TECNOLOGIA GPON
Esta série de tutoriais apresenta o estudo para implantação da tecnologia GPON
aplicada à solução FTTH em um condomínio de alto padrão fornecendo serviços
como voz, dados e imagem, com taxa de downstream de até 2,5 Gbit/s. Na Rede
Óptica Passiva não há equipamentos ativos no meio do enlace entre cliente e
prestador de serviço, permitindo que o prestador possua uma rede de acesso de
baixo custo de implantação e manutenção quando comparada à rede metálica e o
número de acessos que a mesma oferece. As novas redes ópticas passivas
ampliam a largura de banda disponível para o atendimento e, além disso, permite
o aproveitamento das estruturas de redes já existentes e, no futuro
disponibilizarem altas taxas de velocidade compatíveis para o atendimento aos
serviços da Futura Geração de Banda Larga. Contempla também o histórico de
surgimento da Fibra Óptica e Redes Passivas, bem como seu princípio de
funcionamento, multiplexação do sinal óptico, equipamentos e maneiras de
entrega do sinal através das soluções FTTx.
Os tutoriais foram preparados a partir do trabalho de conclusão de curso
“Soluções de atendimento em Fibra Óptica”, elaborado pela autora, e
apresentado ao Curso de Engenharia Elétrica, da Faculdade Pitágoras, como
requisito parcial para a obtenção do título de Graduado em Engenharia Elétrica.
Foi orientador o Prof. Marcelo dos Santos Menegazzo.
Este tutorial parte II descreve a operação da Rede PON, as diferentes formas de
atendimento do usuário através da rede óptica passiva e suas características e
aplicações, e apresenta o projeto e o dimensionamento das redes passivas
aplicadas em um condomínio de alto padrão, na visão do prestador de serviços e
as ofertas de dados, voz e imagem por um único cabo de fibra óptica, comparando
os custos do enlace em fibra óptica e par metálico. Apresenta também uma breve
conclusão da análise ao projeto exposto e as conclusões finais e recomendações
para a futura implantação de uma rede PON.
Patrícia Beneti de Oliveira
Engenheira Eletricista com Habilitação em Telecomunicações pela Faculdade
Pitágoras (Julho de 2010).
Atuou como Monitora de Informática na CDM Informática, ministrando aulas de
informática básica (Windows, Word, Excel, Power Point) e avançada (Corel Draw,
Photoshop, Access), como Analista de Suporte na Rodosis Rastreamento de
Veículos, provendo suporte por telefone para os sistemas da empresa, como
Instrutora de Informática na Methodos Informática Ltda, planejando, preparando e
ministrando cursos de de informática básica (Pacote Office, Windows e Internet) e
informática avançada (Corel Draw, Photoshop, Flash e Dreamweaver).
Atuou também como Analista de Suporte Técnico na Altatech Soluções em
Tecnologia / Sandoz Indústria Farmacêutica Ltda, provendo suporte, formatação e
configuração de Workstation e Laptops em rede, suporte remoto, conexão e
configuração de Internet Wireless / a cabo via VPN e instalação e configuração de
sistema e acesso da ferramenta SAP. Atuou ainda como Estagiária na Sercomtel
S.A – Telecomunicações, executando atividades de planejamento de dados e
transmissão para as redes existente, configuração de equipamentos e
TECNOLOGIA GPON
planejamento e execução de projetos de atendimento de clientes das redes de
transmissão e de dados.
Desde o início dos tempos o homem já utiliza a luz como meio de comunicação.
Sinais de fogo no alto de colinas com o objetivo de transmitir a informação de que
um exército se aproximava também com o advento das lâmpadas a utilização de
reflexão de luz por faróis costeiros, com o objetivo de orientação para navios.
Estes primeiros sistemas de comunicação tinham entre si duas dificuldades: a
capacidade de informação transmitida e a distância que essas informações
alcançam.
Mas já no principio pode-se identificar a utilização de três elementos básicos de
um sistema de comunicação: transmissor (farol e seu espelho refletor da luz), meio
de transmissão (ar) e o olho humano como receptor (necessário entender a
codificação usada).
O desenvolvimento da comunicação por fibras ópticas data do século XIX. Uma
das importantes descobertas para o inicio de transmissão a longas distancias foi
realizado pelo matemático Willebrord Snell, em 1621, onde o mesmo descobriu
que quando a luz atravessa dois meios sua direção muda, descrevendo assim o
princípio de refração da luz, fenômeno que foi demonstrado pelo mesmo através
de uma vara em um copo de água.
Já em 1840, os cientistas e físicos suecos Daniel Colladon e o francês Jacques
Babinet, demonstraram que a luz pode ser guiada através de um jato de água
curvo confirmando o Principio de Reflexão Interna Total (TIR), onde os créditos
deste fenômeno foram atribuídos a John Tydall em 1870, quando o mesmo
demonstrou a Sociedade Real Britânica este princípio (WOODWARD, 2005).
Em 1880, Alexandre Graham Bell, inventou o fotofone, um sistema de
comunicação por luz. O equipamento refletia a luz do sol por um espelho fino
modulado pela voz, a luz modulada incidia sobre a célula de selênio que convertia
a mensagem em corrente elétrica e enviava aos fones onde a mesma era
reproduzida (WOODWARD, 2005; JESZENSKY, 2004).
Após quase 100 anos da descoberta de John Tydall, em 1960 com a invenção do
laser, a capacidade de banda para comunicação aumentou exponencialmente, e o
pensamento antes futurista de redes de comunicações ópticas começava a se
concretizar.
As primeiras fibras possuíam 1000 dB (decibéis) de atenuação por quilometro.
Segundo estudos realizados pelo Dr. Charles K. Kao, o primeiro a demonstrar a
baixa perda de potencial em fibras de sílica para longas distâncias em 1966, com
perdas na fibra a 20 dB/km, o problema de perdas não é causado por deficiências
inerentes do material, mas por falhas no seu processo de fabricação.
Assim em 1970, a primeira fibra realmente com baixas perdas foi desenvolvida e
nos sistemas de comunicação torna-se prático com uma atenuação por quilometro,
já em 1979 de 0,2 decibéis por quilometro (WOODWARD, 2005).
O custo de se instalar a fibra para atendimento ainda era inviável, mas a forma de
se entregar banda larga (principalmente vídeo) estava mudando. Investimentos
TECNOLOGIA GPON
para se atender ponto-a-ponto já eram viáveis no final dos anos 70 em fibra
multímodo.
A primeira aplicação comercial da fibra em sistemas de comunicação ópticos
ocorreu em 1977 pela a AT&T e GTE, usando fibras ópticas de índice gradual e
operando a 45 Mbit/s, para o atendimento dos sistemas telefônicos de seus
clientes comerciais (WOODWARD, 2005; AGRAWAL, 2002).
O aprimoramento da fibra ao longo dos anos levou ao aumento considerado da
banda de transmissão, assim em 1986, no laboratório da Bristish Telecom (BT) na
Inglaterra, com o trabalho pioneiro de Keith Oakley e Chris Todd iniciou-se o
desenvolvimento do conceito PON (Passive Optical Network).
Até então as redes trabalhavam com bandas estreitas a Telefonia sobre PON
(TPON). Utilizando modulação TDM, o TPON era limitado a 2 Mbit/s, sendo essa
capacidade utilizada para telefonia e ISDN, mas não para transmissão de dados. O
TPON não teve sucesso na área comercial, sua evolução no atendimento em
banda larga para empresas idealizou-se através da Broadband PON (BPON)
(WOODWARD, 2005; AGRAWAL, 2002).
Na década de 1990, a BT continuou o desenvolvimento de suas redes PON e
conceituou a utilização de amplificadores ópticos nas arquiteturas de rede pelo
SuperPON, tendo como enfoque maximizar o compartilhamento das redes PON
em um enlace de longo alcance - 3000 usuários a uma distância de 100 km. A
fundação européia Advanced Communication Technologies and Services (ACTS)
continuou o SuperPON até 1999 com o projeto AC050 PLANET, onde a sigla
PLANET significa Photonic Local Access Network.
Com o passar dos anos a Nippon Telegraph and Telephony (NTT) continuou os
seus estudos sobre a fibra, já que em 1978 foi a primeira a fabricar fibras ópticas
monomodo, em 1996 ofereceu TV a cabo (CATV), VoD e serviços de Rede Digital
de Serviços Integrados (RDSI) para usuários residenciais e caminhos virtuais para
usuários corporativos e do tipo Small Office/Home Office (SOHO), através de um
sistema proprietário. A partir de 1997, a NTT desenvolveu uma sucessão de
sistemas BPON combinadas com o protocolo ATM, e até o ano 2000 o ATM-PON
estava em quase todo o Japão, usando recomendação da G.983 da International
Telecommunication Union (ITU): inicialmente obtinha 155 Mbit/s simétricos,
suportando ATM em 155,52 Mbit/s monomodo e multímodo óptico, taxa que após
foi aumentada para 622 Mbit/s (WOODWARD, 2005).
Gradativamente, a fibra óptica, é utilizada nos novos enlaces de comunicação das
operadoras substituindo as redes de pares metálicos (cabos de cobre). Tem-se
como destaque o lançamento, em dezembro de 1988, do TAT-8, primeiro cabo
óptico transatlântico que entra em operação.
Uma nova tecnologia de multiplexação aumentou ainda mais a taxa de
transferência de bits pela fibra, o WDM (Wavelength Division Multiplexing)
Multiplexação por comprimento de onda. Esta multiplexação aumentou a
capacidade de transmissão da fibra já implantada, além de tornar possível uma
interação entre a atual e a próxima geração de tecnologias.
TECNOLOGIA GPON
Entre 1993 e 2004, as comunicações ópticas se desenvolveram intensamente, e a
fibra que já é utilizada nas Redes Core (enlaces nacionais, continentais e
mundiais), passaram a ser aplicada em enlaces de Redes Metropolitanas (entre
cidades) e em Redes de Acesso (enlace local na cidade).
A primeira rede óptica instalada na América Latina opera desde 1992. A rede da
RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), conhecida por rede Ipê, possui 27
pontos de presença (PoPs) e interliga principalmente universidades federais e
centros de pesquisa.
Soluções FTTx para distribuição do acesso na última milha também já são
aplicadas nos grandes centros, segundo publicação na Revista Teletime, de março
de 2009:
“A própria Oi já testa desde meados de 2007 um serviço de VOD, dados e
voz na Barra da Tijuca, Zona Sul do Rio de Janeiro, em um projeto de fiber-
to-the-home (FTTH)”.
Também a empresa Telefônica possui uma rede FTTH nas cidades de Sorocaba,
Santos, Campinas e região metropolitana de São Paulo, mas esta rede trafega
apenas dados e voz, pois a operadora não dispõe de licença para transmissão de
TV. A operadora GVT adentra com solução FTTN (Fibra até o nó) e Ricardo
Sanfelice, diretor de marketing e produtos da empresa, explica que os armários
estão espalhados num raio de 800 metros a no máximo um quilômetro de distancia
dos usuários, podendo-se realizar o atendimento final em altas taxas com
tecnologia ADSL implantada (Teletime, Março 2009).
Dentre as especificações e exigências, as recomendações PON baseadas em
tecnologia ATM são desenvolvidas pelo comitê Full Service Access
Network (FSAN) e aprovadas pela ITU. Entre os países mais recentes que estão
implantando tecnologia PON se enquadram Japão, Coréia e EUA (LIN, 2006).
Motivação e objetivos
O mercado atual de telecomunicações teve nos últimos anos um aumento
exponencial da taxa de banda de transmissão e recepção de dados. Segundo
dados do último estudo de banda larga realizado pelo IDC (Internacional Data
Group) em parceria com a Cisco, estima-se que existam mais de 26,8 milhões de
conexões de Banda Larga na América Latina – informação prevista para dezembro
de 2008 – e que para o ano de 2010, o Brasil atinja a meta de 15 milhões de
conexões, sendo que a faixa de velocidade de transmissão de banda larga que
apresentou maior crescimento no primeiro semestre de 2009 foram às solicitações
de 2 Mbit/s, que representam 16% das conexões no Brasil (Cisco, 2009).
Desde outubro de 2008, o KDDI, segundo maior operador fixo no Japão,
disponibiliza conexões residenciais de 1 Gbit/s, utilizando fibra óptica até a
residência (FTTH), na região de Tóquio e em Hokkaido, na época o serviço
custava R$ 95,00 (ou 5560 ienes, moeda local). Nesta mesma rede, outra
operadora – HIKARI-one, oferece serviço de 100 Mbit/s.
Diversas formas de regulamentação da banda larga foram implantadas em países
como Japão, Coréia do Sul, União Européia, Finlândia, França, Reino Unido,
TECNOLOGIA GPON
Estados Unidos, Canadá, México, Chile e Austrália. Esta última em abril de 2009
anunciou um projeto de banda larga FTTH. Apresentam-se na figura 1 os poucos
países tem redes abrangentes de fibra para domicílios e empresas.
Figura 1: Principais países em penetração por domicílios da configuração
FTTH/B até o 4º trimestre de 2008
(Fonte: FRIEDRICH et al, 2009)
Mediante análise de Mobilidade, Velocidade de Conexão e custo efetivo medido
em bits por unidade monetária, mostrados na figura 2, realizamos uma rápida
análise da expansão de acesso. Observa-se que no quesito velocidade, o
desempenho da fibra óptica é maior no mercado de tecnologias hoje oferecidas
para tráfego IP, o que aprova o seu custo efetivo. A sua superioridade mostra o
futuro de redes cabeadas é a utilização de fibra óptica funcionando como um
indutor de maior eficiência não só em telecomunicações, mas também na
economia.
Figura 2: Performance das Tecnologias aplicadas em Banda Larga
TECNOLOGIA GPON
(Fonte: OECD, 2006)
Atualmente as operadoras entregam aos usuários domiciliares taxas de ordem
de Megabits através de cabo metálico par trançado, mas para este tipo de
tecnologia tem-se a limitação no atendimento pela distância do usuário ao ponto
de presença mais próximo. Cada vez mais consumidores buscam por maiores
velocidades de banda e a preços acessíveis e, as prestadoras de serviços vêem
neste mercado consumidor, um potencial de crescimento e substituição de suas
redes metálicas por redes ópticas.
As redes ópticas passivas adentram com tecnologia que permite sistemas com
baixo custo e elevada largura de banda, além de proporcionar distancias maiores
para o atendimento e evitar as complexidades de se manter equipamentos durante
o enlace, visto que não há equipamentos eletrônicos somente passivos. Este
trabalho dispõe de um estudo sobre a rede óptica passiva, e os diferentes tipos
PON, bem como seu funcionamento, equipamentos e protocolos de comunicação
utilizados. E realizar o dimensionamento de uma PON utilizando a solução FTTH.
Tutoriais
O tutorial parte I apresentou um breve histórico do surgimento da fibra óptica e das
redes que a utilizam, descreveu as Redes Ópticas Passivas, os equipamentos
básicos de uma rede PON, seu Protocolo de transporte e os diversos tipos de
multiplexação em comprimento de onda, e as topologias possíveis para uma Rede
Passiva.
Este tutorial parte II descreve a operação da Rede PON, as diferentes formas de
atendimento do usuário através da rede óptica passiva e suas características e
aplicações, e apresenta o projeto e o dimensionamento das redes passivas
aplicadas em um condomínio de alto padrão, na visão do prestador de serviços e
as ofertas de dados, voz e imagem por um único cabo de fibra óptica, comparando
os custos do enlace em fibra óptica e par metálico. Apresenta também uma breve
conclusão da análise ao projeto exposto e as conclusões finais e recomendações
para a futura implantação de uma rede PON.
Fibra Óptica II: Operação
Controle de tráfego
As Redes PON são tipicamente ponto-multiponto, redes de alta capacidade
baseada numa Topologia Árvore da OLT para ONTs/ONUs. A tecnologia de
acesso por uma rede PON possui baixo custo e podem convergir serviços de
dados, vídeo e voz em uma única fibra óptica através de um tráfego bidirecional
com a multiplexação do comprimento de onda. Na figura 3 vê-se a abrangência no
espectro de freqüência dos comprimentos de onda que são utilizados.
TECNOLOGIA GPON
Figura 3: Larguras de Banda em comprimento de onda
(Fonte: Furukawa)
Uma OLT tem duas funções principais: controlar o tráfego e nomear a alocação de
banda dinâmica para as ONTs/ONUs. No sentido downstream da OLT não tem
nenhuma dificuldade em controlar o tráfego que chega de fora da rede e transmitir
as informações para as diversas ONT/ONUs, assim todas as ONT/ONUs recebem
o mesmo tráfego. A ONU/ONT possui a funcionalidade de diferenciar os pacotes
que pertencem à mesma e descartar os que não são. O principal problema em
uma rede PON é o trafego upstream da ONU para a OLT, pois todos os usuários
compartilham o mesmo comprimento de onda e um MAC (Media Access Control) é
necessário para se evitar a colisão de pacotes das diferentes ONUs. Existem
alguns protocolos de Acesso que podem ser aplicados as Redes PON como:
WDMA (Wavelength Division Multiple Access), O-CDMA (Code Division Optical
Division Multiple Access) e TDMA (Time Divison Multiplexing Access).
A tecnologia WDMA é uma alternativa muito cara de ser implementada hoje, pois
exige vários comprimentos de onda que operam em upstream, mas é uma
alternativa promissora para as Redes PON. Por isso o TDMA é o regime de
controle mais difundido nestas redes por ser mais simples a sua implementação e
a utilização no caso do GPON de apenas três comprimentos de onda, sendo
apenas um designado para upstream.
Upstream e Downstream
O tipo de sinalização utilizada para que não haja colisões entre o tráfego das
diferentes ONTs, é o TDMA (Time Divison Multiplexing Access – Multiplexação de
Acesso por divisão de Tempo), onde cada usuário transmite sua informação dentro
de um tempo especifico nomeado para o mesmo, como se observa na figura 4.
Mas nesta divisão de banda para um determinado usuário, pode-se ocorrer que
não haja informação a ser transmitida em espaços de tempo, demonstrado na
figura 5.
Para não ocorrer ociosidade na banda, aplica-se um processo mais eficiente a
distribuição dinâmica de banda, quando a janela de transmissão de um usuário
estiver inativa é nomeado um usuário que esteja com um maior fluxo de
informações para ocupar aquela janela. Para implementação de uma distribuição
dinâmica de banda é preciso atender alguns fatores como: prioridades de usuários,
qualidade de serviço, o tempo de resposta para distribuição da banda e a
necessidade de banda do usuário.
TECNOLOGIA GPON
Figura 4: Multiplexação dos comprimentos de onda em TDMA
(Fonte: KEISER, 2006)
Figura 5: Alocação dos espaços de tempo no tráfego ONT para OLT
(Fonte: KEISER, 2006)
ibra Óptica II: Soluções FTTx
A aplicação de tecnologia PON nas redes de acesso a residências e empresas é
denominada FTTx (onde o x pode ser (B) = Prédio (Building), (C) Armário
(Cabinet), (N) Nó (Node), (H) Casa (Home). As soluções estão mudando
constantemente e cada vez mais exclusivas para atendimento a empresas. Ou
seja, uma empresa contrata uma solução GPON para lhe atender da melhor forma
possível.
Solução FTTB – Fibra até o Prédio
Esta solução permite a implantação de uma fibra óptica ponto-a-ponto e ponto-
multiponto. Na sala apropriada do estabelecimento a ser atendido por FTTB é
instalada uma ONT que é conectada a um switch para a distribuição dos serviços
aos diversos andares de forma que as conexões entre o switch e equipamento do
cliente podem ter terminações óptico – óptico ou óptico – elétrico. Normalmente o
atendimento interno a partir do switch é através de uma rede metálica de
TECNOLOGIA GPON
cabeamento estruturado, onde se tem a aplicação mais comum de tecnologias
ADSL2+, VDSL2, 10/100Base-T.
ibra Óptica II: Soluções FTTx
A aplicação de tecnologia PON nas redes de acesso a residências e empresas é
denominada FTTx (onde o x pode ser (B) = Prédio (Building), (C) Armário
(Cabinet), (N) Nó (Node), (H) Casa (Home). As soluções estão mudando
constantemente e cada vez mais exclusivas para atendimento a empresas. Ou
seja, uma empresa contrata uma solução GPON para lhe atender da melhor forma
possível.
Solução FTTB – Fibra até o Prédio
Esta solução permite a implantação de uma fibra óptica ponto-a-ponto e ponto-
multiponto. Na sala apropriada do estabelecimento a ser atendido por FTTB é
instalada uma ONT que é conectada a um switch para a distribuição dos serviços
aos diversos andares de forma que as conexões entre o switch e equipamento do
cliente podem ter terminações óptico – óptico ou óptico – elétrico. Normalmente o
atendimento interno a partir do switch é através de uma rede metálica de
cabeamento estruturado, onde se tem a aplicação mais comum de tecnologias
ADSL2+, VDSL2, 10/100Base-T.
ibra Óptica II: Soluções FTTx
A aplicação de tecnologia PON nas redes de acesso a residências e empresas é
denominada FTTx (onde o x pode ser (B) = Prédio (Building), (C) Armário
(Cabinet), (N) Nó (Node), (H) Casa (Home). As soluções estão mudando
constantemente e cada vez mais exclusivas para atendimento a empresas. Ou
seja, uma empresa contrata uma solução GPON para lhe atender da melhor forma
possível.
Solução FTTB – Fibra até o Prédio
Esta solução permite a implantação de uma fibra óptica ponto-a-ponto e ponto-
multiponto. Na sala apropriada do estabelecimento a ser atendido por FTTB é
instalada uma ONT que é conectada a um switch para a distribuição dos serviços
aos diversos andares de forma que as conexões entre o switch e equipamento do
cliente podem ter terminações óptico – óptico ou óptico – elétrico. Normalmente o
atendimento interno a partir do switch é através de uma rede metálica de
cabeamento estruturado, onde se tem a aplicação mais comum de tecnologias
ADSL2+, VDSL2, 10/100Base-T.
TECNOLOGIA GPON
Figura 6: Solução FTTB em conexão P2P e P2MP
Solução FTTC – Fibra até o Armário
É realizado o atendimento até um distribuidor intermediário (exemplo: uma caixa
outdoor instalada no auto de um poste de energia na rua) e a partir do mesmo é
realizado o atendimento a um edifício ou residência se utilizando de cabos
coaxiais, cabos metálicos, fibra óptica ou algum outro meio para a transmissão das
informações. Muito similar ao FTTN, mas à distância da ONU ao usuário final não
deve ultrapassar 300 metros de distância. Este equipamento deve possuir
elementos robustos que suportem grandes variações de temperatura e demais
intempéries climáticas no meio em que for instalado, visto que pode haver uma
dificuldade com a refrigeração do mesmo, devido as suas instalações.
Solução FTTN – Fibra até o Nó
Refere-se a uma arquitetura de atendimento PON em que as ONTs se distanciam
a aproximadamente 1 km (quilometro) do usuário final. Normalmente instaladas em
um distribuidor intermediário (Armário) disponibilizam o serviço ao usuário por
meio de cabos coaxiais, cabos metálicos, fibra óptica ou algum outro meio para a
transmissão das informações.
TECNOLOGIA GPON
Figura 8: Solução FTTN
Solução FTTH – Fibra até a Casa
Uma fibra óptica é instalada diretamente da Central (OLT) até a Residência do
Cliente (ONU). Este atendimento é o que gera maior custo para os prestadores de
serviços, pois um novo cabeamento é realizado por ser atendimento óptico e não
elétrico - nenhuma estrutura da rede metálica existente é utilizada.
Figura 9: Solução FTTH
Fibra Óptica II: Projeto
O projeto visa o atendimento em voz, dados e imagem a um condomínio de alto
padrão com tecnologia GPON, aplicando a configuração FTTH. O
dimensionamento da rede visa atender a área de abrangência de um condomínio
predial com prédios de 20 andares e 4 apartamentos por andar, considerando
duas torres, totalizando 160 atendimentos com crescimento previsto nas
proximidades de mais 3 prédios de mesmo padrão. Assim, para este projeto será
utilizado um cabo de fibra óptica que sai da OLT (na central da operadora) até as
dependências de cada prédio. Como consideração de estudo neste projeto, o
comprimento do cabo de fibra óptica monomodo utilizado foi de 2.000 metros,
assim como o comprimento do cabo metálico.
Lembrando que neste enlace o comprimento da fibra utilizada pode manter-se
entre 10 a 20 km entre OLT e ONT ou ONU, utilizando elementos passivos no
TECNOLOGIA GPON
decorrer do enlace, se a rede comportar elementos ativos essa distância pode
chegar a 60 km.
Cada prédio deve possuir uma estrutura que comporte a instalação da ONT,
incluindo fornecimento de energia para o equipamento, caixas de passagem e
tubulações adequadas nos padrões aconselhados pela NBR 14565 para a
distribuição de acesso aos vários apartamentos com aproveitamento eficiente de
material e mão de obra empregada. No percurso do enlace, serão utilizados ainda
outros elementos como: fibra óptica, conectores, divisores ópticos, caixas de
emendas que devem ser dimensionadas no projeto.
Atendimento e Serviços em Banda Larga
Não são todas as pessoas que possuem acesso a Internet hoje no Brasil, mas sim
uma pequena parcela da população. Diversos fatores influenciam na abrangência
deste acesso, sendo: renda, faixa etária, grau de instrução, renda familiar e classe
social, fatores esses levantados pela CGI BR. De acordo com o Setor Sócio-
Econômico levantado pelo ICT em parceria com o CGI, apresentados na figura 10
têm uma visão da situação de acesso a Internet e utilização do serviço de Banda
Larga por domicílios brasileiros. Observamos que nas classes mais abastadas (C,
D e E) a utilização e a compra de Banda Larga são minimizadas perto das classes
A e B.
Figura 10: Penetração de Internet e Banda Larga por SSE
(Fonte: Booz&Company)
A busca por altas bandas de atendimento e qualidade nos serviços de voz, dados
e principalmente vídeo mostram que o tráfego IP é intenso e crescerá muito ao
longo dos próximos anos, por isso a entrega de bandas de alta velocidade é
realidade. Os provedores de serviço e operadoras de telecomunicações devem
ficar atentos ao caminhar do mercado, a constante transformação, cada vez mais
rápida, é um desafio significativo para as operadoras enfrentarem metas mais
desafiadoras e conduzirem as mudanças no mundo da banda larga, o que
dependerá essencialmente da implantação da infra-estrutura adequada, incluindo
as redes de comunicação de alta velocidade, ou seja, fibra óptica.
Diversos estudos são realizados anualmente para mostrar o crescimento da Banda
Larga no Brasil e mundialmente. No Brasil, estas análises podem ser encontradas
no Barômetro da Cisco e IDC, e consultorias como a Booz&Company. Na figura
11, observa-se a demanda de Largura de Banda Efetiva de acordo com o nível de
interatividade do cliente com o serviço.
TECNOLOGIA GPON
Figura 11: Largura de Banda Efetiva
(Fonte: Booz&Company)
O aumento do tráfego IP nas redes tem previsão de aumento de 100 vezes num
futuro próximo, além do que poder interagir em tempo real com o programa
assistido é uma das novas aplicações, como a nova geração de TV 3D e crescente
tendência de virtualização (nuvem de computadores) que exigem banda ultra
larga. Claro que a massificação desta tecnologia para todas as classes sociais
ainda não é viável devido aos seus altos custos, como se observa na tabela 1 de
Custo Típico por Acesso, apresentado em análise da Booz&Company, onde
acessos por FTTx custam entre US$300 e US$2500.
Tabela 1: Custo Típico por Acesso
(Fonte: Booz&Company, 2009)
Tipo de Acesso
Banda
Estreita
Banda
Larga da
Primeira
Geração
Banda Larga da
Próxima Geração
Tecnologia Típica PSTN, 2G DSL, 3G FTTx, LTE
Investimento/Subsidio
Típico por Assinante (em
US$)
$20-$50 $100-$150 $300-$2.500
Cálculo da Largura de Banda
Basicamente define-se para este estudo uma capilaridade de 3 fibras ativas em um
cabo óptico auto sustentado para o atendimento aos dois prédios existentes. A
Distribuição das Fibras pode ser visualizada na topologia da rede, figura 21.
TECNOLOGIA GPON
Assim as fibras denominadas de F1, F2, F3 e os divisores ópticos 1:4 serão
instalados na caixa de emenda, que se encontra no subsolo do prédio 1. Após
tem-se a divisão de 1:16 das respectivas fibras que subirão para a distribuição de
serviços atendimento a cada ONT por apartamento, totalizando 80 pontos de
acesso por prédio. Como cada prédio irá utilizar 5 divisores ópticos de 1:16, esta
topologia será suficiente para atender a todos, sendo que para os cabos de fibra
óptica da entrada do condomínio e de distribuição interna foram alocadas reservas
para as construções futuras ou falhas técnicas.
A largura de banda prevista atendeu principalmente a:
 Largura de Banda da OLT de 2,5 Gbit/s;
 Fracionamento dos divisores ópticos 1:4;
 No interior do prédio, fracionamento em novo divisor óptico 1:16 para
atendimento aos pontos de terminação ONT;
 Serviços Multiplay descritos na tabela 2.
Assim a largura de banda, após cada divisor passivo 1:4, é de 625 Mbit/s:
2500000000 / 4 = 625 Mbit/s
Partindo do pressuposto que todos os usuários de cada ONT estarão conectados,
apresenta-se uma largura de banda máxima por terminal de:
625000000 / 16 = 39,06 Mbit/s
Com esta taxa por canal é possível atender basicamente todos os serviços
disponíveis e em lançamento envolvendo voz, dados e vídeo demonstrados na
figura 6 do tutorial parte I, considerando principalmente os canais de TV em tempo
real, que necessitam de taxas adequadas de 1 Mbit/s a 8 Mbit/s para transmissão
em SDTV (Standard TV). A tabela 2 ilustra a demanda de Mbit/s prevista para os
serviços do tipo multiplay.
Tabela 2: Demanda Futura de Tráfego
Aplicação Taxa Requerida
Navegação Web 10 Mbit/s
Telefones (VoIP) 0,5 Mbit/s
Vídeo Vigilância 1 Mbit/s
3 Canais de Tv de Alta Definição (HDTV) 19,5 Mbit/s
Total 39 Mbit/s
Para HDTV (High Definition Television – Televisão de Alta Definição) é necessário
considerar a codificação utilizada para a compressão de dados. Uma codificação
MPEG-4, são necessários 6,5 Mbit/s para transmissão de cada canal.
Considerando este serviço, outros além poderão ser disponibilizados, como se
apresenta na figura 11, Telemedicina, TV 3D, podendo chegar a uma banda
aproximada de 1 Gbit/s, o que mostra a necessidade de uma expansão de
mercado em redes de alta velocidade.
TECNOLOGIA GPON
Dimensionamento do Projeto
O importante a se considerar neste projeto será a estrutura da rede e os
equipamentos. Sendo uma rede óptica passiva seus elementos entre o cliente e a
central necessitam de uma menor manutenção da planta externa em relação à
rede metálica. Neste conceito para a rede óptica, os produtos de distribuição como
cabos, adaptadores, divisores e conectores foram fornecidos pela indústria
Furukawa Industrial S.A. Produtos Elétricos que faz parte do grupo The Furukawa
Electric Co. Ltd, fundada no Japão e uma das líderes mundiais em fabricação de
fibra óptica e Tyco Electronics empresa americana, fundada nos Estados Unidos, a
mais de 50 anos no mercado.
Facilidade de construção, expansão conforme demanda, facilidade de
implementação de atuais e futuros serviços, confiabilidade e privacidade são
demais características de um projeto de rede óptica, que se deve levar em
consideração para o dimensionamento dos equipamentos. Assim neste projeto os
equipamentos atendem a demanda atual, mas possuem reserva técnica, já
prevendo uma futura expansão na região sendo empregados os equipamentos de
transmissão e recepção óptica desenvolvidos pela empresa Ericsson
Telecomunicações S/A.
Estrutura da Rede
Cabos de Fibras Ópticas
Apesar de existirem diversos tipos de cabos e acessórios ópticos, a norma de
projeto estruturado EIA/TIA-568-A recomenda a utilização de tipos específicos de
cabos ópticos para redes locais, além de especificar os valores dos principais
parâmetros que envolvem estes cabos e conectores. Neste projeto, como
consideramos a princípio, o cabo de fibra óptica utilizado será a Monomodo de
núcleo 8,5/125 nm, no lance de 2.000 metros
Serão definidos dois tipos de cabos para o atendimento:
 Rede externa da saída da Central até a entrada do prédio, onde se
encontram os divisores ópticos, na caixa de emenda Tyco, foi utilizado o
cabo óptico auto-sustentado para vão de 80 metros, produzido pela
Furukawa, com a seguinte nomenclatura CFOA-SM-AS80-G 6F. É um
Cabo óptico totalmente dielétrico, o núcleo é preenchido com geléia para
evitar a penetração de umidade, as fibras revestidas em acrilato e instalado
em vãos aéreos em estruturas auto suportadas. Este cabo contém 6 fibras,
atualmente o projeto utiliza-se de três fibras para o atendimento aos dois
prédios construídos, restando três fibras para o dimensionamento de
futuros acessos.
 Rede interna: após os divisores ópticos Tyco 1:4, na caixa de emenda, o
cabeamento no interior do condomínio é realizado com um cabo óptico
Fiber-LAN Indoor com 2 fibras, interligando cada saída do Divisor 1:4, aos
divisores ópticos Tyco 1:16, que atenderam cada um quatro andares do
edifício. Deste divisor novamente cabos ópticos Fiber Lan de 2 fibras são
alocados para a conexão até os apartamentos onde serão conectadas as
ONTs.
Caixa de Emendas Externas
TECNOLOGIA GPON
Para a continuidade e ampliação de um enlace o uso de emenda óptica é
essencial hoje sendo que a atenuação máxima de uma emenda, segundo padrão
EIA/TIA-568-B, não pode exceder o valor de 0,3 dB por emenda, sendo que
existem dois tipos básicos:
Tabela 3: Atenuação por emenda
(Fonte: PINHEIRO, 2005)
Tipo de
Emenda
Perdas típicas
por emenda
Fusão 0,02 a 0,1 dB
Mecânica 0,15 a 0,20 dB
Nos enlaces da rede as emendas foram feitas todas pelo método de fusão, pois as
máquinas atuais de emenda garantem uma perda menor quando comprados com
os conectores de emenda mecânica. Na figura 12, é visualizada a perda de 0,01
dB por emenda através do método de fusão de fibra, realizada em campo.
Figura 12: Perda por fusão na fibra
Realizada a emenda, as fibras são acomodadas nas caixas de emenda FOSC-OC
Splitter Trays (fornecedor Tyco Electronics) que, também possui bandeja que
acomodam os divisores ópticos, que neste caso será utilizado apenas 1:4.
Detalhamento da caixa de emenda nas figuras 13 e 14. A rede externa
compreende os componentes desde a caixa de emenda até o DIO (Distribuídos
Interno Óptico) da Central.
TECNOLOGIA GPON
Figura 13: Detalhamento da Caixa de Emenda FOSC-OC
(Fonte: Tyco Electronics)
Caixa de Emendas Internas
As caixas de emendas Furukawa utilizadas comportam 2 e 12 fibras, sendo
respectivamente os modelos PTO 2F e PTO 12F. Cada fibra monomodo após o
divisor óptico é direcionada para a Caixa de Emenda Interna ou Distribuidor Interno
óptico da Furukawa PTO. Este DIO é equipado com terminações ópticas e
conectores SC/ PC, que apresenta valores de atenuação entre 0,30 dB (típico) e
0,50 dB (máximo), e reflexão após montado o conector <-45 dB.
Como cada prédio irá precisar de 80 terminações, utiliza-se 1 DIO 2F por
apartamento, e 1 DIO 12F para a distribuição entre 4 andares. Neles ficaram
acomodadas as emendas de transição entre o cabo óptico externo e os cordões de
conexão com o equipamento de transmissão e recepção ONT.
TECNOLOGIA GPON
Figura 15: Distribuidor Interno Óptico PTO 2 Fibras Furukawa
(Fonte: Furukawa)
Cordões e Extensões Ópticas
Os cordões ópticos são utilizados para manobra entre o distribuidor interno óptico
e os equipamentos de transmissão e recepção, ou seja, entre o DIO e o elemento
ativo. Para este projeto foi utilizado um cordão constituído por fibra óptica
monomodo revestida com conector óptico modelo SC nas extremidades,
diferenciado apenas pelo polimento nas terminações de cada equipamento. São
cordões com diâmetro do cabo pode variar entre 0,9 mm e 3 mm.
Figura 16: Cordões Ópticos e detalhe do conector SC
(Fonte: Furukawa)
Para este projeto foram utilizados pares de conectores SC, conforme recomenda a
norma EIA/TIA-568-B, também os equipamentos de central e cliente possuem
essa terminação. Esse tipo de conector apresenta valores tipos de perda entre 0,3
dB a máximo de 0,5 dB.
Divisor Óptico Passivo
Os divisores ópticos passivos recebem o sinal de luz e o ramificam em 2 ou mais
fibras de saída. São utilizados na central da operadora, caixas de emendas,
ambientes de usuários fracionando ou combinando sinais ópticos nas redes
ópticas.
TECNOLOGIA GPON
Existe uma ampla variedade de estilos e tamanhos para a divisão / combinação do
sinal de luz, conforme a figura 17, com configuração de divisões 1:N,
desenvolvidos pelas empresas como Tyco, Senko, NTT Electronics.
Figura 17: Modelos de divisores ópticos passivo
Transmissor e Receptor Ericsson BLM1500
Além de atender as especificações técnicas da ITU-T, o equipamento de
transmissão e recepção que se conecta aos servidores de dados e telefonia para
atender a distribuição de serviços das operadoras e/ ou prestadoras. Sendo um
elemento ativo fundamental na rede GPON, o BLM1500 produzido pela Ericsson é
um distribuidor óptico que possui a flexibilidade necessária para atender aos
diversos serviços sobre uma única plataforma além de permitir alocação de banda
dinâmica de um usuário sem a perda de conexão.
A OLT, conforme figura 18, será instalada em um rack padrão 19 polegadas com
possibilidade de alocação máxima de 14 slots com conexões de uplink e downlink
GPON, mais 2 slots de controle em modo redundante e demais slots totalizando
18. Todo equipado a OLT pesa 60 quilos. Neste projeto, o EDA BLM1500 deve
possuir no mínimo 1 slot com 4 interfaces GPON de 2,5 Gbit/s (provendo assim um
uplink de 10 Gbit/s da OLT).
A interface GPON dos equipamentos deverão implementar um fator de divisão de
no mínimo 1:64, com atendimento final de 64 usuários por fibra de saída da OLT,
assim a cada slot podem ser conectadas 256 ONTs. A OLT deve prover a
funcionalidade de mensurar a potência de transmissão ótica de cada ONT de
modo a detectar possíveis problemas desta potência e desabilitar um ONT
defeituoso automaticamente para garantir o correto funcionamento das demais
ONT, classificando também a prioridade de cada fluxo com o uso de VLANs, QoS
e Protocolo GEM.
A perda máxima da rede óptica para OLT deve ser até 28 dB, com o padrão de
implementação de 1,25 Gbit/s de upstream no comprimento de onda de 1310 nm e
2,5 Gbit/s de downstream no comprimento de onda de 1490 nm.
TECNOLOGIA GPON
Figura 18: EDA BLM 1500 OLT Ericsson
(Fonte: Ericsson [3])
Transmissor e Receptor T063G
O equipamento ONT T063G, prove conexão de alta velocidade e entrega dos
serviços de dados, voz e imagem a cada cliente é instalado no interior da
residência, opera em conjunto com EDA BLM1500. O ONT T063G apresenta: uma
porta de uplink óptica que suporta interface GPON com 28 dB de perda no link, 4
portas Gigabit Ethernet padrão 10/100/1000 Base-T, com conectores RJ45, todas
as portas trabalham em auto-negociação, 2 Portas POTS para utilização
telefônica.
Opera no transmissor (upstream) com uma potência óptica do laser até + 5 dBm e
comprimento de onda 1310 nm, e no receptor (downstream) com sensibilidade de -
28 dBm e comprimento de onda 1490 nm. Suportam VLANs e QoS.
TECNOLOGIA GPON
Figura 19: Transmissor e Receptor ONT T063G
(Fonte: Ericsson [4])
Atenuação do Enlace Óptico
O perfeito funcionamento de um enlace óptico requer a seleção adequada dos
componentes a serem utilizados na rede (transmissor, receptor, fibra, conector,
etc.) são relevantes para garantir que o link óptico projetado atenda as exigências
de potência do transmissor e sensibilidade do receptor, obedecendo a critérios de
qualidade e confiabilidade como: probabilidade de erro de bit e disponibilidade do
sistema, respectivamente. Além de mantém esses critérios dentro de valores
admissíveis, utilizando como padrão os valores máximos apresentados da
norma EIA/TIA-568-B presentes na tabela 4.
Tabela 4: Coeficiente de Atenuação Máxima
(Fonte: PINHEIRO, 2005)
Tipo de Cabo Óptico
Comprimento de
Onda
(nm)
Coeficiente de
Atenuação
(dB/km)
Multímodo (50 ou
62,5/125µm)
850 3,5
Multímodo (50 ou
62,5/125µm)
1300 1,5
Monomodo (uso externo) 1310 0,5
Monomodo (uso externo) 1550 0,5
Monomodo (uso externo) 1310 1,0
Monomodo (uso externo) 1550 1,0
Para o cálculo de perdas do sistema é evidente se conhecer os parâmetros dos
elementos de transmissão e rede, são eles:
 De acordo com o comprimento de onda, considerar o coeficiente de
atenuação do cabo óptico (dB/km);
 Atenuação máxima dos conectores;
 Atenuação máxima das emendas por fusão;
 Potência Óptica de saída do transmissor;
 Atenuação máxima dos divisores ópticos passivos;
 Sensibilidade mínima do receptor
Assim o cálculo do balanço de potência mostra a margem disponível de sinal para
suportar as perdas de atenuação dos componentes da rede como: a quantidade de
emendas, conectores, divisores ópticos passivos e degradação do sinal óptico no
interior da fibra. O Balanço de Potência é expresso em dB e calculado a partir da
equação (JESZENSKY, 2004):
(1)
Onde:
TECNOLOGIA GPON
 αf = atenuação da fibra (em dB/km);
 L = comprimento do enlace (em km);
 αc = perda de inserção de cada conector (em dB);
 αe = perda de inserção de cada emenda de fibra (em dB);
 αp = perda de inserção de componente passivo, no caso, o divisor óptico
passivo (em dB).
Na tabela 5, podem ser verificados os valores considerados no projeto para a base
de cálculo. Estas informações são baseadas nas normas ITU-T 983 e ITU-T
G.671, e informações dispostas nos materiais, no caso do lance de fibra de 20.000
m, conforme a figura 20.
Figura 20: Detalhe de atenuação (dB/km) em bobina de Fibra Monomodo
Tabela 5: Descrição das atenuações no link óptico
Descrição Atenuação
Atenuação do conector 0,3 dB
Atenuação máxima das emendas por
fusão
0, 02 dB
Atenuação máxima do splitter 1:4 7,2 dB
Atenuação máxima do splitter 1:16 14 dB
Atenuação para comprimento de onda
1310 nm
0,35 dB/km
Atenuação para comprimento de onda
1550 nm
0,25 dB/km
Sensibilidade mínima do receptor
(OLT)
-28 dBm
TECNOLOGIA GPON
A base para a efetivação e comprovação destes valores utilizados, somente
poderia acontecer em análises e testes deste sistema após sua implantação,
porém fica para um próximo estudo.
Vale lembrar que o receptor necessita de um valor de perda de potência para
funcionar em perfeitas condições, em sistemas digitais essa perda é especificada
em função da taxa de erro de bit (BER) aceitável, para fibras ópticas varia entre 10-
9
a 10-12
, ou seja, ocorre um erro para cada bilhão de pulsos enviados (KEISER,
2006).
Aplicando a tabela 5 no projeto proposto para este estudo, chegamos facilmente a
conclusão, que é necessário um cálculo do enlace total, desde os equipamentos
da central, passando pelos componentes da rede externa até os materiais
utilizados na rede interna do cliente.
Utilizando os valores da tabela 5 e considerando a quantidade de equipamentos
utilizados, realizamos os cálculos pela fórmula 2 e demonstra-se na tabela 6, os
valores utilizados para este Cálculo de atenuação do link óptico.
Tabela 6: Cálculo de atenuação do link óptico.
Cálculo da Perda
no comprimento do
link
Comprimento do cabo 2,2 km
Perda na fibra por km 0,35 dB/km
Perda Total na fibra 0,77 dB
Cálculo da perda
no conector
Perda Individual nos conectores 0,3 dB
Número de conectores 2
Perda total nos conectores 0,6 dB
Cálculo de perda
na emenda
Perda na emenda 0,02 dB
Número de emendas 5
Perda total nas emendas 0,1 dB
Atenuação dos divisores ópticos (7,2+14)
dB
21,2 dB
Atenuação total do link óptico 22,67 dB
Cálculo de perda
no equipamento
Potência Média do transmissor (A) 5 dBm
Sensitividade do Receptor (B) -28 dBm
Perda Suportada no enlace (A – B) 33 dB
Cálculo da margem
de desempenho do
sistema
Perdas Suportadas pelos Equipamentos 33 dB
Total de Atenuação no link óptico 22,67 dB
Margem de Desempenho do
Sistema
~10 dB
TECNOLOGIA GPON
Para o cálculo de Perdas foi considerada a saída da central até a entrada do
condomínio de prédios, onde se encontram os divisores ópticos, assim devem ser
consideras ainda, as perdas nos cabos de distribuição interna do prédio. Foi
considerado da caixa de emenda externa até a subida do prédio 200 metros de
cabo de fibra óptica para subida e entrega até a ONT do cliente.
Assim para garantir a taxa de transmissão proposta (39 Mbps) por comprovação
matemática, observado na tabela 10, onde:
Perdas Suportadas no Enlace – Total de Atenuação no link óptico
33 dB – 22,67 dB = ~10 dB
Observa-se que a comunicação entre OLT e ONT será eficiente, mesmo com a
inclusão dos divisores ópticos, pois o valor de atenuação suportado pelos
equipamentos (33 dB) é maior que a perda apresentada no enlace (22,67 dB). Se
o contrário ocorrer, a atenuação do link for maior que a atenuação dos
equipamentos, os mesmos poderão apresentar falhas de comunicação ou até
perda total de comunicação do link.
A evolução das redes cabeadas é atender a todas as residências com fibra óptica,
com os serviços de voz, dados e imagem.
Fibra Óptica II: Diagrama da Rede
Para o projeto foi considerado um Condomínio Alto Padrão de 5 Prédios, com 20
andares de 4 apartamentos por andar. Destes 2 Prédios estão 100% ocupados e,
mais 3 Prédios se encontram em construção. Para cada apartamento foi
disponibilizado um cabo óptico LAN com um par de Fibras, para atendimento até a
caixa de terminação PTO 2F da Furukawa, e posterior cordão óptico para a
conexão da caixa de terminação com a ONT.
A distribuição dos cabos ópticos internos (Fiber LAN Furukawa) de subida ocorre a
cada 4 andares no divisor óptico passivo Tyco 1:16, este divisor está interligado ao
divisor 1:4 presente na caixa de emenda Tyco, no subsolo do Primeiro Prédio do
Condomínio, como apresentado nas Figuras 21 e 22.
TECNOLOGIA GPON
Figura 21: Diagrama de Distribuição de Cabos
Figura 22: Disposição dos Prédios no Condomínio
Levantamento de Custos
Investimento na Central
TECNOLOGIA GPON
Considerar os valores apresentados em moeda americana (dólar) convertidos em
Real por cotação de R$ 1,867 com referência no dia 26/05/2010. Valores já
inclusos de taxas de importação, serviços de transporte (frete e seguro), mais
impostos. Será apresentado o custo dos materiais e produtos da rede, custo da
central e custos dos assinantes.
O levantamento de custos da Central inclui o principal equipamento da rede EDA
BLM1500 OLT da Ericsson Telecomunicações S/A, que apresenta possibilidade de
processar grande densidade de tráfego com alto padrão e qualidade em
atendimento. Para descrever o custo por acesso é necessário considerar a OLT
integralmente equipada, pois devido à ampla abrangência de acessos que este
equipamento permite, o mesmo não irá atender somente projeto. Observa-se na
tabela 7 os custos apresentados, para o equipamento todo montado e equipado
constando-se de: 14 slots de placas Gigabit, 2 controladoras e 2 placas de uplink,
como apresentado na figura 21, e atende-se a 3584 acessos.
Tabela 7: Total de Custos na Central
Quantidade Descrição Custo (R$)
2
Placa Transmissor Óptico
(Uplink)
32.655,78
1 Licença BLM 1500 15.248,82
2 Placa Controladora 21.912,42
1 Chassis OLT 17U 14.009,97
14 Placa Óptica Gigabit 235.924,92
56 Licença por Porta Gigabit PON 11.051,60
3584 Licença dos Acessos 82.862,08
1 Gerência do Sistema 155.012,36
Total para atender 3584 acessos 568.677,95
Custo individual por acesso 158,67
Total para atender 160 acessos 25.387,41
O equipamento traz uma ampla expansão para a Rede de Acesso. No projeto,
inicialmente têm-se a demanda de 160 acessos para as duas torres dos edifícios,
que apresenta para custos na Central um valor de R$ 25.387,41. Assim uma Placa
Óptica Gigabit que tem a capacidade de atender a 256 acessos é suficiente para
atender a demanda até o presente momento. Por medidas de segurança, duas
destas placas serão reservadas para a utilização no projeto, visto que há uma
previsão de expansão do condomínio com a construção de mais três torres,
incluindo futuramente mais 240 acessos para a região, e para que haja
redundância entre as placas, se ocorrer da placa alocada como principal paralisar
o serviço tem-se uma em stand by para entrar em operação.
Investimento na Rede
TECNOLOGIA GPON
Para a Rede Externa foi considerado o lançamento do Cabo Óptico Furukawa
CFOA-SM-AS80-G 6F de 2000 metros de comprimento mais os custos com a
infra-estrutura interna, conforme montra a tabela 8.
Tabela 8: Total de Custo na Rede
Quantidade Descrição Custo (R$)
1
Infra-estrutura interna
(Distribuidor Óptico Interno PTO
12 Fibras Furukawa, Cordões
ópticos, conectores, Fusões e
passagem do cabo óptico, etc.)
13.362,00
2000 metros
Cabo de Fibra Óptica AS 80 6
fibras - Furukawa
9.840,00
Total 23.202,00
Investimento no Condomínio
O equipamento ONT utilizado no atendimento a cada apartamento do condomínio
foi adquirido do mesmo fabricante da OLT, Ericsson, portanto também é
necessário considerar no valor apresentado incluso os custos de taxas de
importação, serviços de transporte (frete e seguro), mais impostos e convertidos
para moeda nacional, conforme se apresenta na tabela 9.
A tabela 10 apresenta os custos referentes à rede de distribuição interna do prédio
onde foram considerados os divisores ópticos passivos, distribuidores internos,
cabo de fibra óptica interno da Furukawa Fiber-LAN Indoor com 2 fibras.
Tabela 9: Custo do Equipamento ONT
Quantidade Descrição Custo (R$)
160
ONT T063G Ericsson, 4 portas
Giga Ethernet, 1 Porta PON
uplink, 2 Portas POTS,
Adaptador 100-240V para 12
VDC/1A, 20W, 50-60Hz
72.843,20
Total 72.843,20
Tabela 10: Total de Custo no Condomínio
Quantidade Descrição Custo (R$)
160
Distribuidor Óptico Interno PTO 2
Fibras - Furukawa
4.000,00
2
Infra estrutura interna (Fusões e
passagem do cabo óptico,
conectores, instalação de DIO,
cordões ópticos, etc.)
23.526,12
TECNOLOGIA GPON
3 Divisor Óptico Passivo 1:4 – Tyco 1.449,36
10
Divisor Óptico Passivo 1:16 -
Tyco
9.486,10
Total 38.461,58
Investimento Total do Projeto
As operadoras de telecomunicações estão investindo largamente em redes ópticas
distribuída nos grandes centros, o que torna viável a aquisição de equipamentos
GPON e a expansão futura destas redes com altas taxas de tráfego. Segundo o
IDC o aumento do tráfego de dados em Banda Larga no Brasil irá crescer em 8
vezes até 2012, e desde 2002 aumentou em 56 vezes. Considerando toda a infra-
estrutura descrita no projeto, calcula-se o custo de atendimento por cliente, sendo
160 clientes, a partir do custo total apresentado na tabela 11.
Tabela 11: Investimento Total do Projeto
Descrição Custo (R$)
Total de Custos na Central 25.387,41
Total de Custos na Rede 23.202,00
Custo do Equipamento ONT 72.843,20
Total de Custos no Condomínio 38.461,58
Total 159.894,19
Custo do Projeto para Implantação em Rede Metálica
Para o mesmo projeto, agora considerando o atendimento dos condomínios de alto
padrão em rede metálica convencional, tem-se o dimensionamento de pelo menos
2 pontos de conexão por apartamento, considerando já a infra-estrutura interna do
prédio distribuída pela construtora, observa-se a relação de infra-estrutura e custo
descritas:
 2 Cabos de Par Metálico, de pelo menos 200 pares cada, em lance de 2000
metros, para atendimento de 160 clientes, com valor de custo de R$
78.920,00.
 Custo por Porta Central (ADSL + Voz) de R$ 270,00 por cada cliente,
totalizando R$ 43.200,00
 Custo com Modem ADSL R$ 50,00, considerando o atendimento aos 160
clientes tem R$ 8.000,00.
 2 Cabos de Par Metálico, de 50 pares cada, em lance de 200 metros, para
o cabeamento interno nos edifícios, com valor de custo de R$ 1.600,00
Tabela 12: Custo em Rede Metálica
Descrição Custo (R$)
Total de Custos na Central 43.200,00
TECNOLOGIA GPON
Total de Custos na Rede 78.920,00
Custo Modem ADSL 8.000,00
Total de Custos no Condomínio 1.600,00
Total 131.720,00
Custo por Cliente
A partir do Total Final apresentado nas Tabelas 11 e 12, o custo de atendimento
por cliente para cada rede pode ser calculado a partir da equação 2:
Custo por cliente = Total de Custo / Qtd
de Clientes
(1)
Portanto é importante considerar:
Custo por Cliente = 159.894,19 / 160 = 999,33, para Rede GPON
Custo por Cliente = 131.720 / 160 = 823,25, para Rede Metálica
A partir dos cálculos, tem-se que é mais vantajoso à implantação de redes de
fibras ópticas em novas áreas de habitação, como no projeto em edifícios, quando
comparadas com a rede metálica. A mínima diferença de custo (R$ 176,08)
apresentada na simples analogia deste estudo mostra que quanto maior a
expansão e desenvolvimento do mercado em tecnologias para a Banda Larga da
Próxima Geração, maior será a concorrência, o que é fundamental para a redução
dos custos futuros e a massificação do acesso á estes serviços nos setores
socioeconômicos brasileiro.
Para a comparação foram utilizados 2.000 metros no comprimento tanto óptico
como metálico. O projeto comprova que o atendimento por fibra óptica pode
alcançar até 15 km de distância da central, garantindo a entrega de 40 Mbit/s de
Banda, como apresentado no item 6.3, enquanto que tecnologias de entrega de
banda por par metálico chegam a taxas de 13 a 15 Mbit/s e, para garantir essa
taxa devem apenas ficar distantes no máximo a 1,5 km da Central, como
comprovado na figura 7 do tutorial parte I.
A Relação Custo x Benefício apresentado neste projeto pelo custo de atendimento
a cada cliente, mostra que redes de alta velocidade utilizando fibra óptica como
meio para a transmissão é o futuro da rede cabeada. Existe ainda amplo mercado
para investimento em redes de Fibra óptica em muitas regiões do Brasil, conforme
se observa na figura 23. Apenas nos 100 maiores municípios brasileiros existe
rede óptica viável para utilização residencial, onde se pode considerar: São Paulo,
Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba.
TECNOLOGIA GPON
Figura 23: Áreas de Cobertura x Meio de Acesso no Brasil
(Fonte: Booz&Company, 2009)
Impulsionadores do Progresso da Banda Larga
Um dos fatores importantes que interfere na implantação de redes ópticas é o
poder de compra dos habitantes da área de abrangência, hoje restrito a classes A
e B, por seu poder aquisitivo ser maior, pois conforme observamos os serviços de
triple play em conjunto com altas taxas de velocidade de download, não está
massificada, ou seja, uma minoria da população possui condições
socioeconômicas para pagar por estes serviços.
O Brasil possui um mapa óptico que conecta grandes Capitais Brasileiras, ligando
extremos como Fortaleza e Porto Alegre com área de cobertura nas regiões
Nordeste, Sul e Sudeste mais os estados de Tocantins e Goiás. Essa rede óptica
pertencia a empresa Eletronet, que por ter decretado falência no ano de 2003, a
rede permaneceu embargada pela Justiça até os dias de hoje. Mas a Justiça
autorizou o uso dos 16.000 km de fibra para os serviços de banda larga e inclusão
digital nos estudos do Plano Nacional de Banda Larga. Além da Rede Eletronet,
conta-se com os cabeamentos ópticos de estatais como Petrobrás para a inclusão
digital.
A tendência de investimentos futuros das operadoras em suas redes ópticas é
elevado. A Operadora Telefônica, no Estado de São Paulo, em 2005 forneceu
fibras ópticas para o Projeto KyaTera (Unicamp), para a interligação por Fibra
Óptica de 27 laboratórios de universidades e instituições. Hoje o Projeto já abrange
toda a Região de São Paulo Capital e demais cidades do próprio estado, e a fibra
chega diretamente ao interior dos laboratórios. Disponibiliza de conexões de
gigabits por segundo.
Hoje a Telefônica também disponibiliza serviços, como o Trio Xtreme, lançado em
fevereiro de 2009. Os pacotes disponibilizam banda larga de 8 Mbit/s a 30 Mbit/s,
TECNOLOGIA GPON
telefonia fixa e TV paga com canais de alta definição e vídeo sob demanda e,
custam a parti de 269,90.
A Net, presente em 79 cidades brasileiras, e em 40 já oferece serviços triple play,
principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, a partir de pacotes que custam R$
250,00 com baixa velocidade de download até os mais caros R$ 450,00
aproximadamente para altas taxas (12 Mbit/s).
A Oi já disponibiliza acessos de até 100 Mbit/s, via fibra óptica, em cinco capitais:
Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre e Florianópolis.
O progresso da largura de banda no Brasil ocorre lentamente. Como mostrado na
figura 1, tem-se a implantação de solução FTTx no mundo afora, principalmente no
Japão onde a entrega de serviços a 1 Gbit/s com fibra até a casa do cliente e
estudo publicado pela Cisco / IDC mostra que a média poder de aquisição de
banda larga permanece ainda entre 1 Mbit/s e 2 Mbit/s, ou seja, um milésimo de
acessos a menos que o Japão. Na figura 24, apresenta-se a quantidade de
acessos por velocidade de download, sendo a faixa de maior aquisição permanece
até 1 Mbit/s, resultados até Junho de 2009.
O surgimento de inúmeros serviços através da Internet condicionou para que as
redes evoluíssem a fim de suprir a crescente demanda de transmissão de dados e
a maiores velocidades de acesso. Diversos tipos de serviços disponibilizados
atualmente exigem bandas cada vez maiores como streaming e download de
filmes e musicas. O usuário busca também além da rapidez, qualidade no serviço
prestado. Apesar da superioridade de adesões ao serviço de banda larga, o País
ainda dispõe de centenas de cidades que permanecem com acesso discado como
o principal meio de conexão a Internet, representando uma fatia de 11% do total de
conexões, como se observa na figura 24.
Figura 24: Acessos por velocidade de download
(Fonte: Cisco)
O que falta para o aumento de acessos de banda larga com velocidades
superiores a 2 Mbit/s, no Brasil, é o que impulsiona cada vez mais a distribuição de
serviços em altas taxas de velocidade mundo afora, em países como: Austrália,
Japão, França, Portugal, EUA, Polônia, Coréia do Sul onde a velocidade média da
Internet já ultrapassa os 3 Mbit/s. Nestes países são impulsionadores da utilização
de redes ópticas, serviços triple play através da conexão de banda larga
TECNOLOGIA GPON
englobando Telefonia, Internet, Televisão em Alta Definição, Jogos Interativos,
Vídeo sob Demanda, Videoconferência, Filmes e Esportes em tempo real.
O Brasil não tem mercado com essa demanda por serviços. Operadoras de todo o
país trabalham para entregar conexão de dados e voz, mesmo porque são
impedidas pelo governo de transmitirem vídeo sem a aquisição de licença legal
para prestação desse tipo de serviço. A oferta e concorrência de mercado para
entrega de altas velocidades é fundamental para a redução dos custos e a
massificação do acesso á estes serviços.
Figura 25: Distribuição de acesso por Velocidade
(Fonte: ANATEL, 2008)
A fibra é um excelente meio de transmissão, se comparadas com fios metálicos
apresentam inúmeras vantagens, como por exemplo, imunidade a interferência
eletromagnética e baixa perda de transmissão, sua implantação para atendimento
a pequenas empresas e usuários na rede de acesso, esbarra no custo, se
comparado a utilização de cabos metálicos.
O estudo aponta que o pensamento futuro das redes cabeadas é a utilização da
fibra como o principal elemento físico para a transmissão. A crescente oferta de
serviço via Internet e o surgimento de novas aplicações possuem a disposição
uma rede de acesso precária, não viável para distribuição de serviços triple play a
longas distâncias.
TECNOLOGIA GPON
Pela comparação de preços entre a rede metálica e óptica, para o atendimento a
um único cliente, apresentado no estudo, mostra que a diferença é mínima. O que
comprova os novos investimentos das operadoras de telecomunicações em redes
cabeadas por fibra óptica, principalmente para novas áreas de atendimento. Além
da facilidade de implantação, mobilidade e expansão que a rede permite, se
necessário no futuro, enquanto que em uma rede metálica a principal dificuldade é
a mobilidade e expansão da rede.
O conceito deste trabalho mostra que a tecnologia GPON permite o atendimento a
longas distâncias da Central, sem a necessidade de utilizar o consumo de energia
elétrica no decorrer do percurso, pois utiliza somente elementos passivos. Mais um
critério a se voltar a atenção é a utilização de elementos passivos, ou seja, não se
utiliza alimentação elétrica no percurso do enlace, apenas nos equipamentos das
extremidades – transmissão e recepção -, o que permite uma redução nos custos
de implantação e manutenção desta rede
O uso da Rede Óptica Gigabit em conjunto com as soluções FTTx, mostra
atendimentos diferenciados na última milha para o cliente utilizando estruturas da
rede já implantadas e /ou permitindo a expansão para novas áreas de ocupação
nas cidades, principalmente com redes de fibra óptica, priorizando economia nos
investimentos.
Claro que a abrangência da rede óptica hoje aos usuários é muito menor que a
rede metálica, pois nenhuma das operadoras irá retirar toda a sua rede metálica e
implantar uma Rede Óptica Passiva Gigabit, neste caso o custo é elevadíssimo e
inviável. Mas a tendência é que este tipo de rede seja instalada e utilizada para
quaisquer tipo de serviço.
Fibra Óptica II: Teste seu entendimento
1. Quais são a duas funções principais de uma OLT (Terminal de Linha Óptica)?
Controlar o tráfego e nomear a alocação de banda dinâmica para as ONTs (Terminal de
Rede Óptica) / ONUs (Unidade de Rede Óptica).
Controlar o tráfego e nomear a alocação de banda dinâmica para as OMTs (Terminal
Micrométrico Óptico) / ONUs (Unidade de Rede Óptica).
Controlar o tráfego e nomear a alocação de banda dinâmica para as OMTs (Terminal
Micrométrico Óptico) / ONTs (Terminal de Rede Óptica).
Controlar o tráfego e nomear a alocação de banda dinâmica para outras OLTs (Terminal
de Linha Óptica) e para a ONUs (Unidade de Rede Óptica).
2. Qual das alternativas abaixo representa uma das soluções FTTx?
Solução FTTB – Fibra até o Prédio.
Solução FTTC – Fibra até o Armário.
Solução FTTN – Fibra até o Nó.
Solução FTTH – Fibra até a Casa.
Todas as anteriores.
3. Qual dos elementosabaixo não faz parte da estrutura de rede definida para o projeto
objeto do estudo deste tutorial?
TECNOLOGIA GPON
Cabos de Fibras Ópticas, Cordões e Extensões Ópticas.
Repetidor Elétrico-óptico.
Caixa de Emendas Internas e Externas.
Divisor Óptico Passivo.

FIBRA ÓPTICA TECNOLOGIA GPON

  • 1.
    TECNOLOGIA GPON Esta sériede tutoriais apresenta o estudo para implantação da tecnologia GPON aplicada à solução FTTH em um condomínio de alto padrão fornecendo serviços como voz, dados e imagem, com taxa de downstream de até 2,5 Gbit/s. Na Rede Óptica Passiva não há equipamentos ativos no meio do enlace entre cliente e prestador de serviço, permitindo que o prestador possua uma rede de acesso de baixo custo de implantação e manutenção quando comparada à rede metálica e o número de acessos que a mesma oferece. As novas redes ópticas passivas ampliam a largura de banda disponível para o atendimento e, além disso, permite o aproveitamento das estruturas de redes já existentes e, no futuro disponibilizarem altas taxas de velocidade compatíveis para o atendimento aos serviços da Futura Geração de Banda Larga. Contempla também o histórico de surgimento da Fibra Óptica e Redes Passivas, bem como seu princípio de funcionamento, multiplexação do sinal óptico, equipamentos e maneiras de entrega do sinal através das soluções FTTx. Os tutoriais foram preparados a partir do trabalho de conclusão de curso “Soluções de atendimento em Fibra Óptica”, elaborado pela autora, e apresentado ao Curso de Engenharia Elétrica, da Faculdade Pitágoras, como requisito parcial para a obtenção do título de Graduado em Engenharia Elétrica. Foi orientador o Prof. Marcelo dos Santos Menegazzo. Este tutorial parte II descreve a operação da Rede PON, as diferentes formas de atendimento do usuário através da rede óptica passiva e suas características e aplicações, e apresenta o projeto e o dimensionamento das redes passivas aplicadas em um condomínio de alto padrão, na visão do prestador de serviços e as ofertas de dados, voz e imagem por um único cabo de fibra óptica, comparando os custos do enlace em fibra óptica e par metálico. Apresenta também uma breve conclusão da análise ao projeto exposto e as conclusões finais e recomendações para a futura implantação de uma rede PON. Patrícia Beneti de Oliveira Engenheira Eletricista com Habilitação em Telecomunicações pela Faculdade Pitágoras (Julho de 2010). Atuou como Monitora de Informática na CDM Informática, ministrando aulas de informática básica (Windows, Word, Excel, Power Point) e avançada (Corel Draw, Photoshop, Access), como Analista de Suporte na Rodosis Rastreamento de Veículos, provendo suporte por telefone para os sistemas da empresa, como Instrutora de Informática na Methodos Informática Ltda, planejando, preparando e ministrando cursos de de informática básica (Pacote Office, Windows e Internet) e informática avançada (Corel Draw, Photoshop, Flash e Dreamweaver). Atuou também como Analista de Suporte Técnico na Altatech Soluções em Tecnologia / Sandoz Indústria Farmacêutica Ltda, provendo suporte, formatação e configuração de Workstation e Laptops em rede, suporte remoto, conexão e configuração de Internet Wireless / a cabo via VPN e instalação e configuração de sistema e acesso da ferramenta SAP. Atuou ainda como Estagiária na Sercomtel S.A – Telecomunicações, executando atividades de planejamento de dados e transmissão para as redes existente, configuração de equipamentos e
  • 2.
    TECNOLOGIA GPON planejamento eexecução de projetos de atendimento de clientes das redes de transmissão e de dados. Desde o início dos tempos o homem já utiliza a luz como meio de comunicação. Sinais de fogo no alto de colinas com o objetivo de transmitir a informação de que um exército se aproximava também com o advento das lâmpadas a utilização de reflexão de luz por faróis costeiros, com o objetivo de orientação para navios. Estes primeiros sistemas de comunicação tinham entre si duas dificuldades: a capacidade de informação transmitida e a distância que essas informações alcançam. Mas já no principio pode-se identificar a utilização de três elementos básicos de um sistema de comunicação: transmissor (farol e seu espelho refletor da luz), meio de transmissão (ar) e o olho humano como receptor (necessário entender a codificação usada). O desenvolvimento da comunicação por fibras ópticas data do século XIX. Uma das importantes descobertas para o inicio de transmissão a longas distancias foi realizado pelo matemático Willebrord Snell, em 1621, onde o mesmo descobriu que quando a luz atravessa dois meios sua direção muda, descrevendo assim o princípio de refração da luz, fenômeno que foi demonstrado pelo mesmo através de uma vara em um copo de água. Já em 1840, os cientistas e físicos suecos Daniel Colladon e o francês Jacques Babinet, demonstraram que a luz pode ser guiada através de um jato de água curvo confirmando o Principio de Reflexão Interna Total (TIR), onde os créditos deste fenômeno foram atribuídos a John Tydall em 1870, quando o mesmo demonstrou a Sociedade Real Britânica este princípio (WOODWARD, 2005). Em 1880, Alexandre Graham Bell, inventou o fotofone, um sistema de comunicação por luz. O equipamento refletia a luz do sol por um espelho fino modulado pela voz, a luz modulada incidia sobre a célula de selênio que convertia a mensagem em corrente elétrica e enviava aos fones onde a mesma era reproduzida (WOODWARD, 2005; JESZENSKY, 2004). Após quase 100 anos da descoberta de John Tydall, em 1960 com a invenção do laser, a capacidade de banda para comunicação aumentou exponencialmente, e o pensamento antes futurista de redes de comunicações ópticas começava a se concretizar. As primeiras fibras possuíam 1000 dB (decibéis) de atenuação por quilometro. Segundo estudos realizados pelo Dr. Charles K. Kao, o primeiro a demonstrar a baixa perda de potencial em fibras de sílica para longas distâncias em 1966, com perdas na fibra a 20 dB/km, o problema de perdas não é causado por deficiências inerentes do material, mas por falhas no seu processo de fabricação. Assim em 1970, a primeira fibra realmente com baixas perdas foi desenvolvida e nos sistemas de comunicação torna-se prático com uma atenuação por quilometro, já em 1979 de 0,2 decibéis por quilometro (WOODWARD, 2005). O custo de se instalar a fibra para atendimento ainda era inviável, mas a forma de se entregar banda larga (principalmente vídeo) estava mudando. Investimentos
  • 3.
    TECNOLOGIA GPON para seatender ponto-a-ponto já eram viáveis no final dos anos 70 em fibra multímodo. A primeira aplicação comercial da fibra em sistemas de comunicação ópticos ocorreu em 1977 pela a AT&T e GTE, usando fibras ópticas de índice gradual e operando a 45 Mbit/s, para o atendimento dos sistemas telefônicos de seus clientes comerciais (WOODWARD, 2005; AGRAWAL, 2002). O aprimoramento da fibra ao longo dos anos levou ao aumento considerado da banda de transmissão, assim em 1986, no laboratório da Bristish Telecom (BT) na Inglaterra, com o trabalho pioneiro de Keith Oakley e Chris Todd iniciou-se o desenvolvimento do conceito PON (Passive Optical Network). Até então as redes trabalhavam com bandas estreitas a Telefonia sobre PON (TPON). Utilizando modulação TDM, o TPON era limitado a 2 Mbit/s, sendo essa capacidade utilizada para telefonia e ISDN, mas não para transmissão de dados. O TPON não teve sucesso na área comercial, sua evolução no atendimento em banda larga para empresas idealizou-se através da Broadband PON (BPON) (WOODWARD, 2005; AGRAWAL, 2002). Na década de 1990, a BT continuou o desenvolvimento de suas redes PON e conceituou a utilização de amplificadores ópticos nas arquiteturas de rede pelo SuperPON, tendo como enfoque maximizar o compartilhamento das redes PON em um enlace de longo alcance - 3000 usuários a uma distância de 100 km. A fundação européia Advanced Communication Technologies and Services (ACTS) continuou o SuperPON até 1999 com o projeto AC050 PLANET, onde a sigla PLANET significa Photonic Local Access Network. Com o passar dos anos a Nippon Telegraph and Telephony (NTT) continuou os seus estudos sobre a fibra, já que em 1978 foi a primeira a fabricar fibras ópticas monomodo, em 1996 ofereceu TV a cabo (CATV), VoD e serviços de Rede Digital de Serviços Integrados (RDSI) para usuários residenciais e caminhos virtuais para usuários corporativos e do tipo Small Office/Home Office (SOHO), através de um sistema proprietário. A partir de 1997, a NTT desenvolveu uma sucessão de sistemas BPON combinadas com o protocolo ATM, e até o ano 2000 o ATM-PON estava em quase todo o Japão, usando recomendação da G.983 da International Telecommunication Union (ITU): inicialmente obtinha 155 Mbit/s simétricos, suportando ATM em 155,52 Mbit/s monomodo e multímodo óptico, taxa que após foi aumentada para 622 Mbit/s (WOODWARD, 2005). Gradativamente, a fibra óptica, é utilizada nos novos enlaces de comunicação das operadoras substituindo as redes de pares metálicos (cabos de cobre). Tem-se como destaque o lançamento, em dezembro de 1988, do TAT-8, primeiro cabo óptico transatlântico que entra em operação. Uma nova tecnologia de multiplexação aumentou ainda mais a taxa de transferência de bits pela fibra, o WDM (Wavelength Division Multiplexing) Multiplexação por comprimento de onda. Esta multiplexação aumentou a capacidade de transmissão da fibra já implantada, além de tornar possível uma interação entre a atual e a próxima geração de tecnologias.
  • 4.
    TECNOLOGIA GPON Entre 1993e 2004, as comunicações ópticas se desenvolveram intensamente, e a fibra que já é utilizada nas Redes Core (enlaces nacionais, continentais e mundiais), passaram a ser aplicada em enlaces de Redes Metropolitanas (entre cidades) e em Redes de Acesso (enlace local na cidade). A primeira rede óptica instalada na América Latina opera desde 1992. A rede da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), conhecida por rede Ipê, possui 27 pontos de presença (PoPs) e interliga principalmente universidades federais e centros de pesquisa. Soluções FTTx para distribuição do acesso na última milha também já são aplicadas nos grandes centros, segundo publicação na Revista Teletime, de março de 2009: “A própria Oi já testa desde meados de 2007 um serviço de VOD, dados e voz na Barra da Tijuca, Zona Sul do Rio de Janeiro, em um projeto de fiber- to-the-home (FTTH)”. Também a empresa Telefônica possui uma rede FTTH nas cidades de Sorocaba, Santos, Campinas e região metropolitana de São Paulo, mas esta rede trafega apenas dados e voz, pois a operadora não dispõe de licença para transmissão de TV. A operadora GVT adentra com solução FTTN (Fibra até o nó) e Ricardo Sanfelice, diretor de marketing e produtos da empresa, explica que os armários estão espalhados num raio de 800 metros a no máximo um quilômetro de distancia dos usuários, podendo-se realizar o atendimento final em altas taxas com tecnologia ADSL implantada (Teletime, Março 2009). Dentre as especificações e exigências, as recomendações PON baseadas em tecnologia ATM são desenvolvidas pelo comitê Full Service Access Network (FSAN) e aprovadas pela ITU. Entre os países mais recentes que estão implantando tecnologia PON se enquadram Japão, Coréia e EUA (LIN, 2006). Motivação e objetivos O mercado atual de telecomunicações teve nos últimos anos um aumento exponencial da taxa de banda de transmissão e recepção de dados. Segundo dados do último estudo de banda larga realizado pelo IDC (Internacional Data Group) em parceria com a Cisco, estima-se que existam mais de 26,8 milhões de conexões de Banda Larga na América Latina – informação prevista para dezembro de 2008 – e que para o ano de 2010, o Brasil atinja a meta de 15 milhões de conexões, sendo que a faixa de velocidade de transmissão de banda larga que apresentou maior crescimento no primeiro semestre de 2009 foram às solicitações de 2 Mbit/s, que representam 16% das conexões no Brasil (Cisco, 2009). Desde outubro de 2008, o KDDI, segundo maior operador fixo no Japão, disponibiliza conexões residenciais de 1 Gbit/s, utilizando fibra óptica até a residência (FTTH), na região de Tóquio e em Hokkaido, na época o serviço custava R$ 95,00 (ou 5560 ienes, moeda local). Nesta mesma rede, outra operadora – HIKARI-one, oferece serviço de 100 Mbit/s. Diversas formas de regulamentação da banda larga foram implantadas em países como Japão, Coréia do Sul, União Européia, Finlândia, França, Reino Unido,
  • 5.
    TECNOLOGIA GPON Estados Unidos,Canadá, México, Chile e Austrália. Esta última em abril de 2009 anunciou um projeto de banda larga FTTH. Apresentam-se na figura 1 os poucos países tem redes abrangentes de fibra para domicílios e empresas. Figura 1: Principais países em penetração por domicílios da configuração FTTH/B até o 4º trimestre de 2008 (Fonte: FRIEDRICH et al, 2009) Mediante análise de Mobilidade, Velocidade de Conexão e custo efetivo medido em bits por unidade monetária, mostrados na figura 2, realizamos uma rápida análise da expansão de acesso. Observa-se que no quesito velocidade, o desempenho da fibra óptica é maior no mercado de tecnologias hoje oferecidas para tráfego IP, o que aprova o seu custo efetivo. A sua superioridade mostra o futuro de redes cabeadas é a utilização de fibra óptica funcionando como um indutor de maior eficiência não só em telecomunicações, mas também na economia. Figura 2: Performance das Tecnologias aplicadas em Banda Larga
  • 6.
    TECNOLOGIA GPON (Fonte: OECD,2006) Atualmente as operadoras entregam aos usuários domiciliares taxas de ordem de Megabits através de cabo metálico par trançado, mas para este tipo de tecnologia tem-se a limitação no atendimento pela distância do usuário ao ponto de presença mais próximo. Cada vez mais consumidores buscam por maiores velocidades de banda e a preços acessíveis e, as prestadoras de serviços vêem neste mercado consumidor, um potencial de crescimento e substituição de suas redes metálicas por redes ópticas. As redes ópticas passivas adentram com tecnologia que permite sistemas com baixo custo e elevada largura de banda, além de proporcionar distancias maiores para o atendimento e evitar as complexidades de se manter equipamentos durante o enlace, visto que não há equipamentos eletrônicos somente passivos. Este trabalho dispõe de um estudo sobre a rede óptica passiva, e os diferentes tipos PON, bem como seu funcionamento, equipamentos e protocolos de comunicação utilizados. E realizar o dimensionamento de uma PON utilizando a solução FTTH. Tutoriais O tutorial parte I apresentou um breve histórico do surgimento da fibra óptica e das redes que a utilizam, descreveu as Redes Ópticas Passivas, os equipamentos básicos de uma rede PON, seu Protocolo de transporte e os diversos tipos de multiplexação em comprimento de onda, e as topologias possíveis para uma Rede Passiva. Este tutorial parte II descreve a operação da Rede PON, as diferentes formas de atendimento do usuário através da rede óptica passiva e suas características e aplicações, e apresenta o projeto e o dimensionamento das redes passivas aplicadas em um condomínio de alto padrão, na visão do prestador de serviços e as ofertas de dados, voz e imagem por um único cabo de fibra óptica, comparando os custos do enlace em fibra óptica e par metálico. Apresenta também uma breve conclusão da análise ao projeto exposto e as conclusões finais e recomendações para a futura implantação de uma rede PON. Fibra Óptica II: Operação Controle de tráfego As Redes PON são tipicamente ponto-multiponto, redes de alta capacidade baseada numa Topologia Árvore da OLT para ONTs/ONUs. A tecnologia de acesso por uma rede PON possui baixo custo e podem convergir serviços de dados, vídeo e voz em uma única fibra óptica através de um tráfego bidirecional com a multiplexação do comprimento de onda. Na figura 3 vê-se a abrangência no espectro de freqüência dos comprimentos de onda que são utilizados.
  • 7.
    TECNOLOGIA GPON Figura 3:Larguras de Banda em comprimento de onda (Fonte: Furukawa) Uma OLT tem duas funções principais: controlar o tráfego e nomear a alocação de banda dinâmica para as ONTs/ONUs. No sentido downstream da OLT não tem nenhuma dificuldade em controlar o tráfego que chega de fora da rede e transmitir as informações para as diversas ONT/ONUs, assim todas as ONT/ONUs recebem o mesmo tráfego. A ONU/ONT possui a funcionalidade de diferenciar os pacotes que pertencem à mesma e descartar os que não são. O principal problema em uma rede PON é o trafego upstream da ONU para a OLT, pois todos os usuários compartilham o mesmo comprimento de onda e um MAC (Media Access Control) é necessário para se evitar a colisão de pacotes das diferentes ONUs. Existem alguns protocolos de Acesso que podem ser aplicados as Redes PON como: WDMA (Wavelength Division Multiple Access), O-CDMA (Code Division Optical Division Multiple Access) e TDMA (Time Divison Multiplexing Access). A tecnologia WDMA é uma alternativa muito cara de ser implementada hoje, pois exige vários comprimentos de onda que operam em upstream, mas é uma alternativa promissora para as Redes PON. Por isso o TDMA é o regime de controle mais difundido nestas redes por ser mais simples a sua implementação e a utilização no caso do GPON de apenas três comprimentos de onda, sendo apenas um designado para upstream. Upstream e Downstream O tipo de sinalização utilizada para que não haja colisões entre o tráfego das diferentes ONTs, é o TDMA (Time Divison Multiplexing Access – Multiplexação de Acesso por divisão de Tempo), onde cada usuário transmite sua informação dentro de um tempo especifico nomeado para o mesmo, como se observa na figura 4. Mas nesta divisão de banda para um determinado usuário, pode-se ocorrer que não haja informação a ser transmitida em espaços de tempo, demonstrado na figura 5. Para não ocorrer ociosidade na banda, aplica-se um processo mais eficiente a distribuição dinâmica de banda, quando a janela de transmissão de um usuário estiver inativa é nomeado um usuário que esteja com um maior fluxo de informações para ocupar aquela janela. Para implementação de uma distribuição dinâmica de banda é preciso atender alguns fatores como: prioridades de usuários, qualidade de serviço, o tempo de resposta para distribuição da banda e a necessidade de banda do usuário.
  • 8.
    TECNOLOGIA GPON Figura 4:Multiplexação dos comprimentos de onda em TDMA (Fonte: KEISER, 2006) Figura 5: Alocação dos espaços de tempo no tráfego ONT para OLT (Fonte: KEISER, 2006) ibra Óptica II: Soluções FTTx A aplicação de tecnologia PON nas redes de acesso a residências e empresas é denominada FTTx (onde o x pode ser (B) = Prédio (Building), (C) Armário (Cabinet), (N) Nó (Node), (H) Casa (Home). As soluções estão mudando constantemente e cada vez mais exclusivas para atendimento a empresas. Ou seja, uma empresa contrata uma solução GPON para lhe atender da melhor forma possível. Solução FTTB – Fibra até o Prédio Esta solução permite a implantação de uma fibra óptica ponto-a-ponto e ponto- multiponto. Na sala apropriada do estabelecimento a ser atendido por FTTB é instalada uma ONT que é conectada a um switch para a distribuição dos serviços aos diversos andares de forma que as conexões entre o switch e equipamento do cliente podem ter terminações óptico – óptico ou óptico – elétrico. Normalmente o atendimento interno a partir do switch é através de uma rede metálica de
  • 9.
    TECNOLOGIA GPON cabeamento estruturado,onde se tem a aplicação mais comum de tecnologias ADSL2+, VDSL2, 10/100Base-T. ibra Óptica II: Soluções FTTx A aplicação de tecnologia PON nas redes de acesso a residências e empresas é denominada FTTx (onde o x pode ser (B) = Prédio (Building), (C) Armário (Cabinet), (N) Nó (Node), (H) Casa (Home). As soluções estão mudando constantemente e cada vez mais exclusivas para atendimento a empresas. Ou seja, uma empresa contrata uma solução GPON para lhe atender da melhor forma possível. Solução FTTB – Fibra até o Prédio Esta solução permite a implantação de uma fibra óptica ponto-a-ponto e ponto- multiponto. Na sala apropriada do estabelecimento a ser atendido por FTTB é instalada uma ONT que é conectada a um switch para a distribuição dos serviços aos diversos andares de forma que as conexões entre o switch e equipamento do cliente podem ter terminações óptico – óptico ou óptico – elétrico. Normalmente o atendimento interno a partir do switch é através de uma rede metálica de cabeamento estruturado, onde se tem a aplicação mais comum de tecnologias ADSL2+, VDSL2, 10/100Base-T. ibra Óptica II: Soluções FTTx A aplicação de tecnologia PON nas redes de acesso a residências e empresas é denominada FTTx (onde o x pode ser (B) = Prédio (Building), (C) Armário (Cabinet), (N) Nó (Node), (H) Casa (Home). As soluções estão mudando constantemente e cada vez mais exclusivas para atendimento a empresas. Ou seja, uma empresa contrata uma solução GPON para lhe atender da melhor forma possível. Solução FTTB – Fibra até o Prédio Esta solução permite a implantação de uma fibra óptica ponto-a-ponto e ponto- multiponto. Na sala apropriada do estabelecimento a ser atendido por FTTB é instalada uma ONT que é conectada a um switch para a distribuição dos serviços aos diversos andares de forma que as conexões entre o switch e equipamento do cliente podem ter terminações óptico – óptico ou óptico – elétrico. Normalmente o atendimento interno a partir do switch é através de uma rede metálica de cabeamento estruturado, onde se tem a aplicação mais comum de tecnologias ADSL2+, VDSL2, 10/100Base-T.
  • 10.
    TECNOLOGIA GPON Figura 6:Solução FTTB em conexão P2P e P2MP Solução FTTC – Fibra até o Armário É realizado o atendimento até um distribuidor intermediário (exemplo: uma caixa outdoor instalada no auto de um poste de energia na rua) e a partir do mesmo é realizado o atendimento a um edifício ou residência se utilizando de cabos coaxiais, cabos metálicos, fibra óptica ou algum outro meio para a transmissão das informações. Muito similar ao FTTN, mas à distância da ONU ao usuário final não deve ultrapassar 300 metros de distância. Este equipamento deve possuir elementos robustos que suportem grandes variações de temperatura e demais intempéries climáticas no meio em que for instalado, visto que pode haver uma dificuldade com a refrigeração do mesmo, devido as suas instalações. Solução FTTN – Fibra até o Nó Refere-se a uma arquitetura de atendimento PON em que as ONTs se distanciam a aproximadamente 1 km (quilometro) do usuário final. Normalmente instaladas em um distribuidor intermediário (Armário) disponibilizam o serviço ao usuário por meio de cabos coaxiais, cabos metálicos, fibra óptica ou algum outro meio para a transmissão das informações.
  • 11.
    TECNOLOGIA GPON Figura 8:Solução FTTN Solução FTTH – Fibra até a Casa Uma fibra óptica é instalada diretamente da Central (OLT) até a Residência do Cliente (ONU). Este atendimento é o que gera maior custo para os prestadores de serviços, pois um novo cabeamento é realizado por ser atendimento óptico e não elétrico - nenhuma estrutura da rede metálica existente é utilizada. Figura 9: Solução FTTH Fibra Óptica II: Projeto O projeto visa o atendimento em voz, dados e imagem a um condomínio de alto padrão com tecnologia GPON, aplicando a configuração FTTH. O dimensionamento da rede visa atender a área de abrangência de um condomínio predial com prédios de 20 andares e 4 apartamentos por andar, considerando duas torres, totalizando 160 atendimentos com crescimento previsto nas proximidades de mais 3 prédios de mesmo padrão. Assim, para este projeto será utilizado um cabo de fibra óptica que sai da OLT (na central da operadora) até as dependências de cada prédio. Como consideração de estudo neste projeto, o comprimento do cabo de fibra óptica monomodo utilizado foi de 2.000 metros, assim como o comprimento do cabo metálico. Lembrando que neste enlace o comprimento da fibra utilizada pode manter-se entre 10 a 20 km entre OLT e ONT ou ONU, utilizando elementos passivos no
  • 12.
    TECNOLOGIA GPON decorrer doenlace, se a rede comportar elementos ativos essa distância pode chegar a 60 km. Cada prédio deve possuir uma estrutura que comporte a instalação da ONT, incluindo fornecimento de energia para o equipamento, caixas de passagem e tubulações adequadas nos padrões aconselhados pela NBR 14565 para a distribuição de acesso aos vários apartamentos com aproveitamento eficiente de material e mão de obra empregada. No percurso do enlace, serão utilizados ainda outros elementos como: fibra óptica, conectores, divisores ópticos, caixas de emendas que devem ser dimensionadas no projeto. Atendimento e Serviços em Banda Larga Não são todas as pessoas que possuem acesso a Internet hoje no Brasil, mas sim uma pequena parcela da população. Diversos fatores influenciam na abrangência deste acesso, sendo: renda, faixa etária, grau de instrução, renda familiar e classe social, fatores esses levantados pela CGI BR. De acordo com o Setor Sócio- Econômico levantado pelo ICT em parceria com o CGI, apresentados na figura 10 têm uma visão da situação de acesso a Internet e utilização do serviço de Banda Larga por domicílios brasileiros. Observamos que nas classes mais abastadas (C, D e E) a utilização e a compra de Banda Larga são minimizadas perto das classes A e B. Figura 10: Penetração de Internet e Banda Larga por SSE (Fonte: Booz&Company) A busca por altas bandas de atendimento e qualidade nos serviços de voz, dados e principalmente vídeo mostram que o tráfego IP é intenso e crescerá muito ao longo dos próximos anos, por isso a entrega de bandas de alta velocidade é realidade. Os provedores de serviço e operadoras de telecomunicações devem ficar atentos ao caminhar do mercado, a constante transformação, cada vez mais rápida, é um desafio significativo para as operadoras enfrentarem metas mais desafiadoras e conduzirem as mudanças no mundo da banda larga, o que dependerá essencialmente da implantação da infra-estrutura adequada, incluindo as redes de comunicação de alta velocidade, ou seja, fibra óptica. Diversos estudos são realizados anualmente para mostrar o crescimento da Banda Larga no Brasil e mundialmente. No Brasil, estas análises podem ser encontradas no Barômetro da Cisco e IDC, e consultorias como a Booz&Company. Na figura 11, observa-se a demanda de Largura de Banda Efetiva de acordo com o nível de interatividade do cliente com o serviço.
  • 13.
    TECNOLOGIA GPON Figura 11:Largura de Banda Efetiva (Fonte: Booz&Company) O aumento do tráfego IP nas redes tem previsão de aumento de 100 vezes num futuro próximo, além do que poder interagir em tempo real com o programa assistido é uma das novas aplicações, como a nova geração de TV 3D e crescente tendência de virtualização (nuvem de computadores) que exigem banda ultra larga. Claro que a massificação desta tecnologia para todas as classes sociais ainda não é viável devido aos seus altos custos, como se observa na tabela 1 de Custo Típico por Acesso, apresentado em análise da Booz&Company, onde acessos por FTTx custam entre US$300 e US$2500. Tabela 1: Custo Típico por Acesso (Fonte: Booz&Company, 2009) Tipo de Acesso Banda Estreita Banda Larga da Primeira Geração Banda Larga da Próxima Geração Tecnologia Típica PSTN, 2G DSL, 3G FTTx, LTE Investimento/Subsidio Típico por Assinante (em US$) $20-$50 $100-$150 $300-$2.500 Cálculo da Largura de Banda Basicamente define-se para este estudo uma capilaridade de 3 fibras ativas em um cabo óptico auto sustentado para o atendimento aos dois prédios existentes. A Distribuição das Fibras pode ser visualizada na topologia da rede, figura 21.
  • 14.
    TECNOLOGIA GPON Assim asfibras denominadas de F1, F2, F3 e os divisores ópticos 1:4 serão instalados na caixa de emenda, que se encontra no subsolo do prédio 1. Após tem-se a divisão de 1:16 das respectivas fibras que subirão para a distribuição de serviços atendimento a cada ONT por apartamento, totalizando 80 pontos de acesso por prédio. Como cada prédio irá utilizar 5 divisores ópticos de 1:16, esta topologia será suficiente para atender a todos, sendo que para os cabos de fibra óptica da entrada do condomínio e de distribuição interna foram alocadas reservas para as construções futuras ou falhas técnicas. A largura de banda prevista atendeu principalmente a:  Largura de Banda da OLT de 2,5 Gbit/s;  Fracionamento dos divisores ópticos 1:4;  No interior do prédio, fracionamento em novo divisor óptico 1:16 para atendimento aos pontos de terminação ONT;  Serviços Multiplay descritos na tabela 2. Assim a largura de banda, após cada divisor passivo 1:4, é de 625 Mbit/s: 2500000000 / 4 = 625 Mbit/s Partindo do pressuposto que todos os usuários de cada ONT estarão conectados, apresenta-se uma largura de banda máxima por terminal de: 625000000 / 16 = 39,06 Mbit/s Com esta taxa por canal é possível atender basicamente todos os serviços disponíveis e em lançamento envolvendo voz, dados e vídeo demonstrados na figura 6 do tutorial parte I, considerando principalmente os canais de TV em tempo real, que necessitam de taxas adequadas de 1 Mbit/s a 8 Mbit/s para transmissão em SDTV (Standard TV). A tabela 2 ilustra a demanda de Mbit/s prevista para os serviços do tipo multiplay. Tabela 2: Demanda Futura de Tráfego Aplicação Taxa Requerida Navegação Web 10 Mbit/s Telefones (VoIP) 0,5 Mbit/s Vídeo Vigilância 1 Mbit/s 3 Canais de Tv de Alta Definição (HDTV) 19,5 Mbit/s Total 39 Mbit/s Para HDTV (High Definition Television – Televisão de Alta Definição) é necessário considerar a codificação utilizada para a compressão de dados. Uma codificação MPEG-4, são necessários 6,5 Mbit/s para transmissão de cada canal. Considerando este serviço, outros além poderão ser disponibilizados, como se apresenta na figura 11, Telemedicina, TV 3D, podendo chegar a uma banda aproximada de 1 Gbit/s, o que mostra a necessidade de uma expansão de mercado em redes de alta velocidade.
  • 15.
    TECNOLOGIA GPON Dimensionamento doProjeto O importante a se considerar neste projeto será a estrutura da rede e os equipamentos. Sendo uma rede óptica passiva seus elementos entre o cliente e a central necessitam de uma menor manutenção da planta externa em relação à rede metálica. Neste conceito para a rede óptica, os produtos de distribuição como cabos, adaptadores, divisores e conectores foram fornecidos pela indústria Furukawa Industrial S.A. Produtos Elétricos que faz parte do grupo The Furukawa Electric Co. Ltd, fundada no Japão e uma das líderes mundiais em fabricação de fibra óptica e Tyco Electronics empresa americana, fundada nos Estados Unidos, a mais de 50 anos no mercado. Facilidade de construção, expansão conforme demanda, facilidade de implementação de atuais e futuros serviços, confiabilidade e privacidade são demais características de um projeto de rede óptica, que se deve levar em consideração para o dimensionamento dos equipamentos. Assim neste projeto os equipamentos atendem a demanda atual, mas possuem reserva técnica, já prevendo uma futura expansão na região sendo empregados os equipamentos de transmissão e recepção óptica desenvolvidos pela empresa Ericsson Telecomunicações S/A. Estrutura da Rede Cabos de Fibras Ópticas Apesar de existirem diversos tipos de cabos e acessórios ópticos, a norma de projeto estruturado EIA/TIA-568-A recomenda a utilização de tipos específicos de cabos ópticos para redes locais, além de especificar os valores dos principais parâmetros que envolvem estes cabos e conectores. Neste projeto, como consideramos a princípio, o cabo de fibra óptica utilizado será a Monomodo de núcleo 8,5/125 nm, no lance de 2.000 metros Serão definidos dois tipos de cabos para o atendimento:  Rede externa da saída da Central até a entrada do prédio, onde se encontram os divisores ópticos, na caixa de emenda Tyco, foi utilizado o cabo óptico auto-sustentado para vão de 80 metros, produzido pela Furukawa, com a seguinte nomenclatura CFOA-SM-AS80-G 6F. É um Cabo óptico totalmente dielétrico, o núcleo é preenchido com geléia para evitar a penetração de umidade, as fibras revestidas em acrilato e instalado em vãos aéreos em estruturas auto suportadas. Este cabo contém 6 fibras, atualmente o projeto utiliza-se de três fibras para o atendimento aos dois prédios construídos, restando três fibras para o dimensionamento de futuros acessos.  Rede interna: após os divisores ópticos Tyco 1:4, na caixa de emenda, o cabeamento no interior do condomínio é realizado com um cabo óptico Fiber-LAN Indoor com 2 fibras, interligando cada saída do Divisor 1:4, aos divisores ópticos Tyco 1:16, que atenderam cada um quatro andares do edifício. Deste divisor novamente cabos ópticos Fiber Lan de 2 fibras são alocados para a conexão até os apartamentos onde serão conectadas as ONTs. Caixa de Emendas Externas
  • 16.
    TECNOLOGIA GPON Para acontinuidade e ampliação de um enlace o uso de emenda óptica é essencial hoje sendo que a atenuação máxima de uma emenda, segundo padrão EIA/TIA-568-B, não pode exceder o valor de 0,3 dB por emenda, sendo que existem dois tipos básicos: Tabela 3: Atenuação por emenda (Fonte: PINHEIRO, 2005) Tipo de Emenda Perdas típicas por emenda Fusão 0,02 a 0,1 dB Mecânica 0,15 a 0,20 dB Nos enlaces da rede as emendas foram feitas todas pelo método de fusão, pois as máquinas atuais de emenda garantem uma perda menor quando comprados com os conectores de emenda mecânica. Na figura 12, é visualizada a perda de 0,01 dB por emenda através do método de fusão de fibra, realizada em campo. Figura 12: Perda por fusão na fibra Realizada a emenda, as fibras são acomodadas nas caixas de emenda FOSC-OC Splitter Trays (fornecedor Tyco Electronics) que, também possui bandeja que acomodam os divisores ópticos, que neste caso será utilizado apenas 1:4. Detalhamento da caixa de emenda nas figuras 13 e 14. A rede externa compreende os componentes desde a caixa de emenda até o DIO (Distribuídos Interno Óptico) da Central.
  • 17.
    TECNOLOGIA GPON Figura 13:Detalhamento da Caixa de Emenda FOSC-OC (Fonte: Tyco Electronics) Caixa de Emendas Internas As caixas de emendas Furukawa utilizadas comportam 2 e 12 fibras, sendo respectivamente os modelos PTO 2F e PTO 12F. Cada fibra monomodo após o divisor óptico é direcionada para a Caixa de Emenda Interna ou Distribuidor Interno óptico da Furukawa PTO. Este DIO é equipado com terminações ópticas e conectores SC/ PC, que apresenta valores de atenuação entre 0,30 dB (típico) e 0,50 dB (máximo), e reflexão após montado o conector <-45 dB. Como cada prédio irá precisar de 80 terminações, utiliza-se 1 DIO 2F por apartamento, e 1 DIO 12F para a distribuição entre 4 andares. Neles ficaram acomodadas as emendas de transição entre o cabo óptico externo e os cordões de conexão com o equipamento de transmissão e recepção ONT.
  • 18.
    TECNOLOGIA GPON Figura 15:Distribuidor Interno Óptico PTO 2 Fibras Furukawa (Fonte: Furukawa) Cordões e Extensões Ópticas Os cordões ópticos são utilizados para manobra entre o distribuidor interno óptico e os equipamentos de transmissão e recepção, ou seja, entre o DIO e o elemento ativo. Para este projeto foi utilizado um cordão constituído por fibra óptica monomodo revestida com conector óptico modelo SC nas extremidades, diferenciado apenas pelo polimento nas terminações de cada equipamento. São cordões com diâmetro do cabo pode variar entre 0,9 mm e 3 mm. Figura 16: Cordões Ópticos e detalhe do conector SC (Fonte: Furukawa) Para este projeto foram utilizados pares de conectores SC, conforme recomenda a norma EIA/TIA-568-B, também os equipamentos de central e cliente possuem essa terminação. Esse tipo de conector apresenta valores tipos de perda entre 0,3 dB a máximo de 0,5 dB. Divisor Óptico Passivo Os divisores ópticos passivos recebem o sinal de luz e o ramificam em 2 ou mais fibras de saída. São utilizados na central da operadora, caixas de emendas, ambientes de usuários fracionando ou combinando sinais ópticos nas redes ópticas.
  • 19.
    TECNOLOGIA GPON Existe umaampla variedade de estilos e tamanhos para a divisão / combinação do sinal de luz, conforme a figura 17, com configuração de divisões 1:N, desenvolvidos pelas empresas como Tyco, Senko, NTT Electronics. Figura 17: Modelos de divisores ópticos passivo Transmissor e Receptor Ericsson BLM1500 Além de atender as especificações técnicas da ITU-T, o equipamento de transmissão e recepção que se conecta aos servidores de dados e telefonia para atender a distribuição de serviços das operadoras e/ ou prestadoras. Sendo um elemento ativo fundamental na rede GPON, o BLM1500 produzido pela Ericsson é um distribuidor óptico que possui a flexibilidade necessária para atender aos diversos serviços sobre uma única plataforma além de permitir alocação de banda dinâmica de um usuário sem a perda de conexão. A OLT, conforme figura 18, será instalada em um rack padrão 19 polegadas com possibilidade de alocação máxima de 14 slots com conexões de uplink e downlink GPON, mais 2 slots de controle em modo redundante e demais slots totalizando 18. Todo equipado a OLT pesa 60 quilos. Neste projeto, o EDA BLM1500 deve possuir no mínimo 1 slot com 4 interfaces GPON de 2,5 Gbit/s (provendo assim um uplink de 10 Gbit/s da OLT). A interface GPON dos equipamentos deverão implementar um fator de divisão de no mínimo 1:64, com atendimento final de 64 usuários por fibra de saída da OLT, assim a cada slot podem ser conectadas 256 ONTs. A OLT deve prover a funcionalidade de mensurar a potência de transmissão ótica de cada ONT de modo a detectar possíveis problemas desta potência e desabilitar um ONT defeituoso automaticamente para garantir o correto funcionamento das demais ONT, classificando também a prioridade de cada fluxo com o uso de VLANs, QoS e Protocolo GEM. A perda máxima da rede óptica para OLT deve ser até 28 dB, com o padrão de implementação de 1,25 Gbit/s de upstream no comprimento de onda de 1310 nm e 2,5 Gbit/s de downstream no comprimento de onda de 1490 nm.
  • 20.
    TECNOLOGIA GPON Figura 18:EDA BLM 1500 OLT Ericsson (Fonte: Ericsson [3]) Transmissor e Receptor T063G O equipamento ONT T063G, prove conexão de alta velocidade e entrega dos serviços de dados, voz e imagem a cada cliente é instalado no interior da residência, opera em conjunto com EDA BLM1500. O ONT T063G apresenta: uma porta de uplink óptica que suporta interface GPON com 28 dB de perda no link, 4 portas Gigabit Ethernet padrão 10/100/1000 Base-T, com conectores RJ45, todas as portas trabalham em auto-negociação, 2 Portas POTS para utilização telefônica. Opera no transmissor (upstream) com uma potência óptica do laser até + 5 dBm e comprimento de onda 1310 nm, e no receptor (downstream) com sensibilidade de - 28 dBm e comprimento de onda 1490 nm. Suportam VLANs e QoS.
  • 21.
    TECNOLOGIA GPON Figura 19:Transmissor e Receptor ONT T063G (Fonte: Ericsson [4]) Atenuação do Enlace Óptico O perfeito funcionamento de um enlace óptico requer a seleção adequada dos componentes a serem utilizados na rede (transmissor, receptor, fibra, conector, etc.) são relevantes para garantir que o link óptico projetado atenda as exigências de potência do transmissor e sensibilidade do receptor, obedecendo a critérios de qualidade e confiabilidade como: probabilidade de erro de bit e disponibilidade do sistema, respectivamente. Além de mantém esses critérios dentro de valores admissíveis, utilizando como padrão os valores máximos apresentados da norma EIA/TIA-568-B presentes na tabela 4. Tabela 4: Coeficiente de Atenuação Máxima (Fonte: PINHEIRO, 2005) Tipo de Cabo Óptico Comprimento de Onda (nm) Coeficiente de Atenuação (dB/km) Multímodo (50 ou 62,5/125µm) 850 3,5 Multímodo (50 ou 62,5/125µm) 1300 1,5 Monomodo (uso externo) 1310 0,5 Monomodo (uso externo) 1550 0,5 Monomodo (uso externo) 1310 1,0 Monomodo (uso externo) 1550 1,0 Para o cálculo de perdas do sistema é evidente se conhecer os parâmetros dos elementos de transmissão e rede, são eles:  De acordo com o comprimento de onda, considerar o coeficiente de atenuação do cabo óptico (dB/km);  Atenuação máxima dos conectores;  Atenuação máxima das emendas por fusão;  Potência Óptica de saída do transmissor;  Atenuação máxima dos divisores ópticos passivos;  Sensibilidade mínima do receptor Assim o cálculo do balanço de potência mostra a margem disponível de sinal para suportar as perdas de atenuação dos componentes da rede como: a quantidade de emendas, conectores, divisores ópticos passivos e degradação do sinal óptico no interior da fibra. O Balanço de Potência é expresso em dB e calculado a partir da equação (JESZENSKY, 2004): (1) Onde:
  • 22.
    TECNOLOGIA GPON  αf= atenuação da fibra (em dB/km);  L = comprimento do enlace (em km);  αc = perda de inserção de cada conector (em dB);  αe = perda de inserção de cada emenda de fibra (em dB);  αp = perda de inserção de componente passivo, no caso, o divisor óptico passivo (em dB). Na tabela 5, podem ser verificados os valores considerados no projeto para a base de cálculo. Estas informações são baseadas nas normas ITU-T 983 e ITU-T G.671, e informações dispostas nos materiais, no caso do lance de fibra de 20.000 m, conforme a figura 20. Figura 20: Detalhe de atenuação (dB/km) em bobina de Fibra Monomodo Tabela 5: Descrição das atenuações no link óptico Descrição Atenuação Atenuação do conector 0,3 dB Atenuação máxima das emendas por fusão 0, 02 dB Atenuação máxima do splitter 1:4 7,2 dB Atenuação máxima do splitter 1:16 14 dB Atenuação para comprimento de onda 1310 nm 0,35 dB/km Atenuação para comprimento de onda 1550 nm 0,25 dB/km Sensibilidade mínima do receptor (OLT) -28 dBm
  • 23.
    TECNOLOGIA GPON A basepara a efetivação e comprovação destes valores utilizados, somente poderia acontecer em análises e testes deste sistema após sua implantação, porém fica para um próximo estudo. Vale lembrar que o receptor necessita de um valor de perda de potência para funcionar em perfeitas condições, em sistemas digitais essa perda é especificada em função da taxa de erro de bit (BER) aceitável, para fibras ópticas varia entre 10- 9 a 10-12 , ou seja, ocorre um erro para cada bilhão de pulsos enviados (KEISER, 2006). Aplicando a tabela 5 no projeto proposto para este estudo, chegamos facilmente a conclusão, que é necessário um cálculo do enlace total, desde os equipamentos da central, passando pelos componentes da rede externa até os materiais utilizados na rede interna do cliente. Utilizando os valores da tabela 5 e considerando a quantidade de equipamentos utilizados, realizamos os cálculos pela fórmula 2 e demonstra-se na tabela 6, os valores utilizados para este Cálculo de atenuação do link óptico. Tabela 6: Cálculo de atenuação do link óptico. Cálculo da Perda no comprimento do link Comprimento do cabo 2,2 km Perda na fibra por km 0,35 dB/km Perda Total na fibra 0,77 dB Cálculo da perda no conector Perda Individual nos conectores 0,3 dB Número de conectores 2 Perda total nos conectores 0,6 dB Cálculo de perda na emenda Perda na emenda 0,02 dB Número de emendas 5 Perda total nas emendas 0,1 dB Atenuação dos divisores ópticos (7,2+14) dB 21,2 dB Atenuação total do link óptico 22,67 dB Cálculo de perda no equipamento Potência Média do transmissor (A) 5 dBm Sensitividade do Receptor (B) -28 dBm Perda Suportada no enlace (A – B) 33 dB Cálculo da margem de desempenho do sistema Perdas Suportadas pelos Equipamentos 33 dB Total de Atenuação no link óptico 22,67 dB Margem de Desempenho do Sistema ~10 dB
  • 24.
    TECNOLOGIA GPON Para ocálculo de Perdas foi considerada a saída da central até a entrada do condomínio de prédios, onde se encontram os divisores ópticos, assim devem ser consideras ainda, as perdas nos cabos de distribuição interna do prédio. Foi considerado da caixa de emenda externa até a subida do prédio 200 metros de cabo de fibra óptica para subida e entrega até a ONT do cliente. Assim para garantir a taxa de transmissão proposta (39 Mbps) por comprovação matemática, observado na tabela 10, onde: Perdas Suportadas no Enlace – Total de Atenuação no link óptico 33 dB – 22,67 dB = ~10 dB Observa-se que a comunicação entre OLT e ONT será eficiente, mesmo com a inclusão dos divisores ópticos, pois o valor de atenuação suportado pelos equipamentos (33 dB) é maior que a perda apresentada no enlace (22,67 dB). Se o contrário ocorrer, a atenuação do link for maior que a atenuação dos equipamentos, os mesmos poderão apresentar falhas de comunicação ou até perda total de comunicação do link. A evolução das redes cabeadas é atender a todas as residências com fibra óptica, com os serviços de voz, dados e imagem. Fibra Óptica II: Diagrama da Rede Para o projeto foi considerado um Condomínio Alto Padrão de 5 Prédios, com 20 andares de 4 apartamentos por andar. Destes 2 Prédios estão 100% ocupados e, mais 3 Prédios se encontram em construção. Para cada apartamento foi disponibilizado um cabo óptico LAN com um par de Fibras, para atendimento até a caixa de terminação PTO 2F da Furukawa, e posterior cordão óptico para a conexão da caixa de terminação com a ONT. A distribuição dos cabos ópticos internos (Fiber LAN Furukawa) de subida ocorre a cada 4 andares no divisor óptico passivo Tyco 1:16, este divisor está interligado ao divisor 1:4 presente na caixa de emenda Tyco, no subsolo do Primeiro Prédio do Condomínio, como apresentado nas Figuras 21 e 22.
  • 25.
    TECNOLOGIA GPON Figura 21:Diagrama de Distribuição de Cabos Figura 22: Disposição dos Prédios no Condomínio Levantamento de Custos Investimento na Central
  • 26.
    TECNOLOGIA GPON Considerar osvalores apresentados em moeda americana (dólar) convertidos em Real por cotação de R$ 1,867 com referência no dia 26/05/2010. Valores já inclusos de taxas de importação, serviços de transporte (frete e seguro), mais impostos. Será apresentado o custo dos materiais e produtos da rede, custo da central e custos dos assinantes. O levantamento de custos da Central inclui o principal equipamento da rede EDA BLM1500 OLT da Ericsson Telecomunicações S/A, que apresenta possibilidade de processar grande densidade de tráfego com alto padrão e qualidade em atendimento. Para descrever o custo por acesso é necessário considerar a OLT integralmente equipada, pois devido à ampla abrangência de acessos que este equipamento permite, o mesmo não irá atender somente projeto. Observa-se na tabela 7 os custos apresentados, para o equipamento todo montado e equipado constando-se de: 14 slots de placas Gigabit, 2 controladoras e 2 placas de uplink, como apresentado na figura 21, e atende-se a 3584 acessos. Tabela 7: Total de Custos na Central Quantidade Descrição Custo (R$) 2 Placa Transmissor Óptico (Uplink) 32.655,78 1 Licença BLM 1500 15.248,82 2 Placa Controladora 21.912,42 1 Chassis OLT 17U 14.009,97 14 Placa Óptica Gigabit 235.924,92 56 Licença por Porta Gigabit PON 11.051,60 3584 Licença dos Acessos 82.862,08 1 Gerência do Sistema 155.012,36 Total para atender 3584 acessos 568.677,95 Custo individual por acesso 158,67 Total para atender 160 acessos 25.387,41 O equipamento traz uma ampla expansão para a Rede de Acesso. No projeto, inicialmente têm-se a demanda de 160 acessos para as duas torres dos edifícios, que apresenta para custos na Central um valor de R$ 25.387,41. Assim uma Placa Óptica Gigabit que tem a capacidade de atender a 256 acessos é suficiente para atender a demanda até o presente momento. Por medidas de segurança, duas destas placas serão reservadas para a utilização no projeto, visto que há uma previsão de expansão do condomínio com a construção de mais três torres, incluindo futuramente mais 240 acessos para a região, e para que haja redundância entre as placas, se ocorrer da placa alocada como principal paralisar o serviço tem-se uma em stand by para entrar em operação. Investimento na Rede
  • 27.
    TECNOLOGIA GPON Para aRede Externa foi considerado o lançamento do Cabo Óptico Furukawa CFOA-SM-AS80-G 6F de 2000 metros de comprimento mais os custos com a infra-estrutura interna, conforme montra a tabela 8. Tabela 8: Total de Custo na Rede Quantidade Descrição Custo (R$) 1 Infra-estrutura interna (Distribuidor Óptico Interno PTO 12 Fibras Furukawa, Cordões ópticos, conectores, Fusões e passagem do cabo óptico, etc.) 13.362,00 2000 metros Cabo de Fibra Óptica AS 80 6 fibras - Furukawa 9.840,00 Total 23.202,00 Investimento no Condomínio O equipamento ONT utilizado no atendimento a cada apartamento do condomínio foi adquirido do mesmo fabricante da OLT, Ericsson, portanto também é necessário considerar no valor apresentado incluso os custos de taxas de importação, serviços de transporte (frete e seguro), mais impostos e convertidos para moeda nacional, conforme se apresenta na tabela 9. A tabela 10 apresenta os custos referentes à rede de distribuição interna do prédio onde foram considerados os divisores ópticos passivos, distribuidores internos, cabo de fibra óptica interno da Furukawa Fiber-LAN Indoor com 2 fibras. Tabela 9: Custo do Equipamento ONT Quantidade Descrição Custo (R$) 160 ONT T063G Ericsson, 4 portas Giga Ethernet, 1 Porta PON uplink, 2 Portas POTS, Adaptador 100-240V para 12 VDC/1A, 20W, 50-60Hz 72.843,20 Total 72.843,20 Tabela 10: Total de Custo no Condomínio Quantidade Descrição Custo (R$) 160 Distribuidor Óptico Interno PTO 2 Fibras - Furukawa 4.000,00 2 Infra estrutura interna (Fusões e passagem do cabo óptico, conectores, instalação de DIO, cordões ópticos, etc.) 23.526,12
  • 28.
    TECNOLOGIA GPON 3 DivisorÓptico Passivo 1:4 – Tyco 1.449,36 10 Divisor Óptico Passivo 1:16 - Tyco 9.486,10 Total 38.461,58 Investimento Total do Projeto As operadoras de telecomunicações estão investindo largamente em redes ópticas distribuída nos grandes centros, o que torna viável a aquisição de equipamentos GPON e a expansão futura destas redes com altas taxas de tráfego. Segundo o IDC o aumento do tráfego de dados em Banda Larga no Brasil irá crescer em 8 vezes até 2012, e desde 2002 aumentou em 56 vezes. Considerando toda a infra- estrutura descrita no projeto, calcula-se o custo de atendimento por cliente, sendo 160 clientes, a partir do custo total apresentado na tabela 11. Tabela 11: Investimento Total do Projeto Descrição Custo (R$) Total de Custos na Central 25.387,41 Total de Custos na Rede 23.202,00 Custo do Equipamento ONT 72.843,20 Total de Custos no Condomínio 38.461,58 Total 159.894,19 Custo do Projeto para Implantação em Rede Metálica Para o mesmo projeto, agora considerando o atendimento dos condomínios de alto padrão em rede metálica convencional, tem-se o dimensionamento de pelo menos 2 pontos de conexão por apartamento, considerando já a infra-estrutura interna do prédio distribuída pela construtora, observa-se a relação de infra-estrutura e custo descritas:  2 Cabos de Par Metálico, de pelo menos 200 pares cada, em lance de 2000 metros, para atendimento de 160 clientes, com valor de custo de R$ 78.920,00.  Custo por Porta Central (ADSL + Voz) de R$ 270,00 por cada cliente, totalizando R$ 43.200,00  Custo com Modem ADSL R$ 50,00, considerando o atendimento aos 160 clientes tem R$ 8.000,00.  2 Cabos de Par Metálico, de 50 pares cada, em lance de 200 metros, para o cabeamento interno nos edifícios, com valor de custo de R$ 1.600,00 Tabela 12: Custo em Rede Metálica Descrição Custo (R$) Total de Custos na Central 43.200,00
  • 29.
    TECNOLOGIA GPON Total deCustos na Rede 78.920,00 Custo Modem ADSL 8.000,00 Total de Custos no Condomínio 1.600,00 Total 131.720,00 Custo por Cliente A partir do Total Final apresentado nas Tabelas 11 e 12, o custo de atendimento por cliente para cada rede pode ser calculado a partir da equação 2: Custo por cliente = Total de Custo / Qtd de Clientes (1) Portanto é importante considerar: Custo por Cliente = 159.894,19 / 160 = 999,33, para Rede GPON Custo por Cliente = 131.720 / 160 = 823,25, para Rede Metálica A partir dos cálculos, tem-se que é mais vantajoso à implantação de redes de fibras ópticas em novas áreas de habitação, como no projeto em edifícios, quando comparadas com a rede metálica. A mínima diferença de custo (R$ 176,08) apresentada na simples analogia deste estudo mostra que quanto maior a expansão e desenvolvimento do mercado em tecnologias para a Banda Larga da Próxima Geração, maior será a concorrência, o que é fundamental para a redução dos custos futuros e a massificação do acesso á estes serviços nos setores socioeconômicos brasileiro. Para a comparação foram utilizados 2.000 metros no comprimento tanto óptico como metálico. O projeto comprova que o atendimento por fibra óptica pode alcançar até 15 km de distância da central, garantindo a entrega de 40 Mbit/s de Banda, como apresentado no item 6.3, enquanto que tecnologias de entrega de banda por par metálico chegam a taxas de 13 a 15 Mbit/s e, para garantir essa taxa devem apenas ficar distantes no máximo a 1,5 km da Central, como comprovado na figura 7 do tutorial parte I. A Relação Custo x Benefício apresentado neste projeto pelo custo de atendimento a cada cliente, mostra que redes de alta velocidade utilizando fibra óptica como meio para a transmissão é o futuro da rede cabeada. Existe ainda amplo mercado para investimento em redes de Fibra óptica em muitas regiões do Brasil, conforme se observa na figura 23. Apenas nos 100 maiores municípios brasileiros existe rede óptica viável para utilização residencial, onde se pode considerar: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba.
  • 30.
    TECNOLOGIA GPON Figura 23:Áreas de Cobertura x Meio de Acesso no Brasil (Fonte: Booz&Company, 2009) Impulsionadores do Progresso da Banda Larga Um dos fatores importantes que interfere na implantação de redes ópticas é o poder de compra dos habitantes da área de abrangência, hoje restrito a classes A e B, por seu poder aquisitivo ser maior, pois conforme observamos os serviços de triple play em conjunto com altas taxas de velocidade de download, não está massificada, ou seja, uma minoria da população possui condições socioeconômicas para pagar por estes serviços. O Brasil possui um mapa óptico que conecta grandes Capitais Brasileiras, ligando extremos como Fortaleza e Porto Alegre com área de cobertura nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste mais os estados de Tocantins e Goiás. Essa rede óptica pertencia a empresa Eletronet, que por ter decretado falência no ano de 2003, a rede permaneceu embargada pela Justiça até os dias de hoje. Mas a Justiça autorizou o uso dos 16.000 km de fibra para os serviços de banda larga e inclusão digital nos estudos do Plano Nacional de Banda Larga. Além da Rede Eletronet, conta-se com os cabeamentos ópticos de estatais como Petrobrás para a inclusão digital. A tendência de investimentos futuros das operadoras em suas redes ópticas é elevado. A Operadora Telefônica, no Estado de São Paulo, em 2005 forneceu fibras ópticas para o Projeto KyaTera (Unicamp), para a interligação por Fibra Óptica de 27 laboratórios de universidades e instituições. Hoje o Projeto já abrange toda a Região de São Paulo Capital e demais cidades do próprio estado, e a fibra chega diretamente ao interior dos laboratórios. Disponibiliza de conexões de gigabits por segundo. Hoje a Telefônica também disponibiliza serviços, como o Trio Xtreme, lançado em fevereiro de 2009. Os pacotes disponibilizam banda larga de 8 Mbit/s a 30 Mbit/s,
  • 31.
    TECNOLOGIA GPON telefonia fixae TV paga com canais de alta definição e vídeo sob demanda e, custam a parti de 269,90. A Net, presente em 79 cidades brasileiras, e em 40 já oferece serviços triple play, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, a partir de pacotes que custam R$ 250,00 com baixa velocidade de download até os mais caros R$ 450,00 aproximadamente para altas taxas (12 Mbit/s). A Oi já disponibiliza acessos de até 100 Mbit/s, via fibra óptica, em cinco capitais: Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre e Florianópolis. O progresso da largura de banda no Brasil ocorre lentamente. Como mostrado na figura 1, tem-se a implantação de solução FTTx no mundo afora, principalmente no Japão onde a entrega de serviços a 1 Gbit/s com fibra até a casa do cliente e estudo publicado pela Cisco / IDC mostra que a média poder de aquisição de banda larga permanece ainda entre 1 Mbit/s e 2 Mbit/s, ou seja, um milésimo de acessos a menos que o Japão. Na figura 24, apresenta-se a quantidade de acessos por velocidade de download, sendo a faixa de maior aquisição permanece até 1 Mbit/s, resultados até Junho de 2009. O surgimento de inúmeros serviços através da Internet condicionou para que as redes evoluíssem a fim de suprir a crescente demanda de transmissão de dados e a maiores velocidades de acesso. Diversos tipos de serviços disponibilizados atualmente exigem bandas cada vez maiores como streaming e download de filmes e musicas. O usuário busca também além da rapidez, qualidade no serviço prestado. Apesar da superioridade de adesões ao serviço de banda larga, o País ainda dispõe de centenas de cidades que permanecem com acesso discado como o principal meio de conexão a Internet, representando uma fatia de 11% do total de conexões, como se observa na figura 24. Figura 24: Acessos por velocidade de download (Fonte: Cisco) O que falta para o aumento de acessos de banda larga com velocidades superiores a 2 Mbit/s, no Brasil, é o que impulsiona cada vez mais a distribuição de serviços em altas taxas de velocidade mundo afora, em países como: Austrália, Japão, França, Portugal, EUA, Polônia, Coréia do Sul onde a velocidade média da Internet já ultrapassa os 3 Mbit/s. Nestes países são impulsionadores da utilização de redes ópticas, serviços triple play através da conexão de banda larga
  • 32.
    TECNOLOGIA GPON englobando Telefonia,Internet, Televisão em Alta Definição, Jogos Interativos, Vídeo sob Demanda, Videoconferência, Filmes e Esportes em tempo real. O Brasil não tem mercado com essa demanda por serviços. Operadoras de todo o país trabalham para entregar conexão de dados e voz, mesmo porque são impedidas pelo governo de transmitirem vídeo sem a aquisição de licença legal para prestação desse tipo de serviço. A oferta e concorrência de mercado para entrega de altas velocidades é fundamental para a redução dos custos e a massificação do acesso á estes serviços. Figura 25: Distribuição de acesso por Velocidade (Fonte: ANATEL, 2008) A fibra é um excelente meio de transmissão, se comparadas com fios metálicos apresentam inúmeras vantagens, como por exemplo, imunidade a interferência eletromagnética e baixa perda de transmissão, sua implantação para atendimento a pequenas empresas e usuários na rede de acesso, esbarra no custo, se comparado a utilização de cabos metálicos. O estudo aponta que o pensamento futuro das redes cabeadas é a utilização da fibra como o principal elemento físico para a transmissão. A crescente oferta de serviço via Internet e o surgimento de novas aplicações possuem a disposição uma rede de acesso precária, não viável para distribuição de serviços triple play a longas distâncias.
  • 33.
    TECNOLOGIA GPON Pela comparaçãode preços entre a rede metálica e óptica, para o atendimento a um único cliente, apresentado no estudo, mostra que a diferença é mínima. O que comprova os novos investimentos das operadoras de telecomunicações em redes cabeadas por fibra óptica, principalmente para novas áreas de atendimento. Além da facilidade de implantação, mobilidade e expansão que a rede permite, se necessário no futuro, enquanto que em uma rede metálica a principal dificuldade é a mobilidade e expansão da rede. O conceito deste trabalho mostra que a tecnologia GPON permite o atendimento a longas distâncias da Central, sem a necessidade de utilizar o consumo de energia elétrica no decorrer do percurso, pois utiliza somente elementos passivos. Mais um critério a se voltar a atenção é a utilização de elementos passivos, ou seja, não se utiliza alimentação elétrica no percurso do enlace, apenas nos equipamentos das extremidades – transmissão e recepção -, o que permite uma redução nos custos de implantação e manutenção desta rede O uso da Rede Óptica Gigabit em conjunto com as soluções FTTx, mostra atendimentos diferenciados na última milha para o cliente utilizando estruturas da rede já implantadas e /ou permitindo a expansão para novas áreas de ocupação nas cidades, principalmente com redes de fibra óptica, priorizando economia nos investimentos. Claro que a abrangência da rede óptica hoje aos usuários é muito menor que a rede metálica, pois nenhuma das operadoras irá retirar toda a sua rede metálica e implantar uma Rede Óptica Passiva Gigabit, neste caso o custo é elevadíssimo e inviável. Mas a tendência é que este tipo de rede seja instalada e utilizada para quaisquer tipo de serviço. Fibra Óptica II: Teste seu entendimento 1. Quais são a duas funções principais de uma OLT (Terminal de Linha Óptica)? Controlar o tráfego e nomear a alocação de banda dinâmica para as ONTs (Terminal de Rede Óptica) / ONUs (Unidade de Rede Óptica). Controlar o tráfego e nomear a alocação de banda dinâmica para as OMTs (Terminal Micrométrico Óptico) / ONUs (Unidade de Rede Óptica). Controlar o tráfego e nomear a alocação de banda dinâmica para as OMTs (Terminal Micrométrico Óptico) / ONTs (Terminal de Rede Óptica). Controlar o tráfego e nomear a alocação de banda dinâmica para outras OLTs (Terminal de Linha Óptica) e para a ONUs (Unidade de Rede Óptica). 2. Qual das alternativas abaixo representa uma das soluções FTTx? Solução FTTB – Fibra até o Prédio. Solução FTTC – Fibra até o Armário. Solução FTTN – Fibra até o Nó. Solução FTTH – Fibra até a Casa. Todas as anteriores. 3. Qual dos elementosabaixo não faz parte da estrutura de rede definida para o projeto objeto do estudo deste tutorial?
  • 34.
    TECNOLOGIA GPON Cabos deFibras Ópticas, Cordões e Extensões Ópticas. Repetidor Elétrico-óptico. Caixa de Emendas Internas e Externas. Divisor Óptico Passivo.