Capítulo 2  Revisão de Alguns Tópicos de Contabilidade Social
Aula Anterior CAPÍTULO  1 –Definição de macroeconomia e delimitação de seu campo de atuação  1.1 Definição de Macroeconomia;  1.2 O nível de abstração da macroeconomia; 1.3 Fatores que levam à evolução dos modelos macroeconômicos; 1.4 Controvérsias entre os macroeconomistas;  1.5 Indicadores de desempenho de uma economia.
Nesta Aula CAPÍTULO  2 – Revisão de alguns tópicos de Contabilidade Social 2.1 O Conceito de Produto;  2.2 Taxa de Desemprego;  2.3 Nível Geral de Preços e Taxa de Inflação;  2.4 Déficit orçamentário;  2.5 Déficit comercial;  2.6 Relação entre os agregados econômicos.
O que é Contabilidade Social? Contabilidade Social é a parte das Ciências Econômicas que se dedica à conceituação dos principais agregados econômicos e à discussão de como eles devem ser mensurados. Entre esses agregados econômicos, destacam-se: produto, emprego (e taxa de desemprego), nível geral de preço (e taxa de inflação), déficit orçamentário e déficit comercial.
Como se interagem a contabilidade social e a teoria macroeconômica? A contabilidade social define e discute maneiras de mensurar os agregados econômicos. A teoria macroeconômica estabelece maneiras de interrelacionar os agregados econômicos, criando modelos que reproduzem o funcionamento da economia.
Tópicos considerados O conceito de produto Taxa de desemprego Nível geral de preços e taxa de inflação Déficit orçamentário Déficit comercial Relação entre os agregados econômicos
Produto Nacional Bruto Produto Nacional Bruto (PNB) é o  valor monetário  de todos os  bens e serviços   finais  produzidos com fatores de produção pertencentes aos indivíduos de uma  nação  em  determinado período de tempo.
Produto Interno Bruto Produto Interno Bruto (PIB) é o  valor monetário  de todos os  bens e serviços   finais  produzidos com fatores de produção situados dentro dos  limites geográficos  de uma nação em  determinado período de tempo.
Pontos a Considerar Quatro pontos precisam ser considerados: PIB e PNB são  cifras monetárias  que mensuram a dimensão da economia. Exemplo: PIB do Brasil (a preços de 2006)   2005  R$ 2,248 Trilhão   2006  R$ 2,333 Trilhão Taxa de Crescimento =
2) Tanto PIB quanto PNB computam apenas bens e serviços finais. Pontos a Considerar Bens e  serviços Finais: se destinam ao consumo ou exportação Intermediários: se usado na produção de outro bem ou serviço
3) O PIB e o PNB avaliam o fluxo de Bens e Serviços finais produzidos na economia em  determinado período de Tempo. Pontos a Considerar Variável Fluxo: é mensurada em um  período  de tempo Estoque: é mensurada em um  momento  do tempo.
4) O  PNB  atém-se aos  proprietários  dos fatores de produção utilizados no processo de produção. O  PIB  atém-se à  localização  dos fatores de produção utilizados no processo de produção. Pontos a Considerar Fatores de Produção Terra Trabalho Capital
Relações entre PIB e PNB Considere que: REE = Renda Enviada ao Exterior RRE = Renda Recebida do Exterior PNB  dentro do país  = PIB – REE PNB  fora do país  = RRE
Relações entre PIB e PNB PNB  dentro do país  + PNB  fora do país  = PNB PNB = PIB – REE + RRE se  RLEE = Renda Líquida enviada ao Exterior    = REE – RRE PNB = PIB – RLEE
Relações entre PIB e PNB Exemplos: PIB = 100  RLEE = 10  PNB = 90 PIB = 100  RLEE = -10  PNB = 110 Se RLEE > 0  PIB > PNB (Ex. Brasil) RLEE < 0  PIB < PNB (Ex. EUA)
Modos de Calcular o PIB (Y) Como se verá a frente, o PIB é igual a renda e nos EUA usava-se a palavra  yield  para se referir à renda. Daí, o uso de Y para se referir ao PIB. Há quatro maneiras de se mensurar o PIB: Calcula-se o PIB pela soma de bens e serviços finais produzidos na economia Calcula-se o PIB pela soma de valores adicionados/agregados Calcula-se o PIB pela soma dos elementos que o absorve Calcula-se o PIB pela soma dos elementos que absorvem a renda gerada pelo PIB
Valor Adicionado (VA) Valor Adicionado (VA) é o acréscimo de valor a um bem intermediário advindo da utilização de serviços de fatores de produção visando elaborar um novo bem intermediário ou um  bem final. VA = Receita – Consumo Intermediário (CI)
VA é a soma das remunerações feitas aos fatores de produção utilizados no processo de produção. Valor Adicionado (VA) Fatores de Produção Remuneração Terra Trabalho Capital Aluguel (A) Salários (W) Juros (J) Lucros (L)
VA = W + L + J + A No Brasil usa-se ambas equações no cálculo do PIB, que é a ótica da renda gerada. Isto é, PIB:  VA = VBP – CI  VA = W + L + J + A em que VBP = Valor Bruto da Produção PIB = Renda Interna Bruta Valor Adicionado (VA)
PIB pelos elementos que o Absorvem Y + M = C + Ir + G + X M = Importações de Bens e serviços Em que: Ir = Investimento Privado Realizado C = Consumo das Famílias G = Gastos do Governo X = Exportações de Bens e Serviços Y = C + Ir + G + X - M
Balanço de Pagamentos Balança Comercial Balanço de Serviços (não- fatores) Balanço de Rendas (L, J, A e W) Transferências Unilaterais (Donativos) Saldo do Balanço de Pagamentos em transações Correntes: SBPTC (I + II + III + IV) Conta Capital e Financeira Erros e Omissões Saldo Total do Balanço de Pagamentos (V + VI + + VII)
Balanço de Pagamentos VIII) Saldo Total do Balanço de Pagamentos Variação das Reservas Internacionais X – M = I + II + III I a VIII: Contas Operacionais: Aumento  + Diminuição  - IX: Conta de Caixa: Aumento  – Diminuição  +
PIB pelos elementos que absorvem a renda gerada Y = Renda Interna = C + S + T + Rf Em que: S = Poupança do Setor privado C = Consumo das Famílias T = Tributos Rf = Remessa Líquida ao Exterior
Poupança Poupança do Setor Privado = Poupança das Famílias + Poupança das Empresas Econômica: Fluxo = Y - C - T - Rf   Financeira: Estoque = Riqueza Rf = Donativos Enviados ao Exterior –  Donativos Recebidos do Exterior =  =  -  Conta IV Poupança
Modos de Considerar o PIB nos Modelos e Análises Macroeconômicas Produto Real  Versus  Produto Nominal PIB Nominal ou PIB a preços correntes é mensurado a preços de cada ano. PIB Real é o PIB mensurado a preços de um ano Base. Ex. da economia que produz calças e arroz.
Modos de Considerar o PIB nos Modelos e Análises Macroeconômicas 2) Níveis de Produto, Nominal ou Real,  Versus  Crescimento do Produto PIB Nominal = Y PIB Real = y Taxa de Crescimento =
Modos de Considerar o PIB nos Modelos e Análises Macroeconômicas 3) PIB  Versus  PIB per capita Expressos em: R$ Correntes   R$ Deflacionados   US$ Correntes
Brasil: Evolução do PIB Fonte: Ipeadata 5.740 3,75% 2.333 2.333 2006 5.610 3,16% 2.249 2.147 2005 5.516 5,71% 2.180 1.941 2004 5.294 1,15% 2.062 1.700 2003 5.311 2,66% 2.038 1.478 2002 5.250 1,31% 1.986 1.302 2001 5.258 4,31% 1.960 1.179 2000 5.117 0,25% 1.879 1.065 1999 5.181 0,04% 1.874 979 1998 5.257 3,38% 1.874 939 1997 PIB per capita (em US$ de 2006) Taxa de Crescimento do PIB Deflacionado PIB Deflacionado em R$ bilhões de 2006 PIB Nominal (R$ bilhões) Período
Modos de Considerar o PIB nos Modelos e Análises Macroeconômicas 4) PIB Efetivo  Versus  PIB Potencial PIB Efetivo : valor monetário do total de bens e serviços finais  efetivamente produzidos  com fatores de produção situados em dados país em determinado período de tempo. PIB Potencial : valor monetário do total de bens e serviços finais que podem ser produzidos com a  alocação econômica  dos fatores de produção situados em dados país em determinado período de tempo.
Hiato do Produto Hiato do Produto = y potencial  – y Se Hiato do Produto < 0: Pressão Inflacionária Hiato do Produto > 0: Deflação
O Ciclo de Negócios Produto Tempo Produto Potencial Produto Efetivo Pico Pico Pico Fundo Fundo Recessão Recessão Crescimento Crescimento
A Taxa de Desemprego Emprego Efetivo (N) = Empregados Força de Trabalho = Empregados +  + Desempregados Taxa de Desemprego ( µ ) =
µ   = A Taxa de Desemprego Taxa de Desemprego Oculto Taxa de Desemprego Aberto
Taxa de Desemprego Total = Taxa de Desemprego Aberto + Taxa de Desemprego Oculto Taxa Natural de Desemprego  A Taxa de Desemprego
Taxa de Desemprego na RMSP Fonte: Ipeadata 0,9% 3,3% 4,2% 9,3% 13,5% dez/2007 1,5% 3,7% 5,2% 9,0% 14,2% dez/2006 1,4% 4,7% 6,1% 9,7% 15,8% dez/2005 1,6% 5,4% 7,0% 10,0% 17,0% dez/2004 2,0% 5,0% 7,0% 12,0% 19,0% dez/2003 1,9% 5,2% 7,1% 11,4% 18,5% dez/2002 1,6% 4,6% 6,2% 11,6% 17,8% dez/2001 1,8% 4,4% 6,2% 10,0% 16,2% dez/2000 Desalento Precário Subtotal Aberto Total Mês Oculto
A Lei de Okun A  lei de Okun é uma relação empírica negativa entre o crescimento do PIB e  taxa de desemprego. y      N       µ 
A Lei de Okun Relação entre taxa de crescimento do PIB e taxa de desemprego B A C 1,5 2 4 Taxa de crescimento do PIB Variações da taxa de desemprego 0 -1 Taxa de desemprego Taxa de crescimento do PIB Brasil: 1981 a 2002 Fonte: Ipeadata
Nível Geral de Preços e Taxa de Inflação Quatro Pontos a considerar: 1- Definição do nível de geral de preços 2- Definição e modo de cálculo da taxa de Inflação 3- Relação entre a taxa de desemprego e a taxa de inflação 4- Efeitos perversos da inflação na economia
Nível Geral de Preços Nível geral de preços é um índice de evolução da média ponderada de preços dos diferentes bens e serviços, sendo a base igual a 1.
Considere a Economia com N tipos de bens e serviços: N preços: P 1 , P 2 , P 3 ,  ..., P N N pesos: W 1  + W 2  + W 3  + ... + W N   = 1 Diversos Períodos: 0, 1, 2, 3, .... (indicado pelo sobrescrito) Nível Geral de Preços
Período 0: Período 1: Nível Geral de Preços
Nível Geral de Preços X 2  /X 0 X 2 2 X 1  /X 0 X 1 1 1 X 0 0 Nível de Preço Média de Preço Período
Deflacionamento Na estatística: Na macroeconomia:
Inflação A inflação é uma situação de aumentos contínuos e generalizados dos preços de bens e serviços em uma economia. A inflação é uma situação de aumento do nível geral de preços da economia.
Taxa de Inflação Taxa de Inflação: Exemplos de indicadores da taxa de inflação:  Deflator do PIB  Índice de Custo de Vida (ICV).
Deflator do PIB Deflator do PIB é o preço médio de todos os bens e serviços finais produzidos em uma economia. Ex. da economia que produz calças e arroz.
Índice de Preços ao Consumidor O índice de preços ao consumidor (IPC) é o custo em moeda corrente de uma determinada lista de bens e serviços finais ao longo do tempo. O IPC inclui bens importados, mas não os bens exportados. Deflator do PIB inclui os bens exportados.
Relação entre índice de preços e nível de preços
Brasil: Taxas de Inflação Fonte: Ipeadata n.d. 7,90% 4,46% 2007 4,72% 3,80% 3,14% 2006 7,21% 1,23% 5,69% 2005 8,04% 12,13% 7,60% 2004 13,73% 7,66% 9,30% 2003 10,55% 26,41% 12,53% 2002 8,97% 10,40% 7,67% 2001 6,18% 9,80% 5,97% 2000 8,48% 19,99% 8,94% 1999 4,24% 1,71% 1,66% 1998 Deflator do PIB IGP-DI IPCA Ano
Relação entre Inflação e Desemprego Na década de 1950 Arthur Phillips verificou relação inversa entre taxa de desemprego e taxa de variação de salários.
Curva de Phillips Foi observado posteriormente que havia relação inversa entre taxa de desemprego e taxa de inflação. Curva de Phillips modificada
Considere que o preço é fixado sobre custo direto de produção. P = (1+margem de lucro). CDU Em que: (1+margem de lucro) = m =  mark-up   CDU= Custo Direto Unitário Curva de Phillips
CDU = (W/PMeT) em que: W = Salário PMeT = Produto Médio do Trabalho. Curva de Phillips
P = m . CDU P = m (W/PMeT)   (I) Aplicando ln em (I) e derivando em relação ao tempo: Curva de Phillips
Curva de Phillips Equação da Curva de Phillips modificada
A curva de Phillips para a Economia Brasileira Fonte: Bacha e Lima (2004)
A Construção de Friedman - Phelps NAIRU:  Non-accelerating-Inflation Rate of Unemplyment. =  taxa de desemprego que não acelera a inflação .
Efeitos Perversos da Inflação Causa Redistribuição da Renda Distorce a Alocação de Recursos dentro da Economia Gera Incerteza
Déficit Orçamentário Déficit orçamentário (= déficit público) é o excesso de gastos do governo em relação a suas receitas D = G – T A questão é: qual a forma de financiar o déficit público????? Via Emissão de Meda Via Emissão de Títulos
Déficit Orçamentário Déficit orçamentário (= déficit público) é o excesso de gastos do governo em relação a suas receitas D = G – T A presença de déficit orçamentário afeta as expectativas dos agentes econômicos, alterando suas decisões sobre consumo e investimento.  Isto afeta o PIB do país.
Déficit Comercial Déficit comercial é o excesso de importação de mercadorias em relação as exportações de mercadorias. O déficit comercial é o saldo negativo da Conta I do Balanço de Pagamentos.
Déficit Comercial Espera-se que, em condições  coeteris paribus , uma redução do PIB venha acompanhada de redução do déficit comercial ou até mesmo superávit comercial. Um déficit comercial persistente implicará pressões sobre a taxa de câmbio quando a entrada de capitais externos no país diminuir.
Relação entre os Agregados Econômicos Diversas relações podem surgir entre crescimento do PIB, taxa de desemprego, taxa de inflação, déficit orçamentário, e déficit comercial segundo o choque inicial da economia e seu ajustamento. EX: Reduzir o Déficit Comercial Reduzir o Déficit Público
Próxima Aula CAPÍTULO  3 – Visão geral da evolução da macroeconomia   3.1 A macroeconomia antes da Teoria Geral; 3.2 A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda;  3.3 Da Teoria Keynesiana à Síntese Neoclássica;  3.4 Os Monetaristas;  3.5 Os Novos Clássicos e os Novos-Keynesianos;  3.6 Os Pós-Keynesianos;  3.7 A Teoria do Desequilíbrio;  3.8 A Nova Teoria do Crescimento;  3.9 Os Modelos que serão desenvolvidos.
Referências Bibliográficas BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S.  Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S.  A Curva de Phillips e a  Economia Brasileira.  Revista Pesquisa e Debate , v.15, n.1, p.131-162, 2004 BLANCHARD, O.  Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001.  PINHO, D.B. e VASCONCELLOS, M.A.S. (Orgs)  Manual de economia . 2 a  edição. São Paulo: Saraiva, 1992.  MANKIW, N.G.  Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004.

Cap2 macro

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    Capítulo 2 Revisão de Alguns Tópicos de Contabilidade Social
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    Aula Anterior CAPÍTULO 1 –Definição de macroeconomia e delimitação de seu campo de atuação 1.1 Definição de Macroeconomia; 1.2 O nível de abstração da macroeconomia; 1.3 Fatores que levam à evolução dos modelos macroeconômicos; 1.4 Controvérsias entre os macroeconomistas; 1.5 Indicadores de desempenho de uma economia.
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    Nesta Aula CAPÍTULO 2 – Revisão de alguns tópicos de Contabilidade Social 2.1 O Conceito de Produto; 2.2 Taxa de Desemprego; 2.3 Nível Geral de Preços e Taxa de Inflação; 2.4 Déficit orçamentário; 2.5 Déficit comercial; 2.6 Relação entre os agregados econômicos.
  • 4.
    O que éContabilidade Social? Contabilidade Social é a parte das Ciências Econômicas que se dedica à conceituação dos principais agregados econômicos e à discussão de como eles devem ser mensurados. Entre esses agregados econômicos, destacam-se: produto, emprego (e taxa de desemprego), nível geral de preço (e taxa de inflação), déficit orçamentário e déficit comercial.
  • 5.
    Como se interagema contabilidade social e a teoria macroeconômica? A contabilidade social define e discute maneiras de mensurar os agregados econômicos. A teoria macroeconômica estabelece maneiras de interrelacionar os agregados econômicos, criando modelos que reproduzem o funcionamento da economia.
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    Tópicos considerados Oconceito de produto Taxa de desemprego Nível geral de preços e taxa de inflação Déficit orçamentário Déficit comercial Relação entre os agregados econômicos
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    Produto Nacional BrutoProduto Nacional Bruto (PNB) é o valor monetário de todos os bens e serviços finais produzidos com fatores de produção pertencentes aos indivíduos de uma nação em determinado período de tempo.
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    Produto Interno BrutoProduto Interno Bruto (PIB) é o valor monetário de todos os bens e serviços finais produzidos com fatores de produção situados dentro dos limites geográficos de uma nação em determinado período de tempo.
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    Pontos a ConsiderarQuatro pontos precisam ser considerados: PIB e PNB são cifras monetárias que mensuram a dimensão da economia. Exemplo: PIB do Brasil (a preços de 2006) 2005 R$ 2,248 Trilhão 2006 R$ 2,333 Trilhão Taxa de Crescimento =
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    2) Tanto PIBquanto PNB computam apenas bens e serviços finais. Pontos a Considerar Bens e serviços Finais: se destinam ao consumo ou exportação Intermediários: se usado na produção de outro bem ou serviço
  • 11.
    3) O PIBe o PNB avaliam o fluxo de Bens e Serviços finais produzidos na economia em determinado período de Tempo. Pontos a Considerar Variável Fluxo: é mensurada em um período de tempo Estoque: é mensurada em um momento do tempo.
  • 12.
    4) O PNB atém-se aos proprietários dos fatores de produção utilizados no processo de produção. O PIB atém-se à localização dos fatores de produção utilizados no processo de produção. Pontos a Considerar Fatores de Produção Terra Trabalho Capital
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    Relações entre PIBe PNB Considere que: REE = Renda Enviada ao Exterior RRE = Renda Recebida do Exterior PNB dentro do país = PIB – REE PNB fora do país = RRE
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    Relações entre PIBe PNB PNB dentro do país + PNB fora do país = PNB PNB = PIB – REE + RRE se RLEE = Renda Líquida enviada ao Exterior = REE – RRE PNB = PIB – RLEE
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    Relações entre PIBe PNB Exemplos: PIB = 100 RLEE = 10 PNB = 90 PIB = 100 RLEE = -10 PNB = 110 Se RLEE > 0 PIB > PNB (Ex. Brasil) RLEE < 0 PIB < PNB (Ex. EUA)
  • 16.
    Modos de Calcularo PIB (Y) Como se verá a frente, o PIB é igual a renda e nos EUA usava-se a palavra yield para se referir à renda. Daí, o uso de Y para se referir ao PIB. Há quatro maneiras de se mensurar o PIB: Calcula-se o PIB pela soma de bens e serviços finais produzidos na economia Calcula-se o PIB pela soma de valores adicionados/agregados Calcula-se o PIB pela soma dos elementos que o absorve Calcula-se o PIB pela soma dos elementos que absorvem a renda gerada pelo PIB
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    Valor Adicionado (VA)Valor Adicionado (VA) é o acréscimo de valor a um bem intermediário advindo da utilização de serviços de fatores de produção visando elaborar um novo bem intermediário ou um bem final. VA = Receita – Consumo Intermediário (CI)
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    VA é asoma das remunerações feitas aos fatores de produção utilizados no processo de produção. Valor Adicionado (VA) Fatores de Produção Remuneração Terra Trabalho Capital Aluguel (A) Salários (W) Juros (J) Lucros (L)
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    VA = W+ L + J + A No Brasil usa-se ambas equações no cálculo do PIB, que é a ótica da renda gerada. Isto é, PIB: VA = VBP – CI VA = W + L + J + A em que VBP = Valor Bruto da Produção PIB = Renda Interna Bruta Valor Adicionado (VA)
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    PIB pelos elementosque o Absorvem Y + M = C + Ir + G + X M = Importações de Bens e serviços Em que: Ir = Investimento Privado Realizado C = Consumo das Famílias G = Gastos do Governo X = Exportações de Bens e Serviços Y = C + Ir + G + X - M
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    Balanço de PagamentosBalança Comercial Balanço de Serviços (não- fatores) Balanço de Rendas (L, J, A e W) Transferências Unilaterais (Donativos) Saldo do Balanço de Pagamentos em transações Correntes: SBPTC (I + II + III + IV) Conta Capital e Financeira Erros e Omissões Saldo Total do Balanço de Pagamentos (V + VI + + VII)
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    Balanço de PagamentosVIII) Saldo Total do Balanço de Pagamentos Variação das Reservas Internacionais X – M = I + II + III I a VIII: Contas Operacionais: Aumento + Diminuição - IX: Conta de Caixa: Aumento – Diminuição +
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    PIB pelos elementosque absorvem a renda gerada Y = Renda Interna = C + S + T + Rf Em que: S = Poupança do Setor privado C = Consumo das Famílias T = Tributos Rf = Remessa Líquida ao Exterior
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    Poupança Poupança doSetor Privado = Poupança das Famílias + Poupança das Empresas Econômica: Fluxo = Y - C - T - Rf Financeira: Estoque = Riqueza Rf = Donativos Enviados ao Exterior – Donativos Recebidos do Exterior = = - Conta IV Poupança
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    Modos de Consideraro PIB nos Modelos e Análises Macroeconômicas Produto Real Versus Produto Nominal PIB Nominal ou PIB a preços correntes é mensurado a preços de cada ano. PIB Real é o PIB mensurado a preços de um ano Base. Ex. da economia que produz calças e arroz.
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    Modos de Consideraro PIB nos Modelos e Análises Macroeconômicas 2) Níveis de Produto, Nominal ou Real, Versus Crescimento do Produto PIB Nominal = Y PIB Real = y Taxa de Crescimento =
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    Modos de Consideraro PIB nos Modelos e Análises Macroeconômicas 3) PIB Versus PIB per capita Expressos em: R$ Correntes R$ Deflacionados US$ Correntes
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    Brasil: Evolução doPIB Fonte: Ipeadata 5.740 3,75% 2.333 2.333 2006 5.610 3,16% 2.249 2.147 2005 5.516 5,71% 2.180 1.941 2004 5.294 1,15% 2.062 1.700 2003 5.311 2,66% 2.038 1.478 2002 5.250 1,31% 1.986 1.302 2001 5.258 4,31% 1.960 1.179 2000 5.117 0,25% 1.879 1.065 1999 5.181 0,04% 1.874 979 1998 5.257 3,38% 1.874 939 1997 PIB per capita (em US$ de 2006) Taxa de Crescimento do PIB Deflacionado PIB Deflacionado em R$ bilhões de 2006 PIB Nominal (R$ bilhões) Período
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    Modos de Consideraro PIB nos Modelos e Análises Macroeconômicas 4) PIB Efetivo Versus PIB Potencial PIB Efetivo : valor monetário do total de bens e serviços finais efetivamente produzidos com fatores de produção situados em dados país em determinado período de tempo. PIB Potencial : valor monetário do total de bens e serviços finais que podem ser produzidos com a alocação econômica dos fatores de produção situados em dados país em determinado período de tempo.
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    Hiato do ProdutoHiato do Produto = y potencial – y Se Hiato do Produto < 0: Pressão Inflacionária Hiato do Produto > 0: Deflação
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    O Ciclo deNegócios Produto Tempo Produto Potencial Produto Efetivo Pico Pico Pico Fundo Fundo Recessão Recessão Crescimento Crescimento
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    A Taxa deDesemprego Emprego Efetivo (N) = Empregados Força de Trabalho = Empregados + + Desempregados Taxa de Desemprego ( µ ) =
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    µ = A Taxa de Desemprego Taxa de Desemprego Oculto Taxa de Desemprego Aberto
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    Taxa de DesempregoTotal = Taxa de Desemprego Aberto + Taxa de Desemprego Oculto Taxa Natural de Desemprego A Taxa de Desemprego
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    Taxa de Desempregona RMSP Fonte: Ipeadata 0,9% 3,3% 4,2% 9,3% 13,5% dez/2007 1,5% 3,7% 5,2% 9,0% 14,2% dez/2006 1,4% 4,7% 6,1% 9,7% 15,8% dez/2005 1,6% 5,4% 7,0% 10,0% 17,0% dez/2004 2,0% 5,0% 7,0% 12,0% 19,0% dez/2003 1,9% 5,2% 7,1% 11,4% 18,5% dez/2002 1,6% 4,6% 6,2% 11,6% 17,8% dez/2001 1,8% 4,4% 6,2% 10,0% 16,2% dez/2000 Desalento Precário Subtotal Aberto Total Mês Oculto
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    A Lei deOkun A lei de Okun é uma relação empírica negativa entre o crescimento do PIB e taxa de desemprego. y   N   µ 
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    A Lei deOkun Relação entre taxa de crescimento do PIB e taxa de desemprego B A C 1,5 2 4 Taxa de crescimento do PIB Variações da taxa de desemprego 0 -1 Taxa de desemprego Taxa de crescimento do PIB Brasil: 1981 a 2002 Fonte: Ipeadata
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    Nível Geral dePreços e Taxa de Inflação Quatro Pontos a considerar: 1- Definição do nível de geral de preços 2- Definição e modo de cálculo da taxa de Inflação 3- Relação entre a taxa de desemprego e a taxa de inflação 4- Efeitos perversos da inflação na economia
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    Nível Geral dePreços Nível geral de preços é um índice de evolução da média ponderada de preços dos diferentes bens e serviços, sendo a base igual a 1.
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    Considere a Economiacom N tipos de bens e serviços: N preços: P 1 , P 2 , P 3 , ..., P N N pesos: W 1 + W 2 + W 3 + ... + W N = 1 Diversos Períodos: 0, 1, 2, 3, .... (indicado pelo sobrescrito) Nível Geral de Preços
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    Período 0: Período1: Nível Geral de Preços
  • 42.
    Nível Geral dePreços X 2 /X 0 X 2 2 X 1 /X 0 X 1 1 1 X 0 0 Nível de Preço Média de Preço Período
  • 43.
  • 44.
    Inflação A inflaçãoé uma situação de aumentos contínuos e generalizados dos preços de bens e serviços em uma economia. A inflação é uma situação de aumento do nível geral de preços da economia.
  • 45.
    Taxa de InflaçãoTaxa de Inflação: Exemplos de indicadores da taxa de inflação: Deflator do PIB Índice de Custo de Vida (ICV).
  • 46.
    Deflator do PIBDeflator do PIB é o preço médio de todos os bens e serviços finais produzidos em uma economia. Ex. da economia que produz calças e arroz.
  • 47.
    Índice de Preçosao Consumidor O índice de preços ao consumidor (IPC) é o custo em moeda corrente de uma determinada lista de bens e serviços finais ao longo do tempo. O IPC inclui bens importados, mas não os bens exportados. Deflator do PIB inclui os bens exportados.
  • 48.
    Relação entre índicede preços e nível de preços
  • 49.
    Brasil: Taxas deInflação Fonte: Ipeadata n.d. 7,90% 4,46% 2007 4,72% 3,80% 3,14% 2006 7,21% 1,23% 5,69% 2005 8,04% 12,13% 7,60% 2004 13,73% 7,66% 9,30% 2003 10,55% 26,41% 12,53% 2002 8,97% 10,40% 7,67% 2001 6,18% 9,80% 5,97% 2000 8,48% 19,99% 8,94% 1999 4,24% 1,71% 1,66% 1998 Deflator do PIB IGP-DI IPCA Ano
  • 50.
    Relação entre Inflaçãoe Desemprego Na década de 1950 Arthur Phillips verificou relação inversa entre taxa de desemprego e taxa de variação de salários.
  • 51.
    Curva de PhillipsFoi observado posteriormente que havia relação inversa entre taxa de desemprego e taxa de inflação. Curva de Phillips modificada
  • 52.
    Considere que opreço é fixado sobre custo direto de produção. P = (1+margem de lucro). CDU Em que: (1+margem de lucro) = m = mark-up CDU= Custo Direto Unitário Curva de Phillips
  • 53.
    CDU = (W/PMeT)em que: W = Salário PMeT = Produto Médio do Trabalho. Curva de Phillips
  • 54.
    P = m. CDU P = m (W/PMeT) (I) Aplicando ln em (I) e derivando em relação ao tempo: Curva de Phillips
  • 55.
    Curva de PhillipsEquação da Curva de Phillips modificada
  • 56.
    A curva dePhillips para a Economia Brasileira Fonte: Bacha e Lima (2004)
  • 57.
    A Construção deFriedman - Phelps NAIRU: Non-accelerating-Inflation Rate of Unemplyment. = taxa de desemprego que não acelera a inflação .
  • 58.
    Efeitos Perversos daInflação Causa Redistribuição da Renda Distorce a Alocação de Recursos dentro da Economia Gera Incerteza
  • 59.
    Déficit Orçamentário Déficitorçamentário (= déficit público) é o excesso de gastos do governo em relação a suas receitas D = G – T A questão é: qual a forma de financiar o déficit público????? Via Emissão de Meda Via Emissão de Títulos
  • 60.
    Déficit Orçamentário Déficitorçamentário (= déficit público) é o excesso de gastos do governo em relação a suas receitas D = G – T A presença de déficit orçamentário afeta as expectativas dos agentes econômicos, alterando suas decisões sobre consumo e investimento. Isto afeta o PIB do país.
  • 61.
    Déficit Comercial Déficitcomercial é o excesso de importação de mercadorias em relação as exportações de mercadorias. O déficit comercial é o saldo negativo da Conta I do Balanço de Pagamentos.
  • 62.
    Déficit Comercial Espera-seque, em condições coeteris paribus , uma redução do PIB venha acompanhada de redução do déficit comercial ou até mesmo superávit comercial. Um déficit comercial persistente implicará pressões sobre a taxa de câmbio quando a entrada de capitais externos no país diminuir.
  • 63.
    Relação entre osAgregados Econômicos Diversas relações podem surgir entre crescimento do PIB, taxa de desemprego, taxa de inflação, déficit orçamentário, e déficit comercial segundo o choque inicial da economia e seu ajustamento. EX: Reduzir o Déficit Comercial Reduzir o Déficit Público
  • 64.
    Próxima Aula CAPÍTULO 3 – Visão geral da evolução da macroeconomia 3.1 A macroeconomia antes da Teoria Geral; 3.2 A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda; 3.3 Da Teoria Keynesiana à Síntese Neoclássica; 3.4 Os Monetaristas; 3.5 Os Novos Clássicos e os Novos-Keynesianos; 3.6 Os Pós-Keynesianos; 3.7 A Teoria do Desequilíbrio; 3.8 A Nova Teoria do Crescimento; 3.9 Os Modelos que serão desenvolvidos.
  • 65.
    Referências Bibliográficas BACHA,C.J.C.; LIMA, R.A.S. Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S. A Curva de Phillips e a Economia Brasileira. Revista Pesquisa e Debate , v.15, n.1, p.131-162, 2004 BLANCHARD, O. Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001. PINHO, D.B. e VASCONCELLOS, M.A.S. (Orgs) Manual de economia . 2 a edição. São Paulo: Saraiva, 1992. MANKIW, N.G. Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004.