CHILDFUND BRASIL
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015
Rua Santa Rita Durão, 852 – 2º andar – Bairro Funcionários
CEP: 30140-111 – Belo Horizonte, MG – Tel. (31)3118-7800 e Fax: (31)3118-7816.
CHILDFUND BRASIL
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015
CONTEÚDO
Relatório dos auditores independentes
QUADRO 1 – Balanço patrimonial
QUADRO 2 – Demonstração do superávit/ (déficit) do exercício
QUADRO 3 – Demonstração das mutações do patrimônio líquido
QUADRO 4 – Demonstração dos fluxos de caixa
Notas explicativas às demonstrações contábeis
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RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES
CONTÁBEIS
PAR MG – 16/077
Aos Administradores e Associados do
CHILDFUND BRASIL
Belo Horizonte - MG
Examinamos as demonstrações contábeis do CHILDFUND BRASIL (“Entidade”), que
compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2015 e as respectivas
demonstrações do superávit/ (déficit), das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de
caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas
contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis
A administração da Entidade é responsável pela elaboração e adequada apresentação das
demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil,
aplicáveis às Entidades sem Finalidade de Lucros (NBC ITG 2002), e pelos controles
internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações
contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações
contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e
internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas
pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter
segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de
evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis.
Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação
dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se
causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles
internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações
contábeis da Entidade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas
circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses
controles internos da Entidade. Uma auditoria inclui a avaliação da adequação das práticas
contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração,
bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em
conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar
nossa opinião.
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Opinião sobre as demonstrações contábeis
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do
CHILDFUND BRASIL em 31 de dezembro de 2015, o desempenho de suas operações e os
seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades sem finalidade de lucro.
Ênfases
1. Conforme mencionado na nota explicativa número 26, em 03 de outubro de 2014, a
Entidade teve toda a sua documentação fiscal referente aos exercícios de 2010 e 2011
destruída por incêndio ocorrido nas instalações de prestador. A Administração da
Entidade informou-nos que não houve perdas econômicas decorrentes desse sinistro e
que é baixa a probabilidade de que sejam futuramente detectadas e mensuradas novas
perdas decorrentes desse assunto. Nossa opinião não está ressalvada com relação a
este assunto.
Belo Horizonte, 08 de abril de 2016.
MG AUDITORES INDEPENDENTES
Gilberto Galinkin
Contador – CRC/MG 035718/O-8
Baker Tilly Brasil Auditores Independentes
CRC- MG 005455/O-1
Cristina Braga de Oliveira
Contadora CRCMG 079371/O-6
Baker Tilly Brasil Auditores Independentes
CRC- MG 005455/O-1
BALANÇO PATRIMONIAL
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014
(Em R$ mil)
ATIVO
Notas
Explicativas 2015 2014 PASSIVO
Notas Explicativas
2015 2014
CIRCULANTE CIRCULANTE
Caixa e equivalentes de caixa 4 999 1.356 Fornecedores 95 325
Adiantamento a funcionários 100 81 Ordenados e salários a pagar 10 2 123
Adiantamento a terceiros 5 132 79 Impostos e contribuições a recolher 83 80
Estoque 6 89 99 Doações a repassar 11 457 473
Despesas do exercício seguinte 3 6 Contribuições a repassar 12 493 434
INSS a recuperar - 7 Provisão de férias e encargos 13 260 213
Total do ativo circulante 1.323 1.628 Total do passivo circulante 1.390 - 1.648
NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE
Investimentos - 6
Propriedades para investimento 7 3.230 3.341 Patrimônio social 14 1.477 1.417
Imobilizado 8 1.530 1.513 Reserva de reavaliação 3.644 3.908
Intangível 9 393 545 Déficit (superávit) acumulado (35) 60
Total do ativo não circulante 5.153 - 5.405 Total do Patrimônio Liquido 5.086 - 5.385
TOTAL DO ATIVO 6.476 7.033 TOTAL DO PASSIVO 6.476 - 7.033
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
3
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014
(Em R$ mil)
Notas
Explicativas 2015 2014
RECEITAS ORDINÁRIAS
Doações internacionais 15 21.044 17.864
Doações nacionais 15 5.969 5.634
Convênio Corporativo - Telefonica 273 432
Convênios Corporativos - P&G 78 80
Trabalho voluntario 29 31
27.393 24.041
DESPESAS CONCESSÃO DE GRATUIDADES
Gratuidades 17 (22.145) (19.271)
SUPERÁVIT ORDINÁRIO 5.248 4.770
RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS
Pessoal e encargos (2.332) (2.291)
Impostos e taxas - (13)
Serviços de terceiros (1.157) (590)
Despesas melhor de mim (Telefônica) 16 (273) (432)
Despesas P&G 16 (78) (80)
Renúncia Fiscal – Despesas contribuição previdenciária 23 (645) (606)
Renúncia Fiscal - receita contribuição previdenciária 23 645 606
Receitas distribuição saches P&G 98 34
Despesas distribuição saches P&G (98) (34)
Despesas trabalho voluntario (29) (31)
Despesas com depreciação e amortização 21 (398) (380)
Despesas com viagens (376) (237)
Despesas postais (159) (150)
Despesas c/taxas e condomínio (85) (107)
Despesas c/taxas e contribuições (69) (54)
Despesas c/ telecomunicações (98) (87)
Despesas c/energia elétrica (62) (46)
Despesas gerais 20 (395) (301)
Receitas financeiras 5 5
Despesas financeiras (213) (200)
Receitas de aluguéis 22 180 165
Alienação ou baixas de bens ativo imobilizado - (4)
Outras receitas (despesas) (8) 3
(5.547) (4.830)
(DÉFICIT) SUPERÁVIT DO EXERCÍCIO (299) (60)
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
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DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LIQUIDO
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014
(Em R$ mil)
Patrimônio Reservas de Superávit / (Déficit)
Composição social reavaliação acumulado Total
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 1.033 4.028 384 5.445
Incorporação do superávit acumulado 384 - (384) -
Realização da reserva de reavaliação - (120) 120 -
Déficit do exercício - - (60) (60)
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 1.417 3.908 60 5.385
Incorporação do superávit acumulado 60 - (60) -
Realização da reserva de reavaliação - (264) 264 -
Déficit do período - - (299) (299)
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 1.477 3.644 (35) 5.086
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
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2015 2014
ATIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos
Doações e parcerias 27.393 24.044
Alugueis 180 165
Recebimento de juros 5 5
27.578 24.214
Pagamentos
Fornecedores (3.031) (1.464)
Salarios e ordenados (2.577) (2.738)
Impostos e contribuições 4 (9)
Tarifas bancárias (213) (200)
Subsídios para projetos (21.945) (19.090)
Outros pagamentos (25) (128)
(27.787) (23.629)
CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS (209) 585
ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS
Recebimento título de capitalização 6 -
Recebimento pela venda de imobilizado - 4
Pagamento pela compra de imobilizado e intangível (154) (89)
CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS (148) (85)
(Redução) Aumento líquido no no caixa e equivalentes de caixa (357) 500
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 1.356 856
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 999 1.356
(Redução) Aumento líquido no no caixa e equivalentes de caixa (357) 500
(Em R$ mil)
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO DIRETO
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
6
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014
(Em reais mil)
1. CONTEXTO OPERACIONAL
O ChildFund Brasil – Fundo para Crianças é uma entidade de assistência social de direito
privado e sem fins lucrativos organizada sob a forma de associação de fins não econômicos,
com atividade preponderante na área social, conforme o artigo 4º. Do Estatuto Social. Tem
como objetivo realizar ações socioassistenciais de atendimento de forma continuada,
permanente e planejada, por meio da prestação de serviços, execução de programas ou
projetos e concessão de benefícios de proteção social básica ou especial, dirigidas a famílias e
indivíduos em situações de vulnerabilidade ou risco social e pessoal, de forma gratuita, sem
distinção de raça, cor, credo religioso ou político. Sua Administração é composta por Conselho
de Administração, Assembleia Geral e Conselho Fiscal.
Foi constituído em 30 de agosto de 1966 e possui reconhecimento de utilidade pública em
âmbitos Federal, Estadual e Municipal conforme Lei Federal nº 91/1935, regulamentada pelo
Decreto nº 50.517/1961, Registrado no Conselho Municipal de Assistência Social, Registrado
no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, com Certificado de Entidade Beneficente
de Assistência Social (CEBAS), em análise do triênio 01/01/2015 a 31/12/2017 no MDS,
conforme processo nº 71000.142775/2014-11. Ademais mantém Certificado junto ao Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Belo Horizonte – CMDCA/BH sob o nº
00086/01 com validade até 05/05/2018.
Para manutenção do título, a Entidade está obrigada a apresentar anualmente o relatório
circunstanciado dos serviços prestados à coletividade no ano anterior acompanhado das
respectivas demonstrações financeiras.
Com atuação em seis estados (Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Goiás,
Amazonas, Bahia e Piauí) apoia, técnica e financeiramente, entidades que desenvolvem
programas de atendimento a crianças, adolescentes, famílias e comunidades em situação de
risco social em regiões urbanas e rurais, como creches, escolas e centro de serviços, de acordo
com as políticas básicas de atendimento determinadas pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente e Convenção Internacional dos Direitos da Criança. A ênfase maior do trabalho do
ChildFund Brasil está no processo de socialização, com a participação da família e da
comunidade.
O ChildFund Brasil atua em mais 50 municípios. Atende 37 mil crianças, jovens e adolescentes
apadrinhadas, em 50 organizações sociais parceiras. É mantido exclusivamente pelo sistema
de apadrinhamento e de doações especiais de grupos de pessoas e empresas.
O ChildFund Brasil implementou em 2015 programas e projetos sociais, por meio de parcerias
com 50 organizações sociais locais, que atuaram em comunidades em regiões urbanas e rurais,
localizadas nos 7 estados atendidos, beneficiando cerca de 147 mil pessoas que vivenciam
cotidianamente situações de pobreza, exclusão e vulnerabilidade social. As organizações que
compõem a rede de parceiros são de caráter comunitário, geralmente formadas por conselhos
de pais, creches e grupos de apoio à criança e ao adolescente.
8
O ChildFund Brasil traçou para o quinquênio 2010-2015 uma estratégia de atuação baseada em
uma profunda análise da pobreza infantil no Brasil. Trata-se da Estratégia Passiflora, que foi
fundamentada sobre uma análise social criteriosa realizada sob a lente do Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA), dos conceitos de Privação, Exclusão e Vulnerabilidade (PEV) e do
levantamento de informações junto às próprias crianças, adolescentes, jovens e suas famílias
sobre a pobreza infantil. Os principais programas desenvolvidos foram: 1- Familias e
Organizações Protetoras e Integradas para o Desenvolvimento, 2- Infância Saudável e Segura,
3- Crianças Educadas e Confiantes, 4- Jovens Capacitados e Participativos e 5- Sociedade
Comprometida com os Direitos das Crianças, Dentro dos 5 programas os projetos executados
foram tiveram como base metodológica as tecnologias sociais: Olhares em Foco, Casinha de
Cultura, Aflatoun, Animador Comunitário, Gol.d, MJPOP, Terapia Comunitária Integrativa,
Claves, Kit Família Fortalecida e Luta pela Paz.
A Entidade possui aproximadamente 37 mil crianças apadrinhadas em 2015: 8 mil crianças
apadrinhadas por brasileiros e 29 mil crianças por estrangeiros (42 mil crianças apadrinhadas
em 2014: 10 mil crianças apadrinhadas por brasileiros e 32 mil crianças por estrangeiros).
A queda do número de crianças apadrinhadas por estrangeiros reflete uma tendência mundial
de redirecionamento das doações em virtude do atual cenário econômico financeiro do Brasil.
Assim percebe-se uma migração das doações estrangeiras para países considerados mais
pobres. Com relação ao apadrinhamento brasileiro, a queda refere-se à exclusão no banco de
dados do ChildFund, de padrinhos que não haviam efetuado pagamentos por período superior a
um ano.
O desafio do ChildFund Brasil é a busca pelo crescimento do apadrinhamento nacional para
suprir as perdas dos padrinhos estrangeiros, buscando novos parceiros neste mercado.
A Entidade, em conformidade com o seu estatuto social, não distribui qualquer parcela de seu
patrimônio ou de seu superávit como lucro ou participação em resultados, aplicando
integralmente os seus recursos no País, na manutenção e no desenvolvimento de seus
objetivos refletidos, devidamente, em seus demonstrativos financeiros.
2. BASE DE APRESENTAÇÃO E PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
2.1 Base de apresentação
As demonstrações contábeis para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 foram
elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil
aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC TG 1.000). A Entidade está sujeita ainda à
observância da Interpretação, NBC ITG 2002 - Entidade Sem Finalidade de Lucros, do Conselho
Federal de Contabilidade.
9
2.2 Políticas Contábeis
a. Mudança nas políticas contábeis e divulgações
A partir de janeiro de 2014, a entidade passou a transitar os valores recebidos dos convênios
corporativos para desenvolvimentos de projetos, no resultado, evidenciando as entradas e saídas
do recurso na Demonstração do Resultado do Período, sem que estes influenciem a apuração do
Superávit/Déficit.
Esta alteração na política contábil justifica-se, pois estes recursos decorrem dos esforços da
entidade na obtenção e manutenção de padrinhos e parcerias, de forma que os recursos obtidos
através destes esforços constituem resultado efetivo da entidade.
Esta mudança provoca efeitos somente no demonstrativo do resultado e os valores resultantes da
referida alteração estão evidenciados na nota 16.
b. Receitas e despesas
As receitas oriundas de doações, subvenções e contribuições recebidas mediante constituição ou
não de fundos, são registradas em contas próprias, segregadas das demais contas da Entidade,
conforme determina a NBC ITG 2002, mediante documento hábil, quando da efetiva entrada dos
recursos. Todas as demais receitas e as despesas necessárias à manutenção de suas atividades
são registradas pelo regime contábil da competência.
c. Estimativas contábeis
As demonstrações contábeis incluem estimativas e premissas, como a mensuração de
estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisões para passivos
contingentes, estimativas da vida útil de determinados ativos e outras similares. Os resultados
efetivos podem ser diferentes dessas estimativas e premissas.
d. Caixa e equivalentes de caixa
Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de
curto prazo, e não para investimento ou outros fins. A Entidade considera equivalentes de caixa
as aplicações financeiras que sejam de conversibilidade imediata em um montante conhecido de
caixa e que são sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. Por conseguinte, um
investimento, normalmente, se qualifica como equivalente de caixa quando tem vencimento de
curto prazo, por exemplo, três meses ou menos, a contar da data da contratação.
e. Propriedade para investimento
As propriedades para investimento são propriedades mantidas para obter renda com aluguéis e
são mensuradas ao custo, incluindo os custos da transação.
O valor justo das propriedades para investimento, utilizado apenas para divulgação na nota 7, foi
calculado internamente, com base na taxa de reajuste dos aluguéis durante o exercício de 2015,
que foi de 3% e também levou em consideração a situação operacional de cada ativo.
10
A depreciação é reconhecida com base na vida útil estimada de cada ativo pelo método linear, de
modo que o valor do custo histórico do bem, menos o seu valor residual, menos a depreciação,
seja igual a zero ao final de sua vida útil, sendo integralmente baixado. A vida útil estimada, os
valores residuais e os métodos de depreciação são revisados e os efeitos contabilizados quando
mudanças relevantes são identificadas.
Eventuais gastos incorridos com manutenção e reparo das propriedades para investimento são
contabilizados somente se os benefícios econômicos associados a esses itens forem prováveis e
os valores puderem ser mensurados de forma confiável, enquanto que os demais gastos são
registrados diretamente no resultado quando ocorridos.
A propriedade para investimento é baixada após a alienação ou quando esta é permanentemente
retirada de uso e não há benefícios econômicos futuros resultantes da alienação, quando
aplicável. Qualquer ganho ou perda resultante da baixa do imóvel é reconhecido no resultado do
exercício em que o imóvel é baixado.
f. Imobilizado
O ativo imobilizado é demonstrado ao custo de aquisição ou construção, deduzido dos impostos
compensáveis, quando aplicável, e das depreciações acumuladas e quaisquer perdas
acumuladas de redução ao valor recuperável (impairment). A Entidade utiliza o método de
depreciação linear definida com base na avaliação da vida útil de cada ativo, estimada com base
na expectativa de geração de benefícios econômicos futuros.
Um item de imobilizado é baixado quando alienado ou quando nenhum benefício econômico
futuro for esperado do seu uso ou venda. Eventual ganho ou perda resultante da baixa do ativo
(calculado como sendo a diferença entre o valor líquido da venda e o valor contábil do ativo) são
incluídos na demonstração do superávit (déficit) no exercício em que o ativo for baixado.
g. Intangível
Ativos intangíveis adquiridos pela Entidade e que têm vidas úteis finitas, são mensurados pelo
seu custo, deduzido da amortização e avaliados em relação à perda por redução ao valor
recuperável sempre que houver indicação de perda do valor econômico do ativo.
Mudanças na vida útil estimada ou no consumo esperado dos benefícios econômicos futuros
desses ativos são contabilizados por meio de mudanças no prazo ou método de amortização,
conforme o caso, sendo tratadas como mudanças de estimativas contábeis.
A amortização de ativos intangíveis é reconhecida na demonstração do resultado, consistente
com a utilização da vida útil dos ativos intangíveis.
h. Ativos e passivos não circulantes
Compreendem os bens e direitos realizáveis e deveres e obrigações vencíveis após doze meses
subsequentes à data base das referidas demonstrações contábeis, acrescidos dos
correspondentes encargos e variações monetárias incorridas, se aplicável, até a data do balanço.
11
i. Ajuste a valor presente de ativos e passivos
Os ativos e passivos monetários de longo prazo, quando existentes, são atualizados
monetariamente e, portanto, estão ajustados pelo seu valor presente. O ajuste a valor presente de
ativos e passivos monetários de curto prazo é calculado, e somente registrado, se considerado
relevante em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
j. Reconhecimento dos trabalhos voluntários
Os trabalhos voluntários (receitas e despesas), inclusive de membros integrantes dos órgãos da
administração, no exercício de suas funções, são reconhecidos pelo valor justo da prestação
dos serviços como se tivessem ocorrido os desembolsos financeiros.
3. JULGAMENTOS, ESTIMATIVAS E PREMISSAS CONTÁBEIS SIGNIFICATIVAS.
A preparação das demonstrações contábeis da Entidade requer que a administração faça
julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas,
despesas, ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na data base das
demonstrações contábeis. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas poderia
levar a resultados que requeiram um ajuste significativo ao valor contábil do ativo ou passivo afetado
em períodos futuros.
As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras e outras importantes
fontes de incerteza em estimativas na data do balanço, envolvendo risco de causar um ajuste
significativo no valor contábil dos ativos e passivos no próximo exercício financeiro, são discutidas a
seguir.
a) Redução a valor recuperável de ativos não financeiros
O imobilizado e outros ativos não circulantes são revistos, sempre que eventos ou alterações nas
circunstâncias possam indicar perdas no valor recuperável.
b) Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
A Entidade reconhece provisão para causas tributárias, cíveis e trabalhistas. A avaliação da
probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as
jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento
jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para
levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de
inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de
tribunais.
12
4. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
A posição de caixa e equivalentes, em 31 de dezembro, estava assim representada:
2015 2014
Caixa 5 4
Bancos sem restrição 406 768
Bancos com restrição – Projeto Melhor de Mim 1 1
Bancos com restrição – P&G 53 205
Bancos com restrição – Projeto Eclesiástico 213 18
Bancos com restrição - Subsídio 227 90
Aplicações Financeiras sem restrição 10 205
Aplicações Financeiras com restrição – Proj Melhor de Mim 84 65
999 1.356
As aplicações financeiras referem-se a aplicações efetuadas em Certificados de Depósitos
Bancários – CDBs, com remuneração variando de 10% a 98,50% do CDI (Certificado de
Depósito Interbancário) em 31 de dezembro de 2015. Esses certificados podem ser resgatados
a qualquer momento pela administração da Entidade sem qualquer ônus.
5. ADIANTAMENTO A TERCEIROS
Os recursos de parcerias em projetos referem-se a adiantamentos para as Organizações
Sociais Parceiras para execução de projetos específicos com o objetivo de trazer melhorias
para as famílias e comunidades, conforme demonstramos a seguir:
2015 2014
Vivid Youth in Fortaleza - 26
Gift Catalog Items - 3
Gift of Love and Hope Catalog - 33
Catálogo Nacional 124 17
Adiantamento Desenvolvimento Social 5 -
Adiantamento Fornecedor 3 -
Total 132 79
Os recursos de parceiras decorrem basicamente de doações referentes a campanhas do
ChildFund Brasil e ChildFund Internacional.
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6. ESTOQUE
Os valores na rubrica de estoque de terceiros, estão registrados pelo valor justo e referem-se a
projeto executado em parceria com P&G - Procter & Gamble. Os itens estocados são saches
individuais utilizados no projeto “Agua Pura para Crianças”. Os mesmos são distribuídos
mensalmente para as famílias das comunidades através das Organizações Parceiras.
Em 31 de dezembro de 2015 está demonstrado abaixo:
2015
Estoque Inicial 99
Distribuídos (98)
Baixa perda (1)
Recebidos 89
Estoque Final 89
Em 31 de dezembro de 2014 está demonstrado abaixo:
2014
Estoque Inicial
133
Distribuídos (34)
Estoque Final 99
7. PROPRIEDADES PARA INVESTIMENTO
Taxa de depreciação (%) 2015 2014
Imóveis (i) 4.205 4.205
(Depreciação) 2,50 (975) (864)
3.230 3.341
(i) As propriedades para investimentos da Entidade incluem salas comerciais do Edifício Work
Center, situado à Av. Afonso Pena, no. 3.111, em Belo Horizonte/MG, bem como os
imóveis não residenciais situados na cidade de Fortaleza/CE, à Rua Luis Guimarães, 261 e
à Rua Alberto Ferreira, 564 e salas no Edifício Top Center. Em 2012 foi transferido para a
rubrica propriedades para investimento, o imóvel não residencial situado à Avenida Nova
Alvorada, 490, em Caucaia/CE. Todos os imóveis foram reavaliados de acordo com Laudo
no. 481, em 31 de outubro de 2006. Os referidos bens são demonstrados com base no
custo, estando alugados ou cedidos em comodato a terceiros. As rendas dos aluguéis são
revertidas ao objeto social da Entidade.
14
A movimentação do saldo de propriedades para investimento para os exercícios findos em 31
de dezembro de 2015 e de 2014 é como segue:
2015 2014
Saldo no início do exercício 3.341 2.527
Transferência do imobilizado (i) - 926
Depreciação (111) (112)
Saldo no final do exercício 3.230 3.341
(i) Imóvel cedido à Prefeitura de Fortaleza em comodato pelo ChildFund Brasil conforme
publicação no Diário Oficial do Munícipio.
O saldo líquido comparado com o valor justo das propriedades para investimento em 31 de
dezembro de 2015 está demonstrado abaixo:
2015
Saldo líquido 3.230
Valor justo 3.326
O valor justo das propriedades para investimento foram estimadas em conformidade com o
descrito na nota 2.2, item (d) – Propriedades para investimento.
8. IMOBILIZADO
Todos os bens imobilizados da Entidade, incluindo o grupo de edificações, foram reavaliados
conforme Laudo de Reavaliação emitido pela empresa Dhisa Auditores Associados, no. 481,
datado de 31 de outubro de 2006, quando suas taxas de depreciação, vida útil remanescente e
valores foram ajustados conforme laudo. Ademais a Entidade optou pela não adoção do custo
atribuído (deemed cost) aos seus ativos imobilizados conforme facultado pelo NBC TG 27 e ITG
10.
Taxa de depreciação ao
ano % 2015 2014
Terrenos 643 643
Edificações 2,5% a 4,0% 839 839
Máquinas e equipamentos 8,0% a 11,0% 147 119
Móveis e utensílios 8,0% a 10,0% 36 35
Veículos 6,0% a 20% 280 245
Computadores e
periféricos 11% a 25% 288 251
2.233 2.132
Depreciação/Amortização
acumulada (703) (619)
1.530 1.513
15
Conforme item 57 do NBC TG 27, a Entidade não alterou a forma de utilização do seu
imobilizado, como também, não identificou desgastes e quebra relevante inesperada, progresso
tecnológico e mudanças nos preços de mercado que indicassem que o valor residual ou vida
útil dos ativos necessitassem de modificação.
A movimentação do imobilizado nos exercícios de 2015 e 2014, estão assim representados:
Custo Depreciação Liquido
Saldo em 31/12/2013 3.020 (512) 2.508
Aquisições 61 - 61
Baixas (23) 25 2
Transferências (926) - (926)
Depreciação - (132) (132)
Saldo em 31/12/2014 2.132 (619) 1.513
Aquisições 140 - 140
Baixas (39) - (39)
Depreciação - (84) (84)
Saldo em 31/12/2015 2.233 (703) 1.530
9. INTANGÍVEL
Com o objetivo de melhorar seus processos de gestão, em 2010 o ChildFund Brasil iniciou o
processo de implementação do software de gestão integrada Peoplesoft doado pela empresa
Oracle Sistemas do Brasil, em Maio de 2009. Desde seu inicio, a Entidade incorreu em gastos
no montante de R$ 809 mil, no processo de implantação do sistema.
A posição do intangível, em 31 de dezembro, estava assim representada:
Taxa de amortização ao ano % 2015 2014
Softwares 20% 140 126
Software PeopleSoft 20% 809 809
949 935
Amortização acumulada (556) (390)
Saldo em 31/12/2015 393 545
A movimentação do intangível nos exercícios de 2015 e 2014 estão assim representados:
16
Custo Depreciação Líquido
Saldo em 31/12/2013 979 (320) 659
Aquisições 28 - 28
Transferências 10 - 10
Baixas (82) 82 -
Amortização - (152) (152)
Saldo em 31/12/2014 935 (390) 545
Aquisições 14 - 14
Amortização - (166) (166)
Saldo em 31/12/2015 949 (566) 393
10. ORDENADOS E SALÁRIOS A PAGAR
A partir de julho de 2015, a Entidade alterou a data de pagamento de salário dos seus
funcionários para o dia 25 do mês de competência, de forma que desde a referida data, esta
conta passou a registrar a baixa do saldo a pagar nos fechamentos de cada mês.
11. DOAÇÕES A REPASSAR
No momento do recebimento das doações, os valores são registrados na rubrica “Doações a
repassar”. Ao serem identificados, estes são reclassificados de acordo com sua natureza.
Eventualmente, o saldo residual desta conta, refere-se a recursos ainda em processo de
reconhecimento.
Em 31 de dezembro de 2015, o saldo residual foi de R$ 457 mil (R$ 473 mil em 2014),
conforme a seguir:
2015 2014
Saldo anterior 473 509
Doações recebidas 11.844 11.959
Devolução de doações (16) (11)
Doações recebidas e identificadas conforme sua natureza (11.860) (11.984)
Saldo final 457 473
O ChildFund Brasil controla em contas patrimoniais os efeitos de gratuidade dos presentes de
padrinhos destinados às crianças apadrinhadas (DFC´s – Designated Fund Certificate),
mantendo em seu passivo circulante os valores arrecadados para posterior repasse.
17
O saldo de DFC´s repassado no exercicio foi:
2015 2014
DFC´s de doações internacionais 4.231 3.372
DFC`s de doações nacionais 1.289 1.412
5.520 4.784
12. CONTRIBUIÇÕES A REPASSAR
A Entidade reconhece as contribuições quando há segurança de que cumprirá as condições
estabelecidas pelos parceiros e de que a subvenção será recebida ou quando já foi recebida.
Em 31 de dezembro a Entidade possuia em seus livros os seguintes registros:
Contribuições a apropriar passiva 2015 2014
Contribuição campanha Pague Menos 72 69
Contribuição campanha Beach Park 2 2
Contribuição Projeto Melhor de Mim 71 32
Contribuição Projeto P&G 153 252
Subsídios retidos a repassar 195 79
Total das contribuições a realizar 493 434
13. PROVISÕES DE FÉRIAS E ENCARGOS
A posição de provisão de férias e encargos, em 31 de dezembro, estava assim representadas:
2015 2014
Provisão para férias 241 197
Encargos s/ férias 19 16
260 213
14. PATRIMÔNIO SOCIAL
Os resultados dos períodos são mantidos na rubrica “Superávit/Déficit acumulado’’, enquanto não
aprovados pela Assembleia Geral e, após a sua aprovação, são incorporados à conta de Patrimônio
Social.
O patrimônio social da Entidade em 31 de dezembro de 2015, no montante de R$1.477 mil (R$ 1.417
em 2014), representa o montante inicial aportado para inicio das atividades da Entidade, sendo
aumentado ou reduzido anualmente em função do superávit ou déficit apurado.
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014, os resultados apurados foram,
déficits de R$ 299 mil e de R$ 60 mil respectivamente.
18
15. DOAÇÕES
A Entidade recebeu doações e subvenções durante o exercício registradas em contas de receita da
seguinte forma:
2015 2014
Subsídios internacionais 16.203 12.914
Verbas do orçamento operacional 2.117 2.598
Verba PEF – Partners Effective Funds 2.540 2.320
Outras doações recebidas 184 32
Doações externas 21.044 17.864
Subsídios brasileiros 3.259 3.043
Arrecadações nacionais para custeio 2.210 2.296
Outras doações recebidas 500 295
Doações locais 5.969 5.634
27.013 23.498
As receitas com doações auferidas pela Entidade são provenientes do Brasil e do exterior, na forma
de subsídios a organizações sociais parceiras e verbas especiais a projetos.
16. DOAÇÕES CORPORATIVOS
O ChildFund Brasil passou a partir de 2014 a controlar em contas de resultado os efeitos de
gratuidade dos convênios corporativos para desenvolvimentos de projetos.
O saldo realizado de convênios corporativos foi:
2015 2014
Projeto P&G 78 80
Projeto Melhor de Mim 273 432
351 512
Essas receitas são proporcionadas pelo sistema de apadrinhamento e parcerias com corporações,
governos, entre outros.
17. CONCESSÃO DE GRATUIDADES
A Entidade mantém controle financeiro e realiza acompanhamento permanente sobre todas as
verbas repassadas às organizações sociais parceiras. A cada repasse, a respectiva prestação
de contas é obrigatória e, necessariamente, enviada ao ChildFund Brasil no prazo máximo de
20 dias do mês posterior ao do repasse, viabilizando o acompanhamento da coerência na
aplicação das verbas.
O objetivo do repasse por dessas Organizações é, principalmente, de desenvolver e executar
programas de Assistência Social de acordo com os planos de atividades elaboradas por elas.
19
De acordo com a Resolução 188 do CNAS, os valores repassados para as Organizações
parceiras podem ser considerados como gratuidades, sendo registradas dentro do grupo de
despesas ordinárias, conforme demonstrado a seguir:
2015 2014
Subsídios – Organizações Sociais Parceiras 19.220 15.745
Verbas especiais a projetos 227 432
Apoio a Programas Sociais (nota 18) 2.698 3.094
22.145 19.271
As verbas e subsídios recebidos foram enviados às Organizações Sociais Parceiras e são
lançados em conta específica de despesa.
A seguir apresentação dos saldos repassados, segregados por Organização Parceira:
Nº CNPJ Código Organizações Parceiras
1 22.730.899/0001-30 317 Griasc 184
2 65.151.078/0001-52 318 Grupo Crianças B.Nova Vida 351
3 20.212.320/0001-12 1174 Assoc.Des.Com.E Ação Social 220
4 65.149.080/0001-97 1610 Grupo A.Cr.Ad.Cabana E Região 62
5 03.226.069/0001-26 1613 Procaj 725
6 22.444.723/0001-12 1662 Gedam 231
7 22.705.537/0001-00 1733 Conacreje 587
8 22.695.548/0001-36 1736 Assoc.Com.De Padre Paraíso 575
9 22.692.289/0001-90 1737 Assoc.Com.Municipál De Medina 377
10 02.486.051/0001-09 2362 Centro A.Crian.Adol.Conj.P.Vi 192
11 20.817.607/0001-76 3175 Aprisco - Assoc.Promocio 371
12 21.085.634/0001-64 3176 Assoc.Municipal De Assistência 344
13 21.025.580/0001-41 3177 Abita - Assoc.Benef.De Itaporé 339
14 21.248.703/0001-03 3178 Aplant 351
15 21.249.214/0001-76 3179 Arai - Assoc.Rural Assistência 496
16 21.249.362/0001-90 3718 Associar 307
17 21.248.877/0001-76 3862 Ampliar 350
18 21.225.776/0001-80 3863 Achanti 388
19 23.843.428/0001-00 3868 Conselho De Pais Criança Feliz 245
20 06.031.957/0001-81 4000 Amipro - Assoc.M.R.Carbonita 427
21 03.209.419/0001-46 9182 Adecave 323
22 03.235.662/0001-39 9202 Ajenai 290
23 04.021.055/0001-39 9682 Ascai - Assoc.Cr.Adol.Itaobim 412
24 04.021.056/0001-83 9683 Araic-Assoc.R.A.F/J Comercinho 306
25 23.530.736/0001-77 419 Assoc.Benef.Infantil Paracuru 158
26 06.737.761/0001-07 420 C.C.C.T.Carentes Quitaius 249
27 06.743.116/0001-05 427 Soc.Educação E Saúde À Família 700
20
28 10.490.686/0001-99 1047 Projeto Guadalajara 382
29 10.461.929/0001-71 1049 Assoc.Fam.Parque Água Fria 264
30 00.773.448/0001-48 1052 Assoc.Unidos Para O Progresso 574
31 06.949507/0001-72 1058 Assoc.Com.Cul.Agr.Vale Do Curu 307
32 11.088.341/0001-87 1283 Proj.Do Bem-Estar Comunitário 513
33 10.490.977/0001-98 1289 Proj.Alegria Da Criança 607
34 11.331.808/0001-78 1451 Proj.Com.Sorriso Da Criança 591
35 11.333.200/0001-82 1458 Proj.Frente Benef.Para Criança 758
36 11.744.786/0001-78 1464 Associação Sonho Infantil 45
37 11.088.333/0001-30 1471 Projeto Criança Feliz 609
38 11.087.905/0001-67 1473 Projeto União 355
39 11.664.711/0001-87 1766 Soc.Assistência À Criança 253
40 06.744.502/0001-03 1775 Assoc.Com.Do Guarani 232
41 09.529.157/0001-83 1781 Com.Educacional Pe.Anchieta 43
42 05.674.262/0001-55 3385 Assoc.Recreativa Salonópoles 159
43 06.602.353/0001-48 3388 Soc.Apoio À Família Sobralense 263
44 12.462.347/0001-35 3389 União Popular Pela Vida 504
45 12.459.145/0001-34 3392 Centro De Apoio À Criança 913
46 06.581.730/0001-00 3393 Soc.Prot.A.Famílias Itapipoca 340
47 11.768.033/0001-00 3394 Assoc.União Das Famílias 380
48 06.736.789/0001-20 3397 Centro Social De Orós 416
49 06.738.447/0001-49 3521 Conselho Pais De Campos Sales 255
50 07.336.571/0001-40 3724 Mov.De Ajuda Familiar De Ocara 246
51 06.740.971/0001-54 3729 Soc.De Apoio À Família Carente 244
52 03.831.826/0001-90 4028 Assoc.Moradores Cariri Mirim 190
53 40.984.593/0001-92 4029
Assoc Moradores Bairros Frutilândia e Fulô do
Mato 219
TOTAL 19.220
21
18. APOIO A PROGRAMAS SOCIAIS
A verba destinada a “Apoio a Programas Sociais” são utilizadas para monitoramento da
execução das atividades nas Organizações Sociais Parceiras, realizado pelos escritórios
regionais. Dentre as principais despesas, podemos destacar:
2015 2014
Honorários de Auditoria 88 556
Serviços contratados 282 212
Despesas c/ postais 202 244
Despesas com pessoal 994 1.089
Despesas gerais 283 341
Despesas com viagens 352 123
Reuniões e conferências 305 15
Repasse OSPs – PEF 192 514
2.698 3.094
19. TRABALHO VOLUNTARIO
São basicamente divididos em três grupos, Governança, Gestão e Grupos de trabalho. Na
Governança são classificados os trabalhos voluntários do Conselho Administração e Fiscal. Nos
Grupos de trabalho são classificados os trabalhos voluntários dos participantes do Grupo de
Trabalho de Finanças, Compliance, Recursos Humanos e Desenvolvimento Social. Na Gestão
são classificados os trabalhos voluntários dos Comitês. Os trabalhos voluntários do Grupo
Governança foram mensurados com base nos valores praticados por esses profissionais no
mercado para o cargo.
Reuniões Participantes Horas
2015
Governança 2 12 16
2014
Governança 2 14 16
Os valores apresentados na demonstração dos resultados estão assim compostos:
2015 2014
Governança 29 31
29 31
22
20. DESPESAS GERAIS
O grupo de despesas gerais considera diversas despesas necessárias à operacionalidade da
Entidade, sendo as mais relevantes:
2015 2014
Despesas entre escritórios 25 22
Despesas c/ reuniões, conferências e eventos 64 24
Despesas c/ material de escritório 21 20
Despesas c/ alimentação 49 21
Despesas c/ manutenção de instalações e equipamentos 27 46
Despesas c/ material de limpeza/higiene 10 11
Despesas c/ combustíveis 13 8
Despesas c/ estacionamento 17 17
Despesas c/ aluguel 3 21
Despesas c/ fotocópias 13 12
Bens de pequeno valor 27 2
Despesas c/ condução 38 28
Prêmio seguro 8 2
Publicações/publicidade 35 25
Brindes e presentes 24 7
Outras 21 35
395 301
21. DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO
Após reavaliação dos bens do ativo imobilizado, conforme laudo emitido pela empresa Dhisa
Auditores Associados, no. 481, em 31 de outubro de 2006, a Entidade passou a registrar os
efeitos da depreciação dos bens reavaliados no resultado do exercício, com base na vida útil
informada no laudo, sendo a reserva correspondente simultaneamente transferida para a
rubrica “Déficit ou Superávit acumulado no Patrimônio Líquido’’. Os efeitos de depreciação
correspondentes à reavaliação e ao custo original no resultado do exercício podem ser assim
demonstrados:
2015 2014
Despesas de depreciações (custo líquido) 109 108
Despesas de amortizações (software) 166 152
Despesas de depreciações/amortizações (custo reavaliado) 123 120
398 380
23
22. RECEITAS DE ALUGUÉIS
As receitas de aluguéis são oriundas de imóveis situados em Minas Gerais e Ceará. Em
novembro de 2013, os imóveis CEIA e CEDI foram cedidos em comodato à Secretaria
Municipal de Educação de Fortaleza.
2015 2014
Salas do Edifício Work Center - BH 180 165
180 165
23. RENÚNCIA FISCAL
Em função da isenção tributária quanto ao INSS patronal, por se tratar de Entidade sem fins
econômicos, devidamente regularizada nos órgãos normativos, o ChildFund Brasil se beneficiou
dos seguintes montantes de isenção nos exercícios de 2015 e 2014:
2015 2014
INSS Patronal - Fopag 564 552
INSS Patronal – Autônomos 65 36
INSS Patronal – Cooperativas 16 18
645 606
24. INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Os valores de mercado dos ativos e passivos financeiros foram determinados com base em
informações de mercado disponíveis e metodologias de valorização apropriadas. O uso de
diferentes premissas de mercado e/ou metodologia de estimativa poderão ter um efeito
diferente nos valores estimados de mercado. Baseada nessa estimativa, a administração
entende que o valor contábil dos instrumentos financeiros equivale aproximadamente a seu
valor de mercado, conforme descrito abaixo.
Em 31 de dezembro de 2015, os principais instrumentos financeiros estão descritos a seguir:
Caixa e equivalentes de caixa - estão apresentados ao seu valor de mercado, que equivale ao
seu valor contábil.
Nos exercícios de 2015 e 2014 a Entidade não realizou operações com derivativos.
25. SEGUROS
Em 31 de dezembro de 2015, a Entidade mantinha cobertura de seguros para seu imobilizado
em montante considerado pela mesma suficiente para cobrir eventuais sinistros.
24
26. INCÊNDIO NA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO DE GUARDA DE
DOCUMENTAÇÃO DO CHILDFUND BRASIL
Em 03 de outubro de 2014, a Memovip teve parte das instalações de sua sede incendiada
(Laudo pericial 0000542/15 da Primeira Delegacia da Polícia Civil/Contagem) que resultou na
queima, com consequente perda total da documentação fiscal no período de 2010 e 2011.
A Administração entende que é baixa a probabilidade de que sejam futuramente detectadas e
mensuradas novas perdas decorrentes desse assunto.
*.*.*.*.*

Demonstrações contábeis 2015

  • 1.
  • 2.
    Rua Santa RitaDurão, 852 – 2º andar – Bairro Funcionários CEP: 30140-111 – Belo Horizonte, MG – Tel. (31)3118-7800 e Fax: (31)3118-7816. CHILDFUND BRASIL DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 CONTEÚDO Relatório dos auditores independentes QUADRO 1 – Balanço patrimonial QUADRO 2 – Demonstração do superávit/ (déficit) do exercício QUADRO 3 – Demonstração das mutações do patrimônio líquido QUADRO 4 – Demonstração dos fluxos de caixa Notas explicativas às demonstrações contábeis
  • 3.
    Rua Santa RitaDurão, 852 – 2º andar – Bairro Funcionários CEP: 30140-111 – Belo Horizonte, MG – Tel. (31)3118-7800 e Fax: (31)3118-7816. RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PAR MG – 16/077 Aos Administradores e Associados do CHILDFUND BRASIL Belo Horizonte - MG Examinamos as demonstrações contábeis do CHILDFUND BRASIL (“Entidade”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2015 e as respectivas demonstrações do superávit/ (déficit), das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Entidade é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às Entidades sem Finalidade de Lucros (NBC ITG 2002), e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Entidade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Entidade. Uma auditoria inclui a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
  • 4.
    Rua Santa RitaDurão, 852 – 2º andar – Bairro Funcionários CEP: 30140-111 – Belo Horizonte, MG – Tel. (31)3118-7800 e Fax: (31)3118-7816. Opinião sobre as demonstrações contábeis Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do CHILDFUND BRASIL em 31 de dezembro de 2015, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades sem finalidade de lucro. Ênfases 1. Conforme mencionado na nota explicativa número 26, em 03 de outubro de 2014, a Entidade teve toda a sua documentação fiscal referente aos exercícios de 2010 e 2011 destruída por incêndio ocorrido nas instalações de prestador. A Administração da Entidade informou-nos que não houve perdas econômicas decorrentes desse sinistro e que é baixa a probabilidade de que sejam futuramente detectadas e mensuradas novas perdas decorrentes desse assunto. Nossa opinião não está ressalvada com relação a este assunto. Belo Horizonte, 08 de abril de 2016. MG AUDITORES INDEPENDENTES Gilberto Galinkin Contador – CRC/MG 035718/O-8 Baker Tilly Brasil Auditores Independentes CRC- MG 005455/O-1 Cristina Braga de Oliveira Contadora CRCMG 079371/O-6 Baker Tilly Brasil Auditores Independentes CRC- MG 005455/O-1
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    BALANÇO PATRIMONIAL EM 31DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014 (Em R$ mil) ATIVO Notas Explicativas 2015 2014 PASSIVO Notas Explicativas 2015 2014 CIRCULANTE CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa 4 999 1.356 Fornecedores 95 325 Adiantamento a funcionários 100 81 Ordenados e salários a pagar 10 2 123 Adiantamento a terceiros 5 132 79 Impostos e contribuições a recolher 83 80 Estoque 6 89 99 Doações a repassar 11 457 473 Despesas do exercício seguinte 3 6 Contribuições a repassar 12 493 434 INSS a recuperar - 7 Provisão de férias e encargos 13 260 213 Total do ativo circulante 1.323 1.628 Total do passivo circulante 1.390 - 1.648 NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE Investimentos - 6 Propriedades para investimento 7 3.230 3.341 Patrimônio social 14 1.477 1.417 Imobilizado 8 1.530 1.513 Reserva de reavaliação 3.644 3.908 Intangível 9 393 545 Déficit (superávit) acumulado (35) 60 Total do ativo não circulante 5.153 - 5.405 Total do Patrimônio Liquido 5.086 - 5.385 TOTAL DO ATIVO 6.476 7.033 TOTAL DO PASSIVO 6.476 - 7.033 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis 3
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    DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADODO EXERCÍCIO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014 (Em R$ mil) Notas Explicativas 2015 2014 RECEITAS ORDINÁRIAS Doações internacionais 15 21.044 17.864 Doações nacionais 15 5.969 5.634 Convênio Corporativo - Telefonica 273 432 Convênios Corporativos - P&G 78 80 Trabalho voluntario 29 31 27.393 24.041 DESPESAS CONCESSÃO DE GRATUIDADES Gratuidades 17 (22.145) (19.271) SUPERÁVIT ORDINÁRIO 5.248 4.770 RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS Pessoal e encargos (2.332) (2.291) Impostos e taxas - (13) Serviços de terceiros (1.157) (590) Despesas melhor de mim (Telefônica) 16 (273) (432) Despesas P&G 16 (78) (80) Renúncia Fiscal – Despesas contribuição previdenciária 23 (645) (606) Renúncia Fiscal - receita contribuição previdenciária 23 645 606 Receitas distribuição saches P&G 98 34 Despesas distribuição saches P&G (98) (34) Despesas trabalho voluntario (29) (31) Despesas com depreciação e amortização 21 (398) (380) Despesas com viagens (376) (237) Despesas postais (159) (150) Despesas c/taxas e condomínio (85) (107) Despesas c/taxas e contribuições (69) (54) Despesas c/ telecomunicações (98) (87) Despesas c/energia elétrica (62) (46) Despesas gerais 20 (395) (301) Receitas financeiras 5 5 Despesas financeiras (213) (200) Receitas de aluguéis 22 180 165 Alienação ou baixas de bens ativo imobilizado - (4) Outras receitas (despesas) (8) 3 (5.547) (4.830) (DÉFICIT) SUPERÁVIT DO EXERCÍCIO (299) (60) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis 4
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    DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕESDO PATRIMÔNIO LIQUIDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014 (Em R$ mil) Patrimônio Reservas de Superávit / (Déficit) Composição social reavaliação acumulado Total EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 1.033 4.028 384 5.445 Incorporação do superávit acumulado 384 - (384) - Realização da reserva de reavaliação - (120) 120 - Déficit do exercício - - (60) (60) EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 1.417 3.908 60 5.385 Incorporação do superávit acumulado 60 - (60) - Realização da reserva de reavaliação - (264) 264 - Déficit do período - - (299) (299) EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 1.477 3.644 (35) 5.086 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis 5
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    2015 2014 ATIVIDADES OPERACIONAIS Recebimentos Doaçõese parcerias 27.393 24.044 Alugueis 180 165 Recebimento de juros 5 5 27.578 24.214 Pagamentos Fornecedores (3.031) (1.464) Salarios e ordenados (2.577) (2.738) Impostos e contribuições 4 (9) Tarifas bancárias (213) (200) Subsídios para projetos (21.945) (19.090) Outros pagamentos (25) (128) (27.787) (23.629) CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS (209) 585 ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Recebimento título de capitalização 6 - Recebimento pela venda de imobilizado - 4 Pagamento pela compra de imobilizado e intangível (154) (89) CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS (148) (85) (Redução) Aumento líquido no no caixa e equivalentes de caixa (357) 500 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 1.356 856 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 999 1.356 (Redução) Aumento líquido no no caixa e equivalentes de caixa (357) 500 (Em R$ mil) DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO DIRETO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis 6
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    7 NOTAS EXPLICATIVAS ÀSDEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014 (Em reais mil) 1. CONTEXTO OPERACIONAL O ChildFund Brasil – Fundo para Crianças é uma entidade de assistência social de direito privado e sem fins lucrativos organizada sob a forma de associação de fins não econômicos, com atividade preponderante na área social, conforme o artigo 4º. Do Estatuto Social. Tem como objetivo realizar ações socioassistenciais de atendimento de forma continuada, permanente e planejada, por meio da prestação de serviços, execução de programas ou projetos e concessão de benefícios de proteção social básica ou especial, dirigidas a famílias e indivíduos em situações de vulnerabilidade ou risco social e pessoal, de forma gratuita, sem distinção de raça, cor, credo religioso ou político. Sua Administração é composta por Conselho de Administração, Assembleia Geral e Conselho Fiscal. Foi constituído em 30 de agosto de 1966 e possui reconhecimento de utilidade pública em âmbitos Federal, Estadual e Municipal conforme Lei Federal nº 91/1935, regulamentada pelo Decreto nº 50.517/1961, Registrado no Conselho Municipal de Assistência Social, Registrado no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, com Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), em análise do triênio 01/01/2015 a 31/12/2017 no MDS, conforme processo nº 71000.142775/2014-11. Ademais mantém Certificado junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Belo Horizonte – CMDCA/BH sob o nº 00086/01 com validade até 05/05/2018. Para manutenção do título, a Entidade está obrigada a apresentar anualmente o relatório circunstanciado dos serviços prestados à coletividade no ano anterior acompanhado das respectivas demonstrações financeiras. Com atuação em seis estados (Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Goiás, Amazonas, Bahia e Piauí) apoia, técnica e financeiramente, entidades que desenvolvem programas de atendimento a crianças, adolescentes, famílias e comunidades em situação de risco social em regiões urbanas e rurais, como creches, escolas e centro de serviços, de acordo com as políticas básicas de atendimento determinadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e Convenção Internacional dos Direitos da Criança. A ênfase maior do trabalho do ChildFund Brasil está no processo de socialização, com a participação da família e da comunidade. O ChildFund Brasil atua em mais 50 municípios. Atende 37 mil crianças, jovens e adolescentes apadrinhadas, em 50 organizações sociais parceiras. É mantido exclusivamente pelo sistema de apadrinhamento e de doações especiais de grupos de pessoas e empresas. O ChildFund Brasil implementou em 2015 programas e projetos sociais, por meio de parcerias com 50 organizações sociais locais, que atuaram em comunidades em regiões urbanas e rurais, localizadas nos 7 estados atendidos, beneficiando cerca de 147 mil pessoas que vivenciam cotidianamente situações de pobreza, exclusão e vulnerabilidade social. As organizações que compõem a rede de parceiros são de caráter comunitário, geralmente formadas por conselhos de pais, creches e grupos de apoio à criança e ao adolescente.
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    8 O ChildFund Brasiltraçou para o quinquênio 2010-2015 uma estratégia de atuação baseada em uma profunda análise da pobreza infantil no Brasil. Trata-se da Estratégia Passiflora, que foi fundamentada sobre uma análise social criteriosa realizada sob a lente do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), dos conceitos de Privação, Exclusão e Vulnerabilidade (PEV) e do levantamento de informações junto às próprias crianças, adolescentes, jovens e suas famílias sobre a pobreza infantil. Os principais programas desenvolvidos foram: 1- Familias e Organizações Protetoras e Integradas para o Desenvolvimento, 2- Infância Saudável e Segura, 3- Crianças Educadas e Confiantes, 4- Jovens Capacitados e Participativos e 5- Sociedade Comprometida com os Direitos das Crianças, Dentro dos 5 programas os projetos executados foram tiveram como base metodológica as tecnologias sociais: Olhares em Foco, Casinha de Cultura, Aflatoun, Animador Comunitário, Gol.d, MJPOP, Terapia Comunitária Integrativa, Claves, Kit Família Fortalecida e Luta pela Paz. A Entidade possui aproximadamente 37 mil crianças apadrinhadas em 2015: 8 mil crianças apadrinhadas por brasileiros e 29 mil crianças por estrangeiros (42 mil crianças apadrinhadas em 2014: 10 mil crianças apadrinhadas por brasileiros e 32 mil crianças por estrangeiros). A queda do número de crianças apadrinhadas por estrangeiros reflete uma tendência mundial de redirecionamento das doações em virtude do atual cenário econômico financeiro do Brasil. Assim percebe-se uma migração das doações estrangeiras para países considerados mais pobres. Com relação ao apadrinhamento brasileiro, a queda refere-se à exclusão no banco de dados do ChildFund, de padrinhos que não haviam efetuado pagamentos por período superior a um ano. O desafio do ChildFund Brasil é a busca pelo crescimento do apadrinhamento nacional para suprir as perdas dos padrinhos estrangeiros, buscando novos parceiros neste mercado. A Entidade, em conformidade com o seu estatuto social, não distribui qualquer parcela de seu patrimônio ou de seu superávit como lucro ou participação em resultados, aplicando integralmente os seus recursos no País, na manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos refletidos, devidamente, em seus demonstrativos financeiros. 2. BASE DE APRESENTAÇÃO E PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 2.1 Base de apresentação As demonstrações contábeis para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC TG 1.000). A Entidade está sujeita ainda à observância da Interpretação, NBC ITG 2002 - Entidade Sem Finalidade de Lucros, do Conselho Federal de Contabilidade.
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    9 2.2 Políticas Contábeis a.Mudança nas políticas contábeis e divulgações A partir de janeiro de 2014, a entidade passou a transitar os valores recebidos dos convênios corporativos para desenvolvimentos de projetos, no resultado, evidenciando as entradas e saídas do recurso na Demonstração do Resultado do Período, sem que estes influenciem a apuração do Superávit/Déficit. Esta alteração na política contábil justifica-se, pois estes recursos decorrem dos esforços da entidade na obtenção e manutenção de padrinhos e parcerias, de forma que os recursos obtidos através destes esforços constituem resultado efetivo da entidade. Esta mudança provoca efeitos somente no demonstrativo do resultado e os valores resultantes da referida alteração estão evidenciados na nota 16. b. Receitas e despesas As receitas oriundas de doações, subvenções e contribuições recebidas mediante constituição ou não de fundos, são registradas em contas próprias, segregadas das demais contas da Entidade, conforme determina a NBC ITG 2002, mediante documento hábil, quando da efetiva entrada dos recursos. Todas as demais receitas e as despesas necessárias à manutenção de suas atividades são registradas pelo regime contábil da competência. c. Estimativas contábeis As demonstrações contábeis incluem estimativas e premissas, como a mensuração de estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisões para passivos contingentes, estimativas da vida útil de determinados ativos e outras similares. Os resultados efetivos podem ser diferentes dessas estimativas e premissas. d. Caixa e equivalentes de caixa Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo, e não para investimento ou outros fins. A Entidade considera equivalentes de caixa as aplicações financeiras que sejam de conversibilidade imediata em um montante conhecido de caixa e que são sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. Por conseguinte, um investimento, normalmente, se qualifica como equivalente de caixa quando tem vencimento de curto prazo, por exemplo, três meses ou menos, a contar da data da contratação. e. Propriedade para investimento As propriedades para investimento são propriedades mantidas para obter renda com aluguéis e são mensuradas ao custo, incluindo os custos da transação. O valor justo das propriedades para investimento, utilizado apenas para divulgação na nota 7, foi calculado internamente, com base na taxa de reajuste dos aluguéis durante o exercício de 2015, que foi de 3% e também levou em consideração a situação operacional de cada ativo.
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    10 A depreciação éreconhecida com base na vida útil estimada de cada ativo pelo método linear, de modo que o valor do custo histórico do bem, menos o seu valor residual, menos a depreciação, seja igual a zero ao final de sua vida útil, sendo integralmente baixado. A vida útil estimada, os valores residuais e os métodos de depreciação são revisados e os efeitos contabilizados quando mudanças relevantes são identificadas. Eventuais gastos incorridos com manutenção e reparo das propriedades para investimento são contabilizados somente se os benefícios econômicos associados a esses itens forem prováveis e os valores puderem ser mensurados de forma confiável, enquanto que os demais gastos são registrados diretamente no resultado quando ocorridos. A propriedade para investimento é baixada após a alienação ou quando esta é permanentemente retirada de uso e não há benefícios econômicos futuros resultantes da alienação, quando aplicável. Qualquer ganho ou perda resultante da baixa do imóvel é reconhecido no resultado do exercício em que o imóvel é baixado. f. Imobilizado O ativo imobilizado é demonstrado ao custo de aquisição ou construção, deduzido dos impostos compensáveis, quando aplicável, e das depreciações acumuladas e quaisquer perdas acumuladas de redução ao valor recuperável (impairment). A Entidade utiliza o método de depreciação linear definida com base na avaliação da vida útil de cada ativo, estimada com base na expectativa de geração de benefícios econômicos futuros. Um item de imobilizado é baixado quando alienado ou quando nenhum benefício econômico futuro for esperado do seu uso ou venda. Eventual ganho ou perda resultante da baixa do ativo (calculado como sendo a diferença entre o valor líquido da venda e o valor contábil do ativo) são incluídos na demonstração do superávit (déficit) no exercício em que o ativo for baixado. g. Intangível Ativos intangíveis adquiridos pela Entidade e que têm vidas úteis finitas, são mensurados pelo seu custo, deduzido da amortização e avaliados em relação à perda por redução ao valor recuperável sempre que houver indicação de perda do valor econômico do ativo. Mudanças na vida útil estimada ou no consumo esperado dos benefícios econômicos futuros desses ativos são contabilizados por meio de mudanças no prazo ou método de amortização, conforme o caso, sendo tratadas como mudanças de estimativas contábeis. A amortização de ativos intangíveis é reconhecida na demonstração do resultado, consistente com a utilização da vida útil dos ativos intangíveis. h. Ativos e passivos não circulantes Compreendem os bens e direitos realizáveis e deveres e obrigações vencíveis após doze meses subsequentes à data base das referidas demonstrações contábeis, acrescidos dos correspondentes encargos e variações monetárias incorridas, se aplicável, até a data do balanço.
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    11 i. Ajuste avalor presente de ativos e passivos Os ativos e passivos monetários de longo prazo, quando existentes, são atualizados monetariamente e, portanto, estão ajustados pelo seu valor presente. O ajuste a valor presente de ativos e passivos monetários de curto prazo é calculado, e somente registrado, se considerado relevante em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. j. Reconhecimento dos trabalhos voluntários Os trabalhos voluntários (receitas e despesas), inclusive de membros integrantes dos órgãos da administração, no exercício de suas funções, são reconhecidos pelo valor justo da prestação dos serviços como se tivessem ocorrido os desembolsos financeiros. 3. JULGAMENTOS, ESTIMATIVAS E PREMISSAS CONTÁBEIS SIGNIFICATIVAS. A preparação das demonstrações contábeis da Entidade requer que a administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na data base das demonstrações contábeis. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas poderia levar a resultados que requeiram um ajuste significativo ao valor contábil do ativo ou passivo afetado em períodos futuros. As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras e outras importantes fontes de incerteza em estimativas na data do balanço, envolvendo risco de causar um ajuste significativo no valor contábil dos ativos e passivos no próximo exercício financeiro, são discutidas a seguir. a) Redução a valor recuperável de ativos não financeiros O imobilizado e outros ativos não circulantes são revistos, sempre que eventos ou alterações nas circunstâncias possam indicar perdas no valor recuperável. b) Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas A Entidade reconhece provisão para causas tributárias, cíveis e trabalhistas. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais.
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    12 4. CAIXA EEQUIVALENTES DE CAIXA A posição de caixa e equivalentes, em 31 de dezembro, estava assim representada: 2015 2014 Caixa 5 4 Bancos sem restrição 406 768 Bancos com restrição – Projeto Melhor de Mim 1 1 Bancos com restrição – P&G 53 205 Bancos com restrição – Projeto Eclesiástico 213 18 Bancos com restrição - Subsídio 227 90 Aplicações Financeiras sem restrição 10 205 Aplicações Financeiras com restrição – Proj Melhor de Mim 84 65 999 1.356 As aplicações financeiras referem-se a aplicações efetuadas em Certificados de Depósitos Bancários – CDBs, com remuneração variando de 10% a 98,50% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) em 31 de dezembro de 2015. Esses certificados podem ser resgatados a qualquer momento pela administração da Entidade sem qualquer ônus. 5. ADIANTAMENTO A TERCEIROS Os recursos de parcerias em projetos referem-se a adiantamentos para as Organizações Sociais Parceiras para execução de projetos específicos com o objetivo de trazer melhorias para as famílias e comunidades, conforme demonstramos a seguir: 2015 2014 Vivid Youth in Fortaleza - 26 Gift Catalog Items - 3 Gift of Love and Hope Catalog - 33 Catálogo Nacional 124 17 Adiantamento Desenvolvimento Social 5 - Adiantamento Fornecedor 3 - Total 132 79 Os recursos de parceiras decorrem basicamente de doações referentes a campanhas do ChildFund Brasil e ChildFund Internacional.
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    13 6. ESTOQUE Os valoresna rubrica de estoque de terceiros, estão registrados pelo valor justo e referem-se a projeto executado em parceria com P&G - Procter & Gamble. Os itens estocados são saches individuais utilizados no projeto “Agua Pura para Crianças”. Os mesmos são distribuídos mensalmente para as famílias das comunidades através das Organizações Parceiras. Em 31 de dezembro de 2015 está demonstrado abaixo: 2015 Estoque Inicial 99 Distribuídos (98) Baixa perda (1) Recebidos 89 Estoque Final 89 Em 31 de dezembro de 2014 está demonstrado abaixo: 2014 Estoque Inicial 133 Distribuídos (34) Estoque Final 99 7. PROPRIEDADES PARA INVESTIMENTO Taxa de depreciação (%) 2015 2014 Imóveis (i) 4.205 4.205 (Depreciação) 2,50 (975) (864) 3.230 3.341 (i) As propriedades para investimentos da Entidade incluem salas comerciais do Edifício Work Center, situado à Av. Afonso Pena, no. 3.111, em Belo Horizonte/MG, bem como os imóveis não residenciais situados na cidade de Fortaleza/CE, à Rua Luis Guimarães, 261 e à Rua Alberto Ferreira, 564 e salas no Edifício Top Center. Em 2012 foi transferido para a rubrica propriedades para investimento, o imóvel não residencial situado à Avenida Nova Alvorada, 490, em Caucaia/CE. Todos os imóveis foram reavaliados de acordo com Laudo no. 481, em 31 de outubro de 2006. Os referidos bens são demonstrados com base no custo, estando alugados ou cedidos em comodato a terceiros. As rendas dos aluguéis são revertidas ao objeto social da Entidade.
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    14 A movimentação dosaldo de propriedades para investimento para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e de 2014 é como segue: 2015 2014 Saldo no início do exercício 3.341 2.527 Transferência do imobilizado (i) - 926 Depreciação (111) (112) Saldo no final do exercício 3.230 3.341 (i) Imóvel cedido à Prefeitura de Fortaleza em comodato pelo ChildFund Brasil conforme publicação no Diário Oficial do Munícipio. O saldo líquido comparado com o valor justo das propriedades para investimento em 31 de dezembro de 2015 está demonstrado abaixo: 2015 Saldo líquido 3.230 Valor justo 3.326 O valor justo das propriedades para investimento foram estimadas em conformidade com o descrito na nota 2.2, item (d) – Propriedades para investimento. 8. IMOBILIZADO Todos os bens imobilizados da Entidade, incluindo o grupo de edificações, foram reavaliados conforme Laudo de Reavaliação emitido pela empresa Dhisa Auditores Associados, no. 481, datado de 31 de outubro de 2006, quando suas taxas de depreciação, vida útil remanescente e valores foram ajustados conforme laudo. Ademais a Entidade optou pela não adoção do custo atribuído (deemed cost) aos seus ativos imobilizados conforme facultado pelo NBC TG 27 e ITG 10. Taxa de depreciação ao ano % 2015 2014 Terrenos 643 643 Edificações 2,5% a 4,0% 839 839 Máquinas e equipamentos 8,0% a 11,0% 147 119 Móveis e utensílios 8,0% a 10,0% 36 35 Veículos 6,0% a 20% 280 245 Computadores e periféricos 11% a 25% 288 251 2.233 2.132 Depreciação/Amortização acumulada (703) (619) 1.530 1.513
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    15 Conforme item 57do NBC TG 27, a Entidade não alterou a forma de utilização do seu imobilizado, como também, não identificou desgastes e quebra relevante inesperada, progresso tecnológico e mudanças nos preços de mercado que indicassem que o valor residual ou vida útil dos ativos necessitassem de modificação. A movimentação do imobilizado nos exercícios de 2015 e 2014, estão assim representados: Custo Depreciação Liquido Saldo em 31/12/2013 3.020 (512) 2.508 Aquisições 61 - 61 Baixas (23) 25 2 Transferências (926) - (926) Depreciação - (132) (132) Saldo em 31/12/2014 2.132 (619) 1.513 Aquisições 140 - 140 Baixas (39) - (39) Depreciação - (84) (84) Saldo em 31/12/2015 2.233 (703) 1.530 9. INTANGÍVEL Com o objetivo de melhorar seus processos de gestão, em 2010 o ChildFund Brasil iniciou o processo de implementação do software de gestão integrada Peoplesoft doado pela empresa Oracle Sistemas do Brasil, em Maio de 2009. Desde seu inicio, a Entidade incorreu em gastos no montante de R$ 809 mil, no processo de implantação do sistema. A posição do intangível, em 31 de dezembro, estava assim representada: Taxa de amortização ao ano % 2015 2014 Softwares 20% 140 126 Software PeopleSoft 20% 809 809 949 935 Amortização acumulada (556) (390) Saldo em 31/12/2015 393 545 A movimentação do intangível nos exercícios de 2015 e 2014 estão assim representados:
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    16 Custo Depreciação Líquido Saldoem 31/12/2013 979 (320) 659 Aquisições 28 - 28 Transferências 10 - 10 Baixas (82) 82 - Amortização - (152) (152) Saldo em 31/12/2014 935 (390) 545 Aquisições 14 - 14 Amortização - (166) (166) Saldo em 31/12/2015 949 (566) 393 10. ORDENADOS E SALÁRIOS A PAGAR A partir de julho de 2015, a Entidade alterou a data de pagamento de salário dos seus funcionários para o dia 25 do mês de competência, de forma que desde a referida data, esta conta passou a registrar a baixa do saldo a pagar nos fechamentos de cada mês. 11. DOAÇÕES A REPASSAR No momento do recebimento das doações, os valores são registrados na rubrica “Doações a repassar”. Ao serem identificados, estes são reclassificados de acordo com sua natureza. Eventualmente, o saldo residual desta conta, refere-se a recursos ainda em processo de reconhecimento. Em 31 de dezembro de 2015, o saldo residual foi de R$ 457 mil (R$ 473 mil em 2014), conforme a seguir: 2015 2014 Saldo anterior 473 509 Doações recebidas 11.844 11.959 Devolução de doações (16) (11) Doações recebidas e identificadas conforme sua natureza (11.860) (11.984) Saldo final 457 473 O ChildFund Brasil controla em contas patrimoniais os efeitos de gratuidade dos presentes de padrinhos destinados às crianças apadrinhadas (DFC´s – Designated Fund Certificate), mantendo em seu passivo circulante os valores arrecadados para posterior repasse.
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    17 O saldo deDFC´s repassado no exercicio foi: 2015 2014 DFC´s de doações internacionais 4.231 3.372 DFC`s de doações nacionais 1.289 1.412 5.520 4.784 12. CONTRIBUIÇÕES A REPASSAR A Entidade reconhece as contribuições quando há segurança de que cumprirá as condições estabelecidas pelos parceiros e de que a subvenção será recebida ou quando já foi recebida. Em 31 de dezembro a Entidade possuia em seus livros os seguintes registros: Contribuições a apropriar passiva 2015 2014 Contribuição campanha Pague Menos 72 69 Contribuição campanha Beach Park 2 2 Contribuição Projeto Melhor de Mim 71 32 Contribuição Projeto P&G 153 252 Subsídios retidos a repassar 195 79 Total das contribuições a realizar 493 434 13. PROVISÕES DE FÉRIAS E ENCARGOS A posição de provisão de férias e encargos, em 31 de dezembro, estava assim representadas: 2015 2014 Provisão para férias 241 197 Encargos s/ férias 19 16 260 213 14. PATRIMÔNIO SOCIAL Os resultados dos períodos são mantidos na rubrica “Superávit/Déficit acumulado’’, enquanto não aprovados pela Assembleia Geral e, após a sua aprovação, são incorporados à conta de Patrimônio Social. O patrimônio social da Entidade em 31 de dezembro de 2015, no montante de R$1.477 mil (R$ 1.417 em 2014), representa o montante inicial aportado para inicio das atividades da Entidade, sendo aumentado ou reduzido anualmente em função do superávit ou déficit apurado. Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014, os resultados apurados foram, déficits de R$ 299 mil e de R$ 60 mil respectivamente.
  • 20.
    18 15. DOAÇÕES A Entidaderecebeu doações e subvenções durante o exercício registradas em contas de receita da seguinte forma: 2015 2014 Subsídios internacionais 16.203 12.914 Verbas do orçamento operacional 2.117 2.598 Verba PEF – Partners Effective Funds 2.540 2.320 Outras doações recebidas 184 32 Doações externas 21.044 17.864 Subsídios brasileiros 3.259 3.043 Arrecadações nacionais para custeio 2.210 2.296 Outras doações recebidas 500 295 Doações locais 5.969 5.634 27.013 23.498 As receitas com doações auferidas pela Entidade são provenientes do Brasil e do exterior, na forma de subsídios a organizações sociais parceiras e verbas especiais a projetos. 16. DOAÇÕES CORPORATIVOS O ChildFund Brasil passou a partir de 2014 a controlar em contas de resultado os efeitos de gratuidade dos convênios corporativos para desenvolvimentos de projetos. O saldo realizado de convênios corporativos foi: 2015 2014 Projeto P&G 78 80 Projeto Melhor de Mim 273 432 351 512 Essas receitas são proporcionadas pelo sistema de apadrinhamento e parcerias com corporações, governos, entre outros. 17. CONCESSÃO DE GRATUIDADES A Entidade mantém controle financeiro e realiza acompanhamento permanente sobre todas as verbas repassadas às organizações sociais parceiras. A cada repasse, a respectiva prestação de contas é obrigatória e, necessariamente, enviada ao ChildFund Brasil no prazo máximo de 20 dias do mês posterior ao do repasse, viabilizando o acompanhamento da coerência na aplicação das verbas. O objetivo do repasse por dessas Organizações é, principalmente, de desenvolver e executar programas de Assistência Social de acordo com os planos de atividades elaboradas por elas.
  • 21.
    19 De acordo coma Resolução 188 do CNAS, os valores repassados para as Organizações parceiras podem ser considerados como gratuidades, sendo registradas dentro do grupo de despesas ordinárias, conforme demonstrado a seguir: 2015 2014 Subsídios – Organizações Sociais Parceiras 19.220 15.745 Verbas especiais a projetos 227 432 Apoio a Programas Sociais (nota 18) 2.698 3.094 22.145 19.271 As verbas e subsídios recebidos foram enviados às Organizações Sociais Parceiras e são lançados em conta específica de despesa. A seguir apresentação dos saldos repassados, segregados por Organização Parceira: Nº CNPJ Código Organizações Parceiras 1 22.730.899/0001-30 317 Griasc 184 2 65.151.078/0001-52 318 Grupo Crianças B.Nova Vida 351 3 20.212.320/0001-12 1174 Assoc.Des.Com.E Ação Social 220 4 65.149.080/0001-97 1610 Grupo A.Cr.Ad.Cabana E Região 62 5 03.226.069/0001-26 1613 Procaj 725 6 22.444.723/0001-12 1662 Gedam 231 7 22.705.537/0001-00 1733 Conacreje 587 8 22.695.548/0001-36 1736 Assoc.Com.De Padre Paraíso 575 9 22.692.289/0001-90 1737 Assoc.Com.Municipál De Medina 377 10 02.486.051/0001-09 2362 Centro A.Crian.Adol.Conj.P.Vi 192 11 20.817.607/0001-76 3175 Aprisco - Assoc.Promocio 371 12 21.085.634/0001-64 3176 Assoc.Municipal De Assistência 344 13 21.025.580/0001-41 3177 Abita - Assoc.Benef.De Itaporé 339 14 21.248.703/0001-03 3178 Aplant 351 15 21.249.214/0001-76 3179 Arai - Assoc.Rural Assistência 496 16 21.249.362/0001-90 3718 Associar 307 17 21.248.877/0001-76 3862 Ampliar 350 18 21.225.776/0001-80 3863 Achanti 388 19 23.843.428/0001-00 3868 Conselho De Pais Criança Feliz 245 20 06.031.957/0001-81 4000 Amipro - Assoc.M.R.Carbonita 427 21 03.209.419/0001-46 9182 Adecave 323 22 03.235.662/0001-39 9202 Ajenai 290 23 04.021.055/0001-39 9682 Ascai - Assoc.Cr.Adol.Itaobim 412 24 04.021.056/0001-83 9683 Araic-Assoc.R.A.F/J Comercinho 306 25 23.530.736/0001-77 419 Assoc.Benef.Infantil Paracuru 158 26 06.737.761/0001-07 420 C.C.C.T.Carentes Quitaius 249 27 06.743.116/0001-05 427 Soc.Educação E Saúde À Família 700
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    20 28 10.490.686/0001-99 1047Projeto Guadalajara 382 29 10.461.929/0001-71 1049 Assoc.Fam.Parque Água Fria 264 30 00.773.448/0001-48 1052 Assoc.Unidos Para O Progresso 574 31 06.949507/0001-72 1058 Assoc.Com.Cul.Agr.Vale Do Curu 307 32 11.088.341/0001-87 1283 Proj.Do Bem-Estar Comunitário 513 33 10.490.977/0001-98 1289 Proj.Alegria Da Criança 607 34 11.331.808/0001-78 1451 Proj.Com.Sorriso Da Criança 591 35 11.333.200/0001-82 1458 Proj.Frente Benef.Para Criança 758 36 11.744.786/0001-78 1464 Associação Sonho Infantil 45 37 11.088.333/0001-30 1471 Projeto Criança Feliz 609 38 11.087.905/0001-67 1473 Projeto União 355 39 11.664.711/0001-87 1766 Soc.Assistência À Criança 253 40 06.744.502/0001-03 1775 Assoc.Com.Do Guarani 232 41 09.529.157/0001-83 1781 Com.Educacional Pe.Anchieta 43 42 05.674.262/0001-55 3385 Assoc.Recreativa Salonópoles 159 43 06.602.353/0001-48 3388 Soc.Apoio À Família Sobralense 263 44 12.462.347/0001-35 3389 União Popular Pela Vida 504 45 12.459.145/0001-34 3392 Centro De Apoio À Criança 913 46 06.581.730/0001-00 3393 Soc.Prot.A.Famílias Itapipoca 340 47 11.768.033/0001-00 3394 Assoc.União Das Famílias 380 48 06.736.789/0001-20 3397 Centro Social De Orós 416 49 06.738.447/0001-49 3521 Conselho Pais De Campos Sales 255 50 07.336.571/0001-40 3724 Mov.De Ajuda Familiar De Ocara 246 51 06.740.971/0001-54 3729 Soc.De Apoio À Família Carente 244 52 03.831.826/0001-90 4028 Assoc.Moradores Cariri Mirim 190 53 40.984.593/0001-92 4029 Assoc Moradores Bairros Frutilândia e Fulô do Mato 219 TOTAL 19.220
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    21 18. APOIO APROGRAMAS SOCIAIS A verba destinada a “Apoio a Programas Sociais” são utilizadas para monitoramento da execução das atividades nas Organizações Sociais Parceiras, realizado pelos escritórios regionais. Dentre as principais despesas, podemos destacar: 2015 2014 Honorários de Auditoria 88 556 Serviços contratados 282 212 Despesas c/ postais 202 244 Despesas com pessoal 994 1.089 Despesas gerais 283 341 Despesas com viagens 352 123 Reuniões e conferências 305 15 Repasse OSPs – PEF 192 514 2.698 3.094 19. TRABALHO VOLUNTARIO São basicamente divididos em três grupos, Governança, Gestão e Grupos de trabalho. Na Governança são classificados os trabalhos voluntários do Conselho Administração e Fiscal. Nos Grupos de trabalho são classificados os trabalhos voluntários dos participantes do Grupo de Trabalho de Finanças, Compliance, Recursos Humanos e Desenvolvimento Social. Na Gestão são classificados os trabalhos voluntários dos Comitês. Os trabalhos voluntários do Grupo Governança foram mensurados com base nos valores praticados por esses profissionais no mercado para o cargo. Reuniões Participantes Horas 2015 Governança 2 12 16 2014 Governança 2 14 16 Os valores apresentados na demonstração dos resultados estão assim compostos: 2015 2014 Governança 29 31 29 31
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    22 20. DESPESAS GERAIS Ogrupo de despesas gerais considera diversas despesas necessárias à operacionalidade da Entidade, sendo as mais relevantes: 2015 2014 Despesas entre escritórios 25 22 Despesas c/ reuniões, conferências e eventos 64 24 Despesas c/ material de escritório 21 20 Despesas c/ alimentação 49 21 Despesas c/ manutenção de instalações e equipamentos 27 46 Despesas c/ material de limpeza/higiene 10 11 Despesas c/ combustíveis 13 8 Despesas c/ estacionamento 17 17 Despesas c/ aluguel 3 21 Despesas c/ fotocópias 13 12 Bens de pequeno valor 27 2 Despesas c/ condução 38 28 Prêmio seguro 8 2 Publicações/publicidade 35 25 Brindes e presentes 24 7 Outras 21 35 395 301 21. DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO Após reavaliação dos bens do ativo imobilizado, conforme laudo emitido pela empresa Dhisa Auditores Associados, no. 481, em 31 de outubro de 2006, a Entidade passou a registrar os efeitos da depreciação dos bens reavaliados no resultado do exercício, com base na vida útil informada no laudo, sendo a reserva correspondente simultaneamente transferida para a rubrica “Déficit ou Superávit acumulado no Patrimônio Líquido’’. Os efeitos de depreciação correspondentes à reavaliação e ao custo original no resultado do exercício podem ser assim demonstrados: 2015 2014 Despesas de depreciações (custo líquido) 109 108 Despesas de amortizações (software) 166 152 Despesas de depreciações/amortizações (custo reavaliado) 123 120 398 380
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    23 22. RECEITAS DEALUGUÉIS As receitas de aluguéis são oriundas de imóveis situados em Minas Gerais e Ceará. Em novembro de 2013, os imóveis CEIA e CEDI foram cedidos em comodato à Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza. 2015 2014 Salas do Edifício Work Center - BH 180 165 180 165 23. RENÚNCIA FISCAL Em função da isenção tributária quanto ao INSS patronal, por se tratar de Entidade sem fins econômicos, devidamente regularizada nos órgãos normativos, o ChildFund Brasil se beneficiou dos seguintes montantes de isenção nos exercícios de 2015 e 2014: 2015 2014 INSS Patronal - Fopag 564 552 INSS Patronal – Autônomos 65 36 INSS Patronal – Cooperativas 16 18 645 606 24. INSTRUMENTOS FINANCEIROS Os valores de mercado dos ativos e passivos financeiros foram determinados com base em informações de mercado disponíveis e metodologias de valorização apropriadas. O uso de diferentes premissas de mercado e/ou metodologia de estimativa poderão ter um efeito diferente nos valores estimados de mercado. Baseada nessa estimativa, a administração entende que o valor contábil dos instrumentos financeiros equivale aproximadamente a seu valor de mercado, conforme descrito abaixo. Em 31 de dezembro de 2015, os principais instrumentos financeiros estão descritos a seguir: Caixa e equivalentes de caixa - estão apresentados ao seu valor de mercado, que equivale ao seu valor contábil. Nos exercícios de 2015 e 2014 a Entidade não realizou operações com derivativos. 25. SEGUROS Em 31 de dezembro de 2015, a Entidade mantinha cobertura de seguros para seu imobilizado em montante considerado pela mesma suficiente para cobrir eventuais sinistros.
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    24 26. INCÊNDIO NAEMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO DE GUARDA DE DOCUMENTAÇÃO DO CHILDFUND BRASIL Em 03 de outubro de 2014, a Memovip teve parte das instalações de sua sede incendiada (Laudo pericial 0000542/15 da Primeira Delegacia da Polícia Civil/Contagem) que resultou na queima, com consequente perda total da documentação fiscal no período de 2010 e 2011. A Administração entende que é baixa a probabilidade de que sejam futuramente detectadas e mensuradas novas perdas decorrentes desse assunto. *.*.*.*.*