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Estufas - Controlo Climático
Armindo J. G. RosaArmindo J. G. Rosa
Patacão/FaroPatacão/Faro
(2001)(2001)
EstufasEstufas -- ControloControlo
ClimáticoClimático
(versão longa)(versão longa)
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Introdução
Nas últimas décadas a horticultura sofreu alterações de vária ordem, e
o consumidor tornou-se mais exigente, o que obrigou a alterações
profundas nos sistemas tradicionais de cultivar os produtos hortícolas.
Assim é hoje possível, mediante técnicas de forçagem obter uma vasta
gama de produtos ininterruptamente ao longo do ano, simultaneamente
com aumentos de produtividade e melhoria na qualidade .
Passamos pois de um sistema onde a época de cultivo e colheita dum
determinado produto estava bem demarcada no tempo, existindo uma
época própria para o tomate, as alfaces, o melão etc., para outro em que
“há de tudo durante todo o ano”.
Tal situação é possível porque passamos a utilizar estruturas cobertas,
mais ou menos elaboradas, no interior das quais se podem cultivar
diversas culturas.
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Introdução
No caso da região algarvia estas mudanças começaram a ter maior
incremento a partir de finais da década de sessenta inícios da de
setenta, numa altura em que se começou também a vulgarizar o uso de
plásticos na agricultura.
Iniciava-se assim a produção de hortícolas em abrigos altos, de
construção rústica, feitos a partir de estruturas construídas com
madeira de eucalipto e coberta com plástico, cuja finalidade principal
era a obtenção de colheitas fora da estação normal, o que possibilitava
a obtenção de melhores preços no mercado.
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1. Estufas
Entre nós os abrigos altos são genericamente designados por estufas,
podendo entender-se que :
“ Estufa é uma construção alta, mais ou menos perfeita, com estrutura
e forma diversa, coberta com materiais transparentes, cujo ambiente
pode ser controlado e debaixo da qual se cultivam espécies hortícolas
e ornamentais”
As estufas criam um clima artificial , elevando a temperatura a
humidade e protegendo as plantas do vento e do frio, situação que
permite obter vantagens em relação ás culturas de ar livre, sendo de
destacar as seguintes:
• Precocidade das colheitas;
• Aumento da produção e melhoria na qualidade;
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1. Estufas
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1. Estufas
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1. Estufas
• Possibilidade de obter produtos fora da época normal;
• Poupança de água;
• Possibilidade de obter mais que uma colheita no mesmo local e no
mesmo ano;
• Protecção contra chuvas, geadas, granizo etc.;
• Possibilidade de realizar trabalhos com tempo de chuva (apanhas,
podas, tratamentos fitossanitários etc..
Para obtenção destes resultados o horticultor deve saber explorar da
melhor maneira a estufa devendo ter presente alguns princípios
fundamentais, que são:
• Controlo adequado do meio ambiente, em especial a temperatura e
humidade;
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1. Estufas
• Emprego de variedades e cultivares seleccionadas, próprias para a
cultura em estufa;
• Adequadas técnicas culturais, nomeadamente, regas, fertilização,
controlo de pragas e doenças etc.
Por outro lado não se deve esquecer a exigência de :
• Investimentos elevados;
• Especialização do horticultor,
• Riscos mais elevados no caso de algo correr mal;
• Em certos caos é necessário recorrer a apoio técnico especializado
etc.
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1.1. Tipos de estufa
Os modelos de estufas existentes no mundo é imenso, dependendo
principalmente do clima onde se localizam e das finalidades a que se
destinam.
Dado que não podemos abordar todo o tema, iremos dar especial
destaque às estufas cobertas com materiais plásticos, abordando em
especial as questões relacionadas com as estruturas, os materiais de
cobertura e o Controlo ambiental .
Para definir o tipo de estufa podemos ter em atenção vários critérios,
em especial os materiais de construção e as formas, podendo assim
admitir-se a seguinte classificação:
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1.1. Tipos de estufa
Em função do materialEm função do material
da estrutura, estufas deda estrutura, estufas de
Madeira
Metálicas
Estrutura mista
Em função do material
de cobertura, estufas de
Plástico
Vidro
Cobertura mista
Lâmina ou filme
Semi-rígido
Rígido
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1.1. Tipos de estufa
Em função daEm função da
mobilidade, estufasmobilidade, estufas
Fixas
Móveis
Em função da existência,
ou não, de aquecimento,
estufas
Frias (até 15 º C)
Temperadas (15 ºC a 20 ºC)
Quentes (20 º C a 30º C)
Levantamento da
estrutura
Sobre Carris
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1.1. Tipos de estufa
Em função daEm função da
forma, estufasforma, estufas
Capela
De uma
só aba
Semicilíndricas
Estufas túnel
Arco abatido ou asa de cesto
Ogivais
Semielípticas
Insufladas
De 2 abas iguais
De 2 abas
desiguais
Rectilíneas
ou
poligonais
Dente de
serra
Assimétrica
com
arejamento
permanente
Arredondadas
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1.1.1. Forma das estufas
A classificação em função da forma é a maneira mais generalizada de
diferenciar as estufas e por isso a ela nos referimos com mais
pormenor.
A forma duma estufa é condicionada, de maneira mais ou menos
vincada, pelos materiais da estrutura e da cobertura.
• Assim os materiais rígidos, usados na cobertura, obrigam a formas
rectilíneas em capela, com abas iguais ou desiguais;
• Já as coberturas semi- rígidas e flexíveis, proporcionam a construção
de estufas não só rectilíneas mas também arredondadas, mais
favoráveis à recepção da luz e mais resistentes à acção do vento;
• Na região algarvia começaram por se utilizar formas rectilíneas
poligonais, porque o material de construção era a madeira;
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1.1.1. Forma das estufas
A partir de determinada altura, começaram a utilizar-se também as
formas arredondadas, possíveis devido ao uso de ferro galvanizado na
sua estrutura, bem como à utilização de filmes de plástico para uso na
cobertura;
Vejamos então alguns aspectos mais pertinentes das diferentes formas
das estufas usadas na região.
a) Formas rectctineas
Quando o ângulo de incidência da radiação luminosa com a cobertura
é de 90 º a fracção de luz reflectida por essa cobertura, ronda os 20 a 30
%, aumentando este valor sucessivamente até alcançar valor máximo,
quando o ângulo de incidência da radiação com a cobertura atinge os
180º.
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1.1.1. Forma das estufas
• Este facto, se verificado, poderia levar a concluir que as coberturas
das estufas rectilíneas, quando horizontais, seriam as mais vantajosa;
• Porém, no Inverno, quando as plantas mais necessitam de luz, devido
à inclinação do sol, esta não é a posição mais favorável e, coberturas
nessa posição não dariam escoamento às águas da chuva, destruindo
as estufas;
• Estes factos, aliados a outros que a seguir se apontarão vêm alertar
para o facto de não ser indiferente a inclinação que devem ter as abas
do tecto das estufas.
Estufas de abas iguais - Genericamente designadas por estufas em
“capela”, são a forma mais vulgar das estufas, quer quando se utiliza
madeira quer quando se usa ferro na construção da estrutura.
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1.1.1. Forma das estufas
• É uma forma que permite um aproveitamento máximo do solo e a sua
maior ou menor aptidão para receber a luz depende fundamentalmente
da orientação da estufa e da inclinação das abas do tecto;
• Assim conviria que o angulo do tecto, com o plano horizontal, fosse
superior a 22º;
• Nestas condições além duma razoável recepção de luz facilita-se o
escoamento das águas da chuva e das gotas de água condensada que
se formam, durante a noite, na parte interior da cobertura do tecto,
evitando-se que pinguem sobre as plantas.
Estufas de duas abas desiguais ou assimétricas - Também conhecidas
por dente de serra, estas estufas, quando isoladas, no Outono/Inverno,
ou em zonas de pouca luminosidade, são preferíveis às de abas iguais,
pois podem receber mais luz.
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1.1.1. Forma das estufas
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1.1.1. Forma das estufas
• De facto, se a aba mais longa for virada a sul fazendo com o plano
horizontal um ângulo de 25 º e a outra aba, mais pequena virada a norte
fizer um ângulo de 55 º, esta estufa pode receber cerca de mais 10 % de
luz do que outra com a mesma área, de abas iguais inclinadas 35º
sobre a horizontal;
• Assim estas estufas serão orientadas com a aba menos inclinada
virada a Sul. Porém se em bateria, a orientação deve ser exactamente a
inversa;
• Aponta-se a estas estufas o inconveniente de terem uma grande
altura, em relação à largura, o que encarece a construção e aumenta a
resistência ao ar, incrementado com isso os riscos de destruição pelo
vento;
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1.1.1. Forma das estufas
• Estas estufas podem apresentar ainda outro aspecto, muito difundido
entre nós em que as abas estão colocadas em planos diferentes, de tal
modo que entre elas existe uma abertura zenital que acompanha todo o
comprimento da estufa, ficando permanentemente aberta.
Estufas de uma só aba - É a menos comum e só se utiliza quando se
pretende aproveitar espaços em zonas inclinadas, armadas em
socalcos.
• A inclinação deve obedecer ao já referido e, a aba voltada a sul,
sempre que possível.
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1.1.1. Forma das estufas
b) Formas arredondadas
Menos difundidas, até há algum tempo atrás, começam a pouco e
pouco a povoar a nossa paisagem .
Na sua estrutura emprega-se o ferro galvanizado e a cobertura é
sempre em material plástico, semi-rígido ou filme.
Estufas semi-cilíndrica - É uma estufa com forma bem concebida, que
lhe permite receber muita luz além de resistir bem ao vento e facilitar o
escoamento das águas da chuva.
• O principal inconveniente refere-se ao deficiente aproveitamento do
terreno junto às paredes laterais;
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1.1.1. Forma das estufas
Estufas asa de cesto ou arco abatido - Quando se procura atenuar o
inconveniente apontado às estufas semi-cilíndricas, eleva-se nesse
ponto a estrutura, mantendo ou aumentando a altura máxima e largura,
obtendo-se então um arco abatido que dá o nome à estufa.
Estufa semi-elíptica - Semelhante à anterior, variando as dimensões, na
relação largura / altura 1 de acordo com os comprimentos do eixo de
uma elipse.
Estufas ogivais - É outra forma aconselhável especialmente para
estufas de grandes dimensões, isoladas, com larguras superiores a 10
m e altura de 4 a 4.5 m .
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1.1.1. Forma das estufas
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1.1.1.1. Influência da forma das estufas na
penetração da luz
A quantidade de luz que chega a uma estufa, a chamada “luminosidade
potencial”, depende da latitude do lugar e da posição do sol acima do
horizonte, mais concretamente da posição geográfica do , local onde a
estufa se instala.
• Esta “luz potencial”, porém, não é aquela que de facto atravessa a
cobertura da estufa, não só porque uma fracção se perde por reflexão
do próprio material de cobertura, mas ainda pela nebulosidade do
ambiente;
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1.1.1.1. Influência da forma das estufas na
penetração da luz
• A fracção de luz potencial que penetra na estufa é conhecida por
luminosidade real e, além dos factores apontados anteriormente como
redutores, pode acrescentar-se também a forma da estufa;
• Os estudos e ensaios efectuados no Instituto Agronómico de
Gemboux (Bélgica) por Nisen levaram este professor a diversas
conclusões que esquematicamente se resumem no gráfico que a seguir
se apresenta, referente a estufas isoladas.
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1.1.1.1. Influência da forma das estufas na
penetração da luz
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1.2. Partes constituintes da estufa
É importante que o horticultor se familiarize com
determinados termos técnicos utilizados para designar
as diferentes partes que constituem a estufa.
Assim tomando como referência as estufas utilizadas na
nossa horticultura protegida, passaremos de seguida a
comentar um glossário, com apoio de imagens, onde se
assinala designação correcta dos principais elementos
que constituem as estufas.
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Partes constituintes da estufa
Varas do
tecto
Prumos
Cumeeira
Frechal
Vão da estufa
Varas de
travamento
TopoTopos
Varas de
travamento
Estrutura
da estufa
Parede
lateral
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Partes constituintes da estufa
Tecto da estufa /
Plástico da cobertura
Varas de sustentação
e esticamento do plástico
nas estufas de madeira
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Partes constituintes da estufa
Estufas contíguas Modulo de estufa
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Partes constituintes da estufa
Estufas em bateria
Arejamento zenital
(janelas no tecto)
Arejamento Lateral
(janelas no topo
e paredes laterais)
Caleiras para
escoamento
das águas
Caleiras para
escoamento
das águas
Pé direito da
estufa
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1.2.1. Estrutura das estufas
Vamos considerar a estrutura, como a parte da estufa que serve de
suporte, não só à cobertura, mas também aos arames de sustentação
dos tutores das plantas e aos sistemas de ventilação.
Na nossa região os materiais utilizados para esse fim são a madeira e o
metal.
Madeira - O horticultor algarvio começou por utilizar varas de madeira
de eucalipto, principalmente pelo seu baixo custo e disponibilidade no
mercado local (Monchique), apresentando todavia o inconveniente de
se estragar com muita facilidade.
Mais tarde, para obviar este inconveniente, optou-se por utilizar os
prumos, que contavam com o chão, em pinho tratado com produtos
que lhe aumentam a vida útil, mantendo-se as outras partes em madeira
de eucalipto.
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1.2.1. Estrutura das estufas
• Hoje em dia a maioria das estufas são construídas com madeira de
pinho tratado. A madeira de eucalipto, quando utilizada, resume-se às
varas para sustentação e esticamento do plástico.
• Ao fazer estufas em madeira de eucalipto, o horticultor fazia em geral
um investimento a curto e médio prazo, procurando investir pouco
capital e recuperar rapidamente o dinheiro investido;
• Estas estufas ficavam geralmente 3 a 4 anos no mesmo local e,
quando a estrutura se degradava, mudava-se de local;
• Embora pouca racional este modo de actuar tinha a vantagem de
evitar um uso demasiado intensivo dos solos. Como é evidente esta
práctica obrigava à existência de muitos terrenos disponíveis;
• As estufas assim construídas eram em geral baixas o que originava
graves problema ao nível da ventilação e dos trabalhos a executar;
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1.2.1. Estrutura das estufas
• Quando se pensa em construir estufas em madeira para
investimentos a 5 10 anos, o mais correcto é trabalhar com madeira
de pinho tratada e varas de eucalipto, ou mesmo só com madeira
tratada;
• Dentro das dimensões da madeira disponível no mercado, o
normal será usar nos prumos madeira tratada com 8 a 10 cm Ø, e
madeira tratada com 6 a 8 cm Ø, no frechal e nas cumeeiras;
• Relativamente ao comprimento destas madeiras (Quadro I),
recomenda-se o uso de madeiras que possibilitem construir uma
estufa com as seguintes dimensões:
• Altura mínima do frechal 2.30 m;
• Altura mínima da cumeeira 3.80 m;
• Afastamento máximo entre prumos 3.00 m;
• Profundidade mínima de enterramento dos prumos 0.70 m;
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1.2.1. Estrutura das estufas
• No caso das varas de eucalipto, usadas para sustentação e
esticamento do plástico da cobertura, aparecem no mercado varas
com 4 a 6m de comprimento e 5 a 7.5 cm Ø na parte mais grossa,
medidas suficientes para o tipo de estufas usualmente construídas
na região;
• Queremos ainda referir que estas estruturas, em madeira, só
possibilitam a construção de tectos planos, que como já vimos,
nem sempre são os melhores na captação de energia (luz e calor) e
não permitem a instalação de mecanismos e automatizações para
Controlo da ventilação.
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1.2.1. Estrutura das estufas
Relativamente às estruturas metálicas, que adiante veremos, a
madeira apresenta as seguintes vantagens:
• Material mais barato, o que permite um investimento inicial mais
baixo;
• Material renovável e abundante no mercado ;
• Possibilidade de construção de estruturas simples por pessoal
não especializado;
• Facilidade de colocação das coberturas, em plástico, por pessoal
não especializado;
• Fraca condutibilidade térmica , evitando que pela estrutura se
registem perdas de calor.
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1.2.1. Estrutura das estufas
Por outro lado apresenta alguns inconvenientes sendo de assinalar
os seguintes:
• Menor duração, o que origina maiores encargos com a
construção;
•Proporciona menor iluminação no interior das estufas;
• Muita sensibilidade à humidade , o que ocasiona deformações e
diminui a duração;
• Estruturas que exijam perfeição, nomeadamente para colocação
de vidro ou materiais rígidos, são difíceis de executar;
• As dimensões dos prumos existentes no mercado é limitada.
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1.2.1. Estrutura das estufas
Postes de madeira de pinho tratado com premunol
(prémunizados) ou com creosote (creosotados)
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1.2.1. Estrutura das estufas
Metal e mistas - As estruturas metálicas asseguram uma elevada
duração ao abrigo, estando por isso aconselhadas para
investimentos a médio e longo prazo.
A sua construção está fora do alcance do horticultor, pelo que a
maioria das estufas são fabricadas e montadas por firmas
especializadas.
Na construção das estufas podemos usar tubos ou perfis não se
pondo, ao contrário do que acontecia com a madeira, dificuldades
técnicas quando se pretende construir estufas com a altura e
largura mais adequada a cada situação, bastando para tal calcular
com rigor as cargas a que as estruturas vão ser sujeitas;
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1.2.1. Estrutura das estufas
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1.2.1. Estrutura das estufas
• Em geral estruturas em tubo destinam-se a receber coberturas de
filme plástico, sendo por isso conveniente usar tubos de ferro
galvanizado e proteger, por meio de pintura ou material isolante
térmico, as partes da estrutura em contacto com o filme a fim de lhe
aumentar a duração;
• As estrutura metálicas construídas com perfis de ferro (ou
alumínio) destinam-se em geral a receber placas de vidro ou de
plástico rígido e têm quase sempre a forma de capela;
Além de possibilitarem a obtenção de tectos com a forma mais
conveniente para cada caso (arredondadas ou outras), permitem a
utilização de calhas de aperto evitando a tradicional ripa pregada
para fixação dos filmes plásticos da cobertura.
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1.2.1. Estrutura das estufas
Menos frequente é a utilização de estruturas mistas, onde o metal e a
madeira podem ser usadas conjuntamente, nomeadamente:
• Estufas metálicas, sem utilizar calhas de aperto, com ripas de madeira
aparelhada sobre a estrutura nos locais onde se efectua a fixação do
plástico. Estas ripas são aparafusadas à estrutura e sobre elas, com
fitas e agrafos ou recorrendo à tradicional ripa e prego, é então fixado o
filme plástico;
• Estufas com prumos em madeira de pinho tratado e arcos em ferro
galvanizado. Pode então utilizar-se calhas de aperto ou o sistema
descrito acima;
• Estufas tipo “parral” ainda hoje vulgares na região de Almeria-
Espanha, utilizando em perfeita sintonia o ferro, sob a forma de arames,
na parede superior para sustentação da cobertura, e madeira de pinho
tratado para os prumos, onde se apoia o resto da estrutura.
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1.2.1. Estrutura das estufas
Em comparação com as estruturas de madeira, as estruturas metálicas
apresentam a desvantagem de:
• Em primeiro lugar, sendo mesmo o factor que mais contribui para a
sua menor divulgação entre nós, um preço mais elevado;
• É um bom condutor, absorvendo grande parte do calor armazenado
no interior da estufa;
• Durante o dia o ferro aquece deteriorando os plásticos que sobre ele
assentam;
• É atacado pela corrosão, problema que diminui de importância se
utilizarmos material galvanizado de boa qualidade ou alumínio.
Em nossa opinião, todavia, as vantagens são superiores e, não fora o
preço mais elevado, este seria o material de eleição para as estruturas.
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1.2.1. Estrutura das estufas
De entre as muitas vantagens, as mais importantes são:
• Duração e resistência mais elevadas;
• Permite construir estruturas mais ligeiras, o que melhora a
iluminação das plantas no interior da estufa;
• Permite construir estruturas com tectos de diferentes formas bem
como possibilita a obtenção de estufas com maior altura e largura;
• Possibilidade de construir estruturas mais perfeitas, com boa
estanquicidade, e onde o vidro assenta na perfeição;
• Facilidade em instalar janelas laterais ou zenitais com abertura e
fecho automatizado, melhorando de forma notória o Controlo
ambiental;
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1.2.2. Cobertura das estufas
Na cobertura das estufas devem usar-se materiais que durante o dia
deixem passar a luz e calor, emitidos pelo sol e, durante a noite, evitem
a saída da energia assim acumulada ou fornecida por intermédio de
sistemas de aquecimento.
Por outro lado os materiais utilizados não devem provocar alterações
desfavoráveis nas radiações do espectro solar que o atravessam.
Outros aspectos a considerar na escolha do material de cobertura são:
• A permeabilidade à radiação ultravioleta (UV);
• Manter a permeabilidade à luz e à radiação ao longo do tempo;
• Resistência às intempéries;
• Não deixar formar gotas de água que depois caiam sobre as plantas.
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1.2.2. Cobertura das estufas
Entre nós, na cobertura das estufas, são os filmes de polietileno os
materiais que fundamentalmente se usam.
Todavia outros materiais plásticos e mesmo o vidro, em certas
condições, poderão ser a opção do horticultor.
Vejamos então alguns aspectos e características que podem levar a
optar por uns ou por outros.
O Vidro - Foi o primeiro material conhecido a reunir a maioria das
características antes referidas e por isso o que inicialmente se
começou a usar na cobertura de estufas.
Com o aparecimento dos plásticos perdeu grande parte da sua
importância, muito embora apresente algumas vantagens,
nomeadamente:
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1.2.2. Cobertura das estufas
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1.2.2. Cobertura das estufas
É mais permeável à radiação global e à luz;
• É menos permeável à radiação térmica de ondas longas (I.V. ), emitida
pelo solo durante a noite;
• Mantem-se inalterável ao longo do tempo, não sofrendo danos
provocados pela radiação solar e outros agentes atmosféricos;
• É incombustível.
As maiores desvantagens do vidro, além do preço elevado, são a sua
fragilidade, peso e dificuldades no transporte e manuseamento.
• 1 m2 de chapa de vidro com 2.5mm a 3mm de espessura, o normal
para as estufas, pesa cerca de 6.5 Kg, obrigando à utilização de uma
estrutura forte, capaz de suportar não só o peso da cobertura como as
sobrecargas climáticas;
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1.2.2. Cobertura das estufas
Na cobertura de estufas aconselha-se o uso de vidro martelado que, ao
difundir a luz, origina a sua repartição em várias direcções, permitindo
assim uma melhor e mais uniforme distribuição da luz no interior das
estufas.
Os materiais plásticos - Com a vulgarização dos plásticos,
nomeadamente os filmes de polietileno e outros, deu-se a grande
revolução da horticultura algarvia, que conduziu a um rápido aumento
do número de pessoas que passou a dedicar-se à horticultura forçada.
Os materiais destinados à cobertura de estufa aparecem no mercado
sob a forma de chapas e filmes, sendo estes últimos pela facilidade de
manuseamento, o material por excelência adoptado na região.
Sob a designação “plásticos” englobam-se uma vasta gama de
materiais que embora com características próprias reúnem
propriedades comuns. De entre elas salientam-se:
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1.2.2. Cobertura das estufas
a) - Leveza
Esta é uma característica comum a todos os materiais plásticos
usados em cobertura, o que constitui sempre uma vantagem pois, além
de facilitar o transporte e manuseamento, permite a sua colocação em
estruturas simples e leves.
b) - Durabilidade e envelhecimento
A principal causa do envelhecimento e degradação dos plásticos é
devida aos efeitos da luz, particularmente a radiação ultra-violeta.
• No caso do Algarve, onde radiação é elevada, este problema tem
especial importância;
• Para atenuar este problema existem no mercado plásticos, aos quais
se adicionam “adjuvantes” que absorvem os raios ultra-violeta,
aumentando a sua duração;
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1.2.2. Cobertura das estufas
c) - Resistência ao frio e calor
De um modo geral os plásticos, utilizados na cobertura de estufas,
apresentam boa resistência a fortes oscilações da temperatura, não
correndo o risco de se romperem quando utilizados nas condições
normais do nosso clima.
d) - Resistência a agentes químicos
De um modo geral os plásticos apresentam inércia química, ou seja,
não são atacados pelos produtos químicos normalmente utilizados na
agricultura.
e) - Permeabilidade a líquidos e gases
Os plásticos usados na cobertura de estufas são impermeáveis aos
líquidos.
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1.2.2. Cobertura das estufas
Relativamente aos gases há plásticos mais permeáveis que outros,
dependendo também do gás considerado.
f) - Inflamabilidade
Todos os materiais plásticos ardem, havendo uns, como por exemplo
o poliester, que ardem com bastante facilidade.
O polietileno, o mais usados entre nós, arde com alguma dificuldade,
podendo a chama auto-extinguir-se por acção dos fumos que liberta.
g) - Imputrescibilidade
Ao contrário de outros materiais os plásticos não apodrecem sob
acção da humidade e da água, podendo considerar-se de duração
ilimitada se forem protegidos da luz.
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1.2.2. Cobertura das estufas
h) - Propriedades ópticas
É de todos conhecido a importância da luz no desenvolvimento das
plantas, mediante o fenómeno da fotossintese.
• Um plástico para cobertura deve pois ser permeável à luz do sol
deixando passar o máximo de radiação que sobre ele incide. Esta
propriedade denomina-se “Transparência”;
• Um material ideal para cobertura de estufas deve deixar passar a
radiação compreendida entre os 300 nm e os 3000 nm e ser opaco às
radiações de maior longitude de onda (radiação infravermelha I.V.)
emitida pelo sol e plantas, entre os 2500 nm e os 70.000 nm.
A luz que chega a um material de cobertura pode ser: - reflectida,
absorvida ou transmitida.
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1.2.2. Cobertura das estufas
A radiação não é absorvida ou transmitida de maneira uniforme pelos
diferentes materiais de cobertura;
• O ideal é evitar que a radiação benéfica às plantas seja reflectida ou
absorvida, pois neste caso não chega até elas;
• Refira-se também que a radiação transmitida de forma directa
provoca sombras no interior da estufa, ao passo que a radiação
indirecta dá lugar a uma luz difusa com sombras débeis;
• A sujidade e a espessura do plástico bem como o ângulo de
incidência da luz sobre a cobertura influem igualmente na radiação que
chega às plantas;
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1.2.2. Cobertura das estufas
i) - Eficácia fotossintética
A radiação visível entre os 380 nm e os 760 nm é aquela que mais influi
na fotossintese.
• A maioria dos materiais usados na cobertura de estufas não
apresenta poder de reflexão e absorção elevados a esta radiação,
razão pela qual têm boa eficácia fotossintéctica .
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1.2.2. Cobertura das estufas
j) - Condensação de água
Determinadas condições de temperatura e humidade, como acontece
durante a noite ou final da tarde, são propícios à ocorrência da
condensação do vapor de água existente no ar, mais quente e húmido
existente no interior da estufa, formando-se então gotas de água sobre
inferior da cobertura.
• A gravidade deste problema aumenta no caso da estufa estar
hermeticamente fechada;
• Nos plásticos as gotas deslizam pelo tecto e, à medida que aumentam
de tamanho, caiem sobre as plantas;
• Este problema é variável consoante o material podendo, em certos
casos, ser benéfica por se opor á saída do calor que à noite se liberta
do solo.
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1.2.2. Cobertura das estufas
Plásticos usados em cobertura de estufas - A lista de plásticos
usados para este fim é extensa, pelo que apenas abordaremos os que
podem ter aplicação prática no momento actual ou a médio prazo na
horticultura do Algarve.
a) - Polietileno de baixa densidade
É o material plástico mais utilizado, a nível mundial e regional, para a
cobertura de estufas.
• Apresentam-se no mercado sob a forma de filme ou manga flexível ,
enrolado em bobines, de comprimento variável em função das
necessidades;
• Para a cobertura das estufas usam-se em geral espessuras de 180 a
200µ;
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1.2.2. Cobertura das estufas
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1.2.2. Cobertura das estufas
Os tipos de filme de polietileno que actualmente se utilizam são:
- Polietileno normal;
- Polietileno de longa duração (U.V.);
- Polietileno térmico;
• O filme de “polietileno normal”“polietileno normal” não leva qualquer adjuvante e emnão leva qualquer adjuvante e em
geral tem uma duração curta, menos de um ano em climas soalheirogeral tem uma duração curta, menos de um ano em climas soalheiross
como o nosso;como o nosso;
•• A radiação ultraA radiação ultra--violeta, bem como as elevadas temperaturas que sevioleta, bem como as elevadas temperaturas que se
originam nas zonas de contacto do plástico com as estruturas metoriginam nas zonas de contacto do plástico com as estruturas metálicasálicas
degradadegrada--o com facilidade;o com facilidade;
•• Para evitar a degradação incorporamPara evitar a degradação incorporam--se durante o processo de fabricose durante o processo de fabrico
inibidores dos ultrainibidores dos ultra--violetas, que actuam como absorventes destavioletas, que actuam como absorventes desta
radiação;radiação;
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1.2.2. Cobertura das estufas
•• ObtêmObtêm--se assim os chamadosse assim os chamados “Polietilenos de longa duração (U.V.)”“Polietilenos de longa duração (U.V.)”
que podem permanecer sobre as estruturas 2 a 4 anos sem se degraque podem permanecer sobre as estruturas 2 a 4 anos sem se degradardar
ou perder propriedades ópticas;ou perder propriedades ópticas;
•• Estes plásticos têm boa transparência à radiação U. V, à radiaçEstes plásticos têm boa transparência à radiação U. V, à radiaçãoão
visível e infravermelhos curtos o que permite uma boa recepção dvisível e infravermelhos curtos o que permite uma boa recepção da luz ea luz e
um aquecimento rápido das estufas durante o dia;um aquecimento rápido das estufas durante o dia;
•• Todavia, durante a noite deixam escapar as radiações emitidas pTodavia, durante a noite deixam escapar as radiações emitidas peloelo
solo o que origina o arrefecimento das estufas onde está instalasolo o que origina o arrefecimento das estufas onde está instalado,do,
•• Esta contrariedade é atenuada pela condensação que, em certosEsta contrariedade é atenuada pela condensação que, em certos
casos, se forma no tecto da estufa, mas tal situação pode trazercasos, se forma no tecto da estufa, mas tal situação pode trazer
problemas fitossanitários para as plantas;problemas fitossanitários para as plantas;
•• Face a esta situação a industria química desenvolveu umFace a esta situação a industria química desenvolveu um “filme de“filme de
polietileno com características térmicas”polietileno com características térmicas”, que acumula com longa, que acumula com longa
duração (2 a 3 anos);duração (2 a 3 anos);
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1.2.2. Cobertura das estufas
•• Comparando oComparando o “filme normal”“filme normal” com ocom o “filme térmico”“filme térmico” observaobserva--se que ose que o
primeiro deixa passar 60 % a 70 % da radiação emitida pelo soloprimeiro deixa passar 60 % a 70 % da radiação emitida pelo solo, ao, ao
passo que o segundo deixa escapar somente 15 % a 18 % dessapasso que o segundo deixa escapar somente 15 % a 18 % dessa
radiação;radiação;
•• Por outro lado no polietileno normal a difusão da luz é fracaPor outro lado no polietileno normal a difusão da luz é fraca (10 % a(10 % a
15 %) provocando sombras, ao passo que no térmico esse valor vai15 %) provocando sombras, ao passo que no térmico esse valor vai aosaos
50 % o que possibilita uma melhor distribuição da luz;50 % o que possibilita uma melhor distribuição da luz;
Aos filmes de polietilenoAos filmes de polietileno (normal e longa duração(normal e longa duração), quando usados para), quando usados para
cobertura de estufas, apontamcobertura de estufas, apontam--se as seguintes vantagens:se as seguintes vantagens:
-- Boa adaptação a qualquer tipo de estrutura;Boa adaptação a qualquer tipo de estrutura;
-- Grande resistência ao rasgamento;Grande resistência ao rasgamento;
-- Preço mais baixo;Preço mais baixo;
-- Bom comportamento óptico;Bom comportamento óptico;
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1.2.2. Cobertura das estufas
•• A ambos se aponta o deixarem esfriar a estufa durante a noite eA ambos se aponta o deixarem esfriar a estufa durante a noite e, ao, ao
“filme normal”“filme normal” a sua duração limitada;a sua duração limitada;
•• Se oSe o “filme é térmico”“filme é térmico” podemos ainda acrescentar as vantagens de:podemos ainda acrescentar as vantagens de:
-- Bom efeito térmico,Bom efeito térmico,
-- Boa difusão da luz;Boa difusão da luz;
-- Maior duração;Maior duração;
-- Excelentes propriedades mecânicas;Excelentes propriedades mecânicas;
•• O filme térmico é mais caro, mas aconselhaO filme térmico é mais caro, mas aconselha--se o seu uso face aosse o seu uso face aos
benefícios apontados, em especial a redução dos riscos de inversbenefícios apontados, em especial a redução dos riscos de inversãoão
da temperatura no interior da estufa, durante a noite, devido ada temperatura no interior da estufa, durante a noite, devido aoo
melhor efeito térmico;melhor efeito térmico;
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1.2.2. Cobertura das estufas
b)b) -- Polimetracrilato de metil ( P.V.C.)Polimetracrilato de metil ( P.V.C.)
Este material é conhecido por PVC, e pode aparecer no mercado soEste material é conhecido por PVC, e pode aparecer no mercado sob ab a
forma de placas rígidas ou de filme flexível , não sendo de momeforma de placas rígidas ou de filme flexível , não sendo de momentonto
muito divulgado entre nós.muito divulgado entre nós.
•• As espessuras variam entre os 0.03 mm e os 0.250 mm para o filmAs espessuras variam entre os 0.03 mm e os 0.250 mm para o filme ee e
superiores a 0.25 mm para as placas;superiores a 0.25 mm para as placas;
•• As laminas são muito permeáveis às radiações solares, deixandoAs laminas são muito permeáveis às radiações solares, deixando
passar 80 % a 90 % da radiação global, e opacos às radiações dopassar 80 % a 90 % da radiação global, e opacos às radiações do solo,solo,
transmitindo só 20 % a 30 %, do que resulta um bom efeito de esttransmitindo só 20 % a 30 %, do que resulta um bom efeito de estufa;ufa;
•• Ao contrario do Polietileno, flexível por natureza, o PVC requAo contrario do Polietileno, flexível por natureza, o PVC requer aer a
adição de plastificantes para a obtenção de laminas flexíveis. Sadição de plastificantes para a obtenção de laminas flexíveis. Se ae a
plastificação é incorrecta o degradaplastificação é incorrecta o degrada--se rapidamente por acção dase rapidamente por acção da
radiação UV e pela extracção do plastificante pela água;radiação UV e pela extracção do plastificante pela água;
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1.2.2. Cobertura das estufas
•• Se bem fabricado a sua duração e boa, podendo durar 2 a 4 anosSe bem fabricado a sua duração e boa, podendo durar 2 a 4 anos
sobre as estufas, em climas como o nosso;sobre as estufas, em climas como o nosso;
•• Ao envelhecer o PVC perde transparência, tornaAo envelhecer o PVC perde transparência, torna--se ligeiramentese ligeiramente
colorido e começa a apresentar fragilidade mecânica;colorido e começa a apresentar fragilidade mecânica;
•• Os principais obstáculos à sua maior utilização para a coberturOs principais obstáculos à sua maior utilização para a cobertura dea de
estufas são:estufas são:
-- Preço muito mais elevado que o do polietileno;Preço muito mais elevado que o do polietileno;
-- Dificuldade em obter filmes com largura elevada;Dificuldade em obter filmes com largura elevada;
-- Pouca resistência ao rasgamento;Pouca resistência ao rasgamento;
-- Quebradiço a baixas temperaturas;Quebradiço a baixas temperaturas;
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1.2.2. Cobertura das estufas
c)c) -- CopolimerosCopolimeros -- ( Plástico E.V. A.)( Plástico E.V. A.)
São obtidos com base no etileno e no acetato de vinilo. DependeSão obtidos com base no etileno e no acetato de vinilo. Dependendondo
da % deste último elemento assim se obtêm plásticos comda % deste último elemento assim se obtêm plásticos com
propriedades distintas.propriedades distintas.
•• Aumentando a % de vinilo elevaAumentando a % de vinilo eleva--se a resistência ao impacto, masse a resistência ao impacto, mas
diminui a resistência ao rasgamento;diminui a resistência ao rasgamento;
•• Para cobertura de estufas usamPara cobertura de estufas usam--se plásticos EVA com 12 % a 18 %se plásticos EVA com 12 % a 18 %
de acetato de vinilo;de acetato de vinilo;
•• E relação ao polietileno, estes filmes são mais flexíveis e resE relação ao polietileno, estes filmes são mais flexíveis e resistentesistentes
a temperaturas baixas temperaturas, mais opacos às radiaçõesa temperaturas baixas temperaturas, mais opacos às radiações
emitidas pelo solo, (melhor efeito de estufa) e mais resistentesemitidas pelo solo, (melhor efeito de estufa) e mais resistentes aoao
rasgamento;rasgamento;
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1.2.2. Cobertura das estufas
•• Têm comportamento térmico mecânico superior ao PVC;Têm comportamento térmico mecânico superior ao PVC;
•• Em climas como o nosso podem durar 2 a 3 anos;Em climas como o nosso podem durar 2 a 3 anos;
•• A sua aplicação está pouco divulgada e o seu preço é superior aA sua aplicação está pouco divulgada e o seu preço é superior ao doo do
Polietileno.Polietileno.
d)d) -- PoliesterPoliester -- Fibra de vidroFibra de vidro
O poliester apresentaO poliester apresenta--se no mercado em placas reforçadas com fibra dese no mercado em placas reforçadas com fibra de
vidro e apresenta como principal propriedade um grande poder devidro e apresenta como principal propriedade um grande poder de
difusão da luz, criando no interior da estufa uma iluminação unidifusão da luz, criando no interior da estufa uma iluminação uniforme.forme.
•• Na práctica funcionam como um bom substituto do vidro e a suaNa práctica funcionam como um bom substituto do vidro e a sua
flexibilidade permite adaptaflexibilidade permite adapta--las a estruturas curvas onde podem serlas a estruturas curvas onde podem ser
cravadas ou aparafusadas;cravadas ou aparafusadas;
•• Sendo pouco transparente às radiações nocturnas permitem obterSendo pouco transparente às radiações nocturnas permitem obter umum
efeito de estufa quase tão bom como o vidro;efeito de estufa quase tão bom como o vidro;
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1.2.2. Cobertura das estufas
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1.2.2. Cobertura das estufas
•• Estas placas têm boa resistência a sobrecargas e podem ser seEstas placas têm boa resistência a sobrecargas e podem ser serradasrradas
ou cravadas;ou cravadas;
•• Todavia, sendo pouco transparentes aos raios U.V. as plantas quTodavia, sendo pouco transparentes aos raios U.V. as plantas quee
vivem debaixo destas coberturas podem ter problemas se exigentesvivem debaixo destas coberturas podem ter problemas se exigentes emem
radiação deste tipo;radiação deste tipo;
•• Além disso os raios U.V. atacam também este material produzindAlém disso os raios U.V. atacam também este material produzindoo--lhelhe
modificações na cor e degradandomodificações na cor e degradando--lhe as propriedades ópticas;lhe as propriedades ópticas;
•• O vento, a chuva, o pó, o granizo trabalhando em conjunto ajudaO vento, a chuva, o pó, o granizo trabalhando em conjunto ajudamm
também à sua degradação, dando origem a desgaste da superfícietambém à sua degradação, dando origem a desgaste da superfície, ao, ao
aparecimento das fibras e ao escurecimento, o que depois provocaaparecimento das fibras e ao escurecimento, o que depois provoca
perda de transparência e reduz a difusão da luz;perda de transparência e reduz a difusão da luz;
•• O preço elevado e a exigência de estruturas rígidas tem sido umO preço elevado e a exigência de estruturas rígidas tem sido um
obstáculo à sua generalização, que em geral, se limita aplicaçõeobstáculo à sua generalização, que em geral, se limita aplicações nas na
cobertura de estufas para plantas ornamentais, flor de corte e vcobertura de estufas para plantas ornamentais, flor de corte e viveiros;iveiros;
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1.2.2. Cobertura das estufas
e)e) -- Polimetacrilato de metilPolimetacrilato de metil
É vulgarmente conhecido por “Plexiglass” ou “Vidro acrílico”, dÉ vulgarmente conhecido por “Plexiglass” ou “Vidro acrílico”, devido àevido à
sua elevada pureza óptica e grande transparência à luz, que sesua elevada pureza óptica e grande transparência à luz, que se
assemelha ao cristal, transmitindo cerca de 90 % da luz solar.assemelha ao cristal, transmitindo cerca de 90 % da luz solar.
•• Tem uma resistência à ruptura sete vezes superior à do cristal,Tem uma resistência à ruptura sete vezes superior à do cristal, parapara
igual espessura, do que resulta ser muito resistente a golpes;igual espessura, do que resulta ser muito resistente a golpes;
•• O seu peso é cerca de metade do do vidro, possibilitando umaO seu peso é cerca de metade do do vidro, possibilitando uma
utilização de estruturas mais ligeiras e económicas;utilização de estruturas mais ligeiras e económicas;
•• ApresentaApresenta--se em placas rígidas e o seu emprego é semelhante ao dose em placas rígidas e o seu emprego é semelhante ao do
vidro, podendo substituir esse material, em certos casos, comvidro, podendo substituir esse material, em certos casos, com
vantagem;vantagem;
•• A sua transparência às radiações do solo é praticamente nula,A sua transparência às radiações do solo é praticamente nula, logo ologo o
efeito de estufa é bom;efeito de estufa é bom;
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1.2.2. Cobertura das estufas
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1.2.2. Cobertura das estufas
Além disso possui grande resistência aos agentes atmosféricos eAlém disso possui grande resistência aos agentes atmosféricos e éé
inatacável pelos raios de U.V..inatacável pelos raios de U.V..
Resumidamente, as vantagens do “vidro acrílico” são:Resumidamente, as vantagens do “vidro acrílico” são:
-- Resistência aos agentes atmosféricos;Resistência aos agentes atmosféricos;
-- Não se deteriora por acção da radiação U.V.;Não se deteriora por acção da radiação U.V.;
-- Grande transparência à radiação solar global;Grande transparência à radiação solar global;
-- Boa opacidade à radiação emitida pelo solo;Boa opacidade à radiação emitida pelo solo;
-- Permite o uso de estruturas mais ligeiras do que as usadasPermite o uso de estruturas mais ligeiras do que as usadas
para coberturas com vidro;para coberturas com vidro;
O preço elevado, superior ao do vidro, a exigência de estruturasO preço elevado, superior ao do vidro, a exigência de estruturas rígidasrígidas
e o deixare o deixar--se riscar por instrumentos metálicos fazem com que o seuse riscar por instrumentos metálicos fazem com que o seu
uso agrícola seja por enquanto bastante limitado.uso agrícola seja por enquanto bastante limitado.
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1.3. Materiais diversos
Além dos materiais da estrutura e cobertura utilizamAlém dos materiais da estrutura e cobertura utilizam--se muitos outros,se muitos outros,
sendo de referir os seguintes:sendo de referir os seguintes:
a)a) -- PregosPregos
Os pregos usamOs pregos usam--se nas estufas de madeira como elemento de fixaçãose nas estufas de madeira como elemento de fixação
das diferentes partes da estrutura (prumos, frechal, cumeeira, vdas diferentes partes da estrutura (prumos, frechal, cumeeira, varasaras etcetc.).)
e também para fixação das coberturas.e também para fixação das coberturas.
•• Normalmente usamNormalmente usam--se pregos quadrados, cujo tamanho e diâmetrose pregos quadrados, cujo tamanho e diâmetro
variam com a espessura das madeiras a ligar;variam com a espessura das madeiras a ligar;
•• Para fixação dos plásticos da cobertura utilizamPara fixação dos plásticos da cobertura utilizam--se os de menorse os de menor
tamanho, geralmente “4 x 14” ou “13 x 15”, pregados sobre ripatamanho, geralmente “4 x 14” ou “13 x 15”, pregados sobre ripa dede
madeira.madeira.
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1.3. Materiais diversos
Prego quadradoPrego quadrado
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Comprimento Designação Diâmetro ØComprimento Designação Diâmetro Ø
polgspolgs mm (craveirmm (craveira BWG)a BWG)
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
8 200 Cavilha 88 200 Cavilha 8 33
7 175 Cavilha 77 175 Cavilha 7 44
6 150 Cavilha 66 150 Cavilha 6 55
5 125 Cavilha 55 125 Cavilha 5 66
4 100 Telhado4 100 Telhado 88
3 1/2 90 1/2 Telhado3 1/2 90 1/2 Telhado 99
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
3 75 Galeota3 75 Galeota 1010
2 1/2 65 1/2 Galeota2 1/2 65 1/2 Galeota 1111
2 1/4 602 1/4 60 SetiaSetia 1212
2 50 Fasquiado 62 50 Fasquiado 6 1313
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
1 3/4 45 Fasquiado 51 3/4 45 Fasquiado 5 13 1/213 1/2
1 1/2 40 Fasquiado 41 1/2 40 Fasquiado 4 1414
1 1/4 30 Fasquiado 31 1/4 30 Fasquiado 3 1515
1 25 Fasquiado 21 25 Fasquiado 2 1515
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
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1.3. Materiais diversos
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1.3. Materiais diversos
b)b) -- AramesArames
É utilizado para suporte dos tutores, escoramento dos prumos, paÉ utilizado para suporte dos tutores, escoramento dos prumos, parara
sustentação do plástico da cobertura (estufas parral)sustentação do plástico da cobertura (estufas parral) etcetc..
•• O arame utilizado na nossa horticultura é em geral arame redondO arame utilizado na nossa horticultura é em geral arame redondoo
redondo de aço macio;redondo de aço macio;
•• Este arame , além de outras vantagens, tem uma duração mais elEste arame , além de outras vantagens, tem uma duração mais elevadaevada
que o arame normal e não enferruja;que o arame normal e não enferruja;
•• Em geral para suporte dos tutores é suficiente um arame com EsEm geral para suporte dos tutores é suficiente um arame com Estestes
arames vão suportar todo o peso das plantas e frutos, devendo poarames vão suportar todo o peso das plantas e frutos, devendo por issor isso
ter Ø adequado (2.5 mm a 3.0 mm de Ø) e ficar bem fixados de modter Ø adequado (2.5 mm a 3.0 mm de Ø) e ficar bem fixados de modo ao a
evitar que as plantas caiam ao chão, com todos os problemas daíevitar que as plantas caiam ao chão, com todos os problemas daí
resultantes;resultantes;
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1.3. Materiais diversos
Modo correcto de colocar os arames de suporte dos tutoresModo correcto de colocar os arames de suporte dos tutores
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1.3. Materiais diversos
c)c) -- Redes, tecidos de ráfia, toldos energéticosRedes, tecidos de ráfia, toldos energéticos
As redes e malhas de plástico são materiais utilizados em cortaAs redes e malhas de plástico são materiais utilizados em corta--ventos eventos e
para sombreamento das estufas em determinadas épocas do ano.para sombreamento das estufas em determinadas épocas do ano.
•• A densidade de malhas destes materiais é maior ou menor consoanA densidade de malhas destes materiais é maior ou menor consoantete
se quer mais ou menos sombra no interior da estufa ou se quer umse quer mais ou menos sombra no interior da estufa ou se quer umaa
maior ou menor superfície de exposição ao vento, consoante se trmaior ou menor superfície de exposição ao vento, consoante se trate deate de
redes sombresdoras ou redes cortaredes sombresdoras ou redes corta --ventos.ventos.
Em algumas situações é também usual a utilização de plásticos deEm algumas situações é também usual a utilização de plásticos de
polipropileno (PP), vulgarmente conhecidos por “tecidos de ráfiapolipropileno (PP), vulgarmente conhecidos por “tecidos de ráfia” os” os
quais se utilizam na cobertura de estufas para fruteiras (uva dequais se utilizam na cobertura de estufas para fruteiras (uva de mesa)mesa)
bem como nas saias e janelas de algumas estufas de horticultura.bem como nas saias e janelas de algumas estufas de horticultura.
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1.3. Materiais diversos
•• A ideia que preside à sua utilização reside no facto de se tratA ideia que preside à sua utilização reside no facto de se tratarem dearem de
tecidos com alguma permeabilidade, que pode permitir uma ligeiratecidos com alguma permeabilidade, que pode permitir uma ligeira
circulação do ar, diminuindo as condensações de água, podendo acirculação do ar, diminuindo as condensações de água, podendo aindainda
atenuar as inversões térmicas no interior da estufa;atenuar as inversões térmicas no interior da estufa;
Na floricultura e horticultura, principalmente nos climas maisNa floricultura e horticultura, principalmente nos climas mais frios efrios e
estufas aquecidas utilizamestufas aquecidas utilizam--se tecidos de Nylon, folhas de alumínio ese tecidos de Nylon, folhas de alumínio e
muitos outros, semimuitos outros, semi--opacos ou opacos, que evitam a saída dasopacos ou opacos, que evitam a saída das
radiações térmicas durante a noite.radiações térmicas durante a noite.
•• Estes materiais colocados no interior das estufas, deslizando sEstes materiais colocados no interior das estufas, deslizando sobreobre
calhas horizontais, funcionam comocalhas horizontais, funcionam como “toldos energéticos” que seque se
colocam durante a noite e recolhem durante o dia, para que as plcolocam durante a noite e recolhem durante o dia, para que as plantasantas
possam receber a luz do sol;possam receber a luz do sol;
•• Entre nós tem pouca utilização por serem sistemas muito caros eEntre nós tem pouca utilização por serem sistemas muito caros e a suaa sua
aplicação exigir estruturas metálicas.aplicação exigir estruturas metálicas.
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1.3. Materiais diversos
d)d) -- Ripas e calhas de apertoRipas e calhas de aperto
São utilizadas para fixar os plásticos da cobertura à estruturaSão utilizadas para fixar os plásticos da cobertura à estrutura da estufa.da estufa.
•• As ripas são feitas normalmente de desperdícios de outras madeiAs ripas são feitas normalmente de desperdícios de outras madeiras,ras,
têm cerca de 2.5 cm a 4 cm de largura, 0.5 cm a 1 cm de alturatêm cerca de 2.5 cm a 4 cm de largura, 0.5 cm a 1 cm de altura ee
comprimento variável ao redor de 1m a 2 m de comprimento;comprimento variável ao redor de 1m a 2 m de comprimento;
•• São utilizadas em estufas com estufas, com estrutura de madeiraSão utilizadas em estufas com estufas, com estrutura de madeira ouou
mistas, às quais são pregadas por cima do plástico com pregos demistas, às quais são pregadas por cima do plástico com pregos de
pequeno tamanho intervaladas de 10 cm a 20 cm;pequeno tamanho intervaladas de 10 cm a 20 cm;
•• As calhas de aperto são usadas em estruturas metálicas e,As calhas de aperto são usadas em estruturas metálicas e,
possibilitam fixar a cobertura à estrutura, sem furar o plásticopossibilitam fixar a cobertura à estrutura, sem furar o plástico..
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1.3. Materiais diversos
Calhas de apertoCalhas de aperto
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1.4. Dimensionamento das estufas
As estufas podem ser formadas por módulos isolados, ou conjuntosAs estufas podem ser formadas por módulos isolados, ou conjuntos dede
módulos unidos uns aos outros, formando baterias.módulos unidos uns aos outros, formando baterias.
Ao dimensionar uma estufa devemos analisar aAo dimensionar uma estufa devemos analisar a “Altura”, “Largura” e“Altura”, “Largura” e
“Comprimento”“Comprimento”, sendo também importante considerar a, sendo também importante considerar a “Área e“Área e
Volume”Volume”,, bem como a melhor relação entre estes elementos, de modo abem como a melhor relação entre estes elementos, de modo a
poder tirar o melhor partido da estufa tendo em vista conseguirpoder tirar o melhor partido da estufa tendo em vista conseguir umum
eficiente Controlo climático no seu interior.eficiente Controlo climático no seu interior.
a) Módulos isoladosa) Módulos isolados
AlturaAltura -- Tanto nas estufas de abas rectilíneas como nas de abas curvasTanto nas estufas de abas rectilíneas como nas de abas curvas
a altura das paredes laterais (pé direito) deve ser superior aa altura das paredes laterais (pé direito) deve ser superior a 2. 3 m, e a2. 3 m, e a
parte mais alta, ao centro (altura da cumeeira) uma altura acimaparte mais alta, ao centro (altura da cumeeira) uma altura acima dos 3.8dos 3.8
m.m.
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1.4. Dimensionamento das estufas
•• Estufas baixas dificultam o controlo climático e tornam difícilEstufas baixas dificultam o controlo climático e tornam difícil oo
trabalho no interior da estufa;trabalho no interior da estufa;
•• Assim o ideal seria ter estufas mais altas, mas isso irá aumentAssim o ideal seria ter estufas mais altas, mas isso irá aumentar oar o
custo da estufa por um lado e por outro resulta maior a superfíccusto da estufa por um lado e por outro resulta maior a superfície deie de
exposição ao vento.exposição ao vento.
LarguraLargura -- A largura da nave está dependente da dimensão dos prumosA largura da nave está dependente da dimensão dos prumos
centrais e laterais bem como do ângulo de inclinação do tecto,centrais e laterais bem como do ângulo de inclinação do tecto, o qualo qual
não deveria ser inferior a 20º.não deveria ser inferior a 20º.
•• No caso das estufas de madeira estará ainda dependente da dimeNo caso das estufas de madeira estará ainda dependente da dimensãonsão
da madeira existente no mercado;da madeira existente no mercado;
•• Tendo em conta a experiência práctica bem como informação recolTendo em conta a experiência práctica bem como informação recolhidahida
pensamos que a largura mínima nunca deverá ser inferior a 3 m nepensamos que a largura mínima nunca deverá ser inferior a 3 m nemm
superior a 12 metros;superior a 12 metros;
•• Nas nossas estufas de madeira trabalhamos geralmente com largurNas nossas estufas de madeira trabalhamos geralmente com largurasas
de 7. 5 a 8. 5 m.de 7. 5 a 8. 5 m.
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1.4. Dimensionamento das estufas
ComprimentoComprimento -- As estufas muito compridas dificultam as operaçõesAs estufas muito compridas dificultam as operações
culturais, nomeadamente podas, tratamentos fitossanitários,culturais, nomeadamente podas, tratamentos fitossanitários,
dificultam as apanhas, impedem uma boa ventilação etc.dificultam as apanhas, impedem uma boa ventilação etc.
Porém, se muito curtas, aumentam os encargos de construção.Porém, se muito curtas, aumentam os encargos de construção.
•• O investimento com os topos é igual quer a estufa tenha 20m, 50O investimento com os topos é igual quer a estufa tenha 20m, 50m,m,
100m ou mais metros de comprimento;100m ou mais metros de comprimento;
•• Equipamentos para comando (motores, sondas, quadros eléctricos,Equipamentos para comando (motores, sondas, quadros eléctricos,
etcetc, ) tanto comandam uma estufa mais curta como uma mais, ) tanto comandam uma estufa mais curta como uma mais
comprida;comprida;
•• Para uma mesma área bruta o aproveitamento do terreno é menorPara uma mesma área bruta o aproveitamento do terreno é menor
com estufas curtas;com estufas curtas;
Assim a título orientativo aconselhamos estufas com 25 m a 30 mAssim a título orientativo aconselhamos estufas com 25 m a 30 m dede
comprimento, não sendo recomendável ultrapassar muito estescomprimento, não sendo recomendável ultrapassar muito estes
valores.valores.
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1.4. Dimensionamento das estufas
b) Estufas em bateriab) Estufas em bateria
A altura e comprimento dos módulos das estufas em bateria são
idênticas às referidas para os módulos isolados.
Em contrapartida, no caso de estufas em bateria, a largura total será
em geral múltipla da largura de uma estufa isolada.
Dependendo do tipo de estufa teremos ainda que contar com cerca
de 0.5 m mais por cada caleira (escoamento das águas) intercalada
entre dois módulos seguidos.
Se a ventilação é feita mediante janelas colocadas nas paredes
laterais, sem apoio de ventilação forçada, então será importante que a
largura não exceda os 25 m a 30 m, de modo a não prejudicar um
eficaz arejamento da estufa.
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1.4. Dimensionamento das estufas
No caso do arejamento ser feito pelos topos (linhas de cultura
orientadas no sentido da largura da bateria) o comprimento poderá ir
sem problemas aos 100 m ou mesmo mais, sem problemas de maior.
O importante, com a finalidade de facilitar o arejamento, é instalar as
linhas de cultura perpendicularmente às janelas laterais, não devendo
então a largura ou o comprimento, consoante os casos, exceder os
25 m a 30 m .
Área e volumeÁrea e volume
A área ideal de uma estufa depende de numerosos factores,
nomeadamente, topografia e espaço disponível para instalar a estufa.
Podemos todavia indicar algumas regras que nos podem auxiliar na
decisão a tomar.
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1.4. Dimensionamento das estufas
• Para a mesma área de estufa, a partir de 500m2- 600m2 , é preferível
instalar uma bateria, com módulos curtos do que utilizar um único
módulo com 50 m ou mais;
• Estufas pequenas, com área de 200 m2 a 300 m2 aquecem
rapidamente, ao raiar o sol, mas por outro lado perdem esse calor logo
que o sol se põe, caso a temperatura exterior seja baixa;
• Estufas com grandes áreas, em dias muito frios, quando o sol está
oculto, demoram mais tempo a aquecer todo o volume de ar , em
especial ao nível das plantas;
• É mais barato cobrir uma mesma área de terrenos com uma bateria
de estufas de grande dimensão do que instalar na mesma área vários
módulos de reduzida área, agrupados em estufas contíguas;
• Igualmente resulta um melhor aproveitamento do solo, no caso das
estufas em bateria, em comparação com os módulos contíguos.
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1.4. Dimensionamento das estufas
Tendo em atenção o que acabamos de referir, bem como algumas
regiões de Espanha com clima semelhante ao nosso, recomenda-se
que as estufas tenham uma área compreendida entre os 2000 m2 a
5000 m2.
• Tendo em conta as nossas estufas de madeira estas áreas, para
estufas com módulos de 25 m a 30 m de comprimento, possibilitarão
construir baterias de estufas com 80 m a 160 m de largura, ou seja
conjuntos de 10 a 20 módulos com 7.5 m a 8 m de largura individual.
Em qualquer dos casos o volume de ar correspondente a cada m2
deve ser ser igual ou superior a 3 m3 (relação Volume / Área coberta =
> a 3).
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1.4. Dimensionamento das estufas
• Estufas assim construídas, têm um volume de ar adequado, que
aquece o suficiente durante a maioria dos dias e, à noite, demora mais
tempo a arrefecer possibilitando um melhor efeito de estufa;
• Por outro lado o arejamento é melhorado (linhas no sentido do
menor comprimento), facilitam-se os trabalhos no interior da estufa e
melhoram-se as condições de trabalho para os trabalhadores.
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2. Controlo climático
A estufa é, como vimos, uma construção agrícola que tem como
objectivo a produção sistemática e fora de estação de produtos horto-
frutícolas.
É no entanto indispensável conhecer os mecanismos que nos
permitem controlar climáticamente a estufa.
O objectivo desta acção é sensibilizar os horticultores para os meios
ao seu dispor para melhorar as condições climáticas de forma a obter
“melhores produções com melhor qualidade”.
Os elementos climáticos que mais influenciam o desenvolvimento das
plantas no interior das estufas são:
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2. Controlo climático
• Radiação solar;Radiação solar;
••Temperatura do ar;Temperatura do ar;
•• Temperatura do solo;Temperatura do solo;
•• Humidade do ar;Humidade do ar;
• CO2CO2
2.1. Radiação solar
Vamos considerar duas componentes da radiação solar, à quais para
simplificar, vamos chamar: - LUZ e ENERGIA.
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2. Controlo climático
a)a) -- LuzLuz
A luz (radiação de comprimento de onda na zona do visível ( 0.3 a 0.7
micrómetros) é um elemento imprescindível à vida das plantas verdes
(função fotossintética).
Através da fotossintese as plantas produzem as substâncias que
utilizam para o seu crescimento e que posteriormente são
armazenadas nos orgãos de reserva e de reprodução (frutos).
Quando se trabalha com estufas altera-se a relação Luz / Temperatura,
o que contribui para o aparecimento de vários desequilíbrios nas
plantas.
Para as principais culturas hortícolas não se conhecem problemas
graves por excesso de luz.
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2. Controlo climático
Porém , quando em falta, podem ocorrer problemas graves,
nomeadamente:
• Estiolamento;
• Diminuição do rendimento;
• Diminuição da qualidade,
Podemos minimizar este problema recorrendo a:
Orientação da estufaOrientação da estufa - A orientação das estufas isoladas no sentido
Este - Oeste (Nascente Oeste) permite uma maior entrada de luz.
Quando se constróem estufas em bateria, verifica-se que a estrutura
produz uma grande sombreamento no seu interior, sendo por isso
aconselhável a orientação Norte - Sul.
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2. Controlo climático
Inclinação do tecto da estufaInclinação do tecto da estufa - A construção de tectos pouco
inclinados, quase (quase horizontais) dá origem a que grande parte da
luz, que chega à cobertura, seja reflectida, ou seja, o plástico funciona
como um espelho.
• Este fenómeno é mais importante no Outono - Inverno, período em
que o sol atinge uma menor altura durante o dia;
• Como norma recomenda-se que o tecto tenha uma inclinação
superior a 18º (33 %);
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Evitar o excesso de madeira no tecto da estufaEvitar o excesso de madeira no tecto da estufa - Nas estufas de
madeira, quando se utilizam demasiadas varas para prender o plástico
no tecto estamos a diminuir a luminosidade no interior da estufa.
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2. Controlo climático
Orientação das linhas de cultura NOrientação das linhas de cultura N -- SS - Nas culturas tutoradas esta
orientação permite que o sol ilumine directamente o lado nascente da
linha durante a manhã e o lado poente durante a tarde
• Este facto reflete-se numa melhoria notória da qualidade;
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2. Controlo climático
Evitar compassos apertadosEvitar compassos apertados -- EEm especial no Outono- Inverno é
preferível espaçar mais as linhas de cultura e deixar maior distância
entre as plantas na linha, como forma de melhorar a iluminação das
plantas no interior da estufa.
• Assim nesta época são totalmente de evitar a plantação de culturas
em linhas duplas;
Evitar o desequilíbrio entre a luz e a temperaturaEvitar o desequilíbrio entre a luz e a temperatura -- Existe a ideia de
que quanto mais calor houver na estufa maior a produção e mais
precoce a colheita.
• Esta ideia está certa em relação à precocidade, mas o mesmo não se
pode dizer em relação ao aumento de produção;
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2. Controlo climático
•Todas as espécies têm valores de temperatura óptima, que originam
os mais altos rendimentos, desde que não haja outro factor limitante;
• Ora, quando se fecha a estufa num dia de céu nublado, o factor
limitante é a luz;
• Assim aumentamos a temperatura e a humidade, dando melhores
condições ao desenvolvimento das doenças do que às plantas,
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2. Controlo climático
Iluminação artificialIluminação artificial -- A iluminação artificial é pouco usual nas estufas
da região algarvia e a sua aplicação restringe-se a algumas culturas
ornamentais que possam absorver os custos deste investimento.
Devemos considerar nesta técnica duas vertentes ou campos de
aplicação:
- ILUMINAÇÃO FOTOSSINTÉCTICA
- ILUMINAÇÃO FOTOPERIÓDICA
A “iluminação fotossintéctica” consiste na utilização de fortes
quantidades de energia (lâmpadas de maior potência) para aumentar a
iluminação das plantas e potenciar a fotossintese.
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2. Controlo climático
Na iluminação fotossintéctica utilizam-se lâmpadas de diversos tipo:
• Lâmpadas de alta pressão de mercúrio;
• Lâmpadas de halogéneo ;
• Lâmpadas de vapor de sódio;
• Lâmpadas Xenon;
• Lâmpadas de descarga;
• Lâmpadas de baixa pressão de sódio;
• Lâmpadas mistas com balão fluorescente;
A iluminação fotossintéctica aplica-se na produção de plantas jovens
(craveiros, crisântemos). Para tirar o máximo rendimento desta técnica
é conveniente a incorporação de CO2, no interior da estufa.
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2. Controlo climático
A “iluminação fotoperiódica” é uma técnica que se realiza com luzes
de baixa intensidade tendo em vista modificar as pressões fisiológicas
das plantas, no sentido de as adiantar ou atrasar.
O fundamento desta técnica de iluminação consiste em alargar o
número de horas de luz do dia, encurtando assim as horas em que as
plantas permanecem no escuro.
Esta técnica aplica-se muito no cultivo de crisântemos, possibilitando
assim a produção de flores durante todo o ano.
• A sua instalação não é difícil, exigindo gastos de energia
relativamente baixos;
• A potência das lâmpadas a instalar é da ordem dos 5 a 30 W / m2 de
modo a obter 50 - 100 lux.
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2. Controlo climático
Na “iluminação fotoperiódica” empregam-se os seguintes tipos de
lâmpadas:
• Lâmpadas de incandescência (as mais correntes);
• Lâmpadas fluorescentes, tubulares ou mistas;
Entre as múltipla aplicações desta técnica podemos destacar:
• Plantas de dia curto (para impedir a floração);
• Crisântemos (para produção de plantas mãe, enraizamento e flor de
corte);
• Begónias ( para impedir o desenvolvimento dos tubérculos e
favorecer a floração);
• Poinsetias ( para assegurar a coloração das brácteas no Natal);
• Craveiros ( para indução floral em épocas de muita procura);
• Dálias ( para antecipar a floração);
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2. Controlo climático
a)a) -- EnergiaEnergia
A energia solar é a grande responsável pelo aquecimento da estufa.
Ao abordar a temperatura do ar veremos como actua esta componente
da solar.
Temperatura do arTemperatura do ar
A temperatura do ar é importante porque influência toda a activiA temperatura do ar é importante porque influência toda a actividadedade
da planta.da planta.
•• As plantas têm um pontos de temperatura óptimos, acima e abaixoAs plantas têm um pontos de temperatura óptimos, acima e abaixo
das quais, as planta diminuem o seu desenvolvimento e, em certosdas quais, as planta diminuem o seu desenvolvimento e, em certos
casos, morrem;casos, morrem;
•• A estufa permite elevar a temperatura durante o dia, embora duA estufa permite elevar a temperatura durante o dia, embora duranterante
a noite seja difícil manter por muito tempo temperaturas mais ela noite seja difícil manter por muito tempo temperaturas mais elevadasevadas
que as de ar livre;que as de ar livre;
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2. Controlo climático
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
CULTURACULTURA TEMP. MINTEMP. MIN TEMP. MINTEMP. MIN TEMP. OPTIMATEMP. OPTIMA TEM. MÁXIMATEM. MÁXIMA
(letal) (biológica) Noite(letal) (biológica) Noite Dia (biológica)Dia (biológica)
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AlfaceAlface -- 2 a 0 4 a 6 10 a 15 15 a 202 a 0 4 a 6 10 a 15 15 a 20 25 a 3025 a 30
Tomate 0 a 2 8 a 10 13 a 16 22Tomate 0 a 2 8 a 10 13 a 16 22 a 26 26 a 30a 26 26 a 30
Beringela 0 a 2 10 a 12 17 a 22 22Beringela 0 a 2 10 a 12 17 a 22 22 a 27 40 a 50a 27 40 a 50
Pimento 0 a 4 10 a 12 16 a 18 22Pimento 0 a 4 10 a 12 16 a 18 22 a 28 28 a 32a 28 28 a 32
Melão 0 a 2 12 a 14 18 a 21 2Melão 0 a 2 12 a 14 18 a 21 24 a 30 30 a 344 a 30 30 a 34
Melancia 0 a 2 11 a 13Melancia 0 a 2 11 a 13 23 a 28 30 a 3423 a 28 30 a 34
PepinoPepino 0 a 2 10 a 12 18 a 21 20 a 25 300 a 2 10 a 12 18 a 21 20 a 25 30 a 34a 34
Courgette 0 a 2 8 a 10Courgette 0 a 2 8 a 10 25 a 30 35 a 4025 a 30 35 a 40
Feijão V. 0 a 3 8 a 10 16 a 20Feijão V. 0 a 3 8 a 10 16 a 20 18 a 30 35 a 4018 a 30 35 a 40
MorangoMorango -- 2 a 0 4 a 6 10 a 15 18 a 252 a 0 4 a 6 10 a 15 18 a 25
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2. Controlo climático
Quando as temperaturas são baixas provocam:Quando as temperaturas são baixas provocam:
•• Paragem do desenvolvimento das plantas;Paragem do desenvolvimento das plantas;
•• Problemas no vingamento das flores;Problemas no vingamento das flores;
•• Diminuição da rentabilidade;Diminuição da rentabilidade;
•• Morte das plantas ou de parte da planta;Morte das plantas ou de parte da planta;
Se as temperaturas são altas provocam:Se as temperaturas são altas provocam:
•• Paragem no desenvolvimento das plantas;Paragem no desenvolvimento das plantas;
•• Abortamento de flores;Abortamento de flores;
•• Diminuição da qualidade;Diminuição da qualidade;
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Como forma de minimizar os problemas relacionados com as baixasComo forma de minimizar os problemas relacionados com as baixas
temperaturas do ar é importante atender aos seguintes aspectos:temperaturas do ar é importante atender aos seguintes aspectos:
Escolha do localEscolha do local -- Evitar zonas baixas, com má drenagem atmosférica,Evitar zonas baixas, com má drenagem atmosférica,
onde os riscos de geada são maiores.onde os riscos de geada são maiores.
•• Ter consciência de que se isso não for possível, se devem redobTer consciência de que se isso não for possível, se devem redobrarrar
os cuidados para evitar esses estragos.os cuidados para evitar esses estragos.
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Dimensões da estufaDimensões da estufa -- Vimos já no capítulo anterior, estufas baixas deVimos já no capítulo anterior, estufas baixas de
pequena dimensão, aquecem e arrefecem rapidamente.pequena dimensão, aquecem e arrefecem rapidamente.
Assim é preferível construir estufas altas (>2.3 m no frechalAssim é preferível construir estufas altas (>2.3 m no frechal e >3.8 me >3.8 m
na cumeeira) com média dimensão (2000 m2 a 5000 m2) com módulosna cumeeira) com média dimensão (2000 m2 a 5000 m2) com módulos
curtos (25 m a 30 m) visto terem maior inércia térmica.curtos (25 m a 30 m) visto terem maior inércia térmica.
•• Significa isto que durante o dia aquecem de forma gradual eSignifica isto que durante o dia aquecem de forma gradual e
arrefecem mais devagar durante a noite;arrefecem mais devagar durante a noite;
•• Deste modo consegueDeste modo consegue--se temperaturas mínimas ocorram mais tardese temperaturas mínimas ocorram mais tarde
e sejam mais altas, e que as máximas não atinjam valores tãoe sejam mais altas, e que as máximas não atinjam valores tão
elevados que possam ser prejudiciais às culturas.elevados que possam ser prejudiciais às culturas.
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Tipo de coberturaTipo de cobertura -- Dos plásticos existentes no mercado, recomendaDos plásticos existentes no mercado, recomenda--
se usar aqueles que têm efeito térmico (Polietileno Térmico), dase usar aqueles que têm efeito térmico (Polietileno Térmico), dadodo
terem melhor efeito aos nível das temperaturas mínimas.terem melhor efeito aos nível das temperaturas mínimas.
•• Em ensaios efectuados temos verificado aumentos de temperatura,Em ensaios efectuados temos verificado aumentos de temperatura,
em relação ao ar livre, entre 0.5 º e 2 º centígrados;em relação ao ar livre, entre 0.5 º e 2 º centígrados;
•• Esta diferença depende da altura da estufa, do estado deEsta diferença depende da altura da estufa, do estado de
desenvolvimento e condução da cultura, do tipo de cobertura do sdesenvolvimento e condução da cultura, do tipo de cobertura do soloolo
e das condições climáticas nocturnas.e das condições climáticas nocturnas.
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Tecto duploTecto duplo -- A utilização de um filme de plástico colocado paralelo àA utilização de um filme de plástico colocado paralelo à
cobertura ou, por cima da cultura, paralelo ao solo, possibilitcobertura ou, por cima da cultura, paralelo ao solo, possibilita uma um
aumento de temperatura do ar, em relação ao ar livre, entre 0.5aumento de temperatura do ar, em relação ao ar livre, entre 0.5 º a 2 ºº a 2 º
graus centígrados na temperatura mínima.graus centígrados na temperatura mínima.
•• O duplo tecto pode ser utilizado como um meio de luta antiO duplo tecto pode ser utilizado como um meio de luta anti--geada,geada,
podendo fazerpodendo fazer--se a sua colocação provisória sobre os arames dasse a sua colocação provisória sobre os arames das
linhas de cultura.linhas de cultura.
Nas estufas com aquecimento, usamNas estufas com aquecimento, usam--sese ” Écrans Térmicos “” Écrans Térmicos “ feitosfeitos
com tiras de alumínio ou outro material que retenha o calor, cujcom tiras de alumínio ou outro material que retenha o calor, cujaa
função é a mesma dos duplos tectos (conservar o calor durante afunção é a mesma dos duplos tectos (conservar o calor durante a
noite).noite).
•• Estes écrans não deixam passar a luz solar pelo que exigem umEstes écrans não deixam passar a luz solar pelo que exigem um
sistema automatizado que facilite a sua recolha durante o dia.sistema automatizado que facilite a sua recolha durante o dia.
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Orientação das linhas de culturaOrientação das linhas de cultura-- As linhas de cultura orientadas naAs linhas de cultura orientadas na
direcção Nortedirecção Norte -- Sul, possibilitam aquecer o solo nas entreSul, possibilitam aquecer o solo nas entre--linhaslinhas
durante o dia, libertandodurante o dia, libertando--se depois, lentamente o calor durante a noite.se depois, lentamente o calor durante a noite.
Cobertura do soloCobertura do solo-- A cobertura do solo com filme plástico aumenta aA cobertura do solo com filme plástico aumenta a
temperatura deste o que contribui também para aumentar atemperatura deste o que contribui também para aumentar a
temperatura do ar no interior da estufa.temperatura do ar no interior da estufa.
•• Em igualdade de condições quanto mais alta a temperatura do solEm igualdade de condições quanto mais alta a temperatura do soloo
maior a temperatura do ar.maior a temperatura do ar.
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O fecho da estufaO fecho da estufa -- Nos dias em que se prevê a ocorrência de geadaNos dias em que se prevê a ocorrência de geada
(céu limpo, com vento norte e humidade relativa do ar baixa ao c(céu limpo, com vento norte e humidade relativa do ar baixa ao cair daair da
tarde) deve fechartarde) deve fechar--se a estufa mais cedo mantendo, se possível, o solose a estufa mais cedo mantendo, se possível, o solo
húmido.húmido.
•• Este expediente permite aumentar a temperatura do solo o qual,Este expediente permite aumentar a temperatura do solo o qual,
durante a noite, funciona como um radiador de calor;durante a noite, funciona como um radiador de calor;
•• Nestes dias, mesmo com a estufa fechada, a humidade do ar é baiNestes dias, mesmo com a estufa fechada, a humidade do ar é baixaxa
no interior da estufa, não se potenciando assim a ocorrência dno interior da estufa, não se potenciando assim a ocorrência dee
doenças (botritisdoenças (botritis etcetc.) nas plantas..) nas plantas.
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Sistema antiSistema anti--geada com rega por aspersãogeada com rega por aspersão -- A rega antiA rega anti--geadageada
consiste em regar a cobertura da estufa, aplicando 2 l a 4 l /consiste em regar a cobertura da estufa, aplicando 2 l a 4 l / m2 / hora.m2 / hora.
•• A água, mais quente que a temperatura ao ar livre, não só funciA água, mais quente que a temperatura ao ar livre, não só funcionaona
como isolante (efeito semelhante ao plástico térmico) mas tambémcomo isolante (efeito semelhante ao plástico térmico) mas também
liberta calor para o interior da estufa;liberta calor para o interior da estufa;
•• A vantagem deste sistema reside na sua simplicidade de montagemA vantagem deste sistema reside na sua simplicidade de montagem ee
baixo custo, podendo utilizarbaixo custo, podendo utilizar--se aspersõres ou miniaspersõres;se aspersõres ou miniaspersõres;
•• Como desvantagem podemos apontar a disponibilidade em água e oComo desvantagem podemos apontar a disponibilidade em água e o
encharcamento do solo nas áreas envolventes.encharcamento do solo nas áreas envolventes.
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Mangas de águaMangas de água -- A utilização de mangas de Polietileno, com 50 cm ØA utilização de mangas de Polietileno, com 50 cm Ø
cheias de água, funciona como moderador da temperaturacheias de água, funciona como moderador da temperatura
armazenadoarmazenado--a durante o dia e libertandoa durante o dia e libertando--a à noite.a à noite.
•• Em estudos realizados no Centro de Experimentação do PatacãoEm estudos realizados no Centro de Experimentação do Patacão
verificamos aumentos, na temperatura mínima do ar, da ordem dosverificamos aumentos, na temperatura mínima do ar, da ordem dos 2º2º
a 3º graus ºC, em relação a outra estufa sem mangas de água;a 3º graus ºC, em relação a outra estufa sem mangas de água;
•• Este sistema pode ser usado para aumentar a precocidade eEste sistema pode ser usado para aumentar a precocidade e
qualidade das culturas;qualidade das culturas;
•• Igualmente tem efeitos positivos, em dias muito frios de céu liIgualmente tem efeitos positivos, em dias muito frios de céu limpo,mpo,
funcionando como meio de luta antifuncionando como meio de luta anti--geada.geada.
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Aquecimento do arAquecimento do ar -- O aquecimento do ar é o processo mais seguroO aquecimento do ar é o processo mais seguro
de protecção contra as baixas temperaturas, infelizmente tambémde protecção contra as baixas temperaturas, infelizmente também oo
mais caro.mais caro.
•• Ensaios realizados no CEHFP, utilizando as estufas de madeiraEnsaios realizados no CEHFP, utilizando as estufas de madeira
tradicionais na região, levamtradicionais na região, levam--nos a concluir que os encargos com anos a concluir que os encargos com a
compra dos equipamentos, sua manutenção e funcionamento não secompra dos equipamentos, sua manutenção e funcionamento não se
reflectiram de forma significativa em aumentos de produção ereflectiram de forma significativa em aumentos de produção e
qualidade, quando aplicados a uma cultura de tomate;qualidade, quando aplicados a uma cultura de tomate;
•• É possível que para outras culturas, em épocas especiais, seÉ possível que para outras culturas, em épocas especiais, se
justifique utilizar o aquecimento do ar;justifique utilizar o aquecimento do ar;
Pensamos todavia que a utilização de aquecimento das estufas sóPensamos todavia que a utilização de aquecimento das estufas só sese
deverá efectuar em estufas de estrutura metálica, com outrasdeverá efectuar em estufas de estrutura metálica, com outras
condições ao nível da estanquicidade e controlo ambiental.condições ao nível da estanquicidade e controlo ambiental.
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Assim caso se justifique, o aquecimento das estufas poderá efectAssim caso se justifique, o aquecimento das estufas poderá efectuaruar--
se recorrendo a um dos seguintes sistemas:se recorrendo a um dos seguintes sistemas:
Aquecimento com água quenteAquecimento com água quente
Um dos métodos tradicionalmente utilizados é o aquecimento porUm dos métodos tradicionalmente utilizados é o aquecimento por
intermédio de tubos.intermédio de tubos.
•• A água é aquecida numa caldeira e circula depois numa rede deA água é aquecida numa caldeira e circula depois numa rede de
tubos que se ramifica pela estufa;tubos que se ramifica pela estufa;
•• Estes tubos, que podem ser em ferro ou em plástico, podem irEstes tubos, que podem ser em ferro ou em plástico, podem ir pelopelo
ar ou ser enterrados no solo ;ar ou ser enterrados no solo ;
•• Podem ainda circular no interior de bancadas, aquecendo oPodem ainda circular no interior de bancadas, aquecendo o
substrato, método que pode ser interessante para o enraizamentosubstrato, método que pode ser interessante para o enraizamento dede
estacas, plantas envasadas etc.;estacas, plantas envasadas etc.;
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Aerotermos (ventiladores de ar quenteAerotermos (ventiladores de ar quente))
É um sistema misto em que o veiculo transmissor do calor é a águÉ um sistema misto em que o veiculo transmissor do calor é a águaa
(raramente vapor) e onde o ar , impulsionado por um ventilador,(raramente vapor) e onde o ar , impulsionado por um ventilador, éé
obrigado a atravessar um colector (radiador) onde aquece, sendoobrigado a atravessar um colector (radiador) onde aquece, sendo
depois difundido pela estufa.depois difundido pela estufa.
•• Se o sistema for mal concebido ou mal montado a distribuição doSe o sistema for mal concebido ou mal montado a distribuição do
calor é irregular;calor é irregular;
Aquecimento com ar quenteAquecimento com ar quente
É um sistema mais simples e económico, (investimento inicial) eÉ um sistema mais simples e económico, (investimento inicial) emm
que o custo de instalação é menor que o dos sistemas anteriores.que o custo de instalação é menor que o dos sistemas anteriores.
•• O ar aquecido por meio de geradores, é tomado directamente doO ar aquecido por meio de geradores, é tomado directamente do
interior da estufa, sendo depois convenientemente distribuído;interior da estufa, sendo depois convenientemente distribuído;
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•• Em certos casos usamEm certos casos usam--se mangas de grande diâmetro, em plásticose mangas de grande diâmetro, em plástico
flexível, e providas de orifícios para saída do ar;flexível, e providas de orifícios para saída do ar;
Para aquecer as estufas podem usarPara aquecer as estufas podem usar--se diversos combustíveisse diversos combustíveis
(gasóleo, fuel, gás, electricidade, madeira, cascas de frutos s(gasóleo, fuel, gás, electricidade, madeira, cascas de frutos secosecos etcetc,,
sendo mais comuns os dois primeiros.sendo mais comuns os dois primeiros.
As necessidades calorificasAs necessidades calorificas (Q)(Q) -- em Kcal / horaem Kcal / hora -- duma estufa podemduma estufa podem
calcularcalcular--se, de forma simplificada mediante a seguinte equação :se, de forma simplificada mediante a seguinte equação :
Q = K x S (TiQ = K x S (Ti -- Te)Te)
K = 7 (coeficiente global de dispersão do calor)K = 7 (coeficiente global de dispersão do calor)
s = superfície total de cobertura (tecto + paredes) em m2s = superfície total de cobertura (tecto + paredes) em m2
ti = Temperatura desejada na estufa;ti = Temperatura desejada na estufa;
te = Temperatura mte = Temperatura míínima prevista para o exteriornima prevista para o exterior..
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Placas tPlacas téérmicasrmicas
São placas de alumSão placas de alumíínio (ou material plnio (ou material pláástico) laminado, em cujostico) laminado, em cujo
interior circula uma resistência elinterior circula uma resistência elééctrica, e são muito prctrica, e são muito prááticas paraticas para
aquecer bancadas de enraizamento de pequena dimensão (5 m2 a 20aquecer bancadas de enraizamento de pequena dimensão (5 m2 a 20
m2), em que a temperatura ronda os 20 a 25m2), em que a temperatura ronda os 20 a 25 ººC.C.
•• Trabalham a 220 V e normalmente estão dimensionadas para 120 aTrabalham a 220 V e normalmente estão dimensionadas para 120 a
150 W / m2;150 W / m2;
•• O controlo da temperaturaO controlo da temperatura éé feito por intermfeito por interméédio de um termostatodio de um termostato
fornecido com o sistema;fornecido com o sistema;
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Neste caso podemos calcular o valor da potência (P) a instalarNeste caso podemos calcular o valor da potência (P) a instalar
aplicando a faplicando a fóórmula seguinte:rmula seguinte: P = 8 (P = 8 (TsTs -- Ta) STa) S em que:em que:
P =P = Potência a instalar (W);Potência a instalar (W);
TsTs == Temperatura mTemperatura mááxima a manter no substrato (xima a manter no substrato (ººC);C);
Ta =Ta = Temperatura mTemperatura míínima do ambiente (nima do ambiente (ººC);C);
S =S = SuperfSuperfíície a aquecer (m2);cie a aquecer (m2);
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Vejamos o que fazer caso a opcVejamos o que fazer caso a opcçção seja o controlo das temperaturasão seja o controlo das temperaturas
elevadas, situaelevadas, situaçção que pode ocorre nos meses de Maio a Setembro.ão que pode ocorre nos meses de Maio a Setembro.
Arejamento da estufaArejamento da estufa -- O arejamento,O arejamento, estestáático pelas janelas lateraistico pelas janelas laterais,, éé aa
forma mais simples de controlar as temperaturas no interior da eforma mais simples de controlar as temperaturas no interior da estufa.stufa.
PorPoréém, muitas vezes, não se utiliza este processo da melhor forma,m, muitas vezes, não se utiliza este processo da melhor forma,
sendo importante para aumentar a eficsendo importante para aumentar a eficáácia do arejamento ter emcia do arejamento ter em
atenatençção os seguintes pontos:ão os seguintes pontos:
•• ÁÁrea de arejamentorea de arejamento -- DeverDeveráá ser no mser no míínimo de 20 % danimo de 20 % da áárea coberta;rea coberta;
•• DirecDirecçção das linhas de culturaão das linhas de cultura -- Em culturas tutoradas deverEm culturas tutoradas deveráá serser
perpendicularperpendicular ààs janelas para que haja o menor atritos janelas para que haja o menor atrito àà passagem dopassagem do
vento ao longo das linhas de cultura;vento ao longo das linhas de cultura;
•• Comprimento da estufaComprimento da estufa -- Quando se ultrapassam os 16 m entreQuando se ultrapassam os 16 m entre
janelas verificajanelas verifica--se uma considerse uma consideráável diminuivel diminuiçção da ventilaão da ventilaçção na estufa.ão na estufa.
Por isso, na prPor isso, na práática, recomendatica, recomenda--se não ir alse não ir aléém dos 25 a 30 m entrem dos 25 a 30 m entre
janelas laterais.janelas laterais.
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Arejamento superiorArejamento superior -- Quando se pensa em procurar qualidade temosQuando se pensa em procurar qualidade temos
que jogar com a ventilação superior (Zenital).que jogar com a ventilação superior (Zenital).
A conjugação dos dois modos arejar, lateral e zenital, é a melhA conjugação dos dois modos arejar, lateral e zenital, é a melhoror
forma de controlar as altas temperaturas no interior da estufa.forma de controlar as altas temperaturas no interior da estufa.
•• Se houver uma abertura no tecto da estufa o ar quente sai comSe houver uma abertura no tecto da estufa o ar quente sai com
facilidade e cria uma corrente de ar entre o exterior e o interifacilidade e cria uma corrente de ar entre o exterior e o interior daor da
estufa (efeito de chaminé), que permite um eficiente controlo daestufa (efeito de chaminé), que permite um eficiente controlo da
temperatura;temperatura;
•• O arejamento zenital é ainda mais importante em dias de calmariO arejamento zenital é ainda mais importante em dias de calmaria;a;
•• No caso de não haver janelas zenitais podemos abrir orifícios dNo caso de não haver janelas zenitais podemos abrir orifícios dee
arejamento na parte superior dos topos, que ajudam a remover oarejamento na parte superior dos topos, que ajudam a remover o arar
quente, conseguindoquente, conseguindo--se então um efeito semelhante, aose então um efeito semelhante, ao
anteriormente referido;anteriormente referido;
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Ventilação forçada (com ventiladores)Ventilação forçada (com ventiladores) -- Este tipo de ventilação, ligeiroEste tipo de ventilação, ligeiro
e muito eficiente, é utilizado quer em estufas de vidro quer eme muito eficiente, é utilizado quer em estufas de vidro quer em estufasestufas
de plástico.de plástico.
Quando se usam ventiladores devem respeitarQuando se usam ventiladores devem respeitar--se determinadasse determinadas
regras:regras:
•• Usar ventiladores com velocidade lenta, cerca de 450 voltas / mUsar ventiladores com velocidade lenta, cerca de 450 voltas / min;in;
•• A eficiência de um ventilador não vai além dos 60 m a 80 m;A eficiência de um ventilador não vai além dos 60 m a 80 m;
•• O número de ventiladores por estufa deve ser escolhido de modoO número de ventiladores por estufa deve ser escolhido de modo aa
obter 30 a 40 renovações horárias de volume de ar;obter 30 a 40 renovações horárias de volume de ar;
•• Se tal não for possível respeitar a regra de como mínimo 12Se tal não for possível respeitar a regra de como mínimo 12
renovações / hora e como máximo 50 a 69 renovações / hora;renovações / hora e como máximo 50 a 69 renovações / hora;
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Em geral estes ventiladores são comandados automaticamenteEm geral estes ventiladores são comandados automaticamente
mediante a instalação de “termostatos”.mediante a instalação de “termostatos”.
O sistema mais corrente de funcionamento é em “Depressão”, istoO sistema mais corrente de funcionamento é em “Depressão”, isto é,é,
os ventiladores extraem ar da estufa criando uma depressão, queos ventiladores extraem ar da estufa criando uma depressão, que
obriga o ar fresco de exterior a entrar na estufa através de alhobriga o ar fresco de exterior a entrar na estufa através de alhetasetas
móveis.móveis.
Por vezes, para melhorar a distribuição do ar fresco, pode tornaPor vezes, para melhorar a distribuição do ar fresco, pode tornarr--sese
vantajoso ligar às entradas de ar, que são providas de ventiladovantajoso ligar às entradas de ar, que são providas de ventiladores,res,
mangas de polietileno perfuradas e de diametro conveniente, quemangas de polietileno perfuradas e de diametro conveniente, que
ficarão suspensas da estrutura da estufa.ficarão suspensas da estrutura da estufa.
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Ventilação forçada (Ventilação forçada (CoolingCooling--SystemSystem)) -- Com este sistema háCom este sistema há
possibilidades de baixar a temperatura e controlar a higrometriapossibilidades de baixar a temperatura e controlar a higrometria
(humidade) no interior das estufas.(humidade) no interior das estufas.
O funcionamento do sistema baseiaO funcionamento do sistema baseia--se no principio de que ase no principio de que a
evaporação da água provoca um abaixamento da temperatura ambientevaporação da água provoca um abaixamento da temperatura ambiente.e.
Como Funciona:Como Funciona:
•• Numa das paredes da estufa colocaNuma das paredes da estufa coloca--se um painel de material porosose um painel de material poroso
que se possa molhar e que se mantenha sempre húmido;que se possa molhar e que se mantenha sempre húmido;
•• Na extremidade oposta colocamNa extremidade oposta colocam--se ventiladores,se ventiladores,
•• O ar quente do exterior, passando através do painel molhado éO ar quente do exterior, passando através do painel molhado é
aspirado pelos ventiladores e sofre um abaixamento de temperaturaspirado pelos ventiladores e sofre um abaixamento de temperatura ema em
virtude da absorção do calor pela água que se evapora;virtude da absorção do calor pela água que se evapora;
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•• Cada m2 de painel húmido deve permitir a entrada de +Cada m2 de painel húmido deve permitir a entrada de +-- 3000 m3 de ar3000 m3 de ar
por hora;por hora;
•• O ar, sob acção dos ventiladores, atravessa a estufa a uma veloO ar, sob acção dos ventiladores, atravessa a estufa a uma velocidadecidade
de +de +-- 1 m / segundo;1 m / segundo;
•• O sistema é tanto mais eficaz quanto menor for a humidade relatO sistema é tanto mais eficaz quanto menor for a humidade relativa doiva do
exterior, devendo a distribuição de água no painel molhado de seexterior, devendo a distribuição de água no painel molhado de serr
uniformeuniforme -- cerca de 2 l / min / m2;cerca de 2 l / min / m2;
•• O sistema pode trabalhar automaticamente, estando o arranque liO sistema pode trabalhar automaticamente, estando o arranque ligado,gado,
simultaneamente a um termostatosimultaneamente a um termostato -- que comanda os “ventiladores /que comanda os “ventiladores /
extractores”extractores” -- e a um humidóstatoe a um humidóstato -- que comanda o fornecimento deque comanda o fornecimento de
água ao painel húmido;água ao painel húmido;
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2. Controlo climático
Corte de energia solarCorte de energia solar -- Esta forma de controlar as temperaturasEsta forma de controlar as temperaturas
máximas tem por base a criação de uma barreira à entrada da enermáximas tem por base a criação de uma barreira à entrada da energiagia
para o interior da estufa.para o interior da estufa.
•• A barreira á entrada da energia solar pode ser feita com pinturA barreira á entrada da energia solar pode ser feita com pintura daa da
cobertura (com cal branca) ou utilizando redes de sombra;cobertura (com cal branca) ou utilizando redes de sombra;
•• No Algarve é umaNo Algarve é uma prácicaprácica comum, tanto em floricultura como emcomum, tanto em floricultura como em
viveiros e mesmo em hortícolas, a partir dos meses de Maio / Juviveiros e mesmo em hortícolas, a partir dos meses de Maio / Junho,nho,
quando a temperatura e a luz ultrapassam o recomendável para aquando a temperatura e a luz ultrapassam o recomendável para a
cultura.cultura.
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Temperatura do soloTemperatura do solo
A temperatura do solo , que como já foi referido acaba por serA temperatura do solo , que como já foi referido acaba por ser influenteinfluente
na temperatura do ar, influência também a actividade radicular.na temperatura do ar, influência também a actividade radicular.
•• Nas estufas não aquecidas, o solo aquecido durante o dia, acabNas estufas não aquecidas, o solo aquecido durante o dia, acaba pora por
ser a única fonte importante de calor na estufa ao longo da noser a única fonte importante de calor na estufa ao longo da noite. Daíite. Daí
que seja importante conseguir aumentar a temperatura do solo durque seja importante conseguir aumentar a temperatura do solo duranteante
a época fria;a época fria;
•• Os principais problemas ligados á temperatura do solo surgem noOs principais problemas ligados á temperatura do solo surgem no
inverno e têm como consequência a diminuição da actividade radicinverno e têm como consequência a diminuição da actividade radicular,ular,
o aparecimento de carências nutritivas, a diminuição da precocido aparecimento de carências nutritivas, a diminuição da precocidade eade e
da qualidade.da qualidade.
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Os processos usados para aumentar a temperatura do solo, em muitOs processos usados para aumentar a temperatura do solo, em muitosos
casos, são os mesmos que já referimos quando abordamos acasos, são os mesmos que já referimos quando abordamos a
temperatura do ar, uma vez que estes processos estão interligadotemperatura do ar, uma vez que estes processos estão interligados.s.
Assim para aumentar a temperatura do solo podemos recorrer a:Assim para aumentar a temperatura do solo podemos recorrer a:
Orientação das linhas de culturaOrientação das linhas de cultura -- As linhas de cultura orientadas noAs linhas de cultura orientadas no
sentido Nortesentido Norte--Sul permitem que a energia solar aqueça directamente oSul permitem que a energia solar aqueça directamente o
solo.solo.
Cobertura da estufaCobertura da estufa -- O uso de plástico térmico na cobertura da estufaO uso de plástico térmico na cobertura da estufa
reflectereflecte--se num aumento de temperatura no solo, da ordem dos 1 a 2se num aumento de temperatura no solo, da ordem dos 1 a 2
graus centígrados.graus centígrados.
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Cobertura do soloCobertura do solo -- A cobertura do solo com plástico negro aumenta aA cobertura do solo com plástico negro aumenta a
temperatura do solo na ordem dos 2º C a 3º C e 5º C a 7º C stemperatura do solo na ordem dos 2º C a 3º C e 5º C a 7º C se usarmose usarmos
plástico transparente.plástico transparente.
A utilização de um ou de outro está condicionada pelas infestanA utilização de um ou de outro está condicionada pelas infestantes;tes;
•• Desde que não haja problemas com o aparecimento de infestantesDesde que não haja problemas com o aparecimento de infestantes
pode utilizarpode utilizar--se plástico transparente;se plástico transparente;
•• Se são de temer as infestantes é preferível utilizar plástico nSe são de temer as infestantes é preferível utilizar plástico negro, umaegro, uma
vez que as ervas, passado pouco tempo após o seu aparecimento, nvez que as ervas, passado pouco tempo após o seu aparecimento, nãoão
permitem o aquecimento do solo.permitem o aquecimento do solo.
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Limpeza das infestantesLimpeza das infestantes -- As infestantes no interior da estufaAs infestantes no interior da estufa
constituem uma barreira natural ao aquecimento do solo devido aoconstituem uma barreira natural ao aquecimento do solo devido ao
sombreamento que provocam.sombreamento que provocam.
•• Uma estufa com infestantes, nos caminhos e nas linhas de culturUma estufa com infestantes, nos caminhos e nas linhas de cultura, tema, tem
temperaturas do solo 2º C a 3º C mais baixas que uma estufa litemperaturas do solo 2º C a 3º C mais baixas que uma estufa limpa;mpa;
•• Esta diferença de temperaturas pode ser, em noites de geada negEsta diferença de temperaturas pode ser, em noites de geada negra,ra,
responsável pelos diferentes prejuízos que ocorram numa e noutraresponsável pelos diferentes prejuízos que ocorram numa e noutra
situação.situação.
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Rega do soloRega do solo -- Manter o solo húmido (sem ser encharcado) contribuiManter o solo húmido (sem ser encharcado) contribui
para melhorar a condução e acumulação de calor no solo.para melhorar a condução e acumulação de calor no solo.
•• Um solo húmido consegue, durante o dia, acumular mais calor emUm solo húmido consegue, durante o dia, acumular mais calor em
profundidade e durante a noite ceder esse calor à estufa, contriprofundidade e durante a noite ceder esse calor à estufa, contribuindobuindo
para aumentar a temperatura do ar;para aumentar a temperatura do ar;
•• Um solo seco aquece mais à superfície mas, arrefece rapidamenUm solo seco aquece mais à superfície mas, arrefece rapidamentete
logo que o sol se põe.logo que o sol se põe.
Fecho da estufaFecho da estufa -- Só será de aconselhar o fecho da estufa mais cedoSó será de aconselhar o fecho da estufa mais cedo
quando haja condições para a ocorrência de geadas.quando haja condições para a ocorrência de geadas.
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Humidade do arHumidade do ar
A humidade do ar no interior da estufa é um elemento importantíA humidade do ar no interior da estufa é um elemento importantíssimossimo
pois influência a evapotranspiração da água do solo, a transpirapois influência a evapotranspiração da água do solo, a transpiração dasção das
plantas, o seu desenvolvimento tendo também uma acção marcada naplantas, o seu desenvolvimento tendo também uma acção marcada na
propagação e desenvolvimento de doenças e pragas.propagação e desenvolvimento de doenças e pragas.
Este último aspecto é um dos que mais preocupa o horticultor, deEste último aspecto é um dos que mais preocupa o horticultor, devidovido
aos graves estragos que que pode provocar .aos graves estragos que que pode provocar .
As principais causas da humidade do ar no interior das estufas,As principais causas da humidade do ar no interior das estufas, parapara
além da humidade do ar no exterior, são a evaporação de água doalém da humidade do ar no exterior, são a evaporação de água do solo esolo e
a evapotranspiração das culturas, sendo a humidade do ar no intea evapotranspiração das culturas, sendo a humidade do ar no interior darior da
estufa quase sempre mais alta do que no exterior.estufa quase sempre mais alta do que no exterior.
As plantas têm exigências diferentes em humidade do ar:As plantas têm exigências diferentes em humidade do ar:
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2. Controlo climático
Valores de humidade do ar (óptimos,Valores de humidade do ar (óptimos,
máximos e mínimos) para algumasmáximos e mínimos) para algumas
culturas hortícolas em estufaculturas hortícolas em estufa
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
CulturaCultura mínimomínimo óptimoóptimo máximomáximo
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TomateTomate 4040 5050 6060
PimentoPimento 5050 6060 7070
BeringelaBeringela 4545 5555 7070
PepinoPepino 7070 7575 9090
CourgetteCourgette 6565 7070 8080
MelãoMelão 6060 6565 7575
Feijão verdeFeijão verde 5050 6565 8080
MorangoMorango 6060 6565 8080
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
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A humidade do ar em excesso provoca:A humidade do ar em excesso provoca:
•• Aumento das doenças;Aumento das doenças;
•• Fecundação deficiente;Fecundação deficiente;
•• Diminuição do desenvolvimento vegetativo;Diminuição do desenvolvimento vegetativo;
•• Aparecimento de carências;Aparecimento de carências;
Quando e deficiência provoca:Quando e deficiência provoca:
•• Aumento do consumo de água;Aumento do consumo de água;
•• Menor desenvolvimento vegetativo;Menor desenvolvimento vegetativo;
•• Diminuição do vingamento das flores;Diminuição do vingamento das flores;
•• Desidratação dos tecidos;Desidratação dos tecidos;
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O controlo da humidade do ar é difícil de efectuar, contudo, podO controlo da humidade do ar é difícil de efectuar, contudo, podemosemos
recorrer a várias soluções que minimizam os graves problemasrecorrer a várias soluções que minimizam os graves problemas
derivados do excesso ou falta deste elemento.derivados do excesso ou falta deste elemento.
Assim para diminuir a humidade no interior das estufas, podemosAssim para diminuir a humidade no interior das estufas, podemos
actuar nos seguintes pontos:actuar nos seguintes pontos:
ArejamentoArejamento -- O arejamento é, tal como para o controlo da temperatura,O arejamento é, tal como para o controlo da temperatura,
o processo mais económico de controlar a humidade do ar, sendoo processo mais económico de controlar a humidade do ar, sendo oo
modo de actuar idêntico ao já referido anteriormente, ao falar dmodo de actuar idêntico ao já referido anteriormente, ao falar daa
temperatura, sendo além disso importante atender a dois aspectostemperatura, sendo além disso importante atender a dois aspectos :: --
abertura e fecho das estufas.abertura e fecho das estufas.
Abertura das estufasAbertura das estufas -- De manhã, ( em dias sem geada), devem abrirDe manhã, ( em dias sem geada), devem abrir--sese
as janelas o mais cedo possível (ao nascer o sol ou mesmo um pouas janelas o mais cedo possível (ao nascer o sol ou mesmo um poucoco
antes) para eliminar o excesso de humidade do ar, evitando aantes) para eliminar o excesso de humidade do ar, evitando a
condensação de água no tecto (que depois goteja sobre as plantascondensação de água no tecto (que depois goteja sobre as plantas).).
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•• Quando não se abre a estufa logo de manhã cedo, como a humidadeQuando não se abre a estufa logo de manhã cedo, como a humidade éé
elevada, à medida que o sol aquece a estufa ocorre condensaçãoelevada, à medida que o sol aquece a estufa ocorre condensação nasnas
superfícies frias, nomeadamente plástico do tecto, frutos e folhsuperfícies frias, nomeadamente plástico do tecto, frutos e folhas dasas das
zonas que se encontram mais sombreadas;zonas que se encontram mais sombreadas;
•• Quando a ventilação é deficiente as plantas podem ficar molhadaQuando a ventilação é deficiente as plantas podem ficar molhadas,s,
durante todo o dia, criando condições ideais ao aparecimento dedurante todo o dia, criando condições ideais ao aparecimento de
doenças;doenças;
•• Em dias de céu nublado, não se devem fechar as estufas, pois coEm dias de céu nublado, não se devem fechar as estufas, pois como jámo já
vimos há pouca luz e a humidade do ar é alta, criando condiçõesvimos há pouca luz e a humidade do ar é alta, criando condições ideaisideais
para o desenvolvimento de fungos;para o desenvolvimento de fungos;
•• Deixar , uma abertura de 20 cm a 25 cm, evitando fechar totalmDeixar , uma abertura de 20 cm a 25 cm, evitando fechar totalmente asente as
janelas, (excepto em dias de geada) não influi negativamente najanelas, (excepto em dias de geada) não influi negativamente na
temperatura mínima do ar e evita a condensação ao nascer do sol.temperatura mínima do ar e evita a condensação ao nascer do sol.
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A ventilação da estufa está dependente do desenvolvimento da culA ventilação da estufa está dependente do desenvolvimento da cultura:tura:
•• Se as plantas são pequenas, evapotranspiram pouco, podendoSe as plantas são pequenas, evapotranspiram pouco, podendo
então deixarentão deixar--se as janelas mais tempo fechadas;se as janelas mais tempo fechadas;
•• Se as plantas estão muito desenvolvidas libertam grandeSe as plantas estão muito desenvolvidas libertam grande
quantidade de vapor de água, devendo então aumentaquantidade de vapor de água, devendo então aumenta--se ase a
ventilação;ventilação;
Fecho da estufaFecho da estufa -- Fechar a estufa muito cedo propicia o aparecimentoFechar a estufa muito cedo propicia o aparecimento
de problemas fitossanitários (de problemas fitossanitários (BotrytisBotrytis).).
Só em casos especiais, quando a humidade do ar exterior é muitoSó em casos especiais, quando a humidade do ar exterior é muito
baixa, e ocorrem condições propicias ao aparecimento de geadas,baixa, e ocorrem condições propicias ao aparecimento de geadas, sese
justifica o fecho das estufas mais cedo (15 h a 16 h no Outono /justifica o fecho das estufas mais cedo (15 h a 16 h no Outono /
Inverno);Inverno);
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Arejamento superior (zenital)Arejamento superior (zenital) -- A existência de janelas ou aberturas naA existência de janelas ou aberturas na
parte superior da estufa, conjugada com o arejamento lateral cparte superior da estufa, conjugada com o arejamento lateral cria umaria uma
corrente de ar ascendente que facilita a remoção do ar húmido nocorrente de ar ascendente que facilita a remoção do ar húmido no
interior da estufa .interior da estufa .
Ventilação forçadaVentilação forçada -- É um meio óptimo, tanto para baixar a temperaturaÉ um meio óptimo, tanto para baixar a temperatura
do ar como para retirar humidade da estufa, mas é caro e de difído ar como para retirar humidade da estufa, mas é caro e de difícilcil
adaptação às estufas de madeira da região.adaptação às estufas de madeira da região.
Cobertura do soloCobertura do solo -- A cobertura do solo, independentemente da cor doA cobertura do solo, independentemente da cor do
plástico, diminui drasticamente a quantidade de água que se evapplástico, diminui drasticamente a quantidade de água que se evaporaora
do solo, diminuindo por isso a humidade do ar.do solo, diminuindo por isso a humidade do ar.
Tecto duploTecto duplo -- A grande vantagem do tecto duplo é evitar que a águaA grande vantagem do tecto duplo é evitar que a água
que se condensa no tecto da estufa caia sobre as plantas.que se condensa no tecto da estufa caia sobre as plantas.
•• O plástico a usar no tecto duplo será o mais fino possível (O plástico a usar no tecto duplo será o mais fino possível (0.25 a0.25 a
0.35 µ de espessura) para diminuir o corte de luz.0.35 µ de espessura) para diminuir o corte de luz.
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Plantar em linhas simples)Plantar em linhas simples) -- Plantações em linha dupla são maisPlantações em linha dupla são mais
económicas pois permitem poupar no sistema de rega.económicas pois permitem poupar no sistema de rega.
•• Contudo as plantas criam um tufo de folhagem entre as linhas qContudo as plantas criam um tufo de folhagem entre as linhas queue
impede uma eficaz remoção do ar, saturado de humidade, ai existeimpede uma eficaz remoção do ar, saturado de humidade, ai existente.nte.
A necessidade de aumentar a humidade do ar no interior da estufaA necessidade de aumentar a humidade do ar no interior da estufa, é, é
uma situação menos frequente, que ocorre quando as plantas têuma situação menos frequente, que ocorre quando as plantas têmm
que permanecer dentro da estufa na Primavera / Verão (plantaçõesque permanecer dentro da estufa na Primavera / Verão (plantações emem
Julho/Agosto, viveiros, floricultura, bancadas de enraizamento eJulho/Agosto, viveiros, floricultura, bancadas de enraizamento etc.) .tc.) .
Nestes caso pode recorrerNestes caso pode recorrer--se a:se a:
Rega das culturas e entre linhas (caminhos)Rega das culturas e entre linhas (caminhos) -- Quando se fazemQuando se fazem
plantações na época quente podemos regar as culturas e os camiplantações na época quente podemos regar as culturas e os caminhosnhos
(microasperssão) de modo a que a água ao evaporar(microasperssão) de modo a que a água ao evaporar--se, baixe ase, baixe a
temperatura e aumente a humidade do ar.temperatura e aumente a humidade do ar.
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Rega da coberturaRega da cobertura -- Quando se rega por cima da cobertura obtemos
um abaixamento da temperatura do ar e uma elevação da humidade do
ar.
• É um processo pouco eficiente que todavia poderá ter interesse se o
horticultor tiver instalado um sistema de luta anti-geada (rega por
aspersão ou microaspersão),
Sistema “((CoolingCooling)) ” - Este sistema, referido anteriormente ao falar da
temperatura do ar, além de possibilitar baixar a temperatura, é
igualmente eficaz no controlo da humidade, (em dias quentes com
baixa humidade).
Sistema “FOG” - Com este sistema pretende-se em geral a obtenção de
valores elevados da humidade relativa no interior das estufas, podendo
ir-se até aos 90 - 100 %.
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Simultaneamente a água , ao evaporar-se, absorve calor o que permite
também baixar a temperatura do ar.
• Funciona geralmente a pressões muito elevadas (80 a 90 Kg / cm2),
sendo a água finamente pulverizada em partículas micronizadas que,
em funcionamento óptimo, se evaporam no ar;
• Com águas duras, dado que os orifícios de saída da água são muito
pequenos, os entupimentos, por precipitação dos bicarbonatos, são
frequentes;
• Nestes casos o ideal será fazer a osmose inversa da água (é uma
situação muito cara);
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Em opcção existem sistema em que a água é aspirada por intermédio
de uma saída “Venturi”, montada num tubo onde circula ar a pressões
elevadas, e ligada por intermédio de um microtubo à tubagem de água;
• Tal como nos sistemas cooling o sistema pode automatizar-se por
intermédio de um humidostato.
• O sistema “FOG” pode servir toda a estufa ou instalar-se apenas em
alguns módulos (bancadas de enraizamento etc..)
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Anidrido carbónico ( COAnidrido carbónico ( CO22))
As plantas vão buscar à atmosfera o carbono ( C ), que é um elemento
nutritivo, assimilando-o directamente do ar onde se encontra sob a
forma de CO2 .
Combinando este gás com a água a luz e o calor, as plantas sintetizam
as substâncias orgânicas.
A concentração normal de CO2 na atmosfera é da ordem dos 0.03%
(300 ppm).
No caso das estufas, que por vezes permanecem fechadas ou têm
arejamento deficiente, a atmosfera é pobre em CO2 (menos de 200
ppm).
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Anidrido carbónico ( COAnidrido carbónico ( CO22))
Para corrigir este desequilíbrio na concentração de CO2 , que se produz
durante o dia, é frequente a aplicação de C02 nas estufas, recorrendo a
meios artificiais.
• Podemos enriquecer o ar mediante a combustão de certos produtos
(petróleo, gás propano) em queimadores apropriados;
• Também se pode injectar CO2 no estado puro, utilizando equipamento
adequado, ou adaptar e aproveitar as condutas de aquecimento do ar
ou ventiladores, dado que o gás se vaporiza com facilidade;
• Pode ainda usar-se neve carbónica, colocada em recipientes com
blocos de CO2, deixando que o carbono se vá lentamente sublimando.
De momento a aplicação de CO2 não é pratica corrente dos agricultores
da região.
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FIMFIM

Estufas controle climático

  • 1.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Armindo J. G. RosaArmindo J. G. Rosa Patacão/FaroPatacão/Faro (2001)(2001) EstufasEstufas -- ControloControlo ClimáticoClimático (versão longa)(versão longa)
  • 2.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático Introdução Nas últimas décadas a horticultura sofreu alterações de vária ordem, e o consumidor tornou-se mais exigente, o que obrigou a alterações profundas nos sistemas tradicionais de cultivar os produtos hortícolas. Assim é hoje possível, mediante técnicas de forçagem obter uma vasta gama de produtos ininterruptamente ao longo do ano, simultaneamente com aumentos de produtividade e melhoria na qualidade . Passamos pois de um sistema onde a época de cultivo e colheita dum determinado produto estava bem demarcada no tempo, existindo uma época própria para o tomate, as alfaces, o melão etc., para outro em que “há de tudo durante todo o ano”. Tal situação é possível porque passamos a utilizar estruturas cobertas, mais ou menos elaboradas, no interior das quais se podem cultivar diversas culturas.
  • 3.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático Introdução No caso da região algarvia estas mudanças começaram a ter maior incremento a partir de finais da década de sessenta inícios da de setenta, numa altura em que se começou também a vulgarizar o uso de plásticos na agricultura. Iniciava-se assim a produção de hortícolas em abrigos altos, de construção rústica, feitos a partir de estruturas construídas com madeira de eucalipto e coberta com plástico, cuja finalidade principal era a obtenção de colheitas fora da estação normal, o que possibilitava a obtenção de melhores preços no mercado.
  • 4.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1. Estufas Entre nós os abrigos altos são genericamente designados por estufas, podendo entender-se que : “ Estufa é uma construção alta, mais ou menos perfeita, com estrutura e forma diversa, coberta com materiais transparentes, cujo ambiente pode ser controlado e debaixo da qual se cultivam espécies hortícolas e ornamentais” As estufas criam um clima artificial , elevando a temperatura a humidade e protegendo as plantas do vento e do frio, situação que permite obter vantagens em relação ás culturas de ar livre, sendo de destacar as seguintes: • Precocidade das colheitas; • Aumento da produção e melhoria na qualidade;
  • 5.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1. Estufas
  • 6.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1. Estufas
  • 7.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1. Estufas • Possibilidade de obter produtos fora da época normal; • Poupança de água; • Possibilidade de obter mais que uma colheita no mesmo local e no mesmo ano; • Protecção contra chuvas, geadas, granizo etc.; • Possibilidade de realizar trabalhos com tempo de chuva (apanhas, podas, tratamentos fitossanitários etc.. Para obtenção destes resultados o horticultor deve saber explorar da melhor maneira a estufa devendo ter presente alguns princípios fundamentais, que são: • Controlo adequado do meio ambiente, em especial a temperatura e humidade;
  • 8.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1. Estufas • Emprego de variedades e cultivares seleccionadas, próprias para a cultura em estufa; • Adequadas técnicas culturais, nomeadamente, regas, fertilização, controlo de pragas e doenças etc. Por outro lado não se deve esquecer a exigência de : • Investimentos elevados; • Especialização do horticultor, • Riscos mais elevados no caso de algo correr mal; • Em certos caos é necessário recorrer a apoio técnico especializado etc.
  • 9.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1. Tipos de estufa Os modelos de estufas existentes no mundo é imenso, dependendo principalmente do clima onde se localizam e das finalidades a que se destinam. Dado que não podemos abordar todo o tema, iremos dar especial destaque às estufas cobertas com materiais plásticos, abordando em especial as questões relacionadas com as estruturas, os materiais de cobertura e o Controlo ambiental . Para definir o tipo de estufa podemos ter em atenção vários critérios, em especial os materiais de construção e as formas, podendo assim admitir-se a seguinte classificação:
  • 10.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1. Tipos de estufa Em função do materialEm função do material da estrutura, estufas deda estrutura, estufas de Madeira Metálicas Estrutura mista Em função do material de cobertura, estufas de Plástico Vidro Cobertura mista Lâmina ou filme Semi-rígido Rígido
  • 11.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático
  • 12.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1. Tipos de estufa Em função daEm função da mobilidade, estufasmobilidade, estufas Fixas Móveis Em função da existência, ou não, de aquecimento, estufas Frias (até 15 º C) Temperadas (15 ºC a 20 ºC) Quentes (20 º C a 30º C) Levantamento da estrutura Sobre Carris
  • 13.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático
  • 14.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1. Tipos de estufa Em função daEm função da forma, estufasforma, estufas Capela De uma só aba Semicilíndricas Estufas túnel Arco abatido ou asa de cesto Ogivais Semielípticas Insufladas De 2 abas iguais De 2 abas desiguais Rectilíneas ou poligonais Dente de serra Assimétrica com arejamento permanente Arredondadas
  • 15.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático
  • 16.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático
  • 17.
    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1. Forma das estufas A classificação em função da forma é a maneira mais generalizada de diferenciar as estufas e por isso a ela nos referimos com mais pormenor. A forma duma estufa é condicionada, de maneira mais ou menos vincada, pelos materiais da estrutura e da cobertura. • Assim os materiais rígidos, usados na cobertura, obrigam a formas rectilíneas em capela, com abas iguais ou desiguais; • Já as coberturas semi- rígidas e flexíveis, proporcionam a construção de estufas não só rectilíneas mas também arredondadas, mais favoráveis à recepção da luz e mais resistentes à acção do vento; • Na região algarvia começaram por se utilizar formas rectilíneas poligonais, porque o material de construção era a madeira;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1. Forma das estufas A partir de determinada altura, começaram a utilizar-se também as formas arredondadas, possíveis devido ao uso de ferro galvanizado na sua estrutura, bem como à utilização de filmes de plástico para uso na cobertura; Vejamos então alguns aspectos mais pertinentes das diferentes formas das estufas usadas na região. a) Formas rectctineas Quando o ângulo de incidência da radiação luminosa com a cobertura é de 90 º a fracção de luz reflectida por essa cobertura, ronda os 20 a 30 %, aumentando este valor sucessivamente até alcançar valor máximo, quando o ângulo de incidência da radiação com a cobertura atinge os 180º.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1. Forma das estufas • Este facto, se verificado, poderia levar a concluir que as coberturas das estufas rectilíneas, quando horizontais, seriam as mais vantajosa; • Porém, no Inverno, quando as plantas mais necessitam de luz, devido à inclinação do sol, esta não é a posição mais favorável e, coberturas nessa posição não dariam escoamento às águas da chuva, destruindo as estufas; • Estes factos, aliados a outros que a seguir se apontarão vêm alertar para o facto de não ser indiferente a inclinação que devem ter as abas do tecto das estufas. Estufas de abas iguais - Genericamente designadas por estufas em “capela”, são a forma mais vulgar das estufas, quer quando se utiliza madeira quer quando se usa ferro na construção da estrutura.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1. Forma das estufas • É uma forma que permite um aproveitamento máximo do solo e a sua maior ou menor aptidão para receber a luz depende fundamentalmente da orientação da estufa e da inclinação das abas do tecto; • Assim conviria que o angulo do tecto, com o plano horizontal, fosse superior a 22º; • Nestas condições além duma razoável recepção de luz facilita-se o escoamento das águas da chuva e das gotas de água condensada que se formam, durante a noite, na parte interior da cobertura do tecto, evitando-se que pinguem sobre as plantas. Estufas de duas abas desiguais ou assimétricas - Também conhecidas por dente de serra, estas estufas, quando isoladas, no Outono/Inverno, ou em zonas de pouca luminosidade, são preferíveis às de abas iguais, pois podem receber mais luz.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1. Forma das estufas
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1. Forma das estufas • De facto, se a aba mais longa for virada a sul fazendo com o plano horizontal um ângulo de 25 º e a outra aba, mais pequena virada a norte fizer um ângulo de 55 º, esta estufa pode receber cerca de mais 10 % de luz do que outra com a mesma área, de abas iguais inclinadas 35º sobre a horizontal; • Assim estas estufas serão orientadas com a aba menos inclinada virada a Sul. Porém se em bateria, a orientação deve ser exactamente a inversa; • Aponta-se a estas estufas o inconveniente de terem uma grande altura, em relação à largura, o que encarece a construção e aumenta a resistência ao ar, incrementado com isso os riscos de destruição pelo vento;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1. Forma das estufas • Estas estufas podem apresentar ainda outro aspecto, muito difundido entre nós em que as abas estão colocadas em planos diferentes, de tal modo que entre elas existe uma abertura zenital que acompanha todo o comprimento da estufa, ficando permanentemente aberta. Estufas de uma só aba - É a menos comum e só se utiliza quando se pretende aproveitar espaços em zonas inclinadas, armadas em socalcos. • A inclinação deve obedecer ao já referido e, a aba voltada a sul, sempre que possível.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1. Forma das estufas b) Formas arredondadas Menos difundidas, até há algum tempo atrás, começam a pouco e pouco a povoar a nossa paisagem . Na sua estrutura emprega-se o ferro galvanizado e a cobertura é sempre em material plástico, semi-rígido ou filme. Estufas semi-cilíndrica - É uma estufa com forma bem concebida, que lhe permite receber muita luz além de resistir bem ao vento e facilitar o escoamento das águas da chuva. • O principal inconveniente refere-se ao deficiente aproveitamento do terreno junto às paredes laterais;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1. Forma das estufas Estufas asa de cesto ou arco abatido - Quando se procura atenuar o inconveniente apontado às estufas semi-cilíndricas, eleva-se nesse ponto a estrutura, mantendo ou aumentando a altura máxima e largura, obtendo-se então um arco abatido que dá o nome à estufa. Estufa semi-elíptica - Semelhante à anterior, variando as dimensões, na relação largura / altura 1 de acordo com os comprimentos do eixo de uma elipse. Estufas ogivais - É outra forma aconselhável especialmente para estufas de grandes dimensões, isoladas, com larguras superiores a 10 m e altura de 4 a 4.5 m .
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1. Forma das estufas
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1.1. Influência da forma das estufas na penetração da luz A quantidade de luz que chega a uma estufa, a chamada “luminosidade potencial”, depende da latitude do lugar e da posição do sol acima do horizonte, mais concretamente da posição geográfica do , local onde a estufa se instala. • Esta “luz potencial”, porém, não é aquela que de facto atravessa a cobertura da estufa, não só porque uma fracção se perde por reflexão do próprio material de cobertura, mas ainda pela nebulosidade do ambiente;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1.1. Influência da forma das estufas na penetração da luz • A fracção de luz potencial que penetra na estufa é conhecida por luminosidade real e, além dos factores apontados anteriormente como redutores, pode acrescentar-se também a forma da estufa; • Os estudos e ensaios efectuados no Instituto Agronómico de Gemboux (Bélgica) por Nisen levaram este professor a diversas conclusões que esquematicamente se resumem no gráfico que a seguir se apresenta, referente a estufas isoladas.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.1.1.1. Influência da forma das estufas na penetração da luz
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2. Partes constituintes da estufa É importante que o horticultor se familiarize com determinados termos técnicos utilizados para designar as diferentes partes que constituem a estufa. Assim tomando como referência as estufas utilizadas na nossa horticultura protegida, passaremos de seguida a comentar um glossário, com apoio de imagens, onde se assinala designação correcta dos principais elementos que constituem as estufas.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Partes constituintes da estufa Varas do tecto Prumos Cumeeira Frechal Vão da estufa Varas de travamento TopoTopos Varas de travamento Estrutura da estufa Parede lateral
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Partes constituintes da estufa Tecto da estufa / Plástico da cobertura Varas de sustentação e esticamento do plástico nas estufas de madeira
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Partes constituintes da estufa Estufas contíguas Modulo de estufa
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Partes constituintes da estufa Estufas em bateria Arejamento zenital (janelas no tecto) Arejamento Lateral (janelas no topo e paredes laterais) Caleiras para escoamento das águas Caleiras para escoamento das águas Pé direito da estufa
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas Vamos considerar a estrutura, como a parte da estufa que serve de suporte, não só à cobertura, mas também aos arames de sustentação dos tutores das plantas e aos sistemas de ventilação. Na nossa região os materiais utilizados para esse fim são a madeira e o metal. Madeira - O horticultor algarvio começou por utilizar varas de madeira de eucalipto, principalmente pelo seu baixo custo e disponibilidade no mercado local (Monchique), apresentando todavia o inconveniente de se estragar com muita facilidade. Mais tarde, para obviar este inconveniente, optou-se por utilizar os prumos, que contavam com o chão, em pinho tratado com produtos que lhe aumentam a vida útil, mantendo-se as outras partes em madeira de eucalipto.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas • Hoje em dia a maioria das estufas são construídas com madeira de pinho tratado. A madeira de eucalipto, quando utilizada, resume-se às varas para sustentação e esticamento do plástico. • Ao fazer estufas em madeira de eucalipto, o horticultor fazia em geral um investimento a curto e médio prazo, procurando investir pouco capital e recuperar rapidamente o dinheiro investido; • Estas estufas ficavam geralmente 3 a 4 anos no mesmo local e, quando a estrutura se degradava, mudava-se de local; • Embora pouca racional este modo de actuar tinha a vantagem de evitar um uso demasiado intensivo dos solos. Como é evidente esta práctica obrigava à existência de muitos terrenos disponíveis; • As estufas assim construídas eram em geral baixas o que originava graves problema ao nível da ventilação e dos trabalhos a executar;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas • Quando se pensa em construir estufas em madeira para investimentos a 5 10 anos, o mais correcto é trabalhar com madeira de pinho tratada e varas de eucalipto, ou mesmo só com madeira tratada; • Dentro das dimensões da madeira disponível no mercado, o normal será usar nos prumos madeira tratada com 8 a 10 cm Ø, e madeira tratada com 6 a 8 cm Ø, no frechal e nas cumeeiras; • Relativamente ao comprimento destas madeiras (Quadro I), recomenda-se o uso de madeiras que possibilitem construir uma estufa com as seguintes dimensões: • Altura mínima do frechal 2.30 m; • Altura mínima da cumeeira 3.80 m; • Afastamento máximo entre prumos 3.00 m; • Profundidade mínima de enterramento dos prumos 0.70 m;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas • No caso das varas de eucalipto, usadas para sustentação e esticamento do plástico da cobertura, aparecem no mercado varas com 4 a 6m de comprimento e 5 a 7.5 cm Ø na parte mais grossa, medidas suficientes para o tipo de estufas usualmente construídas na região; • Queremos ainda referir que estas estruturas, em madeira, só possibilitam a construção de tectos planos, que como já vimos, nem sempre são os melhores na captação de energia (luz e calor) e não permitem a instalação de mecanismos e automatizações para Controlo da ventilação.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas Relativamente às estruturas metálicas, que adiante veremos, a madeira apresenta as seguintes vantagens: • Material mais barato, o que permite um investimento inicial mais baixo; • Material renovável e abundante no mercado ; • Possibilidade de construção de estruturas simples por pessoal não especializado; • Facilidade de colocação das coberturas, em plástico, por pessoal não especializado; • Fraca condutibilidade térmica , evitando que pela estrutura se registem perdas de calor.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas Por outro lado apresenta alguns inconvenientes sendo de assinalar os seguintes: • Menor duração, o que origina maiores encargos com a construção; •Proporciona menor iluminação no interior das estufas; • Muita sensibilidade à humidade , o que ocasiona deformações e diminui a duração; • Estruturas que exijam perfeição, nomeadamente para colocação de vidro ou materiais rígidos, são difíceis de executar; • As dimensões dos prumos existentes no mercado é limitada.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas Postes de madeira de pinho tratado com premunol (prémunizados) ou com creosote (creosotados)
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas Metal e mistas - As estruturas metálicas asseguram uma elevada duração ao abrigo, estando por isso aconselhadas para investimentos a médio e longo prazo. A sua construção está fora do alcance do horticultor, pelo que a maioria das estufas são fabricadas e montadas por firmas especializadas. Na construção das estufas podemos usar tubos ou perfis não se pondo, ao contrário do que acontecia com a madeira, dificuldades técnicas quando se pretende construir estufas com a altura e largura mais adequada a cada situação, bastando para tal calcular com rigor as cargas a que as estruturas vão ser sujeitas;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas • Em geral estruturas em tubo destinam-se a receber coberturas de filme plástico, sendo por isso conveniente usar tubos de ferro galvanizado e proteger, por meio de pintura ou material isolante térmico, as partes da estrutura em contacto com o filme a fim de lhe aumentar a duração; • As estrutura metálicas construídas com perfis de ferro (ou alumínio) destinam-se em geral a receber placas de vidro ou de plástico rígido e têm quase sempre a forma de capela; Além de possibilitarem a obtenção de tectos com a forma mais conveniente para cada caso (arredondadas ou outras), permitem a utilização de calhas de aperto evitando a tradicional ripa pregada para fixação dos filmes plásticos da cobertura.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas Menos frequente é a utilização de estruturas mistas, onde o metal e a madeira podem ser usadas conjuntamente, nomeadamente: • Estufas metálicas, sem utilizar calhas de aperto, com ripas de madeira aparelhada sobre a estrutura nos locais onde se efectua a fixação do plástico. Estas ripas são aparafusadas à estrutura e sobre elas, com fitas e agrafos ou recorrendo à tradicional ripa e prego, é então fixado o filme plástico; • Estufas com prumos em madeira de pinho tratado e arcos em ferro galvanizado. Pode então utilizar-se calhas de aperto ou o sistema descrito acima; • Estufas tipo “parral” ainda hoje vulgares na região de Almeria- Espanha, utilizando em perfeita sintonia o ferro, sob a forma de arames, na parede superior para sustentação da cobertura, e madeira de pinho tratado para os prumos, onde se apoia o resto da estrutura.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas Em comparação com as estruturas de madeira, as estruturas metálicas apresentam a desvantagem de: • Em primeiro lugar, sendo mesmo o factor que mais contribui para a sua menor divulgação entre nós, um preço mais elevado; • É um bom condutor, absorvendo grande parte do calor armazenado no interior da estufa; • Durante o dia o ferro aquece deteriorando os plásticos que sobre ele assentam; • É atacado pela corrosão, problema que diminui de importância se utilizarmos material galvanizado de boa qualidade ou alumínio. Em nossa opinião, todavia, as vantagens são superiores e, não fora o preço mais elevado, este seria o material de eleição para as estruturas.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.1. Estrutura das estufas De entre as muitas vantagens, as mais importantes são: • Duração e resistência mais elevadas; • Permite construir estruturas mais ligeiras, o que melhora a iluminação das plantas no interior da estufa; • Permite construir estruturas com tectos de diferentes formas bem como possibilita a obtenção de estufas com maior altura e largura; • Possibilidade de construir estruturas mais perfeitas, com boa estanquicidade, e onde o vidro assenta na perfeição; • Facilidade em instalar janelas laterais ou zenitais com abertura e fecho automatizado, melhorando de forma notória o Controlo ambiental;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas Na cobertura das estufas devem usar-se materiais que durante o dia deixem passar a luz e calor, emitidos pelo sol e, durante a noite, evitem a saída da energia assim acumulada ou fornecida por intermédio de sistemas de aquecimento. Por outro lado os materiais utilizados não devem provocar alterações desfavoráveis nas radiações do espectro solar que o atravessam. Outros aspectos a considerar na escolha do material de cobertura são: • A permeabilidade à radiação ultravioleta (UV); • Manter a permeabilidade à luz e à radiação ao longo do tempo; • Resistência às intempéries; • Não deixar formar gotas de água que depois caiam sobre as plantas.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas Entre nós, na cobertura das estufas, são os filmes de polietileno os materiais que fundamentalmente se usam. Todavia outros materiais plásticos e mesmo o vidro, em certas condições, poderão ser a opção do horticultor. Vejamos então alguns aspectos e características que podem levar a optar por uns ou por outros. O Vidro - Foi o primeiro material conhecido a reunir a maioria das características antes referidas e por isso o que inicialmente se começou a usar na cobertura de estufas. Com o aparecimento dos plásticos perdeu grande parte da sua importância, muito embora apresente algumas vantagens, nomeadamente:
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas É mais permeável à radiação global e à luz; • É menos permeável à radiação térmica de ondas longas (I.V. ), emitida pelo solo durante a noite; • Mantem-se inalterável ao longo do tempo, não sofrendo danos provocados pela radiação solar e outros agentes atmosféricos; • É incombustível. As maiores desvantagens do vidro, além do preço elevado, são a sua fragilidade, peso e dificuldades no transporte e manuseamento. • 1 m2 de chapa de vidro com 2.5mm a 3mm de espessura, o normal para as estufas, pesa cerca de 6.5 Kg, obrigando à utilização de uma estrutura forte, capaz de suportar não só o peso da cobertura como as sobrecargas climáticas;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas Na cobertura de estufas aconselha-se o uso de vidro martelado que, ao difundir a luz, origina a sua repartição em várias direcções, permitindo assim uma melhor e mais uniforme distribuição da luz no interior das estufas. Os materiais plásticos - Com a vulgarização dos plásticos, nomeadamente os filmes de polietileno e outros, deu-se a grande revolução da horticultura algarvia, que conduziu a um rápido aumento do número de pessoas que passou a dedicar-se à horticultura forçada. Os materiais destinados à cobertura de estufa aparecem no mercado sob a forma de chapas e filmes, sendo estes últimos pela facilidade de manuseamento, o material por excelência adoptado na região. Sob a designação “plásticos” englobam-se uma vasta gama de materiais que embora com características próprias reúnem propriedades comuns. De entre elas salientam-se:
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas a) - Leveza Esta é uma característica comum a todos os materiais plásticos usados em cobertura, o que constitui sempre uma vantagem pois, além de facilitar o transporte e manuseamento, permite a sua colocação em estruturas simples e leves. b) - Durabilidade e envelhecimento A principal causa do envelhecimento e degradação dos plásticos é devida aos efeitos da luz, particularmente a radiação ultra-violeta. • No caso do Algarve, onde radiação é elevada, este problema tem especial importância; • Para atenuar este problema existem no mercado plásticos, aos quais se adicionam “adjuvantes” que absorvem os raios ultra-violeta, aumentando a sua duração;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas c) - Resistência ao frio e calor De um modo geral os plásticos, utilizados na cobertura de estufas, apresentam boa resistência a fortes oscilações da temperatura, não correndo o risco de se romperem quando utilizados nas condições normais do nosso clima. d) - Resistência a agentes químicos De um modo geral os plásticos apresentam inércia química, ou seja, não são atacados pelos produtos químicos normalmente utilizados na agricultura. e) - Permeabilidade a líquidos e gases Os plásticos usados na cobertura de estufas são impermeáveis aos líquidos.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas Relativamente aos gases há plásticos mais permeáveis que outros, dependendo também do gás considerado. f) - Inflamabilidade Todos os materiais plásticos ardem, havendo uns, como por exemplo o poliester, que ardem com bastante facilidade. O polietileno, o mais usados entre nós, arde com alguma dificuldade, podendo a chama auto-extinguir-se por acção dos fumos que liberta. g) - Imputrescibilidade Ao contrário de outros materiais os plásticos não apodrecem sob acção da humidade e da água, podendo considerar-se de duração ilimitada se forem protegidos da luz.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas h) - Propriedades ópticas É de todos conhecido a importância da luz no desenvolvimento das plantas, mediante o fenómeno da fotossintese. • Um plástico para cobertura deve pois ser permeável à luz do sol deixando passar o máximo de radiação que sobre ele incide. Esta propriedade denomina-se “Transparência”; • Um material ideal para cobertura de estufas deve deixar passar a radiação compreendida entre os 300 nm e os 3000 nm e ser opaco às radiações de maior longitude de onda (radiação infravermelha I.V.) emitida pelo sol e plantas, entre os 2500 nm e os 70.000 nm. A luz que chega a um material de cobertura pode ser: - reflectida, absorvida ou transmitida.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas A radiação não é absorvida ou transmitida de maneira uniforme pelos diferentes materiais de cobertura; • O ideal é evitar que a radiação benéfica às plantas seja reflectida ou absorvida, pois neste caso não chega até elas; • Refira-se também que a radiação transmitida de forma directa provoca sombras no interior da estufa, ao passo que a radiação indirecta dá lugar a uma luz difusa com sombras débeis; • A sujidade e a espessura do plástico bem como o ângulo de incidência da luz sobre a cobertura influem igualmente na radiação que chega às plantas;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas i) - Eficácia fotossintética A radiação visível entre os 380 nm e os 760 nm é aquela que mais influi na fotossintese. • A maioria dos materiais usados na cobertura de estufas não apresenta poder de reflexão e absorção elevados a esta radiação, razão pela qual têm boa eficácia fotossintéctica .
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas j) - Condensação de água Determinadas condições de temperatura e humidade, como acontece durante a noite ou final da tarde, são propícios à ocorrência da condensação do vapor de água existente no ar, mais quente e húmido existente no interior da estufa, formando-se então gotas de água sobre inferior da cobertura. • A gravidade deste problema aumenta no caso da estufa estar hermeticamente fechada; • Nos plásticos as gotas deslizam pelo tecto e, à medida que aumentam de tamanho, caiem sobre as plantas; • Este problema é variável consoante o material podendo, em certos casos, ser benéfica por se opor á saída do calor que à noite se liberta do solo.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas Plásticos usados em cobertura de estufas - A lista de plásticos usados para este fim é extensa, pelo que apenas abordaremos os que podem ter aplicação prática no momento actual ou a médio prazo na horticultura do Algarve. a) - Polietileno de baixa densidade É o material plástico mais utilizado, a nível mundial e regional, para a cobertura de estufas. • Apresentam-se no mercado sob a forma de filme ou manga flexível , enrolado em bobines, de comprimento variável em função das necessidades; • Para a cobertura das estufas usam-se em geral espessuras de 180 a 200µ;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas Os tipos de filme de polietileno que actualmente se utilizam são: - Polietileno normal; - Polietileno de longa duração (U.V.); - Polietileno térmico; • O filme de “polietileno normal”“polietileno normal” não leva qualquer adjuvante e emnão leva qualquer adjuvante e em geral tem uma duração curta, menos de um ano em climas soalheirogeral tem uma duração curta, menos de um ano em climas soalheiross como o nosso;como o nosso; •• A radiação ultraA radiação ultra--violeta, bem como as elevadas temperaturas que sevioleta, bem como as elevadas temperaturas que se originam nas zonas de contacto do plástico com as estruturas metoriginam nas zonas de contacto do plástico com as estruturas metálicasálicas degradadegrada--o com facilidade;o com facilidade; •• Para evitar a degradação incorporamPara evitar a degradação incorporam--se durante o processo de fabricose durante o processo de fabrico inibidores dos ultrainibidores dos ultra--violetas, que actuam como absorventes destavioletas, que actuam como absorventes desta radiação;radiação;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas •• ObtêmObtêm--se assim os chamadosse assim os chamados “Polietilenos de longa duração (U.V.)”“Polietilenos de longa duração (U.V.)” que podem permanecer sobre as estruturas 2 a 4 anos sem se degraque podem permanecer sobre as estruturas 2 a 4 anos sem se degradardar ou perder propriedades ópticas;ou perder propriedades ópticas; •• Estes plásticos têm boa transparência à radiação U. V, à radiaçEstes plásticos têm boa transparência à radiação U. V, à radiaçãoão visível e infravermelhos curtos o que permite uma boa recepção dvisível e infravermelhos curtos o que permite uma boa recepção da luz ea luz e um aquecimento rápido das estufas durante o dia;um aquecimento rápido das estufas durante o dia; •• Todavia, durante a noite deixam escapar as radiações emitidas pTodavia, durante a noite deixam escapar as radiações emitidas peloelo solo o que origina o arrefecimento das estufas onde está instalasolo o que origina o arrefecimento das estufas onde está instalado,do, •• Esta contrariedade é atenuada pela condensação que, em certosEsta contrariedade é atenuada pela condensação que, em certos casos, se forma no tecto da estufa, mas tal situação pode trazercasos, se forma no tecto da estufa, mas tal situação pode trazer problemas fitossanitários para as plantas;problemas fitossanitários para as plantas; •• Face a esta situação a industria química desenvolveu umFace a esta situação a industria química desenvolveu um “filme de“filme de polietileno com características térmicas”polietileno com características térmicas”, que acumula com longa, que acumula com longa duração (2 a 3 anos);duração (2 a 3 anos);
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas •• Comparando oComparando o “filme normal”“filme normal” com ocom o “filme térmico”“filme térmico” observaobserva--se que ose que o primeiro deixa passar 60 % a 70 % da radiação emitida pelo soloprimeiro deixa passar 60 % a 70 % da radiação emitida pelo solo, ao, ao passo que o segundo deixa escapar somente 15 % a 18 % dessapasso que o segundo deixa escapar somente 15 % a 18 % dessa radiação;radiação; •• Por outro lado no polietileno normal a difusão da luz é fracaPor outro lado no polietileno normal a difusão da luz é fraca (10 % a(10 % a 15 %) provocando sombras, ao passo que no térmico esse valor vai15 %) provocando sombras, ao passo que no térmico esse valor vai aosaos 50 % o que possibilita uma melhor distribuição da luz;50 % o que possibilita uma melhor distribuição da luz; Aos filmes de polietilenoAos filmes de polietileno (normal e longa duração(normal e longa duração), quando usados para), quando usados para cobertura de estufas, apontamcobertura de estufas, apontam--se as seguintes vantagens:se as seguintes vantagens: -- Boa adaptação a qualquer tipo de estrutura;Boa adaptação a qualquer tipo de estrutura; -- Grande resistência ao rasgamento;Grande resistência ao rasgamento; -- Preço mais baixo;Preço mais baixo; -- Bom comportamento óptico;Bom comportamento óptico;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas •• A ambos se aponta o deixarem esfriar a estufa durante a noite eA ambos se aponta o deixarem esfriar a estufa durante a noite e, ao, ao “filme normal”“filme normal” a sua duração limitada;a sua duração limitada; •• Se oSe o “filme é térmico”“filme é térmico” podemos ainda acrescentar as vantagens de:podemos ainda acrescentar as vantagens de: -- Bom efeito térmico,Bom efeito térmico, -- Boa difusão da luz;Boa difusão da luz; -- Maior duração;Maior duração; -- Excelentes propriedades mecânicas;Excelentes propriedades mecânicas; •• O filme térmico é mais caro, mas aconselhaO filme térmico é mais caro, mas aconselha--se o seu uso face aosse o seu uso face aos benefícios apontados, em especial a redução dos riscos de inversbenefícios apontados, em especial a redução dos riscos de inversãoão da temperatura no interior da estufa, durante a noite, devido ada temperatura no interior da estufa, durante a noite, devido aoo melhor efeito térmico;melhor efeito térmico;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas b)b) -- Polimetracrilato de metil ( P.V.C.)Polimetracrilato de metil ( P.V.C.) Este material é conhecido por PVC, e pode aparecer no mercado soEste material é conhecido por PVC, e pode aparecer no mercado sob ab a forma de placas rígidas ou de filme flexível , não sendo de momeforma de placas rígidas ou de filme flexível , não sendo de momentonto muito divulgado entre nós.muito divulgado entre nós. •• As espessuras variam entre os 0.03 mm e os 0.250 mm para o filmAs espessuras variam entre os 0.03 mm e os 0.250 mm para o filme ee e superiores a 0.25 mm para as placas;superiores a 0.25 mm para as placas; •• As laminas são muito permeáveis às radiações solares, deixandoAs laminas são muito permeáveis às radiações solares, deixando passar 80 % a 90 % da radiação global, e opacos às radiações dopassar 80 % a 90 % da radiação global, e opacos às radiações do solo,solo, transmitindo só 20 % a 30 %, do que resulta um bom efeito de esttransmitindo só 20 % a 30 %, do que resulta um bom efeito de estufa;ufa; •• Ao contrario do Polietileno, flexível por natureza, o PVC requAo contrario do Polietileno, flexível por natureza, o PVC requer aer a adição de plastificantes para a obtenção de laminas flexíveis. Sadição de plastificantes para a obtenção de laminas flexíveis. Se ae a plastificação é incorrecta o degradaplastificação é incorrecta o degrada--se rapidamente por acção dase rapidamente por acção da radiação UV e pela extracção do plastificante pela água;radiação UV e pela extracção do plastificante pela água;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas •• Se bem fabricado a sua duração e boa, podendo durar 2 a 4 anosSe bem fabricado a sua duração e boa, podendo durar 2 a 4 anos sobre as estufas, em climas como o nosso;sobre as estufas, em climas como o nosso; •• Ao envelhecer o PVC perde transparência, tornaAo envelhecer o PVC perde transparência, torna--se ligeiramentese ligeiramente colorido e começa a apresentar fragilidade mecânica;colorido e começa a apresentar fragilidade mecânica; •• Os principais obstáculos à sua maior utilização para a coberturOs principais obstáculos à sua maior utilização para a cobertura dea de estufas são:estufas são: -- Preço muito mais elevado que o do polietileno;Preço muito mais elevado que o do polietileno; -- Dificuldade em obter filmes com largura elevada;Dificuldade em obter filmes com largura elevada; -- Pouca resistência ao rasgamento;Pouca resistência ao rasgamento; -- Quebradiço a baixas temperaturas;Quebradiço a baixas temperaturas;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas c)c) -- CopolimerosCopolimeros -- ( Plástico E.V. A.)( Plástico E.V. A.) São obtidos com base no etileno e no acetato de vinilo. DependeSão obtidos com base no etileno e no acetato de vinilo. Dependendondo da % deste último elemento assim se obtêm plásticos comda % deste último elemento assim se obtêm plásticos com propriedades distintas.propriedades distintas. •• Aumentando a % de vinilo elevaAumentando a % de vinilo eleva--se a resistência ao impacto, masse a resistência ao impacto, mas diminui a resistência ao rasgamento;diminui a resistência ao rasgamento; •• Para cobertura de estufas usamPara cobertura de estufas usam--se plásticos EVA com 12 % a 18 %se plásticos EVA com 12 % a 18 % de acetato de vinilo;de acetato de vinilo; •• E relação ao polietileno, estes filmes são mais flexíveis e resE relação ao polietileno, estes filmes são mais flexíveis e resistentesistentes a temperaturas baixas temperaturas, mais opacos às radiaçõesa temperaturas baixas temperaturas, mais opacos às radiações emitidas pelo solo, (melhor efeito de estufa) e mais resistentesemitidas pelo solo, (melhor efeito de estufa) e mais resistentes aoao rasgamento;rasgamento;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas •• Têm comportamento térmico mecânico superior ao PVC;Têm comportamento térmico mecânico superior ao PVC; •• Em climas como o nosso podem durar 2 a 3 anos;Em climas como o nosso podem durar 2 a 3 anos; •• A sua aplicação está pouco divulgada e o seu preço é superior aA sua aplicação está pouco divulgada e o seu preço é superior ao doo do Polietileno.Polietileno. d)d) -- PoliesterPoliester -- Fibra de vidroFibra de vidro O poliester apresentaO poliester apresenta--se no mercado em placas reforçadas com fibra dese no mercado em placas reforçadas com fibra de vidro e apresenta como principal propriedade um grande poder devidro e apresenta como principal propriedade um grande poder de difusão da luz, criando no interior da estufa uma iluminação unidifusão da luz, criando no interior da estufa uma iluminação uniforme.forme. •• Na práctica funcionam como um bom substituto do vidro e a suaNa práctica funcionam como um bom substituto do vidro e a sua flexibilidade permite adaptaflexibilidade permite adapta--las a estruturas curvas onde podem serlas a estruturas curvas onde podem ser cravadas ou aparafusadas;cravadas ou aparafusadas; •• Sendo pouco transparente às radiações nocturnas permitem obterSendo pouco transparente às radiações nocturnas permitem obter umum efeito de estufa quase tão bom como o vidro;efeito de estufa quase tão bom como o vidro;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas •• Estas placas têm boa resistência a sobrecargas e podem ser seEstas placas têm boa resistência a sobrecargas e podem ser serradasrradas ou cravadas;ou cravadas; •• Todavia, sendo pouco transparentes aos raios U.V. as plantas quTodavia, sendo pouco transparentes aos raios U.V. as plantas quee vivem debaixo destas coberturas podem ter problemas se exigentesvivem debaixo destas coberturas podem ter problemas se exigentes emem radiação deste tipo;radiação deste tipo; •• Além disso os raios U.V. atacam também este material produzindAlém disso os raios U.V. atacam também este material produzindoo--lhelhe modificações na cor e degradandomodificações na cor e degradando--lhe as propriedades ópticas;lhe as propriedades ópticas; •• O vento, a chuva, o pó, o granizo trabalhando em conjunto ajudaO vento, a chuva, o pó, o granizo trabalhando em conjunto ajudamm também à sua degradação, dando origem a desgaste da superfícietambém à sua degradação, dando origem a desgaste da superfície, ao, ao aparecimento das fibras e ao escurecimento, o que depois provocaaparecimento das fibras e ao escurecimento, o que depois provoca perda de transparência e reduz a difusão da luz;perda de transparência e reduz a difusão da luz; •• O preço elevado e a exigência de estruturas rígidas tem sido umO preço elevado e a exigência de estruturas rígidas tem sido um obstáculo à sua generalização, que em geral, se limita aplicaçõeobstáculo à sua generalização, que em geral, se limita aplicações nas na cobertura de estufas para plantas ornamentais, flor de corte e vcobertura de estufas para plantas ornamentais, flor de corte e viveiros;iveiros;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas e)e) -- Polimetacrilato de metilPolimetacrilato de metil É vulgarmente conhecido por “Plexiglass” ou “Vidro acrílico”, dÉ vulgarmente conhecido por “Plexiglass” ou “Vidro acrílico”, devido àevido à sua elevada pureza óptica e grande transparência à luz, que sesua elevada pureza óptica e grande transparência à luz, que se assemelha ao cristal, transmitindo cerca de 90 % da luz solar.assemelha ao cristal, transmitindo cerca de 90 % da luz solar. •• Tem uma resistência à ruptura sete vezes superior à do cristal,Tem uma resistência à ruptura sete vezes superior à do cristal, parapara igual espessura, do que resulta ser muito resistente a golpes;igual espessura, do que resulta ser muito resistente a golpes; •• O seu peso é cerca de metade do do vidro, possibilitando umaO seu peso é cerca de metade do do vidro, possibilitando uma utilização de estruturas mais ligeiras e económicas;utilização de estruturas mais ligeiras e económicas; •• ApresentaApresenta--se em placas rígidas e o seu emprego é semelhante ao dose em placas rígidas e o seu emprego é semelhante ao do vidro, podendo substituir esse material, em certos casos, comvidro, podendo substituir esse material, em certos casos, com vantagem;vantagem; •• A sua transparência às radiações do solo é praticamente nula,A sua transparência às radiações do solo é praticamente nula, logo ologo o efeito de estufa é bom;efeito de estufa é bom;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.2.2. Cobertura das estufas Além disso possui grande resistência aos agentes atmosféricos eAlém disso possui grande resistência aos agentes atmosféricos e éé inatacável pelos raios de U.V..inatacável pelos raios de U.V.. Resumidamente, as vantagens do “vidro acrílico” são:Resumidamente, as vantagens do “vidro acrílico” são: -- Resistência aos agentes atmosféricos;Resistência aos agentes atmosféricos; -- Não se deteriora por acção da radiação U.V.;Não se deteriora por acção da radiação U.V.; -- Grande transparência à radiação solar global;Grande transparência à radiação solar global; -- Boa opacidade à radiação emitida pelo solo;Boa opacidade à radiação emitida pelo solo; -- Permite o uso de estruturas mais ligeiras do que as usadasPermite o uso de estruturas mais ligeiras do que as usadas para coberturas com vidro;para coberturas com vidro; O preço elevado, superior ao do vidro, a exigência de estruturasO preço elevado, superior ao do vidro, a exigência de estruturas rígidasrígidas e o deixare o deixar--se riscar por instrumentos metálicos fazem com que o seuse riscar por instrumentos metálicos fazem com que o seu uso agrícola seja por enquanto bastante limitado.uso agrícola seja por enquanto bastante limitado.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.3. Materiais diversos Além dos materiais da estrutura e cobertura utilizamAlém dos materiais da estrutura e cobertura utilizam--se muitos outros,se muitos outros, sendo de referir os seguintes:sendo de referir os seguintes: a)a) -- PregosPregos Os pregos usamOs pregos usam--se nas estufas de madeira como elemento de fixaçãose nas estufas de madeira como elemento de fixação das diferentes partes da estrutura (prumos, frechal, cumeeira, vdas diferentes partes da estrutura (prumos, frechal, cumeeira, varasaras etcetc.).) e também para fixação das coberturas.e também para fixação das coberturas. •• Normalmente usamNormalmente usam--se pregos quadrados, cujo tamanho e diâmetrose pregos quadrados, cujo tamanho e diâmetro variam com a espessura das madeiras a ligar;variam com a espessura das madeiras a ligar; •• Para fixação dos plásticos da cobertura utilizamPara fixação dos plásticos da cobertura utilizam--se os de menorse os de menor tamanho, geralmente “4 x 14” ou “13 x 15”, pregados sobre ripatamanho, geralmente “4 x 14” ou “13 x 15”, pregados sobre ripa dede madeira.madeira.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.3. Materiais diversos Prego quadradoPrego quadrado ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Comprimento Designação Diâmetro ØComprimento Designação Diâmetro Ø polgspolgs mm (craveirmm (craveira BWG)a BWG) -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 8 200 Cavilha 88 200 Cavilha 8 33 7 175 Cavilha 77 175 Cavilha 7 44 6 150 Cavilha 66 150 Cavilha 6 55 5 125 Cavilha 55 125 Cavilha 5 66 4 100 Telhado4 100 Telhado 88 3 1/2 90 1/2 Telhado3 1/2 90 1/2 Telhado 99 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 3 75 Galeota3 75 Galeota 1010 2 1/2 65 1/2 Galeota2 1/2 65 1/2 Galeota 1111 2 1/4 602 1/4 60 SetiaSetia 1212 2 50 Fasquiado 62 50 Fasquiado 6 1313 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 1 3/4 45 Fasquiado 51 3/4 45 Fasquiado 5 13 1/213 1/2 1 1/2 40 Fasquiado 41 1/2 40 Fasquiado 4 1414 1 1/4 30 Fasquiado 31 1/4 30 Fasquiado 3 1515 1 25 Fasquiado 21 25 Fasquiado 2 1515 --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.3. Materiais diversos
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.3. Materiais diversos b)b) -- AramesArames É utilizado para suporte dos tutores, escoramento dos prumos, paÉ utilizado para suporte dos tutores, escoramento dos prumos, parara sustentação do plástico da cobertura (estufas parral)sustentação do plástico da cobertura (estufas parral) etcetc.. •• O arame utilizado na nossa horticultura é em geral arame redondO arame utilizado na nossa horticultura é em geral arame redondoo redondo de aço macio;redondo de aço macio; •• Este arame , além de outras vantagens, tem uma duração mais elEste arame , além de outras vantagens, tem uma duração mais elevadaevada que o arame normal e não enferruja;que o arame normal e não enferruja; •• Em geral para suporte dos tutores é suficiente um arame com EsEm geral para suporte dos tutores é suficiente um arame com Estestes arames vão suportar todo o peso das plantas e frutos, devendo poarames vão suportar todo o peso das plantas e frutos, devendo por issor isso ter Ø adequado (2.5 mm a 3.0 mm de Ø) e ficar bem fixados de modter Ø adequado (2.5 mm a 3.0 mm de Ø) e ficar bem fixados de modo ao a evitar que as plantas caiam ao chão, com todos os problemas daíevitar que as plantas caiam ao chão, com todos os problemas daí resultantes;resultantes;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.3. Materiais diversos Modo correcto de colocar os arames de suporte dos tutoresModo correcto de colocar os arames de suporte dos tutores
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.3. Materiais diversos c)c) -- Redes, tecidos de ráfia, toldos energéticosRedes, tecidos de ráfia, toldos energéticos As redes e malhas de plástico são materiais utilizados em cortaAs redes e malhas de plástico são materiais utilizados em corta--ventos eventos e para sombreamento das estufas em determinadas épocas do ano.para sombreamento das estufas em determinadas épocas do ano. •• A densidade de malhas destes materiais é maior ou menor consoanA densidade de malhas destes materiais é maior ou menor consoantete se quer mais ou menos sombra no interior da estufa ou se quer umse quer mais ou menos sombra no interior da estufa ou se quer umaa maior ou menor superfície de exposição ao vento, consoante se trmaior ou menor superfície de exposição ao vento, consoante se trate deate de redes sombresdoras ou redes cortaredes sombresdoras ou redes corta --ventos.ventos. Em algumas situações é também usual a utilização de plásticos deEm algumas situações é também usual a utilização de plásticos de polipropileno (PP), vulgarmente conhecidos por “tecidos de ráfiapolipropileno (PP), vulgarmente conhecidos por “tecidos de ráfia” os” os quais se utilizam na cobertura de estufas para fruteiras (uva dequais se utilizam na cobertura de estufas para fruteiras (uva de mesa)mesa) bem como nas saias e janelas de algumas estufas de horticultura.bem como nas saias e janelas de algumas estufas de horticultura.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.3. Materiais diversos
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.3. Materiais diversos •• A ideia que preside à sua utilização reside no facto de se tratA ideia que preside à sua utilização reside no facto de se tratarem dearem de tecidos com alguma permeabilidade, que pode permitir uma ligeiratecidos com alguma permeabilidade, que pode permitir uma ligeira circulação do ar, diminuindo as condensações de água, podendo acirculação do ar, diminuindo as condensações de água, podendo aindainda atenuar as inversões térmicas no interior da estufa;atenuar as inversões térmicas no interior da estufa; Na floricultura e horticultura, principalmente nos climas maisNa floricultura e horticultura, principalmente nos climas mais frios efrios e estufas aquecidas utilizamestufas aquecidas utilizam--se tecidos de Nylon, folhas de alumínio ese tecidos de Nylon, folhas de alumínio e muitos outros, semimuitos outros, semi--opacos ou opacos, que evitam a saída dasopacos ou opacos, que evitam a saída das radiações térmicas durante a noite.radiações térmicas durante a noite. •• Estes materiais colocados no interior das estufas, deslizando sEstes materiais colocados no interior das estufas, deslizando sobreobre calhas horizontais, funcionam comocalhas horizontais, funcionam como “toldos energéticos” que seque se colocam durante a noite e recolhem durante o dia, para que as plcolocam durante a noite e recolhem durante o dia, para que as plantasantas possam receber a luz do sol;possam receber a luz do sol; •• Entre nós tem pouca utilização por serem sistemas muito caros eEntre nós tem pouca utilização por serem sistemas muito caros e a suaa sua aplicação exigir estruturas metálicas.aplicação exigir estruturas metálicas.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.3. Materiais diversos d)d) -- Ripas e calhas de apertoRipas e calhas de aperto São utilizadas para fixar os plásticos da cobertura à estruturaSão utilizadas para fixar os plásticos da cobertura à estrutura da estufa.da estufa. •• As ripas são feitas normalmente de desperdícios de outras madeiAs ripas são feitas normalmente de desperdícios de outras madeiras,ras, têm cerca de 2.5 cm a 4 cm de largura, 0.5 cm a 1 cm de alturatêm cerca de 2.5 cm a 4 cm de largura, 0.5 cm a 1 cm de altura ee comprimento variável ao redor de 1m a 2 m de comprimento;comprimento variável ao redor de 1m a 2 m de comprimento; •• São utilizadas em estufas com estufas, com estrutura de madeiraSão utilizadas em estufas com estufas, com estrutura de madeira ouou mistas, às quais são pregadas por cima do plástico com pregos demistas, às quais são pregadas por cima do plástico com pregos de pequeno tamanho intervaladas de 10 cm a 20 cm;pequeno tamanho intervaladas de 10 cm a 20 cm; •• As calhas de aperto são usadas em estruturas metálicas e,As calhas de aperto são usadas em estruturas metálicas e, possibilitam fixar a cobertura à estrutura, sem furar o plásticopossibilitam fixar a cobertura à estrutura, sem furar o plástico..
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.3. Materiais diversos Calhas de apertoCalhas de aperto
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.4. Dimensionamento das estufas As estufas podem ser formadas por módulos isolados, ou conjuntosAs estufas podem ser formadas por módulos isolados, ou conjuntos dede módulos unidos uns aos outros, formando baterias.módulos unidos uns aos outros, formando baterias. Ao dimensionar uma estufa devemos analisar aAo dimensionar uma estufa devemos analisar a “Altura”, “Largura” e“Altura”, “Largura” e “Comprimento”“Comprimento”, sendo também importante considerar a, sendo também importante considerar a “Área e“Área e Volume”Volume”,, bem como a melhor relação entre estes elementos, de modo abem como a melhor relação entre estes elementos, de modo a poder tirar o melhor partido da estufa tendo em vista conseguirpoder tirar o melhor partido da estufa tendo em vista conseguir umum eficiente Controlo climático no seu interior.eficiente Controlo climático no seu interior. a) Módulos isoladosa) Módulos isolados AlturaAltura -- Tanto nas estufas de abas rectilíneas como nas de abas curvasTanto nas estufas de abas rectilíneas como nas de abas curvas a altura das paredes laterais (pé direito) deve ser superior aa altura das paredes laterais (pé direito) deve ser superior a 2. 3 m, e a2. 3 m, e a parte mais alta, ao centro (altura da cumeeira) uma altura acimaparte mais alta, ao centro (altura da cumeeira) uma altura acima dos 3.8dos 3.8 m.m.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.4. Dimensionamento das estufas •• Estufas baixas dificultam o controlo climático e tornam difícilEstufas baixas dificultam o controlo climático e tornam difícil oo trabalho no interior da estufa;trabalho no interior da estufa; •• Assim o ideal seria ter estufas mais altas, mas isso irá aumentAssim o ideal seria ter estufas mais altas, mas isso irá aumentar oar o custo da estufa por um lado e por outro resulta maior a superfíccusto da estufa por um lado e por outro resulta maior a superfície deie de exposição ao vento.exposição ao vento. LarguraLargura -- A largura da nave está dependente da dimensão dos prumosA largura da nave está dependente da dimensão dos prumos centrais e laterais bem como do ângulo de inclinação do tecto,centrais e laterais bem como do ângulo de inclinação do tecto, o qualo qual não deveria ser inferior a 20º.não deveria ser inferior a 20º. •• No caso das estufas de madeira estará ainda dependente da dimeNo caso das estufas de madeira estará ainda dependente da dimensãonsão da madeira existente no mercado;da madeira existente no mercado; •• Tendo em conta a experiência práctica bem como informação recolTendo em conta a experiência práctica bem como informação recolhidahida pensamos que a largura mínima nunca deverá ser inferior a 3 m nepensamos que a largura mínima nunca deverá ser inferior a 3 m nemm superior a 12 metros;superior a 12 metros; •• Nas nossas estufas de madeira trabalhamos geralmente com largurNas nossas estufas de madeira trabalhamos geralmente com largurasas de 7. 5 a 8. 5 m.de 7. 5 a 8. 5 m.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.4. Dimensionamento das estufas ComprimentoComprimento -- As estufas muito compridas dificultam as operaçõesAs estufas muito compridas dificultam as operações culturais, nomeadamente podas, tratamentos fitossanitários,culturais, nomeadamente podas, tratamentos fitossanitários, dificultam as apanhas, impedem uma boa ventilação etc.dificultam as apanhas, impedem uma boa ventilação etc. Porém, se muito curtas, aumentam os encargos de construção.Porém, se muito curtas, aumentam os encargos de construção. •• O investimento com os topos é igual quer a estufa tenha 20m, 50O investimento com os topos é igual quer a estufa tenha 20m, 50m,m, 100m ou mais metros de comprimento;100m ou mais metros de comprimento; •• Equipamentos para comando (motores, sondas, quadros eléctricos,Equipamentos para comando (motores, sondas, quadros eléctricos, etcetc, ) tanto comandam uma estufa mais curta como uma mais, ) tanto comandam uma estufa mais curta como uma mais comprida;comprida; •• Para uma mesma área bruta o aproveitamento do terreno é menorPara uma mesma área bruta o aproveitamento do terreno é menor com estufas curtas;com estufas curtas; Assim a título orientativo aconselhamos estufas com 25 m a 30 mAssim a título orientativo aconselhamos estufas com 25 m a 30 m dede comprimento, não sendo recomendável ultrapassar muito estescomprimento, não sendo recomendável ultrapassar muito estes valores.valores.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.4. Dimensionamento das estufas b) Estufas em bateriab) Estufas em bateria A altura e comprimento dos módulos das estufas em bateria são idênticas às referidas para os módulos isolados. Em contrapartida, no caso de estufas em bateria, a largura total será em geral múltipla da largura de uma estufa isolada. Dependendo do tipo de estufa teremos ainda que contar com cerca de 0.5 m mais por cada caleira (escoamento das águas) intercalada entre dois módulos seguidos. Se a ventilação é feita mediante janelas colocadas nas paredes laterais, sem apoio de ventilação forçada, então será importante que a largura não exceda os 25 m a 30 m, de modo a não prejudicar um eficaz arejamento da estufa.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.4. Dimensionamento das estufas No caso do arejamento ser feito pelos topos (linhas de cultura orientadas no sentido da largura da bateria) o comprimento poderá ir sem problemas aos 100 m ou mesmo mais, sem problemas de maior. O importante, com a finalidade de facilitar o arejamento, é instalar as linhas de cultura perpendicularmente às janelas laterais, não devendo então a largura ou o comprimento, consoante os casos, exceder os 25 m a 30 m . Área e volumeÁrea e volume A área ideal de uma estufa depende de numerosos factores, nomeadamente, topografia e espaço disponível para instalar a estufa. Podemos todavia indicar algumas regras que nos podem auxiliar na decisão a tomar.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.4. Dimensionamento das estufas • Para a mesma área de estufa, a partir de 500m2- 600m2 , é preferível instalar uma bateria, com módulos curtos do que utilizar um único módulo com 50 m ou mais; • Estufas pequenas, com área de 200 m2 a 300 m2 aquecem rapidamente, ao raiar o sol, mas por outro lado perdem esse calor logo que o sol se põe, caso a temperatura exterior seja baixa; • Estufas com grandes áreas, em dias muito frios, quando o sol está oculto, demoram mais tempo a aquecer todo o volume de ar , em especial ao nível das plantas; • É mais barato cobrir uma mesma área de terrenos com uma bateria de estufas de grande dimensão do que instalar na mesma área vários módulos de reduzida área, agrupados em estufas contíguas; • Igualmente resulta um melhor aproveitamento do solo, no caso das estufas em bateria, em comparação com os módulos contíguos.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.4. Dimensionamento das estufas Tendo em atenção o que acabamos de referir, bem como algumas regiões de Espanha com clima semelhante ao nosso, recomenda-se que as estufas tenham uma área compreendida entre os 2000 m2 a 5000 m2. • Tendo em conta as nossas estufas de madeira estas áreas, para estufas com módulos de 25 m a 30 m de comprimento, possibilitarão construir baterias de estufas com 80 m a 160 m de largura, ou seja conjuntos de 10 a 20 módulos com 7.5 m a 8 m de largura individual. Em qualquer dos casos o volume de ar correspondente a cada m2 deve ser ser igual ou superior a 3 m3 (relação Volume / Área coberta = > a 3).
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 1.4. Dimensionamento das estufas • Estufas assim construídas, têm um volume de ar adequado, que aquece o suficiente durante a maioria dos dias e, à noite, demora mais tempo a arrefecer possibilitando um melhor efeito de estufa; • Por outro lado o arejamento é melhorado (linhas no sentido do menor comprimento), facilitam-se os trabalhos no interior da estufa e melhoram-se as condições de trabalho para os trabalhadores.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático A estufa é, como vimos, uma construção agrícola que tem como objectivo a produção sistemática e fora de estação de produtos horto- frutícolas. É no entanto indispensável conhecer os mecanismos que nos permitem controlar climáticamente a estufa. O objectivo desta acção é sensibilizar os horticultores para os meios ao seu dispor para melhorar as condições climáticas de forma a obter “melhores produções com melhor qualidade”. Os elementos climáticos que mais influenciam o desenvolvimento das plantas no interior das estufas são:
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático • Radiação solar;Radiação solar; ••Temperatura do ar;Temperatura do ar; •• Temperatura do solo;Temperatura do solo; •• Humidade do ar;Humidade do ar; • CO2CO2 2.1. Radiação solar Vamos considerar duas componentes da radiação solar, à quais para simplificar, vamos chamar: - LUZ e ENERGIA.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático a)a) -- LuzLuz A luz (radiação de comprimento de onda na zona do visível ( 0.3 a 0.7 micrómetros) é um elemento imprescindível à vida das plantas verdes (função fotossintética). Através da fotossintese as plantas produzem as substâncias que utilizam para o seu crescimento e que posteriormente são armazenadas nos orgãos de reserva e de reprodução (frutos). Quando se trabalha com estufas altera-se a relação Luz / Temperatura, o que contribui para o aparecimento de vários desequilíbrios nas plantas. Para as principais culturas hortícolas não se conhecem problemas graves por excesso de luz.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Porém , quando em falta, podem ocorrer problemas graves, nomeadamente: • Estiolamento; • Diminuição do rendimento; • Diminuição da qualidade, Podemos minimizar este problema recorrendo a: Orientação da estufaOrientação da estufa - A orientação das estufas isoladas no sentido Este - Oeste (Nascente Oeste) permite uma maior entrada de luz. Quando se constróem estufas em bateria, verifica-se que a estrutura produz uma grande sombreamento no seu interior, sendo por isso aconselhável a orientação Norte - Sul.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Inclinação do tecto da estufaInclinação do tecto da estufa - A construção de tectos pouco inclinados, quase (quase horizontais) dá origem a que grande parte da luz, que chega à cobertura, seja reflectida, ou seja, o plástico funciona como um espelho. • Este fenómeno é mais importante no Outono - Inverno, período em que o sol atinge uma menor altura durante o dia; • Como norma recomenda-se que o tecto tenha uma inclinação superior a 18º (33 %);
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Evitar o excesso de madeira no tecto da estufaEvitar o excesso de madeira no tecto da estufa - Nas estufas de madeira, quando se utilizam demasiadas varas para prender o plástico no tecto estamos a diminuir a luminosidade no interior da estufa.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Orientação das linhas de cultura NOrientação das linhas de cultura N -- SS - Nas culturas tutoradas esta orientação permite que o sol ilumine directamente o lado nascente da linha durante a manhã e o lado poente durante a tarde • Este facto reflete-se numa melhoria notória da qualidade;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Evitar compassos apertadosEvitar compassos apertados -- EEm especial no Outono- Inverno é preferível espaçar mais as linhas de cultura e deixar maior distância entre as plantas na linha, como forma de melhorar a iluminação das plantas no interior da estufa. • Assim nesta época são totalmente de evitar a plantação de culturas em linhas duplas; Evitar o desequilíbrio entre a luz e a temperaturaEvitar o desequilíbrio entre a luz e a temperatura -- Existe a ideia de que quanto mais calor houver na estufa maior a produção e mais precoce a colheita. • Esta ideia está certa em relação à precocidade, mas o mesmo não se pode dizer em relação ao aumento de produção;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático •Todas as espécies têm valores de temperatura óptima, que originam os mais altos rendimentos, desde que não haja outro factor limitante; • Ora, quando se fecha a estufa num dia de céu nublado, o factor limitante é a luz; • Assim aumentamos a temperatura e a humidade, dando melhores condições ao desenvolvimento das doenças do que às plantas,
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Iluminação artificialIluminação artificial -- A iluminação artificial é pouco usual nas estufas da região algarvia e a sua aplicação restringe-se a algumas culturas ornamentais que possam absorver os custos deste investimento. Devemos considerar nesta técnica duas vertentes ou campos de aplicação: - ILUMINAÇÃO FOTOSSINTÉCTICA - ILUMINAÇÃO FOTOPERIÓDICA A “iluminação fotossintéctica” consiste na utilização de fortes quantidades de energia (lâmpadas de maior potência) para aumentar a iluminação das plantas e potenciar a fotossintese.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Na iluminação fotossintéctica utilizam-se lâmpadas de diversos tipo: • Lâmpadas de alta pressão de mercúrio; • Lâmpadas de halogéneo ; • Lâmpadas de vapor de sódio; • Lâmpadas Xenon; • Lâmpadas de descarga; • Lâmpadas de baixa pressão de sódio; • Lâmpadas mistas com balão fluorescente; A iluminação fotossintéctica aplica-se na produção de plantas jovens (craveiros, crisântemos). Para tirar o máximo rendimento desta técnica é conveniente a incorporação de CO2, no interior da estufa.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático A “iluminação fotoperiódica” é uma técnica que se realiza com luzes de baixa intensidade tendo em vista modificar as pressões fisiológicas das plantas, no sentido de as adiantar ou atrasar. O fundamento desta técnica de iluminação consiste em alargar o número de horas de luz do dia, encurtando assim as horas em que as plantas permanecem no escuro. Esta técnica aplica-se muito no cultivo de crisântemos, possibilitando assim a produção de flores durante todo o ano. • A sua instalação não é difícil, exigindo gastos de energia relativamente baixos; • A potência das lâmpadas a instalar é da ordem dos 5 a 30 W / m2 de modo a obter 50 - 100 lux.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Na “iluminação fotoperiódica” empregam-se os seguintes tipos de lâmpadas: • Lâmpadas de incandescência (as mais correntes); • Lâmpadas fluorescentes, tubulares ou mistas; Entre as múltipla aplicações desta técnica podemos destacar: • Plantas de dia curto (para impedir a floração); • Crisântemos (para produção de plantas mãe, enraizamento e flor de corte); • Begónias ( para impedir o desenvolvimento dos tubérculos e favorecer a floração); • Poinsetias ( para assegurar a coloração das brácteas no Natal); • Craveiros ( para indução floral em épocas de muita procura); • Dálias ( para antecipar a floração);
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático a)a) -- EnergiaEnergia A energia solar é a grande responsável pelo aquecimento da estufa. Ao abordar a temperatura do ar veremos como actua esta componente da solar. Temperatura do arTemperatura do ar A temperatura do ar é importante porque influência toda a activiA temperatura do ar é importante porque influência toda a actividadedade da planta.da planta. •• As plantas têm um pontos de temperatura óptimos, acima e abaixoAs plantas têm um pontos de temperatura óptimos, acima e abaixo das quais, as planta diminuem o seu desenvolvimento e, em certosdas quais, as planta diminuem o seu desenvolvimento e, em certos casos, morrem;casos, morrem; •• A estufa permite elevar a temperatura durante o dia, embora duA estufa permite elevar a temperatura durante o dia, embora duranterante a noite seja difícil manter por muito tempo temperaturas mais ela noite seja difícil manter por muito tempo temperaturas mais elevadasevadas que as de ar livre;que as de ar livre;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- CULTURACULTURA TEMP. MINTEMP. MIN TEMP. MINTEMP. MIN TEMP. OPTIMATEMP. OPTIMA TEM. MÁXIMATEM. MÁXIMA (letal) (biológica) Noite(letal) (biológica) Noite Dia (biológica)Dia (biológica) ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- AlfaceAlface -- 2 a 0 4 a 6 10 a 15 15 a 202 a 0 4 a 6 10 a 15 15 a 20 25 a 3025 a 30 Tomate 0 a 2 8 a 10 13 a 16 22Tomate 0 a 2 8 a 10 13 a 16 22 a 26 26 a 30a 26 26 a 30 Beringela 0 a 2 10 a 12 17 a 22 22Beringela 0 a 2 10 a 12 17 a 22 22 a 27 40 a 50a 27 40 a 50 Pimento 0 a 4 10 a 12 16 a 18 22Pimento 0 a 4 10 a 12 16 a 18 22 a 28 28 a 32a 28 28 a 32 Melão 0 a 2 12 a 14 18 a 21 2Melão 0 a 2 12 a 14 18 a 21 24 a 30 30 a 344 a 30 30 a 34 Melancia 0 a 2 11 a 13Melancia 0 a 2 11 a 13 23 a 28 30 a 3423 a 28 30 a 34 PepinoPepino 0 a 2 10 a 12 18 a 21 20 a 25 300 a 2 10 a 12 18 a 21 20 a 25 30 a 34a 34 Courgette 0 a 2 8 a 10Courgette 0 a 2 8 a 10 25 a 30 35 a 4025 a 30 35 a 40 Feijão V. 0 a 3 8 a 10 16 a 20Feijão V. 0 a 3 8 a 10 16 a 20 18 a 30 35 a 4018 a 30 35 a 40 MorangoMorango -- 2 a 0 4 a 6 10 a 15 18 a 252 a 0 4 a 6 10 a 15 18 a 25
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Quando as temperaturas são baixas provocam:Quando as temperaturas são baixas provocam: •• Paragem do desenvolvimento das plantas;Paragem do desenvolvimento das plantas; •• Problemas no vingamento das flores;Problemas no vingamento das flores; •• Diminuição da rentabilidade;Diminuição da rentabilidade; •• Morte das plantas ou de parte da planta;Morte das plantas ou de parte da planta; Se as temperaturas são altas provocam:Se as temperaturas são altas provocam: •• Paragem no desenvolvimento das plantas;Paragem no desenvolvimento das plantas; •• Abortamento de flores;Abortamento de flores; •• Diminuição da qualidade;Diminuição da qualidade;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Como forma de minimizar os problemas relacionados com as baixasComo forma de minimizar os problemas relacionados com as baixas temperaturas do ar é importante atender aos seguintes aspectos:temperaturas do ar é importante atender aos seguintes aspectos: Escolha do localEscolha do local -- Evitar zonas baixas, com má drenagem atmosférica,Evitar zonas baixas, com má drenagem atmosférica, onde os riscos de geada são maiores.onde os riscos de geada são maiores. •• Ter consciência de que se isso não for possível, se devem redobTer consciência de que se isso não for possível, se devem redobrarrar os cuidados para evitar esses estragos.os cuidados para evitar esses estragos.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Dimensões da estufaDimensões da estufa -- Vimos já no capítulo anterior, estufas baixas deVimos já no capítulo anterior, estufas baixas de pequena dimensão, aquecem e arrefecem rapidamente.pequena dimensão, aquecem e arrefecem rapidamente. Assim é preferível construir estufas altas (>2.3 m no frechalAssim é preferível construir estufas altas (>2.3 m no frechal e >3.8 me >3.8 m na cumeeira) com média dimensão (2000 m2 a 5000 m2) com módulosna cumeeira) com média dimensão (2000 m2 a 5000 m2) com módulos curtos (25 m a 30 m) visto terem maior inércia térmica.curtos (25 m a 30 m) visto terem maior inércia térmica. •• Significa isto que durante o dia aquecem de forma gradual eSignifica isto que durante o dia aquecem de forma gradual e arrefecem mais devagar durante a noite;arrefecem mais devagar durante a noite; •• Deste modo consegueDeste modo consegue--se temperaturas mínimas ocorram mais tardese temperaturas mínimas ocorram mais tarde e sejam mais altas, e que as máximas não atinjam valores tãoe sejam mais altas, e que as máximas não atinjam valores tão elevados que possam ser prejudiciais às culturas.elevados que possam ser prejudiciais às culturas.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Tipo de coberturaTipo de cobertura -- Dos plásticos existentes no mercado, recomendaDos plásticos existentes no mercado, recomenda-- se usar aqueles que têm efeito térmico (Polietileno Térmico), dase usar aqueles que têm efeito térmico (Polietileno Térmico), dadodo terem melhor efeito aos nível das temperaturas mínimas.terem melhor efeito aos nível das temperaturas mínimas. •• Em ensaios efectuados temos verificado aumentos de temperatura,Em ensaios efectuados temos verificado aumentos de temperatura, em relação ao ar livre, entre 0.5 º e 2 º centígrados;em relação ao ar livre, entre 0.5 º e 2 º centígrados; •• Esta diferença depende da altura da estufa, do estado deEsta diferença depende da altura da estufa, do estado de desenvolvimento e condução da cultura, do tipo de cobertura do sdesenvolvimento e condução da cultura, do tipo de cobertura do soloolo e das condições climáticas nocturnas.e das condições climáticas nocturnas.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Tecto duploTecto duplo -- A utilização de um filme de plástico colocado paralelo àA utilização de um filme de plástico colocado paralelo à cobertura ou, por cima da cultura, paralelo ao solo, possibilitcobertura ou, por cima da cultura, paralelo ao solo, possibilita uma um aumento de temperatura do ar, em relação ao ar livre, entre 0.5aumento de temperatura do ar, em relação ao ar livre, entre 0.5 º a 2 ºº a 2 º graus centígrados na temperatura mínima.graus centígrados na temperatura mínima. •• O duplo tecto pode ser utilizado como um meio de luta antiO duplo tecto pode ser utilizado como um meio de luta anti--geada,geada, podendo fazerpodendo fazer--se a sua colocação provisória sobre os arames dasse a sua colocação provisória sobre os arames das linhas de cultura.linhas de cultura. Nas estufas com aquecimento, usamNas estufas com aquecimento, usam--sese ” Écrans Térmicos “” Écrans Térmicos “ feitosfeitos com tiras de alumínio ou outro material que retenha o calor, cujcom tiras de alumínio ou outro material que retenha o calor, cujaa função é a mesma dos duplos tectos (conservar o calor durante afunção é a mesma dos duplos tectos (conservar o calor durante a noite).noite). •• Estes écrans não deixam passar a luz solar pelo que exigem umEstes écrans não deixam passar a luz solar pelo que exigem um sistema automatizado que facilite a sua recolha durante o dia.sistema automatizado que facilite a sua recolha durante o dia.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Orientação das linhas de culturaOrientação das linhas de cultura-- As linhas de cultura orientadas naAs linhas de cultura orientadas na direcção Nortedirecção Norte -- Sul, possibilitam aquecer o solo nas entreSul, possibilitam aquecer o solo nas entre--linhaslinhas durante o dia, libertandodurante o dia, libertando--se depois, lentamente o calor durante a noite.se depois, lentamente o calor durante a noite. Cobertura do soloCobertura do solo-- A cobertura do solo com filme plástico aumenta aA cobertura do solo com filme plástico aumenta a temperatura deste o que contribui também para aumentar atemperatura deste o que contribui também para aumentar a temperatura do ar no interior da estufa.temperatura do ar no interior da estufa. •• Em igualdade de condições quanto mais alta a temperatura do solEm igualdade de condições quanto mais alta a temperatura do soloo maior a temperatura do ar.maior a temperatura do ar.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático O fecho da estufaO fecho da estufa -- Nos dias em que se prevê a ocorrência de geadaNos dias em que se prevê a ocorrência de geada (céu limpo, com vento norte e humidade relativa do ar baixa ao c(céu limpo, com vento norte e humidade relativa do ar baixa ao cair daair da tarde) deve fechartarde) deve fechar--se a estufa mais cedo mantendo, se possível, o solose a estufa mais cedo mantendo, se possível, o solo húmido.húmido. •• Este expediente permite aumentar a temperatura do solo o qual,Este expediente permite aumentar a temperatura do solo o qual, durante a noite, funciona como um radiador de calor;durante a noite, funciona como um radiador de calor; •• Nestes dias, mesmo com a estufa fechada, a humidade do ar é baiNestes dias, mesmo com a estufa fechada, a humidade do ar é baixaxa no interior da estufa, não se potenciando assim a ocorrência dno interior da estufa, não se potenciando assim a ocorrência dee doenças (botritisdoenças (botritis etcetc.) nas plantas..) nas plantas.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Sistema antiSistema anti--geada com rega por aspersãogeada com rega por aspersão -- A rega antiA rega anti--geadageada consiste em regar a cobertura da estufa, aplicando 2 l a 4 l /consiste em regar a cobertura da estufa, aplicando 2 l a 4 l / m2 / hora.m2 / hora. •• A água, mais quente que a temperatura ao ar livre, não só funciA água, mais quente que a temperatura ao ar livre, não só funcionaona como isolante (efeito semelhante ao plástico térmico) mas tambémcomo isolante (efeito semelhante ao plástico térmico) mas também liberta calor para o interior da estufa;liberta calor para o interior da estufa; •• A vantagem deste sistema reside na sua simplicidade de montagemA vantagem deste sistema reside na sua simplicidade de montagem ee baixo custo, podendo utilizarbaixo custo, podendo utilizar--se aspersõres ou miniaspersõres;se aspersõres ou miniaspersõres; •• Como desvantagem podemos apontar a disponibilidade em água e oComo desvantagem podemos apontar a disponibilidade em água e o encharcamento do solo nas áreas envolventes.encharcamento do solo nas áreas envolventes.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Mangas de águaMangas de água -- A utilização de mangas de Polietileno, com 50 cm ØA utilização de mangas de Polietileno, com 50 cm Ø cheias de água, funciona como moderador da temperaturacheias de água, funciona como moderador da temperatura armazenadoarmazenado--a durante o dia e libertandoa durante o dia e libertando--a à noite.a à noite. •• Em estudos realizados no Centro de Experimentação do PatacãoEm estudos realizados no Centro de Experimentação do Patacão verificamos aumentos, na temperatura mínima do ar, da ordem dosverificamos aumentos, na temperatura mínima do ar, da ordem dos 2º2º a 3º graus ºC, em relação a outra estufa sem mangas de água;a 3º graus ºC, em relação a outra estufa sem mangas de água; •• Este sistema pode ser usado para aumentar a precocidade eEste sistema pode ser usado para aumentar a precocidade e qualidade das culturas;qualidade das culturas; •• Igualmente tem efeitos positivos, em dias muito frios de céu liIgualmente tem efeitos positivos, em dias muito frios de céu limpo,mpo, funcionando como meio de luta antifuncionando como meio de luta anti--geada.geada.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Aquecimento do arAquecimento do ar -- O aquecimento do ar é o processo mais seguroO aquecimento do ar é o processo mais seguro de protecção contra as baixas temperaturas, infelizmente tambémde protecção contra as baixas temperaturas, infelizmente também oo mais caro.mais caro. •• Ensaios realizados no CEHFP, utilizando as estufas de madeiraEnsaios realizados no CEHFP, utilizando as estufas de madeira tradicionais na região, levamtradicionais na região, levam--nos a concluir que os encargos com anos a concluir que os encargos com a compra dos equipamentos, sua manutenção e funcionamento não secompra dos equipamentos, sua manutenção e funcionamento não se reflectiram de forma significativa em aumentos de produção ereflectiram de forma significativa em aumentos de produção e qualidade, quando aplicados a uma cultura de tomate;qualidade, quando aplicados a uma cultura de tomate; •• É possível que para outras culturas, em épocas especiais, seÉ possível que para outras culturas, em épocas especiais, se justifique utilizar o aquecimento do ar;justifique utilizar o aquecimento do ar; Pensamos todavia que a utilização de aquecimento das estufas sóPensamos todavia que a utilização de aquecimento das estufas só sese deverá efectuar em estufas de estrutura metálica, com outrasdeverá efectuar em estufas de estrutura metálica, com outras condições ao nível da estanquicidade e controlo ambiental.condições ao nível da estanquicidade e controlo ambiental.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Assim caso se justifique, o aquecimento das estufas poderá efectAssim caso se justifique, o aquecimento das estufas poderá efectuaruar-- se recorrendo a um dos seguintes sistemas:se recorrendo a um dos seguintes sistemas: Aquecimento com água quenteAquecimento com água quente Um dos métodos tradicionalmente utilizados é o aquecimento porUm dos métodos tradicionalmente utilizados é o aquecimento por intermédio de tubos.intermédio de tubos. •• A água é aquecida numa caldeira e circula depois numa rede deA água é aquecida numa caldeira e circula depois numa rede de tubos que se ramifica pela estufa;tubos que se ramifica pela estufa; •• Estes tubos, que podem ser em ferro ou em plástico, podem irEstes tubos, que podem ser em ferro ou em plástico, podem ir pelopelo ar ou ser enterrados no solo ;ar ou ser enterrados no solo ; •• Podem ainda circular no interior de bancadas, aquecendo oPodem ainda circular no interior de bancadas, aquecendo o substrato, método que pode ser interessante para o enraizamentosubstrato, método que pode ser interessante para o enraizamento dede estacas, plantas envasadas etc.;estacas, plantas envasadas etc.;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Aerotermos (ventiladores de ar quenteAerotermos (ventiladores de ar quente)) É um sistema misto em que o veiculo transmissor do calor é a águÉ um sistema misto em que o veiculo transmissor do calor é a águaa (raramente vapor) e onde o ar , impulsionado por um ventilador,(raramente vapor) e onde o ar , impulsionado por um ventilador, éé obrigado a atravessar um colector (radiador) onde aquece, sendoobrigado a atravessar um colector (radiador) onde aquece, sendo depois difundido pela estufa.depois difundido pela estufa. •• Se o sistema for mal concebido ou mal montado a distribuição doSe o sistema for mal concebido ou mal montado a distribuição do calor é irregular;calor é irregular; Aquecimento com ar quenteAquecimento com ar quente É um sistema mais simples e económico, (investimento inicial) eÉ um sistema mais simples e económico, (investimento inicial) emm que o custo de instalação é menor que o dos sistemas anteriores.que o custo de instalação é menor que o dos sistemas anteriores. •• O ar aquecido por meio de geradores, é tomado directamente doO ar aquecido por meio de geradores, é tomado directamente do interior da estufa, sendo depois convenientemente distribuído;interior da estufa, sendo depois convenientemente distribuído;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático •• Em certos casos usamEm certos casos usam--se mangas de grande diâmetro, em plásticose mangas de grande diâmetro, em plástico flexível, e providas de orifícios para saída do ar;flexível, e providas de orifícios para saída do ar; Para aquecer as estufas podem usarPara aquecer as estufas podem usar--se diversos combustíveisse diversos combustíveis (gasóleo, fuel, gás, electricidade, madeira, cascas de frutos s(gasóleo, fuel, gás, electricidade, madeira, cascas de frutos secosecos etcetc,, sendo mais comuns os dois primeiros.sendo mais comuns os dois primeiros. As necessidades calorificasAs necessidades calorificas (Q)(Q) -- em Kcal / horaem Kcal / hora -- duma estufa podemduma estufa podem calcularcalcular--se, de forma simplificada mediante a seguinte equação :se, de forma simplificada mediante a seguinte equação : Q = K x S (TiQ = K x S (Ti -- Te)Te) K = 7 (coeficiente global de dispersão do calor)K = 7 (coeficiente global de dispersão do calor) s = superfície total de cobertura (tecto + paredes) em m2s = superfície total de cobertura (tecto + paredes) em m2 ti = Temperatura desejada na estufa;ti = Temperatura desejada na estufa; te = Temperatura mte = Temperatura míínima prevista para o exteriornima prevista para o exterior..
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Placas tPlacas téérmicasrmicas São placas de alumSão placas de alumíínio (ou material plnio (ou material pláástico) laminado, em cujostico) laminado, em cujo interior circula uma resistência elinterior circula uma resistência elééctrica, e são muito prctrica, e são muito prááticas paraticas para aquecer bancadas de enraizamento de pequena dimensão (5 m2 a 20aquecer bancadas de enraizamento de pequena dimensão (5 m2 a 20 m2), em que a temperatura ronda os 20 a 25m2), em que a temperatura ronda os 20 a 25 ººC.C. •• Trabalham a 220 V e normalmente estão dimensionadas para 120 aTrabalham a 220 V e normalmente estão dimensionadas para 120 a 150 W / m2;150 W / m2; •• O controlo da temperaturaO controlo da temperatura éé feito por intermfeito por interméédio de um termostatodio de um termostato fornecido com o sistema;fornecido com o sistema;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Neste caso podemos calcular o valor da potência (P) a instalarNeste caso podemos calcular o valor da potência (P) a instalar aplicando a faplicando a fóórmula seguinte:rmula seguinte: P = 8 (P = 8 (TsTs -- Ta) STa) S em que:em que: P =P = Potência a instalar (W);Potência a instalar (W); TsTs == Temperatura mTemperatura mááxima a manter no substrato (xima a manter no substrato (ººC);C); Ta =Ta = Temperatura mTemperatura míínima do ambiente (nima do ambiente (ººC);C); S =S = SuperfSuperfíície a aquecer (m2);cie a aquecer (m2);
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Vejamos o que fazer caso a opcVejamos o que fazer caso a opcçção seja o controlo das temperaturasão seja o controlo das temperaturas elevadas, situaelevadas, situaçção que pode ocorre nos meses de Maio a Setembro.ão que pode ocorre nos meses de Maio a Setembro. Arejamento da estufaArejamento da estufa -- O arejamento,O arejamento, estestáático pelas janelas lateraistico pelas janelas laterais,, éé aa forma mais simples de controlar as temperaturas no interior da eforma mais simples de controlar as temperaturas no interior da estufa.stufa. PorPoréém, muitas vezes, não se utiliza este processo da melhor forma,m, muitas vezes, não se utiliza este processo da melhor forma, sendo importante para aumentar a eficsendo importante para aumentar a eficáácia do arejamento ter emcia do arejamento ter em atenatençção os seguintes pontos:ão os seguintes pontos: •• ÁÁrea de arejamentorea de arejamento -- DeverDeveráá ser no mser no míínimo de 20 % danimo de 20 % da áárea coberta;rea coberta; •• DirecDirecçção das linhas de culturaão das linhas de cultura -- Em culturas tutoradas deverEm culturas tutoradas deveráá serser perpendicularperpendicular ààs janelas para que haja o menor atritos janelas para que haja o menor atrito àà passagem dopassagem do vento ao longo das linhas de cultura;vento ao longo das linhas de cultura; •• Comprimento da estufaComprimento da estufa -- Quando se ultrapassam os 16 m entreQuando se ultrapassam os 16 m entre janelas verificajanelas verifica--se uma considerse uma consideráável diminuivel diminuiçção da ventilaão da ventilaçção na estufa.ão na estufa. Por isso, na prPor isso, na práática, recomendatica, recomenda--se não ir alse não ir aléém dos 25 a 30 m entrem dos 25 a 30 m entre janelas laterais.janelas laterais.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Arejamento superiorArejamento superior -- Quando se pensa em procurar qualidade temosQuando se pensa em procurar qualidade temos que jogar com a ventilação superior (Zenital).que jogar com a ventilação superior (Zenital). A conjugação dos dois modos arejar, lateral e zenital, é a melhA conjugação dos dois modos arejar, lateral e zenital, é a melhoror forma de controlar as altas temperaturas no interior da estufa.forma de controlar as altas temperaturas no interior da estufa. •• Se houver uma abertura no tecto da estufa o ar quente sai comSe houver uma abertura no tecto da estufa o ar quente sai com facilidade e cria uma corrente de ar entre o exterior e o interifacilidade e cria uma corrente de ar entre o exterior e o interior daor da estufa (efeito de chaminé), que permite um eficiente controlo daestufa (efeito de chaminé), que permite um eficiente controlo da temperatura;temperatura; •• O arejamento zenital é ainda mais importante em dias de calmariO arejamento zenital é ainda mais importante em dias de calmaria;a; •• No caso de não haver janelas zenitais podemos abrir orifícios dNo caso de não haver janelas zenitais podemos abrir orifícios dee arejamento na parte superior dos topos, que ajudam a remover oarejamento na parte superior dos topos, que ajudam a remover o arar quente, conseguindoquente, conseguindo--se então um efeito semelhante, aose então um efeito semelhante, ao anteriormente referido;anteriormente referido;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Ventilação forçada (com ventiladores)Ventilação forçada (com ventiladores) -- Este tipo de ventilação, ligeiroEste tipo de ventilação, ligeiro e muito eficiente, é utilizado quer em estufas de vidro quer eme muito eficiente, é utilizado quer em estufas de vidro quer em estufasestufas de plástico.de plástico. Quando se usam ventiladores devem respeitarQuando se usam ventiladores devem respeitar--se determinadasse determinadas regras:regras: •• Usar ventiladores com velocidade lenta, cerca de 450 voltas / mUsar ventiladores com velocidade lenta, cerca de 450 voltas / min;in; •• A eficiência de um ventilador não vai além dos 60 m a 80 m;A eficiência de um ventilador não vai além dos 60 m a 80 m; •• O número de ventiladores por estufa deve ser escolhido de modoO número de ventiladores por estufa deve ser escolhido de modo aa obter 30 a 40 renovações horárias de volume de ar;obter 30 a 40 renovações horárias de volume de ar; •• Se tal não for possível respeitar a regra de como mínimo 12Se tal não for possível respeitar a regra de como mínimo 12 renovações / hora e como máximo 50 a 69 renovações / hora;renovações / hora e como máximo 50 a 69 renovações / hora;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Em geral estes ventiladores são comandados automaticamenteEm geral estes ventiladores são comandados automaticamente mediante a instalação de “termostatos”.mediante a instalação de “termostatos”. O sistema mais corrente de funcionamento é em “Depressão”, istoO sistema mais corrente de funcionamento é em “Depressão”, isto é,é, os ventiladores extraem ar da estufa criando uma depressão, queos ventiladores extraem ar da estufa criando uma depressão, que obriga o ar fresco de exterior a entrar na estufa através de alhobriga o ar fresco de exterior a entrar na estufa através de alhetasetas móveis.móveis. Por vezes, para melhorar a distribuição do ar fresco, pode tornaPor vezes, para melhorar a distribuição do ar fresco, pode tornarr--sese vantajoso ligar às entradas de ar, que são providas de ventiladovantajoso ligar às entradas de ar, que são providas de ventiladores,res, mangas de polietileno perfuradas e de diametro conveniente, quemangas de polietileno perfuradas e de diametro conveniente, que ficarão suspensas da estrutura da estufa.ficarão suspensas da estrutura da estufa.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Ventilação forçada (Ventilação forçada (CoolingCooling--SystemSystem)) -- Com este sistema háCom este sistema há possibilidades de baixar a temperatura e controlar a higrometriapossibilidades de baixar a temperatura e controlar a higrometria (humidade) no interior das estufas.(humidade) no interior das estufas. O funcionamento do sistema baseiaO funcionamento do sistema baseia--se no principio de que ase no principio de que a evaporação da água provoca um abaixamento da temperatura ambientevaporação da água provoca um abaixamento da temperatura ambiente.e. Como Funciona:Como Funciona: •• Numa das paredes da estufa colocaNuma das paredes da estufa coloca--se um painel de material porosose um painel de material poroso que se possa molhar e que se mantenha sempre húmido;que se possa molhar e que se mantenha sempre húmido; •• Na extremidade oposta colocamNa extremidade oposta colocam--se ventiladores,se ventiladores, •• O ar quente do exterior, passando através do painel molhado éO ar quente do exterior, passando através do painel molhado é aspirado pelos ventiladores e sofre um abaixamento de temperaturaspirado pelos ventiladores e sofre um abaixamento de temperatura ema em virtude da absorção do calor pela água que se evapora;virtude da absorção do calor pela água que se evapora;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático •• Cada m2 de painel húmido deve permitir a entrada de +Cada m2 de painel húmido deve permitir a entrada de +-- 3000 m3 de ar3000 m3 de ar por hora;por hora; •• O ar, sob acção dos ventiladores, atravessa a estufa a uma veloO ar, sob acção dos ventiladores, atravessa a estufa a uma velocidadecidade de +de +-- 1 m / segundo;1 m / segundo; •• O sistema é tanto mais eficaz quanto menor for a humidade relatO sistema é tanto mais eficaz quanto menor for a humidade relativa doiva do exterior, devendo a distribuição de água no painel molhado de seexterior, devendo a distribuição de água no painel molhado de serr uniformeuniforme -- cerca de 2 l / min / m2;cerca de 2 l / min / m2; •• O sistema pode trabalhar automaticamente, estando o arranque liO sistema pode trabalhar automaticamente, estando o arranque ligado,gado, simultaneamente a um termostatosimultaneamente a um termostato -- que comanda os “ventiladores /que comanda os “ventiladores / extractores”extractores” -- e a um humidóstatoe a um humidóstato -- que comanda o fornecimento deque comanda o fornecimento de água ao painel húmido;água ao painel húmido;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Corte de energia solarCorte de energia solar -- Esta forma de controlar as temperaturasEsta forma de controlar as temperaturas máximas tem por base a criação de uma barreira à entrada da enermáximas tem por base a criação de uma barreira à entrada da energiagia para o interior da estufa.para o interior da estufa. •• A barreira á entrada da energia solar pode ser feita com pinturA barreira á entrada da energia solar pode ser feita com pintura daa da cobertura (com cal branca) ou utilizando redes de sombra;cobertura (com cal branca) ou utilizando redes de sombra; •• No Algarve é umaNo Algarve é uma prácicaprácica comum, tanto em floricultura como emcomum, tanto em floricultura como em viveiros e mesmo em hortícolas, a partir dos meses de Maio / Juviveiros e mesmo em hortícolas, a partir dos meses de Maio / Junho,nho, quando a temperatura e a luz ultrapassam o recomendável para aquando a temperatura e a luz ultrapassam o recomendável para a cultura.cultura.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Temperatura do soloTemperatura do solo A temperatura do solo , que como já foi referido acaba por serA temperatura do solo , que como já foi referido acaba por ser influenteinfluente na temperatura do ar, influência também a actividade radicular.na temperatura do ar, influência também a actividade radicular. •• Nas estufas não aquecidas, o solo aquecido durante o dia, acabNas estufas não aquecidas, o solo aquecido durante o dia, acaba pora por ser a única fonte importante de calor na estufa ao longo da noser a única fonte importante de calor na estufa ao longo da noite. Daíite. Daí que seja importante conseguir aumentar a temperatura do solo durque seja importante conseguir aumentar a temperatura do solo duranteante a época fria;a época fria; •• Os principais problemas ligados á temperatura do solo surgem noOs principais problemas ligados á temperatura do solo surgem no inverno e têm como consequência a diminuição da actividade radicinverno e têm como consequência a diminuição da actividade radicular,ular, o aparecimento de carências nutritivas, a diminuição da precocido aparecimento de carências nutritivas, a diminuição da precocidade eade e da qualidade.da qualidade.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Os processos usados para aumentar a temperatura do solo, em muitOs processos usados para aumentar a temperatura do solo, em muitosos casos, são os mesmos que já referimos quando abordamos acasos, são os mesmos que já referimos quando abordamos a temperatura do ar, uma vez que estes processos estão interligadotemperatura do ar, uma vez que estes processos estão interligados.s. Assim para aumentar a temperatura do solo podemos recorrer a:Assim para aumentar a temperatura do solo podemos recorrer a: Orientação das linhas de culturaOrientação das linhas de cultura -- As linhas de cultura orientadas noAs linhas de cultura orientadas no sentido Nortesentido Norte--Sul permitem que a energia solar aqueça directamente oSul permitem que a energia solar aqueça directamente o solo.solo. Cobertura da estufaCobertura da estufa -- O uso de plástico térmico na cobertura da estufaO uso de plástico térmico na cobertura da estufa reflectereflecte--se num aumento de temperatura no solo, da ordem dos 1 a 2se num aumento de temperatura no solo, da ordem dos 1 a 2 graus centígrados.graus centígrados.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Cobertura do soloCobertura do solo -- A cobertura do solo com plástico negro aumenta aA cobertura do solo com plástico negro aumenta a temperatura do solo na ordem dos 2º C a 3º C e 5º C a 7º C stemperatura do solo na ordem dos 2º C a 3º C e 5º C a 7º C se usarmose usarmos plástico transparente.plástico transparente. A utilização de um ou de outro está condicionada pelas infestanA utilização de um ou de outro está condicionada pelas infestantes;tes; •• Desde que não haja problemas com o aparecimento de infestantesDesde que não haja problemas com o aparecimento de infestantes pode utilizarpode utilizar--se plástico transparente;se plástico transparente; •• Se são de temer as infestantes é preferível utilizar plástico nSe são de temer as infestantes é preferível utilizar plástico negro, umaegro, uma vez que as ervas, passado pouco tempo após o seu aparecimento, nvez que as ervas, passado pouco tempo após o seu aparecimento, nãoão permitem o aquecimento do solo.permitem o aquecimento do solo.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Limpeza das infestantesLimpeza das infestantes -- As infestantes no interior da estufaAs infestantes no interior da estufa constituem uma barreira natural ao aquecimento do solo devido aoconstituem uma barreira natural ao aquecimento do solo devido ao sombreamento que provocam.sombreamento que provocam. •• Uma estufa com infestantes, nos caminhos e nas linhas de culturUma estufa com infestantes, nos caminhos e nas linhas de cultura, tema, tem temperaturas do solo 2º C a 3º C mais baixas que uma estufa litemperaturas do solo 2º C a 3º C mais baixas que uma estufa limpa;mpa; •• Esta diferença de temperaturas pode ser, em noites de geada negEsta diferença de temperaturas pode ser, em noites de geada negra,ra, responsável pelos diferentes prejuízos que ocorram numa e noutraresponsável pelos diferentes prejuízos que ocorram numa e noutra situação.situação.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Rega do soloRega do solo -- Manter o solo húmido (sem ser encharcado) contribuiManter o solo húmido (sem ser encharcado) contribui para melhorar a condução e acumulação de calor no solo.para melhorar a condução e acumulação de calor no solo. •• Um solo húmido consegue, durante o dia, acumular mais calor emUm solo húmido consegue, durante o dia, acumular mais calor em profundidade e durante a noite ceder esse calor à estufa, contriprofundidade e durante a noite ceder esse calor à estufa, contribuindobuindo para aumentar a temperatura do ar;para aumentar a temperatura do ar; •• Um solo seco aquece mais à superfície mas, arrefece rapidamenUm solo seco aquece mais à superfície mas, arrefece rapidamentete logo que o sol se põe.logo que o sol se põe. Fecho da estufaFecho da estufa -- Só será de aconselhar o fecho da estufa mais cedoSó será de aconselhar o fecho da estufa mais cedo quando haja condições para a ocorrência de geadas.quando haja condições para a ocorrência de geadas.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Humidade do arHumidade do ar A humidade do ar no interior da estufa é um elemento importantíA humidade do ar no interior da estufa é um elemento importantíssimossimo pois influência a evapotranspiração da água do solo, a transpirapois influência a evapotranspiração da água do solo, a transpiração dasção das plantas, o seu desenvolvimento tendo também uma acção marcada naplantas, o seu desenvolvimento tendo também uma acção marcada na propagação e desenvolvimento de doenças e pragas.propagação e desenvolvimento de doenças e pragas. Este último aspecto é um dos que mais preocupa o horticultor, deEste último aspecto é um dos que mais preocupa o horticultor, devidovido aos graves estragos que que pode provocar .aos graves estragos que que pode provocar . As principais causas da humidade do ar no interior das estufas,As principais causas da humidade do ar no interior das estufas, parapara além da humidade do ar no exterior, são a evaporação de água doalém da humidade do ar no exterior, são a evaporação de água do solo esolo e a evapotranspiração das culturas, sendo a humidade do ar no intea evapotranspiração das culturas, sendo a humidade do ar no interior darior da estufa quase sempre mais alta do que no exterior.estufa quase sempre mais alta do que no exterior. As plantas têm exigências diferentes em humidade do ar:As plantas têm exigências diferentes em humidade do ar:
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Valores de humidade do ar (óptimos,Valores de humidade do ar (óptimos, máximos e mínimos) para algumasmáximos e mínimos) para algumas culturas hortícolas em estufaculturas hortícolas em estufa ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ CulturaCultura mínimomínimo óptimoóptimo máximomáximo ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ TomateTomate 4040 5050 6060 PimentoPimento 5050 6060 7070 BeringelaBeringela 4545 5555 7070 PepinoPepino 7070 7575 9090 CourgetteCourgette 6565 7070 8080 MelãoMelão 6060 6565 7575 Feijão verdeFeijão verde 5050 6565 8080 MorangoMorango 6060 6565 8080 --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático A humidade do ar em excesso provoca:A humidade do ar em excesso provoca: •• Aumento das doenças;Aumento das doenças; •• Fecundação deficiente;Fecundação deficiente; •• Diminuição do desenvolvimento vegetativo;Diminuição do desenvolvimento vegetativo; •• Aparecimento de carências;Aparecimento de carências; Quando e deficiência provoca:Quando e deficiência provoca: •• Aumento do consumo de água;Aumento do consumo de água; •• Menor desenvolvimento vegetativo;Menor desenvolvimento vegetativo; •• Diminuição do vingamento das flores;Diminuição do vingamento das flores; •• Desidratação dos tecidos;Desidratação dos tecidos;
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático O controlo da humidade do ar é difícil de efectuar, contudo, podO controlo da humidade do ar é difícil de efectuar, contudo, podemosemos recorrer a várias soluções que minimizam os graves problemasrecorrer a várias soluções que minimizam os graves problemas derivados do excesso ou falta deste elemento.derivados do excesso ou falta deste elemento. Assim para diminuir a humidade no interior das estufas, podemosAssim para diminuir a humidade no interior das estufas, podemos actuar nos seguintes pontos:actuar nos seguintes pontos: ArejamentoArejamento -- O arejamento é, tal como para o controlo da temperatura,O arejamento é, tal como para o controlo da temperatura, o processo mais económico de controlar a humidade do ar, sendoo processo mais económico de controlar a humidade do ar, sendo oo modo de actuar idêntico ao já referido anteriormente, ao falar dmodo de actuar idêntico ao já referido anteriormente, ao falar daa temperatura, sendo além disso importante atender a dois aspectostemperatura, sendo além disso importante atender a dois aspectos :: -- abertura e fecho das estufas.abertura e fecho das estufas. Abertura das estufasAbertura das estufas -- De manhã, ( em dias sem geada), devem abrirDe manhã, ( em dias sem geada), devem abrir--sese as janelas o mais cedo possível (ao nascer o sol ou mesmo um pouas janelas o mais cedo possível (ao nascer o sol ou mesmo um poucoco antes) para eliminar o excesso de humidade do ar, evitando aantes) para eliminar o excesso de humidade do ar, evitando a condensação de água no tecto (que depois goteja sobre as plantascondensação de água no tecto (que depois goteja sobre as plantas).).
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático •• Quando não se abre a estufa logo de manhã cedo, como a humidadeQuando não se abre a estufa logo de manhã cedo, como a humidade éé elevada, à medida que o sol aquece a estufa ocorre condensaçãoelevada, à medida que o sol aquece a estufa ocorre condensação nasnas superfícies frias, nomeadamente plástico do tecto, frutos e folhsuperfícies frias, nomeadamente plástico do tecto, frutos e folhas dasas das zonas que se encontram mais sombreadas;zonas que se encontram mais sombreadas; •• Quando a ventilação é deficiente as plantas podem ficar molhadaQuando a ventilação é deficiente as plantas podem ficar molhadas,s, durante todo o dia, criando condições ideais ao aparecimento dedurante todo o dia, criando condições ideais ao aparecimento de doenças;doenças; •• Em dias de céu nublado, não se devem fechar as estufas, pois coEm dias de céu nublado, não se devem fechar as estufas, pois como jámo já vimos há pouca luz e a humidade do ar é alta, criando condiçõesvimos há pouca luz e a humidade do ar é alta, criando condições ideaisideais para o desenvolvimento de fungos;para o desenvolvimento de fungos; •• Deixar , uma abertura de 20 cm a 25 cm, evitando fechar totalmDeixar , uma abertura de 20 cm a 25 cm, evitando fechar totalmente asente as janelas, (excepto em dias de geada) não influi negativamente najanelas, (excepto em dias de geada) não influi negativamente na temperatura mínima do ar e evita a condensação ao nascer do sol.temperatura mínima do ar e evita a condensação ao nascer do sol.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático A ventilação da estufa está dependente do desenvolvimento da culA ventilação da estufa está dependente do desenvolvimento da cultura:tura: •• Se as plantas são pequenas, evapotranspiram pouco, podendoSe as plantas são pequenas, evapotranspiram pouco, podendo então deixarentão deixar--se as janelas mais tempo fechadas;se as janelas mais tempo fechadas; •• Se as plantas estão muito desenvolvidas libertam grandeSe as plantas estão muito desenvolvidas libertam grande quantidade de vapor de água, devendo então aumentaquantidade de vapor de água, devendo então aumenta--se ase a ventilação;ventilação; Fecho da estufaFecho da estufa -- Fechar a estufa muito cedo propicia o aparecimentoFechar a estufa muito cedo propicia o aparecimento de problemas fitossanitários (de problemas fitossanitários (BotrytisBotrytis).). Só em casos especiais, quando a humidade do ar exterior é muitoSó em casos especiais, quando a humidade do ar exterior é muito baixa, e ocorrem condições propicias ao aparecimento de geadas,baixa, e ocorrem condições propicias ao aparecimento de geadas, sese justifica o fecho das estufas mais cedo (15 h a 16 h no Outono /justifica o fecho das estufas mais cedo (15 h a 16 h no Outono / Inverno);Inverno);
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Arejamento superior (zenital)Arejamento superior (zenital) -- A existência de janelas ou aberturas naA existência de janelas ou aberturas na parte superior da estufa, conjugada com o arejamento lateral cparte superior da estufa, conjugada com o arejamento lateral cria umaria uma corrente de ar ascendente que facilita a remoção do ar húmido nocorrente de ar ascendente que facilita a remoção do ar húmido no interior da estufa .interior da estufa . Ventilação forçadaVentilação forçada -- É um meio óptimo, tanto para baixar a temperaturaÉ um meio óptimo, tanto para baixar a temperatura do ar como para retirar humidade da estufa, mas é caro e de difído ar como para retirar humidade da estufa, mas é caro e de difícilcil adaptação às estufas de madeira da região.adaptação às estufas de madeira da região. Cobertura do soloCobertura do solo -- A cobertura do solo, independentemente da cor doA cobertura do solo, independentemente da cor do plástico, diminui drasticamente a quantidade de água que se evapplástico, diminui drasticamente a quantidade de água que se evaporaora do solo, diminuindo por isso a humidade do ar.do solo, diminuindo por isso a humidade do ar. Tecto duploTecto duplo -- A grande vantagem do tecto duplo é evitar que a águaA grande vantagem do tecto duplo é evitar que a água que se condensa no tecto da estufa caia sobre as plantas.que se condensa no tecto da estufa caia sobre as plantas. •• O plástico a usar no tecto duplo será o mais fino possível (O plástico a usar no tecto duplo será o mais fino possível (0.25 a0.25 a 0.35 µ de espessura) para diminuir o corte de luz.0.35 µ de espessura) para diminuir o corte de luz.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Plantar em linhas simples)Plantar em linhas simples) -- Plantações em linha dupla são maisPlantações em linha dupla são mais económicas pois permitem poupar no sistema de rega.económicas pois permitem poupar no sistema de rega. •• Contudo as plantas criam um tufo de folhagem entre as linhas qContudo as plantas criam um tufo de folhagem entre as linhas queue impede uma eficaz remoção do ar, saturado de humidade, ai existeimpede uma eficaz remoção do ar, saturado de humidade, ai existente.nte. A necessidade de aumentar a humidade do ar no interior da estufaA necessidade de aumentar a humidade do ar no interior da estufa, é, é uma situação menos frequente, que ocorre quando as plantas têuma situação menos frequente, que ocorre quando as plantas têmm que permanecer dentro da estufa na Primavera / Verão (plantaçõesque permanecer dentro da estufa na Primavera / Verão (plantações emem Julho/Agosto, viveiros, floricultura, bancadas de enraizamento eJulho/Agosto, viveiros, floricultura, bancadas de enraizamento etc.) .tc.) . Nestes caso pode recorrerNestes caso pode recorrer--se a:se a: Rega das culturas e entre linhas (caminhos)Rega das culturas e entre linhas (caminhos) -- Quando se fazemQuando se fazem plantações na época quente podemos regar as culturas e os camiplantações na época quente podemos regar as culturas e os caminhosnhos (microasperssão) de modo a que a água ao evaporar(microasperssão) de modo a que a água ao evaporar--se, baixe ase, baixe a temperatura e aumente a humidade do ar.temperatura e aumente a humidade do ar.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Rega da coberturaRega da cobertura -- Quando se rega por cima da cobertura obtemos um abaixamento da temperatura do ar e uma elevação da humidade do ar. • É um processo pouco eficiente que todavia poderá ter interesse se o horticultor tiver instalado um sistema de luta anti-geada (rega por aspersão ou microaspersão), Sistema “((CoolingCooling)) ” - Este sistema, referido anteriormente ao falar da temperatura do ar, além de possibilitar baixar a temperatura, é igualmente eficaz no controlo da humidade, (em dias quentes com baixa humidade). Sistema “FOG” - Com este sistema pretende-se em geral a obtenção de valores elevados da humidade relativa no interior das estufas, podendo ir-se até aos 90 - 100 %.
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Simultaneamente a água , ao evaporar-se, absorve calor o que permite também baixar a temperatura do ar. • Funciona geralmente a pressões muito elevadas (80 a 90 Kg / cm2), sendo a água finamente pulverizada em partículas micronizadas que, em funcionamento óptimo, se evaporam no ar; • Com águas duras, dado que os orifícios de saída da água são muito pequenos, os entupimentos, por precipitação dos bicarbonatos, são frequentes; • Nestes casos o ideal será fazer a osmose inversa da água (é uma situação muito cara);
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Em opcção existem sistema em que a água é aspirada por intermédio de uma saída “Venturi”, montada num tubo onde circula ar a pressões elevadas, e ligada por intermédio de um microtubo à tubagem de água; • Tal como nos sistemas cooling o sistema pode automatizar-se por intermédio de um humidostato. • O sistema “FOG” pode servir toda a estufa ou instalar-se apenas em alguns módulos (bancadas de enraizamento etc..)
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Anidrido carbónico ( COAnidrido carbónico ( CO22)) As plantas vão buscar à atmosfera o carbono ( C ), que é um elemento nutritivo, assimilando-o directamente do ar onde se encontra sob a forma de CO2 . Combinando este gás com a água a luz e o calor, as plantas sintetizam as substâncias orgânicas. A concentração normal de CO2 na atmosfera é da ordem dos 0.03% (300 ppm). No caso das estufas, que por vezes permanecem fechadas ou têm arejamento deficiente, a atmosfera é pobre em CO2 (menos de 200 ppm).
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    M i ni s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , do Desenvolvimento Rural e das Pescas DRAALG Direcção Regional de Agricultura do Algarve Estufas - Controlo Climático Estufas - Controlo Climático 2. Controlo climático Anidrido carbónico ( COAnidrido carbónico ( CO22)) Para corrigir este desequilíbrio na concentração de CO2 , que se produz durante o dia, é frequente a aplicação de C02 nas estufas, recorrendo a meios artificiais. • Podemos enriquecer o ar mediante a combustão de certos produtos (petróleo, gás propano) em queimadores apropriados; • Também se pode injectar CO2 no estado puro, utilizando equipamento adequado, ou adaptar e aproveitar as condutas de aquecimento do ar ou ventiladores, dado que o gás se vaporiza com facilidade; • Pode ainda usar-se neve carbónica, colocada em recipientes com blocos de CO2, deixando que o carbono se vá lentamente sublimando. De momento a aplicação de CO2 não é pratica corrente dos agricultores da região.
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