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Marcos Vinicius Rodrigues 1EM:D
Atividade 02
o livro escrito por Euclides da Cunha é difícil de ser lido, principalmente por
causa do vocabulário rico de palavras desconhecidas,e que em geral não são
mais usadas hoje em dia, talvez a dificuldade de ler este livro esteja na idéia de
que ele seja como os outros livros, com uma narração de uma história por
exemplo, quem está acostumado a ler livros assim vai "quebrar a cara" quando
começar a ler "Os sertões".
Na verdade o livro é de caracter descritivo, então voce tem que ler sem
precisar necessariamente imaginar o que se está lendo, uma vez que Euclides
se utiliza e escreve levando-se em conta suas observações, bem como seu
conhecimento acerca de paisagens, climas, plantas, etc.
Mas o livro fica muito bom quando chega na parte em que o autor desvenda a
personalidade de Antonio Conselheiro e parte para a luta, a revoluação de
canudos, e olha que só terminei o volume 1, já começarei sem sombra de
duvida o volume 2
Livro 01: Os Sertões
Euclides
Rodrigues
Pimenta da
Cunha nasceu
em Cantagalo
(RJ), no dia 20
de janeiro de
1866. Foi
escritor,
professor,
sociólogo,
repórter
jornalístico e
engenheiro,
tendo se
tornado famoso
internacionalme
nte por sua
obra-prima, “Os
Sertões”, que
retrata a Guerra
dos Canudos.
O autor: Euclides da Cunha e
comentarios
“ Euclides da Cunha
consegue ser jornalista e
escritor ao mesmo tempo.
O relato é impressionante.
A riqueza de detalhes é
minuciosa sem tornar a
leitura formal, cansativa ou
monótona. Demorei tanto
tempo para ler esse livro e
não imaginava que fosse
tão marcante.” - MARCOS
É uma peça do gênero teatro brasileiro considerado a obra-prima
do teatrólogo e autor de novelas Dias Gomes, conhecido
internacionalmente, que narra a saga do simplório Zé-do-Burro,
que sai do interior da Bahia ao lado da esposa Rosa, com destino
a Salvador, a pé, carregando por 360 quilômetros uma enorme
cruz de madeira nas costas para cumprir uma promessa pela graça
alcançada à santa, conhecida pela igreja católica como Santa
Bárbara e pelo candomblé como Iansã. Ambas são a mesma
santidade, porém, a distinção dos nomes feita pelas entidades
religiosas é que vem a ser o causador de todo conflito que se
sucede e do infortúnio do nosso protagonista.
Livro 02: O Pagador de Promessas
Dias Gomes (1922-1999) foi
um escritor, dramaturgo e
novelista brasileiro, autor de
novelas conhecidas no
Brasil como “O Bem
Amado” e “Roque Santeiro”
e o filme "O Pagador de
Promessas".
Alfredo de Freitas Dias
Gomes nasceu em Salvador.
Escreveu a primeira peça
teatral aos 15 anos, a
“Comédia dos Moralistas”.
A peça foi premiada no
Concurso do Serviço
Nacional de Teatro em
1939, embora nunca tenha
sido encenada.
O autor e comentarios
“ Primeira obra de Dias
Gomes que li, e logo de
primeira viagem achei
bom.
O teatro todo é
interessante, bem
desenvolvida, bem
planejada ... porém não
gostei das injustiças que
ocorreu com Zé-do-Burro;
um sertanejo bom e de fé; e
nem do final de toda a
história.
Valeu o tempo que
dediquei a leitura; que não
é longa, porém não tão
curta. E a mesma é
tranquila, sem muitas
"palavras chave".
Enfim, é uma boa obra “. -
MARCOS
Este livro fala de uma tradional familia mineira, numa tradicional fezenda, que
tinha tudo para se manter na mesmice por tamanha tradicionalida, não se
manteve, Nina entra na vida dos Meneses, a tradional família, a sua presença
com sua belaza natural e sedutora, gera intrigas ciumes e invejas, sua
modedernida gera descontentamento. No desenrolar ha muitas magoas e
rancores, bem antes que vocês ao lerem isto imaginem: é um romance bobo e
piegas cheio de amores novelesco, passou longe,é sim a historia de uma
familia que empobrece e vive de um passado rico de aparencias e mentiras,
muitas mentiras, que escondem Demetrio num quarto por seus gostos
afeminados, ha morte de um inocente ou não inocente e uma mãe que se deita
com o filho. O livro é um relato de uma família que para no tempo e vê-se.
Livro 03: Crônica da Casa
Assassinada
Joaquim Lúcio Cardoso Filho
nasceu em Curvelo, Minas Gerais,
a 14 de agosto de 1912 e faleceu
em 28 de setembro de 1968, na
Clínica DoutorEiras,Riode
Janeiro, vítima de derrame
cerebral. Era filho de Joaquim
Lúcio Cardoso e de Maria
Venceslina Cardoso. Em 1913,
transferiu-se com a família para
Belo Horizonte, onde passou sua
primeira infância e fez os estudos
elementares no Grupo Escolar
Barão do Rio Branco. Em março
de 1923, a família muda-se para o
Rio de Janeiro, e LC foi
matriculado no Instituto
Lafayette. No ano seguinte retorna
à capital mineira, a fim de
complementar estudos no Colégio
Arnaldo. Em 1929, retorna ao Rio
de Janeiro. Apesar de ser
considerado um péssimo aluno, lia
tudo que lhe caía às mãos: a obra
de Eça de Queirós, os romances
de Conan Doyle, os contos de
Hoffmann. Desta época data a sua
primeira experiência de
dramaturgo, a peça Reduto dos
Deuses, que mereceu elogios de
Aníbal Machado, e, segundo o
O autor e Comentarios
“ Apesar de ter sido
escrito em 1959 o livro
aborda temas
polêmicos atépara os
dias atuais. Texto
composto de
fragmentos de cartas
contendo relatos sob a
ótica de cada
personagem, um
verdadeiro quebra
cabeça. Leitura poética
riquíssima, repleta de
detalhes que
emocionam o leitor a
cada capítulo, enfim
uma obra de arte que
surpreende até a última
página “- Desconhecido
Em O Seminário dos Ratos temos quatorze contos diferentes entre si, mas ligados pela atenção que o leitor deve
ter com a ação dos personagens e o rumo que irão tomar. O primeiro conto chama-se As formigas. Nesse conto
duas primas universitárias alugam um quarto numa pensão com aspecto meio sombrio. A dona do local avisa que
no canto do quarto o antigo morador fazia medicina e acabou esquecendo uma caixa de ossos, e diz para a jovem
que também faz medicina que se desejar poderá ficar com a caixa. Quando a jovens olha os ossos se entusiasma
em ficar com eles, pois eram ossos de um anão e raros, e se impressiona por estarem tão limpos.
Porém algo estranho acontece naquela mesma noite. Formigas entram no quarto e vão em direção aos ossos do
anão. E depois de um tempo, elas percebem que as formigas estão montando o anão. Assustadas, ainda tentam
matar as formigas, mas não adianta, pois no dia seguinte elas voltam para continuar montando o anão, e as
únicas opções que restam é esperar no que vai dar ou fugir daquele lugar no sereno da noite.
Pomba enamorada ou Uma história de amor é outro conto do livro e nos traz a história de uma jovem que fica
totalmente apaixonada por um homem que lhe elogia num baile. Desde esse dia, ela não o deixa em paz, manda
recados, telefona, aparece no seu trabalho de surpresa e entre outras loucurinhas, mesmo ele sempre a rejeitando.
Até que chega o dia em que recebe a noticia de que ele vai se casar e se mudar daquele lugar. Passa um tempo
mal, mas acaba se casando com um amigo próximo, mas o curioso é que continua a escrever para o antigo
amado, contando suas felicidades e os acontecimentos de sua vida, e o mais curioso ainda é que dessa vez ele
responde. Anos e anos passam, os dois na velhice, ela vai à cartomante, que prevê a volta de alguém muito
importante para ela e mesmo querendo não acreditar no dia previsto da volta, vai ao encontro de alguém.
O conto O Seminário dos Ratos, que dá o título a obra, trata de uma conferência entre políticos ilustres, mas que
é totalmente perturbada pela invasão dos ratos, que não acabam somente com a cozinha, mas com todo o local.
Nesse conto há um pontinho de crítica a desigualdade e a invasão de poderes. O livro é muito gostoso de ler,
apesar de no final da leitura de alguns contos fica a dúvida do que realmente aconteceu, mas como citei no
iniciei, fico nisso o charme de Lygia Fagundes.
Livro 04: Seminário dos Ratos
Quarta filha do casal Durval de
Azevedo Fagundes e Maria do
Rosário Silva Jardim de Moura,
nasce na capital paulista, em 19
de abril de 1923, Lygia de
Azevedo Fagundes, na rua
Barão de Tatuí. Seu pai,
advogado, exerceu os cargos de
delegado e promotor público em
diversas cidades do interior
paulista (Sertãozinho, Apiaí,
Descalvado, Areias e Itatinga),
razão porque a escritora passa
seus primeiros anos da infância
mudando-se constantemente.
Acostuma-se a ouvir histórias
contadas pelas pajens e por
outras crianças. Em pouco
tempo, começa a criar seus
próprios contos e, em 1931, já
alfabetizada, escreve nas últimas
páginas de seus cadernos
escolares as histórias que irá
contar nas rodas domésticas.
Como ocorreu com todos nós, as
primeiras narrativas que ouviu
falavam de temas aterrorizantes,
com mulas-sem-cabeça,
lobisomens e tempestades.
A autora e Comentários
“ Seminário de Ratos é
um apanhado de contos
da autora no melhor
estilo fantástico. Lygia
se veste dos
personagens e conta as
estórias em primeira
pessoa de forma
envolvente que nos
surpreendem a cada
desfecho. Essa autora
me acompanha vida a
fora e é delicioso ler
suas frases tecidas com
maestria e bom humor.
Ler Seminário de Ratos
é estar bem
acompanhado.” -
ANONIMO
Em Canaã, Graça Aranha analisa aspectos da sociedade brasileira com uma
precisão surpreendente.
É um fato que a leitura de clássicos é algo complexo, que exige total atenção,
pois muitas das informações encontram-se nas entrelinhas, além da dificuldade
em compreender uma linguagem arcaica, porém ao ler a considerada obra-
prima de Aranha, esses conceitos não permanecem válidos, pois em momento
algum a leitura se transforma em algo monótono e cansativo. O autor
compartilha com os leitores cenários panorâmicos através de suas descrições
minuciosas, mas acima de tudo seus diálogos inteligentes e muito bem
elaborados fazem com que as ideologias da época –patrióticas ou não – sejam
delicadamente dissecadas de um ângulo diferente.
Com um bom pano de fundo e sem menosprezar qualquer tipo de pensamentos
e opiniões, Aranha transformou Canaã em um livro memorável e gerador de
muitas reflexões encerrando a obra com um grande apelo às gerações atuais. O
patriotismo muito destruiu, está na hora de nos considerarmos uma única
espécie, por que tampouco importa a origem, somos todos seres humanos e
parte de uma única nação.
Livro 05: Canaã
Graça Aranha (1868-1931) foi
escritor brasileiro. Seu romance
"Canaã" abriu o período Pré-
Modernista, compreendido entre
1902 e 1922. Proferiu o discurso
inaugural da Semana de Arte
Moderna.
Graça Aranha (1868-1931) nasceu
em São Luís, Maranhão, no dia 21
de junho de 1868. Filho de família
abastada e culta o que favoreceu e
seu desenvolvimento cultural.
Estudou na Faculdade de Direito do
Recife, na época agitada das ideias
de Tobias Barreto. Formou-se em
1886 e mudou-se para o Rio de
Janeiro, onde seguiria a carreira de
juiz. No mesmo ano da
Proclamação da República, 1889, já
era magistrado em Campos, estado
do Rio. Em 1890, foi nomeado juiz
municipal em Porto Cachoeiro,
Espirito Santo.
O autor e Comentários
“ Esse livro não é pra quem quer
encontrar uma bela história.
Fiquei admirado em ler uma obra
do meu conterrâneo. Seria, como
diz Milkau, que vivemos num
progresso em que vamos encontrar
a paz -Canaã- entre os homens?
Ou como Lentz, voltado para o
pessimismo, em que a
solidariedade e o amor não valem a
pena?
Confesso que não fiquei no lado de
nenhum dos dois, mas essa obra
me colocou pra pensar. Podemos
separar homens em raças? Seria
sua junção ou sua separação
biológica influiria em alguma coisa?
Existe raça brasileira?
É utópico, mas coloca a gente pra
pensar sobre questões
antropológicas. “ -
DESCONHECIDO
Viva o povo brasileiro é mesmo um grande livro. Talvez se possa dizer que seja um grande romance épico, que
conta não apenas histórias de indivíduos, não apenas a história da Bahia, mas grande parte da história do Brasil,
do período colonial até a década de 70. Parece ter certo parentesco com livros como Cem anos de solidão, de
Gabriel Garcia Marquez, embora suas incursões no universo fantástico sejam mais brandas. São mais brandas,
mas estão ali, nas histórias das alminhas reencarnadas. Seu desfecho também tem algo de fantástico, com a tal
canastra, uma espécie de caixa de Pandora que guarda, se não os males do mundo, os males de nosso País.
Olhando para dentro daquela caixa, vemos o que somos e temos hoje.
Creio que esse livro pode ser recomendado para quem quer entender por que o Brasil é o que é, um país que foi
pilhado, saqueado, que teve um processo de colonização caracterizado pela exploração, não pelo povoamento,
que padece de baixa autoestima desde as origens, que até hoje não se respeita e não encontrou sua identidade
como nação.
E o livro conta toda essa história de forma bem-humorada, divertida. Muitas risadas a gente dá ao ler sobre a
tragicômica morte do Barão de Pirapuama, que morre de bostas e urinas presas depois de cometer muitas
maldades contra seus escravos.
Impressionante também o trabalho de pesquisa que deve ter feito João Ulbado Ribeiro para compor tão bem a
linguagem, com expressões que parecem próprias das diversas épocas em que se passam as histórias, com o
linguajar próprio dos negros em suas manifestações religiosas, na construção da língua portuguesa falada no
Brasil.
É um daqueles livros que terminei de ler já sentindo saudades e que nos deixa com aquela mesma sensação dos
personagens Maria da Fé e Patrício Macário, uma sensação de entender tudo e ao mesmo de não entender nada,
de ir montando as peças de um quebra-cabeças que é a vida de um povo como o nosso, do povo brasileiro.
Livro 06: Viva o Povo Brasileiro
João Ubaldo Ribeiro (1941) é
escritor brasileiro. Membro da
Academia Brasileira de Letras,
ocupa a cadeira nº24. Recebeu o
prêmio Camões em 2008. A
exemplo de Jorge Amado, Ubaldo
Ribeiro é um grande disseminador
da cultura brasileira, sobretudo a
baiana. Entre suas obras que
fizeram grande sucesso encontram-
se "Sargento Getúlio", "Viva o
Povo Brasileiro" e "O Sorriso do
Lagarto".
João Ubaldo Osório Pimentel
Ribeiro nasceu em Itaparica, no dia
23 de janeiro de 1941, na casa do
avô materno. Filho dos advogados
Manuel Ribeiro e de Maria Filipa
Osório Pimentel. Fez seus
primeiros estudos em Aracaju no
Instituto Ipiranga. Em 1951
ingressa no Colégio Estadual
Atheneu Sergipense. Em 1955
muda-se para Salvador, e ingressa
no Colégio da Bahia. Estudou
O autor e comentarios
“Fantástico! Apesar de,
inicialmente, apresentar
uma linguagem
rebuscada, vale a pena
insistir, por que muitas
surpresas aparecerão.
Na verdade é um
tratado muito real da
formação do povo
brasileiro. De forma
romanceada, o autor
vai nos mostrando o dia
a dia, as dificuldades e
situações vivenciadas a
partir da nossa
colonização. É um livro
antropológico
riquíssimo que nos
ajuda a entender a
situação e o
comportamento de
nosso maravilhoso
povo! Imperdível! “ -
DESCONHECIDO
Morte e vida severina é um dos mais conhecidos poemas de João Cabral de Melo Neto,publicado
originalmente em 1965 é um belíssimo poema que retrata a fome e a miséria nordestina.Inicia-se
com a apresentação de Severino retirante onde ele explica que existem vários severinos iguais em
tudo na vida,ou seja,iguais na miséria e no sofrimento.
Em todo o enredo Severino busca esperança onde não há esperança,busca vida onde só existe a
morte.No decorrer sua jornada ele se depara com a fome, o desespero e severinos como ele
buscando viver apesar da perseguição da morte.
Existe um momento no poema em que Severino chega á Zona Da Mata onde tudo supostamente é
doce,terra repleta de rios e campos verdes, por um estante renasce nele uma esperança que ele não
havia se permitido até então.
Contudo ele presencia mais uma morte,morte por conflitos de terra,porque onde há abundância
existe também a ganância.
O poema é emocionante e refletivo,pois aquela era realmente a situação dos nordestinos daquela
época e de certa forma existem ainda nos dias de hoje brasileiros que lutam pela vida onde só
existe morte.
No encerramento do poema João Cabral De Melo Neto nos presenteia com o nascimento de uma
criança que renova a esperança de Severino,pois ele só havia encontrado morte,o nascimento da
criança trouxe vida ao coração de dele,porque apesar da angústia ainda havia uma criança que
podia lutar por melhores condições de vida.
Livro 07: Morte e Vida Severina
João Cabral de Melo Neto (1920-1999)
foi poeta brasileiro. Autor de "Morte e
Vida Severina", poema dramático que o
consagrou. Foi eleito membro da
Academia Brasileira de Letras. Recebeu o
Premio da Poesia do Instituto Nacional do
Livro, Recebeu o Premio Jabuti da
Academia Brasileira do Livro e o Premio
da União Brasileira de Escritores, pelo
livro "Crime na Calle Relator".
João Cabral de Melo Neto (1920-1999)
nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 21
de junho de 1868. Filho de Luís Antônio
Cabral de Melo e de Carmem Carneiro
Leão Cabral de Melo. É irmão do
historiador Evaldo Cabral de Melo e
primo do poeta Manuel Bandeira e do
sociólogo Gilberto Freire. Passou a
infância entre os engenhos da família nas
cidades de São Lourenço da Mata e
Moreno. Estudou no Colégio São Luís, no
Recife. Lia tudo o que tinha acesso, no
colégio e na casa da avó.
O autor e Comentarios
"Morte e Vida
Severina" de João
Cabral de Melo Neto
levanta reflexões
acerca dos problemas
enfrentados pelos
moradores e
retirantes nordestinos,
como a seca - falta de
água - e a
improdutividade das
terras dessa região. O
narrador é Severino...
um retirante em
busca de melhores
condições de vida em
Recife, porém ao
chegar na capital ele
se dá conta da
dificuldade em
encontrar emprego e
se fixar nesta região.
O poema é bastante
interessante, uma
narrativa exuberante
A história é sobre Hillé, ou senhora D. D de “derrelição”, ou abandono, solidão. É uma mulher de
60 e tantos anos que perdeu o marido e — não se sabe se por isso ou pela própria personalidade
dela — começou a apresentar sinais de insanidade, chegando a assustar os vizinhos. E a senhora D
passa o livro divagando, fazendo questionamentos e considerações sobre a vida; às vezes bem
malucos, mas bastante interessantes. Uma mulher incomum para a época, uma mulher que pensava
e, mesmo quando ainda era jovem e sã, acabava por afastar as pessoas, por causa das suas
incômodas perguntas sobre o sentido da vida.
A maior dificuldade na leitura era descobrir quem diabos estava falando, naquele momento; se a
senhora D, o marido dela, o pai, os vizinhos, Deus... Os vizinhos eram os mais fáceis; eles não
eram adeptos de grandes filosofias, ao contrário do resto. Como bem disse a pessoa que fez a
sinopse da edição que eu li, há uma grande economia de recursos na escrita. O que eu devia odiar,
visto que adoro textos bem redondinhos, parágrafos, travessões, parênteses. Mas terminou que eu
achei uma das grandes sacadas. Não apenas ficou um formato interessante — uma coisa meio
“poesia em prosa” —, como também ilustrou a loucura da personagem principal. Como se tudo se
passasse dentro da cabeça dela, numa confusão que só faz aumentar ao longo do livro. A narrativa
e o livro inteiro terminam sendo tão loucos quanto ela.
Então, você inicia o livro meio tonto e sem entender nada de nada. E talvez passe boa parte do
livro assim. E vai embarcando nas loucuras e bizarrices da senhora D, rindo dos palavrões,
achando graça dos sustos que levavam os vizinhos, nas vezes que ela abre a janela. Até perceber
que é uma história bem triste. Sobre derrelição, ou abandono, solidão.
Livro 08: A Obscena senhora D
Hilda Hilst é reconhecida, quase
pela unanimidade da crítica
brasileira, como uma das nossas
principais autoras, sendo
consideradas uma das mais
importantes vozes da Língua
Portuguesa do século XX.
Criadora de textos magníficos,
onde Atemporalidade, Real e
Imaginário se fundem e os
personagens mergulham no
intenso questionamento dos
significados, buscando
compreensão, resgate da raiz,
encontro do essencial, Hilda
retrata sem cessar nossa
limitada/ilimitada, frágil e
surpreendente condição humana.
A autora e Comentários
"um susto que
adquiriu
compreensão"
O livro tem uma
narrativa bem incomum,
diferente. Estranhei
bastante quando
comecei a ler, e
confesso que quase
desisti. A história é bem
caótica, como a própria
personagem principal,
uma senhora de 60
anos chamada Hillé,
que se esconde no vão
da escada, após a
morte de seu amante
Ehud. Não posso dizer
que é o estilo de livro
que gosto. “ -
DESCONHECIDO
“Zero” é o segundo romance de Ignácio de Loyola Brandão, publicado primeiramente em março de 1974 na
Itália. Seu lançamento no Brasil ocorreu no ano seguinte.
O romance narra a história de José, um personagem que, não por acaso, possui um nome comum. Ele mora numa
pensão e tem subempregos, como caçador de ratos em um cinema e administrador de um show de aberrações no
bairro do baixo meretrício da cidade.
O casamento com Rosa, que conhece por meio de uma agência matrimonial, o coloca diante da necessidade de
oferecer a ela o mínimo de conforto material. Ela exige que eles tenham uma casa. José vira um ladrão, depois
um assassino, e finalmente é cooptado por um grupo de esquerda para ser um guerrilheiro urbano.
José não entende o que faz na guerrilha, é um alienado, como seus amigos que também acabam entrando para o
grupo clandestino.
O livro é pontuado de ironias contra o governo totalitarista e também contra os grupos de esquerda.
Formalmente, ele é inovador, marcado por uma pontuação invertida nos diálogos e com separações por vírgulas
entre sujeito e predicado, verbo e objeto direto, e assim por diante. O uso de onomatopeias e desenhos e o abuso
de notas de rodapé ligados ao enredo são outras marcas. É um livro original, cheio de vitalidade e por vezes
engraçado, mesmo tratando de tema tão deprimente como a repressão militar.
Durante todo o romance, a cor amarela predomina, seja nas visões e delírios de José, seja no túmulo do bandido,
no cemitério, onde nascem roseiras amarelas. Na luz da cela da prisão. E por aí vai.
Vale destacar alguns trechos, como quando José vai a Filhoda, cidade de Rosa, quando eram noivos. Filhoda é
uma cidade do interior onde reina a intolerância. Loyola usa de narrativas sobre eventos verdadeiros da cidade de
Araraquara, em SP, cidade onde nasceu, para mencionar, por exemplo, o linchamento dos Britos. Mais tarde, ele
vai citar outra cidade, Aquarara. Há também a lua-de-mel de José e Rosa, cheia de um sexo violento e, às vezes,
chocante.
O romance é ideal para aqueles que gostam de livros inseridos no seu contexto histórico. “Zero” é uma história
forte, vibrante, que prende o leitor do princípio ao fim.
Livro 09: Zero
Ignácio de Loyola Lopes
Brandão nasceu em
Araraquara - SP, no dia 31
de julho de 1936, dia de
Santo Ignácio de Loyola,
filho de Antônio Maria
Brandão, contador,
funcionário da Estrada de
Ferro Araraquarense, e de
Maria do Rosário Lopes
Brandão. Foram, ao todo,
cinco irmãos: Luiz Gonzaga
(1933), Francisco de Assis
(1934 - já falecido),
Ignácio, José Maria (1946 -
já falecido) e João Bosco
(1953).
O autor e Comentários
Zero, é sem dúvidas, um grande livro.
Primeiro porque consegue trazer as
questões de um país imerso em uma
ditadura militar sem parecer piegas e
muito menos clichê. Ignácio de Loyola
consegue ironizar de forma maestral
situações cotidianas. O autor escreve
com a frieza e a falta de pudor
necessária para se falar de coisas como
sexo, tortura e repressão. Mesmo não
mencionado em momento algum que
ambientava seu romance na São paulo
dominada pelos militares, é possível
notar graças às constates ordens e Atos
nstitucionais proclamados pelos
militares; atos institucionais por vezes
sarcásticos e hiperbólicos.
Um grande atrativo é também a sua
disposição de capítulos; seu layout é
atração a parte. Ignácio coloca notas de
rodapé com inscrições irônicas e muito
bem humoradas. Zero é um livro onde se
une grande reflexão à uma divertida
eitura. Entretanto, creio que para lê-lo
seja necessário antes libertar-se de
alguns preceitos morais e tomar a
composição do livro como a obra ímpar
que é. Recomendo.
Uma das obras-primas de Graciliano , é narrado em primeira pessoa por Paulo Honório , que se propõem a
contar sua dura vida em retrospectiva, de guia de cego a proprietário da Fazenda São Bernardo. Ele sente uma
estranha necessidade de escrever, numa tentativa de compreender, pelas palavras, não só os fatos de sua vida
como também a esposa, suas atitudes e seu modo de ver o mundo. A linguagem é seca e reduzida ao essencial.
Paulo Honório narra a difícil infância, da qual pouco se lembra excetuando o cego de que foi guia e a preta velha
que o acolheu. Chegou a ser preso por esfaquear João Fagundes por causa de uma antiga amante.
Possuidor de fino tato para negócios, viveu de pequenos biscates pelo sertão até se aproveitar das fraquezas de
Luís Padilha - jogador compulsivo. Comprou-lhe a fazenda São Bernardo onde trabalhara anos antes. Astucioso,
desonesto, não hesitando em amedrontar ou corromper para conseguir o que deseja, vê tudo e todos como
objetos, cujo único valor é o lucro que deles possa obter. Trava um embate com o vizinho Mendonça, antigo
inimigo dos Padilhas , por demarcação de terra. Mendonça estava avançando suas terras em cima de São
Bernardo. Logo depois, Mendonça é morto enquanto Honório está na cidade conversando com Padre Silveira
sobre a construção de uma capela na sua fazenda. São Bernardo vive um período de progresso. Diversificam-se
as criações, invade terras vizinhas, constrói açude e a capela.
Ergue uma escola em vista de obter favores do Governador. Chama Padilha para ser professor. Estando a
fazendo prosperando, Paulo Honório procura uma esposa a fim de garantir um herdeiro. Procura uma mulher da
mesma forma que trata as outras pessoas: como objetos. Idealiza uma mulher morena, perto dos trinta anos, e a
mais perto da sua vontade é Marcela, filha do juiz. Não obstante conhece uma moça loura, da qual já haviam
falado dela. Decide por escolher essa. A moça é Madalena, professora da escola normal. Paulo Honório mostra
as vantagens do negócio, o casamento, e ela aceita. Não muito tempo depois de casado, começam os
desentendimentos. Paulo Honório, no início, acredita que ela com o tempo se acostumaria a sua vida. Madalena,
mulher humanitária e de opinião própria, não concorda com o modo como o marido trata os empregados,
explorando-os.
Livro 10 : São Bernardo
Ela torna-se a única pessoa que Paulo Honório não consegue transformar em objeto. Dotada de leve ideal
socialista, Madalena representa um entrave na dominação de Honório. O fazendeiro, sentindo que a mulher foge
de suas mãos, passa a ter ciúmes mórbidos dela, encerrando-a num círculo de repressões, ofensas e humilhações.
O casal tem um filho mas a situação não se altera. Paulo Honório não sente nada pela sua criança, e irrita-se com
seus choros. A vida angustiada e o ciúme exagerado de Paulo Honório acabam desesperando Madalena, levando-
a ao suicídio. É acometido por imenso vazio depois da morte da esposa.
Sua imagem o persegue. As lembranças persistem em seus pensamentos. Então, pouco a pouco, os empregados
abandonam São Bernardo. Os amigos já não freqüentam mais a casa. Uma queda nos negócios leva a fazenda a
ruína. Sozinho, Paulo Honório vê tudo destruído e, na solidão, procura escrever a história da sua vida.
Considera-se aleijado, por ter destruído a vida de todos ao seu redor. Reflete a influência do meio quando afirma:
"A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste."
Graciliano Ramos (1892-1953) foi escritor brasileiro. O romance "Vidas Secas" foi sua
obra de maior destaque. É considerado o melhor ficcionista do modernismo e o
prosador mais importante da segunda fase do Modernismo. Suas obras embora tratem
de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam uma visão crítica das relações
humanas, que as tornam de interesse universal. Seus livros foram traduzidos para
vários países. Seus trabalhos "Vidas Secas", "São Bernardo" e "Memórias do Cárcere",
foram levados para o cinema. Recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, dos
Estados Unidos, pela obra "Vidas Secas".
Graciliano Ramos (1892-1953) nasceu na cidade de Quebrângulo, Alagoas, no dia 27
de outubro de 1892. Era o primogênito de quinze filhos, de uma família de classe
média do sertão nordestino. Passou parte de sua infância na cidade de Buíque, em
Pernambuco, e parte em Viçosa, Alagoas. Fez seus estudos secundários em Maceió.
Graciliano Ramos estreou na literatura em 1933 com o romance "Caetés". Em 1934 publicou o romance "São
Bernardo" e em 1936 publicou "Angustia". Nesse mesmo ano, ainda no cargo de Diretor da Imprensa Oficial e
da Instrução Pública do Estado, foi preso sob acusação de participar do movimento de esquerda. Após sofrer
humilhações e percorrer vários presídios, foi libertado em janeiro de 1937. Essas experiências pessoais e
dolorosas de sua vida, foram retratadas no livro "Memórias do Cárcere", publicado após sua morte. O romance
"Vidas secas", escrito em 1938 é a sua obra mais importante.
Graciliano Ramos seguiu para o Rio de Janeiro, onde fixou residência e foi trabalhar como Inspetor Federal de
Ensino. Em 1945 ingressou no partido comunista brasileiro. Em 1951 foi eleito presidente da Associação
Brasileira de Escritores. Em 1952 viajou para os países socialistas do Leste Europeu, experiência descrita na
obra "Viagem", publicada em 1954, após sua morte.
O autor e Comentários
Dono de estilo contundente e direto, Graciliano Ramos é um
dos mais importantes autores da literatura brasileira, cujo
interesse estético é inseparável do comprometimento ético.
Seja por suas intervenções no campo político, pelo empenho
em favor dos oprimidos ou ainda pela defesa do artista no
mundo moderno, Graciliano reafirma, de modo
inconfundível, o vínculo entre literatura e vida. Foi um autor
muito perseguido durante a ditadura de Vargas por escrever
enredos em que houvesse algum tipo de oposição à forma de
governo instalada no país. Dessa maneira, teve forte papel
para a sociedade que estava insatisfeita, principalmente
dentre os nordestinos. Sua contribuição para a literatura
brasileira foi de extrema importância exatamente por esses
pontos de denúncia.

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Trabalho de Marcus Vinicius Rodrigues dos Reis

  • 1. Marcos Vinicius Rodrigues 1EM:D Atividade 02
  • 2. o livro escrito por Euclides da Cunha é difícil de ser lido, principalmente por causa do vocabulário rico de palavras desconhecidas,e que em geral não são mais usadas hoje em dia, talvez a dificuldade de ler este livro esteja na idéia de que ele seja como os outros livros, com uma narração de uma história por exemplo, quem está acostumado a ler livros assim vai "quebrar a cara" quando começar a ler "Os sertões". Na verdade o livro é de caracter descritivo, então voce tem que ler sem precisar necessariamente imaginar o que se está lendo, uma vez que Euclides se utiliza e escreve levando-se em conta suas observações, bem como seu conhecimento acerca de paisagens, climas, plantas, etc. Mas o livro fica muito bom quando chega na parte em que o autor desvenda a personalidade de Antonio Conselheiro e parte para a luta, a revoluação de canudos, e olha que só terminei o volume 1, já começarei sem sombra de duvida o volume 2 Livro 01: Os Sertões
  • 3. Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em Cantagalo (RJ), no dia 20 de janeiro de 1866. Foi escritor, professor, sociólogo, repórter jornalístico e engenheiro, tendo se tornado famoso internacionalme nte por sua obra-prima, “Os Sertões”, que retrata a Guerra dos Canudos. O autor: Euclides da Cunha e comentarios “ Euclides da Cunha consegue ser jornalista e escritor ao mesmo tempo. O relato é impressionante. A riqueza de detalhes é minuciosa sem tornar a leitura formal, cansativa ou monótona. Demorei tanto tempo para ler esse livro e não imaginava que fosse tão marcante.” - MARCOS
  • 4. É uma peça do gênero teatro brasileiro considerado a obra-prima do teatrólogo e autor de novelas Dias Gomes, conhecido internacionalmente, que narra a saga do simplório Zé-do-Burro, que sai do interior da Bahia ao lado da esposa Rosa, com destino a Salvador, a pé, carregando por 360 quilômetros uma enorme cruz de madeira nas costas para cumprir uma promessa pela graça alcançada à santa, conhecida pela igreja católica como Santa Bárbara e pelo candomblé como Iansã. Ambas são a mesma santidade, porém, a distinção dos nomes feita pelas entidades religiosas é que vem a ser o causador de todo conflito que se sucede e do infortúnio do nosso protagonista. Livro 02: O Pagador de Promessas
  • 5. Dias Gomes (1922-1999) foi um escritor, dramaturgo e novelista brasileiro, autor de novelas conhecidas no Brasil como “O Bem Amado” e “Roque Santeiro” e o filme "O Pagador de Promessas". Alfredo de Freitas Dias Gomes nasceu em Salvador. Escreveu a primeira peça teatral aos 15 anos, a “Comédia dos Moralistas”. A peça foi premiada no Concurso do Serviço Nacional de Teatro em 1939, embora nunca tenha sido encenada. O autor e comentarios “ Primeira obra de Dias Gomes que li, e logo de primeira viagem achei bom. O teatro todo é interessante, bem desenvolvida, bem planejada ... porém não gostei das injustiças que ocorreu com Zé-do-Burro; um sertanejo bom e de fé; e nem do final de toda a história. Valeu o tempo que dediquei a leitura; que não é longa, porém não tão curta. E a mesma é tranquila, sem muitas "palavras chave". Enfim, é uma boa obra “. - MARCOS
  • 6. Este livro fala de uma tradional familia mineira, numa tradicional fezenda, que tinha tudo para se manter na mesmice por tamanha tradicionalida, não se manteve, Nina entra na vida dos Meneses, a tradional família, a sua presença com sua belaza natural e sedutora, gera intrigas ciumes e invejas, sua modedernida gera descontentamento. No desenrolar ha muitas magoas e rancores, bem antes que vocês ao lerem isto imaginem: é um romance bobo e piegas cheio de amores novelesco, passou longe,é sim a historia de uma familia que empobrece e vive de um passado rico de aparencias e mentiras, muitas mentiras, que escondem Demetrio num quarto por seus gostos afeminados, ha morte de um inocente ou não inocente e uma mãe que se deita com o filho. O livro é um relato de uma família que para no tempo e vê-se. Livro 03: Crônica da Casa Assassinada
  • 7. Joaquim Lúcio Cardoso Filho nasceu em Curvelo, Minas Gerais, a 14 de agosto de 1912 e faleceu em 28 de setembro de 1968, na Clínica DoutorEiras,Riode Janeiro, vítima de derrame cerebral. Era filho de Joaquim Lúcio Cardoso e de Maria Venceslina Cardoso. Em 1913, transferiu-se com a família para Belo Horizonte, onde passou sua primeira infância e fez os estudos elementares no Grupo Escolar Barão do Rio Branco. Em março de 1923, a família muda-se para o Rio de Janeiro, e LC foi matriculado no Instituto Lafayette. No ano seguinte retorna à capital mineira, a fim de complementar estudos no Colégio Arnaldo. Em 1929, retorna ao Rio de Janeiro. Apesar de ser considerado um péssimo aluno, lia tudo que lhe caía às mãos: a obra de Eça de Queirós, os romances de Conan Doyle, os contos de Hoffmann. Desta época data a sua primeira experiência de dramaturgo, a peça Reduto dos Deuses, que mereceu elogios de Aníbal Machado, e, segundo o O autor e Comentarios “ Apesar de ter sido escrito em 1959 o livro aborda temas polêmicos atépara os dias atuais. Texto composto de fragmentos de cartas contendo relatos sob a ótica de cada personagem, um verdadeiro quebra cabeça. Leitura poética riquíssima, repleta de detalhes que emocionam o leitor a cada capítulo, enfim uma obra de arte que surpreende até a última página “- Desconhecido
  • 8. Em O Seminário dos Ratos temos quatorze contos diferentes entre si, mas ligados pela atenção que o leitor deve ter com a ação dos personagens e o rumo que irão tomar. O primeiro conto chama-se As formigas. Nesse conto duas primas universitárias alugam um quarto numa pensão com aspecto meio sombrio. A dona do local avisa que no canto do quarto o antigo morador fazia medicina e acabou esquecendo uma caixa de ossos, e diz para a jovem que também faz medicina que se desejar poderá ficar com a caixa. Quando a jovens olha os ossos se entusiasma em ficar com eles, pois eram ossos de um anão e raros, e se impressiona por estarem tão limpos. Porém algo estranho acontece naquela mesma noite. Formigas entram no quarto e vão em direção aos ossos do anão. E depois de um tempo, elas percebem que as formigas estão montando o anão. Assustadas, ainda tentam matar as formigas, mas não adianta, pois no dia seguinte elas voltam para continuar montando o anão, e as únicas opções que restam é esperar no que vai dar ou fugir daquele lugar no sereno da noite. Pomba enamorada ou Uma história de amor é outro conto do livro e nos traz a história de uma jovem que fica totalmente apaixonada por um homem que lhe elogia num baile. Desde esse dia, ela não o deixa em paz, manda recados, telefona, aparece no seu trabalho de surpresa e entre outras loucurinhas, mesmo ele sempre a rejeitando. Até que chega o dia em que recebe a noticia de que ele vai se casar e se mudar daquele lugar. Passa um tempo mal, mas acaba se casando com um amigo próximo, mas o curioso é que continua a escrever para o antigo amado, contando suas felicidades e os acontecimentos de sua vida, e o mais curioso ainda é que dessa vez ele responde. Anos e anos passam, os dois na velhice, ela vai à cartomante, que prevê a volta de alguém muito importante para ela e mesmo querendo não acreditar no dia previsto da volta, vai ao encontro de alguém. O conto O Seminário dos Ratos, que dá o título a obra, trata de uma conferência entre políticos ilustres, mas que é totalmente perturbada pela invasão dos ratos, que não acabam somente com a cozinha, mas com todo o local. Nesse conto há um pontinho de crítica a desigualdade e a invasão de poderes. O livro é muito gostoso de ler, apesar de no final da leitura de alguns contos fica a dúvida do que realmente aconteceu, mas como citei no iniciei, fico nisso o charme de Lygia Fagundes. Livro 04: Seminário dos Ratos
  • 9. Quarta filha do casal Durval de Azevedo Fagundes e Maria do Rosário Silva Jardim de Moura, nasce na capital paulista, em 19 de abril de 1923, Lygia de Azevedo Fagundes, na rua Barão de Tatuí. Seu pai, advogado, exerceu os cargos de delegado e promotor público em diversas cidades do interior paulista (Sertãozinho, Apiaí, Descalvado, Areias e Itatinga), razão porque a escritora passa seus primeiros anos da infância mudando-se constantemente. Acostuma-se a ouvir histórias contadas pelas pajens e por outras crianças. Em pouco tempo, começa a criar seus próprios contos e, em 1931, já alfabetizada, escreve nas últimas páginas de seus cadernos escolares as histórias que irá contar nas rodas domésticas. Como ocorreu com todos nós, as primeiras narrativas que ouviu falavam de temas aterrorizantes, com mulas-sem-cabeça, lobisomens e tempestades. A autora e Comentários “ Seminário de Ratos é um apanhado de contos da autora no melhor estilo fantástico. Lygia se veste dos personagens e conta as estórias em primeira pessoa de forma envolvente que nos surpreendem a cada desfecho. Essa autora me acompanha vida a fora e é delicioso ler suas frases tecidas com maestria e bom humor. Ler Seminário de Ratos é estar bem acompanhado.” - ANONIMO
  • 10. Em Canaã, Graça Aranha analisa aspectos da sociedade brasileira com uma precisão surpreendente. É um fato que a leitura de clássicos é algo complexo, que exige total atenção, pois muitas das informações encontram-se nas entrelinhas, além da dificuldade em compreender uma linguagem arcaica, porém ao ler a considerada obra- prima de Aranha, esses conceitos não permanecem válidos, pois em momento algum a leitura se transforma em algo monótono e cansativo. O autor compartilha com os leitores cenários panorâmicos através de suas descrições minuciosas, mas acima de tudo seus diálogos inteligentes e muito bem elaborados fazem com que as ideologias da época –patrióticas ou não – sejam delicadamente dissecadas de um ângulo diferente. Com um bom pano de fundo e sem menosprezar qualquer tipo de pensamentos e opiniões, Aranha transformou Canaã em um livro memorável e gerador de muitas reflexões encerrando a obra com um grande apelo às gerações atuais. O patriotismo muito destruiu, está na hora de nos considerarmos uma única espécie, por que tampouco importa a origem, somos todos seres humanos e parte de uma única nação. Livro 05: Canaã
  • 11. Graça Aranha (1868-1931) foi escritor brasileiro. Seu romance "Canaã" abriu o período Pré- Modernista, compreendido entre 1902 e 1922. Proferiu o discurso inaugural da Semana de Arte Moderna. Graça Aranha (1868-1931) nasceu em São Luís, Maranhão, no dia 21 de junho de 1868. Filho de família abastada e culta o que favoreceu e seu desenvolvimento cultural. Estudou na Faculdade de Direito do Recife, na época agitada das ideias de Tobias Barreto. Formou-se em 1886 e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde seguiria a carreira de juiz. No mesmo ano da Proclamação da República, 1889, já era magistrado em Campos, estado do Rio. Em 1890, foi nomeado juiz municipal em Porto Cachoeiro, Espirito Santo. O autor e Comentários “ Esse livro não é pra quem quer encontrar uma bela história. Fiquei admirado em ler uma obra do meu conterrâneo. Seria, como diz Milkau, que vivemos num progresso em que vamos encontrar a paz -Canaã- entre os homens? Ou como Lentz, voltado para o pessimismo, em que a solidariedade e o amor não valem a pena? Confesso que não fiquei no lado de nenhum dos dois, mas essa obra me colocou pra pensar. Podemos separar homens em raças? Seria sua junção ou sua separação biológica influiria em alguma coisa? Existe raça brasileira? É utópico, mas coloca a gente pra pensar sobre questões antropológicas. “ - DESCONHECIDO
  • 12. Viva o povo brasileiro é mesmo um grande livro. Talvez se possa dizer que seja um grande romance épico, que conta não apenas histórias de indivíduos, não apenas a história da Bahia, mas grande parte da história do Brasil, do período colonial até a década de 70. Parece ter certo parentesco com livros como Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Marquez, embora suas incursões no universo fantástico sejam mais brandas. São mais brandas, mas estão ali, nas histórias das alminhas reencarnadas. Seu desfecho também tem algo de fantástico, com a tal canastra, uma espécie de caixa de Pandora que guarda, se não os males do mundo, os males de nosso País. Olhando para dentro daquela caixa, vemos o que somos e temos hoje. Creio que esse livro pode ser recomendado para quem quer entender por que o Brasil é o que é, um país que foi pilhado, saqueado, que teve um processo de colonização caracterizado pela exploração, não pelo povoamento, que padece de baixa autoestima desde as origens, que até hoje não se respeita e não encontrou sua identidade como nação. E o livro conta toda essa história de forma bem-humorada, divertida. Muitas risadas a gente dá ao ler sobre a tragicômica morte do Barão de Pirapuama, que morre de bostas e urinas presas depois de cometer muitas maldades contra seus escravos. Impressionante também o trabalho de pesquisa que deve ter feito João Ulbado Ribeiro para compor tão bem a linguagem, com expressões que parecem próprias das diversas épocas em que se passam as histórias, com o linguajar próprio dos negros em suas manifestações religiosas, na construção da língua portuguesa falada no Brasil. É um daqueles livros que terminei de ler já sentindo saudades e que nos deixa com aquela mesma sensação dos personagens Maria da Fé e Patrício Macário, uma sensação de entender tudo e ao mesmo de não entender nada, de ir montando as peças de um quebra-cabeças que é a vida de um povo como o nosso, do povo brasileiro. Livro 06: Viva o Povo Brasileiro
  • 13. João Ubaldo Ribeiro (1941) é escritor brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Letras, ocupa a cadeira nº24. Recebeu o prêmio Camões em 2008. A exemplo de Jorge Amado, Ubaldo Ribeiro é um grande disseminador da cultura brasileira, sobretudo a baiana. Entre suas obras que fizeram grande sucesso encontram- se "Sargento Getúlio", "Viva o Povo Brasileiro" e "O Sorriso do Lagarto". João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro nasceu em Itaparica, no dia 23 de janeiro de 1941, na casa do avô materno. Filho dos advogados Manuel Ribeiro e de Maria Filipa Osório Pimentel. Fez seus primeiros estudos em Aracaju no Instituto Ipiranga. Em 1951 ingressa no Colégio Estadual Atheneu Sergipense. Em 1955 muda-se para Salvador, e ingressa no Colégio da Bahia. Estudou O autor e comentarios “Fantástico! Apesar de, inicialmente, apresentar uma linguagem rebuscada, vale a pena insistir, por que muitas surpresas aparecerão. Na verdade é um tratado muito real da formação do povo brasileiro. De forma romanceada, o autor vai nos mostrando o dia a dia, as dificuldades e situações vivenciadas a partir da nossa colonização. É um livro antropológico riquíssimo que nos ajuda a entender a situação e o comportamento de nosso maravilhoso povo! Imperdível! “ - DESCONHECIDO
  • 14. Morte e vida severina é um dos mais conhecidos poemas de João Cabral de Melo Neto,publicado originalmente em 1965 é um belíssimo poema que retrata a fome e a miséria nordestina.Inicia-se com a apresentação de Severino retirante onde ele explica que existem vários severinos iguais em tudo na vida,ou seja,iguais na miséria e no sofrimento. Em todo o enredo Severino busca esperança onde não há esperança,busca vida onde só existe a morte.No decorrer sua jornada ele se depara com a fome, o desespero e severinos como ele buscando viver apesar da perseguição da morte. Existe um momento no poema em que Severino chega á Zona Da Mata onde tudo supostamente é doce,terra repleta de rios e campos verdes, por um estante renasce nele uma esperança que ele não havia se permitido até então. Contudo ele presencia mais uma morte,morte por conflitos de terra,porque onde há abundância existe também a ganância. O poema é emocionante e refletivo,pois aquela era realmente a situação dos nordestinos daquela época e de certa forma existem ainda nos dias de hoje brasileiros que lutam pela vida onde só existe morte. No encerramento do poema João Cabral De Melo Neto nos presenteia com o nascimento de uma criança que renova a esperança de Severino,pois ele só havia encontrado morte,o nascimento da criança trouxe vida ao coração de dele,porque apesar da angústia ainda havia uma criança que podia lutar por melhores condições de vida. Livro 07: Morte e Vida Severina
  • 15. João Cabral de Melo Neto (1920-1999) foi poeta brasileiro. Autor de "Morte e Vida Severina", poema dramático que o consagrou. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Recebeu o Premio da Poesia do Instituto Nacional do Livro, Recebeu o Premio Jabuti da Academia Brasileira do Livro e o Premio da União Brasileira de Escritores, pelo livro "Crime na Calle Relator". João Cabral de Melo Neto (1920-1999) nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 21 de junho de 1868. Filho de Luís Antônio Cabral de Melo e de Carmem Carneiro Leão Cabral de Melo. É irmão do historiador Evaldo Cabral de Melo e primo do poeta Manuel Bandeira e do sociólogo Gilberto Freire. Passou a infância entre os engenhos da família nas cidades de São Lourenço da Mata e Moreno. Estudou no Colégio São Luís, no Recife. Lia tudo o que tinha acesso, no colégio e na casa da avó. O autor e Comentarios "Morte e Vida Severina" de João Cabral de Melo Neto levanta reflexões acerca dos problemas enfrentados pelos moradores e retirantes nordestinos, como a seca - falta de água - e a improdutividade das terras dessa região. O narrador é Severino... um retirante em busca de melhores condições de vida em Recife, porém ao chegar na capital ele se dá conta da dificuldade em encontrar emprego e se fixar nesta região. O poema é bastante interessante, uma narrativa exuberante
  • 16. A história é sobre Hillé, ou senhora D. D de “derrelição”, ou abandono, solidão. É uma mulher de 60 e tantos anos que perdeu o marido e — não se sabe se por isso ou pela própria personalidade dela — começou a apresentar sinais de insanidade, chegando a assustar os vizinhos. E a senhora D passa o livro divagando, fazendo questionamentos e considerações sobre a vida; às vezes bem malucos, mas bastante interessantes. Uma mulher incomum para a época, uma mulher que pensava e, mesmo quando ainda era jovem e sã, acabava por afastar as pessoas, por causa das suas incômodas perguntas sobre o sentido da vida. A maior dificuldade na leitura era descobrir quem diabos estava falando, naquele momento; se a senhora D, o marido dela, o pai, os vizinhos, Deus... Os vizinhos eram os mais fáceis; eles não eram adeptos de grandes filosofias, ao contrário do resto. Como bem disse a pessoa que fez a sinopse da edição que eu li, há uma grande economia de recursos na escrita. O que eu devia odiar, visto que adoro textos bem redondinhos, parágrafos, travessões, parênteses. Mas terminou que eu achei uma das grandes sacadas. Não apenas ficou um formato interessante — uma coisa meio “poesia em prosa” —, como também ilustrou a loucura da personagem principal. Como se tudo se passasse dentro da cabeça dela, numa confusão que só faz aumentar ao longo do livro. A narrativa e o livro inteiro terminam sendo tão loucos quanto ela. Então, você inicia o livro meio tonto e sem entender nada de nada. E talvez passe boa parte do livro assim. E vai embarcando nas loucuras e bizarrices da senhora D, rindo dos palavrões, achando graça dos sustos que levavam os vizinhos, nas vezes que ela abre a janela. Até perceber que é uma história bem triste. Sobre derrelição, ou abandono, solidão. Livro 08: A Obscena senhora D
  • 17. Hilda Hilst é reconhecida, quase pela unanimidade da crítica brasileira, como uma das nossas principais autoras, sendo consideradas uma das mais importantes vozes da Língua Portuguesa do século XX. Criadora de textos magníficos, onde Atemporalidade, Real e Imaginário se fundem e os personagens mergulham no intenso questionamento dos significados, buscando compreensão, resgate da raiz, encontro do essencial, Hilda retrata sem cessar nossa limitada/ilimitada, frágil e surpreendente condição humana. A autora e Comentários "um susto que adquiriu compreensão" O livro tem uma narrativa bem incomum, diferente. Estranhei bastante quando comecei a ler, e confesso que quase desisti. A história é bem caótica, como a própria personagem principal, uma senhora de 60 anos chamada Hillé, que se esconde no vão da escada, após a morte de seu amante Ehud. Não posso dizer que é o estilo de livro que gosto. “ - DESCONHECIDO
  • 18. “Zero” é o segundo romance de Ignácio de Loyola Brandão, publicado primeiramente em março de 1974 na Itália. Seu lançamento no Brasil ocorreu no ano seguinte. O romance narra a história de José, um personagem que, não por acaso, possui um nome comum. Ele mora numa pensão e tem subempregos, como caçador de ratos em um cinema e administrador de um show de aberrações no bairro do baixo meretrício da cidade. O casamento com Rosa, que conhece por meio de uma agência matrimonial, o coloca diante da necessidade de oferecer a ela o mínimo de conforto material. Ela exige que eles tenham uma casa. José vira um ladrão, depois um assassino, e finalmente é cooptado por um grupo de esquerda para ser um guerrilheiro urbano. José não entende o que faz na guerrilha, é um alienado, como seus amigos que também acabam entrando para o grupo clandestino. O livro é pontuado de ironias contra o governo totalitarista e também contra os grupos de esquerda. Formalmente, ele é inovador, marcado por uma pontuação invertida nos diálogos e com separações por vírgulas entre sujeito e predicado, verbo e objeto direto, e assim por diante. O uso de onomatopeias e desenhos e o abuso de notas de rodapé ligados ao enredo são outras marcas. É um livro original, cheio de vitalidade e por vezes engraçado, mesmo tratando de tema tão deprimente como a repressão militar. Durante todo o romance, a cor amarela predomina, seja nas visões e delírios de José, seja no túmulo do bandido, no cemitério, onde nascem roseiras amarelas. Na luz da cela da prisão. E por aí vai. Vale destacar alguns trechos, como quando José vai a Filhoda, cidade de Rosa, quando eram noivos. Filhoda é uma cidade do interior onde reina a intolerância. Loyola usa de narrativas sobre eventos verdadeiros da cidade de Araraquara, em SP, cidade onde nasceu, para mencionar, por exemplo, o linchamento dos Britos. Mais tarde, ele vai citar outra cidade, Aquarara. Há também a lua-de-mel de José e Rosa, cheia de um sexo violento e, às vezes, chocante. O romance é ideal para aqueles que gostam de livros inseridos no seu contexto histórico. “Zero” é uma história forte, vibrante, que prende o leitor do princípio ao fim. Livro 09: Zero
  • 19. Ignácio de Loyola Lopes Brandão nasceu em Araraquara - SP, no dia 31 de julho de 1936, dia de Santo Ignácio de Loyola, filho de Antônio Maria Brandão, contador, funcionário da Estrada de Ferro Araraquarense, e de Maria do Rosário Lopes Brandão. Foram, ao todo, cinco irmãos: Luiz Gonzaga (1933), Francisco de Assis (1934 - já falecido), Ignácio, José Maria (1946 - já falecido) e João Bosco (1953). O autor e Comentários Zero, é sem dúvidas, um grande livro. Primeiro porque consegue trazer as questões de um país imerso em uma ditadura militar sem parecer piegas e muito menos clichê. Ignácio de Loyola consegue ironizar de forma maestral situações cotidianas. O autor escreve com a frieza e a falta de pudor necessária para se falar de coisas como sexo, tortura e repressão. Mesmo não mencionado em momento algum que ambientava seu romance na São paulo dominada pelos militares, é possível notar graças às constates ordens e Atos nstitucionais proclamados pelos militares; atos institucionais por vezes sarcásticos e hiperbólicos. Um grande atrativo é também a sua disposição de capítulos; seu layout é atração a parte. Ignácio coloca notas de rodapé com inscrições irônicas e muito bem humoradas. Zero é um livro onde se une grande reflexão à uma divertida eitura. Entretanto, creio que para lê-lo seja necessário antes libertar-se de alguns preceitos morais e tomar a composição do livro como a obra ímpar que é. Recomendo.
  • 20. Uma das obras-primas de Graciliano , é narrado em primeira pessoa por Paulo Honório , que se propõem a contar sua dura vida em retrospectiva, de guia de cego a proprietário da Fazenda São Bernardo. Ele sente uma estranha necessidade de escrever, numa tentativa de compreender, pelas palavras, não só os fatos de sua vida como também a esposa, suas atitudes e seu modo de ver o mundo. A linguagem é seca e reduzida ao essencial. Paulo Honório narra a difícil infância, da qual pouco se lembra excetuando o cego de que foi guia e a preta velha que o acolheu. Chegou a ser preso por esfaquear João Fagundes por causa de uma antiga amante. Possuidor de fino tato para negócios, viveu de pequenos biscates pelo sertão até se aproveitar das fraquezas de Luís Padilha - jogador compulsivo. Comprou-lhe a fazenda São Bernardo onde trabalhara anos antes. Astucioso, desonesto, não hesitando em amedrontar ou corromper para conseguir o que deseja, vê tudo e todos como objetos, cujo único valor é o lucro que deles possa obter. Trava um embate com o vizinho Mendonça, antigo inimigo dos Padilhas , por demarcação de terra. Mendonça estava avançando suas terras em cima de São Bernardo. Logo depois, Mendonça é morto enquanto Honório está na cidade conversando com Padre Silveira sobre a construção de uma capela na sua fazenda. São Bernardo vive um período de progresso. Diversificam-se as criações, invade terras vizinhas, constrói açude e a capela. Ergue uma escola em vista de obter favores do Governador. Chama Padilha para ser professor. Estando a fazendo prosperando, Paulo Honório procura uma esposa a fim de garantir um herdeiro. Procura uma mulher da mesma forma que trata as outras pessoas: como objetos. Idealiza uma mulher morena, perto dos trinta anos, e a mais perto da sua vontade é Marcela, filha do juiz. Não obstante conhece uma moça loura, da qual já haviam falado dela. Decide por escolher essa. A moça é Madalena, professora da escola normal. Paulo Honório mostra as vantagens do negócio, o casamento, e ela aceita. Não muito tempo depois de casado, começam os desentendimentos. Paulo Honório, no início, acredita que ela com o tempo se acostumaria a sua vida. Madalena, mulher humanitária e de opinião própria, não concorda com o modo como o marido trata os empregados, explorando-os. Livro 10 : São Bernardo
  • 21. Ela torna-se a única pessoa que Paulo Honório não consegue transformar em objeto. Dotada de leve ideal socialista, Madalena representa um entrave na dominação de Honório. O fazendeiro, sentindo que a mulher foge de suas mãos, passa a ter ciúmes mórbidos dela, encerrando-a num círculo de repressões, ofensas e humilhações. O casal tem um filho mas a situação não se altera. Paulo Honório não sente nada pela sua criança, e irrita-se com seus choros. A vida angustiada e o ciúme exagerado de Paulo Honório acabam desesperando Madalena, levando- a ao suicídio. É acometido por imenso vazio depois da morte da esposa. Sua imagem o persegue. As lembranças persistem em seus pensamentos. Então, pouco a pouco, os empregados abandonam São Bernardo. Os amigos já não freqüentam mais a casa. Uma queda nos negócios leva a fazenda a ruína. Sozinho, Paulo Honório vê tudo destruído e, na solidão, procura escrever a história da sua vida. Considera-se aleijado, por ter destruído a vida de todos ao seu redor. Reflete a influência do meio quando afirma: "A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste."
  • 22. Graciliano Ramos (1892-1953) foi escritor brasileiro. O romance "Vidas Secas" foi sua obra de maior destaque. É considerado o melhor ficcionista do modernismo e o prosador mais importante da segunda fase do Modernismo. Suas obras embora tratem de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam uma visão crítica das relações humanas, que as tornam de interesse universal. Seus livros foram traduzidos para vários países. Seus trabalhos "Vidas Secas", "São Bernardo" e "Memórias do Cárcere", foram levados para o cinema. Recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, dos Estados Unidos, pela obra "Vidas Secas". Graciliano Ramos (1892-1953) nasceu na cidade de Quebrângulo, Alagoas, no dia 27 de outubro de 1892. Era o primogênito de quinze filhos, de uma família de classe média do sertão nordestino. Passou parte de sua infância na cidade de Buíque, em Pernambuco, e parte em Viçosa, Alagoas. Fez seus estudos secundários em Maceió. Graciliano Ramos estreou na literatura em 1933 com o romance "Caetés". Em 1934 publicou o romance "São Bernardo" e em 1936 publicou "Angustia". Nesse mesmo ano, ainda no cargo de Diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado, foi preso sob acusação de participar do movimento de esquerda. Após sofrer humilhações e percorrer vários presídios, foi libertado em janeiro de 1937. Essas experiências pessoais e dolorosas de sua vida, foram retratadas no livro "Memórias do Cárcere", publicado após sua morte. O romance "Vidas secas", escrito em 1938 é a sua obra mais importante. Graciliano Ramos seguiu para o Rio de Janeiro, onde fixou residência e foi trabalhar como Inspetor Federal de Ensino. Em 1945 ingressou no partido comunista brasileiro. Em 1951 foi eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores. Em 1952 viajou para os países socialistas do Leste Europeu, experiência descrita na obra "Viagem", publicada em 1954, após sua morte. O autor e Comentários
  • 23. Dono de estilo contundente e direto, Graciliano Ramos é um dos mais importantes autores da literatura brasileira, cujo interesse estético é inseparável do comprometimento ético. Seja por suas intervenções no campo político, pelo empenho em favor dos oprimidos ou ainda pela defesa do artista no mundo moderno, Graciliano reafirma, de modo inconfundível, o vínculo entre literatura e vida. Foi um autor muito perseguido durante a ditadura de Vargas por escrever enredos em que houvesse algum tipo de oposição à forma de governo instalada no país. Dessa maneira, teve forte papel para a sociedade que estava insatisfeita, principalmente dentre os nordestinos. Sua contribuição para a literatura brasileira foi de extrema importância exatamente por esses pontos de denúncia.