Doenças Metabólicas, da Substância
Branca e Degenerativas Adquiridas do
Cérebro
Envelhecimento Cerebral Normal e
Dças Neurodegenerativas Adquiridas
Dr. Emanuel R. Dantas
Médico Radiologista
Envelhecimento Cerebral
Normal
• As alterações específicas relacionadas à idade
ocorrem nas substâncias branca e cinzenta
cerebrais, nos espaços liquóricos e nos
núcleos da base.
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Dr. Emanuel R. Dantas
Envelhecimento Cerebral
Normal
• Substância Branca:
o Focos de intensidade aumentada de sinal são, com
freqüência, identificados nos cortes de RM
pesados em T2 nos pacientes demenciados e em
idosos saudáveis.
o São encontrados em vários locais diferentes:
• Substância branca subcortical
• Substância branca central
• Substância branca periventricular.
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Dr. Emanuel R. Dantas
Envelhecimento Cerebral
Normal
• Substância Branca:
o Lesões Subcorticais:
• As hiperintensidades na substância branca (HSB)
subcortical são comumente identificadas nos cortes
pesados em T2.
• As HSB têm diferentes etiologias, dependendo da
localização e da configuração.
• As lesões puntiformes são caracterizadas
histologicamente por espaços perivasculares dilatados e
gliose perivascular, enquanto que as lesões em retalho
estão associadas com a palidez da mielina, espaços
perivasculares dilatados e arterioesclerose.
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Envelhecimento Cerebral
Normal
• Substância Branca:
o Lesões Centrais:
• As HSB na coroa radiada e no centro-semioval são
encontradas tipicamente numa distribuição perivascular.
• Os espaços perivasculares dilatados são lesões
arredondadas ou lineares que se orientam
perpendicularmente aos ventrículos e ao córtex.
• As HSB em retalho, mais confluentes, estão
provavelmente, relacionadas à aterosclerose dos pequenos
vasos e à palidez da mielina.
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Envelhecimento Cerebral
Normal
• Substância Branca:
o Lesões Periventriculares:
• Vários tipos diferentes de hiperintensidades periventriculares são
vistos em T2, como se segue:
o “Quepes” de forma triangular em volta dos cornos frontais;
o Halos periventriculares delgados e lisos;
o Hiperintensidades periventriculares em retalho.
• Os “quepes” adjacentes aos cornos frontais são um achado normal
em pacientes de todas as idades.
• Muitos pcts idosos saudáveis também apresentam fino halos
periventriculares simétricos bilateralmente, com alta intensidade de
sinal nos cortes em T2.
• Estes halos são caracterizados histologicamente por gliose
subependimária e perda focal do epitélio subependimário com
aumento do LCR periependimário e não são indicadores de hidrocefalia
de pressão normal.
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Envelhecimento Cerebral
Normal
• Substância Branca:
o Lesões Periventriculares:
• As hiperintensidades periventriculares em retalho
representam infarto da substância branca
profunda e são mais comuns nos pcts com
hipertensão ou com hidrocefalia de pressão
normal (HPN) do que nos indivíduos do grupo-
controle ajustado pela idade, embora haja uma
significativa superposição entre estes grupos.
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Envelhecimento Cerebral
Normal
• Substância Branca:
o Espaços Perivasculares:
• Os espaços perivasculares ou de Virchow-Robin (EVR),
são extensões do espaço subaracnóide com cobertura
pial que circundam as artérias penetrantes, quando
elas entram ou nos núcleos da base ou na convexidade
da substância cinzenta cortical.
• Os EVR podem se extender profundamente nos núcleos
da base e no centro semi-oval.
• Os EVR circundam as artérias lenticuloestriadas
enquanto elas cruzam pela substância branca perfurada
anterior até os núcleos da base.
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Envelhecimento Cerebral
Normal
• Sulcos e Cisternas:
o A dilatação dos sulcos e cisternas é uma parte do
processo normal de envelhecimento.
o Os espaços liquóricos proeminentes também são
comuns nas crianças com menos de 1 ano de
idade.
o Profundidades craniocorticais de até 4 mm e
profundidades interhemisféricas de até 6 mm são
normais.
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Desordens Neurodegenerativas
da Substância Branca
• Comuns:
o Esclerose Múltipla
o Arterioesclerose
o Trauma (LAD)
• Incomum:
o Desmielinização viral / pós-viral
o Desmielinização tóxica
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Desordens Neurodegenerativas da
Substância Branca – Esclerose Múltipla
• Etiologia e Herança:
o Etiologia desconhecida, embora a maioria dos
investigadores se incline pela desmielinização por
mediação auto-imune em indivíduos geneticamente
susceptíveis.
o O papel da herança na EM é desconhecido, porém
um aumento na incidência de desmielinização
subclínica foi demonstrado nos parentes de primeiro
grau de pacientes com EM.
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Desordens Neurodegenerativas da
Substância Branca – Esclerose Múltipla
• Patologia:
o Macroscopia:
– Tanto a morfologia macroscópica quanto microscópica das
“placas” de EM são variáveis.
– A placa de EM aguda é uma lesão edematosa rosa-cinzenta da
substância branca.
– A necrose como atrofia e alterações císticas é comum nas
lesões crônicas.
– Hemorragia e calcificações são raras.
o Microscopia:
• Na EM, tanto a mielina quanto os oligodendrócitos produtores
de mielina estão destruídos.
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Desordens Neurodegenerativas da
Substância Branca – Esclerose Múltipla
• Incidência:
o A EM é de longe, a mais comum das doenças
desmielinizantes, exceto pela doença vascular
relacionada ao envelhecimento.
• Idade e Sexo:
o O início dos sintomas é usualmente entre os 20 e 40
anos de idade.
o A relação entre mulheres e homens adultos é de 1,7-
2:1.
o Quando ocorre em crianças e adolescentes, a relação
mulher:homem é muito maior.
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Desordens Neurodegenerativas da
Substância Branca – Esclerose Múltipla
• Localização:
o Mais de 85% dos pacientes com EM têm lesões periventriculares ovóides
que se orientam perpendicularmente ao grande eixo do cérebro e dos
ventrículos laterais.
o O próximo lugar mais comum é o corpo caloso, envolvido em 50-90% dos
pacientes com EM definida clinicamente.
o A interface caloso-septal é uma localização típica; as lesões nesta região são
evidenciadas de maneira ótima no plano sagital.
o Nos adultos, o tronco cerebral e o cerebelo são localizações menos comuns
(aproximadamente 10% das placas são infratentoriais).
o As lesões múltiplas são típicas, embora grandes placas solitárias também
ocorram e podem ser confundidas com neoplasia nos estudos com imagem.
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Desordens Neurodegenerativas da
Substância Branca – Esclerose Múltipla
• Imagem – TC:
o Frequentemente normal na fase precoce do curso da
doença.
o As lesões são tipicamente iso ou hipodensas com o
cérebro nos estudos com TC, sem reforço.
o O reforço após a administração de contraste é variável.
o Algumas lesões não se alteram, enquanto outras se
reforçam intensamente.
o Tanto padrões sólidos ou anelares de realce são
observados, às vezes, tornando-se apenas aparentes
após a realização de cortes retardados com alta dose de
contraste.
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Desordens Neurodegenerativas da
Substância Branca – Esclerose Múltipla
• Imagem – RM:
o A maioria das placas é de iso até hipointensa nos cortes em
T1, e hiperintensos quando comparados ao cérebro nos cortes
em T2.
o Como há muitas causas de hiperintensidade na substância
branca nos cortes em T2, a maior parte das autoridades exige
a presença de três ou mais lesões discretas, com tamanho de
5 mm ou mais, como também lesões que ocorram numa
localização característica.
o As lesões oblongas na interface caloso-septal são típicas.
o A extensão periventricar para a substância branca profunda,
o chamado “dedo de Dawson” é característica.
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Desordens Neurodegenerativas da
Substância Branca – Esclerose Múltipla
• Imagem – RM:
o As lesões da EM são freqüentemente vistas como
áreas arredondadas ou ovóides, com um aspecto
de bisel (uma lesão dentro da outra), nos estudos
em T1 e DP.
o As lesões periventriculares confluentes são
comuns nos casos severos.
o A hipointensidade anormal nos núcleos da base é
vista em cerca de 10% dos casos crônicos severos
de EM.
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Desordens Neurodegenerativas da
Substância Branca – Esclerose Múltipla
• Imagem – RM
oO reforço é altamente variável e tipicamente
transitório, visto durante o estágio de
desmielinização ativa.
oTanto os padrões sólidos, quando anular são
vistos.
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Desordens Neurodegenerativas da
Substância Branca – Esclerose Múltipla
• Imagem – RM:
oAlgumas lesões solitárias ou altamente
atípicas da EM podem ser indistinguíveis do
abscesso ou da neoplasia.
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Desordens Neurodegenerativas da
Substância Branca – Esclerose Múltipla
• Critérios de Mc Donald:
o Devm ser aplicados àqueles pcts com (1)
síndrome clinicamente típica isolada ou
sugestiva de EM ou com (2) sintomas
consistentes de doença desmielinizante
inflamatória.
o Tais critérios possibilitam de realizar o diagnóstico
de EM baseado na demonstração objetiva da
disseminação das lesões tanto no tempo e
espaço, associado a história clinica e exames
laboratoriais / LCR.
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Critérios de Disseminação no Espaço
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Critérios de Disseminação no Tempo
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Doenças Virais e Pós-Virais –
Desmielinização Tóxica
• A encefaloapatia tóxica (ET) resulta da interação
de um composto químico com o cérebro.
• As toxinas causam distúrbio temporário ou
permanente da função cerebral normal, de
várias maneiras, incluindo:
o Depleção de energia oxidativa;
o Privação nutricional;
o Distúrbios da neurotransmissão;
o Alteração no equilíbrio iônico.
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Doenças Virais e Pós-Virais –
Desmielinização Tóxica
• As toxinas podem ser endógenas ou exógenas ao SNC.
• As toxinas endógenas do SNC resultam tipicamente
de erros inatos do metabolismo tais como as
aminoacidopatias e a leucodistrofia de células
globóides (dça de Krabbe).
• A ET exógena pode ser interna ou externa. As ET
internas são causadas por dças sistêmicas que
produzem toxinas que cruzam a BHE e lesam o SNC
(ex.: sd paraneoplásicas e distúrbios do equilíbrio do
ferro como a Mielinólise Pontina Cerebral e as sd
hepatocerebrais).
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Doenças Virais e Pós-Virais –
Desmielinização Tóxica
• As EXT externas incluem o envenenamento por
chumbo ou mercúrio, a exposição a solventes
orgânicos, o abuso de álcool e a quimioterapia.
• Neste casos de desmielinização tóxica, vamos
considerar as duas ET exógenas mais comuns que
afetam primariamente a substância branca: a
mielinólise omótica e o alcoolismo crônico.
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Doenças Virais e Pós-Virais –
Desmielinização Tóxica
• Mielinólise Osmótica:
o Ocorre classicamente em adultos alcoólatras, desnutridos ou
cronicamente debilitados.
o Mais de 75% dos casos estão associados com alcoolismo
crônico ou com rápida correção de hiponatremia.
o Patologia: Perda da mielina (mielinólise) com relativa
poupança neuronal;
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Doenças Virais e Pós-Virais –
Desmielinização Tóxica
• Mielinólise Osmótica:
o Localizações:
• A parte central da ponte é o local mais comum
(mielinólise pontina central ou MPC), embora possa
ocorrer em outros locais.
• Os locais extrapontinos (mielinólise extrapontina – MEP)
é identificada patologicamente em cerca da metade dos
casos de desmielinização osmótica.
• Os locais extrapontinos já relatados incluem os putâmens,
núcleos caudados, mesencéfalo, tálamo e a substância
branca subcortical.
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Doenças Virais e Pós-Virais –
Desmielinização Tóxica
• Mielinólise Osmótica:
o Imagem:
• Refletem o aumento de água nas áreas afetadas.
• TC sem contraste: normal ou áreas hipodensas
inespecíficas;
• RM:
oHipointensas em T1 e hiperintensas em T2
oAs fibras transversas pontinas são as mais
severamente afetadas, enquanto os tratos
corticoespinhais descendentes estão
freqüentemente poupados.
oReforço após administração de contraste varia;
algumas lesões se reforçam, porém a maioria não.
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Doenças Virais e Pós-Virais –
Desmielinização Tóxica
• Mielinólise Osmótica:
o Imagem – RM:
• As anormalidades do sinal pontino têm um amplo
diagnóstico diferencial, que inclui:
o Infarto
o Metástases;
o Glioma
o Esclerose múltipla
o Encefalite
o Radiação ou Qt.
• Obs.: O envolvimento concomitante da ponte e dos núcleos
da base é bastante específico para MO.
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Doenças Virais e Pós-Virais –
Desmielinização Tóxica
• Irradiação e Qt:
o A neurotoxicidade é uma complicação conhecida da Rt e
de alguns agentes quimioterápicos.
o Os agentes quimioterápicos, que se sabe especificamente
causar leucoencefalopatia, incluem:
• Ciclosporina A
• Metotrexato
• Citarabine
• 5-Fluoracil
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Doenças Virais e Pós-Virais –
Desmielinização Tóxica
• Irradiação e Qt:
o Fisiopatologia:
• Lesão dos vasos de pequeno e médio calibre, causando
espessamento endotelial, com conseqüente obstrução,
trombose, isquemia, infarto e necrose parenquimatosa.
• A neurotoxicidade induzida pela Rt ou Qt envolve
predominantemente a substância branca profunda,
com poupança relativa dos córtex e das fibras
subcorticais arqueadas subjacentes.
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Doenças Virais e Pós-Virais –
Desmielinização Tóxica
• Imagem - Irradiação e Qt:
o Lesão “tardia”: variam de uma massa focal única até lesões mais
difusas da substância branca
o Tanto os tempos de relaxamento de T1 quanto os de T2 estão
prolongados.
o A desmielinização confluente e difusa da substância branca,
combinada coma rápida deterioração clínica, é conhecida como
leucoencefalopatia necrosante.
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Doenças Virais e Pós-Virais –
Desmielinização Tóxica
• Irradiação e Qt:
o Obs.: A necrose focal por irradiação também ocorre e pode
ser indistingüível de neoplasia recorrente ou persistente
nos cortes de TC com contraste ou nas imagens de RM.
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Aterosclerose
• As hiperintensidades focais na substância branca (HSB)
são freqüentemente identificadas nos cortes em T2.
• Estes focos são denominados, de forma variável, como:
o Leucoaraiose;
o Hiperintensidades periventriculares;
o Hiperintensidades da substância branca.
• As lesões hiperintensas subcorticais em retalho,
observado nos cortes em T2, tanto nos pacientes
idosos como nos demenciados, estão freqüentemente
associados com arteriosclerose.
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Aterosclerose
• Os achados imaginológicos de HSB multifocais, nos cortes de RM em
T2, são inespecíficos e o diagnóstico diferencial destas lesões é muito
amplo.
• As causas mais comuns são as alterações vasculares relacionadas ao:
o Envelhecimento;
o Espaços perivasculares dilatados;
o Esclerose múltipla.
• Ao contrário da EM, as imagens pesadas em T1 nos pacientes com
encefalopatia aterosclerótica subcortical (EAS) são freqüentemente
normais.
• As exceções são as hipointensidades focais nos cortes pesados em T1,
causadas pelos infartos lacunares profundos e pelos espaços de
Virchow-Robin, alargados.
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Aterosclerose
• Outras causas discretas e multifocais incluem:
o Linfoma primário do SNC
o Metástases
o Vasculite
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Doenças Neurodegenerativas da
Substância Cinzenta
• As desordens neurodegenerativas que envolvem
primaria ou exclusivamente a substância cinzenta, e
podem se apresentar como demência nos adultos,
incluem:
o Doença de Kuf (lipofuscinose ceróide neuronal com início na
adultidade);
o Gangliosidose GM2 (Tay-Sachs, Dça de Sandhoff)
o Mucopolissacaridose tipo III-B (Dça de Sanfilippo).
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Doenças Neurodegenerativas da
Substância Cinzenta
• Outras dças neurodegenerativas comuns na
“infância” e, às vezes, vista nos adultos
incluem:
o Adrenoleucodistrofia com início na idade adulto
o Encefalopatias mitocondriais
o Dça de Wilson
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Doença de Alzheimer e
Outras Demências Corticais
• Estima-se que pelo menos 5% da população
acima de 65 anos e 15% acima de 85 anos
estejam severamente demenciadas.
• As Dças de Alzheimer e Pick são exemplos de
demências corticais.
• A demência por infartos múltiplos é um
exemplo de demência combinada cortical e
subcortical.
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Doença de Alzheimer e
Outras Demências Corticais
• Dça de Alzheimer:
o Microscopia:
• Perda neuronal
• Gliose
• Emaranhados neurofibrilares,
• Placas senis (neuríticas)
• Angiopatia amilóide.
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Doença de Alzheimer e
Outras Demências Corticais
• Dça de Alzheimer:
o A DA é a mais comum da dças degenerativas cerebrais
adquiridas.
o Macroscopia:
• Os cérebros dos pacientes com DA mostra atrofia
cerebral difusa, com sulcos dilatados e dilatação dos
ventrículos laterais.
• A atrofia desproporcional dos lobos temporais,
particularmente das formações hipocampais, é uma
marca patológica macroscópica característica da DA.
• A substância cinzenta cortical está reduzida,
particularmente nos lobos temporais.
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Doença de Alzheimer e
Outras Demências Corticais
• Dça de Alzheimer:
o Imagem:
• Difícil de diferenciar a DA do envelhecimento normal nos estudos de
rotina da RM
• Ventrículos dilatados e sulcos proeminentes
• Os pacientes com DA têm atrofia cortical generalizada e redução da
substância cinzenta com perda desproporcional de volume na parte
anterior dos lobos temporais e hipocampos.
• Os cornos temporais, como também as fissuras coróides e
hipocampais, aparecem particularmente proemientes.
• O alargamento das fissuras silvianas é um indicador sensível, porém
menos específico da DA.
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Doença de Alzheimer e
Outras Demências Corticais
• Dça de Alzheimer:
o Imagem:
• As hiperintensidades na substância branca não são uma característica
particularmente proeminente da DA.
• Algumas HSB ocorrem, mas há uma significativa superposição com os
controles normais pareados por idade, e não há correlação definida
com a severidade da demência.
• A dça severa das substâncias branca subcortical e periventricular é
mais típica da demência por infartos múltiplos, do que da DA.
• Uma variante DA, a dça dos corpos de Lewi, apresenta inclusões
eosinofílicas citoplasmáticas, características parkinsonianas
proeminentes e acentuada atrofia do lobo frontal.
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Doença de Alzheimer e
Outras Demências Corticais
• Doença de Pick:
o É uma demência cortical muito menos freqüente que a DA.
o O início pré-senil (ante de 65 anos de idade) é comum.
o Os marcadores neuropatológicos para a DP são os corpos
de Pick, inclusões citoplasmáticas arredondadas distintas.
o Macroscopia:
• Marcante atrofia lobar circunscrita, que pode ser muito
assimétrica.
• Os lobos frontais e temporais são os mais comuns e
desproporcionalmente afetados, enquanto os lobos parietais e
occipitais estão relativamente poupados.
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Doença de Alzheimer e
Outras Demências Corticais
• Demência Vascular:
o Depois da DA, o acidente vascular é a segunda causa
principal de demência proressiva e irreversível,
respondendo por 10 a 30% das demências.
o TC sem contraste:
• Infartos corticais e subcorticais
• Ventrículos e sulcos corticais maiores
• Prevalência mais elevada de lucências na substância
branca do que os controles pareados por idade.
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Doença de Alzheimer e
Outras Demências Corticais
• Demência Vascular:
o A encefalopatia arterioesclerótica subcortical (EAS),
também conhecida como doença de Binswanger, é
provavelmente uma forma de DIM.
o As alterações arterioescleróticas induzidas pela
hipertensão, nas artérias medulares perfurantes longas
podem induzir hipoperfusão e dano isquêmico secundário
na substância branca periventricular.
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Doença de Alzheimer e
Outras Demências Corticais
• Dça de Parkinson:
o Afeta aproximadamente 1% da população acima de 50 anos
de idade.
o A marca neuropatológica é a perda de neurônios contendo
neuromelanina na substância negra (particularmente pars
compacta), no locus ceruleus e núcleo dorsal do vago.
o Imagem:
• Diminuição da largura da pars compacata.
• Embora o ferro tecidual e as concentrações de ferritina
estejam elevadas da DP, na maioria dos casos, eles não
causam encurtamento detectável de T2.
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Doenças da Substância Branca e Degenerativas - Avaliação por Imagem

  • 1.
    Doenças Metabólicas, daSubstância Branca e Degenerativas Adquiridas do Cérebro Envelhecimento Cerebral Normal e Dças Neurodegenerativas Adquiridas Dr. Emanuel R. Dantas Médico Radiologista
  • 2.
    Envelhecimento Cerebral Normal • Asalterações específicas relacionadas à idade ocorrem nas substâncias branca e cinzenta cerebrais, nos espaços liquóricos e nos núcleos da base. 2 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 3.
    Envelhecimento Cerebral Normal • SubstânciaBranca: o Focos de intensidade aumentada de sinal são, com freqüência, identificados nos cortes de RM pesados em T2 nos pacientes demenciados e em idosos saudáveis. o São encontrados em vários locais diferentes: • Substância branca subcortical • Substância branca central • Substância branca periventricular. 3 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 4.
    Envelhecimento Cerebral Normal • SubstânciaBranca: o Lesões Subcorticais: • As hiperintensidades na substância branca (HSB) subcortical são comumente identificadas nos cortes pesados em T2. • As HSB têm diferentes etiologias, dependendo da localização e da configuração. • As lesões puntiformes são caracterizadas histologicamente por espaços perivasculares dilatados e gliose perivascular, enquanto que as lesões em retalho estão associadas com a palidez da mielina, espaços perivasculares dilatados e arterioesclerose. 4 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 5.
  • 6.
    Envelhecimento Cerebral Normal • SubstânciaBranca: o Lesões Centrais: • As HSB na coroa radiada e no centro-semioval são encontradas tipicamente numa distribuição perivascular. • Os espaços perivasculares dilatados são lesões arredondadas ou lineares que se orientam perpendicularmente aos ventrículos e ao córtex. • As HSB em retalho, mais confluentes, estão provavelmente, relacionadas à aterosclerose dos pequenos vasos e à palidez da mielina. 6 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 7.
  • 8.
    Envelhecimento Cerebral Normal • SubstânciaBranca: o Lesões Periventriculares: • Vários tipos diferentes de hiperintensidades periventriculares são vistos em T2, como se segue: o “Quepes” de forma triangular em volta dos cornos frontais; o Halos periventriculares delgados e lisos; o Hiperintensidades periventriculares em retalho. • Os “quepes” adjacentes aos cornos frontais são um achado normal em pacientes de todas as idades. • Muitos pcts idosos saudáveis também apresentam fino halos periventriculares simétricos bilateralmente, com alta intensidade de sinal nos cortes em T2. • Estes halos são caracterizados histologicamente por gliose subependimária e perda focal do epitélio subependimário com aumento do LCR periependimário e não são indicadores de hidrocefalia de pressão normal. 8 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 9.
  • 10.
    Envelhecimento Cerebral Normal • SubstânciaBranca: o Lesões Periventriculares: • As hiperintensidades periventriculares em retalho representam infarto da substância branca profunda e são mais comuns nos pcts com hipertensão ou com hidrocefalia de pressão normal (HPN) do que nos indivíduos do grupo- controle ajustado pela idade, embora haja uma significativa superposição entre estes grupos. 10 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 11.
  • 12.
    Envelhecimento Cerebral Normal • SubstânciaBranca: o Espaços Perivasculares: • Os espaços perivasculares ou de Virchow-Robin (EVR), são extensões do espaço subaracnóide com cobertura pial que circundam as artérias penetrantes, quando elas entram ou nos núcleos da base ou na convexidade da substância cinzenta cortical. • Os EVR podem se extender profundamente nos núcleos da base e no centro semi-oval. • Os EVR circundam as artérias lenticuloestriadas enquanto elas cruzam pela substância branca perfurada anterior até os núcleos da base. 12 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 13.
  • 14.
    Envelhecimento Cerebral Normal • Sulcose Cisternas: o A dilatação dos sulcos e cisternas é uma parte do processo normal de envelhecimento. o Os espaços liquóricos proeminentes também são comuns nas crianças com menos de 1 ano de idade. o Profundidades craniocorticais de até 4 mm e profundidades interhemisféricas de até 6 mm são normais. 14 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 15.
  • 16.
    Desordens Neurodegenerativas da SubstânciaBranca • Comuns: o Esclerose Múltipla o Arterioesclerose o Trauma (LAD) • Incomum: o Desmielinização viral / pós-viral o Desmielinização tóxica 16 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 17.
    Desordens Neurodegenerativas da SubstânciaBranca – Esclerose Múltipla • Etiologia e Herança: o Etiologia desconhecida, embora a maioria dos investigadores se incline pela desmielinização por mediação auto-imune em indivíduos geneticamente susceptíveis. o O papel da herança na EM é desconhecido, porém um aumento na incidência de desmielinização subclínica foi demonstrado nos parentes de primeiro grau de pacientes com EM. 17 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 18.
    Desordens Neurodegenerativas da SubstânciaBranca – Esclerose Múltipla • Patologia: o Macroscopia: – Tanto a morfologia macroscópica quanto microscópica das “placas” de EM são variáveis. – A placa de EM aguda é uma lesão edematosa rosa-cinzenta da substância branca. – A necrose como atrofia e alterações císticas é comum nas lesões crônicas. – Hemorragia e calcificações são raras. o Microscopia: • Na EM, tanto a mielina quanto os oligodendrócitos produtores de mielina estão destruídos. 18 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 19.
    Desordens Neurodegenerativas da SubstânciaBranca – Esclerose Múltipla • Incidência: o A EM é de longe, a mais comum das doenças desmielinizantes, exceto pela doença vascular relacionada ao envelhecimento. • Idade e Sexo: o O início dos sintomas é usualmente entre os 20 e 40 anos de idade. o A relação entre mulheres e homens adultos é de 1,7- 2:1. o Quando ocorre em crianças e adolescentes, a relação mulher:homem é muito maior. 19 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 20.
    Desordens Neurodegenerativas da SubstânciaBranca – Esclerose Múltipla • Localização: o Mais de 85% dos pacientes com EM têm lesões periventriculares ovóides que se orientam perpendicularmente ao grande eixo do cérebro e dos ventrículos laterais. o O próximo lugar mais comum é o corpo caloso, envolvido em 50-90% dos pacientes com EM definida clinicamente. o A interface caloso-septal é uma localização típica; as lesões nesta região são evidenciadas de maneira ótima no plano sagital. o Nos adultos, o tronco cerebral e o cerebelo são localizações menos comuns (aproximadamente 10% das placas são infratentoriais). o As lesões múltiplas são típicas, embora grandes placas solitárias também ocorram e podem ser confundidas com neoplasia nos estudos com imagem. 20 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 21.
  • 22.
    Desordens Neurodegenerativas da SubstânciaBranca – Esclerose Múltipla • Imagem – TC: o Frequentemente normal na fase precoce do curso da doença. o As lesões são tipicamente iso ou hipodensas com o cérebro nos estudos com TC, sem reforço. o O reforço após a administração de contraste é variável. o Algumas lesões não se alteram, enquanto outras se reforçam intensamente. o Tanto padrões sólidos ou anelares de realce são observados, às vezes, tornando-se apenas aparentes após a realização de cortes retardados com alta dose de contraste. 22 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 23.
  • 24.
    Desordens Neurodegenerativas da SubstânciaBranca – Esclerose Múltipla • Imagem – RM: o A maioria das placas é de iso até hipointensa nos cortes em T1, e hiperintensos quando comparados ao cérebro nos cortes em T2. o Como há muitas causas de hiperintensidade na substância branca nos cortes em T2, a maior parte das autoridades exige a presença de três ou mais lesões discretas, com tamanho de 5 mm ou mais, como também lesões que ocorram numa localização característica. o As lesões oblongas na interface caloso-septal são típicas. o A extensão periventricar para a substância branca profunda, o chamado “dedo de Dawson” é característica. 24 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 25.
  • 26.
    Desordens Neurodegenerativas da SubstânciaBranca – Esclerose Múltipla • Imagem – RM: o As lesões da EM são freqüentemente vistas como áreas arredondadas ou ovóides, com um aspecto de bisel (uma lesão dentro da outra), nos estudos em T1 e DP. o As lesões periventriculares confluentes são comuns nos casos severos. o A hipointensidade anormal nos núcleos da base é vista em cerca de 10% dos casos crônicos severos de EM. 26 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 27.
  • 28.
    Desordens Neurodegenerativas da SubstânciaBranca – Esclerose Múltipla • Imagem – RM oO reforço é altamente variável e tipicamente transitório, visto durante o estágio de desmielinização ativa. oTanto os padrões sólidos, quando anular são vistos. 28 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 29.
  • 30.
    Desordens Neurodegenerativas da SubstânciaBranca – Esclerose Múltipla • Imagem – RM: oAlgumas lesões solitárias ou altamente atípicas da EM podem ser indistinguíveis do abscesso ou da neoplasia. 30 Dr. Emanuel R. Dantas
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  • 32.
    Desordens Neurodegenerativas da SubstânciaBranca – Esclerose Múltipla • Critérios de Mc Donald: o Devm ser aplicados àqueles pcts com (1) síndrome clinicamente típica isolada ou sugestiva de EM ou com (2) sintomas consistentes de doença desmielinizante inflamatória. o Tais critérios possibilitam de realizar o diagnóstico de EM baseado na demonstração objetiva da disseminação das lesões tanto no tempo e espaço, associado a história clinica e exames laboratoriais / LCR. 32 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 33.
    33 Critérios de Disseminaçãono Espaço Dr. Emanuel R. Dantas
  • 34.
    34 Critérios de Disseminaçãono Tempo Dr. Emanuel R. Dantas
  • 35.
    Doenças Virais ePós-Virais – Desmielinização Tóxica • A encefaloapatia tóxica (ET) resulta da interação de um composto químico com o cérebro. • As toxinas causam distúrbio temporário ou permanente da função cerebral normal, de várias maneiras, incluindo: o Depleção de energia oxidativa; o Privação nutricional; o Distúrbios da neurotransmissão; o Alteração no equilíbrio iônico. 35 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 36.
    Doenças Virais ePós-Virais – Desmielinização Tóxica • As toxinas podem ser endógenas ou exógenas ao SNC. • As toxinas endógenas do SNC resultam tipicamente de erros inatos do metabolismo tais como as aminoacidopatias e a leucodistrofia de células globóides (dça de Krabbe). • A ET exógena pode ser interna ou externa. As ET internas são causadas por dças sistêmicas que produzem toxinas que cruzam a BHE e lesam o SNC (ex.: sd paraneoplásicas e distúrbios do equilíbrio do ferro como a Mielinólise Pontina Cerebral e as sd hepatocerebrais). 36 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 37.
    Doenças Virais ePós-Virais – Desmielinização Tóxica • As EXT externas incluem o envenenamento por chumbo ou mercúrio, a exposição a solventes orgânicos, o abuso de álcool e a quimioterapia. • Neste casos de desmielinização tóxica, vamos considerar as duas ET exógenas mais comuns que afetam primariamente a substância branca: a mielinólise omótica e o alcoolismo crônico. 37 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 38.
    Doenças Virais ePós-Virais – Desmielinização Tóxica • Mielinólise Osmótica: o Ocorre classicamente em adultos alcoólatras, desnutridos ou cronicamente debilitados. o Mais de 75% dos casos estão associados com alcoolismo crônico ou com rápida correção de hiponatremia. o Patologia: Perda da mielina (mielinólise) com relativa poupança neuronal; 38 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 39.
    Doenças Virais ePós-Virais – Desmielinização Tóxica • Mielinólise Osmótica: o Localizações: • A parte central da ponte é o local mais comum (mielinólise pontina central ou MPC), embora possa ocorrer em outros locais. • Os locais extrapontinos (mielinólise extrapontina – MEP) é identificada patologicamente em cerca da metade dos casos de desmielinização osmótica. • Os locais extrapontinos já relatados incluem os putâmens, núcleos caudados, mesencéfalo, tálamo e a substância branca subcortical. 39 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 40.
    Doenças Virais ePós-Virais – Desmielinização Tóxica • Mielinólise Osmótica: o Imagem: • Refletem o aumento de água nas áreas afetadas. • TC sem contraste: normal ou áreas hipodensas inespecíficas; • RM: oHipointensas em T1 e hiperintensas em T2 oAs fibras transversas pontinas são as mais severamente afetadas, enquanto os tratos corticoespinhais descendentes estão freqüentemente poupados. oReforço após administração de contraste varia; algumas lesões se reforçam, porém a maioria não. 40 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 41.
  • 42.
    Doenças Virais ePós-Virais – Desmielinização Tóxica • Mielinólise Osmótica: o Imagem – RM: • As anormalidades do sinal pontino têm um amplo diagnóstico diferencial, que inclui: o Infarto o Metástases; o Glioma o Esclerose múltipla o Encefalite o Radiação ou Qt. • Obs.: O envolvimento concomitante da ponte e dos núcleos da base é bastante específico para MO. 42 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 43.
  • 44.
  • 45.
    Doenças Virais ePós-Virais – Desmielinização Tóxica • Irradiação e Qt: o A neurotoxicidade é uma complicação conhecida da Rt e de alguns agentes quimioterápicos. o Os agentes quimioterápicos, que se sabe especificamente causar leucoencefalopatia, incluem: • Ciclosporina A • Metotrexato • Citarabine • 5-Fluoracil 45 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 46.
    Doenças Virais ePós-Virais – Desmielinização Tóxica • Irradiação e Qt: o Fisiopatologia: • Lesão dos vasos de pequeno e médio calibre, causando espessamento endotelial, com conseqüente obstrução, trombose, isquemia, infarto e necrose parenquimatosa. • A neurotoxicidade induzida pela Rt ou Qt envolve predominantemente a substância branca profunda, com poupança relativa dos córtex e das fibras subcorticais arqueadas subjacentes. 46 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 47.
    Doenças Virais ePós-Virais – Desmielinização Tóxica • Imagem - Irradiação e Qt: o Lesão “tardia”: variam de uma massa focal única até lesões mais difusas da substância branca o Tanto os tempos de relaxamento de T1 quanto os de T2 estão prolongados. o A desmielinização confluente e difusa da substância branca, combinada coma rápida deterioração clínica, é conhecida como leucoencefalopatia necrosante. 47 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 48.
  • 49.
    Doenças Virais ePós-Virais – Desmielinização Tóxica • Irradiação e Qt: o Obs.: A necrose focal por irradiação também ocorre e pode ser indistingüível de neoplasia recorrente ou persistente nos cortes de TC com contraste ou nas imagens de RM. 49 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 50.
    Aterosclerose • As hiperintensidadesfocais na substância branca (HSB) são freqüentemente identificadas nos cortes em T2. • Estes focos são denominados, de forma variável, como: o Leucoaraiose; o Hiperintensidades periventriculares; o Hiperintensidades da substância branca. • As lesões hiperintensas subcorticais em retalho, observado nos cortes em T2, tanto nos pacientes idosos como nos demenciados, estão freqüentemente associados com arteriosclerose. 50 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 51.
    Aterosclerose • Os achadosimaginológicos de HSB multifocais, nos cortes de RM em T2, são inespecíficos e o diagnóstico diferencial destas lesões é muito amplo. • As causas mais comuns são as alterações vasculares relacionadas ao: o Envelhecimento; o Espaços perivasculares dilatados; o Esclerose múltipla. • Ao contrário da EM, as imagens pesadas em T1 nos pacientes com encefalopatia aterosclerótica subcortical (EAS) são freqüentemente normais. • As exceções são as hipointensidades focais nos cortes pesados em T1, causadas pelos infartos lacunares profundos e pelos espaços de Virchow-Robin, alargados. 51 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 52.
    Aterosclerose • Outras causasdiscretas e multifocais incluem: o Linfoma primário do SNC o Metástases o Vasculite 52 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 53.
  • 54.
    Doenças Neurodegenerativas da SubstânciaCinzenta • As desordens neurodegenerativas que envolvem primaria ou exclusivamente a substância cinzenta, e podem se apresentar como demência nos adultos, incluem: o Doença de Kuf (lipofuscinose ceróide neuronal com início na adultidade); o Gangliosidose GM2 (Tay-Sachs, Dça de Sandhoff) o Mucopolissacaridose tipo III-B (Dça de Sanfilippo). 54 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 55.
    Doenças Neurodegenerativas da SubstânciaCinzenta • Outras dças neurodegenerativas comuns na “infância” e, às vezes, vista nos adultos incluem: o Adrenoleucodistrofia com início na idade adulto o Encefalopatias mitocondriais o Dça de Wilson 55 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 56.
    Doença de Alzheimere Outras Demências Corticais • Estima-se que pelo menos 5% da população acima de 65 anos e 15% acima de 85 anos estejam severamente demenciadas. • As Dças de Alzheimer e Pick são exemplos de demências corticais. • A demência por infartos múltiplos é um exemplo de demência combinada cortical e subcortical. 56 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 57.
    Doença de Alzheimere Outras Demências Corticais • Dça de Alzheimer: o Microscopia: • Perda neuronal • Gliose • Emaranhados neurofibrilares, • Placas senis (neuríticas) • Angiopatia amilóide. 57 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 58.
    Doença de Alzheimere Outras Demências Corticais • Dça de Alzheimer: o A DA é a mais comum da dças degenerativas cerebrais adquiridas. o Macroscopia: • Os cérebros dos pacientes com DA mostra atrofia cerebral difusa, com sulcos dilatados e dilatação dos ventrículos laterais. • A atrofia desproporcional dos lobos temporais, particularmente das formações hipocampais, é uma marca patológica macroscópica característica da DA. • A substância cinzenta cortical está reduzida, particularmente nos lobos temporais. 58 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 59.
    Doença de Alzheimere Outras Demências Corticais • Dça de Alzheimer: o Imagem: • Difícil de diferenciar a DA do envelhecimento normal nos estudos de rotina da RM • Ventrículos dilatados e sulcos proeminentes • Os pacientes com DA têm atrofia cortical generalizada e redução da substância cinzenta com perda desproporcional de volume na parte anterior dos lobos temporais e hipocampos. • Os cornos temporais, como também as fissuras coróides e hipocampais, aparecem particularmente proemientes. • O alargamento das fissuras silvianas é um indicador sensível, porém menos específico da DA. 59 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 60.
  • 61.
    Doença de Alzheimere Outras Demências Corticais • Dça de Alzheimer: o Imagem: • As hiperintensidades na substância branca não são uma característica particularmente proeminente da DA. • Algumas HSB ocorrem, mas há uma significativa superposição com os controles normais pareados por idade, e não há correlação definida com a severidade da demência. • A dça severa das substâncias branca subcortical e periventricular é mais típica da demência por infartos múltiplos, do que da DA. • Uma variante DA, a dça dos corpos de Lewi, apresenta inclusões eosinofílicas citoplasmáticas, características parkinsonianas proeminentes e acentuada atrofia do lobo frontal. 61 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 62.
    Doença de Alzheimere Outras Demências Corticais • Doença de Pick: o É uma demência cortical muito menos freqüente que a DA. o O início pré-senil (ante de 65 anos de idade) é comum. o Os marcadores neuropatológicos para a DP são os corpos de Pick, inclusões citoplasmáticas arredondadas distintas. o Macroscopia: • Marcante atrofia lobar circunscrita, que pode ser muito assimétrica. • Os lobos frontais e temporais são os mais comuns e desproporcionalmente afetados, enquanto os lobos parietais e occipitais estão relativamente poupados. 62 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 63.
  • 64.
    Doença de Alzheimere Outras Demências Corticais • Demência Vascular: o Depois da DA, o acidente vascular é a segunda causa principal de demência proressiva e irreversível, respondendo por 10 a 30% das demências. o TC sem contraste: • Infartos corticais e subcorticais • Ventrículos e sulcos corticais maiores • Prevalência mais elevada de lucências na substância branca do que os controles pareados por idade. 64 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 65.
    Doença de Alzheimere Outras Demências Corticais • Demência Vascular: o A encefalopatia arterioesclerótica subcortical (EAS), também conhecida como doença de Binswanger, é provavelmente uma forma de DIM. o As alterações arterioescleróticas induzidas pela hipertensão, nas artérias medulares perfurantes longas podem induzir hipoperfusão e dano isquêmico secundário na substância branca periventricular. 65 Dr. Emanuel R. Dantas
  • 66.
    Doença de Alzheimere Outras Demências Corticais • Dça de Parkinson: o Afeta aproximadamente 1% da população acima de 50 anos de idade. o A marca neuropatológica é a perda de neurônios contendo neuromelanina na substância negra (particularmente pars compacta), no locus ceruleus e núcleo dorsal do vago. o Imagem: • Diminuição da largura da pars compacata. • Embora o ferro tecidual e as concentrações de ferritina estejam elevadas da DP, na maioria dos casos, eles não causam encurtamento detectável de T2. 66 Dr. Emanuel R. Dantas
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