SlideShare uma empresa Scribd logo
Monumento à guerra do contestado
Capítulo 3 - Primeira República: dominação e resistência
 O esquema político-eleitoral por meio do qual as oligarquias
exerceram sua dominação durante a Primeira República foi
arquitetado no governo do presidente Campos Sales (1898-1902)
e funcionava da seguinte maneira: os chefes políticos locais,
chamados na época de coronéis, coagiam os eleitores a votarem
nos candidatos indicados por eles.
 Os coronéis a intimidação, mas geralmente conseguiam o voto do
eleitor por meio da “troca de favores”. Em troca exigiam que os
eleitores votassem em seus candidatos. Esse voto imposto e
controlado pelo coronel é chamado de “voto de cabresto”. Ele era
obtido nas áreas próximas à sua propriedade rural, os chamados
“currais eleitorais”. Por meio das alianças que faziam entre si, os
coronéis interferiam também na eleição do Presidente de Estado.
 A influencia do coronelismo foi fortíssima no interior do
Nordeste. Ele a exercia por meio de sua influência social e de suas
milícias particulares composta por jagunços e cangaceiros.
O domínio das oligarquias
O voto de cabresto
A política dos governadores
 As oligarquias estaduais ajudavam a eleger deputados e
senadores favoráveis ao presidente. Para garantir o sucesso
dessa política, Campos Sales aumentou também o controle
do Presidente da República sobre a Comissão de
Verificação de Poderes.
 A alternância entre São Paulo e Minas na Presidência da
República é chamada de política do café com leite.
Café com leite
ou café com política?
 A alternância entre São Paulo e Minas na Presidência da
República é chamada de política do café com leite.
 Aliança entre Minas Gerais e São Paulo, chamada de "Política
Café com Leite", não controlou de forma exclusiva o regime
republicano. Havia outros quatros estados, com acentuada
importância no cenário político: Rio Grande do Sul, Rio de
Janeiro, Bahia e Pernambuco. Além desses estados, havia dois
coadjuvantes respeitáveis: O exército e o executivo.
 O poder de Minas Gerias nesse período é explicado não pela
força econômica do gado de leite, mas pela sua projeção
política garantida pela bancada de 37 deputados, a maior do
país, além de ser o segundo maior produtor de café do Brasil,
na época.
Café com leite
ou café com política?
 A política de valorização do café foi definida no Convênio de Taubaté
(1906). O governo garantiria o preço mínimo por saca e
compraria o excedente ;
 Posto em prática em 1907 pelo governo de Afonso Pena, a curto e
médio prazo os efeitos foram positivos, mantendo o preço do café alto.
A longo prazo: aumentou a inflação; o governo emitiu dinheiro sem
lastro pra proteger cafeicultores; ampliou a dívida externa e a compra
do excedente se deu por meio de empréstimos; Essa política de defesa
dos preços do café é chamada de socialização dos prejuízos
Preço da saca de 60 kg de café entre 1893 e 1899
Ano Preço
1893 4,09 libras
1896 2,91 libras
1899 1,48 libras
A borracha da Amazônia  A aceleração da industrialização, na
segunda metade do século XIX, fez surgir
novos ramos de indústria, como: a
automobilística, a de bicicletas e a de
pneus, e consequentemente, houve um
grande aumento da procura por borracha
no exterior.
 No Brasil, o boom da borracha ocorreu
entre 1898 e 1910, chegando a f ser 25,7 %
das exportações e motivando uma enorme
migração de nordestinos para a Amazônia.
 A borracha vinha do látex, extraído da
seringueira, exclusivo da Amazônia
brasileira. No final do século XIX, Manaus
se tornou o centro de comercialização
desse produto para o Mundo, sobretudo
para a Europa e EUA.
 Após a 2ª Guerra surgiu a borracha
sintética, obtida de derivados de petróleo.
Com isso a borracha vegetal e o preço do
látex caíram ainda mais.
 Os ingleses contrabandearam mudas para
o sudeste da Ásia. Elas foram plantadas na
Indochina, Vietnam, Laos e Malásia, onde
a seringueira obteve excelentes resultados.
No Brasil, a seringueira é cultivada em doze
estados: São Paulo, Bahia, Mato Grosso,
Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Pará,
Tocantins, Mato Grosso do Sul, Paraná,
Amazonas e Acre. São Paulo é o maior
produtor com 58 % - 185 mil toneladas. A
seguir temos: Bahia, 48 mil toneladas, Mato
Grosso, 27 mil toneladas e Espírito Santo, 11
mil toneladas. O Brasil produz 35 % do que
consome, o restante é importado.
A borracha da Amazônia
 O Teatro Amazonas é testemunha desse breve período de esplendor vivido por
Manaus. Entre 1898 a 1910, a borracha foi o segundo produto da exportação
brasileira (25,7 %), perdendo apenas para o café, - 52,7%.
 A Amazônia foi responsável por quase 40% das exportações brasileiras. Manaus
era a capital mundial da venda de diamantes, e o seu teatro, com 681 lugares, foi
construído na Europa e trazido de navio para ser montado no Brasil.
 Sob o calor de 40 graus, os ricaços usavam terno, gravata-borboleta e colete,
imitando os ingleses. As mulheres vestiam-se com modelos parisienses.
Industrialização na Primeira República
Durante muito tempo se disse que o modelo de industrialização no Brasil foi o de
substituição de importações, ou seja, o país teria sido obrigado a produzir o
que antes importava em razão de crises internacionais, como a 1ª Guerra Mundial.
Novos estudos vêm demonstrando que a industrialização brasileira nasce, a partir
de capitais nacionais, aproveitando-se de condições favoráveis internamente.
Tanto em São Paulo quanto no Distrito Federal, as grandes empresas eram
responsáveis pela maior parte da produção industrial. Observe a tabela:
Ano
Número de
empresas
Capital
(conto de réis)
Número de operários
1907 662 167120 34850
1920 1542 441669 56517
1907 326 127702 24186
1920 4145 537817 83998
Distrito Federal (RJ) e São Paulo – indústrias: 1907 e 1920
Distrito Federal (RJ)
São Paulo
Industrialização na Primeira República
Tanto em São Paulo quanto no Distrito Federal,
as grandes empresas eram responsáveis pela
maior parte da produção industrial. Em são
Paulo, muitas dessas empresas foram montadas
por fazendeiros, como Antônio Alves
Penteado, ou por imigrantes italianos, como
Francisco Matarazzo e Rodolfo Crespi.
Os principais setores industriais da época eram:
o têxtil, o de alimentação, bebidas e o de
vestuário. Eram empreendimentos de porte
grande, médio e pequeno.
Industrialização e urbanização
No Brasil, a industrialização e a urbanização caminharam juntas.
Muitos bairros brasileiros nasceram ou cresceram em torno das
fábricas que lá se instalaram. No entanto, o crescimento da
industrialização/urbanização no Brasil daquela época foi bastante
desigual, sendo muito maior no sudeste. Observe a tabela:
Região Fábricas Operários
Norte 247 3691
Nordeste 2408 57496
Sudeste 7458 176548
Sul 3187 37253
Centro-Oeste 56 524
Total 13336 275512
Brasil – fábricas e operários (1920)
Operários desta
mesma fábrica, em
1917; note a presença
significativa de
mulheres e crianças.
Foto atual do
Cotonifício Rodolfo
Crespi, fundado em
1897, no bairro da
Mooca, zona leste de
São Paulo – SP.
A presença de “Tio Sam” na economia brasileira
Os empresários norte-americanos também montaram empresas no
Brasil, após a Primeira Guerra Mundial, quando os EUA passaram a ter
maior influência sobre a América Latina que a Inglaterra. As empresas
norte-americanas foram atraídas por vantagens como mão de obra e
matérias-primas mais baratas, ausência de leis trabalhistas e um
mercado consumidor em crescimento. Observe a lista de empresas
norte-americanas no Brasil entre 1912 e 1929:
1912 Amazon Land and Colonization
1915 The National City Bank of New York
1918 American Steel Export Company
1918 American International Steel Corporation
1920 Ford Motor Company
1923 Firestone Tire and Rubber Company
1924 Armour of Brazil Corporation
1926 Metro Goldwyn Mayer
1929 Pan American Airays Inc.
Urbanização e imigração
Durante a Primeira República o processo de industrialização esteve
entrelaçado também ao de imigração. Estima-se que, entre 1890 e 1930,
O Brasil tenha recebido cerca de 3 milhões e 200 mil imigrantes.
Observe as tabelas a seguir:
Italianos 1.156.472
Portugueses 1.030.666
Espanhóis 551385
Alemães 112593
Russos 108475
Japoneses 86577
Austríacos 79052
Sírio-libaneses 73690
Imigrantes no Brasil (1890-1930)
Imigrantes em São Paulo
(1890-1930)
Italianos 694498
Espanhóis 374658
Portugueses 362156
Japoneses 85103
Alemães 50507
Austríacos 33133
Outros 432954
Total 2.033.000
Os portugueses no Rio de Janeiro
Em sua maioria indivíduos pobres do norte e nordeste de Portugal, da região
do Minho e do Douro, imigravam buscando uma vida melhor. Ao chegar,
dedicaram-se a pequenos comércios, artesanato (alfaiataria, sapateiros,
ferreiros, caixeiros).
Os italianos em São Paulo e no Sul
Os primeiros imigrantes italianos chegaram ao Brasil no ano de 1870,
quando o governo do Brasil estava estimulando a imigração européia,
especialmente depois de 1850, época em que o tráfico de escravos foi abolido
no Brasil e os europeus estavam tomando o lugar da mão-de-obra escrava. Em
meados do século XIX, o governo brasileiro criou as primeiras colônias em
áreas rurais da Serra Gaúcha, (Caxias, Garibaldi e Bento Gonçalves, em 1875,
onde os italianos começaram a cultivar uva e produzir vinhos. Atualmente,
estas áreas de colonização italiana produzem os melhores vinhos do Brasil.
Também em 1875, foram fundadas as primeiras colônias catarinenses em
Criciúma e Urussanga e, em seguida, as primeiras do Estado do Paraná.
Mesmo tendo sido a região sul que primeiro recebeu os imigrantes italianos,
foi a região sudeste que recebeu o maior número de imigrantes italianos,
devido ao processo de expansão das fazendas de café, no Estado de São Paulo.
Os asiáticos
Os asiáticos começaram a chegar ao Brasil no final do século
XIX e início do XX. Os primeiros japoneses chegaram ao
Brasil em 1908. Até a década de 1950, mais de 250 mil
nipônicos imigraram para o Brasil. Atualmente, essa
população é estimada em 1,5 milhões de pessoas, a maior
concentração de descendentes de japoneses fora do Japão.
Outros grupos do leste asiático também são significativos no
Brasil: sírio-libaneses, coreanos. Além desses, a comunidade
judaica também se acha distribuída por vários estados
brasileiros, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul,
Pernambuco e, sobretudo, em São Paulo.
Mais de 70% dos brasileiros asiáticos estão concentradas no
estado de São Paulo. Também existem populações
significativas no Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Pará
e Pernambuco.
No começo do século XX, grande parte da borracha comercializada no
mundo tinha como origem os seringais da Amazônia. Muitos migrantes
nordestinos foram para o Acre, que até 1903 pertencia à Bolívia. A ocupação
do Acre pelos brasileiros gerou uma tensão diplomática entre Bolívia e Brasil.
O problema ficou historicamente conhecido como A Questão do Acre. Para
resolver essas tensões, o ministro das relações exteriores do Brasil, Barão do
Rio Branco, liderou as negociações entre os dois países, firmando em 17 de
novembro de 1903, o Tratado de Petrópolis, que estabeleceu:
 Anexação do território do Acre do ao Brasil, custou 2 milhões de libras
esterlinas paga à Bolívia e uma indenização paga ao Bolivian Syndicate, no
valor de 110 mil libras esterlinas;
 O Brasil cedeu à Bolívia algumas faixas de terras na região da foz do rio
Abunã (na fronteira norte entre Brasil e Bolívia), e na região de fronteira
no estado do Mato Grosso;
 O Brasil deveria construir uma ferrovia, para que os bolivianos pudessem
fazer o escoamento de sua produção pelo rio Amazonas. Após quase sete
anos de construção, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré ficou pronta em
1912.
Excluída politicamente pelas restrições legais do direito ao voto e pela
fraude eleitoral, coagida pelos poderosos, e vivendo na penúria, a
população pobre dos primeiros tempos da República reagiu e manifestou
sua insatisfação em vários protestos e rebeliões sociais.
Situação do Nordeste no final do século XIX (contexto histórico):
 Fome e desemprego – grande parte da população pobre estava sem emprego
em função da seca e da falta de oportunidades em outras áreas da economia.
Sem rendimentos, muitas famílias ficavam sem ter o que comer;
 Seca – a região do agreste ficava muitos meses e até anos sem receber chuvas.
Este fator dificultava a agricultura e matava o gado.
 Falta de apoio político – os governantes e políticos da região não davam a
mínima atenção para as populações carentes;
 Violência – era comum a existência de grupos armados que trabalhavam para
latifundiários. Estes espalhavam a violência pela região.
 Fanatismo religioso: era comum a existência de beatos que arrebanhavam
seguidores prometendo uma vida melhor.
 Período: de novembro de 1896 a outubro de 1897.
 Local: interior do sertão da Bahia
 Envolvidos: de um lado os habitantes do Arraial de Canudos (jagunços,
sertanejos pobres e miseráveis, fanáticos religiosos) liderados pelo beato
Antônio Conselheiro. Do outro lado as tropas do governo da Bahia com
apoio de militares enviados pelo governo federal.
Causas da Guerra:
 O governo da Bahia, com apoio dos latifundiários, não concordava com o
fato dos habitantes de Canudos não pagarem impostos e viverem sem
seguir as leis estabelecidas. Afirmava também que Antônio Conselheiro
defendia a volta da Monarquia.
 Por outro lado, Antônio Conselheiro defendia o fim da cobrança dos
impostos e era contrário ao casamento civil. Ele afirmava ser um enviado de
Deus que deveria liderar o movimento contra as diferenças e injustiças
sociais. Era também um crítico do sistema republicano, como ele
funcionava no período.
Os conflitos militares:
Nas três primeiras tentativas das tropas governistas em combater o arraial de
Canudos nenhuma foi bem sucedida. Os sertanejos e jagunços se armaram e
resistiram com força contra os militares. Na quarta tentativa, o governo da
Bahia solicitou apoio das tropas federais. Militares de várias regiões do Brasil,
usando armas pesadas, foram enviados para o sertão baiano. Massacraram os
habitantes do arraial de Canudos de forma brutal e até injusta. Crianças,
mulheres e idosos foram mortos sem piedade.
Significado do conflito:
A Guerra de canudos significou a luta e resistência das populações
marginalizadas do sertão nordestino no final do século XIX. Embora
derrotados, mostraram que não aceitavam a situação de injustiça social que
reinava na região.
Indicação de filme sobre o tema:
 Guerra de Canudos - Ano: 1997;
 Temas: conflitos sociais no início da República, Guerra de Canudos
 Foi um conflito armado que ocorreu na região Sul do Brasil, entre
outubro de 1912 e agosto de 1916. Envolveu cerca de 20 mil camponeses
que enfrentaram forças militares dos poderes federal e estadual. Ganhou
esse nome porque os conflitos ocorreram numa área de disputa
territorial entre os estados do Paraná e Santa Catarina.
 Os coronéis da região e os governos (federal e estadual) começaram a
ficar preocupados com a liderança de José Maria e sua capacidade de
atrair os camponeses. O governo passou a acusar o beato de ser um
inimigo da República, que tinha como objetivo desestruturar o governo e
a ordem da região. Com isso, policiais e soldados do exército foram
enviados para o local, com o objetivo de desarticular o movimento.
 Os soldados e policiais começaram a perseguir o beato e seus seguidores.
Armados de espingardas de caça, facões e enxadas, os camponeses
resistiram e enfrentaram as forças oficiais que estavam bem armadas.
Nestes conflitos armados, entre 5 mil e 8 mil rebeldes, na maioria
camponeses, morreram. As baixas do lado das tropas oficiais foram bem
menores.
Capítulo 3 - Primeira República - dominação e resistência
O Fim da Guerra - A guerra terminou somente em 1916, quando as tropas oficiais
conseguiram prender Adeodato, que era um dos chefes do último reduto de rebeldes
da revolta. Ele foi condenado a trinta anos de prisão.
Conclusão - A Guerra do Contestado mostra a forma com que os políticos e os
governos tratavam as questões sociais no início da República. Os interesses
financeiros de grandes empresas e proprietários rurais ficavam sempre acima das
necessidades da população mais pobre. Não havia espaço para a tentativa de
solucionar os conflitos com negociação. Quando havia organização daqueles que
eram injustiçados, as forças oficiais, com apoio dos coronéis, combatiam os
movimentos com repressão e força militar.
Cangaceiros e cangaço
Entre o final do século XIX e a década de 1930, no interior do nordeste
brasileiro, bandos de homens armados, conhecidos como cangaceiros,
agiam à margem da lei e contestavam a ordem dominante dos latifundiários
e dos coronéis.
Bandos armados, obedientes a um chefe (Cangaço dependente) e que vivem
de assaltos e saques sempre existiram. Mas os termos cangaceiros e
cangaço só foram usados em um espaço delimitado: as áreas de caatinga
que constituem o chamado Polígono das Secas.
Lampião e seu bando agiam quase sempre com um objetivo definido:
conseguir recursos para continuar no cangaço ou vingar traições e ofensas.
Para conseguir recursos, eles cobravam dos fazendeiros e comerciantes uma
espécie de “imposto”, já que o objetivo era vingança, espancavam,
saqueavam tanto pobres quanto ricos e humilhavam autoridades. Em 1938,
delatado por um coiteiro, Lampião, Maria Bonita e mais nove
companheiros foram mortos e decapitados. Dois anos depois (1940),
Corisco,, que sucedera Lampião na chefia do bando, também foi morto.
Sua morte marcou o fim do Cangaço independente.
Cavalos do Cão
(Zé Ramalho)
Corriam nos anos trinta
No nordeste brasileiro
Algumas sociedades
lutavam pelo dinheiro
Que vendiam pelas terras
Coronéis em pé-de-guerra
Beatos e cangaceiros...
E correr da volante,
No meio da noite,
No meio da caatinga
Que quer me pegar.
Na memória da vingança
Um desejo de menino
Um cavaleiro do diabo
Corre atrás do seu destino
Condenado em sua terra
Coronéis em pé-de-guerra
Beatos e cangaceiros…
E correr da volante,
No meio da noite,
No meio da caatinga
Que quer me pegar.
Em 1904, estourou um movimento de caráter popular na cidade do Rio
de Janeiro. O motivo que desencadeou a revolta foi a campanha de
vacinação obrigatória, imposta pelo governo federal, contra a varíola.
Situação do Rio de Janeiro no início do século XX
Em situação precária, a população sofria com a falta de um sistema
eficiente de saneamento básico. Este fato desencadeava constantes
epidemias, entre elas, febre amarela, peste bubônica e varíola. A
população de baixa renda, que morava em habitações precárias, era a
principal vítima deste contexto.
Preocupado com esta situação, o então presidente Rodrigues Alves
colocou em prática um projeto de saneamento básico e reurbanização
do centro da cidade. O médico e sanitarista Oswaldo Cruz foi
designado pelo presidente para ser o chefe do Departamento Nacional
de Saúde Pública, com o objetivo de melhorar as condições sanitárias
da cidade.
Modernização e revolta no Rio de janeiro
A Campanha de Vacinação Obrigatória contra a varíola foi
colocada em prática em novembro de 1904. Já haviam morrido 4201
vítimas da doença. Embora seu objetivo fosse positivo, ela foi aplicada
de forma autoritária e violenta. Em alguns casos, os agentes sanitários
invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força, provocando revolta
nas pessoas. Essa recusa em ser vacinado acontecia, pois grande parte
das pessoas não conhecia o que era uma vacina e tinham medo de
seus efeitos.
A Revolta Popular aumentava a cada dia, impulsionada também
pela crise econômica (desemprego, inflação e alto custo de vida) e a
reforma urbana que retirou a população pobre do centro da cidade,
derrubando vários cortiços e outros tipos de habitações mais simples.
As manifestações populares e conflitos se espalham pelas ruas da
capital brasileira. Populares destroem bondes, apedrejam prédios
públicos e espalham a desordem pela cidade. Em 16 de novembro de
1904, o presidente Rodrigues Alves revoga a lei da vacinação
obrigatória, colocando nas ruas o exército, a marinha e a polícia para
acabar com os tumultos. Em poucos dias a cidade voltava a calma e a
ordem.
Capítulo 3 - Primeira República - dominação e resistência
Foi um levante que tinha embasamento em questões sociais, composto por
integrantes das subdivisões da Marinha, em 1910. No movimento houve a rebelião
de 2400 marinheiros contra a aplicação de castigos físicos, provocados em
represália a faltas que os marinheiros cometessem. No motim, foram mortos
pessoas que traíram o movimento e alguns oficiais da marinha e houve tomada da
embarcação com intensão de bombardear a cidade.
Objetivos:
O objetivo da Revolta da Chibata era a extinção dos castigos físicos sofridos
pelos marinheiros, o fim do aprisionamento em celas isoladas, uma alimentação
mais digna e saudável e que fosse colocada em prática o reajuste salarial de seus
honorários ( já votadas em congresso). Dentre os objetivos citados, o de maior
necessidade e de urgência era a abolição dos castigos sofridos, os quais serviam,
segundo os oficiais, de exemplo para os demais marinheiros, sendo obrigados a
assisti-los.
Causas:
 insatisfação com punições físicas;
 insatisfação com alimentação;
 reivindicavam melhores salários;
 isolamento em celas como consequência de uma punição;
A Revolta contra a chibata
A Revolta contra a chibata
O Estopim - Quando um marinheiro da embarcação, Marcelino
Rodrigues, levou 250 chicotadas por ter machucado um companheiro da
Marinha no interior do navio de guerra, Minas Gerais, que tinha como
destino a cidade do Rio de Janeiro. Os rebelados assassinaram o capitão do
navio e mais três militares.
Quem ficou a frente do movimento foi o João Cândido – popularmente
conhecido na história como Almirante Negro – responsável por escrever a
missiva com as solicitações exigidas para o fim da revolta.
Consequências - O presidente da época, Hermes da Fonseca, se viu na
necessidade de acatar as reivindicações dos manifestantes, e deu sua
palavra em relação a realização das exigências do movimento. Os
marinheiros a favor do movimento acreditaram na palavra do governante e
entregaram suas armas e a embarcação, mas o presidente não cumpriu o
trato e baniu alguns marinheiros que fazia parte do motim. Não satisfeitos,
os marinheiros mais ávidos por mudanças provocaram um novo levante na
Ilha das Cobras, porém foram severamente punidos pelas tropas do
governo, resultando em muitas mortes e o restante banidos da Marinha.
A Greve de 1917 - Nas primeiras décadas da República, os operários
tinham as jornadas de trabalho de 10 a 14 horas por dia, a exploração do
trabalho infantil e feminino era constante, os salários eram extremamente
baixos, e os acidentes e mutilações eram frequentes.
Aqui no Brasil a primeira grande influência do movimento operário veio do
anarquismo, trazido da Europa pelos imigrantes italianos, com destaque
para líderes como Edgar Leuenroth, Luiz Magrassi e Alfredo Vasquez. Os
operários fizeram várias greves pelas 8 horas diárias, mas sempre foram
duramente reprimidos pelo governo que aprovou uma lei que lhe permitia
expulsar do Brasil os estrangeiros grevistas. Os anarquistas foram os
organizadores e líderes da Greve Geral de Julho de 1917, ocorrida em São
Paulo. Na ocasião, houve a morte do sapateiro anarquista Antônio I.
Martinez, o que serviu para fortalecer o movimento e espalhá-lo para Minas
Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, fazendo com que o
movimento obtivesse algumas conquistas do patronato. Terminada a greve,
os patões não cumpriram o combinado e passaram a perseguir e dispensar os
grevistas, expulsando vários dirigentes operários estrangeiros.
A Fundação do PCB - No final de 1917 ocorreu a Revolução Russa e a
partir desse momento o anarquismo entrou em declínio e o socialismo
passou a ser a principal influência do movimento operário brasileiro.
Em 1922 ocorreu a fundação do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Porém,
no Brasil, o governo republicano e as elites proprietárias de terras rejeitavam
e combatiam o socialismo, pois havia o medo do fim da propriedade privada,
uma das principais bandeiras defendidas pelos socialistas. Por isso, o PCB
foi colocado na ilegalidade apenas 2 anos depois, no ano 1924. Para dar
continuidade as suas atividades os socialistas criaram uma legenda
alternativa para não serem perseguidos pelo governo e terem condições de
participar das eleições. Esta legenda era o BOC (Bloco Operário Camponês).
Assim como acontecia com os sertanejos no meio rural, os trabalhadores das
cidades também foram tratados com intensa violência durante suas
manifestações. A fala do presidente Washington Luís (1926-1930) revela
muito bem o pensamento das elites brasileiras naquele contexto da
República Velha. Segunda ele “a questão social era caso de polícia”. Ou seja, a
república brasileira era feita somente para os ricos proprietários de terras.
Bibliografia:
História sociedade & cidadania.
Alfredo Boulos Júnior
FTD – 1ª Edição – 2013
3º Ano
Capítulo 3 - Primeira República - dominação e resistência

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

República Populista (1946-1964)
República Populista (1946-1964)República Populista (1946-1964)
República Populista (1946-1964)
Edenilson Morais
 
3° ano República da Espada
3° ano   República da Espada3° ano   República da Espada
3° ano República da Espada
Daniel Alves Bronstrup
 
A ditadura militar no brasil
A ditadura militar no brasilA ditadura militar no brasil
A ditadura militar no brasil
Fatima Freitas
 
Segunda revolucao industrial
Segunda revolucao industrialSegunda revolucao industrial
Segunda revolucao industrial
monica10
 
O governo Jânio Quadros (1961)
O governo Jânio Quadros (1961)O governo Jânio Quadros (1961)
O governo Jânio Quadros (1961)
Edenilson Morais
 
Regimes totalitários
Regimes totalitáriosRegimes totalitários
Regimes totalitários
Isaquel Silva
 
Primeira República
Primeira RepúblicaPrimeira República
Primeira República
isameucci
 
3º ano - Ditadura Militar e Redemocratização
3º ano - Ditadura Militar e Redemocratização3º ano - Ditadura Militar e Redemocratização
3º ano - Ditadura Militar e Redemocratização
Daniel Alves Bronstrup
 
9º ano história rafa - era vargas
9º ano   história   rafa  - era vargas9º ano   história   rafa  - era vargas
9º ano história rafa - era vargas
Rafael Noronha
 
9º ano Brasil República
9º ano Brasil República9º ano Brasil República
9º ano Brasil República
Expedito Martins
 
Revisão 6º ano ASSUNTO : Roma Antiga
Revisão 6º ano ASSUNTO : Roma AntigaRevisão 6º ano ASSUNTO : Roma Antiga
Revisão 6º ano ASSUNTO : Roma Antiga
Janaína Bindá
 
A crise do sistema colonial e a independência
A crise do sistema colonial e a independênciaA crise do sistema colonial e a independência
A crise do sistema colonial e a independência
Andreia Regina Moura Mendes
 
Chegada da família real ao brasil
Chegada da família real ao brasilChegada da família real ao brasil
Chegada da família real ao brasil
Geová da Silva
 
O golpe de 1964
O golpe de 1964O golpe de 1964
O golpe de 1964
Edenilson Morais
 
Primeiro Reinado
Primeiro ReinadoPrimeiro Reinado
Primeiro Reinado
Claudenilson da Silva
 
Brasil imperial
Brasil imperialBrasil imperial
Brasil imperial
Vivihistoria
 
Getulio vargas
Getulio vargasGetulio vargas
Getulio vargas
maida marciano
 
Primeira guerra mundial
Primeira guerra mundialPrimeira guerra mundial
Primeira guerra mundial
Janaína Tavares
 
2° ano - Brasil Império: Segundo Reinado
2° ano  - Brasil Império: Segundo Reinado2° ano  - Brasil Império: Segundo Reinado
2° ano - Brasil Império: Segundo Reinado
Daniel Alves Bronstrup
 
Independência do Brasil e da Bahia
Independência do Brasil e da BahiaIndependência do Brasil e da Bahia
Independência do Brasil e da Bahia
Aulas de História
 

Mais procurados (20)

República Populista (1946-1964)
República Populista (1946-1964)República Populista (1946-1964)
República Populista (1946-1964)
 
3° ano República da Espada
3° ano   República da Espada3° ano   República da Espada
3° ano República da Espada
 
A ditadura militar no brasil
A ditadura militar no brasilA ditadura militar no brasil
A ditadura militar no brasil
 
Segunda revolucao industrial
Segunda revolucao industrialSegunda revolucao industrial
Segunda revolucao industrial
 
O governo Jânio Quadros (1961)
O governo Jânio Quadros (1961)O governo Jânio Quadros (1961)
O governo Jânio Quadros (1961)
 
Regimes totalitários
Regimes totalitáriosRegimes totalitários
Regimes totalitários
 
Primeira República
Primeira RepúblicaPrimeira República
Primeira República
 
3º ano - Ditadura Militar e Redemocratização
3º ano - Ditadura Militar e Redemocratização3º ano - Ditadura Militar e Redemocratização
3º ano - Ditadura Militar e Redemocratização
 
9º ano história rafa - era vargas
9º ano   história   rafa  - era vargas9º ano   história   rafa  - era vargas
9º ano história rafa - era vargas
 
9º ano Brasil República
9º ano Brasil República9º ano Brasil República
9º ano Brasil República
 
Revisão 6º ano ASSUNTO : Roma Antiga
Revisão 6º ano ASSUNTO : Roma AntigaRevisão 6º ano ASSUNTO : Roma Antiga
Revisão 6º ano ASSUNTO : Roma Antiga
 
A crise do sistema colonial e a independência
A crise do sistema colonial e a independênciaA crise do sistema colonial e a independência
A crise do sistema colonial e a independência
 
Chegada da família real ao brasil
Chegada da família real ao brasilChegada da família real ao brasil
Chegada da família real ao brasil
 
O golpe de 1964
O golpe de 1964O golpe de 1964
O golpe de 1964
 
Primeiro Reinado
Primeiro ReinadoPrimeiro Reinado
Primeiro Reinado
 
Brasil imperial
Brasil imperialBrasil imperial
Brasil imperial
 
Getulio vargas
Getulio vargasGetulio vargas
Getulio vargas
 
Primeira guerra mundial
Primeira guerra mundialPrimeira guerra mundial
Primeira guerra mundial
 
2° ano - Brasil Império: Segundo Reinado
2° ano  - Brasil Império: Segundo Reinado2° ano  - Brasil Império: Segundo Reinado
2° ano - Brasil Império: Segundo Reinado
 
Independência do Brasil e da Bahia
Independência do Brasil e da BahiaIndependência do Brasil e da Bahia
Independência do Brasil e da Bahia
 

Semelhante a Capítulo 3 - Primeira República - dominação e resistência

República oligárquica e a política do café com
República oligárquica e a política do café comRepública oligárquica e a política do café com
República oligárquica e a política do café com
Thammires
 
O Brasil chega ao século XX
O Brasil chega ao século XXO Brasil chega ao século XX
O Brasil chega ao século XX
Débora Morais
 
Brasil república velha - Brasil no século XX
Brasil república velha - Brasil no século XXBrasil república velha - Brasil no século XX
Brasil república velha - Brasil no século XX
Ítalo Azevedo Araújo
 
As questões de fronteiras rep. velha
As questões de fronteiras rep. velhaAs questões de fronteiras rep. velha
As questões de fronteiras rep. velha
daviprofessor
 
A república velha
A república velhaA república velha
A república velha
historiando
 
A república velha
A república velhaA república velha
A república velha
historiando
 
A república velha
A república velhaA república velha
A república velha
historiando
 
A república velha
A república velhaA república velha
A república velha
historiando
 
Historia ..
Historia ..Historia ..
Historia ..
Jonas
 
2º reinado
2º reinado2º reinado
2º reinado
harlissoncarvalho
 
Apresentação segundo reinado 2012
Apresentação segundo reinado 2012Apresentação segundo reinado 2012
Apresentação segundo reinado 2012
ProfessoresColeguium
 
História 9°ano - imperialismo - escravidão no brasil imperial
História   9°ano - imperialismo - escravidão no brasil imperialHistória   9°ano - imperialismo - escravidão no brasil imperial
História 9°ano - imperialismo - escravidão no brasil imperial
Professor de História
 
2º Reinado
2º Reinado2º Reinado
2º Reinado
jose brandaos
 
Imigração
ImigraçãoImigração
Imigração
Jonas
 
Brasil
BrasilBrasil
crise republica velha e revolucao de 1930
crise republica velha e revolucao de 1930crise republica velha e revolucao de 1930
crise republica velha e revolucao de 1930
Julio Cesar Yusuf Cavalcanti
 
A República Oligárquica
A República OligárquicaA República Oligárquica
A República Oligárquica
Anncr Nncr
 
primeirarepublicacompleto-160518140115.pdf
primeirarepublicacompleto-160518140115.pdfprimeirarepublicacompleto-160518140115.pdf
primeirarepublicacompleto-160518140115.pdf
Sandro Nandolpho
 
2º SEGUNDO REINADO.ppt
2º SEGUNDO REINADO.ppt2º SEGUNDO REINADO.ppt
2º SEGUNDO REINADO.ppt
HelderHenrique8
 
Segundo reinado completo
Segundo reinado   completoSegundo reinado   completo
Segundo reinado completo
Pérysson Nogueira
 

Semelhante a Capítulo 3 - Primeira República - dominação e resistência (20)

República oligárquica e a política do café com
República oligárquica e a política do café comRepública oligárquica e a política do café com
República oligárquica e a política do café com
 
O Brasil chega ao século XX
O Brasil chega ao século XXO Brasil chega ao século XX
O Brasil chega ao século XX
 
Brasil república velha - Brasil no século XX
Brasil república velha - Brasil no século XXBrasil república velha - Brasil no século XX
Brasil república velha - Brasil no século XX
 
As questões de fronteiras rep. velha
As questões de fronteiras rep. velhaAs questões de fronteiras rep. velha
As questões de fronteiras rep. velha
 
A república velha
A república velhaA república velha
A república velha
 
A república velha
A república velhaA república velha
A república velha
 
A república velha
A república velhaA república velha
A república velha
 
A república velha
A república velhaA república velha
A república velha
 
Historia ..
Historia ..Historia ..
Historia ..
 
2º reinado
2º reinado2º reinado
2º reinado
 
Apresentação segundo reinado 2012
Apresentação segundo reinado 2012Apresentação segundo reinado 2012
Apresentação segundo reinado 2012
 
História 9°ano - imperialismo - escravidão no brasil imperial
História   9°ano - imperialismo - escravidão no brasil imperialHistória   9°ano - imperialismo - escravidão no brasil imperial
História 9°ano - imperialismo - escravidão no brasil imperial
 
2º Reinado
2º Reinado2º Reinado
2º Reinado
 
Imigração
ImigraçãoImigração
Imigração
 
Brasil
BrasilBrasil
Brasil
 
crise republica velha e revolucao de 1930
crise republica velha e revolucao de 1930crise republica velha e revolucao de 1930
crise republica velha e revolucao de 1930
 
A República Oligárquica
A República OligárquicaA República Oligárquica
A República Oligárquica
 
primeirarepublicacompleto-160518140115.pdf
primeirarepublicacompleto-160518140115.pdfprimeirarepublicacompleto-160518140115.pdf
primeirarepublicacompleto-160518140115.pdf
 
2º SEGUNDO REINADO.ppt
2º SEGUNDO REINADO.ppt2º SEGUNDO REINADO.ppt
2º SEGUNDO REINADO.ppt
 
Segundo reinado completo
Segundo reinado   completoSegundo reinado   completo
Segundo reinado completo
 

Mais de Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo

Reforma da Previdencia 2019
Reforma da Previdencia 2019Reforma da Previdencia 2019
Reforma da Previdencia 2019
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
A Greve dos Caminhonheiros
A Greve dos CaminhonheirosA Greve dos Caminhonheiros
A Greve dos Caminhonheiros
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Insalubridade e Periculosidade
Insalubridade e PericulosidadeInsalubridade e Periculosidade
Insalubridade e Periculosidade
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de Roma
Capítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de RomaCapítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de Roma
Capítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de Roma
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulo 7 - Expansão e ouro na américa portuguesa
Capítulo 7 - Expansão e ouro na américa portuguesaCapítulo 7 - Expansão e ouro na américa portuguesa
Capítulo 7 - Expansão e ouro na américa portuguesa
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulo 9 - Roma Antiga
Capítulo 9 - Roma AntigaCapítulo 9 - Roma Antiga
Capítulo 9 - Roma Antiga
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulo 6 - A Era Vargas
Capítulo 6 - A Era VargasCapítulo 6 - A Era Vargas
Capítulo 6 - A Era Vargas
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulo 4 - A grande depressão, o fascismo e o nazismo
Capítulo 4 - A grande depressão, o fascismo e o nazismoCapítulo 4 - A grande depressão, o fascismo e o nazismo
Capítulo 4 - A grande depressão, o fascismo e o nazismo
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
A Revolução Russa
A Revolução RussaA Revolução Russa
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesaCapítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulos 7-8 - Grécia Antiga
Capítulos 7-8 - Grécia AntigaCapítulos 7-8 - Grécia Antiga
Capítulos 7-8 - Grécia Antiga
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulo 3 - Povos indígenas no Brasil
Capítulo 3 - Povos indígenas no BrasilCapítulo 3 - Povos indígenas no Brasil
Capítulo 3 - Povos indígenas no Brasil
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulo 2 - América indígena
Capítulo 2 - América indígenaCapítulo 2 - América indígena
Capítulo 2 - América indígena
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulo 5 - Hebreus, fenícios e persas
Capítulo 5 - Hebreus, fenícios e persasCapítulo 5 - Hebreus, fenícios e persas
Capítulo 5 - Hebreus, fenícios e persas
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulo 4 - África Antiga: egito e núbia
Capítulo 4 - África Antiga: egito e núbiaCapítulo 4 - África Antiga: egito e núbia
Capítulo 4 - África Antiga: egito e núbia
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulo 3 - Mesopotâmia
Capítulo 3 - MesopotâmiaCapítulo 3 - Mesopotâmia
Capítulo 3 - Mesopotâmia
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Princesa Leopoldina
Princesa LeopoldinaPrincesa Leopoldina
Operação Carne Fraca
Operação Carne FracaOperação Carne Fraca
Capítulo 1 - Renascimento e Reformas Religiosas
Capítulo 1 -  Renascimento e Reformas ReligiosasCapítulo 1 -  Renascimento e Reformas Religiosas
Capítulo 1 - Renascimento e Reformas Religiosas
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
Capítulo 1 - História, tempo e cultura
Capítulo 1 - História, tempo e culturaCapítulo 1 - História, tempo e cultura
Capítulo 1 - História, tempo e cultura
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 

Mais de Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo (20)

Reforma da Previdencia 2019
Reforma da Previdencia 2019Reforma da Previdencia 2019
Reforma da Previdencia 2019
 
A Greve dos Caminhonheiros
A Greve dos CaminhonheirosA Greve dos Caminhonheiros
A Greve dos Caminhonheiros
 
Insalubridade e Periculosidade
Insalubridade e PericulosidadeInsalubridade e Periculosidade
Insalubridade e Periculosidade
 
Capítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de Roma
Capítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de RomaCapítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de Roma
Capítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de Roma
 
Capítulo 7 - Expansão e ouro na américa portuguesa
Capítulo 7 - Expansão e ouro na américa portuguesaCapítulo 7 - Expansão e ouro na américa portuguesa
Capítulo 7 - Expansão e ouro na américa portuguesa
 
Capítulo 9 - Roma Antiga
Capítulo 9 - Roma AntigaCapítulo 9 - Roma Antiga
Capítulo 9 - Roma Antiga
 
Capítulo 6 - A Era Vargas
Capítulo 6 - A Era VargasCapítulo 6 - A Era Vargas
Capítulo 6 - A Era Vargas
 
Capítulo 4 - A grande depressão, o fascismo e o nazismo
Capítulo 4 - A grande depressão, o fascismo e o nazismoCapítulo 4 - A grande depressão, o fascismo e o nazismo
Capítulo 4 - A grande depressão, o fascismo e o nazismo
 
A Revolução Russa
A Revolução RussaA Revolução Russa
A Revolução Russa
 
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesaCapítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
 
Capítulos 7-8 - Grécia Antiga
Capítulos 7-8 - Grécia AntigaCapítulos 7-8 - Grécia Antiga
Capítulos 7-8 - Grécia Antiga
 
Capítulo 3 - Povos indígenas no Brasil
Capítulo 3 - Povos indígenas no BrasilCapítulo 3 - Povos indígenas no Brasil
Capítulo 3 - Povos indígenas no Brasil
 
Capítulo 2 - América indígena
Capítulo 2 - América indígenaCapítulo 2 - América indígena
Capítulo 2 - América indígena
 
Capítulo 5 - Hebreus, fenícios e persas
Capítulo 5 - Hebreus, fenícios e persasCapítulo 5 - Hebreus, fenícios e persas
Capítulo 5 - Hebreus, fenícios e persas
 
Capítulo 4 - África Antiga: egito e núbia
Capítulo 4 - África Antiga: egito e núbiaCapítulo 4 - África Antiga: egito e núbia
Capítulo 4 - África Antiga: egito e núbia
 
Capítulo 3 - Mesopotâmia
Capítulo 3 - MesopotâmiaCapítulo 3 - Mesopotâmia
Capítulo 3 - Mesopotâmia
 
Princesa Leopoldina
Princesa LeopoldinaPrincesa Leopoldina
Princesa Leopoldina
 
Operação Carne Fraca
Operação Carne FracaOperação Carne Fraca
Operação Carne Fraca
 
Capítulo 1 - Renascimento e Reformas Religiosas
Capítulo 1 -  Renascimento e Reformas ReligiosasCapítulo 1 -  Renascimento e Reformas Religiosas
Capítulo 1 - Renascimento e Reformas Religiosas
 
Capítulo 1 - História, tempo e cultura
Capítulo 1 - História, tempo e culturaCapítulo 1 - História, tempo e cultura
Capítulo 1 - História, tempo e cultura
 

Último

Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Falcão Brasil
 
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdfA Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
Falcão Brasil
 
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdfEscola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Falcão Brasil
 
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Bibliotecas Escolares AEIDH
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Falcão Brasil
 
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdfUFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
Manuais Formação
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Falcão Brasil
 
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
Marcelo Botura
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Falcão Brasil
 
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Falcão Brasil
 
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdfO Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
Falcão Brasil
 
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosasFotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
MariaJooSilva58
 
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
Falcão Brasil
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Mary Alvarenga
 
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da TerraUma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Luiz C. da Silva
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
Falcão Brasil
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
Falcão Brasil
 
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdfSistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
Falcão Brasil
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Falcão Brasil
 
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIALA GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
ArapiracaNoticiasFat
 

Último (20)

Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
 
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdfA Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
 
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdfEscola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
 
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
 
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdfUFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
 
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
 
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
 
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdfO Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
 
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosasFotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
 
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
 
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da TerraUma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
 
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdfSistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON.pdf
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
 
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIALA GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
 

Capítulo 3 - Primeira República - dominação e resistência

  • 1. Monumento à guerra do contestado Capítulo 3 - Primeira República: dominação e resistência
  • 2.  O esquema político-eleitoral por meio do qual as oligarquias exerceram sua dominação durante a Primeira República foi arquitetado no governo do presidente Campos Sales (1898-1902) e funcionava da seguinte maneira: os chefes políticos locais, chamados na época de coronéis, coagiam os eleitores a votarem nos candidatos indicados por eles.  Os coronéis a intimidação, mas geralmente conseguiam o voto do eleitor por meio da “troca de favores”. Em troca exigiam que os eleitores votassem em seus candidatos. Esse voto imposto e controlado pelo coronel é chamado de “voto de cabresto”. Ele era obtido nas áreas próximas à sua propriedade rural, os chamados “currais eleitorais”. Por meio das alianças que faziam entre si, os coronéis interferiam também na eleição do Presidente de Estado.  A influencia do coronelismo foi fortíssima no interior do Nordeste. Ele a exercia por meio de sua influência social e de suas milícias particulares composta por jagunços e cangaceiros. O domínio das oligarquias
  • 3. O voto de cabresto
  • 4. A política dos governadores  As oligarquias estaduais ajudavam a eleger deputados e senadores favoráveis ao presidente. Para garantir o sucesso dessa política, Campos Sales aumentou também o controle do Presidente da República sobre a Comissão de Verificação de Poderes.  A alternância entre São Paulo e Minas na Presidência da República é chamada de política do café com leite.
  • 5. Café com leite ou café com política?  A alternância entre São Paulo e Minas na Presidência da República é chamada de política do café com leite.  Aliança entre Minas Gerais e São Paulo, chamada de "Política Café com Leite", não controlou de forma exclusiva o regime republicano. Havia outros quatros estados, com acentuada importância no cenário político: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Além desses estados, havia dois coadjuvantes respeitáveis: O exército e o executivo.  O poder de Minas Gerias nesse período é explicado não pela força econômica do gado de leite, mas pela sua projeção política garantida pela bancada de 37 deputados, a maior do país, além de ser o segundo maior produtor de café do Brasil, na época.
  • 6. Café com leite ou café com política?  A política de valorização do café foi definida no Convênio de Taubaté (1906). O governo garantiria o preço mínimo por saca e compraria o excedente ;  Posto em prática em 1907 pelo governo de Afonso Pena, a curto e médio prazo os efeitos foram positivos, mantendo o preço do café alto. A longo prazo: aumentou a inflação; o governo emitiu dinheiro sem lastro pra proteger cafeicultores; ampliou a dívida externa e a compra do excedente se deu por meio de empréstimos; Essa política de defesa dos preços do café é chamada de socialização dos prejuízos Preço da saca de 60 kg de café entre 1893 e 1899 Ano Preço 1893 4,09 libras 1896 2,91 libras 1899 1,48 libras
  • 7. A borracha da Amazônia  A aceleração da industrialização, na segunda metade do século XIX, fez surgir novos ramos de indústria, como: a automobilística, a de bicicletas e a de pneus, e consequentemente, houve um grande aumento da procura por borracha no exterior.  No Brasil, o boom da borracha ocorreu entre 1898 e 1910, chegando a f ser 25,7 % das exportações e motivando uma enorme migração de nordestinos para a Amazônia.  A borracha vinha do látex, extraído da seringueira, exclusivo da Amazônia brasileira. No final do século XIX, Manaus se tornou o centro de comercialização desse produto para o Mundo, sobretudo para a Europa e EUA.  Após a 2ª Guerra surgiu a borracha sintética, obtida de derivados de petróleo. Com isso a borracha vegetal e o preço do látex caíram ainda mais.  Os ingleses contrabandearam mudas para o sudeste da Ásia. Elas foram plantadas na Indochina, Vietnam, Laos e Malásia, onde a seringueira obteve excelentes resultados. No Brasil, a seringueira é cultivada em doze estados: São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Pará, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Paraná, Amazonas e Acre. São Paulo é o maior produtor com 58 % - 185 mil toneladas. A seguir temos: Bahia, 48 mil toneladas, Mato Grosso, 27 mil toneladas e Espírito Santo, 11 mil toneladas. O Brasil produz 35 % do que consome, o restante é importado.
  • 8. A borracha da Amazônia  O Teatro Amazonas é testemunha desse breve período de esplendor vivido por Manaus. Entre 1898 a 1910, a borracha foi o segundo produto da exportação brasileira (25,7 %), perdendo apenas para o café, - 52,7%.  A Amazônia foi responsável por quase 40% das exportações brasileiras. Manaus era a capital mundial da venda de diamantes, e o seu teatro, com 681 lugares, foi construído na Europa e trazido de navio para ser montado no Brasil.  Sob o calor de 40 graus, os ricaços usavam terno, gravata-borboleta e colete, imitando os ingleses. As mulheres vestiam-se com modelos parisienses.
  • 9. Industrialização na Primeira República Durante muito tempo se disse que o modelo de industrialização no Brasil foi o de substituição de importações, ou seja, o país teria sido obrigado a produzir o que antes importava em razão de crises internacionais, como a 1ª Guerra Mundial. Novos estudos vêm demonstrando que a industrialização brasileira nasce, a partir de capitais nacionais, aproveitando-se de condições favoráveis internamente. Tanto em São Paulo quanto no Distrito Federal, as grandes empresas eram responsáveis pela maior parte da produção industrial. Observe a tabela: Ano Número de empresas Capital (conto de réis) Número de operários 1907 662 167120 34850 1920 1542 441669 56517 1907 326 127702 24186 1920 4145 537817 83998 Distrito Federal (RJ) e São Paulo – indústrias: 1907 e 1920 Distrito Federal (RJ) São Paulo
  • 10. Industrialização na Primeira República Tanto em São Paulo quanto no Distrito Federal, as grandes empresas eram responsáveis pela maior parte da produção industrial. Em são Paulo, muitas dessas empresas foram montadas por fazendeiros, como Antônio Alves Penteado, ou por imigrantes italianos, como Francisco Matarazzo e Rodolfo Crespi. Os principais setores industriais da época eram: o têxtil, o de alimentação, bebidas e o de vestuário. Eram empreendimentos de porte grande, médio e pequeno.
  • 11. Industrialização e urbanização No Brasil, a industrialização e a urbanização caminharam juntas. Muitos bairros brasileiros nasceram ou cresceram em torno das fábricas que lá se instalaram. No entanto, o crescimento da industrialização/urbanização no Brasil daquela época foi bastante desigual, sendo muito maior no sudeste. Observe a tabela: Região Fábricas Operários Norte 247 3691 Nordeste 2408 57496 Sudeste 7458 176548 Sul 3187 37253 Centro-Oeste 56 524 Total 13336 275512 Brasil – fábricas e operários (1920)
  • 12. Operários desta mesma fábrica, em 1917; note a presença significativa de mulheres e crianças. Foto atual do Cotonifício Rodolfo Crespi, fundado em 1897, no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo – SP.
  • 13. A presença de “Tio Sam” na economia brasileira Os empresários norte-americanos também montaram empresas no Brasil, após a Primeira Guerra Mundial, quando os EUA passaram a ter maior influência sobre a América Latina que a Inglaterra. As empresas norte-americanas foram atraídas por vantagens como mão de obra e matérias-primas mais baratas, ausência de leis trabalhistas e um mercado consumidor em crescimento. Observe a lista de empresas norte-americanas no Brasil entre 1912 e 1929: 1912 Amazon Land and Colonization 1915 The National City Bank of New York 1918 American Steel Export Company 1918 American International Steel Corporation 1920 Ford Motor Company 1923 Firestone Tire and Rubber Company 1924 Armour of Brazil Corporation 1926 Metro Goldwyn Mayer 1929 Pan American Airays Inc.
  • 14. Urbanização e imigração Durante a Primeira República o processo de industrialização esteve entrelaçado também ao de imigração. Estima-se que, entre 1890 e 1930, O Brasil tenha recebido cerca de 3 milhões e 200 mil imigrantes. Observe as tabelas a seguir: Italianos 1.156.472 Portugueses 1.030.666 Espanhóis 551385 Alemães 112593 Russos 108475 Japoneses 86577 Austríacos 79052 Sírio-libaneses 73690 Imigrantes no Brasil (1890-1930) Imigrantes em São Paulo (1890-1930) Italianos 694498 Espanhóis 374658 Portugueses 362156 Japoneses 85103 Alemães 50507 Austríacos 33133 Outros 432954 Total 2.033.000
  • 15. Os portugueses no Rio de Janeiro Em sua maioria indivíduos pobres do norte e nordeste de Portugal, da região do Minho e do Douro, imigravam buscando uma vida melhor. Ao chegar, dedicaram-se a pequenos comércios, artesanato (alfaiataria, sapateiros, ferreiros, caixeiros). Os italianos em São Paulo e no Sul Os primeiros imigrantes italianos chegaram ao Brasil no ano de 1870, quando o governo do Brasil estava estimulando a imigração européia, especialmente depois de 1850, época em que o tráfico de escravos foi abolido no Brasil e os europeus estavam tomando o lugar da mão-de-obra escrava. Em meados do século XIX, o governo brasileiro criou as primeiras colônias em áreas rurais da Serra Gaúcha, (Caxias, Garibaldi e Bento Gonçalves, em 1875, onde os italianos começaram a cultivar uva e produzir vinhos. Atualmente, estas áreas de colonização italiana produzem os melhores vinhos do Brasil. Também em 1875, foram fundadas as primeiras colônias catarinenses em Criciúma e Urussanga e, em seguida, as primeiras do Estado do Paraná. Mesmo tendo sido a região sul que primeiro recebeu os imigrantes italianos, foi a região sudeste que recebeu o maior número de imigrantes italianos, devido ao processo de expansão das fazendas de café, no Estado de São Paulo.
  • 16. Os asiáticos Os asiáticos começaram a chegar ao Brasil no final do século XIX e início do XX. Os primeiros japoneses chegaram ao Brasil em 1908. Até a década de 1950, mais de 250 mil nipônicos imigraram para o Brasil. Atualmente, essa população é estimada em 1,5 milhões de pessoas, a maior concentração de descendentes de japoneses fora do Japão. Outros grupos do leste asiático também são significativos no Brasil: sírio-libaneses, coreanos. Além desses, a comunidade judaica também se acha distribuída por vários estados brasileiros, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco e, sobretudo, em São Paulo. Mais de 70% dos brasileiros asiáticos estão concentradas no estado de São Paulo. Também existem populações significativas no Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Pará e Pernambuco.
  • 17. No começo do século XX, grande parte da borracha comercializada no mundo tinha como origem os seringais da Amazônia. Muitos migrantes nordestinos foram para o Acre, que até 1903 pertencia à Bolívia. A ocupação do Acre pelos brasileiros gerou uma tensão diplomática entre Bolívia e Brasil. O problema ficou historicamente conhecido como A Questão do Acre. Para resolver essas tensões, o ministro das relações exteriores do Brasil, Barão do Rio Branco, liderou as negociações entre os dois países, firmando em 17 de novembro de 1903, o Tratado de Petrópolis, que estabeleceu:  Anexação do território do Acre do ao Brasil, custou 2 milhões de libras esterlinas paga à Bolívia e uma indenização paga ao Bolivian Syndicate, no valor de 110 mil libras esterlinas;  O Brasil cedeu à Bolívia algumas faixas de terras na região da foz do rio Abunã (na fronteira norte entre Brasil e Bolívia), e na região de fronteira no estado do Mato Grosso;  O Brasil deveria construir uma ferrovia, para que os bolivianos pudessem fazer o escoamento de sua produção pelo rio Amazonas. Após quase sete anos de construção, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré ficou pronta em 1912.
  • 18. Excluída politicamente pelas restrições legais do direito ao voto e pela fraude eleitoral, coagida pelos poderosos, e vivendo na penúria, a população pobre dos primeiros tempos da República reagiu e manifestou sua insatisfação em vários protestos e rebeliões sociais. Situação do Nordeste no final do século XIX (contexto histórico):  Fome e desemprego – grande parte da população pobre estava sem emprego em função da seca e da falta de oportunidades em outras áreas da economia. Sem rendimentos, muitas famílias ficavam sem ter o que comer;  Seca – a região do agreste ficava muitos meses e até anos sem receber chuvas. Este fator dificultava a agricultura e matava o gado.  Falta de apoio político – os governantes e políticos da região não davam a mínima atenção para as populações carentes;  Violência – era comum a existência de grupos armados que trabalhavam para latifundiários. Estes espalhavam a violência pela região.  Fanatismo religioso: era comum a existência de beatos que arrebanhavam seguidores prometendo uma vida melhor.
  • 19.  Período: de novembro de 1896 a outubro de 1897.  Local: interior do sertão da Bahia  Envolvidos: de um lado os habitantes do Arraial de Canudos (jagunços, sertanejos pobres e miseráveis, fanáticos religiosos) liderados pelo beato Antônio Conselheiro. Do outro lado as tropas do governo da Bahia com apoio de militares enviados pelo governo federal. Causas da Guerra:  O governo da Bahia, com apoio dos latifundiários, não concordava com o fato dos habitantes de Canudos não pagarem impostos e viverem sem seguir as leis estabelecidas. Afirmava também que Antônio Conselheiro defendia a volta da Monarquia.  Por outro lado, Antônio Conselheiro defendia o fim da cobrança dos impostos e era contrário ao casamento civil. Ele afirmava ser um enviado de Deus que deveria liderar o movimento contra as diferenças e injustiças sociais. Era também um crítico do sistema republicano, como ele funcionava no período.
  • 20. Os conflitos militares: Nas três primeiras tentativas das tropas governistas em combater o arraial de Canudos nenhuma foi bem sucedida. Os sertanejos e jagunços se armaram e resistiram com força contra os militares. Na quarta tentativa, o governo da Bahia solicitou apoio das tropas federais. Militares de várias regiões do Brasil, usando armas pesadas, foram enviados para o sertão baiano. Massacraram os habitantes do arraial de Canudos de forma brutal e até injusta. Crianças, mulheres e idosos foram mortos sem piedade. Significado do conflito: A Guerra de canudos significou a luta e resistência das populações marginalizadas do sertão nordestino no final do século XIX. Embora derrotados, mostraram que não aceitavam a situação de injustiça social que reinava na região. Indicação de filme sobre o tema:  Guerra de Canudos - Ano: 1997;  Temas: conflitos sociais no início da República, Guerra de Canudos
  • 21.  Foi um conflito armado que ocorreu na região Sul do Brasil, entre outubro de 1912 e agosto de 1916. Envolveu cerca de 20 mil camponeses que enfrentaram forças militares dos poderes federal e estadual. Ganhou esse nome porque os conflitos ocorreram numa área de disputa territorial entre os estados do Paraná e Santa Catarina.  Os coronéis da região e os governos (federal e estadual) começaram a ficar preocupados com a liderança de José Maria e sua capacidade de atrair os camponeses. O governo passou a acusar o beato de ser um inimigo da República, que tinha como objetivo desestruturar o governo e a ordem da região. Com isso, policiais e soldados do exército foram enviados para o local, com o objetivo de desarticular o movimento.  Os soldados e policiais começaram a perseguir o beato e seus seguidores. Armados de espingardas de caça, facões e enxadas, os camponeses resistiram e enfrentaram as forças oficiais que estavam bem armadas. Nestes conflitos armados, entre 5 mil e 8 mil rebeldes, na maioria camponeses, morreram. As baixas do lado das tropas oficiais foram bem menores.
  • 23. O Fim da Guerra - A guerra terminou somente em 1916, quando as tropas oficiais conseguiram prender Adeodato, que era um dos chefes do último reduto de rebeldes da revolta. Ele foi condenado a trinta anos de prisão. Conclusão - A Guerra do Contestado mostra a forma com que os políticos e os governos tratavam as questões sociais no início da República. Os interesses financeiros de grandes empresas e proprietários rurais ficavam sempre acima das necessidades da população mais pobre. Não havia espaço para a tentativa de solucionar os conflitos com negociação. Quando havia organização daqueles que eram injustiçados, as forças oficiais, com apoio dos coronéis, combatiam os movimentos com repressão e força militar.
  • 24. Cangaceiros e cangaço Entre o final do século XIX e a década de 1930, no interior do nordeste brasileiro, bandos de homens armados, conhecidos como cangaceiros, agiam à margem da lei e contestavam a ordem dominante dos latifundiários e dos coronéis. Bandos armados, obedientes a um chefe (Cangaço dependente) e que vivem de assaltos e saques sempre existiram. Mas os termos cangaceiros e cangaço só foram usados em um espaço delimitado: as áreas de caatinga que constituem o chamado Polígono das Secas. Lampião e seu bando agiam quase sempre com um objetivo definido: conseguir recursos para continuar no cangaço ou vingar traições e ofensas. Para conseguir recursos, eles cobravam dos fazendeiros e comerciantes uma espécie de “imposto”, já que o objetivo era vingança, espancavam, saqueavam tanto pobres quanto ricos e humilhavam autoridades. Em 1938, delatado por um coiteiro, Lampião, Maria Bonita e mais nove companheiros foram mortos e decapitados. Dois anos depois (1940), Corisco,, que sucedera Lampião na chefia do bando, também foi morto. Sua morte marcou o fim do Cangaço independente.
  • 25. Cavalos do Cão (Zé Ramalho) Corriam nos anos trinta No nordeste brasileiro Algumas sociedades lutavam pelo dinheiro Que vendiam pelas terras Coronéis em pé-de-guerra Beatos e cangaceiros... E correr da volante, No meio da noite, No meio da caatinga Que quer me pegar. Na memória da vingança Um desejo de menino Um cavaleiro do diabo Corre atrás do seu destino Condenado em sua terra Coronéis em pé-de-guerra Beatos e cangaceiros… E correr da volante, No meio da noite, No meio da caatinga Que quer me pegar.
  • 26. Em 1904, estourou um movimento de caráter popular na cidade do Rio de Janeiro. O motivo que desencadeou a revolta foi a campanha de vacinação obrigatória, imposta pelo governo federal, contra a varíola. Situação do Rio de Janeiro no início do século XX Em situação precária, a população sofria com a falta de um sistema eficiente de saneamento básico. Este fato desencadeava constantes epidemias, entre elas, febre amarela, peste bubônica e varíola. A população de baixa renda, que morava em habitações precárias, era a principal vítima deste contexto. Preocupado com esta situação, o então presidente Rodrigues Alves colocou em prática um projeto de saneamento básico e reurbanização do centro da cidade. O médico e sanitarista Oswaldo Cruz foi designado pelo presidente para ser o chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, com o objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade. Modernização e revolta no Rio de janeiro
  • 27. A Campanha de Vacinação Obrigatória contra a varíola foi colocada em prática em novembro de 1904. Já haviam morrido 4201 vítimas da doença. Embora seu objetivo fosse positivo, ela foi aplicada de forma autoritária e violenta. Em alguns casos, os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força, provocando revolta nas pessoas. Essa recusa em ser vacinado acontecia, pois grande parte das pessoas não conhecia o que era uma vacina e tinham medo de seus efeitos. A Revolta Popular aumentava a cada dia, impulsionada também pela crise econômica (desemprego, inflação e alto custo de vida) e a reforma urbana que retirou a população pobre do centro da cidade, derrubando vários cortiços e outros tipos de habitações mais simples. As manifestações populares e conflitos se espalham pelas ruas da capital brasileira. Populares destroem bondes, apedrejam prédios públicos e espalham a desordem pela cidade. Em 16 de novembro de 1904, o presidente Rodrigues Alves revoga a lei da vacinação obrigatória, colocando nas ruas o exército, a marinha e a polícia para acabar com os tumultos. Em poucos dias a cidade voltava a calma e a ordem.
  • 29. Foi um levante que tinha embasamento em questões sociais, composto por integrantes das subdivisões da Marinha, em 1910. No movimento houve a rebelião de 2400 marinheiros contra a aplicação de castigos físicos, provocados em represália a faltas que os marinheiros cometessem. No motim, foram mortos pessoas que traíram o movimento e alguns oficiais da marinha e houve tomada da embarcação com intensão de bombardear a cidade. Objetivos: O objetivo da Revolta da Chibata era a extinção dos castigos físicos sofridos pelos marinheiros, o fim do aprisionamento em celas isoladas, uma alimentação mais digna e saudável e que fosse colocada em prática o reajuste salarial de seus honorários ( já votadas em congresso). Dentre os objetivos citados, o de maior necessidade e de urgência era a abolição dos castigos sofridos, os quais serviam, segundo os oficiais, de exemplo para os demais marinheiros, sendo obrigados a assisti-los. Causas:  insatisfação com punições físicas;  insatisfação com alimentação;  reivindicavam melhores salários;  isolamento em celas como consequência de uma punição; A Revolta contra a chibata
  • 30. A Revolta contra a chibata O Estopim - Quando um marinheiro da embarcação, Marcelino Rodrigues, levou 250 chicotadas por ter machucado um companheiro da Marinha no interior do navio de guerra, Minas Gerais, que tinha como destino a cidade do Rio de Janeiro. Os rebelados assassinaram o capitão do navio e mais três militares. Quem ficou a frente do movimento foi o João Cândido – popularmente conhecido na história como Almirante Negro – responsável por escrever a missiva com as solicitações exigidas para o fim da revolta. Consequências - O presidente da época, Hermes da Fonseca, se viu na necessidade de acatar as reivindicações dos manifestantes, e deu sua palavra em relação a realização das exigências do movimento. Os marinheiros a favor do movimento acreditaram na palavra do governante e entregaram suas armas e a embarcação, mas o presidente não cumpriu o trato e baniu alguns marinheiros que fazia parte do motim. Não satisfeitos, os marinheiros mais ávidos por mudanças provocaram um novo levante na Ilha das Cobras, porém foram severamente punidos pelas tropas do governo, resultando em muitas mortes e o restante banidos da Marinha.
  • 31. A Greve de 1917 - Nas primeiras décadas da República, os operários tinham as jornadas de trabalho de 10 a 14 horas por dia, a exploração do trabalho infantil e feminino era constante, os salários eram extremamente baixos, e os acidentes e mutilações eram frequentes. Aqui no Brasil a primeira grande influência do movimento operário veio do anarquismo, trazido da Europa pelos imigrantes italianos, com destaque para líderes como Edgar Leuenroth, Luiz Magrassi e Alfredo Vasquez. Os operários fizeram várias greves pelas 8 horas diárias, mas sempre foram duramente reprimidos pelo governo que aprovou uma lei que lhe permitia expulsar do Brasil os estrangeiros grevistas. Os anarquistas foram os organizadores e líderes da Greve Geral de Julho de 1917, ocorrida em São Paulo. Na ocasião, houve a morte do sapateiro anarquista Antônio I. Martinez, o que serviu para fortalecer o movimento e espalhá-lo para Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, fazendo com que o movimento obtivesse algumas conquistas do patronato. Terminada a greve, os patões não cumpriram o combinado e passaram a perseguir e dispensar os grevistas, expulsando vários dirigentes operários estrangeiros.
  • 32. A Fundação do PCB - No final de 1917 ocorreu a Revolução Russa e a partir desse momento o anarquismo entrou em declínio e o socialismo passou a ser a principal influência do movimento operário brasileiro. Em 1922 ocorreu a fundação do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Porém, no Brasil, o governo republicano e as elites proprietárias de terras rejeitavam e combatiam o socialismo, pois havia o medo do fim da propriedade privada, uma das principais bandeiras defendidas pelos socialistas. Por isso, o PCB foi colocado na ilegalidade apenas 2 anos depois, no ano 1924. Para dar continuidade as suas atividades os socialistas criaram uma legenda alternativa para não serem perseguidos pelo governo e terem condições de participar das eleições. Esta legenda era o BOC (Bloco Operário Camponês). Assim como acontecia com os sertanejos no meio rural, os trabalhadores das cidades também foram tratados com intensa violência durante suas manifestações. A fala do presidente Washington Luís (1926-1930) revela muito bem o pensamento das elites brasileiras naquele contexto da República Velha. Segunda ele “a questão social era caso de polícia”. Ou seja, a república brasileira era feita somente para os ricos proprietários de terras.
  • 33. Bibliografia: História sociedade & cidadania. Alfredo Boulos Júnior FTD – 1ª Edição – 2013 3º Ano