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Walid Yazigi
10a
Edição • Revisada e Atualizada
W a l i d Yazigi é engenheiro civil,
graduado pela Escola Politécnica da
Universidade do São Paulo em 195^.
Desde 1960 está na direção da Construtora
Yazigi e suas coligadas, responsáveis pela
construção de cerca de cinco mil moradias
— conjuntos habitacionais de interesse
social e edifícios de apartamentos (de alto
padrão e para população de renda média)
—, prédios de escritórios e industriais,
hospitais, clubes, shopping centers,
entre outras edificações, totalizando
aproximadamente uma centena de obras,
Foi presidente do Conselho do Sindicato
da Indústria da Construção Civil do
listado de São Paulo - SindusCon-SP,
membro dos comitês da Associação
Brasileira de Normas Técnicas ( A B N T )
para revisão das normas N B 30/78 e N B
595/78, do Colegiado Técnico da Secretaria
da Habitação e Desenvolvimento Urbano
( S E H A B ) da Prefeitura Municipal de São
Paulo e do Setor Imobiliário da Federação
do Comércio do Estado de São Paulo;
participou de uma série decursos técnicos
e de administração voltados para
construção predial, informática e gestão
de empresas. Seus conhecimentos
técnicos e sua experiência profissional
estão condensados nesta obra.
Walid Yazigi
A
TÉCNICA
EDIFICAR
10* Edição
Revista e Atualizada
S i n d u s C o n { § Í S P
Sindicato clà indústria da
Construção Civil do
Estado de São Paulo
PINI
A T É C N I C A DE E D I F I C A R
C Copyright 1997, Todos os direitos de reprodução reservados pela Editora Pini Ltda.
Estios Internacionais do Catalogarão na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Yazigi, Walid
A técnica de edificar / Walid Yazigi. - 10. ed.
rev. e atual. - São Paulo : Pini : SindusCon, 2009.
Bibliografia
ES RN 978-85-7266-219-2
1. Construções 2. Edifícios I. Título.
09-08863 CDD-690
Índicespara catálogo sistemático:
1. Construção de edifícios: Tecnologia 690
2. Edifícios: Construção: Tecnologia 690
3. Qualidade : Controle: Construção civil: Tecnologia 690
Revisão Técnica: Josué F. Lima e Mônica Costa(6ªedição)
Edição e projeto gráfico: Setor de Comunicação do SindusCon-SP
Foto da Capa: Keystone
Coordenação gráfica: Ricardo Alves
Editoração eletrônica: Adriene Amadeu e João Marcelo Ribeiro Soares (10ª edição)
Coordenação de Livros: Josiani Souza (10ª edição)
Produção editorial: Renata Costa
SindusCon SP
Rua Dona Veridiana,55,01238-010, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3224-0566 - Fax (11) 3224-8266
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Telefone (011) 2173-2328- Fax (011) 2173-2327
www.piniweb.com - manuais@pini.com.br
10ª Edição
Setembro/2009
APRESENTAÇÃO
Esta publicação tem como principal objetivo auxiliar o construtor a
alcançar, em suas obras, a qualidade total, exigência que vem crescendo em
função da competitividade do mercado imobiliário, do controle de desper-
dícios - antes mascarados pela inflação - do recente e severo Código de
Defesa do Consumidor e das normas técnicas NBR ISO 9001.
O trabalho resultou de informações constantes no Manual de normas
recomendadas para o canteiro e especificação para as obras - organizado
pelo engenheiro Walid Yazigi, superintendente da Construtora Yazigi, de São
Paulo (com certificação da NBR ISO 9001 :2000) -, acrescidas de transcrições
de trechos de publicações a respeito de temas específicos sobre a técnica
de edificar, em especial as normas da Associação Brasileira de Normas Téc-
nicas - ABNT.
Lm razão de o material ter sido coletado ao longo de cinco décadas de
minha atividade profissional na área de construção predial, sem o propósito
de publicação futura, não houve a preocupação de anotar nome de autores
e fontes de consulta.
O s direitos autorais são doados parcialmente à ABNT, pois considero
a obra também como resultado de contribuição de engenheiros, arquitetos
e outros técnicos especialistas citados no corpo do livro. Meu trabalho foi o
de reunir em um único tomo, para facilitar o uso como livro de consulta todo
esse conhecimento, que pode ser observado pela bibliografia.
Na elaboração da coletânea, procurou-se uma forma condensada de
redação e, por razões econômicas, sem a inclusão de ilustrações. E, apesar
de várias normas da ABNT estarem aqui parcialmente reproduzidas, sugiro
ao profissional de edificação a consulta contínua o o acompanhamento per-
manente de atualização das Normas Técnicas Brasileiras.
No texto foram utilizadas algumas unidades de medida não adotadas
pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
(INMETRO), por serem elas ainda largamente usadas na prática de edifica-
ção, como por exemplo metro de coluna de água (mca) e unidades inglesas
e americanas, como polegada (").
A cada nova edição são festas revisões e atualização de técnicas. Por se
tratar de complementação de conteúdo, este processo pode, ocasionalmente,
resultarem redundâncias ou divergências quanto a procedimentos publicados
nas edições anteriores.
Como o presente trabalho tem certamente falhas (omissões e mesmo
até erros), o autor pede aos leitores que queiram colaborar com o seu aperfei-
çoamento que enviem suas críticas e sugestões para o e-mail sac@construto-
rayazigi.com.br.
O autor
LIÇÕES DE QUALIDADE E SERIEDADE PROFISSIONAL
São notórios os avanços da tecnologia da construção civil,
associados a um processo de constante desenvolvimento do saber
cientifico aplicado. O perfil de cada obra, porém, naquilo que
interessa à porção do mercado a que se destina, estará definido
pelo conteúdo de engenharia que se possa encontrar no projeto e,
depois, em todos os passos de sisa realização. Estará aí o teor de
qualidade do empreendimento, seja este modesto ou grandioso, que
corresponderá ao modo competente de usar-se a tecnologia, num
quadro de relações entre custos e benefícios administradas também
com apurado senso de responsabilidade profissional.
A Técnica de Edificar, de Walid Yazigi, tem essa virtude de trazer
para o dia-a-dia do trabalho na construção uma enorme série de
exemplos de como se confere conteúdo de engenharia a uma obra,
para que se garanta sua qualidade - a característica diferenciadora
que, afinai de contas, e o primeiro objetivo de um projeto sério,
aquele que, além de especificações técnicas em si mesmas, constitui
expressão de desempenhos profissionais respeitáveis.
No entanto, é ainda mais: tem-se aqui um completo guia para
a atividade construtiva em seu sentido amplo, que começa no
levantamento topográfico da área onde se levantará a edificação
e segue, passo a passo, até o momento da sua entrega ao usuário
final. Nào há paralelo a fazer com nenhum outro roteiro do gênero.
Destaque-se ainda que os ensinamentos encontrados neste livro têm
a valorizá-los o fato de que Walid Yazigi é uma personalidade em
nosso meio. como empreendedor e construtor.
O SindusCon-SP tem a grande satisfação de eo-ediiar este trabalho,
com a certeza de estar contribuindo para que os cuidados com
a qualidade da construção civil se disseminem pelas pranchetas
de projetistas e canteiros de obras, ainda mais amplamente do
que se viu até agora. É assim que a engenharia brasileira se
fortalecerá como profissão e como instrumento do desenvolvimento
tecnológico e econômico do País.
Sergio Porto
presidente do SindusCon-SP (1996/2000)
ÍNDICE
1 S E R V I Ç O S I N I C I A I S
1.1 Leva Ma mento Topográfico do Terreno . . 39
1.2 Estudo Geotécnico 40
1.2.1 Sondagem de Simples Reconhecimento do Solo 40
1.2.1.1 Generalidades 40
1.2.1.2 Execução de Sondagem a Percussão (SPT) 40
1.2.1.2.1 Aparelhagem 40
1.2.1.2.2 Realização do Ensaio ...41
Processo tfe Perfuração .»41
Amostragem. ,„„., „„,...,„„..,„„.„„„ ..„„,..,,„„„„„, .......,..,.,.„„...„...,42
Ensaios de Penetração Dinâmica 43
Observação do Nível de Água Freático 43
1.2.1.2.3 Resultados .«.44
Relatório de Campo.... 44
Relatório (para o cliente) 44
1.2.2 Rochas e Solos - Terminologia, .,„„,.46
1.2.2.1 Rochas 46
1.2.2.2 Solos 46
1.2.2.2.1 Pedregulhos 46
1.2.2.2.2 Areias 46
1.2.2.2.3 Silte 47
1.2.2.2.4 Argila 47
1.2.2.2.5 Solos com Matéria Orgânica... 47
1.2.2.2.7 A Iteração de Rocha 48
1.2.2.2.8 Solo Concrecionado 48
1.2.2.2.9 Solos Superficiais 48
1.2.2.2.10 Aterros 48
1.3 Vistoria da Área da Obrn 48
1.4 Demolição ,... 48
1.4.1 Engenharia de Demolição ,.,.„ 48
1.4.2 Segurança na Demolição 49
1.4.3 Responsabilidade Civil 49
1.4.4 Cuidados na Obra 49
1.5 Limpezu do Terreno.... 49
I N S T A L A Ç Õ E S P R O V I S Ó R I A S
2.1 liistiiliiçOcs do Canleiro d;i Obra 53
2.1.1 Área de Vivência „,„„„., „„.„„„.. 53
2.1.2 Instalação Sanitária.... 53
2.1.2.1 Generalidades 53
2.1.2.2 Lavatório. 53
2.1.2.3 Vaso Sanitário 54
2.1.2.4 Mictório 54
2.1.2.5 Chuveiro 54
2.1.3 Vestiário 54
2.1.5 Locai para Refeições 55
2.1.6 Cozinha (quando houver preparo de refeições) 56
2.1.7 Lavanderia 56
2.1.8 Área de Lazer 56
2.2 Almoxarifado da Obra 57
2.2.1 Responsabilidade do Almoxarife 57
2.2.2 Divisão do Almoxarifado 57
2.2.3 Localização do Almoxarifado 57
2.3 Regras dc Segurança Patrimonial 57
3 S E R V I Ç O S C E R A I S
3,1 Serviços de Controle. 61
3,1.1 Controle da Qualidade na Construção Civil 61
3.1.1.1 Introdução 61
3.1.1.2 Sistemas de Gestílo da Qualidade 62
3.1.1.2.1 Abordagem Sistêmica da Qualidade 62
3.1.1.2.2 Normas ISO 9000 63
3.1.1.2.3 N B R ISO 9001: 2008 - Sistemas de Gestão da Qualidade - Requisitos 64
3.1.1.2.4 Si AC - Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras
da Construção Civil 75
3.1.1.3 Etapas do Processo de Produção 86
3.1.1.4 Irtterven ientes no Processo . - . 87
3.1.1.5 Mecanismos de Controle da Qualidade ...87
3.1.1.6 Princípios da Qualidade Total 89
3.1.1.6.1 Generalidades 89
3.1.1.6.2 Total Satisfação dos Clientes 89
3.1.1.6.3 Gerência Participativa „.,., ..89
3.1.1.6.4 Desenvolvimento dos Recursos Humanos 90
3.1.1.6.5 Constância de Propósitos ...., 90
3.1.1.6.6 Aperfeiçoamento Contínuo
3.1.1.6.7 Gerência de Processos 91
3.11.6.8 Delegação 91
3.1.1.6.9 Disseminação de Informações ,.,. 9]
3.1.1.6.10 Garantia da Qualidade 9!
3.1.1.6.11 Nüo-Aceitação de Erras 91
3.1.1.7 Posicionamento em Relação ã Qualidade ,.,.,. »92
3.1.1.8 Exigências do Usuário 92
3.1.1.9 Tipos de E I T O que Afeiam a Qualidade .......92
3.1.1.10 Fatores Introdutores da Qualidade .»»93
3.1.1.11 Detalhamento dos Elementos do Sistema da Qualidade 93
3.1.1.12 Checklist de Requisitos da Quai idade 94
3.1.1.13 Situação no Setor Habitacional dc Interesse Social 95
3.1.1.13.1 Planejamento 96
3.1.1.13.2 Projeto 96
3.1.1.13.3 Materiais e Componentes 96
3.1.1.13.4 Execução 97
3.1.1.13.5 Uso - Operação e Manutenção „., .97
3.1.1.14 Perspectivas 97
3.1.1.15 Desperdíci o 98
3.1.1.15.1 Falhas na Empresa Construtora .....98
3.1.1.15.2 Falhas no Processodo Produção 98
3.1.1.15.3 Falhas Após a Entrega da Obra,.. 98
3.1.1.15.4 Generalidades 99
3.1.1.15.5 Pesquisa Nacional 101
3.1.1.16 Recomendações 101
3.1.1.17 Resíduos Sólidos e Líquidos Produzidos pela Obra 102
3.1.1.18 Plano de Controle Tecnológico da Qualidade de Materiais 103
3.1.2 Descrição do Preenchimento de Impressos 103
3.1.2.1 Registro das Despesas da Obna (RDO) 103
3.1.2.2 Resumo da Mâo-de-Obra (RMO) 104
3.1.2.3 Controle Parcelado de Consumo (CPC) 105
3.1.2.4 Cartão de Ponto 106
3.1.2.5 Boletim Diário 10®
3.1.3 Normas para o Controle Administrativo da Obra 109
3.1.3.1 Recebimento dos Materiais 109
3.1.3.2 Serv iços Contratados 109
3.1.3.3 Despesas Diversas 109
3.1.3.4 Generalidades 109
3.1.4 Mâo-de-Obra HO
3.1.4.1 Acordo de Compensação de Moras 110
3.1.4.2 Cálculo dos Dias Gastos no Ano M l
3.1.4.3 Cálculo dos Encargos Sociais (no município de Sito Paulo) 112
3.1.5 Ferramentas de Propriedade de Cada Oficiai 114
3.1.6 Cálculo da Área Equivalente de Construção »115
3.1.7 Unidades de Medida - 116
3.1.7.1 Generalidades " 6
3.1.7.2 Sistema Internacional de Unidades (SI) 116
3.1.7.3 Outras Unidades 117
3.1.7.4 Grandezas Expressas por Valores Relativos 117
3.1.7.5 Quadro Geral de Unidades de Medida de Uso mais Comum 117
3.1.7.6 Prescrições Gerais 119
3.1.7.6.1 Grafia do Nome de Unidades 119
3.1.7.6.2 Plural do Nome de Unidades - 119
3.1.7.6.3 Grafia do Símbolo de Unidades - 120
3.1.7.6.4 Grafia dos Números - 120
3.1.7.6.5 Espaçamento entre Número e Símbolo.. 121
3.1.7.6.6 Pronúncia dos Múltiplos e Submúltiplos Decimais das Unidades 121
3.1.7.6.7 Grandezas Expressas por Valores Relativos .121
3.1.8 Gerenciamento de Empreendimentos 122
3.1.8.1 Introdução 122
3.1.8.2 Declínio da I iierarquia 122
3.1.8.3 Menos Chefes. Mais Líderes; Menos Comando, Mais Coordenação 122
3.1.8.4 Paradoxo da Hierarquia em Empreendimentos.... 122
3.1.8.5 Rede - Promessa de Novo Paradigma de Valores 123
3.1.8.6 Por Que Planejar 123
3.1.8.7 Planejar é o Oposto de Improvisar.. 124
3.1.8.8 Diferentes Planos em um Empreendimento 124
3.1.8.9 Antagonismo entre Planejamentos 124
3.1.8.10 Perplexidade dos Executores 125
3.1.8.11 Necessidades dos Executores de Empreendimentos... 125
3.1.8.12 O Que o Planejamento Gerencial Pode Oferecei? 125
3.1.8.13 Novas Funções para o Planejamento 126
3.1.8.13.1 O Planejamento Pode e Deve Lidar com Estratégias 126
3.1.8.13.2 O Planejamento Precisa Explicitar e I lannonizar Estratégias e Objetivos 126
3.1.8.13.3 O Planejamento como Poderoso Instrumento de Comunicação 126
3.1.8.13.4 Planejar para Tomar Decisões 127
3.1.8.13.5 O Planejamento Coordena e Catalisa a Execuçílo ,.».». 127
3.1.8.14 Reengenharia 127
3.1.8.14.1 Definição 127
3.1.8.14.2 Objetivos, Conceitos eAplicação . »»-128
3.1.9 Código de Ética da Construção 129
3.1.9.1 Princípios Fundamentais ,.....,...,.. 129
3.1.9.2 Direitos e Deveres 130
3.1.10 Depreciação de Edificações 132
3.1.10.1 Terminologia '32
3.1.10.2 Depreciação de Ordem Física. 132
3.1.10.2.1 Vida Útil e Residual 132
3.1.10.2.2 Cálculo da Depreciação 133
3.1.10.2.3 Apuração Mais Detalhada e Conjunto de Edificações 133
3.1.10.3 Depreciação de Ordem Funcional 133
3,2 Medidas de Proteção e Segurança do Trabalho 134
3.2.1 Terminologia .............. ...„,...,.,,.. ,.,....,.,, 134
3.2.2 Recomendações Gerais 138
3.2.2.1 Equipamento de proteção individual (ept). 138
3.2.2.2 Equipamento de proteção coletiva (epe) 140
3.2.2.3 Carpintaria 140
3.2.2.4 Armação de Aço - 14 i
3.2.2.5 Estrutura de Concreto Armado 141
3.2.2.6 Estrutura Metálica 141
3.2.2.7 Operações de Soldagem e Corte a Quente 142
3,2.2.6 Escada, Rampa e Passarela 142
3.2.2.8.1 Escada '42
3.2.2.8.2 Rampa e Passarela 143
3.2.2.9 Medidas de Proteção contra Quedas de Altura 143
3.2.2.10 Movimentação e Transporte de Materiais e Tratalliadores 144
3.2.2.10.1 Torre de Elevador 144
3.2.2.10.2 Elevador de Transporte de Materiais 145
3.2.2.10.3 Elevador de Transporte de Trabalhadores 146
3.2.2.10.4 Equi pain enlo de Gu indar 146
3.2.2.11 Andaime 147
3.2.2.11.1 Andaime Simplesmente Apoiado 147
3.2.2.11.2 Andaime Fachadeiro 147
3.2.2.11.3 Andaime Móvel 147
3.2.2.11.4 Andaime em Balanço-..,.......,,.., ..,..„„..., 148
3.2.2.11.5 Andaime Suspenso Mecânico (Balancim) 148
3.2.2.11.6 Andaime Suspenso Mecânico Pesado 148
3.2.2.11.7 A ndai me Sus penso Mecàn ico Leve 149
3.2,2.11.» Cadeira Suspensa 149
3.2.2.12 Cabo de Aço 149
3.2.2.13 Alvenaria, Revestimento e Acabamento 150
3.2.2.14 Serviços em Telhado 150
3.2.2.15 l ocal Confinado 150
3.2.2.16 Instalação Elétrica no Canteiro 151
3.2.2.17 Máquinas, Equipamentos c Ferramentas Diversas 153
3.2.2.18 Armazenagem e Estocagem de Materiais 154
3.2.2.19 Proteção Contra Incândio 155
3.2.2.20 Sinalização de Segurança - 155
3.2.2.21 Treinamento 156
3.2.2.22 Anumação e Limpeza 156
3.2.2.23 Tapume e Galeria de Proteção 156
3.2.2.24 Disposições Gerais..., 156
3.2.2.25 Disposições Finais 159
3.2.2.26 Generalidades »159
4 T R A B A L H O S E M T E R R A
4.1 Locação üa Obra Procedimento de Execução de Serviço . 163
4.1.1 Documentos de Referência... 163
4.1.2 Materiais e Equipamentos 163
4.1.3 Método Executivo „..,.,.„„„. 163
4.1.3.1 Condições paia o Inicio dos Serviços 163
4.1.3.2 Execução dos Serviços 164
4.2 Escavação ..„.„.... „.„ -164
4.3 Aterro e Reaterro.................. ..........,„....,............,......,.........................* 165
4.3.1 Generalidades 165
4.3.2 Controle Tecnológico do Execução de Aterros 165
4.3.2.1 Condições Gerais - 165
4.3.2.2 Controle dos Materiais c sua Compactação 165
4.4 Drenagem... .........,.,„,„... 166
4.4.1 Generalidades, 166
4.4.2 Geotêxteis - Terminologia.,,,....... 166
4.5 Segurança do Trabalho em Escavação e em Fundações 167
5 F U N D A Ç Õ E S
5.1 Definições 171
5.1.1 Fundação em Superfície <também chamada Rasa, Direta ou Superficial) 171
5.1.2 Fundação Profunda 171
5.1.3 Cota de Arrasamento 172
5.1.4 Nega 172
5.1.5 Pressão Admissível 172
5.1.6 Viga de Equilíbrio (também chamada ! Jga-Alavanca) 173
5.2 Investigações Geotécnicas e Geológicas 173
5.2.1 Generalidades 173
5.2.2 Reconhecimento Geológico 173
5.2.3 Reconhecimento Geotécnico ....174
5.2.4 Sondagem e Poço de Obseivação com Retirada de Amostras indeformadas 174
5.2.5 Ensaio de Penetração Estática (Diepsondering) 174
5.2.6 Outros Ensaios In Situ 174
5.2.7 Provas de Carga ' 74
5.2.8 Ensaios de Laboratório 174
5.2.9 Observações de Obra - 175
5.2.10 Programação de Sondagens de Simples Reconhecimento dos Solos para Fundações 175
5.3 Fundações em Superfície 176
5.3.1 Pressão Admissivel 176
5.3.2 Dimensionamento ... 177
5.3.3 Disposições Construtivas 177
5.3.3.1 Profundidade Mínima I77
5.3.3.2 Implantação de Fundações em Terrenos Acidentados I77
5.3.3.3 Fundações em Cotas Diferentes I77
5.3.3.4 Fundação por Sapatas I78
5.3.3.4.1 Sapata Corrida de AIvenaria de Tijolos 178
5.3.3.4.2 Sapata Isolada de Concreto Armado Procedimento de Execução de Serviço 178
5.4 Fundações Profundas 179
5.4.1 Carga A dmissivel de Uma Estaca ou Tubulão Isolado 179
5.4.2 Efeito de Grupo de Estacas ou Tubulões 180
5.4.3 Peculiaridades dos Diferentes Tipos de Fundação Profunda., 180
5.4.3.1 Estaca de M ade ira 180
5.4.3.2 Estaca de Aço 181
5.4.3.3 Estaca de Concreto 181
5.4.3.3.1 Estaca Pré-Moldadaou Pré-Fabricada 181
5.4.3.3.2 Estaca Moldada In Loco 182
Generalidades 180
Broca de Concreto 181
Estaca Strauss - 18!
Estaca Franki 182
Estaca Escavada com Uso de Lama Bentonítica 182
Generalidades 182
Estaca Escavada de Grande Diâmetro (Estacão) 183
Parede-Di afragma 183
Estaca-Barrete 184
Metodologia Executiva 184
Capacidade de Carga 185
Equipamentos Utilizados 185
Composição e Propriedades da Bentonita.. 185
Especificações Técnicas dos Materiais Empregados 186
Estaca Injetada de Pequeno Diâmetro, 186
Estaca-Hélice Contínua Monitorada 187
Generalidades 187
Definição e Execução 187
Controle do Processo 189
5.4.3.4 Estaca Raiz 193
5.4.3.5. Tubulão. 193
5.4.3.5.1 TUbulão Não-Revestido 193
5.4.3.5.2 Tubulão Revestido 193
5.4.4 Disposições Construtivas 194
5.4.4.1 Cravação de Estaca 194
5.4.4.2 C ravação de Tubulão a Céu Abe tio 196
5.4.4.3 Cravação de Tubulão a Máquina 196
5.4.4.4 Cravação de Tubulão a Ar Comprimido 197
5.4.4.5 Materiais Empregados 197
5.4.4.6 Sequência Executiva de Estacas e TubulÕes 198
5.4.4.7 Iniluêucia do Tempo de Execução 199
5.4.4.8 Emenda de Estacas 199
5.4.4.9 Preparo de Cabeças e Ligação com o Bloco de Coroamento 199
5.4.5 Controle Executivo 200
5.4.5.1 De Estaca Cravada 200
5.4.5.2 De Estaca Escavada 201
5.4.5.3 De Tubulão 201
5.4.6 Tolerâncias 202
5.4.6.1 De Estaca 202
5.4.6.1.1 Quanto à Excentricidade 202
5.4.6.1.2 Quanto ao Desvio de Inclinação 202
5.4.6.1.3 Recomendação 202
5.4.6.2, De Tubulão 202
5.4.6.2.1 Quanto ã Excentricidade 202
5.4.6.2.2 Quanto ao Desaprumo 203
5.4.6.2.3 Quanto à Ovalização de Camisa Metálica 203
5.4.7 Cálculo Estrutural 203
5.4.7.1 Estaca Cravada 203
5.4.7.1.1 Generalidades 203
5.4.7.1.2 Estaca de Madeira 203
5.4.7.1.3 Estaca de Aço 203
5.4.7.1.4 Estaca de Concreto 204
5.4.7.2 Estaca Escavada 204
5.4.7.2.1 Estaca Submetida Apenas à Compressão 204
5.4.7.2.2 Estaca Submetida a Cargas Transversais 205
5.4.7.3 Tubulâo 205
5.4.7.3.1 Generalidades 205
5.4.7.3.2 Flambagem 205
5.4.7.3.3 Dimensionamento da Base Alargada 205
5.4.7.3.4 Dimensionamento do Fuste 205
5.4.7.3.5 Armadura do Núcleo de Tubulâo e Ferragem de Ligação Fuste-Base 206
5.5 Observação do Com porta mento e Instrumentação de Obras de Fundação 206
5.6 Processos Usuais dc Reforço de Fundação 207
5.6.1 Escavação por Afeio efe "Cachimbos" 207
5.6.2 Estaca Cravada por Reação (tipo Mega) 207
5.7 C r itéri os de Mcd ição 20 7
5.7.1 Brocas de Concreto e Estacas (Exclusive Estacas Cravadas por Reação) 207
5.7.2 TubuiÕes a Céu Aberto 207
5.8 Escavação e Escoramento de Cava de Fundação 208
5.8.1 Cava Sem Escoramento 208
5.8.2 Escoramento com Pranchada Horizontal 208
5.8.3 Escoramento com Pranchas Verticais.... 208
5.9 Rebaixamento dc Lençol de Agua 208
5.10 Prevenção de Fissuras em Edificação. 209
6 E S T R U T U R A
6.1 De Concreto Armado 213
6.1.1 Generalidades.... - 213
6.1.1.1 Aglomerantes de Origem Mineral Terminologia 213
6.1.1.2 Propriedades Básicas do Concreto.,.,, ..,.„.,.,.,. 214
6.1.2 Dosagem do Concreto - 215
6.1.2.1 Generalidades 215
6.1.2.2 Fd do Concreto 215
6.1.2.2.1 Generalidades 215
6.1.2.2.2 Dosagem Experimental « 216
6.1.2.2.3 Dosagem por Tabela de Traço ..,...., 216
6.1.2.2.4 Descrição do Método de Dosagem 216
6.1.2.3 Controle da Trabalhabilidade 216
6.1.2.4 Diâmetro Máximo de Agregados Recomendado.. 217
6.1.2.5 Agregado Miúdo - 218
6.1.3 Inspeção e Ensaios de Materiais 218
6.1.3.1 Agregados 218
6.1.3.1.1 Generalidades 218
6.1.3.1.2 Estocagem 220
6.1.3.1.3 Testes 220
6.1.3.2 Aço para Concreto Armado 220
6.1.3.2.1 Critérios para Especificação, Compra e Aplicação 220
Generalidades.,... 218
Vergai lião 219
Arame eTela de Aço Soldado.... 222
6.1.3.2.2 Dobramento e Fixação da Ferragem 226
6.1.3.3 Cimento 227
6.1.3.3.1 G enera li dades 227
6.1.3.3.2 Estocagem 229
6.1.4 Inspeção Antes da Concretagem 229
6.1.5 Inspeção Durante a Concretagem ,.„„ 229
6,1,5.1 Generalidades 229
6.1.5.2 Lotes 229
6.1.5.3 Amostragem 230
6.1.6 Inspeção Depois da Concretagem 230
6.1.7 Ensaios do Concreto 230
6.1.7.1 Generalidades 230
6.1.7.2 M olde C i I indrico 230
6.1.7.3 Amostragem 230
6.1.7.4 Local de Moldagem 231
6.1.7.5 Processo de Adensamento 231
6.1.7.6 Moldagem 231
6.1.7.7 Adensamento Manual 231
6.1.7.8 Adensamento Manual Enérgico 232
6.1.7.9 Capeamento 232
6.1.7.10 Cura 232
6.1.8 Extração, Preparo, Ensaio e Análise de Testemunhos de Estruturas de Concreto 232
6.1.8.1 Amostragem 232
6.1.8.2 Extração 233
6.1.8.3 Correção Relativa às Dimensões 234
6.1.8.4 Correção Relativa à Idade 234
6.1.8.5 Cálculo da Resistência Característica do Concreto 235
6.1.8.6 Apresentação dos Resultados.. 235
6.1.9 Fôrma - 235
6.1.9.1 Generalidades. 235
6.1.9.2 Materiais 236
6.1.9.2.1 Madeira Serrada de Coníferas 236
6.1.9.2.3 M D P o u M D F 237
6.1.9.2.4 Prego 237
6.1.9.3 Depósito 238
6.1.9.4 Desmoldante 238
6.1.9.5 Confecção de Forma de Madeira Procedimento de Execução de Serviço 238
6.1.9.5.1 Documentos de Referência 238
6.1.9.5.2 Materiais e Equipamentos 239
6.1.9.5.3 Método Executivo 239
6.1.9.6 Montagem de Forma (Pilar, Viga e Laje) Procedimento de Execução de Serviço 240
6.1.9.6.1 Documentos de Referência 240
6.1.9.6.2 Materiais e Equipamentos 240
6.1.9.6.3 Método Executivo 241
6.1.9.7 Remoção das Fornias (Desforma) - Procedimento de Execução de Serviço 242
6.1.9.7.1 Documentos de Referência 242
6.1.9.7.2 Materiais e Equipamentos 242
6.1.9.7.3 Método Executivo 242
6.1.10 Corte, Dohramento e Montagem de Armadura Procedimento de Execução de Serviço.... 243
6.1.10.1 Documentos de Referência 243
6.1.10.2 Materiais e Equipamentos 243
6.1.10.3 Método Executivo 244
6.1.10.1 Documentos de Referência 241
6.1.10.2 Materiaise Equipamentos - 241
6.1.10.3 Método Executivo 242
6.1.10.3.1 Condições para o Inicio dos Serviços 242
6.1.10.3.2 Execução dos Serviços 242
6.1.11 Argamassa de Concreto 246
6.1.11.1 Preparo de Concreto na Obra Procedimentos de Execução de Serviço 246
6.1.11.1.1 Documentos de Referência 246
6.1.11.1.2 Materiais e Equipamentos 247
6.1.11.1.3 Método Executivo 247
6.1.11.2 Concreto Pré-Misturado 249
6.1.11.3 Altura da Queda 250
6.1.11.4 Plano de Concretagem 250
6.1.11.5 Lançamento e Adensamento de Concreto - Procedimento de Execução de Serviço 250
6.1.11.5.1 Documentos de Referência 250
6.1.11.5.2 Materiaise Equipamentos 250
6.1.11.5.3 Método Executivo... 251
6.1.11.6 Vibrador para Concreto 253
6.1.11.6.1 Vibrador Tipo Mangote (ou de Imersão) 253
6.1.11.6.2 Vibrador Externo (ou de Fôrma) 254
6.1.11.6.3 Vibrador de Superfície 254
6.1.11.6.4 Manutenção do Equipamento 254
6.1.11.7 Aditivos 254
6.1.11.7.1 Terminologia 254
6.1.11.7.2 Generalidades 255
6.1.11.7.3 Plastificante - ...255
6.1.11.7.4 Retardador de Pega...., ....256
6.1.11.7.5 Acelerador de Pega 256
6.1.11.7.6 Superplastificante 256
6.1.11.7.7 1 ncorporador de A r 256
6.1.11.7.8 Expansor - ...256
6.1.11.7.9 Impenneabi I izante 2 5 7
6.1.11.7.10 Fungicida 257
6.1.11.7.11 Pigmentos 257
6.1.11.7.12 Condições Gerais 257
6.1.12 Cura 257
6.1.13 Transporte do Concreto 258
6.1.13.1 Função da Água..,.. 258
6.1.13.2 Manutenção da Uniformidade 259
6.1.13.3 Ocasião do Descarregamento 259
6.1.13.4 Cuidados com a líeloneira 259
6.1.14 Modificações 259
6.1.15 Concreto Aparente 259
6.1.15.1 Concreto 259
6.1.15.2 Fôrmas 260
6.1.15.3 Armadura 260
6.1.15.4 Remoção das Fôrmas 260
6.1.16 Concretagem de Lajes ,...260
6.1.16.1 Condições para o Início do Serviço 260
6.1.16.2 Transporte do Concreto 261
6.1.16.3 Lançamento do Concreto 262
6.1.16.4 Adensamento do Concreto 263
6.1.16.5 Cura do Concreto ,...263
6.1.17 Preparo de Junta Horizontal de Concretagem ....263
6.1.17.1 Generalidades 263
6.1.17.2 Argamassa de Cimento e Areia 264
6.1.17.3 Pasta de Cimento 264
6.1.17.4 Encbarcamenlo do Concreto ...264
6.1.17.5 Dissimulação de Junta de Concretagem, 264
6.1.18 Acabamento do Concreto 264
6.1.19 Grame 265
6.1.20 Adesivo Estrutural à Base de Epáxi 266
6.1.21 Tipos de Fissura do Concreto ... 267
6.1.22 Movimentação Térmica do Arcabouço Estrutural 268
6.1.23 Laje de Cobertura sobre Paredes Autoportantes 269
6.1.24 Laje Plana Protendida 269
6,1,24.1 Introdução 269
6.1.24.1.1 Generalidades 269
6.1.24.1.2 Protensâo Com e Sem Aderência 269
6.1.24.13 Terminologia ,.,.,. ..,.,.,.„,.270
6.1.24.2 Fundamentos para o Câictdo Estrutural....,.,.,... 270
6.1.24.2.1 Objetivo 270
6.1.24.2.2 Sequência de Cálculo 270
6.1.24.2.3 Dimensionamento á Flexão 271
6.1.24.2.4 Funcionamento ..,.„„.,,.271
6.1.24.3 Considerações Econômicas.,,.. „...271
6.1.25 Carga Acidental 272
6.1.26 Carga Permanente., ..,„„„. .„,.,.,,., ....,,.,...,272
6.1.27 Desenho Técnico para a Obra ,.,.,....,. 272
6.1.27.1 Desenhos de Conjunto ....,.,.„,.273
6.1.27.2 Desenhos para Execução de Fôrmas..,, „,,....„ 273
6.1.27.2.1 Designação das Peças.,.,,,,,,.,,., ................. ............... ,.,..,.,..,.273
6.1.27.2.2 Lajes 273
6.1.27.2.3 Vigas 274
6.1.27.2.4 Pilares c Tirantes 274
6.1.27.2.5 Aberturas 274
6.1.27.3 Desenhos para Execução de Armaduras .,„„.,..274
6.1.27.3.1 Representação das Barras „.„„.„„., ,.,..„„„.„, .....„„ 274
6.1.27.3.2 Numeração 275
<
S
. 1.27,3.3, Tabc la da A rmadura 275
6.1.27.3-4 Representação de Emendas ,.,...., ....-275
6.1.27.3.5 Ganchos c Raios de Curvatura „„.„„„„.. „„„,„„„., „„„,„,275
6.1.27.3.6 Barras Dobradas 275
6.1.27.3.7 Armadura de Lajes...,..,.,.,... ....,....,.„„.,..275
6.1.27.3.8 Armadura de Vigas 276
6.1.27.3.9 Armadura de Pilares 276
6.1.27.3.10 Armadura de Sapatas-.,..,...,.,.,............,.........., „ „ . „ „ „ „ . „ „ „ ,.„„.„„,276
6.1.27.4 Desenhos para Execução de Escoramentos .......,...„.„ 276
6.1.27.5 Desenhos de Detalhe ......276
6.1.20 Estrutura Pré-Motdada de Concreto - 276
6.1.23.1 Generalidades 276
6.1.28.2 Montagem 277
6.1.28.3 Sistema Tdt-up 277
6.2 Metálica, 278
6.2.1 Produtos de Aço para Uso Estrutural ,...,.,... ,.,, 278
6.2.1.1 Chapa Fina Laminada a Frio .....„„,..,.,278
6.2.1.2 Chapa Fina Laminada a Quente ...„...„„,... 278
6.2.1.3 Chapa Grossa 279
6.2.1.4 Perfil Laminado Estrutural 279
6.2.1.5 Tubo Estrutural de Aço.,, ,„., ..,,.279
6.2.1.6 Barra Redonda 280
6.2.1.7 Produtos Estruturais Derivados de Aço Plano 280
6.2.1.7.1 Perfil Soldado 280
6.2.1.7.2 Perfil em Chapa Dobrada 280
6.2. LS Pré-Fabrieação da Estrutura 280
6.2.1.5.1 Generalidades 281
6.2.1.8.2 Procedimentos Normais 281
6.2.1.8.3 Armazenamento ...........281
6.2.1.8.4 Esmerilhamento 281
6.2.1.8.5 Riscos mais Frequentes ,,„.. ...» 281
6.2.1.8.6 Normas de Segurança tia Pré-Fabricação da Estrutura... 282
6,2.1,9 Montagem da Estrutura 282
6.2.1.9,1 Generalidades 282
6.2.1.9.2 Içamento - 282
6.2.1.9.3 Pisos Provisórios 283
6.2.1.9.4 Segurança nas Alturas 283
6.2.1.9.5 Cuidados com a Eletricidade 283
6.2.1.9.6 Recomendações Importantes 283
6.2.1.9.7 Operações de Soldagem e Corte a Quente.. ..... 284
6.2.1.9.8 Irradiação do Arco 284
6.2.1.9.9 Máscara e Escudo 2 84
6.2.1.9.10 Lentes Retangulares Filtrantes 285
6.2.1.9.11 Riscos mais Frequentes .. 285
6.2. L9.12 Normas de Segurança nas Operações de Soldagem e Corte a Quente 285
7 I N S T A L A Ç Õ E S
7.1 Elétrica e Telefônica 289
7.1.1 Generalidades 289
7.1.1.1 Introdução 289
7.1.1.2 Terminologia...... - 289
7.1.1.3 Potência 292
7.1.2 Condutor Elétrico 293
7.1.2.1 Generalidades... 293
7.1.2.2 Símbolos Gráficos 294
7.1.3 FJetmduto 296
7.1.3.1 Eletroduto Rígido de Aço-Carbono ...296
7.1.3.1.1 Condições Gerais 298
7.1.3.1.2 Generalidades 300
7.1.3.2 Eletroduto de P V C Rígido 300
7.1.3.3 Eletroduto de PVC Flexível 301
7.1.3.4 Eletroduto de Polietileno Flexível 302
7.1.3.5 Tubulação Elétrica e Telefônica Procedimento de Execução de Serviço .302
7.1.3.5.1 Documentos de Referência 302
7.1.3.5.2 Materiais e Equipamentos -302
7.1.3.5.3 Método executivo 303
7.1.4 Caixa de Derivação 3 06
7.1.4.1 Terminologia 306
7.1.4.2 Condições Gerais 306
7.1.4.3 Condições Específicas 306
7.1.4.3.1 Caixa de Embutir Estampada em Chapa de Aço 306
7.1.4.3.2 Caixa Fundida em Liga de Metais Não-Ferrosos 306
7.1.4.3.3 Caixa de Plástico 307
7.1.4.4 Generalidades .» 307
7.1.5 Enfiação 308
7.1.6 Ligação aos Terminais 308
7.1.7 Manobra e Proteção dos Circuitos 308
7.1.7.1 Genera lidades 308
7.1.7.2 Terminologia .309
7.1.7.3 Fusíveis DiazedeNIH 310
7.1.7.3.1 Fusíveis Diazed 310
7.1.7.3.2 Fusíveis NH - 3
- í i
7.1.7.3.3 Secionadores de Fusíveis Diazed ..,.312
7.1.7.4 Interruptor Diferencial Residual - DR 312
7.1.7.4.1 Proteção Pessoal 312
7.1.7.4.2 Princípio de Funcionamento 312
7.1.7.4.3 Instalação 312
7.1.8 Tomadas .».313
7.1.9 Quadro de Distribuição 313
7.1.10 Caixas Geral e de Passagem 315
7.1.11 Ligação à Terra 315
7.1.11.1 Sistema de Terra .315
7.1.11.2 Sistema de Tèrra do Para-Raios 316
7.1.11.3 Terra para Comunicação 316
7.1.11.4 Generalidades 316
7.1.12 Linha Aérea 316
7.1.13 Normas da Concessionária de Eletricidade 316
7.1.13.1 Terminologia 316
7.1.13.2 Condições Gerais para Fornecimento 3IS
7.1.13.2.1 Sistemas e Tensões Nominais de Fornecimento 318
7.1.13.2.2 Modalidades de Fornecimento 319
7.1.13.2.3 Limites de Fornecimento para Cada Unidade Consumidora 319
7.1.13.2.4 Bomba Contra Incêndio 320
7.1.13.2.5 Entrada de Serviço 320
Fornecimento de Materiais para Entrada de Serviço 320
Execução da Entrada de Serviço.. 320
Conservação da Entrada de Serviço..., ...320
7.1.13.2.6 Condições Não-Permiti das 321
7.1.13.3 Solicitação de Ligação 321
7.1.13.3.1 Consulta Preliminar 321
7.1.13.3.2 Ligação Permanente 322
Execução I medi ata 322
Bomba Contra Incêndio 322
7.1.13.3.3 Ligação Provisória 323
Ligação Provisória Com Medição 323
Ligação Provisória Sem Medição 323
Ligação Provisória de Emergência ou Ligação Provisória ....323
para Rclorma ou Reparo da Instalação de Entrada Consumidora Ligada 323
7.1.13.4 Determinação da Demanda 323
Iluminação e Tomadas de Uso Geral.., 323
Apare lho E tétrico - 324
Motor Elétrico 324
Aparelho de Ar-Condicionado 325
Equipamentos Especiais 325
Coeficiente de Simultaneidade 326
7.1.13.5 Especificação e Montagem de Materiais e Equipamentos Rede Aérea e
Futura Subterrânea 328
7.1.13.5.1 Ramal de Ligação 328
7.1.13.5.2 Ponto de Entrega 328
Condutores Elétricos - 328
Fixação dos Condutores 328
7.1.13.5.3 Poste Particular 329
Tipos de Poste 329
Dimensionamento do Poste 329
Instalação do Poste 329
7.1.13.5.4 Ramal de Entrada. 330
Condutores do Ramal de Entrada
Instalação do Ramal de Entrada
7.1.13.5.5 Elelroduto
Tipos de Eletroduto
Dimensionamento do Eletroduto
Instalação do Eletroduto
Fixação do Eletroduto do Ramal de Estrada.
7.1.13.5.6 Terminal e Adaptador
...330
...330
... 331
... 331
...331
...331
,..331
,...333
7.1.13,5.7
7.1.13.5.8
7.1.13,5.9
7.1.13.5.10
7.1.13.5.11
7.1.13.5.12
7.1.13.5.13
7.1.14
7.1.14.1
7.1.14.2
7.1.14.3
7.1.14.4
7.1.14.4.1
7.1.14.4.2
7.1.14.4.3
7.1.14.5
7.1.14.5.1
7.1.14.5.2
7.1.14.5.3
7.1.14.5.4
7.1.13.5.5
7.1.14.6
7.1.14.6.1
7.1.14.6.2
7.1.14.6.3
7.1.14.6.4
7.1.14.6.5
7.1.14.6.6
7.1.14.7
7.1.14.7.1
7.1.14.7.2
7.1.13.7.3
7.1.14.7.4
7.1.14.7.5
7.1.14.8
7.1.14.8.1
7.1.14.8.2
7.1.14.8.3
7.1.14.9
7.1,14.9.1
Caixa
Caixa de Passagem
Caixa Seccionadora
Caixa de Distribuição
Caixa de Dispositivos de Proteção e Manobra
Caixa de Medição...
Caixa de Barramento
Equipamentos de Medição
Medição Direta
Medição Indireta
Dispositivo de Proteção
Dimensionamento do Dispositivo de Proteção
Instalação dos Dispositivos de Proteção e Manobra
Recomendações das Normas Técnicas
Bomba Contra Incêndio... ...
Entrada Individual
Entrada Coletiva
Plaqueta de Identificação
Aterramento
Aterrameiito da Entrada Consumidora
Dimensionamento do Aterramento
Instalação do AterTamento
Câmara Transformadora
Telefonia Fixa
Condições Gerais
Tubulação ...
Critérios para Previsão Mínima de Pontos Telefônicos
Caixa de Saída
Tipos
Utilização
Localização
Caixas de Distribuição Geral, de Distribuição e de Passagem
Generalidades
Utilização de Acordo com a Finalidade
Dimensões
Localização
Detalhes de Instalação
Tubulação Secundária e Tubulação Primária
Tipos e Utilização
Tubulação Secundária
Dimensões
Detalhes de Instalação de Elelroduto Rígido
Detalhes de Instalação de Eletroduto Semi-Rígido
Detalhes Gerais de Instalação
Canaleta de Piso
Características
Tipos e Utilização
Dimensões
Caixa de Derivação
Detalhes de Instalação
Poço de Elevação
Finalidade
Características
Dimensões
Sala de Distribuição Geral (DG)
Finalidade
333
333
333
333
333
334
336
339
339
.339
340
340
.... 340
....340
341
341
341
342
342
342
343
343
344
344
344
344
,...344
345
....345
....345
....345
....346
....346
346
346
347
....347
347
347
....347
348
348
348
349
350
350
,...350
350
350
350
350
350
„...350
351
351
351
7.1.14.9.2 Características 35 i
7.1.14.10 Tubulação de Entrada Subterrânea 351
7.1.14.10.1 Finalidade. 351
7.1.14.10.2 Comprimento 352
7.1.14.10.3 Materiais e Utilização 352
7.1.14.10.4 Dimensões 352
7.1.14.11 Caixa Subterrânea de Entrada 352
7.1.14.11.1 Finalidade .352
7.1.14.11.2 C aracteristicas 353
7.1.14.11.3 Localização 353
7.1.14.11.4 Tipos e Dimensões 353
7.1.14.11.5 Detalhes de Construção 353
7.1.14.12 Tubulação de Entrada Aérea 353
7.1.14.12.1 Finalidade.. 353
7.1.14.12.2 Comprimento 353
7.1.14.12.3 MateriaiseUtilização 354
7.1.14.12.4 Dimensões 354
7.1.14.12.5 Tipos de Entrada Aérea (de Acordo com as Características Construtivas
da Edificação) 354
7.1.14.13 Sistemas de Distribuição de Piso 355
7.1.14.13.1 Finalidades 355
7.1.14.13.2 Sistema em Malha com Tubulação Convencional 355
7.1.14.13.3 Sistema Paralelo de Canaletas 355
7.1.14.13.4 Sistema em "Pente" de Canaletas 355
7.1.14.13.5 Sistema em "Espinha de Peixe" de Canaletas 355
7.1.14.13.6 Sistema em Malha de Canaletas 356
7.1.14.13.7 Sistemas de Distribuição Conjugados 356
7.1.14.13.8 Caixa de Distribuição em Sistemas de Distribuição 356
7.1.14.13.9 Detalhes de Instalação 356
7.1.14.14 Prumada Telefônica ...356
7.1.14.14.1 Prumada Convencional 356
7.1.14.14.2 Poço de Elevação 356
7.1.14.14.3 Prumada Residencial Dirigida 356
7.1.14.15 Edificação Constituída de Vários Blocos 3 59
7.1.14.16 Aterramento de Caixa de Distribuição Geral e Sala de DG 359
7.1.14.16.1 Finalidades 359
7.1.14.16.2 Características Básicas 359
7.1.14.17 Sistemas Telefônicos 359
7.1.14.17.1 PAliX 359
7.1.14.17.2 KS 360
7.1.14.17.3 Micro-PABX 360
7.1.14.17.4 Sistema Híbrido 360
7.1.15 Televisão.... 360
7.1.15.1 T V Analógica e TV Digital 360
7.1.15.2 Generalidades 360
7.1.15.3 Antena Coletiva Convencional 361
7.1.15.4 Antena Parabólica 361
7.1.15.5 Transmissão a Cabo 361
7.1.16 Para-raios 361
7.1.16.1 Terminologia 361
7.1.16.2 Generalidades 362
7.1.16.3 Execução da Instalação 362
7.1.16.4 Dimensionamento e Detalhes Construtivos 362
7.1.16.5 Controle e Manutenção 363
7.1.17 Iluminação - Termino!ogia 364
7.1.17,1 Radiações - Grandezas e Unidades 364
7.1.17.2 Visão - Reprodução das Cores 364
7.1.17.3 Colorimetria 365
7.1.17.4 EmissSo - Propriedades Ópticas dos Materiais 365
7.1.17.5 Medições Radiométricas, Fotomérricas e Colorimétricas 366
7.1.17.6 Luininotécnica - Iluminação Diurna 366
7.1.17.7 Sinalização Visual... 367
7.1.18 Lu: de Obstáculo 368
7.1.19 Sistema de Iluminação de Emergência 368
7.1.19.1 Terminologia - 368
7.1.19.2 Composição 369
7.1.19.2.1 Localização 369
7.1.19.2.2 Tipos de Fonte de Energia 369
Sistema Centralizado de Acumuladores, 367
Grupo Motogerador ....368
Conjunto de Blocos Autônomos 368
7.1.19.2.3 Luminária 371
7.1.19.2.4 Circuito de Alimentação 371
7.1.19.2.5 Autonomia 371
7.1.19.3 Função 371
7.1.19.3.1 Quanto à Evacuação de Público 371
Iluminação de Ambiente 370
Iluminação por Sinalização 370
7.1.19.3.2 Quanto à Função de Continuidade de Trabalho 372
7.1.19.4 Classificação 372
7.1.19.4.1 Quanto á Condição de Permanência de Iluminação dos Pontos do Sistema 372
7.1.19.4.2 Quanto ao Tipo de Fonte de Energia e Permanência de Iluminação dos
Pontos do Sistema 372
7.1.19.5 Projeto e Instalação do Sistema....... 373
7.1.19.6 Manutenção 373
7.1.19.6.1 Generalidades 373
7.1.19.6.2 Para Instalações de Blocos Autônomos 373
7.1.19.6.3 Para Instalações Centralizadas com Acumuladores 374
7.1.19.6.4 Para Instalações Centralizadas com Grupo Motogerador.. 374
7.1.19.6.5 Para Aparelhos Portáteis 374
7.1.20 Verificação Final da instalação 374
7.2 Hidráulica, Sanitária c de Gás 375
7.2.1 General idades 375
7.2.1.1 Materiais de Encanamento e Seus Acessórios 375
7.2.1.1.1 Ferro Fundido ....375
7.2.1.1.2 Aço-Carbono, Apto para Rosca.... 376
Terminologia 374
Condições Gerais 374
Condições Especificas e Ensaios... 376
A ço-Carbono Galvanizado 376
7.2.1.1.3 Cobre 379
7.2.1.1.4 PVC (Po licloreto de Vinila) 380
Generalidades 378
Linha Hidráulica 378
Linha Sanitária 379
Manuseio c Estocagem 379
Características do Tubo 379
Sistemas de Junta em Instalação Sanitária 380
Execução das Juntas 380
Recomendações Gerais 381
7.2.1.1.5 Cerâmica 385
7.2.1.2 Estimativa do Consumo de Água, 385
7.2.1.3 Reservatório de Fibrocimento para Água 386
7.2.1.4 Reservatório de Poliéster Reforçado com Fibra de Vidro 386
7.2.1.4.1 Terminologia 386
7.2.1.4.2 Descrição 387
7.2.1.4.3 Capacidade e Carga 387
7.2.1.4.4 Instruções de Montagem 387
7.2.1.5 Cores da Tubulação Aparente 388
7.2.1.6 Ramal de Alimentação 388
7.2.1.7 Extravasor de Reservatório 388
7.2.1.8 Dispositivo de Limpeza de Reservatório 388
7.2.1.9 Elevação da Água 388
7.2.2 Agua Fria 388
7.2.2.1 Terminologia 388
7.2.2.2 Condições Gerais 390
7.2.2.3 Sistemas de Abastecimento 391
7.2.2.4 Sistemas de Distribuição 391
7.2.2.5 Vazões 392
7.2.2.6 Dimensionamento 393
7.2.2.7 Materiais Empregados 396
7.2.2.8 Detalhes Construtivos 399
7.2.2.9 Condições Sanitárias Mínimas 399
7.2.2.10 Generalidades 400
7.2.2.11 Diretrizes para Limpeza da Rede de Agua 400
7.2.2.12 Recebimento de Insfalações 400
7.2.3 Água Quente 402
7.2.3.1 Terminologia.. 402
7.2.3.2 Projeto e Instalação 403
7.2.3.3 Materiais e Equipamentos 406
7.2.3.4 Execução 407
7.2.3.5 Ensaio de Pressão Interna 407
7.2.4 Gás Combustível 407
7.2.4.1 Terminologia 407
7.2.4.2 Sistemas de Fornecimento 408
7.2.4.3 Adequação de Ambientes Residenciais 408
7.2.4.3.1 Terminologia......... 408
7.2.4.3.2 Condições Gerais - Projeto e Execução 409
7.2.4.3.3 Condições Especificas para Chaminés 410
Chaminé Individual com Tiragem Natural 408
Chaminé Individual com Exaustão Forçada ou Aparelho de Exaustão Forçada Semi-
Aberto 409
Chaminé Coletiva com Tiragem Natural 409
Conjunto de Dutos para Aparelhos Hermeticamente Isolados 409
7.2.4.4 Aparelho de Utilização e Equipamentos 412
7.2.4.5 Utilização de Bujão de GL.P (Gás Liquefeito de Petróleo) 413
7.2.4.6 Instalação Permanente 413
7.2.4.7 Tubulação (Materiais e Acabamento) 413
7.2.4.8 Ramal Interno 414
7.2.4.9 Canalização Interna 414
7.2.4.10 Testes da Tubulação 415
7.2.5 Prevenção e Proteção Contra Incêndio 415
7.2.5.1 Projeto 415
7.2.5.2 Terminologia 416
7.2.5.3 Classes de Incêndio 419
7.2.5.4 Agente Extintor 419
7.2.5.5 Aparelho Extintor 419
7,2.5.5,1 Fixo..., 419
7,2.5.5,2 Portátil 420
7.2.5.6 Extintor Manual 421
7.2.5.7 Hidrante 421
7.2.5.8 Canalização 421
7.2.5.9 Reservatório 422
7.2.5.10 Mangueira, Abrigo e Esguicho 422
7.2.5.11 Bomba de Água. 422
7.2.5.12 Ed ifi cação de Interesse Soe ial 422
7.2.5.13 Solicitação de Vistoria . 423
7.2.5.14 Sinalização 423
7.2.6 Água Pluvial. -423
7.2.6.1 Terminologia .423
7.2.6.2 Coiul ições Gera is ...... 424
7.2.6.2.1 Materiais 424
7.2.6.2.2 Instalação de Drenagem de Água Pluvial .425
7.2.6.3 Cobertura I lorizontal de Laje 425
7.2.6.4 Calha 425
7.2.6.5 Condutor Vertical de Água Pluvial 426
7.2.6.6 Condutor Horizontal de Água Pluvial 426
7.2.6.7 Dimensionamento 4 26
7.2.7 Esgoto Sanitário 426
7.2.8 Instalação llidro-Swiilária e de Gás Procedimento de Execução de Se/riço 427
7.2.8.1 Documentos de Referência .427
7.2.8.2 Materiais e Equipamentos 427
7.2.8.3 Método Executivo 428
7.2.8.3.1 Condições para o Início dos Serviços 428
7.2.8.3.2 Execução dos serviços 429
7.3 Mecânica 433
7,3.1 Elevador de Passageiros 433
7.3.1.1 Caixa 433
7.3.1.1.1 Fechamento da Caixa 433
7.3.1.1.2 Portas de Inspeção e de Emergência 434
7.3.1.1.3 Aberturas para Saída de Gases e Fumaça 434
7.3.1.1.4 Materiais da Caixa 434
7.3.1.1.5 Superfícies Internas da Caixa .434
7.3.1.1.6 Acesso à Caixa para Fins de Emergência 435
7.3.1.1.7 Poço - -.435
7.3.1.1.8 Uso Exclusivo da Caixa 435
7.3.1.1.9 Proteção para os Recintos Abaixo do Poço 435
7.3.1.2 Casa de Máquinas 435
7.3.1.2.1 Generalidades... 435
7.3.1.2.2 Acesso 436
7.3.1.2.3 Resistências Mecânica e ao Fogo. Isolamento Térmico, Propriedades do Piso e Disposições
Construtivas 436
Piso e Disposições Construtivas 434
7.3.1.2.4 Ventilação e Temperatura 436
7.3.1.2.5 Iluminação e Tomadas de Eletricidade... 436
7.3.1.2.6 Meios de Içameiito do Equipamento 437
7.3.1.2.7 Extintor de Incêndio .437
7.3.1.3 Instalação Elétrica 437
7.3.1.3.1 Instalação dos Condutores Elétricos 437
7.3.1.3.2 Alimentação de Força para Casa de Máquinas...... 437
7.3.1.3.3 Aterramento 437
7.3.1.3.4 Fontes de Alimentação 437
7.3.1.4 Folgas 438
7.3.1.5 Portas de Pavimento 438
7.3.1.5.1 Dimensões 438
7.3.1.5.2 Iluminação. 438
7.3.1.5.3 Outros Fechos 438
7.3.1.6 Para-Choque 438
7.3.1.7 Dispositivos de Alarme e Comunicação 438
7.4 Ar-condicionado 438
7.4.1 Generalidades 438
7.4.2 Distribuição do Ar peio Forro 439
7.4.3 Distribuição do Ar peio Piso 439
7.4.4 Sistema Básico de Ar-Condicionado - 440
7.4.4.1 Generalidades 440
7.4.4.2 Terminologia 440
7.4.4.3 Casa de Máquinas 440
7.4.4.4 Rede de Dutos de Distribuição de Ar 441
7.4.4.5 Isolamento Térmico de Rede de Dutos 441
7.4.4.6 Bocas de Ar - 442
7.4.4.6.1 Difusores 442
7.4.4.6.2 Grelhas 442
7.4.4.6.3 Acessórios para Bocas de Ar 443
7.4.4.7 Tomada de Ar Externo 443
7.4.5 Sistemas de Geração de Frio 443
7.4.5.1 Gases Refrigerantes 443
7.4.5.2 Condicionador Resfriado a Água 444
7.4.5.3 Condicionador de Ar "Self Contained" 444
7.4.5.3.1 "Self Contained" a Ar (com condensador remoto) 444
7.4.5.3.2 "Self Contained" a Água 444
7.4.5.4 Sistema "Split" 444
7.4.5.5 Sistema "Self Contained" Resfriado a Água 444
7.4.5.6 Sistema de Água Gelada 445
7.4.5.7 Termoacuimilaçâo de Gelo ("Ice Bank") 446
7.4.5.8 Sistema com Acumulação de Água Gelada 446
7.5 1'isc in a 446
7.5.1 Localização 446
7.5.2 Elementos 446
7.5.3 Tanque - 447
7, S,4 Sistema de Recircutação e Tratamento de Água .447
7.5.5 Instalações Sanitárias.... 449
7.5.6 Limpeza 449
7.5.7 Sistema de Aquecimento de Água 449
7.6 Sauna 450
7.6.1 Sauna Úmida. , 450
7.6.1.1 Teto 450
7.6.1.2 Revestimento das Paredes e Teto 450
7.6.1.3 Bancos.,... - 450
7.6.1.4 Piso 450
7.6.1.5 Poria 450
7.6.1.6. Instalação I lidráulica 450
7.6.1.7 Instalação Elétrica 450
7.6.1.8 Recomendações de Uso 451
7.6.2 Sauna Seca 451
7.6.2.1 Revestimento das Paredes e Teto 451
7.6.2.2 Piso » 451
7.6.2.3 Bancos 451
7.6.2.4 Porta - 451
7.6.2.5 instalação Elétrica 451
7.6.2.6 Ducha 451
8 A L V E N A R I A
8,1 Generalidades 455
8.1.1 455
8.1.2 456
8.1.2.1 Usos e Propriedades da Cal 456
8,1.2.2 O Processo de Fabricação da Cal e seu Conlrole 457
8,1.2.3 Especificação da Cal 457
8.1.2.4 Recomendações .....458
8.1.2.5 Generalidades.. .................................................. 459
8,1.3 Execução de Alvenaria de Tijolos e Blocos Sem Função Estrutura! 460
8,1.4 Demarcação das Paredes de Vedação 461
8.2 Alvenaria em Blocos Silicocalcários em Geral ....... 461
8.2.1 461
8,2.2 Corte de Blocos „,...463
8,2.3 Ferramentas para Corte de Blocos - 463
8.3 Alvenaria Autoportantc (Estrutural) em Blocos Silicoealcários-Procedimento
de EvecuçSo de Serviço 463
8.3.1 463
8,3.2 463
8.3.3 464
8.3.3.1 464
8.3.3.2 ExecuçSo do serviço ................................. 464
8.3.3.3 Moldagem de corpos-de-prava da argamassa dc assentamento,... 465
8.4 Alvenaria em Blocos Vazados de Concreto Simples ..... 466
8.4.1 466
8.4.2 466
8.4.3 467
8.4.4 Condições Especificas ,.,...... ... 467
8.4.5 467
8.5 Alvenaria cm Tijolos Maciços Cerâmicos „....,„ .„,.„„.,.,„....„„„„„ 468
8.6 Alvenaria em Blocos Cerâmicos Vazados 468
8.6.1 468
8.6.2 Condições Gerais... 468
8.6.3 469
8.6.4 469
8.6.5 470
8.6.6 Características Visuais 470
8.6.7 Características Geométricas — 470
8.6.8 471
8.6.9 47!
8.6,10 471
8.6.11 Absorção de Agua..... 471
8.6,12 Procedimento de Execução de Serviço - 472
8.6.12.1 Documentos de Referência 472
8.6.12.2 Materiais c Equipamentos 472
8.6,12.3 473
8.6,12,3.1 Condições para o inicio 473
8.6,12,3,2 Execução do serviço 473
8.7 Concreto Celular... 474
8.8 Paredes de Gesso Acartonado (DrywaU) 474
8.8.1 Generalidades 474
8.8.2 475
8.8.3 Instalação de Parede Comum 476
8.8.4 Instalação de Parede Técnica 477
8.8.5 Trabalho com as Placas 478
8.8.6 Tratamento cie Juntas 478
8.8.7 Fixações e Reforços. 479
8.8.8 Ferramentas 480
8.9 Ligação entre Estrutiira e Paredes ile Vedação 48 i
8.9.1 Generalidades 4SI
8.9.2 Teia Soldada Galvanizada para Alvenaria 481
8.9.2.1 Generalidades 481
8.9.2.2 Ligação da Estrutura com Alvenaria 482
8.9.2.3 I.igação entre Duas Paredes com Tela 4S2
8.10 Execução de Desenho de Arquitetura 482
8.10.1 Formatos do Papel 482
8.10.2 Cortese Superficies Cortadas 483
8.10.3 Linhas - 483
8.10.4 Dimensionamento 483
8.10.5 Letras e Anotações 483
8.10.6 Convenções, A breviações e Indicações 484
9 C O B E R T U R A
9.1 Terminologia ,.. 487
9.2 Componentes da Estrutura de Madeira 487
9.3 Materiais 487
9.3.1 Generalidades 487
9.3.2 Espécies de Madeira para Estrutura de Cobertura 488
9.3.3 Parafusos 488
9.4 Estruturo Pontaletada 489
9.5 Dimensionamento da Madeiro 489
9.6 DisposiçOes Construtivas . 489
9.7 Estruturo de Telhado Procedimento de Execução de Serviço 490
9.7.1 Documentos de Referência 490
9.7.2 Materiais e Equipamentos 490
9.7.3 Método Executivo 490
9.7.3.1 Condições para o inicio 490
9.7.3.2 Execução do serviço 49 ]
9.8 Telha Ondulada de C R F S {Cimento Reforçado com Fios Sintéticos) 492
9.8.1 Generalidades 492
9.8.2 Montagem e instruções de Uso 493
9.8.3 Peças de Fixação 494
9.8.4 Peças de Concordância e Arremate 494
9.9 Telha Cerâmica 495
9,9,1 Cohen ura em Telhas Cerâmicas - Procedimento de Execução de Serviço 496
9.9.1.1 Documentos de Referência 496
9.9.1.2 Materiais e Bqu i pamentos .496
9.9.1.3 Método Executivo 496
9.9.1.3.1 Condições para o inicio 496
9.9.1.3.2 Execução do serviço 497
9.10 Telha Ondulada de Poliéster 497
9.11 Telha Ondulada de Madeira Revestida com Alumínio 497
9.12 Domo 498
10 T R A T A M E N T O
10,1 Impermeabilização ....,501
10.1.1 Terminologia 501
10.1.2 Condições Gerais de Execução 503
10.1.3 Escolha do Sistema 503
10.1.3.1 Generalidades 503
10.1.3.2 Manta Elasiomérica (EPDM) e Manta Butílica 504
10.1.3.3 Manta Asfáltica {Aplicação com Asfalto Quente) 504
10.1.3.4 Emulsão Asfáltica Estruturada 504
10.1.3.5 Elastômeros em Solução...... 504
10.1.4 Quantidade Média de Materiais Consumidos nos Principais Sistemas 505
10.1.4.1 Impermeabilização de Áreas Frias 505
10.1.4.1.1 Sistema Moldado no Local 505
10.1.4.2 Impermeabilização de Lajes 505
10.1.4.2.1 Sistema Moldado no Local (para Posterior Recebimento de Proteção Mecânica) 505
10.1.4.2.2 Sistema Pré-Fabricado (para Posterior Recebimento de Proteção) 505
10.1.4.2.3 Sistema Pré-l-abriçado para Lajes Expostas e Telhados {Sem Necessidade de Proteção),. 506
10.1.4.2.4 Sistema Moldado no Local para Lajes Expostas (Sem Necessidade de Proteção). 506
10.1.4.3 Impermeabilização de Reservatórios e Piscinas 506
10.1.4.3.1 Sistema Moldado no Local para Estruturas Elevadas.. 506
10.1.4.3.2 Sistema Pré-Eabricado para Estruturas Elevadas ... -.506
10.1.4.3.3 Sistema Moldado no Local, para Estruturas Enterradas, Sem Lençol Freático
(Pressão Positiva) 506
10.1.4.3.4 Sistema Moldado no Local, para Estruturas Enterradas, Com Lençol Freático e
Pressão Negativa 507
10.1.4.3.5 Sistema Moldado no Local, para Estruturas Enterradas, Com Lençol Freático e
Pressão Positiva 507
10.1.4.4 Impermeabilização com Umidade de Solo 507
10.1.4.4.1 Sistema Moldado no Local para Umidade de Solo...., ,...507
10.1.4.5 Piso de Acabamento 507
10.1.4.5.1 Piso de Acabamento em Poliuretano (Impermeável, Flexível. Aplicado a Frio, para
Trânsito de Veículos Leves) 507
10.1.5 Resiiiência dos Materiais 507
10.1.6 Longevidade dos Sistemas de Impermeabilização 508
10.1.7 Argamassa Rígida Impermeável. 508
10.1.7.1 Generalidades 508
10.1.7.2 Em Reservatório de Água e Muro de Arrimo 509
10.1.7.3 Em Baldrame Procedimento de Execução de Serviço 510
10.1.7.3.1 Documentos de Referência 510
10.1.7.3.2 Materiais e Equipamentos 510
10.1.7.3.3 Método Executivo 510
10.1.7.4 Em Paredes Internas de Subsolo 511
10.1.7.5 Material Impermeabilizante em Concreto Impermeável 511
10.1.8 Aditivo impermeabilizante .511
10.1.9 Proteção da Impermeabilização 512
10.1.9.1 Proteção para Solicitação Pesada ou Leve 512
10.1.9.2 Proteção Contra Raízes 512
10.1.9.3 Proteção Térmica 512
10.1.10 Junta de l edação de Silicone --513
10.1.11 Interferências Estruturais no Processo de impermeabilização.. 513
10.1.11.1 Junta 513
10.1.11.2 Soleira em Área Fria...., 514
10.1.11.3 Caixão Perdido 514
10.1.11.4 Engaste no Plano Vertical (Rodapé) 514
10.1.11.5 Arranque 514
10.1.11.6 Ralo 515
10.1.11.7 Tubulação que Atravessa a Impermeabilização 515
10.1.12 Importantes Fatores a Considerar 515
10.1.12.1 Preparação da Superfície 515
10.1.12.2 Proteção Mecânica 515
10.1.12.3 Isolamento Térmico . 515
101.12.4 Principais Pontos a Serem Observados 515
10.2 Falhas Relacionadas com a Umidade 516
10.2.1 Generalidades 516
10.2.2 Absorção Capilar de Água 516
10.2.3 Água de Infiltração ou de Fluxo Superficial 516
10.2.4 Formação de Água de Condensação 516
10.2.5 A bsorção Higroscópica de Água e Condensação Capilar 517
10.2.6 Mofo em Edificação - 517
10 2,6.1 Generalidades - 517
10.2.6.2 Tratamento de Área Afetada 518
10.3 Proteção Térmica c Acústica 518
10.3.1 Isolamento Têrm ico 518
10.3.2 Poliestireno Expandido (EPS) 519
11 E S Q U A D R I A
11.1 Generalidades 523
11.1.1 Janela 523
11.1.1.1 Terminologia 523
11.1.1.2 Condições Especificas 523
11.1.1.3 Condições Gerais 523
11.1.1.4 Atenuação Sonora 524
11.1.1.5 Diversos 524
11.1.2 Porta 525
11.1.2.1 Batente de Madeira 525
11.1.2.2 Folha de Poria de Madeira 525
11.1.3 Porta Corta-Fogo 526
11.1.3.1 Terminologia 526
11.1.3.2 Classificação 526
11.1.3.3 Condições Gerais 526
11.1.3.4 Detalhes Construtivos 527
11.1.3.5 Instalação 528
11.1.3.6 Armazenamento.... 529
11.1.3.7 Func ionamento 529
11.1.3.8 Recomendações de Utilização 529
11.2 Esquadria de Madeira 529
11.2.1 Colocação de Batente e Porta - Procedimento de Execução de Serviço 530
11.2.1.1 Documentos de Referência 530
11.2.1.2 M ateriais e Equipamentos 530
11.2.1.3 Método Executivo 531
11.2.1.3.1 Condições para o início dos serviços 531
11.2.1.3.2 Execução do serviço 531
11.3 Esquadria de Ferro... 532
11.3.1 Generalidades 532
11.3.2 Colocação - Procedimento de Execução de Serviço 533
11.3.2.1 Documentos de Referência 533
11.3.2.2 Materiais e Equipamentos 533
11.3.2.3 Método Executivo 534
11.3.2.3.1 Condições para o inicio dos serviços 534
11.3.2.3.2 Execução do serviço 534
11.4 F.squiulria de Alumínio.,... •
•
• 535
11,4,1 Evoluçãodos Produtos 535
11.4.2 Generalidades - 535
11.4.3 Especificação de Esquadrias de Alumínio 53 5
11.4.4 Qualificação de Fornecedores • 536
11.4.5 Questionamentos e Discussão 537
11.4.6 Recomendações 537
11.4.7 Tipologia e Escolha da Esquadria ...538
11.4.8 Proteção Superficial do Alumínio.... 539
11.4.9 Guarnição 540
11.4.10 instalação de Vidros 541
11.4.11 Fixação da Esquadria em Parede 542
11.4.12 Proteção e Conservação de Superfície do A iuminio Anodizado 542
11.4.13 Procedimentos Básicos para identificar uma Janela de Qual idade 542
11.4.14 Instalação - Procedimento de Execução de Serviço 543
11.4.14.1 Documentos de Referência 543
11.4.14.2 Materiais e Equipamentos - ,...543
11.4.14.3 Método Executivo 54 3
11.4.14.3.1 Mediçflo do V3o 543
11.4.14.3.2 Chumbainento do Contramarco 544
11.4.14.3.3 Revisito Final 544
12 R E V E S T I M E N T O
12.1 Generalidades .547
12.2 Areia para Argamassa de Revestimento 547
12.3 Chapisco 548
12.3.1 Generalidades •» 548
12.3.2 Aditivo Adesivo para Chapisco 548
12.4 Trabalhabilidade da Argamassa 548
12.5 Emboço 549
12.6 Argamassa Industrializada para Assentamento e Revestimento 549
12.6.1 Generalidades . 549
12.6.2 Revestimento interno em Argamassa Única Procedimento de Execução de Serviço 550
12.6.2.1 Documentos de Referência 550
12.6.2.2 Materiais e Equipamentos 550
12.6.2.2.1 Condições para o início dos serviços 551
12.6.2.2.2 ExecuçHo dos serviços 551
12.6.3 Revestimento Externo em Argamassa Única - Procedimento de Execução de Serviço 553
12.6.3.1 Documentos de Referência 553
12.6.3.2 Materiais e Equipamentos ,.,.553
12.6.3.3 Método Executivo - 554
12.6.3.3.1 Condições para o inicio dos serviços 554
12.6.3.3.2 Execução dos serviços 554
12.7 Reboco 557
12.7.1 Generalidades 557
12.7.2 Argamassa Fina industrializada para Interiores 557
12.7.3 Argamassa Fina industrializada para Fachadas 558
12.7.4 Reboco Rústico 559
12.7.5 Vesículas 559
12.8 Aderência da Argamassa ....559
12.9 Pasta de Gesso 559
12.9.1 Generalidades 559
12.9.2 Revestimento - Procedimento de Execução de Serviço 560
12,9.2,! Documentos de Referência 560
12.9.2.2 Materiais e Equipamentos 561
12.9.2.3 Método Executivo 561
12.9.2.3.1 Condições para o início dos serviços 561
12.9.2.3.2 Execução do serviço 561
12.10 Azulejo 562
12.10.1 Generalidades 562
12.10.2 Assentamento 562
12.10.2.1 Terminologia 563
12.10.2.2 Materiais 563
12.10.2.3 Superfície de Aplicação 564
12.10.2.4 Revestimento 565
12.10.2.5 Processo de Assentamento com Argamassa de Cimento Portland e Cal.. 567
12.10.2.6 Processo de Assentamento com Produtos Industrializados 569
12.10.2.6.1 Argamassa Industrializada Colante . 569
12.10.2.6.2 Procedimento de Execução de Serviço 569
12.10.2.7 Inspeção 571
12.11 Movimentação Térmica e por Retração em Argamassa de Revestimento 571
12.12 Pastilha 571
12.12.1 Generalidades 571
12.12.2 Argamassa Industrializada para Assentamento 572
12.13 Laminado Decorativo de Alta Pressão ( L D A P ) 573
12.13.1 Generalidades... 573
12.13.2 L D A P na Indústria Moveteira 574
12.13.2.1 Generalidades 574
12.13.2.2 Substratos Indicados 574
12.13.2.3 Adesivos Indicados 575
12.13.2.4 Ferramentas de Trabalho 575
12.13.2.5 Problemas Típicos - Causas e Prevenção 576
12.13.3 LDA P em Construção Predial 577
12.13.3.1 Aplicação em Portas e Divisórias 577
12.13.3.2 Aplicação sobre Parede de Alvenaria 577
12.13.4 Embalagem e Armazenamento 578
12.13.5 Manuseio - 579
12.14 Forro 579
12.14.1 Generalidades 579
12.14.2 Forro Suspenso de Placas de Gesso (não acartonado) - Generalidades 580
12.14.3 Forro Suspenso de Placas de Gesso - Procedimento de Execução de Serviço 581
12.14.3.1 Documentos de Referência 581
12.14.3.2 Materiais e Equipamentos 581
12.14.3.3 Método Executivo 581
12,14.3.3.1 Condições para o inicio dos serviços 581
1214.3.3.2 Generalidades 582
12.14.3.3.3 Execução dos serviços 582
12.14.4 Forro Suspenso de Réguas Metálicas 582
13 P I S O E P A V I M E N T A Ç A O
13.1 Piso Cerâmico 587
13.1.1 Terminologia - 587
13.1.2 Generalidades 588
13.1.3 Assentamento - Procedimento de Execução de Serviço 589
13.1.3.1 Documentos de Referência 589
13.1.3.2 Materiais e Equipamentos 589
13.1.3.3 Método Executivo 590
13.1.3.3.1 Condições para o in icio dos serviços 590
13.1.3.3.2 Execução dos serviços 590
13.2 Ladrilho Hidráulico - .591
13.3 Granilite -591
13.4 Cimentado 592
13.4.1 Regularização Impermeável de Piso Procedimento de Execução de Serviço 592
13.4.1.1 Documentos de Referência 592
13.4.1.2 Materiais e Equipamentos 592
13.4.1.3 Método Executivo 593
13.4.1.3.1 Condições para o inicio dos serviços 593
13.4.1.3.2 Execução dos serviços 593
13.4.2 Piso de Concreto Moldado In Loco Procedimento de Execução de Serviço 593
13.4.2.1 Documentos de Referência 593
13.4.2.2 Materiais e Equipamentos 593
13.4.2.3 Método Executivo 594
13.4.2.3.1 Condições para o início dos serviços 594
13.4.2.3.2 Execução dos serviços 594
13.4.3 Pavimento Armado - — 595
13.5 Peça Pré-Moldsida de Concreto Simples 595
13.6 Pedra de Revestimento 596
13.6.1 Placa de Pedra Natura1 - 596
13.6.2 Mosaico Português - 596
13.7 Soalho de Tacos - 596
13.7.1 Assentamento de Tacos de Soalho Procedimento de Execução de Serviço 596
13.7.1.1 Documentos de Referência 596
13.7.1.2 Materiais e Equipamentos 596
13.7.1.3 Método Executivo 597
13.7.1.3.1 Condições para o início dos serviços 597
13.7.1.3.2 Execução dos serviços 597
13.7.2 Cola (Branca) de Emulsão para Fixação de Tacos -597
13.7.3 Raspagem e Calafate 598
13.8 Soalho de Tábuas 598
13.9 Carpete (Tufif) c ForrwçSo (Agulhado) 598
13.10 Ladrilho Vinitico Sem iflcxívcl 602
13.11 Placa de Borracha Sintética 602
13.12 Piso Melaminico dc Alta Pressão (PMAP)... 603
13.12.1 Generalidades 603
13.12.2 Substrato Indicado 603
13.12.3 Adesivo Indicado 603
13.12.4 Fatores importantes para Boa Colagem 603
13.12.5 Aplicação sobre Base de Cimento e Areia 604
13.12.6 Instruções de Aplicação 604
13.12.7 instruções para Corte do PMAP —605
13.12.8 Características —605
13.13 Efloresccncia cm Revestimento de Piso de Área Impermeabilizada 605
14 R O D A P É , S O L E I R A E P E I T O R I L
14.1 Rodapé de Madeira 609
14.2 Peitoril Pré-Moldado de Concreto 609
14.3 Soleira - 609
15 F E R R A G E M P A R A E S Q U A D R I A
15.1 Terminologia................. 613
15.2 Generalidades.. <514
15.3 Fecho 614
15.4 Fechadura <
5
1
4
15.5 Dobradiça 615
15.6 Pu vador 615
16 V I D R O
16.1 Generalidades 619
16.2 Tipos c Aplicaçiío 620
16.3 Vidro Plano Comum Impresso (Fantasia) 621
16.4 Vidro Plano Tem perado ....... 621
16.5 Vidro Plano Aramado .....62I
16.6 Vidro Laminado. - - - 621
16.7 Bloco de Vidro 622
17 P I N T U R A
17.1 Terminologia 627
17.2 Generalidades ..,..628
17.3 Pintura a Látex (PVA) 629
17.4 Pintura a Esmalte 630
17.4.1 Generalidades 630
17.4.2 Esmalte Sobre Superfície de Madeira „.„„...., 630
17.4.3 Esmalte Sobre Superfície Metálica 631
17.5 Pintura a Óleo 631
17.6 Pintura à Base de Cal 632
17.7 Pintura Lavável Multicolorida com Pigmentos 632
17.8 Pintura com Hidrofugante 633
17.9 Pintura com Verniz 633
17.10 Pintura de Madeira com Verniz Poliuretânico 633
17.11 Pintura com Tinta Epóxi 633
17.12 Repintura 634
17.12.1 Substratos Metálicos 634
17.12.2 Substrato a Base de Cimento (alvenaria revestida ou concreto) 634
17.12.2.1 Repintura Com Tinta Látex à Base de PVA ou Acrílica 634
17.12.2.2 Repintura Com Tinta à Base de Óleo ou Resina Alquídica 634
17.12.2.3 Repintura Com Tinta ã Base de Cimento ou Cal 635
17.12.3 Substrato de Madeira Pintada com Esmalte ou Verniz ...,.,„. 635
17.13 Princípios Gerais para a Execução de Pintura .......635
17.13.1 Limpeza - 635
17.13.2 Condições Ambientais Durante a Aplicação ..„„.„., 636
17.13.3 Pintura Interna Procedimento de Execução de Serviço 636
17.13.3.1 Doeumentos dc Referência 636
17.13.3.2 Materiais e Equipamentos 636
17.13.3.3 Método Executivo 637
17.13.3.3.1 Condições para o inicio dos serviços 637
17.13.3.3.2 Execução dos serviços 637
17.13.4 Pintura Externa Procedimento de Execução de Serviço 639
17.13.4.1 Documentos de Referência 639
17.13.4.2 Materiais e Equipamentos 639
17.13.4.3 Método Executivo - 639
17.13.4.3.1 Condições para o inicio dos serviços 639
17.13.4.3.2 Execução dos serviços .....640
17.14 Critérios de Medição ...640
18 A P A R E L H O S
18.1 Aparelhos Sanitários
18.1.1 Generalidades
18.1.2 Conjunto de Louça Sanitária
18.1.3 Caixa de Descarga A copiada a Bacia,
18.1.4 Válvula Fluxível de Descarga
18.1.5 Tanque de Lavar Roupa
18.1.6 Banheira com Hidromassagem
18.1.6.1 G enera I idades
18.1.6.2 Instruções de Uso..,.,.,,
18.1.7 Tanque de Pressurização de Agua
18.1.8 Triturador de Lixo
18.1.8.1 Generalidades
18.1.8.2 Instruções de Uso
18.1.9 Melais Sanitários - ..
18.1.9.1 Registro de Pressão. ,„„, .......
18.1.9.2 Registro de Gaveta
18.1.9.3 Torneira
18.1.9.4 Chuveiro
18.1.9.5 Chuveiro Elétrico
18.1.9.6 Válvula de Escoamento
18.1.9.7 Sitòo.
18.1.9.8 Ducha de Crivo para Bidê
18.1.9.9 Misturador de Lavatório ou Pia
18.1.10 Banca de Pia de Aço Inoxidável
18.1.11 Colocação de Bancada, Louça e Metal Sanitário Procedimento de Execuç
18.1.11.1 Documentos de Referência
18.1.11.2 Materiais e Equipamentos „.„„., ...........
18.1.11.3 Método Executivo
18.1.11.3.1 Condições para o início dos serviços
18.1.11.3.2 Execuç3o dos serviços
18.2 Aparelhos Elétricos
18.2.1 Aparelho de Iluminação (Luminária) .„.„.., ...,».,.......
18.2.2 Aquecedor Elétrico de Acumulação de Agua
18.2.3 Luminárias e Lâmpadas
18.2.3.1 Terminologia
18.2.3.1.1 Fontes de Luz
18.2.3.1.2 Componentes de Lâmpadas c Dispositivos Auxiliares
18.2.3.1.3 Luminárias e seus Componentes..., „.„.„„
18.2.3.2 Lâmpada Incandescente
18.2.3.3 Lâmpada Relletora
18.2.3.4 Lâmpada Fluorescente Comum
18.2.3.5 Lâmpada a Vapor de Mercúrio
18.2.3.6 Lâmpada de Luz Mista
18.2.3.7 Lâmpada a Vapor Metálico
18.2.3.8 Lâmpada a Vapor de Sódio a Alta Pressão
18.2.3.9 Lâmpada Halógena
18.2.3.10 Lâmpada Dicraica
18.2.3.11 Lâmpada Fluorescente Compacta
ão de
645
645
645
645
646
646
646
646
647
647
64S
648
648
649
649
650
650
650
650
651
651
651
651
652
Serviço 652
652
652
653
653
653
655
655
655
656
656
656
659
660
663
663
663
665
665
„„,„.,.„.665
665
666
666
666
19 J A R D I M
19.1 Preparo da Terra - 671
19.1.1 Em Canteiro no Solo <37!
19.12 Em Canteiro sobre Laje 671
19.2.1 Generalidades 671
19.2.2 Gramado 67!
20 L I M P E Z A
20.1 De Ladrilhos Cerâmicos 675
20.2 De Mármore, Granito e Granilite ..,.„„.„..., ....„,.,..„ 675
20.3 De Ladrilhos Vinílicos Semiflesíveis ,...,.,. 675
20.4 De Cimentado Liso ou Áspero ......675
20.5 675
20.6 De Laminado Decorativo de Alta Pressão...,. 675
20.7 De Piso Melamíníco de Alia Pressão 675
20.« De Ferragem e Metais Sanitários.,,., .,.,.,676
20.9 De Esquadrias de Alumínio Anodizado 676
20,10 De Esquadrias Metálicas com Pintura Eletrostática com Poliéster em Pó 676
20.11 ......676
20.12 De Aparelhos Sanilários 676
20.13 De Pedra Decorativa 676
21 R E S P O N S A B I L I D A D E S O B R E A E D I F I C A Ç Ã O
21.1 Arremates Finais,,,......,... ,.,......, ..,..679
21.2 Testes de Funcionamento ........679
21.3 Código de Defesa do Consumidor 679
21.4 Manual do Proprietário/Usuário e das Áreas Comuns,,,.. 679
21.4.1 introdução 679
21.4.2 Modelo de Manual 680
21.5 Prazos de Garantia de Edifícios Habitacionais de até cinco Pavimentos 729
21.6 Manutenção da Edificação 743
21.6.1 Terminologia 743
21.6.2 Elementos Necessários à Administração do Imóvel 743
21.6.2.1 Documentos Legalmente Autenticados 744
21.6.2.2 Outros Elementos 744
21.6.3 Âmbito da Manutenção da Edificação 744
21.6.4 Setores de Atividades dos Serviços de Manutenção 745
21.6.5 Atividades Não-Concernentes à Manutenção da Edificação 747
21.6.6 Gestão da Manutenção da Edificação 747
A N E X O S ..749
R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S 757
1
SERVIÇOS
INICIAIS
1 SERVIÇOS INICIAIS
U - LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DO TERRENO
A plaina do levanlamento p Ian ialtimétrico do imóvel deverá conter informações referentes á topografia,
aos acidentes físicos, à vizinhança eaos logradouros. A elaboração da planta precisa serem escala conveniente,
variando entre 1:100c 1:250. data do levantamento e assinatura do profissional que a executou. O levantamento
planiâllimétrico partirá do alinhamento da via pública existente para o imóvel. Com referência á topografia do
imóvel terito de ser prestadas as seguintes informações:
- indicação da linha norte-sul;
- indicação das medidas de cada segmento do perímetro que define o imóvel, mostrando a extensão
levantada e a constante do titulo de propriedade, para verificação de eventual divergência • tolerada de
até 5% quanto às dimensões (planimetría e área) - convcnçíonando-sc cm a medida real de cada
segmento e em " E " a medida da escritura;
- indicação dos ângulos entre os segmentos que definem o perímetro do imóvel ou seus rumos;
- demarcação do perímetro de edificações eventualmente existentes no imóvel:
- se a comprovação de propriedade da área for constituída por mais de um título, deverão ser demarcados
os vários imóveis que a compõem, relacionando-os com os títulos de propriedade, indicando suas áreas e
os respectivos números de contribuinte do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano);
- indicação da área rea! do imóvel resultante do levantamento, bem como da área constante do título de
propriedade;
- apresentação de curvas de nível, de metro em metro, devidamente coladas, ou de planos cotados (para
caso de terreno que apresente desnível não superior a 2 m);
- localização de árvores existentes, de caule (tronco) com diâmetro superior a 5 cm (medido a 1,3 m acima
do terreno circundante - altura da peito) Lei 10,365 de 22^09/87 do Município dc São Paulo;
- demarcação dc córregos ou quaisquer outros cursos de água existentes no imóvel ou em sua divisa;
- demarcação de faixas n<m aedificandi (de não edificação) e galerias de águas pluviais existentes no
imóvel ou em suas divisas;
• indicação das cotas de nível na guia. nas extremidades da testada do imóvel.
Com referência â vizinhança e ao(s) logradouro(s), necessitam ser prestadas as informações seguintes:
- localização de postes, árvores, bocas-de-lobo, fiação e mobiliários urbanos existentes eiri frente ao
imóvel;
- indicação da largura do(s) logradouro(s), medida uo centro da testada cio imóvel e em vários pontos
{no mínimo três) do trecho do logradouro, sc houver variação da medida, completando a indicação
com a dimensão dos passeios;
- código do logradouro onde se situa o imóvel e número dc contribuinte do IPTU;
- inexistindo emplacamento do imóvel, deverão ser indicadas as distâncias compreendidas entre o eixo
da entrada das edificações vizinhas e as divisas do imóvel, medidas no alinhamento, bein como as
respectivas numerações de emplacamento (posição do lote na quadra em que se siltia);
- cm caso de dúvida ou de inexistência de emplacamento dos imóveis vizinhos, deverá ser indicada a
distância entre o imóvel c o inicio do logradouro ou a distância entre o imóvel c o eixo das vias trans-
versais mais próximas;
- indicação do tipo de pavimentação do(s) logradouros) e do(s) passeto(s) e do número do imóvel
(se existir);
- quando se tratar dc terrenos com acentuado aclive ou declive, o levantamento terá de conter dados ge-
néricos de implantação das eventuais edificações vizinhas, correspondendo a uma faixa de. no mínimo,
3 m de largura ao longo das divisas.
1.2 - ESTUDO GEOTÉCNICO
1.2.1 - SONDAGEM DE SIMPLES RECONHECIMENTO DO SOLO
1.2.1.1 - GENERALIDADES
Para fins de projeto das fundações, deverão sei1 programadas no mínimo Sondagens a Percussão (SPT) de
simples reconhecimento dos solos, abrangendo o número, a localização e a profundidade dos furos em função cie
uma Referência de Nivel (RN) bem definidae protegida contra deslocamentos. As sondagens a percussão neces-
sitam ser, no mínimo, de uma para cada 2ÜÜ m J de área de projeção em planta da edificação, até 1200 ms de
área. Entre 1200 ni* e 2400 m!, precisará ser feito um furo para cada 400 m- que excederem de 1200 m-. ENI
quaisquer circunstâncias, o número mínimo de sondagens será:
- dois para área de projeção em planta de edificação até 200 m1
- trás para área entre 200 m J c 400 m1.
Os furos de sondagem nâo poderão ser distribuídos ao longo do mesmo alinhamento. O resultado das
sondagens terá de ser apresentado graficamente com a discriminação: do tipo de solo encontrado em cada ca-
mada e sua consistência; da resistência oferecida A penetração do amostrador-padrão e do n(vcl de agua na data
da perfuração. A sondagem de percussão - SPT (Standard Penctration Test) é realizada com um amostrador
cravado por meio de golpes de um martelo de 65 kg em queda livre de 75 cm. Durante o ensaio é registrado o
número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm da camada investigada, além da observação das ca-
racterísticas d o solo trazido no amostrador, O relatório final traz a planta de locação, a situação e a RN dos furos,
a descrição das camadas do solo. o índice de resistência à penetração, o gráfico de resistência * profundidade, a
classificação macroscópica das camadas, a profundidade e o limite da sondagem a percussão por furo e. ainda,
a existência ou não de lenço! freático e o nível inicial e apôs 24 h. Sempre que as características da obra e/ou
do terreno exigirem, será estabelecido um programa de investigação direta do subsolo, que inclua, conforme o
caso, ensaios in lavo do tipo SPT-T (Standard Penetrai ion Test com Torque)'. possibilila informar o momento
torsor entre amostrador c solo; CPT (Cone Penetrativa Test): consiste na cravação estática lenta cie um cone,
mecânica ou elétrica, que armazena cm um computador os dados a cada 20 cm; sondagem rotativa: com uso
de uma coroa amostradora de aço, na qual são eiicrustados pequenos diamantes; prexsiõmetro (para estabelecer
estimativas de recalque ou para a previsão de capacidade de carga-l imite); cisai li amento de palheta (vane tçsty.
uma palheta de seção cruci forme é cravada em argilas saturadas, de consistência mole, e é submetida ao torque
necessário para cisalliar o solo por rotação etc. Nos casos em que houver necessidade de estudos aprofundados
das condições de trabalho do terreno, o programa de investigação do subsolo deverá contar com a extração de
amostras indejonnadas e consequentes análises laboratoriais, que determinem os limites de plasticidade e de
liquidez, a granulonictria, a permeabilidade, a capilaridade etc, das camadas de interesse, Nos casos de obra
pequena, poderão ser admitidos processos simples de investigação do subsolo, como a sondagem com trado-
cavadeira (braça), para a obtenção dc amostras (então deformadas) e caracterização tátíl-visual. Os serviços
de sondagem necessitam ser executados por empresa especializada, com o acompanhamento dc um consultor
de mecânica dos solos,
1.2.1.2 - EXECUÇÃO DE SONDAGEM A PERCUSSÃO ( S P T )
1.2,1.2.1 - APARELHAGEM
A aparelhagem-padrão compõe-se dos seguintes elementos principais:
* toire (ein geral tripé) com roldana
• tubos de revestimento
• sapalade revestimento
* hastes de lavagem e penei ração
• amostrador-padrão
• martelo padronizado para cravação do amostrador
• cabeças de bater do tubo de revestimento e da haste de penetração
* baldinho com válvula de pê
• trépano (ferramenta de perfuração) de lavagem
• trado-concha
- irado helicoidal
* medidor do nível de água
* metro de balcão ou similar
- trena
• recipientes para amostras
* bomba de água motorizada
* martelo de saca-tubos e ferramentas gerais necessárias á operação da aparelhagem
* opcionalmente, o equipamento poderá ter guincho motorizado e/ou sarilho manual
O trado-concha deve ter (i(K}±5) mm de diâmetro. Os tubos de revestimento precisam ser de aço, com
diâmetro nominal interno de 67 mm ou de 76 mm, O trado helicoidal lera diâmetro mínimo de 56 mm e máximo
de 62 mm, quando da utilização do tubo de revestimento de diâmetro interno de 67 mm e diâmetro mínimo de
67 mm c máximo de 73 mm, quando da utilização do tubo de revestimento de diâmetro interno de 76 mm. O
trépano de lavagem tem de ser constituído por peça de aço terminada em bisel e dotada de duas saídas laterais
para a água. A lâmina do trépano, conforme os tubos de revestimento descritos acima, necessita ter 62 mm ou
73 mm de largura e o comprimento mínimo de 200 mm. A composição de perfuração tem de ser constituída de
tubos de aço com diâmetro nominal interno dc 25 mm c massa teórica de 3,23 kg por metro, As hastes precisam
ser relilíneas e dotadas de roscas em bom estado. Quando acopladas por luvas apertadas, elas devem formar um
conjunto retilíneo. A composição das hastes será utilizada tanto acoplada ao trépano de lavagem quanto ao trado
helicoidal e ao amostrador. A cabeça de bater das hastes de penetração, destinada a receber o impacto direto do
martelo, é constituída por tarugo de aço dc 0 «3 mm c 0(1 mm dc altura, o qual é atarraxado ao topo das hastes,
O amostrador-padrâo a ser utilizado, de diâmetro externo de 50.8 mm e interno de 34,9 mm, tem rigorosamente
a forma e dimensões indicadas nas normas técnicas, possuindo ou não corpo bipartido. A sapata ou bico do
amostrador é de aço temperado c substituída sempre que estiver gasta ou danificada. A cabeça do amostrador
tem dois orifícios laterais para saida de água e do ar, e contém, interiormente, uma válvula constituída por esfera
de aço recoberta de material inoxidável. O martelo padronizado, para cravação das hastes de perfuração e dos
tubos de revesti mento, consiste de uma massa de ferro de 65 kg, de forma prismática ou cilíndrica. Encaixado na
parte inferior do martelo, possui um coxim de madeira dura, O martelo padronizado, quando maciço, tem uma
haste-guia de 1,2 m de comprimento, fixada á sua parle inferior, para assegurar a centralização da sua queda,
e na qual há uma marca visível distando de 75 cm da base do peso, O martelo, quando vazado, possui um furo
central de O 44 mm. Nesse caso. a cabeça de bater é dotada, na sua parte superior, de uma haste-guia de 0 33,4
mm e 1.2 m de comprimento, ena qual há uma marca distando 75 em do topo da cabeça de bater. As hastes-guias
do martelo precisam estar perfeitamente alinhadas e ortogonais á superfície que recebe o impacto.
1,2.1,2,2 - REALIZAÇÃO DO ENSAIO
Processos de Perfuração
A sondagem é iniciada com emprego do trado-concha ou cavadeira manual até a profundidade de 1 m,
seguindo a instalação, até essa profundidade, do primeiro segmento do tubo de revestimento dotado de sapata
cortante, Nas operações subsequentes de perfuração, intercaladas às operações de amostragem, é utilizado
trado helicoidal até atingir » nível dc água freático. Quando o avanço da perfuração, com emprego do irado
hei te o ida I. for inferior a 50 mm após 10 min de operação, ou no caso de solos aderentes ao trado, passa-se ao
método de perfuração por circulação de água, também denominado por lavagem. Esses casos, considerados
especiais, devem ser devidamente justificados no relatório, A operação de perfuração por circulação de
água é realizada utilizando o trépano de lavagem como ferramenta de escavação e a remoção do material
escavado por meio dc circulação de agita feita pela bomba de água motorizada, mediante a composição
dás hastes de perfuração. A operação consiste na elevação da composição de lavagem em cerca de 30 cm
do fundo do furo, e sua queda tem de ser acompanhada de movimento de rotação, imprimido manualmente
peio operador. Recomenda-sc que, ã medida que sc for aproximando da cota de amostragem, essa altura
seja progressivamente diminuída. Quando sc atingir a cota de amostragem, o conjunto de lavagem precisa
ser suspenso à altura de 20 cm do fundo do furo. mantendo a circulação de água por tempo suficiente, até
que lodos os detritos da perfuração tenham sido removidos do interior do furo. Toda vez que for descida
a composição de perfuração com o trépano e instalado um novo segmento do tubo de revestimento, am-
bos serão medidos com precisão de 10 mm. Durante as operações de perfuração, caso a parede do furo
se mostre instável, é obrigatória, para amostragens subsequentes, a descida do tubo de revestimento até
onde se fizer necessário, alternadamente com a operação de perfuração. Atenção especial será dada para não
descer o tubo de revestimento a profundidades além do fundo do furo aberto. O lubode revestimento necessita
ficar no mínimo a 50 cm do fundo, quando da operação de amostragem. Somente em casos de fluência do solo
para o interior do furo é admitido deixá-lo à mesma profundidade do fundo do furo, Km casos especiais de
sondagens profundas cm solos instáveis, onde a descida c/ou a posterior remoção dos tubos de revestimento
for problemática, podem ser empregadas lamas de estabilização em lugar de tubo de revestimento, Esses casos
serão anotados na folha de campo. Durante a operação de perfuração devem ser registradas as profundidades
das transições de camadas detectadas por exame tátil-visual e da mudança de coloração dos materiais trazidos
á boca do furo pelo trado helicoidal ou pela água de lavagem. Durante todas as operações da sondagem leni de
ser mantido o nível dc água no interior do furo cm cola igual ou superior á do nível do lençol freático. Antes de
retirar a composição dc perfuração, com o trado helicoidal ou com o trépano de lavagem apoiado no fundo do
furo, será feita uma marca na haste à altura da boca do revestimento, para que seja medida, com precisão de 10
mm, a profundidade em que se apoiará o amostrador na operação de amostragem.
Amostragem
Tem de ser coletada, para exame posterior, uma parte representai iva do solo colhida pelo trado-concha
durante a perfuração até t m de profundidade. A cada metro de perfuração, a conlarde t m de profundidade,
serão colhidas amostras dos solos por meio do amostrador-padrão. As amostras colhidas serão imediata-
mente acondicionadas cm recipientes herméticos c de dimensões tais que permitam receber, pelo menos, um
cilindro de solo dc 60 mm de altura, colhido intacto do interior do amostrador. Os recipientes podem ser de
vidro ou plástico com tampas plásticas, ou sacos plásticos. Havendo perda da amostra na operação de subida
da composição das hnsles. é necessário ser empregado amostrador de janela lateral para collieiia de amostra
representativa do solo. Caso haja insucesso nessa tentativa, na operação imediata de avanço do furo por lava-
gem, será colhida, separadamente, na bica do tubo de revestimento, uma porção de água de circulação c. por
sedimentação, colhidos os detritos do solo. Ocorrendo camadas distintas na coluna do solo amostrado, serão
colhidas amostras representativas e colocadas em recipientes distintos, tal como acima descrito. Os recipientes
das amostras têm de ser providos de urna etiqueta, na qual, escritos com tinta indelével, constarão:
* designação ou número do trabalho
* local da obra
• número de ordein da sondagem
* número de ordem da amostra
* profundidade da amostra
• número de golpes do ensaio de penetração
Os recipientes das amostras serão acondiconados em caixas ou sacos, com etíquelas em que constarão
a designação da obra e o número da sondagem. As caixas, ou sacos, devem permanecer permanentemente pro-
tegidos do sol e da chuva. As amostras serão conservadas no laboratório, à disposição da construtora, por um
período de 30 d, a contar da data da apresentação do relatório.
Ensaio de Penetração Dinâmica
O amostrador-padrão, conectado às liastes de perfuração, precisa descer livremente no furo de sondagem
até ser apoiado suavemente no fundo. Estacionado o amostrador, confere-se a profundidade com medida feita
com a liaste de perfuração, conforme item anterior Processos de Perfuração.
Caso a medida não confira, ficando o amostrador acima da cota além da diferença de 10 cm, será retirada
a composição de amostragem e repetida a operação de limpeza do furo. Posicionado o amostrador c colocada
a cabeça de bater no topo da liaste, o martelo será apoiado suavemente sobre a cabeça de bater, anotando a
eventual penetração do amostrador no sob. Utilizando o topo do tubo de revesti mento com o referencia, in arca-
se na haste de perfuração, com giz, um segmento de 45 em dividido em três trechos, Para efetuar a cravação
do amostrador-padrão, o martelo tem de ser erguido até a altura de 75 cm, marcada nas bastes-guias, por meio
de corda flexível que se encaixa com folga no sulco da roldana. E necessário ser observado que os eixos de
simetria do martelo e da composição do amostrador devem ser rigorosamente coincidentes. Precauções espe-
ciais serão tomadas para evitar que. durante a queda livre do martelo, haja perda de energia de cravação por
atrito, principalmente nos equipamentos mecanizados, que são dotados de dispositivo disparador que garanta
a queda totalmente livre do martelo. O ensaio de penetração consiste na cravação do barrilete amostrador no
solo, por meio de quedas sucessivas do martelo. Não tendo ocorrida penetração igual ou maior que 45 cm no
procedimento já descrito, inicia-se a cravação do barrilete por meio de impactos sucessivos do martelo, até a
cravação de 45 cm do amostrador, Será anotado, separadamente, o número de golpes necessários á cravação
de cada 15 cm do amostrador. A penetração obtida, conforme descrito, corresponderá a zero golpe. 5o apenas
com um golpe do niEirtelo, o amostrador penetrar mais que 15 cm, anota-se a penetração obtida. O processo
de perfuração por lavagem, associado aos ensaios penetrométricos, será utilizado até onde se obtiver, nesses
ensaios, uma das seguintes condições;
* quando, em 3 m sucessivos, forem obtidos índices de penetração maiores que 45/15
* quando, em 4 m sucessivos, forem obtidos índices de penetração entre 45''15 e 45/30
* quando, em 5 m sucessivos, forem obtidos índices de penetração entre 45/30 e 45/45
Dependendo do tipo da obra, das cargas a serem transmitidas ãs fundações e da natureza do subsolo,
será admitida a paralisação da sondagem a percussão em solos de menor resistência à penetração do que aquela
discriminada conforme acima, desde que haja uma justificativa geotécnica.
Durante o ensaio penetrométrico, caso a penetração seja nula dentro da precisão da medida na sequ-
ência de cinco impactos do martelo, o ensaio tem de ser interrompido, não havendo necessidade de obedecer
ao critério acima estabelecido. Ca.so ocorra a situação descrita imediatamente acima antes da profundidade de
íí m. a sondagem precisa ser deslocada até o máximo de quatro vezes em posições diametralmente opostas a 2
IH da sondagem inicial.
Ensaios de Avanço da Perfuração por Lavagem
Quando forem atingidas as condições acima descritas e após a retirada da composição com o amostrador,
pode ser executado, a seguir, um ensaio de avanço da perfuração por lavagem. Esse ensaio consiste no emprego
do procedimento já anteriormente descrito, o ensaio lerá duração dc 30 min, devendo ser anotados os avanços do
trépano obtidos em cada período de 10 min. A sondagem será dada por encerrada quando, no ensaio de avanço
da perfuração por lavagem, forem obtidos avanços inferiores a 5 cm em cada período de 10 min, ou quando após
a serem feitos 4 ensaios consecutivos não for alcançada a profundidade de execução do ensaio penetrométrico.
Ocorrendo esses casos, no relatório constará a designação de impenetrável ao Trépano. Caso haja necessidade
técnica de continuara investigação do subsolo em profundidades superiores àquelas acima limitadas, o processo
dc perfuração por trépano e circulação dc água tem de ser abandonado, podendo a perfuração ser prosseguida
por método rotativo, após entendimentos entre a empresa responsável pela execução das sondagens e o consultor
especialista em mecânica dos solos.
Observação do Nível dc Agua Freático
Durante a perfuração com o auxilio do trado helicoidal, o operador precisa estar alenlo a qualquer aumento apa-
raile da umidade do solo, indicativo da presença próxima do nível de água, bem como um indicio mais forte, tal corno:
estar molhado um determinado trecho inferior do trado espirai, comprovando ler sido atravessado um nível de água.
Nessa oportunidade, interrompe-se a operação de perfuração e passa-se a observar a elevação cio nível de água no furo.
efetuando leituras a cada 5 min. durante 30 min. Sempre que ocorram paralisações na execução das sondagens, anies
do seu reinídoé obrigatória a medida da posição do nível de água. bem como a profundidade do tubo de revestimento.
Sendo observados níveis de água variáveis durante o dia, essa variação será anotada. No caso de ocomer pressão de
artesianismo no lençol freático ou fuga de água no furo. têm de ser anotadas as profundidades das ocorrências e do
tubo de revestimento. Após o término da sondagem, será leito o esgotamento do furo até o nível dc água com auxílio
do baldínho, procedendo a seguir conforme acima descrito. Após o encerramento da sondagem e a retirada do tubo de
revestimento, decorridas 24 h, e estando o furo ainda aberto, serâ medida a posição do nível dc água.
1.2.1.2.3 - RESULTADOS
Relatório de Campo
Nas folhas dc anotação de campo serão registrados:
• nome d EI empresa de sondagem e da construtora
' número do trabalho
* local do terreno
* número de ordem da sondagem
* cota de nível da boca do furo em relação a uma referência de nível (RN) fixa e bem defini-
da
• dam de início e de término da sondagem
• métodos de perfuração empregados e profundidades respectivas (TC-Trado-Concha; TH-Trado
Helicoidal; CA-Circulação de Agua)
* avanços do lubo de revestimento
• profundidades das mudanças das camadas de solo e do final da sondagem
• numeração e profundidade das amostras colhidas no barriIcte amostrador
• anotação das amostras colhidas por lavagem quando não for obtida recuperação da amostra
- descrição látil-visual das amostras, na sequência:
a) textura principal e secundária
b) origem (orgânica, turfosa, marinha ou residual)
c) cor (no caso de solo dc várias cores, utilizar o termo variegado/a e indicar, entre parênteses.
a cor predominante}
• número de golpes necessários â cravação de cada 15 cm do amostrador ou as penetrações
obtidas conforme o item 1.2.! ,2,2. Ensaio de Penetração Dinâmica
* resullados dos ensaios de avanço de perfuração por lavagem, conforme o item 1,2.1,2.2,
Ensaios dc Avanço da Perfuração por Lavagem
* anotações sobre a posição do nível de água. com data, hora e profundidade, e respectiva
posição do revestimento
* nome do operador e vistos do fiscal
• outras informações colhidas durante a execução da sondagem, se julgadas de interesse.
As anotações serão levadas às folhas dc campo assim que colhidos os dados. Os relatórios de campo
têm de ser conservados â disposição da construtora, por um período de 30 d, a coutar da data da apresentação
do relatório,
Relatório (para o cliente)
Os resultados das sondagens de simples reconhecimento precisam ser apresentados em relatórios,
numerados, datados e assinados por responsável lécnico pelo trabalho perante o Conselho Regional de
Engenharia, Arquitetura e Agronomia-CREA, O relatório scrã apresentado cm formato A4. Constarão do
relatório;
* nome da construtora/cliente
* local c natureza da obra
- descrição sumária do método e dos equipamentos empregados na realização das sondagens
* total perfurado, em metros
* declaração de que foram obedecidas as Normas Técnicas Brasileiras relativas ao assumo
* outras observações e comentários, se julgados importantes
* referências aos desenhos constantes do relatório
Anexo ao relatório acompanhará desenho, contendo;
* planta do local da obra, cotada e amarrada a referências facilmente encontradas e pouco mu-
táveis (logradouros públicos, acidentes geográficos, marcos topográficos etc), de forma a não
deixar dúvidas quanto à sua localização;
- nessa planta constará a localização das sondagens cotadas e amarradas a elementos fixos e bem
definidos no terreno. A planta conterá, ainda, a posição da referência de nível (RN) tomada
para o nivelamento da boca das sondagens, bem como a descrição sumária do elemento físico
tomado como RN.
O resultado das sondagens é apresentado em desenho(s) contendo o perfil individual de cada sondagem
c/ou seções do subsolo, no qual é necessário constar, obrigatoriamente:
* o nome da empresa executora das sondagens, o nome da construtora/cliente, local da obra,
indicação do número do trabalho e os vistos do desenhista e do engenheiro ou geólogo res-
ponsável peto trabalho;
* diâmetro do tubo de revestimento e do amostrador empregados na execução das sondagens;
* número de ordem da(s) soudagein(s);
* cola dc nível da boca do(s) furo{s) de sondagem, com precisão de I cm;
* linhas horizontais cotadas a cada 5 m em relação à referência de nível;
- posição das amostras colhidas, tendo de ser indicadas as amostras não recuperadas e os detritos
colhidos por sedimentação;
* as profundidades, em iclação à boca do furo, das transições das camadas c do final das sondagens;
* os índices de resistência à penetração, calculados como sendo a soma do número de golpes
necessários ã penetração, no solo, dos 30 cm finais do amostrador, não ocorrendo a penetração
dos 4.s cm do amostrador, o resultado do ensaio penetrométrico será apresentado na forma
de frações ordinárias, contendo, no numerador, o número de golpes e, no denominador, as
penetrações, em centímetros, obtidas na sequência do ensaio;
* identificação dos solos amostrados, utilizando as Normas Técnicas Brasileiras;
* a posição do(s) nível(is) de água encontrado(s) c a(s) respcctiva(s) data(s) de observação.
Indicação se houve pressão ou perda de água durante a perfuração;
* convenção gráfica dos solos que compõem as camadas do subsolo como prescrito nas Normas
Técnicas Brasileiras;
* datas de início e término de cada sondagem;
* indicação dos processos de perfuração empregados (TH-Trado Helicoidal, CA-Circulação de
Água) e respectivos trechos, bem como as posições sucessivas do tubo de revestimento.
As sondagens serão desenhadas na escala vertical de 1: 100. Somente nos casos de sondagens profundas
e em subsolos muito homogêneos poderá ser empregada escala mais reduzida.
1.2.2 - ROCHAS C SOLOS - TERMINOLOGIA
1.2.2.1 - ROCHAS
Materiais constituintes essenciais da crosta terrestre provenientes da solidificação do magma ou de lavas
vulcânicas ou da consolidação de depósitos sedimentares, tendo ou não soírido transformações metamórficas.
Esses materiais apresentam elevada resistência, somente modificável por contatos com ar ou água cm casos
especiais. As rochas são designadas pela sua nomenclatura corrente em geologia, mencionando, sempre que
possível, estado de fraturamento e alteração. Tratando-se de ocorrências de rochas de dimensões limitadas, são
empregados os seguintes termos;
* bloco de rocha: pedaço isoiado de rocha tendo diâmetro superior a I m
• matacão: pedaço de rocha lendo diâmetro médio superior a 25 cm c inferior a 1 m
• pedra: pedaço de roclia lendo diâmetro médio compreendido entre 7.6 cm e 25 cm
Rocha alterada c aquela que se apresenta, pelo exame macroscópico ou elementos mineralógicos cons-
tituintes, lendo geralmente diminuídas suas características originais de resistência,
1.2.2.2 - SOLOS
Materiais constituintes essenciais da crosta terrestre provenientes da decomposição in situ das rochas
pelos diversos agentes geológicos, ou pela sedimentação não consolidada dos grãos elementares constituintes
das rochas, com adição eventual de partículas fibrosas de material carbonoso e matéria orgânica no estado
coloidal. Os solos são identificados por sua textura, composição granulotuétrica. plasticidade, consistência ou
compacidade, citando-se outras propriedades que auxiliam sua identificação, como: estrutura, forma dos grãos,
cor, cheiro, inabilidade, presença dc outros materiais (conchas, materiais vegetais, mica ctc). Consideram-se:
1.2.2.2.1 - PEDREGULHOS
Solos cujas propriedades dominantes são devidas â sua parte constituída pelos grãos minerais de
diâmetro máximo superior a 4.R mm e inferior a 76 mm. São caracterizados pela sua texlura, compacidade
e forma dos grãos,
1.2.2.2.2 - /Uf/AS
Solos cujas propriedades dominantes são devidas à sua parte constituída pelos minerais de diâmetro
máximo superiora 0.05 mm e inferior a 4,8 mm. São caracterizados pela sua lextura. compacidade e forma dos
grãos. Quanto á textura, a areia pode ser:
• gj-ossa: quando os grãos acima referidos têm diâmetro máximo compreendido enlre 2,00 mm e 4,80 mm
• média: quando os giãos acima referidos têm diâmetro máximo compreendido entre 0.42 mm e 2,00 mm
'fim: quando os grãos acima referidos têm diâmetro máximo compreendido entre 0,05 mm e 0,42 mm
Quanto à compacidade, a areia pode ser:
• Ibla (pouco compactada)
* medianamente compacta
* compacta
Qualitativamente, a compacidade pode ser estimada peta dificuldade relativa de escavação ou de pene-
tração dc um instrumento de sondagem (como seja, a resistência â penetração de um barrilctc amostrador).
1.2.2.2.3 - SlLTE
Solo que apresenta apenas a coesão necessária para formar, quando seco, torrões facilmente desagregáveis
pela pressão dos dedos. Suas propriedades dominantes são devidas à parte constituída pelos grãos de diâmetro
máximo superior a 0,005 mm e inferior a 0,05 mm. Caracteriza-se pela sua textura e coinpacidade.
1.2.2.2.4 - ARGILA
Solo que apresenta características marcantes de plasticidade; quando suficientemente úmido, molda-se
facilmente em diferentes formas; quando seco. apresenta coesão bastante para constituir torrões dificilmente
desagregáveis por pressão dos dedos; suas propriedades dominantes são devidas â parte constituída pelos grãos de
diâmetro máximo inferior a 0,005 mm. Caracteriza-se pela sua plasticidade, textura e consistência em seu estado e
um idade naturais. Quanto ã textura, são as argilas identificadas quant itativãmente pela suadistribuição granu Eométrica.
Quanto à plasticidade, podein ser subdivididas em:
* gordas * magras
Quanto á consistência, podem ser subdivididas em:
* muito moles (vazas) * moles
- médias - rijas
* duras.
Argilas de grande volume de vazios, cujos poros estejam parcialmente cheios de ar. recebem ainda o
adjetivo poroso. Qualitativamente, cada um dos tipos pode ser identificado do seguinte modo:
* muito moles - as argilas que escorrem com facilidade entre os dedos, quando apertadas na
mão
* moles - as que são facilmente moldadas pelos dedos
4 médias - as que podem ser moldadas normalmente pelos dedos
- rijas - as que requerem grande esforço para ser moldadas pelos dedos
- duras - as que não podem ser moldadas pelos dedos e, quando submetidas a grande esforço,
desagregam-se ou perdem sua estrutura original
Os solos em que não se verifiquem nitidamente as predominâneias de propriedades acima referidas
são designados pelo nome do tipo de solo cujas propriedades sejam mais acentuadas, seguido dos adjetivos
correspondentes aos daqueles que o completam. Por exemplo: argila arenosa, consistência média; argila sillo-
arenosa, rija; areia média, argilosa, compacta; areia grossa, argilosa, compacta; silte argiloso.
1.2.2.2.5 - S o i o s COM MATÉRIA ORGANICA
Caso um dos tipos acima apresente teor apreciável de matéria orgânica, deveseranolada a sua presença.
Por exemplo: areia grossa, fofa, com matéria orgânica; argila arenosa, consistência média, com matéria orgânica.
Às argilas muito moles, com matéria orgânica, pode ser adicionado, enire parênteses, e como esclarecimento,
o termo iodo.
1.2.2.2.6 - TURFAS
Solos com grande porcentagem de particulas fibrosas de material carbonoso ao lado de matéria
orgânica no estado coloidal. Esse tipo de solo podo ser identificado por ser fofo e não plástico e ainda
combustível.
1.2. 2.2.7 - ALTERAÇÃO DE ROCHA
Solo proveniente da desintegração de rocha, in sim, pelos diversos agentes geológicos. É descrito pela
respectiva textura, plasticidade e consistência ou compacidade, sendo indicados ainda o grau de alteração e, se
possível, a rocha de origem.
1.2.2.2.8 - SOIG CONCRECIONADO
Massa de sol o apresenta ndo alta resistência, cujos grãos são ligados, naturalmente entre si, por um cimento
qualquer. E designado pelo respectivo tipo seguido pela palavra concrecionado.
1.2.2.2.9 - SOLOS SUPERFICIAIS
Zona abaixo da superfície do terreno natural, geralmente constituída de mistura de areias, argilas e
matéria orgânica c exposta à ação dos fatores climáticos e de agentes de origem vegetal e animai. É designada
simplesmente como solo superficial.
1.2.2.2.10 - /ATfffffos
Depósitos artificiais de qualquer tipo de solo ou de entulho. E mencionado o tipo do material e, se pos-
sível, o processo de execução do aterro.
1.3 - VISTORIA DA ÁREA DA OURA
Antes do inicio da construção, terá de ser feito um levantamento mínucioso e completo da área do canteiro
de obras e imediações, para verificar se existem, entre outros:
* desníveis perigosos
* fragilidades perigosas do terreno
* drenos ou tubulações enterradas de utilidade pública ou de terceiros
* possibilidade de enfraquecimento de construções vizinhas por escavações, vibrações etc.
• ninhos de cupim, que nessa hipótese deverão ser destruídos
Serão leitos o exame e a vistoria geral das construções vizinhas que apresentarem fundações rasas, como
também quando a obra a ser executada tenha níveis de fundações inferiores, contenha subsolos ou, ainda, no caso
de terrenos de pouca consistência. No caso de a obra necessitar de fundações por estacas, deverá ser prevista a
responsabilidade quanto a danos a vizinhos, por parte da construtora, com tolerância de. pelo menos, um mes
após a cravação da última estaca.
T.4 - DEMOLIÇÃO
1,4,1 - ENGENHARIA DE DEMOLIÇÃO
Boa parle das empresas demolidoras é constituída por pessoal experiente, mas sem formação técnica
acadêmica. Sem deixar de valorizar a experiência que a prática traz, muitas vezes o conhecimento técnico
é fundamental para se fazer uma demolição. Assim, a construtora, mesmo contratando uma demolidora,
deverá verificar:
* se a obra a demolir tem estrutura de concreto armado ou de alvenaria
* se for de alvenaria, qual o plano de desmonte das paredes estruturais
* se for de concreto, quais as vigas de rigidez da estrutura
* sc a estrutura a demolir fizer parte de estrutura restante de outras edificações (paredes de me-
ação em casas geminadas etc), quais os reforços a executar e outras obras complementares,
tais como vedação etc.
1.4.2 - SEGURANÇA NA DEMOLIÇÃO
O enfoque de segurança nas demolições é muito importante. Trabalhando com mão-de-obra de
características peculiares c executando atividades de díffei! programação c rotina, a demolição é um
serviço de forte potencial de risco, A construtora, ao contratar a demolição, terá de exigir que a demo-
lidora atenda às normas de proteção ao trabalho, orientando assim a execução.
1.4.3 - RESPONSABILIDADE CIVIL
Independente do contrato entre a construtora e a empresa demolidora, existe a responsabilidade da
construtora quanto a danos que a demolidora venha a causar a terceiros (pessoas e coisas), tais como a edifica-
ções, a transeuntes e a empregados da própria demolidora ou da construtora. Assim, a contratação de seguro de
responsabilidade civil é uma medida cautelar.
1.4.4 - CUIDADOS NA OURA
Antes de ser iniciada qualquer obra de demolição, as linhas de abastecimento de energia elétrica, água,
gás e outros inflamáveis, substâncias tóxicas e as canalizações de esgoto c de escoamento de água pluvial de-
verão ser desligadas, retiradas ou protegidas ou isoladas, respeitando ás normas e determinações em vigor. As
construções vizinhas á obradu demolição têm de ser examinadas, prévia e periodicamente, para ser preservada
a sua estabilidade e a integridade física de terceiros, Toda demolição será programada e dirigida por responsável
técnico legalmente habilitado. Antes de iniciada a demolição, precisam ser removidos os vidros, ripados, estu-
ques e outros elementos frágeis. Antes de iniciada a demolição dc um pavimento, deverão ser fechadas todas
as aberturas existentes no piso, salvo as que forem utilizadas para escoamento de materiais, ficando proibida a
permanência de pessoas no pavimento imediatamente abaixo ou qualquer outro que possa ler sua estabilidade
comprometida no processo de demolição. As escadas terão de ser mantidas desimpedidas e livres para circula-
ção de emergência e somente serão demo!idas ã medida que forem sendo retirados os materiais dos pavimentos
superiores. Ma demolição de edificação com mais de dois pavimentos ou de altura equivalente a 6 m e distando
menos de 3 m do alinhamento do terreno, terá de ser construída galeria de 3 m de altura sobre o passeio. As
bordas de cobertura da galeria possuirão tapume fechado com I m de altura, no mínimo, com Inclinação em
relação á horizontal de 45°. Quando a distanciada demolição ao alinhamento do terreno for superiora 3 m, será
feito um tapume no alinhamento tio terreno, A remoção do entulho, por gravidade, lerá de ser feita em calhas
fechadas, de madeira, metal ou plástico rígido, com inclinação máxima de 45°, fixadas áedificação em todos os
pavimentos. Na extremidade de descarga da ca lha precisa existir dispositivo de fechamento. Objetos pesados ou
volumosos serão removidos mediante o emprego de dispositivos mecânicos, ficando proibido o lançamento cm
queda livre de qualquer material. Os elementos da edificação em demolição não poderão ser abandonados em
posição que tome viável o seu desabamento, provocado por ações eventuais. Os materiais da construção, durante
a demolição e remoção, deverão ser previamente umedecidos. As paredes somente poderão ser demolidas antes
da estrutura (quando ela for metálica ou de concreto), Durante a execução de serviços de demolição, terão de ser
instaladas plataformas especiais de proteção (bandejas salva-vidas) com inclinação de aproximadamente 45° e
largura mínima de 2,5 m, em lodo o perímetro da obra. As plataformas especiais de proteção serão instaladas,
no máximo, dois pavimentos abaixo do que será demolido.
1.5 - LIMPEZA DO TERRENO
Os serviços de roçado e deslocamento serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore
que possam prejudicar os trabalhos ou a própria obra. podendo ser feitos manual ou mecanicamente, Toda a
matéria vegetal resultante cio roçado e deslocamento bem como todo o entulho depositado no terreno terão de
ser removidos do canteiro de obras. O corte de vegetação de porte arbóreo fica subordinado às exigências e às
providências seguintes:
* obtenção de licença, em se tratando de árvores com diâmetro de caule (tronco) igual ou superior
a 5 cm, medido á altura dc 1,3 iri acima do terreno circundante;
• em se tratando dc vegetação de menor porte, isto é, arvoredo com diâmetro de caule inferior
a 5 cm, o pedido de licença poderá ser suprido por comunicação prévia à municipalidade, que
procederá à indispensável verificação e fornecerá comprovante.
2
INSTALAÇÕES
PROVISÓRIAS
A Técnica ele Edificar
A Técnica ele Edificar
2 INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS
2.1 - INSTALAÇÕES DO CANTEIRO DA OBRA
2.1.1 - ÁREA DE VIVÊNCIA
Os canteiros de obras têm de dispor de: instalação sanitária: vestiário; alojamento (*); tocai de refeições;
cozinha (quando houver preparo de refeições); lavanderia (*}; área de lazer (*);, ambulatório (quando se tratar
de frentes de trabalho com 50 ou mais operários). O cumprimento do disposto nos itens assinalados com (*) é
obrigatório nos canteiros onde houver trabalhadores alojados. As áreas de vivência terão de sei' mantidas em
perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, Serão dedetizadas preferencialmente a cada seis meses.
Quando da utilização de instalações móveis de áreas de vivência, precisa ser previsto projeto alternativo que
garanta os requisitos mínimos de conforto e higiene aqui estabetecidos.
2.1.2 - INSTALAÇÃO SANITÁRIA
2.1.2.1 - GENERALIDADES
Entende-se com o instalação sanitária o local destinado ao asseio corporal e/ou ao atendimento das neces-
sidades fisiológicas de excreção, É proibida a utilização da instalação sanitária para outros fins que não aqueles
previstos acima. A instalação sanitária deve:
* ser mantida em perfeito estado de conservação e higiene, desprovida de odores, especialmente
durante as jornadas de trabalho;
* ter portas de acesso que impeçam o devassamento e ser construída de modo a manter o res-
guardo conveniente;
- possuir paredes de material resistente e lavável, podendo ser de madeira;
* ter pisos impermeáveis, laváveis e de acabamento não escorregadio;
* não se ligar diretamente com os locais destinados a refeições;
* ser independente para homens e mulheres, quando for o caso;
* ter ventilação e iluminação apropriadas;
* possuir instalação elétrica adequadamente protegida;
* ter pó-direiio mínimo de 2,3 m ou respeitar o que determina o Código de Edificações do
município da obra;
* estar situada em local de fácil e seguro acesso, não sendo permitido o deslocamento superior
a 150 m cio posto de trabalho aos gabinetes sanitários, mictórios e lavatórios.
A instalação sanitária será constituída dc lavatório, vaso sanitário e mictório, na proporção de uni con-
junto para cada grupo de 20 trabalhadores ou fração, bem como dc chuveiro, na proporção de um para cada
grupo de IÜ operários ou fração.
2.1.2.2 - LAVATÓRIO
Os lavatórios precisam:
* ser individuais ou coletivos tipo calha
* possuir torneira(s)
* licar à altura de 90 cm a medir do piso
* ser ligado diretamente á rede de esgoto, quando houver
* ler revestimento interno de material liso, impermeável e lavável
• possuir espaçamento mínimo entre as torneiras de 60 cm, quando coletivos
• dispor de recipiente para coleta dc papéis usados
2.1.2.3 - L/>SO SANITÁRIO
O local destinado ao vaso sanitário (gabinete sanitário) necessita:
* ter área min ima dc 1 m J
> ser provido de porta com trinco interno e borda inferior de no máximo 15 cm acima do piso
* possuir divisórias com altura mínima de 1.8 m
• ter recipiente com tampa, para depósito de papéis usados, sendo obrigatório o fornecimento
de papel higiênico.
Os vasos sanitários devem:
< ser do tipo bacia turca ou de assento, sifonados
* possuir caixa de descarga (ou válvula automática)
' ser ligados á rede geral de esgotos oti à fossa séptica, com interposição de sifões hidráuli-
cos,
2.1/2A - MICTÓRIO
Os mictórios precisam:
* ser individuais ou coletivos tipo calha
* ler revestimento interno de material liso, impermeável e lavável
* ser providos de descarga provocada (ou automática)
* ficar á altura máxima de 50 cm do piso
* estar ligados diretamente á rede de esgoto ou á fossa séptica, com interposição de sífòcs
hidráulicos.
No mictório tipo caiba, cada segmento de 60 cm deve correspondera um mictório tipo cuba.
2 , 7 , 2 , 5 - CHUVEIRO
A área mínima necessária para utilização de cada chuveiro é de 0,80 m1, com altura de 2,1 m do piso. O
piso dos locais onde forem instalados os chuveiros terá cai mento que assegure o escoamento da água para a rede
de esgoto. quando houver, e ser de material não-escorregadio ou provido de estrado de madeira. Os chuveiros
serão individuais ou coletivos, dispondo de água quente. Haverá um suporte para sabonete e cabide para toalha,
correspondente a cada chuveiro. Os chuveiros elétricos terão de ser aterrados adequadamente.
2.1.3 ' VESTIÁRIO
Em lodo canteiro de obras, haverá vestiário para iroea de roupa dos trabalhadores que não residem no
local. A situação do vestiário tem de ser próxima aos alojamentos e/ou na entrada da obra, sem ligação direta
com o local destinado a refeições. Os vestiários necessitam;
* ter paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente
* possuir piso cimentado, de madeira ou material equivalente
* ter cobertura que os proleia contra as intempéries
* possuir área de ventilação correspondente a 1/10 da área do piso. no mínimo
• ter iluminação natural e/ou artificial
• possuir armários individuais dotados de fechadura ou dispositivo com cadeado
• ter pé-direito mínimo de 2,5 m ou respeitar o que determina o Código de Edificações do
município da obra
• ser mantido em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza
* possuir bancos cm número suficiente para atender aos usuários, com largura mínima de .10 cm.
2.1.4 - ALOJAMENTO
Os alojamentos do canteiro dc obras devem:
* ler paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente
- possuir piso cimentado, de madeira o LI material equivalente
* ter cobertura que os proteja das intempéries
* possuir área de ventilação de, no mínimo, l/IO da área do piso
• ler iluminação natural e/ou artificiai
• possuir área mínima de 3 m! por módulo cama/armário, incluindo a área de circulação
* ler pé-dircito mínimo dc 2,5 m para camas simples e de 3 m para camas duplas
* não eslar situados em subsolos ou porões das edificações
• possuir instalação elétrica adequadamente protegida,
É proibido o uso de três ou mais camas na mesma vertical. A altura livre permitida entre uma cama e
outra e entre a última cama c o leto é de, no mínimo, 1,2 m. A cama superior do beliche precisa ter proteção
lateral e escada. As dimensões mínimas das cairias têm de ser de 8-0 cm por 1,9m ea distância entre o ripamen-
to do estrado de 5 cm, dispondo ainda de colchão com densidade 26 e espessura mínima de 10 cm. As camas
devem dispor de lençol, fronha e travesseiro em condições adequadas de higiene, bem como cobertor quando
as condições climáticas assim o exigirem. Os alojamentos terão armários duplos individuais, com as seguintes
dimensões mínimas:
* 1,2 m dc altura por 30 cm de largura e 40 cm de profundidade, com separação ou prateleira, de
modo que um compartimento, com altura de 80 cm, se destine a abrigara roupa de uso com um
e o outro compartimento, com a altura de 40 cm, a guardar a roupa de trabalho ou
* 80 cm de altura por 50 cm de largura e 40 cm de profundidade, com divisão verl ical, de forma
que os compartimentos, com largura de 25 cm, estabeleçam, rigorosamente, o isolamento das
roupas de uso comum e de trabalho.
E terminantemente proibido cozinhar e aquecer qualquer tipo de refeição dentro do alojamento. Ele deve ser
mantido em permanente estado de conservação, higiene e limpeza. É obrigatório, no alojamento, o fornecimento
de água potável, filtrada e fresca, para os trabalhadores, por meio de bebedouros de jato inclinado (ou equipamento
similar que garanta as mesmas condições), na proporção de um para cada grupo de 25 trabalhadores ou fração, É
vedada a permanência dc pessoas com moléstia infecto-conlagiosa nos alojamentos.
2.1.5 - LOCAL PARA REFEIÇÕES
Mos canteiros de obias c obrigatória a existência de abrigo adequado para refeições. O local para refeições
precisa:
• ler paredes que permitam o isolamento durante as refeições
* possuir piso cimentado ou de outro material lavável
• ler cobertura que o proteja das intempéries
- possuir capacidade para garantir o atendimento de todos os operários no horário das refeições
• ler ventilação e iluminação natural c/ou artificial
* possuir lavatório instalado em suas proximidades ou no seu interior
* ler mesas com tampo liso e lavável
• possuir assentos em número suficiente para atender aos usuários
* ter depósito, com lampa, para lixo
* não estar situado em subsolos ou porões de edificação
* não possuir comunicação direta com instalação sanitária
* ter pé-direito mínimo de 2.5 m ou respeitar o que determina o Código de Edificações do
município da obra.
Independentemente do níimero de trabalhadores c da existência ou não de cozinha, em todo canteiro de
obras haverá local exclusivo para o aquecimento de refeições, dotado de equipamento adequado e seguro. E
proibido preparar, aquecer e tomar refeições fora dos locais estabelecidos neste item. É obrigatório o forneci-
mento de água potável, filtrada c fresca, para os trabalhadores, por meio de bebedouro de jato inclinado (ou
outro dispositivo equivalente), sendo proibido o uso de copos coletivos.
2.1.6 - COZINHA (QUANDO HOUVER PREPARO DE REFEIÇÕES)
Quando houver cozinha no canteiro de obras, ela necessita:
* possuir ventilação natural e/ou artificial que permita boa exaustão dos vapores
• ter pé-dircito mínimo de 2,5 m ou respeitar o Código de Edificações do município da obra
• possuir paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente
* ter piso cimentado ou de outro material de fácil limpeza
• possuir cobertura de material resistente ao fogo
• ler iluminação natural e/ou artificial
* possuir pia para lavar os alimentos e utensílios
* ter instalação sanitária que não se comunique com a cozinha, de uso exclusivo dos encar-
regados de manipular gêneros alimentícios, refeições c utensílios, não podendo ser ligada a
caixas de gordura
* dispor de recipiente, com tampa, para coleta de lixo
* possuir equipamento dc refrigeração para preservação dc alimentos
* ficar adjacente ao local para refeições
* ter instalação elétrica adequadamente protegida
* quando utilizado gás liquefeito de petróleo (GLP). os bujões têm que ser instalados fora do
ambiente de utilização, em área perfeitamente ventilada e coberta,
É obrigatório o uso de aventais c gorros para os que trabalhem na cozinha.
2.1.7 - LAVANDERIA
As áreas de vivência devem possuir loca! próprio, coberto, ventilado e iluminado para que o trabalhador
alojado possa lavar, secar c passar suas roupas de uso pessoal, Esse local tem de ser dotado de Ianques indivi-
duais ou coletivos em número adequado.
2.1.8 - ÃFTEA DE LAZER
Nas áreas de vivência, precisam ser previstos locais para recreação dos operários alojados, podendo ser
utilizado o abrigo de refeições para esse fim.
2.2 - ALMOXARIFADO DA OBRA
2.2.1 - RESPONSABILIDADE DO ALMOXARIFE
O almoxarife leni a responsabilidade de:
- contai lar a entrada e a saída de material
- controlar a contagem do material entregue
* controlar a saída do material requisitado pelo pessoal da obra
* guardar equipamentos de terceiros (ferramentas de empregados, por exemplo)
* guardar, sob cuidados de segurança, produtos tóxicos, inflamáveis ou perigosos
* alertar quando o estoque de alguns materiais chega ao limite crítico (areia, cal, cimento etc)
* armazenar de forma organizada o que lhe for entregue.
2.2.2 - DIVISÃO DO ALMOXARIFADO
O almoxarifado será dividi tio em seções:
* geral
* de material elétrico
* de material hidráulico
* de esquadrias de madeira (ferragens c ferramentas)
* de pintura.
Ma seção geral, estoca-se:
* material de segurança do trabalho
* material de uso geral (cal. cimento etc)
* ferramentas de uso geral
* material administrativo (cartões de ponto, impressos ele).
2.2.3 - LOCALIZAÇÃO DO ALMOXARIFADO
A localização deverá:
* permitir fácil acesso do caminhão de entrega
* ter área para descarregamento de material
* localizar-se estrategicamente junto à obra, de lai modo que o avanço tia obra não impeça o
abastecimento de materiais
* ser afastado dos limites do terreno pelo menos 2 m, mantidos como faixa livre, para evitar
saídas mio controladas de material,
2.3 - REGRAS DE SEGURANÇA PATRIMONIAL
Sâo recomendados os seguintes cuidados:
* Ioda obra precisa ser fechada com tapumes; os tapumes serão construídos de fonria a resislir
a impactos e observar a altura mínima de 2.5 ni em relação ao nível do passeio:
* lerá de haver uma única entrada e saída de caminhões;
• não se recomenda descarregar nialerial místurando-o com material já existente na obra;
• ninguém poderá entrar ou sair 1
1
0 início ou fim de expediente pela saída de caminhões; qualquer
funcionário terá de sair por porta especifica e com revista incerta;
* o vigia da porta de caminhões necessita ser trocado periodicamente;
• cm todas as chegadas de caminhão será anotada, no impresso próprio, a hora c o número da
chapa do veiculo; a desproporção entre o número de viagens e a distância do fornecedor até
a obra será indicativa de problema;
* os extintores serão mantidos carregados e em condições de ser utilizados.
3
SERVIÇOS
GERAIS
3 SERVIÇOS GERAIS
3.1 - SERVIÇOS DE CONTROLE
Os métodos dc trabalho c normas relativas aos controles técnico e administrativo da obra são a seguir
resumidos:
3.1.1 - C o i  7 f í O í F DA QUALIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL
3.1.1.1 - INTRODUÇÃO
Qualidade pode ser definida como a totalidade das características dc uma entidade (atividade ou processo,
produto, organização ou uma combinação destes), que lhe confere a capacidade de sutis fazer ás necessidades explí-
citas ou implícitas dos clientes c demais partes interessadas. A construção civil difere muito da indústria de
transformação, a partir da qual nasceram c se desenvolveram os conceitos e metodologias relativos á qualidade,
Nos últimos anos. vêm sendo realizados grandes esforços para introduzir na construção a Qualidade Total,
que já predomina em outros setores. Ocorre, porém, que a construção possui características singulares que
dificultam a utilização na prática das teorias modernas da qualidade. Em outras palavras, a construção requer
uma adaptação especifica de tais leorias, devido á complexidade do processo, no qual intervêm muitos fatores.
Algumas peculiaridades da construção, que dificultam a transposição de conceitos e ferramentas da qualidade
aplicados na indústria, são as seguintes:
* a construção é uma indústria de caráter nômade;
* ela cria produtos únicos e quase nunca produtos seriados;
* não é possível aplicar a produção em linha (produtos passando por operários fixos), mas sim
a produção centralizada (operários móveis em torno de um produto fixo);
- a construção é uma indústria muito conservadora (com preconceitos por parle dos usuários),
com grande inércia a alterações;
* ela utiliza mão-de-obra intensiva e pouco qualificada, sendo certo que o emprego desses
trabalhadores tem caráler eventual e suas possibilidades de promoção são pequenas, o que
gera baia motivação no irabalho;
* a construção, de maneira geral, realiza grande paile dos seus trabalhos sob intempéries;
* o produto é geralmente único na vida cio usuário;
* são empregadas especificações complexas, muitas vezes conflitantes e confusas;
- as responsabilidades são dispersas e pouco definidas;
* o grau de precisão com que se irabalha na construção é. em geral, muito menor do que em
outras indústrias, qualquer que seja o parâmetro que sc contemple: medidas, orçamento,
prazo, resistência mecânica etc.
Além desses aspectos, é importante ressaltar que a cadeia produtiva que forma o setor da construção
civil é bastante complexa e heterogênea. Ela conta com grande diversidade de agentes intervenientes e de pro-
dutos parciais criados ao longo do processo de produção, produtos esses que incorporam diferentes padrões da
qualidade« que irão afetara qualidade do produto final, observa-se que são diversos os agentes intervenientes
em tal processo ao longo de suas várias etapas:
*os usuários (que variam de acordo com o poder aquisitivo), as regiões do País ca especificidade
das obras (habitações, escolas, hospilais, edifícios comerciais, industriais e de lazer etc):
- os agentes responsáveis pelo planejamento do empreendimento, que podem ser agenles fi-
nanceiros c promotores, órgãos públicos, clientes privados e incorporadores, além dos órgãos
legais c normativos envolvidos, dependendo do tipo cie obra a ser executada;
• os agentesresponsáveispela etapa deprojeto: empresas responsáveis porcsludos preliminares (sondagem,
topografia etc), projetistas de arquitetura, calculistas estruturais, projetistas de instalações, além dos
órgãos públicos ou privados responsáveis pela aprovação e coordenação do projeto;
• os fabricantes de materiais de construção, constituídos pelos segmentos industriais produtores
de insumos envolvendo a extração c o beneficiamento de minerais, a indústria de produtos mi-
nerais não-mctálicos (cerâmica, vidro, cimento, cal etc), dc aço para construção c de metais
não-terrosos, de madeira, de produtos químicos e de plásticos para a construção;
• os agentes envolvidos na etapa de execução das obras: empresas construtoras, subempreitei-
ros, profissionais autônomos, auioconstruiores, laboratórios, empresas gcrcnciadoras c órgãos
públicos ou privados responsáveis pelo controle e fiscalização das obras;
• os agentes responsáveis pela operação e manutenção das edificações ao longo da sua fase de
uso: proprietários, usuários c empresas especializadas em operação e manutenção.
Elevar os padrões da qualidade do setor de edificações significa articular esses diversos agentes do pro-
cesso e comprometê-los cora a qualidade dc seus processos e produtos parciais e com a qualidade do produto
final, cujo objetivo é satisfazer ás necessidades do usuário.
3.1.1.2 - SISTEMAS DE CESTÃO DA QUALIDADE
3.1.1.2.1 • ABORDAGEM SISTÊMICA DA QUALIDADE
Define-se sistema como um conjunto dc elementos dinamicamente relacionados entre si, formando uma
atividade que opera sobre entradas e. após processamento, as transforma em sardas, visando sempre atingir um
objetivo, O propósito do Sistema de Gestão da Qualidade de uma constritora é assegurar que seus produtos e
seus diversos processos satisfaçam às necessidades dos usuários e ás expectativas dos clientes externos e inter-
nos, Desse conceito, surgem algumas características importantes:
• Sinergia: quando as partes de um sistema mantêm entre si um estado sólido, forte inter-relação,
integração e comunicação, elas se ajudam mutuamente e oresultadodo sistema passa a ser maior
do que a soma dos resultados de suas partes tomadas isoladamente, Sendo assim, a sinergia
constitui o efeito mutíplieador das parles de um sistema que utavancain o seu resultado global;
• Objetivo ou Propósito: as unidades ou elementos dos sistemas e seu relacionamento definem
um arranjo que visa sempre a uma finalidade comum a alcançar;
• Globalização: todo sistema tem uma natureza orgânica, pela qual uma ação que produza
mudança em uma de suas unidades deverá, muito provavelmente, produzir modificações em
todas as outras, ou seja. o sislema sempre reagirá globalmente a lodo o estimulo produzido
em qualquer uma de suas partes ou unidades:
• Retroalimentação: os sistemas abertos mantêm relações de intercâmbio com o ambiente
por meio de suas entradas e saídas. A saída do sistema proporciona, à entrada, um retorno
da comunicação, de forma a corrigir os desvios do sistema em relação nos seus objetivos ou
propósitos. Desse modo, a retroalimentação permite o controle e a adaptabilidade do sistema,
evitando grandes desvios ou deformações e a sua consequente autodestruição.
Segundo o enfoque sistêmico, as normas internacionais definem o Sistema da Qualidade como estrutura
organizacional, responsabilidades, procedimentos, processos e recursos para implementação da gestão da
qualidade, ressaltando que o sistema precisa sertão abrangente quanto necessário para atingir aos objetivos da
qualidade. Obtém-se, assim, as vantagens decorrentes dessa abordagem, como:
• visão de conjunto: possibilila um planejamento estratégico, voltado para a otimização do todo,
e não de partes do processo;
• objetivos comuns: facilita a compreensão de cada funcionário e departamento do seu papel
no conjunto, tornando mais fácil o trabailio em equipe;
4 integração de áreas: propicia a combinação de esforços, antes isolados, dos diversos departa-
mentos, alcançando a sinergia.
3.1,1,2.2 - NORMAS ISO 9000
A International Organization for Standardization (ISO), entidade internacional de normalização, criou, na
década de 80, uma comissão técnica para elaborar as normas voltadas para os Sistemas da Qualidade, procurando
uniformizar conceitos, padronizar modelos para garantia da qualidade e fornecer diretrizes para implantação de gestão
da qualidade nas organizações. Resultou desse trabalho a série de normas ISO 9000. lançada em 1987, A ISO 9000
reúne as normas mais completas e atualizadas sobre o assunto, hoje adotadas por mais de 50 países, dentre os quais
os da Comunidade Européia. Não se trata de especificações de produtos e sim de normas sistêmicas, que esta-
belecem os elementos do Sistema de Gestão e Garantia da Qualidade a serem considerados pelas empresas. No
Brasil, a A B N T adotou a mesma numeração da série ISO 9000. chamando-a de série N B R 09000. O instituto
Nacional de Normalização, Metrologia e Qualidade Industrial ( I N M E T R O ) também registrou a série com uma
numeração semelhante: N B R 19000. No ano de 1994, a A B N T publicou as seguintes normas da qualidade:
• a I S O 9000 ( N B R 09000) - Normas de Gestão da Qualidade e Garantia da Qualidade - Diretrizes
para Seleção e Uso
Tem como objetivo esclarecer as diferenças e a inter-relação entre os principais conceitos da
qualidade e fornecer diretrizes para a seleção e o uso das outras normas da série, que podem
ser utilizadas para a gestão da qualidade interna e garantia da qualidade externa:
- a I S O 9001 ( N B R 09001): 1994 - Sistemas da Qualidade - Modelo para Garantia da Qualidade em
Projetos, Desenvolvimento, Produção, Instalação e Assistência Tia sica
Especifica requisitos do Sistema da Qualidade para uso quando uni contrato entre duas partes
exige a demonstração da capacidade do fornecedor para projetar e fornecer produtos. Os
requisitos especificados nessa norma destinam-se. primordialmente, à prevenção de não-
eon forni idades em iodos os estágios, desde o projeto alé a assistência técnica;
• a ISO 9002 ( N B R 09002.) - Sistemas da Qualidade - Modelo para Garantia da Qualidade em Produção
e Instalação
Especifica requisitos do Sistema da Qualidade para uso quando uni contrato entre duas partes
exige a demonstração da capacidade do fornecedor para controlar os processos que determinam
a aceitabilidade do produto fornecido. Os requisitos especificados nessa norma destinam-se,
primordialmente, á prevenção e á detecção de qualquer não-conformidade durante a produção
e a instalação e, ainda, ã implementação dc meios para prevenir a sua reincidência;
• a ISO 9003 ( N B R 09003} - Sistemas da Qualidade - Modelo para Garantia da Qualidade em Inspeção
t? Ensaios Finais
Especifica requisitos do Sistema da Qualidade para uso quando um contrato entre duas partes
requer a demonstração da capacidade do fornecedor em detectar e controlar a disposição de
qualquer produto não-conforme durante a inspeção e ensaios Itnais. É aplicável em situações
contratuais, quando a conformidade do produto aos requisitos especificados pode ser obtida
pela documentação adequada dc determinada capacidade do fornecedor, para inspeção e en-
saios efetuados no produto fornecido;
• a I S O 9(104 ( N B R 09004) - Gestão da Qualidade e Elementos do Sistema da Qualidade - Diretrizes
Destina-se a organizações que desejam implantar espontaneamente um sistema de Gestão da
Qualidade. Descreve um conjunto básico de elementos mediante o qual o sistema pode ser
desenvolvido. O Sistema da Qualidade aplica-se tipicamente a todas as atividades relativas à
qualidade de um produto ou serviço, com elas interagindo. Ele envolve iodas as fases, desde a
identificação inicial até a satisfação final dos requisitos c expectativas do cliente, abrangendo
marketing, projeto, aquisição, planejamento e desenvolvimento, produção, inspeção, a nnazena-
mento, vendas, instalação e operação, assistência técnica c de manutenção e disposição após o
uso. Sendo assim, o usuário dessa norma pode selecionar os elementos do Sistema da Qualidade
que são adequados à sua realidade empresarial, considerando especificidades como requisitos
de mercado, tipo de produto, processo de fabricação etc.
3.1.1.2.3 - NBR ISO 9001: 2008 - SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE - REQUISITOS
1} A P R E S E N T A Ç Ã O
No ano 2000. a A B N T publicou a versão de norma da qualidade, a N B R ISO 9001:2000. válida a partir de
29.01,2001, que substituiu a norma N B R ISO 900!: 1994 e que cancelou e substituiu as N B R ISO 9002:1994 c
NBR ISO 9003: 1994. Alem disso, os princípios de gestão da qualidade declarados nas NBR ISO 9000 e N B R ISO
9004 foram levados em consideração durante o desenvolvimento da versão 2000 da N B R ISO 9001. Esta norma
promove a adoção de uma abordagem de processo para o desenvolvimento, implementação e melhoria da eficácia de
um sistema de gestão da qualidade para aumentar a satisfação do cliente pelo atendimento aos requisitos dele,
No ano de 2008, a A B N T publicou nova versão da norma NBR ISO 9001, a qual não introduz novos
requisitos significativos. Às alterações ocorridas apenas consolidam e esclarecem os requisitos existentes com
base nos últimos anos de experiência. Todas as modificações introduzidas suportam as interpretações já consa-
gradas. Às principais alterações são:
0.1 Generalidades -
- o novo texto diz " O projeto e a implementação do SGQ (Sistema de Gestão da
Qualidade) são influenciados pelo ambiente de negócios, mudanças neste ou riscos associados a ele,"
6.3 Infraestnitura - seçãoc) - agora, inclui "os sistemas de informações" que suportam serviços.
7,2,1 Determinação de requisitos relacionados ao produto -• uma nova nota foi adicionada, indicando que
atividades de pós-entrega em algumas instâncias incluam "ações sob garantias contratuais, como serviços
de manutenção, e serviços adicionais, como reciclagem ou disposições finais."
7.5.4 Propriedade do cliente - a nota agora estabelece que "propriedade do clicnle pode incluir proprie-
dade intelectual e dados pessoais,"
7,6 Controle de equipamentos de medição e monitoramento - uma nova nota foi adicionada, declarando "Con-
firmação da hábil idade de software (sistema informatizado)cm satisfazeràaplicação pretendida-lipicamenle
incluiria sua verificação, e o gerenciamento de sua configuração para assegurar sua adequação ao uso."
II) S I S T E M A DE G E S T Ã O DA Q U A L I D A D E
a) Requisitos Gerais
A organização deve estabelecer, documentar, implementar e manter uni sistema dc gestão da qualidade e
melhorar continuamente a sua eficácia, em conformidade com os requisitos desta Norma. A empresa precisa
• identificar os processos necessários para o sistema de gestão da qualidade e sua aplicação por
ioda a organização
* determinar a sequência e interação desses processos
• definir critérios e métodos necessários para assegurar que a operação e o controle desses
processos sejam eficazes
• assegurara disponibilidade dc recursos e informações necessárias para apoiara operação e o
monitoramento desses processos
• monitorar, medir e analisar esses processos
• implementar ações necessárias para atingir os resultados planejados e a melhoria contínua
desses processos.
b) Requisitos de Documentação
A documentação do sistema de gestão da qualidade tem de incluir
* declarações documentadas da política da qualidade e dos objetivos da qualidade
* um manual da qualidade
* retenção e disposição dos registros requeridos por esta Norma
- documentos, incluindo registros, determinados pela organização como necessários para asse-
gurar o planejamento, a operação e o controle eficazes de seus processos
A construtora precisa estabelecer e manter um nianuál da qualidade que inclua
* o escopo do sistema de gestão da qualidade, incluindo detalhes e justificativas para quaisquer
exclusões
* os procedimentos documentados estabelecidos para o sistema de gestão da qualidade, ou
referência a eles
* uma descrição da interação entre os processos do sistema de gestão da qualidade.
Os doeu mentos requeri dos pelo sistema de gestão da qualidade necessitam ser controlados. Registros são
um tipo especial de documento e devem ser controlados em conformidade com os requisitos acima apresentados,
Um procedimento documentado precisa ser estabelecido para definir os controles necessários para
* aprovar documentos quanto à sua adequação, antes da sua emissão
* analisar criticamente e atualizar, quando necessário, e reaprovar documentos
* assegurai1 que alterações c a situação da revisão atual dos documentos sejam identificadas
* garantir que as versões pertinentes de documentos aplicáveis estejam disponíveis nos locais de uso
* assegurar que os documentos permaneçam legíveis e prontamente identificáveis
•garantir que documentos de origem externa determinados pela construtora como necessários para o
planejamento e operação do sistemade gestão da qualidade sejam identificados e que sua distribuição
seja controlada
* evitar o uso não pretendido de documentos obsoletos e aplicar identificação adequada nos
casos em que forem relidos por qualquer propósito,
Registros estabe lecidos para prover ev idência de conform idade com requisitos e da operação eficaz do sistema
de gestão da qualidade devem ser contnotados. A organização precisa estabelecer um procedimento documenta-
do para definir os controles necessários para a identificação, armazenamento, proteção, disposição, retenção e
recuperação dos registros. Registros têm de ser mantidos legíveis, prontamente identificáveis e recuperáveis.
ILL) R E S P O N S A B I L I D A D E I3A D I R E Ç Ã O
a) Comprometimento da Direção
A alia direção da empresa precisa fornecer evidência de seu comprometimento com o desenvolvi mento
e com a implementação do sistema de gestão da qualidade e com a melhoria contínua de sua eficácia
* comunicando ã organização da importância dc atender aos requisitos dos clientes, como tam-
bém aos requisitos estatuários e regulamentares
* estabelecendo a politica da qualidade
* garantindo que os objetivos da qualidade são estabelecidos
- conduzindo as análises críticas pela direção
* assegurando a disponibilidade de recursos,
b) Eoco no Cliente
A Alta Direção tem de assegurar que os requisitos do cliente sejam determinados e atendidos com o
propósito de aumentar a satisfação dele.
e) Política da Qualidade
A Alia Direção deve garantir que a politica da qualidade
* seja apropriada ao propósito da empresa
1 inclua um comprometimento com o atendimento aos requisitos c com a melhoria contínua da
eficácia do sistema de gestão da qualidade
* proveja uma estrutura para estabelecimento c análise crítica dos objetivos da qualidade
* seja comunicada e entendida por toda a organização
* seja analisada criticamente para a continuidade de sua adequação.
d) Planejamento
A Aita Direção precisa assegurar que os objetivos da qualidade, incluindo aqueles necessários para atender
aos requisitos do produto, sejam estabelecidos nas funções e nos níveis pertinentes da empresa. Os objetivos da
qualidade necessitam ser mensuráveis e consistentes com a política da qualidade.
A Alta Direção tem que garantir que
• o planejamento do sistema de gestão da qualidade seja realizado de forma a satisfazer aos
requisitos citados anteriormente, bem como aos objetivos da qualidade
• a integridade do sistema de gcslão da qualidade seja mantida quando mudanças nesse sistema
são planejadas e implementadas.
e) Responsabilidade. Autoridade e Comunicação
A Alta Direção deve assegurar que as responsabilidades e autoridade sejam definidas e comunicadas em
toda a organização.
A Alta Direção tem de indiearuni membro da construtora que. independente de outras responsabilidades,
precisa ter responsabilidade e autoridade para
* assegurar que os processos necessários para o sistema de gestão da qualidade sejam estabe-
lecidos. implementados e mantidos
* relatará Alta Direção o desempenho do sistema de gestão da qualidade e qualquer necessidade
de melhoria
* garantir a promoção da conscientização sobre os requisitos do cliente em toda a organização.
A Alta Direção necessita assegurar que sejam estabelecidos, na empresa, os processos de comunicação
apropriados e que seja realizada comunicação relativa à eficácia do sistema de gestão da qualidade.
!) Análise Crítica pela Direção
A Aila Direção deve analisar criticamente o sistema de gestão da qualidade da organização, a intervalos plane-
jados, a fim de assegurar sua continua adequação, suficiência e eficácia, líssa análise crílica tem de incluir a avaliação
de oportunidades paia melhoria e necessidade de mudanças no sistema de gestão da qualidade, incluindo a politica da
qualidade e os objetivos da qualidade. Precisam ser mantidos registros das análises criticas pela direção.
As entradas para a análise critica pela direção necessitam incluir informações sobre
* resultados cie auditorias
* realimentação do cliente
* desempenho de processo e conformidade de produto
* situação das ações preventivas e corretivas
* ações de acompanhamento sobre as análises críticas anteriores pela direção
* mudanças que possam afetar o sistema de gestão da qualidade
* recomendações para melhoria.
As saídas da análise critica pela direção devem incluir quaisquer decisões e ações relacionadas á (o)
* aperfeiçoamento da eficácia do sistema de gestão da qualidade e de seus processos
* melhoria do produto em relação aos requisitos do cliente
* necessidade de recursos.
IV) G E S T Ã O DE R E C U R S O S
a) Provisão de Recursos
A organização tem cie determinar e prover recursos necessários para
* implementar e manter o sistema de gestão da qual idade e melhorar continuamente sua eficácia
* aumentar a satisfação cie clientes, mediante o atendimento aos seus requisitos.
b) Recursos Humanos
As pessoas que executam atividades que afetem a conformidade com os requisitos do produto precisam
ser competentes, com base em educação, treinamento, habilidade e experiências apropriados.
A construtora deve
* determinar a competência necessária para as pessoas que executam trabalhos que afetem a
conformidade com os requisitos do produto
* quando aplicáveis, prover treinamento ou tomar outras ações para atingir a competência necessária
* avaliar a eficácia das ações executadas
- assegurar que o seu pessoal esteja consciente quanto á pertinência e importância de suas
atividades e de como elas contribuem para alingir os objetivos da qualidade
* manter registros apropriados de educação, treinamento, habilidade e experiência.
c) lufraestrutura
A organização tem de determinar, prover e manter a infracstrulura necessária para alcançara conformi-
dade com os requisitos do produto. A infraestrutura inclui, quando aplicável.
* edifícios, espaço de trabalho e instalações associadas
* equipamentos de processo {tanto materiais e equipamentos quanto programas de computador)
* serviços de apoio (como transporte, comunicação ou informação),
d) Ambiente de Trabalho
A empresa precisa determinar e gerenciar o ambiente de trabalho necessários para alcançar a conformi-
dade com os requisitos do produto.
V ) R E A L I Z A Ç Ã O DO PRODUTO
a) Planejamento da Realização cio Produto
A construtora deve planejar e desenvolver os processos necessários para a realização do produto, O
planejamento da realização do produto tem de sei1 consistente com os requisitos dc outros processos do sistema
de gestão da qualidade.
Ao planejar a realização do produto, a organização precisa determinar, quando apropriado,
- os objetivos da qualidade o requisitos para o produto
* a necessidade de estabelecer processos e documentos e prover recursos específicos para o produto
* a verificação, validação, monitoramento, medição, inspeção e atividades de ensaio requeridos,
específicos para o produto, bem como os critérios para a aceitação dele
* os registros necessários para fornecer evidência de que os processos de realização e o produto
resultante atendem aos requisitos.
b) Processos Relacionados a Clientes
A organização deve determinar
* os requisitos especificados pelo cliente, incluindo aqueles para entrega e para atividades de
pós-entrega
* os requisitos não declaradas pelo cliente, mas necessárias para o uso especificado ou preten-
dido. onde conhecido
• requisitos estatuários e regulamentares aplicáveis ao produto
* quaisquer requisitos aclcionais considerados necessários pela organização.
A em presa tem de analisar criticamente os requisitos relacionados ao produto, Essa análise critica precisa
ser realizada antes de a construtora assumir o compromisso de fornecer um produto para o cliente (por exemplo,
apresentação de propostas, aceitação de contratos ou pedidos, aprovação de alterações em contratos ou pedidos)
e necessita assegurar que
* os requisitos do produto estejam definidos
* os requisitos de contrato ou de pedido que difiram daqueles previamente manifestados estejam
resolvidos
* a organização tenha a capacidade para atender aos requisitos definidos.
Devem sei' mantidos regisiros dos resultados da análise critica e das ações desta resultantes. Quando o cliente
não fornecer uma declaração documentada dos requisitos, a empresa tem que confirmar os requisitos do cliente antes
da aceitação. Quando os requisitos de produto forem alterados, a construtora precisa assegurar que os documentos
pertinentes sejam revisados e que o pessoal pertinente seja conscientizado sobre os requisitos modificados.
A organização necessita determinar e implementar providências eficazes para se comunicar com os
clientes cm relação a
* informações sobre o produto
* tratamento de consultas, contratos ou pedidos, incluindo emendas
• real im em ação do cliente, incluindo suas reclamações.
c) Projeto e Desenvolvimento
A empresa deve planejar e controlar o projeto e desenvolvimento de produto. Durante o planejamento
do projeto e desenvolvimento, a construtora tem de determinar
* os estágios do projeto e desenvolvimento
* a análise critica, verificação e validação que sejam apropriadas para cada estágio do projelo
e desenvolvimento.
* as responsabilidades e a autoridade para projeto e desenvolvimento.
A organização piecisa gerenciar as interfaces entre os diferentes grupos envolvidos no projeto e desenvolvi-
mento, para assegurar a comunicação eficaz e a designação clara de responsabilidades. As saídas do planejamento
necessitam ser atualizadas apropriadamente, na medida cm que o projeto e o desenvolvimento progredirem.
Entradas relativas a requisitos de produto devem ser determinadas e registros têm de ser mantidos. Essas
entradas precisam incluir
• requisitos de funcionamento e de desempenho
* requisitos estatuários c regulamentares aplicáveis
• onde aplicável, informações originadas de projetos anteriores semelhantes
* outros requisitos essenciais para projeto e desenvolvimento.
As entradas necessitam ser analisadas criticamente quanto à suficiência. Requisitos devem ser completos,
sem ambiguidades e não conflitantes entre si.
As saídas de projeto e desenvolvimento devem ser apresentadas de uma forma adequada para a verificação
ein relação ás entradas de projeto e desenvolvimento e têm de ser aprovadas antes de serem liberadas, As saídas
de projeto e desenvolvimento precisam
• atender aos requisitos de entrada para projeto e desenvolvimento
* fornecer informações apropriadas para aquisição, produção e prestação de serviço
* conter ou referenciar critérios de aceitação do produto
- especificar as características do produto que são essenciais pítra seu uso seguro e adequado.
Análises criticas sistemáticas de projeto e desenvolvimento devem sei1 realizadas, em fases apropriadas,
em conformidade com disposições planejadas para
* avaliar a capacidade dos resultados do projeto e desenvolvimento cm atender aos requisitos
* identificar qualquer problema e propor as ações necessárias.
Entre os participantes dessas análises críticas precisam estar incluídos representantes de funções envol-
vidas com o(s) estágio(s) do projeto e desenvolvimento que está(ão) sendo analisado(s) criticamente. Têm de
ser mantidos registros dos resultados das análises críticas e de quaisquer ações necessárias.
A verificação deve ser executada conforme disposições planejadas para assegurar que as saídas do pro-
jeto e desenvolvimento estejam atendendo aos requisitos de entrada de ambos. É preciso manter registros dos
resultados da conferência e de quaisquer ações necessárias.
A validação do projeto e desenvolvimento deve ser executada conforme disposições planejadas, para
assegurar que o produto resultante seja capaz de atender aos requisitos para aplicação especificada ou uso preten-
dido, onde conhecido. Onde for praticável, a validação Sem de ser concluída antes cia entrega ou implementação
do produto. Precisam ser mantidos registros dos resultados de validação e de quaisquer ações necessárias.
As alterações de projeto e desenvolvimento devem ser identificadas e registros têm de ser mantidos. As
alterações precisam ser analisadas criticamente, verificadas e validadas, como apropriado, e aprovadas antes da
sua implementação, A análise crítica das modificações de projeto e desenvolvimento tem dc incluir a avaliação
do efeito das alterações em partes componentes e 110 produto já entregue. Devem ser mantidos registros dos
resultados da análise crítica de alterações e de quaisquer ações necessárias.
d) Aquisição
A organização tem de assegurar que o produto adquirido está conforme com os requisitos especificados
de compra. O tipo e extensão do controle aplicados ao fornecedor e ao produto adquirido devem depender do
efeito do produto comprado na realização subsequente do produto ou no produto final. A empresa necessita
avaliar e selecionar fornecedores com base na sua capacidade dc fornecer produto em conformidade com os
requisitos da construtora. Critérios para seleção, avaliação e reavaliação devem ser estabelecidos. Têm que ser
mantidos regisiros dos resultados das avaliações e de quaisquer ações necessárias, oriundas da avaliação.
As informações de compra precisam descrever o produto a ser adquirido e incluir, onde apropriado,
requisitos para
* aprovação de produto, procedimentos, processos e equipamento
* qualificação de pessoal
* sistema de gestão da qualidade.
A organização necessita assegurar a adequação dos requisitos de compra especificadas antes da sua
comunicação ao fornecedor.
A em presa deve estabelecer e implementar inspeção ou outras atividades necessárias para assegurar que o
produto adquirido atenda aos requisitos de compra especificados, Quando a construtora ou seu cliente pretender
fazer a verificação nas instalações do fornecedor, a organização tem de declarar, nas informações de aquisição,
as providências dc verificação pretendidas c o método de liberação de produto.
e) Produção e Fornecimento de Serviço
A organização precisa planejar e realizar a produção e a prestação de serviço sob condições controladas.
Condições controladas devem incluir, quando aplicáveis:
* a disponibilidade de informações que descrevam as características do produto
* a disponibilidade de instruções de trabalho, quando necessárias
* o uso de equipamento adequado
- a disponibilidade e uso de dispositivos para monitoramento e medição
* a implementação de monitoramento e medição
* a implementação de atividade de liberação, entrega e pós-entrega do produto.
A empresa lem de validar quaisquer processos de produção e prestação de serviço em que a saída resul-
tante não possa ser verificada por monitoramento ou medição subsequente, c como consequência, deficiências
tornam-se aparentes somente depois que o produto estiver eni uso ou o serviço tiver sido entregue. A validação
precisa demonstrar a capacidade desses processos de alcançar os resultados planejados. A construtora deve
estabelecer providências para esses processos, incluindo, quando aplicável:
• critérios definidos para análise crítica c aprovação dos processos
* aprovação de equipamento e qualificação de pessoal
* uso de métodos e procedimentos específicos
• requisitos para registros
* revalidação,
Quando apropriado, a organização tem de identificar o produto por meios adequados ao longo da realização
dele. A empresa precisa identificar a situação do produto no que se refere aos requisitos de monitoramento e de
medição ao longo da realização do produto. Quando a raslreabilidade for um requisito, a construtora necessita
controlar e registrar a identificação unívoca do produto e manter registros,
A organização deve ter cuidado com a propriedade do cliente enquanto estiver sob o controle da empresa
ou sendo por ela usada. A construtora leni que identificar, verificar, proteger e salvaguardar a propriedade do
cliente fornecida para uso ou incorporação no produto, Se qualquer propriedade do cliente for perdida, danificada
ou considerada inadequada para uso, a organização deve informar ao cliente esse fato e manter registros,
A organização necessita preservar o produto durante processo interno e entrega no destino pretendido,
a fim de manter a conformidade com os requisitos. Quando aplicável, a preservação deve incluir identificação,
manuseio, embalagem, armazenamento e proteção. A preservação também tem de ser aplicada às partes cons-
tituintes de um produto.
f) Controle de Equipamento de Monitoramento e Medição
A empresa precisa determinar o monitoramento e a medição a serem realizados e o equipamento de
monitoramento e medição necessário para fornecer evidências de conformidade do produto com os requisitos
deierm iiiados. A eonstruiora deve estabeI ecer processos para assegurar q ue o nion Eioram e n to e a medição possam
ser feitos e sejam executados de maneira consistente com os requisitos de monitoramento e medição, Quando
necessário para assegurar resultados válidos, o equipamento de medição tem de ser:
* calibrado ou verificado, ou ambos, a intervalos especificados ou antes do uso, contra padrões
de medição rastreáveis a padrões de medição internacionais ou nacionais; quando esse padrão
não existir, a base usada para calibração ou verificação precisa ser registrada
* ajustado ou reajustado, quando necessário
• identificado para determinar sua situação da calibração
* protegido contra ajustes que invalidariam o resultado da medição
* protegido contra dano e deterioração durante o manuseio, manutenção e armazenamento.
Adicionalmente, a organi/açáo deve avaliar e registrara validade dosrcsultadosdemedições anteriores quando cons-
tatar queo equipamento não está conforme com osrequisitos.A empresa tem de tomar ação apropriada no equipamento e
em qualquer produto afetado. Registros dos resultados de calibraçãoe verificação precisam sermantidos. Quando programa
de computador for usado no monitoramento e medição de requisitos especificados, e necessário ser confirmada a sua
capacidade para atender á aplicação pretendida. Isso deve ser feito antes do uso inicial e reconfirmado, se necessário.
VI) MEDIÇÃO, A N Á L I S E E M E L H O R I A
a) Generalidades
A organização tem de planejar e implementar os processos necessários tfe monitoramento, medição,
análise e melhoria para:
* demonstrar a conformidade aos requisitos do produto
* assegurar a conformidade do sistema de gestão da qualidade
* melhorar continuamente a eficácia do sistema de gestão da qualidade.
Isso precisa incluir a determinação dos métodos aplicáveis, incluindo técnicas estatísticas, e a extensão de seu uso.
b) Monitoramento e Medição
Como uma das medições do desempenho do sistema de gestão da qualidade, a empresa deve monitorar
informações relativas à percepção do cliente sobre se a organização atendeu aos requisitos dele. Os métodos
para obtenção e uso dessas informações têm clc ser determinados,
A construtora precisa executar auditorias a intervalos planejados, para determinar se o sistema dc gestão
da qualidade:
* está conforme com as disposições planejadas., com os requisitos a competente Norma e com
os requisitos do sistema dc gestão da qualidade estabelecidos pela organização
* está mantido e implementado eficazmente.
Um programa de auditoria necessita ser planejado, levando em consideração a situação e a importância
dos processos c áreas a serem auditadas, bem como os resultados de auditorias anteriores. Os critérios da au-
ditoria, escopo, frequência e métodos devem ser definidos. A seleção dos auditores e a execução das auditorias
têm de assegurar objetividade e imparcialidade do processo de auditoria. Os auditores não podem auditar o
seu próprio trabalho. Um procedimento documentado deve ser estabelecido para definir as responsabilidades c
os requisitos para planejamento e execução de auditorias, estabelecimento de registros e relato de resultados.
Registros das auditorias e seus resultados devem ser mantidos, A administração responsável pela área que está
sendo audilada deve assegurar que quaisquer correções e ações corretivas sejam executadas, em tempo hábil,
para eliminar nâo-conforin idades detectadas e suas causas. As atividades de acompanhamento têm dc incluir a
verificação das ações executadas e o relato dos resultados dc verificação.
A organização precisa aplicar métodos adequados para monitoramento e. onde aplicável, para medição dos
processos do sistema dc gesião da qualidade. Esses métodos necessitam demonstrar a capacidade dos processos em
alcançar os resultados planejados. Quando os resu liados planejados não forem alcançados, correções e ações corretivas
devem ser executadas, como apropriado.
A empresa precisa monitorar e mediras características do produto para verificar se os requisitos dele foram
atendidos. Isso necessita ser feito em eslágios apropriados do processo dc realização do produto, em conformidade
com as providências planejadas. Evidência de conformidade com os critérios de accilação deve ser mantida. Registros
têm de indicara(s) pessoa(s) autorizadas a liberar o produto para entrega ao cliente. A Iiberação deste e a entrega do
serviço não podem prosseguir até que todas as providências planejadas tenham sido satisfatoriamente concluídas, a
menos que aprovado dc outra maneira por uma autoridade pertinente e, quando aplicável, pelo cliente.
c) Controle dc Produto Não-Conforme
A construtora precisa assegurar que produtos que não estejam conformes com os requisitos deles sejam
identificados c controlados para evitar seu uso ou entrega não pretendidos. Um procedimento documentado deve
ser estabelecido para definir os controles c as responsabilidades e a autoridade relacionadas para lidar com
produto não-eon forme. Onde aplicável, a organização deve tratar os produtos tião-conformes por uma ou mais
das seguintes Ibrmas:
* execução de ações medidas para eliminar a não-eonforni idade detectada
* autorização do seu uso, liberação ou aceitação sob concessão por uma autoridade pertinente
e. em que aplicável, pelo cliente
* execução de ação para impedir o seu uso pretendido ou aplicação originais
* execução de ação apropriada aos efeitos, ou efeitos potenciais, da não-conformidade quando
o produto não-eonforme for identificado após a entrega ou início de uso do produto,
Quando o produto não-eonforme for corrigido, ele precisa ser submetido à reverificação para demonstrar
a conformidade com os requisitos. Devem ser mantidos registros sobre a natureza das não-conforiri idades e
quaisquer ações subsequentes executadas, incluindo concessões obtidas.
d) Análise de Dados
A construtora deve determinar, coieta reanalisar dados apropriados para demonstrar a adequação e eficácia
do sistema de gestão da qualidade e para avaliar onde melhorias contínuas de eficácia do sistema de gestão da
qualidade pode ser realizada. Isso tem de incluir dados gerados como resultado do monitoramento e da medição
e de outras fontes pertinentes. A análise de dados precisa fornecer informações relativas a:
* satisfação de clientes
• conformidade com os requisitos do produto
• características c tendências dos processos e produtos, incluindo oportunidades para ação
preventiva
• fornecedores,
e) Melhoria
A organização necessita continuamente melhorara eficácia do sistema de gestão da qualidade por meio
do uso da politica da qualidade, objetivos da qualidade, resultados dc auditorias, análise de dados, ações corre-
tivas e preventivas e análise critica pela direção.
A empresa deve executar ações para eliminar as causas dc não-conform idades, de forma a evitar sua
repetição. As ações corretivas têm de ser apropriadas aos efeitos das não-confonn idades detectadas. Um pro-
cedimento documentado precisa ser estabelecido para definir os requisiios para:
• análise critica de não-conform idades (incluindo reclamações de clientes}
• determinação das causas de não-conlorm idades
• avaliação da necessidade de ações para assegurar que não-conform idades não ocorrerão
novamente
• determinação e implementação de ações necessárias
• registro dos resultados de ações executadas
• análise critica da eficácia da ação corretiva executada,
Aconsiruiora necessita definir ações para eliminar as causas de não-conform idades potenciais, de forma
a evitar sua ocorrência. As ações preventivas devem ser apropriadas aos efeitos dos problemas potenciais. Um
procedimento documentado tem de ser estabelecido definindo os requisitos para:
* determinação de não-conformidades potenciais e de suas causas
• avaliação da necessidade de ações para evitar a ocorrência dc não-conform idades
* definição e implementação de medidas necessárias
• registros de resultados de ações executadas
• análise critica da eficácia da ação preventiva executada.
VII) C O R R E L A Ç Ã O E N T R E OS C A P Í T U L O S D A N B R ISO 9001:2008 E O Si AC (2005)
CAPITULO 0 0 MAN UAL
DA Q U A l IDADE DA CONSTRUTORA
NBR ISO 9001:2008 S-iAC (200S)
1, APRESENTAÇÃO
2. RESPONSABILIDADE DA DIRETORIA
2.1 Comprometimento da Diretoria 5.1 Comprometimento da Direção
3.2 foco no Clienle
3.1 Comprometimento da Direção da Empresa
3.2 Foco no Clienle
2.2 Política da qualidade 5,3 Política da Qualidade 3.3 Pblftica da Qualidade
2.3 Objetivos, metas e indicadores 5,4.1 Objetivos da Qualidade
S.2.J MMIÍÇÜO E Mcniiiorameniíj DE FrDf«MS
3.4.1 CHijelivos da Qualidade
R.2.3 Medição e MçmiioramenKJ de Ftaessos
2.4 Satisfação do clienle 5,2 foco rwCliente
8.2.1 Satisfaçio dw clientes
8.2.3 Mediçioe Moflíloramerrtj&íte Processos
3.2 Foco no Clienle
8.2.1 Satisfação <fo Ciionle
3.2,3 Medição e Monitoramento de Processos
CAPITULO DO MANUAL
DA QUALIDADE DA CONSTRUTORA
NBR ISO 9001:200-8 SiAC I2M0S)
2.5 Conscientização 5,3 Política da Qualidade
5.5.3 Comunicação Interna
6,2.2 Compelência, conscientização e
Ireinamento
5,3 Politic i da Qualidade
5,5,3 Comunicação Interna
5,2.2Treinamento, Conscientização e
Competência
2.6 Planejamento do sistema 4,2,2 Manual tla Qualidade
.1.4.2 Planejamento do sislems de gestão tia
qualidade
7.1 Planejamento da Realização do Produto
4.2.2 Manual da Qualidade
5.4.2 Planejamento do Sistema de Gestão
tia Qualidade
7.1.1 Plano da Qualidatfe da Otua
7.1.2 Planejamenlo da Execução da Obra
2.7 Estrutura organizacional 5.5.1 Responsabilidade e Autori tíade
3.5.2 Representante da Direção
5.5.1 Responsabi 1 idade e Autoridade
5.5.2 Representante (la Direção da Emprea
2.8 Escopo e abrangência t b sistema 4.1 Requisitos Gerais
4.2.1 Generalidades
4.2.2 Manual tia qualidade
4.1 Requisitos Gerais
4.2.1 Generalidades
4.2.2 Manual da Qualidade
2.9 Exclusões 4.2.2 Manual da qualidade
7.5.2 Validação dos processos de produção
e fornecimento de serviço
4.2.2 Manual da Qualidade
7.5,2 Validação dos Processos
2.10 Comunicação com o cliente 7,2.3 Comunicação com o cliente 7,2,3 Comunicação com o Cliente
2.11 Comunicação interna 3.5.3 Comunicação Inierna 5.5.3 Comunicação Interna
2.12 Provisão de recursos 3.1 Comprometimento da Direção
6.1 Provisão de Recursos
6.2 Recursos 1 lumanos
6.3 iníraestiutura
6.4 Ambiente dc Trabalho
5,1 Comprometimento da Direção da
Empresa
6.1 PíoviiSo de Recursos
6.2 Recursos Humanos
6.3 Infraestrulura
6.4 Arnbieme de Trabalho
2.13 Análise crítica pela direção 5.6 Análise Crítica pela Direção
8.5.1 Melhoria Continua
5.G Análise Crítica pela Direção
£1.5.1 Melhoria Continua
3. SISTEMA DE C ESTÃO DA QUALIDADE
3.1 Controle de documentos, dados e
registros
4.2.1 General idades
4.2.2 Manual da Qualidade
4.2.3 Controlecie Documentos
4.2.4 Conlnolede Registros
4.2.1 Generalidades
4.2.2 Manual da Qualidade
4.2.3 Controle de Documentos
4.2.4 Controle de Regislros
3.2 Auditoria interna 8.5.1 Melhoria Contínua
8.2.2 Auditoria interna
8.2.3 Monitoramento e Medição fie Processos
9.2.2 Auditoria interna
3.2.3 Medição e Monitoramento de Processos
8,5,1 Melhoria Contínua
3.3 Tratamento de produto não-
coníofnie
8,3 Conlrole de produto não-confòrme 8,3 Controle de materiais e de serviços de
execução controlados eda obra não-
conformes
3.4 Melhoria contínua 8.5.1 Melhoria Continua
8.5.2 Ação Corretiva
8.5.3 Ação Preventiva
8.5.1 Melhoria Contínua
9.5.2 Açio Corretiva
9.5.3 Ação Preventiva
5.S Análise <te dados 8.4 Análise de Dados 8.4 Análise de Dados
3.6 Controle de disposi livo* de
monitoramento o medição
7.6 Contiole de disfxwitivos de
monitoramento c medição
7 ,G Controle de d ispositivo* (te
monitoramento e medição
4. PROCESSOS PRINCIPAIS
4,1 Incorporação 5,2 Foco no Cliente
7.2.1 Üeterniinação de requisitos
relacionados ao produlo
7.2.2 Análise Crítica dos requisitos
relacionados ao produlo
8.2.3 Monitoramento e medição de processos
5.2 Foco rto Cliente
7.2.1 Determinação de requisitos
relacionados à Obra
7.2.2 Análise Crítica requisitos
relacionados à Obra
8.2.3 Medição e Monitoramento de processos
4.2 Comercialização 3,2 Foco no Cliente
7.2.1 Determinação efe requisitos
relacionados ao produlo
7.2.2 Análise Crítica dos requisitos
relacionados ao produlo
7.2.3 Comunicação com o cliente
8,2,3 Monitoramento £' medição de processos
5.2 foco no Cliente
7.2,  Determinação de requisitos
relacionados ü Obra
7.2.2 Análise Crítica dos requisitos
relacionados à Obra
7.2..} Comunicação com o cliente
9.2.3 Medição e Monitoramento de processos
CAPÍTULO DO MA NUAL
DA QUALIDADE DA CONSTRUTORA
NBR1SO 9001:2008 SiAC (2005)
4.3 Planejamento da obra 7,1 Planejamento da realização do produto
8.2.3 Monitoramento e medição de processos
7.1 Planejamento da Obra
8.2.3 Medição e Monitoramento de processos
•1.4 Projeto 7.2.1 Determinação de requisitos
relacionados ao produto
7,3 Projeto e desenvolvinnento
8.2.3 Monitoramento e medição de processos
7.2.1 Identificação de requisitos
relacionados ã Olira
7.3 Projelo
8.2.3 Medição e Monitoramento de processos
4.5 Aquisição 7.4.1 Processo de Aquisição
7.4.2 Informações de Aquisição
8.2.3 Monitoramentos medição de processos
7.4.1 Processo de Aquisição
7.4.2 Informações para Aquisição
8.2.3 Medição e Monitoramento de processos
4.6 Execução da obia
4.6.1 Execução de serviços 6.3 Infraestrutura
0.4 Ambiente de Trabalho
7.5.1 Controle de produção e fornecimento
de serviços
8.2.3 Monitoramento emedição de
processos
6.3 Iniraeslrtilura
M Ambiente de Trabalho
7.5.1 Conlrole de Operações
8.2.3 Medição e Monitoramento de
prcossòs
4.6.2 Inspeção de serviços 7,4.3 Verificação do produto adquirido
7,5.3 frlentiíicaçào e Raslreabilidade
3.2.3 Monitoramento e medição de
processos
8.2.4 Monitoramento e medição de produto
8,3 Controle de produto não-coníorme
7.4.3 Verificação do produto adquirido
7.5.3 Identificação eRastreabilid.uk?
8.2.4 Inspeção e Monitoramento de Maieriais
e Serviços de Execução Consolados e
da O i m
8.2,3 Mediçlü e Monitoramento de |irocessos
8.3 Conlrole de Maieriais e de Serviços
de E*rcução Controlados e da Obra
Não-ccmíormes
4.6J Controle de equipamentos de
produção
7,5.1 Controle de produção e fornecimento
de serviços
7.5.1 Conlrole de Operações
4,0,4 Pieservação de serviços acaJwdos 7,5-5 Preservação do produto 7.5,5 Preservação (lo produto
4,7 Controle de materiais
4.7. í Inspeção de materiais
no recebimento
7.4.3 Verificação (to pradulo adquirido
7.5-3 identificação c Rastreabíl idade
8.2.3 Monitoramento o medição de
processos
8.2.4 Monitoramento e medição de produto
8,3 Controle ile produto não-conforme
7.4,3 Verificação do produto adquirido
7.5,3 identificação e Raslreabilidade
8.2.3 Medição o Monitoramento
de processos
4.7.2 Manuseio e armazenamentode
materiais
7.5.3 identificação e Raslreabilidade
7,5.3 Preservarão do produto
7.5.3 Identificação e Raslreabilidade
7.5.5 Preservação do produto
4,7,3 Controle da propriedade (lo cliente 7.5.3 Identificação e Rastreaiilidade
7.5.4 Propriedade do Cliente
7.5.3 Identificação e Raslreabilidade
7.5.4 Propriedade do Clienle
4,7.4 identlficação e rastreabilidade 7.5J Identificação é Rastreabil idade 7,5.3 Identificação e Raslreabilidade
4.0 Eni rega da obra 7,2.3 Comunicação como cliente
7.5.1 Controle de Produção e fornecimento
de Serviço
7,5.3 identificação e Raslreabilidade
8.2.3 Monitoramento e medição de processos
8.2.4 Monitoramento e medição de pradulo
8,3 Controle de produto não-conforme
7.2.3 Comunicação com o cliente
7.5.1 Controle de Operações
7.5.3 Identificação e Raslreabilidade
8.3 Controle de produto não-conforme
8.2.4 Medição c Monitoramento de produto
8.2.3 Medição e Monitoramento de processos
8.3 Controle de Materiais e Serviços de
Execução Controlados e da Obra Não-
Conformes
CAPITULO DO MANUAL
DA QUALIDADE DA CONSTRUTORA
NBR ISO 9001:200B SiAC 12(105)
4.9 Assistência técnica 7.2.3 Comunicação com o c I ienie
7,5.1 Controle de Produção e Fornecimento
de Serviço
7.5.3 Identificação e Rastreabil idade
8.2.3 Monitoramento e medição de processos
8.2.4 Monitoramento e nvediçào de produto
8.3 Conlfole de produto não-coníorme
" ,2.3 Comu n icação com o cliente
7,5.1 Controle de Operações
7.5.3 Identificaçãoe Rastreabilidade
3.2.3 Medição e Monitoramento íte processos
3.2,J Inspeção e Monitoramento de
Materiais e Serviços de Execução
Controlados e da Obra
9.3 Controle de Materiais e Serviços, de
Execução Controlados e da Obra Nrào-
Conformes
5. PROCESSOS DE APOIO
5.1 Recursos humanos 6.2.1 Generalidades
6.2.2 Competência, conscientização o
ireinamento
8.2.3 Monitoramento e medição de
processos
&.2.1 Designação de Pessoal
6.2-2 Treinamento, Conscientização e
Corrçíetèneia
3.2,3 Medição e Monitoramento de
processos
5.2 Serviço de atendimento ao dienle
-SAC
7.2.3 Comunicação com oclienle
8.2.3 Monitoramento e medição de processas
7,2.3 Comunicação com o cliente
3.2.3 Medição e Monitoramento de processos
3,1,1.2,4 - S / A C - SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE EMPRESAS DE
SERVIÇOS E OBRAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
A P R E S E N T A Ç Ã O
O Governo Federa! criou no ano 2000 o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade da Constru-
ção Habitacional, chamado PBQP-I1. normalizado pelo Sistema ile Qualificação de Empresas de Serviços
e Obras - Construtoras, denominado SíQ - Construtoras, válido para empresas que atuam no subsetor de
edificações. Ein 2002 loi publicada nova versão do SiQ (denominada SiQ- Construtoras: 2002) e, em março
de 2005, o SiC - Construtoras foi substituído pelo SiAC • Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas
de Serviços e Obras da Construção Civil, no qual ele se tornou similiarà norma N B R ISO 9001: 2008. dife-
renciando apenas quanto aos itens tratados, que estilo adaptados especificamente à construção civil. O Si AC
possui caráter evolutivo, estabelecendo níveis de qualificação progressivos, segundo os quais os sistemas de
gestão da qualidade das empresas construtoras são avaliados e classificados. Cabe aos contratantes, públicos e
privados, individualmente ou preferencialmente por intermédio de acordos setoriais firmados entre contratantes
e entidades representativas de contratados, estabelecerem prazos para começarem a vigoraras exigências de
cada nível. Assim, o Si AC (versão 2005) tem como objetivo estabelecer o referencial técnico básico do siste-
ma de qualificação evolutiva adequado às características específicas das construtoras atuantes no subsetor de
edifícios, e se baseia nos seguintes princípios:
* referencial da norma ISO 9001, em sua versão de 2008: os itens e requisitos baseiam-se na-
queles da norma internacional;
* caráter evolutivo: o referencial estabelece uiveis de qualificação progressivos, segundo os
quais os sistemas de gestão da qualidade das empresas são avaliados e classificados. Isso visa
induzir e dar às organizações o tempo necessário para a implantação evolutiva de seu sistema
de qualidade;
* caráter proativo, visando a criação de um ambiente de suporte que oriente o melhor possível
as empresas, no sentido que estas obtenham o nível de qualificação almejado:
* caráter nacional: o sistema é único e se aplica a todos os tipos cie contratantes (públicos muni-
cipais, estaduais, federais ou privados) e a totalidade das obras de edifícios, em todo o Brasil;
o que varia são os prazos de exigência dos contratantes;
* flexibilidade: o sistema baseia-se em requisitos que possibilitam a adequação ao sistema de
organizações de diferentes regiões, que utilizem diferentes tecnologias e que atuem na cons-
trução de edifícios;
• sigilo: quanto ás informações de caráter confidencial das empresas;
* transparência: quanto aos critérios e decisões tomadas;
• independência: dos envolvidos nas decisões;
• caráter público: o Sistema de Qualificação de Empresas de Serviços e Obras não tem fins lu-
crativos, e a relação de empresas qualificadas é pública e divulgada a todos os interessados;
• harmonia com o SINMETRO - Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade In-
dustrial: ioda a qualificação atribuída pelo sistema será executada por organismo credenciado pelo
INMETRO - Instituto Nacional dc Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial e o processo
evolutivo visa ampliar o número de empresas do setor que venham a ter certificação de conformidade
na áiea de sistemas da qualidade por ele reconhecido (com base tia norma ISO 9001).
Os Atestados de Qualificação para os diversos níveis só terão validade se emitidos por Organismo de
Certificação Credenciado (OCC), autorizado pela Comissão Nacional (CN) do SiAC para atuarem no siste-
ma. Portanto, as construtoras que desejarem sc qualificar, conforme o presente referencial técnico, devem
consultar, na Secretaria Executiva Nacional (SEN) do Si AC, a lista de OCCs autorizados, No quadro a seguir
são apresentados os requisitos e itens a serem observados nos diferentes níveis de qualificação,
SiAC Ivcrsãü 2005) Níveis de qualiíicaçao
ITEM REQUISITO D c E A
1.tòe5|]onsatiiíidadetia Direção 1.1. tolítica da Qualidade
1.2. Representante da Administração
1.3. Responsabilidade, autoridade e recursos
1.4. Análise critica da direção
1
1
1
II
t
t
1
1
1
f
t
IIII
1
1
ti
2- Sislennrtj da Qualidade 2.1. Sistema evokrlivo
2.2. Planejamento de desenvolvimento e implantação (to Sistema
2.3. Manual da Qualidade e procedimentos
2.4. Ilano da Qualidade dc Obras
!
1
1
1
1
í
ti
3. Análise crítica de contrato 1 1
4. Controle de projeto (item não aplicável)
5. Controle de documentos e dados I 1 II li
6, Aquisição 6, . Materiais controlados
6.2. Dados para aquisição
6.3. Qualificação e avaliação de fornecedores.
6.4. Verificação do produto adquirido
t
f
II
1
1
1
III
1
1
7. Controle [|ç produtos Ébmccidoi polo cliente 1
£. Identificação e raslreabii idade 8 J . Identificação
8.2. Raslreabilidade
1
|
9. Controle de processo 9.1. Conti ições controladas
9.2. Serviços de execução controlados 1 II
ti
NI
1Ü. Inspeção e ensaios 10.1. Inspeção e ensaios no recebimento
10.2. Inspeção e ensaios durante o processo
10.3. Inspeção e ensaios finais
1
1
II
IS
III
III
11. Gsnlrole (te equipamentos (te inspeção,
medição e ensaias
1 1
12. Situação de inspeção eensaies 1 t 1
13. Controle de produto não-conforme 1 1
14. Ação corretiva e ação pjcwnlíva 14.1. Ação correiiva
14.2. Ação preventiva
1
15. Manuseio, armazenamento, embalagens
preservação e entrega
15.1. Controle do manuseio earmazEfiamenlD de materiais
15.2. Proteção dos serviços executados
13.3. Entrega da obra e Manual do Proprietário
t 1
1
1
1G. Registrada cpjalídade 1 1
17. Auditorias internas da (jualidade 1
18, Treinamento I 1 1
19, Serviços associados 1
20. Técnicas estatísticas <
Nolatas indicações "II*. "Ill" oo "III I" significam que o item ou requisito exige o desenvolvimento de novos jifocedimentosenlrediferentes níveis
de qualificação. Nolexlo dos requisitos, encontra-se indicado O que deve ser eslabelec ido cm cada nível, enlendendo-seeonio evolutivo (o nível
mais avançado inclui as exigências dc- todos os níveis nnlerioresl.
R E S P O N S A B I L I D A D E DA D I R E Ç Ã O
a) Politica da Qualidade
Conforme o Nível de qualificação, a direção da empresa eleve:
* Elo Nível D;
- definir e documentar saa Politica da Qualidade, incluindo objetivos para a qualidade e seu
comprometimento com ela
* divulgar sua política aos seus funcionários, segundo uma estratégia de sensibilização previa-
mente definida
* planejar os indicadores da qualidade que serão utilizados para avaliar a evolução da construtora
rumo aos objetivos estabelecidos,
• no Nível C:
* assegurar que essa politica seja compreendida, implementada c mantida em lodos os setores
da organização.
* no Nível B:
* implantar sistema de medição dos indicadores referentes aos objetivos da qualidade.
* ro Nível A:
* acompanhar a evolução dos indicadores relativos aos objetivos da qualidade.
b) Representante da Administração
A direção da construtora tem de designar sen representante, com autoridade para assegurar que o Sistema
de Gestão da Qualidade, em suas diversas etapas evolutivas, está estabelecido, implementados mantido, em con-
formidade com os presentes itens e requisitos, bem como relatar o desempenho do sistema da qualidade á direção
da empresa para análise crítica, Esse representante precisa ser membro da organização, podendo acumular outras
funções. Como Representante da Administração, ele deve responder diretamente à direção.
c) Responsabilidade, Autoridade e Recursos
A responsabilidade, autoridades interne lação do pessoal que administra, desempenha e verifica atividades
que influem na qualidade precisa serdcllnida c documentada. A direção da construtora tem de identificar e prover
os recursos necessários para executar todas as atividades descrilas 1
1
0 seu sistema de gestão da qualidade, lais
como: recursos financeiros, equipamentos, designação e treinamento de pessoal.
d) Análise Crítica da Direção
A direção da empresa precisa:
* no Nível Ö:
* analisar criticamente o sistema de gestão da qualidade a intervalos definidos, suficientes para
assegurar sua contínua adequação e eficácia em atender aos presentes itens e requisitos, bem
como à política da qualidade e aos objetivos desta estabelecidos pela organização;
- manter registros dessas análises críticas.
" no Nível A:
* acompanhar permanentemente os indicadores da qualidade, utilizando-os na análise crítica
para avaliação e melhoria do sistema.
S I S T E M A DE G E S T Ã O DA Q U A L I D A D E
a) Sistema Evolutivo
A empresa tem de estabelecer, documentar e manter um sistema de gestão da qualidade, atendendo, de
maneira evolutiva, aos níveis de qualificação definidos. As indicações "II", "III"1 ou " H I T do quadro anterior
de níveis de qualificação significam que o item ou requisito exige o desenvolvimento de novos procedimentos
entre diferentes níveis de qualificação, o que se encontra definido no texto do respectivo item ou requisito. Todos
os presentes itens e requisitos (inclusive os indicador em iodos os níveis em que aparecem com " P ) precisam
ser entendidos como evolutivos, ou seja, suas exigências necessitam ser atendidas em todas as ãreas aplicáveis,
a cada estágio de desenvolvimento (nível de qualificação) do sistema de gestão da qualidade da constiiitora,
sendo cumulativos (o nível mais avançado inclui as exigências de todos os níveis anteriores). Em todos os itens
e requisitos, sempre que constar que a organização deve estabelecer procedimentos, tem dc ser entendido que
cia precisa elaborar, documentar, manter atualizado, treinar e aplicar estes procedimentos.
b) Planejamento do Desenvolvi mento c Implantação do Sistema
A empresa necessita realiiííir um diagnóstico da sua situação, em relação aos presentes itens e requisitos, no
início do desenvolvimento do Sistema de Gestão da Qualidade. Deve ser estabelecido claramente o escopo deste
Sistema (tipo de obras e serviços aos quais ele se aplica). Em particular, tomando com base a lista de Serviços Obri-
gatoriamente Controlados que consta do final deste item, a construtora tem de identificar aqueles que fazem parte dos
sistemas construtivos por ela util izados nos ti pos de obra estabelecidos no escopo do Sistema de Gestão da Qua I idade;
caso a empresa utilize serviços específicos que substituam aqueles constantes dessa lista minima, eles precisam ser
relacionados. Uma vez constiluída sua lista de serviços controlados, a empresa necessita elaborar uma relaçSo de
materiais que sejam neles empregados, que afetem tanto a qualidade deles próprios quanto a do produto final. Dessa
lista de materiais controlados deverão fazer paite, uo m íniitio, 30 deles. A partir do diagnóstico, em relação ao conjunto
dos itens e requisitos, e das listas de materiais e serviços controlados, e levando-se ern conta as porcentagens mínimas
definidas nos requisitos deste sistema, a construtora tem de estabelecer um planejamento para desenvolvimento e im-
plantação do sistema de gestão da qualidade, definindo responsáveis e prazos para atendi mento a cada item e requisito
e obtenção dos diferentes níveis de qualificação. Esse planejamento precisa ser acompanhado pelo Representaiiie da
Administração, sendo gerados registros das elapas realizadas e das eventuais necessidades de reprogramação.
c) Manual da Qualidade e Procedimentos
A construtora necessita preparar e aplicar um Manual da Qualidade e seus respectivos procedimentos
documentados evolutivos, em conformidade com os presentes itens e requisitos e consistentes com sua politica
da qualidade.
d) Plano da Qualidade de Obres
A organização deve estabelecer procedimentos para elaboração de plano da qualidade de cada obra,
contendo, no mínimo, os seguintes elementos:
" noNivel D:
• organização: estrutura organizacional da obra. responsabilidades (incluindo ciicnle ou seu
representante, projetistas e demais intervenientes) e programa de treinamento específico da
obra:
• plano de controle da qualidade: relação de materiais e serviços de execução controlados e
respectivos procedimentos de especificação, execução e inspeção;
• procedimentos e listas de verificação específicos da obra.
' no Nível A:
• planejamento e controle da obra;
* plano de manutenção de equipamentos;
* projeto do canteiro;
• segurança do trabalho;
• consideração do impacto no meio ambiente dos resíduos sólidos e líquidos produzidos pela
obra (entulho, esgoto, áyuas servidas), definindo um destino adequado a eles.
Em ambos os uiveis, esses elementos do plano têm de fazer referência ao manual da qualidade e aos
procedimentos da empresa e ús especificações do cliente ou ou iras normas pertinentes.
A N Á L I S E CRÍTICA DE CONTRATO
- A construtora precisa estabclcccr procedimentos para análise critica dc contrato.
- Antes da submissão de uma proposta ou da aceitação de um contrato, realizar análise critica dessa
proposta ou contrato para assegurar que:
* os requisitos esião adequadamente definidos e documentados e quaisquer diferenças entre a
proposta e o contrato estão resolvidas:
• a organização e eventuais subempreiteiros previstos têm capacidade para atender às condições
contratuais.
- É necessário estabelecer como uma emenda a contrato & feita e comunicada a todas as funções envol-
vidas dentro da empresa.
C O N T R O L E DE D O C U M E N T O E DADOS
A construtora necessita estabelecer procedimentos para emitir e controlar todos os documentos e dados
derivados de seu sistema de gestão da qualidade, conforme o estágio evolutivo de seu nível de qualificação.
Assim sendo:
• tio Nível D:
' os documentos internos da qualidade devem ser analisados criticamente e aprovados quanto
á adequação por pessoal autorizado, antes de sua emissão:
- eventuais alterações de documentos têm de ser analisadas criticamente e aprovadas pelas
mesmas funções/organizações que realizaram a análise crílíca e aprovação originais:
* uma lisla-ineslra ou procedimento equivalente de controle de documentos, identificando a
situação da revisão atual de documentos, precisa ser elaborada e estar prontamente disponível,
a fim de evitar o uso indevido de documentos não-válidos ou obsoletos:
* as emissões pertinentes de documentos apropriados necessitam estar disponíveis em todos os
locais onde são executadas as operações essenciais para o funcionamento efetivo do sistema
de gestão da qualidade,
* no Nível B;
* o controle de documentos c dados deve abranger aqueles dc origem externa, tais como normas
técnicas, projetos, memoriais e especificações do cliente.
A Q U I S I Ç Ã O
a) Materiais Controlados
- Definição dos materiaís controlados
A empresa tem que preparar uma lista mínima de materiais que afetem tanto a qualidade dos seus serviços
controlados, quanto a do produto final, e que devem ser controlados, Essa lista precisa ser representativa dos sistemas
construtivos por ela utilizados nos tipos de obra estabelecidos no escopo do sistema de gestão da qualidade e dela
fazer parle, 1
1
0 mínimo. 30 materiais. Em qualquer nível, a construtora necessita garantir, conforme identificado
durante a realização de análise crítica de contrato, que sejam também controlados todos os materiais que te-
nham a inspeção de recebimento ou ensaios exigidos pelo cliente. No nível A, lodos os materiais críticos para
a qualidade da obra devem ser controlados, conforme plano da qualidade da obra em questão,
- Evolução do número de materiais controlados, conforme nível de qualificação
Devem ser controladas no mínimo as seguintes porcentagens de materiais da lista daqueles controlados
da organização, conforme o nível de qualificação:
* no nível C: 20%, ou seja, seis materiais
* no nível B: 50%, ou seja, 15 materiais
* no nível A: 100%, ou seja, J0 materiais, no mínimo
Para obtenção da qualificação em determinado nível, a empresa precisa ter desenvolvi do os procedimentos
e treinado pessoal para as porcentagens iri ínímasde materiais controlados determinados acima, e aplicá-los efeti-
vamente em obra, gerando registros no mínimo para a metade das porcentagens estabelecidas, No planejamento
do desenvolvimento e implantação do sistema, é necessário estar contemplada a lista de materiais controlados da
construtora e o cronograma de elaboração, treinamento e implantação dos procedimentos para especificação e
inspeção desses materiais, de forma a atenderás porcentagens mínimas, nas datas estabelecidas para a obtenção
da qualificação nos diversos níveis. Todos os materiais utilizados após a em issào dos respectivos procedimentos
devem ser controlados na totalidade das obras estabelecidas no escopo de qualificação do sisiema de gestíSo dá
qualidade da organização.
- Especificação de materiais controlados
Para todo material controlado, a empresa leni de elaborar procedimentos para a especificação técnica deles.
b) Dados para Aquisição
A construtora precisa estabelecer procedimentos que garantam que os documentos de compra de ma-
teriais e de contratação de serviços controlados contenham dados que descrevam claramente o que está sendo
adquirido ou contratado, tais como: tipo, grau, classe ou outra identificação precisa, normas técnicas relacionadas
que necessitem ser observadas (incluindo titulo, nome c edição) cte. Os documentos de compra de materiais
e contratação de serviços controlados devem ser analisados criticamente e aprovados quanto á adequação dos
requisitos especificados, antes de sua liberação. Essa exigência abrange também a contratação, pela organização,
de projetos ou de serviços especializados de engenharia.
c) Qualificação e Avaliação de Fornecedores
A empresa deve estabelecer procedimento para qualificar (pré-avaliar e selecionar) fornecedores e tam-
bém para avaliar o desempenho deles durante a entrega dos materiais c na execução dos serviços controlados.
Precisa ser tomada como base a capacitação do fornecedor em atender aos requisitos especificados tios pedidos
de compra e contratos de prestação de serviço. No caso de o fornecimento ser realizado por firma formalmente
participante do Programa Setorial da Qualidade de produtos de seu subsetor industrial, e atendendo aos requisitos
estabelecidos no Projeto da Mela Mobilizadora Nacional da Habitação, ela poderá ser dispensada do processo tfe
qualificação, A construtora necessita ainda elaborar c manter atualizado histórico dos fornecedores de materiais
e serviços controlados, contendo informações sobre a qualidade dos materiais fornecidos e dos serviços execu-
tados, bem corno registros de toda ocorrência de não-confonnidade gerada por esse fornecedor, Essa exigência
abrange também a contratação, pela organização, de projetos ou de serviços especializados de engenharia.
d) Verificação do Produto Adquirido
Quando utilizada verificação tio produto adquirido nas instalações do fornecedor, pela construtora, os
documentos de aquisição devem estabelecer as condições de conferência e método de liberação do material.
Quando especificado em contrato, a organização tem de estabelecer procedimentos para que o cliente ou seu
representante verifique nas instalações do fornecedor ou na construtora se o produto adquirido está em confor-
midade com os requisitos especificados.
C O N T R O L E D E PRODUTO F O R N E C I D O P E L O C L I E N T E
A empresa precisa estabelecer procedimento para o controle de recebimento, de armazenamento e de
preservação de produtos fornecidos pelo cliente, destinados á incorporação ao produto final. Entende-se aqui
por produto os materiais e equipamentos incorporados à obra, os serviços de qualquer natureza que o cliente
execute na construção por meios próprios, bem como partes da obra já existentes que sejam a ela incorporadas.
A verificação pela organização não isenta o cliente da responsabilidade dc prover produto aceilávei.
I D E N T I F I C A Ç Ã O E R A S T R E A B I L I D A D E
a) Identificação
Quando apropriado, a empresa necessita estabelecer procedimentos para a identificação de material por
meios adequados, a paitir do recebimento e durante todos os estágios de execução e entrega. Essa identificação
pode abranger partes da obra. ou componentes e equipamentos incorporados a ela, e (em por objetivo garantir
a correspondência inequívoca entre projetos, serviços executados e registros genidos,
b) Rastreabílidade
A organização deve estabelecer procedimentos de rastreabilidade (identificação única dos Socais de
utilização de cada lote) para materiais em que esse requisito seja aplicável,
C O N T R O L E DE PROCESSO
a) Condições Controladas
- Generalidades
A empresa tem de identificar, planejar e estabelecer procedimentos para a realização de todos os processos
envolvidos que influenciem a qualidade, assegurando qtie esses processos sejam executados sob condições con-
troladas. Tais controles precisam abranger, no mínimo, o estabelecido neste sistema, quanto a materiais e serviços
controlados, bem. como os seguintes processos, desde que eles sejam realizados pela construtora:
* no nivel B:
* análise crítica dos projetos fornecidos pelo cliente
* coordenação e controle de recebimento de projetos contratados;
* no nivel A:
* planejamento e controla de obras
* plano de manutenção de equipamentos,
- Análise crítica de projetos fornecidos pelo cliente
A organização precisa estabelecer procedimentos documentados para análise crítica de projetos dos
subsistemas ou da construção toda em que ela intervêm e que ela receba como decorrência de um contrato,
visando a integração entre eles e possibilitando a correta execução das obríis. Tais procedimentos necessitam
prever a forma segundo a qual a empresa:
* procede á análise crítica de toda a documentação técnica afeita ao contrato (projetos, memo-
riais e especificações);
* emite parecer sobre a documentação recebida, destinando cópia dele aoclienle e aos respectivos
projetistas, no qual ela aponte suas necessidades em face aos serviços de execução previstos,
às deficiências em termos de informações, ás incompatibilidades de toda ordem porventura
detectadas e ás modificações c adaptações necessárias de qualquer natureza.
- Coordenação e controle de recebimento de projetos contratados
A empresa necessita estabelecer procedimentos documentados para coordenação e recebimento de
projetos por ela contratados visando o bom desenvolvimento deles e a integração entre eles, possibilitando a
correta execução das obras. Tais procedimentos devem prever a forma segundo a qual a construtora;
* qualifica, contraia e avalia os projetistas envolvidos
* coordena e controla o processo de desenvolvimento dos projetos
* procede ao controle de recebimento dos projetos.
- Planejamento e controle de obras
A organização tem dc estabelecer procedimentos documentados para garantir o correto planejamento e
controle de suas obras, visando seu bom desenvolvimento. Tais procedimentos precisam prever a forma segundo
a qtial a empresa:
• deline as atividades envolvidas na execução de uma construção e suas durações
• determina as precedências e as dependências entre elas
• fixa os diferentes recursos envolvidos em eada atividade
• realiza o planejamento inicial da obra
• estabelece programações das atividades
• promove o controle do desenrolar das atividades
• fomenta o rcplanejamento em função dos controles feitos.
- Plano de manutenção de equipamentos
A construtora necessita estabelecer procedimento para estabelecimento de plano de manutenção dos
equipamentos que considere críticos para sua Qualidade.
b) Serviços de Execução Controlados
- Definição dos se/yiças controlados
A organização deve preparar uma lista dc serviços controlados que utiliza que afetem a qualidade do
produto final, abrangendo, no mínimo, os serviços listados no final deste. Essa relação deve ser representa-
tiva dos sistemas construtivos por ela empregados nos tipos dc obra estabelecidos no escopo do sistema de
gestão da qualidade. Caso a empresa use serviços específicos que substituam serviços constantes da citada
lista mínima, eles precisam ser controlados. Em qualquer nível, a construtora necessita garantir, conforme
identificado durante a realização de análise crítica de contrato, que sejam também controlados todos os
serviços que tenham a inspeção exigida pelo cliente. No nivei A. todos os serviços críticos para a qualidade
da construção devem ser controlados, em conformidade com o Piano da Qualidade chi Obra.
- Evo!uçõo do número de serviços controlados, conforme nível de qualificação
Precisam ser controladas no mínimo as seguintes porcentagens de serviços da lista daqueles controlados
da organização, conforme o nível de qualificação:
• no nivel C: 15%, ou seja, quatro serviços (ver período abaixo)
• no nivel B: 40%, ou seja, 10 serviços
• no nível A: 100%, ou seja, 25 serviços, no mínimo.
Para obtenção da qualificação em determinado nível, a empresa necessita ter desenvolvido os procedi-
mentos e treinado pessoal para as porcentagens mínimas de serviços controlados determinadas acima, e aplicá-
los efetivamente em obra, gerando registros, no mínimo, para a metade das porcentagens estabelecidas. No
nível A, caso os sistemas construtivos empregados pela empresa nos tipos de construção cobertos pelo sistema
de gestão da qualidade não empreguem algum dos serviços controlados que constem da lisla no final desle. a
organização é dispensada de estabelecer o(s) respectivofs) proeedimento(s), desde que sejam obedecidos no
mínimo 25 serviços controlados, todos elaborados, documentados, mantidos cm dia, treinados e aplicados.
Mo planejamento do desenvolvimento e implantação do sistema, deve estar contemplada a relação de serviços
controlados da empresa e o cronograma de elaboração, treinamento c implantação dos procedimentos de exe-
cução e cie inspeção desses serviços, de forma a atender às porcentagens mínimas, nas datas estabelecidas para
a obtenção da qualificação nos diversos níveis. Todos os serviços realizados após a emissão dos respectivos
procedimentos têm que ser controlados, em todas as obras estabelecidas no escopo de qualificação do sistema
de gestão da qualidade da construtora.
- Procedimentos dc execução de serviços controlados
Para todo serviço controlado, a organização precisa elaborar procedimentos de execução de serviço.
1NSPEÇÃO E ENSAIOS
a) Inspeção e Ensaios no Recebimento
A empresa necessita estabelecer procedimentos de inspeção de recebimento para todos os materiais
controlados.
b) Inspeção e Ensaios Durante o Processo
A construtora deve fixar procedimentos de inspeção de serviço para todos aqueles controlados.
c) Inspeção e Ensaios Finais
A organização deve determinar procedimento para inspeção final da obra antes da sua entrega, de modo
a confirmar a sua conformidade ás especificações c exigências feitas pelo cliente quanto ao produto acabado.
C O N T R O L E DE E Q U I P A M E N T O S DE INSPEÇÃO, M E D I Ç Ã O E ENSAIOS
A empresa precisa definir procedimentos para controlar, calibrar e manter os instrumentos de medição
utilizados, abrangendo:
* scleçào dos equipamentos apropriados, cm função das medições a serem feitas e da exatidão
requerida;
* identificação dos instrumentos de medição, calibração e ajuste deles, a intervalos prescritos,
mantendo registros dessas calibrações;
* garantia do correto manuseio, preservação e armazenamento desses instrumentos, de forma
a manter a exatidão deles.
S I T U A Ç Ã O DE INSPEÇÃO E E N S A I O S
Para todos os materiais controlados, a construtora necessita elaborar procedimentos que garantam que
tais materiais não sejam empregados, por ela ou por firma subcontratada, enquanto não tenham sido controla-
dos ou enquanto suas exigências especificas não tenham sido verificadas. No caso de situações emergenciais,
nas quais um desses materiais tenha de ser aplicado antes de ter sido controlado, este deve ser formalmente
Identificado, permitindo sua posterior localização e a realização das correções que se fizerem necessárias, no
caso de não-ateiidímento às exigências feitas. A situação de inspeção e ensaios dos materiais c serviços de
execução controlados tem de ser assinalada de modo apropriado, de lai forma a indicarem a conformidade ou
não-con forni idade deles com relação às inspeções e aos ensaios feitos.
C O N T R O L E DE PRODUTO NÃO-CON FOR M E
Para todos os tipos de não-confórniidades, a organização precisa estabelecer procedimentos para iden-
tificação. documentação, segregação (quando aplicável) c disposição de material ou serviço de execução não-
conforme, bem como para notificação às funções envolvidas. O material ou serviço de execução não-confonne
necessita ser analisado criticamente, em conformidade com procedimentos estabelecidos, que devem definir a
responsabilidade pela análise crítica e a autoridade pela disposição, que pode prever; retrabalho, aceitação com
ou sem reparo mediante concessão, reclassificação para aplicações alternativas ou rejeição. Serviço de execução
rctrabalhado ou reparado tem de ser reinspecionado. O uso de material ou reparo de serviços não-confomies
precisam ser relatados ao cliente para fins de aceitação, a qual necessita ser registrada.
A Ç Ã O CORRETIVA E A Ç Ã O P R E V E N T I V A
a) Ação Corretiva
A empresa deve estabelecer procedimentos para implementação de ações corretivas, incluindo:
* efetivo tratamento de reclamações do cliente e de relatórios de não-con forni idades
* investigação das causas das não-conformidade
* determinação da ação corretiva necessária para eliminar as causas de não-eori forniidade
* aplicação de controles para assegurar que a ação corretiva está sendo tomada e é efetiva.
b) Ação Preventiva
A constiutora leni que estabelecer procedimentos para implementação de ações preventivas, incluindo:
* usar fontes apropriadas para detectar, analisar e eliminar causas potenciais de não-eonfomai-
dades;
* determinar as providências necessárias para lidar com problemas que requeiram ação pre-
ventiva;
* iniciar a ação preventiva e controlar a sua efetividade;
* assegurar que informações relevantes sobre as ações preventivas sejam submetidas à análise
crítica da administração.
M A N U S E I O . A R M A Z E N A M E N T O , E M B A L A G E M . P R E S E R V A Ç Ã O E E N T R E G A
a) Controle do Manuseio e Armazenamento dc Materiais
A organização precisa elaborar procedimento para o correto manuseio, estocagem e condicionamento
dos materiais controlados, que impeçam que se danifiquem ou se deteriorem, considerando todas as etapas da
movimentação, Essa medida necessita ser aplicada, não importando se tais materiais estejam sob responsabili-
dade da própria empresa ou de firmas subcontratadas.
b) Proteção dos Serviços Executados
A construtora deve elaborar procedimento para a correta preservação dos serviços executados, realizados
por ela própria ou por terceiros, para que eles não sejam danificados antes da entrega da obra.
c) Entrega da Obra e Manual do Proprietário
A organização tem que elaborar procedimento para a entrega da obra, prevendo inclusive toda a docu-
mentação técnica exigida pelo cliente. A empresa precisa fornecer ao cliente Manual do Proprietário/Usuário,
contendo as principais informações sobre as condições de utilização das instalaçõese equipamentos bem como
orientações para a operação e de manutenção da edificação ao longo da sua via útii.
R E G I S T R O S DA Q U A L I D A D E
A construtora necessita estabelecer e manter procedimentos documentados para identificar, coletar,
arquivar, manter e dispor os registros da qualidade. Registros oriundos de subempreiteiros e fornecedores de
materiais devem ser considerados como parte desses dados. O tempo de retenção dos registros da qualidade
tem de ser estabelecido e anotado. Quando definido em contrato, os registros da qualidade precisam estar
disponíveis para avaliação pelo cliente, durante um período acordado. Devem ser tratados como registros da
qualidade, pelo menos:
• análise critica da direção
* análise critica de contrato
* histórico dos fornecedores de materiais c serviços controlados
* controle de produto fornecido pelo cliente
* identificação do produto
* inspeção e ensaios
* calibração e ajuste de equipamentos
* controle dc produto não-con forme
* ação corretiva e ação preventiva
- resultado dc auditorias internas da qualidade
* registro dos treinamentos,
A U D I T O R I A S INTERNAS DA Q U A L I D A D E
A organização deve estabelecer procedimentos para planejamento c implementação dc auditorias
internas da qualidade, para verificar se as atividades d LI qualidade e respectivos resultados estão em confor-
midade com as disposições planejadas e para determinar a eficácia do sistema de qualidade. O planejamento
das auditorias tem de abrangei1 todos os processos da empresa que sejam objetos de qualificação, que precisam
ser auditados, no mínimo, uma vez por ano. As auditorias necessitam ser executadas por pessoal independente
daqueles que têm responsai)i I idade direta pelo processo que está sendo exam inado. Os resultados das auditorias
devem ser registrados e levados ao conhecimento dos responsáveis pelo processo auditado, para tomarem,
em tempo hábil, ações corretivas referentes às deliciências encontradas. Atividades de acompanhamento da
auditoria têm de verificar e registrar a implementação e eficácia das ações corretivas tomadas.
T R E I N A M E N T O
A construtora precisa elaborar procedimento para a idenlíflcação das necessidades em treinamento
e providenciá-lo para o pessoal que execute atividades que influam na qualidade, O pessoal que executa
tarefas especificamente designadas deve ser qualificado com base na instrução, treinamento ou experiência
apropriados, conforme requerido. A organização tem de manter registro apropriado dos treinamentos.
S E RVIÇOS AS SOCIA DOS
A empresa precisa estabelecer procedimentos para assistência técnica, abrangendo:
* recebimento e registro de reclamações vindas dos clientes
' análise e comunicação ao cliente quanto à cobertura em garantia
* execução do serviço e verificação do atendimento às especificações
* análise de ações corretivas e preventivas decorrentes,
T É C N I C A S ESTATÍSTICAS
A construtora deve identificara necessidade de técnicas estatísticas requeridas para o controle, melhoria
e avaliação dos processos e produtos. A organização tem de estabelecer procedimentos para implementar e
controlar a aplicação das técnicas estatísticas idcnlilicadas.
SERVIÇOS OBRIO ATO RIA M E N T E CONT ROL A DOS
No nível A, caso os sistemas construtivos empregados pela empresa nos tipos de construção cobertos
pelo sislema de gestão da qual idade não utilizem serviços controlados que constem da lista, ela será dispensada
de estabelecer o(s) rcspectivo(s) procedimentofs), desde que seja obedecido o mínimo de 25 serviços controla-
dos. todos elaborados, documentados, mantidos em dia, treinados e aplicados. A partir dessa relação de serviços
controlados, a empresa tem de preparar tuna lista de materiais que sejam neles empregados, que afetem tanto
a qualidade deles quanto a do produto final. Dessa relação de materiais controlados precisam fazer paite, no
mínimo, 30 deles. São os seguintes os serviços obrigatoriamente controlados, segundo a etapa da obra:
Serviços preliminares;
t. compactação de aterro*
2. locação de obra.
Fundações;
3. execução de fundação. *
Estrutura de concreto armado:
4. execução de fôrma
5. montagem de armadura
6. concretagem de peça estrutural
7. execução de alvenaria estrutural.
Vedações verticais:
8. execução de alvenaria não-estrutural e de divisória leve
9. execução de revestimento interno de área seca. incluindo produção de argamassa em obra,
quando aplicável
[0. execução de revestimento interno de área úmida
11. execução de revestimento externo.
Vedações horizontais;
12. execução de contrapiso
13. execução de revestimento de piso interno de área seca
(4. execução de revestimento de piso interno de área úmida
15, execução de revestimento de piso externo
í f), execução de forro
!7. execução de impermeabilização*
18, execução de cobertura em telhado.
Esquadrias:
19, colocação de batente e porta
20, colocação de janela.
Pintura:
21, execução de pintura interna
22, execução de pintura externa.
Sistemas prediais:
23, execução de instalação elétrica*
24, execução de instalação hidro-sanitária*
25, colocação de bancada, louça e metal sanitário.
* Somente procedimentos de inspeção, caso o serviço seja subempreitado.
É necessário notar que, em qualquer nível, a construtora deva garantir, conforme identificado durante a
realização de análise critica de contrato, que sejam também controlados todos os serviços que tenham a inspeção
exigida pelo cliente.
3.1.1.3 - ETAPAS DO PROCESSO DE PRODUÇÃO
O processo de produção pode na construção ser decomposto em quatro etapas de curta duração relativa: a de
planejamento, a de projeto, a de fabricação de materiais e equipamentos e a de execução. Após a produção, segue-
se uma etapa final de longa duração, a de uso, em que estão envolvidas as atividades de operação e manutenção da
edificação. O nível dc desempenho esatisfação proporcionado pela construção aos usuários vai dependerem muito
da qualidade obtida nas quatro etapas de produção do empreendimento, assim como dos serviços de operação e
manutenção, durante o uso, A origem dos problemas está distribuída nas diversas etapas do processo de produção e
de uso da edificação. Eirt cada etapa do processo, o Controle da Qualidade deverá ter uma meta específica a fim de
obter-se um resultado final que satisfaça às exigências do usuário, conforme indicado no quadro a seguir
3.1.1.4 - INTERVENIENTES NO PROCESSO
Para a implantação de programa de Controle da Qualidade ú necessário que seja feito um estudo para
identificar todos os intervenientes nos processos de produção e de uso da construção, procurando avaliar qual a
importância de eada um. Todos influirão na qualidade final e terão maior ou menor participação na sistemática de
Controle da Qualidade segundo a atividade que esteja sendo realizada em um determinado instante, O quadro a
seguir relaciona os principais intervenientes e pela sua análise pode-se observar uma vez mais que o problema da
qualidade na construção civil é complexo e inclui aspectos técnicos, legais, institucionais, políticos e outros. Os
principais intervenientes no processo construtivo estão esquematizados no quadro a seguir:
AGENTE FUNÇÃO
0 Piomotor/Ilíçorporatlor tdentifci asrtecenáííftctoe to™ a (feefíío efe cmt/uit; paticipa tiopknejèflKnlo
O Projelisla pjrtkip,! no ptioejameoío e eiifwca o pmjeto
0 Fabricante produz materiais, curTiponeutes (?«jurpaflientoí
0 Construtor (mula a oíífa«rejporwte por sua ranirtenfJo cpncíwtfa
0 Empreiteiro executa p,ure da obra par etc.ugn do construía
A ímprew de Gerenciamento tepMMnu opfoprletím m stpeaos tèaifcw th ejwcuçío cte abrit
Ú Proprietário è o dono da coflsirtffio e respondi1 poi sua m.vnuienção após conclaich
0 Usuário lAdq^iiretitalfiquilins} usufiui i cwutrafA? e r&pontiepelo seu bom ufo
Os laboratórios. ensaiai maíeojfS; componentes eeijurpameníos
As Organizações de Controíe deswtar e emuJani pfinus de tonírcá*, úmptlam lesultãdvs e assessor™ seu dfotfè
0 Segura na Construção (JIÍÍTWÍO e.Jste, jnlíuí d? Jb/rtra (feçiflVa W (jUilididt
As Normas tortítituem i íjase técnica de lefeiêixk pari deimir e compmat s qualidade
A forma de Contratação coraffcfcma na origetn a ^j-afídWe finai
0 Ensinoe a Formação suporte pfofissírwra/ para obtti a qu atidade
A lnneí%XIÒ oktodo.praga»» m cwum^ão
A legislação íçjju/a a referência ícwwca ,i|wa/e aí responsabiJ/rfadíí das dtíliníos sujeitos
Os Colégio* Profissionais coordenam o esacír» d,rs prafísíõej
A Administração Pública atiM cr» todos os âmbitos e inSm em talos os processos
3,1,1,5 - MECANISMOS DE CONTROLE DA QUALIDADE
A organização e implementação do Controle da Qualidade na construção deve envolver um me-
canismo duplo de ação: o controle de produção e o controle de recebimento, O controle de produção é
exercido por quem gera produtos em uma da etapas do processo: planejamento, projeto, fabricação e exe-
CONTROLE DA QUALIDADE
Mclss du tonlrolu da qualidade a serem atingidas
Planejamento
Frojeto
Materiais
Execução
Uso
alender às normas gerais de desempenho, do Código tle Edificações tio município e ile regulamentos
alender às normas. e;|fecííkas de desempenho <
? às normas de documentos prescritivos
produzir e receber de acordo com o especificado
alender ao projelado o ao especificado
assegurar a adequada utilização da edificação
cuçâo. Trata-se de uni controle interno, dentro do qual cabe ainda distinguir o chamado autocontrole, que
é exercido automaticamente pelos envolvidos na produção, e do controle independente, ainda que interno,
exercido pelo pessoal da mesma empresa, porém, alheia à produção propriamente dita. Esse controle interno
independente é muito comum nas grandes empresas, O controle de recebimento, por oulro lado. é exercido
por quem fiscaliza e aceita os produtos e os serviços executados nas várias etapas do processo, ou seja, pelo
promotor, pelo incorporador, peio proprietário ou por seus prepostos. Trata-se de exerce!' um controle no
instante da passagem de uma atividade para outra ou de uma etapa para outra, em que geralmente ocorre a
transferência de responsabilidade. Pode ser considerado um controle externo à produção. A seguir, apresenta-
se um quadro-resumo da dinâmica de organização do Controle da Qualidade, podendo-se observar que o
controle de produção e o controle de recebimento não são iguais nem podem ser confundidos, apesar de
complementares c necessários para o sucesso de um programa de controle da qualidade.
MECANISMOS DE CONTROLE DA QUALIDADE
Controle de Pruífuçao Controle de Recebimenlo
0 que é? cíniifole c l » fato*« que intervêm
na qualidade
comprovação da conformidade
fbr que se faz? assegurar que se alcance ,i qualidade
especificada ao mínimo custo possível
verificar que se alcançou, como mínimo, a qualidade espe-
cificada
Quem o íazf o promotor o jjionotof, o incwporatloj, o proprietário e seus prepcslos
Como se fazi inspeção contínua inspeção intermitente
Quais as variáveis de as que intervêm no processo produtivo
controle?
as representativas da qualidade especificada
Atua sobre o processo o produto
O controle de produção pode ser entendido como a sistemática que auxilia o promotor, o incorporador
ou o proprietário a conseguir o produto especificado da forma mais racional e econômica possível. Visa a
obter in formações sobre a constância do processo de produção (uniformidade) e o padrão de qualidade do que
está sendo produzido, possibilitando a correção dos desvios observados. Cada atitude corretiva do processo
decorre das respostas ás seguintes questões:
- que aspecto do processo de produção mudou?
- quanto mudou?
- quando mudou?
- por quanto tempo permanecerá a mudança?
A sistemática de controle de produção deve indicar a necessidade de introduzir medidas corretivas
antes que o limite especificado seja violado. Por exemplo, se a especificação admite o máximo de 5% de
defeituosos, a função de controle tem de indicar a necessidade de medidas corretivas quando a porcenta-
gem de defeituosos chegar aos 3 % ou 4%. No controle de recebimento do produto acabado, a finalidade
da decisão ê julgar a conformidade ou não de c e m quantidade do produto aos limites especificados. É
necessário, portanto, estabelecer, para cada decisão, a quantidade determinada do produto, denominada
lote. dentro do qual se fará uma amostragem. O controle de recebimento pode basear-se em um controle
por atributos {por exemplo, controle da etapa de projeto e da etapa de execução) ou em uni controle por
variáveis (por exemplo, controle de recebimento de materiais). A esperiíncia tem demonstrado que existem
quatro níveis de Controle da Qualidade na construção civil, que vão ocorrendo sucessivamente á medida
que há um progresso na implementação dos programas de Controle da Qualidade, conforme indicado no
quadro a seguir:
PADRÕES DE CONTROLE DA QUALIDADE NA CONSTRUÇÃO
Padrão Definição
1 Sistema tradicional do supervisão. Mão existe conlrole da qualidade no conceito atual
2 Desenvolve-se LEIO controle de recebimento
3 Desenvolve-se una controle de produção atisoluiamenie independente do conlrole de recebimento
4 Desenvolve-se um controle de produção combinado corn um eonlnole de recebimento
3.1.1.6 - PRINCÍPIOS DA QUALIDADE TOTAL
3.1.1.6.1 ' GENERALIDADES
Qualidade pode sei- definida como um conjunto de ações que visam a alcançar e superar os desejos e a sa-
tisfação dos clientes. Uma coisa é ccrta: obras de qualidade não são, necessariamente, as luxuosas, caras e bonitas.
Obras de qualidade - e que definem a competitividade de quem as faz - são aquelas que atendem ás expectativas
do cliente e às necessidades do usuário. Qualidade Total obtém-se com o envolvimento de rodos os colaboradores
da empresa, sem exceção, abrangendo todos os processos. Trata-se de nova mentalidade a ser implantada, pois
compreende o entendimento, a aceitação e a prática de novas atitudes e valores a serem incorporados definitiva-
mente ao dia-a-dia da empresa. Tais atitudes, valores, objetivos e instrumentos estilo presentes, em essência, nos
Dez Princípios da Qualidade Total apresentados nos itens a seguir. K, fundamental que lodos fiquem motivados
por esses de?, conceitos, depois de ajustados às características da empresa (setor em que atua, porle. estrutura e
cultura característica), de forma a servirem de parâmetros para todas as suas ações.
3.1.1.6.2 - TOTAL SATISFAÇÃO DOS CLIENTES
Ma estrutura tradicional da empresa, quase sempre os clientes são colocados como receptores passivos
dos produtos e serviços oferecidos. Não raro, são vistos como aqueles que perturbam a rotina. A Qualidade Total
inverte esse quadro e coloca o cliente como a pessoa de maior atenção a ser dada pela organização, Tudo que a ele
se relaciona toma prioritário. A total satisfação dos clientes ê a mola mestra da gestão pela qualidade. Os clientes
são a razão de existência de uma organização. A empresa que busca qualidade estabelece um processo sistemático
e permanente de troca de informações e mútuo aprendizado com seus clientes. Depois, transforma essas impres-
sões em indicadores do seu grau de satisfação. A empresa precisa prever as necessidades e superar as expectativas
do cliente. A gestão pela qualidade assegura a satisfação de todos os que fazem parte dos diversos processos da
empresa: clientes externos e internos, diretos e indiretos, parceiros e empregados,
3.1.1.6.3 - GERÊNCIA PARTICIPATIVA
É preciso criar a mentalidade da participação e passar as informações necessárias aos empregados. A par-
ticipação fortalece grandes decisões, mobiliza forças e gera o compromisso de lodos com os resultados; ou seja: a
responsabilidade. O principal objetivo é conseguir O efeitosinergia, em que o todo é maior do que a soma de todas
as partes. Novas ideias devem ser estimuladas c a criatividade aproveiiada para o constante aperfeiçoa-mento
c a solução dos problemas. Dar ordens e exigir obediência £ restringir ao mínimo o potencial do ser humano,
No processo da Qualidade Total, gerenciar c sinônimo de liderar, li liderar significa mobíli/ar esforços, atribuir
responsabilidades, delegar competências, motivar, debater, ouvir sugestões, compartilhar os objetivos, informar,
transformar grupos em verdadeiras equipes. A participação, muitas vezes, não ocorre porque:
* nunca foi solicitada
* por desconhecimento dos processos da organização, sua linha de atividades empresariais e
seus clientes
* faliam técnicas adequadas para análise e solução de problemas.
É necessário eliminar o temor. E ouvir sempre os subordinados.
3.1.1.6.4 - DESENVOLVIMENTO DOS RECURSOS /-/UMANOS
É possível ter o máximo de controle sobre os empregados, determinar normas rígidas, supervisionar,
fiscalizar. Mas nada será tão eficaz quanto o espírito da colaboração e a iniciativa daqueles que acreditam
no seu trabalho. As pessoas são a matéria-prima mais importante na organização. Nela busca-se não apenas
remuneração adequada, mas espaço e oportunidade de demonstrar aptidões, participar, crescer profissional-
mente e veros seus esforços reconhecidos. Satisfazer a tais aspirações é multiplicar o potenciai de iniciativa
e trabalho. Ignorá-las é condenar os empregados à rotina, ao comodismo, ao tanto faz, clima exatamente
contrário ao espírito da Qualidade Total. Para que os empregados tenham uma nova atitude em relação ao tra-
balho. é preciso, em primeiro lugar, que cada um conheça as atividades empresariais e as metas da organização.
A empresa também deve aproveitar os conhecimentos, técnicas e experiências dos empregados, E investir em
educação, treinamento, formação e capacitação de pessoas.
3.1.1.6.5 - CONSTÂNCIA DE PROPÓSITOS
A adoção de novos valores c um processo lento e gradual, que tem de levarem conta a cultura existente
tia organização. Os novos princípios serão repelidos e reforçados, estimulados em sua prática, até que a mu-
dança desejada se torne irreversívet. É preciso persistência c continuidade, O desempenho da administração é
fundamental tio acatamento e na prática dos mandamentos da Qualidade Total. É necessário ter coerência nas
ideias e transparência na execução de projetos. A prioridade de qualqtier projeto, dentro da empresa, é sempre
determinada pelas atitudes c cobranças dos dirigentes. Além disso, planejamento estratégico c fundamental.
A definição de propósitos mediante o processo de planejamento participativo, integrado e baseado em dados
corretos e abrangentes, determina comprometimento, confiança, alinhamento e convergência de ações dentro
da empresa.
3.1.1.6.6 - APERFEIÇOAMENTO CONTÍNUO
O avanço tecnológico e a renovação dos costumes e do comportamento levam a mudanças rápidas nas
reais necessidades dos clientes. Acompanhar e até mesmo antecipar as mudanças que ocorrem na sociedade
civil - com continuo aperfeiçoamento - é uma forma de garantir mercado e descobrir novas oportunidades de
negócios. Além disso, não se pode ignorara cresccnlc organização da sociedade civil, que vem conquistando
novas leis e regulamentos paia a garantia dos produtos e serviços, Mão há mais espaço para acomodação,
passividade, submissão, individualismo ou paternalismo. O sucesso empresarial está comprometido com a
implantação de uma cultura de mudança, de contínuo aperfeiçoamento, E o que acontece quando a empresa
oferece mais do que lhe é cobrado, supera as expectativas e ganha a admiração dos clientes, A empresa deve
eslar atenta;
• ao permanente questionamento de suas ações
* á busca de inovações nos produtos, serviços c processos
* à criatividade e ã flexibilidade de atuação
* à análise de desempenho em comparação com a concorrência
* á ousadia de propor e assumir novos desafios
* á capacidade de incorporar novas tecnologias.
São esses os caminhos para a excelência. Mas é bom lembrar que é mais fácil melhorar o que pode ser
med ido. E preciso criar u m conjunto de ind icadores qtie retrate a situação existente para depois compará-la
com outras situações nas quais os aperfeiçoamentos e as inovações introduzidas possam ser avaliadas.
3.1.1.6.7 - GERÊNCIA DE PROCESSOS
A gerência de processos, aliada ao conceito de cadeia cliente-fbrnecedor, faz cair as barreiras entre
as áreas da empresa, elimina feudos e provoca integração. A empresa é um grande processo com a finalidade
(missão) de atender às necessidades dos clientes/usuários, peia produção de bensfeerviços, gerados a partir de
insumos recebidos de fornecedores e beneficiados e/ou manufaturados com recursos humanos ou tecnológicos.
O grande processo se divide em outros processos mais simples, até a tarefa individual. Os processos se interli-
gam, formando cadeias cliente-fornecedor. A partir do cliente externo, os processos se comunicam: o anterior
é o fornecedor; o seguinte, o cliente. Exemplificando, em uma obra, quem prepara a argamassa de granilite ü
o fornecedor de quem o molda (cliente) que, por sua vez, é fornecedor de quem executa a próxima etapa da
produção (polimento).
3.1.1.6.8 - DELEGAÇÃO
O melhor controle é aquele que resulta da responsabilidade atribuída a cada um. Só com os três atributos
divinos - onipresença, oiticiênciaeonipotência - seria possivel ao empresário desempenhar a mais importante
missão dentro da organização: relacionar-se diretamente com todos os clientes, em todas as situações. A so-
lução é delegar competência, Mas é necessário saber delegar: transferir poder e responsabilidade a pessoas
que tenham condições técnicas e emocionais para bem assumir o que lhes foi incumbido. É preciso contar
ainda com ágil sistema de telecomunicação, capaz de proporcionar respostas rápidas. Assim, é possivel vencer
receios, barreiras e preconceitos associados à divisão de poder e responsabilidade. Delegar significa colocar
o poder de decisão o mais próximo da ação, o que quase sempre £ feito baseado em procedimentos escritos,
O regulamento não pode ser embaraço à solução das situações imprevistas: o bom senso tem de prevalecer,
A presteza com que o cliente é atendido determina a aproximação ou rejeição á empresa,
3.1.1.6.9 - DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES
A implantação da Qualidade Total tem como pré-requisito a transparência no fluxo de informações dentro
da cm presa. Todos devem entender qual é o negócio, a missão, os grandes propósitos e os planos empresariais. A
participação coletiva na definição dos objetivos é a melhor forma de assegurar o compromisso de todos com sua
execução. Serve também para promover maior conhecimento do papel que a atividade de cada um representa.
A comunicação com os clientes, efetivos ou potenciais, é imprescindível. É importante transmitir a eles a ideia
de missão da empresa, seus objetivos, produtos e serviços.
3.1.1.6.10 - GARANTIA DA QUALIDADE
A base da garantia da qualidade está no planejamento e na sistematização (formalização) de processos.
Essa formalização estrutura-se na documentação escrita, que será de fácil acesso, permitindo identificar o
caminho percorrido, 0 registro c o controle de todas as etapas avlativas ã garantia da qualidade proporcionam
maior confiabilidade ao produto. Em qualquer atividade produtiva, fazer certo da primeira vez é o desejável,
No setor de serviços, especialmente em consumo instantâneo, acertar de primeira é fundamental. A garantia
da qualidade desses serviços é assegurada pela utilização das técnicas de gerência de processos.
3.1.1.6.11 - NÃO-ACFJTAÇÃO DE ERROS
O padrão de desempenho desejável na empresa precisa ser o de zero defeito. Esse principio necessita ser
incorporado á maneira de pensar de empregados c dirigentes, na busca da perfeição em suas atividades, Todos
na organização devem ter clara noção do que é estabelecido conto o certo, Essa noção nascerá de um acordo
entre empresa c clientes, com a consequente formalização dos processos correspondentes dentro do principio
de garantia da qualidade. Desvios podem c devem ser medidos pana localizar a causa principal do problema e
planejar ações corretivas. O custo de prevenir erros é sempre menor tio que o de corrigi-los. (3 erro é tanto mais
oneroso quanto mais próximo do inicio tio processo eie ocorre. Por exemplo, um erro na concepção do projeto
pode prejudicar lodo o empreendimento.
3.1.1.7 - POSICIONAMENTO EM RELAÇÃO Ã QUALIDADE
ERRADO
Obras rle [|uatklar!e sào tusuosas, caras e Ijoniias
CERTO
Obras de qualidade atendem às expectativas do
cliente e às necessidades do usuário
Qualidade é conceilo vago, subjelivn, impossível
de medir; você sú conkce quando vê
Qualidade consiste no cumprimento dos requisi-
tos e especificações do cliente
Qualidade implica inspeção total:
consertar o que saiu errado
Qualidade é prevenir ocorrência de erros ou
desvios em relação às especificações nas várias
etapas cio processo de produção
Qualidade é função da produção,
responsabilidade do departamento
cie controle da qualidade
À responsabilidade pela qualidade é
comparti lhada por todos t a i j e total envolvimento
(los funcionários
Indicadores da produtividade
já dão a me<lida da qualidade
Inclicartores da qualidade medem a satisfação do
cliente: indicadores da produtividade medem a
eficiência no uso de recursos
Desperdício elevado e presença de patologias
na construção são aceiláveis;
são características próprias do teior
Nào se conformar com perdas e erros; promover
melhorias contínuas, visando a minimizar os desper-
dícios e erros cm níveis cada vez mais baixos
Qualidade só pode ser introduzida na empresa
com a comratação de especialistas no assunto
Qualidade será alcançada por meio da liderança tk>s
dirigentes da empresa e do comprometimenlo de
todos os seus funcionários
3.1.1.8 - EXIGÊNCIAS DO USUÁRIO
As expectativas do usuário são. dentre outras:
* a segurança estrutural: estabilidade e resistência mecânica
* a segurança ao fogo: limitações do risco de inicio e propagação do fogo; segurança em caso
de incêndio
• a segurança á utilização: segurança no uso c operação c segurança a intrusões
• a estanque idade; estanqueidade aos gases, líquidos e pós
• o conforto higrotérmico: temperatura e umidade do ar e das paredes
* a pureza do ar: ar não poluído e limitação de odores
* o conforto visual: iluminação, aspecto dos espaços e das paredes, dos pisos e dos tetos; visla
para o exterior
• o conforto acústico; isolação actisliea e níveis dc ruído
• o conforto tátil; eletricidade estática, rugosidade, umidade, temperatura da superfície
* o conforto antropodinâmico: acelerações, vibrações e esforços de manobra: ergonomia
* a higiene: cuidados corporais, abastecimento de água, remoção de resíduos {esgoto, lixo c
outros}
• a adaptação à utilização: número, dimensões, geometria e relações de espaços e de equipa-
mentos necessários
* a durabilidade: conservação do desempenho ao longo da vida útil
* a economia: custo inicial c custos dc operação, manutenção e reposição durante o uso.
3.1.1.9 ' TIPOS DE ERRO QUE AFETAM A QUALIDADE
• fatores técnicos:
* planejamento
• projeto
* fabricação de materiais
* execução
* uso e manutenção
- fatores de gestão e organização;
• com prometimento da alia administração
• definição de responsabilidades e autoridade
• marketing
• informação e comunicação
• seleção e contratação
• condiçOcs de trabalho
- fatores humanos;
• formação
• motivação
• negligência
• excesso de confiança
• intencionais
3.1.1.10 - FATORES INTRODUTORES DA QUALIDADE
- fatores de higiene (induzem à baixa qualidade):
• baixo salário
• más condições de trabalho
• ter pouco trabalho
• chefes pouco competentes
• má organização da empresa
- fatores motivadores (induzem à alta qualidade):
* possibilidade de promoção
* responsabilidade outorgada
* trabalho estimulante
* reconhecimento dos demais
* êxito pessoal
3.1.1.11 - DETALHAMENTO DOS ELEMENTOS DO SISTEMA DA QUALIDADE
• política e organização:
* política da qualidade
* responsabilidades e organização da empresa para a qualidade
- documentação do sistema e controle de documentos
* registros da qualidade e arquivo técnico
* indicadores e custos da qualidade
- Irai amento de não-con form idades e ações corretivas
* auditorias internas
* plano da qualidade de obras
• qualidade em recursos humanos:
- seleção e contratação de pessoal
* integração dos recursos humanos
- treinamento
- segurança do trabalho
- qualidade cin marketing:
* pesquisa de mercado
* análise critica de contratos
* atendimento ao cliente
- qualidade no projeto:
• diretrizes para elaboração do projeto
• seleção c avaliação dc projetistas
* coordenação c integração entre projetos
* controle da qualidade no recebimento de projetos
' controle de revisão dos projetos
• projeto con forme o construído (as builf)
- qualidade na aquisição:
* especificações técnicas para compra de materiais
* controle de recebimento dos materiais na obra
* orientação para o armazenamento e transporte dos materiais
* seleção e avaliação de fornecedores de materiais, serviços e equipamentos
- qualidade no gerenciamento c execução da obra:
* procedimentos para o gerenciamento de obras
* procedimentos para execução dos serviços
* controle da qualidade dos serviços
* controle tecnológico dos materiais e dos serviços
* aferição e calibragem dos equipamentos de medição e ensaios
* seleção e avaliação dos fornecedores de serviços
• manutenção dos equipamentos de produção
- qualidade na operação e manutenção:
* entrega da obra
* manual do usuário
• assistência técnica pós-eutrega
• avaliação pós-ocupação
3.1.1.12 - "CHECKLIST" DE REQUISITOS DA QUALIDADE
- qualidade em marketing:
* existe pesquisa de mercado para definição do empreendimento?
* existe análise critica dos contratos?
* existem mecanismos de atendimento ao cliente?
- qualidade no projeto:
• existem diretrizes de projeto e padronização de componentes e de detalhes construtivos?
* existem projetos com pl ementares de execução (alvenaria, revestimentos, impermeabilizações
etc)?
* existem mecanismos visando garantira compatibilização dos projetos'?
• existe algum mecanismo para a seleção e avaliação de projetistas?
* existe um controle de recebimento dos projetos?
* existe um controle de revisão dos projetos?
* existe um projeto conforme o construído (os bui/l), no final da obra?
- qualidade na aquisição:
* existem especificações técnicas para a compra de materiais?
* existe controle de recebimento dos materiais tia obra?
* existe orientação para o armazenamento e transporte dos materiais?
* existe um programa de seleção e qualificação de fornecedores dc materiais, serviços e equi-
pamentos?
- qualidade no gerenciamento e execução da obra:
* existem procedimentos padronizados pela própria empresa para elaboração de orçamentos
(discriminação orçamentária, critérios e procedimentos de medição de serviços, compo-
sições unitárias, sistema informatizado)?
* existe planejamento do cantei rode obras (leiaute, programação visual, sistemas de transporte
e circulação, áreas dc vivência)?
• existe planejamento formal das etapas de produção (cronograma dc barras - diagrama de
Gantt - detalhado ou rede PERT/CPM)?
* existe planejamento de entrega dos materiais e de gerenciamento dos estoques (suprimen-
tos)?
* existe planejamento de atividades e de operações, com o respectivo dimensionamento
das equipes?
* existe controle e retroalimentação do planejamento das etapas, das atividades c das ope-
rações?
* existe apropriação dos custos efetivamente incorridos?
* existe um programa dc segurança no trabalho c de melhoria das condições das áreas de
vivência (instalações sanitárias, vestiário, alojamento, local de refeições, cozinha, lavan-
deria, área de lazer e ambulatório)?
* existem procedimentos para execução dos serviços?
* existe controle da qualidade dos serviços (plano dc amostragem dc materiais para fins
de ensaio)?
* existe controle tecnológico dos materiais produzidos na obra?
* existe um programa de aferição e calibragem dos equipamentos de medição e ensaio?
* existe um programa de manutenção dc equipamentos e de ferramentas?
* existe um programa de seleção e qualificação dc fornecedores dc serviços (subemprei-
teiros)?
- qualidade na operação e manutenção:
• existem eritérios padronizados para a entrega da obra?
* existe Manual do Usuário?
* existe um serviço dc assistiiteia técnica pós-entrega?
* existe um sistema formal de avaliação do grau de satisfação do cliente, pós-ocupação?
- qualidade em recursos humanos;
* existem critérios para seleção e contratação dc pessoal?
* existem programas de treinamento na empresa?
* existe avaliação de desempenho dos recursos humanos?
»existe sistema de incentivos (financeiros ou molivacionais) na empresa?
3.1.1.13 - SITUAÇÃO NO SETOR HABITACIONAL DE INTERESSE SOCIAL
A qualidade dos conjuntos habitacionais de interesse social prodtizidos no País, nos últimos anos, lem apon-
tado para níveis que, de fonna geral, podem ser considerados insatisfatórios, redundando em problemas transferidos
aos usuários eein gastos incorridos pelo poder público na recuperação e manutenção de edificações precocemente
deterioradas, cuja magnitude não é desprezível. Algum esforço tem si cio feito no Pais no sentido de estabelecer uma
documentação técnica e mecanismos que possam viabilizar um programa de Controle da Qualidade envolvendo
as várias etapas do processo de produção e do uso da habitação, lisse esforço porém tem-se mostrado insuficiente
tanto do ponto de vista técnico, em que lacunas importantes devem ser ainda preenchidas, quanto em relação às
ações políticas institucionais e legais, hoje praticamente inexistentes e que teriam de estabelecer os mecanismos
e procedimentos para tornar possível a implantação de um programa dessa natureza.
3.1.1.13.Î - PLANEI A MENTO
Quanto à elapa de planejamento dos empreendimentos habitacionais de interesse social, os problemas
principais encontram-se na má localização dos conjuntos, muitas vezes não inseridos na malha urbana e carentes
de equipamentos urbanos, comunitários e de serviços, e na implantação inadequada ás condiçttes do meio físico,
propiciando o surgimento de processos de erosão e/ou degradação do meio ambiente. Nesse sentido, aponta-se como
necessária, em termos da qualidade, a definição de uma Sistemática de Avaliação das Condições de Implantação
de assentamentos habitacionais, calcada em uma documentação técnica que formule critérios para implantação
de conjuntos habitacionais de interesse social, levando em consideração aspectos de localização e adequação a
variáveis físicas e socioeconómicas. Do ponto de vista físico, precisam ser enfatizados os aspectos geotécnicos e
de clima e, do ponto de vista socioeconómico, as condicionantes que interferem, direta ou indiretamente, com o
padrão de satisfação e aspiração da população com respeito ao ambiente construído.
3.1.1.13.2 - PROIETO
Na etapa do projeto habitacional, dispõe-se hoje no Pais de uma documentação técnica que mesmo não
contemplando todos os aspectos urbanísticos, de mfracstruluracdas edificações, fornece uma base mínima
para a elaboração dos projetos e seu controle. Para as obras que se utilizam dc materiais e sistemas construtivos
convencionais, as referências técnicas existentes são em parte as Normas Brasileiras de Projeto, cobrindo,
basicamente, obras dc urbanização e infra-estrutura, c as edificações c suas partes. Um outro conjunto dc
documentos normativos, que subsidia a etapa de projeto de edificações habitacionais construídas pelo sistema
convencional, está contido em um projeto desenvolvido pelo instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo
(IPT). Esse conjunto engloba seis procedimentos de apresentação de projetos (diretrizes gerais: fundações;
estrutura: arquitetura; instalações hidráulicas e instalações elétricas) e 17 especificações dc elementos da
edificação (fundações; estrutura de concreto armado moldado no local: parede dc tijolos maciços cerâmicos;
parede de blocos vazados dc concreto simples: parede dc blocos cerâmicos vazados; estrutura dc madeira
para telhados; cobertura de telhas dc fibrocimento; cobertura de telhas cerâmicas: pinturas externa e interna:
piso cerâmico; piso cimentado; revestimento dc argamassa; instalação predial de água fria: instai ação de água
pluvial; instalação predial dc esgoto sanitário: instalação elétrica e instalação dc combate a incêndio). Toda
essa documentação técnica dá sustentação â implantação de uma Sistemática de Avaliação de Projetos que
permite, primeiramente, explicitar de forma clara e inequívoca o que se quer dos projetos e, em segundo,
avaliar sua conformidade ás referências estabelecidas. Para as edificações habitacionais que sc utilizam dc
sistemas construtivos inovadores, existe no País um conjunto de referências técnicas, desenvolvido também
pelo IPT, qtie estabelece os níveis mínimos de desempenho a serem atendidos por novos sistemas construtivos
e os métodos para sua avaliação. Essa documentação técnica, já aplicada à prática, e revista, coloca-se hoje
como instrumento valioso no desenvolvimento de novas tecnologias dc produto na área habitacional e é a base
técnica para um Sistema de Homologação de novos componentes e sistemas construtivos a serem introduzidos
na construção de moradias,
3.1.1.13.3 • MATERIAIS E COMPONENTES
A etapa de fabricação dc materiais e componentes e o recebimento na obra desses produtos são também
subsidiados por uma série dc especificações técnicas e cie métodos dc ensaio, a maioria contida ita normalização
brasileira sobre o assunto. O sistema ideal para assegurar a qualidade de materiais e componentes seria o da
Certificação de Conformidade desses produtos. Sua implementação, nacionalmente, e a curto prazo, mostra-se
porem inviável, deixando aberta uma lacuna que pode ser preenchida, via ação dos agentes financeiros e pro-
motores e os construtores e fabricantes, pela implantação de uma Sistemática de Qualificação e Recebimento
de Materiais e Componentes. Essa sistemática foi desenvolvida pelo iPTe disctitida com os agentes financeiros
e promotores do listado de São Paulo.
3.1-1.13.4 - EXECUÇÃO
A etapa de execução das obras habitacionais, rio que se refere aos sistemas construtivos convencio-
nais, encontra apoio documental nas normas técnicas, envolvendo as edificações, os serviços de urbanização
e de i st Tra estrutura, nos Procedimentos de Execução e fiscalização de Elementos, elaborados pelo IPT, e no
Manual de Fiscalização de Obras, elaborado pela Associação Brasileira de Cohabs e destinado a orientar os
agentes promotores na medição de serviços, controle administrativo e legal e no acompanhamento técnico
da execução, K uma documentação que fornece base para implementar, a partir da revisão c da otimização
dos mecanismos já existentes, uma Sistemática de Fiscalização de Obras que permita, em primeiro lugar,
explicaras técnicas de bem construir orientando os serviços a serem executados, e, em segundo, avaliar se
os serviços e as várias partes da obra estão conforme com o especificado. Quando da utilização de sistemas
construtivos inovadores, eles deverão ser objeto de programas específicos de Controle da Qualidade na
fase de execução, cabendo ao proponente da inovação tecnológica apresentar as técnicas de produção e
controle interno que pretende implementar, ficando a cargo dos agentes financeiros e promotores deliniro
controle de recebimento, tanto dos serviços quanto das parles a serem executadas.
3.1.1.13.5 - Uso - OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO
Finalmente, a etapa de uso do conjunto habitacional e de suas unidades, embora a mais longa delas,
é a mais carente tecnicamente. Quase nenhuma documentação técnica é disponível sobre normas de uso,
operação e manutenção do conjunto e suas edificações. Especialmente quando se trata de sistemas constru-
tivos inovadores, a situação é ainda mais grave, pois, embora impliquem usos e atividades de operação e
manutenção específicos, os moradores e mesmo os agentes promotores não estão informados e orientados
sobre tais especificidades. Essa situação deixa aberto espaço para que a ação do usuário, desorientada, e a
omissão do agente promotor introduzam fatores de degradação da edificação e seu entorno, fazendo com que
o nível de desempenho do conjunto caia abaixo dos mínimos desejados. Mesmo considerando que as ações
de controle da qualidade adotadas nas etapas de planejamento, projeto, fabricação de materiais e execução
minimizem os problemas patológicos, faz-se necessário implementar uma Sistemática para Fiscalização da
Operação e Manutenção dos conjuntos habitacionais c suas partes, de forma a assegumr seu desempenho
satisfatório ao longo do tempo, Na situação atual, pode-se afirmar que, alem da carência dc documentos
técnicos que orientem a operação e manutenção das partes de um assentamento habitacional, c necessária a
elaboração de procedimentos adequados dc recuperação dos conjuntos, pois a degradação cm certos locais
chcga a atingir níveis não cobertos por um programa normal de manutenção preventiva.
3.1.1.14 ' PERSPECTIVAS
As propostas apontadas anteriormente visando a implantação dc um Programa de Controle da Qualidade
do processo de produção e uso da moradia podem ser resumidas da forma indicada no quadro a seguir:
ETAPA DO PROCESSO SISTEMÁTICA A IMPLEMENTAR
Planejamento avaliação (las condições df implementação de assentamentos habitacionais
Projeto avaliação dos projetos e homologação de componentes e sistemas inovadores
Materiais e Componentes qualificação e recebimento dos materiais
Execução fiscalização dai obras
Uso fiscalização da operação e manutenção
Analisando a documentação técnica disponível nas várias etapas do processo, pode-se afirmar que,
hoje, no Pais. c possível a aplicação de um programa-piloto dc controle da qualidade em empreendimentos
habitacionais dc interesse social, promovendo o aperfeiçoa mento do referencial técnico atual e adequando os
aspectos técnicos aos administrativos, A sistemática disponível cobre as atividades relacionadas com o projeto,
a fabricação e o recebimento dos materiais e com a execução, etapas nas quais pode originar a grande maioria
dos problemas patológicos das edi li cações. A implantação de um programa amplo e completo de Controle da
Qualidade, se efetuada por meio dos agentes promotores, com a participação ativa das construtoras, projetistas,
fabricantes e usuários, poderia promover os seguintes benefícios imediatos:
- obtenção de assentamentos habitacionais com padrão adequado de desempenho
- redução da incidência dos problemas patológicos c dos consequentes gastos com a recuperação
- aperfeiçoamento dos projetos e melhoria da qualidade dos materiais c componentes da edificação
- melhoria da qualificação da mão-de-obra decorrente da melhor qualidade dos serviços
- consolidação de um referencial técnico que instrumentaliza a ação dos agentes promotores perante
projetistas, construtores e fabricantes
- racionalização dos serviços e processos utilizados pelas construtoras
- valorização dos institutos de pesquisa, das universidades e dos laboratórios de ensaios em âmbito nacional, per-
mitindo o apoio aos programas de controle e o desenvolvimento dc novos materiais e técnicas construtivas
- valorização e aumento do acervo normativo, prestigiando as entidades normativas
- melhor aproveitamento dos recursos materiais, técnicos, humanos e financeiros disponíveis, propiciando
maior satisfação aos beneficiados.
3.1,1.15 - DESPERDÍCIO
Desperdício pode ser conceituado como qualquer atividade que consome recursos e não agrega valor ao
cliente. Perda pode ser considerada como qualquer ineficiência que reflita no uso de mão-de-obra, materiais e
equipamentos em quantidades superiores àquelas necessárias à produção da edificação. O desperdício em obras
tem as mais variadas origens, como:
3.1.1.15.1 - FALHAS NA EMPRESA CONSTRUTORA
* falhas de geslão e organização (projetos não-otimizados, inadequação entre o projeto e o
empreendimento: falhas de suprimento de materiais e mão-de-obra e outras)
* falhas humanas
* deficiência nos controles
3.1.1.15.2 - FALHAS NO PROCESSO DE PRODUÇÃO
* perda de materiais {excesso dc argamassa dc assentamento e revestimento; desequilíbrio nas
dosagens de argamassa e de concreto; roubose danos; inadequação de estocagem e outras)
* problemas da qualidade (com consequentes reparos e rcirabalho)
« baixo índice dc produtividade (mão-de-obra de baixa qualificação e com alta rotatividade
elevado número de acidentes de trabalho; tempo ocioso de pessoal - freqüentes paradas e
esperas - e de equipamentos; falta de racionalização da produção - equipamentos, métodos e
processos produtivos inadequados)
* falta de gerenciamento da produção.
3.1.1.15.3 - FALHAS APÓS A ENTREGA DA OURA
' patologia e recuperação
* custo elevado de operação e manutenção.
3.1.1.15.4 - GENERALIDADES
Constata-se grande variação no índice de perdas de um mesmo insumo nos diferentes canteiros de obras,
evidenciando que grande parte das perdas é evitável mesmo sem a alteração substancial no processo construtivo,
Dentre os materiais básicos, a incidência global de perda dc blocos cerâmicos vazados está acima de 8%, e pode ser
atribuída ã fragilidade do material, ao excesso de corte nas peças e á execução dc alvenaria com espessuras superiores
ás especificadas ito projeto, por exemplo, por falta de estabilidade dimensional (desbitolamento). Ainda, parte da
perda dos tijolos pode ser atribuída á falta de controle quantitativo (cm média, somente 97% dos tijolos adquiridos
são efetivam ente entregues na obra). Como exemplo, será feita, a seguir, uma análise na construção de um prédio
residential, com elevadore acabamento fino, para uma estimativa singela de qual a possibilidade de desperdício, em
porcentagem, do custo da construção. A metodologia a ser seguida 6:
* estabelecimento das etapas construtivas e seus percentuais
* análise das etapas construtivas quanto â possibilidade de haver oti não desperdício
* análise das etapas sujeitas a desperdício
* avaliação do percentual de desperdício provável sobre o custo da construção
- Esapus Construtivas e seus Percentuais:
Consultando-se a tabela de Custos Unitários Pini de Edificações (publ içada na revista Construção Sào
Paulo, em janeiro de 1993), obtém-se o percentual correspondente a cada etapa construtiva, quais sejam; Ser-
viços Preliminares: 0.59%: liifraestrutura: 1,60%; Superestrutura: 29.56% etc.
- Etapas Construtivas Quanto à Possibilidade de Ocorrer ou A'3o Desperdício:
Agrupando-se algumas das etapas construtivas, pode-se afirmar:
Etapa Construtiva 1Í, custo Possibilidade
de desperdício
Justificativa das ela ias de desperdícios
pequeno* ou inexis entes
01 Serviços Preliminares 0,59 Pequena Trata-se rle serviços de instalação de canlcfroe
libações provisórias, obedecem ,xi]>rojeio <le canteiro
02 Infra e Superestrutura 31,16 Sim
03 Vedação 3,10 Sim
04 Esquadrias fie Madeira
C Meia liças
13,36 Pequena Adquire-se exatamente 0 que será aplicado
OS Instalações Elétricas e Hidráulicas 17,25 Pequena Adquirem-se e aplicam-se de acordo com 0 pruieto
06 RKTOS Ü,t6 Sim
07 Impermeabilização 1,21 Pequena Aplica-se de acordo com 0 jnojcto
08 Revestimentos de Tetos
e Paredes
10,69 Sim
09 Pis® internos 4,48 Sim
10 Vidros 3,34 Pequena Aplicam-se de acordo com os vãos
11 Pinlura 3,57 Pequena Aplica-se, de acordo com a especificação, nas
pa redes e tetos acabados
12 Serviços Complementares 333 M3o liá Trata-se dc serviços de arremate, fimpeza etc.
(como 0 próprio nonw diz, são complementos)
13 Elevadores 7,2b N3o h;i Adquirem-se beatamente de acordo com 0
esiwrificado rw projeto
Soma ! 00,00
Pelo demonstrado na página anterior, obtém-se o resultado a seguir:
11,09 % envolvem etapas em que não Itâ possibilidade de desperdício
39,32 % envolvem etapas em que é pequena a possibilidade de desperdício
49,59 % envolvem etapas em que há possibilidade dc desperdício.
- Análise das Etapas Sujeitas a Desperdício:
• Etapas classificadas como dc pequena possibilidade:
A experiência tem demonstrado que, nesses casos, os desperdícios possíveis atingem cerca de 5 %, o
que resulta, sobre o custo da obra. 5 % * 39.32 % •
• 1,97 %
• Etapas classificadas como passíveis dc desperdício:
Neste item, tenta-se determinar as origens dos desperdícios possíveis, bem como o percentual de
desperdício sobre cada etapa construtiva, em uma obra com controle de qualidade ruim, bom ou rigoroso, de
conformidade com o quadro a seguir:
Etapa Construtiva Desperdícios Possíveis % de despendidos sobre'
cada elapa, com conlrolc
ruim bom rigoroso
Infra/Supéreslrutuía Ror motivo de má execução (abertura de formas, cfoni-
vclanwHov cwie dc aço etc) 8 s 3
Vedação Ffr motivo de mi qualidade, ta aio [Is material como da
execução 30 20 10
Forros Fcf meti™ das diferenças entre os vãos e módulos dos
materiais 30 10 5
Revestimento de Tetos^Paredes tssa etapa, lendo de absorver a má execução rio ílem 03
i Vedação:- é constituída tfc:
fVeparafão: íle superfícies, que «fwesenia
il% da elapa
Aplicsçâo: dos reveslimenlos. que representa
da elapa
Na item pfíparAçJo, òfpeftdentto do controle da ^ali-
dade, os desperdícios podem atingir 75%, SÜ&eíSís,
calculados sobreoaisioiotal da etapa 31,50 21,00 10,50
Piso; Internos £«a etapa se^ue o descrito no item acima, sentia cedo
qrte a preparação representa do cuito da elapa
26,25 17,50 8,75
Com os dados obtidos nos quadros anteriores, calculam-se os percentuais de desperdício sobre o cuslo
da construção, conforme segue:
Elapa construtiva % do cuslo total possibilidade dc desperdício» com controle
ruim bom rigoroso
Infra/Superestrutura 31,16 IÃO 1.55 0 , 9 3
Vedação 3,10 0,93 ú,fií 0,03'
FOÍÍOS 0 , 1 6 0 , 0 3 0,01 0'
Revestimento de Raretfes/Tetos 10,60 3,36 2,24 1,12
Pisos Internos 4,4â 1,17 C7B ' 0,39
Total 40,55 7,9S 5,30 2,47
- Determinação do percentual de desperdício provável sobre o custo da construção:
Os totais obtidos no quadro acima, somados aos 1,97% das etapas classificadas como de pequena possi-
bilidade, levam ao seguinte resultado sobre o custo total da obra, em função do controle da qualidade: