Encarnação
Divindade e humanidade na única pessoa de Cristo
Oras bolas, o que é
encarnação?
No nosso contexto,
encarnação é a doutrina
cristã que afirma que Jesus
Cristo é o próprio Deus
encarnado
Seria essa doutrina
compreensível nos dias de
hoje?
Como assim? Que pergunta é
essa?
Na verdade é uma pergunta
muito pertinente, pois há
quem diga que essa doutrina
fazia sentido apenas nos
primeiros séculos do
cristianismo
Durante toda a história da
Igreja foram lançados
grandes ataques a esse
ensino neotestamentário
Um desses ataques, mais
recente (1977), merece
menção por envolver líderes
eclesiásticos de renome na
Inglaterra
Trata-se de um livro chamado
"The Mith of God
Incarnate" ("O Mito do Deus
Encarnado"), editado por
John Hick
O livro defende que essa
doutrina talvez fizesse sentido
para gerações passadas, que
criam mais no sobrenatural,
mas que hoje em dia já
estaria ultrapassada
Os pilares dessa tese são:
• A Bíblia não possui mais autoridade
divina absoluta os dias de hoje
• O cristianismo, assim como a vida e
o pensamento humano, está
evoluindo e mudando com o tempo
Não, você não entendeu
errado: há muita gente por aí
achando que a Palavra de
Deus não tem autoridade e
que o cristianismo depende
de tempo, meio e lugar
Mas tudo bem, vamos ver
como essa doutrina surgiu na
Igreja
Foi apenas em 451 d.C., no
Concílio de Calcedônia, que a
Igreja chegou a um consenso
sobre o entendimento da
plena divindade e plena
humanidade de Cristo
Até então, três propostas um
t a n t o p r o b l e m á t i c a s
circulavam:
• Apolinarismo
• Nestorianismo
• Monofisismo (Eutiquianismo)
Apolinarismo
• Apolinário se tornou bispo de
Laodicéia em 361 d.C.
• Ele afirmava que apenas o corpo de
Cristo era humano
• Assim, sua mente e seu espírito seriam
provenientes de sua natureza divina
Nestorianismo
• Nestório se tornou bispo de
Constantinopla em 428 d.C.
• Ele afirmava que em Cristo haviam
duas pessoas: uma divina e uma
humana
Monofisismo (Eutiquianismo)
• Êutico (378-454 d.C.) foi líder de um
mosteiro em Constantinopla
• Ele afirmava que Cristo possuía uma
única natureza resultante de algo
divino e algo humano (nem pleno
divino, nem pleno humano)
Vixi, aí embolou tudo...
E então, pra organizar o meio
de campo, aconteceu o
Concílio de Calcedônia, entre
08 de outubro e 1º de
novembro de 451
O interessante é que a
definição que esse concílio
estabeleceu é aceita por
cristãos católicos,
protestantes e ortodoxos
"Fiéis aos Santos Pais, todos
nós, perfeitamente unânimes,
ensinamos que se deve
confessar um só e mesmo
Filho, nosso Senhor Jesus
Cristo, perfeito quanto à
divindade, e perfeito quanto à
humanidade;
verdadeiramente Deus e
verdadeiramente homem,
constando de alma racional e
de corpo, consubstancial com
o Pai, segundo a divindade, e
consubstancial a nós,
segundo a humanidade;...
em tudo semelhante a nós,
excetuando o pecado; gerado
segundo a divindade pelo Pai
antes de todos os séculos, e
nestes últimos dias, segundo a
humanidade, por nós e para
nossa salvação, nascido da
Virgem Maria, mãe de Deus;...
um e só mesmo Cristo, Filho,
Senhor, Unigênito, que se
deve confessar, em duas
naturezas, inconfundíveis,
imutáveis, indivisíveis,
inseparáveis;...
a distinção de naturezas de
modo algum é anulada pela
união, antes é preservada a
propriedade de cada
natureza, concorrendo para
formar uma só pessoa e em
uma só subsistência;...
não separado nem dividido em
duas pessoas, mas um só e o
mesmo Filho, o Unigênito, Verbo de
Deus, o Senhor Jesus Cristo,
conforme os profetas desde o
princípio acerca dele
testemunharam, e o mesmo Senhor
Jesus nos ensinou, e o Credo dos
Santos Pais nos transmitiu."
Essa definição é até hoje
aceita como o apanhado final
de ensinamento bíblico sobre
a plena divindade e plena
humanidade de Cristo
Mas é claro que surgem
algumas dúvidas cruéis:
• Como podia ser Jesus onipotente e ainda
assim ser fraco?
• Como podia deixar o mundo e estar em
todos os lugares?
• Como podia aprender coisas se era
onisciente?
Há dois conceitos que podem
nos ajudar a entender
• Uma natureza faz algumas coisas
que a outra não faz. Exemplos:
• A natureza humana se cansa, sente
fome, sede; a divina, não
• A natureza divina é eterna,
ressuscita mortos, acalma o mar; a
humana, não
• O que uma das naturezas faz, a
pessoa de Cristo faz. Exemplos:
• Se a natureza humana morreu na
cruz, foi Cristo quem morreu
• Se a natureza divina salvou a
humanidade, foi Cristo quem salvou
Em teologia, uma frase é
utilizada para resumir a
encarnação:

"Permanecendo o que era,
tornou-se o que não era."
Que texto bíblico podemos
utilizar como forte alicerce
dessa doutrina?
"que, embora sendo Deus, não
considerou que o ser igual a Deus era
algo a que devia apegar-se; mas
esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser
servo, tornando-se semelhante aos
homens. E, sendo encontrado em
forma humana, humilhou-se a si
mesmo e foi obediente até a morte, e
morte de cruz!"
Filipenses 2:6-8 NVI
Há muito nessa verdade que
a nossa mente humana
jamais entenderá. Mas nem
por isso ela deixa de ser
verdadeira!
Estamos falando aqui do maior
milagre relatado na Bíblia, do
maior acontecimento e maior
mistério do Universo: o Deus
Criador, Todo Poderoso, uniu-
se para sempre a uma
natureza humana na forma de
uma única pessoa!
Que possamos entender
esses princípios, ensiná-los a
outros e nos maravilharmos
com a sua magnitude
Fim

Encarnação

  • 1.
    Encarnação Divindade e humanidadena única pessoa de Cristo
  • 2.
    Oras bolas, oque é encarnação?
  • 3.
    No nosso contexto, encarnaçãoé a doutrina cristã que afirma que Jesus Cristo é o próprio Deus encarnado
  • 4.
  • 5.
    Como assim? Quepergunta é essa?
  • 6.
    Na verdade éuma pergunta muito pertinente, pois há quem diga que essa doutrina fazia sentido apenas nos primeiros séculos do cristianismo
  • 7.
    Durante toda ahistória da Igreja foram lançados grandes ataques a esse ensino neotestamentário
  • 8.
    Um desses ataques,mais recente (1977), merece menção por envolver líderes eclesiásticos de renome na Inglaterra
  • 9.
    Trata-se de umlivro chamado "The Mith of God Incarnate" ("O Mito do Deus Encarnado"), editado por John Hick
  • 10.
    O livro defendeque essa doutrina talvez fizesse sentido para gerações passadas, que criam mais no sobrenatural, mas que hoje em dia já estaria ultrapassada
  • 11.
    Os pilares dessatese são: • A Bíblia não possui mais autoridade divina absoluta os dias de hoje • O cristianismo, assim como a vida e o pensamento humano, está evoluindo e mudando com o tempo
  • 12.
    Não, você nãoentendeu errado: há muita gente por aí achando que a Palavra de Deus não tem autoridade e que o cristianismo depende de tempo, meio e lugar
  • 13.
    Mas tudo bem,vamos ver como essa doutrina surgiu na Igreja
  • 14.
    Foi apenas em451 d.C., no Concílio de Calcedônia, que a Igreja chegou a um consenso sobre o entendimento da plena divindade e plena humanidade de Cristo
  • 15.
    Até então, trêspropostas um t a n t o p r o b l e m á t i c a s circulavam: • Apolinarismo • Nestorianismo • Monofisismo (Eutiquianismo)
  • 16.
    Apolinarismo • Apolinário setornou bispo de Laodicéia em 361 d.C. • Ele afirmava que apenas o corpo de Cristo era humano • Assim, sua mente e seu espírito seriam provenientes de sua natureza divina
  • 17.
    Nestorianismo • Nestório setornou bispo de Constantinopla em 428 d.C. • Ele afirmava que em Cristo haviam duas pessoas: uma divina e uma humana
  • 18.
    Monofisismo (Eutiquianismo) • Êutico(378-454 d.C.) foi líder de um mosteiro em Constantinopla • Ele afirmava que Cristo possuía uma única natureza resultante de algo divino e algo humano (nem pleno divino, nem pleno humano)
  • 19.
  • 20.
    E então, praorganizar o meio de campo, aconteceu o Concílio de Calcedônia, entre 08 de outubro e 1º de novembro de 451
  • 21.
    O interessante éque a definição que esse concílio estabeleceu é aceita por cristãos católicos, protestantes e ortodoxos
  • 22.
    "Fiéis aos SantosPais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, e perfeito quanto à humanidade;
  • 23.
    verdadeiramente Deus e verdadeiramentehomem, constando de alma racional e de corpo, consubstancial com o Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade;...
  • 24.
    em tudo semelhantea nós, excetuando o pecado; gerado segundo a divindade pelo Pai antes de todos os séculos, e nestes últimos dias, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de Deus;...
  • 25.
    um e sómesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis, inseparáveis;...
  • 26.
    a distinção denaturezas de modo algum é anulada pela união, antes é preservada a propriedade de cada natureza, concorrendo para formar uma só pessoa e em uma só subsistência;...
  • 27.
    não separado nemdividido em duas pessoas, mas um só e o mesmo Filho, o Unigênito, Verbo de Deus, o Senhor Jesus Cristo, conforme os profetas desde o princípio acerca dele testemunharam, e o mesmo Senhor Jesus nos ensinou, e o Credo dos Santos Pais nos transmitiu."
  • 28.
    Essa definição éaté hoje aceita como o apanhado final de ensinamento bíblico sobre a plena divindade e plena humanidade de Cristo
  • 29.
    Mas é claroque surgem algumas dúvidas cruéis: • Como podia ser Jesus onipotente e ainda assim ser fraco? • Como podia deixar o mundo e estar em todos os lugares? • Como podia aprender coisas se era onisciente?
  • 30.
    Há dois conceitosque podem nos ajudar a entender
  • 31.
    • Uma naturezafaz algumas coisas que a outra não faz. Exemplos: • A natureza humana se cansa, sente fome, sede; a divina, não • A natureza divina é eterna, ressuscita mortos, acalma o mar; a humana, não
  • 32.
    • O queuma das naturezas faz, a pessoa de Cristo faz. Exemplos: • Se a natureza humana morreu na cruz, foi Cristo quem morreu • Se a natureza divina salvou a humanidade, foi Cristo quem salvou
  • 33.
    Em teologia, umafrase é utilizada para resumir a encarnação: "Permanecendo o que era, tornou-se o que não era."
  • 34.
    Que texto bíblicopodemos utilizar como forte alicerce dessa doutrina?
  • 35.
    "que, embora sendoDeus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!" Filipenses 2:6-8 NVI
  • 36.
    Há muito nessaverdade que a nossa mente humana jamais entenderá. Mas nem por isso ela deixa de ser verdadeira!
  • 37.
    Estamos falando aquido maior milagre relatado na Bíblia, do maior acontecimento e maior mistério do Universo: o Deus Criador, Todo Poderoso, uniu- se para sempre a uma natureza humana na forma de uma única pessoa!
  • 38.
    Que possamos entender essesprincípios, ensiná-los a outros e nos maravilharmos com a sua magnitude
  • 39.