Redes I - 2.2 - Camada Física e Tecnologias de Transmissão
O documento descreve as tecnologias de transmissão de dados e voz em redes telefônicas, incluindo a sinalização SS7, cabos, modems, RDSI, xDSL e redes sem fio. Aborda a evolução da telefonia desde a rede analógica até as soluções digitais atuais.
Sinalização Userto Network Através do par telefônico In-Band Analógica DTMF (tom de discagem) Out-of-band ISDN (PRI/BRI Canal D – 16kbps)
11.
Sinalização – Network to Network Entre dispositivos da rede In-band CAS – channel associated signaling MF – semelhante a DTMF só que possui frequências diferentes daquela
A exigência cadavez maior de serviços robustos e modernos de telecomunicações deixou claro para os governos que é o caminho para a modernidade e prosperidade do país
38.
Incentivou os governosa desatarem as amarras sobre a área de telecomunicações sob a bandeira da liberdade de mercado
39.
Redes de AcessoRedes de acesso garantem meio e disponibilidade para usuários individuais do serviço conectando-os ao cerne ( core ) da rede e permitindo a conectividade com o serviço desejada Implementam o chamado last mile para clientes de serviços de telecomunicações
40.
Em áreasresidenciais ainda são basicamente redes baseadas em par trançado e cabo coaxial
41.
Em áreasmetropolitanas com concentração de empresas outras alternativas são usadas (fibra em anéis SDH, rádio, links E1/T1, etc)
Várias tecnologias buscamdar uma sobrevida à rede telefônica enquanto uma solução totalmente integrada não está disponível
47.
Transmissão de Dadosvia Loop Local Inicialmente a transmissão de dados a longas distâncias usada era sobre a estrutura telefônica - falta de alternativas
Demora na padronizaçãoe avanços da tecnologia condenaram a RDSI. Hoje procura-se outra aplicação para velocidades tão baixas (aplicações específicas como conexão a Internet ou vídeoconferência a 128 kbps, combinando os 2 canais B) RDSI – Rede Digital de Serviços Integrados (ISDN)
67.
RDSI Taxas definidas:Taxa Básica: baixa velocidade usuários residenciais dois canais de 64 kbps (B) + 1 canal de 16 kbps (D) Taxa Primária: maior velocidade usuários corporativos 30 canais B + 1 canal D
Utiliza modems especiaisque permitem a utilização da linha para conversações de voz e transmissão de dados simultaneamente
74.
Utiliza outras formasde modulação e codificação dos sinais digitais diferentes das usadas normalmente pelas linhas telefônicas comuns
75.
ADSL – Asymetric Digital Subscriber Line O acesso oferecido via tecnologias ADSL garante banda aceitável sobre a infra-estrutura de par metálico existente
76.
A necessidade deseparação das redes e sinais na central cria uma arquitetura de difícil evolução, pois expansões implicam na aquisição de mais equipamentos específicos ADSL
77.
Estrutura de AcessoADSL Faz uso dos novos avanços na tecnologia de processamento digital de sinais para eliminar ecos e ruídos com procedimentos digitais, aumentando a banda possível de ser transmitida
78.
Está limitada àuma distância máxima dos usuários até a central
Transmissão via Infra-vermelhoUsada para comunicação de curto alcance e serviços domésticos (controles remotos, brinquedos, comunicação entre PDA’s, etc)
Compôs a infra-estruturade comunicação de longa distância por muito tempo com a utilização de torres altas e enlaces ponto-a-ponto (substituida pela fibra ótica)
Primeira geração -1G AMPS – Advanced Mobile Phone System (multiplexação FDM canais de voz em 30 kHz, FSK para canais de controle)
169.
ETACS – versãoeuropéia semelhante (multiplexação FDM canais de voz em 25 kHz, FSK para canais de controle)
170.
Organização de umarede celular Uma rede celular é composta pelos seguintes elementos: Estação Móvel (EM) - Celular Estação Radio Base (ERB) Central de Comutação e Controle (CCC)
171.
Estação Móvel Éo telefone propriamente dito. Se comunica com a ERB através de sinais de rádio.
ERB – EstaçãoRádio Base É responsável pelo atendimento de todas as estações móveis situadas em sua área de cobertura.
184.
Constitui-se basicamente emuma antena de recepção/transmissão e uma unidade de controle e supervisão dos canais.
185.
Monitora os níveisde potência de recepção de cada EM, ajustando sua potência de transmissão.
186.
São interligadas aCCC por meio de enlaces de fibra óptica ou de microondas.
187.
CCC - Centralde Comutação e Controle Unidade central do sistema, responsável pelo controle e comutação das chamadas telefônicas das estações móveis.
188.
Faz a interconexãocom a rede de telefonia pública comutada (RTPC), para encaminhamento de chamadas para telefones não celulares ou pertencentes a outra rede.
Segunda Geração –2G - Digital : TDMA (D-AMPS) – IS136 – CODECs de voz VSELP ( Vector Sum Excited Linear Predictive ) e EFR ( Enhanced Full-Rate ) – modulação DQPSK – canais de 30 kHz
203.
CDMA – IS95a – canais de 1,25 Mhz (10% da faixa da operadora) – CODECs QCELP e QCELP13 – modulação QPSK
204.
GSM – Global Systems for Mobile Communications (sistema europeu) – TDMA em canais de 200 kHz junto com Frequency Hopping – uso do chip SIM ( Subscriber Identity Module ) e criptografia – CODEC RELP ( Residually Excited Linear Predictive ) - modulação GMSK ( Gaussian Minimum Shift Keying - variação da modulação FSK)
205.
Rede Celular Interconectadacom a Rede Fixa CCC RTFC EM EM Projetada inicialmente para o serviço telefônico Mais tarde foi ampliada para o uso de serviços de Comunicação de Dados (serviço de Pager, transmissão de arquivo texto, acesso à internet, WAP). ERB 1 ERB 2 ERB 3
São upgrades dasredes 2G, que permitem a transmissão de dados a taxas maiores que as obtidas nas tecnologias 2G.
208.
Constituem um passointermediário para a migração das redes para a tecnologia 3G, a qual exige investimentos muito altos e envolve inclusive a aquisição de novas faixas de espectro.
209.
A maioria dasredes 2,5G apresenta serviços de dados comutados por pacotes, mais adequadas a conexão de dados de dispositivos móveis com a Internet, embora as taxas de transmissão ainda deixem a desejar.
210.
As modificações sãofeitas sem a necessidade de grandes mudanças nas redes 2G existentes. Consiste em upgrade de software e adição de novos equipamentos. A estrutura básica da interface aérea continua a mesma Redes Celulares de Geração 2,5
211.
Redes de geração2,5 – agregam transmissão de dados em taxas maiores (em teoria até 144 kbps – na prática até 64 kbps) que as de 2 geração com troca de equipamentos e software: CDMA IS95b – melhorias no padrão IS95a, a preferência foi migrar para 1xRTT
EDGE – evoluçãodo padrão GPRS (modulação 8PSK – mais bits podem ser enviados) – 473 kbps – tecnologia considerada também como 3G Redes Celulares de Geração 2,5
215.
BSC GSM AsERB não se conectam diretamente a CCC, mas sim a um equipamento denominado Base Station Controller (BSC)
216.
Os BSC podemcontrolar centenas de ERB, e são os responsáveis pelo controle de Handoff, reduzindo consideravelmente o processamento na CCC
217.
A conexão entreo BSC e as ERB é padronizada, o que teoricamente permite a conexão de ERB de diferentes fabricantes ERB Nokia ERB Nokia ERB Ericsson ERB Nokia ERB Ericsson
Maiores investimentos enecessidade de uso de outras bandas do espectro W-CDMA (UMTS) – proposto como evolução do GSM – dados a 2 Mbps – CDMA com canais de 5 Mhz – modulação PSK – CEDEC AMR ( Adaptive Multi-rate codec )
229.
CDMA-2000 1xEV-DO –também chamado HDR ( High Data Rate ) – uso de um canal de 1,25 Mhz para dados a 2,6 Mbps
CDMA-2000 – 3xRTT– uso de 3 canais 1xRTT de 1,25 MHz Redes Celulares de Geração 3
232.
Comunicação Via SatéliteA idéia era enviar sinais que refletissem num satélite (no caso, a lua), como o reflexo passivo do sinal não é forte o bastante para voltar à terra
233.
O sinal dosatélite está disponível numa área muito grande
234.
Serviço adequado parausuários móveis, lugares de difícil acesso e pouco desenvolvimento, além de sinais de broadcast em larga escala Permite a disponibilização rápida do sinal (interessante para aplicações militares)
É um meioinseguro por natureza – necessidade de criptografia
238.
Em aplicações deacesso, permite aos usuários finais evitarem o lento local loop nas redes telefônicas
239.
Não se costumamedir o custo por distância Os satélites são equipados com transponders que transmitem de volta um sinal recebido ( uplink ), normalmente em frequência diferente ( downlink ) para evitar interferência
240.
Satélites Geoestacionários Umsatélite é geosíncrono (parado em relação à terra) a uma altitude de aproximadamente 36000 Km e no plano da linha do equador
Satélites de ÓrbitaBaixa GEO : Um satélite é geosíncrono (GEO) a uma altitude de aproximadamente 36000 Km e impõe um grande retardo no sinal
259.
MEO : exigemais de um satélite para manter o raio de visão, porém é necessária menor energia para mandar o sinal para o satélite
260.
LEO : mantémno raio de visão por muito pouco tempo (altitude de aproximadamente 750 Km). Apresenta baixos retardos, sendo adequados para dispositivos portáteis de baixa potência. O procedimento de handoff ocorre quando um usuário se move ou a célula se move. Deve-se utilizar muitos satélites para que sempre haja um no raio de visão
Sistema Iridium 66satélites (serviço de telecomunicações móveis a nível mundial)
265.
Alguns Problemas naComunicação Via Satélite Fenômeno de interferência solar - representa falta de sinal satelital em determinadas épocas do ano (normalmente março e setembro no Brasil)
Comunicação Paralela Umconjunto de bits, em geral um byte, é transmitido em vários suportes (pinos e condutores), cada bit do byte em um meio independente e ao mesmo tempo
274.
Por exemplo: conexõesinternas do computador e conexões entre o computador e os periféricos
275.
Nos casos queenvolvem maiores distâncias, a transmissão em paralelo mostra-se inadequada, em razão de custo de fabricação de longas metragens de cabos
276.
Comunicação Serial Osbits de um byte são transmitidos, um após o outro, utilizando um mesmo meio físico. Além da economia da interconexão, os dados, mesmo transmitidos seqüencialmente, deslocam-se com velocidade muito maior
Onde se inicia/terminauma mensagem (conjunto de bytes) Desta forma o problema de sincronização entre quem envia e quem recebe é muito importante
281.
Modo Serial AssíncronoAdequado para comunicações onde os dados são gerados aleatoriamente ou as taxas de dados são baixas (teclado, terminais, etc)
282.
Neste caso existea necessidade de se estabelecer delimitadores de Caracteres (bytes) – start/stop bits
283.
Blocos de dados– Bytes específicos (DLE – Data Link Escape )
284.
Modo Serial AssíncronoA transmissão assíncrona caracteriza-se pela possibilidade de ser iniciada a qualquer tempo
285.
Para cada byteque deseja-se transmitir, utiliza-se um elemento de sinalização para indicar o início do byte (START Bits) e um outro para indicar o término do byte (STOP Bits).
286.
O START (bitde partida) corresponde a uma interrupção do sinal na linha e o STOP (bit de parada), à condição de marca ou repouso, ou seja, à existência do sinal na linha (STOP corresponde a 1,4 ou 2 vezes o tempo de START)
287.
Modo Serial AssíncronoVantagem : os equipamentos assíncronos tem custos menores que os equipamentos síncronos. Desvantagem : má utilização do canal, já que os caracteres são transmitidos irregularmente espaçados no tempo, além do alto overhead (bits de controle - cabeçalhos), ocasionando uma baixa eficiência na transmissão Em transmissão assíncrona o método utilizados para detecção de erros é o bit de paridade
Neste caso existea necessidade de se sincronizar transmissor e receptor de forma que os bytes sejam enviados num fluxo ininterrupto de bits
290.
Mesmo que nãohaja informação útil a ser enviada, sempre há envio de bits para manter o receptor sincronizado com o clock do transmissor
291.
A codificação dofluxo de bits deve ser adequada de forma a permitir a perfeita sincronização do clock do receptor
292.
A unidade dedados (bloco) é chamada de quadro ( frame ) e é delimitada por caracteres especiais
293.
Modo Serial SíncronoOs bits de um byte são enviados imediatamente após o anterior, não existindo START-STOP e tempo de repouso entre eles
294.
A transmissão síncronaé estabelecida através de uma cadência fixa para a transmissão dos bits de todo um conjunto de caracteres (bloco).
295.
Antes da transmissãode um bloco e no meio de longos blocos, o equipamento transmissor envia uma configuração de bits de sincronização (sinal SYN) com o objetivo de colocar o equipamento receptor sincronizado com o mesmo.
296.
A formação deum bloco de caracteres é um processo que requer buffer
297.
Modo Serial SíncronoVantagem : atinge velocidades de transmissão (taxas de bits) maiores. Utilização mais eficiente do canal. Desvantagem : este tipo de equipamento requer um circuito interno mais complexo para transmissão síncrona, sendo, desta forma, equipamentos de custo mais elevado. Em transmissão Síncrona os métodos utilizados para detecção de erros são o bit de paridade e o CRC
298.
Comparação Assíncrono /Síncrono Transmissão Assíncrona Transmissão Síncrona A cada caracter é adicionado um bit no início (Start bit) e um bit no fim (Stop bit) Os caracteres de sincronização são transmitidos antes dos dados Pode haver um tempo ocioso entre os caracteres transmitidos Os caracteres de sincronização são transmitidos entre blocos de dados para manter a sincronização da linha Os bits contidos em um caractere são transmitidos em um intervalo de tempo pré-definido Não há intervalos entre os caracteres Uma temporização é estabelecida independentemente no computador e no terminal uma temporização é estabelecida e mantida entre os modens, pelo terminal e outros equipamentos Os terminais devem ter buffers As velocidades não ultrapassam 9600 BPS em ambientes comutados e 19200 em conexão dedicadas ou linhas alugadas. As velocidades de transmissão ultrapassam 2 Mbps
299.
Comunicação em BandaBase Transmissão do sinal da mesma forma que ele foi gerado (puramente digital) e sem grande alteração nas suas componentes em frequência
300.
Não permite usodo canal por mais de um sinal (o meio é compartilhado por broadcast - somente um sinal pode trafegar por vez)
Codificação de Linhade Sinais Digitais Unipolar - Sinal do tipo RZ ( Return-to-Zero ). Adequado somente para pequenas distâncias (em grandes o efeito da capacitância distribuída acrescenta uma componente DC ) Polar – Sinal do tipo NRZ ( Non-Return-to-Zero ). Evita a componente DC permitindo dois níveis opostos de sinal. Necessita de menor potência para enviar o sinal.
308.
Codificação de Linhade Sinais Digitais Bipolar – Sinal NRZ ( Non-Return-to-Zero ). Evita a componente DC invertendo os 1´s. Também chamado de AMI ( Alternate Mark Inversion ). Necessita de 3 níveis de sinal possíveis.
309.
Não possui componenteDC e sempre apresenta uma transição no meio do bit seja ele qual for. Erros podem ser detectados na falta desta transição em algum bit.
310.
Note que sãoenviados 2 símbolos para cada bit (necessita de alta taxa de sinalização Codificação de Linha Manchester
311.
Taxa de SinalizaçãoÉ a taxa na qual o sistema pode mandar símbolos pelo meio físico
312.
No caso dacodificação Manchester, temos o envio de símbolos (níveis de sinal) igual a duas vezes a taxa de bits enviados
Interfaces Físicas DTE- Data Terminal Equipment : equipamento terminal ou computador responsável pela origem e destino dos sinais de dados de uma rede
328.
DCE - Data Communications Equipment : dispositivo que estabelece, mantém e termina uma transmissão de dados recebidos de um DTE (o DCE não gera dados). Pode realizar uma conversão de sinais para a transmissão. Ex.: modem, conversores, CODEC, transmissores digitais, etc
329.
As interfaces fazema interação entre os computadores (DTE) e os dispositivos de comunicação (DCE
330.
Padrões ITU-T deInterfaces com Redes Públicas Documentos da Série V – Conexão de equipamentos à rede telefônica (exemplo: V.32)
331.
Documentos da Série X – Conexão de equipamentos à Rede de Comutação de Pacotes pública (exemplo: X.25)
Procedurais (sequência deeventos envolvida na troca de dados) Exemplos: V.24 (ITU-T) Somente características funcionais e procedurais) EIA-232-F (RS-232) Idêntica à definição V.24 porém com as características elétricas e mecânicas)