II – São Paulo, 123 (223)

Diário Oficial Poder Executivo - Seção I

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Geraldo Alckmin - Governador

Apta no
caminho do
superleite
Enriquecido com selênio e
vitamina E, o leite funcional está
saindo dos laboratórios do Aptalac,
em Ribeirão Preto

A

Mantidas em baias
separadas, as vacas da
raça jersey recebem
ração especial

ram o leite funcional. Estas pessoas foram
submetidas, depois, a uma bateria de exames – verificação de peso, tipo de alimentação, pressão arterial e testes de sangue. A
parte laboratorial é realizada atualmente e
vai durar alguns meses. A pesquisa não tem
previsão de término.
Trabalho inédito no Brasil – Na
primeira etapa, concluída em 2009/2010,
um grupo de 90 crianças de uma escola do
município de Casa Branca recebeu o alimento
e teve aumento de 160% nos níveis de selênio
no sangue e 33% no de vitamina E. Os idosos,
nos primeiros resultados dos exames, apresentaram redução de 16% na quantidade de
LDL (mau colesterol). Nas vacas, a alimentação enriquecida diminuiu em 30% a ocorrência da doença mastite (inflamação da mama),
o que aumentou a produção de leite. Os pesquisadores garantem que o trabalho Apta/
USP é inédito no Brasil e que alia avaliação
zootécnica com análise na saúde humana em
um mesmo experimento.
Márcia observa que o leite sempre foi
visto como fonte importante de cálcio para o
ser humano no que se refere aos ossos e aos

GENIVALDO CARVALHO

Agência Paulista de Tecnologia dos
Agronegócios (Apta) e a Universidade de São Paulo (USP) realizam
pesquisa sobre o leite funcional, que
tem teor de selênio e vitamina E de
três a quatro vezes maiores que o
encontrado no produto convencional.
Por serem antioxidantes, estas substâncias reduzem ou eliminam alguns
danos e doenças nas pessoas, como
morte de células e câncer. A pesquisa
iniciou-se em 2009, com recursos da
Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo (Fapesp), que
investiu até agora cerca de R$ 400
mil. O trabalho, realizado na estação
experimental da Apta em Ribeirão
Preto, é feito com a adição de selênio,
vitamina E, além de óleo de girassol
na ração de 32 vacas da raça jersey
mantidas em baias separadas. Para o
ano que vem, a intenção dos técnicos
é manejar os animais no pasto.
A zootecnista da Apta, Márcia
Saladini, informa que a pesquisa se
encontra na segunda fase, na qual
130 idosos de Ribeirão experimenta-

www.imprensaoficial.com.br

DIVULGAÇÃO/APTA

Volume 123 • Número 223 • São Paulo, quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Equipamentos financiados permitem ao empreendedor aprimorar sua produção

dentes. “Agora, nós pretendemos que seja
fornecedor de outras substâncias também
benéficas para a saúde das pessoas”. O leite
de vaca é rico em outros nutrientes – proteína, lactose, gordura, vitaminas e minerais.
Para conseguir o leite funcional, os pesquisadores colocam selênio e vitamina E em
maior quantidade que a normal na ração.
Márcia diz que essas substâncias são encontradas facilmente no mercado agropecuário.
“Seria um contrassenso usar produtos de
difícil obtenção, porque nossa intenção é
repassar a técnica ao produtor quando terminarmos a pesquisa”. O óleo de girassol
tem outra função. A pesquisa busca modificar o perfil do ácido graxo no organismo
humano e prevenir doenças do coração.
Laboratório e workshop – Em
novembro de 2012, a Apta inaugurou o
Laboratório de Qualidade do Leite (Aptalac),
em Ribeirão Preto, para intensificar as pesquisas com o funcional. No local são feitas
análises de composição físico-química e da
microbiologia do leite. Além de servir para
os estudos do produto funcional, são realizados testes da qualidade da produção de

Ribeirão Preto e região e condutividade do
leite de diversas raças de gado. O Aptalac foi
construído com recursos da própria Apta,
agência vinculada à Secretaria Estadual de
Agricultura e Abastecimento. Equipamentos
e projetos de pesquisas receberam financiamento da Fapesp.
Apta e USP organizaram em outubro o
1º Workshop Leite Funcional: da Nutrição
à Saúde, em Ribeirão Preto. Participaram
40 técnicos dos setores da área animal,
de saúde e nutrição humana. A coordenação ficou a cargo de Márcia Saladini e do
médico Hélio Vannucchi, da USP. Durante
o evento, o público conheceu dados mais
recentes sobre o leite funcional.
O objetivo foi promover a integração
e atualização entre os pesquisadores das
diversas áreas do conhecimento relacionados ao tema. Além disso, proporcionou o
debate sobre projetos que visam à modificação da composição do leite para atender
à demanda atual por nutrientes necessários
para a alimentação da população.
Otávio Nunes
Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial

Crédito subsidiado para o pão

Agora, as 12,8 mil padarias instaladas no
Estado podem financiar, sem juros, máquinas e equipamentos novos e mais seguros
na Agência de Desenvolvimento Paulista (a
Desenvolve SP). Outra novidade para o setor
de panificação e confeitaria foi a redução
da alíquota do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrada pelo
Estado: de 7,6% para 3,2%.
Além de incentivar a evolução dos negócios, a linha de financiamento da Desenvolve
SP também favorece a adequação das padarias à Norma Reguladora 12 (NR-12), do
Ministério do Trabalho e Emprego. O objetivo dessa legislação federal é a redução dos
acidentes de trabalho com os equipamentos.

O teto do empréstimo é R$ 150 mil por
padaria e o prazo para quitá-lo é de até 72
meses, incluindo dois anos de carência. O
dinheiro pode ser usado para financiar até
90% do custo de máquina nova, incluindo
equipamentos (fornos, assadeiras, batedeiras, cilindros, modeladores e laminadores).
Se as parcelas forem pagas em dia, não
haverá cobrança de juros. Em caso de atraso, será aplicada taxa de 0,29% ao mês.

Imprensa Oficial - Conteúdo Editorial

SERVIÇO
Desenvolve SP –
www.desenvolvesp.com.br

Diário Oficial - Leite Funcional

  • 1.
    II – SãoPaulo, 123 (223) Diário Oficial Poder Executivo - Seção I quarta-feira, 27 de novembro de 2013 Geraldo Alckmin - Governador Apta no caminho do superleite Enriquecido com selênio e vitamina E, o leite funcional está saindo dos laboratórios do Aptalac, em Ribeirão Preto A Mantidas em baias separadas, as vacas da raça jersey recebem ração especial ram o leite funcional. Estas pessoas foram submetidas, depois, a uma bateria de exames – verificação de peso, tipo de alimentação, pressão arterial e testes de sangue. A parte laboratorial é realizada atualmente e vai durar alguns meses. A pesquisa não tem previsão de término. Trabalho inédito no Brasil – Na primeira etapa, concluída em 2009/2010, um grupo de 90 crianças de uma escola do município de Casa Branca recebeu o alimento e teve aumento de 160% nos níveis de selênio no sangue e 33% no de vitamina E. Os idosos, nos primeiros resultados dos exames, apresentaram redução de 16% na quantidade de LDL (mau colesterol). Nas vacas, a alimentação enriquecida diminuiu em 30% a ocorrência da doença mastite (inflamação da mama), o que aumentou a produção de leite. Os pesquisadores garantem que o trabalho Apta/ USP é inédito no Brasil e que alia avaliação zootécnica com análise na saúde humana em um mesmo experimento. Márcia observa que o leite sempre foi visto como fonte importante de cálcio para o ser humano no que se refere aos ossos e aos GENIVALDO CARVALHO Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e a Universidade de São Paulo (USP) realizam pesquisa sobre o leite funcional, que tem teor de selênio e vitamina E de três a quatro vezes maiores que o encontrado no produto convencional. Por serem antioxidantes, estas substâncias reduzem ou eliminam alguns danos e doenças nas pessoas, como morte de células e câncer. A pesquisa iniciou-se em 2009, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que investiu até agora cerca de R$ 400 mil. O trabalho, realizado na estação experimental da Apta em Ribeirão Preto, é feito com a adição de selênio, vitamina E, além de óleo de girassol na ração de 32 vacas da raça jersey mantidas em baias separadas. Para o ano que vem, a intenção dos técnicos é manejar os animais no pasto. A zootecnista da Apta, Márcia Saladini, informa que a pesquisa se encontra na segunda fase, na qual 130 idosos de Ribeirão experimenta- www.imprensaoficial.com.br DIVULGAÇÃO/APTA Volume 123 • Número 223 • São Paulo, quarta-feira, 27 de novembro de 2013 Equipamentos financiados permitem ao empreendedor aprimorar sua produção dentes. “Agora, nós pretendemos que seja fornecedor de outras substâncias também benéficas para a saúde das pessoas”. O leite de vaca é rico em outros nutrientes – proteína, lactose, gordura, vitaminas e minerais. Para conseguir o leite funcional, os pesquisadores colocam selênio e vitamina E em maior quantidade que a normal na ração. Márcia diz que essas substâncias são encontradas facilmente no mercado agropecuário. “Seria um contrassenso usar produtos de difícil obtenção, porque nossa intenção é repassar a técnica ao produtor quando terminarmos a pesquisa”. O óleo de girassol tem outra função. A pesquisa busca modificar o perfil do ácido graxo no organismo humano e prevenir doenças do coração. Laboratório e workshop – Em novembro de 2012, a Apta inaugurou o Laboratório de Qualidade do Leite (Aptalac), em Ribeirão Preto, para intensificar as pesquisas com o funcional. No local são feitas análises de composição físico-química e da microbiologia do leite. Além de servir para os estudos do produto funcional, são realizados testes da qualidade da produção de Ribeirão Preto e região e condutividade do leite de diversas raças de gado. O Aptalac foi construído com recursos da própria Apta, agência vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento. Equipamentos e projetos de pesquisas receberam financiamento da Fapesp. Apta e USP organizaram em outubro o 1º Workshop Leite Funcional: da Nutrição à Saúde, em Ribeirão Preto. Participaram 40 técnicos dos setores da área animal, de saúde e nutrição humana. A coordenação ficou a cargo de Márcia Saladini e do médico Hélio Vannucchi, da USP. Durante o evento, o público conheceu dados mais recentes sobre o leite funcional. O objetivo foi promover a integração e atualização entre os pesquisadores das diversas áreas do conhecimento relacionados ao tema. Além disso, proporcionou o debate sobre projetos que visam à modificação da composição do leite para atender à demanda atual por nutrientes necessários para a alimentação da população. Otávio Nunes Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial Crédito subsidiado para o pão Agora, as 12,8 mil padarias instaladas no Estado podem financiar, sem juros, máquinas e equipamentos novos e mais seguros na Agência de Desenvolvimento Paulista (a Desenvolve SP). Outra novidade para o setor de panificação e confeitaria foi a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrada pelo Estado: de 7,6% para 3,2%. Além de incentivar a evolução dos negócios, a linha de financiamento da Desenvolve SP também favorece a adequação das padarias à Norma Reguladora 12 (NR-12), do Ministério do Trabalho e Emprego. O objetivo dessa legislação federal é a redução dos acidentes de trabalho com os equipamentos. O teto do empréstimo é R$ 150 mil por padaria e o prazo para quitá-lo é de até 72 meses, incluindo dois anos de carência. O dinheiro pode ser usado para financiar até 90% do custo de máquina nova, incluindo equipamentos (fornos, assadeiras, batedeiras, cilindros, modeladores e laminadores). Se as parcelas forem pagas em dia, não haverá cobrança de juros. Em caso de atraso, será aplicada taxa de 0,29% ao mês. Imprensa Oficial - Conteúdo Editorial SERVIÇO Desenvolve SP – www.desenvolvesp.com.br