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SANTANA, B.; ROSSINI, C.; PRETTO, N. Recursos Educacionais Abertos. Disponível
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SANTOS, A. I. Recursos Educacionais Abertos no Brasil: o estado da arte. 2013.
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SILVA, M. A. A sala de aula interativa. 5a ed. São Paulo: Loyola, 2010.
WATTERS, A. The Monsters of Educational Technology. 2014. Disponível em: <
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WILEY, D. The Reusability Paradox. 2002. Disponível em:
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Docência com as tecnologias - Aula 2 - slides

  • 1. Docência com as tecnologias: concepções, técnicas e artefatos Aula 2: Introdução à Tecnologia Educacional Profa. Giselle Ferreira Linha de Pesquisas TICPE PPGE/UNESA
  • 2. Uma provocação inicial: a “natureza” da “tecnologia”?
  • 3. Propostas: novas e não tão novas
  • 4. Recursos Educacionais Abertos “Definições” UNESCO (2002) “o fornecimento de recursos educacionais, possibilitado pelas tecnologias de informação e da comunicação, para consulta, uso e adaptação por parte de uma comunidade de usuários sem fins comerciais”. Fundação Hewlett (2007) “OER are teaching, learning, and research resources that reside in the public domain or have been released under an intellectual property license that permits their free use or re- purposing by others. Open educational resources include full courses, course materials, modules, textbooks, streaming videos, tests, software, and any other tools, materials, or techniques used to support access to knowledge.”.
  • 9. Recursos Educacionais Abertos “Definições” em contexto UNESCO (2002) “o fornecimento de recursos educacionais, possibilitado pelas tecnologias de informação e da comunicação, para consulta, uso e adaptação por parte de uma comunidade de usuários sem fins comerciais”. Fundação Hewlett (2007) “OER are teaching, learning, and research resources that reside in the public domain or have been released under an intellectual property license that permits their free use or re- purposing by others. Open educational resources include full courses, course materials, modules, textbooks, streaming videos, tests, software, and any other tools, materials, or techniques used to support access to knowledge.”.
  • 10. REA: os 4 R’s (Wiley et al.) Reusar Redistribuir Revisar Remixar • Direitos autorais • Formatos e interoperabilidade • Localização • Qualidade • Sustentabilidade
  • 12. Objetos de aprendizagem “Conteúdo” em “unidades reusáveis”
  • 13. Objetos de aprendizagem: origens Década de 1960, popularização na década de 1990 Contingências: Na Computação: desenvolvimento de técnicas de Programação Orientada a Objetos e criação da Web Na Educação: e-Learning Educação Corporativa Mercado Editorial
  • 14. Críticas • Reusabilidade e facilidade de automação (de uso) são inversamente proporcionais (Wiley, 2002) • Contingências: lobby e interesses econômicos gerando “soluções” inconsistentes com os propósitos educacionais (Olcos, 2002) • O que é um objeto de aprendizagem, afinal? (Friesen, 2003) • Padrões/especificações de e-learning não se relacionam com aprendizagem: “neutralidade” das abordagens pedagógicas. (ibid.) • Formas de “instrucionismo” derivadas do treinamento militar, i.e., desvinculadas das práticas educativas pertinentes a outros
  • 16. O futuro... (“tendências”) New Media Consortium Horizon Project http://www.nmc.org/horizon-project, aba Publications (todos os níveis; em PT) An avalanche is coming (Institute for Public Policy Research, GB, thinktank) http://www.ippr.org/publications/an-avalanche-is- coming-higher-education-and-the-revolution-ahead
  • 19. Artefatos e outras coisas...
  • 20. REA: origens MIT OCW (2001) UNESCO (2002) Fundação Hewlett Creative Commons (2001) Computação: Cultura(s) de software livre/aberto Direito: Impacto das tecnologi digitais na área de Direitos Autorais
  • 22. Contingências “Globalização” Desenvolvimento tecnológico Rapidez Eficiência Custo progressivamente mais baixo Políticas Ampliação do acesso Aprendizagem ao longo da vida
  • 23. E o cotidiano? Concepções e práticas Aspectos “culturais” Necessidade de adaptação e improvisação Diálogo
  • 24.
  • 26. De volta ao começo...
  • 27. Trabalhos mencionados FRIESEN, N. Three objections to Learning Objects and e-Learning Standards. 2003. Disponível em: http://www.learningspaces.org/papers/objections.html. OLCOS. Open Educational Practices and Resources. OLCOS Roadmap 2012. 2002. Disponível em: http://www.olcos.org/cms/upload/docs/olcos_roadmap.pdf. SANTANA, B.; ROSSINI, C.; PRETTO, N. Recursos Educacionais Abertos. Disponível em: http://www.livrorea.net.br/livro/home.html SANTOS, A. I. Recursos Educacionais Abertos no Brasil: o estado da arte. 2013. Disponível em: http://www.slideshare.net/inamor/recursos-educacionais-abertos-no- brasil-o-estado-da-arte-desafios-e-perspectivas-para-o-desenvolvimento-e-inovaao. SILVA, M. A. A sala de aula interativa. 5a ed. São Paulo: Loyola, 2010. WATTERS, A. The Monsters of Educational Technology. 2014. Disponível em: < http://hackeducation.com/2014/12/01/the-monsters-of-education-technology/>. WILEY, D. The Reusability Paradox. 2002. Disponível em: http://opencontent.org/docs/paradox.html
  • 28. Sites de interesse Ateliê de Pesquisa: http://ateliedepesquisa.wordpress.com Creative Commons Brasil: http://www.creativecommons.org.br/ Connexions: http://cnx.org/ Diálogos sobre TIC e Educação: http://ticpe.wordpress.com MIT OpenCourseware: http://ocw.mit.edu/index.htm OpenLearn: http://www.open.ac.uk/openlearn Open Educational Resources Research Hub: http://oerresearchhub.org/ Projeto MIRA (mapeamento de projetos REA na América Latina): http://www.mapasdigitais.org/rea/ Projeto REA-Brasil http://www.rea.net.br/

Notas do Editor

  1. A relação entre o ser humano e a tecnologia é profunda e complexa: por si, nem os propósitos de design nem o contexto de uso determinam o “valor” e os “usos” de um artefato. Ou seja, as posições do determinismo tecnológico ou da neutralidade da tecnologia são maniqueístas, portanto, precisam ser desafiadas.
  2. Há uma profusão de “novas” propostas na Tecnologia Educacional, algumas ditas “novas” ou “inovadoras” – mas são mesmo?
  3. Tomando um exemplo: Recursos Educacionais Abertos. Não há definição consensual, mas, sim, diferentes concepções – no slide, duas concepções importantes na área (UNESCO, concepção inicial; Hewlett, o maior financiador de projetos REA)
  4. É preciso ver exemplos – os próximos slides mostram alguns projetos seminais e ainda centrais na área. MIT OCW foi o primeiro – mas, como disse, vale entrar no site e ver o que realmente há (em muitos casos, são ementas e listas bibliográficas, com uma quantidade crescente de aulas gravadas)
  5. Connexions – foi um projeto “de base” (“grassroots”) que, ao longo do tempo, se expandiu.
  6. OpenLearn – mega projeto da Open University do Reino Unido – disponibilizou (ainda disponibiliza) cursos e/ou materiais de cursos (a distância); há textos e outros materiais de aprendizagem completos.
  7. Relativamente recente, um dos exemplos de repositórios brasileiros – aqui, também, há muitas ementas e listas de bibliografia
  8. Retomando as “definições” – o contexto são os discursos da UNESCO
  9. Consistentemente com as palavras-chave no slide anterior, à esquerda estão as características que um recurso precisa ter para ser denominado REA; à direita, as preocupações centrais da área – questões legais, técnicas e de gestão.
  10. As muitas concepções de REA que circulam são, todas, associadas à metáfora das peças Lego e/ou peças de quebra-cabeça – a ideia é que os REA se encaixem para “construir” algo novo. Por exemplo: textos didáticos de diferentes fontes podem ser complementados com vídeos de outras fontes. A não ser pela questão da “abertura” dos direitos autorais, essa ideia não é nova.
  11. A mesma metáfora é a base de outra ideia da TE: os objetos de aprendizagem (OA)
  12. Os OA se originaram na década de 90, quando surgiu, na computação, a programação orientada a objeto, enquanto que, na Educação, emergiu o “e-learning” (principalmente no contexto da educação corporativa e da indústria editorial – Pearson, Thompson, etc.). Nesse contexto, as palavras-chave eram/são padronização, eficiência e redução de custos.
  13. A ideia de OA foi duramente criticada (ironicamente continua a ser de interesse no Brasil) – uma crítica central é que assume-se que materiais de ensino e aprendizagem são “neutros” ou “universais”, ou seja, não há questões de diferenças entre abordagem pedagógica, concepções de currículo, etc.; uma crítica mais abrangente é que a noção foi promovida por grupos de interesse (mercado editorial, por exemplo) que nada têm a ver com o dia a dia da educação.
  14. A esta altura, lanço mão de um diagrama comum na área, que mostra a TE como interseção entre a Educação e a Tecnologia (em alguns casos, a interseção é mostrada com Educação a Distância, que é apenas uma das vertentes possíveis de uso das TIC na Educação – de fato, EaD não precisa de TIC!). Em uma visão tecnicista, a TE consiste naquilo que estão mostrado no quadrado superimposto, mas há concepções alternativas (de cunho crítico), que focalizam questões mais profundas, normalmente ignoradas nos discursos tecnicistas que predominam na área.
  15. Sem entrar na fundamentação teórica dessas críticas, quero destacar um aspecto bastante fundamental na área: a TE e o “futuro”. A literatura na área é dominada por discursos tecnicistas (e tecnocratas) que se propagam em textos de “futurologia” – as referências no slide diferem nas metáforas usadas (no segundo a coisa é mais apocalíptica), mas ambas ilustram a ideia de que a tecnologia é inevitável e, assim, melhor para nós se pudermos “prever” para onde ela nos está “levando”, ou seja, determinismo tecnológico.
  16. É essencial observarmos que esses “futuros” são sempre “futuros do presente” – particularmente, o presente dos artefatos tecnológicos, principalmente, da computação.
  17. Este vídeo tem grande potencial para discussão, mas quero ressaltar um: não há nada de realmente “novo”, nos cenários retratados, em termos de práticas (os artefatos se “encaixam” em cenários rotineiros); os trechos que remetem a questões da Educação, em particular, reproduzem práticas de ensino e aprendizagem (inclusive em contextos informais e não-formais) que são correntes, incluindo, notadamente, a pedagogia de transmissão.
  18. Este slide mostra vários artefatos e filmes e séries de TV do gênero ficção cientifica (poderia ter trazido literatura; na disciplina obrigatória, há vários exemplos) – reparem as semelhanças entre esses artefatos futuristas das décadas de 60-90 do século anterior e o nosso presente! Então, se o futuro é sempre do pretérito, consideremos a última imagem superposta (“Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, clássico do final da década de 70): um curiosidade do filme é que o instrumento musical utilizado para mediar a comunicação entre os terráqueos e os ETs é um sintetizador que era estado-da-arte na época; no entanto, escolhem timbres muito semelhantes a instrumentos musicais tradicionais utilizados dentro do sistema da escala de 12 tons, assumindo-se que isso é “universal”. Mas “universal” é algo muito problemático...
  19. Voltando ao exemplo que estávamos explorando (REA), vejam aqui alguns dos atores envolvidos: instituições poderosas em suas respectivas áreas de atuação; confluência de formas de pensar da Computação e do Direito. Ou seja: contingências de natureza ideológica e epistemológica, para começar.
  20. Então, vejam que uma mesma metáfora se adapta a dois contextos que parecem bem diferentes: ideais UNESCO para REA, de um lado, e padronização/eficiência de outro. Na superfície, parecem diferentes...
  21. Para entendermos que, de fato, há algo mais abrangente em jogo, precisamos pensar nas contingências – foco da disciplina obrigatória da linha, mas, destaquemos algumas.
  22. Ainda que os discursos hegemônicos nos queiram convencer que a tecnologia solucionará todos os problemas do “humano”, o que, de fato acontece? Em particular, o que, de fato, acontece na Educação?
  23. Série de imagens (do quadro-negro ao quadro branco interativo) – mudaram os artefatos, mas mudou algo mais em termos de práticas?
  24. Imagem de Marco Silva (“A sala de aula interativa”) – o ensino-aprendizagem ainda continua sendo visto como um processo de “transmissão” de “conteúdo” (ou pior, “conteúdos”).
  25. Concluindo: para mim, a Tecnologia Educacional sugere questionamentos que vão muito além da questão do que fazer com os novos “artefatos” (e como fazê-lo). Por que? Para quê?Para quem? etc. (perguntas-coringa)