Criatividade e Inovação: Reconhecendo as
oportunidades
O desenvolvimento do assunto foi apoiado em 6 belos
livros que apresento no decorrer deste artigo.
Durante a guerra fria com as suas rígidas barreiras, a
inovação ocorria a 10 kms por hora. Com a internet e a
intensa economia globalizada, a Inovação começou a
acontecer a 200 kms por hora. Thomas L. Friedman,
apresenta em "O Lexus e a Oliveira" esses distintos
momentos na história e as suas forças geopolíticas atuantes.
No mercado competitivo, a formação do preço se dá
por demanda versus oferta. A velocidade de inovação do
mercado globalizado e a dinâmica do mercado competitivo
torna um produto/serviço em commodity em pouco tempo.
Na economia de alta tecnologia, o custo da procura do
menor preço é relativamente baixo, transferindo o poder de
barganha dos produtores para os consumidores. Os
consumidores não vendo diferenciação entre produtos,
característica de commodity, optam pelo menor custo e
dessa forma uma guerra de preços se estabelece entre os
fornecedores e todos perdem. A solução é criar e inovar os
produtos/serviços, oferecendo diferenciação.
Criatividade e Inovação caminham juntos. É falho
pensar que a Criatividade e a Inovação advém da inspiração
quando na realidade é consequência do trabalho duro e
profissional.
1. O processo criativopossui uma anatomiae é
compartilhadopor dois grandes autores:
Daniel Goleman em “O Espírito Criativo”, página 15 e
John Howkins em “Economia Criativa”, na página 37.
que aqui sintetizo em 5 fases:
primeira fase: Exame, neste ponto o trabalho é ativo, ou
seja, “Examinar minuciosamente todas as peças relevantes
e forçar a mente ao máximo”;
segunda: Incubação, neste ponto o trabalho é passivo e a
resposta pode vir em sonhos, em estado de sonolência que
precede o sono ou ao despertar pela manhã;
terceira: Devaneio quando não estamos pensando em nada
em particular ficamos mais receptivos as sugestões da
mente inconsciente;
quarta: “Cair na realidade”, ou seja, Analisar e medir
onde estamos, voltando ao problema e investigar as
respostas à disposição;
quinta e finalmente: Ação.
2. A inovação necessita de um ambiente cultural
propício. Explico 3 exemplos:
2.1) O Google criou a regra 70/20/10, ou seja, 70% do
tempo no trabalhoé dedicado ao negócio principal; 20% do
tempo é dedicado aos projetos de iniciativas não básicas e
10% do tempo é dedicado a projetos que podem impactar
positivamente a comunidade local em que o Google está
inserido. Tudo com altas recompensas financeiras para
produtos destacados, como bem descrito por Gary Hamel
no livro "O futuro da Administração" na página: 108 e
110, respectivamente.
2.2) Marissa Mayer criou grupos de engenheiros no qual
cadastravam os seus produtos para posterior avaliação e
lançamento em reunião própria. Fato descrito por Douglas
Edwards em "Estou com Sorte" nas páginas 85 e 305
2.3) Israel, ainda falando de um ambiente cultural propício
para inovação, viu-se em situação única em que a opção
mais assertiva era criar e inovar. Catalizado por profunda
filosofia interdisciplinar, capacidade e disposição de
experimentar o novo. Narrado por Dan Senor em "Nação
Empreendedora" no Capítulo 11.
A inovação podeser Incremental ou de Ruptura e pode
ocorrer com:
a) produtos e serviços,
b) negócios,
c) marketing ou
d) processos organizacionais (gestão)
A inovação de ruptura está associada a incertezas dos
resultados e dos investimentos financeiros alocados e na
resistência das camadas gerenciais. Conhecimento
amplamente abordado no "Manual de Oslo" e por Gary
Hamel na obra abaixo mencionada.
...finalizando o assunto, destaco 6 pontos para começar a
criar e inovar:
1.Estudee trabalhecom obstinação, persista e tenha uma
afinidade com alguma coisa;
2.Mantenhaa mente aberta a novas possibilidades;
3.Adote a anatomia do processo criativo;
4.Estabeleçaum ambiente culturalpropício para a
inovação;
5.Escute os clientes, os funcionários, a comunidade
acadêmica e contecom as inovações dos parceiros
tecnológicos;
6. Questione produtos, serviços e processos para si
mesmo e busque novas e melhores formas de
melhorá-los.
Todos nós possuímos criatividade e podemos inovar,
tornando a empresa enquadrada na metáfora do organismo
vivo, capaz de sobreviver a seleção darwiniana em que o
mais bem adaptado se perpetua.
Marcos Aurelio Barranco
13/Agosto/2017
Atualizado em: 05/05/2019
Fontes:
EDWARDS, Douglas. Tradução Maria Ângela Amorim de
Paschoal. Estou com sorte - Confissões do funcionário número
59 do Google, Editora Novo Conceito, Ribeirão Preto/SP, 2012.
FRIEDMAN, Thomas L.; O Lexus e a Oliveira, Editora Objetiva,
Rio de Janeiro, 1999.
GOLEMAN, Daniel; KAUFMAN, Paul; RAY, Michael.; O
Espírito Criativo, Editora Cultrix, São Paulo, 2009.
GOUVEIA, F. (TRAD.). Manual de Oslo: Diretrizes para Coleta
e Interpretação de Dados sobre Inovação. Brasília, DF: OECD;
Finep, 1997. Disponível em: http://www.finep.gov.br/images/apoio-e-
financiamento/manualoslo.pdf
Acessado em: 13/08/2017.
HAMEL, Gary; BREEN, Bill. Tradução Thereza Ferreira
Fonseca. O Futuro da Administração, Editora Campus, Rio de
Janeiro, 2007.
HOWKINS, John, Economia Criativa, M.Books do Brasil
Editora, São Paulo, 2013.
MORGAN, Gareth; Tradução Geni G. Goldschmidt, Imagens da
Organização, Editora Atlas, São Paulo, 2007.
SENOR, Dan; SINGER, Saul; Nação empreendedora: O
milagre econômico de Israel e o que ele nos ensina, 2ª edição,
São Paulo, Ed. Évora, 2011.
**********
Fique a vontade para reproduzir este artigo.
Peço apenas que informe a fonte.
Gostou do conteúdo do artigo?
Compartilhe com a sua rede.
Muito obrigado e um abração!
**********

Criatividade e inovacao

  • 1.
    Criatividade e Inovação:Reconhecendo as oportunidades O desenvolvimento do assunto foi apoiado em 6 belos livros que apresento no decorrer deste artigo. Durante a guerra fria com as suas rígidas barreiras, a inovação ocorria a 10 kms por hora. Com a internet e a intensa economia globalizada, a Inovação começou a acontecer a 200 kms por hora. Thomas L. Friedman, apresenta em "O Lexus e a Oliveira" esses distintos momentos na história e as suas forças geopolíticas atuantes. No mercado competitivo, a formação do preço se dá por demanda versus oferta. A velocidade de inovação do mercado globalizado e a dinâmica do mercado competitivo torna um produto/serviço em commodity em pouco tempo. Na economia de alta tecnologia, o custo da procura do menor preço é relativamente baixo, transferindo o poder de barganha dos produtores para os consumidores. Os consumidores não vendo diferenciação entre produtos, característica de commodity, optam pelo menor custo e dessa forma uma guerra de preços se estabelece entre os fornecedores e todos perdem. A solução é criar e inovar os produtos/serviços, oferecendo diferenciação. Criatividade e Inovação caminham juntos. É falho pensar que a Criatividade e a Inovação advém da inspiração quando na realidade é consequência do trabalho duro e profissional.
  • 2.
    1. O processocriativopossui uma anatomiae é compartilhadopor dois grandes autores: Daniel Goleman em “O Espírito Criativo”, página 15 e John Howkins em “Economia Criativa”, na página 37. que aqui sintetizo em 5 fases: primeira fase: Exame, neste ponto o trabalho é ativo, ou seja, “Examinar minuciosamente todas as peças relevantes e forçar a mente ao máximo”; segunda: Incubação, neste ponto o trabalho é passivo e a resposta pode vir em sonhos, em estado de sonolência que precede o sono ou ao despertar pela manhã; terceira: Devaneio quando não estamos pensando em nada em particular ficamos mais receptivos as sugestões da mente inconsciente; quarta: “Cair na realidade”, ou seja, Analisar e medir onde estamos, voltando ao problema e investigar as respostas à disposição; quinta e finalmente: Ação.
  • 3.
    2. A inovaçãonecessita de um ambiente cultural propício. Explico 3 exemplos: 2.1) O Google criou a regra 70/20/10, ou seja, 70% do tempo no trabalhoé dedicado ao negócio principal; 20% do tempo é dedicado aos projetos de iniciativas não básicas e 10% do tempo é dedicado a projetos que podem impactar positivamente a comunidade local em que o Google está inserido. Tudo com altas recompensas financeiras para produtos destacados, como bem descrito por Gary Hamel no livro "O futuro da Administração" na página: 108 e 110, respectivamente. 2.2) Marissa Mayer criou grupos de engenheiros no qual cadastravam os seus produtos para posterior avaliação e lançamento em reunião própria. Fato descrito por Douglas Edwards em "Estou com Sorte" nas páginas 85 e 305 2.3) Israel, ainda falando de um ambiente cultural propício para inovação, viu-se em situação única em que a opção mais assertiva era criar e inovar. Catalizado por profunda filosofia interdisciplinar, capacidade e disposição de experimentar o novo. Narrado por Dan Senor em "Nação Empreendedora" no Capítulo 11. A inovação podeser Incremental ou de Ruptura e pode ocorrer com: a) produtos e serviços, b) negócios, c) marketing ou d) processos organizacionais (gestão)
  • 4.
    A inovação deruptura está associada a incertezas dos resultados e dos investimentos financeiros alocados e na resistência das camadas gerenciais. Conhecimento amplamente abordado no "Manual de Oslo" e por Gary Hamel na obra abaixo mencionada. ...finalizando o assunto, destaco 6 pontos para começar a criar e inovar: 1.Estudee trabalhecom obstinação, persista e tenha uma afinidade com alguma coisa; 2.Mantenhaa mente aberta a novas possibilidades; 3.Adote a anatomia do processo criativo; 4.Estabeleçaum ambiente culturalpropício para a inovação; 5.Escute os clientes, os funcionários, a comunidade acadêmica e contecom as inovações dos parceiros tecnológicos; 6. Questione produtos, serviços e processos para si mesmo e busque novas e melhores formas de melhorá-los. Todos nós possuímos criatividade e podemos inovar, tornando a empresa enquadrada na metáfora do organismo vivo, capaz de sobreviver a seleção darwiniana em que o mais bem adaptado se perpetua. Marcos Aurelio Barranco 13/Agosto/2017 Atualizado em: 05/05/2019
  • 5.
    Fontes: EDWARDS, Douglas. TraduçãoMaria Ângela Amorim de Paschoal. Estou com sorte - Confissões do funcionário número 59 do Google, Editora Novo Conceito, Ribeirão Preto/SP, 2012. FRIEDMAN, Thomas L.; O Lexus e a Oliveira, Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 1999. GOLEMAN, Daniel; KAUFMAN, Paul; RAY, Michael.; O Espírito Criativo, Editora Cultrix, São Paulo, 2009. GOUVEIA, F. (TRAD.). Manual de Oslo: Diretrizes para Coleta e Interpretação de Dados sobre Inovação. Brasília, DF: OECD; Finep, 1997. Disponível em: http://www.finep.gov.br/images/apoio-e- financiamento/manualoslo.pdf Acessado em: 13/08/2017. HAMEL, Gary; BREEN, Bill. Tradução Thereza Ferreira Fonseca. O Futuro da Administração, Editora Campus, Rio de Janeiro, 2007. HOWKINS, John, Economia Criativa, M.Books do Brasil Editora, São Paulo, 2013. MORGAN, Gareth; Tradução Geni G. Goldschmidt, Imagens da Organização, Editora Atlas, São Paulo, 2007. SENOR, Dan; SINGER, Saul; Nação empreendedora: O milagre econômico de Israel e o que ele nos ensina, 2ª edição, São Paulo, Ed. Évora, 2011.
  • 6.
    ********** Fique a vontadepara reproduzir este artigo. Peço apenas que informe a fonte. Gostou do conteúdo do artigo? Compartilhe com a sua rede. Muito obrigado e um abração! **********