http:/       Pagin
                                                                                           a onli
                                                                              /becr               ne:
                                                                                    emon
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                                                                                              asto.n
                                                                                                      o.sa   po.pt




                                Boletim da Biblioteca
                              A N O    2   -   N Ú M E R O   1        D E Z E M B R O           D E      2 0 1 0




FICHA TÉCNICA
     Coordenação:

     Licínio Borges
       Redacção:

      Isaura Sousa

     Francisco Veiga
     Colaboradores:

      José Manuel

    Iolanda Machado



                                                       NATAL é festa!
    Produção Gráfica:

     Francisco Veiga

      Propriedade:
      Biblioteca do                   CURIOSIDADES E CONCURSO DE DECORAÇÃO DE
Agrupamento de Escolas
 De Mondim de Basto
                                                   MESAS - PAG.6 E 7
         Sede:
     Rua da Fontela

4880-100 Mondim de Basto


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    fisgolas.blogspot.com/



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         Fisgolas Mondim


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      boletim.bib.mondim
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                              PLANTAR MONDIM… PAG. 10            S. MARTINHO… PAG.4 e 5


                                                                  BOLETIM        DA       BIBLIOTEC A
PÁGINA   2



                        Editorial                     buído para o desenvolvi- pações on-line ou em aulas
                                                      mento da escrita porque posteriores e ainda aperfei-
                                                      não temos sabido apropriar çoar suas habilidades de

                      O fim da escrita?               a sua utilização aos interes- registo e escrita para que
                                                      ses da educação, da ciên-      se torne um profissional
                      Dizer que hoje, nas esco-       cia e do conhecimento. É, mais completo ao terminar
                      las, se escreve muito pou-      por isso, obrigação de to- o 12º ano.
                      co, é dizer o óbvio e não       dos nós, ensinar nas esco- A nossa preocupação          é
                      nos referimos apenas aos        las que ao escrever-se em constante e tudo temos
                      alunos. Mas todos devería-      computadores     se   preze feito para tornar real o
                      mos saber que a qualidade       pela qualidade da lingua- acima descrito. Só este ano
                      da escrita está relacionada     gem utilizada, seja para a lectivo temos em marcha
                      com uma prática constan-        composição de textos des- um conjunto de projectos
                      te, dia a dia, ao uso regular   tinados ás aulas, aos por-     de promoção de leitura que
                      dessa importantíssima fer-      tais, sites, blogs, ou mes- abarcam praticamente to-
                      ramenta, chamada caneta,        mo na comunicação instan-      dos os alunos do pré até ao
                      lápis ou afim. Também é         tânea realizada através de 3º ciclo, bem como uma
                      de todos sabido que a es-       Messenger,       Facebook, grande parte dos professo-
                      crita qualificada está asso-    Twitter, ou afins. Devemos res desses ciclos. Mas não
                      ciada à leitura, quanto mais    pautar o uso de uma lin- deveremos ficar por aqui
                      se lê, melhores as condi-       guagem em que o vocabu-        pois corremos o risco de
                      ções para o desenvolvi-         lário, a concordância, a nos transformar-mos num
                      mento de textos de reco-        lógica, a acentuação e a oásis onde o deserto é a
                      nhecido    valor.   A leitura   pontuação sejam usadas regra geral. As exigências
                      agrega vocabulário, melho-      devidamente.                   do mundo digital actual e a
                      ra as noções de coerência       Sou contra essas ferramen- evolução para esse mundo
                      e lógica, permite que a         tas? Claro que não até por- dos livros cada vez menos
                      pessoa tenha mais argu-         que os projectores, qua- em formato papel obrigam
                      mentos para escrever e          dros interactivos, computa- os professores a adquirirem
                      ainda torna mais criativas      dores e a Internet constitu-   conhecimentos em Tic que
                      as pessoas.                     em ferramentas que mo- deverão partilhar posterior-
                      Os   constantes      avanços    dernizam     e   possibilitam mente com os seus alunos.
                      tecnológicos    proporciona-    novas experiências de re- O segredo para a excelên-
                      ram, ao longo dos tempos,       gisto e produção de textos.    cia assenta, por um lado,
                      que novos equipamentos e        Para o aluno, cria-se uma numa formação científica
                      recursos   surgissem    para    óptima     oportunidade   de sólida e, por outro, num
                      facilitar novos registos e      estudar com regularidade grande         conhecimento    a
                      praticamente garantir para      os conteúdos trabalhados nível de ferramentas Web
                      sempre o seu armazena-          nas aulas, certificar-se dos 2.0. Claro que nada disto
                      mento. As escolas viram-se      conceitos e ideias demons- terá qualquer valor se não
                      inundadas nos últimos anos      tradas,    apresentarem   as for PARTILHADO.
                      com toda a panóplia de          eventuais dúvidas através Bom Natal.
                      ferramentas cuja utilização     dos próprios blogs, receber Licínio Borges
                      pouco ou nada tem contri-       o retorno de suas preocu-




BOLETIM      DA   BIBLIOTECA
ANO    2    -   NÚMERO         1                                                                               PÁGINA       3




           Concurso Nacional de Leitura - 5.ª Edição
                                                         Ano Lectivo 2010/2011

                                                      “Como é conveniente e agradável o mundo dos
                                                      livros! - se não se atribuir a ele as obrigações de
                                                      um estudante, nem considerá-lo um sedativo pa-
                                                      ra a preguiça, mas entrar nele com o entusiasmo
                                                      de um aventureiro! “
                                                                                     Autor: Grayson , D.


   Calendarização:
   1.ª Fase – Provas nas escolas (Realização do concurso nas Escolas): de 25 de Outubro de
       2010 a 14 de Janeiro de 2011
   2.ª Fase – Provas distritais (Bibliotecas Públicas): Março e Abril de 2011
   3.ª Fase – Provas finais (Lisboa): Maio de 2011
                                REGULAMENTO DA 1.ª FASE DO CONCURSO
    O Plano Nacional de Leitura (PNL), em articulação          uma questão de resposta aberta.
com a RTP, DGLB/Direcção-Geral do Livro e das Biblio-          Obras seleccionadas para o 2º Ciclo*
tecas e com a Rede Nacional de Bibliotecas Escolares,          O Guarda da Praia - de Mª Teresa Maia Gonzalez
promove, anualmente, o Concurso Nacional de Leitura.           Trisavó de pistola à cinta e outras histórias – de Alice
Objectivos do Concurso                                         Vieira
Estimular o gosto e a prática da leitura entre os alunos.      A Lua de Joana - de Mª Teresa Maia Gonzalez
Incentivar o contacto com os livros e respectivos autores.     Obras seleccionadas para o 3º ciclo
Avaliar a leitura de obras literárias pelos estudantes.        Dentes de rato – Agustina Bessa–Luís
Público-alvo                                                   O Principezinho - de Antoine de Saint-Exupéry
Alunos dos 2º* e 3º ciclo do Ensino Básico e Secundário        Conto da ilha desconhecida – José Saramago
Condições de participação                                      Obras seleccionadas para o Ensino Secundário
Para poderem participar no Concurso, os concorrentes           Mar Me Quer – Mia Couto
comprometem-se a submeter-se ao presente Regulamento           O Ano da Morte de Ricardo Reis – José Saramago
e às decisões do Júri de cada Fase. No caso de serem se-       Fanny Owen – Agustina Bessa- luís
leccionados para as finais distrital e nacional, os candida-
tos menores de 16 anos não poderão participar sem a auto-      Prémios (três para cada ciclo)
rização expressa dos pais ou encarregados de educação.         1º: um LIVRO; 2º: uma PEN-DRIVE; 3º: um DVD.
Calendário                                                     Júri
As inscrições poderão ser efectuadas até ao dia 12 de No-      O Bibliotecário e dois elementos do Departamento Curri-
vembro de 2010.                                                cular de Línguas.
A leitura das obras escolhidas decorre de 25 de Outubro        Observação:
de 2010 a 3 de Janeiro de 2011.                                Os alunos que não tenham as obras indicadas devem con-
A prova, com a duração de 60 minutos, realizar-se-á às         tactar os Professores responsáveis pelo Concurso (Amélia
15:20h do dia 4 de Janeiro de 2011, na biblioteca da Es-       Fernandes e Fátima Mendonça) ou o Professor Bibliotecá-
cola EB2,3/S de Mondim de Basto.                               rio (Licínio Borges), no sentido de serem disponibilizadas
Os resultados serão afixados até ao dia 11 de Janeiro de       o mais breve possível.
2011, no placard da Biblioteca da Escola, blog e na página          *Participam apenas na 1º fase do concurso a nível de
da Escola.                                                               escola.
Os alunos (três do 3º Ciclo e três do ensino Secundário)
que obtiverem a pontuação mais elevada serão admitidos à          Mondim de Basto, 26 Outubro de 2010
2.ª Fase distrital (Vila Real).                                        A Coordenadora do PNL na Escola
Em caso de empate, os alunos envolvidos farão uma prova                          Amélia Fernandes
oral que consistirá em três perguntas de escolha múltipla e


                                                                                     BOLETIM         DA    BIBLIOTECA
PÁGINA        4                                                    ANO   2   -   NÚMERO   1


         Água-pé, castanhas e vinho faz-se uma boa festa pelo ...

              … S. MARTINHO!
                         Lenda
      O Verão de S. Martinho
   Martinho era um valente soldado romano que estava
a regressar da Itália para a sua terra, algures em Fran-
ça.
    Montado no seu cavalo estava a passar num cami-
nho para atravessar uma serra muito alta, chamada Al-
pes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau
tempo.
    Martinho estava agasalhado normalmente para a
época: tinha uma capa vermelha, que os soldados ro-
manos normalmente usavam.
   De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas
e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.
   Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada,
levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao po-
bre.
   Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Pa-
recia que era Verão!
   Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.
   É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, du-
rante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São
Martinho.
.Crucigrama   da Lenda de S. Martinho

Verticais:
1.Subitamente a ____________ amainou.
2.Martinho era um soldado do exército _____________.
3.Martinho é o _____________ dos enfermos e doentes.
5.Foi no _______________ que o pobre lhe pediu
esmola.

Horizontais:
4.Isto foi um ______________ de Deus.
6.S. Martinho deu-lhe metade da sua ______________.
7.A festa de S. Martinho é no mês de ______________.
8.O ___________ brilhou.



 BOLETIM           DA   BIBLIOTECA
ANO   2   -   NÚMERO       1                                                                        PÁGINA       5



                                  Ser diferente                   … NA BIBLIOTECA
                                 não é um defei-
                                 to, é ser único!
                                                                  também houve ...
                                      (EXPOSIÇÃO
                                   DE ED. VISUAL E
                                  ED. TECNOLÓGICA)




                                                   Quem
                                                  conta um
                                                    conto,
                                                 acrescenta               Tenho camisa e casaco
                                                 um ponto!
                                                    (concurso             Sem remendo nem buraco
                                                  JORNAL SOL)             Estoiro como um foguete
                                                                          Se alguém no lume me mete



                                                                 … NO CENTRO ESCOLAR!
                                                                   Também houve castanhas!


                                               No dia 11 de Novembro, quinta-feira, comemorou-se o dia de
                                               S. Martinho pela primeira vez no novo Centro Escolar de
                                               Mondim Oeste. Realizaram-se diversas actividades que en-
                                               volveram os alunos do 1º ciclo e as crianças do Jardim de
                                               Infância. Estes divertiram-se a valer com os jogos recreativos
                                               no ginásio, com as apresentações multimédia da lenda de São
                                               Martinho e outras histórias, contos e ditos populares alusivos
                                               a esta tradição.
                                                        Por fim, como não podia deixar de ser houve a fo-
                                               gueira, à volta da qual se reuniram todos: alunos, professores,
                                               educadores, auxiliares e alguns encarregados de educação
 enquanto as castanhas assavam. Houve cantigas, brincadeiras com as caras a ficarem ―enforretadas‖ e um lan-
 che acompanhado das quentes e boas: as castanhas assadas!




                                                                            BOLETIM       DA   BIBLIOTEC A
PÁGINA      6                                                                ANO    2   -   NÚMERO      1


        NATAL
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      O prazer do Chocolate!
      A época dos choco-
      lates está mesmo
      aqui! Não abusar
      será a melhor pre-
      venção, mas desfru-
      tar com regras é pos-
      sível, sem estragar a
      linha!
      O objectivo de abordar este assunto, não são    Concurso De Decoração de
      receitas de culinária, mas divulgar algumas
      curiosidades, acerca do chocolate.                    Mesas Natal
      O chocolate remonta ao tempo dos Azetecas.
      Ainda a Europa não sonhava com os prazeres      A equipa do PAA, dinamizou um concurso alu-
      do chocolate e já os Azetecas lidavam com       sivo ao Natal, em que o objectivo principal foi
      as favas do cacau. A partir destas faziam um    sensibilizar para a importância da vinda da co-
      líquido escuro a que chamavam de                munidade escolar à escola, assim como tomar
      ―Tchocolat‖.                                    consciência do valor das tradições, como patri-
      Por altura de 1502, quando a armada de Cris-    mónio cultural, simultaneamente proporcionar
      tóvão Colombo desembarcou na ilha de Aze-       o convívio entre todos.
      teca Guanaja, o descobridor foi então um        O concurso, teve por tema, a ―Decoração de
      dos primeiros europeus a provar este prazer     mesas de Natal‖, em que cada Turma partici-
                                                      pante, realizou a decoração da sua mesa, com
      dos Deuses. No início o chocolate era toma-
                                                      os respectivos elementos decorativos, sem es-
      do como uma bebida fria e amarga.               quecer a parte gastronómica, típica da região.
       A Herman Cortés, conquistador espanhol,        O concurso, teve um Regulamento, que foi en-
      coube a proeza de trazer o chocolate para o     tregue aos Directores de Turma e comunicado
      continente europeu, no século XVI.Com o         aos respectivos alunos. O júri do concurso foi
      tempo a sua essência foi transformada e a       composto por três professores das Áreas de Ex-
      primeira casa dedicada exclusivamente ao        pressão artística, as professoras, Iracema Mei-
      chocolate foi fundada em Londres, no ano de     reles, Adélia Faia e Isaura Sousa, dois elemen-
      1657,passou então rapidamente de bebida ,ao     tos da Direcção da escola, Professor Valentim
      uso variadíssimo de deliciosas sobremesas.      Macedo, professora Salete Rento, uma repre-
      Outras associações ao Chocolate:                sentante dos funcionários D. Iolanda Machado,
                                                      um representante dos alunos ,Vitor Alves, um
      Personalidades - O sedutor italiano Casano-
                                                      representante do Pelouro da Cultura, da Câmara
      va, apelidou esta delícia de ―elixir do amor‖   Municipal de Mondim de Basto, Tiago Pires.
      e o Marquês de Sade, introduzi-o nos seus       As turmas estiveram de parabéns pela envol-
      escritos literários.                            vência que demonstraram nesta actividades. A
      No cinema - ‖Como água para chocolate‖,da       Turma vencedora foi o 5ºB,tendo sido reconhe-
      adaptação da escritora Laura Esquivel, outro    cida com um certificado de vencedora, mais o
      famoso filme‖Charlie e a Fábrica de Choco-      prémio representativo entregue a todas as tur-
                                                      mas participantes.
      late‖, realizado por Tim Burton e protagoni-    A equipa dinamizadora, o PAA, considerou a
      zado por Juliette Binoche.                      actividade um sucesso!

    BOLETIM     DA   BIBLIOTECA
ANO    2   -   NÚMERO     1                                                                   PÁGINA   7

      A origem das tradições de Natal
                                                                           NATAL
      O Natal está à porta, muitas são as famílias
      que se preparam para fazer a decoração nata-
      lícia de suas casas, fazer o presépio, a árvore
      de Natal e outros enfeites. Uma tradição à burro verdadeiros.
      qual nem sempre nos detemos para saber Com o evoluir dos tempos, a palavra presépio
      quais as suas origens e significados.           passou a associar-se a representação artística
                                                      do nascimento do Menino Jesus; o filho de
      Porque a 25 de Dezembro?                        Deus que se faz acompanhar pela virgem Ma-
      A maioria das pessoas pensa que o Natal se ria sua Mãe, e o marido desta, São José. É
      celebra a 25 de Dezembro por ser essa a data ainda usual acrescentar-se outras figuras, co-
      de nascimento de Cristo. Mas na realidade mo os reis Magos, pastores anjos e animais.
      ninguém sabe ao certo, qual a verdadeira data
      do seu nascimento. Nos relatos bíblicos não A que se deve o aparecimento da “ Árvore
      há nenhuma referência sobre este facto.         de Natal”?
      Decorria o ano de 274 D.C, quando o impera- O abeto e, sobretudo o pinheiro, eram as ár-
      dor Aureliano oficializou o culto ao Sol, man- vores que costumavam ser enfeitadas, dentro
      dando construir um templo em honra da mai- e fora de casa, quando se aproximava a qua-
      or estrela do nosso sistema solar;‖Dies Nata- dra natalícia. As suas folhas simbolizavam a
      lis Invicti Solis‖,que significa.‖‖O dia do vida eterna.
      Nascimento do Sol Inconquistável‖.Por or- Na Idade Média, era costume adornar com
      dem do imperador romano, esta festa pagã ofertas a árvore do presépio. Um símbolo da
      passou a ser celebrada a 25 de Dezembro, que eucaristia, como fruto do sacrifício de Jesus
      segundo a astronomia de então, coincidia com Cristo na cruz. Desta forma, tornou - se hábi-
      o inicio do Solstício de Inverno.               to colocar-se frutos e doces na árvore do pre-
      Cerca de 75 anos depois, em 350, o Papa Jú- sépio, como uma oferenda do filho de Deus
      lio I decretou que o nascimento de Cristo de- às crianças.
      veria ser comemorado no dia 25 de Dezem- Terá sido na Alemanha, com São Bonifácio,
      bro, por substituição à veneração ao Deus no século XVI, que apareceram as primeiras
      Sol, os Cristãos passaram, então, a comemo- referências às árvores com papéis coloridos.
      rar nessa data o nascimento do seu Messias, Esta tradição rapidamente se espalhou por
      visto este simbolizar a luz divina, o Sol da outros países europeus.
      justiça.                                        Nesse mesmo século, o pinheiro foi eleito a
                                                      árvore de Natal, por excelência.
      Quais as Origens e impulsionadores do Pre- Uma vez que é uma árvore de folha persis-
      sépio?                                          tente. O pinheiro é um símbolo de vida, do
      Quanto a esta curiosidade, reza a história que tempo de colheita, mantém a sua cor sempre
      a palavra tem raízes hebraicas, significando
                                                      verde, sempre viva…
      ―manjedoura de animais‖, no nosso dicioná-
      rio tem por definição‖um lugar onde se reco-
      lhe o gado, curral, estábulo‖.
      Segundo a tradição católica, deve-se a São
      Francisco de Assis, o grande impulso da re-
      presentação dos presépios, durante o século
      XIII. Ao querer celebrar o Natal deu forma
      mais real possível, montou um Presépio ao
      vivo em Gréccio, na Itália, na passagem de 24
      para 25 de Dezembro do ano 1223.Nesse pre-
      sépio feito de palha, estava representada a
      imagem de Cristo junto de um boi e de um

                                                                        BOLETIM      DA   BIBLIOTECA
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    POESIA!!                                                                             O meu primeiro poema

    … os nossos alunos é que sabem!                                                  Seria uma história sem fim,
                                                                                           Pequenos versos teria,
                                                                                                Alguém os leria.
                                                                                           Porém, quem os lerá?
                             Dentro de mim.                                             Quem os compreenderá?
                                                                                        Talvez, se apenas disser!
           Atropelo-me e desfaço-me em silencios, que nao param                   Este é o meu primeiro poema.
  de me queimar a face num pesadelo sem fim…                                            Um poema sem palavras,
                                                                                  Um poema sem pensamentos,
           Aguardo pelas palavras que nao chegam, pelos dias que
                                                                                         Não tem razão de o ser,
  nao passam, pelos impossíveis que nao se convertem e pelo que             Mas, se as palavras conseguem voar,
  nunca te soube dizer...                                                               Também eu conseguirei.
           E tinha ainda tanto para falar... mas nunca o suficiente                             Com expirações,
  para o fazer! Devo-me ter perdido entre palavras desditas que                                Com inspirações,
  nao me fazem sentir em mim e as miragens malditas que nao me                               Tudo será possível.
  deixam                 por-te               um               'fim'.          Talvez seja uma folha enrugada,
         Eu nunca deixei de aqui estar, mas a minha alma decidiu                       Onde o vento permanece,
                                                                                   E a chuva chora sem o saber.
  fugir, se tudo aquilo que quero esta agora enterrado no mais fun-
                                                                                     Assim, espero com a razão,
  do dos cantos, deixa-me entao ate a mim partir...                                   A mais profunda de todas.
         Hoje preciso ver-me longe de ti, curar todas as minhas feri-                           Esperando por ti,
  das e nao pensar em mais nada, senao em mim. Porque toda esta               Por quem me tomas todos os dias,
  chuva que me molhou o rosto, gelou-me a alma e trouxe-a de vol-                   Que me ajudas, sem o saber.
  ta. Agora os olhos que antes eram teus, nao conseguem mais ver,                           Assim, minha musa,
  cegaram-me o coraçao que agora chora sempre que a noite chega.                Espero que me dês a inspiração,
           Nao voltarei a olhar para tras! Vou sem destino, sem ba-                            Que tanto desejo,
                                                                                             E que tanto espero.
  gagem e retorno. Hoje ja nao me assombra a tua ausencia nem
                                                                                  Porque, a esperança é infinita.
  me pesa o teu olhar, por isso nao te espalhes em saudades por-                      Esperançosa, espero por ti.
  que jamais hei-de voltar.
           Quando sentires a minha falta nao me tentes perceber,                      Catarina Peixoto, 10º A
  entende antes os meus silencios…
                                           Mónica Dinis 10ºA Nº16

  Dentro de mim…

  Dentro de mim corre sangue,
  O sangue que pinta o quadro da minha vida,
  Que junto ao sal das minhas lágrimas
                                               Dentro de mim
  Tempera o mundo em que talvez viva.

  Dentro de mim está um ser incompleto         Sou tudo e sou nada.
  Imaginativo, sonhador, utópico               Vivo para mim e não para os outros.
  Que sonha com o mundo                        Sou um turbilhão de perguntas, de angústias, de medos, de
  Com cinema, e teatro, e religião             sonhos, mas ninguém me responde, porque ninguém entra
  Que não sabe se é ateu ou cristão.           em mim, sou um cofre fechado a sete chaves.
                                               Dentro de mim a ilusão da verdade e do fácil…
  Dentro de mim está a musica,                 A solidão consome-me, mata-me mas não é mais forte que
  A música e o amor.                           a amizade, que o amor.
  Louco? Talvez.                               Dentro de mim vive uma criança, existe um adulto.
  Louco de paixão,                             Quero o possível e o impossível.
  Louco por querer viver com emoção            Dentro de mim nascem ideias, sonhos que me preenchem…
  Louco talvez por viver, eu                   Largo o supérfluo, corro em busca do simples, do puro.
  Num mundo onde mal piso o chão…
                                               Dentro de mim: constantes contradições
                   R M M F, 10º A
                   3/12/2010
                                               Sylvie Cristina Oliveira 10ºA Nº19

BOLETIM       DA   BIBLIOTECA
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                                                                                          ―ERRÁMOS …
HISTÓRIA DE UM ADICTO...                                                                  MAS NÃO SOMOS UM ERRO‖

3ª Parte
“…para que nenhum adicto, esteja onde estiver, precise de                  até se tornarem num hábito, numa dependência, numa doença, que me
morrer dos horrores da adicção”                                            levou a encontrar o A. da Fonseca naquele condição física e mental.
                                                                           Tentei comunicar. No entanto, não me pareceu obter algum sentido
Quem é um adicto?                                                          lógico da nossa conversa, que pouco ou nada resulta numa situação
A maioria de nós sabe muito bem! Não precisamos de pensar duas             análoga.
vezes sobre esta pergunta.                                                 Encaminhámo-nos vagarosamente, com maior ou menor esforço, aqui
As nossas vidas, os nossos pensamentos estavam dirigidos única e           e além, até nos encontrarmos junto ao grande portão de ferro da entra-
simplesmente para as drogas, para a maneira de a obter e encontrar         da da sua casa. Tentou-o abrir, sem se aperceber que se encontrava
maneira de uma forma ou de outra obter mais. O horizonte das nossas        apenas encostado. Abri-o eu, voltando a encostá-lo, e lá seguimos por
vidas limitava-se ao seu uso e usávamos para viver. Éramos adictos;        entre uma pequena alameda até chegarmos a uma porta grande de
sofríamos duma doença chamada adição.                                      madeira que se abriu, deixando passar uma ténue claridade vinda do
Um adicto é um homem ou mulher, novos ou mais velhos, estratifica-         interior da casa, ao mesmo tempo que surgia o vulto de alguém que me
ção social, ricos ou pobres, cujas vidas são controladas pelas drogas,     pareceu bastante jovem! Depois, e não muito depois, apercebi-me da-
pelo álcool – comportamentos, pensamentos, atitudes, acções…; é uma        quela personagem que nos abriu a porta. Era realmente uma jovem,
doença crónica e progressiva que termina sempre da mesma maneira:          bem bonita por sinal, alta, de cabelos curtos e olhos castanhos …
PRISÕES; HOSPITAIS; MORTE.                                                 enigmáticos …. era a sua irmã, com quem vivia… ou não!...
Colocámos o seu uso à frente do bem-estar das nossas famílias, das         Não me pareceu muito surpreendida com aquela situação, mas senti no
nossas mulheres, maridos, dos nossos filhos! … Prejudicámos muita          seu olhar não sei bem se o rancor, recriminação, tristeza, impotência,
gente, mas sobretudo prejudicámo-nos a nós mesmos. Não éramos              ressentimento… que a levou a pronunciar quase apaticamente, sem
capazes de enfrentar a vida tal qual ela é!                                qualquer outro comentário:
No entanto, compreendíamos, de que algo não estava bem connosco e          - Entra!
de que algo de muito grave se estava a passar. A nossa dependência         - Já vou, já vou…boa noite…Fran… fran… até, até!...
controlava as nossas vidas, que nos arrastava para um suicídio lento.      Interrompi-o!
Muitos de nós chegámos a procurar ajuda na medicina, na religião, na       -Boa noite… descansa bem.
psiquiatria… nada disso resultou. Tudo voltava ao mesmo. Usávamos          Não me ocorreu, naquele momento, perante a hostilidade da moça
drogas, consumíamos álcool para encobrirmos os nossos sentimentos          dizer mais nada que não fosse, sem sequer esperar uma resposta:
e, para a obter não hesitávamos a recorrer a métodos que a nossa ima-      - Boa noite para os dois.
ginação, inteligência, criatividade…não deixava escapar - roubos,          Para meu espanto, mediante toda aquela aparente agressividade res-
assaltos, devassidões, libertinagens, mentiras – tudo servia para cuidar   pondeu-me cortesmente:
e alimentar a nossa alergia.                                               - Boa noite… espero que o meu irmão não o tenha aborrecido muito.
 “ Admitimos que éramos impotentes perante as drogas,                      Obrigada senhor…senhor…
que tínhamos perdido o domínio sobre as nossas vidas”                      - Francisco Carneiro…menina….
Este é o primeiro passo para a recuperação.                                - Sofia…Sofia da Fonseca. Boa noite, mais uma vez…como vê…
Muitos adictos não reconhecem a sua doença, não a aceitam, apesar          - Compreendo, compreendo… espero numa breve ocasião vir a ter uma
dos sintomas serem por demais evidentes. Se alguém se apercebe dos         conversa com o meu amigo M. da Fonseca.
seus problemas e o confronta ou tenta confrontar, com o intuito de         Nada mais dissemos.
atacar a sua insanidade, os seus desgovernos físicos, materiais, do foro   Em que situação vim a encontrar o M.da Fonseca e a
psicológico ou outros, (nunca a sua pessoa), inicialmente entram em        sua irmã Sofia.
negação única e simplesmente.                                              Senti latir os cães – um Labrador todo preto e um rafeiro muito astuto,
“Não me venhas com essas coisas… sabes perfeitamente que quando            que mais se parecia com um pequeno lobo.
quero, consigo controlar perfeitamente as minhas atitudes, as minhas       Abri a porta ao cimo da escadaria e, surpreendido, reconheci o meu
emoções ou sentimentos e tudo o resto que queiras… sou capaz, posso        “velho” amigo Fonseca e, momentaneamente quedei com a presença
parar em qualquer momento. No entanto, “c”os diabos”, a vida seria         da sua irmã, que o acompanhava, não pelas razões que muitas mentes
muito sensaborona sem álcool ou drogas… em determinadas alturas…           de imaginação fértil, mas pouco racionais, julgam os outros, mas pelo
se bem me faço entender!” Foi isso que me disse, em d eterminada           simples facto daquilo que leva uma criatura a ter a coragem de pedir
altura A. da Fonseca, num dos invulgares momentos de mais ou menos         ajuda e a revelar segredos que numa outra situação a impediria de se
sobriedade                                                                 exteriorizar! Foi precisamente disso que me apercebi e não me enga-
No entanto, o querer estava a um nível muito abaixo do poder.              nei!
“Posso, mas ainda não quero.”                                              O Labrador é um animal dócil, folgazão e divertido. Não foi difícil
 O tempo passava… dias, meses, anos, até que… as prisões, o hospital       arranjar novos amigos. O receio de uma atitude mais agressiva por
ou o cemitério tomavam conta do destino da pessoa.                         parte dos animais desvaneceu-se.
Bom, este, “…em determinadas alturas…” fez-me considerar:                  Vim ao seu encontro.
- Negação, negação, negação! …Foi a sensação que me ficou daquilo          - Ora vivam! Sofia, não é assim? E o meu bom amigo Fonseca! Mas
que me foi transmitido.                                                    que agradável surpresa…
 Os dependentes eram os outros. Aliás, nem sabia o que isso era, dizia-    Na realidade, não foi assim tão
me com um ar, não sei bem se de estúpido, ignorante ou de uma alti-        surpreendente aquela visita.
vez, que classificarei de falso orgulho.
Numa noite do mês de Agosto, ao passar, casualmente por uma deter-
minada viela, mal iluminada, deparo-me com um vulto que, com gran-
des dificuldades, caminhava à minha frente. Apressei o passo, aproxi-      José S. Antunes
mei-me e vi, deparando não com uma pessoa, que pensava encontrar,
mas aquilo que mais parecia um farrapo humano cambaleante!
Reconheci-o! Imediatamente a recordação das últimas palavras que
lhe tinha ouvido ressaíram na minha mente: “… c´os diabos, a vida
seria muito sensaborona sem álcool ou drogas…em determinadas
alturas…se bem me faço entender!”.
Foram essas “determinadas alturas”, seguidas, repetidas devotamente


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ANO   2   -   NÚMERO       1                                                                     PÁGINA      10

PLANTAR PORTUGAL—PLANTAR MONDIM

       25 DE SETEMBRO




Esta iniciativa, de reflorestação nacional, decorreu na semana de 23 de Novembro a 28 de Novembro, a este
evento, associou-se a Autarquia de Mondim de Basto, nomeadamente a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia
de Mondim de Basto, assim como o Parque Natural do Alvão, aderindo a iniciativa o Agrupamento de escolas de
Mondim de Basto.
Os alunos e professores, do 1º e 2º ciclo, colaboraram na plantação de algumas árvores, com a ajuda dos funcio-
nários da Autarquia e do Parque do Alvão. Os locais escolhidos foram a Sr.ª da Graça para p 1º ciclo e a Sª da
Piedade no 2º ciclo.
O principal objectivo, pautou-se por sensibilizar as crianças par a protecção da Natureza e a criação de espaços
verdes, resultando daí uma melhor qualidade de vida.
Todos ficamos mais ricos, contribuindo para a florestação do nosso ambiente.
Fica prometido, para o próximo ano lectivo, faremos uma visita às nossas árvores! Poderá consultar em,
www.agrmondimbasto.com, página da escola, SECÇÃO DE CLUBES E PROJECTOS vídeo e slide show da acti-
vidade “Plantar Portugal - Plantar Mondim””.
As fotografias foram fornecidas pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto.


  BOLETIM       DA   BIBLIOTEC A

Boletim informativo biblioteca-2010-11

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    http:/ Pagin a onli /becr ne: emon dimb asto.n o.sa po.pt Boletim da Biblioteca A N O 2 - N Ú M E R O 1 D E Z E M B R O D E 2 0 1 0 FICHA TÉCNICA Coordenação: Licínio Borges Redacção: Isaura Sousa Francisco Veiga Colaboradores: José Manuel Iolanda Machado NATAL é festa! Produção Gráfica: Francisco Veiga Propriedade: Biblioteca do CURIOSIDADES E CONCURSO DE DECORAÇÃO DE Agrupamento de Escolas De Mondim de Basto MESAS - PAG.6 E 7 Sede: Rua da Fontela 4880-100 Mondim de Basto http:// fisgolas.blogspot.com/ http://www.facebook.com/ Fisgolas Mondim http://twitter.com/ Fisgolas2010 boletim.bib.mondim @gmail.com PLANTAR MONDIM… PAG. 10 S. MARTINHO… PAG.4 e 5 BOLETIM DA BIBLIOTEC A
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    PÁGINA 2 Editorial buído para o desenvolvi- pações on-line ou em aulas mento da escrita porque posteriores e ainda aperfei- não temos sabido apropriar çoar suas habilidades de O fim da escrita? a sua utilização aos interes- registo e escrita para que ses da educação, da ciên- se torne um profissional Dizer que hoje, nas esco- cia e do conhecimento. É, mais completo ao terminar las, se escreve muito pou- por isso, obrigação de to- o 12º ano. co, é dizer o óbvio e não dos nós, ensinar nas esco- A nossa preocupação é nos referimos apenas aos las que ao escrever-se em constante e tudo temos alunos. Mas todos devería- computadores se preze feito para tornar real o mos saber que a qualidade pela qualidade da lingua- acima descrito. Só este ano da escrita está relacionada gem utilizada, seja para a lectivo temos em marcha com uma prática constan- composição de textos des- um conjunto de projectos te, dia a dia, ao uso regular tinados ás aulas, aos por- de promoção de leitura que dessa importantíssima fer- tais, sites, blogs, ou mes- abarcam praticamente to- ramenta, chamada caneta, mo na comunicação instan- dos os alunos do pré até ao lápis ou afim. Também é tânea realizada através de 3º ciclo, bem como uma de todos sabido que a es- Messenger, Facebook, grande parte dos professo- crita qualificada está asso- Twitter, ou afins. Devemos res desses ciclos. Mas não ciada à leitura, quanto mais pautar o uso de uma lin- deveremos ficar por aqui se lê, melhores as condi- guagem em que o vocabu- pois corremos o risco de ções para o desenvolvi- lário, a concordância, a nos transformar-mos num mento de textos de reco- lógica, a acentuação e a oásis onde o deserto é a nhecido valor. A leitura pontuação sejam usadas regra geral. As exigências agrega vocabulário, melho- devidamente. do mundo digital actual e a ra as noções de coerência Sou contra essas ferramen- evolução para esse mundo e lógica, permite que a tas? Claro que não até por- dos livros cada vez menos pessoa tenha mais argu- que os projectores, qua- em formato papel obrigam mentos para escrever e dros interactivos, computa- os professores a adquirirem ainda torna mais criativas dores e a Internet constitu- conhecimentos em Tic que as pessoas. em ferramentas que mo- deverão partilhar posterior- Os constantes avanços dernizam e possibilitam mente com os seus alunos. tecnológicos proporciona- novas experiências de re- O segredo para a excelên- ram, ao longo dos tempos, gisto e produção de textos. cia assenta, por um lado, que novos equipamentos e Para o aluno, cria-se uma numa formação científica recursos surgissem para óptima oportunidade de sólida e, por outro, num facilitar novos registos e estudar com regularidade grande conhecimento a praticamente garantir para os conteúdos trabalhados nível de ferramentas Web sempre o seu armazena- nas aulas, certificar-se dos 2.0. Claro que nada disto mento. As escolas viram-se conceitos e ideias demons- terá qualquer valor se não inundadas nos últimos anos tradas, apresentarem as for PARTILHADO. com toda a panóplia de eventuais dúvidas através Bom Natal. ferramentas cuja utilização dos próprios blogs, receber Licínio Borges pouco ou nada tem contri- o retorno de suas preocu- BOLETIM DA BIBLIOTECA
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    ANO 2 - NÚMERO 1 PÁGINA 3 Concurso Nacional de Leitura - 5.ª Edição Ano Lectivo 2010/2011 “Como é conveniente e agradável o mundo dos livros! - se não se atribuir a ele as obrigações de um estudante, nem considerá-lo um sedativo pa- ra a preguiça, mas entrar nele com o entusiasmo de um aventureiro! “ Autor: Grayson , D. Calendarização: 1.ª Fase – Provas nas escolas (Realização do concurso nas Escolas): de 25 de Outubro de 2010 a 14 de Janeiro de 2011 2.ª Fase – Provas distritais (Bibliotecas Públicas): Março e Abril de 2011 3.ª Fase – Provas finais (Lisboa): Maio de 2011 REGULAMENTO DA 1.ª FASE DO CONCURSO O Plano Nacional de Leitura (PNL), em articulação uma questão de resposta aberta. com a RTP, DGLB/Direcção-Geral do Livro e das Biblio- Obras seleccionadas para o 2º Ciclo* tecas e com a Rede Nacional de Bibliotecas Escolares, O Guarda da Praia - de Mª Teresa Maia Gonzalez promove, anualmente, o Concurso Nacional de Leitura. Trisavó de pistola à cinta e outras histórias – de Alice Objectivos do Concurso Vieira Estimular o gosto e a prática da leitura entre os alunos. A Lua de Joana - de Mª Teresa Maia Gonzalez Incentivar o contacto com os livros e respectivos autores. Obras seleccionadas para o 3º ciclo Avaliar a leitura de obras literárias pelos estudantes. Dentes de rato – Agustina Bessa–Luís Público-alvo O Principezinho - de Antoine de Saint-Exupéry Alunos dos 2º* e 3º ciclo do Ensino Básico e Secundário Conto da ilha desconhecida – José Saramago Condições de participação Obras seleccionadas para o Ensino Secundário Para poderem participar no Concurso, os concorrentes Mar Me Quer – Mia Couto comprometem-se a submeter-se ao presente Regulamento O Ano da Morte de Ricardo Reis – José Saramago e às decisões do Júri de cada Fase. No caso de serem se- Fanny Owen – Agustina Bessa- luís leccionados para as finais distrital e nacional, os candida- tos menores de 16 anos não poderão participar sem a auto- Prémios (três para cada ciclo) rização expressa dos pais ou encarregados de educação. 1º: um LIVRO; 2º: uma PEN-DRIVE; 3º: um DVD. Calendário Júri As inscrições poderão ser efectuadas até ao dia 12 de No- O Bibliotecário e dois elementos do Departamento Curri- vembro de 2010. cular de Línguas. A leitura das obras escolhidas decorre de 25 de Outubro Observação: de 2010 a 3 de Janeiro de 2011. Os alunos que não tenham as obras indicadas devem con- A prova, com a duração de 60 minutos, realizar-se-á às tactar os Professores responsáveis pelo Concurso (Amélia 15:20h do dia 4 de Janeiro de 2011, na biblioteca da Es- Fernandes e Fátima Mendonça) ou o Professor Bibliotecá- cola EB2,3/S de Mondim de Basto. rio (Licínio Borges), no sentido de serem disponibilizadas Os resultados serão afixados até ao dia 11 de Janeiro de o mais breve possível. 2011, no placard da Biblioteca da Escola, blog e na página *Participam apenas na 1º fase do concurso a nível de da Escola. escola. Os alunos (três do 3º Ciclo e três do ensino Secundário) que obtiverem a pontuação mais elevada serão admitidos à Mondim de Basto, 26 Outubro de 2010 2.ª Fase distrital (Vila Real). A Coordenadora do PNL na Escola Em caso de empate, os alunos envolvidos farão uma prova Amélia Fernandes oral que consistirá em três perguntas de escolha múltipla e BOLETIM DA BIBLIOTECA
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    PÁGINA 4 ANO 2 - NÚMERO 1 Água-pé, castanhas e vinho faz-se uma boa festa pelo ... … S. MARTINHO! Lenda O Verão de S. Martinho Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em Fran- ça. Montado no seu cavalo estava a passar num cami- nho para atravessar uma serra muito alta, chamada Al- pes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo. Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados ro- manos normalmente usavam. De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola. Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao po- bre. Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Pa- recia que era Verão! Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom. É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, du- rante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho. .Crucigrama da Lenda de S. Martinho Verticais: 1.Subitamente a ____________ amainou. 2.Martinho era um soldado do exército _____________. 3.Martinho é o _____________ dos enfermos e doentes. 5.Foi no _______________ que o pobre lhe pediu esmola. Horizontais: 4.Isto foi um ______________ de Deus. 6.S. Martinho deu-lhe metade da sua ______________. 7.A festa de S. Martinho é no mês de ______________. 8.O ___________ brilhou. BOLETIM DA BIBLIOTECA
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    ANO 2 - NÚMERO 1 PÁGINA 5 Ser diferente … NA BIBLIOTECA não é um defei- to, é ser único! também houve ... (EXPOSIÇÃO DE ED. VISUAL E ED. TECNOLÓGICA) Quem conta um conto, acrescenta Tenho camisa e casaco um ponto! (concurso Sem remendo nem buraco JORNAL SOL) Estoiro como um foguete Se alguém no lume me mete … NO CENTRO ESCOLAR! Também houve castanhas! No dia 11 de Novembro, quinta-feira, comemorou-se o dia de S. Martinho pela primeira vez no novo Centro Escolar de Mondim Oeste. Realizaram-se diversas actividades que en- volveram os alunos do 1º ciclo e as crianças do Jardim de Infância. Estes divertiram-se a valer com os jogos recreativos no ginásio, com as apresentações multimédia da lenda de São Martinho e outras histórias, contos e ditos populares alusivos a esta tradição. Por fim, como não podia deixar de ser houve a fo- gueira, à volta da qual se reuniram todos: alunos, professores, educadores, auxiliares e alguns encarregados de educação enquanto as castanhas assavam. Houve cantigas, brincadeiras com as caras a ficarem ―enforretadas‖ e um lan- che acompanhado das quentes e boas: as castanhas assadas! BOLETIM DA BIBLIOTEC A
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    PÁGINA 6 ANO 2 - NÚMERO 1 NATAL # O prazer do Chocolate! A época dos choco- lates está mesmo aqui! Não abusar será a melhor pre- venção, mas desfru- tar com regras é pos- sível, sem estragar a linha! O objectivo de abordar este assunto, não são Concurso De Decoração de receitas de culinária, mas divulgar algumas curiosidades, acerca do chocolate. Mesas Natal O chocolate remonta ao tempo dos Azetecas. Ainda a Europa não sonhava com os prazeres A equipa do PAA, dinamizou um concurso alu- do chocolate e já os Azetecas lidavam com sivo ao Natal, em que o objectivo principal foi as favas do cacau. A partir destas faziam um sensibilizar para a importância da vinda da co- líquido escuro a que chamavam de munidade escolar à escola, assim como tomar ―Tchocolat‖. consciência do valor das tradições, como patri- Por altura de 1502, quando a armada de Cris- mónio cultural, simultaneamente proporcionar tóvão Colombo desembarcou na ilha de Aze- o convívio entre todos. teca Guanaja, o descobridor foi então um O concurso, teve por tema, a ―Decoração de dos primeiros europeus a provar este prazer mesas de Natal‖, em que cada Turma partici- pante, realizou a decoração da sua mesa, com dos Deuses. No início o chocolate era toma- os respectivos elementos decorativos, sem es- do como uma bebida fria e amarga. quecer a parte gastronómica, típica da região. A Herman Cortés, conquistador espanhol, O concurso, teve um Regulamento, que foi en- coube a proeza de trazer o chocolate para o tregue aos Directores de Turma e comunicado continente europeu, no século XVI.Com o aos respectivos alunos. O júri do concurso foi tempo a sua essência foi transformada e a composto por três professores das Áreas de Ex- primeira casa dedicada exclusivamente ao pressão artística, as professoras, Iracema Mei- chocolate foi fundada em Londres, no ano de reles, Adélia Faia e Isaura Sousa, dois elemen- 1657,passou então rapidamente de bebida ,ao tos da Direcção da escola, Professor Valentim uso variadíssimo de deliciosas sobremesas. Macedo, professora Salete Rento, uma repre- Outras associações ao Chocolate: sentante dos funcionários D. Iolanda Machado, um representante dos alunos ,Vitor Alves, um Personalidades - O sedutor italiano Casano- representante do Pelouro da Cultura, da Câmara va, apelidou esta delícia de ―elixir do amor‖ Municipal de Mondim de Basto, Tiago Pires. e o Marquês de Sade, introduzi-o nos seus As turmas estiveram de parabéns pela envol- escritos literários. vência que demonstraram nesta actividades. A No cinema - ‖Como água para chocolate‖,da Turma vencedora foi o 5ºB,tendo sido reconhe- adaptação da escritora Laura Esquivel, outro cida com um certificado de vencedora, mais o famoso filme‖Charlie e a Fábrica de Choco- prémio representativo entregue a todas as tur- mas participantes. late‖, realizado por Tim Burton e protagoni- A equipa dinamizadora, o PAA, considerou a zado por Juliette Binoche. actividade um sucesso! BOLETIM DA BIBLIOTECA
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    ANO 2 - NÚMERO 1 PÁGINA 7 A origem das tradições de Natal NATAL O Natal está à porta, muitas são as famílias que se preparam para fazer a decoração nata- lícia de suas casas, fazer o presépio, a árvore de Natal e outros enfeites. Uma tradição à burro verdadeiros. qual nem sempre nos detemos para saber Com o evoluir dos tempos, a palavra presépio quais as suas origens e significados. passou a associar-se a representação artística do nascimento do Menino Jesus; o filho de Porque a 25 de Dezembro? Deus que se faz acompanhar pela virgem Ma- A maioria das pessoas pensa que o Natal se ria sua Mãe, e o marido desta, São José. É celebra a 25 de Dezembro por ser essa a data ainda usual acrescentar-se outras figuras, co- de nascimento de Cristo. Mas na realidade mo os reis Magos, pastores anjos e animais. ninguém sabe ao certo, qual a verdadeira data do seu nascimento. Nos relatos bíblicos não A que se deve o aparecimento da “ Árvore há nenhuma referência sobre este facto. de Natal”? Decorria o ano de 274 D.C, quando o impera- O abeto e, sobretudo o pinheiro, eram as ár- dor Aureliano oficializou o culto ao Sol, man- vores que costumavam ser enfeitadas, dentro dando construir um templo em honra da mai- e fora de casa, quando se aproximava a qua- or estrela do nosso sistema solar;‖Dies Nata- dra natalícia. As suas folhas simbolizavam a lis Invicti Solis‖,que significa.‖‖O dia do vida eterna. Nascimento do Sol Inconquistável‖.Por or- Na Idade Média, era costume adornar com dem do imperador romano, esta festa pagã ofertas a árvore do presépio. Um símbolo da passou a ser celebrada a 25 de Dezembro, que eucaristia, como fruto do sacrifício de Jesus segundo a astronomia de então, coincidia com Cristo na cruz. Desta forma, tornou - se hábi- o inicio do Solstício de Inverno. to colocar-se frutos e doces na árvore do pre- Cerca de 75 anos depois, em 350, o Papa Jú- sépio, como uma oferenda do filho de Deus lio I decretou que o nascimento de Cristo de- às crianças. veria ser comemorado no dia 25 de Dezem- Terá sido na Alemanha, com São Bonifácio, bro, por substituição à veneração ao Deus no século XVI, que apareceram as primeiras Sol, os Cristãos passaram, então, a comemo- referências às árvores com papéis coloridos. rar nessa data o nascimento do seu Messias, Esta tradição rapidamente se espalhou por visto este simbolizar a luz divina, o Sol da outros países europeus. justiça. Nesse mesmo século, o pinheiro foi eleito a árvore de Natal, por excelência. Quais as Origens e impulsionadores do Pre- Uma vez que é uma árvore de folha persis- sépio? tente. O pinheiro é um símbolo de vida, do Quanto a esta curiosidade, reza a história que tempo de colheita, mantém a sua cor sempre a palavra tem raízes hebraicas, significando verde, sempre viva… ―manjedoura de animais‖, no nosso dicioná- rio tem por definição‖um lugar onde se reco- lhe o gado, curral, estábulo‖. Segundo a tradição católica, deve-se a São Francisco de Assis, o grande impulso da re- presentação dos presépios, durante o século XIII. Ao querer celebrar o Natal deu forma mais real possível, montou um Presépio ao vivo em Gréccio, na Itália, na passagem de 24 para 25 de Dezembro do ano 1223.Nesse pre- sépio feito de palha, estava representada a imagem de Cristo junto de um boi e de um BOLETIM DA BIBLIOTECA
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    PÁGINA 8 ANO 2 - NÚMERO 1 POESIA!! O meu primeiro poema … os nossos alunos é que sabem! Seria uma história sem fim, Pequenos versos teria, Alguém os leria. Porém, quem os lerá? Dentro de mim. Quem os compreenderá? Talvez, se apenas disser! Atropelo-me e desfaço-me em silencios, que nao param Este é o meu primeiro poema. de me queimar a face num pesadelo sem fim… Um poema sem palavras, Um poema sem pensamentos, Aguardo pelas palavras que nao chegam, pelos dias que Não tem razão de o ser, nao passam, pelos impossíveis que nao se convertem e pelo que Mas, se as palavras conseguem voar, nunca te soube dizer... Também eu conseguirei. E tinha ainda tanto para falar... mas nunca o suficiente Com expirações, para o fazer! Devo-me ter perdido entre palavras desditas que Com inspirações, nao me fazem sentir em mim e as miragens malditas que nao me Tudo será possível. deixam por-te um 'fim'. Talvez seja uma folha enrugada, Eu nunca deixei de aqui estar, mas a minha alma decidiu Onde o vento permanece, E a chuva chora sem o saber. fugir, se tudo aquilo que quero esta agora enterrado no mais fun- Assim, espero com a razão, do dos cantos, deixa-me entao ate a mim partir... A mais profunda de todas. Hoje preciso ver-me longe de ti, curar todas as minhas feri- Esperando por ti, das e nao pensar em mais nada, senao em mim. Porque toda esta Por quem me tomas todos os dias, chuva que me molhou o rosto, gelou-me a alma e trouxe-a de vol- Que me ajudas, sem o saber. ta. Agora os olhos que antes eram teus, nao conseguem mais ver, Assim, minha musa, cegaram-me o coraçao que agora chora sempre que a noite chega. Espero que me dês a inspiração, Nao voltarei a olhar para tras! Vou sem destino, sem ba- Que tanto desejo, E que tanto espero. gagem e retorno. Hoje ja nao me assombra a tua ausencia nem Porque, a esperança é infinita. me pesa o teu olhar, por isso nao te espalhes em saudades por- Esperançosa, espero por ti. que jamais hei-de voltar. Quando sentires a minha falta nao me tentes perceber, Catarina Peixoto, 10º A entende antes os meus silencios… Mónica Dinis 10ºA Nº16 Dentro de mim… Dentro de mim corre sangue, O sangue que pinta o quadro da minha vida, Que junto ao sal das minhas lágrimas Dentro de mim Tempera o mundo em que talvez viva. Dentro de mim está um ser incompleto Sou tudo e sou nada. Imaginativo, sonhador, utópico Vivo para mim e não para os outros. Que sonha com o mundo Sou um turbilhão de perguntas, de angústias, de medos, de Com cinema, e teatro, e religião sonhos, mas ninguém me responde, porque ninguém entra Que não sabe se é ateu ou cristão. em mim, sou um cofre fechado a sete chaves. Dentro de mim a ilusão da verdade e do fácil… Dentro de mim está a musica, A solidão consome-me, mata-me mas não é mais forte que A música e o amor. a amizade, que o amor. Louco? Talvez. Dentro de mim vive uma criança, existe um adulto. Louco de paixão, Quero o possível e o impossível. Louco por querer viver com emoção Dentro de mim nascem ideias, sonhos que me preenchem… Louco talvez por viver, eu Largo o supérfluo, corro em busca do simples, do puro. Num mundo onde mal piso o chão… Dentro de mim: constantes contradições R M M F, 10º A 3/12/2010 Sylvie Cristina Oliveira 10ºA Nº19 BOLETIM DA BIBLIOTECA
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    PÁGINA 9 ANO 2 - NÚMERO 1 ―ERRÁMOS … HISTÓRIA DE UM ADICTO... MAS NÃO SOMOS UM ERRO‖ 3ª Parte “…para que nenhum adicto, esteja onde estiver, precise de até se tornarem num hábito, numa dependência, numa doença, que me morrer dos horrores da adicção” levou a encontrar o A. da Fonseca naquele condição física e mental. Tentei comunicar. No entanto, não me pareceu obter algum sentido Quem é um adicto? lógico da nossa conversa, que pouco ou nada resulta numa situação A maioria de nós sabe muito bem! Não precisamos de pensar duas análoga. vezes sobre esta pergunta. Encaminhámo-nos vagarosamente, com maior ou menor esforço, aqui As nossas vidas, os nossos pensamentos estavam dirigidos única e e além, até nos encontrarmos junto ao grande portão de ferro da entra- simplesmente para as drogas, para a maneira de a obter e encontrar da da sua casa. Tentou-o abrir, sem se aperceber que se encontrava maneira de uma forma ou de outra obter mais. O horizonte das nossas apenas encostado. Abri-o eu, voltando a encostá-lo, e lá seguimos por vidas limitava-se ao seu uso e usávamos para viver. Éramos adictos; entre uma pequena alameda até chegarmos a uma porta grande de sofríamos duma doença chamada adição. madeira que se abriu, deixando passar uma ténue claridade vinda do Um adicto é um homem ou mulher, novos ou mais velhos, estratifica- interior da casa, ao mesmo tempo que surgia o vulto de alguém que me ção social, ricos ou pobres, cujas vidas são controladas pelas drogas, pareceu bastante jovem! Depois, e não muito depois, apercebi-me da- pelo álcool – comportamentos, pensamentos, atitudes, acções…; é uma quela personagem que nos abriu a porta. Era realmente uma jovem, doença crónica e progressiva que termina sempre da mesma maneira: bem bonita por sinal, alta, de cabelos curtos e olhos castanhos … PRISÕES; HOSPITAIS; MORTE. enigmáticos …. era a sua irmã, com quem vivia… ou não!... Colocámos o seu uso à frente do bem-estar das nossas famílias, das Não me pareceu muito surpreendida com aquela situação, mas senti no nossas mulheres, maridos, dos nossos filhos! … Prejudicámos muita seu olhar não sei bem se o rancor, recriminação, tristeza, impotência, gente, mas sobretudo prejudicámo-nos a nós mesmos. Não éramos ressentimento… que a levou a pronunciar quase apaticamente, sem capazes de enfrentar a vida tal qual ela é! qualquer outro comentário: No entanto, compreendíamos, de que algo não estava bem connosco e - Entra! de que algo de muito grave se estava a passar. A nossa dependência - Já vou, já vou…boa noite…Fran… fran… até, até!... controlava as nossas vidas, que nos arrastava para um suicídio lento. Interrompi-o! Muitos de nós chegámos a procurar ajuda na medicina, na religião, na -Boa noite… descansa bem. psiquiatria… nada disso resultou. Tudo voltava ao mesmo. Usávamos Não me ocorreu, naquele momento, perante a hostilidade da moça drogas, consumíamos álcool para encobrirmos os nossos sentimentos dizer mais nada que não fosse, sem sequer esperar uma resposta: e, para a obter não hesitávamos a recorrer a métodos que a nossa ima- - Boa noite para os dois. ginação, inteligência, criatividade…não deixava escapar - roubos, Para meu espanto, mediante toda aquela aparente agressividade res- assaltos, devassidões, libertinagens, mentiras – tudo servia para cuidar pondeu-me cortesmente: e alimentar a nossa alergia. - Boa noite… espero que o meu irmão não o tenha aborrecido muito. “ Admitimos que éramos impotentes perante as drogas, Obrigada senhor…senhor… que tínhamos perdido o domínio sobre as nossas vidas” - Francisco Carneiro…menina…. Este é o primeiro passo para a recuperação. - Sofia…Sofia da Fonseca. Boa noite, mais uma vez…como vê… Muitos adictos não reconhecem a sua doença, não a aceitam, apesar - Compreendo, compreendo… espero numa breve ocasião vir a ter uma dos sintomas serem por demais evidentes. Se alguém se apercebe dos conversa com o meu amigo M. da Fonseca. seus problemas e o confronta ou tenta confrontar, com o intuito de Nada mais dissemos. atacar a sua insanidade, os seus desgovernos físicos, materiais, do foro Em que situação vim a encontrar o M.da Fonseca e a psicológico ou outros, (nunca a sua pessoa), inicialmente entram em sua irmã Sofia. negação única e simplesmente. Senti latir os cães – um Labrador todo preto e um rafeiro muito astuto, “Não me venhas com essas coisas… sabes perfeitamente que quando que mais se parecia com um pequeno lobo. quero, consigo controlar perfeitamente as minhas atitudes, as minhas Abri a porta ao cimo da escadaria e, surpreendido, reconheci o meu emoções ou sentimentos e tudo o resto que queiras… sou capaz, posso “velho” amigo Fonseca e, momentaneamente quedei com a presença parar em qualquer momento. No entanto, “c”os diabos”, a vida seria da sua irmã, que o acompanhava, não pelas razões que muitas mentes muito sensaborona sem álcool ou drogas… em determinadas alturas… de imaginação fértil, mas pouco racionais, julgam os outros, mas pelo se bem me faço entender!” Foi isso que me disse, em d eterminada simples facto daquilo que leva uma criatura a ter a coragem de pedir altura A. da Fonseca, num dos invulgares momentos de mais ou menos ajuda e a revelar segredos que numa outra situação a impediria de se sobriedade exteriorizar! Foi precisamente disso que me apercebi e não me enga- No entanto, o querer estava a um nível muito abaixo do poder. nei! “Posso, mas ainda não quero.” O Labrador é um animal dócil, folgazão e divertido. Não foi difícil O tempo passava… dias, meses, anos, até que… as prisões, o hospital arranjar novos amigos. O receio de uma atitude mais agressiva por ou o cemitério tomavam conta do destino da pessoa. parte dos animais desvaneceu-se. Bom, este, “…em determinadas alturas…” fez-me considerar: Vim ao seu encontro. - Negação, negação, negação! …Foi a sensação que me ficou daquilo - Ora vivam! Sofia, não é assim? E o meu bom amigo Fonseca! Mas que me foi transmitido. que agradável surpresa… Os dependentes eram os outros. Aliás, nem sabia o que isso era, dizia- Na realidade, não foi assim tão me com um ar, não sei bem se de estúpido, ignorante ou de uma alti- surpreendente aquela visita. vez, que classificarei de falso orgulho. Numa noite do mês de Agosto, ao passar, casualmente por uma deter- minada viela, mal iluminada, deparo-me com um vulto que, com gran- des dificuldades, caminhava à minha frente. Apressei o passo, aproxi- José S. Antunes mei-me e vi, deparando não com uma pessoa, que pensava encontrar, mas aquilo que mais parecia um farrapo humano cambaleante! Reconheci-o! Imediatamente a recordação das últimas palavras que lhe tinha ouvido ressaíram na minha mente: “… c´os diabos, a vida seria muito sensaborona sem álcool ou drogas…em determinadas alturas…se bem me faço entender!”. Foram essas “determinadas alturas”, seguidas, repetidas devotamente BOLETIM DA BIBLIOTECA
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    ANO 2 - NÚMERO 1 PÁGINA 10 PLANTAR PORTUGAL—PLANTAR MONDIM 25 DE SETEMBRO Esta iniciativa, de reflorestação nacional, decorreu na semana de 23 de Novembro a 28 de Novembro, a este evento, associou-se a Autarquia de Mondim de Basto, nomeadamente a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Mondim de Basto, assim como o Parque Natural do Alvão, aderindo a iniciativa o Agrupamento de escolas de Mondim de Basto. Os alunos e professores, do 1º e 2º ciclo, colaboraram na plantação de algumas árvores, com a ajuda dos funcio- nários da Autarquia e do Parque do Alvão. Os locais escolhidos foram a Sr.ª da Graça para p 1º ciclo e a Sª da Piedade no 2º ciclo. O principal objectivo, pautou-se por sensibilizar as crianças par a protecção da Natureza e a criação de espaços verdes, resultando daí uma melhor qualidade de vida. Todos ficamos mais ricos, contribuindo para a florestação do nosso ambiente. Fica prometido, para o próximo ano lectivo, faremos uma visita às nossas árvores! Poderá consultar em, www.agrmondimbasto.com, página da escola, SECÇÃO DE CLUBES E PROJECTOS vídeo e slide show da acti- vidade “Plantar Portugal - Plantar Mondim””. As fotografias foram fornecidas pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto. BOLETIM DA BIBLIOTEC A