Revista CIF Brasil. 2020;12(2):42-43
CIF – basep
ICF – basep
Eduardo Santana Cordeiro
Doutor em Saúde Pública
edusantana@alumni.usp.br
COMUNICAÇÃO BREVE
Agosto, 2020
Uma das maiores demandas atuais é a busca pelo uso fácil da Classificação
Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) na determinação da perda de
funcionalidade. É importante aos órgãos oficiais que essa perda seja mensurada qualitativa e
quantitativamente.
Naquilo que se refere à incapacidade laboral, a Tabela ESC1
é uma referência, porém, o
seu uso é específico para a observação das alterações de funcionalidade relacionadas ao
trabalho.
Muito embora seja possível traçar um paralelo, é sabido que a incapacidade laboral é
diferente da incapacidade2
, visto que nesta seara entram as atividades de vida diária e não
apenas aquelas relacionadas ao trabalho.
Assim, este artigo visa apresentar uma adaptação da Tabela ESC, a fim de usá-la para
qualificação e quantificação da perda de funcionalidade, quando há outro fim, divergente da
incapacidade laboral. A fórmula de cálculo abaixo representa a adaptação:
DPF = CF + {[(Sd.3).3]+q1+q2+q3+q4}
7
A sigla DPF significa “determinação da perda de funcionalidade”, CF é a “constante de
funcionalidade”, Sd é a “soma dos qualificadores de Atividades & Participação” e a letra q
representa o qualificador utilizado em categorias de funções ou estruturas do corpo.
O usuário do instrumento deve selecionar até 07 categorias de Atividades &
Participação e considerar o qualificador de desempenho. Além disso, deve selecionar mais 04
categorias entre Funções e Estruturas do Corpo. A constante de funcionalidade, como na
Tabela ESC, é sempre 4,9.
Num exemplo aleatório, podemos ter 07 categorias de Atividades & Participação com
os seguintes qualificadores de desempenho: 3, 2, 3, 2, 3, 2, 3. Ainda, mais 04 categorias de
Funções ou Estruturas do Corpo com os seguintes qualificadores: 2, 3, 2, 3.
Revista CIF Brasil. 2020;12(2):42-43
Ainda considerando a Tabela ESC, a qualificação deve ser:
Até 4,9% sem incapacidade
Até 12% leve
Até 24% moderada
Até 40% grave
> 40% máxima
Neste exemplo, a fórmula ficaria assim:
DPF = 4,9 + {[(18.3).3]+2+3+2+3} = 29,47%
7
Incapacidade grave.
A CIF-basep, ou método de cálculo baseado em body, activities, structures,
envirionment e participation, pode auxiliar profissionais a apresentarem com facilidade o grau
de incapacidade, de forma qualitativa e quantitativa, de forma rápida e simples, desde que
haja conhecimento sólido sobre a CIF3
.
Referências bibliográficas
1. CORDEIRO ES, BRAMANTE IC. Funcionalidade para o Trabalho e perícias
biopsicossociais: a nova Tabela ESC. Revista Empório do Direito. 2019. Disponível em
https://emporiododireito.com.br/leitura/funcionalidade-para-o-trabalho-e-pericias-
biopsicossociais-a-nova-tabela-esc
2. FERNANDES FC, CHEREM AJ. Dano corporal e mensuração da incapacidade. Revista
Brasileira de Medicina do Trabalho. 2005;3(2):123-134.
3. OMS. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. 2020.
Editora USP.

CIF-basep

  • 1.
    Revista CIF Brasil.2020;12(2):42-43 CIF – basep ICF – basep Eduardo Santana Cordeiro Doutor em Saúde Pública edusantana@alumni.usp.br COMUNICAÇÃO BREVE Agosto, 2020 Uma das maiores demandas atuais é a busca pelo uso fácil da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) na determinação da perda de funcionalidade. É importante aos órgãos oficiais que essa perda seja mensurada qualitativa e quantitativamente. Naquilo que se refere à incapacidade laboral, a Tabela ESC1 é uma referência, porém, o seu uso é específico para a observação das alterações de funcionalidade relacionadas ao trabalho. Muito embora seja possível traçar um paralelo, é sabido que a incapacidade laboral é diferente da incapacidade2 , visto que nesta seara entram as atividades de vida diária e não apenas aquelas relacionadas ao trabalho. Assim, este artigo visa apresentar uma adaptação da Tabela ESC, a fim de usá-la para qualificação e quantificação da perda de funcionalidade, quando há outro fim, divergente da incapacidade laboral. A fórmula de cálculo abaixo representa a adaptação: DPF = CF + {[(Sd.3).3]+q1+q2+q3+q4} 7 A sigla DPF significa “determinação da perda de funcionalidade”, CF é a “constante de funcionalidade”, Sd é a “soma dos qualificadores de Atividades & Participação” e a letra q representa o qualificador utilizado em categorias de funções ou estruturas do corpo. O usuário do instrumento deve selecionar até 07 categorias de Atividades & Participação e considerar o qualificador de desempenho. Além disso, deve selecionar mais 04 categorias entre Funções e Estruturas do Corpo. A constante de funcionalidade, como na Tabela ESC, é sempre 4,9. Num exemplo aleatório, podemos ter 07 categorias de Atividades & Participação com os seguintes qualificadores de desempenho: 3, 2, 3, 2, 3, 2, 3. Ainda, mais 04 categorias de Funções ou Estruturas do Corpo com os seguintes qualificadores: 2, 3, 2, 3.
  • 2.
    Revista CIF Brasil.2020;12(2):42-43 Ainda considerando a Tabela ESC, a qualificação deve ser: Até 4,9% sem incapacidade Até 12% leve Até 24% moderada Até 40% grave > 40% máxima Neste exemplo, a fórmula ficaria assim: DPF = 4,9 + {[(18.3).3]+2+3+2+3} = 29,47% 7 Incapacidade grave. A CIF-basep, ou método de cálculo baseado em body, activities, structures, envirionment e participation, pode auxiliar profissionais a apresentarem com facilidade o grau de incapacidade, de forma qualitativa e quantitativa, de forma rápida e simples, desde que haja conhecimento sólido sobre a CIF3 . Referências bibliográficas 1. CORDEIRO ES, BRAMANTE IC. Funcionalidade para o Trabalho e perícias biopsicossociais: a nova Tabela ESC. Revista Empório do Direito. 2019. Disponível em https://emporiododireito.com.br/leitura/funcionalidade-para-o-trabalho-e-pericias- biopsicossociais-a-nova-tabela-esc 2. FERNANDES FC, CHEREM AJ. Dano corporal e mensuração da incapacidade. Revista Brasileira de Medicina do Trabalho. 2005;3(2):123-134. 3. OMS. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. 2020. Editora USP.