O documento resume a formação acadêmica e experiência profissional do autor, com ênfase em engenharia civil. Também apresenta critérios para escolha e dimensionamento de sistemas de formas para edifícios, analisando aspectos econômicos e técnicos de vigas, pilares e lajes. Inclui estudo sobre madeiras, compensados e ligantes usados em formas.
FORMAÇÃO ACADÊMICA
• 1972- Graduado e m Engenharia
Civil-Escola de Engenharia Mauá -
I.M.T.
• 1974 - Equilíbrio Plástico dos Solos -
Escola Politécnica - U S P
• 1974 - Mecânica das Rochas -
Escola Politécnica - U S P
• 1 9 7 5 - E s p e c i a l i z a ç ã o e m
Engenharia de Segurança do
Trabalho-Universidade Mackenzie
• 1979 - Bacharel e m Administração
de Empresas - Universidade
Mackenzie
• 1987 - Escola Superior de Guerra -
A D E S G
• 2000 - Pós Graduação Lato-Sensu -
Política e Estratégia - Naipe U S P
• 2006 - Mestre e m Habitação pelo
IPT - Instituto de Pesquisas
Tecnológicas do Estado de São Paulo
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
• 1973-1974 - Jubran Engenharia Ltda
- Engenheiro - Assistente Técnico.
• 1974-1975 - Construtora Bracco
T h o m é - Engenheiro de obras.
• 1975-1976 - Construtora Inc. Fresno
S . A - Engenheiro Coordenador.
• 1976-1982 - Consórcio Técnico de
Eng. E Arq. Ltda - Coordenador
Superintendente.
• 1982 Atual - Hold Engenharia Ltda/
Pemarc Escr.Téc. Eng. S/C Ltda -
Diretor Geral.
À m in h a a m a d a e s p o s a , Viviane, e à s m i n h a s filhas,
Luciana eThaís, p r e s e n t e s q u e D e u s m e d e u e a r a z ã o e
a m o t i v a ç ã o d e t u d o q u e faço.
A o s m e u s pais, Julieta e Nagib (in memoriam), pela
i n s p i r a ç ã o e d e d i c a ç ã o .
9.
AGRADECIMENTOS
P r im e i r a m e n t e a D e u s , p o r ter p e r m i t i d o a e x e c u ç ã o d e s t e t r a b a l h o , e n e s t a altura
d a m i n h a v i d a p r o f i s s i o n a l c o n t i n u a r o m e u a p r i m o r a m e n t o c o m o s e e s t i v e s s e c o m e ç a n d o ,
c o m o m e s m o e n t u s i a s m o e a l e g r i a .
A o m e u o r i e n t a d o r , e a g o r a j á m e u a m i g o prof. dr. N i l s o n F r a n c o , p e l a e n o r m e
d e d i c a ç ã o e c o m p e t ê n c i a n a t r a n s m i s s ã o d o s e n s i n a m e n t o s e n o s c o n s t a n t e s e s t í m u l o s
à p e s q u i s a d e s o l u ç õ e s p a r a o m e u t r a b a l h o , e d e q u e m virei u m a d m i r a d o r p e s s o a l e
p r o f i s s i o n a l .
A o prof. dr. C l á u d i o Mitidieri, p e l o s c o n h e c i m e n t o s t r a n s m i t i d o s d u r a n t e o c u r s o a
a t e n ç ã o e a g e n t i l e z a d u r a n t e t o d o o p e r í o d o d e a p r e n d i z a d o .
A o prof. dr. D o u g l a s B a r r e t o , p e l a i n e s t i m á v e l c o l a b o r a ç ã o n a r e v i s ã o e f o r m a t a ç ã o
d o t r a b a l h o .
A o prof. dr. A d ã o M a r q u e s B a t i s t a , p e l a s u a a m i z a d e e p r e s t e z a n o f o r n e c i m e n t o de
e x t e n s a bibliografia, a l é m d o s c o n s t a n t e s e s c l a r e c i m e n t o s e t r o c a d e o p i n i õ e s s o b r e u m
a s s u n t o , d o q u a l p o s s u i g r a n d e c o n h e c i m e n t o t e ó r i c o , e u m a g i g a n t e s c a e x p e r i ê n c i a
p r á t i c a , q u e s ã o a s f ô r m a s d e c o n c r e t o .
A o sr. P a u l o d e A s s i s , o P a u l i n h o , e s s e m a g n í f i c o l a b o r a t o r i s t a , p e l a p r e s t e z a n a s
e x p e r i ê n c i a s d e l a b o r a t ó r i o , h á m a i s d e 3 0 a n o s n o IPT, s e m p r e a t e n t o e d i s p o s t o a
e s c l a r e c e r e a t r a n s m i t i r o s s e u s c o n h e c i m e n t o s . A t o d a s e c r e t a r i a d o C E N A T E C ,
p a r t i c u l a r m e n t e à sra. M a r y Y o s h i o k a Pires d e Toledo, s e m p r e gentil, e f i c i e n t e e prestativa
n o a t e n d i m e n t o e n a s c o m u n i c a ç õ e s c o m t o d o s o s a l u n o s .
À sra. V a l é r i a d e O l i v e i r a , s e c r e t á r i a d a D i v i s ã o d e P r o d u t o s F l o r e s t a i s d o C e n t r o de
T e c n o l o g i a e R e c u r s o s F l o r e s t a i s d o IPT, p e l a d e d i c a ç ã o e p a c i ê n c i a d u r a n t e t o d c o
p e r í o d o d a e x e c u ç ã o d a d i s s e r t a ç ã o , c o m a s c o n s t a n t e s e n a t u r a i s a l t e r a ç õ e s q u e e s s e
tipo t a r e f a a c a r r e t a .
11.
RESUMO
N e st e t r a b a l h o foi e f e t u a d a u m a a n á l i s e t é c n i c a c o m p a r a t i v a p a r a o s p r i n c i p a i s e l e m e n t o s
d e u m a e d i f i c a ç ã o , v i g a s , p i l a r e s e lajes, n o t o c a n t e a p r o j e t o s d e f ô r m a s u s a d a s para a
e x e c u ç ã o d o s m e s m o s , e t a m b é m d e m o n s t r a d a a i m p o r t â n c i a e c o n ô m i c a d a s f ô r m a s e m
r e l a ç ã o a o c u s t o d a e s t r u t u r a d e c o n c r e t o . Foi t a m b é m a p r e s e n t a d o u m d e t a l h a m e n t o d o
c u s t o d e f a b r i c a ç ã o d e f ô r m a s , i n c l u i n d o m ã o - d e - o b r a e a s p a r t e s c o m p o n e n t e s .
O c u s t o d e u m a f ô r m a é c o m p o s t o p o r s e u s i n s u m o s p r i n c i p a i s c o m o c o m p e n s a d o s e
m a d e i r a s , a utilização o u n ã o d e e q u i p a m e n t o s m e t á l i c o s p a r a c i m b r a m e n t o s , m ã o - d e - o b r a
p a r a m o n t a g e m , c o n f o r m e o p r a z o d e e x e c u ç ã o d e u m a o b r a .
U m a p e s q u i s a bibliográfica d o s t i p o s d e m a d e i r a e m u s o n o Brasil, a s u a fisiologia, o
c o n s u m o industrial c o m r e f l o r e s t a m e n t o e f l o r e s t a s p l a n t a d a s , a s s u a s p r o p r i e d a d e s físicas e
m e c â n i c a s t a m b é m f o r a m e n f o c a d o s .
T a m b é m foi o b j e t o d e p e s q u i s a o p a i n e l d e m a d e i r a c o m p e n s a d a , o s e u p r o c e s s o d e
f a b r i c a ç ã o c o m r e c o m e n d a ç õ e s p a r a a utilização d e a d e s i v o s p a r a c a d a u s o e s p e c í f i c o , b e m
c o m o o s p r o c e s s o s d e p r e p a r a ç ã o p a r a c o l a g e m e p r e n s a g e m .
U m e s t u d o e s p e c í f i c o foi feito c o m p l a c a s d e O S B , o s e u p r o c e s s o d e f a b r i c a ç ã o e p r o d u ç ã o
n o m u n d o .
L i g a ç õ e s p r e g a d a s , a s m a i s utilizadas e m f ô r m a s , t a m b é m f o r a m a b o r d a d a s .
O s s i s t e m a s d e f ô r m a s m a i s utilizados n o m e r c a d o n a c i o n a l p a r a edifícios, c o m o os d e
m a d e i r a , d e m e t a l , d e plástico, d e p o l i p r o p i l e n o e d e p a p e l ã o f o r a m o b j e t o d e a n á l i s e .
U m critério d e e s c o l h a d o s i s t e m a d e f ô r m a s , d o p o n t o d e v i s t a e c o n ô m i c o , foi feito e m
c a d a u m d o s c a s o s a n a l i s a d o s , c o m o a s v i g a s , o s p i l a r e s e a s lajes c o m v á r i a s c o m b i n a ç õ e s
p o s s í v e i s e m u m c a s o real c o m 1 8 0 utilizações, e m q u e o p ç õ e s d e c i m b r a m e n t o s m e t á l i c o s e
d e m a d e i r a f o r a m a n a l i s a d o s .
Foi feita u m a a v a l i a ç ã o t e ó r i c a s o b r e o s e s f o r ç o s solicitantes e m f ô r m a s , o n d e s e p u d e r a m
c o m p a r a r o s d i v e r s o s critérios d e p r e s s ã o e x e r c i d a s o b r e e l a s , e u m a s u g e s t ã o p a r a utilização
d o s c o e f i c i e n t e s d e m a j o r a ç ã o e d e m i n o r a ç ã o d a n o r m a b r a s i l e i r a N B R 7 1 9 0 / 9 7 , p a r a
c o m p a r a ç ã o c o m n o r m a s e s t r a n g e i r a s .
E n s a i o s m e c â n i c o s e m c o m p e n s a d o s e e m p l a c a s O S B , a l é m d e e x p e r i ê n c i a s e m o b r a s
e m q u e f o r a m u s a d a s e s t a s últimas, c o m p l e t a r a m a p a r t e e x p e r i m e n t a l .
O s e s t u d o s d e c a s o f o r a m t o d o s reais e o s e u s r e s u l t a d o s a p l i c a d o s n o s e m p r e e n d i m e n t o s
f o r a m e s c o l h i d o s c o m b a s e e m u m a a n á l i s e holística d a e s t r u t u r a , e n ã o s o m e n t e e m f u n ç ã o
d a s f ô r m a s e d e s e u d i m e n s i o n a m e n t o p r o p r i a m e n t e ditos.
F i n a l m e n t e , " D i a g r a m a s d e O r i e n t a ç ã o " s u g e r e m a l g u n s p a s s o s a s e r e m t o m a d o s
i n i c i a l m e n t e p a r a e s c o l h a d o s i s t e m a e s u b s i s t e m a s d e f ô r m a s , a n t e s d e u m a a n á l i s e m a i s
a p r o f u n d a d a q u e d e v e r á c o n f i r m á - l a .
P a l a v r a s - c h a v e : f ô r m a s p a r a c o n c r e t o , m a d e i r a , critérios d e d i m e n s i o n a m e n t o , s i s t e m a
d e f ô r m a s , c o m p e n s a d o .
13.
ABSTRACT
T h is s t u d y w a s c o n d u c t e d in o r d e r to p e r f o r m a c o m p a r a t i v e t e c h n i c a l a n a l y s i s for t h e
e l e m e n t s of a s t r u c t u r e - b e a m s , c o l u m n s a n d s l a b s - r e l a t e d to t h e project of f o r m w o r k s ,
w h i c h a r e u s e d for their c o n s t r u c t i o n , a n d a l s o to d e m o n s t r a t e t h e e c o n o m i c a l i m p o r t a n c e of
t h e f o r m w o r k c o m p a r e d c o s t s of c o n c r e t e s t r u c t u r e . It w a s a l s o p r e s e n t e d t h e f o r m w o r k s
m a n u f a c t u r i n g c o s t s , i n c l u d i n g w o r k m a n s h i p a n d m a t e r i a i s (the c o m p o n e n t s p a r t s ) .
T h e total c o s t of t h e f o r m w o r k s y s t e m is c o m p o s e d by t h e c o s t of t h e m a i n c o m p o n e n t s
s u c h a s l u m b e r , p l y w o o d , metallic s h o r i n g w h e n u s e d , a n d m a n u f a c t u r i n g t i m e ( m a n hour)
d u r i n g t h e c o n s t r u c t i o n time.
A r e v i e w of literature a i m i n g for t h e t y p e s w o o d s u s e d in Brazil, their p h y s i o l o g y a n d
i n d u s t r i a l c o n s u m p t i o n of r e f o r e s t e d a n d s u s t a i n e d g r o w i n g , its p h y s i c a l a n d m e c h a n i c a l
p r o p e r t i e s w e r e a l s o f o c u s e d in this study.
T h e p l y w o o d s e c t i o n c o v e r s the m a n u f a c t u r i n g p r o c e s s t h e different t y p e s of a d h e s i v e s
for t h e specific u s e s , a s w e l l a s t h e g l u i n g a n d p r e s s i n g p r o c e d u r e s .
A specific s e c t i o n c o v e r i n g t h e u s e O S B b o a r d s a n d their m a n u f a c t u r i n g p r o c e s s a r o u n d
t h e w o r l d w a s briefly c o m m e n t e d .
Nailing, t h e m o s t utilized s y s t e m , w a s a l s o c o n s i d e r e d .
O t h e r t y p e s of f o r m w o r k c o n s t r u c t i o n u s e d in Brazil s u c h a s m e t a l , p o l y p r o p y l e n e , a n d
c a r d b o a r d w e r e a l s o t h e o b j e c t of a n a l y s i s .
A s y s t e m a t i c criterion of c h o i c e , b a s e d o n e c o n o m i c a l p o i n t of v i e w w a s d e s i g n a t e d for
e a c h s u b - s y s t e m t a k i n g in c o n s i d e r a t i o n the v a r i o u s p o s s i b l e c o m b i n a t i o n s of m a t e r i a i s . T h e y
w e r e b a s e d in a real j o b s c e n a r i o w h e r e 1 8 0 r e - u s e s of f o r m w o r k t o o k p l a c e .
Also, a t h e o r e t i c a l e v a l u a t i o n w a s p e r f o r m e d w h e r e different criteria of hydraulic p r e s s u r e
o n the f o r m w o r k w e r e s t u d i e d in t h e light of Brazilian S t a n d a r d - N B R 7 1 9 0 / 9 7 c o m p a r e d w i t h
f o r e i g n s t a n d a r d s . S u g g e s t i o n s for the u s e of c o r r e c t i n g f a c t o r s w e r e m a d e .
At e x p e r i m e n t a l levei, m e c h a n i c a l testing o n b o t h p l y w o o d a n d O S B w e r e c a r r i e d out o n
s m a l l s a m p l e s .
AH c a s e s s t u d i e s w e r e "real w o r l d " a n d their results w e r e effectively p u t in practice in
s e v e r a l c o n s t r u c t i o n s . T h u s . t h e results p r e s e n t e d c o m e f r o m a true holistic a n a l y s i s of l h o s e
s t r u c t u r e s a n d not o n l y a s a f u n c t i o n of t h e f o r m w o r k s o r their d e s i g n .
Finally, a " C h o i c e D i a g r a m " is p r e s e n t e d to i n t r o d u c e for d e s i g n e r s in the initial s t e p s , a
h e l p t o d e f i n e t h e t y p e s of s y s t e m s a n d / o r s u b - s y s t e m s available.
K e y w o r d s - c o n c r e t e f o r m w o r k , w o o d , d i m e n s i o n i n g criteria, f o r m w o r k s y s t e m , p l y w o o d .
15.
PREFÁCIO
V á ri a s r a z õ e s s e e n c o n t r a m a o s e ler e s t e t r a b a l h o s o b r e f ô r m a s p a r a c o n c r e t o p a r a
c o n s t r u ç ã o d e edifícios, a s s u n t o t ã o i m p o r t a n t e p a r a o q u a l p o u c a i m p o r t â n c i a é d a d a .
P r i m e i r a m e n t e p o r a b o r d a r o s a s p e c t o s r e l a t i v o s a o s p r o j e t o s d e f ô r m a , e n f o c a n d o
materiais, m ã o - d e - o b r a , resistência, s e g u r a n ç a , q u e s ã o e n c o n t r a d o s n a s u a fabricação, d e
m a n e i r a clara e p o n t u a l . N ã o o b s t a n t e , é por d e m a i s c o n h e c i d o q u e o s c u s t o s e n v o l v i d o s n o
s i s t e m a d e f ô r m a s e c i m b r a m e n t o s s ã o e l e v a d o s e e m m u i t o s c a s o s s u p e r i o r e s a o d o c o n c r e t o
m a s s a e d o aço, c o m o a q u i d e m o n s t r a d o . O p r o b l e m a n ã o s e limita t ã o - s o m e n t e a o s d e t a l h e s
d e projeto d e f ô r m a s , m a s reforça a n e c e s s i d a d e d o e n v o l v i m e n t o i n t e g r a d o d a s e q u i p e s d e
a r q u i t e t o s , e n g e n h e i r o s d e e s t r u t u r a , e n g e n h e i r o s p r o j e t i s t a s d e f ô r m a s e o s e x e c u t o r e s
p r o p r i a m e n t e ditos, d e s d e a c o n c e p ç ã o d o projeto.
E m s e g u n d o lugar, p a r a b e n i z a r o a u t o r p e l a d e d i c a ç ã o e e s f o r ç o c o l o c a d o s n e s s a tarefa.
M e r e c e m d e s t a q u e o s fatos c i t a d o s s o b r e a s t e c n o l o g i a s a p l i c a d a s a o m a t e r i a l c o n c r e t o o n d e
fatores a p a r e n t e m e n t e s i m p l e s , m a s d e g r a n d e i m p o r t â n c i a q u e d e v e m s e r c o n s i d e r a d o s n o s
p r o j e t o s d e f ô r m a c o m o efeito d a t e m p e r a t u r a , a b a t i m e n t o (slump), t e m p o d e p e g a , v e l o c i d a d e
d e l a n ç a m e n t o , entre outros, n e m s e m p r e c o n s i d e r a d o s n o s c á l c u l o s d e f ô r m a s . A o s c o l e g a s ,
e s t u d a n t e s e u s u á r i o s p e l a o p o r t u n i d a d e d e e n c o n t r a r a q u i c o n t r i b u i ç õ e s e i n f o r m a ç õ e s p a r a
e n f r e n t a r e m a s d i f i c u l d a d e s d e p a r a d a s a o a n a l i s a r u m s i s t e m a d e f ô r m a s p a r a estruturas d e
c o n c r e t o a r m a d o .
M e n c i o n o a i n d a , a o p o r t u n i d a d e q u e ter c o n h e c i d o e t r a b a l h a d o c o m o Nilton, profissional
c o m m a i s d e 3 0 a n o s d e e x p e r i ê n c i a , d i s p o s t o a d o c u m e n t a r fatos e m prol d a e n g e n h a r i a ,
fatos r a r o s d e i n e s t i m á v e l v a l o r p a r a e s t u d a n t e s e profissionais d e d i c a d o s a e s s e ramo, q u e
n e c e s s i t a m d e a p o i o e m literatura, a l g o t ã o difícil d e se e n c o n t r a r e q u e infelizmente n ã o t e m
o d e v i d o r e s p a l d o n a s e s c o l a s d e e n g e n h a r i a . A o Nilton d e v e m o s o r e c o n h e c i m e n t o a o esforço
d e s p e n d i d o e m possibilitar a t r a d u ç ã o d e s e u s c o n h e c i m e n t o s práticos n e s t e trabalho. Pelo
p o u c o t e m p o q u e c o n v i v i c o m o Nilton, p e r c e b i q u e é u m a p e s s o a e s p e c i a l , p e l o s e u
d e s p r e n d i m e n t o , s e m e g o t i s m o s , t r a z e n d o p a r a e s t e t r a b a l h o s e u c o n h e c i m e n t o a d q u i r i d o a o
l o n g o d e s u a v i d a profissional s o b r e e s s e a s s u n t o , e, c o m o ele m e s m o diz ...."A dificuldade
d o c o n h e c i m e n t o d o s critérios p a r a o d i m e n s i o n a m e n t o d e f ô r m a s p a r a servir d e m o l d e a o
c o n c r e t o a r m a d o t e m o s e u início n o p r e c á r i o e n s i n o d e s t e t e m a e m u n i v e r s i d a d e s brasileiras
o n d e , c o m r a r í s s i m a s e h o n r o s a s e x c e ç õ e s , s ã o m i n i s t r a d a s a u l a s c o m a l g u m a s noções."
A o s leitores a c e r t e z a d e q u e a q u i e n c o n t r a r ã o o r i e n t a ç õ e s e c a m i n h o s p a r a d e c i s õ e s n o
c á l c u l o d e f ô r m a s p a r a t o r n a r o s p r o j e t o s d e edifícios m a i s e l a b o r a d o s , s e g u r o s e e c o n ô m i c o s .
17.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
FIGURASPag
Figura 1 Composição de custo de uma estrutura - pavimento-tipo 31
Figura 2 Composição do custo do pavimento atípico 37
Figura 3 Composição do custo do pavimento-tipo 39
Figura 4 Composição do custo da fôrma do andar exemplificado 39
Figura 5 Composição porcentual (em peso) do equipamento metálico 41
Figura 6 Fotografias das principais madeiras utilizadas na construção civil 45
Figura 7 Anéis de crescimento da madeira 46
Figura 8 Fisiologia da árvore 47
Figura 9 Evolução do consumo de madeiras nativas e reflorestadas no Brasil 51
Figura 10 Eixos principais de uma peça de madeira e m relação à direção das fibras 52
Figura 11 Planos principais de corte c o m relação às c a m a d a s de crescimento 52
Figura 12 Água livre e água de impregnação na madeira 53
Figura 13 Retratibilidade da madeira de Pinus - Caribaea var hondurensis 54
Figura 14 Torno rotativo para extração de lâminas 55
Figura 15 Estrutura de ligação colada 57
Figura 16 Representação de uma estrutura de ligação colada 58
Figura 17 Painéis de O S B utilizados e m fôrmas 59
Figura 18 Capacidade de produção instalada (milhões e m m3 ) no C a n a d á e USA 59
Figura 19 Processo de fabricação de O S B (genérico) 60
Figura 20 Sistema de fôrmas integralmente de madeira 68
Figura 21 Sistema de fôrmas misto madeira x metálica 68
Figura 22 Fôrmas integralmente metálicas 69
Figura 23 Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para lajes c o m cubetas
de polipropileno 70
Figura 24 F ô r m a de polipropileno 70
Figura 25 Aspecto da laje desenformada 71
Figura 26 Fôrmas plásticas 71
Figura 27 Fôrmas de papelão para pilares 72
Figura 28 Fôrmas de papelão tipo caixão perdido 72
Figura 29 Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para pilares 73
Figura 30 Pilares c o m tensores e sarrafos de madeira 79
Figura 31 Pilares c o m barras de ancoragem e sarrafos de madeira 80
18.
FIGURAS Pag
Figura 32Pilares c o m barras de ancoragem e sarrafos de madeira e suporte metálico 81
Figura 33 Pilares c o m suportes metálicos verticais e tensores 82
Figura 34 Pilares c o m suportes metálicos verticais e barras de ancoragem 83
Figura 35 Pilares c o m suportes metálicos verticais, horizontais e barras de ancoragem 84
Figura 36 Cimbramento principal: compra x locação mensal de equipamento metálicc
para o ciclo de 180 usos 88
Figura 37 Transversinas das lajes, locação mensal x comprar metálico x comprar madeira
para um ciclo de 180 usos (quatro reposições) 89
Figura 38 Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para transversinas de lajes 90
Figura 39 Comparação do custo de fôrmas para lajes, c o m painel e cimbramento
locado/mês para u m ciclo de 180 usos x fôrmas para lajes
c o m compensados e cimbramentos tradicionais 91
Figura 4 0 Escoramento de fôrmas para vigas para um ciclo de 180 usos
c o m equipamento metálico e garfos de madeira 92
Figura 41 Diagrama de orientação para confecção de cimbramento de fôrmas para vigas .... 93
Figura 42 Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para blocos de fundação 93
Figura 43 Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para cortinas de concreto 94
Figura 44 Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para caixas-d'água superiores 94
Figura 45 Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para vigas-baldrame 94
Figura 46 Diagrama de orientação para a confecção de fôrmas para lajes treliçadas
e lajes nervuradas (cubetas) 95
Figura 47 Curvas indicativas do carregamento máximo para dois apoios 103
Figura 48 Curvas indicativas do carregamento máximo para três apoios 104
Figura 49 Curvas indicativas do carregamento máximo para quatro apoios 105
Figura 50 Distribuição de pressão, adotada para cálculo de fôrmas de vigas 108
Figura 51 Gráfico da pressão e m pilar 0,20m x 0,70m c o m h = 2,90 para o estado-limite
de utilização 111
Figura 52 Gráfico da pressão e m pilar 0,20m x 0.70m c o m h = 2.90 para
o estado-limite último 111
Figura 53 Pressão máxima e m pilares e m função da velocidade de enchimento
e da temperatura, conforme metodologia do A C 1 118
Figura 54 Carregamento horizontal e m lajes 119
Figura 55 Relação entre o esforço horizontal e m lajes, e m função do comprimento
e da espessura 120
19.
Figura 56 Sobrecargavertical de 74 kgf/m, para o fundo da viga, adicionado
ao peso próprio 121
Figura 57 Diagrama de pressão do concreto nas faces laterais da fôrma 122
Figura 58 Pressão nos pilares, segundo a norma DIN, para v < 0,5 m/h 123
Figura 59 Pressão nos pilares, segundo a norma DIN, para v > 0,5 m/h 123
Figura 60 Pressão e m fôrmas de pilares segundo o CEB, considerando o efeito
de arco na concretagem como critério 126
Figura 61 Representação gráfica das pressões calculadas pela fórmula de Janssen
para alguns valores de fi e 0 128
Figura 62 Ensaio de flexão para obtenção do módulo de elasticidade em O S B 129
Figura 63 Aspecto da seção de ruptura do O S B após o ensaio 129
Figura 64 Gráficos comparativos para chapas de c o m p e n s a d o s e O S B de 12 m m
de espessura 132
Figura 65 Gráficos comparativos para chapas de c o m p e n s a d o s e O S B de 15 m m
de espessura 132
Figura 66 Gráficos comparativos para chapas de c o m p e n s a d o s e O S B de 18 m m
de espessura 133
Figura 67 Painel O S B cru (sem revestimento) 133
Figura 68 Painel O S B c o m revestimento de filme M D O 134
Figura 69 Painel O S B c o m revestimento de filme fenólico 134
Figura 70 À esquerda, superfície inferior da 1ê laje, painel cru; à direita, fôrma
para 3o laje c o m danos localizados no lado oposto à superfície e m contato
c o m o concreto, e m painéis M D O transpassados por pregos 135
Figura 71 À esquerda, fôrma para 7a laje, m a n c h a s esbranquiçadas devido a
resíduos de nata de concreto aderida ao painel O S B "cru" e danificação
das bordas dos painéis; à direita, m a n c h a s e danos localizados
e m revestimento do painel O S B próximos a cantos e bordas 135
Figura 72 Planta de u m andar-tipo, do caso 1, c o m laje nervurada e uso de cubetas
de polipropileno 141
Figura 73 Esquema do andar-tipo c o m laje maciça 145
Figura 74 Corte das vigas nos diversos pavimentos 147
Figura 75 Diagrama de orientação para a confecção de fôrmas para lajes maciças
e lajes treliçadas 148
Figura 76 Aspectos de colocação de painéis metálicos nas lajes 151
Figura 77 Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para lajes c o m painéis
do tipo "drop-head" 152
21.
LISTA DE TABELAS
TABELASPag
Tabela 1 Custo dos i n s u m o s para execução de prédios (pavimento atípico) 36
Tabela 2 Custo dos i n s u m o s para execução de prédios (pavimento-tipo) 38
Tabela 3 D i m e n s õ e s de pregos, bitolas comerciais 65
Tabela 4 Custo unitário de materiais 77
Tabela 5 E s q u e m a de m o n t a g e m e m o d o de reaproveitamento das f ô r m a s
d o s pilares 78
Tabela 6 C o m b i n a ç õ e s para utilização de tensores nas f ô r m a s 8 0
Tabela 7 C o m b i n a ç õ e s para utilização de barras de a n c o r a g e m nas f ô r m a s 81
Tabela 8 C o m b i n a ç õ e s para utilização de sarrafos e s u p o r t e s metálicos nas f ô r m a s 82
Tabela 9 C o m b i n a ç ã o para utilização de suporte metálico vertical e tensores nas f ô r m a s ... 83
Tabela 10 C o m b i n a ç ã o para utilização d e suporte metálico vertical e barras
de a n c o r a g e m nas f ô r m a s 84
Tabela 11 C o m b i n a ç ã o para utilização de suportes metálicos vertical e horizontal
nas f ô r m a s 85
Tabela 12 C o m b i n a ç ã o para utilização de painéis metálicos locados nas f ô r m a s 85
Tabela 13 C o m b i n a ç õ e s consideradas para m o n t a g e m d e f ô r m a s d e pilares,
c o m vários critérios de projetos 85
Tabela 14 E s q u e m a de m o n t a g e m e m o d o de reaproveitamento d a s f ô r m a s d a s lajes 86
Tabela 15 C i m b r a m e n t o principal metálico para laje exemplificada (Anexos A, B e C) 87
Tabela 16 Peso d o s i n s u m o s 87
Tabela 17 C o m p a r a t i v a final d a s diversas o p ç õ e s de f ô r m a s para lajes 91
Tabela 18 A ç õ e s variáveis ( F O N T E N B R 7190/97) c o m b i n a ç õ e s últimas 99
Tabela 19 Fatores de minoração N B R 7 1 9 0 / 9 7 99
Tabela 2 0 Valores de km o d l ( F O N T E N B R 7190/97) 100
Tabela 21 Valores de km 0 ! j 2 ( F O N T E N B R 7190/97) 100
Tabela 22 Classe3 de u m i d a d e ( F O N T E N B R 7190/97) 100
Tabela 23 Características físicas e g e o m é t r i c a s de c o m p e n s a d o s - A B I M C I 102
Tabela 2 4 M á x i m a pressão d o concreto - velocidade x temperatura - Paredes 115
Tabela 25 M á x i m a pressão do concreto - kN/m2 - Pilares 117
Tabela 26 Esforço horizontal n a s lajes e m f u n ç ã o da e s p e s s u r a e d a largura, e m kgf 120
Tabela 27 Tabela d e coeficientes de a u m e n t o da pressão 124
Tabela 28 Pressão na p a r e d e da f ô r m a e m função da altura d a obra 125
22.
TABELAS Pag
Tabela 29Valores de k indicados pelo C E B (1976) 126
Tabela 3 0 Pressões calculadas segundo os critérios indicados 127
Tabela 31 Resistência à flexão estática do compensado e m pínus brasileiro 130
Tabela 32 Características mecânicas das chapas de OSB, obtidas no ensaio de flexão 131
Tabela 33 Estimativa do consumo de fôrmas c o m utilização de cubetas - laje nervurada .... 142
Tabela 34 Estimativa do c o n s u m o de concreto c o m utilização de cubetas,
e m laje nervurada c o m vigas baixas 142
Tabela 35 Estimativa do c o n s u m o de fôrmas s e m utilização de cubetas - laje maciça 143
Tabela 36 Estimativa do c o n s u m o de concreto s e m utilização de cubetas - laje maciça 143
Tabela 37 Custo das fôrmas s e m o uso de compensado sob as cubetas 143
Tabela 38 Custo das fôrmas c o m o uso de compensado sob as cubetas 144
Tabela 39 C o n s u m o de aço e concreto 144
Tabela 4 0 Custo final da laje nervurada do pavimento-tipo c o m cubetas 144
Tabela 41 Custo para a confecção das fôrmas e cimbramento da laje maciça 145
Tabela 4 2 Custo do aço e do concreto 146
Tabela 43 Custo final do pavimento para a laje maciça 146
Tabela 44 Composição de custo de laje treliça x laje maciça 150
Tabela 45 Comparação de custos para lajes c o m cimbramento tipo
"drop-head" x convencional, c o m chapas de compensado 152
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
A B C P Associação Brasileira de Cimento Portland
ABIMCI Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente
ACI American Concrete Institute
C E B Comitê Euro-lnternational du Beton
DIN Deustsches Institut Für Normung
NBR N o r m a Brasileira
O S B Oriented Strand Board
23.
LISTA DE SÍMBOLOS
HAltura do pilar e da viga
z Altura do pilar na fórmula de Janssen
h Altura máxima de concretagem
qd Carga de projeto para a verificação no estado-limite último
qa u.m.. Carga de projeto para o dimensionamento no estado-limite de utilização
cP Unidade de medida de viscosidade (centipoise)
cvib Coeficiente de majoração do concreto e m função da vibração
li Coeficiente de atrito concreto x chapa na fórmula de Janssen
K Coeficiente decorrente do ângulo de atrito interno do concreto na fórmula de Janssen
k Coeficiente de majoração das pressões e m função do abatimento e da temperatura - CEB
Papar Densidade aparente
pD Densidade básica
MDI Di-isocianeto difenil metano
v|/0 Fator de minoração para ações variáveis secundárias para o estado-limite último
j/, Fator de minoração para ações variáveis secundárias para o estado-limite de utilização
yg Fator de majoração das ações variáveis principais e secundárias para o estado-limite úl:imo
ha Hectare
kg Quilograma
kgf/m3 Quilograma força por metro cúbico
kgf/m2 Quilograma força por metro quadrado
Ib/ft Libra por pé
lb/ft3 Libra por pé cúbico
psf Libra por pé quadrado
P Máxima pressão lateral psf; Pressão do concreto pelo C E B
MPa M e g a Pascal
m Metro
m m Milímetro
E Módulo de elasticidade
E12 Módulo de elasticidade corrigido para umidade 12%
Y Peso específico do concreto
Y0 ^, Peso específico do concreto majorado para o estado-limite de utilização
Yd.utm P e s o específico do concreto majorado para o estado-limite último
q Peso próprio do compensado
24.
q Peso própriodo concreto
q j h s Pressão equivalente à altura 2/3 para o estado-limite de utilização
q 2 m d ^ Pressão equivalente à altura 2/3 para o estado-limite último
qx maxulil Pressão horizontal máxima para o estado-limite de utilização
qxfraxJCim Pressão horizontal m á x i m a para o estado-limite último
Pm a , Pressão m á x i m a do concreto pela norma DIN
m a x 1
qv Pressão vertical
qv d u l i l Pressão vertical no estado-limite de utilização
Pressão vertical no estado-limite último
"v.d.ultim
R Raio hidráulico na fórmula de Janssen
f ^ Resistência característica
F,, Resistência para a umidade U %
FU12: Resistência corrigida para umidade 1 2 %
qo r Sobrecarga de pessoas e equipamentos
t Temperatura do concreto e m °C
T Temperatura do concreto e m °F na fórmula da A.C.I.
U % Teor de umidade
R Velocidade de enchimento e m pé por hora na fórmula A.C.I.
v Velocidade de enchimento m/h - DIN.
pmt Valor da prestação de uma série de pagamentos diferidos postecipados
PVA Valor presente de uma série de pagamentos diferidos postecipados
fc a COfnp Resistência de compressão de cálculo
fc k o o m p Resistência característica obtida pelo estimador, ou 0,7 da resistência média
fc m c o r R e s i s t ê n c i a média à compressão
27.
SUMÁRIO
1 I NT R O D U Ç Ã O 3 0
1.2 O B J E T I V O 32
2 A S F Ô R M A S N O P R O C E S S O C O N S T R U T I V O - COMPARATIVO E S T R U T U R A L 36
2.1 PAVIMENTO ATÍPICO 36
2.2 E Q U I P A M E N T O M E T Á L I C O 4 0
2.2.1 índice de equipamento metálico 40
3 R E V I S Ã O B I B L I O G R Á F I C A 44
3.1 M A D E I R A 44
3.1.1 As madeiras do mercado brasileiro 44
3.1.1.1 Estrutura da madeira 45
3.1.1.2 Fisiologia e crescimento das árvores 46
3.1.2. O pínus na silvicultura brasileira 47
3.1.2.1 Evolução do c o n s u m o geral de madeira industrial no Brasil 50
3.1.2.2 Evolução do c o n s u m o geral de madeira de reflorestamento
e florestas plantadas no Brasil 51
3.1.3 Propriedades físicas e mecânicas da madeira 51
3.1.3.1 Propriedades físicas 51
3.1.3.2 Densidade da madeira 53
3.1.3.3 Umidade da madeira 53
3.1.3.4 A retratibilidade 54
3.1.4 Painéis derivados de madeira 55
3.1.4.1 Compensados 55
3.1.4.2 Processo de fabricação 55
3.1.4.3 Rolos 56
3.1.4.4 Preparação para colagem 57
3.1.5 O S B (Oriented Strand Board) 58
3.1.5.1 Processo de fabricação 60
3.1.6 Adesivos 60
3.1.6.1 Classificação dos adesivos 61
28.
3.1.6.2 Principais adesivospara fabricação de chapas de madeira
para fôrmas de concreto 62
3.1.6.3 Preparação da superfície - efeito da umidade da madeira sobre a adesão 63
3.1.6.4 Requisitos de umidade recomendados para vários tipos de adesivos 63
3.1.6.5 Para colagem 64
3.1.7 Conectores 65
3.1.7.1 Ligações c o m pregos 65
3.1.7.2 Dimensionamento dos pregos 66
3.1.8 Revestimentos 66
3.2 S I S T E M A S DE F Ô R M A S 67
3.2.1 Integralmente de madeira 67
3.2.2 Misto madeira x metálico 68
3.2.3 Integralmente metálico 69
3.2.4 Cubetas (plásticas) de Polipropileno 70
3.2.5 Plásticas 71
3.2.6 Papelão 72
4 A N Á L I S E E C O N Ô M I C A PARA E S C O L H A DO SISTEMA DE F Ô R M A S 76
4.1 E S T U D O DE PILARES 77
4.1.1 Combinações consideradas (hipóteses de cálculo) 78
4.2 E S T U D O S DAS F Ô R M A S PARA LAJES 86
4.2.1 Cimbramento principal 86
4.2.2 Transversinas (Anexos A, B, C, D, E e F) 89
4.2.3 Análise comparativa do custo de fôrmas para lajes 90
4.3 E S T U D O D O S E S C O R A M E N T O S DE F Ô R M A S PARA V I G A S (Anexos G, H e I) 91
4.4 E S C O L H A DE F Ô R M A S PARA E S T R U T U R A S ESPECIAIS 93
5 C R I T É R I O S PARA O D I M E N S I O N A M E N T O 98
5.1 C R I T É R I O PARA O D I M E N S I O N A M E N T O U T I L I Z A N D O
O S C O E F I C I E N T E S DA N O R M A BRASILEIRA NBR 7190/97 98
5.1.1 Definições importantes 98
5.1.2 Parâmetros para caracterização de madeira c o m p e n s a d a conforme a ABIMCI 102
5.2 D I M E N S I O N A M E N T O DE F Ô R M A S PARA LAJES, U T I L I Z A N D O
O S P A R Â M E T R O S DA NBR 7190/97 105
29.
5.2.1 Combinação dasações 105
5.2.1.1 Dimensionamento da fôrma 106
5.2.1.2 Verificação da tensão de cálculo 107
5.3 D I M E N S I O N A M E N T O DE F Ô R M A S PARA VIGAS, UTILIZANDO
O S PARÂMETROS DA NBR 7190/97 107
5.4 D I M E N S I O N A M E N T O DE F Ô R M A S PARA PILARES, UTILIZANDO
O S P A R Â M E T R O S DA NBR 7190/97 109
5.5 CRITÉRIO DO AMERICAN CONCRETEINSTITUTE-A. C. 1 112
5.5.1 Elementos para o dimensionamento de fôrmas, segundo o A. C. 1 112
5.5.2 As pressões laterais na fôrma devido à ação do concreto fresco 113
5.5.3 O peso do concreto 113
5.5.4 A velocidade de concretagem ou de enchimento 113
5.5.5 A vibração 114
5.5.6 Temperatura 114
5.5.7 Sobrecarga nas lajes e vigas 114
5.5.8 Outras variáveis (segundo o A. C. I.) 114
5.6 P R E S S Ã O NAS F Ô R M A S D O S PILARES 116
5.6.1 Esforço horizontal em fôrmas para lajes, segundo o A. C. 1 119
5.7 AS P R E S S Õ E S NAS F Ô R M A S DE C O N C R E T O , S E G U N D O N O R M A DIN 121
5.7.1 Esforços horizontais, segundo a DIN 18.218 124
5.8 P R E S S Õ E S DO C O N C R E T O E M F Ô R M A S DE
PILARES, S E G U N D O O C E B 125
5.8.1 Comparação entre métodos para a avaliação de fôrmas e m um pilar
de 20 cm x 70 cm com 2,90 m de altura, T = 15°C e v = 5 m/h 127
5.8.2 Avaliação experimental em chapas para fôrmas 128
5.8.3 Gráficos comparativos dos resultados disponíveis para chapas de O S B
e de compensados de pínus (dados da ABIMCI) 131
5.8.3.1 A chapa de O S B e seu comportamento e m obras 133
6 E S T U D O DE C A S O 140
6.1 C A S O 1 141
6.1.1 Análise do consumo dos materiais para laje nervurada 142
6.1.2 Análise econômica das fôrmas para a laje nervurada 143
6.1.3 Análise econômica do aço e do concreto para a laje nervurada 144
30.
6.1.4 Análise econômicadas fôrmas para a laje nervurada 144
6.1.5 Análise econômica do aço e do concreto da laje maciça 146
6.1.6 Conclusão do caso 1 146
6.2 C A S O 2 146
6.2.1 Conclusão do caso 2 147
6.3 C A S O 3 - LAJE MACIÇA X LAJE T R E L I Ç A D A 148
6.3.1 Cálculo do custo das fôrmas para as lajes maciça e treliçada 149
6.3.2 Conclusão do caso 3 151
6.4 C A S O 4 151
6.4.1 Conclusão do caso 4 153
Anexos 154
7 C O M E N T Á R I O S G E R A I S S O B R E O T R A B A L H O 168
R E C O M E N D A Ç Ã O FINAL 169
9 R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S 172
1. INTRODUÇÃO
A im p o r t â n c i a das f ô r m a s de c o n c r e t o na c o n c e p ç ã o , na e x e c u ç ã o e nos c u s t o s
d a e s t r u t u r a d e u m e d i f í c i o j u s t i f i c a p l e n a m e n t e u m e s t u d o d e t a l h a d o do s e u
d i m e n s i o n a m e n t o e a m e l h o r e s c o l h a dos m a t e r i a i s , o que acabará refletindo na m ã o -
d e - o b r a e nos d e m a i s itens, m e s m o a q u e l e s não d i r e t a m e n t e l i g a d o s à e s t r u t u r a de
c o n c r e t o a r m a d o .
N o s edifícios h a b i t a c i o n a i s e c o m e r c i a i s c o m m ú l t i p l o s andares, o c u s t o d a s
f ô r m a s pode variar de 25% até 30% do t o t a l da obra e o prazo da s u a e x e c u ç ã o não raras
vezes atinge entre 50% e 60%, o que por si só aponta para a c a u t e l a e para as repercussões
que t a i s eventos p o d e m a c a r r e t a r no preço de venda do p r o d u t o a ser comercializado.
M a i s do que isso, porém, são as s e q ü e l a s que o seu m a u d i m e n s i o n a m e n t o p o d e m
a p r e s e n t a r a o l o n g o d o p e r í o d o d e e x e c u ç ã o , o u m e s m o a p ó s a e n t r e g a d o
e m p r e e n d i m e n t o , c o m o s u r g i m e n t o de f i s s u r a s d e c o r r e n t e s de u m a d e f o r m a ç ã o lenta
o c a s i o n a d a por um p r o j e t o de f ô r m a mal d i m e n s i o n a d o .
C o m relação a esta última advertência, os planos de e s c o r a m e n t o e reescoramento
p o d e r i a m ser objetos de u m outro trabalho, cuja relevância é igual ou superior à do projeto
de f ô r m a s p r o p r i a m e n t e dito. O s c a r r e g a m e n t o s decorrentes do peso próprio da e s t r u t u r a
de c o n c r e t o e m m u i t o s c a s o s p o d e m ser m a i o r e s do que as s o b r e c a r g a s previstas no
p r o j e t o e s t r u t u r a l , e, d e p e n d e n d o do prazo p r o g r a m a d o para a d e s e n f o r m a , o m ó d u l o de
d e f o r m a ç ã o , ou m ó d u l o de elasticidade, previsto no projeto e s t r u t u r a l de c o n c r e t o a i n d a
pode não ter seu o valor e s p e r a d o atingido.
Tal é a i m p o r t â n c i a da interação entre as partes intervenientes, quais sejam, a
a r q u i t e t u r a na d e f i n i ç ã o dos e s p a ç o s e a e n g e n h a r i a e s t r u t u r a l no p r o j e t o das f ô r m a s ,
que p r o j e t o s inteiros já f o r a m a l t e r a d o s m e s m o depois de concluídos, por se m o s t r a r e m
p o u c o viáveis e c o n o m i c a m e n t e .
N e s t e t r a b a l h o s e r ã o a b o r d a d o s a s p e c t o s c o n s t r u t i v o s , q u a l i d a d e d o s materiais,
análise de custos, e a p r e s e n t a d o s alguns e x e m p l o s reais, nos quais t a i s f a t o s o c o r r e r a m
e m u d a n ç a s radicais de s o l u ç ã o e s t r u t u r a l f o r a m introduzidas a partir d a s s u g e s t õ e s
o c o r r i d a s d u r a n t e as análises d o s p r o j e t o s de f ô r m a .
N o s g r a n d e s c e n t r o s c o n s u m i d o r e s , p r i n c i p a l m e n t e e m S ã o Paulo, e s t ã o
disponíveis d i v e r s o s t i p o s de f ô r m a s , para os quais é possível locar, m o n t a r na obra ou
c o m p r a r , d e p e n d e n d o d a s c o n d i ç õ e s i m p o s t a s p e l a s o b r a s . Para as várias o p ç õ e s
possíveis, a d e c i s ã o da s o l u ç ã o m a i s a d e q u a d a é o que está a p r e s e n t a d o no decorrer
d e s t e trabalho.
T r a d i c i o n a l m e n t e , as f ô r m a s de m a d e i r a a s s i m c h a m a d a s , são as mais utilizadas
na c o n s t r u ç ã o de edifícios. A s f ô r m a s m e t á l i c a s ou s o m e n t e a e s t r u t u r a ç ã o metálica
são u s a d a s em locais e s p e c í f i c o s c o m o c a i x a s - d ' á g u a , m u r o s de arrimo, f u n d a ç õ e s e
mais e s p o r a d i c a m e n t e e m pilares, lajes e vigas.
35.
A o pç ã o p o r u m a o u o u t r a s o l u ç ã o e s t á a t r e l a d a , p r i n c i p a l m e n t e , a o s p r a z o s d e
e x e c u ç ã o d a s o b r a s , a o n ú m e r o d e u t i l i z a ç õ e s , a o n í v e l d e s o l i c i t a ç ã o d a s p e ç a s ou a o s
t r ê s f a t o r e s s i m u l t a n e a m e n t e . P o d e - s e c o n s i d e r a r , a i n d a , a d i s p o n i b i l i d a d e d e e s p a ç o
n o c a n t e i r o - d e - o b r a s e a l o c a l i z a ç ã o d a o b r a e m r e l a ç ã o à s f a c i l i d a d e s d e t r a n s p o r t e e
m ã o - d e - o b r a l o c a l p a r a e x e c u ç ã o .
A d i f i c u l d a d e d o c o n h e c i m e n t o d o s c r i t é r i o s p a r a o d i m e n s i o n a m e n t o d e f ô r m a s
p a r a s e r v i r d e m o l d e a o c o n c r e t o a r m a d o t e m o s e u i n í c i o n o p r e c á r i o e n s i n o d e s t e t e m a
e m u n i v e r s i d a d e s b r a s i l e i r a s , o n d e , c o m r a r í s s i m a s e h o n r o s a s e x c e ç õ e s , s ã o m i n i s t r a d a s
a u l a s c o m a l g u m a s n o ç õ e s .
O f a t o d e a s f ô r m a s s e r e m e s t r u t u r a s p r o v i s ó r i a s n ã o d e v e s e r v i r d e j u s t i f i c a t i v a
p a r a t a l p o s t u r a , p o i s d u r a n t e a e x e c u ç ã o d e u m a e s t r u t u r a a s s o b r e c a r g a s s ã o , n a m a i o r i a
d a s v e z e s , a c i m a d a q u e l a s p r e v i s t a s n o p r o j e t o d e f i n i t i v o d e c o n c r e t o a r m a d o e r e q u e r e m ,
p o r t a n t o , r i g o r o s o d i m e n s i o n a m e n t o p a r a a s u a e x e c u ç ã o .
É d e s n e c e s s á r i o f r i s a r o s a s p e c t o s d a s e g u r a n ç a e n v o l v i d o s n o p e r í o d o
c o n s t r u t i v o d e u m a o b r a q u e p o r si s ó j á j u s t i f i c a r i a m o s e u d e t a l h a m e n t o r í g i d o , m a s o
q u e m a i s i m p r e s s i o n a é o s e u r e f l e x o n o c u s t o f i n a l d a e s t r u t u r a , o n d e a p a r t i c i p a ç ã o
d a s f ô r m a s é m a i o r q u e o s c o m p o n e n t e s c o m o o a ç o e o c o n c r e t o m a s s a .
A d e f i c i ê n c i a d e i n f o r m a ç ã o s o b r e e s t e t e m a n a f o r m a ç ã o d e e n g e n h e i r o s c i v i s é
o p a s s o i n i c i a l p a r a e x p l i c a r a f a l t a d e i n t e r e s s e e m u m i t e m t ã o i m p o r t a n t e e m t o d o o
p r o c e s s o c o n s t r u t i v o d e u m e d i f í c i o .
E m m é d i a , a p a r t i c i p a ç ã o d a s f ô r m a s d e c o n c r e t o e m e s t r u t u r a s d e e d i f í c i o s
h a b i t a c i o n a i s , c o n f o r m e d a d o s c o m p i l a d o s e m o b r a s e x e c u t a d a s p e l o a u t o r , p o d e s e r
m o s t r a d a n a f i g u r a 1, a s e g u i r :
Composição pavimento-tipo
45.00% ,
40.00%
35.00%
_ 30.00%
| 25.00%
| 20.00%
15.00%
10.00%
5.00%
0.00% ' '
L a n ç a m e n t o F ô r m a Mão-de-obra C o n c r e t o A ç o
I n s u m o s
Figura 1 - Composição de custo de uma estrutura • pavimento-tipo
Fonte: Elaborada pelo amo*
36.
C o mo s e p o d e n o t a r , o s i g n i f i c a d o e c o n ô m i c o d a s f ô r m a s é e x p r e s s i v o e d e u m a
i m p o r t â n c i a i n c o n t e s t á v e l p a r a s e r a n a l i s a d o e d i m e n s i o n a d o d e f o r m a c r i t e r i o s a .
É i m p o r t a n t e d e s t a c a r que se deve d i m e n s i o n a r u m a estrutura, não s o m e n t e c o m
o c o n s u m o de a ç o e e s p e s s u r a m é d i a do c o n c r e t o a ser utilizado. A s p e c t o s referentes à
vida útil já estão s e n d o a b r a n g i d o s na n o r m a N B R 7190/97. C o m o se pode notar na f i g u r a
1, o c u s t o d a s f ô r m a s (10%) é m u i t o s i g n i f i c a t i v o e deve m e r e c e r t r a t a m e n t o s e m e l h a n t e
por parte de t o d o s os p r o j e t i s t a s envolvidos no p r o c e s s o c o n s t r u t i v o .
D e v e - s e d e s t a c a r que há p o u c a b i b l i o g r a f i a n a c i o n a l s o b r e o a s s u n t o , daí a
n e c e s s i d a d e do c o m p a r a t i v o c o m e s t u d o s e n o r m a s t é c n i c a s e s t r a n g e i r a s a fim de que
c o m isso, se p o s s a c h e g a r a c o n c l u s õ e s que a j u d e m a e n r i q u e c e r o c o n h e c i m e n t o s o b r e
o tema.
1.2 OBJETIVO
O o b j e t i v o d e s t e t r a b a l h o é a p r e s e n t a r os critérios t é c n i c o s e e c o n ô m i c o s para o
d i m e n s i o n a m e n t o das f ô r m a s de c o n c r e t o para edifícios e c o n s i d e r a ç õ e s sobre os c u s t o s
d o s m a t e r i a i s e a incidência no c u s t o d a s e s t r u t u r a s .
C o m relação ao critério técnico, dividiu-se e m duas partes principais, uma primeira
p e s q u i s a de c r i t é r i o s de d i m e n s i o n a m e n t o e s t á t i c o d a s f ô r m a s , o n d e foi p o s s í v e l
c o m p a r a r o m é t o d o a d o t a d o pelo ACI (American Concrete Institute) c o m os a d o t a d o s
p e l a s n o r m a s D I N (Deusisches Institut Für Normung) e CEB (Comitê Euro-
International du Beton) e aquele da N o r m a B r a s i l e i r a NBR 7190/1997, c o m e s t u d o s
nos e s t a d o s - l i m i t e s e c o m os das t e n s õ e s admissíveis.
Pela pouca bibliografia e x i s t e n t e sobre o a s s u n t o e ainda pelo e m p i r i s m o que
ainda é h a b i t u a l no setor, a u m e n t a a i m p o r t â n c i a d e s t a pesquisa.
A i n d a d e n t r o d e s t e i t e m , p a r a se a v a l i a r o c o m p o r t a m e n t o d o s m a t e r i a i s ,
p a r t i c u l a r m e n t e o O S B (Oriented Strand Board) foi o f o c o de u m a p e s q u i s a e m
l a b o r a t ó r i o na qual f o r a m t e s t a d a s d i v e r s a s e s p e s s u r a s de c h a p a s a f i m de verificar s u a
p o s s i b i l i d a d e de utilização nas o b r a s de edifícios do Estado de S ã o Paulo. E n b o r a c o m
s i g n i f i c a d o restrito, u m a vez que o reduzido n ú m e r o de a m o s t r a s não t e m r e s u l t a d o
e s t a t í s t i c o c o n c l u s i v o , s e r v i u para c o n f i r m a r que o seu uso e m f ô r m a s de concreto é
a b s o l u t a m e n t e possível.
C o m r e l a ç ã o a o s a s p e c t o s e c o n ô m i c o s , e m b o r a e s t e s n ã o p o s s a m e s t a r
d e s v i n c u l a d o s d o s t é c n i c o s , i n f l u e m d e c i s i v a m e n t e n o s p a r â m e t r o s a s e r e m a d o t a d o s
no p r o j e t o . F a t o r e s c o m o p r a z o de e x e c u ç ã o e n ú m e r o de u t i l i z a ç õ e s a s s u m e m p a p e l
d e c i s i v o no c r i t é r i o a ser e s c o l h i d o p a r a a e x e c u ç ã o do m e s m o .
O s e s t u d o s t é c n i c o s e e c o n ô m i c o s t ê m a f i n a l i d a d e de criar f e r r a m e n t a s que
p o d e r ã o servir a t o d o s os p r o f i s s i o n a i s que a t u a m na área e a t o d o s os i n t e r e s s a d o s no
a p r i m o r a m e n t o e d e s e n v o l v i m e n t o da e n g e n h a r i a n a c i o n a l e r e p a s s a r u m p o u c o da
experiência profissional do autor, há m a i s de 25 anos a t u a n d o nesse setor.
37.
E v id e n t e m e n t e , c o m o e m q u a l q u e r a s s u n t o d e p e s q u i s a t é c n i c a , n ã o h á a r r e n o r
p r e t e n s ã o d e e s g o t á - l o . S e c o n s e g u i r a o m e n o s p r o v o c a r a c u r i o s i d a d e , o u m e s m o a l g u m a
d i s c ó r d i a d a q u a l a d i s c u s s ã o c o n s t r u t i v a l e v a r a o e n g r a n d e c i m e n t o d a e n g e n h a r i a
n a c i o n a l , j á t e r á v a l i d o a p e n a .
39.
AS FÔRMAS NOPROCESSO
CONSTRUTIVO -
COMPARATIVO ESTRUTURAL
40.
2. AS FÔRMASNO PROCESSO CONSTRUTIVO -
COMPARATIVO ESTRUTURAL
C o n f o r m e exposto, pela i m p o r t â n c i a d a s f ô r m a s na e s t r u t u r a e sua participação
f i n a n c e i r a , u m e s t u d o c o m p a r a t i v o d o s c u s t o s d o s d i v e r s o s c o m p o n e n t e s de u m a
e s t r u t u r a - o aço, o c o n c r e t o , as f ô r m a s e a m ã o - d e - o b r a de l a n ç a m e n t o - t r a d u z a
i m p o r t â n c i a e c o n ô m i c a das f ô r m a s no c u s t o geral de u m a e s t r u t u r a e a sua incidência,
já d i m i n u í d a (ou diluída) q u a n d o o n ú m e r o de r e p e t i ç õ e s é a u m e n t a d o .
Para tanto, e s c o l h e u - s e u m p a v i m e n t o c o m 300 m2 de área de projeção, o qual
possui a p r o x i m a d a m e n t e 630 m2 (2,10 x área de projeção) de área desenvolvida de f ô r m a s .
Para exemplificar, no p a v i m e n t o atípico, d e s c r i t o no item a seguir, o c o n s u m o de a ç o
e s t i m a d o e m 100 kg/m3 de c o n c r e t o e o c o n s u m o de c o n c r e t o 0,20 m3 /m2 (de área de
projeção), que são índices u s u a i s e m edifícios. O m e s m o ocorre c o m a m ã o - d e - o b r a de
carpinteiro, para m o n t a g e m e d e s m o n t a g e m de f ô r m a s , sendo 1,5 h/m2 de fôrma. Para o
l a n ç a m e n t o de concreto, e s t i m a - s e o c o n s u m o de 2,0 h de c a r p i n t e i r o / m 3 de concreto.
Estes valores são s o m e n t e orientativos, m a s as e m p r e s a s mais o r g a n i z a d a s já p o s s u e m
os s e u s índices, o b t i d o s e m d i v e r s a s o b r a s executadas.
2.1 PAVIMENTO ATÍPICO
A t a b e l a 1 r e s u m e os c u s t o s m é d i o s d o s i n s u m o s , a d o t a d o s para execução de
prédios ( p a v i m e n t o atípico).
Tabela 1 - Custo dos insumos para execução de prédios (pavimento atípico)
INSUMO CUSTO ÍNDICE DE CONSUMO
Concreto montagem/
d e s m o n t a g e m ( l )
RS 160,00 m 3 (•) 1 n f / m 3
Aço RS 2,70/kg (inclusive mão-de-obra) ( " ) 100 kg/m3
Fôrmas Resinadas RS 45,00/m2 ( * " ) (inclusive sarrafos) 1 nv/1m2
Mão-de-obra de
montagem/desmontagem(1)
RS 7,14/h (2)
(carpinteiro inclusive os encargos)
1,5 n/m2
Lançamento RS 3 , 1 9 ( ™ ) X 2,24(*****) = 7,14/h 2,0 n/m3
Obs.: (1) Náo foi considerada a máo-fc-obra de serventes, p o s se trata te andar baixo. Fcx considerada somente a máo-de-obra de carpinteiros.
(2) Custo unitário <*> carpinteiro, com encargos sócias de 12-4%.
Fonte: Elaborada pelo a u t o
(•) O custo unitário do concreto I., 25 MPa.
( " ) O custo unitário médio do aço pronto, cortado e dobrado.
( " • ) O custo do mJ da forma pronta (resinada}, inclusive com o sarraleamento e os ombramentos.
(••••} O custo unitário do carpinteiro, sem encargos sociais.
( ) 0 custo dos encargos sócias foi estimado em 124%.
41.
Composição de custodo pavimento atípico
» Concreto RS 160,00 x (300 x 0,20) m 3 = RS 9.600,00 - 15,60%
» Aço RS 2,70 x 100 kg/m3 x 60 m3 = RS 16.200,00 - 26,2%
>> Fôrma (resinada) RS 45,00 x 630 m2 - RS 28.350,00 - 45,9%
Mão-de-obra de m o n t a g e m R$ 3,19 x 630 m 2 x 1,5 h x 2,24 = RS 6.715,62 - 10,9%
> > Lançamento RS 3,19 x 60 m3 x 2,24 x 2 h = RS 857.47 - 1,4%
» TOTAL R$61.723,09
» C U S T O POR m3 RS 1.028,72/m3
» C U S T O POR m2 R$ 97,97/m2
A f i g u r a 2 m o s t r a o g r á f i c o ( p o r c e n t u a l ) d a c o m p o s i ç ã o d o c u s t o d e u m p a v i m e n t o
a t í p i c o .
Composição de custo do pavimento atípico
F ô r m a resinada C o n c r e t o
4 6 % ... 1 6 %
MZMB 3 - - A ç o
J ~ 2 6 %
L a n ç a m e n t o Mão-de-obra
1 % 11%
Figura 2 - Composição do custo do pavimento atípico
Fonte: Elaborada pelo auior
42.
A t ab e l a 2 r e s u m e o c u s t o m é d i o d o s i n s u m o s a d o t a d o s p a r a a e x e c u ç ã o d e
p r é d i o s ( p a v i m e n t o - t i p o )
Tabela 2 - Custo dos insumos para execução de prédios (pavimento-tipo)
INSUMO CUSTO ÍNDICE DE CONSUMO
Concreto RS 160.00/m3 (*) 1 m: /1m3
Aço RS 2,70/kg (••) (inclusive mão-de-obra) 100 kg/m3
Fôrmas plastificadas RS 6 1 , 6 8 / m 2 ( * " ) (inclusive sarrafos) 1 n f / 1 m 2
Mão-de-obra de
montagem/desmontagem
RS 7,14/h (****) (carpinteiro inclusive
os encargos)
1,0 h/m2 (••*••)
Sen/entes RS 6 , 0 2 / h ( " " " ) (servente inclusive
os encargos)
2 , 0 / m ' ( )
Lançamento RS 7,14/h 1,0 h/m3
C) O custo unitário do concreto f a 25 MPa.
{ " ) O custo unitário médio do aço pronto cortado e dobrado.
( • " ) O custo á í r í d a tòrma pfonta (plaslilicada). indusive com o sarrateamento e com os cimbramentos de madeira.
(••••) o custo unitário do carpinteiro, com encargos sociais de 124%.
{ ) Conforme as caracterísícas do pavimento, esses índices podem aumentar ou diminuir em até 50%.
I ) O custo unitário do servente, com encargos sooais do 124%.
Fonto: ELABORADO PELO AUTOR
Composição de custo (percentual) do andar-tipo
>> Concreto: RS 160,00 x 60 m 3 =R$ 9.600,00 -
> > Aço: RS 2,70 x 6 0 m 3 x 100 kg/m3 = RS 16.200,00 -
(mão-de-obra inclusa)
>> Fôrma - C h a p a plastificada: (RS 61,68 x 630 m2 )/10 = RS 3.885,84-
(para 10 utilizações)
>> Mão-de-obra: RS 3,19 x 630 m 2 x 1 , 0 h x 2 , 2 4 = RS 4 . 5 0 1 , 7 3 -
(carpinteiros)
» RS 2,67 x 630 m 2 x 0,5 h x 2,24 = RS 1.883,95 -
(serventes)
>> Lançamento: RS 3,19 x 60 m 3 x 2 h x 2,24 = RS 857,47 -
» TOTAL
» C U S T O m 3
» C U S T O m 2
26,00%
4 3 , 9 0 %
10,52%
12,19%
5,10%
2,32%
R$36.928,99
RS 615,48/m3
RS 58,62/m2
43.
Composição de custodo pavimento tipo
Figura 3 - Composição do custo do pavimento-tipo
Fonie: ELABORADA PELO AUTOR
Composição de custo da fôrma do pavimento-tipo exemplificado
» Área Fôrmas: (300 m 2 x 2.10 x 1,20) / 2,9768 = 254 chapas x R$ 87,00 = RS 22.094.87 - 57%
» Pontaletes: 300 m2
x 0,04 m3
/ m2
= 11,9 m3
x RS 400,00 / m3
= RS 4.762,80 12,3%
» Tábuas: 300 m 2 x 0,0001 m3 / m2 = 0,025 m 3 x RS 400,00 / m 3 = RS 3.000,00 7,7%
» Mão-de-obra: 630 m2 x RS 3,19 x 2 h x 2,24 = RS 9.003,46 - 23,2%
(de bancada)
» TOTAL R$38.861,13
» C U S T O POR m2
R$ 61,68/m2
Composição de custo da fôrma do andar exemplificado
Figura 4 - Composição do custo da fôrma do andar exemplificado
Fonle: Elaborada pelo autor
44.
2.2 EQUIPAMENTO METÁLICO
Oc i m b r a m e n t o do p a v i m e n t o poderá t a m b é m ser t o d o f e i t o c o m e q u i p a m e n t o s
m e t á l i c o s , c o n f o r m e d e m o n s t r a d o no i t e m " C r i t é r i o s para a e s c o l h a do s i s t e m a de
f ô r m a s " , o n d e os d e s e n h o s i n d i c a t i v o s d e s s e s e q u i p a m e n t o s e s t ã o detalhados.
2.2.1 índice de equipamento metálico
O índice de c o n s u m o do e q u i p a m e n t o metálico é obtido por u m a média de c o n s u m o
e m edifícios h a b i t a c i o n a i s e é d e c o r r e n t e da m u l t i p l i c a ç ã o da área de projeção de c a d a
peça e s t r u t u r a l (laje ou viga) pelo pé-direito e pelo índice m é d i o abaixo especificado,
c o m dados g e n t i l m e n t e f o r n e c i d o s pelo prof. dr. A d ã o M a r q u e s Batista. O s índices abaixo
são o r i e n t a t i v o s e poderão variar, d e p e n d e n d o do critério do projetista, c o m maior ou
m e n o r utilização de t o r r e s ou e s c o r a s m e t á l i c a s para a e x e c u ç ã o do c i m b r a m e n t o das
igas e lajes.
> Viga escoramento principal (torres) 5,0 kg/m
> Viga Perfil principal 1,3 kg/m
> Viga Barrotes 2,0 kg/m
> TOTAL
8,3 kg/m
> Lajes escoramento principal (torres) 5,3 kg/m
> Lajes Perfil principal 1,3 kg/m
> Lajes Barrotes 2,7 kg/m
> TOTAL 9,3 kg/m
> Reescoramento 1,5 kg/m
> O preço médio de locação dos equipamentos varia de RS 0,15 a R$ 0,20/kg x mês.
C o m o exemplo, pode-se citar o s e g u i n t e caso, para t o r r e s c o m o s u p o r t e de vigas:
>> Á r e a = 300 m2
>> Pé-direito = 3,0 m
>> C o n s u m o = 5,0 kg/m3
O que resulta e m c o n s u m o de e s c o r a m e n t o de 300 x 3,0 x 5,0 = 4.500 kg.
45.
Composição percentual empeso do equipamento metálico
Viga barrote
11%
Laje o s c o r a m e n t o
3 0 %
Laje perfil
principal
8% Laje barrote Viga e s c o r a m e n t o
Viga perfil
principal
8 %
15% 2 8 %
Figura 5 - Composição porcentual (em peso) do equipamento metálico
Fonte: BATISTA (2006)
C o m o s d a d o s a p r e s e n t a d o s , p o d e - s e f a z e r u m a c o m p a r a ç ã o e n t r e s i s t e m a s d e
c i m b r a m e n t o s m e t á l i c o s e d e m a d e i r a , c o n f o r m e a p r e s e n t a d o a s e g u i r .
Comparativo metálico x madeira
>> índices de escoramento 9,33 kg+ 8,33 kg = 17,67 kg
>> No exemplo: 17,67 kg x R$ 0,18 x 300 m2 x 3,00 m = R$ 2.862,54/mês
>> Escoramento de madeira (ver pontaletes e m andar-tipo) R $ 4 . 7 6 2 , 8 0
>> índice de giro
>> O u seja 1,66 mês = 1 mês e 20 dias
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
3.1MADEIRA
Pela i m p o r t â n c i a da m a d e i r a na p r o d u ç ã o de chapas, na f ô r m a e na e s t r u t u r a de
e s c o r a m e n t o de f ô r m a s , n e s t e c a p í t u l o s ã o f e i t a s c o n s i d e r a ç õ e s b á s i c a s s o b r e as
c a r a c t e r í s t i c a s m e c â n i c a s d a s m a d e i r a s e da p r o d u ç ã o de chapas, incluindo a l g u n s
a s p e c t o s sobre s e c a g e m e c o l a g e m , m a t e r i a i s i m p o r t a n t e s no c o n t r o l e da qualidade e
p r o c e s s o de reutilização de f ô r m a s .
3.1.1 As madeiras no mercado brasileiro
A s principais m a d e i r a s e x i s t e n t e s no m e r c a d o brasileiro, u s a d a s e m c o n s t r u ç ã o
civil, s ã o as i n d i c a d a s a b a i x o e m o s t r a d a s na f i g u r a 6. A i m p o r t â n c i a de as para a
utilização no m e r c a d o interno c o m o m a t e r i a l básico é imensa, s e m dizer da i m p o r t â n c i a
no m e r c a d o de e x p o r t a ç õ e s .
N o c a s o específico, u m a o p ç ã o i n t e l i g e n t e para a a b e r t u r a de novos mercados,
b e m c o m o p a r a o d e c o r r e n t e a u m e n t o da a t i v i d a d e e c o n ô m i c a , é o i n c e n t i v o ao
d e s e n v o l v i m e n t o de políticas que e n v o l v a m o setor florestal, que t e m c o n t r i b u í d o de
f o r m a p o u c o e x p r e s s i v a na c o m p o s i ç ã o de n o s s o P r o d u t o I n t e r n o B r u t o , c o n f o r m e
i n f o r m a ç õ e s do site da Escola de E n g e n h a r i a de S ã o C a r l o s (2005a).
Sem, no entanto, esquecer de focalizar o quadro atual de d e s m a t a m e n t o predador
das florestas tropicais, p a r t i c u l a r m e n t e na A m a z ô n i a , que possui reservas e s t i m a d a s em
50 bilhões de m3 de m a d e i r a c o m a p r o x i m a d a m e n t e 4.000 espécies a r b ó r e a s c o n f o r m e
indicam Rezende e Neves (1988, apud E S C O L A DE E N G E N H A R I A DE S Ã O C A R L O S ,
2005a). Porém, quase 20% d e s s a floresta já se encontra devastada de f o r m a irreversível,
sendo que d e s s a s s o m e n t e sete espécies t ê m importância e c o n ô m i c a do ponto de vista
d a s e x p o r t a ç õ e s : C e d r o ( C e d r e l l a f i s s i l i s ) , V i r o l a ( B a g a s s a s u r i n a m e n s i s ) , M o g n o
( S w i e t e n i a macrophylla), A n d i r o b a ( C a r a p a g u i a n e n s i s ) , M a ç a r a n d u b a ( M a n i l k a r a huberi),
A s s a c u ( H u r a crepitans) e J a t o b á ( H y m e n a e a stilbocarpa). É digno de destaque o peso
p e r c e n t u a l da V i r o l a e do M o g n o , que, s e g u n d o V a n t o m m e (1991, a p u d E S C O L A DE
E N G E N H A R I A DE S Ã O C A R L O S , 2005a), r e p r e s e n t a v a m 68% das exportações. O s 32%
restantes são distribuídos entre as outras espécies.
A velocidade de d e s m a t a m e n t o vem diminuindo. Segundo dados do A m b i e n t e Brasil
(2005), entre 1978 e 1987 f o r a m devastados aproximadamente 21.130 km2, e m média, por ano,
e no período de 1988 até 1997 esse n ú m e r o diminuiu para 16.777 km2 anuais, o que ainda está
muito longe do ideal. A atividade florestal, portanto, se reveste de grande importância e a
sua racionalização é imprescindível, pois, além da retenção do gás carbônico e da liberação
do oxigênio durante o processo da fotossíntese, necessários à sobrevivência humana, o
incentivo ao d e s e n v o l v i m e n t o de políticas que envolvem o setor f l o r e s t a l pouco t e m
contribuído na c o m p o s i ç ã o do Produto Interno Bruto. O setor poderia ser estimulado, uma
vez que parece ser essa a verdadeira vocação nacional, pois, se for c o m p a r a d a c o m outros
49.
países que po s s u e m e s t a m e s m a tendência, t ê m - s e no Brasil 50 m3 /ha/ano na região
A m a z ô n i c a e 20 m3 /ha/ano no S u d e s t e do País, enquanto na Finlândia são 5 m3 /ha/anc, nos
Estados Unidos, 15 m3 /ha/ano, e na Á f r i c a do Sul, 18 m3 /ha/ano. Portanto, o adequado estímulo
às a t i v i d a d e s f l o r e s t a i s , d e s d e que e x e c u t a d a s de f o r m a e c o l o g i c a m e n t e correta, é
importantíssimo e urgente.
3.1.1.1 Estrutura da madeira
• g y |
angelim copaiba faveira itaúba pinus elliiotti
angelim pedra cumaru garapa jatobá pinus taeda
angico preto cupiúba guajara louro roxinho
canela euc. citriodora guarucaia massaranduba sapucaia
cedrilho euc. grandis imbuiu peroba rosa parinari
m
cedro euc. saligna ipê pinho do paraná araroba
F i g u r a 6 - Fotografias das principais madeiras utilizadas na construção civil
Fonte: Escola do Engeatana do Sâo Carlos (2005t>)
50.
D o po n t o de vista botânico, as árvores s ã o c l a s s i f i c a d a s c o m o Fanerógamas, que
c o n s t i t u e m u m g r u p o de plantas de elevada c o m p l e x i d a d e a n a t ô m i c a e fisiológica. Esse
g r u p o se d i v i d e e m G i m n o s p e r m a s e A n g i o s p e r m a s . A s C o n í f e r a s p e r t e n c e m ao g r u p o
das G i m n o s p e r m a s , c o n h e c i d a s c o m o " s o f t w o o d s " internacionalmente, e são as g r a n d e s
f o r n e c e d o r a s de m a d e i r a s e m p r e g a d a s na c o n s t r u ç ã o civil no Brasil, c o m d e s t a q u e para
o Pínus e a A r a u c á r i a . O g r u p o das A n g i o s p e r m a s pode ser d i v i d i d o e m d u a s c a t e g o r i a s
principais: as M o n o c o t i l e d ô n e a s e as D i c o t i l e d ô n e a s . Na p r i m e i r a se e n c o n t r a m as
p a l m a s e as g r a m í n e a s . Na s e g u n d a se e n c o n t r a m m a d e i r a s de árvores f o l h o s a s ou
" h a r d w o o d s " . N e s s a c a t e g o r i a estão as principais e s p é c i e s de m a d e i r a s duras utilizadas
na c o n s t r u ç ã o civil no Brasil, e m b o r a e s t e j a m c a d a vez m a i s e m d e s u s o para a p r o d u ç ã o
de f ô r m a s de madeira.
3.1.1.2 Físiología e crescimento das án/ores
A e s t r u t u r a da árvore é b a s i c a m e n t e c o n s t i t u í d a de u m a medula central envolvida
por anéis de c r e s c i m e n t o e r e c o b e r t a por um t e c i d o especial c h a m a d o casca. Entre a
casca e o c o n j u n t o de anéis de c r e s c i m e n t o , c h a m a d o lenho, existe u m a camada delgada
fluida d e n o m i n a d a câmbio, que é c o n s i d e r a d a a parte viva da árvore, c o n f o r m e m o s t r a d o
na f i g u r a 7.
F i g u r a 7 - Anéis de crescimento da madeira
Fonte: FRANCO (1998)
51.
A m ov i m e n t a ç ã o da seiva r e t i r a d a do s o l o é f e i t a pela periferia do lenho e m u m a
c a m a d a , c h a m a d a alburno, até as folhas, o n d e se p r o c e s s a a f o t o s s í n t e s e , produzindo
u m a seiva e l a b o r a d a que d e s c e por u m a c a m a d a interna da casca, c h a m a d a floema, até
as raízes. Parte dessa seiva é c o n d u z i d a ao centro do t r o n c o por m e i o de raios medulares.
Esse e s q u e m a é i n d i c a d o na f i g u r a 8.
A s p a r t e s d e s s a s s u b s t â n c i a s não u t i l i z a d a s c o m o a l i m e n t o s ã o a r m a z e n a d a s
no lenho, que s o f r e u m a m o d i f i c a ç ã o , e s ã o c h a m a d a s de cerne, que g e r a l m e n t e é
m e n o s p e r m e á v e l a l í q u i d o s e g a s e s e m a i s r e s i s t e n t e a o a t a q u e de f u n g o s
a p o d r e c e d o r e s e de insetos.
Dióxido de
carbono
Oxigênio
Luz solar
A seiva elaborada
desce pelo floema
(camada interna
da casca)
A seiva bruta sobe
das raízes às folhas
alburmo
periférica
lenho)
Cerne
Água do
F i g u r a 8 - Fisiologia da árvore
Fonte: FRANCO (1938)
3.1.2 0 pfnus na silvicultura brasileira
A s e s p é c i e s de pínus no Brasil v ê m s e n d o i n t r o d u z i d a s há mais de u m século por
i m i g r a n t e s e u r o p e u s para f i n s o r n a m e n t a i s e para a p r o d u ç ã o de madeira.
O Pínus canariensis c o n s t a c o m o s e n d o o p r i m e i r o a ser i n t r o d u z i d o no País, por
volta de 1880, p r o v e n i e n t e d a s Ilhas Canárias, e foi p l a n t a d o no Rio G r a n d e do Sul, de
a c o r d o c o m S h i m i s u (2005).
52.
O s en s a i o s de c a r a c t e r i z a ç ã o , todavia, t i v e r a m seu início e m 1948 r o S e r v i ç o
F l o r e s t a l do E s t a d o de S ã o Paulo, c o m as e s p é c i e s a m e r i c a n a s c o n h e c i d a s c o m o
" p i n h e i r o a m a r e l o " , que i n c l u e m Pinus elliottii, P taeda e P. palutris.
O u t r a s e s p é c i e s p r o v e n i e n t e s do México, da A m é r i c a C e n t r a l e da Á s a t a m b é m
f o r a m t e s t a d a s .
O Pinus taeda foi o principal d e s t a q u e nos p l a n t i o s na região do planalto do Sul e
S u d e s t e do Brasil. É u m a espécie de a m p l a distribuição g e o g r á f i c a no Leste e no S u d e s t e
d o s Estados U n i d o s .
A p e s a r do seu rápido c r e s c i m e n t o inicial, a p r e s e n t a o f u s t e de m á q u a l i d a d e
devido à s u a f o r m a t o r t u o s a e ao g r a n d e n ú m e r o de b i f u r c a ç õ e s e de r a m o s grosseiros.
V á r i a s c a r a c t e r í s t i c a s do Pinus taeda que t ê m reflexo direto no valor e c o n ô m i c o
da m a d e i r a e s t ã o sob c o n t r o l e g e n é t i c o m o d e r a d o a alto e p o d e m ser m e l h o r a d a s c o m a
s e l e ç ã o de m a t r i z e s e r e p r o d u ç ã o c o n t r o l a d a entre elas. A s s i m , m e d i a n t e t r a b a l h o s
b á s i c o s de s e l e ç ã o c r i t e r i o s a e c r u z a m e n t o s c o n t r o l a d o s , c o n s e g u i u - s e a l t e r a r as
c a r a c t e r í s t i c a s das árvores, a u m e n t a n d o o valor das f l o r e s t a s de P. taeda. No Brasil e
e m o u t r o s países, o uso de s e m e n t e g e n e t i c a m e n t e m e l h o r a d a a u m e n t o u a produtividade
de m a d e i r a e m e l h o r o u a q u a l i d a d e do fuste. C o m m a n e j o adequado, p o d e m - s e f o r m a r
p o v o a m e n t o s de alta qualidade, c o m árvores de f u s t e reto, baixa i n c i d ê n c i a de d e f e i t o s
e r a m o s finos.
A m a d e i r a de Pinus taeda é utilizada para p r o c e s s a m e n t o m e c â n i c o ne p r o d u ç ã o
de peças serradas para estruturas, c o n f e c ç ã o de móveis, embalagens, molduras e c h a p a s
de d i v e r s o s tipos. Para e s s e s usos, a q u a l i d a d e da m a t é r i a - p r i m a a u m e n t a à m e d i d a que
a u m e n t a a d e n s i d a d e da madeira, d e n t r o dos l i m i t e s n o r m a i s da espécie. N o entanto, na
p r o d u ç ã o de c e l u l o s e de f i b r a longa pelos p r o c e s s o s m e c â n i c o s e s e m i m e c â n i c o s , a
m a d e i r a juvenil d e s s a espécie, de baixa densidade, é m u i t a s vezes preferida.
O Pinus elliottii se d e s t a c o u c o m o e s p é c i e viável e m p l a n t a ç õ e s c o m e r c i a i s para
p r o d u ç ã o de m a d e i r a e r e s i n a n o B r a s i l . A r e g i ã o e c o l ó g i c a i d e a l p a r a o s e u
d e s e n v o l v i m e n t o coincide, e m g r a n d e parte, c o m a de P taeda. Porém, por ser de a m b i e n t e
c o m c a r a c t e r í s t i c a s m a i s p r ó x i m a s ao tropical, ele perde em c r e s c i m e n t o para P. taeda
nas partes m a i s frias do planalto sulino. Por o u t r o lado, pode ser p l a n t a d o c o m g r a n d e
s u c e s s o e m a m b i e n t e s c a r a c t e r í s t i c o s de C e r r a d o das R e g i õ e s Sul e Sudeste, b e m c o m o
na planície costeira.
Ensaios de c a m p o t ê m indicado baixa ou n e n h u m a variação e m p r o d u t i v i d a d e
ligada ao e f e i t o da p r o c e d ê n c i a de s e m e n t e s . A s s i m , a maior parte da variação n e s s a
c a r a c t e r í s t i c a e s t á r e s t r i t a às c o n d i ç õ e s i n d i v i d u a i s ( d e á r v o r e para árvore). Isso
s i m p l i f i c a m u i t o os t r a b a l h o s de m e l h o r a m e n t o genético, u m a vez que se pode c o n t a r
c o m u m a e x t e n s a população, base para a s e l e ç ã o individual.
A m a d e i r a juvenil de Pinus elliottii a p r e s e n t a m u i t a s c a r a c t e r í s t i c a s indesejáveis
para a p r o d u ç ã o de peças s ó l i d a s e s u a p r e s e n ç a é inevitável nas toras, pois é a m a d e i r a
f o r m a d a i n i c i a l m e n t e nos anéis de c r e s c i m e n t o m a i s p r ó x i m o s à medula. N o entanto, a
d e n s i d a d e não é a única c a r a c t e r í s t i c a ligada à p o u c a idade da madeira. A s c a r a c t e -
53.
r í st i c a s d o s t r a q u e í d e o s ( " f i b r a s " ) t a m b é m se a l t e r a m na macieira a d u l t a , e m relação à
j u v e n i l . T r a b a l h o s d e m e l h o r a m e n t o g e n é t i c o t ê m i n d i c a d o a p o s s i b i l i d a d e de se a u m e n t a r
a d e n s i d a d e d a m a d e i r a j u v e n i l m e d i a n t e s e l e ç ã o de m a t r i z e s . N o e n t a n t o , m e s m o q u e
se c o n s i g a a u m e n t a r a d e n s i d a d e da m a d e i r a c o m o m e l h o r a m e n t o g e n é t i c o , a s u a
q u a l i d a d e física e m e c â n i c a n ã o c h e g a a se e q u i p a r a r às q u a l i d a d e s da m a d e i r a adulta.
D e u m a f o r m a geral, o i n c r e m e n t o v o l u m é t r i c o d e P. elliottii c o s t u m a ser m e n o r que o de
P taeda. P o r é m , ele i n i c i a a p r o d u ç ã o d e macieira a d u l t a a p a r t i r d o s c i n c o a s e i s anos de
idade, e m c o n t r a s t e c o m 12 a 15 a n o s e m P. taeda. E s s e p o d e ser u m d i f e r e n c i a l m u i t o
i m p o r t a n t e na e s c o l h a da e s p é c i e para p r o d u ç ã o de m a d e i r a d e s t i n a d a a o p r o c e s s a m e n t o
m e c â n i c o . I s s o s i g n i f i c a que, e m t o r a s da m e s m a idade, a de P. elliottii c o n t é m m e n o r
p r o p o r ç ã o de m a d e i r a j u v e n i l e, p o r t a n t o , s e r á d e m e l h o r q u a l i d a d e f í s i c a e m e c â n i c a d o
q u e a t o r a de P. taeda.
E m b o r a o P. elliottii s e j a a m p l a m e n t e u t i l i z a d o na f a b r i c a ç ã o d e c e l u l o s e e
p a p e l n o s E s t a d o s U n i d o s , o m e s m o n ã o o c o r r e no B r a s i l . I s s o se d e v e ao c u s t o n o
p r o c e s s o i n d u s t r i a l , p o r c a u s a d o a l t o t e o r de r e s i n a n a m a d e i r a . P o r t a n t o , o u s o de
P. elliottii, no B r a s i l , se l i m i t a à p r o d u ç ã o de m a d e i r a p a r a p r o c e s s a m e n t o m e c â n i c o
e e x t r a ç ã o d e r e s i n a .
O Pinus patula é u m a e s p é c i e de o r i g e m m e x i c a n a de g r a n d e valor c o m o p r o d u t o r a
de m a d e i r a de a l t a r e s i s t ê n c i a e q u a l i d a d e para p r o c e s s a m e n t o m e c â n i c o , e de a l t o
r e n d i m e n t o e m celulose. U m a das características m a r c a n t e s e úteis para a sua identificação
é o f o r m a t o d a s acículas, q u e s ã o f i n a s e t e n r a s , d i s p o s t a s de f o r m a p e n d e n t e . Ela é
c u l t i v a d a c o m s u c e s s o e m v á r i o s p a í s e s a n d i n o s e na Á f r i c a . N o Brasil, s e u p l a n t i o
c o m e r c i a l é restrito aos p o n t o s m a i s altos do sul de M i n a s G e r a i s e no planalto catarinense,
e m a l t i t u d e s m a i o r e s q u e 1.000 m. Q u a n d o p l a n t a d a e m baixas a l t i t u d e s , a P. patula t e n d e a
produzir á r v o r e s de e s t a t u r a m é d i a a baixa, c o m r a m o s n u m e r o s o s e m a i s g r o s s o s que o
normal. A l é m disso, n e s s e s a m b i e n t e s d e s f a v o r á v e i s ao seu c r e s c i m e n t o n o r m a l ela torna-
se a l t a m e n t e v u l n e r á v e l ao a t a q u e d e i n s e t o s d e s f o l h a d o r e s . C o m o m e l h o r a m e n t o
g e n é t i c o , já se t e m c o n s e g u i d o d e s e n v o l v e r á r v o r e s de boa f o r m a de f u s t e e r a m o s m a i s
f i n o s q u e na g e r a ç ã o anterior. D a d a a a m p l i t u d e de v a r i a ç ã o q u e se observa, m e s m o entre
as árvores r e s u l t a n t e s de u m a g e r a ç ã o de s e l e ç ã o , p o d e - s e deduzir q u e há m u i t o t r a b a l h o
de m e l h o r a m e n t o a ser feito, b a s i c a m e n t e s e l e ç ã o c r i t e r i o s a e r e p r o d u ç ã o controlada,
c o m r e s u l t a d o s p r o m i s s o r e s para as p r ó x i m a s r o t a ç õ e s . Em c o n d i ç õ e s f a v o r á v e i s ao seu
d e s e n v o l v i m e n t o , o P. patula a p r e s e n t a c r e s c i m e n t o e m a l t u r a m a i o r do q u e o P. elliottii o u
P. taeda, t r a b a l h o d e m e l h o r a m e n t o a ser f e i t o b a s i c a m e n t e c o m s e l e ç ã o c r i t e r i o s a e
r e p r o d u ç ã o c o n t r o l a d a , c o m r e s u l t a d o s p r o m i s s o r e s p a r a as p r ó x i m a s r o t a ç õ e s . E m
c o n d i ç õ e s f a v o r á v e i s a o s e u d e s e n v o l v i m e n t o , P. patulci a p r e s e n t a c r e s c i m e n t o e m a l t u r a
m a i o r do que P. elliottii o u P. taeda.
O Pinus caribaea é u m a e s p é c i e q u e a b r a n g e t r ê s v a r i e d a d e s n a t u r a i s : caribaea,
b a h a m e n s i s e h o n d u r e n s i s . A v a r i e d a d e h o n d u r e n s i s e s t á e n t r e o s P i n u s t r o p i c a i s m a i s
p l a n t a d o s n o m u n d o . I s s o p o d e t e r r e l a ç ã o c o m a g r a n d e a m p l i t u d e de c o n d i ç õ e s
a m b i e n t a i s n a s s u a s o r i g e n s , na A m é r i c a C e n t r a l . S u a d i s t r i b u i ç ã o n a t u r a l a b r a n g e
a l t i t u d e s d e s d e o nível d o mar até 1.000 m, q u e propicia a g e r a ç ã o de v a r i a b i l i d a d e genética
ligada à a d a p t a ç ã o a v a r i a d a s c o n d i ç õ e s e c o l ó g i c a s . Entre as v a r i a ç õ e s g e o g r á f i c a s m a i s
54.
i m po r t a n t e s e s t ã o as p r o c e d ê n c i a s l i t o r â n e a s e as d a s m o n t a n h a s , no interior do
c o n t i n e n t e . A s l i t o r â n e a s l o c a l i z a m - s e e m áreas c a s t i g a d a s a n u a l m e n t e por f u r a c õ e s e
t e m p e s t a d e s tropicais. A s s i m , o m a t e r i a l g e n é t i c o s e l e c i o n a d o n a t u r a l m e n t e ao longo
de milênios nesse a m b i e n t e haveria que apresentar maior resistência aos ventos e m e n o r
p r o p e n s ã o à q u e b r a de f u s t e do que os p r o c e d e n t e s do interior do continente. Essas
d i f e r e n ç a s f i c a r a m e v i d e n t e s nos e x p e r i m e n t o s de c a m p o no S u d e s t e do Brasil, onde,
a p ó s a o c o r r ê n c i a de v e n t a n i a s , s o m e n t e as á r v o r e s d a s p r o c e d ê n c i a s l i t o r â n e a s
p e r m a n e c e r a m ilesas. N o Brasil, esta variedade é plantada e x c l u s i v a m e n t e na região
tropical, visto que não t o l e r a geadas.
Já o Pinus oocarpa está entre as e s p é c i e s de Pinus tropicais m a i s difundidas pelos
t r ó p i c o s . Ela é originária do M é x i c o e da A m é r i c a Central, c o m d i s t r i b u i ç ã o natural mais
extensa no sentido N o r o e s t e - S u d e s t e entre os Pinus da região. O seu habitat varia desde
c l i m a t e m p e r a d o - s e c o , c o m precipitação entre 500 m m e 1.000 m m até subtropical úmido,
c o m p r e c i p i t a ç ã o e m t o r n o de 3.000 m m anuais. O m e l h o r d e s e m p e n h o dessa e s p é c i e é
obtido no planalto, e s p e c i a l m e n t e no Cerrado, dada a sua tolerância à seca. A sua madeira
é m o d e r a d a m e n t e d u r a e resistente, de alta q u a l i d a d e para p r o d u ç ã o de peças s e r r a d a s
para c o n s t r u ç õ e s e c o n f e c ç ã o de chapas. A l é m de madeira, o P. oocarpa t a m b é m produz
r e s i n a e m q u a n t i d a d e viável para e x t r a ç ã o c o m e r c i a l . E s s a e s p é c i e produz m u i t a s
s e m e n t e s , o que f a c i l i t a a expansão d o s seus plantios. Em locais de baixa altitude ou na
planície costeira, a p r e s e n t a c r e s c i m e n t o lento, c o m má f o r m a de fuste, a l é m ds se t o r n a r
suscetível a várias doenças.
3.1.2.1 Evolução do consumo geral de madeira industrial no Brasil
Estatística f l o r e s t a l é d e f i n i d a c o m o "a ciência que t e m por o b j e t i v o a c o l e t a e o
a g r u p a m e n t o m e t ó d i c o de d a d o s c o n c e r n e n t e s à p r o d u ç ã o e ao c o n s u m o de p r o d u t o s
f l o r e s t a i s " .
D a d o s s o b r e á r e a s r e f l o r e s t a d a s , e s t o q u e s e c o n s u m o de m a t é - i a - p r i m a ,
d e s e m p e n h o i n d u s t r i a l , p r o d u t o s e s e u s m e r c a d o s , b e m c o m o d a d o s e c o n ô m i c o s
envolvidos, são u m a excelente fonte de consulta. A d i s p o n i b i l i z a ç ã o d e s s a s i n f o r m a ç õ e s
de f o r m a o r g a n i z a d a p e r m i t e s u b s i d i a r d e c i s õ e s t a n t o de e m p r e e n d e d o r e s c o m o de
ó r g ã o s p ú b l i c o s r e s p o n s á v e i s p e l a c o n s e r v a ç ã o a m b i e n t a l e p e l a s p o l í t i c a s de
d e s e n v o l v i m e n t o e c o n ô m i c o .
I n t e r a t i v a m e n t e , pela c o l a b o r a ç ã o dos u s u á r i o s do a m b i e n t e Brasil, d a d o s e
i n f o r m a ç õ e s s o b r e o s e t o r f l o r e s t a l p a s s a m a ser do alcance de todos.
55.
3.1.2.2 Evolução doconsumo geral de madeira de rellorestamento e florestas plantadas no Brasil
R e f e r e - s e à e s t i m a t i v a d e c o n s u m o g e r a l de m a d e i r a d a s i n d ú s t r i a s p a r a
f a b r i c a ç ã o de p r o d u t o s de base florestal: ( s e r r a d o s , portas, janelas, painéis, caixas,
chapas, c o m p e n s a d o s , papel, celulose, p r o d u ç ã o de energia, carvão, etc.).
O s d a d o s da e v o l u ç ã o do c o n s u m o a p r e s e n t a d o s na f i g u r a 9, c o n s i d e r a n d o a
o r i g e m da m a d e i r a , f l o r e s t a s n a t u r a i s e p l a n t a d a s , m o s t r a que, a partir de 1994, os
r e f l o r e s t a m e n t o s s ã o a principal f o n t e de m a t é r i a - p r i m a para a b a s t e c i m e n t o industrial.
Floresta natural x floresta reflorestada
250.000
200.000
E 150.000
3
10
O 100.000
50.000
0
250.000
200.000
E 150.000
3
10
O 100.000
50.000
0
-
1 —
250.000
200.000
E 150.000
3
10
O 100.000
50.000
0
f
r
250.000
200.000
E 150.000
3
10
O 100.000
50.000
0
- - fH
l H
(I r-
1 I
250.000
200.000
E 150.000
3
10
O 100.000
50.000
0 1 3 * 5 I 6 - 1 8 - 9 -
• Ano 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997
• Natural 128.670 107.673 92.615 93.876 85.159 83.179 77.744 72.474 67,228
• Reflorestado 70.661 69.901 77.207 86.217 100,023 106.569 115.358 125,738 137.201
• Total 199.331 177.574 169.822 180.093 185.182 189.748 193.102 198.212 204.425
F i g u r a 9 - Evolução do consumo de madeiras nativas e reflorestadas no Brasil
Fonte: Ambiente Brasil (2005)
3.1.3 Propriedades físicas e mecânicas da madeira
3.1.3.1 Propriedades físicas
A s p r i n c i p a i s c a r a c t e r í s t i c a s f í s i c a s d a m a d e i r a , i m p o r t a n t e s p a r a o
d i m e n s i o n a m e n t o d o c o n t r o l e d e q u a l i d a d e d a s f ô r m a s e p a r a u t i l i z a ç ã o e m c o n s t r u ç ã o
e m geral, são:
- D e n s i d a d e
- U m i d a d e
- R e t r a t i b i l i d a d e
56.
T r at a - s e d e m a t e r i a l o r t o t r ó p i c o , o u s e j a , q u e t e m c o m p o r t a m e n t o d i f e r e n t e e m
r e l a ç ã o à d i r e ç ã o d a s f i b r a s e a p r e s e n t a o s t r ê s e i x o s p e r p e n d i c u l a r e s e n t r e s i ,
c o n s i d e r a n d o a p o s i ç ã o d a s c a m a d a s d e c r e s c i m e n t o d e n t r o d a p e ç a : o l o n g i t u d i n a l , o
r a d i a l e o t a n g e n c i a l , c o m o m o s t r a m a s f i g u r a s 10 e 11.
Tangencial
Longitudinal
F i g u r a 10 - Eixos principais de uma peça de madeira em relação á direção das fibras
Fonte: C A I U J Ú N O R (2001)
A n é i s de c r e s c i m e n t o
R a i o s
F i g u r a 11 - Planos principais de corte com relação às camadas de crescimento
Fonte: Arqiivo do autor
57.
3.1.3.2 Densidade damadeira
S e g u n d o H e l l m e i s t e r (1982 apud D I A S ; L A H R , 2004), a d e n s i d a d e é a propriedade
física m a i s s i g n i f i c a t i v a para as m a d e i r a s utilizadas na c o n s t r u ç ã o civil. Seu c o n c e i t o
físico m a i s s i m p l e s é a q u a n t i d a d e de m a s s a c o n t i d a e m d e t e r m i n a d o v o l u m e a u m
d e t e r m i n a d o teor de umidade.
S h i m o y a m a e B a r r i c h e l o (1991) a p r e s e n t a m a d e n s i d a d e c o m o u m d o s m a i s
i m p o r t a n t e s p a r â m e t r o s para a v a l i a ç ã o d a s c a r a c t e r í s t i c a s m e c â n i c a s da madeira.
L o n g s d o n (2002) afirma que a densidade da m a d e i r a pode ser c o n s i d e r a d a c o m
qualquer porcentual de umidade, porém a N B R 7190/97 sugere a padronização e m 12%.
S e n d o a densidade aparente a 12% de umidade, esse equilíbrio é atingido nas c o m b i n a ç õ e s
de 20°C de t e m p e r a t u r a e 65% de u m i d a d e relativa do ar.
H e l l m e i s t e r (1983) c o n c l u i u que existe u m a relação linear entre a densidade e a
r e s i s t ê n c i a à c o m p r e s s ã o paralela às fibras, para a e s p é c i e P i n h o do Paraná.
A d e n s i d a d e básica é definida c o m o a relação entre a m a s s a c o m p l e t a m e n t e s e c a
a 0% de u m i d a d e e o v o l u m e s a t u r a d o c o m água.
S e g u n d o D i a s e Lahr (2004), a relação entre a d e n s i d a d e e os d e m a i s p a r â m e t r o s
físicos i n d i c a m u m a j u s t e a d e q u a d o ao m o d e l o de potência, portanto, não linear, c o m as
p r o p r i e d a d e s físicas d a s madeiras.
3.1.3.3 Umidade da madeira
O teor de u m i d a d e a s s u m e papel de importância para a correta utilização industrial
das madeiras, s e n ã o o mais importante, pois o processo de s e c a g e m influi d e c i s i v a m e n t e
nas d i m e n s õ e s finais a s e r e m utilizadas.
A água na m a d e i r a é c o m p o s t a b a s i c a m e n t e e m livre e á g u a de impregnação,
c o n f o r m e d e m o n s t r a d o na f i g u r a 12.
— U m i d a d e da árvore
Ponto de saturação
das fibras
Umidade de equilíbrio
Umidade zero
Figura 12 - Agua livre e água de impregnação na madeira
Fonte: C A I U JÚNIOR <2001)
58.
O teor deu m i d a d e c o r r e s p o n d e n t e ao m í n i m o de água livre e ao m á x i m o de á g u a
de i m p r e g n a ç ã o é d e n o m i n a d o p o n t o de s a t u r a ç ã o d a s f i b r a s . P a r a a s m a d e i r a s
brasileiras, s i t u a - s e e m t o r n o de 25%, s e n d o que até e s s e p e r c e n t u a l p o u c o dano o c o r r e
no material. A partir d e s s e ponto, a p e r d a de u m i d a d e é a c o m p a n h a d a de retração, c o m
as r e s p e c t i v a s r e d u ç õ e s de d i m e n s õ e s e a u m e n t o de resistência.
Em t e r m o s de c á l c u l o e s t r u t u r a l , a N B R 7190/97 e s p e c i f i c a a u m i d a d e de 12% c o m o
r e f e r ê n c i a para e n s a i o s e valores de resistência.
A N B R 7190/97 r e c o m e n d a a c o r r e ç ã o do Fu de r e s i s t ê n c i a e do Eu do m ó d u l o de
e l a s t i c i d a d e para os valores de u m i d a d e de 12%, c o n f o r m e segue:
c c / i 3 (11 - 12)> , .
F i 2 = F
u * < 1 + > (equaçao 1)
F12 = resistência corrigida para umidade 12%
F.... = resistência para umidade U %
U. = teor de umidade
E12 = E (1 + 3 ( l V 1 2 ) ) (equação 2)
100
E12 = Módulo de Elasticidade corrigido para umidade 12%
EUS( = Módulo de Elasticidade para umidade U %
3.1.3.4 A relratibilidade
S e g u n d o Rezende, S a g l i e t t i e G u e r r i n i (1995), a m a d e i r a t e m c o m p o r t a m e n t o
a n i s o t r ó p i c o c o m v a r i a ç õ e s de r e t r a ç ã o nas três d i r e ç õ e s . A f i g u r a 13, m o s t r a u m a
m a d e i r a de Pinus caribaea var hondurensis c o m o i t o a n o s de idade:
12.00
Pinus caribea var hondurensis
12.00
é 10.00
ro
0 8.00-
a>
"8 6.00
-o
4.00
2
® 2.00
01
0.00
é 10.00
ro
0 8.00-
a>
"8 6.00
-o
4.00
2
® 2.00
01
0.00
é 10.00
ro
0 8.00-
a>
"8 6.00
-o
4.00
2
® 2.00
01
0.00
é 10.00
ro
0 8.00-
a>
"8 6.00
-o
4.00
2
® 2.00
01
0.00
é 10.00
ro
0 8.00-
a>
"8 6.00
-o
4.00
2
® 2.00
01
0.00
é 10.00
ro
0 8.00-
a>
"8 6.00
-o
4.00
2
® 2.00
01
0.00
é 10.00
ro
0 8.00-
a>
"8 6.00
-o
4.00
2
® 2.00
01
0.00
Logitudinal Radial Tangencial Volumétrica
F i g u r a 13 - Retratibilidade da madeira de Pinus caribaea var hondurensis
Fonte: Elaborada peto autor
59.
3.1.4 Painéis derivadosde madeira
3.1.4.1 Compensados
O s c o m p e n s a d o s d e m a d e i r a p o s s u e m e s t e n o m e p o r a p r e s e n t a r e m , e m f u n ç ã o
d a d i s t r i b u i ç ã o d a s l â m i n a s q u e o s c o m p õ e m , u m a c o m p e n s a ç ã o n a d i s t r i b u i ç ã o d e
t e n s õ e s , q u a n d o s o l i c i t a d o .
N o r m a l m e n t e a s l â m i n a s s ã o a s s e n t a d a s u m a s s o b r e a s o u t r a s e m d i r e ç õ e s
p e r p e n d i c u l a r e s e n t r e si e p o s s u e m q u a s e s e m p r e n ú m e r o í m p a r d e l â m i n a s , q u e s ã o
c o l a d a s e n t r e si c o m a d e s i v o s p r ó p r i o s , c o n f o r m e a n a l i s a d o n e s t e t r a b a l h o .
O p o s i c i o n a m e n t o c r u z a d o d a s l â m i n a s p r o p o r c i o n a a o p a i n e l d e c o m p e n s a d o
u m a e x c e l e n t e r e s i s t ê n c i a m e c â n i c a , t o r n a n d o - o à p r o v a d e m o v i m e n t a ç õ e s d e c o n t r a ç ã o
e e x p a n s ã o .
3.1.4.2 Processo de fabricação
O p r o c e s s o d e f a b r i c a ç ã o t e m i n í c i o na p r e p a r a ç ã o d a t o r a d a q u a l v ã o s e r r e t i r a d a s
a s l â m i n a s , i n i c i a n d o c o m a r e m o ç ã o d a c a s c a , a f i m d e n ã o s e d a n i f i c a r a f a c a d o t o r n o
d e l a m i n a ç ã o .
I n i c i a l m e n t e , a s t o r a s s ã o c o n d i c i o n a d a s e m v a p o r o u e m á g u a q u e n t e p a r a t o r n á -
l a s m a i s m o l e s . O t e m p o n e c e s s á r i o p a r a o a m o l e c i m e n t o v a r i a d e a c o r d o c o m a e s p é c i e
d o m a t e r i a l .
A f o r m a m a i s t r a d i c i o n a l d e o b t e r l â m i n a s é p o r m e i o d o t o r n o r o t a t i v o , c o n f o r m e
m o s t r a a f i g u r a 14, a s e g u i r .
Lâmina - lado frouxo
F i g u r a 14 - Torno rotativo para extração de lâminas
Fonte: WATAI (1988)
60.
A s lâ m i n a s p o s s u e m n e c e s s a r i a m e n t e u m a f a c e f i r m e e o u t r a m a i s fraca, s e n d o
que a parte sujeita à pressão c o n t r a a f a c a é a firme. A s n o r m a s i n t e r n a c i o n a i s i n d i c a m
que a f a c e f i r m e é a que deve ficar sujeita ao lixamento.
U m a s e l e ç ã o do c e r n e e do a l b u r n o é realizada no setor de l â m i n a s verdes, pois a
c a m a d a externa (alburno) c o n t é m m a i s u m i d a d e e requer maior t e m p o de s e c a g e m , o
que deverá ser observado.
O p r ó x i m o p a s s o é a s e c a g e m , o n d e o t e o r de u m i d a d e s e r á p r e v i a m e n t e
d e t e r m i n a d o . M o d e r n a m e n t e , a s e c a g e m é f e i t a por m e i o de rolos, o n d e as lâminas são
t r a n s p o r t a d a s até a s e c a g e m final.
A p r e s e n ç a do ar ú m i d o no interior da c â m a r a de s e c a g e m é essencial para se
promover no interior u m a s e c a g e m uniforme, m a n t e n d o os poros da m a d e i r a abertos. O
baixo teor de u m i d a d e na c â m a r a de s e c a g e m pode, m u i t a s vezes, provocar o e f e i t o de
e n c r u a m e n t o ou e n d u r e c i m e n t o da superfície da lâmina e c o n s e q ü e n t e m e n t e p o d e r i a
c a u s a r s é r i o s p r o b l e m a s na o p e r a ç ã o de c o l a g e m . A s l â m i n a s s e c a s r e t i r a d a s da
s e c a d o r a d e v e m ser s e l e c i o n a d a s e e m p i l h a d a s s e p a r a d a m e n t e .
A m o n t a g e m de c o m p e n s a d o s de g r a n d e s d i m e n s õ e s é f e i t a por m e i o da j u n ç ã o
de tiras m a i s estreitas, que são c o l a d a s ou c o s t u r a d a s c o m m á q u i n a s e s p e c i f i c a s para
tal fim. N e s s a f a s e t a m b é m são e l i m i n a d o s d e f e i t o s c o m o n ó s e f u r o s de bicho, que são
s u b s t i t u í d o s por l â m i n a s sadias.
A a p l i c a ç ã o d o s a d e s i v o s pode ser f e i t a de várias maneiras. A s m a i s c o m u n s s ã o
por rolos ou por b o r r i f a m e n t o , c o n f o r m e d e s c r i t o a seguir.
3.1.4.3 Rolos
A m á q u i n a é c o m p o s t a de dois rolos de a ç o revestidos c o m b o r r a c h a ranhurada.
O s a j u s t e s dos rolos são f e i t o s de f o r m a b a s t a n t e criteriosa, e são i m p o r t a n t e s para
u m a d i s t r i b u i ç ã o u n i f o r m e do adesivo.
Existe ainda a p o s s i b i l i d a d e de a p l i c a ç ã o por b o r r i f a m e n t o ou " s p r a y " , o n d e a
linha de p r o d u ç ã o é b e m a u t o m a t i z a d a . O p o s i c i o n a m e n t o do bico do revólver, a pressão
e a v e l o c i d a d e de d e s l o c a m e n t o da l â m i n a são f u n d a m e n t a i s para a a p l i c a ç ã o a d e q u a d a
do adesivo.
O adesivo pode t a m b é m ser a p l i c a d o pelo m é t o d o c o n h e c i d o c o m o " c o r t i n a " , ou
seja, abaixo de u m r e s e r v a t ó r i o são c o l o c a d a s d u a s l â m i n a s de a ç o f o r m a n d o u m a
a b e r t u r a entre elas, pela qual flui o adesivo, f o r m a n d o u m a espécie de cortina.
Em qualquer das m e t o d o l o g i a s utilizadas o fator t e m p o parece ser o principal,
pois o t e m p o de cura d o s a d e s i v o s deve ser r i g o r o s a m e n t e o b s e r v a d o . A n t e s de ser
levado para a prensa quente, e para f a c i l i t a r o seu t r a n s p o r t e , o c o m p e n s a d o passa por
u m a p r é - p r e n s a g e m a frio, que p e r m i t e u m a f o r m a ç ã o c o n s o l i d a d a das lâminas.
61.
A t em p e r a t u r a de p r e n s a g e m para os c o m p e n s a d o s t r a d i c i o n a i s varia de 100 até
160°C, e m f u n ç ã o do adesivo que foi a p l i c a d o e da pressão de 12 a 15 kg/cm2 . O t e m p o de
p r e n s a g e m varia e m f u n ç ã o da e s p e s s u r a do c o m p e n s a d o .
A p ó s a p r e n s a g e m é f e i t o o e s q u a d r e j a m e n t o , o l i x a m e n t o , r e p a r o s , a
c l a s s i f i c a ç ã o , o a r m a z e n a m e n t o e a expedição.
3.1.4.4 Preparação para a colagem
No p r o c e s s o de f a b r i c a ç ã o dos c o m p e n s a d o s a p r e p a r a ç ã o para a c o l a g e m das
m a d e i r a s m e r e c e d e s t a q u e especial, pois na m a i o r i a d a s vezes os d e f e i t o s a p a r e c e m
p o r q u e o s u b s t r a t o ( m a d e i r a ) foi m a l p r e p a r a d o .
O t e o r de u m i d a d e , c o m o foi d e s c r i t o e m c a p í t u l o r e f e r e n t e a o s a d e s i v o s , é
primordial, pois o seu e x c e s s o p r o m o v e alta p e n e t r a ç ã o do adesivo, influencia a sua
viscosidade, d i m i n u i a superfície de c o n t a t o e prejudica a c o l a g e m final. E a escassez de
u m i d a d e d i f i c u l t a a p e n e t r a ç ã o do adesivo, d i m i n u i n d o a s u a a n c o r a g e m .
A s e c a g e m e o seu c o n d i c i o n a m e n t o são c o n s i d e r a d o s bons q u a n d o seu processo
não propicia o a p a r e c i m e n t o de t e n s õ e s ou e n c r u a m e n t o , evitando e m p e n a m e n t o s e
trincas.
No c a s o de lâminas, as t e n s õ e s internas não são c o n s i d e r a d a s u m p r o b l e m a para
a c o l a g e m , c o m o nas m a d e i r a s serradas. Porém, se a u m i d a d e for m u i t o alta, promoverá
o a p a r e c i m e n t o de bolhas ou bolsas de vapor d u r a n t e a p r e n s a g e m a quente, induzindo
a f a l h a s na c o l a g e m .
A preparação das superfícies é essencial e c o m e ç a c o m a escolha das f e r r a m e n t a s
na u s i n a g e m , que d e v e m ser b e m afiadas e livres de m a r c a s de facas, fibras soltas
d e p r e s s õ e s etc. A u s i n a g e m deve ser f e i t a p o u c o a n t e s da c o l a g e m , para manter as
superfícies livres de c o n t a m i n a ç ã o e das v a r i a ç õ e s de umidade.
B a s i c a m e n t e , a e s t r u t u r a da ligação c o l a d a pode ser r e s u m i d a no e s q u e m a da
f i g u r a 15, abaixo:
Figura 15 - Estrutura da ligação colada
Fonte: WATAI (1558}
62.
S e gu n d o W a t a i (1988), a e s t r u t u r a pode ser r e p r e s e n t a d a c o m o u m a corrente de
cinco elos, c o m o m o s t r a a figura 16, a seguir. Se u m dos elos estiver fraco, todo o processo
e s t a r á prejudicado.
Substrato A Interface Adesivo Interface Substrato B
F i g u r a 16 - Representação de uma estrutura de ligação colada
Fonte: WATAI (1988)
3.1.5 OSB (ORIENTED STRAND BOARD)
O s painéis O S B t i v e r a m o r i g e m nos E s t a d o s U n i d o s e e n t r a r a m no m e r c a d o
m u n d i a l a partir de 1978. A s iniciais s i g n i f i c a m O r i e n t e d S t r a n d Board. Esses painéis
s ã o c o n s i d e r a d o s a s e g u n d a g e r a ç ã o do W a f e r b o a r d , q u e e x i s t e d e s d e 1954 e se
c a r a c t e r i z o u por ter t i r a s m e n o r e s e d i s t r i b u í d a s em t o d a s as direções, d i f e r e n t e m e n t e
do O S B , o n d e as fibras são orientadas. O s países que m a i s u t i l i z a m esse material s ã o o
C a n a d á e os E s t a d o s Unidos, c o m g r a n d e d e s t a q u e para a c o n s t r u ç ã o civil, devido às
s u a s c a r a c t e r í s t i c a s físicas e mecânicas. S e g u n d o C i c h i n e l i (2005), n e s s e s países e s s a s
c h a p a s c o n c o r r e r a m f o r t e m e n t e c o m as c h a p a s de c o m p e n s a d o e m larga e s c a l a e
a t u a l m e n t e t o d o s os c ó d i g o s de e d i f i c a ç õ e s c a n a d e n s e s e a m e r i c a n o s as r e c o n h e c e m e
as e q u i p a r a m a o s c o m p e n s a d o s . N o B r a s i l , e s s e s p a i n é i s s ó c o m e ç a r a m a s e r
c o m e r c i a l i z a d o s a partir de 2002. U m painel de O S B é c o m p o s t o por três a cinco c a m a d a s
c r u z a d a s de t i r a s ou l a s c a s de m a d e i r a o r i e n t a d a s , e m geral de Pínus, s e g u i n d o o
princípio do c o m p e n s a d o , no qual as lâminas são d i s p o s t a s p e r p e n d i c u l a r m e n t e e as
t i r a s são s e m p r e f o r m a d a s na direção l o n g i t u d i n a l d a s fibras.
A evolução da utilização d e s s e tipo de c h a p a s deve-se a alguns f a t o r e s principais:
1) O m e l h o r a p r o v e i t a m e n t o das t o r a s de madeira, pois no c a s o do O S B s ã o
a p r o v e i t a d o s 96% da t o r a c o n t r a 56% do c o m p e n s a d o .
2) U t i l i z a ç ã o de t o r a s m a i s finas, ou seja, c o m m e n o r e s idades, de s e i s a n o s para
o O S B c o n t r a 14 anos para os c o m p e n s a d o s .
3) M a i o r p r o d u t i v i d a d e i n d u s t r i a l c o m p r o c e s s o de f a b r i c a ç ã o t o t a l m e n t e
a u t o m a t i z a d o e de g r a n d e escala. No Brasil, e m três turnos, c o m 24 p e s s o a s , c o n s e g u e -
se produzir 350.000 m3 /ano. Por o u t r o lado, u m a fábrica de c o m p e n s a d o s necessita de
200 pessoas para fabricar 80.000 m3 /ano, ou seja, para a m e s m a p r o d u ç ã o seria necessária
a c o n t r a t a ç ã o de 875 pessoas.
63.
A s propriedadesm e c â n i c a s a s s e m e l h a m - s e às do c o m p e n s a d o , c o n f o r m e se pode
d e m o n s t r a r e m e n s a i o s f e i t o s e m l a b o r a t ó r i o n e s t e trabalho, c o n f i r m a n d o a sua total
v i a b i l i d a d e para utilização e m f ô r m a s para concreto.
O s principais u s o s do O S B são:
Forro e m e s t r u t u r a s de c o b e r t u r a s de telhado, paletes, paredes, pisos, mobiliário,
f ô r m a s para c o n c r e t o ( f i g u r a 17), t a p u m e s , a l m a s para viga I, e t o d o s os s u b p r o d u t o s
d e s s a s utilizações.
Figura 17 - Painéis de OSB utilizados em fôrmas
Fonte: Portal OSB (2005)
A t e n d ê n c i a de s u b s t i t u i ç ã o d o s c o m p e n s a d o s p e l a s p l a c a s O S B pode ser
d e m o n s t r a d a pela c a p a c i d a d e de p r o d u ç ã o i n s t a l a d a m u n d i a l m e n t e , c o n f o r m e m o s t r a a
f i g u r a 18, a seguir.
30
25
20
15
10
5
0
Figura 18 - Capacidade de produção instalada (milhões de m1
) no Canadá e USA
Fonte: Portal OSB (2005)
Capacidade de produção instalada (milhões m3
)
—
90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06
Anos
64.
3.1.5.1 Processo defabricação
d e s c a s c a d o r
d e s c a r r e g a m e n t o T a n q u e e e s c a d a
misturador
umidecedor formador
de tiras
s e c a d o r
formador
de camadas transporte
cortador
Processo de Fabricação do OSB (genérico)
Figura 19 - Processo de fabricação do OSB (genérico)
Fonte: Portal OSB (2005)
3.1.6 Adesivos
O p r i n c í p i o da a d e s ã o p o d e ser r e s u m i d o da s e g u i n t e f o r m a : d o i s c o r p o s
e l e t r i c a m e n t e n e u t r o s p o d e m s e m p r e aderir entre si, d e s d e que a d i s t â n c i a entre eles
s e j a m e n o r do q u e u m m i l i o n é s i m o de m i l í m e t r o . Na prática, p o r é m , e m f u n ç ã o da
rugosidade, isso é q u a s e s e m p r e impossível.
Essa a f i r m a ç ã o p o d e ser verificada por u m e x p e r i m e n t o s i m p l e s : t o m a m - s e , por
exemplo, duas placas m e t á l i c a s ou de vidro e u m p e d a ç o de u m a película de polietileno.
Inicialmente, veritica-se que m e s m o o m e l h o r adesivo existente no m e r c a d o não p e r m i t e
colar o polietileno ao m e t a l ou ao vidro. Mas, ao se c o l o c a r o f i l m e plástico e n t r e as
c h a p a s de v i d r o ou de m e t a l e se fixar o s i s t e m a c o m g r a m p o s , s u b m e t e n d o - o ao
a q u e c i m e n t o até o a m o l e c i m e n t o do plástico, verifica-se que a p ó s o r e s f r i a m e n t o ocorre
u m a adesão r e s i s t e n t e a e s f o r ç o s m e c â n i c o s .
65.
Q u as e t o d o s os a d e s i v o s hoje e m p r e g a d o s são s u b s t â n c i a s m a c r o m o l e c u l a r e s ,
isto é, f o r m a d a s por m o l é c u l a s g i g a n t e s e d o t a d a s de p r o p r i e d a d e s ácidas, básicas ou
anfóteras, c o n f o r m e sua c o m p o s i ç ã o química. U m adesivo ácido liga-se m a i s f o r t e m e n t e
a u m a superfície básica, podendo, portanto, ser utilizado para a o b t e n ç ã o de u m a ligação
de alta resistência.
D e v e - s e t a m b é m levar e m c o n s i d e r a ç ã o as p r o p r i e d a d e s m e c â n i c a s do próprio
adesivo, que u m a vez c u r a d o ou p o l i m e r i z a d o deve ter suas p r o p r i e d a d e s m e c â n i c a s
s i m i l a r e s às d o s s u b s t r a t o s . Existem c a s o s e m que s ó l i d o s flexíveis são c o l a d o s c o m
u m a d e s i v o q u e f i c a d u r o e q u e b r a d i ç o q u a n d o s o l i d i f i c a d o . Q u a n d o e s s a j u n t a é
s u b m e t i d a a e s f o r ç o s de f lexão, a rigidez do a d e s i v o poderá t o r n á - l o incapaz de absorver
as t e n s õ e s a que ele estará s u j e i t o e, c o n s e q ü e n t e m e n t e , ele se r o m p e r á .
3.1.6.1 Classificação dos adesivos
O s a d e s i v o s p o d e m ser c l a s s i f i c a d o s de três m o d o s principais:
1) o r i g e m dos c o m p o n e n t e s p r i m á r i o s ;
2) t e m p e r a t u r a de cura;
3) r e s i s t ê n c i a à umidade.
Classificação por origem
O s adesivos p o d e m ter o r i g e m animal, de amido, caseína e de a l b u m i n a de proteína
vegetal.
O g r u p o s i n t é t i c o inclui os a d e s i v o s de r e s i n a s c o m o uréia, resorcinol, fenol,
m e l a m i n a , polivinil.
Classificação por temperatura de cura
C o m relação à t e m p e r a t u r a de cura, os a d e s i v o s p o d e m ser c l a s s i f i c a d o s em:
1) alta t e m p e r a t u r a , a q u e l e s cuja t e m p e r a t u r a de c u r a é maior que 90°C;
2) média temperatura, aqueles cuja temperatura de cura situa-se entre 30°C e 90°C;
3) baixa t e m p e r a t u r a , a q u e l e s c u j a t e m p e r a t u r a de c u r a vai até 30°C.
66.
Esta c la s s i f i c a ç ã o é c o n s i d e r a d a a m a i s s i g n i f i c a t i v a do ponto de vista das reais
u t i l i z a ç õ e s no m e r c a d o de m a d e i r a s e se divide b a s i c a m e n t e e m três categorias: à prova
de água, r e s i s t e n t e à u m i d a d e e não r e s i s t e n t e à u m i d a d e .
3.1.6.2 Principais adesivos para fabricação de chapas de madeira para fôrmas de concreto
Adesivos uréia-formaldeído
E s s e s a d e s i v o s p o d e m ser c u r a d o s à t e m p e r a t u r a a m b i e n t e de 20°C, s ã o
e n c o n t r a d o s e m f o r m a de pó ou líquido e p o d e m ser u s a d o s c o m ou s e m i n c o r p o r a ç ã o
de e x t e n s o r e s ( s u b s t â n c i a s a d i c i o n a d a s ao a d e s i v o para f a c i l i t a r o e s p a l h a m e n t o ) ,
c a t a l i s a d o r e s ou c a r g a s i n e r t e s . Eles t a m b é m p o d e m ser c u r a d o s e m p r e n s a s a
t e m p e r a t u r a s m a i s altas, de 100°C até 130°C, ou ainda c o m f o r m u l a ç õ e s especiais, por
m e i o de alta f r e q ü ê n c i a ou o u t r a s f o r m u l a ç õ e s específicas.
O s a d e s i v o s à b a s e de uréia, q u a n d o i s e n t o s de e x t e n s o r e s , p o s s u e m b o a
resistência à água e a u m i d a d e s r e l a t i v a m e n t e altas, p o r é m são sensíveis a t e m p e r a t u r a s
a c i m a de 65°C. Portanto, não são r e c o m e n d a d o s para u t i l i z a ç ã o e m exteriores, c o m o é
o c a s o das f ô r m a s de concreto.
Adesivos fenol-formaldeído
O s a d e s i v o s à base de resina f e n o l - f o r m a l d e í d o são f o r n e c i d o s e m f o r m a de pó,
para s e r e m m i s t u r a d o s c o m á g u a ou o u t r o s s o l v e n t e s , e t a m b é m estão disponíveis e m
f o r m a de película, para facilitar as o p e r a ç õ e s de m i s t u r a e e s p a l h a m e n t o .
N a f o r m a líquida, s ã o n o r m a l m e n t e a v e r m e l h a d o s e e s c u r o s e para a c u r a
n e c e s s i t a m de t e m p e r a t u r a elevada, igual ou superior a 140°C, m a s t a m b é m e x i s t e m
f o r m u l a ç õ e s e s p e c i a i s para a p l i c a ç õ e s específicas, capazes de criar c o n d i ç õ e s de c u r a
a u m a t e m p e r a t u r a ao redor de 23°C.
O s adesivos f e n o l - f o r m a l d e í d o são os m a i s u s a d o s na c o l a g e m de c o m p e n s a d o s
u t i l i z a d o s em f ô r m a s de c o n c r e t o para a c o n s t r u ç ã o civil. S e u t e m p o de e s t o c a g e m é de
6 a 12 meses, e alguns t i p o s s a o a l t a m e n t e Indicados para c l i m a s tropicais.
O principal e m p r e g o de adesivos à base de resinas f e n ó l i c a s refere-se à p r o d u ç ã o
de c o m p e n s a d o s à prova d'água, i n c l u i n d o quilha ou c a s c o de navios e outros p r o d u t o s
para f i n s náuticos. Esses a d e s i v o s são t a m b é m u s a d o s c o m f a r i n h a de casca de nozes
ou o u t r o m a t e r i a l inerte c o m o e n c h i m e n t o , m a s para j u n t a s c o l a d a s de alta d u r a b i l i d a d e
esse tipo de m a t e r i a l ( e n c h i m e n t o ) deve ser retirado da f o r m u l a ç ã o .
R e c e n t e m e n t e , q u a n t i d a d e s c o n s i d e r á v e i s de c o m p e n s a d o s de coníferas de uso
i n t e r i o r e s t ã o s e n d o f a b r i c a d a s c o m r e s i n a s f e n ó l i c a s c o m a d i ç ã o de q u a n t i d a d e s
67.
e x ce p c i o n a i s de extensores e m a t e r i a i s de e n c h i m e n t o , c o m o : f a r i n h a de c a s c a de nozes,
pó de serra de madeira, pó de s a n g u e a n i m a l solúvel, etc. Esses a d e s i v o s f e n ó l i c o s t ê m
s u b s t i t u í d o c o l a s c o n v e n c i o n a i s à b a s e de a m i d o , por várias d é c a d a s u s a d a s para
c o m p e n s a d o s interiores.
A s f o r m u l a ç õ e s de adesivos f e n ó l i c o s p o d e m ser diversificadas, d e n t r o de certos
l i m i t e s , para c a d a p r o c e s s o de c o l a g e m e t i p o de p r o d u t o a ser o b t i d o . O ciclo de
p r e n s a g e m a q u e n t e pode ser c o n t r o l a d o , no m í n i m o e m parte, pela própria q u a n t i d a d e
e t i p o de c a t a l i s a d o r e pelo p r o c e s s o e m p r e g a d o na o b t e n ç ã o da resina.
3.1.6.3 Preparação da superfície - efeito da umidade da madeira sobre a adesão
A u m i d a d e da m a d e i r a é a responsável pela maior ou m e n o r fluidez do adesivo e
a s u a d i s t r i b u i ç ã o u n i f o r m e sobre a superfície.
O fluxo, a t r a n s f e r ê n c i a e a p e n e t r a ç ã o do adesivo dependem, portanto, da umidade
da m a d e i r a , a l é m da q u a n t i d a d e de cola, t e m p o de m o n t a g e m , e s p é c i e de madeira,
t e m p e r a t u r a e pressão.
Q u a n d o há p o u c a u m i d a d e , o fluxo pode não ser s u f i c i e n t e para a t r a n s f e r ê n c i a
do a d e s i v o e a p e n e t r a ç ã o d e l e será insuficiente. O e x c e s s o de umidade, por sua vez,
a c a r r e t a o a b a i x a m e n t o da v i s c o s i d a d e da cola, o c a s i o n a n d o e x c e s s i v a p e n e t r a ç ã o do
adesivo nos poros. N e s s e caso, a q u a n t i d a d e do adesivo será i n s u f i c i e n t e para f o r m a r
u m f i l m e i n i n t e r r u p t o e a ligação ficará fraca.
Para se d e t e r m i n a r a u m i d a d e c o r r e t a da madeira, deve-se c o n h e c e r a q u a n t i d a d e
do s o l v e n t e (água) d i s s o l v i d a na cola e a q u a n t i d a d e de cola a ser aplicada.
Para o b t e r - s e u m a c o l a g e m e f i c i e n t e , é f u n d a m e n t a l q u e o a d e s i v o t e n h a a
p r o p r i e d a d e de f l u i r u n i f o r m e m e n t e s o b r e a superfície, de m o d o a a s s e g u r a r a sua
t r a n s f e r ê n c i a d e u m a s u p e r f í c i e à o u t r a , a s u a p e n e t r a ç ã o na m a d e i r a e o s e u
e n d u r e c i m e n t o .
E s s e s p r o c e s s o s de fluxo, t r a n s f e r ê n c i a e p e n e t r a ç ã o do a d e s i v o d e p e n d e m
e s s e n c i a l m e n t e da u m i d a d e da m a d e i r a , a l é m de o u t r o s f a t o r e s c o m o v i s c o s i d a d e ,
q u a n t i d a d e de cola, t e m p o de m o n t a g e m , e s p é c i e de madeira, t e m p e r a t u r a e pressão.
3.1.6.4 Requisitos de umidade recomendados para vários tipos de adesivos
A s f o r m u l a ç õ e s que se s e g u e m são i n d i c a d a s pelos f a b r i c a n t e s de adesivos.
Porém, dada a g r a n d e variação de p r o d u t o s e m a r c a s disponíveis no m e r c a d o , sugere-se
que o f a b r i c a n t e seja c o n s u l t a d o a n t e s de sua aplicação.
68.
D e pe n d e n d o do c a t a l i s a d o r ou do e n d u r e c e d o r usado, e s s e s a d e s i v o s p o d e m ser
de cura à t e m p e r a t u r a a m b i e n t e ou de cura a alta t e m p e r a t u r a . A s resinas de uréia de
c u r a a a l t a t e m p e r a t u r a s ã o u s a d a s q u a s e q u e e x c l u s i v a m e n t e na m a n u f a t u r a de
c o m p e n s a d o s de uso interior. R e c o m e n d a - s e que o teor da u m i d a d e das lâminas e s t e j a
e n t r e 6 % e 8%. Para c o m p e n s a d o s c o m a l m a de m a d e i r a sólida, é s a t i s f a t ó r i a u m a
u m i d a d e de 5% a 7%.
Adesivos de resorcinol e resorcinol-fenol-formaldeído
Por c a u s a de s u a e x c e l e n t e durabilidade, e s s e s a d e s i v o s são u s a d o s c o m o c o l a s
de a s s e n t a m e n t o nas i n d ú s t r i a s navais e de l a m i n a d o s de madeira. Eles são de cura à
t e m p e r a t u r a a m b i e n t e , m a s e m a l g u n s c a s o s u t i l i z a m - s e t e m p e r a t u r a s até 90°C. O s
requisitos de u m i d a d e da m a d e i r a não são críticos, m a s devem ser c o n t r o l a d o s de acordo
c o m as c o n d i ç õ e s de uso às q u a i s o p r o d u t o será exposto. A u m i d a d e da m a d e i r a deve
estar e n t r e 6% e 12%. Q u a n d o c o m p o n e n t e s e s p e s s o s estão s e n d o colados, é i m p o r t a n t e
evitar v a r i a ç õ e s de u m i d a d e entre os vários c o m p o n e n t e s .
Adesivos fenol-formaldeído
Existem dois t i p o s principais: cura à t e m p e r a t u r a a m b i e n t e e c u r a a quente. O s
primeiros, c a t a l i s a d o s por ácidos, são u s a d o s p r i n c i p a l m e n t e em a s s e n t a m e n t o s . A s s i m
c o m o para os a d e s i v o s resorcinol e r e s o r c i n o l - f e n o l - f o r m a l d e í d o , o teor de u m i d a d e não
parece ser u m f a t o r crítico. S u g e r e - s e que o m e s m o seja m a n t i d o entre 6 % e 12%
O s a d e s i v o s f e n ó l i c o s d e c u r a a a l t a t e m p e r a t u r a s ã o u s a d o s c u a s e q u e
e x c l u s i v a m e n t e na m a n u f a t u r a de c o m p e n s a d o s de uso exterior. Q u a n d o se usa o t i p o
c o n v e n c i o n a l de resina f e n ó l i c a ( e m pó ou líquido), a u m i d a d e d a s lâminas de m a d e i r a
de alta d e n s i d a d e deve se situar entre 4% e 7%, e n q u a n t o as de baixa d e n s i d a d e deve
ficar entre 3% e 5%. Q u a n d o a resina f e n ó l i c a é usada na f o r m a de película (Tego filme),
a u m i d a d e d a s l â m i n a s que f o r m a m a f a c e e o f u n d o deve estar c o m p r e e n d i d a e n t r e 5% e
6%, c o m os interiores ( " c r o s s b a n d s " ) entre 8 % e 12% nos painéis c o m lâminas de f a c e
d e s e n h a d a s . N o s painéis c o n v e n c i o n a i s , o intervalo da u m i d a d e para t o d a s as l â m i n a s
está na faixa de 5% a 10%.
3.1.6.5 Para colagem
Testes comparativos de laboratório d e m o n s t r a m que a superfície de madeira para
c o l a g e m deve ser lisa, bem plainada, isenta de irregularidades, preparada c o m ferramentas
adequadas e devidamente afiadas, a f i m de se obter juntas resistentes. A superfície para
colagem não deve ser intencionalmente áspera, nem preparada c o m ferramentas denteadas
ou lixas grossas, c o m base na falsa crença de que superfícies rugosas são melhores. Estudos
69.
P r ef e r e n c i a l m e n t e , o preparo deve ser feito p o u c o a n t e s da o p e r a ç ã o de colagem,
para que as superfícies se m a n t e n h a m l i m p a s e s e m as d i s t o r ç õ e s o c a s i o n a d a s pela
v a r i a ç ã o de umidade.
Para se o b t e r j u n t a s r e s i s t e n t e s , as p e ç a s de m a d e i r a d e v e m ter e s p e s s u r a
uniforme, para p r o m o v e r d i s t r i b u i ç ã o regular da pressão d u r a n t e a c o l a g e m .
3.1.7 Conectores
3.1.7.1 Ligações com pregos
A s ligações c o m p r e g o s são, s e m m a r g e m de dúvida, as m a i s usuais no caso de
f ô r m a s para concreto, s e n d o rara a n e c e s s i d a d e do uso de o u t r o s t i p o s de conectores.
O s pregos são f a b r i c a d o s c o m a r a m e de a ç o - d o c e , c o m t a m a n h o s variados. A s
bitolas c o m e r c i a i s antigas, porém, a i n d a s ã o m u i t o u s a d a s no Brasil e i d e n t i f i c a m os
pregos por dois n ú m e r o s . O p r i m e i r o r e p r e s e n t a o d i â m e t r o e m fieira francesa, ou seja,
o d i â m e t r o do a r a m e que o r i g i n o u o prego, e o s e g u n d o m e d e o c o m p r i m e n t o dele e m
linhas p o r t u g u e s a s .
PFEIL, W. e PFEIL, M. (2003) a p r e s e n t a m u m a t a b e l a c o m as bitolas m é t r i c a s e m
q u e o p r i m e i r o n ú m e r o r e p r e s e n t a o c o m p r i m e n t o e m m i l í m e t r o s , e o s e g u n d o , e m
d é c i m o s de milímetro, r e p r e s e n t a o d i â m e t r o (veja t a b e l a 3).
Tabela 3 - Dimensões de pregos, bitolas comerciais
Diâmetro
(em décimos de milímetro)
Comprimento
(mm)
Fieira francesa x comprimento de
corte do arame (linhas portuguesas)
44 100 (20x48)
44 94 (20x45)
49 84 (21x42)
44 84 (20x42)
44 80 (20x39)
39 80 (19x39)
44 72 (20x36)
39 72 (19x36)
34 72 (18x36)
34 68 (18x33)
39 68 (19x33)
30 68 (17x33)
Fonte: PFEIL. W : PFEIL. M. (2003)
70.
» Para evitaro f e n d i l h a m e n t o , a N B R 7190/97 r e c o m e n d a que seja feita u m a
p r é - f u r a ç ã o e m e s t r u t u r a s definitivas, c o m peças c u j o d i â m e t r o o b e d e ç a
ao s e g u i n t e critério, e m f u n ç ã o do t i p o de madeira:
do = 0,85 def e m c o n í f e r a s - m a c i a s ( s o f t w o o d s )
do = 0,98 def e m d i c o t i l e d ô n e a s - d u r a s ( h a r d w o o d s )
» No caso de e s t r u t u r a s provisórias, c o m o é o c a s o das fôrmas, a n o r m a
a d m i t e a p r e g a ç ã o s e m p r é - f u r a ç ã o , d e s d e que s e j a m o b s e r v a d a s as
s e g u i n t e s c o n d i ç õ e s :
a) uso de m a d e i r a leve (p < 600 kg/m3 );
b) d i â m e t r o do prego d < 1/6 da e s p e s s u r a da peça mais fina a ser pregada;
c) pregos e s p a ç a d o s > 10 d.
C o m o regra geral, o d i â m e t r o do prego não deve exceder 1/5 da m e n o r e s p e s s u r a
atravessada.
3.1.7.2 Dimensionamento dos pregos
O critério do d i m e n s i o n a m e n t o no caso de f ô r m a s para c o n c r e t o deve seguir a
f ó r m u l a das t e n s õ e s admissíveis:
D = d i â m e t r o do prego;
Rd = 4,5 d3/2, para m a d e i r a s c o m p < 600 kg/m3 , ou
Rd = 7,5 d3/2, para madeiras c o m p > 600 kg/m3 , que dão valores mais conservadores
e adequados para as c o n d i ç õ e s usuais de obra, respeitados os e s p a ç a m e n t o s da n o r m a
N B R 7190/97
3.1.8 Revestimentos
O s r e v e s t i m e n t o s d a s c h a p a s de c o m p e n s a d o , c h a m a d o s no m e r c a d o de
" p l a s t i f i c a d a s " , são c o m p o s t o s do t e g o - f i l m e , que nada m a i s é do que u m a resina de
f e n o l - f o r m a l d e í d o m o d i f i c a d a c o m d e s m o l d a n t e e f o r m u l a d a c o m u m a q u a n t i d a d e maior
de sólidos, seja para i m p r e g n a ç ã o d i r e t a m e n t e sobre os c o m p e n s a d o s resinados, seja
para a i m p r e g n a ç ã o do papel t e g o - f i l m e para p r o d u ç ã o d o s plastificados.
Pelo seu poder impermeabilizante, as c h a p a s a p r e s e n t a m melhor rendimento para
o uso e m f ô r m a s de concreto, não só pela f a c i l i d a d e na d e s e n f o r m a , m a s t a m b é m pela
i m p e r m e a b i l i z a ç ã o da superfície.
71.
» A pa r ê n c i a - líquido v i s c o s o âmbar;
» V i s c o s i d a d e a 25°C - 400-700 c P ;
» S ó l i d o s de 60-64%.
A s r e c o m e n d a ç õ e s i n d i c a m que o a r m a z e n a m e n t o deve ser f e i t o e m c â m a r a
r e f r i g e r a d a a u m a t e m p e r a t u r a de 17°C ou e m local seco, c o b e r t o e v e n t i l a d o , a u m a
t e m p e r a t u r a de 25°C. N o p r i m e i r o c a s o a vida útil é de 60 d i a s e no s e g u n d o , d e 2 0 d i a s .
3.2 SISTEMAS DE FÔRMAS
A s f ô r m a s p o d e m ser i d e n t i f i c a d a s de a c o r d o c o m o m a t e r i a l do q u a l s ã o
c o m p o s t a s . U m s i s t e m a de f ô r m a s é o c o n j u n t o de m a t e r i a i s e e q u i p a m e n t o s que são
utilizados para c o n c e b ê - l a s e executá-las.
O s s i s t e m a s m a i s usuais, p r i n c i p a l m e n t e em edifícios, s ã o os de madeira, os de
m e t a l e os m i s t o s ( m a d e i r a x metálico).
O c r i t é r i o p a r a u t i l i z a ç ã o de u m o u de o u t r o d e p e n d e do t i p o de peça s e r
c o n c r e t a d a , do prazo para a sua execução, da s u a repetitividade, e até da d i s p o s i ç ã o
e c o n ô m i c a da e m p r e s a de i n v e s t i r e m e q u i p a m e n t o s e m c u r t o prazo, v i s a n d o ao
a p r o v e i t a m e n t o de longo prazo.
U m a p e r f e i t a s i n t o n i a e n t r e o p r o j e t i s t a da e s t r u t u r a de concreto, o arquiteto, o
c o n s t r u t o r e o p r o j e t i s t a de f ô r m a s t o r n a o p r o c e s s o e f i c i e n t e e c o m r e s u l t a d o s técnicos
e e c o n ô m i c o s consideráveis.
Existem, no e n t a n t o , d i v e r s o s m a t e r i a i s utilizados e m f ô r m a s que, e m b o r a não
p o s s a m ser c o n s i d e r a d o s u m s i s t e m a , t ê m s u a s a p l i c a ç õ e s e s p e c í f i c a s e p o d e m ser
a p r o v e i t a d o s de m o d o eficiente.
De m a n e i r a geral, não se pode dizer que um s i s t e m a ou m a t e r i a l é m e l h o r o i pior
do que outro, h a v e n d o a n e c e s s i d a d e da a n á l i s e d o s f a t o r e s c i t a d o s para a correta
i n d i c a ç ã o para a s u a aplicação, e m f u n ç ã o do c u s t o - b e n e f í c i o esperado.
3.2.1 Integralmente de madeira
A s f ô r m a s de m a d e i r a são as m a i s utilizadas e m edifícios na m a i o r i a dos Estados
do País e n o r m a l m e n t e são c o n s t i t u í d a s de painéis de m a d e i r a c o m p e n s a d a , tábuas e
p o n t a l e t e s de m a d e i r a serrada, ou u n i c a m e n t e c o m e s t e s dois últimos, c o n f o r m e m o s t r a
a f i g u r a 20.
Q u a n d o b e m p r o j e t a d a s e executadas, a p r e s e n t a m e x c e l e n t e r e s u l t a d o técnico e
e c o n ô m i c o a l é m de já e s t a r e m no c o t i d i a n o da m ã o - d e - o b r a existente.
72.
Figura 20 -Sistema de fôrmas integralmente em madeira
Fonte: Foto cto autor
O seu c o r r e t o d i m e n s i o n a m e n t o não deve se restringir ao estático, mas avançar
na e s c o l h a dos m a t e r i a i s e m f u n ç ã o do seu n ú m e r o de u t i l i z a ç õ e s (repetições). A l g u n s
e x e m p l o s de e s c o l h a são m o s t r a d o s ao longo do t r a b a l h o .
3.2.2 Misto (madeira x metálico)
O s c i m b r a m e n t o s poderão ser t a m b é m c o m t o r r e s e perfis m e t á l i c o s (figura 21),
c o n f o r m e detalhado nos critérios para a escolha do s i s t e m a a ser utilizado. Q u a s e s e m p r e
a e s c o l h a é feita a partir do prazo de sua utilização.
73.
3.2.3 Integralmente metálico
As f ô r m a s m e t á l i c a s p o d e m ser de aço, a l u m í n i o ou c o m e s t r u t u r a de a ç o e painéis
de m a d e i r a ( m i s t a s ) .
S ã o e m p r e g a d a s e m lajes, pilares, v i g a s e c o r t i n a s e m a i s u m a vez o c o m p o r e n t e
p r a z o é d e c i s i v o p a r a se a d o t a r o u n ã o a s o l u ç ã o , s e m p r e p a r t i n d o da p r e m i s s a de q u e
as e m p r e s a s c o n s t r u t o r a s n ã o a d q u i r e m o e q u i p a m e n t o , m a s o p t a m por locá-lo.
Para pilares, e s s e s i s t e m a t e m e x c e l e n t e f u n c i o n a m e n t o q u a n d o as lajes s ã o
p l a n a s , o u seja, n ã o p o s s u e m vigas, q u e c h e g a m à s u a s e ç ã o . C a s o c o n t r á r i o , s ã o
n e c e s s á r i a s a d a p t a ç õ e s c u s t o s a s e q u a s e s e m p r e c o m r e s u l t a d o s d e c e p c i o n a n t e s , c o m o
m o s t r a a f i g u r a 22.
P a r a vigas, vale o m e s m o r a c i o c í n i o d o s pilares. S ó q u e o t a m a n h o d e l a s p r e c i s a
ser m ú l t i p l o d o m ó d u l o m e t á l i c o , para evitar a d a p t a ç õ e s e m m a d e i r a , q u e t ê m as m e s m a s
c o n s e q ü ê n c i a s d o s pilares.
Paia lajes, existem e x c e l e n l e s lipus de painéis, cujas medidas devem ser
a d a p t a d a s a o s v ã o s do c o n c r e t o c o m p a i n é i s de m a d e i r a . N e s s e c a s o , o t r a b a l h o se
a p r e s e n t a m a i s fácil e c o m m e l h o r e s r e s u l t a d o s .
N o c a s o d e c o r t i n a s d e c o n c r e t o , q u a n d o e l a s t ê m s e u s l a d o s livres a n t e s de
s e r e m a t e r r a d o s , d i f i c i l m e n t e se e n c o n t r a u m a s o l u ç ã o m e l h o r , p o i s a e x e c u ç ã o é rápida
e p o d e s e r f e i t a c o m m ó d u l o s ( p a i n é i s ) q u e se s u c e d e m na d i r e ç ã o v e r t i c a l , c o m
e x c e l e n t e s r e s u l t a d o s .
74.
3.2.4 Cubetas (plásticas)de polipropileno
A s f ô r m a s plásticas, c u b e t a s de polipropileno, s ã o u s u a l m e n t e e m p r e g a d a s e m
lajes c o m g r a n d e s vãos e p o d e m ser c o m p r a d a s ou alugadas. A d e c i s ã o entre e s s a s
a l t e r n a t i v a s q u a s e s e m p r e é f u n ç ã o do p r a z o de e x e c u ç ã o da e s t r u t u r a , c o n f o r m e
ilustrado no d i a g r a m a da f i g u r a 23.
Figura 23 - Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para lajes com cubetas de polipropileno
Fonte: Elaborada pelo autor
U m a d a s p r i n c i p a i s v a n t a g e n s da s u a e s c o l h a c o m o p a r t i d o e s t r u t u r a l é a
e c o n o m i a de c o n c r e t o e m relação a u m a laje m a c i ç a para o m e s m o vão. A e c o n o m i a de
m a d e i r a para a e x e c u ç ã o do a s s o a l h o da laje pode ser t o t a l m e n t e suprimida, pois as
" c u b e t a s " p o d e m ser c o l o c a d a s d i r e t a m e n t e sobre o c i m b r a m e n t o m e t á l i c o que lhe dá
suporte, c o m o se pode verificar na figura 24. Entre engenheiros, esse não é ponto pacífico,
pois a l g u n s a l e g a m que os t r a b a l h a d o r e s n e s s a c o n d i ç ã o e s t a r i a m m a i s e x p o s t o s a
a c i d e n t e s de trabalho.
O resultado plástico do concreto é normalmente de excelente qualidade (figura 25) e a
sua escolha pode ser uma boa solução, como se pode notar nas observações comentadas.
Figura 24 - Fôrma de polipropileno
Fonte: ASTRA S'A INDÚSTRIA E COMÉRCIO (2005)
75.
3.2.5 Plásticas
A sf ô r m a s de plástico t ê m pouco uso aqui no Brasil, e m b o r a p o s s a m ser usadas
e m pilares, vigas e lajes. A t é o m o m e n t o , não se e s t u d o u n e m se d e m o n s t r o u a sua
v i a b i l i d a d e t é c n i c o - e c o n ô m i c a .
A sua melhor indicação, se for recomendável do ponto de vista financeiro, parece ser
e m lajes, particularmente em estruturas de blocos de concreto estrutural, nas quais os
m ó d u l o s são f o r m a d o s e d e s f o r m a d o s c o m maior facilidade. Podem ser t a m b é m usadas
c o m bastante eficiência em paredes, e m habitações populares c o m o mostra a figura 26.
76.
3.2.6 Papelão
A sf ô r m a s de papelão são n o r m a l m e n t e usadas e m pilares c o m seção circular, e
m e n o s f r e q ü e n t e m e n t e e m e n c h i m e n t o s de laje do tipo "caixão perdido", respectivamente
m o s t r a d a s nas figuras 27 e 28, a seguir.
A p e s a r da s u a e x c e l e n t e r e s i s t ê n c i a às p r e s s õ e s i n t e r n a s e do seu a s p e c t o
plástico i m p e c á v e l a p ó s a d e s e n f o r m a , a p r e s e n t a alto c u s t o se for preciso aproveitá-la
mais de u m a vez. N e s s e caso, é preciso fazer u m a a n á l i s e e c o n ô m i c a e c o m p a r á - l a a
u m a f ô r m a c a m b o t a d a tradicional.
Figura 27 - Fôrmas de papelão para pilares
Fonte: Dimitu Wultiformas Concrelubo (20351
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Figura 28 - Fôrmas de papelão tipo caixão peroido
Fonte: Dimibu Muüitwmas Cor>:retubo (2005)
77.
Fôrma circular
1 utilização< 1 mês 1 utilização > 1 mês
I
Locar metálico Comprar papelão
Figura 29 - Diagrama de orientação para confecção de fôrmas cilíndricas para pilares
Fonto: Elaborada pelo autor
1
2 ou mais utilizações
Executar com
compensado cambotado
4. ANÁLISE ECONÔMICAPARA ESCOLHA DO SISTEMA DE FÔRMAS
P a r a e x e c u ç ã o de e s t r u t u r a s de c o n c r e t o a r m a d o , e x i s t e m vários s i s t e m a s de
f ô r m a s . Para a e s c o l h a do m a i s a d e q u a d o , d e v e - s e s e m p r e c o n s i d e r a r o prazo de
e x e c u ç ã o da estrutura, u m d o s f a t o r e s mais i m p o r t a n t e s e de g r a n d e influência no c u s t o
do m a t e r i a l a ser a d q u i r i d o ou locado para executá-la.
N e s t e t r a b a l h o foi realizada u m a análise s e g m e n t a d a por t i p o de peça e s t r u t u r a l
- o s pilares, as lajes e as v i g a s - e e m c a d a u m a delas u m a análise das diversas s o l u ç õ e s
possíveis e usuais para o Estado de S ã o Paulo.
E v i d e n t e m e n t e , não se t e v e a p r e t e n s ã o de e s g o t a r o a s s u n t o e m u i t o m e n o s
a p r e s e n t a r t o d o s os s i s t e m a s e x i s t e n t e s no mercado, m a s de a p r e s e n t a r uma f o r m a de
se abordar o a s s u n t o a p r e s e n t a n d o f e r r a m e n t a s que p o s s a m ajudar a c o n s t r u i r u m a
s o l u ç ã o e f i c i e n t e e e c o n o m i c a m e n t e viável.
N e s t a e t a p a do t r a b a l h o não f o r a m levadas e m c o n t a e v e n t u a i s d i f e r e n ç a s e
variabilidade da p r o d u t i v i d a d e de m ã o - d e - o b r a , por se tratar de t e m a polêmico e m u i t o
mais a s s o c i a d o à a f i n i d a d e da m ã o - d e - o b r a c o m d e t e r m i n a d o p r o c e s s o do :jue c o m a
eficiência p r o p r i a m e n t e dita.
Por experiência p r ó p r i a do autor, de m a i s de 30 anos de t r a b a l h o no setor, foi
possível constatar, de u m lado, a r e s i s t ê n c i a inicial da m ã o - d e - o b r a a qualquer tipo de
inovação, e m qualquer etapa da c o n s t r u ç ã o de u m edifício, e, de outro, a g r a n d e f a c i l i d a d e
de a m e s m a , v e n c i d a a b a r r e i r a de a d a p t a ç ã o , a l c a n ç a r í n d i c e s de p r o d u t i v i d a d e
c o m p a t í v e i s ou até s u p e r i o r e s a p r o c e s s o s passados.
E v i d e n t e m e n t e , q u a l q u e r t i p o d e m e d i ç ã o n e s s e s e t o r e s t á m a i s a s s o c i a d o à f o r m a
d e r e m u n e r a ç ã o d o s o p e r á r i o s , a o t i p o d e l i d e r a n ç a e à c o m p e t ê n c i a d o s m e s t r e s e
e n c a r r e g a d o s d o q u e a o s s i s t e m a s e x i s t e n t e s p r o p r i a m e n t e d i t o s .
O s p o u c o s e s t u d o s c o m p a r a t i v o s e x i s t e n t e s s ã o d e c e r t a f o r m a " m a n i p u l a d o s "
p e l o d e s e j o o u p r e f e r ê n c i a d o s s e u s a u t o r e s p o r s u a s s o l u ç õ e s p e s s o a i s , o u p o r
i n t e r e s s e s c o m e r c i a i s d e f o r n e c e d o r e s e m c o l o c a r o s s e u s e q u i p a m e n t o s n o m e r c a d o .
Por se t r a t a r da c o n s t r u ç ã o de um edifício, u m a a t i v i d a d e de produção c u j o "lay-
out" varia e m f u n ç ã o de cada t e r r e n o e de c a d a projeto, e e x e c u t a d a c o m m ã o - d e - o b r a
que na maior p a r t e das vezes iniciou s u a s a t i v i d a d e s e se c o n h e c e u a partir do c o m e ç o
d a q u e l a c o n s t r u ç ã o , e de o p e r á r i o s c u j a q u a l i f i c a ç ã o se d e u s o m e n t e por m e i o de
experiências p e s s o a i s e não de m a n e i r a formal, é t e m e r á r i o falar e m p r o d u t i v i d a d e de
s i s t e m a s de f ô r m a s , no s e n t i d o de c o m p a r a r processos. D i a n t e do n ú m e r o de variáveis
e de f a t o r e s que i n t e r v é m nessa análise, p o d e - s e dizer que a p r o d u t i v i d a d e está m a i s
a s s o c i a d a ao h á b i t o de p r o c e s s o s c o n h e c i d o s do que ao s i s t e m a p r o p r i a m e n t e dito.
81.
4.1 ESTUDO DEPILARES
Para esse estudo, foi escolhido um c o n j u n t o de edifícios p e r t e n c e n t e a u m a grande
e m p r e s a de S ã o Paulo, o n d e as m e s m a s f ô r m a s d e v e r i a m ser utilizadas nos diversos
e m p r e e n d i m e n t o s .
A s s i m , por e x e m p l o , n u m e m p r e e n d i m e n t o de 12 p r é d i o s , c o m n ú m e r o de
p a v i m e n t o s variados, p r o c u r o u - s e m a n t e r a m e s m a s e ç ã o de c o n c r e t o e m t o d o s os
pilares, a i n d a que e s s e s t i v e s s e m s o l i c i t a ç õ e s diferentes. Para que isso f o s s e possível,
d e c i d i u - s e alterar no projeto e s t r u t u r a l a r e s i s t ê n c i a do c o n c r e t o e as q u a n t i d a d e s de
a ç o para m a n t e r a m e s m a s e ç ã o de c o n c r e t o nos pilares e, c o n s e q ü e n t e m e n t e , a m e s m a
fôrma, v i s a n d o ao seu m e l h o r a p r o v e i t a m e n t o .
D o projeto, foi e s c o l h i d o para o e s t u d o de c a s o u m pilar de 20 x 80 c m por se
t r a t a r das m e d i d a s que m a i s se r e p e t e m (178 vezes/unidade). Dez h i p ó t e s e s de estudo
f o r a m a d o t a d a s para f ô r m a s de c o m p e n s a d o de 18 m m e u m a h i p ó t e s e para f ô r m a
m e t á l i c a locada, no total de 11 h i p ó t e s e s .
A s 11 h i p ó t e s e s do e s t u d o p r e s s u p õ e m que as o b r a s no e m p r e e n d i m e n t o terão
u m a s e q ü ê n c i a , ou seja, os m a t e r i a i s do p r i m e i r o prédio c o m as devidas reposições,
n e c e s s á r i a s no d e s e n v o l v i m e n t o , s e r ã o utilizados até o último, pois a s s i m e por esse
m o t i v o f o r a m c o n c e b i d o s os p r o j e t o s e s t r u t u r a i s , v i s a n d o à reutilização d a s f ô r m a s de
m a n e i r a s e q ü e n c i a l . Para avaliação do c u s t o dos pilares, nas c o m b i n a ç õ e s e s t u d a d a s
f o r a m u t i l i z a d o s os d a d o s c o n s t a n t e s da t a b e l a 4.
Tabela 4 - Custo unitário de materiais.
MATERIAL CUSTO OBSERVAÇÕES
C o m p e n s a d o plastificado 18 m m => 20 utilizações RS 78,00/chapa O Aquisição
Sarrafos de pínus 0,025 X 0,075 m RS 400,00/m3 Aquisição
Pontaletes de pínus 0,075 X 0,075 m RS 400,00/m3 Aquisição
Tensores R$3,19/unidade Aquisição
Barras de ancoragem R $ 1 5 , 1 3 Aquisição
C o n e plástico (chupetas) RS 0,03/unidade Aquisição
Tubo P V C RS 1,00/m Aquisição
Painel metálico RS 0,60m2 /dia Locação
Perfil ][ 2 ' c o m 2,07 kg/m RS 3,50 kg/m Aquisição
Perfil ][ 3 ' c o m 2,48 kg/m RS 3,50 kg/m Aquisição
(•) área de cada chapa de madeira compensada = 2,9768 m ;
Fonte: Elaborada pelo autor
82.
Para f ac i l i t a r a m o n t a g e m d a s t a b e l a s de c á l c u l o para as 11 h i p ó t e s e s a d o t a d a s ,
os s e g u i n t e s c u s t o s d o s i n s u m o s f o r a m c o n s i d e r a d o s , s u p o n d o as f ô r m a s de m a d e i r a
c o m p e n s a d a de 18 m m , c o m t r a v a m e n t o e m s a r r a f o s de pinus ou p e r f i s m e t á l i c o s ,
t r a v a d o s c o m t e n s o r e s , ou b a r r a s de a n c o r a g e m . A área de f ô r m a , s u p o n d o o p é - d i r e i t o
de 2,80 m ( n ã o s e n d o d e s c o n t a d a s as a l t u r a s d a s lajes e vigas), t o t a l i z a e m (0,20 x 2 +
0,976 x 2) x 2,80 = 6,59 m2 .
Custo dos insumos para uma unidade
A1) compensado - 6.59 m2 x RS 78.00
2,9768
A2) Sarrafos 2,70 x 2 x R$ 400,00 x 0,075 x 0,03 m
A3) Sarrafos 2,70 x 4 x R$ 400,00 x 0,075 x 0,025 m
A4) Sarrafos 2,70 x 12 x RS 400,00 x 0,075 x 0,025 m
A5) Tensores 36 x RS 3,19
A6) Barras de ancoragem 12 x RS 15,13
A7) Tubos de PVC e espaçadores (70 conjuntos)
4.1.1 Combinações consideradas (hipóteses de cálculo)
É possível c o n s i d e r a r a p r o x i m a d a m e n t e 20 u t i l i z a ç õ e s por c i c l o de f ô r m a de
c o m p e n s a d o , e c o m nove j o g o s de f ô r m a obter a p r o x i m a d a m e n t e 180 usos em pilares.
A seguir é m o s t r a d o , na t a b e l a 5, o e s q u e m a das 11 h i p ó t e s e s a d o t a d a s para
avaliação do c u s t o dos pilares:
Tabela 5 - Esquema de montagem e modo de reaproveitamento das fôrmas dos pilares
Hipótese Compensado Tensores Barra de
ancoragem
Sarrafos Espaçadores Perfil
metálico
h1 9 reposições 5 0 % de
reposição
•
100% de
reposição
1 0 0 % de
reposição
•
h2 9 reposições 5 0 % de
reposição
•
S e m
reposição
1 0 0 % de
reposição
•
h3
h4
9 reposições
9 reposições
S e m
reposição
•
•
S e m
reposição
S e m
reposição
1 0 0 % de
reposição
1 0 0 % de
reposição
1 0 0 % de
reposição
•
*
h5 9 reposições *
S e m
reposição
S e m
reposição
1 0 0 % de
reposição
»
h6 9 reposições S e m
reposição
S e m
reposição
S e m
reposição
1 0 0 % de
reposição
•
R$172,68
R$ 4,86
R$ 8,10
R$ 24,30
R$114,84
R$181,56
R$ 84,24
83.
Hipótese compensado tensoresBarra de
ancoragem
sarrafos espaçadores Perfil
metálico
h7 9 reposições *
S e m
reposição
5 0 % de
reposição
1 0 0 % de
reposição
•
h8 9 reposições 5 0 % de
reposição
*
S e m
reposição
1 0 0 % de
reposição
Sem
reposição
h9 9 reposições *
S e m
reposição
S e m
reposição
1 0 0 % de
reposição
Sem
reposição
h10 9 reposições •
S e m
reposição
S e m
reposição
1 0 0 % de
reposição
Sem
reposição
h 1 1 Fôrma metálica locada
Fonte: Elaborada pelo autor
C a d a h i p ó t e s e é a n a l i s a d a s e p a r a d a m e n t e , c o n f o r m e m o s t r a d o n a s t a b e l a s 6 a
12 a s e g u i r .
PILAR ( 2 0 x 8 0 )
S6TCNSOWS
I 70 >
V T
HUHEL A • e M N E L O D
m
8
l*
8
? .
0
- 2 2 .
Figura 30 - Pilares com tensores e sarrafos de madeira
Fonte: Elatorada pelo autor
• m
84.
Hipótese h-1
Utilizando-se tensores,reposição de todo o sarrafeamento e 50% dos tensores a cada 20 utilizações - figura 30
9 reposições de c o m p e n s a d o c o m 20 utilizações c a d a u m a RS 172.68 x 9 = RS 1.554,12
5 0 % reposição de tensores a c a d a 2 0 utilizações (RS 114,84x 9)/2 = R$516,78
100% reposição de sarrafos a cada 2 0 utilizações RS 32,40 x 9 = R$291,60
Espaçadores plásticos R$ 84,24
TOTAL RS 2.446,74
Hipótese h-2
Utilizando-se tensores, c o m perdas de 5 0 % e s e m perda de sarrafos - figura 30
9 reposições de compensado c o m 20 utilizações cada u m a RS 172,68 x 9 = R$1.554,12
5 0 % reposição de tensores a cada 2 0 utilizações R$ 516,78
Sarrafos s e m reposição R$ 32,40
Espaçadores plásticos R$ 84,24
TOTAL R$ 2.187,54
Hipótese h-3
Utilizando-se tensores s e m perdas, e s e m perda de sarrafos - figura 30
9 reposições de compensado c o m 20 utilizações cada uma RS 172,68 x 9 = R$1.554,12
Tensores R$114,84
Sarrafos R$ 32,40
Espaçadores plásticos R$ 84,24
TOTAL R$1.785,60
Fonte: Elaborada peto aulor
Pi L A R ( 2 0 x 8 0 )
U B
A
R
R
A
S 0€ A
W
C
O
R
A
O
Í
U
0=
Õ=
Figura 31 - Pilares com barras de ancoragem e sarrafos de madeira
Fonte: Elaborada peto autor
85.
Hipótese h-4
Utilizando-se barrasde ancoragem s e m reposição, e c o m 100% de reposição de sarrafos - figura 31
9 reposições de c o m p e n s a d o c o m 2 0 utilizações cada u m a R$ 172,68 x 9 = R$1.554,12
1 0 0 % reposição dos sarrafos a cada 20 utilizações R$ 32,40 x 9 = R$291,60
Barras de ancoragem 18 x 15,13 = R$ 272,34 R$ 272,34
Espaçadores R$ 84,24
TOTAL R$ 2.202,30
Hipótese h-5
Utilizando-se barras de ancoragem s e m reposição e perda zero de sarrafos - figura 31
9 reposições de c o m p e n s a d o c o m 2 0 utilizações cada u m a R$ 172,68 x 9 = R$1.554,12
Barras de ancoragem 18 x 15,13 = R$ 272,34 R$ 272,34
Espaçadores R$ 84,24
Sarrafos R$ 32,40 R$ 32,40
TOTAL R$1.943,10
Fonte: Elaborada pelo autor
Figura 32 - Pilares com barras de ancoragem e sarrafos
de madeira e suporte metálico
Fonte: Elaborada pelo autor
86.
Tabela 8 -Combinações para utilização de sarrafos e suportes metálicos nas fôrmas
Hipótese h-6
Fôrma com compensado sarrafos verticais e suportes metálicos horizontais sem perdas de sarrafos - figura 32
9 reposições de c o m p e n s a d o c o m 20 utilizações c a d a u m a RS 172.68 x 9 = RS 1.554,12
2,70 x 12 x RS 400,00 x 0,025 x 0,075 = RS 24,30 (sarrafos) RS 24,30
2,70 x 2 x RS 400,00 x 0,030 x 0,075 = RS 4,86 (sarrafos) RS 4,86
6 un. x 2 x 2,48 kg x 1,50 m x RS 3,50/kg = RS 156,24 (metálico) R$156,24
RS 15,13 x 12 un. = RS 181,56 (barras de ancoragem) R$181,56
TOTAL R$1.921,08
Hipótese h-7
Fôrma com compensado e sarrafos verticais e suportes metálicos horizontais com 50% perdas de sarrafos - figura 32
9 reposições de c o m p e n s a d o c o m 20 utilizações cada u m a RS 172,68 x 9 = R$1.554,12
2,70 x 12 x RS 400,00 x 0,025 x 0,075 = RS 24,30 x 9/2 (sarrafos) R$109,35
2,70 x 2 x RS 400,00 x 0,030x 0,075 = RS 4,86 x 9/2 (sarrafos) RS 21,87
6 un. x 2 x 2,48 kg x 1,50 m x RS 3,50 /kg = RS 156,24 (metálico) R$156,24
RS 15,13 x 12 un. = RS 181,56 (barras de ancoragem) R$181,56
TOTAL R$2.023,14
Fonte: Elaborada peío autor
PILAR (20 x 80)
s „ , 36 T
E
M
S
O
A
E
S ^ ^ ^ ^
TTTíí—m
i • H
F i g u r a 33 - Pilares com suportes metálicos verticais e tensores.
Fonte: Elaborada pelo autor
87.
FÔRMAS E ESCORAMENTOSPARA EDIFÍCIOS
- Combinação para utilização de suporte metálico vertical e tensores nas fôrmas
Hipótese h-8
Fôrma c o m suporte metálico vertical, espaçadores e tensores c o m 5 0 % de reposição e compensados
para 2 0 utilizações c o m 9 reposições ^figura 33.
9 reposições de c o m p e n s a d o c o m 2 0 utilizações cada uma RS 172,68 x 9 = R$1.554,12
2,70 m x 2,07 kg / m x 12 un. x RS 3,50/kg R$ 234,74
RS (114,84 x 9 ) / 2 = R$516,78
Espaçadores + sarrafos (4 x 2,70 x 0,025 x 0,075 x R$ 400,00 = RS 8,10) R$ 92,34
TOTAL R$ 2.397,98
Fonte: Elaborada pelo autor
P I L A R ( 2 0 x 8 0 )
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Figura 34 - Pilares com suportes metálicos verticais e barras de ancoragem
Fonte: Elaborada pelo aiíof
88.
Hipótese h-9
Fôrma co m suporte metálico vertical, espaçadores e barras de ancoragem e compensados para 20
utilizações c o m 9 reposições - figura 34.
9 reposições de compensado c o m 2 0 utilizações c a d a uma RS 172,68 x 9 = R$1.554,12
2,70 m x 2,07 kg/m x 12 un. x R$ 3,50/kg R$ 234,74
1 5 , 1 3 x 0 , 5 x 1 8 = (barras de ancoragem) R$136,17
Espaçadores + sarrafos RS 8,10 R$ 92,34
TOTAL R$2.017, 37
Fonte: Elaborada peío autor
PILAR (20 x 80)
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» 4
F i g u r a 35 - Pilares com suportes metálicos verticais, horizontais e barras de ancoragem
Fonte: Elaborada pelo autor
89.
Hipótese h-10
Fôrma dec o m p e n s a d o c o m suporte metálico vertical e horizontal, c o m p e n s a d o c o m 9 reposições e
20 utilizações cada - figura 35
9 reposições de c o m p e n s a d o c o m 2 0 utilizações cada uma RS 172,68 x 9 = R$1.554,12
2,70 m x 2,07 kg / m x 12 un. x RS 3,50/kg = (perfis verticais) R$ 234,74
2,48 kg /m x 1,5 m x 6 x 2 x RS 3,50/kg = ( perfis horizontais) R$155,24
RS 15,13 x 1,0 x 12 = (barras de ancoragem)
Espaçadores + sarrafos (4 x 2,70 x 0,025 x 0,075 x R$ 400,00 = RS 8,10)
R$136,17
R$ 92,34
TOTAL R$ 2.173,61
Fonte: Elaborada pelo autor
Tabela 12 - Combinação para utilização de painéis metálicos locados nas fôrmas
Hipótese h-11
Locação de painel metálico
Custo do m2 /dia = R $ 0 , 6 0
Supondo-se 180 utilizações c o m 6 dias por utilização, tem-se:
6,59 m2 x RS 0,60/m2 / dia x 180 dias = R$4.270,32
Fonte: Elaborada pelo autor
A t a b e l a 13 a p r e s e n t a , e m r e s u m o , o c u s t o p a r a c a d a h i p ó t e s e d a s v á r i a s
p o s s i b i l i d a d e s ( c o m b i n a ç õ e s ) a s e r e m r e a l i z a d a s p a r a a s f ô r m a s d o s p i l a r e s .
Tabela 13 - Combinações consideradas para montagem de fôrmas de pilares, com vários critérios de projetos
Hipóteses Compensado Sarrafos Tensores Barras de
ancoragem
Espaçadores
plásticos
Perfil
metálico
Projeto Custo
h-1 1.554,12 291,60 516,78 —
84,24 — Fig. 30 2.446,74
h-2 1.554,12 32,40 516,78 84,24 Fig. 30 2.187,54
h-3 1.554,12 32,40 114,84 84,24 Fig. 30 1.785,60
h-4 1.554,12 291,60 272,34 84,24 Fig. 31 2.202,30
h-5 1.554,12 32,40 272,34 84,24 Fig. 31 1.943,10
h-6 1.554,12 29,16 181,56 156,24 Fig. 32 1.921,08
h-7 1.554,12 131,22 181,56 156,24 Fig. 32 2.023,14
h-8 1.554,12 8,10 516,78 84,24 234,74 Fig. 33 2.397,98
h-9 1.554,12 8,10 136,17 84,24 234,74 Fig. 34 2.017,37
h-10 1.554,12 8,10 136,17 84,24 390,98 Fig. 35 2.173,61
h-11 4.270,32 4.270,32
Fonte: Elaborada pelo autor
90.
4.2 ESTUDO DASFÔRMAS PARA LAJES
L a j e s e v i g a s , p e l a c o n t i n u i d a d e e s t r u t u r a l e i n t e r a ç ã o d o s e l e m e n t o s c o n s t r u t i v o s ,
s ã o n o r m a l m e n t e c o n c r e t a d a s c o n j u n t a m e n t e .
P a r a a s l a j e s , s e r á f e i t o u m e s t u d o c o m p a r a t i v o , c o m t r ê s p o s s i b i l i d a d e s d e
p r o c e s s o s e x i s t e n t e s e u s u a i s n o m e r c a d o d e f ô r m a s d e S ã o P a u l o .
» p a r t i n d o - s e d a h i p ó t e s e d a u t i l i z a ç ã o d o c i m b r a m e n t o p r i n c i p a l m a t á l i c o e m
t o d a s a s o p ç õ e s , p a r a s e o b t e r u m a j u s t e t e l e s c ó p i c o d e n í v e l d a s m e s m a s ;
» n o c a s o d o b a r r o t e a m e n t o s e c u n d á r i o ( t r a n s v e r s i n a s ) , e s t e p o d e s e r e x e c u t a d o
c o m a s o p ç õ e s d e s a r r a f o s g a l g a d o s n a o b r a , o u m e t á l i c o s , c o m p r a d o s o u a l u g a d o s , e;
» a n á l i s e de u t i l i z a ç ã o d e p a i n é i s m e t á l i c o s l o c a d o s p a r a c o m p a r á - l o s c o r n o s d e m a i s .
N o p r o j e t o , f o i f e i t a u m a a n á l i s e d e c u s t o p a r a a e x e c u ç ã o d a s 180 l a j e s d o
e m p r e e n d i m e n t o , r e s u l t a n d o e m q u a t r o h i p ó t e s e s , c o n s i d e r a n d o : c i m b r a m e n t o p r i n c i p a l
c o m p r a d o o u l o c a d o , t r a n s v e r s i n a s d e m a d e i r a c o m t r ê s o u q u a t r o r e p o s i ç õ e s , o u
m e t á l i c a s c o m p r a d a s o u l o c a d a s , e f ô r m a s d e c o m p e n s a d o c o m 20 e 40 u t i l i z a ç õ e s . A
t a b e l a 14 r e s u m e a s q u a t r o h i p ó t e s e s a d o t a d a s .
Tabela 14 - Esquema de montagem e modo de reaproveitamento das fôrmas das lajes
Hipótese Cimbramento Principal Transversinas Fôrmas (compensados)
h-1 Painéis e cimbramento locados
h-2 Comprado 4 reposições 9 reposições (20 utilizações)
h-3 Comprado 3 reposições 4,5 reposições (40 utilizações)
h-4 Locado 3 reposições 4,5 reposições (40 utilizações)
Fonte: Elaborada pelo autor
4.2.1 Cimbramento Principal
N a s t a b e l a s 15 e 16 s ã o a p r e s e n t a d o s o s p e s o s e a s q u a n t i d a d e s d e m a t e r i a i s
p a r a o c i m b r a m e n t o d e l a j e s d e c o n c r e t o .
91.
CIMBRAMENTO METÁLICO
a) 12quadros de 1,00 x 1,00 c o m 11,22 kg. 134,64 kg
b) 12 quadros 1,00 m pesando 3,97 kg/unidade 47,52 kg
c) 12 sapatas ajustáveis 3,37 kg/unidade 40,44 kg
d) 12 suportes ajustáveis (forçados) 5,97 kg/unidade 71,64 kg
e) Perfis principais 4 0 m x 15,20 kg/m 608 kg
f) Escoras metálicas 2 0 kg/unidade 280 kg
TOTAL 1.182 kg
Fonte: Elaborada peto autor
Tabela 1 6 - Peso dos insumos
TABELA DE MATERIAIS
Material
a) DX 1,00 m 3,97 kg
b) T S 4 11,22 kg
c) Sapatas ajustáveis 3,34 kg
d) Suportes ajustáveis 5,97 kg
e) Perfil U 150 m m duplo 15,20 kg
f) Perfil U 75 m m duplo 7,70 kg
Fonte: Elaborada peto autor
A h i p ó t e s e a d o t a d a p a r a o c i m b r a m e n t o p r i n c i p a l m e t á l i c o , q u e s e r á u t i l i z a d o
n a s d u a s s u g e s t õ e s , o u s e j a , c o m b a r r o t e s ( t r a n s v e r s i n a s ) m e t á l i c o s o u c o m b a r r o t e s
d e m a d e i r a e x e c u t a d o s n a o b r a .
N e s t e c a s o , f o i p r e v i s t a a u t i l i z a ç ã o d e t r ê s t o r r e s m e t á l i c a s e 14 e s c o r a s t a m b é m
m e t á l i c a s , 40 m e t r o s d e p e r f i s d u p l o U, c o m h = 15 m m e p e s o 15,20 k g / m .
Torres - Composição
- 1 2 quadros de 1.00 m x 1.00 m. pesando 11.22 kg
- 1 2 Dx 1.0, pesando 3,97 kg/unidade
- 1 2 sapatas, pesando 3,37 kg/unidade
- 1 2 forcados duplos, pesando 5,97 kg/unidade
-TOTAL
Perfis principais - composição - 4 0 m x 15,20 kg/m
Escoras metálicas
- 1 4 escoras, c o m 20 kg cada
Total do peso do cimbramento principal
134.64 kg
47,52 kg
40,44 kg
71.64 kg
294,24 kg
608 kg
80 kg
1.182,24 kg
92.
- Opção decompra
- 1.182,24 kg x RS 3,50/kg
- Opção de locação
- 1.182,24 kg x RS 0,17/kg/mês
Análise comparativa - Cimbramento principal (compras x locação)
- Compra de equipamento metálico
- Preço de Locação: = 1 8 0 (utilizações) x 6 (dias) x RS 200.98
30 (dias)
RS 4.137,84
RS 200,98/mês
R$4.137,84
R$ 7.235,28 (Eq. 3)
- Análise financeira da locação
- Considerando os parâmetros da locação, calcula-se o valor presente adotando:
Taxa de atratividades i = 1,5%
Número de meses n = 36
Prestação mensal pmt = RS 200,98
O b t é m - s e , d e s s a f o r m a , o v a l o r p r e s e n t e e q u i v a l e n t e , P V A = R $ 5.559,24,
c o n s i d e r a n d o o v a l o r d a l o c a ç ã o m e n s a l c o m o u m d e s e n c a i x e d e c a p i t a l . A f i g u r a 36
i l u s t r a a d i f e r e n ç a e n t r e a l u g a r e c o m p r a r a s f ô r m a s .
£
E
Q
>
CD
£
O
2
8
7 - f
6 -
5 -
4 -
3 -
2 -
1 -
Comparativo de custos para cimbramento principal
Comprar Alugar Valor presente (locação)
Opções de aquisição de cimbramento metálico
F i g u r a 36 - Cimbramento principal: compra x locação mensal de equipamento metálico para o ciclo de 180 usos
Fonte: Elaborada pelo autor
A a n á l i s e d o s c u s t o s d o c i m b r a m e n t o p r i n c i p a l l e v a a o s v a l o r e s d e R $ 4.137,04
p a r a c o m p r a e d e R $ 7.235,28 p a r a l o c a ç ã o e m 36 m e s e s , d e v e n d o - s e n e s t e c a s o , p a r a
c o m p a r a ç ã o , c o n s i d e r a r o v a l o r p r e s e n t e d a l o c a ç ã o , o u s e j a , d e R $ 5.559,24, s e n d o m a i s
v a n t a j o s a a c o m p r a d o e q u i p a m e n t o .
93.
4.2.2 Transversinas (AnexosA, B, C, D, E e F)
P a r a a a v a l i a ç ã o d o s c u s t o s d a s t r a n s v e r s i n a s , t r ê s h i p ó t e s e s f o r a m c o n s i d e r a d a s ,
c o n f o r m e i n d i c a d o a s e g u i r :
H1 - Utilização d e transversinas de sarrafos d e pinus (Anexos C, D e F)
(0,025 x 0,14 x 2) x 2,62 m x 3 4 unidades x R$ 450,00/m3 = RS 280,60/laje
Para três reposições 3 x RS 280,60/laje = RS 841,60'laje
H2 - Utilização d e transversinas metálicas duplo U d e 75 mm, comprados (Anexos B e E)
- Opção compra metálico
(2,62 m x 34 unidades x 7,7 kg/m) x RS 3,50/kg = RS 2.400,71
H3 - Utilização d e transversinas metálicas duplo U d e 75 mm, locadas (Anexos B e E)
- Opção locação metálico
(2,62 m x 34 unidades x 7,7 kg/m) x RS 0,17/kg/mês = RS 116,61/mês
Análise comparativa de custo entre as opções de transversina
Supondo-se a utilização d e u m jogo d e transversinas por seis dias por laje, tem-se:
a) locação metálico 1 8 0 x 6 x R $ 116,61
30 R$4.197,96
b) C o m p r a metálico R$ 2.400,71
c) C o m p r a d e Madeira
Madeira s e m reposição RS 280,60
A f i g u r a 3 7 i l u s t r a a d i f e r e n ç a d e c u s t o e n t r e a l u g a r e c o m p r a r f ô r m a s .
Comparativo de custos das tranversinas das lajes
Valores
em
reais
-
i
J
l
O
M
W
U
A
-
t
Valores
em
reais
-
i
J
l
O
M
W
U
A
-
t
Valores
em
reais
-
i
J
l
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Valores
em
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-
i
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Valores
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Valores
em
reais
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t
Valores
em
reais
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i
J
l
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M
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t
Valores
em
reais
-
i
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O
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-
t
Valores
em
reais
-
i
J
l
O
M
W
U
A
-
t
Comprar metálica Alugar metálica Comprar madeira (4 reposições]
Opções de aquisição
Figura 37 -Transversinas das lajes, locação mensal x comprar metálico x comprar
madeira para um ciclo de 180 usos (quatro reposições)
Fonte: Elaborada peto autor
94.
4.2.3 Análise comparativado custo de fôrmas para lajes
I) Painéis metálicos locados, a c o m p a n h a d o s de cimbramento
- Área 53,74 m 2 x RS 17,00/m2 /mês = RS 913,58
- RS 913,58 x 36 meses = RS 32.888,89
II) Se for utilizado o cimbramento principal comprado e transversinas de madeira 0,025 m x 0,14 m e
compensado plastificado para 2 0 utilizações c o m 9 reposições, ao custo de RS 78,00 por chapa:
- Cimbramento principal comprado RS 4.137,84
- C h a p a s de c o m p e n s a d o = (53,74 x RS 78,00 x 9)/2,9768 RS 12.673,17
-Total RS 17.942,41
III) Se for utilizado o cimbramento principal comprado e transversinas de madeira 0,025 m x 0,14 m e
compensado plastificado para 40 utilizações c o m 4,5 reposições, ao custo de RS 114,00/chapa.
- Cimbramento principal comprado RS 4.137,84
- Transversinas 3 x reposições RS 841,60
- C h a p a s de c o m p e n s a d o RS 9.261,16
-Total R$14.240,60
IV) Se for utilizada a opção locação do cimbramento e m 36 meses e compensado c o m 40 utilizações,
tem-se:
- Locação do cimbramento principal por 36 meses R$ 7.235,28
- Transversinas 3 x reposições R$ 841,60
- C h a p a s de c o m p e n s a d o R$ 9.261,16
-Total R$17.338,04
95.
Tabela 17 -Comparativa final das diversas opções fôrmas para lajes
I) Painéis metálicos c o m cimbramento Locação completa R$ 32.888,89
II) Tradicional compens. 2 0 utilizações C o m p r a de cimbramento R$17.942,41
III) Tradicional compens. 4 0 utilizações C o m p r a de cimbramento R $ 1 4 . 2 4 0 , 6 0
IV) Tradicional compens. 40 utilizações Locação do cimbramento R $ 1 7 . 3 3 8 , 0 4
Fonte: Elaborada pelo autor
P o d e - s e verificar, portanto, c o n f o r m e m o s t r a o g r á f i c o abaixo, o f a t o r prazo é que
d e f i n i t i v a m e n t e deverá ser o e l e m e n t o i n f l u e n c i a d o r na d e c i s ã o de c o m p r a r ou alugar, a
f i m de se obter a s o l u ç ã o mais a d e q u a d a para cada p r o b l e m a de f ô r m a s , c o n f o r m e mostra
a f i g u r a 39.
35
30
25
20
15
o 1 0
2
Comparativo de custos entre cimbramento metálico x
fôrmas para lajes tradicionais
Locação 20 usos - 40 usos -
de painel 9 reposições - cimbramento
metálico cimbramento comprado comprado
Formas de aquisição
40 usos -
cimbramento
locado
Figura 39 - Comparação do custo de (ôrmas para lajes, com painel e cimbramento locado/mês para um
ciclo de 180 usos x fôrmas para lajes com compensados e cimbramentos tradicionais
Fonte: Elaborada pelo autor
4.3 ESTUDO DOS ESCORAMENTOS DE FÔRMAS PARA VIGAS (ANEXOS G, H e I)
Para o e s c o r a m e n t o das vigas foi f e i t a u m a análise c o m p a r a t i v a de c u s t o c o m
utilização de t o r r e s metálicas, para 180 utilizações, c o m vigas principais e s e c u n d á r i a s
t a m b é m metálicas, A n e x o G e I, e um e s t u d o c o m g a r f o s de m a d e i r a c o n f e c c i o n a d o s na
obra c o m pinus reflorestado, c o n f o r m e d e s e n h o i n d i c a d o no A n e x o H.
96.
- O pç ã o d e c o m p r a de e q u i p a m e n t o m e t á l i c o ( c i m b r a m e n t o ) , A n e x o I
- RS 3,50/kg x 679,20 kg RS 2.377,20
- O p ç ã o de l o c a ç ã o e q u i p a m e n t o m e t á l i c o (ver e q u a ç ã o 3), A n e x o I
180 x 6 x RS 115,46
30
- G a r f o s d e m a d e i r a , A n e x o H
- C o m 4 r e p o s i ç õ e s => 4 x RS 156,94 A n e x o H R$ 627,76
A f i g u r a 4 0 m o s t r a a c o m p a r a ç ã o e n t r e a s o p ç õ e s d e p a i n é i s p a r a e s c o r a m e n t o
d e f ô r m a s p a r a v i g a s .
R $ 4 . 1 5 6 , 5 6
R $ 1 5 6 , 9 4
E
£
o
IA
O
O
2
45
40
35
30
25
20
15
10
5
C u s t o de e s c o r a m e n t o de f ô r m a s para v i g a
c o m e q u i p a m e n t o m e t á l i c o e g a r f o s d e m a d e i r a
compra de
equipamento metálico
locação de
equipamento metálico
Opções de aquisição
garfos de madeira
com 4 reposições
Figura 40 - Escoramento de fôrmas para vigas para um ciclo de 180 usos. com equipamento metálico e
garfos de madeira
Fonte: E l a b o r a i pelo autor
C o m o é p o s s í v e l n o t a r , e m o b r a s c u j o p r a z o é m a i o r d o q u e d o i s m e s e s , d i f i c i l m e n t e
a l o c a ç ã o d e e q u i p a m e n t o m e t á l i c o s e m o s t r a v i á v e l , t a n t o c o m r e l a ç ã o à s v i g a s c o m a
u t i l i z a ç ã o d e " g a r f o s " d e m a d e i r a , q u a n t o e m r e l a ç ã o à s t r a n s v e r s i n a s d a s l a j e s , c u j o
d i f e r e n c i a l d e c u s t o t a m b é m m o s t r o u b a s t a n t e f a v o r á v e l a u t i l i z a ç ã o d a s p e ç a s d e
m a d e i r a , c u j o d i m e n s i o n a m e n t o , c o m o s e r á d e m o n s t r a d o m a i s a d i a n t e , é b a s t a n t e
s i m p l e s , a s s i m c o m o a s u a f a b r i c a ç ã o . C o m o c i m b r a m e n t o p r i n c i p a l d a s l a j e s , n ã o s e
e f e t u o u a o p ç ã o e m m a d e i r a p e l o f a t o d o s e u a j u s t e , n e s s e c a s o , s e r p o u c o a d e q u a d o .
O n ú m e r o d e r e p o s i ç õ e s d e g a r f o s e t r a n s v e r s i n a s d e m a d e i r a é b a s t a n t e d i s c u t í v e l
e d e p e n d e d o n í v e l d e t r e i n a m e n t o d a m ã o - d e - o b r a , d a q u a l i d a d e d a m a d e i r a e d o r i g o r
d a f i s c a l i z a ç ã o d e q u e m e s t á e x e c u t a n d o . O m e s m o r a c i o c í n i o s e a p l i c a a o s c o m p e n s a d o s
e a t é a o e q u i p a m e n t o m e t á l i c o . O o b j e t i v o a q u i é d e m o n s t r a r a f o r m a d e a b o r d a r o a s s u n t o
e m f u n ç ã o d a s v á r i a s o p ç õ e s e x i s t e n t e s n o m e r c a d o . Q u a n t o a o n ú m e r o d e r e p o s i ç õ e s ,
p o d e r á s e r a v a l i a d o p o r c a d a p r o f i s s i o n a l .
97.
O d ia g r a m a da f i g u r a 41 indica o c a m i n h o a seguir para a t o m a d a de d e c i s ã o entre
as o p ç õ e s possíveis.
Figura 41 - Diagrama de orientação para confecção de cimbramento de fôrmas para vigas
Fonte: Elaborada pelo autor
4.4 ESCOLHA DE FÔRMAS PARA ESTRUTURAS ESPECIAIS
Em e s t r u t u r a s especiais, c o m o c a i x a s - d ' á g u a , b l o c o s de f u n d a ç ã o , cortinas e m
t a l u d e s ou de c o n t e n ç ã o e v i g a s b a l d r a m e s , lajes c o m g r a n d e s vãos, o s d i a g r a m a s
i n d i c a d o s nas f i g u r a s 42 a 46, a seguir, s e r v e m de o r i e n t a ç ã o para decidir sobre o tipo de
fôrma, c o n h e c e n d o - s e as p a r t i c u l a r i d a d e s do projeto.
B l o c o s
98.
C o rt i n a s de c o n c r e t o
Figura 43 - Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para cortinas de concreto
Fonte: Elaborada peto autor
C a i x a - d ' á g u a s u p e r i o r
Figura 44 - Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para caixas-dágua superiores
Fonte: Elaborada polo autor
B a l d r a m e s
Figura 45 - Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para vigas-baldrame
Fonte: Elaborada pe'o autor
99.
Figura 46 -Diagrama de orientação para confecção de fôrmas para lajes
treliçadas e lajes nervuradas (cubetas)
Fonte: Elaborada pelo autor