Oficina preservação digital 
Módulo 1:Preservação digital: 
histórico, desenvolvimento e 
legislação.
Roteiro do primeiro módulo 
• Uma lenta e difícil assimilação: breve análise 
histórica sobre o desenvolvimento do tema 
preservação digital na Arquivologia brasileira. 
• Legislação / regulamentos da preservação 
digital na realidade brasileira: normas ISO e 
resoluções do Conselho Nacional de Arquivos 
• Iniciativas brasileiras e internacionais 
referentes à preservação digital
Preservação / gestão de documentos eletrônicos na 
Arquivologia brasileira: histórico de uma difícil assimilação 
• O primeiro momento representa o estágio embrionário 
das discussões sobre a inserção das novas tecnologias 
em arquivos. Momento de imaturidade teórica e falta 
de aprofundamento nas questões relacionadas à 
arquivologia, quer fosse pela novidade que 
representava a utilização de computadores em 
arquivos no país e o desconhecimento da “máquina”, 
quer fosse pela ausência de discursos provenientes da 
arquivologia, uma vez que grande parte da produção 
teórica provinha de bibliotecários e engenheiros, como 
se observou. Tal período estende-se do início de 1970 
até meados dos anos 90.
Preservação / gestão de documentos eletrônicos na 
Arquivologia brasileira: histórico de uma difícil assimilação 
Autores nacionais importantes nessa fase 
• Antonio Garcia de Miranda (1972;1973; 1976) 
• Jerusa Gonçalves de Araújo (1977) 
• Jannice Monte-Mór (1982; 1986) 
• Roberto Souto Pereira (1986) 
• José Maria Jardim (1992) 
• Ana Maria de Almeida Camargo (1994) 
• Miriam Yanitchkis Couto (1994) 
• Marilena Leite Paes (1994)
Preservação / gestão de documentos eletrônicos na 
Arquivologia brasileira : histórico de uma difícil assimilação 
• No segundo momento, de transição, as preocupações deixam a 
temática computacional e partem para o questionamento dos 
impactos dessas tecnologias nos princípios arquivísticos 
arraigados. O princípio de proveniência, a ordem original, as 
características dos documentos arquivísticos são revisitados 
tendo em vista a nova perspectiva eletrônica. A teoria 
arquivística é focada considerando a utilização de computadores 
na criação de sistemas informatizados de gestão arquivística de 
documentos e na produção de documentos que só existem em 
ambiente digital. É um período que pode ser demarcado a partir 
da proliferação dos computadores pessoais e do acesso 
facilitado à Internet.
Preservação / gestão de documentos eletrônicos na 
Arquivologia brasileira : histórico de uma difícil assimilação 
• O terceiro momento é caracterizado pela forte atuação e 
interlocução nacional com modelos, formatos e iniciativas 
internacionais. Preocupações mais globais, sobretudo com 
as questões de fidedignidade, autenticidade e preservação 
dos documentos eletrônicos, tornam as discussões mais 
produtivas e a busca pelo estabelecimento de requisitos 
são vistos como objetivos para padronizar e nortear os 
trabalhos, a produção, aplicação e avaliação de sistemas 
informatizados de gestão arquivística de documentos. A 
literatura, nesse momento, deixa de ter uma preocupação 
com os problemas e desafios arquivísticos meramente 
locais, e sintoniza-se com entidades, empresas e estudos 
externos.
Preservação / gestão de documentos eletrônicos na 
Arquivologia: histórico de uma difícil assimilação 
• Obras importantes (artigos) 
• THOMAZ, K. de P. Gestão e preservação de documentos eletrônicos de 
arquivo: revisão de literatura – parte 1. Arquivística.net, Rio de Janeiro, 
v.1, n.2, p. 8-30, jul./dez. 2005. 
• THOMAZ, K. de P. Gestão e preservação de documentos eletrônicos de 
arquivo: revisão de literatura – parte 2. Arquivística.net, Rio de Janeiro, 
v.2, n.1, p.114-131, jan./jun. 2006. 
• NEGREIROS, L. R. ; DIAS, E. J. W. . A prática arquivística: os métodos da 
disciplina e os documentos tradicionais e contemporâneos. Perspectivas 
em Ciência da Informação, v. 13, p. 2-19, 2008. 
• INNARELLI, H. C. . Preservação digital: a gestão e a preservação do 
conhecimento explícito digital em instituições arquivísticas. InCID: Revista 
de Ciência da Informação e Documentação, v. 3, p. 48-63, 2012. 
• SANTOS, V. B. . Gestão de documentos arquivísticos eletrônicos: o 
caminho percorrido pela administração pública brasileira. Cadernos de 
História, v. 14, p. 9-31, 2013.
Preservação / gestão de documento eletrônicos na 
Arquivologia brasileira : histórico de uma difícil assimilação 
• Importantes obras desse período (livros) 
• Rondinelli, Rosely Curi . Gerenciamento Arquivístico de 
Documentos Eletrônicos. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio 
Vargas, 2002. 
• SANTOS, V. B. Gestão de Documentos Eletrônicos: uma 
visão arquivística.Brasília: Associação Brasiliense de 
Arquivologia, 2005. 
• SANTOS, V. B. Gerenciamento eletrônico de documentos 
de arquivo. São Paulo: Associação de Arquivistas de São 
Paulo, 2012. 
• INNARELLI, H. C. Instrumenta: Preservação de Documentos 
Digitais. São Paulo: Associação dos Arquivistas de São 
Paulo, 2012.
Legislação / regulamentos da preservação digital na 
realidade brasileira 
Medida Provisória n° 2.200-2/2001 : 
• Garantir a autenticidade, a integridade e a 
validade jurídica de documentos em forma 
eletrônica, das aplicações de suporte e das 
aplicações habilitadas que utilizem certificados 
digitais, bem como a realização de transações 
eletrônicas seguras. 
• uma vez assinado por assinatura digital produzida 
no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas 
Brasileira (ICP-Brasil), o documento digital teria o 
mesmo valor que qualquer outro.
Legislação / regulamentos da preservação digital na 
realidade brasileira 
• Projeto de Lei Original Nº 1.532, de 
1999: 
Dispôs sobre a elaboração e o arquivamento 
de documentos em meios eletromagnéticos. 
Este projeto visava tornar válidos os 
documentos públicos e particulares elaborados 
ou arquivados em qualquer meio 
eletromagnético ou equivalente, desde que 
preservassem a integridade dos documentos.
Legislação / regulamentos da preservação digital na 
realidade brasileira 
Projeto de Lei da Câmara N° 11, de 2007 (PLC11/2007): 
• Adaptações e inclusões de temas não abordados pela 
lei de 1999 . Pelo dispositivo citado, a reprodução 
digital dos documentos teria o mesmo valor 
probatório do documento original para todos os 
fins e direitos. 
• Propôs também que os documentos digitalizados nos 
termos desta Lei terão o mesmo efeito jurídico 
conferido aos documentos microfilmados, consoante a 
Lei N° 5.433, de 08 de maio de 1968.
Legislação / regulamentos da preservação digital na 
realidade brasileira 
PLS 146/2007 
• conceituações à digitalização e seu 
arquivamento, e sobre a regulamentação a 
utilização das imagens digitalizadas como 
elementos de prova e direitos equivalentes 
aos seus originais (garantia de autenticidade 
dos documentos digitalizados e armazenados 
em mídia óptica ou digital).
Legislação / regulamentos da preservação digital na 
realidade brasileira 
• Lei N° 12.682, de 09 de julho de 2012: 
Dispõe sobre a elaboração e o arquivamento de documentos em meios 
eletromagnéticos: 
Veto n° 313: 
1° Após a digitalização, constatada a integridade do documento digital, o 
original poderá ser destruído, ressalvados os documentos de valor 
histórico, cuja preservação deverá observar a legislação pertinente. 
2° O documento digital e a sua reprodução, em qualquer meio, 
procedida de acordo com o disposto nesta Lei terão o mesmo valor 
probatório do documento original, para todos os fins de direito. 
5° decorridos os respectivos prazos de decadência ou prescrição, os 
documentos armazenados em meio eletrônico, óptico ou equivalente 
poderão ser eliminados 
7º Os documentos digitalizados nos termos desta Lei terão o mesmo efeito 
jurídico conferido aos documentos microfilmados, consoante a Lei N° 
5.433, de 08 de maio de 1968, e regulamentação posterior.
Legislação / regulamentos da preservação digital na 
realidade brasileira 
Norma ISO 19005-1:2005. Document management – 
Electronic document file format for long-term preservation 
- Part 1: Use of PDF 1.4 (PDF/A-1): 
• Escolha do formato PDF/A para a produção de documentos 
arquivísticos digitais. 
Normas ISO 15489-1 e 23081-1: Information and 
documentation Records management - Part 1 : 
• Regulamentam as práticas de gerenciamento eletrônico de 
documentos, com sugestões para formatos e padrões de 
objetos digitais a serem produzidos e preservados pelas 
instituições públicas e privadas. 
Norma ISO 14721:2012 - Space data and information transfer 
systems – Open archival information system (OAIS)
Legislação / regulamentos da preservação digital na 
realidade brasileira 
Normas e regimentos do Conselho Nacional de Arquivos: 
• Resolução n° 20, de 16 de julho de 2004: Dispõe sobre a inserção 
dos documentos digitais em programas de gestão arquivística de 
documentos dos órgãos e entidades integrantes do Sistema 
Nacional de Arquivos. 
• Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital 
Brasileiro: preservar para garantir o acesso. 2005 . 
• Resolução nº 25, de 27 de abril de 2007. Dispõe sobre a adoção do 
modelo de requisitos para sistemas informatizados de gestão 
arquivística de documentos - e-arq brasil pelos órgãos e entidades 
do Sistema Nacional de Arquivos – SINAR . 
• Resolução nº 32, de 17 de maio de 2010. Dispõe sobre a inserção 
dos Metadados na Parte II do Modelo de Requisitos para Sistemas 
Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos - e-ARQ 
Brasil.
Legislação / regulamentos da preservação digital na 
realidade brasileira 
Normas e regimentos do Conselho Nacional de Arquivos 
(Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos ): 
• Resolução N. 31 de 21/04/2010, Dispõe sobre a adoção 
das Recomendações para Digitalização de Documentos 
Arquivísticos . 
• e-ARQ Brasil: modelo de requisitos para sistemas 
informatizados de gestão arquivística de documentos. 
Rio de Janeiro : Arquivo Nacional, 2011. 
• Diretrizes para a presunção da autenticidade de 
documentos arquivísticos digitais. Dez/2012.
Iniciativas referentes à preservação 
digital: 
Pesquisa Internacional sobre Documentos 
Arquivísticos Autênticos em Sistemas Eletrônicos 
(Projeto InterPARES ): 
• Início no ano de 1999, coordenado pela 
University of British Columbia, Canadá, com 
direção da pesquisadora Luciana Duranti. 
• Objetivo de desenvolver conhecimento teórico-metodológico 
essencial para a preservação de 
longo prazo de documentos arquivísticos digitais 
autênticos.
Iniciativas referentes à preservação 
digital: 
Projeto InterPARES – dividido em três fases: 
• Primeira fase – InterPARES 1: identificar os requisitos conceituais 
para avaliar e manter a autenticidade dos documentos digitais 
“tradicionais” produzidos e recebidos no curso das atividades 
administrativas e legais. 
• Segunda fase – InterPARES 2:foco em documentos arquivísticos 
digitais gerados no contexto de atividades artísticas, científicas e 
governamentais, em sistemas experimentais, interativos e 
dinâmicos. 
• Terceira fase – InterPARES 3: objetivo de capacitar programas e 
organizações (públicas e privadas), responsáveis pela produção e 
manutenção de documentos arquivísticos digitais, 
desenvolvendo estratégias de preservação e acesso de longo 
prazo a esses documentos.
Iniciativas referentes à preservação 
digital: 
OAIS (Open Archival Information System) 
• Esquema conceitual que disciplina e orienta um 
sistema de arquivo dedicado à preservação e 
manutenção do acesso a informações digitais por 
longo prazo. 
• Modelo de referência, uma norma internacional 
que visa à identificação dos principais 
componentes funcionais e objectos de 
informação presentes num sistema de arquivo 
com pretensões de preservação a longo prazo.
Iniciativas referentes à preservação 
digital: 
OAIS (Open Archival Information System) 
• Principais características do ambiente OAIS: 
• Aplica-se a todos os arquivos digitais, aos seus 
produtores e aos seus consumidores; 
• Identifica um conjunto mínimo de responsabilidades 
para que um arquivo seja considerado sistema aberto 
de informação de arquivo; 
• Estabelece termos e conceitos comuns que permitem 
a comparação de diferentes implementações, sem 
especificar uma em concreto; 
• Fornece modelos detalhados para as funções e para as 
informações de arquivo.
Iniciativas referentes à preservação 
digital: OAIS
Iniciativas referentes à preservação 
digital: 
PREMIS (PREservation Metadata – Implementation Strategies): 
• Grupo de trabalho formulado pelo Online Computer Library 
Center e Research Libraries Group (OCLC/RLG) em 2003. 
• Visa o desenvolvimento de diversas classes de informação que 
devem estar presentes num esquema de metainformação de 
preservação. 
• Definir um conjunto de metadados chave, de aplicação 
alargada na comunidade de preservação digital e redigir uma 
lista explicativa de apoio a cada um desses metadados. A esse 
documento de trabalho foi dado o título de Data Dictionary; 
Avaliar estratégias alternativas de codificação, 
armazenamento e gestão dos metadados de preservação e 
também favorecer a intercomunicabilidade entre sistemas.
Iniciativas referentes à preservação 
digital: 
PREMIS (PREservation Metadata – Implementation 
Strategies): 
• Data Dictionary, considerado a principal produção do 
PREMIS, descreve cinco entidades fundamentais: Entidades 
intelectuais, Agentes, Eventos, Direitos e Objectos. 
• Intencionalmente, o Grupo de Trabalho PREMIS não tratou 
de alguns aspectos bem conhecidos da preservação digital, 
tal como o detalhamento dos metadados técnicos para 
diferentes mídias; somente os metadados técnicos que são 
geralmente aplicados transversalmente a formatos de 
arquivos foram trabalhados pelo Grupo.
Iniciativas referentes à preservação 
digital: 
DIRKS (Designing and Implementing Recordkeeping 
Systems) 
• Manual de gerenciamento arquivístico de 
documentos AS 4390-1996, Records 
management, e da Australian Standard AS ISO 
15489:2002 -Records Management. 
• Propõe que a identificação dos requisitos para 
gerenciamento arquivístico de documentos, 
apresente como base o levantamento das leis, 
normas e práticas profissionais consagradas que 
permeiam as instituições e suas atividades.
Iniciativas referentes à preservação 
digital: 
DIRKS (Designing and Implementing Recordkeeping Systems) 
A metodologia do DIRKS é apresentada em oito passos, 
destacando-se resumidamente os três principais: 
• Análise das funções e atividades da instituição; 
• Identificação dos requisitos e estratégias para 
gerenciamento arquivístico de documentos; 
• Elaboração,implantação e avaliação do funcionamento do 
sistema de gerenciamento arquivístico de documentos. 
• defende a participação de diversos profissionais 
(arquivistas, administradores, advogados, gerenciadores de 
projetos, funcionários escolhidos pela instituição, entre 
outros) na implementação ou revisão de um sistema de 
gerenciamento arquivístico de documentos.
Iniciativas referentes à preservação 
digital: 
MOREQ (Modelo de Requisitos para a Gestão de Arquivos Eletrônicos): 
• Documento que apresenta requisitos funcionais para a gestão de 
documentos de arquivos eletrônicos através de um SIGAD, aplicável 
tanto no âmbito de instituições públicas quanto particulares. 
• Especificações apresentadas podem ser utilizadas por potenciais 
utilizadores de um Sistema de Gestão de Arquivos Eletrônicos 
(SGAE), pelos utilizadores de um SGAE, instituições acadêmicas, 
prestadores de serviços de gestão de documentos de arquivos, 
entre outros entes. 
• Ao serem implementados os requisitos propostos, o sistema que 
fará a gestão dos documentos de arquivo eletrônicos garantem a 
integridade e confiabilidade aos documentos do mesmo modo que 
para os documentos convencionais.

Oficina preservação digital Módulo 1

  • 1.
    Oficina preservação digital Módulo 1:Preservação digital: histórico, desenvolvimento e legislação.
  • 2.
    Roteiro do primeiromódulo • Uma lenta e difícil assimilação: breve análise histórica sobre o desenvolvimento do tema preservação digital na Arquivologia brasileira. • Legislação / regulamentos da preservação digital na realidade brasileira: normas ISO e resoluções do Conselho Nacional de Arquivos • Iniciativas brasileiras e internacionais referentes à preservação digital
  • 3.
    Preservação / gestãode documentos eletrônicos na Arquivologia brasileira: histórico de uma difícil assimilação • O primeiro momento representa o estágio embrionário das discussões sobre a inserção das novas tecnologias em arquivos. Momento de imaturidade teórica e falta de aprofundamento nas questões relacionadas à arquivologia, quer fosse pela novidade que representava a utilização de computadores em arquivos no país e o desconhecimento da “máquina”, quer fosse pela ausência de discursos provenientes da arquivologia, uma vez que grande parte da produção teórica provinha de bibliotecários e engenheiros, como se observou. Tal período estende-se do início de 1970 até meados dos anos 90.
  • 4.
    Preservação / gestãode documentos eletrônicos na Arquivologia brasileira: histórico de uma difícil assimilação Autores nacionais importantes nessa fase • Antonio Garcia de Miranda (1972;1973; 1976) • Jerusa Gonçalves de Araújo (1977) • Jannice Monte-Mór (1982; 1986) • Roberto Souto Pereira (1986) • José Maria Jardim (1992) • Ana Maria de Almeida Camargo (1994) • Miriam Yanitchkis Couto (1994) • Marilena Leite Paes (1994)
  • 5.
    Preservação / gestãode documentos eletrônicos na Arquivologia brasileira : histórico de uma difícil assimilação • No segundo momento, de transição, as preocupações deixam a temática computacional e partem para o questionamento dos impactos dessas tecnologias nos princípios arquivísticos arraigados. O princípio de proveniência, a ordem original, as características dos documentos arquivísticos são revisitados tendo em vista a nova perspectiva eletrônica. A teoria arquivística é focada considerando a utilização de computadores na criação de sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos e na produção de documentos que só existem em ambiente digital. É um período que pode ser demarcado a partir da proliferação dos computadores pessoais e do acesso facilitado à Internet.
  • 6.
    Preservação / gestãode documentos eletrônicos na Arquivologia brasileira : histórico de uma difícil assimilação • O terceiro momento é caracterizado pela forte atuação e interlocução nacional com modelos, formatos e iniciativas internacionais. Preocupações mais globais, sobretudo com as questões de fidedignidade, autenticidade e preservação dos documentos eletrônicos, tornam as discussões mais produtivas e a busca pelo estabelecimento de requisitos são vistos como objetivos para padronizar e nortear os trabalhos, a produção, aplicação e avaliação de sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos. A literatura, nesse momento, deixa de ter uma preocupação com os problemas e desafios arquivísticos meramente locais, e sintoniza-se com entidades, empresas e estudos externos.
  • 7.
    Preservação / gestãode documentos eletrônicos na Arquivologia: histórico de uma difícil assimilação • Obras importantes (artigos) • THOMAZ, K. de P. Gestão e preservação de documentos eletrônicos de arquivo: revisão de literatura – parte 1. Arquivística.net, Rio de Janeiro, v.1, n.2, p. 8-30, jul./dez. 2005. • THOMAZ, K. de P. Gestão e preservação de documentos eletrônicos de arquivo: revisão de literatura – parte 2. Arquivística.net, Rio de Janeiro, v.2, n.1, p.114-131, jan./jun. 2006. • NEGREIROS, L. R. ; DIAS, E. J. W. . A prática arquivística: os métodos da disciplina e os documentos tradicionais e contemporâneos. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 13, p. 2-19, 2008. • INNARELLI, H. C. . Preservação digital: a gestão e a preservação do conhecimento explícito digital em instituições arquivísticas. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, v. 3, p. 48-63, 2012. • SANTOS, V. B. . Gestão de documentos arquivísticos eletrônicos: o caminho percorrido pela administração pública brasileira. Cadernos de História, v. 14, p. 9-31, 2013.
  • 8.
    Preservação / gestãode documento eletrônicos na Arquivologia brasileira : histórico de uma difícil assimilação • Importantes obras desse período (livros) • Rondinelli, Rosely Curi . Gerenciamento Arquivístico de Documentos Eletrônicos. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2002. • SANTOS, V. B. Gestão de Documentos Eletrônicos: uma visão arquivística.Brasília: Associação Brasiliense de Arquivologia, 2005. • SANTOS, V. B. Gerenciamento eletrônico de documentos de arquivo. São Paulo: Associação de Arquivistas de São Paulo, 2012. • INNARELLI, H. C. Instrumenta: Preservação de Documentos Digitais. São Paulo: Associação dos Arquivistas de São Paulo, 2012.
  • 9.
    Legislação / regulamentosda preservação digital na realidade brasileira Medida Provisória n° 2.200-2/2001 : • Garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras. • uma vez assinado por assinatura digital produzida no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), o documento digital teria o mesmo valor que qualquer outro.
  • 10.
    Legislação / regulamentosda preservação digital na realidade brasileira • Projeto de Lei Original Nº 1.532, de 1999: Dispôs sobre a elaboração e o arquivamento de documentos em meios eletromagnéticos. Este projeto visava tornar válidos os documentos públicos e particulares elaborados ou arquivados em qualquer meio eletromagnético ou equivalente, desde que preservassem a integridade dos documentos.
  • 11.
    Legislação / regulamentosda preservação digital na realidade brasileira Projeto de Lei da Câmara N° 11, de 2007 (PLC11/2007): • Adaptações e inclusões de temas não abordados pela lei de 1999 . Pelo dispositivo citado, a reprodução digital dos documentos teria o mesmo valor probatório do documento original para todos os fins e direitos. • Propôs também que os documentos digitalizados nos termos desta Lei terão o mesmo efeito jurídico conferido aos documentos microfilmados, consoante a Lei N° 5.433, de 08 de maio de 1968.
  • 12.
    Legislação / regulamentosda preservação digital na realidade brasileira PLS 146/2007 • conceituações à digitalização e seu arquivamento, e sobre a regulamentação a utilização das imagens digitalizadas como elementos de prova e direitos equivalentes aos seus originais (garantia de autenticidade dos documentos digitalizados e armazenados em mídia óptica ou digital).
  • 13.
    Legislação / regulamentosda preservação digital na realidade brasileira • Lei N° 12.682, de 09 de julho de 2012: Dispõe sobre a elaboração e o arquivamento de documentos em meios eletromagnéticos: Veto n° 313: 1° Após a digitalização, constatada a integridade do documento digital, o original poderá ser destruído, ressalvados os documentos de valor histórico, cuja preservação deverá observar a legislação pertinente. 2° O documento digital e a sua reprodução, em qualquer meio, procedida de acordo com o disposto nesta Lei terão o mesmo valor probatório do documento original, para todos os fins de direito. 5° decorridos os respectivos prazos de decadência ou prescrição, os documentos armazenados em meio eletrônico, óptico ou equivalente poderão ser eliminados 7º Os documentos digitalizados nos termos desta Lei terão o mesmo efeito jurídico conferido aos documentos microfilmados, consoante a Lei N° 5.433, de 08 de maio de 1968, e regulamentação posterior.
  • 14.
    Legislação / regulamentosda preservação digital na realidade brasileira Norma ISO 19005-1:2005. Document management – Electronic document file format for long-term preservation - Part 1: Use of PDF 1.4 (PDF/A-1): • Escolha do formato PDF/A para a produção de documentos arquivísticos digitais. Normas ISO 15489-1 e 23081-1: Information and documentation Records management - Part 1 : • Regulamentam as práticas de gerenciamento eletrônico de documentos, com sugestões para formatos e padrões de objetos digitais a serem produzidos e preservados pelas instituições públicas e privadas. Norma ISO 14721:2012 - Space data and information transfer systems – Open archival information system (OAIS)
  • 15.
    Legislação / regulamentosda preservação digital na realidade brasileira Normas e regimentos do Conselho Nacional de Arquivos: • Resolução n° 20, de 16 de julho de 2004: Dispõe sobre a inserção dos documentos digitais em programas de gestão arquivística de documentos dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos. • Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Brasileiro: preservar para garantir o acesso. 2005 . • Resolução nº 25, de 27 de abril de 2007. Dispõe sobre a adoção do modelo de requisitos para sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos - e-arq brasil pelos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Arquivos – SINAR . • Resolução nº 32, de 17 de maio de 2010. Dispõe sobre a inserção dos Metadados na Parte II do Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil.
  • 16.
    Legislação / regulamentosda preservação digital na realidade brasileira Normas e regimentos do Conselho Nacional de Arquivos (Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos ): • Resolução N. 31 de 21/04/2010, Dispõe sobre a adoção das Recomendações para Digitalização de Documentos Arquivísticos . • e-ARQ Brasil: modelo de requisitos para sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos. Rio de Janeiro : Arquivo Nacional, 2011. • Diretrizes para a presunção da autenticidade de documentos arquivísticos digitais. Dez/2012.
  • 17.
    Iniciativas referentes àpreservação digital: Pesquisa Internacional sobre Documentos Arquivísticos Autênticos em Sistemas Eletrônicos (Projeto InterPARES ): • Início no ano de 1999, coordenado pela University of British Columbia, Canadá, com direção da pesquisadora Luciana Duranti. • Objetivo de desenvolver conhecimento teórico-metodológico essencial para a preservação de longo prazo de documentos arquivísticos digitais autênticos.
  • 18.
    Iniciativas referentes àpreservação digital: Projeto InterPARES – dividido em três fases: • Primeira fase – InterPARES 1: identificar os requisitos conceituais para avaliar e manter a autenticidade dos documentos digitais “tradicionais” produzidos e recebidos no curso das atividades administrativas e legais. • Segunda fase – InterPARES 2:foco em documentos arquivísticos digitais gerados no contexto de atividades artísticas, científicas e governamentais, em sistemas experimentais, interativos e dinâmicos. • Terceira fase – InterPARES 3: objetivo de capacitar programas e organizações (públicas e privadas), responsáveis pela produção e manutenção de documentos arquivísticos digitais, desenvolvendo estratégias de preservação e acesso de longo prazo a esses documentos.
  • 19.
    Iniciativas referentes àpreservação digital: OAIS (Open Archival Information System) • Esquema conceitual que disciplina e orienta um sistema de arquivo dedicado à preservação e manutenção do acesso a informações digitais por longo prazo. • Modelo de referência, uma norma internacional que visa à identificação dos principais componentes funcionais e objectos de informação presentes num sistema de arquivo com pretensões de preservação a longo prazo.
  • 20.
    Iniciativas referentes àpreservação digital: OAIS (Open Archival Information System) • Principais características do ambiente OAIS: • Aplica-se a todos os arquivos digitais, aos seus produtores e aos seus consumidores; • Identifica um conjunto mínimo de responsabilidades para que um arquivo seja considerado sistema aberto de informação de arquivo; • Estabelece termos e conceitos comuns que permitem a comparação de diferentes implementações, sem especificar uma em concreto; • Fornece modelos detalhados para as funções e para as informações de arquivo.
  • 21.
    Iniciativas referentes àpreservação digital: OAIS
  • 22.
    Iniciativas referentes àpreservação digital: PREMIS (PREservation Metadata – Implementation Strategies): • Grupo de trabalho formulado pelo Online Computer Library Center e Research Libraries Group (OCLC/RLG) em 2003. • Visa o desenvolvimento de diversas classes de informação que devem estar presentes num esquema de metainformação de preservação. • Definir um conjunto de metadados chave, de aplicação alargada na comunidade de preservação digital e redigir uma lista explicativa de apoio a cada um desses metadados. A esse documento de trabalho foi dado o título de Data Dictionary; Avaliar estratégias alternativas de codificação, armazenamento e gestão dos metadados de preservação e também favorecer a intercomunicabilidade entre sistemas.
  • 23.
    Iniciativas referentes àpreservação digital: PREMIS (PREservation Metadata – Implementation Strategies): • Data Dictionary, considerado a principal produção do PREMIS, descreve cinco entidades fundamentais: Entidades intelectuais, Agentes, Eventos, Direitos e Objectos. • Intencionalmente, o Grupo de Trabalho PREMIS não tratou de alguns aspectos bem conhecidos da preservação digital, tal como o detalhamento dos metadados técnicos para diferentes mídias; somente os metadados técnicos que são geralmente aplicados transversalmente a formatos de arquivos foram trabalhados pelo Grupo.
  • 24.
    Iniciativas referentes àpreservação digital: DIRKS (Designing and Implementing Recordkeeping Systems) • Manual de gerenciamento arquivístico de documentos AS 4390-1996, Records management, e da Australian Standard AS ISO 15489:2002 -Records Management. • Propõe que a identificação dos requisitos para gerenciamento arquivístico de documentos, apresente como base o levantamento das leis, normas e práticas profissionais consagradas que permeiam as instituições e suas atividades.
  • 25.
    Iniciativas referentes àpreservação digital: DIRKS (Designing and Implementing Recordkeeping Systems) A metodologia do DIRKS é apresentada em oito passos, destacando-se resumidamente os três principais: • Análise das funções e atividades da instituição; • Identificação dos requisitos e estratégias para gerenciamento arquivístico de documentos; • Elaboração,implantação e avaliação do funcionamento do sistema de gerenciamento arquivístico de documentos. • defende a participação de diversos profissionais (arquivistas, administradores, advogados, gerenciadores de projetos, funcionários escolhidos pela instituição, entre outros) na implementação ou revisão de um sistema de gerenciamento arquivístico de documentos.
  • 26.
    Iniciativas referentes àpreservação digital: MOREQ (Modelo de Requisitos para a Gestão de Arquivos Eletrônicos): • Documento que apresenta requisitos funcionais para a gestão de documentos de arquivos eletrônicos através de um SIGAD, aplicável tanto no âmbito de instituições públicas quanto particulares. • Especificações apresentadas podem ser utilizadas por potenciais utilizadores de um Sistema de Gestão de Arquivos Eletrônicos (SGAE), pelos utilizadores de um SGAE, instituições acadêmicas, prestadores de serviços de gestão de documentos de arquivos, entre outros entes. • Ao serem implementados os requisitos propostos, o sistema que fará a gestão dos documentos de arquivo eletrônicos garantem a integridade e confiabilidade aos documentos do mesmo modo que para os documentos convencionais.