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1 Simpatia e antipatia entre os
           desencarnados; laços de família
 Encarnados ou não somos Espíritos criados por Deus e,
  portanto, irmãos.

 A humanidade inteira é, assim, uma só família.Mas
  entrelaçados pela afeição, simpatia e semelhança das
  inclinações, os Espíritos no espaço formam grupos ou
  famílias. E essa é que pode ser chamada a verdadeira
  família.

 Esses grupos ou famílias se reúnem por afinidades. Unem-
  se pelos laços de simpatia.


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 Os bons pelo desejo de fazerem o bem, e os maus de
  fazerem o mal.

 Sabemos que a simpatia decorre de uma perfeita
  concordância no modo de pensar e agir.

 Por isso, os Espíritos que se assemelham se procuram,
  mesmo que não tenham se conhecido na Terra.

 Assim sendo, os Espíritos cultivam, entre si, a simpatia
  geral determinada pelas suas próprias semelhanças.

 Mas além desta simpatia de caráter geral, existem,
  também, as afeições particulares, tal como as que existem
  entre os homens.
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 Assim como há as simpatias entre os Espíritos, há,
  também, as antipatias, alimentadas pelo ódio, que geram
  inimizades e dissensões.

 Este sentimento, todavia, só existe entre os Espíritos
  impuros, que não venceram ainda, em si mesmos, o
  egoísmo e o orgulho.

 Como exercem influência junto aos homens, acabam
  estimulando nestes os desentendimentos e as discórdias,
  muito comuns na vida humana.

 Desde que originada de verdadeira simpatia, a afeição que
  dois seres se consagram na Terra continua a existir
  sempre no mundo dos Espíritos.

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 Por sua vez, os Espíritos a quem fizemos mal neste mundo poderão
  perdoar-nos se já forem bons e segundo o nosso próprio
  arrependimento.

 Se, porém, ainda forem maus, podem guardar ressentimentos e nos
  perseguir, muitas vezes, até em outras existências.

 Como observam os Espíritos superiores, em O Livro dos Espíritos, “da
  discórdia nascem todos os males dos homens; da concórdia
  resulta a completa felicidade”.

 Como um dos objetivos da nossa encarnação é o de trabalhar no
  sentido de nos melhorarmos interiormente e chegarmos à perfeição
  espiritual, então nossa meta maior será a superação do mal que ainda
  existe em nós e nos outros.

 E, neste sentido, só a manifestação de amor de nossa parte pode
  quebrar o círculo vicioso do ódio que continua a existir, muitas vezes,
  depois da morte física.


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 O período mais propício a esse esforço é, sem dúvida,
  quando estamos junto dos nossos inimigos, convivendo
  com eles, na condição de encarnados e desencarnados.

 Pois aí é precisamente quando temos as melhores
  oportunidades de testemunhar nosso propósito de cultivar
  a concórdia para com todos e, assim, substituir os laços de
  ódio que nos ligavam pelos laços de amor que passam a
  nos unir.

 Jesus falou prolongadamente sobre a necessidade de
  nossa reconciliação com os adversários que aparecem no
  quadro de nossa vida terrena.


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 Nesse particular afirmou:

 “Para não acontecer que sejam entregues ao oficial de
  justiça, e este vos entregue ao juiz, pois, sendo preso,
  dali não saireis enquanto não pagardes o último
  centil”.

 Jesus recomendou, pois, que esse assunto deva ser
  encarado com a devida seriedade, porque diz respeito ao
  nosso relacionamento com os nossos semelhantes,
  devendo aqui lembrar que existe uma lei de ação e reação,
  de causa e efeito, e todo o mal que fizermos ao próximo
  demandará resgate, advindo daí os sofrimentos que todos
  nós experimentamos na Terra, uma vez que somos
  transgressores das leis de Deus.


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 A reconciliação com nossos adversários fará com que ele
  não se vingue de nós quando estiver na vida espiritual, o
  que provocaria as obsessões tão comuns na Terra.

 E é óbvio que muitos Espíritos, não podendo executar
  vinganças quando encarnados, não deixarão de
  concretizá-las quando estiverem desencarnados.

 No plano espiritual, a reunião de parentes e amigos
  depende do grau de evolução e do caminho que seguem
  para o seu adiantamento; se um deles está mais adiantado
  e caminha mais rápido que os outros, eles não poderão
  ficar juntos; poderão ver-se algumas vezes, mas não
  estarão sempre reunidos, a não ser quando possam
  marchar juntos, ombro a ombro, ou quando tiverem
  atingido a igualdade na perfeição. Mas cada caso é um
  caso.
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 A esse respeito, mencionamos o exemplo de Ismália e Alfredo, no livro
  Os Mensageiros.

 Ambos desencarnados, podiam ver-se algumas vezes, separados que
  estavam pela diferença do grau de evolução.

 Também Emmanuel, no livro Renúncia, cita o exemplo de Alcione, que
  desce das esferas superiores para encontrar-se com seu amado
  Pólux, ainda nas regiões de sofrimento, e que sequer conseguia
  perceber-lhe a presença.

 Pode continuar a existir, no mundo dos Espíritos, a afeição mútua que
  dois seres se consagraram na Terra, desde que originada da
  verdadeira simpatia.

 Se, no entanto, a simpatia nasceu principalmente de causas de ordem
  física, desaparece com a causa.

 As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na
  Terra, por que não se acham subordinadas aos caprichos dos
  interesses materiais e do amor próprio.
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2 Almas gêmeas

 Num de seus célebres diálogos, O Banquete, Platão narra
  curiosa alegoria referente ao amor. Nos primórdios do
  mundo, aqui viviam insólitos seres andróginos, de duas
  faces e dois pares de braços e pernas.

 Por terem desafiado os deuses, foram divididos ao meio.
  Desde então, estas duas metades, uma feminina outra
  masculina, buscam, ansiosos, a unidade perdida.



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 Daí, talvez, possa ter-se originado a expressão “metades eternas”.
  Dois seres que desde a sua origem foram criados um para o outro.

 Allan Kardec, entretanto, em O Livro dos Espíritos, nos esclarece a
  esse respeito ao interrogar os Espíritos responsáveis pela
  Codificação:

 “As almas que devam unir-se estão, desde suas origens,
  predestinadas a essa união e cada um de nós tem, em alguma parte
  do Universo, sua metade, a que fatalmente um dia se reunirá?”

 Respondem os Espíritos: “Não, não há união particular e fatal, de
  duas almas. União que há é a de todos os Espíritos, mas em
  graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo
  a perfeição que tenham adquirido.Quanto mais perfeitos, tanto
  mais unidos. Da discórdia nascem todos os males humanos, da
  concórdia resulta a completa felicidade”.


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 Mais adiante, na Questão 299 do mesmo livro,
  encontramos a seguinte colocação: “Se um Espírito
  fosse a metade de outro, se os dois se separassem,
  estariam ambos incompletos. Se um tivesse que
  completar o outro, perderia a sua individualidade”.

 Em seus comentários, Kardec assim se coloca: “A teoria
  das metades eternas encerra uma simples figura,
  representativa de dois Espíritos simpáticos. Não
  podemos, portanto, aceitar a idéia de que, criados um
  para o outro, dois Espíritos tenham fatalmente que se
  reunir um dia na eternidade, depois de haverem estado
  separados por tempo mais ou menos longo”.


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 Sabemos, contudo, que ao longo de nossa caminhada
  rumo à perfeição, Espíritos simpáticos unem-se para que,
  juntos, possam trabalhar para seu progresso.

 Emmanuel, no livro O Consolador, ao tratar desse
  assunto, refere-se a essas uniões, porém esclarece, em
  Nota à primeira edição, que ao se referir à expressão
  “almas gêmeas”, não deseja dizer “metades eternas”.

 Ao se referir às uniões humanas considera que estas, em
  toda a vida, são orientadas por sentimentos de amor mais
  profundos que aqueles encontrados na concepção
  humana, que se modificará na esteira da evolução.


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Bibliografia
   EMMANUEL (Espírito). O consolador. 16. ed. Psicografado por Francisco
    Cândido Xavier. Brasília: FEB, 1993. 233 p.
   ————. Emmanuel. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 13. ed.
    Brasília: FEB, 1987. 186 p.
   KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o espiritismo. 106. ed. Tradução de
    Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, 1994. 435 p.
   ————. O livro dos espíritos. 74. ed. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de
    Janeiro: FEB, 1994. 494 p.
   LUIZ, André (Espírito). Os mensageiros. 16. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1983.
    268 p.
   MIRANDA, Hermínio C. A reencarnação na Bíblia. 10. ed. São Paulo:
    Pensamento, 1995. 99 p.
   RIZZINI, Carlos Toledo. Evolução para o terceiro milênio. 8. ed. Sobradinho:
    EDICEL, 1990. 352 p.
   Extraído: Apostila de Estudo dos Aspectos filosófico e religioso da Doutrina
    Espírita – Fase 4



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Laços familia pps

  • 1.
  • 2.
    1 Simpatia eantipatia entre os desencarnados; laços de família  Encarnados ou não somos Espíritos criados por Deus e, portanto, irmãos.  A humanidade inteira é, assim, uma só família.Mas entrelaçados pela afeição, simpatia e semelhança das inclinações, os Espíritos no espaço formam grupos ou famílias. E essa é que pode ser chamada a verdadeira família.  Esses grupos ou famílias se reúnem por afinidades. Unem- se pelos laços de simpatia. 16/11/12 2
  • 3.
     Os bonspelo desejo de fazerem o bem, e os maus de fazerem o mal.  Sabemos que a simpatia decorre de uma perfeita concordância no modo de pensar e agir.  Por isso, os Espíritos que se assemelham se procuram, mesmo que não tenham se conhecido na Terra.  Assim sendo, os Espíritos cultivam, entre si, a simpatia geral determinada pelas suas próprias semelhanças.  Mas além desta simpatia de caráter geral, existem, também, as afeições particulares, tal como as que existem entre os homens. 16/11/12 3
  • 4.
     Assim comohá as simpatias entre os Espíritos, há, também, as antipatias, alimentadas pelo ódio, que geram inimizades e dissensões.  Este sentimento, todavia, só existe entre os Espíritos impuros, que não venceram ainda, em si mesmos, o egoísmo e o orgulho.  Como exercem influência junto aos homens, acabam estimulando nestes os desentendimentos e as discórdias, muito comuns na vida humana.  Desde que originada de verdadeira simpatia, a afeição que dois seres se consagram na Terra continua a existir sempre no mundo dos Espíritos. 16/11/12 4
  • 5.
     Por suavez, os Espíritos a quem fizemos mal neste mundo poderão perdoar-nos se já forem bons e segundo o nosso próprio arrependimento.  Se, porém, ainda forem maus, podem guardar ressentimentos e nos perseguir, muitas vezes, até em outras existências.  Como observam os Espíritos superiores, em O Livro dos Espíritos, “da discórdia nascem todos os males dos homens; da concórdia resulta a completa felicidade”.  Como um dos objetivos da nossa encarnação é o de trabalhar no sentido de nos melhorarmos interiormente e chegarmos à perfeição espiritual, então nossa meta maior será a superação do mal que ainda existe em nós e nos outros.  E, neste sentido, só a manifestação de amor de nossa parte pode quebrar o círculo vicioso do ódio que continua a existir, muitas vezes, depois da morte física. 16/11/12 5
  • 6.
     O períodomais propício a esse esforço é, sem dúvida, quando estamos junto dos nossos inimigos, convivendo com eles, na condição de encarnados e desencarnados.  Pois aí é precisamente quando temos as melhores oportunidades de testemunhar nosso propósito de cultivar a concórdia para com todos e, assim, substituir os laços de ódio que nos ligavam pelos laços de amor que passam a nos unir.  Jesus falou prolongadamente sobre a necessidade de nossa reconciliação com os adversários que aparecem no quadro de nossa vida terrena. 16/11/12 6
  • 7.
     Nesse particularafirmou:  “Para não acontecer que sejam entregues ao oficial de justiça, e este vos entregue ao juiz, pois, sendo preso, dali não saireis enquanto não pagardes o último centil”.  Jesus recomendou, pois, que esse assunto deva ser encarado com a devida seriedade, porque diz respeito ao nosso relacionamento com os nossos semelhantes, devendo aqui lembrar que existe uma lei de ação e reação, de causa e efeito, e todo o mal que fizermos ao próximo demandará resgate, advindo daí os sofrimentos que todos nós experimentamos na Terra, uma vez que somos transgressores das leis de Deus. 16/11/12 7
  • 8.
     A reconciliaçãocom nossos adversários fará com que ele não se vingue de nós quando estiver na vida espiritual, o que provocaria as obsessões tão comuns na Terra.  E é óbvio que muitos Espíritos, não podendo executar vinganças quando encarnados, não deixarão de concretizá-las quando estiverem desencarnados.  No plano espiritual, a reunião de parentes e amigos depende do grau de evolução e do caminho que seguem para o seu adiantamento; se um deles está mais adiantado e caminha mais rápido que os outros, eles não poderão ficar juntos; poderão ver-se algumas vezes, mas não estarão sempre reunidos, a não ser quando possam marchar juntos, ombro a ombro, ou quando tiverem atingido a igualdade na perfeição. Mas cada caso é um caso. 16/11/12 8
  • 9.
     A esserespeito, mencionamos o exemplo de Ismália e Alfredo, no livro Os Mensageiros.  Ambos desencarnados, podiam ver-se algumas vezes, separados que estavam pela diferença do grau de evolução.  Também Emmanuel, no livro Renúncia, cita o exemplo de Alcione, que desce das esferas superiores para encontrar-se com seu amado Pólux, ainda nas regiões de sofrimento, e que sequer conseguia perceber-lhe a presença.  Pode continuar a existir, no mundo dos Espíritos, a afeição mútua que dois seres se consagraram na Terra, desde que originada da verdadeira simpatia.  Se, no entanto, a simpatia nasceu principalmente de causas de ordem física, desaparece com a causa.  As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na Terra, por que não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor próprio. 16/11/12 9
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    2 Almas gêmeas Num de seus célebres diálogos, O Banquete, Platão narra curiosa alegoria referente ao amor. Nos primórdios do mundo, aqui viviam insólitos seres andróginos, de duas faces e dois pares de braços e pernas.  Por terem desafiado os deuses, foram divididos ao meio. Desde então, estas duas metades, uma feminina outra masculina, buscam, ansiosos, a unidade perdida. 16/11/12 10
  • 11.
     Daí, talvez,possa ter-se originado a expressão “metades eternas”. Dois seres que desde a sua origem foram criados um para o outro.  Allan Kardec, entretanto, em O Livro dos Espíritos, nos esclarece a esse respeito ao interrogar os Espíritos responsáveis pela Codificação:  “As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem, em alguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um dia se reunirá?”  Respondem os Espíritos: “Não, não há união particular e fatal, de duas almas. União que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido.Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males humanos, da concórdia resulta a completa felicidade”. 16/11/12 11
  • 12.
     Mais adiante,na Questão 299 do mesmo livro, encontramos a seguinte colocação: “Se um Espírito fosse a metade de outro, se os dois se separassem, estariam ambos incompletos. Se um tivesse que completar o outro, perderia a sua individualidade”.  Em seus comentários, Kardec assim se coloca: “A teoria das metades eternas encerra uma simples figura, representativa de dois Espíritos simpáticos. Não podemos, portanto, aceitar a idéia de que, criados um para o outro, dois Espíritos tenham fatalmente que se reunir um dia na eternidade, depois de haverem estado separados por tempo mais ou menos longo”. 16/11/12 12
  • 13.
     Sabemos, contudo,que ao longo de nossa caminhada rumo à perfeição, Espíritos simpáticos unem-se para que, juntos, possam trabalhar para seu progresso.  Emmanuel, no livro O Consolador, ao tratar desse assunto, refere-se a essas uniões, porém esclarece, em Nota à primeira edição, que ao se referir à expressão “almas gêmeas”, não deseja dizer “metades eternas”.  Ao se referir às uniões humanas considera que estas, em toda a vida, são orientadas por sentimentos de amor mais profundos que aqueles encontrados na concepção humana, que se modificará na esteira da evolução. 16/11/12 13
  • 14.
    Bibliografia  EMMANUEL (Espírito). O consolador. 16. ed. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Brasília: FEB, 1993. 233 p.  ————. Emmanuel. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 13. ed. Brasília: FEB, 1987. 186 p.  KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o espiritismo. 106. ed. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, 1994. 435 p.  ————. O livro dos espíritos. 74. ed. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, 1994. 494 p.  LUIZ, André (Espírito). Os mensageiros. 16. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1983. 268 p.  MIRANDA, Hermínio C. A reencarnação na Bíblia. 10. ed. São Paulo: Pensamento, 1995. 99 p.  RIZZINI, Carlos Toledo. Evolução para o terceiro milênio. 8. ed. Sobradinho: EDICEL, 1990. 352 p.  Extraído: Apostila de Estudo dos Aspectos filosófico e religioso da Doutrina Espírita – Fase 4 16/11/12 14
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