• INTRODUÇÃO: 
52ª Assembleia 
Geral da 
Conferência 
Nacional dos 
Bispos do Brasil 
(CNBB) 
Aparecida/SP 
30 de abril a 9 de 
maio de 2014
• PARÓQUIA COMO COMUNIDADE DE 
COMUNIDADES É: 
“Presença eclesial no território, âmbito para a escuta 
da Palavra, o crescimento da vida cristã, o diálogo, o 
anúncio, a caridade generosa, a adoração e a 
celebração” (Apresentação DOC 100). 
• PASTORAL: “o exercício da maternidade da Igreja” 
(PAPA FRANCISCO, Discurso aos Bispos do Brasil, JMJ 2013, p.4) 
• Presença pública da Igreja nos diferentes lugares, 
mas vem perdendo sua influência, necessitando de 
uma conversão/renovação em vista da missão (EV 
28)
ASSEMBLEIA ORDINÁRIA DE 2013: 
Debate amplo e profundo, com participação de 
diferentes instâncias: sugestões, críticas... 
O tema foi novamente 
debatido em 2014. O 
Documento 100 não é uma 
repetição do Texto de Estudos 
104, pois a reflexão avançou e 
cresceu com a grande 
quantidade de emendas que 
chegou na CNBB (Doc 100,4)
CONTRIBUIÇÕES PARA A RENOVAÇÃO: 
• Eclesiologia do Concílio Vaticano II 
• Proposta do Documento de Aparecida 
• Diretrizes da CNBB (sobre a renovação) 
• Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil 
• Exortação Apostólica Evangelii Gaudium 
CONVERSÃO implica: formação de pequenas 
comunidades de discípulos convertidos pela Palavra 
e em constante missão, sendo necessária a 
revitalização da atuação de todos (pastores e povo 
fiel), a superação do comodismo e do desânimo - 
desinstalar-se e ir ao encontro dos irmãos (Doc 100,8).
QUESTÕES QUE NORTEIAM O 
DOCUMENTO 100: 
• Qual é a situação de nossas paróquias hoje? 
• Quais são as causas de certo esfriamento na 
comunidade cristã? 
• O que é preciso perceber para que ocorra 
uma mudança? 
• Que aspectos merecem revisão urgente? 
• O que é possível propor e assumir na 
pluralidade da realidade brasileira?
CAPÍTULO 1 
SINAIS DOS TEMPOS E 
CONVERSÃO PASTORAL 
• Reconhecer os sinais dos tempos: sinais da 
presença de Deus (GS, 4, 11, 44; PO,9; UR,4;AA,14) 
• Pastoral e ação evangelizadora: ser presença de 
Cristo no mundo (LG,15; GS,43) 
• “Ecclesia semper reformanda” (UR,6) – novas 
demandas: acontecimentos, exigências e 
aspirações 
• Discernimento evangélico: olhar de discípulo, que 
se nutre da luz e da força do Espírito Santo (EG,50)
1.1 – Novos contextos: desafios e oportunidades (11-22) 
• Progresso científico e tecnológico: avanço da informática, 
emergência da subjetividade; 
• consciência ecológica, tolerância, mobilizações (injustiças, 
ditaduras, corrupção); 
• Subjetividade individual: enfraquecimento dos vínculos 
comunitários e sociais (desenraizamento). Desinteresse pelo 
outro e imediatismo; 
• Secularismo: libertar-se da família, religião e sociedade; Estado 
laico/sociedade pós-cristã  relativismo moral. 
• Mercado/consumismo X exclusão social (miséria...); 
• Urbanização acelerada e desordenada X pastoral de manutenção 
(demandas religiosas sem vínculos); 
• Meios de comunicação: novos espaços (virtuais – rurais e 
urbanos)
1.2 – Novos cenários da fé e da religião (23-27) 
• Religiosidade não institucional: interesses pessoais  
busca de soluções imediatas: curas, prosperidade 
financeira... 
• Os que se declaram sem religião (mesmo os batizados); 
• Pluralismo: perda de referências fundamentais, 
fragmentação da vida e da cultura, desrespeito e 
indiferença, sincretismo; 
• Perda do sentido comunitário e solidário da fé e a 
dificuldade de manter a identidade e vocação cristãs; 
• Religiosidade midiática: redes sociais, TVs (menor senso 
de pertença e engajamento comunitários)- novas 
modalidades de se viver a fé.
1.3 – Realidade da Paróquia (28-38) 
 Unida às outras paróquias da diocese e na sociedade – não é 
autônoma/independente; 
 Dificuldades: não assumir a eclesiologia do Vaticano II 
(sacramentalismo e devocionalismo), sem plano pastoral 
sincronizado com a diocese, catequese sem iniciação cristã, 
centralismo na pessoa do pároco (ausência da atuação eficaz dos 
leigos), falta de preocupação missionária, pequenas 
comunidades “fracas”, grupos fechados e sem comunhão com a 
diocese ou diálogo com o mundo (fundamentalismo), paróquias 
instituições (clubes...), cheia de vetos, burocracia, distante e sem 
preocupação com os pobres ou com a evangelização,; 
 Há exemplos de conversão pastoral: processo de Iniciação Cristã 
(catequese), animação bíblica, ministérios leigos, CPP, CAE, busca 
dos afastados, novos métodos (EG,33), planos evangélicos, 
místicos e participativos. Procura integrar fé, esperança e 
caridade na intersubjetividade.
1.4 – A nova territorialidade (38-44) 
Há séculos o principal critério da experiência eclesial 
(fixista e estável). Hoje as relações sociais se 
sobrepõem: sem delimitação geográfica, mobilidade, 
fluidez do território; 
 Espaço: lugar habitado (interação e convivência da fé) 
 sentido de pertença não depende do território; 
Não se despreza a territorialidade como referência, pois 
acolhe os diferentes modos de viver a fé; 
 Cânon 518: paroquias territoriais e não territoriais (rito, 
nacionalidade, razão pastoral); 
 Mídias: grupos de pertença  espaço virtual: 
comunidades virtuais, que superam a noção de espaço e 
tempo.
1.5 – Revisão de estruturas obsoletas (45-50) 
Ativismo estéril: manutenção de práticas e estruturas 
(energia desperdiçada), longe das novas inquietações; 
Tornar a paróquia mais missionária (constante saída – 
EG,27): nova linguagem, conceitos compreensíveis 
para que as verdades de sempre sejam uma novidade 
(Mistério de Deus – espiritualidade que o torne 
desejável), indo além do meramente administrativo e 
sacramental; 
Atendimento: doentes, solitários, enlutados, 
deprimidos, dependentes químicos, povo da rua, 
famílias, quilombolas, etc...  ampliar os ministérios 
leigos, na mística do discípulo missionário, para uma 
paróquia missionária (EG,28);
1.6 – A urgência da conversão pastoral (51-57) 
Transformação permanente, interior e integral, que 
sugere a renovação missionária das comunidades e 
cristãos para o Cristo (Dap,370), nas estruturas e 
métodos, ultrapassando o modelo de conservação e 
manutenção (fechamento e defesa sem diálogo), para 
uma pastoral missionária; 
Contínua (LG,8): nova mentalidade pastoral no 
exercício da maternidade da Igreja, fundada na 
experiência de Deus; 
Comunidade acolhedora, samaritana (EG 49), orante e 
eucarística; 
Superar o medo da mudança (abertura).
1.7 – Conversão para a missão (58-60) 
 Passar de uma pastoral limitada pelas atividades internas da 
Igreja para o diálogo com o mundo, fiel à proposta do 
Evangelho para a comunidade, renovando costumes, estilos, 
horários e linguagem; 
 Favorecer mais a evangelização que a autopreservação da 
paróquia, superando a espiritualidade intimista para dar-se 
mais aos outros. 
1.8 – Breve conclusão (61) 
 Desafio: renovar-se diante das aceleradas mudanças deste 
tempo; 
 Exigência para o discípulo missionário: ousadia diante dos 
novos contextos e ter como fonte perene o encontro com 
Jesus Cristo, renovado constantemente pelo anúncio do 
querigma.
CAPÍTULO 2 
PALAVRA DE DEUS, VIDA E MISSÃO NAS 
COMUNIDADES 
 Inspiração para a comunidade cristã: PALAVRA, anunciada 
por Cristo, em nome do Pai, e na qual a Igreja existe e age 
guiada pelo Espírito Santo; 
 Modelo de vida de Jesus e dos apóstolos; 
 Fontes bíblicas (contexto e circunstâncias –origem da 
Igreja): eclesiologia  comunidade de comunidades.
2.1 – A comunidade de Israel (63-66) 
 Firmada na aliança com Deus, determinando a vida 
familiar, comunitária e social, pela observância da Lei e 
dos profetas (adoração/culto e promoção da justiça), 
como povo eleito; 
 Famílias reunidas como comunidade religiosa e social em 
diferentes momentos/épocas: Abraão, Isaac, Israel, 
Moisés, juízes, profetas, exílio  fortalecimento 
progressivo de seus vínculos; 
 No tempo de Jesus: vida comunitária se desintegrando, 
ameaça da escravidão, pessoas desassistidas (viúvas, 
órfãos, pobres – Mt 9,36); 
 Jesus inserido na vida comunitária de Israel: orações, 
reuniões na sinagoga, peregrinações  vivência da fé.
2.2 – Jesus: novo modo de ser pastor (67-70) 
 BOM PASTOR (Jo.10,11): acolhia, cuidava (doentes e 
excluídos pela religião e sociedade), ia ao encontro, 
mostrava novo caminho (Mt 11,28-30); 
 Anúncio da Boa Nova para todos indistintamente: 
prostitutas, pecadores, pagãos, samaritanos, leprosos, 
possessos, mulheres, crianças, doentes, publicanos, 
soldados e pobres; 
 Ensino novo com autoridade (Mc 1,27): causava admiração 
 linguagem simples, interativa, simbólica (parábolas), que 
ajudava a descobrir a verdade que ele testemunhava com 
sua vida.
2.3–A comunidade de Jesus na perspectiva do Reino de Deus (71-76) 
 Na presença do Espírito, Jesus anuncia o Reino (ler Lc 4,18-19) 
 Casa: visitou pessoas e familias: Pedro, Mateus, Zaqueu, Marta, 
Maria e Lázaro  entrar na vida; 
 Grupo dos 12 Apóstolos (tribos de Israel): novo povo de Deus. 
Aprendem dele um novo jeito de ser: a) Comunhão com Jesus 
(irmãos – Mt 23,8-10); b) Igualdade de dignidade (Gl3,28); c) Partilha 
dos bens (Mc 10,28, Jo 13,29, Lc 10,7); d) Amizade (Jo 15,15); e) Serviço 
– poder (Lc 22,25-26; Mc 10,43; Mt 20,28); f) Perdão – poder dado a 
Pedro, aos apóstolos e à comunidade (Mt 16,19; Jo 20,23; Mt 18,18); g) 
Oração em comum (Jo 2,13;7,14;10,22-23; Mc 6,41; Mt 26,36-37; Lc 
24,30;4,16;9,28); h)Alegria – chegada do Reino e salvação próxima(Lc 
10,20.23;6,20; Mt 5,11); 
 Recomendações para a missão: a) Hospitalidade (despojamento – 
Lc 9,4;10,5-6;Mt 10,9-10); b)Partilha (Lc 10,7); c) Comunhão de mesa (Lc 10,8; 
Mt 23,15); d) Acolhida aos excluídos (Lc 10,9; Mt 10,8).
2.4 – As primeiras comunidades cristãs (77-97) 
 Experiência de encontro com o Ressuscitado (Lc 24,1-8): 
transmissão do Espírito Santo (carismas)  testemunhas do 
Evangelho: admitem os pagãos, superam a lei mosaica, chegam 
ao mundo pagão; 
 Filiação divina: fé e batismo; 
 Atos 2,42 (vínculo familiar com Cristo e com os irmãos) a) 
Ensinamento dos apóstolos: nova interpretação da vida e da lei 
(experiência da ressurreição); b) Comunhão fraterna: partilha dos 
bens (At 2,44-45;4,32.34-35). Relação das pessoas e a 
comunidade com a Trindade (com o Pai, em Cristo, que se 
estende aos irmãos na ação do Espírito); c) Fração do Pão nas 
casas (Eucaristia): herança judaica – Jesus partilhou o pão com os 
discípulos (Lc 24,30-35). Refletia na vida pessoal, comunitária e 
social (Koinonia – At 2,6), sustentando a fé e a esperança na 
parusia (Maranathá); d) Orações: unidos a Deus e entre si; 
 Louvor, estima e crescimento (At 2,47).
 Iniciação cristã: Antioquia  nome de cristãos (At 11,26): 
seguidores de Cristo (ungido). Nos primeiros séculos havia 
um processo: querigma/pré-catecumenato; catecumenato 
(doutrina dos apóstolos e catequese – Adesão a Cristo na 
comunidade, sociedade e família); purificação e 
iluminação (sacramentos da iniciação na Vigília Pascal) e 
mistagogia (tempo pascal); 
 Missão: Jesus, enviado do Pai, nos envia (Hb 3,1; Mt 
28,19) para anunciar a Boa Nova (Mc 16,15) até os confins 
da terra (At 1,8; Mc 1,38); 
 Testemunhas da esperança: devida à ressurreição  
comunhão com a Trindade na Aliança Eterna (Ap 21,2-5). 
Aguardam a vinda de Cristo no fim dos tempos, como 
novo Povo de Deus peregrino e seguidores do caminho, 
acolhendo estrangeiros, imigrantes, peregrinos...
2.5 – A Igreja-comunidade (98-102) 
 Bacia do Mediterrâneo (tempo dos apóstolos e primeiras 
pregações): revolução sociocultural; 
 Paulo: Igreja doméstica (sedentária: Jerusalém, Antioquia, 
Roma, Corinto, Éfeso), ao passo que na Palestina havia um 
cristianismo nômade; 
 Assembleia convocada por Deus, povo eleito da Nova 
Aliança (ekklesia tou theou), incluindo os pagãos: liturgia, 
Palavra, Ceia (1Cor 11,18) e dons do Espírito (sinais); 
 2.6 – Breve conclusão: ser-humano (A.T e N.T) membro 
do Povo da Aliança (identidade), comunidade de fé; 
- N.T. insere novos elementos: Corpo de Cristo  eixo é a 
pessoa de Jesus Cristo na forma de discipulado – missão; 
- Não ter medo de novos modelos, em novas épocas (CNBB).
CAPÍTULO 3 
SURGIMENTO DA PARÓQUIA E SUA 
EVOLUÇÃO 
 Experiência/dimensão comunitária da fé: evolução 
história desde a Igreja Doméstica até a Paróquia atual; 
 Importante instrumento na construção da identidade 
cristã: cristianismo visível na cultura e na história; 
 Mudanças de época: recuperar e rever seus diferentes 
aspectos  acentuar o sentido comunitário da fé cristã.
3.1 – As comunidades na Igreja antiga (107-110) 
 Comunidades primitivas: transmissão da Palavra de Jesus 
e fidelidade ao Reino de Deus; 
 3 primeiros séculos: clandestinos – Império Romano. 
Tempo de perseguição e martírio. É o tempo dos Santos 
Padres: delineação dos ministérios, ideia de fraternidade 
cristã (jejum), desafios de um mundo estranho à fé. 
3.2 – A origem das paróquias (111-118) 
 Edito de Milão (313): liberdade religiosa no Império R; 
 Edito de Tessalônica (381 – Teodósio): Religião oficial  
crescimento em número (massa anônima); 
 Comunidades organizadas na vida social: territorialidade e 
organização administrativa; 
 Final do século III: Domus ecclesiae (fixo)  presbíteros;
 Final do século IV (Roma): Titulus. 
 Paróquias como comunidades rurais  bispo e presbitério; 
 Século V: maior autonomia  presbíteros assumem novas 
funções (delegadas): presidir a Eucaristia, batizar, reconciliar. Aos 
poucos esse sistema chega às cidades (transformação social das 
comunidades primitivas em paróquias). A diocese era uma 
expansão disso; 
 Fermentum: prolongamento da Eucaristia episcopal; 
 Iniciação feita pelo presbítero, exceto a “perfeição” (crisma); 
 476: fim do Império Romano – invasões bárbaras (assimilam a 
cultura, monarquia, latim, Igreja Católica) relação estreita 
entre Igreja e Estado; 
 Surgimento dos mosteiros e ordens religiosas; 
 Segundo milênio: dois poderes (temporal e espiritual); 
 Reforma gregoriana (1073-1085): origens + poder papal; 
 Concílio de Trento (séc. XVI): Renascimento e Reforma - 
(seminários, residência do pároco). Isto vai até o Vaticano II.
3.3 – A formação das paróquias no Brasil (119-123) 
 Séc. XVI: ordens religiosas e irmandades de fiéis (devoções 
particulares). Em 1855 o Império fecha os noviciados; 
 Paróquia: única instância institucional do catolicismo; 
 1889: congregações europeias  escola católica 
 Leigos: ligados às associações (muita reza e pouca missa); 
 Séc. XIX: introdução da reforma tridentina  paroquialização 
das capelas populares, formação moral e dogmática. Paróquia 
torna-se local de atos religiosos e atendimento sacramental; 
 CDC 1917: menor circunscrição local, pastoral e administrativa. 
3.4 – A paróquia no Concílio Vaticano II (124-128) 
 Igreja Particular: paróquia está em rede e só pode ser 
compreendida a partir da diocese, como que uma célula; 
 Diocese: porção do Povo de Deus, a paróquia uma parte; 
 Eucaristia: fonte e cume da vida cristã e unidade do povo; 
 LG, GS e AA: missão da Igreja no mundo, lugar dos discípulos;
3.5 – A renovação paroquial na América Latina e no Caribe (129-139) 
 Década de 60: mudanças, regimes militares, violação dos direitos 
humanos, êxodo rural,  novo cenário social, político, econômico e 
religioso (nova atuação da Igreja) 
 Medellín (Colômbia -1968): revisão da pastoral de conservação 
(sacramental) sem evangelização e compromisso com a justiça, 
verdade e vivência comunitária e litúrgica da fé (Eucaristia) 
(DM,6,3); 
 Puebla (México – 1979): “Acompanhar as pessoas e a família no 
decorrer de toda a sua existência, na educação e crescimento na fé” 
(DP, 644). Paróquia como centro de “coordenação e animação de 
comunidades, grupos e movimentos” (DP,644), valorizando mais 
que o território a reunião de fiéis. Expansão das CEB´s; 
 Santo Domingo (República Dominicana – 1992): paróquia como 
família de Deus  “comunidade de comunidades e movimentos, 
acolhe as angústias e esperanças dos homens, anima e orienta a 
comunhão, participação e missão” (SD,58). Setorização, 
protagonismo dos leigos e busca dos afastados;
 Aparecida (Brasil – 2007): grande apelo é a conversão pastoral 
superar o modelo de conservação pela dimensão missionária, como 
rede de comunidades, comunhão de discípulos missionários, 
“células vivas da Igreja e o lugar privilegiado no qual a maioria dos 
fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e a comunhão eclesial. 
São chamadas a ser casa e escolas de comunhão” (DAp 170), 
“comunidade de comunidades” (Dap, 99,179 e 309), centro da vivência 
cristã (todo orgânico), inspirada no N. Testamento. 
3.6 – A renovação paroquial no Brasil (140-147): desde 1962, com 
o Plano de Emergência  enfrentamento de problemas e renovação; 
 Diocese: lugar da comunhão, estacando-se o tríplice múnus de 
Cristo, do qual participa o batizado (profético, sacerdotal e real); 
 Linhas de uma pastoral de conjunto e levantamento de realidade; 
 CF (1964 e 1965): “Igreja em renovação” e “ Paróquia em 
renovação”; 
 DGAE (2011-15): local de vivência da fé e inserção na Igreja, 
comunidade de comunidades, de discípulos missionários; 
 Estudo 104 (2013) e pronunciamentos do papa: revisão e renovação.
CAPÍTULO 4 
COMUNIDADE PAROQUIAL 
Fundamento e origem: Mistério Trinitário  
comunhão, mistério, carismas - dom da unidade e 
comunhão com Cristo e entre si; 
Mais que uma realidade sociológico e psicológica; 
Prolongamento da Igreja Particular e da Eucaristia 
episcopal, célula da diocese (AA,10), visibiliza a Igreja 
Universal.
4.1 – Trindade: fonte e meta da comunidade (154-157) 
 Igreja: desejada e projetada pelo Pai, criatura do Filho e 
vivificada pelo Espírito Santo  dimensão comunitária 
fundamental que brota da Trindade (modelo), perfeita 
comunidade de amor à qual rumamos; 
 Diversidade de carismas – MISSÃO (comunidades): que todos 
conheçam e participem deste amor. 
4.2 – Diocese e paróquia (158-160) 
 CDC,369: Diocese é uma porção do Povo de Deus, confiada a 
um bispo com a cooperação de um prebitério; 
 Comunhão com outras dioceses: presididas na caridade pelo 
bispo de Roma (papa), é mistério, pois supera a unidade 
sociológica e harmonia psicológica  comunhão dos santos; 
 Visa a salvação, que considera e transcende o mundo visível; 
 Paróquia: menor parte da comunidade mais ampla, que é a 
diocese, nunca pensada independente da mesma.
4.3 – Definição de paróquia (161-167) 
 Bíblia grega 1)Paroikía (subst): estrangeiro, migrante; 2) 
Paroikein (verbo): viver junto, habitar nas proximidades, viver 
em casa alheia, em peregrinação; 3) Paroikós (subst/adj): 
morada, habitação em pátria estrangeira, vizinho, próximo, 
que habita junto. O cristão não está em sua pátria definitiva 
(Hb13,14); 
 Paróquia: “estação provisória” ou hospedaria, no caminha da 
salvação para a pátria celeste, guiados pela fé em Jesus Cristo; 
 CIC,2179; CDC,515§1º: comunidade de fiéis (estável) na 
Diocese, confiada ao pároco, sob autoridade do bispo, em 
comunhão com a diocese; 
 Local da celebração da Eucaristia, prática da caridade (At 2,42), 
da missão (formar seguidores); 
 Tríplice múnus de Cristo: comunidade de fé, culto e caridade; 
 Superar a vivência individualista da fé (CIC, PG86/1,416.421).
4.4 – Comunidade de fiéis (168-173) 
 Conceito de “comunidade”  autocompreensão de sua realidade 
histórica, pois torna presente a Igreja onde está, como local onde 
se ouve a convocação feita por Deus, em Cristo, para que todos 
sejam um e vivam como irmãos (família dos que ouvem e praticam 
a Palavra – Lc 8,21); 
 Comunidade: identidade coletiva (tem algo em comum); 
 Teologicamente: comunhão íntima das pessoas entre si e delas 
com o Deus Trindade, sobretudo pelo Batismo e Eucaristia; 
 Comunidade de fiéis: batizados em comunhão com a Igreja; 
 Riqueza de dons e carismas: partilhados para o bem de todos. 
4.5 – Território paroquial (174-176) – Cân 518 
 Paróquia (CDC): territorial ou pessoal (rito, língua, nacionalidade); 
 Área circunscrita por uma linha divisória: pertença e acolhida das 
pessoas de diferentes culturas, formas de espiritualidade, condição 
social para ouvir a Palavra e participar da Eucaristia, sob os 
cuidados do pároco, em comunhão com o bispo diocesano.
4.6 – Comunidade: casa dos cristãos (177-184) 
 Comunidade cristã: experiência de Igreja que acontece ao redor 
da casa (domus ecclesiae)  a paróquia “é a última localização 
da Igreja... que vive no meio das casas dos seus filhos e filhas”; 
 Referencial para o cristão peregrino, construção de pedras vivas: 
- Casa da Palavra: onde o discípulo escuta, acolhe e pratica. Acolhe 
o Verbo de Deus, que armou sua tenda entre nós (shekinah), 
sobretudo pela liturgia, pela iniciação cristã, LOB, e outros modos; 
- Casa do Pão: “a fé da Igreja é essencialmente fé eucarística e 
alimenta-se, de modo particular, à mesa da Eucaristia” (SC,6); é o 
encontro de Deus com a comunidade, desta com Deus e dos seus 
membros entre si. A comunidade vive da Eucaristia; 
- Casa da Caridade: na Palavra, na Eucaristia e no Batismo, vive a 
dimensão do amor como ágape-caridade (em relação à Deus e ao 
próximo)  promoção da justiça, opção pelos pobres, ética... e por 
sua presença pública na sociedade (missão-testemunho).
4.7 – Comunidades para a missão (185-189) 
 Testemunho missionário  colabora para garantir a dignidade 
do ser humano e a humanização das relações sociais. É 
anterior ao discurso e às palavras, pois é proclamação 
silenciosa e eficaz da Boa Nova, que supõe: “aproximação 
afetuosa, escuta, humildade, solidariedade, compaixão, 
diálogo, reconciliação, compromisso com a justiça social e 
capacidade de compartilhar, como Jesus o fez” (Dap, 363); 
 Requer o anúncio explícito da Boa-Nova de Cristo (Querigma): 
anunciar Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado, o que supõe 
testemunho, evitando reduzi-lo à prática de culto e 
religiosidade, sem propor mudança de vida; 
 Estado permanente de missão (natureza da comunidade): ir ao 
encontro, chamar os excluídos, oferecer a misericórdia do Pai. 
 Igreja ícone da Trindade no tempo e elevação do tempo ao 
coração da Trindade: encontro, proximidade, missão!
CAPÍTULO 5 
SUJEITOS E TAREFAS DA CONVERSÃO 
PAROQUIAL 
 Vaticano II  relação e distinção entre: 
1) Sacerdócio comum dos fiéis: proveniente do Batismo, fonte e 
raiz de todos os ministérios; 
2) Sacerdócio Ministerial: proveniente da Ordem. 
 Ambos participam do único sacerdócio de Cristo; 
 Renovação paroquial: envolve a todos, em diferentes tarefas, 
pois o fortalecimento das comunidades exige a multiplicação dos 
ministérios; 
 Sujeitos da conversão pastoral: compromisso em ser presença 
evangelizadora, ir às periferias existenciais, superar o medo, 
descentralizar (Cristo é o centro), compartilhar tarefas.
5.1 – Os bispos (195-198) 
 Primeiros a fomentar, em toda a diocese, a conversão pastoral 
das paróquias e fazer da Igreja escola de comunhão; 
 Papa aos bispos: serem pastores próximos das pessoas, 
pacientes, misericordiosos, simples, acolhedores e 
mantenham a unidade, cuidar da esperança (cf. Francisco, 
Mensagens e Homilias – JMJ, Rio 2013, p.90) 
 Trabalho mais pastoral que administrativo, nova mentalidade 
e postura pastoral, fortalecendo o clero em sua missão e 
espiritualidade; 
5.2 – Os presbíteros (199-205) 
 Chamados a ser padres-pastores, dedicados, generosos, 
acolhedores e abertos ao serviço nas comunidades; 
 Dificuldades encontradas: sobrecarga, múltiplas tarefas, 
desencanto, dificuldade no relacionamento, insensibilidade para 
com os pobres, desatualização, personalismo, dentre outras;
 Um dom para a comunidade, pastor e guia, presença visível de 
Cristo vivo, com o qual cultiva uma experiência e tem Espírito 
missionário, coração paterno, animador da vida espiritual, 
evangelizador, atualizado (formação permanente); 
 Autêntico discípulo de Jesus Cristo, apaixonado pelo Senhor. Do 
contrário, não consegue renovar uma paróquia (cf.Dap, 201) 
 Novas atitudes: além da administração e past. de conservação; 
5.3 – Os diáconos permanentes (206) 
 DAP, 205: acompanhem a formação de novas comunidades 
eclesiais, onde ordinariamente não chega a ação evangelizadora 
da Igreja; 
 Explicita presença servidora de Cristo e sinal da unidade eclesial; 
 Assumir comunidades não territoriais: atendimento a 
dependentes quimicos, universidades, hospitais, adinistração 
paroquial (em caso de necessidade).
5.4 – Os consagrados (207-209) 
 Chamados a participar ativamente da renovação paroquial  
ação pastoral a partir de seus carismas; 
 Atuam junto às famílias, na coordenação de paróquias; 
 Comunhão com a diocese, da qual fazem parte, e seu plano de 
pastoral , evitando ações paralelas. Tal vínculo, além de jurídico, 
é também pastoral e missionário. 
5.5 – Os leigos (210-227) 
 Missão: deriva do Batismo e da Confirmação, testemunhando 
Cristo na vida da Igreja e no mundo, além dos limites da 
comunidade de fé e colaborando diretamente com as atividades 
pastorais (cf. AA,10); 
 Desafios: superar o clericalismo e crescer nas responsabilidades: 
participação nas comunidades eclesiais, grupos bíblicos, conselhos 
pastorais e administrativos, reconhecer a diversidade de carismas; 
 Testemunhar a fé na vida pública, ter boa formação na Doutrina 
Social da Igreja (DSI), sendo sujeitos da comunhão eclesial;
 Consciência de ser chamados a ser Igreja, assumindo seu papel na 
construção da comunidade de comunidades. Merecem destaque, 
como sujeitos: 
1. A Família (santuário da vida): 
- Sua importância na vida da pessoa, da comunidade e sociedade; 
- Desafios: políticas públicas que nem sempre respeitam essa célula 
fundamental da sociedade, dificuldade em viver a fidelidade e o 
amor (compromisso), crise de afeto, dificuldade em criar vínculos 
(namoro e casamento), amasiados e casais em segunda união, 
solteiros com filhos, crianças adotadas por casais do mesmo sexo, 
os afastados pelas proibições, novas situações da vida familiar; 
- Atitude da Igreja (família de Cristo): acolher com amor todos os 
seus filhos, sem esquecer todo o ensinamento cristão sobre a 
família (usar de misericórdia); 
2. As Mulheres: presença intensa nas comunidades (catequese, 
liturgia, ministérios, visita aos enfermos... (maioria nas comunidades). 
São transmissoras da fé e colaboradoras dos pastores (DAp,455). 
Ampliar a participação nos âmbitos de decisão. Exemplo de Maria...
3. Os Jovens: a paróquia precisa ter abertura para incentivar a 
presença e a atuação dos jovens cristãos, pois “moram no coração da 
Igreja” (CNBB, Doc.85,1). É necessário uma forma adequada de 
anunciar o amor de Cristo a eles, abrindo espaços adequados nas 
paróquias, com atividades, metodologia e linguagem próprias, levando 
ao engajamento, no seu jeito de ser, com ousadia e destemor. 
Aproveitar os ambientes digitais e levar à vencer a cultura do 
provisório e relativo. Atenção aos excluídos. 
4. Os Idosos: escutá-los em suas preocupações e valoriza-los como 
testemunhas da história e herdeiros privilegiados do tesouro cultural 
da comunidade (valores a resgatar). Muitos vivem na solidão e a vida 
fraterna na comunidade torna-se importante ao acolher e cuidar. 
Estimular a amizade entre idosos, crianças e jovens. 
5.6 – Comunidades Eclesiais de Base – CEB´s (228-230) 
 Instrumento que permite ao povo “chegar a um conhecimento 
maior da Palavra de Deus, ao compromisso social em nome do 
Evangelho, ao surgimento de novos serviços leigos e à educação da 
fé dos adultos” (Dap,178);
 “Ardor evangelizador e capacidade de diálogo com o mundo que 
renovam a Igreja”, por isso devem manter contato com a paróquia 
local (EG,29) e com a diocese (DAp.,179), como sinal de vitalidade, 
sendo presença de Igreja junto aos mais simples, na busca de uma 
sociedade mais justa e solidária; 
 Forma privilegiada de vivência comunitária da fé, inserida na 
sociedade em perspectiva profética, com compromisso 
sociotransformador; 
 Centralidade na Palavra de Deus, na Eucaristia e no valor do 
pequeno grupo (fraternidade e solidariedade). 
5.7 – Movimentos e associações de fiéis (231-236) 
 Sinais da providência de Deus para a Igreja de hoje, trazem novas 
experiências que enriquecem a eclesialidade: movimentos leigos 
(casais, jovens...), que oferecem formação e propõem um caminho 
para seguir Jesus; 
 Desafios: superar a autonomia, integrando-os mais à missão 
paroquial e tornando-a mais rica em serviços, ministérios e no 
testemunho;
 Capacidade de reunir pessoas no sentido transterritorial, sobretudo 
no meio urbano, necessitando maior integração com os planos 
diocesano e paroquial de pastoral, não sendo uma alternativa; 
 Valorização dos carismas diferenciados: ajuda na vivência de fé, na 
participação da vida da Igreja e na evangelização no mundo hoje. 
5.8 – Comunidades ambientais e transterritoriais (237-239) 
 Moradores de rua, universitários, empresários, escolas e outros; 
 Desafios: efetivar uma pastoral de conjunto com a paróquia, ao 
passo que esta também precisa aproximar-se das mais diferentes 
realidades e ambientes de seu território, para favorecer a 
evangelização onde se clama pela Boa-Nova de Cristo. 
“A paróquia é fundamental para a missão evangelizadora, porém 
insuficiente ao se considerarem outras realidades eclesiais” (Doc.100,241) 
“Através de todas as suas atividades, a paróquia incentiva e forma os 
seus membros para serem agentes de evangelização” (EG,28)
CAPÍTULO 6 
PROPOSIÇÕES PASTORAIS 
 Pistas de ação para a CONVERSÃO PASTORAL da paróquia em 
comunidade de comunidades: exige capacidade de agir e programar; 
 “Sem Cristo nada podemos fazer” (cf. Jo 15,5): primado de Deus e o 
lugar do Espírito Santo. 
6.1 – Comunidades da comunidade paroquial (244-256) 
 Setorização: facilitar os vínculos humanos e sociais, 
descentralizando o atendimento, com aumento de líderes e 
ministros leigos, indo ao encontro dos afastados , sem tanta 
estrutura administrativa; 
 Identificar e preparar quem vai pastorear, animar e coordenar; 
 Novo planejamento da paróquia como rede, delegando 
responsabilidades. Não se trata de “miniparóquias”; 
 Conceito de pequenas comunidades: “pequeno grupo de pessoas no 
qual todos se conhecem, partilham a vida e cuidam-se uns dos 
outros, como discípulos missionários de Cristo” (Doc.100,246);
 Ampliar a interação e engajamento das pessoas: 1) As que já atuam 
(pastorais, movimentos, serviços); 2) As que frequentam as 
celebrações mas não estão engajadas e 3) Atrair os afastados. 
 Critério da setorização: territorial ou por afeto e interesse, pois nem 
sempre vizinhança geográfica significa partilha da vida e fé; 
 Frequência: semanal, quinzenal, mensal  a partir do contexto; 
 Garantir comunicação entre os membros: levar ao interesse e 
compromisso de amizade e fraternidade na comunidade de fé; 
 Fundamento: Palavra de Deus e Eucaristia. Ajudam a LOB, Círculos 
Bíblicos e outras iniciativas, para que a Palavra determine a 
caminhada do pequeno grupo e desperte novos serviços e 
ministérios: assistência aos enfermos, catequese, ajuda aos 
pobres... 
 Celebrar a vida: aniversários, acontecimentos, etc; 
 Podem se reunir em diversos pontos, em horários e dias diferentes; 
 Oferecer subsídios para formação, para que seja sempre unida à 
Palavra, oração, comunhão fraterna e serviço aos pobres; 
 Encontro eucarístico na Matriz ou capelas de comunidades.
6.2 – A acolhida e vida fraterna (157-267) 
 Comunidade lugar da reconciliação: tensões e dissensões são 
presentes. Todos devem acolher e oferecer o perdão; 
 Superar: inveja, fofoca, interesses  comprometem a comunhão; 
 Relações interpessoais: alegria, perdão, amor mútuo, diálogo correção 
fraterna, acolhendo bem os afastados  “Nisto conhecerão que sois 
meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35); 
 Recuperar as relações interpessoais e de comunhão, acolhendo e 
propondo caminho aos distanciados. Melhorar atendimento das 
secretarias (burocracia, frieza...) para escutar e encaminha-las; 
 Escuta: aconselhamento pastoral, acesso ao Sacramento da 
Reconciliação (horários do padre), evitar impor obstáculos doutrinais e 
morais, mas propor um caminho de fé gradual (pedagogia divina); 
“A paróquia seja uma instância de acolhida e missão, promovendo a 
cultura do encontro, adaptando-se para tal” (Doc.100,267). 
6.3 – Iniciação à vida cristã (268-270) 
 Catequese como prioridade: estreito vínculo entre Batismo, 
Confirmação e Eucaristia;
 Metodologia ou processo catecumenal: RICA e Diretório Nacional 
de Catequese. Rever a catequese com adultos, jovens, adolescentes 
e crianças, centrada na Palavra (animação bíblica da pastoral); 
 Passos: do querigna e conversão até o discipulado, a comunhão e a 
missão. Testemunho de atitudes bíblicas e evangélicas de todos. 
6.4 – Leitura Orante da Bíblia – LOB (271-273) 
 Casa da Palavra: a paróquia há de promover uma nova 
evangelização, criando familiaridade com a Bíblia, sobretudo pela 
experiência comunitária da LOB. A Palavra edifica a Igreja, sendo 
contínua fonte de animação de sua vida e pastoral; 
 Preparação das homilias: meditação e oração  paixão e convicção; 
 Celebração da Palavra: onde não é possível a Missa (VD,59). 
6.5 – Liturgia e espiritualidade (274-280) 
 Pós-Vaticano II: maior participação da assembleia, com intensa 
espiritualidade, vivenciando o que celebra; 
 Desafios: evitar grandes comentários, cânticos desalinhados com a 
Palavra, homilias longas, falta de silêncio, dentro outros.
 Eucaristia: renovação da vida em Cristo. Escola de vida cristã; 
 Adoração: prolongamento da Celebração Eucarística; 
 Liturgia e vida (prática): o Cristo reconhecido na Eucaristia remete 
ao encontro e serviço aos pobres; 
 Valorizar o Domingo (Dies Domini): família, alegria, repouso, 
solidariedade; 
 Atividades: retiros, Missas, Celebração da Reconciliação, levando à 
alteridade e solidariedade, à superação do desânimo e cansaço; 
 Valorizar a religiosidade popular e devoção mariana: impregnadas da 
Palavra e orientadas para o Mistério Pascal  seguimento de Jesus; 
6.6 – Caridade (281-286) 
 Acolher a todos: moralmente perdidos e socialmente excluídos, “para 
que tenham vida” (Jo 10,10). O amor ao próximo, radicado no amor a 
Deus, é um dever de toda comunidade eclesial (cf.DCE,20;31); 
 Defesa da vida, desde a concepção até seu fim natural (atitudes do 
Bom Samaritano); 
 Novas configurações familiares: divorciados, casais em segunda 
união, homossexuais, solitários e deprimidos, doentes mentais;
 Grandes desafios da humanidade: defesa da vida, ecologia, ética na 
política, economia solidária e cultura da paz. Uma paróquia 
servidora e protetora da vida, educa ao pleno exercício da 
cidadania, da integridade da Terra e cuidado com a biodiversidade; 
 Evite-se a venda e consumo de álcool nas comunidades . 
6.7 – Conselhos, organização paroquial e manutenção(287-297) 
 Para o funcionamento: comunhão e participação  recursos e 
engajamento, em vista da evangelização e manutenção patrimonial; 
 Dízimo: garantir o sentido comunitário, partilha (das pessoas e 
comunidades), com participação dos seus membros; 
 Conselhos: CPP e CAE (participação do laicato), em concordância. 
Não são diretorias. Formar seus membros e tomar decisões em 
conjunto. Tudo tenha em vista a salvação e reconciliação de todos; 
 Obras sociais: cuidado com os pobres e necessitados; 
 Prestação de contas: Estado (pessoa jurídica) e comunidade; 
 Fundos de solidariedade: financeira e humana (distribuição do clero); 
 Vínculos de pertença: diocese e demais paróquias (organicidade 
pastoral), na diversidade de realidades.
6.8 – Abertura ecumênica e diálogo (298-301) 
 Aproveitar possibilidades para uma relação e convivência com o 
pluralismo religioso: ocasiões cívicas (festas familiares, do 
município, formaturas) e religiosas (batizados, matrimônios, 
exéquias). Sempre com respeito e acolhimento mútuos; 
 Reuniões para rezar e meditar a Palavra de Deus: Semana da Unidade; 
 Unir-se no serviço à vida e defesa dos direitos humanos; 
 Unidade é um dom do alto, em vistas à Comunhão (Dap,227); 
 Não se perde a própria identidade, mesmo no diálogo inter-religioso; 
 Cultura da proximidade: numa sociedade e cultura de pluralismo. 
6.9 – Nova formação (302-305) – novo estilo para a conversão: 
 Metodologias e processos  conversão pessoal e comunitária; 
 Métodos, pedagogias interativas e participativas (experiências de 
vida): levar à consciência do valor da vida comunitária para a fé; 
 Atualização teológico-Pastoral: dos ministros ordenados, seminaristas 
e leigos, no âmbito local, regional e nacional, que leve à adesão à 
pessoal de Jesus, formando discípulos missionários (CDFT, Escola de 
Catequese, especializações, dentre outras iniciativas).
6.10 – Ministérios leigos (306-308) 
 Trindade: fonte da pluralidade de ministérios, a serviço da 
comunidade (dimensão ministerial da Igreja); 
 Participação dos leigos: Ministério da Palavra e outros, engajados na 
missão (urbana, rural, transterritorial, ambiental ou de afinidade); 
 Sólida formação doutrinal, pastoral e espiritual. 
6.11 – Cuidado vocacional (309-311) 
 Paróquia: lugar do cuidado vocacional, por excelência, mediante uma 
vida plenamente cristã, embora o “primeiro seminário”, seja a família; 
 Na comunidade nasce e fortalece a consciência vocacional da Igreja; 
 PV e SAV: animar a vocação batismal e promover a oração vocacional; 
 Testemunho dos presbíteros e da comunidade: despertar vocacional. 
6.12 – Comunicação na pastoral (312-316) 
 Mudanças: possibilidades de comunicação e novas formas de 
relacionamento  relação comunidade e fiéis (informados e 
conectados – espaços virtuais) – nova linguagem (mutação dos 
códigos de comunicação e amplo pluralismo social e cultural;
 Linguagem mais objetiva, direta, clara, menos prolixa; 
 Influência dos meios midiáticos: nova experiência religiosa; 
 Desafio: estimular o vínculo da pessoa com a comunidade 
paroquial, com uma pastoral de conjunto, que respeite a 
pluralidade de opções e garanta a comunhão efetiva na missão de 
renovar as paróquias. Não dispensa a comunidade presencial. 
6.13 – Sair em missão (317-318) 
 Católicos não evangelizados e sem experiência pessoal com Jesus 
Cristo: fraca identidade cristã e pouca presença eclesial; 
 Abandono: busca de experiência de Deus em outras denominações; 
 Ir ao encontro: afastados ou que veem a comunidade como 
prestadora de serviços religiosos; 
 Oportunidades de acolhida: preparação de padrinhos, noivos, etc; 
 Olhar menos julgador e mais acolhedor. 
6.13 – Características fundamentais à conversão (319) 
a. Formar pequenas comunidades a partir do anúncio querigmático, 
unidas pela fé, esperança e caridade; 
b. Meditar a Palavra de Deus pela Leitura Orante da Biblia;
c. Celebrar a Eucaristia com as comunidades da Paróquia; 
d. Organizar retiros; 
e. Estabelecer CPP e CAE  comunhão e participação; 
f. Valorizar o laicato: formação pra os ministérios leigos; 
g. Acolher a todos, especialmente os afastados: vida em comunidade; 
h. Viver a caridade e opção preferencial pelos pobres; 
i. Matriz e igrejas: centros de irradiação e animação da fé e espiritualidade; 
j. Maior atenção aos condomínios e conjuntos residenciais populares; 
k. Garantir a comunhão com a totalidade da diocese; 
l. Recursos da mídia e novas formas de comunicação e relacionamento; 
m. Ser uma Igreja em “saída missionária”. 
CONCLUSÃO GERAL(320-328) 
 Novos contextos e oportunidades para a conversão pastoral; 
 Sujeitos: discípulos missionários  novo ardor na missão, 
superando uma postura burocrática, desanimada, estática. Ver a 
Igreja como Mistério, povo de Deus a caminho. É conversão radical! 
 Paróquia: local do encontro (relações do clero com leigos e destes 
entre si), seja territorial, ambiental, opcional ou por afinidade.
 Vivência mais comunitária da fé: conformada ao Evangelho; 
 Duas dimensões (Missão Continental – DAp): 1) programática 
(atividades missionárias que expressem a conversão) e 2) 
paradigmática (nova mentalidade)  a partir da missão na paróquia; 
 Respeito à pluralidade para promover uma pastoral de conjunto, 
oferecer instrumentos: tornar possível saciar a sede com a água viva 
que Cristo oferece, pois faz novas todas as coisas (cf. Ap 21,5b); 
 Questões para refletir (nas comunidades): 
1. Quais são os pontos deste texto que provocam a reflexão sobre a 
nossa comunidade paroquial? 
2. Que atividades pastorais e estruturas precisam ser revisadas? 
3. Em que aspectos já estamos vivendo a conversão pastoral? 
4. Como a nossa paróquia pode tornar-se comunidade e comunidades? 
5. O que precisamos assumir para sermos uma paróquia missionária? 
Maria, Mãe da Igreja, que sabe ouvir e praticar a Palavra, 
interceda por nós. Sejamos entusiasmados pelo Reino, na 
renovação espiritual e pastoral.

Estudo do documento 100

  • 1.
    • INTRODUÇÃO: 52ªAssembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Aparecida/SP 30 de abril a 9 de maio de 2014
  • 2.
    • PARÓQUIA COMOCOMUNIDADE DE COMUNIDADES É: “Presença eclesial no território, âmbito para a escuta da Palavra, o crescimento da vida cristã, o diálogo, o anúncio, a caridade generosa, a adoração e a celebração” (Apresentação DOC 100). • PASTORAL: “o exercício da maternidade da Igreja” (PAPA FRANCISCO, Discurso aos Bispos do Brasil, JMJ 2013, p.4) • Presença pública da Igreja nos diferentes lugares, mas vem perdendo sua influência, necessitando de uma conversão/renovação em vista da missão (EV 28)
  • 3.
    ASSEMBLEIA ORDINÁRIA DE2013: Debate amplo e profundo, com participação de diferentes instâncias: sugestões, críticas... O tema foi novamente debatido em 2014. O Documento 100 não é uma repetição do Texto de Estudos 104, pois a reflexão avançou e cresceu com a grande quantidade de emendas que chegou na CNBB (Doc 100,4)
  • 4.
    CONTRIBUIÇÕES PARA ARENOVAÇÃO: • Eclesiologia do Concílio Vaticano II • Proposta do Documento de Aparecida • Diretrizes da CNBB (sobre a renovação) • Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil • Exortação Apostólica Evangelii Gaudium CONVERSÃO implica: formação de pequenas comunidades de discípulos convertidos pela Palavra e em constante missão, sendo necessária a revitalização da atuação de todos (pastores e povo fiel), a superação do comodismo e do desânimo - desinstalar-se e ir ao encontro dos irmãos (Doc 100,8).
  • 5.
    QUESTÕES QUE NORTEIAMO DOCUMENTO 100: • Qual é a situação de nossas paróquias hoje? • Quais são as causas de certo esfriamento na comunidade cristã? • O que é preciso perceber para que ocorra uma mudança? • Que aspectos merecem revisão urgente? • O que é possível propor e assumir na pluralidade da realidade brasileira?
  • 6.
    CAPÍTULO 1 SINAISDOS TEMPOS E CONVERSÃO PASTORAL • Reconhecer os sinais dos tempos: sinais da presença de Deus (GS, 4, 11, 44; PO,9; UR,4;AA,14) • Pastoral e ação evangelizadora: ser presença de Cristo no mundo (LG,15; GS,43) • “Ecclesia semper reformanda” (UR,6) – novas demandas: acontecimentos, exigências e aspirações • Discernimento evangélico: olhar de discípulo, que se nutre da luz e da força do Espírito Santo (EG,50)
  • 7.
    1.1 – Novoscontextos: desafios e oportunidades (11-22) • Progresso científico e tecnológico: avanço da informática, emergência da subjetividade; • consciência ecológica, tolerância, mobilizações (injustiças, ditaduras, corrupção); • Subjetividade individual: enfraquecimento dos vínculos comunitários e sociais (desenraizamento). Desinteresse pelo outro e imediatismo; • Secularismo: libertar-se da família, religião e sociedade; Estado laico/sociedade pós-cristã  relativismo moral. • Mercado/consumismo X exclusão social (miséria...); • Urbanização acelerada e desordenada X pastoral de manutenção (demandas religiosas sem vínculos); • Meios de comunicação: novos espaços (virtuais – rurais e urbanos)
  • 8.
    1.2 – Novoscenários da fé e da religião (23-27) • Religiosidade não institucional: interesses pessoais  busca de soluções imediatas: curas, prosperidade financeira... • Os que se declaram sem religião (mesmo os batizados); • Pluralismo: perda de referências fundamentais, fragmentação da vida e da cultura, desrespeito e indiferença, sincretismo; • Perda do sentido comunitário e solidário da fé e a dificuldade de manter a identidade e vocação cristãs; • Religiosidade midiática: redes sociais, TVs (menor senso de pertença e engajamento comunitários)- novas modalidades de se viver a fé.
  • 9.
    1.3 – Realidadeda Paróquia (28-38)  Unida às outras paróquias da diocese e na sociedade – não é autônoma/independente;  Dificuldades: não assumir a eclesiologia do Vaticano II (sacramentalismo e devocionalismo), sem plano pastoral sincronizado com a diocese, catequese sem iniciação cristã, centralismo na pessoa do pároco (ausência da atuação eficaz dos leigos), falta de preocupação missionária, pequenas comunidades “fracas”, grupos fechados e sem comunhão com a diocese ou diálogo com o mundo (fundamentalismo), paróquias instituições (clubes...), cheia de vetos, burocracia, distante e sem preocupação com os pobres ou com a evangelização,;  Há exemplos de conversão pastoral: processo de Iniciação Cristã (catequese), animação bíblica, ministérios leigos, CPP, CAE, busca dos afastados, novos métodos (EG,33), planos evangélicos, místicos e participativos. Procura integrar fé, esperança e caridade na intersubjetividade.
  • 10.
    1.4 – Anova territorialidade (38-44) Há séculos o principal critério da experiência eclesial (fixista e estável). Hoje as relações sociais se sobrepõem: sem delimitação geográfica, mobilidade, fluidez do território;  Espaço: lugar habitado (interação e convivência da fé)  sentido de pertença não depende do território; Não se despreza a territorialidade como referência, pois acolhe os diferentes modos de viver a fé;  Cânon 518: paroquias territoriais e não territoriais (rito, nacionalidade, razão pastoral);  Mídias: grupos de pertença  espaço virtual: comunidades virtuais, que superam a noção de espaço e tempo.
  • 11.
    1.5 – Revisãode estruturas obsoletas (45-50) Ativismo estéril: manutenção de práticas e estruturas (energia desperdiçada), longe das novas inquietações; Tornar a paróquia mais missionária (constante saída – EG,27): nova linguagem, conceitos compreensíveis para que as verdades de sempre sejam uma novidade (Mistério de Deus – espiritualidade que o torne desejável), indo além do meramente administrativo e sacramental; Atendimento: doentes, solitários, enlutados, deprimidos, dependentes químicos, povo da rua, famílias, quilombolas, etc...  ampliar os ministérios leigos, na mística do discípulo missionário, para uma paróquia missionária (EG,28);
  • 12.
    1.6 – Aurgência da conversão pastoral (51-57) Transformação permanente, interior e integral, que sugere a renovação missionária das comunidades e cristãos para o Cristo (Dap,370), nas estruturas e métodos, ultrapassando o modelo de conservação e manutenção (fechamento e defesa sem diálogo), para uma pastoral missionária; Contínua (LG,8): nova mentalidade pastoral no exercício da maternidade da Igreja, fundada na experiência de Deus; Comunidade acolhedora, samaritana (EG 49), orante e eucarística; Superar o medo da mudança (abertura).
  • 13.
    1.7 – Conversãopara a missão (58-60)  Passar de uma pastoral limitada pelas atividades internas da Igreja para o diálogo com o mundo, fiel à proposta do Evangelho para a comunidade, renovando costumes, estilos, horários e linguagem;  Favorecer mais a evangelização que a autopreservação da paróquia, superando a espiritualidade intimista para dar-se mais aos outros. 1.8 – Breve conclusão (61)  Desafio: renovar-se diante das aceleradas mudanças deste tempo;  Exigência para o discípulo missionário: ousadia diante dos novos contextos e ter como fonte perene o encontro com Jesus Cristo, renovado constantemente pelo anúncio do querigma.
  • 14.
    CAPÍTULO 2 PALAVRADE DEUS, VIDA E MISSÃO NAS COMUNIDADES  Inspiração para a comunidade cristã: PALAVRA, anunciada por Cristo, em nome do Pai, e na qual a Igreja existe e age guiada pelo Espírito Santo;  Modelo de vida de Jesus e dos apóstolos;  Fontes bíblicas (contexto e circunstâncias –origem da Igreja): eclesiologia  comunidade de comunidades.
  • 15.
    2.1 – Acomunidade de Israel (63-66)  Firmada na aliança com Deus, determinando a vida familiar, comunitária e social, pela observância da Lei e dos profetas (adoração/culto e promoção da justiça), como povo eleito;  Famílias reunidas como comunidade religiosa e social em diferentes momentos/épocas: Abraão, Isaac, Israel, Moisés, juízes, profetas, exílio  fortalecimento progressivo de seus vínculos;  No tempo de Jesus: vida comunitária se desintegrando, ameaça da escravidão, pessoas desassistidas (viúvas, órfãos, pobres – Mt 9,36);  Jesus inserido na vida comunitária de Israel: orações, reuniões na sinagoga, peregrinações  vivência da fé.
  • 16.
    2.2 – Jesus:novo modo de ser pastor (67-70)  BOM PASTOR (Jo.10,11): acolhia, cuidava (doentes e excluídos pela religião e sociedade), ia ao encontro, mostrava novo caminho (Mt 11,28-30);  Anúncio da Boa Nova para todos indistintamente: prostitutas, pecadores, pagãos, samaritanos, leprosos, possessos, mulheres, crianças, doentes, publicanos, soldados e pobres;  Ensino novo com autoridade (Mc 1,27): causava admiração  linguagem simples, interativa, simbólica (parábolas), que ajudava a descobrir a verdade que ele testemunhava com sua vida.
  • 17.
    2.3–A comunidade deJesus na perspectiva do Reino de Deus (71-76)  Na presença do Espírito, Jesus anuncia o Reino (ler Lc 4,18-19)  Casa: visitou pessoas e familias: Pedro, Mateus, Zaqueu, Marta, Maria e Lázaro  entrar na vida;  Grupo dos 12 Apóstolos (tribos de Israel): novo povo de Deus. Aprendem dele um novo jeito de ser: a) Comunhão com Jesus (irmãos – Mt 23,8-10); b) Igualdade de dignidade (Gl3,28); c) Partilha dos bens (Mc 10,28, Jo 13,29, Lc 10,7); d) Amizade (Jo 15,15); e) Serviço – poder (Lc 22,25-26; Mc 10,43; Mt 20,28); f) Perdão – poder dado a Pedro, aos apóstolos e à comunidade (Mt 16,19; Jo 20,23; Mt 18,18); g) Oração em comum (Jo 2,13;7,14;10,22-23; Mc 6,41; Mt 26,36-37; Lc 24,30;4,16;9,28); h)Alegria – chegada do Reino e salvação próxima(Lc 10,20.23;6,20; Mt 5,11);  Recomendações para a missão: a) Hospitalidade (despojamento – Lc 9,4;10,5-6;Mt 10,9-10); b)Partilha (Lc 10,7); c) Comunhão de mesa (Lc 10,8; Mt 23,15); d) Acolhida aos excluídos (Lc 10,9; Mt 10,8).
  • 18.
    2.4 – Asprimeiras comunidades cristãs (77-97)  Experiência de encontro com o Ressuscitado (Lc 24,1-8): transmissão do Espírito Santo (carismas)  testemunhas do Evangelho: admitem os pagãos, superam a lei mosaica, chegam ao mundo pagão;  Filiação divina: fé e batismo;  Atos 2,42 (vínculo familiar com Cristo e com os irmãos) a) Ensinamento dos apóstolos: nova interpretação da vida e da lei (experiência da ressurreição); b) Comunhão fraterna: partilha dos bens (At 2,44-45;4,32.34-35). Relação das pessoas e a comunidade com a Trindade (com o Pai, em Cristo, que se estende aos irmãos na ação do Espírito); c) Fração do Pão nas casas (Eucaristia): herança judaica – Jesus partilhou o pão com os discípulos (Lc 24,30-35). Refletia na vida pessoal, comunitária e social (Koinonia – At 2,6), sustentando a fé e a esperança na parusia (Maranathá); d) Orações: unidos a Deus e entre si;  Louvor, estima e crescimento (At 2,47).
  • 19.
     Iniciação cristã:Antioquia  nome de cristãos (At 11,26): seguidores de Cristo (ungido). Nos primeiros séculos havia um processo: querigma/pré-catecumenato; catecumenato (doutrina dos apóstolos e catequese – Adesão a Cristo na comunidade, sociedade e família); purificação e iluminação (sacramentos da iniciação na Vigília Pascal) e mistagogia (tempo pascal);  Missão: Jesus, enviado do Pai, nos envia (Hb 3,1; Mt 28,19) para anunciar a Boa Nova (Mc 16,15) até os confins da terra (At 1,8; Mc 1,38);  Testemunhas da esperança: devida à ressurreição  comunhão com a Trindade na Aliança Eterna (Ap 21,2-5). Aguardam a vinda de Cristo no fim dos tempos, como novo Povo de Deus peregrino e seguidores do caminho, acolhendo estrangeiros, imigrantes, peregrinos...
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    2.5 – AIgreja-comunidade (98-102)  Bacia do Mediterrâneo (tempo dos apóstolos e primeiras pregações): revolução sociocultural;  Paulo: Igreja doméstica (sedentária: Jerusalém, Antioquia, Roma, Corinto, Éfeso), ao passo que na Palestina havia um cristianismo nômade;  Assembleia convocada por Deus, povo eleito da Nova Aliança (ekklesia tou theou), incluindo os pagãos: liturgia, Palavra, Ceia (1Cor 11,18) e dons do Espírito (sinais);  2.6 – Breve conclusão: ser-humano (A.T e N.T) membro do Povo da Aliança (identidade), comunidade de fé; - N.T. insere novos elementos: Corpo de Cristo  eixo é a pessoa de Jesus Cristo na forma de discipulado – missão; - Não ter medo de novos modelos, em novas épocas (CNBB).
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    CAPÍTULO 3 SURGIMENTODA PARÓQUIA E SUA EVOLUÇÃO  Experiência/dimensão comunitária da fé: evolução história desde a Igreja Doméstica até a Paróquia atual;  Importante instrumento na construção da identidade cristã: cristianismo visível na cultura e na história;  Mudanças de época: recuperar e rever seus diferentes aspectos  acentuar o sentido comunitário da fé cristã.
  • 22.
    3.1 – Ascomunidades na Igreja antiga (107-110)  Comunidades primitivas: transmissão da Palavra de Jesus e fidelidade ao Reino de Deus;  3 primeiros séculos: clandestinos – Império Romano. Tempo de perseguição e martírio. É o tempo dos Santos Padres: delineação dos ministérios, ideia de fraternidade cristã (jejum), desafios de um mundo estranho à fé. 3.2 – A origem das paróquias (111-118)  Edito de Milão (313): liberdade religiosa no Império R;  Edito de Tessalônica (381 – Teodósio): Religião oficial  crescimento em número (massa anônima);  Comunidades organizadas na vida social: territorialidade e organização administrativa;  Final do século III: Domus ecclesiae (fixo)  presbíteros;
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     Final doséculo IV (Roma): Titulus.  Paróquias como comunidades rurais  bispo e presbitério;  Século V: maior autonomia  presbíteros assumem novas funções (delegadas): presidir a Eucaristia, batizar, reconciliar. Aos poucos esse sistema chega às cidades (transformação social das comunidades primitivas em paróquias). A diocese era uma expansão disso;  Fermentum: prolongamento da Eucaristia episcopal;  Iniciação feita pelo presbítero, exceto a “perfeição” (crisma);  476: fim do Império Romano – invasões bárbaras (assimilam a cultura, monarquia, latim, Igreja Católica) relação estreita entre Igreja e Estado;  Surgimento dos mosteiros e ordens religiosas;  Segundo milênio: dois poderes (temporal e espiritual);  Reforma gregoriana (1073-1085): origens + poder papal;  Concílio de Trento (séc. XVI): Renascimento e Reforma - (seminários, residência do pároco). Isto vai até o Vaticano II.
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    3.3 – Aformação das paróquias no Brasil (119-123)  Séc. XVI: ordens religiosas e irmandades de fiéis (devoções particulares). Em 1855 o Império fecha os noviciados;  Paróquia: única instância institucional do catolicismo;  1889: congregações europeias  escola católica  Leigos: ligados às associações (muita reza e pouca missa);  Séc. XIX: introdução da reforma tridentina  paroquialização das capelas populares, formação moral e dogmática. Paróquia torna-se local de atos religiosos e atendimento sacramental;  CDC 1917: menor circunscrição local, pastoral e administrativa. 3.4 – A paróquia no Concílio Vaticano II (124-128)  Igreja Particular: paróquia está em rede e só pode ser compreendida a partir da diocese, como que uma célula;  Diocese: porção do Povo de Deus, a paróquia uma parte;  Eucaristia: fonte e cume da vida cristã e unidade do povo;  LG, GS e AA: missão da Igreja no mundo, lugar dos discípulos;
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    3.5 – Arenovação paroquial na América Latina e no Caribe (129-139)  Década de 60: mudanças, regimes militares, violação dos direitos humanos, êxodo rural,  novo cenário social, político, econômico e religioso (nova atuação da Igreja)  Medellín (Colômbia -1968): revisão da pastoral de conservação (sacramental) sem evangelização e compromisso com a justiça, verdade e vivência comunitária e litúrgica da fé (Eucaristia) (DM,6,3);  Puebla (México – 1979): “Acompanhar as pessoas e a família no decorrer de toda a sua existência, na educação e crescimento na fé” (DP, 644). Paróquia como centro de “coordenação e animação de comunidades, grupos e movimentos” (DP,644), valorizando mais que o território a reunião de fiéis. Expansão das CEB´s;  Santo Domingo (República Dominicana – 1992): paróquia como família de Deus  “comunidade de comunidades e movimentos, acolhe as angústias e esperanças dos homens, anima e orienta a comunhão, participação e missão” (SD,58). Setorização, protagonismo dos leigos e busca dos afastados;
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     Aparecida (Brasil– 2007): grande apelo é a conversão pastoral superar o modelo de conservação pela dimensão missionária, como rede de comunidades, comunhão de discípulos missionários, “células vivas da Igreja e o lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e a comunhão eclesial. São chamadas a ser casa e escolas de comunhão” (DAp 170), “comunidade de comunidades” (Dap, 99,179 e 309), centro da vivência cristã (todo orgânico), inspirada no N. Testamento. 3.6 – A renovação paroquial no Brasil (140-147): desde 1962, com o Plano de Emergência  enfrentamento de problemas e renovação;  Diocese: lugar da comunhão, estacando-se o tríplice múnus de Cristo, do qual participa o batizado (profético, sacerdotal e real);  Linhas de uma pastoral de conjunto e levantamento de realidade;  CF (1964 e 1965): “Igreja em renovação” e “ Paróquia em renovação”;  DGAE (2011-15): local de vivência da fé e inserção na Igreja, comunidade de comunidades, de discípulos missionários;  Estudo 104 (2013) e pronunciamentos do papa: revisão e renovação.
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    CAPÍTULO 4 COMUNIDADEPAROQUIAL Fundamento e origem: Mistério Trinitário  comunhão, mistério, carismas - dom da unidade e comunhão com Cristo e entre si; Mais que uma realidade sociológico e psicológica; Prolongamento da Igreja Particular e da Eucaristia episcopal, célula da diocese (AA,10), visibiliza a Igreja Universal.
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    4.1 – Trindade:fonte e meta da comunidade (154-157)  Igreja: desejada e projetada pelo Pai, criatura do Filho e vivificada pelo Espírito Santo  dimensão comunitária fundamental que brota da Trindade (modelo), perfeita comunidade de amor à qual rumamos;  Diversidade de carismas – MISSÃO (comunidades): que todos conheçam e participem deste amor. 4.2 – Diocese e paróquia (158-160)  CDC,369: Diocese é uma porção do Povo de Deus, confiada a um bispo com a cooperação de um prebitério;  Comunhão com outras dioceses: presididas na caridade pelo bispo de Roma (papa), é mistério, pois supera a unidade sociológica e harmonia psicológica  comunhão dos santos;  Visa a salvação, que considera e transcende o mundo visível;  Paróquia: menor parte da comunidade mais ampla, que é a diocese, nunca pensada independente da mesma.
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    4.3 – Definiçãode paróquia (161-167)  Bíblia grega 1)Paroikía (subst): estrangeiro, migrante; 2) Paroikein (verbo): viver junto, habitar nas proximidades, viver em casa alheia, em peregrinação; 3) Paroikós (subst/adj): morada, habitação em pátria estrangeira, vizinho, próximo, que habita junto. O cristão não está em sua pátria definitiva (Hb13,14);  Paróquia: “estação provisória” ou hospedaria, no caminha da salvação para a pátria celeste, guiados pela fé em Jesus Cristo;  CIC,2179; CDC,515§1º: comunidade de fiéis (estável) na Diocese, confiada ao pároco, sob autoridade do bispo, em comunhão com a diocese;  Local da celebração da Eucaristia, prática da caridade (At 2,42), da missão (formar seguidores);  Tríplice múnus de Cristo: comunidade de fé, culto e caridade;  Superar a vivência individualista da fé (CIC, PG86/1,416.421).
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    4.4 – Comunidadede fiéis (168-173)  Conceito de “comunidade”  autocompreensão de sua realidade histórica, pois torna presente a Igreja onde está, como local onde se ouve a convocação feita por Deus, em Cristo, para que todos sejam um e vivam como irmãos (família dos que ouvem e praticam a Palavra – Lc 8,21);  Comunidade: identidade coletiva (tem algo em comum);  Teologicamente: comunhão íntima das pessoas entre si e delas com o Deus Trindade, sobretudo pelo Batismo e Eucaristia;  Comunidade de fiéis: batizados em comunhão com a Igreja;  Riqueza de dons e carismas: partilhados para o bem de todos. 4.5 – Território paroquial (174-176) – Cân 518  Paróquia (CDC): territorial ou pessoal (rito, língua, nacionalidade);  Área circunscrita por uma linha divisória: pertença e acolhida das pessoas de diferentes culturas, formas de espiritualidade, condição social para ouvir a Palavra e participar da Eucaristia, sob os cuidados do pároco, em comunhão com o bispo diocesano.
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    4.6 – Comunidade:casa dos cristãos (177-184)  Comunidade cristã: experiência de Igreja que acontece ao redor da casa (domus ecclesiae)  a paróquia “é a última localização da Igreja... que vive no meio das casas dos seus filhos e filhas”;  Referencial para o cristão peregrino, construção de pedras vivas: - Casa da Palavra: onde o discípulo escuta, acolhe e pratica. Acolhe o Verbo de Deus, que armou sua tenda entre nós (shekinah), sobretudo pela liturgia, pela iniciação cristã, LOB, e outros modos; - Casa do Pão: “a fé da Igreja é essencialmente fé eucarística e alimenta-se, de modo particular, à mesa da Eucaristia” (SC,6); é o encontro de Deus com a comunidade, desta com Deus e dos seus membros entre si. A comunidade vive da Eucaristia; - Casa da Caridade: na Palavra, na Eucaristia e no Batismo, vive a dimensão do amor como ágape-caridade (em relação à Deus e ao próximo)  promoção da justiça, opção pelos pobres, ética... e por sua presença pública na sociedade (missão-testemunho).
  • 32.
    4.7 – Comunidadespara a missão (185-189)  Testemunho missionário  colabora para garantir a dignidade do ser humano e a humanização das relações sociais. É anterior ao discurso e às palavras, pois é proclamação silenciosa e eficaz da Boa Nova, que supõe: “aproximação afetuosa, escuta, humildade, solidariedade, compaixão, diálogo, reconciliação, compromisso com a justiça social e capacidade de compartilhar, como Jesus o fez” (Dap, 363);  Requer o anúncio explícito da Boa-Nova de Cristo (Querigma): anunciar Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado, o que supõe testemunho, evitando reduzi-lo à prática de culto e religiosidade, sem propor mudança de vida;  Estado permanente de missão (natureza da comunidade): ir ao encontro, chamar os excluídos, oferecer a misericórdia do Pai.  Igreja ícone da Trindade no tempo e elevação do tempo ao coração da Trindade: encontro, proximidade, missão!
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    CAPÍTULO 5 SUJEITOSE TAREFAS DA CONVERSÃO PAROQUIAL  Vaticano II  relação e distinção entre: 1) Sacerdócio comum dos fiéis: proveniente do Batismo, fonte e raiz de todos os ministérios; 2) Sacerdócio Ministerial: proveniente da Ordem.  Ambos participam do único sacerdócio de Cristo;  Renovação paroquial: envolve a todos, em diferentes tarefas, pois o fortalecimento das comunidades exige a multiplicação dos ministérios;  Sujeitos da conversão pastoral: compromisso em ser presença evangelizadora, ir às periferias existenciais, superar o medo, descentralizar (Cristo é o centro), compartilhar tarefas.
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    5.1 – Osbispos (195-198)  Primeiros a fomentar, em toda a diocese, a conversão pastoral das paróquias e fazer da Igreja escola de comunhão;  Papa aos bispos: serem pastores próximos das pessoas, pacientes, misericordiosos, simples, acolhedores e mantenham a unidade, cuidar da esperança (cf. Francisco, Mensagens e Homilias – JMJ, Rio 2013, p.90)  Trabalho mais pastoral que administrativo, nova mentalidade e postura pastoral, fortalecendo o clero em sua missão e espiritualidade; 5.2 – Os presbíteros (199-205)  Chamados a ser padres-pastores, dedicados, generosos, acolhedores e abertos ao serviço nas comunidades;  Dificuldades encontradas: sobrecarga, múltiplas tarefas, desencanto, dificuldade no relacionamento, insensibilidade para com os pobres, desatualização, personalismo, dentre outras;
  • 35.
     Um dompara a comunidade, pastor e guia, presença visível de Cristo vivo, com o qual cultiva uma experiência e tem Espírito missionário, coração paterno, animador da vida espiritual, evangelizador, atualizado (formação permanente);  Autêntico discípulo de Jesus Cristo, apaixonado pelo Senhor. Do contrário, não consegue renovar uma paróquia (cf.Dap, 201)  Novas atitudes: além da administração e past. de conservação; 5.3 – Os diáconos permanentes (206)  DAP, 205: acompanhem a formação de novas comunidades eclesiais, onde ordinariamente não chega a ação evangelizadora da Igreja;  Explicita presença servidora de Cristo e sinal da unidade eclesial;  Assumir comunidades não territoriais: atendimento a dependentes quimicos, universidades, hospitais, adinistração paroquial (em caso de necessidade).
  • 36.
    5.4 – Osconsagrados (207-209)  Chamados a participar ativamente da renovação paroquial  ação pastoral a partir de seus carismas;  Atuam junto às famílias, na coordenação de paróquias;  Comunhão com a diocese, da qual fazem parte, e seu plano de pastoral , evitando ações paralelas. Tal vínculo, além de jurídico, é também pastoral e missionário. 5.5 – Os leigos (210-227)  Missão: deriva do Batismo e da Confirmação, testemunhando Cristo na vida da Igreja e no mundo, além dos limites da comunidade de fé e colaborando diretamente com as atividades pastorais (cf. AA,10);  Desafios: superar o clericalismo e crescer nas responsabilidades: participação nas comunidades eclesiais, grupos bíblicos, conselhos pastorais e administrativos, reconhecer a diversidade de carismas;  Testemunhar a fé na vida pública, ter boa formação na Doutrina Social da Igreja (DSI), sendo sujeitos da comunhão eclesial;
  • 37.
     Consciência deser chamados a ser Igreja, assumindo seu papel na construção da comunidade de comunidades. Merecem destaque, como sujeitos: 1. A Família (santuário da vida): - Sua importância na vida da pessoa, da comunidade e sociedade; - Desafios: políticas públicas que nem sempre respeitam essa célula fundamental da sociedade, dificuldade em viver a fidelidade e o amor (compromisso), crise de afeto, dificuldade em criar vínculos (namoro e casamento), amasiados e casais em segunda união, solteiros com filhos, crianças adotadas por casais do mesmo sexo, os afastados pelas proibições, novas situações da vida familiar; - Atitude da Igreja (família de Cristo): acolher com amor todos os seus filhos, sem esquecer todo o ensinamento cristão sobre a família (usar de misericórdia); 2. As Mulheres: presença intensa nas comunidades (catequese, liturgia, ministérios, visita aos enfermos... (maioria nas comunidades). São transmissoras da fé e colaboradoras dos pastores (DAp,455). Ampliar a participação nos âmbitos de decisão. Exemplo de Maria...
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    3. Os Jovens:a paróquia precisa ter abertura para incentivar a presença e a atuação dos jovens cristãos, pois “moram no coração da Igreja” (CNBB, Doc.85,1). É necessário uma forma adequada de anunciar o amor de Cristo a eles, abrindo espaços adequados nas paróquias, com atividades, metodologia e linguagem próprias, levando ao engajamento, no seu jeito de ser, com ousadia e destemor. Aproveitar os ambientes digitais e levar à vencer a cultura do provisório e relativo. Atenção aos excluídos. 4. Os Idosos: escutá-los em suas preocupações e valoriza-los como testemunhas da história e herdeiros privilegiados do tesouro cultural da comunidade (valores a resgatar). Muitos vivem na solidão e a vida fraterna na comunidade torna-se importante ao acolher e cuidar. Estimular a amizade entre idosos, crianças e jovens. 5.6 – Comunidades Eclesiais de Base – CEB´s (228-230)  Instrumento que permite ao povo “chegar a um conhecimento maior da Palavra de Deus, ao compromisso social em nome do Evangelho, ao surgimento de novos serviços leigos e à educação da fé dos adultos” (Dap,178);
  • 39.
     “Ardor evangelizadore capacidade de diálogo com o mundo que renovam a Igreja”, por isso devem manter contato com a paróquia local (EG,29) e com a diocese (DAp.,179), como sinal de vitalidade, sendo presença de Igreja junto aos mais simples, na busca de uma sociedade mais justa e solidária;  Forma privilegiada de vivência comunitária da fé, inserida na sociedade em perspectiva profética, com compromisso sociotransformador;  Centralidade na Palavra de Deus, na Eucaristia e no valor do pequeno grupo (fraternidade e solidariedade). 5.7 – Movimentos e associações de fiéis (231-236)  Sinais da providência de Deus para a Igreja de hoje, trazem novas experiências que enriquecem a eclesialidade: movimentos leigos (casais, jovens...), que oferecem formação e propõem um caminho para seguir Jesus;  Desafios: superar a autonomia, integrando-os mais à missão paroquial e tornando-a mais rica em serviços, ministérios e no testemunho;
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     Capacidade dereunir pessoas no sentido transterritorial, sobretudo no meio urbano, necessitando maior integração com os planos diocesano e paroquial de pastoral, não sendo uma alternativa;  Valorização dos carismas diferenciados: ajuda na vivência de fé, na participação da vida da Igreja e na evangelização no mundo hoje. 5.8 – Comunidades ambientais e transterritoriais (237-239)  Moradores de rua, universitários, empresários, escolas e outros;  Desafios: efetivar uma pastoral de conjunto com a paróquia, ao passo que esta também precisa aproximar-se das mais diferentes realidades e ambientes de seu território, para favorecer a evangelização onde se clama pela Boa-Nova de Cristo. “A paróquia é fundamental para a missão evangelizadora, porém insuficiente ao se considerarem outras realidades eclesiais” (Doc.100,241) “Através de todas as suas atividades, a paróquia incentiva e forma os seus membros para serem agentes de evangelização” (EG,28)
  • 41.
    CAPÍTULO 6 PROPOSIÇÕESPASTORAIS  Pistas de ação para a CONVERSÃO PASTORAL da paróquia em comunidade de comunidades: exige capacidade de agir e programar;  “Sem Cristo nada podemos fazer” (cf. Jo 15,5): primado de Deus e o lugar do Espírito Santo. 6.1 – Comunidades da comunidade paroquial (244-256)  Setorização: facilitar os vínculos humanos e sociais, descentralizando o atendimento, com aumento de líderes e ministros leigos, indo ao encontro dos afastados , sem tanta estrutura administrativa;  Identificar e preparar quem vai pastorear, animar e coordenar;  Novo planejamento da paróquia como rede, delegando responsabilidades. Não se trata de “miniparóquias”;  Conceito de pequenas comunidades: “pequeno grupo de pessoas no qual todos se conhecem, partilham a vida e cuidam-se uns dos outros, como discípulos missionários de Cristo” (Doc.100,246);
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     Ampliar ainteração e engajamento das pessoas: 1) As que já atuam (pastorais, movimentos, serviços); 2) As que frequentam as celebrações mas não estão engajadas e 3) Atrair os afastados.  Critério da setorização: territorial ou por afeto e interesse, pois nem sempre vizinhança geográfica significa partilha da vida e fé;  Frequência: semanal, quinzenal, mensal  a partir do contexto;  Garantir comunicação entre os membros: levar ao interesse e compromisso de amizade e fraternidade na comunidade de fé;  Fundamento: Palavra de Deus e Eucaristia. Ajudam a LOB, Círculos Bíblicos e outras iniciativas, para que a Palavra determine a caminhada do pequeno grupo e desperte novos serviços e ministérios: assistência aos enfermos, catequese, ajuda aos pobres...  Celebrar a vida: aniversários, acontecimentos, etc;  Podem se reunir em diversos pontos, em horários e dias diferentes;  Oferecer subsídios para formação, para que seja sempre unida à Palavra, oração, comunhão fraterna e serviço aos pobres;  Encontro eucarístico na Matriz ou capelas de comunidades.
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    6.2 – Aacolhida e vida fraterna (157-267)  Comunidade lugar da reconciliação: tensões e dissensões são presentes. Todos devem acolher e oferecer o perdão;  Superar: inveja, fofoca, interesses  comprometem a comunhão;  Relações interpessoais: alegria, perdão, amor mútuo, diálogo correção fraterna, acolhendo bem os afastados  “Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35);  Recuperar as relações interpessoais e de comunhão, acolhendo e propondo caminho aos distanciados. Melhorar atendimento das secretarias (burocracia, frieza...) para escutar e encaminha-las;  Escuta: aconselhamento pastoral, acesso ao Sacramento da Reconciliação (horários do padre), evitar impor obstáculos doutrinais e morais, mas propor um caminho de fé gradual (pedagogia divina); “A paróquia seja uma instância de acolhida e missão, promovendo a cultura do encontro, adaptando-se para tal” (Doc.100,267). 6.3 – Iniciação à vida cristã (268-270)  Catequese como prioridade: estreito vínculo entre Batismo, Confirmação e Eucaristia;
  • 44.
     Metodologia ouprocesso catecumenal: RICA e Diretório Nacional de Catequese. Rever a catequese com adultos, jovens, adolescentes e crianças, centrada na Palavra (animação bíblica da pastoral);  Passos: do querigna e conversão até o discipulado, a comunhão e a missão. Testemunho de atitudes bíblicas e evangélicas de todos. 6.4 – Leitura Orante da Bíblia – LOB (271-273)  Casa da Palavra: a paróquia há de promover uma nova evangelização, criando familiaridade com a Bíblia, sobretudo pela experiência comunitária da LOB. A Palavra edifica a Igreja, sendo contínua fonte de animação de sua vida e pastoral;  Preparação das homilias: meditação e oração  paixão e convicção;  Celebração da Palavra: onde não é possível a Missa (VD,59). 6.5 – Liturgia e espiritualidade (274-280)  Pós-Vaticano II: maior participação da assembleia, com intensa espiritualidade, vivenciando o que celebra;  Desafios: evitar grandes comentários, cânticos desalinhados com a Palavra, homilias longas, falta de silêncio, dentro outros.
  • 45.
     Eucaristia: renovaçãoda vida em Cristo. Escola de vida cristã;  Adoração: prolongamento da Celebração Eucarística;  Liturgia e vida (prática): o Cristo reconhecido na Eucaristia remete ao encontro e serviço aos pobres;  Valorizar o Domingo (Dies Domini): família, alegria, repouso, solidariedade;  Atividades: retiros, Missas, Celebração da Reconciliação, levando à alteridade e solidariedade, à superação do desânimo e cansaço;  Valorizar a religiosidade popular e devoção mariana: impregnadas da Palavra e orientadas para o Mistério Pascal  seguimento de Jesus; 6.6 – Caridade (281-286)  Acolher a todos: moralmente perdidos e socialmente excluídos, “para que tenham vida” (Jo 10,10). O amor ao próximo, radicado no amor a Deus, é um dever de toda comunidade eclesial (cf.DCE,20;31);  Defesa da vida, desde a concepção até seu fim natural (atitudes do Bom Samaritano);  Novas configurações familiares: divorciados, casais em segunda união, homossexuais, solitários e deprimidos, doentes mentais;
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     Grandes desafiosda humanidade: defesa da vida, ecologia, ética na política, economia solidária e cultura da paz. Uma paróquia servidora e protetora da vida, educa ao pleno exercício da cidadania, da integridade da Terra e cuidado com a biodiversidade;  Evite-se a venda e consumo de álcool nas comunidades . 6.7 – Conselhos, organização paroquial e manutenção(287-297)  Para o funcionamento: comunhão e participação  recursos e engajamento, em vista da evangelização e manutenção patrimonial;  Dízimo: garantir o sentido comunitário, partilha (das pessoas e comunidades), com participação dos seus membros;  Conselhos: CPP e CAE (participação do laicato), em concordância. Não são diretorias. Formar seus membros e tomar decisões em conjunto. Tudo tenha em vista a salvação e reconciliação de todos;  Obras sociais: cuidado com os pobres e necessitados;  Prestação de contas: Estado (pessoa jurídica) e comunidade;  Fundos de solidariedade: financeira e humana (distribuição do clero);  Vínculos de pertença: diocese e demais paróquias (organicidade pastoral), na diversidade de realidades.
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    6.8 – Aberturaecumênica e diálogo (298-301)  Aproveitar possibilidades para uma relação e convivência com o pluralismo religioso: ocasiões cívicas (festas familiares, do município, formaturas) e religiosas (batizados, matrimônios, exéquias). Sempre com respeito e acolhimento mútuos;  Reuniões para rezar e meditar a Palavra de Deus: Semana da Unidade;  Unir-se no serviço à vida e defesa dos direitos humanos;  Unidade é um dom do alto, em vistas à Comunhão (Dap,227);  Não se perde a própria identidade, mesmo no diálogo inter-religioso;  Cultura da proximidade: numa sociedade e cultura de pluralismo. 6.9 – Nova formação (302-305) – novo estilo para a conversão:  Metodologias e processos  conversão pessoal e comunitária;  Métodos, pedagogias interativas e participativas (experiências de vida): levar à consciência do valor da vida comunitária para a fé;  Atualização teológico-Pastoral: dos ministros ordenados, seminaristas e leigos, no âmbito local, regional e nacional, que leve à adesão à pessoal de Jesus, formando discípulos missionários (CDFT, Escola de Catequese, especializações, dentre outras iniciativas).
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    6.10 – Ministériosleigos (306-308)  Trindade: fonte da pluralidade de ministérios, a serviço da comunidade (dimensão ministerial da Igreja);  Participação dos leigos: Ministério da Palavra e outros, engajados na missão (urbana, rural, transterritorial, ambiental ou de afinidade);  Sólida formação doutrinal, pastoral e espiritual. 6.11 – Cuidado vocacional (309-311)  Paróquia: lugar do cuidado vocacional, por excelência, mediante uma vida plenamente cristã, embora o “primeiro seminário”, seja a família;  Na comunidade nasce e fortalece a consciência vocacional da Igreja;  PV e SAV: animar a vocação batismal e promover a oração vocacional;  Testemunho dos presbíteros e da comunidade: despertar vocacional. 6.12 – Comunicação na pastoral (312-316)  Mudanças: possibilidades de comunicação e novas formas de relacionamento  relação comunidade e fiéis (informados e conectados – espaços virtuais) – nova linguagem (mutação dos códigos de comunicação e amplo pluralismo social e cultural;
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     Linguagem maisobjetiva, direta, clara, menos prolixa;  Influência dos meios midiáticos: nova experiência religiosa;  Desafio: estimular o vínculo da pessoa com a comunidade paroquial, com uma pastoral de conjunto, que respeite a pluralidade de opções e garanta a comunhão efetiva na missão de renovar as paróquias. Não dispensa a comunidade presencial. 6.13 – Sair em missão (317-318)  Católicos não evangelizados e sem experiência pessoal com Jesus Cristo: fraca identidade cristã e pouca presença eclesial;  Abandono: busca de experiência de Deus em outras denominações;  Ir ao encontro: afastados ou que veem a comunidade como prestadora de serviços religiosos;  Oportunidades de acolhida: preparação de padrinhos, noivos, etc;  Olhar menos julgador e mais acolhedor. 6.13 – Características fundamentais à conversão (319) a. Formar pequenas comunidades a partir do anúncio querigmático, unidas pela fé, esperança e caridade; b. Meditar a Palavra de Deus pela Leitura Orante da Biblia;
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    c. Celebrar aEucaristia com as comunidades da Paróquia; d. Organizar retiros; e. Estabelecer CPP e CAE  comunhão e participação; f. Valorizar o laicato: formação pra os ministérios leigos; g. Acolher a todos, especialmente os afastados: vida em comunidade; h. Viver a caridade e opção preferencial pelos pobres; i. Matriz e igrejas: centros de irradiação e animação da fé e espiritualidade; j. Maior atenção aos condomínios e conjuntos residenciais populares; k. Garantir a comunhão com a totalidade da diocese; l. Recursos da mídia e novas formas de comunicação e relacionamento; m. Ser uma Igreja em “saída missionária”. CONCLUSÃO GERAL(320-328)  Novos contextos e oportunidades para a conversão pastoral;  Sujeitos: discípulos missionários  novo ardor na missão, superando uma postura burocrática, desanimada, estática. Ver a Igreja como Mistério, povo de Deus a caminho. É conversão radical!  Paróquia: local do encontro (relações do clero com leigos e destes entre si), seja territorial, ambiental, opcional ou por afinidade.
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     Vivência maiscomunitária da fé: conformada ao Evangelho;  Duas dimensões (Missão Continental – DAp): 1) programática (atividades missionárias que expressem a conversão) e 2) paradigmática (nova mentalidade)  a partir da missão na paróquia;  Respeito à pluralidade para promover uma pastoral de conjunto, oferecer instrumentos: tornar possível saciar a sede com a água viva que Cristo oferece, pois faz novas todas as coisas (cf. Ap 21,5b);  Questões para refletir (nas comunidades): 1. Quais são os pontos deste texto que provocam a reflexão sobre a nossa comunidade paroquial? 2. Que atividades pastorais e estruturas precisam ser revisadas? 3. Em que aspectos já estamos vivendo a conversão pastoral? 4. Como a nossa paróquia pode tornar-se comunidade e comunidades? 5. O que precisamos assumir para sermos uma paróquia missionária? Maria, Mãe da Igreja, que sabe ouvir e praticar a Palavra, interceda por nós. Sejamos entusiasmados pelo Reino, na renovação espiritual e pastoral.