João Simões Lopes Net0,        o capitão da Guarda nacional‘
Universidade Federal do PampaTrabalho apresentado pela graduandaJucelaine R. Viegas na disciplina “História da Literatura” Ministrada pela Professora Drª Vera L. Cardoso Medeiros, no 8º semestre do Curso de Letras.Bagé-junho 2010
BiografiaJoão Simões Lopes Neto                    1865-1916 Neto paterno de João Simões Lopes Filho,o “ Visconde da Graça”e Filho do Capitão Bonifácio Lopes e Teresa de Freitas Ramos. Nasceu na estância da Graça, em 9 de março de 1865 no interior do  Pelotas- RS-Brasil. Aos treze anos, matricula-se no colégio Abílio no Rio de Janeiro, onde  estudou até o terceiro ano de medicina.Em 5 de maio de 1892, com 27 anos de idade, casa-se com Francisca de Paula Meireles Leite, de 19 anos de idade, na cidade de Pelotas-RS. Faleceu em 1916, aos 51 anos de idade.
Atuação: Trabalha como redator nos jornais locais da província: Entre  1895-1913  mantém a coluna Balas d'Estalo no Diário Popular; em 1913-1914, sob o pseudônimo João do Sul, assina as crônicas de Inquéritos em Contraste  nas páginas de A Opinião Pública; de 1914 a 1915 ocupa a direção do Correio Mercantil;  em 1916, ano de sua morte, volta para A Opinião Públicacom a coluna Temas Gastos.
Obras:Cancioneiro Guasca-( 1910) coletânea de cantigas de roda e versos poéticos.Contos Gauchescos ( 1912)Lendas do Sul ( 1913) – principais lendas da região sul .Obras póstumas:Casos do Romualdo-(1952) 23 contosTerra Gaúcha- ( 1955) Ensaio Histórico
Características da Obra SimonianaRegionalista: manteve no universo imaginário de sua ficção, o protótipo do gaúcho tradicional expressando claramente  uma ideologia    regionalista. e um dialeto próprio.Histórica e Cultural: Apresenta uma crônica da história sul-rio-grandense e o registro de seus episódios cruciais; a Revolução Farroupilha e a Guerra do Paraguai,  ( contos gauchescos: Duelo de farrapos e  Chasque do Imperador); Apresenta uma linguagem típica do protótipo gauderio.Ergue  uma barreira intransponível entre o território privilegiado do pampa e tudo aquilo que fica além de suas fronteiras.
A importância da obra simoniana	Sua literatura ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Sul e do Brasil e hoje pertence à literatura universal, tendo sido traduzido para diversas línguas.Seu valor cultural transcende à categoria em que a história literária  tende a inseri-lo. O livro Lendas do Sul foi a primeira obra literária no idioma português a ser publicada na rede mundial de computadores pelo aclamado Projeto Guttemberg.A força irradiadora da obra ultrapassa o destino absolutamente opaco do autor que a produziu.no âmbito da ideologia francamente regionalista, inclui a inscrição de um    código ético particularizado e inconfundível, principalmente nos artigos de fé do gaúcho:  "Fala ao teu cavalo  como se fosse gente"; "Mulher, arma e cavalo do andar, nada de emprestar"; "Na guerra não há esse que nunca ouviu as esporas cantarem de grilo...";
Sua obra Cancioneiro Guasca reflete o costume e a tradição do povo rio-grandense.É uma transcrição e codificação do acervo poético de origem popular. Acumulado, ao longo do tempo, pela tradição  coletiva, transmitido quase sempre pela oralidade anônima .Nesta obra é possível conhecer :Antigas danças, Quadras, Poemetos, Poesias, Trovas cantadas ao som do Hino Farrapo, Poesias históricas, desafios e ditos populares.
Cancioneiro - danças  antigas:tirana, anu, tatu, cará, feliz-amor,, xará, chimarrita, chico, ribada, cerra-baile, galinha morta, quero-mana, serrana, dandão, sabão, bambaquerê, pinheiro, pagará, pega-fogo, balaio recortada, retorcida e outras.   O tatuEu vim p'ra contar a história Dum - tatu - que já morreu, Passando muitos trabalhos Por este mundo de Deus.Ora pois, todos escutem Do tatu a narração, E se houver quem saiba mais, Entre também na função.Ande a roda, o tatu é teu; voltinha no meio, o tatu é meu! -O tatu, chimarrita, anu ,Balaio, quero –mana eTirana são algumas das danças que são executasAinda hoje nos CTGs( Centros de tradições gaúchas)Estas dançasaindahoje se pode presenciar nos centros de  tradiçãogaúcha ,”CTG”
Casos do Romualdo  ( 22 contos)A narrativa em 1ª p. apresenta situações vividas pelo autor que se intitula Romualdo . O personagem era na Verdade  o engenheiro Romualdo de Abreu e Silva. Simões apenas dá forma literária com o estilo marcadamente seu.
 “Lendas do Sul”,  apresentam seres mitológicos que se misturam à realidade do cotidiano guasca. São sonhos, visões, ou interpretações supersticiosas  vivenciadas no ce majestoso cenário pampiano. Cerro do Jarau 1, Cerros Bravos, M bororé,  O Caipora.  O saci-   O juripari- A  oiaraO negrinho do pastoreioMeu Boi TatáCurupira
A Salamanca do Jarau, de origem ibérica chega ao Rio Grande do Sul por importação cultural; e Simões a reescreveu, terminando por criar um texto inteiramente novo. O autor obteve  esta nova versão não só por via da linguagem literária e da sua inserção no cenário gaúcho mas, sobretudo, porque transformou Blau  Nunes em seu protagonista. a lenda apresentaum ser mitológico manifesto em figura feminina.  A narrativa  alcança seu ponto nobre  quando a princesa encantada relaciona-se com o vaqueano, ao ponto de mudar seu destino.Assim, na Salamanca do Jarau, enquanto se relê um motivo mítico já incrustado na tradição (o homem arrastado à perdição pela mulher metamorfoseada em animal demoníaco), há uma criação original que, paralelamente, revela-se no tema do gaúcho pobre que anda em busca da própria identidade perdida.
 A narrativa principia com a apresentação do personagem, delimitando a situação em  que se encontra no momento presente:“um dia, um gaúcho pobre, Blau, de nome, guasca de bom porte, mas que só tinha de seu um cavalo gordo, o facão afiado e as estradas reais, estava conchavado de posteiro, ali na entrada dorincão; e nesse dia andava campeando um boi barroso”( Salamanca do Jarau).A Salamanca  e o vaqueiro:“Tu, não; tu não me procuraste ganoso... e eu subi ao teu encontro; e me bem trataste pondo água  na guampa e trazendo mel fino para o meu sustento. Se quiseres, tu, todas as riquezas que eu sei, entrarei de novo na guampa e irás andando e melevarás onde eu te encaminhar, e serás senhor do muito, do mais, do tudo!...A teiniaguá que sabe dos tesouros sou eu, mas sou também princesa moura...Sou jovem... sou formosa…, o meu corpo é rijo e não tocado!…...( lendas do Sul pág 8)
Contos gauchescos:Contos gauchescos mostra o espaço social do gaúcho e apresenta suas característica marcantes: grandeza, uberdade e hospitalidade.O mundo natural opõe-se ao mundo histórico; o passado contrasta o presenteEx.: “ as estâncias pegavam umas nas outras sem cerca nem tapumes; as divisas de cada uma estavam escritas nos papéis das sesmarias"...Vancê vê que desse jeito ninguém sabia bem o que era seu, de animalada. Marcava-se, assinalava-se o que se podia, de gado, mas mesmo assim, pouco; agora, o que tocava à bagualada, isso era quase reiúno... pertenciaao campo onde estava pastando.( “ Correr Eguada”-Contos Gauchescos,pág 54)Estabelece  uma  oposição  entre  o  gaúcho (monarca das coxilhas)  e o imperador( homem da corte).Ex.: trecho do conto “ Chasque do Imperador”— Que vossa majestade está pensando?... Tudo isto é indiada coronilha, criada a apojo, churrasco e mateamargo... Não é como essa cuscada lá da Corte, que só bebe água e lambe a... barriga!...
Contos GauchescosTrezentas OnçasO Negro BonifácioNo ManantialO Mate do João CardosoDeve um QueijoO Boi VelhoCorrer EguadaChasque do ImperadorOs  Cabelos da chinaMelância-Coco VerdeO Anjo da VitóriaContrabandistaJogo do OssoDuelo de FarraposPenar de VelhosJuca GuerraArtigos de fé do GaúchoBatendo OrelhaO Menininho do Presépio
O narrador dos Contos GauchescosBlau Nunes, velho peão e guerreiro, protagonista dos Contos Gauchescos (1912), é  o vaqueano  que conduz o viajante através dos pagos. Trata-se aqui do portador   de um conjunto de  valores  que  expressa a imagem do gaúcho gerada pela tradição coletiva:  a  grandeza,  a hospitalidade,  a amizade, a confiança,  a  audácia  e  a  perspicácia.
   situações históricas em contos GauchescosAs cousas da peleia não sei, porque era menino e não guardava as conversas dos grandes; o que eu queria era haraganear; mas, se bem me lembro, o meu padrinho dizia que nós estávamos mal acampado e estransilhados, pensando culatrear o inimigo, mas que este é que nos estava nos garrões; não havia bombeiros nem ordem, e que o exército vinha num berzabum.( “ O anjo da vitória”, Contos Gauchescos,pag 46)Tenho que contar pelo miúdo, pra se entender bem. Em agosto de 42, o general, que era o presidente da República Rio-Grandense — vancê  desculpe… estou velho, mas inté hoje, quando falo na República dos Farrapos, tiro o meu chapéu!... — o general fez um papel, que chamavam-lhe — decreto — mandando ordens pr’uma eleição grande, para deputados; estes tais é que iam combinar as leis novas e cuidar de outras cousas que andavam meio à matroca, por causa da guerra.(Duelo dos FarraposContos Gauchescos, pág 54).
A inspiração para os Contos Gauchescos e Lendas do Sul, Segundo Loureiro Chaves: “a compilação do Cancioneiro guasca deixa de ser apenas uma valiosa contribuição para a história cultural; passou a ser, também, a matriz do protótipo que Simões Lopes irá privilegiar em sua ficção e constitui sua legitimidade, isto é, o fundamento de sua origem popular e coletiva.Sou gaúcho forte, campeando vivo Livre  das  iras  da  ambição  funesta; Tenho  por  teto  do  meu rancho  a palha Por  leito  o  pala, ao  dormir  a  sesta.Monto  a  cavalo,  na  garupa  a mala, Facão  na  cinta,  lá  vou  eu  mui concho; E nas carreiras, quem me faz mau jogo? Quem, atrevido, me pisou no poncho?Cancionero Guasca
“ó galego pé de chumbo,Calcanhar de frigideira, Quem te deu  a confiançaDe casar com brasileira?Ó galego, talão grosso,Capa dura, unha de gancho,Hei de correr-te a rebenque,Se pisares no meu ranchoCancioneiro GuascaO galego torna-se sinônimo de homem da corte,  sendo identificado  principalmente a  partir da Rev. de 35, aos imperiais, absolutistas.Simões  faz uma alusão a este galego em seu conto Melância-Côco Verde, Onde a situação narrada é  justamente as peripécias dum amor contrariado .O processo  regionalista que se introduz na narrativa através de Blaununes , realça  as virtudes do gaúcho, e estabelece uma oposição entre os dois tipos: Até a sinomínia  é idêntica a utilizada no cancioneiro.“Era mesmo uma  pena, lhe digo,  casar  uma  brasileira mimosa com um pé-de chumbo como aquele desgraçado daquele ilhéu, só porque ele tinha um boliche emPonto grande” ( Contos Gauchescos, pág 83)
A violênciatambém é uma característica marcante nos contos gauchescos. Em grande parte dos textos que compõem a literatura gauchescaem geral, e não apenas na obra de Simões Lopes Neto,O enredo se move através da explicitação de alguma forma deviolência... Em quatro paletadas, desmunhecando uns, cortando outros, esgaravatando outros, enquanto o diabo esfregao olho, o chão ficou estivado de gente estropiada, espirrando a sangueira naquele reduto.( “ O negro Bonifácio”-contos gauchescos, pág 8)Aperseguição do gado é descrita com singular genuinidade no conto “ correr eguada”.Vancê vê que desse jeito ninguém sabia bem o que era seu, de animalada. Marcava-se, assinalava-se o quese podia, de gado, mas mesmo assim, pouco; agora, o que tocava à bagualada, isso era quase reiúno... pertenciaao campo onde estava pastando.
Ele foi um homem da cidade, urbano e polido;  A estância e seus habitantes pertenciam tão-só à memória de sua infância e talvez por isso mesmo transformaram-se logo adiante na matéria prima da criação imaginária.. “Nele o regionalismo nada mais foi senão uma força ideal de expressão artística dentro da literatura”(Carlos Reverbel-”Um capitão da guarda nacional”1985)
"Eu tive campos, vendi-os; freqüentei uma academia, não me formei; mas sem terras e sem diploma, continuo a ser... Capitão da Guarda Nacional”( João Simões Lopes Neto).
Referências:http://comunidade.portaldogaucho.com.br/viewtopic.php?f=29&t=168http://vintage69.blogspot.com/2008/05/salamanda-do-jarau.htmlhttp://www.ihuonline.unisinos.br/uploads/edicoes/1161285483.66pdf.pdfhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Sim%C3%B5es_Lopes_Netohttp://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/joao-simoes-lopes-neto/joao-simoes-lopes-neto.phphttp://pelotascultural.blogspot.com/2009/10/o-cerro-do-jarau-e-as-torres-de.htmlhttp://www.revistadigital.com.br/adagio.asp?NumEdicao=217&CodMateria=1691http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://ctg20.blogspot.com/2010/03/o-anu.html&usg=http://www.ufpel.tche.br/pelotas/ebooks/contosgauchescos.pdfhttp://oarquivo.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=503:joao-simoes-lopes-neto&catid=49:nacionais&Itemid=77http://nasentrelinhasdaliteratura.blogspot.com/2010_03_01_archive.html

João simões lopes Neto

  • 1.
    João Simões LopesNet0, o capitão da Guarda nacional‘
  • 2.
    Universidade Federal doPampaTrabalho apresentado pela graduandaJucelaine R. Viegas na disciplina “História da Literatura” Ministrada pela Professora Drª Vera L. Cardoso Medeiros, no 8º semestre do Curso de Letras.Bagé-junho 2010
  • 3.
    BiografiaJoão Simões LopesNeto 1865-1916 Neto paterno de João Simões Lopes Filho,o “ Visconde da Graça”e Filho do Capitão Bonifácio Lopes e Teresa de Freitas Ramos. Nasceu na estância da Graça, em 9 de março de 1865 no interior do Pelotas- RS-Brasil. Aos treze anos, matricula-se no colégio Abílio no Rio de Janeiro, onde estudou até o terceiro ano de medicina.Em 5 de maio de 1892, com 27 anos de idade, casa-se com Francisca de Paula Meireles Leite, de 19 anos de idade, na cidade de Pelotas-RS. Faleceu em 1916, aos 51 anos de idade.
  • 4.
    Atuação: Trabalha comoredator nos jornais locais da província: Entre 1895-1913 mantém a coluna Balas d'Estalo no Diário Popular; em 1913-1914, sob o pseudônimo João do Sul, assina as crônicas de Inquéritos em Contraste nas páginas de A Opinião Pública; de 1914 a 1915 ocupa a direção do Correio Mercantil; em 1916, ano de sua morte, volta para A Opinião Públicacom a coluna Temas Gastos.
  • 5.
    Obras:Cancioneiro Guasca-( 1910)coletânea de cantigas de roda e versos poéticos.Contos Gauchescos ( 1912)Lendas do Sul ( 1913) – principais lendas da região sul .Obras póstumas:Casos do Romualdo-(1952) 23 contosTerra Gaúcha- ( 1955) Ensaio Histórico
  • 6.
    Características da ObraSimonianaRegionalista: manteve no universo imaginário de sua ficção, o protótipo do gaúcho tradicional expressando claramente uma ideologia regionalista. e um dialeto próprio.Histórica e Cultural: Apresenta uma crônica da história sul-rio-grandense e o registro de seus episódios cruciais; a Revolução Farroupilha e a Guerra do Paraguai, ( contos gauchescos: Duelo de farrapos e Chasque do Imperador); Apresenta uma linguagem típica do protótipo gauderio.Ergue uma barreira intransponível entre o território privilegiado do pampa e tudo aquilo que fica além de suas fronteiras.
  • 7.
    A importância daobra simoniana Sua literatura ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Sul e do Brasil e hoje pertence à literatura universal, tendo sido traduzido para diversas línguas.Seu valor cultural transcende à categoria em que a história literária tende a inseri-lo. O livro Lendas do Sul foi a primeira obra literária no idioma português a ser publicada na rede mundial de computadores pelo aclamado Projeto Guttemberg.A força irradiadora da obra ultrapassa o destino absolutamente opaco do autor que a produziu.no âmbito da ideologia francamente regionalista, inclui a inscrição de um código ético particularizado e inconfundível, principalmente nos artigos de fé do gaúcho: "Fala ao teu cavalo como se fosse gente"; "Mulher, arma e cavalo do andar, nada de emprestar"; "Na guerra não há esse que nunca ouviu as esporas cantarem de grilo...";
  • 8.
    Sua obra CancioneiroGuasca reflete o costume e a tradição do povo rio-grandense.É uma transcrição e codificação do acervo poético de origem popular. Acumulado, ao longo do tempo, pela tradição coletiva, transmitido quase sempre pela oralidade anônima .Nesta obra é possível conhecer :Antigas danças, Quadras, Poemetos, Poesias, Trovas cantadas ao som do Hino Farrapo, Poesias históricas, desafios e ditos populares.
  • 9.
    Cancioneiro - danças antigas:tirana, anu, tatu, cará, feliz-amor,, xará, chimarrita, chico, ribada, cerra-baile, galinha morta, quero-mana, serrana, dandão, sabão, bambaquerê, pinheiro, pagará, pega-fogo, balaio recortada, retorcida e outras. O tatuEu vim p'ra contar a história Dum - tatu - que já morreu, Passando muitos trabalhos Por este mundo de Deus.Ora pois, todos escutem Do tatu a narração, E se houver quem saiba mais, Entre também na função.Ande a roda, o tatu é teu; voltinha no meio, o tatu é meu! -O tatu, chimarrita, anu ,Balaio, quero –mana eTirana são algumas das danças que são executasAinda hoje nos CTGs( Centros de tradições gaúchas)Estas dançasaindahoje se pode presenciar nos centros de tradiçãogaúcha ,”CTG”
  • 10.
    Casos do Romualdo ( 22 contos)A narrativa em 1ª p. apresenta situações vividas pelo autor que se intitula Romualdo . O personagem era na Verdade o engenheiro Romualdo de Abreu e Silva. Simões apenas dá forma literária com o estilo marcadamente seu.
  • 11.
    “Lendas doSul”, apresentam seres mitológicos que se misturam à realidade do cotidiano guasca. São sonhos, visões, ou interpretações supersticiosas vivenciadas no ce majestoso cenário pampiano. Cerro do Jarau 1, Cerros Bravos, M bororé, O Caipora. O saci- O juripari- A oiaraO negrinho do pastoreioMeu Boi TatáCurupira
  • 12.
    A Salamanca doJarau, de origem ibérica chega ao Rio Grande do Sul por importação cultural; e Simões a reescreveu, terminando por criar um texto inteiramente novo. O autor obteve esta nova versão não só por via da linguagem literária e da sua inserção no cenário gaúcho mas, sobretudo, porque transformou Blau Nunes em seu protagonista. a lenda apresentaum ser mitológico manifesto em figura feminina. A narrativa alcança seu ponto nobre quando a princesa encantada relaciona-se com o vaqueano, ao ponto de mudar seu destino.Assim, na Salamanca do Jarau, enquanto se relê um motivo mítico já incrustado na tradição (o homem arrastado à perdição pela mulher metamorfoseada em animal demoníaco), há uma criação original que, paralelamente, revela-se no tema do gaúcho pobre que anda em busca da própria identidade perdida.
  • 13.
     A narrativa principiacom a apresentação do personagem, delimitando a situação em que se encontra no momento presente:“um dia, um gaúcho pobre, Blau, de nome, guasca de bom porte, mas que só tinha de seu um cavalo gordo, o facão afiado e as estradas reais, estava conchavado de posteiro, ali na entrada dorincão; e nesse dia andava campeando um boi barroso”( Salamanca do Jarau).A Salamanca e o vaqueiro:“Tu, não; tu não me procuraste ganoso... e eu subi ao teu encontro; e me bem trataste pondo água na guampa e trazendo mel fino para o meu sustento. Se quiseres, tu, todas as riquezas que eu sei, entrarei de novo na guampa e irás andando e melevarás onde eu te encaminhar, e serás senhor do muito, do mais, do tudo!...A teiniaguá que sabe dos tesouros sou eu, mas sou também princesa moura...Sou jovem... sou formosa…, o meu corpo é rijo e não tocado!…...( lendas do Sul pág 8)
  • 14.
    Contos gauchescos:Contos gauchescosmostra o espaço social do gaúcho e apresenta suas característica marcantes: grandeza, uberdade e hospitalidade.O mundo natural opõe-se ao mundo histórico; o passado contrasta o presenteEx.: “ as estâncias pegavam umas nas outras sem cerca nem tapumes; as divisas de cada uma estavam escritas nos papéis das sesmarias"...Vancê vê que desse jeito ninguém sabia bem o que era seu, de animalada. Marcava-se, assinalava-se o que se podia, de gado, mas mesmo assim, pouco; agora, o que tocava à bagualada, isso era quase reiúno... pertenciaao campo onde estava pastando.( “ Correr Eguada”-Contos Gauchescos,pág 54)Estabelece uma oposição entre o gaúcho (monarca das coxilhas) e o imperador( homem da corte).Ex.: trecho do conto “ Chasque do Imperador”— Que vossa majestade está pensando?... Tudo isto é indiada coronilha, criada a apojo, churrasco e mateamargo... Não é como essa cuscada lá da Corte, que só bebe água e lambe a... barriga!...
  • 15.
    Contos GauchescosTrezentas OnçasONegro BonifácioNo ManantialO Mate do João CardosoDeve um QueijoO Boi VelhoCorrer EguadaChasque do ImperadorOs Cabelos da chinaMelância-Coco VerdeO Anjo da VitóriaContrabandistaJogo do OssoDuelo de FarraposPenar de VelhosJuca GuerraArtigos de fé do GaúchoBatendo OrelhaO Menininho do Presépio
  • 16.
    O narrador dosContos GauchescosBlau Nunes, velho peão e guerreiro, protagonista dos Contos Gauchescos (1912), é o vaqueano que conduz o viajante através dos pagos. Trata-se aqui do portador de um conjunto de valores que expressa a imagem do gaúcho gerada pela tradição coletiva: a grandeza, a hospitalidade, a amizade, a confiança, a audácia e a perspicácia.
  • 17.
    situações históricas em contos GauchescosAs cousas da peleia não sei, porque era menino e não guardava as conversas dos grandes; o que eu queria era haraganear; mas, se bem me lembro, o meu padrinho dizia que nós estávamos mal acampado e estransilhados, pensando culatrear o inimigo, mas que este é que nos estava nos garrões; não havia bombeiros nem ordem, e que o exército vinha num berzabum.( “ O anjo da vitória”, Contos Gauchescos,pag 46)Tenho que contar pelo miúdo, pra se entender bem. Em agosto de 42, o general, que era o presidente da República Rio-Grandense — vancê desculpe… estou velho, mas inté hoje, quando falo na República dos Farrapos, tiro o meu chapéu!... — o general fez um papel, que chamavam-lhe — decreto — mandando ordens pr’uma eleição grande, para deputados; estes tais é que iam combinar as leis novas e cuidar de outras cousas que andavam meio à matroca, por causa da guerra.(Duelo dos FarraposContos Gauchescos, pág 54).
  • 18.
    A inspiração paraos Contos Gauchescos e Lendas do Sul, Segundo Loureiro Chaves: “a compilação do Cancioneiro guasca deixa de ser apenas uma valiosa contribuição para a história cultural; passou a ser, também, a matriz do protótipo que Simões Lopes irá privilegiar em sua ficção e constitui sua legitimidade, isto é, o fundamento de sua origem popular e coletiva.Sou gaúcho forte, campeando vivo Livre das iras da ambição funesta; Tenho por teto do meu rancho a palha Por leito o pala, ao dormir a sesta.Monto a cavalo, na garupa a mala, Facão na cinta, lá vou eu mui concho; E nas carreiras, quem me faz mau jogo? Quem, atrevido, me pisou no poncho?Cancionero Guasca
  • 19.
    “ó galego péde chumbo,Calcanhar de frigideira, Quem te deu a confiançaDe casar com brasileira?Ó galego, talão grosso,Capa dura, unha de gancho,Hei de correr-te a rebenque,Se pisares no meu ranchoCancioneiro GuascaO galego torna-se sinônimo de homem da corte, sendo identificado principalmente a partir da Rev. de 35, aos imperiais, absolutistas.Simões faz uma alusão a este galego em seu conto Melância-Côco Verde, Onde a situação narrada é justamente as peripécias dum amor contrariado .O processo regionalista que se introduz na narrativa através de Blaununes , realça as virtudes do gaúcho, e estabelece uma oposição entre os dois tipos: Até a sinomínia é idêntica a utilizada no cancioneiro.“Era mesmo uma pena, lhe digo, casar uma brasileira mimosa com um pé-de chumbo como aquele desgraçado daquele ilhéu, só porque ele tinha um boliche emPonto grande” ( Contos Gauchescos, pág 83)
  • 20.
    A violênciatambém éuma característica marcante nos contos gauchescos. Em grande parte dos textos que compõem a literatura gauchescaem geral, e não apenas na obra de Simões Lopes Neto,O enredo se move através da explicitação de alguma forma deviolência... Em quatro paletadas, desmunhecando uns, cortando outros, esgaravatando outros, enquanto o diabo esfregao olho, o chão ficou estivado de gente estropiada, espirrando a sangueira naquele reduto.( “ O negro Bonifácio”-contos gauchescos, pág 8)Aperseguição do gado é descrita com singular genuinidade no conto “ correr eguada”.Vancê vê que desse jeito ninguém sabia bem o que era seu, de animalada. Marcava-se, assinalava-se o quese podia, de gado, mas mesmo assim, pouco; agora, o que tocava à bagualada, isso era quase reiúno... pertenciaao campo onde estava pastando.
  • 21.
    Ele foi umhomem da cidade, urbano e polido; A estância e seus habitantes pertenciam tão-só à memória de sua infância e talvez por isso mesmo transformaram-se logo adiante na matéria prima da criação imaginária.. “Nele o regionalismo nada mais foi senão uma força ideal de expressão artística dentro da literatura”(Carlos Reverbel-”Um capitão da guarda nacional”1985)
  • 22.
    "Eu tive campos,vendi-os; freqüentei uma academia, não me formei; mas sem terras e sem diploma, continuo a ser... Capitão da Guarda Nacional”( João Simões Lopes Neto).
  • 23.
    Referências:http://comunidade.portaldogaucho.com.br/viewtopic.php?f=29&t=168http://vintage69.blogspot.com/2008/05/salamanda-do-jarau.htmlhttp://www.ihuonline.unisinos.br/uploads/edicoes/1161285483.66pdf.pdfhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Sim%C3%B5es_Lopes_Netohttp://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/joao-simoes-lopes-neto/joao-simoes-lopes-neto.phphttp://pelotascultural.blogspot.com/2009/10/o-cerro-do-jarau-e-as-torres-de.htmlhttp://www.revistadigital.com.br/adagio.asp?NumEdicao=217&CodMateria=1691http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://ctg20.blogspot.com/2010/03/o-anu.html&usg=http://www.ufpel.tche.br/pelotas/ebooks/contosgauchescos.pdfhttp://oarquivo.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=503:joao-simoes-lopes-neto&catid=49:nacionais&Itemid=77http://nasentrelinhasdaliteratura.blogspot.com/2010_03_01_archive.html