PPGCOM-UFSM Mestrado em Comunicação Midiática Linha: Mídia e Estratégias Comunicacionais Legitimação institucional do jornalismo informativo nas mídias sociais digitais: estratégias emergentes no conteúdo de Zero Hora no Twitter DISSERTAÇÃO DE MESTRADO Mestranda:  Luciana Menezes Carvalho Orientadora: Drª Eugenia Mariano da Rocha Barichello Santa Maria, 11 de março de 2011.
COMISSÃO EXAMINADORA Drª Elizabeth Saad – USP Drª Raquel Recuero – UCPEL Drª Rejane Pozzobon – UFSM Legitimação institucional do jornalismo informativo nas mídias sociais digitais: estratégias emergentes no conteúdo de Zero Hora no Twitter Santa Maria, 11 de março de 2011.
Tema:   estratégias de legitimação institucional emergentes no conteúdo das organizações jornalísticas nas mídias sociais digitais. Questão / Problema:  Quais são e como são desenvolvidas estratégias de legitimação das organizações jornalísticas por meio de práticas informativas nas mídias sociais digitais?
Objetivos Geral: Compreender as estratégias de legitimação institucional do jornalismo informativo nas mídias sociais digitais. Específicos: reconhecer usos institucionais do Twitter por Zero Hora;  identificar estratégias de legitimação institucional emergentes nas postagens de Zero Hora no Twitter;  observar como Zero Hora desenvolve seu papel de mediação informativa no uso do Twitter como mídia social; analisar a relação entre o papel de mediação do jornalismo e as características desintermediadoras das mídias sociais digitais .
Percurso metodológico Metodologia híbrida com foco na Análise de Conteúdo (AC) de matriz qualitativa Pressuposto: relação circular entre teoria e objeto Técnicas :  AC em duas etapas;  entrevistas semi-estruturadas; observação participante; interpretação das estratégias emergentes com base na AC.
Noções fundamentais do estudo Legitimação e instituição Jornalismo informativo Mídia social digital Desintermediação Deslegitimação Estratégia de legitimação
Capítulos 1  LEGITIMAÇÃO INSTITUCIONAL DO JORNALISMO INFORMATIVO PELO PAPEL DE MEDIAÇÃO 1.1 INSTITUIÇÃO E LEGITIMAÇÃO 1.2 O JORNALISMO INFORMATIVO COMO INSTITUIÇÃO SOCIAL 1.3 A LÓGICA DA COMUNICAÇÃO DE MASSA NO JORNALISMO INFORMATIVO 1.4 A MEDIAÇÃO INSTITUCIONAL DO JORNALISMO INFORMATIVO Objetivo:  contextualizar o processo de institucionalização do jornalismo informativo e sua relação com o papel de mediação informativa que o legitima historicamente. Pricipais autores:  Berger e Luckmann (1985); Barichello (2000, 2001, 2004, 2008, 2009); Rodrigues (1990, 1999); Thompson (2008); Guerra (2008); Martino (2001); Primo (2007); Sodré (2002); Traquina (1995); Charaudeau (2009); Alsina (1989).
Capítulos 2  MÍDIAS SOCIAIS DIGITAIS: CRISE DE LEGITIMAÇÃO E DESINTERMEDIAÇÃO INSTITUCIONAL 2.1 A LÓGICA DA COMUNICAÇÃO NOS FLUXOS DIGITAIS   2.1.1 Mídia e Midiatização 2.1.2 Mídias Sociais Digitais – Noções e Características 2.2 CRISE DE LEGITIMAÇÃO INSTITUCIONAL DO JORNALISMO: O PROBLEMA DA DESINTERMEDIAÇÃO NAS MÍDIAS SOCIAIS DIGITAIS Objetivo:  discutir o pressuposto da crise de legitimação das instituições e sua exacerbação com as práticas desintermediadoras das mídias sociais digitais; definir o que são mídias sociais digitais e suas implicações para o jornalismo. Pricipais autores:  Lyotard (2000); Castells (1999); Anderson (2006); Di Felice (2008); Jenkins (2008); Sodré (2002); Braga (2006); Palacios (2002); Mielniczuk (2003); Recuero (2008, 2009); Lemos (2009); Saad (2008); Boyd (2010).
Capítulos 3  TWITTER: CARACTERÍSTICAS E FUNCIONALIDADES COMO MÍDIA SOCIAL 3.1 BREVE HISTÓRICO DO TWITTER 3.2 O TWITTER COMO MÍDIA SOCIAL: CARACTERÍSTICAS E FUNCIONALIDADES   3.2.1 Principais usos do Twitter 3.2.1.1 Conversação 3.2.1.2 Participação 3.2.1.3 Compartilhamento 3.2.1.4 Difusão de informações Objetivo:  apresentar aspectos históricos do serviço, funcionamento, características e funcionalidades, principalmente em relação aos usos informativos; justificar sua abordagem pela noção de mídia social digital. Pricipais autores:  Java et al (2007); Honeycutt & Herring (2009); Recuero (2008, 2009).
Capítulos 4  ESTRATÉGIAS DO JORNALISMO INFORMATIVO NAS MÍDIAS SOCIAIS DIGITAIS: POSSIBILIDADES PARA A LEGITIMAÇÃO 4.1 ESTRATÉGIA NAS MÍDIAS DIGITAIS 3.2 POSSIBILIDADES ESTRATÉGICAS PARA LEGITIMAÇÃO DO JORNALISMO INFORMATIVO NAS MÍDIAS SOCIAIS DIGITAIS Objetivo:  discutir possibilidades de uso estratégico das mídias sociais digitais pelo jornalismo com vistas à legitimação institucional. Pricipais autores:  Pérez (2006); Saad (2003, 2008, 2009); Boyd (2010).
Capítulos 5  ZERO HORA NO TWITTER: ESTRATÉGIAS EMERGENTES DE LEGITIMAÇÃO INSTITUCIONAL 5.1 O JORNAL ZERO HORA NA WEB   5.1.1  Zero Hora no  Twitter 5.2 A ANÁLISE DE CONTEÚDO   5.2.1 Recorte dos corpora e constituição das categorias de análise   5.2.2 Primeira etapa da AC: corpus 1 – o # temporalrs 5.2.2.1 Interpretação   5.2.3 Segunda etapa da AC: corpus 2 –  a cobertura  do #trânsito 5.2.3.1 Interpretação   5.2.4 O que diz a organização sobre o uso informativo do  Twitter 5.3 ESTRATÉGIAS EMERGENTES: A LEGITIMAÇÃO INSTITUCIONAL DE ZERO HORA NOS USOS DO TWITTER   5.3.1 Estratégias de legitimação emergentes: primeira etapa   5.3.2 Estratégias de legitimação emergentes: segunda etapa
Capítulos 5  ZERO HORA NO TWITTER: ESTRATÉGIAS EMERGENTES DE LEGITIMAÇÃO INSTITUCIONAL Objetivo:  apresentar o trabalho de AC com a interpretação das estratégias de legitimação institucional emergentes nos usos informativos do perfil de ZH no Twitter. Pricipais autores:  Recchia (2009); Belochio (2009); Neto (1994); Stefanelli (2009, 2010); Bardin (1977); Moraes (1999); Herscovitz (2008); Duarte (2003); Ferrara (2003)
5.1.1 Zero Hora no Twitter  <<voltar
Constituição das categorias de análise   <<voltar Menção a outro perfil do Twitter, seja leitor, fonte ou jornalista, com análise contextual do  tweet  levando em conta a intencionalidade.   Conversação Intenção de replicar à rede de  followers  uma mensagem recebida de outrem (por meio do  retweet , ou RT).   Compartilhamento Interpelação aos seguidores para que enviem relatos, fotos ou vídeos sobre o acontecimento. Presença dos verbos “envie”, “mande”, “colabore”, “participe” .  Participação Predomínio da função informativa do jornalismo. Intenção de divulgar manchetes, notícias da própria Zero Hora.   Difusão de informações CRITÉRIO CATEGORIA
5.2.2 Primeira etapa da AC: corpus 1 – o #temporalrs  <<voltar 18/11/2009 a 18/12/2009 - Total de 81 tweets Resultado da categorização do corpus 1 9,87 8 “ Obrigada pelas fotos e alertas @dudupoa @demiandiniz...” Mention a outro perfil do Twitter Conversação 9,87 8 “ RT @CEEE_IMPRENSA: A energia já foi restabelecida...” Replica informações por RT Compartilhamento 14,81 12 “ Acompanhe notícias sobre os estragos do temporal e mande relatos.” Solicita colaboração na cobertura Participação 65,4 53 “ Dilma anuncia R$ 162 milhões para auxiliar vítimas de temporal no RS.” ZH informa, distribui, noticia Difusão de informações % TOTAL EXEMPLO DE TWEET CRITÉRIO CATEGORIA
Interpretação do corpus 1  <<voltar Predomínio da categoria difusão de informações reforça usos informativos do Twitter apontados por pesquisas anteriores. O uso principal reproduz o papel de mediação informativa do jornalismo. A ferramenta é utilizada como suporte noticioso por ZH, mas com a incorporação de funcionalidades da mídia digital.
5.2.3 Segunda etapa da AC: corpus 2 – cobertura do #trânsito <<voltar Posts entre 05/12/2010 e 05/01/2011 – 141 tweets Resultado da categorização do corpus 2 3,5 5 “@ thlindemann  A RS tem fluxo tranquilo...” Mention a outro perfil do Twitter Conversação 65,7 92 “RT @ transitozh : volta do litoral...” Replica informações por RT Compartilhamento 4,2 6 “Se estiver pegando a estrada de carona ou de ônibus... .” Solicita colaboração na cobertura Participação 26,4 37 “ Acidente entre 3 veículos...” ZN informa, distribui, noticia Difusão de informações % TOTAL EXEMPLO DE TWEET CRITÉRIO CATEGORIA
Corpus 2 – difusão de informações  <<voltar
Corpus 2 – participação  <<voltar
Corpus 2 – compartilhamento <<voltar
Corpus 2 – conversação   <<voltar
Interpretação do corpus 2  <<voltar Predomínio da categoria compartilhamento de informações. Compartilhamento de informações enviadas pelos seguidores. Segundo uso mais frequente é a difusão. Deslocamento da participação para a categoria compartilhamento.
Entrevistas – set. 2010  avançar >> Bárbara Nickel Na ZH desde 2007; editora de mídias sociais desde 2009 Destaca o caráter experimental dos usos do Twitter Público vê o perfil @zerohora como a organização ZH Redação privilegia notícias Foco no atendimento ao cliente é algo novo Twitter reflete política do Grupo para meio digital  Perfil de ZH no Twitter x subjetividade dos editores Mídia social possibilita outro tipo de relação com o leitor (bastidores, pauta...) Conversa é pontual, como atendimento Foco é a informação (colaboração agrega)
Entrevistas – set. 2010  <<voltar Ricardo Stefanelli Presença de ZH nas mídias sociais faz parte da “natureza da RBS” Objetivo é acompanhar o público  Papel do twitter como alimentador da pauta (mais gente “telefonando”) Papel do jornal é atuar como filtro de credibilidade Mídias sociais digitais podem fortalecer o jornalismo Interação com o leitor e a comunidade é “intrínseca” ao jornal e ao Grupo RBS.
Estratégia emergente  <<voltar
5.3.1 Estratégias de legitimação emergentes: primeira etapa  <<voltar Voz institucional da organização no editorial e nas entrevistas confirmam a presença das estratégias de legitimação no conteúdo analisado e o uso institucional.  Editor confirma legitimação pelo papel de mediação informativa admitindo atualizações. Organização está alinhada ao momento atual do jornalismo, com as transformações colocadas pelas mídias digitais. No corpus 1, ZH reafirma seu papel de intermediário (filtro, atestado de credibilidade). Possibilidades de informar são enriquecidas com características da mídia social digital. Ocorrem algumas continuidades, potencializações e pouca ruptura em relação às possibilidades da mídia digital. A participação e o compartilhamento de conteúdo aparecem como estratégias da organização no Twitter (exaltadas pelos editores).
5.3.1 Estratégias de legitimação emergentes: segunda etapa avançar>> Emergiram novos resultados em relação à primeira etapa: Predomínio do compartilhamento de informações. Ao invés de solicitar colaboração, ela foi exaltada por meio dos RTs. Há maior ruptura que no primeiro corpus (mais compartilhamento e participação do que mera distribuição). Com uma maior apropriação por parte do jornalismo das potencialidades da mídia social digital, renova-se o papel de intermediário do jornal. Inclusão estratégica do leitor (apontada por Saad e Boyd). Ideia de participação cresceu com a inclusão do leitor no processo cobertura
Considerações finais Em relação ao objetivo geral: 1ª etapa - O processo de busca por legitimação institucional pela organização se dá por meio de tensionamentos entre a lógica da mediação centralizada (massiva) e as características das mídias sociais digitais. Ainda predomina a intermediação tradicional. 2ª etapa – As estratégias de legitimação emergentes no conteúdo analisado revelam maior ruptura em relação à lógica massiva da mediação informativa, incorporando mais intensamente as possibilidades da mídia social digital.
Considerações finais Em relação aos objetivos específicos: 1ª etapa Reconhecimento dos usos institucionais com as entrevistas. Identificação das categorias em relação com o referencial teórico. Manutenção do papel de mediação informativa do jornalismo, com atualizações tênues. Indícios de hibridação entre mediação do jornalismo e características das mídias sociais digitais. 2ª etapa Fica mais claro que ZH reconhece o Twitter como espaço institucional em que procura conduzir um processo de legitimação através das estratégias de participação e colaboração. Foram identificadas as mesmas categorias, com uma mudança de sentido. O papel de mediação informativa apresenta maior renovação, com crescimento da inclusão do leitor na cobertura. Aparece com mais força a ideia de hibridação da mediação jornalística com as potencialidades interacionais da mídia social digital, especialmente com o compartilhamento e a participação.
Considerações finais Outros apontamentos A inclusão do público aponta para uma inversão do processo de legitimação no jornalismo: ele que atesta a credibilidade da informação. A credibilidade não é atestada simplesmente pela “marca” do jornal. Dos efeitos de verdade aos efeitos de participação. Fenômeno de hibridação > transformação do papel social do jornalismo?

Defesa 11 março 2011

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    PPGCOM-UFSM Mestrado emComunicação Midiática Linha: Mídia e Estratégias Comunicacionais Legitimação institucional do jornalismo informativo nas mídias sociais digitais: estratégias emergentes no conteúdo de Zero Hora no Twitter DISSERTAÇÃO DE MESTRADO Mestranda: Luciana Menezes Carvalho Orientadora: Drª Eugenia Mariano da Rocha Barichello Santa Maria, 11 de março de 2011.
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    COMISSÃO EXAMINADORA DrªElizabeth Saad – USP Drª Raquel Recuero – UCPEL Drª Rejane Pozzobon – UFSM Legitimação institucional do jornalismo informativo nas mídias sociais digitais: estratégias emergentes no conteúdo de Zero Hora no Twitter Santa Maria, 11 de março de 2011.
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    Tema: estratégias de legitimação institucional emergentes no conteúdo das organizações jornalísticas nas mídias sociais digitais. Questão / Problema: Quais são e como são desenvolvidas estratégias de legitimação das organizações jornalísticas por meio de práticas informativas nas mídias sociais digitais?
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    Objetivos Geral: Compreenderas estratégias de legitimação institucional do jornalismo informativo nas mídias sociais digitais. Específicos: reconhecer usos institucionais do Twitter por Zero Hora; identificar estratégias de legitimação institucional emergentes nas postagens de Zero Hora no Twitter; observar como Zero Hora desenvolve seu papel de mediação informativa no uso do Twitter como mídia social; analisar a relação entre o papel de mediação do jornalismo e as características desintermediadoras das mídias sociais digitais .
  • 5.
    Percurso metodológico Metodologiahíbrida com foco na Análise de Conteúdo (AC) de matriz qualitativa Pressuposto: relação circular entre teoria e objeto Técnicas : AC em duas etapas; entrevistas semi-estruturadas; observação participante; interpretação das estratégias emergentes com base na AC.
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    Noções fundamentais doestudo Legitimação e instituição Jornalismo informativo Mídia social digital Desintermediação Deslegitimação Estratégia de legitimação
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    Capítulos 1 LEGITIMAÇÃO INSTITUCIONAL DO JORNALISMO INFORMATIVO PELO PAPEL DE MEDIAÇÃO 1.1 INSTITUIÇÃO E LEGITIMAÇÃO 1.2 O JORNALISMO INFORMATIVO COMO INSTITUIÇÃO SOCIAL 1.3 A LÓGICA DA COMUNICAÇÃO DE MASSA NO JORNALISMO INFORMATIVO 1.4 A MEDIAÇÃO INSTITUCIONAL DO JORNALISMO INFORMATIVO Objetivo: contextualizar o processo de institucionalização do jornalismo informativo e sua relação com o papel de mediação informativa que o legitima historicamente. Pricipais autores: Berger e Luckmann (1985); Barichello (2000, 2001, 2004, 2008, 2009); Rodrigues (1990, 1999); Thompson (2008); Guerra (2008); Martino (2001); Primo (2007); Sodré (2002); Traquina (1995); Charaudeau (2009); Alsina (1989).
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    Capítulos 2 MÍDIAS SOCIAIS DIGITAIS: CRISE DE LEGITIMAÇÃO E DESINTERMEDIAÇÃO INSTITUCIONAL 2.1 A LÓGICA DA COMUNICAÇÃO NOS FLUXOS DIGITAIS 2.1.1 Mídia e Midiatização 2.1.2 Mídias Sociais Digitais – Noções e Características 2.2 CRISE DE LEGITIMAÇÃO INSTITUCIONAL DO JORNALISMO: O PROBLEMA DA DESINTERMEDIAÇÃO NAS MÍDIAS SOCIAIS DIGITAIS Objetivo: discutir o pressuposto da crise de legitimação das instituições e sua exacerbação com as práticas desintermediadoras das mídias sociais digitais; definir o que são mídias sociais digitais e suas implicações para o jornalismo. Pricipais autores: Lyotard (2000); Castells (1999); Anderson (2006); Di Felice (2008); Jenkins (2008); Sodré (2002); Braga (2006); Palacios (2002); Mielniczuk (2003); Recuero (2008, 2009); Lemos (2009); Saad (2008); Boyd (2010).
  • 9.
    Capítulos 3 TWITTER: CARACTERÍSTICAS E FUNCIONALIDADES COMO MÍDIA SOCIAL 3.1 BREVE HISTÓRICO DO TWITTER 3.2 O TWITTER COMO MÍDIA SOCIAL: CARACTERÍSTICAS E FUNCIONALIDADES 3.2.1 Principais usos do Twitter 3.2.1.1 Conversação 3.2.1.2 Participação 3.2.1.3 Compartilhamento 3.2.1.4 Difusão de informações Objetivo: apresentar aspectos históricos do serviço, funcionamento, características e funcionalidades, principalmente em relação aos usos informativos; justificar sua abordagem pela noção de mídia social digital. Pricipais autores: Java et al (2007); Honeycutt & Herring (2009); Recuero (2008, 2009).
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    Capítulos 4 ESTRATÉGIAS DO JORNALISMO INFORMATIVO NAS MÍDIAS SOCIAIS DIGITAIS: POSSIBILIDADES PARA A LEGITIMAÇÃO 4.1 ESTRATÉGIA NAS MÍDIAS DIGITAIS 3.2 POSSIBILIDADES ESTRATÉGICAS PARA LEGITIMAÇÃO DO JORNALISMO INFORMATIVO NAS MÍDIAS SOCIAIS DIGITAIS Objetivo: discutir possibilidades de uso estratégico das mídias sociais digitais pelo jornalismo com vistas à legitimação institucional. Pricipais autores: Pérez (2006); Saad (2003, 2008, 2009); Boyd (2010).
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    Capítulos 5 ZERO HORA NO TWITTER: ESTRATÉGIAS EMERGENTES DE LEGITIMAÇÃO INSTITUCIONAL 5.1 O JORNAL ZERO HORA NA WEB 5.1.1 Zero Hora no Twitter 5.2 A ANÁLISE DE CONTEÚDO 5.2.1 Recorte dos corpora e constituição das categorias de análise 5.2.2 Primeira etapa da AC: corpus 1 – o # temporalrs 5.2.2.1 Interpretação 5.2.3 Segunda etapa da AC: corpus 2 – a cobertura do #trânsito 5.2.3.1 Interpretação 5.2.4 O que diz a organização sobre o uso informativo do Twitter 5.3 ESTRATÉGIAS EMERGENTES: A LEGITIMAÇÃO INSTITUCIONAL DE ZERO HORA NOS USOS DO TWITTER 5.3.1 Estratégias de legitimação emergentes: primeira etapa 5.3.2 Estratégias de legitimação emergentes: segunda etapa
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    Capítulos 5 ZERO HORA NO TWITTER: ESTRATÉGIAS EMERGENTES DE LEGITIMAÇÃO INSTITUCIONAL Objetivo: apresentar o trabalho de AC com a interpretação das estratégias de legitimação institucional emergentes nos usos informativos do perfil de ZH no Twitter. Pricipais autores: Recchia (2009); Belochio (2009); Neto (1994); Stefanelli (2009, 2010); Bardin (1977); Moraes (1999); Herscovitz (2008); Duarte (2003); Ferrara (2003)
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    5.1.1 Zero Horano Twitter <<voltar
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    Constituição das categoriasde análise <<voltar Menção a outro perfil do Twitter, seja leitor, fonte ou jornalista, com análise contextual do tweet levando em conta a intencionalidade. Conversação Intenção de replicar à rede de followers uma mensagem recebida de outrem (por meio do retweet , ou RT). Compartilhamento Interpelação aos seguidores para que enviem relatos, fotos ou vídeos sobre o acontecimento. Presença dos verbos “envie”, “mande”, “colabore”, “participe” . Participação Predomínio da função informativa do jornalismo. Intenção de divulgar manchetes, notícias da própria Zero Hora. Difusão de informações CRITÉRIO CATEGORIA
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    5.2.2 Primeira etapada AC: corpus 1 – o #temporalrs <<voltar 18/11/2009 a 18/12/2009 - Total de 81 tweets Resultado da categorização do corpus 1 9,87 8 “ Obrigada pelas fotos e alertas @dudupoa @demiandiniz...” Mention a outro perfil do Twitter Conversação 9,87 8 “ RT @CEEE_IMPRENSA: A energia já foi restabelecida...” Replica informações por RT Compartilhamento 14,81 12 “ Acompanhe notícias sobre os estragos do temporal e mande relatos.” Solicita colaboração na cobertura Participação 65,4 53 “ Dilma anuncia R$ 162 milhões para auxiliar vítimas de temporal no RS.” ZH informa, distribui, noticia Difusão de informações % TOTAL EXEMPLO DE TWEET CRITÉRIO CATEGORIA
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    Interpretação do corpus1 <<voltar Predomínio da categoria difusão de informações reforça usos informativos do Twitter apontados por pesquisas anteriores. O uso principal reproduz o papel de mediação informativa do jornalismo. A ferramenta é utilizada como suporte noticioso por ZH, mas com a incorporação de funcionalidades da mídia digital.
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    5.2.3 Segunda etapada AC: corpus 2 – cobertura do #trânsito <<voltar Posts entre 05/12/2010 e 05/01/2011 – 141 tweets Resultado da categorização do corpus 2 3,5 5 “@ thlindemann A RS tem fluxo tranquilo...” Mention a outro perfil do Twitter Conversação 65,7 92 “RT @ transitozh : volta do litoral...” Replica informações por RT Compartilhamento 4,2 6 “Se estiver pegando a estrada de carona ou de ônibus... .” Solicita colaboração na cobertura Participação 26,4 37 “ Acidente entre 3 veículos...” ZN informa, distribui, noticia Difusão de informações % TOTAL EXEMPLO DE TWEET CRITÉRIO CATEGORIA
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    Corpus 2 –difusão de informações <<voltar
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    Corpus 2 –participação <<voltar
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    Corpus 2 –compartilhamento <<voltar
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    Corpus 2 –conversação <<voltar
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    Interpretação do corpus2 <<voltar Predomínio da categoria compartilhamento de informações. Compartilhamento de informações enviadas pelos seguidores. Segundo uso mais frequente é a difusão. Deslocamento da participação para a categoria compartilhamento.
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    Entrevistas – set.2010 avançar >> Bárbara Nickel Na ZH desde 2007; editora de mídias sociais desde 2009 Destaca o caráter experimental dos usos do Twitter Público vê o perfil @zerohora como a organização ZH Redação privilegia notícias Foco no atendimento ao cliente é algo novo Twitter reflete política do Grupo para meio digital Perfil de ZH no Twitter x subjetividade dos editores Mídia social possibilita outro tipo de relação com o leitor (bastidores, pauta...) Conversa é pontual, como atendimento Foco é a informação (colaboração agrega)
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    Entrevistas – set.2010 <<voltar Ricardo Stefanelli Presença de ZH nas mídias sociais faz parte da “natureza da RBS” Objetivo é acompanhar o público Papel do twitter como alimentador da pauta (mais gente “telefonando”) Papel do jornal é atuar como filtro de credibilidade Mídias sociais digitais podem fortalecer o jornalismo Interação com o leitor e a comunidade é “intrínseca” ao jornal e ao Grupo RBS.
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    5.3.1 Estratégias delegitimação emergentes: primeira etapa <<voltar Voz institucional da organização no editorial e nas entrevistas confirmam a presença das estratégias de legitimação no conteúdo analisado e o uso institucional. Editor confirma legitimação pelo papel de mediação informativa admitindo atualizações. Organização está alinhada ao momento atual do jornalismo, com as transformações colocadas pelas mídias digitais. No corpus 1, ZH reafirma seu papel de intermediário (filtro, atestado de credibilidade). Possibilidades de informar são enriquecidas com características da mídia social digital. Ocorrem algumas continuidades, potencializações e pouca ruptura em relação às possibilidades da mídia digital. A participação e o compartilhamento de conteúdo aparecem como estratégias da organização no Twitter (exaltadas pelos editores).
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    5.3.1 Estratégias delegitimação emergentes: segunda etapa avançar>> Emergiram novos resultados em relação à primeira etapa: Predomínio do compartilhamento de informações. Ao invés de solicitar colaboração, ela foi exaltada por meio dos RTs. Há maior ruptura que no primeiro corpus (mais compartilhamento e participação do que mera distribuição). Com uma maior apropriação por parte do jornalismo das potencialidades da mídia social digital, renova-se o papel de intermediário do jornal. Inclusão estratégica do leitor (apontada por Saad e Boyd). Ideia de participação cresceu com a inclusão do leitor no processo cobertura
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    Considerações finais Emrelação ao objetivo geral: 1ª etapa - O processo de busca por legitimação institucional pela organização se dá por meio de tensionamentos entre a lógica da mediação centralizada (massiva) e as características das mídias sociais digitais. Ainda predomina a intermediação tradicional. 2ª etapa – As estratégias de legitimação emergentes no conteúdo analisado revelam maior ruptura em relação à lógica massiva da mediação informativa, incorporando mais intensamente as possibilidades da mídia social digital.
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    Considerações finais Emrelação aos objetivos específicos: 1ª etapa Reconhecimento dos usos institucionais com as entrevistas. Identificação das categorias em relação com o referencial teórico. Manutenção do papel de mediação informativa do jornalismo, com atualizações tênues. Indícios de hibridação entre mediação do jornalismo e características das mídias sociais digitais. 2ª etapa Fica mais claro que ZH reconhece o Twitter como espaço institucional em que procura conduzir um processo de legitimação através das estratégias de participação e colaboração. Foram identificadas as mesmas categorias, com uma mudança de sentido. O papel de mediação informativa apresenta maior renovação, com crescimento da inclusão do leitor na cobertura. Aparece com mais força a ideia de hibridação da mediação jornalística com as potencialidades interacionais da mídia social digital, especialmente com o compartilhamento e a participação.
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    Considerações finais Outrosapontamentos A inclusão do público aponta para uma inversão do processo de legitimação no jornalismo: ele que atesta a credibilidade da informação. A credibilidade não é atestada simplesmente pela “marca” do jornal. Dos efeitos de verdade aos efeitos de participação. Fenômeno de hibridação > transformação do papel social do jornalismo?