Fósforo
Fósforo em solo e planta em
condições do cerrado
MARÇO
2020/2
Lucas Pereira Borges
Coordenador de Campo e Pesquisa
FÓSFORO
Sumário
 ASPECTOS GERAIS DA SITUAÇÃO
GEOPOLÍTICA E TÉCNICA;
 CARATERISTICAS DO P;
 FUNÇÃO DO P NAS PLANTAS;
 APLICAÇÃO LOCALIZADA VS LANÇO;
 P-SOLO-PLANTA;
 FONTES MINERAIS DE FÓSFORO;
 EXTRATORES.
ASPECTOS GERAIS DA SITUAÇÃO
GEOPOLÍTICA E TÉCNICA
3
4
Aspectos geopolíticos
Fonte : Pinterest.
5
Aspectos geopolíticos
 Recursos fosfatados não estão terminando;
 Uso eficiente do P;
 Reuso será cada vez mais importante;
 Rastreabilidade juntamente com questões ambientais e
humanitárias;
 Antever problemas, evitando possíveis barreiras agrícolas.
6
Aspectos geopolíticos
Fonte : IPNI.
Fonte : IPNI.
7
Boas práticas para uso eficiente de
fertilizantes
Fonte : IPNI.
Características do P
8
9
Características do P
 Macronutriente primário;
 Locais de acúmulo: Meristema, flores, frutos e sementes;
 Menos exigido que N e K;
 Composto: ATP e lignina;
 Solos brasileiros são muito pobres;
 Mobilidade: Altamente móvel no floema e por isso é
redistribuído facilmente.
Fonte : UOL.
Função do P nas plantas
10
11
Funções do P nas plantas
Fonte : Brasil escola.
Fonte : Infoescola.
Fonte : Freepik.
12
Deficiência de P nas plantas
Folhas mais velhas;
Retardo do crescimento;
Nas folhas, os sintomas são: cor amarela, pouco brilho,
cor verde-azulada.
13
Deficiência de P nas plantas
Imagens : Yara.
Imagem : INPI.
14
Remoção de P2O5
Cultura Nível de produção
(t/ha)
P2O5 removido
pela planta inteira
(kg/ha)
Algodão (fibra) 1,1 57
Arroz 7,8 67
Café 2,1 12
Cana-de-açúcar 112,0 112
Feijão 2,0 15
Milho 10,0 102
Soja 4,0 65
15
Aumento da produção
de milho
P2O5 aplicado
(kg/ha)
Nível de produção
(t/ha)
Umidade no grão
(%)
0 6,2 31,8
45 8,2 27,8
90 8,8 27,0
135 8,5 26,9
180 8,7 26,5
Lanço vs sulco
16
17
Lanço vs sulco
Imagem 5: Farmbox. Imagem 6: Faeg.
18
Lanço vs sulco
Fonte: Drew.
19
Mobilidade no solo
20
Fatores para tomada de decisão
 Solo com teor muito baixo ou baixo de P (0-20 com)= sulco;
 Solo com elevado potencial para perda de P por erosão
superficial = sulco;
 Solo com teor razoável de P ao longo do perfil, sem elevado
risco de erosão superficial e desejado de alto rendimento
operacional na semeadura= lanço.
Intercalar localização é uma possibilidade
Antecipar P localizado é uma possibilidade
21
Manejo do solo visando a manutenção de
P
 Fazer calagem antes da adubação fosfatada;
 Fazer a adubação fosfatada com frequência ou fosfatagem;
 Aplicar adubos orgânicos com frequência;
 Rotação de culturas;
 Adotar o SPD;
22
Fosfatagem
 É uma correção de fósforo no solo;
 A cada 10 kg de P que aplicamos no solo, tende-se a
aumentar 1 miligrama/dm3;
 Exemplo: segundo sua análise de solo, seu solo está com 15
dm3 e você deseja aumentar para 20 dm3. R. basta
acrescente 50 kg/P.
23
Manejo do solo visando a manutenção de P
P-solo-planta
24
25
Formas de ocorrência no solo
 P nos minerais primário;
Mais importante sendo apatitas.
 P orgânico;
Representa de 25 a 75% do total de P do solo.
 P na solução do solo;
Ocorre em concentrações muito baixa.
 P nos minerais secundário;
O H2PO2- se liga com ferro, alumínio e cálcio e se precipita
em novos minerais, insolúveis(estrengita,variscita,fosfato de
dicálcico e tricálcico).
26
Formas de ocorrência no solo
 P adsorvido;
 Concentração de P na solução do solo;
 Teor e natureza da argila;
 Tempo de contato com o solo;
 M.O.S.: quanto mais matéria orgânica, menor adsorção;
 Saturação de P no solo: maior saturação, menor adsorção.
 P fixado.
27
Relação fonte-dreno
 O solo poderá ser fonte ou dreno;
P-adubo P-planta
P-orgânico P-solução P-lábil P-não lábil
A fração argila define o solo como fonte ou como dreno;
Matar a fome do solo.
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Dinâmica no solo
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P LÁBIL E NÃO-LÁBIL
v
30
MAP no solo
31
Fosfatagem
32
Fósforo orgânico
Microbiota
do
solo
Bactérias
Algas
Protozoário
Actinomicetos
Fungos
Mineralização e solubilização do
P no solo.
Fontes minerais de fósforo
33
34
Fontes minerais de fósforo
 Superfosfato Simples: 18% de P2O5, 11% S, 19% Ca;
 Superfosfato triplo: 43% P2O5; 13%Ca;
 Fosfato Monoamônico: 48% P2O5, 9% N;
 Fosfato diamônico: 45% P2O5, 16% N;
 Termofosfato: 18% P2O5, 20% Ca, 9 magnésio.
Extratores
35
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Mehlich 1 e resina
 Mehlich 1
Utilizar um extrator fortemente ácido, extraindo o fósforo ligado ao cálcio, que não
estão disponíveis para a planta.
 Resina
A resina de troca aniônica, simula o comportamento do sistema radicular das plantas
na absorção de fósforo do solo.
Referencias
37
 International Plant Nutrition Institute;
 Dr. Reges Heinrichs, UNESP;
 Dr. Gustavo Brunetto, UFSM;
 Dr. Roberto Ferreira de Neves, Dr. T.Jot Smyth.“Fósforo em solo e plantas
em condições tropicais”.
Obrigado!
Lucas Pereira Borges
Agronomia– UFG
Coordenador de campo e pesquisa GETA
lucasborgesp47@gmail.com
(62) 9 8245-2513
38

FÓSFORO - P em solo e planta em condições do cerrado.

  • 1.
    Fósforo Fósforo em soloe planta em condições do cerrado MARÇO 2020/2 Lucas Pereira Borges Coordenador de Campo e Pesquisa
  • 2.
    FÓSFORO Sumário  ASPECTOS GERAISDA SITUAÇÃO GEOPOLÍTICA E TÉCNICA;  CARATERISTICAS DO P;  FUNÇÃO DO P NAS PLANTAS;  APLICAÇÃO LOCALIZADA VS LANÇO;  P-SOLO-PLANTA;  FONTES MINERAIS DE FÓSFORO;  EXTRATORES.
  • 3.
    ASPECTOS GERAIS DASITUAÇÃO GEOPOLÍTICA E TÉCNICA 3
  • 4.
  • 5.
    5 Aspectos geopolíticos  Recursosfosfatados não estão terminando;  Uso eficiente do P;  Reuso será cada vez mais importante;  Rastreabilidade juntamente com questões ambientais e humanitárias;  Antever problemas, evitando possíveis barreiras agrícolas.
  • 6.
  • 7.
    7 Boas práticas parauso eficiente de fertilizantes Fonte : IPNI.
  • 8.
  • 9.
    9 Características do P Macronutriente primário;  Locais de acúmulo: Meristema, flores, frutos e sementes;  Menos exigido que N e K;  Composto: ATP e lignina;  Solos brasileiros são muito pobres;  Mobilidade: Altamente móvel no floema e por isso é redistribuído facilmente. Fonte : UOL.
  • 10.
    Função do Pnas plantas 10
  • 11.
    11 Funções do Pnas plantas Fonte : Brasil escola. Fonte : Infoescola. Fonte : Freepik.
  • 12.
    12 Deficiência de Pnas plantas Folhas mais velhas; Retardo do crescimento; Nas folhas, os sintomas são: cor amarela, pouco brilho, cor verde-azulada.
  • 13.
    13 Deficiência de Pnas plantas Imagens : Yara. Imagem : INPI.
  • 14.
    14 Remoção de P2O5 CulturaNível de produção (t/ha) P2O5 removido pela planta inteira (kg/ha) Algodão (fibra) 1,1 57 Arroz 7,8 67 Café 2,1 12 Cana-de-açúcar 112,0 112 Feijão 2,0 15 Milho 10,0 102 Soja 4,0 65
  • 15.
    15 Aumento da produção demilho P2O5 aplicado (kg/ha) Nível de produção (t/ha) Umidade no grão (%) 0 6,2 31,8 45 8,2 27,8 90 8,8 27,0 135 8,5 26,9 180 8,7 26,5
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  • 17.
    17 Lanço vs sulco Imagem5: Farmbox. Imagem 6: Faeg.
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  • 20.
    20 Fatores para tomadade decisão  Solo com teor muito baixo ou baixo de P (0-20 com)= sulco;  Solo com elevado potencial para perda de P por erosão superficial = sulco;  Solo com teor razoável de P ao longo do perfil, sem elevado risco de erosão superficial e desejado de alto rendimento operacional na semeadura= lanço. Intercalar localização é uma possibilidade Antecipar P localizado é uma possibilidade
  • 21.
    21 Manejo do solovisando a manutenção de P  Fazer calagem antes da adubação fosfatada;  Fazer a adubação fosfatada com frequência ou fosfatagem;  Aplicar adubos orgânicos com frequência;  Rotação de culturas;  Adotar o SPD;
  • 22.
    22 Fosfatagem  É umacorreção de fósforo no solo;  A cada 10 kg de P que aplicamos no solo, tende-se a aumentar 1 miligrama/dm3;  Exemplo: segundo sua análise de solo, seu solo está com 15 dm3 e você deseja aumentar para 20 dm3. R. basta acrescente 50 kg/P.
  • 23.
    23 Manejo do solovisando a manutenção de P
  • 24.
  • 25.
    25 Formas de ocorrênciano solo  P nos minerais primário; Mais importante sendo apatitas.  P orgânico; Representa de 25 a 75% do total de P do solo.  P na solução do solo; Ocorre em concentrações muito baixa.  P nos minerais secundário; O H2PO2- se liga com ferro, alumínio e cálcio e se precipita em novos minerais, insolúveis(estrengita,variscita,fosfato de dicálcico e tricálcico).
  • 26.
    26 Formas de ocorrênciano solo  P adsorvido;  Concentração de P na solução do solo;  Teor e natureza da argila;  Tempo de contato com o solo;  M.O.S.: quanto mais matéria orgânica, menor adsorção;  Saturação de P no solo: maior saturação, menor adsorção.  P fixado.
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    27 Relação fonte-dreno  Osolo poderá ser fonte ou dreno; P-adubo P-planta P-orgânico P-solução P-lábil P-não lábil A fração argila define o solo como fonte ou como dreno; Matar a fome do solo.
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  • 29.
    29 P LÁBIL ENÃO-LÁBIL v
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    Fontes minerais defósforo 33
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    34 Fontes minerais defósforo  Superfosfato Simples: 18% de P2O5, 11% S, 19% Ca;  Superfosfato triplo: 43% P2O5; 13%Ca;  Fosfato Monoamônico: 48% P2O5, 9% N;  Fosfato diamônico: 45% P2O5, 16% N;  Termofosfato: 18% P2O5, 20% Ca, 9 magnésio.
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    36 Mehlich 1 eresina  Mehlich 1 Utilizar um extrator fortemente ácido, extraindo o fósforo ligado ao cálcio, que não estão disponíveis para a planta.  Resina A resina de troca aniônica, simula o comportamento do sistema radicular das plantas na absorção de fósforo do solo.
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    Referencias 37  International PlantNutrition Institute;  Dr. Reges Heinrichs, UNESP;  Dr. Gustavo Brunetto, UFSM;  Dr. Roberto Ferreira de Neves, Dr. T.Jot Smyth.“Fósforo em solo e plantas em condições tropicais”.
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    Obrigado! Lucas Pereira Borges Agronomia–UFG Coordenador de campo e pesquisa GETA lucasborgesp47@gmail.com (62) 9 8245-2513 38