Niterói
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Zona Sul, Oceânica e Centro de Niterói
2ª Quinzena
Nº 213
de Outubro
Ano 11
de 2018
VickLopes*makeup:SIlvanaMaurente*Foto:JulioCerino Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil Leitores
Circulação Semanal 16 Mil Exemplares Impressos
Diz: A Verdade Escrita
Diretor Responsável: Edgard Fonseca
Página 03
Velhos Amigos,
Novos Inimigos.
Nação Dividida:
Presidência
da OAB
Rumo à
Claudio Vianna e Luciano Bandeira
Página 08
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Informes
Expediente
Edgard Fonseca Comunicação Ltda.
R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ.
Diretor/Editor: Edgard Fonseca
Registro Profíssional MT 29931/RJ
Distribuição, circulação e logística:
Ernesto Guadelupe
Diagramação: Eri Alencar
Impressão: Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares
Redação do Diz
R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói,
RJ - Tel: 3628-0552 |9613-8634
CEP 24.020-270
dizjornal@hotmail.com
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Os artigos assinados são de integral e absoluta
responsabilidade dos autores.
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97407-9707
DG
Bagueira é
Reeleito
O
vereador Paulo Bagueira foi reeleito, neste dia 24
passado, à presidência da Câmara dos Vereadores
de Niterói. Esta é a sexta vez que os vereadores
da cidade o elegem para a função. Foi uma eleição por
unanimidade, menos o voto do vereador Sandro Araujo,
ausente por questões médicas. Mas, declarou que se lá
estivesse votaria no Bagueira.
Paulo Bagueira conduz a Câmara com muita competência
e com tratamento igualitário e sem distinção. Daí, a sua
popularidade e aceitação entre seus pares. O mandato da
Mesa Diretora eleita será exercida nos anos de 2019 e
2020.
N
o Teatro Municipal de Niterói, se apresenta nos
dias 02, 03 e 04 de novembro, (6a e sábado, às
20h, e domingo, às 19h), inspirado na obra de
Roberto Carlos, “As Canções Que Você Dançou Pra Mim”.
Este espetáculo é protagonizado pela Focus Cia. de Dança,
já foi assistido por mais de 100 mil pessoas e está prestes
a completar 300 apresentações.
Os trabalhos são dirigidos e coreografados por Alex Neo-
ral. A duração é de 55 minutos, com classificação para14
anos, e a capacidade do teatro é para 382 lugares. Esta-
cionamento no Plaza Shopping, com desconto de 50% na
tarifa pelo período único de 4 horas.
Ingressos a 40,00 (à venda em dinheiro, no cartão de cré-
dito, débito, pelo Vale Cultura e site www.ingressorapido.
com.br).
F
oi uma festa o lançamento da coletânea “Toda Poesia
- 50 anos 1968 / 2018”, no Suud - Gastronomia
Árabe, em Icaraí, do poeta e acadêmico Paulo Ro-
berto Cecchetti. Na foto, Cecchetti está ao lado do autor
da capa o publicitário Will Martins.
Toda Poesia do
Cecchetti
As Canções Que
Você Dançou
Pra Mim
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Documento
Nação Dividida: Velhos Amigos, Novos Inimigos.
Nunca imaginamos que um dia veríamos os brasileiros (povo amável e asso-
ciativo) brigando e cortando relações com velhas amizades por questões ideo-
lógicas. Muita gente minimiza e diz que é por causa da “politicagem”. Mas, a
questão é bem mais séria e tem razões sociológicas a serem estudadas e melhor
compreendidas.
Sempre disseram que brasileiro era alienado, que só pensava em futebol, carna-
val e cachaça. Se fomos assim, não somos mais! Os tempos são outros, e com
os meios de comunicação interagindo instantaneamente, a informação sendo
difundida em larga escala, cada um de nós passou a ter seus conceitos filosó-
A
s Redes Sociais atuam como espe-
lhos da sociedade e é uma espécie
de balcão de exposição, que vira
palco, mas também vira ringue lu-
tas de insanas, ou mesmo campos de bata-
lhas. Todos possuem uma “tribuna”, uma “pá-
gina território”, e motivações diversas. Como
foi fácil para o PT e seus aliados implantar os
conceitos de divisão social, de onde tiraram o
máximo proveito político, estamos vivendo o
inusitado. Não que não existissem inúmeros
preconceitos e discriminações. Sempre existi-
ram e eram marcos negativos da nossa socie-
dade. A questão é que foram propositalmente
estimulados para o confronto e a conseqüente
divisão. O discurso do “Nós Contra Eles”
foi a semente de todos os outros conceitos
de divisão e beligerância. Foram implantados
de forma gradual e sutil, especialmente nos
jovens, nas universidades, de onde foram se
multiplicando num lastro intelectualmente ca-
paz. Estas mensagens foram pregadas como
mantras nazistas, repetidos até a exaustão,
cooptando os menos favorecidos de intelecto
e educação, transformando-os num exercito
de zumbis fanáticos e determinados a obede-
cer às vozes de comando. Foi um trabalho,
convenhamos bem feito! Mas, não menos
deplorável e criminoso. Seguiram as cartilhas
comunistas, especialmente o “Decálogo de
Lênin”. Os 10 mandamentos dele refletem o
que estava sendo implantado no Brasil e ainda
causa muitos estragos. Vejamos: Em 1913,
Lênin escreveu as ações táticas para a tomada
do Poder. 1. Corrompa a juventude e dê-lhe
liberdade sexual, 2. Infiltre e depois controle
todos os veículos de comunicação de massa;
3. Divida a população em grupos antagôni-
cos, incitando-os a discussões sobre assun-
tos sociais; 4.Fale sempre sobre Democracia
e em Estado de Direito, mas, tão logo haja
oportunidade, assuma o Poder sem nenhum
escrúpulo; 5.Colabore para o esbanjamento
do dinheiro público;6.Coloque em descrédito
a imagem do País, especialmente no exterior
e provoque o pânico e o desassossego na
população por meio da inflação; 7.Promova
greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do
País; 8.Promova distúrbios e contribua para
que as autoridades constituídas não as coí-
bam; 9.Contribua para a derrocada dos valo-
res morais, da honestidade e
da crença nas promessas dos
governantes. Nossos parla-
mentares infiltrados nos par-
tidos democráticos devem
acusar os não-comunistas,
obrigando-os, sem pena de
expô-los ao ridículo, a votar
somente no que for de in-
teresse da causa socialista;
10. Procure catalogar todos
aqueles que possuam armas
de fogo, para que elas sejam
confiscadas no momento
oportuno, tornando impos-
sível qualquer resistência à
causa…
Qualquer semelhança com o
que nos aconteceu é mera-
mente redundante!
Silenciosamente todos nós fomos estimulados
para confrontos, sob o pretexto de “humani-
zação”, empoderamento das minorias, e fo-
mos claramente divididos em grupos e gue-
tos. Homossexuais sempre existiram e sem
existirão, mas sob pretextos de inserção social
foram sendo usados para confrontar e impor
as suas presenças com práticas exageradas.
Tudo existia antes, mas não havia este ódio
que é visto em alguns. Atualmente, se não
forem aceitos e aplaudidos, tornam-se rui-
dosos, muitas vezes agressivos e impositivos.
Geraram ódio entre pobres e ricos, apontan-
do os ricos como malfeitores e responsáveis
por suas penúrias, muito embora o Brasil
estivesse longe de ser um país mais justo e
igualitário. A questão, é que não foram feitos
movimentos para diminuir a pobreza, educar
e promover possibilidades de ascensão social.
Estimularam o ressentimento como tônica
central. O importante é jogar um contra o
outro.
Quebraram a autoridade dos professores de
diversos níveis e adolescentes passaram a bar-
bárie nas salas de aula, incluindo agredir fisi-
camente e expulsar o mestre de sala de aula.
Uma total inversão de valores. Criaram valo-
res desordenados, sem lógica e regras iguali-
tárias. Muitos fazem apenas o que desejam,
independente do direito dos demais.
Os smartfones mudaram os conceitos de in-
teração e obtenção de provas. Hoje tudo se
documenta, seja fotografando ou filmando,
sem precisar de serviços de profissionais.
Atualmente todo mundo é “repórter por to-
dos os dias”. Evidentemente, se interagimos
mais rapidamente em inúmeros fatos e even-
tos, a necessidade de informação aumenta
pela própria natureza do diálogo que estabe-
lecemos no nosso meio. Cobramo-nos mais,
e reconhecemos melhor aquilo que nos afli-
ge, nos priva e limita. Daí, com a informação
acessível, a internet oferecendo as resenhas
durante o desenrolar do fato, nos condiciona
emocionalmente a exigir mais, de nós e dos
outros. Afinal, o mundo está muito mais veloz
e não temos tempo disponível para digerir e
sedimentar o conhecimento de oferta imedia-
ta. Tudo tem as suas equivalências. Se temos
mais informação, temos mais conceitos. Se
temos maior oferta de conceitos, duplicamos
a nossa capacidade de escolha, sem nos pre-
ocuparmos com as conseqüências emocio-
nais pela invasão de sentimentos diversos;
um “novo” difuso, sem muita afetividade e
comandado pelo imediatismo imperioso. E
nem ao menos, digerimos e processamos a
informação que nos afeta intimamente. Não
temos tempo para reflexão e escolhas simétri-
cas. Tudo acontece com tamanha velocidade
que não amadurecemos um conceito para ter-
mos uma plena certeza. Quando começamos
a nos intimizar com certas idéias, elas já estão
sendo substituídas por novas e a emoção em
trânsito e em preparo será substituída.
Nada amadurece devidamente, pois não
há tempo hábil. Quando mal começa-
mos, já estamos acabando, trocando de
posições e nada se acomoda; pelo me-
nos até a próxima exigência.
Ficamos mais repletos de informações,
emoções e conceitos técnicos, mas.
Mais vazios de nós mesmos, onde não
nos auto reconhecemos; e a intolerância
é quem norteia e nos dá vigília intelec-
tual. Com tantas oportunidades, desen-
volvemos a necessidade de individuali-
zação, e nos tornamos “especialista” em
tudo reproduzindo o velho sentimento
de “Técnicos de Futebol” durante as
Copas.
Se não acordarmos em tempo, para de-
sarmar os ânimos, perceber o quanto fo-
mos usados como massa de manobra, teremos
muito a lamentar. Ideologia alguma substitui
um afeto, uma amizade terna e o aconchego e
confiança familiar. Dividiram-nos. É fato! Está
na hora de nos despirmos destes sentimentos
implantados e retornarmos a antiga prática,
com discordâncias, mas, sem ódio!
O que ocorre politicamente no Brasil de hoje
é a reação contra tanta maldade implantada.
O movimento reativo do conservadorismo é
um gesto de restauração das avarias e chagas
abertas por tanta maldade, pensada friamente
para uso de uma maioria de ditadores de es-
querda, que são muitas vezes piores que os
ditadores da direita. Devemos ficar atentos e
usar este aprendizado para vigiar e defender
a nossa liberdade, a pratica democrática e o
respeito ao outro, seja minoria ou não. O úni-
co caminho que não podemos abrir mão é o
do equilíbrio, centrados nos valores morais,
respeitando igualitariamente todas as leis.
Criar um país mais justo e sem privilégios e
empregos de fachada. Acabar com as fraudes
na previdência e encarcerar os falsos aposen-
tados. Distribuir a Bolsa Família para quem
realmente precisa e promover a construção
de moradias dignas para todos. O brasileiro
não precisa de favores. Precisa ter seguran-
ça, escola de qualidade, saúde para todos e
trabalho sustentador. Feito isso, é vigiar os
ladrões do patrimônio que é de todos nós.
Avante, e em paz!
ficos e meios de reação. O tempo de cada pessoa é diferente uns dos outros
naturalmente, o que dificulta mais ainda a sincronização da lógica, maturidade
e ética, e a sua aplicação ideal. Cada pessoa passou a ser uma espécie de ilha,
com administrações individualizadas, mas pasteurizadas e estimuladas ao uso
dos princípios comuns. É o barateamento da função intelectual, usando menor
esforço, facilitou os confrontos, visto que estamos todos exaustos com tantos
bombardeios cerebrais. A situação de conflitos atinge até famílias, e já existem
algumas divididas, entre irmãos, pais e filhos, por motivações diversas, mas o
estopim da explosão foi a política e os confrontos em Redes Sociais.
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Cultura
Paulo Roberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com
DIZ pra mim... (que eu conto)
Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores
Internet
Laio Brenner - dizjornal@hotmail.com
Chegamos Lá!!!
M
uitos duvidavam que
não chegasse a tal pon-
to; mas nunca duvide
do brasileiro; pois quando você
pensa que chegamos ao fundo do
poço, ainda existem muitos me-
tros para cavar em direção a tudo
o que há de pior na humanidade.
Não é segredo para ninguém que
a pena de morte é algo proibido
em todo território brasileiro; e
defensores desse tipo de conde-
nação para crimes hediondos têm
lá seus motivos para desejar sua
aplicação. Entretanto, acredite
se quiser, anda circulando pelos
confins da internet um abaixo-as-
sinado que prega a condenação à morte (do que o “propo-
nente”, para não chamá-lo que coisa pior), dos denomina-
dos “esquerdistas/comunistas/socialistas”.
É isso mesmo! Você não leu errado! Anda circulando pelos
bueiros da internet uma petição que prega a morte sumária
de todas as pessoas que tenham ideologia política que não
seja de direita ou, pelo menos, capitalista.
E incrível quando você pensa que não existe nada pior do
que o atual segundo turno das eleições nacionais; e você
se depara com uma surpresa que te envergonha de ser bra-
sileiro e ter que compartilhar um país com essas pessoas
desvairadas.
É importante explicitar que cerca de quatrocentas pessoas
já assinaram o termo de “assassina-
to grupal”, e embora estejam acor-
rendo centenas de denúncias contra
essa proposta absurda. Entretanto, o
“proponente” ainda não foi aciona-
do criminalmente e o governo ainda
não se pronunciou sobre as conse-
qüências deste “episódio virtual”.
Os fatos ocorridos recentemente,
desde o vazamento de informações,
até o hackeamento de grupos de
oposição política, só demonstram
que o futuro do Brasil está cada vez
mais sombrio; e já não se sabe o que
o futuro nos reserva.
O que já é fato, é que chegamos, ou
a um nível de intolerância e extre-
mismo indescritível, ou esta “iniciativa” é obra de uma es-
querda desesperada e maldosa, que propõe algo absurdo e
demolidor de imagem, para por a culpa na direita. Estamos
num país e num momento onde tudo é possível! O que é
mais assustador!
Uma investigação da PF certamente porá um fim nessa ten-
tativa absurda, venha de onde vier!
- Dia 18 de outubro a literatura 'fervilhou' em Niterói: 1)
das 11 às 21 horas, o Solar do Jambeiro (Rua Presidente
Domiciano, nº 195 - Ingá) apresentou o Dia Luís Antô-
nio Pimentel, dentro do projeto "Circuito Niteroiense de
Letras". 2) No mesmo dia, às 18 h, o acadêmico Paulo
Roberto Cecchetti lançou "Toda Poesia - coletânea come-
morativa dos 50 anos / 1968-2018", no Suud - Gastro-
nomia Árabe (Rua Moreira César, nº 217 lj 103 - Icaraí).
- A museóloga Mirela de Araújo e a historiadora Bárba-
ra Primo vem realizando um trabalho ímpar sobre o tema
"Museu de Arqueologia de Itaipu - História, Acervo e Pre-
servação". Vale conferir!
- O conjunto dos trabalhos
da artista plástica Rosa de
Jesus em “Imagens do exis-
tir” mostra as fases “Apa-
rições”, homem e mulher
em pinceladas fortes e mar-
cantes. No Espaço Cultural
Correios (Rua Visconde do
Rio Branco, nº 481 - Cen-
tro). Visitação gratuita até
05 de janeiro de 2019.
- A Academia Niteroiense
de Letras/ANL convida para
a posse do neoacadêmi-
co Monsenhor João Alves
Guedes, dia 07 de novem-
bro, 4ª feira, às 17 horas,
no Auditório da Livraria Ir-
mãs Paulinas (Rua Aurelino
Leal, nº 46 - Centro - Ni-
terói).
- A Orquestra de Acordeões do Conservatório de Música
de Niterói se apresenta neste sábado, dia 27 de outubro,
às 17h, no Solar do Jambeiro (Rua Presidente Domiciano,
nº 195 - Ingá).
- A acadêmica Leda Mendes Jorge lança "poucas palavras"
dia 30 de outubro, 3ª feira, a partir das 17 horas, no Clube
Central (Av. Alberto Francisco Torres, nº 335 - Icaraí)
- Alô, garotada! Dia 27 de outubro, sábado, às 11 horas,
na Praça Raul de Oliveira Botelho, no Largo do Marrão,
Santa Rosa, haverá a apresentação da peça "Duas mães
para uma Chapeuzinho Vermelho", com o grupo Artecorpo
Teatro e Cia. Imperdível!
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Edgard Fonsecaedgardfonseca22@hotmail.com
Apoios Incondicionais
A
brilhante advogada Elizabeth Cris-
tina Muniz foi levar ao colega e
amigo Claudio Vianna o seu incon-
dicional apoio nas eleições da OAB-Niterói
em 21 novembro. É estimulante ver uma
colega apoiar o outro, sem nada pedir, sem
fazer parte da chapa, sem contrapartidas.
Muito bom assistir manifestações exempla-
res.
A decisão da data do pleito é feita pela Sec-
cional do Rio de Janeiro e envolvem outros
tantos municípios do Estado. Temos no dia
seguinte (22) o feriado de aniversário de
Niterói, mas para sorte de todos, cai num
sábado e a sexta feira, dia da eleição, é um
dia comum de trabalho. Algumas pessoas
levantaram a questão, como se fosse pro-
vocar esvaziamento da cidade, e prejudicar
a eleição. Não faz sentido. Quem viaja no
sábado feriado, viajaria sem ser feriado.
Desejamos a todos um bom fim de sema-
na, depois naturalmente de cumprir com o
dever de classe, votando no seu candidato.
O exercício do voto é a afirmação da digni-
dade da classe.
Esses temores são tão infundados quanto à
retórica de ocupantes de outra chapa (cer-
tamente contaminados por esse deplorável
comportamento dos políticos nas eleições
à presidência) que dizem que “o tempo do
Claudio já passou. Está na hora de novos
candidatos”. Esta retórica só promove o
Claudio Vianna. Ele está no seu melhor mo-
mento onde soma tudo: é jovem e vigoro-
so, atuante, informado, com a vantagem da
experiência no trato das questões da clas-
se, principalmente por estar a mais tempo
envolvido. Teve nesses últimos anos muita
perseverança e participação nos pleitos da
classe. Não é um candidato que só aparece
na hora da eleição. Claudio tem longo chão
de lutas, incluindo a disputa de duas elei-
ções, que perdeu por muito pouco (foram
quase empates), para Antonio José Barbo-
sa; que neste pleito apóia o Claudio Vianna,
tanto que indicou o vice-presidente desta
chapa, Dr. Elio Ferreira.
O desânimo de outros candidatos é normal,
sabem do potencial da Chapa 1, cheia de
conselheiros de altíssimo nível. É isso...
Disputar é uma opção legítima de qualquer
um. Mas, vai servir como aprendizado.
Diferenças Visíveis
F
ui acompanhar as manifestações dos
dois candidatos a presidência da Re-
pública e pude ver as diferenças. No
sábado a manifestação pro Haddad, além
de ter poucas pessoas, havia um clima de
desânimo, consternação, quando não eram
agressivos. As pessoas tinham aparência
descuidada, e talvez pela influência de gru-
pos, as mulheres ficaram imbuídas de um
sentimento de guerrilha e se vestem como
se tivessem na selva. Foi uma manifestação
sem alterações, até porque não havia gente
bastante nessa “militância”.
No domingo, a manifestação pelo candi-
dato Bolsonaro foi diferente. Lotou a Praia
inteira, que mais parecia um tapete amarelo
e verde. Havia muita animação, alegria, e
muita gente bonita, cheirosa e feliz. Estava
realmente harmoniosa. As pessoas confra-
ternizavam como se fossem velhos conheci-
dos e diziam palavras de ordem pelo Brasil
e raramente, vagamente, um “fora PT”.
Acho que aquele povo tem a certeza da vi-
tória! Nesta caminhada, e andei toda Praia,
não vi uma desavença, um mal estar, e ali
todos eram brasileiros, longe do nefasto
“Nós Contra Eles”. Tomara que este senti-
mento possa unir a nação.
Os Dias que Virão
P
assada as eleições de presidente e governadores, teremos um novo desenho político
no país, no Estado e principalmente nos municípios. Quando os poderes mudam
de mãos, tudo sai do lugar, e muita vezes não fica pedra sobre pedra. Um novo
tabuleiro político está se desenhando. Neste momento ainda com muitos ressentimentos
e rescaldos de uma grande guerra. Surpresas virão e cobranças serão feitas, duramente.
Quem viver verá!
80 Anos de Poesia
Ojornalista Gentil da Costa Lima, ladeado pelas gêmeas declamadoras Neide Rego e
Nilde Diuana, que comemoraram, em almoço no 7 Grill, seus 80 anos.
Rossini Moraes
Viviane e Zenilda Nougueira e Elaine Rodino
Claudio Vianna e Elizabeth Cristina Muniz
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Fernando Mello - fmelloadv@gmail.com
Fernando de Farias Mello
Fernando Mello, Advogado
www.fariasmelloberanger.com.br
e-mail: fmelloadv@gmail.com
Fechar o Supremo Tribunal Federal
Q
uando nem os pombos pen-
sam em sobrevoar o prédio
do STF é porque muitas
bombas estão por lá. Bombas jurí-
dicas, é claro. Algumas bombas não
surtem nenhum efeito e sequer con-
seguem machucar a imponente estru-
tura jurídica do STF.
Falo das não menos desonrosas pa-
lavras proferidas por Eduardo Bolso-
naro, mais conhecido na mídia como
“filho do Bolsonaro”. Ora, falar que
um soldado e um cabo, ainda que em
tom de brincadeira, podem fechar o
STF foi um comentário sem noção.
Tão sem noção como a pergunta ela-
borada.
Claro que a grande mídia está deses-
perada com os números das pesqui-
sas e está se debatendo como peixe
fora d’água, perdendo o rumo em
sua linha editorial. “Fechar” o STF é
algo desastroso, mas a grande mídia
esqueceu-se de mencionar que Lula
disse à Dilma que o STF está “aco-
vardado”.
Assim como a grande mídia se es-
queceu que José Dirceu disse que
“deveriam tirar todos os poderes do
STF”. O deputado Federal Wadih
Damous (PT), disse, em retas pala-
vras, o mesmo, desqualificando o
STF, gravado em vídeo, e está aí na
Internet, pra quem quiser ver; e nada
aconteceu! Nenhum protesto, nem
desconforto...
Dessa forma, com a indevida ce-
gueira momentânea da grande mídia
neste caso “STF”, fica claro e escan-
carado que há interesse em apoiar o
candidato do PT, Fernando Haddad.
Poderia ser mais honesto dizer de
forma clara que o jornal apóia esse
ou aquele candidato do que fabricar
notícias deliberadamente inchadas
em desfavor do candidato A ou B.
Temos, sim, péssimos ministros que
andam distorcendo o texto legal. O
STF possuiu em seus quadros a pes-
soa mais odiada do Brasil: Gilmar
Mendes. Ele, sim, modifica texto de
lei em favor das suas teses de soltu-
ra de bandidos de colarinho branco.
Não sei o que passa na cabeça do
Gilmar para se expor assim. Já de-
veria ter sido afastado pelo Senado/
Congresso, porém, a maioria dos
beneficiados tem amigos por lá. É o
perfil raso do caráter nacional.
Portanto, enquanto muitos, de forma
desrespeitosa, pedem o fechamento
do STF, alguns ministros fazem de
tudo para fomentar a desordem da
democracia. Os três poderes formam
o tripé da democracia, mas com as
pernas cheias de cupins. Espero que
esse mesmo tripé se sustente na re-
novação. Renovação do Legislativo,
Executivo e Judiciário.
Infelizmente, a imprensa, chamada de
quarto poder, também está contami-
nada em muitos dos seus principais
órgãos. Tudo isso é a nossa democra-
cia funcionando como uma máquina
barulhenta e poluidora, mas que pre-
cisa ser mantida em funcionamento.
Basta regular o “carburador” porque
a nossa democracia é especial, princi-
palmente quando tratamos como nor-
mal o absurdo loteamento de cargos
para conseguir a tal governabilidade.
Com sinceridade, não sei como o Bol-
sonaro conseguirá a governabilidade
com os velhos partidos acostumados
com o “toma lá dá cá” instituciona-
lizado.
É a compra e venda de cargos, que o
Bolsonaro disse que evitará, num ges-
to que soa razoável, mas, inviável num
Congresso cheio de partidos canalhas.
Mas nós, brasileiros, queremos é exa-
tamente isso, mudar o congresso com
esse perfil interesseiro e mercantilista.
Os pombos não sobrevoam mais o
STF.
GRRRR
TROTSKI
PUTZGRI
UDANSE
TOMEMS
CANALHA
FILHODA
PUTA
PORRA
FOI MAL
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E! Games
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Inaceitável
V
ivemos, atualmente, em tempos de
barbárie em níveis extremos, a pon-
to em que visões diferentes sobre
determinadas posições e pensamentos são
motivos para agressão e até mesmo cometi-
mento de crimes. Obviamente esse cenário
de caos não foi criado devido às eleições,
porém foi oportunamente potencializado
por ela chegando aos
mais absurdos casos de
violência, incentivados
por discursos inflados
e até mesmo jogos que
pregam o homicídio.
O caso, mais recente,
que estourou no mundo
dos games, após o pri-
meiro turno das eleições,
foi um jogo, (que me re-
cuso a fazer divulgação
do nome), onde o objetivo do protagonista
é assassinar as minorias do Brasil, ou seja:
se ganha pontos ao matar gays, negros e
até mulheres.
Desenvolvido por uma
“empresa escusa” o
game nos apresenta um
“cidadão de bem” que
está cansado de tan-
ta corrupção no país e
resolve agir por conta
própria para “limpar” o
solo brasileiro de tudo
o que “ele” considera
ruim. Seria algo seme-
lhante, ao que aconteceu na Alemanha em
1932 ou próximo da nossa atual circuns-
tâncias: deixo aberta a livre interpretação. É
aquela velha história de depositar no inimi-
go a culpa por nossas próprias falhas.
Este jogo pode até ser uma espécie de
“contra-espionagem”, com o intuito de
estimular estes extremos conservadores,
pondo fogo na fogueira, e na divisão tirar
proveitos políticos. A esquerda é muito ar-
dilosa e são tão ou mais perigosos quanto
os extremistas de direita. Precisamos estar
atentos para não nos influenciarmos, quer
seja de um lado ou outro. Extremos são
sempre perigosos.
O mais assustador é que
o “game” se tornou um
dos mais populares na
plataforma logo após o
lançamento. “É difícil en-
tender como gamers po-
dem achar legal um jogo
cujo objetivo é matar mi-
norias; e antes que pen-
sem: “é apenas um jogo
não vai influenciar”! É
preciso estar atento e for-
te! Pode não influenciar de fato, mas natu-
raliza, banaliza e dissemina um discurso ex-
tremamente pernicioso e preconceituoso.
Obviamente o candidato “homenageado”
já entrou com medida no
TSE para que o game fosse
retirado das plataformas.
E nada mais esperado de
uma pessoa que em sã
coincidência deva fazer.
Sem qualquer pudor e bom
senso é a “empresa” que
desenvolveu esse discur-
so travestido de jogo. O
ideal mesmo seria que fos-
sem acionados criminalmente por apologia
ao homicídio e discurso de ódio. O que
nos resta é esperar que os “ânimos” mais
exaltados se acalmem, e após as eleições
possamos pensar num futuro melhor para
o mundo real, e para o mundo dos games.
Perigo no Túnel de São Francisco
P
recisei atravessar a
pé o Túnel de São
Francisco, pois tinha um
compromisso, e o engarra-
famento era imenso. A mi-
nha mulher retornou com o
carro e eu segui até Icaraí.
Caminhei pela pista “des-
tinada a pedestres” e fui
surpreendido vendo muitos
ciclistas passando pela pas-
sarela, nos dois sentidos. É
muito desordenado o fluxo
de mão e contramão e por
pouco não fui atropelado,
quando dois ciclistas quase
bateram de frente; e ao desviar me pegou de raspão. É preciso uma definição de uso
dessa passarela, pois até ciclomotores transitam livremente pela “passarela de pedestres”.
Inclusive, ainda transitam animais pela pista de rolamento, pondo em risco os motoristas.
É preciso um ordenamento urgente, pois, desta forma, temos a possibilidade de um grave
acidente, com resultados imprevisíveis.
É
claro que uma
limpeza periódi-
ca no lago artificial do
Campo de São Bento
é bem vinda. Com o
tempo a sedimentação,
apodrecimento de fo-
lhas e galhos, somados
às impurezas, dificul-
tam a vida dos peixes
ali existentes; e até o
mau cheiro desmerece
o parque. Entretanto,
no lago habitam cente-
nas de peixes, incluin-
do carpas e outras es-
pécies menores. Existem peixes grandes e muitos pequenos. Numa limpeza pra dragagem
da lama é preciso primeiro capturar os peixes e acondicioná-los em tanques de água
limpa, enquanto aguardam a limpeza de dura alguns dias. Ao passar, fiquei chocado ao
ver muitos peixes agonizando e outros já mortos numa margem quase seca, sem oxigênio
suficiente e num resto de água suja. Os peixes maiores não tinham como submergir. Achei
um descaso com aqueles pobres animais. Certamente eles tinham recolhido alguns, mas
esqueceram de recolher todos, e aqueles (muitos), que estavam ali, morriam impiedosa-
mente. Lamentável este desapreço pela vida.
Abandono dos Peixes no Campo
Niterói
25/10 a 10/11/18
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Renda Fina
8
Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores
Aniversariantes da Edição
Mariza Neves Erasbe Barcelos Beatriz Chacon Paulo Eduardo Gomes Jussara Freitas Simone Mansur
Rumo à Presidência da OAB
F
oi inaugurado no dia 18 passado
o Comitê Eleitoral do candidato
a presidência da OAB-Niterói,
Claudio Vianna, na Avenida Amaral
Peixoto, 450- Loja. É um espaço que
também abraça a candidatura de Lu-
ciano Bandeira, candidato a presidên-
cia do OAB- RJ. O espaço está sendo
muito freqüentado e tornou-se local
de encontro dos maiores advogados
da cidade. A campanha do Claudio
Vianna cresce a cada momento com
adesões pessoais, mas, dispostas a tra-
balhar pela conquista de novos votos.
Luciano Bandeira, na OAB-RJ é tam-
bém o favorito no pleito, e a união das
duas candidaturas forma um bloco de
adesões muito forte.
Claudio Vianna, muito articulado,
conseguiu montar a “chapa 1” com
renomados advogados; e o prestígio
pessoal de cada um pesa muito na es-
colha do voto. A adesão dos colegas
mais ilustres torna-se uma marca da
campanha.
Claudio Vianna e Luciano Bandeira na Inauguração do Comitê Eleitoral
Claudio Vianna e Fernando GuedesClaudio Vianna e Prof. Jose Carlos Oliveira dos Santos, futuro diretor da ESA
Rossini Moraes

Diz Jornal - Edição 213

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    Niterói 25/10 a 10/11/18 www.dizjornal.com ZonaSul, Oceânica e Centro de Niterói 2ª Quinzena Nº 213 de Outubro Ano 11 de 2018 VickLopes*makeup:SIlvanaMaurente*Foto:JulioCerino Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil Leitores Circulação Semanal 16 Mil Exemplares Impressos Diz: A Verdade Escrita Diretor Responsável: Edgard Fonseca Página 03 Velhos Amigos, Novos Inimigos. Nação Dividida: Presidência da OAB Rumo à Claudio Vianna e Luciano Bandeira Página 08
  • 2.
    Niterói 25/10 a 10/11/18 www.dizjornal.com 2 Informes Expediente EdgardFonseca Comunicação Ltda. R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ. Diretor/Editor: Edgard Fonseca Registro Profíssional MT 29931/RJ Distribuição, circulação e logística: Ernesto Guadelupe Diagramação: Eri Alencar Impressão: Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares Redação do Diz R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói, RJ - Tel: 3628-0552 |9613-8634 CEP 24.020-270 dizjornal@hotmail.com www.dizjornal.com Os artigos assinados são de integral e absoluta responsabilidade dos autores. Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Distribuidora Guadalupe 30 Anos de bons serviços Jornais Alternativos - Revistas - Folhetos - Encartes Demonstração de Placas Sinalizadoras Entrega de Encomendas e Entregas Seletivas Niterói - Rio de Janeiro - São Gonçalo - Itaboraí - Teresópolis - Petrópolis - Maricá - Macaé eguada@ar.microlink.com.br guada@ar.microlink.com.br 21-98111-0289 96474-3808| 96467-3995 97407-9707 DG Bagueira é Reeleito O vereador Paulo Bagueira foi reeleito, neste dia 24 passado, à presidência da Câmara dos Vereadores de Niterói. Esta é a sexta vez que os vereadores da cidade o elegem para a função. Foi uma eleição por unanimidade, menos o voto do vereador Sandro Araujo, ausente por questões médicas. Mas, declarou que se lá estivesse votaria no Bagueira. Paulo Bagueira conduz a Câmara com muita competência e com tratamento igualitário e sem distinção. Daí, a sua popularidade e aceitação entre seus pares. O mandato da Mesa Diretora eleita será exercida nos anos de 2019 e 2020. N o Teatro Municipal de Niterói, se apresenta nos dias 02, 03 e 04 de novembro, (6a e sábado, às 20h, e domingo, às 19h), inspirado na obra de Roberto Carlos, “As Canções Que Você Dançou Pra Mim”. Este espetáculo é protagonizado pela Focus Cia. de Dança, já foi assistido por mais de 100 mil pessoas e está prestes a completar 300 apresentações. Os trabalhos são dirigidos e coreografados por Alex Neo- ral. A duração é de 55 minutos, com classificação para14 anos, e a capacidade do teatro é para 382 lugares. Esta- cionamento no Plaza Shopping, com desconto de 50% na tarifa pelo período único de 4 horas. Ingressos a 40,00 (à venda em dinheiro, no cartão de cré- dito, débito, pelo Vale Cultura e site www.ingressorapido. com.br). F oi uma festa o lançamento da coletânea “Toda Poesia - 50 anos 1968 / 2018”, no Suud - Gastronomia Árabe, em Icaraí, do poeta e acadêmico Paulo Ro- berto Cecchetti. Na foto, Cecchetti está ao lado do autor da capa o publicitário Will Martins. Toda Poesia do Cecchetti As Canções Que Você Dançou Pra Mim
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    Niterói 25/10 a 10/11/18 www.dizjornal.com 3 Documento NaçãoDividida: Velhos Amigos, Novos Inimigos. Nunca imaginamos que um dia veríamos os brasileiros (povo amável e asso- ciativo) brigando e cortando relações com velhas amizades por questões ideo- lógicas. Muita gente minimiza e diz que é por causa da “politicagem”. Mas, a questão é bem mais séria e tem razões sociológicas a serem estudadas e melhor compreendidas. Sempre disseram que brasileiro era alienado, que só pensava em futebol, carna- val e cachaça. Se fomos assim, não somos mais! Os tempos são outros, e com os meios de comunicação interagindo instantaneamente, a informação sendo difundida em larga escala, cada um de nós passou a ter seus conceitos filosó- A s Redes Sociais atuam como espe- lhos da sociedade e é uma espécie de balcão de exposição, que vira palco, mas também vira ringue lu- tas de insanas, ou mesmo campos de bata- lhas. Todos possuem uma “tribuna”, uma “pá- gina território”, e motivações diversas. Como foi fácil para o PT e seus aliados implantar os conceitos de divisão social, de onde tiraram o máximo proveito político, estamos vivendo o inusitado. Não que não existissem inúmeros preconceitos e discriminações. Sempre existi- ram e eram marcos negativos da nossa socie- dade. A questão é que foram propositalmente estimulados para o confronto e a conseqüente divisão. O discurso do “Nós Contra Eles” foi a semente de todos os outros conceitos de divisão e beligerância. Foram implantados de forma gradual e sutil, especialmente nos jovens, nas universidades, de onde foram se multiplicando num lastro intelectualmente ca- paz. Estas mensagens foram pregadas como mantras nazistas, repetidos até a exaustão, cooptando os menos favorecidos de intelecto e educação, transformando-os num exercito de zumbis fanáticos e determinados a obede- cer às vozes de comando. Foi um trabalho, convenhamos bem feito! Mas, não menos deplorável e criminoso. Seguiram as cartilhas comunistas, especialmente o “Decálogo de Lênin”. Os 10 mandamentos dele refletem o que estava sendo implantado no Brasil e ainda causa muitos estragos. Vejamos: Em 1913, Lênin escreveu as ações táticas para a tomada do Poder. 1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual, 2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa; 3. Divida a população em grupos antagôni- cos, incitando-os a discussões sobre assun- tos sociais; 4.Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo; 5.Colabore para o esbanjamento do dinheiro público;6.Coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação; 7.Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País; 8.Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coí- bam; 9.Contribua para a derrocada dos valo- res morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parla- mentares infiltrados nos par- tidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de in- teresse da causa socialista; 10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impos- sível qualquer resistência à causa… Qualquer semelhança com o que nos aconteceu é mera- mente redundante! Silenciosamente todos nós fomos estimulados para confrontos, sob o pretexto de “humani- zação”, empoderamento das minorias, e fo- mos claramente divididos em grupos e gue- tos. Homossexuais sempre existiram e sem existirão, mas sob pretextos de inserção social foram sendo usados para confrontar e impor as suas presenças com práticas exageradas. Tudo existia antes, mas não havia este ódio que é visto em alguns. Atualmente, se não forem aceitos e aplaudidos, tornam-se rui- dosos, muitas vezes agressivos e impositivos. Geraram ódio entre pobres e ricos, apontan- do os ricos como malfeitores e responsáveis por suas penúrias, muito embora o Brasil estivesse longe de ser um país mais justo e igualitário. A questão, é que não foram feitos movimentos para diminuir a pobreza, educar e promover possibilidades de ascensão social. Estimularam o ressentimento como tônica central. O importante é jogar um contra o outro. Quebraram a autoridade dos professores de diversos níveis e adolescentes passaram a bar- bárie nas salas de aula, incluindo agredir fisi- camente e expulsar o mestre de sala de aula. Uma total inversão de valores. Criaram valo- res desordenados, sem lógica e regras iguali- tárias. Muitos fazem apenas o que desejam, independente do direito dos demais. Os smartfones mudaram os conceitos de in- teração e obtenção de provas. Hoje tudo se documenta, seja fotografando ou filmando, sem precisar de serviços de profissionais. Atualmente todo mundo é “repórter por to- dos os dias”. Evidentemente, se interagimos mais rapidamente em inúmeros fatos e even- tos, a necessidade de informação aumenta pela própria natureza do diálogo que estabe- lecemos no nosso meio. Cobramo-nos mais, e reconhecemos melhor aquilo que nos afli- ge, nos priva e limita. Daí, com a informação acessível, a internet oferecendo as resenhas durante o desenrolar do fato, nos condiciona emocionalmente a exigir mais, de nós e dos outros. Afinal, o mundo está muito mais veloz e não temos tempo disponível para digerir e sedimentar o conhecimento de oferta imedia- ta. Tudo tem as suas equivalências. Se temos mais informação, temos mais conceitos. Se temos maior oferta de conceitos, duplicamos a nossa capacidade de escolha, sem nos pre- ocuparmos com as conseqüências emocio- nais pela invasão de sentimentos diversos; um “novo” difuso, sem muita afetividade e comandado pelo imediatismo imperioso. E nem ao menos, digerimos e processamos a informação que nos afeta intimamente. Não temos tempo para reflexão e escolhas simétri- cas. Tudo acontece com tamanha velocidade que não amadurecemos um conceito para ter- mos uma plena certeza. Quando começamos a nos intimizar com certas idéias, elas já estão sendo substituídas por novas e a emoção em trânsito e em preparo será substituída. Nada amadurece devidamente, pois não há tempo hábil. Quando mal começa- mos, já estamos acabando, trocando de posições e nada se acomoda; pelo me- nos até a próxima exigência. Ficamos mais repletos de informações, emoções e conceitos técnicos, mas. Mais vazios de nós mesmos, onde não nos auto reconhecemos; e a intolerância é quem norteia e nos dá vigília intelec- tual. Com tantas oportunidades, desen- volvemos a necessidade de individuali- zação, e nos tornamos “especialista” em tudo reproduzindo o velho sentimento de “Técnicos de Futebol” durante as Copas. Se não acordarmos em tempo, para de- sarmar os ânimos, perceber o quanto fo- mos usados como massa de manobra, teremos muito a lamentar. Ideologia alguma substitui um afeto, uma amizade terna e o aconchego e confiança familiar. Dividiram-nos. É fato! Está na hora de nos despirmos destes sentimentos implantados e retornarmos a antiga prática, com discordâncias, mas, sem ódio! O que ocorre politicamente no Brasil de hoje é a reação contra tanta maldade implantada. O movimento reativo do conservadorismo é um gesto de restauração das avarias e chagas abertas por tanta maldade, pensada friamente para uso de uma maioria de ditadores de es- querda, que são muitas vezes piores que os ditadores da direita. Devemos ficar atentos e usar este aprendizado para vigiar e defender a nossa liberdade, a pratica democrática e o respeito ao outro, seja minoria ou não. O úni- co caminho que não podemos abrir mão é o do equilíbrio, centrados nos valores morais, respeitando igualitariamente todas as leis. Criar um país mais justo e sem privilégios e empregos de fachada. Acabar com as fraudes na previdência e encarcerar os falsos aposen- tados. Distribuir a Bolsa Família para quem realmente precisa e promover a construção de moradias dignas para todos. O brasileiro não precisa de favores. Precisa ter seguran- ça, escola de qualidade, saúde para todos e trabalho sustentador. Feito isso, é vigiar os ladrões do patrimônio que é de todos nós. Avante, e em paz! ficos e meios de reação. O tempo de cada pessoa é diferente uns dos outros naturalmente, o que dificulta mais ainda a sincronização da lógica, maturidade e ética, e a sua aplicação ideal. Cada pessoa passou a ser uma espécie de ilha, com administrações individualizadas, mas pasteurizadas e estimuladas ao uso dos princípios comuns. É o barateamento da função intelectual, usando menor esforço, facilitou os confrontos, visto que estamos todos exaustos com tantos bombardeios cerebrais. A situação de conflitos atinge até famílias, e já existem algumas divididas, entre irmãos, pais e filhos, por motivações diversas, mas o estopim da explosão foi a política e os confrontos em Redes Sociais.
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    Niterói 25/10 a 10/11/18 www.dizjornal.com 4 Cultura PauloRoberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com DIZ pra mim... (que eu conto) Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Internet Laio Brenner - dizjornal@hotmail.com Chegamos Lá!!! M uitos duvidavam que não chegasse a tal pon- to; mas nunca duvide do brasileiro; pois quando você pensa que chegamos ao fundo do poço, ainda existem muitos me- tros para cavar em direção a tudo o que há de pior na humanidade. Não é segredo para ninguém que a pena de morte é algo proibido em todo território brasileiro; e defensores desse tipo de conde- nação para crimes hediondos têm lá seus motivos para desejar sua aplicação. Entretanto, acredite se quiser, anda circulando pelos confins da internet um abaixo-as- sinado que prega a condenação à morte (do que o “propo- nente”, para não chamá-lo que coisa pior), dos denomina- dos “esquerdistas/comunistas/socialistas”. É isso mesmo! Você não leu errado! Anda circulando pelos bueiros da internet uma petição que prega a morte sumária de todas as pessoas que tenham ideologia política que não seja de direita ou, pelo menos, capitalista. E incrível quando você pensa que não existe nada pior do que o atual segundo turno das eleições nacionais; e você se depara com uma surpresa que te envergonha de ser bra- sileiro e ter que compartilhar um país com essas pessoas desvairadas. É importante explicitar que cerca de quatrocentas pessoas já assinaram o termo de “assassina- to grupal”, e embora estejam acor- rendo centenas de denúncias contra essa proposta absurda. Entretanto, o “proponente” ainda não foi aciona- do criminalmente e o governo ainda não se pronunciou sobre as conse- qüências deste “episódio virtual”. Os fatos ocorridos recentemente, desde o vazamento de informações, até o hackeamento de grupos de oposição política, só demonstram que o futuro do Brasil está cada vez mais sombrio; e já não se sabe o que o futuro nos reserva. O que já é fato, é que chegamos, ou a um nível de intolerância e extre- mismo indescritível, ou esta “iniciativa” é obra de uma es- querda desesperada e maldosa, que propõe algo absurdo e demolidor de imagem, para por a culpa na direita. Estamos num país e num momento onde tudo é possível! O que é mais assustador! Uma investigação da PF certamente porá um fim nessa ten- tativa absurda, venha de onde vier! - Dia 18 de outubro a literatura 'fervilhou' em Niterói: 1) das 11 às 21 horas, o Solar do Jambeiro (Rua Presidente Domiciano, nº 195 - Ingá) apresentou o Dia Luís Antô- nio Pimentel, dentro do projeto "Circuito Niteroiense de Letras". 2) No mesmo dia, às 18 h, o acadêmico Paulo Roberto Cecchetti lançou "Toda Poesia - coletânea come- morativa dos 50 anos / 1968-2018", no Suud - Gastro- nomia Árabe (Rua Moreira César, nº 217 lj 103 - Icaraí). - A museóloga Mirela de Araújo e a historiadora Bárba- ra Primo vem realizando um trabalho ímpar sobre o tema "Museu de Arqueologia de Itaipu - História, Acervo e Pre- servação". Vale conferir! - O conjunto dos trabalhos da artista plástica Rosa de Jesus em “Imagens do exis- tir” mostra as fases “Apa- rições”, homem e mulher em pinceladas fortes e mar- cantes. No Espaço Cultural Correios (Rua Visconde do Rio Branco, nº 481 - Cen- tro). Visitação gratuita até 05 de janeiro de 2019. - A Academia Niteroiense de Letras/ANL convida para a posse do neoacadêmi- co Monsenhor João Alves Guedes, dia 07 de novem- bro, 4ª feira, às 17 horas, no Auditório da Livraria Ir- mãs Paulinas (Rua Aurelino Leal, nº 46 - Centro - Ni- terói). - A Orquestra de Acordeões do Conservatório de Música de Niterói se apresenta neste sábado, dia 27 de outubro, às 17h, no Solar do Jambeiro (Rua Presidente Domiciano, nº 195 - Ingá). - A acadêmica Leda Mendes Jorge lança "poucas palavras" dia 30 de outubro, 3ª feira, a partir das 17 horas, no Clube Central (Av. Alberto Francisco Torres, nº 335 - Icaraí) - Alô, garotada! Dia 27 de outubro, sábado, às 11 horas, na Praça Raul de Oliveira Botelho, no Largo do Marrão, Santa Rosa, haverá a apresentação da peça "Duas mães para uma Chapeuzinho Vermelho", com o grupo Artecorpo Teatro e Cia. Imperdível!
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    Niterói 25/10 a 10/11/18 www.dizjornal.com 5 EdgardFonsecaedgardfonseca22@hotmail.com Apoios Incondicionais A brilhante advogada Elizabeth Cris- tina Muniz foi levar ao colega e amigo Claudio Vianna o seu incon- dicional apoio nas eleições da OAB-Niterói em 21 novembro. É estimulante ver uma colega apoiar o outro, sem nada pedir, sem fazer parte da chapa, sem contrapartidas. Muito bom assistir manifestações exempla- res. A decisão da data do pleito é feita pela Sec- cional do Rio de Janeiro e envolvem outros tantos municípios do Estado. Temos no dia seguinte (22) o feriado de aniversário de Niterói, mas para sorte de todos, cai num sábado e a sexta feira, dia da eleição, é um dia comum de trabalho. Algumas pessoas levantaram a questão, como se fosse pro- vocar esvaziamento da cidade, e prejudicar a eleição. Não faz sentido. Quem viaja no sábado feriado, viajaria sem ser feriado. Desejamos a todos um bom fim de sema- na, depois naturalmente de cumprir com o dever de classe, votando no seu candidato. O exercício do voto é a afirmação da digni- dade da classe. Esses temores são tão infundados quanto à retórica de ocupantes de outra chapa (cer- tamente contaminados por esse deplorável comportamento dos políticos nas eleições à presidência) que dizem que “o tempo do Claudio já passou. Está na hora de novos candidatos”. Esta retórica só promove o Claudio Vianna. Ele está no seu melhor mo- mento onde soma tudo: é jovem e vigoro- so, atuante, informado, com a vantagem da experiência no trato das questões da clas- se, principalmente por estar a mais tempo envolvido. Teve nesses últimos anos muita perseverança e participação nos pleitos da classe. Não é um candidato que só aparece na hora da eleição. Claudio tem longo chão de lutas, incluindo a disputa de duas elei- ções, que perdeu por muito pouco (foram quase empates), para Antonio José Barbo- sa; que neste pleito apóia o Claudio Vianna, tanto que indicou o vice-presidente desta chapa, Dr. Elio Ferreira. O desânimo de outros candidatos é normal, sabem do potencial da Chapa 1, cheia de conselheiros de altíssimo nível. É isso... Disputar é uma opção legítima de qualquer um. Mas, vai servir como aprendizado. Diferenças Visíveis F ui acompanhar as manifestações dos dois candidatos a presidência da Re- pública e pude ver as diferenças. No sábado a manifestação pro Haddad, além de ter poucas pessoas, havia um clima de desânimo, consternação, quando não eram agressivos. As pessoas tinham aparência descuidada, e talvez pela influência de gru- pos, as mulheres ficaram imbuídas de um sentimento de guerrilha e se vestem como se tivessem na selva. Foi uma manifestação sem alterações, até porque não havia gente bastante nessa “militância”. No domingo, a manifestação pelo candi- dato Bolsonaro foi diferente. Lotou a Praia inteira, que mais parecia um tapete amarelo e verde. Havia muita animação, alegria, e muita gente bonita, cheirosa e feliz. Estava realmente harmoniosa. As pessoas confra- ternizavam como se fossem velhos conheci- dos e diziam palavras de ordem pelo Brasil e raramente, vagamente, um “fora PT”. Acho que aquele povo tem a certeza da vi- tória! Nesta caminhada, e andei toda Praia, não vi uma desavença, um mal estar, e ali todos eram brasileiros, longe do nefasto “Nós Contra Eles”. Tomara que este senti- mento possa unir a nação. Os Dias que Virão P assada as eleições de presidente e governadores, teremos um novo desenho político no país, no Estado e principalmente nos municípios. Quando os poderes mudam de mãos, tudo sai do lugar, e muita vezes não fica pedra sobre pedra. Um novo tabuleiro político está se desenhando. Neste momento ainda com muitos ressentimentos e rescaldos de uma grande guerra. Surpresas virão e cobranças serão feitas, duramente. Quem viver verá! 80 Anos de Poesia Ojornalista Gentil da Costa Lima, ladeado pelas gêmeas declamadoras Neide Rego e Nilde Diuana, que comemoraram, em almoço no 7 Grill, seus 80 anos. Rossini Moraes Viviane e Zenilda Nougueira e Elaine Rodino Claudio Vianna e Elizabeth Cristina Muniz
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    Niterói 25/10 a 10/11/18 www.dizjornal.com 6 FernandoMello - fmelloadv@gmail.com Fernando de Farias Mello Fernando Mello, Advogado www.fariasmelloberanger.com.br e-mail: fmelloadv@gmail.com Fechar o Supremo Tribunal Federal Q uando nem os pombos pen- sam em sobrevoar o prédio do STF é porque muitas bombas estão por lá. Bombas jurí- dicas, é claro. Algumas bombas não surtem nenhum efeito e sequer con- seguem machucar a imponente estru- tura jurídica do STF. Falo das não menos desonrosas pa- lavras proferidas por Eduardo Bolso- naro, mais conhecido na mídia como “filho do Bolsonaro”. Ora, falar que um soldado e um cabo, ainda que em tom de brincadeira, podem fechar o STF foi um comentário sem noção. Tão sem noção como a pergunta ela- borada. Claro que a grande mídia está deses- perada com os números das pesqui- sas e está se debatendo como peixe fora d’água, perdendo o rumo em sua linha editorial. “Fechar” o STF é algo desastroso, mas a grande mídia esqueceu-se de mencionar que Lula disse à Dilma que o STF está “aco- vardado”. Assim como a grande mídia se es- queceu que José Dirceu disse que “deveriam tirar todos os poderes do STF”. O deputado Federal Wadih Damous (PT), disse, em retas pala- vras, o mesmo, desqualificando o STF, gravado em vídeo, e está aí na Internet, pra quem quiser ver; e nada aconteceu! Nenhum protesto, nem desconforto... Dessa forma, com a indevida ce- gueira momentânea da grande mídia neste caso “STF”, fica claro e escan- carado que há interesse em apoiar o candidato do PT, Fernando Haddad. Poderia ser mais honesto dizer de forma clara que o jornal apóia esse ou aquele candidato do que fabricar notícias deliberadamente inchadas em desfavor do candidato A ou B. Temos, sim, péssimos ministros que andam distorcendo o texto legal. O STF possuiu em seus quadros a pes- soa mais odiada do Brasil: Gilmar Mendes. Ele, sim, modifica texto de lei em favor das suas teses de soltu- ra de bandidos de colarinho branco. Não sei o que passa na cabeça do Gilmar para se expor assim. Já de- veria ter sido afastado pelo Senado/ Congresso, porém, a maioria dos beneficiados tem amigos por lá. É o perfil raso do caráter nacional. Portanto, enquanto muitos, de forma desrespeitosa, pedem o fechamento do STF, alguns ministros fazem de tudo para fomentar a desordem da democracia. Os três poderes formam o tripé da democracia, mas com as pernas cheias de cupins. Espero que esse mesmo tripé se sustente na re- novação. Renovação do Legislativo, Executivo e Judiciário. Infelizmente, a imprensa, chamada de quarto poder, também está contami- nada em muitos dos seus principais órgãos. Tudo isso é a nossa democra- cia funcionando como uma máquina barulhenta e poluidora, mas que pre- cisa ser mantida em funcionamento. Basta regular o “carburador” porque a nossa democracia é especial, princi- palmente quando tratamos como nor- mal o absurdo loteamento de cargos para conseguir a tal governabilidade. Com sinceridade, não sei como o Bol- sonaro conseguirá a governabilidade com os velhos partidos acostumados com o “toma lá dá cá” instituciona- lizado. É a compra e venda de cargos, que o Bolsonaro disse que evitará, num ges- to que soa razoável, mas, inviável num Congresso cheio de partidos canalhas. Mas nós, brasileiros, queremos é exa- tamente isso, mudar o congresso com esse perfil interesseiro e mercantilista. Os pombos não sobrevoam mais o STF. GRRRR TROTSKI PUTZGRI UDANSE TOMEMS CANALHA FILHODA PUTA PORRA FOI MAL
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    Niterói 25/10 a 10/11/18 www.dizjornal.com 7 Conexõeserialencar.arte@gmail.com E! Games dizjornal@hotmail.com Inaceitável V ivemos, atualmente, em tempos de barbárie em níveis extremos, a pon- to em que visões diferentes sobre determinadas posições e pensamentos são motivos para agressão e até mesmo cometi- mento de crimes. Obviamente esse cenário de caos não foi criado devido às eleições, porém foi oportunamente potencializado por ela chegando aos mais absurdos casos de violência, incentivados por discursos inflados e até mesmo jogos que pregam o homicídio. O caso, mais recente, que estourou no mundo dos games, após o pri- meiro turno das eleições, foi um jogo, (que me re- cuso a fazer divulgação do nome), onde o objetivo do protagonista é assassinar as minorias do Brasil, ou seja: se ganha pontos ao matar gays, negros e até mulheres. Desenvolvido por uma “empresa escusa” o game nos apresenta um “cidadão de bem” que está cansado de tan- ta corrupção no país e resolve agir por conta própria para “limpar” o solo brasileiro de tudo o que “ele” considera ruim. Seria algo seme- lhante, ao que aconteceu na Alemanha em 1932 ou próximo da nossa atual circuns- tâncias: deixo aberta a livre interpretação. É aquela velha história de depositar no inimi- go a culpa por nossas próprias falhas. Este jogo pode até ser uma espécie de “contra-espionagem”, com o intuito de estimular estes extremos conservadores, pondo fogo na fogueira, e na divisão tirar proveitos políticos. A esquerda é muito ar- dilosa e são tão ou mais perigosos quanto os extremistas de direita. Precisamos estar atentos para não nos influenciarmos, quer seja de um lado ou outro. Extremos são sempre perigosos. O mais assustador é que o “game” se tornou um dos mais populares na plataforma logo após o lançamento. “É difícil en- tender como gamers po- dem achar legal um jogo cujo objetivo é matar mi- norias; e antes que pen- sem: “é apenas um jogo não vai influenciar”! É preciso estar atento e for- te! Pode não influenciar de fato, mas natu- raliza, banaliza e dissemina um discurso ex- tremamente pernicioso e preconceituoso. Obviamente o candidato “homenageado” já entrou com medida no TSE para que o game fosse retirado das plataformas. E nada mais esperado de uma pessoa que em sã coincidência deva fazer. Sem qualquer pudor e bom senso é a “empresa” que desenvolveu esse discur- so travestido de jogo. O ideal mesmo seria que fos- sem acionados criminalmente por apologia ao homicídio e discurso de ódio. O que nos resta é esperar que os “ânimos” mais exaltados se acalmem, e após as eleições possamos pensar num futuro melhor para o mundo real, e para o mundo dos games. Perigo no Túnel de São Francisco P recisei atravessar a pé o Túnel de São Francisco, pois tinha um compromisso, e o engarra- famento era imenso. A mi- nha mulher retornou com o carro e eu segui até Icaraí. Caminhei pela pista “des- tinada a pedestres” e fui surpreendido vendo muitos ciclistas passando pela pas- sarela, nos dois sentidos. É muito desordenado o fluxo de mão e contramão e por pouco não fui atropelado, quando dois ciclistas quase bateram de frente; e ao desviar me pegou de raspão. É preciso uma definição de uso dessa passarela, pois até ciclomotores transitam livremente pela “passarela de pedestres”. Inclusive, ainda transitam animais pela pista de rolamento, pondo em risco os motoristas. É preciso um ordenamento urgente, pois, desta forma, temos a possibilidade de um grave acidente, com resultados imprevisíveis. É claro que uma limpeza periódi- ca no lago artificial do Campo de São Bento é bem vinda. Com o tempo a sedimentação, apodrecimento de fo- lhas e galhos, somados às impurezas, dificul- tam a vida dos peixes ali existentes; e até o mau cheiro desmerece o parque. Entretanto, no lago habitam cente- nas de peixes, incluin- do carpas e outras es- pécies menores. Existem peixes grandes e muitos pequenos. Numa limpeza pra dragagem da lama é preciso primeiro capturar os peixes e acondicioná-los em tanques de água limpa, enquanto aguardam a limpeza de dura alguns dias. Ao passar, fiquei chocado ao ver muitos peixes agonizando e outros já mortos numa margem quase seca, sem oxigênio suficiente e num resto de água suja. Os peixes maiores não tinham como submergir. Achei um descaso com aqueles pobres animais. Certamente eles tinham recolhido alguns, mas esqueceram de recolher todos, e aqueles (muitos), que estavam ali, morriam impiedosa- mente. Lamentável este desapreço pela vida. Abandono dos Peixes no Campo
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    Niterói 25/10 a 10/11/18 www.dizjornal.com RendaFina 8 Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Aniversariantes da Edição Mariza Neves Erasbe Barcelos Beatriz Chacon Paulo Eduardo Gomes Jussara Freitas Simone Mansur Rumo à Presidência da OAB F oi inaugurado no dia 18 passado o Comitê Eleitoral do candidato a presidência da OAB-Niterói, Claudio Vianna, na Avenida Amaral Peixoto, 450- Loja. É um espaço que também abraça a candidatura de Lu- ciano Bandeira, candidato a presidên- cia do OAB- RJ. O espaço está sendo muito freqüentado e tornou-se local de encontro dos maiores advogados da cidade. A campanha do Claudio Vianna cresce a cada momento com adesões pessoais, mas, dispostas a tra- balhar pela conquista de novos votos. Luciano Bandeira, na OAB-RJ é tam- bém o favorito no pleito, e a união das duas candidaturas forma um bloco de adesões muito forte. Claudio Vianna, muito articulado, conseguiu montar a “chapa 1” com renomados advogados; e o prestígio pessoal de cada um pesa muito na es- colha do voto. A adesão dos colegas mais ilustres torna-se uma marca da campanha. Claudio Vianna e Luciano Bandeira na Inauguração do Comitê Eleitoral Claudio Vianna e Fernando GuedesClaudio Vianna e Prof. Jose Carlos Oliveira dos Santos, futuro diretor da ESA Rossini Moraes