Língua Estrangeira na
     Escola Pública –
é possível ensiná-la, como
 em escolas de idiomas?
(Palestra e Oficina realizada no Instituto
     Federal de Pernambuco – IFPE)
                  2012.1
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
           ensiná-la, como em escolas de idiomas?
        Marcos Fernando dos Santos – Consultor em RH / Consultor em Idiomas / Coach

Graduado em Psicologia pela Fafire, com Especialização em Gestão de Pessoas, pela Maurício de
Nassau Business School (Faculdade Maurício de Nassau).

Professor dos idiomas inglês e alemão, também fala francês e italiano, com vivência de 6 (seis)
anos na Alemanha, onde trabalhou e estudou.

Diretor e consultor da Santos Consultoria e Gestão, com experiência em oferecer suporte a
empresas na área de Gestão Estratégica de Pessoas, implantação de novas tecnologias de ensino e
estratégias de mudança organizacional, desenvolvimento organizacional, desenvolvimento de
líderes, desenvolvimento de equipes, recrutamento e seleção, treinamento e liderança de pessoal,
e em outras ferramentas de recursos humanos.

Aprendeu a conviver com pessoas no Brasil e no exterior.

Antes de fundar a Santos Consultoria e Gestão, trabalhou 12 anos em franquia de idiomas
multinacional, onde iniciou como professor e chegou à função de administrador, passando por
responsabilidades equivalentes aos níveis de coordenador pedagógico, gestor e diretor.
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
     ensiná-la, como em escolas de idiomas?

                  O PROBLEMA

Educação Precária
Alunos “Desmotivados”
Professores Sobrecarregados
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?

                        CRENÇAS
1. “O curso livre é o lugar para se aprender LE.” (Paiva,
1997, p. 13)
2. “Sem equipamento audiovisual é impossível
desenvolver um bom curso.” (Paiva,1997, p.14)
3. “Eles não aprendem português quanto mais inglês.”
(Moita Lopes, 1996, p. 63).
4. “Não é possível ensinar na escola pública porque os
alunos não têm condições de aprender.” (Félix, 1999)
(apud COELHO, 2005)
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?
                EDUCAÇÃO NO BRASIL
                   (1500 – 1889)

1800 – cerca de 3 milhões de habitantes
“Era uma população analfabeta, pobre e carente de tudo.
Na cidade de São Paulo de 1818, já no governo de D. João
VI, apenas 2,5% dos homens livres em idade escolar eram
alfabetizados.” (GOMES, 2007).

1886 – População Escolarizada em 1886 era 1,8% -
Argentina, 6% -. (ALMEIDA, 2000, apud MEC. INEP. 2003)
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
    ensiná-la, como em escolas de idiomas?
             EDUCAÇÃO NO BRASIL
                (1900 – 2000)
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
    ensiná-la, como em escolas de idiomas?

             EDUCAÇÃO NO BRASIL
                (1900 – 2000)
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
     ensiná-la, como em escolas de idiomas?
                   MOTIVAÇÃO

                (Para a Psicologia)

Motivo, Motivação – Estado interno que resulta de
uma necessidade e incita comportamento, usualmente
dirigido à satisfação da necessidade ativadora.
(DAVIDOFF, 2001)
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
    ensiná-la, como em escolas de idiomas?
   REALIDADE ATUAL DO PROFESSOR PÚBLICO?
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
     ensiná-la, como em escolas de idiomas?
             ENSINO DE LE NO MUNDO

CONTEXTO HISTÓRICO

Abordagem da Gramática e de Tradução – L2 por L1
Séc. XVI – Método Direto (MD) L1 por L1
Séc. XX – Skinner, Chomsky
Séc. XXI – Internet
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
        ensiná-la, como em escolas de idiomas?
              ENSINO DE LE NO BRASIL
CONTEXTO HISTÓRICO
Pós-II Guerra Mundial – anos 40 a 60
Behaviorismo – Inglês Prático – Escolas Públicas e Privadas eram
concorrentes em grau de igualdade
Ditadura Militar – Inglês Técnico – boom das Escolas de
Idiomas
LDB (1996) e PCNs (1998) – ”O ensino de línguas passou a ser
obrigatório no ensino Fundamental e Médio, e eleger a língua a
ser estudada deveria ser tarefa da comunidade local. Vale
lembrar que, infelizmente poucas vezes este direito de escolha
se realiza efetivamente. “ (TREVISAN, 2008).
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
        ensiná-la, como em escolas de idiomas?

                 ENSINO DE LE NO BRASIL

CONTEXTO EDUCACIONAL

“[...] Por volta dos anos 70, a elite brasileira percebe a
importância de se aprender inglês e começaram a aparecer
os cursos de idiomas e as viagens educativas e de
intercâmbio para os EUA. [...] O exterior era o foco da elite
e, talvez, aqui me parece, seria o início da ênfase de se
aprender inglês para a comunicação com nativos do
idioma.” (COELHO, 2006, p. 126-127, apud TREVISAN 2008)
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?
               ENSINO DE LE NO BRASIL

“No entanto, essa alta qualidade de ensino público era
para poucos, pois havia no país um índice elevado de
analfabetismo. Neste período, o ensino era inspirado no
modelo europeu humanístico, com forte influência
francesa. Os alunos eram expostos a três idiomas (francês,
inglês e espanhol, latim era compulsório) e começava a
partir dos 11-12 anos com o ensino de francês. Uma
segunda língua estrangeira era então apresentada aos
alunos de 15-16 anos e se estendia ao longo dos três
últimos anos do ensino escolar.” (COELHO, 2005)
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
       ensiná-la, como em escolas de idiomas?

            ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA
                 POSSÍVEIS CAMINHOS

Reflexão Inicial sobre Empréstimos Linguísticos em Geral
Reflexão Sobre o Uso de Palavras de línguas latinas em LE
“É claro que a formação linguística deve também fazer
parte dos objetivos, caso contrário a aula torna-se apenas
discussão de temas polêmicos ou aproxima-se das tarefas
filosóficas.” (TREVISAN, 2008)
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
       ensiná-la, como em escolas de idiomas?

            ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA
                 POSSÍVEIS CAMINHOS

Descontruir crenças nucleares sobre a Educação no Brasil
e o Ensino de LE em Escolas Públicas (COELHO, 2005);
Ajudar os alunos a compreenderem que a LE pode ser um
instrumento de libertação e de inclusão, baseando-se na
filosofia de Paulo Freire (FREIRE, 1987);
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?

           ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA
                  POSSÍVEIS CAMINHOS
                   por SANTOS (2001)
A leitura e interpretação de textos atuais (retirados
de revistas e jornais escritos na língua);
Utilizar a internet para navegar em paginas da língua;
Utilizar vídeos legendados na língua inglesa;
Utilizar toca-fitas (músicas, diálogos e fragmentos de
textos) para reforçar a prática oral;
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?

           ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA
                  POSSÍVEIS CAMINHOS
                   por SANTOS (2001)
Sempre que possível utilizar o próprio contexto
escolar e social como forma de incentivar a oralidade e
a escrita;
Formar grupos de alunos para praticar a língua;
Proceder a correção no momento em que está sendo
executada atividade sem expor o aluno (de preferência
fale de modo geral);
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?

           ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA
                POSSÍVEIS CAMINHOS
                 por SANTOS (2001)
Enaltecer o desenvolvimento do aluno sempre que o
mesmo desenvolver uma atividade;
Procurar também trabalhar o aspecto lúdico da
disciplina;
Procurar fugir um pouco do livro didático, introduzindo
conteúdos novos através de textos e transparências;
Procurar textos na língua inglesa relacionada às outras
disciplinas.
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?
          ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA
               POSSÍVEIS CAMINHOS
                  (OCPEM, 2006)
                    OBJETIVOS
Retomar a reflexão sobre a função educacional do ensino
de LE no ensino médio e ressaltar a importâncias dessas;
Reafirmar a relevância da noção de cidadania e discutir a
prática dessa noção no ensino de LE;
Discutir o problema da exclusão no ensino em face de
valores “globalizantes” e o sentimento de inclusão
frequentemente aliado ao conhecimento de LEs;
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?

          ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA
               POSSÍVEIS CAMINHOS
                  (OCPEM, 2006)

Introduzir as teorias sobre a linguagem e as novas
tecnologias (letramentos, multiletramentos,
multimodalidade, hipertexto);
Dar sugestões sobre a prática do ensino de LEs por meio
dessas tecnologias.
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?

         ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA
              POSSÍVEIS CAMINHOS
                 (OCPEM, 2006)
   HABILIDADES EM LE A SEREM DESENVOLVIDAS
Leitura Contextualizada;
Prática Escrita Contextualizada;
Comunicação Oral Contextualizada.
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?

           ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA
                POSSÍVEIS CAMINHOS
                   (OCPEM, 2006)
                 ESCLARECIMENTOS
“Verifica-se que, em muitos casos, há falta de clareza sobre
o fato de que os objetivos do ensino de idiomas em escola
regular são diferentes dos objetivos dos cursos de idiomas.
Trata-se de instituições com finalidades diferenciadas.
Observa-se a citada falta de clareza quando a escola regular
tende a concentrar-se no ensino apenas linguístico ou
instrumental da Língua Estrangeira (desconsiderando
outros objetivos, como a os educacionais e os culturais).”
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?
                REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Secretaria de Educação Básica.
Orientações curriculares para o ensino médio. Linguagens, códigos e suas
tecnologias. CONHECIMENTOS DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS. Brasília: MEC, v.
1, p. 85-93, 2006.

COELHO, Hilda S. H. "É POSSÍVEL APRENDER INGLÊS NA ESCOLA ?” CRENÇAS
DE PROFESSORES E ALUNOS SOBRE O ENSINO DE INGLÊS EM ESCOLAS
PÚBLICAS. Dissertação de Mestrado. Belo Horizonte, 2005. Disponível na
Internet                                                            sob:
http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/ALDR-6ACG69/1/diss
 Acessado em 23.05.2012, às 10h.

DAVIDOFF, Linda L. Introdução à psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?
                REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 28 ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra,
1987.

GOMES, Laurentino. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e
uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal
e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.

MEC. INEP. MAPA DO ANALFABETISMO NO BRASIL. Brasília, 2003.

SANTOS, André L. P. A REALIDADE DO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA NAS
ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO COM BASE NOS NOVOS PCNs: UMA VISÃO
CRÍTICA COMPARATIVA. Trabalho de Graduação de Curso. Universidade da
Amazônia.    Belém,      2001.    Disponível    na      Internet   sob:
http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/monografias/REALIDADE.PDF
Acessado em 23.05.2012, às 9h.
Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível
      ensiná-la, como em escolas de idiomas?

                REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
TREVISAN, Suzana. Reflexões sobre os objetivos das aulas de línguas
estrangeiras na escola regular. Anais da XII Semana de Letras UFRGS. Rio
Grande      do    Sul,     2006.    Disponível     na     Internet    sob:
http://www.linguaestrangeira.pro.br/artigos_papers/artigo_suzana_trevisan.pdf
. Acesso em 23.05.2012, às 10h.

WIKIPÉDIA – A enciclopédia livre. PSICOLOGIA COGNITIVA. Disponível na
Internet sob: http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia_cognitiva. Acesso em
23.05.2012, às 19h.

Língua estrangeira na escola pública – é possível ensiná la...

  • 1.
    Língua Estrangeira na Escola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? (Palestra e Oficina realizada no Instituto Federal de Pernambuco – IFPE) 2012.1
  • 2.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? Marcos Fernando dos Santos – Consultor em RH / Consultor em Idiomas / Coach Graduado em Psicologia pela Fafire, com Especialização em Gestão de Pessoas, pela Maurício de Nassau Business School (Faculdade Maurício de Nassau). Professor dos idiomas inglês e alemão, também fala francês e italiano, com vivência de 6 (seis) anos na Alemanha, onde trabalhou e estudou. Diretor e consultor da Santos Consultoria e Gestão, com experiência em oferecer suporte a empresas na área de Gestão Estratégica de Pessoas, implantação de novas tecnologias de ensino e estratégias de mudança organizacional, desenvolvimento organizacional, desenvolvimento de líderes, desenvolvimento de equipes, recrutamento e seleção, treinamento e liderança de pessoal, e em outras ferramentas de recursos humanos. Aprendeu a conviver com pessoas no Brasil e no exterior. Antes de fundar a Santos Consultoria e Gestão, trabalhou 12 anos em franquia de idiomas multinacional, onde iniciou como professor e chegou à função de administrador, passando por responsabilidades equivalentes aos níveis de coordenador pedagógico, gestor e diretor.
  • 3.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? O PROBLEMA Educação Precária Alunos “Desmotivados” Professores Sobrecarregados
  • 4.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? CRENÇAS 1. “O curso livre é o lugar para se aprender LE.” (Paiva, 1997, p. 13) 2. “Sem equipamento audiovisual é impossível desenvolver um bom curso.” (Paiva,1997, p.14) 3. “Eles não aprendem português quanto mais inglês.” (Moita Lopes, 1996, p. 63). 4. “Não é possível ensinar na escola pública porque os alunos não têm condições de aprender.” (Félix, 1999) (apud COELHO, 2005)
  • 5.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? EDUCAÇÃO NO BRASIL (1500 – 1889) 1800 – cerca de 3 milhões de habitantes “Era uma população analfabeta, pobre e carente de tudo. Na cidade de São Paulo de 1818, já no governo de D. João VI, apenas 2,5% dos homens livres em idade escolar eram alfabetizados.” (GOMES, 2007). 1886 – População Escolarizada em 1886 era 1,8% - Argentina, 6% -. (ALMEIDA, 2000, apud MEC. INEP. 2003)
  • 6.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? EDUCAÇÃO NO BRASIL (1900 – 2000)
  • 7.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? EDUCAÇÃO NO BRASIL (1900 – 2000)
  • 8.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? MOTIVAÇÃO (Para a Psicologia) Motivo, Motivação – Estado interno que resulta de uma necessidade e incita comportamento, usualmente dirigido à satisfação da necessidade ativadora. (DAVIDOFF, 2001)
  • 9.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? REALIDADE ATUAL DO PROFESSOR PÚBLICO?
  • 10.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NO MUNDO CONTEXTO HISTÓRICO Abordagem da Gramática e de Tradução – L2 por L1 Séc. XVI – Método Direto (MD) L1 por L1 Séc. XX – Skinner, Chomsky Séc. XXI – Internet
  • 11.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NO BRASIL CONTEXTO HISTÓRICO Pós-II Guerra Mundial – anos 40 a 60 Behaviorismo – Inglês Prático – Escolas Públicas e Privadas eram concorrentes em grau de igualdade Ditadura Militar – Inglês Técnico – boom das Escolas de Idiomas LDB (1996) e PCNs (1998) – ”O ensino de línguas passou a ser obrigatório no ensino Fundamental e Médio, e eleger a língua a ser estudada deveria ser tarefa da comunidade local. Vale lembrar que, infelizmente poucas vezes este direito de escolha se realiza efetivamente. “ (TREVISAN, 2008).
  • 12.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NO BRASIL CONTEXTO EDUCACIONAL “[...] Por volta dos anos 70, a elite brasileira percebe a importância de se aprender inglês e começaram a aparecer os cursos de idiomas e as viagens educativas e de intercâmbio para os EUA. [...] O exterior era o foco da elite e, talvez, aqui me parece, seria o início da ênfase de se aprender inglês para a comunicação com nativos do idioma.” (COELHO, 2006, p. 126-127, apud TREVISAN 2008)
  • 13.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NO BRASIL “No entanto, essa alta qualidade de ensino público era para poucos, pois havia no país um índice elevado de analfabetismo. Neste período, o ensino era inspirado no modelo europeu humanístico, com forte influência francesa. Os alunos eram expostos a três idiomas (francês, inglês e espanhol, latim era compulsório) e começava a partir dos 11-12 anos com o ensino de francês. Uma segunda língua estrangeira era então apresentada aos alunos de 15-16 anos e se estendia ao longo dos três últimos anos do ensino escolar.” (COELHO, 2005)
  • 14.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA POSSÍVEIS CAMINHOS Reflexão Inicial sobre Empréstimos Linguísticos em Geral Reflexão Sobre o Uso de Palavras de línguas latinas em LE “É claro que a formação linguística deve também fazer parte dos objetivos, caso contrário a aula torna-se apenas discussão de temas polêmicos ou aproxima-se das tarefas filosóficas.” (TREVISAN, 2008)
  • 15.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA POSSÍVEIS CAMINHOS Descontruir crenças nucleares sobre a Educação no Brasil e o Ensino de LE em Escolas Públicas (COELHO, 2005); Ajudar os alunos a compreenderem que a LE pode ser um instrumento de libertação e de inclusão, baseando-se na filosofia de Paulo Freire (FREIRE, 1987);
  • 16.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA POSSÍVEIS CAMINHOS por SANTOS (2001) A leitura e interpretação de textos atuais (retirados de revistas e jornais escritos na língua); Utilizar a internet para navegar em paginas da língua; Utilizar vídeos legendados na língua inglesa; Utilizar toca-fitas (músicas, diálogos e fragmentos de textos) para reforçar a prática oral;
  • 17.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA POSSÍVEIS CAMINHOS por SANTOS (2001) Sempre que possível utilizar o próprio contexto escolar e social como forma de incentivar a oralidade e a escrita; Formar grupos de alunos para praticar a língua; Proceder a correção no momento em que está sendo executada atividade sem expor o aluno (de preferência fale de modo geral);
  • 18.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA POSSÍVEIS CAMINHOS por SANTOS (2001) Enaltecer o desenvolvimento do aluno sempre que o mesmo desenvolver uma atividade; Procurar também trabalhar o aspecto lúdico da disciplina; Procurar fugir um pouco do livro didático, introduzindo conteúdos novos através de textos e transparências; Procurar textos na língua inglesa relacionada às outras disciplinas.
  • 19.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA POSSÍVEIS CAMINHOS (OCPEM, 2006) OBJETIVOS Retomar a reflexão sobre a função educacional do ensino de LE no ensino médio e ressaltar a importâncias dessas; Reafirmar a relevância da noção de cidadania e discutir a prática dessa noção no ensino de LE; Discutir o problema da exclusão no ensino em face de valores “globalizantes” e o sentimento de inclusão frequentemente aliado ao conhecimento de LEs;
  • 20.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA POSSÍVEIS CAMINHOS (OCPEM, 2006) Introduzir as teorias sobre a linguagem e as novas tecnologias (letramentos, multiletramentos, multimodalidade, hipertexto); Dar sugestões sobre a prática do ensino de LEs por meio dessas tecnologias.
  • 21.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA POSSÍVEIS CAMINHOS (OCPEM, 2006) HABILIDADES EM LE A SEREM DESENVOLVIDAS Leitura Contextualizada; Prática Escrita Contextualizada; Comunicação Oral Contextualizada.
  • 22.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? ENSINO DE LE NA ESCOLA PÚBLICA POSSÍVEIS CAMINHOS (OCPEM, 2006) ESCLARECIMENTOS “Verifica-se que, em muitos casos, há falta de clareza sobre o fato de que os objetivos do ensino de idiomas em escola regular são diferentes dos objetivos dos cursos de idiomas. Trata-se de instituições com finalidades diferenciadas. Observa-se a citada falta de clareza quando a escola regular tende a concentrar-se no ensino apenas linguístico ou instrumental da Língua Estrangeira (desconsiderando outros objetivos, como a os educacionais e os culturais).”
  • 23.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Secretaria de Educação Básica. Orientações curriculares para o ensino médio. Linguagens, códigos e suas tecnologias. CONHECIMENTOS DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS. Brasília: MEC, v. 1, p. 85-93, 2006. COELHO, Hilda S. H. "É POSSÍVEL APRENDER INGLÊS NA ESCOLA ?” CRENÇAS DE PROFESSORES E ALUNOS SOBRE O ENSINO DE INGLÊS EM ESCOLAS PÚBLICAS. Dissertação de Mestrado. Belo Horizonte, 2005. Disponível na Internet sob: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/ALDR-6ACG69/1/diss Acessado em 23.05.2012, às 10h. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001
  • 24.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 28 ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987. GOMES, Laurentino. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007. MEC. INEP. MAPA DO ANALFABETISMO NO BRASIL. Brasília, 2003. SANTOS, André L. P. A REALIDADE DO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA NAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO COM BASE NOS NOVOS PCNs: UMA VISÃO CRÍTICA COMPARATIVA. Trabalho de Graduação de Curso. Universidade da Amazônia. Belém, 2001. Disponível na Internet sob: http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/monografias/REALIDADE.PDF Acessado em 23.05.2012, às 9h.
  • 25.
    Língua Estrangeira naEscola Pública – é possível ensiná-la, como em escolas de idiomas? REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS TREVISAN, Suzana. Reflexões sobre os objetivos das aulas de línguas estrangeiras na escola regular. Anais da XII Semana de Letras UFRGS. Rio Grande do Sul, 2006. Disponível na Internet sob: http://www.linguaestrangeira.pro.br/artigos_papers/artigo_suzana_trevisan.pdf . Acesso em 23.05.2012, às 10h. WIKIPÉDIA – A enciclopédia livre. PSICOLOGIA COGNITIVA. Disponível na Internet sob: http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia_cognitiva. Acesso em 23.05.2012, às 19h.