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ARGAMASSAS
£ 0
O Autor
Diplomado em Engenharia Civil pela Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo
(EPUSP), em 1954, Antonio J.S.I. Fiorito vem se
dedicando desde 1964 aos materiais de
revestimento e de assentamento, bem como à
sua inter-relação.
Iniciou sua carreira profissional como
engenheiro da Divisão de Projetos da Prefeitura
do Município de São Paulo, tendo
posteriormente participado da implantação da
Divisão de Engenharia Patrimonial, anexa ao
Departamento Jurídico.
Em 1962 foi contratado pela Construtora e
Comercial Soberana (hoje extinta) para
gerenciar obra em São Paulo, e depois na Alta
Sorocabana, Alta Paulista e Campinas. Entre
1962 e 1964 foram iniciadas e concluídas 18
obras: Fóruns, Escolas Agrícolas, Escola de 1o
grau, Ginásios Estaduais, Posto de Saúde,
Posto de Sementes, Delegacias, uma Estação
de Tratamento de Águas e quatro pontes em
estradas vicinais.
Em 1964 foi contratado pela então Cerâmica
São Caetano S.A., líder em produção e
tecnologia, na época, onde permaneceu até
1973. Sua função primordial era a pesquisa
sobre assentamento de revestimentos
c e r â m i c o s e a p r o b l e m á t i c a dos
descolamentos, e encontrar solução para tal
patologia. Nasceu daí então a idéia de colar os
revestimentos eliminando, pelo menos, a
influência nefasta da retração das argamassas
de assentamento e, paralelamente, superar a
grande deficiência quantitativa e qualitativa da
mão de obra.
pmr
ENG. ANTONIO J. S. I. FIORITO
MANUAL de ARGAMASSAS
e REVESTIMENTOS
ESTUDOS e
PROCEDIMENTOS
de EXECUÇÃO
2a edição
Manual dc argamassas e revestimentos : estudos e procedimentos de execução
© COPYRIGHT EDITORA PINI LTDA.
Todos os direitos dc reprodução reservados pela Editora Pini Ltda.
Fiorito, Antonio J.S.I.
Manual de argamassas e revestimentos : estudos e
procedimentos de execução / Antonio J.S.I.
Fiorito. - 2. ed. - São Paulo : Pini, 2009.
Bibliografia.
ISBN 978-85-7266-189-8
1. Argamassa 2. Revestimentos 1. Título.
09-01453 CDD-691.5
índices para catálogo sistemático:
1. Manuais : Revestimentos de argamassa :
Materiais de construção 691.5
Coordenação Manuais Técnicos: Josiani Souza
Diagramação e capa: Maurício Luiz Aires
Editora Pini Ltda.
Rua Anhaia, 964 - CEP 01130-900 São Paulo, SP
Fone: 011 2173-2328- Fax 011 2173-2327
Internet: www.piniweb.com - E-mail: manuais@pini.com.br
2a
edição
Ia
tiragem: fevereiro/2010
Prefácio
Objetivo desta obra
Por volta de 1970, os revestimentos eram assentados com argamassas comuns de
cimento e areia ou cimento, cal e areia.
Até então, nunca foi dada atenção especial ao processo de assentamento e
pouco cuidado ao comportamento das argamassas que, inevitavelmente, estão
presentes em qualquer revestimento, desde um simples piso cimentado ou
parede rebocada, até um acabamento mais nobre com o uso de revestimento
cerâmicos ou pedras naturais.
A partir de 1964 e motivado por problemas de estabilidade nos revestimentos
cerâmicos, foi-me dada a oportunidade de iniciar o estudo das argamassas e sua
inter-relação com os revestimentos cerâmicos. Nasceu daí a necessidade de
modificar, de modo substancial, o processo de assentamento com a introdução
da primeira argamassa colante no mercado consumidor nacional, o que ocorreu
em 1970.
Esta longajornada, iniciada em 1964, continua até os dias de hoje, quandoprosseguem
as pesquisas para o desenvolvimento e a fabricação de novos produtos destinados a
situações peculiares, em que intervém os revestimentos.
Este trabalho tem por finalidade colocar a disposição do leitor toda a teoria dos
revestimentos e as conclusões práticas dela advindas.
Agradeço sinceramente a minha esposa pela sua compreensão e colaboração e a
meu filho Luis Fiorito, Também companheiro de profissão, que me acompanha e
me encoraja, desde 1976, nesta longa jornada.
Externo os meus agradecimentos à direção da Editora Pini e toda a equipe de
incansáveis colaboradores, pelo espaço que sempre me abriram para divulgar
assuntos técnicos relevantes e pelo estímulo que sempre me conferiram.
São Paulo, agostc de 1994
Antonio J.S.I. Fiorito
Eng. Civil -Poli/54
Palavras do patrocinador
" Se não houver frutos, valeu a beleza das flores.
Se não houver flores, valeu a sombra das folhas.
Se não houver folhas, valeu a intenção da semente."
(Henfil)
C
om este prefácio, no lançamento da 1a
edição deste Manual, em agosto
de 1994, iniciamos esta página mostrando a indispensável necessidade
das argamassas colantes face à elevada demanda de revestimentos
cerâmicos. Somente com a utilização das argamassas colantes foi possível
racionalizar os serviços de assentamento de placas cerâmicas, aumentando
dramaticamente aprodutividade, e conferindo-lhes qualidade e durabilidade.
Toda a teoria exposta neste Manual de Argamassas e Revestimentos e sua
imediata aplicação prática, foram paulatinamente absorvidas ao longo desses
anos.
Finalmente, tornaram-se indispensáveis asjuntas entre as placas cerâmicas -
juntas de assentamento - dando ao revestimento a tão almejada estabilidade
e, consequentemente, maior durabilidade, por compensarem os efeitos da
EPU das placas cerâmicas; da retração das argamassas; da temperatura; e de
outras solicitações.
Desde 1996 houve diversos Simpósios Brasileiros de Tecnologia das
Argamassas promovidos pela ANTAC-Associação Nacional de Tecnologia do
Ambiente Construído - durante os quais foram apresentados e discutidos
inúmeros e alentados trabalhos de alta qualidade, produzidos por
pesquisadores envolvidos com as argamassas, em todo o país. As
argamassas, finalmente, ocuparam um lugar de importância - que lhe era
devido-na Construção Civil.
Portanto, é de se concluir que "além da intenção da semente, houve folhas,
flores e frutos."
Argamassas Industrializadas MM, fabricante dos produtos MASTERCOLA®
mantém a primazia e o privilégio de contar com vasta experiência no campo
das argamassas colantes adquirida desde 1964. Isso nos traz a
responsabilidade de fabricarmos sempre produtos de qualidade e de transmitir
aos consumidores o conhecimento verdadeiramente técnico de que dispomos.
cimento colante
m A S T E R C O L f l
K O Í 3
ARGAMASSAS
Introdução
/4s argamassas colantes começaram a ser pesquisadas nos Estados Unidos, a partir
do fim da II Guerra Mundial (1.945), com a finalidade de racionalizar o$ serviços de
colocação de revestimentos cerâmicos e oferecer aos consumidores uma alta qualidade
nas instalações destes revestimentos a um menor custo possível.
A racionalização se fazia necessária, uma vez que o processo tradicional exigia múltiplos
e simultâneos serviços, provocando indesejável lentidão. Por outro lado, como veremos
no capítulo sobre tensões nos revestimentos, o método Tradicional requeria
conhecimentos especiais, o que nem sempre ocorria, resultando imperfeições
causadoras de vida útil relativamente curta dos revestimentos.
A partir desses objetivos surgiu o "dry-set mortar", uma argamassa colante para
assentar revestimentos cerâmicos sem necessidade de imergi-los em água.
No Brasil, a pesquisa foi iniciada em 1964, motivada por problemas de descolamentos
de revestimentos de pisos e paredes, causados por inesperado e elevado consumo
de materiais cerâmicos que, em contrapartida, não encontrou mão-de-obra preparada
e em quantidade necessária. Improvisaram-se assentadores para fazer frente aos
cronogramas das obras. Argamassas muito ricas em cimento e espessas e processos
de assentamento inadequados proliferaram. A pressa em concluir os serviços acabou
por eliminar as tão necessárias juntas entre as peças; as juntas de movimentação; e,
desconheceram-se asjuntas estruturais quando existentes, passando os revestimentos
sobre elas de modo contínuo.
Descuidou-se da impermeabilização dos pisos sobre terraplenos e usou-se entulho e
areia unida como enchimento de lajes rebaixadas, gerando o novo problema das
eflorescências, que terá também um capítulo especial.
Os conhecimentos da arte e técnica de revestir foram se perdendo e, na mesma medida,
foram se multiplicando os casos de desprendimento de peças dos revestimentos.
O problema foi solucionado com um novo processo de assentamento, colando os
revestimentos sobre bases já estáveis, inspirado no"dry-set mortar". Por volta de 1971,
foi introduzida a primeira argamassa colante brasileira.
Hoje, o processo de colagem está plenamente implantado. As dúvidas iniciais
em relação a custos e à segurança dos resultados estão superadas. Profissionais
de colocação de revestimentos têm conhecimento razoável sobre o uso das
argamassas colantes e, quanto ao treinamento de mão de obra, é louvável o
esforço do SENAI na formação de profissionais cada vez mais conscientes e
conhecedores de seu trabalho.
Desde o começo da década de 1970, que marca o início da existência das
argamassas colantes brasileiras, foram utilizadas milhares de toneladas do produto
para, praticamente, todo o território nacional e com sucesso nas mais variadas
situações dos revestimentos: pisos, paredes, interiores, exteriores, piscinas,
fachadas, terraços, coberturas etc.
Muitas fábricas de argamassa colante proliferaram e, devido à inexistência inicial
de Especificações, nem sempre a qualidade norteou sua produção. Hoje em
dia, a qualidade e diversidade de produtos vêm sendo discutidas, e, por certo,
o mercado consumidor deverá se tornar mais sensível ao uso de produtos de
melhor desempenho.
Por outro lado, o Método Convencional, ou Tradicional, encontra ainda seus
adeptos notadamente nas regiões onde a argamassa colante ainda não
conseguiu chegar ou, então, quando se trata de revestimentos de pisos. A eles
será de muita valia a teoria desenvolvida neste trabalho e, principalmente, as
suas conclusões práticas.
C a p í t u l o 1 - A s p e c t o s g e r a i s
1.1 - Produção de revestimentos cerâmicos 17
1.2 - Argamassas convencionais 18
1.2.1 - Paredes 18
1.2.2-Pisos 18
1.2.3 - Método convencional 19
1.3 - Argamassas colantes 19
1.3.1 - Paredes 19
1.3.2 - Pisos 20
1.3.3 - Método de colagem 21
1.4 - Mão de obra 21
1.4.1 - Pelo método convencional 21
1.4.2 - Pelo método de colagem 21
1.4.3 - Cursos profissionalizantes 21
1.5 - Estimativa do mercado de argamassas colantes 21
1.6 - Interdependência das indústrias 22
Bibliografia 22
C a p í t u l o 2 - E s t r u t u r a d o s r e v e s t i m e n t o s
2.1 - Estrutura de revestimento executado pelo método convencional 23
2.1.1 - Paredes 23
2.1.2-Pisos 24
2.2 - Estrutura de revestimento executado pelo método de colagem 26
2.2.1 - Paredes 26
2.2.2 - Pisos 26
Bibliografia 27
C a p í t u l o 3 - A r g a m a s s a s c o m u n s : c o m p o s i ç ã o / u s o s , r e n d i m e n t o e c l a s s i f i c a ç ã o
3.1 - Definição, composição e usos 29
3.2 - Traço 29
3.3 - Características dos componentes 30
3.4 - Rendimento das argamassas 32
3.5 - Classificação das argamassas 35
Bibliografia 35
C a p í t u l o 4 - A r g a m a s s a s p a r a a l v e n a r i a
4.1 - Composições 37
4.2 - Propriedades físicas 39
Bibliografia 40
C a p í t u l o 5 - D i s t r i b u i ç ã o d a s t e n s õ e s q u e i n t e r e s s a m a o e s t u d o d o s r e v e s t i m e n t o s
5.1 - Aspectos gerais 41
5.2 - Revestimento sujeito à tensão de tração 42
5.3 - Revestimento sujeito à tensão de compressão 43
Bibliografia 46
C a p í t u l o 6 - R e t r a ç ã o d a s a r g a m a s s a s
6.1 - Retração 47
6.2 - Ensaios para medir a retração 48
6.2.1 - Procedimentos do ensaios 48
6.2.2 - Resultados 49
6.3 - Valores da retração 54
Bibliografia 54
C a p í t u l o 7 - P r o p r i e d a d e s físicas d a s c a m a d a s q u e c o m p õ e m o s r e v e s t i m e n t o s
7.1 - Revestimentos cerâmicos 55
7.1.1 - Resistência à compressão 55
7.1.2 - Módulo de elasticidade 55
7.1.3 - Coeficiente de dilatação térmica linear 55
7.1.4 - Dilatação higroscópica 55
7.2 - Argamassas 56
7.2.1 - Módulo de elasticidade 56
7.2.2 - Retração das argamassas aos 28 dias e por secagem exclusivamente ao ar 56
7.2.3 - Coeficiente de dilatação térmica linear 56
7.3 - Concreto 56
7.3.1 - Módulo de elasticidade 56
7.3.2 - Coeficiente de dilatação térmica linear 56
C a p í t u l o 8 - T e n s õ e s n o s r e v e s t i m e n t o s e m a r g a m a s s a s , p i s o s e p a r e d e s
d e v i d a s à s u a r e t r a ç ã o
8.1 - Correlação da retração das argamassas aos 7 e 28 dias 57
8.2 - Tensão de retração 57
8.3 - Tensões nos revestimentos da argamassas em paredes e pisos 58
8.4 - Evolução das tensões de retração nos revestimentos em argamassas 62
8.5 - Conclusões 63
Bibliografia 64
C a p í t u l o 9 - R e t r a ç ã o e r e v e s t i m e n t o
9.1 - Revestimentos e camada de argamassa 65
9.2 - Revestimento, camada de argamassa e suporte de concreto 67
9.3 - Tensões nas argamassas 70
9.4 - Considerações gerais 72
9.5 - Análise e conclusões 74
9.6 - Evolução das tensões nos revestimentos assentados devido à retração da
argamassa de assentamento 76
Bibliografia 80
C a p í t u l o 10 - T e m p e r a t u r a e r e v e s t i m e n t o s
10.1 - Conceitos 81
10.2 - Temperatura e revestimentos 84
10.3 - Conclusões 91
Bibliografia 92
C a p í t u l o 11 - D i l a t a ç ã o h i g r o s c ó p i c a d o s r e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s
11.1 - Conceitos 93
11.2 - Revestimento, camada de argamassa e suporte de concreto interligados 97
11.3- Análises e conclusões 100
Bibliografia 104
C a p í t u l o 12 - O u t r a s c a u s a s q u e o r i g i n a m t e n s õ e s e p a t o l o g i a s
12.1 - Considerações gerais 105
12.2 - Falhas construtivas 105
12.3 - Tensões de cargas acidentais em pisos 106
Bibliografia 107
C a p í t u l o 13 - C i m e n t o P o r t l a n d c o m o a d e s i v o n o m é t o d o c o n v e n c i o n a l
13.1 - Utilização nos assentamentos 109
13.1.1 - Revestimento em paredes 109
13.1.2- Revestimento em pisos 110
13.1.3- Pastilhas 110
13.2 - A pasta de cimento 111
13.2.1 - Aderência da pasta de cimento à cerâmica 112
13.3 - Relação água/cimento 112
13.4 - Pesquisa 113
13.5 - Conclusões 115
Bibliografia 116
C a p í t u l o 1 4 - E f l o r e s c ê n c i a : u m a p a t o l o g i a q u e p o d e ser p r e v e n i d a
14.1 - Aspectos gerais 117
14.2 - Como se forma a eflorescência 118
14.3 - Umidade: de onde vem e como evitá-la 119
14.3.1 - Natureza do solo 119
14.3.2 - Lastro de concreto 120
14.3.3 - Contrapiso 120
14.3.4 - Limpeza com ácido 121
14.3.5 - Outras causas 121
Bibliografia 122
C a p í t u l o 1 5 - A s j u n t a s n o s r e v e s t i m e n t o s
15.1 - Tipos de juntas 123
15.1.1 - Juntas de assentamento 123
15.1.2 - Juntas estruturais 127
15.1.3- Juntas de movimentação 128
15.1.4 - Juntas especiais 130
15.2 - Quando executar o rejuntamento 130
15.3 - Materiais para rejuntamento 130
15.4 - Processo de rejuntamento e ferramentas 130
Bibliografia 131
C a p í t u l o 1 6 - 0 m é t o d o c o n v e n c i o n a l o u t r a d i c i o n a l
16.1 - Definição 133
16.1.1 - Em paredes e em fachadas 133
16.1.1.1 - Chapisco 134
16.1.1.2- Prumo da superfície 134
16.1.1.3-Emboço 135
16.1.1.4 - Pasta de cimento 135
16.1.1.5- Revestimento 135
16.1.1.6 - Rejuntamento 135
16.1.2 - Em pisos 136
16.1.2.1 - Superfície da laje ou lastro de concreto 136
16.1.2.2- Pasta de cimento 136
16.1.2.3 - Nivelamento da superfície 136
16.1.2.4 - Contrapiso 137
16.1.2.5 - Contrapiso com tela metálica 137
16.1.2.6- Pasta de cimento 137
16.1.2.7- Revestimento 138
16.1.2.8 - Rejuntamento 138
Bibliografia 138
C a p í t u l o 1 7 - P a t o l o g i a s d o m é t o d o c o n v e n c i o n a l
17.1 - Aspectos gerais 139
17.2 - Falhas construtivas no método convencional 139
17.2.1 - Juntas de assentamento 139
17.2.2 - Juntas de movimentação 140
17.2.3 - Juntas estruturais 140
17.2.4 - Ligação com a laje 140
17.2.5 - Espessura das camadas de argamassa 140
17.2.6 - Traço das argamassas 141
17.2.7 - Imersão em água 141
17.2.8 - Pasta de cimento 141
17.2.9 - Expansão por umidade 142
17.2.10 - Eflorescência 142
17.2.11 - Outras patologias 143
17.2.12- Ácido muriático 143
Bibliografia 143
C a p í t u l o 1 8 - 0 m é t o d o d e c o l a g e m c o m a r g a m a s s a s c o l a n t e s
18.1 - Colar revestimentos
18.2 - Argamassa colante
18.3 - Desempenadeiras denteadas
18.3.1 - Desempenadeiras 6 x 6 x 6 mm
18.3.2 - Desempenadeiras 8 x 8 x 8 mm
18.3.3 - Desempenadeiras com aberturas semicirculares
18.3.4 - Desempenadeiras padronizadas
18.3.5 - Espessura final da camada de argamassa colante
145
147
147
147
148
148
149
149
18.4 - Método de colagem 151
18.4.1 - Preparo das bases 151
18.4.1.1 - Paredes-emboço 151
18.4.1.2 - Pisos - contrapiso 151
18.4.2 - Colagem dos revestimentos 152
18.4.2.1 - Projeto das juntas 152
18.4.2.2 - Cuidados preliminares 152
18.4.2.3 - Área de espalhamento 153
18.4.2.4 - Água de amassamento 154
18.4.2.5 - Revestimento cerâmico 155
18.4.2.6 - Rejuntamento 155
18.5 - Argamassas elásticas 155
Bibliografia 158
C a p í t u l o 19 - C o n s u m o d e a r g a m a s s a c o l a n t e e m d i v e r s a s a p l i c a ç õ e s
19.1 - Densidade aparente da argamassa colante em pó 159
19.2 - Densidade da massa fresca de argamassa colante 159
19.3 - Assentamento de revestimentos cerâmicos 160
19.4 - Pastilhas cerâmicas 162
19.5 - Assentamento de blocos de concreto leve 163
19.6 - Blocos de concreto simples 163
19.7 - Placas de borracha com cavidades na base 164
19.8 - Chapisco 165
19.9 - Assentamento de ardósia 165
Bibliografia 165
C a p í t u l o 2 0 - E n s a i o s d e a r g a m a s s a s c o l a n t e s e N o r m a s B r a s i l e i r a s
20.1 - Ensaios de argamassas colantes 167
20.1.1 - Argamassa colante em pó 167
20.1.2 - Argamassa colante quando ainda pasta 167
20.1.3 - Argamassa colante preparada e endurecida 167
20.2 - Normas brasileiras 168
20.2.1 - Observações sobre a velocidade da carga de tração e a área da
superfície tracionada nos ensaios que medem a aderência 169
20.2.1.1 - Definição de uma velocidade e das dimensões do corpo-de-prova 169
20.2.1.2 - Ensaios realizados - comentários 170
20.2.1.3 - Conclusões 172
A p ê n d i c e I - E x e m p l o d e c á l c u l o d a largura d a s j u n t a s e m ó d u l o d e e l a s t i c i d a d e
d o m a t e r i a l d e r e j u n t a m e n t o 173
A p ê n d i c e II - I n t e r p r e t a ç ã o d e t e s t e e x p e d i t o d e a d e r ê n c i a e m o b r a s
e s u a n ã o v a l i d a d e 181
A p ê n d i c e III - U m e s t r a n h o c a s o d e " E f l o r e s c ê n c i a " 187
P r o c e d i m e n t o s d e e x e c u ç ã o c o m e n t a d o s
Revestimentos/Instalação 189
Aspectos gerais
A produção de revestimentos cerâmicos, de argamassas convencionais e de
argamassa colantes, de um lado, e a mão de obra para aplicação dos revesti-
mentos, de outro, envolvem quantidades e valores alentados.
Em seguida, é realizada uma análise de cada um deste itens, à época do lançamento
da argamassa colante no mercado nacional, mostrando sua importância e
interdependência.
1.1 P r o d u ç ã o d e r e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s
Em 1972 e 1973, a produção de revestimentos cerâmicos(1>
era de aproximadamente:
1972 1973
Azulejos 1.600.000 m2
/mês 1.850.000 m2
/mês
Ou 19.200.000 m2
/ano 22.200.000 m2
/ano
Pisos 954.000 m2
/ mês 1.100.000 m2
/mês
Ou 11.450.000 m2
/ano 13.200.000 m2
/ano
Totais 30.650.000 m2
/ano 35.400.000 m2
/ano
Dez anos depois'2
', em 1982, a produção foi cerca de:
Azulejos 5.113.000 m2
/mês ou 61.350.000 m2
/ano
Pisos 5.130.000 m2
/mês ou 61.560.000 m2
/ano
Total 122.910.000 m2
/ano
A Itália sempre foi considerada líder mundial, seguida do Brasil e da Espanha que
se alternavam em segundo lugar*3
'. Todavia, esse panorama mudou a partir da
conferência Internacional "Cerâmica Ano 2000", realizada em Modena (Itália),
em 24 de junho de 1996. No evento, ficou revelado que, no ano *995, a China
apareceu como uma das grandes produtoras mundiais, com a expressiva produção
de 900 milhões de metros quadrados<4)
, quase dobrando a produção de 1993,
que foi cerca de 533 milhões de metros quadrados15
*.
Estima-se que a produção brasileira de revestimentos cerâmicos e de aproxi-
madamente:
Azulejos (55 % ) 9.900.000 m2
/mês
Pisos (45 % ) 8.100.000 m2
/mês
Total 18.000.000 m2
/mês
ou 216.000.000 m2
/ano
Para efeito das projeções dos itens a seguir, estimamos que 15% desta produção é
exportada, resultando para o consumo interno as quantidades abaixo:
Azulejos 8.400.000 m2
/mês
Pisos 6.900.000 m2
/mês
Total 15.300.000 m2
/mês
ou 183.000.000 rrvYano
1.2 - A r g a m a s s a s c o n v e n c i o n a i s
1.2.1 - Parede
O revestimento é constituído por:
- chapisco 1:3;
- emboço de regularização com 2 cm de espessura e traço 1:2:9;
- argamassa de assentamento com 2 cm de espessura e traço 1:1/2:5.
Consumido por metro quadrado:
Cimento (kg) Cal hidratada Areia (m3)
Chapisco 2,92 — 0,0072
Emboço 3,24 3,24 0,0243
Assentamento 5,84 1,46 0,0243
Totais 12,00 kg 4,70 kg 0,0558
1.2.1.1 - Se todos os revestimentos cerâmicos para paredes (8.400.000 m2
/ mês) fossem
assentados pelo método convencional, necessitaríamos mensalmente de:
Cimento 100.800 toneladas/mês
Cal hidratada 39.480 toneladas/mês
Areia 468.720 m3
/mês
1.2.2 - Pisos
O revestimento de pisos é constituído de:
- pasta de cimento sobre a laje para aderência da argamassa;
-argamassa de assentamento 1:1/2:5 e espessura de 2,5 cm;
- pasta de cimento para fixação: 1 mm.
Consumindo por metro quadrado:
Cimento Cal hidratada Areia
1a
pasta 1,50 Kg — —
Argamassa 7,30 Kg 1,83 Kg 0,0304 m3
23
pasta 1.50 Kg — —
Totais/m2
10,30 Kg 1,83 Kg 0,0304 m3
1.2.2.1 - Se todos os revestimentos cerâmicos para pisos (6.900.000 m?
/mês) fossem
assentados pelo método convencional, necessitaríamos mensalmente de:
Cimento 71.070 toneladas/mês
Cal hidratada 12.627 toneladas/mês
Areia 209.760 m3
/mês
1.2.3 - Método convencional
Se a totalidade dos revestimentos cerâmicos para pisos e paredes fosse assentada
por este método, a demanda mensal de materiais seria de:
Cimento 171.870 toneladas/mês
Cal hidratada 52.107 toneladas/mês
Areia 678.480 m3
/mês
- A r g a m a s s a s c o l a n t e s
1 - Paredes
O revestimento é constituído por:
- chapicco 1:3;
- emboço (2 cm) 1:2:9;
- argamassa colante.
Consumindo por metro quadrado:
a - Chapisco e emboço:
Cimento 6,16 Kg
Cal hidratada 3,24 Kg
Areia 0,0315 m3
/m2
b - Argamassa colante: 5 kg/m2
1.3.1.1 - Se todos os revestimentos cerâmicos para paredes (8.400.000 m2
/nês) fossem
assentados pelo método de colagem, necessitaríamos mensalmente de:
Cimento 51.744 toneladas/mês
Cal hidratada 27.216 toneladas/mês
Areia 264.600 m3
/mês
Argamassa colante 42.000 toneladas/mês
2 - Pisos
O revestimento é constituído por:
- pasta de cimento sobre laje (1 mm ou 1,5 Kg/m2
) para aderência da argamassa
do contrapiso;
- contrapiso 1:1/2:5 com 2,5 cm de espessura;
- argamassa colante.
Consumindo por metro quadrado:
a - Até o contrapiso
Cimento 8,80 Kg/m2
Cal hidratada 1,83 Kg/m2
Areia 0,0304 m3
/m2
b - Argamassa colante: 5 Kg/m2
1.3.2.1 - Se todos os revestimentos cerâmicos para pisos (6.900.000 m2
/mês) fossem
assentados por colagem, necessitaríamos mensalmente de:
Cimento 60.720 toneladas/mês
Cal hidratada 12.627 toneladas/mês
Areia 209.760 m3
/mês
Argamassa colante 34.500 toneladas/mês
1.3.3 - Método de colagem
Se a totalidade de revestimentos cerâmicos para pisos e paredes fosse assentada
por este método, a demanda mensal de materiais seria:
Cimento 112.646 toneladas/mês
Cal hidratada 39.843 toneladas/mês
Areia 474.360 m3
/mês
Argamassa colante 76.500 toneladas/mês
1.4 - M ã o d e o b r a
Contingente de assentadores necessários para a aplicação dos revestimentos
cerâmicos consumidos pelo mercado interno.
1.4.1 - Pelo método convencional
Total a aplicar 15.300.000 m2
/mês
Produção media diária por assentador 7 m2
/dia/assentador
Dias trabalhados por mês 20 dias
Quantidade de assentadores necessários, trabalhando 110.000
todos os dias úteis e o ano inteiro, sem intervalos.
1.4.2 - Pelo método de Colagem
Total a aplicar 15.300.000 m2
/mês
Produção média diária por assentador 20 m2
/dia/assentador
Dias trabalhados por mês 20 dias
Quantidade de assentadores necessários, trabalhando 38.250
todos os dias úteis e o ano inteiro, sem intervalos.
1.4.3 - Cursos profissionalizantes
A partir destes números, podem ser projetados cursos profissionalizantes, formando
mão de obra compatível com os métodos de assentamento, com conhecimento da
técnica de colocação e dos materiais envolvidos nos revestimentos.
1.5 - E s t i m a t i v a d o m e r c a d o d e a r g a m a s s a s c o l a n t e s
Levando em conta apenas a argamassa colante destinada a assentar revestimen-
tos cerâmicos, é possível, a partir da produção desses revestimentos, avaliar o
mercado das argamassas colantes.
Sendo a produção mensal de revestimentos da ordem de 15,3 milhões de metros
quadrados por mês, e sendo necessários cerca de 5 Kg por metro quadrado para
o assentamento, teremos a estimativa de:
5 Kg/m2
x 15.300.000 m2
/mês = 76.500 ton/mês
1.6 - I n t e r d e p e n d ê n c i a s d a s i n d ú s t r i a s
Como dissemos no início deste capítulo, as indústrias de revestimentos; argamassas
colantes, e mão de obra especializada constituem três polos interdependentes. As
argamassas colantes não existiriam sem os revestimentos cerâmicos. Por outro
lado, seria impossível a indústria de revestimentos ter atingido o nível de produção
atual sem a existência das argamassas colantes que lhe proporcionam, graças à
rapidez no assentamento, o escoamento do quanto produzido. De outra parte, cabe
à mão de obra da construção civil a responsabilidade de usar adecuadamente
ambos os produtos, para se obter um revestimento final de alta qualidade técnica,
estética e de vida útil prolongada.
O assentamento pelo método convencional é inviável, atualmente, pela sua baixa
produtividade e pelo alto risco na estabilidade dos revestimentos, dada a falta de
conhecimento, por parte dos assentadores, sobre o comportamento dos materiais.
Finalizando, as quantidades estimadas neste capítulo dão a dimensão do campo
de abrangência e importância da matéria exposta neste livro.
B i b l i o g r a f i a
"> IBGE - Dados de produção publicados no boletim n2
1/5 do Sindicato das Indústrias da Extração
de Minerais Não-Metálicos do Estado de São Paulo - 1973.
<
*
> Anuário da Associação Brasileira de Cerâmica - 1987.
(3
> Palmonari, C. e Timmellini, G: "Air pollution from the ceramic industry" - Bulletin o' the American
Ceramic Society 68 (8) - 1989 - Revista "Cerâmica" n- 252, nov./dez./91.
<4)
Jornal Pólo Cerâmico - Ano I - n° 2 - página 10 - Editado em Criciúma - SC.
(6
> Revista Mundo Cerâmico - n2
26 - jun./96 - página 28.
(tt)
Composições pelo TPCO - Ed. Pini.
Estrutura dos revestimentos
Os revestimentos de modo geral são sempre constituídos de diversas camadas
de materiais diferentes ligadas entre si. Como estão intimamente ligadas, qualquer
deformação em uma dessas camadas resultará no aparecimento de tensões em
todo o conjunto. Tais tensões dependem da espessura, do módulo de elasticidade
e, enfim, de todas as características físicas de cada camada.
As deformações a que nos referimos podem ser de causas endógenas como, por
exemplo, a retração do concreto e das argamassas e a dilataçãc higroscópica
dos revestimentos cerâmicos, ou causadas por esforços externos.
2.1 - E s t r u t u r a d e r e v e s t i m e n t o e x e c u t a d o p e l o m é t o d o c o n v e n c i o n a l
Há diversas possibilidades de construir as camadas, conforme casos específicos
detalhados nos procedimentos práticos comentados no final deste trabalho.
De modo genérico, estão presentes as seguintes camadas:
2.1.1 - Paredes
-Base
Chapisco
-Argamassa cie assentamento
-Pasta de cimento
-Junta
Revestimento cerâmico
máximo 2 cm
se maior, executar
camada de regularização
Fig. 1 - Método convencional - Revestimento de paredes
a - Base constituída por elementos de alvenaria, como:
- Alvenaria de tijolos maciços;
- Alvenaria de tijolos furados;
- Alvenaria de blocos de concreto;
- Alvenaria de blocos de concreto leve;
- Alvenaria de blocos silico-calcários;
- Concreto.
b - Chapisco<1)
, composto de argamassa de cimento e areia grossa no traço em
volume de 1:3 e projetado sobre a superfície da base. O acabamento é extre-
mamente áspero e irregular, criando ancoragens mecânicas para aderência
de camada seguinte.
c - Camada de argamassa de regularização no traço em volumes 1:2:9 de cimen-
to, cal hidratada e areia média úmida (3%). É executada sempre que há
irregularidades da base a serem corrigidas e superiores a 20 mm.
d - Camada de argamassa de assentamento no traço em volumes 1:0,5:5 de
cimento; cal hidratada, e areia média úmida (3%). É executada com espessura
de 20 mm, diretamente sobre o chapisco, caso a base seja bem-aprumada,
ou sobre a camada de regularização.
e - Camada uniforme de pasta de cimento com espessura de cerca de 1 mm, e
consumo de 1,5 Kg de cimento por metro quadrado e relação água/cimento
de 0,3.
f - Revestimento cerâmico.
2.1.2 - Pisos
a - Laje de concreto ou lastro de concreto simples, dependendo da posição do
piso, se sobre estrutura ou sobre terrapleno.
b - Camada de pasta de cimento, cuja função é de garantir a aderência entre as
argamassas e a superfície da laje. A espessura é de cerca de 1 mm, e o
consumo de cimento, de 1,5 Kg por metro quadrado, com relação água/cimento
de 0,3.
c - Camada de argamassa de regularização no traço em volumes 1:6 de cimento
e areia média úmida (3%). É executada sempre que há irregularidades da
base a serem corrigidas e superiores a 20 mm.
d - Camada de argamassa de assentamento no traço em volumes 1:6 de cimento
e areia média úmida (3%). É executada com espessura de 20 mm diretamente
sobre a laje ou lastro, caso estas bases estejam bem-niveladas ou, ainda,
sobre a camada de argamassa de regularização.
e - Camada uniforme de pasta de cimento com espessura de cerca de 1 mm e
consumo de 1,5 Kg de cimento/m2
e relação água/cimento 0,3.
f - Revestimento cerâmico.
Junta de expansâo/contraçáo Camada de regularização
e/ou argamassa de assentamento
Revestimento cerâmico
Pasta de cimento sobre a laje Junta estrutural
Pasta de cimento
Junta normal
L , . l H . , i I
J , I |
'
j I
- . v . ' . r ••• :>.:• fr /a;./»..». .
Laje de concreto armado Revestimento do forro do andar inferior
(Chapisco + Emboço + Reboco)
Fig. 2 - Método convencional - Piso sobre laje
Junta expansão/
contração
Manta impermeável
Terrapleno
Revestimento cerâmico
Pasta de cimento
Lastro de concreto simples
Argamassa de assentamento
Pasta de cimento
Junta normal
Junta estrutural
Fig. 3 - Método convencional - Piso sobre terrapleno
2.2 - E s t r u t u r a d e r e v e s t i m e n t o e x e c u t a d o p e l o m é t o d o d e c o l a g e m
Também aqui há diversas possibilidades que serão detalhadas nos "Procedimentos
Práticos" comentados na parte final deste livro.
De modo geral, estão presentes as seguintes camadas, cujas arganassas têm
composições idênticas as já descritas nos itens 2.1.1 e 2.1.2.
2.2.1 - Paredes
• Baso
— Chapisco
Argamassa do regularização (omboço)
Argamassa Colante
- i * Junta
• Revestimento cerâmico
T t rriiuòfro2cm
to mw. oxocuur
em CAT-idít de 2 em cacia
Fig 4 - Método de colagem - Revestimento de parede
a - Base constituída por elementos de alvenaria em 2.1.1 "a",
b - Chapisco.
c - Camada de argamassa de regularização,
d - Emboço.
e - Camada de argamassa colante com espessura de cerca de 3 a 6 mm,
dependendo das dimensões da superfície da peça cerâmica.
f - Revestimento cerâmico.
2.2.2 - Pisos
a - Laje ou lastro de concreto simples,
b - Camada de pasta de cimento,
c - Camada de argamassa de regularização,
d - Contrapiso.
e - Camada de argamassa colante com espessura uniforme de cerca de 3 a 6 mm,
dependendo das dimensões da superfície da peça cerâmica.
f - Revestimento cerâmico.
Junta do oxpansâo/contraçâo Camada da regularização
ou corK/apiso
Revestimento cerâmico
Argamassa colanto
A
wm^S*
Pasta do cimento sobro a lajo Junta estrutural
Junta normal
lajo do concreto armado Rovostimonto do forro do andar inferior
(Chapisco • Emboço + Reboco)
Fig. 5 - Método de colagem - Piso sobre laje
RcvosCmonto cerâmico Lastro do concreto simples
Argamassa colanto
Junta expansão/
contração
Contrapiso
Pasta do cimento Junta estrutural
Junta normal
TT
Manta Impermeável
L
Terraptano
Fig. 6 - Método de colagem - Piso sobre terrapleno
Bibliografia
(1)
NBR-7200: Revestimento de paredes e tetos com argamassas. Materiais, preparo, aplicação
e manutenção.
Argamassas comuns:
composição/usos/rendimento e classificação
3.1 - D e f i n i ç ã o , c o m p o s i ç ã o e u s o s
As argamassas são definidas como sendo a mistura de aglomerantes e agregados
com água, possuindo capacidade de endurecimento e aderência.
As argamassas utilizadas em obras são comumente compostas de areia natural
lavada, e os aglomerantes são em geral o cimento Portland e cal hidratada.
Sua denominação é função do aglomerante utilizado. Assim, temos argamassa
de cal, de cimento ou mista de cal e cimento.
A destinação das argamassas determina o tipo de aglomerante OL a mistura de
tipos diferentes de aglomerantes.
Como exemplo, as argamassas de cimento são utilizadas em alvenarias de alicer-
ces pela resistência exigível e especialmente pela condição favorável de endureci-
mento. São também utilizadas para chapisco pela sua resistência a curto prazo;
nos revestimentos onde as condições de impermeabilidade são exigíveis, tais
como no interior de reservatórios de água e outras obras hidráulicas; ou em pisos
cimentados onde se exige resistência mecânica e ao desgaste.
As argamassas de cal são utilizadas para emboço e reboco, pela sua plasticidade,
condições favoráveis de endurecimento, elasticidade, e porque proporcionam
acabamento esmerado, plano e regular. Encontram também aplicação no
assentamento de alvenarias de vedação.
As argamassas de cimento são mais resistentes, porém de mais difícil trabalhabili-
dade. Adiciona-se cal para torná-las mais plásticas e facilitar o acabamento. Tais
argamassas mistas de cimento e cal são utilizadas nas alvenarias estruturais ou
não, de tijolos ou blocos; nos contrapisos; no assentamento d© revestimentos
cerâmicos em pisos ou paredes pelo método convencional; no preparo de paredes
e pisos para receberem revestimentos cerâmicos aplicados com argamassa
colante; e, especialmente, nos emboços de forros e paredes.
3.2 - T r a ç o
Decidido que tipo de argamassa deve ser utilizada, o segundo passo é adotar o
traço. Entende-se por traço de uma argamassa a indicação das proporções de
seus componentes.
O traço em peso nos daria segurança absoluta, quando a qualidade da argamassa
e quantidades no consumo e apropriação de custos. Todavia, é impraticável no
canteiro da obra.
Os traços das argamassas são tradicionalmente indicados em volumes.
Assim, uma argamassa de cimento e areia 1:3 significa que no seu preparo
entra um volume de cimento para três volumes de areia. Quanlo a esta é
imprescindível que se adicione a informação sobre o seu teor de umidade, ou
se se trata de areia seca. E isso devido ao fenômeno do inchamento da areia
em função do teor de umidade.
A própria tabela 1 da NBR-7200 indica traços em volume de argamassas para
revestimentos, informando que para a areia o teor de umidade e de 2% a 5%, e
seu volume não foi corrigido quanto ao inchamento.
Isso significa que, na avaliação das quantidades dos componentes, é indispensável
determinar ou adotar valores para a massa específica absoluta ou real e para a
massa específica aparente ou peso unitário para a areia, cimento e cal utilizados.
Para a areia caracterizada a seguir, estudamos cinco traços de argamassas,
ilustrando alguns comentários sobre o rendimento em função da composição e
do modo de aplicar a argamassa.
3.3 - C a r a c t e r í s t i c a s d o s c o m p o n e n t e s
3.3.1 - Cimento
Usamos o cimento Portland, adotando 3,07 Kg/dm3
para sua massa específica absoluta.
A literatura sobre cimento Portland sugere para sua massa específica aparente os
valores da ordem de 1,50 Kg/dm3
e 35 dm3
para um saco de 50 Kg, o que eqüivale a
1,43 Kg/dm3
.
No preparo das argamassa, objeto desta pesquisa, encontramos 1,20 Kg/dm3
,
sendo este o valor adotado.
3.3.2 - Cal hidratada
Adotamos 1,80 Kg/dm3
para massa específica absoluta ou real. No preparo das
argamassas pesquisadas, encontramos 0,58 Kg/dm3
para massa específica
aparente.
3.3.3 - Areia
A massa específica real adotada foi 2,65 Kg/dm3
. A massa específica aparente
para a areia seca foi determinada em 1,45 Kg/dm3
.
A areia foi utilizada com 3% de umidade, sendo 1,30 seu coeficiente de inchamento.
Ou seja, o volume de areia com 3% de umidade é 30% maior do que o volume seco.
As medidas em volume úmido para compor as argamassas estudadas indicaram
ser 1,15 kg/dm3
a massa específica aparente do agregado com 3% de umidade.
A areia utilizada apresentou a composição granulométrica do Quadre 1.0 diâmetro
máximo, sendo 2,4 mm e o módulo de finura sendo 2, classificam a areia utilizada
como média-fina.
Quadro 1
Peneiras Porcentagens
mm Retidas Acumuladas
4 4,8 0 0
8 2,4 3 3
16 1,2 10 13
30 0,6 20 33
50 0,3 31 64
100 0,15 25 89
soma = 202
módulo de finura = 2,02
A NBR-7211: Agregados para concreto, ao definir os limites da composição
granulométrica do agregado miúdo sugere que podemos classificar a areia em
fina, média e grossa. Veja Quadro 2.
Quadro 2
Peneiras % Retida acumulada
n° mm Utilizável Ótima
para concreto para concreto
3/8 9,5 0 0 0
4 4,8 0 a 3 a 5
8 2,4 13 a 29 a 43
16 1,2 23 a 49 a 64
30 0,6 42 a 68 a 83
50 0,3 73 a 83 a 94
100 0,15 88 a 93 a 98
Somatória 239 325 387
Módulo de finura = MF 2,39 3,25 3,87
Dimensão Máxima Dm < 2,4 4,8 > Dm > 2,4 Dm > 4,8
característica (mm) areia fina areia média areia grossa
onde:
Módulo de finura é a soma das porcentagens retidas acumuladas, dividida por 100.
Diâmetro máximo é a abertura da malha, em milímetros, da peneira da série
padrão à qual corresponde uma porcentagem retida acumulada igual ou
imediatamente inferior a 5%.
A partir destes valores a areia pode ser classificada conforme o Quadro 3 a seguir.
3 . 4 - R e n d i m e n t o d a s a r g a m a s s a s
Para verificar o rendimento das argamassas, foram compostas as argamassas da
tabela do Quadro 4.
A areia foi medida em volumes aparentes, com 3 % de umidade. Os aglomerantes
também foram medidos em volumes aparentes, tomando-se o cuidado de conferir
sua massa.
A água foi adicionada ate obter-se uma trabalhabilidade adequada, avaliada
qualitativamente.
A mistura foi feita manualmente. Visando avaliar o rendimento, espalhamos a
argamassa fresca sobre uma base plana e horizontal, assegurando uma espessura
uniforme de 25 mm com auxílio de sarrafos de madeira. A argamassa fresca foi
apertada com colher de pedreiro e desempenada.
A seguir, medimos a área coberta e calculamos o volume resultante. No quadro 4,
são indicamos os valores encontrados.
Para os traços estudados já era sabido de antemão que o rendimento, ou seja, o
volume de argamassa fresca resultante, deveria ser igual para todas as composições,
desde que mantido o mesmo cuidado no espalhamento e adensamento da
argamassa fresca. E isto porque para os traços estudados a quantidade de areia e
tal que seu volume de vazios (não confundir com os vazios de argamassa por falha
de adensamento) não chega a ser ocupado pelos volumes reais do cimento e
água, ou do cimento, cal hidratada e água, que entraram em sua cornsosição.
O volume de vazios da areia em questão pode ser determinado pelo coeficiente
de vazios (Cv) ou pela diferença entre volume total aparente seco (Vt) e o volume
de cheios (Vc), ocupados pela areia.
Inicialmente corrigimos o volume úmido aparente (Vh) para volume total aparente
seco (Vt), dividindo-o pelo coeficiente de inchamento 1,30:
Quadro 3
Areia
Fina
Média
Grossa
DM ( m m )
Dm < 2,4
4,8 > Dm > 2,4
Dm > 4,8
MF
MF < 2,39
3,87 > MF > 2,39
MF > 3,87
V,h 12,1
V. = = 9,3 dm3
1,30 1,30
Sendo a massa específica real da areia 2,65 Kg/dm3
e sua massa específica
aparente 1,45, temos:
Volume de cheios:
Vc = 1 4 5 x 9,3 = 5,1 dm3
2,65
e
Volume de vazios = Vv = 9,3 - 5,1 = 4,2 dm3
A água conduzida pela areia úmida é calculada por:
Ph = dh x Vh = 1,15 x 12,1 = 13,9 kg
Pt = d, xV, = 1,45x9,3= 13,5 kg
Água conduzida pela areia = Ph - Pt = 13,9 - 13,5 = 0,4 kg ou dm3
sendo
Volume real do cimento = massa/3,07
Volume real da cal hidratada = massa/1,8
calculamos e chegamos aos valores dos Quadros 5 e 6.
Quadro 4
Traços
c C A
i a r
m I e
e j Cimento Cal hidr. Areia Água VC)
n h a adie.
t i
o d 3%
dm3
kg dm3
kg dm3
dm3
dm3
1 - 5 2,42 2,90 - - 12,1 2,17 10
- 6 2,02 2,41 - - 12,1 2,12 10
1 1/2 5 2,42 2,90 1,21 0,70 12,1 2,33 10
1 1/2 6 2,02 2,41 1,00 0,59 12,1 2,42 10
1 1/5 6 2,02 2,41 0,40 0,23 12,1 2,09 10
(•) V = Volume da argamassa fresca
Quadro 5 - Volumes reais para 10 dm3
de argamassa fresca, adensada a
colher e desempenada
Traço Cimento Cal Hidr. Areia Á g u a Volume Vazios da
da areia adie. Total V argamassa
10-V
dm3 dm3 dm3 dm3 dm3 dm3 dm3
1:5 0,94 — 5,10 0,40 2,17 8,61 1,39
1:6 0,79 — 5,10 0,40 2,12 8,40 1,60
1:1/2:5 0,94 0,39 5,10 0,40 2,33 9,16 0,84
1:1/2:6 0,79 0,33 5,10 0,40 2,42 9,04 0,96
1:1/5:6 0,79 0,13 5,10 0,40 2,09 8,50 1,50
Os vazios indicados no Quadro 5 correspondem aos vazios não-ocupados da
areia, mais os vazios oriundos do nível de adensamento na aplicação da
argamassa fresca. Portanto, o modo de aplicar a argamassa fresca, é fundamental
tanto na avaliação do rendimento como no nível de qualidade da argamassa
quanto a sua absorção de água e permeabilidade.
Conforme a posição do revestimento a executar, o pedreiro e obrigado a comprimir
(adensar) mais a argamassa, quando da sua aplicação. A mesma argamassa
poderá ter um aumento de vazios à medida que é aplicada no emboço de um
forro, no emboço de uma parede ou em um contrapiso. No forro, é obrigatório
projetá-la e depois comprimi-la com a desempenadeira. Na parede os cuidados
já são menores do que no forro.
Nos pisos, argamassa de regularização ou do contrapiso sofre maior risco de ter
sua qualidade sacrificada dada a facilidade de espalhamento e sarrafeamento.
Podem originar-se daí problemas construtivos, como uma maior permeabilidade
da argamassa endurecida, permitindo a passagem de água em pisos não
impermeabilizados adequadamente, instalando-se o processo de eflorescências
sobre os revestimentos dos pisos.
Quadro 6 - Volume de vazios disponíveis na areia
Traço Volume
aparente
seco da
areia
Volume
dos grãos
Volume
vazio
da areia
Volume
real
o c u p a d o
pelo cimento,
cal e água
Vazios
não-
ocupados
dm3 dm3 dm3 dm3 dm3
1:5 9,30 5,10 4,20 3,51 0,69
1:6 9,30 5,10 4,20 3,30 0,90
1:1/2:5 9,30 5,10 4,20 4,06 0,14
1:1/2:6 9,30 5,10 4,20 3,94 0,26
1:1/5:6 9,30 5,10 4,20 3,40 0,80
A última coluna do Quadro 6 indica os vazios não ocupados pela pasta de aglome-
rante total.
3.5 - C l a s s i f i c a ç ã o d a s a r g a m a s s a s
O nível de ocupação de vazios oferecidos pela areia nas argamassas sugere um
critério de classificação descrito pelo Eng. Leonardo M. Caricchio (2) e constante
do Quadro 7.
Quadro 7
Argamassa Cimento: Cal hidratada Cimento: Cal
areia
1:2
areia
1:1,5
hidratada: areia
1:3:7
1:2,5 1:2 1:3:8
A partir destas proporções
1:2,5 1:3:9
B i b l i o g r a f i a
Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n9
1.922 - dez./84.
,2
> Caricchio L.M., "Construção Civil" - Vol.- li - Ed. 1955.
Argamassa para alvenaria
4.1 - C o m p o s i ç õ e s e u s o s
No início do Capítulo 3 definimos as argamassas como sendo a mistura de
aglomerantes e agregados minerais com água, possuindo capacidade de
endurecimento e aderência. Entendemos que esta definição é abrangente podendo
ser adotada também para as argamassas destinadas às alvenarias.
Nos livros sobre construções, tabelas de composições, cadernos de encargos e
literatura em geral sobre argamassas utilizadas no assentamento de elementos
das alvenarias, há uma profusão de traços geralmente transmitidos pela tradição.
Não há ainda normas brasileiras específicas para argamassas utilizadas em alve-
narias. Em contrapartida, encontramos na ASTM-American Society for Testing
and Materials diversas Normas, entre as quais a C 270-82 sobre argamassas
para Alvenaria (Mortar for Unit Masonry). Esta Norma indica, em um Anexo, quatro
tipos de argamassas destinadas a alvenarias portantes e não-porlantes.
Quadro 8 - Guia para seleção de argamassas para alvenaria ( ASTM - C 270-82)
Posição Função Tipo de argamassa
da alvenaria Recomendada Alternativa
Exterior de • Portante N Sou M
elevação • Não-portante O (2) K ou S
• Parapeitos N S
Exterior, no nível Fundações
ou abaixo do nível Muro de arrimo
do solo Poços-Galerias S(3) M ou n (3)
Calçamentos
Passeios-Pátios
Interior • Portante N S ou M
• Não-portante 0 S ou N
(1) Esta tabela não indica argamassas para fins especiais, como chaminés, alvenaria armada ou argamassas
antiácidas.
(2) Tipo "O" é recomendada para uso onde não há probabilidade de congelamento, quando saturada de água ou
não há probabilidade de a alvenaria estar sujeita ã ação do vento ou outras cargas laterais significativas.
(3) Alvenaria exposta ao tempo, nas superfícies horizontais, ó extremamente vulnerável às intempéries.
A argamassa para tais casos deverá ser especificada com maior atenção.
O Quadro 8 é um guia geral para escolha do tipo de argamassa a ser utilizada
conforme a finalidade da alvenaria. A escolha do tipo de argamassa poderá, tam-
bém, ser baseada no tipo de elemento a ser assentado ou em normas construti-
vas ou, ainda, de acordo com os esforços a serem suportados pela alvenaria. Por
exemplo, a argamassa poderá ser correlacionada com o tipo ou características
dos elementos a serem assentados: blocos de concreto; blocos de cerâmica: tijolos
maciços: tijolos furados; placas de concreto leve etc. Assim, um elemento de
alvenaria com alta velocidade inicial de absorção de água deverá ser compatível
com a argamassa de alta retenção de água.
Na Tabela 1 encontramos os traços para as argamassas do Quadro 8. Os aglome-
rantes são o cimento Portland, o cimento de alvenaria, a cal hidratada e a pasta
de cal. As proporções de areia solta e úmida, em volume, estão limitadas entre
um mínimo de 2,25 vezes e um máximo de três vezes em relação à soma dos
volumes dos aglomerantes considerados isoladamente.
Tabela 1 - Proporções especificadas - ASTM - C 270-82
Aglomerantes
Proporções em volume
Argamassa
de:
Tipo
Cimemto
Portland
Cimento
de
alvenaria
Cal
hidratada
ou
pasta
de
cal
Agregado
medido úmido e solto (1)
M 1 _ Va 2,81 a 3,75
Cimento/cal S 1 -
1
/4 a 1
/2 de (2,81 a 3,75) até (3,38 a 4,50)
N 1 -
1
/2 a 1 1
/4 de (3,38 a 4,50) até (5,06 a 6,75)
0 1 - 1 1
/4 a 2 1
/2 de (5,06 a 6,75) até (7,88 a 10,50)
M 1 1 - 4,50 a 6,00
Cimento de S 1
/2 1 - 3,38 a 4,50
alvenaria N - 1 - 2,25 a 3,00
O - 1 - 2,25 a 300
(1) O agregado medido úmido e solto não deve ter volume menor do que 2.25 vezes nem maior do que três
vezes a soma. em separado, dos volumes dos aglomerantes.
Para converter os traços tabelados em volume para traços em massa, a Norma ASTM
- C 270-82 sugere utilizar as seguintes massas específicas aparentes ou pesos unitários:
cimento Portland 1.505 Kg/m3
cal hidratada 640 Kg/m3
pasta de cal 1.280 Kg/m3
areia úmida e solta 1.280 Kg/m3
4.2 - P r o p r i e d a d e s físicas
A Tabela 2 especifica as propriedades dos quatro tipos de argamassa do Quadro 8,
tais como resistência à compressão, a retenção de água e ar incorporado.
Na Tabela 2, fizemos a conversão das resistências especificadas para corpos-de-
prova cúbicos para corpos-de-prova cilíndricos, lembrando que, para estes últimos,
o valor corresponde a cerca de 85% daquele obtido para os corpos-de-prova cúbicos.
A resistência à compressão medida em laboratório e em corpos-de-prova de formato
cúbico de aresta de 2" (5cm) ou cilíndrico de diâmetro de 2" e altura de 4" (10 cm)
permite avaliar esta característica da argamassa quando usada em alvenaria.
Tabela 2 - Propriedades especificadas para argamassas preparadas em
laboratório ASTM - C 270-82
1
<
0
<
/
>
Mínimo de resistências à compressão
aos 28 dias - corpos-de-prova: i
>
<
3
0)
<
0
s
8> o
Cúbico 2" (5 cm) (1) Cilíndrico 2x4
(5 x 10 cm)
S i
o
.c
*
Si
.o.
£ psi MPa Kgf/cm2
psi MPa Kgf/cm2
£
V. O)
M 2.500 17,2 172 2.125 14,6 146 75 12
Cimento/cal S 1.800 12,4 124 1.530 10,5 105 75 12
N 750 5,2 52 638 4,4 44 75 14(2)
0 350 2,4 24 298 2,0 20 75 14(2)
(4)
M 2.500 17,2 172 2.125 14,6 146 75 (3)
Cimento de S 1.800 12,4 124 1.530 10,5 105 75 (3)
Alvenaria N 750 5,2 52 638 4,4 44 75 (3)
O 350 2,4 24 298 2,0 20 75 (3)
(1) Conforme ASTM - C780 item 4.2.6 - nota 1, para a mesma argamassa os t/alores obtidos
em corpos-de-prova cilíndricos podem ser considerados iguais a 85% dos valores em corpos-
de-prova cúbicos.
(2) Para alvenaria armada e argamassa de cimento/cal, o máximo de ar-incorporado deve ser 12%.
(3) Para alvenaria armada e argamassa de cimento de alvenaria, o máximo de ar-incorporado
deve ser 18%.
(4) O agregado é medido úmido e solto, e sua proporção, em laboratório, deve ser no mínimo
2,25 vezes e no máximo 3,5 vezes a soma, em separado, do volume dos aglomerantes.
Todavia, em obra, a performance da alvenaria depende de vários fatores e caracte-
rísticas da argamassa e dos elementos da alvenaria, uma vez que estão intimamente
ligados e trabalhando em conjunto. Tais fatores e características são: trabalhabilidade
da argamassa refletida na quantidade de água de amassamento; alta ou baixa
velocidade inicial de absorção de água pelo elementos da alvenaria; retenção de
água da argamassa; resistência ao cisalhamento; expansão dos elementos; retração
da argamassa; resistência à compressão da argamassa e do elemento da alvenaria;
dilatação higroscópica dos elementos quando cerâmicos; condições climáticas etc.
Portanto, quando necessário, o teste feito sobre corpos-de-prova retirados da
alvenarias (parte desta) ou sobre paredes experimentais é mais próximo da realidade
do que aqueles feitos individualmente sobre os componentes da alvenaria.
No Quadro 9, a título ilustrativo, são indicadas as resistências preconizadas pela
NBR-6136/80 para blocos de concreto, as quais poderão ser cotejadas com as
resistências das argamassas que poderão ser utilizadas em seu assentamento.
Quadro 9 - Blocos vazados de concreto simples para alvenaria estrutural -
NBR-6136/80
Resistência Umidade Absorção
Bloco Alvenaria característica natural total de água
à compressão do bloco do bloco
Classe A Externa, sem / b k > 6 MPa p > 40 % a a < 10%
qualquer (60 Kgf/cm2
)
revestimento
Classe B Int. ou ext. com / b k > 4,5 MPa M < 40 % a a < 10%
revestimento (45 Kgf/cm2
)
B i b l i o g r a f i a
ASTM-C 270/82 - Mortar for unit masonry.
(2)
ASTM-C 780 - Preconstrution and constrution evaluation of mortars for plain and reinforced
unit masonry.
,3
> NBR-7184 - Blocos vazados de concreto simples para alvenaria sem função estrutural
- Método de Ensaio.
w
NBR-7186 - Bloco vazado de concreto simples para alvenaria com função estrutural -
Método de Ensaio.
<
5
> NBR-6136 - Blocos vazados de concreto simples para alvenaria estrutural - Especificação.
<
6
> Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n9
2.056 - jul/87 - Ed. Pini.
Distribuição das tensões que interessam
ao estudo dos revestimentos(3)
5.1 - A s p e c t o s g e r a i s
No Capítulo 2 apresentamos diversas estruturas de revestimentos, quer horizontais,
quer verticais.
Todas as camadas estão intimamente ligadas, existindo maior ou menor grau de
ligação (aderência) em função dos cuidados dispensados pela mão-de-obra na
preparação de cada camada e na preparação das suas superfícies para receberem
as camadas seguintes.
Estando as camadas ligadas, a deformação de qualquer uma delas, devido a
causas endógenas ou esforços externos, resultará em tensões atuando sobre
cada camada.
As tensões que atuam sobre os revestimentos são de especial interesse.
Entre as deformações podem ser citadas: a retração da argamassa que liga os
elementos das alvenarias; a retração da argamassa utilizada no emboço ou no
contrapiso; a deformação lenta do concreto da estrutura atuando, a dos pilares e
vigas sobre os revestimentos verticais e, a das lajes, sobre os revestimentos dos
pisos; recalque das fundações; as deformações originadas pela variação da
umidade relativa do ar atuando sobre as argamassas endurecidas; a dilatação
higroscópica dos elementos cerâmicos; as deformações originadas pela atuação
de cargas acidentais sobre os pisos; e, evidentemente, as originadas por varia-
ções térmicas. Em casos especiais devem ser levadas em conta as vibrações
de máquinas.
As tensões assim originadas sempre existem, são extremamente variáveis e podem
se compensar ou, então, somar, gerando, neste caso, uma compressão máxima
no revestimento.
Exemplificando, o efeito de uma variação de temperatura é um termo do somatório
de diversas causas possivelmente já presentes. Um revestimento poderá, em
determinado instante, estar sujeito a uma tensão de compressão. Uma variação
térmica poderá diminuir ou aumentar esta compressão. Uma seqüência de
variações térmicas, para mais e para menos, poderá romper gradativamente por
fadiga a ligação revestimento/suporte. Nestas condições, uma variação adicional
de temperatura será o diferencial que fará o somatório das forças de compressão
atingir e ultrapassar a carga de flambagem do revestimento.
Às causas citadas devemos, forçosamente, somar as falhas de mão-de-obra. Entre
outras, como veremos nos capítulos específicos sobre tensões, citamos: o uso de
argamassas espessas e ricas em cimento; a falta de cuidado na ligação íntima da
argamassa de regularização ao suporte, notadamente em pisos; a falta de cuidado
na ligação íntima entre toda a superfície do tardoz das peças do revestimento e a
argamassa de assentamento, ou material usado no assentamento (colas, por
exemplo); e, o que julgamos de importância capital, o descuido em relação às
juntas entre as peças do revestimento.
Não será demais lembrar que o assentamento com juntas secas - peças
encostadas umas às outras - deve ser proibido. O correto será limitar as tensões
de compressão a uma só peça do revestimento. Esta, sendo rígida, não terá a
possibilidade de flambar. E isso só se consegue com juntas em todo o perímetro
das peças.
Igualmente, peças cerâmicas com espaçadores incorporados à sua base (spacer
lugs) não devem ser utilizadas, pois criam uma pseudojunta, o que eqüivale a
assentar com juntas secas e com a agravante de concentrar os esforços de
compressão nos dois pontos em que se situam os espaçadores.
5.2 - R e v e s t i m e n t o s u j e i t o à t e n s ã o d e t r a ç ã o
Seja o trecho de revestimento da Fig. 7 que, para exemplificar, esteja a uma
temperatura inicial T, passando gradativamente para uma temperatura T, > T.
(ex.:T2<T)
Fig. 7 - Revestimento solicitado à tração
Neste caso, as peças do revestimento (pisos ou paredes) tenderiam a se afastar
umas das outras. As juntas se abririam e teríamos instalado um processo de cisa-
Ihamento simples entre a base das peças (tardoz) e o material usado no assentamento
(Fig. 7A). Atingida a ruptura, as peças se soltariam simplesmente da base.
Seguindo-se um encurtamento devido, por exemplo, a uma queda gradual de tem-
peratura T2 < T, as peças soltas tomariam a conformação de um "V" invertido (Fig. 7B).
Tal hipótese nunca foi observada na prática. A título informativo, ensaios de ruptura
ao cisalhamento mostraram valores da ordem de 10 kgf/cm2
(1 MPa) para a pasta
de cimento comum, e de 12 kgf/cm2
(1,2 MPa) para a argamassa colante. São
valores elevados e, antes de serem atingidos, as peças do revestimento se soltam
da base devido a uma força de tração atuando perpendicularmente ao plano do
revestimento, como explicado no item 5.3.
5.3 - R e v e s t i m e n t o sujeito à t e n s ã o d e c o m p r e s s ã o
Considere a Fig. 8, onde há compressão atuando no revestimento causada pela
retração da argamassa de assentamento. As peças que compõem o revestimento
se aproximam e a tendência é a flambagem da placa de revestimento. Nas
extremidades da placa, há tensões de cisalhamento, atuando na interface peça/
argamassa (Fig. 8B).
No centro, há tensões de compressão atuando na secção transversal das peças
(Fig. 8A). A compressão dará origem a componentes verticais "p" de tração, as
quais tendem a arrancar o revestimento de sua base. A elas se opõe a aderência
"q" proporcionada pelo cimento portland no método convencional, ou por alguma
argamassa colante utilizada na fixação do revestimento.
Para q > p haverá compressão, mas o revestimento permanece estável - Fig. 8C.
Para q < p as peças se soltam da base por tração simples causando o abaulamento
da placa de revestimento e seu posterior colapso - Figs. 8D e 8E.
Enquanto o valor de "p" é máximo no centro do trecho considerado de revestimento,
diminuindo uniformemente até se anular nas extremidades, os valores de "q"
(aderência) são irregulares em função de defeitos construtivos maiores ou menores.
No Método Convencional, por exemplo, o espalhamento do pó de cimento e a má
formação da pasta por excesso ou falta de água levam a valores irregulares e
baixos para aderência "q". facilitando o colapso que ocorrerá, inclusive, em posição
aleatória.
Note que, nas extremidades da placa comprimida há tensões de cisalhamento.
Caso houvesse ruptura por cisalhamento na ligação da base das peças extremas
com o material de assentamento, tais peças ficariam soltas, reduzindo o
comprimento "d" da placa e, consequentemente, do próprio risco de flambagem,
diminuindo os valores de "p"- Isto pode ser mais bem compreendido, se lembrarmos
que a carga de flambagem é dada por:
N „ = RT2
EJ
d2
.
(Fórmula de Euler)
i i i i i i a — E i i i i ENCURTAMENTO
'DA BASE
(EX: RETRAÇÃO DA ARGAMASSA)
/ f "
/
J
^rrrrítfí
"Kj
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I 
, 
i 
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i
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CL
®
®
7*
p < q
©
X- I i I - 1
P £ q
®
%
COLAPSO
©
Fig. 8 - Revestimento solicitado à compressão
O caso de revestimento seria o mesmo de uma barra reta prismática engastada
nas extremidades onde:
d „ = _d_
2
Nn = carga de flambagem
E = módulo de elasticidade
J = momento de inércia
d = comprimento da barra
Como dissemos anteriormente, para valores menores de "d" nos afastaremos
cada vez mais do risco de flambagem. Daí a necessidade de juntas entre as
peças, de modo a reduzir "d" ao comprimento de uma única peça cerâmica que,
sendo extremamente rígida, não é passível de flambagem.
Na prática, todavia, as peças da extremidade nunca aparecem seitas em pisos
que sofreram colapso devido à compressão a que estavam submetidos. E isso é
confirmado por valores medidos em laboratório.
As medidas da resistência ao cisalhamento feitas conforme o Método de Ensaio
ASTM - C 482{1>
, nos levaram a valores da ordem de 10 kgf/cm2
(1 MPa) para a
ligação da pasta de cimento com a placa cerâmica (Método Convencional).
Na pesquisa relatada no Capítulo 9<2)
"Evolution des contraintes dans les carreaux
de revêtement posés", a retração de uma argamassa de cimento e areia 1:3,
utilizada no assentamento de azulejos, originou tensão de compressão nos
azulejos da ordem de 45 kgf/cm2
(4,5 MPa).
Este foi o maior valor encontrado e, diga-se de passagem, para uma argamassa
imprópria por ser extremamente rica e não utilizada comumente em obras para o
assentamento.
Supondo (Fig. 9) uma placa cerâmica com 5 mm de espessura e 15 x 15 cm de
superfície, o esforço de compressão atuando em sua secção transversal é:
Fig. 9
F = A . a = (0,5 cm x 15 cm) x 45 kgf / cm2
e F = 337,5 kgf
e a tensão de cisalhamento atuando na ligação peça/material de assentamento será:
337,5 kgf = 1 5 k g f / c m 2 = 0 1 5 M p a
15 cm x 15 cm y
ou seja, praticamente sete vezes menor do que a tensão de ruptura ao cisa-
Ihamento encontrada nos ensaios (10 Kgf/cm2
).
Portanto, as peças extremas da placa de revestimento continuarão presas à base,
garantindo a indesejada compressão no centro da placa de revestimento.
B i b l i o g r a f i a
ASTM - C 482 - Bond strenght of ceramic tile to portland cement.
,2)
Baudran A. A. e Aveline M. - Evolution des contraintes dans les carreaux de revétement posés
- IX Congrés Internacional Céramique - Bruxelles - 1964.
<
3
> Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n5
1.051. 1.054. 1.058. 1.062. 1.070 1.086 e 1.087 -
Ed. Pini- 1968.
Retração das argamassas
6.1 - R e t r a ç ã o
As argamassas de cimento e areia ou cimento, cal e areia são utilizadas em múlti-
plas aplicações nas construções.
Assentamento de tijolos; blocos de cerâmica ou de concreto; chapisco; emboço;
reboco; contrapisos; pisos cimentados; assentamento de revestimentos cerâmicos
em pisos, paredes, fachadas e piscinas; pedra naturais e todo tipo de revestimento.
Sua composição e espessura, quando de sua aplicação, são muito variáveis.
Seu endurecimento é acompanhado por uma diminuição de volume, quer devido
à perda de água evaporável, quer devido às reações de hidratação.
Mesmo após a secagem, e com mais de quatro meses de idade, notamos varia-
ções dimensionais em função do grau higrométrico do ambiente.
Tal fenômeno, há longa data estudado para concretos, é conhecido como
"retração".
Para as argamassas a retração também deve ser analisada atentamente, procu-
rando extrair do comportamento e evolução da mesma, em função da idade e
condições ambientes, alguns procedimentos práticos aplicáveis em obras.
Por exemplo, é prática obrigatória "cunhar" as alvenarias de elevação. Todavia, tal
operação tem época oportuna para ser realizada. A alvenaria deve "assentar", o
que eqüivale dizer que a argamassa de assentamento já secou e retraiu estando,
então, estável. Só depois disso é feito o encunhamento. Em relação aos emboços
e revestimentos com argamassas, as espessuras são limitadas a valores máximos
devido a sua retração. Argamassas ricas e espessas estão sujeitas a fissuras.
Outro efeito da retração já nos ocorreu observar em pisos cimentados que sofre-
ram processo de destaque por flambagem.
Finalmente, é incontestável que a retração da argamassa de assentamento usada
no método convencional já destruiu inúmeros revestimentos de pisos e paredes.
Na colagem de revestimento com argamassas colantes, é obrigatório aguardar
que a argamassa do contrapiso ou do emboço atinja um elevado grau de sua
retração antes que se processe o assentamento do revestimento.
6.2 - E n s a i o s p a r a m e d i r a r e t r a ç ã o
A seguir, apresentamos medidas de retração feitas para a pasta de cirrento e para
um grupo de seis argamassas, cujos traços estão na Tabela 3.
Tabela 3
Componentes Argamassas de
cimento e areia
Volumes aparentes -
Areia c/ 3% de umidade
Argamassas
cimento: cal: areia
vol. apar.
- areia 3% um.
Pasta
de
cimento
1:3 1:4 1:5 1:6 1:1/2:5 1:3:12
Cimento Portland 481 321 341 258,5 384 133 1.000
Cal hidratada - - 81 169 -
Areia c/3% 1.253 1.255 1.335 1.350 1.576 1.313 -
Areia - Peso seco 1.216,5 1.218,5 1.296 1.310,5 1.530 1.275 -
Água da areia 36,5 36,5 39 39,5 46 38 -
Água adicionada 188 176 180 186,5 279,6 227 -
Água Total 224,5 212,5 219 226 325,6 265 300
Água / aglomerante 0,47 0,66 0,64 0,87 0,70 0,88 0,30
(1) Os valores da tabela são em gramas.
(2) Os componentes foram medidos em volume e convertidos em massa.
(3) Areia utilizada com 3% umidade.
A retração foi medida em barrinhas de argamassa com dimensões 25x25x280 mm,
conforme ensaio ASTM - C 157 e procedimento modificado conforme item 6.2.1
As medidas da retração e massa são valores médios de três barrinhas.
6.2.1 - Procedimentos do ensaio
a - Após o enchimento, as formas foram cobertas com filme plástico para garantir
umidade relativa superior a 90 % até 24 horas após a adição de água.
b - Completadas 24 horas foram feitas a desforma e imersão em água durante
15 minutos antes da primeira medida e pesagem precedidas de enxugamento
superficial das barrinhas.
c - As barrinhas foram estocadas ao ar ambiente e medidas seguidamente até
28 dias de idade. A umidade relativa do ambiente variou de 60% a 80%, e
temperatura de 16 a 25°C.
d - Após a leitura e pesagem aos 28 dias, as barrinhas foram colocadas em
estufa por 48 horas. Após retiradas e esfriadas à temperatura ambiente
procedeu-se a nova medida e pesagem.
e - As barrinhas foram estocadas ao ar ambiente e novas medidas e pesagem
foram feitas aos 120 dias, seguidas de imersão em água fria por 48 horas e
novamente medidas e pesadas.
f - Novas medidas e pesagem foram feitas além de 230 dias e até 400 dias.
g - Para as medidas, utilizamos um micrômetro Kafer com leitura direta de 0,001 mm.
6.2.2 - Resultados
As Figuras de 10A a 10G mostram a evolução da retração e variação da massa
das barrinhas para cada traço estudado.
Fig. 10A
Fig. 10B
o.
O RETRAÇÃO
A PERDA DE PESO
Fig. 10C
Fig. 10D
O RETRAÇÃO
PERDA DE PESO
Fig. 10E
Argamassa, cimento: cal
hidratada: areia (1:3:12)
7 28 30 120 122 245DIAS
Fig. 10F
CL
O RETRAÇÃO
A PERDA DE PESO
Fig. 10G
Na Fig. 11 mostramos o gráfico consolidado da evolução da retação para as seis
argamassas da Tabela 3 e para a pasta de cimento.
3%.
2.5%.
i Soco
30 dias
2%. 120 dias
1.5*-
1%.
28 dias
7 dias
0.5%.
0.5%.
2
in to V)
1:3:12
Fig. 11 - Gráfico consolidado da retração
Analisando os gráficos da retração das argamassas podemos, resumidamen-
te, concluir.
a - A retração é aproximadamente a mesma para todas as argamassas, sendo
ligeiramente menor para o traço em volumes 1:3:12 de cimento Portland, cal
hidratada e areia média úmida 3%.
b - Nos gráficos da Fig. 10, as oscilações correspondem as variações da umidade
relativa. Para uma umidade relativa maior, a retração cai e vice-versa.
c - Para todas as argamassas e para a pasta de cimento, a retração aos sete
dias de idade é de 65% a 80% da retração aos 28 dias (secagem ao ar).
d - Considerando como retração total a medida feita aos 30 dias de idade após as
barrinhas permanecerem 48 horas em estufa (ver item 6.2.1.d), verifica-se que:
- aos sete dias, já ocorreu 35% a 45% da retração total;
- aos 28 dias, ocorreu 50% a 60% da retração total; e
- aos 120 dias estocadas ao ar ambiente, as barrinhas reabsor^em umidade,
e a retração passa a ser 80% a 95% da retração total.
e - Para a pasta de cimento os valores são praticamente duas vezes maiores do
que para as argamassas, sendo a retração total três vezes maior.
f - Por serem mais permeáveis e conterem mais água, as argamassas perderam
80% a 90% de água evaporável já aos sete dias de idade, permanecendo
com teor de umidade natural cerca de 1% a 2%. A pasta de cimento perdeu
apenas 50% de água aos sete dias, permanecendo com um teor de umidade
natural cerca de 5%.
g - A retração aos 28 dias por secagem ao ar é cerca de 50% a 60% da retração total.
h - É de interesse também notar que há crescimento das barrinhas após 120
dias de secagem ao ar seguida de imersão em água por 48 horas:
- A pasta de cimento se expande e a retração diminui 25% em relação à
retração medida aos 120 dias de secagem ao ar. Ou seja, o aumento é
de 0,5%o ou 0,5 mm/m, ou ainda 0,0005 mm/mm; e a retração passa de
0,0020 mm/mm para 0,0015 mm/mm.
- Para as argamassas mais ricas em cimento como 1:3 e 1:4, tal expansão é
de 0,1 %o ou 0,1 mm/m ou, ainda, 0,0001 mm/mm.
- Para traço 1:5, é de 0,07%o ou 0,07 mm/m ou, ainda, 0,00007 mm/mm.
- Para traço 1:6, é de 0 , 0 5 % o ou 0 , 0 5 mm/m ou, ainda, 0 , 0 0 0 0 5 mm/mm.
6.3 - V a l o r e s d a r e t r a ç ã o
Considerando que, em obras, as argamassas secam ao ar, e considerando os
resultados obtidos por secagem ao ar aos 28 dias, podemos adotar os seguintes
valores para a retração:
- argamassa em geral 0,0006 mm/mm ou 0,6 %o ou 0,6 mm/m
- pasta de cimento 0 , 0 0 1 5 mm/mm ou 1,5 %o ou 1,5 mm/m
B i b l i o g r a f i a
<
•
> ASTM - C 157-80 - Lenght change of hardened cement mortar and concrete.
<2)
Fiorito, A.J.S.I. - Retração das argamassas - Revista "Construção" n° 1.929 - jan/85 - Ed. Pini
Capítulo 7
Propriedades físicas das camadas que
compõem os revestimentos
Nos capítulos adiante, são apresentadas expressões das tensões que atuam nos
revestimentos e demais camadas em função de algumas propriedades físicas
dos materiais que constituem cada camada.
A fim de podermos avaliar a ordem de grandeza destas tensões daTios, a seguir,
valores médios de algumas destas propriedades.
7.1 - R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s
7.1.1 - Resistência à compressão
a rev = 800 kgf / cm2
a 1.000 kgf / cm2
ou o rev = 80 MPa a 100 MPa
7.1.2 - Módulo de elasticidade
7.1.2.1 - Revestimentos cerâmicos não-esmaltados
El = 350.000 kgf / cm2
ou 35 GPa
7.1.2.2 - Esmaltados e azulejos
El = 300.000 kgf / cm2
ou 30 GPa
7.1.2.3 - Peças de grés (absorção de água 0,07%)
El = 700.000 kgf / cm2
ou 70 GPa
7.1.3 - Coeficiente de dilatação térmica linear
a, = 0,000005 a 0,000006/°C
7.1.4 - Dilatação higroscópica (moisture expansion)
ÔL = 0,0003 a 0,0007 mm/mm
7 . 2 - A r g a m a s s a s
7.2.1 - Módulo de elasticidade
É extremamente variável, dependendo da composição. A seguir adotamos alguns
valores para efeito de raciocínio e cálculos:
- argamassas ricas e rígidas
Ea = 140.000 kgf / cm2
= 14 GPa
- argamassas mais elásticas
Ea = 50.000 kgf / cm2
= 5 GPa
- argamassas extremamente elásticas
Ea = 10.500 kgf / cm2
= 1,05 GPa
7.2.2 - Retração das argamassas aos 28 dias e por s e c a g e m exclusivamente ao
ar (ver Capítulo 6)
er = 0,0006 mm/mm ou 0,6%o
7.2.3 - Coeficiente de dilatação térmica linear
aA =0,000010 a 0,000012/°C
ou
10 a 12x10'6
/°C
7 . 3 - C o n c r e t o
7.3.1 - Módulo de elasticidade
EC = 210.000 kgf /cm2
ou 21 GPa
7.3.2 - Coeficiente de dilatação térmica linear
CL = 0,000010 a 0,000012/°C
C
ou
10 a 12x10'6
/°C
Tensões nos revestimentos em argamassa,
em pisos e paredes devidas à sua retração(1)
8.1 - C o r r e l a ç ã o d a r e t r a ç ã o d a s a r g a m a s s a s a o s 7 e 2 8 d i a s
No Capítulo 6, tratamos da retração de algumas argamassas e da pasta de cimento
Portland durante sua secagem. Concluímos que a retração aos 28 dias e por secagem
exclusivamente ao ar é da ordem de 0,00060 mm/mm, ou 0,6 %o independentemente
do traço da argamassa.
No Quadro 10, detalhamos a retração aos 28 dias e aos sete dias, correlacionando
estes valores.
Quadro 10
Argamassa Retração aos Retração aos sete dias
28 dias %o %o % aos 28 dias
1 : 3 0 , 6 0 7 0 , 3 9 6 6 5 %
1 : 4 0 , 6 4 8 0 , 4 3 1 6 6 , 5 %
1:5 0 , 6 4 9 0 , 3 7 9 5 8 , 4 %
1 : 6 0 , 6 0 1 0 , 4 7 2 7 8 , 5 %
1 : 0 , 5 : 5 0 , 6 6 1 0 , 5 1 4 7 7 , 8 %
1 : 3 : 1 2 0 , 6 4 2 0 , 4 8 9 7 6 %
Pasta cimento 1 , 4 1 6 1 , 0 1 8 7 1 , 9 %
Note-se que aos sete dias de idade, e por secagem ao ar, a retração já é da
ordem de 60% a 80% do seu valor aos 28 dias.
Daí, nos procedimentos para a execução de revestimentos em argamassa, quando
esta servirá de base para outras camadas de argamassa ou revestimentos colados,
deve-se recomendar que se aguarde, no mínimo, sete dias para a execução das
camadas ou serviços subsequentes. Com isso garantimos boa estabilidade
dimensional das camadas de argamassa utilizadas como base, estabilidade essa
necessária para evitar tensões de retração, como será detalhado nos itens a seguir.
8.2 - T e n s ã o d e r e t r a ç ã o
Quando uma barra de argamassa considerada isoladamente retrai, a distância"d"
entre dois pontos quaisquer (Fig. 12) passa a ser "d/, menor do qte "d".
NA
Fig. 12
O encurtamento AAr devido à retraçao er será :
AAr = £r .d
Teoricamente tudo se passa como se tivéssemos aplicado uma força externa NA
na secção transversal SA da barra de argamassa causando o deslocamento &Ar
Sendo EA o modulo de elasticidade da argamassa, a força NA é calculada com
= NA=-EASA
S, d
com sinal negativo (-) pois AA( é negativo
NA=-EASA.zr
e,
Na sendo negativa, será a força teórica de compressão que causou a deformação
equivalente à retração da argamassa.
Consequentemente, para voltamos ao comprimento inicial antes da retração ter
ocorrido, teríamos que aplicar uma força de tração + NA na secção transversal
da barra endurecida.
8.3 - T e n s õ e s n o s r e v e s t i m e n t o s d e a r g a m a s s a e m p a r e d e s e pisos
Considerando que uma camada de argamassa é sempre aplicada sobre uma
parede (emboço) ou sobre uma laje (contrapiso) ou, ainda, sob uma laje (forro)
com a função de regularizar e dar acabamento às superfícies, vamos calcular as
tensões que advêm da retração das argamassa quando ligada a um suporte
estável, por exemplo, uma base de concreto.
Sejam Sc e Ec a seção e o módulo de elasticidade da camada suporte (Fig. 13A).
Considere-se a extensão "d" do suporte estável (laje ou alvenaria) que recebeu
uma camada de argamassa fresca.
Devido à retração ef da argamassa haveria um encurtamento AAr caso fosse
permitida sua livre e total retração (Fig.13B).
Todavia, havendo solidariedade das duas camadas obtidas, por exemplo, pelo
uso de chapisco na alvenaria ou pasta de cimento no piso, o equilíbrio final
dl AAr
- e - o
(Fig. 13C) é alcançado pela introdução das forças NA positiva ce (tração) na
argamassa, e Nc negativa (compressão) no suporte, tais que:
NA + Nc = 0
e AC = AAr + AA
ou seja, as forças estão sempre em equilíbrio e o deslocamento do suporte e igual
ao deslocamento da argamassa: sendo:
d
r
®
argamassa fresca
7—7—7—7
suporte estável
/ / / /
—desloc.
3 **r o
A A . A C .
N A M
NC(->
AC = ^
EC.SC
AAr = 8r.d
AA=NA(d+d.er)
eáSa
resulta:
Fig. 13
EA easa
Sendo: NC=-NA e ( l + e r ) = l
NA NA
— — = er + — -
ECSC easa
N
eaSa
— + 1
_ECSC
N = JA
A
ES
.e.
1 +
A^A
ECSC
Sendo cr sempre negativo, NA será sempre positiva, ou seja, tração na camada
de argamassa. Considerando uma faixa de largura unitária:
SA = c A . l c Sc = c c . l
AI = E a
' 6 a
£
A
F p '
onde" eA" e "ec" são as espessuras da argamassa e do suporte.
A tensão de tração na argamassa para largura unitária será:
EA
G
" =
e T * '
Ecec
Para um suporte de concreto com:
Ec = 210.000 Kgf./cm2
e espessura ec = 7 cm
tabelamos no Quadro 11 valores para tensão de traço aA na argamassa em função
de sua retração:
ef = 0,00060 mm/mm
de sua espessura "eA", variando de 1 cm a 6 cm e de três valores para o módulo
de elasticidade das argamassas, conforme seção 7.2.1
Quadro 11
Espessura da cA = tração na argamassa KgfJcm2
devido à
argamassa retração C. = 0,00060 mm/mm
EA = 10.500 Kgf/cm2
50.000 Kgf/cm2
140.000 Kgf/cm2
1 cm aA = 6,25 29 76,7
Í;a= 0,00060 0,00058 0,00055
2 cm aA = 6,21 28 70,6
eA= 0,00059 0,00056 0,00050
3 cm ct
A = 6,17 27 65,3
I:A = 0,00059 0,00054 0,00047
4 cm aA = 6,12 26,4 60,8
eA= 0,00058 0,00053 0,00043
5 cm aA = 6,08 25,6 56,9
cA= 0,00058 0,00051 0,00041
6 cm aA = 6,04 24,9 53,5
cA = 0,00058 0,00050 0,00038
As tensões de tração na argamassa, quando há vínculo com uma camada suporte
e originadas pela sua própria retração, nos conduzem a conclusões construtivas.
Nas argamassas ricas, ou muito ricas, por terem elevado módulo de elasticidade,
deformam-se menos, e as tensões de tração permanecem elevadas.
No Quadro 11, verifica-se que as tensões de tração que atuam sobre argamassas
muito ricas são da ordem de nove a doze maiores do que aquelas que atuam nas
argamassas mais elásticas.
Portanto, nas argamassas ricas e muito ricas, há notável influência da retração e,
consequentemente, essas argamassas estarão mais sujeitas a tensões de tração
que causarão trincas e possíveis descolamentos de sua camada suporte à medida
que sua espessura cresce.
Enquanto para as argamassas mais elásticas (menor módulo de elasticidade), as
tensões de tração são baixas e praticamente constantes qualquer que seja a
espessura da camada de argamassa (Quadro11). As deformações eA devido à
tensão de tração aA e calculadas pela relação:
são também praticamente iguais para todas as espessuras da camada de arga
massa, e da mesma ordem de grandeza da retração:
não havendo, portanto, riscos de trincas ou de desprendimentos de sua camada
suporte.
8 . 4 - E v o l u ç ã o d a s t e n s õ e s d e r e t r a ç ã o n o s r e v e s t i m e n t o s e m a r g a m a s s a
Os valores de aAdo Quadro 11 foram obtidos a partir do comportamento elástico
das camadas, e com uma deformação igual à sua retração er para a argamassa
considerada já endurecida.
Na realidade isso não ocorre exatamente assim, se lembramos que a ligação inicial
entre a argamassa e o suporte é feita com aquela ainda fresca. Assim sendo, à
medida que a argamassa vai secando, retrai-se, e vão aparecendo tensões
crescentes nela e na camada suporte. Tais tensões, de tração na argamassa, farão
com que ela sofra deformações de sentido contrário ao da retração durante a
secagem bem maiores do que quando já endurecida, uma vez que seu módulo de
elasticidade é inferior ao valor final.
Assim sendo, no final da fase de endurecimento da argamassa, as tensões
presentes na camada suporte e na argamassa serão obrigatoriamente inferiores
àquelas calculadas teoricamente (Quadro 11).
Nova redução dessas tensões aA e oc terão lugar devido, agora, à deformação
lenta da argamassa endurecida sob ação de aA que passará sucessivamente a
valores menores, até um estado de equilíbrio (Fig. 14)
tA = c = 0,00060 mm/mm
A
Equilíbrio
Final
Tempo
Fig. 14
Mais uma vez as argamassas com baixo módulo de elasticidade apresentam
vantagem sobre as mais ricas e mais espessas, pois sua deformação lenta terá
maiores valores tendendo neutralizar os efeitos da retração er, e, conse-
quentemente, as tensões oA e ac tenderão a diminuir consideravelmente, não
mais afetando a qualidade do revestimento.
De modo esquemático, as tensões de tração atuando nas argamassas aplicadas
sobre uma camada suporte, e originadas pela sua própria retração, vão variar em
função do tempo, conforme o gráfico da Fig. 14.
8.5 - C o n c l u s õ e s
As argamassas serão sempre utilizadas:
a - para ligar os elementos das alvenarias;
b - como revestimento final: emboço e reboco em paredes e forros;
c - como camada de base (emboço e contrapiso) para colagem de revestimentos;
d - como camada de regularização, de proteção e/ou suporte para impermeabi-
lizações, isolamento térmico e acústico;
e - para chumbamentos em geral.
É indispensável lembrar que:
8.5.1 - Ligação da argamassa ao suporte
As argamassas utilizadas nos revestimentos devem estar perfeitamente ligadas
ao suporte. Isto é conseguido com apicoamento da superfície do suporte; remoção
de poeira de obra; umedecimento e chapisco para suportes verticais e forros; ou
umedecimento e emenda com pasta de cimento para os contrapisos.
Pela sua posição geométrica, atenção especial deve ser dada aos contrapisos.
Nestes, a ausência de ligação entre a camada de argamassa e o suporte (concreto)
fará com que ocorra livremente toda a retração, provocando a flambagem da
camada de argamassa.
Não são raros pisos simplesmente cimentados que apresentam som cavo ao
trânsito de pessoas ou queda de objetos.
8.5.2 - Módulo de elasticidade
Preferir argamassas elásticas, ou seja, com teor moderado de cimento, ou mistas.
8.5.3 - Espessura
Utilizar a menor espessura possível, especialmente nos casos em que for exigida
argamassa muito rica.
8.5.4 - Espessura maior do que 25 m m
Se exigidas maiores espessuras, como no caso de canalizações embutidas no
piso para telefones, ou elétricas, ou ainda grandes áreas com caimentos, a
argamassa do contrapiso deverá ser executada em camadas sucessivas de cerca
de 25 mm.
A camada anterior deve sempre estar seca (já retraída), quando da aplicação da
camada seguinte.
8.5.5 - Tempo de cura
Quando a camada de argamassa tem função de base para outras camadas mais
superficiais ou para receber revestimentos colados, é indispensável que tenha
idade mínima de sete dias, ocasião em que terá boa estabilidade dimensional
(60% a 80% da retração já acontecida). Fica claro, também, que com maior prazo
maior será a estabilidade dimensional da camada de argamassa.
8.5.6 - Aditivos inibidores da retração
O prazo a que se refere o item 8.5.5 poderá ser reduzido quando verem a ser
implantados aditivos para argamassas com o fim de inibir sua retração e com o
fim de dar-lhes alta resistência inicial.
Cabe ao construtor optar entre o custo destes aditivos, ou argamassas já
aditivadas, com ganho de tempo no cronograma da obra, ou aguardar o prazo
mínimo de sete dias para a utilização correta das argamassas convencionais.
8.5.7 - Tela metálica soldada
Sempre que, por motivos construtivos, a espessura da argamassa exceder 25 a
35 mm, tanto em revestimentos verticais como horizontais, e especialmente em
fachadas, há que utilizar uma tela metálica soldada de malha de 5x5 cm e fio 16
BWG (1,6mm aproximadamente) chumbada na estrutura suporte. A finalidade
será absorver a retração da argamassa e como suporte do peso próprio da espessa
camada de argamassa.
O chumbamento da tela é feito em quatro pontos por metro quadrado e, nos can-
tos, três pontos por metro linear.
B i b l i o g r a f i a
<
•
> Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n5
1.936 - mar./85 - Ed.Pini.
Capítulo 9
Retração e revestimentos
No Capítulo 8, avaliamos a influência da retração das argamassas quando estas são
utilizadas como revestimentos. Porém, as argamassas poderão ser utilizadas para a
fixação de revestimentos e, nesse caso, sua retração exercerá influência sobre os
revestimentos de qualquer natureza, e sobre a camada suporte (laje ou alvenaria).
9.1 - R e v e s t i m e n t o e c a m a d a d e a r g a m a s s a
Nos pisos é muito freqüente não haver preocupação em ligar a argamassa de
assentamento à laje ou a alguma camada de regularização ou de enchimento, às
vezes existente. Estas e a superfície da laje, tendo sido executadas geralmente
há algum tempo, apresentam grande quantidade de poeira originada pelo atrito
ao qual estão sujeitas devido ao trânsito de operários e movimentação de materiais.
É oportuno lembrar que as superfícies de lajes apresentam uma fina camada
bastante friável dado o excesso de água que ocorre após operação de vibração
ou adensamento do concreto.
Não havendo união íntima entre a argamassa e o suporte, o revestimento e a argamassa
de assentamento formam apenas um conjunto de duas camadas que são solidárias.
Neste caso, considere-se uma extensão "d" de um revestimento sobre uma arga-
massa de assentamento ainda fresca ( Fig.15A). A extensão "d" poderá ser fração
de uma peça, ou uma peça inteira, ou diversas peças.
d
Revestimento
® Argamassa Fresca
» M
Argamassa Seca
Revestimento NL (-)
NA (+ )
-Desloc. m @
Fig. 15
Devido à retração ef haveria um deslocamento AA da argamassa, caso fosse
permitida sua livre e total retração (Fig. 15B).
Havendo solidariedade do revestimento à argamassa de assentamento (Fig. 15C),
o equilíbrio final é alcançado pela introdução das forças internas NL (de compressão)
no revestimento e NA (de tração) na argamassa endurecida, tais que:
NA+NL =0
Al = AAr + AA
ou seja, as forças internas devem estar sempre em equilíbrio e os deslocamentos
das duas camadas deverão ser iguais.
Sendo EL e SL o módulo de elasticidade e secção do revestimento e EA e S A o
módulo de elasticidade e seção da argamassa, temos:
A
EL.SL
AA, = Zr.d
Para a condição de igualdade de deslocamento, temos:
N.d . NÁd + dzr)
— = d z r + —4
- —
sendo N, =-NÁ e ( l + 8 r ) = l
obteremos
M = E
iS
I- e
L
, E, S, Er
easa
Sendo cr sempre negativo, NL será sempre negativa, ou seja, de compressão no
revestimento devido à retração da argamassa de assentamento.
Para uma faixa de largura unitária,
SL = eLe SA = eA
onde "eL" e "eA" são as espessuras do revestimento e da argamassa, e a tensão
de compressão no revestimento será:
E,
= ' é -£
r
l+f*
E
Ae
A
e a tensão de tração na argamassa
N.
o , =
*a
onde
N
a = ~ N
l
A partir da expressão de oL construímos o gráfico da Fig. 16, considerando a retração
er= 0,0006 mm/mm, e variando EA para três valores ou três tipos de argamassas,
e considerando duas espessuras para o revestimento, a saber, 5 mm e 10 mm.
< =
o* =
k :
£ r =
=
tensão de compressão no
revestimento
espessura da argamassa
espessura do revestimento final
módulo de elasticidade das
argamassas
0.0006 mm/mm
módulo de elasticidade do
revestimento cerâmico 350 mil
kgf/cm
Fig. 16 - Gráfico das tensões de compressão no revestimento por retração
da argamassa (argamassa/revestimento intimamente ligados)
9.2 - R e v e s t i m e n t o , c a m a d a d e a r g a m a s s a e s u p o r t e d e c o n c r e t o
Para o caso de revestimentos verticais, devido à sua posição, há obrigatoriedade
de ligar bem e manter solidárias as camadas de revestimento, argamassa e supor-
te. E tal solidariedade deverá ser exigida também para os pisos, a fim de minimizar
os efeitos da retração das argamassas.
Neste caso, como veremos, a retração das argamassas continua existindo, porém
as tensões que nela têm origem são substancialmente menores do que aquelas
calculadas conforme o item 9.1, pois a retração da argamassa fresca scfrerá oposição
quer do revestimento quer suporte. Na Fig. 17, esquematizamos os deslocamentos
e forças internas em equilíbrio.
Neste caso, teremos:
NA + N, +NC=0
A,=AAr + AA
& d

(1) Revestimento
(1)
® . Argamassa Fresca
(2) / / / / / } * ¥ > / / / /
v ,
AC = AL
e
AAr=cL e,
E, • SL
A C = ^ L
EC.SC
(3)
(4)
(5)
Revestimento
(6)
AA,
—r—r
Suporte
/ ' / / / / A
o A A
Revestimento
Argamassa Soca
•7—7—7
Suporte
/ ( /

N,
N,
AA -
_NÁ {d + dir)
EA • SÃ
(7)
Fig. 17
A partir destes valores e condições, chegam-se as forças e respectivas tensões
que atuam nas três camadas consideradas solidárias.
Substituindo os valores de AAf (4); AL (5) e Aa (7) na equação (2), obteremos: NA
ELJSL
R
EASA
s e n d 0
0 + e
r ) s l
(I)
Substituindo os valores de AL (5) e Ac (6) na equação (3), obteremos: Nc
(II)
Colocando (I) e (II) na equação (1) de equilíbrio das forças internas, teremos:
ELSL

.N, ~{EA.SA.tr) + Ni +
ECSC
-.NL l=0
l elSl
H,
< E tS i EfSf
1 H —
—
— H —— = EA SA zr
M L
multiplicando ambos os membros por r c
N, I | ! EçSç
= ElSfir
Sendo
K
I , E
i.S
L E ç S c
E
A$A EJ5À
Teremos N, = KELSLZr (III)
Sendo K E( St sempre positivo e ef sempre negativo, N, será sempre negativa ou
de compressão no revestimento devido à retração da argamassa.
Substituindo (III) em (I) obteremos:
Na = EASA£r(K-1)
sendo 1/k sempre maior do que 1 e positivo
K será sempre menor do que um e positivo
então (K - 1) será sempre negativo
Como EA Sa e sempre positivo e C
F sempre negativo, a força interna que atuará sobre
a argamassa e devida à sua própria retração será sempre positiva ou de tração.
Substituindo (III) em (II) obteremos: Nc = KEcScc,
Sendo K Ec Sc sempre positivo e er sempre negativo, teremos Nc que é a força
interna que atua no suporte (por exemplo, concreto ou alvenaria) sempre negativa
ou de compressão.
O gráfico da Fig. 18 representa a tensão de compressão no revestimanto devido
à retração da argamassa e para solidariedade desta camada com o suporte.
Fig. 18 - Gráfico das tensões de compressão no revestimento por retração
da argamassa (concreto/argamassa/revestimento intimamente ligados)
o.
C
r
E,
= tensão de compressão no revestimento - Kgf/cm2
= espessura da argamassa - cm
= espessura do revestimento — cm
= módulo de elasticidade da argamassa - Kgf/cm2
= 0,6 %o retração da argamassa
= módulo de elasticidade do revestimento cerâmico 350 mil Kgf/cm;
= espessura do concreto — 7 cm
= módulo de elasticidade do concreto — 210 mil Kgf/cm2
9.3 - T e n s õ e s n a s a r g a m a s s a s
As tensões que atuam nas três camadas e para a largura unitária são calculadas
a partir das expressões das forças, deduzidas como segue:
N. N. N,
=
A fim de analisar as tensões de tração nas camadas de argamassa, construímos
os gráficos da Fig. 19 e Fig. 20, respectivamente, para um revestimento constituído
por apenas duas camadas solidárias e para um revestimento correto onde há
solidariedade também com a camada suporte.
Fig. 19 - Tensões de tração nas argamassas devido à sua retração e para
camada de argamassa e revestimento cerâmico (duas camadas solidárias)
Para a construção dos dois gráficos utilizados:
aA = tensão de tração na argamassa - Kgf/cm2
eA = espessura da argamassa - cm
e, = espessura do revestimento cerâmico — cm
Ea = módulo de elasticidade da argamassa - Kgf/cm2
er = retração das argamassas = 0,0006 mm/mm
El = módulo de elasticidade da cerâmica = 350 mil Kgf/cm2
Para o gráfico da Fig. 20, incluímos:
ec = espessura do suporte do concreto = 7 cm
Ec = módulo de elasticidade do concreto = 210 mil Kgf/cm2
(
T
A
kgf/cm2
100
84
50
30
6.3
E
A= 50.000
e[_= 0.5 cm
EA o 10.500 6 l = 1 cm
OL= 0.5 cm
cm
©
A
Fig. 20 - Tensões de tração nas argamassas devido à sua retração ( suporte/
argamassa/revestimento intimamente ligados)
9 . 4 - C o n s i d e r a ç õ e s g e r a i s
Os gráficos da Fig. 19 e Fig. 20 mostram como varia a tensão de tração na arga-
massa quando é utilizada no Método Convencional para o assentamento de
revestimentos cerâmicos. O gráfico da Fig. 19 foi obtido a partir da condição de
não ligação da argamassa de assentamento ao suporte, o que acontece
geralmente nos revestimentos de pisos. E tal condição é gerada por descuido do
assentador, facilitado pela situação geométrica do piso, contrariamente ao que
ocorre em um revestimento vertical onde a argamassa de assentamento é
obrigatoriamente ligada ao suporte (alvenaria ou concreto chapiscado, por ex.).
Neste último caso, as tensões de tração na argamassa serão as do gráfico da Fig.
20 superiores às do gráfico da Fig. 19, devido ao fato de o suporte se opor também
a retração.
Aqui, convém citar que as Normas Americanas recomendam, para o caso de
revestimento de pisos sobre estruturas sujeitas a flexões gerando flechas, a
colocação de membrana de feltro ou filme de polietileno com a nítida finalidade
de impedir a transmissão de deformações da estrutura, e conseqüentes tensões,
aos materiais de revestimento. Portanto, a não-ligação com a camada suporte é
intencional, mas provocará maiores tensões de compressão no revestimento
cerâmico devidas à retração livre das argamassas. Para minimizar os efeitos da
retração das argamassas de assentamento, tais Normas especificam o uso de
tela metálica soldada de bitola 16 BWG e malha quadrada de duas polegadas.
Esta tela é colocada no interior da camada de argamassa de assentamento.
Os gráficos das Figs. 16, 18, 19 e 20 permitem uma primeira análise do processo
convencional de assentamento, ou seja, quando se usa uma argamassa fresca,
como meio de fixação de revestimentos, quer sejam revestimentos cerâmicos
para pisos ou paredes, quer revestimentos de ladrilhos hidráulicos, pastilhas
cerâmicas, placas de pedras naturais e, enfim, todo o tipo de acabamento.
É evidente que os quatro gráficos citados foram construídos a partir da hipótese
de que revestimento/argamassa, ou revestimento/argamassa/suporte de
concreto permanecem intimamente ligados, havendo transmissão de tensões
entre as diferentes camadas devidas exclusivamente à retração da argamassa
de assentamento durante no secagem.
Na prática, os valores muito elevados das tensões de compressão no revestimento,
ou tração na argamassa, possivelmente não chegarão a ocorrer, pcis antes disso
as camadas vão se separar, havendo flambagem de revestimento ou então ruptura
da argamassa por tração, deixando de existir qualquer compressão no revestimento.
Todavia, estes gráficos são válidos para interpretar como evoluem as tensões
nos revestimentos e argamassas em função de suas características, ensejando o
estabelecimento de Normas de Procedimento para o método convencional e,
principalmente, ressaltar quais os riscos deste método quanto ao resultando final.
Por outro lado, fica mais uma vez evidenciada a vantagem do uso das argamassas
colantes na fixação de revestimentos, uma vez que a argamassa dexa de ser "de
assentamento" para ser apenas "de regularização" de superfícies verticais
(emboço) ou horizontais (contrapiso), estado completamente seca e retraída
quando da colagem dos revestimentos cerâmicos.
Nesta condições a retração por secagem da argamassa nenhuma nfluência terá
sobre os revestimentos. Restarão apenas os efeitos da variação da umidade rela-
tiva sobre a argamassa já endurecida, da temperatura, das deformações da cama-
da suporte de concreto, da dilatação higroscópica do revestimento cerâmico e
outras, como será descrito oportunamente.
9.5 - A n á l i s e e c o n c l u s õ e s
9.5.1 - Tensões de compressão
A retração da argamassa de assentamento origina tensões de compressão no
revestimento.
9.5.2 - Tensões e dimensões
Esta compressão no revestimento independe das dimensões da parede ou piso.
9.5.3 - Flambagem
Limitada a uma só peça de revestimento (azulejo, piso etc), esta compressão não
poderá causar desprendimento por flambagem, dada a rigidez usual de uma peça do
revestimento. Não há possibilidade de ruptura por cisalhamento, pois a resistência ao
cisalhamento da ligação cerâmica/argamassa é elevada e, na prática, tal rompimento
nunca foi observado. Se tal ocorresse, as peças se soltariam individualmente, ao
contrário de todos os casos examinados em obras, os quais foram marcados por
evidente estado de compressão de um conjunto de peças cerâmicas.
9.5.4 - Riscos na ausência d e juntas
A ausência de juntas entre as peças (juntas secas) fará com que a compressão
se transmita de uma peça para outra, aumentando o risco de flambagem.
Lembramos que a carga de flambagem em uma barra prismática é dada pela
expressão: Nfl = k2
EJ/d2
. Quanto maior for "d", ou seja, quanto maior o número
de peças encostadas, menor será Nfl.
Isto significa que a compressão NL no revestimento, devido à retração da arga-
massa, poderá atingir facilmente valor superior a Nn, dependendo do tipo de junta
utilizada, ocasionando o desprendimento do revestimento.
Atenção especial deve ser dada para espaçadores utilizados no assentamento,
com o fim de auxiliar o alinhamento das peças. Tais espaçadores deverão ter
elasticidade suficiente para se deformarem sob as tensões de compressão, de
modo a não transmitir esforços de uma peça para outra.
9.5.5 - Compressão, espessura e módulo de elasticidade
A compressão no revestimento devido à retração da argamassa, cresce com a
espessura da camada de argamassa utilizada e também será tanto maior quanto
mais rica for em cimento. Ver gráfico das Figuras 16 e 18.
9.5.6 - Argamassa não ligada ao suporte
Quando não há ligação da argamassa ao suporte, como geralmente ocorre nos
pisos, as tensões de compressão no revestimento, devido à retraçãc, são muito
superiores àquelas originadas quando há o cuidado de fazer tal ligação. Compare
os gráficos das Figuras 16 e 18.
9.5.7 - Espessura do revestimento
É evidente que as tensões de compressão no revestimento são maiores para os
revestimentos de menor espessura. Todavia, a espessura da argamassa e seu
traço geram compressões de importância incomparavelmente maior. Ver Quadro
12 e gráficos das Figuras 16 e 18.
Quadro 12
Tipo de Espessura da em Kgf/cm2
argamassa EA cerâmica eL Para eA = 4 cm Para eA = 2 cm
140.000 0,5 cm 53 31
1,0 cm 49 28
50.000 0,5 cm 23 12
1,0 cm 21 11
10.500 0,5 cm 5 2,6
1,0 cm 5 2,4
9.5.8 - Por que argamassa pouco espessa
A tração na argamassa gerada pela sua própria retração e aliada à solidariedade
revestimento/argamassa, e esta ligada ou não ao suporte, é tanto maior quanto
menor for sua espessura. Isto nos interessa, pois quanto maior a tração e quanto
mais elástica for a argamassa, mais ela se deforma. E esta deformação tem sentido
contrário ao da retração, compensando-a em grande parte. Isto significa que as
tensões de compressão no revestimento diminuem à medida que a argamassa for
menos espessa e mais elástica. Ver gráficos das Figuras 19 e 20 e Quadro 13.
Quadro 13 - Tração e deformação na argamassa para eL = 1 eme revestimento/
argamassa/suporte intimamente ligados - cA KgfJcm2
e cA em mm/mm
Tipo de argamassa EA Para eA = 4 cm Para eA= 2 cm
140.000 oA = 64,23 aA = 72,79
eA= 0,00046 eA = 0,00052
50.000 aA = 27,03 aA = 28,43
eA = 0,00054 eA = 0,00057
10.500 aA =6,15 a A = 6,23
= 0,00060 cA = 0,00059
9.5.9 - Tela metálica soldada
Em pisos, quando é exigível que o contrapiso esteja separado da estrutura de
concreto; e em pisos e especialmente paredes (fachadas), quando por motivos
construtivos a espessura da argamassa do contrapiso ou do emboço for superior
a 25 ou 35 mm, é obrigatório o uso de tela metálica soldada de malha de 5x5 cm
e fio 16 BGW (aproximadamente 1,6 mm).
Sua finalidade nos pisos é a de inibir a retração.
Em paredes (fachadas), a tela será chumbada na estrutura suporte em quatro
pontos por metro quadrado e, nos cantos, em três pontos por metro linear.
Sua finalidade, além de inibir a retração da argamassa, será a de suporte do
peso próprio da espessa camada de argamassa do emboço.
9.6 - E v o l u ç ã o d a s t e n s õ e s n o s r e v e s t i m e n t o s a s s e n t a d o s d e v i d o à
r e t r a ç ã o d a a r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o
As expressões deduzidas anteriormente para determinar a tensão de compressão
no revestimento e a simultânea tração na argamassa, função da retração por
secagem de uma argamassa utilizada no assentamento do revestimsnto, foram
obtidas a partir das seguintes condições.
- comportamento elástico das camadas revestimento/argamassa, ou revestimento/
argamassa/suporte de concreto ou alvenaria;
- deformação da camada de argamassa igual ao valor da sua retração ;
inal 0,0006
mm/mm ou 0,6%o, portanto, já considerada endurecida;
- para as duas alternativas apresentadas, ou seja, revestimento/argamassa e
revestimento/argamassa/suporte de concreto, há perfeita ligação entre tais camadas
de estrutura do revestimento.
Com relação à retração, causa do aparecimento de compressão nos revestimentos,
é interessante lembrar que, no método convencional, a ligação inicial entre
revestimento, argamassa e o suporte de concreto ou alvenaria é feita com a
argamassas fresca e plástica. Assim sendo, à medida que a argamassa vai secando,
sua retração terá valores crescentes, e seu módulo de elasticidade passará de
zero a um valor final que depende do traço.
À medida que a retração aumenta, aparecerá uma compressão crescente no
revestimento e no suporte, e por reação, uma tração também crescente na própria
argamassa. As forças estarão sempre em equilíbrio. Estabelece-se um processo
de interação entre essas forças.
Tração na argamassa significa uma deformação de sentido contrário ao de sua
retração. Isso se traduz por uma redução na compressão do revestimento. Por-
tanto, em função do tempo é esperado no revestimento o aparecimento de uma
compressão com valores crescentes até um máximo.
A este máximo corresponde uma tração, também máxima, na argamassa agora
praticamente endurecida. Tal tração ocasionará na argamassa uma deformação
lenta (expansão), reduzindo a compressão no revestimento, até um equilíbrio
final. Ver esquema da fig. 21.
Levada em conta exclusivamente à retração da argamassa, no equilíbrio final
haverá compressão no revestimento. No caso limite, tal compressão seria nula se
a argamassa voltasse ao seu comprimento original, quando fresca.
Todavia, na prática, outros fatores poderão se somar à retração e alterar o equilí-
brio final. Uma argamassa "rica" e espessa ocasionará valores elevados de com-
pressão, no revestimento e no equilíbrio final. Uma expansão endógena da arga-
massa poderá levar a um equilíbrio final com tração no revestimento. Uma dilatação
higroscópica do corpo cerâmico poderá resultar em tração final para uma peça
isolada, ou uma compressão no revestimento se as peças estão justapostas
(encostadas, sem juntas). Uma variação térmica poderá reduzir ou aumentar o
valor final da tensão no revestimento. Isso, para citar algumas possibilidades.
Fig. 21 - Efeito exclusivo da retração
Em 1964, A. A. Baudran e M. Aveline (1) apresentaram trabalhos sobre a evolução
de tensões em azulejos assentados. O objetivo foi analisar as tensões originadas
pelo endurecimento de algumas argamassas.
Os autores recomendam extensômetros de resistência elétrica para o controle
das tensões (strain-gage).
Em linhas gerais, o trabalho consistiu em colar, sobre o esmalte de cada azulejo,
um extensõmetro, permitindo medir as variações das suas dimensões superficiais.
Outro extensõmetro, de compensação, foi colado sobre um suporte de sílica de
variações dimensionais desprezíveis, o que permitiu levar em consideração tam-
bém eventuais deformações próprias dos azulejos.
A retração por secagem da argamassa coloca o azulejo em compressão, o que resulta
em um encurtamento do fio resistente do extensõmetro colado sobre o azulejo. No
caso inverso, um inchamento endógeno da argamassa ou do azulejo produzirá uma
tração resultando em um alongamento do fio resistente do extensõmetro.
Tempo
Lenta da
Argamassa
Equilíbrio Final
A variação do comprimento de tal fio origina uma variação da resistência elétrica,
que será medida em uma ponte.
A relação entre a variação da resistência elétrica e a variação do comprimento
é dada por:
AR AL
= K .
R L
onde K, aproximadamente igual a 2 (dois), é o fator de sensibilidade do extensômetro
(strain-gage).
Conhecida a variação da resistência, calculou-se a variação do comprimento e,
através da expressão
N AL
= E .
S L
chegou-se à tensão N/S que atua no revestimento cerâmico.
A aparelhagem utilizada dá uma precisão de leitura, para a variação da resistência,
de ± 0,5 .106
. Sendo o módulo de elasticidade do azulejo "E" igual a 300 mil Kgf/cm2
,
as tensões foram calculadas com a aproximação de ± 75 grf/cm2
O local do ensaio, com ar-condicionado, foi mantido com 20°C e uma umidade
relativa de 50%.
O relatório não faz referência sobre a idade da placa de concreto que recebeu
os azulejos, e também não faz referência à geometria do azulejo e à espessura
da argamassa.
Antes do assentamento, os azulejos, já com os extensômetros colados, foram imersos
em água durante seis horas. Uma vez retirados da água, deixou-se escorrer a água
superficial durante um minuto, antes de serem assentados isoladamente sobre uma
placa de concreto.
Para cada tipo de argamassa foram assentados seis azulejos. Os azu ejos utiliza-
dos tinham dois anos de idade.
IJma primeira mediria foi feita antes ria imersão rios azulejos em água fria, e
uma segunda foi feita assim que os azulejos foram assentados com a argamassa
ainda fresca. Com isso, determinou-se o inchamento dos azulejos, ocorrido pela
imersão em água durante seis horas. Tal deformação apresentou uma medida
de 0,00004 mm/mm, ou 0,04 %o.
As medidas seguintes, já com azulejos assentados, foram feitas a cada hora, no
primeiro dia. Uma vez por dia durante o primeiro mês e, em seguida, a cada semana.
Nos valores da Fig. 22, os autores já deduziram a deformação inicial cos azulejos
devida ao seu inchamento por imersão.
Reproduzimos apenas os resultados obtidos com três tipos de argamassas
compostas de cimento Portland, classificado pelos autores como CPA 210-325.
Os "traços" das argamassas utilizadas foram:
-250 Kg de cimento por metro cúbico de areia, ou 1:5 em volume;
-400 Kg de cimento por metro cúbico de areia, ou 1:3 em volume;
- argamassa mista com 50 % de cal e 50% de cimento num total de 250 Kg por
metro cúbico de areia, ou 1:2:10 em volume.
Fig. 22 - evolução das tensões no revestimento cerâmico (azulejo)
A partir do gráfico da figura 22, podemos concluir, com exceção do período inicial
de secagem, onde foi detectada tração na superfície dos azulejos, que o comporta-
mento e os valores das tensões eram os esperados (ver item 9.6).
Os autores fazem referência ã tração inicial, dizendo que poderia ser atribuída a
um inchamento da argamassa, mas que não encontraram menção deste inchamento
na literatura que trata das argamassas.
Todavia, chamou-nos atenção o inchamento dos azulejos medidos após seis horas
de imersão em água fria, e que foi da ordem de 0,00004 mm/mm.
Para módulo de elasticidade do azulejo referido pelos autores, como sendo de 300
mil Kgf/cm2
, tal deformação corresponde a uma tração de 0,00004 x 300 mil Kgf/cm2
,
ou 12 Kgf/cm2
.
Não nos parece que deva ser descartada a possibilidade de um inchamento suplementar
do azulejo, uma vez que tal fenômeno deve ocorrer com certa continuidade, sendo
improvável sua interrupção abrupta, pelo fato de se retirar os azulejos da água.
Assim, o efeito da retração da argamassa sobre os azulejos, durante os primeiros
dias após o assentamento, sofre um mascaramento devido a um inchamento
residual do azulejo, isso explica a tração inicial. Por outro lado, na determinação
da retração de argamassas, conforme descrevemos no Capítulo 6, não foi
observada qualquer expansão endógena nos corpo-de-prova de argamassa, na
fase inicial de endurecimento.
B i b l i o g r a f i a
0 )
Baudram. A.A. et Aveline, M. - "Évolution des contraintes dans les carreaux de revêtement
posés" - IX Congres International Céramique - Bruxelles - 1964.
<
2
> Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n9
1.051, 1.054, 1.058, 1.062, 1.070, 1.086 e 1.087 -
Ed. Pini - 1968.
<
3
> Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n* 1.942, 1.944 e 1.948 - Ed. Pini -1985.
Capítulo 10
Temperatura e revestimentos
Em todas as ocasiões que examinamos algum revestimento danificado, sempre
fomos inquiridos se teria sido uma queda de temperatura a causa do colapso.
A dúvida é natural se considerarmos que uma queda ou uma elevação de tempe-
ratura é algo sensível que atua sobre nós, contrariamente a outras causas que
poderão estar presentes.
Já enumeramos, anteriormente, uma série de causas endógenas e esforços externos
que atuam sobre os revestimentos, introduzindo tensões indesejáveis, e dissemos
que uma variação de temperatura é um termo do somatório destas diversas causas.
10.1 - C o n c e i t o s
Revendo alguns conceitos, considere uma barra de material homogêneo de secção
S submetida a um acréscimo uniforme de temperatura At (Fig. 23). O aumento de
comprimento Ad será:
d Ad
Fig. 23
Ad = a . At. d
onde a é o coeficiente de dilatação térmica linear do material.
Para o aço, concreto e argamassa:
a = 0,000010/°C a 0,000012 / °C
Para materiais cerâmicos:
a = 0,000005 / °C a 0,000006 / °C
A força axial para impedir o deslocamento Ad será:
Ad
N = - E . S
ou N = - a . At. E . S
e a barra estará sujeita à compressão axial:
a = - a . At. E
Por exemplo, para impedir totalmente o deslocamento de uma barra de material cerâmico,
sujeita a um acréscimo uniforme de temperatura At = 1°C, sendo seu módulo de
elasticidade EL = 350.000 Kgf/cm2
, a submeteremos a uma compressão de:
aL = 0,000005 / °C x 1 °C x 350.000 Kgf/cm2
ou aL = • 1,75 Kgf/cm2
/°C
Os revestimentos e suas camadas suportes de argamassa, de alvenaria, ou de
concreto sofrem deformações térmicas diferentes devido aos seus coeficientes
de dilatação e, especialmente, deformações causadas pela temperatura diferencial
entre as faces superior e inferior de um piso elevado, ou entre as faces externa e
interna dos edifícios ou, ainda, pela condições ambientais de temperatura. Cada
caso particular deverá ser estudado separadamente.
Recomendamos a leitura do trabalho publicado em 1964 (1) sobre tensões de
temperatura, no qual há o esquema que reproduzimos na Fig. 24.
No edifício, ali representado, os pilares externos estão submetidos a uma tempera-
tura T0> e os pilares internos a uma temperatura T, - Fig. 24A.
A n = n a ( T i - T « ) h
To T,
nh
Interior Exterior Interior
Exterior Interior
(A)
Fig. 24
(B) (C)
Se não houvesse ligação entre os pilares - Fig. 24B - a diferença de altura entre
cada piso seria:
A diferença de altura seria nula ao nível do chão e no andar "n" seria:
An = n . a (T, - T0 ). h
Porém, há ligação entre os pilares feita pelas vigas e lajes do piso, reduzindo o
deslocamento diferencial total para xn (Fig. 24C).
A interligação existente introduzirá tração nos pilares externos, compressão nos
internos e momentos fletores nos pilares, vigas e lajes. Nestas condições, é fácil
concluir que os revestimentos de paredes e pisos ficarão sujeitos a tensões, uma
vez que as variações de temperatura ocorrem também após de o edifício estar
terminado e habitado.
Outras possibilidades podem ocorrer causando compressão indesejável nos
revestimentos.
Por exemplo, no caso da temperatura do ambiente inferior ser maicr do que a do
superior, pela existência de aquecimento no andar inferior ou ar-condicionado
frio no andar superior. Dependendo das condições de apoio (Fig. 25), teremos
um momento fletor positivo (compressão no revestimento) no centro da laje e
negativo nas bordas (tração no revestimento).
Em fachadas, teremos compressão no revestimento, quando a temperatura externa,
em época de frio, é inferior à temperatura do ambiente interno. Ou, quando após
longo período de calor a temperatura cai bruscamente externa ou internamente.
Em pisos industriais, onde, por questão de higiene, os mesmos são lavados
freqüentemente com água quente ou jato de vapor de água, há dilatação brusca
apenas no revestimento, o qual entra em compressão.
Há também compressão nos pisos ao redor de caldeiras ou fornos, onde a
temperatura é sempre elevada.
Para o caso de revestimentos cerâmicos, se lembrarmos que seu coeficiente de
dilatação térmica linear é a metade do coeficiente de dilatação térmica linear da
<* . (T, - Tq) . h
Fig. 25
argamassa e do concreto, haverá compressão à medida que a temperatura cai
em todo o conjunto.
Os valores das tensões de compressão nos revestimentos cerâmicos, comparados
àqueles devido à retração das argamassas, serão vistos no item a seguir.
10.2 - T e m p e r a t u r a e r e v e s t i m e n t o s
Consideremos, inicialmente, o caso particular de piso onde não houve ligação de
argamassa de regularização (também denominada de contrapiso ou piso morto),
com a laje de concreto ou lastro de concreto.
Na Fig. 26A, representamos um elemento de comprimento "d" de um revestimento
intimamente ligado a uma argamassa já endurecida. Neste estudo sobre a tensão
térmica, é indiferente o método utilizado no assentamento do revestimento, sendo,
no entanto, admitida perfeita ligação revestimento/argamassa.
A extensão "d" do elemento considerado poderá ser fração de uma peça do
revestimento, uma peça inteira, ou diversas peças.
Sejam S, a seção do revestimento; EL seu módulo de elasticidade; e aL seu
coeficiente de dilatação térmica linear. Para a argamassa, SA sua secção; EA módulo
de elasticidade; e, aA seu coeficiente de dilatação térmica linear.
Revestimon'.o
Argamassa Ençhxecída
| Revoslirncnlc
®|
Fig. 26
Uma variação de temperatura At uniforme nas duas camadas produzirá os
deslocamentos AL, e AA, (Fig. 26B). Todavia, revestimento e argarrassa estão
intimamente ligados. As forças internas NL e NA, que deverão estar sempre em
equilíbrio, produzirão os deslocamentos AL2 no revestimento e AA2 na argamassa.
Os valores dos deslocamentos são:
ALI =a,. .Aí. d
AA = QLÁ.At .d
AL2 = - (d + ALI)
AA2 = + A^l)
E
AS
A
A partir das condições
+ ^ =0
e
AL +AL2 =AA + AA2
e com a aproximação
(1 + aL At) = (1 + a^ AO = 1
obtém-se
E S
L L
1 +
EASA
Sendo cxA maior do que aL, o sentido de NL dependerá de At. Assim, para uma queda
de temperatura uniforme, em toda a estrutura do revestimento, haverá compressão
no revestimento e tração na argamassa. E, para uma elevação de temperatura uniforme
em todo o conjunto, haverá tração no revestimento e compressão na argamassa.
Para uma faixa de largura unitária: S, = e, e SA = eA , onde "eL" e "eA" são espessuras
do revestimento e da argamassa, a tensão térmica no revestimento será:
£
1+ L L
E
Ae
A
e na argamassa
N
<5Á = —— sendo NA=- NL
e
A
Quando estudamos o efeito da retração er da argamassa sobre o revestimento,
obtivemos a tensão de compressão:
E
,
<*/ = F 8
r
L E
L
1 +
E
A E
A
Portanto, uma queda de temperatura At uniforme no revestimento e argamassa
não ligada ao suporte (laje ou lastro) tem o mesmo efeito da retração da argamassa,
ou seja, uma compressão no revestimento. Quantitativamente, devemos comparar
os valores de er (retração) e (aA - a j . At com At negativo. No Capítulo sobre Retração
das Argamassa, vimos que seu valor é da ordem de 0,0006 ou 0,6 %o para diversos
tipos de argamassa e após secagem durante 28 dias ao ar ambiente.
Então, exemplificando, sendo o coeficiente de dilatação linear da argamassa aA =
0,000010/°C, e do revestimento cerâmico aL = 0,000005/°C, a queda de
temperatura para ocasionar o mesmo efeito da retração deveria ser:
( a f - a J A t = er
A f _ £r _ 0,0006
e
~ a A - a L ~ 0,000005
ou At = 120 °C
a partir do endurecimento da argamassa.
Para uma variação de ± 15 °C em torno da temperatura média de um determinado
local e supondo o caso extremo de o revestimento ter sido executado na
temperatura máxima, a maior queda possível de temperatura a que ele estará
sujeito seria de 30 °C. Neste caso, o valor (aA - aL) . At seria 0,00015, ou seja,
quatro vezes menor do que a retração, significando que a compressão em um
revestimento cerâmico devida a uma queda de 30 °C é quatro vezes menor do
que a compressão ocasionada pela retração da argamassa.
Nas Figs. 27 e 28, estão representadas as tensões de compressão no
revestimento cerâmico em função da espessura da argamassa e devido a uma
queda de temperatura uniforme de 10 °C. Na Fig. 27, o revestimento cerâmico
foi considerado com módulo de elasticidade de 350 mil kgf/cm2
, e na Fig. 28
com módulo de elasticidade de 200 mil kgf/cm2
. Para ambos os casos,
calculamos as tensões de compressão utilizando três argamassas diferentes.
Nas Figs. 27 e 28, as tensões de compressão no revestimento, ali
representadas, correspondem ao caso de revestimento ligado à argamassa
de assentamento, e esta não ligada à base (laje ou lastro de concreto, por
exemplo). Quando há ligação também com a base, as tensões no revestimento
devido a uma queda uniforme de temperatura de 10 °C são as representadas
na Fig. 29. As expressões das forças internas em equilíbrio, neste caso, são:
= £ / 5 / A , t E A S A * < - * L ) + EcSc(ac-aL)
E
L S
L + E
A S
A + E
c SC
NA = - E A SA ÁT.
E
I. SL ( A , - A J + EC SC (A,F - A R )
E
T. + EA SA + EC SC
ET. SL + EA SA + EC SC
Fig. 27 - Revestimento ligado à argamassa e esta não ligada ao suporte
EL = 3 5 0 . 0 0 0 kgf/cm2
módulo de elasticidade do revestimento
Ea = módulo de elasticidade da argamassa
eL = espessura da cerâmica em cm
eA = espessura da argamassa em cm
Fig. 28 - Revestimento ligado à argamassa e esta não ligada ao suporte
E( = 2 0 0 . 0 0 0 0 kgf/cm2
módulo de elasticidade do revestimento
Ea = módulo de elasticidade da argamassa
eL = espessura da cerâmica em cm
eA = espessura da argamassa em cm
O sentido destas forças depende de At, e dos valores dos coeficientes de dilatação
linear do revestimento, argamassa e concreto. Para as hipóteses da Fig. 29, as
tensões térmicas de compressão variam muito pouco, quer com a espessura,
quer com o traço (módulo) da argamassa utilizada.
Porém, seus valores são próximos aos máximos obtidos, quando não há ligação
da argamassa ao suporte de concreto.
Fig. 29 - Revestimento, argamassa e base de concreto ligados
EL = 3 5 0 . 0 0 0 kgf/cm2
- módulo de elasticidade do revestimento cerâmico
Ea = módulo da argamassa
Ec = módulo do concreto = 210.000 kgf/cm2
e, = espessura do revestimento cerâmico
eA = espessura da argamassa
ec = espessura do concreto = 7 cm
aL = 0,000005/ °C = coeficiente de dilatação térmica linear da cerâmica
aA = ac = 0,000010/ °C = coeficiente de dilatação térmica linear da argamassa e concreto
10.3 - C o n c l u s õ e s
10.3.1 - Para uma queda de temperatura uniforme no sistema revestimento cerâmico/
argamassa intimamente ligados, mas não ligados à base (Figs. 27 e 28):
10.3.1.1 - Há compressão no revestimento
10.3.1.2 - As tensões térmicas de compressão aumentam significativamente com a
espessura da argamassa
10.3.1.3 - As tensões térmicas de compressão são maiores para argamassas mais ricas
10.3.1.4 - As tensões térmicas de compressão são menores para revestimentos mais
elásticos (menor módulo de elasticidade)
10.3.1.5 - As tensões térmicas de compressão são maiores para revestimentos de menor
espessura. Todavia, as tensões ocasionadas com o uso de argamassas mais
ricas e mais espessas são consideravelmente maiores
10.3.2 - Para uma queda de temperatura uniforme no sistema revestimento cerâmico/
argamassa/suporte de concreto intimamente ligados (Fig. 29):
10.3.2.1 - Há compressão no revestimento
10.3.2.2 - Não há variação significativa das tensões térmicas de compressão em função
da espessura ou do traço das argamassas
10.3.3 - E, para ambos os sistemas, ver itens 10.3.1 e 10.3.2
10.3.3.1 — As tensões térmicas de compressão são notadamente inferiores àquelas
devido à retração das argamassas
10.3.3.2 - As tensões térmicas de compressão independem do método de assentamento,
seja ele o convencional ou direto com uso de argamassa colante
10.3.3.3 - As juntas entre as peças do revestimento cerâmico, ou outros revestimentos
rígidos, mais as juntas dividindo o revestimento em painéis e mais as juntas
entre o revestimento e outros acabamentos ou saliências, são
imprescindíveis para a estabilidade do revestimento. Com elas, consegue
se limitar as tensões térmicas, ou de outras origens, a uma só placa do
revestimento. E esta, dada a sua rigidez, jamais sofrerá flambagem.
B i b l i o g r a f i a
(,>
Weidlinger, P. - "Tensões de temperatura em edifícios altos de concreto" - Civil Engineering -
ago./64 - tradução do Eng. Romeu Caiafa - Revista "Engenharia" n° 261 - mar./1935 - Biblioteca
do Instituto de Engenharia de SR
w Fiorito. A. J. S. I. - Revista •"Construção" n9
* 1.952 e 1.956 - Ed. Pini - 1985.
Capítulo 11
Dilatação higroscópica dos
revestimentos cerâmicos
11.1 - C o n c e i t o s
No Capítulo 9, item 9.6, relatamos um ensaio realizado por Baucran e Aveline
para pesquisar as tensões nos revestimentos cerâmicos devido à retração da
argamassa. Por ocasião da imersão em água dos azulejos utilizados, durante
seis horas, observou-se um inchamento de 0,00004 ou 0,04 %o.
Tal inchamento prosseguiu nos dias que se seguiram ao assentamento. A retração
da argamassa foi compensando gradativamente até anular esta expansão imediata
originada pela imersão em água fria. O valor máximo atingido pela tensão de
tração, conforme o gráfico da Fig. 22, foi de cerca 5 kgf/cm2
.
Esse inchamento que ocorre quando os revestimentos cerâmicos entram em
contato com o meio ambiente logo após a saída do forno, e que prosseguem
após terem sido assentados dá origem a tensões no revestimento que podem ser
de importância para a estabilidade do mesmo quando em serviço.
Entre os ceramistas, tal comportamento é conhecido como "moisture expansion",
dilatação higroscópica ou expansão por umidade (EPU).
A Fig. 30 ilustra o efeito da expansão provocando o gretamento do esmalte de
uma louça de mesa após alguns anos de uso.
Fig. 30
Inicialmente, o esmalte está sob ligeira compressão. O inchamento do corpo cerâmico
introduz gradativamente tensões de tração no esmalte compensando as ce compressão.
A partir do instante em que as tensões se anulam pode se iniciar o gretamento.
A causa desta expansão é atribuída à reidratação dos minerais argilosos que
compõem o corpo cerâmico. A ordem de grandeza dessa deformação é de 0,0003
a 0,0007 mm/mm após dois anos de exposição ao ar. Os valores poderão ser
bem maiores ou até bem menores, ou mesmo nulos para corpos cerâmicos de
absorção de água próximo a zero.
Segundo L. Contoli (1) "o defeito de gretamento do esmalte é quase certo quando
a expansão do corpo cerâmico submetido a tratamento em autoclava em vapor
de água por cinco horas e a 3,5 atmosferas supera o valor 0,0006 mm/mm".
Entre nós, há a tendência de adotar este valor como valor máximo para a expansão
por umidade em revestimentos.
Quer nos parecer que o autor citado referiu-se a um valor limite o qual atingido,
ou ultrapassado ocasionará o gretamento. Ao fazer tal afirmação não foi levada
em conta a possibilidade da peça já estar assentada.
Como veremos no item 11.3.2 deste capítulo, parece-nos que o valor 0,0006 mm/mm
é alto demais se considerarmos que, uma vez admitido, estaremos no limite da
resistência ao cisalhamento da interface peça/argamassa e da própria argamassa.
A título ilustrativo, nas Figs. 31 e 32, são apresentados gráficos da expansão por
umidade reproduzidos do trabalho de autoria de J. S. Hosking (2) para diversos
produtos cerâmicos e a correlação com a temperatura de queima.
0.10
0.05
FIREBRICKS MAWMUM
M
E
A
N
M
N
M
U
M
REFRACTORY BODY
UME (YEARS)
Fig. 31 - Dilatação higroscópica de materiais cerâmicos [J. S. Hosking (2)]
600 800 1000 1200 700 900 1100 1300
TEMPERATURE
Fig. 6 - Variation of moisture expansion (mean for samples in the laboratory and
out of doors) with temperature of firing for the seven bodies examined
Fig. 32 - Variação da dilatação higroscópica com a temperatura de queima
[J. S. Hosking (2)]
Como dissemos, esta expansão se inicia assim que as peças entram em contato
com o meio ambiente à saída do forno. Assim sendo, quando da instalação do
revestimento, uma pequena parte dessa expansão (avalia-se no máximo em 10%
de seu valor final) já ocorreu. O remanescente ocorrerá com o revestimento já
assentado (Fig. 33).
Expansão
Fig. 33 (sem escala)
Tempo
O aumento de dimensões das peças cerâmicas, qualquer que seja seu valor, implica
compressão gradativa e indesejável no revestimento, pois a argamassa fixação e o
substrato tendem a impedir a expansão. O problema se agrava quando as peças
cerâmicas são erroneamente assentadas sem juntas (juntas secas) encostadas umas
às outras por meio do artifício, não-recomendado, de espaçadores agregados à própria
peça cerâmica com a intenção de que isso possa facilitar o assentamento. Outros
tipos de espaçadores, quando avulsos, devem estar dimensionados, de modo a
terem uma deformação que não transmita tensões de uma peça cerâmica para outra.
Quando tratamos das tensões devidas à retração da argamassa e às tensões de
temperatura, sugerimos uma série de procedimentos no sentido de minimizar as
tensões que sempre atuam em qualquer tipo de revestimento.
Para prevenir o efeito da expansão por umidade, mais uma vez concluímos que
um dos procedimentos básicos, quer para o método convencional, quer para o
método de colagem com argamassa colante, é o estabelecimento de juntas ao
redor de cada peça, com o fim de limitar as tensões a uma só peça e eliminar o
risco de flambagem de todo o conjunto.
Revendo conceitos, considere uma barra de material cerâmico de secção "S" e
comprimento inicial "d" que sofre um aumento "Ad", devido à sua expansão por
umidade "Ô" (Fig. 34).
— O ©
Fig. 34
Ad = 8 . d
Caso o valor máximo de "6" a ser adotado for:
Ô = 0,0006 mm/ mm
A força axial para impedir o deslocamento Ad será:
d
ou
N = - E.S.Ò
e a barra estará sujeita a uma compressão dada por:
a = - E . 6
Para um material cerâmico de módulo de elasticidade:
E = 300.000 kgf/cm2
A tensão de compressão que impede a expansão será:
a = 180 kgf/cm2
ou, de outra parte, utilizando para o assentamento um material extremamente
plástico a tal ponto que a peça cerâmica teria livre expansão, o material utilizado
no rejuntamento estaria sujeito à compressão de:
a = 180 kgf/cm2
Na realidade, a tensão no rejuntamento deverá ser calculada a partir das tensões
determinadas conforme a teoria do item 11.2 a seguir.
1 1 2 - Revestimento, c a m a d a d e argamassa e suporte d e concreto interligados
Considere-se uma extensão "d" de um revestimento, que pode ser uma fração de
peça, a peça inteira ou diversas peças consecutivas (Fig. 35).
Devido à dilatação higroscópica do material cerâmico haveria um deslocamento
total AL1f caso fosse permitida sua livre e total expansão por umidade (Fig. 35B).
Havendo solidariedade das três camadas (Fig. 35C) o equilíbrio final é alcançado
pela introdução das forças NL (de compressão) no revestimento: NA e Nc (de tração)
na argamassa e no concreto, considerados endurecidos, tais que:
a) equilíbrio das forças internas:
N l + N a + N C = 0 (1)
®
R
e
v
e
s
t
i
m
e
n
t
o
A
r
p
a
m
a
s
s
a
R
o
v
o
s
f
l
m
o
n
r
o
<s> A-QO^VOMO
Ali
A
A
A C T
R
e
v
e
s
t
i
m
e
n
t
o
' ÁrgcrriOJJa
.-.,• ala »« • o vá ••-• • afia. • •
ALO
e
Fig. 35
A
b) igualdade de deslocamentos:
AL, + AL2 = A^ (2)
AL, + AL2 = A c (3)
onde
AL, = 8d
A
ELSL
AA
NAd
EASA
a c = M ^ s L
EC SC
(4)
(5)
(6)
(7)
A partir destes valores e condições chega-se às forças e respectivas tensões que
atuam nas três camadas consideradas solidárias.
Substituindo (4) (5) e (6) em (2), obteremos: NA
"a = S , ^ 0 + 8)
EASA E,SL
sendo (1 + 8) = 1
N a = ^ N l + E a S a 8 (I)
ELSL
Substituindo (4) (5) e (7) em (3), obteremos: Nc
NC S , NL (1 + 8)
ELSL
Ec Sc
sendo (1 + ô) = 1
N c = ^ . N l + E c S c 5(11)
E
1. S,
Colocando (I) e (II) na equação (1) de equilíbrio das forças internas, teremos:
NL +
EASA
.NL
L E T S L
+ EASA 8 + EC SC
. NL
L E L S L
+ ECSC 8 = 0
NL = - ElSl 8.
EA SA + Ec Sc
E
i. SL +EA SA + Ec Sc
sendo: K = E
*S
a+E
cs
c
El Sl + EaSa + Ec Sc
NL = -K.EL.SL.Ò (
M
D
sendo k sempre positivo e menor do que 1:
e (El . SL . õ) sempre positivo,
N l será sempre negativa ou de compressão no revestimento devido à sua própria
expansão por umidade.
Colocando (III) em (I), obteremos:
NA = E A . S A . ô . ( 1 - k )
sendo k sempre positivo e menor do que 1, NA será sempre positiva e de tração
na argamassa.
Colocando (III) em (II), obteremos:
Nc = E c . S c . ô . ( 1 - k )
sempre positiva ou de tração no suporte (laje ou alvenaria)
Em resumo, concluímos que a dilatação higroscópica; ou expansão por umidade;
ou, ainda, "moisture expansion" dos revestimentos cerâmicos resulta sempre em:
- compressão no revestimento;
- tração na argamassa;
- tração no suporte (laje ou alvenaria).
Os valores das tensões para largura unitária serão:
NL
A = -K.E,.8
N.
a , = £ , . 5 . ( 1 - K)
NC
CT
c= C oc = £ c . ô . ( l - K)
onde "eL", "eA" e "ec" são as espessuras das camadas de revestimento, argamassa
e concreto.
11.3 - Análises e conclusões
11.3.1 - Alguns valores práticos
Sejam:
- para concreto:
Ec = 210.000 kgf/cm2
ec = 7 cm
- para o revestimento cerâmico:
El = 300.000 kgf/cm2
eL = 0,7 cm
= 0,0006 mm/mm
- para a argamassa:
eA = 2,5 cm
Calculando as forças internas para largura unitária e as tensões co-respondentes
para três tipos de argamassa com módulos de elasticidade bem distintos, obtiveram-
se os valores do quadro a seguir.
Quadro 14
Na Nc
Kgf/cm2
Kgf Kgf/cm2
140.000 -112,96 21,72 91,24 -161,37 8,69 13,03
50.000 -111,34 8,73 102,61 -159,06 3,49 14,66
10.500 -110,49 1,94 108,55 -157,84 0,78 15,51
Obs.: os valores acima são para S = 0,0006 mm/mm e são diretamente p'oporcionais ao
valor deste inchamento.
11.3.2 - Correlação c o m o cisalhamento
Note-se que a argamassa de assentamento funciona como um freio que tende a
impedir a expansão por umidade.
Consequentemente, a argamassa de assentamento está sujeita a elevadas
tensões de cisalhamento que poderão superar a resistência ao cisalhamento da
argamassa, o que ocasionaria o seu rompimento interno.
A título ilustrativo se considerarmos a tensão:
oL = 157,84 kgf/cm2
atuando em uma peça com dimensões 10 x 10 x 0,7 cm (Fig. 36).
/ T "
Fig. 36
Em sua seção atuará uma força F = o . S
F = 157,84 x 10 x 0,7 = 1.104,88 kgf
A tensão de cisalhamento na interface de aderência será simplificadamente:
F
1104,88 2
T = — = — = 11,04 kgf / cm
A 100 ^
que é praticamente o valor da ruptura ao cisalhamento da ligação da placa cerâmica
à argamassa.
Para um coeficiente de segurança igual a 2 e para a peça 10 x 10 x 0,7 cm
considerada, a expansão por unidade de largura teria que ser, no máximo, a metade
da utilizada no cálculo, ou seja:
Ô = 0,0003 mm / mm
11.3.3. - Argamassas elásticas e juntas de assentamento
Caso fixássemos um revestimento com um material rígido como uma resina epóxi,
estaríamos inibindo praticamente toda a expansão do revestimento, o qual não
sofreria gretamento mas estaria sujeito a tensões de compressão notáveis que
poderiam trincar o esmalte (Fig. 37).
l l i l l l l i u
T T T T T T T T T T T
Fig. 37
O advento de argamassas elásticas, para o assentamento de revestimentos, além
de compensar as movimentações usuais da estrutura suporte, permitiria a
expansão parcial das peças.
Temos mais uma vez que chamar a atenção sobre as juntas de assentamento
(juntas entre as peças), as quais, sob o ponto de vista da expansão por umidade,
tornam-se mais do que indispensáveis.
A náo-existéncia de juntas, ou o uso de espaçadores cerâmicos incorporado às
próprias peças, ou espaçadores avulsos mais rígidos, associados à expansão
por umidade do revestimento, causará fatalmente a flambagem e destruição do
revestimento.
11.3.4 - Material de enchimento e dimensionamento das juntas
O uso de argamassas de assentamento extremamente plásticas nos remeteria
Fig. 34 e aos cálculos ali apresentados.
Para uma expansão Ô = 0,0006 mm/mm, calculamos, na Tabela 4, os
deslocamentos Ad em função do tamanho das peças cerâmicas, os quais teriam
de ser absorvidos pelo material de rejuntamento. Para peças retangulares, utilizar
a maior dimensão.
Tabela 4
d (mm) expansão = Largura da e Ea do material
A
6 . d = Aj (mm) junta (mm) "j" da junta - kgf/cm2
50 0,0300 2 0,015 12.000
100 0,0600 2 0,030 6.000
150 0,0900 2 0,045 4.000
200 0,1200 3 0,040 4.500
300 0,1800 4 0,045 4.000
400 0,2400 5 0,048 3.750
500 0,3000 8 0,0375 4.800
Vimos que ao se deformar (Fig. 34) a peça cerâmica comprimirá o material da
junta com:
O = 180 kgf/cm2
Sendo
e
onde Aj é o valor da expansão (Tabela 4) e "j" é a largura da junta, podemos
calcular o módulo de elasticidade do material da junta para ter um encurtamento
igual à expansão da peça cerâmica.
Os valores para os módulos de elasticidade do material da junta foram calculados
a partir das larguras admitidas para as juntas e se encontram na última coluna da
Tabela 4. Note-se que os valores encontrados para o módulo de elasticidade são
extremamente baixos e incompatíveis com os materiais de rejuntamento comumente
utilizados e com bons resultados.
Este fato reforça a conclusão de que os revestimentos cerâmicos deverão ter a
menor expansão por umidade possível, e que os materiais de assentamento
deverão impedir, mesmo que parcialmente, tais expansões, de tal modo a termos
materiais de rejuntamento passíveis de serem fabricados e utilizados. As juntas
de movimentação ou dessolidarização aliviarão acúmulos de tensões.
N o t a i m p o r t a n t e :
Os cálculos para as larguras das juntas e módulos de elasticidade mais próximos
da realidade deverão ser feitos a partir da teoria exposta no item 11.2 e Fig. 35B
com a utilização dos valores de AA ou AC.
Fica claro que se aumentarmos as larguras das juntas o módulo de elasticidade
necessário aumenta de valor e será mais compatível com os rejuntes à base de
cimento. Por outro lado, há outras movimentações a serem compensadas pelas
juntas devido às demais causas das quais já falamos. Assim, juntas largas serão
sinônimo de melhor estabilidade dos revestimentos.
No Apêndice I, página 173, apresentamos um exemplo de cálculo mais preciso,
em função da expansão por umidade (EPU) das placas cerâmicas e de um
gradiente térmico.
B i b l i o g r a f i a
Contoti. L. e Brusa, A. - "Evoluzione e sviluppo delia tecnologia di fabbricazione delle piastrelle
per interni dalla bicottura alia monocottura rapida" - Lab. Pesquisas SACMI - Imola - Revista
"Cerâmica Informazione" n° 303 - jun./91.
<
*
> Hosking, J. S. e Hueber, H. V. - "Moisture Expansion of Clay Products" - VII Congresso
Internacional de Cerâmica • 1960 - Londres.
<
3
> Fiorito, A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 1960 - Ed. Pini 1985.
Capítulo 12
Outras causas que originam
tensões e patologias
12.1 - C o n s i d e r a ç õ e s g e r a i s
Ao falar de revestimentos temos utilizado a expressão "estrutura do -evestimento".
E, na realidade, qualquer que seja a natureza do revestimento final de uma parede
ou de um piso devemos sempre considerá-lo ligado e como parte co conjunto de
todas as camadas suportes.
É fácil concluir que todas as camadas de um revestimento têm deformações
próprias quer devido à sua secagem, como ocorre com as argamassas e concreto,
quer as devido a esforços externos. E não esquecendo que os materiais cerâmicos
não são totalmente estáveis, uma vez que se expandem, em menor ou maior
grau, em função da umidade natural do ambiente.
Havendo ligação indispensável entre todas as camadas, fatalmente as peças que
constituem o revestimento final e superficial ficam submetidas a tensões.
Pode acontecer que, com o aumento progressivo de esforços, seja atingido um
estado de tensão em que as peças do revestimento se rompem ou se desagregam
ou, então, antes disso, ocorra a ruptura da ligação do revestimento com a camada
suporte. Neste último caso, se instalará um processo de flambaçem ficando o
revestimento irremediavelmente deteriorado.
O objetivo fundamental do construtor será o de reduzir o quanto possível o efeito
das tensões que atuam sobre os revestimentos, procurando conhecer intimamente
os materiais utilizados, seu comportamento, e adotando técnicas construtivas
seguras e racionais.
12.2 - F a l h a s c o n s t r u t i v a s
Sobre as alvenarias ou lajes de concreto podem ocorrer: uma tração axial; uma
compressão axial ou excêntrica; flexão; cisalhamento; e torção. Os revestimentos fixados
sobre as alvenarias e lajes estarão consequentemente submetidos aos mesmos
esforços. Não são raros os casos de fissuramentos, notadamente nas alvenarias, como
conseqüência da existência de tais solicitações e assinalando uma falha construtiva,
embora o carregamento da estrutura esteja dentro do limite admissível.
Sabemos, por exemplo, que sobre paredes que se encontram está apoiada uma laje, e
que a contribuição da carga da laje sobre estas paredes dificilmente é a mesma. Então
tais paredes suportam cargas diferentes e no seu encontro, haverá uma tensão de
cisalhamento. A ausência da "amarração" convencional nos cantos ou nas intersecções,
geralmente em paredes de blocos de concreto comuns ou leves, eliminando um vínculo
necessário que distribuiria as tensões de compressão para as duas paredes, é a causa
da origem de fissuras verticais. Estas se propagam para o revestimento final.
Também não são raros os casos de vergas com apoio insuficiente, concentrando
cargas excessivas sobre a alvenaria. E são comuns as ausências de contravergas
nos peitoris das janelas, causando fissuramentos (Fig. 38).
Verga curta
Fig. 38
Observamos, também, a existência de vigas suportes de alvenarias que fletiram
além do previsto e, embora a estrutura permaneceu estável, transmitiram, para
as alvenarias e estas ao revestimento, tensões indesejáveis que provocaram o
descolamento do revestimento da fachada.
12.3 - T e n s õ e s d e c a r g a s a c i d e n t a i s e m p i s o s
Para os pisos, além das tensões originadas pela deformação lenta da estrutura
de concreto, é interessante notar os efeitos da sobrecarga devido ao peso próprio
da camada de revestimento e o das cargas acidentais sobre o revestimento. De
fato, sobre uma laje atuam, como cargas permanentes, o peso próprio da laje, do
contrapiso e do revestimento. Há de se considerar também as cargas acidentais,
cujos valores são fixados pela NBR-6120 e que representam a carga de pessoas,
móveis, veículos, máquinas etc que a estrutura deve sustentar.
Ao ser desformada, atua sobre a laje apenas seu peso próprio (Fig. 39A), sendo
oc1 a tensão de compressão no concreto. Quando da execução do piso, é
espalhada uma argamassa fresca sobre a laje, que constituirá o contrapiso, e
com esse ainda fresco (método convencional de assentamento) e plástico, são
colocadas as peças do revestimento.
Para um contrapiso de 3 cm de espessura, por exemplo, teremos uma carga de
cerca 50 kg/m2
que, somada ao peso do revestimento, deverá alcançar 70 kg/m2
.
Com esse carregamento permanente, o diagrama de tensões será o da Fig. 39B,
sendo cC2 a nova tensão de compressão no concreto. O diagrama de tensões não
se prolonga através do contrapiso, uma vez que a argamassa de que é constituído
Outras causas que originam tensões e patologias
este contrapiso está ainda fresca e plástica quando de sua aplicação, deformando-
se sem transmitir tensões.
Uma vez endurecida a argamassa do contrapiso, entram em ação as cargas acidentais
que, para edifícios, poderão variar desde 150 kg/m2
(sala, copa, cozinha, banheiro,
dormitório) até 500 kg/m (salão de dança de clubes), conforme a NBR-6120.0 diagrama
de tensões correspondente apenas à ação da carga acidental é o da Fig. 39 C.
A
<Tci
Lajo^^,
i
i i
i
Revestimento
Argamassa
fresca
Revestimento
Argamassa
endurecida
Revestimento
Argamassa
endurecida
Fig. 39
E, aC3 Fig. 39 D será a tensão de compressão final que atuará sobre o revestimento
e a_. a tensão no concreto.
C4
As tensões nos revestimentos originadas pela retração das argamassas, tensões
de temperatura e da expansão por umidade do revestimento cerâmico já foram
consideradas nos capítulos anteriores.
B i b l i o g r a f i a
(1)
Fiorito, A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 1.960 - Ed. Pini - 1985.
Capítulo 13
Cimento Portland como adesivo
no Método Convencional
13.1 - Utilização n o s a s s e n t a m e n t o s
No assentamento de revestimentos pelo método convencional, são utilizadas
argamassas ainda frescas e niveladas e, sobre elas, uma pasta de cimento para a
fixação das peças.
Resumidamente, são as seguintes as etapas dos processos corretos de assentamento:
13.1.1 - Revestimentos e m paredes (1)
Etapas:
- Chapisco sobre a alvenaria com argamassa 1:3 de cimento e areia. Aguardar
até atingir resistência mecânica.
- Preparar argamassa 1:0, 5:5 até 1:1:7 de cimento, cal hidratada e areia úmida.
- Umedecer levemente o chapisco.
- A argamassa preparada deve ser aplicada semelhante ao emboço, sarrafeada e
desempenada.
- Preparar pasta de cimento e, com auxílio de uma desempenadeira de aço lisa
ou colher, espalhá-la sobre o emboço fresco, procurando dar uma espessura uni-
forme de cerca de 1 mm.
- Após imersão em água colocar as peças cerâmicas úmidas, mas rão saturadas,
sobre a pasta de cimento.
- Bater o maior número de vezes e posicionar as peças.
- Após 72 horas, no mínimo, rejuntar.
Nota importante:
É errado o processo de assentamento colocando a argamassa diretamente no
tardoz e assentando as peças uma a uma. Duas são as falhas decorrentes
desse procedimento:
a - haverá vazios atrás das peças, nos quatro cantos;
b - considerando que a peça fica apenas fixada onde houver pasta de cimento e
cal, e sem aderência onde há grãos de areia, a área da superfície de fixação fica
bastante reduzida, dada a proporção de areia na mistura.
13.1.2 - Revestimentos e m pisos (2)
Etapas:
- Limpar a superfície da laje.
- Umedecer a superfície da laje ou lastro de concreto e aplicar cimento em pó
formando uma camada de aderência da argamassa à laje. Este vínculo reduzirá
o efeito da retração da argamassa sobre os revestimentos.
- Preparar argamassa 1:6 de cimento e areia úmida.
- Estender a argamassa sobre a laje e apertá-la firmemente com colher; sarrafear
e desempenar convenientemente.
- Sobre esta argamassa fresca polvilhar pó de cimento de modo uniforme,
deixando-o cair entre os dedos e próximo à superfície da argamassa.
O cimento será hidratado pela água da argamassa. Usar colher de pedreiro para
ajudar a formar uma camada de pasta que deverá ter espessura de 1 mm:
- Após imersão em água, colocar as peças cerâmicas úmidas, mas não saturadas,
sobre a pasta de cimento.
- Bater o maior número de vezes, posicionando as peças.
- Após 72 horas, no mínimo, rejuntar.
1 3 . 1 . 3 - P a s t i l h a s (3)
Etapas:
- Alvenaria chapiscada e emboçada. O emboço é feito com antecedência, estando
seco e curado por ocasião do assentamento.
- Preparar massa fina 1:3:9 de cimento, cal em pasta e areia fina (4).
- Umedecer o emboço e aplicar a massa fina com 5 mm de espessura como se
faz com o reboco.
- Preparar pasta de cimento branco e aplicá-la no tardoz no pano de pastilhas.
Esta é a camada de fixação do revestimento.
- Aplicar a placa sobre a camada de massa fina ainda fresca e pressionar com a
palma da mão.
- Rebater com auxílio de batedor e martelo.
- Completar o rejuntamento.
13.2 - A p a s t a d e c i m e n t o
Como se nota, em todos os procedimentos do método convencional, a pasta de
cimento é a camada de aderência, e é ela que garante uma ligação perfeita entre
o revestimento e o substrato.
Considera-se pasta de cimento a mistura de cimento e água com teor de água de
30% em relação ao peso de cimento.
Ensaios que fizemos para medir a aderência de peças cerâmicas à pasta de
cimento Portland levaram a valores da ordem de 5 kgf/cm2
, ou 0,5 MPa, em corpos-
de-prova com dimensões de 7,5 por 15 cm (112,5 cm2
), e velocidade de aplicação
da carga de 20 kgf/s.
Lobo Carneiro (5) aferiu a resistência à tração de emendas em peças de concreto
correlacionando-a em porcentagem com a resistência à tração do mesmo concreto
quando executado sem emendas e com idade de 28 dias, encontrando:
a - Concretagem interrompida por 24 horas. Superfície do concreto picotada, lavada
e salpicada com cimento em pó: 65%.
b - Concretagem interrompida por 24 horas. Superfície do concreto já endurecida
picotada e lavada, sem cimento em pó: 45%.
c - Concretagem interrompida por cerca de um mês. Superfície de concreto velho
picotada, lavada e salpicada com cimento em pó: 50%.
d - Concretagem interrompida por cerca de um mês. Superfície do concreto velho
não preparada: 1%.
Pelos resultados obtidos, é fácil notar a importância da pasta de cimento Portland
mesmo quanto à tração simples.
Para o concreto, a relação entre a resistência à tração simples e à tração na
flexão é da ordem de 0,5. E, entre a resistência à tração na flexão e a resistência
à compressão, existe uma relação que é da ordem de 0,2. Assim, a relação entre
a resistência à tração simples e à compressão, para os concretos é da ordem de
1/10 ou 10% da resistência à compressão (5) e (6).
13.2.1 - Aderência da pasta de cimento à cerâmica
Dissemos que as peças cerâmicas devem estar úmidas, mas não saturadas, pois
deverão ter ainda poder de sucção quando colocadas sobre a pasta de cimento,
de modo a formar ancoragens mecânicas na interface peça/pasta.
Esta interface já foi objeto de pesquisa, não tendo sido constatada camada
resultante de reações químicas entre o material cerâmico e a pasta de cimento e,
portanto, não há ligações de caráter químico e influência destas na aderência
peça/pasta (7).
13.3 - R e l a ç ã o á g u a / c i m e n t o
Sabe-se que a resistência da pasta de cimento está intimamente ligada à relação
água/cimento e varia conforme o gráfico da Fig. 40, por analogia ao estudo de
concretos.
Fig. 40
No assentamento pelo método convencional, a formação da pasta está sujeita
aos seguintes riscos:
- argamassa muito úmida e placas cerâmicas excessivamente molhadas: a relação
água/cimento é elevada, e a resistência é baixa;
- argamassa secando, em razão de ter sido estendida em grande área, e placas
cerâmicas colocadas sem imersão prévia em água: relação água/cimento baixa e
resistência baixa;
- argamassa secando e placas cerâmicas muito molhadas. A relação água/cimento
poderá até ficar correta, mas o assentador usa mais água para facilitara operação
de "bater" para nivelar as peças. A relação água/cimento aumentará, e a resistência
será baixa;
- outras possibilidades com relação água/cimento baixa ou tendendo a crescer
devido à falha de procedimento.
1 3 . 4 - P e s q u i s a
A espessura da pasta de cimento no método convencional e a quantidade de impactos
sobre cada peça foram investigadas por Balinkin, Hugh e Scholz (8), que chegaram
aos valores da aderência do gráfico da Fig. 41 a partir de corpos-de-prova construídos,
resumidamente, com os seguintes materiais e técnicas de execução:
- Placas cerâmicas 5 x 5 x 0,6 cm. Absorção variando de 0,5% a 2%, embora
nada de notável foi encontrado quanto à absorção. As placas cerâmicas não foram
imersas em água.
- Foram ensaiadas quatro placas cerâmicas para cada variável (Fig. 42, peças A-
B-C-D).
- Cimento Portland comum para argamassa e pasta.
- Areia - Diâmetro máximo 1,2 mm e módulo de finura 2,5 (areia fina).
- Argamassa de assentamento de cimento e areia 1:3 em volume (rica) compactada
manualmente dentro de forma 10 x 10 cm x 3.8 cm, formando um bloco sobre o
qual foram assentadas as peças A-B-C-D, com uma aresta salien:e em relação
ao bloco de argamassa (Fig. 42)
- Relação água/cimento igual a 0,56.
- Espessura da argamassa 1 1/2 in. ou 3,8 cm (demasiada - ver Capítulo 9).
- Pasta de cimento: camada de pó variando de zero a 1/8 in., ou seja, de zero a
3,2 mm. A hidratação se deu exclusivamente com a água da argamassa.
•
Espessura da pasta de cimento mm
Fig. 41 - Variação da resistência ao cisalhamento com a espessura da pasta
de cimento em mm
- Impactos com quantidades variando de 2-4-8-16-32-64, fazendo cair uma massa
de 200 g de uma altura constante, simultaneamente, sobre o centro das quatro
peças de cada corpo-de-prova (Fig. 42).
Fig. 42
- Cura dos corpos-de-prova: três dias a 100% de ÜR; dois dias a 50% de UR; e
dois dias a 32% de UR. Temperatura variando entre 18 e 24Ç
C.
- Mediu-se: ruptura ao cisalhamento simples, aos sete dias de idade, aplicando
carga com velocidade de 1 kgf/cm2
/s, sobre cada uma das quatro peças (Fig. 42).
Os autores chamam atenção sobre o significado da aderência obtida pelo ensaio,
lembrando que em uma estrutura mecânica, tal qual a acima descrita, os
componentes ligados são as peças, pasta de cimento e argamassa. Eles estão
ligados por forças químicas de atração molecular e por ancoragem mecânica.
Máxima adesão peça/pasta terá lugar quando a superfície de contato é total e
quando não há tensões residuais. No ensaio, nenhuma destas condições é possível
obter. O contato é parcial devido à hidratação incompleta do cimento e à presença
de bolhas de ar.
Outros fatores como a desigualdade de absorção das peças, temperatura, umidade
relativa e retração induzem a tensões residuais talvez suficientes para romper
parcialmente a ligação, ou atuarem quando da aplicação da carga externa durante
o ensaio. Portanto, o que chamamos de aderência medida no ensaio é efetivamente
o diferencial entre a aderência efetiva e aquela devida às solicitações internas.
As principais conclusões de tal ensaio são:
- A aderência aumenta com o número de impactos.
- A espessura ideal da pasta de cimento é aquela compreendida entre 0,8 mm e
1,6 mm. Nessa faixa, ocorrem os maiores valores.
- Espessuras da pasta de cimento maiores do que 1,6 mm carecem de água
suficiente para a hidratação adequada. Acrescentamos que, casc a hidratação
for forçada com adição de mais água, há início de influência da retração da pasta
sobre o revestimento.
- Para espessura zero de pasta e até 0,4 mm, o máximo de aderência é obtido
com cerca de 20 impactos. Note que tal quantidade de impactos deverá trazer
para a interface peça/argamassa a própria pasta de cimento da argamassa.
A aderência é parcial devido à presença de grande quantidade de grãos de areia
em contato com as peças.
- O aumento da aderência com a quantidade de impactos é devido a:
- Melhor umedecimento do pó de cimento, ou seja, melhor hidratação e eliminação
de bolhas de ar (vazios e falta de contato).
- Melhor intimidade na mistura cimento/água.
- Melhor penetração da pasta nos poros abertos das placas cerâmicas,
aumentando a ancoragem.
- Compactação da argamassa de assentamento com conseqüente redução da
retração e diminuição das forças internas que irão comprimir o revastimento.
13.5 - C o n c l u s õ e s
Do quanto analisado, resultam as seguintes recomendações no assentamento
pelo método convencional:
- Ao polvilhar o pó de cimento procurar uniformidade em sua distribuição.
- Auxiliar a formação da pasta com uma colher de pedreiro, eliminando possíveis
bolhas de ar que possam reduzir a superfície de contato entre a pasta de cimento
e a peça.
- A espessura da pasta deve ser da ordem de 1 mm (ou 1,5 kg de pó/m2
).
- Evitar o excesso ou falta de água. É a pasta de cimento que proporciona maior
aderência e não a nata de cimento ou pó mal hidratado.
- É imprescindível bater todas as peças o maior número de vezes possível.
A tarefa de "bater" não é apenas necessária para nivelar, mas sim para criar
melhores condições de aderência.
B i b l i o g r a f i a
(,>
Fiorito. A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 2.002 - jun./86 - Ed. Pini.
<
*
> Fiorito. A. J. S. I. • Revista "Construção" n° 2.018 - out./86 • Ed. Pini.
<3
> Fiorito. A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 2.026 - dez./86 - Ed. Pini.
<4
' "Treinamento do oficial pastilheiro" - Cncarte do "Anuário Produtos e Técnicas" 1902/1903 - Cd. Tini.
<
5
> Lobo B. Carneiro. F. L. - "Dosagem de Concretos" - INT - 1943.
<fl>
Telêmaco van Langendonck - "Cálculo de Concreto Armado" - Vol. 1 - ABCP- 1944.
<7>
Provost. G. et Farges. P. - "Ladhérence de carreaux de gres Céramique et de faiance" - Revista
"L'lndustrie Céramique" - Société Française de Céramique - juillet/out./1966 - n° 587.
(8>
Balinkin. Isay; McHugh. J. N. and Scholz. J. A. - "Bond Strenght of Ceramic Mosaic Tile" - University
of Cincinatti - The American Ceramic Society Bullettin march/1956.
<
B
> Fiorito. A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 1966 - out./1985 - Ed. Pini.
Capítulo 14
Eflorescência: uma patologia
que pode ser prevenida
14.1 - A s p e c t o s g e r a i s
Certamente, todos os leitores já devem ter observado, em alguna ocasião, a
superfície externa dos vasos de barro das plantas que ornamentam residências
ou escritórios e notado formações esbranquiçadas. Alguns outros já se detiveram
na observação do aspecto, também esbranquiçado, da superfície inferior das
telhas de barro nos alpendres e varandas em telha-vã.
Outros, já devem ter visto o mesmo aspecto esbranquiçado nas telhas de barro
ao percorrerem os forros, durante inspeção da estrutura de madeira das coberturas
ou na inspeção de caixas d'água. Nas fachadas de edifícios, notam-se, vez por
outra, escorrimentos enegrecidos pelo ar poluído, sempre ao longo das juntas
das placas de mármore ou granito.
Até o ano de 1970, as placas cerâmicas não eram esmaltadas como as atuais. Era
muito comum o uso de ladrilhos nas cores vermelha, preta, amarela ou areia. Em
algumas ocasiões, tais pisos apresentavam manchas esbranquiçadas ou, às vezes,
manchas escuras que denunciavam claramente a presença de umidade excessiva.
O início do uso de revestimentos cerâmicos esmaltados para pisos, entre nós,
remonta aos anos de 1970, quando os conceitos de permeabilidade e absorção
dos materiais cerâmicos para pisos, se já não eram bem-entendidos, acabaram
ficando mais confusos para alguns consumidores.
Naquela época, quando examinávamos pisos com manchas esbranquiçadas ou
escuras, já de antemão sabíamos que havia ali uma falha construtiva intimamente
ligada a uma impermeabilização inadequada ou inexistente.
A constatação era feita através de uma pequena sondagem onde eram retiradas
e levadas ao laboratório amostras de revestimento cerâmico, argamassa de
assentamento, lastro de concreto e solo. Todas as amostras se apresentavam
invariavelmente saturadas de água.
Havia certo inconformismo do consumidor que alegava saber se o revestimento
cerâmico um material impermeável. Só então se dava conta de que tal propriedade
dos revestimentos cerâmicos respondia plenamente, apenas, às condições de
manutenção e higiene dos ambientes onde estavam instalados, ou seja, receber
água e detergentes para limpeza de sua superfície, impedindo a penetração de
água suja nas camadas inferiores e a conseqüente instalação de condições
propícias à proliferação de bactérias.
O revestimento cerâmico não tem a finalidade de impedir a movimentação de
água no sentido inverso, ou seja, do solo para a superfície, mesmo porque ele
está instalado na última camada a ser atingida nessa direção. Para tanto, há
métodos e materiais apropriados que constituem barreiras à nefasta ação da
água, não só sobre os materiais que revestem paredes e pisos, tais como rebocos,
pinturas, revestimentos cerâmicos, tacos, assoalhos, carpetes, mas,
principalmente, sobre as condições de salubridade das habitações, cuja finalidade
primordial é abrigar o homem.
Como dissemos, o uso de revestimentos cerâmicos esmaltados teve seu início
em 1970, aproximadamente. Também para eles os defeitos de impermeabilização
se manifestavam não como manchas esbranquiçadas ou escuras, mas por
afloramentos de líquido viscoso através de furos extremamente pequenos do
esmalte ou, então, ao longo das juntas e onde apresentavam trincas ou falhas de
preenchimento.
Se, no início de seu uso havia ocorrências desse tipo, hoje em dia parece ter
diminuído sensivelmente, o que mostra melhor conhecimento do problema pelos
construtores, maior e melhor divulgação do uso de impermeabilizantes e efeitos
da mudança gradativa no método de assentamento, que do convencional, com
uso abundante de água, passou para o método de colagem, com peças cerâmicas
e contrapisos secos.
Para identificar o fenômeno do aparecimento de manchas esbranquiçadas e
afloramentos descritos, adotou-se o termo "eflorescência" entre os ceramistas.
14.2 - C o m o s e f o r m a a e f l o r e s c ê n c i a
Ficou claramente demonstrado que o quadro patológico da eflorescência tem
como elemento determinante a presença e a ação dissolvente da água. Não é
exagero afirmar que sem água não haverá eflorescência.
Apenas para rever conceitos, lembramos que concreto, argamassa e material
cerâmico são pseudossólidos. Isto quer dizer que, no interior destes materiais,
encontramos cavidades, vazios, bolhas, poros abertos e fechados, bem como
uma rede de canais de reduzidas e variadas dimensões.
A origem de tais espaços vazios é, em parte, devido à água usada no preparo
para comunicar à massa uma trabalhabilidade desejável, além da água necessária
às reações de hidratação no caso da argamassa e concreto.
A operação de misturar e amassar também é responsável pela inclusão de ar e
conseqüente aparecimento de espaços vazios.
Um fluxo de quantidade apreciável de água pode ocorrer no interior destes
materiais ou por capilaridade ou por pressão. No primeiro caso, estamos diante
da propriedade definida por "absorção" e, no segundo, de "permeabilidade".
No caso de revestimentos cerâmicos assentados em situações em que não se
tomaram medidas preventivas quanto à impermeabilização pede ocorrer a
passagem de água provocada pela absorção ou facilitada por uma maior
permeabilidade, ou pela soma dos dois fatores.
Tal fluxo de água poderá introduzir substâncias agressivas do solo ra rede capilar
do concreto e argamassa, ou dissolver e transportar certos sais solúveis que
podem estar presentes no concreto, na argamassa e no material cerâmico.
Trazidos à superfície, tais sais podem se apresentar corro depósitos
esbranquiçados nos poros abertos mais superficiais e na superfície do
revestimento, caso as condições ambientais proporcionarem excelente evaporação.
Caso o fluxo tenha vazão superior à capacidade de evaporação, notar-se-ão bolsas
de solução concentrada de sais que apresentarão alta viscosidade. Este é o caso
notado em revestimentos esmaltados.
Entretanto, fica claro que absorção e impermeabilidade, em maior ou menor grau,
são características intrínsecas dos materiais utilizados na estruturação dos pisos
e revestimentos em geral. O mesmo ocorre em relação ao fato de esses materiais
possivelmente conterem substâncias solúveis em água. Inadmissível será permitir
movimentação de água através deles. Esta, sim, será uma falha construtiva.
14.3 - U m i d a d e : d e o n d e v e m e c o m o evitá-la
A luta contra a umidade sempre esteve presente nos livros de construções civis. Os
capítulos sobre terraplenos dos pavimentos térreos, pisos, alvenarias, materiais
hidrófugos, ventilação dos ambientes, entre outros, descrevem com predsão as causas
e efeitos nocivos da umidade sobre os materiais e o homem, e como evitá-los.
Alguns pontos não bem cuidados nas obras nos chamaram a atenção ao longo
de nossa vida profissional. A eles reportar-nos-emos concisamente.
14.3.1 - Natureza do solo
Nos pisos apoiados sobre o terreno, há interesse em preparar o terrapleno para
evitar a umidade natural do solo. Uma boa prática será proporcionar excelente
permeabilidade para esta camada de solo logo abaixo do lastro de concreto.
A água não subirá por capilaridade. Isso pode ser conseguido com a retirada de
camada superficial do solo pouco permeável e reaterro com o mesmo solo bem
misturado com areia ou entulho da própria obra.
A execução de pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos, que retenham
energicamente a água, deve ser evitada. Para conter o fluxo de umidade, pode-
se utilizar mantas impermeáveis. O uso de drenos é um caso extremo de lençol
freático aflorado ou a pouca profundidade.
14.3.2 - Lastro de concreto
Sobre o terrapleno preparado como acima descrito é comum colocar-se uma
pequena camada de pedra britada, e sobre ela executa-se um lastro de concreto.
Há certa confusão conceituai sobre este concreto, ou seja, confunde-se concreto
simples com concreto magro.
Este último é indesejável dada sua alta proporção de agregados. É difícil de ser
moldado, lançado e compactado. Apresenta sempre falhas e ninhos.
Não é apropriado para pisos sobre terraplenos. O correto é usar um concreto
simples, bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira à água dada
sua impermeabilidade.
14.3.3 - Contrapiso
É constituído de argamassa de cimento e areia com impermeabilizante, ou cimento,
cal e areia. É uma camada niveladora, cuja função é tirar as imperfeições da
superfície do concreto simples no pavimento térreo, ou laje do concreto armado
nos pisos superiores. Sua espessura varia de obra para obra.
Será mais espesso, se a superfície do concreto tiver sido mal acabada, ou se
forem projetadas canalizações para tomadas elétricas ou de telefones, para piso.
Dependendo do método de assentamento adotado, se convencional ou colado
com argamassa colante, o contrapiso poderá ser ou não fonte de água causadora
de eflorescência. Senão, vejamos:
- Em laboratório, proporcionamos o traço 1:1/2:5 em volumes de cimento, cal
hidratada e areia média com 3% de umidade. Adicionamos água para boa
trabalhabilidade, de modo a ter o índice de consistência de 135 mm.
- O rendimento foi obtido, espalhando e adensando a argamassa tal como é na
obra. Para 40 litros de argamassa aplicada foram medidos 9,32 litros de água
total, sendo a água de amassamento mais a água do agregado. Portanto, caso o
contrapiso tenha 4 cm de espessura, haverá 9,32 litros de água disponível em
cada metro quadrado.
Se o processo de colocação for o "convencional", teremos que considerar a água
absorvida pelo corpo cerâmico, na fase de imersão, antes do assentamento.
- Para efeito de raciocínio, podemos tomar os valores de 20 kg/m2
como massa
do material cerâmico seco, e 5% para sua absorção de água. Resulta que
levaremos para o piso mais um litro de água por metro quadrado. Assim, estão
em jogo cerca de dez litros de água por metro quadrado de piso, caso o
assentamento seja o "convencional".
Claro que parte desta água será destinada às reações de hidratação. Para tanto,
mediu-se a perda de água por secagem da argamassa em corpos-de-prova com
175 ml e 340 g de argamassa fresca, contendo 41 g de água total.
- Houve uma perda de 10% do peso após 30 dias de cura ao ar. Isto significa que,
dos 41 g de água, 34 g evaporaram e 7 g se destinaram às reações de hidratação.
Para as quantidades que vínhamos descrevendo, cerca de um litro de água foi
destinado às reações de hidratação, restando nove litros por metro quadrado de
piso que serão passados, por evaporação, para o meio ambiente.
- Daí se explica o aparecimento de eflorescências viscosas em -evestimentos
esmaltados, mesmo quando assentados, há pouco tempo sobre lajes de concreto
em pavimentos elevados. É claro que as condições de umidade relativa do ar
ambiente podem acelerar ou retardar a observação do fenômeno. Sendo essa a
única causa, as eflorescências tendem a desaparecer com o tempo.
- Também fica explicado o porquê da não-constatação do fenômeno, quando os
revestimentos cerâmicos são assentados secos sobre um contrapiso também
seco com uso de argamassa colante. Eis um processo que vem eliminar
definitivamente o problema da eflorescência.
14.3.4 - "Limpeza c o m ácido"
O uso de revestimentos esmaltados e sua fixação com argamassa co ante parecem
ter banido definitivamente das obras a utilização do ácido muriático (clorídrico).
Trata-se de mais uma vantagem adicional proporcionada por estes dois materiais.
Outrora, graves problemas de eflorescências foram constatados pelo uso deste
ácido que, apesar de diluído, não deixava de ser um agente agressivo das juntas
e argamassas.
14.3.5 - Outras causas
Águas de chuva, durante a execução dos alicerces e terraplenos, fugas de
canalizações ou água resultante de calamidades poderão ser futuras causas de
eflorescências, caso não sejam corrigidas no devido tempo.
Como se vê, a simples constatação de um fenômeno, que vinha aborrecendo
alguns consumidores e, estranhamente, preocupando os fabricantes de
revestimentos cerâmicos por serem seus produtos diretamente observados quando
em uso e sobre eles se instalar o fenômeno, levou a rever apenas conceitos e
cuidados construtivos.
Produtos e técnicas de impermeabilização estão bem difundidos. E o processo
de colagem de revestimentos com argamassa colante veio mais uma vez participar
na resolução definitiva de outro problema construtivo.
B i b l i o g r a f i a
(,)
Fiorito, A. J. S. I. - Suplemento Pini de Revestimentos - ago./1984.
Idem - Revista "Construção" n° 1.970 - nov./1985 - Ed. Pini.
Leia o Apêndice III à página 187 - "Um estranho caso de eflorescência"
Capítulo 15
As juntas nos revestimentos
Antes de iniciar a execução dos revestimentos, uma das tarefas obrigatórias é o
planejamento das juntas. O projeto das juntas deve levar em conta os tipos de
juntas, posicionamento, largura e materiais que devem preenchê-las (4).
15.1 - T i p o s d e j u n t a s
Nos capítulos anteriores, quando estudamos as tensões que atuam sobre os
revestimentos, ressaltamos a importância das juntas entre as peças, as quais
são indispensáveis por serem um elemento determinante da estabilidade dos
revestimentos.
As juntas podem classificar-se em:
a - juntas de assentamento;
b - juntas estruturais;
c - juntas de expansão/contração, juntas de movimentação ou, ainda, juntas de
dessolidarização;
d - juntas especiais.
15.1.1 - Juntas de assentamento
São juntas entre as peças que compõem o revestimento.
A necessidade deste tipo de juntas é em razão das causas a seguir.
15.1.1.1 - Desbitolamento dos revestimentos cerâmicos
O processo de fabricação de revestimentos resulta em lotes de peças de bitolas
variáveis e que são agrupadas dentro de certos limites de tolerância formando
lotes comerciáveis para serem utilizados no revestimento de uma determinada
área. Ainda assim, em tais lotes, há variações dimensionais e tolerâncias dessas
variações, como será visto a seguir.
As normas atuais especificam para placas cerâmicas prensadas:
a) Variação máxima das dimensões.
É função da área da superfície da placa cerâmica.
Varia de ± 0,60% da dimensão, para placas cerâmicas de área superior a 410
cm2
, até ± 1,20% da dimensão para aquelas com área da superfície até 90
cm2
, passando por ± 0,75% para áreas maiores do que 190 cm-' e até 410
cm2
, e ± 1,00% para áreas maiores do que 90 cm2
e até 190 cm2
.
b) Desvio da ortogonalidade (diferença entre lados opostos).
Também varia com a área da superfície da placa cerâmica.
É admitida, no máximo, ± 0,60% da dimensão para áreas acima de 90 cm2
, e
± 1,00% para áreas até 90 cm2
.
0.9 mm 0,9 mm
Fig. 43
c) Curvatura central e lateral (flecha lateral dos lados da placa cerâmica).
São admitidos valores máximos de ± 1,00% da dimensão para placas cerâmicas
com área da superfície até 90 cm2
, e ± 0,50% da dimensão para áreas
superiores a 90 cm2
.
A título de exemplo, a Fig. 43 mostra os valores máximos admitidos para o desvio
de ortogonalidade para uma placa cerâmica de 150 x 150 mm e para outra de
150 x 200 mm.
A Fig. 44 mostra o desvio de ortogonalidade de valor "a" para o lado da placa
cerâmica de comprimento "c".
O cálculo, em porcentagem, é dado por
— x 100
c
Note que o valor de "a" pode ser para um ângulo menor do que 90° (caso da
Figura) ou para um ângulo maior do que 90°.
Para placas cerâmicas retangulares, lembre-se que deve existir uma relação entre
o comprimento "C", a largura "L da placa e a largura da junta de assentamento "J"
dada por
C = 2L + J
a
Fig. 44
Exemplificando, para uma peça de 300 mm de comprimento, há possibilidade de
encontrar um desvio de ortogonalidade de 1,8 mm.
Admitindo que as peças com bitolas extremas sejam destinadas aos cortes, as
variações das dimensões e suas tolerâncias sugerem uma junta mínima de 5 mm.
Conclusão: o desbitolamento das peças cerâmicas exige juntas de assentamento
entre as peças. Hoje em dia, são comuns juntas mínimas de 7 mm.
15.1.1.2 - Alinhamento
Como conseqüência do item anterior, as juntas entre as peças facilitam o
alinhamento.
15.1.1.3 - Tensões
Conforme foi detalhadamente estudado no capítulo sobre Tensões nos
Revestimentos, as juntas entre as peças e o material de enchimento das mesmas
devem impedir a propagação de tensões de uma peça para outra, afastando o
risco de flambagem do revestimento.
Nestas circunstâncias "não" devem ser utilizadas peças com espaçadores
incorporados ao corpo cerâmico, com a intenção de facilitar o assentamento,
dada sua rigidez e a transmissão de cargas concentradas em dois pontos, de
uma peça para outra (Fig. 45). Ver capítulos sobre Tensões.
Igualmente não devem ser utilizados espaçadores avulsos rígidos. Tais
espaçadores devem se deformar sob as tensões já estudadas anteriormente,
evitando transmitir tensões de compressão de uma peça para outra.
Fig. 45
15.1.1.4 - Higiene
A utilização de revestimentos cerâmicos está sempre associada à higiene do
ambiente. Caso as peças fossem justapostas, devido às suas variações
dimensionais, mesmo dentro das tolerâncias normalizadas, haveria frestas
impossíveis de serem preenchidas pelo material de rejuntamento.
Tais frestas permitiriam a penetração de água suja de lavagem dos pisos, formando
focos anti-higiênicos e anulando a principal característica dos revestimentos
cerâmicos: a higiene.
Sob o ponto de vista de higiene, há necessidade das juntas de assentamento
para permitir a penetração perfeita do material de rejuntamento.
15.1.1.5 - Função estética
A arte de revestir deve harmonizar o tamanho das peças, o tamanho do pano e
do paramento e a largura das juntas. Não é possível um acabamento esmerado
sem juntas de assentamento.
15.1.1.6 - Remoção de peças
A existência de juntas de assentamento facilita a remoção de peças, caso seja
necessário.
Considerando os seis pontos acima, é possível avaliar a largura mínima para as
juntas de assentamento.
No Capítulo 11, item 11.3.4, calculamos o módulo de elasticidade do material de
rejunte, partindo de uma largura de junta prefixada, da tensão de compressão
extrema o = 180 kgf/cm2
devido à expansão por umidade máxima do revestimento
cerâmico (dilatação higroscópica).
Partindo da mesma tensão de compressão, do mesmo valor máximo da expansão
por umidade e adotando como rejunte um material com módulo de elasticidade da
ordem de 8.000 kgf/cm2
(material extremamente elástico), teríamos a partir de:
a
onde:
j = largura da junta
E = 8.000 kgf/cm2
(é apenas um módulo teórico. Veja Apêndice I à pág. 173)
Aj = deslocamento que tem o rejunte que deve ser igual à expansão do revestimento
a = 180 kgf/cm2
= compressão máxima no rejuntamento
Obtivemos os valores da Tabela 5, para a largura da junta em função do tamanho
das peças.
Obs.: Veja cálculos mais precisos no Apêndice I, na pág. 173.
Tabela 5
Peça
d
mm
50
100
150
200
300
400
500
Expansão
Ad = ô. d = Aj
mm
0,03
0,06
0,09
0,12
0,18
0,24
0,30
10,67 11
13,3 => 14
Largura
das juntas
mm
1,33 =>2
2,67 => 3
4
5,33 => 6
8
No assentamento, o afastamento entre as placas cerâmicas projetado para as juntas
de assentamento pode ser conseguido de diversas formas, tais como: com uso de
palitos; pequenas cunhas de madeira; espaçadores plásticos deformáveis, que
permanecerão no cruzamento das peças; ou por artifícios criados pelos assentadores
como espaçadores removíveis de arame com bitola igual à largura de junta projetada
(Fig. 46A) em forma de "V", com abertura de cerca de 6 cm e enrolado no vértice
(quatro a cinco voltas) para facilitar o manuseio.
Ou mesmo um arame simplesmente dobrado como o da Fig. 46B, com bitola igual
a largura da junta projetada. Naturalmente, estes dois últimos tipos só serão utilizados
para juntas mais estreitas.
15.1.2 - Juntas estruturais
São as juntas já existentes na estrutura de concreto. Na posição onde estiverem,
devem ser mantidas e com a mesma largura, em todas as camadas que constituem
o revestimento (Fig. 47).
6 cm
Fig. 46A Fig. 46B
Material noxh«i o co»npfe«.Voi
rvVo adortdo ao i liana
Fig. 47
15.1.3 - Juntas de movimentação
Denominadas também de juntas de expansão/contração ou juntas de dessDlidarização.
Devem ser projetadas em pisos e paredes revestidas:
- em todo o perímetro do piso (Fig. 48);
- em todo o encontro de paredes com o forro;
- no encontro do revestimento com pilares e vigas;
- no encontro com outros tipos de revestimentos;
- onde ocorrem mudanças de materiais que compõem a base como, por exemplo, na
mesma posição em que a alvenaria de tijolos maciços encontra a viga de concreto;
- em lajes ou painéis de grandes dimensões, sujeitas à flexão e deformação lenta
do concreto, estas juntas deverão ser posicionadas nas regiões onde ocorremos
maiores momentos positivos e negativos, como indicado na Fig. 49;
- isolando vibrações de máquinas e motores;
- isolando o calor transmitido ao revestimento por caldeiras ou outras fon:es de calor.
Fig. 48
Fig. 49
15.1.3.1 - Posicionamento das juntas
O Tile Council of America (1) recomenda fracionar os revestimentos cerâmicos,
de pisos e paredes, com este tipo de junta nas seguintes distâncias:
- em interiores: de 7,30 m a 11,0 m em cada direção;
- em exteriores: de 3,70 m a 4,9 m em cada direção;
- revestimentos internos expostos à luz solar ou umidade: de 3,70 m a 4,90 m em
cada direção.
Acrescentamos, ainda, que em fachadas, respeitada a condição de deixar juntas
de movimentação quando na base há mudança de materiais, estas juntas sejam
deixadas na posição correspondente ao encontro da alvenaria de ti.olos em geral
ou blocos de concreto com a viga de concreto. Tal distância é da ordem de 2,70 m
para um pé-direito de 2,50 m.
15.1.3.2 - Larguras das juntas
O Tile Council of America (1) recomenda as seguintes larguras para as juntas de
expansão/contração:
- exteriores e para todos os tamanhos de peças: mínimo de 3/8" (9,6 mm) para juntas
distantes de 3,7 m, e mínimo de 1/2" (12,8 mm) para juntas distantes de 4,9 m;
- interiores para peças de tamanho grande: mesma largura das juntas de
assentamento, mas nunca inferiores a 1/4" (6,4 mm);
- interiores para pastilhas ou revestimentos cerâmicos: preferível não ser menor
do que 1/4" (6,4 mm), mas nunca inferior a 1/8" (3,2 mm).
15.1.3.3 - Enchimento das juntas
- Preliminarmente, quando do rejuntamento das juntas de assentamento vedar as
juntas de movimentação com papel, a fim de evitar que entre nelas o material de
enchimento que está sendo utilizado.
- Quando do preenchimento, os lados das peças cerâmicas que definem as
juntas devem estar limpos e secos para que o selante fique bem aderido à
lateral das placas cerâmicas. O uso de prímer deve ser indicado pelo fabricante
do selante flexível.
- No interior da junta e abaixo do selante, deve haver um material flexível e
compressível convenientemente isolado para não aderir ao selante, quando da
aplicação deste.
15.1.4 - Juntas especiais
Em diversos tipos de indústrias e laboratórios, quando o revestimento estiver sujeito
a agentes agressivos, como ácidos, bases, óleos etc, as juntas de assentamento
e as demais devem ter a largura mínima de 7 mm, a fim de facilitar o perfeito
preenchimento com materiais antiácidos apropriados.
15.2 - Q u a n d o e x e c u t a r o r e j u n t a m e n t o
Devido às condições de cura da base ou da argamassa colante, geralmente se
recomenda rejuntar, no mínimo, após 72 horas do assentamento. Assim mesmo,
em pisos, é recomendável que se usem pranchas para não pisar diretamente
sobre as peças.
E isso porque pode haver peças com empeno convexo e, ao serem forçadas em
uma das pontas, podem se soltar pelo efeito "gangorra".
15.3 - M a t e r i a i s p a r a r e j u n t a m e n t o
Podem ser produzidos em obra ou encontrados prontos.
A maioria dos materiais de rejuntamento é à base de cimento Portland. Podem
receber adições de outros produtos para:
- serem mais elásticos;
- repelirem água;
- resistirem a fungos;
- permanecerem brancos (quando o rejunte for branco);
- terem resistência mecânica;
- serem impermeáveis;
- serem coloridos etc.
15.4 - P r o c e s s o d e r e j u n t a m e n t o e f e r r a m e n t a s
15.4.1 - Preliminares
As juntas de assentamento devem ser escovadas e umedecidas com broxa
molhada em água. Isto garantirá a aderência do rejunte à lateral das peças,
vedando efetivamente a junta. Há placas cerâmicas com elevada absorção e,
caso a junta não seja umedecida abundantemente, há migração de água da pasta
de rejuntamento para o corpo da placa cerâmica. Nesse caso, o rejunte apresentar-
se-á friável e pulverulento por falta de água necessária à hidratação do cimento.
15.4.2 - Preparo
Adicionar água até obter uma pasta consistente.
15.4.3 - Aplicação
- A ferramenta que deve ser utilizada é uma desempenadeira com base de borracha
maciça e flexível.
Esta ferramenta vem substituindo o antigo rodo de borracha com vantagem
extraordinária pela perda reduzida do material de rejunte, quando aplicado em
paredes. O rodo dificulta o trabalho do rejuntador, pois a lâmina de borracha
sendo muito fina acaba por dobrar, resultando o arraste do suporte de madeira
sobre o esmalte, o qual ficará sujeito a riscos ou a danos nas partes decoradas.
- Não deve ser utilizada desempenadeira com base de espuma, pois retém-se
pasta de cimento que, ao secar, se transforma em abrasivo para o esmalte.
- Os movimentos da desempenadeira de borracha são cruzados em relação às
juntas, facilitando a penetração da pasta.
- Deixar "puxar" e remover o excesso com pano ou espuma úmida.
- Dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida.
B i b l i o g r a f i a
n )
Tile Council of America Inc. - "Handbook for Ceramic Tile Installation" - 1988.
,2
> USA Standard Specifications for Tile Installed With Dry-Set Portland Cement Mortar • A 108.5.
,3
> Fiorito. A. J. S. I. • Revista "Construção n9
1.974 - dez./85 • Ed. Pini.
<
«
> NBR-13753 - dez./96; NBR-13754 - dez./96 e NBR-13755 - dez./96.
Leia o APÊNDICE I - página 173 "Exemplo de cálculo das juntas e módulo de elasticidade de
material de rejuntamento"
Capítulo 16
O Método Convencional ou Tradicional
16.1 - D e f i n i ç ã o
O método convencional ou tradicional é o processo pelo qual se assentam
revestimentos em pisos ou paredes com utilização de argamassas comuns
relativamente espessas enquanto frescas, sendo a pasta de cimento portland o
material que garantirá a ligação do revestimento à base.
No Capítulo 13 nos detivemos detalhadamente sobre a pasta de cimento à qual
demos a denominação de "adesivo do método convencional".
Neste processo são exploradas as finalidades das argamassas que, na definição
da antiga NBR-7200/82 (1), são a capacidade de endurecimento e aderência.
Acrescentamos que as argamassas comuns têm também como objetivo fundamental
a regularização das superfícies, quer verticais, quer horizontais, definindo os planos
onde serão instalados os revestimentos.
E, para atingir este objetivo, as argamassas têm também a função de camada de
transição, a exemplo do chapisco e das camadas de enchimento, sendo estas
últimas necessárias sempre que a espessura para atingir o plano ideal ultrapassar
20 a 25 mm.
O método convencional é um processo praticamente artesanal que exige intimidade
com os conhecimentos técnicos dos materiais, suas propriedades e desempenhos.
É um processo complexo e de baixa produtividade pois, na maioria dos casos, a
partir do chapisco ou da superfície da laje há a necessidade de executar de uma
só vez e em um só dia todos os procedimentos corretos e necessários até a fase
final de colocação dos revestimentos, incluindo os cortes das peças.
Conforme exposto nos capítulos anteriores, há os seguintes procedimentos a
serem respeitados na execução dos revestimentos pelo método convencional.
16.1.1 - E m paredes e e m fachadas
Inicialmente devem ser projetados todos os tipos de juntas, como descrito no
Capítulo 15.
16.1.1.1 - Chapisco
Molhar razoavelmente toda a superfície do paramento da alvenaria, qualquer que
seja a natureza dos materiais que a constituem.
Preparar argamassa 1:3 de cimento e areia grossa.
Chapar a argamassa do chapisco com energia cobrindo todo o paramento, quando
ainda úmido, com fina camada desta argamassa de cerca de 5 mm (praticamente
o tamanho do agregado).
A intenção é obter uma superfície o mais irregular possível e com ancoragens
mecânicas suficientes para perfeita aderência da camada seguinte.
Aguardar o endurecimento e resistência mecânica do chapisco.
16.1.1.2 - Prumo da superfície
Deve ser aferida e determinada a espessura necessária da argamassa da camada
seguinte à do chapisco.
Caso esta espessura for de até 20 a 25 mm, executa-se a camada de emboço,
como descrita no item 16.1.1.3.
Se maior, há necessidade de uma camada de enchimento também denominada
de regularização.
A espessura de cada camada, qualquer que seja sua função, não deve ultrapassar
20 a 25 mm.
A antiga NBR-7200/82 (1) indicava o traço 1:2:9 de cimento, cal hidratada e areia
média úmida.
Tal argamassa deve ser chapada com energia sobre o chapisco e, depois,
sarrafeada, deixando um acabamento áspero para receber uma pasta de cimento
e o emboço.
Aguardar, no mínimo, sete dias para a cura, lembrando que é este o prazo para
ocorrer de 60% a 80% da retração da argamassa (ver Capítulo 6). Caso
executarmos a próxima camada antes deste prazo, eqüivaleria a executarmos as
duas camadas simultaneamente, o que implicaria espessura maior do que a
recomendada e conseqüente efeito indesejável de sua retração.
Se houver várias camadas de enchimento, cada uma delas deverá ter a espessura
de 20 a 25 mm, idade mínima de sete dias, e a emenda será sempre feita com
pasta de cimento, como descrito no item 16.1.1.4.
Sempre que, por motivos construtivos, a espessura da argamassa exceder 25 a 35
mm, há a necessidade de se utilizar tela metálica soldada de malha de 5 x 5 cm e
fio 16 BWG (aproximadamente 1,6 mm) chumbada na estrutura-suporte em quatro
pontos por metro quadrado e, nos cantos, em três pontos por metro linear.
16.1.1.3 - Emboço
Caso faltar apenas 20 a 25 mm para atingir o plano ideal, então a camada de
argamassa é denominada de "emboço".
O traço será 1:2:9 como anteriormente ou conforme o Tile Council (2) 1:0,5:5 ou
1:1:7 de cimento, cal hidratada e areia média úmida.
Chapar a argamassa com energia sobre a superfície da camada de regularização
anterior.
Sarrafear e desempenar.
Sobre o emboço ainda fresco aplicar a camada de pasta de cimento descrita
a seguir.
16.1.1.4 - Pasta de cimento
Preparar pasta de cimento. A adição de água é de cerca de 30% em relação ao
peso de cimento.
Teores maiores de água resultam no que denominamos "natas", com resistência
reduzida (ver também Capítulo 13, item 13.2).
Aplicar a pasta de cimento sobre a superfície do emboço ainda fresco com auxílio
de desempenadeira metálica lisa formando uma camada cerca de 1 mm.
Para obter esta espessura foi avaliado em 1,5 kg o consumo de pó de cimento por
metro quadrado.
16.1.1.5 - Revestimento
As placas cerâmicas devem ser imersas em água limpa, mas não devem estar
saturadas quando do assentamento.
O tempo de imersão depende do "grupo de absorção" a que pertence o revestimento.
Retirar a água em excesso do tardoz da peça e assentá-la sobre a pasta de cimento.
Bater o maior número de vezes, nivelar, aprumar, posicionando definitivamente
cada peça.
16.1.1.6 - Rejuntamento
Proceder como descrito no Capítulo 15 e nos Procedimentos "9" e "15" do final
deste Manual.
16.1.2 - E m pisos
Inicialmente, projetar todos os tipos de juntas conforme descrito no Capítulo 15.
16.1.2.1 - Superfície da laje ou do lastro de concreto
Normalmente, nestas superfícies, há excesso de poeira originada pelo trânsito
de operários e movimentação de materiais que, por atrito, desmancham a camada
superficial friável do concreto. Essa camada é resultante da exudação de água na
fase de concretagem, causada pela vibração ou adensamento do concreto.
Esta poeira e demais resíduos devem ser removidos.
16.1.2.2 - Pasta de cimento
A superfície da laje ou do lastro deve ser umedecida e receber cimento em pó,
formando uma pasta de cimento, com relação água/cimento da ordem de 0,30
(ver item 16.1.1.4 e Capítulo 13, item 13.2).
Esta camada garantirá a ligação da camada seguinte de argamassa.
Tal ligação inibirá parcialmente a retração da argamassa (ver Capítulo 9) e reduzirá
o risco de flambagem do revestimento.
16.1.2.3 - Nivelamento da superfície
Deve ser aferida e determinada a espessura necessária da argamassa da camada
sobre a laje.
Caso esta espessura for de até 20 a 25 mm, executa-se a camada de ''contrapiso"
descrita no item 16.1.2.4. Se maior, há a necessidade de uma camada de enchimento
ou de regularização.
A espessura de cada camada de argamassa, qualquer que seja sua função, não
deve ultrapassar 20 a 25mm.
O Tile Council (2) prescreve o traço 1:6 de cimento e areia média úmida em
interiores, exteriores, pisos térreos e pisos sobre lajes.
Acrescentamos que, sobre lajes interiores, podem ser utilizados os traços 1:0,5:5
e 1:1:7 de cimento, cal hidratada e areia média úmida, pela sua melhor
trabalhabilidade.
A argamassa é estendida sobre a pasta de cimento (item anterior) e sarrafeada,
dando acabamento áspero, para melhor aderência da camada seguinte.
Aguardar, no mínimo, sete dias para cura, lembrando que é este o prazo para
ocorrer 60% a 80% da retração da argamassa (ver Capítulo 6).
Executar a próxima camada, antes deste prazo, eqüivaleria a executarmos as
duas camadas simultaneamente, o que implicaria espessura maior do que a
recomendada e conseqüente efeito indesejável de sua retração.
Se houver várias camadas de enchimento, cada uma delas deve ter 20 a 25 mm
de espessura, idade mínima de sete dias antes da execução da camada seguinte,
e a emenda será sempre feita com pasta de cimento (ver item 16.1.1.4).
16.1.2.4 - Contrapiso
Caso falte apenas 20 a 25 mm para atingir o nível ideal, esta última camada de
argamassa é denominada "contrapiso".
Os traços são os mesmos adotados para as camadas anteriores ce enchimento
(ver item 16.1.2.3)
A argamassa é estendida sobre a pasta de cimento fresca, sarrafeada e
desempenada.
16.1.2.5 - Contrapiso com tela metálica
Como alternativa dos itens anteriores, caso seja impossível a ligação da camada
de argamassa com a laje de concreto, devido a uma situação peculiar, como em
lajes de cobertura onde há camada de impermeabilização e de isolação térmica,
a camada do contrapiso deverá ser provida de tela metálica soldada com malha
de 2 x 2" ( 5 x 5 cm) e fio bitola 16 BWG (1,65 mm) colocada na metade da
espessura da camada de argamassa, com a finalidade de conter a retração da
argamassa e dar resistência ao revestimento.
16.1.2.6 - Pasta de cimento
Sobre a superfície do contrapiso ainda fresco espargir cimento em pó, deixando-
o cair entre os dedos e a pouca altura da superfície. Este cimento deve hidratar-
se com a água da própria argamassa do contrapiso, formando uma pasta de
cimento com relação água/cimento da ordem de 0,30 em peso.
Teores maiores de água resultam no que é denominado de "nata" de cimento,
com resistência reduzida (ver Capítulo 13, item 13.2).
Com auxílio de colher de pedreiro, procurar hidratar o pó e formar uma camada
de pasta de cimento.
Não respingar mais água nesta operação, sob pena de transformarmos a pasta
de cimento em nata aguada e sem resistência à aderência do revestimento.
A espessura da camada de pasta deve ser da ordem de 1 mm, o que leva a um
consumo aproximado de 1,5 kg de cimento em pó por metro quadrado.
16.1.2.7 - Revestimento
As peças cerâmicas devem ser imersas em água, mas não devem estar saturadas
de água, quando do assentamento.
O tempo de imersão depende do "grupo de absorção" a que pertence o
revestimento.
Retirar a água em excesso do tardoz das peças e assentá-las sobre a pasta de
cimento ainda fresca.
Bater o maior número possível de vezes, nivelar e posicionar a peça no local
definitivo.
16.1.2.8 - Rejuntamento
Proceder como descrito no Capítulo 15.
B i b l i o g r a f i a
(1)
NBR-7200 - fev./1982 - ABNT - "Revestimento de paredes e tetos com argamassas. Materiais,
preparo, aplicação e manutenção".
(21
Tile Council of America Inc. - "Handbook for Ceramic Tile Installation" - 1995 e Norma ANSI-A108.1.
Capítulo 17
Patologias do Método Convencional
17.1 - A s p e c t o s g e r a i s
Quando, em 1964, iniciamos a pesquisa sobre descolamento de revestimentos
cerâmicos, envolvendo argamassas, revestimentos e mão-de-obra, tivemos a
oportunidade de examinar inúmeras obras onde aconteceram descolamentos e
diversas obras em fase de assentamento.
Houve descolamentos ocorridos após um ou dois anos e, até mesmo, quatro
anos após o assentamento, caracterizando o efeito da dilatação higroscópica
(expansão por umidade) que se processa lentamente.
Também houve descolamentos ocorridos de 15 a 30 dias após o assentamento,
colocando em evidência o efeito da retração das argamassas ricas e espessas.
Em todos os casos, havia falhas nos procedimentos de execução associadas aos
motivos acima.
A seguir, relacionamos uma série de possibilidades de falhas construtivas ou não
a que estão expostos os revestimentos quando assentados pelo método
convencional e quando as propriedades dos materiais não são bem conhecidas,
como seria desejável.
Apesar de a utilização da argamassa colante, hoje, ser feita em escala razoável,
muitos revestimentos são assentados pelo método convencional, notadamente
em pisos.
Por outro lado, gostaríamos de lembrar que há inúmeros exemplos de revestimentos
assentados com argamassas comuns e pasta de cimento que sãc testemunhas
apreciáveis de que, se usarmos a técnica correta, é possível conseguir revestimentos
estáveis e com longa jornada em serviço.
17.2 - Falhas construtivas no Método Convencional
17.2.1 - Juntas de assentamento
Notamos que, normalmente, não existe previsão para juntas, qualquer que seja
seu tipo (ver Capítulo 15).
A decisão é deixada por ocasião do assentamento, com o substrato pronto para
receber as peças.
Comumente as peças são encostadas umas às outras, sem juntas de assentamento.
Quando são deixadas, sua largura é sempre a mínima possível, sem levar em
conta as dimensões da peça cerâmica e as deformações a que está sujeito o
revestimento.
Muitas vezes, a ausência de juntas de assentamento é justificada pela intenção
de se obter um revestimento com aspecto monolítico, apesar de ser estranho
tentar esse aspecto com peças que necessariamente estão associadas às juntas.
As juntas de assentamento entre nós contrastam com aquelas utilizadas na Europa
e nos Estados Unidos, que são mais largas e bem-dimensionadas.
17.2.2 - Juntas de movimentação
Há um verdadeiro trauma quando se fala em juntas de movimentação.
Arrisca-se, com grande freqüência, a estabilidade do revestimento em troca de
evitar a execução dessas juntas ou pelo trabalho e custo adicional, ou sob a
alegação de que tais juntas não são estéticas.
Isto é constatado facilmente quando se observam, especialmente, as fachadas
revestidas. Em sua quase totalidade, não há juntas de movimentação.
Se forem mais largas do que as juntas de assentamento, cabe ao arquiteto dar a
solução estética que se procura.
17.2.3 - Juntas estruturais
Já tivemos oportunidade de constatar que não foram respeitadas, para não
interromper o revestimento do piso.
Como resultado, houve destruição do revestimento em toda a região destas juntas.
17.2.4 - Ligação c o m a laje
No Capítulo 9, a comparação entre os gráficos das Tigs. 16 e 10 mostram clara-
mente que as tensões nos revestimentos são cerca de quatro vezes maiores se
não cuidarmos de vincular a argamassa à laje.
A remoção da poeira e a emenda com a pasta de cimento a que nós nos referimos
no Capítulo 16, item 16.1.2.1, raramente são executadas com rigor.
17.2.5 - Espessura das camadas de argamassa
A espessura máxima de 20 a 25 mm para as camadas de argamassa não é respeitada.
Chegamos a constatar espessura de 9 cm executada de uma só vez, em piso,
sob a alegação de ter sido necessária para dar caimento ao piso.
Em fachadas, dada a repetitividade de operações para subida e descida do
balancim, a aplicação de argamassa para chegar ao prumo ideal é feita,
geralmente, de uma só vez e com espessuras inaceitáveis.
As tensões que atuam nas argamassas não são suportadas, havendo seu
descolamento (ver Capítulos 8 e 9).
17.2.6 - Traço das argamassas
Na pesquisa realizada em obras constatamos que, em geral, o traço das
argamassas destinadas aos revestimentos cerâmicos é aleatório.
O maior problema é o uso de argamassas ricas e espessas, gerando tensões
exageradas (ver gráficos das Figs. 16 e 18 do Capítulo 9).
17.2.7 - Imersão e m água
Não há um procedimento uniforme. Alguns oficiais dizem não ser necessário,
pois trabalham com argamassa "mais molhada". Outros saturam completamente
as peças, deixando-as imersas em água de véspera.
Neste caso, alguns secam o tardoz, deixando escorrer o excesso de água, e
outros aplicam a peça como vem quando retirada da água.
Todos estes procedimentos alteram drasticamente a relação água/cimento da
pasta de cimento, que é o meio pelo qual o revestimento é ligado ao substrato
(ver Capítulo 13).
Acrescentamos que, quando imersas em água, as peças cerâmicas não devem
estar saturadas de água, permitindo-as que tenham ainda algum poder de sucção,
quando colocadas sobre a pasta, de maneira a criar ancoragens mecânicas na
ligação peça/pasta (ver Capítulo 13, item 13.2.1).
17.2.8 - Pasta de cimento
Este é o adesivo do método convencional, e sua importância foi objeto de todo o
Capítulo 13.
Em obras constatamos que:
- o pó de cimento é arremessado à distância e com a palma da mão, formando
sobre o contrapiso camadas irregulares quanto à sua espessura. Isso quer dizer
que o cimento hidratar-se-á em maior ou menor proporção, conforme sua quantidade
sobre a argamassa;
- o oficial assentador usa broxa molhada para tentar umedecer as regiões não-
hidratadas de cimento, atingindo as regiões já hidratadas e transformando a pasta
em "aguada de cimento", sem resistência;
- não é utilizada a colher de pedreiro para auxiliar na formação da camada de pasta;
- as peças são colocadas sobre essa camada irregular de "pasta", "nata" e "aguada
de cimento" que simultaneamente se formaram sobre o contrapiso. Sob ação de
tensões, há descolamentos do revestimento em regiões aleatórias.
17.2.9 - Expansão por umidade
Dedicamos o Capítulo 11 à dilatação higroscópica ou "moisture expansion". As Normas
de Revestimentos Cerâmicos utilizam a nomenclatura "expansão por umidade".
Trata-se de uma propriedade dos materiais cerâmicos que tendem a inchar-se,
em maior ou menor grau, com o decorrer do tempo.
Essa expansão associada à ausência de juntas adequadas (ver Capítulo 15)
resultará fatalmente no descolamento do revestimento por flambagem, ou em
gretamento e fissuras do esmalte.
Acreditamos que as indústrias cerâmicas, tendo em vista as novas especificações
de revestimentos cerâmicos, deverão informar aos consumidores o valor da
"expansão por umidade" de seus produtos. Isso facilitará a tomada de decisões
quanto à largura das juntas de assentamento por parte dos construtores.
A utilização de argamassas rígidas, para fixar revestimentos cerâmicos, por um
lado, é adequada, se levarmos em consideração que ela inibirá em parte a
expansão das peças e diminuirá o risco de descolamento por flambagem. Mas,
por outro lado, as peças impedidas de se expandir entram em compressão. Caso
essa compressão atinja valores elevados, poderá causar trincas no esmalte e
conseqüente deterioração do revestimento.
A utilização de argamassas elásticas não impedirá a expansão das peças, mas
exigirá que se usem juntas de assentamento mais largas adequadamente
dimensionadas para absorver tal expansão. Nesse caso, as juntas de movimentação
serão absolutamente indispensáveis.
17.2.10 - Eflorescência
É originada pela presença de umidade no substrato.
A falha acontece devido à falta de drenagem e à falta de impermeabilização correta
sob o revestimento.
Recomendamos ler o Capítulo 14, onde o assunto foi detalhadamente explicado.
17.2.11 - Outras patologias
Há outras falhas construtivas não originadas propriamente no processo de
assentamento. No Capítulo 12, citamos algumas.
17.2.12 - Ácido muriático
A utilização de ácido muriático (clorídrico) deve ser feita, cuidadosamente, com
soluções relativamente fracas e posterior neutralização do ácido acompanhada de
lavagens com água em abundância(1)
.
Tivemos oportunidade de presenciar, em serviço já em andamento, a utilização de
ácido muriático sem estar diluído em água, o qual vinha formando uma espuma
intensa pelo ataque do ácido ao cimento e à argamassa do rejuntamento. Para
completar o quadro, foi feito o uso de espátulas metálicas para remover resíduos
de argamassa e pasta de cimento aderidos sobre as peças. Se de j m lado estes
resíduos foram removidos, por outro houve destruição parcial do rejuntamento, e o
revestimento ganhou manchas amareladas e marrom, de oxido de ferro.
B i b l i o g r a f i a
(,)
Fiorito. A. J. S. I. - "Limpeza final com ácido" - TCPO 8 - pág. 794 - Ed. Pini - 1986.
Capítulo 18
O Método de Colagem
com argamassas colantes
18.1 - C o l a r r e v e s t i m e n t o s - H i s t ó r i c o
A complexidade de tarefas em um só dia do método convencional, a demanda inesperada
de revestimentos cerâmicos no início da década de 60 e a carência de mão-de-obra
treinada, na época, resultaram em pesquisas e na procura de uma solução racional.
Treinar adequadamente e a curtíssimo prazo um grande contingente de assentadores
e continuar com o método convencional não seria uma boa solução, oois, como já
dissemos, o método convencional é por si só de baixa produtividade, tornando impossível
o escoamento do quanto vinha sendo produzido em revestimentos cerâmicos.
E tal fato estaria agravado nos dias de hoje, se lembrarmos que a produção anual
nos anos 60 era aproximadamente o que se produz hoje em um mès, para uma
população que não chegou a triplicar.
Portanto, minimizar problemas de assentamento e facilitar o aprerdizado eram
tarefas absolutamente imprescindíveis.
A solução que se apresentou foi a de colar revestimentos cerâmicos è semelhança
do que já era feito com pisos vinílicos que vinham conquistando boa fatia no
mercado de revestimentos.
Colar revestimentos significa dividir racionalmente os serviços de assentamento
em duas fases distintas, independentes uma da outra, a saber:
1ê
- Preparação do emboço aprumado ou contrapiso nivelado (ou com caimentos),
conforme a posição do revestimento.
Tal serviço pode ser intercalado no cronograma da obra, de modo a aproveitar
inteiramente a mão de obra disponível.
São serviços de alta produtividade e com aproveitamento de toda a jornada de
trabalho, sem mudança de atividade, como exige o método convencional (preparo
do substrato e assentamento).
Podem ser interrompidos em qualquer posição que se encontram no fim da jornada
de trabalho.
2- - Em uma fase posterior, é apenas feita a colagem do revestimento, também
durante toda a jornada de trabalho.
Pode ser interrompido em qualquer posição que se encontra no fim da jornada de
trabalho, sem prejuízo do resultado final.
É, também, um serviço de alta produtividade.
Restava procurar a "cola" adequada para cerâmicas.
Na época foram experimentados os produtos disponíveis, mas destinados a outros
fins como a resina epóxi, de alto desempenho; emulsões asfálticas e adesivos à
base de borracha sintética.
Os trabalhos experimentais de campo e os custos mostraram a inviabilidade
comercial daqueles produtos para colagem dos revestimentos cerâmicos.
Estabeleceram-se parâmetros para o produto ideal, os quais são enumerados a
seguir:
1 - Ser parecido com uma argamassa comum, na cor e aspecto. E, portanto, base
de cimento Portland.
2 - Conter todos os componentes dosados gravimetricamente, evitando erros de
composição na obra.
3 - O solvente deveria ser água, facilitando o preparo e limpeza das peças, mãos
e ferramentas.
4 - Criar condições para cura adequada do cimento, para que o mesmo atingisse
resistência de aderência ótima.
5 - Não ser inflamável.
6 - Não ser tóxico.
7 - Ser utilizado em pequenas espessuras (1 a 4 mm), tornando desprezíveis as
tensões de retração sobre os revestimentos.
8 - Permitir acerto de irregularidades da superfície da base, ou seja, apresentar-
se como uma massa consistente quando em uso.
9 - Aderir sobre qualquer superfície, mesmo relativamente lisa, como as superfícies
de concreto.
10 - Ter tempo em aberto o maior possível para permitir o ajuste das peças
eventualmente desalinhadas ou desaprumadas.
11 - Ter plasticidade elevada de modo a permitir sua aplicação com espátula
denteada, formando altos e baixos para facilitar o posicionamento final das peças.
12 - Resistir a ciclos de umidade, secagem e calor, sem se deteriorar, pois estes
são os ciclos a que estão submetidos os revestimentos cerâmicos.
13 - Dispensar o uso de "primers", a não ser a própria água.
14 - Ser utilizado por qualquer pessoa com boas noções de prumo e nível.
15 - Proporcionar grande velocidade de aplicação de placas cerâmicas, para
diminuir os custos de mão-de-obra e reduzir os prazos de execução.
16 - Ter preço relativamente baixo.
Todas estas características foram encontradas no "dry-set mortaf que já estava
com seu uso consagrado nos Estados Unidos e em franca expansão na Europa.
18.2 - A r g a m a s s a c o l a n t e
A argamassa colante é definida como uma mistura constituída de aglomerantes
hidráulicos, agregados minerais e aditivos que possibilitam, quando preparada
em obra com adição exclusiva de água, a formação de uma massa viscosa, plástica
e aderente, empregada no assentamento de peças cerâmicas para revestimentos
ou pedras de revestimento.
A argamassa colante é aplicada em camada relativamente fina comparada com
as espessuras das argamassas comuns.
Sua aplicação só é possível com utilização de desempenadeiras denteadas.
18.3 - D e s e m p e n a d e i r a s d e n t e a d a s
18.3.1 - Desempenadeiras 6 x 6 x 6 m m
O primeiro e único tipo de desempenadeira utilizado quando da entrada das
argamassas colantes no mercado é constituído por uma chapa de aço n9
26
(cerca de 0,5 mm de espessura) e com dimensões de 4 1/8" (cerca de 10,5 cm)
por 11" (cerca de 28 cm) munida de um cabo preso no centro da chapa, para
facilitar sua utilização.
Em dois lados adjacentes da desempenadeira, há aberturas quadradas de 6 x 6 mm
espaçadas a cada 6 mm (Fig. 50).
y / / / / / / / / / / / / / Á
/ / / / / / /
Fig. 50
/ / / / / / / / / / / / / / Á
y / / / / / / / / / / A
6 mm 6 mm
4-
/ / / / / / / / /
v / / / / / / / / / / /
Diversos outros tipos de formato foram experimentados, como os de aberturas
triangulares e trapezoidais, variando a espessura da chapa, o que resultou em
excesso ou falta de pasta de argamassa colante.
Quanto à espessura da chapa de aço, foi sendo reduzida até chegar aos ideais
0,5 mm, pois sendo a argamassa colante muito viscosa, adere lateralmente à
parede dos dentes (espessura da chapa), provocando um arrastamento do cordão
de argamassa colante, diminuindo sua altura até cerca de 3 mm, insuficientes
para impregnar o tardoz das placas cerâmicas.
As aberturas dos dentes das desempenadeiras são em função, também, do
tamanho das placas cerâmicas.
Desempenadeiras com dentes 6 x 6 x 6 mm mostraram-se adequadas para peças
com área de até 400 cm2
e com aplicação da argamassa colante apenas sobre a
superfície do contrapiso ou apenas sobre o emboço, conforme o caso.
18.3.2 - Desempenadeiras 8 x 8 x 8 m m
Possuem aberturas de 8 x 8 mm espaçadas de 8 mm (Fig. 51).
/ / / / / / /
8 mm
/ / / / / / / / / / / / / / A
' / / / / / / / / / / /
8 mm
/ / / / / / / / / .
Fig. 51
Após testes, mostraram-se adequadas para peças cerâmicas com área com-
preendida entre 400 cm2
e 900 cm2
e com aplicação da argamassa colante apenas
sobre a superfície do emboço ou sobre a do contrapiso.
Para peças com área superior a 900 cm2
, a argamassa colante deve ser espalhada
e penteada tanto sobre o emboço, ou sobre o contrapiso, como no tardoz das
peças.
18.3.3 - Desempenadeira c o m aberturas semicirculares
São aquelas cujas aberturas têm diâmetro de 20 mm, espaçadas de 3 mm (Fig. 52).
20 mm 3 20 mm
Fig. 52
Após testes, mostraram-se adequadas para peças cerâmicas com área superior
a 900 cm2
, somente para pisos, espalhando e penteando a argamassa colante
apenas sobre a superfície do contrapiso.
N o t a : Os testes a que nos referimos nos itens 18.3.2 e 18.3.3 foram realizados pDr integrantes da
Comissão de Estudos da ABNT CB-02:102.46. coordenada pelo autor deste livro, em abril/1994,
na Escola Senai "Orlando Laviero Ferraiuolo" - Tatuapé - São Paulo. Resultaram em
desempenadeiras padronizadas.
18.3.4 - D e s e m p e n a d e i r a s p a d r o n i z a d a s
As Normas da ABNT: NBR 13.753; NBR 13.754 e NBR 13.755 padronizam as
desempenadeiras em função do tamanho das placas cerâmicas e do local da
aplicação do revestimento.
A intenção será sempre a de garantir uma impregnação total do tardoz, ficando
as placas cerâmicas ou de outros materiais presas à argamassa colante, sem os
vazios ou falhas causados pelo empenamento das peças, ou desvios de prumo
ou de nível das superfícies do emboço e do contrapiso.
18.3.5 - Espessura final da c a m a d a de argamassa colante
A argamassa colante é estendida sobre as superfícies (emboço ou contrapiso) e
depois é penteada com a desempenadeira adequada às peças do revestimento.
Formam-se cordões de pasta de argamassa colante.
A altura destes cordões depende do ângulo agudo formado pela desempenadeira
e o plano do emboço ou do contrapiso e da velocidade de arraste. Este ângulo
deve ser de cerca de 60° ou maior.
A partir do formato das aberturas entre os dentes, calcula-se a altura dos cordões
e a espessura final da camada uniforme de argamassa colante sob as peças,
para impregnação total.
É importante notar que os cálculos a seguir e os valores encontrados para as
espessuras da pasta são teóricos. Na prática, as espessuras para o ângulo de 60°
são bem inferiores devido à coesão da pasta e à sua adesão à desempenadeira,
chegando, por exemplo, a cerca de 1,8 mm para a desempenadeira 6 x 6 x 6 mm.
18.3.5.1 - Desempenadeira 6 x 6 x 6 mm
6 nvn
Fig. 53
Teoricamente:
h6 = 6 mm x sen 60 = 5 mm = altura dos cordões
e6 = 2,5 mm = espessura da camada de argamassa colante
18.3.5.2 - Desempenadeira 8 x 8 x 8 mm
. éo'
h
a
8 mm
PEÇA CERÂMICA
e
s 13.5 mm
Fig. 54
h8 = 8 sen 60 s 7 mm = altura dos dentes
e8 = 3,5 mm = espessura da camada de argamassa colante
18.3.5.3 - Desempenadeira com aberturas semicirculares
-  'áo'A h
/[ '.. >
20 mm 13 20
14-
v>
• t
1 0
23 mm
Fig. 55
h =10 sen 60 = 8,66 mm = semi-eixo da elipse
área de 1/2 elipse =
n a b 7TX20x17,32
8 8
23 mm x e = 136 mm2
resulta e = 6 mm
A Tabela 6 reúne todos os valores citados.
Tabela 6
= 136 mm'
Desempe- Aplicação Área Argamassa Ângulo de 60°
nadeiras em da peça no valores teóricos*
cordões camada
mm "h" mm final "e" mm
6 x 6 x 6 pisos e < 400 emboço 5 2,5
paredes contrapiso
8 x 8 x 8 pisos e >400 emboço 7 3,5
paredes < 900 contrapiso
8 x 8 x 8 pisos e > 900 tardoz 7 6
paredes emboço
contrapiso
D = 20 Pisos >900 contrapiso 8,7 6
p = 3
* Na realidade, os valores são inferiores devido à adesão da pasta à lateral dcs dentes das
desempenadeiras. e à coesão da pasta.
18.3.5.4 - Retração da argamassa colante
A argamassa colante também retrai na secagem, introduzindo tensões nos
revestimentos. Sendo sua espessura reduzida, tais tensões são também reduzidas.
Todavia, convém não utilizá-la em espessuras superiores a 6 mm, sob pena de
voltarmos à problemática da retração das argamassas espessas e ricas utilizadas
no método convencional.
Reportando-nos ao gráfico da Fig. 18, Capítulo 9, e entrando com a espessura de
6 mm, notamos que a tensão de compressão no revestimento originada pela
retração da argamassa, e para esta espessura, é da ordem de 5 kgf/cm2
.
Por outro lado, espessuras maiores do que 6 mm dificultam a colocação das
peças, além de elevarem os custos, dado o maior consumo de argamassa colante.
1 8 . 4 - 0 M é t o d o d e C o l a g e m
Como dissemos, é constituído por duas fases bem distintas:
1a
) Preparo das bases.
2-) Colagem das peças.
18.4.1 - Preparo das bases
18.4.1.1 - Paredes - Emboço
Da superfície nua da alvenaria ou concreto até o nível superior do emboço os
procedimentos são idênticos aos descritos para o método convencional, no
Capítulo 16, ou seja:
-Chapisco - ver item 16.1.1.1.
-Prumo da superfície - ver item 16.1.1.2.
- Emboço - ver item 16.1.1.3.
Preparado o emboço, aguardar sua cura no mínimo por sete dias, lembrando
que, nesta idade, a argamassa do emboço já retraiu cerca de 60% a 80% de seu
valor final.
Este prazo poderá ser reduzido para poucas horas no futuro, quando forem
implantados aditivos que venham a inibir a retração das argamassas.
18.4.1.2 - Pisos - Contrapiso
Da superfície nua da laje ou lastro de concreto e até o nível superior do contrapiso os
procedimentos são idênticos aos descritos no método convencional, ro Capítulo 16.
- Superfície da laje ou lastro de concreto - ver item 16.1.2.1.
- Pasta de cimento - ver item 16.1.2.2.
- Nivelamento da superfície - ver item 16.1.2.3.
-Contrapiso - ver itens 16.1.2.4 e 16.1.2.5.
Preparado o contrapiso, aguardar sua cura no mínimo por sete dias, lembrando
que, nesta idade, a argamassa do contrapiso já retraiu cerca de 60% a 80% de
seu valor final.
Este prazo poderá ser reduzido para algumas horas no futuro, quando forem im-
plantados aditivos que venham a inibir a retração das argamassas.
18.4.2 - Colagem dos revestimentos
18.4.2.1 - Projeto das juntas
Inicialmente, devem ser projetados todos os tipos de juntas, como descrito no
Capítulo 15.
18.4.2.2 - Cuidados preliminares
Os antigos mestres sempre afirmavam que "a água é a cola dc pedreiro".
Acrescentamos, "desde que seja usada parcimoniosamente".
Com argamassa colante não é necessário umedecer o emboço ou contrapiso. É
suficiente uma limpeza para remoção do pó e outros resíduos qje possam
prejudicar a aderência. E, o auxílio moderado de água ajudará nesta limpeza.
Todavia, há situações como sol direto; dias quentes; e/ou correntes de ar que
exigem o umedecimento das superfícies do emboço, a fim de não haver secagem
prematura da argamassa colante, mesmo sendo esta de boa qualidade.
V
Fig. 56
18.4.2.3 - Área de espalhamento
Há duas características das argamassas colantes que devem ser observadas:
1e
) formação de película;
2§
) tempo em aberto.
1^) Formação de película
Quando espalhada e penteada (dependendo das condições ambientes mais
agressivas ou menos agressivas) na superfície dos cordões forma-se em menor
ou maior tempo uma película que impedirá a aderência da peça à pasta de
argamassa, quando a peça é simplesmente colocada sobre os cordões.
Neste caso, ainda é possível aproveitar a argamassa colante se a peça for colocada
alguns centímetros fora de posição, arrastada e percutida por pouca intensidade,
mas com grande freqüência. A película tende a romper-se e a argamassa colante
aderirá ao tardoz das peças.
Percutir com impactos leves, mas com grande freqüência explora a propriedade
de tixotropia que têm as argamassas colantes, ou seja, têm sua viscosidade
diminuída sob intensa agitação. Isto facilitará a acomodação da peça em sua
posição final e garantirá a aderência total com o tardoz (Fig. 56).
Hoje já estão sendo usados vibradores portáteis que, aplicados sobre a superfície de
cada peça, à medida que é assentada, causam a ruptura da película eventualmente
formada e garantem a impregnação do tardoz da peça pela pasta de argatiassa colante.
A verificação da formação da película pode ser feita praticamente com um toque
com a ponta do dedo, o qual deverá ficar impregnado de pasta.
Caso não fique impregnado, significa que ou só a película foi fornada e, neste
caso, a argamassa ainda está fresca no interior dos cordões, ou além da película
o tempo em aberto, adiante descrito, foi ultrapassado. Neste último caso, não há
aproveitamento da argamassa colante, a qual deverá ser retirada e desprezada.
2~) Tempo em aberto
É o tempo decorrido desde a operação de pentear até o instante que ainda é
possível assentar e fazer aderir uma placa cerâmica.
Vencido este período, a argamassa não tem mais aproveitamento.
Portanto, a área de espalhamento da pasta sobre um emboco ou um contrapiso
depende das condições ambientes e da prática do oficial assentador em imprimir
maior ou menor velocidade aos serviços de assentamento. Normalmente a área
de espalhamento poderá ser de 1 m2
.
A operação de espalhamento consiste em estender a argamassa em camada lisa
com o lado sem dentes da desempenadeira e, depois, pentear com ângulo cerca
de 60 graus, formando cordões.
18.4.2.4 - Água de amassamento
É outra característica que deve ser determinada em laboratório, para cada produto.
Tal valor gira em torno de 18% a 20% de água em relação à massa de argamassa
colante em pó, e para os produtos nacionais.
Na prática, apesar de os fabricantes indicarem nas embalagens uma proporção
correta em litros de água por quilo de pó, em obra não há a preocupação de se
fazer medidas, resultando em pastas mais fluidas ou mais consistentes, conforme
critério pessoal do oficial assentador.
Todavia, em obra, a tendência é utilizar pastas com quantidade de água pouco
maior do que aquela indicada pelo fabricante. Dessa forma, intuitivamente, o oficial
assentador compensa de certa maneira as perdas de água devidas às condições
ambientais (calor e ventilação) e às elevadas absorções de água quer da base
(emboço ou contrapiso), quer das placas cerâmicas.
É de se notar que a pasta de argamassa colante mostra-se adequada para uso
quando sua densidade é cerca de 1,8.
Quanto às perdas de água em obra, às quais nos referimos acima, é necessário
seguir as prescrições das Normas Brasileiras de Procedimentos de execução de
revestimentos (1), nas quais estão previstas condições de necessidade de umedecer
quer as placas cerâmicas, quer a base sobre a qual serão assentadas, em função
das condições ambientais.
A medida da consistência pelo "flow table" (mesa cadente) utilizada em ensaios
de concreto apresenta duas dificuldades:
19
) Dificuldade em encher e compactar a pasta de argamassa colanie na forma
tronco cônica, dada a aderência da pasta às paredes da forma, e dada a alteração
da viscosidade pelos impactos com o soquete, tornando a argamassa mais fluida.
Assim, havendo variação da viscosidade durante o ensaio, teremos problemas
de repetitividade e reprodutibilidade dos ensaios.
2-) As 30 quedas em 30 segundos novamente alteram a viscosidade diminuindo-
a, dada a propriedade tixotrópica das argamassas colantes.
De um modo prático, lembramos que a proporção de água nas argamassas colantes é
tal que, se colocamos pouca água, não será possível pentear a argamassa. Se a água
estiver em excesso, igualmente não será possível pentear, pois os cordões fluem.
Entre uma situação e outra a variação na proporção de água é pequena, e o
oficial assentador mesmo sem medir consegue chegar no "ponto" adequado.
Para peças grandes (massa maior), a argamassa é ligeiramente mais consistente,
evitando seu escorregamento sobre a argamassa.
Para peças pequenas a argamassa é utilizada com menor consistência.
18.4.2.5 - Revestimento cerâmico
No preparo do mesmo deve ser retirado do tardoz todo o pó mineral utilizado
em sua fabricação (engobe), pois é evidente o grande prejuízo na aderência
que ele causará.
As peças são assentadas sobre os cordões alguns centímetros fora de posição,
podendo ou não ter cordões de argamassa em seu tardoz (ver item 18.3 e Tabela
6), dependendo de suas dimensões.
Em seguida, há arrastamento da peça (Fig. 56) e impactos leves e de grande
freqüência, em sua superfície. Ou, utilizando um vibrador manual aplicado sobre
a superfície da peça cerâmica. Ou, ainda, um martelo de borracha.
Quanto à impregnação do tardoz, as Normas Brasileiras de Procedimentos de
execução (1) prescrevem, para qualquer dimensão das peças cerâmicas, 100%
de impregnação para revestimentos em pisos internos ou externos, paredes e
fachadas ou em qualquer outra situação, como os revestimentos de piscinas,
câmaras frigoríficas, saunas, garagens e rampas.
18.4.2.6 - Rejuntamento
Proceder como descrito no Capítulo 15.
18.5 - A r g a m a s s a s e l á s t i c a s
Existem no mercado argamassas colantes adjetivadas como "flexíveis".
Em diversos pontos deste livro, referimo-nos a argamassas de assentamento
"extremamente plásticas".
Assim, no Capítulo 11 e no final do item 11.1, quando tratamos da 'expansão por
umidade" dos revestimentos cerâmicos, consideramos a hipótese extrema de que,
se o revestimento fosse assentado com argamassas extremamente plásticas a
tal ponto de permitirem a livre "expansão por umidade" do material cerâmico, o
material do rejuntamento estaria sujeito a uma compressão de 180 kgf/cm2
.
Ainda sob a mesma hipótese, nos itens 11.3.3 e 11.3.4 do Capítulo 11
exemplificamos com um cálculo teórico das juntas e módulo de elasticidade do
material, comentando os riscos de utilizar, para o assentamento, materiais
extremamente plásticos.
Também no final do item 15.1.1 apresentamos a Tabela 5, em que, partindo
de um módulo de elasticidade teórico e extremamente baixo da ordem de
8.000 kgf/cm2
, chegamos ao dimensionamento da largura das juntas. (Ver
cálculo mais preciso no Apêndice I, na pág. 173.)
E, finalmente, no Capítulo 17 e no final do item 17.2.9 chamamos a atenção de
que a utilização de argamassas colantes elásticas não impedirá a expansão das
placas cerâmicas devido à sua "dilatação higroscópica". E, sim, obrigará a adoção
de juntas mais largas e preenchidas com materiais mais elásticos, sendo, então,
indispensáveis criar juntas de movimentação.
O que seriam argamassas elásticas?
Para defini-las, teríamos que partir de uma argamassa padrão da qual
conheceríamos seu Módulo de Elasticidade a
E . " e, de acordo com necessidades
padrão '
construtivas específicas, definir um novo Módulo de Elasticidade "Ee",
evidentemente menor do que u
Epadrà0", e tomá-lo como parâmetro máximo. Diríamos
apenas que argamassas com Módulos de Elasticidade igual ou menor do que tal
parâmetro "E0" seriam mais elásticas do que aquela tomada como padrão.
Por ora não há Norma nacional ou estrangeira sobre especificação ou Método de
Ensaio para definir argamassas elásticas. Encontramos'2
* apenas sugestão de
definição, ensaios e valores recomendados, mas para uma lâmina de argamassa
colante endurecida submetida a ensaio de tração na flexão prescrita pela UEAtc
- Union Europeén pour UAgrément Technique dans La Construction em seu guia
Technician Guide for the Assessment of Ceramic Tile Adhesives (anc de 1990).
Em resumo, de acordo com a recomendação da UEAtc, uma argamassa colante
seria considerada flexível se uma lâmina endurecida da mesma, nas dimensões
e condições descritas a seguir, se romperia e se deformaria no mínimo em 5 mm
quando carregadas com P = carga de ruptura = 3 N (-300 g) concentrada no
meio do vão.
Em planta
45 mm 80 mm
Corte
(2)
(1)
300 mm
3 mm
5 mm
(1) Lâmina de poliestireno expandido com densidade 15 a 20 kg/m3
e com
espessura de 5 mm, largura de 80 mm e comprimento de 300 mm.
(2) Lâmina de argamassa colante moldada sobre a anterior com espessura de 3
mm, largura de 45 mm e comprimento de 300 mm.
Deformação controlada sob a carga P crescente deve ser de 2 mm por minuto.
A metodologia sugerida pela UEAtc, e o valor mínimo da flecha (5 mm) para a
carga de 3 N (= 300 g ou 0,3 kgf) permitem avaliar o módulo de elasticidade
máximo de uma argamassa colante elástica, desde que a lâmina de argamassa
prescrita atenda às três hipóteses, a saber:
„ a
a) Lei de Hooke (tensões proporcionais às deformações): t -— •
8
b) Hipótese de Navier: as seções se mantêm planas após a deformação;
c) Hipóstese de Bernouilli: as duas condições anteriores, a para o caso de barras
retas ou com raio de curvatura grande em relação à largura 'b' da barra e da altura
'd' da barra levam a admitir a distribuição linear das tensões.
(Linha neutra)
Para os valores da figura abaixo
I P = 0.3 kgf
I I
o O
L = 30 cm
« — • b = 45mm
d = 3mm
A4 P L
Momento fletor máximo (em L/2): M —
Momento de inércia em relação à reta que passa pelo centro de gravicade da seção:
bd}
J =
12
... J
Módulo de resistência: W - —
y
sendo J7
— ~ vem W
bd:
tensão máxima a =
M_
W
ou G =
3 PL
2bd2
Com os dados da metodologia UEAtc:
L = 30 cm b = 4,5 cm d = 0,3 cm P = 300 g ou 0,3 kgf
i s P L
o momento fletor máximo (em L/2) é M = — = 2,25 kgf x cm
bd3
o momento de inércia é J = = 0,010125 cm4
12
E a tensão máxima será G (resistência à ruptura da lâmina de argamassa colante
endurecida à tração na flexão)
3 PL
<3 = T 7 3 I = 33,33 kgf/cm2
= 3,5 MPa
Iba
O Módulo de Elasticidade da argamassa colante considerada flexível resulta da
equação da linha elástica para EJ constante ao longo da lâmina de argamassa
y = — ( 3 L 2
- 4x2
)
48EJY )
L R PÚ
A flecha máxima será para * = — j =
2 48EJ
A sugestão da UEAtc propõe que para P = 0,3 kgf a flecha deverá ser f = 0,5 cm
então,
EJ = 337,5 kgf x cm2
(produto de rigidez da lâmina de argamassa colante)
sendo J = 0,010125 cm4
o Módulo de Elasticidade máximo para que a argamassa seja considerada flexível,
atendidas todas as condições acima, deve ser
E = 33.333 kgf/cm2
= 3,5 GPa
Note-se que para as dimensões adotadas para a lâmina de argamassa colante e
para o limite mínimo da flecha f = 0,5 cm com carga de ruptura P = 0,3 kgf, teremos
E = 1000 . a
Bibliografia
"> NBR-13.753 - dez/1996; NBR-13754 - dez/1996 e NBR-13755 - dez/1996: Normas de
Procedimentos de execução de revestimentos.
(2)
Anais do II Simpósio Brasileiro de Tecnologia das Argamassas - 1997: Flexibilidade de
Argamassas Adesivas - Akiama, Solange Y.; Medeiros, Jonas S,; Sabbatini, Fernando H.
Capítulo 19
Consumo de argamassa colante
em diversas aplicações
As argamassas colantes vêm sendo utilizadas em diversos serviços, para fixação
de elementos construtivos e como camada de transição substituindo o chapisco
convencional.
Assim, encontramos aplicações no assentamento de revestimentos em geral, tais
como revestimentos cerâmicos em pisos e paredes; ladrilhos hidráulicos, pisos
de borracha; pastilhas cerâmicas; pedras naturais, como ardósia esquadrejada;
assentamento de blocos de concreto simples e concreto leve (celular); e como
chapisco colante.
Todavia, sempre há dúvidas na avaliação do consumo.
Procurando esclarecer o assunto, fizemos verificação em laboratório com algumas
marcas de argamassa colante, que acabaram por comprovar, com boa
aproximação, os consumos encontrados em obras.
19.1 - D e n s i d a d e a p a r e n t e d a a r g a m a s s a c o l a n t e e m p ó
As argamassas colantes são fornecidas em pó, contendo todos os seus
componentes. Para determinação da densidade aparente, ou peso unitário do
pó, foi utilizado um frasco de 1.000 ml. De uma embalagem fechada foram retiradas
porções de pó com auxílio de concha. O frasco foi enchido com duas porções de
pó e, em seguida, rasado com régua metálica e pesado.
De cada embalagem foram feitas 10 determinações sem reutilizar as porções
já pesadas.
As médias aritméticas levaram ao valor de 1,53 para a densidade aparente ou
peso unitário do pó de argamassa colante.
19.2 - D e n s i d a d e d a m a s s a f r e s c a d e a r g a m a s s a c o l a n t e
À determinada quantidade de água foi sendo adicionado pó até obter uma pasta
de boa trabalhabilidade com desempenadeira denteada.
Sobre este conceito gostaríamos de lembrar que, embora possa sugerir algo de
critério pessoal e subjetivo, a trabalhabilidade é facilmente determinada pelo próprio
comportamento da pasta de argamassa colante ao ser penteada com a
desempenadeira denteada.
Como já dissemos no Capítulo 18, havendo falta de água a mistura se desagrega
e cai ao solo quando o operador tenta espalhar a pasta sobre a parede com
desempenadeira denteada. Havendo excesso de água, a pasta flui; desmanchando
os cordões inicialmente formados pela desempenadeira.
Há uma faixa relativamente estreita da relação água/argamassa colante, para a
qual os cordões de pasta formados pela desempenadeira permanecem estáveis.
Encontramos para a quantidade de água necessária o valor de 19% em relação
ao peso da argamassa colante em pó.
A densidade da pasta assim obtida foi 1,8.
Assim, temos os seguintes dados para avaliar o consumo:
Pó + água = pasta
4.500 g + 855 g 5.355 g
ou, para obter 1 dm3
de pasta com densidade 1,8, calculamos:
x + 0,19 x = 1.800
1.513 g de pó + 287 g de água = 1.800 g de pasta
Lembrando que 1 dm3
de pasta eqüivale a um milímetro de espessura em um
metro quadrado de emboço ou contrapiso, teremos os seguintes ccnsumos de
argamassa em pó por metro quadrado:
Espessura da pasta Consumo de pó
1 mm 1,5 kg/m2
2 mm 3,0 kg/m2
3 mm 4,5 kg/m3
4 mm 6,0 kg/m2
5 mm 7,5 kg/m2
6 mm 9,0 kg/m2
19.3 - A s s e n t a m e n t o d e r e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s
Para duas superfícies perfeitamente planas, a espessura da pasta para um contato
perfeito seria de 1 mm se considerarmos o diâmetro do agregado. Todavia, emboço
e contrapiso são irregulares e as peças cerâmicas variam em sua espessura,
mesmo dentro de limites de aceitação prescritos em Normas.
19.3.1 - Emboço e contrapiso
As Normas Brasileiras de Procedimentos consideram aceitável para o emboço
um desvio de até 3 mm para um comprimento de dois metros (Figs. 58 A e B).
O mesmo critério é prescrito para o contrapiso.
Este desnivelamento terá de ser preenchido pela pasta de argamassa colante.
Fig. 58
19.3.2 - Revestimentos cerâmicos para pisos
Para placas cerâmicas, as Normas (2) consideram aceitáveis variações na
espessura de 5% a 10%. Quanto ao empeno, é aceitável até ± 0,5% da medida
da diagonal das peças.
Isto significa que a pasta de argamassa colante mais uma vez deverá preencher
irregularidades das superfícies e, neste caso, as variações somadas da espessura
e do empeno das peças.
Caso a pasta for estendida em quantidade insuficiente poderão ocorrer as situações
das Figs. 59A e B. Na primeira a peça fica presa apenas pelas bordas e, ao percuti-
la, ouvir-se-á um som cavo dando a falsa impressão de que a peça está se soltando.
Na segunda, a peça ficará presa somente na parte central e o trânsito de operários
logo após o assentamento provocará o desprendimento da peça pelo efeito gangorra.
Peça
Fig. 59
19.3.3 - Revestimentos cerâmicos para paredes
As Normas (2) consideram aceitáveis para placas cerâmicas as seguintes variações:
- na espessura: ± 10% para placas até 190 cm2
, e ± 5% acima de 190 cm2
;
- empeno côncavo: 1% da diagonal para placas até 90 cm2
e 0,5% para as demais;
Peça cer;
( D
- empeno convexo: 1% da diagonal para placas até 90 cm2
e 0,5% para as demais.
E tais variações devem ser fatalmente preenchidas pela pasta de argamassa colante.
19.3.4 - Consumo
Consideradas as variações do emboço, do contrapiso e das placas cerâmicas,
somadas, chega-se à necessidade de urna espessura média de 3 mm após as
placas assentadas. Isso resulta um consumo aproximado de 4,5 kg de argamassa
em pó por metro quadrado de revestimento, consideradas peças de até 400 cm2
de área da superfície.
No item 18.3.5 do Capítulo 18 calculamos espessuras das camadas de argamassa
em função das áreas do tardoz das peças e das desempenadeiras adequadas
para o assentamento.
Partindo daqueles valores obteremos os consumos abaixo:
a - Placas até 400 cm2
Desempenadeira 6 x 6 x 6 mm
Argamassa colante sobre emboço ou contrapiso
e = 3 mm consumo 4,5 kg/m2
b - Placas de 400 cm2
até 900 cm2
Desempenadeira 8 x 8 x 8 mm
Argamassa colante sobre emboço ou contrapiso
e = 4 mm consumo 6,0 kg/m2
c - Placas > 900cm2
Desempenadeira 8 x 8 x 8 mm
Argamassa no tardoz e no emboço ou contrapiso
e = 6 mm consumo 9 kg/m2
d - Placas > 900 cm2
Desempenadeira semicircular D = 20 mm e p = 3 mm
Argamassa só no contrapiso
e = 6 mm consumo 9 kg/m2
19.4 - P a s t i l h a s c e r â m i c a s
A argamassa colante é utilizada, neste caso, em substituição à massa fina.
As irregularidades do emboço e contrapiso são as mesmas do item 19.3.
O consumo de argamassa colante será de 4,5 kg/m2
.
19.5 - A s s e n t a m e n t o d e b l o c o s d e c o n c r e t o leve
Após molhar a superfície a colar, a pasta é espalhada com desempenadeira
denteada 6 x 6 x 6 mm sobre as superfícies laterais dos blocos (Fig. 60).
Fig. 60
Considerando:
- blocos de 40 x 60 cm ou 4 blocos/m2
de alvenaria;
- consumo de 4,5 kg/m2
de superfície a colar.
Obteremos os consumos por metro quadrado de alvenaria da Tabela 7.
Tabela 7
Espessura "e"
do bloco
cm
Superfície a colar
4(0,4+0,6).e
m2
/m2
de alvenaria
Consumo por m2
de alvenaria
Kg/m2
8 0,32 1,45
10 0,40 1,80
15 0,60 2,70
20 0,80 3,60
19.6 - B l o c o s d e c o n c r e t o s i m p l e s
Sobre os blocos previamente molhados, a pasta é aplicada com funil plástico tipo
confeiteiro, com abertura de cerca de 1,8 cm de diâmetro, formando cordões contínuos.
Os cordões são aplicados sobre as nervuras dos blocos da fiada já assentada e,
para as juntas verticais, o bloco a ser assentado é colocado de pé, aplicando-se
um cordão em cada extremidade (Fig. 61).
Com argamassa colante de granulometria grossa obtêm-se juntas com cerca
de 6 mm.
Calculando o volume de pasta sobre as nervuras e juntas verticais, utilizando os
valores do diâmetro do funil e densidade da pasta, obteve-se os seguintes
consumos confirmados em obra:
Blocos Por m2
de alvenaria
39 x 19 x 19 7,3kg/m2
39 x 19 x 14 7,0 kg/m2
39 x 19 x 9 6,4 kg/m2
7 - P l a c a s d e b o r r a c h a c o m c a v i d a d e s n a b a s e
Para o preenchimento total das cavidades existentes na base das placas (1,8
litro/m2
), encontramos o consumo de 3,2 kg de pasta por metro quadrado de piso,
o que eqüivale a 2,70 kg de pó por metro quadrado.
Como sobre o contrapiso é necessária uma camada fina de pasta de argamassa
colante para servir de contato, medimos esta quantidade encontrandc 1,95 kg de
pasta por metro quadrado, equivalente a 1,85 kg de pó.
Resumindo:
Enchimento das cavidades da base 2,70 kg/m2
Camada penteada sobre o contrapiso 1,65 kg/m2
Total do consumo 4,35 kg/m2
Podemos adotar 4,5 kg de argamassa colante em pó para cada metro quadrado de piso.
Obs.: Quando da aplicação, recomenda-se apoiar a placa sobre os cordões e
batê-la levemente, posicionando-a. Não bater a placa com intensidade e no seu
centro, pois os cantos da placa se levantam saindo do nível e tornando impossível
o acabamento.
19.8 - C h a p i s c o
O chapisco convencional é executado projetando com energia uma argamassa
de cimento e areia grossa 1:3.
O arremesso contra o forro ou o paramento de alvenaria ou concreto resulta em
grande perda de material e desconforto para o oficial pedreiro.
A argamassa colante por sua facilidade de aplicação com desempenadeira 6 x 6
x 6 mm reduz as perdas a zero. Sua alta aderência (ruptura com 5 kgf/cm2
) garante
o suporte do emboço e reboco nos forros, que tem peso próprio total de cerca 54
kgf/m2
(espessura total de 3 cm e densidade de 1,8) eqüivalendo a 0,0054 kgf/cm2
.
Portanto, com coeficiente de segurança 2, sobram cerca de 2,5 kgf/cm2
para
equilibrar tensões que possam atuar no forro.
Os próprios cordões de argamassa colantes aplicados de forma aleatória sobre a
superfície criam a ancoragem necessária para receber o emboço.
O consumo é da ordem de 4 kg de argamassa colante por metro quadrado de
superfície, quando aplicado com a desempenadeira 6 x 6 x 6 mm.
Dada a presença de resíduos de desmoldantes na superfície de concreto, ou
quando esta é muito lisa ou antiga, convém jatear areia para sua limpeza perfeita
antes da aplicação da argamassa colante como chapisco. Aliás, esta observação
é válida também para os chapiscos convencionais. Isto evita o dissabor de ver os
revestimentos de forros se destacarem na fase final da obra.
19.9 - A s s e n t a m e n t o d e a r d ó s i a
O assentamento de ardósia apenas colocando-a sobre uma argamassa de
assentamento não atende às condições esperadas de aderência e, em pouco
tempo, notam-se placas soltas que são rompidas pelo trânsito de veículos.
A utilização de argamassa colante garantirá tal aderência.
O processo consiste em aplicar uma camada de pasta de argamassa colante no
tardoz da pedra, pentear com desempenadeira 6 x 6 x 6 mm, e deixar endurecer
em ambiente úmido e à sombra.
O assentamento é feito, então, sobre uma camada de argamassa comum de
traço 1:6 de cimento e areia média úmida ou 1:0,5:5 ou ainda 1:1:7 de cimento,
cal hidratada e areia média úmida.
O consumo de argamassa colante é cerca de 4 kg/m2
.
B i b l i o g r a f i a
(1)
Fiorito, A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 2.082 - jan./1988 - Ed. Pini.
w NBR-13816 - abr./1997; NBR-13817 - abr./1997 e NBR-13818 - abr./1997: Placas cerâmicas.
Capítulo 20
Ensaios de argamassas colantes
e Normas Brasileiras
20.1 - E n s a i o s d e a r g a m a s s a s c o l a n t e s
Os ensaios para caracterizar as argamassas colantes devem levar em conta os
três estágios possíveis em que elas podem se apresentar:
1§
- argamassa colante em pó;
2a
- argamassa colante quando ainda pasta;
3- - argamassa colante preparada e endurecida.
Em análise às Normas Americanas e Alemãs, podemos agrupar os ensaios ali
prescritos nos três grupos acima.
20.1.1 - Argamassa colante e m pó
- conteúdo de água livre;
-dimensão máxima;
- e, acrescentamos, densidade aparente.
20.1.2 - Argamassa colante quando ainda pasta
- densidade da pasta (não prescrita naquelas Normas);
-início e fim de pega;
- tempo em aberto;
-ajustabilidade;
-formação de película;
- deslizamento, quando aplicada em superfícies verticais;
- coesão imediata após a aplicação;
- impregnação do tardoz;
- mancha sob vidrado transparente;
- outros.
20.1.3 - Argamassa colante preparada e endurecida
- retração linear;
- resistência à ruptura por tração simples:
- resistência à ruptura por cisalhamento;
- módulo de elasticidade.
20.2 - Normas Brasileiras
Atualmente, estão em vigor três Normas Brasileiras de Procedimentos de execução
em obras:
NBR-13753 - dez./1996: revestimento de piso interno ou externo com placas
cerâmicas e com utilização de argamassa colante -
Procedimento.
NBR-13754 - dez./1996: revestimento de paredes internas com placas cerâmicas
e com utilização de argamassa colante - Procedimento.
NBR-13755 - dez./1996: revestimento de paredes externas e fachadas com placas
cerâmicas e com utilização de argamassa colante -
Procedimento.
Os textos destas três Normas Brasileiras são extremamente didáticos, claros e de
fácil entendimento. Constituem um formidável passo para a melhoria e orientação
de nossa mão-de-obra que, ainda hoje, não atingiu plenamente o conhecimento
dos materiais envolvidos nos revestimentos.
Por outro lado, as Especificações e Métodos de Ensaio para argamassas colantes
estão prescritos nas seguintes Normas Brasileiras:
NBR-14081 - abr./1998: argamassa colante industrializada para assentamento
de placas de cerâmica - Especificação.
NBR-14082 - abr./1998: argamassa colante industrializada para assentamento
de placas de cerâmica - Execução do substrato padrão
e aplicação de argamassa para ensaios - Procedimentos.
NBR-14083 - abr./1998: argamassa colante industrializada para assentamento
de placas de cerâmica - Determinação do tempo em
aberto - Método de ensaio.
NBR-14084 - abr./1998: argamassa colante industrializada para assentamento
de placas de cerâmica - Determinação da resistência
de aderência - Método de ensaio.
NBR-14005 - abr./1990: argamassa colante industrializada para assentamento
de placas de cerâmica - Determinação do deslizamento-
Método de Ensaio.
NBR-14086 - abr./1998: argamassa colante industrializada para assentamento
de placas de cerâmica - Ensaios de caracterizarão no
estado anidro.
É de se notar que quando citamos, relacionamos e comentamos Normas, o fazemos
considerando os textos que estão em vigor em determinado instante. Isso porque
as normas têm um caráter dinâmico e estão sempre sujeitas a revisões, em vista de
possíveis falhas técnicas, ou devido a novas técnicas mais apuradas, quer de mão-
de-obra, quer de equipamentos ou novas matérias-primas, ou simplesmente, para
se adequarem cada vez mais às exigências e necessidade dos consumidores.
Assim sendo, é imprescindível consultar sempre os fabricantes de argamassas
colantes e a ABNT para verificar eventuais alterações e revisões das Normas.
A seguir, faremos algumas considerações que julgamos de interesse.
No Capítulo 5, tratamos da distribuição das tensões que atuam sobre os revestimentos,
ficando claro que, quando se fala em resistência de aderência, há que se medir tal
aderência referida à ruptura por tração simples e não ao cisalhamento.
Quanto às dimensões do corpo-de-prova, que é parte de uma placa cerâmica, e
quanto à velocidade de aplicação da carga de tração, devem ter uma definição
precisa para possibilitar repetir, reproduzir e comparar os resultados dos ensaios
elaborados por qualquer laboratorista (velocidade de aplicação da carga), em
qualquer laboratório (dimensões da peça e velocidade de aplicação da carga) e
comparação de resultados (mesma dimensão dos corpos-de-prova). E isto porque,
em ensaios que efetuamos, observou-se que:
- quanto maior a velocidade de aplicação da carga, maiores serão os resultados;
- quanto menores as dimensões das peças ensaiadas (menor área sobre a qual é
aplicado o esforço de tração), maiores serão os resultados.
Os ensaios a que nos referimos acima estão descritos no item 20.2.1.
20.2.1 - Observações sobre a velocidade da carga de tração e a área da superfície
tracionada nos ensaios que m e d e m a aderência
20.2.1.1 - Definição de uma velocidade e das dimensões do corpo-de-prova
Apesar de prescrever a determinação da resistência ao cisalhamento, a Norma
ASTM C-432-81/86 nos dá excelente subsídio quanto às dimensões da peça a
ser ensaiada, e a velocidade de aplicação da carga de tração.
Entre outros procedimentos dessa Norma, é prescrito que as placas cerâmicas
utilizadas nos ensaios devem ser cortadas antes do assentamento. A operação
de corte após o assentamento, com serra de disco ou de copo, introduzirá
vibrações, torção e tensões de cisalhamento imprevisíveis, que fatalmente
provocarão a ruptura parcial na superfície de ligação. Os resultados nos darão o
diferencial entre a aderência que deveria ter sido medida e a aderência após a
ruptura parcial devida à operação de corte. A Norma ASTM C-482-81/ 86 prescreve:
-dimensões das peças: aproximadamente 10 x 10 cm (100 cm2
)
- velocidade de aplicação da carga de tração:
200 ± 20 psi/min ou
1,4 ± 0,1 MPa/min ou
0,23 ± 0,02 kgf/cm2
/s
Para o corpo-de-prova 10 x 10= 100 cm2
, a velocidade será:
23 ± 2,3 kgf/s
20.2.1.2 - Ensaios realizados - comentários
1 °) Preparamos cinco amostras de argamassa colante com composições diferentes
e cujos resultados dos ensaios de tração deveriam apresentar valores lógicos em
função de tais composições.
Para cada amostra foram ensaiados três corpos-de-prova.
A dimensão da área de tração foi adotada em 10 x 10 cm ou 100 cm2
.
A carga de tração foi aplicada com macaco hidráulico sem controle adequado da
velocidade e dependendo da sensibilidade do operador.
Os resultados obtidos não foram lógicos, conforme mostra o quadro abaixo.
N° da amostra Resultados e m kgf/cm2
5 e 2 6,5
4 4,8
1 5,2
3 5,9
As amostras foram numeradas fora da ordem esperada dos resultados, sendo que
a amostra de número três deveria ter dado um resultado bem inferior às demais.
Durante o ensaio, cronometramos o tempo de duração até a ruptura, notando
que para os 15 ensaios o menor tempo foi de oito segundos e o maior foi de
dez segundos.
Avaliamos a velocidade de carregamento utilizando a média de todos os resultados
(5,78 kgf/cm2
) multiplicada pela área (100 cm2
) e dividindo pela duração média do
ensaio (9 segundos), resultando aproximadamente 60 kgf/s, ou 0,60 kgf/cm2
/s.
Este resultado é cerca de três vezes maior que o prescrito na ASTM C-482-81 86,
parecendo ter sido este o motivo de termos obtido resultados muito próximos e
de interpretação um tanto insegura, caso não conhecêssemos de antemão as
amostras ensaiadas.
2o
) Preparamos mais uma rodada agora de quatro composições que deveriam
levar a valores bem distintos da resistência à ruptura por tração.
Os ensaios foram sobre peças cortadas nas dimensões 50 x 50 mm (25 cm2
),
conforme prescrito na Norma DIN-1 8156 - parte 2, a qual também é omissa
quanto à velocidade da carga de tração, dizendo apenas que "deve ser aumentada,
tanto quanto possível, uniformemente" (!?).
Utilizado o mesmo equipamento de tração e mantida a velocidade média
encontrada de 60 kgf/s do ensaio anterior, verificamos que a velocidade de tração
sobre os 25 cm2
de superfície tracionada foi de 2,4 kgf/cm2
/s, ou seja, dez vezes
maior do que aquela prescrita na ASTM C-482.
Os resultados obtidos foram altos e exageradamente próximos, impedindo qualquer
interpretação, conforme pode ser verificado no quadro de resultados a seguir.
Amostra n° Resistência kgf/cm2 Média
1 10,9/11,8/9,9 10,9
2 11,8/11,5/9,2 10,8
3 12,7/8,6/11,7 11,0
4 10,9/10,4/9,5 10,3
3o
) As mesmas quatro amostras de argamassa colante, anteriores foram
novamente ensaiadas em corpos-de-prova de dimensões 10 x 10 cm (100 cm2
)
utilizando para o carregamento uma máquina de tração de aços, para garantir
uma velocidade de 20 kgf/s ou, para os 100 cm2
, a velocidade de 0,20 kgf/cm2
/s.
Os resultados obtidos foram coerentes, conforme mostra o quadro a seguir.
Amostra nc Resistência kgf/cm2 Média
1 6,35/8,75/7,45 7,52
2 7,10/6,85/ - 6,98
3 6,10/6,10/6,10 6,10
4 3,70/4,60/4,35 4,22
20.2.1.3 - Conclusões
1°) Para a argamassa preparada e endurecida, a aderência é significativa quando
é medida por ensaio de tração simples.
2-) A área adequada para determinar a aderência por tração simples é de 10 x 10
cm ou 100 cm2
. Lembramos que há ensaios que foram feitos desde os anos de
1970 sobre corpos-de-prova com tais dimensões. Os resultados se apresentaram
com valores no entorno de 5 kgf/cm2
(0,5 MPa), valor este que poderia ser adotado
como especificação, uma vez que o grande laboratório foi constituído por inúmeras
obras que utilizaram milhares de toneladas de argamassa colante, desde os anos
de 1970, com resultados satisfatórios.
3-) As amostras de placas cerâmicas devem ser cortadas nas dimensões 10 x 10 cm
antes de serem assentadas sobre a base.
4Ô
) A velocidade de tensionamento não pode ser arbitrária. Velocidade
extremamente baixa pode romper o corpo-de-prova com cargas abaixo da
aderência real, devido à influência da deformação lenta. Velocidades altas tendem
a igualar todos os resultados e acima do valor real da aderência.
Como exemplo, se a aderência medida em corpos-de-prova 10 x 10 (100 cm2
) for
de 5 kgf/cm2
, a carga aplicada será de 500 kgf. Se aplicarmos 500 kgf
instantaneamente (alta velocidade) em corpo-de-prova 5 x 5 cm (25 cm2
), a ruptura
se dará com os 500 kgf e poderíamos ser levados a afirmar que a aderência é de
500 kgf/25 cm2
ou 20 kgf/cm2
.
A variação da tensão de tração sobre o corpo-de-prova, em função da velocidade
de aplicação da carga em kgf/cm2
/s, varia conforme o gráfico da Fig. 62. A
velocidade ideal no ensaio deve estar fora das faixas assintóticas.
Fig. 62
Em função dos resultados obtidos no ensaio descrito, parece-nos adequada a
velocidade prescrita na Norma ASTM C-482-81/86, ou seja, 20 kgf/seg em corpos-
de-prova 1 0 x 1 0 cm, ou de 0,20 kgf/cm2
/s. É indispensável utilizar um aparelho
de tração que garanta tal velocidade, independentemente de critério ou
sensibilidade de operadores.
N o t a : Leia o Apêndice II - à página 181 - "Interpretação de teste expedito de aderência em obras,
e sua não validade.
APÊNDICE I
E X E M P L O DE C Á L C U L O DA L A R G U R A DAS JUNTAS E M Ó D U L O
DE ELASTICIDADE DO MATERIAL DE REJUNTAMENTO
No Capítulo 11 - seção 11.3.4 (página 102); no Capítulo 15 (páginas 126 e 127);
e no Capítulo 18 - seção 18.5 (página 155), apresentamos cálculo simplificado
partindo da hipótese de que a placa cerâmica teria sido assentada com uma
argamassa colante "extremamente plástica" permitindo que toda a expansão por
umidade (EPU) da placa cerâmica tivesse livre curso. Os cálculos que levaram à
Tabela 4 (página 103) e Tabela 5 (página 127) referem-se a tal hpótese e dão
uma idéia aproximada da importância da expansão por umidade (EFU) das placas
cerâmicas e sua influência na largura necessária mínima das juntas de
assentamento e do módulo de elasticidade (E) do material de rejuntamento.
Todavia, as placas cerâmicas assentadas não têm a liberdade de se deformar
totalmente devido à sua EPU ou devido a uma variação de temperatura. Há ligação
íntima das mesmas com a argamassa colante; emboço ou contrapiso; e a camada
suporte (alvenaria ou laje de concreto). Nessas condições as camadas sob as placas
cerâmicas, devido à aderência obrigatória entre todas elas, funcionam como uma
espécie de freio impedindo as placas cerâmicas de se expandirem livremente.
A seguir, apresentamos um exemplo de cálculo da largura necessária da junta de
assentamento e qual deverá ser o módulo de elasticidade (E) do material de
rejuntamento, em função da EPU da placa cerâmica e de um gradiente térmico
ao longo da espessura de uma parede revestida.
1 - Consideremos uma alvenaria de tijolos maciços chapiscada, emboçada e com
revestimento em placas cerâmicas coladas com argamassa colante.
2 - Características dos materiais das diferentes camadas:
a) placa cerâmica
Módulo de elasticidade EL = 350.000 kgf/cm2
= 35 GPa
SL = seção transversal por centímetro de largura = 0,7 cm x 1 cm = 0,7 cm2
onde 0,7 cm é a espessura da placa cerâmica.
Ô = expansão por umidade (EPU) = 0,0004 mm/mm
a , - 0,000005/°C - coeficiente de dilatação térmica linear
b) argamassa (chapisco + emboco + argamassa colante)
Módulo de elasticidade EA = 100.000 kgf/cm2
= 10 GPa
SA = seção transversal por centímetro de largura = 3 cm x 1 cm = 3 cm2
onde 3 cm é a espessura das três camadas de argamassa
«A= 0,000010/^C = coeficiente de dilatação térmica linear
c) suporte (alvenaria de tijolos maciços)
Módulo de elasticidade Ec = 100.000 kgf/cm2
= 10 GPa
Sc = seção transversal por centímetro de largura = 15 cm x 1 cm = 15 cm2
onde 15 cm é a espessura da alvenaria de tijolos maciços
ccc = 0,000005/°C = coeficiente de dilatação térmica linear
3 - Gradiente térmico
Continuando o exemplo, vamos supor que o revestimento de uma fachada,
constituída pelas camadas acima caracterizadas, tenha sido executada quando
os materiais de todas elas estavam a uma temperatura de +20 °C, e cue, quando
em serviço e em um determinado instante, a temperatura do revestimento em
placas cerâmicas atingiu +40 °C, e que a temperatura da alvenaria suporte (e do
ambiente interno) ficou em +20 °C. Vamos, ainda, supor que devido a um gradiente
térmico a temperatura da camada de argamassa passou para +30 °C.
Para efeito de cálculo, teremos:
variação da temperatura das placas cerâmicas:
AtL = +40 - 20 = +20 °C
variação da temperatura do chapisco + emboço + argamassa colante:
AtA = +30 - 20 = +10 °C
variação da temperatura do suporte (alvenaria):
Atc =+20-20=0 °C
4 - Compressão nas juntas devida exclusivamente à EPÜ.
No Capítulo 11, seção 11.2, onde tratamos da expansão por umidade das placas
cerâmicas, calculamos as forças internas que atuam nas três camadas de um
revestimento, encontrando:
NL = -k . EL . SL . Ô atuando nas placas cerâmicas
Na = EA . SA . d . (1 - k) atuando na camada de argamassa
NC = Ec . Sc . d . (1 - k) atuando no suporte
onde
. _ &A $A +
Eç SC
E S + E S + E S s e m
Pr e
positivo e menor do que 1
Substituindo os valores conforme item 2, obtemos as seguintes forças internas:
NL = - 8 6 . 2 6 kgf por centímetro de largura (compressão na placa cerâmica)
NA = +14,38 kgf por centímetro de largura (tração nas argamassas)
Nc = +71,88 kgf por centímetro de largura (tração no suporte)
Note que as forças internas devem estar em equilíbrio ( I N = 0)
A tensão de compressão na placa cerâmica devida exclusivamente à EPU
(expansão por umidade) será:
N L = - 8 6 ! 2 6 = _ l c w 2
L
SL 0,7x1
Esta é a compressão que atua também no filete de rejuntamento entre as placas
cerâmicas, devido exclusivamente â EPU da placa cerâmica.
É interessante notar que, antes de prosseguir com os cálculos da largura
necessária para as juntas de assentamento e o módulo de elasticidade "E"
necessário máximo do material de rejuntamento, deve-se verifica' a tensão de
cisalhamento na base da placa cerâmica (ligação com a argamassa colante).
Para tanto, teremos de definir as dimensões da placa cerâmica.
Adotando uma placa de 10 cm x 10 cm, como exemplo de cálculo, teremos para
a tensão de cisalhamento:
N, 86,26 2
T = — — = = 8,26 kof / cm
10x1 10
onde
N, é a força que atua na seção transversal da placa cerâmica em 1 cm de
largura, e 10 cm é o comprimento da placa cerâmica na mesma direção de N(.
Os valores encontrados para "x" devem ser sempre inferiores aos valcres de ruptura
obtidos no ensaio de laboratório. Caso contrário, é de se esperar que a ligação
entre a base da placa cerâmica e a argamassa de assentamento romper-se-á e o
revestimento sofrerá flambagem e desagregará.
5 - Compressão nas juntas devida exclusivamente a um gradiente térmico.
No Capítulo 10, tratamos da ação da temperatura sobre os revestimentos.
O cálculo das forças internas é análogo ao exposto no Capítulo 11 para a EPU.
Neste caso, as forças internas são dadas por:
a) atuando na seção transversal da placa cerâmica:
N = (<*A & A ~ °-L &L ) E
A$A + K ~ U<L &L ) E
CS
C
m
ES + E S + E S •
com tn = L L
— - sempre positivo e maior do que 1
L L
b) atuando na seção transversal da camada de argamassas:
NÁ = (aL AtL - aA AtA ) EASA
c) atuando na seção transversal do suporte
Nc = (a, AtL - ac Atc ) ECSC + ^ • NL
Substituindo os valores conforme item 2 e item 3, obtemos as seguintes forças
internas devido ao gradiente térmico:
N L = - 1 7 , 9 7 kgf por centímetro de largura (compressão na placa cerâmica)
N A = - 2 2 . 0 0 kgf por centímetro de largura (compressão nas argamassas)
Nc = +39,97 kgf por centímetro de largura (tração no suporte)
Note que as forças internas devem estar em equilíbrio ( I N = 0)
A tensão de compressão na placa cerâmica devida exclusivamente ao gradiente
térmico definido no item 3, será:
NL -17,97 2
SL 0,7x1
Esta é a compressão que atua também no filete de rejuntamento entre as placas
cerâmicas devida exclusivamente ao gradiente térmico definido no item 3.
Como fizemos no item 4, antes de prosseguir com os cálculos da largura necessária
para as juntas de assentamento e o módulo de elasticidade "E" necessário máximo
do material de rejuntamento, deve-se verificar a tensão de cisalhamento na base
da placa cerâmica (ligação com a argamassa colante).
Para tanto, utilizamos as mesmas dimensões (10 cm x 10cm) da placa cerâmica
NL 1 7 , 9 7 2
x = — — = = 1,8 kgf / cm
10x1 10
onde
NL é a força que atua na seção transversal da placa cerâmica em 1 cm de largura,
e 10 cm é o comprimento da placa cerâmica na mesma direção de NL.
Como já dissemos, os valores encontrados para "x" devem ser sempre inferiores aos
valores de ruptura obtidos no ensaio de laboratório. Caso contrário é de se esperar
que a ligação entre a base da placa cerâmica e a argamassa de assentamento
romper-se-á e o revestimento sofrerá flambagem e se desagregará.
6 - Ação conjunta da EPU (0,0004) e do gradiente térmico considerado.
Conforme calculado e para a estrutura caracterizada nos itens 2 e 3:
Nl e p u = -86,26 kgf e NL GRT = -17,97 kgf
Na seção transversal da placa cerâmica e, consequentemente, no rejuntamento,
e para 1 cm de largura, atuará a força
N = -86,26 - 17,97 = -104,23 kgf
a tensão de compressão na junta será:
N - 1 0 4 , 2 3 u o n M , , 2
CT = = — = - 1 4 8 , 9 0 kgf / cm
0 , 7 1 x 1 0 , 7
O aumento da dimensão da placa cerâmica devida à EPU é dada por
AdEPÜ= AL, + AL2
conforme Fig. 35 e seção 11.2 do Capítulo 11, onde
AL, = Sd e AL2 = ÜLMÍLA
E
LS
L
"d" é a dimensão da placa na mesma direção de NL.
Analogamente, para o gradiente térmico considerado, o aumento da dimensão
da placa cerâmica é dado por
A F A 1 , ^L GRT ' D
Para os valores adotados neste exemplo de cálculo:
6 = 0,0004 para a EPU da placa cerâmica
d = 10 cm para a dimensão da placa cerâmica na mesma direção de NL
NLEPÜ =-86,26 kgf
El = 350.000 kgf/cm2
= 35 GPa
SL = 0,7 cm x 1 cm = 0,7 cm2
(0,7 espessura da placa = altura da junta)
encontraremos
Ad EPU = 0,000479 cm
Para
cxL = 0,000005/°C
AtL = 20°C
NLGRT =-17,97 kgf
d = 10 cm
encontraremos
Ad GnT = 0,000267 cm
O aumento total nas dimensões da placa cerâmica é igual ao encurtamsnto sofrido
pela largura da junta entre as placas cerâmicas
Aj = 0,000479 + 0,000267 = 0,000749 cm
Neste ponto, duas são as alternativas:
fixamos a largura "j" da junta e achamos o módulo de elasticidade "E" máximo
para o material de rejuntamento;
ou
fixamos um módulo de elasticidade "E" máximo para o material de rejuntamento e
determinamos a largura mínima da junta.
1 - Primeira alternativa.
Fixamos para a junta a largura j = 7 mm = 0,7 cm
Sabemos que a deformação V é dada por
£ = 4 / = 0,000746
j 0,7
e que o módulo de elasticidade "E" é dado por
E = — = — — = 139.681 kgf / cm2
= 14 GPa
8 0,001066
ou seja, para a largura de 7 mm atribuída à junta, o módulo de elasticidade poderá
chegar a até 14 GPa.
2 - Segunda alternativa.
Fixamos um módulo de elasticidade máximo "E" para o material de rejuntamento
e a partir das mesmas expressões anteriores chegamos à largura mínima da
junta de assentamento
Emàx = 10 GPa = 100.000 kgf/cm2
8 = O L = J 4 8 1 9 _ = 8 9
E 100.000
Aj 0,000746
/ min = = = 0,5 cm = 5 mm
J m m
8 0,001489
APÊNDICE II
I N T E R P R E T A Ç Ã O DE T E S T E EXPEDITO D E A D E R Ê N C I A E M O B R A S C O M
A Q U I N A DE C O L H E R DE P E D R E I R O O U C O M C H A V E DE FENDA, E SUA
N Ã O VALIDADE.
Recentemente, fui consultado por colega, o qual me perguntava como era possível
descolar facilmente uma placa cerâmica de seu substrato com uma simples chave
de fenda. Dizia ele:"... em outro caso interessante, se quiser retirar uma placa
cerâmica de 10x10 cm fazendo um esforço normal à sua superfície, precisamos
de uma força de 300, 500 ou 1.000 kgf. Mas, com uma simples chave de fenda
(ou quina de colher de pedreiro) ela se solta e, em alguns casos, ela até pula".
Traduzindo os dados fornecidos acima estaríamos aplicando nas placas cerâmicas
uma tensão de tração de 3 kgf/cm2
(0,3 MPa); 5 kgf/cm2
(0,5 MPa) ou 10 kgf/cm2
(1,0 MPa), respectivamente.
Para analisar o "efeito da chave de fenda" vamos recordar alguns princípios de
Resistência dos Materiais.
Consideremos uma barra de secção S e comprimento d sujeita a uma força de
tração N.
_Ad
Ela sofrerá um alongamento Ad e uma deformação dada por: £ - —r
a
_ N
e, a tensão a que ela está submetida é dada por <J - ~
Relacionando G com e temos, até certo valor de G e para materiais usuais, que a
deformação £ é proporcional à tensão G. É a Lei de Hooke, exposta pela primeira
vez no ano de 1.678.
Ao coeficiente de proporcionalidade E entre G e £ é o que se denomina de Módulo
de Elasticidade.
placa cerâmica
N
placa cerâmica
CG
N
/ 
V / / / / / / / / / / / A
v / / / / / / / / / / / / / ,
. A A A
©| ©
a
E = t g a = -
_N _ Ad
Sendo a
- ~ e 8 - ——
ò a
. j Nd
Temos Aa = expressão que usaremos mais adiante.
Consideremos a placa cerâmica quadrada de lado a= 10 cm
citado no início. A introdução da ponta da chave de tenda
origina uma força vertical N na extremidade da placa cerâmica.
Do estudo das tensões, sabe-se que "quaisquer que sejam
os esforços solicitantes que atuem em uma secção, podem
ser reduzidas a um momento fletor e a uma força aplicada no
centro de gravidade da secção".
Então, a força N na extremidade da placa é equivalente à
mesma força N aplicada no centro de gravidade mais o
momento fletor M cujo valor é:
M = N.—
2
Trata-se de uma flexão composta, cuja tensão em uma secção
é dada por:
N M
* =
y ±
y -y 0 ) o n d e
N
~ - é a tensão devida à força normal N e
4 - M
.
——y -y — — é a tensão devida ao momento M
J = momento de inércia da secção S da placa
W = módulo de resistência, e
y = metade da altura, para secção retangular
Sendo
h
: ; y =
y
w J -
b/r
r bh3
; y = - Resulta W =
No nosso caso a placa cerâmica tem secção quadrada b = h = a e S = a. a = a2
,
igual à secção da argamassa colante que lhe é subjacente, onde atuam N e M.
Substituindo esses valores na expressão (1), temos:
N , 3 N
a' cr
N 3N _ 4N
então, a tensão máxima de tração é a
i - ~T +
T a
i ~~ 2
a cr a
N 3N 2N
e, a tensão máxima de compressão é - r ~ ~
cr cr a~
Posição da Linha Neutra LN
No último gráfico de página anterior temos a soma das tensões devidas a N no
centro de gravidade
N _ M
- — mais as devidas ao momento fletor M, C7V/ - ± —
S W
A posição da Linha Neutra LN, é obtida por semelhança de triângulos:
= f f _ 2
_ _ f resultando J ~ ~ x l
°2 a
J 3
Argamassa colante e a chave de tenda, ou colher de pedreiro.
A norma 14.081/2005 especifica para uma argamassa colante Tipo I uma
resistência de aderência (ruptura à tração) um mínimo de 0,5 MPa, eu
5 kgf/cm2
, aos 28 dias de idade.
Portanto, conforme as notações anteriores, temos que a, = 5 kgf/cm2
4N 4NJkgf
Considerando que G, = —— teremos 5 kgf/cm2
= 7
1
a2
10x10cm2
resultando N = 125 kgf
força essa aplicada pela chave de fenda ou quina da colher de pedreiro na borda
da placa cerâmica de 10 x 10 cm faz com que a tensão de aderência de 5 kgf/cm2
(0,5 MPa) seja atingida, causando a ruptura da ligação da placa cerâmica com a
argamassa colante, ou a ruptura por tração da própria argamassa colante. E isso,
aos 28 dias de idade da argamassa colante.
Mas, como atingir tal força de 125 kgf de tração?
No início desta exposição vimos que um deslocamento Ad causado per uma força
N aplicada a um material de Módulo da Elasticidade E, e de secção transversal S,
é dado por
A d = . onde ~~ = tensão de tração no centro da gravidade da área
ES S
tracionada = Of, ou seja, a tensão em f/2.
a, = 5 kgf/cm'
,2
Conforme gráfico anterior, o valor de G. é de 2,5 kgf/cm2
e, sendo f = (2/3).a =
(2/3). 10 = 6,67 cm resulta para a força de tração aplicada no centrc de gravidade
da secção tracionada o valor de
N' = G. . S = 2,5 kgf/cm2
x (fx10) cm2
= 166,67 kgf.
O valor de Ad vem com
N = 166,67 kgf (esforço de tração no centro de gravidade da área tracionada);
d = espessura da camada de argamassa colante que supomos ser de 0,2 cm;
E = Módulo de Elasticidade da argamassa colante Tipo I, que supomos ser de
120.000 kgf/cm2
;
S = secção de aplicação do esforço de tração = (a. f) = 10 cm . 6,67 cm
ou seja, S = 66,7 cm2
.
Então, A d = ] 6 6
> 6 7 k
8 Í x 0
> 2 c m
= o 000004c/?? = 0 , 0 0 0 0 4 / m *
1 2 0 . 0 0 0 kgf x 66,7cm
Portanto, por ocasião da ruptura devida a um esforço de tração de 125 kgf
aplicado na borda da placa cerâmica, sendo 2 mm a espessura da argamassa
colante endurecida, o alongamento Ad (não confundir com a deformação e que
A d
é a relação ~~~, dada em %) será de 0,00004 mm.
Consideremos uma chave de fenda de tamanho médio com as medidas da figura
Admitindo que a ponta tenha 0,5 mm de espessura e largura de 6 mm, a secção
na ponta da chave de fenda será de 0,05 cm x 0,6 cm = 0,03 cm2
Um esforço manual de apenas 3 kgf na chave de fenda para introduzi-la sob a
placa cerâmica, resultará em uma tensão de compressão transmitida pela
extremidade da chave de fenda á argamassa colante endurecida de
3 kgf / 0,03 cm2
= 100 kgf/cm2
suficiente para destruir por compressão a camada de argamassa colante e permitir
o início da penetração da ponta da chave de fenda (ou quina de colher de pedreiro)
entre a placa cerâmica e o substrato. Aí se inicia a aplicação de um esforço N que
tende a separar a placa cerâmica da argamassa colante.
Por outro lado, nota-se que em cerca de 8 mm a cunha passa de 0.5 mm para
2,5 mm.
Uma simples regra de três nos diz que um aumento de altura de Àd = 0,00004
mm (igual ao alongamento da camada de argamassa colante endurecida sob a
ação de N = 125 kgf - ver cálculos anteriores) corresponde a uma penetração da
chave de fenda sob a placa cerâmica de insignificantes 0,0001 mm no sentido
horizontal
Se sobe 2,5 mm em 8 mm de comprimento
subirá 0,00004 mm em x = 0,0001 mm
Esse "desprezível" avanço de 0,0001 mm da chave de fenda sob a placa
cerâmica será suficiente para gerar a nada inofensiva força N = 125 kgf de
tração entre a placa cerâmica e a argamassa colante, ocasionando a tensão
de ruptura de 5 kgf/cm2
, ou 0,5 MPa.
Fica evidente que a placa cerâmica se solta com grande facilidade quanto
introduzimos uma chave de fenda ou a quinta da colher de pedrero, próxima
ao cabo.
A placa cerâmica "solta simplesmente" se o teste é feito com a argamassa colante
ainda fresca e plástica, sendo sua resistência devida apenas à sua coesão.
Também solta facilmente nos primeiros dias após a colagem devido à baixa
resistência de aderência. E, "até pula" se o teste é feito após o 14° dia e até o 28°
dia de idade, quando já há grande rapidez da mesma. Claro que o efeito que se
observa neste tipo de teste tem todas as gradações possíveis, conforme o tempo
transcorrido entre o estado da argamassa colante quando ainda fresca e plástica
e a argamassa colante rígida aos 28 dias de idade.
Os Engenheiros de obras devem estar atentos a esse tipo de teste (ou de
terrorismo?) ainda hoje utilizado por alguns mestres de obra e mesmo de ladrilhistas
quando "querem provar" que uma argamassa colante, que lhes é pouco simpática,
é de "baixa qualidade". Os únicos testes válidos são os preconizados pela ABNT
nos Anexos A - Normativos - das Normas NBR 13.753/96; NBR 13.754/96 e
NBR 13.755/96 que prescrevem como determinar a resistência de acerência em
obra, e pela NBR 14.084/2004 quando em Laboratório.
APÊNDICE III
U m estranho caso de "Eflorescência"
Nos idos de 1962, tínhamos terminado um prédio de um Grupo Escolar em uma
cidade do interior paulista. Houve a entrega da obra após detalhadamente
verificada a conformidade com o projeto. Houve posterior entrega à Secretaria
competente e, finalmente, o início das atividades escolares.
O prédio tinha apenas dois andares: o térreo e um andar superior. As salas ficavam
todas do mesmo lado da edificação e, no lado oposto, um corredor extenso de
acesso às salas de aula. As salas de aula eram extremamente amplas e a
iluminação feita através de três janelões (caixilhos de ferro, de correr) para cada
sala. A iluminação natural era adequada e vinha pelo lado esquerdo das carteiras,
como é recomendado. O primeiro janelão de cada sala correspondia ao estrado
onde estavam instaladas as mesas das professoras e os quadros-negros.
Decorrido cerca de um ano de utilização do prédio a empresa para a qual eu
trabalhava foi acionada pela fiscalização do Estado informando que havia surgido
um problema técnico que demandava vistoria in loco, com a presença de técnicos
das partes interessadas para saber as causas e, consequentemente, dar uma
solução definitiva.
Viajamos sem saber ao certo qual seria o tal problema. Sabia-se. apenas, que
era na fachada. No dia aprazado, reunimo-nos no jardim sob as salas de aula.
Éramos quatro engenheiros. Eu, representando a empresa construtora e os
demais, representando as várias repartições do Estado.
A questão era referente à fachada correspondente às salas de aula. A mesma
era revestida, no geral, por emboço e reboco, este pintado. Sob cada janela,
porém, havia panos da mesma largura de cada janela e com altura
correspondente à distância entre o peitoril e a laje de piso. Coisa de mais ou
menos 1 metro de altura. Tais panos eram revestidos com placas cerâmicas
extrudadas imitando tijolos à vista, com juntas de cerca de 7 mm. A absorção de
água de tais placas, de acordo com o fabricante, era de aproximadamente 3%,
portanto razoavelmente impermeáveis.
O exame da fachada mostrava que certa região desses panos sob o primeiro,
quarto, sétimo e décimo janelão, e sempre do lado esquerdo de quem observava
a fachada, apresentava manchas esbranquiçadas difusas, em várias nuanças,
com cerca de meio metro de diâmetro.
Imediatamente concluiu-se que seria o que hoje se identifica como "eflorescência".
Mas, qual seria a causa?
Não havia canalizações de água potável ou de águas pluviais embutidas na parede
correspondendo a tais "eflorescências", o que as justificaria por eventual vazamento.
Aliás, a simetria até justificaria tal possibilidade, mas teria que haver vazamentos
coincidentemente repetitivos, o que tornou a hipótese impossível.
Houve quem tentou interpretar tal ocorrência, argumentando que a água da chuva,
escorrendo pelos vidros, poderia ter penetrado sob o peitoril e alcançado a
argamassa de assentamento das placas cerâmicas e, finalmente, caminhado para
a superfície arrastando consigo sais solúveis. A evaporação de água teria feito
aparecer depósitos dos tais sais solúveis na superfície das placas cerâmicas,
sais esses provenientes da cal e do cimento utilizados na composição das
argamassas de assentamento dos tijolos da parede, do emboço e da argamassa
de assentamento das placas cerâmicas.
Embora tão fácil assim, sem dúvida, parecia ser uma excelente explicação. É de
se notar que naquela época pouco se sabia sobre tal ocorrência que anos depois
soubemos serem tratadas por "eflorescência" pelos ceramistas.
Não havendo mais o que especular a respeito, traçaram-se metas que nós,
construtores, deveríamos cumprir.
Partindo do simples para o complexo, estabeleceu-se de comum acordo que,
primeiramente, tentaríamos fazer uma limpeza de tais manchas, mas, antes,
retiraríamos amostras do material esbranquiçado para levá-lo a análise química,
a fim de confirmar a possível teoria, que parecia estar correta.
As providências incluíam, também, acionar o fabricante das placas cerâmicas visando
repor as mesmas, uma vez que a absorção das placas cerâmicas parecia, no caso,
ser elevada, e teria proporcionado a passagem de água; o que seria indesejável
visto que umas das qualidades apregoadas pelo fabricante era justamente a baixa
absorção de água e relativa impermeabilidade, qualificando tais placas cerâmicas
como apropriadas para revestir fachadas. Amostras retiradas do local deveriam ser
levadas a laboratório de ensaios para determinar sua absorção.
Nós, construtores, teríamos que demolir e reconstruir os panos afetados, arcando
com os custos.
Encerrada a vistoria em ambiente francamente cordial, estávamos prontos para
nos despedir quando nossa atenção foi chamada por batidas abafadas vindas do
alto. Qual foi nosso espanto ao ver uma professora 'limpar' o pó de giz preso ao
apagador batendo-o 'coincidentemente' sobre a tal mancha esbranquiçada.
Como em um passe de mágica tudo ficou esclarecido. A grande dúvida da simetria
das ditas "eflorescências" nada tinha de coincidência. A única coincidência, aliás,
era que estavam direcionadas com os estrados destinados às professoras e com
os quadros-negros. E, se tivéssemos feito a análise química iríamos encontrar,
fatalmente, sulfato de cálcio. De onde viria?
Então, cuidado com as aparências ou ilusões: nem tudo o que vemos é.
Revestimentos/Instalação
Devem ser consultadas as Normas Brasileiras de Procedimentos de execução: NBR-13753 - dez./1996;
NBR-13754 - dez./1996 e NBR-13755 - dez/1996.
Os seus textos são extremamente didáticos, claros e de fácil entendimento.
1 - Piso sobre o terrapleno (Método Convencional) 190
2 - Piso sobre o terrapleno (Método de Colagem) 192
3 - Piso sobre laje rebaixada (Método Convencional) 194
4 - Piso sobre laje rebaixada (Método de Colagem) 196
5 - Piso sobre laje (Método Convencional) 198
6 - Piso sobre laje (Método de Colagem) 200
7 - Piso sobre laje de cobertura (Método Convencional) 202
8 - Piso sobre laje de cobertura (Método de Colagem) 204
9 - Revestimentos cerâmicos sobre alvenaria interna (Método Convencional) 206
10 - Revestimentos cerâmicos sobre alvenaria interna (Método de Colagem) 208
11 - Pastilhas sobre alvenaria interna ou externa (Método Convencional) 210
12 - Pastilhas sobre alvenaria interna ou externa (Método de Colagem) 212
13 - Placas de borracha com cavidades ou pinos sobre terrapleno (Método de Colagem) 214
14 - Placas de borracha com cavidades ou pinos sobre laje (Método de Colagem) 216
15 - Peças cerâmicas prensadas sobre alvenaria externa (Método de Colagem) 218
16 - Peças cerâmicas extrudadas sobre alvenaria externa (Método Convencional) 220
17 - Placas de ardósia sobre o terrapleno (Método semiconvencional ou semicolado) 222
18 - Placas de ardósia sobre laje de cobertura (Método semiconvencional ou semicolado) 224
19 - Piso de placas cerâmicas extrudadas sobre terrapleno (Método Convencional) 226
20 - Piso de placas cerâmicas extrudadas sobre laje de cobertura (Método Convencional) 228
1
T e r r a p l e n o (1)
• Preparar o terrapleno para evitar umidade natural do solo.
Esta camada deverá ter excelente permeabilidade para
que a água não suba por capilaridade. Isso pode ser
conseguido com a retirada da camada superficial de solo
pouco permeável - 30 a 40 cm - e reaterro com o mesmo
solo misturado com areia ou entulho da própria obra.
• Apiloar o terrapleno e colocar uma camada de pedra
britada.
Atenção para pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos,
que retém energicamente a água. Para conter o fluxo de
umidade utilizar mantas impermeáveis.
• Prever uso de drenos para os casos extremos de pressão
negativa, e lençol freático aflorado ou a pouca profundidade.
L a s t r o d e c o n c r e t o s i m p l e s (1)
• Sobre o terrapleno executar lastro de concreto simples,
bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira
à água, dada sua impermeabilidade.
• Executar o lastro com caimentos necessários à perfeita
drenagem superficial do piso acabado.
• A g u a r d a r c u r a c o m p l e t a a n t e s d a s o p e r a ç õ e s de
colocação do revestimento.
S u p e r f í c i e d o l a s t r o - p r e p a r o
ü Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa de assentamento. Caso o lastro seja antigo
ou sua superfície muito lisa. apicoá-lo. Umedecer e aplicar
camada de cimento Portland formando pasta e. sobre
ela, estender a argamassa de assentamento.
A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (2)
• Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo
de projeto, for necessário espessura maior, executar
c o n t r a p i s o s s u p e r p o s t o s t a n t o s q u a n t o s f o r e m
necessários, de m o d o a resultar sempre espessuras
individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só S9rá executada
após secagem e retração (cura completa) da camada
anterior.
• O acabamento superficial dos contrapisos será áspero.
As emendas, se houver, serão executadas umedecendo
a superfície e a p l i c a n d o c i m e n t o Portland c o m u m
formando pasta.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
seis partes de areia média úmida.
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo
que o assentamento estará concluído antes do início de
pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: estendè-la sobre a pasta de
cimento na superfície do lastro. C o m auxílio da colher
apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade
possível de vazios. Sarrafear a superfície.
• Área de aplicação da argamassa: o ideal será em faixas
com cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação
das peças do piso. O comprimento será tal de modo a
estar concluído o assentamento antes do hício de pega
do cimento.
Revestimento cerâmico Lastro de concreto simples
Pasta de cimento
Ju
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n tração
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Junta normal
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Terrapleno
J u n t a s (4)
• Projetar antes do inicio do assentamento {ver Capitulo 15).
J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o
• Obrigatórias entre as peças. Variam de 2 a 10 mm em
função do tamanho e formato das peças e do aspecto
que se quer alcançar.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura, e devem ser respeitadas em toda a
espessura do revestimento.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Dependem da destinação e exposição a variações térmicas
ou de umidade relativa do ar a que está sujeito o revestimento.
Pasta d e c i m e n t o (3)
• Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca,
espargir cimento Portland em pó. distribuindo-o o mais
uniformemente possível. A pasta resultante deverá ter
espessura de 1 mm, o que significa o uso de 1,5 kg de
cimento em pó por metro quadrado.
• Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta
de cimento. Lembrar que a pasta de cimento Portland é a
cola do método convencional que estamos descrevendo.
L i m p e z a
• Logo após "bater", limpar com pano úmido e da melhor
forma possível.
C u r a
• Antes de rejuntar, manter o piso coberto por cerca de
sete dias.
R e j u n t a r
• Aguardar o maior tempo possível para que ocorram a
secagem e a retração da argamassa de assentamento.
Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua
retração se dá aos sete dias.
• Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as
peças.
• Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar"
e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma
macia, limpa e úmida.
P r o t e ç ã o
• Na fase final da obra. os pisos são submetidos a mau trato
enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários
etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra.
R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s (3)
• Imersão em água com antecedência, de modo a estar
úmidos e não saturados quando da colocação.
O tempo de imersão depende do "grupo de absorção" a
que pertencem.
Leituras recomendadas:
(1) Capitulo 14 • Eflorescência
(2) Capitulo 09 - Retração
(3) Capitulo 13 - Pasta de cimento
(4) Capítulo 15 - Juntas
Atenção: quando da colocação das peças sobre a pasta
de cimento, elas deverão estar úmidas, mas não saturadas
de água.
Qualquer excesso de água na pasta mudará a relação água/
cimento, reduzindo sua resistência e consequentemente a
aderência das peças.
• As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à medida
que são colocadas sobre a pasta de cimento, a fim de garantir
contato perfeito de todo o tardoz com a pasta.
• Coberta a área preparada, repassar as "batidas" com
auxílio de prancha de madeira aparelhada 15 x 30 cm e
martelo. O maior número de batidas melhora a aderência.
Piso sobre o terrapleno
(Método de Colagem)
2
• Enquanto no método convencional todas as operações
devem ser executadas seguidamente e no mesmo dia
com prejuízo no rendimento do serviço, este método de
colagem é dividido em duas fases bem distintas e de alto
rendimento de mão de obra:
a) execução do contrapiso. sua cura e secagem;
b) colagem das peças.
T e r r a p l e n o (1)
ü Preparar o terrapleno para evitar umidade natural do solo.
Esta camada deverá ter excelente permeabilidade para
que a água não suba por capilaridade. Isso pode ser
conseguido com a retirada da camada superficial de solo
pouco permeável - 30 a 40 cm - e reaterro com o mesmo
solo misturado com areia ou entulho da própria obra.
• Apiloar o terrapleno e colocar uma camada de pedra britada.
Atenção para pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos,
que retêm energicamente a água. Para conter o fluxo de
umidade utilizar mantas impermeáveis.
• Prever uso de drenos para os casos extremos de pressão
negativa e lençol freático aflorado ou a pouca
profundidade.
L a s t r o d e c o n c r e t o s i m p l e s (1)
• Sobre o terrapleno executar lastro de concreto simples,
bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira
à água, dada sua impermeabilidade.
• Executar o lastro com caimentos necessários à perfeita
drenagem superficial do piso acabado.
• Aguardar cura completa antes da execução do contrapiso.
S u p e r f í c i e d e lastro - p r e p a r o
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa do contrapiso. Caso o lastro seja antigo ou
sua superfície muito lisa, apicoá-lo. Umedecer e aplicar
camada de cimento Portland formando pasta e sobre ela
estender a argamassa do contrapiso.
C o n t r a p i s o (2 e 3)
• Também chamado piso morto, camada de regularização
ou intermediária.
• Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo
de projeto, for necessário espessura maior, executar
c o n t r a p i s o s s u p e r p o s t o s t a n t o s q u a n t o s forem
necessários, de modo a resultar sempre espessuras
individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada
após secagem e retração (cura completa) da camada
anterior.
• O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou
desempenado.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
seis partes de areia média úmida.
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo
que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram
antes do início de pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de
cimento na superfície do lastro. Com auxílio da colher
apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade
possível de vazios. Sarrafear a superfície.
Rovostimcnto cerâmico Lastro de concreto simples
Ar gamassa colanto
Junta expansão/
contração
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sta de cimento j u n
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Terrapleno
• Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto
rendimento, podendo ser interrompido na posição que
estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento
da mão-de-obra é máximo.
Cura
• Antes de passar para a 2a
fase (colagem) aguardar o
maior tempo possível para que ocorram a secagem e a
retração da argamassa do contrapiso. Lembrar que para
a argamassa 80% de sua retração se dá aos sete dias de
idade.
J u n t a s (4)
• Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo 15).
J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o
• Obrigatórias entre as peças, variam de 2 a 10 mm em
função do tamanho e formato das peças e do aspecto
que se quer alcançar.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura e devem ser respeitadas em toda a
espessura do revestimento.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa do ar a que está exposto
o revestimento.
L i m p e z a
ü Este método proporciona serviço extremamente limpo.
Eventual refluxo de pasta é retirado com pano seco.
P r o t e ç ã o
ü Nunca ande sobre as peças logo após coladas. Eventual
empeno côncavo pode provocar efeito de gangorra ao
pisar, soltando a peça. A resistência máxima da
argamassa colante se dá aproximadamente aos 14 dias
de idade.
R e j u n t a r
• É possível rejuntar no dia seguinte, usando pranchas
largas sobre o piso.
• Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as
peças.
• Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar"
e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma
macia, limpa e úmida.
P r o t e ç ã o
• Na fase final da obra. os pisos são submetidos a mau trato
enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários
etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra.
Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (5) e (6)
• Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso.
Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade,
se houver, reforçará a cura da pasta.
• Espalhar pasta de argamassa colante com desempenadeira
denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve
ser suficiente para preencher irregularidades do nível do
contrapiso. bem como do empeno das peças.
Leituras recomendadas:
(1) Capitulo 14 - Eflorescência
(2) Capítulo 6 - Retração de argamassas
(3) Capitulo 8 - Tensões
(4) Capitulo 15 - Juntas
(5) Capítulos 18 e 19 - Método de Colagem
(6) NBR-13753 • dez./1996
• Espalhar a pasta em faixas de 60 cm para facilitar a
colocação das peças.
• Desempenadeira: conforme tabela 1 da NBR 13.753/96
Atenção para locais ventilados e ensolarados: controlar
a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre
os cordões, falseando a aderência das peças.
R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s
• Não é necessária a imersão. Todavia, esta operação não
deve ser proibida. Um pouco de umidade, se houver,
reforçará a cura da pasta.
• As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à
medida que são colocadas sobre os cordões.
• Deve haver esmagamento total dos cordões de pasta e
contato pleno com todo o tardoz das peças.
3
• As lajes rebaixadas são utilizadas para embutir canalizações
de esgoto, banheiros, lavabos, áreas de serviço etc.
Uma alternativa freqüentemente utilizada consiste em não
rebaixar a laje, executando as canalizações sob a mesma.
Neste caso o forro, em placas de gesso, é rebaixado,
abrigando as canalizações. Esta solução é mais prática e
simples, reduzindo custos de execução e, notadamente,
os custo de manutenção.
I m p e r m e a b i l i z a ç ã o (1)
ü A superfície da laje rebaixada e as paredes até a altura
do piso acabado deverão ser impermeabilizadas.
C a m a d a d e e n c h i m e n t o
• Após a execução e teste de estanqueidade das
canalizações o rebaixo será preenchido com material
absolutamente seco. f o r m a n d o um lastro para o
revestimento. Chamamos a atenção sobre a necessidade
de utilizar material seco para esta c a m a d a . Para
exemplificar, se tivermos um rebaixo de 20 cm (200 l/m2
de piso) preenchido com material de densidade aparente
1(um) e com teor de umidade 2%, estaremos levando
para dentro do rebaixo quatro litros de água por metro
quadrado de piso. Esta água vai se manifestar ou no forro
do andar inferior, ou no piso do andar superior como
eflorescência (2), ou em ambos.
Os materiais para enchimento são tijolos furados de
cerâmica, fragmentos de placas de concreto celular, agre-
gado leve de argila expandida etc.
C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o
• Executada sobre o material de enchimento do rebaixo. É
constituída de argamassa no traço sugerido de uma parte
de cimento para cinco partes de areia média úmida e
mais um impermeabilizante.
• Sua superfície terá acabamento áspero e caimentos para
os ralos.
• A argamassa de assentamento só será aplicada após
completa s e c a g e m da a r g a m a s s a da c a m a d a de
regularização (3).
A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (2) (3)
• Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo
de projeto, for necessária espessura maior, executar
contrapisos superpostos tantos quantos forem
necessários, de modo a resultar sempre espessuras
individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada
após secagem e retração (cura completa) da camada
anterior.
• O acabamento superficial dos contrapisos será áspero.
As emendas, se houver, serão executadas umedecendo
a superfície e aplicando cimento Portland comum,
formando pasta.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
seis partes de areia média úmida.
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo
que o assentamento estará concluído antes do inicio de
pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: estendê-la sobíe a pasta de
cimento na superfície da camada de regularização. Com
auxílio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior
quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície.
• Área de aplicação da argamassa: o ideal será em faixas com
cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação das peças
do piso. O comprimento será tal de modo a estar concluído o
assentamento antes do início de pegado cimento.
M r
Revestimonto corâmico
Pasta de cimento
Argamassa
do assontamento
Enchimonto do robaixo com
material totalmente seco
Pasta do cimento Junta normal
Camada do regularização
com impermeabilizante
20 a 30 cm
Rebaixo para
canalizações
Impermeabilização Forro do andar inferior Laje do concreto armado
J u n t a s (5)
• Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo 15).
J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o
• Obrigatórias entre as peças. Variam de 2 a 10 mm em
função do tamanho e formato das peças e do aspecto
que se quer alcançar.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em
toda a espessura do revestimento.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa do ar a que está exposto
o revestimento.
Pasta d e c i m e n t o (4)
• Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca,
espargir cimento portland em pó, distribuindo-o o mais
uniformemente possível. A pasta resultante deverá ter
espessura de 1 mm, o que significa o uso de 1,5 kg de
cimento em pó por metro quadrado.
• Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta
de cimento. Lembrar que a pasta de cimento Portland é a
cola do método convencional que estamos descrevendo.
R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s (4)
• Imersão em água, com antecedência, de modo a estar
úmidos e não saturados quando da colocação.
O tempo de imersão depende do "grupo de absorção" a
que pertencem.
Atenção: quando da colocação das peças sobre a pasta
de cimento, elas deverão estar úmidas, mas não
saturadas. Qualquer excesso de água na pasta mudará
a relação água/cimento, reduzindo sua resistência e
consequentemente a aderência das peças.
• As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à
medida que são colocadas sobre a pasta de cimento, a
fim de garantir contato perfeito de todo o tardoz com a
pasta.
• Coberta a área preparada, repassar as "batidas" com
auxílio de prancha de madeira aparelhada 15 x 30 cm e
martelo.
O maior número de batidas melhora a aderência.
L i m p e z a
• Logo após "bater", limpar com pano úmido e da melhor
forma possível.
C u r a
• Antes de rejuntar, manter o piso coberto por cerca de
sete dias.
R e j u n t a r
ü Aguardar o maior tempo possível para que ocorram a
secagem e a retração da argamassa de assentamento.
Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua
retração se dá aos sete dias.
• Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as
peças.
• Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar"
e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma
macia, limpa e úmida.
P r o t e ç ã o
• Na fase final da obra. os pisos são submetidos a mau trato
enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários
etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra.
Leituras recomendadas:
(1) "Impermeabilização" - Suplemento P<ni - nov./1984
(2) Capítulo 14 • Eflorescência
(3) Capitulo 9 - Retração
(4) Capitulo 13 - Pasta de cimento
(5) Capítulo 15 - Juntas
4
• As lajes rebaixadas são utilizadas para embutir canalizações
de esgoto, banheiros, lavabos, áreas de serviço etc. Uma
alternativa freqüentemente utilizada consiste em não rebaixar
a laje, executando as canalizações sob a mesma. Neste caso
o forro, em placas de gesso, é rebaixado abrigando as
canalizações. Esta solução é mais prática e simples, reduzindo
custos de execução e, notadamente, o custo de manutenção.
I m p e r m e a b i l i z a ç ã o (1)
• A superfície da laje rebaixada e as paredes até a altura
do piso acabado deverão ser impermeabilizadas.
C a m a d a d e e n c h i m e n t o (2)
• Após a execução e teste de estanqueidade das
canalizações o rebaixo será preenchido com material
absolutamente seco, formando um lastro para o
revestimento. Chamamos a atenção sobre a necessidade
de utilizar material seco para esta c a m a d a . Para
exemplificar, se tivermos um rebaixo de 20 cm (200 l/m2
de piso) preenchido com material de densidade aparente
1(um) e com teor de umidade 2%, estaremos levando
para dentro do rebaixo quatro litros de água por metro
quadrado de piso. Esta água vai se manifestar ou no forro
do andar inferior, ou no piso do andar superior como
eflorescência (2), ou em ambos.
Os materiais para enchimento são tijolos furados de
cerâmica, fragmentos de placas de concreto celular, agre-
gado leve de argila expandida etc.
C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o
• Executada sobre o material de enchimento do rebaixo. É
constituída de argamassa no traço sugerido da uma parte
de cimento para cinco partes de areia média úmida e
mais um impermeabilizante.
• Sua superfície terá acabamento áspero e caimentos para
os ralos.
• A argamassa do contrapiso só será aplicada após completa
secagem da argamassa da camada de regjlarização (3).
• Nota: Enquanto no método convencional todas as
operações daqui para diante devem ser executadas
seguidamente e no mesmo dia com prejuízo no rendimento
do serviço, este método de colagem é dividido em duas
fases bem distintas e de alto rendimento de mão-de-obra:
a) execução do contrapiso. sua cura e secagem;
b) colagem das peças.
C o n t r a p i s o (4 e 5)
• Também chamado piso morto, camada de regularização
ou intermediária.
• Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de
projeto, for necessária espessura m a o r , executar
contrapisos superpostos tantos quantos forem necessários,
de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a
3 cm. Cada camada só será executada após secagem e
retração (cura completa) da camada anterior.
• O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou
desempenado.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
seis partes de areia média úmida.
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo
que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram
antes do início de pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de
cimento na superfície da camada de regularização. Com
auxílio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior
quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície.
• Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto
rendimento, podendo ser interrompido na posição que
estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento
da mão-de-obra é máximo.
C u r a
• Antes de passar para a 2' fase (colagem) aguardar o maior
tempo possível para que ocorram a secagem e a retração
da argamassa do contrapiso. Lembrar que para argamassa
80% de sua retração se dá aos sete dias de idade.
J u n t a s (6)
• Projetar antes do inicio do assentamento (ver Capítulo 15).
J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o
• Obrigatórias entre as peças. Variam de 2 a 10 mm em
função do tamanho e formato das peças e do aspecto
que se quer alcançar.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em
toda a espessura do revestimento.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa do ar a que está exposto
o revestimento.
Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (7) e (8)
• Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso.
Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade,
se houver, reforçará a cura da pasta.
• Espalhar pasta de argamassa colante com desempenadeira
denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve
ser suficiente para preencher irregularidades do nível do
contrapiso. bem como do empeno das peças.
• Espalhar a pasta em faixas de 60 cm para facilitar a
colocação das peças.
• Desempenadeira: conforme Tabela 1 da NBR 13.753/96.
Atenção para locais ventilados e ensolarados: controlar a
extensão da faixa, pois pode se formar película sobre os
cordões, falseando a aderência das peças. Na dúvida,
pressionar uma peça sobre os cordões e retirá-la logo
em seguida, sua base deverá estar totalmente impregnada
de pasta fresca.
R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s
• Não é necessária a imersão. Todavia, esta operação não
deve ser proibida. Um pouco de umidade, se houver,
reforçará a cura da pasta.
• As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à
medida que são colocadas sobre os cordões.
Deve haver esmagamento total dos cordões e contato pleno
da pasta com todo o tardoz das peças.
L i m p e z a
• Este método proporciona serviço extremamente limpo.
Eventual refluxo de pasta é retirado com pano seco.
P r o t e ç ã o
• Nunca ande sobre as peças logo após coladas. Eventual
empeno cóncavo pode provocar efeito de gangorra ao
pisar, soltando a peça. A resistência máxima da
argamassa colante se dá aproximadamente aos 14 dias
de idade.
R e j u n t a r
• É possível rejuntar no dia seguinte, usando pranchas
largas sobre o piso.
• Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as
peças.
• Preencher as juntas com pasta do rejunle. Deixar "puxar"
e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma
macia, limpa e úmida.
P r o t e ç ã o
• Na fase final da obra os pisos são submetidos a mau trato
enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários
etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra.
Leituras recomendadas
(1) "ImpermeabilizaçãoSuplemento Pini - nov./84
(2) Capitulo 14 - Eflorescência
(3) Capitulo 9 - Retração e Revestimentos
(4) Capítulo 6 • Retração
(5) Capitulo 8 - Tensões
(6) Capitulo 15 • Juntas
(7) Capítulos 18 e 19 - Método de Colagem
(8) NBR-13753 - dez./1996
5
S u p e r f í c i e d a laje
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa de assentamento ou, se houver, da argamassa
da camada de regularização ou contrapiso, que se destine
a embutir eletrodutos para tomadas de piso (1) e (2). Caso
a laje seja antiga ou sua superfície muito lisa, apicoá-la.
Umedecere aplicar camada de cimento Portland, formando
pasta imediatamente antes de estender a argamassa de
assentamento ou de regularização.
A emenda com pasta de cimento introduzirá um vinculo
que impedirá parcialmente a retração da argamassa das
camadas superiores, reduzindo as tensões de compres-
são na camada de revestimento superficial (3).
A argamassa de assentamento só será aplicada após
c o m p l e t a s e c a g e m da a r g a m a s s a da c a m a d a de
regularização (3), se houver.
A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (3) (4)
• Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo
de projeto, for necessária espessura maior, executar
c o n t r a p i s o s s u p e r p o s t o s t a n t o s q u a n t o s f o r e m
necessários, de modo a resultar sempre espessuras
individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada
após secagem e retração (cura completa) da camada
anterior.
• O acabamento superficial dos contrapisos será áspero.
As emendas, se houver, serão executadas umedecendo
a superfície e a p l i c a n d o c i m e n t o Portland c o m u m
formando pasta.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
meia parte de cal hidratada, e para cinco partes de areia
média úmida.
ü Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo
que o assentamento estará concluído antes do início de
pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de
cimento na superfície da camada de regularização. Com
auxílio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a
m a i o r q u a n t i d a d e p o s s í v e l de vazios. S a r r a f e a r a
superfície.
• Prever caimentos para o ralo ou para áreas contíguas
onde haja ralos.
• Área de aplicação da argamassa: o ideal será em faixas
com cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação
das peças do piso. O comprimento será tal de modo a
estar concluído o assentamento antes do hício de pega
do cimento.
J u n t a s (5)
• Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo 15).
J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o
• Obrigatórias entre as peças. Variam de 2 a 10 m m em
função do tamanho e formato das peças e do aspecto
que se quer alcançar.
J u n t a s e s t r u t u r a i s
• São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em
toda a espessura do revestimento.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• D e p e n d e m da d e s t i n a ç ã o e e x p o s i ç ã o a v a r i a ç õ e s
térmicas ou da umidade relativa do ar a que está sujeito
o revestimento.
Atenção para lajes de grandes vãos. As juntas deverão
fracionar as regiões onde ocorrem os maio'es momentos
fletores positivos (5).
Junta de expansâo/contraçâo Camada de regularização
e/ou argamassa de assentamento
Revestimento cerâmico
Pasta de cimento
Pasta de cimento sobre a laje j u n t a estrutural
Junta normal
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Revestimento do forro do andar inferior Laje do concreto armado
(Chapisco + Emboço + Reboco)
Pasta d e c i m e n t o (6)
• Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca,
espargir cimento portland em pó, distribuindo-o o mais
uniformemente possível. A pasta resultante deverá ter
espessura de 1 mm, o que significa o uso de 1,5 kg de
cimento em pó por metro quadrado.
• Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta
de cimento. Lembrar que a pasta de cimento Portland é a
cola do método convencional que estamos descrevendo.
R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s (7)
• Imersão em água, com antecedência, de modo a estarem
úmidos, mas não saturados quando da colocação.
Atenção: quando da colocação das peças sobre a pasta
de cimento, elas deverão estar úmidas.
Qualquer excesso de água na pasta mudará a relação água/
cimento, reduzindo sua resistência e consequentemente a
aderência das peças.
• As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à
medida que são colocadas sobre a pasta de cimento, a
fim de garantir contato perfeito de todo o tardoz com a
pasta.
• Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar"
e. em seguida, limpar e dar acabamento com espuma
macia, limpa e úmida.
P r o t e ç ã o
ü Na fase final da obra os pisos são suornetidos a mau
trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de
operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da
obra.
(V
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
Leituras recomendadas:
Capitulo 6 - Retração
Capitulo 8 - Tensões
Capitulo 9 - Retração e Revestimentos
Capítulo 14 - Eflorescência
Capitulo 15 - Juntas
Capítulo 13 - Pasta de cimento
Capítulo 16 • Método Convencional
• Coberta a área preparada, repassar as "batidas" com
auxilio de prancha de madeira aparelhada 15 x 30 cm e
martelo. O maior número de batidas melhora a aderência.
E f l o r e s c ê n c i a (4)
• Dependendo da quantidade de sais solúveis presentes,
poderá aparecer eflorescência sob forma de exudação
viscosa em ladrilhos esmaltados. Tal fenômeno, no
entanto, é de duração finita para pisos sobre lajes,
extinguindo-se com a secagem da água em excesso na
argamassa.
L i m p e z a
• Logo após "bater", limpar com pano úmido e da melhor
forma possível.
C u r a
• Antes de rejuntar, manter o piso coberto por cerca de
sete dias.
R e j u n t a r
• Aguardar o maior tempo possível para que ocorram a
secagem e a retração da argamassa de assentamento.
Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua
retração se dá aos sete dias.
• Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as
peças.
6
S u p e r f í c i e d a laje
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa da camada de regularização ou contrapiso,
que se destine a embutir eletrodutos para tomadas de
piso (1) e (2). Caso a laje seja antiga ou sua superfície
muito lisa, apicoá-la. Umedecer e aplicar camada de
cimento Portland. formando pasta imediatamente antes
de estender a argamassa de regularização.
A emenda com pasta de cimento introduzirá um vinculo
que impedirá parcialmente a retração da argamassa das
camadas superiores, reduzindo as tensões de compres-
são na camada de revestimento superficial (3).
• Sobre a laje, poderemos ter:
a) somente uma camada de argamassa, chamada de
regularização, ou contrapiso ou. ainda, de piso morto:
b) uma camada de argamassa de enchimento destinada a
embutir canalizações de piso (tomadas, telefones etc) ou
para dar caimento, ou. ainda, para corrigir irregularidades
exageradas.
Sobre esta c a m a d a de e n c h i m e n t o s e g u e - s e a do
contrapiso.
Atenção: Cada camada não deverá ter mais do que 2 a
3 cm de espessura.
Nota: E n q u a n t o no m é t o d o c o n v e n c i o n a l t o d a s as
operações daqui para diante devem ser executadas
s e g u i d a m e n t e e no m e s m o dia, c o m p r e j u í z o no
rendimento do serviço, este método de colagem é dividido
em duas fases bem distintas e de alto rendimento de
mão de obra:
a) execução do contrapiso. sua cura e secagem:
b) colagem das peças.
- H r
C o n t r a p i s o ( 1 ) , (2) e (3)
• Também chamado piso morto, camada de regularização
ou intermediária.
• Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de
projeto, for n e c e s s á r i a e s p e s s u r a m a o r , executar
contrapisos superpostos tantos quantos forem necessários,
de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a
3 cm. Cada camada só será executada após secagem e
retração (cura completa) da camada anterior.
• O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou
desempenado.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
seis partes de areia média úmida, ou argamassa mista
composta de uma parte de cimento para meia parte de
cal hidratada, e para cinco partes de areia média úmida.
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo
que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram
antes do início de pega de cimento.
• Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de
cimento na superfície da camada de enchimento, ou da
laje. C o m auxílio da colher a p e r t á - l a com firmeza,
eliminando a maior q u a n t i d a d e possível de vazios.
Sarrafear a superfície.
• Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto
rendimento, podendo ser interrompido na posição que
estiver no fim da jornada de trabalho. O aoroveitamento
da mão-de-obra é máximo.
C u r a
• Antes de passar para 2 a fase (colagem) aguardar o maior
tempo possível para que ocorram a secagem e a retração
da argamassa do contrapiso. Lembrar que para argamassa
80% de sua retração se dá aos sete dias de idade.
Junta do expansão/contração
Revestimento cerâmico
Pasta de argamassa
colante
Camada de regularização
ou contrapiso
Paeta do cimento sobre a laje
Junta normal
Junta estrutural
V Revestimento do forro do andar inferior
(Chapisco + Emboço + Reboco)
Laje de concreto armado
J u n t a s (4)
• Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo
15).
J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o
• Obrigatórias entre as peças. Variam de 2 a 10 mm em
função do tamanho e formato das peças e do aspecto
que se quer alcançar.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em
toda a espessura do revestimento.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa do ar a que está exposto
o revestimento.
Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (5), (6) e (8)
• Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso.
Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade,
se houver, reforçará a cura da pasta.
• Espalhar pasta de argamassa colante com desempenadeira
denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve
ser suficiente para preencher irregularidades do nível do
contrapiso. bem como do empeno das placas de
revestimento.
L i m p e z a
ü Este método proporciona serviço extremamente limpo.
Eventual refluxo de pasta é retirado com pano seco.
P r o t e ç ã o
ü Nunca ande sobre as peças logo após coladas. Eventual
empeno còncavo pode provocar efeito de gangorra ao
pisar, soltando a peça. A resistência máxima do cimento
colante se dá aproximadamente aos 14 dias de idade.
R e j u n t a r
ü É possível rejuntar no dia seguinte, usando pranchas
largas sobre o piso.
• Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as
peças.
• Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar"
e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma
macia, limpa e úmida.
P r o t e ç ã o
• Na fase final da obra os pisos são suornetidos a mau
trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de
operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da
obra.
• Espalhar a pasta em faixas de 60 cm para facilitar a
colocação das peças.
• Desempenadeira: conforme tabela 1 da NBR 13.753/96
Atenção: para locais ventilados e ensolarados, controlar
a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre
os cordões, falseando a aderência das peças. Na dúvida,
pressionar uma peça sobre os cordões e retirá-la logo
em seguida; sua base deverá estar impregnada de pasta
fresca.
Leituras recomendadas:
(1) Capitulo 6 • Retração
(2) Capitulo 8 - Tensões
(3) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos
(4) Capitulo 15 • Juntas
(5) Capitulo 18 • Método de Colagem
(6) Capítulo 19 - Consumo
(7) Capítulo 14 - Eflorescência
(8) NBR-13753 - dez./1996
R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s
• Não é necessária a imersão. Todavia, esta operação não
deve ser proibida. Um pouco de umidade, se houver,
reforçará a cura da pasta.
• As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à
medida que são colocadas sobre os cordões.
Deve haver esmagamento total dos cordões e contato pleno
da pasta com todo o tardoz das peças.
E f l o r e s c ê n c i a (7)
• Sendo as peças colocadas secas sobre um contrapiso,
cuja argamassa também está seca. não haverá água livre
a ser passada para o meio ambiente. Assim sendo, não
ocorrerá eflorescência.
7
S u p e r f í c i e d a laje
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa de regularização, notadamente resíduos de
madeira presos à massa de concreto, partículas soltas
etc. Caso a laje seja antiga ou sua superfície muito lisa,
apicoá-la. U m e d e c e r e aplicar c a m a d a de pasta de
cimento imediatamente antes de estender a argamassa
de regularização. A e m e n d a c o m pasta de c i m e n t o
introduzirá um vínculo c o m a laje, impedindo que a
retração solte a argamassa da laje (1) e (2).
C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o
• Constituída de argamassa no traço sugerido de um
volume de cimento para cinco de areia média úmida.
Especialistas em impermeabilização indicam o traço 1:3.
Caso adotado redobrar a atenção, pois é uma argamassa
rica e mais sujeita aos efeitos da retração, podendo soltar
da laje.
• Não adicionar hidrófugo a essa argamassa. pois haveria
prejuízo de aderência das tintas de impregnação da
camada impermeabilizante.
• A espessura máxima é de 3 cm. Caso seja necessária
maior espessura, aplicar em camadas sucessivas e após
completamente seca a camada anteriormente lançada.
Para argamassas ricas não ultrapasse 2 cm de espessura
para cada camada.
• A s u p e r f í c i e final terá a c a b a m e n t o á s p e r o c o m
desempenadeira de madeira.
ü Dar caimento superficial para os ralos, considerado ótimo
quando entre 1.5% e 2.5%.
I m p e r m e a b i l i z a ç ã o
• D e v e r á h a v e r p r o j e t o da c o b e r t u r a d e t a l h a n d o
cuidadosamente os acabamentos da impermeabilização
junto aos ralos, muretas, rodapés e para todos os tipos
de juntas de dilatação/contração e estruturais (3), (4)
e(6).
C a m a d a d e p r o t e ç ã o
• Constituída de argamassa no traço volumétrico sugerido
de uma parte de cimento Portland comum para cinco
partes de areia média úmida, com a finalidade de proteger
a impermeabilização de ações mecânicas.
• Sua espessura será de 2 cm.
• C a s o não houver a c a m a d a de isolamento térmico/
acústica sobre a camada de proteção e após sua secagem
completa, será executado o assentamento do piso pelo
método convencional que estamos descrevendo.
I s o l a m e n t o t é r m i c o / a c ú s t i c o
• Selecionar o tipo desejado conforme necessidade e fazer
projeto detalhado.
A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (5)
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
cinco partes de areia média úmida.
• Espessura de 2 a 3 cm, no máximo. Para espessuras
maiores, executar camadas superpostas de 2 a 3 cm,
tantas q u a n t a s forem necessárias e após s e c a g e m
completa da camada anterior.
• Acabamento superficial áspero.
• Quantidade de argamassa a preparar sera tal de modo
que o assentamento estará concluído antes do inicio de
pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a superfície
umedecida da camada de isolamento. Com auxilio de colher
apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade
possível de vazios. Na metade da espessura, colocar tela
Piso cerâmico ou outro Pasta de cimento
Pa
o j
sta do cimento Im
Tela soldada
1 1 1
—
aermeabilizaçáo
L B B
1
Ar gamassa de proteção
Argamassa Juntas normais
de assentamento
Isolamento
térmico/
acústico
Ar
de
gamassa
regularização
La
C
O
e de
icreto armado
M I M I I I M i l I I PH 1 1 I I I I I I I I I I 1 I I 1 1 1 1 1 í I I I I I I I I 1
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" - Y^'. v-': '•*/•:
• v i O . 6 •: •«v-:«o. -x qx=0-;•: •
i l l i
metálica soldada de malha de 2" x 2" (5 cm x 5 cm) e fio
bitola 16 BWG (1,65 mm) ou equivalente. Sua finalidade é
inibir a retração da argamassa e seus efeitos deletérios
sobre o revestimento final do piso. Completar a camada
de argamassa de assentamento e sarrafear a superfície.
J u n t a s (5)
• Projetar antes do início do revestimento (ver Capítulo 15).
J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o
• Obrigatórias entre as peças do revestimento. Adotar juntas
mínimas com largura de 7 mm ou maiores, conforme o
tamanho das peças e do aspecto estético que se quer
alcançar.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em
toda a espessura do revestimento.
J u n t a s d e trabalho o u d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa do ar acentuada. Em
ambos os sentidos do piso. o afastamento entre tais juntas
será de 3.5 m a 4.5 m no máximo (5).
Pasta d e c i m e n t o (6)
• Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca,
espargir cimento portland em pó. distribuindo-o o mais
uniformemente possível. A pasta resultante deverá ter
espessura de 1 mm. o que significa o uso de 1.5 kg de
cimento em pó por metro quadrado.
• Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta
de cimento. Lembrar que a pasta de cimento Portland é a
cola do método convencional que estamos descrevendo.
R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s
• Imersão em água. com antecedência, de modo a estar
úmidos, mas não saturados quando da colocação.
Atenção: quando da colocação das peças sobre a pasta
de cimento, elas deverão estar úmidas, mas não
saturadas. Qualquer excesso de água na pasta mudará
a relação água/cimento, reduzindo sua resistência e,
consequentemente, a aderência das peças.
• As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à
medida que são colocadas sobre a pasta de cimento, a
fim de garantir contato perfeito de todo o tardoz com a
pasta.
• Coberta a área preparada, repassar as "batidas" com
auxilio de prancha de madeira aparelhada 15 x 30 cm e
martelo.
• O maior número de batidas melhora a aderência (6).
L i m p e z a
• Logo após "bater" as peças assentadas, limpar com pano
úmido e da melhor forma possível.
C u r a
• Antes de rejuntar, manter o piso coberto por cerca de
sete dias.
R e j u n t a r
ü Aguardar o maior tempo possível para que ocorram a
secagem e a retração da argamassa de assentamento.
• Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua
retração se dá aos sete dias.
• Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as
peças.
• Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar"
e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma
macia, limpa e úmida.
P r o t e ç ã o
• Na fase final da obra, os pisos são submetidos a mau trato
enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários
etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra.
Leituras recomendadas:
(1) Capítulo 6 - Retração
(2) Capitulo 8 • Tensões
(3) "Impermeabilização" - Suplemento Pni - nov./84
(4) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes
• Ed. Pini • 1982
(5) Capitulo 15 - Juntas
(6) Capitulo 13 • Pasta de cimento
8
S u p e r f í c i e d a laje
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa de regularização, notadamente resíduos de
madeira presos à massa de concreto, partículas soltas
etc. Caso a laje seja antiga ou sua superfície muito lisa,
apicoá-la. Umedecer e aplicar camada de pasta de
cimento imediatamente antes de estender a argamassa
de regularização. A emenda com pasta de cimento
introduzirá um vínculo com a laje, impedindo que a
retração solte a argamassa da laje (1) e (2).
C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o
• Constituída de argamassa no traço sugerido de um volume
de cimento para cinco de areia média úmida. Especialistas
em impermeabilização indicam o traço 1:3. Caso adotado
redobrar a atenção, pois é uma argamassa rica e mais
sujeita aos efeitos da retração, podendo soltar da laje (2).
• Não adicionar hidrófugo a essa argamassa, pois haveria
prejuízo de aderência das tintas de impregnação da
camada impermeabilizante.
• A espessura máxima é de 3 cm. Caso seja necessário
maior espessura, aplicar em camadas sucessivas e após
completamente seca a camada anteriormente lançada.
Para argamassas ricas não ultrapasse 2 cm de espessura
para cada camada.
• A superfície final terá acabamento áspero com desem-
penadeira de madeira.
• Dar caimento superficial para os ralos, considerado ótimo
quando entre 1,5% e 2.5%.
I m p e r m e a b i l i z a ç ã o
• Deverá haver projeto da cobertura detalhando
cuidadosamente os acabamentos da impermeabilização
junto aos ralos, muretas. rodapés e para todos os tipos de
juntas de dilatação/contração e estruturais (3), (4) e (5).
C a m a d a d e p r o t e ç ã o (4)
• Constituída de argamassa no traço volumétrico sugerido
de uma parte de cimento Portland comum para cinco
partes de areia média úmida, com a finalidade de proteger
a impermeabilização de ações mecânicas.
• Sua espessura será de 2 cm.
• Caso não houver a camada de isolamento térmico/
acústica, esta camada de proteção será o próprio
contrapiso. Armar com tela metálica como descrito abaixo
e, após secar, colar as peças com argamassa colante.
I s o l a m e n t o t é r m i c o / a c ú s t i c o
• Selecionar o tipo desejado, conforme necessidade, e fazer
projeto detalhado.
Nota: Enquanto no método convencional todas as operações
daqui para diante devem ser executadas seguidamente e
no mesmo dia, com prejuízo no rendimento do serviço, este
método de colagem é dividido em duas fases bem distintas
e de alto rendimento de mão-de-obra:
a) execução do contrapiso. sua cura e secagem;
b) colagem das peças.
C o n t r a p i s o (1) (2) (6)
• Também chamado piso morto.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
cinco partes de areia média úmida.
• Espessura de 2 a 3 cm. no máximo. Para espessuras
maiores, executar camadas superpostas de 2 a 3 cm
tantas quantas forem necessárias e após secagem
completa da camada anterior.
• Acabamento superficial áspero.
Piso cerâmico ou outro Pasta do cimento
Ar 1amassa colanto Im
Tela soldada
1 . •
permeabiiizaçao Ar gam
Cc
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térmico/
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v^V--;''." - : Caimento
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• Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo
que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram
antes do início de pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a superfície
umedecida da camada de isolamento. Com auxilio de
colher, apertá-la com firmeza, eliminando a maior
quantidade possível de vazios. Na metade da espessura,
colocar tela metálica soldada de malha de 2" x 2" (5 cm x
5 cm) e fio bitola 16 BWG (1,65 mm) ou equivalente. Sua
finalidade é inibir a retração da argamassa e seu
desprendimento da camada inferior.
Completar a camada de argamassa e sarrafear a
superfície.
• Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto
rendimento, podendo ser interrompido na posição que
estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento
da mão-de-obra é máximo.
C u r a
• Antes de passar para a 2a
fase (colagem) aguardar o maior
tempo possível para que ocorram a secagem e a retração
da argamassa do contrapiso. Lembrar que para argamassa
80% de sua retração se dá aos sete dias de idade.
J u n t a s (5)
• Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo 15).
J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o
• Obrigatórias entre as peças do revestimento. Adotar juntas
mínimas com largura de 7 mm ou maiores, conforme o
tamanho das peças e do aspecto estético que se quer
alcançar.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em
toda a espessura do revestimento.
• Juntas de trabalho ou de expansão/contração: dependem
da destinação e exposição a variações térmicas ou da
umidade relativa do ar acentuada. Em ambos os sentidos
do piso, o afastamento entre tais juntas será de 3,5 m a
4,5 m no máximo.
Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (7)
• Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso.
Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade,
se houver, reforçará a cura da pasta.
• Espalhar pasta de argamassa colante com desempenadeira
denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve
ser suficiente para preencher irregularidades do nível do
contrapiso, bem como do empeno das placas de revestimento.
• Espalhar a pasta em faixas de 60 cm para facilitar a
colocação das peças.
• Desempenadeira: conforme tabela 1 da NBR 13.753/96
Atenção para locais ventilados e ensolarados: controlar
a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre
os cordões, falseando a aderência das peças.
Na dúvida, pressionar uma peça sobre os cordões e retirá-
la logo em seguida: sua base deverá estar impregnada
de pasta fresca.
R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s
• Não é necessária a imersão. Todavia, esta cperação não deve
ser proibida. Um pouco de umidade, se houver, reforçará a
cura da pasta.
• As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à
medida que são colocadas sobre os cordões.
Deve haver esmagamento total dos cordões e contato pleno
da pasta com todo o tardoz das peças.
L i m p e z a
• Este método proporciona serviço extremamente limpo.
Eventual refluxo de pasta é retirado com pano seco.
P r o t e ç ã o
• Nunca ande sobre as peças logo após coladas. Eventual
empeno côncavo pode provocar efeito de gangorra ao
pisar, soltando a peça. A resistência máxima do cimento
colante se dá aproximadamente aos 14 dias de idade.
R e j u n t a r
• É possível rejuntar no dia seguinte, usando pranchas
largas sobre o piso.
• Antes de rejuntar. escovar e umedecer as juntas entre
as peças.
• Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar"
e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma
macia, limpa e úmida.
P r o t e ç ã o
• Na fase final da obra os pisos são submetidos a mau trato
enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc.
Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra.
Leituras recomendadas:
(1) Capitulo 6 • Retração
(2) Capitulo 8 - Tensões
(3) "Impermeabilização" - Suplemento Pni - nov./1984
(4) Caderno de Encargos • Eng. Milber Fernandes Guedes
- Ed. Pini - 1982
(5) Capítulo 15 - Juntas
(6) Capítulo 9 • Retração e Revestimento
(7) NBR-13753 - dez./1996
Revestimentos cerâmicos sobre alvenaria interna
(Método Convencional)
9
T i p o d e b a s e
• A base sobre a qual haverá o revestimento cerâmico
poderá ser constituída de diversos tipos de materiais, a
saber:
a) alvenarias:
- de tijolos cerâmicos maciços
- de tijolos cerâmicos furados (baiano)
- de tijolos cerâmicos laminados
- de blocos cerâmicos
• de blocos de concreto
- de blocos sílico-calcário
- de blocos de concreto leve
b) pilares e vigas de concreto
C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r
• A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando da
aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria de
tijolos comuns o encunhamento é feito após cerca de oito
dias da conclusão do assentamento dos tijolos (1). Esse é
um prazo mínimo para ocorrerem a secagem e a retração
da argamassa entre os tijolos, em cada fiada, e a
conseqüente acomodação do pano de parede. Caso o
revestimento for executado antes da acomodação da
alvenaria, transmitir-se-ão tensões às placas do
revestimento que. somadas às de outras origens, poderão
ocasionar o desprendimento do revestimento. Entre tais
tensões há a considerar as devidas à deformação lenta da
estrutura de concreto e. notadamente. as da retração das
argamassas de regularização e assentamento (2, 3 e 4).
Base
Chapisco
Pasta dc cimento
Argamassa
de assentamento
Placa de
revestimento
Junta
máximo 2 cm
se maior, executar
camada de regularização
S u p e r f í c i e d a b a s e
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa. notadamente resíduos de madeiras das
fôrmas presos ao concreto, partículas soltas etc. Caso
houver faces de pilares e vigas a revestir, e sendo antigas
ou lisas, apicoá-las.
• Umedecer abundantemente as alvernarias. qualquer que
seja a natureza dos materiais que as constituem, e aplicar
uma camada de chapisco. O chapisco Doderá ser o
convencional de cimento e areia grossa 1:3 ou 1:4, em
volumes, ou um chapisco de cimento colante. Para este
último é necessário aguardar cerca de sete dias, para
que esteja suficientemente rígido e próprio para receber
a camada seguinte.
C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o
• Antes de iniciar o revestimento propriamente dito, é
necessário verificar a prumada da superfície a revestir.
Sempre que a espessura de argamassa necessária para
eliminar irregularidades, ou para atingir determinado
posicionamento, for superior a 2 cm, é indispensável a
execução de uma camada prévia de regularização. A
espessura das camadas de argamassas não deve
ultrapassar 2 cm (2, 3 e 4).
• O traço pode ser o m e s m o da argamassa de
assentamento.
• A argamassa de regularização é aplicada sobre a
superfície chapiscada umedecida.
• O acabamento superficial deverá ser áspero.
A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o
• Só será aplicada após completa secagem e retração da
camada de regularização, se houver. Ou seja, após o
mínimo de oito dias de sua conclusão. Umedecer a
superfície antes de chapar a argamassa de assentamento.
• Não havendo camada de regularização, a argamassa de
assentamento é aplicada sobre a superfície chapiscada
umedecida.
• A espessura da camada de argamassa de assentamento
será de 2 cm, no máximo.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
meia parte de cal hidratada e para cinco partes de areia
média úmida. Ou uma parte de cimento para uma parte
de cal hidratada e sete partes de areia média úmida.
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo
que o assentamento estará concluído antes do início de
pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: chapar fortemente com a colher
sobre a superfície do chapisco (ou da camada de regula-
rização) umedecida previamente. A seguir sarrafear com
régua apoiada sobre as mestras já executadas. A aplicação
da argamassa é feita por partes, para garantir a conclusão
do revestimento antes do início de pega do cimento.
J u n t a s (5)
• Projetar antes do início do revestimento (ver Capítulo 15).
J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o
• Obrigatórias entre as peças. O espaçamento mínimo será
de 2 mm para revestimentos internos. Juntas mais largas
são em função do tamanho e formato das peças e do
aspecto que se quer alcançar.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em
toda a espessura do revestimento.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa do ar (5).
Pasta d e c i m e n t o
• Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca,
aplicar camada de pasta de cimento portland comum na
espessura de 1 mm. Lembrar que a pasta de cimento
comum é a cola do Método Convencional que estamos
descrevendo (6).
R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s
• Imersão em água, com antecedência, de modo a estar
úmidos e não saturados quando da colocação. O tempo
de imersão depende do "grupo de absorção" a que
pertencem.
Atenção: quando da colocação das peças sobre a pasta
de cimento, elas deverão estar úmidas.
• Qualquer excesso de água na pasta mudará a relação
água/ cimento, reduzindo sua resistência e conseqüen-
temente a aderência das peças.
• As peças deverão ser pressionadas e batidas uma a uma à
medida que são colocadas sobre a pasta de cimento, a fim
de garantir contato perfeito de todo o tardoz com a pasta.
Ao bater, não utilizar o cabo da colher de pedreiro se esta
tiver ponta metálica exposta. Haverá danos ao esmalte dos
azulejos. O empeno máximo, côncavo ou convexo,
considerado normal, é de 1 mm. Assim sendo, certificar-se
que esta operação de pressionar e bater consiga maximizar
a superfície de contato pasta/peça.
C u r a
• Antes de rejuntar, manter o revestimento protegido de
insolação direta e ventilação durante cerca de sete dias.
R e j u n t a r
• Aguardar o maior tempo possível sem rejuntar, para que
ocorram a secagem e a retração da argamassa de
assentamento sem transmitir tensões de uma peça para
outra. Lembrar que para argamassas expostas 80% de
sua retração se dá aos sete dias de idade (2).
ü Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as
peças.
• Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar"
e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma
macia, limpa e úmida.
Leituras recomendadas:
(1) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes
- Ed. Pini - 1982
(2) Capitulo 6 - Retração
(3) Capitulo 8 - Tensões
(4) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos
(5) Capítulo 15 - Juntas
(6) Capitulo 13 - Pasta de cimento
Revestimentos cerâmicos sobre
alvenaria interna (Método de Colagem)
10
T i p o d e b a s e
• A base sobre a qual haverá o revestimento cerâmico
poderá ser constituída de diversos tipos de material, a
saber:
a) alvenaria:
- de tijolos cerâmicos maciços
- de tijolos cerâmicos furados (baiano)
- de tijolos cerâmicos laminados
- de blocos cerâmicos
- de blocos de concreto
- de blocos sílico-calcário
- de blocos de concreto leve
b) pilares e vigas de concreto
C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r
• A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando
da aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria
de tijolos comuns o encunhamento é feito após cerca de
oito dias da conclusão do assentamento dos tijolos (1).
Esse é um prazo mínimo para ocorrerem a secagem e a
retração da argamassa entre os tijolos, em cada fiada, e
a conseqüente acomodação do pano de parede. Caso o
revestimento seja executado antes da acomodação da
alvenaria, transmitir-se-ão tensões aos azulejos que,
somadas às de outras origens, poderão ocasionar o
desprendimento do revestimento. Entre tais tensões há a
considerar as devidas à deformação lenta da estrutura
de concreto e. notadamente, as da retração da argamassa
de regularização caso a colagem tenha sido feita antes
da secagem e da retração desta camada de regularização
(2. 3 e 4).
S u p e r f í c i e d a b a s e
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da arga-
massa. notadamente resíduos de madeira das fôrmas pre-
sos ao concreto, partículas soltas etc. Caso haja faces de
pilares e vigas a revestir, e sendo antigas ou lisas, apicoá-las.
- T - V
• Base
• Chapisco
•Argamassa colante
• Argamassa
de regularização
(emboço)
Placa de
' revestimento
• Junta
• Umedecer abundantemente as alvenarias. qualquer que
seja a natureza dos materiais que as constituem, e aplicar
uma c a m a d a de chapisco. O chapisco Doderá ser o
convencional de cimento e areia grossa 1:3 e 1:4, em
volumes, ou um chapisco de cimento colante. Para este
último é necessário aguardar cerca de sete dias para que
esteja suficientemente rígido e próprio para receber a
camada seguinte.
Nota: Enquanto no método convencional todas as operações
daqui para diante e até o final devem ser executadas
seguidamente e no mesmo dia. com prejuízo no rendimento
dos serviços, este método de colagem é dividido em duas
fases bem distintas e de alto rendimento de mão-de-obra:
a) execução do emboço. sua cura e secagem;
b) colagem das peças.
C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o - e m b o ç o
• Verificar a prumada da superfície a revestir. Sempre que
a espessura de argamassa necessária para eliminar ir-
regularidades. ou para atingir determinado posiciona-
mento. for superior a 2 cm, é indispensável a execução
de outra camada de regularização.
A espessura das c a m a d a s de argamassa não deve
ultrapassar 2 cm (2. 3 e 4).
• A a r g a m a s s a de r e g u l a r i z a ç ã o é aplicada sobre a
superfície chapiscada umedecida.
• O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou
desempenado.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
meia parte de cal hidratada e para cinco partes de areia
média úmida. Ou uma parte de cimento para uma parte
de cal hidratada e sete partes de areia média úmida. A
NBR-7200/82 indica diversos traços para o emboço em
paredes internas e para locais de grau de umidade normal
de ar. Os emboços sugeridos com uso de cimento e cal
hidratada têm o traço de urn volume de cimento, dois de
cal hidratada e nove de areia úmida (para mstura manual)
ou 11 de areia úmida (para mistura mecânica).
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal que sua
aplicação e acabamento estarão concluídos antes do
início de pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: chapar fortemente com a colher
sobre a superfície do chapisco (ou da camada de regula-
rização anterior) umedecida previamente. A seguir sarra-
fear com régua apoiada sobre as mestras já executadas.
máximo 2 cm
so maior, executar
em camadas de 2 cm cada
• Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto
rendimento, podendo ser interrompido na posição que
estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento
da mão-de-obra é máximo.
C u r a
• Antes de passar para a 2* fase (colagem), aguardar o
maior tempo possível para que ocorram a secagem e a
retração da argamassa. Lembrar que para argamassa
80% de sua retração se dá aos sete dias de idade.
C o l a g e m direta s o b r e a b a s e
• É possível colar as peças diretamente sobre a base se
esta é constituída de elementos de superfície bem plana
e assentados aprumados já prevendo a colagem direta,
sem emboço, ou camada de regularização. É o caso de
blocos de concreto, blocos de concreto leve ou sílico-
calcário. A irregularidade das peças, se houver, será
jogada para a face oposta da parede que, possivelmente,
será um corredor, ou sala. ou dormitório etc., cujas
paredes levarão emboço e reboco corrigindo o prumo.
• Atenção para as instalações elétricas e hidráulicas, e
posicionamento de batentes, uma vez que não haverá
chapisco e emboço.
• Imediatamente antes de espalhar a parte de cimento
colante sobre tais bases, molhá-las abundantemente
devido à sua alta absorção de água.
J u n t a s (5)
• Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo 15).
J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o
• Obrigatórias entre as peças com espaçamento mínimo
de 2 mm para revestimentos internos. Juntas mais largas
são em função do tamanho e formato das peças e do
aspecto que se quer alcançar.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em
posição e largura em toda a espessura do revestimento.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa do ar (5).
Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (6)
• Não é necessário umedecer o emboço. Todavia, esta
operação não deve ser proibida. A umidade, se houver,
reforçará a cura da pasta. Em locais ventilados e
ensolarados, convém umedecer o emboço.
• Caso a colagem for direta sobre elementos da alvenaria,
molhá-los imediatamente antes de espalhar a pasta.
• Espalhar pasta de argamassa colante com desempenadeira
denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve
ser suficiente para preencher irregularidades no prumo do
emboço. bem como o empeno normal dos azulejos. Usar
desempenadeira conforme tabela 1 da NBR 13.754/96
• Espalhar a pasta em faixas compatíveis com as condições
locais de ventilação e insolação. Controlar a extensão da
faixa, pois pode se formar película sobre os cordões,
falseando a aderência das peças. Na dúvida, pressionar
uma peça sobre os cordões e retirá-la logo em seguida;
sua base deverá estar impregnada de pasta fresca.
R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s
• Não é necessária a imersão em água. Todavia, sob
severas condições ambientais devem ser umedecidos.
• As peças deverão ser pressionadas e batidas uma a uma
à medida que são colocadas sobre a pasta de argamassa
colante, a fim de garantir total esmagamento dos cordões
e contato pleno da pasta com todo o tardoz das peças.
Ao bater, não utilizar o cabo da colher de pedreiro se esta
tiver ponta metálica exposta. Haverá danos ao esmalte
da peça. O empeno máximo, côncavo ou convexo,
considerado normal, é de 1 mm. A NBR-7200/82 -
revestimentos com argamassas - dá uma tolerância para
o desvio da superfície do emboço em relação a uma régua
retilínea: para 2 m de comprimento, o desvio não deverá
ser superior a 3 mm. Assim sendo, certificar-se de que
esta operação de pressionar e bater ccnsiga maximizar
a superfície de contato pasta/peça.
C u r a
ü Antes de rejuntar, manter o revestimento protegido de
insolação direta e ventilação durante cerca de sete dias.
R e j u n t a r
• Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as
peças.
• Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar"
e. em seguida, limpar e dar acabamento com espuma
macia, limpa e úmida.
Leituras recomendadas:
(1) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes
• Ed. Pini - 1982
(2) Capitulo 6 - Retração
(3) Capítulo 8 - Tensões
(4) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos
(5) Capitulo 15 - Juntas
(6) NBR-13754 - dez./1996
Pastilhas sobre alvenaria interna ou externa
(Método Convencional)
T i p o d e b a s e
• A base sobre a qual haverá o revestimento com pastilhas
poderá ser constituída de diversos tipos de materiais, a saber:
a) alvenarias:
- de tijolos cerâmicos maciços
- de tijolos cerâmicos furados (baiano)
- de tijolos cerâmicos laminados
- de blocos cerâmicos
- de blocos de concreto
- de blocos sílico-calcário
- de blocos de concreto leve
b) pilares e vigas de concreto
C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r
• A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando da
aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria de
tijolos comuns o encunhamento é feito após cerca de oito
dias da conclusão do assentamento dos tijolos (1). Esse é
um prazo mínimo para ocorrerem a secagem e a retração da
argamassa entre os tijolos, em cada fiada, e a conseqüente
acomodação do pano de parede. Caso o revestimento for
executado antes da acomodação da alvenaria transmitir-se-
ão tensões ao revestimento que. somadas às de outras
origens, poderão ocasionar o seu desprendimento. Entre tais
tensões há a considerar as devidas à deformação lenta do
concreto e as da retração da argamassa do emboço. caso
este não esteja totalmente curado (eqüivale já ter-se
deformado totalmente por retração da argamassa) por ocasião
da colocação das pastilhas (2) (3) (4).
S u p e r f í c i e d a b a s e
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa. notadamente resíduos de madeira das fôrmas
presos ao concreto, partículas soltas etc. Caso houver
faces de pilares e vigas a revestir, e sendo antigas ou
lisas, apicoá-las.
• Umedecer abundantemente as alvenarias, quaisquer que seja
a natureza dos materiais que as constituem, e aplicar uma
camada de chapisco. O chapisco poderá ser o convencional
de cimento e areia grossa 1:3 ou 1:4. em volumes, ou um
chapisco de cimento colante. Para este último é necessário
T M Í T
—A
—A
—A
—A
Chapisco
Pasta do
cirorrto branco
'/assa fina
Emboço
máximo 2 cm
se maior, exocutar
orn camaoas oo
2 cm cada
Pastilha
• Juntas ontro pastilhas
>a previstas peo
fabricante
aguardar cerca de sete dias. para que esteja suficientemente
rígido e próprio para receber a camada seguiite.
C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o
• Antes de iniciar o revestimento propriamente dito é
necessário verificar a prumada da superfície a revestir.
Sempre que a espessura de argamassa necessária para
eliminar irregularidades, ou para atingir determinado
posicionamento, for superior a 2 cm. é indispensável a
execução de uma camada prévia de regularização.
A espessura das c a m a d a s de argamassa não deve
ultrapassar 2 cm (2. 3 e 4).
• O traço pode ser o mesmo da argamassa do emboço.
• A a r g a m a s s a de r e g u l a r i z a ç ã o é aplicada sobre a
superfície chapiscada umedecida.
• S e m p r e que por motivos construtivos a e s p e s s u r a
ultrapassar 25 a 35 mm deve ser utilizada tela metálica
soldada de malha de 5 x 5 cm e fio 16 BWG (1,65 mm)
chumbada na estrutura suporte em quatro pentos por metro
quadrado e. nos cantos, em três pontos por metro linear,
com a finalidade de absorver a retração da argamassa,
tensões e peso próprio da espessa camada de argamassa.
• O acabamento superficial desta camada det/e ser áspero.
E m b o ç o
• Só será aplicado após completa secagem e retração da
camada de regularização, se houver. Ou seja, após o
mínimo de oito dias de sua conclusão.
Umedecer a superfície antes e chapar a argamassa do emboço.
• Não havendo camada de regularização, a argamassa do
e m b o ç o é a p l i c a d a s o b r e a superfície c h a p i s c a d a
umedecida previamente.
• A espessura do emboço será de 2 cm no máximo (2, 3 e 4).
• O acabamento superficial será áspero.
• Traço sugerido em volume: uma parte de cimento para
meia parte de cal hidratada e para cinco partes de areia
média úmida. Ou uma parte de cimento para uma parte
de cal hidratada e sete partes de areia média úmida.
A NBR-7200/82 indica diversos traços para o emboço
em paredes internas e para locais de graj de umidade
normal do ar. Os emboços sugeridos com uso de cimento
e cal hidratada têm o traço de um volums de cimento,
dois de cal hidratada e nove de areia úmida (para mistura
manual) ou 11 de areia úmida (para mistura mecânica).
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal que sua
aplicação e acabamento estarão concluídos antes do
início de pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: chapar fortemente com a colher
sobre a superfície do chapisco (ou da c a m a d a de
regularização anterior) umedecida previamente. A seguir
sarrafear com régua apoiada sobre as mestras já executadas.
• Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto
rendimento, podendo ser interrompido na posição que
estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento
da mão-de-obra é máximo.
Cura
• Antes de passar para a fase de assentamento das pastilhas
com massa fina e pasta de cimento branco, aguardar o maior
tempo possível paia que ocorram a secagem e a retração
da argamassa do emboco. Lembrar que para as argamassas
80% de sua retração se dá aos sete dias de idade.
• Com a execução e cura total do emboco se encerra a
primeira fase de serviços do Método Convencional que
estamos descrevendo.
Juntas (7)
• As juntas de movimentação e estruturais devem ser
projetadas antes do assentamento.
• As pastilhas são fornecidas montadas em placas já com
juntas prefixadas pelo fabricante.
• Manter a mesma largura de juntas entre as placas.
Juntas estruturais
• Mantê-las em toda a espessura do revestimento (no
chapisco. emboço. massa fina e pastilhas) e na largura
deixada na estrutura suporte.
Juntas de expansão/contração
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa do ar acentuada. Prevê-
las no encontro com outros acabamentos (7).
Massa fina
• A argamassa pode ser pré-fabricada ou composta na
própria obra.
• Caso composta na obra. é sugerido o seguinte traço em
volumes (5): uma parte de cimento portland comum para nove
partes de areia fina peneirada e três partes de pasta de cal.
• A NBR-7200/82 (Tabela 1 - Grupo II) sugere os seguintes
traços em volumes para argamassas de reboco de cimento
e cal: uma parte de cimento, para uma parte e meia de
pasta de cal e para nove a 11 partes de areia fina úmida,
sendo nove partes se a mistura for manual e 11 para mistura
mecânica. Ou uma parte de cimento para duas de cal
hidratada e para nove a 11 partes de areia fina úmida.
• Antes de aplicar a argamassa. o emboco deve ser
molhado abundantemente.
• Espessura do reboco: 2 mm. A espessura máxima, não
desejável, fixada pela NBR-7200/82. é de 5 mm.
• Antes da aplicação das placas de pastilhas, traçar linhas
de nível e prumo.
Obs.: o Manual do Pastilheiro (5) descreve detalhadamente
ferramentas, materiais e cuidados no acabamento.
Pasta de cimento
• Normalmente é utilizado cimento portland branco.
Preparar pasta de cimento branco.
• As placas de pastilhas são empilhadas sobre um suporte,
com o tardoz voltado para cima (ou com o papel voltado
para baixo).
ü Com auxílio de colher de pedreiro espalhar a pasta de
cimento branco nas costas da placa de pastilhas, em
espessura fina de cerca de 1 mm. Lembrar que a pasta
de cimento comum é a cola do método convencional que
estamos descrevendo (6).
• Aplicar placa de pastilhas, untada de pasta de cimento
branco, sobre a massa fina que deverá estar ainda fresca.
Caso for necessário, e devido a condições de ventilação,
umedecer levemente a massa fina antes da aplicação.
• Pressionar imediatamente com as mãos.
• Após a colocação de algumas placas, alinhar as arestas
e rebater com auxílio de martelo de pedreiro e um batedor
de madeira aparelhado.
Rejuntamento
• Remover o papel colado sobre a superfície das pastilhas
utilizando uma solução de soda cáustica e água na
proporção de 250 g para cada cinco litros de água (5).
Usar broxa na aplicação da solução sobre o papel.
Aguarde que este se encharque e use a ponta da colher
de pedreiro para iniciar a remoção do papel.
• Lavar com água após remover o papel ce cada pequena
área.
• Rebater as pastilhas, caso for necessário ajustar nível
e prumo.
Atenção: usar luvas de borracha e aplicar a solução de
soda com cuidado para evitar respingos na pele. Use
balde plástico no preparo da solução.
• Retirado o papel de todo o pano. prepare pasta de cimento
branco comum ou de produtos pré-fabricadcs comercializados
com esta finalidade. Preencher as juntas com a pasta, com
auxilio de rodo de borracha passado diagonalmente. Deixar
"puxar" e. em seguida, limpar com estopa.
Leituras recomendadas:
(1) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes
• Ed. Pini - 1982
(2) Capítulo 6 - Retração
(3) Capítulo 8 • Tensões
(4) Capítulo 9 • Retração e Revestimentos
(5) "Treinamento do Oficial Pastilheiro" - Encarte do
Anuàrio Produtos & Técnicas - 82/83 - Ed. Pini
(6) Capítulo 13 - Pasta de Cimento
(7) Capitulo 15 • Juntas
Pastilhas sobre alvenaria interna ou externa
(Método de Colagem)
12
Tipo de base
• A base sobre a qual haverá o revestimento com pastilhas
poderá ser constituída de diversos tipos de materiais, a saber:
a) alvenarias:
- de tijolos cerâmicos maciços
- de tijolos cerâmicos furados (baiano)
- de tijolos cerâmicos laminados
- de blocos cerâmicos
- de blocos de concreto
- de blocos silico-calcário
- de blocos de concreto leve
b) pilares e vigas de concreto
C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r
• A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando da
aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria de
tijolos comuns o encunhamento é feito após cerca de oito
dias da conclusão do assentamento dos tijolos (1). Esse é
um prazo mínimo para ocorrerem a secagem e a retração da
argamassa, entre os tijolos, em cada fiada, e a conseqüente
acomodação do pano de parede. Caso o revestimento for
executado antes da acomodação da alvenaria, transmitir-se-
ão tensões ao revestimento que, somadas às de outras
origens, poderão ocasionar o seu desprendimento. Entre tais
tensões há a considerar as devidas à deformação lenta do
concreto e as da retração da argamassa do embaço, caso
este não esteja totalmente curado (eqüivale a já ter-se
deformado totalmente por retração da argamassa) por ocasião
da colocação das pastilhas (2) (3) (4).
S u p e r f í c i e d a b a s e
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa,
notadamente resíduos de madeira das fôrmas presos ao
concreto, partículas soltas etc. Caso houver faces de pilares
e vigas a revestir, e sendo antigas ou lisas, apicoá-las.
• Umedecer abundantemente as alvenarias. qualquer que seja
a natureza dos materiais que as constituem e aplicar uma
camada de chapisco. O chapisco poderá ser o convencional
de cimento e areia grossa 1:3 ou 1:4 em volumes, ou um
chapisco de cimento colante. Para este último é necessário
aguardar cerca de sete dias. para que esteja suficientemente
rígido e próprio para receber a camada seguinte.
Base
Chapisco
Pasta tio
argamassa colanto
Emboço
máximo 2 cm
se maior, execuiar
em camadas do
2 cm cada
Pastilha
Juntas entro pastilhas
ia previstas p e »
fabricante
C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o
• Antes de iniciar o revestimento propriamente dito é
necessário verificar a prumada da superfície a revestir.
Sempre que a espessura de argamassa necessária para
eliminar irregularidades, ou para atingir determinado
posicionamento, for superior a 2 cm, é indispensável a
execução de uma camada prévia de regularização.
A espessura das camadas de argamassa não deve
ultrapassar 2 cm (2, 3 e 4).
• O traço pode ser o mesmo da argamassa do emboço.
• A argamassa de regularização é aplicada sobre a
superfície chapiscada umedecida.
• Sempre que por motivos construtivos a espessura
ultrapassar 25 a 35 mm deve ser utilizada tela metálica
soldada de malha de 5 x 5 cm e fio 16 BWG (1,65 mm)
chumbada na estrutura suporte em quatro pontos por metro
quadrado e, nos cantos, em três pontos por metro linear,
com a finalidade de absorver a retração da argamassa,
tensões e peso próprio da espessa camada de argamassa.
• O acabamento superficial desta camada deve ser áspero.
E m b o ç o
• Só será aplicado após completa secagem e retração da
camada de regularização, se houver. Ou seja, após o
mínimo de oito dias de sua conclusão. Umedecer a
superfície antes de chapar a argamassa do emboço.
ü Não havendo camada de regularização, a argamassa do
e m b o ç o é aplicada sobre a superfície chapiscada
umedecida previamente.
• A espessura do emboço será de 2 cm, no máximo (2, 3 e 4).
• O acabamento superficial será áspero.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
meia parte de cal hidratada e para cinco partes de areia
média úmida. Ou uma parte de cimento para uma parte
de cal hidratada e sete partes de areia média úmida.
• A NBR-7200/82 indica diversos traços para o emboço em
paredes internas e para locais de grau de umidade normal
do ar. Os emboços sugeridos com uso de cimento e cal
hidratada têm o traço de um volume de cimento, dois de
cal hidratada e nove de areia úmida (para mstura manual)
ou 11 de areia úmida (para mistura mecânica).
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal que sua
aplicação e acabamento estarão concluídos antes do
início de pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: chapar fortemente com a colher
sobre a superfície do chapisco (ou da camada cte regularização
anterior) umedecida previamente. A seguir sarrafear com
régua apoiada sobre as mestras já executadas.
• Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto
rendimento, podendo ser interrompido na posição que
estiver no fim da jornada de trabalho. O aoroveitamento
da mão-de-obra é máximo.
Cura
• Antes de passar para a fase de assentamento das pastilhas
com pasta de cimento colante, aguardar o maior tempo
possível para que ocorram a secagem e a retração da
argamassa do emboço. Lembrar que para as argamassas
80% de sua retração se dá os sete dias de idade.
• Com a execução e cura total do emboço se encerra a
primeira fase de serviços do método de colagem que
estamos descrevendo.
Nota: Enquanto no método convencional daqui para diante há
mais duas operações lentas a serem executadas seguidamente,
ou seja, massa fina e sobre ela ainda fresca a aplicação das
placas de pastilhas com pasta de cimento branco no tardoz,
com prejuízo do rendimento dos serviços, este método de
colagem requer apenas o espalhamento da pasta de argamassa
colante, cinza ou branca. E um serviço de alto rendimento,
possibilitando o aproveitamento integral da jornada de trabalho.
Cojagem direta sobre a base em paredes internas
• É possível colar as peças diretamente sobre a base se esta é
constituída de elementos de superfície bem plana e assentados
aprumados já prevendo a colagem direta, sem emboço, ou
camada de regularização. E o caso de blocos de concreto,
blocos de concreto leve ou sílico-calcário. A irregularidade das
peças, se houver, será jogada para a face oposta da parede
que, possivelmente, será um corredor, ou sala, ou dormitório
etc., cujas paredes levarão emboço e reboco corrigindo o prumo.
Atenção para as instalações elétrica e hidráulica, e
posicionamento de batentes, uma vez que não haverá
chapisco e emboço.
• Imediatamente antes de espalhar a pasta de cimento
colante sobre tais bases, molhá-las abundantemente
devido à sua alta absorção de água.
Obs.: no método convencional é impossível a colocação
direta sobre a base.
Juntas (7)
• As juntas de expansão/contração e estruturais deverão
ser projetadas antes do assentamento.
• As pastilhas são fornecidas montadas em placas já com
juntas prefixadas pelo fabricante.
• Manter a mesma largura de juntas entre as placas.
Juntas estruturais
• Mantê-las em toda a espessura dos revestimentos (no
chapisco. emboço. argamassa colante e pastilhas) e na
largura deixada na estrutura suporte.
Juntas de expansão/contração
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou da umidade relativa do ar acentuada. Prevê-
las no encontro com outros acabamentos.
Pasta de argamassa colante (5)
• Não é necessário umedecer o emboço. Todavia, esta ope-
ração não deve ser proibida. A umidade, se houver, reforçará
a cura da pasta. Em locais ventilados e ensolarados convém
umedecer o emboço.
• Espalhar pasta de cimento colante com desempenadeira
denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve ser
suficiente para preencher irregularidades no prumo do emboço.
• Espalhar a pasta em faixas compatíveis com as condições
locais de ventilação e insolação. Controlar a extensão da
faixa, pois pode se formar película sobre os cordões,
falseando a aderência das peças. Na dúvida, pressione
algumas pastilhas sobre os cordões e retire-as em seguida;
sua base deverá estar impregnada de pasta fresca.
• As placas de pastilhas são empilhadas sobre um suporte, com
o tardoz voltado para cima (ou com o papel voltado para baixo).
u Com auxílio do lado liso da desempenadeira denteada
forçar a pasta de argamassa colante branca nas costas
de cada placa de pastilhas, preenchendo praticamente
todas as juntas.
• Antes da aplicação das placas de pastilhas, traçar linhas
de nível e prumo.
Obs.: o Manual do Pastilheiro (6) descreve detalhadamente
ferramentas, materiais e cuidados no acabamento.
• Aplicar cada placa de pastilhas sobre os cordões de pasta
fresca de argamassa colante.
• Pressionar imediatamente com ambas as mãos toda a
superfície da placa.
• Após a colocação de algumas placas, alinhar as arestas
e rebater com auxílio de martelo de pedreiro e um batedor
de madeira aparelhado.
Rejuntamento
• Remover o papel colado sobre a superfície daspastilhas utilizando
uma solução de soda cáustica e água na proporção de 250 g
para cada cinco litros de água (6). Usar broxa na aplicação da
solução sobre o papel. Aguarde que este se encharque, e use a
ponta da colher de pedreiro para iniciar a rerioção do papel.
• Lavar com água após remover o papel de cada pequena área.
• Rebater as pastilhas, caso for necessário ajustar nível e prumo.
Atenção: usar luvas de borracha e aplicar a solução de soda
com cuidado para evitar respingos na pele. Use balde plástico
no preparo da solução.
• Retirado o papel de todo o pano. prepare pasta de cimento
branco comum, ou de produtos pré-fabricados comercializados
com esta finalidade. Completar o preenchimento das juntas com
a pasta, com auxilio de rodo de borracha passado diagonalmente.
Deixar "puxar" e. em seguida, limpar com estopa.
Leituras recomendadas:
(1) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes
- Ed. Pini - 1982
(2) Capitulo 6 - Retração
(3) Capítulo 8 - Tensões
(4) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos
(5) Capítulos 18 e 19 - Método de Colagem
(6) "Treinamento do Oficial Pastilheiro" - "Encarte Produtos
& Técnicas - 82/83 - Ed. Pini
(7) Capítulo 15 - Juntas
Placas de borracha com cavidades ou pinos
sobre terrapleno (Método de Colagem)
13
C o l a g e m
• Este Método de Colagem é dividido em duas fases bem
distintas e de alto rendimento de mão-de-obra:
a) execução do contrapiso, sua cura e secagem;
b) colagem das peças.
T e r r a p l e n o (1)
• Preparar o terrapleno para evitar umidade natural do solo.
Esta camada deverá ter excelente permeabilidade para
que a água não suba por capilaridade. Isso pode ser
conseguido com a retirada da camada superficial de solo
pouco permeável - 30 a 40 cm - e reaterro com o mesmo
solo misturado em partes iguais com areia ou entulho da
própria obra.
• Apiloar o terrapleno e colocar uma camada de pedra
britada.
Atenção para pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos,
que retêm energicamente a água. Para conter o fluxo de
umidade utilizar mantas impermeáveis.
• Prever uso de drenos para os casos extremos de pressão
positiva e lençol freático aflorado ou a pouca profundidade.
L a s t r o d e c o n c r e t o s i m p l e s (1)
• Sobre o terrapleno executar lastro de concreto simples,
bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira
à água. dada sua impermeabilidade.
• Executar o lastro com caimentos necessários à perfeita
drenagem superficial do piso acabado.
• Aguardar cura completa antes da execução do contrapiso.
S u p e r f í c i e d o l a s t r o - p r e p a r o
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa do contrapiso. Caso o lastro seja antigo ou
sua superfície muito lisa, apicoá-lo. Umedacer e aplicar
camada de cimento Portland formando pasta e, sobre
ela, estender imediatamente a argamassa do contrapiso.
Dependendo das condições de uso, o lastro poderá ser
armado.
C o n t r a p i s o ( 2 e 3 )
• Também chamado piso morto, camada de regularização
ou intermediária.
• Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de
projeto, for n e c e s s á r i a e s p e s s u r a m a o r , executar
contrapisos superpostos tantos quantos forem necessários,
de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a
3 cm. Cada camada só será executada após secagem e
retração (cura completa) da camada anterior.
• O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou
desempenado.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
seis partes de areia média úmida. Dimensionar outro traço,
inclusive armadura, dependendo das condções de uso.
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo
que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram
antes do início de pega do cimento.
• Aplicação de argamassa: estendê-la sobre a pasta de
cimento fresca na superfície do lastro. Com auxílio da
c o l h e r a p e r t á - l a c o m f i r m e z a , e l i m i n a n d o a m a i o r
quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície.
Placas de borracha Lastro de concreto simples
Pasta de argamas
Ju
co
sa colante
ita expansão/
itração
Ccmtra
Pa
piso
sta de cimento J u n t a estrutural
• 1 Kl 1
•
[ J Manta impermeável
1
Terrapleno
• Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto
rendimento, podendo ser interrompido na posição que
estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento
da mão-de-obra é máximo.
C u r a
• Antes de passar para 2J
fase (colagem) aguardar o maior
tempo possível para que ocorram a secagem e a retração
da argamassa do contrapiso. Lembrar que para argamassa
80% de sua retração se dá aos sete dias de idade.
Atenção: Caso a colocação das placas seja feita antes
da secagem da argamassa do contrapiso, a retração
desta argamassa ainda em evolução introduzirá compres-
são no revestimento denunciada por ondulações das
placas, comprometendo definitivamente o serviço.
J u n t a s (5 e 6)
• As juntas de expansão/contração e estruturais deverão
ser projetadas e previstas antes do assentamento.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser mantidas em
largura e posição em toda a espessura do revestimento.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa (6).
Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (4)
• Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso.
Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade,
se houver, reforçará a cura da pasta.
• Espalhar, pasta de argamassa colante com desempena-
deira denteada formando cordões. A quantidade de pasta
deve ser suficiente para preencher irregularidades do nível
do contrapiso.
• Espalhar a pasta em faixas de 70 cm de largura para
facilitar a colocação das peças. Atenção para locais
ventilados e ensolarados: controlar a extensão da faixa,
pois pode se formar película sobre os cordões, falseando
a aderência das peças.
• Com colher de pedreiro, ou lado liso da desempenadeira
de aço, preencher totalmente com pasta de argamassa
colante as cavidades ou espaços entre os pinos existentes
no tardoz das placas.
• Aplicar as placas assim preparadas sobre os cordões de
pasta de argamassa colante já aplicada sobre o
contrapiso.
• Bater a placa o mais levemente possível, mas o necessário
para ligar a pasta do tardoz à pasta do contrapiso.
Atenção: batidas enérgicas sobre a placa causarão
deformações levantando arestas e vértices da placa,
tornando impossível quaisquer tentativa posterior de
acerto de nível.
u O serviço de colagem pode ser interrompido em qualquer
posição, e retomado posteriormente, mesmo no dia
seguinte. Isto torna o serviço de alto rendimento devido
ao aproveitamento máximo da mão-de-obra.
L i m p e z a
ü Este método proporciona serviço extremamente limpo.
Eventual refluxo de pasta é retirado com pano levemente
umedecido em água limpa.
P r o t e ç ã o
• Nunca ande sobre placas logo após coladas. Aguarde
cerca de três dias. A resistência máxima da argamassa
colante se dá após 14 dias de idade.
• Na fase final da obra os pisos são suornetidos a mau
trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários
etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra.
Leituras r e c o m e n d a d a s :
(1) Capítulo 14 - Eflorescência
(2) Capítulo 6 - Retração
(3) Capítulo 8 • Tensões
(4) Capítulos 18 e 19 • Método de Colagem/Consumo
(5) Capítulo 10 - Temperatura
(6) Capítulo 15 - Juntas
Placas de borracha com cavidades ou pinos
sobre laje (Método de Colagem)
14
S u p e r f í c i e d a laje
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa da camada de regularização ou contrapiso.
Caso a laje seja antiga ou sua superfície muito lisa. apicoá-
la. Umedecer e aplicar camada de cimento Portland.
formando pasta imediatamente antes de estender a
argamassa de regularização.
A emenda com pasta de cimento introduzirá um vinculo
que impedirá parcialmente a retração da argamassa das
camadas superiores, reduzindo as tensões de compres-
são na camada de revestimento superficial (1).
• Sobre a laje poderemos ter:
a - somente uma camada de argamassa, chamada de
regularização, ou contrapiso ou. ainda, de piso morto:
b - uma camada de argamassa de enchimento destinada
a embutir canalizações de piso (tomadas, telefones etc.)
ou para dar caimento ou. ainda, para corrigir irregu-
laridades exageradas.
Sobre esta camada de enchimento segue-se a do
contrapiso.
Atenção: cada camada não deverá ter mais do que 2 a 3
cm de espessura.
Nota: Este método de colagem é dividido em duas fases
bem distintas e de alto rendimento de mão-de-obra:
a) execução do contrapiso. sua cura e secagem;
b) colagem das peças.
C o n t r a p i s o (1), (2) e (3)
• Também chamado piso morto, camada de regularização
ou intermediária.
ü Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo
de projeto, for necessária espessura maior, que se
destine a embutir eletrodutos para tomadas de piso,
executar contrapiso superpostos tantos quantos forem
necessários, de modo a resultar sempre espessuras
i n d i v i d u a i s de 2 a 3 cm. C a d a c a m a d a só s e r á
executada após secagem e retração (cura completa)
da camada anterior.
• O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou
desempenado.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
seis partes de areia média úmida, ou argamassa mista
composta de uma parte de cimento para meia de cal
hidratada, e para cinco partes de areia média úmida.
Dimensionar outro traço, inclusive armadura, dependendo
das condições de uso.
• Quantidade de argamassa a preparar: será de tal modo
que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram
antes do inicio de pega do cimento.
• Aplicação de argamassa: estendê-la sobre a pasta de
cimento fresco na superfície da laje. Com auxílio da colher
apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade
possível de vazios. Sarrafear a superfície.
• Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto
rendimento, podendo ser interrompido na posição que
estiver no fim da jornada de trabalho. O aDroveitamento
de mão-de-obra é máximo.
C u r a
• Antes de passar para 2a
fase (colagem) aguardar o
maior tempo possível para que ocorram a secagem e a
retração da argamassa do contrapiso. Lembrar que para
argamassa 80% de sua retração se dá aos sete dias
de idade.
"Junta de expansão/contração
Placas do borracha
Camada de regularização
ou contrapiso
Pasta de argamassa
colante sobre o
contrapiso e nas
cavidades
I
Pasta de cimento sobre a laje
Junta normal
Junta estruturaJ
Laje de concreto Junta expansão/ * Revestimento do forro do andar inferior
armado contração (Chapisco + Emboço + Reboco)
Atenção: Caso a colocação das placas seja feita antes
da secagem da argamassa do contrapiso, a retração
desta argamassa ainda em evolução introduzirá compres-
são no revestimento denunciada por ondulações das
placas, comprometendo definitivamente o serviço.
J u n t a s (5 e 6)
• As juntas de expansão/contração e estruturais deverão
ser projetadas e previstas antes do assentamento.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser mantidas em
largura e posição em toda a espessura do revestimento.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa do ar.
Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (4)
• Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso.
Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade,
se houver, reforçará a cura da pasta.
• Espalhar pasta de argamassa colante com desempena-
deira denteada formando cordões. A quantidade de pasta
deve ser suficiente para preencher irregularidades do nível
do contrapiso.
• Espalhar a pasta em faixas de 70 cm de largura para
facilitar a colocação das peças. Atenção para locais
ventilados e ensolarados: controlar a extensão da faixa,
pois pode se formar película sobre os cordões, falseando
a aderência das peças.
• Com colher de pedreiro, ou lado liso da desempenadeira
de aço. preencher totalmente com pasta de argamassa
colante as cavidades ou espaços entre os pinos existentes
no tardoz das placas.
• Aplicar as placas assim preparadas sobre os cordões de
pasta de argamassa colante já aplicada sobre o
contrapiso.
• Bater a placa o mais levemente possível, mas o necessário
para ligar a pasta do tardoz à pasta do contrapiso.
Atenção: batidas enérgicas sobre a placa causarão
deformações levantando arestas e vértices da placa,
tornando impossível qualquer tentativa posterior de acerto
de nível.
P r o t e ç ã o
• Nunca ande sobre placas logo após coladas. Aguarde
cerca de três dias. A resistência máxima da argamassa
colante se dá após 14 dias de idade.
• Na fase final da obra, os pisos são submetidos a mau trato
enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc.
Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra.
Leituras r e c o m e n d a d a s :
(1) Capítulo 8 - Tensões
(2) Capitulo 6 - Retração
(3) Capítulo 9 - Retração e Revestimento
(4) Capítulos 18 e 19 - Método de Colagem/Consumos
(5) Capítulo 10 - Temperatura
(6) Capitulo 15 - Juntas
• O serviço de colagem pode ser interrompido em qualquer
posição, e retomado posteriormente, mesmo no dia
seguinte. Isto torna o serviço de alto rendimento devido
ao aproveitamento máximo da mão-de-obra.
L i m p e z a
• Este método proporciona serviço extremamente limpo.
Eventual refluxo de pasta é retirado com pano levemente
umedecido em água limpa.
Peças cerâmicas prensadas sobre alvenaria
externa (Método de Colagem)
15
T i p o d e b a s e
• A base sobre a qual haverá o revestimento poderá ser
constituída de diversos tipos de materiais, a saber:
a) alvenaria:
- de tijolos cerâmicos maciços
- de tijolos cerâmicos furados (baiano)
- de tijolos cerâmicos laminados
- de blocos cerâmicos
- de blocos de concreto
- de blocos sílico-calcário
- de blocos de concreto leve
b) pilares e vigas de concreto
C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r
• A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando da
aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria de tijolos
comuns o encunhamento é feito após cerca de oito dias da
conclusão do assentamento dos tijolos (1). Esse é um prazo
mínimo para ocorrerem a secagem e a retração da argamassa
entre os tijolos, em cada fiada, e a conseqüente acomodação
do pano de parede. Caso o revestimento for executado antes
da acomodação da alvenaria transmitir-se-ão tensões ao
revestimento que, somadas as de outras origens, poderão
ocasionar o seu desprendimento. Entre tais tensões há a
considerar as devidas à deformação lenta do concreto e as da
retração da argamassa do emboço, caso este não esteja
totalmente curado (deformado totalmente por retração da
argamassa) por ocasião da colocação das peças (2) (3) (4).
S u p e r f í c i e d a b a s e
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa. notadamente resíduos de madeira das fôrmas
presos ao concreto, partículas soltas etc. Caso houver
faces de pilares e vigas a revestir, e sendo antigas ou
lisas, apicoá-las.
• Umedecer abundantemente as alvenarias, qualquer que seja
a natureza dos materiais que as constituem, e aplicar uma
camada de chapisco. O chapisco poderá ser o convencional
de cimento e areia grossa 1:3 ou 1:4. em volumes, ou um
Baso
Chapisco
Pasta do
a r g a m a s s a colantn
Emboço espessura
máxima 2 cm. se maior
oxocutar em camadas
de 2 cm cada
Peças cerâmicas
Junta entro as peças
largura mfn. 6a7mm
Juntas do expansão/
contração largura
6 a 7 mm
profundidade?
ató o chapfcr
chapisco de cimento colante. Para este último é necessário
aguardar cerca de sete dias. para que esteja suficientemente
rígido e próprio para receber a camada seguinte.
C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o
• Antes de iniciar o revestimento propriamente dito é
necessário verificar a prumada da superfície a revestir.
Sempre que a espessura de argamassa necessária para
eliminar irregularidades, ou para atingir determinado
posicionamento, for superior a 2 cm, é indispensável a
execução de uma camada prévia de regularização.
A espessura de cada camada de argamassa não deve
ultrapassar 2 cm (2, 3 e 4).
• O traço pode ser o mesmo da argamassa do emboço.
• A a r g a m a s s a de r e g u l a r i z a ç ã o é aplicada sobre a
superfície chapiscada umedecida.
• S e m p r e que por motivos construtivos a e s p e s s u r a
ultrapassar 25 a 35 mm deve ser utilizada tela metálica
soldada de malha de 5 x 5 cm e fio 16 BWG (1,65 mm)
chumbada na estrutura suporte em quatro pontos por metro
quadrado e, nos cantos, em três pontos por metro linear,
com a finalidade de absorver a retração da argamassa,
tensões e peso próprio da espessa camada de argamassa.
• O acabamento superficial desta camada de»/e ser áspero.
E m b o ç o
• Só será aplicado após completa secagem e retração da
camada de regularização, se houver. Ou seja, após o
mínimo de oito dias de sua conclusão.
Umedecer a superfície antes e chapar a argamassa do
emboço.
• Não havendo camada de regularização, a argamassa do
e m b o ç o é a p l i c a d a s o b r e a superfície c h a p i s c a d a
umedecida previamente.
• A espessura do emboço será de 2 cm no máximo (2, 3 e 4).
• O acabamento superficial será áspero.
• Traço sugerido em volume: uma parte de cimento para
meia parte de cal hidratada e para cinco partes de areia
média úmida. Ou uma parte de cimento para uma parte
de cal hidratada e sete partes de areia média úmida.
A NBR-7200/82 indica diversos traços para o emboço em
paredes internas e para locais de grau de umidade normal
do ar. Os emboços sugeridos com uso de cimento e cal
hidratada têm o traço de um volume de cimento, dois de
cal hidratada e nove de areia úmida (para mstura manual)
ou 11 de areia úmida (para mistura mecânica).
ü Quantidade de argamassa a preparar: será tal que sua
aplicação e acabamento estarão concluídos antes do
início de pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: chapar fortemente com a colher
sobre a superfície do chapisco (ou da camada cte regularização
anterior) umedecida previamente. A seguir sarrafear com
régua apoiada sobre as mestras já executadas.
• Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto
rendimento, podendo ser interrompido na posição que
estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento
da mão-de-obra é máximo.
Cura
• Antes de passar para a 2* fase do assentamento das
peças cerâmicas, com base lisa com pasta de cimento
colante. aguardar o maior tempo possível para que
ocorram a secagem e a retração da argamassa do
emboco. Lembrar que para argamassa 80% de sua
retração se dá aos sete dias de idade.
ü Com a execução e cura total do emboço se encerra a
primeira fase de serviços do Método de Colagem que
estamos descrevendo.
Seqüência de colocação
• Nas fachadas, o revestimento é executado da parte
superior para a inferior. Mas. na altura correspondente a
cada andar e a partir do mais elevado, as peças são
assentadas de baixo para cima.
Juntas (5)
• As juntas devem ser projetadas antes do inicio do
assentamento.
Juntas estruturais
• Mantê-las em toda a espessura do revestimento {no chapisco,
emboço, cimento colante e na peça) e na largura deixada na
estrutura suporte. Preencher com mástique elástico.
Juntas de expansão/contração
• Prevenindo qualquer tipo de deformação, inclusive
térmicas (ver desenho). Deixar juntas no encontro com
outros tipos de acabamentos, ou saliências, e também
em distâncias horizontais e verticais de 3,50 m a 5.0 m,
com largura de 6 a 10 mm respectivamente. Sugere-se
deixá-las no sentido vertical a cada andar e coincidindo
com a posição de encontro da alvenaria com a estrutura
de concreto (viga ou laje). Preenchê-las com mastigue
elástico.
• Juntas entre as peças: 6 a 10 mm, ou seja, com a mesma
largura das juntas de expansão já descritas.
• Cálculo da largura exata das juntas e construção da galga.
Consideremos, como exemplo, peças com dimensões 7
cm por 23 cm a serem coladas horizontalmente. A altura
do pano (distância entre dois pisos acabados) é. por
exemplo. 2.63 m (2.5 m de pé-direito, mais 2 cm de
revestimento do forro, mais 7 cm de laje e mais 4 cm de
piso). Se a junta mínima é de cerca de 7 mm. a altura de
cada fiada será de 77 mm (junta mais peça) e teremos
2.630 mm/77 mm ou 34.16 fiadas. Como o número de
fiadas é inteiro, teremos 2.630 mm/34 iguais a 77.35 mm.
sendo 70 mm da peça mais 7,35 mm da junta. Sobre dois
sarrafos aparelhados marcar com pregos as 34 fiadas de
77,35 mm. Fixar um sarrafo de cada lado do pano a revestir
com pares de pregos correspondentes nivelados. Uma linha
presa ao prego de cada sarrafo (galga) dará a posição
nivelada das peças a colar. Lembrar que as juntas inferior
e superior de cada pano coincidem com as juntas de
expansão/contração.
Pasta de argamassa colante (6)
• Não é necessário umedecer o emboço. Todavia, esta
operação não deve ser proibida. A umidade, se houver,
reforçará a cura da pasta. Em locais ventilados e
ensolarados, como as fachadas, convém umedecer o
emboço e as peças a assentar.
• Espalhar pasta de argamassa colante com desempena-
deira denteada formando cordões. A quantidade de pasta
deve ser suficiente para preencher irregularidades no
prumo do emboco. bem como de eventual empeno das
peças.
• Espalhar a pasta em faixas compatíveis com as condições
locais de ventilação e insolação. Controlar a extensão da
faixa, pois pode se formar película sobre os cordões,
falseando a aderência das peças. Na dúvida, pressione
uma peça sobre os cordões e retire-a em seguida; sua
base deverá estar impregnada de pasta fresca.
Peças cerâmicas (8)
• Não é necessária sua imersão em água. Todavia,
dependendo do "grupo de absorção" a que pertencem,
podem ser umedecidas.
A peça umedecida reforça a cura da pasta melhorando a
aderência.
• As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à
medida que são colocadas sobre os cordões de pasta
fresca.
• Deve haver esmagamento dos cordões e espalhamento
da pasta com contato pleno da mesma com todo o tardoz
das peças.
Rejuntamento
• O rejuntamento entre as peças é feito com argamassa
industrializada própria para esta finalidade.
• Preencher as juntas forçando a pasta com desempena-
deira emborrachada.
• Limpar as superfícies das peças à medida que são
rejuntadas e dar acabamento cora espuma macia, limpa
e úmida.
• Após secagem, o revestimento (se não for esmaltado) e
as juntas poderão ser protegidos com repelentes de água
à base de silicone (hidrofugação).
Leituras recomendadas:
(1) Caderno de Encargos • Eng. Milber Fernandes Guedes
- Ed. Pini -1982
(2) Capitulo 6 - Retração
(3) Capitulo 8 - Tensões
(4) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos
(5) Capítulo 15 • Juntas
(6) Capítulos 18 e 19 - Método de Colagem
(7) Capitulo 10 - Temperatura
(8) Capítulo 11 - Expansão por umidade
(9) NBR-13755 — dez./1996
Peças cerâmicas extrudadas sobre alvenaria
externa (Método Convencional)
16
T i p o d e b a s e
• A base sobre a qual haverá o revestimento poderá ser
constituída de diversos tipos de materiais, a saber:
a) alvenaria:
- de tijolos cerâmicos maciços
- de tijolos cerâmicos furados (baiano)
- de tijolos cerâmicos laminados
- de blocos cerâmicos
- de blocos de concreto
- de blocos sílico-calcário
- de blocos de concreto leve
b) pilares e vigas de concreto
C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r
• A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando da
aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria de
tijolos comuns o encunhamento é feito após cerca de oito
dias da conclusão do assentamento dos tijolos (1). Esse é
um prazo mínimo para ocorrerem a secagem e a retração
da argamassa entre os tijolos, em cada fiada, e a
conseqüente acomodação do pano de parede. Caso o
revestimento seja executado antes da acomodação da
alvenaria transmitir-se-ão tensões ao revestimento que,
somadas as de outras origens, poderão ocasionar o seu
desprendimento. Entre tais tensões há a considerar as
devidas à deformação lenta do concreto e as da retração
da argamassa de regularização, caso esta não esteja
totalmente curada (deformada totalmente por retração da
argamassa) por ocasião da colocação das peças (2) (3) (4).
S u p e r f í c i e d a b a s e
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa, notadamente resíduos de madeira das fôrmas
presos ao concreto, partículas soltas etc. Caso haja faces
de pilares e vigas a revestir, e sendo lisas ou antigas,
apicoá-las.
Argamassa do
regularização espes-
sura mAxima 2 cm
So maior, oxocutar
em camadas do 2 cm
cada. Supcrtoo
áspera O ranbjrada
Poça a sc* colocada
Apôs a balida, a sobra
do massa na parlo
superar ó aportada,
como indicado na
liada do baixo
PorçSo do argamassa
do reiuntamcnto
Juntas horizontal o
vertical entre as
poças 7 mm. rvo
mínimo «risadas com
forro redondo
Juntos do expansão/
contração largura
7 mm o proíundidado
«W o chapisco
• Umedecer abundantemente as alvenarias, qualquer que
seja a natureza dos materiais que as constituem, e aplicar
uma camada de chapisco. O chapisco será de cimento e
areia 1:3 em volume. Aguardar até que esteja suficien-
temente rígido e próprio para receber a camada seguinte.
C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o
• Antes de iniciar o revestimento propriamente dito é
necessário verificar a prumada da superfície a revestir.
Sempre que a espessura de argamassa necessária para
eliminar irregularidades, ou para atingir determinado
posicionamento, for superior a 2 cm. é indispensável a
execução de camadas de regularização sucessivas sobre
a anterior já curada. A espessura de cada camada de
argamassa não deve ultrapassar 2 cm (2, 3 e 4).
• O traço sugerido é um volume de cimento, cinco de areia
média úmida e 1/5 de cal hidratada.
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal que sua
aplicação e acabamento estarão concluídos antes do
início de pega do cimento.
• Aplicação da argamassa a preparar: chapar fortemente
com a colher sobre a superfície do chapisco (ou da
c a m a d a de regularização anterior) umedecida
previamente. A seguir sarrafear com régua apoiada sobre
as mestras já executadas.
• O acabamento superficial será áspero e ranhurado em
todas as direções, criando ancoragens para a massa de
assentamento. As ranhuras serão conseguidas com
pequeno sarrafo provido de pregos, em forma de pente.
• Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto
rendimento, podendo ser interrompido na posição que
estiver no fim da jornada de trabalho. O aDroveitamento
da mão-de-obra é máximo.
• Sempre que por motivos construtivos a espessura
ultrapassar 25 a 35 mm deve ser utilizada tela metálica
soldada de malha de 5 x 5 cm e fio 16 BWG (1,65 mm)
chumbada na estrutura suporte em quatro pontos por
metro quadrado e, nos cantos, em três pontos por metro
linear, com a finalidade de absorver a retração da
argamassa, tensões e peso próprio da espessa camada
de argamassa.
• O acabamento superficial desta camada de</e ser áspero.
C u r a
• Antes de passar para a 2'3
fase do assentamento das peças
cerâmicas com ressaltos na base, aguardar D maior tempo
possível para que ocorram a secagem e a retração da
argamassa de regularização. Lembrar que para argamassa
80% de sua retração se dá aos sete dias de idade.
S e q ü ê n c i a d a c o l o c a ç ã o
• Nas fachadas, o revestimento é executado da parte
superior para a inferior. Porém, na altura correspondente
a cada andar e a partir do mais elevado, as peças são
assentadas de baixo para cima.
máximo 2.5 cm
J u n t a s (5, 6)
• As juntas devem ser projetadas antes do início do
assentamento.
J u n t a s estruturais
• Mantê-las em toda a espessura do revestimento (no
chapisco, argamassa de regularização e assentamento
e na peça) e na largura deixada na estrutura suporte.
Preencher com mástique elástico.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Prevenindo qualquer tipo de deformação, inclusive térmicas
(ver desenho). Deixar juntas no encontro com outros tipos
de acabamento ou saliências, e também em distâncias
horizontais e verticais de 3.50 m a 5.0 m, com largura de 7
a 10 mm respectivamente. Sugere-se deixá-las no sentido
vertical a cada andar e coincidindo com a posição de
encontro da alvenaria com a estrutura de concreto (viga
ou laje). Preenchê-las com mástique elástico.
• Juntas entre as peças: 7 a 10 mm, nos sentidos horizontais
e verticais, ou seja. com a mesma largura das juntas de
expansão já descritas.
• Cálculo da largura exata das juntas e construção da galga.
Consideremos, como exemplo, peças com dimensões 7
cm por 23 cm a serem assentadas horizontalmente. A altura
do pano (distância entre dois pisos acabados) é, por
exemplo, 2,63 m (2,5 m de pé-direito, mais 2 cm de
revestimento do forro, mais 7 cm de laje e mais 4 cm de
piso). Se a junta mínima é de cerca de 7 mm. a altura de
cada fiada será de 77 mm (junta mais peça) e teremos
2.630 mm/77 mm ou 34.16 fiada. Como o número de fiadas
é inteiro teremos 2.630 mm/34 igual a 77.35 mm. sendo
70 mm da peça mais 7,35 mm da junta. Sobre dois sarrafos
aparelhados marcar com pregos as 34 fiadas de 77.35
mm. Fixar um sarrafo de cada lado do pano a revestir,
tendo pares de pregos correspondentes nivelados. Uma
linha presa ao prego de cada sarrafo (galga) dará a posição
nivelada das peças (a as-sentar). Lembrar que as juntas
inferior e superior de cada pano coincidem com as juntas
de expansão/contração.
P e ç a s c e r â m i c a s (7)
• A imersão em água, com antecedência, depende do
"grupo e absorção a que elas pertencem".
Quando do assentamento, as peças devem estar úmidas,
mas não saturadas. Qualquer excesso de água mudará a
relação água/cimento da argamassa, reduzindo sua
resistência e conseqüente aderência às pegas.
A s s e n t a m e n t o
• A argamassa de assentamento poderá ter o traço sugerido
de um volume de cimento. 1/2 de cal hidratada e cinco de
areia média úmida. Ou um volume de cimento para um
de cal hidratada e sete de areia média úmida. A adição
de cal melhora a trabalhabilidade por tornar a mistura
mais plástica; aumenta o tempo de sua utilização; e retém
água melhorando as condições de cura.
• Quantidade de argamassa a preparar: será de tal modo
que o assentamento estará concluído antes do início de
pega do cimento. Não usar sobras do dia anterior mantidas
sob a água, como comumente se observa em obras.
• A espessura total da argamassa mais peça será no
máximo de 25 mm (ver figura).
ü Aplicar argamassa em quantidade suficiente na base da
peça. Batê-la até colocá-la no prumo, alirhamento e nível.
A sobra de massa na parte superior será apertada com a
colher (ver figura) a fim de evitar vazios
• Restos de massa sobre as peças devem ser removidos
imediatamente com pano limpo umedecido em água.
R e j u n t a m e n t o
• É executado simultaneamente com o assentamento.
Portanto, o colocador trabalha com duas argamassas: de
assentamento e de rejuntamento.
• Utilizar, para rejuntar, uma argamassa de cimento e areia
fina no traço em volume de um para dois. Poderá ser
adicionado um impermeabilizante.
• Sobre algumas peças da fiada já assentada colocar, com
auxílio de colher, uma porção de argamassa de
rejuntamento, conforme mostra a figura.
• A quantidade de massa será tal de modo a resultar a
junta prevista entre as peças.
• Colocar, também, uma porção de argamassa de
rejuntamento na lateral de cada peça assentada, de modo
a termos juntas verticais iguais às horizontais.
• Após posicionar algumas peças, frisar a argamassa da
junta horizontal e vertical com ferro recondo recurvado.
Esta operação deverá ser feita com cuidado, de modo a
eliminar possíveis pontos de infiltração de água.
• Manter limpa a superfície das peças, à medida que são
rejuntadas.
• Após secagem, o revestimento (se não for esmaltado) e
as juntas poderão ser protegidos com repelentes de água
à base de silicone (hidrofugação).
Leituras r e c o m e n d a d a s :
(1) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes
- Ed. Pini - 1982
(2) Capitulo 6 • Retração
(3) Capítulo 8 - Tensões
(4) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos
(5) Capítulo 15 - Juntas
(6) Capítulo 10 • Temperatura
(7) Capítulo 11 - Expansão por umidade
Placas de ardósia sobre terrapleno
(Método Semiconvencional ou Semicolado)
17
T e r r a p l e n o (1)
• Preparar o terrapleno para evitar umidade natural do solo.
Esta camada deverá ter excelente permeabilidade para
que a água não suba por capilaridade. Isso pode ser
conseguido com a retirada da camada superficial de solo
pouco permeável - 30 a 40 cm - e reaterro com o mesmo
solo misturado com areia ou entulho da própria obra.
ü Apiloar o terrapleno e colocar uma camada de pedra
britada.
Atenção para pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos,
que retêm energicamente a água. Para conter o fluxo de
umidade utilizar mantas impermeáveis.
• Prever uso de drenos para os casos extremos de pressão
n e g a t i v a , e l e n ç o l freático a f l o r a d o ou a p o u c a
profundidade.
L a s t r o d e c o n c r e t o s i m p l e s (1)
• Sobre o terrapleno executar lastro de concreto simples,
bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira
à água, dada sua impermeabilidade.
• Executar o lastro com caimento necessário à perfeita
drenagem superficial do piso acabado.
• A g u a r d a r cura c o m p l e t a a n t e s d a s o p e r a ç õ e s de
colocação do revestimento.
S u p e r f í c i e d o l a s t r o - p r e p a r o
• Eliminar t u d o que possa prejudicar a aderência da
argamassa de assentamento. Caso o lastro seja antigo
ou sua superfície muito lisa, apicoá-lo.
Na ocasião do assentamento das placas de ardósia já
chapiscadas. a superfície do lastro deverá ser umedecida
e sobre ela aplicar camadas de cimento Portland CP-32
formando pasta. Sobre esta pasta será estendida a
argamassa de assentamento.
T r a t a m e n t o p r e l i m i n a r
• Umedecer a base das placas.
• Aplicar "chapisco" de argamassa colante de alta aderência
e com boa antecedência. Usar "chapisco" colante de boa
qualidade, cujo aglomerante seja exclusivamente o CP-
32, e o agregado de granulometria grossa para criar a
maior quantidade possível de irregularidades que servirão
de ancoragens na argamassa de assentamento.
• A aplicação do "chapisco" de argamassa colante é feita
com desempenadeira denteada passada também, de
maneira irregular.
• As placas só serão assentadas quando o chapisco estiver
totalmente endurecido. A secagem deve ser leita à sombra.
A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (2)
• Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo
de projeto, for necessária espessura maior, executar
contrapisos superpostos tantos quantos forem necessá-
rios. de modo a resultar sempre espessuras individuais
de 2 a 3 cm. Cada c a m a d a só será executada após
secagem e retração (cura completa) da camada anterior.
• O acabamento superficial dos contrapisos será áspero.
As emendas, se houver, serão executadas umedecendo
a superfície e a p l i c a n d o c i m e n t o Portland c o m u m
formando pasta.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
seis partes de areia média úmida.
• É possível utilizar argamassa composta de uma parte de
Placas de ardósia
Chapisco endurecido na base das placas
Tela soldada Lastro de concreto simples
Argamassa de assentamento
Juntas expansão/
contração mesma
laroura das juntas
entre as placas
Pasta do cimento
Junta simples, rtVmima » 7mm
Junta estrutural
Terrapleno Manta impermeável
- 1
cimento colante de granulometria grossa {o próprio
"chapisco" de que falamos anteriormente) para uma ou
duas partes de areia média da obra, especialmente
quando a espessura for pequena (inferior a 2 cm).
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo
que o assentamento estará concluído antes do inicio de
pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de
cimento fresca na superfície do lastro. Com auxílio da
colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior quanti-
dade possível de vazios. Sarrafear a superfície.
• Área de aplicação da argamassa: o ideal será em faixas
com cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação
das peças do piso. O comprimento será tal de modo a
estar concluído o assentamento antes do início de paga
do cimento.
• Ao estender a argamassa de assentamento, e ao chegar
à metade de sua espessura, será conveniente colocar
tela metálica soldada de malha de 2" x 2" (5 cm x 5 cm) e
fio de bitola 16 BWG (1.65 mm) ou equivalente. Sua
finalidade é inibir a retração da argamassa de assenta-
mento, eliminando seus efeitos deletérios sobre o
revestimento.
Juntas (3)
• As juntas devem ser projetadas antes do início do
assentamento.
Cura
• Antes de rejuntar manter o piso coberto por cerca de
sete dias.
Rejuntar
• Aguardar o maior tempo possível pare que ocorram a
secagem e a retração da argamassa d9 assentamento.
Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua
retração se dá aos sete dias.
• Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as
peças.
• Preencher as juntas com argamassa d9 uma parte em
volume de cimento para três partes de areia fina úmida,
ou produtos industrializados.
• Aplicar esta argamassa entre as juntas, forçando-a com
a quina da colher de pedreiro, de modo a não deixar falhas.
• Frisar com ferro redondo recurvado.
• Limpar respingos e massa com pano umedecido em água
limpa.
Proteção
• Na fase final da obra, os pisos são submetidos a mau
trato enérgico, respingos de tinta, areia, trânsito de
operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega
cia obra.
Juntas de assentamento
• Obrigatórias entre as placas. A largura mínima será de 7 mm.
Juntas estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em
posição e largura.
Juntas de expansão/contração
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa do ar.
Leituras recomendadas:
(1) Capítulo 14 - Eflorescência
(2) Capítulo 9 - Retração e Revestimento
(3) Capítulo 15 • Juntas
Colocação das placas de ardósia já chapiscadas
• Quando do assentamento o chapisco aplicado na base
das placas deve estar endurecido, bem rígido e áspero.
• Umedecer a base chapiscada das placas.
• Colocar as placas sobre a argamassa fresca, já estendida,
conforme o título anterior.
• Bater e nivelar as peças, posicionando-as de modo a
deixar juntas nos quatro lados. Certificar-se de que há
contato perfeito de toda a base com a argamassa de
assentamento.
• Limpar respingos de massa com pano umedecido em
água limpa.
Placas de ardósia sobre laje de cobertura
(Método Semiconvencional ou Semicolado)
18
S u p e r f í c i e d a laje
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa
de regularização, notadamente resíduos de madeira presos
à massa de concreto, partículas soltas etc. Caso a laje seja
antiga ou sua superfície muito lisa, apicoá-la. Umedecer e
aplicar camada de pasta de cimento imediatamente antes de
estender a argamassa de regularização. A emenda com pasta
de cimento introduzirá um vínculo com a laje, impedindo que
a retração solte a argamassa de laje (1) e (2).
C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o
• Constituída de argamassa no traço sugerido de um volume
de cimento para cinco de areia média úmida. Especialistas
em impermeabilização indicam o traço 1:3. Caso adotado,
redobrar a atenção, pois é uma argamassa rica e mais
sujeita aos efeitos da retração, podendo soltar da laje.
• Não adicionar hidrófugo a essa argamassa, pois haveria
prejuízo de aderência das tintas de impregnação da
camada impermeabilizante.
• A espessura máxima é de 2,5 cm. Caso seja necessária
maior espessura, aplicar em camadas sucessivas e após
completamente seca a camada anteriormente lançada.
Para argamassas ricas não ultrapasse 2 cm de espessura
para cada camada.
• A superfície final terá a c a b a m e n t o áspero com
desempenadeira de madeira.
• Dar caimento superficial para os ralos, considerado ótimo
quando entre 1,5% e 2,5%.
I m p e r m e a b i l i z a ç ã o
• Deverá haver projeto da cobertura detalhando cuidadosa-
mente os acabamentos da impermeabilização junto aos
ralos, muretas, rodapés e para todos os tipos de juntas
de dilatação/contração e estruturais (3), (4) e (5).
C a m a d a d e p r o t e ç ã o
• Constituída de argamassa no traço volumétrico sugerido
de uma parte de cimento Portland comum para cinco
partes de areia média úmida, com a finalidade de proteger
a impermeabilização de ações mecânicas.
• Sua espessura será de 2 cm.
• Caso não houver a camada de isolação térmico/acústica
sobre a camada de proteção e após sua secagem
completa será executado o assentamento do piso pelo
método que estamos descrevendo.
I s o l a ç ã o t é r m i c o / á c ú s t i c a
• Selecionar o tipo desejado conforme necessidade e fazer
projeto detalhado (5).
N o v a c a m a d a d e p r o t e ç ã o
• Como já descrita anteriormente, para proteção da camada
de isolação a agressões mecânicas e trânsito de operários.
Atenção:
1 - Sempre que for feito uso de argamassas. lembrar que há
necessidade de aguardar a cura e a secagem antes de executar
qualquer camada sobre as mesmas. Para as argamassas 80%
de sua retração se dá aos sete dias de idade (1) e (2).
2 - Este método faz uso de argamassa para assentar as
placas de ardósia, uma vez que as mesmas apresentam
espessura variável, tornando impossível o uso simples
de cimento colante.
P l a c a s d e a r d ó s i a
T r a t a m e n t o p r e l i m i n a r
• Umedecer a base das placas.
• Aplicar "chapisco" de argamassa colante de alta aderência
e com boa antecedência. Usar "chapisco" colante de boa
qualidade, cujo aglomerante seja exclusivamente o CP-
Ptaca do ardósia
Chapisco oodurocido
na base das placas
Tola soldada
Junta expansio/contraçâo mosma largura das juntas ontro placas
Pasta do cimento Junta ostrutural
Argamassa de assentamento
Ar jamassa do protoçüo
Junta simplos.
mínima7 mm
lajo do concreto armado
Argarrassa do regularização
com caimento para os ratos
W f U W U W W
>..c
>-0
í Caimeno
Impermeab tizaçâo
s s
Pasta do cimento
Isolação térmlco-acústica Argarrassa do proteção
32. e o agregado de granulometria grossa para criar a
maior quantidade possível de irregularidades, que servirão
de ancoragens na argamassa de assentamento.
• Aplicação do "chapisco" de argamassa colante é feita com
desempenadeira denteada passada, também, de maneira
irregular.
• As placas só serão assentadas quando o chapisco estiver
totalmente endurecido. A secagem deve ser feita à sombra.
A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (6)
• Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de
projeto, for necessária espessura maior, executar contra-
pisos superpostos tantos quantos forem necessários, de
modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3
cm. Cada camada só será executada após secagem e
retração (cura completa) da camada anterior.
• O acabamento superficial dos contrapisos será áspero. As
emendas, se houver, serão executadas umedecendo a
superfície e aplicando cimento portland comum formando pasta.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
seis partes de areia média úmida.
• É aconselhável utilizar argamassa composta de uma parte
de cimento colante de granulometria grossa (o próprio
"chapisco" de que falamos anteriormente) para uma ou
duas partes de areia média da obra, especialmente
quando a espessura for pequena (inferior a 2 cm).
• Quantidade de argamassa a preparar: será de tal modo
que o assentamento estará concluído antes do início de
pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de cimento
fresca, já aplicada na superfície da camada de proteção.
• Com auxílio de colher apertá-la com firmeza, eliminando a
maior quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície.
• Área de aplicação da argamassa: o ideal será em faixas com
cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação das peças
do piso. O comprimento será tal de modo a estar concluído o
assentamento antes do início de pega do cimento.
Atenção para a proteção da argamassa durante o assen-
tamento, aos efeitos da insolação e vento, sempre
presentes nas coberturas.
• Ao estender a argamassa de assentamento e ao chegar
à metade de sua espessura será conveniente colocar tela
metálica soldada de malha de 2" x 2" (5 cm x 5 cm) e fio
de bitola 16 BWG (1,65 mm) ou equivalente. Sua finalidade
é inibir a retração da argamassa de assentamento,
eliminando seus efeitos deletérios sobre o revestimento.
J u n t a s (7)
• As juntas devem ser projetadas antes do início do
assentamento.
J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o
• Obrigatórias entre as placas. A largura mínima será de 7 mm.
J u n t a s estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em
posição e largura.
J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o
• Dependem da destinação e exposição a variações térmi-
cas ou de umidade relativa do ar.
C o l o c a ç ã o d a s p l a c a s d e ardósia já c h a p i s c a d a s
ü Quando do assentamento, o chapisco aplicado na base
das placas deve estar endurecido, bem rígido e áspero.
• Umedecer a base chapiscada das placas.
• Colocar as placas sobre a argamassa fresca, já estendida,
conforme o título anterior.
• Bater e nivelar as peças, posicionando-asde modo a deixar
juntas nos quatro lados. Certificar-se de que há contato
perfeito de toda a base com a argamassa de assentamento.
• Limpar respingos de massa com pane umedecido em
água limpa.
C u r a
• Antes de rejuntar manter o piso coberto por cerca de sete dias.
R e j u n t a r
• Aguardar o maior tempo possível para que ocorram a
secagem e a retração da argamassa ds assentamento.
Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua
retração se dá aos sete dias.
• Antes de rejuntar. escovar e umedecer as jun:as entre as peças.
• Preencher as juntas com argamassa ds uma parte em
volume de cimento para três partes de areia fina úmida,
ou produtos industrializados.
• Aplicar esta argamassa entre as juntas, forçando-a com
a quina da colher de pedreiro, de modo a não deixar falhas.
• Frisar com ferro redondo recurvado.
• Limpar respingos de massa com pane umedecido em
água limpa.
P r o t e ç ã o
• Na fase final da obra. os pisos são submetidos a mau trato
enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários
etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra.
Leituras r e c o m e n d a d a s :
(1) Capitulo 6 • Retração
(2) Capitulo 8 - Tensões
(3) "Impermeabilização" - Suplemento Pni - nov./1984
(4) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes
- Ed. Pini - 1982
(5) Impermeabilização de Coberturas - Eng. Fábio A.
Picchi - Ed. Pini - 1986 -
(6) Capitulo 9 - Retração e Revestimentos
(7) Capitulo 15 - Juntas
Piso de placas cerâmicas extrudadas sobre
terrapleno (Método Convencional)
19
T e r r a p l e n o (1)
• Preparar o terrapleno para evitar umidade natural do solo.
Esta camada deverá ter excelente permeabilidade para
que a água não suba por capilaridade. Isso pode ser
conseguido com a retirada da camada superficial de solo
pouco permeável - 30 a 40 cm - e reaterro com o mesmo
solo misturado com areia ou entulho da própria obra.
U Apiloar o terrapleno e colocar uma camada de pedra britada.
Atenção para pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos,
que retêm energicamente a água. Para conter o fluxo de
umidade utilizar mantas impermeáveis.
• Prever uso de drenos para os casos extremos de pressão
negativa, e lençol freático aflorado ou a pouca
profundidade.
L a s t r o d e c o n c r e t o s i m p l e s o u c o n c r e t o a r m a d o (1)
• Sobre o terrapleno executar lastro de concreto simples,
bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira
à água, dada sua impermeabilidade.
S u p e r f í c i e d o lastro o u laje d e c o n c r e t o - p r e p a r o
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da
argamassa de assentamento. Caso o lastro seja antigo
ou sua superfície muito lisa, apicoá-lo. Umedecer e aplicar
camada de cimento Portland formando pasta e, sobre
ela, estender a argamassa de assentamento.
A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (2)
ü Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de
projeto, for necessária espessura m a o r , executar
contrapisos superpostos tantos quantos forem necessários,
de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a
3 cm. Cada camada só será executada após secagem e
retração (cura completa) da camada anterior.
• O acabamento superficial dos contrapisos será áspero.
As emendas, se houver, serão executadas umedecendo
a superfície e aplicando cimento Portland c o m u m
formando pasta.
• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
seis partes de areia média úmida.
• Executar o lastro com caimento necessário à perfeita
drenagem superficial do piso acabado.
• O empoçamento de água de chuva que normalmente
contém as mais imprevisíveis substâncias em solução,
arrastadas de telhados ou jardins, bem como o
empoçamento de água suja resultante da lavagem do piso,
poderão ser absorvidos pelo material cerâmico e,
especialmente, pelas juntas, originando escurecimentos com
prejuízos no aspecto geral do piso. O caimento ideal para
ralos ou grelhas é de 1.5% a 2,5%.
• Aguardar cura completa antes das o p e r a ç õ e s de
colocação do revestimento.
• Para pátios ou passeios, será executado lastro de concreto
simples. Para o caso de tráfego de veículos, deverá ser di-
mensionada laje de concreto armado compatível com a
carga a suportar.
• Quantidade de argamassa a preparar: será de tal modo
que o assentamento estará concluído antes do início de
pega do cimento.
• Aplicação de argamassa: estendê-la sobre a pasta de
cimento na superfície do lastro. Com auxílio da colher
apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade
possível de vazios. Sarrafear a superfície.
• Área de aplicação de argamassa: o ideal será em faixas com
cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação das peças
do piso. O comprimento será de tal modo a estar concluído o
assentamento antes do início de pega do cimento.
• Como alternativa, argamassa de assentamento pode ser
aplicada ao longo da fiada em execução, recebendo logo
a seguir as placas cerâmicas. Estas são batidas com cabo
de martelo até a posição final, uma a uma e à medida
que são colocadas sobre a argamassa.
Placa corámica oxtrudida
Pasta de cimento
Terrapleno
Mutila iiiiptMii>t;ável
Juntas oxpansâcV
contração
Lastro de concreto simples ou armado
A r g t r a u M dc assentamento
Pasta do cimor-to
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Junta ostrulural
Junta normal, mímima - 7mm Brita
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Nota importante: A argamassa de cimento e areia é áspera
ao contato com a colher, e pouco plástica. Aumento
excelente de plasticidade, aderência e trabalhabilidade são
conseguidos com uma argamassa composta de um volume
de cimento colante de boa qualidade para meio volume
de areia média úmida. Neste caso fica dispensada
definitivamente a pasta de cimento citada no bloco a seguir.
Pasta de cimento (3)
• Sobre a argamassa, ainda fresca, espargir cimento
Portland em pó, distribuindo-o o mais uniformemente
possível. A pasta resultante deverá ter espessura de 1
mm, o que significa o uso de 1,5 kg de cimento em pó por
metro quadrado.
• Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta
de cimento. Lembrar que a pasta de cimento portland é a
cola do método convencional que estamos descrevendo.
Obs.: a pasta de cimento pode ser preparada em
separado e, a seguir, ser aplicada com colher de pedreiro
na espessura recomendada de 1 mm. Nunca ultrapasse
1,5 mm para a pasta de cimento (3).
Placas cerâmicas extrudidas
• Dependendo da absorção das peças cerâmicas reco-
menda-se a aplicação, na sua superfície, de hidrofugante
(repelente de água à base de silicone) antes do
assentamento. Com isso impermeabiliza-se a superfície
da peça. facilitando sua limpeza durante o assentamento
e rejuntamento, impedindo a penetração de umidade e,
sendo incolor. mantém o piso com aparência sempre nova.
• Para perfeito alinhamento, em qualquer sentido, usar linha
ou cordel. Para nivelamento e controle de caimentos, usar
régua e nível.
• Restos de argamassa durante o assentamento ou
rejuntamento devem ser retirados antes que endureçam
e à medida que é executado o serviço. Para tanto usar
pano umedecido em água limpa.
• Preencher as reentrâncias no tardoz com a mesma
argamassa de assentamento, imediatamente antes da
colocação.
Juntas (4)
• As juntas devem ser projetadas antes do início do
assentamento.
Juntas de assentamento
• Obrigatórias entre as peças. A profundidade das juntas é
a própria espessura da peça. A largura mínima é de 7
mm, para facilitar o correto preenchimento com a
argamassa de rejuntar. Dependendo do aspecto estético
que se deseja alcançar, a largura das juntas pode chegar
até cerca de 12 mm.
• Os cortes podem ser evitados se o assentamento for
precedido de cálculo simples relacionando a dimensão do
piso com a da peça e com a junta mínima. Ou, então,
espalhando as peças ao longo da dimensão a ser revestida.
No primeiro caso. por exemplo:
- dimensão do piso: 5 m ou 5.000 mm
- comprimento da peça: 240 mm
- junta mínima: 7 mm
- peça mais junta: 240 + 7 = 247 mm
- 5.000/247 = 20.24 fiadas
- como o número de fiadas deve ser inteiro, teremos 20
fiadas, e 5.000/20 = 250 mm
- 250 mm menos 240 mm (peça) = 10 mm para as juntas.
Juntas estruturais
• São as ela base suporte e devem ser respeitadas em
posição e largura.
Juntas de expansão/contração
• Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa.
Limpeza
• Manter as peças limpas à medida que vão sendo
assentadas. Usar pano umedecido em água limpa,
evitando a secagem do cimento sobre as peças.
Rejuntar
• Com produtos industrializados ou com argamassa no traço
em volume de uma parte de cimento para duas ou três
partes de areia fina. Juntar o mínimo possível de água
para formar argamassa. Não use água em excesso.
Nota importante: A argamassa de rejuntamento nunca
deve ser espalhada sobre o piso. pois, assim, estaríamos
impregnando a superfície das peças com nata de cimento,
cuja remoção posterior seria impossível de ser feita sem
destruir as juntas, devido ao uso obrigatório de solução
de ácido muriático.
• A argamassa de rejuntamento será forçaca nas juntas com
auxílio de colher de pedreiro pequena, de modo a preenchê-
las totalmente. Aguardar alguns minutos para "puxar" e dar
acabamento com pó de cimento frisando com ferro
recurvado. de modo a deixar a junta praticamente no nível
das peças.
P r o t e ç ã o
• Na fase final da obra os pisos são submetidos a mau trato
enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários
etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra.
Leituras recomendadas:
(1) Capítulo 14 - Eflorescência
(2) Capítulo 9 • Retração e Revestimentos
(3) Capítulo 13 -"Impermeabilização" • Pasta de Cimento
(4) Capítulo 15 • Juntas
Piso de placas cerâmicas extrudadas sobre
laje de cobertura (Método Convencional)
20
Superfície d a laje
• Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa
de regularização, notadamente resíduos de madeira presos
à massa de concreto, partículas soltas etc. Caso a laje seja
antiga ou sua superfície muito lisa. apicoá-la. Umedecer e
aplicar camada de pasta de cimento imediatamente antes de
estender a argamassa de regularização. A emenda com pasta
de cimento introduzirá um vínculo com a laje. impedindo que
a retração solte a argamassa da laje (1) e (2).
C a m a d a d e regularização
• Constituída de argamassa no traço sugerido de um
volume de cimento para cinco de areia média úmida.
Especialistas em impermeabilização indicam o traço 1:3.
Caso adotado, redobrar a atenção, pois é uma argamassa
rica e mais sujeita aos efeitos da retração, podendo soltar
da laje.
• Não adicionar hidrófugo a essa argamassa. pois haveria
prejuízo de aderência das tintas de impregnação da
camada impermeabilizante.
• A espessura máxima é de 2,5 cm. Caso seja necessária
maior espessura, aplicar em camadas sucessivas e após
completamente seca a camada anteriormente lançada.
Para argamassas ricas, não ultrapasse 2 cm de espessura
para cada camada.
• A superfície final terá acabamento áspero com desempe-
nadeira de madeira.
ü Dar caimento superficial para os ralos, considerado ótimo
quando entre 1,5% e 2,5%.
• Sua espessura será de 2 cm.
• Caso não houver a camada de isolação térmico/acústica
sobre a camada de proteção e após sua secagem
completa será executado o assentamento do piso pelo
método que estamos descrevendo.
I s o l a ç ã o t é r m i c o / á c ú s t i c a
• Selecionar o tipo desejado conforme necessidade e fazer
projeto detalhado (5).
N o v a c a m a d a d e p r o t e ç ã o
• Como já descrita anteriormente, para proteção da camada
de isolação a agressões mecânicas e trânsito de
operários.
Atenção: Sempre que for feito uso de argamassas,
lembrar que há necessidade de aguardar a cura e a
secagem antes de executar qualquer camada sobre as
mesmas. Para as argamassas 80% de sua retração se
dá aos sete dias de idade (1) e (2).
A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (2)
• Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo
de projeto, for necessária espessura maior, executar
contrapisos superpostos tantos quantos forem neces-
sários, de modo a resultar sempre espessuras individuais
de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada após
secagem e retração (cura completa) da camada anterior.
• O acabamento superficial dos contrapisos será áspero. As
emendas, se houver, serão executadas umedecendo a
superfície e aplicando cimento Portland comum formando
pasta.
I m p e r m e a b i l i z a ç ã o
• Deverá haver projeto da cobertura detalhando cuidado-
samente os acabamentos de impermeabilização junto aos
ralos, muretas, rodapés e para todos os tipos de juntas
de dilatação/contração e estruturais (3), (4) e (5).
C a m a d a d e p r o t e ç ã o
• Constituída de argamassa no traço volumétrico sugerido
de uma parte de cimento Portland comum para cinco
partes de areia média úmida, com a finalidade de proteger
a impermeabilização de ações mecânicas.
Placa cerâmica
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• Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para
seis partes de areia média úmida.
• Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo
que o assentamento estará concluído antes do inicio de
pega do cimento.
• Aplicação da argamassa: estendê-la sobíe a pasta de
cimento fresca, já aplicada na superfície da camada de
proteção.
• Com auxilio da colher apertá-la com firmeza, eliminando
a maior quantidade possível de vazios. Sarrafear a
superfície.
• Área de aplicação de argamassa: o ideal será em faixas
com cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação
das peças do piso. O comprimento será de tal modo a
estar concluído o assentamento antes do hício de pega
do cimento.
• Como alternativa, argamassa de assentamento pode ser
aplicada ao longo da fiada em execução, recebendo logo
a seguir as placas cerâmicas. Estas são batidas com cabo
de martelo até a posição final, uma a uma e à medida
que são colocadas sobre a argamassa.
Atenção: para a proteção da argamassa. durante o
assentamento, aos efeitos da insolação e vento, sempre
presentes nas coberturas.
• Ao estender a argamassa de assentamento e ao chegar
à metade de sua espessura, será conveniente colocar
tela metálica soldada de malha de 2" x 2" (5 cm x 5 cm) e
fio de bitola de 16 BWG (1,65 mm) ou equivalente. Sua
finalidade é inibir a retração da argamassa do
assentamento, eliminando seus efeitos deletérios sobre
o revestimento.
Nota importante: A argamassa de cimento e areia é
áspera ao contato com a colher, e pouco plástica.
Aumento excelente de plasticidade, aderência e
trabalhabilidade são conseguidos com uma argamassa
composta de um volume de cimento colante de boa
qualidade para meio volume de areia média úmida. Neste
caso fica dispensada definitivamente a pasta de cimento
citada no bloco a seguir. A espessura suficiente desta
argamassa é de 1 cm.
Pasta de cimento (7)
• Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca, espargir
cimento portland em pó. distribuindo-o o mais uniformemente
possível. A pasta resultante deverá ter espessura de 1 mm,
o que significa o uso de 1,5 kg de cimento em pó por metro
quadrado.
• Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta
de cimento. Lembrar que a pasta de cimento portland é a
cola do Método Convencional que estamos descrevendo.
Obs.: a pasta de cimento pode ser preparada em separado
e, a seguir, ser aplicada com colher de pedreiro na
espessura recomendada de 1 mm. Nunca ultrapasse 1,5
mm para a pasta de cimento (3).
Placas cerâmicas extrudidas
• Dependendo da absorção das peças cerâmicas,
recomenda-se a aplicação ou imersão de toda peça em
hidrofugante (repelente de água) antes do assentamento.
Com isso impermeabiliza-se a superfície da peça,
facilitando sua limpeza durante o assentamento e
rejuntamento, impedindo a penetração da umidade e,
sendo incolor, mantém o piso com aparência sempre nova.
• Para perfeito alinhamento, em qualquer sentido, usar linha
ou cordel. Para nivelamento e controle de caimentos, usar
régua e nível.
• Restos de argamassa durante o assentamento ou
rejuntamento devem ser retirados antes que endureçam
e à medida que é executado o serviço. Para tanto usar
pano umedecido em água limpa.
• As reentráncias no tardoz devem ser preenchidas com a
mesma argamassa de assentamento, imediatamente
antes da colocação.
Juntas (8)
• As juntas devem ser projetadas antes do início do
assentamento.
Juntas de assentamento
• Obrigatórias entre as peças. A profundidade das juntas é a
própria espessura da peça. A largura mínima é de 7 mm, para
facilitar o correto preenchimento com a argamassa de rejuntar.
Dependendo do aspecto estético que se deseja alcançar, a
largura das juntas pode chegar até cerca de 12 mm.
Os cortes podem ser evitados se o assentamento for
precedido de cálculo simples relacionando a dimensão
do piso com a da peça e com a junta mínima. Ou, então,
espalhando as peças ao longo da dimensão a ser
revestida.
No primeiro caso por exemplo:
- dimensão do piso: 5 m ou 5,000 mm
- comprimento da peça: 240 mm
- junta mínima: 7 mm
- peças mais junta: 240 + 7 = 247 mm
- 5.000/247 = 20,24 fiadas
- como o número de fiadas deve ser inleiro, teremos 20
fiadas, e 5.000/20 = 250 mm
- 250 mm menos 240 mm (peça) = 10 mm para as juntas.
Juntas estruturais
• São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em
posição e largura.
Juntas de expansão/contração
ü Dependem da destinação e exposição a variações
térmicas ou de umidade relativa do ar.
Limpeza
• Manter as peças limpas à medida que vão sendo assen-
tadas. Usar pano umedecido em água limpa, evitando a
secagem do cimento sobre as peças.
Rejuntar
• Com produtos industrializados ou com argamassa no traço
em volume de uma parte de cimento para duas ou três
partes de areia fina. Juntar o mínimo possível de água
para formar argamassa. Não use água em excesso.
Nota importante: A argamassa de rejuntamento nunca deve
ser espalhada sobre o piso, pois, assim, estaríamos
impregnando a superfície das peças com nata de cimento,
cuja remoção posterior seria impossível de ser feita sem
destruir as juntas, devido ao uso obrigatório de solução de
ácido muriático.
• A argamassa de rejuntamento será forçada nas juntas com
auxílio de colher de pedreiro pequena, de modo a preenchê-
las totalmente. Aguardar alguns minutos para "puxar" e dar
acabamento com pó de cimento frisando com ferro
recurvado. de modo a deixar a junta praticamente no nível
das peças.
Proteção
• Na fase final da obra os pisos são submetidos a mau trato
enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários
etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra.
Leituras recomendavas:
(1) Capítulo 6 • Retração
(2) Capitulo 8 -Tensões
(3) "Impermeabilização" - Suplemento Pni - nov./1984
(4) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes
- Ed. Pini - 1982
(5) Impermeabilização de Coberturas - Er.g. Fábio A. Picchi
- Ed. Pini - 1986
(6) Capitulo 9 - Retração e Revestimentos
(7) Capítulo 13 - Pasta de Cimento Portland
(8) Capítulo 15 - Juntas
ARGAMASSAS INDUSTRIALIZADAS MM
F
oi implantada em abril de 1993 na cidade de Mogi Mirim - SP. Sensível às
necessidades da indústria de revestimentos cerâmicos e principalmente
às de seus usuários, desenvolveu produtos de excelência para as mais
variadas aplicações em obras de construção civil; arquitetura e decoração.
Adotou para seus produtos a denominação "MASTERCOLASão eles:
• Argamassa colante MASTERCOLA®
Classificada como AC II pela NBR 14081/04, ou seja, com
aderência exigivel para absorver vasta gama de tensões que poderão
atuarem revestimentos de placas cerâmicas - em interiores e exteriores
- empisos, paredes e fachadas.
• Argamassa colante MASTERCOLA® flexível
Destinada a assentamentos em interiores e exteriores - em
pisos, paredes e fachadas - de porcelanatos; placas padronizadas de
mármore, granito, e inclusive de ardósia assentadas pelo método misto;
pastilhas de vidro; blocos de vidro; placas cerâmicas de qualquer
natureza em piscinas, fachadas e, inclusive, sobre painéis de gesso
acartonado.
Tem propriedade hidrofugante; flexibilidade e adesividade apropriada
onde há solicitações importantes.
Em renovações de revestimentos é possível assentar placas cerâmicas
sobre vasta gama de bases antigas, desde que confiáveis, como
marmorite; granilite; assoalhos; tacos; mármores; granitos; ardósia;
placas cerâmicas. Sistema esse, inspirado nos procedimentos já
existentes nos Estados Unidos desde a década de sessenta.
Argamassa Colante Mastercola flexível.
• Argamassa colante MASTERCOLA®flexívelFe
Destinada a assentamentos em interiores e
exteriores, em pisos, paredes e fachadas, e sobre
superfícies metálicas.
• Argamassa colante MASTERCOLA*flexívelHG
É um produto que classificamos como HG - high
grade - destinado a assentamentos em interiores e
exteriores - em pisos, paredes e fachadas - onde é
exigivel elevadíssima resistência de aderência.
• MASSA FINA MM
É um reboco para ser aplicado sobre emboço
(massa grossa) em revestimentos de paredes; forros e
fachadas.
• REJUNTEMM
Em vasta gama de cores, para o rejuntamento de
placas de revestimento em interiores e exteriores, e em
pisos, paredes e fachadas.
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Os Procedimentos detalhados de execução de
revestimentos em placas cerâmicas e com utilização de
argamassa colante, constam deste Manual e nas Normas
Brasileiras NBR 13753; NBR 13754; e NBR 13755.
Propriedade hidrofugante de Mastercola® flexível, comparada com argamassa colante comum.
r w r w
ARGAMASSAS
cimento colante
m/15TE
A R G A M A S S A S INDUSTRIALIZADAS M M LTDA.
Av. PrefeitoAntônio Tavares Leite, 140 - Parque das Empresas
Caixa Postal 1021 - Mogi Mirim/SP - CEP 13803-330
Tel / Fax: (19) 3806 - 23331 (19) 3806-4425
CNPJ: 96.439.203/0001 -58
INDÚSTRIA BRASILEIRA
www.argamas8asmm.com.br
A partir de abril de 1968, iniciou uma série
alentada de publicações na revista
"Construção" da Editora Pini, da qual era
Consultor Técnico, divulgando os estudos e
pesquisas que realizou sobre o assunto, artigos
estes que são o fundamento deste trabalho.
Sob seu gerenciamento técnico, em 1971 foi
lançada no mercado brasileiro a primeira
argamassa colante. Constituiu, em 1974, sua
própria indústria de argamassas colantes, tendo
nela permanecido até 1991. Em 1976 participou
do XX Congresso Brasileiro de Cerâmica, com
apresentação do trabalho inédito: "A Nova
Técnica de Assentamento de Revestimentos
Cerâmicos com a Utilização de Cimentos
Colantes".
Foram inúmeras as conferências proferidas
sobre o assunto, com a preocupação exclusiva
de divulgar a teoria e prática correta do
assentamento de revestimentos. Entre elas
destacamos sua participação no encontro
"Argamassas Industrializadas - Usos de
Desempenhos" realizado em dezembro de 1993
no Instituto de Engenharia de São Paulo.
Transferiu-se, em 1993, para Mogi-Mirim, no
interior do Estado de São Paulo, onde fundou a
nova indústria Argamassas Industrializadas MM
com a linha de produtos Mastercola.
Foi coordenador da Comissão de Estudos da
ABNT CE-02:102.46 do CB-02 - Comitê
Brasileiro de Construção Civil, a qual implantou
as primeiras Noriras Brasileiras de
Procedimentos para a execução de
revestimentos: NBR-13753/96; NBR-13754/96
eNBR-13755/96.
Ne s t a o b r a s ã o a n a l i s a d o s o s r e v e s t i m e n t o s , a s a r g a m a s s a s c o m u n s e a r g a m a s s a s
c o l a n t e s e , e s p e c i a l m e n t e , o c o m p o r t a m e n t o e m s e r v i ç o d e t o d o o c o n j u n t o
i n t e r l i g a d o . A p a r t i r d e s s a a n á l i s e s ã o a p r e s e n t a d o s p r o c e d i m e n t o s p r á t i c o s d e
e x e c u ç ã o d e r e v e s t i m e n t o s e m d i v e r s a s s i t u a ç õ e s , e m i n t e r i o r e s e e x t e r i o r e s .
O c o n t e ú d o d e s t e l i v r o é d e g r a n d e v a l i a p a r a o s p r o f i s s i o n a i s d e d i v e r s a s á r e a s , t a i s c o m o :
Engenheiros e arquitetos envolvidos emprojetos, custos e especificações.
Engenheiros coordenadores e residentes de obras.
Técnicos em edificações.
Ceramistas, os quais terão acesso sobre como os revestimentos que fabricam devem
ser assentados, como se comportam quando em serviço, e eventuais problemas
inerentes ouadvindos do assentamento.
Consultores e laboratórios depesquisas e ensaios.
Professores e alunos da Cadeira de Materiais de Construção.
Institutos de tecnologia.
Técnicos ligados à área de normalização.
Escolas do Senai, para instrutores que estão formando novos oficiais assentadores.
Pesquisadores da área de construção civil.
E, especialmente, aos fabricantes de argamassas para assentamento e argamassas
colantes, para conhecerem intimamente os revestimentos.
ARGAMASSAS
cimento colante
I H / I 5 T E
PROJETO DE DIVULGAÇÃO TECNOLÓGICA

Manual_de_argamassas_e_revestimentos.pdf

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  • 2.
    O Autor Diplomado emEngenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP), em 1954, Antonio J.S.I. Fiorito vem se dedicando desde 1964 aos materiais de revestimento e de assentamento, bem como à sua inter-relação. Iniciou sua carreira profissional como engenheiro da Divisão de Projetos da Prefeitura do Município de São Paulo, tendo posteriormente participado da implantação da Divisão de Engenharia Patrimonial, anexa ao Departamento Jurídico. Em 1962 foi contratado pela Construtora e Comercial Soberana (hoje extinta) para gerenciar obra em São Paulo, e depois na Alta Sorocabana, Alta Paulista e Campinas. Entre 1962 e 1964 foram iniciadas e concluídas 18 obras: Fóruns, Escolas Agrícolas, Escola de 1o grau, Ginásios Estaduais, Posto de Saúde, Posto de Sementes, Delegacias, uma Estação de Tratamento de Águas e quatro pontes em estradas vicinais. Em 1964 foi contratado pela então Cerâmica São Caetano S.A., líder em produção e tecnologia, na época, onde permaneceu até 1973. Sua função primordial era a pesquisa sobre assentamento de revestimentos c e r â m i c o s e a p r o b l e m á t i c a dos descolamentos, e encontrar solução para tal patologia. Nasceu daí então a idéia de colar os revestimentos eliminando, pelo menos, a influência nefasta da retração das argamassas de assentamento e, paralelamente, superar a grande deficiência quantitativa e qualitativa da mão de obra.
  • 5.
    pmr ENG. ANTONIO J.S. I. FIORITO MANUAL de ARGAMASSAS e REVESTIMENTOS ESTUDOS e PROCEDIMENTOS de EXECUÇÃO 2a edição
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    Manual dc argamassase revestimentos : estudos e procedimentos de execução © COPYRIGHT EDITORA PINI LTDA. Todos os direitos dc reprodução reservados pela Editora Pini Ltda. Fiorito, Antonio J.S.I. Manual de argamassas e revestimentos : estudos e procedimentos de execução / Antonio J.S.I. Fiorito. - 2. ed. - São Paulo : Pini, 2009. Bibliografia. ISBN 978-85-7266-189-8 1. Argamassa 2. Revestimentos 1. Título. 09-01453 CDD-691.5 índices para catálogo sistemático: 1. Manuais : Revestimentos de argamassa : Materiais de construção 691.5 Coordenação Manuais Técnicos: Josiani Souza Diagramação e capa: Maurício Luiz Aires Editora Pini Ltda. Rua Anhaia, 964 - CEP 01130-900 São Paulo, SP Fone: 011 2173-2328- Fax 011 2173-2327 Internet: www.piniweb.com - E-mail: manuais@pini.com.br 2a edição Ia tiragem: fevereiro/2010
  • 7.
    Prefácio Objetivo desta obra Porvolta de 1970, os revestimentos eram assentados com argamassas comuns de cimento e areia ou cimento, cal e areia. Até então, nunca foi dada atenção especial ao processo de assentamento e pouco cuidado ao comportamento das argamassas que, inevitavelmente, estão presentes em qualquer revestimento, desde um simples piso cimentado ou parede rebocada, até um acabamento mais nobre com o uso de revestimento cerâmicos ou pedras naturais. A partir de 1964 e motivado por problemas de estabilidade nos revestimentos cerâmicos, foi-me dada a oportunidade de iniciar o estudo das argamassas e sua inter-relação com os revestimentos cerâmicos. Nasceu daí a necessidade de modificar, de modo substancial, o processo de assentamento com a introdução da primeira argamassa colante no mercado consumidor nacional, o que ocorreu em 1970. Esta longajornada, iniciada em 1964, continua até os dias de hoje, quandoprosseguem as pesquisas para o desenvolvimento e a fabricação de novos produtos destinados a situações peculiares, em que intervém os revestimentos. Este trabalho tem por finalidade colocar a disposição do leitor toda a teoria dos revestimentos e as conclusões práticas dela advindas. Agradeço sinceramente a minha esposa pela sua compreensão e colaboração e a meu filho Luis Fiorito, Também companheiro de profissão, que me acompanha e me encoraja, desde 1976, nesta longa jornada. Externo os meus agradecimentos à direção da Editora Pini e toda a equipe de incansáveis colaboradores, pelo espaço que sempre me abriram para divulgar assuntos técnicos relevantes e pelo estímulo que sempre me conferiram. São Paulo, agostc de 1994 Antonio J.S.I. Fiorito Eng. Civil -Poli/54
  • 9.
    Palavras do patrocinador "Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. Se não houver flores, valeu a sombra das folhas. Se não houver folhas, valeu a intenção da semente." (Henfil) C om este prefácio, no lançamento da 1a edição deste Manual, em agosto de 1994, iniciamos esta página mostrando a indispensável necessidade das argamassas colantes face à elevada demanda de revestimentos cerâmicos. Somente com a utilização das argamassas colantes foi possível racionalizar os serviços de assentamento de placas cerâmicas, aumentando dramaticamente aprodutividade, e conferindo-lhes qualidade e durabilidade. Toda a teoria exposta neste Manual de Argamassas e Revestimentos e sua imediata aplicação prática, foram paulatinamente absorvidas ao longo desses anos. Finalmente, tornaram-se indispensáveis asjuntas entre as placas cerâmicas - juntas de assentamento - dando ao revestimento a tão almejada estabilidade e, consequentemente, maior durabilidade, por compensarem os efeitos da EPU das placas cerâmicas; da retração das argamassas; da temperatura; e de outras solicitações. Desde 1996 houve diversos Simpósios Brasileiros de Tecnologia das Argamassas promovidos pela ANTAC-Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído - durante os quais foram apresentados e discutidos inúmeros e alentados trabalhos de alta qualidade, produzidos por pesquisadores envolvidos com as argamassas, em todo o país. As argamassas, finalmente, ocuparam um lugar de importância - que lhe era devido-na Construção Civil. Portanto, é de se concluir que "além da intenção da semente, houve folhas, flores e frutos." Argamassas Industrializadas MM, fabricante dos produtos MASTERCOLA® mantém a primazia e o privilégio de contar com vasta experiência no campo das argamassas colantes adquirida desde 1964. Isso nos traz a responsabilidade de fabricarmos sempre produtos de qualidade e de transmitir aos consumidores o conhecimento verdadeiramente técnico de que dispomos. cimento colante m A S T E R C O L f l K O Í 3 ARGAMASSAS
  • 11.
    Introdução /4s argamassas colantescomeçaram a ser pesquisadas nos Estados Unidos, a partir do fim da II Guerra Mundial (1.945), com a finalidade de racionalizar o$ serviços de colocação de revestimentos cerâmicos e oferecer aos consumidores uma alta qualidade nas instalações destes revestimentos a um menor custo possível. A racionalização se fazia necessária, uma vez que o processo tradicional exigia múltiplos e simultâneos serviços, provocando indesejável lentidão. Por outro lado, como veremos no capítulo sobre tensões nos revestimentos, o método Tradicional requeria conhecimentos especiais, o que nem sempre ocorria, resultando imperfeições causadoras de vida útil relativamente curta dos revestimentos. A partir desses objetivos surgiu o "dry-set mortar", uma argamassa colante para assentar revestimentos cerâmicos sem necessidade de imergi-los em água. No Brasil, a pesquisa foi iniciada em 1964, motivada por problemas de descolamentos de revestimentos de pisos e paredes, causados por inesperado e elevado consumo de materiais cerâmicos que, em contrapartida, não encontrou mão-de-obra preparada e em quantidade necessária. Improvisaram-se assentadores para fazer frente aos cronogramas das obras. Argamassas muito ricas em cimento e espessas e processos de assentamento inadequados proliferaram. A pressa em concluir os serviços acabou por eliminar as tão necessárias juntas entre as peças; as juntas de movimentação; e, desconheceram-se asjuntas estruturais quando existentes, passando os revestimentos sobre elas de modo contínuo. Descuidou-se da impermeabilização dos pisos sobre terraplenos e usou-se entulho e areia unida como enchimento de lajes rebaixadas, gerando o novo problema das eflorescências, que terá também um capítulo especial. Os conhecimentos da arte e técnica de revestir foram se perdendo e, na mesma medida, foram se multiplicando os casos de desprendimento de peças dos revestimentos. O problema foi solucionado com um novo processo de assentamento, colando os revestimentos sobre bases já estáveis, inspirado no"dry-set mortar". Por volta de 1971, foi introduzida a primeira argamassa colante brasileira.
  • 12.
    Hoje, o processode colagem está plenamente implantado. As dúvidas iniciais em relação a custos e à segurança dos resultados estão superadas. Profissionais de colocação de revestimentos têm conhecimento razoável sobre o uso das argamassas colantes e, quanto ao treinamento de mão de obra, é louvável o esforço do SENAI na formação de profissionais cada vez mais conscientes e conhecedores de seu trabalho. Desde o começo da década de 1970, que marca o início da existência das argamassas colantes brasileiras, foram utilizadas milhares de toneladas do produto para, praticamente, todo o território nacional e com sucesso nas mais variadas situações dos revestimentos: pisos, paredes, interiores, exteriores, piscinas, fachadas, terraços, coberturas etc. Muitas fábricas de argamassa colante proliferaram e, devido à inexistência inicial de Especificações, nem sempre a qualidade norteou sua produção. Hoje em dia, a qualidade e diversidade de produtos vêm sendo discutidas, e, por certo, o mercado consumidor deverá se tornar mais sensível ao uso de produtos de melhor desempenho. Por outro lado, o Método Convencional, ou Tradicional, encontra ainda seus adeptos notadamente nas regiões onde a argamassa colante ainda não conseguiu chegar ou, então, quando se trata de revestimentos de pisos. A eles será de muita valia a teoria desenvolvida neste trabalho e, principalmente, as suas conclusões práticas.
  • 13.
    C a pí t u l o 1 - A s p e c t o s g e r a i s 1.1 - Produção de revestimentos cerâmicos 17 1.2 - Argamassas convencionais 18 1.2.1 - Paredes 18 1.2.2-Pisos 18 1.2.3 - Método convencional 19 1.3 - Argamassas colantes 19 1.3.1 - Paredes 19 1.3.2 - Pisos 20 1.3.3 - Método de colagem 21 1.4 - Mão de obra 21 1.4.1 - Pelo método convencional 21 1.4.2 - Pelo método de colagem 21 1.4.3 - Cursos profissionalizantes 21 1.5 - Estimativa do mercado de argamassas colantes 21 1.6 - Interdependência das indústrias 22 Bibliografia 22 C a p í t u l o 2 - E s t r u t u r a d o s r e v e s t i m e n t o s 2.1 - Estrutura de revestimento executado pelo método convencional 23 2.1.1 - Paredes 23 2.1.2-Pisos 24 2.2 - Estrutura de revestimento executado pelo método de colagem 26 2.2.1 - Paredes 26 2.2.2 - Pisos 26 Bibliografia 27 C a p í t u l o 3 - A r g a m a s s a s c o m u n s : c o m p o s i ç ã o / u s o s , r e n d i m e n t o e c l a s s i f i c a ç ã o 3.1 - Definição, composição e usos 29 3.2 - Traço 29 3.3 - Características dos componentes 30 3.4 - Rendimento das argamassas 32 3.5 - Classificação das argamassas 35 Bibliografia 35 C a p í t u l o 4 - A r g a m a s s a s p a r a a l v e n a r i a 4.1 - Composições 37 4.2 - Propriedades físicas 39 Bibliografia 40 C a p í t u l o 5 - D i s t r i b u i ç ã o d a s t e n s õ e s q u e i n t e r e s s a m a o e s t u d o d o s r e v e s t i m e n t o s 5.1 - Aspectos gerais 41 5.2 - Revestimento sujeito à tensão de tração 42 5.3 - Revestimento sujeito à tensão de compressão 43 Bibliografia 46
  • 14.
    C a pí t u l o 6 - R e t r a ç ã o d a s a r g a m a s s a s 6.1 - Retração 47 6.2 - Ensaios para medir a retração 48 6.2.1 - Procedimentos do ensaios 48 6.2.2 - Resultados 49 6.3 - Valores da retração 54 Bibliografia 54 C a p í t u l o 7 - P r o p r i e d a d e s físicas d a s c a m a d a s q u e c o m p õ e m o s r e v e s t i m e n t o s 7.1 - Revestimentos cerâmicos 55 7.1.1 - Resistência à compressão 55 7.1.2 - Módulo de elasticidade 55 7.1.3 - Coeficiente de dilatação térmica linear 55 7.1.4 - Dilatação higroscópica 55 7.2 - Argamassas 56 7.2.1 - Módulo de elasticidade 56 7.2.2 - Retração das argamassas aos 28 dias e por secagem exclusivamente ao ar 56 7.2.3 - Coeficiente de dilatação térmica linear 56 7.3 - Concreto 56 7.3.1 - Módulo de elasticidade 56 7.3.2 - Coeficiente de dilatação térmica linear 56 C a p í t u l o 8 - T e n s õ e s n o s r e v e s t i m e n t o s e m a r g a m a s s a s , p i s o s e p a r e d e s d e v i d a s à s u a r e t r a ç ã o 8.1 - Correlação da retração das argamassas aos 7 e 28 dias 57 8.2 - Tensão de retração 57 8.3 - Tensões nos revestimentos da argamassas em paredes e pisos 58 8.4 - Evolução das tensões de retração nos revestimentos em argamassas 62 8.5 - Conclusões 63 Bibliografia 64 C a p í t u l o 9 - R e t r a ç ã o e r e v e s t i m e n t o 9.1 - Revestimentos e camada de argamassa 65 9.2 - Revestimento, camada de argamassa e suporte de concreto 67 9.3 - Tensões nas argamassas 70 9.4 - Considerações gerais 72 9.5 - Análise e conclusões 74 9.6 - Evolução das tensões nos revestimentos assentados devido à retração da argamassa de assentamento 76 Bibliografia 80 C a p í t u l o 10 - T e m p e r a t u r a e r e v e s t i m e n t o s 10.1 - Conceitos 81 10.2 - Temperatura e revestimentos 84 10.3 - Conclusões 91 Bibliografia 92
  • 15.
    C a pí t u l o 11 - D i l a t a ç ã o h i g r o s c ó p i c a d o s r e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s 11.1 - Conceitos 93 11.2 - Revestimento, camada de argamassa e suporte de concreto interligados 97 11.3- Análises e conclusões 100 Bibliografia 104 C a p í t u l o 12 - O u t r a s c a u s a s q u e o r i g i n a m t e n s õ e s e p a t o l o g i a s 12.1 - Considerações gerais 105 12.2 - Falhas construtivas 105 12.3 - Tensões de cargas acidentais em pisos 106 Bibliografia 107 C a p í t u l o 13 - C i m e n t o P o r t l a n d c o m o a d e s i v o n o m é t o d o c o n v e n c i o n a l 13.1 - Utilização nos assentamentos 109 13.1.1 - Revestimento em paredes 109 13.1.2- Revestimento em pisos 110 13.1.3- Pastilhas 110 13.2 - A pasta de cimento 111 13.2.1 - Aderência da pasta de cimento à cerâmica 112 13.3 - Relação água/cimento 112 13.4 - Pesquisa 113 13.5 - Conclusões 115 Bibliografia 116 C a p í t u l o 1 4 - E f l o r e s c ê n c i a : u m a p a t o l o g i a q u e p o d e ser p r e v e n i d a 14.1 - Aspectos gerais 117 14.2 - Como se forma a eflorescência 118 14.3 - Umidade: de onde vem e como evitá-la 119 14.3.1 - Natureza do solo 119 14.3.2 - Lastro de concreto 120 14.3.3 - Contrapiso 120 14.3.4 - Limpeza com ácido 121 14.3.5 - Outras causas 121 Bibliografia 122 C a p í t u l o 1 5 - A s j u n t a s n o s r e v e s t i m e n t o s 15.1 - Tipos de juntas 123 15.1.1 - Juntas de assentamento 123 15.1.2 - Juntas estruturais 127 15.1.3- Juntas de movimentação 128 15.1.4 - Juntas especiais 130 15.2 - Quando executar o rejuntamento 130 15.3 - Materiais para rejuntamento 130 15.4 - Processo de rejuntamento e ferramentas 130 Bibliografia 131
  • 16.
    C a pí t u l o 1 6 - 0 m é t o d o c o n v e n c i o n a l o u t r a d i c i o n a l 16.1 - Definição 133 16.1.1 - Em paredes e em fachadas 133 16.1.1.1 - Chapisco 134 16.1.1.2- Prumo da superfície 134 16.1.1.3-Emboço 135 16.1.1.4 - Pasta de cimento 135 16.1.1.5- Revestimento 135 16.1.1.6 - Rejuntamento 135 16.1.2 - Em pisos 136 16.1.2.1 - Superfície da laje ou lastro de concreto 136 16.1.2.2- Pasta de cimento 136 16.1.2.3 - Nivelamento da superfície 136 16.1.2.4 - Contrapiso 137 16.1.2.5 - Contrapiso com tela metálica 137 16.1.2.6- Pasta de cimento 137 16.1.2.7- Revestimento 138 16.1.2.8 - Rejuntamento 138 Bibliografia 138 C a p í t u l o 1 7 - P a t o l o g i a s d o m é t o d o c o n v e n c i o n a l 17.1 - Aspectos gerais 139 17.2 - Falhas construtivas no método convencional 139 17.2.1 - Juntas de assentamento 139 17.2.2 - Juntas de movimentação 140 17.2.3 - Juntas estruturais 140 17.2.4 - Ligação com a laje 140 17.2.5 - Espessura das camadas de argamassa 140 17.2.6 - Traço das argamassas 141 17.2.7 - Imersão em água 141 17.2.8 - Pasta de cimento 141 17.2.9 - Expansão por umidade 142 17.2.10 - Eflorescência 142 17.2.11 - Outras patologias 143 17.2.12- Ácido muriático 143 Bibliografia 143 C a p í t u l o 1 8 - 0 m é t o d o d e c o l a g e m c o m a r g a m a s s a s c o l a n t e s 18.1 - Colar revestimentos 18.2 - Argamassa colante 18.3 - Desempenadeiras denteadas 18.3.1 - Desempenadeiras 6 x 6 x 6 mm 18.3.2 - Desempenadeiras 8 x 8 x 8 mm 18.3.3 - Desempenadeiras com aberturas semicirculares 18.3.4 - Desempenadeiras padronizadas 18.3.5 - Espessura final da camada de argamassa colante 145 147 147 147 148 148 149 149
  • 17.
    18.4 - Métodode colagem 151 18.4.1 - Preparo das bases 151 18.4.1.1 - Paredes-emboço 151 18.4.1.2 - Pisos - contrapiso 151 18.4.2 - Colagem dos revestimentos 152 18.4.2.1 - Projeto das juntas 152 18.4.2.2 - Cuidados preliminares 152 18.4.2.3 - Área de espalhamento 153 18.4.2.4 - Água de amassamento 154 18.4.2.5 - Revestimento cerâmico 155 18.4.2.6 - Rejuntamento 155 18.5 - Argamassas elásticas 155 Bibliografia 158 C a p í t u l o 19 - C o n s u m o d e a r g a m a s s a c o l a n t e e m d i v e r s a s a p l i c a ç õ e s 19.1 - Densidade aparente da argamassa colante em pó 159 19.2 - Densidade da massa fresca de argamassa colante 159 19.3 - Assentamento de revestimentos cerâmicos 160 19.4 - Pastilhas cerâmicas 162 19.5 - Assentamento de blocos de concreto leve 163 19.6 - Blocos de concreto simples 163 19.7 - Placas de borracha com cavidades na base 164 19.8 - Chapisco 165 19.9 - Assentamento de ardósia 165 Bibliografia 165 C a p í t u l o 2 0 - E n s a i o s d e a r g a m a s s a s c o l a n t e s e N o r m a s B r a s i l e i r a s 20.1 - Ensaios de argamassas colantes 167 20.1.1 - Argamassa colante em pó 167 20.1.2 - Argamassa colante quando ainda pasta 167 20.1.3 - Argamassa colante preparada e endurecida 167 20.2 - Normas brasileiras 168 20.2.1 - Observações sobre a velocidade da carga de tração e a área da superfície tracionada nos ensaios que medem a aderência 169 20.2.1.1 - Definição de uma velocidade e das dimensões do corpo-de-prova 169 20.2.1.2 - Ensaios realizados - comentários 170 20.2.1.3 - Conclusões 172 A p ê n d i c e I - E x e m p l o d e c á l c u l o d a largura d a s j u n t a s e m ó d u l o d e e l a s t i c i d a d e d o m a t e r i a l d e r e j u n t a m e n t o 173 A p ê n d i c e II - I n t e r p r e t a ç ã o d e t e s t e e x p e d i t o d e a d e r ê n c i a e m o b r a s e s u a n ã o v a l i d a d e 181 A p ê n d i c e III - U m e s t r a n h o c a s o d e " E f l o r e s c ê n c i a " 187 P r o c e d i m e n t o s d e e x e c u ç ã o c o m e n t a d o s Revestimentos/Instalação 189
  • 19.
    Aspectos gerais A produçãode revestimentos cerâmicos, de argamassas convencionais e de argamassa colantes, de um lado, e a mão de obra para aplicação dos revesti- mentos, de outro, envolvem quantidades e valores alentados. Em seguida, é realizada uma análise de cada um deste itens, à época do lançamento da argamassa colante no mercado nacional, mostrando sua importância e interdependência. 1.1 P r o d u ç ã o d e r e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s Em 1972 e 1973, a produção de revestimentos cerâmicos(1> era de aproximadamente: 1972 1973 Azulejos 1.600.000 m2 /mês 1.850.000 m2 /mês Ou 19.200.000 m2 /ano 22.200.000 m2 /ano Pisos 954.000 m2 / mês 1.100.000 m2 /mês Ou 11.450.000 m2 /ano 13.200.000 m2 /ano Totais 30.650.000 m2 /ano 35.400.000 m2 /ano Dez anos depois'2 ', em 1982, a produção foi cerca de: Azulejos 5.113.000 m2 /mês ou 61.350.000 m2 /ano Pisos 5.130.000 m2 /mês ou 61.560.000 m2 /ano Total 122.910.000 m2 /ano A Itália sempre foi considerada líder mundial, seguida do Brasil e da Espanha que se alternavam em segundo lugar*3 '. Todavia, esse panorama mudou a partir da conferência Internacional "Cerâmica Ano 2000", realizada em Modena (Itália), em 24 de junho de 1996. No evento, ficou revelado que, no ano *995, a China apareceu como uma das grandes produtoras mundiais, com a expressiva produção de 900 milhões de metros quadrados<4) , quase dobrando a produção de 1993, que foi cerca de 533 milhões de metros quadrados15 *. Estima-se que a produção brasileira de revestimentos cerâmicos e de aproxi- madamente:
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    Azulejos (55 %) 9.900.000 m2 /mês Pisos (45 % ) 8.100.000 m2 /mês Total 18.000.000 m2 /mês ou 216.000.000 m2 /ano Para efeito das projeções dos itens a seguir, estimamos que 15% desta produção é exportada, resultando para o consumo interno as quantidades abaixo: Azulejos 8.400.000 m2 /mês Pisos 6.900.000 m2 /mês Total 15.300.000 m2 /mês ou 183.000.000 rrvYano 1.2 - A r g a m a s s a s c o n v e n c i o n a i s 1.2.1 - Parede O revestimento é constituído por: - chapisco 1:3; - emboço de regularização com 2 cm de espessura e traço 1:2:9; - argamassa de assentamento com 2 cm de espessura e traço 1:1/2:5. Consumido por metro quadrado: Cimento (kg) Cal hidratada Areia (m3) Chapisco 2,92 — 0,0072 Emboço 3,24 3,24 0,0243 Assentamento 5,84 1,46 0,0243 Totais 12,00 kg 4,70 kg 0,0558 1.2.1.1 - Se todos os revestimentos cerâmicos para paredes (8.400.000 m2 / mês) fossem assentados pelo método convencional, necessitaríamos mensalmente de: Cimento 100.800 toneladas/mês Cal hidratada 39.480 toneladas/mês Areia 468.720 m3 /mês 1.2.2 - Pisos O revestimento de pisos é constituído de:
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    - pasta decimento sobre a laje para aderência da argamassa; -argamassa de assentamento 1:1/2:5 e espessura de 2,5 cm; - pasta de cimento para fixação: 1 mm. Consumindo por metro quadrado: Cimento Cal hidratada Areia 1a pasta 1,50 Kg — — Argamassa 7,30 Kg 1,83 Kg 0,0304 m3 23 pasta 1.50 Kg — — Totais/m2 10,30 Kg 1,83 Kg 0,0304 m3 1.2.2.1 - Se todos os revestimentos cerâmicos para pisos (6.900.000 m? /mês) fossem assentados pelo método convencional, necessitaríamos mensalmente de: Cimento 71.070 toneladas/mês Cal hidratada 12.627 toneladas/mês Areia 209.760 m3 /mês 1.2.3 - Método convencional Se a totalidade dos revestimentos cerâmicos para pisos e paredes fosse assentada por este método, a demanda mensal de materiais seria de: Cimento 171.870 toneladas/mês Cal hidratada 52.107 toneladas/mês Areia 678.480 m3 /mês - A r g a m a s s a s c o l a n t e s 1 - Paredes O revestimento é constituído por: - chapicco 1:3; - emboço (2 cm) 1:2:9; - argamassa colante. Consumindo por metro quadrado:
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    a - Chapiscoe emboço: Cimento 6,16 Kg Cal hidratada 3,24 Kg Areia 0,0315 m3 /m2 b - Argamassa colante: 5 kg/m2 1.3.1.1 - Se todos os revestimentos cerâmicos para paredes (8.400.000 m2 /nês) fossem assentados pelo método de colagem, necessitaríamos mensalmente de: Cimento 51.744 toneladas/mês Cal hidratada 27.216 toneladas/mês Areia 264.600 m3 /mês Argamassa colante 42.000 toneladas/mês 2 - Pisos O revestimento é constituído por: - pasta de cimento sobre laje (1 mm ou 1,5 Kg/m2 ) para aderência da argamassa do contrapiso; - contrapiso 1:1/2:5 com 2,5 cm de espessura; - argamassa colante. Consumindo por metro quadrado: a - Até o contrapiso Cimento 8,80 Kg/m2 Cal hidratada 1,83 Kg/m2 Areia 0,0304 m3 /m2 b - Argamassa colante: 5 Kg/m2 1.3.2.1 - Se todos os revestimentos cerâmicos para pisos (6.900.000 m2 /mês) fossem assentados por colagem, necessitaríamos mensalmente de: Cimento 60.720 toneladas/mês Cal hidratada 12.627 toneladas/mês Areia 209.760 m3 /mês Argamassa colante 34.500 toneladas/mês
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    1.3.3 - Métodode colagem Se a totalidade de revestimentos cerâmicos para pisos e paredes fosse assentada por este método, a demanda mensal de materiais seria: Cimento 112.646 toneladas/mês Cal hidratada 39.843 toneladas/mês Areia 474.360 m3 /mês Argamassa colante 76.500 toneladas/mês 1.4 - M ã o d e o b r a Contingente de assentadores necessários para a aplicação dos revestimentos cerâmicos consumidos pelo mercado interno. 1.4.1 - Pelo método convencional Total a aplicar 15.300.000 m2 /mês Produção media diária por assentador 7 m2 /dia/assentador Dias trabalhados por mês 20 dias Quantidade de assentadores necessários, trabalhando 110.000 todos os dias úteis e o ano inteiro, sem intervalos. 1.4.2 - Pelo método de Colagem Total a aplicar 15.300.000 m2 /mês Produção média diária por assentador 20 m2 /dia/assentador Dias trabalhados por mês 20 dias Quantidade de assentadores necessários, trabalhando 38.250 todos os dias úteis e o ano inteiro, sem intervalos. 1.4.3 - Cursos profissionalizantes A partir destes números, podem ser projetados cursos profissionalizantes, formando mão de obra compatível com os métodos de assentamento, com conhecimento da técnica de colocação e dos materiais envolvidos nos revestimentos. 1.5 - E s t i m a t i v a d o m e r c a d o d e a r g a m a s s a s c o l a n t e s Levando em conta apenas a argamassa colante destinada a assentar revestimen- tos cerâmicos, é possível, a partir da produção desses revestimentos, avaliar o mercado das argamassas colantes. Sendo a produção mensal de revestimentos da ordem de 15,3 milhões de metros quadrados por mês, e sendo necessários cerca de 5 Kg por metro quadrado para o assentamento, teremos a estimativa de: 5 Kg/m2 x 15.300.000 m2 /mês = 76.500 ton/mês
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    1.6 - In t e r d e p e n d ê n c i a s d a s i n d ú s t r i a s Como dissemos no início deste capítulo, as indústrias de revestimentos; argamassas colantes, e mão de obra especializada constituem três polos interdependentes. As argamassas colantes não existiriam sem os revestimentos cerâmicos. Por outro lado, seria impossível a indústria de revestimentos ter atingido o nível de produção atual sem a existência das argamassas colantes que lhe proporcionam, graças à rapidez no assentamento, o escoamento do quanto produzido. De outra parte, cabe à mão de obra da construção civil a responsabilidade de usar adecuadamente ambos os produtos, para se obter um revestimento final de alta qualidade técnica, estética e de vida útil prolongada. O assentamento pelo método convencional é inviável, atualmente, pela sua baixa produtividade e pelo alto risco na estabilidade dos revestimentos, dada a falta de conhecimento, por parte dos assentadores, sobre o comportamento dos materiais. Finalizando, as quantidades estimadas neste capítulo dão a dimensão do campo de abrangência e importância da matéria exposta neste livro. B i b l i o g r a f i a "> IBGE - Dados de produção publicados no boletim n2 1/5 do Sindicato das Indústrias da Extração de Minerais Não-Metálicos do Estado de São Paulo - 1973. < * > Anuário da Associação Brasileira de Cerâmica - 1987. (3 > Palmonari, C. e Timmellini, G: "Air pollution from the ceramic industry" - Bulletin o' the American Ceramic Society 68 (8) - 1989 - Revista "Cerâmica" n- 252, nov./dez./91. <4) Jornal Pólo Cerâmico - Ano I - n° 2 - página 10 - Editado em Criciúma - SC. (6 > Revista Mundo Cerâmico - n2 26 - jun./96 - página 28. (tt) Composições pelo TPCO - Ed. Pini.
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    Estrutura dos revestimentos Osrevestimentos de modo geral são sempre constituídos de diversas camadas de materiais diferentes ligadas entre si. Como estão intimamente ligadas, qualquer deformação em uma dessas camadas resultará no aparecimento de tensões em todo o conjunto. Tais tensões dependem da espessura, do módulo de elasticidade e, enfim, de todas as características físicas de cada camada. As deformações a que nos referimos podem ser de causas endógenas como, por exemplo, a retração do concreto e das argamassas e a dilataçãc higroscópica dos revestimentos cerâmicos, ou causadas por esforços externos. 2.1 - E s t r u t u r a d e r e v e s t i m e n t o e x e c u t a d o p e l o m é t o d o c o n v e n c i o n a l Há diversas possibilidades de construir as camadas, conforme casos específicos detalhados nos procedimentos práticos comentados no final deste trabalho. De modo genérico, estão presentes as seguintes camadas: 2.1.1 - Paredes -Base Chapisco -Argamassa cie assentamento -Pasta de cimento -Junta Revestimento cerâmico máximo 2 cm se maior, executar camada de regularização Fig. 1 - Método convencional - Revestimento de paredes
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    a - Baseconstituída por elementos de alvenaria, como: - Alvenaria de tijolos maciços; - Alvenaria de tijolos furados; - Alvenaria de blocos de concreto; - Alvenaria de blocos de concreto leve; - Alvenaria de blocos silico-calcários; - Concreto. b - Chapisco<1) , composto de argamassa de cimento e areia grossa no traço em volume de 1:3 e projetado sobre a superfície da base. O acabamento é extre- mamente áspero e irregular, criando ancoragens mecânicas para aderência de camada seguinte. c - Camada de argamassa de regularização no traço em volumes 1:2:9 de cimen- to, cal hidratada e areia média úmida (3%). É executada sempre que há irregularidades da base a serem corrigidas e superiores a 20 mm. d - Camada de argamassa de assentamento no traço em volumes 1:0,5:5 de cimento; cal hidratada, e areia média úmida (3%). É executada com espessura de 20 mm, diretamente sobre o chapisco, caso a base seja bem-aprumada, ou sobre a camada de regularização. e - Camada uniforme de pasta de cimento com espessura de cerca de 1 mm, e consumo de 1,5 Kg de cimento por metro quadrado e relação água/cimento de 0,3. f - Revestimento cerâmico. 2.1.2 - Pisos a - Laje de concreto ou lastro de concreto simples, dependendo da posição do piso, se sobre estrutura ou sobre terrapleno. b - Camada de pasta de cimento, cuja função é de garantir a aderência entre as argamassas e a superfície da laje. A espessura é de cerca de 1 mm, e o consumo de cimento, de 1,5 Kg por metro quadrado, com relação água/cimento de 0,3. c - Camada de argamassa de regularização no traço em volumes 1:6 de cimento e areia média úmida (3%). É executada sempre que há irregularidades da base a serem corrigidas e superiores a 20 mm. d - Camada de argamassa de assentamento no traço em volumes 1:6 de cimento e areia média úmida (3%). É executada com espessura de 20 mm diretamente
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    sobre a lajeou lastro, caso estas bases estejam bem-niveladas ou, ainda, sobre a camada de argamassa de regularização. e - Camada uniforme de pasta de cimento com espessura de cerca de 1 mm e consumo de 1,5 Kg de cimento/m2 e relação água/cimento 0,3. f - Revestimento cerâmico. Junta de expansâo/contraçáo Camada de regularização e/ou argamassa de assentamento Revestimento cerâmico Pasta de cimento sobre a laje Junta estrutural Pasta de cimento Junta normal L , . l H . , i I J , I | ' j I - . v . ' . r ••• :>.:• fr /a;./»..». . Laje de concreto armado Revestimento do forro do andar inferior (Chapisco + Emboço + Reboco) Fig. 2 - Método convencional - Piso sobre laje Junta expansão/ contração Manta impermeável Terrapleno Revestimento cerâmico Pasta de cimento Lastro de concreto simples Argamassa de assentamento Pasta de cimento Junta normal Junta estrutural Fig. 3 - Método convencional - Piso sobre terrapleno
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    2.2 - Es t r u t u r a d e r e v e s t i m e n t o e x e c u t a d o p e l o m é t o d o d e c o l a g e m Também aqui há diversas possibilidades que serão detalhadas nos "Procedimentos Práticos" comentados na parte final deste livro. De modo geral, estão presentes as seguintes camadas, cujas arganassas têm composições idênticas as já descritas nos itens 2.1.1 e 2.1.2. 2.2.1 - Paredes • Baso — Chapisco Argamassa do regularização (omboço) Argamassa Colante - i * Junta • Revestimento cerâmico T t rriiuòfro2cm to mw. oxocuur em CAT-idít de 2 em cacia Fig 4 - Método de colagem - Revestimento de parede a - Base constituída por elementos de alvenaria em 2.1.1 "a", b - Chapisco. c - Camada de argamassa de regularização, d - Emboço. e - Camada de argamassa colante com espessura de cerca de 3 a 6 mm, dependendo das dimensões da superfície da peça cerâmica. f - Revestimento cerâmico. 2.2.2 - Pisos a - Laje ou lastro de concreto simples, b - Camada de pasta de cimento, c - Camada de argamassa de regularização, d - Contrapiso. e - Camada de argamassa colante com espessura uniforme de cerca de 3 a 6 mm, dependendo das dimensões da superfície da peça cerâmica. f - Revestimento cerâmico.
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    Junta do oxpansâo/contraçâoCamada da regularização ou corK/apiso Revestimento cerâmico Argamassa colanto A wm^S* Pasta do cimento sobro a lajo Junta estrutural Junta normal lajo do concreto armado Rovostimonto do forro do andar inferior (Chapisco • Emboço + Reboco) Fig. 5 - Método de colagem - Piso sobre laje RcvosCmonto cerâmico Lastro do concreto simples Argamassa colanto Junta expansão/ contração Contrapiso Pasta do cimento Junta estrutural Junta normal TT Manta Impermeável L Terraptano Fig. 6 - Método de colagem - Piso sobre terrapleno Bibliografia (1) NBR-7200: Revestimento de paredes e tetos com argamassas. Materiais, preparo, aplicação e manutenção.
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    Argamassas comuns: composição/usos/rendimento eclassificação 3.1 - D e f i n i ç ã o , c o m p o s i ç ã o e u s o s As argamassas são definidas como sendo a mistura de aglomerantes e agregados com água, possuindo capacidade de endurecimento e aderência. As argamassas utilizadas em obras são comumente compostas de areia natural lavada, e os aglomerantes são em geral o cimento Portland e cal hidratada. Sua denominação é função do aglomerante utilizado. Assim, temos argamassa de cal, de cimento ou mista de cal e cimento. A destinação das argamassas determina o tipo de aglomerante OL a mistura de tipos diferentes de aglomerantes. Como exemplo, as argamassas de cimento são utilizadas em alvenarias de alicer- ces pela resistência exigível e especialmente pela condição favorável de endureci- mento. São também utilizadas para chapisco pela sua resistência a curto prazo; nos revestimentos onde as condições de impermeabilidade são exigíveis, tais como no interior de reservatórios de água e outras obras hidráulicas; ou em pisos cimentados onde se exige resistência mecânica e ao desgaste. As argamassas de cal são utilizadas para emboço e reboco, pela sua plasticidade, condições favoráveis de endurecimento, elasticidade, e porque proporcionam acabamento esmerado, plano e regular. Encontram também aplicação no assentamento de alvenarias de vedação. As argamassas de cimento são mais resistentes, porém de mais difícil trabalhabili- dade. Adiciona-se cal para torná-las mais plásticas e facilitar o acabamento. Tais argamassas mistas de cimento e cal são utilizadas nas alvenarias estruturais ou não, de tijolos ou blocos; nos contrapisos; no assentamento d© revestimentos cerâmicos em pisos ou paredes pelo método convencional; no preparo de paredes e pisos para receberem revestimentos cerâmicos aplicados com argamassa colante; e, especialmente, nos emboços de forros e paredes. 3.2 - T r a ç o Decidido que tipo de argamassa deve ser utilizada, o segundo passo é adotar o traço. Entende-se por traço de uma argamassa a indicação das proporções de seus componentes.
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    O traço empeso nos daria segurança absoluta, quando a qualidade da argamassa e quantidades no consumo e apropriação de custos. Todavia, é impraticável no canteiro da obra. Os traços das argamassas são tradicionalmente indicados em volumes. Assim, uma argamassa de cimento e areia 1:3 significa que no seu preparo entra um volume de cimento para três volumes de areia. Quanlo a esta é imprescindível que se adicione a informação sobre o seu teor de umidade, ou se se trata de areia seca. E isso devido ao fenômeno do inchamento da areia em função do teor de umidade. A própria tabela 1 da NBR-7200 indica traços em volume de argamassas para revestimentos, informando que para a areia o teor de umidade e de 2% a 5%, e seu volume não foi corrigido quanto ao inchamento. Isso significa que, na avaliação das quantidades dos componentes, é indispensável determinar ou adotar valores para a massa específica absoluta ou real e para a massa específica aparente ou peso unitário para a areia, cimento e cal utilizados. Para a areia caracterizada a seguir, estudamos cinco traços de argamassas, ilustrando alguns comentários sobre o rendimento em função da composição e do modo de aplicar a argamassa. 3.3 - C a r a c t e r í s t i c a s d o s c o m p o n e n t e s 3.3.1 - Cimento Usamos o cimento Portland, adotando 3,07 Kg/dm3 para sua massa específica absoluta. A literatura sobre cimento Portland sugere para sua massa específica aparente os valores da ordem de 1,50 Kg/dm3 e 35 dm3 para um saco de 50 Kg, o que eqüivale a 1,43 Kg/dm3 . No preparo das argamassa, objeto desta pesquisa, encontramos 1,20 Kg/dm3 , sendo este o valor adotado. 3.3.2 - Cal hidratada Adotamos 1,80 Kg/dm3 para massa específica absoluta ou real. No preparo das argamassas pesquisadas, encontramos 0,58 Kg/dm3 para massa específica aparente. 3.3.3 - Areia A massa específica real adotada foi 2,65 Kg/dm3 . A massa específica aparente para a areia seca foi determinada em 1,45 Kg/dm3 . A areia foi utilizada com 3% de umidade, sendo 1,30 seu coeficiente de inchamento. Ou seja, o volume de areia com 3% de umidade é 30% maior do que o volume seco.
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    As medidas emvolume úmido para compor as argamassas estudadas indicaram ser 1,15 kg/dm3 a massa específica aparente do agregado com 3% de umidade. A areia utilizada apresentou a composição granulométrica do Quadre 1.0 diâmetro máximo, sendo 2,4 mm e o módulo de finura sendo 2, classificam a areia utilizada como média-fina. Quadro 1 Peneiras Porcentagens mm Retidas Acumuladas 4 4,8 0 0 8 2,4 3 3 16 1,2 10 13 30 0,6 20 33 50 0,3 31 64 100 0,15 25 89 soma = 202 módulo de finura = 2,02 A NBR-7211: Agregados para concreto, ao definir os limites da composição granulométrica do agregado miúdo sugere que podemos classificar a areia em fina, média e grossa. Veja Quadro 2. Quadro 2 Peneiras % Retida acumulada n° mm Utilizável Ótima para concreto para concreto 3/8 9,5 0 0 0 4 4,8 0 a 3 a 5 8 2,4 13 a 29 a 43 16 1,2 23 a 49 a 64 30 0,6 42 a 68 a 83 50 0,3 73 a 83 a 94 100 0,15 88 a 93 a 98 Somatória 239 325 387 Módulo de finura = MF 2,39 3,25 3,87 Dimensão Máxima Dm < 2,4 4,8 > Dm > 2,4 Dm > 4,8 característica (mm) areia fina areia média areia grossa onde: Módulo de finura é a soma das porcentagens retidas acumuladas, dividida por 100. Diâmetro máximo é a abertura da malha, em milímetros, da peneira da série padrão à qual corresponde uma porcentagem retida acumulada igual ou imediatamente inferior a 5%.
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    A partir destesvalores a areia pode ser classificada conforme o Quadro 3 a seguir. 3 . 4 - R e n d i m e n t o d a s a r g a m a s s a s Para verificar o rendimento das argamassas, foram compostas as argamassas da tabela do Quadro 4. A areia foi medida em volumes aparentes, com 3 % de umidade. Os aglomerantes também foram medidos em volumes aparentes, tomando-se o cuidado de conferir sua massa. A água foi adicionada ate obter-se uma trabalhabilidade adequada, avaliada qualitativamente. A mistura foi feita manualmente. Visando avaliar o rendimento, espalhamos a argamassa fresca sobre uma base plana e horizontal, assegurando uma espessura uniforme de 25 mm com auxílio de sarrafos de madeira. A argamassa fresca foi apertada com colher de pedreiro e desempenada. A seguir, medimos a área coberta e calculamos o volume resultante. No quadro 4, são indicamos os valores encontrados. Para os traços estudados já era sabido de antemão que o rendimento, ou seja, o volume de argamassa fresca resultante, deveria ser igual para todas as composições, desde que mantido o mesmo cuidado no espalhamento e adensamento da argamassa fresca. E isto porque para os traços estudados a quantidade de areia e tal que seu volume de vazios (não confundir com os vazios de argamassa por falha de adensamento) não chega a ser ocupado pelos volumes reais do cimento e água, ou do cimento, cal hidratada e água, que entraram em sua cornsosição. O volume de vazios da areia em questão pode ser determinado pelo coeficiente de vazios (Cv) ou pela diferença entre volume total aparente seco (Vt) e o volume de cheios (Vc), ocupados pela areia. Inicialmente corrigimos o volume úmido aparente (Vh) para volume total aparente seco (Vt), dividindo-o pelo coeficiente de inchamento 1,30: Quadro 3 Areia Fina Média Grossa DM ( m m ) Dm < 2,4 4,8 > Dm > 2,4 Dm > 4,8 MF MF < 2,39 3,87 > MF > 2,39 MF > 3,87 V,h 12,1 V. = = 9,3 dm3 1,30 1,30
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    Sendo a massaespecífica real da areia 2,65 Kg/dm3 e sua massa específica aparente 1,45, temos: Volume de cheios: Vc = 1 4 5 x 9,3 = 5,1 dm3 2,65 e Volume de vazios = Vv = 9,3 - 5,1 = 4,2 dm3 A água conduzida pela areia úmida é calculada por: Ph = dh x Vh = 1,15 x 12,1 = 13,9 kg Pt = d, xV, = 1,45x9,3= 13,5 kg Água conduzida pela areia = Ph - Pt = 13,9 - 13,5 = 0,4 kg ou dm3 sendo Volume real do cimento = massa/3,07 Volume real da cal hidratada = massa/1,8 calculamos e chegamos aos valores dos Quadros 5 e 6. Quadro 4 Traços c C A i a r m I e e j Cimento Cal hidr. Areia Água VC) n h a adie. t i o d 3% dm3 kg dm3 kg dm3 dm3 dm3 1 - 5 2,42 2,90 - - 12,1 2,17 10 - 6 2,02 2,41 - - 12,1 2,12 10 1 1/2 5 2,42 2,90 1,21 0,70 12,1 2,33 10 1 1/2 6 2,02 2,41 1,00 0,59 12,1 2,42 10 1 1/5 6 2,02 2,41 0,40 0,23 12,1 2,09 10 (•) V = Volume da argamassa fresca
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    Quadro 5 -Volumes reais para 10 dm3 de argamassa fresca, adensada a colher e desempenada Traço Cimento Cal Hidr. Areia Á g u a Volume Vazios da da areia adie. Total V argamassa 10-V dm3 dm3 dm3 dm3 dm3 dm3 dm3 1:5 0,94 — 5,10 0,40 2,17 8,61 1,39 1:6 0,79 — 5,10 0,40 2,12 8,40 1,60 1:1/2:5 0,94 0,39 5,10 0,40 2,33 9,16 0,84 1:1/2:6 0,79 0,33 5,10 0,40 2,42 9,04 0,96 1:1/5:6 0,79 0,13 5,10 0,40 2,09 8,50 1,50 Os vazios indicados no Quadro 5 correspondem aos vazios não-ocupados da areia, mais os vazios oriundos do nível de adensamento na aplicação da argamassa fresca. Portanto, o modo de aplicar a argamassa fresca, é fundamental tanto na avaliação do rendimento como no nível de qualidade da argamassa quanto a sua absorção de água e permeabilidade. Conforme a posição do revestimento a executar, o pedreiro e obrigado a comprimir (adensar) mais a argamassa, quando da sua aplicação. A mesma argamassa poderá ter um aumento de vazios à medida que é aplicada no emboço de um forro, no emboço de uma parede ou em um contrapiso. No forro, é obrigatório projetá-la e depois comprimi-la com a desempenadeira. Na parede os cuidados já são menores do que no forro. Nos pisos, argamassa de regularização ou do contrapiso sofre maior risco de ter sua qualidade sacrificada dada a facilidade de espalhamento e sarrafeamento. Podem originar-se daí problemas construtivos, como uma maior permeabilidade da argamassa endurecida, permitindo a passagem de água em pisos não impermeabilizados adequadamente, instalando-se o processo de eflorescências sobre os revestimentos dos pisos. Quadro 6 - Volume de vazios disponíveis na areia Traço Volume aparente seco da areia Volume dos grãos Volume vazio da areia Volume real o c u p a d o pelo cimento, cal e água Vazios não- ocupados dm3 dm3 dm3 dm3 dm3 1:5 9,30 5,10 4,20 3,51 0,69 1:6 9,30 5,10 4,20 3,30 0,90 1:1/2:5 9,30 5,10 4,20 4,06 0,14 1:1/2:6 9,30 5,10 4,20 3,94 0,26 1:1/5:6 9,30 5,10 4,20 3,40 0,80
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    A última colunado Quadro 6 indica os vazios não ocupados pela pasta de aglome- rante total. 3.5 - C l a s s i f i c a ç ã o d a s a r g a m a s s a s O nível de ocupação de vazios oferecidos pela areia nas argamassas sugere um critério de classificação descrito pelo Eng. Leonardo M. Caricchio (2) e constante do Quadro 7. Quadro 7 Argamassa Cimento: Cal hidratada Cimento: Cal areia 1:2 areia 1:1,5 hidratada: areia 1:3:7 1:2,5 1:2 1:3:8 A partir destas proporções 1:2,5 1:3:9 B i b l i o g r a f i a Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n9 1.922 - dez./84. ,2 > Caricchio L.M., "Construção Civil" - Vol.- li - Ed. 1955.
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    Argamassa para alvenaria 4.1- C o m p o s i ç õ e s e u s o s No início do Capítulo 3 definimos as argamassas como sendo a mistura de aglomerantes e agregados minerais com água, possuindo capacidade de endurecimento e aderência. Entendemos que esta definição é abrangente podendo ser adotada também para as argamassas destinadas às alvenarias. Nos livros sobre construções, tabelas de composições, cadernos de encargos e literatura em geral sobre argamassas utilizadas no assentamento de elementos das alvenarias, há uma profusão de traços geralmente transmitidos pela tradição. Não há ainda normas brasileiras específicas para argamassas utilizadas em alve- narias. Em contrapartida, encontramos na ASTM-American Society for Testing and Materials diversas Normas, entre as quais a C 270-82 sobre argamassas para Alvenaria (Mortar for Unit Masonry). Esta Norma indica, em um Anexo, quatro tipos de argamassas destinadas a alvenarias portantes e não-porlantes. Quadro 8 - Guia para seleção de argamassas para alvenaria ( ASTM - C 270-82) Posição Função Tipo de argamassa da alvenaria Recomendada Alternativa Exterior de • Portante N Sou M elevação • Não-portante O (2) K ou S • Parapeitos N S Exterior, no nível Fundações ou abaixo do nível Muro de arrimo do solo Poços-Galerias S(3) M ou n (3) Calçamentos Passeios-Pátios Interior • Portante N S ou M • Não-portante 0 S ou N (1) Esta tabela não indica argamassas para fins especiais, como chaminés, alvenaria armada ou argamassas antiácidas. (2) Tipo "O" é recomendada para uso onde não há probabilidade de congelamento, quando saturada de água ou não há probabilidade de a alvenaria estar sujeita ã ação do vento ou outras cargas laterais significativas. (3) Alvenaria exposta ao tempo, nas superfícies horizontais, ó extremamente vulnerável às intempéries. A argamassa para tais casos deverá ser especificada com maior atenção.
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    O Quadro 8é um guia geral para escolha do tipo de argamassa a ser utilizada conforme a finalidade da alvenaria. A escolha do tipo de argamassa poderá, tam- bém, ser baseada no tipo de elemento a ser assentado ou em normas construti- vas ou, ainda, de acordo com os esforços a serem suportados pela alvenaria. Por exemplo, a argamassa poderá ser correlacionada com o tipo ou características dos elementos a serem assentados: blocos de concreto; blocos de cerâmica: tijolos maciços: tijolos furados; placas de concreto leve etc. Assim, um elemento de alvenaria com alta velocidade inicial de absorção de água deverá ser compatível com a argamassa de alta retenção de água. Na Tabela 1 encontramos os traços para as argamassas do Quadro 8. Os aglome- rantes são o cimento Portland, o cimento de alvenaria, a cal hidratada e a pasta de cal. As proporções de areia solta e úmida, em volume, estão limitadas entre um mínimo de 2,25 vezes e um máximo de três vezes em relação à soma dos volumes dos aglomerantes considerados isoladamente. Tabela 1 - Proporções especificadas - ASTM - C 270-82 Aglomerantes Proporções em volume Argamassa de: Tipo Cimemto Portland Cimento de alvenaria Cal hidratada ou pasta de cal Agregado medido úmido e solto (1) M 1 _ Va 2,81 a 3,75 Cimento/cal S 1 - 1 /4 a 1 /2 de (2,81 a 3,75) até (3,38 a 4,50) N 1 - 1 /2 a 1 1 /4 de (3,38 a 4,50) até (5,06 a 6,75) 0 1 - 1 1 /4 a 2 1 /2 de (5,06 a 6,75) até (7,88 a 10,50) M 1 1 - 4,50 a 6,00 Cimento de S 1 /2 1 - 3,38 a 4,50 alvenaria N - 1 - 2,25 a 3,00 O - 1 - 2,25 a 300 (1) O agregado medido úmido e solto não deve ter volume menor do que 2.25 vezes nem maior do que três vezes a soma. em separado, dos volumes dos aglomerantes. Para converter os traços tabelados em volume para traços em massa, a Norma ASTM - C 270-82 sugere utilizar as seguintes massas específicas aparentes ou pesos unitários: cimento Portland 1.505 Kg/m3 cal hidratada 640 Kg/m3 pasta de cal 1.280 Kg/m3 areia úmida e solta 1.280 Kg/m3
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    4.2 - Pr o p r i e d a d e s físicas A Tabela 2 especifica as propriedades dos quatro tipos de argamassa do Quadro 8, tais como resistência à compressão, a retenção de água e ar incorporado. Na Tabela 2, fizemos a conversão das resistências especificadas para corpos-de- prova cúbicos para corpos-de-prova cilíndricos, lembrando que, para estes últimos, o valor corresponde a cerca de 85% daquele obtido para os corpos-de-prova cúbicos. A resistência à compressão medida em laboratório e em corpos-de-prova de formato cúbico de aresta de 2" (5cm) ou cilíndrico de diâmetro de 2" e altura de 4" (10 cm) permite avaliar esta característica da argamassa quando usada em alvenaria. Tabela 2 - Propriedades especificadas para argamassas preparadas em laboratório ASTM - C 270-82 1 < 0 < / > Mínimo de resistências à compressão aos 28 dias - corpos-de-prova: i > < 3 0) < 0 s 8> o Cúbico 2" (5 cm) (1) Cilíndrico 2x4 (5 x 10 cm) S i o .c * Si .o. £ psi MPa Kgf/cm2 psi MPa Kgf/cm2 £ V. O) M 2.500 17,2 172 2.125 14,6 146 75 12 Cimento/cal S 1.800 12,4 124 1.530 10,5 105 75 12 N 750 5,2 52 638 4,4 44 75 14(2) 0 350 2,4 24 298 2,0 20 75 14(2) (4) M 2.500 17,2 172 2.125 14,6 146 75 (3) Cimento de S 1.800 12,4 124 1.530 10,5 105 75 (3) Alvenaria N 750 5,2 52 638 4,4 44 75 (3) O 350 2,4 24 298 2,0 20 75 (3) (1) Conforme ASTM - C780 item 4.2.6 - nota 1, para a mesma argamassa os t/alores obtidos em corpos-de-prova cilíndricos podem ser considerados iguais a 85% dos valores em corpos- de-prova cúbicos. (2) Para alvenaria armada e argamassa de cimento/cal, o máximo de ar-incorporado deve ser 12%. (3) Para alvenaria armada e argamassa de cimento de alvenaria, o máximo de ar-incorporado deve ser 18%. (4) O agregado é medido úmido e solto, e sua proporção, em laboratório, deve ser no mínimo 2,25 vezes e no máximo 3,5 vezes a soma, em separado, do volume dos aglomerantes. Todavia, em obra, a performance da alvenaria depende de vários fatores e caracte- rísticas da argamassa e dos elementos da alvenaria, uma vez que estão intimamente ligados e trabalhando em conjunto. Tais fatores e características são: trabalhabilidade da argamassa refletida na quantidade de água de amassamento; alta ou baixa velocidade inicial de absorção de água pelo elementos da alvenaria; retenção de água da argamassa; resistência ao cisalhamento; expansão dos elementos; retração da argamassa; resistência à compressão da argamassa e do elemento da alvenaria; dilatação higroscópica dos elementos quando cerâmicos; condições climáticas etc.
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    Portanto, quando necessário,o teste feito sobre corpos-de-prova retirados da alvenarias (parte desta) ou sobre paredes experimentais é mais próximo da realidade do que aqueles feitos individualmente sobre os componentes da alvenaria. No Quadro 9, a título ilustrativo, são indicadas as resistências preconizadas pela NBR-6136/80 para blocos de concreto, as quais poderão ser cotejadas com as resistências das argamassas que poderão ser utilizadas em seu assentamento. Quadro 9 - Blocos vazados de concreto simples para alvenaria estrutural - NBR-6136/80 Resistência Umidade Absorção Bloco Alvenaria característica natural total de água à compressão do bloco do bloco Classe A Externa, sem / b k > 6 MPa p > 40 % a a < 10% qualquer (60 Kgf/cm2 ) revestimento Classe B Int. ou ext. com / b k > 4,5 MPa M < 40 % a a < 10% revestimento (45 Kgf/cm2 ) B i b l i o g r a f i a ASTM-C 270/82 - Mortar for unit masonry. (2) ASTM-C 780 - Preconstrution and constrution evaluation of mortars for plain and reinforced unit masonry. ,3 > NBR-7184 - Blocos vazados de concreto simples para alvenaria sem função estrutural - Método de Ensaio. w NBR-7186 - Bloco vazado de concreto simples para alvenaria com função estrutural - Método de Ensaio. < 5 > NBR-6136 - Blocos vazados de concreto simples para alvenaria estrutural - Especificação. < 6 > Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n9 2.056 - jul/87 - Ed. Pini.
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    Distribuição das tensõesque interessam ao estudo dos revestimentos(3) 5.1 - A s p e c t o s g e r a i s No Capítulo 2 apresentamos diversas estruturas de revestimentos, quer horizontais, quer verticais. Todas as camadas estão intimamente ligadas, existindo maior ou menor grau de ligação (aderência) em função dos cuidados dispensados pela mão-de-obra na preparação de cada camada e na preparação das suas superfícies para receberem as camadas seguintes. Estando as camadas ligadas, a deformação de qualquer uma delas, devido a causas endógenas ou esforços externos, resultará em tensões atuando sobre cada camada. As tensões que atuam sobre os revestimentos são de especial interesse. Entre as deformações podem ser citadas: a retração da argamassa que liga os elementos das alvenarias; a retração da argamassa utilizada no emboço ou no contrapiso; a deformação lenta do concreto da estrutura atuando, a dos pilares e vigas sobre os revestimentos verticais e, a das lajes, sobre os revestimentos dos pisos; recalque das fundações; as deformações originadas pela variação da umidade relativa do ar atuando sobre as argamassas endurecidas; a dilatação higroscópica dos elementos cerâmicos; as deformações originadas pela atuação de cargas acidentais sobre os pisos; e, evidentemente, as originadas por varia- ções térmicas. Em casos especiais devem ser levadas em conta as vibrações de máquinas. As tensões assim originadas sempre existem, são extremamente variáveis e podem se compensar ou, então, somar, gerando, neste caso, uma compressão máxima no revestimento. Exemplificando, o efeito de uma variação de temperatura é um termo do somatório de diversas causas possivelmente já presentes. Um revestimento poderá, em determinado instante, estar sujeito a uma tensão de compressão. Uma variação térmica poderá diminuir ou aumentar esta compressão. Uma seqüência de variações térmicas, para mais e para menos, poderá romper gradativamente por fadiga a ligação revestimento/suporte. Nestas condições, uma variação adicional de temperatura será o diferencial que fará o somatório das forças de compressão atingir e ultrapassar a carga de flambagem do revestimento.
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    Às causas citadasdevemos, forçosamente, somar as falhas de mão-de-obra. Entre outras, como veremos nos capítulos específicos sobre tensões, citamos: o uso de argamassas espessas e ricas em cimento; a falta de cuidado na ligação íntima da argamassa de regularização ao suporte, notadamente em pisos; a falta de cuidado na ligação íntima entre toda a superfície do tardoz das peças do revestimento e a argamassa de assentamento, ou material usado no assentamento (colas, por exemplo); e, o que julgamos de importância capital, o descuido em relação às juntas entre as peças do revestimento. Não será demais lembrar que o assentamento com juntas secas - peças encostadas umas às outras - deve ser proibido. O correto será limitar as tensões de compressão a uma só peça do revestimento. Esta, sendo rígida, não terá a possibilidade de flambar. E isso só se consegue com juntas em todo o perímetro das peças. Igualmente, peças cerâmicas com espaçadores incorporados à sua base (spacer lugs) não devem ser utilizadas, pois criam uma pseudojunta, o que eqüivale a assentar com juntas secas e com a agravante de concentrar os esforços de compressão nos dois pontos em que se situam os espaçadores. 5.2 - R e v e s t i m e n t o s u j e i t o à t e n s ã o d e t r a ç ã o Seja o trecho de revestimento da Fig. 7 que, para exemplificar, esteja a uma temperatura inicial T, passando gradativamente para uma temperatura T, > T. (ex.:T2<T) Fig. 7 - Revestimento solicitado à tração
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    Neste caso, aspeças do revestimento (pisos ou paredes) tenderiam a se afastar umas das outras. As juntas se abririam e teríamos instalado um processo de cisa- Ihamento simples entre a base das peças (tardoz) e o material usado no assentamento (Fig. 7A). Atingida a ruptura, as peças se soltariam simplesmente da base. Seguindo-se um encurtamento devido, por exemplo, a uma queda gradual de tem- peratura T2 < T, as peças soltas tomariam a conformação de um "V" invertido (Fig. 7B). Tal hipótese nunca foi observada na prática. A título informativo, ensaios de ruptura ao cisalhamento mostraram valores da ordem de 10 kgf/cm2 (1 MPa) para a pasta de cimento comum, e de 12 kgf/cm2 (1,2 MPa) para a argamassa colante. São valores elevados e, antes de serem atingidos, as peças do revestimento se soltam da base devido a uma força de tração atuando perpendicularmente ao plano do revestimento, como explicado no item 5.3. 5.3 - R e v e s t i m e n t o sujeito à t e n s ã o d e c o m p r e s s ã o Considere a Fig. 8, onde há compressão atuando no revestimento causada pela retração da argamassa de assentamento. As peças que compõem o revestimento se aproximam e a tendência é a flambagem da placa de revestimento. Nas extremidades da placa, há tensões de cisalhamento, atuando na interface peça/ argamassa (Fig. 8B). No centro, há tensões de compressão atuando na secção transversal das peças (Fig. 8A). A compressão dará origem a componentes verticais "p" de tração, as quais tendem a arrancar o revestimento de sua base. A elas se opõe a aderência "q" proporcionada pelo cimento portland no método convencional, ou por alguma argamassa colante utilizada na fixação do revestimento. Para q > p haverá compressão, mas o revestimento permanece estável - Fig. 8C. Para q < p as peças se soltam da base por tração simples causando o abaulamento da placa de revestimento e seu posterior colapso - Figs. 8D e 8E. Enquanto o valor de "p" é máximo no centro do trecho considerado de revestimento, diminuindo uniformemente até se anular nas extremidades, os valores de "q" (aderência) são irregulares em função de defeitos construtivos maiores ou menores. No Método Convencional, por exemplo, o espalhamento do pó de cimento e a má formação da pasta por excesso ou falta de água levam a valores irregulares e baixos para aderência "q". facilitando o colapso que ocorrerá, inclusive, em posição aleatória. Note que, nas extremidades da placa comprimida há tensões de cisalhamento. Caso houvesse ruptura por cisalhamento na ligação da base das peças extremas com o material de assentamento, tais peças ficariam soltas, reduzindo o comprimento "d" da placa e, consequentemente, do próprio risco de flambagem, diminuindo os valores de "p"- Isto pode ser mais bem compreendido, se lembrarmos que a carga de flambagem é dada por:
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    N „ =RT2 EJ d2 . (Fórmula de Euler) i i i i i i a — E i i i i ENCURTAMENTO 'DA BASE (EX: RETRAÇÃO DA ARGAMASSA) / f " / J ^rrrrítfí "Kj WrrTT^ I , i i i i i i l U Ü J ^ j j ^ nj ; jjJliLLL jsJJX CL ® ® 7* p < q © X- I i I - 1 P £ q ® % COLAPSO © Fig. 8 - Revestimento solicitado à compressão O caso de revestimento seria o mesmo de uma barra reta prismática engastada nas extremidades onde:
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    d „ =_d_ 2 Nn = carga de flambagem E = módulo de elasticidade J = momento de inércia d = comprimento da barra Como dissemos anteriormente, para valores menores de "d" nos afastaremos cada vez mais do risco de flambagem. Daí a necessidade de juntas entre as peças, de modo a reduzir "d" ao comprimento de uma única peça cerâmica que, sendo extremamente rígida, não é passível de flambagem. Na prática, todavia, as peças da extremidade nunca aparecem seitas em pisos que sofreram colapso devido à compressão a que estavam submetidos. E isso é confirmado por valores medidos em laboratório. As medidas da resistência ao cisalhamento feitas conforme o Método de Ensaio ASTM - C 482{1> , nos levaram a valores da ordem de 10 kgf/cm2 (1 MPa) para a ligação da pasta de cimento com a placa cerâmica (Método Convencional). Na pesquisa relatada no Capítulo 9<2) "Evolution des contraintes dans les carreaux de revêtement posés", a retração de uma argamassa de cimento e areia 1:3, utilizada no assentamento de azulejos, originou tensão de compressão nos azulejos da ordem de 45 kgf/cm2 (4,5 MPa). Este foi o maior valor encontrado e, diga-se de passagem, para uma argamassa imprópria por ser extremamente rica e não utilizada comumente em obras para o assentamento. Supondo (Fig. 9) uma placa cerâmica com 5 mm de espessura e 15 x 15 cm de superfície, o esforço de compressão atuando em sua secção transversal é: Fig. 9 F = A . a = (0,5 cm x 15 cm) x 45 kgf / cm2 e F = 337,5 kgf e a tensão de cisalhamento atuando na ligação peça/material de assentamento será: 337,5 kgf = 1 5 k g f / c m 2 = 0 1 5 M p a 15 cm x 15 cm y
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    ou seja, praticamentesete vezes menor do que a tensão de ruptura ao cisa- Ihamento encontrada nos ensaios (10 Kgf/cm2 ). Portanto, as peças extremas da placa de revestimento continuarão presas à base, garantindo a indesejada compressão no centro da placa de revestimento. B i b l i o g r a f i a ASTM - C 482 - Bond strenght of ceramic tile to portland cement. ,2) Baudran A. A. e Aveline M. - Evolution des contraintes dans les carreaux de revétement posés - IX Congrés Internacional Céramique - Bruxelles - 1964. < 3 > Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n5 1.051. 1.054. 1.058. 1.062. 1.070 1.086 e 1.087 - Ed. Pini- 1968.
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    Retração das argamassas 6.1- R e t r a ç ã o As argamassas de cimento e areia ou cimento, cal e areia são utilizadas em múlti- plas aplicações nas construções. Assentamento de tijolos; blocos de cerâmica ou de concreto; chapisco; emboço; reboco; contrapisos; pisos cimentados; assentamento de revestimentos cerâmicos em pisos, paredes, fachadas e piscinas; pedra naturais e todo tipo de revestimento. Sua composição e espessura, quando de sua aplicação, são muito variáveis. Seu endurecimento é acompanhado por uma diminuição de volume, quer devido à perda de água evaporável, quer devido às reações de hidratação. Mesmo após a secagem, e com mais de quatro meses de idade, notamos varia- ções dimensionais em função do grau higrométrico do ambiente. Tal fenômeno, há longa data estudado para concretos, é conhecido como "retração". Para as argamassas a retração também deve ser analisada atentamente, procu- rando extrair do comportamento e evolução da mesma, em função da idade e condições ambientes, alguns procedimentos práticos aplicáveis em obras. Por exemplo, é prática obrigatória "cunhar" as alvenarias de elevação. Todavia, tal operação tem época oportuna para ser realizada. A alvenaria deve "assentar", o que eqüivale dizer que a argamassa de assentamento já secou e retraiu estando, então, estável. Só depois disso é feito o encunhamento. Em relação aos emboços e revestimentos com argamassas, as espessuras são limitadas a valores máximos devido a sua retração. Argamassas ricas e espessas estão sujeitas a fissuras. Outro efeito da retração já nos ocorreu observar em pisos cimentados que sofre- ram processo de destaque por flambagem. Finalmente, é incontestável que a retração da argamassa de assentamento usada no método convencional já destruiu inúmeros revestimentos de pisos e paredes. Na colagem de revestimento com argamassas colantes, é obrigatório aguardar que a argamassa do contrapiso ou do emboço atinja um elevado grau de sua retração antes que se processe o assentamento do revestimento.
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    6.2 - En s a i o s p a r a m e d i r a r e t r a ç ã o A seguir, apresentamos medidas de retração feitas para a pasta de cirrento e para um grupo de seis argamassas, cujos traços estão na Tabela 3. Tabela 3 Componentes Argamassas de cimento e areia Volumes aparentes - Areia c/ 3% de umidade Argamassas cimento: cal: areia vol. apar. - areia 3% um. Pasta de cimento 1:3 1:4 1:5 1:6 1:1/2:5 1:3:12 Cimento Portland 481 321 341 258,5 384 133 1.000 Cal hidratada - - 81 169 - Areia c/3% 1.253 1.255 1.335 1.350 1.576 1.313 - Areia - Peso seco 1.216,5 1.218,5 1.296 1.310,5 1.530 1.275 - Água da areia 36,5 36,5 39 39,5 46 38 - Água adicionada 188 176 180 186,5 279,6 227 - Água Total 224,5 212,5 219 226 325,6 265 300 Água / aglomerante 0,47 0,66 0,64 0,87 0,70 0,88 0,30 (1) Os valores da tabela são em gramas. (2) Os componentes foram medidos em volume e convertidos em massa. (3) Areia utilizada com 3% umidade. A retração foi medida em barrinhas de argamassa com dimensões 25x25x280 mm, conforme ensaio ASTM - C 157 e procedimento modificado conforme item 6.2.1 As medidas da retração e massa são valores médios de três barrinhas. 6.2.1 - Procedimentos do ensaio a - Após o enchimento, as formas foram cobertas com filme plástico para garantir umidade relativa superior a 90 % até 24 horas após a adição de água. b - Completadas 24 horas foram feitas a desforma e imersão em água durante 15 minutos antes da primeira medida e pesagem precedidas de enxugamento superficial das barrinhas. c - As barrinhas foram estocadas ao ar ambiente e medidas seguidamente até 28 dias de idade. A umidade relativa do ambiente variou de 60% a 80%, e temperatura de 16 a 25°C. d - Após a leitura e pesagem aos 28 dias, as barrinhas foram colocadas em estufa por 48 horas. Após retiradas e esfriadas à temperatura ambiente procedeu-se a nova medida e pesagem. e - As barrinhas foram estocadas ao ar ambiente e novas medidas e pesagem foram feitas aos 120 dias, seguidas de imersão em água fria por 48 horas e novamente medidas e pesadas.
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    f - Novasmedidas e pesagem foram feitas além de 230 dias e até 400 dias. g - Para as medidas, utilizamos um micrômetro Kafer com leitura direta de 0,001 mm. 6.2.2 - Resultados As Figuras de 10A a 10G mostram a evolução da retração e variação da massa das barrinhas para cada traço estudado. Fig. 10A Fig. 10B
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    o. O RETRAÇÃO A PERDADE PESO Fig. 10C Fig. 10D
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    O RETRAÇÃO PERDA DEPESO Fig. 10E Argamassa, cimento: cal hidratada: areia (1:3:12) 7 28 30 120 122 245DIAS Fig. 10F
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    CL O RETRAÇÃO A PERDADE PESO Fig. 10G Na Fig. 11 mostramos o gráfico consolidado da evolução da retação para as seis argamassas da Tabela 3 e para a pasta de cimento. 3%. 2.5%. i Soco 30 dias 2%. 120 dias 1.5*- 1%. 28 dias 7 dias 0.5%. 0.5%. 2 in to V) 1:3:12 Fig. 11 - Gráfico consolidado da retração
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    Analisando os gráficosda retração das argamassas podemos, resumidamen- te, concluir. a - A retração é aproximadamente a mesma para todas as argamassas, sendo ligeiramente menor para o traço em volumes 1:3:12 de cimento Portland, cal hidratada e areia média úmida 3%. b - Nos gráficos da Fig. 10, as oscilações correspondem as variações da umidade relativa. Para uma umidade relativa maior, a retração cai e vice-versa. c - Para todas as argamassas e para a pasta de cimento, a retração aos sete dias de idade é de 65% a 80% da retração aos 28 dias (secagem ao ar). d - Considerando como retração total a medida feita aos 30 dias de idade após as barrinhas permanecerem 48 horas em estufa (ver item 6.2.1.d), verifica-se que: - aos sete dias, já ocorreu 35% a 45% da retração total; - aos 28 dias, ocorreu 50% a 60% da retração total; e - aos 120 dias estocadas ao ar ambiente, as barrinhas reabsor^em umidade, e a retração passa a ser 80% a 95% da retração total. e - Para a pasta de cimento os valores são praticamente duas vezes maiores do que para as argamassas, sendo a retração total três vezes maior. f - Por serem mais permeáveis e conterem mais água, as argamassas perderam 80% a 90% de água evaporável já aos sete dias de idade, permanecendo com teor de umidade natural cerca de 1% a 2%. A pasta de cimento perdeu apenas 50% de água aos sete dias, permanecendo com um teor de umidade natural cerca de 5%. g - A retração aos 28 dias por secagem ao ar é cerca de 50% a 60% da retração total. h - É de interesse também notar que há crescimento das barrinhas após 120 dias de secagem ao ar seguida de imersão em água por 48 horas: - A pasta de cimento se expande e a retração diminui 25% em relação à retração medida aos 120 dias de secagem ao ar. Ou seja, o aumento é de 0,5%o ou 0,5 mm/m, ou ainda 0,0005 mm/mm; e a retração passa de 0,0020 mm/mm para 0,0015 mm/mm. - Para as argamassas mais ricas em cimento como 1:3 e 1:4, tal expansão é de 0,1 %o ou 0,1 mm/m ou, ainda, 0,0001 mm/mm. - Para traço 1:5, é de 0,07%o ou 0,07 mm/m ou, ainda, 0,00007 mm/mm. - Para traço 1:6, é de 0 , 0 5 % o ou 0 , 0 5 mm/m ou, ainda, 0 , 0 0 0 0 5 mm/mm.
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    6.3 - Va l o r e s d a r e t r a ç ã o Considerando que, em obras, as argamassas secam ao ar, e considerando os resultados obtidos por secagem ao ar aos 28 dias, podemos adotar os seguintes valores para a retração: - argamassa em geral 0,0006 mm/mm ou 0,6 %o ou 0,6 mm/m - pasta de cimento 0 , 0 0 1 5 mm/mm ou 1,5 %o ou 1,5 mm/m B i b l i o g r a f i a < • > ASTM - C 157-80 - Lenght change of hardened cement mortar and concrete. <2) Fiorito, A.J.S.I. - Retração das argamassas - Revista "Construção" n° 1.929 - jan/85 - Ed. Pini
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    Capítulo 7 Propriedades físicasdas camadas que compõem os revestimentos Nos capítulos adiante, são apresentadas expressões das tensões que atuam nos revestimentos e demais camadas em função de algumas propriedades físicas dos materiais que constituem cada camada. A fim de podermos avaliar a ordem de grandeza destas tensões daTios, a seguir, valores médios de algumas destas propriedades. 7.1 - R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s 7.1.1 - Resistência à compressão a rev = 800 kgf / cm2 a 1.000 kgf / cm2 ou o rev = 80 MPa a 100 MPa 7.1.2 - Módulo de elasticidade 7.1.2.1 - Revestimentos cerâmicos não-esmaltados El = 350.000 kgf / cm2 ou 35 GPa 7.1.2.2 - Esmaltados e azulejos El = 300.000 kgf / cm2 ou 30 GPa 7.1.2.3 - Peças de grés (absorção de água 0,07%) El = 700.000 kgf / cm2 ou 70 GPa 7.1.3 - Coeficiente de dilatação térmica linear a, = 0,000005 a 0,000006/°C 7.1.4 - Dilatação higroscópica (moisture expansion) ÔL = 0,0003 a 0,0007 mm/mm
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    7 . 2- A r g a m a s s a s 7.2.1 - Módulo de elasticidade É extremamente variável, dependendo da composição. A seguir adotamos alguns valores para efeito de raciocínio e cálculos: - argamassas ricas e rígidas Ea = 140.000 kgf / cm2 = 14 GPa - argamassas mais elásticas Ea = 50.000 kgf / cm2 = 5 GPa - argamassas extremamente elásticas Ea = 10.500 kgf / cm2 = 1,05 GPa 7.2.2 - Retração das argamassas aos 28 dias e por s e c a g e m exclusivamente ao ar (ver Capítulo 6) er = 0,0006 mm/mm ou 0,6%o 7.2.3 - Coeficiente de dilatação térmica linear aA =0,000010 a 0,000012/°C ou 10 a 12x10'6 /°C 7 . 3 - C o n c r e t o 7.3.1 - Módulo de elasticidade EC = 210.000 kgf /cm2 ou 21 GPa 7.3.2 - Coeficiente de dilatação térmica linear CL = 0,000010 a 0,000012/°C C ou 10 a 12x10'6 /°C
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    Tensões nos revestimentosem argamassa, em pisos e paredes devidas à sua retração(1) 8.1 - C o r r e l a ç ã o d a r e t r a ç ã o d a s a r g a m a s s a s a o s 7 e 2 8 d i a s No Capítulo 6, tratamos da retração de algumas argamassas e da pasta de cimento Portland durante sua secagem. Concluímos que a retração aos 28 dias e por secagem exclusivamente ao ar é da ordem de 0,00060 mm/mm, ou 0,6 %o independentemente do traço da argamassa. No Quadro 10, detalhamos a retração aos 28 dias e aos sete dias, correlacionando estes valores. Quadro 10 Argamassa Retração aos Retração aos sete dias 28 dias %o %o % aos 28 dias 1 : 3 0 , 6 0 7 0 , 3 9 6 6 5 % 1 : 4 0 , 6 4 8 0 , 4 3 1 6 6 , 5 % 1:5 0 , 6 4 9 0 , 3 7 9 5 8 , 4 % 1 : 6 0 , 6 0 1 0 , 4 7 2 7 8 , 5 % 1 : 0 , 5 : 5 0 , 6 6 1 0 , 5 1 4 7 7 , 8 % 1 : 3 : 1 2 0 , 6 4 2 0 , 4 8 9 7 6 % Pasta cimento 1 , 4 1 6 1 , 0 1 8 7 1 , 9 % Note-se que aos sete dias de idade, e por secagem ao ar, a retração já é da ordem de 60% a 80% do seu valor aos 28 dias. Daí, nos procedimentos para a execução de revestimentos em argamassa, quando esta servirá de base para outras camadas de argamassa ou revestimentos colados, deve-se recomendar que se aguarde, no mínimo, sete dias para a execução das camadas ou serviços subsequentes. Com isso garantimos boa estabilidade dimensional das camadas de argamassa utilizadas como base, estabilidade essa necessária para evitar tensões de retração, como será detalhado nos itens a seguir. 8.2 - T e n s ã o d e r e t r a ç ã o Quando uma barra de argamassa considerada isoladamente retrai, a distância"d" entre dois pontos quaisquer (Fig. 12) passa a ser "d/, menor do qte "d".
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    NA Fig. 12 O encurtamentoAAr devido à retraçao er será : AAr = £r .d Teoricamente tudo se passa como se tivéssemos aplicado uma força externa NA na secção transversal SA da barra de argamassa causando o deslocamento &Ar Sendo EA o modulo de elasticidade da argamassa, a força NA é calculada com = NA=-EASA S, d com sinal negativo (-) pois AA( é negativo NA=-EASA.zr e, Na sendo negativa, será a força teórica de compressão que causou a deformação equivalente à retração da argamassa. Consequentemente, para voltamos ao comprimento inicial antes da retração ter ocorrido, teríamos que aplicar uma força de tração + NA na secção transversal da barra endurecida. 8.3 - T e n s õ e s n o s r e v e s t i m e n t o s d e a r g a m a s s a e m p a r e d e s e pisos Considerando que uma camada de argamassa é sempre aplicada sobre uma parede (emboço) ou sobre uma laje (contrapiso) ou, ainda, sob uma laje (forro) com a função de regularizar e dar acabamento às superfícies, vamos calcular as tensões que advêm da retração das argamassa quando ligada a um suporte estável, por exemplo, uma base de concreto. Sejam Sc e Ec a seção e o módulo de elasticidade da camada suporte (Fig. 13A). Considere-se a extensão "d" do suporte estável (laje ou alvenaria) que recebeu uma camada de argamassa fresca. Devido à retração ef da argamassa haveria um encurtamento AAr caso fosse permitida sua livre e total retração (Fig.13B). Todavia, havendo solidariedade das duas camadas obtidas, por exemplo, pelo uso de chapisco na alvenaria ou pasta de cimento no piso, o equilíbrio final dl AAr - e - o
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    (Fig. 13C) éalcançado pela introdução das forças NA positiva ce (tração) na argamassa, e Nc negativa (compressão) no suporte, tais que: NA + Nc = 0 e AC = AAr + AA ou seja, as forças estão sempre em equilíbrio e o deslocamento do suporte e igual ao deslocamento da argamassa: sendo: d r ® argamassa fresca 7—7—7—7 suporte estável / / / / —desloc. 3 **r o A A . A C . N A M NC(-> AC = ^ EC.SC AAr = 8r.d AA=NA(d+d.er) eáSa resulta: Fig. 13 EA easa Sendo: NC=-NA e ( l + e r ) = l NA NA — — = er + — - ECSC easa N eaSa — + 1 _ECSC N = JA A ES .e. 1 + A^A ECSC
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    Sendo cr semprenegativo, NA será sempre positiva, ou seja, tração na camada de argamassa. Considerando uma faixa de largura unitária: SA = c A . l c Sc = c c . l AI = E a ' 6 a £ A F p ' onde" eA" e "ec" são as espessuras da argamassa e do suporte. A tensão de tração na argamassa para largura unitária será: EA G " = e T * ' Ecec Para um suporte de concreto com: Ec = 210.000 Kgf./cm2 e espessura ec = 7 cm tabelamos no Quadro 11 valores para tensão de traço aA na argamassa em função de sua retração: ef = 0,00060 mm/mm de sua espessura "eA", variando de 1 cm a 6 cm e de três valores para o módulo de elasticidade das argamassas, conforme seção 7.2.1
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    Quadro 11 Espessura dacA = tração na argamassa KgfJcm2 devido à argamassa retração C. = 0,00060 mm/mm EA = 10.500 Kgf/cm2 50.000 Kgf/cm2 140.000 Kgf/cm2 1 cm aA = 6,25 29 76,7 Í;a= 0,00060 0,00058 0,00055 2 cm aA = 6,21 28 70,6 eA= 0,00059 0,00056 0,00050 3 cm ct A = 6,17 27 65,3 I:A = 0,00059 0,00054 0,00047 4 cm aA = 6,12 26,4 60,8 eA= 0,00058 0,00053 0,00043 5 cm aA = 6,08 25,6 56,9 cA= 0,00058 0,00051 0,00041 6 cm aA = 6,04 24,9 53,5 cA = 0,00058 0,00050 0,00038 As tensões de tração na argamassa, quando há vínculo com uma camada suporte e originadas pela sua própria retração, nos conduzem a conclusões construtivas. Nas argamassas ricas, ou muito ricas, por terem elevado módulo de elasticidade, deformam-se menos, e as tensões de tração permanecem elevadas. No Quadro 11, verifica-se que as tensões de tração que atuam sobre argamassas muito ricas são da ordem de nove a doze maiores do que aquelas que atuam nas argamassas mais elásticas. Portanto, nas argamassas ricas e muito ricas, há notável influência da retração e, consequentemente, essas argamassas estarão mais sujeitas a tensões de tração que causarão trincas e possíveis descolamentos de sua camada suporte à medida que sua espessura cresce. Enquanto para as argamassas mais elásticas (menor módulo de elasticidade), as tensões de tração são baixas e praticamente constantes qualquer que seja a espessura da camada de argamassa (Quadro11). As deformações eA devido à tensão de tração aA e calculadas pela relação:
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    são também praticamenteiguais para todas as espessuras da camada de arga massa, e da mesma ordem de grandeza da retração: não havendo, portanto, riscos de trincas ou de desprendimentos de sua camada suporte. 8 . 4 - E v o l u ç ã o d a s t e n s õ e s d e r e t r a ç ã o n o s r e v e s t i m e n t o s e m a r g a m a s s a Os valores de aAdo Quadro 11 foram obtidos a partir do comportamento elástico das camadas, e com uma deformação igual à sua retração er para a argamassa considerada já endurecida. Na realidade isso não ocorre exatamente assim, se lembramos que a ligação inicial entre a argamassa e o suporte é feita com aquela ainda fresca. Assim sendo, à medida que a argamassa vai secando, retrai-se, e vão aparecendo tensões crescentes nela e na camada suporte. Tais tensões, de tração na argamassa, farão com que ela sofra deformações de sentido contrário ao da retração durante a secagem bem maiores do que quando já endurecida, uma vez que seu módulo de elasticidade é inferior ao valor final. Assim sendo, no final da fase de endurecimento da argamassa, as tensões presentes na camada suporte e na argamassa serão obrigatoriamente inferiores àquelas calculadas teoricamente (Quadro 11). Nova redução dessas tensões aA e oc terão lugar devido, agora, à deformação lenta da argamassa endurecida sob ação de aA que passará sucessivamente a valores menores, até um estado de equilíbrio (Fig. 14) tA = c = 0,00060 mm/mm A Equilíbrio Final Tempo Fig. 14
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    Mais uma vezas argamassas com baixo módulo de elasticidade apresentam vantagem sobre as mais ricas e mais espessas, pois sua deformação lenta terá maiores valores tendendo neutralizar os efeitos da retração er, e, conse- quentemente, as tensões oA e ac tenderão a diminuir consideravelmente, não mais afetando a qualidade do revestimento. De modo esquemático, as tensões de tração atuando nas argamassas aplicadas sobre uma camada suporte, e originadas pela sua própria retração, vão variar em função do tempo, conforme o gráfico da Fig. 14. 8.5 - C o n c l u s õ e s As argamassas serão sempre utilizadas: a - para ligar os elementos das alvenarias; b - como revestimento final: emboço e reboco em paredes e forros; c - como camada de base (emboço e contrapiso) para colagem de revestimentos; d - como camada de regularização, de proteção e/ou suporte para impermeabi- lizações, isolamento térmico e acústico; e - para chumbamentos em geral. É indispensável lembrar que: 8.5.1 - Ligação da argamassa ao suporte As argamassas utilizadas nos revestimentos devem estar perfeitamente ligadas ao suporte. Isto é conseguido com apicoamento da superfície do suporte; remoção de poeira de obra; umedecimento e chapisco para suportes verticais e forros; ou umedecimento e emenda com pasta de cimento para os contrapisos. Pela sua posição geométrica, atenção especial deve ser dada aos contrapisos. Nestes, a ausência de ligação entre a camada de argamassa e o suporte (concreto) fará com que ocorra livremente toda a retração, provocando a flambagem da camada de argamassa. Não são raros pisos simplesmente cimentados que apresentam som cavo ao trânsito de pessoas ou queda de objetos. 8.5.2 - Módulo de elasticidade Preferir argamassas elásticas, ou seja, com teor moderado de cimento, ou mistas.
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    8.5.3 - Espessura Utilizara menor espessura possível, especialmente nos casos em que for exigida argamassa muito rica. 8.5.4 - Espessura maior do que 25 m m Se exigidas maiores espessuras, como no caso de canalizações embutidas no piso para telefones, ou elétricas, ou ainda grandes áreas com caimentos, a argamassa do contrapiso deverá ser executada em camadas sucessivas de cerca de 25 mm. A camada anterior deve sempre estar seca (já retraída), quando da aplicação da camada seguinte. 8.5.5 - Tempo de cura Quando a camada de argamassa tem função de base para outras camadas mais superficiais ou para receber revestimentos colados, é indispensável que tenha idade mínima de sete dias, ocasião em que terá boa estabilidade dimensional (60% a 80% da retração já acontecida). Fica claro, também, que com maior prazo maior será a estabilidade dimensional da camada de argamassa. 8.5.6 - Aditivos inibidores da retração O prazo a que se refere o item 8.5.5 poderá ser reduzido quando verem a ser implantados aditivos para argamassas com o fim de inibir sua retração e com o fim de dar-lhes alta resistência inicial. Cabe ao construtor optar entre o custo destes aditivos, ou argamassas já aditivadas, com ganho de tempo no cronograma da obra, ou aguardar o prazo mínimo de sete dias para a utilização correta das argamassas convencionais. 8.5.7 - Tela metálica soldada Sempre que, por motivos construtivos, a espessura da argamassa exceder 25 a 35 mm, tanto em revestimentos verticais como horizontais, e especialmente em fachadas, há que utilizar uma tela metálica soldada de malha de 5x5 cm e fio 16 BWG (1,6mm aproximadamente) chumbada na estrutura suporte. A finalidade será absorver a retração da argamassa e como suporte do peso próprio da espessa camada de argamassa. O chumbamento da tela é feito em quatro pontos por metro quadrado e, nos can- tos, três pontos por metro linear. B i b l i o g r a f i a < • > Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n5 1.936 - mar./85 - Ed.Pini.
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    Capítulo 9 Retração erevestimentos No Capítulo 8, avaliamos a influência da retração das argamassas quando estas são utilizadas como revestimentos. Porém, as argamassas poderão ser utilizadas para a fixação de revestimentos e, nesse caso, sua retração exercerá influência sobre os revestimentos de qualquer natureza, e sobre a camada suporte (laje ou alvenaria). 9.1 - R e v e s t i m e n t o e c a m a d a d e a r g a m a s s a Nos pisos é muito freqüente não haver preocupação em ligar a argamassa de assentamento à laje ou a alguma camada de regularização ou de enchimento, às vezes existente. Estas e a superfície da laje, tendo sido executadas geralmente há algum tempo, apresentam grande quantidade de poeira originada pelo atrito ao qual estão sujeitas devido ao trânsito de operários e movimentação de materiais. É oportuno lembrar que as superfícies de lajes apresentam uma fina camada bastante friável dado o excesso de água que ocorre após operação de vibração ou adensamento do concreto. Não havendo união íntima entre a argamassa e o suporte, o revestimento e a argamassa de assentamento formam apenas um conjunto de duas camadas que são solidárias. Neste caso, considere-se uma extensão "d" de um revestimento sobre uma arga- massa de assentamento ainda fresca ( Fig.15A). A extensão "d" poderá ser fração de uma peça, ou uma peça inteira, ou diversas peças. d Revestimento ® Argamassa Fresca » M Argamassa Seca Revestimento NL (-) NA (+ ) -Desloc. m @ Fig. 15
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    Devido à retraçãoef haveria um deslocamento AA da argamassa, caso fosse permitida sua livre e total retração (Fig. 15B). Havendo solidariedade do revestimento à argamassa de assentamento (Fig. 15C), o equilíbrio final é alcançado pela introdução das forças internas NL (de compressão) no revestimento e NA (de tração) na argamassa endurecida, tais que: NA+NL =0 Al = AAr + AA ou seja, as forças internas devem estar sempre em equilíbrio e os deslocamentos das duas camadas deverão ser iguais. Sendo EL e SL o módulo de elasticidade e secção do revestimento e EA e S A o módulo de elasticidade e seção da argamassa, temos: A EL.SL AA, = Zr.d Para a condição de igualdade de deslocamento, temos: N.d . NÁd + dzr) — = d z r + —4 - — sendo N, =-NÁ e ( l + 8 r ) = l obteremos M = E iS I- e L , E, S, Er easa Sendo cr sempre negativo, NL será sempre negativa, ou seja, de compressão no revestimento devido à retração da argamassa de assentamento. Para uma faixa de largura unitária, SL = eLe SA = eA onde "eL" e "eA" são as espessuras do revestimento e da argamassa, e a tensão de compressão no revestimento será:
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    E, = ' é-£ r l+f* E Ae A e a tensão de tração na argamassa N. o , = *a onde N a = ~ N l A partir da expressão de oL construímos o gráfico da Fig. 16, considerando a retração er= 0,0006 mm/mm, e variando EA para três valores ou três tipos de argamassas, e considerando duas espessuras para o revestimento, a saber, 5 mm e 10 mm. < = o* = k : £ r = = tensão de compressão no revestimento espessura da argamassa espessura do revestimento final módulo de elasticidade das argamassas 0.0006 mm/mm módulo de elasticidade do revestimento cerâmico 350 mil kgf/cm Fig. 16 - Gráfico das tensões de compressão no revestimento por retração da argamassa (argamassa/revestimento intimamente ligados) 9.2 - R e v e s t i m e n t o , c a m a d a d e a r g a m a s s a e s u p o r t e d e c o n c r e t o Para o caso de revestimentos verticais, devido à sua posição, há obrigatoriedade de ligar bem e manter solidárias as camadas de revestimento, argamassa e supor- te. E tal solidariedade deverá ser exigida também para os pisos, a fim de minimizar os efeitos da retração das argamassas. Neste caso, como veremos, a retração das argamassas continua existindo, porém as tensões que nela têm origem são substancialmente menores do que aquelas calculadas conforme o item 9.1, pois a retração da argamassa fresca scfrerá oposição
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    quer do revestimentoquer suporte. Na Fig. 17, esquematizamos os deslocamentos e forças internas em equilíbrio. Neste caso, teremos: NA + N, +NC=0 A,=AAr + AA & d (1) Revestimento (1) ® . Argamassa Fresca (2) / / / / / } * ¥ > / / / / v , AC = AL e AAr=cL e, E, • SL A C = ^ L EC.SC (3) (4) (5) Revestimento (6) AA, —r—r Suporte / ' / / / / A o A A Revestimento Argamassa Soca •7—7—7 Suporte / ( / N, N, AA - _NÁ {d + dir) EA • SÃ (7) Fig. 17 A partir destes valores e condições, chegam-se as forças e respectivas tensões que atuam nas três camadas consideradas solidárias. Substituindo os valores de AAf (4); AL (5) e Aa (7) na equação (2), obteremos: NA ELJSL R EASA s e n d 0 0 + e r ) s l (I)
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    Substituindo os valoresde AL (5) e Ac (6) na equação (3), obteremos: Nc (II) Colocando (I) e (II) na equação (1) de equilíbrio das forças internas, teremos: ELSL .N, ~{EA.SA.tr) + Ni + ECSC -.NL l=0 l elSl H, < E tS i EfSf 1 H — — — H —— = EA SA zr M L multiplicando ambos os membros por r c N, I | ! EçSç = ElSfir Sendo K I , E i.S L E ç S c E A$A EJ5À Teremos N, = KELSLZr (III) Sendo K E( St sempre positivo e ef sempre negativo, N, será sempre negativa ou de compressão no revestimento devido à retração da argamassa. Substituindo (III) em (I) obteremos: Na = EASA£r(K-1) sendo 1/k sempre maior do que 1 e positivo K será sempre menor do que um e positivo
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    então (K -1) será sempre negativo Como EA Sa e sempre positivo e C F sempre negativo, a força interna que atuará sobre a argamassa e devida à sua própria retração será sempre positiva ou de tração. Substituindo (III) em (II) obteremos: Nc = KEcScc, Sendo K Ec Sc sempre positivo e er sempre negativo, teremos Nc que é a força interna que atua no suporte (por exemplo, concreto ou alvenaria) sempre negativa ou de compressão. O gráfico da Fig. 18 representa a tensão de compressão no revestimanto devido à retração da argamassa e para solidariedade desta camada com o suporte. Fig. 18 - Gráfico das tensões de compressão no revestimento por retração da argamassa (concreto/argamassa/revestimento intimamente ligados) o. C r E, = tensão de compressão no revestimento - Kgf/cm2 = espessura da argamassa - cm = espessura do revestimento — cm = módulo de elasticidade da argamassa - Kgf/cm2 = 0,6 %o retração da argamassa = módulo de elasticidade do revestimento cerâmico 350 mil Kgf/cm; = espessura do concreto — 7 cm = módulo de elasticidade do concreto — 210 mil Kgf/cm2 9.3 - T e n s õ e s n a s a r g a m a s s a s As tensões que atuam nas três camadas e para a largura unitária são calculadas a partir das expressões das forças, deduzidas como segue: N. N. N, =
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    A fim deanalisar as tensões de tração nas camadas de argamassa, construímos os gráficos da Fig. 19 e Fig. 20, respectivamente, para um revestimento constituído por apenas duas camadas solidárias e para um revestimento correto onde há solidariedade também com a camada suporte. Fig. 19 - Tensões de tração nas argamassas devido à sua retração e para camada de argamassa e revestimento cerâmico (duas camadas solidárias) Para a construção dos dois gráficos utilizados: aA = tensão de tração na argamassa - Kgf/cm2 eA = espessura da argamassa - cm e, = espessura do revestimento cerâmico — cm Ea = módulo de elasticidade da argamassa - Kgf/cm2 er = retração das argamassas = 0,0006 mm/mm El = módulo de elasticidade da cerâmica = 350 mil Kgf/cm2
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    Para o gráficoda Fig. 20, incluímos: ec = espessura do suporte do concreto = 7 cm Ec = módulo de elasticidade do concreto = 210 mil Kgf/cm2 ( T A kgf/cm2 100 84 50 30 6.3 E A= 50.000 e[_= 0.5 cm EA o 10.500 6 l = 1 cm OL= 0.5 cm cm © A Fig. 20 - Tensões de tração nas argamassas devido à sua retração ( suporte/ argamassa/revestimento intimamente ligados) 9 . 4 - C o n s i d e r a ç õ e s g e r a i s Os gráficos da Fig. 19 e Fig. 20 mostram como varia a tensão de tração na arga- massa quando é utilizada no Método Convencional para o assentamento de revestimentos cerâmicos. O gráfico da Fig. 19 foi obtido a partir da condição de não ligação da argamassa de assentamento ao suporte, o que acontece geralmente nos revestimentos de pisos. E tal condição é gerada por descuido do assentador, facilitado pela situação geométrica do piso, contrariamente ao que ocorre em um revestimento vertical onde a argamassa de assentamento é obrigatoriamente ligada ao suporte (alvenaria ou concreto chapiscado, por ex.). Neste último caso, as tensões de tração na argamassa serão as do gráfico da Fig. 20 superiores às do gráfico da Fig. 19, devido ao fato de o suporte se opor também a retração.
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    Aqui, convém citarque as Normas Americanas recomendam, para o caso de revestimento de pisos sobre estruturas sujeitas a flexões gerando flechas, a colocação de membrana de feltro ou filme de polietileno com a nítida finalidade de impedir a transmissão de deformações da estrutura, e conseqüentes tensões, aos materiais de revestimento. Portanto, a não-ligação com a camada suporte é intencional, mas provocará maiores tensões de compressão no revestimento cerâmico devidas à retração livre das argamassas. Para minimizar os efeitos da retração das argamassas de assentamento, tais Normas especificam o uso de tela metálica soldada de bitola 16 BWG e malha quadrada de duas polegadas. Esta tela é colocada no interior da camada de argamassa de assentamento. Os gráficos das Figs. 16, 18, 19 e 20 permitem uma primeira análise do processo convencional de assentamento, ou seja, quando se usa uma argamassa fresca, como meio de fixação de revestimentos, quer sejam revestimentos cerâmicos para pisos ou paredes, quer revestimentos de ladrilhos hidráulicos, pastilhas cerâmicas, placas de pedras naturais e, enfim, todo o tipo de acabamento. É evidente que os quatro gráficos citados foram construídos a partir da hipótese de que revestimento/argamassa, ou revestimento/argamassa/suporte de concreto permanecem intimamente ligados, havendo transmissão de tensões entre as diferentes camadas devidas exclusivamente à retração da argamassa de assentamento durante no secagem. Na prática, os valores muito elevados das tensões de compressão no revestimento, ou tração na argamassa, possivelmente não chegarão a ocorrer, pcis antes disso as camadas vão se separar, havendo flambagem de revestimento ou então ruptura da argamassa por tração, deixando de existir qualquer compressão no revestimento. Todavia, estes gráficos são válidos para interpretar como evoluem as tensões nos revestimentos e argamassas em função de suas características, ensejando o estabelecimento de Normas de Procedimento para o método convencional e, principalmente, ressaltar quais os riscos deste método quanto ao resultando final. Por outro lado, fica mais uma vez evidenciada a vantagem do uso das argamassas colantes na fixação de revestimentos, uma vez que a argamassa dexa de ser "de assentamento" para ser apenas "de regularização" de superfícies verticais (emboço) ou horizontais (contrapiso), estado completamente seca e retraída quando da colagem dos revestimentos cerâmicos. Nesta condições a retração por secagem da argamassa nenhuma nfluência terá sobre os revestimentos. Restarão apenas os efeitos da variação da umidade rela- tiva sobre a argamassa já endurecida, da temperatura, das deformações da cama- da suporte de concreto, da dilatação higroscópica do revestimento cerâmico e outras, como será descrito oportunamente.
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    9.5 - An á l i s e e c o n c l u s õ e s 9.5.1 - Tensões de compressão A retração da argamassa de assentamento origina tensões de compressão no revestimento. 9.5.2 - Tensões e dimensões Esta compressão no revestimento independe das dimensões da parede ou piso. 9.5.3 - Flambagem Limitada a uma só peça de revestimento (azulejo, piso etc), esta compressão não poderá causar desprendimento por flambagem, dada a rigidez usual de uma peça do revestimento. Não há possibilidade de ruptura por cisalhamento, pois a resistência ao cisalhamento da ligação cerâmica/argamassa é elevada e, na prática, tal rompimento nunca foi observado. Se tal ocorresse, as peças se soltariam individualmente, ao contrário de todos os casos examinados em obras, os quais foram marcados por evidente estado de compressão de um conjunto de peças cerâmicas. 9.5.4 - Riscos na ausência d e juntas A ausência de juntas entre as peças (juntas secas) fará com que a compressão se transmita de uma peça para outra, aumentando o risco de flambagem. Lembramos que a carga de flambagem em uma barra prismática é dada pela expressão: Nfl = k2 EJ/d2 . Quanto maior for "d", ou seja, quanto maior o número de peças encostadas, menor será Nfl. Isto significa que a compressão NL no revestimento, devido à retração da arga- massa, poderá atingir facilmente valor superior a Nn, dependendo do tipo de junta utilizada, ocasionando o desprendimento do revestimento. Atenção especial deve ser dada para espaçadores utilizados no assentamento, com o fim de auxiliar o alinhamento das peças. Tais espaçadores deverão ter elasticidade suficiente para se deformarem sob as tensões de compressão, de modo a não transmitir esforços de uma peça para outra. 9.5.5 - Compressão, espessura e módulo de elasticidade A compressão no revestimento devido à retração da argamassa, cresce com a espessura da camada de argamassa utilizada e também será tanto maior quanto mais rica for em cimento. Ver gráfico das Figuras 16 e 18. 9.5.6 - Argamassa não ligada ao suporte Quando não há ligação da argamassa ao suporte, como geralmente ocorre nos pisos, as tensões de compressão no revestimento, devido à retraçãc, são muito superiores àquelas originadas quando há o cuidado de fazer tal ligação. Compare os gráficos das Figuras 16 e 18.
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    9.5.7 - Espessurado revestimento É evidente que as tensões de compressão no revestimento são maiores para os revestimentos de menor espessura. Todavia, a espessura da argamassa e seu traço geram compressões de importância incomparavelmente maior. Ver Quadro 12 e gráficos das Figuras 16 e 18. Quadro 12 Tipo de Espessura da em Kgf/cm2 argamassa EA cerâmica eL Para eA = 4 cm Para eA = 2 cm 140.000 0,5 cm 53 31 1,0 cm 49 28 50.000 0,5 cm 23 12 1,0 cm 21 11 10.500 0,5 cm 5 2,6 1,0 cm 5 2,4 9.5.8 - Por que argamassa pouco espessa A tração na argamassa gerada pela sua própria retração e aliada à solidariedade revestimento/argamassa, e esta ligada ou não ao suporte, é tanto maior quanto menor for sua espessura. Isto nos interessa, pois quanto maior a tração e quanto mais elástica for a argamassa, mais ela se deforma. E esta deformação tem sentido contrário ao da retração, compensando-a em grande parte. Isto significa que as tensões de compressão no revestimento diminuem à medida que a argamassa for menos espessa e mais elástica. Ver gráficos das Figuras 19 e 20 e Quadro 13. Quadro 13 - Tração e deformação na argamassa para eL = 1 eme revestimento/ argamassa/suporte intimamente ligados - cA KgfJcm2 e cA em mm/mm Tipo de argamassa EA Para eA = 4 cm Para eA= 2 cm 140.000 oA = 64,23 aA = 72,79 eA= 0,00046 eA = 0,00052 50.000 aA = 27,03 aA = 28,43 eA = 0,00054 eA = 0,00057 10.500 aA =6,15 a A = 6,23 = 0,00060 cA = 0,00059 9.5.9 - Tela metálica soldada Em pisos, quando é exigível que o contrapiso esteja separado da estrutura de concreto; e em pisos e especialmente paredes (fachadas), quando por motivos construtivos a espessura da argamassa do contrapiso ou do emboço for superior
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    a 25 ou35 mm, é obrigatório o uso de tela metálica soldada de malha de 5x5 cm e fio 16 BGW (aproximadamente 1,6 mm). Sua finalidade nos pisos é a de inibir a retração. Em paredes (fachadas), a tela será chumbada na estrutura suporte em quatro pontos por metro quadrado e, nos cantos, em três pontos por metro linear. Sua finalidade, além de inibir a retração da argamassa, será a de suporte do peso próprio da espessa camada de argamassa do emboço. 9.6 - E v o l u ç ã o d a s t e n s õ e s n o s r e v e s t i m e n t o s a s s e n t a d o s d e v i d o à r e t r a ç ã o d a a r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o As expressões deduzidas anteriormente para determinar a tensão de compressão no revestimento e a simultânea tração na argamassa, função da retração por secagem de uma argamassa utilizada no assentamento do revestimsnto, foram obtidas a partir das seguintes condições. - comportamento elástico das camadas revestimento/argamassa, ou revestimento/ argamassa/suporte de concreto ou alvenaria; - deformação da camada de argamassa igual ao valor da sua retração ; inal 0,0006 mm/mm ou 0,6%o, portanto, já considerada endurecida; - para as duas alternativas apresentadas, ou seja, revestimento/argamassa e revestimento/argamassa/suporte de concreto, há perfeita ligação entre tais camadas de estrutura do revestimento. Com relação à retração, causa do aparecimento de compressão nos revestimentos, é interessante lembrar que, no método convencional, a ligação inicial entre revestimento, argamassa e o suporte de concreto ou alvenaria é feita com a argamassas fresca e plástica. Assim sendo, à medida que a argamassa vai secando, sua retração terá valores crescentes, e seu módulo de elasticidade passará de zero a um valor final que depende do traço. À medida que a retração aumenta, aparecerá uma compressão crescente no revestimento e no suporte, e por reação, uma tração também crescente na própria argamassa. As forças estarão sempre em equilíbrio. Estabelece-se um processo de interação entre essas forças. Tração na argamassa significa uma deformação de sentido contrário ao de sua retração. Isso se traduz por uma redução na compressão do revestimento. Por- tanto, em função do tempo é esperado no revestimento o aparecimento de uma compressão com valores crescentes até um máximo. A este máximo corresponde uma tração, também máxima, na argamassa agora praticamente endurecida. Tal tração ocasionará na argamassa uma deformação lenta (expansão), reduzindo a compressão no revestimento, até um equilíbrio final. Ver esquema da fig. 21.
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    Levada em contaexclusivamente à retração da argamassa, no equilíbrio final haverá compressão no revestimento. No caso limite, tal compressão seria nula se a argamassa voltasse ao seu comprimento original, quando fresca. Todavia, na prática, outros fatores poderão se somar à retração e alterar o equilí- brio final. Uma argamassa "rica" e espessa ocasionará valores elevados de com- pressão, no revestimento e no equilíbrio final. Uma expansão endógena da arga- massa poderá levar a um equilíbrio final com tração no revestimento. Uma dilatação higroscópica do corpo cerâmico poderá resultar em tração final para uma peça isolada, ou uma compressão no revestimento se as peças estão justapostas (encostadas, sem juntas). Uma variação térmica poderá reduzir ou aumentar o valor final da tensão no revestimento. Isso, para citar algumas possibilidades. Fig. 21 - Efeito exclusivo da retração Em 1964, A. A. Baudran e M. Aveline (1) apresentaram trabalhos sobre a evolução de tensões em azulejos assentados. O objetivo foi analisar as tensões originadas pelo endurecimento de algumas argamassas. Os autores recomendam extensômetros de resistência elétrica para o controle das tensões (strain-gage). Em linhas gerais, o trabalho consistiu em colar, sobre o esmalte de cada azulejo, um extensõmetro, permitindo medir as variações das suas dimensões superficiais. Outro extensõmetro, de compensação, foi colado sobre um suporte de sílica de variações dimensionais desprezíveis, o que permitiu levar em consideração tam- bém eventuais deformações próprias dos azulejos. A retração por secagem da argamassa coloca o azulejo em compressão, o que resulta em um encurtamento do fio resistente do extensõmetro colado sobre o azulejo. No caso inverso, um inchamento endógeno da argamassa ou do azulejo produzirá uma tração resultando em um alongamento do fio resistente do extensõmetro. Tempo Lenta da Argamassa Equilíbrio Final
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    A variação docomprimento de tal fio origina uma variação da resistência elétrica, que será medida em uma ponte. A relação entre a variação da resistência elétrica e a variação do comprimento é dada por: AR AL = K . R L onde K, aproximadamente igual a 2 (dois), é o fator de sensibilidade do extensômetro (strain-gage). Conhecida a variação da resistência, calculou-se a variação do comprimento e, através da expressão N AL = E . S L chegou-se à tensão N/S que atua no revestimento cerâmico. A aparelhagem utilizada dá uma precisão de leitura, para a variação da resistência, de ± 0,5 .106 . Sendo o módulo de elasticidade do azulejo "E" igual a 300 mil Kgf/cm2 , as tensões foram calculadas com a aproximação de ± 75 grf/cm2 O local do ensaio, com ar-condicionado, foi mantido com 20°C e uma umidade relativa de 50%. O relatório não faz referência sobre a idade da placa de concreto que recebeu os azulejos, e também não faz referência à geometria do azulejo e à espessura da argamassa. Antes do assentamento, os azulejos, já com os extensômetros colados, foram imersos em água durante seis horas. Uma vez retirados da água, deixou-se escorrer a água superficial durante um minuto, antes de serem assentados isoladamente sobre uma placa de concreto. Para cada tipo de argamassa foram assentados seis azulejos. Os azu ejos utiliza- dos tinham dois anos de idade. IJma primeira mediria foi feita antes ria imersão rios azulejos em água fria, e uma segunda foi feita assim que os azulejos foram assentados com a argamassa ainda fresca. Com isso, determinou-se o inchamento dos azulejos, ocorrido pela imersão em água durante seis horas. Tal deformação apresentou uma medida de 0,00004 mm/mm, ou 0,04 %o. As medidas seguintes, já com azulejos assentados, foram feitas a cada hora, no primeiro dia. Uma vez por dia durante o primeiro mês e, em seguida, a cada semana. Nos valores da Fig. 22, os autores já deduziram a deformação inicial cos azulejos devida ao seu inchamento por imersão.
  • 81.
    Reproduzimos apenas osresultados obtidos com três tipos de argamassas compostas de cimento Portland, classificado pelos autores como CPA 210-325. Os "traços" das argamassas utilizadas foram: -250 Kg de cimento por metro cúbico de areia, ou 1:5 em volume; -400 Kg de cimento por metro cúbico de areia, ou 1:3 em volume; - argamassa mista com 50 % de cal e 50% de cimento num total de 250 Kg por metro cúbico de areia, ou 1:2:10 em volume. Fig. 22 - evolução das tensões no revestimento cerâmico (azulejo) A partir do gráfico da figura 22, podemos concluir, com exceção do período inicial de secagem, onde foi detectada tração na superfície dos azulejos, que o comporta- mento e os valores das tensões eram os esperados (ver item 9.6). Os autores fazem referência ã tração inicial, dizendo que poderia ser atribuída a um inchamento da argamassa, mas que não encontraram menção deste inchamento na literatura que trata das argamassas. Todavia, chamou-nos atenção o inchamento dos azulejos medidos após seis horas de imersão em água fria, e que foi da ordem de 0,00004 mm/mm. Para módulo de elasticidade do azulejo referido pelos autores, como sendo de 300 mil Kgf/cm2 , tal deformação corresponde a uma tração de 0,00004 x 300 mil Kgf/cm2 , ou 12 Kgf/cm2 .
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    Não nos pareceque deva ser descartada a possibilidade de um inchamento suplementar do azulejo, uma vez que tal fenômeno deve ocorrer com certa continuidade, sendo improvável sua interrupção abrupta, pelo fato de se retirar os azulejos da água. Assim, o efeito da retração da argamassa sobre os azulejos, durante os primeiros dias após o assentamento, sofre um mascaramento devido a um inchamento residual do azulejo, isso explica a tração inicial. Por outro lado, na determinação da retração de argamassas, conforme descrevemos no Capítulo 6, não foi observada qualquer expansão endógena nos corpo-de-prova de argamassa, na fase inicial de endurecimento. B i b l i o g r a f i a 0 ) Baudram. A.A. et Aveline, M. - "Évolution des contraintes dans les carreaux de revêtement posés" - IX Congres International Céramique - Bruxelles - 1964. < 2 > Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n9 1.051, 1.054, 1.058, 1.062, 1.070, 1.086 e 1.087 - Ed. Pini - 1968. < 3 > Fiorito A.J.S.I. - Revista "Construção" n* 1.942, 1.944 e 1.948 - Ed. Pini -1985.
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    Capítulo 10 Temperatura erevestimentos Em todas as ocasiões que examinamos algum revestimento danificado, sempre fomos inquiridos se teria sido uma queda de temperatura a causa do colapso. A dúvida é natural se considerarmos que uma queda ou uma elevação de tempe- ratura é algo sensível que atua sobre nós, contrariamente a outras causas que poderão estar presentes. Já enumeramos, anteriormente, uma série de causas endógenas e esforços externos que atuam sobre os revestimentos, introduzindo tensões indesejáveis, e dissemos que uma variação de temperatura é um termo do somatório destas diversas causas. 10.1 - C o n c e i t o s Revendo alguns conceitos, considere uma barra de material homogêneo de secção S submetida a um acréscimo uniforme de temperatura At (Fig. 23). O aumento de comprimento Ad será: d Ad Fig. 23 Ad = a . At. d onde a é o coeficiente de dilatação térmica linear do material. Para o aço, concreto e argamassa: a = 0,000010/°C a 0,000012 / °C Para materiais cerâmicos: a = 0,000005 / °C a 0,000006 / °C A força axial para impedir o deslocamento Ad será:
  • 84.
    Ad N = -E . S ou N = - a . At. E . S e a barra estará sujeita à compressão axial: a = - a . At. E Por exemplo, para impedir totalmente o deslocamento de uma barra de material cerâmico, sujeita a um acréscimo uniforme de temperatura At = 1°C, sendo seu módulo de elasticidade EL = 350.000 Kgf/cm2 , a submeteremos a uma compressão de: aL = 0,000005 / °C x 1 °C x 350.000 Kgf/cm2 ou aL = • 1,75 Kgf/cm2 /°C Os revestimentos e suas camadas suportes de argamassa, de alvenaria, ou de concreto sofrem deformações térmicas diferentes devido aos seus coeficientes de dilatação e, especialmente, deformações causadas pela temperatura diferencial entre as faces superior e inferior de um piso elevado, ou entre as faces externa e interna dos edifícios ou, ainda, pela condições ambientais de temperatura. Cada caso particular deverá ser estudado separadamente. Recomendamos a leitura do trabalho publicado em 1964 (1) sobre tensões de temperatura, no qual há o esquema que reproduzimos na Fig. 24. No edifício, ali representado, os pilares externos estão submetidos a uma tempera- tura T0> e os pilares internos a uma temperatura T, - Fig. 24A. A n = n a ( T i - T « ) h To T, nh Interior Exterior Interior Exterior Interior (A) Fig. 24 (B) (C)
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    Se não houvesseligação entre os pilares - Fig. 24B - a diferença de altura entre cada piso seria: A diferença de altura seria nula ao nível do chão e no andar "n" seria: An = n . a (T, - T0 ). h Porém, há ligação entre os pilares feita pelas vigas e lajes do piso, reduzindo o deslocamento diferencial total para xn (Fig. 24C). A interligação existente introduzirá tração nos pilares externos, compressão nos internos e momentos fletores nos pilares, vigas e lajes. Nestas condições, é fácil concluir que os revestimentos de paredes e pisos ficarão sujeitos a tensões, uma vez que as variações de temperatura ocorrem também após de o edifício estar terminado e habitado. Outras possibilidades podem ocorrer causando compressão indesejável nos revestimentos. Por exemplo, no caso da temperatura do ambiente inferior ser maicr do que a do superior, pela existência de aquecimento no andar inferior ou ar-condicionado frio no andar superior. Dependendo das condições de apoio (Fig. 25), teremos um momento fletor positivo (compressão no revestimento) no centro da laje e negativo nas bordas (tração no revestimento). Em fachadas, teremos compressão no revestimento, quando a temperatura externa, em época de frio, é inferior à temperatura do ambiente interno. Ou, quando após longo período de calor a temperatura cai bruscamente externa ou internamente. Em pisos industriais, onde, por questão de higiene, os mesmos são lavados freqüentemente com água quente ou jato de vapor de água, há dilatação brusca apenas no revestimento, o qual entra em compressão. Há também compressão nos pisos ao redor de caldeiras ou fornos, onde a temperatura é sempre elevada. Para o caso de revestimentos cerâmicos, se lembrarmos que seu coeficiente de dilatação térmica linear é a metade do coeficiente de dilatação térmica linear da <* . (T, - Tq) . h Fig. 25
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    argamassa e doconcreto, haverá compressão à medida que a temperatura cai em todo o conjunto. Os valores das tensões de compressão nos revestimentos cerâmicos, comparados àqueles devido à retração das argamassas, serão vistos no item a seguir. 10.2 - T e m p e r a t u r a e r e v e s t i m e n t o s Consideremos, inicialmente, o caso particular de piso onde não houve ligação de argamassa de regularização (também denominada de contrapiso ou piso morto), com a laje de concreto ou lastro de concreto. Na Fig. 26A, representamos um elemento de comprimento "d" de um revestimento intimamente ligado a uma argamassa já endurecida. Neste estudo sobre a tensão térmica, é indiferente o método utilizado no assentamento do revestimento, sendo, no entanto, admitida perfeita ligação revestimento/argamassa. A extensão "d" do elemento considerado poderá ser fração de uma peça do revestimento, uma peça inteira, ou diversas peças. Sejam S, a seção do revestimento; EL seu módulo de elasticidade; e aL seu coeficiente de dilatação térmica linear. Para a argamassa, SA sua secção; EA módulo de elasticidade; e, aA seu coeficiente de dilatação térmica linear. Revestimon'.o Argamassa Ençhxecída | Revoslirncnlc ®| Fig. 26 Uma variação de temperatura At uniforme nas duas camadas produzirá os deslocamentos AL, e AA, (Fig. 26B). Todavia, revestimento e argarrassa estão intimamente ligados. As forças internas NL e NA, que deverão estar sempre em equilíbrio, produzirão os deslocamentos AL2 no revestimento e AA2 na argamassa. Os valores dos deslocamentos são:
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    ALI =a,. .Aí.d AA = QLÁ.At .d AL2 = - (d + ALI) AA2 = + A^l) E AS A A partir das condições + ^ =0 e AL +AL2 =AA + AA2 e com a aproximação (1 + aL At) = (1 + a^ AO = 1 obtém-se E S L L 1 + EASA Sendo cxA maior do que aL, o sentido de NL dependerá de At. Assim, para uma queda de temperatura uniforme, em toda a estrutura do revestimento, haverá compressão no revestimento e tração na argamassa. E, para uma elevação de temperatura uniforme em todo o conjunto, haverá tração no revestimento e compressão na argamassa. Para uma faixa de largura unitária: S, = e, e SA = eA , onde "eL" e "eA" são espessuras do revestimento e da argamassa, a tensão térmica no revestimento será: £ 1+ L L E Ae A
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    e na argamassa N <5Á= —— sendo NA=- NL e A Quando estudamos o efeito da retração er da argamassa sobre o revestimento, obtivemos a tensão de compressão: E , <*/ = F 8 r L E L 1 + E A E A Portanto, uma queda de temperatura At uniforme no revestimento e argamassa não ligada ao suporte (laje ou lastro) tem o mesmo efeito da retração da argamassa, ou seja, uma compressão no revestimento. Quantitativamente, devemos comparar os valores de er (retração) e (aA - a j . At com At negativo. No Capítulo sobre Retração das Argamassa, vimos que seu valor é da ordem de 0,0006 ou 0,6 %o para diversos tipos de argamassa e após secagem durante 28 dias ao ar ambiente. Então, exemplificando, sendo o coeficiente de dilatação linear da argamassa aA = 0,000010/°C, e do revestimento cerâmico aL = 0,000005/°C, a queda de temperatura para ocasionar o mesmo efeito da retração deveria ser: ( a f - a J A t = er A f _ £r _ 0,0006 e ~ a A - a L ~ 0,000005 ou At = 120 °C a partir do endurecimento da argamassa. Para uma variação de ± 15 °C em torno da temperatura média de um determinado local e supondo o caso extremo de o revestimento ter sido executado na temperatura máxima, a maior queda possível de temperatura a que ele estará sujeito seria de 30 °C. Neste caso, o valor (aA - aL) . At seria 0,00015, ou seja, quatro vezes menor do que a retração, significando que a compressão em um revestimento cerâmico devida a uma queda de 30 °C é quatro vezes menor do que a compressão ocasionada pela retração da argamassa. Nas Figs. 27 e 28, estão representadas as tensões de compressão no revestimento cerâmico em função da espessura da argamassa e devido a uma queda de temperatura uniforme de 10 °C. Na Fig. 27, o revestimento cerâmico foi considerado com módulo de elasticidade de 350 mil kgf/cm2 , e na Fig. 28
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    com módulo deelasticidade de 200 mil kgf/cm2 . Para ambos os casos, calculamos as tensões de compressão utilizando três argamassas diferentes. Nas Figs. 27 e 28, as tensões de compressão no revestimento, ali representadas, correspondem ao caso de revestimento ligado à argamassa de assentamento, e esta não ligada à base (laje ou lastro de concreto, por exemplo). Quando há ligação também com a base, as tensões no revestimento devido a uma queda uniforme de temperatura de 10 °C são as representadas na Fig. 29. As expressões das forças internas em equilíbrio, neste caso, são: = £ / 5 / A , t E A S A * < - * L ) + EcSc(ac-aL) E L S L + E A S A + E c SC NA = - E A SA ÁT. E I. SL ( A , - A J + EC SC (A,F - A R ) E T. + EA SA + EC SC ET. SL + EA SA + EC SC
  • 90.
    Fig. 27 -Revestimento ligado à argamassa e esta não ligada ao suporte EL = 3 5 0 . 0 0 0 kgf/cm2 módulo de elasticidade do revestimento Ea = módulo de elasticidade da argamassa eL = espessura da cerâmica em cm eA = espessura da argamassa em cm
  • 91.
    Fig. 28 -Revestimento ligado à argamassa e esta não ligada ao suporte E( = 2 0 0 . 0 0 0 0 kgf/cm2 módulo de elasticidade do revestimento Ea = módulo de elasticidade da argamassa eL = espessura da cerâmica em cm eA = espessura da argamassa em cm
  • 92.
    O sentido destasforças depende de At, e dos valores dos coeficientes de dilatação linear do revestimento, argamassa e concreto. Para as hipóteses da Fig. 29, as tensões térmicas de compressão variam muito pouco, quer com a espessura, quer com o traço (módulo) da argamassa utilizada. Porém, seus valores são próximos aos máximos obtidos, quando não há ligação da argamassa ao suporte de concreto. Fig. 29 - Revestimento, argamassa e base de concreto ligados EL = 3 5 0 . 0 0 0 kgf/cm2 - módulo de elasticidade do revestimento cerâmico Ea = módulo da argamassa Ec = módulo do concreto = 210.000 kgf/cm2 e, = espessura do revestimento cerâmico eA = espessura da argamassa ec = espessura do concreto = 7 cm aL = 0,000005/ °C = coeficiente de dilatação térmica linear da cerâmica aA = ac = 0,000010/ °C = coeficiente de dilatação térmica linear da argamassa e concreto
  • 93.
    10.3 - Co n c l u s õ e s 10.3.1 - Para uma queda de temperatura uniforme no sistema revestimento cerâmico/ argamassa intimamente ligados, mas não ligados à base (Figs. 27 e 28): 10.3.1.1 - Há compressão no revestimento 10.3.1.2 - As tensões térmicas de compressão aumentam significativamente com a espessura da argamassa 10.3.1.3 - As tensões térmicas de compressão são maiores para argamassas mais ricas 10.3.1.4 - As tensões térmicas de compressão são menores para revestimentos mais elásticos (menor módulo de elasticidade) 10.3.1.5 - As tensões térmicas de compressão são maiores para revestimentos de menor espessura. Todavia, as tensões ocasionadas com o uso de argamassas mais ricas e mais espessas são consideravelmente maiores 10.3.2 - Para uma queda de temperatura uniforme no sistema revestimento cerâmico/ argamassa/suporte de concreto intimamente ligados (Fig. 29): 10.3.2.1 - Há compressão no revestimento 10.3.2.2 - Não há variação significativa das tensões térmicas de compressão em função da espessura ou do traço das argamassas 10.3.3 - E, para ambos os sistemas, ver itens 10.3.1 e 10.3.2 10.3.3.1 — As tensões térmicas de compressão são notadamente inferiores àquelas devido à retração das argamassas 10.3.3.2 - As tensões térmicas de compressão independem do método de assentamento, seja ele o convencional ou direto com uso de argamassa colante
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    10.3.3.3 - Asjuntas entre as peças do revestimento cerâmico, ou outros revestimentos rígidos, mais as juntas dividindo o revestimento em painéis e mais as juntas entre o revestimento e outros acabamentos ou saliências, são imprescindíveis para a estabilidade do revestimento. Com elas, consegue se limitar as tensões térmicas, ou de outras origens, a uma só placa do revestimento. E esta, dada a sua rigidez, jamais sofrerá flambagem. B i b l i o g r a f i a (,> Weidlinger, P. - "Tensões de temperatura em edifícios altos de concreto" - Civil Engineering - ago./64 - tradução do Eng. Romeu Caiafa - Revista "Engenharia" n° 261 - mar./1935 - Biblioteca do Instituto de Engenharia de SR w Fiorito. A. J. S. I. - Revista •"Construção" n9 * 1.952 e 1.956 - Ed. Pini - 1985.
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    Capítulo 11 Dilatação higroscópicados revestimentos cerâmicos 11.1 - C o n c e i t o s No Capítulo 9, item 9.6, relatamos um ensaio realizado por Baucran e Aveline para pesquisar as tensões nos revestimentos cerâmicos devido à retração da argamassa. Por ocasião da imersão em água dos azulejos utilizados, durante seis horas, observou-se um inchamento de 0,00004 ou 0,04 %o. Tal inchamento prosseguiu nos dias que se seguiram ao assentamento. A retração da argamassa foi compensando gradativamente até anular esta expansão imediata originada pela imersão em água fria. O valor máximo atingido pela tensão de tração, conforme o gráfico da Fig. 22, foi de cerca 5 kgf/cm2 . Esse inchamento que ocorre quando os revestimentos cerâmicos entram em contato com o meio ambiente logo após a saída do forno, e que prosseguem após terem sido assentados dá origem a tensões no revestimento que podem ser de importância para a estabilidade do mesmo quando em serviço. Entre os ceramistas, tal comportamento é conhecido como "moisture expansion", dilatação higroscópica ou expansão por umidade (EPU). A Fig. 30 ilustra o efeito da expansão provocando o gretamento do esmalte de uma louça de mesa após alguns anos de uso. Fig. 30 Inicialmente, o esmalte está sob ligeira compressão. O inchamento do corpo cerâmico introduz gradativamente tensões de tração no esmalte compensando as ce compressão. A partir do instante em que as tensões se anulam pode se iniciar o gretamento. A causa desta expansão é atribuída à reidratação dos minerais argilosos que compõem o corpo cerâmico. A ordem de grandeza dessa deformação é de 0,0003 a 0,0007 mm/mm após dois anos de exposição ao ar. Os valores poderão ser
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    bem maiores ouaté bem menores, ou mesmo nulos para corpos cerâmicos de absorção de água próximo a zero. Segundo L. Contoli (1) "o defeito de gretamento do esmalte é quase certo quando a expansão do corpo cerâmico submetido a tratamento em autoclava em vapor de água por cinco horas e a 3,5 atmosferas supera o valor 0,0006 mm/mm". Entre nós, há a tendência de adotar este valor como valor máximo para a expansão por umidade em revestimentos. Quer nos parecer que o autor citado referiu-se a um valor limite o qual atingido, ou ultrapassado ocasionará o gretamento. Ao fazer tal afirmação não foi levada em conta a possibilidade da peça já estar assentada. Como veremos no item 11.3.2 deste capítulo, parece-nos que o valor 0,0006 mm/mm é alto demais se considerarmos que, uma vez admitido, estaremos no limite da resistência ao cisalhamento da interface peça/argamassa e da própria argamassa. A título ilustrativo, nas Figs. 31 e 32, são apresentados gráficos da expansão por umidade reproduzidos do trabalho de autoria de J. S. Hosking (2) para diversos produtos cerâmicos e a correlação com a temperatura de queima. 0.10 0.05 FIREBRICKS MAWMUM M E A N M N M U M REFRACTORY BODY UME (YEARS) Fig. 31 - Dilatação higroscópica de materiais cerâmicos [J. S. Hosking (2)]
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    600 800 10001200 700 900 1100 1300 TEMPERATURE Fig. 6 - Variation of moisture expansion (mean for samples in the laboratory and out of doors) with temperature of firing for the seven bodies examined Fig. 32 - Variação da dilatação higroscópica com a temperatura de queima [J. S. Hosking (2)] Como dissemos, esta expansão se inicia assim que as peças entram em contato com o meio ambiente à saída do forno. Assim sendo, quando da instalação do revestimento, uma pequena parte dessa expansão (avalia-se no máximo em 10% de seu valor final) já ocorreu. O remanescente ocorrerá com o revestimento já assentado (Fig. 33). Expansão Fig. 33 (sem escala) Tempo
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    O aumento dedimensões das peças cerâmicas, qualquer que seja seu valor, implica compressão gradativa e indesejável no revestimento, pois a argamassa fixação e o substrato tendem a impedir a expansão. O problema se agrava quando as peças cerâmicas são erroneamente assentadas sem juntas (juntas secas) encostadas umas às outras por meio do artifício, não-recomendado, de espaçadores agregados à própria peça cerâmica com a intenção de que isso possa facilitar o assentamento. Outros tipos de espaçadores, quando avulsos, devem estar dimensionados, de modo a terem uma deformação que não transmita tensões de uma peça cerâmica para outra. Quando tratamos das tensões devidas à retração da argamassa e às tensões de temperatura, sugerimos uma série de procedimentos no sentido de minimizar as tensões que sempre atuam em qualquer tipo de revestimento. Para prevenir o efeito da expansão por umidade, mais uma vez concluímos que um dos procedimentos básicos, quer para o método convencional, quer para o método de colagem com argamassa colante, é o estabelecimento de juntas ao redor de cada peça, com o fim de limitar as tensões a uma só peça e eliminar o risco de flambagem de todo o conjunto. Revendo conceitos, considere uma barra de material cerâmico de secção "S" e comprimento inicial "d" que sofre um aumento "Ad", devido à sua expansão por umidade "Ô" (Fig. 34). — O © Fig. 34 Ad = 8 . d Caso o valor máximo de "6" a ser adotado for: Ô = 0,0006 mm/ mm A força axial para impedir o deslocamento Ad será: d ou N = - E.S.Ò e a barra estará sujeita a uma compressão dada por: a = - E . 6
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    Para um materialcerâmico de módulo de elasticidade: E = 300.000 kgf/cm2 A tensão de compressão que impede a expansão será: a = 180 kgf/cm2 ou, de outra parte, utilizando para o assentamento um material extremamente plástico a tal ponto que a peça cerâmica teria livre expansão, o material utilizado no rejuntamento estaria sujeito à compressão de: a = 180 kgf/cm2 Na realidade, a tensão no rejuntamento deverá ser calculada a partir das tensões determinadas conforme a teoria do item 11.2 a seguir. 1 1 2 - Revestimento, c a m a d a d e argamassa e suporte d e concreto interligados Considere-se uma extensão "d" de um revestimento, que pode ser uma fração de peça, a peça inteira ou diversas peças consecutivas (Fig. 35). Devido à dilatação higroscópica do material cerâmico haveria um deslocamento total AL1f caso fosse permitida sua livre e total expansão por umidade (Fig. 35B). Havendo solidariedade das três camadas (Fig. 35C) o equilíbrio final é alcançado pela introdução das forças NL (de compressão) no revestimento: NA e Nc (de tração) na argamassa e no concreto, considerados endurecidos, tais que: a) equilíbrio das forças internas: N l + N a + N C = 0 (1) ® R e v e s t i m e n t o A r p a m a s s a R o v o s f l m o n r o <s> A-QO^VOMO Ali A A A C T R e v e s t i m e n t o ' ÁrgcrriOJJa .-.,• ala »« • o vá ••-• • afia. • • ALO e Fig. 35 A
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    b) igualdade dedeslocamentos: AL, + AL2 = A^ (2) AL, + AL2 = A c (3) onde AL, = 8d A ELSL AA NAd EASA a c = M ^ s L EC SC (4) (5) (6) (7) A partir destes valores e condições chega-se às forças e respectivas tensões que atuam nas três camadas consideradas solidárias. Substituindo (4) (5) e (6) em (2), obteremos: NA "a = S , ^ 0 + 8) EASA E,SL sendo (1 + 8) = 1 N a = ^ N l + E a S a 8 (I) ELSL Substituindo (4) (5) e (7) em (3), obteremos: Nc
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    NC S ,NL (1 + 8) ELSL Ec Sc sendo (1 + ô) = 1 N c = ^ . N l + E c S c 5(11) E 1. S, Colocando (I) e (II) na equação (1) de equilíbrio das forças internas, teremos: NL + EASA .NL L E T S L + EASA 8 + EC SC . NL L E L S L + ECSC 8 = 0 NL = - ElSl 8. EA SA + Ec Sc E i. SL +EA SA + Ec Sc sendo: K = E *S a+E cs c El Sl + EaSa + Ec Sc NL = -K.EL.SL.Ò ( M D sendo k sempre positivo e menor do que 1: e (El . SL . õ) sempre positivo, N l será sempre negativa ou de compressão no revestimento devido à sua própria expansão por umidade. Colocando (III) em (I), obteremos: NA = E A . S A . ô . ( 1 - k ) sendo k sempre positivo e menor do que 1, NA será sempre positiva e de tração na argamassa.
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    Colocando (III) em(II), obteremos: Nc = E c . S c . ô . ( 1 - k ) sempre positiva ou de tração no suporte (laje ou alvenaria) Em resumo, concluímos que a dilatação higroscópica; ou expansão por umidade; ou, ainda, "moisture expansion" dos revestimentos cerâmicos resulta sempre em: - compressão no revestimento; - tração na argamassa; - tração no suporte (laje ou alvenaria). Os valores das tensões para largura unitária serão: NL A = -K.E,.8 N. a , = £ , . 5 . ( 1 - K) NC CT c= C oc = £ c . ô . ( l - K) onde "eL", "eA" e "ec" são as espessuras das camadas de revestimento, argamassa e concreto. 11.3 - Análises e conclusões 11.3.1 - Alguns valores práticos Sejam: - para concreto: Ec = 210.000 kgf/cm2 ec = 7 cm - para o revestimento cerâmico: El = 300.000 kgf/cm2 eL = 0,7 cm = 0,0006 mm/mm
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    - para aargamassa: eA = 2,5 cm Calculando as forças internas para largura unitária e as tensões co-respondentes para três tipos de argamassa com módulos de elasticidade bem distintos, obtiveram- se os valores do quadro a seguir. Quadro 14 Na Nc Kgf/cm2 Kgf Kgf/cm2 140.000 -112,96 21,72 91,24 -161,37 8,69 13,03 50.000 -111,34 8,73 102,61 -159,06 3,49 14,66 10.500 -110,49 1,94 108,55 -157,84 0,78 15,51 Obs.: os valores acima são para S = 0,0006 mm/mm e são diretamente p'oporcionais ao valor deste inchamento. 11.3.2 - Correlação c o m o cisalhamento Note-se que a argamassa de assentamento funciona como um freio que tende a impedir a expansão por umidade. Consequentemente, a argamassa de assentamento está sujeita a elevadas tensões de cisalhamento que poderão superar a resistência ao cisalhamento da argamassa, o que ocasionaria o seu rompimento interno. A título ilustrativo se considerarmos a tensão: oL = 157,84 kgf/cm2 atuando em uma peça com dimensões 10 x 10 x 0,7 cm (Fig. 36). / T " Fig. 36 Em sua seção atuará uma força F = o . S F = 157,84 x 10 x 0,7 = 1.104,88 kgf
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    A tensão decisalhamento na interface de aderência será simplificadamente: F 1104,88 2 T = — = — = 11,04 kgf / cm A 100 ^ que é praticamente o valor da ruptura ao cisalhamento da ligação da placa cerâmica à argamassa. Para um coeficiente de segurança igual a 2 e para a peça 10 x 10 x 0,7 cm considerada, a expansão por unidade de largura teria que ser, no máximo, a metade da utilizada no cálculo, ou seja: Ô = 0,0003 mm / mm 11.3.3. - Argamassas elásticas e juntas de assentamento Caso fixássemos um revestimento com um material rígido como uma resina epóxi, estaríamos inibindo praticamente toda a expansão do revestimento, o qual não sofreria gretamento mas estaria sujeito a tensões de compressão notáveis que poderiam trincar o esmalte (Fig. 37). l l i l l l l i u T T T T T T T T T T T Fig. 37 O advento de argamassas elásticas, para o assentamento de revestimentos, além de compensar as movimentações usuais da estrutura suporte, permitiria a expansão parcial das peças. Temos mais uma vez que chamar a atenção sobre as juntas de assentamento (juntas entre as peças), as quais, sob o ponto de vista da expansão por umidade, tornam-se mais do que indispensáveis. A náo-existéncia de juntas, ou o uso de espaçadores cerâmicos incorporado às próprias peças, ou espaçadores avulsos mais rígidos, associados à expansão por umidade do revestimento, causará fatalmente a flambagem e destruição do revestimento. 11.3.4 - Material de enchimento e dimensionamento das juntas O uso de argamassas de assentamento extremamente plásticas nos remeteria Fig. 34 e aos cálculos ali apresentados.
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    Para uma expansãoÔ = 0,0006 mm/mm, calculamos, na Tabela 4, os deslocamentos Ad em função do tamanho das peças cerâmicas, os quais teriam de ser absorvidos pelo material de rejuntamento. Para peças retangulares, utilizar a maior dimensão. Tabela 4 d (mm) expansão = Largura da e Ea do material A 6 . d = Aj (mm) junta (mm) "j" da junta - kgf/cm2 50 0,0300 2 0,015 12.000 100 0,0600 2 0,030 6.000 150 0,0900 2 0,045 4.000 200 0,1200 3 0,040 4.500 300 0,1800 4 0,045 4.000 400 0,2400 5 0,048 3.750 500 0,3000 8 0,0375 4.800 Vimos que ao se deformar (Fig. 34) a peça cerâmica comprimirá o material da junta com: O = 180 kgf/cm2 Sendo e onde Aj é o valor da expansão (Tabela 4) e "j" é a largura da junta, podemos calcular o módulo de elasticidade do material da junta para ter um encurtamento igual à expansão da peça cerâmica. Os valores para os módulos de elasticidade do material da junta foram calculados a partir das larguras admitidas para as juntas e se encontram na última coluna da Tabela 4. Note-se que os valores encontrados para o módulo de elasticidade são extremamente baixos e incompatíveis com os materiais de rejuntamento comumente utilizados e com bons resultados. Este fato reforça a conclusão de que os revestimentos cerâmicos deverão ter a menor expansão por umidade possível, e que os materiais de assentamento deverão impedir, mesmo que parcialmente, tais expansões, de tal modo a termos materiais de rejuntamento passíveis de serem fabricados e utilizados. As juntas de movimentação ou dessolidarização aliviarão acúmulos de tensões.
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    N o ta i m p o r t a n t e : Os cálculos para as larguras das juntas e módulos de elasticidade mais próximos da realidade deverão ser feitos a partir da teoria exposta no item 11.2 e Fig. 35B com a utilização dos valores de AA ou AC. Fica claro que se aumentarmos as larguras das juntas o módulo de elasticidade necessário aumenta de valor e será mais compatível com os rejuntes à base de cimento. Por outro lado, há outras movimentações a serem compensadas pelas juntas devido às demais causas das quais já falamos. Assim, juntas largas serão sinônimo de melhor estabilidade dos revestimentos. No Apêndice I, página 173, apresentamos um exemplo de cálculo mais preciso, em função da expansão por umidade (EPU) das placas cerâmicas e de um gradiente térmico. B i b l i o g r a f i a Contoti. L. e Brusa, A. - "Evoluzione e sviluppo delia tecnologia di fabbricazione delle piastrelle per interni dalla bicottura alia monocottura rapida" - Lab. Pesquisas SACMI - Imola - Revista "Cerâmica Informazione" n° 303 - jun./91. < * > Hosking, J. S. e Hueber, H. V. - "Moisture Expansion of Clay Products" - VII Congresso Internacional de Cerâmica • 1960 - Londres. < 3 > Fiorito, A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 1960 - Ed. Pini 1985.
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    Capítulo 12 Outras causasque originam tensões e patologias 12.1 - C o n s i d e r a ç õ e s g e r a i s Ao falar de revestimentos temos utilizado a expressão "estrutura do -evestimento". E, na realidade, qualquer que seja a natureza do revestimento final de uma parede ou de um piso devemos sempre considerá-lo ligado e como parte co conjunto de todas as camadas suportes. É fácil concluir que todas as camadas de um revestimento têm deformações próprias quer devido à sua secagem, como ocorre com as argamassas e concreto, quer as devido a esforços externos. E não esquecendo que os materiais cerâmicos não são totalmente estáveis, uma vez que se expandem, em menor ou maior grau, em função da umidade natural do ambiente. Havendo ligação indispensável entre todas as camadas, fatalmente as peças que constituem o revestimento final e superficial ficam submetidas a tensões. Pode acontecer que, com o aumento progressivo de esforços, seja atingido um estado de tensão em que as peças do revestimento se rompem ou se desagregam ou, então, antes disso, ocorra a ruptura da ligação do revestimento com a camada suporte. Neste último caso, se instalará um processo de flambaçem ficando o revestimento irremediavelmente deteriorado. O objetivo fundamental do construtor será o de reduzir o quanto possível o efeito das tensões que atuam sobre os revestimentos, procurando conhecer intimamente os materiais utilizados, seu comportamento, e adotando técnicas construtivas seguras e racionais. 12.2 - F a l h a s c o n s t r u t i v a s Sobre as alvenarias ou lajes de concreto podem ocorrer: uma tração axial; uma compressão axial ou excêntrica; flexão; cisalhamento; e torção. Os revestimentos fixados sobre as alvenarias e lajes estarão consequentemente submetidos aos mesmos esforços. Não são raros os casos de fissuramentos, notadamente nas alvenarias, como conseqüência da existência de tais solicitações e assinalando uma falha construtiva, embora o carregamento da estrutura esteja dentro do limite admissível. Sabemos, por exemplo, que sobre paredes que se encontram está apoiada uma laje, e que a contribuição da carga da laje sobre estas paredes dificilmente é a mesma. Então tais paredes suportam cargas diferentes e no seu encontro, haverá uma tensão de
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    cisalhamento. A ausênciada "amarração" convencional nos cantos ou nas intersecções, geralmente em paredes de blocos de concreto comuns ou leves, eliminando um vínculo necessário que distribuiria as tensões de compressão para as duas paredes, é a causa da origem de fissuras verticais. Estas se propagam para o revestimento final. Também não são raros os casos de vergas com apoio insuficiente, concentrando cargas excessivas sobre a alvenaria. E são comuns as ausências de contravergas nos peitoris das janelas, causando fissuramentos (Fig. 38). Verga curta Fig. 38 Observamos, também, a existência de vigas suportes de alvenarias que fletiram além do previsto e, embora a estrutura permaneceu estável, transmitiram, para as alvenarias e estas ao revestimento, tensões indesejáveis que provocaram o descolamento do revestimento da fachada. 12.3 - T e n s õ e s d e c a r g a s a c i d e n t a i s e m p i s o s Para os pisos, além das tensões originadas pela deformação lenta da estrutura de concreto, é interessante notar os efeitos da sobrecarga devido ao peso próprio da camada de revestimento e o das cargas acidentais sobre o revestimento. De fato, sobre uma laje atuam, como cargas permanentes, o peso próprio da laje, do contrapiso e do revestimento. Há de se considerar também as cargas acidentais, cujos valores são fixados pela NBR-6120 e que representam a carga de pessoas, móveis, veículos, máquinas etc que a estrutura deve sustentar. Ao ser desformada, atua sobre a laje apenas seu peso próprio (Fig. 39A), sendo oc1 a tensão de compressão no concreto. Quando da execução do piso, é espalhada uma argamassa fresca sobre a laje, que constituirá o contrapiso, e com esse ainda fresco (método convencional de assentamento) e plástico, são colocadas as peças do revestimento. Para um contrapiso de 3 cm de espessura, por exemplo, teremos uma carga de cerca 50 kg/m2 que, somada ao peso do revestimento, deverá alcançar 70 kg/m2 . Com esse carregamento permanente, o diagrama de tensões será o da Fig. 39B, sendo cC2 a nova tensão de compressão no concreto. O diagrama de tensões não se prolonga através do contrapiso, uma vez que a argamassa de que é constituído
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    Outras causas queoriginam tensões e patologias este contrapiso está ainda fresca e plástica quando de sua aplicação, deformando- se sem transmitir tensões. Uma vez endurecida a argamassa do contrapiso, entram em ação as cargas acidentais que, para edifícios, poderão variar desde 150 kg/m2 (sala, copa, cozinha, banheiro, dormitório) até 500 kg/m (salão de dança de clubes), conforme a NBR-6120.0 diagrama de tensões correspondente apenas à ação da carga acidental é o da Fig. 39 C. A <Tci Lajo^^, i i i i Revestimento Argamassa fresca Revestimento Argamassa endurecida Revestimento Argamassa endurecida Fig. 39 E, aC3 Fig. 39 D será a tensão de compressão final que atuará sobre o revestimento e a_. a tensão no concreto. C4 As tensões nos revestimentos originadas pela retração das argamassas, tensões de temperatura e da expansão por umidade do revestimento cerâmico já foram consideradas nos capítulos anteriores. B i b l i o g r a f i a (1) Fiorito, A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 1.960 - Ed. Pini - 1985.
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    Capítulo 13 Cimento Portlandcomo adesivo no Método Convencional 13.1 - Utilização n o s a s s e n t a m e n t o s No assentamento de revestimentos pelo método convencional, são utilizadas argamassas ainda frescas e niveladas e, sobre elas, uma pasta de cimento para a fixação das peças. Resumidamente, são as seguintes as etapas dos processos corretos de assentamento: 13.1.1 - Revestimentos e m paredes (1) Etapas: - Chapisco sobre a alvenaria com argamassa 1:3 de cimento e areia. Aguardar até atingir resistência mecânica. - Preparar argamassa 1:0, 5:5 até 1:1:7 de cimento, cal hidratada e areia úmida. - Umedecer levemente o chapisco. - A argamassa preparada deve ser aplicada semelhante ao emboço, sarrafeada e desempenada. - Preparar pasta de cimento e, com auxílio de uma desempenadeira de aço lisa ou colher, espalhá-la sobre o emboço fresco, procurando dar uma espessura uni- forme de cerca de 1 mm. - Após imersão em água colocar as peças cerâmicas úmidas, mas rão saturadas, sobre a pasta de cimento. - Bater o maior número de vezes e posicionar as peças. - Após 72 horas, no mínimo, rejuntar. Nota importante: É errado o processo de assentamento colocando a argamassa diretamente no tardoz e assentando as peças uma a uma. Duas são as falhas decorrentes desse procedimento:
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    a - haverávazios atrás das peças, nos quatro cantos; b - considerando que a peça fica apenas fixada onde houver pasta de cimento e cal, e sem aderência onde há grãos de areia, a área da superfície de fixação fica bastante reduzida, dada a proporção de areia na mistura. 13.1.2 - Revestimentos e m pisos (2) Etapas: - Limpar a superfície da laje. - Umedecer a superfície da laje ou lastro de concreto e aplicar cimento em pó formando uma camada de aderência da argamassa à laje. Este vínculo reduzirá o efeito da retração da argamassa sobre os revestimentos. - Preparar argamassa 1:6 de cimento e areia úmida. - Estender a argamassa sobre a laje e apertá-la firmemente com colher; sarrafear e desempenar convenientemente. - Sobre esta argamassa fresca polvilhar pó de cimento de modo uniforme, deixando-o cair entre os dedos e próximo à superfície da argamassa. O cimento será hidratado pela água da argamassa. Usar colher de pedreiro para ajudar a formar uma camada de pasta que deverá ter espessura de 1 mm: - Após imersão em água, colocar as peças cerâmicas úmidas, mas não saturadas, sobre a pasta de cimento. - Bater o maior número de vezes, posicionando as peças. - Após 72 horas, no mínimo, rejuntar. 1 3 . 1 . 3 - P a s t i l h a s (3) Etapas: - Alvenaria chapiscada e emboçada. O emboço é feito com antecedência, estando seco e curado por ocasião do assentamento. - Preparar massa fina 1:3:9 de cimento, cal em pasta e areia fina (4). - Umedecer o emboço e aplicar a massa fina com 5 mm de espessura como se faz com o reboco. - Preparar pasta de cimento branco e aplicá-la no tardoz no pano de pastilhas. Esta é a camada de fixação do revestimento.
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    - Aplicar aplaca sobre a camada de massa fina ainda fresca e pressionar com a palma da mão. - Rebater com auxílio de batedor e martelo. - Completar o rejuntamento. 13.2 - A p a s t a d e c i m e n t o Como se nota, em todos os procedimentos do método convencional, a pasta de cimento é a camada de aderência, e é ela que garante uma ligação perfeita entre o revestimento e o substrato. Considera-se pasta de cimento a mistura de cimento e água com teor de água de 30% em relação ao peso de cimento. Ensaios que fizemos para medir a aderência de peças cerâmicas à pasta de cimento Portland levaram a valores da ordem de 5 kgf/cm2 , ou 0,5 MPa, em corpos- de-prova com dimensões de 7,5 por 15 cm (112,5 cm2 ), e velocidade de aplicação da carga de 20 kgf/s. Lobo Carneiro (5) aferiu a resistência à tração de emendas em peças de concreto correlacionando-a em porcentagem com a resistência à tração do mesmo concreto quando executado sem emendas e com idade de 28 dias, encontrando: a - Concretagem interrompida por 24 horas. Superfície do concreto picotada, lavada e salpicada com cimento em pó: 65%. b - Concretagem interrompida por 24 horas. Superfície do concreto já endurecida picotada e lavada, sem cimento em pó: 45%. c - Concretagem interrompida por cerca de um mês. Superfície de concreto velho picotada, lavada e salpicada com cimento em pó: 50%. d - Concretagem interrompida por cerca de um mês. Superfície do concreto velho não preparada: 1%. Pelos resultados obtidos, é fácil notar a importância da pasta de cimento Portland mesmo quanto à tração simples. Para o concreto, a relação entre a resistência à tração simples e à tração na flexão é da ordem de 0,5. E, entre a resistência à tração na flexão e a resistência à compressão, existe uma relação que é da ordem de 0,2. Assim, a relação entre a resistência à tração simples e à compressão, para os concretos é da ordem de 1/10 ou 10% da resistência à compressão (5) e (6).
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    13.2.1 - Aderênciada pasta de cimento à cerâmica Dissemos que as peças cerâmicas devem estar úmidas, mas não saturadas, pois deverão ter ainda poder de sucção quando colocadas sobre a pasta de cimento, de modo a formar ancoragens mecânicas na interface peça/pasta. Esta interface já foi objeto de pesquisa, não tendo sido constatada camada resultante de reações químicas entre o material cerâmico e a pasta de cimento e, portanto, não há ligações de caráter químico e influência destas na aderência peça/pasta (7). 13.3 - R e l a ç ã o á g u a / c i m e n t o Sabe-se que a resistência da pasta de cimento está intimamente ligada à relação água/cimento e varia conforme o gráfico da Fig. 40, por analogia ao estudo de concretos. Fig. 40 No assentamento pelo método convencional, a formação da pasta está sujeita aos seguintes riscos: - argamassa muito úmida e placas cerâmicas excessivamente molhadas: a relação água/cimento é elevada, e a resistência é baixa; - argamassa secando, em razão de ter sido estendida em grande área, e placas cerâmicas colocadas sem imersão prévia em água: relação água/cimento baixa e resistência baixa; - argamassa secando e placas cerâmicas muito molhadas. A relação água/cimento poderá até ficar correta, mas o assentador usa mais água para facilitara operação de "bater" para nivelar as peças. A relação água/cimento aumentará, e a resistência será baixa; - outras possibilidades com relação água/cimento baixa ou tendendo a crescer devido à falha de procedimento.
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    1 3 .4 - P e s q u i s a A espessura da pasta de cimento no método convencional e a quantidade de impactos sobre cada peça foram investigadas por Balinkin, Hugh e Scholz (8), que chegaram aos valores da aderência do gráfico da Fig. 41 a partir de corpos-de-prova construídos, resumidamente, com os seguintes materiais e técnicas de execução: - Placas cerâmicas 5 x 5 x 0,6 cm. Absorção variando de 0,5% a 2%, embora nada de notável foi encontrado quanto à absorção. As placas cerâmicas não foram imersas em água. - Foram ensaiadas quatro placas cerâmicas para cada variável (Fig. 42, peças A- B-C-D). - Cimento Portland comum para argamassa e pasta. - Areia - Diâmetro máximo 1,2 mm e módulo de finura 2,5 (areia fina). - Argamassa de assentamento de cimento e areia 1:3 em volume (rica) compactada manualmente dentro de forma 10 x 10 cm x 3.8 cm, formando um bloco sobre o qual foram assentadas as peças A-B-C-D, com uma aresta salien:e em relação ao bloco de argamassa (Fig. 42) - Relação água/cimento igual a 0,56. - Espessura da argamassa 1 1/2 in. ou 3,8 cm (demasiada - ver Capítulo 9). - Pasta de cimento: camada de pó variando de zero a 1/8 in., ou seja, de zero a 3,2 mm. A hidratação se deu exclusivamente com a água da argamassa. • Espessura da pasta de cimento mm Fig. 41 - Variação da resistência ao cisalhamento com a espessura da pasta de cimento em mm
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    - Impactos comquantidades variando de 2-4-8-16-32-64, fazendo cair uma massa de 200 g de uma altura constante, simultaneamente, sobre o centro das quatro peças de cada corpo-de-prova (Fig. 42). Fig. 42 - Cura dos corpos-de-prova: três dias a 100% de ÜR; dois dias a 50% de UR; e dois dias a 32% de UR. Temperatura variando entre 18 e 24Ç C. - Mediu-se: ruptura ao cisalhamento simples, aos sete dias de idade, aplicando carga com velocidade de 1 kgf/cm2 /s, sobre cada uma das quatro peças (Fig. 42). Os autores chamam atenção sobre o significado da aderência obtida pelo ensaio, lembrando que em uma estrutura mecânica, tal qual a acima descrita, os componentes ligados são as peças, pasta de cimento e argamassa. Eles estão ligados por forças químicas de atração molecular e por ancoragem mecânica. Máxima adesão peça/pasta terá lugar quando a superfície de contato é total e quando não há tensões residuais. No ensaio, nenhuma destas condições é possível obter. O contato é parcial devido à hidratação incompleta do cimento e à presença de bolhas de ar. Outros fatores como a desigualdade de absorção das peças, temperatura, umidade relativa e retração induzem a tensões residuais talvez suficientes para romper parcialmente a ligação, ou atuarem quando da aplicação da carga externa durante o ensaio. Portanto, o que chamamos de aderência medida no ensaio é efetivamente o diferencial entre a aderência efetiva e aquela devida às solicitações internas. As principais conclusões de tal ensaio são: - A aderência aumenta com o número de impactos. - A espessura ideal da pasta de cimento é aquela compreendida entre 0,8 mm e 1,6 mm. Nessa faixa, ocorrem os maiores valores.
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    - Espessuras dapasta de cimento maiores do que 1,6 mm carecem de água suficiente para a hidratação adequada. Acrescentamos que, casc a hidratação for forçada com adição de mais água, há início de influência da retração da pasta sobre o revestimento. - Para espessura zero de pasta e até 0,4 mm, o máximo de aderência é obtido com cerca de 20 impactos. Note que tal quantidade de impactos deverá trazer para a interface peça/argamassa a própria pasta de cimento da argamassa. A aderência é parcial devido à presença de grande quantidade de grãos de areia em contato com as peças. - O aumento da aderência com a quantidade de impactos é devido a: - Melhor umedecimento do pó de cimento, ou seja, melhor hidratação e eliminação de bolhas de ar (vazios e falta de contato). - Melhor intimidade na mistura cimento/água. - Melhor penetração da pasta nos poros abertos das placas cerâmicas, aumentando a ancoragem. - Compactação da argamassa de assentamento com conseqüente redução da retração e diminuição das forças internas que irão comprimir o revastimento. 13.5 - C o n c l u s õ e s Do quanto analisado, resultam as seguintes recomendações no assentamento pelo método convencional: - Ao polvilhar o pó de cimento procurar uniformidade em sua distribuição. - Auxiliar a formação da pasta com uma colher de pedreiro, eliminando possíveis bolhas de ar que possam reduzir a superfície de contato entre a pasta de cimento e a peça. - A espessura da pasta deve ser da ordem de 1 mm (ou 1,5 kg de pó/m2 ). - Evitar o excesso ou falta de água. É a pasta de cimento que proporciona maior aderência e não a nata de cimento ou pó mal hidratado. - É imprescindível bater todas as peças o maior número de vezes possível. A tarefa de "bater" não é apenas necessária para nivelar, mas sim para criar melhores condições de aderência.
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    B i bl i o g r a f i a (,> Fiorito. A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 2.002 - jun./86 - Ed. Pini. < * > Fiorito. A. J. S. I. • Revista "Construção" n° 2.018 - out./86 • Ed. Pini. <3 > Fiorito. A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 2.026 - dez./86 - Ed. Pini. <4 ' "Treinamento do oficial pastilheiro" - Cncarte do "Anuário Produtos e Técnicas" 1902/1903 - Cd. Tini. < 5 > Lobo B. Carneiro. F. L. - "Dosagem de Concretos" - INT - 1943. <fl> Telêmaco van Langendonck - "Cálculo de Concreto Armado" - Vol. 1 - ABCP- 1944. <7> Provost. G. et Farges. P. - "Ladhérence de carreaux de gres Céramique et de faiance" - Revista "L'lndustrie Céramique" - Société Française de Céramique - juillet/out./1966 - n° 587. (8> Balinkin. Isay; McHugh. J. N. and Scholz. J. A. - "Bond Strenght of Ceramic Mosaic Tile" - University of Cincinatti - The American Ceramic Society Bullettin march/1956. < B > Fiorito. A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 1966 - out./1985 - Ed. Pini.
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    Capítulo 14 Eflorescência: umapatologia que pode ser prevenida 14.1 - A s p e c t o s g e r a i s Certamente, todos os leitores já devem ter observado, em alguna ocasião, a superfície externa dos vasos de barro das plantas que ornamentam residências ou escritórios e notado formações esbranquiçadas. Alguns outros já se detiveram na observação do aspecto, também esbranquiçado, da superfície inferior das telhas de barro nos alpendres e varandas em telha-vã. Outros, já devem ter visto o mesmo aspecto esbranquiçado nas telhas de barro ao percorrerem os forros, durante inspeção da estrutura de madeira das coberturas ou na inspeção de caixas d'água. Nas fachadas de edifícios, notam-se, vez por outra, escorrimentos enegrecidos pelo ar poluído, sempre ao longo das juntas das placas de mármore ou granito. Até o ano de 1970, as placas cerâmicas não eram esmaltadas como as atuais. Era muito comum o uso de ladrilhos nas cores vermelha, preta, amarela ou areia. Em algumas ocasiões, tais pisos apresentavam manchas esbranquiçadas ou, às vezes, manchas escuras que denunciavam claramente a presença de umidade excessiva. O início do uso de revestimentos cerâmicos esmaltados para pisos, entre nós, remonta aos anos de 1970, quando os conceitos de permeabilidade e absorção dos materiais cerâmicos para pisos, se já não eram bem-entendidos, acabaram ficando mais confusos para alguns consumidores. Naquela época, quando examinávamos pisos com manchas esbranquiçadas ou escuras, já de antemão sabíamos que havia ali uma falha construtiva intimamente ligada a uma impermeabilização inadequada ou inexistente. A constatação era feita através de uma pequena sondagem onde eram retiradas e levadas ao laboratório amostras de revestimento cerâmico, argamassa de assentamento, lastro de concreto e solo. Todas as amostras se apresentavam invariavelmente saturadas de água. Havia certo inconformismo do consumidor que alegava saber se o revestimento cerâmico um material impermeável. Só então se dava conta de que tal propriedade dos revestimentos cerâmicos respondia plenamente, apenas, às condições de manutenção e higiene dos ambientes onde estavam instalados, ou seja, receber água e detergentes para limpeza de sua superfície, impedindo a penetração de
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    água suja nascamadas inferiores e a conseqüente instalação de condições propícias à proliferação de bactérias. O revestimento cerâmico não tem a finalidade de impedir a movimentação de água no sentido inverso, ou seja, do solo para a superfície, mesmo porque ele está instalado na última camada a ser atingida nessa direção. Para tanto, há métodos e materiais apropriados que constituem barreiras à nefasta ação da água, não só sobre os materiais que revestem paredes e pisos, tais como rebocos, pinturas, revestimentos cerâmicos, tacos, assoalhos, carpetes, mas, principalmente, sobre as condições de salubridade das habitações, cuja finalidade primordial é abrigar o homem. Como dissemos, o uso de revestimentos cerâmicos esmaltados teve seu início em 1970, aproximadamente. Também para eles os defeitos de impermeabilização se manifestavam não como manchas esbranquiçadas ou escuras, mas por afloramentos de líquido viscoso através de furos extremamente pequenos do esmalte ou, então, ao longo das juntas e onde apresentavam trincas ou falhas de preenchimento. Se, no início de seu uso havia ocorrências desse tipo, hoje em dia parece ter diminuído sensivelmente, o que mostra melhor conhecimento do problema pelos construtores, maior e melhor divulgação do uso de impermeabilizantes e efeitos da mudança gradativa no método de assentamento, que do convencional, com uso abundante de água, passou para o método de colagem, com peças cerâmicas e contrapisos secos. Para identificar o fenômeno do aparecimento de manchas esbranquiçadas e afloramentos descritos, adotou-se o termo "eflorescência" entre os ceramistas. 14.2 - C o m o s e f o r m a a e f l o r e s c ê n c i a Ficou claramente demonstrado que o quadro patológico da eflorescência tem como elemento determinante a presença e a ação dissolvente da água. Não é exagero afirmar que sem água não haverá eflorescência. Apenas para rever conceitos, lembramos que concreto, argamassa e material cerâmico são pseudossólidos. Isto quer dizer que, no interior destes materiais, encontramos cavidades, vazios, bolhas, poros abertos e fechados, bem como uma rede de canais de reduzidas e variadas dimensões. A origem de tais espaços vazios é, em parte, devido à água usada no preparo para comunicar à massa uma trabalhabilidade desejável, além da água necessária às reações de hidratação no caso da argamassa e concreto. A operação de misturar e amassar também é responsável pela inclusão de ar e conseqüente aparecimento de espaços vazios. Um fluxo de quantidade apreciável de água pode ocorrer no interior destes materiais ou por capilaridade ou por pressão. No primeiro caso, estamos diante da propriedade definida por "absorção" e, no segundo, de "permeabilidade".
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    No caso derevestimentos cerâmicos assentados em situações em que não se tomaram medidas preventivas quanto à impermeabilização pede ocorrer a passagem de água provocada pela absorção ou facilitada por uma maior permeabilidade, ou pela soma dos dois fatores. Tal fluxo de água poderá introduzir substâncias agressivas do solo ra rede capilar do concreto e argamassa, ou dissolver e transportar certos sais solúveis que podem estar presentes no concreto, na argamassa e no material cerâmico. Trazidos à superfície, tais sais podem se apresentar corro depósitos esbranquiçados nos poros abertos mais superficiais e na superfície do revestimento, caso as condições ambientais proporcionarem excelente evaporação. Caso o fluxo tenha vazão superior à capacidade de evaporação, notar-se-ão bolsas de solução concentrada de sais que apresentarão alta viscosidade. Este é o caso notado em revestimentos esmaltados. Entretanto, fica claro que absorção e impermeabilidade, em maior ou menor grau, são características intrínsecas dos materiais utilizados na estruturação dos pisos e revestimentos em geral. O mesmo ocorre em relação ao fato de esses materiais possivelmente conterem substâncias solúveis em água. Inadmissível será permitir movimentação de água através deles. Esta, sim, será uma falha construtiva. 14.3 - U m i d a d e : d e o n d e v e m e c o m o evitá-la A luta contra a umidade sempre esteve presente nos livros de construções civis. Os capítulos sobre terraplenos dos pavimentos térreos, pisos, alvenarias, materiais hidrófugos, ventilação dos ambientes, entre outros, descrevem com predsão as causas e efeitos nocivos da umidade sobre os materiais e o homem, e como evitá-los. Alguns pontos não bem cuidados nas obras nos chamaram a atenção ao longo de nossa vida profissional. A eles reportar-nos-emos concisamente. 14.3.1 - Natureza do solo Nos pisos apoiados sobre o terreno, há interesse em preparar o terrapleno para evitar a umidade natural do solo. Uma boa prática será proporcionar excelente permeabilidade para esta camada de solo logo abaixo do lastro de concreto. A água não subirá por capilaridade. Isso pode ser conseguido com a retirada de camada superficial do solo pouco permeável e reaterro com o mesmo solo bem misturado com areia ou entulho da própria obra. A execução de pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos, que retenham energicamente a água, deve ser evitada. Para conter o fluxo de umidade, pode- se utilizar mantas impermeáveis. O uso de drenos é um caso extremo de lençol freático aflorado ou a pouca profundidade.
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    14.3.2 - Lastrode concreto Sobre o terrapleno preparado como acima descrito é comum colocar-se uma pequena camada de pedra britada, e sobre ela executa-se um lastro de concreto. Há certa confusão conceituai sobre este concreto, ou seja, confunde-se concreto simples com concreto magro. Este último é indesejável dada sua alta proporção de agregados. É difícil de ser moldado, lançado e compactado. Apresenta sempre falhas e ninhos. Não é apropriado para pisos sobre terraplenos. O correto é usar um concreto simples, bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira à água dada sua impermeabilidade. 14.3.3 - Contrapiso É constituído de argamassa de cimento e areia com impermeabilizante, ou cimento, cal e areia. É uma camada niveladora, cuja função é tirar as imperfeições da superfície do concreto simples no pavimento térreo, ou laje do concreto armado nos pisos superiores. Sua espessura varia de obra para obra. Será mais espesso, se a superfície do concreto tiver sido mal acabada, ou se forem projetadas canalizações para tomadas elétricas ou de telefones, para piso. Dependendo do método de assentamento adotado, se convencional ou colado com argamassa colante, o contrapiso poderá ser ou não fonte de água causadora de eflorescência. Senão, vejamos: - Em laboratório, proporcionamos o traço 1:1/2:5 em volumes de cimento, cal hidratada e areia média com 3% de umidade. Adicionamos água para boa trabalhabilidade, de modo a ter o índice de consistência de 135 mm. - O rendimento foi obtido, espalhando e adensando a argamassa tal como é na obra. Para 40 litros de argamassa aplicada foram medidos 9,32 litros de água total, sendo a água de amassamento mais a água do agregado. Portanto, caso o contrapiso tenha 4 cm de espessura, haverá 9,32 litros de água disponível em cada metro quadrado. Se o processo de colocação for o "convencional", teremos que considerar a água absorvida pelo corpo cerâmico, na fase de imersão, antes do assentamento. - Para efeito de raciocínio, podemos tomar os valores de 20 kg/m2 como massa do material cerâmico seco, e 5% para sua absorção de água. Resulta que levaremos para o piso mais um litro de água por metro quadrado. Assim, estão em jogo cerca de dez litros de água por metro quadrado de piso, caso o assentamento seja o "convencional".
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    Claro que partedesta água será destinada às reações de hidratação. Para tanto, mediu-se a perda de água por secagem da argamassa em corpos-de-prova com 175 ml e 340 g de argamassa fresca, contendo 41 g de água total. - Houve uma perda de 10% do peso após 30 dias de cura ao ar. Isto significa que, dos 41 g de água, 34 g evaporaram e 7 g se destinaram às reações de hidratação. Para as quantidades que vínhamos descrevendo, cerca de um litro de água foi destinado às reações de hidratação, restando nove litros por metro quadrado de piso que serão passados, por evaporação, para o meio ambiente. - Daí se explica o aparecimento de eflorescências viscosas em -evestimentos esmaltados, mesmo quando assentados, há pouco tempo sobre lajes de concreto em pavimentos elevados. É claro que as condições de umidade relativa do ar ambiente podem acelerar ou retardar a observação do fenômeno. Sendo essa a única causa, as eflorescências tendem a desaparecer com o tempo. - Também fica explicado o porquê da não-constatação do fenômeno, quando os revestimentos cerâmicos são assentados secos sobre um contrapiso também seco com uso de argamassa colante. Eis um processo que vem eliminar definitivamente o problema da eflorescência. 14.3.4 - "Limpeza c o m ácido" O uso de revestimentos esmaltados e sua fixação com argamassa co ante parecem ter banido definitivamente das obras a utilização do ácido muriático (clorídrico). Trata-se de mais uma vantagem adicional proporcionada por estes dois materiais. Outrora, graves problemas de eflorescências foram constatados pelo uso deste ácido que, apesar de diluído, não deixava de ser um agente agressivo das juntas e argamassas. 14.3.5 - Outras causas Águas de chuva, durante a execução dos alicerces e terraplenos, fugas de canalizações ou água resultante de calamidades poderão ser futuras causas de eflorescências, caso não sejam corrigidas no devido tempo. Como se vê, a simples constatação de um fenômeno, que vinha aborrecendo alguns consumidores e, estranhamente, preocupando os fabricantes de revestimentos cerâmicos por serem seus produtos diretamente observados quando em uso e sobre eles se instalar o fenômeno, levou a rever apenas conceitos e cuidados construtivos. Produtos e técnicas de impermeabilização estão bem difundidos. E o processo de colagem de revestimentos com argamassa colante veio mais uma vez participar na resolução definitiva de outro problema construtivo.
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    B i bl i o g r a f i a (,) Fiorito, A. J. S. I. - Suplemento Pini de Revestimentos - ago./1984. Idem - Revista "Construção" n° 1.970 - nov./1985 - Ed. Pini. Leia o Apêndice III à página 187 - "Um estranho caso de eflorescência"
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    Capítulo 15 As juntasnos revestimentos Antes de iniciar a execução dos revestimentos, uma das tarefas obrigatórias é o planejamento das juntas. O projeto das juntas deve levar em conta os tipos de juntas, posicionamento, largura e materiais que devem preenchê-las (4). 15.1 - T i p o s d e j u n t a s Nos capítulos anteriores, quando estudamos as tensões que atuam sobre os revestimentos, ressaltamos a importância das juntas entre as peças, as quais são indispensáveis por serem um elemento determinante da estabilidade dos revestimentos. As juntas podem classificar-se em: a - juntas de assentamento; b - juntas estruturais; c - juntas de expansão/contração, juntas de movimentação ou, ainda, juntas de dessolidarização; d - juntas especiais. 15.1.1 - Juntas de assentamento São juntas entre as peças que compõem o revestimento. A necessidade deste tipo de juntas é em razão das causas a seguir. 15.1.1.1 - Desbitolamento dos revestimentos cerâmicos O processo de fabricação de revestimentos resulta em lotes de peças de bitolas variáveis e que são agrupadas dentro de certos limites de tolerância formando lotes comerciáveis para serem utilizados no revestimento de uma determinada área. Ainda assim, em tais lotes, há variações dimensionais e tolerâncias dessas variações, como será visto a seguir. As normas atuais especificam para placas cerâmicas prensadas:
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    a) Variação máximadas dimensões. É função da área da superfície da placa cerâmica. Varia de ± 0,60% da dimensão, para placas cerâmicas de área superior a 410 cm2 , até ± 1,20% da dimensão para aquelas com área da superfície até 90 cm2 , passando por ± 0,75% para áreas maiores do que 190 cm-' e até 410 cm2 , e ± 1,00% para áreas maiores do que 90 cm2 e até 190 cm2 . b) Desvio da ortogonalidade (diferença entre lados opostos). Também varia com a área da superfície da placa cerâmica. É admitida, no máximo, ± 0,60% da dimensão para áreas acima de 90 cm2 , e ± 1,00% para áreas até 90 cm2 . 0.9 mm 0,9 mm Fig. 43 c) Curvatura central e lateral (flecha lateral dos lados da placa cerâmica). São admitidos valores máximos de ± 1,00% da dimensão para placas cerâmicas com área da superfície até 90 cm2 , e ± 0,50% da dimensão para áreas superiores a 90 cm2 . A título de exemplo, a Fig. 43 mostra os valores máximos admitidos para o desvio de ortogonalidade para uma placa cerâmica de 150 x 150 mm e para outra de 150 x 200 mm. A Fig. 44 mostra o desvio de ortogonalidade de valor "a" para o lado da placa cerâmica de comprimento "c". O cálculo, em porcentagem, é dado por — x 100 c Note que o valor de "a" pode ser para um ângulo menor do que 90° (caso da Figura) ou para um ângulo maior do que 90°. Para placas cerâmicas retangulares, lembre-se que deve existir uma relação entre o comprimento "C", a largura "L da placa e a largura da junta de assentamento "J" dada por C = 2L + J
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    a Fig. 44 Exemplificando, parauma peça de 300 mm de comprimento, há possibilidade de encontrar um desvio de ortogonalidade de 1,8 mm. Admitindo que as peças com bitolas extremas sejam destinadas aos cortes, as variações das dimensões e suas tolerâncias sugerem uma junta mínima de 5 mm. Conclusão: o desbitolamento das peças cerâmicas exige juntas de assentamento entre as peças. Hoje em dia, são comuns juntas mínimas de 7 mm. 15.1.1.2 - Alinhamento Como conseqüência do item anterior, as juntas entre as peças facilitam o alinhamento. 15.1.1.3 - Tensões Conforme foi detalhadamente estudado no capítulo sobre Tensões nos Revestimentos, as juntas entre as peças e o material de enchimento das mesmas devem impedir a propagação de tensões de uma peça para outra, afastando o risco de flambagem do revestimento. Nestas circunstâncias "não" devem ser utilizadas peças com espaçadores incorporados ao corpo cerâmico, com a intenção de facilitar o assentamento, dada sua rigidez e a transmissão de cargas concentradas em dois pontos, de uma peça para outra (Fig. 45). Ver capítulos sobre Tensões. Igualmente não devem ser utilizados espaçadores avulsos rígidos. Tais espaçadores devem se deformar sob as tensões já estudadas anteriormente, evitando transmitir tensões de compressão de uma peça para outra. Fig. 45
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    15.1.1.4 - Higiene Autilização de revestimentos cerâmicos está sempre associada à higiene do ambiente. Caso as peças fossem justapostas, devido às suas variações dimensionais, mesmo dentro das tolerâncias normalizadas, haveria frestas impossíveis de serem preenchidas pelo material de rejuntamento. Tais frestas permitiriam a penetração de água suja de lavagem dos pisos, formando focos anti-higiênicos e anulando a principal característica dos revestimentos cerâmicos: a higiene. Sob o ponto de vista de higiene, há necessidade das juntas de assentamento para permitir a penetração perfeita do material de rejuntamento. 15.1.1.5 - Função estética A arte de revestir deve harmonizar o tamanho das peças, o tamanho do pano e do paramento e a largura das juntas. Não é possível um acabamento esmerado sem juntas de assentamento. 15.1.1.6 - Remoção de peças A existência de juntas de assentamento facilita a remoção de peças, caso seja necessário. Considerando os seis pontos acima, é possível avaliar a largura mínima para as juntas de assentamento. No Capítulo 11, item 11.3.4, calculamos o módulo de elasticidade do material de rejunte, partindo de uma largura de junta prefixada, da tensão de compressão extrema o = 180 kgf/cm2 devido à expansão por umidade máxima do revestimento cerâmico (dilatação higroscópica). Partindo da mesma tensão de compressão, do mesmo valor máximo da expansão por umidade e adotando como rejunte um material com módulo de elasticidade da ordem de 8.000 kgf/cm2 (material extremamente elástico), teríamos a partir de: a onde: j = largura da junta E = 8.000 kgf/cm2 (é apenas um módulo teórico. Veja Apêndice I à pág. 173) Aj = deslocamento que tem o rejunte que deve ser igual à expansão do revestimento a = 180 kgf/cm2 = compressão máxima no rejuntamento Obtivemos os valores da Tabela 5, para a largura da junta em função do tamanho das peças. Obs.: Veja cálculos mais precisos no Apêndice I, na pág. 173.
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    Tabela 5 Peça d mm 50 100 150 200 300 400 500 Expansão Ad =ô. d = Aj mm 0,03 0,06 0,09 0,12 0,18 0,24 0,30 10,67 11 13,3 => 14 Largura das juntas mm 1,33 =>2 2,67 => 3 4 5,33 => 6 8 No assentamento, o afastamento entre as placas cerâmicas projetado para as juntas de assentamento pode ser conseguido de diversas formas, tais como: com uso de palitos; pequenas cunhas de madeira; espaçadores plásticos deformáveis, que permanecerão no cruzamento das peças; ou por artifícios criados pelos assentadores como espaçadores removíveis de arame com bitola igual à largura de junta projetada (Fig. 46A) em forma de "V", com abertura de cerca de 6 cm e enrolado no vértice (quatro a cinco voltas) para facilitar o manuseio. Ou mesmo um arame simplesmente dobrado como o da Fig. 46B, com bitola igual a largura da junta projetada. Naturalmente, estes dois últimos tipos só serão utilizados para juntas mais estreitas. 15.1.2 - Juntas estruturais São as juntas já existentes na estrutura de concreto. Na posição onde estiverem, devem ser mantidas e com a mesma largura, em todas as camadas que constituem o revestimento (Fig. 47). 6 cm Fig. 46A Fig. 46B Material noxh«i o co»npfe«.Voi rvVo adortdo ao i liana Fig. 47
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    15.1.3 - Juntasde movimentação Denominadas também de juntas de expansão/contração ou juntas de dessDlidarização. Devem ser projetadas em pisos e paredes revestidas: - em todo o perímetro do piso (Fig. 48); - em todo o encontro de paredes com o forro; - no encontro do revestimento com pilares e vigas; - no encontro com outros tipos de revestimentos; - onde ocorrem mudanças de materiais que compõem a base como, por exemplo, na mesma posição em que a alvenaria de tijolos maciços encontra a viga de concreto; - em lajes ou painéis de grandes dimensões, sujeitas à flexão e deformação lenta do concreto, estas juntas deverão ser posicionadas nas regiões onde ocorremos maiores momentos positivos e negativos, como indicado na Fig. 49; - isolando vibrações de máquinas e motores; - isolando o calor transmitido ao revestimento por caldeiras ou outras fon:es de calor. Fig. 48 Fig. 49
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    15.1.3.1 - Posicionamentodas juntas O Tile Council of America (1) recomenda fracionar os revestimentos cerâmicos, de pisos e paredes, com este tipo de junta nas seguintes distâncias: - em interiores: de 7,30 m a 11,0 m em cada direção; - em exteriores: de 3,70 m a 4,9 m em cada direção; - revestimentos internos expostos à luz solar ou umidade: de 3,70 m a 4,90 m em cada direção. Acrescentamos, ainda, que em fachadas, respeitada a condição de deixar juntas de movimentação quando na base há mudança de materiais, estas juntas sejam deixadas na posição correspondente ao encontro da alvenaria de ti.olos em geral ou blocos de concreto com a viga de concreto. Tal distância é da ordem de 2,70 m para um pé-direito de 2,50 m. 15.1.3.2 - Larguras das juntas O Tile Council of America (1) recomenda as seguintes larguras para as juntas de expansão/contração: - exteriores e para todos os tamanhos de peças: mínimo de 3/8" (9,6 mm) para juntas distantes de 3,7 m, e mínimo de 1/2" (12,8 mm) para juntas distantes de 4,9 m; - interiores para peças de tamanho grande: mesma largura das juntas de assentamento, mas nunca inferiores a 1/4" (6,4 mm); - interiores para pastilhas ou revestimentos cerâmicos: preferível não ser menor do que 1/4" (6,4 mm), mas nunca inferior a 1/8" (3,2 mm). 15.1.3.3 - Enchimento das juntas - Preliminarmente, quando do rejuntamento das juntas de assentamento vedar as juntas de movimentação com papel, a fim de evitar que entre nelas o material de enchimento que está sendo utilizado. - Quando do preenchimento, os lados das peças cerâmicas que definem as juntas devem estar limpos e secos para que o selante fique bem aderido à lateral das placas cerâmicas. O uso de prímer deve ser indicado pelo fabricante do selante flexível. - No interior da junta e abaixo do selante, deve haver um material flexível e compressível convenientemente isolado para não aderir ao selante, quando da aplicação deste.
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    15.1.4 - Juntasespeciais Em diversos tipos de indústrias e laboratórios, quando o revestimento estiver sujeito a agentes agressivos, como ácidos, bases, óleos etc, as juntas de assentamento e as demais devem ter a largura mínima de 7 mm, a fim de facilitar o perfeito preenchimento com materiais antiácidos apropriados. 15.2 - Q u a n d o e x e c u t a r o r e j u n t a m e n t o Devido às condições de cura da base ou da argamassa colante, geralmente se recomenda rejuntar, no mínimo, após 72 horas do assentamento. Assim mesmo, em pisos, é recomendável que se usem pranchas para não pisar diretamente sobre as peças. E isso porque pode haver peças com empeno convexo e, ao serem forçadas em uma das pontas, podem se soltar pelo efeito "gangorra". 15.3 - M a t e r i a i s p a r a r e j u n t a m e n t o Podem ser produzidos em obra ou encontrados prontos. A maioria dos materiais de rejuntamento é à base de cimento Portland. Podem receber adições de outros produtos para: - serem mais elásticos; - repelirem água; - resistirem a fungos; - permanecerem brancos (quando o rejunte for branco); - terem resistência mecânica; - serem impermeáveis; - serem coloridos etc. 15.4 - P r o c e s s o d e r e j u n t a m e n t o e f e r r a m e n t a s 15.4.1 - Preliminares As juntas de assentamento devem ser escovadas e umedecidas com broxa molhada em água. Isto garantirá a aderência do rejunte à lateral das peças, vedando efetivamente a junta. Há placas cerâmicas com elevada absorção e, caso a junta não seja umedecida abundantemente, há migração de água da pasta de rejuntamento para o corpo da placa cerâmica. Nesse caso, o rejunte apresentar- se-á friável e pulverulento por falta de água necessária à hidratação do cimento.
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    15.4.2 - Preparo Adicionarágua até obter uma pasta consistente. 15.4.3 - Aplicação - A ferramenta que deve ser utilizada é uma desempenadeira com base de borracha maciça e flexível. Esta ferramenta vem substituindo o antigo rodo de borracha com vantagem extraordinária pela perda reduzida do material de rejunte, quando aplicado em paredes. O rodo dificulta o trabalho do rejuntador, pois a lâmina de borracha sendo muito fina acaba por dobrar, resultando o arraste do suporte de madeira sobre o esmalte, o qual ficará sujeito a riscos ou a danos nas partes decoradas. - Não deve ser utilizada desempenadeira com base de espuma, pois retém-se pasta de cimento que, ao secar, se transforma em abrasivo para o esmalte. - Os movimentos da desempenadeira de borracha são cruzados em relação às juntas, facilitando a penetração da pasta. - Deixar "puxar" e remover o excesso com pano ou espuma úmida. - Dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida. B i b l i o g r a f i a n ) Tile Council of America Inc. - "Handbook for Ceramic Tile Installation" - 1988. ,2 > USA Standard Specifications for Tile Installed With Dry-Set Portland Cement Mortar • A 108.5. ,3 > Fiorito. A. J. S. I. • Revista "Construção n9 1.974 - dez./85 • Ed. Pini. < « > NBR-13753 - dez./96; NBR-13754 - dez./96 e NBR-13755 - dez./96. Leia o APÊNDICE I - página 173 "Exemplo de cálculo das juntas e módulo de elasticidade de material de rejuntamento"
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    Capítulo 16 O MétodoConvencional ou Tradicional 16.1 - D e f i n i ç ã o O método convencional ou tradicional é o processo pelo qual se assentam revestimentos em pisos ou paredes com utilização de argamassas comuns relativamente espessas enquanto frescas, sendo a pasta de cimento portland o material que garantirá a ligação do revestimento à base. No Capítulo 13 nos detivemos detalhadamente sobre a pasta de cimento à qual demos a denominação de "adesivo do método convencional". Neste processo são exploradas as finalidades das argamassas que, na definição da antiga NBR-7200/82 (1), são a capacidade de endurecimento e aderência. Acrescentamos que as argamassas comuns têm também como objetivo fundamental a regularização das superfícies, quer verticais, quer horizontais, definindo os planos onde serão instalados os revestimentos. E, para atingir este objetivo, as argamassas têm também a função de camada de transição, a exemplo do chapisco e das camadas de enchimento, sendo estas últimas necessárias sempre que a espessura para atingir o plano ideal ultrapassar 20 a 25 mm. O método convencional é um processo praticamente artesanal que exige intimidade com os conhecimentos técnicos dos materiais, suas propriedades e desempenhos. É um processo complexo e de baixa produtividade pois, na maioria dos casos, a partir do chapisco ou da superfície da laje há a necessidade de executar de uma só vez e em um só dia todos os procedimentos corretos e necessários até a fase final de colocação dos revestimentos, incluindo os cortes das peças. Conforme exposto nos capítulos anteriores, há os seguintes procedimentos a serem respeitados na execução dos revestimentos pelo método convencional. 16.1.1 - E m paredes e e m fachadas Inicialmente devem ser projetados todos os tipos de juntas, como descrito no Capítulo 15.
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    16.1.1.1 - Chapisco Molharrazoavelmente toda a superfície do paramento da alvenaria, qualquer que seja a natureza dos materiais que a constituem. Preparar argamassa 1:3 de cimento e areia grossa. Chapar a argamassa do chapisco com energia cobrindo todo o paramento, quando ainda úmido, com fina camada desta argamassa de cerca de 5 mm (praticamente o tamanho do agregado). A intenção é obter uma superfície o mais irregular possível e com ancoragens mecânicas suficientes para perfeita aderência da camada seguinte. Aguardar o endurecimento e resistência mecânica do chapisco. 16.1.1.2 - Prumo da superfície Deve ser aferida e determinada a espessura necessária da argamassa da camada seguinte à do chapisco. Caso esta espessura for de até 20 a 25 mm, executa-se a camada de emboço, como descrita no item 16.1.1.3. Se maior, há necessidade de uma camada de enchimento também denominada de regularização. A espessura de cada camada, qualquer que seja sua função, não deve ultrapassar 20 a 25 mm. A antiga NBR-7200/82 (1) indicava o traço 1:2:9 de cimento, cal hidratada e areia média úmida. Tal argamassa deve ser chapada com energia sobre o chapisco e, depois, sarrafeada, deixando um acabamento áspero para receber uma pasta de cimento e o emboço. Aguardar, no mínimo, sete dias para a cura, lembrando que é este o prazo para ocorrer de 60% a 80% da retração da argamassa (ver Capítulo 6). Caso executarmos a próxima camada antes deste prazo, eqüivaleria a executarmos as duas camadas simultaneamente, o que implicaria espessura maior do que a recomendada e conseqüente efeito indesejável de sua retração. Se houver várias camadas de enchimento, cada uma delas deverá ter a espessura de 20 a 25 mm, idade mínima de sete dias, e a emenda será sempre feita com pasta de cimento, como descrito no item 16.1.1.4. Sempre que, por motivos construtivos, a espessura da argamassa exceder 25 a 35 mm, há a necessidade de se utilizar tela metálica soldada de malha de 5 x 5 cm e
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    fio 16 BWG(aproximadamente 1,6 mm) chumbada na estrutura-suporte em quatro pontos por metro quadrado e, nos cantos, em três pontos por metro linear. 16.1.1.3 - Emboço Caso faltar apenas 20 a 25 mm para atingir o plano ideal, então a camada de argamassa é denominada de "emboço". O traço será 1:2:9 como anteriormente ou conforme o Tile Council (2) 1:0,5:5 ou 1:1:7 de cimento, cal hidratada e areia média úmida. Chapar a argamassa com energia sobre a superfície da camada de regularização anterior. Sarrafear e desempenar. Sobre o emboço ainda fresco aplicar a camada de pasta de cimento descrita a seguir. 16.1.1.4 - Pasta de cimento Preparar pasta de cimento. A adição de água é de cerca de 30% em relação ao peso de cimento. Teores maiores de água resultam no que denominamos "natas", com resistência reduzida (ver também Capítulo 13, item 13.2). Aplicar a pasta de cimento sobre a superfície do emboço ainda fresco com auxílio de desempenadeira metálica lisa formando uma camada cerca de 1 mm. Para obter esta espessura foi avaliado em 1,5 kg o consumo de pó de cimento por metro quadrado. 16.1.1.5 - Revestimento As placas cerâmicas devem ser imersas em água limpa, mas não devem estar saturadas quando do assentamento. O tempo de imersão depende do "grupo de absorção" a que pertence o revestimento. Retirar a água em excesso do tardoz da peça e assentá-la sobre a pasta de cimento. Bater o maior número de vezes, nivelar, aprumar, posicionando definitivamente cada peça. 16.1.1.6 - Rejuntamento Proceder como descrito no Capítulo 15 e nos Procedimentos "9" e "15" do final deste Manual.
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    16.1.2 - Em pisos Inicialmente, projetar todos os tipos de juntas conforme descrito no Capítulo 15. 16.1.2.1 - Superfície da laje ou do lastro de concreto Normalmente, nestas superfícies, há excesso de poeira originada pelo trânsito de operários e movimentação de materiais que, por atrito, desmancham a camada superficial friável do concreto. Essa camada é resultante da exudação de água na fase de concretagem, causada pela vibração ou adensamento do concreto. Esta poeira e demais resíduos devem ser removidos. 16.1.2.2 - Pasta de cimento A superfície da laje ou do lastro deve ser umedecida e receber cimento em pó, formando uma pasta de cimento, com relação água/cimento da ordem de 0,30 (ver item 16.1.1.4 e Capítulo 13, item 13.2). Esta camada garantirá a ligação da camada seguinte de argamassa. Tal ligação inibirá parcialmente a retração da argamassa (ver Capítulo 9) e reduzirá o risco de flambagem do revestimento. 16.1.2.3 - Nivelamento da superfície Deve ser aferida e determinada a espessura necessária da argamassa da camada sobre a laje. Caso esta espessura for de até 20 a 25 mm, executa-se a camada de ''contrapiso" descrita no item 16.1.2.4. Se maior, há a necessidade de uma camada de enchimento ou de regularização. A espessura de cada camada de argamassa, qualquer que seja sua função, não deve ultrapassar 20 a 25mm. O Tile Council (2) prescreve o traço 1:6 de cimento e areia média úmida em interiores, exteriores, pisos térreos e pisos sobre lajes. Acrescentamos que, sobre lajes interiores, podem ser utilizados os traços 1:0,5:5 e 1:1:7 de cimento, cal hidratada e areia média úmida, pela sua melhor trabalhabilidade. A argamassa é estendida sobre a pasta de cimento (item anterior) e sarrafeada, dando acabamento áspero, para melhor aderência da camada seguinte. Aguardar, no mínimo, sete dias para cura, lembrando que é este o prazo para ocorrer 60% a 80% da retração da argamassa (ver Capítulo 6).
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    Executar a próximacamada, antes deste prazo, eqüivaleria a executarmos as duas camadas simultaneamente, o que implicaria espessura maior do que a recomendada e conseqüente efeito indesejável de sua retração. Se houver várias camadas de enchimento, cada uma delas deve ter 20 a 25 mm de espessura, idade mínima de sete dias antes da execução da camada seguinte, e a emenda será sempre feita com pasta de cimento (ver item 16.1.1.4). 16.1.2.4 - Contrapiso Caso falte apenas 20 a 25 mm para atingir o nível ideal, esta última camada de argamassa é denominada "contrapiso". Os traços são os mesmos adotados para as camadas anteriores ce enchimento (ver item 16.1.2.3) A argamassa é estendida sobre a pasta de cimento fresca, sarrafeada e desempenada. 16.1.2.5 - Contrapiso com tela metálica Como alternativa dos itens anteriores, caso seja impossível a ligação da camada de argamassa com a laje de concreto, devido a uma situação peculiar, como em lajes de cobertura onde há camada de impermeabilização e de isolação térmica, a camada do contrapiso deverá ser provida de tela metálica soldada com malha de 2 x 2" ( 5 x 5 cm) e fio bitola 16 BWG (1,65 mm) colocada na metade da espessura da camada de argamassa, com a finalidade de conter a retração da argamassa e dar resistência ao revestimento. 16.1.2.6 - Pasta de cimento Sobre a superfície do contrapiso ainda fresco espargir cimento em pó, deixando- o cair entre os dedos e a pouca altura da superfície. Este cimento deve hidratar- se com a água da própria argamassa do contrapiso, formando uma pasta de cimento com relação água/cimento da ordem de 0,30 em peso. Teores maiores de água resultam no que é denominado de "nata" de cimento, com resistência reduzida (ver Capítulo 13, item 13.2). Com auxílio de colher de pedreiro, procurar hidratar o pó e formar uma camada de pasta de cimento. Não respingar mais água nesta operação, sob pena de transformarmos a pasta de cimento em nata aguada e sem resistência à aderência do revestimento. A espessura da camada de pasta deve ser da ordem de 1 mm, o que leva a um consumo aproximado de 1,5 kg de cimento em pó por metro quadrado.
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    16.1.2.7 - Revestimento Aspeças cerâmicas devem ser imersas em água, mas não devem estar saturadas de água, quando do assentamento. O tempo de imersão depende do "grupo de absorção" a que pertence o revestimento. Retirar a água em excesso do tardoz das peças e assentá-las sobre a pasta de cimento ainda fresca. Bater o maior número possível de vezes, nivelar e posicionar a peça no local definitivo. 16.1.2.8 - Rejuntamento Proceder como descrito no Capítulo 15. B i b l i o g r a f i a (1) NBR-7200 - fev./1982 - ABNT - "Revestimento de paredes e tetos com argamassas. Materiais, preparo, aplicação e manutenção". (21 Tile Council of America Inc. - "Handbook for Ceramic Tile Installation" - 1995 e Norma ANSI-A108.1.
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    Capítulo 17 Patologias doMétodo Convencional 17.1 - A s p e c t o s g e r a i s Quando, em 1964, iniciamos a pesquisa sobre descolamento de revestimentos cerâmicos, envolvendo argamassas, revestimentos e mão-de-obra, tivemos a oportunidade de examinar inúmeras obras onde aconteceram descolamentos e diversas obras em fase de assentamento. Houve descolamentos ocorridos após um ou dois anos e, até mesmo, quatro anos após o assentamento, caracterizando o efeito da dilatação higroscópica (expansão por umidade) que se processa lentamente. Também houve descolamentos ocorridos de 15 a 30 dias após o assentamento, colocando em evidência o efeito da retração das argamassas ricas e espessas. Em todos os casos, havia falhas nos procedimentos de execução associadas aos motivos acima. A seguir, relacionamos uma série de possibilidades de falhas construtivas ou não a que estão expostos os revestimentos quando assentados pelo método convencional e quando as propriedades dos materiais não são bem conhecidas, como seria desejável. Apesar de a utilização da argamassa colante, hoje, ser feita em escala razoável, muitos revestimentos são assentados pelo método convencional, notadamente em pisos. Por outro lado, gostaríamos de lembrar que há inúmeros exemplos de revestimentos assentados com argamassas comuns e pasta de cimento que sãc testemunhas apreciáveis de que, se usarmos a técnica correta, é possível conseguir revestimentos estáveis e com longa jornada em serviço. 17.2 - Falhas construtivas no Método Convencional 17.2.1 - Juntas de assentamento Notamos que, normalmente, não existe previsão para juntas, qualquer que seja seu tipo (ver Capítulo 15).
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    A decisão édeixada por ocasião do assentamento, com o substrato pronto para receber as peças. Comumente as peças são encostadas umas às outras, sem juntas de assentamento. Quando são deixadas, sua largura é sempre a mínima possível, sem levar em conta as dimensões da peça cerâmica e as deformações a que está sujeito o revestimento. Muitas vezes, a ausência de juntas de assentamento é justificada pela intenção de se obter um revestimento com aspecto monolítico, apesar de ser estranho tentar esse aspecto com peças que necessariamente estão associadas às juntas. As juntas de assentamento entre nós contrastam com aquelas utilizadas na Europa e nos Estados Unidos, que são mais largas e bem-dimensionadas. 17.2.2 - Juntas de movimentação Há um verdadeiro trauma quando se fala em juntas de movimentação. Arrisca-se, com grande freqüência, a estabilidade do revestimento em troca de evitar a execução dessas juntas ou pelo trabalho e custo adicional, ou sob a alegação de que tais juntas não são estéticas. Isto é constatado facilmente quando se observam, especialmente, as fachadas revestidas. Em sua quase totalidade, não há juntas de movimentação. Se forem mais largas do que as juntas de assentamento, cabe ao arquiteto dar a solução estética que se procura. 17.2.3 - Juntas estruturais Já tivemos oportunidade de constatar que não foram respeitadas, para não interromper o revestimento do piso. Como resultado, houve destruição do revestimento em toda a região destas juntas. 17.2.4 - Ligação c o m a laje No Capítulo 9, a comparação entre os gráficos das Tigs. 16 e 10 mostram clara- mente que as tensões nos revestimentos são cerca de quatro vezes maiores se não cuidarmos de vincular a argamassa à laje. A remoção da poeira e a emenda com a pasta de cimento a que nós nos referimos no Capítulo 16, item 16.1.2.1, raramente são executadas com rigor. 17.2.5 - Espessura das camadas de argamassa A espessura máxima de 20 a 25 mm para as camadas de argamassa não é respeitada.
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    Chegamos a constatarespessura de 9 cm executada de uma só vez, em piso, sob a alegação de ter sido necessária para dar caimento ao piso. Em fachadas, dada a repetitividade de operações para subida e descida do balancim, a aplicação de argamassa para chegar ao prumo ideal é feita, geralmente, de uma só vez e com espessuras inaceitáveis. As tensões que atuam nas argamassas não são suportadas, havendo seu descolamento (ver Capítulos 8 e 9). 17.2.6 - Traço das argamassas Na pesquisa realizada em obras constatamos que, em geral, o traço das argamassas destinadas aos revestimentos cerâmicos é aleatório. O maior problema é o uso de argamassas ricas e espessas, gerando tensões exageradas (ver gráficos das Figs. 16 e 18 do Capítulo 9). 17.2.7 - Imersão e m água Não há um procedimento uniforme. Alguns oficiais dizem não ser necessário, pois trabalham com argamassa "mais molhada". Outros saturam completamente as peças, deixando-as imersas em água de véspera. Neste caso, alguns secam o tardoz, deixando escorrer o excesso de água, e outros aplicam a peça como vem quando retirada da água. Todos estes procedimentos alteram drasticamente a relação água/cimento da pasta de cimento, que é o meio pelo qual o revestimento é ligado ao substrato (ver Capítulo 13). Acrescentamos que, quando imersas em água, as peças cerâmicas não devem estar saturadas de água, permitindo-as que tenham ainda algum poder de sucção, quando colocadas sobre a pasta, de maneira a criar ancoragens mecânicas na ligação peça/pasta (ver Capítulo 13, item 13.2.1). 17.2.8 - Pasta de cimento Este é o adesivo do método convencional, e sua importância foi objeto de todo o Capítulo 13. Em obras constatamos que: - o pó de cimento é arremessado à distância e com a palma da mão, formando sobre o contrapiso camadas irregulares quanto à sua espessura. Isso quer dizer que o cimento hidratar-se-á em maior ou menor proporção, conforme sua quantidade sobre a argamassa;
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    - o oficialassentador usa broxa molhada para tentar umedecer as regiões não- hidratadas de cimento, atingindo as regiões já hidratadas e transformando a pasta em "aguada de cimento", sem resistência; - não é utilizada a colher de pedreiro para auxiliar na formação da camada de pasta; - as peças são colocadas sobre essa camada irregular de "pasta", "nata" e "aguada de cimento" que simultaneamente se formaram sobre o contrapiso. Sob ação de tensões, há descolamentos do revestimento em regiões aleatórias. 17.2.9 - Expansão por umidade Dedicamos o Capítulo 11 à dilatação higroscópica ou "moisture expansion". As Normas de Revestimentos Cerâmicos utilizam a nomenclatura "expansão por umidade". Trata-se de uma propriedade dos materiais cerâmicos que tendem a inchar-se, em maior ou menor grau, com o decorrer do tempo. Essa expansão associada à ausência de juntas adequadas (ver Capítulo 15) resultará fatalmente no descolamento do revestimento por flambagem, ou em gretamento e fissuras do esmalte. Acreditamos que as indústrias cerâmicas, tendo em vista as novas especificações de revestimentos cerâmicos, deverão informar aos consumidores o valor da "expansão por umidade" de seus produtos. Isso facilitará a tomada de decisões quanto à largura das juntas de assentamento por parte dos construtores. A utilização de argamassas rígidas, para fixar revestimentos cerâmicos, por um lado, é adequada, se levarmos em consideração que ela inibirá em parte a expansão das peças e diminuirá o risco de descolamento por flambagem. Mas, por outro lado, as peças impedidas de se expandir entram em compressão. Caso essa compressão atinja valores elevados, poderá causar trincas no esmalte e conseqüente deterioração do revestimento. A utilização de argamassas elásticas não impedirá a expansão das peças, mas exigirá que se usem juntas de assentamento mais largas adequadamente dimensionadas para absorver tal expansão. Nesse caso, as juntas de movimentação serão absolutamente indispensáveis. 17.2.10 - Eflorescência É originada pela presença de umidade no substrato. A falha acontece devido à falta de drenagem e à falta de impermeabilização correta sob o revestimento. Recomendamos ler o Capítulo 14, onde o assunto foi detalhadamente explicado.
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    17.2.11 - Outraspatologias Há outras falhas construtivas não originadas propriamente no processo de assentamento. No Capítulo 12, citamos algumas. 17.2.12 - Ácido muriático A utilização de ácido muriático (clorídrico) deve ser feita, cuidadosamente, com soluções relativamente fracas e posterior neutralização do ácido acompanhada de lavagens com água em abundância(1) . Tivemos oportunidade de presenciar, em serviço já em andamento, a utilização de ácido muriático sem estar diluído em água, o qual vinha formando uma espuma intensa pelo ataque do ácido ao cimento e à argamassa do rejuntamento. Para completar o quadro, foi feito o uso de espátulas metálicas para remover resíduos de argamassa e pasta de cimento aderidos sobre as peças. Se de j m lado estes resíduos foram removidos, por outro houve destruição parcial do rejuntamento, e o revestimento ganhou manchas amareladas e marrom, de oxido de ferro. B i b l i o g r a f i a (,) Fiorito. A. J. S. I. - "Limpeza final com ácido" - TCPO 8 - pág. 794 - Ed. Pini - 1986.
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    Capítulo 18 O Métodode Colagem com argamassas colantes 18.1 - C o l a r r e v e s t i m e n t o s - H i s t ó r i c o A complexidade de tarefas em um só dia do método convencional, a demanda inesperada de revestimentos cerâmicos no início da década de 60 e a carência de mão-de-obra treinada, na época, resultaram em pesquisas e na procura de uma solução racional. Treinar adequadamente e a curtíssimo prazo um grande contingente de assentadores e continuar com o método convencional não seria uma boa solução, oois, como já dissemos, o método convencional é por si só de baixa produtividade, tornando impossível o escoamento do quanto vinha sendo produzido em revestimentos cerâmicos. E tal fato estaria agravado nos dias de hoje, se lembrarmos que a produção anual nos anos 60 era aproximadamente o que se produz hoje em um mès, para uma população que não chegou a triplicar. Portanto, minimizar problemas de assentamento e facilitar o aprerdizado eram tarefas absolutamente imprescindíveis. A solução que se apresentou foi a de colar revestimentos cerâmicos è semelhança do que já era feito com pisos vinílicos que vinham conquistando boa fatia no mercado de revestimentos. Colar revestimentos significa dividir racionalmente os serviços de assentamento em duas fases distintas, independentes uma da outra, a saber: 1ê - Preparação do emboço aprumado ou contrapiso nivelado (ou com caimentos), conforme a posição do revestimento. Tal serviço pode ser intercalado no cronograma da obra, de modo a aproveitar inteiramente a mão de obra disponível. São serviços de alta produtividade e com aproveitamento de toda a jornada de trabalho, sem mudança de atividade, como exige o método convencional (preparo do substrato e assentamento). Podem ser interrompidos em qualquer posição que se encontram no fim da jornada de trabalho. 2- - Em uma fase posterior, é apenas feita a colagem do revestimento, também durante toda a jornada de trabalho. Pode ser interrompido em qualquer posição que se encontra no fim da jornada de trabalho, sem prejuízo do resultado final.
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    É, também, umserviço de alta produtividade. Restava procurar a "cola" adequada para cerâmicas. Na época foram experimentados os produtos disponíveis, mas destinados a outros fins como a resina epóxi, de alto desempenho; emulsões asfálticas e adesivos à base de borracha sintética. Os trabalhos experimentais de campo e os custos mostraram a inviabilidade comercial daqueles produtos para colagem dos revestimentos cerâmicos. Estabeleceram-se parâmetros para o produto ideal, os quais são enumerados a seguir: 1 - Ser parecido com uma argamassa comum, na cor e aspecto. E, portanto, base de cimento Portland. 2 - Conter todos os componentes dosados gravimetricamente, evitando erros de composição na obra. 3 - O solvente deveria ser água, facilitando o preparo e limpeza das peças, mãos e ferramentas. 4 - Criar condições para cura adequada do cimento, para que o mesmo atingisse resistência de aderência ótima. 5 - Não ser inflamável. 6 - Não ser tóxico. 7 - Ser utilizado em pequenas espessuras (1 a 4 mm), tornando desprezíveis as tensões de retração sobre os revestimentos. 8 - Permitir acerto de irregularidades da superfície da base, ou seja, apresentar- se como uma massa consistente quando em uso. 9 - Aderir sobre qualquer superfície, mesmo relativamente lisa, como as superfícies de concreto. 10 - Ter tempo em aberto o maior possível para permitir o ajuste das peças eventualmente desalinhadas ou desaprumadas. 11 - Ter plasticidade elevada de modo a permitir sua aplicação com espátula denteada, formando altos e baixos para facilitar o posicionamento final das peças. 12 - Resistir a ciclos de umidade, secagem e calor, sem se deteriorar, pois estes são os ciclos a que estão submetidos os revestimentos cerâmicos. 13 - Dispensar o uso de "primers", a não ser a própria água.
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    14 - Serutilizado por qualquer pessoa com boas noções de prumo e nível. 15 - Proporcionar grande velocidade de aplicação de placas cerâmicas, para diminuir os custos de mão-de-obra e reduzir os prazos de execução. 16 - Ter preço relativamente baixo. Todas estas características foram encontradas no "dry-set mortaf que já estava com seu uso consagrado nos Estados Unidos e em franca expansão na Europa. 18.2 - A r g a m a s s a c o l a n t e A argamassa colante é definida como uma mistura constituída de aglomerantes hidráulicos, agregados minerais e aditivos que possibilitam, quando preparada em obra com adição exclusiva de água, a formação de uma massa viscosa, plástica e aderente, empregada no assentamento de peças cerâmicas para revestimentos ou pedras de revestimento. A argamassa colante é aplicada em camada relativamente fina comparada com as espessuras das argamassas comuns. Sua aplicação só é possível com utilização de desempenadeiras denteadas. 18.3 - D e s e m p e n a d e i r a s d e n t e a d a s 18.3.1 - Desempenadeiras 6 x 6 x 6 m m O primeiro e único tipo de desempenadeira utilizado quando da entrada das argamassas colantes no mercado é constituído por uma chapa de aço n9 26 (cerca de 0,5 mm de espessura) e com dimensões de 4 1/8" (cerca de 10,5 cm) por 11" (cerca de 28 cm) munida de um cabo preso no centro da chapa, para facilitar sua utilização. Em dois lados adjacentes da desempenadeira, há aberturas quadradas de 6 x 6 mm espaçadas a cada 6 mm (Fig. 50). y / / / / / / / / / / / / / Á / / / / / / / Fig. 50 / / / / / / / / / / / / / / Á y / / / / / / / / / / A 6 mm 6 mm 4- / / / / / / / / / v / / / / / / / / / / / Diversos outros tipos de formato foram experimentados, como os de aberturas triangulares e trapezoidais, variando a espessura da chapa, o que resultou em excesso ou falta de pasta de argamassa colante.
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    Quanto à espessurada chapa de aço, foi sendo reduzida até chegar aos ideais 0,5 mm, pois sendo a argamassa colante muito viscosa, adere lateralmente à parede dos dentes (espessura da chapa), provocando um arrastamento do cordão de argamassa colante, diminuindo sua altura até cerca de 3 mm, insuficientes para impregnar o tardoz das placas cerâmicas. As aberturas dos dentes das desempenadeiras são em função, também, do tamanho das placas cerâmicas. Desempenadeiras com dentes 6 x 6 x 6 mm mostraram-se adequadas para peças com área de até 400 cm2 e com aplicação da argamassa colante apenas sobre a superfície do contrapiso ou apenas sobre o emboço, conforme o caso. 18.3.2 - Desempenadeiras 8 x 8 x 8 m m Possuem aberturas de 8 x 8 mm espaçadas de 8 mm (Fig. 51). / / / / / / / 8 mm / / / / / / / / / / / / / / A ' / / / / / / / / / / / 8 mm / / / / / / / / / . Fig. 51 Após testes, mostraram-se adequadas para peças cerâmicas com área com- preendida entre 400 cm2 e 900 cm2 e com aplicação da argamassa colante apenas sobre a superfície do emboço ou sobre a do contrapiso. Para peças com área superior a 900 cm2 , a argamassa colante deve ser espalhada e penteada tanto sobre o emboço, ou sobre o contrapiso, como no tardoz das peças. 18.3.3 - Desempenadeira c o m aberturas semicirculares São aquelas cujas aberturas têm diâmetro de 20 mm, espaçadas de 3 mm (Fig. 52). 20 mm 3 20 mm Fig. 52 Após testes, mostraram-se adequadas para peças cerâmicas com área superior a 900 cm2 , somente para pisos, espalhando e penteando a argamassa colante apenas sobre a superfície do contrapiso.
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    N o ta : Os testes a que nos referimos nos itens 18.3.2 e 18.3.3 foram realizados pDr integrantes da Comissão de Estudos da ABNT CB-02:102.46. coordenada pelo autor deste livro, em abril/1994, na Escola Senai "Orlando Laviero Ferraiuolo" - Tatuapé - São Paulo. Resultaram em desempenadeiras padronizadas. 18.3.4 - D e s e m p e n a d e i r a s p a d r o n i z a d a s As Normas da ABNT: NBR 13.753; NBR 13.754 e NBR 13.755 padronizam as desempenadeiras em função do tamanho das placas cerâmicas e do local da aplicação do revestimento. A intenção será sempre a de garantir uma impregnação total do tardoz, ficando as placas cerâmicas ou de outros materiais presas à argamassa colante, sem os vazios ou falhas causados pelo empenamento das peças, ou desvios de prumo ou de nível das superfícies do emboço e do contrapiso. 18.3.5 - Espessura final da c a m a d a de argamassa colante A argamassa colante é estendida sobre as superfícies (emboço ou contrapiso) e depois é penteada com a desempenadeira adequada às peças do revestimento. Formam-se cordões de pasta de argamassa colante. A altura destes cordões depende do ângulo agudo formado pela desempenadeira e o plano do emboço ou do contrapiso e da velocidade de arraste. Este ângulo deve ser de cerca de 60° ou maior. A partir do formato das aberturas entre os dentes, calcula-se a altura dos cordões e a espessura final da camada uniforme de argamassa colante sob as peças, para impregnação total. É importante notar que os cálculos a seguir e os valores encontrados para as espessuras da pasta são teóricos. Na prática, as espessuras para o ângulo de 60° são bem inferiores devido à coesão da pasta e à sua adesão à desempenadeira, chegando, por exemplo, a cerca de 1,8 mm para a desempenadeira 6 x 6 x 6 mm. 18.3.5.1 - Desempenadeira 6 x 6 x 6 mm 6 nvn Fig. 53 Teoricamente: h6 = 6 mm x sen 60 = 5 mm = altura dos cordões e6 = 2,5 mm = espessura da camada de argamassa colante
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    18.3.5.2 - Desempenadeira8 x 8 x 8 mm . éo' h a 8 mm PEÇA CERÂMICA e s 13.5 mm Fig. 54 h8 = 8 sen 60 s 7 mm = altura dos dentes e8 = 3,5 mm = espessura da camada de argamassa colante 18.3.5.3 - Desempenadeira com aberturas semicirculares - 'áo'A h /[ '.. > 20 mm 13 20 14- v> • t 1 0 23 mm Fig. 55 h =10 sen 60 = 8,66 mm = semi-eixo da elipse área de 1/2 elipse = n a b 7TX20x17,32 8 8 23 mm x e = 136 mm2 resulta e = 6 mm A Tabela 6 reúne todos os valores citados. Tabela 6 = 136 mm' Desempe- Aplicação Área Argamassa Ângulo de 60° nadeiras em da peça no valores teóricos* cordões camada mm "h" mm final "e" mm 6 x 6 x 6 pisos e < 400 emboço 5 2,5 paredes contrapiso 8 x 8 x 8 pisos e >400 emboço 7 3,5 paredes < 900 contrapiso 8 x 8 x 8 pisos e > 900 tardoz 7 6 paredes emboço contrapiso D = 20 Pisos >900 contrapiso 8,7 6 p = 3 * Na realidade, os valores são inferiores devido à adesão da pasta à lateral dcs dentes das desempenadeiras. e à coesão da pasta.
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    18.3.5.4 - Retraçãoda argamassa colante A argamassa colante também retrai na secagem, introduzindo tensões nos revestimentos. Sendo sua espessura reduzida, tais tensões são também reduzidas. Todavia, convém não utilizá-la em espessuras superiores a 6 mm, sob pena de voltarmos à problemática da retração das argamassas espessas e ricas utilizadas no método convencional. Reportando-nos ao gráfico da Fig. 18, Capítulo 9, e entrando com a espessura de 6 mm, notamos que a tensão de compressão no revestimento originada pela retração da argamassa, e para esta espessura, é da ordem de 5 kgf/cm2 . Por outro lado, espessuras maiores do que 6 mm dificultam a colocação das peças, além de elevarem os custos, dado o maior consumo de argamassa colante. 1 8 . 4 - 0 M é t o d o d e C o l a g e m Como dissemos, é constituído por duas fases bem distintas: 1a ) Preparo das bases. 2-) Colagem das peças. 18.4.1 - Preparo das bases 18.4.1.1 - Paredes - Emboço Da superfície nua da alvenaria ou concreto até o nível superior do emboço os procedimentos são idênticos aos descritos para o método convencional, no Capítulo 16, ou seja: -Chapisco - ver item 16.1.1.1. -Prumo da superfície - ver item 16.1.1.2. - Emboço - ver item 16.1.1.3. Preparado o emboço, aguardar sua cura no mínimo por sete dias, lembrando que, nesta idade, a argamassa do emboço já retraiu cerca de 60% a 80% de seu valor final. Este prazo poderá ser reduzido para poucas horas no futuro, quando forem implantados aditivos que venham a inibir a retração das argamassas. 18.4.1.2 - Pisos - Contrapiso Da superfície nua da laje ou lastro de concreto e até o nível superior do contrapiso os procedimentos são idênticos aos descritos no método convencional, ro Capítulo 16.
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    - Superfície dalaje ou lastro de concreto - ver item 16.1.2.1. - Pasta de cimento - ver item 16.1.2.2. - Nivelamento da superfície - ver item 16.1.2.3. -Contrapiso - ver itens 16.1.2.4 e 16.1.2.5. Preparado o contrapiso, aguardar sua cura no mínimo por sete dias, lembrando que, nesta idade, a argamassa do contrapiso já retraiu cerca de 60% a 80% de seu valor final. Este prazo poderá ser reduzido para algumas horas no futuro, quando forem im- plantados aditivos que venham a inibir a retração das argamassas. 18.4.2 - Colagem dos revestimentos 18.4.2.1 - Projeto das juntas Inicialmente, devem ser projetados todos os tipos de juntas, como descrito no Capítulo 15. 18.4.2.2 - Cuidados preliminares Os antigos mestres sempre afirmavam que "a água é a cola dc pedreiro". Acrescentamos, "desde que seja usada parcimoniosamente". Com argamassa colante não é necessário umedecer o emboço ou contrapiso. É suficiente uma limpeza para remoção do pó e outros resíduos qje possam prejudicar a aderência. E, o auxílio moderado de água ajudará nesta limpeza. Todavia, há situações como sol direto; dias quentes; e/ou correntes de ar que exigem o umedecimento das superfícies do emboço, a fim de não haver secagem prematura da argamassa colante, mesmo sendo esta de boa qualidade. V Fig. 56
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    18.4.2.3 - Áreade espalhamento Há duas características das argamassas colantes que devem ser observadas: 1e ) formação de película; 2§ ) tempo em aberto. 1^) Formação de película Quando espalhada e penteada (dependendo das condições ambientes mais agressivas ou menos agressivas) na superfície dos cordões forma-se em menor ou maior tempo uma película que impedirá a aderência da peça à pasta de argamassa, quando a peça é simplesmente colocada sobre os cordões. Neste caso, ainda é possível aproveitar a argamassa colante se a peça for colocada alguns centímetros fora de posição, arrastada e percutida por pouca intensidade, mas com grande freqüência. A película tende a romper-se e a argamassa colante aderirá ao tardoz das peças. Percutir com impactos leves, mas com grande freqüência explora a propriedade de tixotropia que têm as argamassas colantes, ou seja, têm sua viscosidade diminuída sob intensa agitação. Isto facilitará a acomodação da peça em sua posição final e garantirá a aderência total com o tardoz (Fig. 56). Hoje já estão sendo usados vibradores portáteis que, aplicados sobre a superfície de cada peça, à medida que é assentada, causam a ruptura da película eventualmente formada e garantem a impregnação do tardoz da peça pela pasta de argatiassa colante. A verificação da formação da película pode ser feita praticamente com um toque com a ponta do dedo, o qual deverá ficar impregnado de pasta. Caso não fique impregnado, significa que ou só a película foi fornada e, neste caso, a argamassa ainda está fresca no interior dos cordões, ou além da película o tempo em aberto, adiante descrito, foi ultrapassado. Neste último caso, não há aproveitamento da argamassa colante, a qual deverá ser retirada e desprezada. 2~) Tempo em aberto É o tempo decorrido desde a operação de pentear até o instante que ainda é possível assentar e fazer aderir uma placa cerâmica. Vencido este período, a argamassa não tem mais aproveitamento. Portanto, a área de espalhamento da pasta sobre um emboco ou um contrapiso depende das condições ambientes e da prática do oficial assentador em imprimir maior ou menor velocidade aos serviços de assentamento. Normalmente a área de espalhamento poderá ser de 1 m2 . A operação de espalhamento consiste em estender a argamassa em camada lisa com o lado sem dentes da desempenadeira e, depois, pentear com ângulo cerca de 60 graus, formando cordões.
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    18.4.2.4 - Águade amassamento É outra característica que deve ser determinada em laboratório, para cada produto. Tal valor gira em torno de 18% a 20% de água em relação à massa de argamassa colante em pó, e para os produtos nacionais. Na prática, apesar de os fabricantes indicarem nas embalagens uma proporção correta em litros de água por quilo de pó, em obra não há a preocupação de se fazer medidas, resultando em pastas mais fluidas ou mais consistentes, conforme critério pessoal do oficial assentador. Todavia, em obra, a tendência é utilizar pastas com quantidade de água pouco maior do que aquela indicada pelo fabricante. Dessa forma, intuitivamente, o oficial assentador compensa de certa maneira as perdas de água devidas às condições ambientais (calor e ventilação) e às elevadas absorções de água quer da base (emboço ou contrapiso), quer das placas cerâmicas. É de se notar que a pasta de argamassa colante mostra-se adequada para uso quando sua densidade é cerca de 1,8. Quanto às perdas de água em obra, às quais nos referimos acima, é necessário seguir as prescrições das Normas Brasileiras de Procedimentos de execução de revestimentos (1), nas quais estão previstas condições de necessidade de umedecer quer as placas cerâmicas, quer a base sobre a qual serão assentadas, em função das condições ambientais. A medida da consistência pelo "flow table" (mesa cadente) utilizada em ensaios de concreto apresenta duas dificuldades: 19 ) Dificuldade em encher e compactar a pasta de argamassa colanie na forma tronco cônica, dada a aderência da pasta às paredes da forma, e dada a alteração da viscosidade pelos impactos com o soquete, tornando a argamassa mais fluida. Assim, havendo variação da viscosidade durante o ensaio, teremos problemas de repetitividade e reprodutibilidade dos ensaios. 2-) As 30 quedas em 30 segundos novamente alteram a viscosidade diminuindo- a, dada a propriedade tixotrópica das argamassas colantes. De um modo prático, lembramos que a proporção de água nas argamassas colantes é tal que, se colocamos pouca água, não será possível pentear a argamassa. Se a água estiver em excesso, igualmente não será possível pentear, pois os cordões fluem. Entre uma situação e outra a variação na proporção de água é pequena, e o oficial assentador mesmo sem medir consegue chegar no "ponto" adequado. Para peças grandes (massa maior), a argamassa é ligeiramente mais consistente, evitando seu escorregamento sobre a argamassa. Para peças pequenas a argamassa é utilizada com menor consistência.
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    18.4.2.5 - Revestimentocerâmico No preparo do mesmo deve ser retirado do tardoz todo o pó mineral utilizado em sua fabricação (engobe), pois é evidente o grande prejuízo na aderência que ele causará. As peças são assentadas sobre os cordões alguns centímetros fora de posição, podendo ou não ter cordões de argamassa em seu tardoz (ver item 18.3 e Tabela 6), dependendo de suas dimensões. Em seguida, há arrastamento da peça (Fig. 56) e impactos leves e de grande freqüência, em sua superfície. Ou, utilizando um vibrador manual aplicado sobre a superfície da peça cerâmica. Ou, ainda, um martelo de borracha. Quanto à impregnação do tardoz, as Normas Brasileiras de Procedimentos de execução (1) prescrevem, para qualquer dimensão das peças cerâmicas, 100% de impregnação para revestimentos em pisos internos ou externos, paredes e fachadas ou em qualquer outra situação, como os revestimentos de piscinas, câmaras frigoríficas, saunas, garagens e rampas. 18.4.2.6 - Rejuntamento Proceder como descrito no Capítulo 15. 18.5 - A r g a m a s s a s e l á s t i c a s Existem no mercado argamassas colantes adjetivadas como "flexíveis". Em diversos pontos deste livro, referimo-nos a argamassas de assentamento "extremamente plásticas". Assim, no Capítulo 11 e no final do item 11.1, quando tratamos da 'expansão por umidade" dos revestimentos cerâmicos, consideramos a hipótese extrema de que, se o revestimento fosse assentado com argamassas extremamente plásticas a tal ponto de permitirem a livre "expansão por umidade" do material cerâmico, o material do rejuntamento estaria sujeito a uma compressão de 180 kgf/cm2 . Ainda sob a mesma hipótese, nos itens 11.3.3 e 11.3.4 do Capítulo 11 exemplificamos com um cálculo teórico das juntas e módulo de elasticidade do material, comentando os riscos de utilizar, para o assentamento, materiais extremamente plásticos. Também no final do item 15.1.1 apresentamos a Tabela 5, em que, partindo de um módulo de elasticidade teórico e extremamente baixo da ordem de 8.000 kgf/cm2 , chegamos ao dimensionamento da largura das juntas. (Ver cálculo mais preciso no Apêndice I, na pág. 173.)
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    E, finalmente, noCapítulo 17 e no final do item 17.2.9 chamamos a atenção de que a utilização de argamassas colantes elásticas não impedirá a expansão das placas cerâmicas devido à sua "dilatação higroscópica". E, sim, obrigará a adoção de juntas mais largas e preenchidas com materiais mais elásticos, sendo, então, indispensáveis criar juntas de movimentação. O que seriam argamassas elásticas? Para defini-las, teríamos que partir de uma argamassa padrão da qual conheceríamos seu Módulo de Elasticidade a E . " e, de acordo com necessidades padrão ' construtivas específicas, definir um novo Módulo de Elasticidade "Ee", evidentemente menor do que u Epadrà0", e tomá-lo como parâmetro máximo. Diríamos apenas que argamassas com Módulos de Elasticidade igual ou menor do que tal parâmetro "E0" seriam mais elásticas do que aquela tomada como padrão. Por ora não há Norma nacional ou estrangeira sobre especificação ou Método de Ensaio para definir argamassas elásticas. Encontramos'2 * apenas sugestão de definição, ensaios e valores recomendados, mas para uma lâmina de argamassa colante endurecida submetida a ensaio de tração na flexão prescrita pela UEAtc - Union Europeén pour UAgrément Technique dans La Construction em seu guia Technician Guide for the Assessment of Ceramic Tile Adhesives (anc de 1990). Em resumo, de acordo com a recomendação da UEAtc, uma argamassa colante seria considerada flexível se uma lâmina endurecida da mesma, nas dimensões e condições descritas a seguir, se romperia e se deformaria no mínimo em 5 mm quando carregadas com P = carga de ruptura = 3 N (-300 g) concentrada no meio do vão. Em planta 45 mm 80 mm Corte (2) (1) 300 mm 3 mm 5 mm (1) Lâmina de poliestireno expandido com densidade 15 a 20 kg/m3 e com espessura de 5 mm, largura de 80 mm e comprimento de 300 mm. (2) Lâmina de argamassa colante moldada sobre a anterior com espessura de 3 mm, largura de 45 mm e comprimento de 300 mm. Deformação controlada sob a carga P crescente deve ser de 2 mm por minuto.
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    A metodologia sugeridapela UEAtc, e o valor mínimo da flecha (5 mm) para a carga de 3 N (= 300 g ou 0,3 kgf) permitem avaliar o módulo de elasticidade máximo de uma argamassa colante elástica, desde que a lâmina de argamassa prescrita atenda às três hipóteses, a saber: „ a a) Lei de Hooke (tensões proporcionais às deformações): t -— • 8 b) Hipótese de Navier: as seções se mantêm planas após a deformação; c) Hipóstese de Bernouilli: as duas condições anteriores, a para o caso de barras retas ou com raio de curvatura grande em relação à largura 'b' da barra e da altura 'd' da barra levam a admitir a distribuição linear das tensões. (Linha neutra) Para os valores da figura abaixo I P = 0.3 kgf I I o O L = 30 cm « — • b = 45mm d = 3mm A4 P L Momento fletor máximo (em L/2): M — Momento de inércia em relação à reta que passa pelo centro de gravicade da seção: bd} J = 12 ... J Módulo de resistência: W - — y sendo J7 — ~ vem W bd: tensão máxima a = M_ W ou G = 3 PL 2bd2
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    Com os dadosda metodologia UEAtc: L = 30 cm b = 4,5 cm d = 0,3 cm P = 300 g ou 0,3 kgf i s P L o momento fletor máximo (em L/2) é M = — = 2,25 kgf x cm bd3 o momento de inércia é J = = 0,010125 cm4 12 E a tensão máxima será G (resistência à ruptura da lâmina de argamassa colante endurecida à tração na flexão) 3 PL <3 = T 7 3 I = 33,33 kgf/cm2 = 3,5 MPa Iba O Módulo de Elasticidade da argamassa colante considerada flexível resulta da equação da linha elástica para EJ constante ao longo da lâmina de argamassa y = — ( 3 L 2 - 4x2 ) 48EJY ) L R PÚ A flecha máxima será para * = — j = 2 48EJ A sugestão da UEAtc propõe que para P = 0,3 kgf a flecha deverá ser f = 0,5 cm então, EJ = 337,5 kgf x cm2 (produto de rigidez da lâmina de argamassa colante) sendo J = 0,010125 cm4 o Módulo de Elasticidade máximo para que a argamassa seja considerada flexível, atendidas todas as condições acima, deve ser E = 33.333 kgf/cm2 = 3,5 GPa Note-se que para as dimensões adotadas para a lâmina de argamassa colante e para o limite mínimo da flecha f = 0,5 cm com carga de ruptura P = 0,3 kgf, teremos E = 1000 . a Bibliografia "> NBR-13.753 - dez/1996; NBR-13754 - dez/1996 e NBR-13755 - dez/1996: Normas de Procedimentos de execução de revestimentos. (2) Anais do II Simpósio Brasileiro de Tecnologia das Argamassas - 1997: Flexibilidade de Argamassas Adesivas - Akiama, Solange Y.; Medeiros, Jonas S,; Sabbatini, Fernando H.
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    Capítulo 19 Consumo deargamassa colante em diversas aplicações As argamassas colantes vêm sendo utilizadas em diversos serviços, para fixação de elementos construtivos e como camada de transição substituindo o chapisco convencional. Assim, encontramos aplicações no assentamento de revestimentos em geral, tais como revestimentos cerâmicos em pisos e paredes; ladrilhos hidráulicos, pisos de borracha; pastilhas cerâmicas; pedras naturais, como ardósia esquadrejada; assentamento de blocos de concreto simples e concreto leve (celular); e como chapisco colante. Todavia, sempre há dúvidas na avaliação do consumo. Procurando esclarecer o assunto, fizemos verificação em laboratório com algumas marcas de argamassa colante, que acabaram por comprovar, com boa aproximação, os consumos encontrados em obras. 19.1 - D e n s i d a d e a p a r e n t e d a a r g a m a s s a c o l a n t e e m p ó As argamassas colantes são fornecidas em pó, contendo todos os seus componentes. Para determinação da densidade aparente, ou peso unitário do pó, foi utilizado um frasco de 1.000 ml. De uma embalagem fechada foram retiradas porções de pó com auxílio de concha. O frasco foi enchido com duas porções de pó e, em seguida, rasado com régua metálica e pesado. De cada embalagem foram feitas 10 determinações sem reutilizar as porções já pesadas. As médias aritméticas levaram ao valor de 1,53 para a densidade aparente ou peso unitário do pó de argamassa colante. 19.2 - D e n s i d a d e d a m a s s a f r e s c a d e a r g a m a s s a c o l a n t e À determinada quantidade de água foi sendo adicionado pó até obter uma pasta de boa trabalhabilidade com desempenadeira denteada. Sobre este conceito gostaríamos de lembrar que, embora possa sugerir algo de critério pessoal e subjetivo, a trabalhabilidade é facilmente determinada pelo próprio comportamento da pasta de argamassa colante ao ser penteada com a desempenadeira denteada.
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    Como já dissemosno Capítulo 18, havendo falta de água a mistura se desagrega e cai ao solo quando o operador tenta espalhar a pasta sobre a parede com desempenadeira denteada. Havendo excesso de água, a pasta flui; desmanchando os cordões inicialmente formados pela desempenadeira. Há uma faixa relativamente estreita da relação água/argamassa colante, para a qual os cordões de pasta formados pela desempenadeira permanecem estáveis. Encontramos para a quantidade de água necessária o valor de 19% em relação ao peso da argamassa colante em pó. A densidade da pasta assim obtida foi 1,8. Assim, temos os seguintes dados para avaliar o consumo: Pó + água = pasta 4.500 g + 855 g 5.355 g ou, para obter 1 dm3 de pasta com densidade 1,8, calculamos: x + 0,19 x = 1.800 1.513 g de pó + 287 g de água = 1.800 g de pasta Lembrando que 1 dm3 de pasta eqüivale a um milímetro de espessura em um metro quadrado de emboço ou contrapiso, teremos os seguintes ccnsumos de argamassa em pó por metro quadrado: Espessura da pasta Consumo de pó 1 mm 1,5 kg/m2 2 mm 3,0 kg/m2 3 mm 4,5 kg/m3 4 mm 6,0 kg/m2 5 mm 7,5 kg/m2 6 mm 9,0 kg/m2 19.3 - A s s e n t a m e n t o d e r e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s Para duas superfícies perfeitamente planas, a espessura da pasta para um contato perfeito seria de 1 mm se considerarmos o diâmetro do agregado. Todavia, emboço e contrapiso são irregulares e as peças cerâmicas variam em sua espessura, mesmo dentro de limites de aceitação prescritos em Normas. 19.3.1 - Emboço e contrapiso As Normas Brasileiras de Procedimentos consideram aceitável para o emboço um desvio de até 3 mm para um comprimento de dois metros (Figs. 58 A e B). O mesmo critério é prescrito para o contrapiso.
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    Este desnivelamento teráde ser preenchido pela pasta de argamassa colante. Fig. 58 19.3.2 - Revestimentos cerâmicos para pisos Para placas cerâmicas, as Normas (2) consideram aceitáveis variações na espessura de 5% a 10%. Quanto ao empeno, é aceitável até ± 0,5% da medida da diagonal das peças. Isto significa que a pasta de argamassa colante mais uma vez deverá preencher irregularidades das superfícies e, neste caso, as variações somadas da espessura e do empeno das peças. Caso a pasta for estendida em quantidade insuficiente poderão ocorrer as situações das Figs. 59A e B. Na primeira a peça fica presa apenas pelas bordas e, ao percuti- la, ouvir-se-á um som cavo dando a falsa impressão de que a peça está se soltando. Na segunda, a peça ficará presa somente na parte central e o trânsito de operários logo após o assentamento provocará o desprendimento da peça pelo efeito gangorra. Peça Fig. 59 19.3.3 - Revestimentos cerâmicos para paredes As Normas (2) consideram aceitáveis para placas cerâmicas as seguintes variações: - na espessura: ± 10% para placas até 190 cm2 , e ± 5% acima de 190 cm2 ; - empeno côncavo: 1% da diagonal para placas até 90 cm2 e 0,5% para as demais; Peça cer; ( D
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    - empeno convexo:1% da diagonal para placas até 90 cm2 e 0,5% para as demais. E tais variações devem ser fatalmente preenchidas pela pasta de argamassa colante. 19.3.4 - Consumo Consideradas as variações do emboço, do contrapiso e das placas cerâmicas, somadas, chega-se à necessidade de urna espessura média de 3 mm após as placas assentadas. Isso resulta um consumo aproximado de 4,5 kg de argamassa em pó por metro quadrado de revestimento, consideradas peças de até 400 cm2 de área da superfície. No item 18.3.5 do Capítulo 18 calculamos espessuras das camadas de argamassa em função das áreas do tardoz das peças e das desempenadeiras adequadas para o assentamento. Partindo daqueles valores obteremos os consumos abaixo: a - Placas até 400 cm2 Desempenadeira 6 x 6 x 6 mm Argamassa colante sobre emboço ou contrapiso e = 3 mm consumo 4,5 kg/m2 b - Placas de 400 cm2 até 900 cm2 Desempenadeira 8 x 8 x 8 mm Argamassa colante sobre emboço ou contrapiso e = 4 mm consumo 6,0 kg/m2 c - Placas > 900cm2 Desempenadeira 8 x 8 x 8 mm Argamassa no tardoz e no emboço ou contrapiso e = 6 mm consumo 9 kg/m2 d - Placas > 900 cm2 Desempenadeira semicircular D = 20 mm e p = 3 mm Argamassa só no contrapiso e = 6 mm consumo 9 kg/m2 19.4 - P a s t i l h a s c e r â m i c a s A argamassa colante é utilizada, neste caso, em substituição à massa fina. As irregularidades do emboço e contrapiso são as mesmas do item 19.3. O consumo de argamassa colante será de 4,5 kg/m2 .
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    19.5 - As s e n t a m e n t o d e b l o c o s d e c o n c r e t o leve Após molhar a superfície a colar, a pasta é espalhada com desempenadeira denteada 6 x 6 x 6 mm sobre as superfícies laterais dos blocos (Fig. 60). Fig. 60 Considerando: - blocos de 40 x 60 cm ou 4 blocos/m2 de alvenaria; - consumo de 4,5 kg/m2 de superfície a colar. Obteremos os consumos por metro quadrado de alvenaria da Tabela 7. Tabela 7 Espessura "e" do bloco cm Superfície a colar 4(0,4+0,6).e m2 /m2 de alvenaria Consumo por m2 de alvenaria Kg/m2 8 0,32 1,45 10 0,40 1,80 15 0,60 2,70 20 0,80 3,60 19.6 - B l o c o s d e c o n c r e t o s i m p l e s Sobre os blocos previamente molhados, a pasta é aplicada com funil plástico tipo confeiteiro, com abertura de cerca de 1,8 cm de diâmetro, formando cordões contínuos. Os cordões são aplicados sobre as nervuras dos blocos da fiada já assentada e, para as juntas verticais, o bloco a ser assentado é colocado de pé, aplicando-se um cordão em cada extremidade (Fig. 61).
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    Com argamassa colantede granulometria grossa obtêm-se juntas com cerca de 6 mm. Calculando o volume de pasta sobre as nervuras e juntas verticais, utilizando os valores do diâmetro do funil e densidade da pasta, obteve-se os seguintes consumos confirmados em obra: Blocos Por m2 de alvenaria 39 x 19 x 19 7,3kg/m2 39 x 19 x 14 7,0 kg/m2 39 x 19 x 9 6,4 kg/m2 7 - P l a c a s d e b o r r a c h a c o m c a v i d a d e s n a b a s e Para o preenchimento total das cavidades existentes na base das placas (1,8 litro/m2 ), encontramos o consumo de 3,2 kg de pasta por metro quadrado de piso, o que eqüivale a 2,70 kg de pó por metro quadrado. Como sobre o contrapiso é necessária uma camada fina de pasta de argamassa colante para servir de contato, medimos esta quantidade encontrandc 1,95 kg de pasta por metro quadrado, equivalente a 1,85 kg de pó. Resumindo: Enchimento das cavidades da base 2,70 kg/m2 Camada penteada sobre o contrapiso 1,65 kg/m2 Total do consumo 4,35 kg/m2 Podemos adotar 4,5 kg de argamassa colante em pó para cada metro quadrado de piso. Obs.: Quando da aplicação, recomenda-se apoiar a placa sobre os cordões e batê-la levemente, posicionando-a. Não bater a placa com intensidade e no seu centro, pois os cantos da placa se levantam saindo do nível e tornando impossível o acabamento.
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    19.8 - Ch a p i s c o O chapisco convencional é executado projetando com energia uma argamassa de cimento e areia grossa 1:3. O arremesso contra o forro ou o paramento de alvenaria ou concreto resulta em grande perda de material e desconforto para o oficial pedreiro. A argamassa colante por sua facilidade de aplicação com desempenadeira 6 x 6 x 6 mm reduz as perdas a zero. Sua alta aderência (ruptura com 5 kgf/cm2 ) garante o suporte do emboço e reboco nos forros, que tem peso próprio total de cerca 54 kgf/m2 (espessura total de 3 cm e densidade de 1,8) eqüivalendo a 0,0054 kgf/cm2 . Portanto, com coeficiente de segurança 2, sobram cerca de 2,5 kgf/cm2 para equilibrar tensões que possam atuar no forro. Os próprios cordões de argamassa colantes aplicados de forma aleatória sobre a superfície criam a ancoragem necessária para receber o emboço. O consumo é da ordem de 4 kg de argamassa colante por metro quadrado de superfície, quando aplicado com a desempenadeira 6 x 6 x 6 mm. Dada a presença de resíduos de desmoldantes na superfície de concreto, ou quando esta é muito lisa ou antiga, convém jatear areia para sua limpeza perfeita antes da aplicação da argamassa colante como chapisco. Aliás, esta observação é válida também para os chapiscos convencionais. Isto evita o dissabor de ver os revestimentos de forros se destacarem na fase final da obra. 19.9 - A s s e n t a m e n t o d e a r d ó s i a O assentamento de ardósia apenas colocando-a sobre uma argamassa de assentamento não atende às condições esperadas de aderência e, em pouco tempo, notam-se placas soltas que são rompidas pelo trânsito de veículos. A utilização de argamassa colante garantirá tal aderência. O processo consiste em aplicar uma camada de pasta de argamassa colante no tardoz da pedra, pentear com desempenadeira 6 x 6 x 6 mm, e deixar endurecer em ambiente úmido e à sombra. O assentamento é feito, então, sobre uma camada de argamassa comum de traço 1:6 de cimento e areia média úmida ou 1:0,5:5 ou ainda 1:1:7 de cimento, cal hidratada e areia média úmida. O consumo de argamassa colante é cerca de 4 kg/m2 . B i b l i o g r a f i a (1) Fiorito, A. J. S. I. - Revista "Construção" n° 2.082 - jan./1988 - Ed. Pini. w NBR-13816 - abr./1997; NBR-13817 - abr./1997 e NBR-13818 - abr./1997: Placas cerâmicas.
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    Capítulo 20 Ensaios deargamassas colantes e Normas Brasileiras 20.1 - E n s a i o s d e a r g a m a s s a s c o l a n t e s Os ensaios para caracterizar as argamassas colantes devem levar em conta os três estágios possíveis em que elas podem se apresentar: 1§ - argamassa colante em pó; 2a - argamassa colante quando ainda pasta; 3- - argamassa colante preparada e endurecida. Em análise às Normas Americanas e Alemãs, podemos agrupar os ensaios ali prescritos nos três grupos acima. 20.1.1 - Argamassa colante e m pó - conteúdo de água livre; -dimensão máxima; - e, acrescentamos, densidade aparente. 20.1.2 - Argamassa colante quando ainda pasta - densidade da pasta (não prescrita naquelas Normas); -início e fim de pega; - tempo em aberto; -ajustabilidade; -formação de película; - deslizamento, quando aplicada em superfícies verticais; - coesão imediata após a aplicação; - impregnação do tardoz; - mancha sob vidrado transparente; - outros. 20.1.3 - Argamassa colante preparada e endurecida - retração linear; - resistência à ruptura por tração simples: - resistência à ruptura por cisalhamento; - módulo de elasticidade.
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    20.2 - NormasBrasileiras Atualmente, estão em vigor três Normas Brasileiras de Procedimentos de execução em obras: NBR-13753 - dez./1996: revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante - Procedimento. NBR-13754 - dez./1996: revestimento de paredes internas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante - Procedimento. NBR-13755 - dez./1996: revestimento de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante - Procedimento. Os textos destas três Normas Brasileiras são extremamente didáticos, claros e de fácil entendimento. Constituem um formidável passo para a melhoria e orientação de nossa mão-de-obra que, ainda hoje, não atingiu plenamente o conhecimento dos materiais envolvidos nos revestimentos. Por outro lado, as Especificações e Métodos de Ensaio para argamassas colantes estão prescritos nas seguintes Normas Brasileiras: NBR-14081 - abr./1998: argamassa colante industrializada para assentamento de placas de cerâmica - Especificação. NBR-14082 - abr./1998: argamassa colante industrializada para assentamento de placas de cerâmica - Execução do substrato padrão e aplicação de argamassa para ensaios - Procedimentos. NBR-14083 - abr./1998: argamassa colante industrializada para assentamento de placas de cerâmica - Determinação do tempo em aberto - Método de ensaio. NBR-14084 - abr./1998: argamassa colante industrializada para assentamento de placas de cerâmica - Determinação da resistência de aderência - Método de ensaio. NBR-14005 - abr./1990: argamassa colante industrializada para assentamento de placas de cerâmica - Determinação do deslizamento- Método de Ensaio. NBR-14086 - abr./1998: argamassa colante industrializada para assentamento de placas de cerâmica - Ensaios de caracterizarão no estado anidro.
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    É de senotar que quando citamos, relacionamos e comentamos Normas, o fazemos considerando os textos que estão em vigor em determinado instante. Isso porque as normas têm um caráter dinâmico e estão sempre sujeitas a revisões, em vista de possíveis falhas técnicas, ou devido a novas técnicas mais apuradas, quer de mão- de-obra, quer de equipamentos ou novas matérias-primas, ou simplesmente, para se adequarem cada vez mais às exigências e necessidade dos consumidores. Assim sendo, é imprescindível consultar sempre os fabricantes de argamassas colantes e a ABNT para verificar eventuais alterações e revisões das Normas. A seguir, faremos algumas considerações que julgamos de interesse. No Capítulo 5, tratamos da distribuição das tensões que atuam sobre os revestimentos, ficando claro que, quando se fala em resistência de aderência, há que se medir tal aderência referida à ruptura por tração simples e não ao cisalhamento. Quanto às dimensões do corpo-de-prova, que é parte de uma placa cerâmica, e quanto à velocidade de aplicação da carga de tração, devem ter uma definição precisa para possibilitar repetir, reproduzir e comparar os resultados dos ensaios elaborados por qualquer laboratorista (velocidade de aplicação da carga), em qualquer laboratório (dimensões da peça e velocidade de aplicação da carga) e comparação de resultados (mesma dimensão dos corpos-de-prova). E isto porque, em ensaios que efetuamos, observou-se que: - quanto maior a velocidade de aplicação da carga, maiores serão os resultados; - quanto menores as dimensões das peças ensaiadas (menor área sobre a qual é aplicado o esforço de tração), maiores serão os resultados. Os ensaios a que nos referimos acima estão descritos no item 20.2.1. 20.2.1 - Observações sobre a velocidade da carga de tração e a área da superfície tracionada nos ensaios que m e d e m a aderência 20.2.1.1 - Definição de uma velocidade e das dimensões do corpo-de-prova Apesar de prescrever a determinação da resistência ao cisalhamento, a Norma ASTM C-432-81/86 nos dá excelente subsídio quanto às dimensões da peça a ser ensaiada, e a velocidade de aplicação da carga de tração. Entre outros procedimentos dessa Norma, é prescrito que as placas cerâmicas utilizadas nos ensaios devem ser cortadas antes do assentamento. A operação de corte após o assentamento, com serra de disco ou de copo, introduzirá vibrações, torção e tensões de cisalhamento imprevisíveis, que fatalmente provocarão a ruptura parcial na superfície de ligação. Os resultados nos darão o
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    diferencial entre aaderência que deveria ter sido medida e a aderência após a ruptura parcial devida à operação de corte. A Norma ASTM C-482-81/ 86 prescreve: -dimensões das peças: aproximadamente 10 x 10 cm (100 cm2 ) - velocidade de aplicação da carga de tração: 200 ± 20 psi/min ou 1,4 ± 0,1 MPa/min ou 0,23 ± 0,02 kgf/cm2 /s Para o corpo-de-prova 10 x 10= 100 cm2 , a velocidade será: 23 ± 2,3 kgf/s 20.2.1.2 - Ensaios realizados - comentários 1 °) Preparamos cinco amostras de argamassa colante com composições diferentes e cujos resultados dos ensaios de tração deveriam apresentar valores lógicos em função de tais composições. Para cada amostra foram ensaiados três corpos-de-prova. A dimensão da área de tração foi adotada em 10 x 10 cm ou 100 cm2 . A carga de tração foi aplicada com macaco hidráulico sem controle adequado da velocidade e dependendo da sensibilidade do operador. Os resultados obtidos não foram lógicos, conforme mostra o quadro abaixo. N° da amostra Resultados e m kgf/cm2 5 e 2 6,5 4 4,8 1 5,2 3 5,9 As amostras foram numeradas fora da ordem esperada dos resultados, sendo que a amostra de número três deveria ter dado um resultado bem inferior às demais. Durante o ensaio, cronometramos o tempo de duração até a ruptura, notando que para os 15 ensaios o menor tempo foi de oito segundos e o maior foi de dez segundos.
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    Avaliamos a velocidadede carregamento utilizando a média de todos os resultados (5,78 kgf/cm2 ) multiplicada pela área (100 cm2 ) e dividindo pela duração média do ensaio (9 segundos), resultando aproximadamente 60 kgf/s, ou 0,60 kgf/cm2 /s. Este resultado é cerca de três vezes maior que o prescrito na ASTM C-482-81 86, parecendo ter sido este o motivo de termos obtido resultados muito próximos e de interpretação um tanto insegura, caso não conhecêssemos de antemão as amostras ensaiadas. 2o ) Preparamos mais uma rodada agora de quatro composições que deveriam levar a valores bem distintos da resistência à ruptura por tração. Os ensaios foram sobre peças cortadas nas dimensões 50 x 50 mm (25 cm2 ), conforme prescrito na Norma DIN-1 8156 - parte 2, a qual também é omissa quanto à velocidade da carga de tração, dizendo apenas que "deve ser aumentada, tanto quanto possível, uniformemente" (!?). Utilizado o mesmo equipamento de tração e mantida a velocidade média encontrada de 60 kgf/s do ensaio anterior, verificamos que a velocidade de tração sobre os 25 cm2 de superfície tracionada foi de 2,4 kgf/cm2 /s, ou seja, dez vezes maior do que aquela prescrita na ASTM C-482. Os resultados obtidos foram altos e exageradamente próximos, impedindo qualquer interpretação, conforme pode ser verificado no quadro de resultados a seguir. Amostra n° Resistência kgf/cm2 Média 1 10,9/11,8/9,9 10,9 2 11,8/11,5/9,2 10,8 3 12,7/8,6/11,7 11,0 4 10,9/10,4/9,5 10,3 3o ) As mesmas quatro amostras de argamassa colante, anteriores foram novamente ensaiadas em corpos-de-prova de dimensões 10 x 10 cm (100 cm2 ) utilizando para o carregamento uma máquina de tração de aços, para garantir uma velocidade de 20 kgf/s ou, para os 100 cm2 , a velocidade de 0,20 kgf/cm2 /s. Os resultados obtidos foram coerentes, conforme mostra o quadro a seguir. Amostra nc Resistência kgf/cm2 Média 1 6,35/8,75/7,45 7,52 2 7,10/6,85/ - 6,98 3 6,10/6,10/6,10 6,10 4 3,70/4,60/4,35 4,22
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    20.2.1.3 - Conclusões 1°)Para a argamassa preparada e endurecida, a aderência é significativa quando é medida por ensaio de tração simples. 2-) A área adequada para determinar a aderência por tração simples é de 10 x 10 cm ou 100 cm2 . Lembramos que há ensaios que foram feitos desde os anos de 1970 sobre corpos-de-prova com tais dimensões. Os resultados se apresentaram com valores no entorno de 5 kgf/cm2 (0,5 MPa), valor este que poderia ser adotado como especificação, uma vez que o grande laboratório foi constituído por inúmeras obras que utilizaram milhares de toneladas de argamassa colante, desde os anos de 1970, com resultados satisfatórios. 3-) As amostras de placas cerâmicas devem ser cortadas nas dimensões 10 x 10 cm antes de serem assentadas sobre a base. 4Ô ) A velocidade de tensionamento não pode ser arbitrária. Velocidade extremamente baixa pode romper o corpo-de-prova com cargas abaixo da aderência real, devido à influência da deformação lenta. Velocidades altas tendem a igualar todos os resultados e acima do valor real da aderência. Como exemplo, se a aderência medida em corpos-de-prova 10 x 10 (100 cm2 ) for de 5 kgf/cm2 , a carga aplicada será de 500 kgf. Se aplicarmos 500 kgf instantaneamente (alta velocidade) em corpo-de-prova 5 x 5 cm (25 cm2 ), a ruptura se dará com os 500 kgf e poderíamos ser levados a afirmar que a aderência é de 500 kgf/25 cm2 ou 20 kgf/cm2 . A variação da tensão de tração sobre o corpo-de-prova, em função da velocidade de aplicação da carga em kgf/cm2 /s, varia conforme o gráfico da Fig. 62. A velocidade ideal no ensaio deve estar fora das faixas assintóticas. Fig. 62 Em função dos resultados obtidos no ensaio descrito, parece-nos adequada a velocidade prescrita na Norma ASTM C-482-81/86, ou seja, 20 kgf/seg em corpos- de-prova 1 0 x 1 0 cm, ou de 0,20 kgf/cm2 /s. É indispensável utilizar um aparelho de tração que garanta tal velocidade, independentemente de critério ou sensibilidade de operadores. N o t a : Leia o Apêndice II - à página 181 - "Interpretação de teste expedito de aderência em obras, e sua não validade.
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    APÊNDICE I E XE M P L O DE C Á L C U L O DA L A R G U R A DAS JUNTAS E M Ó D U L O DE ELASTICIDADE DO MATERIAL DE REJUNTAMENTO No Capítulo 11 - seção 11.3.4 (página 102); no Capítulo 15 (páginas 126 e 127); e no Capítulo 18 - seção 18.5 (página 155), apresentamos cálculo simplificado partindo da hipótese de que a placa cerâmica teria sido assentada com uma argamassa colante "extremamente plástica" permitindo que toda a expansão por umidade (EPU) da placa cerâmica tivesse livre curso. Os cálculos que levaram à Tabela 4 (página 103) e Tabela 5 (página 127) referem-se a tal hpótese e dão uma idéia aproximada da importância da expansão por umidade (EFU) das placas cerâmicas e sua influência na largura necessária mínima das juntas de assentamento e do módulo de elasticidade (E) do material de rejuntamento. Todavia, as placas cerâmicas assentadas não têm a liberdade de se deformar totalmente devido à sua EPU ou devido a uma variação de temperatura. Há ligação íntima das mesmas com a argamassa colante; emboço ou contrapiso; e a camada suporte (alvenaria ou laje de concreto). Nessas condições as camadas sob as placas cerâmicas, devido à aderência obrigatória entre todas elas, funcionam como uma espécie de freio impedindo as placas cerâmicas de se expandirem livremente. A seguir, apresentamos um exemplo de cálculo da largura necessária da junta de assentamento e qual deverá ser o módulo de elasticidade (E) do material de rejuntamento, em função da EPU da placa cerâmica e de um gradiente térmico ao longo da espessura de uma parede revestida. 1 - Consideremos uma alvenaria de tijolos maciços chapiscada, emboçada e com revestimento em placas cerâmicas coladas com argamassa colante. 2 - Características dos materiais das diferentes camadas: a) placa cerâmica Módulo de elasticidade EL = 350.000 kgf/cm2 = 35 GPa SL = seção transversal por centímetro de largura = 0,7 cm x 1 cm = 0,7 cm2 onde 0,7 cm é a espessura da placa cerâmica. Ô = expansão por umidade (EPU) = 0,0004 mm/mm a , - 0,000005/°C - coeficiente de dilatação térmica linear b) argamassa (chapisco + emboco + argamassa colante) Módulo de elasticidade EA = 100.000 kgf/cm2 = 10 GPa SA = seção transversal por centímetro de largura = 3 cm x 1 cm = 3 cm2 onde 3 cm é a espessura das três camadas de argamassa «A= 0,000010/^C = coeficiente de dilatação térmica linear
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    c) suporte (alvenariade tijolos maciços) Módulo de elasticidade Ec = 100.000 kgf/cm2 = 10 GPa Sc = seção transversal por centímetro de largura = 15 cm x 1 cm = 15 cm2 onde 15 cm é a espessura da alvenaria de tijolos maciços ccc = 0,000005/°C = coeficiente de dilatação térmica linear 3 - Gradiente térmico Continuando o exemplo, vamos supor que o revestimento de uma fachada, constituída pelas camadas acima caracterizadas, tenha sido executada quando os materiais de todas elas estavam a uma temperatura de +20 °C, e cue, quando em serviço e em um determinado instante, a temperatura do revestimento em placas cerâmicas atingiu +40 °C, e que a temperatura da alvenaria suporte (e do ambiente interno) ficou em +20 °C. Vamos, ainda, supor que devido a um gradiente térmico a temperatura da camada de argamassa passou para +30 °C. Para efeito de cálculo, teremos: variação da temperatura das placas cerâmicas: AtL = +40 - 20 = +20 °C variação da temperatura do chapisco + emboço + argamassa colante: AtA = +30 - 20 = +10 °C variação da temperatura do suporte (alvenaria): Atc =+20-20=0 °C 4 - Compressão nas juntas devida exclusivamente à EPÜ. No Capítulo 11, seção 11.2, onde tratamos da expansão por umidade das placas cerâmicas, calculamos as forças internas que atuam nas três camadas de um revestimento, encontrando: NL = -k . EL . SL . Ô atuando nas placas cerâmicas Na = EA . SA . d . (1 - k) atuando na camada de argamassa NC = Ec . Sc . d . (1 - k) atuando no suporte onde . _ &A $A + Eç SC E S + E S + E S s e m Pr e positivo e menor do que 1 Substituindo os valores conforme item 2, obtemos as seguintes forças internas: NL = - 8 6 . 2 6 kgf por centímetro de largura (compressão na placa cerâmica)
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    NA = +14,38kgf por centímetro de largura (tração nas argamassas) Nc = +71,88 kgf por centímetro de largura (tração no suporte) Note que as forças internas devem estar em equilíbrio ( I N = 0) A tensão de compressão na placa cerâmica devida exclusivamente à EPU (expansão por umidade) será: N L = - 8 6 ! 2 6 = _ l c w 2 L SL 0,7x1 Esta é a compressão que atua também no filete de rejuntamento entre as placas cerâmicas, devido exclusivamente â EPU da placa cerâmica. É interessante notar que, antes de prosseguir com os cálculos da largura necessária para as juntas de assentamento e o módulo de elasticidade "E" necessário máximo do material de rejuntamento, deve-se verifica' a tensão de cisalhamento na base da placa cerâmica (ligação com a argamassa colante). Para tanto, teremos de definir as dimensões da placa cerâmica. Adotando uma placa de 10 cm x 10 cm, como exemplo de cálculo, teremos para a tensão de cisalhamento: N, 86,26 2 T = — — = = 8,26 kof / cm 10x1 10 onde N, é a força que atua na seção transversal da placa cerâmica em 1 cm de largura, e 10 cm é o comprimento da placa cerâmica na mesma direção de N(. Os valores encontrados para "x" devem ser sempre inferiores aos valcres de ruptura obtidos no ensaio de laboratório. Caso contrário, é de se esperar que a ligação entre a base da placa cerâmica e a argamassa de assentamento romper-se-á e o revestimento sofrerá flambagem e desagregará. 5 - Compressão nas juntas devida exclusivamente a um gradiente térmico. No Capítulo 10, tratamos da ação da temperatura sobre os revestimentos. O cálculo das forças internas é análogo ao exposto no Capítulo 11 para a EPU. Neste caso, as forças internas são dadas por: a) atuando na seção transversal da placa cerâmica:
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    N = (<*A& A ~ °-L &L ) E A$A + K ~ U<L &L ) E CS C m ES + E S + E S • com tn = L L — - sempre positivo e maior do que 1 L L b) atuando na seção transversal da camada de argamassas: NÁ = (aL AtL - aA AtA ) EASA c) atuando na seção transversal do suporte Nc = (a, AtL - ac Atc ) ECSC + ^ • NL Substituindo os valores conforme item 2 e item 3, obtemos as seguintes forças internas devido ao gradiente térmico: N L = - 1 7 , 9 7 kgf por centímetro de largura (compressão na placa cerâmica) N A = - 2 2 . 0 0 kgf por centímetro de largura (compressão nas argamassas) Nc = +39,97 kgf por centímetro de largura (tração no suporte) Note que as forças internas devem estar em equilíbrio ( I N = 0) A tensão de compressão na placa cerâmica devida exclusivamente ao gradiente térmico definido no item 3, será: NL -17,97 2 SL 0,7x1 Esta é a compressão que atua também no filete de rejuntamento entre as placas cerâmicas devida exclusivamente ao gradiente térmico definido no item 3. Como fizemos no item 4, antes de prosseguir com os cálculos da largura necessária para as juntas de assentamento e o módulo de elasticidade "E" necessário máximo do material de rejuntamento, deve-se verificar a tensão de cisalhamento na base da placa cerâmica (ligação com a argamassa colante).
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    Para tanto, utilizamosas mesmas dimensões (10 cm x 10cm) da placa cerâmica NL 1 7 , 9 7 2 x = — — = = 1,8 kgf / cm 10x1 10 onde NL é a força que atua na seção transversal da placa cerâmica em 1 cm de largura, e 10 cm é o comprimento da placa cerâmica na mesma direção de NL. Como já dissemos, os valores encontrados para "x" devem ser sempre inferiores aos valores de ruptura obtidos no ensaio de laboratório. Caso contrário é de se esperar que a ligação entre a base da placa cerâmica e a argamassa de assentamento romper-se-á e o revestimento sofrerá flambagem e se desagregará. 6 - Ação conjunta da EPU (0,0004) e do gradiente térmico considerado. Conforme calculado e para a estrutura caracterizada nos itens 2 e 3: Nl e p u = -86,26 kgf e NL GRT = -17,97 kgf Na seção transversal da placa cerâmica e, consequentemente, no rejuntamento, e para 1 cm de largura, atuará a força N = -86,26 - 17,97 = -104,23 kgf a tensão de compressão na junta será: N - 1 0 4 , 2 3 u o n M , , 2 CT = = — = - 1 4 8 , 9 0 kgf / cm 0 , 7 1 x 1 0 , 7 O aumento da dimensão da placa cerâmica devida à EPU é dada por AdEPÜ= AL, + AL2 conforme Fig. 35 e seção 11.2 do Capítulo 11, onde AL, = Sd e AL2 = ÜLMÍLA E LS L "d" é a dimensão da placa na mesma direção de NL.
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    Analogamente, para ogradiente térmico considerado, o aumento da dimensão da placa cerâmica é dado por A F A 1 , ^L GRT ' D Para os valores adotados neste exemplo de cálculo: 6 = 0,0004 para a EPU da placa cerâmica d = 10 cm para a dimensão da placa cerâmica na mesma direção de NL NLEPÜ =-86,26 kgf El = 350.000 kgf/cm2 = 35 GPa SL = 0,7 cm x 1 cm = 0,7 cm2 (0,7 espessura da placa = altura da junta) encontraremos Ad EPU = 0,000479 cm Para cxL = 0,000005/°C AtL = 20°C NLGRT =-17,97 kgf d = 10 cm encontraremos Ad GnT = 0,000267 cm O aumento total nas dimensões da placa cerâmica é igual ao encurtamsnto sofrido pela largura da junta entre as placas cerâmicas Aj = 0,000479 + 0,000267 = 0,000749 cm Neste ponto, duas são as alternativas: fixamos a largura "j" da junta e achamos o módulo de elasticidade "E" máximo para o material de rejuntamento;
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    ou fixamos um módulode elasticidade "E" máximo para o material de rejuntamento e determinamos a largura mínima da junta. 1 - Primeira alternativa. Fixamos para a junta a largura j = 7 mm = 0,7 cm Sabemos que a deformação V é dada por £ = 4 / = 0,000746 j 0,7 e que o módulo de elasticidade "E" é dado por E = — = — — = 139.681 kgf / cm2 = 14 GPa 8 0,001066 ou seja, para a largura de 7 mm atribuída à junta, o módulo de elasticidade poderá chegar a até 14 GPa. 2 - Segunda alternativa. Fixamos um módulo de elasticidade máximo "E" para o material de rejuntamento e a partir das mesmas expressões anteriores chegamos à largura mínima da junta de assentamento Emàx = 10 GPa = 100.000 kgf/cm2 8 = O L = J 4 8 1 9 _ = 8 9 E 100.000 Aj 0,000746 / min = = = 0,5 cm = 5 mm J m m 8 0,001489
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    APÊNDICE II I NT E R P R E T A Ç Ã O DE T E S T E EXPEDITO D E A D E R Ê N C I A E M O B R A S C O M A Q U I N A DE C O L H E R DE P E D R E I R O O U C O M C H A V E DE FENDA, E SUA N Ã O VALIDADE. Recentemente, fui consultado por colega, o qual me perguntava como era possível descolar facilmente uma placa cerâmica de seu substrato com uma simples chave de fenda. Dizia ele:"... em outro caso interessante, se quiser retirar uma placa cerâmica de 10x10 cm fazendo um esforço normal à sua superfície, precisamos de uma força de 300, 500 ou 1.000 kgf. Mas, com uma simples chave de fenda (ou quina de colher de pedreiro) ela se solta e, em alguns casos, ela até pula". Traduzindo os dados fornecidos acima estaríamos aplicando nas placas cerâmicas uma tensão de tração de 3 kgf/cm2 (0,3 MPa); 5 kgf/cm2 (0,5 MPa) ou 10 kgf/cm2 (1,0 MPa), respectivamente. Para analisar o "efeito da chave de fenda" vamos recordar alguns princípios de Resistência dos Materiais. Consideremos uma barra de secção S e comprimento d sujeita a uma força de tração N. _Ad Ela sofrerá um alongamento Ad e uma deformação dada por: £ - —r a _ N e, a tensão a que ela está submetida é dada por <J - ~ Relacionando G com e temos, até certo valor de G e para materiais usuais, que a deformação £ é proporcional à tensão G. É a Lei de Hooke, exposta pela primeira vez no ano de 1.678. Ao coeficiente de proporcionalidade E entre G e £ é o que se denomina de Módulo de Elasticidade.
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    placa cerâmica N placa cerâmica CG N / V / / / / / / / / / / / A v / / / / / / / / / / / / / , . A A A ©| © a E = t g a = - _N _ Ad Sendo a - ~ e 8 - —— ò a . j Nd Temos Aa = expressão que usaremos mais adiante. Consideremos a placa cerâmica quadrada de lado a= 10 cm citado no início. A introdução da ponta da chave de tenda origina uma força vertical N na extremidade da placa cerâmica. Do estudo das tensões, sabe-se que "quaisquer que sejam os esforços solicitantes que atuem em uma secção, podem ser reduzidas a um momento fletor e a uma força aplicada no centro de gravidade da secção". Então, a força N na extremidade da placa é equivalente à mesma força N aplicada no centro de gravidade mais o momento fletor M cujo valor é: M = N.— 2 Trata-se de uma flexão composta, cuja tensão em uma secção é dada por: N M * = y ± y -y 0 ) o n d e N ~ - é a tensão devida à força normal N e 4 - M . ——y -y — — é a tensão devida ao momento M J = momento de inércia da secção S da placa W = módulo de resistência, e y = metade da altura, para secção retangular Sendo h : ; y = y w J - b/r r bh3 ; y = - Resulta W =
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    No nosso casoa placa cerâmica tem secção quadrada b = h = a e S = a. a = a2 , igual à secção da argamassa colante que lhe é subjacente, onde atuam N e M. Substituindo esses valores na expressão (1), temos: N , 3 N a' cr N 3N _ 4N então, a tensão máxima de tração é a i - ~T + T a i ~~ 2 a cr a N 3N 2N e, a tensão máxima de compressão é - r ~ ~ cr cr a~ Posição da Linha Neutra LN No último gráfico de página anterior temos a soma das tensões devidas a N no centro de gravidade N _ M - — mais as devidas ao momento fletor M, C7V/ - ± — S W A posição da Linha Neutra LN, é obtida por semelhança de triângulos: = f f _ 2 _ _ f resultando J ~ ~ x l °2 a J 3
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    Argamassa colante ea chave de tenda, ou colher de pedreiro. A norma 14.081/2005 especifica para uma argamassa colante Tipo I uma resistência de aderência (ruptura à tração) um mínimo de 0,5 MPa, eu 5 kgf/cm2 , aos 28 dias de idade. Portanto, conforme as notações anteriores, temos que a, = 5 kgf/cm2 4N 4NJkgf Considerando que G, = —— teremos 5 kgf/cm2 = 7 1 a2 10x10cm2 resultando N = 125 kgf força essa aplicada pela chave de fenda ou quina da colher de pedreiro na borda da placa cerâmica de 10 x 10 cm faz com que a tensão de aderência de 5 kgf/cm2 (0,5 MPa) seja atingida, causando a ruptura da ligação da placa cerâmica com a argamassa colante, ou a ruptura por tração da própria argamassa colante. E isso, aos 28 dias de idade da argamassa colante. Mas, como atingir tal força de 125 kgf de tração? No início desta exposição vimos que um deslocamento Ad causado per uma força N aplicada a um material de Módulo da Elasticidade E, e de secção transversal S, é dado por A d = . onde ~~ = tensão de tração no centro da gravidade da área ES S tracionada = Of, ou seja, a tensão em f/2. a, = 5 kgf/cm' ,2
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    Conforme gráfico anterior,o valor de G. é de 2,5 kgf/cm2 e, sendo f = (2/3).a = (2/3). 10 = 6,67 cm resulta para a força de tração aplicada no centrc de gravidade da secção tracionada o valor de N' = G. . S = 2,5 kgf/cm2 x (fx10) cm2 = 166,67 kgf. O valor de Ad vem com N = 166,67 kgf (esforço de tração no centro de gravidade da área tracionada); d = espessura da camada de argamassa colante que supomos ser de 0,2 cm; E = Módulo de Elasticidade da argamassa colante Tipo I, que supomos ser de 120.000 kgf/cm2 ; S = secção de aplicação do esforço de tração = (a. f) = 10 cm . 6,67 cm ou seja, S = 66,7 cm2 . Então, A d = ] 6 6 > 6 7 k 8 Í x 0 > 2 c m = o 000004c/?? = 0 , 0 0 0 0 4 / m * 1 2 0 . 0 0 0 kgf x 66,7cm Portanto, por ocasião da ruptura devida a um esforço de tração de 125 kgf aplicado na borda da placa cerâmica, sendo 2 mm a espessura da argamassa colante endurecida, o alongamento Ad (não confundir com a deformação e que A d é a relação ~~~, dada em %) será de 0,00004 mm. Consideremos uma chave de fenda de tamanho médio com as medidas da figura Admitindo que a ponta tenha 0,5 mm de espessura e largura de 6 mm, a secção na ponta da chave de fenda será de 0,05 cm x 0,6 cm = 0,03 cm2 Um esforço manual de apenas 3 kgf na chave de fenda para introduzi-la sob a placa cerâmica, resultará em uma tensão de compressão transmitida pela extremidade da chave de fenda á argamassa colante endurecida de 3 kgf / 0,03 cm2 = 100 kgf/cm2
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    suficiente para destruirpor compressão a camada de argamassa colante e permitir o início da penetração da ponta da chave de fenda (ou quina de colher de pedreiro) entre a placa cerâmica e o substrato. Aí se inicia a aplicação de um esforço N que tende a separar a placa cerâmica da argamassa colante. Por outro lado, nota-se que em cerca de 8 mm a cunha passa de 0.5 mm para 2,5 mm. Uma simples regra de três nos diz que um aumento de altura de Àd = 0,00004 mm (igual ao alongamento da camada de argamassa colante endurecida sob a ação de N = 125 kgf - ver cálculos anteriores) corresponde a uma penetração da chave de fenda sob a placa cerâmica de insignificantes 0,0001 mm no sentido horizontal Se sobe 2,5 mm em 8 mm de comprimento subirá 0,00004 mm em x = 0,0001 mm Esse "desprezível" avanço de 0,0001 mm da chave de fenda sob a placa cerâmica será suficiente para gerar a nada inofensiva força N = 125 kgf de tração entre a placa cerâmica e a argamassa colante, ocasionando a tensão de ruptura de 5 kgf/cm2 , ou 0,5 MPa. Fica evidente que a placa cerâmica se solta com grande facilidade quanto introduzimos uma chave de fenda ou a quinta da colher de pedrero, próxima ao cabo. A placa cerâmica "solta simplesmente" se o teste é feito com a argamassa colante ainda fresca e plástica, sendo sua resistência devida apenas à sua coesão. Também solta facilmente nos primeiros dias após a colagem devido à baixa resistência de aderência. E, "até pula" se o teste é feito após o 14° dia e até o 28° dia de idade, quando já há grande rapidez da mesma. Claro que o efeito que se observa neste tipo de teste tem todas as gradações possíveis, conforme o tempo transcorrido entre o estado da argamassa colante quando ainda fresca e plástica e a argamassa colante rígida aos 28 dias de idade. Os Engenheiros de obras devem estar atentos a esse tipo de teste (ou de terrorismo?) ainda hoje utilizado por alguns mestres de obra e mesmo de ladrilhistas quando "querem provar" que uma argamassa colante, que lhes é pouco simpática, é de "baixa qualidade". Os únicos testes válidos são os preconizados pela ABNT nos Anexos A - Normativos - das Normas NBR 13.753/96; NBR 13.754/96 e NBR 13.755/96 que prescrevem como determinar a resistência de acerência em obra, e pela NBR 14.084/2004 quando em Laboratório.
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    APÊNDICE III U mestranho caso de "Eflorescência" Nos idos de 1962, tínhamos terminado um prédio de um Grupo Escolar em uma cidade do interior paulista. Houve a entrega da obra após detalhadamente verificada a conformidade com o projeto. Houve posterior entrega à Secretaria competente e, finalmente, o início das atividades escolares. O prédio tinha apenas dois andares: o térreo e um andar superior. As salas ficavam todas do mesmo lado da edificação e, no lado oposto, um corredor extenso de acesso às salas de aula. As salas de aula eram extremamente amplas e a iluminação feita através de três janelões (caixilhos de ferro, de correr) para cada sala. A iluminação natural era adequada e vinha pelo lado esquerdo das carteiras, como é recomendado. O primeiro janelão de cada sala correspondia ao estrado onde estavam instaladas as mesas das professoras e os quadros-negros. Decorrido cerca de um ano de utilização do prédio a empresa para a qual eu trabalhava foi acionada pela fiscalização do Estado informando que havia surgido um problema técnico que demandava vistoria in loco, com a presença de técnicos das partes interessadas para saber as causas e, consequentemente, dar uma solução definitiva. Viajamos sem saber ao certo qual seria o tal problema. Sabia-se. apenas, que era na fachada. No dia aprazado, reunimo-nos no jardim sob as salas de aula. Éramos quatro engenheiros. Eu, representando a empresa construtora e os demais, representando as várias repartições do Estado. A questão era referente à fachada correspondente às salas de aula. A mesma era revestida, no geral, por emboço e reboco, este pintado. Sob cada janela, porém, havia panos da mesma largura de cada janela e com altura correspondente à distância entre o peitoril e a laje de piso. Coisa de mais ou menos 1 metro de altura. Tais panos eram revestidos com placas cerâmicas extrudadas imitando tijolos à vista, com juntas de cerca de 7 mm. A absorção de água de tais placas, de acordo com o fabricante, era de aproximadamente 3%, portanto razoavelmente impermeáveis. O exame da fachada mostrava que certa região desses panos sob o primeiro, quarto, sétimo e décimo janelão, e sempre do lado esquerdo de quem observava a fachada, apresentava manchas esbranquiçadas difusas, em várias nuanças, com cerca de meio metro de diâmetro. Imediatamente concluiu-se que seria o que hoje se identifica como "eflorescência". Mas, qual seria a causa?
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    Não havia canalizaçõesde água potável ou de águas pluviais embutidas na parede correspondendo a tais "eflorescências", o que as justificaria por eventual vazamento. Aliás, a simetria até justificaria tal possibilidade, mas teria que haver vazamentos coincidentemente repetitivos, o que tornou a hipótese impossível. Houve quem tentou interpretar tal ocorrência, argumentando que a água da chuva, escorrendo pelos vidros, poderia ter penetrado sob o peitoril e alcançado a argamassa de assentamento das placas cerâmicas e, finalmente, caminhado para a superfície arrastando consigo sais solúveis. A evaporação de água teria feito aparecer depósitos dos tais sais solúveis na superfície das placas cerâmicas, sais esses provenientes da cal e do cimento utilizados na composição das argamassas de assentamento dos tijolos da parede, do emboço e da argamassa de assentamento das placas cerâmicas. Embora tão fácil assim, sem dúvida, parecia ser uma excelente explicação. É de se notar que naquela época pouco se sabia sobre tal ocorrência que anos depois soubemos serem tratadas por "eflorescência" pelos ceramistas. Não havendo mais o que especular a respeito, traçaram-se metas que nós, construtores, deveríamos cumprir. Partindo do simples para o complexo, estabeleceu-se de comum acordo que, primeiramente, tentaríamos fazer uma limpeza de tais manchas, mas, antes, retiraríamos amostras do material esbranquiçado para levá-lo a análise química, a fim de confirmar a possível teoria, que parecia estar correta. As providências incluíam, também, acionar o fabricante das placas cerâmicas visando repor as mesmas, uma vez que a absorção das placas cerâmicas parecia, no caso, ser elevada, e teria proporcionado a passagem de água; o que seria indesejável visto que umas das qualidades apregoadas pelo fabricante era justamente a baixa absorção de água e relativa impermeabilidade, qualificando tais placas cerâmicas como apropriadas para revestir fachadas. Amostras retiradas do local deveriam ser levadas a laboratório de ensaios para determinar sua absorção. Nós, construtores, teríamos que demolir e reconstruir os panos afetados, arcando com os custos. Encerrada a vistoria em ambiente francamente cordial, estávamos prontos para nos despedir quando nossa atenção foi chamada por batidas abafadas vindas do alto. Qual foi nosso espanto ao ver uma professora 'limpar' o pó de giz preso ao apagador batendo-o 'coincidentemente' sobre a tal mancha esbranquiçada. Como em um passe de mágica tudo ficou esclarecido. A grande dúvida da simetria das ditas "eflorescências" nada tinha de coincidência. A única coincidência, aliás, era que estavam direcionadas com os estrados destinados às professoras e com os quadros-negros. E, se tivéssemos feito a análise química iríamos encontrar, fatalmente, sulfato de cálcio. De onde viria? Então, cuidado com as aparências ou ilusões: nem tudo o que vemos é.
  • 191.
    Revestimentos/Instalação Devem ser consultadasas Normas Brasileiras de Procedimentos de execução: NBR-13753 - dez./1996; NBR-13754 - dez./1996 e NBR-13755 - dez/1996. Os seus textos são extremamente didáticos, claros e de fácil entendimento. 1 - Piso sobre o terrapleno (Método Convencional) 190 2 - Piso sobre o terrapleno (Método de Colagem) 192 3 - Piso sobre laje rebaixada (Método Convencional) 194 4 - Piso sobre laje rebaixada (Método de Colagem) 196 5 - Piso sobre laje (Método Convencional) 198 6 - Piso sobre laje (Método de Colagem) 200 7 - Piso sobre laje de cobertura (Método Convencional) 202 8 - Piso sobre laje de cobertura (Método de Colagem) 204 9 - Revestimentos cerâmicos sobre alvenaria interna (Método Convencional) 206 10 - Revestimentos cerâmicos sobre alvenaria interna (Método de Colagem) 208 11 - Pastilhas sobre alvenaria interna ou externa (Método Convencional) 210 12 - Pastilhas sobre alvenaria interna ou externa (Método de Colagem) 212 13 - Placas de borracha com cavidades ou pinos sobre terrapleno (Método de Colagem) 214 14 - Placas de borracha com cavidades ou pinos sobre laje (Método de Colagem) 216 15 - Peças cerâmicas prensadas sobre alvenaria externa (Método de Colagem) 218 16 - Peças cerâmicas extrudadas sobre alvenaria externa (Método Convencional) 220 17 - Placas de ardósia sobre o terrapleno (Método semiconvencional ou semicolado) 222 18 - Placas de ardósia sobre laje de cobertura (Método semiconvencional ou semicolado) 224 19 - Piso de placas cerâmicas extrudadas sobre terrapleno (Método Convencional) 226 20 - Piso de placas cerâmicas extrudadas sobre laje de cobertura (Método Convencional) 228
  • 192.
    1 T e rr a p l e n o (1) • Preparar o terrapleno para evitar umidade natural do solo. Esta camada deverá ter excelente permeabilidade para que a água não suba por capilaridade. Isso pode ser conseguido com a retirada da camada superficial de solo pouco permeável - 30 a 40 cm - e reaterro com o mesmo solo misturado com areia ou entulho da própria obra. • Apiloar o terrapleno e colocar uma camada de pedra britada. Atenção para pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos, que retém energicamente a água. Para conter o fluxo de umidade utilizar mantas impermeáveis. • Prever uso de drenos para os casos extremos de pressão negativa, e lençol freático aflorado ou a pouca profundidade. L a s t r o d e c o n c r e t o s i m p l e s (1) • Sobre o terrapleno executar lastro de concreto simples, bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira à água, dada sua impermeabilidade. • Executar o lastro com caimentos necessários à perfeita drenagem superficial do piso acabado. • A g u a r d a r c u r a c o m p l e t a a n t e s d a s o p e r a ç õ e s de colocação do revestimento. S u p e r f í c i e d o l a s t r o - p r e p a r o ü Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa de assentamento. Caso o lastro seja antigo ou sua superfície muito lisa. apicoá-lo. Umedecer e aplicar camada de cimento Portland formando pasta e. sobre ela, estender a argamassa de assentamento. A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (2) • Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for necessário espessura maior, executar c o n t r a p i s o s s u p e r p o s t o s t a n t o s q u a n t o s f o r e m necessários, de m o d o a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só S9rá executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial dos contrapisos será áspero. As emendas, se houver, serão executadas umedecendo a superfície e a p l i c a n d o c i m e n t o Portland c o m u m formando pasta. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para seis partes de areia média úmida. • Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo que o assentamento estará concluído antes do início de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: estendè-la sobre a pasta de cimento na superfície do lastro. C o m auxílio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície. • Área de aplicação da argamassa: o ideal será em faixas com cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação das peças do piso. O comprimento será tal de modo a estar concluído o assentamento antes do hício de pega do cimento. Revestimento cerâmico Lastro de concreto simples Pasta de cimento Ju CO ita expansão/ n tração Ar.gam. Pa assa de assentamento sta de cimento j Junta normal M f un EJ ta estrutural M r J Manta impormcávcl —-1 - M .'.VV : :"•;/•.• rjj/V ;'( v ;'r-V ':'•}'/•.• ' s . ' s .'»..'. . / ..« Terrapleno
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    J u nt a s (4) • Projetar antes do inicio do assentamento {ver Capitulo 15). J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o • Obrigatórias entre as peças. Variam de 2 a 10 mm em função do tamanho e formato das peças e do aspecto que se quer alcançar. J u n t a s estruturais • São as da estrutura, e devem ser respeitadas em toda a espessura do revestimento. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar a que está sujeito o revestimento. Pasta d e c i m e n t o (3) • Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca, espargir cimento Portland em pó. distribuindo-o o mais uniformemente possível. A pasta resultante deverá ter espessura de 1 mm, o que significa o uso de 1,5 kg de cimento em pó por metro quadrado. • Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta de cimento. Lembrar que a pasta de cimento Portland é a cola do método convencional que estamos descrevendo. L i m p e z a • Logo após "bater", limpar com pano úmido e da melhor forma possível. C u r a • Antes de rejuntar, manter o piso coberto por cerca de sete dias. R e j u n t a r • Aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa de assentamento. Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua retração se dá aos sete dias. • Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as peças. • Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar" e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida. P r o t e ç ã o • Na fase final da obra. os pisos são submetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s (3) • Imersão em água com antecedência, de modo a estar úmidos e não saturados quando da colocação. O tempo de imersão depende do "grupo de absorção" a que pertencem. Leituras recomendadas: (1) Capitulo 14 • Eflorescência (2) Capitulo 09 - Retração (3) Capitulo 13 - Pasta de cimento (4) Capítulo 15 - Juntas Atenção: quando da colocação das peças sobre a pasta de cimento, elas deverão estar úmidas, mas não saturadas de água. Qualquer excesso de água na pasta mudará a relação água/ cimento, reduzindo sua resistência e consequentemente a aderência das peças. • As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à medida que são colocadas sobre a pasta de cimento, a fim de garantir contato perfeito de todo o tardoz com a pasta. • Coberta a área preparada, repassar as "batidas" com auxílio de prancha de madeira aparelhada 15 x 30 cm e martelo. O maior número de batidas melhora a aderência.
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    Piso sobre oterrapleno (Método de Colagem) 2 • Enquanto no método convencional todas as operações devem ser executadas seguidamente e no mesmo dia com prejuízo no rendimento do serviço, este método de colagem é dividido em duas fases bem distintas e de alto rendimento de mão de obra: a) execução do contrapiso. sua cura e secagem; b) colagem das peças. T e r r a p l e n o (1) ü Preparar o terrapleno para evitar umidade natural do solo. Esta camada deverá ter excelente permeabilidade para que a água não suba por capilaridade. Isso pode ser conseguido com a retirada da camada superficial de solo pouco permeável - 30 a 40 cm - e reaterro com o mesmo solo misturado com areia ou entulho da própria obra. • Apiloar o terrapleno e colocar uma camada de pedra britada. Atenção para pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos, que retêm energicamente a água. Para conter o fluxo de umidade utilizar mantas impermeáveis. • Prever uso de drenos para os casos extremos de pressão negativa e lençol freático aflorado ou a pouca profundidade. L a s t r o d e c o n c r e t o s i m p l e s (1) • Sobre o terrapleno executar lastro de concreto simples, bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira à água, dada sua impermeabilidade. • Executar o lastro com caimentos necessários à perfeita drenagem superficial do piso acabado. • Aguardar cura completa antes da execução do contrapiso. S u p e r f í c i e d e lastro - p r e p a r o • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa do contrapiso. Caso o lastro seja antigo ou sua superfície muito lisa, apicoá-lo. Umedecer e aplicar camada de cimento Portland formando pasta e sobre ela estender a argamassa do contrapiso. C o n t r a p i s o (2 e 3) • Também chamado piso morto, camada de regularização ou intermediária. • Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for necessário espessura maior, executar c o n t r a p i s o s s u p e r p o s t o s t a n t o s q u a n t o s forem necessários, de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou desempenado. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para seis partes de areia média úmida. • Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram antes do início de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de cimento na superfície do lastro. Com auxílio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície. Rovostimcnto cerâmico Lastro de concreto simples Ar gamassa colanto Junta expansão/ contração Cc>ntra Pa piso sta de cimento j u n Junta normal i ta estrutural * Manta impermeável 1 < Ed- S15ff* k £ c í5ff*£e c i 5 8 * X e c 3 5 8 $ Xt Ç a 38 ;•»/•,• Í'.VV }•*/•.' ;, ,'X' "'J/,' "j'-.' ".,,- V '"'•V •v 'V '•l 'í ,' ••'X* '.'.i Terrapleno
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    • Área deaplicação: não há limitações. O serviço é de alto rendimento, podendo ser interrompido na posição que estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento da mão-de-obra é máximo. Cura • Antes de passar para a 2a fase (colagem) aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa do contrapiso. Lembrar que para a argamassa 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade. J u n t a s (4) • Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo 15). J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o • Obrigatórias entre as peças, variam de 2 a 10 mm em função do tamanho e formato das peças e do aspecto que se quer alcançar. J u n t a s estruturais • São as da estrutura e devem ser respeitadas em toda a espessura do revestimento. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar a que está exposto o revestimento. L i m p e z a ü Este método proporciona serviço extremamente limpo. Eventual refluxo de pasta é retirado com pano seco. P r o t e ç ã o ü Nunca ande sobre as peças logo após coladas. Eventual empeno côncavo pode provocar efeito de gangorra ao pisar, soltando a peça. A resistência máxima da argamassa colante se dá aproximadamente aos 14 dias de idade. R e j u n t a r • É possível rejuntar no dia seguinte, usando pranchas largas sobre o piso. • Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as peças. • Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar" e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida. P r o t e ç ã o • Na fase final da obra. os pisos são submetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (5) e (6) • Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso. Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. • Espalhar pasta de argamassa colante com desempenadeira denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve ser suficiente para preencher irregularidades do nível do contrapiso. bem como do empeno das peças. Leituras recomendadas: (1) Capitulo 14 - Eflorescência (2) Capítulo 6 - Retração de argamassas (3) Capitulo 8 - Tensões (4) Capitulo 15 - Juntas (5) Capítulos 18 e 19 - Método de Colagem (6) NBR-13753 • dez./1996 • Espalhar a pasta em faixas de 60 cm para facilitar a colocação das peças. • Desempenadeira: conforme tabela 1 da NBR 13.753/96 Atenção para locais ventilados e ensolarados: controlar a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre os cordões, falseando a aderência das peças. R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s • Não é necessária a imersão. Todavia, esta operação não deve ser proibida. Um pouco de umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. • As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à medida que são colocadas sobre os cordões. • Deve haver esmagamento total dos cordões de pasta e contato pleno com todo o tardoz das peças.
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    3 • As lajesrebaixadas são utilizadas para embutir canalizações de esgoto, banheiros, lavabos, áreas de serviço etc. Uma alternativa freqüentemente utilizada consiste em não rebaixar a laje, executando as canalizações sob a mesma. Neste caso o forro, em placas de gesso, é rebaixado, abrigando as canalizações. Esta solução é mais prática e simples, reduzindo custos de execução e, notadamente, os custo de manutenção. I m p e r m e a b i l i z a ç ã o (1) ü A superfície da laje rebaixada e as paredes até a altura do piso acabado deverão ser impermeabilizadas. C a m a d a d e e n c h i m e n t o • Após a execução e teste de estanqueidade das canalizações o rebaixo será preenchido com material absolutamente seco. f o r m a n d o um lastro para o revestimento. Chamamos a atenção sobre a necessidade de utilizar material seco para esta c a m a d a . Para exemplificar, se tivermos um rebaixo de 20 cm (200 l/m2 de piso) preenchido com material de densidade aparente 1(um) e com teor de umidade 2%, estaremos levando para dentro do rebaixo quatro litros de água por metro quadrado de piso. Esta água vai se manifestar ou no forro do andar inferior, ou no piso do andar superior como eflorescência (2), ou em ambos. Os materiais para enchimento são tijolos furados de cerâmica, fragmentos de placas de concreto celular, agre- gado leve de argila expandida etc. C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o • Executada sobre o material de enchimento do rebaixo. É constituída de argamassa no traço sugerido de uma parte de cimento para cinco partes de areia média úmida e mais um impermeabilizante. • Sua superfície terá acabamento áspero e caimentos para os ralos. • A argamassa de assentamento só será aplicada após completa s e c a g e m da a r g a m a s s a da c a m a d a de regularização (3). A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (2) (3) • Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for necessária espessura maior, executar contrapisos superpostos tantos quantos forem necessários, de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial dos contrapisos será áspero. As emendas, se houver, serão executadas umedecendo a superfície e aplicando cimento Portland comum, formando pasta. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para seis partes de areia média úmida. • Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo que o assentamento estará concluído antes do inicio de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: estendê-la sobíe a pasta de cimento na superfície da camada de regularização. Com auxílio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície. • Área de aplicação da argamassa: o ideal será em faixas com cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação das peças do piso. O comprimento será tal de modo a estar concluído o assentamento antes do início de pegado cimento. M r Revestimonto corâmico Pasta de cimento Argamassa do assontamento Enchimonto do robaixo com material totalmente seco Pasta do cimento Junta normal Camada do regularização com impermeabilizante 20 a 30 cm Rebaixo para canalizações Impermeabilização Forro do andar inferior Laje do concreto armado
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    J u nt a s (5) • Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo 15). J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o • Obrigatórias entre as peças. Variam de 2 a 10 mm em função do tamanho e formato das peças e do aspecto que se quer alcançar. J u n t a s estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em toda a espessura do revestimento. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar a que está exposto o revestimento. Pasta d e c i m e n t o (4) • Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca, espargir cimento portland em pó, distribuindo-o o mais uniformemente possível. A pasta resultante deverá ter espessura de 1 mm, o que significa o uso de 1,5 kg de cimento em pó por metro quadrado. • Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta de cimento. Lembrar que a pasta de cimento Portland é a cola do método convencional que estamos descrevendo. R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s (4) • Imersão em água, com antecedência, de modo a estar úmidos e não saturados quando da colocação. O tempo de imersão depende do "grupo de absorção" a que pertencem. Atenção: quando da colocação das peças sobre a pasta de cimento, elas deverão estar úmidas, mas não saturadas. Qualquer excesso de água na pasta mudará a relação água/cimento, reduzindo sua resistência e consequentemente a aderência das peças. • As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à medida que são colocadas sobre a pasta de cimento, a fim de garantir contato perfeito de todo o tardoz com a pasta. • Coberta a área preparada, repassar as "batidas" com auxílio de prancha de madeira aparelhada 15 x 30 cm e martelo. O maior número de batidas melhora a aderência. L i m p e z a • Logo após "bater", limpar com pano úmido e da melhor forma possível. C u r a • Antes de rejuntar, manter o piso coberto por cerca de sete dias. R e j u n t a r ü Aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa de assentamento. Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua retração se dá aos sete dias. • Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as peças. • Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar" e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida. P r o t e ç ã o • Na fase final da obra. os pisos são submetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. Leituras recomendadas: (1) "Impermeabilização" - Suplemento P<ni - nov./1984 (2) Capítulo 14 • Eflorescência (3) Capitulo 9 - Retração (4) Capitulo 13 - Pasta de cimento (5) Capítulo 15 - Juntas
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    4 • As lajesrebaixadas são utilizadas para embutir canalizações de esgoto, banheiros, lavabos, áreas de serviço etc. Uma alternativa freqüentemente utilizada consiste em não rebaixar a laje, executando as canalizações sob a mesma. Neste caso o forro, em placas de gesso, é rebaixado abrigando as canalizações. Esta solução é mais prática e simples, reduzindo custos de execução e, notadamente, o custo de manutenção. I m p e r m e a b i l i z a ç ã o (1) • A superfície da laje rebaixada e as paredes até a altura do piso acabado deverão ser impermeabilizadas. C a m a d a d e e n c h i m e n t o (2) • Após a execução e teste de estanqueidade das canalizações o rebaixo será preenchido com material absolutamente seco, formando um lastro para o revestimento. Chamamos a atenção sobre a necessidade de utilizar material seco para esta c a m a d a . Para exemplificar, se tivermos um rebaixo de 20 cm (200 l/m2 de piso) preenchido com material de densidade aparente 1(um) e com teor de umidade 2%, estaremos levando para dentro do rebaixo quatro litros de água por metro quadrado de piso. Esta água vai se manifestar ou no forro do andar inferior, ou no piso do andar superior como eflorescência (2), ou em ambos. Os materiais para enchimento são tijolos furados de cerâmica, fragmentos de placas de concreto celular, agre- gado leve de argila expandida etc. C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o • Executada sobre o material de enchimento do rebaixo. É constituída de argamassa no traço sugerido da uma parte de cimento para cinco partes de areia média úmida e mais um impermeabilizante. • Sua superfície terá acabamento áspero e caimentos para os ralos. • A argamassa do contrapiso só será aplicada após completa secagem da argamassa da camada de regjlarização (3). • Nota: Enquanto no método convencional todas as operações daqui para diante devem ser executadas seguidamente e no mesmo dia com prejuízo no rendimento do serviço, este método de colagem é dividido em duas fases bem distintas e de alto rendimento de mão-de-obra: a) execução do contrapiso. sua cura e secagem; b) colagem das peças. C o n t r a p i s o (4 e 5) • Também chamado piso morto, camada de regularização ou intermediária. • Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for necessária espessura m a o r , executar contrapisos superpostos tantos quantos forem necessários, de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou desempenado. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para seis partes de areia média úmida. • Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram antes do início de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de cimento na superfície da camada de regularização. Com auxílio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície.
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    • Área deaplicação: não há limitações. O serviço é de alto rendimento, podendo ser interrompido na posição que estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento da mão-de-obra é máximo. C u r a • Antes de passar para a 2' fase (colagem) aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa do contrapiso. Lembrar que para argamassa 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade. J u n t a s (6) • Projetar antes do inicio do assentamento (ver Capítulo 15). J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o • Obrigatórias entre as peças. Variam de 2 a 10 mm em função do tamanho e formato das peças e do aspecto que se quer alcançar. J u n t a s estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em toda a espessura do revestimento. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar a que está exposto o revestimento. Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (7) e (8) • Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso. Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. • Espalhar pasta de argamassa colante com desempenadeira denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve ser suficiente para preencher irregularidades do nível do contrapiso. bem como do empeno das peças. • Espalhar a pasta em faixas de 60 cm para facilitar a colocação das peças. • Desempenadeira: conforme Tabela 1 da NBR 13.753/96. Atenção para locais ventilados e ensolarados: controlar a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre os cordões, falseando a aderência das peças. Na dúvida, pressionar uma peça sobre os cordões e retirá-la logo em seguida, sua base deverá estar totalmente impregnada de pasta fresca. R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s • Não é necessária a imersão. Todavia, esta operação não deve ser proibida. Um pouco de umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. • As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à medida que são colocadas sobre os cordões. Deve haver esmagamento total dos cordões e contato pleno da pasta com todo o tardoz das peças. L i m p e z a • Este método proporciona serviço extremamente limpo. Eventual refluxo de pasta é retirado com pano seco. P r o t e ç ã o • Nunca ande sobre as peças logo após coladas. Eventual empeno cóncavo pode provocar efeito de gangorra ao pisar, soltando a peça. A resistência máxima da argamassa colante se dá aproximadamente aos 14 dias de idade. R e j u n t a r • É possível rejuntar no dia seguinte, usando pranchas largas sobre o piso. • Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as peças. • Preencher as juntas com pasta do rejunle. Deixar "puxar" e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida. P r o t e ç ã o • Na fase final da obra os pisos são submetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. Leituras recomendadas (1) "ImpermeabilizaçãoSuplemento Pini - nov./84 (2) Capitulo 14 - Eflorescência (3) Capitulo 9 - Retração e Revestimentos (4) Capítulo 6 • Retração (5) Capitulo 8 - Tensões (6) Capitulo 15 • Juntas (7) Capítulos 18 e 19 - Método de Colagem (8) NBR-13753 - dez./1996
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    5 S u pe r f í c i e d a laje • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa de assentamento ou, se houver, da argamassa da camada de regularização ou contrapiso, que se destine a embutir eletrodutos para tomadas de piso (1) e (2). Caso a laje seja antiga ou sua superfície muito lisa, apicoá-la. Umedecere aplicar camada de cimento Portland, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento ou de regularização. A emenda com pasta de cimento introduzirá um vinculo que impedirá parcialmente a retração da argamassa das camadas superiores, reduzindo as tensões de compres- são na camada de revestimento superficial (3). A argamassa de assentamento só será aplicada após c o m p l e t a s e c a g e m da a r g a m a s s a da c a m a d a de regularização (3), se houver. A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (3) (4) • Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for necessária espessura maior, executar c o n t r a p i s o s s u p e r p o s t o s t a n t o s q u a n t o s f o r e m necessários, de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial dos contrapisos será áspero. As emendas, se houver, serão executadas umedecendo a superfície e a p l i c a n d o c i m e n t o Portland c o m u m formando pasta. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para meia parte de cal hidratada, e para cinco partes de areia média úmida. ü Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo que o assentamento estará concluído antes do início de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de cimento na superfície da camada de regularização. Com auxílio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a m a i o r q u a n t i d a d e p o s s í v e l de vazios. S a r r a f e a r a superfície. • Prever caimentos para o ralo ou para áreas contíguas onde haja ralos. • Área de aplicação da argamassa: o ideal será em faixas com cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação das peças do piso. O comprimento será tal de modo a estar concluído o assentamento antes do hício de pega do cimento. J u n t a s (5) • Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo 15). J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o • Obrigatórias entre as peças. Variam de 2 a 10 m m em função do tamanho e formato das peças e do aspecto que se quer alcançar. J u n t a s e s t r u t u r a i s • São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em toda a espessura do revestimento. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • D e p e n d e m da d e s t i n a ç ã o e e x p o s i ç ã o a v a r i a ç õ e s térmicas ou da umidade relativa do ar a que está sujeito o revestimento. Atenção para lajes de grandes vãos. As juntas deverão fracionar as regiões onde ocorrem os maio'es momentos fletores positivos (5). Junta de expansâo/contraçâo Camada de regularização e/ou argamassa de assentamento Revestimento cerâmico Pasta de cimento Pasta de cimento sobre a laje j u n t a estrutural Junta normal : •:•••: . • > : . • ! • • : • • : ! • • ! %>•: • • ' • • . '•"•' 'i"" '•"•' .. .'.. ..i /.. . /.. ••» a; .•:•>: ••!-.'-••: .•!•>: Revestimento do forro do andar inferior Laje do concreto armado (Chapisco + Emboço + Reboco)
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    Pasta d ec i m e n t o (6) • Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca, espargir cimento portland em pó, distribuindo-o o mais uniformemente possível. A pasta resultante deverá ter espessura de 1 mm, o que significa o uso de 1,5 kg de cimento em pó por metro quadrado. • Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta de cimento. Lembrar que a pasta de cimento Portland é a cola do método convencional que estamos descrevendo. R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s (7) • Imersão em água, com antecedência, de modo a estarem úmidos, mas não saturados quando da colocação. Atenção: quando da colocação das peças sobre a pasta de cimento, elas deverão estar úmidas. Qualquer excesso de água na pasta mudará a relação água/ cimento, reduzindo sua resistência e consequentemente a aderência das peças. • As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à medida que são colocadas sobre a pasta de cimento, a fim de garantir contato perfeito de todo o tardoz com a pasta. • Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar" e. em seguida, limpar e dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida. P r o t e ç ã o ü Na fase final da obra os pisos são suornetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. (V (2) (3) (4) (5) (6) (7) Leituras recomendadas: Capitulo 6 - Retração Capitulo 8 - Tensões Capitulo 9 - Retração e Revestimentos Capítulo 14 - Eflorescência Capitulo 15 - Juntas Capítulo 13 - Pasta de cimento Capítulo 16 • Método Convencional • Coberta a área preparada, repassar as "batidas" com auxilio de prancha de madeira aparelhada 15 x 30 cm e martelo. O maior número de batidas melhora a aderência. E f l o r e s c ê n c i a (4) • Dependendo da quantidade de sais solúveis presentes, poderá aparecer eflorescência sob forma de exudação viscosa em ladrilhos esmaltados. Tal fenômeno, no entanto, é de duração finita para pisos sobre lajes, extinguindo-se com a secagem da água em excesso na argamassa. L i m p e z a • Logo após "bater", limpar com pano úmido e da melhor forma possível. C u r a • Antes de rejuntar, manter o piso coberto por cerca de sete dias. R e j u n t a r • Aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa de assentamento. Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua retração se dá aos sete dias. • Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as peças.
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    6 S u pe r f í c i e d a laje • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa da camada de regularização ou contrapiso, que se destine a embutir eletrodutos para tomadas de piso (1) e (2). Caso a laje seja antiga ou sua superfície muito lisa, apicoá-la. Umedecer e aplicar camada de cimento Portland. formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de regularização. A emenda com pasta de cimento introduzirá um vinculo que impedirá parcialmente a retração da argamassa das camadas superiores, reduzindo as tensões de compres- são na camada de revestimento superficial (3). • Sobre a laje, poderemos ter: a) somente uma camada de argamassa, chamada de regularização, ou contrapiso ou. ainda, de piso morto: b) uma camada de argamassa de enchimento destinada a embutir canalizações de piso (tomadas, telefones etc) ou para dar caimento, ou. ainda, para corrigir irregularidades exageradas. Sobre esta c a m a d a de e n c h i m e n t o s e g u e - s e a do contrapiso. Atenção: Cada camada não deverá ter mais do que 2 a 3 cm de espessura. Nota: E n q u a n t o no m é t o d o c o n v e n c i o n a l t o d a s as operações daqui para diante devem ser executadas s e g u i d a m e n t e e no m e s m o dia, c o m p r e j u í z o no rendimento do serviço, este método de colagem é dividido em duas fases bem distintas e de alto rendimento de mão de obra: a) execução do contrapiso. sua cura e secagem: b) colagem das peças. - H r C o n t r a p i s o ( 1 ) , (2) e (3) • Também chamado piso morto, camada de regularização ou intermediária. • Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for n e c e s s á r i a e s p e s s u r a m a o r , executar contrapisos superpostos tantos quantos forem necessários, de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou desempenado. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para seis partes de areia média úmida, ou argamassa mista composta de uma parte de cimento para meia parte de cal hidratada, e para cinco partes de areia média úmida. • Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram antes do início de pega de cimento. • Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de cimento na superfície da camada de enchimento, ou da laje. C o m auxílio da colher a p e r t á - l a com firmeza, eliminando a maior q u a n t i d a d e possível de vazios. Sarrafear a superfície. • Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto rendimento, podendo ser interrompido na posição que estiver no fim da jornada de trabalho. O aoroveitamento da mão-de-obra é máximo. C u r a • Antes de passar para 2 a fase (colagem) aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa do contrapiso. Lembrar que para argamassa 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade. Junta do expansão/contração Revestimento cerâmico Pasta de argamassa colante Camada de regularização ou contrapiso Paeta do cimento sobre a laje Junta normal Junta estrutural V Revestimento do forro do andar inferior (Chapisco + Emboço + Reboco) Laje de concreto armado
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    J u nt a s (4) • Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo 15). J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o • Obrigatórias entre as peças. Variam de 2 a 10 mm em função do tamanho e formato das peças e do aspecto que se quer alcançar. J u n t a s estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em toda a espessura do revestimento. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar a que está exposto o revestimento. Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (5), (6) e (8) • Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso. Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. • Espalhar pasta de argamassa colante com desempenadeira denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve ser suficiente para preencher irregularidades do nível do contrapiso. bem como do empeno das placas de revestimento. L i m p e z a ü Este método proporciona serviço extremamente limpo. Eventual refluxo de pasta é retirado com pano seco. P r o t e ç ã o ü Nunca ande sobre as peças logo após coladas. Eventual empeno còncavo pode provocar efeito de gangorra ao pisar, soltando a peça. A resistência máxima do cimento colante se dá aproximadamente aos 14 dias de idade. R e j u n t a r ü É possível rejuntar no dia seguinte, usando pranchas largas sobre o piso. • Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as peças. • Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar" e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida. P r o t e ç ã o • Na fase final da obra os pisos são suornetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. • Espalhar a pasta em faixas de 60 cm para facilitar a colocação das peças. • Desempenadeira: conforme tabela 1 da NBR 13.753/96 Atenção: para locais ventilados e ensolarados, controlar a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre os cordões, falseando a aderência das peças. Na dúvida, pressionar uma peça sobre os cordões e retirá-la logo em seguida; sua base deverá estar impregnada de pasta fresca. Leituras recomendadas: (1) Capitulo 6 • Retração (2) Capitulo 8 - Tensões (3) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos (4) Capitulo 15 • Juntas (5) Capitulo 18 • Método de Colagem (6) Capítulo 19 - Consumo (7) Capítulo 14 - Eflorescência (8) NBR-13753 - dez./1996 R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s • Não é necessária a imersão. Todavia, esta operação não deve ser proibida. Um pouco de umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. • As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à medida que são colocadas sobre os cordões. Deve haver esmagamento total dos cordões e contato pleno da pasta com todo o tardoz das peças. E f l o r e s c ê n c i a (7) • Sendo as peças colocadas secas sobre um contrapiso, cuja argamassa também está seca. não haverá água livre a ser passada para o meio ambiente. Assim sendo, não ocorrerá eflorescência.
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    7 S u pe r f í c i e d a laje • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa de regularização, notadamente resíduos de madeira presos à massa de concreto, partículas soltas etc. Caso a laje seja antiga ou sua superfície muito lisa, apicoá-la. U m e d e c e r e aplicar c a m a d a de pasta de cimento imediatamente antes de estender a argamassa de regularização. A e m e n d a c o m pasta de c i m e n t o introduzirá um vínculo c o m a laje, impedindo que a retração solte a argamassa da laje (1) e (2). C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o • Constituída de argamassa no traço sugerido de um volume de cimento para cinco de areia média úmida. Especialistas em impermeabilização indicam o traço 1:3. Caso adotado redobrar a atenção, pois é uma argamassa rica e mais sujeita aos efeitos da retração, podendo soltar da laje. • Não adicionar hidrófugo a essa argamassa. pois haveria prejuízo de aderência das tintas de impregnação da camada impermeabilizante. • A espessura máxima é de 3 cm. Caso seja necessária maior espessura, aplicar em camadas sucessivas e após completamente seca a camada anteriormente lançada. Para argamassas ricas não ultrapasse 2 cm de espessura para cada camada. • A s u p e r f í c i e final terá a c a b a m e n t o á s p e r o c o m desempenadeira de madeira. ü Dar caimento superficial para os ralos, considerado ótimo quando entre 1.5% e 2.5%. I m p e r m e a b i l i z a ç ã o • D e v e r á h a v e r p r o j e t o da c o b e r t u r a d e t a l h a n d o cuidadosamente os acabamentos da impermeabilização junto aos ralos, muretas, rodapés e para todos os tipos de juntas de dilatação/contração e estruturais (3), (4) e(6). C a m a d a d e p r o t e ç ã o • Constituída de argamassa no traço volumétrico sugerido de uma parte de cimento Portland comum para cinco partes de areia média úmida, com a finalidade de proteger a impermeabilização de ações mecânicas. • Sua espessura será de 2 cm. • C a s o não houver a c a m a d a de isolamento térmico/ acústica sobre a camada de proteção e após sua secagem completa, será executado o assentamento do piso pelo método convencional que estamos descrevendo. I s o l a m e n t o t é r m i c o / a c ú s t i c o • Selecionar o tipo desejado conforme necessidade e fazer projeto detalhado. A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (5) • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para cinco partes de areia média úmida. • Espessura de 2 a 3 cm, no máximo. Para espessuras maiores, executar camadas superpostas de 2 a 3 cm, tantas q u a n t a s forem necessárias e após s e c a g e m completa da camada anterior. • Acabamento superficial áspero. • Quantidade de argamassa a preparar sera tal de modo que o assentamento estará concluído antes do inicio de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a superfície umedecida da camada de isolamento. Com auxilio de colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade possível de vazios. Na metade da espessura, colocar tela Piso cerâmico ou outro Pasta de cimento Pa o j sta do cimento Im Tela soldada 1 1 1 — aermeabilizaçáo L B B 1 Ar gamassa de proteção Argamassa Juntas normais de assentamento Isolamento térmico/ acústico Ar de gamassa regularização La C O e de icreto armado M I M I I I M i l I I PH 1 1 I I I I I I I I I I 1 I I 1 1 1 1 1 í I I I I I I I I 1 mmrnm - Caimento •: " - Y^'. v-': '•*/•: • v i O . 6 •: •«v-:«o. -x qx=0-;•: • i l l i
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    metálica soldada demalha de 2" x 2" (5 cm x 5 cm) e fio bitola 16 BWG (1,65 mm) ou equivalente. Sua finalidade é inibir a retração da argamassa e seus efeitos deletérios sobre o revestimento final do piso. Completar a camada de argamassa de assentamento e sarrafear a superfície. J u n t a s (5) • Projetar antes do início do revestimento (ver Capítulo 15). J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o • Obrigatórias entre as peças do revestimento. Adotar juntas mínimas com largura de 7 mm ou maiores, conforme o tamanho das peças e do aspecto estético que se quer alcançar. J u n t a s estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em toda a espessura do revestimento. J u n t a s d e trabalho o u d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar acentuada. Em ambos os sentidos do piso. o afastamento entre tais juntas será de 3.5 m a 4.5 m no máximo (5). Pasta d e c i m e n t o (6) • Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca, espargir cimento portland em pó. distribuindo-o o mais uniformemente possível. A pasta resultante deverá ter espessura de 1 mm. o que significa o uso de 1.5 kg de cimento em pó por metro quadrado. • Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta de cimento. Lembrar que a pasta de cimento Portland é a cola do método convencional que estamos descrevendo. R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s • Imersão em água. com antecedência, de modo a estar úmidos, mas não saturados quando da colocação. Atenção: quando da colocação das peças sobre a pasta de cimento, elas deverão estar úmidas, mas não saturadas. Qualquer excesso de água na pasta mudará a relação água/cimento, reduzindo sua resistência e, consequentemente, a aderência das peças. • As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à medida que são colocadas sobre a pasta de cimento, a fim de garantir contato perfeito de todo o tardoz com a pasta. • Coberta a área preparada, repassar as "batidas" com auxilio de prancha de madeira aparelhada 15 x 30 cm e martelo. • O maior número de batidas melhora a aderência (6). L i m p e z a • Logo após "bater" as peças assentadas, limpar com pano úmido e da melhor forma possível. C u r a • Antes de rejuntar, manter o piso coberto por cerca de sete dias. R e j u n t a r ü Aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa de assentamento. • Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua retração se dá aos sete dias. • Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as peças. • Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar" e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida. P r o t e ç ã o • Na fase final da obra, os pisos são submetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. Leituras recomendadas: (1) Capítulo 6 - Retração (2) Capitulo 8 • Tensões (3) "Impermeabilização" - Suplemento Pni - nov./84 (4) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes • Ed. Pini • 1982 (5) Capitulo 15 - Juntas (6) Capitulo 13 • Pasta de cimento
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    8 S u pe r f í c i e d a laje • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa de regularização, notadamente resíduos de madeira presos à massa de concreto, partículas soltas etc. Caso a laje seja antiga ou sua superfície muito lisa, apicoá-la. Umedecer e aplicar camada de pasta de cimento imediatamente antes de estender a argamassa de regularização. A emenda com pasta de cimento introduzirá um vínculo com a laje, impedindo que a retração solte a argamassa da laje (1) e (2). C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o • Constituída de argamassa no traço sugerido de um volume de cimento para cinco de areia média úmida. Especialistas em impermeabilização indicam o traço 1:3. Caso adotado redobrar a atenção, pois é uma argamassa rica e mais sujeita aos efeitos da retração, podendo soltar da laje (2). • Não adicionar hidrófugo a essa argamassa, pois haveria prejuízo de aderência das tintas de impregnação da camada impermeabilizante. • A espessura máxima é de 3 cm. Caso seja necessário maior espessura, aplicar em camadas sucessivas e após completamente seca a camada anteriormente lançada. Para argamassas ricas não ultrapasse 2 cm de espessura para cada camada. • A superfície final terá acabamento áspero com desem- penadeira de madeira. • Dar caimento superficial para os ralos, considerado ótimo quando entre 1,5% e 2.5%. I m p e r m e a b i l i z a ç ã o • Deverá haver projeto da cobertura detalhando cuidadosamente os acabamentos da impermeabilização junto aos ralos, muretas. rodapés e para todos os tipos de juntas de dilatação/contração e estruturais (3), (4) e (5). C a m a d a d e p r o t e ç ã o (4) • Constituída de argamassa no traço volumétrico sugerido de uma parte de cimento Portland comum para cinco partes de areia média úmida, com a finalidade de proteger a impermeabilização de ações mecânicas. • Sua espessura será de 2 cm. • Caso não houver a camada de isolamento térmico/ acústica, esta camada de proteção será o próprio contrapiso. Armar com tela metálica como descrito abaixo e, após secar, colar as peças com argamassa colante. I s o l a m e n t o t é r m i c o / a c ú s t i c o • Selecionar o tipo desejado, conforme necessidade, e fazer projeto detalhado. Nota: Enquanto no método convencional todas as operações daqui para diante devem ser executadas seguidamente e no mesmo dia, com prejuízo no rendimento do serviço, este método de colagem é dividido em duas fases bem distintas e de alto rendimento de mão-de-obra: a) execução do contrapiso. sua cura e secagem; b) colagem das peças. C o n t r a p i s o (1) (2) (6) • Também chamado piso morto. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para cinco partes de areia média úmida. • Espessura de 2 a 3 cm. no máximo. Para espessuras maiores, executar camadas superpostas de 2 a 3 cm tantas quantas forem necessárias e após secagem completa da camada anterior. • Acabamento superficial áspero. Piso cerâmico ou outro Pasta do cimento Ar 1amassa colanto Im Tela soldada 1 . • permeabiiizaçao Ar gam Cc assa de proteção ntrapiso Juntas normais . . J . Isolamento térmico/ acústico Ar de 3amassa regularização La co. odo rx:reto armado l i l l I l I M U I I I I I I I ;i i Í J i i i i I M M I I I I l l l l l l i i i l i v^V--;''." - : Caimento pilpfPIllPlP.Vi'o i * - í^Êéfe
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    • Quantidade deargamassa a preparar: será tal de modo que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram antes do início de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a superfície umedecida da camada de isolamento. Com auxilio de colher, apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade possível de vazios. Na metade da espessura, colocar tela metálica soldada de malha de 2" x 2" (5 cm x 5 cm) e fio bitola 16 BWG (1,65 mm) ou equivalente. Sua finalidade é inibir a retração da argamassa e seu desprendimento da camada inferior. Completar a camada de argamassa e sarrafear a superfície. • Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto rendimento, podendo ser interrompido na posição que estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento da mão-de-obra é máximo. C u r a • Antes de passar para a 2a fase (colagem) aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa do contrapiso. Lembrar que para argamassa 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade. J u n t a s (5) • Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo 15). J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o • Obrigatórias entre as peças do revestimento. Adotar juntas mínimas com largura de 7 mm ou maiores, conforme o tamanho das peças e do aspecto estético que se quer alcançar. J u n t a s estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em toda a espessura do revestimento. • Juntas de trabalho ou de expansão/contração: dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou da umidade relativa do ar acentuada. Em ambos os sentidos do piso, o afastamento entre tais juntas será de 3,5 m a 4,5 m no máximo. Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (7) • Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso. Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. • Espalhar pasta de argamassa colante com desempenadeira denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve ser suficiente para preencher irregularidades do nível do contrapiso, bem como do empeno das placas de revestimento. • Espalhar a pasta em faixas de 60 cm para facilitar a colocação das peças. • Desempenadeira: conforme tabela 1 da NBR 13.753/96 Atenção para locais ventilados e ensolarados: controlar a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre os cordões, falseando a aderência das peças. Na dúvida, pressionar uma peça sobre os cordões e retirá- la logo em seguida: sua base deverá estar impregnada de pasta fresca. R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s • Não é necessária a imersão. Todavia, esta cperação não deve ser proibida. Um pouco de umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. • As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à medida que são colocadas sobre os cordões. Deve haver esmagamento total dos cordões e contato pleno da pasta com todo o tardoz das peças. L i m p e z a • Este método proporciona serviço extremamente limpo. Eventual refluxo de pasta é retirado com pano seco. P r o t e ç ã o • Nunca ande sobre as peças logo após coladas. Eventual empeno côncavo pode provocar efeito de gangorra ao pisar, soltando a peça. A resistência máxima do cimento colante se dá aproximadamente aos 14 dias de idade. R e j u n t a r • É possível rejuntar no dia seguinte, usando pranchas largas sobre o piso. • Antes de rejuntar. escovar e umedecer as juntas entre as peças. • Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar" e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida. P r o t e ç ã o • Na fase final da obra os pisos são submetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. Leituras recomendadas: (1) Capitulo 6 • Retração (2) Capitulo 8 - Tensões (3) "Impermeabilização" - Suplemento Pni - nov./1984 (4) Caderno de Encargos • Eng. Milber Fernandes Guedes - Ed. Pini - 1982 (5) Capítulo 15 - Juntas (6) Capítulo 9 • Retração e Revestimento (7) NBR-13753 - dez./1996
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    Revestimentos cerâmicos sobrealvenaria interna (Método Convencional) 9 T i p o d e b a s e • A base sobre a qual haverá o revestimento cerâmico poderá ser constituída de diversos tipos de materiais, a saber: a) alvenarias: - de tijolos cerâmicos maciços - de tijolos cerâmicos furados (baiano) - de tijolos cerâmicos laminados - de blocos cerâmicos • de blocos de concreto - de blocos sílico-calcário - de blocos de concreto leve b) pilares e vigas de concreto C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r • A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando da aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria de tijolos comuns o encunhamento é feito após cerca de oito dias da conclusão do assentamento dos tijolos (1). Esse é um prazo mínimo para ocorrerem a secagem e a retração da argamassa entre os tijolos, em cada fiada, e a conseqüente acomodação do pano de parede. Caso o revestimento for executado antes da acomodação da alvenaria, transmitir-se-ão tensões às placas do revestimento que. somadas às de outras origens, poderão ocasionar o desprendimento do revestimento. Entre tais tensões há a considerar as devidas à deformação lenta da estrutura de concreto e. notadamente. as da retração das argamassas de regularização e assentamento (2, 3 e 4). Base Chapisco Pasta dc cimento Argamassa de assentamento Placa de revestimento Junta máximo 2 cm se maior, executar camada de regularização S u p e r f í c i e d a b a s e • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa. notadamente resíduos de madeiras das fôrmas presos ao concreto, partículas soltas etc. Caso houver faces de pilares e vigas a revestir, e sendo antigas ou lisas, apicoá-las. • Umedecer abundantemente as alvernarias. qualquer que seja a natureza dos materiais que as constituem, e aplicar uma camada de chapisco. O chapisco Doderá ser o convencional de cimento e areia grossa 1:3 ou 1:4, em volumes, ou um chapisco de cimento colante. Para este último é necessário aguardar cerca de sete dias, para que esteja suficientemente rígido e próprio para receber a camada seguinte. C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o • Antes de iniciar o revestimento propriamente dito, é necessário verificar a prumada da superfície a revestir. Sempre que a espessura de argamassa necessária para eliminar irregularidades, ou para atingir determinado posicionamento, for superior a 2 cm, é indispensável a execução de uma camada prévia de regularização. A espessura das camadas de argamassas não deve ultrapassar 2 cm (2, 3 e 4). • O traço pode ser o m e s m o da argamassa de assentamento. • A argamassa de regularização é aplicada sobre a superfície chapiscada umedecida. • O acabamento superficial deverá ser áspero. A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o • Só será aplicada após completa secagem e retração da camada de regularização, se houver. Ou seja, após o mínimo de oito dias de sua conclusão. Umedecer a superfície antes de chapar a argamassa de assentamento. • Não havendo camada de regularização, a argamassa de assentamento é aplicada sobre a superfície chapiscada umedecida. • A espessura da camada de argamassa de assentamento será de 2 cm, no máximo. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para meia parte de cal hidratada e para cinco partes de areia média úmida. Ou uma parte de cimento para uma parte de cal hidratada e sete partes de areia média úmida. • Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo que o assentamento estará concluído antes do início de pega do cimento.
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    • Aplicação daargamassa: chapar fortemente com a colher sobre a superfície do chapisco (ou da camada de regula- rização) umedecida previamente. A seguir sarrafear com régua apoiada sobre as mestras já executadas. A aplicação da argamassa é feita por partes, para garantir a conclusão do revestimento antes do início de pega do cimento. J u n t a s (5) • Projetar antes do início do revestimento (ver Capítulo 15). J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o • Obrigatórias entre as peças. O espaçamento mínimo será de 2 mm para revestimentos internos. Juntas mais largas são em função do tamanho e formato das peças e do aspecto que se quer alcançar. J u n t a s estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em toda a espessura do revestimento. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar (5). Pasta d e c i m e n t o • Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca, aplicar camada de pasta de cimento portland comum na espessura de 1 mm. Lembrar que a pasta de cimento comum é a cola do Método Convencional que estamos descrevendo (6). R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s • Imersão em água, com antecedência, de modo a estar úmidos e não saturados quando da colocação. O tempo de imersão depende do "grupo de absorção" a que pertencem. Atenção: quando da colocação das peças sobre a pasta de cimento, elas deverão estar úmidas. • Qualquer excesso de água na pasta mudará a relação água/ cimento, reduzindo sua resistência e conseqüen- temente a aderência das peças. • As peças deverão ser pressionadas e batidas uma a uma à medida que são colocadas sobre a pasta de cimento, a fim de garantir contato perfeito de todo o tardoz com a pasta. Ao bater, não utilizar o cabo da colher de pedreiro se esta tiver ponta metálica exposta. Haverá danos ao esmalte dos azulejos. O empeno máximo, côncavo ou convexo, considerado normal, é de 1 mm. Assim sendo, certificar-se que esta operação de pressionar e bater consiga maximizar a superfície de contato pasta/peça. C u r a • Antes de rejuntar, manter o revestimento protegido de insolação direta e ventilação durante cerca de sete dias. R e j u n t a r • Aguardar o maior tempo possível sem rejuntar, para que ocorram a secagem e a retração da argamassa de assentamento sem transmitir tensões de uma peça para outra. Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade (2). ü Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as peças. • Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar" e, em seguida, limpar e dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida. Leituras recomendadas: (1) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes - Ed. Pini - 1982 (2) Capitulo 6 - Retração (3) Capitulo 8 - Tensões (4) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos (5) Capítulo 15 - Juntas (6) Capitulo 13 - Pasta de cimento
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    Revestimentos cerâmicos sobre alvenariainterna (Método de Colagem) 10 T i p o d e b a s e • A base sobre a qual haverá o revestimento cerâmico poderá ser constituída de diversos tipos de material, a saber: a) alvenaria: - de tijolos cerâmicos maciços - de tijolos cerâmicos furados (baiano) - de tijolos cerâmicos laminados - de blocos cerâmicos - de blocos de concreto - de blocos sílico-calcário - de blocos de concreto leve b) pilares e vigas de concreto C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r • A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando da aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria de tijolos comuns o encunhamento é feito após cerca de oito dias da conclusão do assentamento dos tijolos (1). Esse é um prazo mínimo para ocorrerem a secagem e a retração da argamassa entre os tijolos, em cada fiada, e a conseqüente acomodação do pano de parede. Caso o revestimento seja executado antes da acomodação da alvenaria, transmitir-se-ão tensões aos azulejos que, somadas às de outras origens, poderão ocasionar o desprendimento do revestimento. Entre tais tensões há a considerar as devidas à deformação lenta da estrutura de concreto e. notadamente, as da retração da argamassa de regularização caso a colagem tenha sido feita antes da secagem e da retração desta camada de regularização (2. 3 e 4). S u p e r f í c i e d a b a s e • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da arga- massa. notadamente resíduos de madeira das fôrmas pre- sos ao concreto, partículas soltas etc. Caso haja faces de pilares e vigas a revestir, e sendo antigas ou lisas, apicoá-las. - T - V • Base • Chapisco •Argamassa colante • Argamassa de regularização (emboço) Placa de ' revestimento • Junta • Umedecer abundantemente as alvenarias. qualquer que seja a natureza dos materiais que as constituem, e aplicar uma c a m a d a de chapisco. O chapisco Doderá ser o convencional de cimento e areia grossa 1:3 e 1:4, em volumes, ou um chapisco de cimento colante. Para este último é necessário aguardar cerca de sete dias para que esteja suficientemente rígido e próprio para receber a camada seguinte. Nota: Enquanto no método convencional todas as operações daqui para diante e até o final devem ser executadas seguidamente e no mesmo dia. com prejuízo no rendimento dos serviços, este método de colagem é dividido em duas fases bem distintas e de alto rendimento de mão-de-obra: a) execução do emboço. sua cura e secagem; b) colagem das peças. C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o - e m b o ç o • Verificar a prumada da superfície a revestir. Sempre que a espessura de argamassa necessária para eliminar ir- regularidades. ou para atingir determinado posiciona- mento. for superior a 2 cm, é indispensável a execução de outra camada de regularização. A espessura das c a m a d a s de argamassa não deve ultrapassar 2 cm (2. 3 e 4). • A a r g a m a s s a de r e g u l a r i z a ç ã o é aplicada sobre a superfície chapiscada umedecida. • O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou desempenado. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para meia parte de cal hidratada e para cinco partes de areia média úmida. Ou uma parte de cimento para uma parte de cal hidratada e sete partes de areia média úmida. A NBR-7200/82 indica diversos traços para o emboço em paredes internas e para locais de grau de umidade normal de ar. Os emboços sugeridos com uso de cimento e cal hidratada têm o traço de urn volume de cimento, dois de cal hidratada e nove de areia úmida (para mstura manual) ou 11 de areia úmida (para mistura mecânica). • Quantidade de argamassa a preparar: será tal que sua aplicação e acabamento estarão concluídos antes do início de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: chapar fortemente com a colher sobre a superfície do chapisco (ou da camada de regula- rização anterior) umedecida previamente. A seguir sarra- fear com régua apoiada sobre as mestras já executadas. máximo 2 cm so maior, executar em camadas de 2 cm cada
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    • Área deaplicação: não há limitações. O serviço é de alto rendimento, podendo ser interrompido na posição que estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento da mão-de-obra é máximo. C u r a • Antes de passar para a 2* fase (colagem), aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa. Lembrar que para argamassa 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade. C o l a g e m direta s o b r e a b a s e • É possível colar as peças diretamente sobre a base se esta é constituída de elementos de superfície bem plana e assentados aprumados já prevendo a colagem direta, sem emboço, ou camada de regularização. É o caso de blocos de concreto, blocos de concreto leve ou sílico- calcário. A irregularidade das peças, se houver, será jogada para a face oposta da parede que, possivelmente, será um corredor, ou sala. ou dormitório etc., cujas paredes levarão emboço e reboco corrigindo o prumo. • Atenção para as instalações elétricas e hidráulicas, e posicionamento de batentes, uma vez que não haverá chapisco e emboço. • Imediatamente antes de espalhar a parte de cimento colante sobre tais bases, molhá-las abundantemente devido à sua alta absorção de água. J u n t a s (5) • Projetar antes do início do assentamento (ver Capítulo 15). J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o • Obrigatórias entre as peças com espaçamento mínimo de 2 mm para revestimentos internos. Juntas mais largas são em função do tamanho e formato das peças e do aspecto que se quer alcançar. J u n t a s estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em posição e largura em toda a espessura do revestimento. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar (5). Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (6) • Não é necessário umedecer o emboço. Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. Em locais ventilados e ensolarados, convém umedecer o emboço. • Caso a colagem for direta sobre elementos da alvenaria, molhá-los imediatamente antes de espalhar a pasta. • Espalhar pasta de argamassa colante com desempenadeira denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve ser suficiente para preencher irregularidades no prumo do emboço. bem como o empeno normal dos azulejos. Usar desempenadeira conforme tabela 1 da NBR 13.754/96 • Espalhar a pasta em faixas compatíveis com as condições locais de ventilação e insolação. Controlar a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre os cordões, falseando a aderência das peças. Na dúvida, pressionar uma peça sobre os cordões e retirá-la logo em seguida; sua base deverá estar impregnada de pasta fresca. R e v e s t i m e n t o s c e r â m i c o s • Não é necessária a imersão em água. Todavia, sob severas condições ambientais devem ser umedecidos. • As peças deverão ser pressionadas e batidas uma a uma à medida que são colocadas sobre a pasta de argamassa colante, a fim de garantir total esmagamento dos cordões e contato pleno da pasta com todo o tardoz das peças. Ao bater, não utilizar o cabo da colher de pedreiro se esta tiver ponta metálica exposta. Haverá danos ao esmalte da peça. O empeno máximo, côncavo ou convexo, considerado normal, é de 1 mm. A NBR-7200/82 - revestimentos com argamassas - dá uma tolerância para o desvio da superfície do emboço em relação a uma régua retilínea: para 2 m de comprimento, o desvio não deverá ser superior a 3 mm. Assim sendo, certificar-se de que esta operação de pressionar e bater ccnsiga maximizar a superfície de contato pasta/peça. C u r a ü Antes de rejuntar, manter o revestimento protegido de insolação direta e ventilação durante cerca de sete dias. R e j u n t a r • Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as peças. • Preencher as juntas com pasta do rejunte. Deixar "puxar" e. em seguida, limpar e dar acabamento com espuma macia, limpa e úmida. Leituras recomendadas: (1) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes • Ed. Pini - 1982 (2) Capitulo 6 - Retração (3) Capítulo 8 - Tensões (4) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos (5) Capitulo 15 - Juntas (6) NBR-13754 - dez./1996
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    Pastilhas sobre alvenariainterna ou externa (Método Convencional) T i p o d e b a s e • A base sobre a qual haverá o revestimento com pastilhas poderá ser constituída de diversos tipos de materiais, a saber: a) alvenarias: - de tijolos cerâmicos maciços - de tijolos cerâmicos furados (baiano) - de tijolos cerâmicos laminados - de blocos cerâmicos - de blocos de concreto - de blocos sílico-calcário - de blocos de concreto leve b) pilares e vigas de concreto C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r • A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando da aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria de tijolos comuns o encunhamento é feito após cerca de oito dias da conclusão do assentamento dos tijolos (1). Esse é um prazo mínimo para ocorrerem a secagem e a retração da argamassa entre os tijolos, em cada fiada, e a conseqüente acomodação do pano de parede. Caso o revestimento for executado antes da acomodação da alvenaria transmitir-se- ão tensões ao revestimento que. somadas às de outras origens, poderão ocasionar o seu desprendimento. Entre tais tensões há a considerar as devidas à deformação lenta do concreto e as da retração da argamassa do emboço. caso este não esteja totalmente curado (eqüivale já ter-se deformado totalmente por retração da argamassa) por ocasião da colocação das pastilhas (2) (3) (4). S u p e r f í c i e d a b a s e • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa. notadamente resíduos de madeira das fôrmas presos ao concreto, partículas soltas etc. Caso houver faces de pilares e vigas a revestir, e sendo antigas ou lisas, apicoá-las. • Umedecer abundantemente as alvenarias, quaisquer que seja a natureza dos materiais que as constituem, e aplicar uma camada de chapisco. O chapisco poderá ser o convencional de cimento e areia grossa 1:3 ou 1:4. em volumes, ou um chapisco de cimento colante. Para este último é necessário T M Í T —A —A —A —A Chapisco Pasta do cirorrto branco '/assa fina Emboço máximo 2 cm se maior, exocutar orn camaoas oo 2 cm cada Pastilha • Juntas ontro pastilhas >a previstas peo fabricante aguardar cerca de sete dias. para que esteja suficientemente rígido e próprio para receber a camada seguiite. C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o • Antes de iniciar o revestimento propriamente dito é necessário verificar a prumada da superfície a revestir. Sempre que a espessura de argamassa necessária para eliminar irregularidades, ou para atingir determinado posicionamento, for superior a 2 cm. é indispensável a execução de uma camada prévia de regularização. A espessura das c a m a d a s de argamassa não deve ultrapassar 2 cm (2. 3 e 4). • O traço pode ser o mesmo da argamassa do emboço. • A a r g a m a s s a de r e g u l a r i z a ç ã o é aplicada sobre a superfície chapiscada umedecida. • S e m p r e que por motivos construtivos a e s p e s s u r a ultrapassar 25 a 35 mm deve ser utilizada tela metálica soldada de malha de 5 x 5 cm e fio 16 BWG (1,65 mm) chumbada na estrutura suporte em quatro pentos por metro quadrado e. nos cantos, em três pontos por metro linear, com a finalidade de absorver a retração da argamassa, tensões e peso próprio da espessa camada de argamassa. • O acabamento superficial desta camada det/e ser áspero. E m b o ç o • Só será aplicado após completa secagem e retração da camada de regularização, se houver. Ou seja, após o mínimo de oito dias de sua conclusão. Umedecer a superfície antes e chapar a argamassa do emboço. • Não havendo camada de regularização, a argamassa do e m b o ç o é a p l i c a d a s o b r e a superfície c h a p i s c a d a umedecida previamente. • A espessura do emboço será de 2 cm no máximo (2, 3 e 4). • O acabamento superficial será áspero. • Traço sugerido em volume: uma parte de cimento para meia parte de cal hidratada e para cinco partes de areia média úmida. Ou uma parte de cimento para uma parte de cal hidratada e sete partes de areia média úmida. A NBR-7200/82 indica diversos traços para o emboço em paredes internas e para locais de graj de umidade normal do ar. Os emboços sugeridos com uso de cimento e cal hidratada têm o traço de um volums de cimento, dois de cal hidratada e nove de areia úmida (para mistura manual) ou 11 de areia úmida (para mistura mecânica). • Quantidade de argamassa a preparar: será tal que sua aplicação e acabamento estarão concluídos antes do início de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: chapar fortemente com a colher sobre a superfície do chapisco (ou da c a m a d a de regularização anterior) umedecida previamente. A seguir sarrafear com régua apoiada sobre as mestras já executadas.
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    • Área deaplicação: não há limitações. O serviço é de alto rendimento, podendo ser interrompido na posição que estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento da mão-de-obra é máximo. Cura • Antes de passar para a fase de assentamento das pastilhas com massa fina e pasta de cimento branco, aguardar o maior tempo possível paia que ocorram a secagem e a retração da argamassa do emboco. Lembrar que para as argamassas 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade. • Com a execução e cura total do emboco se encerra a primeira fase de serviços do Método Convencional que estamos descrevendo. Juntas (7) • As juntas de movimentação e estruturais devem ser projetadas antes do assentamento. • As pastilhas são fornecidas montadas em placas já com juntas prefixadas pelo fabricante. • Manter a mesma largura de juntas entre as placas. Juntas estruturais • Mantê-las em toda a espessura do revestimento (no chapisco. emboço. massa fina e pastilhas) e na largura deixada na estrutura suporte. Juntas de expansão/contração • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar acentuada. Prevê- las no encontro com outros acabamentos (7). Massa fina • A argamassa pode ser pré-fabricada ou composta na própria obra. • Caso composta na obra. é sugerido o seguinte traço em volumes (5): uma parte de cimento portland comum para nove partes de areia fina peneirada e três partes de pasta de cal. • A NBR-7200/82 (Tabela 1 - Grupo II) sugere os seguintes traços em volumes para argamassas de reboco de cimento e cal: uma parte de cimento, para uma parte e meia de pasta de cal e para nove a 11 partes de areia fina úmida, sendo nove partes se a mistura for manual e 11 para mistura mecânica. Ou uma parte de cimento para duas de cal hidratada e para nove a 11 partes de areia fina úmida. • Antes de aplicar a argamassa. o emboco deve ser molhado abundantemente. • Espessura do reboco: 2 mm. A espessura máxima, não desejável, fixada pela NBR-7200/82. é de 5 mm. • Antes da aplicação das placas de pastilhas, traçar linhas de nível e prumo. Obs.: o Manual do Pastilheiro (5) descreve detalhadamente ferramentas, materiais e cuidados no acabamento. Pasta de cimento • Normalmente é utilizado cimento portland branco. Preparar pasta de cimento branco. • As placas de pastilhas são empilhadas sobre um suporte, com o tardoz voltado para cima (ou com o papel voltado para baixo). ü Com auxílio de colher de pedreiro espalhar a pasta de cimento branco nas costas da placa de pastilhas, em espessura fina de cerca de 1 mm. Lembrar que a pasta de cimento comum é a cola do método convencional que estamos descrevendo (6). • Aplicar placa de pastilhas, untada de pasta de cimento branco, sobre a massa fina que deverá estar ainda fresca. Caso for necessário, e devido a condições de ventilação, umedecer levemente a massa fina antes da aplicação. • Pressionar imediatamente com as mãos. • Após a colocação de algumas placas, alinhar as arestas e rebater com auxílio de martelo de pedreiro e um batedor de madeira aparelhado. Rejuntamento • Remover o papel colado sobre a superfície das pastilhas utilizando uma solução de soda cáustica e água na proporção de 250 g para cada cinco litros de água (5). Usar broxa na aplicação da solução sobre o papel. Aguarde que este se encharque e use a ponta da colher de pedreiro para iniciar a remoção do papel. • Lavar com água após remover o papel ce cada pequena área. • Rebater as pastilhas, caso for necessário ajustar nível e prumo. Atenção: usar luvas de borracha e aplicar a solução de soda com cuidado para evitar respingos na pele. Use balde plástico no preparo da solução. • Retirado o papel de todo o pano. prepare pasta de cimento branco comum ou de produtos pré-fabricadcs comercializados com esta finalidade. Preencher as juntas com a pasta, com auxilio de rodo de borracha passado diagonalmente. Deixar "puxar" e. em seguida, limpar com estopa. Leituras recomendadas: (1) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes • Ed. Pini - 1982 (2) Capítulo 6 - Retração (3) Capítulo 8 • Tensões (4) Capítulo 9 • Retração e Revestimentos (5) "Treinamento do Oficial Pastilheiro" - Encarte do Anuàrio Produtos & Técnicas - 82/83 - Ed. Pini (6) Capítulo 13 - Pasta de Cimento (7) Capitulo 15 • Juntas
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    Pastilhas sobre alvenariainterna ou externa (Método de Colagem) 12 Tipo de base • A base sobre a qual haverá o revestimento com pastilhas poderá ser constituída de diversos tipos de materiais, a saber: a) alvenarias: - de tijolos cerâmicos maciços - de tijolos cerâmicos furados (baiano) - de tijolos cerâmicos laminados - de blocos cerâmicos - de blocos de concreto - de blocos silico-calcário - de blocos de concreto leve b) pilares e vigas de concreto C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r • A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando da aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria de tijolos comuns o encunhamento é feito após cerca de oito dias da conclusão do assentamento dos tijolos (1). Esse é um prazo mínimo para ocorrerem a secagem e a retração da argamassa, entre os tijolos, em cada fiada, e a conseqüente acomodação do pano de parede. Caso o revestimento for executado antes da acomodação da alvenaria, transmitir-se- ão tensões ao revestimento que, somadas às de outras origens, poderão ocasionar o seu desprendimento. Entre tais tensões há a considerar as devidas à deformação lenta do concreto e as da retração da argamassa do embaço, caso este não esteja totalmente curado (eqüivale a já ter-se deformado totalmente por retração da argamassa) por ocasião da colocação das pastilhas (2) (3) (4). S u p e r f í c i e d a b a s e • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa, notadamente resíduos de madeira das fôrmas presos ao concreto, partículas soltas etc. Caso houver faces de pilares e vigas a revestir, e sendo antigas ou lisas, apicoá-las. • Umedecer abundantemente as alvenarias. qualquer que seja a natureza dos materiais que as constituem e aplicar uma camada de chapisco. O chapisco poderá ser o convencional de cimento e areia grossa 1:3 ou 1:4 em volumes, ou um chapisco de cimento colante. Para este último é necessário aguardar cerca de sete dias. para que esteja suficientemente rígido e próprio para receber a camada seguinte. Base Chapisco Pasta tio argamassa colanto Emboço máximo 2 cm se maior, execuiar em camadas do 2 cm cada Pastilha Juntas entro pastilhas ia previstas p e » fabricante C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o • Antes de iniciar o revestimento propriamente dito é necessário verificar a prumada da superfície a revestir. Sempre que a espessura de argamassa necessária para eliminar irregularidades, ou para atingir determinado posicionamento, for superior a 2 cm, é indispensável a execução de uma camada prévia de regularização. A espessura das camadas de argamassa não deve ultrapassar 2 cm (2, 3 e 4). • O traço pode ser o mesmo da argamassa do emboço. • A argamassa de regularização é aplicada sobre a superfície chapiscada umedecida. • Sempre que por motivos construtivos a espessura ultrapassar 25 a 35 mm deve ser utilizada tela metálica soldada de malha de 5 x 5 cm e fio 16 BWG (1,65 mm) chumbada na estrutura suporte em quatro pontos por metro quadrado e, nos cantos, em três pontos por metro linear, com a finalidade de absorver a retração da argamassa, tensões e peso próprio da espessa camada de argamassa. • O acabamento superficial desta camada deve ser áspero. E m b o ç o • Só será aplicado após completa secagem e retração da camada de regularização, se houver. Ou seja, após o mínimo de oito dias de sua conclusão. Umedecer a superfície antes de chapar a argamassa do emboço. ü Não havendo camada de regularização, a argamassa do e m b o ç o é aplicada sobre a superfície chapiscada umedecida previamente. • A espessura do emboço será de 2 cm, no máximo (2, 3 e 4). • O acabamento superficial será áspero. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para meia parte de cal hidratada e para cinco partes de areia média úmida. Ou uma parte de cimento para uma parte de cal hidratada e sete partes de areia média úmida. • A NBR-7200/82 indica diversos traços para o emboço em paredes internas e para locais de grau de umidade normal do ar. Os emboços sugeridos com uso de cimento e cal hidratada têm o traço de um volume de cimento, dois de cal hidratada e nove de areia úmida (para mstura manual) ou 11 de areia úmida (para mistura mecânica). • Quantidade de argamassa a preparar: será tal que sua aplicação e acabamento estarão concluídos antes do início de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: chapar fortemente com a colher sobre a superfície do chapisco (ou da camada cte regularização anterior) umedecida previamente. A seguir sarrafear com régua apoiada sobre as mestras já executadas. • Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto rendimento, podendo ser interrompido na posição que estiver no fim da jornada de trabalho. O aoroveitamento da mão-de-obra é máximo.
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    Cura • Antes depassar para a fase de assentamento das pastilhas com pasta de cimento colante, aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa do emboço. Lembrar que para as argamassas 80% de sua retração se dá os sete dias de idade. • Com a execução e cura total do emboço se encerra a primeira fase de serviços do método de colagem que estamos descrevendo. Nota: Enquanto no método convencional daqui para diante há mais duas operações lentas a serem executadas seguidamente, ou seja, massa fina e sobre ela ainda fresca a aplicação das placas de pastilhas com pasta de cimento branco no tardoz, com prejuízo do rendimento dos serviços, este método de colagem requer apenas o espalhamento da pasta de argamassa colante, cinza ou branca. E um serviço de alto rendimento, possibilitando o aproveitamento integral da jornada de trabalho. Cojagem direta sobre a base em paredes internas • É possível colar as peças diretamente sobre a base se esta é constituída de elementos de superfície bem plana e assentados aprumados já prevendo a colagem direta, sem emboço, ou camada de regularização. E o caso de blocos de concreto, blocos de concreto leve ou sílico-calcário. A irregularidade das peças, se houver, será jogada para a face oposta da parede que, possivelmente, será um corredor, ou sala, ou dormitório etc., cujas paredes levarão emboço e reboco corrigindo o prumo. Atenção para as instalações elétrica e hidráulica, e posicionamento de batentes, uma vez que não haverá chapisco e emboço. • Imediatamente antes de espalhar a pasta de cimento colante sobre tais bases, molhá-las abundantemente devido à sua alta absorção de água. Obs.: no método convencional é impossível a colocação direta sobre a base. Juntas (7) • As juntas de expansão/contração e estruturais deverão ser projetadas antes do assentamento. • As pastilhas são fornecidas montadas em placas já com juntas prefixadas pelo fabricante. • Manter a mesma largura de juntas entre as placas. Juntas estruturais • Mantê-las em toda a espessura dos revestimentos (no chapisco. emboço. argamassa colante e pastilhas) e na largura deixada na estrutura suporte. Juntas de expansão/contração • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou da umidade relativa do ar acentuada. Prevê- las no encontro com outros acabamentos. Pasta de argamassa colante (5) • Não é necessário umedecer o emboço. Todavia, esta ope- ração não deve ser proibida. A umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. Em locais ventilados e ensolarados convém umedecer o emboço. • Espalhar pasta de cimento colante com desempenadeira denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve ser suficiente para preencher irregularidades no prumo do emboço. • Espalhar a pasta em faixas compatíveis com as condições locais de ventilação e insolação. Controlar a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre os cordões, falseando a aderência das peças. Na dúvida, pressione algumas pastilhas sobre os cordões e retire-as em seguida; sua base deverá estar impregnada de pasta fresca. • As placas de pastilhas são empilhadas sobre um suporte, com o tardoz voltado para cima (ou com o papel voltado para baixo). u Com auxílio do lado liso da desempenadeira denteada forçar a pasta de argamassa colante branca nas costas de cada placa de pastilhas, preenchendo praticamente todas as juntas. • Antes da aplicação das placas de pastilhas, traçar linhas de nível e prumo. Obs.: o Manual do Pastilheiro (6) descreve detalhadamente ferramentas, materiais e cuidados no acabamento. • Aplicar cada placa de pastilhas sobre os cordões de pasta fresca de argamassa colante. • Pressionar imediatamente com ambas as mãos toda a superfície da placa. • Após a colocação de algumas placas, alinhar as arestas e rebater com auxílio de martelo de pedreiro e um batedor de madeira aparelhado. Rejuntamento • Remover o papel colado sobre a superfície daspastilhas utilizando uma solução de soda cáustica e água na proporção de 250 g para cada cinco litros de água (6). Usar broxa na aplicação da solução sobre o papel. Aguarde que este se encharque, e use a ponta da colher de pedreiro para iniciar a rerioção do papel. • Lavar com água após remover o papel de cada pequena área. • Rebater as pastilhas, caso for necessário ajustar nível e prumo. Atenção: usar luvas de borracha e aplicar a solução de soda com cuidado para evitar respingos na pele. Use balde plástico no preparo da solução. • Retirado o papel de todo o pano. prepare pasta de cimento branco comum, ou de produtos pré-fabricados comercializados com esta finalidade. Completar o preenchimento das juntas com a pasta, com auxilio de rodo de borracha passado diagonalmente. Deixar "puxar" e. em seguida, limpar com estopa. Leituras recomendadas: (1) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes - Ed. Pini - 1982 (2) Capitulo 6 - Retração (3) Capítulo 8 - Tensões (4) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos (5) Capítulos 18 e 19 - Método de Colagem (6) "Treinamento do Oficial Pastilheiro" - "Encarte Produtos & Técnicas - 82/83 - Ed. Pini (7) Capítulo 15 - Juntas
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    Placas de borrachacom cavidades ou pinos sobre terrapleno (Método de Colagem) 13 C o l a g e m • Este Método de Colagem é dividido em duas fases bem distintas e de alto rendimento de mão-de-obra: a) execução do contrapiso, sua cura e secagem; b) colagem das peças. T e r r a p l e n o (1) • Preparar o terrapleno para evitar umidade natural do solo. Esta camada deverá ter excelente permeabilidade para que a água não suba por capilaridade. Isso pode ser conseguido com a retirada da camada superficial de solo pouco permeável - 30 a 40 cm - e reaterro com o mesmo solo misturado em partes iguais com areia ou entulho da própria obra. • Apiloar o terrapleno e colocar uma camada de pedra britada. Atenção para pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos, que retêm energicamente a água. Para conter o fluxo de umidade utilizar mantas impermeáveis. • Prever uso de drenos para os casos extremos de pressão positiva e lençol freático aflorado ou a pouca profundidade. L a s t r o d e c o n c r e t o s i m p l e s (1) • Sobre o terrapleno executar lastro de concreto simples, bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira à água. dada sua impermeabilidade. • Executar o lastro com caimentos necessários à perfeita drenagem superficial do piso acabado. • Aguardar cura completa antes da execução do contrapiso. S u p e r f í c i e d o l a s t r o - p r e p a r o • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa do contrapiso. Caso o lastro seja antigo ou sua superfície muito lisa, apicoá-lo. Umedacer e aplicar camada de cimento Portland formando pasta e, sobre ela, estender imediatamente a argamassa do contrapiso. Dependendo das condições de uso, o lastro poderá ser armado. C o n t r a p i s o ( 2 e 3 ) • Também chamado piso morto, camada de regularização ou intermediária. • Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for n e c e s s á r i a e s p e s s u r a m a o r , executar contrapisos superpostos tantos quantos forem necessários, de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou desempenado. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para seis partes de areia média úmida. Dimensionar outro traço, inclusive armadura, dependendo das condções de uso. • Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram antes do início de pega do cimento. • Aplicação de argamassa: estendê-la sobre a pasta de cimento fresca na superfície do lastro. Com auxílio da c o l h e r a p e r t á - l a c o m f i r m e z a , e l i m i n a n d o a m a i o r quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície. Placas de borracha Lastro de concreto simples Pasta de argamas Ju co sa colante ita expansão/ itração Ccmtra Pa piso sta de cimento J u n t a estrutural • 1 Kl 1 • [ J Manta impermeável 1 Terrapleno
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    • Área deaplicação: não há limitações. O serviço é de alto rendimento, podendo ser interrompido na posição que estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento da mão-de-obra é máximo. C u r a • Antes de passar para 2J fase (colagem) aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa do contrapiso. Lembrar que para argamassa 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade. Atenção: Caso a colocação das placas seja feita antes da secagem da argamassa do contrapiso, a retração desta argamassa ainda em evolução introduzirá compres- são no revestimento denunciada por ondulações das placas, comprometendo definitivamente o serviço. J u n t a s (5 e 6) • As juntas de expansão/contração e estruturais deverão ser projetadas e previstas antes do assentamento. J u n t a s estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser mantidas em largura e posição em toda a espessura do revestimento. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa (6). Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (4) • Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso. Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. • Espalhar, pasta de argamassa colante com desempena- deira denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve ser suficiente para preencher irregularidades do nível do contrapiso. • Espalhar a pasta em faixas de 70 cm de largura para facilitar a colocação das peças. Atenção para locais ventilados e ensolarados: controlar a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre os cordões, falseando a aderência das peças. • Com colher de pedreiro, ou lado liso da desempenadeira de aço, preencher totalmente com pasta de argamassa colante as cavidades ou espaços entre os pinos existentes no tardoz das placas. • Aplicar as placas assim preparadas sobre os cordões de pasta de argamassa colante já aplicada sobre o contrapiso. • Bater a placa o mais levemente possível, mas o necessário para ligar a pasta do tardoz à pasta do contrapiso. Atenção: batidas enérgicas sobre a placa causarão deformações levantando arestas e vértices da placa, tornando impossível quaisquer tentativa posterior de acerto de nível. u O serviço de colagem pode ser interrompido em qualquer posição, e retomado posteriormente, mesmo no dia seguinte. Isto torna o serviço de alto rendimento devido ao aproveitamento máximo da mão-de-obra. L i m p e z a ü Este método proporciona serviço extremamente limpo. Eventual refluxo de pasta é retirado com pano levemente umedecido em água limpa. P r o t e ç ã o • Nunca ande sobre placas logo após coladas. Aguarde cerca de três dias. A resistência máxima da argamassa colante se dá após 14 dias de idade. • Na fase final da obra os pisos são suornetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. Leituras r e c o m e n d a d a s : (1) Capítulo 14 - Eflorescência (2) Capítulo 6 - Retração (3) Capítulo 8 • Tensões (4) Capítulos 18 e 19 • Método de Colagem/Consumo (5) Capítulo 10 - Temperatura (6) Capítulo 15 - Juntas
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    Placas de borrachacom cavidades ou pinos sobre laje (Método de Colagem) 14 S u p e r f í c i e d a laje • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa da camada de regularização ou contrapiso. Caso a laje seja antiga ou sua superfície muito lisa. apicoá- la. Umedecer e aplicar camada de cimento Portland. formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de regularização. A emenda com pasta de cimento introduzirá um vinculo que impedirá parcialmente a retração da argamassa das camadas superiores, reduzindo as tensões de compres- são na camada de revestimento superficial (1). • Sobre a laje poderemos ter: a - somente uma camada de argamassa, chamada de regularização, ou contrapiso ou. ainda, de piso morto: b - uma camada de argamassa de enchimento destinada a embutir canalizações de piso (tomadas, telefones etc.) ou para dar caimento ou. ainda, para corrigir irregu- laridades exageradas. Sobre esta camada de enchimento segue-se a do contrapiso. Atenção: cada camada não deverá ter mais do que 2 a 3 cm de espessura. Nota: Este método de colagem é dividido em duas fases bem distintas e de alto rendimento de mão-de-obra: a) execução do contrapiso. sua cura e secagem; b) colagem das peças. C o n t r a p i s o (1), (2) e (3) • Também chamado piso morto, camada de regularização ou intermediária. ü Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for necessária espessura maior, que se destine a embutir eletrodutos para tomadas de piso, executar contrapiso superpostos tantos quantos forem necessários, de modo a resultar sempre espessuras i n d i v i d u a i s de 2 a 3 cm. C a d a c a m a d a só s e r á executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial será áspero: sarrafeado ou desempenado. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para seis partes de areia média úmida, ou argamassa mista composta de uma parte de cimento para meia de cal hidratada, e para cinco partes de areia média úmida. Dimensionar outro traço, inclusive armadura, dependendo das condições de uso. • Quantidade de argamassa a preparar: será de tal modo que seu espalhamento e acabamento superficial ocorram antes do inicio de pega do cimento. • Aplicação de argamassa: estendê-la sobre a pasta de cimento fresco na superfície da laje. Com auxílio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície. • Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto rendimento, podendo ser interrompido na posição que estiver no fim da jornada de trabalho. O aDroveitamento de mão-de-obra é máximo. C u r a • Antes de passar para 2a fase (colagem) aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa do contrapiso. Lembrar que para argamassa 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade. "Junta de expansão/contração Placas do borracha Camada de regularização ou contrapiso Pasta de argamassa colante sobre o contrapiso e nas cavidades I Pasta de cimento sobre a laje Junta normal Junta estruturaJ Laje de concreto Junta expansão/ * Revestimento do forro do andar inferior armado contração (Chapisco + Emboço + Reboco)
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    Atenção: Caso acolocação das placas seja feita antes da secagem da argamassa do contrapiso, a retração desta argamassa ainda em evolução introduzirá compres- são no revestimento denunciada por ondulações das placas, comprometendo definitivamente o serviço. J u n t a s (5 e 6) • As juntas de expansão/contração e estruturais deverão ser projetadas e previstas antes do assentamento. J u n t a s estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser mantidas em largura e posição em toda a espessura do revestimento. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar. Pasta d e a r g a m a s s a c o l a n t e (4) • Não é necessário umedecer a superfície do contrapiso. Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. • Espalhar pasta de argamassa colante com desempena- deira denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve ser suficiente para preencher irregularidades do nível do contrapiso. • Espalhar a pasta em faixas de 70 cm de largura para facilitar a colocação das peças. Atenção para locais ventilados e ensolarados: controlar a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre os cordões, falseando a aderência das peças. • Com colher de pedreiro, ou lado liso da desempenadeira de aço. preencher totalmente com pasta de argamassa colante as cavidades ou espaços entre os pinos existentes no tardoz das placas. • Aplicar as placas assim preparadas sobre os cordões de pasta de argamassa colante já aplicada sobre o contrapiso. • Bater a placa o mais levemente possível, mas o necessário para ligar a pasta do tardoz à pasta do contrapiso. Atenção: batidas enérgicas sobre a placa causarão deformações levantando arestas e vértices da placa, tornando impossível qualquer tentativa posterior de acerto de nível. P r o t e ç ã o • Nunca ande sobre placas logo após coladas. Aguarde cerca de três dias. A resistência máxima da argamassa colante se dá após 14 dias de idade. • Na fase final da obra, os pisos são submetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. Leituras r e c o m e n d a d a s : (1) Capítulo 8 - Tensões (2) Capitulo 6 - Retração (3) Capítulo 9 - Retração e Revestimento (4) Capítulos 18 e 19 - Método de Colagem/Consumos (5) Capítulo 10 - Temperatura (6) Capitulo 15 - Juntas • O serviço de colagem pode ser interrompido em qualquer posição, e retomado posteriormente, mesmo no dia seguinte. Isto torna o serviço de alto rendimento devido ao aproveitamento máximo da mão-de-obra. L i m p e z a • Este método proporciona serviço extremamente limpo. Eventual refluxo de pasta é retirado com pano levemente umedecido em água limpa.
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    Peças cerâmicas prensadassobre alvenaria externa (Método de Colagem) 15 T i p o d e b a s e • A base sobre a qual haverá o revestimento poderá ser constituída de diversos tipos de materiais, a saber: a) alvenaria: - de tijolos cerâmicos maciços - de tijolos cerâmicos furados (baiano) - de tijolos cerâmicos laminados - de blocos cerâmicos - de blocos de concreto - de blocos sílico-calcário - de blocos de concreto leve b) pilares e vigas de concreto C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r • A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando da aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria de tijolos comuns o encunhamento é feito após cerca de oito dias da conclusão do assentamento dos tijolos (1). Esse é um prazo mínimo para ocorrerem a secagem e a retração da argamassa entre os tijolos, em cada fiada, e a conseqüente acomodação do pano de parede. Caso o revestimento for executado antes da acomodação da alvenaria transmitir-se-ão tensões ao revestimento que, somadas as de outras origens, poderão ocasionar o seu desprendimento. Entre tais tensões há a considerar as devidas à deformação lenta do concreto e as da retração da argamassa do emboço, caso este não esteja totalmente curado (deformado totalmente por retração da argamassa) por ocasião da colocação das peças (2) (3) (4). S u p e r f í c i e d a b a s e • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa. notadamente resíduos de madeira das fôrmas presos ao concreto, partículas soltas etc. Caso houver faces de pilares e vigas a revestir, e sendo antigas ou lisas, apicoá-las. • Umedecer abundantemente as alvenarias, qualquer que seja a natureza dos materiais que as constituem, e aplicar uma camada de chapisco. O chapisco poderá ser o convencional de cimento e areia grossa 1:3 ou 1:4. em volumes, ou um Baso Chapisco Pasta do a r g a m a s s a colantn Emboço espessura máxima 2 cm. se maior oxocutar em camadas de 2 cm cada Peças cerâmicas Junta entro as peças largura mfn. 6a7mm Juntas do expansão/ contração largura 6 a 7 mm profundidade? ató o chapfcr chapisco de cimento colante. Para este último é necessário aguardar cerca de sete dias. para que esteja suficientemente rígido e próprio para receber a camada seguinte. C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o • Antes de iniciar o revestimento propriamente dito é necessário verificar a prumada da superfície a revestir. Sempre que a espessura de argamassa necessária para eliminar irregularidades, ou para atingir determinado posicionamento, for superior a 2 cm, é indispensável a execução de uma camada prévia de regularização. A espessura de cada camada de argamassa não deve ultrapassar 2 cm (2, 3 e 4). • O traço pode ser o mesmo da argamassa do emboço. • A a r g a m a s s a de r e g u l a r i z a ç ã o é aplicada sobre a superfície chapiscada umedecida. • S e m p r e que por motivos construtivos a e s p e s s u r a ultrapassar 25 a 35 mm deve ser utilizada tela metálica soldada de malha de 5 x 5 cm e fio 16 BWG (1,65 mm) chumbada na estrutura suporte em quatro pontos por metro quadrado e, nos cantos, em três pontos por metro linear, com a finalidade de absorver a retração da argamassa, tensões e peso próprio da espessa camada de argamassa. • O acabamento superficial desta camada de»/e ser áspero. E m b o ç o • Só será aplicado após completa secagem e retração da camada de regularização, se houver. Ou seja, após o mínimo de oito dias de sua conclusão. Umedecer a superfície antes e chapar a argamassa do emboço. • Não havendo camada de regularização, a argamassa do e m b o ç o é a p l i c a d a s o b r e a superfície c h a p i s c a d a umedecida previamente. • A espessura do emboço será de 2 cm no máximo (2, 3 e 4). • O acabamento superficial será áspero. • Traço sugerido em volume: uma parte de cimento para meia parte de cal hidratada e para cinco partes de areia média úmida. Ou uma parte de cimento para uma parte de cal hidratada e sete partes de areia média úmida. A NBR-7200/82 indica diversos traços para o emboço em paredes internas e para locais de grau de umidade normal do ar. Os emboços sugeridos com uso de cimento e cal hidratada têm o traço de um volume de cimento, dois de cal hidratada e nove de areia úmida (para mstura manual) ou 11 de areia úmida (para mistura mecânica). ü Quantidade de argamassa a preparar: será tal que sua aplicação e acabamento estarão concluídos antes do início de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: chapar fortemente com a colher sobre a superfície do chapisco (ou da camada cte regularização anterior) umedecida previamente. A seguir sarrafear com régua apoiada sobre as mestras já executadas.
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    • Área deaplicação: não há limitações. O serviço é de alto rendimento, podendo ser interrompido na posição que estiver no fim da jornada de trabalho. O aproveitamento da mão-de-obra é máximo. Cura • Antes de passar para a 2* fase do assentamento das peças cerâmicas, com base lisa com pasta de cimento colante. aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa do emboco. Lembrar que para argamassa 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade. ü Com a execução e cura total do emboço se encerra a primeira fase de serviços do Método de Colagem que estamos descrevendo. Seqüência de colocação • Nas fachadas, o revestimento é executado da parte superior para a inferior. Mas. na altura correspondente a cada andar e a partir do mais elevado, as peças são assentadas de baixo para cima. Juntas (5) • As juntas devem ser projetadas antes do inicio do assentamento. Juntas estruturais • Mantê-las em toda a espessura do revestimento {no chapisco, emboço, cimento colante e na peça) e na largura deixada na estrutura suporte. Preencher com mástique elástico. Juntas de expansão/contração • Prevenindo qualquer tipo de deformação, inclusive térmicas (ver desenho). Deixar juntas no encontro com outros tipos de acabamentos, ou saliências, e também em distâncias horizontais e verticais de 3,50 m a 5.0 m, com largura de 6 a 10 mm respectivamente. Sugere-se deixá-las no sentido vertical a cada andar e coincidindo com a posição de encontro da alvenaria com a estrutura de concreto (viga ou laje). Preenchê-las com mastigue elástico. • Juntas entre as peças: 6 a 10 mm, ou seja, com a mesma largura das juntas de expansão já descritas. • Cálculo da largura exata das juntas e construção da galga. Consideremos, como exemplo, peças com dimensões 7 cm por 23 cm a serem coladas horizontalmente. A altura do pano (distância entre dois pisos acabados) é. por exemplo. 2.63 m (2.5 m de pé-direito, mais 2 cm de revestimento do forro, mais 7 cm de laje e mais 4 cm de piso). Se a junta mínima é de cerca de 7 mm. a altura de cada fiada será de 77 mm (junta mais peça) e teremos 2.630 mm/77 mm ou 34.16 fiadas. Como o número de fiadas é inteiro, teremos 2.630 mm/34 iguais a 77.35 mm. sendo 70 mm da peça mais 7,35 mm da junta. Sobre dois sarrafos aparelhados marcar com pregos as 34 fiadas de 77,35 mm. Fixar um sarrafo de cada lado do pano a revestir com pares de pregos correspondentes nivelados. Uma linha presa ao prego de cada sarrafo (galga) dará a posição nivelada das peças a colar. Lembrar que as juntas inferior e superior de cada pano coincidem com as juntas de expansão/contração. Pasta de argamassa colante (6) • Não é necessário umedecer o emboço. Todavia, esta operação não deve ser proibida. A umidade, se houver, reforçará a cura da pasta. Em locais ventilados e ensolarados, como as fachadas, convém umedecer o emboço e as peças a assentar. • Espalhar pasta de argamassa colante com desempena- deira denteada formando cordões. A quantidade de pasta deve ser suficiente para preencher irregularidades no prumo do emboco. bem como de eventual empeno das peças. • Espalhar a pasta em faixas compatíveis com as condições locais de ventilação e insolação. Controlar a extensão da faixa, pois pode se formar película sobre os cordões, falseando a aderência das peças. Na dúvida, pressione uma peça sobre os cordões e retire-a em seguida; sua base deverá estar impregnada de pasta fresca. Peças cerâmicas (8) • Não é necessária sua imersão em água. Todavia, dependendo do "grupo de absorção" a que pertencem, podem ser umedecidas. A peça umedecida reforça a cura da pasta melhorando a aderência. • As peças serão pressionadas e batidas uma a uma à medida que são colocadas sobre os cordões de pasta fresca. • Deve haver esmagamento dos cordões e espalhamento da pasta com contato pleno da mesma com todo o tardoz das peças. Rejuntamento • O rejuntamento entre as peças é feito com argamassa industrializada própria para esta finalidade. • Preencher as juntas forçando a pasta com desempena- deira emborrachada. • Limpar as superfícies das peças à medida que são rejuntadas e dar acabamento cora espuma macia, limpa e úmida. • Após secagem, o revestimento (se não for esmaltado) e as juntas poderão ser protegidos com repelentes de água à base de silicone (hidrofugação). Leituras recomendadas: (1) Caderno de Encargos • Eng. Milber Fernandes Guedes - Ed. Pini -1982 (2) Capitulo 6 - Retração (3) Capitulo 8 - Tensões (4) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos (5) Capítulo 15 • Juntas (6) Capítulos 18 e 19 - Método de Colagem (7) Capitulo 10 - Temperatura (8) Capítulo 11 - Expansão por umidade (9) NBR-13755 — dez./1996
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    Peças cerâmicas extrudadassobre alvenaria externa (Método Convencional) 16 T i p o d e b a s e • A base sobre a qual haverá o revestimento poderá ser constituída de diversos tipos de materiais, a saber: a) alvenaria: - de tijolos cerâmicos maciços - de tijolos cerâmicos furados (baiano) - de tijolos cerâmicos laminados - de blocos cerâmicos - de blocos de concreto - de blocos sílico-calcário - de blocos de concreto leve b) pilares e vigas de concreto C o n d i ç ã o p r e l i m i n a r • A alvenaria deverá estar perfeitamente estável quando da aplicação do revestimento. Por exemplo, para alvenaria de tijolos comuns o encunhamento é feito após cerca de oito dias da conclusão do assentamento dos tijolos (1). Esse é um prazo mínimo para ocorrerem a secagem e a retração da argamassa entre os tijolos, em cada fiada, e a conseqüente acomodação do pano de parede. Caso o revestimento seja executado antes da acomodação da alvenaria transmitir-se-ão tensões ao revestimento que, somadas as de outras origens, poderão ocasionar o seu desprendimento. Entre tais tensões há a considerar as devidas à deformação lenta do concreto e as da retração da argamassa de regularização, caso esta não esteja totalmente curada (deformada totalmente por retração da argamassa) por ocasião da colocação das peças (2) (3) (4). S u p e r f í c i e d a b a s e • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa, notadamente resíduos de madeira das fôrmas presos ao concreto, partículas soltas etc. Caso haja faces de pilares e vigas a revestir, e sendo lisas ou antigas, apicoá-las. Argamassa do regularização espes- sura mAxima 2 cm So maior, oxocutar em camadas do 2 cm cada. Supcrtoo áspera O ranbjrada Poça a sc* colocada Apôs a balida, a sobra do massa na parlo superar ó aportada, como indicado na liada do baixo PorçSo do argamassa do reiuntamcnto Juntas horizontal o vertical entre as poças 7 mm. rvo mínimo «risadas com forro redondo Juntos do expansão/ contração largura 7 mm o proíundidado «W o chapisco • Umedecer abundantemente as alvenarias, qualquer que seja a natureza dos materiais que as constituem, e aplicar uma camada de chapisco. O chapisco será de cimento e areia 1:3 em volume. Aguardar até que esteja suficien- temente rígido e próprio para receber a camada seguinte. C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o • Antes de iniciar o revestimento propriamente dito é necessário verificar a prumada da superfície a revestir. Sempre que a espessura de argamassa necessária para eliminar irregularidades, ou para atingir determinado posicionamento, for superior a 2 cm. é indispensável a execução de camadas de regularização sucessivas sobre a anterior já curada. A espessura de cada camada de argamassa não deve ultrapassar 2 cm (2, 3 e 4). • O traço sugerido é um volume de cimento, cinco de areia média úmida e 1/5 de cal hidratada. • Quantidade de argamassa a preparar: será tal que sua aplicação e acabamento estarão concluídos antes do início de pega do cimento. • Aplicação da argamassa a preparar: chapar fortemente com a colher sobre a superfície do chapisco (ou da c a m a d a de regularização anterior) umedecida previamente. A seguir sarrafear com régua apoiada sobre as mestras já executadas. • O acabamento superficial será áspero e ranhurado em todas as direções, criando ancoragens para a massa de assentamento. As ranhuras serão conseguidas com pequeno sarrafo provido de pregos, em forma de pente. • Área de aplicação: não há limitações. O serviço é de alto rendimento, podendo ser interrompido na posição que estiver no fim da jornada de trabalho. O aDroveitamento da mão-de-obra é máximo. • Sempre que por motivos construtivos a espessura ultrapassar 25 a 35 mm deve ser utilizada tela metálica soldada de malha de 5 x 5 cm e fio 16 BWG (1,65 mm) chumbada na estrutura suporte em quatro pontos por metro quadrado e, nos cantos, em três pontos por metro linear, com a finalidade de absorver a retração da argamassa, tensões e peso próprio da espessa camada de argamassa. • O acabamento superficial desta camada de</e ser áspero. C u r a • Antes de passar para a 2'3 fase do assentamento das peças cerâmicas com ressaltos na base, aguardar D maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa de regularização. Lembrar que para argamassa 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade. S e q ü ê n c i a d a c o l o c a ç ã o • Nas fachadas, o revestimento é executado da parte superior para a inferior. Porém, na altura correspondente a cada andar e a partir do mais elevado, as peças são assentadas de baixo para cima. máximo 2.5 cm
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    J u nt a s (5, 6) • As juntas devem ser projetadas antes do início do assentamento. J u n t a s estruturais • Mantê-las em toda a espessura do revestimento (no chapisco, argamassa de regularização e assentamento e na peça) e na largura deixada na estrutura suporte. Preencher com mástique elástico. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Prevenindo qualquer tipo de deformação, inclusive térmicas (ver desenho). Deixar juntas no encontro com outros tipos de acabamento ou saliências, e também em distâncias horizontais e verticais de 3.50 m a 5.0 m, com largura de 7 a 10 mm respectivamente. Sugere-se deixá-las no sentido vertical a cada andar e coincidindo com a posição de encontro da alvenaria com a estrutura de concreto (viga ou laje). Preenchê-las com mástique elástico. • Juntas entre as peças: 7 a 10 mm, nos sentidos horizontais e verticais, ou seja. com a mesma largura das juntas de expansão já descritas. • Cálculo da largura exata das juntas e construção da galga. Consideremos, como exemplo, peças com dimensões 7 cm por 23 cm a serem assentadas horizontalmente. A altura do pano (distância entre dois pisos acabados) é, por exemplo, 2,63 m (2,5 m de pé-direito, mais 2 cm de revestimento do forro, mais 7 cm de laje e mais 4 cm de piso). Se a junta mínima é de cerca de 7 mm. a altura de cada fiada será de 77 mm (junta mais peça) e teremos 2.630 mm/77 mm ou 34.16 fiada. Como o número de fiadas é inteiro teremos 2.630 mm/34 igual a 77.35 mm. sendo 70 mm da peça mais 7,35 mm da junta. Sobre dois sarrafos aparelhados marcar com pregos as 34 fiadas de 77.35 mm. Fixar um sarrafo de cada lado do pano a revestir, tendo pares de pregos correspondentes nivelados. Uma linha presa ao prego de cada sarrafo (galga) dará a posição nivelada das peças (a as-sentar). Lembrar que as juntas inferior e superior de cada pano coincidem com as juntas de expansão/contração. P e ç a s c e r â m i c a s (7) • A imersão em água, com antecedência, depende do "grupo e absorção a que elas pertencem". Quando do assentamento, as peças devem estar úmidas, mas não saturadas. Qualquer excesso de água mudará a relação água/cimento da argamassa, reduzindo sua resistência e conseqüente aderência às pegas. A s s e n t a m e n t o • A argamassa de assentamento poderá ter o traço sugerido de um volume de cimento. 1/2 de cal hidratada e cinco de areia média úmida. Ou um volume de cimento para um de cal hidratada e sete de areia média úmida. A adição de cal melhora a trabalhabilidade por tornar a mistura mais plástica; aumenta o tempo de sua utilização; e retém água melhorando as condições de cura. • Quantidade de argamassa a preparar: será de tal modo que o assentamento estará concluído antes do início de pega do cimento. Não usar sobras do dia anterior mantidas sob a água, como comumente se observa em obras. • A espessura total da argamassa mais peça será no máximo de 25 mm (ver figura). ü Aplicar argamassa em quantidade suficiente na base da peça. Batê-la até colocá-la no prumo, alirhamento e nível. A sobra de massa na parte superior será apertada com a colher (ver figura) a fim de evitar vazios • Restos de massa sobre as peças devem ser removidos imediatamente com pano limpo umedecido em água. R e j u n t a m e n t o • É executado simultaneamente com o assentamento. Portanto, o colocador trabalha com duas argamassas: de assentamento e de rejuntamento. • Utilizar, para rejuntar, uma argamassa de cimento e areia fina no traço em volume de um para dois. Poderá ser adicionado um impermeabilizante. • Sobre algumas peças da fiada já assentada colocar, com auxílio de colher, uma porção de argamassa de rejuntamento, conforme mostra a figura. • A quantidade de massa será tal de modo a resultar a junta prevista entre as peças. • Colocar, também, uma porção de argamassa de rejuntamento na lateral de cada peça assentada, de modo a termos juntas verticais iguais às horizontais. • Após posicionar algumas peças, frisar a argamassa da junta horizontal e vertical com ferro recondo recurvado. Esta operação deverá ser feita com cuidado, de modo a eliminar possíveis pontos de infiltração de água. • Manter limpa a superfície das peças, à medida que são rejuntadas. • Após secagem, o revestimento (se não for esmaltado) e as juntas poderão ser protegidos com repelentes de água à base de silicone (hidrofugação). Leituras r e c o m e n d a d a s : (1) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes - Ed. Pini - 1982 (2) Capitulo 6 • Retração (3) Capítulo 8 - Tensões (4) Capítulo 9 - Retração e Revestimentos (5) Capítulo 15 - Juntas (6) Capítulo 10 • Temperatura (7) Capítulo 11 - Expansão por umidade
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    Placas de ardósiasobre terrapleno (Método Semiconvencional ou Semicolado) 17 T e r r a p l e n o (1) • Preparar o terrapleno para evitar umidade natural do solo. Esta camada deverá ter excelente permeabilidade para que a água não suba por capilaridade. Isso pode ser conseguido com a retirada da camada superficial de solo pouco permeável - 30 a 40 cm - e reaterro com o mesmo solo misturado com areia ou entulho da própria obra. ü Apiloar o terrapleno e colocar uma camada de pedra britada. Atenção para pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos, que retêm energicamente a água. Para conter o fluxo de umidade utilizar mantas impermeáveis. • Prever uso de drenos para os casos extremos de pressão n e g a t i v a , e l e n ç o l freático a f l o r a d o ou a p o u c a profundidade. L a s t r o d e c o n c r e t o s i m p l e s (1) • Sobre o terrapleno executar lastro de concreto simples, bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira à água, dada sua impermeabilidade. • Executar o lastro com caimento necessário à perfeita drenagem superficial do piso acabado. • A g u a r d a r cura c o m p l e t a a n t e s d a s o p e r a ç õ e s de colocação do revestimento. S u p e r f í c i e d o l a s t r o - p r e p a r o • Eliminar t u d o que possa prejudicar a aderência da argamassa de assentamento. Caso o lastro seja antigo ou sua superfície muito lisa, apicoá-lo. Na ocasião do assentamento das placas de ardósia já chapiscadas. a superfície do lastro deverá ser umedecida e sobre ela aplicar camadas de cimento Portland CP-32 formando pasta. Sobre esta pasta será estendida a argamassa de assentamento. T r a t a m e n t o p r e l i m i n a r • Umedecer a base das placas. • Aplicar "chapisco" de argamassa colante de alta aderência e com boa antecedência. Usar "chapisco" colante de boa qualidade, cujo aglomerante seja exclusivamente o CP- 32, e o agregado de granulometria grossa para criar a maior quantidade possível de irregularidades que servirão de ancoragens na argamassa de assentamento. • A aplicação do "chapisco" de argamassa colante é feita com desempenadeira denteada passada também, de maneira irregular. • As placas só serão assentadas quando o chapisco estiver totalmente endurecido. A secagem deve ser leita à sombra. A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (2) • Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for necessária espessura maior, executar contrapisos superpostos tantos quantos forem necessá- rios. de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3 cm. Cada c a m a d a só será executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial dos contrapisos será áspero. As emendas, se houver, serão executadas umedecendo a superfície e a p l i c a n d o c i m e n t o Portland c o m u m formando pasta. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para seis partes de areia média úmida. • É possível utilizar argamassa composta de uma parte de Placas de ardósia Chapisco endurecido na base das placas Tela soldada Lastro de concreto simples Argamassa de assentamento Juntas expansão/ contração mesma laroura das juntas entre as placas Pasta do cimento Junta simples, rtVmima » 7mm Junta estrutural Terrapleno Manta impermeável - 1
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    cimento colante degranulometria grossa {o próprio "chapisco" de que falamos anteriormente) para uma ou duas partes de areia média da obra, especialmente quando a espessura for pequena (inferior a 2 cm). • Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo que o assentamento estará concluído antes do inicio de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de cimento fresca na superfície do lastro. Com auxílio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior quanti- dade possível de vazios. Sarrafear a superfície. • Área de aplicação da argamassa: o ideal será em faixas com cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação das peças do piso. O comprimento será tal de modo a estar concluído o assentamento antes do início de paga do cimento. • Ao estender a argamassa de assentamento, e ao chegar à metade de sua espessura, será conveniente colocar tela metálica soldada de malha de 2" x 2" (5 cm x 5 cm) e fio de bitola 16 BWG (1.65 mm) ou equivalente. Sua finalidade é inibir a retração da argamassa de assenta- mento, eliminando seus efeitos deletérios sobre o revestimento. Juntas (3) • As juntas devem ser projetadas antes do início do assentamento. Cura • Antes de rejuntar manter o piso coberto por cerca de sete dias. Rejuntar • Aguardar o maior tempo possível pare que ocorram a secagem e a retração da argamassa d9 assentamento. Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua retração se dá aos sete dias. • Antes de rejuntar, escovar e umedecer as juntas entre as peças. • Preencher as juntas com argamassa d9 uma parte em volume de cimento para três partes de areia fina úmida, ou produtos industrializados. • Aplicar esta argamassa entre as juntas, forçando-a com a quina da colher de pedreiro, de modo a não deixar falhas. • Frisar com ferro redondo recurvado. • Limpar respingos e massa com pano umedecido em água limpa. Proteção • Na fase final da obra, os pisos são submetidos a mau trato enérgico, respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega cia obra. Juntas de assentamento • Obrigatórias entre as placas. A largura mínima será de 7 mm. Juntas estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em posição e largura. Juntas de expansão/contração • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar. Leituras recomendadas: (1) Capítulo 14 - Eflorescência (2) Capítulo 9 - Retração e Revestimento (3) Capítulo 15 • Juntas Colocação das placas de ardósia já chapiscadas • Quando do assentamento o chapisco aplicado na base das placas deve estar endurecido, bem rígido e áspero. • Umedecer a base chapiscada das placas. • Colocar as placas sobre a argamassa fresca, já estendida, conforme o título anterior. • Bater e nivelar as peças, posicionando-as de modo a deixar juntas nos quatro lados. Certificar-se de que há contato perfeito de toda a base com a argamassa de assentamento. • Limpar respingos de massa com pano umedecido em água limpa.
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    Placas de ardósiasobre laje de cobertura (Método Semiconvencional ou Semicolado) 18 S u p e r f í c i e d a laje • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa de regularização, notadamente resíduos de madeira presos à massa de concreto, partículas soltas etc. Caso a laje seja antiga ou sua superfície muito lisa, apicoá-la. Umedecer e aplicar camada de pasta de cimento imediatamente antes de estender a argamassa de regularização. A emenda com pasta de cimento introduzirá um vínculo com a laje, impedindo que a retração solte a argamassa de laje (1) e (2). C a m a d a d e r e g u l a r i z a ç ã o • Constituída de argamassa no traço sugerido de um volume de cimento para cinco de areia média úmida. Especialistas em impermeabilização indicam o traço 1:3. Caso adotado, redobrar a atenção, pois é uma argamassa rica e mais sujeita aos efeitos da retração, podendo soltar da laje. • Não adicionar hidrófugo a essa argamassa, pois haveria prejuízo de aderência das tintas de impregnação da camada impermeabilizante. • A espessura máxima é de 2,5 cm. Caso seja necessária maior espessura, aplicar em camadas sucessivas e após completamente seca a camada anteriormente lançada. Para argamassas ricas não ultrapasse 2 cm de espessura para cada camada. • A superfície final terá a c a b a m e n t o áspero com desempenadeira de madeira. • Dar caimento superficial para os ralos, considerado ótimo quando entre 1,5% e 2,5%. I m p e r m e a b i l i z a ç ã o • Deverá haver projeto da cobertura detalhando cuidadosa- mente os acabamentos da impermeabilização junto aos ralos, muretas, rodapés e para todos os tipos de juntas de dilatação/contração e estruturais (3), (4) e (5). C a m a d a d e p r o t e ç ã o • Constituída de argamassa no traço volumétrico sugerido de uma parte de cimento Portland comum para cinco partes de areia média úmida, com a finalidade de proteger a impermeabilização de ações mecânicas. • Sua espessura será de 2 cm. • Caso não houver a camada de isolação térmico/acústica sobre a camada de proteção e após sua secagem completa será executado o assentamento do piso pelo método que estamos descrevendo. I s o l a ç ã o t é r m i c o / á c ú s t i c a • Selecionar o tipo desejado conforme necessidade e fazer projeto detalhado (5). N o v a c a m a d a d e p r o t e ç ã o • Como já descrita anteriormente, para proteção da camada de isolação a agressões mecânicas e trânsito de operários. Atenção: 1 - Sempre que for feito uso de argamassas. lembrar que há necessidade de aguardar a cura e a secagem antes de executar qualquer camada sobre as mesmas. Para as argamassas 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade (1) e (2). 2 - Este método faz uso de argamassa para assentar as placas de ardósia, uma vez que as mesmas apresentam espessura variável, tornando impossível o uso simples de cimento colante. P l a c a s d e a r d ó s i a T r a t a m e n t o p r e l i m i n a r • Umedecer a base das placas. • Aplicar "chapisco" de argamassa colante de alta aderência e com boa antecedência. Usar "chapisco" colante de boa qualidade, cujo aglomerante seja exclusivamente o CP- Ptaca do ardósia Chapisco oodurocido na base das placas Tola soldada Junta expansio/contraçâo mosma largura das juntas ontro placas Pasta do cimento Junta ostrutural Argamassa de assentamento Ar jamassa do protoçüo Junta simplos. mínima7 mm lajo do concreto armado Argarrassa do regularização com caimento para os ratos W f U W U W W >..c >-0 í Caimeno Impermeab tizaçâo s s Pasta do cimento Isolação térmlco-acústica Argarrassa do proteção
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    32. e oagregado de granulometria grossa para criar a maior quantidade possível de irregularidades, que servirão de ancoragens na argamassa de assentamento. • Aplicação do "chapisco" de argamassa colante é feita com desempenadeira denteada passada, também, de maneira irregular. • As placas só serão assentadas quando o chapisco estiver totalmente endurecido. A secagem deve ser feita à sombra. A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (6) • Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for necessária espessura maior, executar contra- pisos superpostos tantos quantos forem necessários, de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial dos contrapisos será áspero. As emendas, se houver, serão executadas umedecendo a superfície e aplicando cimento portland comum formando pasta. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para seis partes de areia média úmida. • É aconselhável utilizar argamassa composta de uma parte de cimento colante de granulometria grossa (o próprio "chapisco" de que falamos anteriormente) para uma ou duas partes de areia média da obra, especialmente quando a espessura for pequena (inferior a 2 cm). • Quantidade de argamassa a preparar: será de tal modo que o assentamento estará concluído antes do início de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: estendê-la sobre a pasta de cimento fresca, já aplicada na superfície da camada de proteção. • Com auxílio de colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície. • Área de aplicação da argamassa: o ideal será em faixas com cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação das peças do piso. O comprimento será tal de modo a estar concluído o assentamento antes do início de pega do cimento. Atenção para a proteção da argamassa durante o assen- tamento, aos efeitos da insolação e vento, sempre presentes nas coberturas. • Ao estender a argamassa de assentamento e ao chegar à metade de sua espessura será conveniente colocar tela metálica soldada de malha de 2" x 2" (5 cm x 5 cm) e fio de bitola 16 BWG (1,65 mm) ou equivalente. Sua finalidade é inibir a retração da argamassa de assentamento, eliminando seus efeitos deletérios sobre o revestimento. J u n t a s (7) • As juntas devem ser projetadas antes do início do assentamento. J u n t a s d e a s s e n t a m e n t o • Obrigatórias entre as placas. A largura mínima será de 7 mm. J u n t a s estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em posição e largura. J u n t a s d e e x p a n s ã o / c o n t r a ç ã o • Dependem da destinação e exposição a variações térmi- cas ou de umidade relativa do ar. C o l o c a ç ã o d a s p l a c a s d e ardósia já c h a p i s c a d a s ü Quando do assentamento, o chapisco aplicado na base das placas deve estar endurecido, bem rígido e áspero. • Umedecer a base chapiscada das placas. • Colocar as placas sobre a argamassa fresca, já estendida, conforme o título anterior. • Bater e nivelar as peças, posicionando-asde modo a deixar juntas nos quatro lados. Certificar-se de que há contato perfeito de toda a base com a argamassa de assentamento. • Limpar respingos de massa com pane umedecido em água limpa. C u r a • Antes de rejuntar manter o piso coberto por cerca de sete dias. R e j u n t a r • Aguardar o maior tempo possível para que ocorram a secagem e a retração da argamassa ds assentamento. Lembrar que para argamassas expostas 80% de sua retração se dá aos sete dias. • Antes de rejuntar. escovar e umedecer as jun:as entre as peças. • Preencher as juntas com argamassa ds uma parte em volume de cimento para três partes de areia fina úmida, ou produtos industrializados. • Aplicar esta argamassa entre as juntas, forçando-a com a quina da colher de pedreiro, de modo a não deixar falhas. • Frisar com ferro redondo recurvado. • Limpar respingos de massa com pane umedecido em água limpa. P r o t e ç ã o • Na fase final da obra. os pisos são submetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. Leituras r e c o m e n d a d a s : (1) Capitulo 6 • Retração (2) Capitulo 8 - Tensões (3) "Impermeabilização" - Suplemento Pni - nov./1984 (4) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes - Ed. Pini - 1982 (5) Impermeabilização de Coberturas - Eng. Fábio A. Picchi - Ed. Pini - 1986 - (6) Capitulo 9 - Retração e Revestimentos (7) Capitulo 15 - Juntas
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    Piso de placascerâmicas extrudadas sobre terrapleno (Método Convencional) 19 T e r r a p l e n o (1) • Preparar o terrapleno para evitar umidade natural do solo. Esta camada deverá ter excelente permeabilidade para que a água não suba por capilaridade. Isso pode ser conseguido com a retirada da camada superficial de solo pouco permeável - 30 a 40 cm - e reaterro com o mesmo solo misturado com areia ou entulho da própria obra. U Apiloar o terrapleno e colocar uma camada de pedra britada. Atenção para pisos sobre terrenos argilosos ou humíferos, que retêm energicamente a água. Para conter o fluxo de umidade utilizar mantas impermeáveis. • Prever uso de drenos para os casos extremos de pressão negativa, e lençol freático aflorado ou a pouca profundidade. L a s t r o d e c o n c r e t o s i m p l e s o u c o n c r e t o a r m a d o (1) • Sobre o terrapleno executar lastro de concreto simples, bem dosado e adensado, próprio para servir de barreira à água, dada sua impermeabilidade. S u p e r f í c i e d o lastro o u laje d e c o n c r e t o - p r e p a r o • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa de assentamento. Caso o lastro seja antigo ou sua superfície muito lisa, apicoá-lo. Umedecer e aplicar camada de cimento Portland formando pasta e, sobre ela, estender a argamassa de assentamento. A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (2) ü Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for necessária espessura m a o r , executar contrapisos superpostos tantos quantos forem necessários, de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial dos contrapisos será áspero. As emendas, se houver, serão executadas umedecendo a superfície e aplicando cimento Portland c o m u m formando pasta. • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para seis partes de areia média úmida. • Executar o lastro com caimento necessário à perfeita drenagem superficial do piso acabado. • O empoçamento de água de chuva que normalmente contém as mais imprevisíveis substâncias em solução, arrastadas de telhados ou jardins, bem como o empoçamento de água suja resultante da lavagem do piso, poderão ser absorvidos pelo material cerâmico e, especialmente, pelas juntas, originando escurecimentos com prejuízos no aspecto geral do piso. O caimento ideal para ralos ou grelhas é de 1.5% a 2,5%. • Aguardar cura completa antes das o p e r a ç õ e s de colocação do revestimento. • Para pátios ou passeios, será executado lastro de concreto simples. Para o caso de tráfego de veículos, deverá ser di- mensionada laje de concreto armado compatível com a carga a suportar. • Quantidade de argamassa a preparar: será de tal modo que o assentamento estará concluído antes do início de pega do cimento. • Aplicação de argamassa: estendê-la sobre a pasta de cimento na superfície do lastro. Com auxílio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície. • Área de aplicação de argamassa: o ideal será em faixas com cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação das peças do piso. O comprimento será de tal modo a estar concluído o assentamento antes do início de pega do cimento. • Como alternativa, argamassa de assentamento pode ser aplicada ao longo da fiada em execução, recebendo logo a seguir as placas cerâmicas. Estas são batidas com cabo de martelo até a posição final, uma a uma e à medida que são colocadas sobre a argamassa. Placa corámica oxtrudida Pasta de cimento Terrapleno Mutila iiiiptMii>t;ável Juntas oxpansâcV contração Lastro de concreto simples ou armado A r g t r a u M dc assentamento Pasta do cimor-to ! Junta ostrulural Junta normal, mímima - 7mm Brita V . " v V rm vãM&wàâà&mâ mmmm m . v£. / u / 1 V 7p . i i ! o ÀÒ W / y ^ / / / ^ / ^
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    Nota importante: Aargamassa de cimento e areia é áspera ao contato com a colher, e pouco plástica. Aumento excelente de plasticidade, aderência e trabalhabilidade são conseguidos com uma argamassa composta de um volume de cimento colante de boa qualidade para meio volume de areia média úmida. Neste caso fica dispensada definitivamente a pasta de cimento citada no bloco a seguir. Pasta de cimento (3) • Sobre a argamassa, ainda fresca, espargir cimento Portland em pó, distribuindo-o o mais uniformemente possível. A pasta resultante deverá ter espessura de 1 mm, o que significa o uso de 1,5 kg de cimento em pó por metro quadrado. • Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta de cimento. Lembrar que a pasta de cimento portland é a cola do método convencional que estamos descrevendo. Obs.: a pasta de cimento pode ser preparada em separado e, a seguir, ser aplicada com colher de pedreiro na espessura recomendada de 1 mm. Nunca ultrapasse 1,5 mm para a pasta de cimento (3). Placas cerâmicas extrudidas • Dependendo da absorção das peças cerâmicas reco- menda-se a aplicação, na sua superfície, de hidrofugante (repelente de água à base de silicone) antes do assentamento. Com isso impermeabiliza-se a superfície da peça. facilitando sua limpeza durante o assentamento e rejuntamento, impedindo a penetração de umidade e, sendo incolor. mantém o piso com aparência sempre nova. • Para perfeito alinhamento, em qualquer sentido, usar linha ou cordel. Para nivelamento e controle de caimentos, usar régua e nível. • Restos de argamassa durante o assentamento ou rejuntamento devem ser retirados antes que endureçam e à medida que é executado o serviço. Para tanto usar pano umedecido em água limpa. • Preencher as reentrâncias no tardoz com a mesma argamassa de assentamento, imediatamente antes da colocação. Juntas (4) • As juntas devem ser projetadas antes do início do assentamento. Juntas de assentamento • Obrigatórias entre as peças. A profundidade das juntas é a própria espessura da peça. A largura mínima é de 7 mm, para facilitar o correto preenchimento com a argamassa de rejuntar. Dependendo do aspecto estético que se deseja alcançar, a largura das juntas pode chegar até cerca de 12 mm. • Os cortes podem ser evitados se o assentamento for precedido de cálculo simples relacionando a dimensão do piso com a da peça e com a junta mínima. Ou, então, espalhando as peças ao longo da dimensão a ser revestida. No primeiro caso. por exemplo: - dimensão do piso: 5 m ou 5.000 mm - comprimento da peça: 240 mm - junta mínima: 7 mm - peça mais junta: 240 + 7 = 247 mm - 5.000/247 = 20.24 fiadas - como o número de fiadas deve ser inteiro, teremos 20 fiadas, e 5.000/20 = 250 mm - 250 mm menos 240 mm (peça) = 10 mm para as juntas. Juntas estruturais • São as ela base suporte e devem ser respeitadas em posição e largura. Juntas de expansão/contração • Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa. Limpeza • Manter as peças limpas à medida que vão sendo assentadas. Usar pano umedecido em água limpa, evitando a secagem do cimento sobre as peças. Rejuntar • Com produtos industrializados ou com argamassa no traço em volume de uma parte de cimento para duas ou três partes de areia fina. Juntar o mínimo possível de água para formar argamassa. Não use água em excesso. Nota importante: A argamassa de rejuntamento nunca deve ser espalhada sobre o piso. pois, assim, estaríamos impregnando a superfície das peças com nata de cimento, cuja remoção posterior seria impossível de ser feita sem destruir as juntas, devido ao uso obrigatório de solução de ácido muriático. • A argamassa de rejuntamento será forçaca nas juntas com auxílio de colher de pedreiro pequena, de modo a preenchê- las totalmente. Aguardar alguns minutos para "puxar" e dar acabamento com pó de cimento frisando com ferro recurvado. de modo a deixar a junta praticamente no nível das peças. P r o t e ç ã o • Na fase final da obra os pisos são submetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. Leituras recomendadas: (1) Capítulo 14 - Eflorescência (2) Capítulo 9 • Retração e Revestimentos (3) Capítulo 13 -"Impermeabilização" • Pasta de Cimento (4) Capítulo 15 • Juntas
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    Piso de placascerâmicas extrudadas sobre laje de cobertura (Método Convencional) 20 Superfície d a laje • Eliminar tudo que possa prejudicar a aderência da argamassa de regularização, notadamente resíduos de madeira presos à massa de concreto, partículas soltas etc. Caso a laje seja antiga ou sua superfície muito lisa. apicoá-la. Umedecer e aplicar camada de pasta de cimento imediatamente antes de estender a argamassa de regularização. A emenda com pasta de cimento introduzirá um vínculo com a laje. impedindo que a retração solte a argamassa da laje (1) e (2). C a m a d a d e regularização • Constituída de argamassa no traço sugerido de um volume de cimento para cinco de areia média úmida. Especialistas em impermeabilização indicam o traço 1:3. Caso adotado, redobrar a atenção, pois é uma argamassa rica e mais sujeita aos efeitos da retração, podendo soltar da laje. • Não adicionar hidrófugo a essa argamassa. pois haveria prejuízo de aderência das tintas de impregnação da camada impermeabilizante. • A espessura máxima é de 2,5 cm. Caso seja necessária maior espessura, aplicar em camadas sucessivas e após completamente seca a camada anteriormente lançada. Para argamassas ricas, não ultrapasse 2 cm de espessura para cada camada. • A superfície final terá acabamento áspero com desempe- nadeira de madeira. ü Dar caimento superficial para os ralos, considerado ótimo quando entre 1,5% e 2,5%. • Sua espessura será de 2 cm. • Caso não houver a camada de isolação térmico/acústica sobre a camada de proteção e após sua secagem completa será executado o assentamento do piso pelo método que estamos descrevendo. I s o l a ç ã o t é r m i c o / á c ú s t i c a • Selecionar o tipo desejado conforme necessidade e fazer projeto detalhado (5). N o v a c a m a d a d e p r o t e ç ã o • Como já descrita anteriormente, para proteção da camada de isolação a agressões mecânicas e trânsito de operários. Atenção: Sempre que for feito uso de argamassas, lembrar que há necessidade de aguardar a cura e a secagem antes de executar qualquer camada sobre as mesmas. Para as argamassas 80% de sua retração se dá aos sete dias de idade (1) e (2). A r g a m a s s a d e a s s e n t a m e n t o (2) • Espessura de 2 a 3 cm no máximo. Quando, por motivo de projeto, for necessária espessura maior, executar contrapisos superpostos tantos quantos forem neces- sários, de modo a resultar sempre espessuras individuais de 2 a 3 cm. Cada camada só será executada após secagem e retração (cura completa) da camada anterior. • O acabamento superficial dos contrapisos será áspero. As emendas, se houver, serão executadas umedecendo a superfície e aplicando cimento Portland comum formando pasta. I m p e r m e a b i l i z a ç ã o • Deverá haver projeto da cobertura detalhando cuidado- samente os acabamentos de impermeabilização junto aos ralos, muretas, rodapés e para todos os tipos de juntas de dilatação/contração e estruturais (3), (4) e (5). C a m a d a d e p r o t e ç ã o • Constituída de argamassa no traço volumétrico sugerido de uma parte de cimento Portland comum para cinco partes de areia média úmida, com a finalidade de proteger a impermeabilização de ações mecânicas. Placa cerâmica oxlrudida J u n t a««aar.jiatcríraçaom o s m a l a r g u r a d a s/jitas e n t r e p l a c a s A r g a m a s s ad e« s e r i a m e n t e O » > x v : v v * J J u n t a ramal. mnrrctrm Jurei estrutural / v / N / N / m / x K ; lajed e corc-otoa r m a d o A / g a r r a s s a d o r o Q v f c j r i z a ç A o c o mcattwrtop a r ac s r a i o s •'• C a r r > o n t o ' • .o -.j : Irocfircaí^açâo m x P a » t a C «c i m e n t o Isc a ç â o tórmico-acústica A r g a m a s s a d e p-tfeçâo • Traço sugerido em volumes: uma parte de cimento para seis partes de areia média úmida. • Quantidade de argamassa a preparar: será tal de modo que o assentamento estará concluído antes do inicio de pega do cimento. • Aplicação da argamassa: estendê-la sobíe a pasta de cimento fresca, já aplicada na superfície da camada de proteção. • Com auxilio da colher apertá-la com firmeza, eliminando a maior quantidade possível de vazios. Sarrafear a superfície. • Área de aplicação de argamassa: o ideal será em faixas com cerca de 60 cm de largura para facilitar a colocação das peças do piso. O comprimento será de tal modo a estar concluído o assentamento antes do hício de pega do cimento. • Como alternativa, argamassa de assentamento pode ser aplicada ao longo da fiada em execução, recebendo logo a seguir as placas cerâmicas. Estas são batidas com cabo de martelo até a posição final, uma a uma e à medida que são colocadas sobre a argamassa. Atenção: para a proteção da argamassa. durante o assentamento, aos efeitos da insolação e vento, sempre presentes nas coberturas.
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    • Ao estendera argamassa de assentamento e ao chegar à metade de sua espessura, será conveniente colocar tela metálica soldada de malha de 2" x 2" (5 cm x 5 cm) e fio de bitola de 16 BWG (1,65 mm) ou equivalente. Sua finalidade é inibir a retração da argamassa do assentamento, eliminando seus efeitos deletérios sobre o revestimento. Nota importante: A argamassa de cimento e areia é áspera ao contato com a colher, e pouco plástica. Aumento excelente de plasticidade, aderência e trabalhabilidade são conseguidos com uma argamassa composta de um volume de cimento colante de boa qualidade para meio volume de areia média úmida. Neste caso fica dispensada definitivamente a pasta de cimento citada no bloco a seguir. A espessura suficiente desta argamassa é de 1 cm. Pasta de cimento (7) • Sobre a argamassa de assentamento, ainda fresca, espargir cimento portland em pó. distribuindo-o o mais uniformemente possível. A pasta resultante deverá ter espessura de 1 mm, o que significa o uso de 1,5 kg de cimento em pó por metro quadrado. • Usar colher de pedreiro para auxiliar a formação da pasta de cimento. Lembrar que a pasta de cimento portland é a cola do Método Convencional que estamos descrevendo. Obs.: a pasta de cimento pode ser preparada em separado e, a seguir, ser aplicada com colher de pedreiro na espessura recomendada de 1 mm. Nunca ultrapasse 1,5 mm para a pasta de cimento (3). Placas cerâmicas extrudidas • Dependendo da absorção das peças cerâmicas, recomenda-se a aplicação ou imersão de toda peça em hidrofugante (repelente de água) antes do assentamento. Com isso impermeabiliza-se a superfície da peça, facilitando sua limpeza durante o assentamento e rejuntamento, impedindo a penetração da umidade e, sendo incolor, mantém o piso com aparência sempre nova. • Para perfeito alinhamento, em qualquer sentido, usar linha ou cordel. Para nivelamento e controle de caimentos, usar régua e nível. • Restos de argamassa durante o assentamento ou rejuntamento devem ser retirados antes que endureçam e à medida que é executado o serviço. Para tanto usar pano umedecido em água limpa. • As reentráncias no tardoz devem ser preenchidas com a mesma argamassa de assentamento, imediatamente antes da colocação. Juntas (8) • As juntas devem ser projetadas antes do início do assentamento. Juntas de assentamento • Obrigatórias entre as peças. A profundidade das juntas é a própria espessura da peça. A largura mínima é de 7 mm, para facilitar o correto preenchimento com a argamassa de rejuntar. Dependendo do aspecto estético que se deseja alcançar, a largura das juntas pode chegar até cerca de 12 mm. Os cortes podem ser evitados se o assentamento for precedido de cálculo simples relacionando a dimensão do piso com a da peça e com a junta mínima. Ou, então, espalhando as peças ao longo da dimensão a ser revestida. No primeiro caso por exemplo: - dimensão do piso: 5 m ou 5,000 mm - comprimento da peça: 240 mm - junta mínima: 7 mm - peças mais junta: 240 + 7 = 247 mm - 5.000/247 = 20,24 fiadas - como o número de fiadas deve ser inleiro, teremos 20 fiadas, e 5.000/20 = 250 mm - 250 mm menos 240 mm (peça) = 10 mm para as juntas. Juntas estruturais • São as da estrutura suporte e devem ser respeitadas em posição e largura. Juntas de expansão/contração ü Dependem da destinação e exposição a variações térmicas ou de umidade relativa do ar. Limpeza • Manter as peças limpas à medida que vão sendo assen- tadas. Usar pano umedecido em água limpa, evitando a secagem do cimento sobre as peças. Rejuntar • Com produtos industrializados ou com argamassa no traço em volume de uma parte de cimento para duas ou três partes de areia fina. Juntar o mínimo possível de água para formar argamassa. Não use água em excesso. Nota importante: A argamassa de rejuntamento nunca deve ser espalhada sobre o piso, pois, assim, estaríamos impregnando a superfície das peças com nata de cimento, cuja remoção posterior seria impossível de ser feita sem destruir as juntas, devido ao uso obrigatório de solução de ácido muriático. • A argamassa de rejuntamento será forçada nas juntas com auxílio de colher de pedreiro pequena, de modo a preenchê- las totalmente. Aguardar alguns minutos para "puxar" e dar acabamento com pó de cimento frisando com ferro recurvado. de modo a deixar a junta praticamente no nível das peças. Proteção • Na fase final da obra os pisos são submetidos a mau trato enérgico: respingos de tinta, areia, trânsito de operários etc. Isso exige proteção eficaz até a entrega da obra. Leituras recomendavas: (1) Capítulo 6 • Retração (2) Capitulo 8 -Tensões (3) "Impermeabilização" - Suplemento Pni - nov./1984 (4) Caderno de Encargos - Eng. Milber Fernandes Guedes - Ed. Pini - 1982 (5) Impermeabilização de Coberturas - Er.g. Fábio A. Picchi - Ed. Pini - 1986 (6) Capitulo 9 - Retração e Revestimentos (7) Capítulo 13 - Pasta de Cimento Portland (8) Capítulo 15 - Juntas
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    ARGAMASSAS INDUSTRIALIZADAS MM F oiimplantada em abril de 1993 na cidade de Mogi Mirim - SP. Sensível às necessidades da indústria de revestimentos cerâmicos e principalmente às de seus usuários, desenvolveu produtos de excelência para as mais variadas aplicações em obras de construção civil; arquitetura e decoração. Adotou para seus produtos a denominação "MASTERCOLASão eles: • Argamassa colante MASTERCOLA® Classificada como AC II pela NBR 14081/04, ou seja, com aderência exigivel para absorver vasta gama de tensões que poderão atuarem revestimentos de placas cerâmicas - em interiores e exteriores - empisos, paredes e fachadas. • Argamassa colante MASTERCOLA® flexível Destinada a assentamentos em interiores e exteriores - em pisos, paredes e fachadas - de porcelanatos; placas padronizadas de mármore, granito, e inclusive de ardósia assentadas pelo método misto; pastilhas de vidro; blocos de vidro; placas cerâmicas de qualquer natureza em piscinas, fachadas e, inclusive, sobre painéis de gesso acartonado. Tem propriedade hidrofugante; flexibilidade e adesividade apropriada onde há solicitações importantes. Em renovações de revestimentos é possível assentar placas cerâmicas sobre vasta gama de bases antigas, desde que confiáveis, como marmorite; granilite; assoalhos; tacos; mármores; granitos; ardósia; placas cerâmicas. Sistema esse, inspirado nos procedimentos já existentes nos Estados Unidos desde a década de sessenta.
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    Argamassa Colante Mastercolaflexível. • Argamassa colante MASTERCOLA®flexívelFe Destinada a assentamentos em interiores e exteriores, em pisos, paredes e fachadas, e sobre superfícies metálicas. • Argamassa colante MASTERCOLA*flexívelHG É um produto que classificamos como HG - high grade - destinado a assentamentos em interiores e exteriores - em pisos, paredes e fachadas - onde é exigivel elevadíssima resistência de aderência. • MASSA FINA MM É um reboco para ser aplicado sobre emboço (massa grossa) em revestimentos de paredes; forros e fachadas. • REJUNTEMM Em vasta gama de cores, para o rejuntamento de placas de revestimento em interiores e exteriores, e em pisos, paredes e fachadas. Para maiores detalhes sobre os produtos, visite o site www.argamassasmm.com.br Os Procedimentos detalhados de execução de revestimentos em placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante, constam deste Manual e nas Normas Brasileiras NBR 13753; NBR 13754; e NBR 13755. Propriedade hidrofugante de Mastercola® flexível, comparada com argamassa colante comum. r w r w ARGAMASSAS cimento colante m/15TE A R G A M A S S A S INDUSTRIALIZADAS M M LTDA. Av. PrefeitoAntônio Tavares Leite, 140 - Parque das Empresas Caixa Postal 1021 - Mogi Mirim/SP - CEP 13803-330 Tel / Fax: (19) 3806 - 23331 (19) 3806-4425 CNPJ: 96.439.203/0001 -58 INDÚSTRIA BRASILEIRA www.argamas8asmm.com.br
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    A partir deabril de 1968, iniciou uma série alentada de publicações na revista "Construção" da Editora Pini, da qual era Consultor Técnico, divulgando os estudos e pesquisas que realizou sobre o assunto, artigos estes que são o fundamento deste trabalho. Sob seu gerenciamento técnico, em 1971 foi lançada no mercado brasileiro a primeira argamassa colante. Constituiu, em 1974, sua própria indústria de argamassas colantes, tendo nela permanecido até 1991. Em 1976 participou do XX Congresso Brasileiro de Cerâmica, com apresentação do trabalho inédito: "A Nova Técnica de Assentamento de Revestimentos Cerâmicos com a Utilização de Cimentos Colantes". Foram inúmeras as conferências proferidas sobre o assunto, com a preocupação exclusiva de divulgar a teoria e prática correta do assentamento de revestimentos. Entre elas destacamos sua participação no encontro "Argamassas Industrializadas - Usos de Desempenhos" realizado em dezembro de 1993 no Instituto de Engenharia de São Paulo. Transferiu-se, em 1993, para Mogi-Mirim, no interior do Estado de São Paulo, onde fundou a nova indústria Argamassas Industrializadas MM com a linha de produtos Mastercola. Foi coordenador da Comissão de Estudos da ABNT CE-02:102.46 do CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil, a qual implantou as primeiras Noriras Brasileiras de Procedimentos para a execução de revestimentos: NBR-13753/96; NBR-13754/96 eNBR-13755/96.
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    Ne s ta o b r a s ã o a n a l i s a d o s o s r e v e s t i m e n t o s , a s a r g a m a s s a s c o m u n s e a r g a m a s s a s c o l a n t e s e , e s p e c i a l m e n t e , o c o m p o r t a m e n t o e m s e r v i ç o d e t o d o o c o n j u n t o i n t e r l i g a d o . A p a r t i r d e s s a a n á l i s e s ã o a p r e s e n t a d o s p r o c e d i m e n t o s p r á t i c o s d e e x e c u ç ã o d e r e v e s t i m e n t o s e m d i v e r s a s s i t u a ç õ e s , e m i n t e r i o r e s e e x t e r i o r e s . O c o n t e ú d o d e s t e l i v r o é d e g r a n d e v a l i a p a r a o s p r o f i s s i o n a i s d e d i v e r s a s á r e a s , t a i s c o m o : Engenheiros e arquitetos envolvidos emprojetos, custos e especificações. Engenheiros coordenadores e residentes de obras. Técnicos em edificações. Ceramistas, os quais terão acesso sobre como os revestimentos que fabricam devem ser assentados, como se comportam quando em serviço, e eventuais problemas inerentes ouadvindos do assentamento. Consultores e laboratórios depesquisas e ensaios. Professores e alunos da Cadeira de Materiais de Construção. Institutos de tecnologia. Técnicos ligados à área de normalização. Escolas do Senai, para instrutores que estão formando novos oficiais assentadores. Pesquisadores da área de construção civil. E, especialmente, aos fabricantes de argamassas para assentamento e argamassas colantes, para conhecerem intimamente os revestimentos. ARGAMASSAS cimento colante I H / I 5 T E PROJETO DE DIVULGAÇÃO TECNOLÓGICA