Comunicação Pública
Comunicação de
Interesse Público
Profª Drª Devani Salomão
devani.salomao@gmail.com
Me. Simone Carvalho
carvalho.simone@gmail.com
USCS
08 nov. 2016
• Artigo 37: resguarda que a administração pública direta e
indireta tem por dever obedecer, dentre outros, o princípio
da publicidade – preceito central para a transparência dos
atos e fatos administrativos
• Artigo 5º inciso XXXIII: estabelece que todos têm direito a
receber dos órgãos públicos informações de seu interesse
particular, ou de interesse coletivo geral, que serão prestadas
no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas
aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da
sociedade e do Estado (LENZA, 2009, p. 689)
• Fazer cumprir estes mandamentos da Constituição é, acima
de tudo, exercer um direito fundamental e cidadão
Constituição Federal
• Benefícios concretos à sociedade ou a partes dela,
surgindo da necessidade da manifestação do
exercício de cidadania através das ferramentas de
comunicação
• Melhorias na compreensão e vivência de mundo
• Prioridades da sociedade e de seus dirigentes no fim
do século XX, quando a preocupação
com sustentabilidade, responsabilidade
social, democracia e cidadania se solidificou e
passou a ocupar um espaço de maior prioridade
para a sociedade
Comunicação de Interesse Público
• Comunicação de interesse público : ideias que movem
pessoas e fazem um mundo melhor: Toda vez que a
comunicação busca o interesse público, promovendo
resultados concretos para o indivíduo e a sociedade, estamos
falando de Comunicação de Interesse Público
• Comunicação pública, a publicidade de interesse público e o
jornalismo de interesse público, além de qualquer outra
vertente da comunicação que comungue dos fundamentos
primordiais da CIP
• Ex: campanhas de vacinação, alertas governamentais
CIP – João Roberto Vieira da Costa
Communication of Public Interest
• A comunicação de interesse público é um campo emergente, e aqueles
que praticam ou estudam estão aplicando continuamente novos
conhecimentos e técnicas para tornar seu trabalho mais eficaz. O campo
pede os elementos a partir dos seus campos afins como das relações
públicas, publicidade, jornalismo e marketing, mas é apoiado pela
sociologia, psicologia, ciência política e neurociência.
• É o desenvolvimento e implementação de campanhas de comunicação,
estratégicas planejadas com base científica, com o objetivo principal de
alcançar uma transformação comportamental positiva significativa e
persistente sobre uma questão de interesse público que transcende os
interesses particulares de uma única organização.
• Então em que é base está se usando essa comunicação para impulsionar a
mudança social.
• Promoção da democracia
• Novas relações online: transformação dos moldes
tradicionais de relacionamento, informações e
prestação de serviços entre governo, os cidadãos e as
organizações
Comunicação digital
Plano informacional – o governo propicia aos cidadãos
informações on-line com maior efetividade
Plano de serviços – o governo mostra-se mais acessível
aos cidadão por meio de um portfólio de serviços on-
line (RG, CPF, IR, multas e taxas, BO etc.)
Plano comunicacional – o governo incrementa e
melhora sua comunicação – direta, on-line e interativa
– com os cidadãos e organizações, e vice-versa
E-Gov
Nicolau MAQUIAVEL
Influência
Filtros manipuladores
Alexis de TOCQUEVILLE
Liberdade e a
igualdade
Norbert BOBBIO
Tolerância
Construção jurídico-histórica
dos direitos humanos
Direitos
Morais
Legais
Naturais
Positivos
Jürgen HABERMAS
Esfera pública
Deliberação
Agir comunicativo
Axel HONNETH
Luta por reconhecimento:
relações de reconhecimento
contêm pretensões normativas
na sua estrutura, as quais
possibilitam o esclarecimento da
mudança social
Hannah ARENDT
Ruptura  a lógica do razoável que
permeia a reflexão jurídica não
consegue dar conta da não-
razoabilidade que caracteriza uma
experiência como totalitária  gerada
no bojo da própria modernidade,
como um desdobramento inesperado
e não-razoável de seus valores
John RAWLS
Justiça – princípios
Justiça – equidade
Liberdade
Dever
Obrigação
Racionalidade
Democracia
Campo político
Véu de ignorância
Pierre ZÉMOR
A comunicação pública é um
tipo de comunicação que
prioriza o interesse público,
contribuindo para a
construção da cidadania
Interesse relacional
Gaudêncio TORQUATO
Comunicação política
Opinião pública
Assessoria de imprensa
Imagem dos poderes ELJ
Plano de comunicação e marketing
na administração pública
Comunicação e marketing de
campanhas eleitorais
Heloiza MATOS
Deliberação e participação pública
Reconhecimento
Capital social
Cidadania – aspectos
Metodologia e teoria
Mariangela HASWANI
Público VS privado
Estado
Publicidade estatal
Comunicações públicas:
instituição pública; normativa;
promoção da imagem; política;
social fraterna; serviço;
responsabilidade social;
instituições quase públicas
Ângela MARQUES
Processo comunicativo
Deliberação pública
Leonardo AVRITZER
Democracia brasileira
Política e justiça
Rousiley MAIA
Visibilidade midiática
Deliberação pública
Conversação cotidiana
Redes cívicas
Internet
Democracia
Wilson GOMES
Esfera pública
Visibilidade
Democracia
Capital social
Participação política
Internet
Jorge DUARTE
A raiz da evolução da
comunicação governamental está
na viabilização da democracia e
na transformação do perfil da
sociedade brasileira a partir da
década de 1980
Elizabeth BRANDÃO
Permeia áreas: comunicação
organizacional, comunicação
científica, comunicação
governamental, comunicação
política e comunicação da sociedade
civil organizada
Todas têm em comum: função de
estabelecer uma comunicação entre
governo, Estado e sociedade
Maria Helena WEBER
Poder fiduciário
Confiança atribuída
Capital simbólico do político
Estratégias retóricas de
universalização de interesses
particulares
Venício LIMA
Garantir a universalização da
liberdade de expressão
forte monopolização do setor
de comunicação em nosso país
David OSBORNE e Ted GAEBLER
Maximizar produtividade e eficiência
Flexibilizar modelos públicos (burocracia)
Descentralizar autoridade
Reduzir hierarquia
Privilegiar qualidade
Aproximar-se e atender clientes (cidadãos)
Pertencer à comunidade
Estimular competição dentro do setor
público
Financiar resultados
Eric BUCY e Lance HOLBERT
Metodologias de pesquisas
William GAMSON
Consciência política
Conversações  negociações
de sentidos
Engajamento
James BOHMAN
Deliberação pública
Joshua COHEN
Legitimidade democrática
Deliberação
Seyla BENHABIB
Legitimidade democrática
Modelo deliberativo
Maeve COOKE
Democracia deliberativa
Amy GUTMANN e Dennis THOMPSON
Ética e política
Comprometimento
Democracia deliberativa
Jane MANSBRIDGE
Conversação cotidiana
Simone CHAMBERS
Teoria democrática deliberativa
Stefano ROLANDO
Edifício (estágios) da comunicação pública
Juan Camilo JARAMILLO LÓPEZ
Advocacy
Modelo de participação crescente
Adolpho QUEIROZ
Marketing político
Cicilia PERUZZO
Cidadania
Maria José da Costa OLIVEIRA
Responsabilidade social
Nelson FOSSATTI
Gestão pública
Mário ROSA
Escândalos
Eugênio BUCCI
Jornalismo
Doutorado: objeto de estudo
Análise da comunicação pública
• A característica de comunicação do
Ministério Saúde na cartilha é a da
previsão e do planejamento. As
mensagens são abstratas, pois estão
dirigidas a um idoso geral, do Oiapoque
ao Chuí, assim também as prescrições
são genéricas. Zemor (1995, p. 6-10)
Análise da comunicação pública
• A relação do Ministério da Saúde, enquanto emissor
da mensagem, com o idoso-receptor foi uma relação
na qual o cidadão-idoso foi visto apenas como
usuário do serviço público, onde não foi reconhecido
seu papel de contribuinte e eleitor, o que lhe daria
direito de decisão, ainda que limitado. A cartilha é
um espaço da prescrição da ordem. Apenas nos
capítulos três e cinco aponta comportamentos como
“mais adequados” e não como “determinantes” para
promoção da saúde e qualidade de vida (REIS, 2005)
• A cartilha representa a comunicação pública
de “Promoção ou Valorização” do Ministério
da Saúde, pois houve a intenção de diminuir
as internações dos idosos nas unidades de
saúde pública e também difundir informações
que melhorem a saúde e qualidade de vida da
população idosa, que tem alto percentual no
país, portanto está enquadrada no que Zemor
(1995, p. 19) denomina ‘grande causa social’.
Análise da comunicação pública
Análise da comunicação pública
• A cartilha Viver mais e melhor está ajustada
ao referencial de Zemor, do que é
comunicação pública. No entanto, faltou o
diálogo do Ministério com os usuários das
unidades de saúde pública, que é uma via
essencial para a avaliação daqueles serviços. A
pesquisa científica seria a via formal para esse
procedimento (REIS, 2005).
Referências
BRANDÃO. Elizabeth. Conceito de comunicação pública. In: DUARTE, Jorge (org.). Comunicação pública:
estado, mercado, sociedade e interesse público. São Paulo: Atlas, 2009, p. 01-33.
COSTA, João Roberto Vieira da. Comunicação de interesse público: ideias que movem pessoas e fazem um
mundo melhor (São Paulo: Jaboticaba, 2006.
DAGNINO, E. Sociedade civil e espaços públicos no Brasil (2002). In: DAGNINO, E. (org.). Sociedade civil e
espaços públicos no Brasil. São Paulo: Paz e Terra, p. 09-16.
DUARTE, Jorge. Sobre a emergência do(s) conceito(s) de comunicação pública. In: KUNSCH, Margarida M.
Krohling (Org.). Comunicação pública, sociedade e cidadania. São Caetano do Sul (SP): Difusão, 2011.
HABERMAS, Jürgen. Mudança estrutural da esfera pública. Tradução de Flávio Kothe, Rio de Janeiro: Tempo
Brasileiro, 1984.
MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Tradução de Antônio Caporale, Porto Alegre: L&PM Pocket, 1999.
MATOS, Heloiza. Comunicação pública, democracia e cidadania: o caso do Legislativo. In: SILVA, Luiz Martins da
(org.). Comunicação pública. Brasília: Casa das Musas, 2003.
MONTEIRO, Graça França. A singularidade da comunicação pública. In: DUARTE, Jorge (Org.). Comunicação
pública: estado, mercado, sociedade e interesse público. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
REIS, Devani Salomão de Moura. Comunicação pública dos serviços de saúde para o idoso: análise da
produção e percepção da cartilha “Viver Mais e Melhor”. Tese de Doutorado, Escola de Comunicações e
Artes/USP. 2005.
REIS, Patrícia Cerqueira. Tevê pública digital: análise da política pública para um espaço midiático interativo,
participativo e democrático. In: KUNSCH, Margarida M. Krohling (Org.). Comunicação pública, sociedade e
cidadania. São Caetano do Sul (SP): Difusão, 2011.
ZEMOR, Pierre. La communication publique. PUF, Col. Que sais-je ? Paris, 1995.
Comunicação Pública
Comunicação de
Interesse Público
Profª Drª Devani Salomão
Devani.salomao@gmail.com
Me. Simone Carvalho
carvalho.simone@gmail.com
USCS
08 nov. 2016

Comunicação pública - teorias

  • 1.
    Comunicação Pública Comunicação de InteressePúblico Profª Drª Devani Salomão devani.salomao@gmail.com Me. Simone Carvalho carvalho.simone@gmail.com USCS 08 nov. 2016
  • 3.
    • Artigo 37:resguarda que a administração pública direta e indireta tem por dever obedecer, dentre outros, o princípio da publicidade – preceito central para a transparência dos atos e fatos administrativos • Artigo 5º inciso XXXIII: estabelece que todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (LENZA, 2009, p. 689) • Fazer cumprir estes mandamentos da Constituição é, acima de tudo, exercer um direito fundamental e cidadão Constituição Federal
  • 4.
    • Benefícios concretosà sociedade ou a partes dela, surgindo da necessidade da manifestação do exercício de cidadania através das ferramentas de comunicação • Melhorias na compreensão e vivência de mundo • Prioridades da sociedade e de seus dirigentes no fim do século XX, quando a preocupação com sustentabilidade, responsabilidade social, democracia e cidadania se solidificou e passou a ocupar um espaço de maior prioridade para a sociedade Comunicação de Interesse Público
  • 5.
    • Comunicação deinteresse público : ideias que movem pessoas e fazem um mundo melhor: Toda vez que a comunicação busca o interesse público, promovendo resultados concretos para o indivíduo e a sociedade, estamos falando de Comunicação de Interesse Público • Comunicação pública, a publicidade de interesse público e o jornalismo de interesse público, além de qualquer outra vertente da comunicação que comungue dos fundamentos primordiais da CIP • Ex: campanhas de vacinação, alertas governamentais CIP – João Roberto Vieira da Costa
  • 6.
    Communication of PublicInterest • A comunicação de interesse público é um campo emergente, e aqueles que praticam ou estudam estão aplicando continuamente novos conhecimentos e técnicas para tornar seu trabalho mais eficaz. O campo pede os elementos a partir dos seus campos afins como das relações públicas, publicidade, jornalismo e marketing, mas é apoiado pela sociologia, psicologia, ciência política e neurociência. • É o desenvolvimento e implementação de campanhas de comunicação, estratégicas planejadas com base científica, com o objetivo principal de alcançar uma transformação comportamental positiva significativa e persistente sobre uma questão de interesse público que transcende os interesses particulares de uma única organização. • Então em que é base está se usando essa comunicação para impulsionar a mudança social.
  • 7.
    • Promoção dademocracia • Novas relações online: transformação dos moldes tradicionais de relacionamento, informações e prestação de serviços entre governo, os cidadãos e as organizações Comunicação digital
  • 8.
    Plano informacional –o governo propicia aos cidadãos informações on-line com maior efetividade Plano de serviços – o governo mostra-se mais acessível aos cidadão por meio de um portfólio de serviços on- line (RG, CPF, IR, multas e taxas, BO etc.) Plano comunicacional – o governo incrementa e melhora sua comunicação – direta, on-line e interativa – com os cidadãos e organizações, e vice-versa E-Gov
  • 9.
  • 10.
  • 11.
    Norbert BOBBIO Tolerância Construção jurídico-histórica dosdireitos humanos Direitos Morais Legais Naturais Positivos
  • 12.
  • 13.
    Axel HONNETH Luta porreconhecimento: relações de reconhecimento contêm pretensões normativas na sua estrutura, as quais possibilitam o esclarecimento da mudança social
  • 14.
    Hannah ARENDT Ruptura a lógica do razoável que permeia a reflexão jurídica não consegue dar conta da não- razoabilidade que caracteriza uma experiência como totalitária  gerada no bojo da própria modernidade, como um desdobramento inesperado e não-razoável de seus valores
  • 15.
    John RAWLS Justiça –princípios Justiça – equidade Liberdade Dever Obrigação Racionalidade Democracia Campo político Véu de ignorância
  • 16.
    Pierre ZÉMOR A comunicaçãopública é um tipo de comunicação que prioriza o interesse público, contribuindo para a construção da cidadania Interesse relacional
  • 17.
    Gaudêncio TORQUATO Comunicação política Opiniãopública Assessoria de imprensa Imagem dos poderes ELJ Plano de comunicação e marketing na administração pública Comunicação e marketing de campanhas eleitorais
  • 18.
    Heloiza MATOS Deliberação eparticipação pública Reconhecimento Capital social Cidadania – aspectos Metodologia e teoria
  • 19.
    Mariangela HASWANI Público VSprivado Estado Publicidade estatal Comunicações públicas: instituição pública; normativa; promoção da imagem; política; social fraterna; serviço; responsabilidade social; instituições quase públicas
  • 20.
  • 21.
  • 22.
    Rousiley MAIA Visibilidade midiática Deliberaçãopública Conversação cotidiana Redes cívicas Internet Democracia
  • 23.
    Wilson GOMES Esfera pública Visibilidade Democracia Capitalsocial Participação política Internet
  • 24.
    Jorge DUARTE A raizda evolução da comunicação governamental está na viabilização da democracia e na transformação do perfil da sociedade brasileira a partir da década de 1980
  • 25.
    Elizabeth BRANDÃO Permeia áreas:comunicação organizacional, comunicação científica, comunicação governamental, comunicação política e comunicação da sociedade civil organizada Todas têm em comum: função de estabelecer uma comunicação entre governo, Estado e sociedade
  • 26.
    Maria Helena WEBER Poderfiduciário Confiança atribuída Capital simbólico do político Estratégias retóricas de universalização de interesses particulares
  • 27.
    Venício LIMA Garantir auniversalização da liberdade de expressão forte monopolização do setor de comunicação em nosso país
  • 28.
    David OSBORNE eTed GAEBLER Maximizar produtividade e eficiência Flexibilizar modelos públicos (burocracia) Descentralizar autoridade Reduzir hierarquia Privilegiar qualidade Aproximar-se e atender clientes (cidadãos) Pertencer à comunidade Estimular competição dentro do setor público Financiar resultados
  • 29.
    Eric BUCY eLance HOLBERT Metodologias de pesquisas
  • 30.
    William GAMSON Consciência política Conversações negociações de sentidos Engajamento
  • 31.
    James BOHMAN Deliberação pública JoshuaCOHEN Legitimidade democrática Deliberação Seyla BENHABIB Legitimidade democrática Modelo deliberativo
  • 32.
    Maeve COOKE Democracia deliberativa AmyGUTMANN e Dennis THOMPSON Ética e política Comprometimento Democracia deliberativa Jane MANSBRIDGE Conversação cotidiana
  • 33.
    Simone CHAMBERS Teoria democráticadeliberativa Stefano ROLANDO Edifício (estágios) da comunicação pública Juan Camilo JARAMILLO LÓPEZ Advocacy Modelo de participação crescente
  • 34.
    Adolpho QUEIROZ Marketing político CiciliaPERUZZO Cidadania Maria José da Costa OLIVEIRA Responsabilidade social Nelson FOSSATTI Gestão pública Mário ROSA Escândalos Eugênio BUCCI Jornalismo
  • 35.
  • 36.
    Análise da comunicaçãopública • A característica de comunicação do Ministério Saúde na cartilha é a da previsão e do planejamento. As mensagens são abstratas, pois estão dirigidas a um idoso geral, do Oiapoque ao Chuí, assim também as prescrições são genéricas. Zemor (1995, p. 6-10)
  • 37.
    Análise da comunicaçãopública • A relação do Ministério da Saúde, enquanto emissor da mensagem, com o idoso-receptor foi uma relação na qual o cidadão-idoso foi visto apenas como usuário do serviço público, onde não foi reconhecido seu papel de contribuinte e eleitor, o que lhe daria direito de decisão, ainda que limitado. A cartilha é um espaço da prescrição da ordem. Apenas nos capítulos três e cinco aponta comportamentos como “mais adequados” e não como “determinantes” para promoção da saúde e qualidade de vida (REIS, 2005)
  • 38.
    • A cartilharepresenta a comunicação pública de “Promoção ou Valorização” do Ministério da Saúde, pois houve a intenção de diminuir as internações dos idosos nas unidades de saúde pública e também difundir informações que melhorem a saúde e qualidade de vida da população idosa, que tem alto percentual no país, portanto está enquadrada no que Zemor (1995, p. 19) denomina ‘grande causa social’. Análise da comunicação pública
  • 39.
    Análise da comunicaçãopública • A cartilha Viver mais e melhor está ajustada ao referencial de Zemor, do que é comunicação pública. No entanto, faltou o diálogo do Ministério com os usuários das unidades de saúde pública, que é uma via essencial para a avaliação daqueles serviços. A pesquisa científica seria a via formal para esse procedimento (REIS, 2005).
  • 40.
    Referências BRANDÃO. Elizabeth. Conceitode comunicação pública. In: DUARTE, Jorge (org.). Comunicação pública: estado, mercado, sociedade e interesse público. São Paulo: Atlas, 2009, p. 01-33. COSTA, João Roberto Vieira da. Comunicação de interesse público: ideias que movem pessoas e fazem um mundo melhor (São Paulo: Jaboticaba, 2006. DAGNINO, E. Sociedade civil e espaços públicos no Brasil (2002). In: DAGNINO, E. (org.). Sociedade civil e espaços públicos no Brasil. São Paulo: Paz e Terra, p. 09-16. DUARTE, Jorge. Sobre a emergência do(s) conceito(s) de comunicação pública. In: KUNSCH, Margarida M. Krohling (Org.). Comunicação pública, sociedade e cidadania. São Caetano do Sul (SP): Difusão, 2011. HABERMAS, Jürgen. Mudança estrutural da esfera pública. Tradução de Flávio Kothe, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984. MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Tradução de Antônio Caporale, Porto Alegre: L&PM Pocket, 1999. MATOS, Heloiza. Comunicação pública, democracia e cidadania: o caso do Legislativo. In: SILVA, Luiz Martins da (org.). Comunicação pública. Brasília: Casa das Musas, 2003. MONTEIRO, Graça França. A singularidade da comunicação pública. In: DUARTE, Jorge (Org.). Comunicação pública: estado, mercado, sociedade e interesse público. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009. REIS, Devani Salomão de Moura. Comunicação pública dos serviços de saúde para o idoso: análise da produção e percepção da cartilha “Viver Mais e Melhor”. Tese de Doutorado, Escola de Comunicações e Artes/USP. 2005. REIS, Patrícia Cerqueira. Tevê pública digital: análise da política pública para um espaço midiático interativo, participativo e democrático. In: KUNSCH, Margarida M. Krohling (Org.). Comunicação pública, sociedade e cidadania. São Caetano do Sul (SP): Difusão, 2011. ZEMOR, Pierre. La communication publique. PUF, Col. Que sais-je ? Paris, 1995.
  • 41.
    Comunicação Pública Comunicação de InteressePúblico Profª Drª Devani Salomão Devani.salomao@gmail.com Me. Simone Carvalho carvalho.simone@gmail.com USCS 08 nov. 2016