Macronutrientes
Aspectos gerais da nutrição mineral de
plantas
Outubro
2020
Beatriz Mariano Serrano
Vice-coordenadora de Marketing GETA
Sumário
 Classes dos elementos;
 Critérios de essencialidade;
 Relação sintoma x função;
 Função;
 Mobilidade; macronutrientes
 Sintomas de deficiência.
2
3
Nutrição mineral de plantas
Essencial
Sem ele a planta não completa seu ciclo/não vive;
Benéfico
Tóxico
Aumenta o crescimento e a produção em situações particulares;
Diminui o crescimento e a produção, podendo levar à morte.
Nutrição mineral de plantas
4
Na natureza há mais de 100 elementos;
Na planta há cerca de 40-50, 16 são considerados essenciais.
essenciais.
Fonte: Departamento de ciência do solo - ESALQ
5
• São os denominados nutrientes e devem atender a 3 critérios.
Elementos essenciais
Nutriente
Na ausência do
elemento a planta
não completa seu
ciclo vegetativo
O elemento não
pode ser
substituído
Deve ter um efeito
direto na vida na
planta,ser envolvido
em seu metabolismo
6
Macronutrientes
Fonte: Apostila de fisiologia vegetal - UFC
ORGÂNICOS
MINERAIS
7
Relação sintoma x função
O relacionamento entre o crescimento ou a produtividade das plantas e a
concentração dos nutrientes no tecido evidencia a ocorrência de três
zonas distintas:
• Zona de deficiência – ocorre quando o teor do nutriente no tecido é
baixo e o crescimento é reduzido. Nesta zona, adição de fertilizante
produz incrementos na produtividade.
• Zona Adequada – Nesta região, aumento no teor do nutriente não
implica em aumento do crescimento ou da produtividade.
• Zona de toxicidade – o nutriente acumulou em excesso, produzindo
toxicidade.
8
Relação sintoma x função
Fonte: Taiz & Zeiger, 1998
9
Nitrogênio
• N2 constitui cerca de 78% da
composição do ar
atmosférico;
• Através da fixação industrial
ou biológica o nitrogênio (N2)
é transformado nas formas
assimiláveis: NH4
+ (amônio) e
NO3
- (nitrato);
• Mobilidade: xilema e floema.
Fonte: wikipedia
10
Nitrogênio
• É o elemento essencial requerido em maior quantidade pelas plantas;
• Os tecidos vegetais apresentam, de maneira geral, teores de N que
variam de 2 a 5% da matéria seca;
• Constituinte de muitos compostos da planta, incluindo todas as proteínas
(formadas de aminoácidos) e ácidos nucléicos;
• Influência do pH: meio ácido inibe a absorção do cátion;
11
Nitrogênio
Fonte: Agrolink
• Possui função estrutural na planta, participando da composição de
aminoácidos e proteínas;
• Móvel no solo e na planta;
• Acúmulo na fase vegetativa e dreno na reprodução;
• Deficiência: clorose generalizada nas folhas mais velhas.
12
Fósforo
• Extraído por jazidas ígneas ou metamórficas;
• Um dos menos exigidos pela planta, porém é o mais usado em
adubações no Brasil;
• Forte interação com o solo (fixação);
• Em torno de 0,1% a 0,5% da matéria seca;
13
Fósforo
• Atua no fornecimento de energia (ATP), síntese e degradação de
macromoléculas;
• Imóvel no solo e muito móvel na planta;
• Acúmulo no meristema;
• Deficiência: menor crescimento das plantas e folhas arroxeadas (milho).
Fonte: Embrapa
14
Potássio
• Segundo nutriente mais exigido e consumido como fertilizante;
• Aprox. 2 a 5% da matéria seca da planta;
• Possui perdas por lixiviação – extremos de pH;
• Não possui função estrutural;
• K+ cátion mais abundante no floema.
15
Potássio
• Transporte de carboidratos, ativador enzimático, catalisador de reações,
osmorregulação (abertura e fechamento dos estômatos), tolerância a seca;
• Móvel no solo e na planta;
Fonte: jardimdomundo
• Acúmulo nos meristemas primários,
frutos e sementes;
• Deficiência: clorose marginal seguida
de necrose nas folhas velhas e frutos
sem sabor;
• Excesso não causa toxidez.
• Presença de outros cátions diminuem sua absorção;
• Baixa concentração no floema;
• Baixa mobilidade no solo e na planta;
• Ao contrário dos outros macronutrientes, uma alta proporção
do Ca na planta encontra-se nas paredes celulares.
Funções:
• Crescimento radicular – alongação e divisão celular;
gessagem
• Integra a lamela média;
• Crescimento do tubo polínico.
16
Cálcio
• Sintomas de deficiência
dificilmente são notados pois a
planta paralisa seu crescimento;
• Regiões em expansão celular são
as mais afetadas;
• Frutos e folhas novas deformados;
• O excesso é prejudicial ->
prejudica absorção de outros
cátions.
17
Cálcio
Fonte: IPNI Brasil
18
Magnésio
• Considerado secundário -> calagem;
• Inibição competitiva com outros cátions, que pode levar a
deficiência deste nutriente;
• É facilmente redistribuído nas plantas -> móvel;
• Móvel no solo.
Funções:
• Principal responsável pela formação da molécula de clorofila;
• Ativação enzimática.
19
Magnésio
• Os sintomas de deficiência surgem nas folhas mais velhas.
Clorose internerval;
• Excesso prejudica a absorção de Ca, K e outros micronutrientes.
Fonte: Fênix agro Fonte: Hasime Tokeshi
20
Enxofre
A demanda de S:
• Substituição dos adubos que continham enxofre;
• Aumento da produtividade e exaustão dos solos;
• Substituição de moléculas de defensivos agrícolas sulfurados
(resistência de insetos).
Fonte primária: rochas ígneas.
21
Enxofre
• O enxofre na planta localiza-se, na maior parte, nas proteínas;
• 0,2 a 0,5% da matéria seca.
• Exigem aumenta na seguinte ordem: gramíneas < leguminosas
< crucíferas;
Funções:
• Cisteína e metionina -> todas as proteínas;
• Formação de tecidos.
22
Enxofre
• Local de acúmulo: ramos, frutos e
sementes;
• Pouco móvel;
• Deficiência: série de distúrbios
metabólicos -> clorose generalizada
nas folhas novas;
• Não apresenta sintomas de toxidez.
Fonte: IPNI Brasil.
Exercício
Clorose internerval nas folhas velhas
Clorose generalizadas nas folhas novas
Frutos deformados
Folhas velhas arroxeadas
Clorose generalizada nas folhas velhas
Clorose marginal nas folhas velhas
Magnésio
Enxofre
Cálcio
Fósforo
Nitrogênio
Potássio
23
24
Importância
• A Lei de Liebig, também
conhecida por é um princípio
utilizado principalmente na
agricultura que estabelece que o
desenvolvimento de uma planta
será limitado pelo nutrientes
faltoso ou deficitário, mesmo que
todos os outros elementos ou
fatores estejam presentes.
Fonte: Mais soja
Dúvidas?
Referências Bibliográficas
 Nutrição Mineral de Plantas / Valdemar Faquin. -- Lavras: UFLA / FAEPE, 2005. p.: il. - Curso
de Pós-Graduação “Lato Sensu” (Especialização) a Distância: Solos e Meio Ambiente.
 Apostila de Nutrição Mineral de Plantas – Universidade Federal do Ceará. Disponível em:
http://www.fisiologiavegetal.ufc.br/APOSTILA/NUTRICAO_MINERAL.pdf. Acesso em: outubro,
2020.
 Nutrição de Plantas Ciência e Tecnologia. Disponível em:
https://www.npct.com.br/nutrifatos. Acesso em: outubro, 2020.
 Agência EMBRAPA de informação tecnológica. Disponível em:
https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/cana-de-
acucar/arvore/CONT000fhvuyvaq02wyiv80v17a09ehcm584.html. Acesso: outubro, 2020.
26
Obrigada!
Beatriz Mariano Serrano
Agronomia - 6º Período – UFG
Vice-cordenadora de Marketing - GETA
beatrizmariano@discente.ufg.br
(62) 9 9191 3354

Macronutrientes geta

  • 1.
    Macronutrientes Aspectos gerais danutrição mineral de plantas Outubro 2020 Beatriz Mariano Serrano Vice-coordenadora de Marketing GETA
  • 2.
    Sumário  Classes doselementos;  Critérios de essencialidade;  Relação sintoma x função;  Função;  Mobilidade; macronutrientes  Sintomas de deficiência. 2
  • 3.
    3 Nutrição mineral deplantas Essencial Sem ele a planta não completa seu ciclo/não vive; Benéfico Tóxico Aumenta o crescimento e a produção em situações particulares; Diminui o crescimento e a produção, podendo levar à morte.
  • 4.
    Nutrição mineral deplantas 4 Na natureza há mais de 100 elementos; Na planta há cerca de 40-50, 16 são considerados essenciais. essenciais. Fonte: Departamento de ciência do solo - ESALQ
  • 5.
    5 • São osdenominados nutrientes e devem atender a 3 critérios. Elementos essenciais Nutriente Na ausência do elemento a planta não completa seu ciclo vegetativo O elemento não pode ser substituído Deve ter um efeito direto na vida na planta,ser envolvido em seu metabolismo
  • 6.
    6 Macronutrientes Fonte: Apostila defisiologia vegetal - UFC ORGÂNICOS MINERAIS
  • 7.
    7 Relação sintoma xfunção O relacionamento entre o crescimento ou a produtividade das plantas e a concentração dos nutrientes no tecido evidencia a ocorrência de três zonas distintas: • Zona de deficiência – ocorre quando o teor do nutriente no tecido é baixo e o crescimento é reduzido. Nesta zona, adição de fertilizante produz incrementos na produtividade. • Zona Adequada – Nesta região, aumento no teor do nutriente não implica em aumento do crescimento ou da produtividade. • Zona de toxicidade – o nutriente acumulou em excesso, produzindo toxicidade.
  • 8.
    8 Relação sintoma xfunção Fonte: Taiz & Zeiger, 1998
  • 9.
    9 Nitrogênio • N2 constituicerca de 78% da composição do ar atmosférico; • Através da fixação industrial ou biológica o nitrogênio (N2) é transformado nas formas assimiláveis: NH4 + (amônio) e NO3 - (nitrato); • Mobilidade: xilema e floema. Fonte: wikipedia
  • 10.
    10 Nitrogênio • É oelemento essencial requerido em maior quantidade pelas plantas; • Os tecidos vegetais apresentam, de maneira geral, teores de N que variam de 2 a 5% da matéria seca; • Constituinte de muitos compostos da planta, incluindo todas as proteínas (formadas de aminoácidos) e ácidos nucléicos; • Influência do pH: meio ácido inibe a absorção do cátion;
  • 11.
    11 Nitrogênio Fonte: Agrolink • Possuifunção estrutural na planta, participando da composição de aminoácidos e proteínas; • Móvel no solo e na planta; • Acúmulo na fase vegetativa e dreno na reprodução; • Deficiência: clorose generalizada nas folhas mais velhas.
  • 12.
    12 Fósforo • Extraído porjazidas ígneas ou metamórficas; • Um dos menos exigidos pela planta, porém é o mais usado em adubações no Brasil; • Forte interação com o solo (fixação); • Em torno de 0,1% a 0,5% da matéria seca;
  • 13.
    13 Fósforo • Atua nofornecimento de energia (ATP), síntese e degradação de macromoléculas; • Imóvel no solo e muito móvel na planta; • Acúmulo no meristema; • Deficiência: menor crescimento das plantas e folhas arroxeadas (milho). Fonte: Embrapa
  • 14.
    14 Potássio • Segundo nutrientemais exigido e consumido como fertilizante; • Aprox. 2 a 5% da matéria seca da planta; • Possui perdas por lixiviação – extremos de pH; • Não possui função estrutural; • K+ cátion mais abundante no floema.
  • 15.
    15 Potássio • Transporte decarboidratos, ativador enzimático, catalisador de reações, osmorregulação (abertura e fechamento dos estômatos), tolerância a seca; • Móvel no solo e na planta; Fonte: jardimdomundo • Acúmulo nos meristemas primários, frutos e sementes; • Deficiência: clorose marginal seguida de necrose nas folhas velhas e frutos sem sabor; • Excesso não causa toxidez.
  • 16.
    • Presença deoutros cátions diminuem sua absorção; • Baixa concentração no floema; • Baixa mobilidade no solo e na planta; • Ao contrário dos outros macronutrientes, uma alta proporção do Ca na planta encontra-se nas paredes celulares. Funções: • Crescimento radicular – alongação e divisão celular; gessagem • Integra a lamela média; • Crescimento do tubo polínico. 16 Cálcio
  • 17.
    • Sintomas dedeficiência dificilmente são notados pois a planta paralisa seu crescimento; • Regiões em expansão celular são as mais afetadas; • Frutos e folhas novas deformados; • O excesso é prejudicial -> prejudica absorção de outros cátions. 17 Cálcio Fonte: IPNI Brasil
  • 18.
    18 Magnésio • Considerado secundário-> calagem; • Inibição competitiva com outros cátions, que pode levar a deficiência deste nutriente; • É facilmente redistribuído nas plantas -> móvel; • Móvel no solo. Funções: • Principal responsável pela formação da molécula de clorofila; • Ativação enzimática.
  • 19.
    19 Magnésio • Os sintomasde deficiência surgem nas folhas mais velhas. Clorose internerval; • Excesso prejudica a absorção de Ca, K e outros micronutrientes. Fonte: Fênix agro Fonte: Hasime Tokeshi
  • 20.
    20 Enxofre A demanda deS: • Substituição dos adubos que continham enxofre; • Aumento da produtividade e exaustão dos solos; • Substituição de moléculas de defensivos agrícolas sulfurados (resistência de insetos). Fonte primária: rochas ígneas.
  • 21.
    21 Enxofre • O enxofrena planta localiza-se, na maior parte, nas proteínas; • 0,2 a 0,5% da matéria seca. • Exigem aumenta na seguinte ordem: gramíneas < leguminosas < crucíferas; Funções: • Cisteína e metionina -> todas as proteínas; • Formação de tecidos.
  • 22.
    22 Enxofre • Local deacúmulo: ramos, frutos e sementes; • Pouco móvel; • Deficiência: série de distúrbios metabólicos -> clorose generalizada nas folhas novas; • Não apresenta sintomas de toxidez. Fonte: IPNI Brasil.
  • 23.
    Exercício Clorose internerval nasfolhas velhas Clorose generalizadas nas folhas novas Frutos deformados Folhas velhas arroxeadas Clorose generalizada nas folhas velhas Clorose marginal nas folhas velhas Magnésio Enxofre Cálcio Fósforo Nitrogênio Potássio 23
  • 24.
    24 Importância • A Leide Liebig, também conhecida por é um princípio utilizado principalmente na agricultura que estabelece que o desenvolvimento de uma planta será limitado pelo nutrientes faltoso ou deficitário, mesmo que todos os outros elementos ou fatores estejam presentes. Fonte: Mais soja
  • 25.
  • 26.
    Referências Bibliográficas  NutriçãoMineral de Plantas / Valdemar Faquin. -- Lavras: UFLA / FAEPE, 2005. p.: il. - Curso de Pós-Graduação “Lato Sensu” (Especialização) a Distância: Solos e Meio Ambiente.  Apostila de Nutrição Mineral de Plantas – Universidade Federal do Ceará. Disponível em: http://www.fisiologiavegetal.ufc.br/APOSTILA/NUTRICAO_MINERAL.pdf. Acesso em: outubro, 2020.  Nutrição de Plantas Ciência e Tecnologia. Disponível em: https://www.npct.com.br/nutrifatos. Acesso em: outubro, 2020.  Agência EMBRAPA de informação tecnológica. Disponível em: https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/cana-de- acucar/arvore/CONT000fhvuyvaq02wyiv80v17a09ehcm584.html. Acesso: outubro, 2020. 26
  • 27.
    Obrigada! Beatriz Mariano Serrano Agronomia- 6º Período – UFG Vice-cordenadora de Marketing - GETA beatrizmariano@discente.ufg.br (62) 9 9191 3354