grande grupo de nossos
alunos!?
No entanto, a bi-
blioteca continuará sempre
a desenvolver todos os
esforços ao seu alcance
para que os alunos leiam e
encarem, ao mesmo tem-
po, a leitura como uma
atividade lúdica, de apren-
dizagem e que dá prazer!
Boas leituras
Começou mais um
ano e, como é normal nes-
ta época festiva, enviar e
auspiciar votos felizes e
desejos de um bom ano de
2019. Estes são também,
de facto, os votos da equi-
pa da BE/CRE a toda a co-
munidade educativa. Ago-
ra, com as forças retempe-
radas pela merecida inter-
rupção letiva, estamos de
novo de volta ao nosso
trabalho, no espaço da
biblioteca, para continuar a
acolher e acompanhar os
nossos alunos e a tentar
prestar sempre os melho-
res serviços. Pretendemos
que se sintam bem nesta
que é a sua casa e onde os
livros aguardam pela sua
companhia para viagens
fantásticas pelo mundo,
sem mesmo sair do lugar. A
época que nos toca viver
torna difícil a missão de
qualquer biblioteca, pois,
cada vez mais, os alunos
não demonstram apetência
nem disponibilidade para
pegar num livro e ler. Mes-
mo, recorrendo a outros
suportes para o incentivo à
leitura, continuamos a
sentir a mesma dificuldade
e o mesmo problema por-
que, para muitos, “ler é
uma chatice” e uma ativi-
dade nada apelativa. Com
tantos recursos disponí-
veis, tem lógica questionar-
mo-nos sobre o que será
então motivador para este
1. Permitir a permanência
dos alunos no espaço da
biblioteca, desde que
estes respeitem as nor-
mas de conduta e boa
educação.
2. A entrada deve ser feita
com correção e respei-
tando as normas do
civismo.
3. As mochilas deverão ser
colocadas nos espaços a
elas reservados e nunca
no chão.
4. Os alunos não devem
entrar na biblioteca com
chapéus, bonés ou ou-
tros similares.
5. Durante a permanência
na biblioteca não devem
fazer barulho, correr ou
ter comportamentos
incorretos e desajusta-
dos ao local onde se
encontram.
6. A utilização dos compu-
tadores deve seguir as
normas definidas no
regimento interno da
biblioteca, as quais se
encontram afixadas.
7. Cumprir as instruções
da equipa e respeitá-las.
8. Não deitar lixo no chão,
mas sim nos respetivos
recipientes de recicla-
gem.
9. Não comer nem beber
dentro da biblioteca.
10. Após a leitura ou con-
sulta de um livro o mes-
mo deve ser colocado
no carrinho que se
encontra junto das es-
tantes.
11. Durante a permanência
na biblioteca devem
procurar fazer silêncio.
Editorial
Normas de conduta das BE’s
A magia da BE
J A N E I R O / F E V E R E I R O 2 0 1 9N Ú M E R O 4 2 A N O X
A B E C R E
“ L U C I N D A
P I R E S ” D E S -
T A C A :
 Sessões com os
Enc. de Ed. do
pré-escolar de
Orjais e Teixo-
so, Vale Formo-
so e Verdelhos
sobre a iniciação
à leitura e escri-
ta “Da desco-
berta da leitura
à escrita”.
 Encontro com o
escritor Pedro
Seromenho.
 Exposição evo-
cativa da Revol-
ta republicana
de 31 de janeiro
de 1891.
 Relembrar o
regicídio de 2 de
fevereiro de
1908.
 Comemoração
do Dia de São
Valentim.
P Á G I N A 2
“Não poderás ser
mestre na escrita
e leitura sem ter
sido aluno.
Quanto menos na
vida.”
Marco Aurélio
Histórias da terra e do mar — Sophia de Mello
Breyner Andersen
Dentes de rato — Agustina Bessa-Luís
Às dez a porta fecha — Alice Vieira
“Na casa da
Chaminé vive muita
gente. A Branquinha,
que em cada dia é a
mãe de uma pessoa
diferente; a D. Joaquina,
que sonha com o teatro
que nunca fez; a Mar-
quesa, que se chama
Amélia e se imagina ain-
da no tempo em que
havia reis; a D. Madale-
na, que nunca há de
deixar de ser professo-
ra; e muitos outros—
num pequeno mundo,
donde ninguém pode
sair depois das dez da
noite. Um mundo povo-
ado de estranhas histó-
rias, que fazem com que
o Gimbras, que vive
num bairro degradado
ali perto, fuja constante-
mente de casa para lá se
esconder.”
de que lhe quisessem
ensinar tantas coisas
aborrecidas e que ela
tinha de esquecer o
mais depressa possível.
O que mais gostava de
fazer era comer maçãs e
deitar-se para dormir.
Mas não dormia. Fecha-
“Lourença tinha
três irmãos. Todos
aprendiam a fazer habi-
lidades como cãezinhos,
e tocavam guitarra ou
dançavam em pontas
dos pés. Ela não. Era até
um bocado infeliz para
aprender, e admirava-se
va os olhos e acontecia-
lhe então(…)”
Do jardim via-se
a casa, uma casa grande
cor-de-rosa e antiga
que, toda iluminada
nessa noite de festa,
espalhava no jardim
luzes, brilhos, risos, mú-
sica e vozes. A luz recor-
tava o buxo dos cantei-
ros, e a música mistura-
va-se com o baloiçar das
árvores.”
“Como uma ra-
pariga descalça, a noite
caminhava leve e lenta
sobre a relva do jardim.
Era uma jovem noite de
junho, a primeira noite
de junho. E debruçada
sobre o tanque redon-
do, ela mirava extasia-
damente o reflexo do
seu rosto.
A M A G I A D A B E
“500 anos do início da viagem de Fernão de Magalhães”
P Á G I N A 3N Ú M E R O 4 2 A N O X
No presente ano
de 2019, comemora-se o
quinto centenário do iní-
cio da viagem de circum-
navegação (1519-1522),
de Fernão de Magalhães.
Em 1519, este na-
vegador português inici-
ou, sob o seu comando,
uma das expedições náu-
ticas mais extraordinárias
da história, aquela que
seria a primeira viagem
de circum-navegação do
planeta, uma odisseia
épica, que durou três
anos, que alterou para
sempre as ideias que o
mundo ocidental tinha
sobre o cosmo e a geo-
grafia.
A 20 de setembro
de 1519, Fernão de Ma-
galhães partiu de Sanlú-
car de Barrameda
(província de Cádis em
Espanha) como capitão
mor da então chamada
“armada da especiaria”.
Iniciava-se assim aquela
que foi a mais extraordi-
nária viagem marítima da
história.
Fernão de Maga-
lhães é um dos portugue-
ses mais notáveis da his-
de forma breve, apresen-
tando as razões da esco-
lha ou seleção daqueles
livros.
Não só para esta
atividade em particular,
mas também para toda a
comunidade educativa,
esteve patente uma ex-
posição sobre os 20 anos
da atribuição do Prémio
Nobel da Literatura a José
Saramago com alguns dos
livros do autor e com al-
guns relatos sobre atribui-
ção do maior galardão que
um escritor pode receber.
No dia 7 de de-
zembro de 2018, decor-
reu na BECRE “Lucinda
Pires”, um jantar literário
que pretendeu enaltecer
a amizade enquadrada
em leituras de autores
portugueses e estrangei-
ros.
Ao longo da noite,
os comensais foram in-
tercalando os manjares
com a leitura de peque-
nos excertos de obras dos
seus autores preferidos e,
1º Jantar Literário
tória por ter sido
o primeiro ho-
mem que deu a
volta ao mundo.
Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Frontinhas Neto, nasceu no dia 19
de janeiro de 1923, na Póvoa de Atalaia, pequena aldeia do concelho do Fundão, e
morreu no dia 13 de junho de 2005. Filho de camponeses, após a separação dos
pais, passou a sua infância em companhia da mãe. Com sete anos de idade muda-se
com a mãe para Castelo Branco. Em 1932 muda-se para Lisboa, onde frequenta o
Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro. Em 1935 já mostrava o
seu interesse pela leitura, passando horas nas bibliotecas públicas. Em 1936 começa
a escrever os seus primeiros poemas.
Em 1938, envia alguns poemas para o poeta Antônio Botto, que logo quer conhecê-lo. Em
1939 publicou seu primeiro poema “Narciso”. Pouco tempo depois passa a assinar com o nome
“Eugénio de Andrade”. Em 1943, vai para Coimbra, onde permanece até 1946, após cumprir o serviço
militar.
(adaptado de https://www.ebiografia.com/eugenio_de_andrade/, acedido em 11 de janeiro de 2019)
Escritor do mês de janeiro de 2019— Eugénio de Andrade
Escritor do mês de fevereiro de 2019— Júlio Verne
Jules Gabriel Verne, conhecido nos países de língua portugue-
sa como Júlio Verne, foi um escritor francês que nasceu em Nantes, no dia 8 de
fevereiro de 1828, e morreu em Amiens, no dia 24 de março de 1905.
Passou a infância com os pais, o irmão Paul e as três irmãs, Ana, Matilde
e Maria, na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. O seu pai,
Pedro Verne, foi um magistrado da localidade de Provins. A proximidade do por-
to e das docas constituíram provavelmente grande estímulo para o desenvolvi-
mento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distan-
tes. Com seis anos iniciou os estudos com a viúva de um capitão e com oito foi mandado para o se-
minário com seu irmão Paul. Em 1839 partiu para Índia como aprendiz de marinheiro, mas foi inter-
cetado pelo seu pai em Paimboeuf, confessando ter tentado a viagem para encontrar sua prima,
Carolina Tronson, e entregar-lhe um colar de diamantes. Prometeu viajar "apenas nos sonhos". Em
1844 estudou retórica e filosofia no Liceu de Nantes. Formado em Direito em Nantes, em 1864, se-
guiu os passos do pai.
É considerado pelos críticos literários o inventor do género de ficção científica, tendo feito
previsões nos seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos,
máquinas voadoras e até a viagem à Lua.
Até hoje, Júlio Verne é um dos escritores cuja obra continua a ser uma das mais traduzidas
em toda a história, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO, tendo escrito
mais de 100 livros.
(adaptado de https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Verne, acedido em 11 de janeiro de 2019)

Jan fev 18 19

  • 1.
    grande grupo denossos alunos!? No entanto, a bi- blioteca continuará sempre a desenvolver todos os esforços ao seu alcance para que os alunos leiam e encarem, ao mesmo tem- po, a leitura como uma atividade lúdica, de apren- dizagem e que dá prazer! Boas leituras Começou mais um ano e, como é normal nes- ta época festiva, enviar e auspiciar votos felizes e desejos de um bom ano de 2019. Estes são também, de facto, os votos da equi- pa da BE/CRE a toda a co- munidade educativa. Ago- ra, com as forças retempe- radas pela merecida inter- rupção letiva, estamos de novo de volta ao nosso trabalho, no espaço da biblioteca, para continuar a acolher e acompanhar os nossos alunos e a tentar prestar sempre os melho- res serviços. Pretendemos que se sintam bem nesta que é a sua casa e onde os livros aguardam pela sua companhia para viagens fantásticas pelo mundo, sem mesmo sair do lugar. A época que nos toca viver torna difícil a missão de qualquer biblioteca, pois, cada vez mais, os alunos não demonstram apetência nem disponibilidade para pegar num livro e ler. Mes- mo, recorrendo a outros suportes para o incentivo à leitura, continuamos a sentir a mesma dificuldade e o mesmo problema por- que, para muitos, “ler é uma chatice” e uma ativi- dade nada apelativa. Com tantos recursos disponí- veis, tem lógica questionar- mo-nos sobre o que será então motivador para este 1. Permitir a permanência dos alunos no espaço da biblioteca, desde que estes respeitem as nor- mas de conduta e boa educação. 2. A entrada deve ser feita com correção e respei- tando as normas do civismo. 3. As mochilas deverão ser colocadas nos espaços a elas reservados e nunca no chão. 4. Os alunos não devem entrar na biblioteca com chapéus, bonés ou ou- tros similares. 5. Durante a permanência na biblioteca não devem fazer barulho, correr ou ter comportamentos incorretos e desajusta- dos ao local onde se encontram. 6. A utilização dos compu- tadores deve seguir as normas definidas no regimento interno da biblioteca, as quais se encontram afixadas. 7. Cumprir as instruções da equipa e respeitá-las. 8. Não deitar lixo no chão, mas sim nos respetivos recipientes de recicla- gem. 9. Não comer nem beber dentro da biblioteca. 10. Após a leitura ou con- sulta de um livro o mes- mo deve ser colocado no carrinho que se encontra junto das es- tantes. 11. Durante a permanência na biblioteca devem procurar fazer silêncio. Editorial Normas de conduta das BE’s A magia da BE J A N E I R O / F E V E R E I R O 2 0 1 9N Ú M E R O 4 2 A N O X A B E C R E “ L U C I N D A P I R E S ” D E S - T A C A :  Sessões com os Enc. de Ed. do pré-escolar de Orjais e Teixo- so, Vale Formo- so e Verdelhos sobre a iniciação à leitura e escri- ta “Da desco- berta da leitura à escrita”.  Encontro com o escritor Pedro Seromenho.  Exposição evo- cativa da Revol- ta republicana de 31 de janeiro de 1891.  Relembrar o regicídio de 2 de fevereiro de 1908.  Comemoração do Dia de São Valentim.
  • 2.
    P Á GI N A 2 “Não poderás ser mestre na escrita e leitura sem ter sido aluno. Quanto menos na vida.” Marco Aurélio Histórias da terra e do mar — Sophia de Mello Breyner Andersen Dentes de rato — Agustina Bessa-Luís Às dez a porta fecha — Alice Vieira “Na casa da Chaminé vive muita gente. A Branquinha, que em cada dia é a mãe de uma pessoa diferente; a D. Joaquina, que sonha com o teatro que nunca fez; a Mar- quesa, que se chama Amélia e se imagina ain- da no tempo em que havia reis; a D. Madale- na, que nunca há de deixar de ser professo- ra; e muitos outros— num pequeno mundo, donde ninguém pode sair depois das dez da noite. Um mundo povo- ado de estranhas histó- rias, que fazem com que o Gimbras, que vive num bairro degradado ali perto, fuja constante- mente de casa para lá se esconder.” de que lhe quisessem ensinar tantas coisas aborrecidas e que ela tinha de esquecer o mais depressa possível. O que mais gostava de fazer era comer maçãs e deitar-se para dormir. Mas não dormia. Fecha- “Lourença tinha três irmãos. Todos aprendiam a fazer habi- lidades como cãezinhos, e tocavam guitarra ou dançavam em pontas dos pés. Ela não. Era até um bocado infeliz para aprender, e admirava-se va os olhos e acontecia- lhe então(…)” Do jardim via-se a casa, uma casa grande cor-de-rosa e antiga que, toda iluminada nessa noite de festa, espalhava no jardim luzes, brilhos, risos, mú- sica e vozes. A luz recor- tava o buxo dos cantei- ros, e a música mistura- va-se com o baloiçar das árvores.” “Como uma ra- pariga descalça, a noite caminhava leve e lenta sobre a relva do jardim. Era uma jovem noite de junho, a primeira noite de junho. E debruçada sobre o tanque redon- do, ela mirava extasia- damente o reflexo do seu rosto. A M A G I A D A B E
  • 3.
    “500 anos doinício da viagem de Fernão de Magalhães” P Á G I N A 3N Ú M E R O 4 2 A N O X No presente ano de 2019, comemora-se o quinto centenário do iní- cio da viagem de circum- navegação (1519-1522), de Fernão de Magalhães. Em 1519, este na- vegador português inici- ou, sob o seu comando, uma das expedições náu- ticas mais extraordinárias da história, aquela que seria a primeira viagem de circum-navegação do planeta, uma odisseia épica, que durou três anos, que alterou para sempre as ideias que o mundo ocidental tinha sobre o cosmo e a geo- grafia. A 20 de setembro de 1519, Fernão de Ma- galhães partiu de Sanlú- car de Barrameda (província de Cádis em Espanha) como capitão mor da então chamada “armada da especiaria”. Iniciava-se assim aquela que foi a mais extraordi- nária viagem marítima da história. Fernão de Maga- lhães é um dos portugue- ses mais notáveis da his- de forma breve, apresen- tando as razões da esco- lha ou seleção daqueles livros. Não só para esta atividade em particular, mas também para toda a comunidade educativa, esteve patente uma ex- posição sobre os 20 anos da atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago com alguns dos livros do autor e com al- guns relatos sobre atribui- ção do maior galardão que um escritor pode receber. No dia 7 de de- zembro de 2018, decor- reu na BECRE “Lucinda Pires”, um jantar literário que pretendeu enaltecer a amizade enquadrada em leituras de autores portugueses e estrangei- ros. Ao longo da noite, os comensais foram in- tercalando os manjares com a leitura de peque- nos excertos de obras dos seus autores preferidos e, 1º Jantar Literário tória por ter sido o primeiro ho- mem que deu a volta ao mundo.
  • 4.
    Eugénio de Andrade,pseudónimo de José Frontinhas Neto, nasceu no dia 19 de janeiro de 1923, na Póvoa de Atalaia, pequena aldeia do concelho do Fundão, e morreu no dia 13 de junho de 2005. Filho de camponeses, após a separação dos pais, passou a sua infância em companhia da mãe. Com sete anos de idade muda-se com a mãe para Castelo Branco. Em 1932 muda-se para Lisboa, onde frequenta o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro. Em 1935 já mostrava o seu interesse pela leitura, passando horas nas bibliotecas públicas. Em 1936 começa a escrever os seus primeiros poemas. Em 1938, envia alguns poemas para o poeta Antônio Botto, que logo quer conhecê-lo. Em 1939 publicou seu primeiro poema “Narciso”. Pouco tempo depois passa a assinar com o nome “Eugénio de Andrade”. Em 1943, vai para Coimbra, onde permanece até 1946, após cumprir o serviço militar. (adaptado de https://www.ebiografia.com/eugenio_de_andrade/, acedido em 11 de janeiro de 2019) Escritor do mês de janeiro de 2019— Eugénio de Andrade Escritor do mês de fevereiro de 2019— Júlio Verne Jules Gabriel Verne, conhecido nos países de língua portugue- sa como Júlio Verne, foi um escritor francês que nasceu em Nantes, no dia 8 de fevereiro de 1828, e morreu em Amiens, no dia 24 de março de 1905. Passou a infância com os pais, o irmão Paul e as três irmãs, Ana, Matilde e Maria, na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. O seu pai, Pedro Verne, foi um magistrado da localidade de Provins. A proximidade do por- to e das docas constituíram provavelmente grande estímulo para o desenvolvi- mento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distan- tes. Com seis anos iniciou os estudos com a viúva de um capitão e com oito foi mandado para o se- minário com seu irmão Paul. Em 1839 partiu para Índia como aprendiz de marinheiro, mas foi inter- cetado pelo seu pai em Paimboeuf, confessando ter tentado a viagem para encontrar sua prima, Carolina Tronson, e entregar-lhe um colar de diamantes. Prometeu viajar "apenas nos sonhos". Em 1844 estudou retórica e filosofia no Liceu de Nantes. Formado em Direito em Nantes, em 1864, se- guiu os passos do pai. É considerado pelos críticos literários o inventor do género de ficção científica, tendo feito previsões nos seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos, máquinas voadoras e até a viagem à Lua. Até hoje, Júlio Verne é um dos escritores cuja obra continua a ser uma das mais traduzidas em toda a história, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO, tendo escrito mais de 100 livros. (adaptado de https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Verne, acedido em 11 de janeiro de 2019)