral . Consciência planetária que desenvolve a  solidariedade planetária .
Educação Ambiental Dinâmica de Grupos  Eugenio B. Leite julho 2006
Dinâmica de Grupos  “ Os novos tempos exigem mudanças, que só serão alcançadas através do comprometimento e energia que levam à ação. Para isso precisamos de pessoas mais ativas, capazes de transformar a sim mesmas e a realidade, usando a força grupal para construírem os seus caminhos ” (Maria Carmem Tatagiba)
Dinâmica de grupos A dinâmica de grupos é um processo cujo caminho necessita de um bom relacionamento, facilitando a integração, permitindo a troca, aprendendo e aceitando as diferenças e possibilitando o desenvolvimento das pessoas. “  A técnica deve ter o seu momento de entrada, onde se deseja alcançar um objetivo, que em primeira instância  deve ser a necessidade do grupo, e nunca a necessidade do facilitador” Áurea Castilho.
Dinâmicas de grupo Oficinas Representações de papeis Audiência Pública Simulada Método Vivencial em Excursões Ecológicas
Método Vivencial em Excursões Ecológicas propiciar o contato e a vivência dos alunos com os elementos da natureza; demonstrar  a relação de dependência entre os recursos naturais e os seres vivos, enfatizando os ciclos, as interações e a participação do ser humano na vida como um todo; possibilitar a integração e cooperação entre alunos, pais e professores em um ambiente extra-classe; criar uma relação afetiva dos jovens com as unidades de conservação, levando-os a amar, respeitar e preservar o meio ambiente no presente e no futuro; estimular o exercício da cidadania, mediante atitudes práticas em defesa do meio ambiente.
Diagnóstico para Resolução de Problemas  Eugenio B. Leite PUC Minas 207
Diagnóstico para Resolução de Problemas  É um método centrado na resolução de problemas.  Trabalha a realidade local, tendo por base o conhecimento que os participantes têm (ou adquirem) da realidade onde estão inseridos.  No processo de diagnóstico, as pessoas envolvidas são chamadas a opinar sobre os problemas locais e apresentar/pesquisar sugestões sobre possíveis soluções
Diagnóstico para Resolução de Problemas  O método auxilia no processo de identificação de pontos que precisam ser mais trabalhados, dos conhecimentos que faltam e das informações que precisam ser buscadas.  O grupo é estimulado a procurar informações via revisão de literatura, pesquisa em documentos nos arquivos municipais, entrevistas com pessoas do bairro, do município, técnicos e autoridades.  Assim, tanto o diagnóstico dos problemas quanto as soluções propostas são parte de um processo coletivo de construção do conhecimento da realidade local.
O método pode ser dividido em 13 etapas (adaptado de Carvalho, 1998): 1 - Planejamento geral da ação 2 - Avaliação do grau de percepção dos participantes quanto aos problemas ambientais locais   3 - Diagnóstico 4 - Listagem dos problemas identificados 5 - Definição de critérios para seleção da situação problema a ser trabalhada 6 - Escolha do problema 7 - Busca de informações 8 - Contextualização do problema  9 - Continuação da pesquisa 10-Exame das possíveis soluções 11-Definição de critérios para a escolha das soluções a serem implantadas 12-Elaboração de um plano de ação/ implementação das ações 13-Avaliação do processo de desenvolvimento das ações e dos resultados obtidos
Pesquisa ação  PUC Minas Educação Ambiental Eugenio B. Leite 2007
Pesquisa ação   REQUER UMA TEORIA DE  ESCUTA SENSÍVEL (Barbier, 97)  E REVELA SER UM MÉTODO APROPRIADO PARA CO-PRODUZIR CONHECIMENTO NUMA ABORDAGEM TRANSVERSAL. pesquisador aceita o paradigma da complexidade: com uma visão sistêmica aberta,  combinando a organização, a informação, a energia, as fontes, os produtos, os fluxos do sistema sem fechar-se numa clausura. A pesquisa-ação adota a noção de escuta sensível, que se apoia na empatia.  O pesquisador deve sentir o universo afetivo, imaginário e cognitivo do outro para compreender do interior, as atitudes e os comportamentos, o sistema de idéias, de valores, de símbolos e de mitos. Reconhece a aceitação incondicional do outro.  Não julga, não mede, não compara.  Ela Compreende, sem aderir às opiniões ou se identificar com o outro.  Reconhece a legitimidade do outro.
PESQUISA-AÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL OLHAR SOBRE A REALIDADE (AMBIENTE DE VIDA); ENXERGAR O AMBIENTE COM OS OLHOS DE TODOS OS SUJEITOS E PARA TODOS OS LADOS. AS PRIORIDADES PRECISAM SER DEFINIDAS EM CONJUNTO E A RESPONSABILIDADE DA IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO; COMPARTILHADA POR TODOS; A PROPOSTA DE EA DEVE SE ADEQUAR A REALIDADE VIVENCIADA E NÃO DESVINCULADA DELA.
Pesquisa ação  PESQUISADORES E PESQUISADOS EXERCEM PAPEL RELEVANTE  SERES ATIVOS E PARTICIPANTES NO PROCESSO DE MUDANÇA DE PERCEPÇÃO E NA ATITUDE DAS PESSOAS; PESQUISA-AÇÃO É UMA DAS ESTRATÉGIAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL POIS CONSISTE EM GERAR NA COMUNIDADE UM PROCESSO DE AUTO-DIAGNÓSTICO E AUTO-TRANSFORMAÇÃO
METODOLOGIA ADOÇÃO DA PESQUISA-AÇÃO Estratégia metodológica da pesquisa social baseada na relação de diálogo entre o saber científico e o saber popular na produção de um novo conhecimento.  Permite a ação e solução de problemas coletivos, no qual pesquisador e pesquisados representativos da situação estão envolvidos de modo cooperativo e participativo  PRÁTICA CONTEXTUALIZADA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARTICIPATIVA: Promove na comunidade um processo de auto-diagnóstico e auto-transformação na busca da conscientização dos problemas socio ambientais vivenciados, de suas causas e soluções para as necessárias mudanças
Fases da pesquisa ação   1ª fase:  CONHECIMENTO DA REALIDADE DA COMUNIDADE ENVOLVIDA Inserção do Pesquisador H istória de ocup ação   2ª fase:  REARTICULAÇÃO DA PRÁTICA DE PESQUISA À TEORIA EM     EDUCAÇÃO AMBIENTAL   3ª fase: DIAGNÓSTICO DO AMBIENTE DE VIDA   4ª fase:  PLANEJAMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DAS AÇÕES   5ª fase:  AVALIAÇÃO DAS PRÁTICAS EDUCATIVAS VIVENCIADAS   6ª fase:  SOCIALIZAÇÃO DOS RESULTADOS DA PESQUISA
CONHECENDO A REALIDADE DA COMUNIDADE ENVOLVIDA - Inserção  dos técnicos Momento onde se estabelece o compromisso entre sujeito-sujeito, de convivência e do estabelecimento de laços orgânicos com a comunidade de forma participativa É uma condição prévia indispensável para o desenrolar de todas as fases da pesquisa Implica em participar da vida da comunidade estabelecendo vínculos de afinidade e de confiança mútua Postura técnica de respeito ao saber popular, das suas aspirações de vida, seus sonhos, suas utopias – condição essencial para que a comunidade se torne aliada  do projeto.
PROCESSO DE INTEGRAÇÃO COM A COMUNIDADE Apresentação do projeto  à comunidade: organizações sociais -  para discussão e viabilidade de execução do estudo Visitas periódicas à área e conversas informais; Atitude de ouvir e escutar o que as pessoas t êm  para dizer,  estimulando-as: a falar sobre a sua vida, seus problemas, suas angústias e seus desafios, partindo sempre da realidade concreta tal como a comunidade a vive e sente. Conhecer as percepções  das pessoas envolvidas  sobre seu ambiente de vida e sobre algumas ações possíveis a serem realizadas
PLANEJANDO E IMPLEMENTANDO AS AÇÕES Elaboração do plano a partir das ações e soluções para cada problema identificado como prioritário Respeitando a sabedoria popular e incentivando a discussão coletiva dos problemas  é estabelecido  um aprendizado sobre: Metas: o que fazer?  as atividades (como fazer?),  os responsáveis (quem vai fazer?),  a participação (como se organizar e mobilizar?),  elaborando com a comunidade o Plano de Ação : O que esperamos? O que pretendemos fazer? Como vamos fazer? Quem vai fazer?
AVALIANDO AS PRÁTICAS EDUCATIVAS VIVENCIADAS TRABALHAR COM AS EMOÇÕES: ESTRATÉGIA EDUCATIVA QUE PERMIT E  UMA MUDANÇA DE ESPÍRITO, OU SEJA, ELEVAÇÃO DA AUTO-ESTIMA.

Metodologias de ea

  • 1.
    PUC Minas -Educação Ambiental Metodologias de Educação Ambiental Eugenio B. Leite – 2007
  • 2.
    Metodologias em EducaçãoAmbiental Planejamento, Processo e Produto ; Estudos de Percepção Ambiental ; Mobilização Social; Agenda 21; Interpretação Ambiental; Pedagogia de Projeto. Pegada Ecológica Agroecologia Ecopedagocia Dinâmica de Grupos Diagnóstico para Resolução de Problemas Pesquisa ação
  • 3.
    Planejamento, Processo eProduto Metodologia baseada em um modelo de avaliação contínua, criada por Susan Jacobson (1991), utilizada e modificada por Suzana Padua (1994, 1997). Sua base é avaliar continuamente cada etapa, para que se possam obter indicadores de eficácia ou ineficácia das atividades e das estratégias adotadas. Um dos pontos-chave é pensar em programas de educação ambiental com princípio, meio e fim e implantá-los passo a passo. Pode ser útil, pois inclui planejamento , processo ou implantação e produto ou resultado, em que se pensa no todo, mas organiza-se por partes.
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    Planejamento: levantamento detema, problema ou questão; identificação dos potenciais locais; clarificação dos objetivos; identificação do público-alvo; levantamento dos recursos disponíveis; instrumentos de avaliação
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    Processo: Criação deatividades e estratégias; Levantamento do que já existe; Elaboração de um cronograma; Capacitação da Equipe
  • 6.
    Produto: Avaliação doProcesso; Avaliação dos resultados gerais; Análise de resultados inesperados; Busca de apoio Disseminação de resultados
  • 7.
    Percepção Ambiental Instrumentode avaliação da realidade ambiental local ou regional; Cria momentos para a mobilização social e para a educação ambiental; Busca elucidar as relações de causa e efeito, com a finalidade de subsidiar a escolha de soluções para os projetos. Deve preceder as intervenções sócios ambientais.
  • 8.
    Percepção Ambiental "percepçãoé tanto a resposta dos sentidos aos estímulos externos, como a atividade proposital, na qual certos fenômenos são claramente registrados, enquanto outros retrocedem para a sombra ou são bloqueados..." (Tuan, 1974).
  • 9.
    Topofilia Atravésdos sentidos que o homem percebe o mundo e cultiva a topofilia, que “é o elo afetivo entre a pessoa e o lugar ou ambiente físico ”, onde a memória cultural e a inteligência emocional se fundem na construção do conviver com o semi-árido (Tuan, 1980:106).
  • 10.
    Topofobia conduz aum sentimento de rejeição pela paisagem, pelo espaço vivido; "paisagem" é entendido aqui como "reflexo de valores sociais e padrões culturais, como expressão da maneira de viver, como paisagem social e política" . Esta abordagem não desconsidera a relação entre o homem e o ambiente natural, mas engloba as "relações do homem com o mundo e do homem com o homem" .
  • 11.
    MOBILIZAÇÃO SOCIAL Mobilizaré CONVOCAR VONTADES para atuar na busca de um PROPÓSITO COMUM, sob uma INTERPRETAÇÃO e um SENTIDO também COMPARTILHADOS. Propósito Passageiro  Evento/Campanha Propósito Continuo  Mobilização (Ato de comunicação/Interpretação e Sentidos) A decisão depende essencialmente das pessoas se verem ou não como RESPONSÁVEIS e como CAPAZES de PROVOCAR e CONSTRUIR MUDANÇAS .
  • 12.
    CONVIVÊNCIA SOCIAL APRENDIZAGEM CONSTANTE Aprender a não agredir ao semelhante; Aprender a comunicar-se: base da auto-afirmação pessoal ou do grupo; Aprender a conviver em grupo: base da política e da economia; Aprender a cuidar de si: base da saúde e seguridade social; Aprender a cuidar do entorno: fundamento da sobrevivência; Aprender a valorizar o saber social: base da evolução social e cultural.
  • 13.
    Fatores que: imobilizaMobiliza Cobrança/indução Centralização/fragmentação Ver para crer Distorções na organização social Exclusão e Autoridade Dependência/ subserviência Padronização globalizada; Eliminação/ constrangimento Frustração/ desapontamento Ceticismo e Sonegação da informação Passado (espaço temporal) Responsabilidade; Adesão/rejeição esse filme eu já vi”; Fracasso Indefinição/medo; Postura pacata Acomodação; Isolamento “ um pé atrás” e Prepotência ·      Crença Circulação de informação Futuro (espaço temporal) Oportunidade Participação (traço cultural) Novos atores/novos autores Sucesso Segurança Aflição Indignação Solidariedade Audácia Humildade Criatividade
  • 14.
    DIMENSÕES/ATORES: Para Estruturaum Projeto de Mobilização REEDITOR SOCIAL: Capacidade de READEQUAR mensagens, de acordo com circunstâncias e propósitos, com credibilidade e legitimidade. Reconhecimento Social REEDITOR  interpreta e amplia. MULTIPLICADOR  mais fiel ao conteúdo (reproduz); PRODUTOR SOCIAL: Cria condições econômicas e institucionais. Viabiliza o movimento. Legitimidade política e social EDITOR : Pessoa ou instituição profissional de algum tipo de Comunicação.
  • 15.
    Agenda 21 EugenioBatista Leite PUC Minas Educação Ambiental
  • 16.
    Agenda 21 Local O que é? e/ou O que fazer? Qual o significado? ou Para que fazer? O que queremos? Definição de público alvo- Área de atuação Aonde fazer?
  • 17.
    Agenda 21 Passo1:Mobilizar para Sensibilizar Governo e Sociedade; Passo 2 : Criar o Fórum da Agenda 21 Local; Passo 3: Elaborar o Diagnóstico Participativo Como fazer o Diagnóstico Sócio Ambiental Participativo? Passo 4 : Elaborar Plano Local de Desenvolvimento Sustentável; 5º Passo: Implementar o Plano Local de Desenvolvimento Sustentável; 6º Passo: Monitorar e Avaliar o Plano Local de Desenvolvimento Sustentável.
  • 18.
    Interpretação ambiental Instrumento que pode contribuir para a melhoria da conservação dos recursos ambientais de uma Unidade de Conservação e/ou Ecossistemas urbanos: “ Uma atividade educativa, que se propõe revelar significados e inter-relações por meio do uso de objetos originais, do contato direto com o recurso e de meios ilustrativos, em vez de simplesmente comunicar informação literal” ( Freman Tilden, 1957 )
  • 19.
    Princípios básicos– Tilden,1957 Qualquer interpretação que não relaciona, de alguma forma, o que se está exibindo, ou descrevendo, Atividade desta forma será estéril; A informação, como tal, não é interpretação. a interpretação utiliza revelações baseados em informação. Toda interpretação, portanto, inclui informação. não significa que só informação seja interpretação; é uma arte que combina muitas outras artes: independentemente dos materiais apresentados serem científicos, históricos ou arquitetônicos. Como arte, é possível, de alguma forma, ser ensinada;
  • 20.
    Príncipios básicos– Tilden,1957 O propósito principal da interpretação é o não a instrução (o ensino): Provocação - estimular a curiosidade e o interesse do visitante; A interpretação dirigida às crianças não deve ser um desmembramento da apresentação para adultos, mas, sim, ter uma abordagem fundamentalmetne diferente. Neste caso, o melhor é dispor de programas separados e específicos; A interpretação deve apresentar os fatos na sua totalidade, evitando a fragmentação. não devem ser tratados de uma forma isolada e sem suas respectivas inter-relações no contexto.
  • 21.
    Pedagogia de Projetos Latim projectus: ação de lançar para frente, de se estender, extensão.. Idéia, desejo, intenção de fazer ou realizar (algo), no futuro, plano... intenção - propósito, objetivo,o problema a resolver; esquema - design; metodologia - planos, procedimentos, estratégias, desenvolvimento.
  • 22.
    Trabalhar com projetos:atender às demandas da sociedade; considerar as expectativas, potencialidades e necessidades dos participantes; criar espaço para que executores do projeto e comunidade tenham autonomia para desenvolver o processo de aprendizagem de forma cooperativa, com trocas recíprocas, solidariedade e liberdade responsável: Exercício da criatividade – ruptura com o paradigma do controle
  • 23.
    Trabalhar com projetosdeve tornar a comunidade capaz de: desenvolver as capacidades de trabalhar em equipe, tomar decisões, comunicar-se com desenvoltura, formular e resolver problemas relacionados com situações contextuais; desenvolver a habilidade de aprender a aprender; incorporar as novas tecnologias não apenas para expandir o acesso à informação atualizada, mas principalmente para promover uma nova cultura do aprendizado;
  • 24.
    Ativação da aprendizagemTrabalhar consigo mesmo a percepção de seu próprio valor e promover a auto-estima e a alegria de conviver e cooperar; Desenvolver um clima de respeito e de auto-respeito, o que significa: estimular a livre expressão de cada um sobre sua forma diferente de apreender o mundo; promover a definição compartilhada de parâmetros nas relações, e de regras para atendimento desses parâmetros, que considerem a beleza da convivência com as diferenças; despertar a tomada de consciência pela iniciativa de avaliar individualmente, e em grupos, seus próprios atos e os resultados desses atos;
  • 25.
    Trabalhar por projeto: Aprende-se participando, vivenciando sentimentos, tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados objetivos; Ensina-se não só pelas respostas dadas, mas principalmente pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação desencadeada.
  • 26.
    Projetos em EA Perspectiva Economicista - privilegia o livre mercado como mecanismo para internalizar as externalidades ambientais e para valorizar a natureza, recodificando a ordem da vida e da cultura em termos de um capital natural e humano. Perspectiva Tecnicista – destacam a desmaterialização da produção, a reciclagem dos dejetos e as tecnologias limpas. Perspectiva Ética – as mudanças nos valores e nos comportamentos dos indivíduos aparecem como princípio fundamental para alcançar a sustentabilidade.
  • 27.
    Projetos em EATemas adequados as instituições e legislação: Trabalhados de forma interdisciplinar e ou intersetorial; Integrados ao ambiente local e regional; Ênfase na problemática mais próxima; Valorizando os recursos locais e de baixo custo; Incorporar as temáticas da cultura e da natureza local e regional .
  • 28.
    Projetos em EA Possibilitar leitura integrada da realidade; Valorizar o conhecimento do aprendiz, para formar sujeitos participativos; Aproximar o aprendiz do objeto de estudo com ações dinâmicas, saindo da sala-de-aula e/ou local de trabalho para as áreas/setores vizinhas; Vincular o conhecimento científico à realidade cotidiana; Formular instrumentos para atuar na realidade cotidiana do aprendiz, vinculando o local ao país e ao planeta.
  • 29.
    Pegada ecológica Eugenio b. leite
  • 30.
  • 31.
  • 32.
    Indice de sustentabilidadeMathis Wackernagel e William Rees (1996) Pode ser calculado para um único individuo até para a população mundial: Terminologia: a) Biocapacidade : Consiste na produção biológica de uma determinada área. b) Capacidade de carga : É a população máxima de certa espécie que um habitat (o território) pode suportar, sem que sua produtividade seja irremediavelmente rachada.
  • 33.
    Pegada Ecológica Constitui uma forma de medir o impacto humano na Terra . Este conceito, desenvolvido por Mathis Wackernagel e William Rees, autores do livro “Our Ecological Footprint - Reducing Human Impact on the Earth” (1996). contrasta o consumo dos recursos pelas atividades humanas com a capacidade de suporte da natureza e mostra se seus impactos no ambiente global são sustentáveis à longo prazo. exprime a área produtiva equivalente de terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população; Pode ser calculada para um indivíduo, uma comunidade, um país, ou mesmo para a população mundial;
  • 34.
    Pegada Ecológica avalia a extensão com que uma dada população se apropria do espaço biologicamente produtivo; Uma vez que as pessoas usam recursos de todas as partes do mundo, e afetam locais cada vez mais distantes com os seus resíduos, esse espaço é, geralmente, o somatório de uma série de pequenas áreas distribuídas por todo o planeta que, na sua totalidade, tem vindo a aumentar. É um indicador simples da pressão exercida sobre o ambiente. Representa a quantidade de hectares necessários para sustentar a vida de cada pessoa no mundo. A média é 2,2 hectares, mas o espaço disponível para regeneração (“biocapacidade”) é de apenas 1,8 hectare. Ex.: Estados Unidos - 9,6; Reino Unido - 5,6; Japão - 4,4; Brasil - 2,1; Índia - 0,8. Os três primeiros são devedores; os últimos, credores - usam menos do que a média
  • 35.
    O fundo Mundialpara a Natureza (WWF) publicou em 2006 o relatório “Planeta Vivo” www.footprintnetwork.org/overshoot , por volta de 1980, a pegada total humana atingiu o ponto limítrofe da capacidade ecológica do planeta, o que significava que, até esse período, um planeta era suficiente. No entanto, em 1999, era necessário 1,2 planeta a fim de suportar as atividades antrópicas. a pegada mundial, em 1999, era de 2,29 hectares globais por pessoa (sem considerar a porcentagem à proteção da diversidade),enquanto a biocapacidade global por pessoa era de 1,90 hectare, o que resultava num déficit de 20%. Em síntese: a humanidade já retirada da terra 25% mais recursos do que a biosfera pode reciclar.
  • 36.
    CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOSECOLÓGICOS TERRA DE PASTAGEM ( GRAZING LAND ) São as que se destinam à criação de gado de corte e de leite. Neste item, estão relacionados os produtos derivados do leite e da carne, além da lã. No mundo, cerca de 3,4 bilhões de hectares são classificados como sendo de pastagem permanente, que divididos pela população mundial, temos aproximadamente 0.6 hectare per capita. A pegada dessas áreas de pastagem, de acordo com o WWF (op. cit) foi de 0,41 para 0,73 bilhão de hectare global no período de 1960-2000, ou seja, uma pegada 80% maior.
  • 37.
    CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOSECOLÓGICOS TERRA DE FLORESTA ( HARVESTING TIMBER ) São as áreas de florestas naturais ou plantadas para a produção de fibras, madeira e combustíveis. Asseguram outros tipos de funções, como a estabilidade do clima, previnemerosões, mantêm os ciclos hidrológicos e, se forem bem manejadas, protegem a biodiversidade. Segundo o WWF a pegada ecológica dessas áreas aumentou mais de 50% num período de 30 anos (1960-2000), de 1,03 para 1,63 bilhão de hectare global. TERRA DE CULTIVO ( GROWING CROPS ) São as terras aráveis para o cultivo de alimento e ração de animais. De acordo com a FAO (1997) essas áreas ocupam cerca de 1,5 bilhão de hectare no mundo, e são as áreas mais férteis podendo cultivar a maior quantidade de biomassa vegetal. Segundo o WWF (2002), a pegada ecológica de terras de cultivo aumentou de 2,89 em 1960 para 3,14 bilhões de hectares globais em 2000.
  • 38.
    CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOSECOLÓGICOS ÁREAS BIOPRODUTIVA DE MAR ( CATCHING FISH ) São destinadas à pesca e, para isso, é preciso áreas produtivas de mar. De acordo com o WWF a pegada ecológica de áreas de mar em 2000 era de 0,82 bilhão de hectare global comparado com 0,31 em 1960, um aumento da pegada em mais de 150%. TERRAS DE ENERGIA ( CO2 ABSORPTION ) São áreas fictícias em que se calcula a pegada do CO2, estimando-se a área biologicamente produtiva necessária para seqüestrar as emissões de carbono suficiente para evitar um aumento deste na atmosfera. Dados do WWF revelam que há 3,8 bilhões de hectares desse tipo no mundo. A energia nuclear também está incluída nessa categoria. Para simplificar, calcula dados da energia termo fóssil. Segundo o WWF (op. cit) a pegada ecológica de hectares globais em 1960, e de 6,72 bilhões um aumento de mais de 150% em 30 anos.
  • 39.
    Calcule a suapegada ecológica Preenchem o questionário que está no sitio http://www.earthday.net/footprint/info.asp ou http://www.pegadaecologica.siteonline.com.br , para conhecer o seu impacto. Este teste calcula a sua Pegada Ecológica fazendo uma estimativa da quantidade de recursos necessária para produzir os bens e serviços que consome e absorver os resíduos que produz
  • 40.
    Agroecologia Eugenio B.Leite PUC Minas – Educação Ambiental – setembro 2007
  • 41.
    AGROECOLOGIA – Ciênciae Filosofia de vida Insustentabilidade e agroecologia: “ Há um interesse geral em reintegrar uma racionalidade ecológica à produção agrícola, e em fazer ajustes mais abrangentes na agricultura convencional, para torná-la ambiental, social e economicamente viável e compatível” (Altieri, 2000). “ O conhecimento local dos agricultores sobre o ambiente, plantas, solos e processos ecológicos possui uma grande importância nesse novo paradigma agroecológico” (Altieri 2000).
  • 42.
    Relação histórica doser humano e do planeta Uso do fogo e da pedra: 50.000 anos; Primeira revolução do homem: nascimento da agricultura: 10:000 anos; Técnicas mais avançadas na agricultura: 6.000 a 2.000 anos – civilizações antigas: china, egito, grecia, roma; astecas; incas e maias..; Conceito de agroecologia: 80 anos - KLAGES, 1928.PAPADAKIS, 1938. AZZI, 1956.WILSIE,1962. TISCHLER, 1965.CHANG,1968. NETTING, 1974.VAN DYNE, 1969. LOUCKS, 1977.DALTON,1985. Revolução verde: 60 anos – uso de agroquimicos e maquinaria; Revolução bioteccnológica na agricultura: manipulação genética de organismos; Futuro: revolução agroecológica
  • 43.
    Paradigma agroecológico: Cosmo visão holística: o todo é mais que a soma das partes; Definição de Agroecologia: Ciência que estuda as relações dos sistemas silvoagropecuarios com o meio ambiente, incorporando aspectos sociais, econômicos e culturais. Principais escolas: Agricultura biológica dinâmica ou Biodinâmica - RUDOLF STEINER. 1920; Agricultura permanente ou permacultura MASANOBU FUKUOKA. 1950; Agricultura orgânica - CHARLES HOWARD.1960
  • 44.
    Princípios da Agroecologia Conservação do meio ambiente; Uso de sementes locais e provinientes de entidades orgânicas certifificados; Autoregulação de prgas e enfermidades. Uso de biopesticidas, controle biológico e resistencia natural de plantas e animais; Incrementar os ciclos fechados de energia dentro de predios; Uso de fertilizantes e adubos orgânicos;
  • 45.
    Benefícios da agroecologia Resgate de banco de germoplasmas locais: Resistência, adaptabilidade, resgate de genes; Recursos naturais locais:Recuperação de biodiversidade; cooredores ecológicos; energia solcar, barro (adobe); Manejo de energia: economia e liberdade; Reciclagem de materia orgânica: para fabricação de compostos e humos (resíduos vegetais, pastos, resíduos de poda); Conservação, depuração e não contaminação de água solo e ar Manejo sustentavel dos recuros: Solo: recuperação de macro e microorganismos do solo; Água: economia de 60%
  • 46.
    Porque Agroecologia? Pequenosprodutores – Sua importância como mantenedores de ecossistemas e qualidade ambiental, além de fornecedores estratégicos de alimentos em nível regional, é praticamente ignorada nos âmbitos sociais e econômicos; grande parte dos agricultores foi sujeita às alterações tecnológicas da Revolução Verde, por meio do modelo industrial-produtivista de apropriação da natureza, que tem acelerado a degradação ambiental e social do espaço rural tornando-o insustentável; Agricultura intensiva moderna envolve um grande fluxo de combustível e maquinaria elétrica para produzir todos os bens e serviços, assim como para o processamento e transporte de produtos (ODUM et al., 1987) . No entanto, na última década, por exemplo, todos os países nos quais práticas de Revolução Verde foram adotadas em larga escala experimentaram declínios na taxa de crescimento anual do setor agrícola .
  • 47.
    Mobilização Social eAgroecologia Construção de indicadores para avaliação da sustentabilidade de áreas agrícolas em pequenas comunidades; O objetivo é mobilizar comunidades para definir problemas prioritários e oportunidades, preparando planos específicos de intervenção nos locais escolhidos (Altieri, 2000).
  • 48.
    Indicadores de sustentabilidadeINDICADORES são instrumentos que permitem mensurar as modificações nas características de um sistema- e que permitem avaliar a sustentabilidade nos diferentes sistemas. Características importantes para os indicadores : ser significativo para avaliação do sistema ; ter validade, objetividade e consistência ; ter coerência e ser sensível à mudança no tempo e no sistema ; ser centrado em aspectos práticos ; permitir enfoque integrado r - vários aspectos do sistema; ser de fácil mensuração ; permitir ampla participação dos atores envolvidos em sua definição; permitir a relação com outros indicadores, facilitando a interação entre eles.
  • 49.
    Bibliografia Altieri, MiguelA. Biotecnologia, mitos, riscos ambientais e alternativas. EDIÇÃO ESPECIAL, PREPARADA PELA ASCAR-EMATER/RS Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Junho de 2002. Jardín y Huerto Biológicos . Marie Luise Kreuter. Ediciones Mundi Prensa La Revolución de una Brizna de Paja . Masanobu Fukuoka. Ediciones CETAL Curso de Agricultura Biológico Dinámica . Rudolf Steiner. Editorial Rudolf Steiner El Huerto Familiar Urbano , CET Ediciones CETAL Huerto Jardín . Walter Rathgeb. Editorial Universitaria Ecología y Humanidad. Francisco Saiz.Ediciones Universitarias de Valparaíso.
  • 50.
  • 51.
    Ecopedagogia ou Pedagogiada Terra Perspectiva educacional; Revisão currículos; Formação de professores; Inter e transdisciplinaridade. Trata de aproveitar a relação com o meio ambiente para o fundamento de um atuar significativo e responsável Visão muito abrangente – holística Coloca o conflito de que os currículos devem passar pelo M.A. e pela ecologia
  • 52.
    Ecopedagogia Enfoqueeducativo: Cognitivo (aprender com a natureza) Experencial (viver na natureza e aprender com ela) Afetivo Espiritual ou artístico (associando a criatividade humana à natureza)
  • 53.
    Características (ou “chavespedagógicas”) da ecopedagogia para a sustentatibilidade: formação do cidadão ambietnal - Pedagogia para el Desarrollo Sostenible (1994), Francisco Gutiérrez Promoção da vida para desenvolver o sentido da existência ; Equilíbrio dinâmico para desenvolver a sensibilidade social . Congruência harmônica que desenvolve a ternura e o estranhamento “ assombro”, capacidade de deslumbramento: que significa sentir-nos como mais um ser -embora privilegiado- do planeta, convivendo com outros seres animados e inanimados
  • 54.
    Características (ou “chavespedagógicas”) da ecopedagogia para a sustentabilidade: formação do cidadão ambiental IN: Pedagogia para el Desarrollo Sostenible (1994), Francisco Gutiérrez Ética integral, isto é, um conjunto de valores -consciência ecológica: que dá sentido ao equilíbrio dinâmico e à congruência harmônica e que desenvolve acapacidade de auto-realização . Racionalidade intuitiva que desenvolve a capacidade de atuar como um ser humano integral . Consciência planetária que desenvolve a solidariedade planetária .
  • 55.
    Educação Ambiental Dinâmicade Grupos Eugenio B. Leite julho 2006
  • 56.
    Dinâmica de Grupos “ Os novos tempos exigem mudanças, que só serão alcançadas através do comprometimento e energia que levam à ação. Para isso precisamos de pessoas mais ativas, capazes de transformar a sim mesmas e a realidade, usando a força grupal para construírem os seus caminhos ” (Maria Carmem Tatagiba)
  • 57.
    Dinâmica de gruposA dinâmica de grupos é um processo cujo caminho necessita de um bom relacionamento, facilitando a integração, permitindo a troca, aprendendo e aceitando as diferenças e possibilitando o desenvolvimento das pessoas. “ A técnica deve ter o seu momento de entrada, onde se deseja alcançar um objetivo, que em primeira instância deve ser a necessidade do grupo, e nunca a necessidade do facilitador” Áurea Castilho.
  • 58.
    Dinâmicas de grupoOficinas Representações de papeis Audiência Pública Simulada Método Vivencial em Excursões Ecológicas
  • 59.
    Método Vivencial emExcursões Ecológicas propiciar o contato e a vivência dos alunos com os elementos da natureza; demonstrar a relação de dependência entre os recursos naturais e os seres vivos, enfatizando os ciclos, as interações e a participação do ser humano na vida como um todo; possibilitar a integração e cooperação entre alunos, pais e professores em um ambiente extra-classe; criar uma relação afetiva dos jovens com as unidades de conservação, levando-os a amar, respeitar e preservar o meio ambiente no presente e no futuro; estimular o exercício da cidadania, mediante atitudes práticas em defesa do meio ambiente.
  • 60.
    Diagnóstico para Resoluçãode Problemas Eugenio B. Leite PUC Minas 207
  • 61.
    Diagnóstico para Resoluçãode Problemas É um método centrado na resolução de problemas. Trabalha a realidade local, tendo por base o conhecimento que os participantes têm (ou adquirem) da realidade onde estão inseridos. No processo de diagnóstico, as pessoas envolvidas são chamadas a opinar sobre os problemas locais e apresentar/pesquisar sugestões sobre possíveis soluções
  • 62.
    Diagnóstico para Resoluçãode Problemas O método auxilia no processo de identificação de pontos que precisam ser mais trabalhados, dos conhecimentos que faltam e das informações que precisam ser buscadas. O grupo é estimulado a procurar informações via revisão de literatura, pesquisa em documentos nos arquivos municipais, entrevistas com pessoas do bairro, do município, técnicos e autoridades. Assim, tanto o diagnóstico dos problemas quanto as soluções propostas são parte de um processo coletivo de construção do conhecimento da realidade local.
  • 63.
    O método podeser dividido em 13 etapas (adaptado de Carvalho, 1998): 1 - Planejamento geral da ação 2 - Avaliação do grau de percepção dos participantes quanto aos problemas ambientais locais 3 - Diagnóstico 4 - Listagem dos problemas identificados 5 - Definição de critérios para seleção da situação problema a ser trabalhada 6 - Escolha do problema 7 - Busca de informações 8 - Contextualização do problema 9 - Continuação da pesquisa 10-Exame das possíveis soluções 11-Definição de critérios para a escolha das soluções a serem implantadas 12-Elaboração de um plano de ação/ implementação das ações 13-Avaliação do processo de desenvolvimento das ações e dos resultados obtidos
  • 64.
    Pesquisa ação PUC Minas Educação Ambiental Eugenio B. Leite 2007
  • 65.
    Pesquisa ação REQUER UMA TEORIA DE ESCUTA SENSÍVEL (Barbier, 97) E REVELA SER UM MÉTODO APROPRIADO PARA CO-PRODUZIR CONHECIMENTO NUMA ABORDAGEM TRANSVERSAL. pesquisador aceita o paradigma da complexidade: com uma visão sistêmica aberta, combinando a organização, a informação, a energia, as fontes, os produtos, os fluxos do sistema sem fechar-se numa clausura. A pesquisa-ação adota a noção de escuta sensível, que se apoia na empatia. O pesquisador deve sentir o universo afetivo, imaginário e cognitivo do outro para compreender do interior, as atitudes e os comportamentos, o sistema de idéias, de valores, de símbolos e de mitos. Reconhece a aceitação incondicional do outro. Não julga, não mede, não compara. Ela Compreende, sem aderir às opiniões ou se identificar com o outro. Reconhece a legitimidade do outro.
  • 66.
    PESQUISA-AÇÃO COMO ESTRATÉGIADE EDUCAÇÃO AMBIENTAL OLHAR SOBRE A REALIDADE (AMBIENTE DE VIDA); ENXERGAR O AMBIENTE COM OS OLHOS DE TODOS OS SUJEITOS E PARA TODOS OS LADOS. AS PRIORIDADES PRECISAM SER DEFINIDAS EM CONJUNTO E A RESPONSABILIDADE DA IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO; COMPARTILHADA POR TODOS; A PROPOSTA DE EA DEVE SE ADEQUAR A REALIDADE VIVENCIADA E NÃO DESVINCULADA DELA.
  • 67.
    Pesquisa ação PESQUISADORES E PESQUISADOS EXERCEM PAPEL RELEVANTE SERES ATIVOS E PARTICIPANTES NO PROCESSO DE MUDANÇA DE PERCEPÇÃO E NA ATITUDE DAS PESSOAS; PESQUISA-AÇÃO É UMA DAS ESTRATÉGIAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL POIS CONSISTE EM GERAR NA COMUNIDADE UM PROCESSO DE AUTO-DIAGNÓSTICO E AUTO-TRANSFORMAÇÃO
  • 68.
    METODOLOGIA ADOÇÃO DAPESQUISA-AÇÃO Estratégia metodológica da pesquisa social baseada na relação de diálogo entre o saber científico e o saber popular na produção de um novo conhecimento. Permite a ação e solução de problemas coletivos, no qual pesquisador e pesquisados representativos da situação estão envolvidos de modo cooperativo e participativo PRÁTICA CONTEXTUALIZADA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARTICIPATIVA: Promove na comunidade um processo de auto-diagnóstico e auto-transformação na busca da conscientização dos problemas socio ambientais vivenciados, de suas causas e soluções para as necessárias mudanças
  • 69.
    Fases da pesquisaação 1ª fase: CONHECIMENTO DA REALIDADE DA COMUNIDADE ENVOLVIDA Inserção do Pesquisador H istória de ocup ação   2ª fase: REARTICULAÇÃO DA PRÁTICA DE PESQUISA À TEORIA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL   3ª fase: DIAGNÓSTICO DO AMBIENTE DE VIDA   4ª fase: PLANEJAMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DAS AÇÕES   5ª fase: AVALIAÇÃO DAS PRÁTICAS EDUCATIVAS VIVENCIADAS   6ª fase: SOCIALIZAÇÃO DOS RESULTADOS DA PESQUISA
  • 70.
    CONHECENDO A REALIDADEDA COMUNIDADE ENVOLVIDA - Inserção dos técnicos Momento onde se estabelece o compromisso entre sujeito-sujeito, de convivência e do estabelecimento de laços orgânicos com a comunidade de forma participativa É uma condição prévia indispensável para o desenrolar de todas as fases da pesquisa Implica em participar da vida da comunidade estabelecendo vínculos de afinidade e de confiança mútua Postura técnica de respeito ao saber popular, das suas aspirações de vida, seus sonhos, suas utopias – condição essencial para que a comunidade se torne aliada do projeto.
  • 71.
    PROCESSO DE INTEGRAÇÃOCOM A COMUNIDADE Apresentação do projeto à comunidade: organizações sociais - para discussão e viabilidade de execução do estudo Visitas periódicas à área e conversas informais; Atitude de ouvir e escutar o que as pessoas t êm para dizer, estimulando-as: a falar sobre a sua vida, seus problemas, suas angústias e seus desafios, partindo sempre da realidade concreta tal como a comunidade a vive e sente. Conhecer as percepções das pessoas envolvidas sobre seu ambiente de vida e sobre algumas ações possíveis a serem realizadas
  • 72.
    PLANEJANDO E IMPLEMENTANDOAS AÇÕES Elaboração do plano a partir das ações e soluções para cada problema identificado como prioritário Respeitando a sabedoria popular e incentivando a discussão coletiva dos problemas é estabelecido um aprendizado sobre: Metas: o que fazer? as atividades (como fazer?), os responsáveis (quem vai fazer?), a participação (como se organizar e mobilizar?), elaborando com a comunidade o Plano de Ação : O que esperamos? O que pretendemos fazer? Como vamos fazer? Quem vai fazer?
  • 73.
    AVALIANDO AS PRÁTICASEDUCATIVAS VIVENCIADAS TRABALHAR COM AS EMOÇÕES: ESTRATÉGIA EDUCATIVA QUE PERMIT E UMA MUDANÇA DE ESPÍRITO, OU SEJA, ELEVAÇÃO DA AUTO-ESTIMA.