Existirá alguma relação entre sistemas
                educativos e empregabilidade?


Relatórios internacionais alertam para iminente explosão de talentos em risco de
desemprego, um fenómeno resultante da desarticulação entre a formação dos
jovens e o mercado de trabalho visto à escala global. Reforçam os mesmos que em
resultado desta desarticulação, o investimento público em educação não terá
retorno e que a população jovem, embora altamente qualificada, será mal
remunerada. A necessidade de políticas educativas de longo prazo, estrategicamente
orientadas para uma bolsa mundial de talentos, articulando educação e
empregabilidade estão, por isso, na ordem do dia.

O Banco Mundial publicou um estudo retractando as consequências de políticas
educativas erradas, responsabilizando a rigidez e ineficiência dos sistemas
educativos dos países com elevada taxa de desemprego jovem. No conforto de uma
enganosa equidade, medida pelo direito ao acesso, em detrimento da medição da
equidade no final da escolaridade, na ausência de oferta educativa adequada em
que o financiamento público não é dirigido para a dinamização de novos projectos
mas para a sobrevivência dos modelos existentes, estes sistema públicos de
educação são rígidos e não conseguem responder aos desafios do acelerado Mundo
global. Pelo contrário, os sistemas educativos flexíveis, norteados para a
identificação dos talentos dos jovens estão a ganhar espaço nesta pool global de
talentos. O autor vai mais longe, agrupando os países em quatro categorias, de
acordo com a velocidade de crescimento e o nível de rendimento, sugerindo para
cada categoria uma estratégia educativa. Leia AQUI este estudo.

                                                                       (Continua)




            FLE – Fórum para a Liberdade de Educação
                 www.fle.pt / secretariado@fle.pt
O estudo "Skills Not Just Diplomas", também do Banco Mundial, já tinha vincado a
necessidade de a estratégia educativa passar pelo financiamento público por aluno,
com medição de resultados, com incentivos para os melhores projectos e
explorando as soluções e ofertas inovadoras dos vários agentes da sociedade, sob
pena de os seus jovens não terem lugar nesta roda mundial de talentos.

A alarmante taxa de desemprego jovem e os baixos índices de qualidade educativa
reclamam uma estratégia educativa que passa pelo apuramento do custo desta
estrutura escolar para o País, pela medição do seu retorno e pelo estabelecimento
de programas com metas e objectivos educativos e de empregabilidade em que o
escasso financiamento público é alocado a quem melhor responde a este desafio.
Nessa altura, as escolas mais talentosas saberão desvendar e aproveitar as muitas
potencialidades dos jovens portugueses. Caberá aos pais escolherem a escola que
melhor responda às características, necessidades e anseios cada um dos seus filhos.

O estudo "Getting Value for Money", o "Hiden Talents" e o "Modernisation of
higher education in Europe: funding and the social dimension 2011", apoiam na
reflexão de uma estratégia educativa nesta bolsa mundial em explosão.

Fonte: OCDE - Education Today

Educação e Empregabilidade

  • 1.
    Existirá alguma relaçãoentre sistemas educativos e empregabilidade? Relatórios internacionais alertam para iminente explosão de talentos em risco de desemprego, um fenómeno resultante da desarticulação entre a formação dos jovens e o mercado de trabalho visto à escala global. Reforçam os mesmos que em resultado desta desarticulação, o investimento público em educação não terá retorno e que a população jovem, embora altamente qualificada, será mal remunerada. A necessidade de políticas educativas de longo prazo, estrategicamente orientadas para uma bolsa mundial de talentos, articulando educação e empregabilidade estão, por isso, na ordem do dia. O Banco Mundial publicou um estudo retractando as consequências de políticas educativas erradas, responsabilizando a rigidez e ineficiência dos sistemas educativos dos países com elevada taxa de desemprego jovem. No conforto de uma enganosa equidade, medida pelo direito ao acesso, em detrimento da medição da equidade no final da escolaridade, na ausência de oferta educativa adequada em que o financiamento público não é dirigido para a dinamização de novos projectos mas para a sobrevivência dos modelos existentes, estes sistema públicos de educação são rígidos e não conseguem responder aos desafios do acelerado Mundo global. Pelo contrário, os sistemas educativos flexíveis, norteados para a identificação dos talentos dos jovens estão a ganhar espaço nesta pool global de talentos. O autor vai mais longe, agrupando os países em quatro categorias, de acordo com a velocidade de crescimento e o nível de rendimento, sugerindo para cada categoria uma estratégia educativa. Leia AQUI este estudo. (Continua) FLE – Fórum para a Liberdade de Educação www.fle.pt / secretariado@fle.pt
  • 2.
    O estudo "SkillsNot Just Diplomas", também do Banco Mundial, já tinha vincado a necessidade de a estratégia educativa passar pelo financiamento público por aluno, com medição de resultados, com incentivos para os melhores projectos e explorando as soluções e ofertas inovadoras dos vários agentes da sociedade, sob pena de os seus jovens não terem lugar nesta roda mundial de talentos. A alarmante taxa de desemprego jovem e os baixos índices de qualidade educativa reclamam uma estratégia educativa que passa pelo apuramento do custo desta estrutura escolar para o País, pela medição do seu retorno e pelo estabelecimento de programas com metas e objectivos educativos e de empregabilidade em que o escasso financiamento público é alocado a quem melhor responde a este desafio. Nessa altura, as escolas mais talentosas saberão desvendar e aproveitar as muitas potencialidades dos jovens portugueses. Caberá aos pais escolherem a escola que melhor responda às características, necessidades e anseios cada um dos seus filhos. O estudo "Getting Value for Money", o "Hiden Talents" e o "Modernisation of higher education in Europe: funding and the social dimension 2011", apoiam na reflexão de uma estratégia educativa nesta bolsa mundial em explosão. Fonte: OCDE - Education Today