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Capítulo 7 - Expansão e ouro na América portuguesa
Anhanguera, no momento do truque
da cachaça. Pintura de Theodoro
Braga.
Segundo a lenda, Bartolomeu Bueno
da Silva, organizou uma bandeira em
1682, penetrou no interior e,
encontrando índios com enfeites de
ouro, pediu-lhes que o conduzissem ao
sítio do ouro.
Com a recusa dos índios, Bartolomeu
Bueno reúne seus chefes e manda vir
um barril de cachaça, despejando o
líquido numa bacia e o incendiando.
Os índios ficam aterrorizados e o
chamam de “Anhanguera” – diabo
velho. Ele ameaça incendiar os rios e
lagos se não for revelado o local das
minas. Então os índios o levam a um
sítio onde ele colhe ouro em
abundância e com facilidade.
Até o fim do século XVI, a colonização portuguesa restringiu-se ao litoral; nos
séculos seguintes, porém ganhou o Sertão e outros pontos do litoral. Esse
avanço da colonização está associado à ação dos soldados, dos jesuítas, dos
bandeirantes e dos criadores de gado.
• Os soldados - Piratas e corsários europeus assaltavam a costa americana
em busca de riquezas. Coma União Ibérica (1580-1640) a pirataria no litoral
brasileiro se intensificou, atraindo também os inimigos espanhóis. O
governo luso-espanhol reagiu enviando e erguendo fortes em pontos
estratégicos do território colonial. Alguns deram origem a várias capitais
brasileiras como: João Pessoa (1585), Natal (1598), São Luís (1612),
Fortaleza (1603 ou 1649), Belém (1616) e Manaus (1669).
• Os Jesuítas - vieram dispostos a difundir a religião cristã aos indígenas, que
por sua vez tentavam se afastar para o sertão, porém sem sucesso, assim
trazendo a colonização jesuíta mais afundo na região.
• Os Bandeirantes - Estabelecidos em terras paulistas, os bandeirantes
inauguraram um colégio e deram início a um povoado. No início a capital
bandeirante, era uma vila pobre de subsistência. Eles organizavam as
bandeiras, expedições militares para capturar indígenas, para trabalhar em
lavouras e busca de metais preciosos.
Forte do Castelo de São Jorge (antigo Forte do Presépio) em Belém
do Pará.
Os jesuítas vieram dispostos a difundir o cristianismo nas terras americanas, converter
indígenas e integrá-los à civilização ocidental; para isso atravessaram o oceano Atlântico.
As missões, reduções ou aldeamentos eram comunidades indígenas organizadas pelos
jesuítas. Tinham por objetivo centralizar as tribos indígenas num só local para torná-los
cristãos. Os índios eram obrigados a abandonarem seus valores culturais como: politeísmo,
antropofagia, poligamia, nomadismo, aprender o latim e as orações católicas. Mas os jesuítas
também aprenderam a língua tupi, fundamental para ensinar e catequizar a população nativa.
Eles sistematizaram por escrito a gramática tupi, ajudando, com isso a preservar o patrimônio
linguístico indígena tupi.
Nas missões jesuíticas se realizavam trabalhos agrícolas e artesanais voltados à subsistência e
ao comércio com diferentes regiões da colônia, criavam animais (bois, cavalos, porcos e
galinhas). A agricultura seguia o modelo europeu e o extrativismo vegetal. As riquezas obtidas
com a venda desses produtos destinavam-se à manutenção das despesas da ordem religiosa
responsável pela aldeia. Os nativos sob controle dos jesuítas, bem como de outras ordens
religiosas, eram empregados em suas propriedades, gerando recursos para financiar as
atividades da Companhia de Jesus.
Em 1680 o padre Antônio Vieira conseguiu a aprovação de uma lei que impedia a escravidão
indígena pelos colonos e o controle dos jesuítas sobre os chamados índios livres. Tal
orientação entrava em choque com a dos colonos, que estavam interessados em escravizar os
indígenas e explorar sua força de trabalho. O confronto entre padres e colonos foi inevitável.
Os colonos defendiam o apresamento do índio, um negócio bastante lucrativo. Por isso, eram
frequentes as invasões e destruição de missões para saquear as riquezas e escravizar os
nativos. Exemplos desse conflito de interesses foram a Revolta de Beckman e as Guerras
Guaraníticas.
Jesuítas catequizando indígenas nas missões.
A Revolta de Beckman
Fazendeiros do Maranhão, liderados pelos irmãos Manoel e Thomas
Beckman, revoltaram-se contra os jesuítas e a Companhia Geral do
Comércio do Maranhão (que monopolizava o comércio da região e
não supria a demanda de mão de obra negra). A grande reivindicação
da Revolta dos Beckman era por melhorias no provimento de mão de
obra para aumentar a produção açucareira – uma vez que o açúcar
estava em decadência e para que os fazendeiros conseguissem
manter seu padrão de vida foi necessário que expandissem suas
lavouras. Porém, sem mão de obra escrava, isso não era possível.
Assim, os fazendeiros acabavam arcando com a crise do sistema
açucareiro. Em 1684 os revoltosos ocuparam São Luís por quase um
ano. Portugal reprimiu com violência o movimento e seus líderes
foram enforcados. Depois disso, a coroa portuguesa atendeu as
reivindicações dos colonos.
Os bandeirantes
Na capitania de São Vicente, a economia açucareira vinha declinando; diante
disso, boa parte da população vicentina subiu a Serra do Mar e se estabeleceu
no planalto paulista. Lá, liderados pelo padre José de Anchieta, inauguraram
um colégio e deram início a um povoado, São Paulo do Campo de Piratininga.
São Paulo, capital bandeirante
Na passagem do século XVI para o XVII, São Paulo era uma vila relativamente
pobre, que produzia para a subsistência e não tinha como importar aquilo de
que necessitava. A população era, em sua maioria, formada de mamelucos
(mestiços de branco com índio) e assimilara muito da cultura tupi. Os paulistas
deslocavam-se a pé ou de canoa (até por volta de 1630, o cavalo ainda não
tinha sido introduzido no planalto paulista); andavam descalços; dormiam em
redes e falavam o tupi, língua predominante na região até o século XVIII. Além
disso, cultivavam seus alimentos, costuravam suas roupas e fabricavam seus
artefatos de caça e de pesca. Sendo homens rudes, resolveram a sua maneira o
problema da falta de mão de obra: desde muito cedo organizaram expedições
para buscar no Sertão um “remédio para seus males”, como se dizia na época.
As bandeiras eram expedições com organização militar, lideradas
por jovens paulistas, que partiam de São Paulo, a fim de capturar
indígenas e encontrar metais preciosos. Geralmente, eram os pais ou
sogros desses jovens que custeavam a expedição e forneciam o
chumbo e a pólvora, esperando receber, em troca, metade dos
indígenas aprisionados.
A caça ao índio
Desde o século XVI, os paulistas aprisionavam índios para usá-los em suas
lavouras. A partir de 1620, porém, com o crescimento das plantações de trigo na
região, intensificou-se a procura por mão de obra. Os paulistas organizaram então,
grandes bandeiras com o objetivo de aprisionar índios no Sul, onde estavam as
missões – aldeamentos indígenas isolados dos núcleos urbanos, administrados
pelos jesuítas. Lá havia muitos índios Guaranis – exímios agricultores, muito
cobiçados desde o início da colonização.
As principais bandeiras de caça ao índio, chefiadas por Manuel Preto e Antônio
Raposo Tavares, destruíram em apenas 10 anos, de 1628 a 1638, as missões de
Guairá (Paraná), Itatim (Mato Grosso do Sul) e Tape (Rio Grande do Sul). Milhares
de guaranis foram aprisionados e o gado se dispersou pelas campinas do Sul.
Guairá era uma região de acesso relativamente fácil – distante de São Paulo por
volta de 50 dias de viagem.
A expulsão dos holandeses do Nordeste brasileiro e da África regularizou o tráfico
negreiro e a importação de trigo português, abalando a produção paulista deste
cereal. Além disso, os indígenas, com as armas de fogo cedidas pelos jesuítas,
venceram duas batalhas importantes contra os paulistas: a de Caasapaguaçu
(1638) e a Mbororé (1641), contribuindo para o declínio do bandeirismo de caça
ao índio.
Jean-Baptiste DEBRET. Mamelucos conduzindo prisioneiros índios. 1834. Litografia,
32,6 cm x 21,2 cm. Local de custódia não identificado.
Para onde eram vendidos os indígenas?
Pesquisa do historiador John Manuel Monteiro revelou que a maioria dos
indígenas capturados pelos bandeirantes foi utilizada nas fazendas de trigo
de são Paulo, e que só uma pequena parte foi vendida para o Rio de Janeiro
e a Bahia. A tabela a seguir mostra o número de indígenas escravizados em
algumas fazenda s paulistas no apogeu da cultura do trigo na região.
Ano Homens Mulheres Crianças Total
Clemente Alves 1641 43 42 38 123
João Barreto 1642 57 57 38 152
Diogo C de Mello 1654 60 42 n/c 102
Gaspar de G. Moreira 1658 64 38 25 127
Paulo P. de Abreu 1658 37 33 39 109
João Pires Monteiro 1667 47 51 49 147
Garcia R. Velho 1672 41 38 33 112
Pedro F. Aragonês 1682 41 47 27 115
Total 390 348 249 987
População indígena em algumas
fazendas de trigo paulistas (1641-1682)
A busca de ouro e de diamantes
A notícia de que os espanhóis haviam achado prata e ouro em Potosi
(atual Bolívia) e Zacatecas (atual México) animou os habitantes do Brasil
colonial, que reviraram terras e rios em busca de metais preciosos. O
governo português, por sua vez, também incentivou essa busca
financiando entradas – expedições que partiam do litoral brasileiro em
busca de riquezas no Sertão. Mas foi somente no fim do século XVII,
depois de várias incursões território adentro, que os paulistas
encontraram ouro em grandes quantidades.
As principais bandeiras mineradoras foram três: a de Antônio Arzão, que
encontrou ouro em Sabará (Minas Gerais), em 1693; a de Pascoal
Moreira Cabral, em Cuiabá (Mato Grosso), em 1719; e a de Bartolomeu
Bueno da Silva, em Vila Boa, no atual estado de Goiás, por volta de
1725. Com a descoberta do ouro nessas regiões, os paulistas
organizaram as monções – expedições comerciais que seguiam de canoa
pelos leitos dos rios, para vender alimentos, roupas e instrumentos de
trabalho nas regiões mineradoras.
Principais bandeiras (séculos XVII e XVIII)
Ouro e fome → Assim que a notícia da descoberta de ouro se espalhou,
afluíram ao sertão mineiro milhares de pessoas das mais diversas origens e condições
sociais. Vinham de Portugal, do Rio de Janeiro, da Bahia, de São Paulo e de vários
outros pontos do território colonial, atraídas pela ideia de riqueza fácil.
Nos primeiros anos de mineração, ninguém se preocupava em plantar ou criar. Com
isso a região, passou por várias crises de fome. Mas, com o tempo a população
começou a plantar roças de milho e feijão e criar porcos e galinhas. E, usando o ouro
como moeda, passou a comprar de outras regiões aquilo que necessitavam.
A Guerra dos Emboabas → foi um confronto travado de 1707 a 1709,
pelo direito de exploração das recém-descobertas jazidas de ouro, na região das
Minas Gerais. O conflito contrapôs, de um lado, os bandeirantes paulistas, que
haviam descoberto a região das minas e que por esta razão reclamavam a
exclusividade de explorá-las; e de outro lado um grupo heterogêneo composto de
portugueses metropolitanos e migrantes das demais partes do Brasil. Os portugueses
calçavam botas altas e por isso foram apelidados pelos paulistas de emboabas,
palavra tupi que significa “aves de pés emplumados”.
Esse conflito terminou com a vitória dos emboabas, cujo líder era o comerciante
português Manuel Nunes Viana. Ele foi aclamado governador e a capitania do Rio de
Janeiro foi separada da de São Paulo e Minas. Para melhor controlar a população, o
Governador fundou vilas nos povoados mais populosos.
Regulamentação, impostos e cobranças → Para regulamentar a posse e extração
do ouro ,Portugal criou, em 1702, o Regimento das Minas de Ouro. Esse
documento reservava para o governo português um quinto de todo o ouro
extraído na região e criava a Intendência das Minas, órgão encarregado de
fiscalizar as explorações, cobrar tributos e julgas os habitantes das áreas
mineradoras . Por lei, as áreas de mineração pertenciam ao rei; por isso, se alguém
descobrisse uma jazida ,deveria comunicar ao intendente. Os principais impostos
cobrados pela intendência eram o quinto real (20 % de todo o ouro extraído).
A população reage: desvios e revoltas → Os habitantes das minas reagiam á
opressão fiscal de várias formas: escondiam ouro em pó ou pepitas nos cabelos,
nos dedos dos pés, nos saltos e solas das botas, entre doces e salgados, dentro de
estátuas dos santos. Com o aumento do contrabando, o governo português
apertou o cerco, criou as Casas de Fundição, locais onde todo ouro da região
deveria ser transformado em barras, selado e quintado (20 % ou quinto real).
A tributação excessiva e o alto preço dos alimentos ocasionou várias revoltas nas
capitanias do ouro, uma delas foi a Revolta de Felipe dos Santos, em Vila Rica. A
revolta foi duramente reprimida e seus líderes foram presos. O morro onde ficava
a mina de ouro Pascoal da Silva, e que tinha o nome dele, foi queimado em noite
de vento, por ordem do governador de minas. Depois disso, Portugal separou
Minas da capitania de São Paulo; nascia assim a capitania de Minas Gerais.
Diamantes: descoberta e controle
No Arraial do Tijuco, atual cidade de Diamantina, as autoridades portuguesas
também atuaram de forma violenta. Assim que o rei soube da existência de
diamantes no local, mandou expulsar os antigos moradores, dividiu as terras
em lotes, separou para si o lote em que havia uma grande mina e leiloou os
demais entre os homens brancos da região. Para administrar e policiar a área,
criou a Intendência dos Diamantes (1734).
O intendente tinha poder de vida e de morte sobre os habitantes do local e
estimulou a prática da delação. Bastava alguém ser acusado de estar
escondendo um diamante para que fosse preso e expulso da capitania de
Minas.
O rei de Portugal chegou a arrendar a extração de diamantes a contratadores,
homens que recebiam o direito de explorar as valiosas pedras em troca de
uma parte da riqueza. Um desses contratadores, João Fernandes de Oliveira,
ficou conhecido por ter acumulado fortuna e por ter vivido maritalmente com
sua ex-escrava, Chica da Silva. Posteriormente, em 1771, o governo acusou os
contratadores de enriquecimento ilícito e reassumiu o controle total
(monopólio) os diamantes.
Trabalho na Mina, Século XVIII – Carlos Julião - Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro
Os caminhos do ouro e dos diamantes
A produção do ouro cresceu significativamente durante os 40 primeiros anodo século
XVIII, tendo atingido o auge entre 1736 e 1740. Observe o gráfico:
Segundo estudos recentes sobre a economia de Portugal, verificou-se que, entre 1700
e 1715, conforme a produção brasileira de ouro crescia, o comercio entre Portugal e
Inglaterra também crescia significativamente. Assim, parte substancial do ouro
brasileiro terminou na Inglaterra, favorecendo o seu desenvolvimento industrial.
Mudanças no território colonial
A mineração de ouro e de diamantes contribuiu para uma série de
mudanças no Brasil, dentre elas, destacam-se:
• a ocupação e o povoamento de vastas áreas do interior brasileiro;
• o florescimento da vida urbana, contribuindo para o nascimento de
várias vilas e cidades;
• mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1763), único
porto por onde o governo português permitia o embarcasse do ouro;
a consolidação do mercado interno, já que a população das regiões
mineiras (atuais Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) comprava com
ouro em pó de várias partes do Brasil aquilo de que necessitava. Do
Nordeste vinham gado, couro e farinha de mandioca; do Rio de
Janeiro, africanos escravizados e artigos europeus (vidros, louças,
tecidos, ferramentas); de São Paulo, milho, trigo, marmelada; do Sul,
cavalos, bois, mulas e charque.
A sociedade do ouro
A população de Minas Gerais, em 1776, era composta de 70.769
brancos, 82 mil pardos e 167 mil negros. Assim, 78% da população de
Minas Gerais era formada de negros e mestiços. E eles eram, quase
todos, muito pobres. Hoje, sabe-se que foram poucos os ricos no solo
mais rico da América no século XVIII.
Os escravizados → O dia a dia dos escravizados nas regiões mineiras era
particularmente difícil. Não realizavam tarefas ligadas à mineração. Também
transportavam mercadorias e pessoas, construíam estradas, casas e chafarizes,
comerciavam pelas ruas e lavras. Mesmo assim, os cativos não se calaram diante da
escravidão, da pesada rede de impostos e de outras violências a que foram
submetidos. Resistiam a tudo isso desobedecendo em silêncio, promovendo revoltas,
desviando ouro e diamantes, reclamando à Justiça, fugindo para a mata e formando
quilombos.
Os homens livres pobres → Nas capitanias do ouro vivia também um grande numero
de homens livres pobres. Eles perambulavam pelos arraiais pedindo esmola e
comida, brigando nas vendas ou praticando pequenos furtos; moravam em casebres
que dividiam com outros marginalizados ou com mulheres igualmente pobres. No
qual serviam para as autoridades para fazer serviços pesados ou perigosos.
As camadas médias → Taberneiros, sitiantes, militares, artesãos, advogados,
médicos, padres, garimpeiros, cirurgiões, barbeiros e artistas.
Os potentados (ricos) → Na região mineradora, as maiores fortunas pertenciam,
quase sempre aos grandes comerciantes (os potentados) e não aos donos das minas.
Um exemplo: Manuel Nunes Viana, o líder dos emboabas, enriqueceu vendendo
gêneros alimentícios para os armazéns e carne para os açougueiros mineiros. Os
tropeiros, homes que comerciavam mulas, cavalos, gado de corte, também
conseguiram prosperar, chegando a se destacar na sociedade mineira.
A pecuária colonial
A pecuária desenvolveu-se inicialmente em torno dos engenhos de cana-de-
açúcar. O gado criado nesses locais, bovino e muar, era utilizado na alimentação,
na produção de couro para utensílios de trabalho e domésticos, além da tração
animal nos trabalhos para a obtenção do açúcar.
Nos Sertões do Nordeste do Brasil, no norte do atual estado do Rio de Janeiro e nas
campinas do Sul, o gado teve papel decisivo.
No Nordeste → o gado acompanhou o curso dos rios São Francisco e Parnaíba.
gado podia penetrar o Sertão. Não tinha o problema seríssimo do
transporte, porque transportava a si mesmo. A mão de obra exigida era pouca.
Sem a complexidade da agricultura, principalmente da canavieira, tinha na
amplitude do sertão o caminho de sua expansão, acompanhando os rios rumo ao
interior.
No Sul → Nos pampas, foi encontrado ambiente propício à criação de gado. Esse
foi o local em que a pecuária mais se desenvolveu. Os jesuítas foram os principais
responsáveis pela disseminação das reses.
Além do couro, era produzido também a carne-seca (ou charque, como era
conhecida no sul), muito consumida durante o período colonial, em virtude do
tempo de conservação. A produção de gado cresceu para atender ao mercado
interno da colônia, que ganhou impulso após a mineração.
As novas fronteiras
Como vimos, os habitantes da América portuguesa ocuparam terras que pelo Tratado
de Tordesilhas, pertenciam à Espanha. Considerando ter direito às terras
conquistadas na América, Portugal fez vários acordos internacionais para oficializar
essa conquista. Os mais importantes foram:
• Tratado de Utrecht (1713 e 1715) – entre Portugal e França, estabelecia que o rio
Oiapoque, no extremo norte da colônia, seria o limite de fronteira entre o Brasil e a
Guiana Francesa. O segundo procurava resolver as divergências entre portugueses e
espanhóis quanto aos limites de seus domínios no sul do Brasil. Estabelecia que a
Colônia do Sacramento pertenceria aos portugueses. Houve, porém, a resistência
dos espanhóis que lá moravam.
• Tratado de Madri (1750) – entre Espanha e de Portugal, determinava que a cada
um desses países caberia a posse das terras que ocupavam na colônia. Além disso,
a Colônia do Sacramento pertenceria aos espanhóis e a região dos Sete Povos das
Missões (parte do atual estado do Rio Grande do Sul) pertenceria aos portugueses.
O tratado não pôde ser cumprido, pois os jesuítas e índios guaranis dos
aldeamentos dos Sete Povos das Missões não aceitaram a controle português.
Houve violenta luta (Guerra Guaranítica) contra a ocupação portuguesa e, diante
dessa situação, o governo de Portugal não entregou aos espanhóis a Colônia do
Sacramento.
• Tratado de Santo Ildelfonso (1777) – assinado entre
Portugal e Espanha, estabelecia que os espanhóis
ficariam com a Colônia do Sacramento e a região dos
Sete Povos das Missões, mas devolveriam aos
portugueses terras que, nesse período, haviam ocupado
no atual estado do Rio Grande do Sul. O tratado foi
considerado desvantajoso pelos portugueses, pois
perdiam a Colônia do Sacramento e recebiam quase nada
em troca.
• Tratado de Badajós (1801) – estabeleceu, finalmente,
que a região dos Sete Povos das Missões ficaria com os
portugueses e a Colônia do Sacramento, com os
espanhóis. Depois de muitas lutas, confirmavam-se as
fronteiras que, basicamente, tinham sido definidas pelo
Tratado de Madri.
BIBLIOGRAFIA:
ALFREDO BOULOS JUNIOR
HISTÓRIA SOCIEDADE E CIDADANIA
1º ANO - FTD - 2015

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  • 1. Capítulo 7 - Expansão e ouro na América portuguesa Anhanguera, no momento do truque da cachaça. Pintura de Theodoro Braga. Segundo a lenda, Bartolomeu Bueno da Silva, organizou uma bandeira em 1682, penetrou no interior e, encontrando índios com enfeites de ouro, pediu-lhes que o conduzissem ao sítio do ouro. Com a recusa dos índios, Bartolomeu Bueno reúne seus chefes e manda vir um barril de cachaça, despejando o líquido numa bacia e o incendiando. Os índios ficam aterrorizados e o chamam de “Anhanguera” – diabo velho. Ele ameaça incendiar os rios e lagos se não for revelado o local das minas. Então os índios o levam a um sítio onde ele colhe ouro em abundância e com facilidade.
  • 2. Até o fim do século XVI, a colonização portuguesa restringiu-se ao litoral; nos séculos seguintes, porém ganhou o Sertão e outros pontos do litoral. Esse avanço da colonização está associado à ação dos soldados, dos jesuítas, dos bandeirantes e dos criadores de gado. • Os soldados - Piratas e corsários europeus assaltavam a costa americana em busca de riquezas. Coma União Ibérica (1580-1640) a pirataria no litoral brasileiro se intensificou, atraindo também os inimigos espanhóis. O governo luso-espanhol reagiu enviando e erguendo fortes em pontos estratégicos do território colonial. Alguns deram origem a várias capitais brasileiras como: João Pessoa (1585), Natal (1598), São Luís (1612), Fortaleza (1603 ou 1649), Belém (1616) e Manaus (1669). • Os Jesuítas - vieram dispostos a difundir a religião cristã aos indígenas, que por sua vez tentavam se afastar para o sertão, porém sem sucesso, assim trazendo a colonização jesuíta mais afundo na região. • Os Bandeirantes - Estabelecidos em terras paulistas, os bandeirantes inauguraram um colégio e deram início a um povoado. No início a capital bandeirante, era uma vila pobre de subsistência. Eles organizavam as bandeiras, expedições militares para capturar indígenas, para trabalhar em lavouras e busca de metais preciosos.
  • 3. Forte do Castelo de São Jorge (antigo Forte do Presépio) em Belém do Pará.
  • 4. Os jesuítas vieram dispostos a difundir o cristianismo nas terras americanas, converter indígenas e integrá-los à civilização ocidental; para isso atravessaram o oceano Atlântico. As missões, reduções ou aldeamentos eram comunidades indígenas organizadas pelos jesuítas. Tinham por objetivo centralizar as tribos indígenas num só local para torná-los cristãos. Os índios eram obrigados a abandonarem seus valores culturais como: politeísmo, antropofagia, poligamia, nomadismo, aprender o latim e as orações católicas. Mas os jesuítas também aprenderam a língua tupi, fundamental para ensinar e catequizar a população nativa. Eles sistematizaram por escrito a gramática tupi, ajudando, com isso a preservar o patrimônio linguístico indígena tupi. Nas missões jesuíticas se realizavam trabalhos agrícolas e artesanais voltados à subsistência e ao comércio com diferentes regiões da colônia, criavam animais (bois, cavalos, porcos e galinhas). A agricultura seguia o modelo europeu e o extrativismo vegetal. As riquezas obtidas com a venda desses produtos destinavam-se à manutenção das despesas da ordem religiosa responsável pela aldeia. Os nativos sob controle dos jesuítas, bem como de outras ordens religiosas, eram empregados em suas propriedades, gerando recursos para financiar as atividades da Companhia de Jesus. Em 1680 o padre Antônio Vieira conseguiu a aprovação de uma lei que impedia a escravidão indígena pelos colonos e o controle dos jesuítas sobre os chamados índios livres. Tal orientação entrava em choque com a dos colonos, que estavam interessados em escravizar os indígenas e explorar sua força de trabalho. O confronto entre padres e colonos foi inevitável. Os colonos defendiam o apresamento do índio, um negócio bastante lucrativo. Por isso, eram frequentes as invasões e destruição de missões para saquear as riquezas e escravizar os nativos. Exemplos desse conflito de interesses foram a Revolta de Beckman e as Guerras Guaraníticas.
  • 6. A Revolta de Beckman Fazendeiros do Maranhão, liderados pelos irmãos Manoel e Thomas Beckman, revoltaram-se contra os jesuítas e a Companhia Geral do Comércio do Maranhão (que monopolizava o comércio da região e não supria a demanda de mão de obra negra). A grande reivindicação da Revolta dos Beckman era por melhorias no provimento de mão de obra para aumentar a produção açucareira – uma vez que o açúcar estava em decadência e para que os fazendeiros conseguissem manter seu padrão de vida foi necessário que expandissem suas lavouras. Porém, sem mão de obra escrava, isso não era possível. Assim, os fazendeiros acabavam arcando com a crise do sistema açucareiro. Em 1684 os revoltosos ocuparam São Luís por quase um ano. Portugal reprimiu com violência o movimento e seus líderes foram enforcados. Depois disso, a coroa portuguesa atendeu as reivindicações dos colonos.
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  • 8. Os bandeirantes Na capitania de São Vicente, a economia açucareira vinha declinando; diante disso, boa parte da população vicentina subiu a Serra do Mar e se estabeleceu no planalto paulista. Lá, liderados pelo padre José de Anchieta, inauguraram um colégio e deram início a um povoado, São Paulo do Campo de Piratininga. São Paulo, capital bandeirante Na passagem do século XVI para o XVII, São Paulo era uma vila relativamente pobre, que produzia para a subsistência e não tinha como importar aquilo de que necessitava. A população era, em sua maioria, formada de mamelucos (mestiços de branco com índio) e assimilara muito da cultura tupi. Os paulistas deslocavam-se a pé ou de canoa (até por volta de 1630, o cavalo ainda não tinha sido introduzido no planalto paulista); andavam descalços; dormiam em redes e falavam o tupi, língua predominante na região até o século XVIII. Além disso, cultivavam seus alimentos, costuravam suas roupas e fabricavam seus artefatos de caça e de pesca. Sendo homens rudes, resolveram a sua maneira o problema da falta de mão de obra: desde muito cedo organizaram expedições para buscar no Sertão um “remédio para seus males”, como se dizia na época.
  • 9. As bandeiras eram expedições com organização militar, lideradas por jovens paulistas, que partiam de São Paulo, a fim de capturar indígenas e encontrar metais preciosos. Geralmente, eram os pais ou sogros desses jovens que custeavam a expedição e forneciam o chumbo e a pólvora, esperando receber, em troca, metade dos indígenas aprisionados.
  • 10. A caça ao índio Desde o século XVI, os paulistas aprisionavam índios para usá-los em suas lavouras. A partir de 1620, porém, com o crescimento das plantações de trigo na região, intensificou-se a procura por mão de obra. Os paulistas organizaram então, grandes bandeiras com o objetivo de aprisionar índios no Sul, onde estavam as missões – aldeamentos indígenas isolados dos núcleos urbanos, administrados pelos jesuítas. Lá havia muitos índios Guaranis – exímios agricultores, muito cobiçados desde o início da colonização. As principais bandeiras de caça ao índio, chefiadas por Manuel Preto e Antônio Raposo Tavares, destruíram em apenas 10 anos, de 1628 a 1638, as missões de Guairá (Paraná), Itatim (Mato Grosso do Sul) e Tape (Rio Grande do Sul). Milhares de guaranis foram aprisionados e o gado se dispersou pelas campinas do Sul. Guairá era uma região de acesso relativamente fácil – distante de São Paulo por volta de 50 dias de viagem. A expulsão dos holandeses do Nordeste brasileiro e da África regularizou o tráfico negreiro e a importação de trigo português, abalando a produção paulista deste cereal. Além disso, os indígenas, com as armas de fogo cedidas pelos jesuítas, venceram duas batalhas importantes contra os paulistas: a de Caasapaguaçu (1638) e a Mbororé (1641), contribuindo para o declínio do bandeirismo de caça ao índio.
  • 11. Jean-Baptiste DEBRET. Mamelucos conduzindo prisioneiros índios. 1834. Litografia, 32,6 cm x 21,2 cm. Local de custódia não identificado.
  • 12. Para onde eram vendidos os indígenas? Pesquisa do historiador John Manuel Monteiro revelou que a maioria dos indígenas capturados pelos bandeirantes foi utilizada nas fazendas de trigo de são Paulo, e que só uma pequena parte foi vendida para o Rio de Janeiro e a Bahia. A tabela a seguir mostra o número de indígenas escravizados em algumas fazenda s paulistas no apogeu da cultura do trigo na região. Ano Homens Mulheres Crianças Total Clemente Alves 1641 43 42 38 123 João Barreto 1642 57 57 38 152 Diogo C de Mello 1654 60 42 n/c 102 Gaspar de G. Moreira 1658 64 38 25 127 Paulo P. de Abreu 1658 37 33 39 109 João Pires Monteiro 1667 47 51 49 147 Garcia R. Velho 1672 41 38 33 112 Pedro F. Aragonês 1682 41 47 27 115 Total 390 348 249 987 População indígena em algumas fazendas de trigo paulistas (1641-1682)
  • 13. A busca de ouro e de diamantes A notícia de que os espanhóis haviam achado prata e ouro em Potosi (atual Bolívia) e Zacatecas (atual México) animou os habitantes do Brasil colonial, que reviraram terras e rios em busca de metais preciosos. O governo português, por sua vez, também incentivou essa busca financiando entradas – expedições que partiam do litoral brasileiro em busca de riquezas no Sertão. Mas foi somente no fim do século XVII, depois de várias incursões território adentro, que os paulistas encontraram ouro em grandes quantidades. As principais bandeiras mineradoras foram três: a de Antônio Arzão, que encontrou ouro em Sabará (Minas Gerais), em 1693; a de Pascoal Moreira Cabral, em Cuiabá (Mato Grosso), em 1719; e a de Bartolomeu Bueno da Silva, em Vila Boa, no atual estado de Goiás, por volta de 1725. Com a descoberta do ouro nessas regiões, os paulistas organizaram as monções – expedições comerciais que seguiam de canoa pelos leitos dos rios, para vender alimentos, roupas e instrumentos de trabalho nas regiões mineradoras.
  • 15. Ouro e fome → Assim que a notícia da descoberta de ouro se espalhou, afluíram ao sertão mineiro milhares de pessoas das mais diversas origens e condições sociais. Vinham de Portugal, do Rio de Janeiro, da Bahia, de São Paulo e de vários outros pontos do território colonial, atraídas pela ideia de riqueza fácil. Nos primeiros anos de mineração, ninguém se preocupava em plantar ou criar. Com isso a região, passou por várias crises de fome. Mas, com o tempo a população começou a plantar roças de milho e feijão e criar porcos e galinhas. E, usando o ouro como moeda, passou a comprar de outras regiões aquilo que necessitavam. A Guerra dos Emboabas → foi um confronto travado de 1707 a 1709, pelo direito de exploração das recém-descobertas jazidas de ouro, na região das Minas Gerais. O conflito contrapôs, de um lado, os bandeirantes paulistas, que haviam descoberto a região das minas e que por esta razão reclamavam a exclusividade de explorá-las; e de outro lado um grupo heterogêneo composto de portugueses metropolitanos e migrantes das demais partes do Brasil. Os portugueses calçavam botas altas e por isso foram apelidados pelos paulistas de emboabas, palavra tupi que significa “aves de pés emplumados”. Esse conflito terminou com a vitória dos emboabas, cujo líder era o comerciante português Manuel Nunes Viana. Ele foi aclamado governador e a capitania do Rio de Janeiro foi separada da de São Paulo e Minas. Para melhor controlar a população, o Governador fundou vilas nos povoados mais populosos.
  • 16. Regulamentação, impostos e cobranças → Para regulamentar a posse e extração do ouro ,Portugal criou, em 1702, o Regimento das Minas de Ouro. Esse documento reservava para o governo português um quinto de todo o ouro extraído na região e criava a Intendência das Minas, órgão encarregado de fiscalizar as explorações, cobrar tributos e julgas os habitantes das áreas mineradoras . Por lei, as áreas de mineração pertenciam ao rei; por isso, se alguém descobrisse uma jazida ,deveria comunicar ao intendente. Os principais impostos cobrados pela intendência eram o quinto real (20 % de todo o ouro extraído). A população reage: desvios e revoltas → Os habitantes das minas reagiam á opressão fiscal de várias formas: escondiam ouro em pó ou pepitas nos cabelos, nos dedos dos pés, nos saltos e solas das botas, entre doces e salgados, dentro de estátuas dos santos. Com o aumento do contrabando, o governo português apertou o cerco, criou as Casas de Fundição, locais onde todo ouro da região deveria ser transformado em barras, selado e quintado (20 % ou quinto real). A tributação excessiva e o alto preço dos alimentos ocasionou várias revoltas nas capitanias do ouro, uma delas foi a Revolta de Felipe dos Santos, em Vila Rica. A revolta foi duramente reprimida e seus líderes foram presos. O morro onde ficava a mina de ouro Pascoal da Silva, e que tinha o nome dele, foi queimado em noite de vento, por ordem do governador de minas. Depois disso, Portugal separou Minas da capitania de São Paulo; nascia assim a capitania de Minas Gerais.
  • 17. Diamantes: descoberta e controle No Arraial do Tijuco, atual cidade de Diamantina, as autoridades portuguesas também atuaram de forma violenta. Assim que o rei soube da existência de diamantes no local, mandou expulsar os antigos moradores, dividiu as terras em lotes, separou para si o lote em que havia uma grande mina e leiloou os demais entre os homens brancos da região. Para administrar e policiar a área, criou a Intendência dos Diamantes (1734). O intendente tinha poder de vida e de morte sobre os habitantes do local e estimulou a prática da delação. Bastava alguém ser acusado de estar escondendo um diamante para que fosse preso e expulso da capitania de Minas. O rei de Portugal chegou a arrendar a extração de diamantes a contratadores, homens que recebiam o direito de explorar as valiosas pedras em troca de uma parte da riqueza. Um desses contratadores, João Fernandes de Oliveira, ficou conhecido por ter acumulado fortuna e por ter vivido maritalmente com sua ex-escrava, Chica da Silva. Posteriormente, em 1771, o governo acusou os contratadores de enriquecimento ilícito e reassumiu o controle total (monopólio) os diamantes.
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  • 20. Trabalho na Mina, Século XVIII – Carlos Julião - Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro
  • 21. Os caminhos do ouro e dos diamantes A produção do ouro cresceu significativamente durante os 40 primeiros anodo século XVIII, tendo atingido o auge entre 1736 e 1740. Observe o gráfico: Segundo estudos recentes sobre a economia de Portugal, verificou-se que, entre 1700 e 1715, conforme a produção brasileira de ouro crescia, o comercio entre Portugal e Inglaterra também crescia significativamente. Assim, parte substancial do ouro brasileiro terminou na Inglaterra, favorecendo o seu desenvolvimento industrial.
  • 22. Mudanças no território colonial A mineração de ouro e de diamantes contribuiu para uma série de mudanças no Brasil, dentre elas, destacam-se: • a ocupação e o povoamento de vastas áreas do interior brasileiro; • o florescimento da vida urbana, contribuindo para o nascimento de várias vilas e cidades; • mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1763), único porto por onde o governo português permitia o embarcasse do ouro; a consolidação do mercado interno, já que a população das regiões mineiras (atuais Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) comprava com ouro em pó de várias partes do Brasil aquilo de que necessitava. Do Nordeste vinham gado, couro e farinha de mandioca; do Rio de Janeiro, africanos escravizados e artigos europeus (vidros, louças, tecidos, ferramentas); de São Paulo, milho, trigo, marmelada; do Sul, cavalos, bois, mulas e charque.
  • 23. A sociedade do ouro A população de Minas Gerais, em 1776, era composta de 70.769 brancos, 82 mil pardos e 167 mil negros. Assim, 78% da população de Minas Gerais era formada de negros e mestiços. E eles eram, quase todos, muito pobres. Hoje, sabe-se que foram poucos os ricos no solo mais rico da América no século XVIII.
  • 24. Os escravizados → O dia a dia dos escravizados nas regiões mineiras era particularmente difícil. Não realizavam tarefas ligadas à mineração. Também transportavam mercadorias e pessoas, construíam estradas, casas e chafarizes, comerciavam pelas ruas e lavras. Mesmo assim, os cativos não se calaram diante da escravidão, da pesada rede de impostos e de outras violências a que foram submetidos. Resistiam a tudo isso desobedecendo em silêncio, promovendo revoltas, desviando ouro e diamantes, reclamando à Justiça, fugindo para a mata e formando quilombos. Os homens livres pobres → Nas capitanias do ouro vivia também um grande numero de homens livres pobres. Eles perambulavam pelos arraiais pedindo esmola e comida, brigando nas vendas ou praticando pequenos furtos; moravam em casebres que dividiam com outros marginalizados ou com mulheres igualmente pobres. No qual serviam para as autoridades para fazer serviços pesados ou perigosos. As camadas médias → Taberneiros, sitiantes, militares, artesãos, advogados, médicos, padres, garimpeiros, cirurgiões, barbeiros e artistas. Os potentados (ricos) → Na região mineradora, as maiores fortunas pertenciam, quase sempre aos grandes comerciantes (os potentados) e não aos donos das minas. Um exemplo: Manuel Nunes Viana, o líder dos emboabas, enriqueceu vendendo gêneros alimentícios para os armazéns e carne para os açougueiros mineiros. Os tropeiros, homes que comerciavam mulas, cavalos, gado de corte, também conseguiram prosperar, chegando a se destacar na sociedade mineira.
  • 25. A pecuária colonial A pecuária desenvolveu-se inicialmente em torno dos engenhos de cana-de- açúcar. O gado criado nesses locais, bovino e muar, era utilizado na alimentação, na produção de couro para utensílios de trabalho e domésticos, além da tração animal nos trabalhos para a obtenção do açúcar. Nos Sertões do Nordeste do Brasil, no norte do atual estado do Rio de Janeiro e nas campinas do Sul, o gado teve papel decisivo. No Nordeste → o gado acompanhou o curso dos rios São Francisco e Parnaíba. gado podia penetrar o Sertão. Não tinha o problema seríssimo do transporte, porque transportava a si mesmo. A mão de obra exigida era pouca. Sem a complexidade da agricultura, principalmente da canavieira, tinha na amplitude do sertão o caminho de sua expansão, acompanhando os rios rumo ao interior. No Sul → Nos pampas, foi encontrado ambiente propício à criação de gado. Esse foi o local em que a pecuária mais se desenvolveu. Os jesuítas foram os principais responsáveis pela disseminação das reses. Além do couro, era produzido também a carne-seca (ou charque, como era conhecida no sul), muito consumida durante o período colonial, em virtude do tempo de conservação. A produção de gado cresceu para atender ao mercado interno da colônia, que ganhou impulso após a mineração.
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  • 28. As novas fronteiras Como vimos, os habitantes da América portuguesa ocuparam terras que pelo Tratado de Tordesilhas, pertenciam à Espanha. Considerando ter direito às terras conquistadas na América, Portugal fez vários acordos internacionais para oficializar essa conquista. Os mais importantes foram: • Tratado de Utrecht (1713 e 1715) – entre Portugal e França, estabelecia que o rio Oiapoque, no extremo norte da colônia, seria o limite de fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. O segundo procurava resolver as divergências entre portugueses e espanhóis quanto aos limites de seus domínios no sul do Brasil. Estabelecia que a Colônia do Sacramento pertenceria aos portugueses. Houve, porém, a resistência dos espanhóis que lá moravam. • Tratado de Madri (1750) – entre Espanha e de Portugal, determinava que a cada um desses países caberia a posse das terras que ocupavam na colônia. Além disso, a Colônia do Sacramento pertenceria aos espanhóis e a região dos Sete Povos das Missões (parte do atual estado do Rio Grande do Sul) pertenceria aos portugueses. O tratado não pôde ser cumprido, pois os jesuítas e índios guaranis dos aldeamentos dos Sete Povos das Missões não aceitaram a controle português. Houve violenta luta (Guerra Guaranítica) contra a ocupação portuguesa e, diante dessa situação, o governo de Portugal não entregou aos espanhóis a Colônia do Sacramento.
  • 29. • Tratado de Santo Ildelfonso (1777) – assinado entre Portugal e Espanha, estabelecia que os espanhóis ficariam com a Colônia do Sacramento e a região dos Sete Povos das Missões, mas devolveriam aos portugueses terras que, nesse período, haviam ocupado no atual estado do Rio Grande do Sul. O tratado foi considerado desvantajoso pelos portugueses, pois perdiam a Colônia do Sacramento e recebiam quase nada em troca. • Tratado de Badajós (1801) – estabeleceu, finalmente, que a região dos Sete Povos das Missões ficaria com os portugueses e a Colônia do Sacramento, com os espanhóis. Depois de muitas lutas, confirmavam-se as fronteiras que, basicamente, tinham sido definidas pelo Tratado de Madri.
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  • 32. BIBLIOGRAFIA: ALFREDO BOULOS JUNIOR HISTÓRIA SOCIEDADE E CIDADANIA 1º ANO - FTD - 2015