O cross-docking é um conceito de operação logística interessante como
resposta a essas necessidades. Ele acelera o fluxo de mercadorias, reduz os
custos por condensar cargas e, idealmente, dispensa armazenagem. Vejamos
por que. O fundamento básico do cross-docking é o roteamento dos produtos
que vêm dos fornecedores para os consumidores sem estocagem. Para uma
melhor compreensão do que se trata, vejamos o seguinte exemplo.
Vamos considerar a operação de uma rede de mini-mercados instalados
em postos de gasolina. Suponhamos que existem cinco tipos de produtos, cada
um com seu fornecedor exclusivo: bebidas, biscoitos, chocolates, revistas e
cigarros. Também consideremos que existam 20 lojas.
Assim, cinco caminhões (um de cada fornecedor) chegam ao armazém
pelo lado chamado “entrada”. Vinte caminhões entram pelo lado “saída”. Os
produtos, à medida que são retirados dos caminhões dos fornecedores, são
encaminhados (roteados) para os veículos que levarão as mercadorias para as
lojas, na quantidade certa para cada cliente. Essa operação leva poucas horas
e dispensa qualquer estocagem.
Analisemos o que aconteceu nesse exemplo. O fluxo de mercadorias foi
acelerado porque os fornecedores e clientes se “encontraram” todos no mesmo
lugar, e não houve grandes esperas ou armazenagens. O custo foi reduzido
porque tanto as cargas de entrada como de saída eram condensadas, tinham
uma única origem (respectivamente fábrica e CD) e um único destino
(respectivamente CD e loja). Tudo isso foi conseguido apesar de se trabalhar
com cinco fornecedores e 20 lojas. Ou seja, verificamos através de um
exemplo como o cross docking pode oferecer respostas aos desafios logísticos
que vimos no primeiro parágrafo.
Alguns problemas, no entanto, podem acontecer. Um deles é conseguir
toda essa coordenação para reunir cinco fornecedores sem grandes atrasos.
Por outro lado, gerenciar as informações de seleção, arrumação e roteamento
dos produtos com um mínimo de estocagem pode ser crítico. Esses são os
principais problemas técnicos a serem solucionados para implementação do
cross-docking.

Cross docking

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    O cross-docking éum conceito de operação logística interessante como resposta a essas necessidades. Ele acelera o fluxo de mercadorias, reduz os custos por condensar cargas e, idealmente, dispensa armazenagem. Vejamos por que. O fundamento básico do cross-docking é o roteamento dos produtos que vêm dos fornecedores para os consumidores sem estocagem. Para uma melhor compreensão do que se trata, vejamos o seguinte exemplo. Vamos considerar a operação de uma rede de mini-mercados instalados em postos de gasolina. Suponhamos que existem cinco tipos de produtos, cada um com seu fornecedor exclusivo: bebidas, biscoitos, chocolates, revistas e cigarros. Também consideremos que existam 20 lojas. Assim, cinco caminhões (um de cada fornecedor) chegam ao armazém pelo lado chamado “entrada”. Vinte caminhões entram pelo lado “saída”. Os produtos, à medida que são retirados dos caminhões dos fornecedores, são encaminhados (roteados) para os veículos que levarão as mercadorias para as lojas, na quantidade certa para cada cliente. Essa operação leva poucas horas e dispensa qualquer estocagem. Analisemos o que aconteceu nesse exemplo. O fluxo de mercadorias foi acelerado porque os fornecedores e clientes se “encontraram” todos no mesmo lugar, e não houve grandes esperas ou armazenagens. O custo foi reduzido porque tanto as cargas de entrada como de saída eram condensadas, tinham uma única origem (respectivamente fábrica e CD) e um único destino (respectivamente CD e loja). Tudo isso foi conseguido apesar de se trabalhar com cinco fornecedores e 20 lojas. Ou seja, verificamos através de um exemplo como o cross docking pode oferecer respostas aos desafios logísticos que vimos no primeiro parágrafo. Alguns problemas, no entanto, podem acontecer. Um deles é conseguir toda essa coordenação para reunir cinco fornecedores sem grandes atrasos. Por outro lado, gerenciar as informações de seleção, arrumação e roteamento dos produtos com um mínimo de estocagem pode ser crítico. Esses são os principais problemas técnicos a serem solucionados para implementação do cross-docking.